Treino de Armas Diversas

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Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:29

Relembrando a primeira mensagem :



Treino de Armas Diversas
Esta arena é disponibilizada para os treinos de escudos, clavas, chicotes, correntes, machados, martelos, lanças, foices, adagas, espadas e outras armas. Estarão disponíveis bonecos de palha (tamanho real), as armas necessárias, proteção adequada e outras diversas coisas que sua imaginação permitir, desde que matenha o foco no nível do seu personagem.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos




Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:45, editado 2 vez(es)
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Samanta Sink em Seg 17 Mar 2014 - 8:26

Acordei disposta, pois era meu primeiro dia no Acampamento e eu iria para um treinamento. Queria mostrar minhas habilidades logo e ser reclamada por meu pai ou mãe divíno logo. Não que o chalé de Hermes fosse algo ruim, ou o fato de muitas das minhas coisas estarem sumindo e eu não dormir direito por causa do calor e dos campistas apinhados, mas eu queria saber quem era o responsável pela minha sádica existência de semi deusa.

Caminho com passos decididos até a arena de batalha. Ao longe, a parede de escalada derrama rocha derretida, tentando atingir alguns garotos que tentam chegar até o topo. Sons de colisões de espadas e gritos de raiva são ouvidos por toda a parte, o que eu precisava era fazer o que eu estava ali para fazer, o que eu havia nascido para fazer: sofrer por conta de algum deus que não estava nem aí para mim.

Fui até um suporte, onde se encontravam algumas armas, tais como lanças, espadas, machados, arcos e algumas aljavas com flechas de ponta de impacto. Era óbvrio que ali ninguém queria se machucar, estava todos se preparando para se machucar do lado de fora dos limites do Acampamento. Sem mais delongas, selecionei uma espada que se adaptava às minhas necessidades, como peso, formato do punho e equilíbrio. Ela não era perfeita, mas eu podia me virar com ela. Me sentia até familiarizada, utilizando aquelas armas.

Um campista se encontrava mais próximo ali, me fazendo pensar que seria melhor treinar com algo vivo e que teria chances de falha e não um autômato que fora programado para me deixar ganhar e não me machucaria de forma alguma. Aponto a espada amigavelmente para ele, esboçando um meio sorriso malicioso.

- Tá a fim de treinar, cara?

O garoto me encara de forma interrogativa, e depois, com um sorriso aberto acena que sim com a cabeça. Ele estava confiante, certamente que era mais experiente do que eu. No meu primeiro dia ali, esperava não passar muita vergonha no treinamento.

Paramos de frente um para o outro, ele era firme, tinha uma posição boa. Separava os pés e segurava sua espada com apenas a mão esquerda.

Canhoto... hum?!

Aquela luta seria bem interessante. Como eu não sabia muito ao certo o que fazer com a lâmina, seguro minha espada com a mão direita e posiciono meus pés semelhantes aos do meu adversário, só que de forma espelhada. Um vento leve bate e, sem mais nem menos, ele parte para cima de mim, desferindo um golpe de cima para baixo na direção da minha cabeça. Ergo minha espada instintivamente, em posição horizontal e apoiando a mão esquerda na parte plana, na ponta da espada, enquanto cerro os dentes em esforço. Faíscas são projetadas para todas as direções possíveis.

- Foi um bom movimento garota... mas tem que ajeitar a sua postura...

Com esse aviso, ele passa uma rasteira no meu pé de apoio, me jogando ao chão e apontando a espada para o meu pescoço. Se fosse de verdade, eu estaria morta. Um pouco errada, desvio meu olhar, ele tira a espada e estende a mão para me ajudar.

- O primeiro tombo é sempre o mais difícil...

Limpo a mão suja de terra na calça e aceito a ajuda do campista.

- Sou Bryan, filho de Hermes. Vamos, vou te ajudar com essa postura - ele falou, se afastando e continuando o discurso - Você não moveu seu pé de apoio, deixando-os em paralelo... - Olhou para meus pés - muito fácil de derrubar.

Olhei para eles, e realmente ele tinha razão. Dei umas batidas nas calças para tirar a poeira. Olhei para o garoto novamente.

- Meu nome é Samanta. Prazer em conhecê-lo - Digo sorrindo amigavelmente, mas com um pouco de receio por ter perdido a luta, ainda não sabia quem era meu pai ou mãe divino, mas suspeitava que essa mágoa vinha dele ou dela.

Ficamos novamente em posição de luta, com meu novo professor me ensinando o básico na arte da luta. Repetimos o processo de defesa com a movimentação dos pés umas quinze vezes. Depois alternamos. Ele me mostrou como eu deveria me movimentar para atacar de forma eficaz e mais forte, e então repetimos o processo mais quinze vezes. Continuamos com mais alguns exercícios de batalha até que pudemos ver o sol tocando o mar. Bryan observou o horizonte e completou:

- A gente tem que voltar pro chalé, temos que nos arrumar pro jantar - Ele me olha e me dá um sorriso malicioso - Não vai querer ir para lá toda suja e suada, vai?

Ainda vislumbrando o horizonte, que agora era tingido em tons de laranja, vermelho e rosa, respondo:

- Não mesmo - Ainda fitando o horizonte - Vou fazer meu pedido de proclamação hoje...

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Marckenzie G. Shandler em Qua 19 Mar 2014 - 21:55









O dia estava lindo. Ainda era cedo quando resolvi levantar e organizar meus objetos pessoais que andavam espalhados pelo acampamento ultimamente. Não que eu fosse uma garota relaxada, ou melhor dizendo, bagunceira, e sim, totalmente aliada da organização, todavia, existiam os amigos... Os fieis e desorganizados amigos. E era por eles, que precisei levantar cedo para encontrar meus objetos de uso pessoais, pois havia decidido que na manhã seguinte voltaria aos treinos, mas precisamente, hoje. Andava em passos curtos em direção a arena já preenchida por algumas pessoas, descalça, acomodei-me próxima a uma árvore enquanto observava dois meninos duelando com espadas. O belo dia deixava a paisagem convidativa para um longo e agradável passeio pelas redondezas do Olimpio, e até que a ideia era propicia senão fosse a voz irritante de Jared, ao pé do meu ouvido "E aí, vamos treinar?" indagou o menino alegremente e de pé à minha frente - Claro, vou depois - levantando o olhar pelo seu corpo, o fitei, espontaneamente. "Eu espero então" retrucou o menino enquanto apoderava-se do espaço ao meu lado. Dei de ombros e girei os olhos a fim de voltar a observava o treino dos demais garotos, mas parecia que o significado havia sumido a parti de Jared começar a tagarelar.
 
Alguns minutos haviam se passado desde que rumei em direção a arena a fim de iniciar meus treinos. O ar forte da mudança no tempo chocava-se nos fios louros do meu cabelo fazendo-os ganharem movimentos conforme as folhas da enorme árvore caiam, lentamente, sobre o chão já secas. Enrolava as duas tiras em volta da minha panturrilha que se iniciavam em minha sandália cor de madeira, sem pressa, sem preocupação alguma. O incomodo da voz do garoto ao meu lado não mais me perturbava, embora ele não tivesse cessado. O pedaço de pano branco que cobria meu corpo, agora ganhava movimento à medida que eu esticava os braços em direção a minha perna dobrada para, finalmente, dar o nó nas tiras abaixo do joelho e no centro da "batata da perna". Fiz o mesmo ato na perna esquerda, mas levou menos tempo, já que ganhei prática e jeito. Eretei o corpo e recolhi das mãos de Jared a vara de madeira que o garoto trouxera para mim há alguns minutos. - Estou pronta. Vamos? - indaguei ao menino ao sorrir confiante. Concordando com a cabeça em gestos positivos, andamos em direção a dois bonecos de palhas no centro da arena, espaço o qual se mantinha vazio. Além da lança que o garoto havia pego, Jared tratou-se de acolher mais três tipos de lanças, variadas em curtas e longas, e jogou ao nosso lado.
 
A mudança do tempo havia ganhado outra forma... De uma passagem das nuvens lentas, que escurecia, fracamente, os arredores da arena, agora voltavam a ser irradiantes. As brechas feitas nas nuvens davam espaço para os feixes do sol iluminar o lugar. O ar fresco voltava conforme as nuvens se dissipavam. O suspirei por alguns segundos, e logo expirei, lentamente, indicando assim estar pronta para dar inicio ao lançamento. Com a lança na mão direita, semicerrei os olhos em busca da visão perfeita do primeiro boneco, o qual se mantinha a Treze metros de distância, logo atrás, existia outro, mas um pouco mais longe, talvez três metros a mais. Mantive o corpo reto enquanto posicionava a perna esquerda a dois passos a frente deixando um ângulo de noventa graus entre a perna de trás esquerda e a da frente, direita. Não mais olhei para Jared, para falar a verdade, havia esquecido a presença do garoto e mantive a concentração do meu próximo ato. Ergui a mão que segurava a lança e comecei a correr em direção ao primeiro boneco. Foi uma corrida curta, mas com embalo o suficiente para conseguir lançar a lança. O objeto negro e fino voou por alguns minutos, e com a passagem do vento, o objeto se balançou e caiu para o lado esquerdo do boneco.
 
"Uh, passou longe, hein" comentou o menino enquanto gargalhava - Cala a sua boca, idiota - protestei ao dar os últimos passos em direção ao meu lugar. Curvei para baixo com a finalidade de recolher outra lança, e logo voltei a posição normal, a de estar em pé. Suspirei pesadamente enquanto observava Jared jogar sua lança e acertar no "peito" do boneco. "É isso aí" bradou o menino ao bater em seu peitoral. Ergui uma das sobrancelhas e ensaiei, teatralmente, a expressão de menina surpresa para com o ato vitorioso do garoto. Sorri em seguida, mas logo o desfiz assim que voltei a correr... Corri rapidamente enquanto mantinha o braço erguido à minha frente e mirava a lança no segundo boneco, um pouco atrás do primeiro e acertado por Jared. Ao perceber que possuía o embalo e a força suficiente, lancei a lança que voou rapidamente, e na direção planejada, mas caiu um pouco mais a frente do boneco. - Mas que droga - reclamei para mim mesma enquanto controlava a respiração ofegante. Girei a cabeça para trás a fim de enxergar a imagem de Jared, e logo caminhei em sua direção sem expressar reação alguma, pois tinha em mente que o garoto iria tentar tirar proveito da situação de alguma forma, e sinceramente, meu humor estava próximo do limite.
 
Jogando o ar para fora dos pulmões rapidamente, recolhi a última lança jogada ao chão, e voltei a fitar o olhar, fixamente, no primeiro boneco que possuía uma lança cravada em seu peito. Jared ainda comemorava que ato bem realizado, e aos fundos, escutava sua voz alegremente. Mantive a atenção centrada no boneco, seguidamente, posicionei meu corpo em forma de inicio de corrida - Vou te fazer engolir essa lança, Jared - disse chamando a atenção do menino. Corri... Corri em passos sincronizados e firmes conforme erguia o braço e o deixava, segurando a lança, na mesma direção da linha reta em mão e ombro, que formavam noventa graus. Os últimos passos variaram entre pulos, e logo parei para jogar a lança. Ao retirar algumas mexas de cabelos que grudaram em meus lábios, observei o trajeto da fina vara de madeira em linha reta na direção do boneco. A força que doei ao lançá-la pareceu ser suficiente para que o objeto cravasse sua ponta fina na cabeça do boneco, que com o impacto, perfurou a frente a parte de trás, ficando atravessada do pedaço de palha. Sorrir, vitoriosamente, e satisfeita enquanto girava o corpo pelos calcanhares e fitava a imagem de Ian - Eu disse que você iria engolir, não disse... - comentei entre sorrisos. O menino pareceu não se importar, mas seu desanimo dizia o contrário. O tempo havia passado depressa enquanto Jared lançava suas últimas lanças, ora acertava, ora errava e isso fazia minha alegria. Ficamos ali por mais alguns minutos, até resolvermos deixar o treino para o dia seguinte. Rumamos em direção ao acampamento e saímos dali.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ariel J. Dewey em Qui 20 Mar 2014 - 15:00

Sim, eu estava fula da vida por ter que pegar no trampo no meu primeiro dia. Não tendo um progenitor imortal ainda, eu acabei por ficar no chalé de Hermes cheia de gente mixerenta como eu. Bom, eu tinha um pressentimento bom sobre aquilo, de qualquer forma. Respirei fundo, coloquei uma blusa regata branca, amarrei um rabo de cavalo e, sem sombra de dúvida, coloquei um chapéu country. Era meu primeiro dia, tinha o direito de – tentar – me sentir bem.
Fui em direção ao treino que parecia ser mais fácil – não lá essa facilidade toda, mas em comparação com outros era mamão na jaca. Afinal, espancar nunca foi muito difícil, e usando espadas! De qualquer forma, os campistas, com pose e sendo esnobes até falar chega estavam demonstrando como o pau quebra com uns belos bonecos. “Lá no rancho eles usam isso pra espantar bicho”, pensei. Passei a mão pelo corpo e percebi que não tinha nada pra causar espanto na jabiraca e fiquei andando em círculos.  
Garota, o que foi? – alguém logo atrás de mim perguntou.
Não faço ideia do que fazer aqui. – fui sincera. Precisava de ajuda, além disso.
Vá ao arsenal bem ali e pode pegar qualquer arma. Depois é só ver o que ela faz naqueles bonecos ali. – fiz um polegar e fui à direção apontada.
***
O que há? – o mesmo garoto me perguntou ao me encontrar num meio de nada, bem perdida.
‘Divinha. Me perdi. 
Ele me levou até o arsenal e me mostrou algumas armas. Peguei uma adaga – que, no momento, nem sabia o nome – e voltamos à arena. Agradeci levantando um pouco o chapéu e me posicionei em frente a um boneco. Dei um soquinho vagabundo e olhei para a adaga. Todos olhavam pra mim. Segurei a frente do chapéu e abaixei levemente a cabeça, “cumprimentando” da forma mais texana que conheço. Naquele momento, que olhei todos os semideuses, a adaga que segurava e o boneco na minha frente, pensei qual foi o louco que cruzou com a minha mãe. E pensei que parada daquela forma não atraíra nunca sua atenção e nunca descobriria. Sorri de leve. Senti uma vibração. Com a espada na minha mão esquerda – por ser canhota – fiz um corte na diagonal. A jabiraca nem sentiu, ou seja, não tinha um arranhão. Fiz de novo. Aquela coisa era forte. Precisava de força. E velocidade. E estratégia. Olhei para ele. “Vou só chutar a cuca dele? É isso? Que diabos de treino é esse?” pensei alto. 
São autômatos. É só programar atrás. – disse uma garota ao meu lado. Sorri, envergonhada e passei mão na nuca.
Claro, só girar a manivela. – respondi, envergonhada. – Eu sabia. – menti. Ela revirou os olhos. 
– É um botão.
Olhei para baixo, sorri e engoli a seco. Alonguei-me e cliquei no botão do primeiro boneco. Ele me atacou com um soco de direita no rosto e eu caí no chão, olhando pra cima e esperando o céu parar de rodar. Arregalei os olhos, pisquei e me coloquei de novo em posição de combate. O boneco vinha dando outro soco no rosto. Desviei para o lado esquerdo e ele bateu em meu braço direito. Joguei a adaga no chão e segurei o braço ferido, murmurando um leve “ai”. Vendo que ele se aproximava durante meu momentinho, levantei a perna direita e chutei sua barriga, fazendo-o se afastar um pouco. Ele não vacilou, já estava voltando a me atacar. Dessa vez, desviei para baixo, pegando a adaga novamente e tentei cortar sua perna, mas não tive aproximação suficiente. Arrastei-me, e fiquei atrás dele. Sem pensar muito, pulei em suas costas. Fiz uma chave de braço em volta de seu pescoço e tentei atacar sua cabeça com a adaga, mas logo ele me jogou longe e virou na minha direção. Meu chapéu caiu e nem me lembrei de colocar, tinha outra preocupação bem na minha frente. Esparramada no chão, chutei a região que era pra ter genitais quando ele se aproximou, mas percebi que fez lá uma diferença muito grande. Ele me pegou pelo pescoço e me jogou novamente. Esperei ele chegar perto de mim novamente e fiz os mesmos passos que poucos segundos atrás e fiquei trás dele. Ele já estava pra me puxar pelo colarinho quando apertei novamente o botão. Ele desligou. 
Limpei minha testa e respirei fundo. Eu não estava podendo com aquilo. Talvez eu tivesse que treinar alguns movimentos com a adaga e ter um pouco mais de noção de peso, corte, distância e velocidade. Com o autômato desligado, fiz alguns movimentos em x, na diagonal e também tentando fincar a adaga no tronco do boneco. 
Sentindo mais confiante após uma série de exercícios, liguei o boneco. Parecia bem zangado. Tentei atacar com a adaga, mas ele segurou meu braço. Puxei várias vezes sem ter sucesso, até que finalmente soltou, mas só para vir com um soco de direita – sua programação não ela lá muito original – e desviei, me agachando. Com a mesma estratégia, tentei cortar sua perna, mas apenas fincou e ele me puxou pelo pescoço uma segunda vez, levantando meus pés a mais que 15 centímetros do chão. Tentei dar alguns chutes, sem o menor sucesso. Ele me jogou. De novo. A programação não era original mesmo. 

Com a adaga fincada no pé da jabiraca, meu chapéu lá onde Judas-perdeu-as-botas e cada centímetro do meu corpo doído, quando o boneco veio me dar um soco, eu desviei, fiquei à sua direita e bati a palma da minha mão em sua nuca. Meio atordoado, com minha mão direita eu desliguei-o e peguei a adaga em seu pé. Talvez amanhã eu tente de novo. Coloquei meu chapéu e fui pra enfermaria.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Qua 2 Abr 2014 - 20:07



Armas diversas
os filhos de Ares podem ficar com a lança, prefiro espadas e nada além disso

- Uma lança? – Indaguei, carrancudo, ao pegar no ar a arma que o filho de Ares me oferecia – Pedi que me ensinasse algo útil, não como usar a lança. – Ainda disse, avaliando a ponta de bronze. Apesar de ser bastante velho no Acampamento, tinha pouca familiaridade com a maioria das armas, com exceção, obviamente, a espada. Geralmente o uso da lança ficava para os filhos de Ares, assim como o arco era predileto aos filhos de Apolo. Entretanto, poderia ocorrer de ver-me com somente uma lança em alguma situação perigosa, e então deveria saber como utilizá-la ou morrer por tal falha – Certo, vamos com isso, antes que eu me arrependa e mude de ideia. – Suspirei pesadamente, seguindo o brutamontes de Ares até a arena do Acampamento. Muitos eram os garotos que ali se mantinham presentes, alguns entretidos com um cantil de água e a maioria deles batalhando. Mesmo que o Acampamento Meio-Sangue estivesse cada vez mais “morto”, a força de vontade dos campistas remanescentes não parecia minguar com igual rapidez. Eu e o filho de Ares tomamos posse de um espaço vago, cada qual se posicionando frente ao outro. Não podia segurar a lança como se fosse uma espada, a menos que tivesse um escudo na outra mão. Nessa caso, as lanças eram indicadas para formação de defesa. Ombro contra ombro, uma linha de escudos acabaria pontilhada pelas lanças dos guerreiros.  Isso, ao menos, eu reconhecia como valor. Meu mais novo professor sorriu de modo zombeteiro, muito provavelmente imaginando como seria humilhar o namorado de uma de suas meio-irmãs. Encarei-lhe em silêncio, arqueando as sobrancelhas quando o silêncio perdurou por demais – Vamos logo, não tenho o dia todo. – E era verdade, ainda precisava supervisionar o chalé e ter com Quíron antes do fim do dia. Como quem não se importa com palavras, Maicon (o filho de Ares) segurou a lança com ambas as mãos, estas mais voltadas para o meio da haste, e indicou que eu fizesse o mesmo. Era quase como segurar um bastão, percebi, mas esse bastão possuía uma ponta mortífera.

Começamos com uma estocada básica. Maicon me mostrou primeiro como fazer, investindo com a fluidez que somente os filhos de Ares ostentavam. Apertei os lábios e lhe acenei positivamente, mostrando ter entendido enquanto apertava os dedos em torno da haste de madeira. Com uma mão mais a frente do que a outra, joguei meu peso e força no golpe ensaiado, indo ser repelido pela ponte de bronze da lança do filho de Ares – Você não disse iria repelir o golpe. – Reclamei, mas nem assim Maicon deixou de encolher os ombros e me mandar fazer de novo. Fiz e refiz o movimento por dez vezes, cada vez mais entediado e irritado, enquanto o brutamontes sorria zombeteiro dos golpes desajeitados. Maldito. Na última tentativa, a décima, quando Maicon repeliu a estocada, avancei um passo mais e tentei acertá-lo com a haste de madeira. Dessa vez o filho de Ares pareceu satisfeito, tendo recuado dois passos para evitar o que lhe traria um belo hematoma. Garoto esperto, por incrível que pareça. Para a próxima lição os papeis seriam invertidos – Defesa, então? – Indaguei, mesmo que a resposta fosse mais do que obvia. Quando era Maicon a fazê-lo, a coisa toda parecia fácil, mas não era assim tão simples golpear a lança adversária a ponto de desviar sua rota original. Logo na primeira tentativa, acertei a haste invés de a ponta de bronze, e assim precisei recuar para não ser ferido. Algo me dizia que o brutamontes iria achar graça daquilo, nada além. Como tinha acontecido da primeira vez, acabei precisando de mais tentativas do que o que chamaríamos de “digno”. Por mais que tentasse, a ponta sempre me escapava, e toda a vez precisava correr para não ser atingido. E também igual a antes, acabei irritado o bastante para golpear a lança alheia em um ímpeto furioso. Resultado? O golpe foi desviado. Podia não ser filho de Ares, mas era irritável tanto quanto e conseguia melhores resultados ao perder a paciência.

Quando eu estava prestes a pedir-lhe por algo mais emocionante, eis que Maicon vem com a ideia final para findar a manhã: um combate. Dessa vez tive de sorrir, arrogante como só garotos imberbes conseguem ser. Não que eu fosse um tolo sem cérebro, nada disso, mas confiava em minhas capacidades tão bem quanto qualquer rapaz do Acampamento – Não chore como uma garotinha, Maicon. – Zombei, certo de que as chances estavam mais contra do que ao meu favor. Um minuto de silêncio e começamos. O filho de Ares, apesar de enorme, dava passos curtos e ágeis, o que por si só me deixou atento tanto aos seus pés quanto as mãos. Como “professor”, ele quebrou o cerco que fazíamos em torno um do outro. Tentei não pensar muito no que fazia, deixar que os instintos me guiassem. Com a lança bem segura, bati-a contra a de meu adversário antes que chegasse perto demais, e só por garantia recuei passos para a direita. Antes que pudesse perder a chance, também investi e dessa vez com precisão o suficiente para visar o baixo ventre de meu oponente. Tão ágil quanto havia sido antes, Maicon desviou o golpe, aproveitando-se da proximidade para tentar ele próprio desviar sua ponta de bronze em minha direção. Invés de medir forças ou rezar pela sorte, abaixei o corpo e rolei no pó da Arena, indo me erguer à direita do rapaz alto. Bastou que eu fixasse ambos os pés para que o filho de Ares caísse novamente sobre mim, fazendo-me ter que medir forças com o mesmo ao tentar desviar seu golpe. Sorte ou não, consegui mudar o rumo do ataque a tempo de evitar a dor que se seguiria. E tal como havia feito antes, tentei usar a haste da lança ao meu favor, mas o plano provou-se totalmente falho quando Maicon recuou um passo e eu passei pelo vão entre nós. Quase caí.

Com o apoio da lança, evitei a queda que seria fatal em qualquer combate. Meu “professor” riu alto, girando a lança habilmente entre seus dedos enquanto fazia escárnio do gosto de sua meia-irmã – Tessa – para homens. Invés de retrucar seus comentários, lancei-lhe um olhar indiferente e ataquei. Primeiro com a ponta de bronze voltada para seu pescoço, mas mudando o rumo conforme era bloqueado. Eu queria ser bloqueado. Com a lança seguindo para baixo, impulsionei o sentido ainda mais ao visar as pernas de meu oponente. Maicon percebeu o movimento ainda em tempo de saltar, mas bati-o nos joelhos com a haste da lança ao recolhê-la. O filho de Ares uivou como um cão, apertando suas grandes mãos em torno de sua própria arma. Então foi golpe atrás de golpe. Livrei-me da maioria com o artifício da esquiva, às vezes rolando no chão quando a proximidade era demasiada. A camiseta preta grudava em meu tórax, assim como meus braços pesavam do esforço de continuar erguendo a lança por vezes repetida. Em um dos golpes do filho de Ares, mostrei-lhe meu flanco esquerdo desprotegido, aceitando o golpe de raspão em troca de quebrar a defesa do garoto. Enquanto tinha a ponte de bronze rasgando a pele por baixa da camiseta, aproveitei para chegar mais perto do que o normal de Maicon e lhe encostar a ponta da lança contra a barriga – Fim de jogo. – Comentei, mas ambos estávamos em situações terminais. Poderia empalá-lo, é verdade, mas do mesmo modo o grandalhão tinha todo o espaço necessário para atingir meu peito. Um empate, para que o filho de Ares não se gabasse tanto a seus companheiros de Chalé. Ao nos despedirmos, dei-lhe a lança do arsenal para que fosse devolvida, afinal seguiria para o lado oposto: a enfermaria. Embora de raspão, o corte próximo as costelas ardia como os diabos.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Matthew Grey em Qua 23 Abr 2014 - 20:48

Estava a muito pouco tempo no Acampamento, mas aquele lugar já me parecia um lar. Era estranho pensar assim, era como se tivesse se esquecido de mminha mãe, o que não era verdade, obviamente. Mas o meu chalé me causava uma sensação de conforto, e me fazia esquecer de que era novata ali, era filho de uma Deus e todo o resto das bobagens. Sentia-me feliz, e era apenas isso que importava. Havia acordado cedo naquela manhã, com uma ansiedade estranha corroendo meu ser. Enquanto tomava um calmo café da manhã no Pavilhão do Refeitório percebi o que era. Precisava treinar. Estava ali há alguns dias e não tinha feito nenhum treino. Então segui para a Arena com meu Martelo.
Estava a ajeitar meus jeans quando cheguei à arena. Parei por alguns segundos enquanto meus olhos faziam a varredura do local. Como meus conhecimentos de batalha e treinos eram muito limitados, tinha de ter a consciência de não pegar algo muito pesado. Por isso me direcionei até os bonecos de palha. A arena não estava tão cheia, então a minha pequena timidez não se manifestou quando desferi um golpe em diagonal onde devia ser a barriga do boneco. Parei para olhar se alguém estava prestando atenção em mim, mas aparentemente não. Sorri, pois isso quebrou a barreira que eu tinha de quebrar para continuar treinando. Desferi um golpe em horizontal no ombro do boneco, me agachando e atingindo o boneco em sua coxa. Afastei-me alguns metros do boneco, correndo de volta para ele e desferindo um golpe em horizontal no seu pescoço de palha, fazendo a mesma voar do buraco que minha espada havia feito ao arrancar a cabeça do boneco. Mesmo tendo arrancado seu pescoço, não parei de atacar o boneco. Desferi golpes em diagonal em ambas as laterais de seu corpo de palha, agachando-me enquanto rodava e o atingia na perna direita. Sem parar e nem ao menos pensar no que fazia, continuei atacando o boneco em sua barriga e seus braços, e parei apenas quando vi palha cercando-me por todos os lados.
Caminhei até o boneco mais próximo e, sem esperar, o atingi em um local que deveria equivaler a seu nariz. Atingi os ombros e os antebraços do boneco com golpes mais fundos. Girei para o lado direito e atingi o boneco em sua cintura, logo desferindo outro golpe em uma diagonal inclinada para a esquerda em seu peito e logo o atingi no mesmo lugar, mas com um corte de diagonal inclinada para a direita. Antes que me desse conta, desferi golpes em seus braços, pescoço e pernas que arrancaram os mesmos. Pensei em me dirigir para outro boneco, mas antes precisava ajeitar a manga do meu casaco para não me atrapalhar. Apoiei o martelo no chão e, após ter terminado meu coque, caminhei para o boneco a minha esquerda. Comecei a pensar em outras técnicas que seriam úteis em um combate, em uma medida desesperada, quando estivesse entre a vida e a morte. Sendo assim, enfiei minha arma no olho do boneco, retirando-a em seguida e enfiando no local onde ficava localizado o pulmão esquerdo de uma pessoa. A retirei e a cravei na barriga do mesmo. Estava entediada com aquele treino já, então cortei a cabeça do boneco ao meio, seus braços e seus ombros, e sai dali, indo para meu chalé.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Chloë Petrov em Ter 29 Abr 2014 - 13:41


Treino de Armas Diversas.

Sem nada a perder.



Estava decidida a treinar hoje a tarde inteira. Não queria fazer mais corpo mole, sentia uma enorme necessidade de aprimorar minhas habilidades. A arena hoje estava cheia. Era um belo dia para se treinar. – Vamos logo, escolha uma arma. Disse Chris, um dos poucos colegas que eu tinha no  acampamento, e estava disposto a me ajudar. – O que acha que eu deveria escolher? Não sei qual das lanças... Ele me olhou como quem já estivesse sem paciência. – Você me parece bem forte, então não escolha a lança-curta. Escolha uma das grandonas ali. Olhei para onde ele tinha apontado e acabei pegando uma lança que devia ter 1,80 m, quase minha altura. Sua ponta era de um metal brilhante e devia ter 45 cm. Decidi pegar um escudo também, queria saber como eu me sairia em ataque e defesa. Depois que escolhi, Chris pegou os mesmos objetos. Saímos do arsenal de armas para a arena. Foi difícil escolher um lugar com tantos campistas espalhados treinando. Escolhemos um local com bastante espaço para podermos explorar bastante a área. O vento passava serenamente por meus cabelos, balançando-os levemente, o que podia atrapalhar. Chris já se encontrava em posição de luta. Eu sorri e amarrei o cabelo em um rabo de cavalo alto. Estava me posicionando distraída ainda quando senti a lança dele acertar minha perna direita e cortar. Cambaleei para trás e acabei tropeçando em uma pedra.

– O que você pensa que está fazendo? Isso é trapaça!
Disse furiosa ao me levantar pegando o escudo e a lança. – Acha mesmo que seu inimigo vai esperar você se ajeitar? Então ai vai a primeira lição, não confie em seu inimigo. Ele sorriu sarcasticamente me fazendo parecer patética. Direcionou um ataque rápido tentando me acertar. Só tive tempo de me defender e dar dois passos para trás com o impacto. Usar uma lança e um escudo junto era mais difícil do que eu tinha imaginado. Ele não me dava folga, investindo ataque atrás de ataque. Meu corpo estremecia com o impacto de cada golpe que eu defendia. Rapidamente me abaixei para desviar-se do próximo golpe e tentar contra atacar usando todo meu peso. Podia funcionar por eu ser maior e mais pesada. Não deu certo de primeira, mas eu não desistia facilmente. Como ele estava apenas atacando, sua defesa estava baixa. Quando ele me atacou novamente me defendi com o escudo levantando sua lança. Ele se desequilibrou, aproveitei a chance. Girei para o lado dele agachando-me e enfiei a minha lança entre suas pernas e o derrubei. Joguei o escudo no chão e apontei a arma para seu rosto.
– Parece que agora é você quem está morto. Mas sem esperar ele me deu um chute no estômago, rolou para o lado pegando sua arma. – É, você realmente tem muito o que aprender. Cruzei os braços em minha barriga, estava sem ar, mas fiz o possível para tentar me recuperar logo.

Não dei tempo para a dor, levantai-me depressa e novamente fiquei em posição, aguardando seu oponente tentar mais um ataque. – Idiota! Não vai me pegar desprevenida de novo. Olhei para o escudo no chão e ele percebeu que eu o queria. Antes que ele pensasse em me atacar, bem firme e com força, arremessei a lança em sua direção, e ele a desviou por pouco. Corri para pegar o escudo, sem tempo me joguei para poder pegar ele mais rápido e logo me defendi de seu feroz ataque. Mas ainda sim levei um golpe no rosto da ponta de sua lança que começou a sangrar. Levantei indo para cima dele, bati com meu escudo em seu rosto, isso o pareceu deixar tonto. Aproveitando a situação de fraqueza dele dei um soco em seu estômago, como vingança. Ele deixou sua lança cair no chão e eu a empurrei com o pé para longe, por prevenção.
– Sem lanças é? Disse ele ainda sem fôlego. Em um golpe sujo ele jogou terra em meu rosto. Sem conseguir ver direito, esfregando os olhos, Chris se aproveitou. Me agarrou pelo tronco, e jogou nós dois no chão. Perdi meu escudo com o ataque dele. Ele logo se levantou, dando pulinhos me chamando para a briga.

– Vai, quero ver se esses seus músculos são apenas de enfeite. Erro dele, eu já estava furiosa. Logo que me levantei, o examinei em poucos segundos. Fui direto acertar um soco nele, que foi tão forte que seu corpo se virou. Dei um chute em suas costas. Ele tentou se virar rapidamente para se defender de outro soco, mas não conseguiu se defender dos golpes que se seguiram. Antes que ele pudesse se recuperar dos golpes, corri até a lança dele que estava mais próxima. – Ei, eu achei que fosse sem lanças agora, isso não me parece justo. Sorri para ele com um ar de deboche. – Achou que era o único aqui que não joga limpo? Fui em sua direção para ataca-lo. Ele não conseguiu se levantar para fugir do ataque. Acertei a lança em sua coxa esquerda, e ele gritou. Agarrado a lança e ofegante sem poder fazer mais nada.
– Eu desisto por hoje garota...Como fui perder para você? Ri vendo a cara zangada e de dor que se formou no rosto dele. – Seu erro foi achar que podia me bater de mãos limpas. Sou mais forte e ágil que você idiota, mesmo não sendo tão...Experiente. Ele tentou retirar a lança de sua coxa, mas grunhiu de dor. – Aaa, cala a boca e me leva logo para a enfermaria. O ajudei a se levantar com cuidado, mas antes quebrei uma parte da lança com as mãos. Não foi difícil com ela sendo de madeira. Saímos da arena com ele apoiado em meus ombros, ambos machucados e sangrando.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Alec Lyond-Kalson em Qua 30 Abr 2014 - 14:19

Bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue, sua nova casa

Bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue!, Quíron, o centauro, dizia. Sinta-se em casa!, o rapaz alto, esguio, de nariz adunco, me dizia. Nós vamos te torturar e roubar, mas tudo bem, isso é questão de costume!, eis a mais pura verdade. Benfred já havia me dado todas as informações de que dispunha, o que, segundo ele, poupou-me de ter de aturar horas e horas do mais puro blablabla que o mundo já viu – Grato. – Disse, dando-lhe uma tapa nas costas aos nos despedirmos. Os indeterminados possuíam, obviamente, moradia – Então... Chalé de Hermes, é? – Indaguei, as mãos nos bolsos, ao erguer os olhos na direção da porta entreaberta. Um convite perigoso. Aprumei minha mochila nas costas, uma das mãos envolta firmemente em torno da alça. Carl, o rapaz responsável por me apresentar o Acampamento Meio-Sangue, gesticulou que fosse em frente – Tem certeza? Porque, cara, eu sou de Detroit. Dá para perceber quando um lugar não parece seguro. – Afirmei, o tom de voz moderado, caso contrário deixaria transparecer toda a minha preocupação. Invés de mandar-me dar meia volta, ser sincero ou sei lá o que, Carl apenas me empurrou na direção da porta. Vamos lá, ele dizia, você vai gostar. Um, dois, três, quatro passos e empurrei a porta com o ombro. Havia todo o tipo de ladrão ali dentro. Olhei para baixo, fitei meus pés momentaneamente e puxei a mão que tinha na alça da mochila – Não vai rolar, amigo. – Disse e dei meia volta. Carl riu, a expressão branda ao passar um de seus braços ao redor de meus ombros. Vamos visitar o Arsenal, então, eu assenti positivamente perante tal possibilidade.

Rapazes altos, maiores do que eu, cada qual vestido pela camiseta laranja berrante do Acampamento Meio-Sangue, recepcionaram-nos. Àqueles, ao menos, não aparentavam qualquer cobiça que fosse pela minha mochila – Posso? – Indiquei as prateleiras com o queixo, indo até lá sem nem mesmo receber uma permissão antes. A variedade partia desde punhais até lanças, do tipo com ponto aguçada, muito provavelmente de material mortífero para os monstros (bronze celestial). Enquanto eu corria os olhos por todo o material, Carl trocou sussurros com ambos os rapazes grandalhões, mandando-me, logo em seguida, pegar algo que fosse do meu agrado. Um empréstimo. Testei o contrapeso de uma das espadas, esta de cabo simples, nada além de couro resistente – Esta vai servir, embora eu não saiba quais são as suas intenções, Carl. – Declarei ao me afastar das prateleiras, onde repousavam armas o suficiente para munir todo um exército inteiro. Carl voltou a me guiar, seu braço repentinamente repousado, de novo, em torno de meus ombros. Deixei que me levasse, já que agora tinha o cabo da espada seguro na mão esquerda e poderia reagir caso alguma coisa desse errado.

Carl me levou até a Arena. Cinco campistas aguardavam ali, cada qual portador de uma espada e, como não poderia faltar, o habitual sorriso malicioso. Fiquei imediatamente alerta, o nó dos dedos cerrado conforme caminhava - sem alterações que dessem a entender meu desentendimento - ao lado de Carl. O primeiro garoto avançou. Ele disse chamar-se Steven, filho de Hermes, meu mais novo superior. Arqueei as sobrancelhas – Superior? Quem você acha que é, mano? Steven, o fodão? Parece-me mais Steven, a florzinha. – Alec 1 vs Steven 0. A Arena explodiu em risadas, além do mais puro incentivo para que Steven desse um jeito no garoto novo. Afastei-me de Carl, deixei minha mochila no chão e fiquei parado dentro do círculo vermelho ali logo em frente, traçado obviamente para delimitar o espaço indicado para que o combate fosse praticado – Me prove o contrário, Steven. – Incitei. Muita confiança para alguém que, há poucos dias, não sabia sequer segurar o punho da espada. Mas as coisas precisavam ser assim. Em Detroit, ao menos, você ganha respeito desta forma, reagindo ao possível agressor; fugir só os incita. Steven avançou, o rosto metamorfoseado na mais singela expressão de repulsa. Retribui-lhe com um sorriso, isto feito ao girar a espada entre meus dedos. Usei somente o dedo indicador, desafiando-o a tentar me atingir. Era agora que eu tinha de rezar.

Dei um passo para direita, outra para frente e fiquei imóvel, meu curvo ligeiramente recurvo na direção do rapaz. Steven repetiu o mesmo, embora a raiva o tivesse feito avançar com ímpeto imbatível. Além de estúpido. Ergui a espada a contra dele, forçando-o a recuar um passo. Reconhecia sua agilidade, muito mais destacada do que os demais atributos. Como força, por exemplo. Empurrei-o para trás, para depois dar um passo rápido na direção direita e tentar lhe acertar na linha dos ombros. Steven me bloqueou, sendo ele, desta vez, a forçar-me a ceder espaço. Invés de recuar, abaixei a cabeça e esquivei para o lado, o que deixou minha lâmina livre para desferir outros golpes. Benfred havia me instruído bem. Meu adversário, no entanto, possuía a experiência dos veteranos, além de truques sujos. Ele passou o pé por detrás dos meus, fazendo-me cambalear ao cair no chão. Apoiei a queda com a mão esquerda, muito ciente das risadas ao nosso redor – Belo truque, Steven. Aprendeu com quem? Um garoto de cinco anos? – Retruquei ao rolar no gramado e ficar de pé. A ira cega as pessoas. Deixei-o chegar perto novamente, suas palavras feito zumbidos irritantes aos meus ouvidos. Steven ergueu a espada alto, como se isso lhe desse alguma força – Magrelo. – Retruquei, rindo, ao bater a lâmina contra a dele. Esse foi, no entanto, meu grande erro. Ele golpeou a empunhadura, no invés de a lâmina, fazendo-a saltar de minhas mãos ao mínimo giro com o pulso. Lá se ia minha única arma. Observei boquiaberto, não podendo fazer nada além de desviar para não ser picadinho nas mãos daquele grande paspalhão. Mesmo que rápido em sair da frente do golpe, não fui ágil o bastante para evitar o corte que passou de raspão em meu braço direito.

Ardia feito o inferno. Abafei o xingamento, ciente de que não podia me distrair no momento. Mergulhei abaixo de seus braços, passando por ali e me arrastando em busca de recuperar a espada perdida. Steven chegou primeiro, para o meu azar, pousando um de seus pés acima da lâmina quando tentei puxá-la para perto. Ele retrucou algo a respeito de ser mesmo  o meu superior. Segurei o punho da espada com ambas as mãos, toda a força empreendida em tal movimento. O rapaz perdeu seu equilíbrio, tendo de recuar um passo forçadamente. Puxei a espada e fiquei de pé, cuspindo aos seus pés ao fazê-lo – Só nos seus sonhos, florzinha – Indiquei com um sorriso zombeteiro. Apesar do sorriso, no entanto, tudo aquilo tinha servido para me irritar. O jeito mandão de Steven, a armadilha feita por Carl, os quatro palermas que bradavam frases de incentivo ou crítica. Investi dessa vez. Apontei a espada diretamente para seu estômago, fazendo-o pensar que estava usando de uma estocada simples, mas depois curvei o braço um pouco mais acima e mudei meu alvo final; visava, então, seu peito. Steven percebeu ainda em tempo, forçado a recuar invés de me repelir. Aproveitei para emendar outro ataque junto com àquele, a espada em diagonal e na altura de seu peito. Ele parou-me, ambas as lâminas travadas no ato. Dei um passo rápido na sua direção e chutei a parte de trás de seus joelhos – É assim que se briga em Detroit, amigo. – Tentei tirar-lhe a espada na queda, puxando-a com a mão lisa e conseguindo abrir cortes rasos na junção dos dedos. Não obtive o que queria, no entanto.

Saltei para cima do rapaz caído, pressionando-lhe a minha própria espada contra o pescoço enquanto imobilizava seu braço direito com o peso das pernas. Sorri, cínico e dócil, tudo ao mesmo tempo. Carl puxou-me pelo braço, fazendo assim com que saísse de cima de Steven e o deixasse respirar. Poxa vida. Olhei para Carl – O quê? Não era isso que vocês queriam? Um show? – Fui ríspido ao soltar-me de seu aperto. Outros dois rapazes se aproximaram, cada qual portador da maior carranca que eu já havia visto. E já vi muitas, caso não saiba. Idiota 1 se aproximou pela frente, desafiando-me a conseguir desarmá-lo antes de ter como formular um pedido de socorro. Idiota 2, por sua vez, chegou por trás e tentou segurar meus braços. Acertei o seu rosto com o uso de meu cotovelo, afastando-me dele assim que possível e partindo para cima do Idiota 1. Dois inexperientes, nem de longe tão ágeis quanto Steven ou Carl. Crianças, o tipo de capacho. Desci a espada em arco contra Idiota 1, tendo ele de me repelir para manter o precioso pescoço. Todos pareciam ter medo, então. Inclinei o corpo para a direita e deslizei a ponta da espada até esta bater contra a empunhadura do adversário, girando-a com o simples movimento do pulso que tinha sido usado por Steven. Funcionou! Observei, muito mais do que orgulhoso, quando a espada voou alguns centímetros antes de cair no gramado – S-o-c-o-r-r-o. -  Soletrei. Idiota 1 correu, o rabo entre as pernas, arrastando o manco Steven. Idiota 2, no entanto, tentou novamente pegar-me desprevenido. E conseguiu, admito, tendo aberto um belo vergão em minha coxa direita. Arfei com a dor, quase de joelhos, mas com energia o bastante para bloquear o golpe seguinte. Tinha de acabar logo com aquilo. Lancei-lhe outro ataque em contrapartida, a finta servindo somente para mantê-lo distraído. Eis meu real objetivo: aproveitei tal momento para socar-lhe o rosto. Simples e fácil, o punho calejado de quem já o fez várias vezes. Idiota 2 cambaleou, tonto, até sair em disparada atrás dos amigos. Apenas Carl ficou – Que tal me apresentar a Enfermaria? – Indaguei, a perna em chamas. Não há nada tão revigorante quanto o primeiro dia.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Guilherme Longstride em Sab 10 Maio 2014 - 20:00

brincadeira de algum filho de hefesto .                                                                                                                                                                        coloquei ne bainha novamente e a amarrei na cintura os bonecos não serião paleos para mim o primeiro bone eu chutei na altura da barriga o golpendo com o o punha no pescoço se foçe um humano ou um monstro humanoide teria asertado na jugular e o sangue teria sido derramado pelo piso da arena .
o cortei novamente na altura da cintura com um giro o cortando no meio no segundo buneco lancei a punhal e acerte na sua caixa craniana depois  com um salto cortei as costas do boneco peguei o punhal cravado nas costas do boneco e o guardei na bainha .
então ativei um altomato (ciborgue) 
era mais dificiu do que com um boneco de palha ele se movia e tentava me matar 
com um salto chutei a cabeça do altomato e dei um enpulço para frente então o altomato com uma esppada venho em minha direção com uma clava que acertou o chão quando ele tentou me atingir e eu desviei mirei a mão no peito dele corri me aprocimando quando ele novamente tentou me acertar com  clava desviei e acertei o peito dele com o punhal com tanta força e o atrevesou o desativando
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Allison Thousk Prentess em Dom 11 Maio 2014 - 2:32


Começava a me acostumar com o acampamento meio-sague. Até que era legal e tinha algumas pessoas com que se pode conversar sem parecer maluca. Estava cansada de ficar deitada na cama ou andando de um lado para o outro no chalé de Hermes, saindo apenas para as refeições. Me sentia uma prisioneira de guerra e acho que ainda assim um prisioneiro teria mais liberdade do que eu. Sendo assim, resolvi que iria sair e andar ou treinar, pensando na segunda opção como melhor. Eu não me importava se o braço já estava bom ou se ainda estava morrendo de dor. Na caça descobrira que era legal e animador treinar, ainda que apanhando mais que batendo. Era até interessante treinar, até porque era um modo de fazer com que me sentisse mais viva. Não sabia ao certo por que gostava de treinar, mas gostava. Não era a melhor e ainda não era boa, mas era como se meu pai divino tivesse alguma ligação com lutas e coisas assim. Sentia como se aquilo fizesse parte de mim.

Revirei os olhos, irritada por estar presa naquele lugar. Não gostava nada dessa história se ter quebrado o braço. Inicialmente fora bom, afinal, ficara na enfermaria; e então tive que voltar para o chalé de Hermes para não fazer absolutamente nada além de ter as minhas coisas roubadas. Estava cansada daquilo e torcia para que meu pai resolvesse me reconhecer como sua filha logo. Respirei fundo e levantei da cama lentamente graças ao maravilhoso braço que ainda doía um pouco. Não aguentava mais essa faixa no meu braço, então resolvi tirá-la sozinha. Inicialmente agradeci por estar sozinha e não ter ninguém para brigar, foi aí que lembrei que ninguém se importava já que não tinham nada com minha vida. Arrumei uma tesoura - o que não falta ali são objetos mesmo - e cortei a faixa. Após terminar, olhei meu braço e ele parecia mais magro. É, aquilo era estranho. Peguei a adaga que recebera ao chegar ali e, após me vestir adequadamente, saí do chalé de cabeça erguida e fui até o arsenal. Haviam muitas armas por ali e já que não podia usar muito o corpo nas condições em que eu me encontrava, precisaria de uma. Após pegar uma adaga extra e uma espada, fui para a Arena.

Ao chegar na arena, notei que algumas pessoas lutavam com armas. Encarei algumas pessoas que estavam ali e algumas delas eu reconhecia, tanto do chalé quanto apenas do acampamento. Ver aquelas pessoas lutando era animador. Exceto por ver os filhos de Ares, que massacravam as pessoas. Desci empolgada com um sorriso no rosto enquanto brincava com minha adaga e concluí que seria melhor pegar uma espada, ainda que qualquer. Segurei a espada que pegara no chalé e tentei movimentá-la. Era um tanto pesada. Ainda mais estando acostumada com a adaga que era consideravelmente pequena e leve. Tive certa dificuldade para me acostumar com seu peso. Nada que alguns minutos brincando com ela não resolva. Me sentei na arquibancada e fiquei alguns minutos girando a espada na mão enquanto observava as pessoas lutando. Eu era quase invisível por ali. Em parte porque ainda não fora reclamada; em parte porque as pessoas não davam lá muita atenção para garotas que não fizessem questão de se destacar.

Eu estava entretida com a espada quando duas pessoas chegaram perto de mim e quase me mataram enquanto lutavam. - Eu não sei o que foi, mas não fui eu. Sem mortes por aqui. - Resmunguei irritada. Ambos olharam para mim descrentes e eu dei um sorriso meio sem graça. - Foi mal, mas quase me mataram aqui. - Após isso, eles ignoraram minha presença e saíram. Cheguei à conclusão que sou totalmente invisível para mais da metade desse lugar. Depois de alguns minutos com o pensamento longe, avistei alguns bonecos no canto, tão excluídos quanto eu estava. Caminhei até os bonecos e resolvi que iria começar com eles. Levantei a espada com certa dificuldade e comecei a tentar atacar o boneco. Os ataques não foram de muita eficácia, mas eu tentava. Investia contra ele, ora na barriga, ora no ombro e às vezes até arriscava atacar onde se localizavam suas costelas. Eu definitivamente não era muito boa com aquilo e precisaria de bastante treino. Após investir mais algumas vezes, concluí que não adiantaria o boneco já que ele não me atacaria e eu não teria como aprender a me defender.

Suspirei, passando a brincar com a espada e novamente uma pessoa se aproximou. Dessa vez não foi tentativa de assassinato, foi apenas um garoto que parou na minha frente. Olhei para ele com uma expressão confusa e ele riu. Se eu acreditasse em amor a primeira vista, diria que estava apaixonada. Mas não, na verdade era apenas seu sorriso extremamente encantador e sexy. - Parece meio perdida. - Ele disse. Eu dei um sorriso de canto e joguei a cabeça para trás, fechando os olhos. - Não exatamente. Quero aprender a usar uma espada, mas sou meio invisível. Não acho que vá ter alguém disposto lutar comigo e bem… Os bonecos não vão me ensinar a me defender. - Respondi. O garoto deu mais um dos sorrisos sexy de canto e coçou a cabeça. - Me disponho a ajudar. Também não sou um especialista. - Sorri após ele dizer isso e levantei, animada. Encarei bem o garoto e reconheci ele de algum lugar. Não sabia seu nome, mas acho que ele estava no chalé de Hermes, assim como eu. Ele disse algo sobre eu não esperar que ele me deixe vencer por ser garota, mas ignorei o comentário. Não precisaria disso de qualquer modo.

Fomos para o meio da Arena onde outras pessoas já estavam, eu arrastando a espada e fazendo um barulho ensurdecedor. Ergui a espada com certa dificuldade e tentei atacar o garoto. Ele não teve tanta dificuldade em desviar minha espada. - Eu só estou me acostumando com o peso dela. Só isso. - Eu disse, arrumando a espada em minhas mão. Tentei atacar mais duas vezes sem sucesso. Foi aí que ele começou a fazer piadinhas. Talvez ele nem soubesse meu nome, mas fazia piadinhas. Revirei os olhos, tentando conter minha irritação e quando me dei conta, o garoto havia me atacado. Tive que segurar a espada com as duas mãos para conseguir desviar os ataques dele. Não só um, mas vários de uma vez. Nesse mometo acho que ficara meio óbvio que não tenho a mínima experiência com espadas. Depois da sequência de ataques, apoiei a espada no chão e precisei de um tempo para respirar e descansar os braços. Quando consegui me recuperar, puxei a espada de uma vez com a mão direita e ataquei o garoto. Por sorte ele estava com a guarda baixa e consegui fazer um corte simples em sua blusa. Ele me olhou parecendo meio revoltado e eu ri. - Não se preocupe, não vou pegar leve com você só porque é um garoto… Ou projeto disso. - Falei, rindo. Ele Com toda certeza ficou revoltado. Concluí isso após ele tentar me atacar. Por milagre consegui desviar sua espada. O barulho das espadas se chocando era irritante. Assim que desviei sua espada, tentei investir contra o garoto, mas não deu muito certo já que ele também tinha se defendido.

Estava quase totalmente convencida que não aprenderia a mexer com espadas. Minha espada continuava se chocando com a espada do garoto. Eu não queria desistir, mas estava cansada de lutar e precisava pensar em algo para não parecer que era uma perdedora desistente. - Pode escolher desistir, se quiser. Não precisa perder para uma garota, sabe? - Sussurrei em seu ouvido quando desviei novamente sua espada e aproximei meu rosto do seu. Dei um passo para trás logo após isso. Ele não me pareceu muito contente com a brincadeira. Começou a investir mais forte contra mim e ficava cada vez mais difícil desviar sua espada. Dei mais alguns passos para trás e ao invés de desviar a espada, começara a desviar da espada. Ele estava mais tápido e forte e eu concluí que não conseguiria ser boa naquilo nem em mil anos. Me sentia o Matrix toda vez que ele tentava me acertar e eu inclinava o corpo todo para trás. Na última tentativa de investida do garoto, desviei o golpe com minha espada e fui obrigada a fazer um corte em algum de seus dedos para conseguir fazer com que ele soltasse a espada e, quando o fiz, a trouxe para mim usando a minha própria. Aquilo com toda certeza fora um golpe de sorte, mas ele não precisava saber disso. Sorri de canto, satisfeita com o resultado e abaixei para pegar sua espada. - Boa sorte da próxima vez, bonitinho. - Murmurei alto o suficiente para que ele ouvisse. Depois que já estava fora da arena, reparei que estavam com alguns cortes e alguns pedaços de roupa cortados. Xinguei baixo e resolvi voltar para o chalé de Hermes, onde provavelmente encontraria algo para me ajudar com curativos. Encontrávamos de tudo por lá de qualquer modo. 


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Deméter — Excelente treino campista!
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Guilherme Longstride em Dom 11 Maio 2014 - 16:14

Eu dormia calmamente, para variar, minhas noites sempre rendiam sonhos tranquilos e um ótimo descanso. Mas tudo para que? Para que o despertador arruinasse meu momento relaxante. Sim, eram seis horas da manhã quando acordei, provavelmente passaria o dia todo de mau humor já que não havia conseguido dormir até as 11 horas como de costume. Foi nessa hora que lembrei do meu compromisso, ou quase isso. Era o dia do treino de armas diverças , que começaria logo cedo. Eu já estava mais do que atrasado, então rapidamente entrei no banheiro para fazer a minha higiene matinal.
Trinta minutos se passaram até que terminei de me arrumar e me vestir. Peguei minha espada e corri para fora enquanto prendia a bainha no meu cinto. No caminho passei no refeitório e “roubei” uma maçã, não treinaria de estômago vazio. Enquanto caminhava para o treino pensava em meu pai que me devia uma nota preta da ultima aposta que aviamos feito.
para começar a praticar caminhei para um dos bonecos. Fiquei parado na frente do meu “adversário”, ele era pouco maior do que eu, o que aumentava a ilusão de que era mais forte (imaginei um inimigo real). Tirei a espada da bainha, meu pé direito estava afrente do esquerdo, minhas duas mãos se fecharam em torno do cabo da espada que ainda era um pouco pesada.
“Preciso passar na academia” pensei. A ponta da lâmina ficou voltada na direção do boneco, respirei fundo e levei meu pé esquerdo para frente, ficando assim mais perto do alvo. Respectivamente elevei a espada com ambas as mãos e apliquei um golpe vertical na altura do pescoço do boneco. Pouco da lâmina da espada entrou em contato com o alvo, lhe fazendo um corte que foi do ombro esquerdo até perto do lado direito do que seria a cintura.


Voltei meu pé esquerdo para trás e voltei a mesma posição do início. Sem dar muito tempo para pensar andei dois passos para a direita do boneco, avancei mais um e depois ataquei com uma estocada abaixo das costelas. Voltei para trás e me abaixei ao mesmo tempo que golpeei da direita para a esquerda, horizontalmente. O golpe rasgou a perna do boneco, acabei me sentando no chão, respirando fundo.


Conforme eu golpeei percebi que o peso da arma havia reduzido em muito, como esperado, essa era a magia da aula. Segurei a espada apenas com a mão direita e voltei a ficar na frente do boneco, imaginando o que fazer com nos próximos movimentos. Pé direito na frente outra vez, espada na frente com a lâmina levemente inclinada para cima, na direção do alvo. Golpeei em arco horizontalmente para a esquerda e para cima, com o movimento feito girei meu punho e aproveitei o impulso utilizado para um segundo golpe. A espada descreveu um C no ar, vindo da esquerda para a direita e atingindo o boneco novamente, ambos os golpes fizeram um X no alvo. Para finalizar emendei um terceiro golpe, girei para a direita, 360°. A espada descreveu um C invertido e em seguida desceu contra o pescoço do boneco, arrancando a cabeça do mesmo.


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Deméter — Confesso que fiquei um pouco desiludida ao ver que a introdução era quase maior que o desenvolvimento. Foi bom, mas necessita de um pouquinho mais. 

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Seth Allan Windsor em Dom 15 Jun 2014 - 18:40



Como eles podem ser tão... Idiotas? Indaguei-me em silêncio, retirando-me do Chalé dos filhos de Hermes. Já havia mais de semanas que estaria ali, entocado, ao lado de todos aqueles loucos e trapaceiros, encarando as mais diversas incômodas e degradantes situações. Sempre pareciam estar a mil por hora, e ainda pior, sempre chegava mais um. – Talvez o coelho seja um dos animais símbolos de Hermes, só pode. Revirei os olhos, expulsando os pensamentos sobre aquele recinto.

O sol já ultrapassava o horizonte, por volta das três e trinta da tarde. Os raios solares eram fortes, entretanto, as árvores ao redor entrevam em conflito de modo a barrá-los, deixando a temperatura ambiente amena. Melhor do que nada, afinal. Havia me preparado para mais um daqueles cansativos e corriqueiros treinamentos. Já havia fugido algumas vezes, mas desta vez, preferi encarar a tarefa. Além do mais, qualquer coisa para me afastar daquele chalé bagunçado e inquietante será de bom grado. Assim como eu, muitos caminhavam para seus respectivos locais de treinamento. A única diferença entre nós, é que muitos deles já foram reclamados, ao contrário de mim. Uma dúvida angustiante, eu admito. Não costumo pensar sobre esse assunto, até porque, nunca fora algo que me chamou tanta atenção quanto agora. Às vezes, durante meus sonhos, imagino a silhueta de alguém que espero conhecer bem diante de mim, mas que por um desejo cruel de algo superior ao que se pode chamar de “comum”, não posso vê-la, nem senti-la. Nestes momentos, forço-me a acreditar que devo estar próximo de encontrar o que desejo.

O som dos metais se chocando tornou-se cada vez mais audível. A imagem de jovens, das mais diversas idades, manejando armas tão perigosas de maneira calma e singela, já não me causava arrepios. Era a realidade a qual tive de me adaptar. Um semideus. É isso que sou, embora ainda sim, a verdade sobre minha origem não fora totalmente desvendada. – Bom, eu espero que ocorra tudo bem para mim. Se bem que, com meus últimos treinos, eu não deva ir tão mau quanto imagino – eu acho. Suspirei. Retirei de meu cinto, uma adaga de mais ou menos trinta centímetros. Era feita de aço, um material simples se comparado com as demais ao redor. Em sua totalidade, era uma arma simples, levemente desgastada. Havia aprendido a manejá-la de boa maneira, embora eu ainda não possa me julgar como um ótimo combatente.


[...]

O filho de Dionísio se posicionou a minha frente. De primeira, ele havia recusado ao meu pedido de treinamento, embora, tenha conseguido fazer sua cabeça. Fora fácil, afinal de contas. É só dizer que é mais um novato e pronto. Muitos ali adoram se aproveitar desta questão, apenas para impor seu ego sobre alguém derrotado tão facilmente, imaginando ser um Herácles. Não sou tão bom quanto deveria, mas estava de bom grado. Ele também não parecia ser grande coisa. O corpo levemente arredondado e avantajado, de maneira desproporcional a sua altura. O rosto é a única coisa que lhe salva o corpo. Tão corado quanto uma maçã, e aparentemente, dócil como a de um anjo. Sua coordenação motora não era das melhores. Parecia vacilar em todos os passos que tentava realizar: ora para quase esquerda, ora para quase direita. Ele não conseguia sair do local. Seria o medo? Não, imagino que não. Com um corpo tão esguio e frágil como o meu, até mesmo um coelho mostraria seu lado demoníaco contra mim, e sem sombra de dúvidas, traria mais medo ao mundo que eu. Suspirei. Talvez fosse uma estratégia, afinal. Incentivando o primeiro movimento alheio. Neste ponto, ele já não parecia ser tão bobo assim.

Ergui a adaga e avancei. Ele engoliu em seco. A arma, em seu movimento certeiro, cortou o ar e consecutivamente, o peitoral da armadura alheia. Sorri. Ele realmente era lento, entretanto, a vitória ainda não era certa. E assim fora. Mal pude ver seu movimento. A espada veio contra meu braço e em um movimento interceptador, levei a adaga ao encontro da outra. O metal tilintou, e devido ao impacto, ricocheteou para trás. O garoto se desequilibrou. Naquele momento pude perceber que a espada que empunhava era mais pesada do que deveria ao seu braço. Se ele continuasse com movimentos naquela velocidade, estaria completamente esgotado em poucos minutos. Aproveitei o momento para arquitetar um contra-ataque. Nossos corpos se encontravam a uma distância curta um do outro, dessa maneira, não precisei de muito para me aproximar. Cerrei o punho esquerdo, levando-o em um soco contra o ombro do semideus afrente. Ele soltou um grito abafado. Tentou levar a outra mão ao ombro socado, deixando com que sua defesa baixasse, chegando ao estado crítico, já que ele apenas jogou sua arma para o lado, permitindo com que suas mãos ficassem nuas. “Ele fez mesmo isso? E ainda foi com meu braço mais fraco. Nossa!” Indaguei-me, imaginando se eu deveria continuar atacando, uma vez que ele mesmo se desarmou, declarando derrota. Cocei a nuca, evitando rir de seu estado.

[...]

O garoto havia choramingado o caminho todo. Minha cabeça latejava. Foram reclamações desnecessárias, mas que me permitir ouvir. Além do mais, me senti na obrigação de ajuda-lo, uma vez que seu ferimento fora de minha autoria. Como poderia imaginar que seu ombro já estava machucado, mesmo antes de tê-lo atacado? Eu realmente não sou um adivinho. Entretanto, entendi o porquê de tanta dor. É muito duvidoso, para mim, ser possível causar tamanha agonia física com um simples golpe de mão nua, tendo em vista minha estrutura corporal e força. Foi mais como pressionar o ponto fraco de alguém. Não é preciso muito esforço quando o ponto em questão é esse. Após deixa-lo na enfermaria, acumulei forças para que eu pudesse voltar ao chalé dos demônios e tentasse descansar mesmo que só por uns breves minutos.





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Nêmesis - Você escreve muito bem, devo dar o parabéns. Mas de que adianta escrever bem se eu só vi enrolação em seu treino e nada realmente que signifique um treino, me desculpa, mas o que tu descreveu não teria passado de alguns minutos no treino real. Enfim, tamanho não é qualidade, pense nisso na próxima vez.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por David Crash em Dom 15 Jun 2014 - 22:51


Espadas&Afins



Nunca me dei muito bem com armas. Como já disse várias vezes, a minha adaga é uma das minhas melhores amigas. Com ela já consegui matar alguns monstros. Poucos, mas consegui. Há pouco tempo levei um sermão. No capture ao bandeira eu normalmente não faço diferença, o que eu não ligava até quase ser morto por um campista do time oposto. O pior foi que quem levou toda a briga fui eu ao invés do campista. “Quem mandou não saber lutar? Sua morte é iminente”, disseram. Agora estou disposto a aprender a lutar, dane-se o sangue em minhas mãos.


Chego na arena. Como treinamento podemos usar apenas o arsenal que o acampamento disponibiliza, mas isto não faz a mínima diferença pra mim, já que a única arma que eu tenho é uma adaga simples, arma que todos nós recebemos ao decidir viver no acampamento. Algumas pessoas já estão treinando com os bonecos de palha da arena. Um dos bonecos está jogado no chão sem sua cabeça, e um amontoado de palaha está espalhado ao seu redor. “Filhos de Ares, sempre delicados”, penso, mas logo sinto um arrepio por ao menos ter pensando nisso.


O arsenal do acampamento é bem completo: adagas de tamanhos diferentes, facas, espadas, tridentes e etc. Me aproximo e escolho a espada. Não sou bom com armas maiores, mas é por isso que estou aqui, para treinar. A espada é realmente bonita. Seu punho tem a cor esverdeada, e a lâmina, de tão limpa, chega a brilhar.


Minhas primeiras tentativas de andar com a espada são vergonhosas. Como não estou acostumado com armas grandes e com seu peso, a espada cai a todo momento da minha mão, e são poucas as vezes que a consigo manter erguida. Chego perto do boneco de palha mais perto de mim e então ergo a minha espada com toda força que possuo, o que faz minhas pernas tremerem. Com um único golpe — difícil, porém — minha espada transpassa a cabeça do boneco, o que faz palha se espelhar pelo chão. Um sorriso envolve o meu rosto, e por um momento acho que fiz a cosia mais fantástica do mundo, mas então olho para os outros e percebo que fiz uma coisa normal. Seus olhos dizem “Nada mais que sua obrigação”.


Só então percebo que estou sentado no chão, talvez por quão cansado fiquei, gastando minha energia com o boneco. Mas lembro da adrenalina percorrendo o meu corpo no momento em que a espada cruzou aquela cabeça de palha. Imagino como seria se ela fosse algo vivo, mas logo espanto este pensamento.


Me levanto. Mesmo cansado sinto que tenho forças para fazer mais. Seguro o punho da espada mais firmemente e corro arrastando-a no chão e, ao chegar no próximo boneco ergo-a novamente, desta vez mais baixo. Com um corte horizontal corto o boneco no meio, e quando seu tronco superior cai no chão, enfio minha espada onde seria seu cérebro, caso tivesse. Deixo aquela sensação me possuir e então corro pela arena. Minhas forças que parecem voltar, me ajudam quando corto todos os bonecos em meu caminho. Sinto como se eu sempre tivesse feito aquilo, como se fosse a coisa mais normal do mundo. E então, quando metade dos campistas estão olhando pra mim percebo que acabei com a brincadeira. Noventa por cento dos bonecos estão despedaçados, graças a mim. Alguns campistas, talvez novatos, estão sentados no chão, assustados.

— Quem tem uma morte iminente agora?! — digo, e com um riso saio andando da arena. Parece que por um longo tempo não vou levar sermão por causa de lutas.



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Nêmesis - Parabéns pelo treino, estavam bem escrito e coerente. Porém, acho que a parte em si do treino poderia ter sido bem mais explorada, de qualquer maneira, parabéns.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por April Thomas Gauthier em Seg 16 Jun 2014 - 19:45


i'm just dreaming of, TEARING YOU APART

Sabe quando você acorda e sabe exatamente o que quer fazer? Então, era assim que eu tinha acordado naquele dia. Simplesmente pulei da beliche provisória que haviam me dado até o meu pai me reclamar, algo que pelo visto não aconteceria tão cedo assim. Não que eu quisesse saber tanto assim quem era o filha da puta que havia engravidado a minha mãe e nem sequer tinha dados as caras quando eu era criança. Eu podia me virar sozinha sendo ma indefinida, ou descobriria por contra própria e iria atrás desse deus, que provavelmente não passava de um deus menor que tinha vergonha de suas próprias ações. Amarrei o meu cabelo em um rabo de cavalo e escondi ele dentro de um boné, dentro do banheiro passei uma faixa que apertava os meus seios, o que ajudava a parecer que na verdade eu era um menino. Sempre odiava que as pessoas me subestimassem por acharem que eu era fraca por ser uma menina, mas isso mudaria, eu faria todos engolirem o que haviam dito. Encaixei a adaga simples que todos campistas ganhavam em minha cintura e me observei no espelho, estava tudo certo. Sai do Chalé dos filhos de Hermes e então me encaminhei diretamente a arena de treino, sentia o sangue fervendo e uma enorme vontade de cortar a garganta de alguém. Quando cheguei na arena os veteranos já treinavam entre si, o meu plano inicial era treinar logo de cara com alguém. Mas assim que cheguei ali decidi que deveria dar uma aquecida primeiro, por isso me encaminhei a um dos bonecos que ficavam afastados dos treinos em dupla.

Atrás do boneco coloquei a opção no modo fácil apenas para aquecimento e me distanciei um pouco do boneco que provavelmente tinha sido forjado pelos filhos de Hefesto. O Boneco me atacou logo de frente e eu inclinei o meu corpo para trás o curvando de modo que a adaga dele passou reto em cima de meu corpo quando o braço dele recuou saquei a minha adaga e tentei lhe cortar o pescoço, mas ele foi mais rápido e usou seu escudo para se defender. Pre-senti a sua adaga vindo em minha direção e então girei o meu corpo para o lado usufruindo de seu escudo e então agachei em seguida lhe dando uma rasteira. Fiquei em pé voltando um pouco para trás e permiti que o boneco ficasse em pé. - Certo, eu deveria ter colocado no difícil, assim não dá nem graça. - Não que o boneco me entendesse, ou talvez o fizesse, mas ele partiu para cima de mim e só percebi que sua força tinha aumentado quando tentei defender a sua investida direta com a minha adaga, mas acabei caindo no chão. Sua adaga veio diretamente pra baixo na direção de meu pescoço e então em um movimento rápido girei o corpo para o lado fugindo de seu ataque que perfurou diretamente o chão levantando poeira. - Acho que lhe subestimei. - Fiquei em pé e então parti para cima do boneco mais uma vez.

Investi na diagonal em sua cintura, ele mais uma vez bloqueou com o escudo e contra atacou girando a adaga perto de meu braço. Dei um passo para o lado e então tentei uma falsa investida, passei a adaga da mão direita para a esquerda e investi na altura de seu peito, como de esperar ele movimentou o escudo para a defesa. Mas então joguei a adaga de volta para a mão direita e finquei a adaga em seu peito, logo dando pulo para trás. O boneco rangiu caindo no chão e seu circuito interno parecia danificado o suficiente. Porém ao invés de ficar imóvel ele se levantou e partiu para cima de mim com movimentos desajeitados e tentando me acertar com investidas diretas. Desviei o meu corpo inúmeras vezes para a direita e em seguida para a esquerda, quando vi uma brecha me agachei e dei uma rasteira no boneco e pulei em cima dele cortando lhe a garganta. O boneco como um movimento de se defender bateu o seu escudo em meu peito fazendo eu tombar para trás. - Droga. - Praguejei ficando em pé e limpando a poeira em meu peito. Ajeitei o meu boné e confirmei que o boneco já era incapaz de se mover, sendo assim já podia treinar com alguém.

- Você esta livre? - Perguntei por trás de um menino que se virou e me encarou da cabeça aos pés, pelas contas em seu pescoço logo vi que ele já estava ali pelo menos a dois anos. - Um mocinho, você deve ser um daqueles novatos que chegou na última missão de recolhimento. - Eu apenas fiquei o encarando e então dei três passos para trás mostrando a minha adaga. - Você é filho de Deméter não é? Duela comigo. - Ele riu como se não estivesse acreditando que eu realmente estava pedindo aquilo, mas quando mantive o meu olhar sério ele finalmente entendeu a mensagem. - Certo, mas já se prepara para perder queridinho. -  Ele tirou a sua adaga da cintura e então deu um passo para trás antes de sorrir como se já tivesse vencido. Tinha me esquecido que ali existia aqueles veteranos que se achavam o deus da picada por serem mais velhos, pelos deuses, eu não podia perder para um cara como ele. Ele deu um passo para frente e movimentou o seu braço mais para alcançar o meu pescoço pelo lado, dei um passo para o lado e coloquei-me de frente para seu movimento de modo que era incapaz de me alcançar. Segurei o seu braço com minha mão esquerda e então investi com a mão livre na diagonal de seu corpo. O menino se livrou rapidamente de minha mão e tentou me dar uma rasteira algo que eu vi que ele faria então pulei para frente em uma cambalhota e então coloquei-me de pé. Virei-me para o menino que já estava armando o seu novo ataque que bloqueei com o meu ante braço e então sem piedade passei a minha em frente ao seu rosto. Dessa vez o desvio dele foi lento e um filete de sangue escorreu por sua bochecha, embora desse para ver que não tinha sido tão fundo assim.

- Me desculpa, quem é que vai perder? - Coloquei um sorriso de canto em meus lábios e então o menino agora enfurecido partiu para cima de mim. O problema é que quando as pessoas ficam com raivas elas agem por impulso e sem pensar, o que faz seus ataques serem previsíveis e fáceis de bloquear. Por outro lado eu estava calma, o que me ajudou e muito. Com um movimento rápido impus a minha adaga em frente a sua bloqueando o ataque e mantive a minha força enquanto concentrava outra parcela dela na minha perna e dava um chute no menino. Antes que eu pudesse fincar a minha adaga em seu corpo ele virou para o lado, porém quando ele estava prestes a ficar em pé cortei-lhe as pernas em um movimento de corte na diagonal e ele caiu no chão. Só então posicionei a minha adaga em seu pescoço. - Nunca me subestime, okay? - Sorri de canto e então fiquei em pé o ajudando a se levantar. - Gracias pelo duelo, até um dias desses. - Me despedi do menino com um aperto de mão e então parti dali para o chalé de Hermes para um banho, deuses, eu estava toda suada.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Mike Dimitriev em Qui 19 Jun 2014 - 12:11


Training  
on rainy morning

Mike sempre odiou ser acordado desde bebe, no colo e sua mãe quando alguém mexia nele, belo e lindo dormindo abria um berreiro e só acalmava quando sua mãe o levava para um ambiente escuro e silencioso, onde ele voltava a dormir como um bebê lindo, fofo e calmo que era. Os tempos passaram, mas esse ódio não, sempre que acordado ele ficava mal humorado e pleiteando uma maneira de arrancar a alma do infeliz que o acordara, sempre gostou das coisas em seu tempo certo e ser acordado por alguém, estava fora de cogitação, tinha seu relógio biológico para isso.
 
E foi assim naquela manhã chuvosa, Mike queria ficar na sua cama, mas um infeliz o acordou cutucando com vara curta, por instinto o adolescente pegou aquela madeira e ficou deitado sem sair do lugar – Você não fez isso... – Sua voz era embargada pelo sono, mas o timbre rouco e forte assustava qualquer um. Sentou-se lentamente em sua cama, com cara de poucos amigos, fintando o infeliz que acabava de acordá-lo. Levantou-se como não era um dos mais baixos da turma e muito menos dos menores, o garoto franzino que o acordava, tremia, conforme Mike aproximava-se. – Esta no seu dia de sorte, agradeça a Zeus por eu não estar de mau humor... – Jogou com ignorância o bastão para o franzino.  
 
Arrastando-se tomou um banho assim ficando desperto e desceu para tomar o café. Depois de bem alimentado, estava com o seu tempo ocioso. E decidiu ir treinar alguma coisa, caminhou para a arena de treinamento, mesmo com aquele dia chuvoso, era os melhores dias para treinas, pois nunca tinha ninguém e teria a arena só para ele, pegou um par de correntes, nunca tinha tentado usá-las. Não eram tão pesadas, mas parecia desajeitado para usar, acabou voltando, ficando apenas com uma corrente em mãos.  
 
Meio curioso e sem saber como agir esticou a corrente pelo chão arrastando-a atrás de si segurando por uma das extremidades. Parado no centro da arena, poderia sentir um bobo, mas estava totalmente concentrado no movimento da corrente que parecia uma cobra rastejando. Desse movimento puxou com ignorância para trás e para cima, fazendo um movimento rápido para frente, parecendo que estalaria um chicote, mas o que Mike não contou, foi que o movimento da corrente era mais lento e pesado que um chicote, terminando com uma acorrentada nas suas costas. E encharcado e sujo pela água e areia da corrente.
 
- Mer*a! – bufou soltando a corrente no chão e chutando-a em seguida. – Não está certo, como faço isso? – Pensava enquanto curtia a sua dor olhando para o monte de corrente amontoado no chão, como se fosse uma cobra.  Ainda por estar frio, a dor parecia mais intensa, porém o jovem não se incomodava.
 
Limpou as mãos e pegou uma das pontas da corrente e pensou melhor em seu movimento ao invés de uma investida, Mike faria que ela “dançasse” ao seu redor. Com a mão esquerda firme segurando a corrente fazia a corrente dançar em volta de si em um circulo, desse circulo fez com que o objeto escapasse de sua dança esticando-se à sua frente, soltando pequenas gostas de chuva em seu rosto. Sorriu vitorioso, e tentou novamente, mas dessa vez a corrente voou da sua mão, por estar molhada, por sorte estava sozinho treinando, se não poderia arrancar a cabeça de alguém com aquilo.  
 
Como Dimitriev havia gostado da ideia de arrancar a cabeça de alguém com aquela corrente, decidiu pegar alguns espantalhos, para treinar alguns ataques. Posicionou-se os dois espantalhos longe um do outro, parou no meio dos dois e começou a mexer com a corrente em forma de pequenos círculos à sua frente e esticou o braço para o primeiro espantalhos à sua esquerda, esperando a ponta esticar puxou para o outro espantalho à direita, mas para isso teve que abaixar-se. Quando atingiu puxou de volta e levou uma acorrentadas na canela – Ai, Cara*&*! – soltou a corrente de qualquer jeito e caiu no chão, levando as mãos à canela e ficando imundo com a terra batida do chão. A dor que Mike sentia era grande, parecia ter quebrado a perna no meio, mas depois de um tempo quando tudo parou de latejar viu apenas o hematoma sob a pele e sentiu a dor ao pisar no chão. Era o fim do seu treinamento naquele dia.  
 
Sujo, molhado e mancando saiu da arena para qualquer lugar, certamente iria tomar um banho.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Mike Dimitriev em Sex 20 Jun 2014 - 10:52


Double swords
at cold morning

Dimitriev já estava acordado à horas quando seus colegas de chalé começaram a se levantar, sentado no sofá assistia o movimento de cada um sem desviar o olhar da revista que estava lendo, gostava daquela ideia de samurais e lutar com duas espadas, nunca tinha feito algo do tipo. Foi ai que teve a ideia, fechou a revista à jogando de lado no acento do sofá, saiu pela porta indo para arena. Sequer lembrava-se de alguma aula ou coisa do tipo, estava focado no que queria fazer.

Passos apressados, levaram o jovem à arena para o seu treino. Chegando lá sem pensar pegou duas espadas. Não sabia manuseá-las com maestria, mas quebrava o galho ao menos. Tentou girá-las e as duas caíram ao chão, com um pulo para trás escapou de ter o seu tênis cortado pelas espadas. Mike é muito vaidoso e pedir para alguém ensiná-lo era uma coisa fora de questão. Aprenderia sozinho e ponto.

Pegou a espada do chão, achou melhor aprender os movimentos apenas com uma das mãos, deixou a outra ali mesmo no chão. Segurou firme com a mão esquerda e começou a rodar do lado do corpo, bem devagar, achou que estava bem passou, para a frente do corpo, e a outra mão aberta, controlando os movimentos, fazia o sinal de infinito à sua frente MD - Isso, devagar...[/color][/b] - falava sozinho.

Estava ficando quente apesar do dia fresco, tirou a blusa e jogou de lado. Jogou habilidosamente para a mão direita, que pegou pouco vacilante, sorriu para si vitorioso, e tentou novamente o mesmo movimento, e conseguia segurar firme sem nenhum desiquilíbrio, passado a brincadeira, tentou com a direita. Como sabem Mike é canhoto e fazer movimentos de precisão com a mão direita é um pouco mais dificil. Tanto que na primeira rodada da espada, esta bateu em seu cotovelo, fazendo um pequeno corte. MD - Que bost*![/color][/b] - Jogou a espada longe olhando para o braço, não era sério, só um arranhão, que foi o suficiente para deixá-lo bravo. Só não saiu chutando tudo e quebrando as coisas porque sabia que seria pior.

Caminhou lentamente até a espada que jogou longe, pegou bravo, respirando fundo na sequencia, expelindo o ar lentamente fechando o par de olhos azuis, parecendo um monge em concentração. Segurou a arma com a mão direita, novamente, e fez o mesmo movimento que havia errado. Dessa vez acertou. Estava em um movimento regular, sem erros, começou alternar com os movimentos de frente. MD - Bom... ![/color][/b] - Pegou as duas, sabia que teria de ter mais cuidado.

Primeiro com uma depois com a outra e lá estava o nosso espadachim. Fazia certinho os movimentos, começou a querer aumentar a velocidade e as espadas se tocaram e ambas caíram no chão. Bufou.

Ficou olhando um tempo para as espadas pensando em desistir, mas ele não era uma pessoa que desistia dessa maneira. Mike recolheu as armas do chão, pegou sua blusa e as deixou onde havia pego, colocou a  blusa e saiu de lá. Não queria admitir, mas precisaria de um tutor para ensiná-lo a manuseá-las, ou assistir mais videos de double swords no youtube,


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Sam J. Parker em Seg 23 Jun 2014 - 1:26





I'm back!


  
Gritos ecoavam em um mar de sangue. Garotos, que pensavam ter se tornado homens corriam de um lado para o outro com espadas nas mãos, alguns que tentavam me atacar caiam, e desmaiavam. A frente árvores, linhas de sangue, centenas de jovens mortos, quando olhava para cima, deuses que rezei e pedi ajuda, choravam, outros estavam irados, meu pai estava ali, com seus olhos parecendo duas bolas de fogo, e nós dois tínhamos a mesma opinião, guerra essa sem sentido.
- SAM! SAM! PORQUE SAM? – Rostos iam e vinham daqueles que fui obrigado a matar, aqueles que não me deram alternativa. – SAAAM!
 
Levantei com o suor escorrendo pelo meu rosto, sentia o calor da minha pele e o meu coração batia na minha cabeça. Levantei da cama e coloquei a camiseta do Acampamento Júpiter, pendurei minhas espadas na cintura e sai do dormitório. Seguindo a via praetoria até chegar aos campos de marte, meu pensamento em meus sonhos, via todos os dias os rostos daqueles que pereceram por minha lâmina, ou por algo que eu tenha feito. Fazia um mês que não conseguia lutar, mas era um guerreiro, nasci assim e vou morrer assim. Era um líder e tinha que voltar a ser o que fui antes de tudo. 
- Quanto tempo pirralho. – Disse uma voz que conhecia bem. Virei e vi Clint, meu mestre, um ex-legionária lendário por seus feitos. – Dizem que você se acovardou?
- Olá mestre. – Disse com um sorriso. – Acovarda não, mas as...
- As pessoas que você matou chamam seu nome, e aparecem em seus sonhos, perguntam o porque. É... Todos passamos por isso, eu ainda vejo aqueles que matei.
- Mas eu tenho que seguir em frente, sei disso, mas sempre que pego minhas armas, eu... Travo, não consigo.
- Vamos resolver isso. Erga suas espadas.
Com as espadas na mão, Clint veio em minha direção e me socou no rosto,  em seguida me deu uma rasteira e eu cai.
- Vamos mocinha, reage, ou vou te dar uma surra que nunca vai esquecer.
Levantei e avancei, ataquei com minhas espadas juntas, em um movimento diagonal, Clint simplesmente antecipou-me e esmurrou meu estômago, fiquei sem fôlego, ele continuou, deu dois cruzados em meu rosto, que desabei no segundo, ele me virou e continuou a bater, sem parar, sentia os rios de sangue se formando na minha boca. Minha visão escureceu e parei de sentir tudo. 
- Filho... Filho acorda. – Minha mãe estava ali, com seus longos cabelos loiros e olhos castanhos na minha frente, vestida de branco, seu rosto angulosos, e olhos que lembravam os meus, sorrindo. – Lembre-se do seu caminho até aqui, lembre-se do porque você fez aquelas coisas, meu filho, em guerras e matar ou morrer, e você tentou não matar. Os Graecus lhe perdoaram e você deve seguir em frente. - Ela se aproximou e beijou minha testa. – Você é meu orgulho, e certamente de seu pai, não se esqueça do que Lupa lhe ensinou.
 
Quando voltei, Clint ainda me batia, desviei um soco e fiz uma ponte, fazendo ele deslizar para trás. 
- Finalmente, essa é a luta que esperava.
O sangue ainda escorrendo em meu rosto, cuspi um jato de sangue que estava na minha boca, e me posicionei. Avancei em sua direção mirando a espada da mão direita em seu pé esquerdo, girei e brandimos as espadas como em uma dança de lâminas, primeiro encontramos as lâminas do braço direito e depois o do esquerdo. Ele tentou uma estocada, girei em cima do seu braço indo para fora, cortando ao fim do giro, seu braço na altura do ombro. Tentei um golpe na cabeça, ele abaixou, avançando e me dando uma cotovelada na altura do encontro da médula e da bacia, me fazendo abafar um grito. Virei em sua direção, e ataquei na altura do pescoço, e defendeu, e rapidamente atacou, juntando as lâminas e fazendo um movimento de X de baixo para cima. Me inclinei para desviar do ataque, atacando novamente na altura do peito, ele ergueu um dos braços e defendeu. Ataquei novamente, ele bateu na minha espada de forma que desequilibrei e desferiu um corte na altura do ombro, quase milimetricamente de mesma proporção e profundidade do que havia feito nele. Dançamos mais uma vez, brandido espada com uma, se alguém errasse, o outro provavelmente seria ferido. Ele desferiu um golpe na minha lâmina da mão esquerda, fazendo com que ele girasse, tomei-a no ar, agora, empunhando ela com a espada de forma oposta a que estava antes com lâmina virada para baixo. Girei desfirindo um golpe com a espada da mão direita de cima pra baixo, onde ele desviou e subindo a espada da mão esquerda de forma diagonal, cortando de leve sua barriga, que teria sido maior se ele não tivesse desviada para trás. Aproveitando do movimento, ele deu um rolamento para trás, e correndo em direção oposta a minha, e fui atrás dele, o que foi um erro, ele pulou e pegou um impulso em uma pilastra que não estava distante de nós, e me deu um chute na cara com a outra perna, me fazendo cair. Levantei rapidamente empunhando minhas espadas, e parando o golpe no alto que ele estava fazendo e tentando atacar em direção oposta onde ele tentou parar meu golpe, mas ele perdeu o equilíbrio onde segurei seu antebraço, e puxei ele, esticando o braço fazendo ele cair. Ele me deu uma rasteira se levantando, que me fez cair. Rolei como um tronco para o lado, onde ambos já estávamos ofegante. Ele veio em minha direção, onde rolou e tentou me atacar nas costas, virou um chute no meio do peito dele, desequilibrando, fui em sua direção pulei e soquei-o bem no meio dos olhos, fazendo ele cair. Ele caiu soltando as duas espadas. Coloquei minha espada em sua garganta. – Bem-Vindo de volta garoto. – Eu ajudei ele a se levantar, onde ele me desferiu um soco que eu cai, e ele colocou o pé na minha garganta. – Mais ainda engênuo. – Ele me levantou e me deu um pouco de ambrosia e fez ali uns curativos para os danos que havia feito na minha cara. 
 
Fui ao templo de Plutão onde deixei uma oferenda agradecendo por deixar ver minha mãe e depois ao de eu pai, com uma oferenda um pouco maior, pedindo orintação e agradecend, porque no fundo acreditava que ele tinha algo a ver com o aparecimento de minha mãe em meu "sonho". Fui voltar para cama, amanhã meus guerreiros iriam acordar cedo, mais como ainda era madruga me dirigi para dentro do coberto e dormi ao chegar no dormitório. 






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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Corpus Lacerda Del Rei em Seg 23 Jun 2014 - 17:29

Bonecos no Escuro


A pequena sala separada para o treino de armas estava totalmente escura. Eu não conseguia ver quase nada naquela escuridão, e era esse o objetivo: treinar com a espada sem contar com a visão.
Os inúmeros bonecos estavam presos por fios que emitiam um som agudo quando eles se movimentavam rápido, algo proposital já que o monstros não costumam ser muito silenciosos quando lutam. Eu estava no meio da sala e os bonecos iriam passar rapidamente próximos o bastante para serem atingidos, alguns iriam até se chocar contra o meu corpo, e olha que eles não são nenhum pouco leves. Depois de me acalmar e fechar os olhos, eu pude escutar o som das linhas se soltando cada vez mais alto, tentei localizar a direção do som.
O boneco passou rápido demais do meu lado e pude sentir o vento que veio com o movimento, eu havia perdido o primeiro boneco. 
Quando o som da linha soou aos meus ouvidos, os meus braços já estavam movimentando a espada que eu havia pegado emprestada e meus músculos colocaram força no movimento. A ponta da espada tocou algo, e percebi que não eeri por pouco. As manobras com a espada tomaram a minha cabeça e eu comecei a lembrar dos intervalos que os bonecos faziam, lembrar não era bem a palavra certa, memorizar talvez fosse. Comecei a movimentar a espada alguns segundos depois do som das cordas, acertei os dois bonecos que passaram do meu lado, e o que vinha de trás teve sua cabeça cortada.
O movimento dos bonecos começou a mudar, eu sabia disso pois o som das cordas estava se tornando diferente, eles não mais viriam na horizontal. Iam começar a vir de cima.
Apurei ainda mais os ouvidos, e percebi que agora o som dos bonecos no ar fazia mais barulho que as cordas, comecei a utilizar as manobras de estocada que vinham na minha mente. As curtas e rápidas seriam mais eficazes, perder muito tempo retirando a espada de um boneco iria deixar minha guarda aberta para os outros.
Eles começaram a vir de cima e em trios, consegui atingir dois e fui ao chão com o peso de um. O intervalo dos ataques estava mais curto, e meus reflexos e sentidos estavam acompanhando o movimento.
Depois de sentir coisas estranhas e pequenas caindo de cima como chuva foi que eu percebi que o treino de bonecos havia cessado. A luz voltou e fez meus olhos queimarem ao tentarem se acostumar com a nova luminosidade.
Passei a mão no rosto e saí da sala. Meu pulso estava doendo e a espada estava pesada.
- Foi um treino interessante. - Falei.





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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por David Crash em Seg 23 Jun 2014 - 21:42


Autômatos, pra quê?



Pulo da cama… Literalmente. O chalé de Hermes é lotado de camas, e isso não é novidade, mas pela grande lotação “inventaram” um modo de isso diminuir, transformando as camas em quadriliches, mas ao invés de colocarem-nas de duas em duas, juntaram elas uma em cima da outra. Se isso é perigoso? Com certeza! E não pelo fato de que três camas podem cair em cima da mais baixa matando instantâneamente o coitado que estiver dormindo ali, mas pelo fato de que ainda não me acostumei de estar no “andar mais alto”, e sempre que acordo normalmente me espatifo no chão. Tudo bem, isto me faz acordar mais rápido.


Após me vestir me dirijo logo a arena, parando antes rapidamente para fazer um lanche rápido, apenas para dizer que comi. A arena está deserta, nenhum campista além de mim. Ótimo, adoro treinar sozinho, sem olhos me espreitando a todo momento. Me dirijo a mesa de armas, e uma delas me chama atenção: Um tridente totalmente dourado, que eu logo percebo que é ouro. Me aproximo e o pego. Ele é realmente pesado por ser uma arma grande e banhada em ouro, mas depois de alguns treinamentos com armas maiores não sinto tanta dificuldade em segurá-lo.


Caminho para perto de alguns bonecos-alvos com o tridente em mãos. Também tenho um grande número de “vítimas”, já que todos os bonecos da arena estão inteirinhos para mim. Eu nunca entendi isso, mas os bonecos sempre se “regeneram” sem precisarem serem trocados por ninguém. Eles apenas estão destruídos em momento, e depois não estão mais. Mas logo afasto este pensamento, não é hora para pensar, é hora para agir.


Murmuro algumas palavras fáceis em grego que aprendemos nas aulas do acampamento para ligar um dos bonecos, um autômato.


— προετοιμασία ενδιάμεσος/ — Com essas palavras (que com todas as forças imploro para que tenha dito certo) um dos bonecos começa a se mexer enferrujadamente, e com uma voz robótica responde na minha língua:


— Preparação Intermediário. Coordenação 4710472’848. Começar! — ele então se cala e começa a andar em minha direção, pronto para atacar.


Movo meu tridente e então tento atacá-lo em resposta, mas ele se desvia de uma maneira realmente surpreendente. Eu já havia treinado com um autômato uma vez, mas no modo fácil, o que por algum modo é bem diferente do que o modo Intermediário.


Ele corre até mim e então tenta me dar um soco que eu consigo impedir com meu tridente. Uma das pontas fura seu braço robótico, mas ele apenas balança a cabeça e então com a outra mão tenta me atacar. Eu abaixo, deixando meu tridente cravado na mão do autômato. Ele vem andando andando até mim com a mão ainda perfurada, a base do tridente arrastando no chão enquanto avança. Corro em direção a ele e tento um chute, o que não adianta nada já que ele apenas anda um pouco para trás. Mas isso é suficiente para que eu consiga arrancar o tridente de suas mãos.


Pego o tridente e tento enfiar em sua barriga, mas então percebo que ela está protegida por algum ferro forte, isso faz a lâmina do meu tridente desviar. O boneco tenta arrancá-lo de mim, mas eu o enfio novamente em sua mão, desta vez puxando bruscamente o que impressionantemente faz seu braço ser arrancado, revelando fios coloridos abaixo de seu “ombro”. Ele fica meio louco indo de um lado a outro, sua cabeça virando 180 graus, e então ele finalmente cai no chão. Suspiro em felicidade e começo a me afastar quando então ouço:


— Preparação Herói, Difícil. Coordenação 2710271’424.


Viro para trás e então vejo o autômato levantando dificilmente. Ele fica de pé e vem andando até mim. Seus cinco dedos da outra mão se transformam em lâminas afiadíssimas e começam a rodar rápido, o que faz meu coração apertar. Desesperado coloco meu tridente de cabeça para baixo, tentando usar minha perna para retirar o braço do boneco que ainda está cravado no meu tridente. O boneco continua avançando e minha respiração acelera. Eu só consigo retirar o braço do boneco de meu tridente quando seu dono está a poucos metros de mim. Ele pula em cima de mim e eu rapidamente enfio meu tridente em seu pescoço. Ele continua avançando, e me faz cair de costas no chão. Sua mão começa a se aproxima de meu rosto enquanto em desespero eu tento matá-lo. Sua mão-lâmina-mortal-e-coisas-piores-ainda fica a centímetros do meu rosto. Tento pensar em alguma palavra para Cancelar ou Desativar o boneco, mas lembro que um heróis não conhece e nem pode aprender tais palavras.


As lâminas estão prestes a cortar minha carne fresca e o boneco parece até esboçar um sorriso. Mas é aí que tento meu último golpe, o golpe de sorte, que pode me matar ou me manter vivo. Seguro meu tridente — ainda cravado em seu pescoço — fortemente e o giro o máximo que posso. Isso faz seu pescoço começar a entortar e então, finalmente, sua cabeça tomba para o lado de seu corpo sendo segurada apenas por alguns pedaços de fios.


Sua mão para de rodar, mas seus dedos continuam afiados. O boneco continua caindo sobre mim, mas menos pesados. O jogo para o lado. Ainda com medo de que os pequenos fios que conectam seu pescoço ao corpo possam ser alguma ameaça uso a lâmina de meu tridente para cortá-los, deixando a cabeça solta, caída inutilmente no chão.

Este boneco não vai se regenerar tão cedo.



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Atena — Parabéns pelo treino, Campista! Achei que desenvolveu bem a narrativa, entretanto seu treino fica confuso em alguns momentos, por conta disso o pequeno desconto. Mas no geral nota-se que seu empenho é cada vez mais compensado. Continue assim!

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Sam J. Parker em Ter 24 Jun 2014 - 3:45





Coliseum III



   
Após a guerra, o torneio que havia me inscrito voltou em andamento, agora mas do que nunca, já que o povo precisava de algo para torcer após a morte de uma parte deles, sendo em sua maioria parentes próximos, como tios, filhos e irmãos. Eu estava nas semifinais, minhas espadas estavam em minhas mãos, mas não iria usar todo seu potencial, era desnecessário.  – Agora, um nome conhecido entre muitos, o Centurião que combateu entre muitos, liderou as coortes como um general faria, e agora aqui está ele, Sammuel! – O povo gritou, queria sangue, mas morte era proibida, me senti um gladiador entrando no coliseu. Senador Galicus ainda ressentiam ódio contra mim, desavenças que já haviam passado. – Como não haverá quartas de finais, foi decido que Sam, enfrentaria, não apenas um mais dois legionários, Bruce e Henry. – Velho gordo inútil, espero que ele esgasgue com a própria bebida, e que os deuses paguem na mesma moeda o que ele faz, já que não posso. Eu tirei o pelo de leão deixando em um canto, estava sem elmo, havia me acostumado a lutar sem. Estava com uma proteção de metal que cobria todo meu braço direito até o meu pescoço, com proteções nas pernas e na cintura até o umbigo, era o máximo de proteção que me era dado, meus rivais usavam ambos elmo, e a mesma proteção que eu, só que só havendo de seus joelhos para baixo. Bruce portava um gládio e um escudo retangular e Henry um machado de duas mãos. – Comecem. – Olhei para seu rosto sorrindo, ele ainda esperava que eu perdesse, para me humilhar perante o senado.
 
Estava claro em minha mente, um era força e outro velocidade, um mortal e outro distração e foi dito e feito. Bruce correu em minha direção, entrei em posição e ele atacou em direção da minha cabeça, mortes eram proibidas, mas acho que acidentes comigo não. Rebati com minha espada ressoando faíscas, desequilibrando-o, e chutando no meio de seu peito, fazendo ele cair. Como se fosse uma sombra quando Bruce caiu, Henry bateu com toda força no meu queixo com a pega de seu machado me derrubando, seguiu com uma tentativa de quebrar meu braço menos protegido, usando a parte oposta da face de sua arma, girei para o lado, e chutei sua perna de apoio desequilibrando e derrubando-o. Bruce estava no ar vindo em minha direção com sua espada, rolei para trás desviando do golpe, me pondo de pé e chutando seu escudo, fazendo cair. Ambos no chão me deu tempo de respirar, quando se levantaram vieram juntos, um tentou me atacar com o escudo e o outro com o machado, em movimento para baixo, pulei entre eles, dando um rolamento e quando levantei cortei Henry na coxa profundamente, ele ajoelhou com a dor e rapidamente perfurei fundo até o fim da lâmina de minha espada o ombro de Bruce inutilizando seu braço direito e derrubando ele. Henry estava de pé de novo, e eu agora só tinha uma espada, ele correu e minha direção, deslizou entre minhas pernas, fazendo eu cair, quando seu machado puxou meu pé. Senti a areia na minha boca mas não podia parar, urrei de dor, quando senti um corte nas costas. Girei para o lado como um tronco e levantei, Henry havia pego a espada de seu colega caído. Minha dor me proporcionou ira e aquilo me ajudou. Corri em sua direção, e antes que ele agisse, levantei-o pela cintura e o joguei com força no chão, com meu ombro em sua barriga, comecei a socar sem parar seu rosto e perdi o controle. – ACABOU SAM! – Gritou minha irmã, Ashley, da platéia, voltei a mim e vi que o pobre coitado que tinha o nariz quebra, o supercílio rasgado e muito sangue no rosto desmaido. Levantei e gritei para o senador. – Gostou do show, quem sabe honre-me dá próxima vez, grande senador. – Tirei a aespada do ombro de Bruce que se apoiou em meu ombro, enquanto os médicos já atendiam Henry. Levei Bruce até a sombra e desabei ao seu lado sem energia, enquanto cuidavam de nós. – Ele primeiro, eu estou bem. – Eles atenderam meu pedido e quando dei por mim, minha visão escureceu, com uma boa dormida/desmaiada.





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Atena — Parabéns pelo treino, Campista! Seu treino foi muito bem desenvolvido assim como a ótima narrativa. Pequenos erros de português, mas não o suficiente para te descontar pontos, só atenção a isso. Em suma, Parabéns.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Sam J. Parker em Qua 25 Jun 2014 - 1:40





Coliseum- Final


   
Minhas espadas estavam ali, fincadas no chão, comecei a sorrir, lembrando de manhã, onde escutei de um recruta chama-las de ceifadoras de vida, que eu era a morte em pessoa. Eu ri, e disse que isso era só história, nunca havia feito isso, se tivessem encontrado o guerreiro grego mais forte, ele com certeza teria acabado comigo e eu não estaria mais aqui. Em nossa guerra com os gregos, uma coisa eu havia aprendido, o mais forte entre os romanos, não venceria o mais forte entre os gregos. Talvez seja sorte não tê-lo defrontado em campo, eu acho que a mão dos deuses estava ali, principalmente, de nossos patronos.
 
Eu oponente havia quase matado seu oponente, quebrado seus braços, ele era literalmente um monstro. Tinha dois metros e dez de altura e envergadura,  usava uma espada que a cada golpe parecia mais um martelo, e um escudo, que parecia ser um extensão de seu corpo. Ele era forte, nunca havia visto homem igual, lembrava até os contos sobre a força de Hércules. Seu nome Gregor, e ele estava ali com as mesmas todos os braços protegidos até o pescoço, e um elmo de touro. Eu entrei com a pele de leão que pediram, esta era a última luta, portanto um espetáculo era feito, o homem mais forte do acampamento, contra mim, estava literalmente fodi... Morto. – Chegamos a fase final, Sam e Gregor, façam suas apostas, Sam derrotou o Leão de Neméia e comando o ataque aos gregos, líder da III Coorte, Sete anos de serviço. Gregor nunca perdeu uma luta em seus anos de serviço, hoje sendo seu último. É conhecido como o Touro, por ter o elmo da carcaça do Touro de Creta e matou milhares de gregos na guerra, ex-Centurião da I, afastado por ser meio explosivo demais, - Havia histórias que diziam que ele havia matado alguns legionários, por ter perdido uma luta ou coisas menores que isso. - isso é uma honra para mim, - Depois do que fizemos na guerra, apenas você babaca, pensei. – e apenas um desses titãs vai sair daqui, o outro será desonrado com a derrota e ridicularizará sua Coorte. - Senador Galicus finalizou seu discurso e sentou.
 
Desgraçado! Ele quer me condenar e a minha Coorte. Gregor olhou para mim, e eu entendi, ele queria me derrotar, mas de uma forma que nunca mais eu iria levantar, literalmente, em corpo e espírito. Não tinha certeza qual seria reação caso ele morresse, se seria felicidade ou alivio. No campo além de nossas armas havia uma rede, outra espada, um escudo redondo, uma clava e uma lança, espelhadas em quantidades variadas em torno do campo de batalha. Corri em sua direção, com aquele tamanho tinha de ser lento, mas estava errado. Ele brandiu seu escudo em meu braço, me fazendo recuar três metros, e trincar os dentes de dor, pelo meu braço. Ele correu em minha direção, me levantou e me jogou que nem um bichinho de pelúcia, para o outro lado da arena, onde me cortei em algo, e só parei quando minha coluna achou uma pilastra. Havia perdido minhas espadas, com muito esforço me levantei, e ele já estava perto de mim, e logo me atacou com o escudo, desviei e tentei empurrar ele pelo escudo, sem resultado, parecia que eu tentava empurrar um elefante. Ele continuou andando, e meus pés arrastando na areia, tentando freiá-lo pelo menos, quando ele ergueu sua espada, vi uma coisa  brilhando no chão, sem saber o que era, peguei e enfiei em sua perna, esperando que fosse algo como uma espada, atravessando sua panturrilha, era uma espada, graças aos Deuses. Ele urrou de dor, abrindo a guarda, pulei e dei um chute com os dois pés em seu peito. Engatinhei rapidamente ao encontro da lâmina caída, e ataquei, ele de joelhos, ficando dá minha altura, parou o ataque com uma lança que havia pego do chão, e tirou a espada da minha mão, e deu uma rasteira com a lança me derrubando. Ele tentou me perfurar, eu desviei por pouco, fazendo ele fincar a arma na areia e quando ele levantou-a, me levantou junto, como se eu fosse apenas areia, me fazendo voar uns dois metros. Por sorte ou azar cai em cima do escudo redondo, sentindo uma forte dor na costela, quando vi sua sombra de relance, agarrei o escudo e girei, fazendo a lança perfurá-lo. Levantei rapidamente, ele tirou a lança de dentro do escudo e me bateu com a pega da lança na lateral do rosto, me desequilibrando, errou por pouco uma costela, mas não evitando de cortar, e me derrubou, batendo com a parte plana da lâmina da lança. Desacordei por uns segundos e ele começou a se vangloriar para o público, e ficou sua lança em minha mão. Aquela dor me deu forças, quando ele abaixou para me agarrar no chão, dei um tapa em sua orelha, usando a ponta atravessada da lança fincada na minha mão, e descendo e rasgando sua carne até sua boca. Chutei seu rosto até ele cair, foram necessários cinco chutei, levantei rapidamente do chão e arranquei a lança da minha mão, a adrenalina em meu sangue me fez não sentir dor por um tempo. Peguei uma espada no chão e finquei em seu joelho até atravessar para o outro lado. De alguma forma ele arranjou uma pedra e a esmagou nas minhas costelas me fazendo urrar de dor e voar cinco metro de distancia dele até para no final da arena. Ele arrancou a espada como se não fosse nada e veio em minha direção, sentei-me de alguma forma e sabia que ia ele iria me matar, mas uma idéia surgiu em minha mente, quando ele chegou perto o suficiente de mim, joguei areia em seus olhos, cegando por um tempo. Dei um chute com toda força em seus culhões, ele urrou de dor e ajoelhou, tateei a parede até me levantar e fui para trás dele, segurando sua cabeça e batendo com toda força na parede da arena. Quando eu ouvi um *CLAC* e o joguei na areia, vi seu nariz quebrado, me afastei devagar de perto dele, tinha acabado a luta. - CUIDADO! - gritaram da platéia e eu me virei e vi ele correndo e minha direção. Ele me levantou pelo pescoço, me sufocando, tateei sua cara quase sem forças, e enfiei o polegar em seu olho direito até afundar, mais aquilo não o fez nem diminuir a força. Quando comecei a ver tudo preto, senti a ferida em seu rosto que eu havia feito, afundei meus dedos ali e puxei com tudo para baixo, rasgando sua pele, até que ele me soltou, eu cai de joelhos respirando o máximo que pude. - Chega... Parem... A... Luta... Aca... Bou. - disse sem folêgo. Escutei um grito da platéia e vi, lá estava aquele monstro de novo em pé, com metade da cara dilacerada e o olho perfurado. Comecei a me afastar o mais rápido que pude, arrastando a bunda no chão, e usando as pernas como impulso para me afastar sem parar de olhá-lo, até que senti uma coisa em meu dedo, eu simplesmente peguei e joguei em direção ao seu rosto. Era o escudo redondo havia me salvo uma vez, ele bateu no rosto do Touro, fazendo ele cair. 
 
Tudo se aquietou durante um tempo, até que ele não se levantou mais e todos começaram a gritar alucinados, eu havia decido eu amava aquele escudo. Vi cinco pessoas pularem da arquibancada e virem em minha direção, vi uma delas com uma voz muito familiar gritar. - SATISFEITO? GOSTOU DO SEU SHOW SEU VERME?ALGÚEM TRAGA A PORRA DE UM MÉDICO AQUI, SEUS MERDAS! - Eu sorri reconhecendo a voz de minha irmã, que foi a última coisa que escutei antes de cair desmaiado. Acordei pelo que os médicos falaram uma semana depois com minha irmã Ashley, Alisson uma menina da minha coorte que havia feito amizade e todos da minha coorte, pelo menos os com a patente mais alta, gritaram quando eu abri os olhos. Me avisaram que Galicus havia sido expulso de Nova Roma e do acampamento, Gregor estava curado, menos o olho, e seu rosto que ficou curado mas com uma cicatriz enorme e feia, e havia decido aposentar do campo e sair do acampamento atrás de batalhas. E que me dariam uma folga assim que saísse da enfermaria por uma semana e para toda a minha coorte. Sorri ao ouvir principalmente a última coisa, adormecendo logo depois, e acordando sabe se lá quantos dias de novo depois.


 Obs: Desculpe algumas palavras impróprias.

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Nêmesis - Ótimo treino, parabéns!

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Mike Dimitriev em Qua 25 Jun 2014 - 11:42


Swords

Dessa vez Mike não dormiu como uma pedra ao tocar na cama, ficou revirando sem sono e pensativo. Incomodava-se com o colega do chalé, da cama ao lado que roncava, chegou a pensar em jogar uma das almofadas nele, mas achou melhor não, sabia por que não estava dormindo. Ainda estava muito acordado para ficar por ali. Pegou um livro começou a ler, com uma luz bem fraca, sempre que fazia isso sentia sono, mas não dessa vez, ficou irritado com o que lia fechou o livro, jogando de lado.

Na cama não encontrava mais posição e toda vez que fechava os olhos via uma imagem estranha e não reconhecia, estava no corredor e tinha feito alguma coisa só não sabia o quê. A cama começou a incomodar era como se ali tivessem formigas.

Estava ficando ainda mais irritado por ainda faltar muito para amanhecer, tentaria dormir, mas não tinha sono. Mesmo assim fechou os olhos, ficando ali, escutou passos, coisas de sua cabeça. Estava ficando louco? Sentou-se em sua cama apoiando sua cabeça pesada nas mãos. Balançou aquele tormento para os lados e decidiu cansar seu corpo, já que não conseguia dormir.

Pegou um lenço de suas roupas e certificou-se de estar pendurado em seu pescoço sua balança que logo tornar-se-ia sua espada para treinar, já que sua mente não queria desligar a forçaria a isso. Estava indo no meio da noite para a arena de treinamento. Só um louco para fazer uma coisa dessas e ele era um louco.

Posicionou alguns alvos ao redor da arena, os visualizou, cobriu os olhos com a venda e segurou firmemente seu pingente o transformando em uma espada, porém não gostava de uma única espada, achava desajeitado e pouco preciso, focalizou mais em duas e segurou a arma com as duas mãos, fazendo-a transformar em duas espadas, como preferia, um sorriso vitorioso surgiu, no canto direito do lábio de Mike.

Focado, centrado e de olhos tapados, seguiu com dois passos para o lado, onde achava que tinha um alvo e o atacou com força, porém errou, quase caindo no chão devido ao tranco que havia dado. Respirou fundo, voltando a postura ereta, começou a fazer uma “dança” com as espadas duplas em círculo, arrastou o pé pelo chão e chutou um pouco de areia para o seu lado direito, pelo ruído emitido desconfiou onde estava e fez um ataque solitário em riste. Sentiu a espada direita, acertar seu alvo, com a esquerda veio mais um ataque forte em diagonal para baixo. Corte, pode escutar seu alvo caindo.

Deslizou para trás, tropeçando nos próprios pés, caindo no chão de areia, ao afastar-se de seu alvo. – Merd*! –Exclamava, baixando a venda, pegando a espada antes de levantar-se. Em pé bateu a poeira de sua roupa e estava pronto para tentar novamente. Vendou-seus olhos azuis e estava pronto.

Não tinha ideia de onde estavam seus alvos, por isso ficava "dançando" com as espadas era um movimento circular ainda não dominado, meio lento, mas com a prática logo Mike poderia fazer mais truques. - Cadê vocês!? Estou aqui! Ele procurava seus adversários, atacou sem saber onde e seu corpo quase caiu em desequilíbrio, mas trombou com alguma coisa, onde o rapaz fincou as duas espadas. Baixou a venda e realmente tinha acertado. - te peguei! - puxou as espadas do alvo.

Agora estava ao centro, com a venda em seu pescoço, tentaria um ataque rápido dessa vez. Com as espadas em círculos atacou o primeiro alvo com a mão esquerda, abaixando-se um pouco e puxando o ataque anterior atacou o alvo da direta, ficando de frente com o ultimo alvo cujo chutou. Gostou dessa ultima parte do treino. E posicionou mais alvos.

Ao centro era seu marco zero, o primeiro era o alvo às suas costas, o atacando com a espada da mão esquerda - Por que eu!? - ficando de guarda com a direita, rolou para o lado acertando um outro alvo cravando ambas espadas em seu peito, - O que fiz para vocês? aproveitando a inercia. Estivou apenas uma das espadas cortando o pescoço do outro alvo - me deixem em paz! o do lado teve a infelicidade de encontrar com a espada da mão direita, sendo arrancado com um chute e, por fim, o ultimo alvo, dançou com ambas espadas sobre a sua cabeça arrancando a cabeça desse. - parem de me perseguir! - Frustrado com os fantasmas que o perseguiam, cada alvo dele era uma voz que escutava em sua cabeça dizendo coisas horroríveis sobre o seu passado.

Estava cansado exausto, sua camisa molhada de suor, juntou as espadas, formando uma maior e mantendo-se focado a transformou no pingente que Mike o pendurou em seu pescoço. Agora precisava de um banho, pois sabia se caísse na cama novamente os fantasmas os perseguiram.



[/b]

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Deméter - As suas descrições durante o treino foram muito confusas e a sua coesão durante as frases ajudou a que me perdesse algumas vezes. Cuidado com esse aspecto! Bom treino, campista. Continue a melhorar!
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Cassie Ferrer Schmidth em Qua 25 Jun 2014 - 12:20


❝ my war is just beginning ❞

Mais uma manhã, mais um dia tumultuado para se acordar e se mover no Chalé-coração-de-mãe. Eu ainda não sabia quem era meu progenitor divino, mas cheguei a conclusão que estava mais do que na hora dele se manifestar, não estava afim de ser uma filha indigente junto aos pupilos de Hermes pro resto da vida. E cá entre nós, uma garota precisa de um espaço menos tumultuado e no mínimo ter como sentar e pensar, o que nunca era possível nesse lugar que mais parecia uma feira a céu aberto sempre que os campistas estavam acordados. Tomei o café da manhã depois da maioria dos campistas, aproveitando um refeitório quase vazio e totalmente tranquilo, o que fez parecer que o mundo ainda tinha salvação.

Quando cheguei a arena o instrutor já havia formado duplas para lutas com espadas, e graças ao meu atraso eu não me juntaria a eles. — Está atrasada. —  Fiz uma careta, confirmando o obvio mas não vi a necessidade de tentar me explicar nem nada. — Então, o que eu faço? Treino com o instrutor? —  Disse sorrindo, eu não sabia qual era o estado de espírito dele nunca, mas sabia que não custava nada tentar. Eu não queria lutar em duplas com nenhum campista depois do triste incidente com o tapete persa também conhecido como Alexander. — Vá treinar sua mira, quero ver você com as adagas. —  Achei um pouco injusto, só porque eu me atrasei faria algo muito diferente do restante dos campistas, mas talvez treinar combate direto com o instrutor super habilidoso fosse tão injusto quanto. Então aceitei e segui até a beirada da arena, longe o suficiente para não correr o risco de acertar ninguém quando lançasse as adagas. Esperei de braços cruzados enquanto ele posicionava nada mais do que seis bonecos de palha, com alvos pintados na cabeça e barriga, alguns a seis metros do chão, outros a três e mais alguns na altura de um homem mediano. Eles estavam dispostos de maneira pouco pensada, logo não havia um ritmo entre os bonecos, o que não me permitiria atirar em sequência, muito provavelmente. — Ok, você só quer que eu lance as adagas neles? —  Uma pequena bancada estava posicionada ao meu lado, e mais de uma dúzia de adagas estavam enfileiradas ali, eu já estava com uma em cada mão, um tanto quanto apressada para jogar a primeira. — Quero que você acerte uma adaga em cada um dos bonecos. —  Seis tiros certeiros, ele só queria que eu desse seis tiros perfeitos assim de cara. Legal heim?

Posicionei o corpo de lado, tendo meu pé esquerdo a frente, minha mão direita pendia solta ao lado do meu corpo, e eu segurei a primeira adaga pela lâmina, tomando o cuidado para manter o fio afiado longe da palma da minha mão, afinal de contas eu não queria ter de fazer nenhuma visita a enfermaria assim tão cedo. Ergui o braço, tendo o cabo da adaga esticado para trás, e ela posicionada horizontalmente na altura da minha cabeça. Analisei meus alvos com calma, sem pressa de fazer o lançamento, escolhi o alvo praticamente a minha frente, eu estava apenas uns cinco metros afastada de todos eles, e este alvo estava posicionado de pé no chão, o que não me pedia nenhum angulo, apenas um tiro reto. Respirei fundo e lancei a adaga, girando o punho para a frente e soltando-a assim que ficou novamente na horizontal. A adaga girou em torno de sí mesma algumas vezes antes de bater no alvo e fincar na região que estaria o queixo do boneco de palha. — O alvo vermelho está mais para cima, Cassie. Ou mais para baixo, pode escolher. —  Lancei um olhar irritado para ele, e peguei outra adaga. Repeti o mesmo procedimento, posicionando o corpo e a adaga antes de mirar em um algo a três metros do chão. O algo na sua barriga parecia mais fácil de acertar, até porque seria muito mais simples acertar o grande alvo do que o pequenino que estava em sua cabeça. Respirei fundo mais uma vez e girei o punho, soltando a adaga que seguiu até o alvo e ficou ali fincada, balançando o boneco de palha pelo impacto por alguns instantes. Não foi totalmente certeiro, afinal de contas eu acertei o alvo vermelho alguns centímetros a esquerda, o que quase me fez errar. — Ainda pode melhorar. — Ouvi ele cantarolar, enquanto mantinha os braços cruzados sobre o peito, o que me deixou levemente irritada, mas tentei ignorar. Segui os mesmos movimentos, atirando as próximas duas adagas com a maior precisão que eu podia, mas incrivelmente nenhuma das duas foi totalmente certeira. Acertei dentro dos alvos, mas no centro dos mesmos. Eu tinha mais dois bonecos, então peguei uma faca em cada mão e mirei a primeira, o boneco estava mais alto do que eu queria jogar, era o único a seis metros do chão e eu certo receio do lançamento. Me certifiquei de que ninguém estava vindo de nenhum dos dois lados, afinal de contas o erro poderia fazer a adaga voar para qualquer lugar. Respirei fundo, mirando o melhor que eu podia, e lançando a adaga com o movimento de punho de sempre. Pareceu bom, quando eu soltei a adaga ela seguiu uma trajetória retilínea, mas aparentemente eu soltei ela na posição errada, ou no momento errado, porque ela se fincou na mão do boneco de palha, que balançou por vários instantes antes da adaga cair no chão, não aderindo a palha que revestia os membros superiores do meu alvo. — Foi o pior lançamento que eu já vi na minha vida, sabia? — A voz dele já me irritava de uma tal maneira que eu mal pude controlar meus próximos passos, passei a adaga da mão esquerda para a direita, virei para o lado onde o meu instrutor estava e lancei a adaga. É claro que eu não mirei nele, projetei a adaga para acertar a porta de madeira do depósito de armas, que estava atrás dele. Para minha surpresa ele começou a bater palmas. — Qual é o seu problema? Eu podia ter acertado a sua cabeça! — Esbravejei demonstrando toda a minha irritação. E ele apenas continuou ali, me aplaudindo com um sorrisinho nos lábios. — Atirou bem sob pressão. Vá descansar, terminamos por hoje. Amanhã no mesmo horário. — E ele simplesmente se virou e saiu andando em direção aos demais campistas, que agora arfavam cansados do outro lado da arena.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Kristen Ludwing Miller em Sab 28 Jun 2014 - 18:29

Only training and daydreams...

E lá estava eu, jogada na beliche do Chalé mais acolhedor do Acampamento. O Chalé de Hermes, onde aqui convivem todas as crias de hermes e outras agregadas como eu, a indefinida. Sabe quando sua vida muda completamente de cabeça para baixo e você acha que não pode piorar? Então, pode ser até um clichê mas era exatamente assim que minha vida mais ou menos estava e ainda descobrir que toda aquele papo de deuses olimpianos, ninfas e monstros, principalmente monstros é tudo verdade e não apenas mitos. Isso poderia deixar qualquer adolescente em si meio louca. Cheguei ao acampamento a pouco tempo e tudo era uma correria, uma verdadeira loucura pelo menos pra mim, tantas atividades, treinos que poderia colocar sua vida em risco e que eu nunca um dia me imaginaria pegando em uma espada com um brilho tão intenso capaz  de doer até os olhos. Uma luz do sol que entrava pela fresta da janela riscava o chão do chalé. Saltei da beliche e abri a aba da janela e vi alguns campistas fazendo algumas atividades de rotina, peguei a primeira peça de roupa que estava junta das minhas poucas roupas que pude trazer para o acampamento e me vesti com algo mas confortável possível, pois hoje era dia de treinar.

Ao passar pela porta do Chalé, ouvi murmúrios que não paravam, os outros campistas, ou meios-sangues, nome dado aos jovens que habitavam o Acampamento Meio Sangue durante o verão. Eu sabia exatamente qual era o assunto preferido deles. Quem seria o meu progenitor divino. Aaah! Essa maldita dúvida que me abalava e me deixava irritada frequentemente, pois já estava mas do que na hora dele se proclamar. Mesmo assim eu não deixava esse assunto me abalar nem um pouquinho se quer, ou tentava. A estadia no acampamento não era 5 estrelas, pois não era só eu de indefinida no Chalé, vários garotos e garotas viviam o mesmo dilema por isso o chalé sempre estava aglomerado de gente que chegava frequentemente.

Fui caminhando pela trilha até chegar a arena, onde ali treinava diversos campistas em diferentes tipos de treinos. — Ô ruivinha, venha até aqui! Dizia o homem que dava instruções para os outros campistas que estavam treinando. Olhei rapidamente para o instrutor e caminhei o mais depressa possível em sua direção. — Eu?
Perguntei ao homem que mesmo pela voz não estava tão ameaçador. — Não, você não, Afrodite! O homem mudou sua face completamente e me olhou seriamente. — Quero que você pegue essas 5 adagas e atinja todos os bonecos no alvo principal, quero ver se você é boa de mira. Olhei nada tranquila ao instrutor e em seguida peguei todas as adagas que ele estava disponibilizando na mesa. — Vou tentar, mas não lhe garanto nada. Andei em direção aos bonecos que se assemelhavam muito com espantalhos, mas não um qualquer seu tamanho era bem maior do que os que eu já tinha visto. Me posicionei seriamente diante dos bonecos e andei uns passos para trás para dar uma distância justa. Peguei a primeira adaga e a elevei ao ar mirando a um olho para o local onde devia atingir o espantalho. Fiz um pequeno esforço e saquei desesperadamente a adaga e podia ver ela voando com uma força totalmente rápida e atingindo o boneco dois pontos acima do desejado. — Mas que droga! Levantei a cabeça e meus olhos se encontraram com os do instrutor que me olhava com uma cara nada surpreendente. —Você deve segurar a adaga com mais pressão e procurar não tremer tanto. Não precisa ficar nervosa esse treino é bem simples só precisa de muita calma e flexibilidade. Juntei todas as adagas em minha mão e as despejei em cima da mesa que se localizava bem perto. Peguei uma adaga e voltei ao meu ponto principal. Olhei fixamente para o ponto de cor no meio do boneco de palha. Isso já está começando a ficar perturbador, falei comigo mesma enquanto fitava o boneco a minha frente. Agora eu acerto. Me posicionei em uma postura que estivesse um tanto confortável para não errar novamente, ergui a adaga ao ar, me inclinei e tomei um leve impulso segurando a adaga firmemente e a lancei no ar. A adaga voou firmemente, pude perceber quando ela saiu da minha mão com uma facilidade total e com uma força notável. — Belo arremesso. Disse o garoto que se encontrava ao lado esquerdo do boneco de palha. — Eu poderia ter lhe acertado Fitei o garoto mas logo um pequeno sorriso saiu no canto da boca. É agora só restam só mas três. Recolhi as adagas da mesa e as revirei em minhas mãos ''vai direto no alvo'' me peguei nesse pensamento enquanto as adagas estavam em minhas mãos, me distrai tanto que quase me corto com uma delas.

Peguei uma das adagas e dessa vez tive certeza absoluta que iria acertar novamente que aquela não foi só pura sorte. Tasquei a adaga e a segurei pelo cabo. Fitei o ponto colorido no meio do boneco de palha e arremessei a adaga colocando um pé a frente para ganhar mais impulso. — Aí está você ruiva. Disse o instrutor que me olhava de cima a baixo. Fitei o instrutor e voltei ao meu foco principal. Me senti meio pressionada com o olhar dele mas mesmo assim elevei mais uma adaga e a joguei firmemente. A adaga foi tão alto que quase bate em um dos garotos que estavam lutando contra um autômato. — Foi mal! Me desculpe. Os garotos me olharam e fizeram uma cara nada empolgante. Agora definitivamente foi a gota d'água ou eu acerto bem no alvo ou desisto e vou procurar outra armar pra treinar. — Dê mais dois passos para trás, por favor. Como assim? Fitei o instrutor meio perplexa com o seu pedido. Eu mal conseguia acertar o alvo da distância  que eu estava, quanto mais atrás. — Sério? Assim você quer que eu erre mesmo. Ele só pode está tirando uma com a minha cara não é possível. — Chega de dar Colher de Chá. Disse ele severamente. Eu já estava totalmente cansada e suada precisava de um bom banho e trocar de roupa. Andei para trás nada contente os outros campistas já estavam saindo da arena e andando diretamente para a trilha indo para seus chalés. Bem, só mas uma. Me posicionei calmamente bem longe do boneco de palha peguei a adaga e a elevei ao ar, coloquei um pé para trás tomei um pequeno impulso e joguei a adaga tão rápida que ela voou em poucos segundos e atingiu o boneco bem no meio, o espantalho se inclinou para trás com a pressão da adaga que o perfurou em cheio. — Isso, dei um grande grito no meio da arena que estava praticamente vazia. Finalmente um tiro bem certeiro e ainda bem mais longe do boneco, achei que ele tinha me mandado me afastar do boneco de palha só pra me complicar mais, bem isso ajudou bastante. — Nada mal para um iniciante, você foi ótima! Um sorriso bem alarmante se apresentou no meu rosto. — Obrigada, agora posso ir? Retirei uns fios de cabelo que estavam nos meus olhos já estava totalmente acabada. — Deuses! Está bem tarde, pode ir sim, mas nos veremos de novo, na próxima enfrentará um autômato. Sabia que por trás daquele elogio teria uma surpresa, pelo que vi os dois meninos treinando com um autômato não me parecia nada agradável, mas mesmo assim caminhei em passos rápidos em direção a trilha e voltei para o Chalé de Hermes.


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Deméter — Eu sei que você consegue fazer melhor, campista! Tem uma boa escrita, mas, pelo que parece, evita muitas vezes a utilização da vírgula. Tenha cuidado com isso! E não seja tímida em fazer treinos mais empolgantes, eu sei que também consegue!




Última edição por Alice Schiochett Cornwell em Sex 14 Nov 2014 - 0:17, editado 2 vez(es)
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Brooke Lefevre Bradshaw em Dom 29 Jun 2014 - 17:33




O sol se punha no horizonte, e a maioria dos campistas já estava se dirigindo para o refeitório, para uma ducha, para os chalés ou qualquer outro lugar, mas nenhum deles parecia disposto a treinar mais ou fazer qualquer outra tarefa. Eu havia saído do banho a pouco, trajava uma calça preta justa, botas baixas na mesma cor e uma regata branca, na cintura minha nova espada presa ao cinto. Passava os dedos pelos cabelos ainda úmidos, desfazendo alguns nós e colocando todas as mechas em seu lugar, enquanto caminhava pelo acampamento. Ouvi um barulho, um tilintar de metal se chocando, e pude ver a porta do galpão de armas aberta. Me aproximei como quem não quer nada, apoiando as mãos nas laterais do quadril e observando com um sorrisinho o garoto que saia dali com uma bela lança nas mãos. — Posso saber o que é que você está aprontando, Alexander? — Perguntei com um tom debochado, sem realmente me importar com a resposta ou com que ele pensaria da pergunta em si.  O garoto tatuado, que eu conheci na praia de um jeito meio conturbado semanas antes, sorriu para mim e disse apenas que pretendia treinar com um autômato. Vasculhei o terreno em volta, e pude notar que do outro lado da arena estava um autômato enorme, ainda desligado. — Você vai brigar sozinho com aquilo? — Apontei um tanto surpresa com a iniciativa do novato, ele disse que sim, sem parecer se importar com a possibilidade de perder um braço ou quem sabe a vida para o autômato. — Eu como uma boa veterana não posso te deixar fazer uma insanidade dessas. — Esbravejei e sabendo que ele não se deteria pelas minhas palavras entrei no galpão de armas, apanhando um bom arco e uma aljava cheia de flechas, quando sai Alexander ainda não havia sequer chegado ao autômato do outro lado da arena. Deixei minha espada e o coldre perto da porta do galpão de armas, o arco parecia mais do que suficiente para o momento. Fiquei no mesmo lugar, com a aljava atravessada nas costas e o arco na mão esquerda, puxei uma flecha e a posicionei no arco, puxando-a até tocar a minha bochecha direita e mirando com precisão, quando soltei ela atingiu i chão batido da arena, poucos centímetros ao lado do pé de Alexander, que agora parecia entretido na programação do autômato. Contudo isso chamou sua atenção e ele virou para mim, erguendo uma sobrancelha ao ver o arco em minhas mãos, resolvi responder sua pergunta não dita em palavras. — Vamos brincar, que tal? — Disse rindo baixinho, enquanto me mantinha ali, na mesma pose de antes, a metros do autômato e do meu querido tatuado.

Me mantive a distância, enquanto Alex acionava o autômato e se afastava alguns passos dele, com a longa lança nas mãos. Eu realmente esperava que ele fosse bom com aquela lança, porque se não teríamos um probleminha nas mãos. Conforme o autômato começou a ganhar vida eu puxei mais uma flecha, agachando no chão e deixando-a posicionada como a primeira, o arco pronto para o disparo com a flecha encostada na minha bochecha. Eu mirava  autômato, mas seria difícil encontrar todos os seus pontos vulneráveis, ele parecia possuir uma resistência parecida com as nossas armaduras. Alex trajava uma armadura completa, enquanto eu continuava com as roupas de recém saída do banho, afinal de contas como arqueira eu manteria distância do combate. O autômato começou a se mover, aparentemente tendo visto Alex e escolhendo-o como alvo, mantive a mira pronta, ele estava a cerca de seis metros de mim e a noite que caia parecia camuflar-me um pouco na paisagem. Alex dava longas passadas para trás, com a lança preparada, mas estavam muito próximos, e não seria possível atingi-lo com eficácia aquela distância. Resolvi que iria interferir a minha maneira. — Alex, conhece o significado da palavra distração? —  Ele resmungou algo como "é claro que sim", e eu realmente digo que resmungou porque não parecia disposto a me responder. — Ótimo, então é bom me dar cobertura. — O autômato parecia não se importar com a nossa conversa, então atirei contra ele, atingindo sua mão mecânica com a flecha. Ela ficou ali, ficada na sua mão, enquanto o autômato virava na minha direção ignorando o primeiro alvo. Puxei outra flecha, vendo que ele se aproximava de mim com rapidez, mas não me movi e posicionei-a mirando com paciência, apesar de ouvir Alex gritando para que eu saísse da frente. Soltei a flecha, em um tiro certeiro, ela bateu no topo do tórax do autômato e desviou, sem sequer fazer menção de ficar presa ali. "AMÉLIA!" o último grito me fez rolar para o lado, saindo do caminho do autômato assim que ele fechou o punho e bateu contra a terra, no exato lugar onde eu estava. — Ok, o torax não é um alvo, os braços sim. — Gritei enquanto me distanciava do autômato. — Mas não vamos para-lo pelos braços.

Parei a alguns metros de distância de Alex, ofegando um pouco pela corrida, o autômato se virou novamente fitando nós dois, seria como uma tourada, ele se aproximaria e nós desviaríamos dele, ele era grande o que não tornava seus movimentos ágeis e precisos, apenas fortes e destrutivos. "Podemos não para-lo pelos braços, mas podemos desmonta-lo." Ergui uma sobrancelha, ouvindo as palavras dele, e fui obrigada a dizer, sem nenhum "q" de sarcasmo. — Olha, isso é muito inteligente. Eu distraio e você começa. — Quando o autômato se aproximava novamente corremos em direções opostas, e para meu total deleite ele resolveu me perseguir. Parei a uma boa distância e atirei duas flechas seguidas em seu braço direito, ambas ficaram presas em seu ombro, atravessando-o totalmente. Notei que ele não erguia mais o braço tanto quanto o esquerdo. — Braço direito, Alex. — Corri para a esquerda, desviando novamente do autômato, e Alex que vinha pelas suas costas arremessou a lança, que atravessou o ombro que eu havia atingido com as flechas. O autômato continuou se movendo, agora com as minhas flechas e a lança de Alex presas ao braço que pendia inerte. Trocamos um breve olhar, e corremos em círculos, fazendo com que o autômato confuso parasse de nos perseguir, Alex pulou por trás dele se pendurando na lança que pendia ali, forçando-a para baixo. Eu peguei mais uma flecha e lancei-a na parte posterior do joelho direito do autômato, desequilibrando-o com o "ferimento" e o peso de Alex associados. Não demorou muito para que ele recuperasse a lança e o braço inerte do monstrengo, só que esse não estava mais preso ao seu corpo metálico.

Parecia mais fácil vencer um autômato com um único braço, mas o problema é que ele aparentemente tinha mais cartas nas mangas, ou melhor na manga, do que nós dois. Sua mão boa começou a ranger, encolhendo e esticando, trocando peças de um lado para o outro, até se transformar em uma lâmina circular, que começou a girar com uma velocidade assustadora, enquanto chiava diabolicamente. Engoli seco, enquanto observava aquele monstrão com a nova arminha, e me lembrava que eu estava sem armadura. Posicionei uma nova flecha no arco e mirei no ombro bom do autômato, disparando. A flecha atravessou o seu ombro, mas infelizmente ainda não seria suficiente para para-lo, posicionei uma nova flecha e disparei, essa porem ele parou no ar erguendo a lâmina e impedindo que a flecha o atingisse, quebrando-a em pedaços. — O que diabos eu faço? — Alex parecia tão confuso e preocupado quanto eu, e nada respondeu. — Pensa logo gênio, quem ta sem escudo ou qualquer proteção aqui sou eu. — Disse gritando enquanto o autômato voltava a avançar em nossa direção. O silêncio se propagou entre nós, e conforme o autômato se aproximou de novo giramos um pra cada lado, mas dessa vez ele parecia vacinado contra os nossos movimentos, e girou o punho, o que resultou no meu arco partido ao meio e algumas mechas do meu cabelo cortadas. Gritei, sentindo que a lâmina havia feito um pequeno corte na minha orelha, o suficiente para sentir dor, me assustar e sentir o sangue escorrer em pequenas porções até o meu pescoço.

Alexander agora atacava o autômato com a lança, aproveitando seu comprimento para impedir que ele o acertasse sempre que a lança era fincada em seu pescoço, o problema era apenas um, o autômato era grande demais e nós dois medianos com uma média de 1,75 metros, o que dificultava o alcance ao pescoço do autômato que parecia o melhor ponto para acabar com a vitalidade doentia dele. "AMÉLIA, A ESPADA!" Alex gritava, enquanto espetava o autômato da melhor maneira que podia, e foi só então que eu lembrei da espada que havia largado de maneira tão leviana e soberba. Corri até ela, tirando-a da bainha e correndo em direção ao autômato no exato instante em que ele erguia a mão-arma-giratória para atingir Alex. Meu golpe atingiu as suas costas, não era nem de longe um golpe fatal mas a peculiaridade da minha espada era o fato de ser elétrica, e o atrito gerava uma descarga, eletrocutando meu alvo. O que para minha sorte fez os circuitos do autômato falharem, sua mão parou de girar, e ele parou de se mover, caindo de joelhos a nossa frente.

Agora ele estava no chão, e aos poucos parecia que seus circuitos começavam a se religar, mas por enquanto estava fora de combate. Eu arfava pesadamente, olhando aquele monte de lata, enquanto Alex permanecia ali com a lança na mão, e eu só esperava que ele finalizasse o processo, e quem sabe eu dormisse o resto da noite sem janta mesmo. Alex estendeu a lança para mim, dizendo algo sobre "vamos terminar de brincar", comecei a rir no mesmo instante, afinal de contas eram minhas palavras brincalhonas que começaram tudo isso. Peguei a lança com as mãos, mas estava um pouco cansada e obviamente confusa com tudo aquilo, e ele murmurou que eu estava segurando a lança de maneira errada. me preparei para rebater suas palavras, dizendo algo bem mal educado, mas ele se prostou atrás de mim e colocou as mãos sobre as minhas, como se quisesse me ensinar como fazer aquilo, e é obvio que minhas palavras sumiram todas. Empurramos juntos a lança para baixo, atravessando o pescoço do autômato e finalmente desligando-o com um longo chiado e alguns cliques e cleques. — Bom, acho que isso foi divertido. — Disse rindo, enquanto levava a mão até a orelha, checando o tamanho do estrago e por sorte parecia pequeno. Alex que ainda se mantinha atrás de mim apenas murmurou "Você tem um cheiro bom." Eu é claro, cai na gargalhada e me virei dando um soco leve no ombro dele. Recolhi as minhas armas, peguei Alex pela mão e arrastei ele dali.

Off: treino feito em parceria com Alexander Hess Sterblich  <3




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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por David Crash em Ter 1 Jul 2014 - 18:05

TREINO DE ARMAS DIVERSAS
Por David Crash



Uma meia fedorenta. É com isso que começo o meu ótimo — ou mau — dia. Enquanto tiro a meia fedida da minha cara começo a me levantar. Nem arrumo a cama. Não é por estar desleixado, mas porque no chalé 11 está sempre bagunçado, e com certeza não tem isso de “fazer a minha parte”, porque cinco minutos depois já está tudo bagunçado de novo.


Visto uma roupa básica — como se eu tivesse uma roupa realmente bonita ou algo assim — e saio do chalé. Ainda em frente a porta decido como irei começar o dia. Como ainda é muito cedo, o café da manhã ainda não foi servido. Com este pensamento ando em direção a arena. Durantes estes dias a enho frequentado bastante. Quem sabe meu lado guerreiro está se revelando? Bom, também pode ser a vontade de ser reclamado ou algo do tipo.


A arena não está muito movimentada. Apenas alguns campistas de chalés distintos se encontram no lugar. Como sempre os campistas de Ares predominam em quantidade, mas não é tanta coisa assim.


Me aproximo a mesa de armas. Eu já usei a maioria delas. Na verdade, as que eu não usei nenhuma vez são extremamente poucas, e é uma dessas que me chama a atenção: Um mangual. Ele é realmente bonito… e assustador também. O cabo, o lugar onde fica a bola com os “espinhos” e as correntes que a seguram; são todos da mesma cor: preto. Um preto realmente escuro. Mas é lindo. Mesmo sendo preto, ao colocar o cabo na minha frente consigo ver meu reflexo no metal polido. Decido que é com o mangual que irei treinar.


Ando em direção a um dos bonecos, um dos muitos que estão livres no local. Este se assemelha muito a um espantalho. Sua pele parece feita de pano e, por alguns buracos no seu corpo é possível ver palha saindo.


Ainda segurando o mangual pela base começo a rodá-lo. Os espinhos pregados na bola parecem bem mais ferozes e mortais assim, enquanto rodam. A sensação de vê-lo assim é ótima, e então começo a rodar mais rápido e mais rápido até que então não é nem mais possível manter o foco nos espinhos pela rapidez que eles rodam. Percebo que minha mão está suando, mas é tarde demais quando percebo e, de repente, o mangual sai voando da minha mão numa velocidade realmente rápida. Aos meus olhos a arma parece voar em câmera lenta pela arena destruindo bonecos em seu caminho.


— Que merda é essa?! — uma campista de Ares grita quando o mangual passar por perto dela e, habilidosamente, o pega ainda no ar quando não está rodando tanto.


— Er… foi mal. — responde. Ela olha pra mim com uma face raivosa. — Pode devolver pra mim? Er… por favor?!


Ela joga o mangual que para ao lado do meu pé, a poucos centímetros dos meus pés. Logo depois ela volta ao seu treinamento e eu arranco o mangual do chão. É meio difícil pois ela conseguiu realmente travá-lo no chão, mas eu consigo tirá-lo usando muita força. Após retirá-lo volto a girá-lo, desta vez com as duas mãos segurando o mangual. Após a bola com espinhos atingir uma boa velocidade rodando eu a cravo na perna esquerda do boneco. Tiras de palha voam pelo ar e a perna do boneco que estava ali a poucos segundos não está mais. Mesmo assim o boneco não cai por causa da perna, e isso acontece porque um tipo de tronco que sai das costas dele segura ele no chão.


Volto a girar o mangual, desta vez girando um pouco mais rápido. Faço um movimento errado rápido com a minha mão e o mangual perde o controle ficando louco na minha mão. Mesmo assim me esforço para não soltá-lo e então sem querer ele vai em direção às costas do boneco. Um sorris torto se forma em meu rosto. Não é a melhor cosia do mundo, mas é um ponto fraco ótimo. Resolvo tentar pela última vez, desta vez com apenas uma mão mesmo. Começo a girá-lo, mas não na mesma direção. Twento mover as correntes em direções diferentes e a bola espinhosa fica louca, mas longe de mim. Foco a cabeça do boneco, seus olhos mau desenhados parecem ferozes, mesmo para um boneco. Com minhas últimas forças miro o mangual na cabeça do boneco. Infelizmente não consigo acertar a cabeça, mas o mangual passa direto pelo seu pescoço, rasgando seu pescoço de palha e fazendo feno espalhar por todo todo novamente.

Me dirijo à mesa de armas. Já está bom de treinos por hoje.



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