Treino De Combate a Monstros

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Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:27

Relembrando a primeira mensagem :



Treino De Combate a Monstros
A arena é destinada para o treino de combate a monstros. Se você procura um lugar para matar monstros, é aqui mesmo. Será disponibilizado para os treinos qualquer tipo de monstro. Por favor, lute com um monstro a sua altura.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos




Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:43, editado 2 vez(es)
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Sab 18 Jan 2014 - 21:16

I'm waking up, I feel it in my bones
A menina correu apressada pela floresta tentando alcançar os túneis que a levaria para dentro do território do Acampamento Júpiter. Tentava correr o mais rápido possível, mas o corte em sua perna que o monstro havia feito a minutos atrás ardia. Tropeçou em uma raíz e foi de cara na lama criada pela chuva que ainda caia silenciosamente. Todas as condições para ser morta por um monstro estavam se alinhando e se não conseguisse fugir logo, poderia realmente acabar perdendo a vida ali. Nunca havia enfrentado um monstro, claro que já tinha ouvido história e havia estudado sobre eles. Mas escutar os mais velhos falarem de suas experiências e ela mesma ter uma experiência era totalmente diferente. Escutou os passos do monstro se aproximando e se colocou de pé, pra começar já estava se arrependendo a muito tempo de ter saído do Acampamento sem permissão dos pretores ou de seu centurião da II Coorte. Depois só estava com uma adaga e percebeu que não estava totalmente preparada para matar o monstro com aquilo. Além disso, estava tentando identificar o monstro desde que tinha o visto pela primeira vez, mas até ali não tinha tido nenhum sucesso infelizmente. O que queria dizer que não sabia nenhum ponto fraco ou algo que poderia usar a seu favor para matar o monstro. Colocou-se de pé e percebeu que a criatura estava perto de mais, mesmo se ela começasse a correr de novo ele lhe alcançaria e estaria perdida. Porém se bolasse alguma armadilha ou uma estratégia, então conseguiria uma chance de vencê-lo.

Correu até uma árvore do lado e a escalou, algo que aos dez anos já conseguia fazer com facilidade, se colocou em um galho grosso o suficiente para agüentar o seu peso e ficou em silêncio. Em silêncio conseguia escutar os passos brutos do monstro, que por acaso parecia muito faminto para devorar um semideus. Fechou os olhos tentando se acalmar, afinal se perdesse o controle tudo também se perderia. Além disso, não deveria temer por causa de um monstro, se era realmente uma filha de Marte, com certeza conseguiria dar conta de uma criatura daquele. Isso, se conseguisse matar aquele monstro, seu pai se orgulharia e ela conseguiria provar o seu valor. Por fim o monstro chegou até a árvore em que a menina se encontrava e ela o observou com atenção, tentando mais uma vez o identificar. Corpo musculoso, cara de boi, metal... Por Marte, como conseguia ser tão cabeça de vento, percebeu na hora que a criatura se tratava de um Minotauro, mas era menor do que tinha ouvido falar. Também não fazia sentido o Minotauro original estar ali, já que seu lugar era no labirinto e obedecia às ordens de Plutão. Era como se aquele fosse apenas uma versão menor e que poderia haver muitos por aí.

Engoliu em seco ao ver a criatura cheirando o ar e seus olhos vermelhos fitarem o local em que estava. Sem hesitar pegou a sua adaga e pulou em cima do Minotauro que soltou um grande rugido. Enquanto caia a criatura se afastou e então investiu contra a árvore de modo que jogasse a menina contra a mesma e a prendesse entre seus dois grandes chifres. Deslizou entre eles e tentou cortar a sua pata, mas quando quase foi esmagada por elas rolou para o lado fugindo. Ficou em pé empunhando a adaga e quando o Minotauro investiu de novo com os seus chifres deu uma cambalhota para o lado mais uma vez fugindo. Se um daqueles chifres lhe perfurasse em cheio na barriga era o seu fim. Naquele momento percebeu que as investidas do Minotauro eram diretas e depois que ele começava a correr não conseguia mudar o seu alvo, o que queria dizer que era fácil desviar de seus golpes. Porém ficava difícil pegá-lo na hora certa e lhe cortar, a melhor maneira seria pelas costas, mas encontrá-lo nessa situação era ainda mais difícil. Colocou-se de pé mais uma vez e respirou fundo, se fizesse tudo corretamente como estava imaginado daria certo.

Deixou que a criatura investisse mais uma vez livremente e bem na hora em que ia lhe acertar deu alguns passos para o lado. Como estava em frente a uma árvore com um tronco grosso o Minotauro ficou preso pela ponta de seus chifres. Aproveitou aquele momento e pulou nas costas do Minotauro cravando a adaga com tudo em sua nuca. O monstro virou pó e a menina caiu no chão respirando fundo, aqueles exercícios ainda era muito para o seu corpo pequeno. Pelo visto ainda teria que treinar muito até conseguir matar aquele tipo de monstro com facilidade. Guardou a adaga e então voltou para o Acampamento com calma.


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Fobos - Motivos: Gostei da narrativa, ela é envolvente e leva o leitor a imaginar as cenas. Contudo aproveitou muito pouco do real combate, o que prejudicou o desenvolvimento do seu treino.  
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Christina R. Lockhart em Dom 19 Jan 2014 - 23:17

if there's a future we want it
now

Com tudo o que vinha acontecendo últimamente, eu não conseguia ter minha rotina de volta por mais que tentasse. Eu mal dormia, passava dia e noite atrás de respostas afim de entender os planos de Hera, e de formas para sair dali e procurar Chaz. Quíron havia me aconselhado a não intervir se aquilo era de fato obra de Hera, e dessa forma eu não poderia fazer nada, o que me fazia eu me sentir insuficiente e inútil. Tudo o que me restava era descontar minha raiva e frustração em treinos, e assim usar usar esses sentimentos ao meu favor.

Caminhei até a arena encarando o chão, esbarrando em árvores hora ou outra, como se fosse um zumbi. Minha espada elétrica se encontrava em minhas mãos, e o pequeno fio de eletricidade que percorria sua lâmina parecia tão intenso quanto meus sentimentos. Falando em intensidade, percebi que minha espada não era a única coisa que correspondia a minha raiva e frustração quando vi um enorme minotauro surgir em meio as árvores. - Puta merda! - pensei alto. O que havia acontecido com o grande estoque de dracaenaes, empousas e harpias do Acampamento? Mas aquilo não era uma reclamação, afinal, já estava enjoada daquelas criaturas simples, sem falar que se ele estava ali, eu era capaz de abate-lo como uma vaca. A criatura híbrida me encarou ainda de longe e fez um som que se fosse mais baixo, seria algo parecido a um mugido. Revirei os olhos, sem paciência, e levantei o olhar até ela. - Olha, detesto ter que te decepcionar, mas vou ser sincera. Você não me assusta nem um pouco. E além disso, eu não estou num bom dia, apesar de saber que posso acabar com você. Então facilite para mim e seja bonzinho enquanto eu decepo sua cabeça, assim acabamos logo com isso - disse pacientemente. O Minotauro não pareceu curtir a ideia.

O Minotauro correu em minha direção, afim de investir diretamente contra mim, e eu não recuei. Brandi minha espada de forma que o acertasse conforme ele chegasse perto, o que deu certo, embora o choque do encontro tivesse me feito voar longe. Cai de costas na grama e grunhi de dor enquanto apertava os olhos. Ao abri-los, me deparei com a cena bizarra do Minotauro com a minha espada elétrica cravada em sua cabeça. Aquela imagem me bugou por um momento, porque acreditava que o certo seria ele morrer caso seu cérebro fosse atingido, mas a julgar pelo tamanho da espada do lado de fora, ela não fora tão bem fincada. O Minotauro mantinha-se em pé, mas parecia sofrer de fortes dores de cabeça, como se cada movimento a espada soutasse mais descargas elétricas ali - é, ele era bem durão. Por um minuto a espada em sua cabeça fez com que esquecesse de mim, o que seria a oportunidade perfeita para acabar com ele, se eu tivesse uma espada na mão. Ele agora tentava tirar a espada de sua cabeça, mas toda vez que tocava na lamina, ela o eletrocutava. - Ah não, você não vai quebrar minha espada, sua vaca! - gritei antes de aproveitar sua distração para pular em suas costas. Não me perguntem porque diabos fiz aquilo, mas não deixaria que aquele Minotauro quebrasse meu xodó.

Uma vez que pulei nos ombros do Minotauro, fui obrigada a me segurar com força no cabo de minha espada fincada em sua cabeça, enquanto a criatura rodava como uma vaca louca desnorteada. Aproveitei esse momento de desespero e apoiei todo meu peso sobre o cabo, afim de fazer com que minha espada fincasse em seu crânio. Com muito esforço, apoiei todo meu peso contra a espada, até que finalmente ela atravessou a cabeça do Minotauro. Acho que nesse momento uma descarga elétrica atingiu seu cérebro, porque ele gritou antes de cambalear para baixo. Notei isso bem a tempo e pulei de seu ombro antes que ele caísse de cara no chão e me levasse junto. No final não teve muita diferença, porque meu salto deu errado e eu também caí de mal jeito no chão. Me recompus rapidamente e me aproximei do Minotauro. - Tsc tsc tsc... Eu falei que as coisas poderiam ter sido mais fáceis - falei enquanto avaliava seus damos. Apoiei meu pé em sua cabeça e puxei minha espada de volta. Meu ódio estava descontado por hora, mas com meu humor mutável como uma bomba, eu poderia explodir novamente a qualquer minuto. Saí dali em direção ao meu chalé, enquanto o Minotauro se desintegrava em poeira.

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Fobos - Motivos: Treino mediano. Poderia ter inovado na situação do combate.
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Christina R. Lockhart em Seg 20 Jan 2014 - 20:30

killing some monsters

Eram tempos difíceis, não havia como negar. A calmaria há muito havia abandonado o Acampamento Meio-Sangue, dando lugar à boatos e sequestros, tudo rodando ao redor das vontades de Hera, que havia dado à luz à um meio-sangue e agora fazia questão de envolver todo mundo - eu disse, todo mundo - em seus casos de família. Talvez por ter gerado a criança consiga mesma, ela não era de fato um meio-sangue, mas isso não me importava. O Acampamento todo queria saber quem era essa criança de Hera, mas as poucas informações que tínhamos que vinham de sonhos de alguns eram limitadas. Apesar de tudo que já havia sofrido, uma sensação me perseguia e eu sabia que iria sobrar algo pra mim. Sempre sobrava.

Bem, há muito eu também não ministrava aulas, tanto de arco e flecha como de poderes ativos, então só me restava treinar por si mesma. Me dirigi até a arena junto de minha espada elétrica em sua forma de mp3 player, cantarolando uma música qualquer do Thirty Seconds to Mars, imaginando que monstro me esperava. Para a minha surpresa, três grandes cães infernais me esperavam. Nunca havia treinado com três cães infernais de uma vez só, mas de uma coisa estava certa: Se estavam lá pra mim, eu era capaz. Os três me observavam, salivando enquanto eu, que adoro um desafio, não deveria estar diferente. Ativei minha espada elétrica e fiz final para que avançassem. Não deu em outra. Três grandes cães infernais correndo em minha direção.

Primeiramente, conjurei videiras do chão que prenderam imediatamente os dois cães das pontas, enquanto o do meio continuava a correr em minha direção. As videiras eram fortes, mas não o suficiente para acabar com eles sozinhas, então eu precisava ser rápida. Brandi minha espada e me esquivei quando o monstro chegou perto o suficiente e saltou em minha direção. Com agilidade, ataquei o monstro no ar pela reta guarda, decepando um de seus membros inferiores. O monstro caiu no chão, uivando de dor, porém não estava disposto a desistir. Ainda naquela situação tentou me atacar com seus enormes dentes, mas eu fui mais rápida. Decepei sua cabeça com um golpe ágil e logo o primeiro cão infernal havia sido reduzido a pó.

Pela primeira vez desde que começara aquele duelo eu pude respirar. Talvez naquele ato havia me esquecido que havia mais com o que lidar. OS cães infernais conseguiram se livrar de minhas videiras e agora estavam em minha direção. Quando chegaram perto o suficiente, me esquivei do primeiro - no maior estilo Matrix - e brandi minha espada contra o fucinho do segundo. Eu poderia ter perdido o braço naquele movimento, pois chegou muito perto de seus dentes, porém o segundo cão infernal havia sido reduzido à pó antes que pudesse reagir. Agora só faltava um.

Quando me virei para o lado, o terceiro cão infernal, o do qual havia me esquivado, se encontrava muito mais perto do que eu esperava. Tudo o que tive tempo de fazer fora me jogar no chão e assim salvar a minha cabeça. Me virei para cima e o monstro já estava em cima de mim. Porém, com um só golpe, foi o suficiente para que minha espada atravessasse seu pescoço, e o cão infernal fosse reduzido à pó em cima de mim. Me levantei, batendo em minhas roupas para livra-las daquela areia nojenta de monstros. Havia sido um treino rápido para três cães infernais, o que me fazia perceber que eu estava melhorando. Sai dali satisfeita, em direção à meu chalé.

Spoiler:
O treino acima foi postado ontem antes da meia noite, então tecnicamente foi ontem e esse hoje -q

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Fobos - Motivos: Mesma coisa que o treino anterior: é básico, simples e direto.
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Chillie P. Möhrhauser em Qua 22 Jan 2014 - 1:23


It's a revolution, i suppose
welcome to the new age, to the new age

Acordei com os mais queridos meio-irmãos que poderia se ter. Os filhos de Hermes começavam a acordar todos os "indefinidos" com colheres contra panelas, fazendo um batuque alto e irritante. Talvez fosse por causa disso que o chalé de Hermes era um pouco mais afastado dos outros, talvez os filhos de Ares não tivessem muita paciência com eles. Olhei para os lados amedrontada, por que diabos tinham que acordar todos nós daquele jeito? Os outros indefinidos também estavam com a mesma cara de "mas que diabos?" que eu, ou pelo menos era o que parecia. Quando tentei voltar a dormir naquele saco de dormir, resolveram me acordar novamente, então percebi que deveria mesmo me levantar. Demorou um bocado para poder entrar no banheiro, que francamente mal parecia um banheiro de tanta tralha e bagunça. 

Depois de horrores naquele chalé, finalmente respirava o ar puro do acampamento. A brisa passou vagamente, deixando o barulhinho das folhas dos carvalhos. Comecei a caminhar pelo acampamento e observar todos ali, me sentia um pouco pra baixo, por não ter nenhuma marca de alguma batalha ou uma arma própria. Mas não podia me culpar, estava ali por apenas cinco dias, não é mesmo? Entediada, vagava sem rumo no acampamento. De repente, um campista bem mais velho apareceu, e me perguntou o que estava indo fazer naquela tarde. E foi assim que fui parar na pior tarde de minha vida, bom, até agora.

O garoto disse que se chamava Alex, e que fazer treinos é o jeito pra não ficar entediado no acampamento. Pois bem então, lá eu ia. A arena era uma enorme clareira, onde no fundo desta havia uma enorme jaula, prendendo os seres mais horripilantes que já vi. Mulheres metade cobra, mulheres metade pássaro e cara porque só as mulheres se danam desse jeito na mitologia grega? Francamente, só as mulheres é que viram essas bizarrices? Chillie, se concentre, nada de pensar no machismo da mitologia naquele momento, pois isso não iria fragilizar o coração daqueles seres, se quer eles tenham um coração. Peguei uma espada e um escudo que estavam largados em um canto e me posicionei ao lado de outros campistas. Os bichanos urravam, sibilavam e todas as coisas nojentas que eles fazem. Sentia um friozinho na barriga, e logo me foquei somente no campo de batalha dali. E quando Quíron liberou os monstros, senti que estava preparada. Ou não.

Uma daquelas mulheres cobra saltou sobre mim, e como defesa bati com tudo na sua cabeça o meu escudo. Isso a fez cambalear alguns metrinhos para longe de mim, dando a oportunidade perfeita de eu atacar. Com um movimento da espada, de cima pra baixo movimentei a espada contra a criatura, acertando seu tronco e a fazendo espumar como um cachorro com raiva. Recuei evasivamente bem no momento em que ela tentou me machucar com suas garras, por pouco. Com sua calda viscosa e escorregadia, a monstra me deu uma rasteira fácil fácil. No chão, ainda um pouco atordoada com tudo, deixei a espada cair e apenas o escudo tinha em mãos. Danou-se.

A mulher/cobra/mutante abriu um sorriso maquiavélico com o que estava acontecendo, e abaixando um pouco o rosto para me morder ou lago do tipo, tive a brilhante ideia de chutar a cara dela. Simplesmente chutar. A criatura virou-se por um momento de costas, com as patas no "rosto" tentando massagear onde chutei. E eu só precisava de um momento. Quando ela voltou para mim, já tinha a espada em punho e posicionada, foi com um simples golpe central que o monstro se reduziu a pó. Caí sentada no chão após isso, atordoada. Muito atordoada.

 - Nossa! Mandou bem, venha mais vezes!; Alex disse se aproximando e me dando uma mão para me levantar. Me levantei sozinha, sem a ajuda e estreitei os olhos contra ele. - Eu poderia ter morrido! Hunf, com licença!; disse saindo dali rumando para a enfermaria. A rasteira deixou minha perna direita em carne viva, devido as escamas venenosas do bicho.

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Logan K. Scheubaer em Qua 22 Jan 2014 - 19:05



Treino de Combate a Monstros

When the lights turned down, they don't know what they heard, strike the match, play it loud, giving love to the world, we'll be raising our hands, shining up to the sky, 'cause we got the fire ------------------------------------------------------------------------


Adentrei a Arena e vários semideuses já estavam treinando intensivamente, alguns duelando e outros apenas decepando membros do corpo de bonecos de fibra de carbono. Pensei em treinar outra vez contra um monstro, precisava me especializar melhor em batalhar contra um, uma vez que vou ter proteger a pele da maldita cria de Hera. Desembainhei minha espada de bronze sagrado e caminhei até um grande portão de aço que aprisionava uma Quimera com corpo de cobra e cabeça de águia. Nunca tinha visto uma desse tipo – nunca nem tinha visto uma de perto -, pensei se seria capaz de atacar ela sem perder nenhuma parte do corpo.

Fiquei alguns metros distantes da grade e joguei uma pedra no botão que soltava a criatura. O que impedia a Quimera de sair levantou-se, a criatura saiu arrastando-se pelo chão e quando me viu sibilou em minha direção com sua língua bifurcada. Senti os pelos dos meus braços arrepiarem-se ao ouvir aquilo. A mesma moveu-se em minha direção lentamente, como se estivesse preparada para a qualquer momento dar o bote. Segurei firmemente o punho da espada e fiquei estático, esperando com que a criatura fizesse o primeiro ataque.

A Quimera apontou sua cauda para mim e atingiu-me no peitoral. A força fora tanta que cai de costas no chão. A espada caiu a poucos centímetros de onde minha mão podia alcançar, tentei mover-me, entretanto a Quimera enrolou-se em meu corpo imobilizando e apertando-me. Senti o ar expelindo-se de meus pulmões e minha visão começou a ficar turva – Que irônico um filho de Zeus ficar sem ar – Pensei. Olhei de relance minha espada e concentrei-me nela, invoquei alguns ventos que jogaram a espada nas escamas da Quimera, ficando-se ali. A cabeça de água soltou um grunhido tão agudo que chegou doer-me os ouvidos. Aproveitando que a mesma tinha afrouxado um pouco fiz com que o ar entre mim e ela se expandisse, pressionando a Quimera contra meu corpo.

A mesma largou-me e levantei-me, segurando o punho da espada na direção da criatura. Voei até dois metros do chão e joguei-me em cima da Quimera coma ponta da espada para baixo, tentando acertar alguma parte da cauda, infelizmente não deu certo, pois a mesma desviou-se e acabei por cair no chão. Ela enroscou seu corpo de cobra em minha cintura e jogou-me contra uma parede. Senti uma dor aguda em minhas costas, mas logo passou. Levantei-me – mais uma vez – e corri em direção a Quimera.

Ao chegar perto o suficiente ataquei-a com minha lamina. A mesma bloqueou com a ponta da parte cobra, felizmente causando um corte profundo ali, infelizmente sua parte águia bicou-me no ombro esquerdo, levando consigo uma parte da minha carne. Senti o sangue quente começar a escorrer pelo meu braço, entretanto tratei logo de ignorar – Acredito que não posso pedir uma pausa, né – Perguntei para o monstro mesmo sabendo que não teria resposta. Ataquei-a outra vez, dessa vez com sucesso, um corte perto da cabeça abriu-se fazendo com que um estranho líquido saísse de lá – sangue de monstro, eca -.

A Quimera recuou para trás e eu avancei para frente, girei minha espada em meu punho e lancei-a contra a mesma. Ela rapidamente desviou-se, fazendo com que minha espada caísse no chão, porém sua ferida abriu-se mais. Senti uma leve dor em meu ombro machucado e minha visão ficou turva, precisava urgente terminar com aquilo e correr para a enfermaria. Em meu momento de distração acabei por levar uma rasteira do monstro e caí no chão. A Quimera tentou bicar-me no rosto, porém girei para o lado e dei uma cotovelada na cabeça dela, deixando-a um pouco desorientada. Ela recuou, mas logo pulou em minha direção, como se aquele fosse seu abate final – aliás, já estava no chão mesmo -. Invoquei alguns ventos e os mesmo jogaram uma lança em minha mão direita e quando a Quimera já estava próxima o bastante de mim ainda no ar enfiei a ponta afiada da arma onde se encontrava a parte águia e cobra do monstro. A lança atravessou a Quimera, fazendo-a explodir-se em várias partículas de pó dourado.


~Amaury
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Fobos - Motivos: Gostei do modo como foi direto ao ponto, sem enrolação e sem poupar palavras/descrições na hora do combate. Bom treino, campista. ^^
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Andrew C. Martin em Sab 25 Jan 2014 - 21:25

Num dia de verão o sol debatia na chalé onde dormia , então acordei , decidindo ir a caça de algum monstro , decidi ir à arena ali perto , lá tinha alguns monstros nas jaulas , mas qual um ''Indefinido'' irá lutar ?

Com uma daquelas mulheres cobra ? Com uma daquelas Mutantes ? Com uma Quimera ? Com um Grifo ?

Eu nem tinha pensado nisso , os outros ''Indefinidos'' me seguiram e olhei um centauro entrando no local devia ser um Instrutor.

- Olá ! Meu nome é Tick , bem vindos ao treino de '' Combate Contra Monstros''.. Aqui vocês sentiram o medo de lutar contra... Uma dessas Mulheres-Cobra.


Na mitologia tem ''Mulheres-Cobra''.. Acho que não.


- Peguem nas suas armas ! A festa irá começar ! - Dizia o Tick sorrindo.


Eu rapidamente peguei na minha ''Adaga Simples'' e começava a encarar essas tais ''Mulheres-Cobra''.


Tick abriu a jaula , dez ''Mulheres-Cobras'' andavam pela arena. Peguei num escudo que tinham deixado cair e encarava as tais ''Mulheres-Cobra'' , de repente uma delas veio contra mim , não.. ela saltou em mim , eu me defendi com o escudo , empurrando-a para longe , atirei o escudo contra a cabeça dela , peguei na minha ''Adaga Simples'' e comecei a correr para perto dela , fazendo um pequeno golpe em sua barriga. Mas Tick vendo alguns ''Indefinidos'' mortos ou desmaiados ou feridos , fechou-as na jaula , mandando todos para a chalé de Hermes.
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Fobos - Motivos: Então, moço. É o seguinte: tem muito o que melhorar. Tente dar uma lida no treino dos demais campistas, sem copiá-los (claro), mas isso vai te ajudar na descrição de todo o seu dia. Procure algum table, facilita a leitura. Tente focar no combate, dando vida ao que seu personagem está fazendo.  
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Kristen Wolsten. Bellamy em Dom 26 Jan 2014 - 15:44


Caminhava distraidamente em direção a arena de duelos com minha fiel espada elétrica em mãos. Havia acordado com inspiração para estraçalhar coisas vivas, e como não poderia descontar tal vontade em minha irmã gêmea, minha melhor opção seria descontar em monstros. Nunca tivera dificuldade em combate com monstros e me orgulhava disso, apesar de geralmente os filhos de Poseidon serem conhecidos como lerdos para diversas atividades.

Que original!” pensei ao ver uma garota vampira se aproximando em minha direção. Eram tempos estranhos no Acampamento Meio-Sangue. Aos que não estavam em atividades como missões, lhe restava um curto estoque de monstros para treinos, que geralmente se limitava a cães infernais, dracaenaes, e no meu caso empousas. A empousa não era exatamente um desafio para mim, mas um erro seria subestima-la. Fiquei em posição com a espada em mãos e esperei que se aproximasse suficientemente.

A empousa era uma criatura traiçoeira, como todos diziam. Infelizmente só percebi isso quando ela estava suficientemente perto e deu um pulo em cima de mim. Felizmente consegui ser mais rápida e com a espada elétrica desferi um golpe em diagonal que foi o suficiente para lhe dar uma descarga elétrica e faze-la se afastar. Admito que meu coração disparou por um segundo, pois se aquela coisa pulasse em mim, seria difícil levantar e retomar o controle sem ser mordida. Mas, por via das dúvidas, se ela queria jogar sujo, eu jogaria também.

Após meu golpe, a empousa fora jogada no chão para golpea-la, enquanto gritava maldições contra a mim. - Cala a boca! - gritei sem paciência enquanto descargas elétricas a eletrocutava a cada golpe. Sem mais delongas, me aproximei da criatura presa e desferi um golpe certeiro em seu tronco que acabou com aquela frescura de uma vez por todas e fez a empousa ser reduzida a pó.

Fácil” pensei, me virando em direção à saída da arena, na intenção de deixar o local, quando de repente ouço vozes vindas de trás de mim. Mais duas empousas se aproximavam, dizendo coisas sem nexo sobre vingança. Mas, se elas queriam vingar a amiga morta, quem era eu para dizer não? Deixei que se aproximassem o suficiente e desferi golpes nas duas, o que não era tão fácil. Em qualquer descuido, uma delas poderia pular em mim e me morder.

As duas tentaram me cercar, porém consegui com agilidade bater o punhal da espada contra a cabeça da empousa de trás, enquanto com a ponta da espada acertava o rosto da empousa da frente. Ambas gritavam de dor enquanto gritavam maldições, e eu já estava ficando de saco cheio daquilo. Aproveitei o momento de fraqueza e desferi um golpe certeiro no tronco da empousa da frente, que a reduziu em pó em segundos.  Quando me virei, lá estava a segunda pronta para me atacar pelas costas se eu demorasse um segundo a mais. Afastei-a com um chute em seu peito, que a fez perder o equilíbrio e cair também. Antes que pudesse pensar em reagir, também de lhei um golpe final em seu troco, o que a fez virar poeira, como suas amigas.

Não foi difícil, mas felizmente a minha vontade de matar alguém fora descontada em não só uma, mas sim em três oponentes, e eu estava satisfeita com aquilo. Com o mesmo tédio que entrei também saí da arena, seguindo de volta para o chalé 3.

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Fobos - Motivos: Devo elogiar o fato de não ter se demorado na introdução do post. Como dica, diria para tentar demonstrar mais esforço no combate, porque do modo como narra dá a entender que foi tudo chato e tedioso, e que as coisas estavam tão fáceis que em momento algum houve dificuldade. Como um campista evoluiu sem passar por dificuldades? Outra coisa: releia o treino antes de postá-lo.  
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Siobhan O'Connell em Sex 14 Fev 2014 - 16:24



Treino contra Monstros

O penetrante olhar daquela dracaenae congelava o meu sangue a temperaturas que nunca imaginei serem possíveis. Em vez de sangue, medo era bombeado pelas minhas veias ao juntar-se com a onda de adrenalina que crescia a cada segundo que passava, tornando os meus dedos dormentes de tanta emoção. Não estava a contar que ao entrar pela floresta dentro, numa tentativa de descontrair do pensamento iminente sobre a guerra, iria dar de caras com uma mulher de um corpo escamoso e viscoso como uma serpente. Passei as minhas mãos pelo meu corpo, certificando-me que tinha todas as minhas armas presas às bainhas espalhadas por mim. Uma espada e adaga. Mas nada de arco. Praguejei uma palavra horrível que, se o meu pai ouvisse, de certeza absoluta, me iria obrigar lavar a língua com sabão. Mas não podia evitar, o meu conforto não estava comigo.

Num impulso violento, com a ajuda da sua cauda escamosa, a dracaenae se lançou contra mim de garras estendidas prontas para me matar. Desviei-me desequilibradamente para a esquerda puxando o peso do meu corpo comigo. Se ela aterrasse em cima de mim, seria um infeliz final. Felizmente, o tronco de uma árvore afagou a minha queda e tinha ganhado algum tempo para levar a minha mão ao cabo da espada de metal prateado. Num curto e eficaz puxão, retirei a espada da bainha de couro escuro e a ameacei com a ponta virada para a mulher­-serpente. Não que adianta-se de nada, mas necessitava de lhe provocar tanto medo como ela me tinha provocado.

A criatura de aspecto humano sibilou ferozmente ao bloquear o movimento da minha espada quando a tentei atacar com um golpe direcionado para o seu suposto abdómen. A sua cauda enrolou-se em volta do meu pulso e me puxou contra ela. O meu corpo obedeceu ao puxão e cambaleei em direção das suas garras prontas para se enterrarem no meu peito. Não podia terminar assim tão facilmente. Prendi o meu lábio inferior entre os meus dentes, e utilizei toda a minha força num pontapé em cheio no que devia ser o seu estômago. Ela sibilou novamente, mas desta vez, fúria preencheu os seus olhos ao soltar o meu pulso.

Apoderei-me desse intervalo para pensar numa nova estratégia e tomar um longo fôlego. Puxei o cabo da espada para a colocar em ação, talvez um ataque surpresa a iria matar. Tomei um longo suspiro e lançámo-nos ao mesmo tempo uma contra a outra. Coloquei a minha espada na horizontal com o gume virado contra ela, obrigando que as suas mãos ficassem ocupadas ao defender-se. Ela assim o fez. Mas agora, a sua língua de serpente estava tão perto da minha cara que sentia a saliva e os dentes afiados ansiosos para se enterrarem na minha carne. Tinha cometido um erro. A escamosa criatura sorriu de escárnio, e o pior dos meus pesadelos começou a formar-se. A sua cauda puxou-me pelo meu calcanhar e cai que nem uma boneca de porcelana no chão. Tentei aparar a queda com a ajuda da minha mão esquerda, tinha funcionado, mas o peso tinha feito tanta pressão no meu pulso que cedeu. Som de algo a quebrar-se encheu a floresta.

— Ai..! — mordi a minha língua antes que praguejasse algo pior. A dracaenae saboreou o seu momento antes da vitória. Estava totalmente indefesa de pulso magoado, pé preso e a espada afastada a uns centímetros de mim. Se tentasse algo, ela simplesmente me mataria. Mirei-a olhos nos olhos e, num jeito sujo, cuspi-lhe.

Soltou um género de berro ao sibilar e, sem dar conta, soltou o meu pé. Arregalei os meus olhos verdes de medo e de ânsia. Tinha ali a minha oportunidade. Rolei na terra lamacenta, sem me importar de estragar o meu cabelo ruivo com lama e tudo aconteceu em imagens. A dracaenae enterrou as suas garras na terra, apanhei a minha espada ainda no chão e atravessei-a de lado no seu peito. O gume enterrou-se lentamente na dracaenae de olhos igualmente arregalados como eu. E em míseros segundos, o que antes tinha ameaçado a minha vida, se tornou em pequenos grãos de areia celestial que voaram pelo vento.

Colapsei no chão, exausta da surpresa que aquela mulher-serpente me havia dado. Soltei a espada das minhas mãos e deixei-me estar um pouco no chão lamacento ao sentir a chuva miúda que começava a cair. O meu coração batia que nem um tambor contra o meu peito depois disto tudo. Mesmo sendo uma espécie de treino ao rondar a floresta, por causa da suposta guerra a caminho até as criaturas mitológicas aproveitavam para apanhar alguns semideuses desprevenidos. Deixei-me estar naquela posição durante algum tempo, até que o meu pulso começou a doer como nunca antes. Ainda tinha muito que pensar, mesmo com todos aqueles pesadelos aguentava mais um dia. Apanhei um punho de lama e atirei-a contra o chão ao levantar-me sem ajuda do meu pulso magoado. Enfermaria imediatamente. Precisava de escapar da dor de cabeça que viria aí e de tratar do meu braço e pulso.      

 

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Minseo H. Kim em Sab 8 Mar 2014 - 7:12

Where’s my food?



O tempo no acampamento estava agradável naquela tarde, após um bom almoço, eu procurei um lugar reservado para que pudesse descansar e poder lanchar. O tédio fazia parte de vários momentos quando eu estou vivendo, o que era muito facilmente esquecido após um bom treino. Porém a preguiça de fazer algo me dominava, então, achava necessário dar uma descansada após vários dias treinando para ser uma das melhores guerreiras daquele acampamento.
Soltei um pequeno bocejo enquanto olhava o enorme lago a minha frente, estava encostada em uma árvore qualquer do acampamento, de longe eu poderia ouvir risos, gritaria, espadas se chocando, flechas acertando em cheio os alvos e sons de forja de armaduras. Aquilo tudo pra mim deixou de ser assustador no começo, pra ser algo relaxante e normal, agora eu não me sentia tão medrosa quanto antes.
Retirei as lágrimas que insinuavam a sair dos meus olhos por causa do meu bocejo, após isso, minha mão correu até uma enorme tigela, que havia carne e frutas, então peguei uma maçã e levei até minha boca, mas logo após morder, a maçã tinha sumido das minhas mãos. Eu, assustada com o que havia acontecido, olhei para a minha mão, esperando que os Deuses pudessem dar uma razão pra o que havia acontecido. Novamente, peguei um pedaço de coxa de frango assado e levei a minha boca de olhos fechados, e novamente a comida sumiu da minha mão sem nem mesmo um sinal de quem tenha sido roubado. "Mas que diabos foi isso?" Perguntei em pensamento, olhando por todos os lados, procurando por algum maldito filho que estivesse brincando com minha paciência.
- Olá minha querida. – Uma belíssima mulher voando disse, seus pés logo tocaram ao chão e percebi ter enormes asas e pernas de ave, era uma maldita Harpia na minha frente.
- Sério o que eu fiz dessa vez? – Perguntei em um tom de decepção, a risada da Harpia de penas vermelhas e corpo alaranjado ecoaram em meu ouvido.
- A oferenda de hoje não foi suficiente Minseo. Os deuses estão magoados
- Até parece, eu dei mais do que a metade do meu prato!
- Queridinha, vai ter que dar mais. –
Debochou a Harpia, percebi que eu não teria descanso essa tarde. Coloquei minhas mãos sobre a grama e tomei impulso para levantar.
-  Não, eu não vou dar nada. – Finalizei, com um sorriso no rosto, levei minha mão até o bolso da minha jaqueta de couro retirei de lá um pequeno pingente negro que logo se tornou uma espada Katana.
A harpia riu novamente e então eu corri em sua direção com a espada bem na minha frente, esperando dar um ataque no meio de seu corpo pudesse desintegra-lo, sua asa foi mais ágil e tocou minha espada sem problemas, apenas saiu de suas asas uma ou duas penas. Aparentemente, será quase impossível de destruir a harpia, já que suas asas pareciam malditos escudos forjados em bronze. Será uma luta bem difícil.
Suas afiadas e enormes garras pareciam vir em minha direção tão rapidamente que apenas tive como me curvar e acertar suas pernas de ave com um soco. Seu corpo parecia ser mais duro do que cimento e eu senti um estranho ardor em minhas mãos, a dor veio incendiando e eu soltei um enorme grito.  Minha deveria ter quebrado em vários pedacinhos e realmente seria impossível de poder segurar e destruir a harpia que estava não só a fim de querer comer o meu lanche, mas também a minha pessoa.
Corri o máximo que pude com uma katana debaixo do braço, com apenas uma mão, procurei por qualquer pano que pudesse envolver minha mão a katana, as consequências eu poderia ver depois, porém, eu deveria dar o troco ao que a inútil harpia fez a mim.
Por sorte, consegui encontrar um pequeno lenço que eu utilizo em momentos de suor, aquilo poderia ser nojento, mas quem está prestes à morte, não era nada. Já estava bem longe da Harpia que parecia me procurar por dentro da mata, por isso fiz questão me esconder perto de uma área que havia um pequeno monte de pedras, ela não me acharia a tempo de eu cuidar da minha mão e amarrar sobre a minha espada.
Olhei para minha mão e pude ver que a situação não era das melhores, eu não fui uma pessoa inteligente em ter socado suas pernas cheias de penas vermelhas-fogo. Boa parte do seu corpo era constituída pela parte de ave que pareciam serem bem fortes e ágeis, e apenas seu tronco e cabeça eram humanos. Eu deveria acertar em cheio seu corpo humano, que deveria ser muito mais frágil.
Lentamente coloquei a katana sobre a minha mão quebrada e decidi morder meus lábios com o intuito de que eu não pudesse gritar e a harpia chegasse até a mim. Fechei meus olhos enquanto envolvia o pequeno lenço sobre minha mão e então amarrei sobre ela levemente, levei um dos lados do lenço até minha boca e então apertei o lenço já amarrado, as lágrimas desceram em meus olhos e a dor parecia ser infernal. Talvez eu já estivesse no inferno, recebendo as punições dadas por Hades, mas isso não importava por agora. Continuei a amarrar e a apertar o lenço várias vezes até que eu me sentisse confortável apenas para que a espada ficasse bem fixada em minha mão, sem ser afrouxada e poder sair. Ouvi estranhos grunhidos altos alguns metros atrás de mim e passos lentos.
- Minseo, eu sei que você está ai. – Disse a Harpia dentre risos. Segurei minha respiração e sai correndo em direção da Harpia com lágrima nos olhos e o grito dos meus lábios ecoando por toda a mata.
Os movimentos da Harpia poderiam ser muito rápidos, mas ela não teve vez, minha katana fez um enorme corte em seus seios e barriga, a Harpia deu um grunhido novamente, como se fosse uma ave sendo capturada e uma de suas garras acertou acima da minha sobrancelha direita, fazendo sair sangue por minha testa e cair constantemente entre meus olhos. Rolei sobre o chão para chegar até suas costas e novamente consegui dar um bom corte entre seu pescoço.
A harpia, amedrontada parecia querer levantar voo, começou a abrir suas asas, tentando me afastar, tentei correr ao máximo sobre toda a mata para tomar impulso para subir nas enormes árvores com apenas um braço. Após esse feito com sucesso, consegui subir nas costas da Harpia e finquei minhas mãos em seu pescoço que voava por todos os lados, tentando me tirar de cima dela.
O voo parecia ficar cada vez mais alto e então a Harpia tomou seu voo em direção ao meio do acampamento, onde havia inúmeras pessoas conversando e rindo, meu medo parecia aumentar, parece que ela quer me jogar e me deixar espatifada no meio de todos como meio de lição. Mas aquilo era errado demais, ela precisa de uma pequena lição.
A Harpia descia um pouco o seu vou, ficava balançando de um lado para o outro, o que me deixava enjoada e fazia-me perder minhas forças para segurar ela com apenas minha mão utilizável. Eu não aguentei e por fim meu corpo se soltou da harpia. O medo tomou conta do meu ser, eu estava tão assustada e o tempo parecia ter parado.  Eu fechei então meus olhos, pedindo ajuda pra que alguém, ou até mesmo os deuses pudessem me ajudar naquele momento, e talvez eles tivessem me ouvido, porque por fim, cai em cheio em um enorme monte de feno.
Meu corpo não havia sofrido problemas, por sorte, coloquei as minhas mãos em meu tronco a fim de perceber se algo havia dado errado, se eu havia morrido ou se na menor das preocupações, minha costela havia quebrado.  Após perceber que eu estava viva, levantei do feno e percebi que várias pessoas ao meu redor me olhavam de forma estranha... Como se eu havia caído do céu.  Ri com esse pensamento inútil, sério que deveria pensar assim nesse momento?
Olhei para o céu e percebi que a harpia estava pouco acima de mim, e então a raiva tomou conta do meu ser, estava cega de ódio e queria finalizar tudo aquilo. A dor na minha mão havia adormecido boa parte do meu braço, e só agora eu poderia lutar com a força da minha outra mão.
- DESCE AQUI, SUA GALINHA MALDITA! – Gritei, sem me importar se os outros pudessem me achar maluca. A enorme harpia de penas vermelhas pousou ao chão e eu segurei minha mão perfeitamente boa sobre a quebrada amarrada com a kitana e corri o mais rápido que pude em direção a ave meio-humana.
Enquanto corria em direção da harpia, eu tive uma ideia diferente da que eu imaginava, em vez de fazer um contato direto, eu poderia ataca-la por trás.
E foi assim que eu fiz, ela acreditou que eu iria novamente lhe atacar pela frente, mas eu dei um enorme giro. Suas asas novamente foram ágeis e suas garras acertaram em cheio o meu braço bom, a ira atingiu o topo da minha consciência, e mais rápido que eu pudesse pensar, minha katana cortou sua cabeça perfeitamente.
Sua bela cabeça logo caíra nas terras do acampamento Meio-Sangue e seu corpo se tornou um pó vermelho fogo, sendo levado pelo Deus do vento, Éolo.
- Isso é pela minha comida, sua galinha. – Finalizei.
Enquanto tentava andar em direção a enfermaria da casa grande, minha visão ficou turva, minhas forças haviam se esgotado e eu acabei desmaiando ali, no meio do acampamento.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Amelia Hannsee em Dom 9 Mar 2014 - 20:08

Acordar e saber que seu dia tem que ser produtivo pode não ser a melhor forma de começar o dia, mas pelo menos acordei antes de meus meio-irmãos, o que é uma vitória em termos de sociedade e convivência no chalé de Dionísio. Tudo estava quieto demais, com a maioria dormindo, alguns roncando e algumas camas desarrumadas, como a minha naquele instante. Parecia sonho, e não dava muito para não ser. Mesmo assim, me levantei e me arrumei para mais um dia, tentando ao máximo não fazer barulho. Não acordei ninguém, o que eu achei ser um milagre. E ao sair, achei outro milagre:
- PQP!!! Como assim alguém do meu chalé, depois de ir dormir 2 da manhã, acorda sem ninguém ter acordado ainda?
Era, logicamente, ilógico. E isso me assustava, pois sonhos muito reais eram ruins. Se você é um semideus, então a coisa piora. Mas não podia ser um sonho. Não comigo.
Fui para o pavilhão, mas estava fechado; Na praia não havia uma alma viva, então aproveitei para parar por ali e ver o sol raiar, era lindo como isso acontecia todo dia, e me fez pensar se aquilo cansava ou não. Incrivelmente, não passei pela arena e entrei na floresta, logo após sair da minha contemplação ao sol. Não sei porque não fui treinar e me arrisquei a entrar num lugar escuro, mesmo logo de manhã. E foi aí que eu pensei que era melhor ser sonho, pois apareceu uma coisa que eu não queria ver: uma dracaenae.
Eu estava caminhando por uma trilha que achei na floresta, não havia nem 5 minutos que tinha entrado ali, e não estava longe da saída. Me assustei e pensei em correr, mas tinha perdido o caminho, e trilha agora estava escondida sob as árvores. Olhei para a dracaenae, que avançava devagar na minha direção, e recuei na mesma velocidade. Sabia que ia morrer, mas lembrei da adaga que peguei instintivamente no arsenal. Infelizmente, a empunhei muito tarde.  E finalmente, bati em uma árvore e vi a cauda da esquerda do monstro me dar uma rasteira. Caí e a adaga voou de minha mão, mas ali não sofri muito, pois fui me arrastando para o lado, até que vi a adaga brilhando, como se o único ponto onde o sol penetrava na floresta diretamente fosse o local escolhido para a adaga aparecer novamente para mim. Me rastejei mais rápido em direção á ela, e quando finalmente a empunhei, senti um corte no braço esquerdo, e me virei, mesmo sangrando, para ver bem o que tinha me atingido e matar isso logo de uma vez. 
- Vencá sua cobra!
Virei-me fazendo um movimento de perfuração em direção ao monstro, mas a dracaenae já havia ido longe, com sua lança escorrendo sangue, assim como meu braço. Encostei em uma árvore e a fitei, olho no olho, com ela dando passinhos em minha direção. Queria que ela estivesse bêbada, seria mais fácil. Ela pareceu que ia tropeçar, e dei uma risadinha, olhando rapidamente para baixo, quando ouvi passos mais rápidos. Eu devia lutar, não começar a rir quando estou concentrada. Utilizei a árvore atrás de mim para me levantar, desejando que a adaga fosse uma espada bem longa. Não deu certo, então dei um jeito de correr e enfiar a adaga nela. Infelizmente, deu tempo dela jogar a lança e fazer um corte em meu ombro, mas a matei, vendo-a virar pó. Achei outro lugar para sair dali, mas a trilha da saída estava mais difícil, e eu sangrava no braço e no ombro direitos. Finalmente cheguei no final da floresta, e vi que os outros já haviam acordado - menos, logicamente, os do meu chalé -. Pedi ajuda á um deles com quem converso ás vezes, filho de Deméter, e fomos para a enfermaria, mesmo que agora eu queria um bom vinho, algumas uvas, um especialista em sono para saber o porque da minha repentina falta de sono, um especialista em sonho, para saber se eu estava sonhando ou tinha mesmo lutado, e um psicólogo, porque uma 
dracaenae não é o melhor café-da-manhã, pelo menos para mim.  

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Samanta Sink em Seg 17 Mar 2014 - 10:37

O dia anterior havia sido cansativo, afinal, não estava acostumada a treinar combate com espadas com alguém experiente e que me derrubava no chão uma vez ou outra. Queria algo mais leve, que eu pudesse utilizar mais a minha cabeça e meu raciocínio, então, fui para a aula de Combate a monstros.

Aula teórica, nada como uma aula teórica pra descansar os músculos  um pouco - Pensei.

Ao chegar no galpão onde mais campistas se reuniam, vi que muitos estavam com suas armas preferidas já em punho. Eu, sinceramente, não queria lutar hoje, mas me forcei a ir em um dos suportes de armas e pegar alguma que se adeque a minha necessidade de empalar algum monstro, pois já estava sentindo que aquele treinamento seria um pouco mais cansativo do que eu pensava.

Aquela lança me encarava de forma tentadora, de modo que a peguei e girei para a esquerda e depois para a direita, fazendo um movimento de "8" enquanto a manuzeava. Estava boa para o que eu queria fazer. Era o que importava. Coloco ela na nuca e apoio um braço de cada lado do instrumento, fazendo-o ficar equilibrado e permitindo que eu conseguisse apoiar os braços nele, enquanto escuto Quíron discursar ali na frente.

-Bom dia semideuses! Bem vindos a mais uma aula de Combate a Monstros. - Ele trotava pelo galpão, em volta do grupo em que eu me encontrava - Os monstros farejam vocês, por isso que semideuses não conseguem passar despercebidos por eles. Quanto mais fortes vocês se tornam, mais eles os sentem...

Um garoto de uns 14 anos ergueu o braço.

- Quanto mais forte... Mais fedido?

Risadinhas puderam ser ouvidas pelo galpão, inclusive minhas, que não pude evitar de rir baixinho da inocência do garoto.

- Isso mesmo, Marcos, quanto mais fortes vocês ficam, mais fedidos se tornam - Ele olhou de forma brincalhona para ele e para todos ali presentes - e é por isso que precisam ter cuidado e evitar missões com mais do que 3 integrantes. Filhos de Zeus, Poseidon e Hades atraem mais monstros do que os demais, pois são naturalmente mais fortes.

A explicação continuava e eu começava a sentir borboletas no estômago, de ansiedade. Já começava a concluir que batalharíamos com alguma criatura do submundo a qualquer instante.

- Aparelhos eletrônicos são seus inimigos também! - Quíron falava com uma mão às costas e a outra com o polegar para cima - Os monstros captam o sinal que vocês enviam, por isso, temos as mensagens de Íris.

Todos ali já estavam meio inquietos, e o centauro percebeu, dando por encerrado as explicações.

- Hoje vou colocá-los a enfrentar... - Pausa dramática, odiava aquilo - Telquines.

Com isso, ele abriu os Portões e haviam, na arena, pelo menos uns 20 Telquines: Corpo esguio e molhado, cabeça de cachorro. Uma mistura grotesca de cachorro com foca. Possuíamos cerca de 8 semi deuses, o que dava, em média, 2 telquines para cada, e os mais habilidosos ficariam com o prêmio extra.

Todos partiram correndo na direção das criaturas, que não tinham o mínimo de senso de estratégia e se dispersaram assim que nos viram. Brandiram armas contra nós, a partir desse ponto, não consegui mais ver o que os outros faziam ao meu redor, pois não queria ser fatiada.

Uma espada desceu de cima para baixo, que desviei conforme havia aprendido no Treino de Armas Diversas, bloqueando com a lança na horizontal e sempre cuidando o pé de apoio. Inclinei a arma para a esquerda, em declive, fazendo a lâmina adversária descer pelo cabo de bronze e parar no chão. Desferi um cotovelasso na cara da criatura, que se afastou. Senti um pouco de dor no cotovelo, depois que um sonoro "CLANK" se fez ouvir, desci a parte da lança que ainda se encontrava no ar, atingindo a cabeça da criatura e produzindo mais um som metálico. Girei a lança no ar, acima da cabeça, e descrevi um arco no pescoço, esperando que o monstro se desfizesse em pó, mas o que aconteceu foi diferente. Ele caiu no chão soltando faíscas e tendo espasmos.

Autômatos... Faz sentido, afinal, monstros não podem entrar no Camp.

Uma segunda criatura correu em minha direção e o que fiz foi um movimento instintivo, que acreditava vir do meu pai ou mãe olimpiano. Dei um passo na direção do monstro, quebrando o cálculo de seu ataque e me abaixando logo em seguida, fazendo com que ele trombasse em meu corpo, que só não foi jogando para trás por causa do pé de apoio. A criatura caiu de costas do outro lado, onde desci a ponta da lança, empalando a criatura robótica.

Um último Telquine se via ao longe, correndo para sua salvação.

Vai ter que dar certo.

Ergo a lança acima da cabeça e a arremesso na direção do Telquino Autômato, que é atravessado bem no meio das costas pela minha arma. Dou pulos de alegria e entusiasmo por ter dado certo, enquanto outros campistas me observavam.

- Muito bem garota!

- Belo Arremesso! Ha ha ha.

- Deu sorte apenas, mas não posso dizer que não foi bonito de ver.

Aquilo tinha sido divertido: A batalha, os movimentos com as armas, o monstro empalado no final do treinamento. Acho que estava descobrindo minha origem olimpiana.

- Obrigada pessoal, mas acho que devo esse último arremesso ao meu pai olimpiano. - Digo com um meio sorriso meio encabulado.

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Fobos - Motivos: Seguinte: você escreve muito bem. Sua descrição é ótima, mas precisa tomar cuidado com a narração para não confundir a pessoa do discurso. Apesar de curto, foi um ótimo treino e ficaria ainda melhor se usasse mais a cabeça.  

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Siobhan O'Connell em Sab 22 Mar 2014 - 15:17



Treino contra Monstros

Se estivesse à espera de que algum milagre acontecesse com a maré de sorte que estava a ter, bem que podia ficar fechada a sete chaves no chalé sem qualquer tipo de comunicação com o mundo exterior. Mas não, tinha que ser casmurra e fazer uma outra caminhada enquanto que o mundo se conspirava contra mim. Zangada, chutei uma pedra de terra que se atravessava no meu caminho enquanto que eu batalhava ocupadamente contra os meus pensamentos e a vi desaparecer entre as ervas altas. — Pelo menos uma caminhada exercita a mente... — tentei convencer-me ao deixar escapar um prolongado suspiro pelos meus lábios enquanto que ia admirando a misteriosa floresta em meu redor. As falsas memórias que a minha mãe me tinha incutido na cabeça voltavam como um veneno na ponta da língua. No meio de isto tudo não sabia escolher qual das situações mais desprezava. Porém, o som estrondoso de uma árvore a cair algures na floresta colocou os meus sentidos em modo alerta. — Que raio? — falei inconscientemente antes de partir numa corrida em direção do som.

Tinha que parar estes meus impulsos do momento, porque algum dia iriam colocar-me numa situação terrível. Mas a minha curiosidade vencia sempre o meu lado racional, por muito que não quisesse. Saltei pedras, arbustos e muitas outras coisas em busca do local onde a árvore tinha caído. Até que a imagem de um garoto a correr pela sua vida atravessou o meu campo de visão. Inclinei a cabeça para o lado e olhei para trás do garoto loiro. Corpo e cabeça de leão em esteroides e uma longa e mortal cauda, que terminava num ferrão de escorpião pingando gotas de veneno que queimavam o chão. Uma manticora. Engoli em seco. Nada, nada bom. Pior ainda para o garoto que corria uma maratona. Pensei rápido. Assobiei colocando dois dedos à boca chamando a atenção de ambos. Felizmente tinha pego o meu arco e uma aljava mais a espada antes de sair do chalé. A manticora espumava pela sua boca de tanta raiva que ocupava o seu corpo. Que raio é que ele tinha feito? 
— Rápido! Vem para aqui! — gritei em plenos pulmões surgindo no meio das plantas e chegando com a minha mão para o arco que descansava nas minhas costas. Com 4 olhos em mim, a tensão aumentava a uma velocidade vertiginosa.

O garoto desviou a corrida para o meu lado enquanto que eu posicionava o arco em ação e pegava numa flecha para disparar contra a criatura. Sentindo os segundos passar, apressei-me a colocar a flecha. Estendi a corda para trás com algum esforço sentindo o vento vindo de Este a bater contra mim. Elevei o arco de madeira bem alto no ar com a flecha já posicionada e mirei o local que queria acertar. Prendi o lábio entre os meus dentes, fechei o meu olho esquerdo e preparei o meu alvo. Baixei o arco até que a ponta da flecha se encontrasse entre os olhos da criatura. A manticora destruía tudo por onde passava. Arbustos eram esmagados por causa do seu enorme peso e grandes porções de terra voavam à medida que enterrava as suas garras no chão. Estava tão nervosa que o meu sangue começou a picar contra a minha pele e, absorvida no momento, soltei a flecha que voou e acertou em cheio na sua pata esquerda. Acho que a tinha enervado ainda mais. Rosnou tão alto que o som ecoou por toda a floresta e pássaros tentaram fugir da cena do crime. Uma mão agarrou-me pelo braço e puxou-me contra a direção oposta da manticora, que nos seguia como um cão faminto por comida.

— Estás maluca?! Fugir para campo aberto e depois atacar! Não te ensinaram isso?!  o garoto resmungou fazendo-se dono da razão. Mesmo em corrida, consegui franzir as minhas sobrancelhas ruivas perante aquela ousada ação. Porém, um pouco aliviada ao saber que ainda existiam pessoas que conseguiam falar assim comigo. Mesmo sendo a aterradora filha de Hera. — Desculpa se estava a tentar salvar-te da vida! — ripostei dando um encontrão na mão que me segurava de forma a livrar-me dela. O garoto não respondeu. Esperto. Pena que ele não sabia que estávamos no meu terreno, a floresta. De arco ainda na mão, experimentei lançar flechas contra a criatura mitológica enquanto corria tentando arranjar uma maneira de a abrandar. Mas não podíamos continuar assim por muito mais tempo. Eventualmente a manticora iria nos alcançar e nós iriamos ficar cansados. Odiava pensar de cabeça quente, normalmente, fazia escolhas precipitadas. Abanei a cabeça de um lado para o outro e arrisquei a minha vida.

Guardei o arco novamente nas minhas costas e passei a mão no cabo da espada, a lâmina brilhou enquanto a retirava da bainha. Parei de correr e enfrentei cara-a-cara a temível criatura que nos perseguia há uns bons minutos. Nem que morresse a proteger o garoto. Risca isso, seria possível eu morrer? Enrolei o lábio ao me enfurecer mais, fixei o olhar contra o da manticora e preparei o meu corpo para o impacto. Virei a espada na diagonal e segurei-a com ambas as mãos, uma na ponta da lâmina e a outra no cabo. A manticora rosnou e utilizou as suas patas traseiras para saltar em cima de mim. Garras afiadas apareceram nas suas patas felpudas e chocaram contra a minha espada. A sua força era algo que nunca tinha provado antes. O meu corpo não estava nada preparado para isto. A sua força era tanta que acabei por ceder e cair no chão com o impacto deixando-me totalmente vulnerável a... um ferrão pingando veneno corrosivo apareceu no meu campo de visão balançando de um lado para o outro como um gatinho ansioso pela sua sobremesa. As minhas ideias não eram das melhores, infelizmente não era nenhuma filha de Atena ou de Ares para ter um doutoramento em "Estratégias".

Como é que haveria de me safar desta? Um pouco de baba viscosa caiu em cima do meu rosto e eu sem oportunidade de a limpar. Estava demasiado ocupada a fingir que a espada não cortava a carne e de medir forças contra a manticora. Prendi os meus lábios antes que praguejasse uma palavra feia, mas a situação estava muito obscura para o meu lado. Tentei chutar o seu estômago, mas sem sucesso. Ela era ágil e esperta o suficiente para esquivar-se das minhas horríveis ideias. Dentes se aproximavam da minha cara até que ela ganiu que nem um cachorro ferido. Aproveitei a oportunidade e tentei rastejar para trás o melhor que podia sem despertar a sua atenção. Assustada e sem fôlego, vi que tinha sido o garoto loiro que me ajudara. A sua espada ensanguentada e dono de uma expressão de quem havia visto um fantasma. Voltei o olhar para a manticora e um belo corte se espalhava pelo seu dorso. Nada mau para quem estava a fugir dela à uns minutos antes. Mas isto só fez com que o leão-escorpião se consumisse na sua própria raiva e a quisesse soltar no pobre garoto.

Fechei o meu punho magoado e apanhei de novo o cabo da minha espada, batendo-a contra a árvore atrás de mim para provocar algum tipo de ruído. Bati e bati. Mas em vão. A manticora estava totalmente focada no seu próximo almoço. O meu estômago deu uma reviravolta e o meu sangue picava novamente. Precisava de fazer alguma coisa e tinha que ser agora. Balancei a espada na minha mão e fui corajosamente contra o leão. Com a ajuda das minhas duas mãos, agarrei o cabo e espetei bem fundo no seu dorso repleto de pêlo. A criatura, antes de explodir em minúsculas partículas de pó dourado, utilizou o seu ferrão como última vingança. Só que desta vez o mundo estava do meu lado, quer dizer, a sorte. Antes que pudesse espetar o ferrão no meu corpo, já milhares grãos de areia voavam pelo ar.

Via-se de longe que era um novo campista, além dos seus movimentos desastrados, o garoto não tinha muita experiência com armas. Rasguei a ponta da minha t-shirt branca e envolvi o corte da minha mão com o tecido para estancar o sangue. 
— Tens que me contar como é que enervaste uma manticora. — tomei um tom de brincadeira lembrando-me da vez que tinha enervado um minotauro. — Eu conto assim que chegarmos seguros ao acampamento. — ele prometeu já mais descansado e se dirigindo em meu auxilio. É... Foi uma boa mudança de ar saber quem nem toda a gente sentia medo de mim. E assim voltámos para o acampamento numa caminhada repleta de risos e boa disposição, sem esquecer de passar na enfermaria.                       
 
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Brenda T. Collins em Dom 23 Mar 2014 - 11:07


Treino de Combate a Monstros
Depois de tomar o café-da-manhã fui treinar. Estava na hora do treino de combate a monstros e, devo admitir, estava um pouco nervosa. No treino ministrado de arco e flecha eu havia detonado alguns autômatos, sim. Mas foi com o auxílio de flechas explosivas e naquele treino eu não teria o mesmo privilégio: lutaria com meu arco solar e minha aljava de flechas infinitas que ganhei quando fui reclamada por meu pai. No entanto, teria de enfrentar o monstro e derrotá-lo, não havia outra escolha. Cheguei na arena e pude ver os outros campistas já lutando contra qualquer que fosse o monstro que os atacavam. No fundo da clareira haviam várias jaulas posicionadas de frente para nós, com vários monstros repugnantes lá dentro. Posicionei-me em frente à uma jaula com uma Dracaenae lá dentro, talvez o único monstro que estivesse à minha altura. Tirei minha pulseira do pulso e, com um movimento da minha mão, ela se transformou em meu arco. Enquanto fazia isso, minha outra mão foi para trás, em busca de uma das flechas que se encontravam em minha aljava em minhas costas. Posicionei a flecha na corda do arco e olhei para o monstro. Uma instrutora já abria a jaula para libertar a criatura, logo, aquela Dracaenae estaria em cima de mim.
As Dracaenaes eram criaturas horríveis metade humana, metade cobra. Mas não como a Medusa; não, elas eram bem mais feias. No lugar das pernas elas tinham duas caudas de cobra, em que se rastejavam para andar. Suas escamas tinham um aspecto gosmento. Mas o que mais assustava eram o rosto e as mãos: garras enormes e dentes afiadíssimos esperando para rasgar e estraçalhar sua presa. Eu não poderia ter escolhido um monstro melhor.
A Dracaenae começou a avançar em minha direção. Levantei o arco e puxei a corda com a flecha, mirando a criatura. Soltei a flecha e ela foi zunindo até parar no ombro da mesma. A Dracaenae rugiu – ou sei lá o que que as Dracaenaes fazem - de dor e parou por um instante, mas então continuou a avançar. Já preparava outra flecha para atirar quando algo atingiu as minhas pernas numa rasteira e caí com tudo no chão. A Dracaenae havia usado sua cauda para me acertar. Ela já estava quase em cima de mim; levantei-me rapidamente enquanto colocava uma flecha na corda do arco e já mirava a criatura. Mal tinha levantado e a flecha já havia sido solta, cravando-se no pescoço do monstro. Ela rugiu e cambaleou um pouco para trás, tentando arrancar a flecha que perfurava sua garganta. Aproveitei o momento e lancei outra flecha em sua direção. Esta, por sua vez, acertou a cintura da Dracaenae. Furiosa por ter sido atingida novamente, a criatura lançou-se para cima de mim com suas garras. Antes que pudesse me desviar do golpe, fui atingida no ombro e lançada para o lado. As garras haviam perfurado a pele de meu ombro, que agora doía e sangrava. A Dracaenae já estava quase em cima de mim outra vez e levantei-me para me defender, sabendo que a adrenalina liberada pelo meu corpo faria com que não sentisse a dor do ferimento; pelo menos por enquanto. Antes que estivesse totalmente de pé, outra flecha já estava preparada na corda do arco. Mirei e atirei o mais rápido que pude. A flecha acertou o ombro direito da Dracaenae, fazendo-a retardar um pouco seu avanço. Atirei outra flecha em sua direção, acertando o peito da mesma. Ela soltou um curto grito de dor e pareceu recuar, mas eu estava tão atenta em suas garras que me esqueci de algo tão perigoso quanto: suas caudas. Senti algo se enrolando em meus calcanhares. Assustada, olhei para baixo e, para minha infelicidade, pude ver que a Dracaenae estava enrolando sua cauda direita em mim. Rapidamente, peguei uma flecha da minha aljava e tentei golpear a cauda da criatura com a mesma. Porém, antes de fazer isso, um forte puxão me derrubou no chão. A Dracaenae começou a me arrastar e eu tentava desesperadamente cortar sua cauda com a flecha. Consegui atingi-la várias vezes, mas ela não me soltou. Ela já tinha começado a me levantar e sentia que suas garras e presas iriam começar a me triturar; então tive uma ideia. Com a perna que estava livre, dei um chute no rosto da Dracaenae com toda a força que tinha. Ela rugiu e me soltou, fazendo com que eu caísse no chão novamente. Desesperada, levantei-me mais rápido do que nunca tinha feito. Preparei duas flechas na corda do arco e, sem hesitar, soltei as duas ao mesmo tempo. Uma flecha errou a criatura, mas a outra acertou sua testa em cheio. Nem esperei para ver se ela iria morrer ou não, atirei mais duas flechas na cabeça da Dracaenae, por precaução. A mesma gritou de dor e sibilou, desfazendo-se em pó.
Minha vontade foi de sair correndo e gritando: EU MATEI A DRACAENAE!! Mas não tive tempo de fazer isso. Com a luta terminada, o efeito da adrenalina passou e meu ombro começou a arder feito fogo. Levei minha mão esquerda até o ferimento com um curto grito de dor. Maldita Dracaenae!, pensei. Ta bom, isso não era um xingamento, mas não gosto de xingar, ok? Ela estava no tártaro agora e era isso que importava. Transformei meu arco de volta em uma pulseira e rumei para a enfermaria. 


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Joe F. Stark em Sex 4 Abr 2014 - 22:48

Treino de Combate aos Monstros
O acampamento Meio-Sangue era tão incrível que eu simplesmente ficava me perguntando: “Porque eu vivi como mortal por todos esses anos?”. Mas o fato é que eu ainda não tinha sido reclamado. Não entendo a demora, e acredite, é agoniante, mas de uma forma, o chalé de Hermes me atraia, apesar de que era o mais cheio de campistas, pois eram onde ficavam os “indefinidos”. Infelizmente, eu constava nessa lista, por enquanto, não faz uma semana que cheguei aqui, é provável que eu seja reclamado em duas semanas ou menos. “Espero”. De qualquer forma, ainda não tinha participado de nenhum treino, alguns dos meus colegas do chalé de Hermes me conseguiram uma lâmina que se ajustasse a mim, não era pesada demais, nem leve demais, era equilibrada, e até o momento, a melhor lâmina que eu havia usado. Saí do chalé Nº 11 com minha lâmina, uma faca de bronze, não tinha nada de especial, mas deveria servir, iria saber agora.

Dirigi-me até o campo de treinamento de combate aos monstros. Meu primeiro treinamento. “É, nenhum campista experiente ou algo do tipo pra me ajudar, vou ter que fazer por conta própria”. Pensei. Chegando ao campo, vi algumas jaulas. Prestei atenção nas duas primeiras. A primeira tinha um cachorro um pouco maior que os cães normais enorme, comparado aos outros cães, e do lado, vi uma espécie de mulher-cobra, não, não era a medusa, pois a medusa só tinha cobras no lugar de seus cabelos, nenhuma outra característica, voltei meu olhar ao cão gigante e não pensei duas vezes. Peguei a adaga que me emprestaram no Chalé de Hermes, segurei-a firmemente, e abri a jaula, dei passos vagarosos para trás, o monstro não estava muito feroz. Até que cheguei a uma distância razoável, sem querer, piso em um galho, o cão corre em minha direção. Sem saber o que fazer, corro para o lado direito. Você já viu algum animal fugindo de um leão? Era isso que eu estava sentindo. Até que, achando que estava na hora de deixar de ser covarde, parei. O cachorrão parou imediatamente, rosnando pra mim. — Cara, você é muito feio, mas acho que tá na hora de você virar pó! — Corri em direção ao leão, gritando muito alto. “Como se isso fosse resolver em alguma coisa”. Continuei, e quando cheguei perto o bastante para atacar, o cachorro me arranhou com suas garras. A dor era insuportável, mas eu não iria desistir, não queria passar vergonha na frente dos outros campistas uahsauhsuahsauhsa. Corri em direção, e quando o cão tentou me atacar novamente, desviei para o lado, me abaixei e enfiei a adaga em sua barriga. Quando menos percebi, o cachorro-leão já tinha virado pó. — É, você não é muito resistente é? — Falei sorrindo, olhei para minha adaga e fiquei pensando. “Não faço a menor ideia de como eu fiz meus movimentos de batalha, mas o que importa é que eu fiz”. Saio dali em direção à enfermaria.



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Fobos - Motivos: Acho que ainda não sei que monstro é esse cachorro-leão, SHAUHSA, masok. Bem, foi um treino "curto", mas você foi bastante direto ao ponto, o que por si só... é bom. Tente desenvolver mais o combate, enriqueça sua narrativa na próxima vez.  

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Mary Hale Herondale em Dom 20 Abr 2014 - 14:47


Não, eu não aceitava estar presa nesse acampamento. Sinceramente, não entendia como estar no meio daquelas pessoas me ajudaria a aprender algo se não como lidar com animais, mas isso é algo que eu já sei devido à caçada. Sentia falta de correr e fazer coisas com Ártemis e as outras caçadoras. Nenhuma de nós estaria com esse tipo de problema se outras garotas estivessem dispostas a deixar algumas coisas para escanteio para servir Ártemis. É algo que tem que exige muita coragem e determinação. É verdade, não é para todas. Mas vale à pena o esforço quando se vira imortal, tem muitas aventuras e é jovem para sempre.

Suspirei deitada entre as árvores, brincando com as luvas na cor marrom - que ganhara de minha mãe ao ser reconhecida como sua filha - enquanto observava o céu negro. Não deveria estar aqui a essa hora, contudo não havia decidido se saíria daqui ou não. É melhor estar aqui do que no meio daquelas pessoas vivendo de demonstrações públicas de afeto e pior, tendo que conviver com garotos. Ágatha é menos pior com relação a isso, até conversa com alguns. Eu não tenho esse “problema”, até porque, não sou obrigada falar com garotos, certo? Não são confiáveis e não sinto a mínima vontade de estar entre eles ou seu “círculos” de amizade. Não havia nada minimamente interessante no que as pessoas faziam nesse acampamento, exceto pelos treinos, é claro. Apesar de não ver onde nós, caçadoras, precisamos disso, com toda certeza era mais interessante do que fazer nada como na maioria das vezes. Dizer que os campistas poderiam ser comparados a mortais não seria uma informação tão errônea assim. Não ao meu ver.

Meus pensamentos foram interrompidos por um barulho vindo de um lugar da floresta. Inicialmente apenas fiz menção de levantar, mas resolvi somente levantar a cabeça e passar os olhos ao redor de onde eu me encontrava, porém decidi deitar novamente visto que não havia nada ali. Peguei uma folha no chão e estava prestes a brincar com ela quando, novamente, fui interrompida pelo mesmo barulho anterior. - Mas o que é isso? - Perguntei a mim mesma em um tom baixo, quase chegando a ser um sussurro. Sentei de uma vez e voltando a olhar ao redor. Havia esquecido que não deveria estar ali e não era como estar protegida como quando com senhora Ártemis. - Oh, droga. - Resmunguei ao ver duas Harpias vindo em minha direção. Alguém deveria avisá-las que devem cuidar dos campistas sem matá-los… Sem matá-los, não é? Pelo menos é o que me parece ser certo. Matá-los do coração também não vale. - Sinto cheiro de meio-sangue. - Disse uma das harpias. Juro por tudo que é mais sagrado que me senti profundamente ofendida ao ser chamada de meio-sangue e, consequentemente, não resisti ao impulso de respondê-las. - Caçadora. Não exatamente campista, caçadora. Mais respeito, por favor. - Comentei, revirando os olhos ao cruzar os braços abaixo do peito, emburrada por ter sido insultada. Ambas as “mulheres” pareceram se sentir ofendidas com o inocente comentário e se aproximaram lentamente de mim. Não sabia se estava feliz ou triste por terem se sentido da mesma forma que me senti. - Não te disseram que não deveria estar aqui a essa hora, senhorita caçadora? - Perguntou a outra Harpia para mim. Levantei rapidamente ao ver que elas se aproximavam de mim e dei um passo para trás, voltando a cruzar os braços. - Na verdade não, não disseram. - Respondi, encarando as duas harpias com atenção. Logo depois disso, tudo o que senti foram apenas unhas e penas no meu braço e também no rosto.

Não demorei muito para levantar e me colocar de pé em frente às criaturas e sorri de canto, colocando uma das mãos no rosto. - Hey, deveriam cuidar dos campistas, não atacá-los. - Resmunguei baixo, mas o suficiente para ouvirem. Novamente tentaram me atacar, porém dei um passo para trás, desviando e correndo para trás de uma árvore. Não que não soubesse lutar ou coisa do tipo, mas o susto me deixou sem conseguir pensar. Chamei pela foice a qual era presente de minha mãe quando fui reclamada e lá estava ela. Eu adorava aquela coisa. As harpias apareceram ao meu lado e eu tentei bater em pelo menos uma com o cabo da foice, mas não deu muito certo. Elas desviaram e tentaram me atacar pelos lados, mas abaixei e elas acabaram se batendo. Senti uma enorme vontade de rir, mas não tinha tempo para isso. Corri para um lugar mais “aberto” da floresta e, enquanto as Harpias se aproximavam, eu girava foice nas mãos, pensando em como faria para, pelo menos, sair viva de lá. As duas avançaram ao mesmo tempo e eu ataquei ambas com a arma enquanto a girava em minhas mãos. Uma delas conseguiu desviar, a outra foi arremessada para o lado quando acidentalmente acertei o cabo da foice nela. - Oh, me desculpe. Não era para acertar essa parte. - Disse de modo meigo. A outra criatura me jogou de modo que fui parar perto da Harpia arremessada ainda a pouco.

Tentei levantar, mas acabei por levar unhas no rosto e na barriga a ponto de rasgar minha blusa. Na primeira tentativa de engatinhar ambas as harpias me acertaram. Sim, a Harpia caída também me acertara. Novamente tentei engatinhar e as duas gênias se bateram ao tentar me acertar. Me levantei e corri para perto de uma das árvores, ficando encostada ali. Uma delas tentou me atacar novamente, mas conseguiu prender suas unhas ali. No momento em que tentei atacá-la com a foice ela se soltou. A lâmina da minha arma ficara presa ali em um local um tanto alto. - Bem legal isso. - No momento em que as duas viram me atacar - tanto de um lado quanto do outro. Acertei a cara de uma delas e a mesma voou. Olhei para minhas mãos e fiz uma careta. Havia esquecido que estava com as luvas que recebera de minha mãe. - Me desculpe, mas é que senhora Ártemis precisa de mim. - Comentei em um tom baixo e voltei o olhar para  a outra Harpia, que passou por cima de mim ao voar, me derrubando e voltou pela frente, avançando novamente. Corri até o cabo da foice passando para o lado contrário ao que a Harpia estava vindo, puxei o cabo e soltei. O cabo bateu nela e ela foi arremessada para o outro lado. Sim, eu estava salva. Agora só faltava correr de volta para o acampamento antes que elas levantassem.

Saí correndo de volta para onde a fogueira havia acontecido ainda a pouco e pensei em ficar deitada lá, mas não estava com a mínima vontade de ver outras Harpias então, após parar por um tempo na fogueira e respirar fundo, prossegui caminhando de volta para o chalé de Ártemis. Finalmente sã e salva e poderia dormir depois de um belo banho e curativos nos arranhões.



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Seg 21 Abr 2014 - 16:06



Combate a Monstros
sabe o que é mesmo crueldade? acordar alguém para enfrentar monstros

- Sério? – Indaguei, sonolento, para Quíron que batia freneticamente contra a porta do Chalé XIII – Já vai, caramba! – Exclamei ao ficar de pé. Pouco passava das cinco da manhã, horário em quê a maioria dos campistas – e me incluo nesta maioria – optaria por dormir. Mas Quíron não, obviamente. Passei a camiseta laranja berrante pela cabeça, vesti a velha calça remendada, calcei os tênis surrados e fui falar com Quíron – Certo, por que têm um Centauro batendo à minha porta a essa hora da manhã? – Curto e grosso, o típico bom humor matinal. Nada magoado com meus modos, o Diretor de Atividades começou a discursar animadamente a respeito de ter “articulado” uma seção de treinamento intensivo. Até então, eu não tinha nada a ver com aquilo. Mas aí, como sempre acontecia, Quíron chegou ao ponto: ele queria minha ajuda para testar o sistema. Inclinei levemente a cabeça, sonolento, e bati a porta atrás de mim ao sair. Esse é o problema de ser velho no Acampamento Meio-Sangue: sempre vão abusar da sua boa vontade. Quíron me levou até a Arena de Treino – O que fez com esse lugar? – Indaguei, as sobrancelhas arqueadas ao me deparar com a gritante mudança ocorrida no terreno. Havia sido feito um pequeno coliseu ali no meio, oculto graças as maciças colunas de mármore ao seu redor, além da pista de obstáculos, o caminho suspenso acima de um pequeno lago e outros aditivos – E você quer que eu passe por tudo isso? – Ele me confirmou com um aceno de cabeça antes de indicar, ao longe, uma bandeira vermelha que tremeluzia conforme a brisa fresca da manhã. Rolei os olhos, meio indisposto, ao pressionar o anel que usava o tempo inteiro. Ele era, a bem da verdade, a espada que eu tinha ganhado: Stygian. Sem escudo ou coisa do gênero, era esse meu estilo preferido de batalha – Vamos começar, então. – Disse e encolhi os ombros, os dedos se estreitando em torno da empunhadura incrustada por joias.

Vamos por etapas. Saí correndo em disparada pelo gramado, rumo ao primeiro obstáculo: a parede de escalada, nem de longe tão alta ou perigosa quando a que podia ser encontrada do outro lado do Acampamento. Alguém começou a tocar, embora não fosse o tipo de melodia certa para servir como trilha sonora. No entanto, música boa ou ruim, o gramado começou a se erguer ao redor dos meus pés. A grama puxava meus pés para trás, para baixo, para qualquer lado; exceto o de seguir em frente. Diminuí a velocidade e olhei ao meu redor, consternado ao notar os três sátiros parados ali perto. Todos tocavam flauta. Apertei o punho da espada e mudei imediatamente de rota, optando por primeiro me livrar dos homens-bode e depois tornar ao circuito. Ao verem minha repentina mudança de direção, dois dos sátiros substituíram a flauta por arco e flecha. O terceiro, por sua vez, ficou tocando a doce e enjoativa melodia que me deixava com ânsia de vômito. Sabe o que eu odeio nos arqueiros? O fato de serem arqueiros! Com a espada apertada entre os dedos que formigavam, apressei o ritmo dos passos. A primeira flecha passou chiando na altura de meu ombro, a mira tão boa que teria acertado caso eu não estivesse em constante movimento. É por isso que odeio arqueiros. Mas aquele, querendo ou não, também era meu terreno – Legal, né? Come isso! Exclamei ao movimentar os dedos da mão esquerda. Embora pequenas, as pedras e rochas ao meu redor foram arremessadas contra o grupo de sátiros. A Geocinese, principalmente quando se tratando de feitos simples, nunca me foi estranha.

Ocupados demais em desviar das pedras que lhe eram jogadas contra a face, os sátiros perderam completamente o ritmo equilibrado de tiros com o arco e flecha. Usei disso para me aproximar, rápido e fatal. Abaixei-me em tempo de evitar o porrete que vinha em minha direção, ágil o suficiente para rolar pelo gramado (normal, até que enfim) e atingir os cascos do sátiro da direita com a parte chata da espada. Não queria matá-los, mesmo que tivessem me irritado. Aleijar, talvez; não era uma ideia assim tão ruim. Ao ficar de pé, girei Stygian entre os dedos hábeis e cerquei os outros dois sátiros ainda intocadas – exceto pelas pedras, talvez. O da esquerda interveio primeiro, sua flauta erguida como se fosse tão fatal quando o Ferro Estígio que eu tinha em mãos. Cortei a flauta ao meio com um único golpe – Fica para a próxima, amigão. – Dei um meio sorriso sacana ao bater-lhe no maxilar com o punho da espada. Restavam, então, dois sátiros: o meio manco e o que ainda portava o arco e flecha. Ri da expressão do segundo, que parecia meio confuso quanto ao que poderia fazer com seus poucos recursos. Optou por me enfrentar armado por uma flecha. Desviei a ponta aguçada com um golpe de espada, fazendo-a rolar pelo gramado, e em seguida empurrei-o para trás ao dar-lhe uma estocada bem colocada no estômago. O terceiro e último sátiro, ainda mancando, tentou pular em minhas costas, mas percebi o movimento rápido o bastante para sair da frente o quanto antes – Um salto e tanto. – Comentei ao vê-lo se estatelar de cara com o gramado. Que sátiros eram àqueles que Quíron havia mandado contra mim? Crianças? Pelos chifres, eu tinha sérias suspeitas de quê sim. Deixei-os gemente no gramado e voltei para o que estava fazendo antes da interrupção: correr. Importante citar que eu odeio, de verdade, a altura. Quer dizer, tenho medo dela, mas isso não é algo que todo mundo precisa saber – só você, caríssimo e atento leitor.

Frente a parede escalada, segurei a empunhadura da espada com os dentes quando comecei a escalar. Em comparação com a o que eu estava acostumado, aquilo ali parecia fácil demais. Tão fácil que não fiquei surpreso ao escutar os gritos abafados atrás de mim. Harpia. Teria xingado alguém, se possível, mas eu tinha a boca meio ocupada. Continuei subindo, meus dedos cada vez mais escorregadios a cada centímetro ganho. Só consegui progredir por alguns minutos, o suficiente para ter esperanças, até que a Harpia me alcançou. Ela gritava algo a respeito de estar com fome, ou seria só coisa da minha imaginação? Não fazia a mínima ideia. Pude escutar o bater de suas asas quando mergulhou em minha direção. Invés de reclamar alto, apenas grunhi quando garras ergueram-me no ar pela camiseta. Ótimo, era isso que eu queria mesmo. Tirei a espada da boca, satisfeito por finalmente poder flexionar o maxilar – Sabe o que ouvi falar sobre as Harpias? Que elas não voam tão alto quanto além dessa Parede de Escalada! – Gritei alto para ser ouvido. Apesar de trabalharem para o Acampamento, as Harpias não são o que podemos chamar de inteligentes. Ela voou alto, exatamente para onde eu queria que fosse, e então começou a se gabar de como tudo aquilo não passava de um mito – A parte da inteligência é verdadeira, pelo menos. – Comentei ao girar a espada acima de minha cabeça. Golpeei seus pés/patas (não faço a mínima ideia do que seja aquilo). A Harpia começou a fazer estardalhaço, soltando-me ali mesmo. Tendo caído rente ao outro lado da Parede de Escalada, agarrei-me com força ao primeiro apoio livre. Meu dedos escorregavam, doloridos graças ao esforço, mas os mantive assim mesmo enquanto também segurava a espada. A queda dali não seria assim tão ruim, percebi. Antes que pudesse tomar uma decisão, a Harpia acabou optando por mim. Novamente pegou-me pela camiseta, dessa vez determinada a “comer o café da manhã”.

A Harpia mergulhou direto para o chão, crente de que iria me esmagar ou coisa do gênero. Quando já estava próximo do baque, golpeei-lhe novamente acima da cabeça, dessa vez com o uso de um pouco mais de violência. Ao cair, rolei imediatamente no gramado para o lado direito. Invés de fechar os olhos e rezar (o que é inútil, na verdade), apoiei a palma da mão esquerda no chão e foquei minha atenção no espaço onde a Harpia estava prestes a tombar. Sua velocidade não permitia recuo, não agora. Abri um buraco fundo ali, tão fundo que o “projeto mal feito de galinha” passou direto até bater no solo granuloso mais abaixo. Da mesma forma como havia manipulado a terra a se abrir, a forcei a trancar o espaço aberto. Um presente para Hades, no submundo – Uma oferenda melhor do que a maioria. – Murmurei, cansado, ao ficar de pé. Tinha a roupa suja de terra, além de rasgos aparentes para onde quer que eu olhasse. Alguns arranhões ardiam, mas os ignorei ao continuar o percurso novo logo a minha frente. Pequeno, o lago não possuía ponte que levasse ao outro lado, invés disso era atravessado pelo tronco de uma árvore. Estreitei os olhos, cada vez mais impaciente, e dei prosseguimento ao percurso. Náiades começaram a atirar jatos de água contra meu rosto e corpo, mas as ignorei sem sequer direcionar o olhar para a origem dos risinhos. Estava mais preocupado em não cair. Meu caminho, no entanto, foi barrado por um autômato – Tá brincando, né? – Indaguei, consciente do dedo de Quíron naquilo tudo. Não precisava sequer sacar Stygian, já a tinha em mãos e estava pronto para dar um jeito no lata-velha. Aquele autômato portava espada e escudo, nada além (isso não fazia diferença alguma quando você é feito de metal, né). Investi contra suas pernas, agachando-me ao dar passos calculados na direção do alvo. Stygian contraiu-se para ficar maior, assim como era essa sua capacidade – Gosta de água? Que tal um mergulho? – Meu tom soou divertido, embora não estivesse rindo ao precisar recuar para evitar a investida rápida do autômato. Ele arremessou o escudo contra minha cabeça, simplesmente jogando-o como se fosse tão descartável assim. Esquecido do escasso terreno ao meu redor, inclinei o corpo para longe do golpe. Quase perdi o equilíbrio, jatos de água empurrando-me para baixo, mas consegui me estabelecer ao cravar a espada na madeira.

Tinha de acabar isso logo, certo? Mais do que certo. Avancei um passo, abaixei para evitar a investida obvia do autômato e depois bati contra suas pernas novamente. Não tentando perfurá-las, porque isso seria idiota (agora eu sabia), e sim as empurrando a declinarem para o lado. Como alguém que pula corda e acaba tropeçando. A lata-velha perdeu o equilibro – Quer uma mãozinha? – Ofereci, jogando-o de vez dentro da água. Enquanto corria para sair logo daquela travessia, pude escutar fios em curto circuito; além da reclamação das Náiades, claro (música para os meus ouvidos). Desci do tronco com um pulo, as mãos apoiadas nos joelhos enquanto recuperava o fôlego. Antes da bandeira vermelha, o coliseu me esperava com nada mais do que algum monstro perigoso e letal – Por que eu aceito fazer parte dessas coisas? – A pergunta foi retórica. O que restou? Seguir em frente, claro. Primeiro notei Quíron, todo sorrisos ao me observar – Mas... – Ia dizendo quando alguém urrou do outro lado do coliseu. Oito metros de altura, cérebro do tamanho de uma noz (talvez menor), braços tatuados, dentes pontudos e armado com uma maça de guerra. Ótimo, um Lestrigão! Quase declinei ali mesmo. Em seu braço esquerdo estava escrito “Chupa-Ossos ama Chuchu”. Certo, beleza, tudo bem declarar o seu amor assim tão... Claramente. Era meu último desafio, isso em si bastava para servir como uma espécie de incentivo – Ei, grandalhão idiota! – Gritei ao me aproximar. Irritado, Chupa-Ossos grunhiu e investiu ele mesmo. Era tão fácil provocar os monstros, principalmente quando a inteligência deles é inexistente. Comecei a correr, era isso ou ser esmagado feito uma mosca estúpida. Joguei-me para a direita a fim de fugir do primeiro golpe, tão forte que a terra tremeu abaixo de meus pés. Mas nada me impediu de continuar correndo, vez ou outra ao redor do Lestrigão em busca de deixá-lo tonto ou coisa do tipo. Eu é que estava ficando meio tonto, àquela altura. Para desviar de outro golpe, rolei no chão até parar nos pés de Chupa-Ossos. Espetei seus dedos com Stygian, fatiando-os em pequenas salsichas sanguinolentas. O berro soou como um estrondo, parecia que as portas do Hades tinham sido deixadas abertas e todo o tipo de bizarrice escapava – Só não vá chamar sua mãe. – Resmunguei, vacilante entre o bom e o mau humor. Eu era meio bipolar, geralmente, ainda mais quando se tratando de ter sido acordado pouco depois das cinco da manhã para enfrentar monstros incontáveis.

Os ataques ficaram mais intensos e bem direcionados. Chupa-Ossos tentou me pisotear ao mesmo tempo em que mirava sua clava em minha direção, mas nenhuma das investidas surtiu o efeito desejado. Eu recuei em direção as colunas de mármore, claramente cansado enquanto pensava no que poderia fazer para ficar livre o quanto antes do monstrengo – Talvez... – Murmurei comigo mesmo ao apoiar as costas ali. O Lestrigão corria em minha direção, meio manco depois dos golpes recebidos. Brandiu a clava alto e a bateu em minha direção, pouco contando com o fato de eu ter escapulido para os lados segundos antes. Parte do coliseu improvisado ruiu em cima de Chupa-Ossos. Dei um meio sorriso, as mãos erguidas fronte ao rosto para me proteger da poeira dos escombros. Quíron não ficaria nada feliz, imaginei, mas não procurei por seu olhar em busca de confirmação. Apenas aquilo não iria reduzir o Lestrigão a pó, longe disso, provavelmente só o deixaria ainda mais irritado do que já estava. Minhas crenças foram ditas como verdadeiras assim que algo começou a dar vida aos escombros, contorcendo-se e atirando restos da construção para todo os lados. Observei com paciência, mais do que contente com o tempo ganhado para recuperar as energias. Quando finalmente se viu livre, Chupa-Ossos rugiu e se lançou contra mim, dessa vez desarmado; nada de maças. Ele teve que se inclinar, como previsto, por isso usei disso para saltar para seus braços grossos como troncos de árvore e escalar até sua cabeça pequena se comparada com todo o resto. Finquei Stygian no centro da cabeça, logo na massa acéfala que demorava a ficar firme em bebês humanos. Dessa vez o urro superou todos os outros, deixando-me meio surdo ao ser jogado de volta para o chão. Gemi baixinho, meu ombro esquerdo provavelmente lesionado com a queda, enquanto Chupa-Ossos se reduzia a nada além de pó. Ele e metade do Coliseu improvisado – Acho que vai ter de pensar em algo novo. – Disse para Quíron assim que ele foi ao meu encontro. E a bandeira vermelha? Pro’ inferno, eu estava precisando mesmo era de horas de sono.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Alec Lyond-Kalson em Ter 22 Abr 2014 - 22:18




TREINO DE COMBATE A MONSTROS

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- Que merda é essa de Acampamento Meio-Sangue? – Alec indagou, as sobrancelhas unidas e os braços cruzados. Ele tinha sempre essa expressão, meio carrancuda e apática – Eu não tenho dinheiro, cara. – Disse, sem esperar a resposta do outro. Benfred engoliu em seco, ligeiramente aturdido com a postura do meio-sangue frente si. Quíron o havia enviado com a missão de escoltar Alec até o Acampamento Meio-Sangue, mas ninguém tinha lhe dito o que o aguardava. Criado em Detroit, não era de se espantar que o rapaz possuísse uma postura tão rígida – O que foi? Perdeu a língua? – Ele insistiu, o tom mais impaciente a cada vez que batia o pé no chão. Pouco passava da meia-noite, horário em que todo e qualquer ser humano de boa índole já teria fugido daquelas ruas. Mas não Alec, afinal ele não tinha para onde ir. Fugido do Orfanato Central há um ano, tinha se esgueirado por toda Detroit e ganhado fama. Ninguém o importunava, não mais. Benfred pigarreou, a voz trêmula quando deu início a seu monólogo a respeito dos deuses mitológicos, semideuses e o Acampamento Meio-Sangue. Pouco adaptado à discursos, Alec reagiu com a mesma carranca de sempre, encolhendo os ombros ao fim da narrativa – E por que eu deveria acreditar em você? – Indagou, seus músculos tencionados. Antes que Benfred pudesse explicar-se, a resposta surgiu por si só. Meio ave de rapina e meio mulher, a Harpia planou acima da cabeça de ambos Puta que pariu. – O rapaz murmurou ao erguer os olhos. Sem saber o que fazer, Benfred baliu. Por que tudo tinha de dar errado? Por que ele? Escondeu-se atrás da lata de lixo ali perto. Sem saber o que fazer, Alec apertou os olhos e recuou alguns passos. Desarmado, não tinha nada além dos punhos. A Harpia grasnou algo, suas asas batendo forte quando mergulhou na direção da ruela estreita. Nada como ser atacado por uma “galinha gigante” – E se eu disser que acredito em você? – Indagou com cautela, mais surpreso do que podia admitir. Invés de respostas, Benfred deu-lhe uma espada.

Certo, a droga de uma espada. O que faria com aquilo? Suicidar-se? Alec bateu os dentes, irritado, e recuou perante a aproximação da Harpia. O monstro encarou-o, mais do que convencido de quê tinha achado a presa correta. Como toda boa Harpia, àquela investiu contra sua presa – sem pensar, claro, porque é assim que as Harpias são. Alec hesitou, os olhos indo da espada para seu inimigo, então optou pela única coisa coerente: atacar. Ele esquivou para a esquerda, fugindo assim das garras que o procuravam em busca de rasgar sua camiseta em tirinhas manchadas de sangue. Por ser Detroit e não faltar material descartado, não foi nada difícil chutar algumas latas de lixo para cima do monstrengo. Mas é claro que a Harpia escapou fácil, seus grunhidos cada vez mais irritantes. Parecia que tinham deixada aberta a porta para o Inferno, pelo visto – Brincadeira isso. – Alec murmurou, irritado, ao dar a volta por trás do monstro e tentar lhe acertar um golpe de espada. Por incrível que pareça, o manuseio lhe vinha com facilidade; até demais, diga-se de passagem. A Harpia virou-se em tempo de rebater a investida, jogando o corpo pesado do rapaz contra a parede de tijolos ali perto. Meio zonzo, ele ficou de pé e flexionou os ombros, cada vez mais enraivecido com a situação. Apanhando para uma “galinha gigante”? Isso era mais do que ofensivo para o ego de qualquer um. Alec tornou a investir, rápido e ágil com a espada. A maior parte das investidas era desviada, fosse com facilidade ou não. Até que o golpe finalmente atingiu a Harpia, abrindo-lhe um vergão na junta entre braço e tórax. Vitorioso, o meio-sangue continuou a impor pressão, embora soubesse que tinha de fazer algo para mudar a situação de uma vez por todas.

A melhor saída era, de certa forma, irônica. Alec correu até onde Benfred se escondia, a vergonha para as futuras gerações de sátiros do mundo – Que tal ser útil? – Vociferou ao pegá-lo pela gola da camiseta com a mão livre e o levar para o centro da ruela onde a Harpia ainda grasnava xingamentos. Essa é das minhas, pensou. Ainda com o sátiro seguro em uma das mãos, ele o chacoalhou na frente da Harpia. Soava como “lanche grátis”. Vendo a oportunidade, o monstro não tardou em ir pegar o que lhe era oferecido. Vista a aproximação, Alec deu um meio sorriso, o tipo que indica que as coisas estão indo de acordo com o desejado, e jogou Benfred em cima da Harpia. Isso mesmo, ele simplesmente o jogou como uma boneca de trapos. A distração serviu perfeitamente, deixando monstro e sátiro bastante ocupados; cada qual a sua maneira, claro. Com a brecha óbvia, Alec correu até a lixeira caída ao seu lado e ergueu a tampa como se fosse um bumerangue. Nunca teve uma mira muito boa, mas bastou para acertar a cabeça da Harpia ao arremessar o projétil. A cena acabou sendo engraçada, afinal o monstro se preparava para engolir Benfred. Se vendo solto, o sátiro baliu novamente e trotou para seu esconderijo, ligeiramente magoado ao lançar o olhar na direção do rapaz. A cena o divertiu, tanto que deu uma risada baixa ao se aproximar da Harpia meio bêbada com a pancada. Alec segurou a espada pela empunhadura, consciente de que desconhecia esse seu talento. Invés de falar, somente empalou a Harpia pelo tórax, erguendo-a ligeiramente com a força do golpe. Ele não tinha medo, sequer hesitação. Àquela situação toda ainda era meio bizarra, ou melhor, totalmente bizarra, mas isso não era o bastante para surpreender todo e qualquer inquilino das ruas de Detroit – Me fale mais sobre esse tal Acampamento. – Disse ao voltar-se na direção do sátiro que se escondia, tremendo. Tem maneira melhor de fazer amigos?




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Matthew Grey em Qui 24 Abr 2014 - 17:08

Matthew sentiu-se desconfortável. O primeiro motivo para isso se devia ao fato do local jazer vazio durante a noite, o que decerto não era algo comum. O segundo motivo estava na própria naturalidade do ambiente; um céu limpo, um frio cortante, o cantar das corujas floresta adentro, o uivar dos lombos colinas afora... tudo tão normal e ao mesmo tempo horripilante...

Seus devaneios foram indelicadamente interrompidos por uma criatura bizarra. Mesmo não tendo praticamente nenhuma memória de seu passado, Matt tinha absoluta certeza de que nunca vira aquilo na vida. Parecia um dos sátiros do acampamento meio sangue, só que maior; cerca de três metros de altura, chifres enrolados que lhe saíam dos cabelos cacheados, olhos vítreos desprovidos de qualquer sinal de vida e um machado enorme que era girado por sua mão enorme como se fosse um pirulito. O filho de Hefesto não temeu o gigante, mas ficou apreensivo, medindo com o olhar suas pesadas passadas que deixavam marcado o solo arenoso da arena. O sátiro, se é que assim podia ser chamado, estava a uns vinte metros do semideus, mas vinha rapidamente em sua direção.

Analise, não se desespere, pensou involuntariamente. E assim fez. A arena estava repleta de tochas que sustinham uma iluminação precária do ambiente. E então o tempo pareceu desacelerar. Tudo parecia óbvio demais: o monstro que corria euforicamente em sua direção, exprimindo os imensos olhos vítreos para enxergar o semideus, suas narinas infladas que pareciam seus terceiros olhos; e então, na mão do garoto, o Martelo de guerra dabo por seu pai – poderia ela então fazer a diferença, já que o semideus tinha habilidade indubitável no manuseio do armamento.

Então agiu como estava suposto a fazer. Não sabia se ia à direita ou à esquerda, sabia apenas que não podia ficar parado e então acabou indo a uma direção errônea que o afastou do semideus.

Matthew sorriu. O poder lhe era apraz novamente. Sentia-se forte. Brandiu seu martelo e correu em direção ao monstro que desvencilhava-se para uma parede adjacente da arena totalmente confuso, parecendo não compreender o porquê de não conseguir domar as próprias pernas enormes. Quando estava próximo do monstro, o garoto acertou-o com força e precisão, um golpe reto que atingiria a cintura do monstro e, se o semideus bem conhecia sua arma, o atiraria no chão. Mas milagrosamente o homem bode gigante girou o corpo e atingiu bem no cabo o martelo que vinha para matá-lo. Desprevenido de uma reação negativa, Steve acabou deixando que a arma lhe escapasse pelos dedos, e essa voou a pelo menos seis metros dali, levantando sujeira à medida que quicava no poento.

O sátiro pareceu recobrar todos os sentidos, no passo que o semideus sentia seus próprios vacilarem. Não estava mais na vantagem, nada estava sob controle. Era agora um jogo mortal, uma dança cujo passo errado representaria uma morte; porém, de quem? Matthew ainda não tivera as suas respostas, não vivenciara o que queria, então não estava pronto para a morte. Sabia que se tivesse todas as suas memórias e não devesse nada a ninguém, estaria indiferente quanto a permanecer ou não vivo; mas não era esse o caso. Não tinha suas respostas. E não morreria ali. Seja forte, disse a voz da garota em sua mente... Foi tudo o que precisou. Na verdade, nunca precisou de mais nada. Apenas aquela doce voz que poderia ludibriá-lo a qualquer coisa sussurrando-lhe ao pé do ouvido que poderia fazer o que quisesse fazer. Ela não estava ali, mas ele podia senti-la. Só então notou que todas essas emoções se passaram como se o mundo tivesse parado. Mas houve o play do tempo.

A mão do monstro veio de encontro a Matt como uma bala. Ele porém foi mais rápido do que o projétil, agachando-se e tentando manter seus pensamentos em ordem. Deu dois saltos para trás, saindo do alcance da enorme envergadura de seu oponente. Ambos fitaram um ao outro, igualmente inexpressivos. O semideus fez um cálculo mental rápido, entre a distância que o separava de seu martelo e a distância que o separava do sátiro. Fez então o que o instinto o guiou a fazer: jogou uma pedra em cima da criatura e em seuigda correu para pegar o martelo, arremessando-o em seguida contra o enorme híbrido a sua frente. Se a pedra o atingiu ou não, Steve não esperou pra ver.

Girou sobre os calcanhares e correu o suficiente para apanhar o martelo e avançar mais a frente aos tropeções. Ouviu a aproximação rápida da criatura que disparava em sua direção, e agiu como deveria. Rolou para o lado abraçado à arma para que não se ferisse, enquanto o monstro passou no vazio a pleno vapor. Matt pôs-se de pé e analisou o outro novamente, e este já virava-se a preparar um ataque. Você só terá essa chance, ela o alertou em seus devaneios. Vou fazê-lo, ele respondeu inutilmente.

E tudo aconteceu muito rápido. A fera avançou contra ele, brandindo o machado e expondo o ombro ferido pela pedra que se machucara profundamente, mas que não parecia ocasionar-lhe dor, mesmo com as guinchadas de sangue a fluir corpo afora. O contato visual entre eles se estabeleceu outra vez. Mas dessa vez a mágica foi outra. Não faria com que o sátiro perdesse a direção dessa vez, mas sim se enrolasse nas próprias convicções. O monstro vacilou, e Matt o fez. Uma martelada dura , forte e precisa que golpeou a criatura no peito impiedosamente. O sangue esguichou como um chafariz o faria com a água, e poucos segundos depois, só restava o semideus e o pó do jazido oponente.  



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Joey F. Malkovich em Sex 25 Abr 2014 - 15:06

Treino


Eu sabia que o acampamento mudara muito desde minha partida e que provavelmente não encontraria os velhos conhecidos de sempre. Ainda assim, esperava uma recepção mais agradável do que uma harpia berrando descontrolada na fronteira do AMS. O motivo dela estar ali me era desconhecido já que esse tipo de monstro é responsável pelos afazeres da cozinha, não por atacar campistas que não estão fora do toque de recolher. - Lar doce lar. - resmunguei jogando minha mochila no chão e sacando minha espada. Eu não me preocuparia em matar o tal monstro se ele não estivesse visivelmente alterado. Poderia acabar machucando uma criança que chegasse ao acampamento, deixar a harpia passar ilesa estava fora de questão.

Com a arma em punhos, esperei que ela me atacasse. A arritmia do bater das asas da metade mulher metade ave revelava que sua fúria só resultaria em ataques óbvios e brutais. Assim como esperado, ela investiu. Voou em minha direção com as garras prontas pro golpe. Minha defesa, entretanto, não saiu do modo como eu desejava. Levantei a espada na altura do rosto, visando arrancar fora aqueles pés de galinha que queriam me ferir. Mas o máximo que consegui foram cortes superficiais nela e me desequilibrar pra trás devido ao baque contra a bicha. E não foi um erro por astúcia da harpia, mas porque eu estava lutando como um inexperiente. - Acho que to meio enferrujado. - falei a contra-gosto, já preparando devolver o golpe.

Aproveitando a proximidade do monstro, contra-ataquei rasgando o ar com minha espada da esquerda para a direita. A velocidade fez o metal zunir em tom agudo até atingir algo maciço: a asa esquerda da harpia. O golpe arrancou penas da pobre coitada deixando a ferida exposta, um risco horizontal em carne viva. Ela urrou de dor, algo que me fez lembrar as sirenes do exército pra troca do batalhão de vigilância. Ainda grunhindo e voando mais irregular do que já estava, a harpia me surpreendeu. Antes mesmo que eu pudesse desviar, ela cravou as garras nos meus ombros e voou alto e avante. Minhas tentativas de fazê-la soltar-me eram em vão, pois a harpia estava determinada em se vingar. Só depois de ultrapassar a altura de uma árvore, talvez por não suportar carregar meu peso estando machucada, ela me largou. Em poucos segundos cai de costas no chão, nem mesmo a grama foi capaz de amortecer a queda.

Olhei pra maldita harpia que voava o mais alto que conseguia. Minhas vistas doeram por ela estar contra o sol e eu precisar encarar aquela claridade. Minha irritação só foi crescendo. Eu estava tão despreparado assim? Não seria capaz de matar uma simples harpia? O que aconteceu com a porcaria da esgrima perfeita, falta de prática? Se eu tivesse meu fuzil fn scar ela já teria sido abatida. Talvez fosse isso: eu tinha ficado preguiçoso. Nada de combate mano a mano, só a distância. Ia acabar sendo confundido com um filhinho de Apolo. Levantei do chão, ignorando a provável costela quebrada, e pesei a espada em minha mão. Foi então que relembrei a vantagem de ser um semideus: armas mágicas.

Virei o tronco do corpo para a direita, escutando um estralo que provavelmente era minha costela terminando de quebrar. Levantei o braço acima da cabeça e levei a espada para trás. Esta imediatamente se alongou e se afinou, transformando-se em uma lança. Após ter o corpo curvado na posição de lançamento, mirei no tórax da harpia e atirei. Saiu melhor do que esperado, talvez eu não estivesse tão enferrujado assim. A lança descreveu um movimento oblíquo perfeito no ar até atingir o coração da mulher-ave. A harpia explodiu em pó dourado antes mesmo de cair no chão.

Recuperei minha arma e dei um jeito de carregar a mochila sem colocá-la nas costas (meus ombros estavam feridos demais pra que eu colocasse as alças da mochila). Eu tinha pouco tempo até que o efeito da adrenalina passasse eu começasse de fato a sentir toda a dor que aqueles ferimentos causariam. - Acho bom Quíron me dar uma boa dose de néctar ou whisky depois disso. - disse pra mim mesmo enquanto adentrava o acampamento rumo a enfermaria.

poderes:
Agressividade & Selvageria - Ambas são marcas de Ares, essa habilidade ajudará seus filhos a não hesitarem ao realizar seus ataques. Essa habilidade também permite que os mesmos entrem em um estado de fúria, fazendo-os ficar mais determinados do que nunca em terminar a tarefa a eles delegada. Esse trunfo só pode ser ativado mediante emoções fortes.
 Habilidade com Lanças - Ares provê à sua prole o dom de manusear lanças com facilidade. É possível descrever arcos com elas cortando o ar com maestria.


obs:
Não sei quem vai corrigir, mas não estranhe meu conhecimento sobre o monstro que parece ser muito pra um lvl 1. Sou player antigo, vou tentar recuperar os lvls perdidos num processo administrativo do rpg. Tentei ao máximo deixar o treino o mais próximo possível de um campista de nível 1, espero um pouco de compreensão. vlw


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Fobos - Motivos: Relaxa, sei que é um player antigo. Mas bem, conseguiu deixar o treino coerente, afinal. Gostei do fato de ter ido direto ao ponto, disso e do foco (além de ter apanhado, cofcof). Bom treino, campista!

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Chloë Petrov em Seg 28 Abr 2014 - 21:40


Treinamento de Combate a Monstros.

1° treino.



Já era a tarde, e o tempo limpo com pouco sol que fez na manhã era tomado por nuvens negras. Gotas de chuvas percorriam em meu rosto pálido em quanto eu observava o céu. Pessoas correndo pelo acampamento guardando as coisas e se recolhendo por causa da chuva.
— É, hoje vai vir uma tempestade por aí.
Meus pensamentos acabaram saindo pela minha boca. Estava indo para a Arena de Monstros, queria algum desafio de verdade, já que ainda não era apta para missões importantes. A chuva estava ficando mais forte, então  me apressei. Ao chegar lá, já tinha alguns campistas treinando e outros se preparando. Não queria chamar muita atenção por ser nova e não ter experiências. Decidi adentrar a floresta, mesmo nao sendo aconselhável, mas assim poderia buscar outros desafios. Como o tempo estava fechado, o ambiente ficara escuro mais cedo, e pela chuva ficou complicado andar sem atolar os pés na lama.


Estava um pouco preocupada com o que eu iria encontrar, afinal só carregava uma adaga. Foi então que escutei gritos de uma garota e corri em direção para saber o que era.
— Saia daí logo seu idiota! Rápido, ele vai voltar. Como conseguiu cair nesse barranco? Idiota, sobe logo.

— Não posso...Acho que torci o pé na queda. A garota parecia furiosa. - Ai não! Taylor, como pode ser tão estúpido?! Eles pareciam realmente com problemas, apenas me aproximei devagar. —Ei, vocês dois aí parecem estar com problemas em? Talvez eu possa ajudar. A garota olhou com espanto para mim, porque não tinha percebido minha presença antes. — Você tem que me ajudar tirar esse idiota daqui, tem um monstro terrível atrás da gente e ele torceu o pé. Disse ela revirando os olhos com impaciência. — Oooh não, ele voltou. Ele disse com os olhos esbugalhados de medo. — Aquilo é um Javali? Por Zeus, é o maior que eu já vi em toda minha vida. Eu disse em completo espanto. O Javali começou a fazer barulhos estranhos e se virou para onde estávamos e veio correndo para a direção do garoto.
— N
ãooo! Socorro, ele vai me matar, não consigo sair daqui com meu pé assim! Eu não podia deixar o garoto morrer, eu tinha que fazer algo. Mas o quê? — Garota rápido, tire ele dali! Eu vou chamar a atenção desse bicho e assim que estiverem seguros vá chamar ajuda. Não dei tempo para que algum deles pudesse falar.

Apenas escorreguei pelo barranco e corri para o Leste tentando chamar atenção do Javali. — Aquii seu feioso! Aquii, venha atrás de mim. Batia palmas e ficava pulando tentando chamar sua atenção. Ok, não sei porque eu estava pulando, talvez fosse o desespero, mas eu fiz isso. A criatura finalmente notou minha presença e começou a bufar até que ela veio para minha direção. Tudo que eu fiz foi correr, só que eu não podia correr para sempre por mais veloz que eu fosse. Mas o que eu podia fazer? Eu só tinha uma adaga. Corria e olhava para trás, cada vez mais aquela coisa chegando perto de mim. Já não tinha o que fazer e ele iria me alcançar, foi quando vi outro barranco. Não tinha outra saída, eu teria que pular, era isso ou ser pisoteada por um javali enorme. Sem pensar muito pulei no barranco, comecei a rolar, até bater em uma árvore e sentir um estalo muito forte. *Crac*

Esperava que não tivesse quebrado nenhum osso, ou isso iria atrapalhar muito as coisas. A chuva estava ficando mais forte, mas a chuva que passava pelo meu rosto estava vermelha. Passei a mão pelo meu rosto, até perceber que tinha machucado minha testa e não parava de sangrar. Minha visão estava ficando turva. Escutei novamente um barulho e não podia acreditar... Aquele maldito Javali era ousado e decidiu que desceria o barranco também. Deslizou para baixo sem dificuldades e veio correndo em minha direção. Levantei-me com dificuldade, peguei minha adaga e tentei formar uma posição de defesa. A criatura veio com tudo para me atingir, mas antes que isso acontecesse me joguei nele, me agarrando  em sua cabeça gigante e nos chifres. Ele começou a se balançar e antes que eu caísse enfiei minha adaga em um de seus olhos. Fui arremessada, e percebi que só aquilo não iria parar a coisa.

Quando eu achei que tudo estava perdido, escutei uma voz e era a da garota de antes. — Ei, ruivinha! Pegue isso. Ela arremessou uma espada que caiu perto de mim. Como foi que ela chegou ali? Isso não importava eu precisava daquela espada. Não conseguia me levantar e tive que me arrastar para pegá-la. Quando me virei o Javali já tinha se "recuperado" do sofrimento de perder um dos olhos e de novo veio em minha direção. Eu não podia sair dali, então a situação não estava muito boa para mim. Foi quando uma flecha atingiu a criatura, e então percebi que tinha outra pessoa com ela. Não é que a espertinha conseguiu ajuda. Ele continuou atirando flechas até chamar a atenção da criatura para si, mas até as flechas não eram capazes de derrubar a fera. Aproveitei o momento e gastei todo resto de força que tinha para levantar e atacar o Javali, enfiando a espada em sua garganta. Ele começou a cambalear e fazer um som que me parecia ser de dor. Em um ataque de fúria a besta me deu uma cabeçada com tanta força que cai de costas no chão.


Para minha sorte seu chifre não me atingiu. Mas a espada ficou presa em sua garganta. Porque aquela coisa simplesmente não morria? Então os outros dois campistas começaram a chamar sua atenção para que a fera não me matasse. O javali atacou eles, e acabou acertando o garoto do arco, mas quanto isso a garota conseguiu tirar a espada e jogar novamente para mim. — Eu vou atrair essa coisa e você ataca! Com muito esforço me levantei e peguei a espada, mesmo sentindo uma dor aguda em minhas costas pela queda, e a visão um pouco embaçada ainda. Tentando aproveitar o momento de fraqueza e distração do animal, eu o ataquei com a espada, mas ele defendeu com um de seus chifres. O javali começa a recuar finalmente percebendo que eu não seria uma presa fácil. Este era o momento, ele já esta fraco. — Sabia que eu adoro carne de Javali? Talvez faça churrasquinho de você quando acabar. Avancei para cima da besta e desferi um golpe com a espada bem no meio de sua cabeça. Ele nem conseguiu desviar dessa vez, e o seu sangue jorrava. Ele finalmente cedeu e caiu no chão, e ao perceber que ele parecia enfim derrotado, o resto de minhas forças pereceram junto. Mas agora eu iria precisar ter forças para ir até a enfermaria, e por hoje não queria ter mais treinos.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Guilherme Longstride em Qui 15 Maio 2014 - 14:19

cAcordei me sentindo oprimido naquela manhã. Talvez fosse o maldito cheiro de maquina a vapor que vinha do chalé de Hefesto. Ou fosse a sensação de que meu progresso era lento, queria uma missão, estava cansado de treinar, bater em bonecos e destruir monstros sob a supervisão de Quiron. Coloquei o jeans sobre o calçãp que eu usava como pijama, calcei meus all-star’s de guerra e sai sem camisa na direção da arena. Não sei bem a hora, mas os primeiros raios de sol começavam a apontar na direção do acampamento. Imaginei Apolo escutando “Starway to Heaven” no carro de sol. Meus equipamentos básicos estavam comigo e hoje não havia de ser diferente. Cheguei à arena e vi Quiron um pouco desanimado.
-Oque foi Quiron?-Perguntei.
-A, Guilherme, você esta ai! Bem nada é que já esta um pouco tarde e sempre uma hora assim a arena esta cheia.
Dei uma boa olhada ao meu redor, avistei poucos campistas...
-Bem talvez os campistas estejam um pouco preguiçosos hoje. Ironizei Sorrindo  para o centauro.
-Mais iai? Que monstro vai querer enfrentar hoje? Temos Dracaenae, Cães infernais e...
-Antes que pudesse terminar, o interrompi dizendo:
-Vou querer enfrentar um ciclope.
Ele me respondeu sorrindo: OK então Espere ali que eu vou solta-lo.
fui até a mesa com as armas peguei uma espada e uma bésta  e uma aljava com trinta flechas de bronze coloquei a nas costas amarrei a besta na aljava peguei a espada.
Segurei minha espada com força enquanto esperava com cuidado Quiron abrir a jaula.
Conforme o monstro se mexia, o chão ao meu redor tremia, olhei para o portão, sabia que era de lá que vinha o tremor...
Fiquei com os olhos concentrados no portão e quando olhei... Um gigantesco Ciclope de aproximadamente 2metro e 98 de altura,  em sua mão esquerda segurava uma clava com vários pregos cravados, suas ponta viradas para fora, eu sabia que se fosse atingido por algum desses pregos doeria muito, então resolvi nem chegar perto daqueles pregos. Olhei bem para o seu olho e ele soltou uma leve e maléfica gargalhada, fiquei esperando uma reação, então uma leve coseira começou em meu braço esquerdo, quando comecei a coçar ele atacou com uma mão, como se quisesse me amassar, rolei para o lado e enfiei minha espada em sua mão, ele não sentiu muita dor, deve ter sido como se uma formiga estivesse tentando ferir um elefante, você pode imaginar como seria... Sem que eu imaginasse uma ação dessa o gigante levantou a mão, em que minha espada estava eu ainda segurava seu cabo com força, não podia deixá-la ficar na mão do gigante... Eu iria matá-lo com que? Á murros?Fiquei segurando no cabo da espada e o quando olhei estava a uns 2 metros do chão, assim que ele subiu a mão o suficiente, retirei minha espada de sua mão e subi até a sua cabeça, como ele era muito lento não conseguiu me pegar, cheguei perto da sua cabeça e fiz um corte vertical bem grande em seu rosto, ele berrou, um frio incomum percorreu meu corpo inteiro, parecia que eu estava no Alasca só de cueca, quando o frio passou um pouco tentei atacar sua bochecha, mais ele se sacudiu, eu tive que pular um sua cara, afinal, estava caindo. Segurei minha espada bem forte e finquei em sua orelha, ele gritou novamente, mais dessa vez eu estava bem mais perto de sua boca, eu estava pendurado na cara de um Ciclope, peguei minha espada e enfiei em seu nariz, não pude evitar cair, olhei para baixo eu estava caindo rapidamente com minha espada, tinha que tomar uma atitude, girei a espada e enfiei em sua barriga, era como a parede de escaladas do acampamento, até que tive uma idéia, peguei uma flexa com a mão esquerda enquanto com a direita dei um empulso para tras em uma fração de segundos tomei uma clavada quem me lançou para lonje eu bati com as costas na parede da arena e fiquei tonto.
- isso doeu- gritei com raiva.
peguei a besta e a armei colocando a flecha que eu segurava acertando o olho do ciclope que no mesmo momento faiscava (whtas e um robo isso explica como ele esta aqui dentro da barreira) o ciclobo ja não enxergava então corri ate a clava que formava uma ponte ate seu ombro com um movimento circular e em queda arranquei a cabeça do robo sai da arena entreguei as armas a quiron 
-quiron vou tomar meu café até mais -
e sai dali
Depois disso voltei para tomar um banho quente em meu chalé, e tomar meu café


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Guilherme Longstride em Sex 16 Maio 2014 - 15:23

o dia estava começando os monstros acordando e eu queria destruir alguns nem que focem robos peguei uma toalha e fui tomar banho para acordar ao sair do banho com a toalha enrolada  na cintura eo chale de hermes vazio me vesti colocando minha roupa e meu coturno  
fui até a arena para destruir alguns monstros  autômato ou em grego : τέρατα αυτόματα
ao chegar la avisto muitos campistas ferido e outros prontos para entrar na arena então fui até a mesa de armas e peguei um besta e uma  aljava com algumas flechas e uma punhal de prata que coloquei no coturno e me ajuntei aos outros .
- Qual são os monstros de hoje - perguntei a uma filha de afrodite.
- Arpias -ele me respondeu nervosa 
então coloquei as mão esquerda na ponta da flecha  e a direita segurei a besta.
quando Quiron abriu a porta da arena vários semi deuses começarão a correr e se preparar para que Quiron abri-se a jaula com as arpias eu me posicionei ao meio da arena .
então a jaula foi aberta mesmo sendo robôs elas eram perigosas então as matia em jaulas .
a primeira arpia que avistei foi acertada por minha flecha no pulmão esquerdo . 
Alguns campistas estavam presos do outro lado da arena estavam encurralados fui ao resgate amarrei um corda em uma de minha flechas a coloquei na besta a a atirei do outro lado da arena formando uma linha em diagonal  e gritei aos campistas
- ta na hora da tiroleza -
 e a cada campista que passava pela corda uma arpia era desativado por um flecha minha então falta só um arpia na minha mira mas minhas flechas avião acabado (pensa guilherme pensa ) então uma lembrança veio a min o punhal que estava em meu coturno peguei a perna metalica de uma das arpias e a amarrei com a um pequeno pedaço de corda ao meu punhal formado um flecha improvizada  a coloquei na besta ea atirei acertando a arpia no pescoço então quiron lançou mais uma aljava para todos os arqueiros e gritou
-agora vamos subir de nivel de dificuldade cães infernais e cuidado com as presas deles ela matão .
agora matem ou morão pensei comigo a jaula  foi aberta e eles sairão  
então peguei uma espada caida ao chão e fui apara o ataque com um movimento guilhotina cortei a cabeça do automato então um bem grande veio para me atacar eu dei um carrinho segurando a espada para o alto e o cortei do peito ate a barriga o partindo em dois o terceiro e pulei sobre ele e finquei a espada em suas costas ( parecia aquelas cenas de rodeio só que não era um boi mais sim um cão super evoluido) então o nossa quantidade superava ao numero de cães faltavam poucos nos os cercamos e com as bestas os alvejamos de flechas.
todos avião virado sucata então empilhamos os corpos automatos e saimos em fila da arena

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por David Crash em Qui 12 Jun 2014 - 12:22

Acordo com o grito de algum monstro na floresta. Bem provavelmente este mesmo monstro deve ter acabado de morrer pelas mãos de algum campista. Eu, particularmente odeio quando isso acontece. Acordar com gritos não é nada legal, principalmente quando se mora no chalé de Hermes, o que significa cheiro de queijo podre e amontoado de pessoas. Isso com certeza não é uma das coisas que eu queria para a minha vida.
Me arrasto de minha beliche com cuidado para não acordar as várias pessoas que ainda dormem no quarto. Metade do chalé já deve ter saído, mas mesmo assim ele continua cheio. Quem mandou não ter sido proclamado por seu pai Olimpiano? Pois é!
Visto uma calça jeans preta e uma blusa azul, minhas cores preferidas. Não são as melhores opções de roupas para uma luta com um monstro que pode te matar, mas é o que tenho, e o pouco que gosto. Sim, terei que lutar com um monstro. Na verdade é mais um treinamento. Todos nós temos a obrigação de fazer isso de tempos em tempos, principalmente quando se trata de mim, que odeia matar monstros. Mas enfim, hoje a arena será apenas minha, de mais ninguém.
Consigo tomar café sentado na mesa, uma coisa que chega a ser considerada sorte no chalé de Hermes, onde seus “irmãos” são tantos. Mas não presto muito atenção nisso. Consigo engolir o café rápido e então corro para a arena. Tenho apenas uma faca. Não sou muito de comprar ou ganhar armas, então tenho que me contentar com isso.
Ao chegar nos portões da arena dou de cara com um campista. Ele deve ter acabado de lutar com um monstro bem grande e com garras afiadas. Seu rosto está cheio de marcas e seus braços cheios de cortes. Não o reconheço, mas deve lutar muito bem, porque ao penetrar a arena não encontro o tal monstro. Na verdade, não há nenhum monstro.
Quando entro na arena eu tranco os portões, procedimento treinado que todo campista deve fazer ao querer treinar. Me aproximo das grandes caixas no fundo da arena. Elas começam a se agitar, talvez porque meu cheiro de meio-sangue tenham atiçado os monstros que estão perto delas. Minha atenção são nas menores, não consigo matar monstros muito grandes. Da última vez que tentei quase morri por pouco. No mamãe mandou eu escolho uma caixa que não é tão pequena. Tem a forma de um retângulo vertical, onde caberia um humano adulto. Me aproximo, e então com cuidado eu tiro os pregos tamanho G da tampa da caixa. Espero.
Uma dracaenae pula em cima de mim, mas me afasto, correndo para o lado oposto da arena. Ela me persegue com suas duas pernas que mais parecem duas cobras. O mais estranho é que ela é realmente rápida para pernas serpenteosas. Sei que não posso apenas correr, devo matá-la, mas o pensamento me causa arrepios. Mesmo sendo um monstro, ela tem vida, e um sentimento de pena corre pela minha mente. Esse mesmo sentimento some instantâneamente quando sua mão acerta me face me jogando no chão, minha faca cai de minha mão. A dracaenae então se aproxima rapidamente e começa a enrolar uma de suas caldas em volta do meu pescoço. Não consigo mais pensar direito, preciso respirar. Eu simplesmente odeio ficar sem ar, um dos meus piores medos. Minhas mãos tentam tirar sua calda de meu pescoço, mas parece impossível, está apertada de mais.
Num rápido reflexo minhas mãos percebem minha faca jogada ao meu lado. Estico uma mão para tentar alcançá-la, mas com apenas uma mão segurando a calda do monstro minha respiração fica ainda mais difícil. Por um momento penso em desistir. Meus olhos se fecham e começam a lacrimejar por causa da falta de oxigênio. Meus dedos procuram a faca, e sinto que já estou perdendo as forças quando sinto a lâmina em minha mão. Num reflexo rápido pego a base da faca e enterro a lâmina na calda da dracaenae. Ela solta um grito e cambaleia para trás, me soltando, mas logo se recupera. Uma simples faca como a minha não mata monstros facilmente assim. Se minha arma fosse contracorrente ou uma faca de bronze celestial a dracaenae já estaria na fila para reviver no mundo inferior. Mas minha faca não é.
Me afasto novamente da dracaenae e corro em direção as caixas que novamente se agitam. Quando o monstro se aproxima eu começo a escalar as caixas, tomando cuidado para não por o pé em nenhum buraco nas caixas, o que pode ser uma abertura mortal para mim. A dracaenae tenta me imitar ao subir nas caixas, mas não consegue. É quando ela sem querer derruba uma das caixas, fazendo seus poucos pregos (talvez por algum outro campista ter tentado abri-la e desistido) começarem a se soltar. Antes que a tampa possa ser jogada pra cima eu pulo em cima dela. O monstro bate na tampa, tentando abrir, mas eu não deixo. Com a base da faca começo a pregar os pregos novamente, desviando dos ataques da dracaenae, meu primeiro alvo. Ela vê meu problema e tenta aproveitar a oportunidade pulando em cima de mim, mas eu já esperava por isso. Sou burro, mas nem tanto assim. Quando ela levanta suas mãos para me socar ou algo do tipo eu aproveito a sua falta de atenção em proteger o peito e então, com minha pequena lâmina o corto. Seus olhos se arregalam e então ela grita explodindo em milhões de pedaços.
Dou um suspiro, um dos trabalhos já foi embora, mas ainda tenho o monstro na caixa. Começo a continuar batendo a base da minha faca nos pregos, mas sei que não tenho muito tempo. As outras caixas estão se agitando demais, meu cheiro, ainda mais com o suor está forte demais. Antes que eu possa pregar os últimos pregos a mão do monstro (que parece madeira) sai da caixa. Eu enfio minha faca nela o que faz sua mão recuar com um choro abafado, porém raivoso.

Acabo de pregar a caixa, não deixando mais nenhuma abertura para o monstro. Rapidamente corro para fora da arena, torcendo para que meu cheiro passe logo. Tumulto com tantos monstros são é legal, principalmente pra mim. Me pergunto se algum campista deve ter acordado com o grito da dracaenae. Neste momento repenso... O grito de um monstro não me parece mais tão ruim assim.

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Seth Allan Windsor em Dom 15 Jun 2014 - 20:11



Já haviam se passado alguns dias desde a minha chegada ao acampamento meio-sangue. De certa forma, pude absorver as informações repentinas e aparentemente assustadoras, sem muitas dificuldades ou devaneios mentais dolorosos. Se eu já tinha conhecimento sobre parte de minha origem, sendo esta considera divina? De fato... Não. Eu continuo sem saber quem seria minha possível mãe. Pelo visto, eu não sou o filho desejado para ninguém. Retirei-me sem delongas do recinto dos loucos. Os tão conhecidos filhos de Hermes, ou mesmo, os ladrõezinhos que haviam acabado de sumir com metade de minhas roupas. Já havia parado de tentar repreende-los. Eles são realmente indomáveis. Ventos do outono que oscilam entre o agradável e o inquietante. Havia alguns dias que estava me preparando para um novo desafio. Foram muitos treinos com armas para que eu me convencesse ser capaz de algo como enfrentar monstros. Como qualquer outro semideus, tenho péssimas lembranças com estes e sem sombra de dúvidas, tenho a maior vontade de retribuir tudo o que me causaram enquanto ainda estava em Denver, no Colorado, longe do acampamento Meio-Sangue.

[...]

Estava na hora de começar. Inspirei e expirei calmamente, preparando-me tanto fisicamente quanto mentalmente para o desenvolvimento do treino. O ambiente ao redor não possuía muitas presenças; nada muito além de animais pequenos como pássaros e outros, que sobrevoavam a área, e eu, como sendo o único semideus a estar ali presente de frente aquela criatura inquietante. A Empousa berrou, esticando as mãos e as garras. Semicerrei os olhos, centrando-me brevemente sobre as diversas árvores ao redor, que proporcionavam uma singela defesa ou segurança - se por assim dizer, ao monstro à minha frente. Em um movimento rápido, agarrei as duas adagas – a que havia ganhado ao chegar ao acampamento e outra que obtivera de um filho de Hermes em quanto caminhava para cá. Possuíamos a distância exata de cinco metros um do outro. Levei meu olhar a sua testa, imaginando um ponto definido em sua estrutura – uma espécie de circulo vermelho estampado em sua cabeça, como se fosse uma instrução aos novatos, para um dos diversos locais que se pode atingir e render danos vantajosos sobre o inimigo. Corri em sua direção. Ela fizera o mesmo. Entretanto, sua velocidade era ainda maior que a minha mesmo com suas pernas desajeitas. Ela pulou, ficando bem acima de mim. Sua expressão parecia transpassar ódio e raiva, e quanto descia em minha direção, parecia gesticular com as garras, provavelmente imaginando meu corpo sendo fatiado por suas tão longas e afiadas garras. Minha respiração mantinha-se nos limites da normalidade, uma vez que ainda não estava no meu limite físico embora a vontade de correr me cortasse a mente. Girei a adaga de aço em minha mão, de modo que eu não viesse a me ferir – já venho praticando movimentos assim com gravetos, e outros objetos, desde a minha infância. Estava planejando jogar a adaga contra o ponto alvo nela – sua testa – como havia memorizado, e assim fiz. O movimento fora rápido e leve, porém, o resultado não fora o esperado. Pude vê-la viajar para além da Empousai, porém, raspando apenas a lateral de seu rosto. Desse modo, a adaga se perdeu ao vento. A Empousai caiu sobre mim, cravando suas garras em meus ombros. Gritei de dor. Podia sentir todo meu corpo estremecer com o violento golpe. Envolvi seu pescoço com minhas mãos, afastando-a o máximo possível. Ela rosnava, de maneira monstruosa, enquanto pressionava ainda mais meus ombros. Eu precisava fazer algo, logo.

Acumulei o máximo de energia possível, forçando um giro entre nossos corpos. No movimento, fui capaz de empurrá-la ainda mais para longe, livrando-me de duas garras. Arfei levemente desesperado com tamanha brutalidade. O sangue escorria de meus ombros. Eu mal podia mover meus braços. Era como se ela tivesse absorvido toda a força que neles existia. Forcei-me um pouco mais, levantando-me e agarrando a adaga que me restava. A Empousai estava de pé novamente, estampando um sorriso cheio de malícia e diversão. “Você é realmente muita feia.” Pensei, tentando aliviar minha mente. Ela correu em minha direção. Entretanto, eu já havia me preparado. Os passos me levavam ao seu encontro, que agora, carregava consigo um fino e longo corte em seu rosto. Segurei firme a adaga que me restara, de modo que ao fim, tendo em vista o curta distancia entre o meu corpo e o dela, pude desferir um corte pela diagonal esquerda, mantendo a adaga firme em minha mão direita, que veio da extremidade do ombro ao estomago do monstro. Ela berrou, cambaleando para trás. Pude notar de forma clara, que o corte não fora tão profundo, e que por tal motivo, fora capaz de atingir tamanha proporção do corpo dela; mas ainda sim, algo satisfatório. Neste mesmo movimento, girei meu corpo, percorrendo um caminho de 160° graus ao entorno da aberração, podendo assim, chegar por de trás desta e fincar a adaga que empunhava, em sua costa. Ela berrou de forma estridente e em um movimento extremamente veloz, acertou-me uma cotovelada no rosto, seguido de um coice dirigido por sua perna de bronze. Fui jogado para longe. Sobre o gramado, meu corpo se contorcia de dor. Eu mal conseguia pensar. O que me fizera pensar ser possível enfrentar um monstro como aquele? “Seu idiota! Agora estamos mortos.” Pensei sem muito dar valor a minha própria mente. Minha respiração havia se tornado um desafio aparte. Sentia como se houvessem me partido em meio. Logo, não demorou muito para que eu ouvisse seus passos pesados vindo em minha direção. Sua sombra pairou sobre mim. Seu corpo ainda não me estava visível, mas a aproximação já era findável.

Pensou que poderia me matar, semideus idiota? – Disse ela, em uma voz metálica.

Seus olhos vermelhos encontraram os meus. Ela era realmente assustadora. Sua pele tão clara quanto o mármore em nada era afetada pelo sol. Então ela se movimentou pela última vez. Um vulto negro tomou forte diante de minha visão, ofuscando o céu azul ao fundo. Em uníssono, gritamos. O som de ambas as vozes se propagaram pelo ambiente, perdendo-se floresta à dentro. O monstro arquejou, em espanto. Nossas faces tão próximas uma da outra. Eu quase desmaiei com seu hálito de jumenta, não esquecendo. A adaga que ganhara do filho de Hermes encontrava-se enterrada bem no centro do peito da monstra. Ao bater da brisa, sua forma tremeluziu, se desfazendo em poeira. Suspirei, engolindo todo aquele desespero que transpassava por todo o meu corpo. Eu quase não consegui. Quem imaginaria que a adaga que joguei, logo no primeiro movimento, estivesse bem ao meu lado? Sorte ela ter me acertado aquele coice e me lançado para cá, embora a dor pareça uma controvérsia.

[...]

Que ótimo. Eu teria de passar o resto do dia na enfermaria. Bom, ao menos eu ficaria bem distante daquele chalé para doidos. Minhas coisas permaneceriam ao meu alcance e eu não teria que me estressar com brincadeiras desmedidas. Talvez esta seja a parte boa do meu dia, afinal.





100 X P + 10 dracmas.
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Mike Dimitriev em Qui 19 Jun 2014 - 14:55


Monster
At afternoon

Não teve escolhas ao ser mandado ao acampamento, por isso Mike não importava-se e as vezes pensava nas coisas que teria que aprender ali, uma sina por ter nascido com poderes especiais, um dia descobriria o motivo de ter sido abandonado. Lutar como um guerreiro eram coisas que ele estava aprendendo ali, mais fácil do que sempre pareceu, talvez por ter sangue magico em suas veias. Era o inimigo o atacar que ele transformava-se de um rapaz calmo em um ser determinado pela vingança.
 
Encostado em uma parede riscando o chão, depois do almoço via as linhas sem direção que havia formado, estava no meio tempo um momento que não tinha nada melhor o que fazer. Em sua idade era para estar cercado de garotas, conquistadas pelo lindo par de olhos azuis de Dimitriev e belas frases clichês dita por garotos, mas Mike era mais reservado e na dele. Por incrível que isso possa parecer.
 
Olhando o movimento ao seu redor assistia agora um grupo de garotas caminharem em sua direção, ele assistiu sem mudar sua posição ou abrir um sorriso, mas estava mais nervoso do que podia imaginar a garota que mexia com ele foi a que começou a falar – Mike, preciso de uma dupla para o próximo treino, você não faz par comigo? – ele parou, piscou duas vezes e deixou um sorriso amigável transparecer – Claro! – Respondeu ficando em pé ao lado dela. Sua mão suava e seu coração tremia, era assim que ele se sentia ao lado daquela garota.  
 
Estavam lá era eles e a criatura, cujo ainda não sabia o que esperar, Mike pegou a única arma que tinha, a adaga e a garota uma espada, as armas dos dois estava trocadas, mas os dois de costas um para o outro estavam prontos para o combate – Pronto e você pronta? – Acenou positivamente para o Deus que cuidava de nosso treinamento. A Adaga firmemente segura em sua mão esquerda, o olhar fixo e atento a qualquer movimento, os ouvidos prontos para identificar a direção que deveria seguir. A respiração lenta e concentrada estava em combate.  
 
A garota gritou, sendo atacada, já caindo desacordada, Mike olhou aquilo e sentiu o sangue ferver, pegou a espada dela e procurava pela criatura que havia atacado – VAMOS APAREÇA!- Gritava o garoto de braços abertos esperando pelo inimigo! E assim foi. Dimitriev caiu de joelhos após sentir um solavanco em seu joelho, caiu como se tivesse implorando, fincou a espada no chão, ignorando a dor e ficou em pé novamente – Ora, não, vai me derrubar? – ele tinha um tom charlatão na voz e, novamente, a criatura o fazia cair de joelhos.  
 
Levantou-se novamente, mas dessa vez percebeu a direção do ataque e pode identificar uma harpia, estava voava rápido demais, difícil de vê-la ,mas dessa vez Mike, desviou do ataque – Vamos lá, você pode ser mais rápida! – dizia com um sorriso vitorioso no rosto.  E lá vinha a criatura para mais um ataque.  
 
Dessa vez a criatura tirou sangue de Dimitriev, que caiu de joelhos novamente, ainda sentia as dores do treinamento daquela manhã, mas não deixou por vencido. Apoiou-se em seus joelhos para levantar-se e correu para uma das paredes da arena, agora a criatura teria que atacá-lo pela frente, empunhou a espada, mas fora arrancada de sua mão indo parar longe, apenas a adaga e seus punhos eram suas armas. – Maldita! – Olhou para o Deus que acompanhava o treinamento e negou ao ver o sorriso vitorioso do ser. Respirou fundo e prestou atenção no som das asas do ser e puxou a  adaga rápido, fazendo um corte na harpia que guinchou de dor. – Vamos lá venha!- Estava de braços abertos, com a adaga em uma das mãos esperando pelo ataque da Harpia, que o atacou no peito, cravando as unhas nele. Mike urrou de dor, arrancando a harpia com ódio jogando-a contra parede.  
 
Ele estava com fogo em seu olhar, os passos lentos e um sorriso diabólico, neste instante seu treinamento fora interrompido antes que ele matasse a criatura, mas o gosto de vingança era muito doce para ele parar ali e ignorou as ordens segundo seus passos arrastando-os pelo chão indo na direção da Harpia caída pedindo por clemencia.
 
Sentiu um empuxo e foi atirado para próximo à garota caída, era o seu instrutor o impedindo de ser cruel aquele ponto. Mas mesmo assim ele olhava para a criatura com ódio e atirou sua adaga, mas o que Mike não contava era a proteção do Deus contra ele, fazendo a adaga voltar contra ele, o ferindo no braço direito e uma ida a enfermaria.  
 
Com a respiração controlando-se aos poucos, Mike desculpou-se com o Deus e levou a garota nas costas para a enfermaria, mesmo com o corte, a sede de vingança dele era tão grande que sequer sentia a dor em seu braço.





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Nêmesis - Parabéns pelo treino, estavam bem escrito e coerente. Porém, acho que a parte em si do treino poderia ter sido bem mais explorada, de qualquer maneira, parabéns.

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Filhos de Nêmesis

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Re: Treino De Combate a Monstros

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