Treino De Combate a Monstros

Página 6 de 7 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:27

Relembrando a primeira mensagem :



Treino De Combate a Monstros
A arena é destinada para o treino de combate a monstros. Se você procura um lugar para matar monstros, é aqui mesmo. Será disponibilizado para os treinos qualquer tipo de monstro. Por favor, lute com um monstro a sua altura.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos




Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:43, editado 2 vez(es)
avatar
Deuses

Mensagens : 23

Ficha Campista/Divina
Level: 100000000
Mascote: Cães de Caça [ HP : 9999/9999 ]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Corpus Lacerda Del Rei em Seg 23 Jun 2014 - 16:24

Elevadores e Cobras de Duas Cabeças

A arena no Acampamento Júpiter estava cheia de semideuses treinando e lutando contra monstros, eu já estava usando o peitoral e a adaga estava presa na minha cintura, agora só faltava encontrar um oponente á minha altura. Algo que não me matasse no primeiro golpe. Percebi que o novo sistema de monstros estava se mostrando mais eficiente, já que as gaiolas antigas foram substituídas.
Eles haviam mudado o sistemas de gaiolas, agora era só você parar na frente de um dos elevadores e apertar o botão de um andar qualquer. Os elevadores eram dourados ,bem ornamentados,possuíam inscrições estranhas e tinham um aviso '' aperta e te afastas' logo acima da porta.Eles tinham sido feitos logo depois do acidente envolvendo um romano, um pedaço de picles e um telquine. Os botões tinham letras que não seguiam ordem alfabética, algumas até se repetiam.
Me preparei e apertei o primeiro botão que mostrava um '' A'  de um vermelho vibrante, o aviso brilhou enquanto eu saía de perto da porta, uma daquelas músicas de elevador tocou e um aviso dos andares começou a surgir. Depois de um som de sino tocar eu escutei um aviso que dizia:
- Obrigado por escolher a MonstrexExpress, sua anfisbena está pronta para tentar lhe matar. - A voz era como daqueles narradores de novela mexicana.
- Anfisquem? - Minha voz soou um pouco confusa e... Amedrontada. 
A porta foi abrindo aos poucos, e a visão de uma coisa que parecia um dragão misturado com uma serpente se fez ver, a cabeça começou a silvar e eu pude ver o veneno gotejando. Vamos dizer que quando a segunda cabeça surgiu da outra extremidade da coisa, eu já estava pensando no meu epitáfio. Sério, uma cabeça já basta pra envenenar uma pessoa, e a cabeça daquela coisa era do tamanho da de um boi. A criatura veio na minha direção.
A cabeça da frente tentou dar o bote, mas eu desviei. Os ataques da coisa estavam mais frequentes e mortais, mas parecia que só a cabeça da frente estava fazendo seu papel de serpente do mal, a outra estava me olhando confusa e apenas colocava a língua pra fora.
- Você parece ser mais legal que seu irmão! - Gritei depois de me esquivar da cabeça que estava me atacando, a outra cabeça continuou quieta e me olhou com interesse.
Comecei a tentar atingir a cabeça que estava brigando, atingir a outra seria mais fácil, mas eu não iria conseguir atingir um montro que nem estava lutando comigo,acho que depois da terceira tentativa foi que eu consegui abrir um talho do lado do olho direito da coisa. No mesmo momento que eu a machuquei, a cabeça briguenta soltou um silvo furioso, e eu pude jurar que a outra cabeça estava rindo pelo jeito que sua cabeça balançava e seus olhos estavam estreitos.
No curto momento em que eu troquei o meu foco para a cabeça pacífica, a briguenta aproveitou e me lançou no ar com o impacto do seu corpo, eu fui parar longe e com um braço muito machucado. A Anfis-alguma-coisa veio rápido na minha direção, a cabeça briguenta estava virada para o meu lado e estava silvando de forma animada, ela era rápida demais e teria me mordido antes que eu pudesse me levantar. Isso teria acontecido se a outra cabeça não tivesse visto uma borboleta e entrasse em perseguição da mesma.
Eu levantei no curto período de choque da cabeça briguenta, enquanto ela virava para tentar bater na irmã, eu fui correndo na sua direção e pulei, a minha adaga entrou no seu crânio e a Anfisquem começou a virar pó dourado. A outra cabeça tinha acabado de amortecer a borboleta quando virou pó.
Foi só quando eu derrotei a criatura que percebi que a arena estava em silêncio, os outros estavam parados e tinham observado toda a luta com a criatura estranha, quando ela virou pó, eles começaram a rir.
- Você deu sorte cara! Outra anfisbena teria te matado com certeza! - Disse um romano que não conseguia parar de rir.
Nunca fiquei com tanta vergonha na minha vida. Vergonha alheia, claro.




75 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 25 .-.
Atena —
avatar
Indefinidos

Mensagens : 8

Ficha Campista/Divina
Level: 4
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Mallie D. Sainty'Ore em Ter 24 Jun 2014 - 16:02


i hope
to survive

Acordei com Leah berrando em meu ouvido. Vá se ferrar, Leah. Nós marcamos de ir treinar de manhã, e eu esqueci completamente. Ela berrou em meu ouvido para eu andar logo e comecei a me levantar da cama. Depois da sessão higiene estava pronta para treinar, embora ainda morrendo de sono. Caminhei rapidamente entre os campos bem cuidados por filhos de Deméter, e passei pelo chalé perfumado de Afrodite, passei pelo refeitório e pela quadra de vôlei antes de chegar finalmente ao meu destino, a arena contra monstros.

Entrando ali, observei os campistas lutarem. Parecia bem difícil, os monstros eram gosmentos e aterrorizantes enquanto eu mal sabia como segurar uma espada. Mas sempre podemos começar, então me encontrei com Leah, que escolhia um escudo para o treino. " Hey, me ensine como matar essas feras."; disse enquanto pegava uma espada e um escudo. Leah empunhou sua espada e seu escudo, respondendo-me com um simples "observe a mestra". Ela entrou na arena, e em menos de um segundo, uma mini-esfinge saltou sobre ela, a ruiva esquivou defendendo-se com o escudo na cara do bicho. O leão saltou com tudo para cima dela, e Leah desferiu um golpe contra a cara de mulher do animal. O corte foi leve, e o animal mal sentiu. Então, quando o leão saltou sobre Leah novamente, mordeu com toda sua força a carne de minha amiga, e sua espada voou longe. O que deveria fazer?

Corri para dentro da arena, indo com rapidez na direção de Leah que sangrava e lutava indefesa contra o monstro. Empunhei minha espada com força, torcendo para ela não escorregar no momento decisivo. Cheguei por trás da fera, pulando por cima dela, para chamar sua atenção. Ela me lançou para trás, olhando para mim. Me levantei do chão à tempo de defender-me com um movimento preciso de espada na cara do ser. Mas não foi o bastante, comecei a correr para longe, tentando me salvar. Quando parei de correr, o leão já estava bastante cansado, por ter brigado tanto comigo quanto com Leah. Quando saltou para cima de mim, já não tinha a mesma força que antes, então foi mais rápido desferir um golpe. O leão saltou exatamente para cima de mim, a boca cheia de caninos da mulher estava prestes a me abocanhar, quando finquei minha espada em seu estômago que se desmanchou em pó dourado sem delongas.

Levantei-me correndo, voltando para Leah, havia três instrutores cuidando dela. Seu braço direito inteiro se abriu em uma longa ferida exposta, e não retruquei quando os instrutores pegaram-na no colo e pediram para eu me afastar. A menina desacordada com sorte levaria uma cicatriz, mas se não levasse, não sei o que viria a acontecer.

70 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 20

Nêmesis - Boa narrativa, mas cadê o treino em si, não vi nada que realmente tenha significado algum treino. "Dois movimentos" e fim? Eu esperava mais campista.

avatar
Filhos de Hécate

Mensagens : 4

Ficha Campista/Divina
Level: 3
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Sam J. Parker em Ter 24 Jun 2014 - 22:29





Leão, Cobra ou... isso é uma Cabra?


   
Ali estava eu sem camisa, ajudando os filhos de Vulcano a construir seja lá o que fosse, só emprestava minha força, como o que haviam me mandado fazer, carregando toras, grandes troncos de madeira e pedras. Ao fim do expediente, um cheiro esquisito subiu ao meu nariz, algo que irritava ele, tentei procurar o que quer que fosse o cheiro, mas nada parecia estar ali. Coloquei minha camiseta do acampamento e fomos ao refeitório almoçar como todos os dias, e aquele cheiro ainda me incomodava bastante, era como se fosse algo tóxico, perguntei se alguém estava sentido ele, mais ninguém parecia notar.
 
Quando voltamos a trabalhar, dois dos filhos de Vulcano que haviam pedido minha ajuda sumiram, um da primeira e outro da quarta. Aquilo não era normal, mandei trazerem minhas espadas, eu encontraria os dois, aonde quer que estivessem, e pela minha sorte, a distância não havia sido grande. Um grande rastro de terra corroída seguia até dentro dos campos, segui-a até que uma grande explosão aconteceu um pouco a frente. Corri naquela direção, com minhas espadas em punho e vi um monstro de cabeça de um leão, o corpo de cabra, uma juba vermelha cor de sangue, e uma cauda de dez metros de comprimento que na verdade era uma cascavel que expelia ácido e era fácil a vista de qualquer um o veneno que escorria por suas presas pontiagudas. Um dos ferreiros tentava afastar o monstro de seu companheiro, gritando e acertando o monstro nas patas, o que só fez irritá-lo. O monstro lançou uma bola de fogo por sua cabeça de leão, o filho de Vulcano rebateu com seu martelo, mas a bola caiu perto demais dele, ocasionando uma explosão perto, o que o fez cair inconsciente. O monstro continuou a avançar sobre ele para matá-lo e inconscientemente ele tentou se defender, movendo o braço que nem um pendulo de relógio tentando afastá-lo, aquilo parecia agradar o monstro. Agi o mais rápido que pude, corri na direção da criatura, sua cauda reparou em mim antes de sua cabeça, desviei para o lado e decepei fora sua cauda, ácido jorrou descontroladamente enquanto a criatura urrava de dor. Me joguei para trás tentando desviar do líquido corrosivo com sucesso, mas o monstro olhou para mim furioso, agora, tinha que cuidar do restante daquela criatura medonha. Corri em direção oposta a dos garotos, para que o monstro saísse de perto deles e não os acertasse durante nossa luta.
 
O monstro em minha cola soltando suas bolas de fogo que cada vez mais explodiam perto de mim, enquanto eu estava correndo o mais rápido que conseguia para o mais longe possível, e defendo das pedras e objetos que subiam com a explosão perto do meu rosto, até que um pequeno relance azul surgiu a leste de onde corria. Senti formigamento na barriga, resolvi acreditar em meu instinto – tomará que não fosse fome – e me joguei para direita, onde caiu uma bola de fogo explosiva exatamente aonde eu me encontrava antes de pular. Tomei minhas espadas em mãos e corri em direção do azul que havia visto, que por sorte era o Pequeno Tibre. Parei de costas para o rio, se algo desse errado, ali era o local com a melhor vista para arqueiros me ajudarem quando nos vissem e se aqueles incompetentes conseguia enxergar. A Quimera pulou em minha direção com suas garras prontos e podia ver uma brilho surgindo em sua boca grande, agindo rapidamente apliquei um golpe de judô, colocando o pé direito em sua barriga, segurei-a pela juba, arremessando ela nas águas do Tibre. O Pequeno Tibre parecia estar me auxiliando na batalha contra a criatura, ela tinha dificuldades para se mover e afundava nas águas mágicas, começou a lançar fogo sem parar para todos os lados e a pular, dificultando a proximidade. Fiquei uma das minhas espadas no chão e peguei uma pedra arremessando em seu rosto, fazendo ele parar de jogar fogo para todos os lados e se concentrar em mim. Ele correu em minha direção, ou tentou, parecia mais um sapo tentando sair de um monte de areia movediça, pulei e cai montado em cima dele. Mer... Droga, pensei. Ainda estava com minha espada na mão, agarrando a sua juba vermlha, me virei e finquei minha espada em seu crânio. Ele explodiu em pó, mais eu não caí sobre a água, a quimera estava tentando se libertar de mim e havia pulado bem alto e para frente antes de voltar para o Tártaro. Meu corpo continuou a avançar e planar até bater em uma árvore e parar. Levantei com uma dor de cabeça terrível, e senti um gosto metálico na boca e uma dor agonizante em meu antebraço esquerdo e vi a marca de arranhão com veneno da Quimera, deveria ter feito isso quando montei, ou quando a joguei no rio, não sabia dizer. Tentei levantar, apesar de minhas pernas estarem muito bambas, e andei um pouco, tentando encontrar aqueles arqueiros, ou alguém que patrulhasse por ali, mas minha visão começou a ficar turva e escura, só me lembro de ver um vulto perto de mim.
 
Acordei alguns dias depois, me disseram que aqueles filhos de Vulcano me levaram urgente para a enfermaria e por pouco eu não morro, mas era a vida, assim que recebi alta sai de lá e voltei para o dormitório descansar um pouco antes de voltar as atividades.


100 X P + 10 dracmas

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Nêmesis - Ótimo treino, parabéns!

avatar
Indefinidos

Idade : 20
Mensagens : 135

Ficha Campista/Divina
Level: 25
Mascote: Manticora
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por April Thomas Gauthier em Ter 24 Jun 2014 - 23:51

O sol da tarde já raiava quando eu decidi o que faria naquela tarde, até esse momento fiquei sentada sobre um dos penhascos não tão altos, de onde podia te uma bela visão do mar. Minha mente esta repleta de pensamentos, já que quase não me lembrava da minha vida antes daquele lugar, ou melhor, antes de ser atacada. Talvez se eu me lembrasse, conseguiria descobrir quem era o meu progenitor, já que pelo menos sabia que minha mãe era uma humana comum. Levantei-me e sai correndo daquele lugar, precisava dar um jeito naquilo logo, ao invés de ficar choramingando. Cheguei na Arena de Combate a Monstros e fui até o arsenal sem mais delongas, incrivelmente a arena estava vazia, odiava que os outros me observassem. Tinha a minha adaga, mas sabia que era suicídio tentar matar um monstro só com uma adaga. Na parede peguei um escudo comum de bronze, embora nunca tivesse usado um e uma espada de meio tamanho também de bronze. Não estava muito familiarizada com aquelas armas, o que não era muito bom, mas mesmo assim resolvi que partiria sem medo para cima do monstro que escolhesse. De volta para Arena fui até o primeiro portão onde havia um cachorro infernal não muito grande, ele parecia me reconhecer, o que era estranho. Então fui até o próximo portão, do outro lado havia uma menina loira normal, não, ela não era normal. Por baixo de seu vestido branco reparei em suas pernas, uma era de ouro e a outra de bronze, se eu não estava enganada, aquela era uma Empousa, isso mesmo. - Olá gracinha. - Ela veio em minha direção e então recurei dois passos, como sempre até mesmo os monstros me reconhecia como um menino, era melhor assim, desse modo ela não pegaria leve comigo. - Não quer me fazer companhia aqui dentro? - Ri de sua pergunta e então me aproximei do portão novamente o abrindo e recurei imediatamente alguns passos tomando uma distância segura da criatura. - Será que podemos adiar isso pra depois que eu arrancar sua cabeça? - Ajeitei o escudo em minha mão esquerda enquanto falava e então girei a espada em minha mão. A Empousa sorriu me desafiando ao ato e então lhe ataquei.

De uma maneira um tanto quanto desajeitada bradei a espada na diagonal em direção ao seu pescoço, mas acabei colocando mais força do que deveria e cai no chão, o que fez a criatura rir de mim. Vi a mesma pulando e rolei no chão para o lado, colocando-me em pé logo em seguida e então segurei a espada com mais força em sua direção. Desça vez ela atacou pulando em cima de mim, antes que suas garras tentassem penetrar em minha garganta levantei o escudo me protegendo e então tentei ficar a espada em sua perna. Com uma agilidade tremenda ela desviou em pleno ar, mas ainda com as garras presas no escudo, aproveitei aquilo e a empurrei em direção ao chão lhe prendendo. Senti seus dois cascos diferentes me atingindo diretamente na barriga e quando percebi estava caindo no chão. Gemi com impacto, mas sem tempo para me lamentar coloquei-me de pé mais uma vez e corri em sua direção. Adivinhando que ela pularia tirei o meu escudo e o joguei para atraí-la para o outro lado. Assim logo que ela aterrissou lhe dei uma rasteira fazendo com que ela caísse no chão e sem piedade tentei cortar a sua garganta fora. Minha mão parou no ar e gemi com uma dor agonizante em minha perna, como se estivesse sendo perfurada por vários lugares. - Desgraçada. - Murmurei ao olhar minha perna e ver cinco garras fincadas em minha perna. A Empousa sorria vitoriosa e só o aumentou ao forçar as garras para baixo rasgando a minha pele e ao me ver cair no chão com a dor. Respirei fundo segurando a espada com força, principalmente por causa da raiva que estava invadindo o meu corpo, não, não podia perder para uma criatura tão miserável como uma Empousa. Pude sentir a sua movimentação e então ignorei a dor por um momento me levantando antes que ela pudesse pular em minhas costas e dei dois passos para trás empunhado a espada. Eu não perderia nem que tivesse que morrer logo depois dela.

Suas garras vieram novamente em minha direção e agora sem o escudo teria que me defender com o corpo. Sacrifiquei o meu braço colocando o na frente, de modo que suas garras penetrassem superficialmente em minha pele e então em um movimento rápido fiz uma investida. Com sorte fiz um corte profundo em sua perna de bode e a Empousa recuou para trás gritando, o que me fez sorrir. Não sabia como tinha conseguido ignorar a dor, mas provavelmente era a adrenalina que agora corria sem parar em meu corpo. Sem contar que eu não sentia medo da criatura, a via como algo inferior a mim e eu não me perdoaria se perdesse pra ela. - Agora estamos quites. - Antes que ela pudesse se recuperar, sem piedade girei o meu corpo lhe atacando e tentei cortar mais uma vez a sua cabeça. A Empousa reagiu rápido colocando as suas garras afiadas na frente para se proteger. Recuei um passo para trás e tentei cortar mais uma vez a sua perna, mas dessa vez ela pulou para o lado e atacou o meu lado desprotegido. Pega de surpresa dei passos bambos para trás o que me fez cair, mas aproveitei a oportunidades e juntando força nas duas pernas, por mais que uma doesse, chutei-a diretamente na barriga.  A criatura voou me dando espaço para ficar em pé e ir até ela, ela estava de costas, mas sabia que sabia que eu estava me aproximando. Antes que ela pudesse fazer qualquer coisa corri em sua direção e então pulei em suas costas cravando a espada em seu coração. Caí no chão, na verdade em uma pilha de pó dourado e respirei aliviada, era o primeiro monstro que eu amatava, e tinha me saído melhor do que esperava. Minha perna voltou a latejar, então mancando guardei a espada e o escudo, a qual eu decidi que não usaria mais, já que não tinha gostado nenhum pouco dele e não tinha me sido tão útil assim. Só então saí do local e pedi ajuda para um filho de Apolo que encontrei no caminho.



100 X P + 10 Dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50 .-.
Atena — Parbéns pelo treino, Campista!
avatar
Indefinidos

Idade : 20
Mensagens : 3

Ficha Campista/Divina
Level: 3
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por David Crash em Sab 28 Jun 2014 - 18:31

Uma Harpia muito desobediente...
Por David Crash


O sinal em forma de trombeta tocou. Isso significa que eu deveria me dirigir da arena — o lugar onde eu estou sozinho — para o chalé de Hermes. Começo a andar para a saída quando uma Harpia interrompe o meu caminho.


— Er… já estou indo para o meu Chalé. — eu digo. — Pelo o que eu sei vocês devem esperar alguns minutos antes de procurarem os campistas que estão fora da cama.


— Acontece que… — ela respondeu. Sua voz aguda como a de uma ave… Talvez porque ela era um pouco disso. — eu não como humanos frescos assim a muito tempo.


Entendi o recado. A Harpia com certeza queria me devorar.


Rápida como a luz — ou nem tanto assim — a Harpia fecha os portões da arena e voa para cima de mim. O máximo que consigo pensar é em me abaixar, e isso faz com que ela passe por cima de mim no vácuo. Ela pousa cambaleando no outro lado, e eu sei exatamente que ela não gostou nada disso.


— Vai ter que ser melhor passarinho! — Ela avança mais uma vez para cima de mim e eu desvio para o lado, mas uma das garras da Harpia se arrastam no meu braço o que me faz dar um pequeno guincho de dor. — Desgraçada!


Corro à mesa de armas com meu braço ainda doendo. Não há tempo para escolher uma arma específica do arsenal, então pego a primeira arma que está na minha frente: Uma pequena lança. Ela é realmente útil, já que é feita para combate a distância e também pode servir para pequenos combates corpo a corpo. Não tão bem, mas o suficiente.


A Harpia voa novamente em minha direção, desta vez tentando atacar com suas garras traseiras. Me defendo com a lança, colocando em posição horizontal isso faz com que ela pareça um inocente passarinho pousado em um pulheiro… a não ser pelo tamanho bem maior e que ela é uma Harpia-carnívora-de-campistas-que-querem-sair-da-arena.


Meus braços já estão cansados de segurá-la e então me impulsiono com as mãos na lança por baixo dos pés da Harpia; isso a distrai um pouco, me dando um certo tempo. Corro contornando a Harpia, mas ela se vira me procurando. Mais uma vez usa seu truque rápido e voa para cima de mim, mas logo tiro minha adaga da bainha presa na minha cintura e a taco. A adaga acerta uma das asas da Harpia e some nas penas. Ela guincha e sei que acertou algo dentro de sua asa direita. Ela tenta voar sem jeito enquanto ainda vem em direção a mim cambaleando.


Observo a minha lança alguns metros atrás dela. Ao olhar de novo para a Harpia percebo que desistiu de voar, e vem correndo até mim. Ela com certeza não está acostumada a andar. Vou em direção a ela também, correndo. Ela faz um sorriso malicioso como se ela já houvesse ganhado a luta. Quando estamos a pouco de nos encostar ela pula para cima de mim e eu rapidamente me jogo para debaixo de suas pernas, indo de encontro novamente com a minha lança. Pego a lança com uma das mãos e me preparo para jogá-la, mas o movimento brusco faz meu braço doer. Percebo que escolhi o braço errado para jogar, o braço machucado, e o único braço que consigo utilizar para armas do tipo, arremessando-as. Caio no chão com a dor, lembrando que ela estava tão ruim assim antes. A Harpia novamente vem em minha direção. A adaga está no chão, longe dela, ela provavelmente se balançou até sair. Isso não a fará poder voar muito bem, mas ela ainda pode planar, e é isso que ela faz. Ela vem numa velocidade incrível e, tudo o que posso fazer é posicionar a lança com a base na minha barriga e com a ponta virada para cima. Ela percebe o ato, mas é tarde demais. Ela tenta bater as asas desesperadamente para trás, mas o impulso que usou a prejudica. Ela continua vindo em minha direção, mesmo não querendo e, então, finalmente sua barriga cruza com minha lança, cravando-a profundamente. A Harpia grita altamente, o que faz meus os meus ouvidos doerem, mas logo ela explode.


Alguns campistas adentram a arena com armas na mão, mas logo percebem que não há mais nenhum monstro.


— Cadê a Harpia fugitiva? — pergunta um deles.


— Pode deixar… — digo ofegante. — Eu já consegui tirar ela do caminho. — e então tudo fica escuro.




 80 X P
Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35.-.

Deméter 
avatar
Indefinidos

Idade : 21
Mensagens : 26

Ficha Campista/Divina
Level: 7
Mascote: Leokampo
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Redolf F. Gremory em Dom 20 Jul 2014 - 12:43

Era um dia lindo, quando tinha chegado ao acampamento, era ainda um novato, ainda querendo saber qual era o meu pai/mãe Deus, andei pelo acampamento sem rumo, lembrando-se dos monstros que haviam-lhe procurado para matá-lo, eu precisava de me saber defender sem usar poderes. Tempos depois pensei em ir tentar matar um, um tempo antes tinha-me deparado com um placa para uma arena, voltei para trás, observando a tal arena, quando apareceu um centauro;
- Quem sereis vós? - Perguntou o tal centauro, coma voz alta e firme.
- Err.. Sou um novato.. - Respondi ao tal centauro, com um pouco de medo da tal criatura.
- Parece que veio treinar.. Pelo seu nível de batalha, acho que seria melhor uma Harpia.. - Afirmou o tal centauro, com a mesma voz alta de antes.
- Ok.. - Disse cheio de nervos, onde avancei para o perigo, saltando para a arena cheio de nervos, onde apareceu uma jaula de onde foi retirada uma pequena Harpia, peguei numa adaga de bronze que teriam-me dado, avencei para a mesma, onde cortei uma parte da asa negra dela, pelo que parecia ela não era tão boa em luta, parecia pior que eu..
A Harpia, sendo atacada, me deu um arranhão no braço esquerdino, o meu braço começou a sangrar, já que era o braço contrario da arma, não me importei muito e continuei ataca-la, um golpe na outra asa, impedindo-a de voar, em seguida um golpe na cara, e outros dois em cada perna, a tal Harpia caiu no chão, e sem dó dei o ultimo golpe, levando a minha mão destra com a adaga até ao coração da Harpia, onde comecei a enfiar a tal adaga dentro do corpo da mesma, matando-a.
Depois de tanto trabalho, vi que estava de noite, onde fui pro chalé de Hermes com outros indefinidos, e dormi numa cama, como não tive-se feito nada.

45 X P

Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 5

Nêmesis

avatar
Filhos de Quione

Mensagens : 5

Ficha Campista/Divina
Level: 3
Mascote: Lobo Albino Gigante
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Seg 21 Jul 2014 - 17:28





 EMPOUSAI

A maior parte dos campistas já tinham se recolhido em seus respectivos chalés após nos reunirmos na fogueira. E eu estava a caminho do meu, logo depois de acompanhar minha namorada até seu chalé, quando percebi uma movimentação de dois garotos que caminhavam depressa , voltando do pinheiro de Thalia. Perguntei do que se tratava o faniquito e os meninos, que não pareciam ter mais de dez anos, e eles disseram que havia uma garota na fronteira do acampamento. Parecia estar ferida, mas se recusava a entrar. A situação era estranha, mas decidi assumir dali pra não deixar a responsabilidade nas mãos deles. – Eu vou ver como ela está. E vocês vão atrás do Quíron contar o que aconteceu. – disse. Eles concordaram prontamente, mas lamentei por não serem filhos de Hermes já que até minha avó corria mais rápido que eles.

Assim que cheguei ao local indicado vi a tal garota – mesmo com pouca iluminação, a lua cheia dava claridade. Ela estava sentada no chão, abraçando os joelhos e com a cabeça abaixada, não mostrando o rosto, só uma cabeleira vermelha. – Ei! Você ta bem? – perguntei enquanto me aproximava devagar pra não assustá-la. A garota levantou o rosto, com os olhos marejando e uma expressão triste, provavelmente dois anos mais nova que eu. Por algum motivo, aquele rosto angelical e inocente não me transmitia confiança. Parei a cinco metros dela e continuei meu monólogo. – Está perdida? Alguém te trouxe? O que aconteceu?
- Eu vim até aqui. Por que não chega mais perto? – ela respondeu. Algo na voz dela fez com que eu me aproximasse apesar de me sentir incomodado.
- Está ferida?

Quando me movimentei pra verificar se estava machucada, ela me deu um soco no estômago que me fez perder o ar por alguns segundos. Dei um salto para trás em simultaneidade com seu avanço rumo meu rosto - revelando ao invés dos perfeitos dentes brancos de agora a pouco, presas. Por reflexo, defendi-me antes que ela me ferisse, dando uma bicuda em seu tórax. Ela caiu longe, dando-me tempo de recuperar o fôlego e entender a situação. Os cabelos ruivos eram agora chamas que estalavam faíscas no ar, mas as mexas de fogo – literalmente- não eram a única coisa que havia mudado. Notei que no lugar de uma das pernas humanas havia uma perna de burro e, no lugar da outra, uma perna de bronze. Não demorou nem um segundo pra eu perceber que se tratava de uma empousai.

Aquele combate repentino me pegou despreparado, a única arma em posse era o tridente em forma de anel que sempre uso. Tratei logo que acionar o anel, que se alongou em minha mão direita, ramificando-se em três pontas afiadas. Coloquei-me em posição de luta, esperando outro ataque do monstro.
– Nós poderíamos ter conversado mais tempo, mal tive tempo de utilizar meu charme... Mas é que faz um bom tempo que não faço um lanchinho. – disse a empousai me encarando com suas órbitas rubras.
-Ah, não se preocupe, já deu pra ver que você é o charme em pessoa... – respondi sarcástico.

Ela percebeu o tom ofensivo em minha voz e não gostou nada. Deu um grito tão estridente que me fez apertar as mãos contra os ouvidos. Depois de terminar seu berro, furiosa, tentou me pegar de guarda baixa. Correu até mim, meio mancando devido às estranhas pernas, e voou com as mãos em meu pescoço tentando me sufocar. Mais forte do que parecia, a empousai cravou as unhas em minha nuca e me cortou ali, mas não conseguiu parar minha respiração. Dei um chute em sua barriga, fazendo-a me soltar antes que tentasse me morder com suas presas novamente. Em seguida, dei um cruzado de esquerda que não saiu muito bem, mas acertou sua testa. Infelizmente acabou acertando também uma de suas mechas de fogo e acabou por queimar minha mão.

- Eu preferia você com a névoa. – resmunguei antes de contra-atacar. Inclinei meu tronco para a direita, erguendo o braço que segurava a lança acima da cabeça. Então, girei meu corpo rapidamente para esquerda, lançando o tridente com velocidade. A arma voou potente rumo à cabeça da empousai, mas o monstro aparou meu tridente no ar e jogou-o de lado. Logo diminuiu a distância entre nós e tentou me chutar com a perna de burro. Aparei o chute com as mãos, o que doeu, mas evitou um estrago maior em mim. Tentei girar o tornozelo peludo, mas o máximo que consegui foi torcê-lo já que ela novamente avançou com suas presas me obrigando a desviar. Suas presas, contudo, apesar de não me perfurar, passaram de raspão em minha bochecha, rasgando superficialmente a pele.

Já estava passando de hora de encerrar esse corpo-a-corpo e abusar um pouco das vantagens de ser um semideus. Não ventava e o céu estava limpo, algo que um filho de Poseidon poderia reverter. Concentrei-me no truque que eu sabia que poderia usar, juntando minha energia até sentir meus olhos arderem – o que significava que meus olhos estavam ainda mais azuis do que já eram. A brisa começou a aumentar a velocidade, tornando-se uma ventania que levantava folhas e poeira. A ventania se concentrou em tufão assim que uma garoa começou a cair. Apontei com os braços para a empousai, levando o tufão a encurralá-la. Aquilo dificultava sua locomoção, o que me permitiu acabar com aquilo. Corri até onde estava meu tridente e assim que o alcancei fui até o monstro.

- Pode ir fazer seu lanchinho no tártaro! – gritei antes de cravar meu tridente em seu peito. Pelo pouco que tinha lido daquela espécie e pelo que presenciei, parecia bastante com um vampiro midiático, o que me fez pensar que acertar seu coração seria uma boa. Mas pensando bem, acertar o coração de qualquer criatura é letal. Então foi dito e feito: a empousai urrou de dor e explodiu em pó dourado. Por causa do vento, o pó se espalhou por todos os lados, o que me fez decidir que deveria deixar essa história de furacão pros filhos de Éolo.

Ajoelhei exausto, tinha gastado quase toda minha energia pra invocar o tufão, agora já desfeito. Por causa da garoa, que na verdade já virara uma chuva, os ferimentos causados pelo monstro não doíam tanto – eu podia senti-los cicatrizar. Escutei o trotar de Quíron, que com seu timing perfeito só chegou após o combate. Ainda gritou bravo comigo, de certo achando que eu era algum maníaco pra ter feito a garota sumir. – Era uma empousai! – justifiquei cansado. E quando me perguntou como havia sido a luta só afirmei que os episódios assistidos de Buffy valeram a pena. Saí dali para o meu chalé, decidido a ficar um bom tempo de molho na água até que os ferimentos sumissem.

Poderes:
Furacões - As cores dos olhos dos filhos de Poseidon assumirão um tom azul, ativando uma de suas habilidades. Poderão projetar furações, juntamente com tempestades. Você poderá controlar para onde o Furacão vai, ou até desfazê-los quando quiser.
Cura Aquática Intermediária - Neste nível sua habilidade com cura aquática aumenta. Seu dano será recuperado em até 30% de seu HP original.


Narração - Minhas falas - Falas empousai



 


100 X P + 10 dracmas

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Nêmesis

avatar
Filhos de Poseidon

Mensagens : 113

Ficha Campista/Divina
Level: 34
Mascote: Hipocampo
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Liam Donati Miller em Qua 23 Jul 2014 - 9:46




Bóris já estava um pouco melhor mentalmente e praticamente recuperado dos machucados que obtivera nos outros treinos. Ele não sabia ao certo o que tinha acontecido, mas seu estado de quase morte tinha sido rapidamente modificado para estável depois que alguém tinha lhe dado algo para comer. Ele não sabia quem tinha sido a alma caridosa e muito menos o que era o tal alimento sagrado, mas apesar de lhe trazer um enorme beneficio, o garoto estava convicto em não experimentá-lo de novo, pois seu gosto não era muito agradável. O importante era que finalmente se sentia revigorado, coisa rara desde quando tinha chegado ao acampamento, e como quase toda pessoa hiperativa, ele não conseguia ficar preso no chalé por muito tempo, ainda mais quando o ambiente era lotado de outros jovens tão agitados quanto ele. Apesar de seu corpo estar sedento para mais um treinamento, seu cérebro ainda estava receoso devido aos traumas que passara, então tinha decidido que só daria uma volta e tentaria conhecer novos lugares, já que era extremamente limitado em relação a outros locais que não fossem o chalé de Hermes, o refeitório, e duas arenas de treino.

Após uns quinze minutos caminhando, BJ (Bóris James) encontrou uma nova área de treinamento. Ali, além do armamento comum, existiam diversas gaiolas com algumas criaturas, que ao sentirem a presença do jovem começaram a se ouriçar. Uma delas, principalmente, se agarrou na grade e começou a cuspir provocações. A primeira vista seu aspecto era bastante comum, como se fosse uma mulher um pouco feia, mas não a pior que já tinha visto. Talvez em um beco escuro, depois de algumas doses de vodca Bóris até poderia estar disposto a pegá-la. A única coisa que estragava tudo era o fato de que a “moça” possuía duas caldas de serpente no lugar das pernas. Se aproximando de onde a criatura estava, BJ pode ler uma pequena placa que se encontrava perto da gaiola – Dra... Cae... Nae... Dracaenae! – aquilo não significava nada para o garoto, pois diferente de muitos campistas, ele tinha largado o colégio muito cedo, então mitologia grega para ele era algo completamente desconhecido. Enquanto se encontrava perdido em seus pensamentos a mulher-serpente pediu para que Bóris a soltasse. O jovem deu um pulo para trás ao perceber que ela conseguia falar inglês fluentemente, tirando apenas um pequeno sotaque sibilante. No dia em que chegara ao acampamento, tinha recebido a dica de nunca falar com nenhum monstro, pois devido a sua inexperiência, BJ podia facilmente ser enganado por eles.  E foi esse o conselho que o garoto seguiu.

Ignorando completamente a tal Dracaenae, o jovem continuou seguindo seu caminho. Nos primeiros minutos ele pode ouvir fortes reclamações e xingamentos da criatura, mas quando já a tinha perdido de vista e sua voz começava a se apagar, a última coisa que escutou foi um sombrio: “boa viagem!”. Ele não sabia o que a mulher-serpente queria dizer com aquilo, mas boa coisa não deveria ser. Finalmente Bóris chegou a um extenso campo. A grama cobria todo o espaço e possuía a característica de ser simetricamente verde. Em cima de uma colina, perto de uma grande e saudosa arvore, duas fofas ovelhas pastavam tranquilamente. BJ nunca tinha visto aqueles animais tão de perto e resolveu ir até eles. O garoto fez questão de se aproximar cuidadosamente para não assustá-los. Isso até funcionou por um tempo, mas a medida que sua aproximação aumentava, sua presença se tornava evidente. E foi quando ele estava a poucos metros dos animais, as duas criaturas o olharam de forma sincronizadamente arrepiante. Sim, seus corpos ainda eram de ovelhas peludas, mas seu tamanho era maior, como um hipopótamo. Seus olhos eram extremamente negros, e seus dentes cirurgicamente afiados. Bóris estava totalmente paralisado de pavor. Um dos motivos era por estar completamente desprotegido, e o outro era devido ao susto que tomara. Seu medo era tanto que ele nem percebeu quando começou a fugir, tanto que quando tomou consciência do seu corpo, o garoto acabou se atrapalhando e tropeçando em um galho.

Tentando assimilar a situação, ele notou que tinha percorrido toda a distância do campo verde onde as ovelhas carnívoras “pastavam”, e agora se encontrava a alguns metros de onde os demais monstros estavam. Entretanto os animais ainda não estavam dispostos a largar sua presa, tanto que enquanto Bóris pensava ofegantemente, uma das criaturas pulou em cima dele. O reflexo fez com que ele colocasse o antebraço direito em frente ao rosto e consequentemente travasse a garganta do animal, que agora se via impedido de realizar seu ataque. Apesar de banal, tal gesto foi o suficiente para evitar que os dentes afiados da ovelha destroçassem sua face, mas mesmo assim o bicho continuava irritado tanto que sua saliva escorria pela boca e ia de encontro com a pele de Bóris, que naquele momento estava pouco se importando com aquilo. Tateando o chão com a mão esquerda o jovem encontrou um pedaço de galho, mas antes que pudesse deferir qualquer golpe, teve que chutar a fuça da ovelha que vinha acudir sua companheira. O animal soltou um grunhido (ou qualquer som que esses bichos soltam) e se afastou. Segurando firme o pedaço de galho que tinha em mão, o garoto que era destro precisou de três tentativas para conseguir enfiar o objeto na coxa traseira do monstro. Apesar de seu alvo ser a barriga, pelo menos o golpe fez com que a criatura perdesse força e assim BJ conseguiu empurrar ela para longe de seu corpo. Cansado, o jovem não teve muito tempo de sossego, pois agora, vendo sua amiga machucada, a outra ovelha parecia mais furiosa e começava a pegar impulso para avançar com tudo em cima do menino.

Levantando-se ligeiramente, o garoto começou a correr descoordenadamente. Seu pavor era tanto que ele queria apenas fugir o mais rápido que podia. Entretanto, mais esperto do que antes, Bóris olhava cuidadosamente por onde pisava. Não podia correr o risco de tropeçar novamente. Durou pouco a corrida, até perceber que tinha chegado ao lugar onde todas as gaiolas e os armamentos se encontravam. O solo de terra batida fez com que seus sapatos deslizassem e ele fosse para o chão, mas pode-se dizer que tinha sido apenas um meio tombo, já que suas mãos apararam a queda. A ovelha demoníaca continuava atrás, e aquilo o obrigou a engatinhar até onde estavam as armas e pegar duas espadas razoavelmente leves. Ainda no chão, Bóris não teve tempo para se levantar, já que a criatura pulou em cima de sua barriga, fazendo soltar um urro de dor, e instintivamente impedir que ela o atacasse com os dentes depositando as duas espadas na garganta do animal. Apesar da força que a criatura fazia para atacar, nada acontecia com ela, o que significava que as armas não estavam afiadas. BJ não sabia o que fazer, e logo a ovelha que ele tinha acertado com o galho apareceria e o colocaria em desvantagem. No momento de desespero, o menino pode ouvir uma risada debochada vindo de uma das jaulas. Não tardou a perceber que se tratava da mulher-serpente que ria copiosamente do seu fracasso. Tendo a fama de não lidar muito bem com críticas, o garoto sentiu seu sangue ferver, e com uma força descomunal, que nem ele sabia que possuía, puxou as duas espadas fazendo com que o pouco fio que elas possuíam cortasse a garganta da ovelha. O animal tentou berrar, mas suas cordas vocais já estavam dilaceradas, e o sangue começou a jorrar sem fim, encharcando a camisa branca de Bóris que acabou ficando vermelho escuro.

Empurrando para o lado o peso morto que estava em cima de si, BJ levantou-se respirando pesadamente. Atirando as duas espadas no chão, o garoto aproveitou o pouco tempo que tinha para tirar sua camisa e a enrolar. Finalmente ele pode avistar a segunda ovelha mancando. O galho ainda estava preso em sua coxa, mas era possível perceber que um pedaço havia se partido durante o percurso. Caminhando até a criatura, o garoto pode ver ela o fitar irritadamente. Ele não deu bola. A adrenalina ainda estava presente em seu corpo, fora que tinha gostado de sentir o prazer de matar e o jorrar do sangue quente sobre sua pele. Quando estava a poucos metros da criatura, Bóris pegou sua camiseta molhada e enrolada, e deferiu um golpe que acertou o fuço do animal fazendo o ficar desorientado. Quando mais novo, o menino costumava brinca daquilo com seus amigos. Pegava um pano de prato, o encharcava com água e saia distribuindo pauladas. Naquela época ele nunca imaginaria que repetiria a brincadeira anos mais tarde, só que em vez de água, com sangue de ovelha. Aproveitando que a criatura estava perdida, ele deu mais dois golpes, um em cada olho. Pelo visto aquilo era como andar de bicicleta. Uma vez aprendido, nunca se esquecia. Bóris não sabia ao certo se o animal tinha ficado cego, mas o monstro continuava a berrar e andar em círculos. Caminhando até onde as armas estavam, o garoto pegou um pesado martelo. O objeto devia ser feito de ferro maciço, tanto que BJ precisava das duas mãos para carregá-lo. Voltando novamente para onde a ovelha estava, o jovem fez uma força descomunal para erguê-lo, e assim golpear a cabeça do animal. Quando o objeto se chocou, Bóris pode sentir o crânio da criatura estralando e se rompendo. Alguns pedaços de cérebro voaram por toda a direção, e agitaram os bichos que estavam presos nas gaiolas. Tanto que alguns até chegaram a comer nervosamente a massa encefálica. Sorrindo macabramente o garoto analisava o estrago que fizera. Apesar de ter sido um momento de tensão e medo, ele tinha realmente gostado de matar monstros. Ainda sorrindo, Bóris olhou ao redor, até que seus olhos se encontraram com o da mulher-serpente. Jogando o martelo no chão, ele apontou para ela – Não se preocupe! Eu voltarei por você! – gargalhando, o garoto foi embora da arena.




100 X P + 10 dracmas

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Nêmesis
avatar
Ceifadores de Tânatos

Idade : 18
Mensagens : 45

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Liam Donati Miller em Qui 24 Jul 2014 - 4:58




Bóris prometeu que voltaria, e assim ele o fez. Na última vez que estivera naquela arena, tinha arrumado grandes problemas com duas ovelhas carnívoras, mas não era por elas que ele tinha voltado. As criaturas já estavam bem mortas, pelo menos era isso que o garoto acreditava. O alvo de sua vingança era uma Dracaenae, que tinha o deixado ir bem de encontro às ovelhas e ainda no meio da batalha soltou um pequeno risinho debochado. Analisando bem, os motivos eram bastante banais e não valiam uma vingança tão cruel quando a morte, mas BJ era conhecido por não levar criticas e brincadeiras muito tranquilamente, tirando o fato de que tais criaturas eram nada mais do que monstros, enquanto ele era um semideus, seu destino era destruí-las.

O local do treinamento estava estranhamente quieto. Muito dos seres que estavam presos dentro das jaulas pareciam estar dormindo. Bóris ficou em dúvida, ele não tinha conhecimento se tais criaturas eram capazes de descansar. Caminhando até onde estavam todos os armamentos, o garoto escolheu com calma as peças que iria utilizar. Ele já tinha aprendido que não se dava bem com estudos. Sua maior defesa era justamente o ataque. O garoto tinha certo apresso por chicotes, e armas leves, como espadas de uma mão, e foi uma dessas que ele escolheu. Encostando seu dedo indicador na lâmina, ele observou feliz enquanto uma gota de sangue brotava. – Pelo menos essa está afiada! – da última vez ele tinha pegado duas espadas e ambas estavam sem fio. Para utilizar na mão esquerda, a qual ele chamava de “mão ruim”, Bóris escolheu uma foice, mas não igual que a morte estava acostumada a usar. A arma dele era menor e sua parte de ferro formava quase um circulo. Tal equipamento costumava estampar as bandeiras comunistas. BJ tinha a escolhido, porque dessa forma ele poderia se defender com o braço esquerdo e consequentemente machucar o adversário, diferente de um escudo.

Munido de apenas duas armas, e sem nenhum equipamento de proteção, o garoto foi passando de gaiola em gaiola batendo nas grades e acordando as criaturas que estavam quietas. De alguma forma ele queria ter uma plateia, e formar naquele ambiente um clima de arena mesmo. Quando finalmente chegou a última jaula, ele avistou sua adversária. Seu rosto não era feio, e ela possuía uma animosidade que curiosamente deixava Bóris atraído. Tal sentimento fazia com que ele sentisse nojo de si mesmo, e talvez uma vontade assassina ainda maior, pois matando o ser, ele se veria livre daquela bizarra atração. – Enfim chegou o momento que eu tanto esperei! – a criatura o olhou, desconfiada, e perguntou quem era ele. BJ chutou a jaula, irritado. Existiam tantos garotos naquele acampamento que diariamente a Dracaenae provocava a muitos deles, mas o fato de ser ignorado por uma criatura que ele passava as noites em claro pensando, fazia o seu sangue ferver. Abrindo a jaula, o garoto se afastou esperando o monstro sair lentamente. Quando estavam frente a frente, Bóris proferiu irritado – Eu... Você... Luta! – o ser o olhou ainda sem entender nada e restou a BJ começar a batalha. Correndo rapidamente ao lado de sua adversária, passou por ela e golpeou uma das caudas que possuía. Um sangue extremamente escuro, poderia até se dizer que era da cor roxa, começou a jorrar copiosamente. A mulher então soltou um urro de dor, e compreendeu a mensagem.

Bóris ficou parado esperando o ataque. A Dracaenae avançou cambaleante para cima do jovem, que agilmente se esquivou do golpe e com a foice que carregava na mão esquerda arrancou metade do braço do monstro. A criatura pareceu nem sentiu, tanto que agarrou o garoto pelo pescoço com a mão que ainda estava intacta. BJ até tentou lançar alguns chutes, mas em pouco tempo estava com o corpo preso pela cauda da mulher-serpente.  Aos poucos sua respiração foi ficando pesada, suas mãos perderam a força e largaram as duas armas. Sua visão foi ficando turva, e o mundo começou a escurecer. Tudo estava enegrecendo quando de supetão ele sentiu seu corpo ficando solto e chocando-se no chão. Bóris primeiramente pensou que a criatura havia acreditado que ele já estava morto, mas tal teoria era absurda já que ela deveria ter os instintos bem mais apurados, fora o fato de sua respiração estar pesada. A segunda teoria era a questão de que a Dracaenae gostava de comer suas vítimas ainda frescas, isso fez com que o garoto usasse as poucas forças para se levantar. Entretanto a cena que viu não foi a de um monstro terrível tentando matá-lo e sim de uma mulher frágil, curiosamente com uma cauda de serpente e que sofria com a perda de sangue. BJ sentiu suas pernas tremerem, e um sentimento de piedade dominou seu corpo, mas logo que notou o que estava acontecendo ele, novamente a raiva o dominou, mais por odiar a ele mesmo do que a criatura, e recolhendo suas armas caminhou até a fera e cortou a cauda e o braço restante.

A mulher-serpente soltou um grito de dor, e Bóris podia jurar que viu lágrimas saiam dos seus olhos. Faltava apenas o golpe de misericórdia, mas olhar o rosto da criatura faziam com que ele hesitasse. Numa mistura de sentimentos, mais uma vez a fúria dominou o jovem, que enfiou a ponta da espada nos globos oculares da Dracaenae e os arrancou, deixando apenas a cavidade vazia, encharcada de sangue. Nesse cenário BJ respirou fundo e se sentiu extremamente relaxado. De algum modo parecia que sua “maldição” tinha sido destruída. Não existia mais pena pela criatura e nem mesmo atração, agora ele podia liquidá-la e se ver livre dela. Após cravar sua espada na barriga do bicho, Bóris sentou no chão e ficou esperando a criatura agonizar até a morte. Com a alma muito mais tranquila, ele levantou-se e rumou de volta ao chalé.




100 X P + 10 dracmas

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Nêmesis
avatar
Ceifadores de Tânatos

Idade : 18
Mensagens : 45

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Liam Donati Miller em Sab 26 Jul 2014 - 3:32




Aquele seria o terceiro treino da modalidade que Bóris fazia. O primeiro tinha acontecido por acaso e o garoto havia passado por maus bocados, o segundo foi única e exclusivamente por vingança, agora BJ sentia que era realmente para treinar e ter um pouco de diversão. Para variar, o jovem tinha escolhido um horário onde não era possível encontrar nenhum campista, nem instrutor. Assim ele poderia ter sossego para fazer o que bem entendia. Por conselho de um amigo do chalé de Hermes, Bóris decidiu treinar com os famosos cães infernais, que segundo os rumores diziam, eram as criaturas favoritas que Hades gostava de mandar atrás dos semideuses, tirando logicamente os esqueletos. A arena era repleta daquele tipo de criatura, e depois de encontrar uma espada que ficasse equilibrada em sua mão, o garoto abriu a gaiola do primeiro cachorro, e tomou distância. O bicho pareceu não perceber que estava solto – Vem cãozinho, vem cá coisa fofa do pai... – o monstro saiu da jaula em disparada, rosnando e babando que nem louco. BJ ficou imóvel. Quando seu oponente estava a poucos centímetros, ele se esquivou para o lado, e segurando a espada com as duas mãos, deu um golpe que decepou a cabeça do cão. – Mas que grande droga! Negócio mais sem graça esse, hein?! – o jovem não conseguiu disfarçar a insatisfação. Buscado aumentar o nível de dificuldade, Bóris soltou duas criaturas e teve que novamente chamar a atenção delas, agora estralando os dedos e assobiando. Os dois começaram a correr. O monstro da esquerda era mais rápido, e foi o primeiro a apanhar. BJ deu dois passos fugindo das dentadas sanguinárias e conseguiu dar um golpe que cortou toda a lateral da criatura. Virando-se ligeiramente, ele atacou com a arma o segundo cão, mas ele passou por muito depressa e acabou tendo a cauda negra e peluda arrancada com o corte. Era visível que aquilo tinha deixado a criatura desequilibrada e perdida, mas mesmo assim seu instintos fizeram com que ela se voltasse para o garoto e arreganhasse os dentes. Dessa vez Bóris apenas colocou um joelho no chão, e quando o monstro estava perto o suficiente, ele cravou a espada entre os olhos dele.

Bufando entediado, ele desviou rapidamente a atenção quando viu que um centauro o aplaudia e elogiava sua destreza. – Não é nada demais. Esses cães são muito previsíveis. Eles não têm estratégia, apenas correm em direção a quem querem atacar e consequentemente para a ponta da espada. O meio-homem concordou, mas propôs uma nova forma de treinamento. Atirando um escudo para Bóris, ele ordenou que o garoto o seguisse. Os dois andaram em silêncio dentro de uma densa floresta, até chegarem a um profundo buraco. Seguindo as ordens do seu instrutor, BJ pulou lá dentro e rapidamente percebeu que o solo era mole e possuía mais minhocas do que terra. Em alguns pontos as raízes de árvores apareciam imponentes e obrigava o jovem a abaixar a cabeça para conseguir passar. Em uma das extremidades existia um túnel, e sua passagem era trancada por um impenetrável portão de ferro. Segundo o centauro, aquela passagem levava de volta a área de treinamento onde estavam antes, mas para abrir o portão todas as criaturas tinham que ser destruídas. Bóris não teve nem tempo de raciocinar direito, e cães infernais começaram a chover do céu. Contando mentalmente, ele conseguiu visualizar que estava cercado por onze deles, mas esse número não era totalmente exato. O centauro sorriu e disse para BJ, debochadamente, que se os monstros eram tão previsíveis, ele não teria dificuldade em realizar o treino. O garoto praguejou. Ele sabia que aquilo não era verdade. E como o jovem não estava em um filme ruim de artes marciais que cada adversário tem sua vez para atacar, todos os onze “cachorrinhos fofos” atacaram ao mesmo tempo. Bóris só teve tempo de levar o escudo para frente do rosto, impedindo que ele fosse dilacerado. Consequentemente ele acabou tombando com o impacto dos animais que pulavam em cima dele, e viu seus braços e pernas começarem a sangrar por causa das inúmeras mordidas.

Sem alternativa, o garoto começou a empurrar as criaturas com o escudo e desferir golpes desordenados com a espada. Dessa brincadeira ele viu que três acabaram caindo, mas ainda existia no mínimo oito em cima dele. Demorou algum tempo, e alguns litros de suor, para que Bóris conseguisse se afastar dos cachorros. Todos ainda estavam vivos, mas pelo menos agora eles só rosnavam e a qualquer movimento do menino, davam um passo a frente. Caminhando devagar para baixo de um local onde uma grossa raiz servia de telhado, BJ atirou seu escudo em um dos cachorros, e aproveitou o momento de distração para pular e trepar em cima do pedaço de árvore. Por sorte os monstros se mostraram maus escaladores e apenas ficaram mostrando os dentes irritados. Com a adrenalina um pouco mais baixa, o garoto pode sentir o latejamento das mordidas, e seus músculos ficando praticamente imóveis. Deitando-se de bruços, e com a espada na mão, Bóris distribuiu golpes a todos os cães que se aproximavam. Era difícil acertá-los, mas pelo menos estava seguro. Quando finalmente viu a última criatura cair, ele apenas deixou seu corpo ficar mole e despencar no solo fofo. Instantaneamente as minhocas que ali estavam começaram a subir pelos seus braços, e não demorou muito para que ele sentisse um misto de prazer e dormência. Quebrando o clima, a voz do centauro surgiu no ar dizendo para que o garoto não ficasse tão confortável e abrisse os olhos. Com raiva ele seguiu a ordem e viu que as minhocas tinham se transformados em sanguessugas, que drenavam violentamente o pouco de sangue que ainda tinha.

Levantando desesperado, ele tentou tirar as criaturas do seu corpo, mas o que conseguiu em troca foram mais feridas. Olhando para o portão de metal que levaria ele de volta ao acampamento, Bóris percebeu que ele estava fechado. – Você não disse que ele se abriria depois que eu matasse todas as criaturas?- o centauro corrigiu dizendo que matar as criaturas era a chave, mas para isso ele precisava usar a cabeça. BJ tinha aprendido que o que os seres daquele acampamento mais gostavam eram de enigmas, e que na maioria das vezes a resposta para eles era extremamente literal. Decapitando um dos cães que jazia no chão, o garoto, segurando pela orelha, levou a cabeça do animal até a grade e começou a golpeá-la. Ele estava quase sem esperanças de conseguir abri-la, quando o crânio do bicho se rompeu e parte do cérebro tocou o metal. Lentamente o portão foi se abrindo até finalmente dar passagem ao jovem, que largou a cabeça estraçalhada do cachorro e rumou pelo estreito corredor. A viagem demorou pouco, entretanto quando ele viu a luz e a figura do centauro o esperando, todas as suas forças se esvaíram e seu corpo caiu imóvel no chão, até que o mundo se tornasse escuridão. Depois daquilo, Bóris apenas se viu rodeado de alguns campistas que o levavam em uma espécie de maca. Dias depois ele acordou na enfermaria do acampamento.





100 X P + 10 Dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50 .-.
Atena
avatar
Ceifadores de Tânatos

Idade : 18
Mensagens : 45

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Liam Donati Miller em Sex 1 Ago 2014 - 20:18


"Todos os homens são fraudes. A única diferença é que alguns admitem isso. Eu mesmo nego..." - Henry Louis Mencken

Bóris relaxava tranquilamente no lago. Mesmo não sendo o maior fã de água, o garoto gostava de tirar alguns dias de folga dos treinamentos e passar suas tardes brincando com as náiades. Para os semideuses que conseguiam passar da fase de risinhos e acenos, elas poderiam oferecer muito mais coisa, o difícil era justamente quebrar essa barreira. Poucos heróis tinham conseguido, e muitos nem tiveram a coragem de tentar. Talvez o motivo fosse que as lendas afirmavam que elas eram filhas de Zeus ou Oceano, e o fato da história de Eco e Calisto ter se espalhado pelo mundo, provavelmente não havia sido algo que ajudou alguns homens a tomar coragem. Bóris era diferente da maioria. Ele tinha uma atração fatal por qualquer criatura que lembrasse uma mulher. O garoto já tinha até se sentido atraído por uma Dracaenae, ou seja, já da para imaginar que as náiades simplesmente mexeram com sua cabeça totalmente, e esse foi um dos motivos de ele ter insistido tanto e conseguido chegar a um nível de relacionamento que a maioria dos mortais não chegaria. Parando pra pensar, a única garota que não era uma criatura que BJ tinha paixão era Emma, uma filha da Deusa Afrodite. Entretanto ela quase não valia, pois era o sonho de consumo de todos os rapazes no acampamento.

A brincadeira com as ninfas chegou ao fim, quando Bóris escutou um pedido de socorro vindo de dentro da floresta. Saindo da água as pressas, o rapaz pegou sua espada e correu pela mata. Cada vez mais os gritos se intensificavam, até que o garoto chegou ao pé de um morro e encontrou uma garota caída. A menina era deslumbrantemente bonita, e parecia ser tudo que BJ desejava em uma mulher. Ele teve que esfregar os olhos duas vezes para ter certeza que não tinha batido a cabeça em uma pedra e agora estava delirando. Ao ver o rapaz a garota encheu sua cara com um pavor que Bóris nunca tinha visto em alguém – Não se preocupe! Eu não vou te machucar!  - Mas a jovem parecia não acreditar. O menino até foi obrigado a olhar para trás para ter certeza que não existia um monstro horrível lhe espreitando, mas tudo que viu foram as árvores da floresta, e ele não pode deixar de demonstrar um olhar de chateação ao perceber que a moça estava com medo dele  – Eu sou um campista aqui! Não precisa ter medo! – Bóris se agachou e colocou sua espada de lado. A menina ainda aparentava ter medo. Sua respiração estava ofegante e seu rosto continuava branco, como se tivesse visto um fantasma. Com o tempo o jovem foi ganhando confiança e se aproximando. – Meu nome é Bóris... Bóris Gallagher! E o seu? – a garota pensou por alguns segundos e responder que era Pam Pouesia. BJ estranhou aquilo, mas resolveu ignorar, pois a menina devia estar confusa por causa de toda a situação.

Ajudando ela a se levantar, Gallagher deu a mão para ela, e mesmo apavorada, Pam o abraçou e deitou a cabeça em seu ombro. Foi nesse momento que o garoto reparou que estava vestindo apenas um calção de banho, o que o levou a pensar que talvez a menina estivesse assustada ou envergonhada por ele estar daquele jeito. Quando os dois chegaram perto do rio, a primeira coisa estranha aconteceu, as ninfas começaram se a irritar e a borrifar água em Bóris. Além disso, algumas delas pegaram as roupas do jovem que estavam na margem do rio e começaram a molhá-las. Apesar de desconfiar, o garoto não deu muita bola e até se sentiu orgulhoso por ter deixado as náiades com ciúmes dele. Quando BJ estava quase saindo da floresta com Pam, ele encontrou Emma, a filha da Deusa do amor, fazendo um treinamento de arco e flecha junto com outras garotas “populares” do acampamento. Ao ver o casal, a menina cumprimentou Bóris simpaticamente e até parou para conversar, coisa que nunca tinha acontecido antes. O garoto, em vez de aproveitar a deixa, disse que não tinha tempo para papear naquele momento. Quando as imagens das últimas árvores e das primeiras arenas de treino surgiram, BJ teve o primeiro estalo e percebeu que algo estava errado. Ele tinha dispensado uma filha de Afrodite que ele era apaixonado e feito às ninfas ficarem brabas ao ver o rapaz com outra. Alguma coisa não estava certa. Existia algo muito estranho com Pam.

Inventando uma desculpa, dizendo que tinha esquecido se de pegar alguns armamentos na floresta e que o instrutor de luta iria ficar irritado com ele, Bóris conseguiu levar Pam de volta para a mata. Não demorou muito até que os dois chegassem aonde o rapaz queria chegar: O local onde os sátiros se reuniam. Ao ver a garota, alguns deles saíram correndo, e outros começaram a querer atacar, mas paravam no meio do caminho com medo. Bóris sacou sua espada. Pam continuava acuada, mesmo sendo desmascarada. Na verdade, ela dava algumas investidas contra os sátiros, mas sempre que voltava sua visão para o semideus, ela simplesmente ficava branca de pavor. - Que criatura ela é?... PAREM DE BERRAR... Digam-me que criatura ela é! – Um dos sátiros conseguiu gritar que Pam era uma Empousai. Ao ouvir a palavra, a criatura desmontou o seu disfarce e mostrou quem realmente era. Bóris desferiu o primeiro golpe com sua espada, mas a criatura conseguiu pará-lo facilmente com as mãos. O garoto teve que lutar, quase como se estivesse brincando de cabo de guerra, para não perder sua única arma. Agora era possível ver uma espécie de gosma saindo das mãos da mulher, provavelmente sangue, mas ela não demonstrava estar sentindo nenhuma dor. Mesmo Bóris tendo abertamente lhe atacado, a Empousai não ia para cima dele, e sim para cima dos sátiros que corriam descoordenadamente e ainda não haviam encontrado lugar para se esconder. Por esse motivo BJ era obrigado a correr atrás da criatura e ataca-la antes que ela pegasse os homens-bode. Entretanto, por mais que sua perícia com a espada era boa, Gallagher nunca tinha êxito em seus ataques. Na primeira vez, tivera a chance de perfurar a criatura enquanto ela estava de costas, mas Pam conseguiu se esquivar mesmo não tendo olhado de onde o golpe vinha. Na outra tentativa, o garoto e a criatura travavam um duelo emocionante de esgrima. Na realidade apenas Bóris atacava, enquanto a mulher se defendia com um pedaço de lenha que tinha encontrado. O jovem estava atacando velozmente e era questão de tempo para conseguir acertar um golpe, quando surpreendentemente a Empousai conseguiu fazer uma defesa tão perfeita, que a espada de BJ voou longe.

A luta parecia não ter hora para acabar. Bóris estava completamente cansado e suando. Agora eles se encontravam na margem do rio, o mesmo rio que o garoto tinha estado antes, acreditando que teria uma tarde agradável. O motivo de eles terem praticamente atravessado a floresta era porque a criatura cismava em ir atrás dos sátiros que correram o mais longe que puderam, finalmente sendo impedidos de fugir por causa do rio. Bóris nunca tinha permanecido tanto tempo em um duelo. Nessas horas ou ele estava mal na enfermaria ou já tinha ganhado. O problema era que a Empousai parecia estar disposta a não machuca-lo. Quando a criatura tinha conseguido pegar um dos homens-bode pelo pescoço, Bóris viu que aquela era sua chance, e utilizando uma das últimas energias, atacou o monstro. Entretanto mais uma vez, no último minuto a criatura largou o sátiro, que saiu correndo, e defendeu o golpe. Com raiva por ter perdido a oportunidade mais próxima de descolar um lanche, Pam encheu seus olhos com puro ódio e desferiu um golpe em Bóris que cortou seu peito e o fez voar para a água. Rapidamente o rio começou a ser tingido de vermelho pelo sangue do garoto, e as náiades acompanharam enquanto Bóris afundava.

Três delas o seguraram e colocaram as mãos em cima da ferida. Apesar do machucado não ter ficado 100% curado, pelo menos o sangue estava estancado. Desse modo, BJ conseguiu abrir os olhos e agradeceu as ninfas. Ele tinha esquecido completamente que as náiades tinham puder de cura. Subindo a superfície, Gallagher respirou profundamente para pegar fôlego, e quando conseguiu analisar a situação, viu um velho sátiro caído no chão com um grande rombo na barriga e a Empousai perseguindo um sátiro bebê. Ele não devia aparentar ter mais de cinco anos, e sua parte bode era extremamente fofa. Suas pernas curtas estavam perdendo a corrida e quando Pam finalmente o pegou, Bóris só teve tempo de gritar – Nãããããããããoooo! – a criatura olhou para ele como se estivesse pedindo perdão e dizendo que apesar de não querer fazer aquilo, o instinto de matar era maior. Antes que BJ conseguisse sair da água, o pescoço da criancinha estava sendo estraçalhado pelo monstro. Bóris correu até lá para ajudar, mas estava desarmado e já era tarde demais. A Empousai conseguiu se esquivar de mais um golpe, e fugiu por entre as árvores. Bóris caiu de joelhos e segurou o bebê sátiro entre os braços.

Já era noite quando uma equipe de busca achou BJ na mesma posição, totalmente em estado de choque. A única coisa que tinha mudado é que seus braços estavam vazios, ou seja, o corpo tinha sido retirado. Alguém enrolou Gallagher em um grosso cobertor e lhe deu uma xícara com chocolate quente. Mesmo sabendo que a noite era fria e ele estava somente de calção, o jovem não conseguia sentir nada. Enquanto era levado para a casa grande, Bóris conseguiu ver os olhos cheios de rancor dos sátiros, e eles tinham razão de estarem assim, afinal, havia sido o garoto que levara a Empousai até eles. Era tudo sua culpa. Quando finalmente estava relaxado na cama, e cercado por seus amigos, Bóris pode contar como tinha sido estranho o fato de a Empousai em nenhum momento tentar seduzi-lo, e ficar com medo perto dele. Existia algo muito errado nisso e ele precisava descobrir. Contando também o nome que a criatura dera (Pam Pouesia) rapidamente um filho de Atena afirmou que era um anagrama. Que apesar de ter letra sobrando, era possível formar a palavra Empousai. Bóris sabia que tinha cometido muitos erros e grande parte deles eram por estupidez, mas ele ainda teria sua vingança, afinal a criatura só poderia ser propriedade do acampamento, então nem que ele precisasse colocar o local de cabeça para baixo, mas ele ainda a encontraria.  




100 X P + 10 Dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50 .-.
Atena
avatar
Ceifadores de Tânatos

Idade : 18
Mensagens : 45

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Liam Donati Miller em Sab 2 Ago 2014 - 16:33


"Todos os homens são fraudes. A única diferença é que alguns admitem isso. Eu mesmo nego..." - Henry Louis Mencken - Parte 2

- Qual é o problema de me deixar consultar o oráculo? – Bóris bateu na mesa que estavam sentados o escalão máximo do acampamento. O garoto, juntamente com alguns amigos, tinha procurado em boa parte da floresta pela Empousai que tinha matado dois sátiros por culpa de Bóris. A busca tinha sido um total fracasso. O centauro que estava sentado calmamente em sua cadeira de rodas, explicou que o oráculo não devia ser consultado por motivos bobos, e que o que BJ estava tentando fazer não era uma missão realmente relevante. – A DESGRAÇADA DA CRIATURA MATOU UM SÁTIRO BEBÊ E UM DOS ANCIÕES...  – o centauro pediu para que o garoto se acalmasse. Gallagher respirou fundo. – Ela matou dois sátiros. Dessa vez foi por minha culpa, mas eu tenho certeza que ele vai continuar a matar. Esse monstro deveria estar preso em uma das gaiolas e não solto na floresta. O homem cavalo continuava sossegado, enquanto os outros sentados a mesa apenas observavam a discussão, mesmo assim seu tom de voz ficou mais sério e autoritário, dizendo que o oráculo não seria consultado, por que o que Bóris queria fazer não era uma missão, e resumia-se a uma busca dentro do acampamento. O garoto já estava de costa, saindo irritadamente, quando algo lhe ocorreu, e fez com que voltasse a encarar o conselho – Então me deixei entrar na zona noroeste da floresta! – essa área era tida como proibida, e poucos campistas podiam atravessar seus arredores. Existiam boatos que essa parte do acampamento era repleta de monstros e armadilhas que haviam matado vários adolescentes, e por isso era proibida para campistas menos experientes.

O centauro já estava preparado para tentar explicar que era uma má ideia, quando um homem que Bóris nunca tinha visto na vida tomou a palavra dizendo que se permitir que o garoto fosse à zona noroeste iria fazer com que a reunião fosse encerrada, então ele permitia. Antes mesmo que os outros pudessem se opor, BJ saiu correndo do cômodo e foi para a arena de treino de armas diversas para se preparar. Após pegar uma espada e um machado, e vestir um leve armadura de couro, o jovem entrou na floresta completamente sozinho. O percurso estava bastante tranquilo, até o momento em que ele enfim entrou na área proibida. Era possível ver algumas placas cobertas por musgo que indicavam o local. Sempre existiam campistas que se perdiam na mata, então era bom deixar explicitado onde eles estavam se metendo. Logo nos primeiros passos, Bóris já caiu em uma armadilha. Ele pisou em um local que fez uma corda prender sua perna direita, e içá-lo para cima, deixando-o pendurado de cabeça para baixo. Sacando a espada, o jovem cortou a corda e caiu, batendo suas costas no chão. Esfregando o lugar da pancada, ele conseguiu ficar sentado. Infelizmente o descanso não durou por muito tempo, já que o barulho que fizera tinha chamado à atenção de um caranguejo gigante. Sem pensar muito, o garoto sacou seu machado. Agora ele tinha uma arma em cada mão. O rapaz e a criatura atacaram ao mesmo tempo. Bóris se mostrou mais rápido e habilidoso, mas cada golpe que dava apenas fazia com que faíscas saíssem do atrito entre as armas e a casca da criatura, sem contar o fato que ela ainda permanecia totalmente intacta.

Demorou um tempo para Bóris se lembrar da lenda que dizia que a única forma de matar o caranguejo, era atingir sua barriga mole. Sentando-se no chão, o garoto esperou que a criatura o atacasse. Quando ela finalmente estava perto o bastante, e suas garras mexiam-se freneticamente como tesouras, o garoto deitou-se, e rolou para baixou do monstro conseguindo esquivar-se do golpe. Sem pestanejar, Bóris cravou sua espada na criatura e arrastou a arma, abrindo um rasgo no animal. O caranguejo guinchou, e BJ levou um banho de vísceras e sangue, além do mais ele ainda não tinha saído de baixo do bicho quando ele finalmente morreu, então Gallagher sentiu todo o peso da criatura em cima dele, o obrigando a fazer uma força descomunal para conseguir se ver livre. Totalmente sujo, o garoto seguiu sua jornada, mas poucos minutos se passaram até que uma Harpia surgisse na frente dele. Provavelmente aquela não era domesticada. Cansado, o menino respirou pesadamente para tomar fôlego. – Parece que eu não vou ter um minuto de sossego! – Bóris resmungou, e esperou que a Harpia desse o primeiro passo. Isso não demorou a aconteceu. A criatura levantou voo e atacou. BJ tentou golpeá-la, mas o monstro estava muito alto e era muito rápido. O menino sabia que não podia deixar ser pego pelas garras do bicho. Quando ela avançou novamente, Gallagher jogou sua espada que fincou em uma das patas da mulher-ave. Aproveitando o tempo, o garoto subiu em uma árvore e ficou aguardando.

Quando a criatura finalmente se recuperou, ela levantou voo e começou a ir à direção em que Bóris estava. O jovem ficou de pé no tronco, e quando sentiu que era a hora certa, pulou do galho em cima do monstro. O peso, aliado a velocidade da queda, fez com que ambos fossem para o chão, mas BJ teve seu impacto amortecido, já que estava sobre a Harpia. Vendo que o animal estava todo quebrado, o menino deu uma machadada no crânio da criatura. Se pondo de pé, o garoto levou às mãos ao joelho, tentando recuperar o fôlego. Estava totalmente imundo, e não tinha sequer um rio por perto para se lavar. O sol ainda não tinha se posto, mas ele estava cansado demais para continuar. Depois de armar o seu saco de dormir, o garoto pegou sua espada que ainda estava cravada na criatura, e fez questão de ir se deitar com as duas armas nas mãos. Mesmo o lugar sendo perigoso demais para dormir tranquilamente, Bóris estava tão cansado, que rapidamente caiu no sono. Se mexendo intensamente, provavelmente culpa de algum pesadelo, o garoto começou a rolar pelo chão. Ele não tinha se mexido nem por um metro, quando caiu em mais uma armadilha, dessa vez era um buraco coberto por folhas. Levantando-se atordoado, ele viu se encontrava em uma espécie de caverna subterrânea.  Continua...





90 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40 .-.
Atena
avatar
Ceifadores de Tânatos

Idade : 18
Mensagens : 45

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Liam Donati Miller em Dom 3 Ago 2014 - 0:44


"Todos os homens são fraudes. A única diferença é que alguns admitem isso. Eu mesmo nego..." - Henry Louis Mencken - Parte 3 (Final)


Bóris levantou-se rapidamente, ou pelo menos o mais rápido que conseguiu. O buraco em que tinha caído era realmente profundo, tendo no mínimo três metros. Conseguindo raciocinar direito pela primeira vez desde a queda, o garoto pode sentir uma dor incômoda no seu pulso direito. Com certeza o tinha torcido ou fraturado. Seus dedos mal tinham força para segurar o machado que carregava, e agora à arma não serviria mais para nada. Por sorte, Bóris era canhoto, então pelo menos conseguiria manusear sua espada.  Largando o machado no chão, o jovem começou a caminhar cautelosamente. A toca onde estava era composta por duras paredes de barro, que seguiam por uma espécie de corredor. Ao longe era possível ver uma fraca luz azul. Alguns metros de caminhada fizeram BJ perceber que a claridade vinha de uma gigante galeria. Alguns filetes de raios de sol refletiam sobre um lago com as águas mais cristalinas que Bóris já tinha visto na vida. Perto da margem existia uma placa trazendo uma mensagem em grego antigo, mais ou menos como: “antes de passar, tome um banho”. O garoto não pode deixar de estranhar aquilo. Entretanto não existia alternativa. O único jeito de seguir em frente era entrando no lago. BJ entrou cauteloso, pensando que iria ser dizimado, ou inúmeras criaturas começariam a ataca-lo, mas o que aconteceu foi que a água estava na temperatura ideal, e depois de chegar a margem oposta, sem ter nenhum arranhão, o garoto reparou que suas roupas estavam secas e limpas, sua espada extremamente reluzente (a ferrugem que antes corroíam o ferro tinham sumido) e seu pulso estava curado. Voltando, a caminhar mais alguns metros por outro corredor, ele viu outra placa escrita em grego antigo. Agora a mensagem era: “antes de passar, tire os sapatos”. – Mas que droga! Para onde eu estou indo? Para casa da tia Nastácia?

Bom, verdade seja dita, o lugar aonde finalmente chegou não era muito diferente do sitio do pica-pau amarelo. Na realidade, o garoto estava em uma sala. Uma sala que se você visse, com certeza diria que pertencia a uma amiga de sua avó. Logo de cara, era possível ver uma pequena estante, cheia de diversos bibelôs de porcelana. Em cima de cada bidê, ou mesa, existia uma toalha ou enfeite de crochê. Um gato, marrom avermelhado, ronronava em cima de uma cadeira de balanço. Bóris se sentou num sofá que era todo feito com um tecido quase na mesma cor do gato. Cobrindo o móvel, era possível ver mais uma peça de crochê, só que agora era uma grande colcha. Em frente à cadeira de balanço e ao sofá, existia uma televisão bastante antiga, daquelas onde a caixa era feita de madeira, e para trocar de canal precisava girar um botão. Sua tela estava azul, e não parecia que passaria algo mais do que isso. Bóris saiu de seu transe momentâneo, quando o gato levantou a sua cabeça e miou para uma enorme abertura que dava para outro túnel. Segundos depois Pam Pouesia, a Empousai que o garoto tanto procurava, surgiu pela passagem. Ela estava como uma garota normal. Vestia uma calça jeans e uma camiseta do acampamento. A criatura estava tão linda, e Boris estava se sentindo tão bem, que ele apenas ficou imóvel no seu lugar, observando enquanto Pam se sentava ao seu lado. Os dois ficaram se olhando por breves segundos que pareciam durar uma eternidade. Algumas lágrimas começaram a escorrer dos olhos do garoto, que quando se deu conta estava chorando copiosamente – O que há de errado comigo? - BJ perguntou entre soluços. A criatura pareceu constrangida, mas falou com uma voz suave que não existia nada de errado com ele.

Bóris agarrou fortemente o coque que Pam usava. Por um momento a garota imaginou que seria agredida, mas em vez disso o rapaz a puxou para perto e beijou sua boca com força. Ele soltou a cabeça da criatura – Eu me refiro a isso! Por quê? – existiam duas dúvidas nessa questão, a primeira era o motivo de ele ter atração por monstras, mas o que o principal se referia ao fato da Empousai não tentar seduzi-lo, nem tentar atacá-lo.  – Quem eu sou afinal? – Bóris agarrou seus próprios cabelos como se fosse arrancá-los, e pela primeira vez percebeu que sua cabeça latejava de dor. A criatura acariciou o rosto do garoto. BJ apenas fechou os olhos. Pam explicou com sua voz suave que as coisas eram complicadas demais. – Você sabe que eu preciso te matar, não é mesmo? – no tom de voz de Gallagher existia algo hesitante e que beirava a um lamento. A Empousai respondeu que as coisas não precisavam ser assim. – Meu acampamento não me perdoaria se eu nem ao menos tentasse – o garoto olhou profundamente nos olhos da criatura – Eu poderia viver aqui com você? – Pam disse que não. Existiam coisas demais que impediam aquilo. – Isso não tem lógica! Porque você continua fazendo isso? Eu sou uma presa tão fácil! Mesmo assim você me renega! – A Empousai apenas baixou o rosto envergonhada. Bóris levantou do sofá e foi seguido da garota. De longe eles pareciam um casal de adolescentes normal. – Enfim... Chegou o momento! – Pam lamentou dizendo que sentia muito pelas coisas precisam acabar daquele jeito. BJ pegou sua espada, e a criatura deu alguns passos para trás. Quando o garoto avançou, o monstro deu uma forte paulada na cadeira de balanço e correu para o buraco onde antes ela tinha surgido. Bóris nem conseguiu pensar em persegui-la já que o gato que antes dormia calmamente havia se transformado em um enorme tigre. O rapaz recuou alguns passos e pulou em cima do sofá, conseguindo se esquivar da fera, e correr atrás de Pam. Mesmo assim ele sabia que o tigre-gato não iria deixá-lo em paz.

Quando o corredor foi tomado pela escuridão, o rapaz parou e se agachou. Ele viu o bicho correndo em sua direção. Quando o animal saltou para dar o bote, Bóris cravou a espada no queixo dele, fazendo com que a criatura grunhisse e deitasse imóvel no chão. BJ começou a correr até que chegou a outra galeria. Era igual a que estivera antes, tirando o fato que ela estava totalmente vazia. A Empousai agora estava na sua forma original. O garoto avançou até ela tentando a golpear com a espada, mas o monstro era mais rápido, e conseguia fugir de todos os ataques. Quando finalmente Bóris parou devido ao cansaço, Pam atacou, aranhando as duas bochechas do menino, fazendo com que o sangue começasse a escorrer, além de perfurar em três lugares diferentes, o bíceps esquerdo do rapaz. BJ gritou por causa da dor. Ele tinha uma resistência bastante grande para aguentar tortura, mas as perfurações pareciam ser feitas com barras de ferro incandescentes. A criatura parecia perturbada por ter machucado o garoto, e Bóris notou que aquela seria a sua chance, atirando a espada para a mão direita, o jovem golpeou o peito de Pam, conseguindo pela primeira vez acertá-la. O corte havia sido realmente profundo, tanto que a Empousai começou a recuar. Gallagher continuou a encurralando, além de aproveitar para desferir mais dois golpes que cortaram os braços da criatura. Quando a mulher estava presa entre a parede e a espada do garoto, Bóris aproximou sua lâmina do pescoço dela. – Me conte a verdade! QUEM EU SOU?! – Pam disse que se fizesse isso, ele iria matá-la. – Então sabe que o seu destino não vai mudar! O que mudara será se sua morte será rápida e indolor, ou lenta... Muito lenta! – a Empousai hesitou, mas falou que não podia contar muito. Mas existia algo relacionado ao pai de Bóris. – O me... meu... Pp... Pai? – o menino gaguejou e engoliu seco, enquanto abaixava a espada.

A criatura viu como Bóris estava desestabilizado, e avançou, empurrando-o contra uma das paredes. O impacto foi violento demais, e até mal calculado por Pam que logo percebeu que tinha exagerado. O jovem estava agora completamente desmaiado. Sua cabeça sangrava muito. O fato de algumas partes do teto despencarem em cima de seu crânio também não ajudou em nada. Uma força começou a puxar o corpo inconsciente para cima, até um buraco se abriu no teto e cuspiu o garoto para fora. Ele agora se encontrava em uma área comum da floresta.../ Quando Bóris acordou, ele estava sentado em uma cama na enfermaria, cercado por pessoas que ele não tinha a mínima ideia de quem era. Elas pareceram agitadas quando ele abriu os olhos e sentou. Um centauro abriu caminho por entre os campistas e se aproximou do garoto. O homem-cavalo perguntou como ele se sentia. BJ apalpou a parte de trás da cabeça. Era possível sentir um corte que estava começando a cicatrizar. – Onde eu estou? Quem são vocês? – o centauro olhou para os outros que estavam ali, e começou a explicar tranquilamente que o jovem se encontrava no acampamento meio-sangue. Bóris o interrompeu. - Eu consigo me lembrar do acampamento. Eu sei que sou um semideus. Também recordo dos treinos... Eu... Eu não consigo me lembrar se conheço vocês... Pelo menos todos são estranhos para mim... – engolindo seco e demonstrando que tinha percebido uma verdade muito pior, ele voltou a falar – Eu não consigo lembrar do meu nome! Nem mesmo da minha imagem!.../ Quando alguém lhe deu um espelho, ele não achou seu reflexo tão ruim, mas quando contaram qual era o seu nome (Bóris James Gallagher) o garoto simplesmente achou que não era certo. Alguma coisa nele não o agradava. Ele precisava mudar.

Obs:
Acredito que deu para notar, mas eu mudei de nome!





100 X P + 10 Dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50 .-.
Atena
avatar
Ceifadores de Tânatos

Idade : 18
Mensagens : 45

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Liam Donati Miller em Qua 6 Ago 2014 - 17:21




Os últimos dias que haviam passado estavam sendo um verdadeiro inferno para Liam. Primeiro ele tinha adquirido uma obsessão doentia por uma Empousai, o que acabou resultando em uma batalha confusa que havia feito com que ficasse com um traumatismo craniano grave. Depois toda sua memória que tinha sobre as pessoas do acampamento tinham se esvaído, além dele não se lembrar de quem era e achar que existia algo muito errado com seu nome (Bóris James Gallagher). Entretanto aquilo não havia sido a pior parte. Com o passar do tempo ele voltou a se lembrar de seus amigos, mas não só isso, ele também passou a recordar de seu verdadeiro passado. Quando ele era muito pequeno seu pai tinha feito com que ele se esquecesse de tudo que dizia respeito a sua vida, e ainda sufocar qualquer poder que poderia denunciar de quem ele realmente era filho. Quando o garoto foi encontrado por um grupo de policiais, ainda em seu país natal, a Irlanda do Norte, a única coisa que o jovem possuía era um passaporte falsificado que afirmava que ele se chamava Bóris. Agora, depois de ter quase arrebentado seu crânio, toda a barreira que seu pai havia colocado em seu cérebro, para mantê-lo em segurança, tinha desmoronado. O rapaz finalmente descobrira que seu nome era Liam James Eastwood e que era filho de uma terrorista, membro do IRA. Mas aquilo nem era tão ruim. Para piorar tudo, seu pai resolvera finalmente reclamá-lo. Depois de quase 10 anos vivendo no acampamento meio-sangue e muitas vezes ter sido questionado sobre sua condição de semideus, Hades tinha resolvido assumir seu filho.

Afogado com o número de informações, Liam andava cada vez mais cabisbaixo e depressivo. Ele passou a falar menos, não cuidava mais de si, e os dias sem dormir direito (o que lhe causou profundas olheiras), tomar um banho decente ou fazer a barba, tinham lhe envelhecido vinte anos. Além disso, ele sentia um estranho poder fluindo pelas suas veias, algo que parecia consumir toda sua energia. Buscando um pouco de alivio e solidão para pensar, o garoto agora rumava para o ponto mais alto do acampamento. Uma colina visitada por poucas pessoas, e um dos pontos favoritos do rapaz quando queria ficar sozinho. No entanto, quando tinha chegado ao pé da pequena montanha, algo fez com que o adolescente saísse do modo zumbi, e ficasse em alerta. A uns 30 metros a sua frente, exatamente no lugar onde ele gostava de ficar deitado olhando as nuvens, um casal estava cercado por quatro ciclopes. Liam logo identificou os campistas. A garota era uma filha de Afrodite, relativamente bonita como todas as crias da deusa, mas nada que realmente a tornasse uma cleptomaníaca de corações. Já o menino, era um campista novato. Tinha sido reclamado como filho de Hermes, se a memória de Liam não falhasse, e que segurava confusamente uma espada de madeira, dando estocadas descoordenadas, enquanto os ciclopes riam e empurravam os jovens dentro de uma rodinha. Nos primeiros momentos, o garoto não conseguiu entender o porquê das criaturas estarem dentro do acampamento, mas logo se lembrou de que eles tinham feito alguma coisa errada, e por isso tinham recebido como punição serem levados para o local para lutarem contra semideuses em treinamento. Lógico que a ideia era colocar eles nos treinos, ou em atividades especificas, e não fazer com que eles se transformassem em valentões de colégio.

Liam estava desarmado e sabia que não seria capaz de lutar contra cinco deles, além disso, ele não estava com muita vontade de fazer aquilo, mesmo sabendo que como veterano, deveria ajudar os novatos indefesos. Entretanto, não foi isso que o motivou para ir ao combate, e sim o fato de todos eles estarem violando seu lugar sagrado, de paz e sossego. Entretanto quando o garoto deu o primeiro passo para correr em direção aos monstros, uma raiva repentina tomou seu corpo, e fez com que ele começasse a ver o mundo girando. A tontura fez com que ele caísse de joelhos na grama, e uma enorme obscuridade dominasse seus sentimentos. Não era algo como uma depressão, mas sim alguma coisa acolhedora. Aquilo deu ânimo para levantar. De pé, mais uma vez o garoto ensaiou um movimento contra os ciclopes, mas antes que desse o primeiro passo, ele sentiu que alguém estava atrás dele. Olhando de relance, ele conseguiu ver dois cães infernais rosnando irritadamente. Liam não pode deixar de estranhar, já que aquelas criaturas só apareciam no acampamento quando convocadas, ou então quando algum instrutor resolvesse realizar algum tipo de atividade com elas. Antes que pudesse pensar em mais qualquer coisa, os cachorros avançaram, mas em vez de atacarem o garoto, eles passaram ao seu lado como foguetes e pularam em dois ciclopes que estavam no topo da colina. Tudo era muito confuso para o rapaz, mas um jato de adrenalina fez com que ele seguisse os animais.

Insanamente, Liam chegou dando uma voadeira em um dos gigantes. Vale ressaltar que nenhum deles era muito grande. O maior devia ter uns três metros e o menor uns dois metros e meio. A criatura caiu no chão, e o jovem aproveitou para pular em cima da barriga deles com os dois pés, seguido de um ataque com o cotovelo digno de um lutador de luta-livre. Com sua visão periférica, o garoto sentiu que um dos ciclopes vinha em sua direção visando agarrá-lo. Liam esperou, e quando o monstro estava perto, ele abaixou-se, se esquivando do golpe e dando um soco nas costelas do grandalhão. – Me dê sua espada! – o rapaz gritou para o filho de Hermes, que estava apavorado e abraçado em sua “namoradinha”. Vendo que o garoto não se mexia, Liam avançou e tirou o objeto de madeira das mãos dele. Ele sabia que aquela arma era muito fraca para perfurar um ciclope, então precisava usar ela de lado, dando apenas “tapas” nas criaturas. Enquanto o ciclope ainda acariciava suas costelas por causa da dor, o garoto deu uma palmada, com a espada, na bunda do monstro. Liam não pode deixar de achar bizarra aquela situação, sentindo-se como uma mão ensinando boas maneiras ao seu filho. Apesar da pancada forte, o monstro se virou e começou a avançar em direção ao garoto, além disso, o ciclope que estava caído, já tinha se recuperado parcialmente e agora também ia em direção a Liam. Por sorte, os cães infernais estavam tendo sucesso com as criaturas que tinham atacado, e estavam conseguir arrancar alguns bons nacos de carne. Liam sabia que precisava fazer alguma coisa antes que a batalha ficasse dois contra um. Correndo em direção do seu adversário, antes dele realizar qualquer ataque, o garoto simplesmente parou e se agachou com agilidade. Por sorte o ciclope era burro, e se abaixou também por reflexo. Liam aproveitou e cravou a espada de madeira na coxa do monstro. A arma quebrou, mas pelo menos um pedaço ficou preso no músculo do gigante.

O garoto levantou-se, e chutou o único olho da criatura com suas pesadas botas, cujo a ponta era revestida com ferro, igual a que muitos trabalhadores mortais usavam – Que Poseidon me perdoe! – Liam fez uma prece, lembrando-se de como Ulisses tinha sofrido nas mãos do Deus por ter machucado um ciclope. O garoto não teve nem tempo de relaxar vendo o monstro urrar de dor, pois recebeu um jogo de corpo da criatura que antes estava no chão. A pancada fez com que o jovem voasse cinco metros e começasse a rolar colina abaixo. Fincando os dedos na grama, ele conseguiu diminuir sua velocidade e tentou se levantar, mas ele estava muito tonto para isso. Quando sua visão finalmente deixou de estar turva, ele viu a criatura correndo em sua direção. Era visível que ele iria pular em cima de Liam e transformá-lo em uma panqueca. Com velocidade, o jovem conseguiu rolar para o lado, se esquivando. O gigante não teve tempo de parar o golpe e se atirou, criando um buraco no chão. Liam não estava com muita vontade de descobrir se o ciclope estava machucado, por isso levantou-se e começou correr colina acima. Para sua infelicidade, o gigante já estava de pé e começou a avançar atrás dele. O rapaz sabia que era questão de tempo até que ele fosse alcançado. Olhando para o topo da colina, ele pode ver que um dos cães infernais já tinha praticamente liquidado uma das criaturas e agora estava apenas brincando com o corpo inerte. Depois de assobiar, ele chamou – Hey, Rex, vem... Vem cá garoto! – o cachorro levantou as orelhas prestando a atenção e correu em direção ao jovem. Quando os dois estavam lado a lado, ele apontou para o ciclope que estava vindo em sua direção – Pega... Pega! – o cão não pensou duas vezes, antes de saltar e cravar seus dentes afiados no braço do grandão. Liam partiu para o topo da colina, onde estava o outro cachorro travando sua dura batalha e o gigante cegueta que começava a se recuperar.

Apesar de ter sua visão comprometida, o ciclope não estava completamente cego, fora que seus instintos eram muito bons. A confiança de Liam acabou lhe traindo, fazendo com que o monstro conseguisse segurar o seu soco e chutá-lo com força no peito. O garoto voou em cima dos outros campistas, que estavam totalmente imóveis olhando a luta. Irritado, ele olhou para a filha da Deusa do Amor – Bem que você poderia usar seu charme para conquistar o ciclope! – Liam falou sarcasticamente, enquanto ficava de pé, e olhava ao redor procurando alguma arma. Por sorte existia um grande galho no chão. O objeto era muito pesado, mas o rapaz fez um esforço enorme para levantá-lo, e golpear a cabeça do gigante, que cambaleou. Liam correu para pegar impulso, e jogou seu corpo em cima do monstro. Os dois foram para o chão. O filho de Hades ficou por cima. Pegando rapidamente o tronco que tinha sido perdido durante a pancada, o jovem cravou o pedaço de madeira no peito da criatura, que urrou. Sentando-se na grama respirando pesadamente, ele pode ver que os dois ciclopes que estavam lutando com os cães, agora estavam correndo para longe dali. Ambos mancavam e sangravam. O cansaço e o alivio fizeram Liam deitar no chão com os olhos fechados. Ele conseguiu ouvir ainda a filha de Afrodite perguntando se ele estava bem, mas logo ela gritou de medo. O rapaz abriu os olhos, mas percebeu que eram somente os cachorros que estavam ao seu redor, e agora lambiam o seu rosto. Liam se apoiou nas criaturas para conseguir se sentar. Sorrindo e acariciando os animais ele respondeu – Sim, estou ótimo!... Bom, acho que vocês podem ir para casa... Vocês dois fizeram um ótimo trabalho! – Os cães olharam confusos, como se não estivessem entendendo. – Droga! Como é que eu mando vocês de volta?! – Liam coçou a cabeça. Fechando os olhos ele tentou se concentrar naquilo que queria. Novamente ele sentiu uma estranha tontura, mas os animais tinham sumido. Levantando-se, o rapaz rumou de volta para seu chalé.

Spoiler:
[Nível 06]
Adestrador Infernal - Habilidade para comandar seres do submundo, como por exemplo, os Cães Infernais.




100 X P + 10 Dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50 .-.
Atena
avatar
Ceifadores de Tânatos

Idade : 18
Mensagens : 45

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Empousai e sua Húbris

Mensagem por Noralys Carter em Ter 26 Ago 2014 - 10:27

 Há alguns anos sofri meu primeiro ataque, eu não sabia o que significava até encontrá-la novamente. 

Saí do Chalé de Hermes - afinal sou uma não reclamada - e decidi que estava na hora de aprender a ser mais forte, aprender a me defender, o que é uma vitória já que consegui chegar ao acampamento após ataques consecutivos. Meu caminho foi desviado quando uma chama flamejante alaranjada me chamou a atenção, estava perto da fronteira na entrada do acampamento. Me aproximei, se fosse um semideus já estaria dentro sendo recepcionado e mandado para Hermes, e se estivesse ferido, Quíron já o estaria ajudando. A curiosidade sempre foi um dos meus pontos fortes, apesar de ser uma filha da mãe que não se importa com nada nem ninguém, no fundo eu me importava. Eu tinha metade do coração derretida que nem manteiga, a outra metade era uma rocha por ter crescido sem amor de mãe. Receosa, apertei a barra da minha jaqueta de couro preta e caminhei em direção a esta chama, mais perto pude observar que não era uma chama, era cabelos vermelhos alaranjados. O rosto da garota adormecida era muito bonito, senti-me transpassar a barreira a fim de saber o que lhe houvera. Talvez ela não tenha conseguido entrar, talvez não tivesse a mesma sorte que eu tive, talvez ela estivesse morta. 
Estremeci só de pensar na possibilidade, ela tinha direito a uma chance. Apertei os olhos, os cabelos delas me eram ligeiramente familiar, meu radar instintivo apitava loucamente para que eu desse o fora dali e fosse procurar diversão em outro lugar, mas ali eu já estava e ficaria. Minha mão direita voou para tocar o pescoço da desconhecida, e no ato eu fui segurada pelos pulsos e a garota antes adormecida, sorriu diabolicamente. Minha mente se enevoou, eu conhecia aquele rosto. Me visitava em sonhos, me visitou no dia em que cheguei ao Acampamento, essa maldita quase me matou.
Senti saudades, docinho — Ela me cumprimentou, enquanto seu corpo e rosto antes belo assumia sua verdadeira forma. Agora ela possuía  garras afiadas, cabelos em chamas vivas, e tinha patas desproporcionais ao seu corpo esguio e estranho, uma das patas de burro e a outra de bronze. — Vim terminar o que comecei.

Flexionei os braços, mas ela se inclinou e conseguiu reverter a posição, ficando por cima de mim. Suas mãos soltaram meus pulsos e voaram para meu pescoço. Era uma cena super nojenta, e maldita hora que não tinha nem um lápis no bolso para acabar com a festa desse demônio. Uma vez li que enforcamento era uma forma de matar muito íntima, e eu não estava nada a fim dessa empousai fedorenta.
Então o que fazer quando se tem uma coisa não humana com um hálito horrível, com as mãos —com garras — ao redor do seu pescoço, impedindo sua respiração e com os caninos crescendo e a boca já salivando para arrancar um pedaço da minha doce carne?
Eis que tenho a resposta: Não faça absolutamente nada!
Como assim Noralys?
A empousai estava adorando ser o centro das atenções, ela estava em vantagem e vamos combinar, ela não tem cérebro. Fiquei o mais imóvel possível, pedi ao meu lindo cérebro que colaborasse comigo nessa empreitada e prometi lhe dar um descanso mais tarde, se eu sobrevivesse. Tentei normalizar a respiração — qual eu não sei, eu estava sufocando — e quase senti minha alma se esvair. Eu não posso morrer sem conhecer minha mãe!
Deixei-me meu corpo padecer debaixo dela. Com certeza ela devia estar sorrindo, eu que não abriria meus olhos para checar. Aos poucos ela foi afrouxando o aperto, e logo não senti seu cheiro em mim. 
Esperei alguns minutos, e então abri os olhos. Ela estava lambendo os dedos, eca! E somente assim, senti uma ardência no meu pescoço, ela tinha me arranhado até tirar sangue. Três retas na diagonal em meu lindo pescoço. Sem fazer barulhos, tateei em volta procurando qualquer coisa que servisse como arma. Achei uma pedra, e quando me virei para pegá-la a empousai recobrou os sentidos e avançou novamente.
Agora você não vai mais acordar — Ela ameaçou, mas eu já estava com a pedra em mãos. Pedi mentalmente auxílio a qualquer um dos deuses que tinham se dado bem matando empousais e taquei a pedra em sua testa, se ela tivesse crânio se partiria. Não surtiu o efeito que eu esperava, mas foi o suficiente para ela cambalear e cair estatelada sem ação por alguns segundos. Estava na hora de pôr em prática, meu plano original: Húbris.
Certa vez li que as empousas, empusa ou empousai são filhos e filhas de Hécate, uma deusa aí que não fiz questão de salvar arquivos em meu Arquivo Mental. Não desdenhando dela, pelo menos ela reconhece os filhos. E eu não sei o porquê de eu ter facilidade em descobri húbris alheia, a desta empousai era provar para sua criadora que era capaz, um orgulho desmedido e vontade de provar que pode imensurável.  Simplesmente usei sua força de vontade contra si, não me pergunte como, por que diabos eu não sei.
Você não é capaz! — Rosnei para ela, enquanto me deitava de costas no chão, inspirando longamente.

Apenas a vi  dissolver-se e transformar-se em fagulhas de poeira, se extinguindo ao nada. Olhei para o céu, estava na hora de retornar ao Chalé dos Desafortunados, e descansar a mente como prometido.

55 X P
Gramática (0-25 xp): 15 .-. Coesão (0-25 xp): 10 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 30 .-.
Ares
avatar
Filhos de Afrodite

Idade : 23
Mensagens : 17

Ficha Campista/Divina
Level: 4
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Dom 31 Ago 2014 - 13:25

Embrace your inner demon


Durante toda minha vida vivia fazendo perguntas e nunca encontrava respostas. Mas agora percebi que a idiota da minha mãe só queria me proteger. Aaah é, minha mãe. Sofreu um acidente e Bateu o carro perto do desfiladeiro no Tennessee ela tinha acabado de ter me deixado e eu ainda estava muito triste e tentava ser uma pessoa melhor por ela sem cair em uma tristeza sem fim, sei que ela iria querer isso. Era o que ela dizia, que eu tinha uma capacidade incrível de lidar com os problemas. Em vez de seguir pra casa de algum parente próximo ou ser levada para um instituto de garotas delinquentes. Trilhei meu próprio caminho, resolvi que seria melhor assim pra mim, se virar por conta própria. A poucos dias cheguei ao Acampamento Meio-Sangue após descobrir que era uma semi-deusa e que tudo, ou quase tudo da mitologia grega é real. Para algumas pessoas poderia ser até um choque mas pra mim. Na minha vida sempre foi assim sempre conseguindo lidar com diversas situações totalmente inusitadas. Mas confesso que foi uma descoberta e tanto. Parece até clichê e com certeza é mas sabe quando a gente ouve aquelas frases tipo Sua vida pode mudar completamente de uma hora para outra? Então é algo mais ou menos assim. Mas era isso mesmo que eu estava precisando, o que eu realmente querida Mudanças. Já estava cansada da vida corrida e de festas do Tennessee, dos bebuns e das pessoas hipócritas e imoralistas que me cercavam durante a minha vida inteira. Sempre se metendo em confusões, sempre curtindo e eu realmente aceito pra mim mesma que sentirei saudades de certas pessoas e amizades que realmente fizeram uma boa parte da minha vida valer muito a pena.

Naquele final de manhã, o sol estava incrivelmente brilhante como o de costume. A turma barulhenta do Chalé de Hermes poderia deixar qualquer um pedindo para ser mandado para um centro pisiquiátrico. Mas eu já estava acostumada com esse tipo de coisa, só não gostava muito da bagunça sendo diário isso me deixava constantemente irritada. Tinha levantado da cama e estava disposta a aproveitar tudo que essa nova vida havia me proposto. Já que sou uma semideusa vou procurar fazer isso direito, ou não. Arrumei a cama forrando dos pares de lençóis e e segui firmemente ao banheiro. Foi pura sorte, estava completamento límpido e vazio. Fiz minhas necessidades, havia tomado um banho morno bem fresco naquela manhã. Meu cabelo estava totalmente pedindo socorro, com a correria não tinha lavado nem nada. Ele estava precisando de uma geral, pois estava muito grande e ondulado como de costume. Sem mais delongas, segui diretamente para o baú que havia minhas coisas dispostas, peguei a escova e escovei o cabelo sem pensar duas vezes e em seguida vesti um short jeans, e uma camiseta bem despojada sobre o sutiã e calçei meu par de tenis. Abri a porta do chalé, e me deparei com uma cena que me fez lembrar dos velhos tempos. Havia campistas praticando suas atividades diárias, outros na canoagem e havia duas garotas duelando com suas espadas totalmente fatais e com um brilho meu deus, quando a garota ergueu ao ar juro que por pouco não fiquei cega. 

Segui firmemente sobre a trilha tentando achar um rumo, de repente um garoto que parecia bem desesperado puxou meus braços. Por favor, você precisa nos ajudar! Eu não encontro os Filhos de Ares em nenhum lugar e há uma espécie de cobra gigante atacando umas dríades logo abaixo. — Fiquei perplexa com a cara de espanto e desespero do rapaz, acho que nunca tinha ouvido nada parecido. O que diabos é uma espécie de cobra gigante, acho que por estar no acampamento ouvirei muitas coisas bizarras durante um bom tempo. Mas por que eu? O que tenho de demais? Sou apenas uma garota comum do velho Tennessee que cruzei boa parte do país passando por Nova York City que convenhamos estava linda até chegar nas colinas de Long Island até o acampamento. Mas tudo bem, resolvi não questionar a mim mesma e segui o campista que estava segurando meu braço um tanto forte até mais embaixo, ele era bem novo acho que tinha o que? Uns 13 anos. Logo percebi que estava perdendo o sol de vista, sabia que isso não daria lá boa coisa. Como eu disse, resolvi arriscar e aproveitar mesmo sabendo que posso morrer sem poder piscar. Às árvores estavam verdes, mais bem densas. Quanto mais eu andava mais ouvia passos e gritos de demais semideuses. Quando cheguei ao encontro deles dei dois passos para trás com um leve baque no chão. O que era aquilo que eu tinha acabado de ver? Levantei com um impulso frenético e tirei umas mechas de cabelos que estavam sobre meu rosto danificando minha visão. Olhei paro o lado esquerdo, para o direito e para trás. E nenhum sinal do garoto que tinha me arrastado pelos braços descendo uma meia rampa de terra, parecida com um desfiladeiro como eu não suporto essa palavra. Mais para baixo perto de umas árvores gigantescas. A mulher cobra, dava investidas contra dois campistas que estavam sozinhos tentando dete-lá. Um gritava Como essa Dracaenae passou os limites do acampamento?! — Eu fiquei meio intrigada, com a palavra Dracaenae pois nunca tinha visto antes. Um dos rapazes totalmente suado disse.O garota! Você vai ficar mesmo aí olhando? Vem cá ajudar. — Caminhei rapidamente em direção aos garotos com um leve receio nas pernas. Estava totalmente desarmada mas sem esperar que eles me dessem alguma arma para eu combater a mulher cobra me virei ao lado direito e no chão perto de uma pedra havia uma bolsa que cosequentemente estava com uma espada, sem mexer nela deu pra ver seu brilho que cintilava em ondas. Revirei a bolsa e elevei a espada ao ar. Era fatal pra qualquer um, tanto mortal ou semideus, mesmo assim a elevei fortemente e dei um risco no ar. Mal sabia usar aquilo mas achei que minhas leves aulas de esgrima poderiam ajudar em alguma coisa. Elas vieram a calhar. A Dracaenae disse com uma voz de mulher um tanto roucaVocês semideusesss, estúpidos acham mesmo que vão me deterrr! — Cheguei mais perto seu cheiro impregnando o ar mesmo assim me aloquei diante dos campistas e disse. Ela é muito grande, nunca conseguiremos dete-lá! —Os dois campistas com as espadas elevadas e com os rostos totalmente cerrados com uma expressão severas me olharam com desdém por desencoraja-lós. À expressão de um me lembrava meramente de mim mesma quando estava prestes a explodir. Levante a espada! Invista. Ela é grande, mas é uma só. — O garoto gritou tão alto que por um segundo esqueci de tudo e ataquei a mulher cobra com uma forte investida que chegou a cortar seu braço perto do cotovelo. A Dracaenae furiosa com sua calda de deu um arrastão que me desequilibrei caindo no chão de terra ralando os joelhos. Um dos rapazes tentou me ajudar, mas insisti pra ele continuar atacando a mulher cobra. Me levantei com uma raiva que se ergueu sobre os meus braços até a espada, mesmo com o joelho sangrando, isso seria o de menos que poderia me acontecerEstou legal! Ataque-a! —  Um dos garotos deslizou sobre as caudas dela, e o outro pulou em sua direção a cortando no ombro de mulher. Ela cambaleou para trás e em seguida deu um grande chiado de dor intensa. Eu vou chamar reforços. Não deixem essa coisa subir a colina. — O garoto da esquerda saiu em disparada subindo o monte de terra em desespero. Agora, somos só nós três, um menino e uma meninaaa para aniquilar. Bem maisss entusiante — Firmei meus pés no chão e não pisquei duas vezes deslizei do lado de sua cauda de cobra de com um chute tirei seu escudo do circulação, que foi parar cinco passos a frente. Venha! — Ela furiosa veio com tudo para cima de mim, achei que ia morrer naquele momento, o outro campista havia levado uns cortes sérios perto da cabeça e estava cambaleando, achei que realmente seria o fim. Aaargh! Sai de cima dela!  — Ele deu uma forte investida a cortando metade de sua cauda de serpente asquerosa, mas mesmo assim não foi o suficiente, mas pelo menos consegui uns segundos pra me recompor. Levantei tremulante com a testa totalmente suada e os braços arranhados. A mulher cobra investiu contra o garoto e enfiou a espada sobre o seu peito.

Ao ver aquela cena chocante pra mim foi o pior momento de todos, o pior da minha vida. Sabia que agora em diante a maioria das vezes seria matar ou morrer. Mas isso era chocante demais ainda pra mim. — Nãoooo!  — Meus olhos se encheram de lagrimas, meu sangue fervia eu só queria ajoelhar e gritar com toda a minha voz até ficar sem ar. A Dracaenae me olhou friamente. Seu sorriso de tirana corria por todo seu rosto. Os seus cortes pareciam nada, só pequenas tatuagens. Ela percebeu que eu estava praticamente esgotada. Mal conhecia o garoto mais um ser mitológico matar um semideus sem mas e nem menos só por capricho me enchia de fervor e força para aniquilar. Fechei meus por um segundo, vi cenas, lembranças e recortes como um flash back na minha mente. Corri feito uma louca toda suja de terra e vi que a mulher cobra nem se importava mais comigo e a ataquei com toda força que me restava. Os olhos delas encontraram o meu, ela tentou me dar um rastejo com sua cauda, mas saltei como se estivesse pulando corda. Ela me deu um corte profundo no braço, outro na perna, eu só sentia o quente da lamina cerrando o meu corpo. Outro no braço, quando eu não tinha mais forças ela estava cara a cara comigo. Fitei a Dracaenae e enfiei até o punhal da espada dentro do espaço que como dizem nós humanos, a o seu coração. — Pichuchacuk! — A mulher cobra saltou um guinchado como se fosse uma máquina eletrônica danificada e se transformou em nada, apenas um pó que entrou por dentro dos meus olhos distorcendo a pouco visão que eu tinha e despenquei no chão com um baque amendrontoso e toda ensanquentada no corpo. No chão, ouvi murmúrios de pessoas que não conhecia. Uma grande e reluzente pernas de cavalo com rosto de homem estava disposto sobre mim. Segurem ela com cautela, levei-a até a enfermaria imediatamente. — O centauro dizia com um tom severo e indignado ao ver a cena. Meus deuses, como ela estava aqui sozinha, deuses aquele é o Peter, Filho de Zeus? — E tudo se apagou numa escuridão total.



85 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40 .-.
Ares
avatar
Filhos de Zeus

Idade : 21
Mensagens : 35

Ficha Campista/Divina
Level: 24
Mascote: Pégasus
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Sex 5 Set 2014 - 14:02

Se você fez a sujeira, certifique-se de limpar.


Quase uma semana havia se passado desde minha chegado ao Acampamento. Agora quase tudo parecia se encaixar perfeitamente, mas é claro nada estava oficialmente bem. Tinha dormido pouco, mas estava totalmente disposta. É sempre assim, são sei qual é a origem dessa energia, mas pelo menos não precisarei me encher de Cafeina. Tinha ficado até tarde com uns filhos de Hermes, comendo besteiras e jogando charadas e enigmas. Tudo parecia funcionar em ótimo estado. Na manhã seguinte estava novinha em folha. Tinha saído para se juntar aos demais campistas para voltar a rotina. Chegando na arena, ela estava como sempre. Uns meios sangues estavam bolando uma estratégia para algum tipo de jogo. Outros estavam apenas duelando. E ali estava eu parada feito um poste. Caminhando pela arena, ouvi uma voz que nunca havia escutado antes. Era feminina, e isso eu sabia. Me virei de costas e nada. Revirando os olhos para a arena não encontrei ninguém por perto. Só o pessoal bem lá longe. Continuei andando até que a voz falou bem mais alta.— Ei! Aqui menina. —  Bem na lateral havia uma fileira de jaulas. No começo achei que estavam vazias mas ao se aproximar, eu quase recuei. Havia mais de dez monstros diferentes. Era bem bizarro de se ver. Um mais estranho do que o outro. E logo adiante estava a tal garota. Olhei para os seus olhos e eram escuros. Ela parecia ser caucasiana acho. Cheguei quase encostando em suas jaula. Mas a barulheira dos outros monstros não me deixava se aproximar muito. — O que foi? Pera, porque você está aí dentro? — A tal garota sibilou e saiu do escuro da sombra da jaula e se pois bem a minha frente. Recuei igual uma louca após ver ela direito. Bati com as costas na grade oposta. Quase me paralisei, alguma coisa havia me espetado. Algo grande pois bem acima do meu cotovelo estava sangrando. Nada tão grave, mas estava. Me virei pensando que tinha me cortado no ferro. Mas então não foi nada disso. Era uma mulher, mulher com a carcaça de uma ave? — Sua imbecil! — Insultei, a mulher ave bem na sua cara. Logo veio algo em minha minha cabeça que me fez lembrar seu nome. Era uma Harpia. Mesmo assim tentei não ligar para ela e me voltei para a tal garota. Ela tinha o que? Uma perna de ouro? Ou acho que era bronze. E a outra era de burro. Me dei conta de uma coisa. Eu estava na ala dos monstros enjaulados. — Me solte semideusa! — Suas palavras soavam bem irônica. Ela estava debochando de mim. Tirei a mão do meu braço e a fitei. — Por que deveria? — Olhando seriamente para ela vi seu sorriso típico de uma adolescente. Parecida com aquelas cachorras que a jente encontra nos colégios. Eu estava sim querendo solta-lá. Mas não era pra conversar. 

— Você é uma idiota! —  Foi isso do que ela me chamou. Com todas as letras. Minha mão já estava coçando para abrir a maldita jaula. Me voltei para os outros campistas da arena e assenti. Me virei diretamente para a bancada de armas. E lá estava ela. A bendita espada que eu havia usado em certas ocasiões. Caminhei até a bancada e a segurei no seu cabo. Voltei para onde a jaula da garota estava. Sem hesitar, elevei a espado ao ar e com um golpe nada centralizado a jaula se escancarou. — Me sinto livre outra vez! Pronta para matar semideuses. — Após a garota terminar de falar. Ela me olhou e não estava para brincadeiras. Na sua mão estava uma espada. Quase do tamanho da minha, só um pouquinho curvada na ponta da lâmina. — Agora posso voltar a ativa. Matar todos vocês. — E com um golpe inesperado a menina caucasiana me deu um chute com sua perna de burro. Eu cai rapidamente para trás e tentei me estabilizar. Agora eu sei quem realmente ela era. Uma Empousai. Ela tinha se virado e estava caminhando para fora da arena com sua espada em posição de ataque. Corri atrás delas o mas depressa que pude. — Sua víbora! Olhe aqui. — Quando ela se virou eu revidei seu chute. Dei um giro com a perna esquerda que acertou a Empousai em cheio perto do tronco. E é claro que a garota não gostou muito. Ela se levantou seus olhos flamejaram de raiva. Eu já estava acostumada com esse tipo de coisa. Não me intimidou nem um pouco. — Você acha realmente que pode me deter? — Olhei secamente para ela e disse. — Se eu posso? Eu posso e vou. — Agora a situação mudou. Ela veio me atingindo com sua espada. Eu me aloquei em posição de ataque. A cada golpe da Empousai, eu cortava no ar. Ela não parecia se cansar e até o momento nem eu. E então foi assim. A garota tinha habilidade, é claro todos monstros que se preze tem. Mas eu não ligava para isso. Só tentava me manter viva e jogar aquela coisa de volta pra jaula. E se fosse preciso até mataria. Esses monstros são tão nojentos que nos fazem querer detê-los a todo custo. Me agachei no chão e tentei atingir a sua perna. Mas não obtive sucesso, minha espada deslizou sobre sua perna de bronze. A garota olhou para baixo e tentou me dar um chute com sua perna peluda nojenta. Revirei meus olhos e me joguei para a direita.  É só isso semideusa? — Ela tentava me provocar, é claro que estava conseguindo. Um raio de sol riscou e ar e pousou bem na frente da Empousai. A luminosidade turvou sua visão. E ali surgiu a primeira oportunidade. Dei um giro e elevei a lâmina cortante da minha espada. E a espada caminhou do braço esquerdo, passando por cima do seu peito fazendo um corte. A tal caucasiana olhou para seu peito. O corte a fez ficar mais raivosa. Ela parecia que ia gritar em vez disso. Sua espada cortou o ar e quase decepta minha orelha. Mas eu agi antes, meus reflexos ajudaram e então sua espada colidiu com a minha pois estava bem perto. O brilho cintilou e me vez cambalear. Empousai me deu uma rasteira tremenda que cai de ombro no chão. — Já matei centenas, e você? — O que ela disse fazia sentido. Ela então partiu para cima de mim e me deu um chute bem perto da costela com sua perna de ouro reluzente. Eu gritei! Ninguém ouviu, os campistas foram para a floresta praticar a tal estratégia. Hoje era dia de relaxar para uns campistas. Eu estava sozinha, só podia contar comigo mesma. Se eu partisse dessa para melhor, seria apenas minha culpa por te aberto a jaula. Não havia nenhum instrutor no comando. Minha visão estremeceu. Vi minha mãe e eu fazendo caras e bocas em um dia que eu tinha quebrado o braço. Sei lá a uns 4 anos atrás. Ela dizia. Você é forte garota. Não sei da onde você herdou isso. Mas você consegue tirar o melhor e o pior das situações como ninguém. E então voltei ao meu foco principal. A empousai estava com a espada sobre o ar pronta para enfia no meu peito. Eu sem pensar chutei sua perna de burro. Acho que pegou no tornozelo, não sei dizer. Ela deixou a espada cair, quase cai bem em cima de mim. Dei um giro pro lado e desviei da espada. — Por que fugir? Não vê que só estou me divertindo? Você morrerá hoje! — Ela gritou confiante. E pude perceber que seu corte não estava tão ruim. Mas minha costela. Acho que não poderia dizer o mesmo.

Me pus de pé com a espada totalmente pressa sobre os dedos. Estava em posição de guarda. Pronta para emular mais golpes contra aquela garota. A menina veio contra mim igual a um touro. Deu investidas e eu desviava. Na sua última tacada, eu desviei do seu golpe e injetei a espada no seu ombro. Bem embaixo. Em seguida tirei a espada. Sem pensar, dei mais um corte em sua cintura. Ela estava ferida, mas não fraca. E então a empousai, soltou um grito e sua espada bem na ponta curva percorreu sobre minha bochecha. Quase me deixa cega. Eu deslizei minha mão sobre meu ro
sto sangrento. Cuspi o sangue perto da boca. Fitei a monstruosa. Ela veio contra mim. — Eu não quero matar você. — Relutei com a garota para amenizar a situação. Acho que por ela ter uma aparência tão de menina pudesse interferir na minha mente. Podia funcionar com rapazes, mas não comigo. — Pensasse nisso antes de depositar essa lâmina no meu corpo. — E então foi a gota d'água. Empousai não queria conversar. Pude ver nos seus olhos o que ela realmente queria. Morte. Aquela coisa não tinha sentimentos, não sentia nada. Seus olhos pareciam com o da tal Dracaenae. Deve que monstros femininos tem olhos sedentos de sangue iguais. Ela me abateu feito uma gazela. Em seguida sua espada cintilou com o brilho do sol. Ela iria cortar minha cabeça sem hesitar. A espada desceu rapidamente e iria atingir meu pescoço. Não vi mas nenhuma saída. Fiz uma coisa muito arriscada que poderia ceifar minha vida. Era matar ou morrer. A lâmina dela estava quase cortando meu pescoço. Segurei a minha espada com a maior firmeza que pude. A empousai não tinha reparado já que ela só queria matar. E então entortei meu pescoço o máximo que pude. Agachada, elevei minha espada que perfumou bem no meio da barriga da garota. Sua espada caiu de suas mãos. E ela cambaleou para trás. Não estava morta, estava com suas duas mãos passando sobre o ferimento. Ela segurou o cabo da minha espada e tentou tirar de dentro dela. Ver aquela cena foi um tanto chocante. Mas infelizmente necessária. Eles são monstros que já mataram centenas de milhares de pessoas. Ela tentava puxar para fora, mas não obteve nenhum sucesso. Dei um chute bem no meio do cabo da espada. E então a Empousai, bem no ar gritou. — Eu voltarei! Você pode ter certeza absoluta disso. — E então no próprio ar mesmo, quando ela andou mais para trás e colidiu com o raio do sol. Virou pó e a espada despencou do ar com um estalo de prata. O pó era amarelado e pairava sobre o ar. A luz solar fazia ele cintilar. Ele pairou sobre o chão e surpreendentemente desapareceu.

Nas suas palavras finais. A tal Empousai parecia dizer um fato. Ela declarou com firmeza o que dissera. Se isso era verdade eu realmente não sei. Eu só espero que quando ela voltar, e se voltar eu esteja bem mais disposta. Foi eu que causei a sujeira, então tive que limpar. Parei na arena pensativa. O que acabara de acontecer ali. Precisamos sempre pensar muito antes de agir sem pensar. Fixei meu olhar para a ala das jaulas. Não ouvi nenhum barulho. Agachei no chão e peguei a espada utilizada. Não era anda demais, só mais resistente. Então segurando firme andei em direção a entrada da arena ensolarada. Caminhei sobre a trilha cansativa e ofegante. Queria naquele momento só arranjar alguma coisa para as minhas costelas. Porque os cortes eram de menos. Acho que fraturei e espero que nãos seja nada grave. Subi as escadas da Enfermaria. Ninguém certamente me reparou. Adentrei ao lugar que já estivera ali antes. Só esperava sair de lá no mesmo dia. E então fecho a porta do recinto. 

90 X P[/b]
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40 .-.
Ares


[/color]
avatar
Filhos de Zeus

Idade : 21
Mensagens : 35

Ficha Campista/Divina
Level: 24
Mascote: Pégasus
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Guilherme Longstride em Sab 6 Set 2014 - 13:48


Treino contra monstros



O dia estava começando no acampamento , o sol brilhava e uma leve brisa estava no ar . Levantei da cama quando o sol bateu por dentre as janelas iluminando o chalé sliter estava enroscado em meu braço esquerdo , roncando como sempre , então com um toque em sua cabeça o acordei . O mesmo logo saiu de sua posição de repouso , olhou para min com uma cara de ''vai acordar a vovozinha '' e saiu se arrastando para cima do meu baú , então eu me sentei sobre a cama pondo minas mãos sobre o rosto e o esfregando lentamente . Me ajoelhei ao lado da cama e comecei minhas presses para minha mãe ...
Alguns minutos depois levantei e fui para o banheiro me lavar e com um grito disse .
- Sliter traga minha camisa de treino - escutei um barulho de resmungo e adentrando no banheiro vi Sliter brigando com sua outra cabeça. Eu nunca entedi como eles resolvião qual cabeça mandaria .
Eu peguei a camisa da boca de sliter e a vesti .Então peguei minha mochila e fui para a arena .
Passando pelo camp percebo que o lugar por um milagre estava calmo apenas algumas dezenas de campista disperçados pela colina.
Chegando a arena vejo alguns filhos de Ares na frente do local rindo de alguns novato não dei muito bola e continuei chegando dentro do local Quiron me recebeu..
E com poucas palavras me mandou adentrar na área de monstros que la teria uma surpresa para min .
Assenti com a cabeça , as grades se abriram e de la de dentro escutei alguns rugidos .
Dei alguns passos para direita e peguei minha espada com a mão direita a apertando em minha palma. A fera pulou sobre min e com um deslize instintivo passei por baixo do cão infernal , a fera me encarou e começou a andar em círculo em volta de min nesse meio tempo senti um arrepio na espinha e outro cão pulou sobre min me derrubando e acertando meu braço. Esquerdo o relançando com pata eólica deslocando e com um movimento em guilhotina com minha espada consegui decapitar o monstro .que virou pó .O outro então percebeu meus ferimentos e abocanhou meu braço deslocado e com impacto me desarmado .
Com os dedos do braço contrário perfurei os olhos vermelho do cer que soltou meu braço .
Então mentalizei minha espada e a mesma veio até min quando peguei ela transformou-se em 2 punhais de tamanho médio estilo katanas com as espada , pulei sobre a besta as gravando em suas têmporas o levando a um morte rápida e muito dolorosa então o mostro simplismente virou pó. Então sai da arena sem olhar para trás


 50 X P
Gramática (0-25 xp): 15 .-. Coesão (0-25 xp): 20.-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 15 .-.

Deméter — Cuidado com a pontuação e o espaço desnecessário depois. Boa sorte, campista!  
avatar
Filhos de Nêmesis

Idade : 18
Mensagens : 11

Ficha Campista/Divina
Level: 4
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Qua 8 Out 2014 - 21:13

Preparar. Apontar...

– Não me diga o que fazer. O campista recuou, com os olhos arregalados, aparentemente temendo meu humor. Ou a falta dele. Mas eu já havia aguentado tempo demais. – Você pode ir lá com seu pedaço de ferro e brincar de esgrima com ele – disse, apontando para o monstro poucos metros à nossa frente, que era de alguma espécie que eu nunca tinha visto antes. E era grande. Muito grande. – Mas eu acho que pular de algum lugar alto seria uma morte menos dolorida. E eu prefiro que você se jogue. Eu teria que te ajudar, se você tentasse enfrentar essa coisa aí. Não, eu não estava num dos melhores dias. Mas ele realmente estava me irritando. Mal soube da existência do monstro e simplesmente sacou sua espada e declarou que resolveria aquilo. Tolo. Mil vezes tolo. Quem é que permitia que novatos combatessem monstros com o quíntuplo de sua altura?

– Agora resolve ficar com medo? Vai lá. Salva o dia – quase bufei, ainda agachada atrás da rocha que nos ocultava, diferente do garoto, que simplesmente estava em pé exercendo toda sua hiperatividade desde que chegara ali. O que me fez concluir que o monstro era cego. – Tudo bem, agora que você parece são, o negócio é o seguinte: Você fica aqui. Exatamente onde eu estou. E pelo amor de Zeus, agache. Eu vou te deixar com minha adaga – ele arregalou os olhos ao ouvir aquilo, quase como se eu tivesse dito que deixaria minha alma. Na verdade, a adaga voltaria para mim de qualquer forma, bem como sua “irmã gêmea”. Mas ele não precisava saber disso. Um pouco de medo faria bem. – Aliás, com minhas duas adagas. Mais chances. Mas isso não quer dizer que você pode errar a primeira vez.

Eu sorria internamente, vendo o olhar esbugalhado do novato. Estávamos quase quites. – Eu vou disparar uma flecha daqui. Se eu estiver certa, vai simplesmente quicar naquele monstrengo e cair no chão. Nem cócegas fará. Mas ele vai me ver. E eu vou irritá-lo. Quando isso acontecer, na primeira vez que ele abrir a boca, você lança isso – nessa hora, ativei o pingente da minha pulseira, entregando para ele a primeira adaga de ferro estígio – Na garganta dele. Lança. Não inventa de querer duelar corpo a corpo com ele, nem mesmo com sua espada. Você tem duas chances. – finalizei entregando o cabo da segunda adaga para o menino, antes de voltar atrás e simular um lançamento, mirando o último pedaço de grama protegido da vista da criatura mitológica pela rocha. – Assim. Não é tão difícil.

Não esperei uma resposta. Antes que ele balbuciasse o que pretendia, finalmente me ergui, alongando as costas ao mesmo tempo em que tirava a tiara de minha cabeça. Antes que eu pudesse abaixar o braço, ela já era um arco totalmente ornamentado em minha mão. Puxei a corda usando o indicador, o dedo médio e o dedão, cuja base encostou de leve em meu lábio inferior segundos antes deu soltar a corda retesada, liberando a flecha prateada, que atingiu o flanco do animal. Ou o que quer que aquilo fosse. Foi melhor do que eu esperava: a flecha não perfurou sequer a “pele” dele inteira, mas também não ricocheteou. Ficou ali, presa naquela mistura bizarra de pelos e escamas. – Olá, feioso! – gritei para o monstro, ao mesmo tempo em que ia para frente da rocha, sorrindo levemente.

Deuses, como eu sentia falta desse tipo de perseguição. Torcia para que demorasse menos que a eternidade que eu tinha para que essa burocracia divina acabasse e Ártemis voltasse para a caçada. Isso aconteceria com mais frequência. E eu estaria com uma espécie de time de elite, não com um campista mané. E alguém provavelmente já teria me dito o que era aquilo, que agora tencionava vir para cima de mim, aparentemente furioso. Seria mais fácil do que eu pensava: se a flecha ainda estava nele, bastava que o garoto acertasse o pescoço. A mira não precisava ser boa. E eu mesma podia fazer isso. Enquanto ele vinha para mim, comecei a disparar flechas seguidas: nos flancos, no pé, próximo ao chifre (sim, existiam chifres) e por fim, no pescoço.

Claro que estava bom demais para ser verdade: a flecha se espetou lá, mas não gerou nenhum ferimento mortal ou realmente grave na coisa. Mas serviu para que ela abrisse a boca. – AGORA! – gritei para trás de mim, esperando que ele fosse ágil o suficiente. A primeira adaga sequer passou perto do monstro. – Ah, qual é! Minha avó faria melhor que isso! –] bradei, irritada, preparando a próxima flecha, que foi em direção à boca aberta do bicho ao mesmo tempo em que um pedaço de ferro negro, de forma que ambos atingiram a criatura ao mesmo tempo, fazendo-a simplesmente se desintegrar em cinzas, que explodiram do absoluto nada. – Eu adoro essa parte – disse, sorrindo, enquanto via as adagas voltarem para mim em forma de pingente. – Aliás, bom trabalho – me dirigi ao garoto, que abriu um gigantesco sorriso. Não foi tão ruim assim, afinal, conclui, voltando para o acampamento.


95 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP.
avatar
Caçadoras de Artemis

Idade : 20
Mensagens : 68

Ficha Campista/Divina
Level: 28
Mascote: Coruja
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Brenda T. Collins em Dom 2 Nov 2014 - 19:39


TREINO DE COMBATE À MONSTROS


Era hora do meu treino de combate à monstros. Esse era, de longe, o treino mais perigoso que eu fazia, portanto eu sempre ficava nervosa antes de começar. Claro, o nervosismo já tinha diminuído bastante, até ficava um pouco ansiosa para esses combates - um pouco -, mas eu ainda não era muito fã de encarar aqueles monstros nojentos. Entretanto, eu sabia que era necessário. Já havia lutado contra duas harpias fora do acampamento e, se eu não estivesse preparada, certamente teria me ferido bastante. Sendo assim, me dirigi à arena de combate à monstros, equipada com meu arco e minha aljava. Chegando lá, pude ver outros campistas lutando contra as mais diversas criaturas e várias jaulas trancadas posicionadas no limite da arena. Parei na frente de uma delas e esperei que a monitora libertasse o monstro.
A jaula foi aberta, e uma harpia saiu voando de lá de dentro. Elas são criaturas horríveis, se você quer saber (mas com certeza não tão horríveis quanto uma dracaenae). As harpias têm corpo humano, pés de galinha, asas que nascem de seus braços e garras enormes. Como todas as criaturas gregas, são bem estranhas, e mortíferas também. Então peguei uma flecha na aljava às minhas costas e a posicionei na corda do arco, pronta para atirar. Mas infelizmente, mirar em um alvo voador e rápido não é muito fácil, e a flecha passou longe da cabeça da harpia. Levei minha mão esquerda em busca de outra flecha, porém a criatura já estava praticamente em cima de mim. Abaixei-me o mais rápido que pude e senti suas garras cortando o ar em cima da minha cabeça. Essa foi por pouco, pensei.
Tão rápido quanto abaixei eu levantei, com outra flecha já preparada para atirar. Mirei a harpia, que já se preparava para uma segunda investida, e soltei a corda do arco, rezando à Apolo para que minha mira não falhasse naquele momento. E acho que minha mira foi muito boa, a flecha provavelmente teria acertado a barriga da criatura alada, mas ela desviara do tiro, e já estava em cima de mim novamente. Rolei para o lado segundos antes dela me atingir, pensando em como ela era rápida. Preciso diminuir a velocidade dela, raciocinei. Preciso acertar suas asas. Decidido o que eu iria fazer, preparei outra flecha. A harpia vinha em minha direção para um terceiro ataque, que eu esperava conseguir interceptar. Ela se aproximava rapidamente e eu só tinha alguns segundos antes do impacto, então soltei a flecha. Mas eu não tive tempo de ver se eu acertara o alvo ou não, porque naquele momento a harpia me atingiu em cheio, me jogando cerca de dois metros para trás.
Eu gritei, e junto com meu grito eu ouvi um guincho alto, como o som que as aves de rapina fazem, mas este estava carregado de dor - com sorte, eu teria acertado a harpia. Senti minhas costas doerem com o impacto do chão, mas não senti nenhum osso se partindo. Era uma boa notícia. Então olhei para os lados em busca da criatura, mas não a encontrei. Alerta, levantei-me o mais rápido que consegui depois de ser atingida com tudo por um monstro, e procurei a harpia. Para meu alívio, encontrei-a caída atrás mim, a mão esquerda em sua asa direita machucada. - Peguei você. - disse confiante para o monstro. Mas ele foi mais rápido e se levantou antes que eu pudesse matá-lo, e já estava pronto para me atacar. - Sem chances, - continuei - você não pode mais voar. Eu já venci a luta.
A harpia certamente encarou isso como um desafio, pois ela avançou. Não estava tão rápida quanto quando estava com as duas asas boas, mas eu sabia que se não atirasse nela logo eu teria sérios problemas. Então peguei outra flecha da aljava e me preparei para atirar. Só que, justo no momento em que eu soltei a flecha, a harpia deu um salto, fazendo impulso com a asa ainda boa. Você nunca fala, e quando fala, fala besteira!, dei uma bronca mental em mim mesma.
A harpia pousou menos de um metro de distância de mim, meio desequilibrada. Tentei tirar proveito disso e atirar nela, porém ela agarrou meu braço esquerdo antes. Não sabia se ela fizera aquilo para não cair ou para me atacar, mas ambas as coisas deram certo. Assim que ela agarrou meu braço, senti suas garras perfurarem minha pele e dei um grito de dor. Sem pensar, dei um chute na harpia e ela cambaleou para trás, soltando meu braço. Peguei outra flecha às minhas costas e mirei a cabeça dela - eu tinha chegado ao meu limite com aquela harpia, agora eu iria acertá-la. Senti o sol brilhando sobre mim e a adrenalina me envolvendo. De repente, a ponta da minha flecha tinha se envolvido em chamas. Como eu fizera aquilo? Eu não tinha a mínima ideia! Mas senti que isso era o fim da harpia. - Volta pro tártaro, mulher-galinha. - e atirei. Vendo agora, percebo o quanto esse insulto soou ridículo, mas era o melhor que eu tinha no momento. De qualquer modo, a flecha acertou a testa dela e o fogo se espalhou por todo seu cabelo. Logo, a harpia era apenas um montinho de cinzas.
Podendo finalmente relaxar, sentei-me no chão, colocando meu arco ao meu lado. Olhei para meu braço: o ferimento começava a se fechar com a luz do sol - uma das vantagens de ser filha de Apolo.


Poderes usados:
*Chama Solar - Agora pode fazer com que alguma arma seja incendiada pela chama solar causando um dano maior, podendo usar principalmente em suas flechas. *Cura Solar - Ao ser iluminado pela luz solar, os meus filhos podem se curar de qualquer ferimento.



150 X P + 50 dracmas
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 70 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP. Parabéns, campista.
avatar
Filhos de Apolo

Idade : 18
Mensagens : 29

Ficha Campista/Divina
Level: 13
Mascote: Grifo
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Damon R. Grint em Sab 8 Nov 2014 - 20:13

Na Floresta


 Tinha tempo que eu não treinava, aliás, tinha tempo que eu não aparecia no Acampamento Meio-Sangue e estava com uma saudade imensa de lá. Sobreviver para um Semideus é uma dádiva que os deuses podem te dar e isso aconteceu comigo. Lá estava eu, entrando pelas fronteiras anti-monstros/mortais.
  Como sempre, o clima estava agradável, os outros Semideuses treinando, tudo na maior santa paz. Lâmina do Pânico pendia em minha cintura e fiquei tentado a usá-la, mas decidi que iria treinar sem espada mágica - minha espada tinha o simples poder de trazer os medos do indivíduo que era acertado por ela, presente de Phobos, meu pai. Depois de falar com Quíron, peguei uma espada de bronze celestial e um escudo, logo após, segui para a floresta. Já que nenhum monstro resolveu me atacar no meio tempo que fiquei fora do Acampamento, eu decidi atacá-los.
  A floresta estava úmida, as árvores eram juntas e de troncos largos e cheios de lodo, havia um pequeno riacho cortando a floresta, nada demais, atravessei sem problemas com a espada erguida e o escuto também. Nunca se sabe quando um monstro irá atacar, eles poderiam estar à espreita ali, me observando, mas graças ao meu TDAH eu tinha meus reflexos, aliás, todos semideuses têm.
  Primeiro ouvi o farfalhar dos arbustos, depois, o som de algo se arrastando, por terceiro, um sibilo. - No momento em que você entrou nesssssa floressssta, querido almoço, eu já sssabia. - Sibilou a Dracaenae. Ela apareceu por detrás das árvores. Não lembrava direito como era sua aparência, só que tinha pernas de troncos de serpentes. Mas aí vem: olhos felinos amarelos, a pele tinha o tom de um verde nem claro e nem escuro. Tinha uma lança em uma das mãos e um escudo na outra.
  - Acontece que eu queria que você soubesse. - Ergui mais a espada, em modo de ataque. - E queria dizer que você vai para o Tártaro.
  Avancei com todo fervor para cima do monstro. Minha espada se chocou contra sua lança e a Dracaenae fez força para me empurrar. Consegui manter o equilíbrio e já estava pronto para seu próximo ataque. Ergui o escudo no momento em que a ponta de sua lança estava para me perfurar. Com o escudo, empurrei sua arma e não baixei a guarda, logo ataquei e acertei seu peito com a lâmina de Bronze Celestial, esperando que ela virasse pó, mas não, a única coisa que aconteceu foi um barulho estridente de metal batendo em metal e logo pensei: ela está usando armadura! Amaldiçoei tudo que eu mais odiava na Terra. A Dracaenae sorriu e sibilou:
  - Você não achou que eu viria sssem nenhuma proteççção, né? - Ela deu uma risada estranha e foi para cima.
  É tão estranho como esses monstros, as Dracaenae, rastejam tão rápidas. Chega a ser horripilante.
  O monstro jogou sua lança na minha direção, mas não para me perfurar e sim para  me fazer cair, o que aconteceu. Logo ela montou em cima de mim, prendendo-me ao chão. Ela fixou a ponta da lança em minha bochecha e senti o sangue escorrendo. Cerrei os dentes de raiva. Como deixei isso acontecer? Mordi o interior da bochecha de nervoso e senti o gosto metálico do meu sangue.
  - E agora Semideusss, diga olá para o Mundo Inferior. - Ela disse rindo. Seu hálito cheirava a algo como uma mistura de podre com sangue.
  Fiz força com os pulsos até alcançar o cabo da espada. Não... pensei. Não será hoje que irei morrer. Enquanto ela estava distraída pensando em como me comeria: assado, grelhado ou cru mesmo, fiz força para cima e ela caiu de costas no chão, largando sua lança e seu escudo no chão. Coloquei o pé em cima de seu tórax, forçando-o. O monstro segurou meu pé com força, tentando me tirar de cima e debatendo seus membros de serpente.
 - E agora Dracaenae, diga olá para o Tártaro. - Após falar isso, finquei a espada no pescoço da Dracaenae, transformando-a em pó e deixando para trás só suas armas e armadura.
  Com a respiração pesada, andei de volta para o Acampamento Meio-Sangue. Não lembrava que enfrentar monstros era tão cansativo e que precisava praticar mais, porque por pouco não dei um "oi" para o Mundo inferior.
  
Legenda:
 



 


135 X P
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 55 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP.
avatar
Filhos de Fobos

Idade : 19
Mensagens : 9

Ficha Campista/Divina
Level: 8
Mascote: Criatura Metamorfoga
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Chiara Bündchen Ferragni em Qua 19 Nov 2014 - 10:30


Mas como isso aconteceu? — A garota passara à madrugada toda em claro, andando de uma lado pro outro sobre um velho assoalho de madeira do Chalé de Hermes. Semideusa? Indaguei em seco à nova palavra disponível em meu vocabulário. Em um minuto estava sentada na fileira de cadeiras de um desfile de moda mesmo sem vontade alguma de estar. E em outro estava em um Acampamento. Há vida é realmente como um labirinto, parece que quanto mais você vive, mais intrigante ela vira. Quando você acha que já viu de tudo e que é isso e pronto de repente me encontro em um local diferente de qualquer outro que já havia pisado antes. É claro que eu já acampei, isso não é uma coisa de outro mundo. Mas admito, isso me surpreendeu. Após à minha chegada nada agradável na Colina Meio-Sangue a exatos 2 dias atrás, fui jogada literalmente em uma beliche em um  “adorável” chalé estilo barroco, apenas me disseram que eu deveria colocar minhas roupas no baú e esperar. Tá aí, “esperar” essa é uma palavra que não bate comigo. Mas eu vivia fazendo perguntas e cada resposta me deixava mais intrigada. Resolvi procurara-las por mim mesma, com meus próprios olhos. Chiara sempre foi assim, com ela não será, será e acabou. Fui fuzilada com olhos de adolescentes que nunca vira antes. Eu os fuzilava de novo e logo viravam à cara para mim. Não conseguia pregar os olhos de maneira alguma. Na mente vinha de tudo e mais um pouco à cada piscada de olhos. E o papel da dona Gisele nisso tudo? Minha mãe mentiria para mim assim ou ela não sabia de nada? Está bem, deixei minha mente fluir sem mais devaneios por algumas horas. Monstros? Fala sério! Alguns campistas estavam se direcionando a uma espécie de ''alojamento'' sobre a trilha. Mas que tipo de monstro havia lá dentro. Isso é que eu queria descobrir, ou não. Me vesti o mais despojado possível. Uma camiseta acompanhada de um jeans justo e uma bota simples. Me virei e olhei diretamente para à mesa. Nela estava disposta uma arma que me entregaram dizendo mais ou menos assim. ''Isso é uma adaga, tome e fique viva'' E me deram as costas no mesmo segundo. Relevei. Andei até à mesa e a fitei. Ela brilhava. Segurei no seu cabo, era revestido de couro e havia um brilhante entalhado. Apertei firme e a posicionei na minha cintura. — Quem sabe será últil. — Falei abertamente comigo mesma e saí porta à fora do local.

O tempo estava instável. O céu ainda estava se decidindo como seria o tempo. Caminhando sem rumo, resolvi seguir o bonde de campistas que caminhavam até o tal alojamento. Chegando ao lugar, era algo novo definitivamente. De um lado havia inúmeros armamentos diferentes. Tais que nunca havia visto ao vivo antes. Do outro havia projéteis dispostos para algum tipo de treino. Hesitei por alguns minutos. O que poderia ser tão ruim assim. Já era uma semideusa, um tipo de mistura quando Deuses e Mortais resolvem dar uma rapidinha. É Deuses. Meu pai era algum desses. Pai não! Acho que essa é uma palavra que não o define. Pai é aquele que cuida e cria. E Rudolph não é nada menos que meu pai. Que saudades dele. Até da viajada da minha mãe que não para em nenhuma cidade. Suspirei enquanto me pegava olhando pro nada. — Olha pra onde anda! — Voltei a realidade com um baque em algo, em alguém. O garoto com olhos profundamente escuros me fuzilava. Em outros casos eu estava pedindo desculpa e aquele velho blá, blá, blá de sempre. Mas não gostei da grosseria dele. — Olha você! — Revirei meus olhos o fitando. Fechei minhas feições no mesmo instante. O garoto seguiu adiante me encarando, se certificando de me  “intimidar” de alguma maneira. Passei meus dedos sobre as madeixas as guiando até atrás da orelha. Entrando, logo vários jovens conversavam entre si. Uns erguiam suas exuberantes espadas. O brilho delas poderia cegar qualquer um. Abaixei meu rosto para minha cintura e segurei na adaga. Eles estavam com aquelas brilhantes espadas e eu apenas com uma espécie de punhal. Dei de ombros e me abri ao local. Um jovem bem mais velho do que os demais gesticulava no centro da famosa arena. Ele deu uma breve ladainha sobre monstros e que havia alguns aqui dentro soltos. E que estava por nossa conta. Como assim por nossa conta. A única coisa que estava comigo de diferente era à adaga e mais nada. Me virei de costas e alguns semideuses estavam se armando. Uns colocavam escudos e outros uma espécie de bracelete para evitar cortes. Contornei meu pescoço para outra direção e ali estava ele. Aquele babaca com os olhos profundamente negros, seu cabelo brilhante e estava com uma espada em punho. Arqueei minha sobrancelha e virei meu rosto. Fiquei ali parada sem saber o que fazer.

Vários minutos depois resolvi tomar alguma atitude a respeito. Corri até o espaço onde os demais jovens pegavam algo pra proteção. Não encontrava nada útil que me favoreça. — Tome. — A voz ecoou em meus ouvidos. Me virei no mesmo instante. Minha cara não era umas das melhores, eu estava preste e mudar minha feição para uma menos indefesa'' quando ele esticara um dos braços com um peitoral de couro em mãos. — Segure, vai. É para se proteger melhor. — Agarrei das mãos dele e me vesti com o colete. Era bem duro e resistente. Posicionei bem e assenti. — Obrigada. — O garoto não sorriu completamente mais sua expressão era um pouco mais convidativa. A maior parte dos campistas já estavam se retirando do local e eu estava ali parada tentando ''socializar'' com o garoto. — Acho que já vou indo. Precisamos Caçar Monstros. — Ele concordou com o rosto mesmo com a ironia em minhas palavras. E se virou de costas. E eu fiz o mesmo, mas depois de três passos virei meu rosto para atrás e ele fizera o mesmo. — Por que não vamos juntos? — Ele perguntou se aproximando. Acho que não haveria nada de mal nisso né. Concordei e saímos um do lado do outro do local.

Caminhando ao lado do garoto sem direção exata o silêncio dominava. Tentei puxar assunto, mas as palavras eram incertas. Passamos pelo lago e logo estávamos em uma espécie de Bosque. — Pois bem, aqui estamos. — O rapaz me encarou. Elevei meus olhos ao local, havia verde por todo lado. — Mas... Que tipo de monstros, estamos exatamente caçando? — Falei pausadamente diante do garoto que me entreolhava. Estávamos fadados ao nada quando de repente alguma coisa se moveu entre a folhagem. Lancei meus olhos com o intuito de ver o que exatamente era. Mas movimentos. Parecia que à coisa subia pois folhas mais acima se chocavam. — Você viu isto? — Falava em voz alta com o garoto que já estava bem perto das folhas. Caminhei até o garoto em silêncio. Só podia se ouvir o barulho das folhas cada vez mais agudos. E então algo saiu voando acima de nossas cabeças indo parar em uma árvore. O que era exatamente aquela coisa. Era uma das coisas mais bizarras que já vi. Os pés de galinhas estavam fincado no tronco da árvore. E aquilo eram asas? Olhei pro garoto que estava com sua espada em punho no ar. — Você sabe o que é essa coisa? — Falava freneticamente com o rapaz pois estava assustada. Ele concordava com a cabeça com os olhos fixados na mulher. Não sabíamos exatamente o que fazer. Mas uma coisa eu tinha certeza. Aquela coisa não estava pra brincadeira. A mulher pousou no chão com suas unhas afiadíssimas. Indaguei em seco suas palavras de morte. Para ela deve ser um ótimo passatempo matar jovens. Sem delongas o garoto investiu contra a mulher que ele dissera Harpia. Ela jogou seu pior olhar. E veio com tudo em nossa direção. Andei de costas como um caranguejo e tropecei caindo de bunda no chão. O garoto xingava de um lado pro outra acompanhando o movimento da Harpia. Me levantei e tirei de minha cintura à adaga que recebera. 

O jovem investia contra ela e ela elevava suas patas afiadas sem dor. Me posicionei ao lado dele, estava cansada de bancar a idiota fazendo perguntas. Poderia ser inútil pois ele estava com uma espada de verdade e eu não. Mesmo assim tentei não me importar. Era a primeira vez que vejo algo desse tipo, não queria perder nada. O garoto deu um golpe errado e a mulher com corpo de galinha o jogou pra longe. Ela voou com suas asas bem baixo e se contornou em minha volta. Ele tentava se levantar e procurava sua espada que não estava em vista. O medo percorria em minhas veias, mas não era isso que eu queria transmitir a Harpia. Ela riu da minha feição e veio em minha direção. Me agachei sua asa repleta de penas de coloração forte percorreu sobre meu braço. Me levantei de novo e a Harpia posou, aquilo seria meu fim. Ela veio com tudo e eu não tinha nenhuma investida pronta. Talvez era costume dela brincar com à pressa antes de matá-lá. Corri em direção ao garoto que já estava de pé, mas desarmado. A Harpia veio atrás de mim enquanto eu o ajudava e me segurou. Tentei se soltar fincando a adaga em sua carcaça. Ela soltou um grito de dor e suas pernas de galinhas afiadíssimas elevaram como as de um cavalo. E suas mãos perfuraram meu ombro. Gemi de dor.

Por um instante pensei que estava tudo acabado. Meus olhos lacrimejaram, mas segui adiante. Fiquei parada esperando o próximo ataque da maldita em meu encontro. Ela veio na velocidade da luz e eu me agachei. O rapaz a apunhalou mesmo com à incerteza em mãos. A Harpia voou e eu finquei minha adaga em seu peito. Ela voava de ré com minha adaga presa, até que se soltou. Ela simplesmente contornou pegando o garoto. Ele relutava e eu gritava tentando faze-lá soltá-lo. Ela não ouvira de maneira alguma e o arremessou contra a árvore. Ele apagou. Agora era eu e esse ser estranho. Não sabia o que fazer, como pensar e que sentimento estava fluindo em meu corpo. Só sabia que aquela coisa deveria ser detida. A Harpia ficou parada, dessa vez eu que deveria feri-lá. Ela falava variadas coisas diferentes e totalmente sem sentindo tentando desfocar minha atenção. A adaga em punho eu segurava. Andei com os pés firmes no chão. A Harpia abriu suas asas o maior possível. Pensei que ela iria simplesmente me fechar lá dentro mas não foi o que aconteceu. Insultei a mulher com corpo de águia. Ela entendia muito bem à minha linguá. E então ela viera até a mim com uma velocidade indiscutível. Eu me virei de um lado pro outro e acabei caindo no chão. A Harpia riscou seu braço com às unhas afiadíssimas no ar e cortou meu rosto. O meu rosto ardeu no mesmo momento. Me joguei para o lado tentando tirar aquela coisa de cima de mim. Minha adaga estava no chão eu a procurei e a segurei. Me levantei do chão com o suor na testa e o sangue no rosto. — Já chega! — Gritei. A Harpia parecia concordar. Ela veio com tudo voando. Eu andei de costas acompanhando o seu voou. E então a Harpia soltou um grunhido que ecoou no Bosque e ergueu suas asas vindo em minha direção. Me ajoelhei e peguei a espada do garoto que estava desmaiado. Não sabia como manejá-lá. Mas sabia que era fatal. Fiquei parada esperando a Harpia dar seu golpe final quando me agachei e levantei no mesmo segundo e vi à maldita contornar o tronco e perder a direção. Corri até ela e risquei à espada de um lado que havia pegado no seu suposto ombro penoso. Risquei do outro lado que riscou suas pernas de galinha. Ela caiu de pé tonta com suas garras tentando achar um alvo. Mas não fora suficiente. Desferi mais um golpe contra ela atingindo suas asas, à espada atravessou de um lado pro outro.

Me virei até seu lado direito tentando à apunhalar. Mas a Harpia pisou com seus pés sobre os meus me fazendo perder o pouco de manejo que eu tinha. Ela me empurrou para um lado e eu deslizei no chão. Não havia mais nada a fazer. O nó que surgiu em minha garganta era horrível. E então engatinhei até à minha velha e querida adaga. A Harpia não se preocupou com meu engatinhado e quando me virei. Desferi um golpe a apunhalando certeiro no seu peitoral. A Harpia se jogou no chão se contorcendo, ela tentou tirar à adaga, mas estava profunda demais em seu corpo. Corri até o garoto tentando acordá-lo. Ele estava sonolento, mas vivo. Ajudei o rapaz à levantar e seguimos em direção à arena à procura do campista mais velho que provavelmente era o instrutor. Chegando de volta à arena, relatamos tudo nos mínimos detalhes possíveis. O instrutor direcionou jovens para prender a Harpia na jaula, ou até mesmo matá-lá por completo. Alguns poucos campistas, me incluindo também conseguiram deter os monstros soltos, depois de uma breve e pequena parabenização. Os campistas se direcionaram de volta aos seus chalés e alguns feridos até à Enfermaria.



150 X P + 50 dracmas.
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 65 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP. Parabéns, campista.
avatar
Indefinidos

Idade : 19
Mensagens : 7

Ficha Campista/Divina
Level: 8
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Quione em Ter 6 Jan 2015 - 2:06

Treinos corrigidos e perfis atualizados. Qualquer dúvida deverá ser enviada por MP.
avatar
Deuses

Mensagens : 30

Ficha Campista/Divina
Level: ∞
Mascote: Lobo Albino (Alfa)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Adam Harris Treadwell em Ter 6 Jan 2015 - 23:54

Mais uma tarde se ia no acampamento Meio Sangue, trazendo consigo a escuridão de mais uma noite. Eu havia simplesmente me acostumado com a vida no chalé de Hermes e mais do que nunca eu estava me acostumando com a vida de campista em si. O negócio era nunca ficar parado. Minha rotina havia se perpetuado e talvez fosse impossível dizer que se pode enjoar dela. Todas as manhãs eu acordava com campistas gritando, empurrando e então eu me forçava a acordar e participar de um jogo de vôlei amistoso com os filhos de Apolo. Depois de cansado eu costumava seguir ao café da manhã e passar um tempo nos estábulos ou na praia que, por alguma razão, eram os meus locais favoritos naquele acampamento. Depois eu seguia para o almoço e alguma outra atividade como a parede de escalada, ou então até mesmo a canoagem. E após a janta vinham os treinos. Eu conhecia tudo por ali: As montanhas, os campos, a praia, os rios e até mesmo a floresta. O horário da arena já era gravado em minha mente e eu era perfeitamente capaz de dizer quais seriam os dias em que tais treinos seriam realizados. Mas desde que eu havia chegado naquele local, havia tido um treino que eu não havia tentado ainda: O combate a monstros. E eu já sabia o que estaria fazendo naquela noite.
Eu tinha meus melhores tênis de esporte nos pés e vestia uma camisa laranja do acampamento, já que esta era uma das poucas roupas limpas que haviam me restado na última semana. Usava um jeans que encontrei no fundo da mala e aquilo era mais do que suficiente para que eu pudesse sair na arena para mais um dos vários treinos com os quais estava acostumado. Eu sequer sabia que aquele seria diferente dos outros. Eu não me surpreendi quando encontrei a arena mais cheia do que de costume. Eu sabia que grande parte dos campistas preferiam lutar a noite e também sabia que os treinos com monstros eram os mais populares pelo acampamento. Aparentemente era um melhor treino de sobrevivência e eu, melhor que ninguém, sabia como era benéfico poder matar uma daquelas criaturas tão horríveis. Eles haviam matado a minha família afinal.
Eu sabia que rancor não era legal para um treino, havia aprendido que as lutas passionais eram impossíveis de ganhar. Luta exigia técnica e racionalidade, não uma coisa impensada. Eu também sabia que poderia topar com uma das criaturas que haviam assassinado minha família, mas eu estava disposto a correr o risco. Eu tinha que aprender. Eu iria topar com outro cão infernal ao longo da vida e quando encontrasse, eu tinha que estar preparado. Eu não poderia arriscar e deixar que um mutilasse minha família novamente. Não poderia dar esse ponto aos monstros.
Como todos os campistas faziam, acabei me posicionando ao lado da arena conforme Quiron nos guiava para os locais de cada luta. Não só a parte térrea, como também as arquibancadas estavam lotadas. Vesti uma das armaduras fornecidas - que pesavam quase o dobro do meu peso - e agarrei uma das espadas que, diferente dos treinos contra campistas, estavam perfeitamente afiadas e capazes de matar. Eu iria matar e por mais que fosse um monstro, eu me sentia um pouco apreensivo. Eu sabia que essa era a minha vida no final das contas: Matar para sobreviver. Meus olhos caíram em Quiron quando ele fez um gesto para que eu me aproximasse de uma jaula, sobre um X marcado no chão. Eu não conseguia enxergar exatamente o que tinha em cada uma daquelas caixas, mas seja o que fosse, estava inquieto. Senti minhas mãos fraquejarem um pouco o aperto na espada e não demorou para que eu me odiasse por isso.
-Muito bem, campistas. Sei que a grande maioria de vocês conhecem as regras, mas como de costume terei de repassar. -A voz firme de Quiron soou, acabando com todos os barulhos e chamando por nossa atenção. Engoli em seco, sentindo-me ligeiramente nervoso. -Em cada uma dessas caixas estão aprisionados monstros. Todos eles não são de nível extremamente forte e são perfeitos para os treinamentos. Cada campista tem um monstro e caso o seu é eliminado, é permitido que possa ajudar semideuses em apuros. Lembrem-se que é um treino, não tentem ser heróis, pois isso nunca irá ajudá-los...
Quiron começou com suas instruções, mas por mais que eu devesse, não consegui prestar atenção nele inteiramente. Meus olhos estavam focados na caixa e eu não conseguia parar de imaginar que diabos estaria me esperando lá dentro. Foi só quando escutei o sinal que voltei finalmente à Terra. Quiron pediu pela posição e eu me preparei. Segurei a espada firmemente em uma das mãos e fitei o objeto que aprisionava o meu inimigo. Não demorou muito até que um sinal fosse dado e então as caixas abertas. Diante dos meus olhos, uma horda de monstros foi liberada.
Eu não tinha ideia do que estava diante de mim, mas era muito, muito feio. Se tratava de uma mulher - se é que posso chamar assim - de cabelos engraçado e olhos amarelados, quase reptilianos. Sua pele era amarelada e não haviam pernas abaixo de sua cintura. Ao invés de coxas, existiam dois troncos de cobras, enormes, que me lembrava de certa forma uma versão perturbadora de uma sereia. Ela não estava vestida em armaduras, mas tinha uma espada em mãos. Eu quase tive minha cabeça decepada pelo meu momento de choque, quando a mulher cobra finalmente me atacou.
-Sssssmideussss para o jantar? Acho que é meu dia de ssssssssorte.
Ela sibilou avançando contra mim, mas não consegui encontrar uma frase legal para dar em retribuição. Eu só tinha que me concentrar em não apanhar. Me lembrando de todos os treinos que havia tido anteriormente, separei os pés e esperei pelo seu ataque para poder contra-atacar. Abaixei o tronco desviando-me da lâmina e então brandei a minha contra ela, na esperança de acertá-la em algum lugar. Acabei atingindo o seu braço e para a minha surpresa não foi sangue que saiu. Pelo menos não tinha a coloração de tal.
-Maldito!
Ela sibilou e isso foi o suficiente para me tirar a atenção. Cambaleei para trás, desviando-me do golpe da espada, mas por muito pouco não tive o corpo de encontro ao chão. Eu tinha que me concentrar. Distração agora não me ajudaria e havia uma plateia inteira observando o meu desempenho. Não era hora de ceder à pressão.
-Wow!
Soltei sem querer quando recuperei meu equilíbrio e respirei fundo, tentando focar meu DDA em tudo o que estava acontecendo naquele momento. Por favor, pai... Me ajude. Rezei por mais que não soubesse para quem fosse. A mulher-cobra me observou com os olhos irritados e então novamente avançou, dessa vez tendo resposta da minha lâmina, que se chocou contra a dela, soltando um barulho alto e metálico. Girei o corpo tentando intensificar o golpe e mais uma vez lancei a lâmina contra a mulher que rapidamente se desviou. Ela era rápida e era o inferno de difícil acertá-la. Rolei para o lado quando sua lâmina veio em minha direção, mas por erro de cálculo, acabei perdendo a posição e permitindo que ela acertasse um corte em minha perna. Soltei um grunhido de dor e logo a mancha vermelha pode ser encontrada em meu jeans escuro. Ok, já chega. Agora era hora de lutar de verdade.
Me apoiar sobre a perna foi um pouco difícil, mas eu me esforcei ao máximo. Senti toda a adrenalina tomar o meu corpo e a aceleração do meu coração trazer a energia que eu precisava para aquela luta. Eu era um semideus. Deuses! Eu era um semideus e eu tinha que honrar esse nome. Não era possível que eu não fosse capaz de lidar com um maldito réptil. Eu ataquei com um grito e foi como se isso tivesse me dado ainda mais energia. A cobra conseguiu desviar, mas assim que fez, eu movimentei o lado oposto do meu braço, acertando-a na costela com a base da minha espada. Não era para cortar, mas sim distai-la o suficiente para que eu pudesse lhe dar um chute no peito e a desequilibrar. Isso teria funcionado se ela tivesse pernas no lugar de dois malditos rabos de cobra.
Um deles se enroscou em minha perna e isso foi o suficiente para que eu caísse no chão, extremamente frustrado. Ela tentou atingir-me com a lâmina, mas rapidamente virei a minha, retardando o seu golpe em impedimento. Mais uma vez o barulho metálico pode ser ouvido e o choque foi suficiente para que eu me colocasse de pé novamente. Com um giro, bati a lâmina contra a mulher que mais uma vez retribuiu o meu golpe, tentando afastar-me, mas eu não deixei. Prendi a respiração e usando minhas forças, abaixei-me, passando a perna por ambas as suas caudas, puxando-as em uma rasteira e batendo a lâmina contra suas pontas que buscavam sustento, arrancando-as. Um grito de dor pôde ser ouvido deixando a boca do monstro e esse foi seu último som antes que minha lâmina finalmente pudesse atravessar o seu peito, formando ali então um monte de poeira de cor estranha. Meu rosto escorria suor e minha respiração era ofegante, mas eu me sentia bem. Era um dos últimos a matar o monstro, mas eu havia conseguido e agora tinha um sorriso de aprovação vindo do Quiron. Deuses, eu estava vivo! Não pude deixar de apertar a espada e então olhar para os céus como uma criança indefesa faria.
-Obrigado, pai.
Sussurrei, agradecendo-o como costumava fazer depois de todas as lutas. Eu tinha muito o que agradecer, eu sabia que ele não me reclamava por algum motivo e não pelo mais puro egoísmo. Eu pelo menos não gostava de pensar isso. Deixei a espada em sue suporte e então acenei para Quiron, sentindo-me leve por tudo o que havia acabado de acontecer. Eu havia conseguido, havia sucedido. Agora tudo o que me restava era um bom banho e uma longa noite de sono no chalé de Hermes.

150 X P + 50 dracmas.
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 70 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP. Parabéns, campista.
avatar
Filhos de Poseidon

Idade : 20
Mensagens : 16

Ficha Campista/Divina
Level: 11
Mascote: Hipocampo
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Qua 7 Jan 2015 - 11:58


...
Era estranho o fato de que Quíron ainda não desistira de me acordar cedo para cuidar dos novatos. Mais estranho ainda era que eu continuava seguindo as ordens do centauro, como hoje. No momento, um garoto de mais ou menos treze anos treinava com cães infernais enquanto eu supervisionava. Particularmente, não via necessidade de tudo isso: por mais que ele ainda fosse um pivete, não era tão ruim assim. Seus golpes eram firmes, apesar de não possuir mira alguma, e ele já matara três dos cinco cães infernais. Desviei minha atenção para as unhas de outra ‘monitora’ sentada ao meu lado, não eram lá uma coisa pouco chamativa com aquele amarelo flúor. Quando voltei minha atenção para o garoto, vi que ele havia acabado de matar seu quarto monstro. “EI! Já que só falta um, eu vou lá uma xícara de café. Vê se não demora com o último porque tenho que te entregar vivo para o monitor de Arco e Flecha.” Levantei do canto onde estava sentada e comecei a andar. A arena andava mais movimentada nos últimos dias, sem qualquer porquê, e isso me irritava. Treinar com pouco espaço sempre fora horrível e, na melhor das hipóteses, dois campistas saiam machucados. E não, eu nunca conseguiria me tornar pouco espaçosa.

Já estava imaginando como encontraria Melanie ou Astrid para pedir ajuda na limpeza do chalé quando ouvi um grito vindo do canto da arena, exatamente o lugar onde eu deixara o garoto. Me virei a tempo de ver seu corpo caindo, seu braço possuía uma mancha enorme de sangue e acho que aquilo em seu rosto eram lágrimas. “Eu tô lascada. Levem o garoto para a enfermaria, rápido!” Gritei a última parte para o montinho de semideuses que se formava ali, enquanto corria em direção ao cão infernal, fazendo uma breve avaliação sobre o mesmo. Porte médio, dentes e garras afiadas e não parecia ter o melhor humor do mundo. Tudo que eu precisava para acordar. Quando me aproximei, retirei minhas adagas gêmeas do apoio preso nas botas e desviei de uma de suas patas pulando. O bicho não perdia tempo mesmo. Bloqueei uma tentativa de arranhão em minha barriga com a adaga da mão direita e desferi um golpe sobre sua pata, mas fui empurrada no chão.

Não era a primeira vez que tinha que enfrentar monstros, ou mesmo cães infernais, mas havia tanto tempo que fizera isso que talvez, mas só talvez, eu estivesse enferrujada. O cão se colocou sobre mim e aproximou seu rosto do meu, deixando que sua baba caísse sobre minha camiseta. “Porra, que nojo.” Resmunguei enquanto chutava seu peitoral (?) para distraí-lo, porque aquilo não lhe causaria dor alguma. Bufei, enquanto ainda estava presa entre suas patas e usei minhas armas antes que ele decidisse me esmagar. Cravei uma delas em uma pata e a outra usei para cortar uma unha, o que não era a intenção. Por algum motivo o cão não se esfarelou todo como aconteceria normalmente, me deixando confusa. Se eu tinha acertado sua pata…? Fiz uma busca rápida no chão, enquanto corria para longe dele. A adaga estava fincada ali, o que significava que eu não acertara nada. Porra, Scarlett.

Tive uma ideia e comecei a correr em círculos, dando a volta no filho do Hades. A praga do monstro não me seguia, mas fora burro o suficiente para ficar girando no mesmo lugar tentando me acompanhar com olhos. Do nada, comecei a correr em sua direção. Um rosnado pode ser ouvido e logo ele também fazia o mesmo, o que deixou a cena parecida com uma de Velozes e Furiosos. No último segundo, pulei o mais longe possível para a direita e assim que meus pés tocaram o chão, peguei impulso para a esquerda. De acordo com os meus cálculos, isso faria com que eu caísse tão próxima ao meu adversário que me possibilitaria subir em suas costas. Eu só havia esquecido o fato de que ele era alto e que eu teria que escalar usando seus pelos mesmo. Enquanto isso, o cachorro dava voltas pela arena, fazendo os campistas se afastarem. Quando finalmente montei o cão, não enrolei e cravei a adaga que restava em minhas mãos ali onde deveria ser sua coluna. Um muxoxo saiu de sua boca antes que tudo que restasse fosse pó e uma filha de Zeus largada no chão. Ah, Quíron, mais um favor desses e seus bobes rolarão pelo solo do Meio-Sangue. Andei até minha adaga cravada no chão e peguei-a, saindo na direção da enfermaria. Precisava ver se a pestinha ainda se encontrava viva.



TEMPLATE BY CALIFORNICATION
Obs: só pra tirar o atraso mesmo.


140 X P
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 60 .-.
Ares
avatar
Filhos de Zeus

Idade : 20
Mensagens : 111

Ficha Campista/Divina
Level: 39
Mascote: Pégasus
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 6 de 7 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum

Aliados e ParceirosCréditos e Copyright©
:: Topsites Zonkos - [Zks] :: Wild Scream RPG RPG Hogwarts Todos os direitos reservados a Monte Olimpus RPG® 2011-2016