Treino De Combate a Monstros

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Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:27



Treino De Combate a Monstros
A arena é destinada para o treino de combate a monstros. Se você procura um lugar para matar monstros, é aqui mesmo. Será disponibilizado para os treinos qualquer tipo de monstro. Por favor, lute com um monstro a sua altura.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos




Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:43, editado 2 vez(es)
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Zoey M. Ludwing em Qua 16 Out 2013 - 0:12



Dies, boring creature!

Table by Lola

Sabe aqueles dias em que você acorda estressada, toma banho estressada, toma café estressada, treina estressada e vai dormir estressada sem nenhum motivo aparente? Sabe? Eu sei também!
Acordei absurdamente estressada e parecia que o universo estava conspirando para me deixar ainda mais irritada. Não achava minha adaga, tropecei em sapatos jogados pelo chalé –Tanto meus, quanto dos meus irmãos–, meu cabelo não parava quieto, indo para o meu rosto a cada três segundos e eu tropeçava em mais e mais sapatos.
- Deuses, esse lugar precisa de uma faxina. - Disse e podia sentir uma careta se formando eu meu rosto. - Tenho que providenciar isso depois.
E enfim, chegou a melhor hora do dia: O café da manhã! Eu adoro comida!

Me servi de um hotdog e de um pouco de Coca-Cola. Depois de terminar o café, fui para a arena de combate a monstros. Alguns campistas já treinavam lá, mas eu tentei ignorar. Ao chegar lá, arranquei a minha adaga recém-achada da bota e liberei um cão infernal na arena. O mesmo logo saltou sobre mim rosnando como um louco, mas desviei em um pulo para o lado. Aproveitei sua distração para enfiar a adaga em seu lombo e a criatura se desfez em pó. Aquilo fora fácil demais!

Caminhei até outra jaula e liberei o próximo monstro; uma dracaenae. 
- Nosss encontramosss novamente, sssssemideussssa! - A dracaenae sibilou. Pude perceber que apertava sua lança com tamanha força que deixava os nós de seus dedos brancos.

- Eu te conheço, criatura? - Perguntei e automaticamente minha sobrancelha esquerda se arqueou.
- Essssqueceu de mim? - Ela gargalhou. - Sssua mãe não essssqueceria. - Masoq? - Ah, é... Eu a matei!
Okay, agora a coisa ficou pessoal.
- Podemos andar logo com isso, para eu poder acabar com você de uma vez por todas? - Perguntei impaciente e ela gargalhou, o que me pareceu mais um chiado
E então a dracaenae brandiu sua lança contra mim. Dei um pulo para traz, porém a ponta da lança acertou minha barriga, cortando minha blusa. Contra-ataquei contra seu pulso, o cortando e então ela se tornou pó.
- Isso é pela minha mãe, vadia! - Disse e chutei o montinho de pó que havia sobrado da dracaenae. O pó se perdeu no ar.
Foi só aí que notei o estrago. Uma dor aguda pulsou da minha barriga, bem aonde o monstro havia me acertado com a lança. Desci as mãos até lá e apertei o local, que senti molhado e quente. Olhei para baixo e vi o líquido vermelho-escarlate escorrer por minha barriga, quadril, pernas e enfim se empoçar no chão aos meus pés.
- Droga - Gemi e fui em direção a enfermaria. Aquele ferimento não seria fácil de curar.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Qua 16 Out 2013 - 20:18


Treino de Combate a monstros

-You are the only exception – Cantarolei enquanto me dirigia para o treino de combate á monstros, eu tinha decidido que agora iria treinar pelo menos 3 vezes por semana, precisava ficar forte e com mais força, eu também desenvolvia novos poderes, isso facilitaria um pouco a minha vida. Peguei uma espada de bronze celestial e um escudo simples emprestado do acampamento e fui andando calmamente até a floresta.

Já tinha conversado com Quíron, ele tinha mandado eu ir procurar uma dracaenae que estava solta na floresta, eu tinha adquirido poderes novos, mas eles não serviriam de nada ali, ativei meus lindos olhos completamente pretos, aquilo poderia fazer a dracaenae pensar duas vezes antes de me atacar, fui cortando algumas plantas que me atrapalhavam a adentrar mais ainda a floresta, até que achei uma clareira.

A Dracaenae estava lá, prontinha para comer qualquer meio-sangue que aparecesse, assim que ela sentiu meu cheiro veio me atacar, eu pretendia atacar ela pelas costas e acabar logo com isso, mas a sorte não andava ao meu lado. – Olha bicha feia, eu não estou no cardápio! – Falei, revirando os olhos enquanto me desviava das “lindas” garras dela que tentavam arranhar meu rosto, um sorriso brincalhão se formou em meus lábios, até que não seria ruim ficar com uma cicatriz no rosto, seria uma história a mais para contar...

Meus olhos não estavam fazendo efeito na maldita monstra, ela estava mais empenhada em tentar me matar e com isso, não tinha prestado a mínima atenção em meus olhos. Quando ia atacar a bicha foi mais rápida e tentou arranhar meu braço, usei o escudo para me proteger, mas como a sorte não é minha amiga, tropecei em alguma coisa e caí de costas no chão, fui me levantar, mas a dracaenae foi mais rápida, coloquei meu escudo entre ela e eu, fazendo a mesma arranhar apenas o escudo, as unhas dela ficaram agarradas no escudo, empurrei o escudo contra ela, fazendo a mesma cambalear para trás, ela destruiu meu escudo e o jogou para outro canto da clareira.

Me levantei rapidamente e mordi meus lábios, agora eu só tinha a espada, olhei para o céu, para a minha sorte estava escurecendo, isso me daria vantagem naquela pequena batalha, mas eu também não sabia quanto tempo tinha passado ali, Quíron iria me matar quando eu voltasse, ou talvez a Dracaenae me matasse antes, fiquei tão imersa em meus pensamentos que nem percebi que a Dracaenae estava vindo atacar novamente, quando vi já era tarde demais.

Saí “voando” pela clareira até que meu corpo bateu numa árvore, o impacto fora tão grande que senti um gosto metálico em minha boca, fiz uma careta e cuspi o sangue que estava em minha boca, olhei para a Dracaenae com meus lindos olhinhos de demônio. – Você vai se arrepender por isso – Falei, em seguida cuspi mais sangue, fui até a dracaenae e tentei acertar o braço esquerdo dela com a minha espada, não deu muito certo, ela foi mais rápida desviando e me atacando ao mesmo tempo, dessa vez não fui rápida o bastante para desviar, senti meu braço arder e um liquido quente escorrer por ele.

Senti uma tontura, mas para a minha sorte a noite já tinha chegado, eu podia me curar, curei meus ferimentos rapidinho e fui contra-atacar a Dracaenae, saí pulando quando ela tentou acertar minhas pernas com sua calda, saí contornando a monstra e desviando de alguns galhos que estavam no chão, eu não queria cair de novo, agora eu poderia mesmo me machucar e talvez não pudesse mais me curar, estava ficando fraca já, por causa do uso excessivo de poderes.

Mordi meus lábios novamente e pulei nas costas da Dracaenae, aí que o negócio ficou difícil, ela começou a se contorcer e começou a me xingar também, agarrei minhas pernas na cintura dela e cravei minha espada nas costas dela, fazendo a mesma explodir em pó dourado e fazendo com que eu saísse rolando e tossindo pelo chão, por algum motivo desconhecido, eu sempre conseguia engolir um pouco daquele pó maldito. Saí mancando e sentindo uma dor horrível no estômago enquanto tentava voltar ao acampamento e adivinha só o que aconteceu no meio do caminho... Adivinhou? Não? Eu conto: Saí “voando” pela floresta até bater novamente com as costas numa árvore.

Comecei a tossir e cuspir sangue e quando olhei pra cima encontrei outra dracaenae. – Olá Ssssssemideussssa! – A monstra falou com um sorriso naqueles lábios escamosos nojentos, senti um arrepio passar pelo meu corpo, por que tudo na minha vida tinha que dar errado? Me levantei com dificuldade e aprovei que tinha pelo menos recuperado um pouco das minhas forças, já que já estava de noite eu podia muito bem me curar, porém, como já estava cansada de tudo aquilo e queria voltar para o conforto da minha cama, não fiz mais do que pular no pescoço da Dracaenae e enfiar a espada na mandíbula dela, mas não fui rápida o bastante para evitar que ela fizesse arranhões em minhas costas com suas garras, soltei um urro de dor quando senti meu corpo bater contra o chão novamente, tinha caído de mal jeito e agora meu pulso estava doendo, assim como minhas costas, por onde eu sentia liquido quente escorrer, soltei um suspiro pesado e saí correndo em direção a enfermaria, logo saindo do pesadelo que era aquela floresta.
Thanks Anne Silva @ OPS



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Victoria Gipsy Kolling em Sex 18 Out 2013 - 17:05



Dei um sorriso fraco, fundido no cansaço e na satisfação. Os orbes percorreram pelo gramado extenso, observando as figuras altas com espadas e arcos, logo mais fechei meus olhos, tentando me lembrar do começo daquele dia. Antes mesmo de pensar na palavra "Dracaenae" e "treinos".
Uma forte brisa e o cheiro de grama molhada estava muito forte naquela manhã no chalé 6. Meus planos eram tão vagos que até cogitava em voltar a cozinhar cookies como fazia quando ficava entediada. Pensava em meu pai, em meu irmão e Leanna. Como todos estariam? Será que ainda pensavam de mim? Era difícil não pensar neles, como de costume. Debruçada na escrivaninha do chalé 6 escutei alguns meio-irmãos meus comentarem: "Por pouco o monstro não engoliu meu braço!", comentários desse tipo encheram o chalé. 
Me levantei da escrivaninha nervosa, por não ter um momento de sossego naquele acampamento, me joguei na minha cama e coloquei nos ouvidos o songplayer, que um amigo filho de Hefesto construíra para a mim. A música começou a tocar e comecei a cantarolar animadamente, sem saber ao certo se daria em alguma coisa, bom, pouco importava. 
O sol e as nuvens cheias de formatos diferentes não me deixaram ficar quieta dentro do chalé, tal atividade que tinha planejado para o dia todo. O acampamento continuava o mesmo, cheio de pessoas sorridentes e alegres, com os joelhos sujos de terra e os rostos cheios de arranhões. Senti-me de um tanto deslocada, era totalmente diferente daquelas pessoas. Meus joelhos estavam naturalmente limpos e meu rosto não demonstrava um arranhão de uma batalha passada.
Nos ombros minhas flechas repousavam monotonamente, ainda que esperasse usá-las em breve, nas mãos o arco inquieto. Rumava na direção do campo para treinos, lugar que pouco frequentava. Isso me irritou de um tanto, nunca ia para tal lugar, por que estava indo agora? Não fazia o menor sentido, porém não queria dar aquele gostinho para meus irmãos que foram lá naquele dia, não deixaria tão barato assim.
Chegando lá me surpreendi por ter chegado exatamente na hora que o treino começava, era combate a monstros. O lugar era um simples gramado verde extenso, com vários campistas com suas armas em punho. Me posicionei ao lado de uma menina que tinha cabelos avermelhados e era bem baixinha. Pus o arco em punho e preparei uma flecha, pronta para o que pudesse vir.
No fundo da clareira havia grandes jaulas de aço, prendendo os animais mais repugnantes que eu já vira. Quando eu digo repugnante não quero dizer como um queijo estragado ou uma meia suja muito fedida que parece tóxica, quero dizer mulheres metade cobra. Quando alguém pensa em mulheres metade cobra, logo relacionam com a Medusa, mas as Dracaenae eram algo muito pior. Seus corpos cheios de escamas gosmentas me davam nojo, de suas bocas negras haviam dentes afiados prontos para dilacerar alguém. Posso ser orgulhosa, mas vou admitir: fiquei com medo.
Mas não tive tempo suficiente para ficar olhando os monstros, pois logo a instrutora abriu as jaulas e os monstros correram em nossa direção. Os bichos eram rápidos e esguios, e quando me dei conta, uma Dracaenae me deu uma rasteira com sua cauda escamosa. Fui ao chão e quando levantei os olhos, a Dracaenae estava pronta para enfiar sua lança através de minhas entranhas. Tratei então de me levantar, já com o arco preparado para o que fosse. 
A primeira flecha saiu certeira, pegando no pescoço da Dracaenae, que urrou de dor, mas que não recuou. Sua fúria cresceu ainda mais e sua lança pegou em meu braço, mesmo depois de desviar. Quando me preparava para mais uma flecha, a Dracaenae foi mais ágil. Com sua cauda melecada, fui puxada para o chão pelo meu pé, abandonando o arco e flecha. Quando o monstro se deu por vencida e se preparava para me lanchar, chutei com força a cara do animal, que me soltou no instante e recuperei meu arco e flecha. 
Quando o animal se voltou para mim novamente, já estava preparada para lançar duas flechas de uma vez, que acertaram o bicho na testa. A Dracaenae cambaleou, se dissolvendo em um pó dourado aos poucos, se aproximando sorrateiramente, suas forças escassas não perderam a fúria do animal que com suas unhas tenebrosas cortaram rapidamente meu queixo. O corte doeu, e me dei conta de um sangramento no meu tornozelo e no meu braço. Cambaleei para frente, de encontro com o monstro, me entregando.
A Dracaenae satisfeita pela minha desistência, se deu por vencida e esboçou um sorriso tenebroso. Levantei meus orbes na direção do rosto do bicho, antes de tirar cautelosamente minha adaga do coldre em minha cintura e cravar no peito do monstro. O bicho cambaleou para trás, urrando de dor antes de uma vez por todas se dissolver em pó dourado. 
Percebi minha fadiga. Dei um sorriso fraco, fundido no cansaço e na satisfação. Os orbes percorreram pelo gramado extenso, observando as figuras altas com espadas e arcos, logo mais fechei meus olhos, tentando me lembrar do começo daquele dia. Antes mesmo de pensar na palavra "Dracaenae" e "treinos".




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Alicia H. Malkovich em Sex 18 Out 2013 - 19:23

Era manhã e uma manhã típica no acampamento, todos se levantavam, arrumavam-se, tomavam café e iam para os treinos. Tenho de admitir que aquela havia sido uma noite mal dormida, isso não poderia negar. Lampejos de luz passavam por minha mente ainda sonolenta. Não conseguia lembrar o que havia sonhado, mas mesmo assim um certo senso de perigo me dizia que não era nada que eu quisesse realmente lembrar.

Dando um jeito de exilar todos os pensamentos confusos de minha mente, passei uma das mãos pela blusa laranja do acampamento meio-sangue a jogando longe, acho que já disse que odeio essa blusa de uma tal forma que nunca a usei. Respirando fundo, dei de ombros tentando relaxar e simplesmente abrir a porta do chalé, seguindo o som de vozes que indicavam onde seria o treino. Treino de Combate a Monstros, definitivamente não seria algo fácil, a última vez que lutei com um monstro foi quando descobri ser semi-deusa, ou seja, eu e Alexis.

Permaneci calada por tanto tempo que meus lábios começavam a ficarem ressecados. Na verdade não falava porque não tinha a mínima vontade de me socializar, talvez um terrível defeito, talvez apenas uma auto-defesa. Faríamos treinos em conjunto, nós os filhos de Ares, um instrutor foi designado para isso, estava de pé em cima de um dos caixotes ali, olhando os campistas com um sorriso. O conselheiro logo interrompeu qualquer murmúrio de conversa, gesticulando apressadamente para que os campistas se aproximassem. Fúrias, esse era o nosso 'trabalho' de hoje. Tomei nota mental de apenas uma informação primordial. - ... utilize-se de quaisquer artifícios para destruir a fúria. [...]E lembrem-se, elas costumam estar sempre voando. Nem que seja um voo próximo ao chão, mas é uma vantagem.  Então tentem trazê-las para o mesmo plano que você. - Que comece a luta.

Resmungando coisas inaudíveis como uma estratégia, consegui me meter em uma brecha dos demais campistas para pegar uma arma qualquer, puxando aleatoriamente uma espada do caixote. Vantagem de ser filha de Ares, suas estratégias tem 99,9% de dar certo, qualquer arma em sua mão pode ser manuseada com grande maestria. Respirei fundo e me virei para meus irmãos. - Agora, é vida ou morte, se espalhem, montem suas estratégias e na melhor oportunidade as coloquem em prática. E pelo amor de Zeus, tomem cuidado seus idiotas. - Por fim corri na direção oposto dos meus irmão, idiotas, se espalhavam feito baratas tontas correndo em círculos. Olhei ao meu redor, estávamos em um campo amplo e rodeados de espécies de árvores grandes. O instrutor soltou as fúrias a tempo de eu correr para trás de uma daquelas árvores.

Segurei firma a espada de bronze a minha mão, estreitei o olhar e tive uma ideia. A benevolente que vinha em minha direção se transformou do tio Alfred, ok, eu odeio aquele gordo nojento e adoraria matá-lo nessa oportunidade. Não demorou muito e o monstro conseguiu me alcançar, o mesmo tentou me acertar na lateral direita do corpo com uma lâmina - que não sei da onde apareceu - posicionada na diagonal, de modo decrescente. Usei a mesma tática para impedir que o ferro colidisse com a minha pele, só que a diagonal que minha espada formava era em sentido crescente. Consegui me desvencilhar do ataque e com minha perna direita acertei o tio Alfred no rosto, retardando seu ataque por não conseguir enxergar muito bem. Tempo necessário para eu conseguir escalar a árvore a minhas costas, o bom de ter sido uma excelente esportista é que minha flexibilidade, agilidade e equilíbrio eram grandes. Finquei meus pés no galho mais grosso que encontrei e esperei a benevolente tomar sua forma natural.

A fúria se transformou e começou a planar próximo ao chão a me caçar, burra, não esperava meu contra-ataque. Saltei do galho bem em cima da fúria, que grunhiu e passou a voar de forma a tentar me retirar de suas costas. - Calma cavalinho, ops, fúria. - Disse sarcasticamente, agora começaria a diversão. Mais uma vez a fúria grunhiu, balbuciando algum xingamento ou algo do tipo 'irei comer suas tripas'. Avistei a esquerda um rosto conhecido que estava com problemas com uma das fúrias. - Vamos pra lá. - Puxei as orelhas da fúria em que eu estava em cima, direcionando para o lado esquerdo. Tentei ao máximo me manter equilibrada, quando aproximei-me da minha irmã o monstro conseguiu me jogar ao chão, saltei com uma cambalhota e consegui me recuperar. Fiquei de costas a costas com uma meia-irmã que não lembrava o nome. Estávamos presas, cercada pelas duas fúrias. - Quando eu contar até três você abaixa. - Sussurrei para uma garota que estava tão amedrontada que concordou. - 1...2...3! - Gritei no último número e minha meia-irmã abaixo a tempo de desferir um golpe horizontal na direção da primeira fúria que vinha ataca-la, o golpe na horizontal no angulo de 180° teve um efeito enorme, levando o monstro a se desintegrar bem a nossa frente. A outra Fúria por sua vez, grunhiu com um grito estrondante.

A menina acuada se pôs a correr. Como pode uma filha de Ares ser tão estúpida a esse ponto? Suspirei, seria eu mais uma vez. A Fúria veio em minha direção, saltei golpeando-a com um dos pés fazendo com que ela caísse um pouco à frente, corri em sua direção e encostei minha espada na sua asa direita, cortando-a. Não a matando ainda, a Fúria me atingiu com a outra asa fazendo com que eu caísse com o braço machucado. Uma ira tomou posse de mim, levantei e caminhei em sua direção, outros semideuses apenas observavam. - Você. Está. Morta. - Gritei e então finquei a espada em sua garganta, e por fim a benevolente virou pó. Respirei fundo olhando a meu redor e alguns campistas que estavam ao longe me olhavam, ok, como se nunca tivessem visto uma filha de Ares em ação. Dei de ombros, e fui até a garota me certificando de que ela estava bem, depois caminhei junto com os meus meio-irmãos para o chalé.





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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Dante Acciare Lecter em Sab 19 Out 2013 - 20:21

Subterraneo dos campos de morangos 

Era um dia lindo no acampamento, eu estava deitado na extremidade norte dos campos de morangos de modo que eu conseguia observar os estábulos, o sol estava em seu auge e aquecia meu rosto. Já estava na hora de começar a me movimentar, então levantei e comecei a atravessar os campos em direção a casa grande com o objetivo de falar com Quíron e pedir algum treino ou algo do tipo. No meio do caminho encontrei alguns buracos na terra, mas não dei bola, imaginei que meus irmãos do chalé quatro estivessem preparando a terra para plantar mais morangos, mas logo à frente encontrei um buraco maior e ao seu redor algo produzia um brilho verde quando em contato com a luz do sol. Achei aquilo esquisito e resolvi me aproximar para ver o que era, chegando um pouco mais perto pude perceber que o brilho verde era produzido por várias pequenas escamas em formado de losango, um pouco mais na borda do orifício deixado na terra escorria um liquido amarelado de cheiro forte e adocicado, o buraco dava inicio a um túnel que parecia ser bem raso mas longo e que seguia na direção dos chalés, por onde o túnel passava deixava um rastro entre a plantação de morangos que era destruída em consequência, eu precisava averiguar o que havia deixado aquele túnel para trás. Decidi entrar no buraco tomando cuidado com o liquido viscoso que se encontrava nas bordas e seguir o rastro, após caminhar alguns metros encontrei um espaço grande no subterrâneo, o chão estava tomado pelas mesmas escamas que se encontravam no inicio do túnel, o aroma adocicado do liquido amarelado se misturava com cheiro de terra e fazia aquele ambiente ficar asqueroso. O túnel terminava por ali, era um tanto quanto escuro e silencioso, a não ser pelo barulho suave de respiração que vinha do outro lado da “sala” subterrânea, retirei minha adaga do meu coturno preto e avancei um pouco mais em meio a escuridão. Ainda com a adaga em punho pude observar logo à frente aquilo que havia criado aquele túnel, era uma Anfisbena, uma serpente de escamas esverdeadas com um pouco mais de 18 metros de comprimento, ela tinha duas cabeças sendo que uma delas era negra e se projetava no lugar onde deveria ser o rabo, de suas bocas saltavam presas enormes de onde escorria o liquido amarelo que podia ser veneno, ela parecia estar dormindo e duas asas plumosas cobriam seu corpo enrolado. Uma parte de mim queria desesperadamente sair dali, outra sabia que o pessoal do acampamento podia estar correndo perigo e queria enfrentar aquele monstro, eu poderia ter saído dali e ido pedir ajuda, mas ao invés disso sem perceber e como que por reflexo comecei a recitar palavras em grego antigo, em reação a minhas palavras plantas começaram a crescer e a se enrolar no corpo da serpente prendendo-a ao chão e criando uma barreira de vinhas que parecia mais uma gaiola, a serpente sentiu o toque das plantas e abriu os olhos, eles eram vermelhos como o fogo e eu podia jurar que eles tremeluziam como tal. Enquanto a cabeça negra da serpente me encarava a outra rasgava com a boca minha prisão de plantas, eu tentava me mover, mas não conseguia desviar o olhar dos olhos da serpente, ela havia me hipnotizado. Horrorizado, tentei me mover a todo custo, mas não conseguia de maneira alguma, a serpente já estava quase que completamente livre quando para minha sorte em um dos momentos no qual ela mordia minhas plantas, acidentalmente arranhou com uma das presas a própria pele e a cabeça negra deixou de me fitar para guinchar de dor, eu finalmente podia me mover, corri feito um maluco procurando algum lugar para me esconder, mas não encontrei, aproveitei o momento de dor da serpente para fazer crescer mais algumas vinhas para prender a criatura e ganhar algum tempo, fiz uma das vinhas se enrolar na cabeça negra da serpente e mantê-la rente ao chão, em um ato de desespero mordi o cabo da minha adaga e corri em direção ao bicho e comecei a escalar as plantas com o objetivo de chegar à cabeça que ainda se encontrava tentando se livrar das vinhas, como o animal se sacudia muito pingos de veneno voavam para todo o lado e evaporavam no ar criando uma fumaça tóxica que fazia meus olhos lacrimejarem, quando o animal percebeu minha presença começou a dar investidas esporádicas sobre mim em meio às tentativas de se libertar, desviei das duas primeiras investidas e na terceira tomei coragem e cravei minha adaga entre seus olhos, o animal recuou e eu não tive tempo de arrancar a adaga, sendo arrastado junto e sacudido no ar, sangue quente escorria pela adaga até minha mão e se eu não fizesse algo, logo começaria a escorregar. Segurei a adaga com as duas mãos ainda cravada entre os olhos do animal, apoiei meus pés em covinhas que se formavam logo a baixo dos olhos e fiz força para cima abrindo uma fenda até onde seria a nuca da cobra, expondo seu cérebro e fazendo-a cair na terra reverberando um estrondo e me jogando para longe. Bati de costas na terra fofa do subsolo, me sentia cansado e meus braços tremiam, queria apagar ali mesmo, mas ainda tinha mais uma cabeça. Procurei por minha adaga e não a encontrei, olhei ao redor e vi o metal dela reluzir perto da cabeça morta da cobra, levantei cambaleando e corri em direção a minha adaga quando senti uma enorme dor nas costas e em um piscar de olhos me encontrei voando novamente de encontro a uma das paredes de terra, fiquei inconsciente por alguns segundos, mas logo recobrei a consciência, vi que a cabeça negra da cobra havia se libertado de minhas vinhas e vinha em minha direção, tentei me levantar, mas sentia uma dor horrenda do lado direito do corpo que me fez ficar no chão, o animal parou a mais ou menos três metros de mim e ficou de pé como uma naja pronta para atacar, a cobra começou a investir em minha direção e eu rolava para lá e para cá desviando das investidas, depois de quatro investidas a cobra parou, se afastou e preparou uma investida mais poderosa, quando ela veio em minha direção por milésimos de segundos eu consegui desviar e ela acertou a terra com uma força tremenda que a fez afundar uns cinco metros na parede, todo o subterrâneo tremeu e a última imagem que vi antes de desmaiar foi a da terra caindo sobre mim e me soterrando.
                                                           
                                                             ******
Acordei no chalé quatro, podia ver pela janela que era noite, todo meu tronco estava enfaixado dês de abaixo do pescoço até a cintura. Levantei com um pouco de dificuldade e caminhei até a porta onde encontrei um de meus irmãos. - Porquanto tempo fiquei apagado? – Perguntei a ele com voz rouca. - Já faz três dias que te encontraram soterrado nos campos de morangos junto com aquela carcaça de anfisbena, o pessoal de Apolo disse que foi um milagre você não ter morrido lá, como está se sentindo? Ele perguntou com um tom de preocupado. -Bem melhor agora, não se preocupe. -Bem, talvez nossa mãe se preocupe mais com nós do que imaginamos.


Com as palavras dele eu me distanciei, sentei em um canteiro e fitei plantas avermelhadas que nele repousavam, me lembrei de quando a terra caiu sobre mim após a cobra ter causado o deslizamento, aquela terra tinha uma energia, era algo revigorante e familiar. Logo eu me toquei que aquela era a energia de Deméter que havia me protegido da morte.


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Ótimo Treino!!!
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Qua 23 Out 2013 - 21:10

you're losing your memory now
Where have you gone?
Estava andando por Nova Roma enquanto observava as crianças brincarem uma com as outras, os futuros legionários do Acampamento. Aquela sensação de estar em uma cidade tranquila longe de monstros era reconfortante, de vez em quando até brincava com algum deles. Passei por Terminus e sorri para ele, a estátua sem braço que guardava as fronteiras da cidade, mas que na verdade era um deus. Respirei fundo enquanto segui para a direção da Montanha Del Diabo, passei pela Arena de Guerra já pronta para amanhã e então adentrei entre algumas árvores. Ajeitei a minha lança presa em minhas costas, embora nunca entendesse o motivo de não deixá-la em sua forma de espada. Cheguei à base de uma árvore e então comecei a escalá-la o mais rápido possível, aquilo era fácil, em seguida pulei e aterrissei perfeitamente no solo. Treinar sozinha aquelas coisas, eram de certa maneira melhores, não tinha ninguém te cobrando com um simples olhar. Repeti aquele exercício algumas vezes, cada vez mais perfeito e cada vez mais rápido, estava adquirindo confiança como sempre, até de mais. Meu pé tocou um galho fino e o mesmo cedeu, a queda foi rápida de mais para que eu tentasse me recuperar, apenas girei o meu corpo para que não caísse com as lanças em minhas costas. Gemi com a dor provocada pelo impacto e então sentei com a mão em minha cabeça. Xinguei em latim, simplesmente odiava fracassar em alguma coisa.

Escutei um som estranho e coloquei-me imediatamente de pé, era algo como um rosnado. O som se repetiu e imediatamente e tirei a lança de minhas costas a posicionando em defesa diante de mim. Um vulto negro jogou-se em cima de mim e a única coisa que consegui fazer foi rolar para o lado. Em seguida me coloquei imediatamente de pé. Rosnando para mim e me encarando como se fosse o seu jantar estava um cachorro gigante de três cabeças e com um rabo de ponta afiada. Engoli em seco ao encarar aquilo, por Marte, porque um Cerberus estava nos limites do Acampamento? Antes que ele pudesse me atacar e me matar, o ataquei, pulando para o lado e tentando atacar a lateral de seu corpo. O único e o maior problema era que ele tinha três cabeças que adoravam devorar um semideus. Sua terceira cabeça tentou me abocanhar e por um milésimo de segundo consegui desviar para o lado. Tinha que pensar em uma maneira de tentar atacar um local que ficava fora da visão de suas cabeças. Corri para uma árvore e a escalei, mais lentamente do que o normal, já que tinha uma lança, quando estava acima do Cerberus que estava em pé nas suas patas traseiras e suas cabeças tentavam me alcançar, joguei o meu corpo pra trás. A intensão era cair nas costas da criatura e cravar a lança em seu pescoço. Entretanto assim que estava a centímetros de sua costa seu rabo comprido enroscou em meu tornozelo e fui jogada de encontro com uma árvore e cai com tudo no chão.

Minha cabeça estava tonta e por um momento tudo ao meu redor girou, tentei me colocar de pé, mas assim que o fiz algo agarrou o meu braço e gritei de dor. Senti o meu corpo sendo chacoalhado e sendo jogada de novo no chão. Mesmo com a dor, me coloquei de pé e tentei não olhar o meu braço. Tentei ativas os meus sentidos de luta, minha visão estava meio borrada então tinha que confiar em outra coisa. Senti a movimentação e o som do Cerberus, de modo que no momento em que ele pulou em cima de mim rolei de baixo de suas pernas e tentei golpear a sua barriga. Só que o Cerberus já devia ter enfrentado um milhão de coisas, ele desviou para o lado e uma das suas cabeças tentou me abocanhar. Mas ao invés de me afastar dele, apenas curvei as minhas costas ficando de joelho e consegui evitar ser devorada por ele. O destino então virou contra mim, meu braço que estava ferido simplesmente parou e fui jogada a metros de distância. Cuspi uma grande quantidade e sangue e então vi que ele tinha conseguido tirar a minha armadura de peito e até tinha conseguido ficar as duas garras. Meu braço não estava melhor, na verdade estava horrível. Tinha dois grandes buracos com a carne aparecendo e sangrando sem parar. A única coisa que me vinha a cabeça era que tinha que acabar com aquilo rápido.

Comecei a escalar a árvore ao meu lado enquanto gemia de dor, tinha colocado a lança em minhas costas, pois precisaria das duas mãos dessa vez. Fiquei agachada por um momento tentando recuperar o fôlego e então me apoiando no tronco me coloquei de pé, então tirei a minha minha lança e tremi um pouco com a dor. Já sentia os meus sentidos sedendo aos poucos pelas dor. Aquela seria a minha ultima chace. Pulei com a lança em minha mão e dei uma meia cambalhota. Pousei em suas costas e ele pareceu não gostar nenhum pouco disso. O Cerberus começou a se remexer e pular tentando me derrubar. Agarrei em seus pelos curtos, aquilo não ia durar muito, sabia muito bem disso. E com uma ultima tentativa me soltei e cravei a minha espada nas costas da criatura. Cai em cima de uma pilha de pó de ouro e então me arrastei até uma árvore me encostando na mesma. Provavelmente ninguém ia me encontrar ali, então com as ultimas forças que me restava, me arrastei até a enfermaria.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Qui 24 Out 2013 - 15:04

Pela primeira vez chovia no Acampamento Meio-Sangue. O mal tempo costumava contornar a colina, mas desta vez tinha se fechado sobre nós como a tampa de um caixão. Fosse à iminência de algo novo se aproximando ou simplesmente a insônia, eu não conseguia dormir. Pouco passava das primeiras horas da manhã, a lua e o sol brigavam por uma posição no céu cinzento. Sentado em minha cama, escutei o chapinhar de cascos na lama antes de fazer-se soar o batuque de dedos à porta do chalé. Rolei os olhos e lancei um olhar cansado em direção à porta, considerava seriamente a hipótese de deixar que o dono da mão se cansasse antes de ir até ele. Mais pancadas. Ao lado da cama peguei minha espada de ferro estígio, mantendo-a ao meu alcance assim que caminhei até a porta e girei sua maçaneta – Belo dia para caminhar, não, Quíron? – Cumprimentei com um sorriso o corcel branco que me encarou do outro lado da soleira. Uma visita de Quíron não era bom agouro, contudo quem seria eu para falar de bons agouros? Isso não costuma existir quando se é filho de Hades. Em silêncio, deixei que o centauro dissesse o porquê de estar batendo à porta de meu chalé tão cedo. Pelo visto havia um problema na floresta, ninfas desaparecendo e sátiros batendo a porta de Quíron em busca de ajuda. Arqueei as sobrancelhas ao fim da história, do jeito como quem diz “e onde eu entro nessa história?”. O centauro pigarreou e disse, com toda a educação, que precisava de um campista para investigar isso, afinal era uma boa forma de treinar suas habilidades. Até então eu ainda me perguntava o porquê de ter sido o escolhido, mas então o corcel tratou de esclarecer, dizendo que precisava de alguém naquele minuto e onde mais acharia pessoas acordadas se não fosse no chalé de Hades? Fazia sentido. Algo no olhar do instrutor deixava claro que ele não sentia tamanha simpatia por mim, mas estava precisando de ajuda, e por isso concordei em investigar. [...]

Calça jeans, camiseta preta, casaco cinza e uma espada presa ao cinto. Eu estava pronto para entrar na floresta. Antes de tudo, levei dois dedos até os lábios para assoviar. O ato pareceria idiota para quem quer que o visse, mas fazia sentido para mim e para o cão infernal que saiu correndo da floresta. Ele parecia um rinoceronte grande e de olhos vermelhos, embora ainda não estivesse do tamanho que os adultos adquiriam após alguns anos – Bom garoto. – Murmurei ao lhe afagar o topo da cabeça. Muitos campistas não gostavam de mim por isso, por ter um cão infernal sempre ao meu lado, e também por ser eu. O esquisito que tinha vindo de um orfanato. Rolei os olhos, só para afastar os equívocos em minha mente, e apontei para a floresta que se erguia com seus arbustos e árvores robustas – Consegue sentir o cheiro de monstro, garotão? Vamos lá. – Incitei Thor que começou a farejar o gramado de folhas secas a minha frente. Fui adentrando a floresta aos poucos, sempre atento em relação a qualquer movimento além do que era feito por mim e pelo cão infernal. Não que fizéssemos tamanho barulho, pois normalmente eu era tão silencioso quanto deveria ser um filho do deus do submundo. Já Thor... Não se pode pedir tanto de algo que pesa mais de cem quilos, certo? Pois é. Passamos por sátiros correndo atrás de ninfas e náiades ao atravessar o rio que cortava a floresta. Tudo parecia calmo, tranquilo, até mesmo normal, com exceção a chuva que não tinha dado trégua até então. Não me importava estar encharcado, muito menos o cheiro que vinha de Thor e seu pelo úmido. Até gostava do clima ameno, das nuvens que impediam o sol de se mostrar.

Percorremos boa extensão da floresta antes de dar de cara com algo incriminador. Ao chão havia um corpo pequeno caído, a típica estrutura corporal de uma ninfa. Apertei os lábios e a empunhadura da espada, me aproximando após ter certeza de não estar sendo observado por algo mais. Thor latiu e passou a minha frente, parando para cheirar o corpo que eu esperava estar vivo. Ajoelhei-me ao lado da ninfa, pousando minha mão sobre seu ombro apenas para dar uma sacudidela – Ei, acorde. – Disse com o máximo de delicadeza que conseguia impor. A ninfa gemeu baixo, choramingando e reclamando de dores, e depois abriu os olhos claros de primavera. Arqueei as sobrancelhas como quem espera respostas – O que aconteceu? Quem fez isso com você? – Indaguei. Sei que não pareço o tipo de pessoa confiável, muito menos tenho o jeito ameaçador de Paul ou Uriel; sou só um garoto estranho. Naquele momento eu já sabia que provavelmente não teria minha resposta, pois a maior parte das criaturas da floresta tinha por reflexo o de me evitar, mas mesmo assim continuei esperando. A ninfa entreabriu os lábios esverdeados, puxando o ar, e depois me encarou como quem pesa duas opções. Passados poucos minutos, sussurrou uma única palavra. Harpias. Gesticulei positivamente como quem diz ter entendido o recado, após isto fiquei de pé e bati as mãos na calça jeans. As Harpias tinham permissão para comer campistas no último dia do verão caso estivessem no Acampamento sem ter deixado sua presença clara e também para se divertir com os que burlavam o toque de recolher. Não fazia sentido que uma das criaturas tivesse atacado uma ninfa. A menos que... A menos que estivesse se rebelando contra as ordens expressas do Sr. D.

Thor pegou o cheiro do atacante do corpo da ninfa, a mesma que deixei para trás com a promessa de mandar alguém em seu auxílio. Se eu a levasse comigo isto iria resultar em alguns problemas, tais como retardamento e barulho em excesso. E no momento o que eu mais precisava era de velocidade. O cão infernal ia à frente, sempre latindo e parando para me acompanhar, contudo certo de estar na pista do criminoso. Primeiro veio o grasnar de algo a mais, provavelmente a Harpia que procurávamos, e depois o latido de Thor que desta vez não esperou por mim para atacar. Ele sempre fazia isso. Avancei com cautela, diminuindo o ritmo dos passos e sacando a espada de perfeito equilíbrio em meus braços. Sabia ser feita de ferro estígio, e não me pergunte como. Esgueirei-me pelos arbustos, observando de longe o ser alto de asas esqueléticas e híbrido de diversas criaturas (e acho que a galinha está inclusa nestes, embora não tenha certeza). O cão infernal rodeava sua presa tal como qualquer predador, rosnando e mostrando os caninos afiados feito navalha. Aproveitei da distração para me aproximar por trás do monstro, cada passo levando consigo uma respiração nervosa da minha parte. Quando me vi a distância de um braço da Harpia, bati um pé com força no chão para lhe chamar a atenção – E aí, coisa feia. – Cumprimentei com um sorriso ao erguer a lâmina que tinha em mãos e tentar lhe cortar a cabeça fora. Rápida como eu esperava que fosse, a Harpia levantou voou após grasnir e começou a me cercar do alto. Thor odiava quando isso acontecia. Sei que devia ter medo, principalmente quando àquelas criaturas comiam campistas facilmente, mas não conseguia deixar de sentir a adrenalina correr por minhas veias.

Com o rosto voltado para cima, troquei a espada de mãos e novamente a devolvi para a direita, tudo por pura ansiedade mista com nervosismo. A Harpia desceu com as garras afiadas em minha direção, seu horrível rosto contorcido em uma careta de fome. Agachei-me no chão em tempo de evitar as garras, e nesse mesmo movimento tentei acertar o tronco do monstro que passava acima de mim. A espada não cortou nada além do ar e da chuva. Quase xinguei, acertando meu punho esquerdo contra o enlameado abaixo de mim. Mas não tinha tempo para infantilidades, havia um monstro a ser morto e eu não podia contar com a ajuda de Thor enquanto o alvo usasse de suas asas para se manter no espaço aéreo. Eu precisava de um plano, e rápido. Apertei ainda mais a mão em torno da empunhadura da espada de ferro estígio e aguardei outra investida, já pensando no que fazer e no quanto isto poderia ser arriscado. A Harpia desceu novamente, as garras em outro ângulo e o olhar mais atento. Fiz o mesmo de antes, só que desta vez me abaixei antes e um pouco menos. Em questão de segundos meus pés largaram a terra molhada. Via-me subindo cada vez mais no ar, as garras se fechando em torno do capuz de meu casaco e ameaçando passar para a pele escondida. Não tinha tempo para pensar. Com o punho girei a espada para o alto, tentando acertar qualquer parte da Harpia acima de mim, e nisso grasnidos irromperam quando acertei as “mãos” daquilo que me carregava. No mesmo instante fui solto e devo dizer que a altura já era considerável para que a queda doesse. Fechei os olhos e esperei o impacto. Para minha sorte fui cair em um amontoado de lama e folhas secas, o que retardou as dores por todo o meu corpo. Thor latiu e correu até mim – Tudo bem, está tudo bem. – No alto a Harpia furiosa tinha um lanho profundo.

Desceu para me atacar sem esperar segundo algum, guiada pela raiva que é provocada ao se ver sangue, e veio tão sem estratégia que coloquei em prática mais uma de minhas ideias mirabolantes. Joguei-me sobre a Harpia; em suas costas, para ser específico.  Pequeno ou não, eu tinha um peso considerável, e com isso arrumei tempo para me equilibrar no desconfortável que era ali em cima e usar da espada para desferir golpes. O monstro se balançava para todos os lados, dificultando meus movimentos, e por isso só conseguia triscar a lâmina gélida em algumas partes da articulação das asas da Harpia. Em dado momento consegui fincar a lâmina onde queria, justamente na junção entre as asas, e a agitação de agonia foi tão forte que fui arremessado contra uma árvore ao lado. Primeiro fiquei em cima dos galhos superiores, mas depois estes cederam com o meu peso e fui caindo de ramificação a ramificação até estar de cara com o chão. Aquilo doeu, e muito, mas eu continuava sem tempo para avaliar os danos. Thor havia corrido na direção da Harpia, e agora rosnava novamente para ela, investindo sem a mínima preocupação. O cão mastigava suas asas. Juro que queria ter ido embora e deixado à situação como estava, na lenta e tortuosa morte, mas de alguma forma a parte humana de mim ainda teve piedade. Eu era assim quando entrava em embate, ficava cego e não pensava nos danos do que vazia. Era como se por um momento fosse outra pessoa no meu lugar. Balancei a cabeça e me aproximei do corpo caído que ainda se agitava ao passo de que Thor se divertia – Não me leve a mal, não tenho problemas pessoais com você. – Murmurei. O cão infernal se afastou assim que o encarei, indo dar espaço para quando me posicionei rente com a caixa torácica do monstro. Rápido e limpo, desci o golpe com a lâmina de ferro estígio. O corpo na altura de meus pés explodiu em cinzas, ou o que seria um pó preto, não deixando nada mais do que isso para trás. [...]

No caminho de volta tratei de encontrar a ninfa, pegá-la nos braços e a levar até a casa branca onde Quíron normalmente era encontrado. O trajeto de volta havia sido calmo, sem preocupação, e também rápido graças a Thor e sua capacidade de farejar trilhas. Em rápidas palavras expliquei tudo o que tinha acontecido, indicando a ninfa em estado precário e justificando o porquê de ter dado fim a Harpia. Quíron não fez muitas perguntas e sequer cogitou sobre os detalhes, simplesmente agradeceu de forma complacente e dispensou com um aceno de agradecimento. Mãos nos bolsos da calça, fui me afastando em direção a enfermaria, pois – querendo ou não – precisava de alguma coisa para fazer parar de doer boa parte do meu corpo após as duas quedas. Thor seguiu atrás, o latido contente do cão de olhos vermelhos.

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Oliver A. DeVito Böhmer em Qui 24 Out 2013 - 19:55

 
Já tinha chovido pela manhã, e agora depois do almoço o sol dava as caras, fazendo com que o acampamento ficasse com um clima típico de uma tarde de verão. Aproveitei a ausência dos meus irmãos para fazer uma checagem de mantimentos. O chalé 4 era sempre visitado pelos enfermeiros do acampamento, isso quando não nos chamavam para ajudar na área médica do Acampamento. Por isso nosso estoque de ervas medicinais estava tão escasso, a maioria tinha sido usada depois de uma ideia maluca de alguns filhos de Afrodite armarem um luau na praia, depois do toque de recolher. A fumaça atraiu as harpias e foram penas e brilhos labiais para todos os lados.
Depois da garoa matinal algumas ervas deviam estar mais saudáveis., prontas para serem coletadas. Então aproveitei a oportunidade , eu estava sem fazer nada mesmo, peguei umas luvas grossas que usávamos para coletar as frutas e verduras da nossa horta e saí, indo em direção a floresta.
Nós filhos de Deméter temos uma boa memória quando se trata de florestas. Eu gostava do contato com plantas, e sempre que podia ia a floresta, até para pensar um pouco sobre a vida complicada de um semideus. Coloquei a mão no solo e pude sentir uma presença estranha, diferente. Não era um monstro, era só algo que estava no lugar errado, se sentia com medo do novo.  Quando percebi os sentimentos dessa coisa eu vagava pela floresta me identifiquei,  foi basicamente o que senti quando cheguei ao Acampamento. Tinha medo de estar no lugar errado, tinha medo de não me adaptar.
Peguei as plantas que eu queria, mas algo ainda me incomodava. Aquela criatura, fora do lugar. Depois daquele lance com Niké, e me tornar o novo campeão de Hera, me fez dar mais valor aos sentimentos. Não poderia sair daquele lugar sem ajudar aquela criatura.
Antes que pudesse pensar em um plano ouvi um arbusto próximo a mim se mexer freneticamente. Virei meu corpo encarando a planta enquanto fazia a minha foice brotar do solo, com o corpo curvado tentando descobrir o que se escondia de mim. Eu poderia fazer o arbusto se tornar menor, fazendo seus galhos se retorcerem formando uma armadilha com o esconderijo da criatura, mas antes que eu pudesse faze-lo a criatura pulou sobre mim, se revelando.
Com as patas traseiras sobre o meu peito, a única coisa que me separava do Leopardo das Neves era a minha foice que ele mordia e forçava as patas dianteiras sobre o cabo dela. Usei um pouco da minha força para empurrar o animal, que caiu do lado, mas logo se preparava para dar outro bote.
Apoiado nas patas traseiras, e com as patas dianteiras e costas curvadas ele mostrava as suas presas afiadas. O animal não perdia em muito para um cão infernal, a única diferença era que o felino tinha um tamanho menor, mesmo assim qualquer deslize e eu estaria morto. Eu até conseguiria correr, conhecer o território era uma vantagem, mas o animal exalava medo. E fazia sentido, uma espécie daquela deveria viver em uma montanha bem fria antes de vir para cá, eu não tinha tempo de me perguntar o que o felino fazia ali, tinha que pensar em algo antes de virar comida de  gato. 
Aquilo não era bem um monstro, mas eu tinha de tomar cuidado. Lembrei dos truques que eu aprendi a fazer com as cadeiras do chalé. Quem sabe conseguiria manipular a madeira das raízes do subsolo.  Concentrei-me enquanto o animal me olhava com as presas à amostra, mas desta vez eu fui mais rápido, consegui fazer com que uma raiz não muito grossa brotasse a se fincasse do outro lado do animal. Fazendo uma com que o animal ficasse preso entre pela raiz.
Agora o felino rugia fervorosamente, me fazendo com que qualquer animal a nossa volta de assustasse.  Enquanto observava o animal uma ideia me veio a cabeça, provavelmente o animal teria fugido da sala do diretor do Acampamento, Dionísio amava leopardos e panteras, provavelmente o animal era dele, e se eu o ferisse estaria em apuros maiores que esse.
Montei no animal deitado no chão, coloquei todo o meu peso sobre ele, eu precisava deixa-lo desacordado um pouco, tempo suficiente para chamar algum filho de Dionísio para cuidar de toda aquela bagunça. Tirei do bolso uma das sementes que recolhi, sementes de Lúpulo, era utilizadas por romanos para relaxar e ajudar a dormir depois de grandes batalhas. Enquanto o animal rugia joguei algumas sementes em sua boca, ele as mastigou involuntariamente.
Permaneci sobre o animal até que ele adormecesse , antes de sair a procura de um filho de Dioníso fiz com que mais plantas surgissem ao redor do animal, para o caso dele acordar e tentar fugir.
Saindo da floresta não demorou muito para encontrar dois gêmeos filhos de Dioníso que pareciam preocupados com alguma coisa. Expliquei o ocorrido para eles e os seus ombros caíram e seus rostos ficaram aliviados.
-- Que bom que Floco de Neve não o devorou, ele fugiu enquanto alimentávamos. – Disse um dos meninos.
Floquinho de Neve? Era assim que Sr. D chamava o seu animal de estimação ? Isso sem dúvida renderia algumas risadas depois, junto aos meus irmãos do chalé.  Chegando ao local o animal estava acabando de acordar. Tenho que dizer que ver o animal preso a uma raiz os fez ficar um pouco espantados. Eu simplesmente dei os ombros e soltei o animal. Floco de Neve olhou para mim, como quem diz “ muito obrigado “, e depois foi na direção dos dois filhos de Dioníso, começou a es esfregar e ronronar igual a um gato doméstico. 












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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Sam J. Parker em Sab 26 Out 2013 - 14:36

Practice

 O colchão estava tão macio e aconchegante que pensei seriamente em abandonar sua ideia e permanecer deitado, quem sabe até voltar a dormir. Todavia, sabia que mesmo que não seguisse em frente com meus planos, achariam alguma coisa para ele fazer, sempre achavam. Tinham que sair da cama, como líder da coorte, devia ser um exemplo aos demais. Abrindo os olhos, olhei em volta no dormitório masculino, vaio, poderia até imaginar aquela bola de galhos passando, como nos filmes de faroeste aconteciam. Levantei dá cama, e me despi ficando nu, o local ainda estava vazio, então por enquanto, não havia o que temer. Fui até o meu baú e peguei minha espada e escudo dada por meu pai, deixei em cima da cama, e olhei no despertador, 11:30, havia acordado realmente tarde. Amarrei a tolha na cintura, cobrindo dela até as poucos centímetros acima dos pés, coloquei uma roupa nos ombros e fui tomar banho.
 Ao voltar, estendi a toalha, e acabei que olhando para o meu próprio reflexo no espelho ali pero, vestido com a camisa do roxa do AJ e calças jeans escuras, que sempre usava para me adequar aos movimentos, os cabelos penteados do jeito de sempre.
 
Ao sair do Quartel da III Coorte, deixei um bilhete na porta do dormitório: “Fui treinar”. Abandei o ambiente para adentrar a Principia, passando em frente de outras Coortes, escutando alguns roncos, não lembrava porque, mais  todos estávamos muito cansados. Atravessei a Via Principalis, o Portão Pretoriano e logo estava na já familiar Via Praetoria. Caminhou mais um pouco antes de abandonar a trilha, marchando pela grama até os Campos de Marte.


Os Campos de Marte era um dos meus locais preferidos, por ser quieto, isolado e perfeito para treinar. Desde que chegará ao Acampamento, achará tudo maravilhoso e perfeito, não fosse um simples porém: Era muito lotado. Claro, estava convivendo a mais de um ano com os gregos, que eram meio desorganizados e tudo mais. Porque para que eu, como líder de uma das coortes, pudesse estar presente na hora que fosse feita a diplomacia entre os acampamento. Havia feito muitas amizades, um amor que não deu muito certo, mas é a vida. Em todo local havia campistas e mais campistas. Agora que havia retornado ao meu acampamento, ainda que ambos os acampamentos, grego e romano, estivessem de uma certa forma conectado pelos deuses, próximos, era bom estar em casa. Os Campos de Marte, tais como as Colinas, eram os locais onde eu podia ficar um pouco sozinho, desfrutando de calmaria e privacidade. Dessa vez, porém, não estava lá para observar as trincheiras, as resquícios de armamentos, manchas de sangue, buracos ou grama queimada, mas sim para realizar o treino de monstros, não podia enferrujar nunca. 


Uma vez dentro da área reservada especificamente para treinos, logo pôde perceber que várias portas estavam distribuídas pelo ambiente. Algumas carregavam cartazes do tipo: APENAS PARA TREINOS MONITORADOS, mas outros diziam serem “TREINOS INDIVIDUAIS”. Ao ler a placa, não teve dúvidas em escolher aquela porta. Mal sabia o rapaz a enrascada que esperava por ele.








• • • • • • • • • • • • •




Assim que a porta se fechou atrás dele, o jovem começou a perceber que aquilo era no mínimo, quieto de mais.  A sala era ampla, com formato elíptico, iluminada por inúmeras tochas. A luminosidade das chamas permitiu que eu notasse que não havia nada na sala que não fosse concreto: Seus poderes seriam de muita utilidade ali. Carregava a espada mágica versão romana (Papai havia entregado pessoalmente, por ser seu primeiro filho) que ganhará quando me juntei a legião, junto com seu escudo. A espada era de ouro imperial, noventa centímetros de puro poder de destruição. A lâmina era perfeitamente balanceada. O punho de couro ajustava-se à minha mão, como se tivesse sido feita por medida. Ao longo de sua guarda havia em latim Caeliscalpium – Arranha-Céus. Seu escudo, totalmente esférico, como linhas grossas de couro ao norte e ao sul do escudo, com um símbolo no meio, um javali, símbolo de seu pai, e nas laterais, imagens de uma vida alternativa a guerra, para que eu lembrasse o que poderia ganhar se a largasse. A tatuagem em meu braço começou a coçar, SPQR, um desenho de lanças cruzadas e doze divisas, representando os seus anos de serviço a Roma. 


Enquanto refletia sobre sua situação, pôde captar pelo canto do olho um movimento suspeito no extremo oposto da sala. À luz das tochas, um vulto cinzento podia ser visto tentando se esconder, sem muito sucesso. Rafael não tinha certeza se era um monstro ou não. Não parecia ser um monstro, ao menos. Desembainhou a espada e ajeitou o escudo no braço direito, pronto para contra-atacar se necessário fosse. Caminhou lentamente até o centro da Arena, onde parou cauteloso. Tentou observar melhor o vulto, mas estava se cobrindo com as vestimentas cinza, não conseguia de maneira alguma distinguir o que era. Sem muitas alternativas, continuou a caminhar, se aproximando cada vez mais. Conforme a distância entre eles diminuía, notei que o vulto emitia um som. Depois, pensou que era choro, um choro doentio e fraco. No entanto, foi apenas quando estava perto, muito perto, que percebeu que estava errado. O choro na verdade era riso, e o manto cinza já voava pelos ares, rasgado, quando uma mulher com feições demoníacas enterrou as unhas em minha barriga. Ou quase.


Tudo aconteceu rápido demais. De repente o semideus estava arquejando no centro da arena, com garras pontiagudas quase perfurando sua barriga. Reunindo toda a força que conseguiu encontrar naquele momento, brandi o escudo e consegui afastar a criatura de perto de mim, e cambaleei em função da dor. O monstro havia saltado para trás graciosamente, e agora estava de pé a poucos metros de distância. Levantei os olhos para enxergá-lo melhor, e distingui algumas características que denunciaram a espécie do monstro. Era um pouco parecido com um centauro, com corpo de mulher da cintura pra cima. Mas, em vez da parte inferior de um cavalo, tinha o corpo de um dragão - com pelo menos seis metros de comprimento, preto e coberto por escamas, com garras enormes e cauda serrilhada. Suas pernas pareciam estar enroladas em ramos de parreira, mas então percebi que era cobras que germinavam, centenas de víboras dando botes, numa constante procura de algo para picar. O cabelo da mulher também era feito de cobras, como o da Medusa. O mais estranho de tudo é que, na altura da cintura, onde a mulher encontrava a parte dragão, a pele borbulhava e se transformava, produzindo ocasionalmente cabeças de animais - um lobo feroz, um urso, um leão, como se ela usasse um cinto com criaturas mutáveis. Campê. Olhei para a minha barriga, receoso de a Campê ter causado um grande estrago, mas felizmente tudo o que ela fizera, além de deixar-me com uma dor imensurável, fora rasgar sua camiseta e causar cortes e arranhões profundos.


Sangue escorria pelo ferimento e a dor espalhava-se por todo o corpo do semideus, mas isso podia esperar. A campê havia sacado suas espadas que escorriam algo acinzentado, chutei que aquilo era veneno, já estava quase me alcançando, pronta atacar novamente. Tentando ignorar ao máximo sua dor no abdômen, segurou a espada com firmeza e corri de encontro à Campê, sem medo. Evidentemente, a criatura não estava esperando um contra-ataque direto, visto que já havia me debilitado fisicamente, mas não recuou um instante sequer. A colisão dos combatentes ocorreu rapidamente, mas não sem consequências. O monstro com uma habilidade incrível, ele juntou as espadas, mais antes que pudesse perceber, peguei meu escudo e lancei em sua direção batendo no peito do monstro e vontando na minha mão. Urrei e lancei um ataque falho, pulando e tentando ficar a espada no peito da criatura. Este no entanto foi um movimento falho, pois a própria serpenteou rapidamente para longe.  Com a borda do escudo, quebrei as lâminas da espada, pegando a parti mais pontuda com cuidado para não ser tocado pelo veneno. Tirou a lâmina do chão e procurou a criatura, até sentir uma dor enorme na barriga, em sua feriada.


Rafael não foi capaz de se conter. Após a colisão dos ataques, arquejou, se contorceu e lançou um grito de agonia ao ambiente e, muito embora também estivesse ferida, a Campê riu da melodia que lhe chegará aos ouvidos. Levantou-se novamente, os olhos vermelhos brilhando com um fulgor macabro.


– Dói, criança de Marte? Machuca? Reze à seu pai, quem sabe ela resolva aparecer com um kit de primeiros socorros. – Zombou ela, gargalhando.


O semideus sequer se deu o trabalho de responder. É o monstro havia acabado de humilhá-lo, um raiva havia começado a sucumbir a minha mente. Sorri para o monstro, que pareceu confuso. Levantei a espada mais uma vez, brandindo-a acima de sua cabeça e correu de encontro ao inimigo, gritando. Quando estavam próximos de colidirem novamente, porém, o semideus mudou a estratégia. Arremessou o corpo para o lado, esquivando-se pela tangente do ataque rápido e direto da criatura. Usou a palma da mão esquerda para levantar-se rapidamente, descrevendo um arco no ar e atingindo a testa da Campê, arrancando dela um urro de dor, alguns fios de cabelo de cobra, e um belo de um corte na testa que sangrava muito.


Em parte a estratégia foi boa, pois permitiu ao rapaz causar um dano considerável ao adversário, mas por outro lado, a fúria da Campê, era completamente visível, e foi manifestada de uma maneira nada agradável. Rápida como um furacão, a besta partiu pra cima, usando das garras para causar-lhe arranhões por todo o braço, que estava sendo utilizado de escudo. Um sorriso sádico estava estampado em seu rosto, e aquilo serviu para motivar ainda mais o filho de Marte, gerando raiva e ódio em seu interior. Mais ágil do que nunca, deu um saltou mortal para trás, e se preparou para seu ataque final. Um pensamento fez com que sua espada mais leve do que, fez com que seu escudo abrisse a boca do javali e soltasse um grito agudo, correndo em direção do monstro, que atacou-lhe de surpresa com suas garras, defendi com o escudo e, com um giro cortei sua parte de dragão fora.
-Piedade...
Com um sorriso cruel estampado em meu rosto, não era daquele jeito, mais de algum modo, estava gostando daquilo, da dor do monstro.
- Nunca mais, insulte meu pai, seu lixo. Mande um recado a quem quer que seja seu chefe, estou chegando.
Em um movimento rápido, decepei a cabeça da criatura, e esmaguei o rosto dela com pé, bem no momento em que virava um pó dourado.
 
Minhas pernas ficaram sem força e ajoelhei no chão, me apoiando na espada, coloque o escudo em minhas costas, e saí dali, para a enfermaria.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Meryl Swart Hammerbolt em Seg 28 Out 2013 - 17:01


❝ daughter of hades ❞

Ventava um pouco naquele dia. Havia tido uma chuva no dia anterior, e isso ainda era notável pela relva úmida. Blye caminhava lentamente e fazia espirrar pequenas gotículas de água para todos os lados toda vez que pisava na grama ainda molhada. O sol parecia esconder-se, tímido, atrás das nuvens cinzentas e carregadas, protegendo a pálida pele da filha de Hades dos nocivos raios. A garota carregava uma espada qualquer que achara no chalé e um escudo que lhe fora emprestado por um de seus meio-irmãos. Ela já estava no acampamento há um certo tempo - aproximadamente duas semanas -, mas nunca teve o interesse de começar a treinar. Até então, ficara o tempo todo no chalé, escondendo-se do mesmo modo que um lagarto fica em sua toca. Mas ela estava determinada a mudar, e "para já". Decidira, então, começar treinando. Socialização calma; uma coisa de cada vez. Não tinha muitos dracmas, assim não podendo comprar suas próprias armas. Enquanto não pudesse comprar e usar as suas, ela pegava "emprestado" de seus companheiros de chalé. Uma mochila preta surrada, que lhe foi dada de presente de aniversário, estava pendurada em seu ombro esquerdo. Dentro dela, pequenas porções de néctar e ambrosia, para depois do treino. Ela sabia que ia se machucar. Não que não tivesse confiança em si mesma, mas nunca lutara de verdade com monstros. Somente uma vez, em seu antigo internato, mas aquilo fora pura sorte. E Blye aprendera que semideuses não costumam ter tanta sorte assim.

Chegou ao campo de treinamentos com os cabelos bagunçados e levemente em pé devido ao vento. A arena estava cheia de campistas. Um semideus mais velho estava logo à frente - ele era um dos instrutores- , e parecia passar uma explicação sobre como enfrentar o monstro que eles tinham "encomendado". Blye riu por um segundo, imaginando de onde vinham aqueles monstros. Será que havia uma espécie de "Mc Donald's Monstro"? Com tele-entrega e drive-thru? Brianna riu de seus pensamentos. Soltou a mochila nas arquibancadas que havia ali e, com espadas em punho, aproximou-se do instrutor e do grupo de campistas; que, descobriu ela, encaravam uma caixa com receio nos olhos. O instrutor apontou a floresta ao lado e disse para eles se esconderem, pois ele soltaria os monstros. Haviam exatamente vinte e quatro - ela não sabia porquê essa quantidade - e eles iriam atrás dos campistas ali. E então, deu um apito, indicando que os semideuses ali poderiam partir.

Blye seguiu só com sua espada para a floresta, correndo. Ela não sabia quanto tempo teria e tinha que correr para salvar a pele. Depois de longos minutos, ouviu um segundo apito, e foi parando de correr. Estava arfando - não era a melhor esportista do mundo; era até muito sedentária - e suas pernas já doíam. Blye sentou-se em uma pedra. Estava completamente sozinha e, ela odiava admitir, perdida. Suspirou, tentando retomar o fôlego. - Blye, sua idiota, devia twer visto o caminho! - se repreendeu. E então ela ouviu um som. Virou-se em direção às árvores, de onde o som havia vindo. As folhas balançavam, mas a garota acreditou que talvez fosse devido ao vento. Ouviu um som de passos, e estava próximo. Virou-se para o outro lado, ficando de pé com um salto. E lá estava o tão esperado monstro. Branca como giz, olhos completamente vermelhos. Dentes enormes, que mais pareciam presas. -Olha só o que temos aqui. - e lançou um sorriso maldoso em direção à filha de Hades. Brianna tremeu levemente, mas escondeu tal coisa com todas as suas forças. Não queria parecer fraca já no primeiro treino. O monstro, sem demorar, avançou em sua direção, e foi então que Blye notou nas suas pernas. A esquerda era marrom e estranhamente peluda, com um casco de burro em vez de pés. A direita tinha o formato de uma perna humana, mas era feita de bronze. - Belas pernas. - disse a filha do deus do mundo inferior, e soltou um sorriso irônico. Provocações: ela sempre fora mestra nisso - em fazer e revidar. Aquilo pareceu realmente enfurecer o monstro, que a garota se lembrava chamar empousa. Ela pouco entendia de lutas - profissionais, pois a garota tinha o dom de se virar em casos extremos -, mas lembrava-se de muita coisa sobre mitologia grega, heróis e monstros, devido ao tempo que passara estudando e decorando cada nome desses na no internato em que vivera.

A empousa atacou Blye, que só desviou por pouco. O monstro parecia irritado e frustrado. Veio de novo na direção da garota, que deu um pulo habilidosamente para a direita. Mas os dentes da empousa cravaram no ombro de Blye de raspão, e este começou a doer. Ela evitou olhar para o ferimento, pois esse ardia e, ela tinha certeza, sangrava um pouco; e ela tinha pânico de sangue. - Não olhe, não olhe. - ela sussurrava para si mesma. Era, de certo modo, um medo um tanto bobo, mas ela tinha verdadeiro pavor de ferimentos. A empousa riu ao fitar o ombro da menina. -E isso é só o começo, cria de Hades. - Blye pensou em como ela sabia quem era seu parente divino, mas quando o monstro investiu, resolveu deixar isso para depois. Ergueu a espada de seu irmão e investiu contra a criatura. Acertou-a na coxa peluda, fazendo um pequeno corte - mas que era fundo - que fez jorrar um pó dourado nojento para fora. Blye estremeceu de leve. - Que nojo. - disse, provocando de novo, e atacou a empousa. Acertou o estomago do monstro, fincando sua arma ali, mas o corte foi, infelizmente, superficial demais. Ela hesitou, e isso bastou para ser atacada de novo. Desta vez, na perna direita. E este corte foi fundo. Brianna pode ver o líquido vermelho quente que corria em suas veias sair e sentiu o estômago embrulhar com a imagem. A empousa riu. - Cadê a coragem e as provações baratas agora, filha de Hades? - ela riu de novo. O monstro empurrou Blye, e ela caiu, espada ainda em punhos.

A garota não reagia. Fitava seu ferimento, tonta. A criatura prosseguiu. - Pronta para fazer uma visitinha ao seu pai, minha queridinha? - e soriru de canto, pisando no pé esquerdo da garota. Blye gemeu de dor e ergueu a espada num movimento quase que aleatório, acertando-a num ponto que acreditava ser o coração. A empousa gritou dramaticamente - como os monstros SEMPRE fazem - e se desfez em poeira dourada, que pousou nos cabelos despenteados e suados de Brianna.

{...}

Depois de um tempo, Blye foi achada. Estava machucada e vagava pela floresta tentando achar o caminho de volta. Ao verem seus ferimentos, juntaram suas coisas e levaram-na para a Enfermaria do Acampamento Meio-Sangue, onde ela se recuperaria.





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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Skander Kayne C. em Ter 29 Out 2013 - 23:14

Após sair de meu chalé naquele começo de tarde usando o meu colar com o pingente de um coelho e meu bracelete que fora retificado por um filho de Hefesto, fui para arena onde pretendia treinar um pouco. Mínimas foram as vezes que treinei no ano anterior, gostava mais dos campos de morango, mas desta vez não, irei experimentar coisas que eu raramente fazia, vou dar tudo de mim.
Dava passos lentos em direção à arena, estava no meio do caminho quando vi umas filhas de Afrodite passando, olharam para mim e cochicharam umas para as outras. Garanto que elas não falavam como eu era belo e sim como eu era desengonçado, mas por mim… nem me importei, sei que são fúteis mesmo, só ligam para garotos com músculos, dinheiro, entre outras “futilezas” mais. A distância do meu chalé para a arena não era muito grande, por isso cheguei logo. Entrei na arena e vi Connam, o sátiro que me resgatou e me levou para o acampamento uma semana atrás, sentado nas arquibancadas junto com outros meio-sangues. Ele acenou avidamente para mim, gritava meu nome e me desejava sorte, dava graças aos deuses por ter um amigo como ele. Fui me posicionando, empunhei uma adaga que havia pego no arsenal da arena junto de um escudo, acionei meu escudo e esperei pelo monstro. O portão de ferro se abriu e, como sempre, o frio na barriga surgiu e o arrepio tomou conta do meu corpo, eu mais parecia um porco-espinho eriçado. 
Da entrada que o portão de ferro guardava saiu um Telquine, uma mistura de cachorro, homem e leão marinho. Ele era jovem, raivoso e tinha sangue no olhar. Seu corpo estranho me dava náuseas, aquela mistura era bizarra; imaginava se uma coisa daquelas ao olhar o seu reflexo não tinha um ataque fulminante, tamanho era a feiúra que ele mirava. Olhei para sua mão, se é poderia ser chamada assim, ele portava uma espada e no outro braço um escudo. Coisas simples, coisas úteis. Minha adaga brilhava, meu escudo estava firme e, depois de termos olhado um nos olhos do outro, ele atacou.
Vinha brandindo sua espada, meio gritava, meio latia, meio emitia sei lá o quê que os seres marinhos façam gemia. Se eu fosse pensar no que fazer com certeza iria dar em merda besteira, então apenas deixei minha mente e meu corpo agirem sozinhos, no último instante rodopiei a adaga em minha mão direita e desviei sua espada com o cabo da mesma. Seguidamente girei meu corpo e, com o braço estirado, acertei com meu escudo em sua cabeça. Vibrei internamente de felicidade. Ele ficou desnorteado, balançou a cabeça, como um cachorro quando toma banho e quer enxugar seu pelo e logo após se recompôs. Ele rosnou para mim e mostrou seus dentes, os seu caninos não eram tão grandes, mas uma mordida no lugar certo poderia matar qualquer um, só de imaginar ele mordendo meu pescoço, ahh... Ele me encarou com seus olhos vítreos novamente, ainda mostrava as presas e o medo foi tão grande que eu congelei, foi mais forte do que eu. Se de longe ele já era feio e amedrontador, de perto então...
Ele pulou em cima de mim e eu caí para trás, minha adaga escapou de minha mão e o Telquine, após me imobilizar, colocou seu escudo sobre o meu braço enquanto tentava fazer sushi do meu rosto. Com a força que exercia em tal atividade, e como minha adaga estava um pouco longe, não a alcançaria, nem conseguiria sair dali, a menos que ele saísse de cima de mim. Sim, tive sorte de ele não ser muito forte. 
Eu ainda tinha uma mão livre, com ela segurava a sua pata nojenta que segurava a espada, ele não era tão esperto, mesmo eu estando em desvantagem, poderia sair dali se conseguisse um bom plano para distraí-lo. Algumas risadas explodiram nas arquibancadas, apesar de não poder vê-los, sabia que eram os filhos de Ares rindo da minha condição. Não pude ver Connam, mas como o conhecia bem, sabia que ele estava quase pulando para me salvar. Ah, como eu adoraria mandar minha adaga na direção deles, mas não o faria, pois, primeiro, não sou burro, do jeito que os filhos de Ares são, viraria pó antes mesmo de a adaga chegar até lá; segundo, detesto brigas; terceiro, tenho mais com que me preocupar agora no lugar de ficar planejando isto. Havia uma ideia em minha mente, mas não sabia se daria certo, teria muita perda de energia e também teria de me livrar de uma possível mutilação, mas se não arriscasse, poderia ficar pior.
O braço em que estava o escudo ainda permanecia imobilizado, mas como o Telquine não segurava minha mão, ela estava livre. Comecei a juntar energia para minha habilidade, sentia que as minhas forças se esvaíam a cada segundo. Meu corpo então sumia em uma fumaça escura, eram meio grossas e rompiam todas as camadas, até esvair sobre o ar , surjo novamente em suas costas segurando a mão do monstro e puxando-a fazendo com que a espada voasse longe. Não precisei de muitas forças para soltar o braço em que estava o meu escudo, bati com minhas forças restantes na nuca dele, o Telquine caiu para trás ganindo de dor.
Aproveitei que ele ainda estava confuso e fui cambaleando até minha adaga, tomei em minhas mãos e me direcionei até ele. O monstro já não estava ocupado com a dor, ela serviu apenas de distração e quando conseguiu arrancá-las, o que fez facilmente, se levantou e foi até sua espada. A minha visão estava meio que escurecendo, tropecei duas vezes e ele atacou novamente. Naquele momento orei para meu pai, uma lágrima escorreu quente por meu rosto e quando estava para cair e ser atacado novamente, achei que ela ia me deixar padecer. Mas no último instante senti uma vibração no chão, ela seguiu pelo meu corpo e, como um reanimador, me fez recuperar a consciência tempo suficiente para que conseguisse ficar de pé e desviar do seu ataque. O Telquine passou direto por mim e eu virei em sua direção, girei minha adaga e acertei suas costas,a lâmina transpassou seu corpo e  ele explodiu em pó. Toda a minha visão escureceu e eu desmaiei. 
Assim que acordei já estava em meu chalé, Connam me encarava e a primeira coisa que me veio na mente foi uma frase: “Eu nunca te abandonarei, filho querido.” Era a primeira vez que ele falava comigo, fiquei estupefato.. -Pai ?




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Meredith d'Monarc Eliott em Dom 3 Nov 2013 - 15:54


to;; Where the Hybrids Get mad??


Por algum motivo, morria de vontade de matar algo. Não uma pessoa ou animal, mas sim alguma criatura que gostaria de me ver extinta, um monstro! Depois de vir para o acampamento, sabia que iria ter trinos desse tipo para nos preparar para o futuro...
Aquele dia era um dia especial para mim, finalmente iria poder lutar com uma criatura horrorosa fria e apavorante. Levantei bem cedo e fui direto para a arena de combate a monstros. Chegando la, vi gigantes dracaenaes, fortes filhos de Hades lutando com a mesma, entre outros monstros. fiquei animada com aquela cena.

Pela arena toda, tinham caixas espalhadas por la, e dentro os monstros. Peguei minha adaga e a botei em minha bota, peguei minha espada eme posicionei em frente de uma das caixas. Com cuidado abri uma das caixas com o pe, e imediatamente sai um cão infernal dali. -Ótimo! resmunguei para mim mesmo.

Com minha espada apontando para ele, eu preparada para ataca-lo, foi quando fui pega despercebida por outro monstro, por traz. Deveria ter sido de alguma outra caixa. Me levantei rapidamente e vi uma dracaenae e um cão infernal caminha devagar, em pose de ataque olhando diretamente para mim. me levantei devagar para nao insentivar- los a me atacar. com minha queda, minha espada tinha caído, devagar peguei ela e a apontei para a dracaenae e para o cão infernal revezando.

De repente, o cão infernal e a dracaenae, vieram para cima de mim ao mesmo tempo, fiz movimentos cortantes com a espada e os dois se afastaram um pouco. Momentos depois o cão veio para cima de mim, me afastei um pouco mas a velocidade dele estava muito grande, corri para cima dele também, tirando minha adaga de minha bota, e a em enfiando junto com a espada em seu pescoço.  Vi o cão em minha frente se tornando po. Mas sabia que não tinha acabado ainda, a dracaenae estava vindo para cima em uma velocidade incrível, corri para cima dela tambem, e tentei cortar um deu seus braços, mas não conseguir, ela desviou, me empurrando e fazendo com que eu caísse em cima de uma pedra que havia ali. Me levantei devagar, e fui para cima dela de novo, pulei quase em cima dela e cravei minha adaga no topo de sua cabeça, fazendo com que ela também virasse po. Peguei meus pertences e voltei caminhando para meu chalé.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Victoria Gipsy Kolling em Ter 12 Nov 2013 - 16:43


hear me "roar"

Quando mais a garota me chama de Carly, mais sinto Rose inquieta dentro de mim, ela está louca para sair. Talvez ela tenha gostado da garota, e queira bater um papinho com ela.Quando mais a garota me chama de Carly, mais sinto Rose inquieta dentro de mim, ela está louca para sair. Talvez ela tenha gostado da garota, e queira bater um papinho com ela.




Mais uma vez estava entediada. Sentada na minha cama do chalé 6, ouvia música e cantarolava sem parar, enquanto jogava Uno com meus meio-irmãos mais novinhos. Era até engraçado vê-los jogando, como todo filho de Atena, estavam vendo as melhores estratégias que poderiam usar. Mas logo os meninos se cansaram, sabendo que eu massacrava qualquer um no Uno. Depois disso, não me restou muitas opções. Estava tudo bem parado desde a festa no bosque, á qual monstros invadiram. Infelizmente, ainda tinha pesadelos com aquilo. 
Resolvi dar o fora do chalé, antes que ficasse sedentária corri para o primeiro treino que encontrei. Estava junto de minha espada elétrica e não me sentia muito confiante sem meu arco, que sempre fora meu companheiro. E pelo menos uma vez na vida não cheguei atrasada no treino. O campo estava repleto de seres horripilantes, que iam de Dracaenaes até Mantícores. Desejei que recebesse um monstro fácil, para não me cansar tanto, que ingênua. 
Me posicionei ao lado de uma menina alta e magra e saquei a espada, ligando sua eletricidade logo em seguida. Depois esperei o ataque. A jaula dos animais fora levantada, e a maioria pularam para cima dos filhos dos três grandes, como sempre. Mas isso não impediu que uma empousai pulasse para cima de mim, me esquivei dela e movimentei a espada evasivamente em sua direção, e ela riu por não ter acertado. Errou feio, monstra., pensei.
Com a palma da mão estendida para o monstro, dobrei os dedos num sinal bem infantil de venha me pegar, e o animal se enfureceu mais ainda; com suas garras cortou o meu ombro, mas neste instante, cortei sua mão. Surpresa pelo golpe e pela eletricidade que a espada jorrou deu um passo para trás, mas não demorou para começar a salivar uma gosma verde nojenta e voltar mais nervosa. O corte doeu, e xinguei, a ferida tinha sido um tanto profunda e me fez soltar um gemido de dor. 
Voltei-me ao monstro, que parecia satisfeito pelo corte. Olhei furiosa com o animal, tinha cortado junto uma das minhas blusas favoritas! Não me importei se poderia morrer no golpe e me joguei em cima da empousai e cortei seu tórax rapidamente, antes de me afastar desta. O corte pra nada serviu além de frustrá-la quando o animal se aproximou e com sua lança acertou meu ombro direito, mas esta tinha sido muito lenta e embora a ferida no ombro e no braço doessem, não tinha escolha quanto a continuar lutando. A espada decepou a cabeça da empousai, que não demorou a fluir em pó dourado.
Mas ainda não tinha acabado, um cão infernal correu até mim feroz, latindo abertamente. Aquele latido me irritou de um tanto que senti felicidade em poder tentar matar o monstro. - Venha totó, deixe-me te dar um cafuné., neste mesmo instante em que provoquei o cão, ele saltou sobre mim. 
Em uma forma de defesa cobri com o antebraço meu rosto, e quando choquei-me contra o chão movimentei desastradamente a espada na direção do focinho do cão, cortando-lhe o suficiente para se afastar um pouco. Mas não tive muito tempo para me recompor, ele voltou correndo em minha direção e pulou para cima de meu antebraço, deixando uma mordida intensa. Mas quando largou meu antebraço, fui mais rápida e através do pescoço do cão, a espada atravessou. Ele uivou no chão e em seguida virou pó. 
Olhei para o ombro, para o braço e o antebraço, estavam sujos e ensanguentados. As feridas da empousai foram profundos e latejavam, já a do cão infernal tinha sido um tanto mais leve mas algo na saliva do animal era como um veneno ao contato com minha pele. A dor da mordida trucidava minha mente e fazia até meus olhos latejarem. Arfei, cambaleando desajeitadamente para fora dali, as feridas só iriam piorar se me demorasse. Mas mesmo ensanguentada e ferida, estava acima de tudo satisfeita comigo mesma. 


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Mallie D. Sainty'Ore em Qui 14 Nov 2013 - 23:33


Rosas são vermelhas e violetas são azuis...
i'm getting out of my cage and i've been doing just fine

O Acampamento estava silencioso e com cheiro de grama molhada. Era uma manhã tímida, o sol entre as nuvens fofas que formavam diversas formas. A grama estava fresca do sereno da noite, cheirosa e refrescante. Tinha decidido levantar de um tanto mais cedo e se sentar numa colina para descansar um pouco. Violett não sabia ao certo porque estava no local, mas lhe dava certa calmaria o ambiente, os raios de sol batendo contra sua pele alva enquanto suas mãos se divertiam na grama molhada. Abraçou suas pernas, sentindo o gostinho da manhã calma em seu espírito. Mas como sempre, Violett não aguentou ficar parada por mais de meia-hora. 

Andava sem rumo pelo Acampamento, sem saber o que queria realmente fazer. Estava agitada, querendo gastar energias. Continuando a andar pelo acampamento, ouviu vozes esbravejando e lutando. Rebelião? O que diabos é esses barulhos?, pensou Violett. Foi sorrateiramente na direção dos barulhos, descobrindo logo mais que era o treino de Combate a Monstros. Entrou no treino e alguém automaticamente lhe entregou um escudo e uma espada convencional.

O treino funcionava da seguinte maneira: "Lute contra os monstros que te escolherem." Bem simples, não? Lembrou-se das amigas em Los Angeles e o quanto deveriam estar com saudades suas, ou talvez não. Se sentiu um tanto inquieta ao imaginar suas amigas lhe trocando por outra garota, e uma fúria lhe subiu a cabeça. Endireitou o escudo e brandiu a espada e foi para o campo de batalha.

Mal tinha entrado no campo ouviu um rosnado atrás de si, automaticamente olhou para trás e viu o cão infernal mediano espumando para ela. Eca., pensou fazendo uma careta. Mas não teve tempo para deboche, o cão começou a correr em sua direção e quando saltou para abocanhar a cabeça de Violett, ela cortou a cabeça do animal como se corta um ovo.

O monstro - como sempre dramático - urrou de dor e se transformou em pó dourado. - Bom, pelo menos na morte virou alguma coisa glamourosa.; com a barra da blusa limpou a espada e com as costas da mão secou o suor em sua testa. Mas em seguida outro cão se aproximou, deveras mais rápido que o primeiro. Pulou para cima do braço esquerdo, mordendo-lhe forte. Evasivamente com a mão direita, a espada acertou o bicho no estômago e este recuou.

Depois de poucos segundos, o monstro já tinha se revigorado e avançou em direção do tórax, mas com o escudo e protegi de seu ataque. Quando chocou-se contra o escudo, este ficou um tanto tonto e foi o momento para cravar a espada no focinho do cachorro. - Há., vendo o vento levar o pó dourado embora. Depois disso, larguei o escudo e espada com o instrutor e fui para a enfermaria, aquela mordida de cão infernal não seria fácil de cuidar.  


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Seg 25 Nov 2013 - 19:38



we kissed, i fell under your spell

Espreguicei-me por inteira enquanto sai do dormitório feminino da II Coorte, antes porém, dando um beijo na testa da Jenna.- Bom dia legionários- cumprimentei os filhos de Vulcano que já estavam trabalhando logo cedo preparando as últimas armas para o Jogo de Guerra daquela noite. Enquanto andava pela Princípia carregando a minha espada mágica, percebi que o clima estava melhor do que na semana passada, aos poucos todos começavam a esquecer os acontecimentos.- Hey Terminus- dei um tapinha na estátua do deus da fronteira que resmungou alguma coisa, mas segui o meu caminho por Nova Roma onde tudo era bem mais agradável. Na verdade, nunca havia pensado em morar ali depois que havia entrado para a legião, sempre pensei que a minha honra seria morrer em campo de batalha e não me aposentar. Mas quando coisas acontecia, aquele meu pensamento era posto em prova toda vez, buscar uma vida de paz era o que a maioria dos semideuses queria. Observei de relance um casal de legionários aposentados, o homem sorria com um bebê no colo enquanto a mulher os guardava atentamente, era uma família linda. Quando a criança cresse entraria pra a legião seguindo os passos de seus pais, assim como eu segui os passos de minha mãe, a única diferença porém era que eu tinha um pai deus. De repente percebi que a mulher me observava atentamente então rapidamente virei o rosto e continuei o meu caminho, não deveria pensar naquelas coisas.

Havia acabado de sair de Nova Roma para continuar o meu passeio/patrulha matinal quando escutei vários gritos misturados em um só. Olhei estranho para a outra estátua de Terminus e então corri na direção do som. No meio do caminho girei a minha espada que se transformou em uma lança pronta para atacar qualquer coisa que aparecesse. O mais estranho naquilo era os gritos, não eram de um jovem ou adulto, mas sim de crianças e Terminus nunca deixava as crianças saírem da fronteira sem o acompanhamento de seus pais. Corri na direção da floresta e assim que adentrei na mesma o odor forte de monstro preencheu as minhas narinas com tudo.- Droga- xinguei e sem hesitar segui aquele cheiro maldito. Não era a primeira vez que um monstro invadia o acampamento, até porque não tínhamos nenhuma barreira totalmente eficaz a não ser a vigilância dos legionários da V Coorte, e mesmo assim nenhuma criança tinha entrado em contato com nenhum monstro até aquele dia. Cruzei algumas árvores e então avistei três crianças amarradas juntas diante de um ciclope grande, provavelmente com mais de 3 metros de altura.- Ei, bobalhão- chamei a sua atenção para mim, as crianças o acompanharam e me olharam a procura de ajuda.- Por que não vem brincar com alguém do seu tamanho e que adoraria te dar um soco nesse olho sujo- continuei o insultando o que com certeza o deixou com raiva a ponto de pegar o seu cajado e bater no chão com força causando tremores.

Me segurei em uma árvore para não cair, mas o tempo foi suficiente para que o ciclope viesse para cima de mim com tudo, mas seu corpo não o ajudava o tornando mais lento. Dei uma cambalhota para o lado me desviando de seu golpe com cajado e então me coloquei em pé empunhando a lança.- Além de burro e cego é lento igual uma lesma- sabia o risco que corria ao deixar um ciclope irritado, ele podia se tornar bem mais agressivo do que costumava ser, mas se eu soubesse usar a sua raiva contra meu favor, podia vencer aquela luta facilmente e libertar as crianças.- Colpim não é burro, lento e nem cego! Colpim inteligente!- ele gritou e jogou o seu cajado em minha direção. Desviei rapidamente para o lado e então ataquei pela primeira vez, tentei uma série de golpe em suas pernas, mas sempre que o tentava era quase chutada para o Alasca e tinha que desviar. Tentei então me colocar entre suas pernas, mas assim que o fiz ele usou o cajado gigante e me atacou, de modo que fui jogada de encontro com um tronco de árvore. Pelo visto Ciclopes eram mais fortes do que eu conseguia me lembrar. Coloquei-me de pé passando a mão por mim nunca e olhei de relance para as crianças me certificando que elas ainda estavam vivas. Voltei a minha atenção para o Ciclope, mas já era tarde de mais, ele me empurrou com tudo me pressionando contra a árvore de modo que minha lança fosse parar no chão. Gritei de dor assim que senti a sua mordida em meu braço e tentei me soltar de tudo quanto é maneira. Mas que jeito mais vergonhoso de morrer, virando comida de ciclope.

Por sorte ou azar, o sangue que escorreu de minha ferida me deixou escorregadiça de modo que no momento seguinte cai aos pés do ciclope. Me distanciei dele o mais rápido possível enquanto o mesmo tentava entender o que havia acontecido. Aproveitei aquele momento e peguei a minha lança que estava a alguns metros de nós, mas assim que me virei encontrei o Culpim olhando para mim com raiva por ter perdido o seu café da manhã. A dor em meu braço era grande, mas podia aguentar por mais alguns minutos. Dessa vez parti para cima do ciclope, desviei de seu primeiro golpe com o cajado sobre mim, em seguida me segurei em sua mão, dei um giro e subi em seu braço. Assim que percebeu onde eu estava, tentou me derrubar no chão, mas me segurei firme e com um puro fui em sua cabeça. Mas pisei em falso e me segurei no cabeço de Culpim para não cair. Ele começou a se remexer por inteiro, enquanto me segurava com uma mão nele e na outra segurava a minha lança. Só percebi que estava em apuros quando ele correu de costas em direção a uma árvore, como conseguiu isso eu não sabia. Aproveitei o embalo e me posicionei, de modo que no ultimo segundo meus pés tocaram a árvore e dei um mortal para trás. Segurei a lança com as duas mãos e cravei a sua ponta com força no coração do ciclope.

Culpim gritou de dor, mas não por muito tempo, logo ele virou um monte de pó. Cambaleei para o lado segurando o meu braço ao sentir uma tontura, pelo visto tinha perdido mais sangue do que imaginava. Segurei a minha lança e me arrastei até as crianças e tirei da minha coxa a minha adaga.- Por Marte, o que estão fazendo aqui?- perguntei cortando a corda e então olhei sério para elas, mas assim que vi a expressão de medo no rosto delas relaxei e suspirei. Logo em seguida havia três crianças pulando em cima de mim.- Ok, ok, vamos embora, e nunca mais deixem a cidade, entenderam?- elas assentiram e logo em seguida fizeram pose de soldados obedientes. Ri com aquilo e então as escoltei até os seus pais, que me agradeceram, um deles era filho de Febo e fez questão de me curar.- Unh, obrigada- sorri para ele e então me despedi de todo mundo seguindo pra casa de banho, já que estava cheia de sangue coagulado e lama.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Seg 25 Nov 2013 - 21:22

Latidos e mais latidos. Às vezes chego a achar que Thor tem problemas, assim como seu dono, e isso não é nada bom para um cão infernal – O que diabos você quer? – Resmunguei ao me colocar de pé. O relógio em meu pulso indicava que pouco passava das três horas da manhã, bastando um breve relance pela janela para que eu constatasse que realmente se tratava de uma hora tardia da madrugada. Geralmente o mastim negro me entendia, só que dessa vez pareceu não ter compreendido nada do que eu tinha dito, ou melhor, havia perdido o senso de perigo. Com o cão ainda latindo, vesti uma camiseta preta que ia até os punhos e peguei a espada de ferro estígio que repousava ao lado de minha cama – Pode só ficar quieto? – Indaguei arisco ao alcançar a porta e girar a maçaneta. Parecendo finalmente me escutar, o cão infernal soltou um último latido e começou a se afastar na direção do aglomerado de árvores não tão longe. Passeio noturno? Oh Hades. Suspirei pesadamente e fechei com força a porta atrás de mim, alheio ao fato de poder estar acordando algum meio-irmão ou não. Provavelmente Kylie sequer estava dormindo. Geralmente Thor não pedia por atenção de madrugada, até porque aproveitada do tempo livre para explorar o Acampamento, portanto só pude concluir, enquanto seguia a sombra do mastim, que havia algo de errado acontecendo. Dizem que entrar na floresta sombria à noite é um pedido de morte, eu concordo e assino embaixo dessa sentença, mas não tinha opção alguma a não ser a de continuar seguindo Thor que se embrenhava cada vez mais por entre os arbustos espinhosos.

Passo após passo, até alguns tropeços, acabei indo parar em uma clareira aberta. Qualquer outra pessoa estaria tendo dificuldade para enxergar, contudo eu vinha lidando muito bem com o período noturno. Era como estar em casa, na verdade, e estar oculto pelas sombras tinha tanto significado quanto o abraço de uma mãe. Thor não mais latia ou rosnava, invés disso se aproximou de mim, a respiração acelerada pelo modo como seu peito subia e descia quando pousei a mão ali, e encostou a cabeça enorme contra meu antebraço – Qual é o problema, garotão? – Perguntei, só que desta vez sem parecer irritado. Como que em resposta a pergunta que eu fazia, algo - uma sombra difusa - se esgueirou por entre as árvores frente a mim. Apertei os olhos e tentei desvendar quem seria, mas não precisei aguardar por tanto para acabar descobrindo a presença da dracaenae. De tom sibilante, a criatura pareceu bastante contente em me encontrar ali, quase como se viesse sendo privada do jantar há meses – não duvido. Foram-me feitas várias ameaças à medida que um passo – ou “arrastar”, chame do que preferir – era dado pelo monstro. Rolei os olhos e dei bati levemente contra cabeça de Thor com a palma da mão esquerda aberta – Vamos lá, totó. – Murmurei com um sorriso tranquilo. Eu tinha aprendido a não temer os monstros, ou seja, não os via como nada mais do que algo que deve ser morto. Antigamente, em meus primeiros meses de Acampamento, eu temia aquelas criaturas mais do que a tudo. Velhos tempos. Com a espada na mão direita, girei-a entre os dedos e comecei a me mover.

As dracaenae têm o péssimo costume de tentar acertar as pessoas com o auxílio de seu rabo, e geralmente conseguem isso, mas eu já tinha lutado com muitas daquela espécie, por isso consegui manter o ritmo de meus passos de acordo com os golpes executados pelo rabo de serpente. De centímetro em centímetro, tendo que recuar duas vezes, consegui me aproximar do monstro o suficiente para desferir um golpe em diagonal contra sua cabeça. Sorte ou não, a dracaenae desviou em tempo de impedir que o golpe a decapitasse de uma só vez e aproveitou meu momento de distração para investir. Seu rabo finalmente me acertou, embora no abdômen invés de nas pernas. Com um ofego surgido da falta de ar, cambaleei para trás e cai sobre o chão estofado de folhas. Mantinha a mão livre fazendo pressão contra o abdômen dolorido – Boa, muito boa. – Murmurei enquanto respirava essencialmente pelo nariz. O monstro não aguardou que eu recuperasse o ânimo, investiu o quanto antes e eu teria sofrido sérios danos se não fosse o aparecimento de Thor com suas garras de marfim. Naquele momento eu encarei o cão infernal como super cão ou seja lá como chamam os cachorros em desenho animado. Enquanto Thor e a dracaenae se engalfinhavam no chão, consegui ficar de pé usando da espada como apoio e flexionei os ombros duas vezes. Pronto para o próximo round. Atacar diretamente não parecia a melhor estratégia, por isso optei por me esgueirar até as extremidades da clareira, onde a presença de sombras era maior. Como já havia acontecido diversas vezes, as sombras trataram de me dar vigor extra. Ainda oculto, soltei um assovio baixo para chamar a atenção de Thor e comecei a me mover.

Já que a dracaenae se mantinha distraída tentando fincar suas presas de reptil no cão infernal, aproximei-me por trás da mesma (em silêncio) e tentei desferir um golpe que a cortasse ao meio. Essas criaturas só podem ter uma audição muito boa, porque ela desviou meu golpe com o rabo que até então se mantinha escondido de mim e depois conseguiu afastar Thor que caiu há alguns metros – Droga. – Comentei ao recuar antes que fosse também atingido. Agora estávamos novamente em um combate de igualdade, embora eu não tivesse rabo (ainda bem). Avancei primeiro novamente e fiz o mesmo jogo de pés de antes, indo para esquerda e direita tão rápido que os olhos do monstro não conseguiam me acompanhar a tempo de evitar a aproximação. Ao ficar próximo, agachei e desci a espada na horizontal contra a cauda bifurcada da dracaenae, perfurando a carne alguns centímetros antes de ter de me “deitar” no chão para evitar ser acertado na cara. Senti-me meio matriz, admito. Não estando em filme algum, tratei de endireitar a coluna e investir o quanto antes, pois só assim iria tirar proveito do ferimento causado no monstro. Investi na diagonal direita e depois troquei a espada de mãos para atacar à esquerda. Embora não dominasse a ambiestria, ainda possuía pratica o suficiente para causar certo dano relevante. Em seu acesso de dor e irritação, a dracaenae começou a atacar tudo ao seu redor, acabando por fincar suas garras longas em meu braço direito. Soltei um gemido baixo de dor, mas não recuei, invés disso repeti o mesmo golpe já efetuado para decepar cabeças de monstro. Acaso ou não, eu e Thor fizemos isso ao mesmo tempo, só que o cão infernal visava o tronco da dracaenae. Pó de monstro preencheu o espaço entre eu e o mastim, deixando-nos cobertos de pó de monstro. Passei as mãos por minha camiseta, espanando-a, e dei um sorriso companheiro para Thor. Hora de ir para o chalé
.
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Sex 29 Nov 2013 - 23:54


Treino de Combate a Monstros
Apenas matando monstrinhos <33

Mais um dia chato no acampamento sem o que fazer, me levantei de minha cama e saí do chalé rumo ao treino de combate a monstros, nada melhor do que matar uns monstros quando se está entediada né? Dessa vez o treino seria na arena, diferente das outras vezes que eu tinha que procurar por eles na floresta, quando cheguei a arena Quíron estava a minha espera. – E então, contra o que vou ter de lutar? – Perguntei fitando o centauro a minha frente enquanto balançava a espada que estava em minha mão, também segurava o escudo e só por precação tinha minha adaga que estava presa no meu tênis all star de cano longo. – Bom... Você enfrentará duas dracaenaes e assim que derrotá-las automaticamente aquele portão – Ele disse e apontou para um portão vermelho que tinha no lado esquerdo da arena. – Irá ser aberto e de lá sairá um cão infernal – Terminou de falar e se afastou de mim desejando “boa sorte”, dei de ombros, não estava preocupada com o que iria acontecer.

Assim que Quíron saiu da arena uma das dracaenaes apareceu, não demorei muito e fui logo atacá-la, ela desviou dos meus golpes de direita/esquerda e me deu uma rasteira com sua calda nojenta, caí de costas no chão e soltei um gemido de dor, mas nada que fizesse muito escândalo, levantei minhas pernas e as impulsionei para frente juntamente com meu corpo e voltei e ficar de pé; A Dracaenae deu um sorriso sinistro pra mim e veio tentar arranhar meu lindo rostinho com suas garras, desviei e joguei meu escudo no rosto dela enquanto soltava algumas gargalhadas, era engraçado como todas as dracaenaes que eu lutava tentavam arranhar meu rosto. Saí correndo e comecei a dar voltas pela arena enquanto a dracaenae rosnava de tanto ódio, deixei que meus olhos ficassem completamente pretos como o de um demônio e olhei diretamente nos olhos da dracaenae, ela ficou completamente paralisada, sorri e enfiei minha espada na barriga dela fazendo a mesma explodir em pó.

- Essa daí era burra... – Sussurrei e levantei meu rosto para procurar à próxima dracaenae. – E então, cadê? – Perguntei, não demorou nem 2 segundos e já tive “resposta” para a minha pergunta. A segunda dracaenae enroscou sua calda nas minhas pernas e saiu me arrastando pela arena, digamos que não foi nada confortável sentir minhas costas arrastando no chão, estava começando a queimar e isso era um tanto incômodo. – Mas que droga – Resmunguei enquanto tentava acertar minha espada na cauda da Dracaenae, o que não deu muito certo já que ela não ficava quieta, então fiz o que poderia fazer de melhor: Comecei a espernear e a dar chutes no vento (?), assim a Dracaenae me soltou e eu voltei a me levantar do chão com as costas ardendo como nunca; Ignorei a dor e comecei a correr em direção a monstra que sorria como uma psicopata pra mim. Dei de ombros e sai correndo e pulando ao mesmo tempo já que a Dracaenae não desistia de tentar enroscar sua calda nas minhas pernas. Peguei minha adaga e joguei em direção a mesma que desviou, mas como a adaga era mágica, em vez dela atravessar a arena e cair no chão, ela voltou magicamente para a minha mão.

De fato aquela Dracaenae era mais esperta que a outra e eu estava cansada demais para usar meus poderes, então tinha que dar um jeito de acabar com aquela monstra logo e passar para o cão infernal que me esperava.  Sorri para a tiazinha da cauda de cobra e comecei a rodear ela, ela tentava rodar junto comigo mais sua parte cobra a impedia de ser mais rápida que eu em algumas coisas como... Correr, mas minha brincadeira não durou por muito tempo, já que tropecei na própria calda da Dracaenae e caí no chão, só deu tempo de eu me virar e a dracanae vir com suas garrinhas para tentar deixar meu lindo rostinho arranhado, antes que eu enfiasse a espada na barriga dela, a maldita conseguiu arranhar minha bochecha, finalmente ela explodiu em pó e eu me levantei do chão enquanto limpava o sangue que escorria de minha bochecha, suspirei e olhei para o portão vermelho que tinha sido aberto.

Saí correndo até meu escudo que estava caído no meio da arena e voltei a prender minha adaga em meu tênis, o cão infernal veio correndo atrás de mim e eu né, como sou um exemplo de lutadora, saí correndo dele também. Até que ele foi mais rápido, me alcançou e começou a puxar minha blusa com seus dentes afiados, sabia que eram afiados pois estava sentindo eles roçarem minhas costas que já estavam bem acabadas, soltei um gemido de dor e deixei que o cão rasgasse minha blusa, não tinha o que fazer mesmo. Um pedaço da minha blusa foi rasgada e minhas costas foram arranhadas com as garras do cão, se continuasse naquele ritmo não iria sobrar mais nada de Arianne pra contar história, peguei minha adaga que estava presa em meu all star e joguei contra o cão, adiantou nada, o bicho continuou correndo atrás de mim e desviou da adaga.

- Argh, to ficando cansada disso já – Resmunguei e me virei para o cão, bem na hora em que ele pulou em cima de mim, coloquei meu escudo entre nós dois e ficou assim: O cão tentando me morder e eu sustentando o escudo que me protegia, comecei a mexer minha espada em direção a mandíbula do cão, tinha que terminar logo com aquilo, pois não estava mais agüentando a pressão do cão sob a mim; Com muita dificuldade consegui finalmente cravar a espada na mandíbula do cão que explodiu em pó dourado, tossi e joguei o escudo do meu lado, depois de alguns segundos me recuperando, me levantei do chão e fui para o meu chalé, os ferimentos em minhas costas se curariam ao anoitecer, eu conseguia agüentar a ardência e o sangue escorrendo por alguns minutos.  



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Logan K. Scheubaer em Sab 30 Nov 2013 - 1:42


SUCK IT FUCKING HELLHOUND BASTARD

Há pouco tempo eu cheguei ao acampamento. Foi bem conturbado até minha chegada. Quase morri três vezes. Se não fosse por Joshua, o sátiro, provavelmente não estaria vivo aqui pronto para meu primeiro treino no acampamento meio-sangue. 
 
Saí do chalé de Hermes em direção à arena, onde ocorreriam os treinos de combate a monstro. Eu estava meio apreensivo, pois já teria que lutar com um monstro antes mesmo de saber usar uma espada. Não que fosse assim tão difícil, já que eu tive que me virar com uma espada simples para derrotar três monstros para conseguir chegar mais ou menos inteiro aqui.
 
Ao chegar à arena me deparo com semideuses já se preparado. Alguns faziam alongamentos, duelavam entre si, outros apenas ficavam em seus cantos esperando o momento de começarem a suar.
 
Apoiei minhas costas na parede da arena e fiquei esperando o momento que liberariam os monstros. Torcia para que demorasse, porém não fui tão agraciado assim. Logo ouço um gongo e várias gaiolas brotaram do chão. Cada um entrou em sua gaiola, e assim fiz também. Com uma espada simples – de novo – nas mãos, esperei alguma coisa acontecer, porém nada, até ouvir o barulho atrás de mim.
 
Segurei firmemente o punho de minha espada e virei violentamente, apontando a ponta da lamina para o focinho da criatura que ali estava. Assustei-me ao perceber que meu monstro era um cão maior que um tanque de guerra. Estava completamente em problemas. Tentei passar pelas frestas da gaiola, mas era impossível. Em uma dessas tentativas acabei por abaixar a guarda, e o cão se aproveitou disso. Com sua cabeça enorme o mesmo me jogou contra um dos cantos da jaula, fazendo minhas costas doerem com o impacto.
 
Gostaria de tentar instigar a raiva no animal, mas duvidei muito que ele entenderia o que eu esta falando. Levantei-me e corri em direção ao monstro. O mesmo parecia olhar fervorosamente para mim. Pude ouvir um rosnado de longe. Ao chegar perto do cão tentei atacar uma das patas dele, mas o mesmo a levantou e tentou me atacar, porém rolei para frente desviando do ataque.
 
Aproveitando que estava debaixo do cão infernal – que descobri depois – enfiei minha espada na barriga do monstro que rugiu de dor. O mesmo correu para o outro canto e me lançou um olhar mortífero.
 
Corri em direção ao mesmo, que se manteve parado, ao chegar perto de novo, o mesmo pulou em cima de mim. Sua pata dianteira esquerda prendia-me no chão. A espada estava jogada no meu lado, porém mesmo me esticando não conseguia pegar-la.
 
Em uma das tentativas de pegar a espada, senti um corte em meu peitoral. Olhei assustado e gritando para o local de onde vinha a dor. Vi que o cão infernal usou suas garras para fazer-me sangrar. Deitei minha cabeça no chão, olhando para os lados, achei que aquele era o fim, era impossível sair de lá, porém ao olhar que a espada estava mais próxima de mim – provavelmente o monstro deveria ter esbarrado nela - a segurei e enfiei a lamina da mesma na pata que me prendia. O cão levantou a pata, e eu aproveitando a deixa, rolei para o lado. Levantei-me mais uma vez e me joguei contra a pata do monstro. O mesmo começou a correr de um lado para o outro tentando me desgrudar do local, mas nada me impediu.
 
Escalei a longa perna do monstro em movimento até chegar subir em cima do animal – Chupa essa – Esbravejei e cravei a espada na garganta do mesmo. O mostro virou uma espécie de pó dourado e por conta da gravidade, acabei por cair no chão, infelizmente torcendo meu tornozelo.
 

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Philip C. Alecssander em Sab 30 Nov 2013 - 18:43

Treino com Harpias...

Amanhecia no acampamento meio sangue,chovia um pouco e eu acabara de acordar.Me levantei e fui tomar um bom banho para começar um dia,decidirá que hoje eu iria treinar e me dedicar só aos treinos hoje já que as aulas já haviam acabado. Tomei meu café e então pus uma roupa digamos que um pouco velha,já que era só pra treinar então não me importei com a roupa do dia,trajava uma camisa preta e um jeans seguido de um tênis já gasto.Fui respirar os ares do acampamento me esticando e fazendo alguns alongamentos,era a primeira vez que treinava e que enfrentava alguma criatura ou alguma coisa do tipo que viesse pela frente.Para dizer a verdade não tinha a mínima ideia do que estava fazendo ali naquele lugar,porque meu pai nunca contou pra mim sobre o que acontecera realmente.Pelo menos se ele tivesse me contado teria vindo pra cá desde pequenino e hoje poderia ser mais habilidoso com essas coisas,mas como tudo na vida se aprende vamos lá. Tirei uma adaga simples do bolso e comecei a tentar manuseá-la e pude ver que não era tão difícil assim,voltei para o chalé dos filhos de Atena e procurei saber mais sobre batalhas e estratégias,descobri que os filhos de Atena tinham uma habilidade especial tanto pra batalhar e só ai que percebi porque conseguia bolar aquelas minhas estratégias malucas quando estava perto dos mortais e de cara já consegui manusear aquela simples adaga,claro que vou usar isso a meu favor... Vejamos,sou um semideus filho de Atena sou habilidoso em manusear espadas,arcos ou seja lá como for e sou bom nas estratégias.Agora estava conseguindo me entender melhor agora me via como um semideus e eu sabia que aos poucos iria me encaixando naquele acampamento ,ia me envolvendo com as aventuras e tudo mais.Depois do café da manhã fiquei andando por ai e então avistei a entrada de uma floresta,decidi ir pra lá. Fui adentrando a floresta aos poucos,muito obscura olhei pra trás e a floresta ia se fechando aos poucos me levando mais adentro.Tinha noção que agora era só eu e mais ninguém,se alguma criatura me atacasse seria minha a decisão se eu queria continuar vivendo ou não. Fui pisando no chão cheio de galhos e folhas que faziam barulhos diferentes a cada minuto e aquelas aves agourentas passavam por cima de minha cabeça deixando o clima ainda mais sombrio.Peguei minha adaga na mão e comecei a andar em passos lentos prestando atenção em qualquer barulho sequer até que então alguma coisa voadora passava por cima de minha cabeça com garras afiadas tentando me cortar.Me abaixava a cada tentativa de golpe para me acertar e tentava descobrir o que era aquela criatura,certamente um monstro! Engoli em seco quando pensei nessa palavra e então a criatura pousou num galho de uma árvore,ela tinha grandes asas e garras afiadas,seus dentes eram pontudos. Apontei a adaga pra ela e naquele momento identifiquei-a como uma Harpia,me preparei para atacar e ela abriu aquela boca dela e voou contra mim na tentativa de me atacar.Era como se agora tudo estivesse em câmera lenta,esperei ela chegar bem perto de mim analisando cada ponto fraco dela e calculando uma estratégia em minha mente,então quando ela chegou bem perto e eu fui cortar uma das asas dela,a Harpia foi mais rápida e me arranhou com aquelas garras,meu braço agora saia sangue e ardia muito,mas mesmo assim não desisti,outra vez me preparei e ela veio,mas dessa vez quem acertou fui eu. Enfiei a adaga num olho dela e a rodei jogando para longe,ela soltou um berro agudo caindo no chão,mas levantou e veio furiosamente para cima de mim. Ela agarrou em meus ombros com aquelas garras fazendo um corte profundo,mas então peguei a adaga cheia de sangue e comecei a distribuir várias facadas no peito dela de modo que nós dois fomos machucados,no fim caímos os dois no chão mas finalmente a Harpia tinha morrido, vi o corpo dela estirado no chão se decompondo rapidamente e então caído no chão me levantei com dificuldade,estava gravemente ferido e comecei a me arrastar fazendo força com as duas pernas e minha daga dentro do bolso.Tinha cortes profundos no ombro e um corte no rosto e no braço direito. Caminhei para fora da floresta novamente e então quando me vi no acampamento me arrastei até a área hospitalar.Com certeza aquele foi um treino duro,mas valeu a pena!

 



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Convidado em Dom 1 Dez 2013 - 18:25

Treino de Combate a Monstros

Testando a Espada

 Às vezes pensava que ser semideus havia-me feito subir a cabeça. Que o mundo novo que eu havia sido apresentado estava-me deixando sem noção de perigo. Aquela tarde, depois do treino de Espadas estava louco para colocar as escoltadas e as investidas em prática. A camisa laranja que estava limpa por hoje de manhã já estava coberta de sangue, areia e algumas coisas que não consegui identificar. Ah, um passarinho havia defecado no meu ombro, mas acho que isso não é algo que eu gostaria de identificar, mesmo sendo difícil ignorar devido o cheiro. Ainda estava com a espada em mãos quando fui para um espaço reservado perto da floresta. Sentado no chão com algumas bugigangas e meu colar de representante do chalé sete. Me coloquei no limite da floresta. Do meu lado esquerdo a decida levava ao restante do lado, do meu lado direito era possível ver o punho de Zeus, e o começo do riacho Zéfiro. Talvez estaria fazendo uma loucura, o que era bem a minha cara. Mas não haveria graça em apenas ficar na teoria. Bem, pelo menos acho que não geraria qualquer punição, pelo menos é o que eu pensava. Sentei, e desenhei o símbolo de Apolo no solo em um círculo. — Bem vamos lá — Me coloquei de pé, dentro do círculo, olhei em volta, estava tudo em um incomodo silêncio a não ser pelos pássaros e pelo riacho, passei a mão pelo cabo da minha espada e finquei ela no chão aos meus pés — Eu Marc Antoine Honter Trevor, Conselheiro do chalé de Apolo, invoco uma Harpia — O Ar tremeu a minha frente, e as sombras se juntaram em um único ponto, onde o ar sorriu e tomou formato de asas negras e pele viscosa como a de um morcego, estava frente a frente com uma Harpia.

A Harpia pousou em uma Arvore do meu lado, olhava em volta como se estivesse esperando algo, ou tentando entender o que estava se passando em sua volta, ou até mesmo o que estava acontecendo. Ela respirou profundamente e seus olhos inflamaram em sangue, e ela olhou diretamente para mim — Semideus? Apenas digno de morte. — E avançou. A Harpia pairava sobre mim provocando horrendas rajadas de fedor a cada bater de asas da criatura. Tentei não respirar e manter a concentração mais o cheiro era repugnante. Quando, por um único segundo pensei em desistir ela avançou, cravou as garras em meu ombro esquerdo e me levantou cerca de meio metro do chão. O Estrado estava feito, agora além do braço cortado, e da camisa manchada ela está rasgada, e provavelmente nem um grampeador vai poder fechar o buraco de meus ombros. Estava sombra, não havia onde me curar com o sol naquele lugar, maldita escolha. Ela avançou de novo, estava baixado, checando o ferimento mais com um olho nela pude ver o movimento. Fiz um forte em sua asa esquerda, e ela caiu no chão. Para o meu azar ela não havia-se desintegrado ainda, precisava ser um único golpe, preciso e certeiro. Estava sem minha adaga então tinha que pensar em um modo de não, de jeito nenhum errar com a espada. 

Está bem fraquinha para quem disse que iria me matar. — Pareceu que o monstro se esqueceu da dor e voltou a avançar. Meus músculos não se mexiam naquele momento, nem uma única respirada. Meus pés pareciam pesar uma tonelada mais sabia que se ficasse ali seria morto em instantes. Mergulhei para a direita quando a Harpia voou por cima de mim. Senti suas garras fazerem vento em minhas costas. Estava de bruços, com a terra e a grama molhada cutucando meu rosto, senti os passos da criatura — Pobre semideus... — Quando a senti realmente muito perto, me virei, e bati com o fio da espada no rosto da Harpia. Ela cambaleou mais ainda não estava morta, pulou em cima de mim. Minha espada foi para o lado com o impacto dela. Estava à poucos milímetros de meu dedo indicador. A Harpia já cantava vitória me cima de mim. Quando ela preparou as garras, quando exatamente ela ergueu a asa, consegui alcançar minha espada, e vi um ponto vulnerável na carcaça, logo enfiei minha espada dentre as costelas do mostro e o icor preto jorrou sobre mim, e ela explodiu em areia. 

Havia ganhado novas cicatrizes, rasgado minha camisa e ainda provavelmente se alguém descobrisse, teria confusão pois era proibido invocar monstros sem um instrutor por perto. Porém estava vivo, diferente da Harpia, então acho que estava no lucro, pelo menos por enquanto.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Davos H. Grümmer em Dom 1 Dez 2013 - 23:15

a manticora ,
as vezes o treino é pesado.

Estava com bastante raiva, o ódio queimava dentro de meu corpo e meu coração palpitava muito rápido, estava no meio da floresta sentado em baixo de uma árvore lendo um pouco sobre alguns monstros, comecei a ler e a folhear o livro, eu já esperava que algum monstro viesse me atacar, eu tinha cortado uma parte do meu braço com minha Adaga, cheiro de sangue atraia Dracaenaes e mais alguns monstros, pelo que eu estava vendo naquele livro elas eram chamadas de Manticoras... Eram criaturas  horripilantes, tinham cabeça de um humano, por vezes com chifres, três afiadas fileiras de dentes de ferro e com voz trovejante, corpo de leão e cauda de escorpião, tinham o tamanho de um leão ou até mesmo de um cavalo, eram realmente incrível. Do nada, percebi que algo se movia ali na mata, que provavelmente havia sido atraído pelo sangue. Subi em cima da árvore para poder observar melhor, mas já era tarde demais.

Uma pata atingiu o meu rosto e cai de cima da árvore direto no chão, fiquei um pouco tonto pois o impacto da minhas costas no chão foi forte, logo que recobrei a consciência vi que era uma Manticora, rolei para o lado. A garra dela por pouco não atingiu meu rosto. Pelo que eu vi os dentes dele eram de ferro, ela era do tamanho de um cavalo, uma das mais velhas provavelmente, eu já sabia o que deixaria os dentes dela um pouco mais irritados e que poderiam até amassá-los, aço, ela veio me atacar. A cauda dela era de um escorpião, aquilo podia me matar, pois até onde eu sabia o veneno daquele monstro era bem forte. Eu olhei para a cauda dela e fiquei impressionado, ela veio para me atacar e eu me defendi, o meu escudo, item que havia pego emprestado no arsenal do acampamento, não aguentaria muitos ataques daquela Manticora.

Eu estava com bastante raiva, aquilo não me preocupava nem um pouco, se eu morresse não estava nem ai, eu queria mesmo era esquecer de tudo, fiquei um pouco mais irritado e comecei a dar vários ataques naquela Manticora, acertei um bem na pata daquele monstro, ela veio e tentou me atacar com sua cauda, eu rolei pro lado e consegui desviar, ela deu mais um ataque com sua cauda, conseguiu acertar o meu braço, o ataque dela foi tão forte que conseguiu tocar meu braço, meu braço estava sangrando demais, larguei o escudo, e percebi que aquele machucado começou a fechar sozinho, eu estranhei, mais não estava nem ai, depois meu braço começou a formigar, eu percebi que era o veneno se espalhando através das minhas veias, joguei um pouco de Ambrósia que tinha dentro do bolso no machucado e meu braço foi voltando ao normal. Minha cabeça começou a doer, então eu voltei e fui correndo em direção à Manticora para acertá-la na pata e tentar arrancá-la. Corri em sua direção para atacar mas não adiantou, do nada ela levantou voo. Percebi que ela também tinha asas então lancei minha adaga em direção a asa da Manticora esperando que acertasse, e foi então o que para minha sorte, aconteceu.

A Manticora se rebatia no chão, me levantei e ataquei a outra asa dela rapidamente com minha espada de ferro estígio. Tive uma ideia que poderia da certo, atacaria os dentes dela com minha espada e certamente arrancaria todos. Esperei ela se levantar e fui diretamente em direção a ela, corri e comecei a acertar seus dentes, minha espada apenas sugou um pouco da essência dela e eu percebi que com minha espada não conseguiria arrancar os dentes daquela Manticora, pensei em o que fazer, corri em direção a ela novamente e tentei acertar sua pata, mais ela a levantou e arranhou fortemente minhas costas, senti como se uma lâmina cortasse minhas costas, ela estava sangrando demais, em questões de segundos, meu corpo estava coberto de sangue, eu estava perdendo sangue demais, mais eu não estava nem ai, eu queria mesmo era matar aquela Manticora, sorri e corri em direção a ela, acertando um ataque forte em sua pata, mais para ela foi apenas um corte de leve, os ossos daquele monstro eram bem fortes, eu devia confundir ela, mais ela parecia bem esperta.

Não custava tentar, subi rapidamente em uma árvore e fiz algumas sombras para eu ganhar um pouco de tempo e descansar, fiquei respirando lentamente lá em cima, mais aquela Manticora era esperta demais. Ela começou a bater na árvore e como eu estava distraído, cai pra trás e bati minhas costas no chão, sorri e logo me levantei no estilo matrix, e fiquei em posição, posicionei meu pé fortemente no chão e corri em direção a Manticora, lhe dando um ataque bem forte, finalmente eu consegui dar um ataque preciso, consegui com que ela sentisse um ataque na pata, mais aquilo não foi grande coisa apenas suguei mais um pouco da essência maligna daquele monstro, minha cabeça estava doendo e minhas costas sangrando muito, o chão daquele local estava coberto de sangue, o que podia atrair mais monstros, mais pelo que eu saiba, as Manticoras não gostam de dividir alimento, se é que ela vai ter um alimento.

Aquilo havia se tornado um jogo, ou eu virava alimento dela ou ela virava alimento de outros, eu comecei a andar pro lado e fiquei pensando bastante em o que fazer com aquela besta, fui em direção a ela e comecei a dar vários ataques, eu apenas estava me preocupando com a cabeça dela e esqueci de sua cauda, senti uma picada em minha panturrilha e percebi que aquela Manticora tinha enfiado apenas a ponta de sua cauda na minha perna, e começou a soltar seu veneno. Dei um pulo pra trás e senti a minha perna doer bastante, apunhalei a espada fortemente na cala da criatura a cortando, em seguida retirei o que tinha dela na minha panturrilha e joguei longe, minha espada estava carregada de essência maligna, peguei um pouco de ambrósia e coloquei na panturrilha, voltando a olhar para a Manticora contorcendo-se de dor.

Corri em direção a Manticora e comecei a atacá-la com bastante precisão e força, depois dei dois mortais pra trás e voltei a guarda, eu estava um pouco tonto, pois o seu veneno ainda corria em meu sangue. Sorri cínico e fui em sua direção, dando um ataque preciso em seu pescoço e o arrancando. Sorri aliviado, porém ainda sentia um pouco do veneno percorrendo meu corpo, com as forças que ainda me restavam caminhei em direção a enfermaria. Chegando na porta, entrei e dei um sorriso meio tonto.

Dessa vez o Ka-bum foi maior. Hahaha. — Consegui apenas pronunciar essas últimas palavras antes de perceber alguns filhos de apolo vindo em minha direção, não demorei muito a cair no chão desacordado, e assim encerrou-se meu treino daquele dia. Mais pareceu uma questão de sobrevivência do que um treino simples para aprendizagem.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Davos H. Grümmer em Seg 2 Dez 2013 - 23:40

a empousa,
treinando para morrer.

Depois de ter passado meio século jogado na cama em meu chalé, resolvi ir em busca de diversão, e foi no caminho da floresta que eu fui em busca, assustei-me ouvindo alguns passos e então virei-me. Assim que vi o que me esperava, sabia que seria um desafio e tanto. Eu tinha más recordações de Empousas, pois tinha sido a única vez que falhara em combate, seu charme havia sido uma arma mais poderosa do que qualquer espada ou lança já haviam me mostrado. Á princípio, pude ver uma garota morena de olhos verdes, com uma beleza sobrenatural, usando roupas da moda e superelegante. Ela me olhou dentro dos meus olhos tentando jogar seu charme e fascínio para mim, mas por algum motivo o truque não havia funcionado. No meu subconsciente uma voz me dizia para não acreditar naquilo, e então entendi que de alguma forma eu estava bloqueando a magia da Empousa. Foi então que ela começou a se transformar, seus olhos ficaram vermelhos e cheios de raiva, seu cabelo chamuscava labaredas de fogo, suas mãos agora eram garras, seus dentes presas, e suas pernas uma era feita de bronze e a outra parecia uma perna de burro.

Sabia que agora seria uma luta para valer, a Empousa se preparou para a batalha com suas garras afiadas apontadas para mim. Ela fez um ataque direto e frontal que eu facilmente defendi com o escudo que havia pego emprestado passando para o lado da Empousa, dei um golpe giratório com minha adaga de forma que eu poderia perfurar em suas costas, mas a criatura também era rápida mesmo com as pernas de tamanho e forma diferentes. Novamente ela fez um ataque frontal, mas dessa vez ela tinha um truque na manga, usou sua garra direita direto no meu escudo, minha mente ágil de forma rápida e defendi sem maiores problemas, mas o monstro havia feito isso como distração usando sua garra esquerda para ferir-me na altura da costela. Teria feito um estrago grande se meus reflexos de batalha não fossem apurados, já que sou um semideus. Consegui no último instante me deslocar para o lado fazendo com que o ataque pegasse apenas de raspão. Eu estava em êxtase por ter um grande desafio como aquele, mesmo não sendo muito chegado em batalhas, achava divertido enfrentar monstros. A Empousa veio novamente em minha direção com suas garras. Eu logo me recompus, me coloquei em posição de batalha e esperei pelo ataque da criatura.

Você será o meu jantar hoje meio-sangue, não vejo a hora de provar esse seu quente e suculento sangue. Há tempos não provo sangue de um semideus.

Acredito que hoje não será este dia. Desculpa. — Ela investiu mais uma vez contra mim com suas garras, primeiro com a direita direto em meu escudo e depois à esquerda tentando me ferir, mas dessa vez eu estava preparado, assim que houve o choque de sua garra de encontro ao meu escudo, me desloquei para o lado evitando sua garra e cortei o ar com minha adaga em direção a perna de burro indefesa da Empousa. Ela gritou de raiva quando sentiu sua perna sendo dividida de seu corpo. Ela agora estava vulnerável, mas mesmo assim perigosa, não podia se mexer, mas suas garras ainda eram afiadas e mortais. Em um golpe de fúria me lancei ao seu encontro, no último momento me joguei de joelhos usando o escudo como barreira acima de minha cabeça e encravei a minha adaga na barriga do monstro que me amaldiçoou com suas palavras e se transformou em pó.

Quando relaxei vi que estava sangrando, depositei minha adaga no chão, juntamente com meu escudo. Estava meio ofegante devido aquele breve treino, porém de morte, era terrível enfrentar uma Empousa, mas ainda assim era um desavio maravilhosos para quem queria apenas matar o tédio de uma tarde no acampamento, até porque eu desejava mais do que apenas ficar ali, queria sair pelo mundo e enfrentar muitos monstros, não porque eu gostava de ser herói, mas porque eu gostava de um pouco de ação. Levantei e caminhei direto para a enfermaria.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Ter 3 Dez 2013 - 14:15


Eu podia escutar o barulho das gotas de chuva que batiam no telhado mesclando-se com o som do quebrar de ondas do mar que naturalmente pertencia ao chalé. E por mais reconfortantes e nostálgicos que fossem esses sons, não conseguia continuar dormindo. Mesmo depois de uma semana desde que cheguei ao Acampamento, meu relógio biológico ainda não se acostumou com o fuso-horário de NYC. Então tratei de levantar, fazendo o mínimo de barulho possível pra que não despertasse meus recém-descobertos meios-irmãos. Demorei poucos minutos pra me arrumar, o suficiente pra que a chuva ficasse mais forte, e saí do chalé rumo ao refeitório.  Entretanto, no meio do caminho tinha um sátiro tinha um sátiro no meio do caminho que me interceptou. Cocei o nariz diante seu cheiro forte de pelo de bode molhado e disfarcei uma careta. Ele estava ofegante e parecia agitado. – Você está bem? – perguntei preocupado. O sátiro agitou as mãos no ar, dizendo que eu deveria falar com Quíron e agradeceu aos deuses por encontrar um semideus de pé àquela hora.  Embora estivesse confuso, assenti e o acompanhei até a casa grande.

...

O centauro afirmou que havia uma quimera na Floresta Negra, e essa estava atacando e ferindo os campistas mais do que o usual para as criaturas que ali viviam. Disse que em caso extremos, como o desse monstro, ele preferia capturar e levar para outro local antes que mais campistas morressem. Fiquei perdido na palavra  “quimera” e desconfiado da parte “mais campistas” – o que significa que alguns já foram fazer uma visitinha pro tio Hades. Resumidamente, eu precisava imobilizar a criatura com umas correntes e cadeados e feri-la o mínimo possível. – Você chegou a pouco tempo, certo? Filho de Poseidon?– indagou Quíron, e eu concordei. Ele deu tapinhas nas minhas costas e disse pra que eu não morresse. Peguei as correntes, embolando-as pra facilitar o transporte. Estava até animado – seria meu primeiro combate contra um monstro mitológico -, contudo, quando estava saindo, escutei Quíron dizer ao sátiro “eu disse um filho de Ares, não um novato” e isso me fez engolir em seco.

...

Após caminhar até o sul do Acampamento, adentrei a floresta negra. Com o nascer do sol em seus últimos minutos, pude observar os feixes de luz alaranjados passarem pelas frestas das folhagens densas. A luminosidade ali era escassa, justificando o nome da floresta. Tentei não caminhar de forma barulhenta, mas o baque dos meus pés na lama denunciava minha localização de qualquer maneira, então não fazia sentido tentar ser silencioso – só atento pra não ser pego de surpresa. Já estava quase desistindo de procurar pela tal quimera quando escuto passos além dos meus e lufadas de ar ritmadas. Olho em direção do barulho e vejo sair das sombras a criatura mais estranha que já tinha visto desde a última cirurgia plástica do Michael Jackson. Seu corpo era de leão, assim como uma das cabeças. A outra cabeça era de... cabra? E uma cauda de serpente balançava  no ar. Em um só movimento vertical com a mão direita, fiz meu anel transmutar-se no grande tridente de bronze sagrado. Desde que o ganhara não parei de usar, a mesma coisa com o colar (que vira um escudo, acredite) que está em meu pescoço.

 Não sei bem o que fazer em situações como essa, pois não tenho experiência.  Mas quando a quimera correu em minha direção, rugindo e babando, desferi um golpe instintivamente.  Obviamente, não ataquei um local específico, só esperava acertar a criatura  - “a melhor defesa é o ataque” etc e tal. Sentia-me a vontade com o tridente, o que felizmente proporcionou o meu acerto. Consegui fazer um corte superficial em seu dorso. Não o suficiente para feri-la, mas o bastante pra que se assustasse e se afastasse. Entretanto, como a vida não é fácil pra ninguém, antes que pudesse cantar vitória antes da hora, fui acertado pela cauda. O impacto foi forte de modo que me jogou alguns metros. Rolei na lama e nos galhos, sujando a camisa laranja berrante do CHB que já estava encharcada devido à chuva. Percebi vários ralados na pele, mas a adrenalina nas veias só permitiria que eu sentisse dor daqui algumas horas. Joguei o bolo de correntes pro lado e me ergui irritado. Pelo jeito não vai ter como prender essa quimera sem cansá-la antes.

Concentrei as gotas da chuva em uma esfera d’água, que flutuava acima da minha mão esquerda, e arremessei na cabeça de cabra. Repeti a formação da esfera em seguida, jogando-a na cabeça de leão. Isso durou frações de segundos e desorientou o monstro por um curto espaço de tempo. Aproveitei a deixa para fincar o tridente em uma de suas patas dianteiras. No instante em que a criatura urrou de dor, eu me arrependi. Eu deveria ter pensado em uma maneira menos agressiva. Mas a quimera não deixou por menos, utilizando-se da minha distração, ela arranhou meu tórax com suas garras da pata livre. Quatro cortes profundos, que ardiam e deixavam sair muito sangue. Saí de perto dela exasperado, procurando as correntes. O monstro tentava tirar com sua cauda meu tridente que estava fincado em sua pata e na terra. Assim que alcancei as correntes, enrolei a primeira nas patas traseiras, prendendo com um cadeado.  A quimera agora entrava em desespero, não sabendo se me atacava ou se tentava se livrar do tridente e da corrente. Sua falta de estratégia permitiu que eu também amarrasse as duas cabeças com a segunda corrente e as patas dianteiras com a terceira. Eu a tinha imobilizado, só faltava a cauda. Contra a minha vontade, retirei o tridente de sua pata e lancei em sua cauda. Novamente escutei os gritos de dor. Com a quarta corrente, prendi a cauda às costas da Quimera. Como era escorregadia, utilizei mais duas correntes para prender sua cauda ao corpo. Ainda com receio de que fugisse, usei as últimas correntes para prender o monstro a uma árvore dali.

Sentei exausto embaixo da árvore do lado oposto a que o monstro estava preso. Os cortes do peito doíam, mas imagino que não tenham atingido nenhum órgão vital ou já estaria morto. Tirei a camisa e deixei que a água da chuva lavasse o sangue que ainda insistia em sair. Também fechei meus olhos, concentrando-me no som da água para tentar esquecer a dor.– Garoto, ta vivo?– senti um chute de casco no braço e abri os olhos. Era Quíron, me olhando atentamente. Resmunguei enquanto ele me ajudava a levantar. Percebi que um garoto empurrava a quimera pra uma jaula enquanto uma garota colocava umas folhas diferentes no machucados da criatura. – Bom trabalho, garoto. Agora vamos pra enfermaria ver esses cortes.

 


 



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Edward C. W. Callaghan em Ter 3 Dez 2013 - 15:20

Edward Crawford Callaghan

There was a time, i used to look into my father's eyes, In a happy home, i was a king i had a gold throne, Those days are gone, now the memories are on the wall, I hear the songs from the places where i was born, Up on the hill across the blue lake, Thats where i had my first heart break, I still remember how it all changed, My father said, Don't you worry, don't you worry child, See heaven's got a plan for you,  Don't you worry, don't you worry now, Yeah!
BORN ENGLAND - NATURALIZED AMERICAN - RESIDING IN CHALET APOLO - SON OF APOLO
Esperar, era só isso que eu estava fazendo. Meu "pai"  não havera me dito que iria demorar tanto, e lá estava eu, indo direto ao acapamento na qual sonhara desde que se juntara a Dean e Sammy, sempre soube sobre minhas origens tudo sempre fora claro para mim desde que eu encontrara aquela carta sobre meus pais no sotão de casa, eu estava muito pensativo e aquilo estava me atordoando pelo fato das milhões de coisas que continham naquela carta ainda rondarem minha mente, o delegado era um tanto misterioso e eu estava certamente irritado com a presença dele, ele a pouco nos prometera o acampamente meio-sangue e dizer onde era o local que é bom nada, ele apenas nos guiava dentre os becos de Nova Yorque indo para o litoral nas noites escuras da cidade que agora parecia um caos, a noite certamente não era algo que me alegrava, sempre preferi o dia, eu me sentia mais forte e desde que "fugira" enquanto Dean dava uma de heroi estava me sentindo meio covarde, mas obviamente eles nem imaginavam o real interesse de sair naquela hora.

- Edward, está bem? - murmurou Sammy preocupada - Claro que sim, apenas ande, ficarei bem - Enfim o clima de discórdia se fora e Dean era o único que ainda estava com aquele semblante arrogante, sinceramete já estava acostumado, ele sempre fora assim, com certeza não mudaria, por sorte Sammy quase sempre mantia o equilibrio entre todos, ela parecia perceber o fato de eu estar meio mal, enfim chegávamos a algum local, estávamos fora da cidade perto do litoral mas em meio a floresta, o delegado rapidamente parecia tenso, seus olhos encheram de ódio quando Dean e Sammy adentraram por um portão deixando-nos para trás, o delegado virara-se para mim dizendo para os outros seguirem em frente, quando pude ver seus olhos se enchendo de um vermelho ardente e seu corpo se transformando em uma espécie de gárgula enquanto eu me afastava vagarosamente sacando o arco que carregava comigo, nunca atirara em um local tão escuro porém era necessário, não estava enxergando-o tão bem,só conseguia ver os olhos que ainda brilhavam no silêncio da noite, pude vê-la se aproximando de mim quando atirei a primeira flecha, aquilo fora assustador, a flecha acompanhara uma espécie de raio dourado iluminando o local por uma fração de segundos, pude perceber a raiva nos olhos do delegado ou monstro no caso.

A flecha raspara a fera, porém não dera muita atenção ao fato de minhas flechas brilharem ao atira-las, o instinto de sobrevivência gritara mais alto e assim mantinha a cabeça erguida concentrando-se no brilho nos olhos da fera, atirei novamente acertando parte das asas que eu mal percebia ter se formado, quando algo me atingira, um corte leve sobre minhas costas me fez cair paralisado, a fera estava caída também e eu não sabia o que me atingira, pude ouvir alguém rindo, o que me lembrara a risada de Sammy, faltava pouco para amanhecer, era umas 6 da manhã quando fui atingido e após ouvir um grito perto de mim pude sentir um ardor corroer meu corpo eu ardia em febre, quando enfim o sol nascia vagarosamente batendo no alto dos carvalhos que me envolviam, o sol atingiu primeiro minhas pernas e enfim as costas, eu estava debruçado no chão quando senti um certo alivio, podia enfim sentir meu corpo novamente, começando a mexer primeiramente os dedos e enfim mexer-se por completo, levantei-me devagar e ao virar-se me deparei com Sammy no chão a fera estava comendo-o, o monstro não se mexia nada além da boca, parecia que Sammy fora pego de surpresa e a fera por conta da flecha em suas asas não conseguindo se mexer atacou-o sem dó, peguei a flecha que estava caída no chão da minha primeira tentativa e atirei, meu olhos estavam cheios de lágrimas, meu irmão estava ali morto sendo devorado por um monstro que por burrice minha ainda estava vivo, atirei a flecha em direção a cabeça da fera que se explodiu em uma espécie de pó dourado, deixei Sammy ali no chão e segui em direção ao portal por onde Dean passara, teria que encontra-lo e dizer o que acontecera, o que com certeza não seria fácil.
On New York City, the soundtrack is DON'T YOU WORY CHILD, from Swedish House Mafia

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Re: Treino De Combate a Monstros

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