Treino De Combate a Monstros

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Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:27

Relembrando a primeira mensagem :



Treino De Combate a Monstros
A arena é destinada para o treino de combate a monstros. Se você procura um lugar para matar monstros, é aqui mesmo. Será disponibilizado para os treinos qualquer tipo de monstro. Por favor, lute com um monstro a sua altura.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:43, editado 2 vez(es)
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Adam Harris Treadwell em Qua 7 Jan 2015 - 17:35

Eu batia o pé impacientemente contra o assoalho de madeira enquanto eu esperava as instruções de Quiron para o início do treino. Era a minha segunda vez naquela arena e naquele mesmo tipo de treinamento, mas eu surpreendentemente não estava nervoso e sim ansioso. Acho que eu havia me sentindo tão bem quando havia matado meu primeiro monstro que eu simplesmente quis ter o prazer de sentir isso de novo e o falatório de Quiron parecia eterno agora diante de mim. Eu não prestava atenção em seu discurso, mas já sabia tudo o que ele iria falar. Eu não havia me tornado uma espécie de assassino psicopata, por favor. Eu só estava partilhando de um pequeno momento de vingança sanguinária pela aquela raça que havia tirado a vida das pessoas que eu mais amava no mundo. Ainda era uma dor a qual eu tinha que superar e uma ferida que tinha que se curar. Por enquanto eu ceifaria algumas almas de volta para o tártaro.
Eu nunca fui uma pessoa vingativa, então esse tipo de comportamento e sentimento eram totalmente novos para mim. Eu era desapegado a tudo, na verdade, mas se havia alguma coisa com a qual eu me importava de fato eram com as pessoas que eu amava, as quais eu queria proteger mais do que tudo em minha vida. E elas haviam simplesmente sido tiradas de mim. Sem mais nem menos. E eu não aceitaria isso, não por hora. Minha mãe costumava dizer que eu era uma pessoa inconstante, que ela nunca havia visto nada do tipo. Eu não ligava quando ela doava os meus brinquedos ou não me importava quando perdia algum videogame ou tinha que o dividir com alguém. Eu cresci desapegado de lugares e bens materiais, eu sempre me importei apenas com pessoas e apenas um grupo distinto delas. Não é que eu seja egoísta ou coisa do tipo, mas simplesmente desligado de tudo. Sempre foi assim desde que nasci até os dias de hoje.
Eu encarava a caixa diante de mim que se mexia freneticamente. Seja lá o que estivesse dentro dela era grande e estava querendo escapar. Eu estava concentrado, observando-a, segurando a espada em minhas mãos, apenas focados em que diabos fazer quando o monstro desconhecido saltasse para fora, doido de vontade de arrancar minha garganta. Eu vestia a armadura e algumas proteções para braços de joelhos, mas era apenas isso e eu poderia ser facilmente morto, por mais que eu supusesse que Quiron nunca deixaria isso acontecer. Eu só tinha que estar preparado e tentar demonstrar melhor desempenho naquela luta do que havia demonstrado na anterior. Era a minha única meta.
O sinal pode ser ouvido e então as caixas foram abertos. Observei atento a criatura que surgiu das sombras e novamente fui pego de surpresa por sua aparência. Não era nada do que eu conhecia e percebi naquele momento que eu precisava desesperadamente estudar um pouco mais sobre mitologia. O monstro era uma garota. Não inteiramente, mas boa parte do seu corpo era, exceto por seus olhos de cores vermelhas, dentes extremamente pontiagudos e uma aparência quase vampírica. É claro que os cabelos flamejantes e os olhos sedentos de sangue lhe davam uma aparência não humana também, mas a parte mais bizarra veio depois: As pernas. Ergui uma sobrancelha, observando as pernas do monstro que eram híbridas, formadas uma delas pelo que me parecia bronze e a outra do que me parecia um burro. Não pude deixar de me perguntar com qual das duas doeria mais levar um chute.
-Ei! Pare de olhar para as pernas! Isso é rude da sua parte!
Franzi a testa confuso com o pedido da menina, mas por alguma razão eu obedeci. Segurei a espada e então a encarei enquanto ela parecia fazer uma inspeção geral em mim. Ela era meio bizarra como um monstro em si, mas lutar com ela era um pouco mais estranho do que com uma dracaenae, por exemplo. Ela parecia-se mais com uma garota do que as mulheres-cobras. Eu ia atacar, mas fui distraído quando um sorriso se formou em sua face. Por que diabos ela estava rindo?
-Eu estava realmente esperando um semideus para o jantar. Oh santo Olimpo! Veja só como você é delicioso!
-Huh... Não acho que eu esteja no cardápio para hoje a noite, desculpe.
Dei de ombros um tanto contente por conseguir juntar forças para respondê-la e antes que pudesse recuar, ataquei. Ergui a espada na esperança de acertá-la, mas com um gesto rápido ela se afastou, fazendo-me acertar o ar. Fui pego de surpresa quando uma das mãos do monstro bateu contra mim e, para a minha surpresa, causou cortes fundos em meu braço que aparentemente haviam sido causados por suas longas unhas. Ou seriam garras? Soltei um grunhido de dor e rolei para o lado quando ela atacou de novo. Uma risada horrorosa pode ser ouvida e ignorando o deboche do monstro diante de mim, pulei para o lado, dando-lhe uma rasteira da qual ela desviou, porém intercalando com um brandar de espada que acabou por raspar a lâmina em sua barriga, causando um corte de cor estranha. Os olhos sanguinários me encararam, ainda mais raivosos se possíveis.
-Ora, semideus!
Eu avancei de novo, mas o monstro agarrou minha camisa pelas costas e sem dificuldades me atirou contra a parede. Soltei um grunhido de dor com a dor do baque contra o concreto e toquei a área atingida, forçando-me a levantar. Minha respiração estava falhada e eu senti dor, mas isso só aumentou a minha raiva. Seja racional, não passional. Pensei, mas estava difícil. Agarrei minha espada e então me virei para atacar o monstro, mas assim que fiz, percebi o meu erro quase imediatamente. Diante de mim, não havia mais uma criatura vampiresca. Os olhos vermelhos haviam sido substituídos por olhos azuis brilhantes e os cabelos de fogo haviam se tornado lindos cabelos loiros. A pele pálida tinha um bronzeado leve de sol e as pernas híbridas estavam... Bem, tão maravilhosas quanto o resto. De repente eu não senti mais vontade de lutar.
-Ei, semideus. Por que não vem aqui me dar um beijo?
-Huh. OK.
Foi tudo o que saiu da minha boca que eu controlava para não babar. Deuses! Ela era linda. Eu não conseguia parar de prestar atenção em tudo, seu rosto, seu corpo... Era como um anjo caído do céu ou então a mais bela das musas. Eu me sentia idiota e impotente e tudo o que eu quis no momento foi simplesmente aproximar-me dela e então tomar os seus lábios, beijá-la como a própria havia pedido... Mas antes que eu pudesse, uma mão me puxou pela camisa.
-Ei, idiota! Acorde!
Uma voz chamou a minha atenção pouco antes de eu levar um belo tapa na cara. Arregalei os olhos, olhando estupefato e confuso para a morena de olhos azuis que chegou logo atrás de mim, descabelada e segurando uma espada. Ela parecia em meio a uma cena de guerra, mas ainda assim não deixava de ser bonita.
-Mas o que?! Por que você fez isso?
-Esse é o poder de uma empousa! Elas seduzem homens! Essa menina que você está vendo ali, não é uma menina. Ela não quer jantar com você, quer jantar você!
Franzi a testa ligeiramente confuso, apenas observando a garota de cabelos negros avançar contra a outra menina loira, com um simples golpe acertando-a na barriga. A loira gritou e eu quis chamar a morena de louca, mas assim que ela fez, a imagem começou a tremeluzir e deu a aparência de um monstro vampírico que para mim era conhecido. Balancei a cabeça sentindo-me totalmente atordoado. Era tudo um truque.
Eu quis gritar para a morena ter cuidado, mas antes que pudesse fazer, o monstro agarrou-a pelo braço e a lançou fortemente contra o chão, fazendo-a escorregar até o meu lado. Ergui a mão para ela se levantar e então segurei a espada, fitando o monstro por um momento que agora de nada mais era atraente. Fiz uma careta um tanto enjoado com a situação.
-Agora venha aqui e me dê aquele beijo!
-Huh... Melhor não!
Respondi, avançando contra a mulher, brandando minha espada. A menina de cabelos negros me acompanhava provavelmente pelo fato de que agora matar o monstro havia se tornado algo pessoal para ela. Ela era rápida e hábil, eu podia dizer. Abaixei-me de um golpe da empousa e a morena ao meu lado fez o mesmo. Com um chute na costela do monstro, consegui desequilibrá-la tempo o suficiente para que a morena fizesse cortes em ambos os seus joelhos, fazendo-a cair sem as forças das pernas. Agarrei minha espada pronto para acabar com aquilo, mas assim que fiz, tudo tremeluziu e novamente a garota loira surgiu diante dos meus olhos. Ela me observou em tom de desespero.
-Me ajude.
-Não caia nessa!
A morena gritou e isso bastou para que eu lutasse. Prendi a respiração e tentei com todo o meu ser me concentrar no fato de que aquilo era um monstro e não uma garota. Era difícil, o feitiço que ela tinha sobre mim era forte, mas concentrei toda a minha energia e força para que eu pudesse combater. E então a imagem tremeluziu, fazendo com que um só golpe eu atravessasse a espada em seu pescoço e a transformasse em um monte de pó de cor suspeita. Apoiei as mãos em meus joelhos, respirando ofegante e sentindo o suor escorrer por meu corpo. Eu estava exausto.
-Obrigado.
Foi tudo o que consegui falar para a morena de olhos azuis. Ela assentiu.
-Eu salvei a sua pele. Esses monstros são traiçoeiros. Tome cuidado.
E com isso ela me virou as costas. Eu nunca fui muito fã de meninas petulantes, mas aquela tinha pontos comigo por de fato ter me salvado de virar jantar de alguém. Soltei um suspiro fundo e então me coloquei de pé, correndo atrás dela e apertando o passo para que pudesse acompanhá-la em sua caminhada. Eu não me lembrada de ter a visto no acampamento antes.
-Meu nome é Adam. Eu sou... Huh... Indefinido.
-Sou Roonie, filha de Phobos. -Ela falou simplesmente, tirando a armadura e então me dando uma última olhada. Acenou. -Te vejo por aí. Tente ficar vivo.
-Tudo bem.
Ergui uma sobrancelha sem conseguir resistir em sorrir de canto. Eu odiava pensar no fato de que havia precisado da ajuda de alguém para eliminar um monstro, mas era melhor essa opção do que virar um jantar. De qualquer forma, eu estava acostumado com combates físicos e não mentais, então só o fato de eu ter conseguido quebrar o feitiço da empousa, mesmo que por um segundo, já havia me deixado feliz o suficiente. Olhei para os céus e em como todos os treinos soltei uma reza ao meu pai. Eu não iria desistir dele. Infelizmente, ele era tudo o que havia me restado.

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Sab 10 Jan 2015 - 18:41

Fighting monsters
are you ready?

Girei a espada em minha mão enquanto cantarolava uma música do Arctic Monkeys. Era um fato que eu precisava treinar, estava ficando meio enferrujada. Fazia tempo desde que eu tinha ido numa missão ou que tinha treinado. Assim que adentrei a arena encontrei um dos filhos de Ares que cuidava dela, sorri para ele e dei tapinhas em seu ombro. — E então, o que terei que enfrentar hoje? — Perguntei enquanto olhava em volta, não tinha nada na arena a não ser as armas extras que ficavam num dos cantos. — Cães infernais, eles estão atrás das portas vermelhas — O filho de Ares disse. — Vou soltar eles aos poucos, pois sei que tem um tempinho que você não treina — Ele se afastou e foi até as grandes portas vermelhas que tinham na arena.

Ajeitei minha postura e segurei o cabo da espada de bronze celestial com mais firmeza. Certifiquei-me de que a adaga extra estava bem presa no suporte em minha perna e resolvi pegar um escudo, já que era bem capaz de um dos cães ter a grande ideia de pular em cima de mim e o escudo seria ótimo para impedir que eu fosse esmagada. Fiz sinal para que o garoto soltasse os cães e ele abriu as portas vermelhas. De lá saíram três cães infernais, um grande e dois pequenos. Eles estavam rosnando, deixando assim seus dentes afiados a mostra e era possível ver um pouco de baba de monstro escorrendo pelos cantos da boca de cada um (eca!). Tratei de ativar meus olhos do Caos e coloquei o escudo bem a minha frente, bem na hora que um dos cães veio correndo em minha direção. Bati com meu escudo no focinho do cão, que ficou desconcertado e deu dois passos para trás.

Aproveitei sem momento de distração para fincar minha espada bem no meio da sua testa. Sorri ao ver o cão se transformar em pó dourado e me virei para os outros dois restantes. Os dois vieram correndo em minha direção ao mesmo tempo e em nenhum momento hesitaram em atacar – o que era estranho já que eu estava usando meus olhos do Caos –, peguei impulso para pular sobre as costas do maior e foi como se tudo estivesse em câmera lenta: Perfurei a coluna do cão com a minha espada, o cão rugiu de dor e eu coloquei um pouquinho mais de força na espada pra que ela atravessasse o corpo pequeno do mesmo. E pronto! Mais um cão infernal tinha virado pó.

— AAAAAH! — Gritei de dor ao sentir alguma coisa perfurar meu calcanhar. Percebi que era o último dos cães, o maior. Bati com o escudo nas costas do cão com tanta força que ele foi forçado a soltar meu calcanhar. Me afastei dele mancando e procurei uma posição confortável para atacá-lo sem me machucar mais. Aquele cão infernal era mais ágil que os outros, então ele se recuperou logo do ataque e veio em minha direção, tentei focar os olhos do cão, mas meus olhos estavam meio embaçados por conta das lágrimas de dor. Soltei um suspiro e pisquei para normalizar minha visão, mas já era tarde de mais. O cão pulou em cima de mim fazendo com que eu caísse no chão deixando apenas o escudo nos separando, ele abriu sua boca enorme e eu gemi ao ver até a garganta do cão. Lutei para deixar o escudo no lugar certo e o forcei para que o cão me desse algum espaço, mas era MUITO difícil considerando o peso dele.

Por fim usei o pouco de força que ainda tinha em mim e segurei minha espada próxima a mandíbula do cão, coloquei pressão e sorri ao ver a espada atravessando a mandíbula do monstro que cambaleou para trás – saindo finalmente de cima de mim – enquanto se desfazia em pó dourado. Me levantei do chão com dificuldade e notei que o filho de Ares estava abrindo os portões vermelhos novamente. Praguejei em grego ao ver as duas dracaenaes saindo de lá. Ignorei a dor do meu tornozelo e tratei de ir acabar com as monstras escamosas. Para a minha sorte elas não atacaram ao mesmo tempo. Peguei minha adaga, mirei e arremessei ela na dracaenae mais próxima, para a minha sorte a adaga se fincou no tronco da dracaenae e ela explodiu em pó dourado antes que se que ousasse encostar em mim. Mas não fui tão rápida com a outra e isso me trouxe problemas bem legais.

Senti coisas escamosas envolverem minhas pernas e logo eu estava sendo arrastada pelo chão da arena e vou te contar, não é nada confortável. Respirei fundo para me concentrar e pedi ajuda a Hécate para que eu conseguisse cegar a dracaenae momentaneamente. E acho que deu certo, pois dois segundos depois a dracaenae soltou minhas pernas e ficou andando desgovernada pela arena. Fui atrás da coisa e a puxei pelos cabelos, usei a espada para cortar suas pernas de cobra e antes que ela fizesse alguma outra coisa, finquei minha espada em seu peito. Vendo a dracaenae se desfazer em pó dourado caí sentada no chão. Meu tornozelo estava roxo e agora eu tinha um monte de arranhões pelo corpo. Virei minha cabeça para ver se o filho de Ares estava nos portões, mas não, ele já tinha sumido. Me levantei do chão e fui mancando até a saída da arena, precisava dar uma passadinha na enfermaria.

Poder usado:
Escuridão - Os feiticeiros podem cegar pessoas momentaneamente utilizando escuridão.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Rachel Learmonth Dicker em Dom 11 Jan 2015 - 17:23

and i'm holding on for dear life
fighting in the sunset
Prometi a mim mesma que dessa vez eu treinaria. Mas a pura realidade é que até eu mesma já não estava mais aguentando ficar sem fazer nada. Já estava cansada de repetir todo dia a mesma mesmice de sempre. Era um novo ano. E eu estava de verdade com intuito de mudar. Pela manhã havia vasculhado meu pequeno estoque de armas. Não havia nada interessante ali. Apenas um conjunto de arco e flecha, uma espada e meus punhais dado por Héstia. A mesma que já estava ficando desapontada comigo. Eu não queria fazer ela se arrepender de ter me adotado e até mesmo me chamar para fazer parte dos Vestais. Para mim era uma grande honra. É claro que mesmo assim eu não era um projeto de heroína para se espelhar e com mais habilidades que outros, mas eu sabia me virar quando era possível. No final de tarde, havia recolhido minha espada. Estava com vontade de treinar. Mas não qualquer treino. Queria mesmo era fazer Treino de Combate a Monstros. Fazia muito tempo que eu não via um cara a cara. E eu estava bem disposta para isso. Logo peguei minha espada e saí do chalé de minha mãe Quione e fui direto para a arena. Fui caminhando pelo acampamento com minha espada em mãos. Não sei como e nem porque mas eu estava me sentindo muito bem. Queria por minhas habilidades em praticas. Quem saiba eu não sou chamada por Héstia ou até mesmo pelo próprio acampamento para alguma missão de emergência. Já estava realmente cansada de olhar para as mesmas pessoas toda manhã. Até mesmo de perambular pelo acampamento. Eu precisava esparecer bem longe daqui.  

Chego a arena e não vejo mais o sol atrás de mim. Eu realmente não estava acostumada a treinar nesse horário, mas foi o que deu. Foi a hora em que eu refleti comigo mesma. Já era hora. Pisei com meu pé direito. Revirei meus olhos e mapeei o local. Aquilo era maior do que eu me lembrava. Segui adianta com meu plano. Estava repleta de semideuses que não deu nem para eu contar. Fui até um instrutor que já conhecia e falei o que queria treinar. Ele pediu para que eu esperasse. Não havia muitos campistas combatendo monstros, definitivamente não havia nenhum. Segui para um canto e esperei e logo ele veio até a mim. Não sabia com que tipo de monstro queria lugar só deixei que ele escolhesse. Fiquei girando a minha espada em punhos. Essa era umas das minhas manias que eu lembrava. Ele voltou trazendo uma mulher que na verdade não era somente uma mulher. Eu já sabia o que era. – Uma Harpia? – Engoli em seco. Não que eu tivesse medo de Harpias, mas para falar a verdade nunca fiquei cara à cara com uma. Apertei minha espada em punhos. O instrutor já me conheci e não queria enrolação. Simplesmente tirou as algemas que estavam presas nela. Ela relutou e suas garras afiadas quase o arranharam. 

Estava em uma parte da arena pouco movimentada. Posicionei um pé atrás e olhei friamente para ela. Esse era um dos meus piores olhares. Elevei minha espada em punho com as duas mãos em seu cabo. A Harpia não esperou nem um segundo. Parecia que só havia ódio em seus olhos. Ela abriu suas asas e suas garrafas se curvaram. Francamente eu não estava com medo. Mas estava preocupada por não ter praticado ultimamente. Falhar nisso e ficar com cara de trouxa. Suspirei e cansei de mastigar meus pensamentos. Harpias gostam de brincar um pouco. Deu para ver enquanto ela voava de um lado para o outro me contornando. Risquei duas vezes minha espada de prata no ar. Ela ameaçava e voltava. Isso era para me tontear. Pois ela não estava armada. Mas tinha proteção o suficiente. Agora chega. Joguei meu corpo para a lateral e lancei minha espada para seu braço. Minha lâmina percorreu sobre sua pele. Me agachei e ela sobrevoou sobre minha cabeça. Me virei para o outro lado tentando acompanhá-la. A Harpia pousou e veio andando para cima de mim. Apertei minha espada e virei para a direita e ela me contornou. Girei meu corpo mas suas garras já haviam perfurado minha pele. Ardeu mas eu não hesitei. 

Continuei com minha espada em punho e com o suor estampado no meu rosto. A Harpia ia para a esquerda e para direita. Seus olhos intimidadores me fuzilaram. Ela abriu as asas e sobrevoou mas uma vez sobre mim. Chegou a ser tão baixo que eu me joguei no chão. Ela pousou e elevou seu pé de ave e pisou no chão mirando bem em minha cabeça. Eu realmente fiz um bem para mim vindo treinar. Não queria fraquejar em alguma próxima vez. Catei minha espada do chão e me levantei. A Harpia praguejou e então veio com tudo me agachei e me levantei. Ela realmente era lerda em seguir meus movimentos mais o que ela tinha de lerda ela tinha de fúria. Continuei a desviar de seus golpes. Mas agora eu estava enrolando demais. Fiquei mais perceptiva em relação a ela. Não esperei ela dar seu movimento. Ataquei enquanto ela estava parada. Me virei e joguei a espada em seu meio. A lâmina rasgou seu ombro penoso. Foi o melhor golpe que eu havia dado até agora. A Harpia não grunhiu de dor para não demonstrar que era fraca. Mas ela mudou. Fui pega desprevenida. A Harpia jogou seu corpo contra mim e suas garras deslizaram sobre meu braço em punho. Meu braço fraquejou e eu soltei a espada. Só pude ouvir a lâmina cerrando o chão. Olhei para meu braço perfurado. Não estava nada legal mas o estaria pior seria ela. Agora eu queria tirar todas suas penas. Ela não esperou nem eu me recuperar e me jogou no chão. Fiquei de bruços e me virei quando ela veio para cima de mim. 

Agora era pra valer. Me recuperei do melhor jeito que consegui. Peguei minha espada antes que ela chutasse para longe. Me levantei e posicionei meus dois pés. Um na frente e um atrás. A Harpia elevou seus dois braços e com eles suas garras em mãos. Eram enormes, mas o que eu queria eram arrancar. Dei uma investida e um chute. Ela cambaleou e eu com a minha espada risquei seu braço esquerdo. Aproveitando seu desequilíbrio, me virei para a direita e corri em sua direção. Fui usando meu corpo contra o próprio dela. Ela comandava seu braço afim de me ferir com suas garras. Ela com seu antebraço penoso impedia o meu corte com minha espada ao ar. Dei um cotovelada no seu ombro com a maior força que conseguira obter. Ela era dura na queda. Mas eu também era, eu não ia desistir depois de tanto esforço. Já era tarde, pois não encontrava nenhum brecha de luz sequer perfurando a arena. Fiz mais pressão com meu corpo. A Harpia apelou do jeito que conseguiu. Sua perna de ave pisou no meu sapato. Por um segundo achei aquilo ridículo, mas retirei meu corpo de cima do seu. Ela cambaleou novamente e eu elevei minha espada afim de perfurara-lá. Mas ela elevou seu braço esquerdo e sua asa abriu. Me virei e joguei a espada contra sua cintura. A ponta da lâmina percorreu contra sua barriga. 

A Harpia olhou para baixou e eu aproveitei para dar minha próxima investida. Tive tudo calculado em minha cabeça, mas não saiu da forma que eu imaginei. Ela revidou com a maior agressividade possível. Ela jogava seu braço esquerdo e seu direito contra mim. Arranha o ar, enquanto eu andava para atrás desviando. – Venha! – Exclamei o mais alarmante. Ela saltou por cima de mim. Me virei para sua posição. Corri e risquei duas vezes seguidas a espada de prata. Não estava mais aguentando, os cortes e arranhões já estavam transparecendo em minha camiseta. Parei de dar investida. Fiquei parada feito uma tonta. A Harpia também parou. Não sei porque ela não havia me matado ainda. Não sei se é por que eu desvio bem e consigo me manter de pé. Ou se ela só estava querendo me cansar. Me desviei e quando ela virou para me acompanhar. Elevei minha espada perfurando sua calda de ave de rapina. Ela relutou mas caiu no chão. Segurei a espada com as duas mãos. Dei um giro e risquei contra seu pescoço. Revirei meus olhos e diante dele só via pó. A mistura de cores no ar. Minha visão falhou e eu fui dando passos para atrás. Passei minha mão sobre a cabeça tirando os cabelos da frente. Não havia mais nenhum monstro agora. Só apenas eu. Girei novamente minha espada e deixei escapar um sorriso bobo. Fui caminhando até para o centro da arena. Onde não havia quase ninguém, mas eu já tinha completado o que viera fazer. Saí da arena sem olhar para atrás cantando Blank Space.



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Sex 16 Jan 2015 - 19:29

I knew you were trouble

Estava descansando em meu chalé quando fui interrompida por batidas frenéticas na porta. Revirei meus olhos e me virei para o outro lado posicionando melhor meu travesseiro. Estava bem fresco aqui dentro e eu não queria ir lá para fora. Depois de passar quase o dia inteiro nas forjas. A corrida na parede de escalada me fez descontrair um pouco. Continuei deitada enquanto ouvia mais e mais batidas na porta. - Meu deus Sky, será que da pra você abrir essa maldita porta? - Falei com raiva nas palavras. As batidas continuavam e eu me sentei na cama. Dei um soco no travesseiro e me levantei. Eu não costumava dormir de tarde por simplesmente não conseguir. E quando consigo, alguém vem perturbar meu sono. Caminhei até a janela e puxei a cortina. Me deparei com o cenário do lado de fora. Não havia sol nenhum e estava começando a escurecer. Eu realmente deveria ter dormido horas de tarde. Pois Sky e ninguém estava no chalé. Apenas eu. Fui caminhando até a porta e girei a maçaneta. Dou de cara com um semideus com as mãos no ar para dar a próxima batida na porta. - O que você quer? Não estamos no Halloween. - Falei secamente para o garoto do lado de fora da soleira. Ele deveria ser algum semideus mais velho, porque eu mesma nunca se quer o vira antes. Desviei meus olhos do garoto e analisei o tempo. O vento vinha em meu rosto e o céu estava quase escurecendo. Ele logo se desculpou por incomodar e explicou o que estava fazendo ali. - Uma Quimera? - Indaguei em seco enquanto ouvia o semideus falar que uma Quimera estava a solta pelo acampamento. E que seus últimos rastros foram do Bosque ao Riacho de Zéfiro. Eu nunca havia enfrentado um monstro desses antes. E tinha um a solta no acampamento. Meus olhos logo se abriram melhor e eu não estava mais cansada e nem chateada. 

O semideus dissera que Quíron estaria precisando de mim para caçá-la. E que se precisasse eu poderia até matá-la. Ele também falara que uns campistas que ele costumava a pedir reforços quando o acampamento estava sobre circunstâncias diferentes não estavam no local. Provavelmente fora da colina. Passei meu dedo sobre o olho e falei para o garoto que logo iria. Adentrei ao chalé e fechei a porta. Encostei minhas costas na porta de ouro e bufei. Eu teria de matar uma Quimera, nunca fizera isso antes. Essa com certeza seria uma das minhas missões mais perigosas. Acho que essa era a primeira vez que eu sairia sozinha para caçar alguma coisa. Deixei meus pensamentos de lado e fui me trocar. Tirei meu cropped e um short simples e me vesti melhor. Joguei uma calça jeans no corpo e uma blusa de manga. Sentei em uma poltrona e puxei um par de de botas de salto baixo e as calcei. Fui ver a hora no relógio da mesa de cabeceira. Já eram umas 18:20 da tarde. Fui puxando meus cabelos para atrás e peguei um elástico. Fui até o espelho de parede e o fiz um rabo de cavalo alto. Eu precisa de uma arma específica. Vasculhei meu baú e de dentro dele tirei minhas adagas gêmeas. Eu nunca as tinha testado elas antes, mas sabia que eram elétricas. Estava tudo pronto para a saída. Pensei comigo mesmo que era melhor eu ir logo, antes que algum campista morra. Fui caminhando até a porta, girei a maçaneta novamente e saí. O semideus ainda estava lá do lado de fora me aguardando. Fomos caminhando até à Casa Grande. 

Quíron, estava imponente a nossa espera. Ele me analisou e me deu algumas instruções. E logo em seguida se retirou. Agora era somente eu mesma. Era agora ou nunca. Fui caminhando até o Bosque. Pude sentir eu perdendo a única pouca luz que havia no céu. Estava quase escurecendo quando adentrei dentro dos arbustos. Peguei uma adaga e apertei a mesma na mão direita. A outra estava bem posicionada na bainha da minha cintura. Fui dando um passo atrás do outro tentando não ser alarmante. Não ouvi nenhum som de diferente. Somente os sons dos galhos que caiam e se mexiam quando eu passava. Continuei andando. Cada vez mais longe da claridade. Eu já estava começando a pensar seriamente se isso teria sido uma boa. Após percorrer uma boa parte do Bosque eu passei por uma espécie de fenda e pude ouvir um novo som. Água sendo rebatida. Fui andando um pouco mais e vi eu já me encontrava em um Riacho. E ali mesmo, ouvi um novo som. Algo se mexeu mais a frente tão rápido que quase levou uma árvore junto. Eu não sabia se fora boa ideia chamar uma filha de Zeus para a missão. Meu cheiro provavelmente faria qualquer monstro se atiçar mais. Me virei rapidamente pois senti alguma coisa percorrer por ali. Uma corrente de ar passou pleno aos meus ouvidos. 

Quando me virei e pude ver na claridade o que era fiquei boquiaberta. Era um monstro estranho. Uma Quimera. Seu corpo era composto por diferentes animais. Era um corpo de leão com uma metade de cabra. O que mais me despertou foi a sua calda. Era uma serpente. Dei um passo atrás. Eu não sairia correndo dali, pois não é do meu contexto. Mas todo cuidado era pouco. Dei mais dois passos para atrás tentando pensar em uma tática. A Quimera não havia me visto com clareza. Mas eu já tinha a visto por completo. Fui andando para o lado e sem querer quebrei o galho. O seu som foi tão claro no ar que a Quimera se virou bem para mim. Apertei bem a adaga em meu punho direito. Cansei da palhaçada de esconde e esconde e dei um passo para frente. A Quimera me analisava e sua feição animalesca era de prazer. - Filha de Zeus. - A Quimera falou a poucos passos de mim. Uma corrente de ar quente veio ao meu rosto e eu o virei para o lado. Como aquele monstro estranho sabia quem eu era. Parece que a cada ano que passo os monstros estão cada vez mais espertos. O que era meio bizarro de se pensar, mas hoje em dia eu não fico mais duvidando de nada. Parei com a mania de subestimar as coisas. A Quimera deu passos a minha frente e eu fui indo para um lado. Ela me encarava secamente e eu ainda não tinha um exato plano. Só teria que fazer ela fugir e recuar. Ou matá-la. Ela veio para cima de mim não deixando eu nem dar meu último suspiro. Sua calda de serpente mostrava os seus dentes letais. Engoli em seco e firmei meu pé no chão. Esperei ela tomar iniciativa e me atacar. Não deu nem um minuto e fora isso que ela fizera.

Me joguei para um lado enquanto a Quimera saltava no meu ponto anterior. Apertei meu meu punho com a adaga. Esperei a Quimera jogar seu corpo para cima de mim novamente e foi isso que era fez. Aproveitei a oportunidade proposta para mim e risquei seu corpo de leão com a adaga. Eu não imaginava que o estrago seria tanto. A pele da Quimera estava danificada. Ela gruniu. Isso fez eu andar para atrás. Ela estava com muita raiva. E tinha mil e um motivos para me matar. Ela deu outro bote. Quando ela veio para cima de mim eu não havia saído do lugar. O que poderia ser uma estratégia bastante idiota, e sim era. Mas quando suas garras de leão riscaram o meu ombro rasgando um pedaço do pano da minha blusa eu elevei minha adaga e dela saiu um jato elétrico. Os fios estáticos foram direto em sua pele. Bem na divisão de cabra para leão. Ela gruniu de dor e se contorceu. Seus passos ficaram sem rumos. Alisei o ferimento no meu ombro. Como ardia, a maldita Quimera sabia como deixar sua marca. A preocupação de putrificar eram muitas, mas mesmo assim eu tinha um monstro para derrotar. Tornei a voltar minha visão para a mesma. E ela já estava bem melhor. Puxei a outra adaga da minha bainha. Fiquei com as duas em punho no ar. A Quimera veio contra mim e sua calda de serpente me fez tombar no chão. Quase que eu fui mordida. Mas elevei minha adaga e risquei contra sua calda de serpente. 

A Quimera se virou. Corri para sua lateral com as duas adagas em punho. Quando vira direito, atrás de mim havia o Riacho. Olhei para atrás e pude ver a água percorrendo. Voltei meu olhar rapidamente para a Quimera aguardando sua próxima investida. Ela abriu sua boca e dentro pude ver seus enormes dentes que poderiam me serrar ao meio. Eu realmente não estava com medo. Não sabia o que estava sentindo, mas sabia que o cansaço estava começando a ressurgir. A maldita Quimera soltou um jato de ar quente que logo em seguida veio acompanhado de uma imensa bola de fogo. Estava vindo em minha direção. Cara à cara. E eu não estava nem com um escudo para desviar. Quando a bola quase me queimara viva me joguei para a esquerda. Rolei e minhas pernas mergulharam na água. Olhei para atrás e a chama de fogo explodiu na pedra bem do lado da água. Me levantei rapidamente e fui contra a Quimera. Meus sapatos estavam totalmente molhados. A Quimera me cercava e eu aguardava sua investida. Suas garras riscaram o ar e eu desprevenida levei outro arranho. Dessa vez bem mais letal. Estava encrustado na minha costela e eu estava quase ficando sem blusa. Gritei de dor ao céu que estava totalmente escuro. Segurei firme nas duas adagas e a Quimera viera contra mim. Os fios elétricos de cada adaga foram contra ela. Um foi bem na sua calda de serpente. Outro fora contra sua face de cabra. Eu havia acertado a maldita em cheio.

Sua visão estava falha e sua calda de serpente não estava se movimentando como de costume. A Quimera agora começara a simplesmente jorrar bolas de fogo contra mim. Ela estava apelando e eu pude sentir isso. Fui desviando freneticamente das bolas de fogo. Algumas foram tão perto de mim que sentia minha pele queimar. Uma vermelhidão estava na minha costela. Fui perdendo meus movimentos mesmo não querendo. A Quimera jogou seu corpo contra mim eu caí no chão. Sua calda de serpente estava prestes a dar o bote no meu braço quando eu rolei para a direita. Me levantei na medida do possível. Minhas duas adagas estavam em punho mais meus braços estavam pesados. Meu corpo não me obedecia mais. A Quimera não estava desistindo mais eu pude perceber que não estava mais atacando como antes. Nós duas estávamos perdendo as forças. E eu sabia que somente uma de nós iria ficar para contar a história. A Quimera foi para minha direita e seu braço me jogou para um canto. Eu voei e caí debaixo de umas folhas. Eu estava acabada e em minha cabeça veio vários pensamentos amontoados de uma única só vez. Pensei que ia perder. Me levantei e juntei minhas duas adagas. A Quimera soltou seu jato quente que fez minhas pernas fracassarem e eu quase despenquei. Logo em seguida veio sua maior bola de fogo. Eu não sabia se daria certo, mas resolvi arriscar. Parando olhando somente para a chama que corria no ar diante dos meus olhos eu lancei minhas adagas unidas. E tentei retirar de dentro delas a maior força que ela tivera. Tudo começara a brilhar e uns fios de luz prateadas se chocaram com a chama da Quimera. Eu não enxergava mais nada, somente a luz no local. Eu estava quase largando quando minha mão estremeceu e a eletricidade da adaga arremessou a Quimera para longe. Soltei as adagas e me ajoelhei. Pude olhar para Quimera que rolava e rolava e finalmente caiu no Riacho. Eu despenquei no chão.

Algumas horas depois eu fui me recuperando aos poucos. Pude ver tudo com clareza. Não havia nenhum sinal de Quimera. Me levantei e fui para o Riacho. Tirei meus sapatos e arranquei do meu corpo o resto de pano de blusa que havia sobrado. Apenas de cropped e de calça mergulhei sobre a água gélida e gostosa. Parecia ser coisa de outro mundo. Fui mergulhando descendo mais para a água. Quando simplesmente abaixei minha cabeça para dentro d'água. Alguns minutos depois voltei a superfície. Havia tirado o suor do meu corpo e o sangue sobre minha pele. Analisei o ferimento na minha costela. Estava horrível, mas com mais clareza. E virei meu pescoço para meu ombro direito analisando os arranho profundo. Eu conseguiria dar um jeito naquilo. Me levantei e sacudi meu cabelo. Fui jogando para o lado e passando os dedos sobre ele como se fosse um pente e tirei o excesso de água presente. Peguei meu par de botas e fui saindo do Riacho. Passei pelo Bosque e em seguida já vira o acampamento. Estava totalmente iluminado e o céu já estava escuro. Fui perambulando até a Casa Grande. Alguns semideuses me olhavam como se eu estivesse em um estado de calamidade. Mas eu me sentia bem melhor. Só os machucados que ardiam e doíam a cada passo que eu dava. Subi as escadas da Casa. Estava prestes a entrar. Olhei para atrás e vi o acampamento. Tudo parecia estar correndo bem. E abri a maçaneta de duas folhas adentrando ao local.

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Annelle C. Delacourt em Dom 18 Jan 2015 - 16:55

THIS IS NOT EASY
Treino 044 Teste de Reclamação
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A
nnelle encarava Quíron com um sorriso sarcástico, típico da morena. A própria postura demostrava certa superioridade, que de fato não tinha. Era apenas um ninguém naquele tipo de hospício para [s]loucos[/s] filhos de deuses [s]com egos enormes[/s] que lutavam contra monstros [s]imaginários[/s]. Mesmo estando naquele mundo imaginário, ainda acreditava que era um péssimo sonho de sua mente doentia. Monstros? Era cética, não conseguia acreditar nesse tipo de enganação para assustar crianças. Então quando citavam das chamadas missões ou o tal do oráculo no acampamento, a morena sorria ironicamente, quando não gargalhava alto na cara do sujeito [s]lunático[/s].

Estavam na chamada casa grande, o único local realmente bem construído no retiro de férias para [s]doidos varridos[/s] semideuses. A casa era feita para reuniões entre os monitores do chalé e ali moravam o diretor de atividades conjuntamente com o deus Dioniso, alguém que realmente nunca vira, mas pelos boatos, era insuportável. O centauro, como sempre, estava de braços cruzados fitando-a com um ar de ”você fez algo errado”, mas isso não incomodava a morena. Aguardou até que ele realmente quisesse falar, sem dirigir-lhe qualquer palavra.

- Bom, eu soube de seu desempenho sensacional nos últimos treinos, Delacourt. – Foram as primeiras palavras ditas por Quíron, o que de fato surpreendeu-a. Esperava broncas sobre as bebidas ou qualquer coisa do tipo que poderia levar a culpa, mas não, tinha acabado de ser elogiada. – Então eu quero testar realmente suas habilidades com algo mais difícil. Você é bem iniciante, normalmente não permitimos isso para novatos, mas parece que você aguenta... E talvez, seu pai ou mãe te reclame.Reclamar do quê? Mais reclamações?, pensou, enquanto suspirava longamente. – É um desafio. Você aceita, senhorita?

Bom, não tinha muito o que perder, além da própria vida. Na verdade, estava seguindo o famoso ditado pagar para ver, afinal, ainda era uma cética e não acreditava em monstros. Duvidava que realmente teria um treino com isso, talvez cachorros selvagens, lobos, ursos; mas nada de uma cobra de nove cabeças ou um cão de duas.

- Aceito. – Finalmente respondeu, assentindo com a cabeça diante do diretor de atividades. Ele resolveu passar as devidas instruções antes de leva-la ao local, contando sobre como seria solto o monstro, quais os equipamentos de proteção deveria levar e que caso acontecesse algo grave, alguém assumiria a batalha por mim. Ainda assim, tinha muitas dúvidas.

Loucos..., esse foi seu pensamento ao final da breve explicação.

------  ✖  ------

Não é que o desgraçado estava falando a verdade? Naquele momento, diante de si, estava um cão muito maior que o normal. Os dentes pareciam lâminas de espadas, os olhos tinham um brilho vermelho assustador, a pelagem era negra e o som emitido por ele causava arrepios em todo o corpo da novata. Quíron esboçava um sorriso satisfeito, enquanto o animal era preso com correntes por três campistas, que também exibiam sorrisos irônicos.

- O que é? Estão se divertindo? – Disse, a voz em um tom mais elevado, demonstrando estresse.

- É apenas um cão infernal filhote, Delacourt. Nós nunca arriscaríamos uma novata com um monstro adulto. – O centauro explicou calmamente, como se Annelle fosse uma lerda, esse modo de trata-la estava deixando-a louca de raiva.

Annelle estava em um local no extremo sul – ou era leste? – do acampamento,  o ar livre, a área foi cuidadosamente planejada para impedir que o monstro – e não é que a morena agora estava começando a acreditar naquela nonsense ? –  atacasse outros e relativamente posicionada bem próxima a barreira mágica, de modo que em casos alarmantes, bastasse atirar ou atrair a criatura para a barreira e puf. Pelo menos era isso que Quíron tinha explicado para a morena, de modo a deixá-la mais confortável com tudo aquilo. O ego da mesma era muito grande, impedindo-a de demonstrar qualquer medo ou hesitação.

Em meio a toda concentração, apenas escutou um ruído de ”podemos começar?” e sem dizer qualquer palavra, assentiu com o rosto, indicando que estava pronta. Como arma, dessa vez, tinham deixado usar uma lança verdadeira, com ponta de aço e cabo mais confortável de segurar. O balanço estava ótimo, por incrível que pareça, já estava acostumada a usar aquele tipo de arma; parecia perfeita para si e mesmo sem explicar ou treinos maiores, tinha na cabeça movimentos para usar, mesmo que nunca tivesse treinado, havia uma mínima impressão de que conseguiria utilizá-los com perfeição.

O rosnar alto da criatura quando foi solta das correntes que lhe prendiam fez um arrepio percorrer toda a espinha da novata, fazendo-a recuar em puro instinto. O pior era que não tinha pensado naquela teoria: no mínimo movimento, o animal selvagem lhe atacará. Primeiro erro. O cão infernal precipitou-se adiante, correndo rapidamente na direção da novata, as mãos pressionaram-se com força no cabo da lança, a mão direita próximo a parte superior e a outra um pouco mais baixo para segurá-lo.

Quando seu inimigo saltou para derrubá-la no chão, moveu-se rapidamente para a direita, girando o corpo e aproveitou do guarda baixa do cachorro? para acertar o cabo em seu flanco. O golpe fora forte o suficiente para derrubá-lo, uma força que nem acreditava ter, empurrando-o para esquerda. Virou-se de frente para seu inimigo, uma lição que até filmes de ação ensinavam. O rosto da novata tinha uma expressão completamente selvagem, talvez fosse resultado da adrenalina no sangue e um sorriso sombrio percorreu os lábios. Inclinou levemente o pescoço para o lado direito e escutou um estalo, um sinal de quem estava preparada para a batalha. Novamente, a criatura rosnou, demonstrando o quão estava brava e correu em uma velocidade incrível e duvidosa.

Foi depois de alguns segundos que percebeu que o próprio corpo estava estirado sobre o chão, as costas doendo horrores e um cão babando sobre si. Por sorte, tinha reflexos muito bons, segurava a lança entre a criatura horrenda e si, impedindo que as garras das patas dianteiras lhe machucassem, essas estavam forçando o cabo da arma, e também evitando que os dentes afiados alcançasse sua pele. Tinha uma força que ainda não entendia, então conseguia lutar contra o peso do animal sobre si. Sentia algo perfurar as próprias coxas, mas sufocava o grito de dor, tentando manter toda a força e a vontade naquele ato de retirar o maldito cachorrinho de cima de si.


Após refletir alguns segundos, resolveu tentar um movimento, que talvez retirasse o cão de cima. Aumentou a força na ponta da lança, fazendo-a inclinar aos poucos e entortando a posição a qual encontrava-se, deixando-a na diagonal. Com o cálculo certo, concentrou toda a força no movimento para jogar para jogá-lo para o lado e enfim conseguiu. O cão foi atirado, mas não longe e caiu de costas. O tempo foi suficiente para que levantasse, mesmo com a dificuldade e afastasse. Aguardou, a ponta de aço virada para baixo, demonstrando que não era ameaça. Um golpe, uma farsa. Isso seria apenas um toque para seu último ataque, que torcia para que desse certo. Continuou a recuar, esperando chamar a atenção do monstro, até que conseguiu. Este levantou-se prontamente com um rosnado ensurdecedor e correu em direção. Prevendo o determinado momento que ia saltar, esperou, observando as patas traseiras do mesmo, quando estas retesaram para conseguir um impulso para o salto, a morena esticou a lança, virando a sua ponta para a direção do mesmo, um pouco horizontal.

Não esperava que desse certo, mas foi quando caiu no chão devido ao choque do corpo do cão infernal e a arma, que percebeu o que tinha acontecido. O animal saltara e no exato momento em que iria cair sobre o corpo da morena, a lança perfurara um pouco abaixo de seu pescoço, atravessando-o. O sangue dele caia por sobre a pele de Annelle, que fitava o monstro morto e perfurado por sua lança, olhando para cima. Segurava a arma ainda, os nós dos dedos brancos devido ao quão forte e a criatura ainda estava presa a ela, os olhos fechados, o corpo estático. Silêncio. Todos estavam quietos diante a cena um tanto quanto impressionante. Pelo menos, a morena pensava que era essa a justificativa da perplexidade deles.







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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Quione em Ter 16 Jun 2015 - 16:44

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Re: Treino De Combate a Monstros

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