Treino De Combate a Monstros

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Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:27

Relembrando a primeira mensagem :



Treino De Combate a Monstros
A arena é destinada para o treino de combate a monstros. Se você procura um lugar para matar monstros, é aqui mesmo. Será disponibilizado para os treinos qualquer tipo de monstro. Por favor, lute com um monstro a sua altura.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos




Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:43, editado 2 vez(es)
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Davos H. Grümmer em Ter 3 Dez 2013 - 15:35

a harpia,
diversão da tarde.

Eu estava deitado na minha cama, totalmente entediado, apenas fitando o teto pensando em algo a para fazer. Lembro-me da arena, e decido treinar um pouco, pois eu não iria ficar pra sempre no acampamento, em um momento eu teria uma missão e não queria ser totalmente inexperiente. Levanto subitamente, pego algumas de minhas armas e saio do chalé e vou caminhando lentamente até a arena. Ao chegar lá, me deparo com o local totalmente vazio, penso em dar meia volta e retornar ao chalé, mas assim que me viro uma harpia surge na minha frente e me acerta com a asa, jogando-me no chão. Me levanto e afasto um pouco da harpia, pego a lança e olho para o lugar onde ela estava quando me acertou, mas ela não estava mais lá. Levanto a cabeça e vejo o monstro voando ao meu redor.

Acompanho-a com os olhos, e a vejo descer para uma investida, tento rolar para o lado, mas o monstro me acertar nas costas com suas garras. Grito de dor ao sentir as garras cortarem minhas costas, mas eu não iria desistir. O monstro retorna ao voo, e desta vez eu arremesso a adaga em sua direção, e a mesma passa raspando em suas asas e cai do outro lado da arena. A harpia faz um barulho que parecia ser uma gargalhada. Ela voa um pouco mais baixo, numa altura na qual suas garras fiquem na altura do meu peito, e se eu quisesse recuperar a adaga, teria de passar por ela. Corro na direção dela, mas a harpia limita-se a ficar parada, esperando o momento para me atacar. Quando estou a quatro metros dela, arremesso minha outra adaga contra ela fazendo com que a mesma se esquivasse voasse para o alto. Chego até a outra adaga, pego-a e viro meu corpo em direção ao monstro e eu vejo a harpia voando em grande velocidade na minha direção. Rapidamente pego minha adaga e lanço-a em direção a harpia, mas ela consegue mudar em parte a direção do voo e a adaga que iria parar em seu peito perfura sua asa, fazendo-a tombar.

O monstro sai do chão e ergue-se a poucos metros do chão com sua asa furada, e vem o mais rápido que podia em minha direção eu jogo minha espada contra ela, mas a mesma passa a poucos centímetros do rosto. Agora eu estava desarmado e com um monstro se aproximando de mim, mais e mais. Sem outra ideia melhor, faço uma aura negra e densa envolver minha mão como uma lâmina. Quando o monstro estava bem próximo, me abaixo e tento um golpe vertical na harpia, e logo sinto suas garras novamente em minhas costas, só que dessa vez mais fundo. Ouço o barulho dela cair no chão, e quando olho para trás, vejo um longo corte no abdômen do monstro. A criatura respira com dificuldade pela profundidade do corte que iniciava-se no final do tórax e ia até o final do abdômen. Vou até a espada e vejo que a harpia tentava usar as asas para se levantar, mas não conseguia de jeito algum.

Sinto muito amiguinha, mas as regras são claras, só um sai vivo. — Ando com grande dificuldade em sua direção, e logo corto ferozmente a testa do monstro e caio no chão enquanto ele se transformava em pó. Depois de alguns minutos ali no chão, me levanto e vou até a enfermaria para que possam cuidar dos cortes em minhas costas.



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Davos H. Grümmer em Qua 4 Dez 2013 - 13:59

o minotauro,
lá vamos nos de novo!

Chego à Arena, poucos eram os semideuses que já estavam lá, treinando com arco e flecha ou espada e escudo, se poderia contar nos dedos quantos haviam lá, no treinamento matinal. Ainda de longe, avisto um semideus com cabelos castanho escuro, da minha altura e robusto e com partes da armadura. Ele lutava e provavelmente vencia uma Dracaenae, eu sentia vontade de jogar minha faca no maldito crânio da mulher cobra a cada vez que ela sibilava e praguejava coisas... Muitas coisas contra o semideus, mas me segurei, e deixei-o cuidar dela, enquanto continuava andando para ver quais monstros estavam por ali.

No momento em que o vi, mal pude me conter, meus olhos brilharam e eu concordei comigo mesmo que aquele dia valeria a pena. Minotauro estava em uma das jaulas, um velho amigo que me perseguira e quase me cortara ao meio com seu grande machado com forma de ômega, a última letra do alfabeto grego. Provavelmente, por que a última coisa que os que cruzassem com este, veriam era esta lâmina. Agora ele estava desarmado, me senti um covarde se lutasse com ele assim. Então fui até o arsenal da Arena e peguei escondido um machado de guerra grande, com lâminas duplas - e muito pesado -, e com força o cravei no chão da Arena, bem na frente da jaula do monstrengo.

Abri a jaula de Minotauro, dando alguns passos para trás enquanto o monstro bufava – Talvez por que lembrava alguns meses atrás, quando lhe desintegrei arrancando sua cabeça de touro -, ele passou a mão no pescoço e puxou o machado duplo do chão, o girando na mão direita – Se é que se pode chamar aquilo de mão –, acostumando-se com o peso excessivo do equipamento. Dei um sorriso maléfico e levantei o escudo, igual ao que usavam os lendários “300”, só que mais bem cuidado. Saquei minha espada de ferro estinge, e direcionei sua lâmina para baixo enquanto fico avançando às vezes com meu escudo na direção de Minotauro, que recuava um pouco a cada vez.

O monstro, por fim se irrita, ou se apressa, e com um mugido investe contra mim, e pondo toda sua força – Creio que sim – no machado, me ataca, fazendo-me pular rapidamente para trás e sentir o machado passar por milímetros do meu rosto e se cravar quase entre minhas pernas, abrindo uma cratera no chão. Rapidamente giro enquanto o monstro desencravava seu machado do chão e num rápido e efetivo movimento, lhe acerto no ombro, num corte rápido e extenso com minha espada, o que o fez mugir como um louco.

Tente ser mais rápido, Minitouro. — Zombo com a cara do grande bicho feio.
Muuu! - Minotauro me responde, com ódio nos olhos. Se é que aquilo era uma resposta, eu a interpretei como tal.

Ele retira seu machado do chão e abre uma cratera no piso da Arena, e rapidamente tenta fazer um corte horizontal com seu machado em mim. Rolo no chão, e me levanto com um sorriso maléfico. Ponho-me em guarda novamente, com o escudo à frente de meu tronco, baguncei meu cabelo, para deixar-me com um aspecto selvagem, me deixando parcialmente semelhante com o monstro, sem constar que sua cabeça era de um touro, e bem chifrudo. Minotauro faz mais alguns cortes, em todas as direções, um seguido o outro, mas me esquivo de todos, zombando da cara dele depois de cada um que eu esquivava. Depois do sétimo mais ou menos, ele parou com os ataques seguidos e me olhou, com ódio, deixando o machado em guarda encostando com uma das grandes lâminas no chão. Eu estava um pouco ofegante, mas não estava cansado, me sentia a cem por cento ainda.

O que foi grandão? Cansou por algum acaso? — Zombei. Ele novamente emitiu um mugido alto e estranho, investindo com toda a força contra mim, fazendo um corte na horizontal e outros dois na diagonal, sem destino certo em meu corpo. Todos passavam por mim e cortavam o vento, rasgando o chão e levantando um pouco de poeira e terra. Mais uma vez ele levanta o machado com tudo e tenta me cortar na vertical, sinto um frio subir no meu corpo quando este passa raspando por meu nariz e se crava no chão. Já com um pouco de rancor, eu giro e corto seu ombro direito, só que mais profundamente, e solto algo como um sorriso psicótico enquanto faço mais uns três cortes em suas costas.

Muuu! — Ele muge mais alto desta vez, algo que misturava o grito de um homem três vezes ao mesmo tempo e um mugido, semelhante à quando alguém espeta um boi com um garfo.

Ele vira, furioso, e por um vacilo, num segundo, ele já se vira com o punho cerrado e com toda força, ódio e tudo mais ele direciona o punho contra mim numa velocidade e força surpreendentes. Num milésimo de segundo, a única coisa que tive tempo de fazer foi colocar o escudo na frente de meu peito, no mesmo momento, Minotauro o acertou bem no centro deste com sua maior força – Creio eu - e o escudo se impulsionou contra meu peito, meu braço não segurou o impulso e pude até sentir o baque de algo estalar e sair do lugar em mim, e nisto, este me mandou quase para o outro lado da Arena.

Sentei-me e pude observar que por pouco o escudo não tinha cedido e uma cratera de formava neste, imprensando meu braço. E por falar no braço, eu não o sentia, e ao olhar para o ombro esquerdo, ele estava num local fora do normal, e só depois de alguns segundos que me dei por conta que todo aquele impulso contra ele lhe fez deslocar, o ódio queimou em meus olhos enquanto eu gemia um pouco, de raiva. Joguei o escudo no chão. Pus-me deitado no chão e com toda a força, choquei meu ombro esquerdo contra o chão, podendo até ouvir o estalo e formigamento em tal, aquilo latejava muito, gritei um pouco com a dor que senti quando me joguei, ainda não estava totalmente no lugar, porém havia melhorando o fato do osso não está tão visível na carne, como antes.

Voltei a ficar de pé, Minotauro estava a metros de mim, ai então peguei uma de minhas adagas e a joguei para a frente, e me concentrei na mesma com a intenção de fazer com que ela se transformasse em um vulto de escuridão/sombra, a adaga assumiu a forma da escuridão se transformou, correndo em direção a arma monstro. Corroído pela raiva e rancor, coloquei toda minha força na espada e me concentrei em sua lâmina, e está se encontrou automaticamente com a lâmina do grande machado, e vivenciei algo incrível. A lâmina ao se transformar em ‘escuridão/sombra’ atravessou o machado o partindo em dois, eu me desviei facilmente de cada pedaço dele.

O Minotauro mugiu, e espantado, um tanto que pasmo, sem seu machado, que havia virado dois, deu um passo para trás, com terror nos olhos. Ainda com rancor e muita raiva, mantive minha força e todo meu poder naquela espada e girei com força para a direita, e sem ponto determinado de acertar, minha lâmina acertou aleatoriamente a garganta de Minotauro, e sem encontrar problemas, atravessou a garganta do mesmo sem deixar vestígios expostos, apenas pude ouvir um mugido de dor do monstro e em seguida o mesmo desabar ao chão.

Em seguida ajoelho-me de cansaço no chão, com dores no ombro e sérias dores nos braços, acho que de tanta força que eu colocara nestes. Meu ombro esquerdo latejava, mas descansei um pouco, saio da Arena e sigo para a enfermaria, e iria para as forjas, onde consertaria o estrago feito pelo Minotauro no escudo, já que o mesmo era do acampamento, era minha obrigação deixá-lo intacto novamente.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Larsen K. Largëkvistt em Qua 4 Dez 2013 - 14:26


A prole de Eros adentrou na floresta, procurando por monstros ferozes a assustadores, mas não queria servir de refeição para nenhum deles, ele foi junto de um filho de Hermes, se esforçou para poder alcança-lo pois sua agilidade era muito boa, já a de Aaugust não chegava ao nível da cria de Hermes. Após alguns metros percorridos encontraram a primeira vítima uma Dracaenae, era uma mulher cobra que estava equipada com uma lança juntamente com um escudo de prata, logo avistou os semideuses e atacou, o filho de Hermes levantou voo deixando Aaugust com a mulher cobra, ele ficara espantado a princípio, mas logo decidiu atacar, com sua adaga na mão direita e o escudo na esquerda foi de encontro com a mulher cobra, ela desferiu um golpe em espiral com a lança em minha direção, o garoto desviou o ataque com o escudo, para o ataque seria necessário se aproximar do monstro, algo muito arriscado para um simples garoto inexperiente com adagas, mas para sua surpresa, ele conseguiu fazer o inexplicável, ele chegara perto da Dracaenae rapidamente e desferiu um golpe em sua barriga, ela gritou de dor, e em seus olhos ficou estampado que ela queria o garoto... Morto!

A mulher cobra se livrou do escudo, para melhor manuseio de sua lança, avançou com velocidade e deu uma estocada no garoto, ele desviou, mas a lamina da lança passou raspando em sua barriga ao mesmo tempo ele fincou sua adaga no braço do monstro que não se preocupou com o ferimento, somente em atacar seu inimigo. Aaugust se encontrava sem a adaga, ela ficou no braço da Dracaenae e agora estava apenas com o escudo, outro golpe com a lança veio em sua direção, ele abaixou e aproveitou para passar a perna na cauda de cobra da mulher a fazendo cair, nesse exato momento o filho de Hermes surgiu do céu que estava denominado pela escuridão da noite, e com sua adaga rasgou a barriga do monstro que logo virou apenas poeira.

Obrigado. — Aaugust disse pegando sua adaga. Além do garoto perceber que não era bom com arco e flecha, também percebeu que suas habilidades com adagas era abaixo de zero.

Disponha, vamos continuar. — O garoto de Hermes demonstrou ser gentil e respondeu de forma educada ao agradecimento do jovem garoto de Eros.

Mal acabou a luta contra a Dracaenae, um ciclope surgiu correndo não muito rápido ele chegou, seu alvo estava claro, a prole de Hermes, ele avançou no garoto, mas ele era rápido demais para o grande ciclope, que também não era muito inteligente. Com sua adaga ele cortou a barriga do ciclope e ele aproveitando a situação tirou o escudo e pulou nas costas do grande monstro, e com sua adaga desceu em um único corte nas costas a baixo do monstro, ele rugiu de dor ao mesmo tempo em que desferia um golpe em Aaugust, o menino foi lançado a dois ou três metros, mas a distração do Ciclope foi um erro fatal, o outro semideus desferiu outro golpe com a adaga e logo o monstro virou pó. Novamente o berrante foi tocado, o treino havia acabado, ele se levantou com um pouco de dificuldades e voltou para o local onde Quíron estava, somente dois monstros batalharam com ele, mas foi difícil derrota-los com a ajuda do filho de Hermes a batalha não terminou em desastre, mas a prole de Eros iria dar um jeito de vencer mais cedo ou mais tarde.

Campistas, o treino hoje foi razoável, mas espero que tenha aprendido alguma coisa aqui hoje, amanhã o treino será na arena, espero vê-los la, boa noite a todos. — Disse Quíron com um sorriso no rosto.

Ele então apenas descansou os ombros e saiu meio murcho caminhando para a enfermaria, devido está um pouco tonto e com dor de cabeça. Apesar de ter conseguido fazer algumas coisas uteis ele estava se sentindo um completo inútil por não ter feito o que deveria, ter matado os monstros.



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Bernard Fontaine Célérier em Qua 4 Dez 2013 - 16:18

Treino De Combate a Monstros

Foi estranho pisar naquela arena. Não costumava sair do chalé de hermes mesmo odiando todos os empolgados que diariamente passavam por mim no chalé. No chalé, o eu canto era um pequeno colchonete que deixava a ponta dos meu dedos sobrando, sendo que este ficava no único ponto escuro do chalé de hermes que sempre estava apinhado de crianças. A arena não era como qualquer outra, era apenas um "campo" com muitas árvores, plantações rasteiras, porém altas, e uma umidade extrema, similar à floresta amazônica bem ali em Long Island, o que era estranho.  A umidade me deixava ofegante, eu odiava.

[...]
A arena era apenas uma parte afastada da barreira do acampamento. Lá, eu podia encontrar monstros que realmente queriam minha morte. Havia duas adagas comigo, elas estavam presas em meu cinto e também levava um arco negro com uma aljava de flechas feita de bronze celestial, assim com as lâminas do arco que eram feitas para serem afiadas e usadas em casos de emergência. Puxei uma flecha da aljava que pendia em minhas costas e posicionei-a como fizera em todos os meus treinos em que eu usava o arco. Encostei os dedos na corda e me agachei andando sorrateiramente por entre as árvores e arbustos. Não demoraria tanto para algum monstro vir a me atacar, mas não tinha paciência alguma para esperar que algum monstro sentisse meu cheiro e viesse a minha procura. Coloquei o arco preto preso em meu corpo, a flecha na aljava e então saquei uma adaga das duas que estavam em meu cinto. Respeirei fundo pensando no que faria logo em seguida quando subitamente deslizei a adaga sobre meu pulso. Isso pareceu muito com aquelas cenas depressivas de pessoas com problemas emocionais que eu via na tv. A adaga deslizou abrindo um pequeno ferimento de dois centímetros não muito fundo, então apenas um pouco de sangue foi expelido da abertura - Aaargh - gritei, a dor fora pouca, mas o grita não fora por conta do corte e sim por causa do que se seguiu àquilo. Fora horrível, eu acabara de ser jogado contra uma das árvores por um minotauro, não muito grande, porém destrutivo.

A dor passou no segundo seguinte ao baque de quando caí da árvore. Me recuperei em exatamente 2 segundos após aquilo e então já me vi levanta embainhando a adaga e sacando a outra no momento seguinte. O arco permanecia preso ao meu corpo e então corri, com dificuldade, em direção ao minotauro, que fez o mesmo vindo até mim. A proximidade aumentava e assim que chegou a uma metro e meio de mim o minotauro fez algo que eu nunca imaginaria um minotauro fazer. Ele se jogou em minha direção em um pulo. Subitamente, joguei em direção ao chão arrastando-me por baixo dele de forma sorrateira e dolorida, já que as plantas faziam o favor de  roçar o pequeno ferimento em meu pulso. Rolei no final da rasteira me levantando com o impulso que conseguira e sem perder tempo virei-me para o minotauro utilizando da força na virada para lançar a primeira adaga na direção do monstro. A adaga acertou em cheio o ombro direito do minotauro. Sorri maliciosamente para o minotauro e então lancei a outra adaga atingindo o ombro esquerdo. Ele se virou para mim bufando, infelizmente, o minotauro permaneceu ali, vivo, e sem pó algum.

Nada de pó, esse pensamento me fez rir, já que me lembro que desde que entrei no acampamento faz uns 6 meses que não uso cocaína. Onde já se viu um acampamento de reabilitação, hehe. Tirei o arco que ainda estava preso ao meu corpo como eu deixara antes e ergui o arco enquanto puxava uma flecha da aljava e posicionando o arco logo em seguida. Meu pulso doeu novamente quando fiz força para segurar o arco e com a pressão da puxada da corda. A flecha foi disparada e meu braço expeliu um pouco de sangue da abertura naquele momento. O braço latejava um pouco quando vi a flecha perfurar o ar e raspar zumbindo do lado do pescoço. Puxei outra em questão de segundos enquanto desviava da emboscada do minotauro que havia corrido em minha direção e lancei-a novamente quando ele se virou. Esta passou zumbindo pelo minotauro novamente e acertou uma árvore atrás do monstro. Corri em direção à uma outra árvore na direção oposta do minotauro enquanto prendia o arco em meu corpo novamente. Pulei na árvore e utilizando-a de encosto pisei firme pegando mais impulso para outro pulo em direção à outra árvore bem próxima. Segurei-me num galho grosso da árvore mais alta e com o impulso girei envolta do tronco ficando em pé sobre ele, apenas observando o minotauro se aproximar.

O tronco era alto e não tinha como ele tentar me chifrar a menos que pudesse pular bem alto. Tirei o arco de meu corpo e então comecei a lançar uma labareda de flechas sobre ele, 15 seguidas, agora só sobraria uma. Os cinco minutos em que estava lançando as flechas foram horríveis. Quase nenhuma flecha acertava o alvo e aquelas que acertavam não acertavam pontos vitais. Peguei a última flecha da aljava e percebi. Eu não era nenhum filho de apolo, já teria acertado o minotauro se fosse. A segurança que eu sentia ali já não compensava a minha falta de mira, teria de descer, porém não havia como sair dali. O minotauro corria envolta da árvore sempre que podia tomava distancia para chifrar a árvore com mais força. Já era hora de enfrenta-lo. Pulei para outro galho grosso de outra árvore mais baixa e com o arco em minhas costas me segurei no mesmo. Segurei-me um pouco no galho e logo após uma leve balançada pelo impulso do pulo soltei-me caindo em pé sobre o chão. Virei-me para o minotauro que estava longe de mim naquele momento enquanto erguia o arco e apontei a flecha mirando na testa do minotauro, o tiro se seguiu e foi muito preciso. Pode-se ouvir o ar sendo cortado pela flecha, porém não foi fatal. O fato do minotauro ter chifres e ele andar balançando a cabeça fez com que durante um de seus passos o chifre acertasse a flecha tirando-a do meu verdadeiro alvo. Agora eu não tinha nada. Apenas o arco e suas lâminas mortais e afiadas feitas de bronze celestial.

Corri para uma das árvores. Bem, estava ficando bom nisso. O minotauro já corria em minha direção e assim que corri pulei segurando-me em um galho relativamente baixo. Respirei fundo vendo que a cabeça do minotauro rasparia minhas pernas e provavelmente arrancaria-as e então pulei no momento em que ele me atingiria e o galho. Pulei nas costas do minotauro para falar a verdade e graças às adagas apoiei os pés nas duas adagas e a mão esquerda no chifre do monstro. Com a que estava livre utilizei para apunhalar o minotauro. Assim que enfiei a ponta do arco no pescoço do monstro ele parou um pouco de se mexer e correu mais lentamente. Notei que o arco havia perfurado o pescoço realmente e soltei a mão do chifre prendendo no arco para que conseguisse perfurar cada vez mais. O arco adentrou e enfim varou o pescoço do monstro. Ele se dissolveu em pó num grunhido horrível e eu, que estava preso nas costas dele, caí no chão junto de minhas armas. Fiquei ofegante demais quando vi que já estava noitecendo. Recuperei-me rapidamente e peguei as armas do chão. Arrumei-as em cada canto feito especialmente para elas em minha roupa e voltei para o interior do acampamento, protegido pela barreira. Coloquei as armas no chalé de hermes e então fui até à enfermaria, eu não duraria muito se aquele corte infeccionasse. Difícil era pensar na desculpa que eu teria de dar para a enfermeira, mas fui mesmo assim.
- narração - fala - pensamentos - fala de outros/citações -



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Logan K. Scheubaer em Qui 5 Dez 2013 - 16:15


MORE ONE TIME...

Cheguei à arena cedo naquele dia, não tinha nenhum semideus na arena, o que seria mais fácil para eu treinar o que quisesse. Queria lutar contra uma quimera. Mostrar-me capaz de poder acabar com uma em um piscar de olhos, mesmo sabendo que a probabilidade de isso acontecer era muito pequena. Tudo que diz respeito a treinos nesse acampamento eu me ferro. Como se não bastasse os filhos de Hermes.


Peguei uma espada comum para cada mão e abri uma porta enorme de madeira, liberando uma Quimera ali de dentro. A mesma saiu correndo da prisão para o centro da arena. Essa, ao contrário da outra, possuía duas cabeças de serpente com o tradicional corpo de leão. As duas cabeças sibilavam e atiravam fogo no ar. Peguei um pedaço de madeira no chão e joguei em uma das cabeças da Quimera.

- Ei bobocas, estou aqui, carne fresca para vocês – Gritei tentando chamar a atenção do monstro, e consegui. As duas cabeças se viraram em minha direção e atiraram fogo em mim. Como um lança-chamas.

Corri para a esquerda desviando da jorrada de chamas. A Quimera correu em minha direção, e eu me preparei para a defesa do ataque. Coloquei um pé na frente apoiando melhor o meu corpo com uma leve inclinação para frente. A criatura avançava em alta velocidade. Quando a mesma chegou perto o suficiente de mim, tentei cortas uma das cabeças da Quimera. Mas a mesma deu um passo para trás, fazendo a lamina não conseguir tocar sua pele.

A outra cabeça tentou me atacar com seus dentes. Porém desviei para baixo e fiz um profundo corte em sua cabeça. A mesma sibilou com sua língua bifurcada e lançou chamas em minha direção. Rolei para o lado e a outra despejou o fogo que soltava em sua boca em mim. Desviei indo para a esquerda e com uma das espadas ataquei o tornozelo da Quimera. A mesma cambaleou para o lado do local ferido, se desequilibrando por um momento. Aproveitei a deixar e ataque uma das cabeças-serpentes do monstro com força, arrancando a mesma do corpo.

A Quimera com a cabeça que restou bateu raivosamente sua cabeça contra meu corpo, lançando-o na parede. Recompus-me e corri em direção à criatura. A mesma tentou me atacar na altura do meu ombro esquerdo, porém me esquivei para a direita. Cortei superficialmente perto da boca da mesma com uma espada. Girei meu corpo a 180 graus e cravei com a outra espada na garganta da mesma. Ela tentou recuar, porém fui mais rápido. Girei meu corpo mais uma vez de modo que meu ombro direito ficasse na direção da Quimera, e com as duas espadas cortei a cabeça que restava da mesma fora. 


Avaliação
Pontos
Desenvolvimento do treino
40xp
Coesão
25xp
Gramática
25xp
TOTAL
90xp
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Davos H. Grümmer em Qui 5 Dez 2013 - 23:33

a harpia,
sempre sou estabanado.

O silêncio da noite era casualmente quebrado por grilares ou uivos, como de costume na floresta próxima. A lua encoberta pelas nuvens densas, o ambiente úmido e gelado. Pelo acampamento, um vulto misterioso vagava pela escuridão da noite, silencioso e sombrio. Pendurada na cintura da figura, a espada assassina. Aquele era Davos, andando para lugar nenhum, sem destino, apenas conhecendo. Além das preocupações normais de um semideus, durante a noite o acampamento era vigilado por Harpias, e estas tinham aval para matar e devorar quem estivesse fora da cama. Davos tomava a máxima cautela possível, esgueirando-se e observando a sua volta. Com cuidado ele foi avançando, desviando-se de prováveis encontros indesejáveis.

[...]
Vários minutos se passaram e a prole de Hades foi adquirindo confiança. Infelizmente, Grümmer esquecera-se de checar atrás de si e quando o fez, viu uma galinha humana voando a toda velocidade em sua direção, com os olhos vermelhos vibrantes caçando a presa desprevenida. O semideus conteve a vontade de gritar e um calafrio subiu à espinha.

Porra! — o palavrão saiu abafado e o semideus já partia numa corrida alucinante, sacando sua espada no meio do trajeto.

Volte aqui pra eu lhe devorar! MALDITO! — Cacarejou o monstro, frustrado.

O semideus sabia que deveria buscar abrigo, onde poderia enfrentar a Harpia “mano-a-mano” sem que atraísse outras delas. Olhou em sua volte e percebeu que a construção mais próxima dele era a arena, situada a uns cem metros de distância. Não ponderou muito e logo correu em direção dela. Em seguida adentrou-a em disparada.

[...]
Ofegante, ele tentava conter os sons da sua respiração, o que o deixava nervoso. O portão da arena aberto, pois ele não tivera o tempo de fechá-lo. Escondido no canto do estádio, o rapaz olhava para todos os lugares, especialmente o céu. Aguardava pelo monstro com a espada em mãos. Poucos segundos se passaram e a criatura já despencava do alto, gralhando, a procura do semideus. Felizmente ele vira a criatura e esquivou-se do primeiro golpe. Em contrapartida, não tivera tempo de revidar, o que lhe daria uma excelente vantagem.

Frustrado, o monstro cacarejou. Abriu suas asas brancas manchadas e levantou voo, encarou a prole Hades com seus olhos vermelhos e profundos. Rasgou o céu como uma sombra, impossibilitando que ele lhe acompanhasse. Seguiram-se os segundos mais aterrorizantes de Grümmer naquele acampamento, e mais longos também. Silenciosa e rápida, a Harpia mergulhou do céu por trás do semideus. Ela o arranhou, com as garras afiadas, a lateral direita (na altura das costelas), fazendo-o rodopiar e cair. Assim, a besta já se lançava para o alto. Passou-se mais um tempo e novamente a ave-humana caía do céu em sua procura, porém Davos foi mais ágil e rolou pelo solo arenoso, esquivando-se do golpe.

Duas vezes não funciona comigo! — O semideus não demorou muito para concluir que, se quisesse sair vivo dali, deveria derrubar o monstro. Mas pensar e colocar em prática eram duas coisas muito diferentes. Ele pensou várias coisas numa fração de segundo, até que outro golpe alado vinha em sua direção. Davos agitou sua espada, pronto para decepar sua oponente, que por sua vez desviou para o lado. Gralhou frustrada. “Com a espada não vou derrubar.” — Concluiu. Buscou em sua mente, qualquer coisa que lhe poderia ajudar — que ia de objetos a Deuses.  Uma ótima vantagem de ser semideus são os poderes, e Grümmer lembrou-se disso quando mais um golpe voador vinha em sua direção.

Que Galinha retardada, já disse que não funciona! — Conduzindo com a mão estendida, ele fazia uma pequena pedra levitar, e torcia para que sua adversária não a visse. Num piscar de olhos, com um movimento brusco, a prole de Hades arremessou a rocha, e acertara em cheio a testa de seu alvo. O monstro caiu surpreso, cacarejando. — Head shot! — Comemorou baixo. A Harpia ficou de pé, ainda que trêmula e com a cara ensanguentada. Estava situada a dois passos da prole de Hades. — Pagará pelo que fez! — Ameaçou.

A galinha preparou-se para voar novamente, mas Davos adiantou-se perfurou sua asa esquerda, num movimento frontal e veloz. Puxou sua lâmina da penugem branca. Ainda que sem condições, o monstro tentou voar. Subiu alguns metros, mas caiu rodopiando e desgovernada, logo ela espatifou-se no solo. — Otária! — Zombou ele. O semideus dirigiu-se até sua oponente derrotada, que não estava muito longe, debochando. Ergueu sua espada e decapitou o monstro que não teve a oportunidade de implorar pela vida. Então, o solo era uma mistura de areia, sangue, suor e pó dourado.

[...]
Entrou no chalé mancando com a mão repousada nas costelas direitas. Sangrava, mas não muito. Foi até o banheiro se lavar. Alguns minutos depois, com banho tomado e ferimento tratado, a prole da morte dirigiu-se para sua cama, onde teria um merecido descanso.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Lyra Chevalier em Sex 6 Dez 2013 - 1:07

training danger...
Treino de combate de monstros I

Enquanto caminhava em direção à arena destinada ao treino de combate de monstros, observava aquele enxame de campistas e fiquei perguntando-me se chegaria sequer a conhecer metade daquele pessoal todo.  De uma maneira, ou de outra, nós íamos acabar nos conhecendo melhor com a convivência naquele lugar, uma vez que sobreviver fora dali para nós meio-sangue era quase impossível.Retirei a adaga de minha bota de maneira ágil e comecei a rodopia-la em meus dedos, havia dispensado escudos apesar de saber que precisava deles nos treinamentos. Eu achava que eles mais atrapalhavam do que ajudavam por serem pesados, mas, não havia dispensado o peitoral e todo o resto da proteção, não queria sair deformada daquela arena. Já era crepúsculo quando decidi ir treinar, me sentia melhor no cair da noite, mas infelizmente não podia ficar por ali até tarde, logo seria dado o sinal para retornarmos para nosso chalé, e apesar de ser uma excelente "guerreira" eu não estava afim de ser devorada por uma Harpia. Observei a arena sem ter a mínima ideia de para onde ir, havia pego uma espada que estava presa em meu cinto no arsenal mas não tinha muita certeza de que me daria bem com ela, eu realmente estava interessada na foice, mas segundo havia ficado sabendo ela era somente para veteranos utilizarem e mesmo assim, nenhum deles até então haviam usado. Fiquei balançando o peso de meu corpo de um pé para o outro, simplesmente não conseguia manter-me ali quietinha observando como alguns.

Observei toda a performance de Sky a instrutora que estava por ali também, ajudando alguns calouros e senti uma preguicinha tomar conta de mim, mas ao mesmo tempo um friozinho na barriga afinal, eu gostava de combates corpo-a-corpo. Mordi meu lábio inferior e quando estava partindo para ação, um garoto pediu para que eu abrisse a jaula em que estava uma dracanae para ele. Mas que raios? Eles simplesmente não podia ir até lá e abri-la? Aliás, só aí notei que o garoto estava tão cheio de armamento e proteções que male mal conseguia se manter em pé. Minha vontade foi empurrar ele com um dedo e testar se ele caía ou não, mas desisti da ideia tendo gente de cargo no lugar. Prefero não comentar nada sobre o sorriso retardado que ele deu em minha direção, apenas mantive-me ali observando sua performance que também não havia sido das mais empolgantes, mas o que eu estava esperando? Que ele dançasse um "Ula ula" com a dracanae? Balancei a cabeça tentando organizar meus pensamentos e comecei a caminhar, mas só voltei a cair em mim quando senti algo raspando ao lado de meu corpo. - Mas que isso? Sua mãe não te deu educação? - Perguntei e virei-me para dar de cara com a dracanae que antes estava lutando com o garoto-arsenal e sibilava algo em minha direção, botei língua para a mesma e tentei socar-lhe esquecendo-me temporariamente  que ela não era uma pessoa, apesar de seu rosto lembrar uma mulher completamente comum. - Opa, foi sem querer... Reflexo, sabes como é, né? - Perguntei zombateiramente enquanto esta tentava lançar-se sobre mim.

HEY! - Gritei para a dracanae que ficou confusa, pois eu havia simplesmente desviado dela, assim, fácil-fácil. Aproveitei o momento de confusão que havia causado no monstro para desenroscar a espada de meu cinto, e colocar a adaga em seu lugar. - I can't live here for another day - Cantei e corri em sua direção com a espada empunhada. Distraí-me com o que acontecia atrás da mesma e acabei tendo minha perna envolvida por aquilo que provavelmente era suas pernas/calda. - Olha, pára de tentar me assediar, nós estamos em público. q - Brinquei, deixando-a ainda mais irritada. Ela tentou agarrar meu pescoço, e a única solução que vi, foi furar-lhe os olhos. Empurrei uma de minhas mãos em direção ao seu rosto, enquanto cravava a espada em sua parte cobra sem piedade alguma. Enterrei meus dedos da mão que estava indo em direção ao seu rosto em suas órbitas fazendo-a gritar e retirei a espada de sua calda. Novamente, cravei a espada na mesma, porém, desta vez, em seu pescoço, lugar que tive certa dificuldade para conseguir chegar uma vez que estava quase sufocada e sendo suspensa pelo monstro. O monstro se desfez em pó conforme empurrei a espada mais profundamente em seu pescoço e acabou assim, soltando o meu. Busquei ar de maneira urgente. Não havia percebido que havia prendido minha respiração enquanto lutava. Cai sentada em cima do pó, ali no meio da arena e senti um ardor em toda extensão do meu pescoço, corri os dedos pelo mesmo verificando que havia alguns arranhões ali, deixados pela monstra.

Levantei-me e sai cambaleando para perto do garoto que estava jogado no chão, parecendo uma tartaruga quando cai com o casco para baixo e fica lutando bravamente para levantar. Fiquei estirada ao lado dele, e quando senti-me forte o suficiente para levantar o fiz. Retirei o capacete do garoto e o escudo, ofereci minha mão enquanto mantinha um sorriso amigável, só estava fazendo aquilo porque ele era praticamente uma criança e também era do chalé de Hermes. - Você lutou bravamente, gostei de ver! - Comentei com certa empolgação e lhe estendi a mão, batendo nossos punhos do modo que os garotos de onde eu vinha faziam. - Bora comer? Tô com fome... - Falei novamente para o mesmo enquanto tentava ajudá-lo a carregar todas aquelas coisas desnecessárias. Comecei a caminhar em direção ao arsenal com o garotinho e logo em seguida, fomos para o refeitório. Saio dali.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Sex 6 Dez 2013 - 15:03

Honor the Apollo, this is my estile !





Era cedo quando acordei, sobre meu peito um pequeno grifo bocejava, ele era filhotinho, e tinha tamanho apego por mim, o pequeno filhote carinhosamente esfregava sua cabeça curta sobre meu tórax regozijando alegria ao me ouvir dizer -Hey,..Light acordou cedo..
O Filhote não era tão mimado porém muito apegado comigo, sentiria todas minhas emoções e gestos, quando bateu suas pequenas asas plumadas e subiu voo sobre o quarto, ficando a sua cama de mascote ao teto do chalé, confortavelmente posta por mim.
 
Era mesmo uma graça o pequeno grifo, Levantei da cama sonolento, em um grande bocejo, fui ao banheiro escovando-se os dentes, meus lábios sentiria o arder da pasta de tão longe, havia comprado a tal a pouco tempo, encomendas de Hermes, mandou chegou.
Sorridente e atrativo era meu jeito de ser, sobre a Luz solar meus cabelos esvoaçavam parecidos a fogo a quem me olharia pelas costas, sobre a frente loiro comum, em minha cinta uma adaga simples, sobre as costas um Aljava com uma cora de Louro desenhada sobre o tal, um arco repudia-se em meu ombro esquerdo.
 
Como de costume andejava-se com Jeans simples, camisa do acampamento, sapa-tênis limpos, cabelos bagunçados a altura dos olhos, que esvoaçava o ar toda vez que ventava.
Poucas vezes era visto a minha pessoa Trajando Armadura, apenas em missões importantes designados ao rapaz era concedido tal espaço talvez pela armadura pesar bastante e dificultar em treinos, porém a do menino era especial, reluzente a Bronze, sugaria as luzes solares lhe concedendo mais força, mais os truques não terminaria ai.
 
Sentei em um dos grandes bancos posicionados a uma mesa enorme lotada de campista, estava no Pavilhão, exatamente, hora do café da manhã, O senhor D. em aspas " Dionísio " me designou-se um treino -Olá primeiramente Bruno, Tenho um treino designado a você, Zeus mandou uma criatura totalmente nova para filhos de Apolo treinar sua mira e esquiva, o nome da criatura é Manticora, como vai ser ?-Respondendo ironicamente minha voz ecoou a mesa -Nunca rejeitaria uma missão tão boa.- Então Dionísio levou-me ao campo de Treino, sobre o qual nem comi direito ao ver a criatura cruzar o céu com asas igual a um leão era sua feição, e sua cauda era a cauda similar a de um Escorpião, a tal uivaria ao alto me fitando.
 
Dionísio cedeu a gritar para outras campistas -Criatura Nova, O primeiro desafiante, filho de Apolo Bruno Caesar !- O pessoal nada disse apenas observou-me, peguei minha adaga da cinta, a adaga ficou reluzente ao calor de chamas, seria este mais um Dom de Apolo ?
A criatura Farfalhante com dentes similares a de uma Dracanae tentou me picar com sua cauda, tentativa falha, rolei pelo chão, indo para trás, esquivando da cauda do animal, atirei minha adaga da direção da asa esquerda da mesma, ao acertar, o monstro caiu ao chão uivando-se e outros campistas observavam o massacre.
 
"Vou te destruir !" -Pensamentos positivos emanavam de mim, puxei o arco do ombro a mão, puxando com a mão destra uma flecha coloquei riste ao arco, antes o disparo da mesma, a flecha Transcendeu Luz, ficou maciça e mais afiada e afinada que as demais, ao disparo, a flecha passou dentre a cauda da fera vazando-a, O animal caiu sobre o chão, virando pó.
 
Vitória!?, acho que fora muito mais do que isto, depositei minha confiança em Apolo em dizer -Por Meu Pai !- Levantei o arco acima, andei até o grupo de farelos que deixou o senhor D. indignado, peguei minha adaga coloquei sobre minha cinta, um Grito de vitória emanou dos outros semideuses.



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Sex 6 Dez 2013 - 21:59

-Bora, Roxy, limpa logo isso! –gritei para minha irmã. O filhote de medusa havia sujado todo o chalé de salgadinho. E o pior: era doritos, o pior salgadinho existente. Era tarde, o clima do acampamento mudara radicalmente para o inferno na terra. O clima quente havia feito com que o cheiro de doritos se espalhasse por todo o chalé, me acordando. –Tô te avisando, se eu voltar do treino e o chalé estiver desse jeito, te boto pra limpar o banheiro com a língua. –indaguei, pegando minhas armas e saindo do local batendo a porta. Odiava o fato de ter que bancar a irmã chata, mas as competições do acampamento logo começariam e limpeza de chalé era o que mais traria pontos para cada equipe, então tinha que começar a domar meus escravos desde já, tendo em vista que eram quase raros os filhos de Zeus e eu realmente não nascera para limpar coisas.

Depois de sair do chalé, passei a caminhar calmamente pelo acampamento. Havia perdido totalmente a vontade de ir treinar e o clima não ajudava muito. Dei um jeito de pendurar minha espada no short e deixei minhas mãos livres para que pudesse fazer uma trança no cabelo. Continuei andando enquanto prestava atenção na trança, não reparando o caminho seguia. Quando finalmente terminei de trançar o cabelo, ergui a cabeça. Eu já não me encontrava no perímetro dos chalés. Agora estava na colina, perto do pinheiro de Thalia. –Anh... Ta, melhor ir pro treino. –disse, me virando, até ouvir um grito fino. Virei-me rapidamente, empunhando a espada. Uma menina subia a colina de forma atrapalhada, tropeçando toda hora. Observei mais ao longe, tentando identificar o porquê dos gritos. Foi então que eu vi um dos bichos mais horrendos do mundo; sua cabeça era de um ser humano normal –exceto pelos dentes, que de longe pareciam estranhamente grandes- e o resto de seu corpo era de leão com uma cauda de escorpião. Era óbvio que o bicho estava perseguindo a menina, e óbvio também que eu não podia deixa-la morrer sem fazer nada. –Droga, Sky. –comentei, enquanto passava da barreira correndo.

O bicho estava quase alcançando a menina, que já estava extremamente perto de mim. Puxei seu braço e a joguei barreira a dentro, fazendo-a cair no chão assustada. O bicho, que eu tentava lembrar o nome, rugiu, me acertando com uma das patas dianteiras. Senti meu corpo voar alguns metros, enquanto minhas costelas doíam. Grunhi antes de sentir o impacto do meu corpo chocando-se contra uma árvore. Uma dor aguda passou por toda minha coluna, mas levantei. Não morreria na colina salvando alguém de um monstro. Aquilo era muito clichê para uma filha de Zeus. –Você não deveria ter feito isso, gatinho. –disse andando em direção ao monstro, que tentava adentrar a barreira do acampamento. Aquela menina era tão importante assim? Corri o mais rápido que pude em direção ao monstro, que balançava a calda como um cachorro inquieto. Aproximei-me e mesmo assim ele continuava focado na menina. Olhei ao redor, procurando alguma coisa que pudesse tacar no bichano. Achei um galho próximo a ele e tentei correr até lá, mas a calda do monstro bateu exatamente em cima dele. –Ah, seu resto de aborto. Chega. –gritei, fazendo um corte em “x” na calda dele, causando apenas um arranhão, que foi o suficiente pra ele finalmente olhar para minha pessoa. –Bota um óculos escuro ou meu brilho te cega, amorzinho. –sorri debochadamente, enquanto ele vinha em minha direção. Só então parei pra pensar: corpo de leão, cauda de escorpião, rosto de humano e dentes grandes. Ou aquilo era uma mantícora ou era o resultado de atos sexuais de um leão com o resto.

Ter parado pra pensar justo àquela hora não foi uma boa. A mantícora saltou sobre mim, tentando morder meu pescoço. Joguei-me no chão e rolei para o lado algumas vezes, desviando do ataque. Coloquei-me de pé rapidamente, pegando meu baralho no bolso de trás. –Ei, você! –gritei, mesmo sem precisão. Tinha a atenção do monstro totalmente para mim. Peguei três cartas do baralho e esperei que o bicho se aproximasse novamente. Quando ele estava perto o suficiente, fez o que todo monstro clichê faz: rugiu, escancarando a boca e deixando aquele hálito fedido vir em minha direção. Tampei o nariz e joguei as três cartas dentro de sua boca, que recebeu explosões que, a meu ver, foram tão lindas quanto fogos de artificio em dia de passagem de ano. O monstro, que antes já era horrendo, perdeu parte do rosto, ficando apenas com os olhos, parte do nariz e pedaços de pele -que faziam parte do queixo-, pendurados. A ânsia de vômito me atingiu em cheio ao ver aquela cena, mas não podia vomitar no meio de um duelo. O bicho pareceu se irritar ainda mais. Agora sim começaria a diversão.

Levantei minha espada, ainda empunhada na mão esquerda, cortando o ar em “\”. Passei a espada para a mão direita e corri em direção a mantícora, gritando “THIS IS SPARTA”. O monstro “ficou de pé”, se apoiando nas patas traseiras, fazendo movimentos perigosos com as dianteiras. Saltei quando estava me aproximando, colocando a lâmina da espada firmemente inclinada para o lado do monstro. Ele pareceu confuso com meu movimento e não previu o que aconteceria. Atingi seu peitoral e devido a lei da gravidade, fui caindo, rasgando toda a extensão daquela parte do corpo do monstro. Aos poucos, ele foi se transformando em pó e logo tudo o que restara da batalha era uma filha de Zeus machucada.

Não me permiti sentar e esperar alguém me achar pelo simples fato de ter uma campista assustada e provavelmente machucada me esperando. Com meu corpo doendo completamente,  voltei para dentro da barreira, encontrando uma semideusa encolhida ali. –Hey, tu ta bem? –perguntei. A menina estava assustada demais para falar, então apenas apontou para sua canela, onde um grande arranhão sangrava sem parar. –Vish. Vem, vamos pra enfermaria e depois eu te conto o que você é. –disse, tentando levantar a menina e deixando-a se apoiar em mim. –Isso se você já não souber. –indaguei, passando a caminhar.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Bernard Fontaine Célérier em Sab 7 Dez 2013 - 1:05

Treino de Espadas, Escudos e Adagas

Brandi a espada com tanta força que não acreditei quando vi a harpia continuar ali, viva. Eu saíra cedo naquele dia. Gostava de treinar na madrugada, onde não havia sol, apenas uma pequena luz que iluminava os locais pro trás das nuvens e nevoas que envolviam o acampamento naquele dia. Minha roupa surrada já não me incomodava mais, há tempo perdera minha felicidade em vestir roupas em que eu me sentisse confortável. Meus braços brancos estavam roxos e muitas das vezes surrados por causa da longa carga horária de treinos. Não tinha nada de feliz em mim até que eu encontrasse meu progenitor, que por sinal nunca decidira se despertar, deixando-me ali naquele chalé de hermes cheio de seres desprezáveis. Meus braços magrelos estavam inchados e tudo por conta das espadas, adagas e arcos que eu sempre levava para os treinos, além dos treinos de forjas em que eu tentava fazer algo. Os martelos eram pesados e eu odiava.

Virei-me rapidamente para o lado oposto puxando o arco que estavam em minhas costas e puxei uma flecha da aljava soltando a espada dentro da aljava. Posicionei a flecha rapidamente e lancei. A flecha perfurou o ar e atingiu uma das asas da fera que despencou no ar. Ouvi um grito vindo atrás de mim, um grito de harpia que estava prestes a atacar e então joguei-me no chão rolando para o lado esquerdo. A harpia passou direto com suas garras zunindo pelos meus ouvidos - Ai galinha - disse então rolei para frente levantando o pé esquerdo deixando o joelho flexionado e o esquerdo no chão, enquanto erguia o arco novamente mirando na harpia que cambaleava após passar direto por mim e bater no chão. Puxei a corda do arco logo após sacar uma flecha da aljava e mirei no peito da harpia quando um bicho pulou sobre mim. Bem, só me faltava essa. Duas harpias encima de mim e ainda chega outro monstro. Qual monstro? Não sabia. Só sei que quando me virei jogando o monstro para longe de mim vi que era um cão infernal. Um cão que poderia ter arrancado minha cabeça ali mesmo.

Rolei novamente levantando-me do chão e posicionei meus joelhos da mesma forma que fizera a pouco e mirei na harpia que não conseguia voar por conta da flecha. Puxei a corda já com a flecha posicionada e soltei fazendo com que a flecha fosse em direção ao peito dela e a fizesse se dissolver em pó. O cão investiu contra mim e com o arco em mão bati em seu focinho com a ponta do arco jogando-o de volta para onde tinha caído. Ergui o arco para a harpia que vinha em minha direção e levei minha mão direita para trás até a aljava para puxar uma flecha, porém a aljava estava vazia. Meu corpo estremeceu e minha barriga pareceu oca e um frio saiu de meu estomago até minha cabeça. Estava paralisado. A harpia continuou vindo em minha direção e só saí do transe quando senti as garras dela prendendo em minha roupa e me levando de encontro a um tronco soltando-me do alto. Caí de uma altura de 4 metros, porém antes de atingir o chão segurei num tronco que fez com que eu amenizasse a queda. Prendi o arco nas costas e puxei a espada que estava comigo. Corri para o cão e desferi um golpe na diagonal no rosto dele. Ele pulou sobre mim e então caí novamente no chão. A boca dele estava à alguns centímetros de meu rosto. Separado apenas pela espada que segurava nas duas extremidades tentando afasta-lo de mim. Já a harpia estava longe, mas ela logo viria atrás de mim disputar com o cão a refeição do café. Forcei ao máximo e então empurrei com toda força o cão fazendo-o cair de barriga para cima e comigo sobre ele com a espada ainda entre os dentes da fera impedindo que ele se aproximasse de meu rosto. A harpia estava voltando e então em menos de dois segundos tirei a mão esquerda da extremidade da espada e juntei-a junto à que segurava cabo puxando para fora da boca do cão e enfiando na garganta da fera. Ela se dissolveu em pó logo em seguida.

Eu tivera muita sorte com o cão. Ele era novo, um cão infernal bebê comparado aos que aprendemos nas aulas teóricas sobre criaturas mitológicas. Olhei para o lado assim que o cão dissolveu-se e a harpia aumentou a velocidade com que descia em minha direção. Puxei o cabo da espada desferindo um golpe horizontal na direção da barriga da harpia fazendo-a hesitar. Cravei a espada no chão rapidamente e ajoelhei-me por conta da fadiga. Estava quase acabado lembrei-me das adagas que levava comigo. Levei as mãos para a parte de trás do meu cinto e puxei duas adagas pequenas lançando-as na harpia com a última força que ainda me restava. As duas a acertaram em cheio nas extremidades de cada asa prendendo-a em um tronco enorme - Toma sua vadia despenada - disse sorrindo maliciosamente. Levantei-me com os braços doloridos e cansados. Aquela área fora da barreira do acampamento era realmente boa para treinar com monstros de verdade, mas era perigosa demais. Peguei a espada tirando-a do chão e fui até a harpia cravando no peito da criatura. Ela se dissolveu em pó como qualquer uma outra. Era engraçado ouvi-las agonizando e gritando antes de chegar a hora da sua "morta". O pó dourado baixou e então peguei as adagas presas à árvore e saí dali indo direto à enfermaria.
- narração - fala - pensamentos - fala de outros/citações -




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Kira Lewis Petrovich em Sab 7 Dez 2013 - 1:39

A noite havia caído no acampamento meio - sangue e nem assim o sono conseguiu me encontrar naquela enfermaria estranha. Tinha acabado ali depois de ter sido cabeça dura e ido enfrentar um robô com o dobro do meu tamanho apenas porque um estúpido filho de Apolo ficou de graça com a minha cara, mas ao menos teria minha vingança, conseguira trocar algumas indiretas com umas de suas irmãs que ficavam por ali. Infelizmente para mim decidiram por me deixar de molho naquele lugar ao menos até o outro dia devido as pancadas fortes que havia levado do robô, por mais que eu tivesse dito que estava tudo bem tinham insistido naquele veredito. Escutava alguns roncos vindos de pessoas em macas espalhados pelo local ao lado da minha e mesmo de longe podia sentir o cheiro de sangue das ataduras usadas em ferimentos graves e outros panos ensanguentados por ali. Revirava na cama sem conseguir dormir de jeito algum e tudo o que queria naquele momento era voltar para o meu chalé e colocar meus fones de ouvidos para que pudesse ficar olhando as estrelas, pela janela que dava no meu beliche, em completa paz. Olhei para o lado vendo que meus equipamentos estavam no chão e decidi que já era hora de sair daquele lugar e depois que viessem caçar briga, não me importava de forma alguma, mas dormir com aqueles roncos era praticamente impossível. Levantei-me da maca pegando minha blusa vermelha do acampamento e tirando a blusa branca que haviam me dado para que eu não ficasse com a blusa suja de areia e suor ali. Coloquei minha calça jeans e fingi não sentir a dor em minha mão enfaixada devido ao corte feito no ultimo treino, com o coturno pronto a única coisa que precisava agora para partir era algo para me defender caso uma Harpia me pegasse fora da cama, preferia que fosse uma espada, mas seria difícil achar armamento naquele lugar imagina uma coisa de minha preferência.

Caminhei por entre as camas e não achei nada que pudesse pegar "emprestado" de um campista qualquer, alias tinha achado duas adagas e um arco, mas como sabia que aquilo não ia dar certo nem peguei os dois. Desci as escadas fazendo o mínimo de barulho possível indo em direção ao Térreo da casa principal quando roncos chegaram aos meus ouvidos, me deixando atenta para o fato de que existia pessoas dormindo por ali provavelmente cochilando em algum canto devido ao cansaço do dia ou de vigia pra ninguém sair ou entrar escondido. Sentei-me no ultimo degrau da escada e retirei meus sapatos deixando eles de lado sabendo que poderiam me atrapalhar naquela situação, além do mais eu não tinha medo de sair correndo de pé no chão na terra ou em florestas, crescera brincando em lugares como aquele na França então estava mais do que acostumada. Dei alguns passos em direção a porta e parei bem quando vi um sátiro dormindo em uma poltrona perto da porta e pela aparência do mesmo ele devia ser um dos sátiros mais velhos do local. Respirei fundo e cheguei um pouco mais perto vendo então que pelo seu braço dependurado pra fora do sofá caía uma espada ainda dentro da bainha. Contrariada com o "como" havia achado finalmente uma espada me aproximei do sátiro com todo o cuidado do mundo e peguei a espada com bainha e tudo evitando ao máximo fazer movimentos bruscos ou qualquer outro tipo de coisa que pudesse acorda - ló ou alerta - ló para a espada sendo roubada. Assim que consegui retira - la do sátiro tive que me controlar ao máximo para não respirar fundo e rir de alivio e simplesmente continuar a minha pequena fuga de volta ao Chalé de Ares.

Havia saído da Casa Grande a cerca de cinco minutos e caminhava cautelosa tentando me aproveitar das sombras e das arvores e arbustos do lugar de esconderijo para não topar com uma mulher galinha. Suava frio por mais que a noite estivesse até que quente, meu problema não era temperatura, podia sentir que estava sendo caçada e era uma presa bem fácil e previsível. Não era a melhor sensação do mundo aquela e acabara suando frio o que com certeza poderia facilitar a minha caçada, o suor era um feromônio que vários animais sentiam ao longe, sabia quase nada sobre Harpias, mas torcia para que elas não conseguissem me rastrear por aquilo. Já estava a três chalés de distancia do meu quando escutei um ruído agourento de uma ave e tive certeza que havia sido descoberta e estava mais do que ferrada agora. Saí detrás da árvore em que estava e disparei o mais rápido que pude em direção ao meu chalé na esperança de superar a criatura na corrida, grande ilusão a minha afinal de contas tinha esquecido que o bicho voava e não demorou muito pra me dar um rasante fazendo com que me jogasse beijando o chão e quase comesse terra na experiência. - Sua... Sua... SUA GALINHA GIGANTE! - Gritei para a Harpia que voava acima de mim se preparando para o próximo rasante enquanto eu cuspia terra e me erguia retirando a espada da bainha e me preparando para a próxima investida dela. - Vamos lá penosa! Mostre - me do que és capaz! - Falei olhando com certa raiva para a criatura enquanto sentia meu corpo ficar um pouco dolorido onde tinha sofrido os socos mais cedo.

Respirei fundo e no segundo seguinte fui obrigada a me abaixar e desviar para a direita evitando o golpe da Harpia que começou a rir em seguida. - Belo movimento cria de Ares... Vamos ver se você continuar tão ágil assim - Desafiou a Harpia enquanto ficava apenas a centímetros do chão me observando como se fosse uma presa extremamente fácil de se conseguir e uma vitória quase certa. - Não te ensinaram que encarar os outros indecentemente é feio não? - Disparei qualquer besteira de forma mal humorada. Odiava quando me olhavam daquela forma como se fosse o ser mais frágil e fraco da face da terra. - Rosne o quanto quiser garota! Você irá morrer e virar minha refeição de qualquer jeito! - Declarou a Harpia enquanto abria as asas e pousava no chão me olhando de forma curiosa como se estivesse me estudando nos mínimos detalhes, talvez vendo se valia a pena o desafio? Não sabia, mas aquilo não me impediu de gostar do pequeno tempo para analisar suas fraquezas e querer depenar a mulher pássaro mais depressa. - Mas oi? E eu achando que só as filhas de Afrodite me queriam! - Ironizei observando a Harpia se irritar com o meu tom de voz e investir antes mesmo que pudesse me dar conta do que estávamos fazendo. Fui atingida com o impacto e lançada alguns metros pra trás caindo no chão e ficando com tudo doendo. - Mas mulher que força é essa?! - Voltei a ironizar só para irritar mais ainda a Harpia que voltava a se mover em direção gritando coisas como "agora você vai virar comida de Harpia". Girei o corpo para o lado duas vezes evitando o golpe que ela dera onde estivera a segundos atrás e me pus de pé sentindo meu corpo doer com o esforço físico de mais cedo e o cansaço do dia todo, sem mencionar a dor dos golpes de mais cedo e de agora.

Ergui a espada bloqueando um ataque da Harpia e acabando por acertar, na sorte, seu abdômen o que fez a mesma recuar um pouco no susto. Tentei não me ater na minha sorte grande do momento e corri em direção a Harpia que ainda surpresa não foi rápida o suficiente para me impedir de acerta - lá na horizontal em uma de suas asas fazendo uma grande bagunça enquanto ela gritava de dor e sua asa era quebrada e machucada. Sorri de lado vendo a mesma tentar recuar em direção a floresta e corri em sua direção que nem uma estúpida sem nem pensar no que fazia. Ela corria o mais rápido que podia, mas ferida e sem poder voar não demorou muito para que eu a alcançasse e saltasse em cima dela a fazendo cair de cara no chão. - COMA TERRA PENOSA! - Gritei como se fosse a coisa mais boa do mundo o que de fato era afinal uma vingança sempre era uma vingança. Antes que ela pudesse me jogar para longe ou algo do tipo cravei minha espada em todos os lugares que fossem possíveis em vários golpes um seguido do outro em suas costas conseguindo fazer um estrago até que razoável antes de me erguer e puxar a cabeça da mesma decapitando a Harpia a sangue frio. - Acho que eu era gostosa de mais para você - Zombei olhando para a Harpia que se desfez em um tipo de pó dourado. Dei de ombros e me ergui olhando para os lados antes de voltar a correr em direção ao meu chalé onde estaria sã e salva. Estava novamente quase chegando em meu chalé quando um grito novamente se fez ouvir e desta vez foi acompanhado de mais três ou quatro lamentos mostrando que estavam em bando. - Putz! Corre Bino é cilada! - Falei comigo mesma enquanto apertava o passo e entrava com tudo pra dentro do Chalé de Ares fechando a porta e as janelas tão rápido que nem eu mesma conseguia acreditar na minha agilidade para alguém ferida.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Philip C. Alecssander em Sab 7 Dez 2013 - 12:51

Treino de Combate a Monstros  
Campe Bitch!



Era manhã no acampamento meio-sangue quando me levantei em busca de mais um treino de combate a monstros,meus ferimentos do ultimo treino não haviam nem se cicatrizados direito e fui teimoso na arena para lutar.Chegando lá peguei uma espada média para lutar e fui soltar um monstro,dessa vez estava pronto para lutar com um Campe.Aquela criatura cheia de animais em volta de seu torso com pernas de dragão e corpo de mulher,fitava-me como uma cobra.Rugia ferozmente enquanto me preparava com a espada na mão,chamei ela: — Hey bitch,venha para o fight! A encarei por alguns instantes e então ela correu em minha direção soltando fogo pelas narinas e pela boca,e os outros animais que existiam no torso dela vinham querendo me abocanhar.Sabia que dali não ia sair totalmente ileso,pensava comigo.Quando ela estava a centímetros de mim usei minha réplica de Escudo de Aegis que trouxera comigo. Coloquei em minha frente assim assustando a criatura em minha frente.

Segurei a espada com firmeza e então furei um dos olhos da criatura rapidamente enquanto rolava para a esquerda dela: — Hey eu estou aqui,aqui ó cega! Encarava a criatura que vinha em uma direção torta de mim por causa do olho furado,larguei o escudo em direção dela e então rolei por baixo dando assim um golpe certeiro cortando uma das cabeças de animais que havia em seu torso.Não demorou muito para eu começar a me machucar,a criatura pisara na minha perna e assim comecei a mancar mas ainda continuei a lutar,fiquei frente a frente com a criatura e então furei mais um de seus olhos a deixando cega.Enxuguei minha testa ofegante e vi a criatura grunhir de dor,estava com muita dor na minha perna porém tinha de mata-la.

Aproveitei que a criatura não podia mais ver e joguei a espada no peito dela,rolando para mais perto e acionando meu colar no qual duas adagas de titânio foram para minha mão,cortei varias cabeças e então só restava a principal. A criatura caíra mais ainda soltava fogo pela boca,o que me impedia de chegar mais perto porque o calor era infernal. Decidi me arriscar,andando em passos lentos até a espada agora suja de sangue. A peguei e peguei meu escudo,deixando as adagas de lado. O escudo me protegia um pouco do fogo e do calor. Me aproximei dela manquejando e então dei um golpe certeiro na cabeça dela a matando de uma vez por todas: — Toma isso sua Bitch! Deixei a criatura ali morta e olhei para minha perna que estava feia demais,os ossos pareciam torcidos.Deixei a espada no arsenal e sai da arena em direção a Enfermaria do acampamento.






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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 7 Dez 2013 - 18:24


Estava cansando e com um pouco de dor de cabeça, tinha acabado de levantar da cama e fui para o banheiro tomar um banho longo banho. Coloquei uma calça jeans preta, um par de coturnos, uma camisa cinza e minha belíssima jaqueta de couro preta e fui andando em direção a arena. Chegando na mesma, olhei para Quíron ele disse que tinha um Minotauro solto pela floresta, e eu como sempre fui correndo em direção a floresta com a armadura que eu havia pego do acampamento, meu adorado escudo e minha belíssima espada, corri em direção a floresta fiquei atento, e logo ouvi um “runf” atrás de mim.

Quando me virei o Minotauro logo atacou-me direto em meu peito com os seus chifres enormes, sorte minha que eu estava com a armadura... Naquele momento, senti o meu corpo sendo praticamente despedaçado pela chifrada daquele Minotauro, mais por sorte minha aquilo foi apenas uma alucinação, coloquei a mão sobre meu peito, e vi que a minha armadura tinha me protegido, sorri e apertei fortemente o cordão (objeto em que minha espada se transforma quando não está em uso) que usava em meu pescoço e fui correndo em direção a ele, segurei minha espada como se fosse o meu próprio braço e ataquei ele com a mesma, assim fazendo um corte não muito profundo em sua pata inferior esquerda, mordi o lábio inferior e logo apareceu uma Dracaenae atrás de mim, fiquei um pouco assustado com aquilo, o Quíron falou apenas que era um Minotauro, mais eu não estava nem ai.

Esperei aquela Dracaenae se distrair e pulei em cima dela, tentando acertá-la nas costas, peguei uma das minhas adagas rápidas mortíferas que carregava em meu coturno e cravei nas costas dela, não consegui fazer um “corte” profundo, mais vi que ela sentiu bastante dos com aquele simples ataque, já que a adaga apenas cortava a parte interna, atingindo diretamente os nervos, formei um sorriso maior em meu rosto, e logo vi que o Minotauro estava tentando me atacar por trás, dei um mortal pra trás e deixei ele passar direto, fazendo com que ele enfiasse seu chifre na Dracaenae, corri em direção ao Minotauro e o ataquei fortemente tentando acertar o pescoço dele, porém acabei dando-lhe um ataque preciso em sua pata, eu queria acertar a cabeça dele, mais aquele monstro era rápido.

Corri em direção a ele mais uma vez e consegui atacar o pescoço dele com bastante força, vendo o monstro e a Dracaenae transformados em pó, logo fui andando em direção a arena de novo, e avistei um troço vermelho vindo em minha direção, parecia um ataque de um Ciclope, fiz um escudo protetor usando as sombras, e aquele ataque não conseguiu me ferir, olhei para frente e logo vi que era um enorme Ciclope, bufei, me deu um vontade de matar o Quíron. Caminhei lentamente em direção ao Ciclope e rodei a espada sobre minha mão, logo atacando o monstro fortemente com a minha espada, consegui fazer um simples ferimento no pé dele, ele ficou um pouco furioso e veio correndo em minha direção, e me atacou com uma forte mãozada, voei longe e bati de costas em uma árvore.

Logo veio aquele gosto metálico em minha boca, depois cuspi um pouco de sangue no chão, corri em direção ao monstro e tentei atacar a barriga dele, mais ele se esquivou rapidamente e me atacou novamente, dessa vez com mais força, voei longe demais, bati de costas em um muro forte, senti uma dor tremenda em minhas costas e comecei a “vomitar” sangue, depois me levantei, estava muito fraco, tinha força apenas para um ataque, dei um sorriso. — Esse pode ser o meu fim, mas irei tentar. — Falei sorrindo, depois logo fiz uma esfera de energia negra feitas com sombras, se formar em minhas mãos, logo, taquei aquela esfera no meio da barriga do monstro e ele se contorceu sentindo uma dor aguda e caiu no chão desmaiado em seguida foi minha vez de desabar ao chão, sem força alguma e desmaiado.

Acordei com alguns medicamentos, estava na enfermaria, os médicos viram que eu estava em caso grave, meu corpo estava praticamente “morto” não estava enxergando direito, pensei que tinha perdido um de meus sentidos, a visão, mais logo apaguei de novo, depois acordei sentado em uma maca e abri os meus olhos, depois peguei um espelho e percebi que já estava conseguindo enxergar novamente, levantei-me e sai caminhando calmamente em direção ao meu chalé.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Kelsey Waself Bunye em Sab 7 Dez 2013 - 20:57


Just a small town girl living in a lonely world!!!
Hell yeah, let's crush that party like we don't care.


Era bastante ousado tentar algo daquele tipo assim, Tinha alguma experiência, mas eu sentia que precisava exercitar minhas habilidades de semideusa. Com a lança recém-comprada no mercado e meu escudo, parti para a arena de treinamento onde eram feitos os combates individuais a monstros. Não queria entrar em um treino coletivo por não ter experiência, eu provavelmente seria o desfalque e poderia causar algum dano.

Assim, com a camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue, tênis e uma bermuda de tecido leve que me permitiria bons movimentos, cheguei ao local onde enfrentaria meu primeiro oponente real, por mim mesma, sem ajuda de sátiros ou outros campistas, como fora em minha chegada. Eu precisava aprender a sobreviver.

Teria sido legal pegar um "monstro leve", algo um pouquinho "menos difícil", mas meu oponente era nada mais nada menos que uma fera peluda, com dentes afiados e olhos ferozes. Um cão infernal. Legal, bacana. Um excelente começo!

Não iria me acovardar, claro que não, e para me dar ânimo, ouvi claramente a voz de meu irmão em minhas memórias, quando ele ensaiava seus monólogos shakespearianos favoritos comigo. Na época eu não entendia nada, mas à medida que fui crescendo, pude compreender as palavras de Henry V aos seus ingleses:

"...In peace there's nothing so becomes a man 
As modest stillness and humility, 
But when the blast of war blows in our ears, 
Then imitate the action of the tiger: 
Stiffen the sinews, summon up the blood, 
Disguise fair nature with hard-favored rage; 
[...]
Now set the teeth and stretch the nostril wide, 
Hold hard the breath and bend up every spirit 
To his full height!..."
Era isso. Era uma batalha e eu precisava cerrar os dentes, agitar o sangue e o espírito! Era minha natureza, era meu dever como semideusa, eu honraria meu pai Poseidon como uma verdadeira guerreira. Qualquer um poderia chamar isso de exagero, de alto drama, mas era assim que eu me sentia naquele momento, minha primeira batalha, na qual eu não me deixaria cair.

O enorme monstro me encarava enquanto tudo isso passava em minha cabeça em apenas alguns segundos. Fiquei em guarda e esperei o ataque claramente próximo do cão. Em três, dois, um... Ele veio pra cima, a luta começou.

Enorme e com unhas afiadíssimas em suas patas, o cão me atacou com rapidez que eu não imaginava que ele tivesse. Mais como um reflexo do que como um ato defensivo pensado, ergui o escudo e protegi minha vida quase perdida naquele instante. Meu lado malvado ria às gargalhadas de mim como se dissesse "não era você a guerreira honrada que imita as ações do tigre?". Tudo que pude fazer foi acertar meu punho na cara dele mentalmente e me voltar para a batalha.

O cão continuava me atacando com suas patas pesadas e, até então, eu só me defendia. Mas já era hora de atacar, de mostrar quem venceria aquela batalha. Ergui o braço com a lança, pronta para enterrá-la, mas ele foi muito mais rápido que eu e me acertou na lateral direita. Meu corpo explodiu em dores oriundas das costelas provavelmente quebradas. Encarei o monstro, esperando que algo acontecesse. 

Nada aconteceu. Droga, eu ainda não estava nem um pouco familiarizada com meus poderes de filha de Poseidon e meu super olhar nem surtiu efeito. O negócio tinha que ser corpo a corpo. Com dificuldade, me encaminhei para a frente do monstro. Era guerra que ele queria? Pois era o que iria ter. Ergui novamente a lança e vi exatamente o momento em que o cão baixava sua pata. Enterrei a lança. Meu primeiro golpe ofensivo. Um urro de dor saiu da bocarra da criatura e seu olhar era puro ódio!

Enterrei de novo, na mesma pata, aumentando sua dor. Continuei nessas investidas e me desviando da outra pata, até que ele não podia mais se sustentar na pata ferida. Parti para a outra. Aquela batalha só não estava saindo da maneira honrada que eu planejara. Eu tinha imaginado subir no monstro e dominá-lo como se vê nos filmes, mas tudo o que eu fazia era espetar a pata do bicho. Belo primeiro treino.

Levei outras unhadas ao longo dessas parcas investidas, mas por fim, acabei conseguindo inutilizar as duas patas dianteiras, fazendo o cão infernal cair no chão, sem equilíbrio. Me aproximei de seu imenso peito arfante em ódio e enterrei a lança o mais fundo que pude. Com um último ganido, vi a vida se esvair da criatura, transformando-o em pó direto para o Tártaro. Eu estava ferida, com o braço esquerdo sangrando, as costelas direitas quebradas e simplesmente exausta. Mas tinha vencido a luta. Saí da arena com dificuldade e rumei para a enfermaria.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Davos H. Grümmer em Dom 8 Dez 2013 - 2:10


Davos adentrou na arena, que sua sorte, jazia um tanto vazia, com um número pequeno de campistas. A maioria devia estar se arriscando em missões perigosas. Ele perguntava-se quando seria sua vez, no entanto, chegara a hora de focar em seu treino. Um instrutor alto e loiro caminhava em direção a garota. Aparentando estar um tanto desapontado. Ele achava que se tratava de um filho de Apolo, descontente com o tempo. — Olá, jovem campista. — A prole do deus do submundo deu de ombros, indiferente.

Olha, só quero treinar. Me poupe as apresentações inúteis. — Respondeu o semideus, girando uma de suas adagas em mãos. O instrutor nada disse, deixando Davos para trás. Por alguns minutos, o filha de Hades achou que o rapaz havia desistido dele. Mas estava enganado. Duas criaturas encontravam-se presas em pesadas correntes de ferro. Duas mulheres reptilianas, com caudas esverdeadas invés de pernas. Duas Dracaenaes pronta para lutar com ele. O filho de Hades apenas sorriu com o desafio, preparando suas adagas para o combate.

Os sujeitos que acorrentavam as criaturas as libertaram, distanciando-se em seguida. O instrutor se matinha as costas do semideus, ainda, próximo a Davos. — Divirta-se! — Exclamou ao longe, com um tom de sarcasmo. Aquilo, só fez o ego do filho de Hades se irritar. Seu orgulho deveria se manter, e a vitória conquistar. As Dracaenaes não demoraram-se a atacar, disparando para o filho de Hades em seguida. Uma segurava uma lança, já a outra tinha um escudo consigo. Davos investiu na primeira, que encontrava-se mais próxima. A mais próxima golpeou contra ele, as adagas do mesmo encontraram-se com a da monstra, que causaram um ruído metálico ao encontrar-se com os metais. A prole de Hades investiu novamente, usando as duas adagas que empunhava.

A Dracaenae urrou de dor, seus braços encontrava-se com cortes graves produzidos por Davos, que por pouco, não fora lançado pela segunda criatura, que havia investido no mesmo com seu escudo. As costas do semideus latejaram, mostrando protesto pelo golpe levado. A prole de Hades não tinha escolha, deveria matar uma de cada vez ou acabaria sendo morta pelas duas. Ele chutou a barriga da primeira Dracaenae, com isso, acabou ganhando mínimo de tempo para contra atacar a segunda. Com suas adagas, investiu contra o escudo de ferro, que tilintava. Desviando da defesa da criatura, deu uma rasteira na segunda Dracaenae, que sem escolhas caiu no chão. Sem pensar duas vezes, Davos cravou uma de suas adagas no coração da mesma, que logo voltou a ser pó dourado.

Indignada, a primeira Dracaenae soltou um grito de guerra, avançando em direção ao filho do deus do submundo, com sua ira. O semideus, agora mais desperto da batalha, avançou da mesma forma que o monstro, que golpeou Davos com sua lança de ferro. Nisso, um corte pequeno e fundo fora provocado pelo golpe, o semideus soltou um gemido de dor. Mais furioso e objetivo, o filho de Hades cravou uma de suas adagas no busto da monstra, que igualmente, urrou de dor, assim como sua companheira. Ele não esperou pelo golpe de resposta da Dracaenae, disparando para as costas da criatura. A lança fora lançada no pé do garoto, que por pouco, não fora atingindo pela arma. Com seu último golpe, a Dracaeane deu adeus ao mundo mortal.

Com um sorriso nos lábios, Davos observou a Dracaenae voltar ao pó, empunhando suas adagas novamente. Fora uma batalha impressionante, claro que ele havia corrido diversas vezes, risco de vida. Mas com sua inteligência e capacidade de guerra, conseguiu a vitória na batalha. O semideus encontrava-se satisfeito com seu trabalho, mesmo que o corte em sua cintura ainda ardesse. Este, pôs a mão em seu ferimento, carregando as duas adagas com a mão esquerda. O garota deu um última olhada no instrutor, que dera um sorriso satisfeito para o mesmo. O filho de Hades caminhava em direção a enfermaria, e em seguida, descansaria em seu chalé.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Allie Vahlok Schneider em Dom 8 Dez 2013 - 2:50

Keep distance, danger girl
Primeiro TREINO DE COMBATE A MONSTROS

Já era noite e decididamente não deveria estar fora da cama, mas quem disse que eu ligava para isso mesmo, preferia correr riscos, já tinha certa vez sido pega por Quiron, mas ir para o treino de forjar apenas havia me dado algumas flechas bem legaizinhas que eu mesma tinha feito em tal treino e assim pego para mim. A forma como tinham sido feita faziam com que rodopiassem no ar antes de atingir seu alvo e assim estava me divertindo em um pequeno treino com arco e flecha sozinha pelo campo de treino de armas de longa distancia, quando em fim uma das belas harpias da limpeza #sqn me encontraram fora da cama e não gostaram nada daquilo.

De começo era apenas uma e pegando uma dentre tantas flechas que tinha em uma aljava que tinha pego no arsenal, taquei-lhe uma flecha que ia indo em sua direção antes da mesma desviar fazendo mais alarde ainda do que a gritaria que fizera ao me descobrir. A viadinha infernal assim começou a voar em minha direção enquanto lhe tacava flechas que passavam de raspão enquanto ela ia de um lado para ou outro no ar. _Cala a boca bicho feio._ Gritei-lhe com raiva, logo vendo mais uma harpia chegar em seu auxilio. Tinha apenas meu par de adagas presas a coxa com o coldre e uma coleção de flechas, mas certamente não me renderia.

Ambas desataram a descer em minha direção seguindo uma atrás da outra, quando acertei uma delas com uma flecha na asa, fazendo com que a mesma caísse ao chão em uma forte queda pela altura que ainda tinha de uns 4,5 metros quando fora atingida, tendo um rasgo em sua asa de morcego. A outra vinha veloz em minha direção e assim sem conseguir me defender do impacto com que me atingiu caí ao chão. _Sai de cima de mim franguinha de macumba._ Ainda tinha uma flecha em minha mão e assim antes que a mesma me levantasse muito no ar, me carregando como fazia depois de ter agarrado meus ombros com suas garras, lhe cravei a flecha na perna fazendo que com a dor a mesma me largasse ao chão, por minha sorte, ainda caindo de apenas 2,5m mais ou menos, conseguindo apenas proteger meu rosto.

A outra harpia que tinha sido atingida na asa estava por perto e assim vinha em minha direção, dando-me um belo abraço ao tentar me prender quando levantei, achando que eu seria sem graça a ponto de fugir da diversão. _Eca, um banho de vez em quando faz bem viu carniça._ Tranquei a respiração antes que morresse só por causa daquele cheiro nojento que a mesma tinha e assim tateei atrás de uma de minhas adagas, encontrando-a com um pouco de dificuldade enquanto já me sentia o ar faltando. Dei assim uma cotovelada onde deveriam ser os pulmões do bicho feio e com isso ela afrouxou o aperto de seus braços, me dando a chance de escapar dos mesmo, com um giro de corpo ficando de frete para ela, conseguindo assim conseguir voltar a respirar um pouco mais livremente, sem ter o sufoco de seu fedor tão juntinho de mim.

Se recuperando facilzinho ela já voltava a minha direção, atirando suas garras contra mim, no que ia desviando de cada ataque de seus braços com giros, passos e rodopios enquanto ia evitando seus ataques, percebendo como a mesma levantava seus braços, dando abertura sobre sua barriga, enquanto no próximo giro estique o braço para trás, fazendo um corte em sua barriga de lado a lado, pegando uma das poucas flechas que não tinha caído de minha aljava amarrada a meu dorso e lhe cravando no lugar do coração e a transformando e purpurina de monstro que foi levado para vento em minha direção, me fazendo tossir com aquilo, certamente mais do que antes iria precisar de um belo banho.

_Como ousa fazer isso com Wanessa._ A harpia que me sobrevoava com a perna machucada grito, assim encontre meu arco que tinha ficado ao chão, por perto, juntamente com mais algumas flechas e comecei a lhe arremessar de forma acelerada, até que umas das flechas que estava um pouco torta lhe enganou em seu ataque, girando no ar e acertando o pulmão oposto a seu coração e com um movimento rápido peguei a ultima flecha que me restava e acertei de forma certeira em seu coração, lhe transformando em uma chuva de pó de monstro, como se já não me bastasse estar fedendo depois do abraço reconfortante que sua amiguinha perua tinha me dado, por para minha sorte desta vez não fora atingida pela purpurina de monstro. Assim juntei minhas coisas, sentindo um pouco de dor nas costelas pela queda que tinha sofrido e fui tomar um banho e dormir, esperando não ter quebrado nada.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Maëve Bennett Holmes em Dom 8 Dez 2013 - 14:38

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"Catch me if you can"
Estava sendo difícil dormir naquele chalé aquela noite. não conseguia parar de pensar na minha vida naquele acampamento e como eu iria me lidar. Ja estava a alguns meses ali que pareciam horas, tudo passou tão rápido não deu tempo de fazer quase nada,  treinos, duelos, lutas e missões. Ja estava cansada de aquilo tudo mas eu sabia que eu parasse minha rotina iria sentir falta e enfraquecer. Eram 5:00 Da manha quando resolvi desisti de dormir e me levantar. Fui direto para o banheiro tomar um banho, para depois ir lutar. Não sei que treino iria fazer hoje, logo me veio na cabeça Combate a monstros. Era o meu tipo de treino preferido matar aquele seres nojentos e horríveis. Eu descontava toda minha raiva e estresse neles, fazendo os bichos virarem po.Me vesti com uma calça legging e minha blusa branca, não perdi tempo e fui para a Arena de Treinos. Por incrível que pareça já tinham algumas pessoas lutando. Joguei minha mochila em cima do balcão ao lado da arena, peguei minha espada, e botei minha adaga na minha bota. Fui para o centro da arena onde tinham caixas com os monstros dentro. Preparei minha espada e com o pé abri a primeira caixa, não sabia ao certo o que tinha dentro dela, pensei que era um cão infernal raivoso querendo me fazer em pedacinhos pelo rosnado, mas fiquei surpresa quando vi que era um Cérbero.Dei dois passos para traz pois me assustei um pouco com a rapidez e força que o monstro sair daquela caixa, perdi um pouco o equilíbrio mas logo me concentrei quando vi que ele estava pronto para atacar. Dei dois golpes com a espada no monstro, fazendo-o rugir e ficar mais bravo. O Cérbero me joga para traz com suas patas enormes e me arranha na barriga, fazendo a mesma sangrar. Dou um chute na cabeça do monstro , fazendo com que ele ficasse tonto e me desse tempo para levantar, corri para cima dele e cravei minha espada em sua pata traseira. Tentei tirar a espada da pata dele para o decapitar mas ele me jogou para traz com sua outra pena e pulou em cima de mim imobilizando minha mão esquerda. Alcancei minha bota, que estava com a adaga com meu braço direito e cravei a adaga na garganta do monstro, fazendo com que eles virasse pó ali. Fui ate o balcão onde tinha deixado meus pertences, Peguei minha mochila e a joguei nas costas, Com uma mao no meu ferimento caminhei devagar ate a enfermaria para cuidados necessários. 


Carry on my wayward son, there will be peace when you are gone, lay your weary head to rest, don't you cry no more. 





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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Meryl Swart Hammerbolt em Dom 8 Dez 2013 - 17:23


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treinos; 08 dec. 2013; início de manhã

Era cedo; o sol recém começava a se erguer no horizonte, brilhoso e quente, mas ainda tímido sob as nuvens grossas e espessas que a estação presente proporcionava. Havia um pouco de neve na grama verde do Acampamento Meio-Sangue, mas aquilo já era de se esperar; afinal, era dezembro, e o clima frio já se instalara por toda a extensão do lar de semideuses. A maioria dos campistas ainda dormia; o frio deixava suas camas mais convidativas do que o normal, e seus cobertores quentes os abraçavam, dando para eles conforto e segurança. O lugar estava tão quieto que era impossível de se imaginar que haviam vários adolescentes problemáticos e hiperativos no lugar. Estava tudo muito calmo ultimamente. Nenhum monstro, nenhum desafio. As coisas estavam... monótonas, também; pelo menos, no ponto de vista da maioria dos meio-sangues ali. Não que isso fosse ruim; para pessoas que estavam sempre em missões, ou matando monstros, ou coisas estranhas que só semideuses fazem, um pouco de tranquilidade era ótimo. Era como tirar férias do que se era; como se ser filho de um deus olimpiano fosse um fardo, como trabalhar de contador numa empresa, e de vez em quando eles precisassem tirar um tempo para serem normais. Estava tudo tão tranquilo que Quíron e os demais não acharam que fosse necessário colocar alguém para cuidar da entrada e da colina do Acampamento Meio-Sangue naquele dia tolo e frio de dezembro.

O que fora, obviamente, um erro. Semideuses não podiam confiar na pouca sorte que tinham as vezes; elas eram mais como armadilhas que o levavam a uma morte rápida e dolorosa do que algo bom da qual eles possam tirar proveito. Uma sombra resolvera se aproximar lentamente naquele nascer de dia; uma sombra que pertencia a um monstro grande e assustador. Ele movia-se devagar, de modo a fazer pouco barulho — o que era bem mais difícil do que parecia, já que ele tinha mais ou menos o tamanho de um prediozinho comercial pequeno. Seus olhos eram do tamanho de um dos semideuses que ali dormiam, e piscavam-se de monte enquanto o monstro driblava as árvores do bosque que havia no terreno. Quando finalmente saiu do abrigo das árvores altas e se viu na clareira, a luz do sol o tocando, soltou um grito gutural, alto e profundo, e avançou em direção ao ômega que os chalés formavam juntos. [...]

Brooke babava em seu travesseiro quando ouviu gritos. Estava com um pé no mundo de suas utopias noturnas ainda quando levantou a cabeça bruscamente, sentindo o pescoço estralar. Em um instante, ela estava sonhando com um garoto alto, musculoso e lindo e, no outro... ouvia gritos e sentia a cabeça doer devido a eles. Com pesar, deixou o garoto lindo de seus sonhos e forçou-se a ir para a realidade — e esta não era nada convidativa. Brooke ouvia semideuses gritando, atordoados; ouvia alguns gritando "ataquem" e outros, "recuem"; ouvia o tilintar de espadas, e sentia um cheiro horrível. Brooke levantou-se num salto e pegou sua espada  — que ela deixava encostada na parede ao lado de sua cama para o caso de uma "emergência"; como irmãos a incomodando ou um monstro atacando-a ao sair debaixo de sua cama —, indo até a janela. Seus irmãos já não estavam mais ali; mas onde raios haviam ido? O que raios estava acontecendo? Brooke foi até a porta, trôpega. Esta estava aberta — escancarada, na verdade — e mostrou a Brooke o que era a pior imagem que ela poderia ver ao acordar.

O Acampamento estava um caos. Meio-sangues corriam de um lado para o outro com espadas, lanças e arcos em mãos, com uma expressão e horror. Alguns estavam semi-vestidos com armaduras, mas tudo pela metade; nada muito seguro. E o alvo das flechas, dos golpes e dos palavrões era nada mais, nada menos que uma Hidra. Brooke nunca havia visto uma, e quase fez xixi nas calças. Ela era enorme — devia ter, em média, cinco metros de altura por sete de comprimento —, sua pele de um tom verde, semelhante a de cobras e seus olhos grandes como a lua vista da Terra a olho nu. Ah, e havia, naturalmente, três cabeças. — Di immortales! — praguejou a filha de Hades, saindo do chalé correndo. Seus irmãos não estavam a vista. Alguns chalés pegavam fogo — aquele bicho soltava fogo pela boca? Brooke realmente esperava que não — e estavam parcialmente destruídos.

Brooke precisava de um plano. Ela sabia que só investir contra aquela seria uma forma de suicídio quase intencional. Ela precisava pensar, e rápido; mas por que era tão lerda? — EI, GAROTA! — berrou um semideus, do outro lado, que pegava uma flecha. — VAI FICAR PARADA OLHANDO? ATAQUE! — e atirou a flecha contra o bicho, acertando seu olho. A Hidra abriu a boca e soltou outro grito, e a filha de Hades tapou o nariz instantaneamente. O cheiro era horrível e ela com certeza vomitaria se tivesse comido algo. Ela fechou os olhos, tonta, e se segurou no corrimão do chalé para não cair, pensando. Cortar as cabeças estava fora de questão; todos ali sabiam o que acontecia: duas surgiam no lugar. Ah não ser que... — FOGO! — Brooke gritou, e a encararam como se ela fosse louca; ignorando-a logo depois e continuando a atirar. "Não, seus idiotas", ela pensou, atordoada, "assim não". Ela correu em direção a um grupo de semideuses. — Eu tive uma ideia! — falou, mas a ignoraram. E então, ela gritou. — EEEEEEEI! — falou, chamando atenção para ela mesma. — Eu tive uma ideia! — anunciou, e a Hidra pareceu ouvir e não gostar, pois avançou. Arqueiros levantaram seus arcos. — Vocês conseguem mantê-la ocupada? — Brooke perguntou, e eles assentiram. Brooke apontou para o outro grupo, que carregava armas de luta direta. — Eu tive uma ideia. Pode dar certo, me sigam, vem. — falou, e saiu correndo para trás de um dos chalés. Seria loucura; quem é que seguiria uma filha de Hades nanica, de pijama de ursinhos — ela nem percebera antes — e de pantufas em sã consciência de seus atos? Mas, por incrível que pareça, eles a seguiram. [...]

O plano era simples, mas podia dar errado. A confiança que embalava Brooke antes já não a acompanhava agora. Tudo que eles iam precisar era fogo grego e um pouco de distração. — Entenderam bem? — ela perguntou. Ela via agora as falhas do plano, mas não ligava; ninguém havia pensado em nada melhor. — Ótimo. Alguém me consegue um arco e um cinto? — ela pediu. Haviam se passado pouco mais que sete minutos; as flechas dos arqueiros já estava acabando-se. Alguém a cedeu o arco, que ela pegou sem hesitar. Guardou a espada no cinto, e assentiu pra eles. — Não esqueça o fogo. Nos encontramos lá, ok? Dez minutos, no máximo. — olhou-os, e eles assentiram. Um grupo pequeno saiu dali; ia arrumar o fogo grego. — Arqueiros comigo. Ei, vocês, para o QG. — ela adorava aqueles termos de agentes secretos. Estava tudo em ordem. [...]

EI, LAGARTÃO ESQUISITO! — gritou a filha de Hades para a Hidra, que olhou para o grupo pequeno de arqueiros.  — SEMIDEUSES DELICIOSOS AQUI! DRIVE THRU RÁPIDO DE MEIO-SANGUES! PROMOÇÃO SÓ HOJE! — provocou. Brooke era especialista naquilo; em provocar e revidar. Aquilo pareceu surgir efeito  — aquilo e as outras quinhenta flechas que erma disparadas contra a Hidra por minuto —, pois ela começou a avançar na direção do pequeno grupo. Brooke pegou uma flecha de sua aljava e posicionou-a no arco. Ela não era lá muito boa naquilo, mas sabia atirar, e como a distância não era lá muito grande, ela acertou dentro do olho de uma das cabeças. Como era mandado, nenhum semideus foi em direção ao pescoço do monstro nem tentou cortar suas cabeças; aquilo pioraria tudo e eles sabiam que teriam menos chances ainda se fizessem aquilo. — Ele vai se entediar. Não vamos conseguir. — Brooke falou, soando muito pessimista. Mas ela não poderia pensar assim. Poderiam morrer se falhassem, e seria culpa dela, já que o plano era dela própria. Brooke suspirou, erguendo o arco em direção ao nariz de uma das cabeças da Hidra. Ela então viu um garoto acenando do local combinado. — Vamos, vamos! — disse, e continuou a atirar, atraindo o monstro até a praia. [...]

Eles conseguiram levar a Hidra para a praia mais facilmente do que Brooke esperava. Ao chegar lá, deparou-se com semideuses posicionados atrás de uma pedra com suas armas; e, entre eles, baus. Os olhos de Brooke brilharam. Estava ali o tesouro. — VAMOS! — ela gritou. Queria lembrar quando virara uma capitã ou algo do tipo; talvez fosse o desespero. Ele faz isso com as pessoas, não? — Me dá cobertura. — ela falou para o garoto loiro  — filho de Apolo — ao seu lado. Ela sempre quisera falar aquela frase e teve que controlar o riso involuntário. Ela saiu correndo com o garoto atrás dela, e foi para trás das pedras. — Vocês estão bem? Conseguimos o fogo grego. Vai dar certo? — um ruivo de ombros largos perguntou. Brooke deu de ombros. Não tinha como saber, ao certo. — Já sabem o que fazer, né? Eu vou me aproximar e cortar, e vocês queimam. Depois, o levem para água. Entenderam? — ela explicou. O plano era simples; se a ferida cicatrizasse, não criaria mais cabeças. E depois, era só jogar os restos no mar. Poseidon não iria gostar muito da 'oferenda', mas e daí? Brooke realmente não ligava nem um pouco. Eles assentiram. Brooke levantou-se. Teria que chegar perto da Hidra — e das cabeças — para cortá-las. A filha de Hades avistou uma palmeira, e agradeceu por ser baixa e leve.

Começou a escalar sem dificuldades. Tomava cuidado para não cair na morte certa e para não derrubar a espada que estava em seu cinto. Quando por fim chegou ao topo, a Hidra estava perto o suficiente. Brooke fechou os olhos castanhos, fez uma rápida prece e pulou nas costas do monstro. Ela arquejou ao sentir a pele áspera dele abaixo de si, e abriu os olhos. Estava em cima da Hidra. Era, com certeza, a coisa mais idiota e legal que já fizera na vida. Com agilidade, Brooke desprendeu a espada do cinto. Ficar de pé na Hidra sem ser atacada por nenhuma flecha era a parte mais difícil; embora ajudasse muito o fato de que ela estava sendo atacada por centenas de arqueiros. Ela se manteve de pé e cambaleou com dificuldade até o pescoço mais próximo; ou seja, o da esquerda. Com um movimento, cortou-a.

AGORA! — gritou Brooke, e viu flechas com fogo grego voando em direção a cabeça cortada. Com rapidez e sem graciosidade nenhuma, se afastou daquele cotoco de pescoço e cortou a do meio. Mais flechas voaram, só que em direção a cabeça do meio. E, por fim, Brooke cortou a cabeça da direita, pulando de cima da Hidra. Ela caiu na areia e bateu a cabeça no chão com força, desmaiando. Só o que viu antes de desaparecer na sua insignificância foi a Hidra caindo no lago, com chamas onde deveriam ter cabeças. [...]

Brooke abriu os olhos com dificuldade, pois eles teimavam em 'pesar' e se fechar novamente. — Você está bem? — perguntou uma voz, e Brooke abriu os olhos definitivamente. — Pensamos que tinha morrido. Pegado fogo, sei lá. — falou a voz, que pertencia ao garoto que lhe dera cobertura na praia. — Matamos ele? — perguntou Brooke, sorrindo. Seu corpo doía, e ela devia estar péssima. — Sim, seu plano funcionou. — ele falou, sorrindo.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Corpus Lacerda Del Rei em Dom 8 Dez 2013 - 21:53

O Primeiro Encontro
Eu havia chegado no Acampamento Júpiter no dia anterior. Depois de consultar os augúrios e verem que eu pertenciam a Legião, eu fui indicado para dormir em um canto qualquer enquanto ainda não havia sido escolhido por uma Coorte Romana. Era muito engraçado como uma pessoa pode mudar tanto em três dias, se alguém me contasse metade das coisas que eu faria quando estava indo para a Casa dos Lobos, eu provavelmente iria rir e dizer que eu não era tão forte. Eu sinto asco só de pensar no quanto eu era fraco.
Eu não dormia mais como antes, depois de passar um tempo com Lupa você aprende que dormir 8 horas seguidas sendo um semideus é querer morrer, não importa onde esteja ou quantas pessoas estejam guardando suas costas. Eu consegui dormir 3 horas e depois já estava acordado me arrumando, era bom não ter uma Coorte ainda, eu tinha um lugar onde podia dormir sozinho e levantar sem explicar nada pra' ninguém, embora isso não iria durar muito. Quando eu fui para fora do pequeno lugar onde dormia perto das armas, o céu ainda estava escuro. Eu conseguia ver alguns Lares andando pelo lugar e até alguns guardas conversando enquanto mantinham a posição de vigilantes em seus lugares. Dava para ver a estrada que seguia até o lugar onde dava para sair do Acampamento, uma ideia louca começou a se formar na minha cabeça: que tal sair e ir atrás de algum monstro?.
Isso que dá andar muito com uma matilha de lobos, você não se acostuma a ficar quieto.
Eu consegui dar alguns passos até ser parado por um Lar, o espírito roxo era um cara magrelo que usava um daqueles lençóis enrolados no corpo. Chique. 
- Meu rapaz, eu sei que você não está acostumado as regras do Acampamento, mas eu espero que você respeite o toque de recolher, ou as punições serão severas. - O cara ficou apontando o dedo na minha cara enquanto falava. Saco.
Eu coloquei o capuz na cabeça e levantei as mãos para o alto em sinal de rendição, o Lar pareceu satisfeito e falou algo sobre as pessoas aprenderem a ter disciplina. Eu não escutei bem porque já estava longe indo em direção ao lugar onde eu dormia, as armas que estavam lá pareciam interessantes, uma olhada não mata ninguém.
Eu abri a porta e entrei, o lugar estava realmente cheio de armas que pareciam ser feitas de ouro, tinha de tudo: lanças, espatas,espadas romanas, escudos, armaduras, maças, e até um Lar roxo e gordo que começou a gritar com raiva quando eu entrei. Eu levantei os braços de novo e já estava me retirando quando resolvi perguntar uma coisa:
- Você sabe se tem algum lugar com monstros aqui perto ?.
O Lar ficou parado por um tempo e então disse:
- Tem no Pequeno Coliseu, chegaram algumas harpias birrentas. - Ele se virou e foi andando atravessando as coisas como se o assunto estivesse acabado.
- Não tem nada maior?. - Harpias não pareciam muito desafiadoras.
O Lar ainda estava de costas, porém ele parou. Ele virou o rosto para poder me olhar por trás e eu vi um pequeno sorriso no seu rosto.
- Se você for até o outro lado do Acampamento e atravessar o Pequeno Tibre, vai encontrar uma caverna velha e ruínas. Lá tem algo grande o suficiente. - Ele começou a mostrar um sorriso de psicopata. Eu sorri como um também.
- Beleza, vou pegar essa lança emprestada. - Eu peguei uma lança que era toda feita de ouro e fiz um sinal para o Lar.
Antes de sair do aposento bélico eu ainda pude ouvir o Lar falar:
- Foi bom te conhecer rapaz.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Demorou um pouco, mas consegui chegar. Eu devia ter prestado atenção antes de atravessar o Pequeno Tibre. O que eu tinha visto antes do outro lado do rio era uma ilusão: não havia uma caverna escura nem nada disso, o que realmente tinha era um muro enorme e três garotas bonitas encostadas nele.


Eu fiquei pasmo por algum tempo. Não é todo dia que você descobre que havia uma concetração de Névoa tão massiva em algo tão inútil quanto o outro lado do rio, será que os outros romanos sabiam desse lugar? Eu acho que não.
- Finalmente. - Disse a garota loira.
- Acho que você se atrasou um pouco jovem. - Disse a mulher morena de vestido cinza.
- Ele está na hora. - Disse a mulher do meio.
Eu sei que é idiota dizer isso, mas tudo que eu disse na hora foi:
- Alguma de vocês é minha mãe?.
Desespero, o que ele não faz com você. Elas começaram a rir de forma educada, isso durou muito pouco. A voz de cada uma delas soava diferente uma da outra, mas não de uma forma normal, era como se o som chegasse sempre em um  mesmo tempo, mas diferente.
- Eu sou Morta. - Disse a loira.
- Sou Nona. - Disse a morena de vestido cinza.
- E eu sou Décima. - Disse a morena do meio.

Alguém parece ter acertado uma garrafa de vidro na minha cabeça, eu sabia quem elas eram, e com certeza não iria lutar com nenhuma delas.
- Vocês são as Parcas e eu não vou lutar com vocês. - Eu comecei a reclamar sobre o Lar idiota, você pede algo maior do que uma harpia e o cara te manda na direção das Parcas. Isso é tipo pular do easy pro fucking hard em um joguinho. Lar escroto.
- Não queremos que lute contra nós, viemos para lhe falar o que sua mãe quer. - Disse Décima.
- Sua mãe precisa que você seja digno de ser reclamado, ela pediu que nós mostrássemos seu primeiro desafio. - Disse Nona.
- Ela quer saber como nós prepararemos seu destino. - Disse Morta.
O chão começou a se mexer e antes que eu pudesse me mover, uma pilastra se ergueu onde eu estava em pé. Outras três pilastras também ergueram as Parcas, e antes que eu pudesse me acostumar com a altura, a pilastra se moveu e eu tive que pular para o topo do muro e me deparar com uma névoa enorme cobrindo todo o outro lado. Era como se estivéssemos no nível das nuvens.
Morta, Décima e Nona apareceram do meu lado do nada, sério, como essas pessoas divinas tem a vida complicada né? È só estalar o dedo e aparecer onde quer. Como a vida é injusta.
Morta começou a cantar uma prece em latim e então mais de 200 pilastras se ergueram do outro lado do muro, olhando dali pareciam pedras em um rio com névoa. Algo me dizia que a queda  seria muito feia.
- Você tem que chegar do outro lado, se cair você vai demorar para chegar no fundo e vai ter uma surpresa muito gostosa lá. - Morta olhou para o fundo e sorriu. - Se cair a estrada acaba.
Tudo que eu fiz foi olhar para Morta e ter um pequeno momento de medo, Lupa me ensinou que a morte no campo de batalha é honrosa, acho que ela não ia gostar de saber que eu morri caindo de uma pilastra.
Eu pulei. Acabei caindo equilibrado na primeira pilastra, depois eu pulei para outra ,e depois outra. Acho que foi na décima quinta pilastra que eu comecei a escutar os barulhos. Tinha alguma coisa escalando a pilastra. Me recuperei rápido e não tardei a pular de pilastra em pilastra como um desesperado, seja lá o que estivesse lá embaixo não parecia amigável, e também não parecia ser apenas um, eu demorei demais para pular para a outra pilastra e tudo que senti foi algo grudando no meu tornozelo. Olhei para ele e foi aí que eu vi que se tratava de uma teia.
- Legal, Spiderman está tentando me comer.
Eu peguei a lança e usei a ponta para cortar a teia, logo depois de cortar, eu não tardei a pular pelas pilastras de forma rápida. Chegou um ponto em que as pilastras estavam tão próximas umas das outras que eu estava praticamente correndo. A névoa subiu. Eu não podia enxergar nada.
- Estava fácil demais, não acha? -  A voz de Morta ecoou vinda de algum lugar.
A coisa conseguiu subir, eu pude escutar inúmeras patas atrás da pilastra onde eu estava.Tentei não me desesperar e sair correndo sem ver nada, Lupa havia me ensinado algo sobre não enxergar e uma luta, mas eu não conseguia lembrar.
A coisa estava mais perto. Eu não podia correr.
Meus olhos se fecharam quase sozinhos, foi aí que eu lembrei que quando não se pode ver, eu devia tentar escutar e ver o que eu tinha ao meu dispor, e contra mim. Foi aí que eu percebi: e se a criatura também não estivesse vendo e estivesse sabendo onde eu estava através do barulho que eu fazia ao pular de pilastra?. Eu tirei meus sapatos e joguei longe, eles bateram em uma pilastra e eu ouvi a criatura mudar o rumo. Deu certo.
 Comecei a andar bem devagar e sem fazer barulho, pelo menos eu sabia ser furtivo. A criatura chegou no ponto onde joguei o sapato rápido demais, ela parou por um momento e então resolveu voltar. Meu coração parou, e foi aí que eu percebi que não estava mais sendo seguido. Ela voltou para o lugar de onde tinha vindo.

Abri os olhos e vi que estava no topo de uma montanha, o solo era plano e tinha poucas mudanças, eu me virei para trás e não vi nenhuma pilastra ou névoa, tudo que estava ali era o céu e a luz do sol que começou a nascer.
- Morta sabe ser chata quando quer ser. 
A voz veio através do vento e então Nona estava ao meu lado.
- Ela quase me matou. - Eu disse, pasmo.
Nona riu.
- Ela faz isso, é o trabalho dela. - Nona olhou para meu rosto e sorriu, era incrível como ela era linda. - Já viu a marca no seu peito?
Eu olhei para ela um pouco confuso e depois tirei a camisa, tinha uma tatuagem escrita no meu peito.
'' Ventus autem mea alarum verberans''
Eu soube a tradução na hora em que li, estava escrito '' Enquanto o vento em minhas asas bater''.
Nona olhou para a tatuagem e sorriu. Ela colou suas mãos nos meu olhos e disse:
- Essa é só a primeira frase. Você vai ter que fazer mais coisas para saber o resto.
Quando abri os olhos eu estava de volta ao lado do Pequeno Tibre em que ficava o Acampamento Romano. Estava sem blusa e a tatuagem estava no meu peito. Pude escutar Morta rir em algum lugar.
- Volte para seu lar, nos veremos de novo. - A voz de Nona sussurrou no meu ouvido.
Fui para o Acampamento Júpiter sem olhar para trás.


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O seu tipo de treino não foi coerente com o pedido neste tópico, aqui enfrentamos os monstros e não apenas fugimos passando por um desafio. Aconselho a postar treinos deste tipo em "duelos e estratégia" talvez se saia melhor.
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Vinny Oleander Salvatore em Seg 9 Dez 2013 - 1:01

Ao contrário da boa parte dos campistas, eu tenho hábitos noturnos. Por mais irônico que isso possa parecer, noite é o período que estou mais disposto, revigorado e atento. As arenas do Acampamento, nesse horário, costumam estar vazias então, posso treinar livremente com todos os alvos, autômatos e armas que o arsenal me disponibilizam.

Ao chegar na arena, opto por treinar com uma foice. Retiro-a do arsenal, caminho pela arena até ficar de frente à dezena de alvos. Golpeio um deles na cabeça com mais força que devia e, acabo, decapitando-o. A cabeça vem rolando até o meu pé. Golpeio a lateral do peitoral do alvo sem-cabeça - um lugar realmente difícil de acertar quando o inimigo possui uma armadura - e treino movimentos que me ajudam a atingir a região com mais facilidade. Acerto um, dois, três alvos. Corto o ar com minha foice e acerto dois outros alvos em um único golpe. A lâmina corta o pescoço deles e a cabeça sai rolando pelo lado oposto à anterior e, dessa vez, ela atinge o pé de outra pessoa. O lugar está tão escuro que eu não consigo identificá-la. A silhueta feminina não parece familiar - Eu tenho um treino de verdade para você, Vinicius - apoio o cabo da foice no chão e a seguro pela lâmina com extremo cuidado.

A silhueta feminina se aproxima, a luz da lua cheia traz mais definição à ela e eu vejo o único ser que é audacioso o bastante para me chamar pelo meu primeiro nome. Vanessa, uma antiga namorada - Mal posso esperar por ele - forço um sorriso e coloco o cabo da foice nas costas. Ela me conta que há um sátiro na plantação de morango destruindo todo o jardim. Ela, uma filha de Deméter, ficou tão desnorteada com à agressão a natureza e agricultura que não conseguiu enfrentá-lo - Preciso trazê-lo vivo? - ela concorda com a cabeça e se afasta, dizendo que eu não teria nenhum tipo de ajuda externa. Golpeio, novamente, a cabeça de um alvo - um dos poucos que não foram decapitados - imaginando que a cabeça da minha ex estivesse ali, diante de mim. Como ela ficou tão sexy? Penso e saio correndo na direção dos campos.

Chegando no Campo de Morango, não foi difícil encontrar o sátiro. A música horrorosa tocada pela sua flauta é audível à quilômetros de distância. Quando me aproximo dele, vejo que a música fazia ramos crescerem e estes atacavam as plantas do jardim - Ei, bode pulguento - chamo a sua atenção e ele para de tocar a música - Eu vou cortar os seus chifres e furar os seus olhos com eles. Escória - minha ameaça não o intimida, ele avança na minha direção depois de pegar um taco de beisebol no chão. Tiro a foice das costas e faço o mesmo.

Os sátiros do acampamento, normalmente, costumam não superar a força de um semideus. Assim, é impossível não me assustar quando o vejo lutando; ele é rápido, mais rápido do que qualquer filho de Hermes que eu já tenha visto. Ele tenta me acertar com o seu taco, mas eu desvio. Enquanto manipulo a minha foice - uma arma grande e nada apropriada para ataques rápidos - ele me golpeia mais uma vez. Tenho que rolar no chão para desviar do seu segundo ataque. Com foice em mãos, golpeio os seus pés, ou melhor, golpeio onde seus pés estavam a dois segundos atrás. O bode se desvia com um belo salto e pisa no meu rosto. Solto um gemido de dor. As laterais do meu rosto começam a sangrar.

Levanto com o auxílio do cabo da minha arma. O sátiro, sorrindo, começa a dar pulinhos a alguns metros em minha frente - triunfando sobre a minha queda. Ele leva a sua flauta até a sua boca e toca uma melodia diferente - mas tão horrível quando a outra.  Raízes brotam e agarram meu tornozelo, ignoro-as e avanço na direção do fauno, mas, pouco à pouco, mais raízes agarram-se, cada vez mais grossas e resistentes. Caio de joelho no chão e ataco as raízes com a minha foice. Corto uma por uma, mais rápido que a conjuração do fauno. Quando estou quase livre, exagero na força e a lâmina faz um belo corte na última raiz que me prende e na minha perna.

Com a perna ferida, é bem mais difícil alcançá-lo. O fauno começa a pular e sorrir, como se eu fosse um brinquedo dele. Minhas orbes ópticas ficam roxas de tanto ódio. Piso no chão com a perna boa e uso a minha manipulação de videiras. Uma habilidade que herdei do meu pai - o rei do vinho. Uma de suas patas fica presa, mas não ficará por muito tempo. Em um rápido movimento, dou um giro de 360 graus com a minha foice e corto - em um único golpe - o braço que ele segura a flauta. O grito de dor é uma música para meus ouvidos - Você não tem alma mortal. Se eu te matar, você vai virar uma plantinha idiota e mesmo se eu te esmagar, você não vai sofrer o suficiente então... - fecho os olhos, convoco mais videiras e aciono o tirso que sempre carrego comigo - mas evito de usar para treinar novos estilos de luta - Videiras venenosas. Sua noite vai ser bem longa e dolorosa. O veneno não vai ser potente e nem fraco. Você vai provar a medida certa - faço mais uns cortes em seu corpo para garantir que ele seja incapaz de se levantar e para facilitar a entrada do veneno no seu sangue, claro.

Limpo o sangue da lâmina na calça e caminho de volta à arena, buscando pela filha de Deméter - Ele não sobreviveu, sinto muito - digo ao encontrá-la. Um sorriso escapa; entregando o que fiz.

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Seg 9 Dez 2013 - 12:02


hello world I'm your wild girl
Bad nights cause'n teenage blues
Cantarolei um hino da legião enquanto passeava pela Princípia ainda cedo. Muitos ainda dormiam e apenas alguns lares flutuavam por aí aproveitando o nascer do sol que eles veriam para a eternidade. Sempre me perguntava se aquela condição deles não teriam fim. Como sempre que eu fazia pela manhã, passei no templo de meu pai Marte lhe oferecendo uma Pizza como oferenda, embora eu não soubesse ou tivesse certeza que ele gostava daquilo. Mas quem é que não gostava de Pizza? Em seguida fui andar por Nova Roma, falei com Terminus um pouco, verifiquei a barreira dois legionários que estavam de vigias. Era um dia perfeitamente normal, ou ao menos era pra ser. Estava voltando para o alojamento quando senti alguma coisa me perseguindo e aquilo não me deixou nenhum pouco contente. Estava em meu sangue perceber quando o perigo estava próximo e eu não gostava nenhum pouco quando ele resolvia me testar. Continuei a andar, porém fiz um caminho diferente e segui para perto do Pequeno Tibre, queria um espaço bem aberto pra fazer a festa com o meu querido visitante. Quando cheguei à ponte me virei e encontrei uma garota linda e perfeita sorrindo para mim, mas que cheirava a monstro até meu nariz entupir. - O que quer e quem é você? - perguntei seriamente e a fitando, ela por vez apenas deu uma risadinha e passou a língua por seu lábio superior, o que me fez estremecer. Ela era um monstro, disso eu não tinha dúvida, o que significa que provavelmente ela estava manipulando a névoa. E havia apenas um monstro que eu conhecia que podia fazer isso.

- Empousa - murmurei percebendo o que ela realmente era, mas já era tarde de mais. Quando me dei conta ela já havia pulado para cima de mim tentando cravar as suas presas em meu pescoço. Segurei-a pescoço, mas ela me chutou com provavelmente com a sua perna de bronze porque doeu mais do que deveria. Gemi de dor caindo no chão, mas quando ela pulou para cima de mim rolei para o lado desviando dela. Agora conseguia ver claramente uma perna de bode e outra de bronze, como não pude perceber antes? A Empousa se recuperou e mostrou as suas presas para mim, eu desejava muito naquele momento estar com a minha arma, mas nunca a levava para meu passeio matinal. Ela atacou e tive que me defender a mão nua. Defendi um soco na cara segurando o seu pulso e então lhe dei uma joelhada forte que a fez cambalear para trás. Entretanto isso a deixou irritada a ponto de me agarrar no rosto e fincar suas unhas afiadas em mim. Dei-lhe um soco na cara sentindo o sangue escorrer por meu rosto e respirei fundo, eu precisava acabar com aquilo logo. Foi quando olhei para o meu anel de Rubi no meu dedo do meio. Havia o recebido do próprio Tânatos e apenas o usava quando estava a seu serviço, mas era a minha unica saída naquele momento. Tirei o anel e o apertei com força, em segundos eu tinha uma foice maravilhosa de ferro estígio e a Empousa pareceu não gostar nenhum pouco.

Ataquei, mas a foice estava bem mais pesada do que eu me lembrava e isso fez com que o meu golpe fosse lento e desse tempo para que ela fugisse em direção às minhas costas. Segundo depois senti as suas presas sendo cravada em meu pescoço, caí no chão largando a foice e tentei lhe tirar dali, a solução que encontrei foi ir de encontro com a parede, o baque foi grande e ela soltou na hora. Me afastei dela pegando a minha foice e respirei fundo tentando me acalmar. Quando estava me levantado percebi que ela pularia em cima de mim e com sorte me apoiei em meu joelho me abaixando e desviei de suas presas, investi em seguida com a foice na diagonal tentando pegar a sua barriga, mas ela deu um pulo habilidoso para trás. Ela pulou para cima de mim, segurei o cabo da foice e criei uma barreira entre eu e ela, a empurrei pra trás a desequilibrando. Depois disso aproveitei o momento e girei a foice em minha mão com rapidez já acostumada com seu peso, fiz um 'x' nela e sorri vitoriosa ao ver a sua expressão de espanto momentos antes de virar pó da sininho. Me encostei na parede e tirei a minha toga toda rasgada pro causa das unhas da Empousa e vermelha por causa de meu sangue. Gemi com o machucado, a foice já havia voltado ao normal, então coloquei o anel em meu dedo no meio. Então me arrastei sozinha em direção à Enfermaria, meu orgulho como filha de Marte não permitira isso, mesmo que isso fosse idiotice.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Katherine Owen Miller em Seg 9 Dez 2013 - 15:34




the queen of skies,
not everything is as you want it to be, sometimes when it gets tricky.


— 14:00 às 15:00 —
Treino de Combate aos monstros;

Confesso que meu dia estava bastante exaustivo, não, não era só porque precisava aguentar alguns babacas com quem dividia o chalé, e nem porque precisava fingir que eramos, sei la, como se diz? Ah, sim, claro, uma "família". Era incrivelmente irritante ver como a maioria das pessoas reagia a isso, como se realmente fossemos algo além de colegas de acampamento, estilo aquelas colonias de férias que eu sempre ia quando menor. O almoço havia sido bem chato também, apesar de a comida ser gostosa existia todo um ritual para ser feito que incluía desperdiçar uma parte do meu alimento atirando numa fogueira e torcendo para quem sabe meu "pai" pudesse sentir o sabor, como se o cara realmente estivesse preocupado com sua filha, por favor, ele nem sequer havia me reclamado ainda, não merecia a comida que eu comia.

O suor acabou por secar rapidamente, sem me dar a sensação de urgência por um banho, ainda queria treinar mais um pouco antes que realmente pudesse descansar, afinal, não era todo dia que acordava inspirada para tentativas patéticas de me defender. Esperei pouco mais de uma hora nos campos de morango enquanto observava as nuvens criarem formas engraçadas. Não sabia exatamente porque, mas sabia que a arena tinha certos horários para treino, e por esse motivo não podia simplesmente chegar la nesse momento e começar a fazer o que quer que fosse, talvez precisasse esperar algum responsável para garantir minha segurança, ou a dos outros campistas, afinal, mesmo com uma faca de passar manteiga no pão eu era um perigo, não da forma ameaçadora, mas da forma desastrada que não consegue evitar de se machucar por coisas completamente sem querer.

Levantei-me um pouco sonolenta do gramado e rumei para a arena, algo me dizia que a diversão começaria em minutos, e nada me garantia que seria eu a ficar rindo de algo ou alguém. Devo dizer que ao adentrar a miniatura de coliseu fiquei um pouco surpresa com o que vi, uma criatura horrível estava presa em uma espécie de gaiola, ela guinchava e praguejava os campistas ao seu redor, de começo, a criatura me lembrou uma mulher bastante estranha, mas quando fitei suas pernas percebi o que ela realmente era, no lugar de pernas, duas caldas de serpente saiam de sua armadura, seu olhar era feroz feito olhos de serpente, com toda a certeza aquela criatura era uma Dracaenae, que apesar de nunca ter visto já havia escutado falar um pouco sobre ela. Me aproximei do grupo de campistas que a rodeavam e percebi que ambos pareciam estar escolhendo quem lutaria com ela, muitos pareciam achar o desafio fácil demais, outros pareciam preferir apenas observar. — Eu quero tentar. — Me escutei dizendo sem querer. Senti alguns olhares divertidos vindo em minha direção, era óbvio que não esperavam que eu fosse conseguir derrota-la, de fato, nem eu mesma tinha total certeza. —Eu quero tentar. — Repeti com mais afinco na expectativa de que entendesse meu pedido.

Um filho de Ares pareceu finalmente me levar a sério e acenou com a cabeça pedindo para que todos com minha exceção se afastassem da criatura, recebi pequenas recomendações vindas dele, como me manter longe de suas mãos. Respirei fundo no mesmo instante em que a jaula se abriu, a terrível criatura encarou-me de forma maldosa, como se ela mesma duvidasse do que eu era capaz. Peguei minha faca da bainha e como da ultima vez me preparei para ataca-la. Um sorriso surgiu em seus lábios quando a dracaenae viu a arma que utilizava fazendo com que eu engolisse em seco. "Rápido Kath, usa o que você treinou hoje de manha" me peguei murmurando. —Certo, não vou pegar leve. — Falei em voz alta para a mulher guerreira. Percebi sua movimentação um pouco tarde demais e acabei sendo atingida pelo cabo de uma lança me jogando a alguns metros de distancia de onde havia estado parada a meio segundo atrás. "Ai... Isso realmente dói" pensei enquanto me levantava. Avancei em sua direção sem ter tempo de pensar, desviei de meu primeiro golpe e sorri satisfeita pouco antes de receber um soco no estomago que me fez gemer baixinho, apesar da dor, cortei-lhes um pedaço de sua calda de serpente fazendo a criatura guinchar e recuar. Comprimi meu estomago a fim de aliviar a dor e me coloquei novamente de pé enquanto via pequenas manchas de sangue perto do monstro. —Espero que não seja meu. — Suspirei enquanto voltava a avançar.

Agachei-me a tempo de desviar de seu ataque me dando certa vantagem ao segurar seu braço com a lança e coloca-lo em uma daquelas posições doloridas. —Gostoso né? — Falei ao vê-la guinchar. Cedo demais, devo dizer, pois no instante seguinte levei uma calda na canela, e deixe-me dizer, isso realmente doeu, e pra caramba. Soltei seu braço no mesmo instante e recuei antes que ela pudesse voltar a investir. Depois de alguns minutos de luta, ambas parecíamos cansadas, eu tinha um corte nos lábios por causa da lança que ela utilizava, e sentia dor em quase todo o corpo, ela por outro lado, tinha duas pernas completamente feridas e um braço impossibilitado, me adicionando certa vantagem. Avancei contra ela com toda coragem que me restava e a atingi na garganta com a pequena faca, a dracaenae em um ultimo movimento de desespero a criatura me atingiu com o cabo da lança na cabeça e virou pó. Cai meio desnorteada enquanto sentia minha visão embaçar um pouco, pude sentir braços me ajudarem a levantar e me sentar até que conseguisse ficar normal de novo, o que demorou poucos minutos. Decidi fazer uma pequena visita a enfermaria antes de retornar para o chalé de Zeus.





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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Bae Sung Jae em Seg 9 Dez 2013 - 17:21


Treinando combate a monstros
Vish


- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém. – murmurei baixinho, enquanto fiz o sinal da cruz. John me jogou um olhar de indagação. – Qual é, eu sou cristã. – ri com o olhar surpreso que ele fez. – Estou brincando, calma.
Voltei a minha posição de quem não aguenta mais esperar, mas também não está lá com toda essa ansiedade.
- Vamos lutar com orcs e dragões? - perguntei, quebrando o silêncio.
- Qual é o seu problema com mitologia grega, mulher? – respondeu John, divertidamente irritado. Caí na gargalhada.
- Você seria mais maneiro se fosse um hobbit ao invés de um sátiro. – Ele revirou os olhos e quando estava para responder, uma garota saia mancando da arena, arrastando uma espada, com o corpo sujo e ensanguentado. – Sua vez de brincar na arena. Temos uns monstrinhos guardados – você vai adorar.
- Se precisar, grite “Chega” e o duelo terminará. Se esconda e corra se não souber o que fazer. Boa sorte. – falou um homem ao lado do portão, provavelmente o guardião.
Entrei na arena. Tinha muros altos que eu diria serem aproximadamente 10 metros e manchas de sangue no chão. Parecia não ser limpo há anos. Havia pedras espalhadas pelo território e mais alguns portões em algumas extremidades. Em cima dos muros, havia uma espécie de auditório – onde as pessoas se sentariam para assistir.
O portão de ferro de fechou atrás de mim e foi aí que eu engoli a seco. “Agora é a hora de gritarem ‘Libertem o Kraken?’” pensei e ri comigo mesma, mas meu riso foi afagado pelo som do portão à minha frente sendo aberto e libertando a coisa mais horrenda que eu já vi – e olha que eu já vi muita coisa horrenda.
Era uma besta com cabeça de leão e uma cabeça de serpente na ponta da cauda. As pernas de trás eram de bode e as da frente de águia – me perguntei quantos animais diferentes estavam unidos nessa coisa – e havia uma cabeça de bode presa à suas costas. Bati meu recorde de palavrões falados num segundo. Perguntei-me que bicho era aquele e me amaldiçoei por ter deixado de ler a Enciclopédia Atualizada de Criaturas Greco-Romana para ler uma revistinha dos Vingadores. – Fica de boa, essa não solta fogo pelo nariz. – gritou John do auditório. “Então era para ter!?”.
Pensando no que o guardião falou, corri e me escondi atrás de uma pedra, para acalmar e planejar. Ouvi um estrondo. A besta havia pulado para cima da pedra que eu estava escorada. Corri para o muro da arena, desesperada. A besta pulou cara o chão e correu até mim, empunhei o escudo, mas a cabeça de leão puxou-o e mordeu meu ombro.
A dor era lancinante. Senti minha visão empretejar e minhas pernas amolecerem e então soltei a espada no chão, sem forças. Gritei alto e agudo - e pareceu que o bicho estava cedendo meu ombro. Veio uma equipe que encoleirou a besta, segurou sua cauda e lhe botou uma focinheira (duas, na verdade) e eu apenas escorei na parede e fechei os olhos.

***

A enfermeira continuava a suturar minhas costas quando John finalmente apareceu. Esta mesma já não estava de bom humor porque a chateei falando que se estivéssemos em Star Trek, ela não teria que me costurar e nada doeria tanto e, após filosofar um pouco sobre o que falei, perguntei se ela achava que estávamos na Matrix.
- Ela já te atormentou muito? – John perguntou a enfermeira.
- Você nem imagina.
- Ah, imagino sim. – respondeu, esboçando um sorriso. – E aí, Hércules? - disse, me dando um soco do outro sadio. - Esses pontos vão te dar uns bons dias na cama, parabéns.
- Cama? Eu não vou para a cama. – respondi, tirando o sorriso do rosto de John.  – Vou voltar lá. Acho que entendi como que faz.
- Você entendeu como se faz. – repetiu.
- Sim. Acho que vou dar uma boa lida na Enciclopédia antes, é claro. Eu não faço a menor ideia de que bicho era aquele, para começar. Mas acho que um pouco de rapidez e esperteza são as chaves dessa bagaça.
- E-era uma Quimera, das mais fraquinhas e velhas; o-olha, não serei responsável por isso, aviso já. Aliás, na verdade vim aqui perguntar-lhe; precisa de alguma coisa?
- Queria pitar. Mas não se importe com isso, provavelmente é meio proibido por aqui e eu já estou em jejum faz meses, consigo ignorar. Quero chá – preto e forte, por favor.
John foi até um homem que revirou os olhos quando ele apontou a mim e depois apontou a cozinha, mas acabou indo de qualquer forma.
- Mandei um guri buscar. Já vem.

A enfermeira passou um algodão em minhas costas e deu tapinha.
- Não faça atividades físicas por um bom tempo. – disse, como se não tivesse escutado a conversa. Tirou as luvas e saiu.
- Como se sente? – perguntou John. Puxei a ligadura mostrando-o belas marcas de dentes profundas e costuradas, com pequenas manchas de sangue em volta. Vi-o amolecer e gemer baixinho. – Parece ótimo.
- Vamos lá? – falei, esquecendo-me do chá.

***

Fechei o livro pesado e entreguei-o a John; então estalei os dedos e coloquei as luvas. Fui em direção ao portão novamente e escutei o mesmo discurso do guardião e então entrei, ouvindo o barulho do portão de fechando atrás, da mesma forma que antes.
- Traz o bichano de novo! – gritei. Imediatamente abriu o portão, mostrando a mesma criatura de antes.
Novamente corri e me escondi, mas fiquei de vigia desta vez. Ele vinha em minha direção, então corri e comecei a escalar em uma pedra alta – não mais que o muro, mas convenhamos - e o bicho me seguiu, também tentando escalar. Sua pata dianteira arranhou-me a perna, fazendo surgir três linhas vermelhas. Gemi baixo e sentei em cima da pedra para olhar o estrago, mas logo levantei para continuar a luta.
Lembrei-me da minha outra tentativa, e como ele reagira ao meu grito. “Sensibilidade a sons agudos”, pensei. A primeira coisa que me veio a mente foi a introdução de Immigrant Song – e cantei-a no tom mais alto que pude, o que não era nada mais que um sol, mas foi suficiente para recuar um pouco e me dar a oportunidade de pular de lá.
Fiz um rolamento ao cair, mas sabia que no mínimo tinha aberto alguns pontos no ombro. Olhei para trás e o bicho já estava em posição para pular.
“O que mais faz um som agudo e irritante?” me perguntei. Ozzy Osbourne, pneu cantando... Derrapagem! Deslizei meu pé no chão, em vão, não fazia barulho algum. Tentei molhar o chão cuspindo, mas também em vão. Afastei-me do bicho que já estava aproximando – mas havia uma pedra atrás de mim que me impediu de recuar ainda mais e ele já estava chegando cada vez mais perto. Rugiu e deu indicio que iria terminar o trabalho que houvera começado e - nheeec. A besta recuou. Minhas luvas de couro derraparam na pedra de basalto atrás de mim. Respirei , sorri e empunhei a espada.

Limpa e clara, refletindo-me por cima – rubro, ensanguentada por baixo. Havia fincado a espada em seu pescoço de leão, matando-o, com fúria. Portanto, antes que pudesse cantar vitória, a cabeça de serpente estava a minha frente, hipnótica e ereta, esperando para dar o bote. Fiquei paralisada e respirei fundo. Quando ela atacou, desviei para o lado, impedindo de dar um bote mortal na testa, mas um doloroso no ombro.

Tentei puxar a espada da garganta de leão, mas parecia presa e foi em vão. Então segurei a cabeça da serpente – e a bati contra a rocha, e com meu escudo, espanquei-a o máximo que pude. O sangue dela esguichava em meu rosto, líquido viscoso e rubro da vitória. "Fatality.", murmurei e deitei contra a rocha.

- Seus lerdos, peguem a p*rra do antídoto! – uma voz conhecida grita. – Não é possível que só tenha essa m*rda na enfermaria. Vocês deviam botar alguns frascos por aqui, não acham? – continuava a bronquear. – Injetar essa p*rra, qual é, estão com medo? Dê-me isso. – senti uma agulha afundando em minha coxa. - Vamos, volte, mulher. – tapeou meu rosto.
- Cara, acho que abri uns pontos. - falei, rouca.

- Isso foi o mínimo, Hércules. - respondeu, sorridente. – Aposto 10 dracmas que quebrou uns três ossos. – sorri. – Dessa vez você vai ficar em repouso, gostando ou não, capiche?
- Prometo.
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Kira Lewis Petrovich em Seg 9 Dez 2013 - 19:09

Já se fazia uns dois dias desde o ataque sofrido por parte daquelas galinhas gigantes que eram chamadas de Harpias e só agora que havia conseguido me recuperar totalmente. Talvez pela surra de um robô gigante ou por ter sido caçada por várias Harpias, minha recuperação havia sido mais lenta, mas nada com o que me preocupar. Fazia um dia até que gostoso de aproveitar do lado de fora do Chalé e por aquele mesmo motivo enviara um calouro do chalé de Hermes até a enfermaria levando um recado meu para uma das filhas de Apolo. Coloquei a blusa vermelho sangue com o Javali negro estampado na frente e vesti um short jeans curto colocando um Vans vermelho nos pés. Como pretendia passar na arena antes de ir para o ponto de encontro, até porque tinha que esperar o turno dela na enfermaria terminar, peguei minha espada colocando a mesma em sua bainha e prendendo em minhas costas enquanto pegava meu escudo novo. Eram itens bem interessantes e próprios para grandes batalhas aqueles três, sim três porque a blusa vermelha se transformava em uma armadura conforme eu me defendia. Depois de colocar a pequena Manticora, do tamanho de um simples gato, que havia ganho como mascote - um presente de meu pai - em cima de minha cama e me assegurando que não sairia do chalé, finalmente parti para meu destino.


O caminho até a arena já começava a ser bastante conhecido por mim e via uma ou outra pessoa acenar em minha direção enquanto passava. Devo admitir que foi estranho acenar de volta para uma ou outra, não costumava ter amigos. Entrei na arena ouvindo o barulho de espadas tilintando para todos os lados, um sorriso tomou conta de meu rosto ao ver as batalhas travadas ali com alguns monstros bem interessantes. Digamos apenas que me senti completamente em casa ao ver aquelas belezuras e todo mundo tendo que mata - las era definitivamente o meu tipo de treinamento. Ouvi passos em minha direção se aproximando pela lateral e tentei ignorar enquanto caminhava reto observando minhas opções de combate. Estava quase perto de uma caixa grande e sem identificação ou formas de ver o que estava dentro, quando uma mão pousou em meu ombro me fazendo me virar agilmente pegando a espada no movimento. - Pensou rápido garota, eu gostei disso - Falou um sátiro me fazendo pensar se estava encrencada por ter roubado uma espada de um deles outra noite ou se ele simplesmente queria dar uma de instrutor campista chato. - O que você quer? - Perguntei indo direto ao assunto e querendo me livrar do incomodo para poder ir logo matar um monstro. - Calma aí esquentadinha! Eu vim na paz... Então Quíron pediu pra que eu arrumasse um filho de Ares para ir até a floresta dar um jeito em uma Manticora selvagem que esta ameaçando alguns campistas que se aventuram além da barreira de proteção - Começou ele me fazendo erguer a sobrancelha ao ouvir o "manticora selvagem". - Ta espera aí... Essa tal "Manticora Selvagem" não é o bichinho de nenhum irmão meu é? Porque se for arrume outra pessoa do jeito que são esquentadinhos ainda matam a minha - Falei de forma calma enquanto me mantinha séria perante o Sátiro.

- Fique sossegada eu a chamei de "selvagem" por não ser um desses bichinhos bizarros que vocês carregam - Girei os olhos em suas orbitas ao ouvir o que ele disse. Era incrível como ninguém ali apreciava os bichinhos que nós, filhos de Ares, carregávamos para lá e para cá, mas pessoas como filhos de Apolo adoravam exibir o Grifo gay que tinham. Voltei a colocar a espada em sua bainha e estalei o pescoço enquanto arrumava meu escudo. - Me aponte o caminho - Falei em forma de ordem sem nem me importar com aquilo, não via muita utilidades em sátiros a não ser enviarem mensagens mesmo. O sátiro então sorriu e apontou em direção à parte sul da floresta me pedindo para tomar cuidado ao sair para lá, mesmo sendo filha de Ares poderia encontrar problemas. Simplesmente dei de ombros para o sátiro e comecei a caminhar em direção ao lugar apontado, pronta para tudo, ou melhor, quase tudo.[...]

- Mas onde raios esse bicho tá? - Bufei impaciente quase uma hora depois enquanto caminhava sem parar pela floresta atrás da Manticora. Já estava pensando que aquilo tudo havia sido uma grande piada com a minha cara e o sátiro estaria rindo de chorar junto com os seus amigos gritando para todos ouvirem que havia feito de trouxa uma filha de Ares por ter roubado sua espada. Bom, se é que aquele sátiro era o dono da espada, não me lembrava bem do dono pelo fato de ter estado tudo escuro na noite em que o encontrei e peguei sua espada. - É isso já chega eu vou voltar e arrebentar aquele sátiro! - Falei fervendo de raiva enquanto dava meia volta e começava a caminhar na direção do acampamento. Mal havia dado cinco passos e um enorme rabo de escorpião veio em minha direção, provavelmente do meu lado esquerdo, e fui obrigada a me jogar no chão de costas escapando por literalmente um triz daquela coisa. Estava agora suja de terra e meu humor só piorava, mas ao menos já sabia que não havia sido mentira o que o Sátiro dissera para mim. O que não livrava a hipótese dele ter ficado com raiva e me mandado para a morte de propósito, vai que aquele bicho tinha companhia? Mas já havia arriscado mesmo. A Manticora saltou na minha frente abrindo a enorme boca de Leão e rosnando em minha direção como se pra me intimidar, coitada deveria ter tentado outra abordagem, uma mais direta para ser exata porque a única coisa que fiz foi me levantar e puxar minha espada enquanto ela fazia seu showzinho e correr em sua direção.

A Manticora estava de guarda baixa, mas nem por isso foi um alvo fácil para mim se esquivando de meu golpe em sua fuça com agilidade. - Muito bem... Vamos brincar - Sentenciei irônica antes de girar a espada em minha mão e colocar o escudo em posição protegendo parte do meu corpo e dando espaço o suficiente para que eu pudesse mover a espada. Vi a Manticora reagir a meu golpe e tentar me dar uma rasteira com sua calda, mas pulei no ultimo minuto saltando sua calda como se tivesse pulando corda. O monstro pareceu não curtir muito meu pulo e fez a calda voltar em minha direção novamente me obrigando a pular para o lado e rolar no chão até ficar do lado do bicho. - Sabia que eu odeio pular corda? - Falei com certa raiva em direção a Manticora que se virou em direção e tentou me atacar com a calda de escorpião mas agora em um movimento de cima pra baixo me obrigando a me agachar e colocar o escudo em cima da cabeça ouvindo o barulho do choque entre o escudo e a ponta do rabo de escorpião do bicho. Ergui-me voltando a ficar com o escudo na posição anterior ao lado de meu corpo e ergui a espada vendo a Manticora ficar enraivecida pelas minhas defesas. Respirei fundo sentindo a adrenalina começar a correr solta por meu corpo e me pós em posição enquanto observava o bicho andar de um lado para o outro como se me estudando antes de voltar a atacar.

- Vamos! Ataque logo bicho feio! - Desafiei-a apenas observando quando a mesma rugiu para mim novamente e começou a correr a todo vapor em minha direção. Ela iria tentar me derrubar e me fazer seu jantar, disso eu tinha certeza e por aquilo mesmo coloquei minha perna direita na frente deixando-a firme flexionando um pouco os joelhos e colocando o escudo na frente de meu corpo entre mim e a Manticora, com a espada escondida atrás do mesmo. Única coisa que senti depois foi a tamanha burrice que tinha feito quando retirei o escudo da frente com a Manticora a centímetros de mim e soquei com tudo a espada em seu crânio. Havia a feito começar a agonizar enquanto minha espada estava em sua cabeça, mas ela também caiu com tudo pra frente me embolando junto com ela. Só consegui sentir o bicho me acertando e ficar sem ar sem seguida enquanto seu corpo batia de encontro com minha barriga e lutava pra não deixar o cabo de minha espada me acertar indo pro lado e acabando embaixo do bicho. - Isso... Definitivamente... Doeu! - Falei rouca enquanto tossia sangue pro lado com o corpo da Manticora em cima do meu enquanto ela dava seus últimos suspiros de vida enlouquecida e mandando seu rabo para todos os lados. Tentei puxar meu escudo para me defender de qualquer provável ataque do mesmo, mas nesse momento percebi que com a queda meu braço em algum momento tivera o ombro deslocado graças ao escudo. - Merda! - Bufei baixinho e com a outra mão auxiliei meu braço ferrado colocando o escudo na minha frente bem a tempo de bloquear o rabo de escorpião.

- ISSO DOEU SUA... SUA AAAAAH! - Falei com raiva ao sentir o impacto do rabo de escorpião com meu escudo contra meu braço. Respirei fundo e cinco minutos depois a Manticora deixou de se debater virando pó dourado e pude novamente voltar a sentir minhas pernas livres. - Bicho feio! - Rosnei para o pó tentando não falar algum palavrão muito feio em voz alta. Ergui-me cambaleante e peguei a espada no chão colocando na bainha e com todo o meu esforço retirei o escudo de meu braço deslocado mordendo meu lábio inferior de forma tirar sangue para não gritar. - Isso vai custar a sarar - Choraminguei comigo mesma antes de pegar o escudo com a outra mão e partir em direção ao acampamento onde depois de recuperada daria uma surra em um certo sátiro.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Davos H. Grümmer em Seg 9 Dez 2013 - 20:55



⊱ Minotauro, porque?! ⊰


A corrente estava presa a minhas mãos e eu as rodava pensando se o mataria ou não. As respirações seguiam juntas, como uma orquestra sinistra que tocava a última marcha fúnebre que um dos dois iria ouvir. Mas para entender, deve saber o que aconteceu antes. Naquele mesmo dia a algumas horas atrás. Treinava como sempre, buscando ficar cada vez mais habilidoso com várias armas, para nunca ficar em uma fria. O treino desse dia ia ser dedicado a correntes, uma arma poderosa, como todas as outras, quando bem usada. Ataques podiam ser desferidos mantendo distância e não perdendo potência, assim, as rodando, comecei o treino.

Girava as correntes em X e voltava para a posição inicial, rodando o objeto sem parar, os ataques eram devastadores, uma cortada na diagonal e outra na horizontal, voltando a cortar na vertical e parando com um giro em que chocava as duas contra o inimigo. Davos repetia esse treinamento até que ouviu um barulho a frente e um grito que fez o rapaz correr para verificar do que se tratava. Viu então um Minotauro, parado, encurralando uma menina, isso não podia ficar assim. Ele foi até o animal e desferiu um golpe de corrente em suas costas e fez uma fila de sangue escorrer pelas costas do animal que, contrariado, berrou de dor enquanto tentava ver quem tinha feito aquilo. O garoto chegou até a menina e a mandou correr, pois, quando tentou a seguir, foi apanhado pelo animal que o lançou contra uma árvore. O choque foi forte mas não o suficiente para fazer Davos apagar, então a luta continuaria.

O garoto voltou a aproximar-se do monstro, não o bastante para ser atingido, começou então os movimentos com as correntes, os golpes dilaceravam o Minotauro já que com a distância que tinha entre o garoto e o monstro, o monstro nada poderia fazer, até que o grandalhão ajoelhou-se e o garoto correu rapidamente até o mesmo, ainda com dores nas costas, e passou a corrente em volta do pescoço do animal e segurou bem forte, gélido, sem expressão alguma na face além de normalidade. O monstro não suportou a pressão posta pelo filho de Hades e então não se demorando, o monstro conseguiu desferir um pelo golpe com garras para trás, acertando as costas do garoto novamente, Davos gemeu de dor e logo apertou com mais força as correntes fazendo com que cortasse o pescoço do monstro e o mesmo logo virar pó ao chão.

Davos sentia uma dor incomum nas costas, gemia de dor, o garoto mal conseguiu levantar-se, não tardou muito até a jovem prole de Hades desmaiar ao chão, depois de vários gemidos de dor, o mesmo acordou ainda com dores na enfermaria, onde apenas vestiu sua blusa percebendo que suas costas estavam totalmente enfaixadas, passagem pelo tórax e abdômen, o impedindo de se movimentar direito, em seguida levantou-se com dificuldade e saiu.




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Re: Treino De Combate a Monstros

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