Treino De Combate a Monstros

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Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:27

Relembrando a primeira mensagem :



Treino De Combate a Monstros
A arena é destinada para o treino de combate a monstros. Se você procura um lugar para matar monstros, é aqui mesmo. Será disponibilizado para os treinos qualquer tipo de monstro. Por favor, lute com um monstro a sua altura.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos




Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:43, editado 2 vez(es)
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Seg 9 Dez 2013 - 20:58



Treino de combate a monstros
nunca acredite que algo feio por fora será bonito por dentro, é uma furada

Pouco passava das três da manhã quando acordei. A chuva açoitava o teto do chalé XIII, mas não havia sido este o motivo pelo qual eu tinha sido arrebatado de meus sonhos – nada agradáveis, por sinal. Algo batia eloquentemente contra a porta do chalé, alguém provavelmente desesperado ou por ajuda ou por ser chutado dali até a colina meio-sangue – Quem é? – Chamei. Imediatamente o barulho cessou, não mais havendo a presença de alguém além de mim e meus irmãos adormecidos. Sorte a deles. Curioso, peguei a espada que repousava sobre a cabeceira ao lado da cama e caminhei até a porta. Vestia bermuda e camiseta, sem citar os tênis. Ao alcançar a porta, parei a mão sobre a maçaneta. Aquela era a primeira vez em que sentia medo, mas medo de verdade, entende? Não só a leve sensação de que havia algo errado. Vamos lá, repreendi-me, deixe de idiotice. Girei a maçaneta. A porta se abriu com seu estalido característico, dando assim visão ao terreno do acampamento. Além da chuva, não havia nada fora do lugar. Arrisquei dar um passo para fora do chalé, fazendo-o com toda a cautela que me era disposta às três da madrugada. Nada. Não havia nada, nem mesmo as harpias patrulhavam o local em questão. Prestes a voltar para o chalé, voltei o corpo na direção do recinto escuro, contudo não cheguei a finalizar o movimento. Mãos suaves se apoiaram em meus ombros, puxando-me para longe da porta e do aconchego do ambiente obscuro. O certo seria que eu desse um jeito de ficar livre das mãos e voltasse para o abrigo, para o espaço seguro, mas algo impedia-me de fazê-lo, e não eram só as mãos tão acolhedoras. Eu estava entorpecido. Deixe de ser retardado e veja logo quem é, dizia àquela inoportuna voz da consciência. Ao contrário de muitas pessoas, eu seguia a voz idiota que sempre indicava o caminho correto. Voltei o rosto à procura da(o) dona(o) das mãos, guiando-me pela pele alva de seus braços até estar encarando seu glorioso rosto de traços delicados. Ela era, sem dúvida, uma das garotas mais bonitas que eu já havia visto até então.

Tessa, lembre-se de Tessa, seu retardado! Que voz irritante. Abri um sorriso idiota para minha anfitriã, deixando-a que esta me guiasse para a floresta negra há metros do chalé XIII. Você é cego? Oh Hades. Vou jogar eternamente na sua cara que está saindo com a droga de uma empousai. Opa. O quê? Empousai? Onde? Fiquei alerta imediatamente. Desta vez resisti ao puxão no tecido de minha camiseta, fazendo com que a garota não mais tivesse condições de me arrastar com tamanha doçura. Afinal de contas, o que faria uma garota acordada àquela hora da madrugada? Ou melhor, que motivo a teria levado a bater na porta de meu chalé? Era suspeito, muito suspeito. Afastei o braço rudemente, ao passo de quê recuava um passo e erguia a espada em posição defensiva – Quem é você? – Esta deveria ter sido a minha primeira pergunta deste o início. A garota sorriu docentemente, suas presas a mostra como em um convite. Espera... Presas? Oh Hades. Foi como se toda uma mágica se desfizesse perante meus olhos. A névoa que cega os humanos dissipou-se, trazendo consigo o monstro mais feio que eu já havia visto até então. Sua pele era branca como mármore, e as pernas não eram nada normais, sendo uma feita de bronze e outra semelhante a dos sátiros (peluda). Olhos vermelhos feito sangue tremeluziram – O que pensou que estava fazendo? – Indaguei, pessoalmente desapontado comigo mesmo por não ter percebido desde o início com o que eu estava lidando. A empousai não tardou a perceber que sua magia havia acabado, o que deixou-a apenas com a encantadora voz angelical - que de nada combinava consigo.

Eu tinha a opção de esperar por explicações, mas optei por não querer ouvi-las. A empousai mostrou-se calma, como se esperasse a volta de seu apelo sexual. Invés de dar-lhe tempo, girei a espada entre os dedos e comecei a dar passos para direita e esquerda. O típico cercar de adversário. Três passos para a esquerda e investi. Isabelle havia me ensinado a usar da velocidade como uma amiga, não como um simples atributo. Ao chegar à distância de um braço da empousai, recuei um passo para trás e outro para direita, fazendo isso lentamente para então investir com rapidez. Segurei a espada com ambas às mãos quando ia desferir o golpe, fazendo-o na transversal com relação à posição do monstro. Rápida como vinha-se mostrando ser, a empousai recuou o suficiente para que a lâmina não cortasse nada além de ar. Foi então que eu errei. Por estar usando ambas as mãos, empreendia força demais no golpe e tê-lo errado resultou no fato de que passei direto pelo vão entre o monstro e eu. Iria apenas perder o equilíbrio, mas a empousai acertou o tempo na medida certa para conseguir engatar um chute em meu abdômen. O ar se comprimiu. Arfando, cai de joelhos no chão, seguro somente pela mão que mantinha na espada que há pouco havia se fincado na terra batida da orla da floresta. A droga da perna de bronze havia me acertado em cheio. Arfando, tentei ficar de pé, mas a espada foi chutada para longe antes que eu conseguisse completar o movimento. Já disse que odeio empousas? Pois é, eu as odeio, afinal parecem uma harpia, mas são mil vezes mais espertas do que àquelas galinhas voadoras. Rindo de forma graciosa – o que tornava a cena tosca -, a empousai segurou-me pelo queixo e fez com que eu a olhasse nos olhos. Olhos profundos e vermelhos, injetados. Desviei o olhar tão rápido quanto pude, mas logo fui forçado a voltá-lo novamente para o monstro. Admito que fiquei desconcertado ao notar que a empousa se aproximava de modo que parecia querer beijar-me, e a pior parte não era essa. A névoa novamente tornava a agir, hora deixando-a com a aparência humana e hora voltando para a forma de monstro. Eu ia surtar.

Apertei os olhos e imaginei a noite se fechando sobre a empousa, comprimindo-a contra o chão e impedindo que se aproximasse. Desejava isto com tamanha intensidade que não tardei a escutar um resfolegar exasperado. Vinha ficando bom na manipulação dos domínios de meu pai, algo mais do que notável, e começava também a conseguir usar desta manipulação quando fazia-se presente a necessidade. Assim como as sombras oprimiam o monstro, estas também serviam-me como um bálsamo restaurador. Não é que deixasse de sentir o latejar em meu abdômen, pois este não era o caso, mas podia jurar que a dor amainava o suficiente para que logo estivesse de pé. E foi exatamente isto que fiz, fiquei de pé e apanhei a espada há poucos metros de onde estava. A empousai ainda estava rodeada de sombras quando voltei à atenção para a mesma, gritando insultos e fazendo juras de morte ao meu nome – Eu não seria tão arisca na sua situação. – Resmunguei, irritado com a situação em que tinha me metido. Aproximei-me do monstro e novamente girei a espada entre os dedos, como já havia se tornado um mau hábito. Em reação ao ruído provocado pelo cortar do vento proveniente do movimento da lâmina, a empousa começou a se guiar pelos instintos. Sua força era tamanha que, de alguma forma, rompeu o véu negro que se formava ao seu redor e logo investia contra mim, os olhos mais vermelhos do que nunca. Esquivei para a direita, jogando meu corpo para lá e logo em seguida indo abaixar-me para evitar a garra afiada que passou há centímetros acima de meus cabelos. Ainda abaixado, avancei dois passos e desferi um golpe na horizontal com a espada. A perna de bronze retiniu com o golpe, repelindo-o sem maiores danos, e assim acabei sendo acertado – novamente -, só que desta vez pelas garras que tentaram erguer-me pela camiseta sem sucesso.

O característico cheiro de sal e ferrugem se instalou no ar, fazendo assim com que eu franzisse o nariz. Apesar de nunca ter apresentado qualquer reação controvérsia ao sangue, não me agradava o fato de este provir de meu próprio corpo. Reações à parte, rolei na terra batida para escapar das garras que ainda procuravam onde fincar-se e fui ficar de pé o mais longe possível. Com a mão livre, gesticulei dois dedos na direção de um pedregulho solto ao meu redor e lhe ergui do solo como se fizesse parte de meu próprio braço. O projétil não machucaria, algo obvio, mas era uma ótima distração. Ao jogar a rocha contra a empousai, desviei sua atenção de modo que pude me aproximar por seu flanco oposto e golpeá-la no baixo ventre. O ferro estígio fincou-se ali como se estivesse se agarrando a uma última centelha de vida, tal que a lâmina emitia um brilho negro. Não satisfeito com o dano já causado, puxei a espada para cima, estripando a empousai que tentava acertar-me de toda e qualquer maneira, sua aparência já não mais vacilante entre a líder de torcida e o monstro – É isso que chamam de distúrbio de dupla personalidade. – Retruquei ao finalmente recolher a espada. Limpava a lâmina contra minha bermuda quando escutei algo se movendo nas proximidades, e este algo não era silencioso como a empousai. Primeiro pensei em galinhas, mas então ocorreu-me que as harpias de segurança estariam fazendo sua patrulha noturna. Put* sorte. Estripar monstros era um ótimo exercício para a madrugada, sem dúvida, mas eu não estava disposto a fazê-lo durar mais tempo do que já havia durado. Apressado, tratei de caminhar pelas sombras até o chalé mais extremo entre a formação curvilínea dos chalés. O XIII apresentava-se tão acolhedor quanto minha memória insistia em afirmar que fosse.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Harmonia C. G. Fittipaldi em Ter 10 Dez 2013 - 7:27


if i could be your supergirl...?
I'd fly you to the stars and back again


Tá, eu posso dizer sim que a vida no acampamento era muito mais divertida quando se participava dos treinos. Não sei o que as minhas antigas amigas, filhas de Afrodite, tinham contra. Acho que era o fato de que se quebra a unha muito fácil ao apunhalar uma espada contra um monstro ou também o fato de que se embaraça o cabelo muito facilmente ao pular de canto em canto para escapar de um ataque. Agora entendia como Davos, meu primo filho de Hades e primeiro amigo no acampamento, se sentia. Apesar de eu saber mesmo assim que ele tinha outros desejos com a conquista de uma força maior nos treinos. Só que ele não explicita. Normal!

Naquele dia, eu tinha acordado disposta. Um sorriso estonteante ocupou meus lábios ao ouvir o alarme tocar e rápida, peguei uma troca de roupas em minhas coisas e fui em direção ao banheiro. O arranhão horrível que recebi das garras de uma das dracaenae já havia sarado - graças a ambrósia - e não deixara sequer uma cicatriz para relembrar do ocorrido. Ainda bem, pra falar a verdade. Após fazer a higiene e me vestir - top preto, shorts pretos largos, tênis e luvas sem dedos -, coloquei o baralho elétrico em meu bolso do shorts e enfim, corri em direção a arena.


— Mas... Cadê todo mundo? — indaguei, assustada. Não tinha ninguém na arena, a não ser as jaulas dos monstros, os alvos das armas a longas distâncias e os sistemas dos duelos e estratégias. Sem contar também com o pequeno arsenal que tinha. Falar nisso, eu precisava comprar algumas armas pra mim. Estava começando a ficar cansada em pegar adagas e lanças emprestadas. Calma, caminhei até as jaulas e lá fiquei observando. Qual monstro que eu iria pegar dessa vez? Uma empousa? Um minotauro? Ou... Uma harpia. Isso. Uma harpia. Um desafio, de fato. Antes de mais nada, fui até o pequeno arsenal e peguei um cinto que lá tinha, para colocar várias adagas. E foi exatamente isso que fiz! Preenchi os espaços com dez adagas de lançamento. Essas eram ainda mais leves que as normais e sua lâmina, um pouco mais fina, já que a mesma precisaria "perfurar" o ar.

Com um estalar de dedos, as correntes mágicas que seguravam as portas da jaula da harpia se dissolveram e solidificaram assim que a criatura saiu de lá, para que as outras não atacassem-me. O monstro que já estava nos ares, sobrevoando-me, piava agudo e furioso. — Suas penas estão sujas de bosta. Ah, não. É a sua cor mesmo. Que nojo de você. — e o Oscar de "Piores Xingamentos Para uma Harpia" vai para Harmonia, filha de Zeus! Mas até que funcionara. Já que a mesma piara ainda mais alto e tentara fazer uma ataque direto com suas patas de galinha.

Ágil, rolei para o lado antes que as garras dela me arranhassem ou as asas dela batessem em meu corpo. Eu podia sentir o cheiro de pena suja de longe, e aquilo me fez tossir forte. Aves não eram o meu forte. Nunca foram. Mais um ponto pra não me dar tão bem assim com as filhas de Afrodite e suas.. Pombas esquisitas. — Nossa, cara. Seu último banho no Tártaro não foi tão bom assim, né? Porque pelo o Olimpo, como você tá fedendo. — zombei novamente, com os olhos lacrimejando com o cheiro dela. E novamente, a burra tentou me atacar. Mas nesse caso, eu já agarrei - com dificuldade - uma carta do meu baralho elétrico e a lancei em direção à harpia. Foi e não foi uma boa ideia sobre aquele cinto. Mas não resisti. A carta explodiu assim que encontrou o corpo da criatura, e isso a atordoou. O que me deu um pouco mais de tempo pra me recompor daquele... "Perfume de Ciclope". Quer dizer, até Polifemo gostaria mais de um sátiro do que essas galinhas.

No momento que eu ia lançar uma adaga contra o corpo dela, a harpia levantou voo e ficou acima do meu alcance. Um pouco mais do que minha força atual conseguiria. Logo, me veio uma grande ideia na cabeça. Pigarreei um pouco e peguei duas adagas. A criatura até me olhou estranho enquanto. — Let's have a kiki! I wanna have a kiki, lock the doors tight! — e aquilo estava funcionando. A harpia me olhava com certo desprezo enquanto eu dançava à música "Let's Have a Kiki", da Scissor Sisters. — Let's have a kiki, MOTHERFUCKER! — e finalmente a galinha botou seu minúsculo cérebro pra pensar e acabou percebendo que aquilo era uma tiração de sarro da cara dela. Ou será do bico? Enfim, não sei. Só tive de agir rápido para que ela não tentasse me agarrar novamente.

A criatura, furiosa, não sobrevoou minha cabeça e tentou arrancá-la. Ela simplesmente tentou um ataque direto no meu abdômen, um pouco mais fácil de se escapar, apesar de sua asa direita atrapalhar-me na hora. Nessa hora, involuntariamente, pensei nos raios de meu pai estourando no céu no dia em que fui reclamada. Como Quíron e vários outros semideuses curvaram-se perante a mim ao ver o símbolo da águia de Zeus brilhar em um azul elétrico sobre minha cabeça. E foi com esses pensamentos todos que fizeram com que minha mão fizesse um choque na asa do monstro. É leitor, minha mão FEZ um choque. O que me assustou um pouco, mas foi divertido ver a harpia gemer de dor.

Na hora de ficar atrás da criatura, eu perdi um pouco do equilíbrio e tive de pular duas vezes para trás para conseguir me estabilizar no solo. Sem demora, assobiei para a harpia enquanto pegava uma carta elétrica e uma adaga do cinto. O monstro agora fraco, mas ainda furioso, se virou e foi nesse momento que mostrei-lhe a palma da minha mão. Pensei que eu ia conseguir fazer um raio escapar da minha palma, mas na verdade uma grande luz branca e ofuscante saiu dela e um som de trovão estourou aos céus. ESTAVA SEM NUVEM NENHUMA! Mas eu consegui. Aquilo foi um medo causado na harpia. E foi aí que eu consegui lançar minha adaga e minha carta contra ela. A adaga fincou em seu peito e a carta explodiu. Não a matou, mas a machucou feio. Dado à minha distância da criatura, apenas puxei mais quatro adagas e lancei duas de cada vez. Após isso, ouvi um piado forte e doloroso. E por fim, puff. Onde a harpia estava, só restou pó e as adagas.

Com um sorriso cansado, caminhei até o lugar onde ela estava. Agarrei as adagas e coloquei-as no cinto. O mesmo foi levado por mim mesma até o arsenal. Depois daquele treino, o que eu mais precisava era dormir. Porque por Zeus, como eu estava cansada. Sem mais delongas, saio de lá.

Poderes Usados:
ϟ Falso Trovão [Nível 02]:  Um flash de luz branca-azulada será emitida da palma de sua mão e fará o barulho de um trovão. Por insisnto, o inimigo tentará se proteger, pensando que um raio de verdade está por vir.

ϟ Gatilho Elétrico [Nível 03]:  Habilidade que permiti disparar descargas elétricas a partir das pontas dos dedos. Um raio simples ainda, mas que pode causar danos consideráveis.

Ambos ativos, por isso disse que minha personagem está cansada. q
 



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Qua 11 Dez 2013 - 0:00

 Empousas
Mande mais !

Era cedo quando acordei, Meu grifo rodeava o chalé onde eu escutaria tarsos do mesmo com o chão, Light era impaciente e sempre queria me ver o quando antes, logo cedo fui ao banheiro como de costume escovava os dentes, estava quase nu apenas de cueca de malha, onde momentos depois no meu quarto escolheria minhas roupas de treino estava em um dia bom, e como de costume iria falar com Quíron, quando pensava comigo " Aaah Preciso comer antes de ir treinar.." pensava comigo dedilhando os lábios, Realmente esperava um treino bom, e com toda certeza Quíron me designaria um, Sorrindo a toa, fui aos pés de minha cama de frente a meu Closet ( Guarda roupas) pegando-se Jeans formais, tênis velhos, e a camisa do Acampamento que no caso eu teria 5 enquanto usava 2 as tias eram lavadas por Harpias a Ordem de algum Deus que esqueci o nome, a caneta sobre minha mesinha brilharia e era reluzente, por ser de Ouro Celestial revestida a estígio, peguei a tal guardando-a no Bolso, coloquei meu aljava sobre as costas, e andejei até o pavilhão, onde sentei a uma das mesas cheias de alimentos.

Sorri olhando para os presentes, timidamente disse -Olá !? ambos riam olhando para mim e indagaram em seguida - Oi.. como vai ?- lentamente olhei para a refeição, pegando um cálice de néctar olhava os presentes dizendo de novo - Bem Vou treinar daqui a pouco, querem ir ?- O pessoal sorriu , não queriam sair em missão pois estavam exaustos, comentavam entre si sobre combates a monstros, eu apenas dedilhei a cabeça, engoli o néctar rapidamente, levantei-me da mesa, e fui de encontro com Quíron, o tal me disse -Bem.. é sim um treino complexo.. é preciso muita velocidade com estes  monstros.. porém vou deixar você caçar eles.- Franzi as sobrancelhas apático olhando o resto do que o Centauro iria dizer - Depois da proteção, tem uma área especifica, perfeita para achar monstros , cuidado com a mente..- Estava apático realmente, tinha de bolar algo, dirigindo-se até depois da proteção estava inseguro quando ouvi uma voz em meu interior "Socorro ! Socorro !- Girei em círculos estapeando o vento gritava - Espere ! Não !- andei dois metros caindo dentre uma caverna, uma Mulher linda corporalmente, porém sua perna era de um Bode, a outra totalmente revestido com algo reluzente, não pude definir, A mulher me arrastou para um lugar tão perigoso e rlento quanto outro.

Dei Dois passos para trás, riste deixei o arco em direção a tal quase flexionando a corda, gritei - Para o chão ! vamos !- Tolamente  gritei com a criatura errada, pensei eu ser um sátiro, virou-se a mulher, ( metade mulher) com olhos vermelhos, e uma gargalhada farfalhante, com tremenda velocidade, irrompeu-se um salto chutando-me com sua pata de bode, cai rolando a uma distância equivocada, sentiria uma dor horrenda, a mulher ficou tentando me enforcar, com suas mãos, deixei minha mão riste a cara da mesma, sobre minha mão emergiu-se duas serpentes enrolando aos braços da criatura, quebrou-se os tais, a criatura recuou gritando de dor.

Deixei tarso a trás, fui de encontro a cabeça da criatura rodopiando, com a parte afiada da ponta do arco, cortei a garganta da fera, chutei a mesma de encontro a uma porta, que quebrou dentre, teria mais outra destas criaturas, dei dois passos atrás cambaleando, coloquei a mão destra sobre a cabeça Onde uma coroa de Louro surgiu-se, não me deixando cair as armadilhas mentias das mulheres, deixei meu arco em declínio ao chão e disse, cansativo - Venha morrer..- ainda cambaleando sem a luz do sol inerente, o arco virou-se uma espada, quando a criatura veio de encontro elevei um corte a diagonal tentando a ferir, inutilmente a criatura me levou ao chão me dando dois socos, que travei dois com meu punho destro, toquei a testa da criatura a passando um Câncer em Terminal, a tal começou a se debater ao chão ficando inerte, levantei-me cambaleando, com a espada finquei a cabeça da tal.

De vagar receoso, tentei escalar o buraco, que tinhas cordas descendo pedras em relevo, nada  tão difícil mais estava exausto e machucado, precisava do Sol, ao meio da escalada a luz do sol penetrou-se minha pele, já me sentindo melhor terminei a escalada, cambaleando, escapei de diversas criaturas, enquanto o Sol, não me curaria por completo, cheguei ao Acampamento, e disse a Quíron - Voltei..- Com leves risadas o Centauro me acolheu e levou-me a enfermaria para maiores tratamentos.

Poderes usados.:
☼ Cura Solar - Ao ser iluminado pela luz solar, os meus filhos podem se curar de qualquer ferimento.

☼ Escalada - Filhos de Apolo tem uma ótima escalada, conseguem subir em locais mais ingrimes e de difícil acesso como parede de escaladas arvores e etc... Eles precisam dessa habilidade pois seu estilo de luta é a longa distancia e isso facilita muito no campo de visão e etc...

☼ Senhor das Serpentes : Além de poder domar qualquer ofídio, esta habilidade especial lhe permite manipular as de grande porte e você ainda pode conversar com elas. Algumas saem de suas mãos em forma de ataque e outras lhe seguem pelo cheiro.
• A depender do Nível , pode ganhar uma serpente gigante como pet.

☼ Comando de Louros: A folha de Louro especialidade e simbolo de Apolo, servirá como uma grande ajuda. Você poderá invocar uma coroa de Louros que ao entrar em contato com a sua cabeça, desbloqueará todas as suas tenções, abrirá sua mente para um raciocínio maior e mais lógico.

☼ Toque Doentio - Você vai poder adoecer a pessoa somente com um simples toque, dependendo do seu nível levará o inimigo a uma possivel morte [Optei por um câncer Terminal.]



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obs:
Melhore um pouco a sua coerência Bruno, seus posts ficam bastante confusos pela falta dela assim como as pontuações erradas. Se melhorar nesses 2 quesitos conseguirá alcançar pontos melhores
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Qua 11 Dez 2013 - 12:25


 Estava sentado embaixo de uma árvore perto do refeitório, lendo um livro que pegara emprestado de um meio-irmão.  Já tinha treinado naquela manhã e resolvi relaxar um pouco antes do almoço – eu estava faminto por sinal. O clima estava bom, o sol não me perturbava devido à sombra da árvore e uma brisa leve impedia que fizesse calor demais. O Acampamento seguia sua rotina, eu podia escutar o tilintar de espadas não muito longe dali e risadas femininas vindas de um grupo de filhas de Afrodite que passava.  Mas é claro que, levando em consideração que seres mitológicos vivem aqui, essa tranquilidade não duraria muito tempo. Quíron passou galopando e parecia mais irritado que o usual. Fiquei preocupado, talvez algum monstro tivesse ultrapassado a barreira de proteção. Levantei de onde estava e corri até o centauro, perguntando o que tinha acontecido. – Uma harpia escapou da jaula. Pensei que eu pudesse convencê-la a ficar junto com as outras... Você sabe, pegando campistas que vagam depois da hora de recolher. Mas ela perdeu completamente a razão. Uma ninfa me disse que a viu indo pra cozinha.

  - Que ótimo! Destruir a cozinha na porcaria da hora do almoço! – Aí já era exigir muita paciência de um cara que estava há cinco horas sem comer.  O mínimo que eu podia fazer era tentar arrumar essa situação ou malocar um pacote de biscoitos. Quíron concordou com minha ajuda, afirmando que poderia ser um bom treino. Corri até a cozinha, estava com meu anel-tridente e meu colar-escudo, que sempre usava, então estava pronto pra uma luta se a harpia não quisesse dialogar.  Logo escutei os gritos agudos e raivosos e vi panelas e facas serem atiradas. Precisei me desviar de um garfo que foi arremessado na minha direção. Bom, digamos que o meu “garfo” era um pouco maior e mais letal do que aquele. Em um movimento brusco, agitei a mão direita e o anel se transfigurou no tridente de bronze sagrado. Depois de entrar percebi que eu, um semideus inexperiente, estava sozinho contra uma harpia insana. Beleza, pelo menos ia morrer sentindo o cheiro de batata frita. A harpia, então, atacou-me com as garras dos pés, almejando acertar minha cabeça. Rapidamente levantei o tridente e impedi o ataque batendo com força o cabo nos seus pés de ave.  – Qual seu problema?-  gritei enquanto me abaixava pra que uma panela não me atingisse. Ela gralhava completamente doida.

  A harpia ficou ainda mais enlouquecida com meu comentário. Assim, atirou uma bola de lava na porta ao meu lado, fazendo um buraco na madeira. Optei por atacar a harpia estressadinha das bolas de lava. Quíron tinha razão, não teria solução pra ela. Como se não bastasse ser metade ave, metade mulher, ela tinha que soltar bolas de lava – mais bizarro que isso impossível.  Saltei em uma cadeira semi-destruída, para em seguida saltar na pia e, depois, saltar em direção à harpia que voava não muito distante.  Com um golpe frontal com o tridente, acertei sua perna direita. Simultaneamente, a perna esquerda da harpia me atacou, ficando as garras no meu ombro e impedindo que eu pousasse no chão em pé. Ela sangrava um sangue dourado e o meu ombro, vermelho. Ela então atirou várias bolas de lava na minha direção. Apertei o colar, que se transformou no meu escudo, e acionei o jato d’água. A água solidificou a lava, fazendo com que as bolas caíssem no chão e se quebrassem. Aproveitei o susto da harpia molhada pra arremessar meu tridente na direção do seu tórax feminino. A arma atravessou seu peito, e a criatura explodiu em pó dourado.

  Olhei em volta e percebi que a cozinha estava completamente destruída, provavelmente não teríamos almoço e isso me fez xingar até a quinta geração dessa harpia. Levantei do chão e fiquei procurando alguma comida sobrevivente. Abri a geladeira, achando um iogurte. Voltei as armas pras suas formas de anel e colar e bebi o iogurte de morango. Precisava informar Quíron que havia controlado a situação e dar uma passadinha na enfermaria pra fazer um curativo, e assim o fiz.





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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Julia Heit Adams em Qua 11 Dez 2013 - 13:44


Vamos treinar?
The Queen of Fear

 
Sexta, oito da manhã, treino de combate a monstros. Será que as pessoas não pensavam que dormir até as dez era uma opção que eu gostava de fazer uso? Pois é, logo sexta, essas pessoas tinham certos problema psicológicos, será que tem tempo de eu voltar para Ucrânia? Voltar pra minha casa na árvore em uma floresta no meio do nada? Longe de tudo e de todos? Pois é não dava, sejamos francos EUA é uma merda! Bufei esfregando o olho direito, praguejei a todos os deuses que eu conhecia em um curto período de quase cinco minutos, eu já sabia que iria juntar no mínimo umas quatro pragas, pois pelo menos uns quatro de todos que eu xinguei ia me ouvir, pois quando lance era praga os filhos de uma puta sempre ouviam nem que fosse sussurro, pra isso vocês tinham tempo né velhos desocupados.

Quando eu cheguei junto ao grupo de pessoas a menina já falava, eu me lembrava bem do treino não ser ministrado, ela deveria estar só as ordens do Sr. D. explicando alguma coisa que eu não estava afim de entender. Peguei uma espada enquanto escutava ela falar, eu queria era arrancar uns braços alheios, mas não poderia, não estava afim de ouvir o Sr. D. reclamar novamente sobre a minha conduta nada aceitável, passei por algumas pessoas enquanto algumas pessoas se afastavam, eu estava mais do que louca para acabar com aquilo logo, queria voltar e tirar mais uma soneca, nem que esse soninho fosse ser tirado na enfermaria e que fosse forçado, eu não babava ou roncava poderia dormir de forma fácil. As portas se abriram e as criaturas se aproximaram, girei a espada segurando-a com a mão direita, e que a brincadeira comece.

Respirei fundo encarando o cão que agora vinha furioso em minha direção, fixei os pés no chão preparando pra atacá-lo. Ele pulou pra cima de mim pronto pra me derrubar com tudo, afastei um passos desviando para a direita por meio segundo eu fiquei paralisada. Ele se levantou e veio feroz em minha direção, quando ele pulou em dei um giro de 360º minha intenção era atingi-lo com a parte afiada da lâmina porém foi a parte lisa que o atingiu, meu corpo estremeceu , não tinha sido forte o suficiente. Ele pulou no meu braço mordendo-o , mas eu o chutei antes que pudesse ser algo grave e fatal. - Droga! Coisa preta idiota. - Tinha sido algo superficial, nada que uma boa passada na enfermaria não curasse. Me afastei alguns passos e o cão correu em minha direção, pronto pro seu ataque final,eu não sabia o que fazer, ele pulou agarrando minha perna esquerda e me fazendo cair no chão. Chutei-o algumas vezes, suas garras já estavam começando a doer. - Solta seu maldito. - Um última pesada o fez soltar, me levantei com dificuldade enquanto ele ainda parecia meio zonzo, nada mais do que dois segundos, ele ficou parado por alguns minutos, parecia pensar em algo. Deixa de ser idiota! É um cão infernal, nada mais. Ele tentou repetir o golpe novamente, pulando no rumo do meu pescoço, girei a espada em minha mão, segurei seu cabo firmemente e deferi um golpe em seu pescoço, que lhe arrancaria a cabeça. Ele virou pó e eu caí sentada no chão. - Um cigarro de chocolate por favor! - pedi com uma voz engraçada.

A outra criatura vinha pra cima de mim em uma velocidade monstruosa, em um piscar de olhos já estava diante do meu corpo prona pra me matar, correr seria o menos provável, segurei minha espada com as duas mãos, meus olhos cerrados e quase cuspindo o medo que eu tinha dentro de mim, É! Errado, eu não tinha medo, girei 360° deixando que meu peso decaísse sobre a espada para que acertasse em cheio o cão, mas ele era mais rápido que eu, o movimento só bastou pra jogá-lo pra longe, não longe razoavelmente perto, Argh! Me afastei alguns passos, trêmula, medonha, fraca, tentei engolir minha própria saliva mas minha garganta continuava seca como antes. O cão se colocou de pé correndo em minha direção, passos mortíferos pronto pra dilacerar minha carne e matar-me o mais rápido possível, Hades deveria estar rindo de mim se pudesse ver a cena, eu parecia lerda, boba. Engatei uma corrida sem chance de ser vencida pelo cão mas eu tinha meus planos, ele acelerou estava quase perto de mim, pulou, acelerei minha corrida que não valia pra muita coisa, quase escapei, mas ele pegou minha perna direita, como doeu na hora, mas eu tinha que superar as dores se quisesse ser uma boa heroína no futuro ."Seu pai tem vergonha de você, você é uma guerreira fraca, ele sempre vai preferir outros guerreiros". Alguns pensamentos assolavam minha cabeça e me deixavam pior ainda, o sangue em minha perna, era visível, vermelho, chamativo, eu não via mais a menina que falava quando cheguei, só estavam os campistas doidos, a mercê de minha própria coragem e força, eu batia com meu pé esquerdo, mas o cão era mais forte,ele não conseguia morder o suficiente para arrancar meu pé, só para causar alguns cortes que possivelmente me deixariam tonta pela perda de sangue. Minha cabeça já doía, latejava, eu queria morrer a essa altura, o cão deixou uma brecha e outra pezada o fez soltar meu pé, consegui me levantar enquanto ele passava alguns segundos delirantes, eu mancava, fraca, apoiada na espada, ele veio novamente em minha direção, eu caí, minha garganta ainda permanecia seca, me levantei ,ignorei a dor como uma verdadeira heroína deveria fazer, por fim ele pulou em minha direção ,repetir o giro de 360° acertou-lhe em cheio, ele sumiu em uma fumaça, e eu respirei fundo, meus pulmões doíam bastante, escutei um barulho em minha direção, peguei ainda no ar a garrafa de água que ia me acertar na cabeça, abri a tampa e tomei alguns goles estava com muita sede, consegui me manter de pé normalmente, joguei a espada em cima de um garoto com uma faceta altamente irritada. - Isso é um corte? Oh shit! - Passei pela garota que tinha uma cara de não tinha entendido nada, ainda com minha espada em mãos, onde eu ia agora? Tomar um bom banho e depois dormir, eu estava com sono, muito na verdade.

Aviso LINDÃO!:
— Este treino pertence a Effy M. Schoenberg, no UNW. E ela é minha conta, eu estava com preguiça de fazer um treino daora e usei esse. Quaisquer dúvida por parte da ADM se o treino pertence mesmo a mim, está livre para pedir o link do UNW por MP e ir o ADM mesmo perguntar a Effy!




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Nath Lacerda Del Rei em Qua 11 Dez 2013 - 15:30


Treino de combate a monstros
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Nath colocou a armadura de peito que os legionários usavam para treinamentos básicos e então encaixou a sua adaga no porta-adaga em sua cintura. Por último amarrou o seu cabelo em um rabo de cavalo alto. Saiu em direção à arena de treino do Acampamento, enquanto observava as pessoas trabalhando. Ainda era tudo tão novo ali desde que tinha sido levada para aquele lugar totalmente novo com coisas novas, pessoas novas e jeito novo de agir. Chegou até a arena e então como tinham lhe instruído foi até o cercado onde os monstros estavam trancado magicamente. Olhou cada plaquinha e então parou em frente a uma que estava escrito “dracaenae”, espiou por uma das flechas e então viu algo alto e coisas cumpridas como se fosse cobras. Achou aquilo desafiador o suficiente e por isso abriu para que o monstro saísse, em seguida se afastou correndo para que não lhe pegasse desprevenido. Quando se virou se deparou com uma mulher serpente, ela vestia uma armadura completa com um conjunto de aljava e flechas. Porém a parte mais chamativa de seu corpo era a parte inferior de seu tronco que era formado por três grandes caldas de cobra. A semideusa não conseguia entender como a dracaenae conseguia ficar em pé.

Você fala? – Perguntou sacando a sua adaga, já que era a primeira vez que via um monstro daquele, queria ter o máximo de informação sobre aquela criatura. A dracaenae lhe encarou e então abriu a boca, conseguiu ver a língua que era igual de uma cobra. – Não me subesssstime semideussa. – E então ela lhe atacou. A criatura tirou uma flecha e atirou em sua direção, como todos os seus instintos em movimento pulou para o lado em uma cambalhota desviando do ataque, mas logo sentiu outras flechas vindo em sua direção e a única coisa que conseguiu fazer foi correr. Porém ao invés de apenas fugir, se aproximou da dracaenae tomando cuidado com as flechas. Estava quase chegando perto quando tropeçou em seu próprio pé e caiu de cara no chão. Conseguiu prever a aproximação e rolou para o lado se colocando em pé. Ainda não entendia muito bem como funcionava aquele negócio de instinto natural ligado praticamente 24 horas por dia, mas haviam lhe dito que era para confiar naquilo, pois seria isso que lhe deixaria viva. Naquela situação eu estava certa em confiar, a dracaenae estava apenas a alguns metros de mim e mirei a adaga na direção dela.

Ela lançou mais algumas flechas e teve de desviar de novo, mas dessa vez desviou para frente e se aproximou o suficiente para cortar a criatura. Bradou a sua adaga na diagonal tentando acertar uma das pernas da dracaenae, se é que podia chamar aquilo de perna. A dracaenae foi rápida e desviou para o lado lançando uma nova flecha logo em seguida. Nath desviou girando o seu corpo e tentou uma nova investida com a adaga, dessa vez na altura da cintura dela. Dessa vez a adaga sequer chegou perto e a criatura lhe acertou com uma das pernas, fazendo a voar a alguns metros de distância, como ela conseguia fazer isso ela não tinha nenhuma ideia. Recompôs-se pegando a sua adaga e pulou para o lado desviando de mais uma flecha, que, aliás, era a última. A dracaenae tinha mais uma carta na manga e jogou o arco no chão sacando uma espada cumprida bradando em sua direção. Desviou do ataque e se aproximou mais um pouco, por um centímetro quase conseguiu enfiar a adaga no tronco dela. – Ai droga. – Resmungou quando sentiu um corte em seu antebraço e o sangue escorrendo. Olhou com raiva para a criatura e foi como se o corte tivesse lhe motivado.

Girou o corpo, desviou da espada e então pulou ficando na altura do peitoral dela e então cortou a sua garganta com força. Caiu no chão cansada e então observou o a dracaenae virar pó dourado. Era uma bela visão se não fosse pelo fato de ser um monstro horroroso. Olhou mais uma vez pro seu machucado e então arrancou a manga da sua camiseta fazendo um curativo. Em seguida guardou a sua adaga em sua cintura e resolveu dar uma passada na enfermaria, ainda era muito inexperiente em relação à aquilo, então era melhor ter certeza. Assim, saiu dali.



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Larsen K. Largëkvistt em Qua 11 Dez 2013 - 15:39


O primeiro treino fora apenas um teste, o segundo estava para começar, seria um treino de verdade, onde novamente seria colocado a prova. Nesse treino tinha mais algum oponente variado, lhe disseram apenas que seria algo grande e difícil de ser derrotado, que tal monstro havia sido capturado recentemente pelas redondezas, sabia apenas que era um animal e negro, nenhum detalhe extra lhe fora confidenciado, tinha sua faca em mãos, e era só. Não haviam jaulas no local, Quíron lhe avisou que não haveriam delas por ali, que o monstro surgiria do lado oposto da arena, pois seria solto, e atacaria logo de início, nada mais lhe dissera, tinha sua faca em mãos, e era só. Ele havia pego a faca emprestada no arsenal.

Um barulho e tremores no local, sabia que seu adversário seria grande, mas não esperava algo que fizesse o próprio chão de seus pés tremer com tamanha intensidade, algo havia e errado, seu sangue gelara, algo havia de errado, tudo parou de repente e nada se via a sua frente, onde estaria escondido um monstro de tamanho porte? Até que sentia um vento forte e um pequeno barulho, uma piscadela para trás e um imenso cão negro havia ali, congelou na hora. Falaram que seria um ataque frontal, nada mais, tinha sua faca em mãos, e era só.

Os dentes da criatura certamente seriam capazes de amassar barras de ferro sem nenhum esforço, cada um deles plenamente a mostra davam uma pequena ideia da capacidade de matar daquele monstro que estava diante de Günther, que como ultimo Strauss, sentia que sua família estava prestes a ser extinta, tinha sua faca em mãos, e era só. A primeira coisa que pensou fazer era fugir, mas para onde iria? Aquilo parecia ser muito superior tanto na força quanto na velocidade, e certamente não mais que um golpe seria o suficiente para pôr um fim no ultimo sopro de vida de Günther, decidiu tentar o improvável, atacar a fera.

O fator surpresa não foi de muito vantajoso diante da fera que encontrava-se pronta para o combate, onde avançando com o grande corpo derrubou o jovem ao chão, um leve toque daquele animal fora mais que o suficiente para uma grande dor e agonia por entre suas entranhas, sua faca se perdera durante a viagem ao chão, meio tonto procurava por ela em alguma parte, nada via. Um avanço repentino do diabo sobre quatro patas contra o pequeno guerreiro, um golpe letal e certeiro, certamente o teria matado se não tivesse rolado para a direita. Aos poucos recolocava-se em pé, procurava reencontrar-se dentro de si, sua visão ainda levemente turva do impacto recuperava-se aos poucos, fora o suficiente para ver uma mancha negra avançando contra si.

Em uma mistura interessante de sorte e instinto, desviou-se com uma única esquiva, caindo de costas próximo a algumas pedras, um dano bem menor do que na última vez que estivera no chão, pois dessa vez foi quase que algo proposital. Ao encostar sua cabeça no chão, entregara-se ao destino, via algumas pedras de grande porte ao seu redor, grande dependendo do referencial, pois cada uma não tinha nem um terço do tamanho do corpulento animal, não queria nem pensar nisso. Pensava em todos que já conhecera, amigos, tudo que havia para lembrar eram eles, a decepção por não ter tido uma família que o acolhesse o assombrava desde sua infância, era um clássico morto vivo, vivia para morrer, se morresse quem sabe se sentisse mais vivo. Um flash de tudo o que já vivenciou passava em sua mente, sentia-se cansado, mas de certa forma aliviado.

A última visão do mundo mortal, abria os olhos vagarosamente, dando adeus a seu curto período de tempo na terra, iria embora lutando, ao menos isso. Em sua frente estava, como um presente dos deuses, sua espada, mas de que adiantaria se nem levantá-la conseguia direito? Mesmo assim, reunindo forças, ergueu-a aos céus, e o cão que outrora ruidosamente bradava, agora silenciara, um último uivo da grande fera se ouviu, mas como? O momento era único e a cena era sem igual, sua espada fora apoiada em uma das pedras, e o cão ao pular sobre o guerreiro caiu com o pescoço em cima do mesmo, e com a força do próprio animal, Günther conseguiu sua vitória, estava desmaiando, tudo ficara negro, será que tinha morrido? Retirando a faca do pescoço do mesmo e colocando-a em seu peito, mantinha-se segurando ela pela lâmina, sem força, com o braço direito, descansava desmaiado, em um profundo sono. Tinha sua faca em mãos, e era só.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Melissa Fitzck. Howard em Qua 11 Dez 2013 - 15:56


Era uma tarde agradável e ensolarada quando lia uma revista de fofocas de celebridades mortais na sacada da Casa Grande, ouvia música e tomava uma lata de coca-cola diet que conseguira com um amigo do Chalé de Hermes. Outros campistas de Apolo jogavam vôlei com campistas de Deméter, os de Atena liam livros em grego antigo, os de Ares ouviam rock pesado enquanto se matavam, e eu observava tudo isso no conforto da varanda. Em outras palavras, tudo estava dentro dos conformes do Acampamento Meio-Sangue.

"Nada pode estragar minha tarde" pensei comigo mesma, até que Emilly, minha irmã e conselheira do Chalé de Apolo aparecer e reclamar da minha folga. Ela dizia algo sobre o dia estar perfeito para se treinar e eu de fato precisava fazer isso. Eu teria ouvido o que Emily dizia com se os fones não estivessem tão altos em meus ouvidos. Só dei conta de que Emilly não estava brincando quando me puxou pelo braço e me mandou fazer alguma coisa da vida. - Tá bom! Tá bom! To indo! - Eu disse enquanto era praticamente arrastada para fora da varanda. Resmunguei, observando-a se afastar, imitando-a pateticamente como uma criança retardada.

A pior parte de tudo isso, é que ela tinha razão. Estava um dia agradável para ser aproveitado para treinar, e eu realmente estava precisando fazer isso. Me dirigi até o Chalé de Apolo, onde busquei minha espada e um escudo aparemente sem dono, jogado pelo chalé. Não via problema em pegar emprestado para meu treino, já que de qualquer forma devolveria para onde havia pego - no chão do chalé. Com a espada e o escudo em mãos, fui em seguida para arena de treinos.

Caminhei preguiçosamente até a arena sob o agradável sol escaldante. Não tive que esperar muito tempo ali até um "monstro" aparecer - se é que eu poderia chamar aquilo de monstro de verdade. Me observava no reflexo do escudo distraidamente, até que dei conta de que uma hárpia me observava atrás de mim. Revirei os olhos com desdém ao ver a criatura ali e a encarei perplexa. Uma hárpia? UMA HÁRPIA?! Pelo amor de Zeus, hárpias haviam em todos os lugares ali, principalmente na cozinha, onde eu estive varias vezes cumprindo detenção. Aquilo não poderia ser sério, talvez ela fosse uma hárpia da limpeza perdida. Aquela criatura parecia inofensiva para mim, por isso decidi ignora-la e esperar um monstro a minha altura. Ela não gostou nem um pouco disso.

Quando virei as costas e a ignorei, a pequena galinha humanoide pareceu ofendida e voou pra cima de mim, atacando diretamente meu cabelo de surpresa. É claro, fui atacada inesperadamente, gritei como uma louca. Pelo amor de Zeus, justo meu cabelo? Ok. Aquela hárpia mexeu com a filha de Apolo errada. Tombei bruscamente para o lado, fazendo a criatura sair de cima de mim caindo no chão. Em seguida fui pra cima dela com a espada e escudo para acabar com ela de uma vez só, enquanto ela tentava revidar com a garra dos pés. Imediatamente previ seu ataque e bloquei qualquer tipo de movimento com o escudo. - Isso é pra você aprender a não mexer com meu cabelo, sua galinhazinha! - eu disse antes de acerta-la com minha espada. Em um único golpe a pequena harpia fora reduzida a um monte de areia, e como já era de se esperar para um pequeno monstrinho doméstico, o único dano em mim fora no meu cabelo.

É claro, eu não pararia por ali. Reduzir aquela criatura em pó não deu nem para suar, por isso agora eu esperaria um monstro a minha altura. Me olhei no reflexo do escudo e ajeitei meu cabelo, que agora estava desalinhado e seco como palha, imaginando o quanto de hidratante teria que usar para consertar aquilo. Não demorou muito até eu perceber que eu havia companhia: Uma dracaenae estava ali me encarando. Esse ainda não era exatamente um monstro a minha altura, mas dava pro gasto. Me posicionei em frente da criatura com a espada e o escudo, esperando que a mesma começasse a atacar. - Vamos lá feiosa feia, me mostra o que sabe fazer - provoquei com desdém. A criatura guinchou de raiva e avançou em mim, tentando me atacar usando a calda de cobra. Me defendi com o escudo rapidamente e a criatura cambaleou ao meu lado. Aproveitei o momento e investi rapidamente com a espada. O corte da espada a afez guinchar de dor e cambalear para trás. Essa era minha chance de acabar com isso de uma vez. Avancei em direção a dracaenae sem hesitar, na intenção de acertar seu troco e partir no meio. Se desse certo, um só golpe agora e ela seria reduzida em pó. Mas não foi tão fácil assim.

Quando percebeu minha aproximação, a dracaenae sibilou e avançou em minha direção, o que me fez recuar instintivamente. Ao perceber minha reação, ela voltou a investir para tentar me atingir, porém previ seu movimento e fui mais rápida. Aproveitei sua aproximação e estiquei o braço da espada, atingindo seu tronco e cortando-a ao meio, bem como planejava. "Acabou pra você, mané!" pensei antes de dar o último e certeiro golpe. Um chute com a sola do pé direito, no maior estilo "THIS IS SPARTA!", que fez com que dracaenae cortada ao meio caísse no chão, dividida em duas partes que se diluia em areia dourada.

Sorri satisfeita e orgulhosa pelo meu treinamento concluído com sucesso, me segurando para não realizar ali mesmo uma dancinha ridícula da vitória. Observei minha espada que agora esyava completamente suja. - Nada mal. Saí dali para que eu pudesse voltar aos meus afazeres na varanda da Casa Grande.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Davos H. Grümmer em Qua 11 Dez 2013 - 17:12



⊱ Treino incomum, porém fácil. ⊰


Os treinamentos no acampamento não eram fáceis, todo o dia teríamos de lutar contra monstros e mata-los ou prende-los em gaiolas. Hoje, eu teria de fazer exatamente isso, ou matar ou prender o tal monstro com quem eu iria lutar. Fui para a arena preparado para qualquer coisa, estava armado, segurando minhas correntes, meu escudo nas costas e minhas duas adagas em meus pés. Chegando na Arena, consegui ver um grupo de campistas rodeado por algum monstro, que só consegui identificar por causa de uma cauda, que cauda. Aproximei-me do grupo e consegui identificar um centauro segurando um inseto, um inseto enorme, na minha opinião. Quíron estava com uma corrente na mão, e na outra extremidade, estava um Escorpião gigante, que estava sendo preso por correntes, cuja cauda estava cortada, e que soltava veneno sem parar. Pensando bem, o monstro já estava danificado, e não poderia me matar com o ferrão, já que o veneno estava transbordando da bolsa. Preparei minha corrente assim que Quíron deu as ordens para os campistas, elevando a sua mão para o céu, sinalizando que o monstro seria solto.

Preparados? — Disse Quíron, e quase instantaneamente os campistas responderem balançando a cabeça. — Comecem! —  Gritou Quíron, para que a sua voz pudesse ser ouvida de longe. As correntes que seguravam o Escorpião se soltaram rapidamente, e num piscar de olhos, três campistas estavam jogados no chão, esparramados feito agua, cujo ferimento era leve, mais que por sua conta, poderia deixar alguém inconsciente. Pegando uma das adagas em meu tornozelo, mirando precisamente em sua boca, e lancei a mesma rapidamente. A adaga atingiu ele, e um liquido dourado saia da boca do monstro. A adaga ficou encravada ali a mesma havia sido molhada com veneno, cujo efeito deixou o Escorpião irritado. O monstro gritou de dor, aquilo encheu meus ouvidos, era forte demais. O Escorpião veio em uma velocidade incrível contra mim, desembainhei minha outra adaga mais não tive tempo de fazer qualquer reação.

O escorpião me agarrou com uma de suas garras. Peguei a adaga e encravei-a na garra do monstro. Ele me soltou e eu bati no chão com tamanha força que escudo que estava em minhas costas tinha amaçado. Levantei-me e puxei a corrente jogando contra o Escorpião. Dessa vez atingiu a couraça, que era muito dura, fazendo a mesma voltar, porém lancei a mesma em direção ao monstro, desta vez na calda, ao qual consegui prender. Um campista, que pelas características, eu afirmei ser filho de Ares, com uma lança conseguiu atingir o Escorpião frontalmente, em uma falha da couraça do mesmo. Ele gritou de dor, mais conseguiu afastar o filho de Ares com apenas um ataque de sua garra, voltando a atenção para um outro campista que tentou sem sucesso ataca-lo diretamente. Aproveitei que os campistas estavam inusitados em cima do monstro, tentando acertar ao mesmo de todas as formas, mantive ainda a calda do mesmo presa com minhas correntes, fechei a mão e com força puxei a calda do bicho, partindo-a em duas, respirei fundo, vendo alguns campistas caírem no chão vazio, com uma lança quebrada banhada em um liquido dourado e por debaixo dela uma camada de pó. Olhei para o céu, observando os pássaros passarem voando, ouvindo vários campistas cantarem vitória, com exceção minha e de um filho de Ares. Dei de ombros, esperava por uma atividade mais pesada, porém por hoje não iria me incomodar com este pequeno treino.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Christina R. Lockhart em Qua 11 Dez 2013 - 18:03



Em passos cuidadosos, segui até a área de treino de combate a monstros, acompanhada de minha fiel espada elétrica. Assoviava uma canção qualquer, observando a paisagem do local enquanto outros campistas estavam em suas devidas atividades, e imaginando que monstro eu enfrentaria dessa vez. O sol tão escaldante de Dezembro tornava o clima agradável para o treino e possível para se treinar sem parecer um cachorro molhado após concluí-lo,

Rumei para a arena de treino com monstros e adentrei examinando o local. Apertei com força o punho da espada em minhas mãos e semicerrei os olhos a fim de tentar identificar o monstro que agora se aproximava. Um cão infernal se revelou das sombras e eu ainda me pergunto por que fiquei tão surpresa, já que geralmente, os monstros usados em treinos no Acampamento nunca mudam. Felizmente, aquilo não era problema para mim. Apertei o punho da espada novamente para me certificar de que minhas mãos não estavam suadas e que ela não poderia voar de minhas mãos num único movimento.

O cão infernal vinha em minha direção e eu acreditava estar preparada, até que o mesmo abriu a boca assim revelando uma fileira de dentes pequenos e bem afiados na parte superior e inferior de sua boca. Na última hora me esquivei de modo que a criatura que vinha minha direção passasse por mim e fosse direto ao nada, e por ser grande e até mesmo um pouco desajeitado, o mesmo demorou em perceber que não me atingira em cheio, e demorou mais ainda para me encontrar ao seu lado em posição de ataque. Infelizmente, eu não era tão ágil e rápida quanto o monstro com a espada na mão, e o cão infernal se voltaram em minha direção antes que eu pudesse atingi-lo, e para não ser mordida, minha única saída foi recuar. Felizmente, eu tive uma ideia. O cão infernal rosnou alto para minha direção, novamente exibindo seus dentes e fazendo gotejar sua saliva. Mas eu não estava mais ali.

Por ser mais ágil e rápida que a criatura quando não estava atacando, dei um salto em direção ao Cérbero, caindo assim em suas costas. “É bom que saiba o que está fazendo, Chris!” uma parte apavorada de mim protestou. "Eu sei. Confie em mim, eu tenho um plano.”, respondeu uma parte confiante de mim, ou pelo menos uma parte que eu achava ser confiante. Quando percebeu meu peso sobre si, o grande e furioso cão começou a se debater tentando fazer com que eu caísse, e não seria diferente. Tive que me segurar com força para não cair para trás, e acredite quando digo que não é nada parecido com montar um Pégaso... Isso estava mais para montar um touro de rodeio.

Onde estava agora, eu não conseguia atingir o cão com minha espada e me segurar ao mesmo tempo. Quando a criatura deu conta que era inútil se debater, já que eu me segurava com força em sua pelagem para não iria cair, a mesma se voltou para mim, latindo com os dentes a mostra, visivelmente tentando me morder. Foi quanto eu tive a oportunidade de brandir a espada e o atingir no rosto. O monstro gemeu de dor com um som que seria capaz de me de me ensurdecer e me deixar tonta de tão alto - talvez até mesmo me deixar inconsciente. Felizmente, me dei bem a tempo do quão furioso o cão infernal estava e pulei de suas costas. De volta ao chão, notei que eu o atingira em um dos olhos e agora ele estava cego, o que facilitaria para mim em liquida-lo.

Após se recuperar parcialmente, embora ainda cego de um dos olhos, o cão farejou o meu cheiro odor e me encontrou. Novamente, tentou investir contra mim, porém desta vez eu estava preparada. Assim que o monstro chegou perto, desviei e atingi a lateral de seu corpo em cheio com minha espada, fazendo-o uivar de dor novamente. Aproveitei sua fraqueza naquele instante e voltei a ataca-lo com a espada. Logo, o cão infernal começou a se dissolver em areia.

Após tanto pular, atacar e desviar, eu estava exausta. Recolhi minha espada e deixei a arena. Decidi que agora tomaria um banho e descansaria pelo resto do dia.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Hunter Esswein Muller em Qui 12 Dez 2013 - 15:20

Já estava ficando entediado de estar preso naquele acampamento, então com uma espada na mão sai dar uma volta pelos terrenos, entrando em meio a floresta e nem notando quando em fim chegava aos limites do acampamento, assim escutando uma voz a gritar por socorro onde em fim a barreira de proteção já teria sido transpassada e o mundo real surgia com todos os seus perigos. _SOCORRO-SOCORRO!_ Gritava a voz que claramente era de uma mulher, parecendo cansada ou desgastada. Assim passei a correr em tal direção da onde a voz vinha, indo parar fora do acampamento e de sua proteção quando em fim encontrei uma mulher caída em meio as árvores.

Me aproximei com calma do local onde ela estava, vendo que uma árvore tinha tido seu tronco rompido atingindo a mesma que tivera suas pernas presas abaixo do tronco. _Calma, vou tentar tirar esse tronco de cima de você... Qual o seu o seu nome?_ Perguntei tentando acalmar a menina que estava ao soluços de tanto chorar, soltando minha espada fincada ao chão me abaxei junto ao tronco, encaixando meus braços abaixo deste e tentando levanta-lo, no que ela dizia seu nome ser Talita. Porem o tronco era pesado e apenas consegui levanta-lo um mínimo. _Acho que vou ter que chamar ajuda, não sou forte o bastante para levantar isso..._ No mesmo momento ela chorava ainda mais não querendo ficar sozinha por ali e pedindo para que eu tentasse novamente levantar o tronco,pois acreditava que eu conseguiria fazer isso.

Porem minha nova tentativa também foi em vão. _Existe um lugar bem pertinho daqui cheio de pessoas que poderão ti ajudar, eu vou correndo e volto em um segundo..._ Antes que eu fizesse qualquer movimento além de me virar para pegar minha espada, um sibilar de cobra chamou minha atenção e assim umas imensa dracaenae jogava o tronco de árvore sobre mim. Devia ter imaginado isso antes, porem a menina parecia tão nova que apenas achará que fosse uma nova meio-sangue chegando ao acampamento. E assim, pego despreparado, o tronco me atingia quase de raspão, tendo me acertado em cheio se não fosse o fato de ter me abaixado. Porem minha espada tinha caído de minhas mãos em tal movimento, indo parar embaixo de outra parte do tronco.

Tentando puxar a espada de baixo do tronco enquanto a mulher cobra com suas asas vinha rastejando e voando em minha direção. Por sorte quando assim obtive minha arma de volta e a virei em sua direção a mulher estava passos de mim e recuou um pouco. _Terei um meio-sangue para o jantar.. ô, sim, sim, um meio-sangue._ Ela sibilava para mim, não tinha qualquer escudo ou forma de me proteger e decididamente sair correndo não era uma opção para alguém como eu, sem outras opções avancei sem sua direção com a espada em riste, pronto para lhe acertar no peito, quando a espada estava prestes a atingi-la, seu rabo me atingiu primeiro, me fazendo cair ao chão.

Um pouco desnorteado, porem ainda com a espada junto de mim, levantei a mesma bem a tempo de evitar um novo ataque seu, quando a mesma tentava cravar seu rabo em mim (G_G) _Olha moça não é por nada, mas eu não curto cobras tah..._ Falei rindo de forma idiota por como estava desnorteado, ao decepar parte de seu rabo fora, mas mesmo assim não conseguindo mata-la e apenas gerando um grito seu, em um movimento rápido e meio leso tirei uma das adagas do cano do coturno que usava e atirei em sua direção, errando seu coração, porem fazendo com que sua asa esquerda ficasse presa ao tronco de uma árvore, fazendo o mesmo com uma segunda adaga que tinha, prendendo suas duas asas em duas árvores que estavam lado a lado. Sem mais tantos obstáculos avancei em sua direção, em fim conseguindo me levantar, e cravei a espada em seu coração, fazendo com que ela virasse purpurina de monstro, voltando depois para o acampamento, percebendo que tinha um corte leve na cabeça.


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OBS: Faltou um pouco mais de ação do semideus para que eu pudesse avaliar no teu post. Treine um pouco mais essa parte que você vai conseguir uma nota maior.

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Harlan A. Bréhier em Qui 12 Dez 2013 - 15:49


Finalmente cheguei ao campo de treino. Uma grande área a céu aberto que era cercada por muros baixos. Alguns semideuses e campistas treinavam com todo fôlego e executavam seus movimentos em treinos de grupo ou individuais, alguns tinha êxito em alguns golpes, outros eram uma plena negação. Andei até um espaço meio vazio e adequado para realizar meu treinamento e me deparei com uma mulher alada, cujo possuía garras afiadas e parecia bastante feroz, além de faminta, pois estava debruçada sobre o solo devorando restos mortais de alguma coisa, não percebi muito bem o que poderia ser, pois revirei os olhos enojado com a cena. — Ei querida! Não gostaria de provar algo maior? — Tentei chamar a atenção da criatura feminina que desviou seus olhos animalescos da "comida" em minha direção, me fazendo sentir um frio percorrer pela minha barriga. Peguei uma espada disposta por ali para poder aprender a manusear a arma em questão que parecia ser um pouco pesada. — Sou delicioso! — Aticei a Harpia resvalando minha língua por toda a extremidade dos meus lábios, deixando-os úmidos. A criatura agora de pós de pé e delineou nos lábios sujos de sangue um sorriso perverso. Suspirei fundo e dei alguns passos para trás, empunhando a espada com uma boa postura - mesmo que não tivesse muita experiência com a arma em questão.

Ela chacoalhou as asas colossais e se manteve em minha direção em uma velocidade relevante, tempo suficiente para que eu erguesse a espada e aplicasse um golpe contra uma de suas asas, porém, o golpe de alguma maneira acertou o vácuo e apenas pude sentir suas garras dianteiras passando por entre meu braço e abrindo um corte selvagem. Senti dores na região e recuei mais alguns passos, olhando para os lados a fim de visualizar a silhueta monstruosa, mas fui impactado para a frente e caindo ao chão devido a um golpe da criatura cujo chocou o seu corpo contra minhas costas, me fazendo perder o equilíbrio e bambear até o solo, pois no ar ela era mais rápida. Me virei para a minha oponente que agora me encarava e parecia gostar de ver o meu "fracasso". Parecia rir, mesmo sem dar evidências do ato. Levantei meu corpo aturdido e coloquei a espada em mãos mais uma vez, agora prestante mais atenção. Pisquei algumas vezes por estar um pouco zonzo do golpe e a harpia não perdeu tempo, balançando mais uma vez suas asas em minha direção. Quando percebi sua proximidade, joguei meu corpo para o lado, usufruindo dos meus reflexos apurados graças ao déficit de atenção e apliquei um corte com a espada contra uma de suas asas e dessa vez arrancando um punhado de penas da criatura que soltou um grunhido de dor e aquele golpe pareceu ter lhe causado um aumento gradativo em sua raiva e ânsia pelo meu sangue.

Não pensou que iria ser tão fácil assim, pensou? — Deixei um sorriso cínico brotar dos meus lábios e não demorei a levar um corte no rosto, causado pelas garras ágeis e afiadas da criatura, e antes que eu pudesse cambalear para trás, senti mais outro corte do lado oposto da face. Bambeei um pouco sem noção do espaço, mas consegui me manter de pé, aquilo já tinha passado dos limites. Senti filetes de sangue escorrerem pelo meu rosto e pingarem sobre o solo, o que apenas fez a minha raiva crescer mais e mais. Rodopiei a espada na mão e quando a harpia se aproximou para dar um possível golpe final, passei a lâmina da espada contra seu tórax, produzindo um rasgo em sua derme e epiderme, lhe proporcionando bravamente a sensação de dor. Caiu agonizada no chão e pude ver a minha chance para acabar de vez com a luta. Me aproximei rapidamente e no momento em que iria aplicar o golpe de vitória, a harpia se recompôs e deferiu uma certa sequência de rasgos com suas garras selvagens na região dos meus braços e abdômen, e por último, chocou sua cabeça contra a minha, me fazendo cair no chão completamente aturdido mais uma vez.

Minha respiração pesava e a dor agora era súbita no local dos ferimentos. Ainda estava consciente porém, com os olhos fechados e em minha mão direita ainda empunhava a espada de bronze sagrado. A Harpia se sentiu vitoriosa e agora iria deliciar-se com o possível jantar. Ao tentar abocanhar minha cabeça e me finalizar por completo, ergui a espada utilizando a pouca força que me restava e consegui perfurar o peito da criatura que caiu com o seu corpo inerte sobre o meu. Aproximei meus lábios em uma cavidade onde deduzi ser sua audição e pronunciei sedutoramente. — Antes de aproveitar o refeição, você deveria ter certeza de que sua presa esteja desacordada. — Pude ouvir os gemidinhos de dor por parte da harpia e então forcei a base da arma e desci mais um pouco, abrindo um profundo talho pelas entranhas da mesma, finalizando-a. — Dê lembranças a Hades por mim! — Foi o suficiente para a criatura transforma-se em pó e ser levada pelas correntes de ar para bem longe. Ali mesmo eu estava deitado e ali mesmo fiquei, ainda sentindo a respiração pesada pelo excesso de energia que eu havia gasto, porém, com um gostinho de vitória a mais. O sentimento de raiva havia se esgotado - para sorte do filho de Ares -, e fechei os olhos, deixando ser levado pelos filhos de Apolo em direção a enfermaria para me recuperar dos danos causados em batalha. Nunca havia matado alguma coisa viva na minha vida e sinceramente, eu gostei.



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Azazel R. Capograssi em Qui 12 Dez 2013 - 16:22


Nosso instrutor era Quíron, ele era muito generoso, apesar de ser um centauro, ele era uma pessoa muito boa, ou eu devo dizer um cavalo muito bom. Quíron pediu para que todos colocassem armadura completa, - quando alguém pede para colocar armadura completa é que a coisa vai ficar feia! - Todos fizeram como Quíron pediu, pegamos nossas armaduras e colocamos, eu aproveitei também para pegar minha espada de bronze celestial e meu escudo comum, que eu avio esquecido de pegar. Voltei para a Arena e percebi que todos estavam à minha espera, tentei disfarçar para que ninguém visse minhas bochechas avermelhadas de tanta vergonha que estava sentindo de ter me atrasado só para pegar meus equipamentos, Quíron pareceu não ligar muito para meu atraso já que o treino ia ser muito difícil ele não via motivos de começar muito rápido.

Campistas, hoje o treino será diferente, emocionante para uns e chato para outros, mais quero que fiquem sabendo, esse treino será muito perigoso! — Disse Quíron, com um tom de voz meio assustador. — Vários monstros estão espalhados pela floresta, mais não se preocupem são monstros que vocês vão conseguir derrotar como: Ciclopes, Dracaenae, Escorpiões, Górgonas, Harpias, Lestrigão, Telquines, esses monstros não são muito fortes assim todos podem os matar, tomem muito cuidado com eles principalmente com a Górgona, ela é muito perigosa, mais conhecida como Medusa, eu coloquei uma só para vocês não terem problemas sérios. — Fiquei muito impressionado com todos os monstros que Quíron colocou para a gente treinar, esse treino sim seria o que mais ia exigir do nosso esforço, agilidade, companheirismo e inteligência, eu estava determinado a matar muitos monstros e conseguir ser um bom campista mais eu também estava com um pouco de medo, afinal quem não teria? Enfrentar monstros não é para qualquer um, Eddie estava tremendo, e metade dos outros campistas parecia estar com medo, com exceção dos filhos de Ares, é claro, como sempre muito corajosos. Quíron gritou e todos os campistas gritaram junto e logo em seguida correram para a floresta, eu estava correndo ao lado de Joe, o filho de Ares que eu derrotei no treino de espadas e escudos e dês de então ele começou a me odiar, eu não ligava muito para o que ele achasse, e não queria mais confusão com ele, pois agora ele estava muito mais musculoso do que antes, ele devia ter andado malhando muito, ele me fuzilou com os olhos e saiu de perto.

Mais à frente eu consegui ver um Ciclope, pelo menos era um Ciclope, pois antes mesmo dele nos ver os filhos de Apolo o mataram com várias flechas que o acertou bem na cabeça. Devíamos estar no local onde Quíron soltou os monstros, pois havia alguns caixotes de madeira jogados por lá, andei silenciosamente e muito atento, pelo fato de monstros estarem ali eu já estava preocupado, ouvi um ruído ao meu lado na hora que eu olhei vi uma Harpia chegando perto, uma criatura alada com garras enormes e afiadas, esperei até o ultimo segundo e quando ela chegou Le dei uma escudada no meio da cara com todo minha força, a transformando em pó. Logo Eddie que estava ao meu lado fez o mesmo com outra Harpia, olhei para cima e não vi mais nenhuma, pensei ter acabado as Harpias, até eu ver mais três chegando. ”É o meu fim”, eu pensei, sai correndo floresta adentro para escapar das Harpias mais isso não ia adiantar elas eram mais rápidas do que eu, além disse elas voam e eu não, a primeira Harpia me atacou e em um giro consegui desferir um golpe na barriga dela fazendo a ave virar pó, a segunda foi mais ágil e conseguiu me pegar pelos ombros e levantar voo, ela me levantou a uns três metros do chão altura suficiente para que a outra Harpia viesse me atacar, ela estava mais alta do que nos afundou em uma rasante para me matar ela estava vindo em uma velocidade incrível, eu precisava agira rápido, então mordi a perna da Harpia fazendo ela me soltar, a outra Harpia se chocou com a que me pegou e as duas viraram pó. Eu tinha algumas penas em minha boca, mais isso não importava, pois eu estava caindo, eu ia me chocar contra o chão, fechei os olhos e em alguns segundos aterrissei em uma coisa macia, abri os olhos e vi que era um Telquine, uma criatura com o rosto de cachorro corpo preto e as pernas curtas e metade nadadeiras.

O Telquine não ficou feliz em me ver, eu estava em cima dele, isso já era um fato dele não gostar de mim, minha espada não estava em minhas mãos, eu devia ter a deixado ela cair quando a Harpia me soltou, eu não sabia como derrotar aquele Telquine, sem espada e só com o meu escudo não daria para fazer muita coisa, eu pensei eu tentar manobrar o Telquine como se ele fosse um carro, já que eu não sabia dirigir seria uma morte certa para ele, segurei em suas orelhas e comecei a puxar como se fosse duas cordas, o monstro começou a latir e tentar me morder começou a correr de um lado para o outro mais nada de se chocar contra uma arvore ou coisa parecida, o Telquine deu um salto fazendo com que eu voo se para trás- meu plano tinha ido por água a baixo - por sorte eu cai perto de minha espada, ela estava a uns dois metros de mim, me levantei e corri em direção a minha espada, o Telquine começou a correr também e saltou em cima de mim, antes dele conseguir me acerta, empunhei minha espada e finquei em sua garganta o transformando em pó.

Andei para procurar algum campista, depois que as Harpias me atacaram eu fiquei meio que perdido na floresta, andei uns vinte minutos e não encontrei ninguém, eu estava consciente que a qualquer minuto algum monstro ia sair de trás de uma arvore e me matar com um só golpe, andei mais um pouco e ouvi um barulho, parei e prestei atenção, o barulho parou também, andei mais um pouco e novamente ouvi um barulho, era como se tivesse serpentes perto de mim, pensei um pouco e... Era a medusa eu tinha certeza, rapidamente fechei os olhos e fiquei parado concentrado no barulho, para tentar descobrir de onde ela estava vindo, percebi que ela sussurrava “olhe nos meus olhos querido”, sua voz era doce mais eu tinha que me concentra para não virar pedra, ela não parava de falar aquela mesma frase eu já não estava mais conseguido ficar com os olhos fechado, eu tinha que abrir os olhos, não ia aguentar mais nenhum segundo. Do nada ouvi disparos de flecha, e a última coisa que eu ouvi foi o grito da medusa, passou um tempo e algo tocou meu ombro dei um salto para trás e era o meu amigo Eddie, e logo atrás dele cinco filhos de Apolo.

Muito obrigado. — Eu disse a todos. — Vocês me salvaram da medusa, obrigado mesmo. — Tornei a agradecer, devido a isso estava devendo uma a eles. — De nada amigo. — Disse um dos filhos de Apolo. — Vamos matar monstros! — Eu quase morri, mais graças aos deuses ainda eu estava vivo, continuei andando e vi Quíron, com os outros campistas, então eu percebi o treino havia acabado, ou pelo menos eu achava isso, pelo sorriso na cara dos campistas era uma boa notícia. — Campistas bom treino, vocês se saíram muito bem. — Disse Quíron com um enorme sorriso no rosto. — Podem voltar a seus chalés e tenham um bom descanso. — Assim todos voltaram para nossos chalés, felizes e seriamente cansados. Alguns seguiram para a enfermaria, outros não.



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Sex 13 Dez 2013 - 0:23

Aventura perdida !
Um sátiro vai ajudar ?

     Novo no acampamento, estava em fase de aprendizado como um novo vendedor em loja, fazendo a sombra de um vendedor, sim eu fazia sombra de outros campistas mais evoluídos, e aprendia com o erro, cada erro era mais uma superação tentava de vagar, ia descobrindo lentamente  a medida do acampamento e fora, diversos instrutores fortes, me levaram a um tour fora o acampamento. Estava mais malicioso referente aos filhos de Hermes, prestei atenção nos mínimos detalhes, onde repudia meu semblante a uma manha ensolarada pássaros a ronda do chalé a tocar, os quadros do chalé de Apolo eram  vivos cheios de cores e pinturas clássicas, pigarreei levantando da cama -Mais um dia !coçando os cabelos longos loiros tingidos a mechas negras, bocejei, com um de meus olhos fechados e o outro aberto mostrando a beleza  de belos olhos esverdeados clareados a luz solar. levei palmos a meu guarda-roupa (closet a quem preferir) peguei a simples combinação de sempre, Jeans básicos , a camisa do Acampamento, sobre  a coxa destra um bolso com Uma caneta ( meu arco *--*) e alguns dracmas.


Sai do chalé de encontro ao pavilhão estava com um Humor totalmente fora de sério, cumprimentei quase todos conhecidos pelo caminho, alegre, o Sol me deixaria em um fervor animado, repassando uma alegria tanto quanto extrovertida, vi uma folha ao pé de uma árvore no aminho, corri contra corrente passando o palmo das mãos sobre a folha, apunhando para mim, olhava a tal, chegando perto o Chalé o senhor D. de encontro a mim, indagou-me -Tenho algo especial para você Bruno !- o velho franziu as sobrancelhas, eu apenas sorri, ele continuou a indagar -Continuando, já que você gosta bastante de missões  extracurriculares, Quero pedir para levar Adam -O velho apontou ao sátiro a seu lado e continuou -Este sátiro aqui, a outra Base perto a Nova Roma, uma missão Difícil para você ?- Olhei para ele mordendo os lábios disse -Para mim não há impossível !- Dionísio sorriu, entregou-me uma raiz onde poderia encontrar inimigos Romanos, para evitar, não sabendo o que encontraria na rota, foi direto -Grandes Treinos vem grande experiência rapaz !- apontou o dedo a mim saindo em direção a casa Branca, ficou os pensamentos negativos "Merda ! logo Hoje !" chutei uma pedra meio o caminho conversando com o sátiro, então chegando perto a o pinheiro de Thália indaguei -Tem quantos anos Fera ?- Ele sorriu, olhou para mim com aqueles chifres engraçados, e disse -Tenho 23 anos cara.. - sorri, olhando para a frente, seguimos o caminho.

As Instruções saiam mais do Sátiro do que de meus instintos, nós conversávamos bastante enquanto andávamos, eu indaguei a ele após alguns metros meio a floresta avistando três romanos andando -Shi...- colocando o dedo na boca fazendo o mínimo barulho , o sátiro parou abaixando-se, estávamos perto, escalei uma das árvores próximas de vagar, sem barulho fazer, ada passada de maos a uma dos galhos era facilmente memorável, eu tinha o Dom para aquilo, afinal sou prole de Apolo, o Sátiro sem fazer barulhos escondeu-se a um monte de Bambus , os Gregos passavam falando sobre a Nova Roma -Bem você é novo não é ? - os dois  tinham um dialogo direto se referindo as entradas de Roma, saída e aldeias próximas -Sim eu sou cara.. Sobre a entrada norte.. a quatro metros a baixo  como fazemos para chegar a aldeia vizinha ? - Prestavam nós mais atenção as lábias dos meninos, anotei o perímetro indicado sobre as referências dadas por Dionísio, e o sátiro após os Romanos saírem totalmente de vista assobiou  desci da árvore olhando para ele e disse -Anotei o caminho.. vamos apertar o passo.. - Passamos a andar de novo, a Alguns Metros recebi uma calda de presente sobre o estomago enrolando-se no chão escapei de uma lança afiada sobre a garganta,
O sátiro dando uma voadora de dois pés sobre a criatura a desviou-se a mesma de mim, levantei-me pegando a caneta, que passou a virar um Arco, de Bronze Celestial, revestido a estígio, rodopiando o mesmo ao ar com minhas maos passei a ponta do mesmo sobre a garganta da Dracaenae que levantou-se sem a cabeça, do chão  virando pó.

Sorri olhando o Sátiro, iriamos andando pela estrada a dentre,  Adam passou a ter visões esotéricas dizendo -Não ela deixa ela , Não ! - tentei pegar o mesmo ele andou dois metros a frente caindo dentre uma cabanada, a frente da mesma um riacho, com pedras grandes cruzando-o até a porta da cabana, corri a frente pulando dentre o buraco, rolei ao chão  rapidamente com meu arco riste a frente gritei nervoso -Adam !- a fera tinha uma perna de Bode, outra de Metal Celeste, metade de seu corpo uma bela mulher com olhos mais avermelhados quanto o teto do Chalé de Apolo ao meio dia, corri contra corrente emanei um salto flexionando as cordas de meu arco, uma flecha de luz maciça e afiada emanou-se do mesmo indo em direção  da mulher, que esquivou-se da flecha rapidamente pulando sobre mim tentava me morder, rolei segurando o pescoço da mesma, a joguei de encontro a parede que quebrou com a Empousa junto caindo com um pedaço da parede sobre ela virou-se pó, após eu fincar a ponta da espada que meu arco virou-se sobre minhas mãos a cabeça da fera.

Estava cansado, precisávamos comer algo, abrindo um bolso sobre minha calça tirei um salgadinho "Torradinha" dei ao sátiro dizendo -Pode comer !- O sátiro agradeceu comendo o mesmo continuamos andando sobre as Pedras atravessamos um grande rio, Estava nós em uma área cheia de corpos Romanos estripados ao chão  e um Minotauro afiando seu machado ao final do corredor, Adam se escondeu, coloquei o arco a frente do meu corpo girando-o sobre o ar, virou-se uma espada de pontas duplas, rodopiando sobre o ar com as duas mãos  faria um "x" chamando a criatura, não sou muito de falar, A fera veio contra corrente tentando me ferir de baixo a cima, corri com impulso a direita a fera passou seco, fiz um "x" com a lâmina dupla cortando as costa da fera, pulei acima da mesma, Meu arco voltou a ser uma caneta simples que guardei a meu bolso segurando com uma das mãos  os chifres da fera, da mesma saiu-se Três serpentes  repudiavam o machado puxando a direção da criatura fazendo o próprio Minotauro se ceifar, desci ao chão zonzo, a luz do Sol me recuperaria enquanto o sátiro veio até perto de mim colocou a mao sobre meu ombro dizendo - Bruno ?! tá bem cara ?!- Ele estava preocupado, sorri a ele somente dizendo -To nao foi nada.. vamos nos apressar, nao queremos chegar lá de noite.. Quero ver para voltar..- Continuamos a andar.

Sorrindo avistei uma aldeia, grandes esforços, com toda a certeza, deixei Adam a aldeia pegando Alimentos e água, deixando uma bolsa média sobre as costas, recebi um mapa dos representantes ali perto, me desejavam boa sorte, o Sátiro veio até  mim me agradecer na partida dando-se as mãos  dizendo -Cara você realmente é bom no que faz !- atendendo ao cumprimento retribui dizendo nada, fui de encontro aos gramíneos fora a barreira, Um grifo veio a meu encontro após um assobio, dei breves risadas, subindo acima  o Grifo sobrevoei os campos voltando ao Acampamento, tinha uma solicitação ao senhor D. que ao entregar o mesmo falou indignado -Parabéns Parabéns !- voltou a um abraço singelo apanhando a carta sorriu,

Habilidades:
☼ Cura Solar - Ao ser iluminado pela luz solar, os meus filhos podem se curar de qualquer ferimento.

☼ Escalada - Filhos de Apolo tem uma ótima escalada, conseguem subir em locais mais ingrimes e de difícil acesso como parede de escaladas arvores e etc... Eles precisam dessa habilidade pois seu estilo de luta é a longa distancia e isso facilita muito no campo de visão e etc...

☼ Grifos:Grifos serão um grande amigo/companheiro nas suas batalhas, você poderá falar mentalmente com os mesmos ja que Apolo tem como simbolo também os grifos.

☼ Pericia com Arcos iniciante - Alem de o poder do Arco e flecha no sangue. Meus filhos tem uma boa mira, tendo 35% de chances de acertar o alvo.

.

[OFF : se esqueci algo favor MP Smile ]

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Gramática (0-25 xp): 15 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Fobos - Motivos: Embora não seja nenhum professor de português, tem muito erro na gramática, e estes fazem com que o texto fique difícil de se entender (pontuação conta). Poderia ter lutado mais, feito render o combate, mostraria maior esforço do personagem.
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Maxine H. Grümmer em Sex 13 Dez 2013 - 12:50



I'm too weird to live, But much too rare to die

“Está ali, dormindo sobre a alma. A suspeita, à espreita, espera um momento oportuno para despertar. Só precisa de um coração inseguro para começar a semear o horizonte de desertos. O medo é seu aliado que abre a porta e uma vez que ele se instala a paz se torna impossível.” Pensamentos da Semideusa

22 de maio de 1985; em algum lugar entre Fillmore e Holden, Utah. 4:30AM

Vamos Aisha. — Apressei a garota num murmúrio, abanando a mão em sua direção conforme chegávamos onde poderia ser um caminho para uma cidade onde poderíamos conseguir uma carona para o mesmo local de destino. A garota de cachos cor de canela e olhos escuros possuía um par de machados médios em mãos (que ela alegava não saber usar), e era alta para uma menina de sua faixa etária; quatorze anos anos na época. De acordo com ela, sua mãe tinha um negócio legalizado onde fazia treinos de motocross. A própria menina treinava a modalidade e ajudava a mãe na loja de artigos para motos e algumas outras atividades automobilísticas. Encontrei-a quando pretendia sair da Califórnia, quando tivemos que enfrentar um grupo de monstros num conjunto de bondes em São Francisco na semana anterior. Ela não faz ideia de que seja o seu pai olimpiano, porém eu tenho uma ligeira ideia de quem seja; mas não quero dar alguma ideia para a mesma e a assustar com o tanto que eu sei. Duas semideusas juntas e sabendo demais, não seria uma coisa da qual eu chamaria de boa. Tendo conhecimentos demais, já não bastava eu. Havia uns minutos que tentávamos despistar um quarteto de empousai, que não exatamente nos seguia, e sim nos farejava. Sangue de semideuses. Quando visualizamos o nosso local de destino que seria o ponto de partida para Holden, apertei o passo com uma cautelosa Aisha atrás de mim, que olhava para trás a todo momento. Até então eu só possuía uma adaga de ferro pendurada à uma liga na coxa e uma espada de ferro estígio. Fora presente de meu pai, disso eu tinha certeza. Ninguém mais faria com que uma arma letal aparecesse na minha frente num momento de extrema necessidade. "Belle, vamos parar um pouco." pediu minha amiga, totalmente sem fôlego em meu encalço. A essa altura, já havíamos chegado à Estação Ferroviária e abandonada de Fillmore (OFF¹: Veja as imagens em anexo no fim do post).

O local apresentava traços e estética que deixava claro o seu abandono. "Lugarzinho sinistro esse aqui.", falou Aisha. Nem eu poderia descordar da garota, afinal ainda era o meio da madrugada e o local transparecia mais soturnidade. A menina se sentou na murretinha, com as plantinhas roçando-lhe as costas enquanto eu observava os conjuntos de trilhos e a bilheteria um pouco mais atrás. Minha amiga abandona os machados ao seu lado e começa a flexionar os dedos rígidos depois de tanto tempo com elas em punho. — Fica aqui, volto já. — Indaguei para ela, fazendo menção com a mão para que ela permanecesse ali. Algo em sua expressão mostrou que ela iria protestar, entrementes eu a corto: — Vou voltar. Qualquer emergência, você segue por onde passei e me encontra. — Ela assentiu e me deixou seguir fazer o que eu queria, sem perguntar o que era. Uma coisa que havíamos aprendido uma com a outra era não fazer perguntas demais. Segui uma linha de trilhos por uns três minutos, tentando arranjar uma noção de qual trilho deveríamos seguir. Depois de mais algum tempo, tinha certeza de que seguíssemos na direção contrária a esse trilho, chegaríamos a Holden. Um corpo se choca contra o meu e percebi ser Aisha, com os machados em mãos, novamente tensa. — Me assustou, sua tonta! — Exclamei num sussurro contido, franzindo o cenho para ela enquanto a mesma apontava para o caminho pelo qual vinha com o machado, ignorando meu azedume. "Escute." O barulho de passadas ritmadas de ferro contra o metal dos trilhos no início da estação ecoavam. "Elas estão perto. Precisamos sair daqui." (...) Quando passou-se meia hora na qual não conseguíamos despistar as empousas no caminho de trilhos, eu tinha quase certeza de que o confronto com elas seria inevitável. A estação ficou esquecida atrás há muito, porém os monstros continuavam a nos farejar. Estávamos cercadas de florestas, os dois lados mostravam apenas mato; até certa hora em além de uma rala quantidade de mato de formava dos dois lados, paredes rochosas impediam a possibilidade de fugir para os lados. Ou seja, ou para frente ou para trás. Correr para empousais estava fora de cogitação. Alguns metros a mais e um minuto depois que começamos a ser barradas por construções naturais e rochosas dos dois lados, havia um enorme túnel onde continuavam os trilhos.

Estava escuro demais, e ali não poderíamos contar com a ajuda da luz da lua ali dentro. Eu poderia enxergar mais que perfeitamente no breu, porém Aisha iria sair prejudicada durante a fuga. Agarrei um dos machados de sua mão e falei. — Segure-se firme em minha jaqueta e deixe as passadas no ritmo das minhas, eu vou guiar você. — A menina assentiu, porém antes que ela pudesse firmar-se em minha jaqueta, uma massa se projetou atrás da mesma e o passar pesado de perna de metal contra os trilhos fizera um barulho que denunciou a presença de uma empousa à dois metros de Aisha. A criatura corria e brunhia com raiva. Aisha se virou rapidamente, e com uma maestria absurda, a mesma girou o machado acima da cabeça e atingiu a vampira de aspecto estranho antes que eu pudesse ver com clareza as suas feições. — Não sabe mexer com um machado? — Por um instante, quase esqueci das outras três empousas que poderiam estar logo atrás, e essas não entraram no nosso campo de visão, porém não demoraria muito até acontecer. Puxei uma Aisha ainda chocada com a sua primeira matança de monstro para a penumbra do túnel e sussurrei para a mesma. — Vamos ser discretas, quem sabe elas não nos enxerguem aqui dentro e... E... — A menina percebeu no mesmo momento que eu. Um martelo flamejante brilhava acima de sua cabeça, completamente brilhante e vermelho clareava o breu do túnel. Hefesto finalmente notara a filha, e as empousas das quais fugíamos, infelizmente, não poderiam ignorar um brilho suspeito no meio de um local onde a luz deveria ser inexistente. "Corre!", a filha de Hefesto gritou pra mim, puxando o segundo machado em sua mão e percorrendo comigo pelo túnel, com três empousas atrás de nós. A cobertura dos trilhos não era tão profunda quanto pensávamos ser, pois o fim dele começava a aparecer para nós. Aisha agora guiava a nós duas, pois o seu martelo flamejante acima da cabeça ainda brilhava, de modo que iluminava o caminho para chegarmos ao outro lado. Porém o fim dela não possuía exatamente o que esperávamos. Os trilhos com certeza continuavam ali, porém não havia nada além dos trilhos abaixo de nossos pés, pois o que vinha mais abaixo era um enorme vazio nevoento e copas de árvores, finas demais para que sustentassem um peso maior. O que havia entre a neblina abaixo, eu não sabia.

"A gente já era, Belle. Foi bom conhecer você.", dizia Aisha logo a minha frente, parada na beirada do túnel. — Não vamos morrer."Mas...". — Cala a boca e luta, papagaio chapa quente. — Falei com azedume, ultrapassando a garota e seguindo em frente; evitando olhar desfiladeiro abaixo, sacando a minha espada de ferro estígio e jogando a mochila que eu tinha nas costas para um canto do fim do túnel. A garota me olhou como se eu fosse louca, porém olhou para baixo e para mim novamente, escutando o barulho dos monstros se aproximando. Elas pareciam encontrar dificuldade de se mover no escuro até aqui, entrementes logo chegariam. Não deu outra. Quando eu e Aisha havíamos percorrido três metros dos trilhos enquanto o musgo na madeira já precária dificultava a locomoção, elas chegaram ao fim do túnel e em nosso campo de visão. Eram horrorosas, extremamente pálidas, com dentes afilados e uma perna de bronze e a outra de jumento. Com alguma dificuldade, passei Aisha para atrás de mim nos trilhos, ficando entre ela e o trio de barangas. Por via das dúvidas, comecei um diálogo enquanto aumenta a distância entre elas com destreza. — E aí, meninas? Perdidas? — Dei pequenas passadas para trás, olhando para baixo e sempre onde eu pisava. A empousa da frente estava com um sorriso demoníaco ao ver em que situação estávamos, com apenas neblina e trilhos de madeira e ferro nos sustentando ali. "Não tão perdidas quanto vocês.", ela retruca numa voz falsamente doce e que não fazia jus a sua forma. Dei de ombros e soltei uma risadinha de deboche. — Não estamos, sabemos exatamente onde devemos ir, mas temos um pequeno probleminha. — Assinalei com um tom de falso lamento na voz. Aisha, logo atrás de mim, entendia o que eu tentava fazer e tentou me acompanhar, porém sua voz saiu mais trêmula por conta do nervosismo. Isso também fez com que ela acelerasse o combate, tamanha provocação que ela fez. Corajosa, mas estúpida. "A-a-ah é. O problema são quatro bruacas nos seguindo...", ela parou e fingiu notar seu erro há pouco tempo. "Opa, três agora." Uma das empousas mordeu chumbada no mesmo segundo e correu agilmente entre os trilhos. O seu primeiro alvo seria a mim, obviamente por estar em primeiro plano ali. A insanidade da mesma foi a única coisa que não a fez estancar a corrida quando tirei a espada estígio da bainha, que sempre intimida os oponentes a recuarem.

Girei o punho da guarda armada acima da cabeça e bem a tempo eu desci a lâmina defronte à mim, acertando a empousa do ombro, a espada apenas lhe fez um corte que de nada adiantou para que ela se desintegrasse, porém a deixando impossibilitada de algum modo. A criatura conseguiu se desvencilhar o suficiente para não ter o restante do braço esquerdo decepado, porém o seu grito de agonia denunciava a impossibilidade de continuar numa luta de iguais em relação a força. Mas seus últimos esforços quase me levaram a cair fora dos trilhos, quando a mesma caiu com o tronco entre dois trilhos. Seus pés estavam muito próximos de mim, e antes que eu me desse conta desse fato, ela chutou a parte de trás de meu joelho esquerdo. Oscilei o pé esquerdo saiu dos trilhos, passando por uma enorme fenda entre um trilho e outro de madeira. Meu joelho direito ficou perigosamente apoiado acima do musgo da madeira da estrutura precária, e eu me apoiava com a mão livre no ferro das laterais. "Se segura, Belle, eu tô indo." Aisha que estava um pouco mais atrás não estava a meu alcance para que pudesse me ajudar a levantar. Estava há seis trilhos de distância, então não poderia arriscar que ela se apressasse no meio dos trilhos, com o perigo de cair sob os olhos de outras empousas que ainda estavam no fim do túnel. — NÃO! Fique bem parada aí! — Meu tom de voz a refreou à cinco trilhos, e eu sentia meu joelho direito tremular junto com o meu braço esquerdo que tentava me erguer. Outra empousa que se mantinha atrás, saltou a mim e sua amiga e foi direto para Aisha, e eu ouvia sinais de luta se iniciarem atrás de mim. A líder das empousas se encontrava ainda em seu lugar quando nos encontrara e a que me atacara primeiro tentava se erguer sem cair, porém deitada do jeito que estava era difícil conseguir se erguer sem correr o risco de desabar no desconhecido da neblina. Eu tive que me dedicar a fazê-lo antes dela, porém o monstro ainda possuía mais habilidade e equilíbrio que eu. Por isso, quando eu estava quase completamente de pé e confiante de que o trilho que mantinha meu peso sem oscilamentos, Aisha grita atrás de mim: "BELLE, CUIDADO!" A reação foi imediata quando eu ergui o olhar para ver a minha oponente novamente erguida em seus pés, levantando a mão para me fraturar a face com as suas garras. Curvei a cabeça e arqueei o peito no mesmo sentido, para trás, me desvencilhando do braço da mesma e mantendo ainda a estabilidade; a mão da empousai agarrando o vazio acima de do linha em que meu nariz se encontrava. Curvada para minha direção, aproveitei a situação em que a perda de equilíbrio poderia ser causada pelo movimento brusco da parte dela e fiz um ataque direto e óbvio demais para ela conseguir se desviar para trás. Mas o meu alcance com a espada era mais longo. Com o braço completamente esticado, girei o braço em cento e oitenta graus na minha frente e com a parte plana para cima, ameaçando um corte no abdômen da empousa. Nem tão alto demais e nem tão baixo demais. Ela retraiu todo o tronco para trás, na horizontal, com a estabilidade das pernas ainda firme, porém não por muito tempo. Aproveitando essa desvencilhada da bruaca, ergui o pé direito e me concentrei ao máximo na luta do que no equilíbrio que eu tinha que manter, chutando o abdômen dela que se erguia e fazendo-a cair na fresta sem chance de se agarrar à algo.

A empousa "chefe" logo grunhiu entre os dentes que já não se arreganhavam num sorriso demoníaco, e sim num esgar que ameaçava me matar. Eu não queria conversa dessa vez, apenas ajeitando a minha postura e erguendo a espada fronte ao corpo com a ponta na direção dela, chamando-a com o indicador da mão livre. Ela atendeu o meu pedido sem nem piscar o olho pra considerar a ideia de que já estava morta. Eu estava pronta. Ou ao menos achava que sabia o que fazer para com as empousais depois do meu primeiro e mísero combate com uma criatura insana demais para a sua espécie. Essa era mais calculista e sabia lutar como ninguém. Ataques diretos não funcionariam com ela. Tentei um ataque contra a sua cabeça, descendo o punhal contra seu crânio num movimento rápido, todavia ela foi mais ágil do que eu e saiu do caminho do punhal com um movimento curto para o lado e até que eu levantasse a guarda novamente, ela obteve tempo para lançar as garras contra a minha barriga, porém foi por muito pouco que eu me retesei bruscamente e desajeitadamente para trás ao escapar de um corte profundo em meu abdômen. Meu corpo se curvou ligeiramente defronte e a empousa deu-me um tapa na face esquerda — ou pelo menos acho que foi essa a intenção, pois além de um som estalado em minha face, suas garras me fizeram um corte considerável na bochecha. Recuei alguns trilhos, oscilando perigosamente várias vezes com o risco de pisar fora deles, entretanto eu já tinha mais noção sobre o território em que eu pisava, por isso não aconteceu de escorregar no musgo ou algo do gênero.

Aquela briga estava virando uma disputa de forças, então a minha espada se retesou na extensão de uma adaga. Adagas eram as mais recomendáveis para combates corpo-a-corpo. Semicerrei os olhos e levei a mão livre à bochecha fraturada e olhando para o meu sangue entre os dedos, olhando para a empousai com uma raiva homicida. — Vai se arrepender disso, sua cretina. — Ela sorri cinicamente e a batalha de Aisha às minhas costas parecia continuar pelos sons de raiva que a menina omitia, o que me levava a pensar que ela necessitava muito de ajuda. Retirei a adaga de ferro comum de dentro de minha bota e levantei a guarda, avançando contra a empousai entre os trilhos e chegando mais perto da ponta do túnel novamente, fingindo avançar com ambas as lâminas curtas contra a sua barriga, quando quase recostando essas contra o meu objetivo aparente, ela recuou o corpo para trás e eu abortei meu ataque, agilmente, avançar com as duas lâminas cruzadas contra o pescoço da vampira bizarra, não dando espaço para que ela desviasse para os lados, dois pequenos feixes abriram os dois lados do cangote da empousa, mas não a mataram pelo fato dela também recuar a cabeça num movimento curto. No meio de um novo recuo de minhas lâminas, e guarda desprotegida, a empousa tem espaço para me dar uma cotovelada no estômago e no nariz, fazendo-me oscilar. Ela arrancou a lâmina normal de minha mão enquanto eu caia deitada e de lado nos trilhos, com as costas recostadas nessas, pescoço e joelhos contra as vigas de ferro. Não sabia como encarava cegamente o céu até perceber que a chefe do quarteto de feiosas me mantinha assim, deitada de modo que não corria o risco de escapar da oponente, por vontade própria ou mesmo caindo da estrutura ferroviária. Seu joelho de metal estava pressionado contra meu tórax, e se não morresse pelo método que ela desejava, seria por asfixia. Eu tinha que pensar mesmo não tendo mais forças para isso. Minha mão direita ainda possuía a adaga de ferro estígio, eu segurava-a como se minha vida dependesse disso (e de fato dependia). "Eu vou matar você bem rápido. Prometo que sua morte vai ser indolor e eu estou com faminta por carne de meio-sangue.", a empousai soava novamente com sua voz falsamente doce. Ela tirou o joelho de meu busto e segurou meu pulso direito contra a viga de ferro com sua mão esquerda. Minha mão esquerda estava livre em função da sua guarda direita estar ocupada com a minha adaga de metal comum. Ela mantinha o polegar voltado para a ponta do punhal da faca, enquanto a lâmina estava do outro lado de seu punho, pairando acima de minha cabeça quando ela ergueu-a. Mirava diretamente em meu coração, e foi então que ela desceu a lâmina.

O caminho da faca foi barrado à meio caminho pelo meu antebraço, forte o suficiente para que sobrevivesse à isso. "VAI LOGO PRO INFERNO!", ela vociferou com raiva enquanto seu olhar possuía um brilho assassino. Sorri de modo debochado para ela, sem ar para rir de sua face desapontada enquanto a mesma tentava forçar a adaga para baixo. Minha força a impedia de fazer o que queria. Achei óxigênio o suficiente para que pudesse retrucar-lhe com uma voz fraquinha. — Só vou pro inferno depois de você. — Com um giro ágil de meu pulso, pude agarrar a mão que ela segurava a adaga e afastar ambos os nossos braços de meu tronco, abrindo completamente a guarda dela para que eu pudesse um ataque que ela não poderia prever. Ergui o tórax e joguei minha cabeça contra a dela com toda a força que eu poderia reunir daquela parte de meu corpo, enterrando a testa contra seu nariz.

A oscilação dela foi imediata, o que me deu o espaço para tirá-la de cima de mim e ficar no comando, por cima dela, porém ela tinha força, ainda sentindo dor. O que acabou resultando numa nova disputa de tenacidade entre nós, e acabamos rolando bruscamente nos trilhos enquanto lutávamos para sair uma do aperto da outra. Abri uma brecha para torcer seu braço que imobilizava o meu e livrar minha guarda armada. Ganhei essa disputa de peso e a empousa estava de borco contra a viga de ferro. Para não correr riscos, acabei imobilizando seu braço direito com o meu pé direito e o joelho esquerdo contra suas costas, a prendendo ali de modo que não tinha como sair. Sua mão direita de mantinha presa contra o trilho, com a minha adaga de ferro estígio cravada contra seu pulso e a madeira. A mão livre segurava o monstro pelos cabelos, fazendo sua face ficar pressionada contra a viga de ferro oxidado. — Eu não disse que você ia pro Mundo Inferior antes de mim? — Perguntei, puxando o seu cabelo uma vez, erguendo sua cabeça para forçá-la contra o ferro uma vez. Até então eu não tinha tanta certeza, porém de quem se tratava o meu progenitor divino.

Manda um recadinho pra papai quando chegar lá?"Seu pai...?" A empousa questionou bruscamente, com dor e a fim de se libertar. Sacudia-se inutilmente enquanto eu forçava mais o joelho contra sua coluna, quase não sentindo seus protestos, tamanha era a minha raiva escondida por trás de uma voz que se divertia com a dor da oponente, apesar dos gritos da empousa contra os urros de Aisha, do lado em que ela batalhava arduamente. — Você é estúpida de verdade ou só quer um dracma? Recado para Hades, minha filha. Hades é meu pai, ou melhor... O doador do espermatozoide! Fale que estou esperando esse tirano dar as caras pra filha dele, O.K.? — Não esperei uma resposta da adversária. Ainda sob minha mercê, agarrei seus cabelos com mais força e ergui sua cabeça novamente para batê-la de encontro com a viga metálica da estrutura de trem. Senti os músculos de meu antebraço responderem com mais força. Malhei a cabeça da empousai mais uma vez. Duas vezes. Três vezes. Com mais raiva e mais força que a adrenalina me proporcionava, ignorando quaisquer dores que eu possuía perante a luta que vim a ter com a vampira bizarra que estava se desintegrando aos poucos conforme seu crânio colidia brutalmente contra a estrutura de ferro dos trilhos. Não parei quando senti algum tipo de quebra ou oscilação na cabeça dura daquele monstro, apenas prossegui até não restar nada além de pó de monstro. Quando me pus de pé nos trilhos, há alguns metros mais a frente, Aisha encerrava sua batalha, com os dois machados nas mãos, sem nenhum ferimento aparente além de marcas de garras nos braços. Ela se encontrava de pé nas vigas, olhando de cima para uma empousa que estava pendurada apenas por uma mão no ferro. "Me ajude..." Cheguei ao lado da filha de Hefesto e olhei para a criatura moribunda com curiosidade, inclinando a cabeça levemente para o lado como uma criança curiosa que cutuca um formigueiro. Minha amiga parecia relutante em finalizar sua oponente, então sorri levemente e olhando diretamente para a empousa, murmurei numa voz falsamente aveludada, com os papéis trocados: — Você não teria misericórdia da gente, teria? — Pisei bruscamente, com o solado do meu coturno, na mão trêmula da criatura, fazendo-a cair. Um grunhido gutural enquanto ela sumia na neblina, deixando resquícios de pó de monstro no ar gelado da noite. Olhei de modo sério para Aisha, engolindo em seco, sentindo minhas pernas tremerem conforme tentava me sustentar nos trilhos, toda a adrenalina indo embora. Sentia que ia desmaiar, e minha amiga aparentava estar um pouco mais disposta. "Vamos parar. Eu vigio enquanto você descansa. Te acordo pra fazer a segunda vigia" Assenti enquanto voltávamos para o lado do túnel, falando numa voz rouca: — Depois, vamos para Holden. — Ela olhou para trás, no sentido dos trilhos e ri fracamente, concordando enquanto saíamos dali.

OFF: O treino retrata a época de um ano antecedente ao aprisionamento da Belle no Cassino Lótus, adquirindo um tanto de experiência enquanto ela e a amiga rumavam ao Acampamento Meio-Sangue. Por isso a data, local e hora de quando aconteceu a situação do post.

:


Estação Ferroviária de Fillmore - Utah (Vamos ignorar o fato de que a foto é de uma estação abandonada de Bauru, flw? =B)


Início do Túnel, entre Fillmore e Holden.


Cenário da Batalha (só que de noite, hue)

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Azazel R. Capograssi em Sab 14 Dez 2013 - 13:48


Meus lábios mexiam de leve enquanto eu contava os minutos em minha mente. "Cinquenta e sete, cinquenta e oito, cinquenta e nove... Sessenta... Deve ser 12:55". Levantei-me da cama. Uma sensação de cansaço abalou meu corpo. Olhei no relógio para confirmar minha conta. Sim, eram 12:55 do dia. Eu havia ficado deitado umas duas horas, um pouco a mais do esperado. Me levantei da cama desarrumada. Peguei minha adaga de bronze, utensilio que havia pego do acampamento, a qual estava contígua de minha cama, encima de um móvel. Observei a lâmina, refleti sobre o quão inútil era ter uma adaga miserável. Aquela ingênua arma era tão ridícula, e seu gume nem tão afiado. Andei pelo Chalé de Íris procurando minha camisa. Achei e vesti a mesma, abotoei e arrumei as golas. Coloquei uma tênis vans e minha jaqueta de couro e desarrumei meu cabelo. Saí do chalé com uma expressão arrogante no rosto. Tudo parecia tão barulhento lá fora, dava vontade de matar aqueles que faziam desordem e bagunça, aqueles que falavam demais ou gritavam, eu tinha sede de morte, mas me controlei.

Caminhei sobre o Acampamento, até chegar na Arena. Olhei num relógio, era 13:00. Eu havia chegado na hora exata, como sempre. Estralei o pescoço e olhei em volta, minhas olheiras davam uma aparência preguiçosa, meus olhos entreabertos estavam olhando cada canto do local. Nervoso, eu engoli saliva, minha mão segurava bem forte a adaga, esperei algo acontecer. Um pulo de um Cão Infernal em mim me pegou desprevenido. Cai no chão com aquele bicho de dois metros encima de mim. Era treinamento contra monstros e aquilo era um monstro. A parte legal do dia realmente havia começado: matar.

O Cão se debateu e tentou me morder. Eu, deitado, segurei minha adaga e fiz cortes ao ar para mantê-lo a distância. Rolei para o lado e passei por entre as pernas direitas dele, então logo me levantei. O monstro saltou sobre mim e eu desviei para trás, o focinho dele estava na minha frente agora, a boca também, e o bafo não era nada agradável. "Se eu posso matar uma Harpia, eu posso matar um Cão!". Dei um giro de 360º e dei um corte no nariz dele, o Cão se rebateu e recuou, do jeito que eu queria. Ele logo pulou sobre mim, com os enormes dentes querendo me furar, eu pulei para trás, dei um impulso no chão e com um avanço rápido, fiz um corte na gengiva dele. "Quem mandou manter a boca aberta o tempo todo...?" Pensei. Quando o Cão Infernal pulou sobre mim, eu corri para diagonal, e então contornei ele. O bicho logo se virou e tentou me arranhar com suas unhas nojentas, o pior foi que ele acertou, um corte horizontal foi feito no meu peito, e logo após fui atropelado numa investida do mesmo. O Cão latiu e esperneou, aqueles dentes eram mesmo amarelos, não foi difícil eu concluir que ele não escovava os dentes.

Eu, caído no chão, tentei me levantar, mas só consegui ficar de quatro, logo o monstro do Submundo me debateu e eu voei longe. Bufei e cuspi sangue, cansaço me resumia naquele momento. Me levantei cambaleando, segurei minha adaga em posição de ataque e me preparei para mais um ataque do bicho. Quando ele me opugnou, fiz outro corte em sua gengiva, mas isso me custou caro. Ele fechou a boca e seus dentes se prenderam a meu braço. Eu agarrei os dentes que quase perfuravam o membro mais importante de meu corpo. Agarrando os dentes, me apoiei neles, e dei um impulso para cima, logo eu estava na parte superior do nariz, encima do focinho de um Cão Infernal. Quase cai de lá quando ele se mexeu sem parar... Então, tomei uma atitude rápida, puxei o lábio superior do Cão e cortei sua gengiva perto de um de seus dentes, o dente do tamanho de uma faca caiu no chão. Eu também fui derrubado. O Cão deu um impulso para frente e eu caí no chão. Eu estava caído em frente ao monstro. Rastejei até ficar embaixo dele, me levantei e pulei, com um golpe simples para cima, cravei minha lâmina de bronze no peito do Cão Infernal que logo se desfez em pó. Tudo ficou zonzo e eu caí no chão, quando dei por mim, estava ajoelhado na terra, coberto por pó e com um dente de Cão Infernal na minha frente. Apenas desmaiei e quando acordei estava na enfermaria, para onde fui levado depois daquela luta, peguei minhas roupas e com o braço enfaixado fui para meu chalé.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 14 Dez 2013 - 17:12



⊱ Um ciclope doidão. ⊰


Peguei minha espada de ferro estigio que estava encima de um móvel do chalé de Hades. Após estar pronto, segui rumo à Arena do Acampamento. Estava quase na hora do treino contra monstros: 21:00. Bem... Havia um novo horário a noite para filhos de deuses relacionados a escuridão e tal, e já que eu era filho de Hades, decidi ir. Peguei carona com meu Cão Infernal no caminho, então cheguei no treino mais rápido. Não havia ninguém na arena, apenas eu. Fiquei com a espada em mãos, alerta, fui andando em frente esperando algo aparecer. Eis que notei um mastro no meio da arena, amarrado nele estava uma corrente, que levava até um tipo de coleira presa no pescoço de um ciclope de uns três metros. O ciclope segurava uma enorme clava de madeira, e gritava feito um louco tentando se soltar das correntes. O ciclope logo me avistou, e quando ele desceu a clava para me atacar, eu desviei pra o lado. Ele atacou de novo e eu tive que desviar para frente, indo de encontro com sua enorme "fralda". Ele tentou pisar encima de mim então eu andei para trás, mas acabei tropeçando. Ver um ciclope de noite não é fácil, e a escuridão não ajuda muito, mas eu tinha que vencer aquilo, era um caso de sobrevivência, como a maioria das suas aventuras como meio-sangue. Iria usufruir dos meus dons como guardião e filho de Hades, iria usar a habilidade de enxergar no escuro com mais facilidade. Tentei me levantar, mas o Ciclope me deu um golpe com sua clava que acertou minha costela, e eu devo ter voado uns três metros, ou sei lá, só me vi caindo. Olhei com desprezo para o ciclope, até que eu respeitava a espécie dele até aquele dia. Me levantei um pouco mais devagar que o normal, olhei para a espada e depois para o ciclope com raiva, então corri até os pés do mesmo e fiz um corte no dedo dele, passei por entre as pernas, deixando-o confuso, não sei exatamente como ele se confundiu, mas só consegui pensar uma coisa. "Ciclopes são tão burros, se confundem facilmente.". Fiquei atrás dele, eu gritei.

Oh idiota de um olho, não está me vendo aqui? Se tivesse dois olhos veria. — Dei uma leve risada e um sorriso maquiavélico. O monstro finalmente me viu atrás dele, o que talvez não fosse uma boa noticia pois vinha logo me atacar. Ele saiu correndo em minha direção querendo me esmagar, e eu corri em frente, dei uma básica olhada para trás: a corrente presa ao pescoço do ciclope e o mastro logo travaria sua corrida, ele não podia sair de uma certa distância, estava preso, uma ótima vantagem. Zombei dele de estar preso e então peguei minha adaga de cristais amaldiçoados no calcanhar. Mirei no olho do ciclope que tentava me pegar - mas era puxado de volta pela corrente - e atirei a adaga girando. A mesma logo atingiu o único e precioso olho do ciclope; eu não sei como fiz isso mas fiz, bem... Algumas coisas milagrosas acontecem de vez em quando na vida meio-sangue, acho que sorte vem incluída no pacote de "vantagens e desvantagens ser filho de um Deus". Deixar um ciclope cego perde de dez para o que alguns heróis fizeram, mas estava na minha lista de coisas maneiras que eu fiz. Enfrentar um monstro enorme que não enxergava e estava começando a atacar o "nada", podendo me acertar e me matar não era meus planos de passar o verão, mas aquele era o Acampamento Meio-Sangue, tudo que há lá dentro pode te matar, até mesmo o bebedouro - é uma longa história -, então não me surpreendi com aquele treino. Segurei forte e avancei com a espada de ferro estígio contra o ciclope, fiz um corte nas suas duas pernas e um perto dos órgãos sexuais dele. Mas levei uma investida de clava nas costas, e doeu muito, sério. Cai no chão apoiado em minhas mãos e pernas, após isso me levantei e me preparei para o próximo ataque, eu tinha um plano, arriscado e eu podia morrer - como qualquer movimento contra o ciclope - mas mesmo assim ia tentar. O ciclope deu um gole vertical para me esmagar com a clava, eu andei para trás desviando do ataque, então eu pulei na arma do monstro. Já que ele estava cego, não podia nem imaginar que eu estava lá, então ele podia tanto estar me procurando quanto desferir golpes no ar tentando me acertar, então podia ser inteligente ou uma burrice meu plano, mas acho que ficou com a burrice, pois ele chacoalhou a clava várias vezes seguidas.

Eu fiz de tudo para tentar me segurar naquele pedaço de madeira enorme que ia de um lado para o outro. Quando o ciclope erigiu a arma, eu pulei, simplesmente pulei, mas não pensando que ia cair e morrer, mas pensando que meu plano de segurar na clava, depois pular na cabeça dele e cravar a espada no crânio do monstro era genial. Quando eu estava no ar, indo em direção a cabeça do ciclope eu tentei me concentrar em agarrar alguma coisa para não cair, eis que vi a adaga de cristais amaldiçoados cravada no olho do ciclope. Segurei na mesma para não cair, o "grandão" urrou de dor e começou a remexer-se, eu lutei para ficar lá e vivo, mas não ia demorar muito até a adaga ceder. Tentei me segurar em cima da cabeça do ciclope, onde era careca e liso. Então eu me apoiei exatamente lá, minha mão escorregou um pouco mas ficou firme na cabeça dele; logo eu simplesmente dei um impulso e subi para cima da cabeça do monstro, mas eu puxei a adaga antes de subir então, ela meio que veio com o olho ainda cravado nela... Eu nunca me imaginei segurando uma adaga com um olho de ciclope cravado como um tomate nela, era meio.... Nojento. Com um vacilo do movimento do monstro, eu deixei a adaga cair no chão, junto com o olho dele, mas não me preocupei com isso, apenas mantive o foco em me segurar para não morrer caindo da cabeça de um gigante ciclope. Fechei meus olhos enquanto estava lá encima, me concentrei no submundo e essas coisas, com a velocidade que o ciclope se movia eu não ia conseguir cravar a espada nele, então, mais um plano veio em minha cabeça, talvez mais arriscado que o falho, mas era bom tentar. Me concentrei até ouvir o som de uma cratera se abrindo no chão atrás dos calcanhares do ciclope, então, deixei-me cair para trás.

Ao invés de cair no chão duro da arena, cai em algo fofo e peludo, como planejado, a minha estratégia havia dado certo. Me ajeitei sentado em meu Cão Infernal, segurei forte a espada de ferro estígio e mandei o cão avançar rumo ao ciclope. O Cão pulou em cima do ciclope, derrubando ele. O Cachorro Infernal ainda fez arranhões no monstro. Fiquei em pé no cão, então pulei em cima do ciclope caído, cravando minha espada na testa do mesmo. Mandei meu cão de volta para o submundo, já que seus serviços por enquanto não eram necessários, recolhi minha adaga a colocando de volta no calcanhar, fiz minha espada voltar a forma de corrente e segui para meu chalé.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Leslie Kölsch Montini em Sab 14 Dez 2013 - 19:21


Todos estavam ansiosos. Mais cedo, às quatro da tarde, Quíron havia instruído os conselheiros a anunciarem aos campistas a atividade que tinha sido programada para aquela noite em questão. Seguindo as ordens, os campistas experientes contaram a novidade: monstros seriam soltos na floresta para serem caçados. Leslie não gostou tanto da notícia, pois ainda via-se como nova demais para enfrentar um monstro de verdade. Por outro lado, Kevin – seu amigo – passou o resto do dia gabando-se do número de monstros que tinha derrotado da última vez em que Quíron havia instituído tal atividade noturna. O tempo passou rápido, mais do que o normal, e logo era noite no acampamento meio-sangue. Após o jantar, todos se reuniram na orla da floresta e de lá Quíron deu suas últimas instruções. As espadas – desta vez de bronze celestial – poderiam ser encontradas nos caixotes ali perto, assim como os escudos. O prazo de tempo limite estipulado para permanência na floresta era de duas horas, e cada campista deveria levar consigo um sinalizador para o caso de entrar em alguma situação de risco e precisar ser socorrido. Muitos garotos recusaram o artifício de fuga, mas Leslie se agarrou ao seu como se este garantisse que ela não iria morrer. Boa garota. Antes de entrar no floresta, Kevin foi buscar uma espada e um escudo para sua amiga, entregando-os com um sorriso encorajador ao desejar-lhe boa sorte – Tenha cuidado, idiota. – Ela retribuiu da maneira mais carinhosa que podia, grata pelo rapaz ter se importado em falar com ela antes de adentrar a floresta escura. De escudo acoplado ao braço esquerdo e espada curta na mão direita, Leslie puxou o máximo de ar para seus pulmões e deu o primeiro passo de muitos que foram levando-a cada vez mais para perto do aglomerado de árvores voluptuosas. O sinalizador tinha sido amarrado em sua panturrilha, garantindo assim que não o perderia tão facilmente.

Os primeiros minutos foram torturantes. Leslie não conseguia enxergar quase nada de início, portanto tropeçava mais do que andava, e suas pernas e braços estavam ambos arranhados graças ao galhos espinhosos pelos quais passava em sua cegueira. A garota só começou a ter alguma noção de espaço após ter se acostumado com a pouca luminosidade, e mesmo assim ainda tropeçava, por vezes, em algum tronco caído ou coisa do gênero. Andou e andou por minutos a fio, sem saber exatamente quanto tempo havia se passado ou se havia alguém a espreita. A sensação era terrível, angustiante. A brisa suave da noite fazia com que as folhas rastejassem no chão, além de movimentar os galhos mais finos. Tudo isso impedia que o silêncio total se instalasse. Mais a frente, quando alcançou uma clareira, Leslie apurou os ouvidos e dessa vez foi capaz de escutar outra coisa. Parecia que algo se debatia contra o vento, e a garota logo deduziu que fossem asas. Mal chegou a conclusão de que não estava sozinha e a Harpia surgiu, pairando muito acima e contra a luz da lua, sua forma delineada pela luz prateada do luar. Apesar de nunca ter enfrentado um monstro de verdade, Leslie conhecia a feição de cada um deles por meio dos livros que lia desde criança. Metade ave de rapina e metade mulher, um híbrido nada sutil, a Harpia era mais do que familiar para a garota que retesou o braço da espada. Somente o monstro falava, grasnando ameaças em seu monólogo nada inteligente. Algo sabido por todos era o fato de que as Harpias são pouco espertas, muito pouco mesmo. Imóvel, Leslie tentava formar um plano que trouxesse o monstro para baixo. A ação da garota contradizia todo o seu nervosismo e medo, tal como sempre acontecia. Ela era o tipo de pessoa que age contra suas emoções.

- Ei! – A mais nova campista pegou uma pedra no chão e jogou-a na Harpia para chamar-lhe a atenção – Não quer vir aqui embaixo? – Indagou com tom frágil, sensível, nada condizente com os olhos frios e calculistas da garota – Estou perdida e com medo, não vou lhe fazer mal. Ouvi falar que vocês, galinhas, são bondosas, então me acompanhe até o acampamento e Quíron com certeza lhe dará alguma recompensa. – O mesmo tom era usado nesta sentença. Muitos ficariam comovidos com a atuação da garota – ela mesma estava -, e entre este “muitos” estava a Harpia que acreditava estar tendo seu dia de sorte. Comida vinda de boa vontade, imagine só. Sem a mínima cautela, o monstro bateu as grandes asas em direção ao chão, onde pousou há poucos metros de uma Leslie sorridente. Correspondendo a sua fama mais do que correta, a Harpia tardou a perceber as intenções da garota. No mesmo instante Leslie correu na direção do monstro, a espada erguida na diagonal e os olhos tão atentos quanto tinham estado desde que percebera o perigo da situação. Embora tardasse, o monstro acabou percebendo ter sido enganado. Rogando pragas e também ameaças, tentou levantar voo, mas foi tarde demais. Leslie investiu contra uma das asas da Harpia, acertando-a um belo golpe que perfurou o centro da estrutura esquelética coberta por bonitas penas (vale a pena citar). O bronze celestial tinha maior desempenho do que qualquer arma que Leslie tinha usado, isso ela já tinha notado e aprovado. Para não fazer meio trabalho, usou toda a sua força no braço da espada e puxou-a – ainda no centro da ferida feita – para a direita, abrindo um corte longo que ia até a extremidade da asa. A Harpia grasnou ainda mais, agoniada, e se pôs a investir contra a de olhos nebulosos, fazendo o máximo para alcançar sua garganta e dilacerá-la com o auxílio das unhas que se assemelhavam a garras. Leslie recuou um passo, agora assustada, mas as garras se fecharam em torno do tecido de sua camiseta e ela foi puxada pelo monstro até que o tecido rasgou. Três cortes profundos surgiram acima do busto da falsa-morena, empapando o restante de sua camiseta com sangue rubro.

Fosse o cheiro forte de sal e ferrugem ou o simples fato de estar em real perigo de vida, Leslie ficou realmente brava. E se você pensa que uma garota de 1,64 é vulnerável... Bem, está tremendamente enganado. Ela ergueu o braço do escudo e o bateu repetidamente contra o antebraço da Harpia, em busca de quebrá-lo de verdade, e não só isso. Com a espada, a garota investiu avidamente, os movimentos lhe vindo a cabeça com fluidez. Era como se houvesse um manual de instruções em sua cabeça. Desesperada, a Harpia tentou se livrar, ou seja, alçar voo, mas nada mais conseguiu além de uma dor impiedosa. Digladiar-se-iam então monstro e menina, cada qual usando de tudo a sua disposição. As garras partiram em busca do rosto magro da garota, ávidas por mais sangue, contudo Leslie as rebateu com um golpe bem aplicado de escudo. Tendo sido aberta a guarda, também aproveitou para abrir um corte em diagonal no peito do híbrido. O sinalizador estava há muito esquecido. Usando da parte chata da espada, a campista desferiu outro golpe seguido do anterior, só que na vertical e contra o ombro da Harpia que gemeu ao contato do bronze celestial contra sua pele. Desintegrou-se ali mesmo, o pó ficando aos pés de uma Leslie atônita com a adrenalina que vazia seu sangue correr mais rápido nas veiais. O que tinha feito? Ela se perguntava. Como? Outra questão. Os cortes que tinha ainda latejavam, ardiam, e o cheiro do sangue a deixava de nariz franzido. O que ela mais queria era voltar para o chalé. Puxou o ar para os pulmões com força e tentou refazer seu caminho, sempre na direção sul para onde o acampamento tecnicamente deveria estar. A garota tinha um ótimo senso de direção, e as estrelas ajudavam nesse quesito. Foi uma caminhada curta e repleta de tropeções, mas segura, e logo Leslie ia embora, sozinha, na direção do chalé de Hermes. Kevin podia superar isso.


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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Noah Harrison Shneyder em Dom 15 Dez 2013 - 13:38

Treino de Combate a Monstros

Levei as mãos até meu rosto de modo a formar uma concha e tentei ver o que se passava do lado de fora. A janela estava embaçada, o suficiente para dificultar a visão, e foi com pesar que constatei que o clima chuvoso se dispersava para dar espaço ao escaldante sol matinal. Muitos de meus meios-irmãos já estavam de pé, inclusive os que eu menos gostava quando se tratando de amizade. Cruzei os braços frente ao peitoral e avaliei minhas opções. Eu poderia treinar algo, qualquer coisa, e arrumar distração para manhã ou... Bem, ou continuar no chalé e esperar ser intimado a fazer alguma arrumação por ali ou coisa do gênero. Não tenho vocação para faxineiro e essa razão em si bastou para me tirar do chalé o quanto antes. [...] Primeiramente tratei de passar pelo arsenal, pois precisava estar armado, e após minha breve permanência no local terminei por encontrar um pelo par de adagas – Melhor que nada. – Murmurei enquanto voltava ao trajeto por entre o semicírculo formado pelos chalés. Garotas, garotos, sátiros e ninfas corriam de um lado para o outro, estando alguns ostentando a típica expressão de quem não dormiu o suficiente. Provavelmente eu era um destes.

Para minha sorte, ou não, a arena de treinamento com autômatos estava quase que deserta. Algo importante de se saber a respeito do combate simulado contra criaturas é a seguinte: os autômatos ficam guardados todos em um galpão à parte, sendo a melhor opção para os campistas iniciantes, e o restante das criaturas eram comumente encontradas na floresta. Estanquei meus passos frente ao depósito de autômatos e fiquei na ponto do pés para espiar seu interior, embora não fosse necessário, e constatei a presença de um garoto alto e forte, provavelmente filho do Deus das Forjas (Hefesto) – Tudo bem se eu treinar com um destes? – Disse e sorri da forma mais convincente que pude. Trajava a armadura comum de batalha, o tipo que já tem tantos amassados que você começa a pensar que está vestindo um saco metálico, e também tinha duas adagas que tinha pegado. É claro que ele não iria me negar o prazer de perder minutos de minha existência com um monte de lata e ferrugem. O rapaz olhou para mim com desinteresse, ou talvez só estivesse distraído com seu projeto, e acenou positivamente com a mão esquerda. Agradecido, coloquei apenas um pé dentro da construção e arrastei um autômato ainda “desligado” para o campo gramado ao lado do galpão.

- Vamos lá, lata velha. – Incitei ao flexionar meus ombros e chegar próximo ao autômato. O modelo escolhido refletia a estrutura corpórea de um ser humano, embora recoberta de metal e com marcas de óleo. Campistas experientes optavam por autômatos feitos com base em monstros da mitologia, mas obviamente este não era meu nível. Apertei o botão atrás da nuca do autômato e logo recuei alguns passos para trás, a posição em guarda ao erguer ambos os braços de forma defensiva. Segundos foram gastos no momento em que meu adversário se situava no tempo e espaço. Os olhos vermelhos não eram nada agradáveis, inclusive a lâmina em suas mãos não servia de nada para me tranquilizar. Respirei fundo duas vezes e investi antes que a coisa viesse para cima de mim, levando a mão da adaga direita em um movimento lateral em direção ao rosto desfigurado do autômato e erguendo a esquerda em defesa própria. O típico ranger de metal contra metal afetou meus tímpanos, contudo também serviu para me lembrar de recuar antes de um contra-ataque. Algo engraçado dos autômatos é que eles demoram a se situar, o que dá aos campistas uma larga margem de ataque no início, mas depois... É um “salve-se quem puder!”. Investi novamente contra o homem metálico em um movimento semelhante ao anterior, só que desta vez invertendo a posição das mãos (isso não significa que eu seja melhor com a esquerda). Nenhum dos golpes surtiu efeito extraordinário, apenas serviam para distrair e irritar o autômato que aos poucos foi ganhando velocidade conforme eu me aproximava e recuava após uma breve estocada ou investidas na transversal. O melhor de ser hiperativo é que aquilo não me deixava cansado, no máximo precisando de oxigênio, e poderia continuar dançando ao redor do autômato por mais tempo se este não tivesse encontrado o caminho até meu estômago que deixou de ser perfurado por muito pouco – Calma aí, colega! – Exclamei com um sorriso preocupado ao começar a me mover de um lado para o outro em passos calculados. O buraco em minha camiseta era a prova viva de que não podia me distrair. Dois para direita, três para esquerda. Curvei o corpo e o impulsionei para frente com o apoio do pé esquerdo. Tendo penetrado a guarda do autômato, acertei-lhe o estômago com outro golpe que nada mais fez do que emitir o barulho de metal contra metal. Deveria ter calculado melhor o movimento, pois a aproximação também resultou em me deixar vulnerável enquanto não recuasse, e isso ficou óbvio assim que senti um punho pesado cair sobre minha nuca feito pedra. Em questão de segundos eu já estava prestes a beijar a grama, literalmente – Não estou tão necessitado assim. – Disse com tom fraco enquanto abria e fechava os olhos em busca de enxergar um mundo que não girasse frente a meus olhos.

Uma regra bem interessante do combate é que você não pode ficar no chão, mesmo que já tenha se machucado bastante, porque se fizer isso... Digamos que as garotas não irão te achar nada atrativo ao ver o inchaço por todo seu rosto. Coloquei-me de pé ainda cambaleante e fui recuando até ter a certeza de poder continuar, coisa a qual exigiu seus minutos – Cai dentro. – Indiquei com o dedo em um gesto provocador. Nunca parei realmente para descobrir se os autômatos entendem ou não o que os seres humanos dizem, ou se os do Acampamento possuem tal tecnologia, mas o importante é que meu adversário realmente avançou e caiu dentro! Dentro da armadilha. Esquivei-me para esquerda para evitar o golpe visando meu flanco desprotegido, justamente o lado direito, e com isso aproveitei do momento de desequilíbrio do autômato para acertar-lhe um belo chute na lateral do abdômen. É claro que doeu, isso estava claro quando coloquei o pé no chão e meus lábios se puxaram em uma careta de dor instantânea. Lição nº 1: Nunca chute algo feito de metal. Xinguei em tom baixo e outro som se sobrepôs sobre meus lamentos, era uma risada masculina. Um olhar para o lado serviu para me apresentar o garoto filho de Hefesto que a tudo assistia com divertimento – Senhoras e senhores... – Tive que me interromper ou acabaria sem cabeça. O autômato se recuperou rápido e já vinha para o segundo round. Treinar é ótimo, constrói a fibra moral de um ser humano e esse monte de coisa idiota. Abaixei a cabeça pela terceira vez e corri na direção do filho de Hefesto que ficou tão confuso que nada fez além de esperar imóvel. Ele estava exatamente como eu queria! Sorri triunfante e continuei a corrida, certo de estar sendo seguido, até que fiquei frente ao garoto que no momento não passava de um obstáculo. Desviei de seu caminho em um dos últimos segundos, rolando no chão para esquerda. Meu adversário seguiu direto e caiu por cima do campista que praguejava em grego enquanto apalpava a nuca do autômato em busca de desligá-lo – Espero que tenham apreciado o espetáculo! Autógrafos do astro só na próxima apresentação. – Terminei minha fala anterior ao ficar de pé e limpar as mãos na calça. Algo me dizia que não seria bem-vindo naquele galpão por alguns dias. Levei uma das mãos até perto da cabeça como se tirasse um chapéu imaginário e fiz uma reverência a plateia tão real quanto o chapéu, depois girei sobre os calcanhares para refazer o trajeto até o arsenal e posteriormente o chalé de Dionísio onde seria forçado a fazer a limpeza para a inspeção semanal.



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Gabby Hoff. Fitzgerald em Dom 15 Dez 2013 - 16:02


Christina, se não for pedir muito, dá 'pra' ir mais devagar? — reclamei para a loira que saltitava, com um excesso de animação irritante, à minha frente. Christina estava completamente agitada, e aquela euforia crescente não irritava só a mim, mas a Gabriella e Tessa também. E, afinal, eram apenas sete e meia da manhã; não devia ser permitido alguém estar tão agitado já naquele horário. — Qual é, Chris! Alivia um pouco, poxa! — protestei firmemente ao ver que ela estava andando mais rápido para provocar a mim e as demais garotas. A filha de Dionísio havia batido na porta de cada um dos chalés, obrigando-nos a levantar e nos vestir. Ela carregava uma cestinha e nos guiava floresta adentro cantarolando e saltitando, enquanto eu, Tessa e Gabs nos arrastávamos atrás dela. As duas conchichavam entre si palavras de irritação que eu conseguia ouvir em pausas longas. Elas pareciam tão contrariadas quanto eu. Desviei o olhar delas e voltei-o a Chris. Que garota irritante! Sentindo minhas pernas doerem devido à caminhada logo cedo, apressei-me até ficar próxima a ela, podendo encará-la. Eu queria que ela percebesse que até tudo bem fazermos uma loucura daquelas, embora fosse cedo, mas ela tinha que respeitar nossos ritmos lerdos e preguiçosos. E a culpa da demora das garotas não era só nossa; além de não conhecermos o local onde Chris nos levava, era uma subida. Subidas nunca são fáceis; pelo menos, não para mim, ou para as garotas, aparentemente. — Que coisa, Christina! É domingo, sabia? Dia de dormir. E você nos acorda cedo para um piquenique que só você quer que vire realidade! Então podia ter a decência de, no mínimo, nos esperar? — me impressionei com o mal humor carregado em minhas palavras. Mas eu estava cansada de treinos e essas coisas — havia perdido completamente o ritmo ao "sair de férias" — todas de ser semideusa e merecia, pelo menos, dormir até depois das dez horas em um domingo. Chris levantou as sombrancelhas bem feitas e sorriu pra mim, dizendo que estávamos quase chegando. Bufei alto, e as minhas duas outras amigas — Gabriella e Tessa — me acompanharam, dando início a uma sequência de suspiros e exclamações de quem está de má vontade para fazer algo. Chris manteu-se fiel a sua atividade particular: nos ignorar. [...]

Não demorou muito e a filha de Dionísio anunciou que havíamos chegado, voltando-se para nós com um sorriso de glória nos lábios. O que ela recebeu de volta foram resmungos e suspiros. Ela começou continuou nos ignorando, indo até determinado ponto e colocando a cesta nele, anunciando que era ali que iríamos fazer o desjejum. Estávamos no que parecia uma falha da natureza: as árvores se erguiam ao redor desse pequeno círculo, mas não ousavam transpassá-lo. Flores pequenas e coloridas tomavam a grama verde, dando ao lugar um certo 'quê' de magico. Mais ao lado, s dentes-de-leão foramavam um tapete branco e delicado, que me fazia ter vontade de deitar ali e não levantar nunca mais na minha vida. O sol se erguia, preguiçoso, no céu avermelhado, e a visão era linda. Talvez o fato de ter acordado e feito aquela pequena expedição tenha valido a pena, afinal. E era claro que eu não ia falar aquilo para Chris, que já tinha nos olhos uma expressão de "eu disse que seria bom". Só então reparei que as garotas estavam boquiabertas — e eu também, para desgosto eterno. Tentei retomar a posição de antes, a mal humorada reclamona, mas foi um pouco difícil depois de encarar a surpresa de Christina. — É um lugar lindo, sim, mas não muda o fato de ter nos acordado super cedo num domingo. — gaguejei um pouco, mas consegui manter um pouco da dignidade que ainda me restava. Chris sorriu, como se tudo que precisasse ouvir fosse aquilo, e começou a arrumar as coisas; chamando-nos, indiretamente, para fazê-lo com ela. Ajudei-a a estender a toalha de flanela — "eu sei que é clichê, mas confesso que adoro um bom clichê, Chris dissera —, enquanto as minhas outras duas amigas vasculhavam a cesta de piquenique, dando uma "checada" no que Chris havia preparado para nós, e pelos comentários de Theresa, soube que era tudo ótimo. Embora Tessa se incomodasse com isso, todos sabiam que o parâmentro de comidas era o estômago dela.

Em poucos minutos, estávamos sentadas em cima da toalha devorando sanduíches de manteiga de amendoim com geléia e bebendo Diet Coke. "Precisamos manter as silhuetas", Christina dissera. — Chris, quando é que você planejou isso tudo? E foi você mesma que fez os sanduíches? Estão bons. Você cozinha? Pensei que fosse só mais uma festeira metida. — eu ia elogiá-la, mas quando a vi se aprumar, resolvi acrescentar o comentário menos agradável a minha frase. Chris, Tessa e todas minhas amigas em geral tinham esse problema: não se pode elogiar, pois ficam se sentindo a "última bolachinha do pacote". Gabriella contava piadas e Tessa, que já havia devorado mais sanduíches do que nós três juntas, estava vendo seu reflexo na sua espada; que, por um motivo que só Éolo sabe, ela havia carregado. Pentear os cabelos? Não, isso ela não lembrava. Mas carregar a espada para cima e para baixo? Ah, nunca esquecia. — Tem mais aq... CHRISTINA, VOCÊ TEM NUTELLA AQUI E NÃO ME DISSE?! — gritei. Eu era louca pelo doce, e arranquei-o de dentro da cestinha sem dó nem piedade, me apossando do mesmo. Por sorte, a filha de Dionísio havia levado garfos, colheres e facas — tanto de plástico quanto as de metal —, e não hesitei em apanhar uma colher, abrindo a tampa do pote sem delicadeza nenhuma. Enfiei a colher lá e trouxe um monte do doce de avelã direto para minha boca. — Como isso é bom! — falei de boca cheia, me preparando para dar uma outra colherada. Gabriella havia pedido um pouco, mas fiz que não com a cabeça. Eu não costumava dividir coisas; muito menos comida. — Ai, que coisa... Ei, vocês também ouviram isso? — me detive, erguendo a cabeça e sentando-me reta. Aquele lugar era afastado da área social do Acampamento; logo, não devia ser um campista. Tessa parou de examinar a espada, erguendo-a, com os olhos estreitos. Gabriella erguera sua adaga — semideuses sempre andam armados com pelo menos uma adaga — e Chris, sua faca. Tateei meu cinto a procura da minha arma, mas ele estava vazio; só me restando, assim, erguer a colher ainda lambuzada de nutella. O barulho repetiu-se, dessa vez do outro lado do círculo de árvores. Com calma, nos levantamos, procurando não fazer barulho nenhum. — Quem está aí? — perguntei. E então ela entrou no nosso campo de vista.

Era uma mulher gorducha, que usava um vestido florido horroroso com um chapéu verde — que nada tinha a ver com o modelito. Ela trazia consigo um chihuahua feioso, com orelhas enormes e um tique nervoso que o fazia tremer a todo instante. — OH!, graças aos Deuses achei alguém! — falou, e sua voz tinha algo estranho. Não parecia.. normal. — Estou vagando por esses bosques há tempos, perdida. Fofo, aqui, já estava começando a ficar com fome e sede, e ele costuma ficar meio agressivo quando fica faminto. — acrescentou informações que ninguém pediu. Encarei o cão mais feio que já vira na vida. Era impressão minha ou... ele tinha três cabeças? — Vocês poderiam servir de lanchinho para meu cão? — a gorducha perguntou, e só então notei o que estava errado. Ela havia dito deuses; pessoas normais dizem "Deus". E servir de lanchinho, não servir um lanchinho. As três cabeças... névoa. Dei um passo para trás, tropeçando na cestinha, que caiu aos meus pés. A mulher pareceu notar minha pequena "cena". Ela sorriu, olhando para o cachorro. — Oh, que chato, Fofo! — ela forçou-se a parecer triste. — Parece que aquela ali... — ela apontou para mim, e senti minha espinha gelar. Eu conhecia a história. Ouvira falar de um herói não muito antigo — Percy De-Alguma-Coisa, filho de Poseidon, se não me engano — que se deparar com aquele monstro uma vez. — ... pode nos ver como realmente somos. — ela quase pareceu chateada. E então, estalando os dedos, a Névoa se dissipou, revelando os dois — mulher e cão — como realmente eram.

A mulher continuava sendo meio gorda, só que suas pernas enormes sumiram; dando lugar a uma cauda de serpente de, mais ou menos, dois metros. Ela era verde, e um cheiro horrível subia dela. Torci o nariz. Mas, com certeza, ela era o menor dos problemas: o cão revelara-se uma besta de três cabeças que possuia as cabeças em forma de leão, um corpo em forma de cabra e cauda em forma de cabeças de cobras. Gabriella soltou um gemido, e a mulher riu. — Semideusas, vocês são realmente muito estúpidas, não? Piquenique numa campina deserta? — fuzilei Chris com o olhar, mas logo me arrependi. Pude ver vários sentimentos em seus olhos, mas os que mais se destacavam eram o medo e a culpa. — N-nós... — tentei falar, mas me calei. Só então notei que eu ainda segurava a colher suja, e deixei-a cair. Quando me abaixei para pegá-la, agarrei a cesta de piquenique. Eu tinha um plano louco que brotara em minha mente do nada. Se desse certo, poderíamos matar Equidna, a mãe de todos os monstros, e a Quimera, seu animalzinho de estimação. Lancei um olhar rápido as outras garotas, que pareceram notar que eu tivera uma ideia. Ai, como eu gostava daquelas garotas! Elas sempre sabiam o que eu pensava e sentia sem eu precisar falar! — Equidna, você disse que sua linda Quimerazinha está faminta, não? — perguntei, sorrindo inocentemente. Dei um passo para trás, receosa. — Você gosta de jogos? Ele parece gostar. E nós gostamos. — notei a animação mortífera da Quimera e me arrepiei. Recuei outro passo. Equidna apenas assentiu, estudando a mim e ao meu pequeno grupo de amigas.  — Pois bem! Proponho um jogo. Tenho muitas delícias nessa cesta, aqui... — ergui a cesta, e a cabeça de leão rugiu levemente em minha direção. — ... e prometo dar elas e muito mais se ele conseguir nos alcançar e pegá-la. Se não... bem, se vencermos o jogo, vocês se retiram daqui e não acontecerá nada demais. O que acha? — prendi a respiração. Eu estava pondo a minha vida em risco — e as das minhas amigas, também — por um jogo. Na verdade, não era exatamente um jogo, mas... bom, dava para entender. Pelo menos, na minha cabeça. Equidna devia estar de muito bom humor, pois sorriu e assentiu. — CLARO! Que o jogo comece, então. Vocês tem meia hora, que tal? Depois disso, ele pode comer vocês, ou não sei. Se entendam com ele. Estou cheia de compromissos e não quero demorar nisso. Uma morte rápida e não tão dolorosa seria melhor. — falou, e cruzou os braços. A Quimera rugiu alto, e antes de flexionar as pernas, saímos correndo sem perder tempo. [...]

Era realmente muito irônico uma filha de Éolo perder completamente o ar. Talvez eu até tivesse parado para rir se a Quimera não estivesse atrás de mim e de minhas amigas, que agora tinham chances de morrer; tudo por culpa minha. Olhei para o lado. Gabriella corria com a adaga em punhos. Do lado da filha de Hermes, estava Tessa, que tinha a espada na mão esquerda e afastava a franja com a mão direita. Chris estava do meu outro lado, e segurava a faca de serra de plástico, completamente apavorada. Corríamos há mais de dez minutos, e se eu desse mais três passos, cairia dura ali mesmo. — Ch-ch-cheg...ga. — arfei, e parei de correr. Elas pararam de subito. Me apoiei nos joelhos, e retomei o fôlego por alguns minutos. Quando eu já estava menos tonta e mais eu, recomecei a falar. — Não me olhem com essas caras. Eu também não sabia o que estava fazendo. — Chris me olhou de cara feia e Tessa me socou. — AI! Me espancar não vai adiantar nada! — xinguei. Estávamos paradas há uns quinze metros de onde estava acontecendo o piquenique. Isso nos daria tempo, não? Eu esperava que sim.— A ideia era matar um de cada vez. Então, parece que temos meia hora para matar os dois. Não entendi direito. Tá. — tentei organizar meus pensamentos. Eles eram como palavras que eu não conseguia organizar em um texto. — Ele deve estar vindo aí. Temos que bolar um plano e... vocês realmente vão deixar tudo 'pra' mim? A mais lerda? Ótimas amigas! — murmurei. Suspirei, erguendo a cesta de piquenique. — Temos algumas facas aqui... e a Tessa tem a espada. E a Gabs a adaga. Acho que podemos... — uma outra ideia se formava. Sorri de canto. — Já sei o que vamos fazer. — anunciei, e elas olharam encantadas para mim. Era horrível saber que elas realmente ficavam tão espantadas quando eu tinha ideias repentinas e boas. — Quem é que está afim de matar uns monstros? — elas sorriram, e comecei a explicar o plano. [...]

O plano era simples e, aparentemente, a prova de erros. Corremos mais um pouco na mesma direção, e quando achamos algumas árvores de porte alto — mais velhas também, eu pude notar — que seriam perfeitas. Seria ali que iríamos montar nossa armadilha — apelidada de "cata monstros" por Gabriella —, e não tardamos a começar. Usamos todos os guardanapos de pano que Chris levara — e eram muitos; maldita mania de limpeza — para formar uma espécie de rede. Assim que ficou pronta, sujamos ela para ficar mais ou menos camuflada. Christina subiu em uma das árvores e amarrou-a lá em cima. Por sorte, ela sabia alguns mecanismos para fazer armadilhas, como aquelas que eu via em Scooby-Doo quando era pequena. Ela montou tudo e repassamos tudo. Dentro da rede, colocamos os garfos e facas, que iriam machucar a Quimera. Tínhamos apenas que atraí-la para o local certo; e, assim que ela caísse na armadilha, duas a matariam e as outras duas iriam matar Equidna. E aquela era a parte mais complicada. — Cara ou coroa? — perguntei para Chris, tirando um dracma do bolso. Ela disse cara, e joguei. Se caísse cara, ela escolheria. Se fosse coroa, ela iria cuidar de Equidna. A discussão central ali era sobre isso: ninguém queria ir cuidar da mãe de todos os monstros; nem mesmo Tessa, que sempre se achara muito capaz. A moeda finalmente chegou em minha mão. — Cara. — resmunguei, contra minha vontade. Olhei para Gabriella. — Cara ou coroa? — perguntei. Ela escolheu coroa; e caiu cara. Tessa escolheu cara, e caiu cara. Estava, então, decidido: eu e Gabriella cuidaríamos de Equidna e Tessa e Christina, da Quimera. [...]

Se abaixa, Gabriella. — murmurei, e ambas deitamos no chão. Gabriella se encolheu atrás de uma árvore e eu, atrás de uma moita. A Quimera passou por nós farejando o ar e, por um instante, deteu-se em nós. Senti o sangue parar nas minhas veias e deixar meu rosto. Meus dedos agarraram fortemente uma das facas que eu carregava em meu cinto, mas então ele parou de nos encarar. Ouvi gritos de provocação. Deveria ser Christina; espera, o que eu tinha ouvido era um "café da manhã delicioso"? Então, com certeza, era Chris. Respirando muito calmamente, virei-me para Gabs, movendo os lábios na mensagem "quando ele correr, nós corremos". Graças à Éolo, ela entendeu. Prendi a respiração quando o monstro flexionou os músculos da perna para correr atrás de uma das minhas melhores Amigas. De repente, senti um aperto no coração. E se desse errado? A culpa seria minha? Eu conseguiria viver com isso? Balancei a cabeça, afastando esses pensamentos. Se eu pensasse assim, com certeza fracassaria. Respirei fundo em silêncio, observando o montros estranho à minha frente. Assim que a Quimera começou a perseguir Christina, nos levantamos e corremos na direção contrária. Gabriella era maior que eu, logo, corria mais rápido. Em determinados momentos, éramos obrigadas a parar para checar se não estávamos sendo seguidas, mas aquilo nunca nos tomava mais do que trinta segundos. Em questão de cinco minutos, estávamos nos aproximando da clareira.

Peguei o braço de Gabriella e puxei-a para o lado. Circulamos algumas árvores, mas não vimos Equidna em lugar nenhum. Será que havia passado meia hora e ela já havia ido embora? Descartei esse pensamento logo após tê-lo. Ela não deixaria a Quimera; pelo menos, não se ela estivesse viva. Senti novamente um aperto no coração. Onde estava? Me detive por um instante. Eu havia entendido direito? Mas... e se ela tivesse ido atrás de minhas outras duas amigas? Subitamente, comecei a ver as falhas, antes imperceptíveis, em meu brilhante plano. — Gabs, será que não deveríamos... — ela tapou minha boca, me interrompendo. Eu estava pronta para mordê-la quando entendi o porquê daquilo. Equidna aparecera. E estava de costas para elas. Parecia intertida com alguma coisa, e aquilo me preocupou. Onde ela estivera? Gabriella soltou meu rosto, e apontou para o lado esquero e depois para o direito. Eu entendi o que ela quis dizer. O plano estava estruturado, e ela pretendia seguir em frente com ele. Respirei fundo, assentindo, e me encaminhei para o lado direito, enquanto ela ia para o esquerdo. [...]

Me alojei em cima de uma árvore que não era muito alta, nem muito baixa. Era possível ver tudo dali: a clareira, Gabriella e Equidna. Ela estava realmente otimista, eu percebera; e aquilo era uma vantagem para nós. Ela estava nos subestimando. Mudei de foco e pude ver Gabriella se esgueirando atrás de uma moita. Pude ver que ela assentiu. Um tremor percorreu meu corpo e meus dedos enquanto eu pegava uma faquinha no meu cinto, agora bem equipado. A que eu peguei era de plástico; iria incomodar, mas não matar. O confronto de morte seria direto, disso eu sabia. Segurei a faca habilidosamente entre meus dedos, mirando com cuidado. Eu era ótima no arco e flecha e confronto a distância; mas enganado está quem fala que sou fraca ou medrosa por conta disto. Eu simplesmente gosto de ter cartas na manga, algo que possa distrair a plateia enquanto me preparo para o "grand finale". Respirei fundo, e rastejei no grande galho que me comportava. Quando cheguei na ponta dele, agradeci por ser pequena e magra. Me encoli o máximo que pude, e atirei a primeira faca. Ela voou com rapidez da minha mão e se alojou na base da coluna de Equidna. Essa, urrou. Gabriella se esgueirou mais um pouco, e quase gritei "Equidna, sua burra, estamos aqui!"; mas não me parecia apropriado. Me abaixei quando Equidna olhou para direções aleatórias, perguntando-se quem havia feito isso. Assim que ela virou, joguei outra. Esta ficou presa na cauda dela, e ela gritou de dor. Mesmo de longe, pude ver o líquido amarelo pegajoso sair de dentro dela. — SAIA DO SEU ESCONDERIJO, SEMIDEUSA IMUNDA! — ela berrou, olhando para todos os lados, com os braços abertos. Contive um riso nervoso, e joguei outra; essa, errei por dois centímetros. E quando a mãe de todos os montros gritou de novo, Gabs saiu de seu esconderijo e atacou-a.

A princípio, Gabriella lutava bem. Desferiu diversos golpes contra Equidna, que mostrou-se melhor gritando do que lutando. Mas logo, a raiva creceu dentro dela, e ela começou a atacar Gabriella com raiva. Quando ela derrubou a filha de Hermes, caí da minha árvore, e a atenção foi voltada a mim. — Ah, a garota das facas... a jogadora... pensei que tínhamos um jogo limpo. — ela falou, largando Gabriella e vindo na minha direção. Levantei-me, cambaleante, e peguei uma faca no cinto. — Abaixe isso, sua idiota. — ela disse. Fiz que não, e atirei a faca, que se alojou em sua barriga. Ela urrou de novo. Eu acho que devo ter sorrido, ou parecido muito vitoriosa para o gosto de Equidna, pois ela ergueu as mãos —  que, a propósito, eram enormes —, pronta para me bater, ou matar, ou sabe-se lá Zeus o que ela iria fazer. Tirei uma faca de plástico do cinto, e ergui-a, tentando causar impacto. Ela riu de minha cara e do meu gesto, e atacou-me. Ela não carregava espada, mas não parecia precisar disso: suas mãos eram enormes e a cauda de serpente, um ótimo recurso. Só então notei o chicote na mão dela. Mas é claro! Como é que não notei? A coleira da Quimera era um super-chicote! — Você gosta de pega-pega? — perguntei, e fiz a coisa mais estúpida do mundo: comecei a correr em círculos ao redor da clareira, tentando confundi-la. Aparentemente, aquilo só a deixou mais zangada e com vontade de matar-me.

Gabriella ainda jazia jogada no chão, e sua espada havia sumido. Onde raios estava? Se eu achasse, poderia matá-la. — PARE DE FUGIR, MEIO-SANGUEZINHA DE MEIA TIGELA! — ela rugiu, e começou a aumentar a velocidade atrás de mim. Peguei outra faca, e virei-me de costas um pouco, podendo mirar. A faca alojou-se na orelha esquerda dela, e eu teria morrido de rir se não estivesse jurada de morte. Ela gritou, e ergueu o chicote-coleira. — CHEGA! VOCÊ VAI MORRER! — ela disse, e pude ver toda a sua raiva nos olhos. Num movimento rápido, Equidna laçou meus tornozelos com o chicote, fazendo-me tombar e ir ao chão. Meu joelho ficou todo machucado, e pude sentir o sangue começando a sair. Fiz uma careta de dor. Ela sorriu, um sorriso mortífero, e me encarou. — Quais são suas últimas palavras, semideusa? — ela perguntou, erguendo a cauda que me esmagaria, ao mesmo tempo que levantava o chicote que me açoitaria. Peguei uma faca, e joguei-lhe no estômago. Ela me fitou, nervosa. Eu iria mesmo morrer? Ao que parecia, sim. Só torcia que Gabriella pudesse sair dali e ir ajudar as garotas e, depois, ambas fossem para o Acampamento pedir ajuda. Pensei se minha mortalha seria bonita. Eu torcia para que sim. Tudo bem que eu não era a mais honrada das semideusas, mas merecia isso, não? E então, quando eu já podia ver a cena de meu "enterro", eu vi um vulto. Entendi de cara o que ele significava, e sorri. — Não subestime tanto assim as semideusas que você dá as costas. — falei, tentando causar efeito. Antes que ela pudesse dizer "o quê", Gabriella enfiou-lhe a espada no coração. Equidna gritou "não" — drama de monstros, eu aprendera — e dissolveu-se em uma nuvem de poeira nojenta e pegajosa. Sentei-me, desfazendo o aperto do chicote ao redor de meus pés. Gabriella perguntou se eu estava bem, e apenas assenti. E então, ouvimos um rugido grave vindo de um outro ponto da Floresta. Arregalei os olhos. — As garotas! — me lembrei delas. Me amaldiçoava por dentro enquanto levantava num pulo e saia correndo, com Gabriella logo atrás de mim. [...]

Tessa e Christina estavam em apuros; embora, se alguém perguntasse mais tarde, elas teimariam que não. A Quimera havia soltado-se da nossa "armadilha cata monstros", e Chris tentava golpeá-la com a faca grande de cozinha que usara para cortar o pão, e Tessa se virava como conseguia com a adaga de Gabriella — elas haviam trocado pois concordaram que Equidna deveria ser a tarefa mais complicada de se cumprir. Tessa estava com um ponto no braço meio esverdeado, e Gabriella sussurrou em meu ouvido "picada de serpente". Um pânico tomou-me. Ela não parecia bem. Chris estava fraca e parecia que ia cair e se entregar; o que, para ela, era novidade. A cesta de piquenique jazia no chão, há alguns metros delas. Peguei uma faca em meu cinto, arremessando-a perfeitamente no meio do tumulto que era aquela luta. Ela pegou na cabeça do meio da Quimera. Só então notei que faltava uma das cabeças. Bom, pelo menos alguma vantagem.

Aquilo a deixou mais furiosa. Ela virou-se para mim, e só tive tempo de pegar outra faca e jogá-la inutilmente na sua direção antes dela pular em cima de mim. Sua boca da cabeça do meio — só restava aquela e a da direita — começou a tentar me morder, mas eu me debatia muito para ela conseguir fazer o que pretendia. — SAI! MAL MENINO, MAL! — gritei, tentando usar psicologia de cão — a certo ponto, eu estava desesperada — , e só depois notei o quanto aquilo parecera ridículo. Tessa e Gabriella atacaram os flancos da Quimera, e um pó dourado começou a sair dali, inundando-me. Balbuciei um "ai, que nojo!", que mais pareceu um "dsghd, fsdghjss!". Elas atacar novamente, e desta vez, a Quimera rugiu, saindo de cima de mim e partindo para cima delas. Com um salto, levantei. Cambaleei até o confronto que se desenrolava do outro lado do corredor de árvores. Dei uma olhada ao redor, tentando manter-me informada dos acontecimentos recentes. Tessa estava sentada em um canto, desacordada. Talvez fosse o veneno, ou talvez tivesse sido golpeada; realmente não sei. Gabriella tentava atingir a Quimera enfurecida com sua adaga, e Chris jogava tudo o que via pela frente no monstro. Fui até a filha de Ares — que realmente me preocupou: ela respirava mal, seu machucado estava verde e seus batimentos cardíacos, irregulares — e peguei sua adaga. Ainda meio tonta, observei a Quimera golpear Gabriella, fazendo-a cair e desmaiar — dedução minha — e Christina ver-se sem coisas para atirar. Vi pânico em seu olhar e, naquele momento, soube o que fazer. Christina pareceu entender que deveria manter a Quimera ocupada por mais dois minutos, para eu poder fazer o que pretendia. A filha de Dionísio então começou a gritar. Em um segundo momento, pegou a espada de Tessa — que estava debaixo de uma Gabriella desacordada — e ameaçou bater no monstro. Isso me deu tempo para escalar uma árvore baixa e me alojar num galho não muito longe do chão. Sim, eu adorava árvores. Eram ótimas para planos e ideias loucas e idiotas; e geralmente, eu tinha muitas ideias loucas, idiotas e suicidas. Minha amiga loira pareceu entender o que eu pretendia, e atraiu a Quimera exatamente para baixo do meu galho. Assim que eu encontrei a posição ideal, pulei da árvore de olhos fechados, rezando para todos os deuses para não errar a mira e quebrar-me toda.

Somente reabri meus olhos ao sentir a Quimera abaixo de mim. Eu estava viva! E acertara a mira! Eu juro que podia chorar de felicidade; mas resolvi deixar isso para mais tarde. Sem perder tempo, ergui a adaga e finquei-a no pescoço do meio, fazendo o pó dourado reaparecer. Controlei o nojo que tinha daquilo, e o fiz novamente. A Quimera se debatia demais, e eu não sabia se aguentaria mais vinte segundos. Percebi que iria cair a qualquer segundo. E então, me inclinei e finquei a adaga no coração do animal, e cai. Uma dor enorme explodiu em minha cabeça, e tudo que eu vi antes de desmaiar foi a Quimera se desfazendo em uma montanha de pó. [...]

Quando acordei, eu estava em uma maca da Enfermaria, e minha cabeça doía. Eu estava tonta e quase caí quando tentei me erguer para sentar na cama. Tessa estava deitada ao meu lado, e parecia melhor; pelo menos, menos verde. Gabriella tinha o pé enfaixado e estava deitada na cama a frente da minha. Christina estava acordada, sentada ao pé da minha própria maca. Ela parecia meio angustiada. Fora alguns arranhões, estava tudo O.K com ela. Terminei de me sentar e senti uma dor enorme nas costelas. Sorri fracamente quando a filha de Dionísio me cumprimentou, animada. — Christina, se você está aqui para nos convidar para um passeio, a resposta é não. — falei, lançando-lhe um sorriso sarcástico.




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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Lyra Chevalier em Dom 15 Dez 2013 - 19:59

training danger
matando o tempo, e uma harpia

Abri os olhos lentamente, apreciando toda escuridão que cercava o local. Levantei minha cabeça para verificar as horas no relógio que estava no criado mudo ao lado de minha cama, e considerei aquele dia como meu dia de sorte. Rolei na cama ficando de bruços e me espreguiçando de maneira lenta, eu estava feliz de certa forma... Havia conseguido uma nova amizade com um veterano a pouco tempo, e bem, não posso dizer que éramos amigos do peito e tudo mais catarro, mas, havia me sociado bem.  Levantei-me de maneira preguiçosa e caminhei em direção ao banheiro, realizei minha higienização matinal de sempre e ao sair, procurei por meu shorts com estampa de camuflagem e coloquei minhas botas civis, sai procurando dentro de minha mala alguma blusa diferente da minha regata preta, e fiquei surpresa com o estoque de blusas iguais que eu tinha. Por fim, bem lá no fundo da mala, achei uma blusa de alcinha também preta, mas diferente das outras tinha umas rosas vermelhas estampada na frente. - Vai ser você mesma. - Falei para blusa enquanto a vestia. Puxei de baixo de minha cama o baú no qual tinha vindo os presente de meu pai e retirei de lá minha espada curta, porém extremamente ágil e minhas adagas que também estava guardadas ali, prendi as mesmas em meu cinto e após colocar a corretinha na qual estava o amuleto que também havia sido presente de meu pai, caminhei em direção ao refeitório.

Moço, tem um pouco de chocolate em seu rosto. - Falei enquanto cutucava o garotinho que havia chegado no acampamento à bem menos tempo que eu. - É, aí na sua boca mesmo... Isso! Agora está limpo. - Continuei lhe dando instruções, tentando evitar dizer claramente que sua cara toda estava suja de chocolate, qualquer um poderia achar que era barro se não fosse pelo cheiro extremamente enjoativo que vinha dele. - Bem melhor. - Falei sorrindo, na esperança de que ele parasse de me mostrar seus dentes cheios de chocolate. - Olha, eu preciso ir... - Levantei-me de maneira rápida e comecei a correr na direção do arsenal enquanto gritava por cima do ombro. - Nos vemos por aí! - A esta altura eu já estava longe demais para ser ouvida pelo mesmo, e ria descontroladamente. Aquela devia ter sido a situação mais constrangedora e "no sense" que eu já havia presenciado ali até o momento. Parei por um momento, e deixei-me cair ajoelhada na grama, enquanto, com a mão na barriga tentava controlar o acesso de risos. Quando considerei que já conseguiria andar sem sair cambaleando feito um bêbado, levantei-me e voltei a correr em direção ao arsenal. Finalmente, havia chego no em meu destino, adentrei o lugar correndo e pulando algumas armas que estavam jogadas no chão. Apanhei um escudo de bronze lembrando-me que eu precisava comprar um próprio em breve e sai caminhando na direção das arenas.

[...]

Quanto mais me aproximava, mais ficava impressionada com a quantidade de campistas e como havia aumentado nas últimas semanas. - Esses Olimpianos... Não perdem tempo. - Resmunguei com um sorrisinho nos lábios. Como não tinha nenhum instrutor conosco, sai caminhando em direção ao galpão que também estava abarrotado de gente. As vezes eu precisava sair correndo para não levar uma correntada nas pernas, ou então umas "adagadas" no rosto e assim por diante, afinal, a diversidade de armas naquela arena que agora parecia pequena com tantos monstros e campistas era imensa. - Certo, algo ao meu nível... - Falei  e comecei a bisbilhotar as caixas na qual estavam presas os monstros. - Ah! Que se dane! - Praguejei e abri a caixa imensa que estava a minha frente, sem maiores demoras disparei correndo de volta para a arena, tive apenas tempo de ver o demonho imenso voando em minha direção e então tentando arranhar-me. Ergui meu braço esquerdo no qual estava o escudo, protegendo-me e tão rápido quanto levantei-o, abaixei e joguei meu braço direito na direção das pernas da galinha-gigante-alada também conhecida como harpia que tentava me atingir. Podia considerar que meus reflexos e defesa haviam melhorado bastante, afinal, eu jamais conseguira antes me movimentar tão rapidamente como estava fazendo naquele momento. Ergui novamente o escudo e decidi que seria melhor se ela aterrissasse.

Fiquei correndo de um lado para o outro  enquanto o bater de suas imensas asas faziam uma quantidade considerável de terra levantar-se ao nosso redor. Tossi para retirar o pouco de areia e terra que eu havia quase engolido de minha garganta e boca e voltei a investir contra o animal que agora estava voando mais baixo. Corri em direção aos seus pés de galinha gigante e desferi um golpe certeiro com a espada, que pareceu tremular embaixo de minha mão e alongar-se alguns centímetros. Lembrei-me do que havia descoberto sobre como a arma reagia em combates, e fiquei orgulhosa por estar conseguindo usufruir devidamente do presente. - Ei sua galinha gigante - Gritei na direção da harpia. - Você é realmente ruim de mira hein? - Berrei novamente, e voltei a investir contra esta, que agora tinha uma fina camada de sangue escorrendo de seu pé. Antes que eu sequer pudesse pensar, recebi um golpe das enormes unhas em meu rosto, cai de cara no chão e ao sentir a ardência espalhando-se por meu rosto, tive certeza de que não havia sido um corte tão pequenininho assim. - Maldita! - Berrei e rolei para o lado bem a tempo de evitar um ataque que teria acertado minha cabeça e socado-a terra à dentro. Rolei novamente ganhando uma certa distância e aproveitei o momento de distração da harpia para levantar-me e desferir um golpe em seu seio.

O monstro gritou, de surpresa e ao mesmo tempo de dor. Um sorriso macabro dançou em meus lábios, então, desferi um golpe desta vez em sua face. - Sim, grite. - Falei sem nem mesmo perceber, e sorri de maneira perturbadoramente dissimulada. Continuei e a desferir golpes, eu sabia que o monstro estava tendo belas alucinações, efeito do veneno presente em minha espada. A esta altura a harpia não fazia nada além de tremer e gritar, enquanto batia suas asas sem realmente conseguir sair do lugar. - Não é extremamente agradável acertar rostos? - Perguntei em murmúrio. Desferi um novo golpe, desta vez em sua asa, minha espada já estava com quase 1 metro de cumprimento e ainda assim, extremamente leve em minha mão. Observei a figura contorcendo-se e tentando me acertar com suas garras e por fim, decidi acabar logo com aquilo. - Certo, eu estou boazinha hoje. - Cravei minha espada no coração da harpia e desci-a sem piedade, rasgando-a. Muito mais cedo do que eu desejava, a harpia se desfez em pó dourado. - Boa viagem de volta ao inferno. - Resmunguei, antes de cair de joelhos. Estava exausta demais e somente agora havia percebido isto. Caminhei até a sombra de uma árvore e sentei-me ali, quando senti-me suficientemente forte, levantei-me e voltei para o chalé.
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Bae Sung Jae em Dom 15 Dez 2013 - 22:58



Não tinha um grama de humor. Era meu primeiro dia no chalé de Atena e não sabia se tinha como ser mais zombada do que já fora de manhã. Havia acordado com sons de língua de sogra e um chapéu de aniversário em minha cabeça. John dizia que eu finalmente havia sido reclamada e me entregou um bolo com cobertura verde e uma coruja desenhada, feito pelo próprio, me dizendo que a dica de meu progenitor estava neste. Bianca estava lá, tendo trago os chapeis e línguas de sogra e Richard pulava ao meu lado dizendo que era meu irmão. E este mesmo, ao me apresentar o chalé algumas horas depois, dizia coisas como: “Este é o chão; e esta é a parede. Daqui para frente, só use verde”.

Sentia uma saudade doída de Carlton. Queria ir para casa, mas Baco não iria aprovar algo assim. Era isso; fugiria dali e hoje. Peguei uma caneta e escrevi um bilhete “Se dizer algo para Baco, seu fauno loiro estúpido, juro que explodo sua garganta com aquela 9mm”. Sim, isto era meio sociopata, mas o quão diferente os adolescentes daqui eram disso?

Apenas John sabia que eu guardava nos confins de minhas malas uma pistola 9mm; havia trago clandestinamente para o acampamento quando voltei do hospital de Lincoln. Ganhei esta de aniversário quando o amigo do meu pai adotivo, responsável por mim após sua morte, visitara eu e Carlton para matar saudade. Com alguns direitos de sargento do exército britânico, comprou uma dessas para ambos, dizendo ser apenas para defesa pessoal. “Nova York tem fama de ser perigosa” ele dizia paranoicamente - se bem que agora concordo há tempos.

Coloquei esta na minha mochila e, porque não, as porcarias místicas existentes em atacado que recebi da minha mãe, pensando se por acaso encontrasse alguma alfandega grega e isso seria um crachá para alguns biscoitos ao lado de algum centauro ou uma armadura de bronze da constelação de Pégaso para proteger Atena. Nunca se sabe.

Pinheiro de Thalia, pegar carona para o oeste de Long Island, não deve ser tão difícil” falei a Ozymandias, minha coruja. Ela ainda era um filhote desengonçado e olhou para mim com aqueles olhos desproporcionalmente grandes e fofos para seu rostinho minúsculo, sem compreender. “Volto logo, tudo bem?” acariciei-a com o dedo indicador.

Lembro-me de perder o rumo. Achando ser o pinheiro de Thalia - eu definitivamente não tinha ideia da posição dos locais no acampamento-, acabei parando na Floresta Negra. Olhando para trás e percebendo que a frente não havia mais lampiões, cheguei à estúpida conclusão que sendo um lugar tão sinistro, aquela trilha sem dúvida iria levar para fora do acampamento.

Imaginei como iria atravessar a floresta sem luz, até que lembrei que a inteligência rara aqui tinha visão noturna. Entrei pulando pela floresta e logo quando a luz sumira no fundo, percebi que enxergava tanto quanto em meu quarto à noite. Forçava-os, tentando aprimorar a visão, mas era em vão. Andava devagar, segurando a mão minha pistola.

Ouvi um estrondo a leste e dei dois tiros em sua direção. “Isto, Cecília, o som adorável da pistola não acordaria ninguém” murmurei. Qualquer que seja o causador do barulho, não recuou; escutando novametne, corri a oeste - já que meu destino era neste sentido de qualquer forma. Por enxergar praticamente nada, não estava lá muito mais rápida que o som.

Após muito tropicar, bater e cair, o som se revelou um minotauro; quase praticamente 3 metros, bufando atrás de mim. Virei e forcei os olhos, mas só via um grande borrão preto, ao centro de borrões preto-esverdeados. Contemplando por algum, sem entender, o monitauro me estapeou, me jogando para longe, me fazendo cair e deslizar, ralando a costas no chão.

Respirei fundo, refletindo. Já tendo entendido o que acontecera ali, levantei e apertei o gatilho duas vezes. As balas bateram na besta e ricochetearam de volta. Senti-me os soldados que atiravam incansavelmente no Incrível Hulk. Neste ponto, corri cambaleando para trás de uma árvore larga a alguns metros. Abri minha mochila, e forçando os olhos novamente, procurei o amuleto de prata de minha mãe. Pegava algo pequeno, mas ao colocar próximo aos olhos percebia que era algo de maquiagem, portanto devolvia e voltava a procurar. Quando finalmente peguei uma pequena esfera prata, estas se desmaterializaram em pó, e tomava a forma de duas adagas em minhas mãos. Legal.

Percebi que eu era demasiada baixinha para atacar algo do dobro de meu tamanho. Pensei em escalar alguma árvore, mas nunca conseguiria nas minhas condições de escuridão. Então aquilo compreendia em acertar o máximo de borrão que conseguia. Vendo que aquilo não era a melhor das estratégias, rezei em uma oração que parecia ser a São Jorge e não tive exatidão se aquilo seria de ajuda. Mas não parei, de qualquer forma.

Ao escutar o bufo do minotauro, respirei fundo e fui à luta. O medo tomava conta de mim e então pedia a Deus, a Atena, a Zeus e a Santos, qualquer pessoa que estivesse lá em cima vendo. O borrão que já tomava uma forma não muito consistente me olhava com olhos brilhantes. Decidi que este seria uma referência para diferenciar de qualquer outro borrão.

Olhava de cima a baixo rapidamente com medo que me jogasse longe novamente – e tentou, mas recuei correndo de ré e caí no chão. Sua mão se aproximava de mim - ou era isso ou eu estava morrendo, pois havia um borrão preto na minha visão que aumentava a cada segundo. Levei a adaga ao peito, com a ponta para cima e o monstro bufou alto. Finalmente um pouco de sorte. Não tentou retirar a adaga fincada, contudo atacou com o outro braço. Desta vez me segurou com a mão e levou na altura do rosto. Tentei libertar meus braços de seu punho, sem sucesso, e então gritei fino e alto, vendo se regia como a Quimera. Também sem sucesso.

Tentei mover minha mão com a adaga, para cortar a palma. Consegui apenas raspar e relaxar a força do punho; o que era suficiente para puxar os braços e fincar a adaga em seu pulso. Tendo aberto a mão um pouco mais, sai deste e tentei me equilibrar em pé em cima qualquer região do monstro. Tendo conseguido, finquei e retirei várias vezes em todos os lugares que eu enxergava deste borrão – errando e cortando o ar um par de vezes – até perceber que acertei o pescoço, pois o sangue esguichou e banhou-me.

O monstro logo caiu no chão e virou pó mágico da Sininho. Respirei fundo e alto para o breu e decidi que a saudade não valia isso. As adagas voltaram a ser um pequeno amuleto e portanto guardei a pistola e este na mochila, e voltei em direção ao sul, para os chalés, mancando contra a escuridão, procurando um feixe de luz.

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Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp):35  .-. Justificativa: Eu simplesmente amei o modo que você escreve, o modo que descreve as ações da personagem e de tudo o que acontece ao redor, mas, sinceramente eu estava esperando muito mais no desenvolvimento do treino.  
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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Cordélia Winthrop Scott em Seg 16 Dez 2013 - 15:26

Treino de Combate a Monstros



Cordélia achava engraçado o fato de existir uma arena destinada ao combate de monstros. Bem, ao seu ver, todos gostariam de ficar o mais longe possíveis das mortais criaturas que eles eram, com todas aquelas garras, dentes mal cuidados, caretas feias e coisa e tal. Logo, ficou surpresa quando soube que deveria treinar lá. Tão surpresa que se pegou encarando a própria adaga (pequena e simples demais) por horas a fio, perguntando-se se aquela coisinha poderia protegê-la do ataque de algum monstro. É claro que, como qualquer semideus, ela já fora atacada antes, mas aquilo era diferente; agora estava ciente de que seria atacada e isso trazia muito mais ansiedade à experiência. Apenas torcia para não acabar com fraturas expostas (ok, talvez estivesse exagerando). — Ah, desculpe. — Pediu ela ao topar acidentalmente com um menino de Hermes. Ele não pareceu se importar, então Cordy apenas continuou andando. O seu objetivo já não estava tão longe: após passar pelos chalés, a arena de combates já podia ser facilmente vista.

O lugar que escolheu para lutar não havia ninguém, e mais parecia um cômodo abandonado. Estava livre da presença de instrutores, mas a semideusa viu isso como uma coisa boa. Tudo ocorreria ao ar livre, é claro, e próximo das jaulas onde mantinham presos algumas das criaturas. Cordélia seguiu primeiro em direção da escolha de seu monstro, pois julgou que assim poderia escolher as armas com mais clareza depois. Conforme passava pelas jaulas e olhava cada um deles, uma expressão dotada de incômodo se formava em seu rosto. Um monstro em especial chamou muita sua atenção pelo simples fato de agir como se quisesse partir a jaula no meio por meio apenas de sua agitação. Era uma porca com asas. Sim, chegamos no dia em que porcos conseguem voar. —  Você não. Poderia arrancar a própria cabeça se eu te soltasse daí. — A semideusa disse à ela e passou a vez. O próximo era nada menos do que uma empousa, isso ela não tinha dúvida. Reconheceu-as em parte por suas garras afiadas, a mistura de mulher, os cabelos em chamas vivas. E por também já ter lutado com uma delas antes mesmo de descobrir ter o sangue imortal nas veias, principalmente. Conhecidas como "vampiras", colocavam medo na grande maioria dos semideuses. Mas não mais em Cordélia. — Vai ser você. — Concluiu e deu às costas para a empousa, que tornou-se agitada com a escolha da loira, e também para a porca hiperativa. Escolheria suas armas agora.

Conforme andava em direção ao arsenal posto alí, mais se distanciava das jaulas com os monstros. Mal podia ouvir seus ruídos, apenas o da porca, que ainda não se acalmara nem um pouquinho. Cordélia esteve com um pequeno receio por conta disso, mas relaxou a si mesma com o pensamento de que aquela prisão possuía um encantamento forte o suficiente para segurar cada uma das criaturas até que alguém quisesse soltá-las. Passou pela coleção de lanças, achando que não seria tão útil contra uma empousa, e chegou nas espadas. Canos longos, curtos, mais pesadas e mais leves. Optou por uma de bronze celestial que quase parecia dizer seu nome. "Um sonho de consumo", pensou enquanto fitava. Só então percebeu que tudo ficara calmo demais. Nenhum som, nem mesmo o da porca. Cordy estreitou os olhos observando seu reflexo na espada, e estendeu-a na altura dos olhos para ter uma visão do que se passava em suas costas. Por ele, pôde ver algo se aproximando... — AAAAAAAH! — Soltou um grito alto e claro ao desviar-se para o lado e evitar um encontrão com a porca voadora. Com o movimento brusco, a criatura derrubou alguns escudos e provocou um barulho mais alto do que ela mesma fazia. — VOCÊ ESCAPOU? — Gritou mais uma vez a semideusa, tateando freneticamente à procura da espada recém escolhida. Não achou-a, então teve de virar-se com a adaga que escondera em uma das botas. Agora parecia que a porca decidira que a presença da indeterminada era importante, pois voava novamente em sua direção. Com. Toda. Sua. Força.

Saia daqui, sua maldita! — Sibilou a loira ao desviar-se novamente dela. Pelo canto do olho, pôde ver a jaula, antes ocupada pela Camoniana (um nome engraçado para uma porca), com a porta escancarada. Se alguém abrira a passagem para ela ou ela mesmo conseguira tal feito, Cordy não sabia, mas tinha a certeza de que deveria agir rápido. Partiu correndo então por todo o campo em aberto, o sol já causando uma singela vermelhidão em sua pele translúcida, com a porca em seu encalço. Deveria prendê-la em algum lugar, pensou, mas onde? De volta na jaula seria a decisão óbvia. Mas primeiro deveria... — Ops! — Quase batera com o nariz em uma coluna, e realmente teve sorte em desviar, mas a porca não fora tão rápida assim. Cordélia avistou uma escadaria feita à madeira e para lá correu, subindo e tentando não tropeçar nos próprios pés. A porca já estava consciente novamente, pois voltava à todo vapor atrás dela. A menina viu ao longo de um corredor diversas portas, também feitas à madeira, e agradeceu mentalmente pela primeira checada estar destrancada. A manteve entreaberta para ver quando a porca passar voando. E quando a criatura fez exatamente isso, abriu-a e gritou um "SURPRESA!", envolvendo a porca com os braços com toda a força e ser arrastada junto com ela, já que não parara seu percurso. PARA! — Gritou, mas obviamente sendo ignorada. Junto com a porca, foi lançada ao chão abaixo da varanda, caindo de uma altura alta o bastante para todos os seus ossos reclamarem com vontade.

Com as duas ao chão, a porca passou a tremer descontroladamente, tentando com todas as forças recuperar a "estabilidade" - se é que possuíra alguma - mental. Cordélia fez a primeira coisa que lhe veio a mente: mesmo sendo magricela demais e estando com dor, jogou-se por cima da criatura com o intuito de mantê-la no chão. — Fi-ca! — Gritou em plenos pulmões, pois realmente estava difícil de segurá-la. Ah, e foi aí que o pior aconteceu: a porca virou-se e voltou a voar. Tentando segurar-se em suas patas e não levar uma baita queda, Cordélia foi erguida no ar e levada à uns 5 metros de altura do chão. Mantinha os olhos fechados com força, denunciando seu terrível medo de altura, e não conseguia nem mesmo gritar por conta do desespero sentido. Seus pés balançavam freneticamente e isso era o que mais ela deveria ter evitado fazer. Iria morrer.

Como toda semideusa orgulhosa, Cordélia também não iria desistir antes de tentar. Apesar de desarmada, ainda possuía duas mãos em perfeito estado e ela havia feito uma refeição generosa naquela manhã, dando-lhe forças. A Camoniana ainda voava em alta velocidade, subindo cada vez mais, mas a garota obrigou-se a abrir os olhos e olhar para cima, fitando a gorda barriga da porca. Tentou puxá-la para baixo, sem sucesso, fazendo os próprios pulsos doerem. Ela estava quase pensando em um plano, como o de se soltar daquela altura e torcer para não quebrar nada, mas ouviu um assobio cortar bem próximo ao seu ouvido. Apenas soube que era uma flecha quando a porca gemeu em dor e agonia, fraquejando no voo. Não deu tempo de olhar para baixo, pois os deuses lhe deram essa deixa para escapar daquilo: então, segurando-se mais firmemente pelas patas da Camoniana, fez a maior força possível para cima, como se quisesse montar nela. Isso pareceu provocar ainda mais dor na porquinha, que gritava em alto e bom som, dando dor de cabeça em Cordélia. — Calada! CALADA! — Gritou ela, fazendo mais força ainda. Quando achou que finalmente conseguira e iria dar um passeio em um porco voador, as duas despencaram dos céus em uma agoniante queda. — AAAAAAAAAAAAH! — O grito de Cordy transformou-se em um berro, mas o impacto não aconteceu. Sentiu um impulso embaixo de sua coluna, seguido de alguma coisa grande e sólida apoiando-a em pleno ar. Abriu os olhos e olhou ao redor freneticamente, procurando por alguém, e tudo que viu foi a porca se esborrachando no chão. E quem a salvara? Era... — Um pégasus?! — Com o instrutor da arena dirigindo o mesmo, é claro. Isso deixou Cordélia no mínimo ofendida. — Eu não precisava ser salva! Estava cuidando daquela Camoniana muito bem sozinha! — Ouviu-se reclamar para o outro, que parecia divertir-se com a situação. — Sim, sei... você se virou perfeitamente sozinha.



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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Seg 16 Dez 2013 - 23:05


the fucking fight
hasta lo acampamento, hahahahahaha, no!
Espera um pouquinho aí. Deixa eu ver se eu entendi direito. — Falei, largando o meu machado médio no cinto, e erguendo ambas as mãos fronte ao peito, para recapitular o que Olivier (meu sátiro) e Fawn (a garota da árvore) explicavam exatamente o que a última era. Olivier era um sátiro desajeitado e com cara de criança, que tinha aparentemente uns dezessete anos por conta de seu porte mais avantajado em questão de músculos, com cabelos cacheados que cobriam seus chifres e a parte inferior do corpo igual a de um burro... béééé, ooops, bode. Fawn era uma garota que tinha cabelos cor de cereja e feições fofas de fada e enormes olhos castanhos. A única coisa que denunciava que ela não era uma humana era o modo de se vestir, característico de uma cultura antiga, com uma túnica grega leve, bonita e de coloração rosa bebê, com sandálias de gladiadora. — Você é um espírito da natureza, você é tipo... uma ninfa... ninfa da cerejeira. E não pode sair do parque porque sua fonte de vida está aqui. — A ninfa revirou os olhos e Olivier bufou de alívio, ambos dizendo em uníssono um cansado "Até que enfim.". Notando a mesma fala, ambos olham um para o outro e coram, desviando o olhar. Cruzei os braços e olhei para os lados, observando de relance todo a área do parque em Manhattan que eu podia enxergar, batendo o pé impacientemente no chão. — Que legal o momento de casal feliz de vocês, mas dá pra me dizer porque paramos o percurso? — Questionei ambos, já que Olivier parou por uma hora para conversar com Fawn, sem exatamente me dizer o porquê. "Já lhe disse, estou farejando um monstro que está nos perseguindo desde Albany e está se aproximando. Logo vai nos alcançar e nos pegar de surpresa. Temos que acabar com esse antes de prosseguir." Suspirei pesadamente e assenti quando Olivier propôs fazer uma patrulha pelo enorme parque, farejando o monstro que nos rondava, e disse que Fawn ficaria de olho em mim. — Claro, uma ninfa da cerejeira vai cuidar de mim. — Sentei-me no gramado, sentindo-me uma criança rebelde e teimosa que não podia sair do cantinho do castigo. Ninguém merece! [...]

Um farfalhar da relva chamou a atenção de Fawn há alguns metros à direita enquanto ela terminada de trançar uma coroa de cerejeira para mim. Ela prendeu o ar no peito e apertou meu ombro, levantando-se enquanto me advertia. "Fique aqui." Eu estava prestes a protestar, dizendo que iria com ela, porém ela me cortou e disse: "Eu já volto, vou ver o que é. Você fica aqui." — Tá. — Reclamei com azedume enquanto via a ninfa desaparecer em fumaça rosada e deixando o cheiro de flor de cerejeira para trás. Segundos depois, um sibilar atrás de minhas costas faz minha espinha gelar e levantar-me num pulo, virando-me para trás para dar de cara com uma dracaenae pronta para lutar. Retirei duas adagas emprestadas da liga que as pendurava com a parte plana firme em minha coxa, colocando-me em posição de guarda. O brilho dos olhos de híbridos de mulher e cobra, como essa, mostra o quão racionais elas poderiam ser apesar de seus instintos; sendo muito pensantes, sabia que eram. Ao mínimo movimento que eu executei ao dar um passo a frente, com as adagas presas pelo punho, o híbrido avançou veloz até o local onde eu estou, fazendo-me oscilar por um instante até que eu não tenho mais tempo para investir o primeiro ataque à ela, o que lhe dá a dianteira para me golpear com algo enorme que pertence a parte inferior de seu corpo, comprida e pronta para me derrubar. Essa joga seu pesado rabo/perna de cobra contra a lateral de meu corpo, na altura do quadril com o a fim de me derrubar já no início da batalha; mas meu transtorno de déficit de atenção me faz me jogar num mergulho por cima de sua cauda ainda em movimento e no sentido oposto a esse, e minhas pernas se ergueram conforme essa parte do corpo da criatura dava seu giro de setecentos e oitenta graus em relação de onde ela estava antes, enquanto para amortecer a minha queda, os meus antebraços tocam a relva do parque, me permitindo rolar numa cambalhota em solo para escapar da investida.

Não exatamente parei de pé, entrementes continuar agachada me deu a chance de também investir contra seus membros inferiores. Suas pernas com a superfície escamosa de uma víbora estavam a uma distância considerável de onde meus braços poderiam alcançar, então logo após minha desvencilhada, me encontrando com o corpo encolhido ao solo de modo defensivo, invisto num movimento giro horizontal do braço direito, com a ponta da adaga voltada para o mesmo sentido do percurso da guarda direita, tentando-lhe golpear com a lâmina no local onde ficariam suas panturrilhas (se fosse humana), da esquerda para a direita (no sentido dela). A dracaenae é com certeza um ser mais racional do que as outras criaturas, já que teve a decência de recuar para trás antes que minha adaga conseguisse fazer algum ferimento mais profundo do que um leve raspão que não influenciaria em um movimento com as pernas, e vendo que ela percebe que eu havia escapado de seu primeiro golpe, ergui-me de onde estou e tento me deslocar para distância segura da cobra antes que ela investisse algum ataque contra mim novamente. Sua cauda novamente tenta chicotear contra mim, e no meu movimento de retrocesso, está me atinge na altura do estômago, me jogando para trás e me fazendo cambalear perigosamente na areia. O corpo dela bloqueou uma boa parte da visão que eu tinha da luz do sol, o que dificultou bastante a minha guarda e ofensiva. Respirei fundo, tentando recuperar o ar que me foi tirado, mantendo a calma e tentando me manter em posição calculista. Meu tronco queima, bem na região em que a dracaenae batera seu rabo, mostrando um vergão vermelho e chamativo em minha pele, por debaixo da roupa. Foi um golpe de extrema força  ─ OK, quer jogar comigo? ─ Perguntei, num tom carregado de raiva que eu nunca desconfiaria estar contida em mim.

Apostava que na força eu não poderia investir contra a mesma, porém eu ainda era um tanto rápida e poderia conseguir alguma coisa que não fosse apenas apanhar de uma criatura mitológica e patética. A dois metros da híbrida, agarrei-me as minhas adagas que até então eram as minhas esperanças, avançando três passos no início de uma corrida, vislumbrando a criatura avançar em um passo e investir seu braço direito contra meu rosto. Com todo o peso que poderia reunir, flexionei os joelhos e curvei minhas costas para frente num curto período de tempo, enquanto a salamandra ainda encerrava seu ataque com o braço, me mantive reta novamente (desta vez, atrás da dracaenae) e num movimento com a lâmina posicionada verticalmente, meu braço esquerdo ergueu-se a minha frente num arco largo, esticado e de baixo para cima, mantendo o punhal da lâmina firme na mão para que ela não oscilasse ao acertar a carne da salamandra. Metade do aço afinado transpassara por uma parte dentre as costas e o braço que se encontravam agora do meu lado direito, liberando um sangue brilhoso e metálico que as criaturas liberam quando feridas profundamente. Me aproveitei do tronco da mulher cobra ferida nos ombros virado para meu lado direito, girei o corpo de modo que eu não colidisse com a fera e me desloquei para sua retaguarda, no entanto não estando a tempo de atacá-la pelas costas, já que ela vislumbrou meu percurso para o outro lado de costas para uma castanheira, ela se virou novamente para mim, em guarda com os dois braços erguidos em minha direção.

Vai pastar, sua vac... Não, pera! ─ Exclamei. Péssimo momento para lançar uma sentença de provocação, já que perdi tempo, concentração e o movimento de uma das cauda da criatura que me levou ao chão, quando a cauda da meio-réptil acerta com brutal força na parte de trás dos joelhos, que não os quebra, mas que me fez oscilar do mesmo jeito. Antes que eu pudesse processar o fato de estar de costas na grama, uma das “pernas” da dracaenae prendeu meu punho esquerdo ao solo, enrolando-se no meu braço, impossibilitando-me de usar a adaga na mão esquerda, porém mesmo assim não a soltei, apesar do ardor da força da criatura contra meu pulso. Tentei desprender meu antebraço do aperto da mamãe cascavel mitológica de meu antebraço, esta ergue a outra cauda e faz menção ininterrupta de que está prestes a imobilizar também o meu braço direito, porém rapidamente tiro este da proximidade do solo terroso, e cravei a adaga da direita na cauda que me impedia de usar a outra guarda, onde mais da metade da lâmina se alojou. Instintivamente ela afrouxara o aperto e me tirara a oportunidade de recuperar minha adaga, porém ainda se encontra acima de mim e podia investir com suas mãos e a sua cabeça ─ não posso descartar essa possibilidade ─ caso eu tentasse me levantar. Meu braço direito se elevou acima a minha cabeça, onde o tronco custosamente a manteve erguida no ar, eu agarrava na lâmina que tentaria dar um giro de dois metros até meu alvo. Tão fácil quanto respirar, meu pulso se ajeitou de modo firme enquanto minha mão se prendeu de modo seguro nas laterais da lâmina da faca, dando brecha para esta voar na hora de minha jogada.

Com a força que consegui juntar, atirei a adaga que se solta de minha mão na metade do percurso que meu braço executa, parando ao lado de tronco, habilidosamente disparada, girando quatro vezes em seu próprio eixo e fixando-se na testa da dracaenae. Ela cambaleou para trás, com as mãos no rosto, me dando uma brecha para tirar a última adaga de minha bainha e levantar-me, com mais espaço livre para executar meu ataque a distância ser que ele erre seu percurso. Com a mão direita presa ao afilamento de prata da faca, joguei minha perna esquerda para frente, erguendo a guarda que portava a arma, deixando-a firme e com brecha na vertical. Um metro de distância, um grande giro e estava acabado. Jogo a adaga, liberando-a do aperto de minha mão quando meu braço atinge um ângulo de cento e oitenta graus em relação ao meu ombro, e vendo o percurso da adaga, que dá um giro inteiro em seu eixo enquanto percorre a distância que me separa da salamandra, em grande velocidade. A lâmina crava em seu peito, de onde jorra uma grande quantidade de pó metálico. A gravidade do ferimento era muita, já que a prata estava inteira alojada no peito da fera, fincada profundamente nos possíveis órgãos da criatura, cujo eu desconheço a existência de um coração. Mas isso não aconteceu antes dela arrancar a adaga do olho e jogar toscamente em minha direção, de onde desviei sem muito êxito em evitar um corte na lateral do corpo, não profundo o suficiente para me matar, porém dolorido do mesmo modo e bem notório. Urrei ao sentir a minha pele ser cortada, levando a mão na área ferida, sem encostar de fato. Apenas evitei olhar esta área, a dor é apenas psicológica e se eu esquecesse, talvez eu deixasse de senti-la. Apenas pó de monstro foi o que restou. Depois de encontrar uma Fawn preocupada, que transformara uma dracaenae muito distraída numa árvore, e um Olivier que não farejava direito as duas dracaenaes que nos seguia desde Albany ("eu estou gripado, não farejo nada direito com o nariz entupido!", foi a desculpa de Olivier); fui tratada nos cortes e vergões de pancadas que havia levado no corpo antes de retornarmos para a nossa jornada até o Acampamento Meio-Sangue, saímos do parque depois de nos despedir da ninfa de cerejeira.

OFF: Época antecedente à chegada de Arabella ao acampamento, com o sátiro a transportando do Texas à Long Island.

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Re: Treino De Combate a Monstros

Mensagem por Julia Heit Adams em Ter 17 Dez 2013 - 11:50


Vamos treinar?
The Queen of Fear

 Com toda a determinação que eu conseguia juntar naquele dia, traduzindo, nenhuma, com toda a força de vontade que Quíron conseguia impor sobre mim, traduzindo, nenhuma também, com toda a fome e vontade de voltar a meu chalé que eu tinha, traduzindo o que eu tinha era só sono e fome, eu já era sonsa e meio lerda por natureza,acho que isso eu tinha ganhado uma praga de Poseidon pelo convívio com seus filhos, aquele colete era pesado, aquela espada mais ainda, eu bocejava a cada dois minutos, atrás de mim Quíron me empurrava para que eu apresasse meus passos, ele me olhava severo e eu bocejava, acho que pela milésima vez. - Fobos saberá da sua preguiça Srta Adams. - Revirei o olhar, como se papai fosse aparecer e baixar o santo e me obrigar a treinar, ele mal tinha tempo pra brigar comigo por com de minha curta vontade de frequentar os treinos, ele mandava Lyra fazer isso u.u Eu continuei meus passos calmos e preguiçosos rumo a sei lá aonde, parecia ser a Arena, de fato, era mesmo a Arena, o caminho foi bem silencioso,pelo menos de minha parte, Quíron por outro lado vinha me dando lições de moral de como ser uma campista exemplar, eu? Apenas ignorava o fato e continuava andando, silenciosa.

Ao pisar na arena , o sol batia fraco cobre nossas cabeças, do outro lado em uma jaula uma criatura que eu podia destingir muito bem e que me fez engolir seco, um cão infernal, Hades ... Um amor de deus, Quíron se afastou alguns passos, Centauro filho de uma mãe, olhei pra ele e depois pro cão. - Boa Sorte, que os deuses a protejam. - Tirei o olhar dele, ouvi seus passos se afastando de mim aos poucos até por fim eu ouvi-los bem longe, me aproximei alguns passos , minha garganta estava seca por alguns segundos, eu pisei mais a a frente e parei, olhei a espada em minha mão direita e depois o cão 1...2...3

A criatura vinha pra cima de mim em uma velocidade monstruosa, em um piscar de olhos já estava diante do meu corpo prona pra me matar, correr seria o menos provável, segurei minha espada com as duas mãos, meus olhos cerrados e quase cuspindo o medo que eu tinha dentro de mim, girei 360° deixando que meu peso decaísse sobre a espada para que acertasse em cheio o cão, mas ele era mais rápido que eu, o movimento só bastou pra jogá-lo pra longe, não longe razoavelmente perto, Argh! Me afastei alguns passos, trêmula, medonha, fraca, tentei engolir minha própria saliva mas minha garganta continuava seca como antes. O cão se colocou de pé correndo em minha direção , passos mortíferos pronto pra dilacerar minha carne e matar-me o mais rápido possível, Hades deveria estar rindo de mim se pudesse ver a cena, eu parecia covarde, boba. Engatei uma corrida sem chance de ser vencida pelo cão mas eu tinha meus planos, ele acelerou estava quase perto de mim, pulou, acelerei minha corrida que não valia pra muita coisa, quase escapei, mas ele pegou minha perna direita, como doeu na hora, mas eu tinha que superar as dores se quisesse ser uma boa heroína no futuro ,"Seu pai tem vergonha de você, você é uma guerreira fraca, ele sempre vai preferir seus irmãos" Alguns pensamentos assolavam minha cabeça e me deixavam pior ainda, o sangue em minha perna, era visível, vermelho, chamativo, eu não via mais Quíron, só estava eu, a merce de minha própria coragem e força, eu batia com meu pé esquerdo, mas o cão era mais forte,ele não conseguia morder o suficiente para arrancar meu pé, só para causar alguns cortes que possivelmente me deixariam tonta pela perda de sangue.

Minha cabeça já doía, latejava, eu queria morrer a essa altura, o cão deixou uma brecha e outra pezada o fez soltar meu pé, consegui me levantar enquanto ele passava alguns segundos delirantes, eu mancava, fraca, apoiada na espada, ele veio novamente em minha direção, eu caí, minha garganta ainda permanecia seca, me levantei, ignorei a dor como uma verdadeira heroína deveria fazer, por fim ele pulou em minha direção ,repetir o giro de 360° acertou-lhe em cheio, ele sumiu em uma fumaça, e eu respirei fundo, meus pulmões doíam bastante, escutei um barulho em minha direção, peguei ainda no ar a garrafa de água que ia me acertar na cabeça, abri a tampa e joguei sobre o tornozelo direito, aos poucos a ferida ardeu, consegui me manter de pé, joguei a espada em Quíron com uma faceta altamente irritada. - Você vai precisar de mais do que um pulguento para me derrubar, Quíron. Sou Juliana, a décima terceira na linha sucessora partindo de Liesel, e a atual rainha, nunca se esqueça disso meu caro centauro. - Passei pelo Centauro que tinha uma cara de não tinha entendido nada, ainda com minha espada em mãos, onde eu ia agora? Tomar um bom banho e depois voltar a minha soneca do meio da manhã.


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Fobos - Motivos: Alguns erros com relação a pontuação e poderia ter sido mais criativa.
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Filhos de Fobos

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