Treino de Armas Diversas

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Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:29



Treino de Armas Diversas
Esta arena é disponibilizada para os treinos de escudos, clavas, chicotes, correntes, machados, martelos, lanças, foices, adagas, espadas e outras armas. Estarão disponíveis bonecos de palha (tamanho real), as armas necessárias, proteção adequada e outras diversas coisas que sua imaginação permitir, desde que matenha o foco no nível do seu personagem.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos




Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:45, editado 2 vez(es)
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ginny Van Pallace em Ter 15 Out 2013 - 16:20


The first training
The first time we never forget...
Aria acordou cedo naquele dia. Seu corpo todo doía como se tivesse sido atropelada por um caminhão e pisoteada por uma manada de elefantes. Se levantou gemendo e olhou em volta. Todos os seus irmãos dormiam. "Maravilha!", pensou a menina. "Vou poder aproveitar a água quente!" E então sem mais esperar, correu para o banheiro e tomou um longo banho.
Ao sair do banheiro já devidamente vestida e arrumada, a menina se deparou com seus irmãos carrancudos esperando para entrar no banheiro. A correria foi geral e Aria teve que se atirar para o lado para se esquivar se seus irmãos, que se empurravam e acotovelavam em tentativas falhas de entrar no banheiro. 
A menina então correu para o pavilhão de jantar. 

Depois de muito se empanturrar comer, acenou com a cabeça para seus meio-irmãos e foi em direção ao arsenal. Lá escolheu uma espada simples, porém que se encaixava perfeitamente em sua mão. E enfim foi para a arena. Ali haviam alguns campistas lutando entre si ou contra autômatos.
Os olhos do autômato se iluminaram como uma lâmpada e ele ergueu sua espada. Aria observou atenta cada movimento minúsculo do autômato, porém foi interrompida quando o mesmo brandou sua espada contra o pescoço da filha de Poseidon.
Aria se abaixou em um movimento rápido para desviar da espada e aproveitou para fazer um "corte" em seu joelho. O autômato bufou e a chutou, a lançando não tão longe assim.
O autômato se aproximou da filha de Poseidon caída no chão e brandiu a espada contra ela, que rolou para o lado. A espada do autômato ficou presa no chão onde a morena estivera segundos atrás. Aria aproveitou para se levantar e atacar a lateral do autômato, que desligou automaticamente.

Aria o arrastou para o lugar onde o havia encontrado e suspirou. Seu coração deu polichinelos em seu peito quando uma voz feminina disse atrás dela.
- Eles são dureza, não? - Aria se virou rapidamente, se deparando com uma campista loira. Seus olhos cinzas a entregavam, era uma filha de Atena.
- Ele poderia ter me matado! - A morena exclamou.
- Na verdade, não. - A menina disse. "O que?"; Aria pensava. - A espada é de plástico. 
A loira então pegou a espada do autômato mais próximo e passou pelo próprio pulso, deixando uma pequena marca vermelha, mas nenhum corte. Aria gargalhou, acenou para a menina e voltou para seu chalé, tentando se convencer de que aquele fora um bom treino.







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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Ter 15 Out 2013 - 22:45


Treino de Espadas e Escudos

Como estava no chalé olhando pro teto, resolvi que era melhor eu ir fazer alguma coisa que ajudasse minha vida a ir pra frente (ou não), então suspirei e resolvi ir treinar, que era o máximo que eu podia fazer naquele momento.  Fui para a arena, cheguei lá e já tinha algumas pessoas treinando, vi um garoto parado olhando as lutas e fui até ele, parei na frente dele. - Hey garoto, quer treinar? - Perguntei sem muita paciência. Ele olhou pra mim de cima a baixo, e aquilo estava começando a me irritar. - Claro. Você é filha de quem? - Perguntou com um sorriso sorrateiro nos lábios. - Sou filha de Hécate... - Falei querendo dar um fim aquela conversa.

O garoto sorriu e ele apontou para uma espada e um escudo que estavam jogados no chão ali perto, dei de ombros e fui pegar... A espada e o escudo eram comuns, tais como os do garoto, então estávamos de igual pra igual. Depois de pegar a espada e o escudo me pus na frente do menino em posição de ataque. O garoto não perdeu tempo começou a atacar, a força do golpe dele foi tão grande que meu braço esquerdo, o braço que eu estava segurando o escudo ficou completamente adormecido.

Olhei para o garoto e ele estava com um sorriso travesso no rosto, desferi dois golpes no garoto um de frente e outro a esquerda, ele não foi rápido o suficiente para se proteger dos dois golpes, com isso consegui fazer um corte não muito fundo, em seu braço esquerdo. Ele me olhou com raiva e eu sorri pra ele, ele não sorriu só desferiu três golpes em mim, de frente, esquerda e direita, fiquei impressionada com a agilidade do garoto.

Consegui me defender do golpe esquerdo e do de frente, ele consegui atingir meu braço direito deixando um corte profundo ali, senti o sangue quente escorrer e estava começando a arder também, ignorei a dor do braço e contra-ataquei, dei uma cortada por cima do ombro do garoto, fiz isso tão rápido que o menino não conseguiu se defender, então consegui deixar um corte profundo em seu ombro, ele me olhou com mais raiva.

Revirei os olhos, o menino parecia ser rancoroso e eu? Não estava nem ligando pra isso, o que importava agora era ganhar dele, nem esperei ele contra-atacar, com toda a minha força bati no escudo do garoto, com a intenção de fazer o escudo cair e com sucesso, o escudo caiu no chão, sorri travessa para o garoto, vi um pouco de medo nos olhos dele, mais logo isso sumiu e ele bateu no meu escudo também, fazendo ele cair. - Agora estamos quites - Ele falou com um sorriso brincalhão.

Olhei para o garoto com raiva, agora era só espada contra espada, senti o suor escorrer por meu rosto e meu braço que estava cortado estava ardendo muito. Mais eu ainda precisava ganhar essa luta, sorri ao lembrar de uma coisa que meu antigo professor de esgrima tinha me ensinado, olhei para o garoto e ataquei, fiz uma seqüências de golpes rapidamente, golpe direto, golpe lateral e golpe por baixo, o garoto não foi tão rápido para desviar de todos os golpes.

Sorri, tinha conseguido fazer dois cortes profundos no menino, um em seu braço direito e um na sua perna, agora sim acho que tinha deixado ele com mais raiva, pois ele tentou atingir todas as partes desprotegidas do meu corpo, na minha opinião agora o garoto estava querendo me matar... Me abaixei quando ele tentou atingir meu pescoço, se ele tivesse conseguido acertar esse golpe, não seria nada bom pra mim e nem para as pessoas que teria que limpar meu sangue da arena.

Com a manobra para tentar livrar meu pescoço, acabei caindo no chão e claro levantei, antes que ele decidisse cortar minha cabeça fora. Bati na mão do garoto com a minha espada, não deu muito certo, pois ele previu meu ataque e nossas espadas se chocaram, já que o garoto era mais forte que eu minha espada que caiu no chão, ele sorriu vitorioso, mais esqueceu de apontar a sua espada pra mim, vi que minha espada estava a alguns centímetros longe.

O menino olhou para onde eu estava olhando e quando eu decidi correr para ir buscar minha espada, ele apontou a sua espada para meu pescoço, sorri e fiz a única coisa que restava... Abaixei-me e dei um soco no meio das pernas do garoto, depois fui engatinhando até aonde minha espada estava. Com sorte consegui pegar minha espada, olhei para onde o garoto estava, ele tava no chão rolando, devia estar morrendo de dor, coitado... Cheguei bem perto dele. - Quer continuar ou vai ficar aí gemendo? - Falei com um sorriso travesso no rosto.

Ele me olhou com raiva e se levantou, na minha opinião aquele garoto era louco, ele sorriu e eu vi seus olhos queimarem de raiva, revirei os olhos e ataquei ele de novo, investi com a ponta da espada, com meu pé direito abrindo caminho com força no chão, estava afim de dar mais impulso ao golpe. Vi o menino sorri e a única coisa que ele fez foi desviar, agora quem estava ficando com raiva era eu, queria acabar logo com isso.

Cortando o ar, comecei a descrever um arco descendente, só que como eu tinha me aproximado do garoto o golpe reduziu a potência da lâmina e a força do golpe, a espada do garoto bateu com um som metálico e formou um "X" com a minha, ele começou a tentar me empurrar para trás, dei alguns passos para trás e afastei minha espada da dele, agora só precisava de um golpe, para distrair o garoto bati com minha espada em seu braço esquerdo, fazendo um corte meio fundo ali e enquanto ele olhava para o sangue escorrendo, com agilidade bati com minha espada na sua mão direita.

Com sucesso, fiz sua espada cair e antes que ele fizesse um movimento para tentar recuperar a espada, chutei ele para o outro lado da Arena e apontei minha espada para a garganta do garoto. - Chega! - Falei tentando parar o treino, claro eu já tinha ganho, mas tinha que admitir que o garoto era bom e mais 5 minutos ali, ele acabaria me matando, mas é claro que eu nunca admitiria isso.

Olhei diretamente nos olhos do garoto, tentando saber se ele iria tentar alguma coisa, mais parecia que não, ofegante me afastei do garoto, devagar fui dando passos para trás ainda olhando para o garoto, nunca se sabe... Ele ainda podia tentar alguma coisa contra mim. Saí da arena e fui para a enfermaria, precisava de um banho e tinha que cuidar dos meus ferimentos.
Thanks Anne Silva @ OPS





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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Qua 16 Out 2013 - 17:52

crossroads and choices deadly
treino de espada

Já fazia algum tempo que estava sentada em um banquinho quando escutei passos se aproximando. Levantei o meu olhar e lá estava ele, o menino da Segunda Coorte que eu havia convidado para treinar comigo. Afinal, era entediante e chato ficar lutando com um boneco de madeira.- Hey Gregório, esta pronto?- falei girando a minha espada em seu cabo, entretanto não era a minha espada que havia encontrado por aí. Ele sorriu confiante e isso me agradava, significava que seria um bom duelo, talvez até poderíamos sair um pouco do estilo romano e tentar alguma coisa nova. Gregório girou a sua espada enquanto me colocava de pé e andava até ela. Nos colocamos de frente um pro outro e em um sinal de cabeça começamos. Ele começou atacando enquanto lançou a sua espada na curvatura de meu pescoço. Eu desviei a minha cabeça para o lado e lancei a minha espada em um ângulo de 45 graus, na altura de sua cintura, porém o menino desviou o golpe com a parte interna de sua espada. Ele me contra-atacou imediatamente enquanto sorria e nossas espadas se chocaram acima de nossas cabeças enquanto nossos ombros se tocaram. Eu também estava sorrindo, gostava me divertir e me divertir lutando era uma das melhores maneiras.

Deferi um golpe rápido no braço dele, mas apenas ele agachou e quando percebi estava no chão. O desgraçado tinha me dado uma rasteira. Antes que ele pudesse ficar por cima arqueei o meu corpo e em um pulo me levantei, logo em seguida bradei a minha espada para cima dele sem nenhuma técnica. Foi fácil para ele defender, mas antes que ele pudesse contra-atacar tentei ficar a ponta da minha espada entre as fissuras de sua armadura. E quase consegui, se não fosse por ele ser rápido e experiente e prever o ataque se desviando no mesmo. Eu não costumava ficar atordoada, mas naquele momento não sei o que aconteceu exatamente, não era de ser surpreendida. Gregório aproveitou e me deferiu um golpe em meu braço. Mordi o meu lábio inferior com força enquanto minha espada caía no chão. Levei a minha mão até a parte de cima do meu ombro e vi o sangue correndo, o corte não era tão profundo, o que significava que ele tinha pegado leve. Aquilo de certa maneira me irritou, odiava que as pessoas tivessem piedade de mim, elas tinha que dar tudo que tinham. Rapidamente me coloquei de pé ignorando a ardência em meu braço e peguei a minha espada, tinha que dar o troco, ou não me chamava filha de Marte. Quando a raiva me dominava, eu costumava ficar mais ágil, embora mais cega também, era uma via de mão dupla.

Girei a espada chamando a sua atenção e ataquei na direção da sua perna, ele recuou, mas logo em seguida deferi outro golpe na direção de seu ombro. Por fim quando ele defendeu e tentou me contra atacar girei o meu corpo e travei as nossas espadas, dando uma cotovelada em seu rosto. Ele ficou meio tonto e então deferi mais golpes rápidos, ele tentou se defender, mas no terceiro golpe ele foi atingindo na altura da coxa. E caiu com um joelho no chão, eu sorri vitoriosa e ele sorriu para mim, como se estivesse satisfeito. Então ele se levantou e mais uma vez veio para cima de mim, ele era um cara durão, os melhores para lutar. Muitas vezes duelar para mim era uma brincadeira, embora sempre me divertisse, mas quando surgiam caras como o Gregório que realmente sabiam o que era lutar, então me concentrava de verdade. Simplesmente porque valia a pena. Ser a melhor Guerreira de Marte, até mesmo melhor que Rômulo, esse era o meu objetivo. Meu corpo já sentia um pouco o esforço do exercício e como sempre estava soada, com certeza ia precisar de uma banho depois. Primeiro precisava superar o menino da Segunda Coorte e por um fim naquele duelo.

Quando nossas espadas se cruzaram pela milésima vez faíscas voaram e percebi que ele tinha aumentado a força e a pressão em sua espada. Curvei a minha mão e girei a espada na lateral do seu corpo. Ele se defendeu com o cabo da sua espada e bradou a espada na direção da minha perna, mas prevendo o ataque pulei para trás, colocando uma certa distância entre nós. Se fosse minha espada normal, a transformava em uma lança e tudo bem, o atacava, a questão era que eu não estava usando a minha espada. Gregório se aproximou com passos rápidos e me deferiu um golpe em diagonal, nossas espadas novamente se encontraram em cima de nossas cabeças. Mas dessa vez elas fizeram um giro de 180 grau. Quando terminaram bradei a minha espada em horizontal e consegui lhe aplicar mais um golpe na sua outra coxa. Apontei então a minha espada em seu pescoço, percebi que ambos estávamos respirando abafadamente. Senti realmente o cansaço em meu corpo e sentei no chão, sabendo que ele não me atacaria. Era uma honra romana.- Valeu cara- falei com um sorriso de canto pro moleque e então me levantei saindo dali, indo em direção à casa de banho.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Clarie Brückner Learmonth em Qui 17 Out 2013 - 20:52


Autômatos? oi?


Acordar com berros da Eve não estava nos meus planos. Não mesmo. Seria tão melhor acordar com o canto dos pássaros, mas não, tinha que ser com os berros da Eve. Algum blá blá blá sobre um de meus irmãos substituir outra monitora e por isso o alvoroço no chalé se manifestou. A verdade é que filhos de Atena sempre estavam pronto para os treinos, até acho que esse deveria ser o lema do chalé. Porque definitivamente era a mais pura verdade, em poucos instantes estávamos de pé e pronto. Estava um clima agradável neste dia no acampamento, os raios de sol inundavam o local por completo, algumas frestas de luz atrapalhavam a visão, mas nada ruim.

A prole toda da deusa da sabedoria caminhou rumo ao encontro de Ethan, para mais um treino. Eu, a ex-monitora chefe do chalé agora estava sendo conduzida por Amandda. Mas ainda assim não sabia ao certo o que estava fazendo, ou o que deveria fazer de sua vida. Vida... um tanto que contraditório pensar que o tenha. Afinal, nunca se sentiu viva o suficiente. Mas deixando de lado toda baboseira de crise existencial, hoje era um dia de treino, e esse treino seria diferente, jogaria toda suas crises, tristezas e quaisquer que sejam os sentimentos em cima de qualquer um que se opusesse a mim. E nesse caso se trataria de autômatos. 

Autômatos e mais autômatos, não aguentava mais ouvir sobre eles em treinos. Pois bem, deveria escolher qual dos equipamentos para utilizar no treino com o homem lata. Espada seria uma boa, mas não treinaria muito bem meus reflexos, lança era mais preciso porém uma vez lançada teria que correr para pegar e voltar a contra-atacar. Adagas, sem dúvida seria uma melhor opção, poderia treinar reflexo, corpo-a-corpo, precisão, dentre outras coisas. Pois bem, seria isso mesmo. Apanhei duas adagas rápidas, calcei em ambos os braços as braçadeiras e respirei fundo enquanto os meninos puxavam os autômatos do galpão. A questão do nível ou velocidade seria peculiar, não seria tola como os filhos de Ares que se sentem os maiorais, nem tão pouco sou novata para utilizar dos primeiros níveis. Ajustei o meu para nível 3, seria na média para os demais.

Ataquei. Minhas mãos moveram-se como se já soubessem o que fazer, indo bater de encontro com a lâmina da espada do meu adversário autômato. O retinir de metal contra metal foi estridente, ainda mais pelo esforço em demasia para que eu ao menos conseguisse erguer um pouco a lâmina. O mesmo tentou me acertar na lateral direita do corpo com a lâmina posicionada na diagonal, de modo decrescente. Usei a mesma tática para impedir a o ferro colidisse com a minha pele, só que a diagonal que minha espada formava era em sentido crescente. Soltei um bufo, já me sentindo um pouco ofegante. Minha franja colara na testa com um pouco do suor, enquanto sentia o vento mais gelado em minha nuca, pelo fato de meu cabelo todo estar preso numa trança bem feitinha na lateral. Ataquei mais uma vez, com ambas as adagas nas mãos na direção do robô, minhas mãos se movimentavam rapidamente tentando, inutilmente, arrancar-lhe a cabeça.

Joguei minhas pernas na direção do tronco do corpo do autômato para fazê-lo cambalear, feito, deu certo. O robô cambaleou para trás me dando a possibilidade de utilizar as lâminas para arrancar-lhe os braços, a lâmina afiada procedera de forma como eu imaginara. Sorri crente que já tinha vencido, mas ele chutou-me a barriga retirando todo meu ar e me levando ao chão, um das adagas voou para longe, tentei rastejar até o local onde ela havia caído mas o autômato se aproximou e colocou seu pé de metal em minha garganta, impossibilitando qualquer movimento, ou quase. Elevei com dificuldade minha mão esquerda que ainda continha a outra adaga, tentando manter o pequeno fio de respiração que ainda permanecia em meus pulmões, finquei a adaga no meio do tronco do autômato, onde estaria seu painel de controle. O robô começou a dar sinal de pane e se afastou. Tossi, tentando manter a respiração de volta, mas levantei meu corpo e corri em direção ao robô, pulando em suas costas e por fim arrancando-lhe a cabeça, para definitivamente destruí-lo.

Sorri para Ethan, que assentiu com o bom treino feito. Respirei fundo, minha respiração ainda não estava boa, por tanto caminhei para a enfermaria para sei lá, receber alguma ajuda. Remexi meus braços para os lados para ter certeza de que nada havia atrapalhado o funcionamento. E então saí do local, sorridente. 

 


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Alicia H. Malkovich em Sex 18 Out 2013 - 18:56

Minha cabeça latejava, talvez pelo fato de ter saído da obscuridade que sempre se encontrava meu chalé. Por incrível que para hoje estava de saco cheio de ficar parada dentro do chalé, e quando digo incrível é porque realmente isso é verdade, passava mais tempo dentro do que fora do chalé. O sol estava extremamente forte naquela tarde. Tão forte que mesmo com as enormes árvores do bosque do acampamento ao meu redor eu não conseguia me esconder de seus raios reluzentes. Era difícil encontrar sombra e eu corria por toda a floresta, queria treinar sozinha por um momento. Quando passei pela Arena, haviam alguns semideuses por lá, treinando. Alguns o faziam em conjunto, outros sozinhos. Existiam, também, aqueles que treinavam com fantoches e os que golpeavam o vento.

Caminhei para longe de todos os demais, como sempre, não queria ficar perto de outros semideuses, o interessante é que deveria ser o contrário, já que por ser filha de Ares o exibicionismo em treinos era nato, mas não era algo agregado a minha pessoa. Respirei fundo, duas, três, quatro vezes, estalei o pescoço segurando-os nas laterais. Estiquei o braço esquerdo rente ao peito e o puxei para mais perto com o direito, repetindo o inverso também. Repeti esse processo dez vezes com cada braço antes de passar para o próximo. Um aquecimento antes seria de muito bom agrado.

[...]

Caminhei para um boneco, o que estava mais longe dos demais, um dos que estavam espalhado pelo bosque após a arena, desembainhei a adaga, a arma havia se encaixado perfeitamente em minhas mãos, mesmo assim, com o treino contínuo a arma se adaptaria ainda mais. Começaria a treinar com golpes simples, que qualquer pessoa seria capaz de fazer. O primeiro golpe foi uma estocada na altura do abdômen, não muito preciso ainda. O golpe atingiu alguns centímetros fora do lugar exato onde eu queria, admito, mas nada tão humilhante assim para uma novata com adagas, não? Exatamente, preferiria mil vezes um treino com espadas do que com um instrumento pequeno.

Insisti mais duas vezes na estocada, aumentando um pouco a velocidade delas. A primeira das três fora lenta, a segunda numa velocidade mediana e a terceira mais rápida. O próximo golpe escolhido foi um corte de baixo para cima começando na barriga e indo rumo ao pescoço. Foi um pouco melhor que o anterior. Aproveitei a deixa do golpe para, com um giro, acertar um golpe com a mão aberta na barriga do fantoche para desestabiliza-lo.

Minha mente começava a trabalhar a pleno vapor, dei um passo longo para trás, tomando distancia do alvo imóvel. Segurei a Adaga com um pouco mais de força e investi contra o boneco, golpeando novamente o mesmo, agora da direita para a esquerda. Sentia como se o sangue divino que corria em suas veias e que tinha total conhecimento facilitavam em certas coisas. Talvez todo semideus tenha nascido com um dom que o permita sobreviver nas situações mais adversas e, por isso, aprendiam certas coisas de modo mais fácil.

Sendo ou não por influencia do sangue divino, sentia  como se pudesse ir um pouco mais longe sem se preocupar tanto com o cansaço. Começou a se utilizar um pouco de combos, então. A cada golpe com a adaga, usava algum outro golpe com a mão vazia ou chutes e pontapés para aproveitar as defesas baixas do “adversário” por causa do primeiro golpe dado. Intercalava os ataques com movimentos defensivos, como utilizar a adaga para bloquear uma arma invisível que almejava atingir-me, abaixar para desviar de um golpe ou até mesmo girar para o lado para evitar o ataque. Aproveitava a deixa ainda para às vezes tentar passar uma rasteira no fantoche, apesar de saber que este não iria cair.

Por fim, o suor tomava conta de meu corpo, minha franja colara na testa, minha respiração estava ofegante, girei o corpo uma ultima vez e finquei a adaga no centro de seu corpo, onde ali deveria existir um coração. Deixei um sorriso escapar entre meus lábios. E então caminhei de volta ao chalé, esperançosa por um longo banho para acalmar.





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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Victoria Gipsy Kolling em Sab 19 Out 2013 - 12:58



Aquela noite não tinha sido fácil, eu e a Eve passamos grande parte da noite limpando o chalé 6, que devia naturalmente ser limpíssimo. Mas não é tão limpo assim. Os livros, juntavam muita poeira. Os papéis velhos e o chão totalmente encardido. Não foi fácil, teria sido se mais sete pessoas pelo menos fossem ajudar, mas não aconteceu. 
Naquela manhã, acordei mais cansada do que nunca. Parecia como se uma noite de descanso não tivesse solucionado o cansaço. Dava para perceber a galáxias minhas olheiras e os orbes cansados da limpeza mais treinos. Mas não podia faltar nos treinos agora que era a mais nova conselheira de chalé, tinha de ser um exemplo. Então, assim que acordei pendurei uma enorme faixa na frente do chalé de Atena escrito em letras garrafais: "DIA DE LIMPEZA DE CHALÉ". 
Logo depois de pendurar a faixa, tratou de parecer uma conselheira, pôs (a horrível) blusa laranja do acampamento, que residia no fundo do armário. Não demorou para sair do chalé, cansada e orgulhosa de mim mesma. Passei rapidamente pelo chalé de Deméter, que parecia estar extremamente ocupados em limpar cada centímetro do chão do chalé, encardido de terra. O chalé de Afrodite, como sempre, estava cheirando a detergente e amaciante barato. 
Após dar uma olhada nos chalés, percebi que o chalé de Atena estava longe de estar perfeitamente limpo, como nos outros chalés. Rezei internamente que meus meio-irmãos vissem a enorme faixa e deixassem o lugar um brinco. Tirei a limpeza de chalés da cabeça e rumei para a arena, pronta para um treino matinal. Tinha deixado meu arco no chalé, ele merecia um descanso prolongado desde a batalha com a Dracaenae do dia anterior.
Na arena todos pareciam tensos e inquietos. Não estava o melhor clima no acampamento, chegado o rumor que a Deusa Hera havia tido um filho com um humano,- o que era sem sombra de dúvida - , algo muito estranho. Ignorei isso e tentei esconder meu cansaço, que era evidente. Peguei um escudo e uma espada comum, que estavam jogados num canto qualquer.
Estreitei os olhos, procurando um parceiro, não demorou para alguém me escolher. Era um garoto normal, com algumas cicatrizes no rosto e nos braços. Ele perguntou se eu gostaria de treinar com ele, e apenas assenti com a cabeça. Eu e ele rumamos para a arena, nos preparando para atacar. "Damas primeiro." - ele disse, antes de desferir um golpe meu. Sorri, era exatamente o que queria. Minha estratégia já estava bolada, deveria ficar na defesa e quando menos esperasse atacaria destemida.
Mas não era fácil assim desferir os movimentos do garoto, ele atacava com seriedade e precisão, meu escudo conseguia aguentar, embora machucasse um bocado meu braço esquerdo. O menino conseguia de todo jeito tentar me provocar para eu atacar, coisa que tinha certeza que não faria tão cedo. Ele precisava se cansar o suficiente. Porém, era muito cansativo também desferir seus golpes tão certeiros, que conseguiram ferir meu ombro e meu antebraço. 
Estava cansada e ele também, queria acabar logo com aquilo. Então, no momento em que ele ia dar seu golpe final, contra meu braço esquerdo, para arrancar de mim meu escudo, recuei para o lado oposto de seu golpe, para com minha espada golpear seu ombro e abdômen. O garoto não teve tempo suficiente para se defender precisamente, assustado com o meu golpe certeiro. Ele estava ofegante, e eu também. Mas meu orgulho não deixaria barato, iria vencer aquela luta, custasse o que custar. 
Quando o garoto estava tomando fôlego e defendendo todos os meus ataques, recuei, sabendo que ele iria me atacar naquele momento. Quando ele atacou, deu um longo passo para frente, que desferi naturalmente. Desarmado, ele me olhou nervoso da cabeça aos pés e perguntou: "Filha de Atena, não é?" - depois de assentir a sua pergunta. Com o treino finalizado, saí da arena, rumando para a enfermaria, aqueles ferimentos dariam trabalho.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Christina R. Lockhart em Dom 20 Out 2013 - 15:26

die, motherfucker

Com toda certeza, treino de espadas, adagas e escudos é era um dos meus treinos favoritos, pois permitia que eu liberasse toda a minha raiva de alguém em um boneco de palha - embora fosse a mesma coisa fazer isso com um monstro, mas enfim. A necessidade de extravasar ira me levou até a arena, acompanhada de uma adaga simples de bronze. Separei quatro bonecos de palha e os posicionei lado a lado e me concentrei, observando os bonecos sem face e mentalmente adicionando a face de algumas pessoas neles. Respirei fundo antes de gritar e pular no pobre e indefeso boneco, segurando sua cabeça e esfaqueando seu tronco. - AAAAA, Morre! Morre! Morre!. Não demorou para que o boneco fosse reduzido em palha, me fazendo cair de agachada na grama. Parti para o próximo boneco e, com um só golpe decepei sua cabeça e lhe dei um chute no tronco, fazendo o cair. Sem nem ao menos respirar, parti para o terceiro boneco e o esfaqueei na barriga com tal força que fez com que meu braço atravessasse seu corpo. Sem seguida lhe dei um soco na cabeça e ele tombou para trás como os outros. Pulei atrás do último boneco e o esfaqueei pelas costas, dando em seguida um golpe com o pé, quebrando sua coluna - se é que um boneco de palha tinha coluna.

Ao final da carnificina de bonecos, eu soava ofegante. Por incrível que pareça, minha ira não tinha reduzido à praticamente à nada, então peguei mais um boneco e comecei esfaquear seu rosto sem face, ainda imaginando algumas pessoas em seu lugar. Ao final do treino havia palha pra todo lado. Eu finalmente me sentia mais aliviada. Ainda ofegante, sai dali com minha espada rumando ao chalé doze.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Clarie Brückner Learmonth em Seg 21 Out 2013 - 10:02


Duelo com uma filha de Hades



Os dias se passavam devagar demais, e parece que quanto mais eu ansiava pelo volta dos treinos, mais distante ele ficava. Aquela demora me irritava ligeiramente, e algo me dizia que eu não era a única. Mas devo admitir que eu não estava tentando lutar contra aquela irritação toda. Mantinha-me sozinha na maior parte do tempo, pois não queria descontar minha raiva (e possível frustração com tudo isso) em pessoas que nada me fizeram.

Mas naquele dia tudo começava a voltar ao normal, os treinos finalmente recomeçariam. Era um fim de tarde, aquele fim de tarde que começava a me causar calafrios ao notar que a possível instrutora do treino seria uma filha de Hades. Não sabia ao certo se aquilo era realmente necessário, mas visto que ela deveria ser uma das melhores, lá estava eu, uma filha de Atena pronta para treinar. Estava vestindo um simples shorts e a camisa do acampamento, com os cabelos (por ora cacheados) presos em um desajeitado rabo de cavalo.
[...]
O sol se esvaia por completo pelo acampamento, a arena simplesmente estava iluminada por tochas de um fogo vibrante, Kyle se encontrava ao centro, falava e caminhava de um lado para o outro enquanto deslizava a espada em sua mão. Treinar contra um boneco sem vida não seria um problema, agora, lutar contra uma experiente filha de Hades seria um grande problema. Não que eu temesse de alguma forma, talvez minha sabedoria herdada de minha mãe me faria sair melhor do que eu imaginasse.

Caminhei por entre alguns campistas que eu tão pouco conhecia, apanhei do arsenal que o acampamento disponibilizava uma espada de bronze e um escudo médio de igual teor. Postei-me na fileira das proles da deusa da sabedoria, a minha frente estavam Dahlia, Chloe, Gregory, meio-irmãos que eu tão pouco tinha afinidade. Mas agora, era a minha vez, e por enquanto era só eu e aquele boneco, até chegar a vez de encarar a filha de Hades.

Avancei, desferi alguns golpes na horizontal, acertando a lateral do tronco do boneco, o que na minha opinião seria um ponto fraco. Segurei firme a base da espada, tentava treinar minha agilidade ao desferir vários golpes por toda a extensão do corpo do boneco, pernas, braços, troncos, eram meus alvos principais. Não me mantive por muito tempo no boneco, já que meus outros irmãos ainda esperavam para fazer o mesmo, e olhando por um lado o boneco já estava bem machucado.

Agora era partir para Kyle, esperei por diversos minutos, a morena basicamente destruía os campistas que iam de encontro a ela, admito que ela parecia ter alguns problemas com os filhos de Ares, mas eu era a primeira filha de Atena a enfrenta-la. Se aquilo me assustava? Não. Semicerrei os olhos, analisando o modo de ataque que Kyle emitia, sempre os mesmos golpes, direita - esquerda - abaixa - golpe-a de frente. Um meio sorriso se fez em meu rosto. E lá vamos nós.

Assenti para a morena ao mesmo tempo em que empunhava minha espada. Ataquei. Meu corpo reagia de uma forma que eu não imagina, se Kyle atacava na esquerda meu corpo automaticamente girava para a direita e contra-atacava, e então a filha de Hades esquivava, e assim ficamos por um bom tempo, uma esquivando da outra. Em um ataque a morena jogou o ombro contra o meu corpo, em defesa elevei o braço com o escudo, me desequilibrando por um instante, meus pés arrastaram no chão inclinando meu corpo ao mesmo, semicerrei os olhos meneando o rosto, em minha mente mil e um tipo de estratégias passeavam, como em um código que só eu decifraria.

Com uma espécie de rugido, contra-ataquei a morena e nossas espadas retiniram no ar, formando um X a nossa frente, Ravenna esboçou um meio sorriso, talvez orgulhosa pela minha audácia, ou talvez apenas rindo por dentro da minha tentativa de ataca-la. Elevei a perna esquerda e chutei sua barriga, fazendo a menina tossir por um breve momento, não sei se era impressão minha mas os olhos dela pareciam queimar. Respirei fundo e avancei novamente, a filha de Hades desferiu um golpe na horizontal em direção a minha barriga, fazendo um corte naquele lugar, urrei de dor, passando a mão que prendia o escudo pelo local e notando o sangue cair.

Mais uma vez a ataquei, direcionei meus golpes para suas pernas, a menina saltava a cada golpe que eu investia, em um desses saltos joguei meu corpo contra o dela, empunhando o escudo e acertando seu rosto, deixando-a tonta, desferi um golpe em seu braço esquerdo e a menina gritou de dor ao acerta-lo. Por fim parei quando notei que meu corpo começava a ter espasmos pelo sangue que começava a perder. Me afastei assentindo para Kyle que concordou com o fim do meu treino. - Acho melhor ir para a enfermaria prole de Atena. - Pronunciou a menina no qual os ferimentos já haviam cicatrizado, ser filha da escuridão deve ter seus privilégios. - Pode deixar! - Sorri, e então me direcionei para a enfermaria, cambaleando após deixar meus instrumentos de batalha de lado.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Seg 21 Out 2013 - 23:17

Enquanto todos treinavam e me falavam para seguir aos treinos, murmurava qualquer desculpa e saia do local, mas não se pode fugir dos compromissos. Escolhi um dia bom, próximo a caça a bandeira, para finalmente cumprir minha tarefa. Vesti a blusa do acampamento, calças e tênis, peguei minha espada, minha adaga, faca elétrica e um cinto, seguindo para a Arena. Vários bonecos estavam 'ocupados' por outros campistas, alguns com o mesmo propósito que eu. Vejo alguns em um outro lugar e para lá sigo.


Coloco minha adaga e minha faca no cinto, segurando a espada com as duas mãos. Corro até o boneco e o golpeio diversas vezes no lado, até dar um giro e cortar o boneco ao meio. Vou ao segundo e fico um pouco longe por alguns segundos. Arremeço a adaga e vou até o boneco, 'me defendendo' com a espada várias vezes e o rasgo inteiro, enfiando a faca no meio do peito por fim.



Pego minhas armas do meio das palhas e as pouso no cinto. No terceiro boneco de palha fui mais simples. Me abaixei rápidamente, furei os lados da cintura com a faca/adaga dando um pulo para chegar a altura e girei minha espada, o acertando no pescoço. Chego ao fim do treino recolhendo o que trouxe comigo e saindo da Arena, indo ao chalé tomar um banho para o jantar.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Ter 22 Out 2013 - 4:04

Vários acontecimentos nos últimos tempos haviam deixado o Acampamento Meio-Sangue uma loucura sem fim. Com os jogos malucos dos deuses e missões inesperadas, todos os campistas -ou ao menos uma boa parte deles- haviam criado vergonha na cara e começaram a treinar. Se eu estava entre eles? Não. Pelo menos até anunciarem que a caça á bandeira se aproximava.

Era mais uma das diversas manhãs estranhas do acampamento. O café da manhã já havia encerrado para a maioria dos campistas, que agora se dirigiam para suas atividades matinais. Havia conversado com minha irmã poucos minutos antes, mas agora não fazia ideia do lugar onde ela poderia estar. Caminhei em passos curtos e rápidos até o primeiro chalé, lugar que dividia com poucos “irmãos”. Nenhum extremamente legal ou o que pode se chamar de “fantástico”, mas a maioria era gente boa. Adentrei o lugar com certa pressa, correndo até meu armário. Decidira treinar naquela manhã para acabar com qualquer que fosse meu time adversário na caça a bandeira. Retirei minhas sandálias e peguei um tênis antigo, calçando-o. Em seguida peguei minha espada vulgo mini raio mestre e meu baralho e saí do chalé, caminhando para a arena.

Chegando lá  pude ver que nenhum campista filho de Zeus podia ser encontrado ali. –Imbecis. –bufei, guardando o baralho no bolso e dando um jeito de prender a espada no short. Prendi o cabelo em um rabo de cavalo e andei mais ao centro do local, vendo alguns filhos de Ares lutarem contra bonecos. Ah, esse é o desafio do dia?, pensei, rindo com escárnio. Brandi minha espada e me mexi até um local onde cinco bonecos formavam uma circunferência, cada um com uma simulação de espada de madeira. De alguma maneira aqueles bonecos conseguiam mexer “o braço”, mesmo que de forma lenta; suspirei e me enfiei no meio deles. –Bem, que a diversão comece.

A primeira vítima foi o menor e mais lento dos bonecos. Com um movimento de espada, desarmei-o. Depois me abaixei, contando sua base e vendo-o cair aos meus pés. Pensei nele como o filho de Hades que eu menos gostava, Guilherme. Pisando em seu tórax de madeira, cravei a espada em sua cabeça, girando-a 180 graus em seguida. –Poxa, que pena. –falei, com um tom de voz nada verdadeiro, porém doce.

Segui para o boneco á esquerda do anterior. Esse tinha a cabeça feita com um saco de batatas com círculos indicando o “alvo” bem no meio; o resto do corpo eram cabos de vassoura.  Tentando um movimento novo, arrisquei girar a espada entre os dedos, com a intenção de cortar o cabo que representava o braço direito do boneco em pedacinhos, porém não deu certo e a espada acabou escapulindo de minha mão, indo parar no peito do boneco oposto á atual vítima. –Droga, Sky, cadê a coordenação motora? –falei irritada. Depois, peguei o baralho em meu bolso, pensando se o usaria ou não. –Ah, não existe necessidade de explodir essas belezinhas. Só vou gastar minhas cartas. –comentei, guardando novamente o bolo de cartas no bolso e caminhando até o boneco, puxando a espada dali. Aproveitei que já estava perto e na posição certa e girei completamente, com a espada ainda empunhada e perto o suficiente para fazer com que o boneco se partisse em dois.

Voltei para o alvo anterior, mas desisti, deixaria aquele por último, seria divertido. Caminhei até o quarto boneco; este era inteiramente de madeira, com um escudo defendendo o tórax e uma adaga sendo movimentada para cima e para baixo pelo braço direito. O boneco movia-se com mais agilidade e precisão que os anteriores, mas a ponta da adaga era redonda e o braço do escudo não se movia. –Nossa, colega, você é tão desafiador que me deu sono. –a essa altura fazer comentários antes de acabar com os bonecos virara rotina. Desferi um golpe direto no braço do boneco, perfurando-o na altura do “ombro”. Depois cortei seu pulso, vendo uma bandeirinha sair de lá com os dizeres “Wow! I’m dead!” Só poderia ser brincadeira de algum filho do deus Sedex. Ergui a sobrancelha, indo até o último dos bonecos.

Esse era o mais rápido e “forte” do círculo que agora se encontrava desforme. Era também o mais alto e melhor montado; parecia um boneco inflável blindado, com uma espada legal e um escudo de patricinha. Não tinha cabeça. Franzi a testa ao ver que fora colocado recentemente na arena, pois não apresentava nenhum arranhão se quer, ao contrário dos outros que eram cheios de remendos. Deixei o braço que movimentava a espada em um ângulo de 90 graus. Aprendera em algum lugar que aquilo era útil, só não me lembrava para que. Sem pestanejar, girei me abaixando, com a intenção de deixar o boneco sem pernas, mas fui surpreendida quando o troço movimentou uma das pernas e me chutou, fazendo com que eu caísse de costas. –Mas que palhaçada é essa? Decidiram colocar autômatos na arena? –exclamei, me recompondo.  Levantei-me enfurecida por ter sido derrubada por um simples boneco e lhe desferi um golpe contra a espada. O óbvio aconteceu: sua espada, mesmo que bem enfeitada e legal, quebrou-se por ser de madeira. Ri parecendo uma maníaca e lhe desferi um golpe em “X” no escudo também feito do mesmo material da espada. Por fim, finalizando o ‘ataque’, lhe tirei as duas pernas com a espada.

Virando-me para o lado, encontrei novamente com o saco de batata. Fora o único que sobrara, mas não representava ameaça ou dificuldade alguma. Afastei-me sorrindo, ficando do lado oposto do boneco. Quando vi, a espada já se transformara em raio. –BUH!-gritei, como se assustasse alguém, e apertei fortemente o mini raio, fazendo com que uma descarga mínima porém boa o suficiente para pulverizar o boneco fosse lançada. E então já não existia boneco algum perto de mim.

Ouvi alguns cochichos e olhei em volta. Campistas que treinavam haviam parado para ver o último boneco indo para o espaço, ao que parecia. Sorri. –NUNCA VIRAM UMA FILHA DE ZEUS EM AÇÃO NÃO? –gritei, enquanto guardava a já normal espada em meu short e prendia novamente meus cabelos em um rabo, saindo dali.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Oliver A. DeVito Böhmer em Ter 29 Out 2013 - 18:09

 Os filhos de Deméter nem sempre são bem vistos quando o assunto é luta. Muitas vezes somos tirados da linha de frente na caça a bandeira ou qualquer outro evento que envolva lutas. Preferem que sejamos qualquer outra coisa : Médicos, guardas, qualquer coisa, menos lutadores. 

Uma das nossas obrigações como filhos de Deméter, além de cuidar dos campos de morango, também é a de cuidar da lenha usada pelas fogueiras e lareiras do chalé. Naquela manhã eu estava cortando algumas toras de lenha, e quando parei para respirar tive uma ideia, treinar usando uma arma nova dessa vez. 

Antes de entrar na arena dei uma olhada no arsenal que era disponível para que os campistas treinassem. Eu já tinha os visto aqui, nunca passou pela minha cabeça usa-los, mas considerando que a quantidade de exercícios tivesse aumentado, quem sabe eu conseguisse ter um pouco mais de habilidade. Por fim encontrei as armas que eu queria. Um par de machados de uma mão só, eles tinham lâminas dos dois lados e uma tira de couro, que servia para que eles não escorregassem das mão e causassem um acidente. 

A arena era um excelente local para treinar com novas armas. Tínhamos bonecos de palha, pendurados por cordas e pesos. Quando você acertava um, todos os outros se mexiam devido ao sistema de cordas. Cada boneco era costurado, recheado com feno, algodão e estopa. Tinham no peito e cabeça uma espécie de alvo, para aqueles que desejavam aprimorar o arco e flecha, ou então as lanças. Lançamento de machados é uma ótima modalidade de treino, mas naquele dia, um pouco de combate corpo-a-corpo conseguiria me distrair. 

Fui até o centro da arena, os bonecos formavam um círculo à minha volta, estavam presos em uma espécie de roda de madeira, era esse o mecanismo que fazia com que eles se mexessem. 

Respirei fundo enquanto colocava a minha mão, dentro das tiras de couro, para que os machados não escorregassem. Fechei os olhos por alguns segundos, controlar a raiva e os sentimentos restantes, aprendi aquilo com a missão de Niké. Girei o corpo ainda de olhos fechados, sentindo o peso dos machados em cada uma das minhas mãos. Eles não eram leves, e as tiras de couro machucavam um pouco, mas com um pouco de prática aqueles machados se tornariam armas perfeitas. 

Fiz um movimento cruzado com um dos machados, seguindo de cima para baixo. O peso da arma me desequilibrou e eu acabei caindo no chão feito de terra da arena. Então não seria tão fácil quanto eu pensei. Armas pesadas exigem força, muita força, mas eu estava focado, queria usar aqueles machados. 

Repeti o movimento anterior, agora colocando todo o meu peso no lado do meu corpo oposto ao que estava realizando o ataque. Me desequilibrei um pouco mais, mas não ao ponto de cair no chão. Tentei o golpe pela terceira vez, agora um pouco mais concentrado. E este saiu bem melhor. Não acertei o alvo, mas aquilo era só questão de um pouco mais de treino. 

Passei a tarde realizando outro movimentos, tentando acertar os bonecos, mas não era tão simples assim. Usar as duas mãos era mais complicado ainda, mas não faria sentido ter dois machados e usar só um deles. Eu já estava suado e ofegante, meus pulsos ardiam por causo do couro, que roçava na minha pele e a arranhava. Mas toda aquela dor se dissipou no meu último movimento. Girei meu tornozelo e estiquei um dos braços, e deixei o outro encolhido, mas próximo ao corpo. Consegui acertar com o cabo do machado que estava no braço esticado, a cabeça de um dos bonecos, e com o outro braço, fiz o movimento que eu estava treinado, fazendo com que um corte bem profundo surgisse no boneco, e o fizesse jorrar bolas de algodão. 

Tentei levantar os braços em comemoração, mas eles protestaram de dor, tinha certeza de que amanhã eles estariam mais doloridos ainda. Olhei para os meus pulsos vermelhos e para o meu corpo coberto de poeira. Resmunguei alguma coisa baixinho e fui guardar os meus novos amigos machados no arsenal, bem escondidos, para que ninguém os achasse. Antes de sair da arena dei mais uma olhadinha para o boneco ferido, feliz com o meu progresso. 












Lenhador


de bonecos

Legendas
Ações  ʊ  Falas  ʊ  Pensamentos




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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Sam J. Parker em Qua 30 Out 2013 - 23:32

Espadas

  Todo o acampamento já estava alerta naquele momento, dois motivos: Gregos e competições. Apesar da rixa entre os acampamentos, fomos obrigados a participar com os gregos de uma tal de 'Semana Diplomática' que tinha como intenção criar laços entre os dois acampamentos. Não estava dando muito certo, muitos romanos assim como gregos, odiavam uns aos outros e isso complicava tudo. Já teria jantado, e ido ao templo de meu pai, pedir conselhos, mais adivinhe, nada. Estava um pouco tranquilo, O acampamento, muitos de nós já estavam dormindo, outros, no desafio da semana diplomática. Após um duelo duro contra uma campista experiente, minha amiga Chris, fiquei uma tarde de molho na enfermaria, para ter certeza que poderia participar dos outros eventos sem danos.
 
Fui até os campos de Marte, me preparar para o meu treino, com espada em escudo nas mãos, havia decidido que me inspiraria para criar meu estilo de batalha, em dois estilos de gladiadores, o Murmillo e o Hoplomachus. Ambos usavam escudo e espada como modo de luta, havia pedido para Klaus, um amigo filho de Vulcano, me preparar um autômato especial, e assim ele fez. O autômato era um pouco pesado, e leva-lo até os campos, acabo pesando muito. Descansei um pouco e olhei para ele, lembrava das instruções de Klaus. Estava ansioso por aquele treino, máquinas não tinham sentimento, teria que me esforçar muito para conseguir, mas se conseguisse, aquele sentimento de trabalho bem feito estaria realizado.
 
Não demorou muito e logo disse :
- Ativar Autômato, modo: Treino. instantaneamente os olhos vermelhos da máquina brilharam e não soube o porquê, mas aquilo me provocará um arrepio na nuca. Olhei para o chão e percebi que meu cadarço estava desamarrado, eu sabia que poderia ter muitos problemas futuramente, como cair, então resolvi amarrá-lo. O detalhe que acabei esquecendo é que o autômato já havia sido ativado e o mesmo aproveitou o momento para me atacar. Mal tive tempo de dar o último laço e sabe-se lá Júpiter como, consegui colocar meu escudo na frente, mas o impulso que levei acabou me resultando em uma ilustre queda.
O autômato não me esperou se quer levantar um músculo e já estava atacando. Apenas levei minha espada na frente como um reflexo anormal, aparando o golpe da espada do inimigo, naquele momento encontrei nada para me ajudar a defesa a não ser uma simples pedra, apenas peguei a mesma a lançando contra a face de lata do mesmo, o tal paralisou por um momento como se estivesse preocupado com si. Me inimigo permanecia detraído, foi quando consegui me levantar encarando ao meu adversário friamente enquanto andaria em círculos.
Resolvi atacar, dei um paço a frente exercendo golpes aleatórios em meu inimigo. Esquerda. Direita. Finca. Direita. Esquerda. Finca. Repeti o processo muitas vezes, mas a máquina sempre aparava seus golpes com a espada. Sempre que eu necessitasse, me defendia com o escudo até o momento em que o braço esquerdo - que estava com o escudo - deu câimbra. De fato não consegui mais movimentar o braço esquerdo, pois machucava muito. O autômato veio andando em minha direção, realizando golpes contra mim, minha única forma de defesa seria minha espada, então acabei com os golpes de meu inimigo por um certo tempo. Chegou um momento em que acabei me encrencando, estava sendo atacado e em minhas costas havia uma parede, não havia saída. Só conseguia ver ao autômato adentrando com sua espada em direção a minha cabeça. Por incrível que pareça acabei me abaixa, fazendo com que o ataque passasse diretamente, então tentei usar uma ofensiva sobre meu inimigo, então passei uma rasteira sobre o mesmo o fazendo se desabar no chão.


O autômato demorou questão de segundos para se recompor e logo estava me atacando novamente. Minha câimbra havia passado, então retornei à luta normalmente. Klaus ficaria muito bravo, mais ou destruía o autômato ou seria ele que me destruíria. Então tinha que lutar, lutar e adivinha... Lutar novamente. Não era simples fazer aquilo, os autômatos não têm sentimentos por serem máquinas, ou seja, ele fará realmente de tudo para destruir a mim. O som dos metais colidindo era alto. Às vezes faíscas saltavam, mas a luta nunca acabava, ainda não estava cansado, mas também não tinha mais tanta disposição para treinar. O escudo era fundamental, pois nem sempre conseguia segurar o golpe do inimigo com minha espada.


Os minutos iam passando e o treino estava cansativo demais. Pego um embate com o autômato parecendo uma Guerra Medieval, um atacando o outro sem parar e até que acabo perdendo minha espada, a mesma cai de ponta na terra e é fincada. O terror toma conta do meu corpo e como se o azar estivesse sido pouco, acabou tropeçando em uma pedra localizada ali. Antes de cair, tentei estender meus braços para impedir, o que fez com que o autômato tirasse o escudo de meu braço, me deixando totalmente vulnerável. Desabei de costas no chão, minha única visão era do autômato levantando a espada como um lenhador quando vai cortar uma tora de madeira. Esperei os olhos, esperando a dor chegar. Tora, aquilo me deu uma ideia. Quando ele desceu a lâmina, girei o corpo como uma tora, me arranhando um pouco, e desviando do golpe, ou quase. A lâmina acabou raspando nas minhas costas, rangi meus dentes, e um grito de dor involuntário saiu da minha boca. O autômato não espero eu me recompor, me chutou longe, conseguindo ouvir um ‘CRAC’ de uma das minhas costelas quebrando. Com a mão na costela quebrada, apoio para me levantar e sinto algo frio em meus dedos, olhei para o lado, minha espada. Segurei ela com força e levantei com um impulso, concentrei toda a raiva da minha dor e dá luta e senti a dor diminuindo, não entendi bem, mas aquilo era bom, quase como se tivesse sumido. Peguei meu escudo que por sorte, estava ali perto – ou será os deuses me ajudando –. Segurei ele pela borda e lancei na cara da máquina com toda força, como a máquina era pesada, não ia desviar a tempo, ou bloquear. O escudo ficou no rosto da máquina, escorrendo olho e saindo faíscas do corte.

- Round 2, lata velha!
Corri na direção da máquina, e com toda minha fúria, Ataquei em um único golpe, rasgando o autômato de cima a baixo. Com a força utilizada, senti uma forte dor no pulso e percebi que havia torcido. Tirei o escudo da cara da máquina, e sorri, tinha ganhado.
 
Fui até a enfermaria de novo, e fiquei lá sobe cuidados dos curandeiros, e ouvindo sermões dos próprios – que eu não escutava.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Skander Kayne C. em Qui 31 Out 2013 - 15:58

                                      Adagas/Mira/Anatomia.



Já era em torno de quadro e meia da tarde, meu corpo esta exausto dos ultimos dias e até agora eu não comentei com ninguem sobre treinar, alog que até mesmo era estranho já que todos os dias eu estava presente na arena no turno da manhã, talvez eu já estava desistindo de minha vida de semi-deus, e o principal motivo era o treino anterior com arcos-flechas, havia sido um desastre! e o pior de tudo era que a caça-bandeiras com os gregos estava proxima, se eu continuasse daquele jeito seria morto no primeiro segundo, não restaria nem mesmo meu corpo para contar historia, felizmente Klaus estava percebendo toda minha desanimação e com isto se dirigiu até meu dormitorio, primeiro de tudo pediu que as pessoas que ali estavam presentes se retirassem, ele queria que nós dois ficassemos sozinhos ali, estranho não?

Olhei para a porta, Klaus entrou e logo se sentou em uma das camas ficando de frente comigo, ele me encarou por alguns segundos até tomar coragem para falar, sua voz se disparou em um tom alto, forte, firme, em um tom de superioridade a minha pessoa, eu me mantive quieto até que suas palavras fossem finalizadas e tivesse a permissão de responder, porem enquanto isto não ocorria me mantive parado simplesmente ouvindo aquelas sabias palavras.

-Skander, peço que se mantenha calado enquanto estou falando com você, primeiramente você me prova ser um homem de coragem, mata duas Dracaenae e retorna vivo sendo que outros dois semi-deuses mais velhos que você haviam sido ''mortos'' por elas, em seguida você consegue derrotar uma criatura que até eu mesmo teria fracassado quando eu era um novato, e agora? agora você esta fracassando, a caça-bandeiras esta chegando e você só esta fazendo asneiras!, acha mesmo que isto é correto? eu não quero ve-lo morto, levante esta sua bunda da cama e vamos até a arena, eu sei que ainda existe aquele semi-deus que derrotou duas Dracaenae's e um Telquine, eu sei que este semi-deus esta ai dentro, eu sei que de algum jeito você vai conseguir liberta-lo e enfim levar o seu time, o time azul para a vitoria, prove que é um semi-deus, só desta vez! me prove que é um filho de Mercúrio.


Me mantive calado por um bom tempo, meu queixo já estava abaixado para o chão e eu me sentia uma simples formiga perante a Klaus, era dificil tentar responde-lo e não era atoa que ele havia se tornado o lider da Corte IV, levantei novamente meu queixo deixando uma goticula de água descer de meu olho esquerdo, fixei minha visão nos olhos de Klaus respondendo-o como ele queria, como um semideus!


-Primeiramente, me desculpe, eu me senti um fracassado depois de ter se ferido tanto na batalha contra as Dracaenae, me senti um fracassado quando eu errei o alvo em meu treinamento de arco-flechas, realmente agora que eu percebo o quanto tolo eu estava sendo. Me levanto enquanto falava, encaro-o continuando a falar com Klaus. - Me perdoe, é tudo que eu tenho para lhe dizer, eu irei agora mesmo para a arena e mostrarei para aqueles gregos inuteis como se batalha.


Klaus da um sorriso para mim, ele se levanta junto e caminha até a porta, se vira e chama a atenção do mesmo lhe pedindo para acompanha-lo com um simples movimento com seu dedo indicador, após isto caminhamos até a arena, chego a estranhar algumas vezes já que eu estava presente com Klaus todos pareciam me respeitar e alguns até olhavam estranho, pelo tempo que eu estive ali ele não é muito de sair e muito menos de treinar os membros de sua corte, ele é bom de mais para isto, porem comigo era diferente, eu não sei bem o por que.


Chegamos a arena, eu estava confuso e até agora não havia entendido muito porque estava ali, e por que ele havia me levado até a arena, era algo que eu mesmo iria fazer, olhei para o mesmo esperando alguma resposta porem nada, ele simplesmente apanhou duas adagas,me entregou uma e segurou outra, após isto me arrastou até uma area reservada para treino com bonecos, agora sim eu havia entendido, ele estava ali para me treinar, era mais que uma honra e quando eu finalmente havia notado um sorriso cobriu toda minha face de orelha a orelha, diante disto ele puxou um pano negro de suas vestes, amarrou-o sobre meus olhos me deixando quase cego e permitindo que fosse visto somente algumas falhas em minha visão, pelo visto aquilo iria melhorar meu atributos basicos, assim como o paladar, a visão, o olfato e outros sentidos, eu havia até mesmo uma vantagem nisto já que os filhos de Mercúrio haviam os sentidos aprimorados a ponto de liberar um tipo de sexto sentido, me posiciono no meio dos bonecos de acordo com o comando, Klaus também depositava outras cinco adagas simples em minha cintura e assim se afastava, após alguns segundos dou um sinal positivo dizendo que estava preparado, agarro a adaga que já estava na minha mão a um bom tempo e espero o seu comando, provavelmente eu teria de atingir os bonecos, eu estava errado, Klaus se posicionou na frente de um dos bonecos e em palavras curtas disse onde eu deveria atingi-lo. -Você esta obedecendo até agora, peço que faça o que irei mandar, você sabe onde fica seu plexo solar? Aceno com a cabeça dizendo que sim. - Então você deve saber que se atingir um inimigo nesta região ele provavelmente ira ficar inconciente, e se duvidar até mesmo morrer, plexo solar é conhecido como a area do centramento, e se preferir é simplesmente alguma coisa que fica atrás do estomago, se atingir um inimigo fisicamente nesta região você praticamente vai ter uma luta vitoriosa, um golpe nesta região pode deixar seu inimigo sem ar por um bom tempo e dependendo da força vai até mesmo desmaiar seu oponente, enfim.. já que sabe onde se localiza atinja sua adaga em mim, em meu plexo solar! Suspirei, de inicio achei que Klaus estava ficando louco, ele mesmo estava servindo como mira? porem em nenhum momento pensei em desobedecer sua ordem, ele era superior a mim e eu deveria obedecelo, mesmo que isto fosse levar a morte dele, fiz uma enorme força com a adaga levando meu ante-braço para trás, impulsionei meus dedos para frente e lancei a adaga que percorria um caminho de uns 25 KM/H, minha mira falhava pela falta de visão e acabava atingindo o solo de gramineos, por não estar com a visão muito perfeita ignoro aquilo já que não tinha certeza se havia errado, Klaus pede para que eu faça o mesmo movimento porem desta vez calculo diferente, empunho a adaga e posiciono-a em uma posição diagonal, tento calcular o tamanho de Klaus e o meu tamanho e exatamente a diferença entre a localização de meu plexo solar e o do dele, calculo a força do vento que batia sobre os dedos da mão que segurava a adaga e tambêm a velocidade que a mesma iria percorrer, após tudo isto tento encontrar a posição exata que a mesma deveria ser deixada e atiro-a rumo ao oponente, a adaga então percorria pelo ar, se Klaus não tivesse desviado na hora teria atingido-o em torno de oito centimetros fora do plexo, a adaga percorria do mesmo jeito atingindo então o peito do boneco que era menor que Klaus, a palha espalhava pelo chão e o boneco murchava caindo entre o solo de gramineos.


Klaus muda novamente sua posição ficando do lado do outro boneco, repetimos umas cinco vezes o mesmo treinamento porem em locais diferentes, orgão genital, cabeça, nervo e locais fatais que minha adaga poderia atingi-lo, todos eles acabavam errando por poucos centimetros e isto mostrava o resultado de meu treinamento, meus sentidos estavam sendo aprimorados e eu estava aprendendo a mirar sem minha visão, Klaus por ultimo joga uma adaga sobre o ar onde eu empunho-a facilmente, ele se posiciona do lado do ultimo boneco pedindo que desta vez atingisse o boneco e não ele, parecia loucura porem era mais que impossivel , eu não conhecia o tamanho do boneco e muito menos onde ficava sua mira, porem após alguns segundos percebo tudo que ele estava me ensinando, eu deveria me conectar com a natureza ao meu redor, com todo aquele campo, eu deveria aumentar meus sentidos ao maximo, estando ciente disto levanto minha adaga na mesma posição anterior, me mantenho em silencio deixando somente meus ouvidos ligado ao campo em minha volta, ouço o barulho das palhas vindas de dentro do boneco assim como tambêm ouço pequenos ruidos vindos do movimento dele que possibilitavam calcular um tamanho não exato do boneco de palha, espero alguns segundos forçando a adaga, por ultimo Klaus disparava um tapa no objeto que era meu alvo, ERA ISTO QUE EU PRECISAVA !, disparo a adaga em uma velocidade enorme percorrendo em torno de 30 KM/H desta vez, a adaga percorria uma linha reta a posição que estava em minha mão e por pouco não atinge o meio exato de sua mira atingindo uns três centimetros para o lado.


Retiro o pano negro de acordo com o pedido de Klaus, jogo-a no chão simplesmente ficando impressionado com o meu feito, era incrivel como eu havia atingido quase todos os alvos, fiquei aflito e simplesmente corri até meu dormitorio para contar para meus colegas de quarto e enfaixar minhas mãos que estavam doendo para caralho, antes de tudo deixei um agradecimento diretamente na sala de reuniões de Klaus, na porta da mesma deixo duas adagas encravadas que se viradas deixavam um simples simbolo, o simbolo da letra 'L'.




 
Spoiler:
Não se esqueça que estou tentando melhorar minha narração, eu sou bom em batalhas e tudo mais porem sou pessimo em narração, não estou pedindo que tenha piedade porem que esteja ciente que a cada dia irei melhora-la, fique com Deus Smile ( Ou Zeus se preferir, paokdopaksd )




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Mensagem por Skander Kayne C. em Sab 2 Nov 2013 - 20:24

A noite passada não teria sido fácil para mim, alias nenhuma noite anterior. O dormitorio da corte não era um bom lugar para quem pretende ter uma boa noite de sono. Sempre se podem escutar semideuses reclamando de suas novas vidas, e geralmente não é um lugar silencioso.

Segundos os meus cálculos faziam praticamente uns três dias desde minha primeira estadia no acampamento, e urgentemente necessitava me familiarizar com tudo aquilo. Estive conversando com alguns dos campistas, muitos acabaram me informando que haveria várias formas para se ajudar no meio dessa coisa nova; e a primeira dentre todas seria praticar minhas formas de combate. Muitos me sugeriram que eu tentasse a sorte uma adaga, de certa forma ela me daria uma chance mais rápida e astuta em meus movimentos, alem de que poderia me posicionar de acordo com minha vontade durante um combate. Porem, algo me deixava inseguro, uma adaga? Bem, era uma arma de curto alcance, um golpe certeiro sobre mim poderia ser fatal. De qualquer forma, eu não poderia julgar algo antes mesmo de tentar.
Eu trilhei por alguns caminhos do acampamento. Suposta a minha mão direita estaria à pequena adaga, a qual um de meus meio irmãos havia me emprestado a alguns dias “Você vai precisar disto, até que consiga a sua”. Assumo que fiquei com um pouco de medo de que aquilo continha algum defeito ou estivesse envenenado, mas por um lado os filhos de Mercúrio tinham seu lado acolhedor. O sol raiava já em seu auge, sua luz parecia atingir a lâmina de minha adaga com total relance, vindo a causar um reflexo contra o meu rosto; revelando a uma expressão insegura em mim.
Logo me presenciei a arena. Vários campistas ainda preenchiam o local, dando a emergirem barulhos de metal rangendo por todo o local, ao qual viria a ecoar de uma forma drástica; mas parecia uma forja do que uma arena. Eu deslumbrei meus passos entre alguns campistas, ao qual formariam grupos e se ‘matavam’ mandando e arrematando golpes sobre uns aos outros. A adaga disponível a minha mão direita parecia tremer juntamente a mim, estava inseguro; pior, estava com medo. Até presenciar a figura de alguém, foi quando me dei conta que não estava tão solitário assim.
A figura do garoto estava ali, encostado contra a parede, parecendo engolir qualquer um com seus olhos. Levantei um sorriso ao canto de minha boca aproximando-me do tal, juntando-me a ele, sobre o encosto da parede. –
Como vai, Oliver? – choquei meus olhos contra os campistas ao qual estariam enfrentando uns aos outros. – Cara, você é tão abatido. Não entendo porque vem para aqui... O certo seria treinar não? – Oliver parecia me ignorar ainda, assim como fez quando o conheci; no mesmo dia em que cheguei ao acampamento. Ele parecia estar aqui há uma semana a mais que eu, mas era muito mais inseguro que muitos novatos por aqui.
Minha atitude com Oliver teria sido muito breve; eu praticamente só sabia o nome dele, nenhuma vez pensei que o garoto fosse um morto vivo. A qualquer momento eu pensei que ele fosse se revirar e enfiar a pequena espada que ele continha em sua mão direita e me degolar. Foi quando menos ele impulsionou suas costas e cambaleou para frente revirando-se para mim com um pouco de lentidão 
– Não quero ouvir reclamação alguma de você estar em desvantagem.- Então andejou um pouco mais ao centro da arena.
É, agora que estava começando a evoluir. Encontrei um adversário, primeira etapa cumprida. Porem, ainda achava estar em desvantagem, apenas uma adaga contra uma espada. Apesar de eu possuir uma maior locomoção em meus movimentos, ele tinha uma área pra ele mesmo, e o fato de possuir uma linha um pouco mais distante que a minha; a qualquer fato, estava acabado.
Oliver me aguardou até que se aproximasse dele. Ele exuberou uma expressão séria e calculista, bem fechada, advertiu ambas as mãos sobre o cabo de sua espada erguendo-a verticalmente a altura de seu nariz. – Seja bonzinho e eu pego leve com você. – Ele disse diretamente, me fazendo perder o rumo de mim mesmo. As palavras dele me fizeram querer correr feito louco atrás dele e o fazer engolir aquela adaga, mas no fim acabei mantendo a calma e tratando como uma simples piada. – Ah sim... Senhor Ogro! – Meu humor é um pouco idiota, quer dizer MUITO idiota; mas isso é o que me faz querer ser quem eu sou; nunca ser levado a sério.
Já estava demorando demais. Forcei meus calcanhares contra o solo contraindo minha estatura, impulsionei meus calcanhares saindo em disparada. Levantei meu braço direito deixando a lâmina da adaga horizontalmente a altura de minha testa. Oliver não pareceu surpreso com meus movimentos, pois mais rápido que eu poderia me locomover estava a uma distância aceitável agiu rapidamente. Apenas suportou ao peso de sua espada com sua mão direita, levando-a para traz, ricocheteando-a sobre minha adaga. Meu braço foi impulsionado para traz, Oliver parecia ter muita força sobre seus movimentos o que me apavorou um pouco. 
Nunca pensei na capacidade dele ter uma forma assim de manusear uma espada, ele estava só a alguns dias a mais que eu no acampamento. Era espetacular alguém ter desenvolvido coisas assim. Mas, ainda estava em um combate, não poderia parar para admirá-lo. Eis que ele deve ter tido os mesmos pensamentos, pois Oliver acabou trazendo sua espada novamente para traz, apenas gesticulando seu punho esquerdo, mandando um corte horizontal em direção a meu peito. Eu não tive formas de reação alguma, apenas me arqueei para traz com uma velocidade que acho que nunca havia tido, caindo-me ao chão arenoso da arena. O golpe de Oliver passou direto. Mas o pior era que agora estava completamente exposto para um próximo ataque.
Meus olhos ficaram armados contra o céu, fiquei apenas esperando que fosse finalizado. Foi quando a lâmina da espada de Oliver voltou-se em minha direção, tampando a luz que viria a minha visão; eu rolei, fazendo-o com que cravasse sua espada ao solo da arena. Bem, meus reflexos estavam em dia, eu creio; mas de fato já teria cedido o limite de minha sorte diária. Então apenas curvei meu corpo, ainda ao solo; dando um chute contra a lateral da lâmina da espada, ao qual levou a ser jogada a um metro dali. Legal, mas e agora, eu fugiria ou atacava? Ah, não tive tempo para pensar, então apenas ajoelhei-me, vindo a me erguer com um impulso. Olhei para traz, arremessando minha adaga em direção ao s pés de Oliver, mas ele pareceu captar a minha ação, então apenas emergiu um pulo desviando-se.
Posso dizer que todas as minhas chances em combate já teriam acabado, mas não podia fazer com que tudo acabasse sem ao menos tentar algo. Revirei todo meu corpo em direção a Oliver, ao qual já teria partido em direção a sua espada. Flexionei meus calcanhares sobre o solo da arena, então parti na direção do tal. Segundo minha conclusão, não chegaria a tempo, e é verdade, não chegaria mesmo; por mais que eu avançasse a distância dele era próxima demais de seu armamento.
Oliver conseguiu empunhar a sua espada, rotacionando ao seu tronco em 75º aderindo sua espada em minha direção. Já estava perto dele, até porque estava em uma velocidade descomunal, não conseguiria parar a tempo. Ai que me joguei ao chão, como se estivesse querendo passar uma rasteira a ele; deslizando pelo solo até acertar aos pés dele, jogando ao chão; junto a mim.
Aproveitando o auge da situação, rolei a direção dele, vindo a agarrar ao seu punho. Tentei forçá-lo a largar a sua espada, mas sem sucesso. Fui atingido por um corte de raspão em minha bochecha, exalando pequenas gotas de sangue da mesma. Joguei meu corpo para a direita caindo acima do braço dele. Levando meu punho direito contra sua face, mas fui aparado pela sua mão esquerda, ao qual estaria livre. Continuamos forçando um ao outro por um tempo, até que desistimos e nos jogamos ambos para cada lado. 
– Ta legal... Cansei – olhei para Oliver ao qual estaria com sua respiração ofegante – Claro, chega por hoje.
Permanecemos por ali por mais alguns minutos, até que nos levantamos e saímos dali ainda conversando. De qualquer forma, havia sido um bom treino, para um iniciante talvez.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Scarllet S. Grimm em Qui 21 Nov 2013 - 21:51

Help?


Scarllet estava perdida. Havia poucos dias que a semideusa chegara ao Acampamento, felizmente não passara muito tempo como indefinida, logo ao anoitecer sua mãe- Niké- a reclamara como sua prole, mas como era uma das poucas crias da Deusa, ela naturalmente se tornou mais reclusa. Infelizmente, ter cerca de cinco meios- irmãos, tinham suas desvantagens; Como por exemplo: estar perdida na Arena. Scar, era orgulhosa, mesmo com os seus irmãos se recusava a pedir ajuda, com pessoas desconhecidas então...

A loira observava a Arena, a qual se tratava de um grande extensão coberta com areia, com inúmeros bonecos de palha dispostos em ordem, cercada por árvores. Como era cedo, havia poucos campistas, mas o que estavam treinavam com espadas e escudos, os movimentos que faziam eram letais e belíssimos de se ver, mas a garota se recusava a pedir qualquer tipo de informação. Com passos rápidos se aproximou dos bonecos de palha, estes estavam um pouco afastados dos demais campistas, o que para ela era uma necessidade. Ninguém gosta de errar, ser visto errando é ainda pior. Scar desembainhou a adaga dourada, a arma fora um presente de sua mãe, a arma era leve em sua mão, infelizmente suas concepções sobre como manusea-la eram extremamente vagas.

A campista segurou a adaga com a mão direita, pois era destra, e não estava com vontade de perder um dedo se arriscando com a mão esquerda. Os dedos se enrolaram sobre o cabo da mesma- onde havia duas asas desenhadas-, Scar se aproximou do boneco a sua frente, ele era maior que a sua pessoa, o que não era novidade para ela. Na primeira tentativa de matar o boneco, dobrou o cotovelo, o antebraço a frente do peito- fazendo um movimento para cima a direita, ela tentou feri-lo, mas o golpe apenas arranhara levemente o mesmo. A jovem semideusa bufou indignada. Ela tinha uma adaga em mãos, mas não conseguira nem cortar de leve um boneco, era patético. 

Grimm girou a adaga em mãos, nada de movimentos complicados, era apenas um meio de se adaptar a arma. Ela deu rápida espiada nos campistas que treinavam, e percebeu que a posição que estava erra errada; Tentando copiar os demais, flexionou os joelhos, a perna direita a frente, como sustentação. Ergueu mais uma vez a adaga em frente ao peito, mas ainda havia algo de errado, porém ela não sabia o quê... Cortou o ar a sua frente, tentando um corte pela diagonal, o qual se funcionasse cortaria o pescoço do boneco. Obviamente ela errou, o golpe resultara em nada, ela sequer acertara o alvo.

- Você é baixinha. - a voz fez com que a menina saltasse. - Campistas novatos precisam de instrução, desse jeito que está segurando a adaga, no máximo que conseguirá fazer é um arranhão.

Scarllet olhou irritada para o garoto, ele tinha cabelos castanhos e olhos verdes, tinha três vezes sua massa corporal. Vestido como dos demais campistas- uma bermuda e uma blusa do CHB, em mãos tinha uma adaga comum. Com um sorriso ele se aproximou do boneco, em movimentos rápidos e certeiros, decepou a cabeça do mesmo fazendo-o tombar para trás. 

- Viu?- continuou ele- Sou Charlie, filho de Hermes. Nova no Acampamento, nem chegou a passar pelo chalé 11, estou certo?

Grimm travava uma batalha mental: Mandar o garoto embora, continuar sozinha e arrancar o próprio dedo- ou talvez, aceitar a ajuda que ele oferecia, aprender alguma coisa, matar o boneco. Por fim, percebeu que a melhor opção era aceitar a ajuda, ela se obrigou a sorrir para o garoto.

- Fui reclamada pouco tempo depois, não cheguei a passar pelo chalé 11. Sou Scarllet, filha de Niké.

- Ah, entendi a teimosia...

Charlie era realmente bom. O semideus era paciente, e um ótimo instrutor. O modo de segurar a faca para os diferentes usos da mesma – firmemente com a mão fechada para defesa e para ataque e em arremessos deveria segurá-la como se fosse dar um aperto de mão em alguém – e os possíveis locais de armazenamento desta onde facilitaria pegá-la para ataque – na cintura, na base da das costas e, caso quisessem escondê-la, o calcanhar poderia ser uma boa opção a depender do tamanho da adaga.
 
Era hora de praticar. Em frente a um novo boneco, Scarllet seguiu as instruções dadas- contra a vontade, percebeu que aquilo se tornara mais fácil, ao menos agora tinha um conhecimento básico sobre a arma. Com a adagas em mãos, segurou-a dos três modos possíveis. Primeiro ataque, depois defesa, depois arremesso. Tudo com perfeição. Sorriu, vendo que não era difícil cumprir os movimentos que queria uma vez que dominava ao jeito certo de manter a faca, tudo graças à Charlie.

Imaginando prováveis golpes, treinou a movimentação com a faca como modo de defesa. Para cima, na lateral do corpo, perto do ombro, acima da cabeça. Em alguns momentos, sentia seu braço protestar para chegar até o local, mas no fim conseguira fazer todos. A essa altura o boneco estava mutilado, com um chute na barriga do alvo, o mesmo tombou para trás. Charlie acenou com a cabeça em um sinal de aprovação, em seguida deu às costas a garota, deixando-a sozinha. Scarllet queria dizer que o treino não fora puxado, mas era mentira, queria dizer que não estava cansada, mas estava exausta. Sorriu olhando para o boneco no chão, ao menos ela matara um ser inanimado.

OBS:
Primeiro treino, não é dos melhores, mas ta aí. O texto foi escrito no Chrome, pois estou com problemas no Word, peço desculpas pelos erros, mas peço que considere o problema.




Armas
+ Arma aqui.
+ Arma aqui.
+ Arma aqui.
Habilidades
Habilidade-
[Nível] nome r
[Nível] Nome do poder



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Oliver A. DeVito Böhmer em Sab 23 Nov 2013 - 12:32

 Um mês tinha passado desde o meu encontro com um monstro de verdade.  Minha cabeça tinha ficado bem confusa depois daquela invasão, e infelizmente não era só por causa dos monstros, o menino em questão me deixou bem confuso, odiava ter que sentir aquilo por alguém outra vez, aquilo sempre acabava me deixando mal. Esse era o motivo de eu estar evitando a arena, depois da invasão eu estava preferindo lutar contra bonecos de pano e simplesmente imaginar o rosto de Kendall em todos eles.
Desde então eu consegui aprender a manusear melhor os meus machados de batalha. Eles pareciam mais leves, e meus braços pareciam maiores, nada exagerado, mas só pareciam mais fortes, acho que isso tinha alguma relação com os treinos na floresta. Com o passar o tempo, o meu equilíbrio aumentou, e eu não caía mais enquanto combinava golpes com os dois braços.
Depois de duas semanas de treinos reparei que árvores funcionariam melhor como rival do que os bonecos de pano e palha do acampamento.  Agora eu passava horas na floresta, girando e cortando o tronco e galho de árvores melhores, aos poucos estava me tornando um desses lenhadores do norte do país.
O tempo também me ajudou a controlar melhor o peso e a força que eu aplicava em cada golpe, assim meus movimentos ficavam diferentes, mais rápidos e pareciam mais letais, pelo menos para os troncos que ficavam em meu caminho. Eu tinha ficado tão animado com a ideia de começar a usar machados que conversei com várias pessoas sobre o que elas achavam da arma, tentei até pedir algumas dicas para algumas delas.
A primeira pessoa que veio a minha cabeça para pedir ajuda foi Kendall, mas aquilo me fez ter vontade de enfiar um machado na minha própria cabeça, eu tinha que esquece-lo, esquecer tudo o que aconteceu naquela noite era o melhor.
Alguns filhos de Ares realmente parecem legais, nem sempre são inteligentes mas as vezes são legais, principalmente quando você está disposto a conversar com eles sobre armas. Naquele chalé eram poucos os que usavam o machado como arma principal, os outros preferiam lanças e clavas. Demorou, mas por fim achei campistas dispostos a me ajudar.
Bonnie e Drake, resolveram me acompanhar e me ensinar algo que eu já queria a tempos, o arremesso de machado. Eu não esperava que eles levassem aquilo tão á sério, mas eles me explicaram que vieram de uma família onde arremessar machados era uma espécie de tradição. Já tinha ouvido falar de jogos de lenhadores, mas achava que já tinha sido extintos depois que criaram o Nintendo Wii.
Como eu não queria competir eles não se preocuparam em me explicar como funcionavam as regras do jogo, se preocuparam mais na versatilidade que essa modalidade poderia levar para um combate entre um semideus e um monstro.
Bem, na parte teórica os filhos de Ares não são os melhores professores do mundo, o vocabulário deles não é tão vasto assim, e as primeiras explicações basicamente se resumiam a “ Acerta aqui e ele morre “ “ Acerte aqui ele caí “ ou então “ Acerte aqui e ele não pode mais ter filhos “.
Depois eu teria tempo para aprender sobre as partes vitais dos monstros com os filhos de Atena, no momento o que eu queria era praticar, não precisavam ser alvos vivos, só precisavam ser algo que eu pudesse acertar. Para a minha sorte, os dois irmãos também estavam cansados de explicar e queriam partir logo para a ação.
Não demorou muito e nós conseguimos achar o local perfeito para treinar, e dessa vez não era na floresta, e sim no campo de arco e flecha. Os dois irmãos expulsaram os filhos de Apolo que estavam praticando para que pudéssemos treinar um pouco, eles sempre faziam isso, e esse era um dos pontos para que eu não gostasse deles.
Cada um de nós se colocou na frente de um alvo, e se posicionou. Cada um tentaria arremessar na sua vez, a sequência era : Bonnie, Drake e eu por último, eu preferia assim, pois pelo menos eu poderia aprender os estudando.
Arremessando o primeiro machado, a menina acertou o alvo em cheio, e até fez com que ele chegasse um pouco para trás com o impacto da arma. Drake não conseguiu realizar essa proeza, mas o seu machado parecia ter sido fincado bem mais fundo no alvo e aquilo virou motivo de discussão entre os dois, que assim como eu, nem tinham reparado que a minha vez tinha chegado.
Meu primeiro arremesso tinha sido um fracasso, assim como o segundo, o terceiro. Enfim, todas as vezes em que tentei o machado acabava passando por cima do alvo, e indo parar na arquibancada. Nas outras vezes o cabo que bateu no alvo e fazia o machado cair no chão.
De início eles não sabiam o que estava acontecendo para que eu errasse tantos arremessos, mas depois que pararam de rir eles resolveram me  observar arremessando para ver se encontravam onde o erro estava. E não demorou muitos arremessos para que eles o achassem, era o meu pulso, estava leve, eu não estava colocando a força correta, e também o meu timing não estava bom, ou eu soltava o machado cedo demais ou então tarde demais.
Tive que treinar o lançamento sem o machado, somente o movimento de arremessar, para que  o meu braço se acostumasse. Agradeci pela minha hiperatividade me fazer aprender rápido, se eu fosse um garoto tentando entrar para a competição de lenhadores eu teria que passar meses treinando, e aquilo só durou um dia.
Já era o fim da tarde, quando eu estava coberto de suor quando eu consegui acertar o alvo. O machado não chegou a acertar o meio do alvo, pegou na sua borda, quase para fora, mas para mim aquilo já era uma vitória, afinal no meu primeiro treino com os machados o máximo que eu consegui foi arranhar um boneco de estopa, e agora eles mal sobravam a minha volta.

Os filhos de Ares não entenderam o motivo da minha comemoração, afinal aquilo não seria o suficiente para matar um monstro em combate, eu mal conseguiria feri-lo com um golpe daqueles, mas era disso que se tratava ser um semideus, aprender no dia a dia, e treinar para ficar mais forte. E naquele dia eu tinha conseguido dois técnicos, que sem dúvida não largariam do meu pé até que eu conseguisse derrubar um alvo com os meus machados.












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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Dom 24 Nov 2013 - 22:23



we kissed, i fell under your spell

Passei a minha mão por minha testa, tirando o suor que ali havia se acumulado, Respirei fundo antes de arquear minhas costas e observar o horizonte, onde o sol quase estava se pondo. Tinha dado uma corrida básica em volta do Acampamento apenas para um aquecimento e esperava que ainda desse tempo de treinar antes que o jantar fosse servido. Me encaminhei para o campo de treinamento, os legionários que passaram por mim me olharam com curiosidade, já que não era um horário muito comum para se treinar. Não dei muita atenção para eles e fui direto para o depósito de armas pegando a minha prefira, a lança. Desde o ataque de Hipírion no Acampamento Meio-Sangue na Semana Diplomática, muita coisa havia mudado. Todos estavam sempre atentos prontos para um novo ataque surpresa, principalmente porque todos tiveram suas honras manchadas. E claro que eu sentia o peso da responsabilidade, se tivesse percebido antes o cheiro dos monstros, talvez tivesse conseguido evitar todo aquele desentendimento. Saí do depósito e me coloquei diante do autômato que uns filhos de Vulcano haviam construído. Se eu melhorasse, se me tornasse uma pretora mais competente e que respondesse a qualquer necessidade de meu Acampamento, então realmente me tornaria alguém digna daquele cargo. Não podia conviver comigo mesmo e com aquele arrependimento, precisa melhorar para proteger pessoas além de mim. Dei mais uma olhada no horizonte do acampamento, aquele era o meu lar, onde cresci e vivi. Então ataquei o autômato com rapidez e voracidade.

Assim que sentiu a minha aproximação agressiva o autômato em forma de semideus com uma espada e escudo foi ativado, com um movimento perfeito ele bloqueou o meu ataque com a ponta da lança com o seu escudo no alto. Ele contra atacou bradando a sua espada no clássico movimento romano, uma girada para baixo e então uma investida direta na altura da cintura. Defendi o primeiro golpe com o cabo da lança a colocando em pé, entretanto o segundo movimento foi um pouco mais rápido, e tive que desviar com o corpo. Logo depois girei o meu corpo, com passos rápidos e girei a lança na direção de seu peito. Enquanto isso o autômato deu um passo para o lado, chocou seu escudo em meu peito e me jogou no chão. Rolei para o lado quando sua espada veio na direção de meu pescoço e coloquei-me rapidamente em pé empunhando a lança contra ele. O autômato se virou para mim deferindo golpes rápidos dessa vez, que defendi todas com o cabo da lança, mas os golpes eram tão rápidos que não tive tempo de contra atacar.

Girei a lança e com a ponta oposta da mesma ataquei a cabeça dele, que cambaleou para trás. Aproveitei o a oportunidade e chutei o autômato e em seguida tentei fincar a minha lança em seu pescoço. O problema foi quando ele simplesmente jogou a cabeça pro lado e girou a sua espada. Gritei de dor caindo no chão e olhei imediatamente para a minha perna onde o jeans estava rasgado e o sangue estava escorrendo. Observei o autômato se colocar de pé enquanto eu o xingava baixinho. Desviei o meu olhar para a minha lança e então a peguei a alguns metros de distância de mim, ainda surpresa com aquela situação. Desde de quando minha técnica havia decaído tanto? Eu era a filha de Marte, vencia qualquer batalha, contra qualquer adversário sob qualquer situação que fosse. Coloquei-me de pé, com raiva por ter sido pega daquele jeito e parti para cima do autômato. Ele tentou se defender novamente com o escudo, mas já conhecia aquela técnica, simplesmente dei dois passos para o lados e investi contra sua mão de lado. O escudo caiu de sua mão, mas ele não parou, rapidamente me atacou sem evitar. Um golpe de lado que defendi novamente com o cabo da lança e investi direto no peito do autômato com rapidez.

O autômato se contraiu e começou a se desmoronar por inteiro. Dei alguns passos para trás tentando colocar em ordem a minha respiração que estava desregulada por causa do exercício. Joguei o meu corpo para trás caindo de costas e observei o céu que já estava escuro dando origem às inúmeras constelações. Fechei os meus olhos suspirando e aproveitei a brisa fresca que passou exatamente naquele momento. Ainda não estava totalmente satisfeita com aquilo, com certeza ainda havia muitas coisas para melhorar, porém, tinha que dar um tempo para mim mesma. Por fim me levantei e guardei a lança, em seguida seguindo para a casa de banho ao invés do refeitório.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Maxine H. Grümmer em Qui 28 Nov 2013 - 19:21

❝ Natural Born Killer ------------------------ ❞

Enquanto tirava a minha adaga/espada de minha bainha, passei a ralhar na minha língua nativa, em relação a Hunter. Discutimos por conta de nossos cães infernais. Ele insistia que meu mascote passara pulgas para o dele, enquanto cuidava de seu cão com um bom banho. Acabei pegando a mangueira e molhando meu irmão. — Ese canalla arrogante que yo llamo hermano; irritable, molesto y persistente. Llamado a mi perro de pulgas y todavía hace berrinche. No lo soporto. — Minha raiva custaria a passar, até que cheguei à aula de instrução com adagas, que ocorreria na arena como de costume, entrementes estando num amplo círculo com inúmeros bonecos sintéticos de silicone, material relativamente mais resistente que o pano e a palha dos bonecos de costume. Parei alguns passos do semicírculo pequeno de semideuses, um pouco deslocada do grupo, afinal eu não era uma pessoa muito sociável no acampamento. Olhei para baixo, e para prender meus olhos em alguma coisa, chutei uma pedrinha para longe com a ponta de minhas botas de canos curtos e pequenos esporos nos calcanhares. Presente de minha mãe, quando fomos à Nashville; já que passávamos boa parte do tempo viajando e muito havia local para explorar com o circo, tínhamos que comprar o máximo de recordações possíveis. Saí de meu punhado de pensamentos sobre a minha vida “mortal” e voltei à realidade, onde o instrutor provisório nos dava instruções do que tínhamos de fazer no treino. Como havia poucos campistas naquele fim de tarde, o instrutor orientou apenas que treinássemos uma coisa que eu estava louca para fazer: atirar facas.

Dei um pequeno sorriso contente enquanto absorvia a ideia. Seria o primeiro treino onde eu me destacaria em alguma coisa, afinal eu tinha um pouco habilidade com essa arma em especial. Há anos que não faço isso, por isso deveria estar enferrujada, mas a técnica era uma coisa que nunca saíra de minha cabeça desde que meu pai adotivo me ensinara a arte das adagas e facas. Uma figura que exalava jovialidade eterna — literalmente eterna — interrompeu a minha linha de pensamentos enquanto eu escolhia um boneco para treinar. Izzy. Abri um sorrisinho curto e cumprimentei a mesma: — E aí, raio lunar? — Ela fez uma careta quando eu apliquei o novo adjetivo à ela, o que me fez dar um sorrisinho mais sonoro. Tirei distraidamente a minha adaga de ferro estígio do cinto e suspirei de modo cansado, deixando de fitar a garota ao perguntar — Resolveu parar de bancar a antissocial com medo de meninos pra se juntar aos treinos? — Mantive meus olhos fixos no boneco que eu havia escolhido como alvo, sem esconder o divertimento em meus olhos ao fazer essa questão descaradamente para a menina, afinal ela era uma Caçadora; e realmente não ia com a cara de garotos. Ela me respondeu com um pouco de azedume — o mesmo azedume que tomava conta de minha voz, depois de ter brigado com Hunter — e eu apenas dei de ombros com a sua resposta. — Tanto faz. — Ajeitei a adaga em minha mão.

A imagem de meu pai de criação, Marco, ensinando-me a segurar uma faca pronta para arremesso ainda estava cravada em minha retira como se não houvessem passado anos. Muitos anos. Era simples. ”Segure na lâmina, Belle.”, ele dizia com o forte sotaque espanhol que possuía. Segurei a minha arma na sua parte laminada entre o polegar e os outros dedos, apertando-os um pouco demais até. Respirei fundo para me lembrar do que fazer. Os anos passados no Cassino Lótus haviam arrancado uma boa parte da nitidez de minha memória, porém essa técnica era algo para qual meu pai adotivo estava me preparando. Foquei um ponto específico no boneco, algum local entre o pulmão e o estômago humano. Girei os meus ombros para trás e ergui a guarda com a adaga, deixando a mesma muito acima de minha cabeça enquanto lançava o pé contrário da mão armada, de modo brusco e subitamente arremessei-a no alvo, soltando a faca e vendo-a girar em seu próprio eixo até o boneco. Fiz uma careta ao ver o resultado. Eu podia fazer muito melhor, realmente muito melhor. Izzy avaliou o meu tiro com olhos críticos, franzindo os lábios e dizendo que fora um tipo muito bom para quem não era uma Caçadora. É claro, Ártemis e caça; faca é uma de suas armas e é claro que a garota poderia fazer um tipo muito mais ágil e limpo do que este. Semicerrei os olhos e ignorei o seu comentário, indo até o local atingido e vendo que passara muito mais longe do local que eu pretendia, na área das costelas. E a lâmina não ficara nem um terço cravado no boneco de silicone. Suspirei pesadamente e vi como a faca estava frouxa contra a área que acertara enquanto tirava ela do boneco, antes de voltar para a linha de tiro. — Eu estava só me aquecendo. — Falei para Izzy, enquanto caminhava novamente para a minha linha de tiro, pisando duro como havia feito ao caminhar para a arena; quase me sentindo estúpida por achar que ia conseguir atirar uma faca de modo exemplar depois de anos sem praticar.

Me posicionando na minha linha de tiro com o pouco de dignidade que ainda me restava, soltei um suspiro sôfrego enquanto tentava relaxar os meus ombros para tentar um novo arremesso de faca. Girei o punhal da adaga de ferro estígio na mão direita, procurando outro ponto que poderia ferir gravemente uma pessoa. Inclinei a cabeça para o lado, avaliando a situação com o semblante de uma criança extremamente curiosa. Onde acertar? Decidi fazer um tiro simples no abdômen. Repeti o mesmo procedimento que havia utilizado no tiro anterior, erguendo o braço armado e atirando a perna contrária a minha frente num passo curto e impulsivo quando arremessei a lâmina contra o boneco, com um pouco mais de firmeza nos braços e antebraços, soltando a lâmina da faca quando ela fizera um ângulo de, aproximadamente, noventa graus em relação ao ponto mais alto de minha cabeça. Pude sentir a diferença no percurso solitário da arma, que cortara o ar com um pouco mais de firmeza, cravando-se no boneco de silicone com mais força que antes. Sorri, um pouco mais satisfeita comigo mesma, enquanto caminhava para o meu boneco com um segundo “ferimento”, enquanto Izzy recolhia a faca de seu primeiro tiro no boneco ao lado. Minha lâmina cravara-se quase exatamente onde eu queria dessa vez, pouco mais da metade do metal cravado contra o silicone que era a matéria prima do boneco. Sorri, e escutei o baque surdo do segundo tiro de Izzy, o que me dera uma ideia que poderia ser do agrado da Caçadora.

Pulei para o lado do boneco da garota antes que ela pudesse dar o terceiro tiro dela, com um sorriso amplo enquanto girava rapidamente a adaga entre os dedos. — Eu tenho uma proposta, Izzy. Vamos tornar esse treino mais interessante. — Falei num tom sugestivo. — Vamos supor que os bonecos são garotos que partiram nossos frágeis corações, e que agora devemos nos vingar deles. — A sugestão poderia ser cômica em relação à Izzy, já que ela é tipo, virgem para sempre, ou seja, não passaria por uma situação como esta que eu citava, porém prossegui com a explicação como se não tivesse lembrado desse fato, percebendo uma nova careta de azedume na face dela. — E é a parte de se vingar que é legal. Vamos atirar a faca no dito cujo. Vinte e cinco pontos se causarmos uma hemorragia dos órgãos do sistema digestivo, circulatório ou respiratório. — Ressaltei a ideia da instrução, cravando a minha adaga no peito do boneco com brutalidade, sem muito esforço para tal. Tomei a adaga prateada de Izzy, continuando com o final do regulamento sugerido, cravando a adaga na cabeça do alvo humano estático. — Sessenta pontos se causarmos uma hemorragia cerebral ou danos neurológicos com um tiro. Se o tipo for limpo, pode dar bônus. Dez pontos em qualquer outro alvo que não lhe seja vital ou grave. O que você acha? — Compartilhei um sorrisinho de cumplicidade com Izzy, o que me dizia que, possivelmente entramos num acordo.

[...]

Ok, eu começo. — Anunciei, erguendo a minha adaga, já de volta a minha linha de tiro enquanto tentava me recordar de mais informações para atirar minha arma favorita. Semicerrei os olhos e escolhi um local para tiro. Parte plana um pouco mais firme entre o polegar e os três dedos médios na mão direita, erguendo a mesma num ponto acima da cabeça, antebraço rígido e pés posicionados numa largura similar a de meus ombros. Girei meus ombros para trás e focalizei bem o meu local de mira, o lado esquerdo do tórax do boneco; e novamente joguei a minha perna esquerda para frente, e meu braço direito num arco largo na vertical, depositando um pouco mais de força em meu antebraço na hora de atirar a faca, deixando a lâmina voar de meus dedos em direção do boneco alvo. Um segredo era nunca fazer um movimento cruzado com os braços, sempre paralelo ao corpo para maiores chances de sucesso de arremesso. O boneco sintético balançou um pouco, porém não foi algo tão bem sucedido como eu esperava, o que me faz bufar por baixo do som da música. A faca ainda estava consideravelmente frouxa no alvo, porém um pouco mais cravada que nas primeiras tentativas, e um pouco mais abaixo de onde eu queria que ela penetrasse. — Vinte e cinco pontos. — Falei, erguendo o braço, dando a vez para Izzy. Ela faz o seu tiro e eu bufo com mais frustração. Seus arremessos de facas estavam melhores que os meus e ela anuncia vinte e cinco pontos, também.

Estava tentando me recordar do que eu fazia de errado, até que as primeiras aulas de Marco me clarearam um pouco mais, apesar dos anos oitenta estarem tão distantes. O problema estava em minha atenção demasiada perante o modo como eu segurava a faca. Uma das primeiras regras era “não se concentrar na faca e sim no alvo”. Eu estava preocupada com a lâmina, esquecendo-me completamente de que eu devia olhar para o alvo na hora de atirar. Se a faca seguir o movimento, ela vai encontrar o alvo. Novamente, pés separados na largura dos ombros, e pulso firme. Ergui a arma na altura acima da cabeça, o antebraço rígido e quase completamente reto. Foquei a cabeça do boneco. Atirei; jogando a perna esquerda novamente para frente enquanto o braço direito outra vez fazia um arco vertical de cento e oitenta graus fronte a mim, paralelamente em relação ao meu corpo, com uma força que eu exerceria do mesmo modo se estivesse com as mãos em um machado. Com o pulso firme e mão leve ao segurar a lâmina, a faca fez um movimento saltado para fora de minha mão como se ela tivesse adquirido uma vontade própria de voar para o alvo determinado, e esta fez meios giros em seu próprio eixo com um zumbido de metal a atmosfera. A lâmina da adaga cravando-se no boneco fez um barulho de baque surdo e desagradável. Contra a cabeça de uma pessoa, deveria exalar um som nauseante ao romper um pouco do crânio, os globos oculares e parte dos miolos. Quando analisei a lâmina, mais de sua metade estava cravada contra o alvo. Foi um pouco mais difícil retirar esta do lugar, entrementes eu consegui fazê-lo com um esforço a mais. — Sessenta pontos, hein? — Acabei me animando. Izzy fez seu segundo tiro, e fomos alternando as nossas vezes, estando sempre ombro a ombro. Quando chegara a minha vez; a decisiva, como dissera para mim a Caçadora, me dirigi para a linha de tiro com um sorrisinho.

Novamente me coloquei em pé alguns metros do boneco de silicone, arremessando outra vez com os meus métodos mais “amaciados”. O meu maior desafio agora era cravar mais fundo a lâmina contra a superfície do alvo, entrementes isso era de mais prática. Antes eu conseguia. Não seria um desafio agora. Os meus arremessos anteriores e bem sucedidos fizeram um barulho mais chamativo que os dois primeiros, e a parte laminada de minha arma estava quase cravada até o punhal no novo alvo que eu havia treinado. Geralmente as fazia na cabeça, bem no olho, um tiro limpo. Arrisquei no meu último arremesso, segurando a ferramenta de tiro no punhal, na qual os giros eram mais completos. Ao contrário dos tiros onde segurasse pelas lâminas, que são meios giros. Me encaminhei três metros e meio de distância do boneco — distância a mais do que era solicitada pela linha de tiro — e fiz todo o procedimento de preparação, pulsos e antebraços firmes e pés devidamente separados, entrementes eu segurava o punhal revestido de couro da adaga. Fixei meu olhar no alvo — este é uma surpresa — e preparei minha arma acima da cabeça. Uma última ideia me ocorreu, para fechar com chave de ouro a este treino, que a propósito, estava quase em seu fim. Tirei o laço de fita lilás perolado que prendiam confusamente o meu cabelo num rabo de cavalo e amarrei-a em minha adaga de ferro estígio, entrando em contraste com o negro de sua lâmina.

Dei um passo brusco com o pé esquerdo e o arremessei o eximo de metal com o braço direito, força aplicada sobre o punhal da adaga e o pulso firme que proporcionaria o joguinho dessa divisória de antebraço e mão, que auxilia para que a faca girasse além do necessário. Quanto mais ela girasse, mais força e mais impacto da lâmina contra o alvo. Continuei com o movimento do braço mesmo depois de soltar a faca, repousando-o em minha coxa enquanto escutava um novo baque surdo e desagradável da adaga contra a superfície sintética do boneco. A parte laminada cravou-se por inteiro bem no meio da virilha do boneco, ocultando toda a parte cortante. O baque foi audível em toda a arena. — CEM PONTOS! ISSO MERECEU UM BÔNUS! — O laço de fita deixava a visão mais ameaçadora do que como se estivesse sem nenhum enfeite. Izzy compartilhava o momento divertido comigo, rindo e com certeza, imaginando junto comigo, a situação que seria se o boneco fosse realmente um garoto. Ela questionara o fato de eu não ter ao menos tentado entrar para as Caçadoras. Tirei a adaga do local nada digno em que fora cravado no boneco e tirei o laço deste, sorrindo descaradamente para a garota, dando de ombros. — Eu adoraria desagradar os garotos ao ser inalcançável para eles, minha amiga. Mas eu tenho o meu próprio método de acabar com a graça dos mais cafajestes. — Guardei a minha adaga, agora estendida ao tamanho de uma espada, completando: — Nunca dou um fora, mas também não deixo clara a minha falta de interesse. Não faço nada, mas espero sempre esmagar o coração deles. Pelo menos até achar a pessoa certa. — Findei com um dar de ombros, deixando claro que eu ainda não desistira completamente dos rapazes. Mas quem sabe um dia não acabaria na Caçada, junto com as outras garotas adolescentes, seguindo a senhora Ártemis? Jovem e livre para sempre, livre de responsabilidades. Suspirei e abanei a cabeça, tirando a possibilidade da cabeça. Estava com medo de fazer isso e acabar me arrependendo. Sorri para Izzy e meneei com a cabeça para o exterior da Arena. — Vamos, é quase hora do jantar, e eu estou muito a fim de um bom churrasco com suco de abacaxi com leite. — Saímos dali.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Sab 30 Nov 2013 - 0:04



Treino de espadas
como apanhar da sua meio-irmã em cinco passos

- Nós vamos nos atrasar e a culpa vai ser sua. – Acusei a garota que soltava um ‘tcs’ de indignação atrás de mim. Por sermos meio-irmãos, a implicância fluía normalmente, era algo natural que estivéssemos sempre brigamos. Belle, ou Isabelle para os menos íntimos, conseguia me deixar realmente irritado, e não só pelo fato de ter me apelidado como bebê chorão. Rolei os olhos, já de “saco cheio”, e saí do chalé com passos pesados. É claro que não havia como nos atrasarmos, afinal o treino não era oficial, e sim algo bolado por nós dois – eu e ela – para praticar defesa e ataque. Continuei andando e não tornei o olhar para trás, embora a ótima sensibilidade auditiva me possibilitasse ser capaz de escutar o batuque casual de pés atrás de mim. Ao finalmente alcançar a Arena, ampla e com carência de campistas (nem todos gostam do treino autônomo), girei sob os calcanhares e saquei a espada que tinha prendido à fivela da calça.   Virei em tempo de dar de cara com Belle que sorria após ter sacado sua própria espada. O ferro estígio era letal para monstros, e aquela espada em particular – dada por Hades aos seus filhos – conseguia absorver a essência maligna de tudo que atingisse – Lembre-se do trato. – Adverti com uma expressão cuidadosa ao começar a me movimentar. Um passo para direita, outro para esquerda; o típico gingado que antecede o combate. Eu e Belle havíamos conversado e decidido que golpes diretos tinham de ser evitados, pois só assim seria possível largar as espadas de madeira que geralmente são usadas nos treinos. Minha meio-irmã deu um sorriso angelical, contudo sarcástico, e disse-me para não começar a chorar quando ela deixasse, por obséquio, que sua espada escorregasse um pouco na direção de meu pescoço. Mostrei-lhe o dedo do meio em um gesto infantil e finalmente parti para o ataque, largando assim os passos simétricos que antes dava.

Corri alternando a velocidade, embora a distância fosse muito pouca, e - ao me aproximar o suficiente - ergui a espada na horizontal. A intenção clara era a de quê tentaria acertar o ombro de Belle em um golpe transversal, contudo eu raramente fazia o obvio e disso minha meio-irmã já sabia. Invés de seguir o ritmo já estabelecido e aproveitar do impulso ganho, levei meu ombro direito (o da espada) para trás em um giro rápido e usei da força ganha para desferir um novo golpe na vertical contra o ombro oposto de Belle. A garota entendeu a estratégia antes de eu conseguir atingi-la, impondo sua espada na horizontal frente ao golpe. Poderia ter continuado na brincadeira de medir forças, sempre presente na maior parte dos embates, contudo optei por recuar um passo para livrar minha espada e em seguida me agachei evitando a lâmina de Belle que passou centímetros acima de minha cabeça. Dei um risinho baixo enquanto ainda abaixado, mas logo deixei o comportamento infantil para depois e bati na parte de trás do joelho de minha adversária com a parte chata da espada (lembra-se do acordo? Sem danos). Belle recuou dois passos, recobrando seu equilíbrio, e partiu para o ataque em tempo de chegar até mim quando eu ainda tentava me erguer por completo. A empunhadura de sua espada atingiu meu estômago em cheio, fazendo-me ficar contente por não ter tomado café da manhã aquele dia, e eu recuei alguns passos ofegantes até quase cair no chão. Tossi e, por milagre, consegui ficar de pé. Minha meio-irmã sorriu do modo doce como só ela consegue e me disse que não chorasse agora, afinal ainda tinha muito o que ensinar – Já pensou em ir para o inferno? Papai precisa de novas górgonas. – Praguejei ao apoiar minha mão livre no abdômen dolorido.

Sem esperar que eu recobrasse todo o fôlego perdido com o impacto, minha meio-irmã menor investiu de prontidão com a espada voltada na vertical. Era um golpe bem óbvio, provavelmente visando meus ombros ou cabeça, e por isso mesmo redobrei a atenção ao esperar, imóvel, o que viria. Belle se aproximou o suficiente para que eu pudesse lhe atingir e logo recuou um passo, cercando-me tão rapidamente que fiquei ligeiramente tonto ao tentar acompanhar seus passos. As costas! Era isso. Corri para frente, onde antes estivera minha adversária, e de lá me voltei na direção oposta à qual estivera segundos antes. Belle já tinha o punho levantado e estava prestes a descer a empunhadura da espada, novamente, contra mim. Ergui minha própria mão livre e segurei o pulso de Isabelle, apertando-o tanto que era possível ver a rigidez em meus dedos – Não dessa vez, baixinha. – Disse e sorri tal qual minha meio-irmã ao passar-lhe uma rasteira inesperada nos pés. Pega de surpresa, a garota caiu no chão e eu desci também, só que por cima dela. Logo manejei a espada de modo a encaixar a lâmina próxima ao seu pescoço. Sorria vitorioso com o progresso, contudo o momento de glória não durou pouco mais do que dois minutos. Irritada, Belle acertou um chute contra meu abdômen já sensível e eu tive de ficar de pé, o que lhe deu tempo para imitar o mesmo movimento e investir na rapidez que só ela tinha (talvez por seu porte físico). Fiquei atento o suficiente para bloquear a investida feroz da garota, empurrando-a para trás com o uso da força brutal, mas logo ela desistiu do jogo idiota e recuou para tentar novamente. Nossas espadas se cruzavam no ar, semelhante contra semelhante, preenchendo a atmosfera com estalidos de ferro sendo forjado. Tentei usar dos intervalos para achar alguma brecha, contudo não havia tempo o suficiente. Com um movimento mais de pulso, tentei desferir um golpe baixo contra o abdômen de Belle, sem a intenção de provocar dano real, mas a garota me repeliu ao acertar meu punho com sua própria empunhadura.

Minha camisa já estava empapada de suor, assim como os braços e músculos em geral começavam a pesar toneladas. Se fosse noite, as sombras curariam tanto a mim quanto a Belle, mas no momento o sol era nossa única companhia. E o embate continuava, embora sem vencedores, e com competidores mais do que cansados. Em seu ímpeto renovado, minha meio-irmã era a que mais investia, deixando de me acertar por centímetros. Aderi mais ao posicionamento defensivo, empurrando-a para trás com o auxílio da espada e ás vezes até mesmo dos braços e pernas. Como aquilo não terminava logo, resolvi também assumir a postura ofensiva, empurrando Belle para trás uma última vez antes de erguer a espada na vertical. O golpe era claro, tal como a garota já tinha feito antes, e eu fiz mesmo a coisa tão obvia. Desci a parte chata da espada contra o ombro de Belle e ela estava tão atenta em esperar um novo golpe improvisado que não se deu conta de que eu tinha feito mesmo àquela coisa obvia. Ao ver seu silêncio, pensei ter empreendido força demais no golpe e talvez causado-a dano – Você tá bem, Belle? Eu não queria... – De repente minha meio-irmã ergueu o rosto, aquela expressão homicida estampada em sua face, e bateu a cabeça dura contra a minha. Cambaleei e, por fim, caí com os quadris contra o chão. Ela ria e fazia imitações da minha expressão preocupada de segundos atrás, apoiando-se nos joelhos para não cair de tanto rir – Na verdade, eu queria mesmo. Devia ter tirado seu ombro do lugar. – Resmunguei ao ficar de pé e correr atrás de Belle, mas ela também corria e assim éramos dois filhos de Hades, ambos sem juízo, correndo pelo Acampamento afora.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Logan K. Scheubaer em Dom 1 Dez 2013 - 15:48


GET READY TO ATTACK

Cheguei à arena por volta das dez horas da manhã. O clima estava esfriando aos poucos. Aquela era época de inverno no hemisfério norte, e o solstício também. Isso significava uma super ultra mega importante reunião entre os olimpianos. Tinha ouvido comentários as decisões dessas reuniões poderiam mudar o curso do mundo para sempre.

Fui até o arsenal do local pegar uma espada simples e um escudo de madeira. Parei em frente de um boneco que possuía um sistema mecanizado. Ele era totalmente feito de algum material parecido com plástico, porém parecia bastante resistente como ferro – Ativar, modo fácil – Falei e um brilho nos olhos dele apareceu. Dei um passo para trás e segurei firmemente o punho da minha espada.

Do nada brotou uma espada na mão do boneco e um escudo de madeira como o meu – Preparar para o ataque... 3... 2... 1 – Ele falou e avançou em minha direção, atacando-me. Defendi o ataque com a espada, fazendo um som irritante com o contato da lamina na outra. Dei um passo para trás e o boneco deu um para frente, tentando atacar-me com a espada outra vez, porém defendi o mesmo com o escudo.

Dessa vez tentei atacar o boneco. Coloquei firmemente meu pé direito na frente e ataquei na diagonal de baixo para cima, porém o adversário bloqueou com o escudo. O mesmo tentou atacar no meu ombro esquerdo, entretanto concentrei meu peso no pé direito e girei meu corpo em meu próprio eixo. Com a espada em mãos ataquei rapidamente a lateral do boneco, causando um corte profundo.

O mesmo deu um passo para o lado e tentou atacar-me em um corte horizontal na altura do pescoço, mas bloqueie o mesmo usando o escudo. Infelizmente o impulso fez com que eu desequilibrasse e caísse. O boneco aproveitou a situação e fez um corte profundo no meu braço que segurava e espada, fazendo-o sangrar. Arfei de dor e rapidamente me levantei. Segurei minha espada, mas o mesmo rapidamente aproveitando que eu baixei a guarda, bateu com o escudo em mim, fazendo-me cambalear para trás.

A espada caiu da minha mão, e ali me vi desarmado. Pensei em gritar para ele ser desativado, contudo não fiz isso. O boneco atacou-me na diagonal, na altura do meu peitoral, porém pulei para trás, fazendo a lamina chegar a poucos centímetros do meu corpo. Coloquei o escudo a minha frente e corri em direção ao boneco. O mesmo tentou atacar-me, mas me defendia com o escudo. Ficamos nesse jogo dele atacar e eu defender até um momento que percebi ele abaixar a guarda. Aproveitando aquilo, coloquei meu pé firmemente na frente do meu corpo, concentrei meu peso naquela perna e impulsionei meu corpo para frente, empurrando o boneco no chão com o escudo. Ao perceber que o mesmo já estava no chão, pisei pesadamente no pulso do braço que segurava e espada, forçando-o largar a mesma, e assim foi feito. Peguei rapidamente a espada e enfiei-la no local onde deveria ficar o coração. Percebi que os olhos do mesmo perderam o brilho.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Convidado em Dom 1 Dez 2013 - 16:20

Treino de Espadas e Adagas

Continuando a me Machucar

Havia acabado de sair do Treino de Arco e flecha. Minha boca ainda estava sangrando devido ao acidente ocorrido no treino mais a adrenalina ainda corria em minhas veias, e não permitia que parasse de treinar tão cedo naquele dia. Fui para a área de treino com espadas, a pequena área perto do anfiteatro. Ainda era de tarde, então fui sem pressa, a camisa ainda molhada devida a chuva que havia tomado mais cedo agora me proporcionava um ar condicionado interno, pelo menso na parte superior de meu corpo. A bainha que havia pegado mais cedo estava portando uma espada, de um metro, e do outro lado preso na cintura, uma adaga. Não gostava muito de usar espadas. Eram grandes, e pesadas e não eram muito ágeis. Preferia as adagas, eram mais perigosas, exigiam mais cautela, pois se precisava chegar mais perto para obter um alcance ideal para ferir o oponente, mesmo assim eram leves e fáceis de portar, o que era um grande atrativo, pelo menos, para mim.

Os bonecos eram um pouco parecidos com os da aula de arco e flecha, mais sem miras. Mais peguei pontos que poderiam causar sérios danos, como artérias e pontos críticos. Peguei primeiramente a espada. Era equilibrada em minha mão, ainda mais sendo de Bronze celestial e o fio sendo de prata. O Cabo era madeira e ouro, não era pesada, pelo menos eu não achava. Coloquei o fio rente ao meu braço e a desdobrei com agilidade para impulsiona-la. Havia acabado de arrancar um braço de um boneco com um simples movimento, infelizmente, havia conseguido o segundo machucado do dia, dessa vez no braço. Não era fundo, mais havia um pouco de sangue e ardia por causa do suor, mais não parei o treino por algo tão simples. Sai da onde estava e peguei minha espada, agora seria treino corpo a corpo. Me coloquei frente a frente com o boneco de palha e ponderei a espada, apenas dei um corte rápido do ombro até a cintura, não era fundo, mais com certeza um corte daquele faria qualquer um urrar de dor. Fui mirando em vários pontos comuns, calcanhar, ombros, rosto, braço, e outros desse tipo.

Não precisei parar ou trocar de boneco, ele continuava inteiro, com vários cortes mais inteiro. Minha mão doía, então decidi usar a adaga para terminar o serviço. Me coloquei novamente a frente do boneco pensando como um adversário me atacaria. Provavelmente no meio do corpo. Então seria obrigado a desviar ou para cima, ou para baixo. Me agachei e rodei, e com a ponta da adaga cortei os dois pés do boneco e o coloquei no chão. Levantei, o corte no abdômen ardia um pouco mais nada fora do comum para um machucado. Apenas taquei a adaga bem onde se localizaria os olhos de quem quer que fosse, o alvo foi certeiro, exatamente no meio dos olhos do boneco. – Ok, Chega por hoje. – Estava ficando viciado em lâminas. Recolhi a sujeira da palha, e peguei minha adaga de volta, parecia mais pesada agora. Embalei a espada ainda com um pouco de sangue, mais ainda sim brilhante, e então sai dali, caçando algo para fazer até o fim da noite.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Noah Harrison Shneyder em Dom 1 Dez 2013 - 17:13

É dureza ser um novato, e não só porque todo mundo fica te olhando e querendo saber quem é seu progenitor divino. Em favor dos curiosos, eu também gostaria de saber quem era meu parente olimpiano. Eu havia sido criado e um orfanato e as irmãs – freiras – sempre se negaram a dizer qualquer coisa sobre a forma como eu acabei indo parar ali. Não tenho receios, sério, mas juro que é uma droga quando você não sabe a quem reclamar quando as coisas vão mal. Por não ter sido definido – ou reclamado -, colocaram-me em um chalé lotado. Sério! Tem gente para todo o lado e a maioria dos caras me encarava como se eu fosse um dos hambúrgueres do Burguer King. Àquela tarde o conselheiro do chalé reuniu todo mundo no pátio do lado de fora, e eu me encontrava entre o grupo de garotos de feições élficas – O que vai rolar? – Indaguei para o rapaz que parou ao meu lado. Embora o pessoal parecesse prestes a roubar suas calças caso você desse bobeira, eles eram simpáticos e não ficavam irritados em responder minhas perguntas. Foi assim que fiquei sabendo que o chalé de Hermes praticava esgrima aos domingos à tarde. Esgrima – Quer dizer que vocês lutam? Com espadas e tudo mais? Maneiro! – O garoto me olhou como se eu tivesse algum problema mental. Eu era novo e tudo mais naquele papo de meio-sangue, mas já estava começando a gostar. Afinal, o que você iria preferir: verão sendo importunado pelos valentões ou verão aprendendo a manejar todo tipo de arma legal? É assim que eu penso. O conselheiro do chalé, àquele com cara de surfista, pigarreou e um círculo se formou ao redor dele. Parecia um cara legal, até tinha me arrumado alguns itens de higiene pessoal e um colchão. O importante é que ele começou a falar sobre esgrima, ressaltando os movimentos de estocada, finta e desarmamento, demonstrando-os ao falar. Fiquei observando em silêncio, assim como muitos, e até arrisquei pensar que conseguiria imitar boa parte daquilo. Meu pedido foi, pelo visto, uma ordem, pois logo o conselheiro disse que fizéssemos duplas para praticar.

Já disse o quão duro é ser um calouro? Já? Ainda vou repetir isso muitas vezes, aposto. Por não ter dupla e sequer conhecer o pessoal, tive de fazer par com o conselheiro e ele sorria daquele jeito perigoso que você não quer ver nunca no rosto de uma pessoa. Alguns garotos me deram tapinhas nos ombros, como se já tivessem passado por aquilo, e aí eu fiquei mais nervoso ainda. Havia um caixote em meio ao pátio aberto e ali todos pegavam um exemplar de espada de maneira, sem gume para que não acontecessem acidentes desagradáveis. Esgueirei-me entre os garotos e garotas e peguei uma espada, a primeira que encontrei, constatando depois que esta pesava o suficiente para desequilibrar o peso de meu corpo. Meu colega de treino, o conselheiro, disse que era difícil encontrar o perfeito equilíbrio com qualquer espada, portanto poderíamos começar daquele jeito e esperar que eu tivesse mais sorte da próxima vez. Tive a ligeira impressão de que eu estava precisando da sorte para agora – Então... Ataque e defesa? Eu vi os movimentos de estocada e finta, mas nunca manejei uma espada. – Comecei a dizer com um tom de cautela. O rapaz me disse que os movimentos vinham do nosso instinto de sobrevivência, como animais, e que eu ficasse calmo. Começaríamos com ataque. Segurei a espada com a mão direita, tendo vergonha de admitir que tivesse melhor movimentação caso segurasse a empunhadura com ambas as mãos, e então avancei um passo para diminuir a distância entre eu e meu parceiro do treino. O garoto tinha concordado em só defender e me orientar – por hora . De espada em riste, ou seja, posicionada da maneira que eu julgava adequada, avancei outro passo e investi descende a lâmina de madeira contra a cabeça do conselheiro. Admito que meu movimento fosse obvio, muito obvio, afinal a espada descia na vertical, mas mesmo assim não desisti de desferir o golpe.

O conselheiro me repeliu facilmente, impondo sua espada contra a investida. Por possuir menos força, cambaleei para trás, um sorriso animado no rosto. Eu não era esse tipo de gente que desiste fácil, o oposto disso, a verdade é que gostava de desafios. Após retomar o equilíbrio, apertei os dedos em torno da empunhadura lisa e investi novamente, tão rápido quanto podia, indo diretamente em direção ao ombro de meu adversário. Tentei fazer diferente, não parecer obvio, por isso fui com a lâmina na diagonal e só nos últimos segundos mudei a posição da mesma para a vertical. Meu golpe foi rechaçado tal qual o primeiro, mas parecia que o conselheiro aprovava minha troca de técnica. Lancei-lhe um sorriso de expectativa e ele balançou a cabeça de modo que entendi que poderia continuar. Armado, parti para cima, embora já estivesse bem próximo, e tentei atacar o flanco direito do garoto, sendo repelido ali por um golpe contra meus dedos em torno da empunhadura da espada. Não recuei choramingando, invés disso mudei de flanco, indo tentar atacar o outro que tinha ficado – a meu ver – desprotegido. Fui repelido como da outra vez, só que parecia que o conselheiro começa a ter trabalho. Invés de recuar totalmente como vinha fazendo de início, agachei-me e tentei acertar os joelhos do garoto com a espada, ficando meio surpreso quando ele deu um pulo tão alto que a lâmina cortou somente o ar – Wow, legal. – Disse, entusiasmado, ao ficar de pé e engatar desse movimento um golpe de cima para baixo, como fazem os lutadores de boxe. No orfanato eles não deixam a gente ver TV, muito menos esses esportes violentos, mas todo mundo sabe que essas proibições nunca serviram de nada. Ao subir quase acertei o queixo do rapaz, mas ele recuou um passo e encaixou sua própria espada contra a empunhadura da minha, fazendo algum movimento com os dedos que fez com que minha arma caísse há metros de distância – Tudo bem, não me mate, pode levar o dinheiro. Tenho três filhos pra criar e... – Ergui as mãos, rindo. Meu colega também riu, pegou a espada jogada e me entregou ao dizer que eu tinha me saído bem para um principiante, mas que agora era sua vez de investir.

- Cadê o escudo? – Perguntei de sobrancelhas arqueadas quando o conselheiro ergueu sua espada de madeira. Ele tinha técnica, prática, conseguia se livrar facilmente de ataques efetuados por alguém como eu – Vou ser morto se tiver só um pedaço de maneira para me defender. – Retruquei, mal humorado, ao ficar na posição de defesa. Pés separados, olhos atentos e mãos prontas para qualquer movimento. O rapaz riu e disse que as coisas eram assim por ali, e que todo mundo já tinha passado por aquilo, até mesmo ele, então eu poderia ir reclamar na casa grande ou treinar – Vamos treinar. – Optei. Meu adversário não aguardou muito tempo, logo partiu para cima e, cara, ele era muito rápido. Fiquei tonto só de tentar acompanhar os passos daquele garoto. Em um minuto ele estava á minha esquerda, a espada levantada na vertical, pisquei e ele já tinha chegado ao meu flanco oposto e acertava ali com a parte mais achatada da espada. Não doeu, não de verdade, mas mesmo assim foi impossível impedir que um “aí” assustado escapasse de meus lábios. O conselheiro riu e continuou se movendo, dessa vez indo para a retaguarda. Tratei de me virar e lá estava a espada ameaçando cair sobre mim. Dessa vez consegui também erguer meu armamento, jogando-o contra a lâmina do garoto antes que essa rachasse meu crânio ao meio. Ficamos naquela medição de forças, até que tive a brilhante ideia de jogar todo o peso do meu corpo para o lado do braço e o rapaz recuou. Resultado? Quase cai de cara no chão. Cambaleei e depois recobrei o equilíbrio, sorrindo afetadamente para meu colega que dava passos para lá e para cá. Que menino hiperativo.

Meu conselheiro investia de todos os lados, sumindo aqui e reaparecendo ali, e eu nunca conseguia acompanhar seus movimentos em tempo de evitar as pancadas – ele estava pegando leve. De espada na mão, apertei os lábios, irritado, e dei um giro de 360º graus, no objetivo de acertar qualquer coisa ao meu redor. Escutei um arfar baixo e uma risada, parecia que eu tinha deixado de acertar alguém por pouco. Tonto graças ao giro, cambaleei um passo desequilibrado e retomei o controle de minhas articulações, agindo em tempo de golpear o punho do conselheiro antes que ele terminasse o golpe que tinha planejado. Ao acertá-lo, dei um sorriso de expectativa e avancei, esquecendo-me da tarefa de defensor que devia exercer. Tentei bater a madeira contra seu ombro, errando por alguns centímetros, e nesse momento o rapaz acertou um belo de um chute na parte de trás do meu joelho direito. Vacilei e caí ajoelhado no chão. Antes que pudesse fazer algo, a espada de madeira foi pressionada contra meu pescoço pelas mãos do rapaz que estava logo atrás de mim. Por instinto eu quis me render novamente, mas invés disso usei a mão armada para acertar as canelas do rapaz atrás de mim. Ele uivou com o impacto e o aperto em meu pescoço sumiu. Fiquei de pé imediatamente, o sorriso animado sempre presente, e aderi à postura de defesa. O conselheiro investiu, fazendo chover golpe após golpe e dessa vez eu conseguia acompanha-los; não com perfeição, claro, mas ao menos sabia onde ia ser atingido. Esquivei para direita e rolei no chão para evitar os golpes. Antes que pudesse ficar de pé, o rapaz foi mais rápido e desferiu um golpe em forma de parábola. Deitado no chão, só tive reflexo o suficiente para fechar os olhos e impor a espada frente a mim na posição horizontal. Madeira contra madeira, lascas bateram em meu rosto. Abri os olhos, um de cada vez, e constatei que o rapaz estendia sua mão para mim, sorrindo e dizendo que eu era bom na esgrima. Muitos dos garotos de Hermes haviam parado de combater, agora riam e davam tapinhas em meus ombros. O treino tinha acabado, pelo visto.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Dom 1 Dez 2013 - 18:56

o ciborgue,
treinar sempre é tedioso.

Fazia algum tempinho que não usava a arena. Assim que coloquei meus pés no local, senti como se reencontrasse um velho amigo de infância. O cheiro de suor dos combatentes, o sangue seco em alguns equipamentos e até mesmo o som de dor e queda no tablado me eram familiar. Eu não sou um exemplo de guerreiro, prefiro ficar dormindo no meu quarto a sair por ai em combates aleatórios, mas enfim, não posso perder minhas poucas habilidades e experiências que tenho em combate. Eu estava portando minha espada, item que adquiri assim que havia entrado no acampamento, era por sinal minha companheira das horas vagas, se é que entende. Dei de ombros à lembrança, girando minha espada até onde ficava os autômatos. Bocejei longamente enquanto programava um desses robôs para lutar comigo. Não muito fraco, mas também não num nível impossível de vencer. Bati meus pés no chão, cortei o ar e declarei a batalha iniciada. Soltei um suspiro profundo, arrastando meus pés para a posição de luta. Tirei um fio de cabelo da frente de meus olhos e mirei o autômato firmemente, esperando seu movimento inicial.

Esperei um minuto e pouquinho, e nada ocorreu, então resolvi me precipitar, correndo até a pilha de ferro viva, com minha espada pendendo pela minha esquerda. O ciborgue socou o ar bem na minha frente, deslizei pelo seu braço, por milímetros eu não fui golpeado. Senti a tensão no ar. Uma gota de suor escorreu pelo canto de minha fronte. Quando fui levantar minha espada para um corte transversal vindo de baixo, eu tive que desviar num piscar de olhos. A mão do robô tornou-se uma espada e tentou golpear meu lado direito que estava exposto. Dei um suspiro aliviado, quando escapei. O Autômato tentou outro golpe, por sorte consegui prender nossas lâminas. Dava para ver pequenas faíscas, como pequenos fogos de artifício. A disputa durou alguns segundos, tempo suficiente para que meus músculos começassem a fraquejar. Empurrei o autômato com a força que me sobrara e escapei do entrave.

Sorri enquanto alongava meu braço. Meu oponente não deu trégua e, quando notei, ele já estava a poucos metros de mim, pronto para me dividir em dois, três ou mais pedaços. Mantive minha mente calma, e desviei do primeiro golpe, abaixando o mais rápido que pude. Senti a lâmina inimiga cortando alguns fios de meu cabelo. Aproveitei a deixa e tentei fincar minha espada no ponto vulnerável do robô. Meus olhos fitaram o metálico de baixo a cima e num empurrão finquei minha espada dentro do gigante de aço. Se ele fosse humano, a espada estaria numa posição transversal, ultrapassando o intestino, estômago, algo próximo aos pulmões, saindo pela escápula.

Ka-bum! Haha. — O robô caiu, e só ai fui notar, que a espada dele havia feito um corte em meu ombro esquerdo, bem próximo a clavícula. Reprimi a dor, dando um bocejo demorado. Mesmo ele tendo me acertado, ainda assim havia feito apenas aquele corte, ao contrário dele que estava ao chão, destruído. Saí cambaleando da Arena, mas com um sorriso vencedor e bobo no rosto, ainda reprimindo a dor.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Seg 2 Dez 2013 - 18:57

os bonecos,
porque eles sempre voam?

Acordei aquela manhã já pensando em treinar minhas habilidades com as adagas, eu precisava treinar muito para não acabar machucando quem não queria. Peguei minhas adagas em cima da cabeceira, não tinha nenhum risco de roubarem ela de mim senão teria um cadáver ali ao meu lado, e fui até a arena para começar meu treino. A porta da arena se abriu com um estrondo, não tinha ninguém ali por algum milagre, mas era melhor assim sem ninguém para atrapalhar. Peguei uma adaga com cada mão segurando ela de cabeça para baixo para ter mais velocidade e poder usar um ataque duplo com cada uma delas.

Que comece o treino. — Avistei um boneco a minha frente e outro a direita avaliando cada centímetro deles com os olhos, uma brisa entrou pela porta entreaberta me fazendo perder um pouco o foco, claro que não era uma brisa comum, nada no acampamento meio sangue era comum, mas respondi sem me virar. — O que foi Ulquiorra? — Perguntei erguendo a sobrancelha esquerda, tentando entender o que houve.

Nada meu príncipe, volte sua atenção ao treino.

Fiz como ele falou tentando reavaliar cada objeto e cada boneco centímetro por centímetro para que tivesse certeza de que minha estratégia daria certo. Já devia ter passado pelo menos 2 minutos comigo apenas avaliando e numa luta isso significava morte, mas era apenas um treino e eu queria ser impecável. Virando em direção ao boneco mais perto parti em disparada correndo a toda velocidade.

Com os braços colados ao lado do corpo para ganhar mais velocidade eu deslizei por trás do primeiro boneco enquanto abria os braços passando levemente a adaga pelas costas do boneco, então fazendo o caminho reverso com o mesmo braço enfiei a arma no peito dele. Não esperei para ver o estrago correndo até o outro boneco novamente com os braços colados ao corpo. Ao chegar perto o bastante do boneco ele meio que andou para trás, mas eu já tinha percebido isso nos meus dois minutos de avaliação da arena e foi preciso apenas por a adaga atrás do boneco fazendo com que ele cometesse suicídio, bonecos imbecis. Olhei para trás e o Ulquiorra ainda olhava para mim calmamente.

Bom, bom, mas da próxima vez tenta usar menos as armas e mais o seu corpo. Também seja mais rápido avaliando o terreno senão você morre antes de mexer um dedo.

Se eu tenho uma arma tenho que usar essa arma. — O que de fato era a realidade, não sei ainda porque ele permanecia com aquela cara de quem desaprovava a minha atitude, porém eu respeitava as opiniões do mesmo.

Não nesse caso, essa arma serve para te dar mais velocidade e poder cortante, não para você só usar elas.

Assenti com a cabeça e fui recolher a adaga que eu tinha cravado no peito do primeiro boneco, ou melhor, o que era pra ser um boneco, porque ele já tinha virado uma pilha de restos no chão. Pelo jeito o cristal amaldiçoado líquido era mortal até para bonecos, peguei a adaga e fui até o segundo boneco ver as condições dele. O efeito do cristal no segundo boneco ainda estava ocorrendo porque eu o vi derretendo e entortando na madeira até cair totalmente no chão.

Eu adoro esses cristais amaldiçoados, são tão... Mortais. — Voltei ao ponto de começo perto da porta fechando os olhos para a luz que vinha do lado de fora, me virei para os outros bonecos do outro lado da arena com as adagas na mesma posição que antes e contei três bonecos dessa vez. Um deles parecia que ia se mover para frente por causa do buraco no chão e os outros dois pareciam que não podiam fazer nada. Dessa vez apenas olhei por 2 segundos e corri até o do meio.

Era esse que ia se mover, mas como o Ulquiorra tinha dito eu pus meu pé na parte móvel dele impedindo o movimento e com um soco no seu rosto deslizei um pouco minha mão para o lado transformando o soco em um corte. Ainda com a mão no mesmo lugar eu puxei de volta cortando o pescoço do boneco em um ataque triplo. Tirei o pé que impedia o movimento e usando o próprio movimento atrasado do boneco ganhei velocidade em direção ao boneco mais longe.

Parando um pouco antes de chegar no boneco usei a força mais a velocidade do movimento para ganhar força o bastante para chutar a cabeça do boneco tão forte que ela foi arremessada longe, mas como não era o bastante para mim usei a mão contrária para cravar a segunda adaga na lateral da coluna do boneco. Porém retirei a adaga indo em direção ao último boneco. O boneco fez algo que eu não esperava e no meio do meu movimento de corte na horizontal ele pulou saindo do lugar e me fazendo quase acertar a adaga na minha própria perna, porém o meu déficit de atenção me fez puxar a perna bem a tempo da adaga passar perto dela, apenas cortando minha calça e ferindo levemente minha coxa. O boneco estava voando com ajuda de hélices e eu falei comigo mesmo.

Como matar um inimigo voador? Simples traga ele para a terra. — Concentrei boa parte da minha força em todos os metais ao meu redor e logo após no boneco voador, só consegui ver vários vultos prateados passando por cima de minha cabeça antes que o boneco despencasse no chão todo estraçalhado com vários pedaços de ferro enfiados em todos seus pedaços, eu tinha esquecido que os metais na arena geralmente são armas altamente corantes. — Essa foi sem querer, era só para fazer o boneco descer. — De fato, havia feito aquilo sem pensar, um ato errôneo que por sinal havia sido bem sucedido, sorri leve.

Parabéns, esse treino foi melhor que o outro.

É, você tem razão. — Voltei para olhar os outros bonecos e com certeza eles estavam piores que o último por causa do cristal amaldiçoado lançado neles. Pus as adagas no cinto indo até a porta da arena, já estava bom para mim, pelo menos por um dia. — Ulquiorra você vem comigo? — Ergui a sobrancelha olhando para o lado enquanto guardava minhas adagas.

Não meu príncipe, tenho assuntos a tratar com os monstros no Mundo Inferior.

O Ulquiorra desapareceu numa explosão de luz verde, então eu olhei novamente para os destroços no chão da arena e apenas dei de ombros, antes de caminhar para a saída da mesma e voltar para meu chalé.



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