Treino de Armas Diversas

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Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:29

Relembrando a primeira mensagem :



Treino de Armas Diversas
Esta arena é disponibilizada para os treinos de escudos, clavas, chicotes, correntes, machados, martelos, lanças, foices, adagas, espadas e outras armas. Estarão disponíveis bonecos de palha (tamanho real), as armas necessárias, proteção adequada e outras diversas coisas que sua imaginação permitir, desde que matenha o foco no nível do seu personagem.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos




Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:45, editado 2 vez(es)
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Matthew N. William em Sab 5 Jul 2014 - 12:27

Treino de Armas Diversas


A arena estava lotada quando me cheguei. Quíron, o centauro, veio até mim dizendo:
— Temos um desafiante Matt!  Ao lado do centauro estava um garoto mais alto do que eu. Forte e cheio de marcas corporais pelo corpo. Era um Romano prole de Ares, que dava gargalhadas olhando para mim. Olhei a fundos nos seus olhos. Sorri de volta lhe desejando boa sorte. Sim meus pensamentos estavam mais lógicos e não estavam de brincadeira. Ou seja, eu iria levar a sério o rapaz até o final, tentando arrancar do mesmo sangue, até um membro se possível. Foi quando ele me disse.


— Vou te destruir!  ele disse. Sorri de lado, ainda fitando-o. Arqueei a sobrancelha pegando uma espada que estava no arsenal. 

— Vou te quebrar com isto ! — Eu disse, e ele assentiu com uma risada grotesca. Fomos para um canto da arena para começarmos a duelar.


Era ganhar ou ganhar. A honra deveria ser devota a nós, Gregos, não a um grupo de Romanos mequetrefes que fazem mal uso da lábia para afundar nossos treinos. Treinamentos e fundamentos, eles devem temer a gente mais do que nós tememos eles. Desde que os mortais gregos deram o Cavalo de Tróia aos eles os mesmos não eram inteligentes, respeitando o velho das brigas, Ares.

O Garoto apunhava uma espada de quase meio metro, giraria a tal no ar como se fosse tão leve quanto a minha espada. Gargalhando me chamou 


— Vamos campista infeliz!  Não disse nada, apenas o ataquei primeiro. Olhei para o garoto que estava com raiva estampada no rosto. 


— Do que me chamou mesmo? Infeliz?  O garoto perdeu a noção do espaço sorriu novamente, desta vez mais forçado.


Como um touro o menino veio contra meu corpo me contra-atacar. Tentou um corte diagonal de cima para baixo que interceptei com a ponta afiada de minha espada. Emanando um giro horário passei contra-ataquei novamente com a ponta da espada revestida a bronze. Investi contra o peito do Romano fazendo cair ao chão. Esperei-o levantar, o que fez sem muito esforço. Rodopiei a espada pelo ar e decidi atacá-lo de novo.
A prole do Deus da guerra levantou-se e emanou um corte farfalhante em "x" direção contra meu corpo. Peguei a espada e rodopiei novamente a mesma. Cortaria de leve o dedão do menino o fazendo soltar a sua espada. Corri contra-atacando-o com a ponta revestida a ferro, batendo o cabo da mesma sobre a cabeça do Romano. Ele caiu e olhei para o mesmo com desprezo, deixando o fio da espada rente ao seu nariz.


Quíron acabou o Duelo na hora, a boca do Romano sangrou-se até de mais. Azar do do menino ser tão burro e confiante e não levar um escudo. 


Pra mim está bom de treinos e romanos por hoje.


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Atena — Parabéns pelo Treino, Campista. Tenho certeza que consegue desenvolver treinos melhores que esse, e cuidado com os erros de concordância, revise seu texto.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Lewis Grey Cherman em Sab 5 Jul 2014 - 23:00

 Treino de Armas Diversas

Cheguei na arena. Estava um pouco ansioso para o meu treino de espadas, não sabia como era tudo. Só haviam me falado que o treinador era bastante rígido. Eu havia acabo de chegar no acampamento, seria o saco de pancadas dele. Pedi a Quíron uma sessão de treinos para que eu pudesse talvez descobrir o meu pai Olimpiano. O instrutor era um campista mais velho, pelo porte físico um filho de Ares. Ele se apresentou e realmente era um filho de Ares. Ele pediu para que eu pegasse uma espada de minha escola no arsenal para o início do treinamento. Peguei uma dar maiores espadas que tinha ali. Ela era pesada, com certeza, mas provavelmente era mais forte e tinha algum metal abençoado ou algo do tipo. Me posicionei para batalhar e simplesmente ouvi um ”Típico” vindo dele. A ordem dele era que eu o atacasse. 

Segurei firme a espada e o ataquei, obedecendo-o. Ele apenas foi para o lado e com um único ataque retirou a espada de minha mão, colocando a sua em meu pescoço. Mas já? O próximo pedido dele foi que eu trocasse de espada, peguei uma de proporções que nem a dele. Agora era ele quem iria me atacar. Em seu primeiro ataque eu tive apenas o tempo de realizar um salto para trás, mas ele deu um chute em minhas pernas e gritei com o susto, pois havia doído realmente.


- Hey! - Gritei em protesto.


Voltei para minha defesa. Ele explicou como deveria me posicionar com a espada, minha primeira lição. Segundo o filho de Ares eu deveria apresentar a minha perna direita à frente. Isso me ajudaria a realizar defesas rápidas e caso fosse realizar um ataque em meu adversário, eu poderia jogar o peso de meu corpo contra ele. 

Fui para a posição ordenada. Um primeiro ataque dele, lento, eu consegui defender. Mas então ele começou uma sequência de ataques. Os seus ataques não eram rápidos para eu poder aprender um pouco a me defender, o que não me ajudava muito. Só que eu estava lidando com um filho de Ares e não havia morri, isso significava que eu estava indo bem no treino. 

- Pega leve companheiro. 

Ele falou que minha guarda estava somente para o meu corpo superior, meus membros inferiores estavam muitos expostos, e ficou alguns minutos explicando antes de voltarmos à batalha. 


Quando voltamos ele se posicionou para defender logo meu ataque. A ponta de minha lâmina ia para perfurá-lo, mas ele defendia com tranquilidade e não se preocupava muito com possíveis ferimentos. Vi que não seria uma boa atacar de tal forma, aliás seria difícil atacar de qualquer modo. Atacava agora como ele estava me atacando, os meus ataques eram mais rápidos, mas sem precisão. 

Ele parecia ter se cansado de tal brincadeira e apenas retirou a espada de minha mão em um contra-ataque. Cansado, ele percebeu que isso estava entediante e que não conseguiria fazer mais do que isso hoje. Sem mais nem menos a prole da Ares me dispensou.





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Atena — Parabéns pelo Treino, Campista. Gostei da sua escrita, só senti falta de um desenvolvimento mais aprofundado, tenho certeza que conseguirá melhores treinos das próximas vezes.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Willian Lefevre Rosseau em Ter 8 Jul 2014 - 22:43





Going to Hell

    O garoto caminhava sorrateiramente pelo solo arrastando o escudo na terra, enquanto em sua outra mão continha uma pequena adaga. Seus passos eram lentos e cansados, como quem não tivesse nenhuma vontade de fazer o que tinha que ser feito. Bufou enquanto cravejava parte da lateral do escudo na terra, onde por fim sentou-se. Em sua frente havia um boneco de palha feito especialmente para os treinos. William segurou no espigão da adaga e a cravou fortemente entre o vão de seus dedos, pregando-a no chão de terra úmida. Seu olhar estava distante da área de treinamento, assim como seus pensamentos. Desde que acordou, sua indisposição era notória. Havia dormido mal a noite passada e para piorar, novamente voltou a ter pesadelos com a sua infância. Ouvir em sua cabeça os gritos de sua mãe não era nada agradável, principalmente quando estava prestes a começar os seus treinos. 
     Em sua volta, os outros campistas usavam suas armas energeticamente, alguns saiam da área com machucados leves e outros gritavam com seus parceiros querendo mais e mais. O barulho era horrível, mas com o tempo ali iria se adaptar a esse novo ambiente. Até o momento, não falou com ninguém a não ser seus supervisores. Imaginou que o quanto antes terminasse isso, logo estaria em paz para fazer o que bem quisesse. Levantou-se da terra pegando de imediato seu escudo e com a outra mão, a adaga. Pôs-se defronte ao boneco de palha e respirou profundamente, enquanto seus pés se moviam lentamente para os lados. Alguns minutos se passaram enquanto seu corpo movia-se em movimentos de ataque contra o boneco de palha, que agora estava aos pedaços sobre a terra. Sempre com seu escudo em frente ao corpo, ia caminhando para os outros bonecos, em alguns, os mais resistentes, demorava um pouco mais para deixá-los acabados, mas com os outros, onde outros campistas já haviam passado, não custou muito para que deixasse em pequenos pedaços. 
   Treinava sozinho movimentos de defesa agora, indo para perto das máquinas, onde objetos saíam de seu interior. Sacou novamente a adaga e, com veemência, disparou a lâmina contra cada um que ia em direção ao seu frágil corpo. Alguns campistas ao seu lado pararam para observá-lo, talvez porque nunca o tivesse visto. Um novato treinando sozinho era um pouco estranho. Uma menina com trajes esquisitos se aproximou de Willian oferecendo mandá-lo mais cedo para o chalé. Rindo, ele respondeu a brincadeira: - Acho que você subestima demais as minhas habilidades. - E então ele montou seu corpo em posição de ataque e no segundo seguinte partiu para cima da garota, que dava passos para trás e se defendia como podia, deixando cair algumas vezes sua adaga. Willian apenas se concentrava vendo ela desajeitada com sua arma. Era uma bela oportunidade de mostrar o porquê de estar ali. Seus passos agora eram largos o suficiente para cada passo que sua oponente desse, ele estaria bem a frente. Seu braço com o escudo protegia a parte superior de seu corpo e seus joelhos levemente flexionados, fazia com que seu corpo mantesse sempre posição de ataque e defesa, caso tivesse que afastar para trás. Tentava a todo custo perceber cada movimento que ela dava e assim então não perder. O olhar dela se afastou do meu por um momento, foi quando sua adaga foi em direção ao braço esquerdo de Willian, o braço sem o escudo. O garoto, então, foi mais esperto, e antes que ela pudesse dar o golpe final, ele lançou em uma velocidade razoável para uma defesa, sua perna direita entre as da menina, fazendo com que a mesma caísse na terra com sua adaga do lado. O menino lançou um sorriso desdenhoso para ela e em seguida, enquanto colocava o escudo na outra mão e guardava a adaga, disse: - Obrigado. Agora terei meu descanso. - E saiu da área de treinamento.  



Post n°: 001




Thanks for @Lovatic, Cupcake Graphics




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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por James E. White em Sab 19 Jul 2014 - 17:01


Cold Steel






Cheguei à arena super cansado após ter tombado algumas coisas no caminho até lá. Poucos campistas estavam por ali, e assim não passaria tanta vergonha caso acontecesse um "acidente" no meu primeiro treino de Armas Diversas. Aproximei-me do instrutor com ânimo exagerado, e aquilo pareceu irritá-lo, já que ele tinha olheiras bem marcadas e demonstrava sua falta de sono com bocejos constantes. Quando abria a boca para questioná-lo, me interrompeu apontando para bonecos isolados. Bonecos de palha? Com quem ele acha que está lidando, com uma criança? Aquilo me irritou tanto que tive vontade de estapeá-lo para que assim ele pudesse me dar atenção. Mas não adiantaria, restava-me os bonecos. Caminhei até a fileira, desolado, sacando a espada que peguei emprestado no arsenal. A forma com que eu a segurava parecia íntima, mas ainda assim desajeitada, já que eu ainda não estava acostumado com coisas do tipo. Encarei o oponente inanimado, imaginando um terrível monstro pronto para me abocanhar. "Somente eu e você." Pensei alto, mas pareceu idiota.




Firmei as duas mãos no punho da espada e a movi ferozmente em linha reta, tentando perfurar a região da "barriga". Palhas e trapos voando? Mal consegui penetrar dez centímetros da lâmina. Mas do que ele era feito, ferro? Recompus novamente a postura e avancei, dessa vez tentando lhe cortar o braço, e deveria ser fácil, já que o membro era fino, mas só consegui cortá-lo pela metade. Seria o gume da espada? "Idiota!" Testei raspando-o no polegar, que não demonstrou resistência ao primeiro toque. Levei-o à boca para amenizar o sangramento e franzi o cenho, pensando em uma forma de estraçalhar o boneco. Com a arma novamente firme nas mãos, decidi executar golpes consecutivos e rápidos. Repeti o primeiro ataque, perfurando inutilmente o tórax, e rodopiei, usufruindo da velocidade para cortar a cabeça parcialmente. Abaixei, sem interromper os movimentos contínuos, e ao pular, rasguei parte do tronco com um golpe diagonal de baixo para cima. Estocar, rodar, cortar, abaixar, pular e cortar. Permaneci nesse ciclo durante alguns minutos, até não conseguir mais, parando em alguns momentos para recompor o fôlego, que rapidamente era esvaído de mim.



O resultado pelo ao menos foi satisfatório: palha e trapos espalhados ao redor do que antes era um boneco de treinos, mas agora resumia-se a um chumaço deformado. "Até que isso é divertido..." Tentei manobrar a espada com um giro, para impressionar quem quer que estivesse observando, mas não consegui, então disfarçadamente encaminhei-me ao próximo combatente. Suspirei com seriedade e retomei o controle da arma, avançando para tentar cortar a lateral do tronco, porém fui interrompido. O oponente de madeira rodopiou e me atingiu uma bofetada, fazendo-me recuar com a bochecha vermelha. Permaneci parado por alguns instantes, incrédulo com o que acabara de ver — e sentir. 



Tentando neutralizar os seus braços, mantive-me atento aos seus movimentos e tentei cortar a cabeça do opositor, mas novamente fui surpreendido. Como se criasse vida, ele girou uma das pernas e me golpeou na barriga, jogando-me sentado. "Mas que diabos—" Pensei rápido e concluí que aquela coisa era um autômato. Pus-me de pé novamente, agora furioso. Me movi para a frente, desviando da investida dos membros inferiores, e flexionando o tronco para deixar seus braços passarem em vão. "Aaah!" Saltei e brandi a espada com perfeição, e segundos após a cabeça do boneco rolava para longe. "O próximo..." Já caminhava para o combatente seguinte e estaquei quando o vi: portava duas maçãs, que mesmo nas mãos de um simples fantoche, amedrontava qualquer campista que ousasse enfrentar aquelas lâminas pontiagudas. "Eu já estava de saída mesmo..." Sustentei um sorriso torto, deixando a arena sorrateiramente e indo deixar a espada no arsenal do acampamento. Estava "cansado de mais" para continuar.




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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Redolf F. Gremory em Seg 21 Jul 2014 - 9:12

Tinha acordado na chalé de Hermes, estava com vontade de treinar, observei a minha adaga, saindo da chalé de Hermes, o Sol batia, os outros Indefinidos ainda estavam a dormir, podia fazer o que quiser, estavam todos a dormir, andei sem rumo pelo acampamento, observando uma árvore muito velha, sem muito para fazer, comecei a atacar a tal árvore, mas não era nada de mais, era só uma árvore..
Tinha de encontrar naquele acampamento todo o sitio de treinamento, para treinar mais serio, passei numa curva, onde tinha um placa a dizer ''Treinamento de Armas Diversas'', adaga era uma arma diversa, podia treinar lá.
Entrei naquela área de Treinamento de Armas Diversas, peguei a minha adaga e sem muito para fazer comecei atacar um boneco de palha, era um simples boneco, mas eu podia imaginar que estava em uma batalha a serio, o vento ia para o sul, o céu estava limpo, era o melhor dia de sempre, estava pensando isso enquanto atacava o tal boneco, comecei  cortar os ''braços'' do tal boneco, em seguida meio da ''barriga'' do mesmo, comecei a fazer vários cortes nesse boneco, continuei e continuei fazendo cortes em sítios diferentes do mesmo, quando por ultimo abri os olhos, quando tinha cortado a ''cabeça'' desse boneco, estava uma noite de lua cheia, tinha de voltar para a chalé de Hermes, demorei um pouco, mas consegui chegar a mesma, deitei-me numa cama, pensando do treino de amanhã.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Liam Donati Miller em Seg 21 Jul 2014 - 12:18

Bóris se sentia estranhamente revigorado. Lógico que tal sensação era estranha apenas para ele, já que não era difícil imaginar o motivo dele se sentir assim. Nos últimos dois meses e meio o jovem passará boa parte dos seus dias tendo que fugir, procurar esconderijos, dormir na rua, em cima de papelões e, quando a sorte lhe sorria, ter a oportunidade de achar um punhado de jornais velhos que lhe serviriam como coberta. O alimento também era escasso e por diversas vezes tinha sido obrigado a disputar restos encontrados no lixo com outras pessoas desabrigadas, ou como o garoto gostava de chamar, com outras “criaturas da noite”. Não me entenda mal, a rotina de Bóris não tinha se tornado aquela bagunça por causa de algum monstro ou qualquer outro tipo de ser sobrenatural, pode ser que eu esteja enganado, mas até aonde meu conhecimento vai, BJ (Bóris James) tinha sido colocado naquela situação, por necessidade de escapar da lei dos homens. O garoto sempre tinha sido um encrenqueiro, mas seus últimos atos haviam passado um pouco do limite. Estivera envolvido em alguns roubos, uso de entorpecentes, e sua foto estampava as páginas policias dos mesmos jornais que usava para se cobrir, além de ter seu nome ligado a um “acidente misterioso” que havia deixado uma garota em coma. Enfim, isso é um assunto para outra hora, o ponto é que após tanto tempo vivendo em situações tão precárias, o colchão fino e duro do chalé de Hermes fazia com que Bóris sentisse como se estivesse dormindo em cima das nuvens, e tal conforto não deixava de lhe causar um sentimento de estranheza. Primeiro por não estar mais acostumado aquilo e segundo por causa da velha sensação de que tudo estava muito tranquilo e isso geralmente significava que alguma coisa muito macabra ia acontecer.

Sim, eu entendo. A descoberta de que se é um semideus não deveria ser classificada como algo relaxante, mas Bóris não podia deixar de mostrar felicidade. Tal revelação havia até agora lhe livrado da cadeia e isso já era de bom tamanho. O jovem se sentia tão bem que perdido em seus pensamentos acabou se distraindo por alguns minutos, o que resultou que ele fosse o último a chegar ao campo de treinamento e consequentemente ouvir apenas o final das explicações que a instrutora responsável passava para os demais, basicamente algo como “escolham uma arma e treinem o que eu ensinei nos bonecos de palha”. Bóris não tinha nem ideia do que ela tinha ensinado, mas tentaria imitar o que os outros estavam fazendo. A garota que comandava tudo possuía um jeito extremamente engraçado. Ela era exageradamente baixa, e possuía uma estrutura óssea larga. Não, ela não era gorda, mas sim bastante parecida com uma anã grande demais. BJ tinha quase certeza que a menina era bem mais nova que ele, mas seu jeito mal humorado fazia com que algumas rugas ficassem mais evidentes em seu rosto, dando-lhe uma aparência velhaca. Seguindo o resto dos campistas, Bóris caminhou até onde as armas estavam depositadas e agarrou uma comprida foice que ultrapassava uns cinco centímetros o topo da cabeça do jovem. Tal fato fazia com que o garoto necessitasse das duas mãos para manejá-la, ou seja, não poderia usar um escudo. BJ não se importou. O treino era mais um motivo de piada, e visto como algo inútil que não usaria para sua vida. Curvando como se fosse um corcunda e soltando um riso alto e  esganiçado, parecido com uma hiena, o jovem brincou com seus colegas – Eu sou a morte e vim pegar as almas negras de vocês! – alguns dos campistas até ensaiaram algumas risadas, mas logo ficaram sérios ao ver o olhar de repreensão da instrutora.

Aquilo obrigou Bóris a apoiar sua foice no chão e levantar uma das mãos para a garota em sinal de desculpa, mas sem deixar de transparecer um sorriso debochado.  Voltando-se para o treinamento, o jovem vestiu uma espécie de armadura que lhe protegia todo o tronco. Existiam também outras peças para proteção das pernas, dos braços e até para a cabeça, mas Bóris resolveu abdicar delas. Se só com uma ele já se sentia extremamente preso e desconfortável, imagina se vestisse a indumentária completa. Rumando até um dos bonecos de palha que estava livre, o garoto o encarou desconfiado e fascinado. Nunca tinha visto um “ser” daqueles tão de perto, na verdade acreditava que eles só existiam em filmes medievais e em jogos, então era fantástico ter a oportunidade de dar umas pauladas em um. Observando os demais campistas, BJ tentou aprender os movimentos que eles faziam e repetir em seu boneco. O primeiro golpe que deferiu acabou sendo tão ruim que mesmo a foice sendo de ferro e o adversário de palha, o boneco ficou intacto. – Hum... Preciso golpear com mais força! – tentando mais um ataque, dessa vez ele foi efetivo, mas ainda tinha um problema: Sua arma era muito grande, então apesar de seu “adversário” ter sido atingido com êxito, o cabo de madeira da foice acabou acertando o garoto também – Droga! Eu deveria ter pegado outro equipamento! – Por mais que tentasse achar uma forma que ficasse confortável e que não o machucasse também, Bóris não conseguia se acertar com o objeto. Percebendo que ao seu lado existia um menino tendo o mesmo problema de ter escolhido uma arma errada, ele propôs para seu colega – Hey cara! O que você acha de trocarmos? Só para um teste... Se não der certo, nós destrocamos!

O menino em questão aparentava não ter mais de 15 anos, mas em compensação era extremamente magro, alto (no mínimo 1,95m de altura) e desengonçado. Ele carregava um martelo que visivelmente era muito pesado para seus braços finos. O garoto concordou e a troca foi feita. Perto dele, a foice parecia apenas um brinquedo, mas a situação de BJ não melhorou. Mesmo sendo forte, o martelo realmente pesava bastante, o que o obrigava a usar as duas mãos para segurá-lo. A parte boa daquilo era que agora Bóris não precisava se preocupar em seu acertado, já que o cabo do martelo era curto, mas em compensação ele precisava depositar bastante força em seus braços para conseguir manuseá-lo com o máximo de destreza que era capaz, algo que beirava ao zero. Não demorou para que sentisse seus músculos doerem e pesarem, dando-lhe a sensação de estar enferrujado. Passado alguns minutos, a instrutora quebrou o silencio e ordenou que todos parassem com o treinamento e se posicionassem ao seu redor.  Ela começou explicando que passariam para uma nova parte do treino, e que abandonariam os bonecos para agora praticarem com adversários móveis, ou seja, os campistas formariam duplas para lutar. Entretanto, antes ela tinha algumas técnicas a passar, e para isso precisaria de alguém como cobaia. Sorrindo pela primeira vez, um sorriso macabro, diga-se de passagem, a garota apontou para Bóris e anunciou que queria ter a “honra” de praticar com a “morte”. Não houve outra alternativa ao jovem, do que caminhar com seu martelo e se posicionar em frente a instrutora que ordenou que ele a atacasse.

Correndo velozmente, o garoto deferiu o primeiro golpe, mas o peso do martelo aliada aos músculos dos seus braços que estavam cansados e doloridos fizeram com que ele fosse puxado para frente e se desiquilibrasse. A menina apenas se deu o trabalho de dar uma forte cotovelasse nas costas de BJ, o que levou o garoto a cair de cara no chão. Abraçado na grama, Bóris pode ouvir a instrutora explicando a importância de escolher a arma certa. Levantando-se e se posicionando novamente em frente a sua adversária, o jovem andou mais cauteloso para atacá-la, além de depositar mais força em seus músculos de forma que conseguisse controlar o peso do martelo. O golpe seria perfeito se a menina fosse um boneco de palha, mas como não era, ela se esquivou agilmente numa velocidade que surpreendia devido a sua estrutura física, e deferiu dois golpes com a espada. O movimento foi tão rápido, que Bóris demorou a perceber que tanto parte do seu tríceps esquerdo como do seu tríceps direito estavam cortadas. A garota pareceu não se apiedar e correu, pegando impulso, para chutar fortemente o peito de BJ que caiu sentado e sentiu uma dor trucidante em seu cóccix. A instrutora colocou a ponta da espada na bochecha do garoto, o que fez com que brotasse uma gota de sangue, e perguntou se ele ia ficar sentado o dia inteiro. – Eu vou levantar! – Bóris respondeu irritado. Entretanto a dor que sentia nas suas costas impedia que ele fizesse aquilo com destreza, o obrigando a jogar seu corpo para frente e ficar engatinhado. A menina riu da situação e deu outro golpe com o pé, agora nas suas costas, o que mais uma vez fez BJ beijar a grama.

Com dificuldade e realizando um esforço tremendo, ele se pôs de pé. Seu estado era lamentável, e a garota indicou para que ele abandonasse o treino e fosse cuidar dos machucados, mas Bóris era teimoso demais e não daria aquele gostinho para ela – Não, eu vou ficar! – a instrutora assentiu com desdém e indicou para que todos arrumassem uma dupla. O jovem se uniu com o garoto que tinha ficado com sua foice e lhe entregado aquele maldito martelo. De todas as pessoas naquele acampamento, aquele menino era o mais próximo que BJ tinha de um amigo, mesmo tendo apenas trocado meia dúzia de palavras com ele. Fora o fato que sua aparência assustada e seu jeito de nerd davam uma sensação de segurança e confiança em Bóris. Era quase como se ele pudesse ganhar a luta. No entanto as aparências enganavam, e enganavam muito, pois o garoto da foice tinha realmente se dado bem com a arma e foi só a batalha começar para que ele deferisse um forte golpe na batata da perna esquerda de BJ, que estava desprotegida, para que mais uma vez o jovem caísse sentado e sentisse seu cóccix reclamar. Aquilo acabou sendo a gota d’água. Não existia mais o que ser feito a não ser sair do treino. Enquanto rumava lentamente e curvado, com uma das mãos apalpando a parte dolorida das costas, Bóris ainda pode ouvir a instrutora comentando com a turma que agora sim, só faltaria a foice para que ele encenasse a morte com perfeição.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Redolf F. Gremory em Ter 22 Jul 2014 - 17:22

Era uma manhã bela, uma manhã para ficar a dormir tranquilamente, era um dia maravilhoso, mas eu pensava o contrario, era um dia para treinar...
 Quando tinha acordado, ainda meio perdido por ser um ''Indefinido'', procurei um Campo de  Treinamento, caminhei e caminhei, até que encontrei o ''Campo de Treinamento'', quando entrei estava vazio e no chão estava uma foice - Uma foice no meio do chão nesta hora? - mesmo sem sabendo de quem era a foice, peguei nela empunhando-a, lembrando-se que tinha esquecido da Adaga que tinham-lhe dado...
 - Já tenho a arma, falta treinar.. - Comecei a falar com o nada.
 Olhei para o meu lado direito, estava um boneco de madeira - Perfeito! Isso deve servir! - disse, observando o tal boneco. Andei em rumo ao tal ''Boneco de Madeira'', elevei a foice desconhecida, movendo-a até ao ''braço'' do tal boneco, quando tinha observado, já o tinha cortado, em seguida movi a foice até ás ''pernas'' do boneco, onde cortei-as, quando ele estava caído no chão, cortei a ''cabeça'' do boneco.
 Depois de ter destruído aquele boneco de madeira, queria encontrar o dono daquela foice, estava indo para a Chalé de Hermes, quando encontrei um filho de Ares, parecia ter quinze anos, - A minha foice! - tinha afirmado a cria de Ares.
 - Ah! É sua? - Perguntei à cria de Ares.
- Sim é minha! Pode-me devolver? - Perguntou a cria de Ares.
- Pode! - Tinha respondido devolvendo a foice, depois, sai do local, despedindo-me, voltando para a chalé de Hermes, pronto pro próximo treino.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Qua 23 Jul 2014 - 12:06




TREINO DE ARMAS DIVERSAS - ESPADA

Aproveitei aquela tarde pra treinar e assim evitar algum trabalho nos estábulos ou limpeza do chalé. Acho que muitos tiveram a mesma ideia já que a arena estava mais lotada que o comum. Logo duplas pra duelo foram se formando e um garoto me convidou pra lutar - pela espada, elmo e escudo que possuía percebi ser filho de Hades. Concordei sem exitar e ele já estava em formação de combate antes mesmo que eu desejasse uma boa luta, fazendo com que eu também me colocasse em posição.

Comecei atacando, pois o cara parecia ser experiente e uma postura mais agressiva poderia me dar alguma vantagem. Golpeei com krisptaeus, minha espada, de cima para baixo contra a lateral esquerda do corpo dele. Contudo, meu oponente se defendeu usando a parte chata de sua espada como bloqueio. Pra não permitir um contra-ataque, girei  nossas espadas para libertar a minha e me dar espaço para mais um golpe. Com velocidade,  movi a espada na horizontal rumo o pescoço do adversário, obrigando-o a saltar pra trás pra não ser ferido. Mais uma vez me arrisquei e o ataquei. Girei meu corpo para a direita, movendo krisptaeus junto comigo e assim tentando ferí-lo no abdômen. Seu escudo fez o trabalho da defesa, mas meu golpe não estava completo. Continuei o giro me abaixando e aproveitei o impulso para estender a perna direita e passar uma rasteira nele. Poderia até parecer um passo de dança bizarro da década de 70, mas funcionou já que o filho de Hades caiu com as costas no chão.

Ajoelhei ao seu lado e  estava pronto para rendê-lo quando... Quando ele simplesmente desapareceu. Eu sabia que filhos de Hades se teletransportavam no escuro, mas o sol estava a pino, era impossível. Sem reação pelo desaparecimento do meu adversário, fui pego de guarda baixa. Fui empurrado pelo nada, caindo no chão. Foi então que percebi que ele estava invisível, não desaparecido. Não podia enxergá-lo ou escutá-lo, seus movimentos eram totalmente silenciosos. Porém, a umidade de seu suor que eu sabia que estava presente denunciava sua localização - de modo bem precário, mas já era alguma coisa. Portanto, quando ele tentou cravar sua espada em meu peito, rolei no chão para o lado contrário. Consegui me levantar, mas mesmo sentindo a presença do meu oponente, não consegui desviar do seu golpe. A lâmina invisível do meu adversário invisível me cortou superficialmente o braço esquerdo, fazendo o sangue quente sair do corte em grande volume.

O ferimento, apesar de leve, pareceu ter sugado parte da minha energia, o que me irritou. Ele estava usando algum poder estranho contra mim e eu seria estúpido se não revidasse. Notei que a cinquenta metros de mim havia um cano d'água dentro do solo, então usei parte da energia que me restava pra transportar a água pra dentro de mim. Pude sentir naqueles segundos a força daquela fonte e assim que acumulei água o suficiente, a liberei em um jato. Girei um pouco, já liberando o jato d'água, até encontrar o filho de Hades. Este foi empurrado pelo jato pra longe e logo apareceu - não mais invisível, mas encharcado.

Corri até onde ele estava, com krisptaeus acima da cabeça. Assim que cheguei até ele, desci a espada com potência para machucá-lo. Entretanto, duas espadas empediram meu golpe: tanto a dele, que foi por reflexo e não conseguiria segurar o ataque sozinho; quanto de um terceiro. Ambos olhamos para a dona da espada, conselheira do chalé de Ares, que afirmou que já estava bom de duelo porque ninguém morreria no turno dela de vigia e traria problemas com Quíron. Obedecemos a contra-gosto, nos cumprimentando pela luta e seguindo cada um para o seu chalé.

Poder:
Transporte de Água - Ao se concentrarem em qualquer fonte de água à mais de 1 km de distância, poderá transportar a água desta fonte para dentro de você, assim liberando-a com um forte jato, que arremessará o inimigo longe, ou permitirá apagar incêndios. 
 


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Justin Rivers em Sex 25 Jul 2014 - 16:41

Procurando o manuseio perfeito.
Qual será a mais efetiva?


Como todos os dias, acordei com o sol nascendo. Mas não era um simples sol, eu sentia isso. Hoje tudo estava diferente para mim, e acreditava que seria o dia certo para treinar. Por impulso, levantei da cama em que tanto gostava e me preparei para sair do chalé.
Apesar do sol que apresentava, o dia estava com um vento forte e extremamente chato; eu adorava o frio, mas gostava de treinar em dias com pouco vento. Enquanto seguia para o mural do Acampamento, fiquei pensando em qual treino devia ir; para falar a verdade, precisava ir em quase todos. Antes de tudo, precisava decidir qual arma eu deveria usar, porque sem ela eu acredito que as coisas realmente dificultariam. Com a mente ocupada, cheguei depois de alguns minutos no mural. Bati rapidamente os olhos nos folhetos da extensão de madeira, e achei onde deveria ir: o treino de armas diversas.

Cheguei depois de alguns minutos na área do treino. Com a caminhada, fui reparando que o número de campistas aumentaram gradativamente; levei a conclusão que a maioria gostava de treinar na parte da manhã, assim como eu. Ouvi as ordens do instrutor e tentei evitar falar com as pessoas que estavam ao lado. Mas não era pelo fato de ser tímido, e sim por eles serem tão chatos e mesquinhos. Dado as ordens do instrutor, ignorei um campista que tentava falar e segui andando para o quarto do arsenal. Queria falar com o Browke, meu sátiro e único amigo aqui no Acampamento. Olhei por volta da arena de treino e vi ele com algumas meninas, que já definia como filhas de Afrodite. Browke gostava mesmo delas, e já ia ver que mais tarde ele ia passar no meu chalé para contar as novidades de sua vida amorosa. Suspirei e tentei esquecer tudo o que vinha em mente, observando com atenção as armas do arsenal. Já ia escolhendo o machado quando fui surpreendido por uma voz que eu não conhecia, mas que tentava ser o mais simpático possível:
-Hã, percebi que está difícil de escolher uma arma. Bem, deixa eu te explicar algumas coisas: aqui na direita, temos uma simples adaga; você pode escolher ela se quer mais agilidade e velocidade em uma luta. - O campista mostrava a pequena arma e já percebi que não seria ela; odiava armas ridículas. - E aqui temos um machado. Ele é pesado e costuma ser difícil, se você não tem muita força. Mas seu dano é incrível, e com um golpe pode finalizar o oponente. - Ele mostrava o machado e novamente percebi que não usaria; odiava armas pesadas. - Bom, e aqui temos uma lança. Ela costuma ser grande e bem útil, mas é muito utilizada em combates e tem um longo alcance. - E finalmente, apanhei a lança e olhei com clareza. Deixei o campista falar sozinho e corri até a o centro, indo até um boneco livre.

Por precaução, peguei um escudo simples; era um boneco, mas eu devia treinar minha defesa também. Procurei distância dele e primeiramente treinei o arremesso da lança. Na primeira tentativa, passei por dificuldades e errei. Na segunda, ainda ruim com a lança, consegui acertar o ombro do boneco e rasgar a região; e assim fui tentando. Procurei treinar trinta minutos de arremesso com a lança, indo diversas vezes até o boneco e treinando o reflexo, batendo com o escudo em seu corpo. Depois, segui para os cortes; corri até o boneco e comecei a treinar cortes rápidos e precisos no boneco, tentando nas regiões letais e nas regiões onde poderia causar dificuldades. Depois de mais trinta minutos treinando os cortes, segui para a perfuração; comecei a cravar a lança em seu corpo, procurando não deixar meu corpo parado para eventuais desvios. Batia com o escudo em seu corpo para "simular" uma defesa e parei um pouco para beber uma água e respirar, notando Browke me observando no treino. Acenei a cabeça pra ele e voltei a treinar com o boneco, até finalmente ele estar totalmente acabado. Carreguei o boneco no ombro e levei-o até o arsenal, guardando ele e a lança, juntamente com o escudo. Bebi mais um gole d'água e fui até a arquibancada onde Browke estava, forçando um sorriso:
- E aí, estou bom? - Eu disse, procurando obter a resposta somente ao olhar para o sátiro.
- Tá brincando? Você foi demais. Pode ficar tranquilo, logo você descobrirá quem é o seu pai e mostrará para a sua mãe o quanto você é forte e independente. - Notei que ele queria me deixar feliz, e conseguiu.

Sorri e sem falar nada, levantei da arquibancada e bati duas vezes em seu ombro, seguindo lentamente para o chalé. Respirei fundo e sem arma nenhuma na mão, fingia que acertava um suposto oponente; os campistas ao redor olhavam, mas eu não ligava. Todos são tão tolos e crianças, que não merecem minha atenção.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Meegan H. Woolridge em Seg 28 Jul 2014 - 12:58


IN THE END WE'LL BE US

Seus olhos mal se abriam e já demonstrava o grande aborrecimento contido neles. Esse era o terceiro ruído que vinha do batente que se prendia a porta de madeira posicionada ao seu lado. De pernas jogadas por cima do encosto ao sofá, deixava seus cabelos percorrerem pelo chão, observando o redor de cabeça para baixo, enquanto resmungava para si. -Hermes está querendo perder a cabeça hoje.
Ajeitava-se cautelosamente e novamente ouvia o próximo toque. Levantando com os punhos cerrados, ela falava  com sarcasmo ao destrancar a fechadura pesada.-Que porra, sua mãe não aprendeu a esperar não? -Puxou a maçaneta para seu lado, mas não conteve um bom resultado. -Saia da frente!- Exigiu rapidamente enquanto se afastava aos poucos. Observou com os olhos cansados e suspirou, reproduzindo um ap tchagui sobre a porta.
A jovem aprendiz parecia concentrada na feição que permanecia do outro lado da porta, manteve-se firme ao forçar um sorriso. -No que devo ajudar? -Nojo era pronunciado juntamente com suas palavras. O rosto era de uma garota, mas pelo jeito o papo não era direcionado à Meegan, que logo se retirou dali, indo para o lado exterior do chalé, procurando algo para fazer enquanto a loira chamava por algum prole.
Treinar, precisava de treinos. Suas aulas de luta a ajudaria por um tempo, mas ainda precisava aperfeiçoar seus golpes, treinamentos com armas nunca tinha sido uma opção. Após a perda de sua mãe, apenas pensava em como se vingar, tornar aquilo que sua mãe não pode lhe ensinar a ser, e a tornava mais independente, cautelosa, silenciosa e fria. "Eu fui criada como uma guerreira, não tinha brinquedos, mas tinha armas. Para vencer uma guerra apenas precisarei de uma arma e uma estratégia, o resto será na diversão."
•••
As folhas eram quebradiças sobre o solado de seu tênis, enquanto ela se guiava em rumos para a arena de treino, era nova ali e todos sabiam, encaravam-a como se fosse uma ninfa, mas por sinal tinha dois olhos, e bem detalhados, cada pequeno traço de seus olhos traçavam a sobrancelha escura sobre sua pele clara. Já sua roupa era comum como a de qualquer outro participante, calça escura e um colete de treinamento, em suas mãos vestia uma luva que mal cobria seus pulsos, porém a parte que lhe revelava os dedos.
A entrada da arena era esplêndida, e o arsenal não ficava muito distante dos portões. Meegan levou-se até o mesmo, retirando uma espada simples e um escudo de madeira. Não era com esses tipos de coisas ela acostumava à lutar, gostava da força física e do calor humano, mas estava disposta a tentar e assim o fez. 
Com passos firmes na terra pisada ao local desejado, já se começava a ver o próximo oponente. Um boneco mecanizado era posto à em média um quilômetros da sua distância. Sem preocupação aproximou, chegando perto suficiente para entender seus funcionamentos e em seguida apertou-lhe o pulso, liberando uma pequena caixa de comandos. 
|Modo Fácil |Off |On|
Meegan caminhou para trás não o dando as costas e visualizou a criatura de material resistente, porém irreconhecível aos seus estudo, se deslocar. O sorriso se punha aos lábios pequenos da garota enquanto segurava firmemente o corpo da espada, assim como o robô também fazia. Algo no seu olhar brilhava, como se fosse câmeras capturando a presença oposta, talvez ela estivesse vidrada demais neles que mal vi seu primeiro ataque sendo realizado.
Ela nunca pensará que fosse o usar um dia, mas o escudo havia acabado de salvar seu primeiro treino. Esticou os braços ainda com o escudo defendendo o ataque. -Atenção, Meeg, atenção. - Repetiu baixo enquanto se apoiava a espada no chão, mas dessa vez ela tentava atacar a criatura. Puxou a espada lançando-a contra sua diagonal, de cima para baixo, mas o escudo do mesmo estava próximo e acabou bloqueando seus golpes. Brechas mantida-o disposto a atacar, a arma dele estava firme suficiente em suas mãos, coisa que não havia entre a garota e sua espada. Ela ajeitou-se a  postura e suspirou -Não saio daqui sem ao menos fazer um furo em você -Falou decidida.
Quase que instantaneamente o robô esticou os braços, acertando em cheio na barriga com a ponta da espada, cambaleou para trás e com a espada na não atacou rapidamente a lateral do boneco, causando um estrago sobre seu material moderno. Sem dor, nem sentimentos, continuou de modo ativado, tentando desta vez ferir o ombro direito da novata, portanto rodopiou deixando-o a ferir apenas sua pele superficialmente. 
Respirou fundo e voltou para sua posição de ataque, com uma agilidade incrível deixou-se a espada avançar em direção à uma das pernas da máquina, atingindo-a é causando uma queda de joelhos aos chãos, fazendo-o incapaz de realizar qualquer outro golpe antes de se por em pé. -Se você não está cansado, eu estou, sucata velha. -Ironizando a ultima palavra ela atacou, dando um final nada feliz à máquina que se deitava no chão, e ela desta vez podia ver seus olhos mecânicos, mas já não eram como antes.
•••




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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Liam Donati Miller em Seg 28 Jul 2014 - 14:17




Até o presente momento, poderia se dizer que Bóris tinha se tornado um exímio lutador com espada. Na realidade suas batalhas até agora se resumiam mais em matar monstros do que praticar com outros semideuses, mas essa pouca experiência havia mostrado que o garoto possuía grandes habilidades quando lutava de maneira mais ofensiva, isso fazia com que arma de duas mãos, e até uma em cada uma de suas mãos, era o que realmente lhe dava vantagem. BJ (Bóris James) odiava escudos. Tinha tido a oportunidade de utilizá-los em apenas duas ocasiões, e em ambas ele se sentiu preso, e só começou a se dar bem quando se livrara do objeto. Entretanto o jovem sabia que só seria capaz de melhor suas habilidades, se expandisse seus horizontes e não ficasse limitado. Desde que tinha chegado ao acampamento, Bóris podia afirmar que seus maiores inimigos eram os filhos de Vulcano. Tinha arrumado confusão com um deles, e rapidamente seus irmãos tinham tomado suas dores, mas depois de certo tempo, toda essa antipatia havia se transformado em uma grande amizade, e com a ajuda dos melhores ferreiros do acampamento, BJ tinha construído uma arma que sempre tivera admiração, mas que ainda não tinha encontrado nas arenas de treino, o armamento em questão era um Mangual Medieval. O Mangual era uma arma com uma bola de metal, com saliências pontudas, presa ao cabo por uma corrente. A arma que Bóris tinha feito com a ajuda de seus amigos era muito maior do que os Manguais convencionais, e também muito mais pesado, o que obrigava o garoto a ter que manusear o objeto com as duas mãos.

Diante do primeiro oponente de palha, o jovem começou a movimentar o armamento, de modo que a corrente que prendia a bola de metal começasse a girar velozmente. Era difícil manter o controle sobre o objeto e mais difícil ainda era não acertar as pessoas que estavam em volta assistindo ou fazendo seus treinamentos. Finalmente conseguindo dominar a arma, BJ deu o primeiro golpe, que atingiu a cabeça do boneco fazendo ela voar longe. O jovem não conseguiu deixar um sorriso de surpresa escapar, assim como todos que acompanhavam a estreia do Mangual. Bóris precisou dar apenas três golpes para transformar o boneco em um amontoado de palha. Nem a madeira, que segurava o “ser”, foi poupada. Com o passar do tempo, mais alguns espantalhos foram destruídos. Ao todo foram cinco. O armamento se mostrou extremamente eficiente, a única desvantagem era seu peso, e o jovem logo começou a sentir uma forte dor muscular em seus braços, e as juntas das suas mãos estavam paralisadas. Ele sabia que se fizesse força para largar o Mangual no chão, provavelmente não conseguiria voltar ao treino, por isso o garoto resolveu continuar praticando, mas agora em adversários móveis. Como esperado, ninguém queria enfrenta-lo, pois já tinham analisado o poder de destruição que o objeto que Bóris carregava podia trazer. Depois de muita conversa o garoto convencer alguns a participarem de sua “brincadeira”.

O primeiro adversário foi um garoto, filho da deusa Minerva. O menino aparentava não ter mais de doze anos, o que fez BJ ficar meio indeciso quando a lutar contra ele. A criança tinha virado praticamente um homem de lata, e carregava um grande escudo que só deixava os seus pés e o topo de sua cabeça a mostra. Na mão direita ele carregava uma espada extremamente curta, sendo apenas alguns centímetros maior do que uma faca. Em compensação, Bóris estava totalmente desprotegido. Ele usava calções largos e finos que passavam um pouco abaixo do seu joelho, local onde ficava justo e colado em sua batata da perna, muito parecido com uma bombacha. Nos pés ele calçava apenas uma sandália antiga, que era amarada na parte em que o calção não cobria suas pernas. Seu tronco era apenas coberto por um colete de couro, enquanto seus braços ficavam a mostra, ressaltando ainda mais os músculos flexionados devido a força que o BJ precisava exercer para segurar o Mangual. Totalmente imóvel, o jovem esperou seu adversário atacar. O pequeno menino demonstrou não ter habilidade nenhuma para a batalha, pois apenas correu descoordenado com a espada. Bóris deu dois passos para frente e chutou forte, com a parte debaixo do pé, o escudo do garotinho. O filho da deusa da sabedoria foi emburrado para trás e acabou tropeçando em uma pedra, caindo de bunda no chão. Com cuidado para não machucá-lo, BJ distribuiu um golpe que partiu o escudo de seu adversário em dois.

- PRÓXIMO! – O jovem gritou enquanto via o menino ser retirado da arena. O segundo adversário era uma garota. Filha de Mercúrio. Sua arma era uma lança, segurava um escudo redondo pequeno, e estava vestindo uma armadura leve, basicamente toda de couro. Ela era extremamente rápida, e conseguiu deferir um golpe que rasgou o bíceps direito de Bóris. O garoto pareceu nem sentir a dor. Seus braços estavam repletos de cicatrizes de mordidas e cortes bem mais profundos. Gingando para esquerda, e depois para a direita, o jovem conseguiu desestabilizar sua adversária e depois de dar um pulo, ainda no ar, ele a atacou. A garota, totalmente surpreendia teve tempo apenas de colocar seu escudo na frente do rosto e o ver ser despedaçado pelo Mangual. A força do impacto a levou para o chão. BJ se aproximou dela, e pode ver seus olhos brilhando de pavor. A menina ainda usou sua lança para se defender, mas o garoto conseguiu retirar a arma de suas mãos com um chute. Não demorou muito para que ela começasse a gritar que se rendia. Algumas horas depois, no jantar, muitos afirmaram ter visto lágrimas saindo dos seus olhos, mas no momento Bóris não notou que a moça chorava. Fazendo um movimento com a cabeça, pois não podia desgrudar suas mãos da arma, o jovem indicou para que ela saísse da arena, mas nem por isso baixou a guarda. A maioria dos campistas não valia nem o chão que pisavam, e sempre era necessário estar preparado para alguma jogada suja.

Quando BJ teve certeza que sua adversária tinha ido embora, ele voltou a gritar – PRÓXIMO! Quem lutaria com ele agora era um garoto habilidoso, que também era filho de Mercúrio. Apesar de ser magro e alto, ele segurava um pesado machado de suas mãos. O primeiro golpe foi desferido por Bóris, mas o outro lutador usou sua arma para defender-se. O encontro do Mangual com o Martelo fez com que faíscas saíssem, e ambos os guerreiros precisaram se manter firmes para não perder suas armas. BJ sabia que no momento em que seu equipamento fosse retirado de suas mãos, seus dedos iriam junto. Os dois rivais pareciam ter a mesma mente, pois ambos pularam para trás ao mesmo tempo e passaram um bom período rodando e se estudando. Bóris resolveu tomar a iniciativa novamente, o que foi um erro, pois a cria de Mercúrio esperava por isso. Agilmente o garoto escapou do golpe de BJ e conseguiu ficar atrás de seu adversário. Bóris tinha certeza que levaria uma machadada nas costas, mas o que aconteceu a seguir o surpreendeu. O seu adversário usou o cabo da arma para tentar sufocá-lo, enquanto gritava para ele desistir. Além disso, suas pernas estavam entrelaçadas nas de BJ, que não conseguia se mexer.  O jovem sorriu ao ver que a arrogância e a vontade de vê-lo humilhado era maior do que aproveitar a chance de vencer facilmente. Utilizando a deixa, com um golpe de seu Mangual, Bóris atingiu a canela do seu adversário, que gritou desesperado e caiu no chão levando BJ junto consigo e consequentemente o sufocando com a força do impacto. Por sorte, assim que o filho do Deus dos Ladrões caiu, ele afrouxou as mãos e BJ conseguiu escapar, tossindo devido ao quase sufocamento. Quando conseguiu se recuperar, Bóris pode ver que a perna do seu rival estava quebrada, com o osso totalmente fora de posição. Não demorou para que um amontoado de pessoas cercassem o ferido e o auxiliassem.

O jovem esperou o tumulto passar e respirou fundo. O ar ainda parecia difícil de ser inspirado. Quando finalmente ia gritar para que o próximo adversário viesse, ele reparou que um ser totalmente coberto por uma armadura já estava a algum tempo esperando dentro da arena. As únicas coisas que Bóris conseguia identificar era que seu adversário era uma menina, pois sua armadura era feminina, com um espaço para acomodar os seios, e seu capacete, que só deixava seus olhos a mostra, era típico dos filhos de Marte. Ela carregava um escudo médio, todo de ferro, e uma espada relativamente grande para ser de apenas uma mão. Quando BJ se pôs em posição, a garota bateu com a espada em seu escudo, urrando como se estivesse em uma guerra. Enquanto ela se aproximava, Bóris pode ver que ela conseguia ser maior que ele, mas em compensação era mais lenta também. Dando um passo para o lado, o garoto conseguiu se esquivar e dar um golpe nas costas da menina. A armadura naturalmente amassou e fez com que ela caísse de cara no chão. Enquanto BJ se aproximava, a jovem conseguiu se virar, mas isso fez com que o golpe do adolescente amassasse a parte da armadura que protegia o seio esquerdo da moça. Bóris não pode negar que ficou um pouco perturbado com aquilo, além do golpe ter sido bastante agressivo, mas seu cansaço era tanto, que ele apenas caminhou para longe, dando as costas para a garota que estava caída, e assim ela poder ter espaço para ser levada para a enfermaria. Entretanto ninguém entrou na arena, mas BJ não percebeu. A única coisa que notou foi alguém gritando ao longe um sonoro “cuidado”. Bóris teve tempo apenas de se abaixar e sentir uma mecha de cabelo, que estava rebeldemente espetado, sendo cortada pelo fio da espada da jovem.

Quase que instintivamente, o garoto aproveitou a chance e deu uma pancada com seu Mangual na barriga de sua adversária. BJ pode ouvir um pequeno ruído de dentro do capacete significando que a moça estava sem ar. Logo ela desmoronou no chão e ficou se contorcendo. Bóris caminhou até ela. Ele não conseguia entender como a garota tinha resistido ao golpe no seu seio. Puxando o capacete, ele teve seu dilema respondido. Demorou um tempo para que a ficha caísse, mas ali na sua frente estava um garoto, filho de Febo. Ele tinha usado a armadura justamente para lutar utilizando golpes baixos e surpreender Bóris. Apesar de rir copiosamente, BJ não aceitou a enganação muito bem, e largando com dificuldade o Mangual, onde o cabo do armamento acertou o nariz, do garoto caído, que começou a sangrar, Bóris massageou as articulações e ainda sem conseguir segurar o riso, chutou o rosto de seu adversário até que foi impedido por um grupo de amigos, filhos de Vulcano, que sabiam que BJ se complicaria se matasse o cara que agonizava no chão. Mal humorado, o garoto saiu da arena, buscando tratar de suas mãos que estavam ficando roxas.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Liam Donati Miller em Ter 29 Jul 2014 - 14:21




O machado zuniu no ar, enquanto sua lâmina descia furiosamente na direção do peito de uma garota que estava totalmente acuada no chão. No último segundo a jovem conseguiu puxar seu escudo para frente de seu tronco, e a arma cravou na madeira abrindo algumas frestas. Bóris praguejou – Mas que droga! Eu estava quase lá! - Tentando puxar o armamento de volta, o menino reparou que ele estava totalmente preso. Sua adversária sorriu e deu um solancando, fazendo BJ largar o cabo do machado e assim ficar de mãos abanando. Com movimentos rápidos a garota já tinha se posto de pé e gargalhava copiosamente. O jovem não perdeu a oportunidade. Com força ele arremessou seu escudo na moça distraída, e o objeto girou em alta velocidade atingindo o nariz dela que instantaneamente começou a jorrar sangue. O garoto caminhou lentamente, enquanto via sua rival cambaleante pela a arena, e recolheu do chão a espada que ela tinha deixado cair. Se aproximando da jovem, Bóris atingiu sua têmpora direita com o cabo da arma, o que fez ela revirar os olhos e desmaiar no chão. – Quem ri por último... Geralmente é retardado, mas nesse caso... Ri melhor. BJ limpou o suor que escorria de sua testa e que já tinha deixado seu cabelo encharcado. Havia ficado um bom período sem treinar, e tinha notado que ou os outros campistas estavam melhores, ou ele estava fora de forma (o que era mais provável). O garoto passara a manhã inteira treinando com armas que ele não tinha muita afinidade, e isso acabava não lhe dando vantagem, mas de qualquer modo, sabia que precisava usá-las nas lutas para ir se acostumando.

Vendo que seu machado não se desprenderia tão fácil do escudo, e que era bem provável que para isso teriam que despedaçar a madeira do objeto, Bóris resolveu testar outro equipamento: Uma Corrente. Até o momento ele não conseguia ver a utilidade da arma. Era necessário ser muito habilidoso com o objeto para conseguir vencer uma luta. Sua adversária dessa vez era uma filha da Deusa Ceres. A garota estava vestindo um vestido leve da cor salmão, que parecia ter sido feito milimetricamente para ela. BJ teve que piscar os olhos para perceber que ela não estava nua. Um colar havaiano cobria o seu pescoço, e entre seus cabelos castanhos era possível ver uma coroa feita de flores verdes que combinavam perfeitamente com os seus olhos. Ela trazia em uma das mãos uma espada curta e um escudo, que estampava a imagem de uma colina. Para muitos rapazes a imagem da menina seria apaixonante, mas Bóris revirou os olhos e suspirou alto ao ver que ela exagerava demais para tentar honrar sua mãe, a deusa da agricultura. Segurando as duas extremidades da corrente com a mão esquerda, BJ distribuiu o primeiro golpe, como se estivesse utilizando um chicote. A moça parecia ser rápida, pois ligeiramente defendeu o ataque com o uso da espada. O impacto na corrente fez com que Bóris sentisse uma espécie de choque que percorreu os nervos do seu antebraço. Ainda atordoado com o efeito inesperado, o garoto não prestou a atenção na sua adversária que gingou para todos os lados com velocidade e ao se aproximar dele, bateu em seu peito com o escudo e lhe deu uma rasteira. Bóris caiu de costas no chão, e sentiu uma leve dor nas costelas, mas ele não teve tempo de se queixar já que a garota empunhava sua espada em um ataque mortal. BJ rolou para a esquerda, depois para a direita, e quando viu que estava sem alternativa, segurou sua arma com as duas mãos e a esticou, fazendo o golpe da espada parasse diante da corrente.

A filha de Cerce não se intimidou, e arrastou a espada na corrente como se estivesse a afiando. Bóris conseguiu ver faíscas saltando perto do seu rosto, além de que todo o seu corpo estremeceu. A sensação era a mesma de ver alguém utilizando uma lixa de unha em seus dentes, ou de alguém riscando um quadro negro com um prego. Aquilo era agonizante, e com um movimento quase que de um contorcionista, BJ conseguiu chutar a barriga da menina que recuou sem ar. Rapidamente o garoto deu um jeito de se levantar e usou a corrente como chicote novamente. Agora o golpe funcionou e atingiu a perna da menina que estava tentando se recuperar. A arma podia não servir para nada, mas quando finalmente acertava alguém, isso causava certo estrago. Bóris aproveitou a chance, ao ver que sua adversária pulava em um pé só por causa da dor e correu ficando atrás da garota. Atirando a corrente, que serviu como laço, ele envolveu sua adversária e a puxou violentamente. Os corpos dos dois se chocaram, e BJ deixou escapar uma risada. Apesar de a menina estar de costa, o jovem conseguiu ver que o rosto dela corava, mas logo a vergonha virou raiva, e a adolescente deu uma cotovela na barriga do garoto safado. Na realidade, o golpe não pegou bem na barriga e sim na região mais inferior. Isso fez com que Bóris largasse a corrente no chão, e fosse acudir seus “dois amigos”. Enquanto estava ocupado ajudando seus camaradas, a cria da deusa da agricultura se afastou alguns passos e correr em direção do garoto, como se estivesse indo para a guerra. BJ só percebeu o golpe quando ela estava pronta para acertá-lo. Aquilo fez com que ele se esquivasse de modo desajeitado e caísse de bunda no chão. A sorte dele foi que na queda, seus pés se enroscaram nas pernas da garota e ele acabou caindo também, só que foi sua cara que encontrou o solo. Bóris deu um pulo tão rápido que pareceu um gato e aproveitou para chutar com força máxima a barriga da menina que ainda estava deitada.

Ele geralmente costumava ser um cavalheiro, mas a guria tinha acertado seus dois parceiros velhos de guerra, ou seja, ela mereceu o chute. BJ queria sair da arena. Ele já estava cansado e queria arrumar alguma coisa pra comer, mas antes que pudesse fazer isso um rapaz de cabelos loiros cacheados, e os olhos de um azul intenso apontou uma espada de duas mãos para ele, pedindo para lutar. Rapidamente Bóris identificou o jovem como sendo filho da Deusa Vênus, e ele odiava todos eles. BJ tinha uma raiva mortal por pessoas que cultuavam demais a beleza. O olhando de cima a baixo ele pode ver que o garoto estava ridicularmente vestido com uma armadura branca e dourada, extremamente polida. O equipamento não era feio, e provavelmente era bastante resistentte, mas era estupidez usar uma peça daquelas num campo de treinamento. O máximo que Bóris usava era um colete de couro, apenas com a finalidade de evitar cortes desnecessários em seu tronco, pois ali estavam todos os órgãos. Vendo o almofadinha, a raiva fez o sangue de BJ ferver, e caminhando até onde os armamentos estavam, ele pegou duas foices pequenas. Se aquecendo como um boxeador, ele esperou o filho da deusa do amor atacar. O menino se mostrou extremamente lento, o que facilitava muito a vida de Bóris. Quando finalmente já estava cansado de se esquivar, BJ começou a avançar e obstinado a acabar com a armadura do rapaz, ele distribuiu inúmeros golpes na peça. Lógico que seu adversário ficou intacto, mas a proteção que vestia estava coberta de riscos. Surpreendentemente o filho de Vênus largou sua espada no chão, e começou a reclamar por sua armadura estar “feia demais”. Bóris não resistiu aquilo e jogou também suas armas longe, só que em vez de ir embora, ele segurou os cachos loiros do menino com a mão direita, e começou a distribuir socos no rosto do jovem com o punho esquerdo. Ele podia sentir que já tinha conseguido quebrar o nariz do rapaz, alguns dentes já tinham saltado para fora da boca, e os nós dos seus dedos começavam a doer, mas BJ só parou quando um grupo de amigos o segurou. Quando perguntado o motivo dele ter feito aquilo, o garoto apenas respondeu enquanto saia da arena rumo ao refeitório – Senti vontade de destruir algo belo.





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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Liam Donati Miller em Qua 20 Ago 2014 - 11:31




Em vários momentos de sua vida, Liam podia afirmar que estava se sentindo realmente ridículo, mas poucos deles superavam o constrangimento que ele sentia naquele instante. O rapaz estava trajado com uma tanga, que mais parecia um cuecão de couro. Seu peito estava coberto por uma fina armadura, de algum metal qualquer, enquanto seus braços eram protegidos com mangas feitas de cota de malha. Além disso, o jovem vestia um capacete que cobria todo o seu rosto, parecendo os utilizados pelos jogadores de hóquei que atuavam como goleiros. Para finalizar, em uma das suas mãos era possível ver um tridente, e na outra uma rede (muito semelhante às usadas pelos pescadores). A única arma normal era uma pequena adaga presa no seu cinto. O motivo da bizarra indumentária era que naquele dia, o acampamento estava fazendo uma espécie de “homenagem” aos gladiadores, então Liam tinha sido sorteado a se fantasiar como um Retiarius (tipo de gladiador que usava a técnica de luta da rede e o tridente). Seu adversário era um garoto chamado George. Ele era filho de Deméter, e diferente de Liam, a cria da Deusa da Agricultura estava coberto por uma grossa armadura, e carregava um pesado escudo e uma grande espada. Ambos os jovens possuíam mais ou menos a mesma altura, o que poderia significar certo equilíbrio para a luta. Entretanto não eram apenas os lutadores que tinham entrado no clima. Toda uma arena tinha sido construída para sediar as batalhas. Existiam arquibancadas para os campistas assistirem aos “espetáculos” e até um lugar de honra para os conselheiros do acampamento.

Quando o combate foi autorizado a começar, a multidão vibrou tão alto, que Liam pensou que seus tímpanos iam explodir. Era deprimente pensar que todas aquelas pessoas que conviviam como amigos, ou o mais próximo disso, agora se divertiam naquele bizarro show. Os treinos eram uma coisa bem organizada e preparada, mas o que os “gladiadores” iriam fazer era uma batalha sanguinária e que não acabaria muito bem para um deles. Se movimentando rapidamente, Liam tentou utilizar sua agilidade para pegar o adversário desprevenido e assim arremessar sua rede em cima dele. A gingada para os lados até que funcionou, mas na hora de lançar o equipamento, sua mira foi péssima e voou por cima de George sem nem ao menos tocar nos cabelos do garoto. Vendo a chance, o filho de Deméter avançou. Liam tentou se defender, mas seu rival foi mais rápido e bateu em sua cabeça com o escudo. O filho de Hades sentiu/ouviu o metal de seu capacete ressoar e lhe deixar tonto. Apesar de seus sentidos estarem confusos, o garoto cambaleou para trás visando se esquivar, mas rapidamente seu adversário golpeou seu antebraço, com a espada, abrindo um profundo corte. O sangue começou a jorrar e se infiltrar na cota de malha, provando para Liam que aquela parte da armadura só servia para deixar o equipamento mais “fashion”, pois quando se tratava de defesa, ele não servia para absolutamente nada. O machucado pelo menos fez com que os sentidos do rapaz ficassem apurados, fazendo com que voltasse a prestar atenção na batalha. George não dava folga, e quando ele já avançava para um novo ataque, Liam desviou do golpe rolando no chão.

Pela lentidão que o filho de Deméter apresentava, era possível deduzir que ele estava tão desconfortável quanto Liam. Agarrando sua rede novamente, a cria de Hades, que estava de costas para o seu adversário, jogou o objeto em cima de George fazendo com que ele se atrapalhasse tentando se ver livre. Liam tinha certeza que a batalha estava ganha, e utilizando todas as forças que tinha, cravou seu tridente na barriga do adversário, entretanto o único dano que conseguiu desferir foi o de amassar o equipamento. Seu tridente também não parecia estar em boas condições, demonstrando que as armas que tinha ganhado para o combate eram verdadeiros lixos. Com a força do golpe, George tinha se desiquilibrado e caído no chão. A vantagem era que a pesada armadura estava causando dificuldades para ele se levantar, parecendo uma tartaruga com o casco virado, fora o fato de que a rede continuava emaranhada no sua cabeça e nos seus braços. Liam correu até o garoto e chutou seu capacete. O objeto não saiu, e o rapaz pode sentir uma dor em seu pé, mas nada que ele não pudesse suportar, além de que pelo menos tinha conseguido atordoar o filho da deusa da agricultura. Depois de distribuir outros chutes para desarmar seu adversário, Liam pulou em cima do peito dele, e retirou a parte da armadura que protegia a cabeça de George, juntamente com a rede. O rapaz parecia estar totalmente intacto, tirando o excesso de suor, a vermelhidão de suas bochechas, e o semblante abobalhado.

Das arquibancadas um corro começou a eclodir. O filho de Hades teve a impressão de que todos gritavam a palavra “mata”, mas ele custou a acreditar nisso. Segurando seu tridente horizontalmente, ele forçou contra o pescoço de George o sufocando. – Se renda! – Liam pediu – Se renda ou eles irão me obrigar a te matar! – o filho de Deméter soltou um abafado “não”. - Desista! Desista de uma vez! – A voz de Liam era baixa e calma, apesar de haver algo de suplica nela. Ele não era muito ligado em ter piedade, mas matar colegas de acampamento sem ter nenhum motivo aparente e por causa de uma luta onde às vezes a sorte que prevalecia não era bem o seu estilo. O garoto levantou-se e colocou o pé no peito de George. O grito da plateia aumentava a cada momento. Querendo ou não, aquela vibração e adrenalina estavam fazendo com que algo insano começasse a reaparecer em sua mente. Liam possuía bastante presente em sua personalidade algo que chamavam de “loucura de guerra”. A loucura de guerra era aquele sentimento que se tem quando se está em uma batalha, onde todo o medo, o pudor, as inseguranças, e até mesmo as sensação felizes, ficam de lado, e o guerreiro luta incansavelmente pela sua sobrevivência. Geralmente depois que ela passa, quando a pessoa começa a pensar no que fez, ela dificilmente acredita que conseguiu lutar uma guerra ou um combate. Liam tinha isso presente em muitos momentos. Podia ser em situações cotidianas como matar monstros, ou em batalhas contra seus companheiros quando a multidão começava a lhe pressionar.

Livre de qualquer emoção, o garoto preparou para dar o golpe final: Cravar o Tridente no crânio de George. No entanto, algo fez sua atenção mudar de foco: A arena estava em silêncio. Olhando ao redor, Liam observou que todos tinham suas atenções voltadas para o local de honra, onde um dos conselheiros do acampamento estava de pé com o polegar levantado como se estivesse dizendo: “Legal”. Rapidamente dois garotos estraram na arena e retiraram George dali. Tudo aconteceu tão rápido, que o filho de Hades estava completamente atordoado. Ele não entendeu absolutamente nada do que tinha acontecido, mesmo assim Liam olhou para a multidão e ainda perdido, começou a rumar para sair do local. Foi quando um grito ecoou na quietude. Alguém dizendo “cuidado”. O garoto se virou rapidamente, e seus sentidos agilmente fizeram com que se esquivasse para o lado, enquanto um enorme leão pulava para dar um bote.





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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Liam Donati Miller em Qui 21 Ago 2014 - 0:18


A grande arte é mudar durante a batalha. Estúpido é o general que vai para o combate com um esquema! - Napoleão Bonaparte.

O leão era enorme. Talvez fosse duas vezes maior do que um leão normal. Liam só conseguiu esquivar de seu bote, porque seus reflexos de batalha eram bastante apurados, mesmo assim, a cauda do animal chicoteou seu rosto, fazendo com que sua bochecha começasse a sangrar. Apesar de pesar mais do que um elefante, o rei da selva era extremamente rápido, e assim que suas patas tocaram o solo terroso da arena, ele se virou com uma derrapagem e ficou de frente para o filho de Hades. Poucas coisas conseguiam apavorar Liam. Ele já tinha encarado tantos monstros, que parecia idiotice ter medo de um animal comum, mas o bicho era muito forte e muito ágil. O garoto sentia como se não houvesse escapatória. A criatura correu para dar outro ataque. Liam, mais preparado, conseguiu se esquivar com maestria, e aproveitou para golpear o leão com seu tridente. Apesar de o golpe pegar em cheio nas costelas da fera, o animal apenas soltou um suspiro. Em compensação, a arma quebrou se transformando em um “bidente”. – Isso só pode ser sacanagem! – o rapaz praguejou. Ele suspeitava desde o inicio que tinham armado para que ele se ferrasse nos combates. Jogando o equipamento fora, Liam optou também por tirar seu capacete, que mais o atrapalhava do que ajudava. Avançando para cima do rei da selva, o garoto esperou até pouco segundo para desviar de uma patada e rolar no chão. Era exatamente isso que ele queria. Agora, ao seu lado estava o escudo e a espada que seu antigo adversário tinha deixado no solo da arena. Apoiando um dos joelhos na terra, Liam protegeu ser corpo com o escudo, e bateu o ferro da arma na madeira para chamar a atenção da fera.

O leão correu em sua direção, e o filho de Hades só precisou jogar seu tronco para o lado e golpear o animal nas costas. O ataque surtiu efeito. O que Liam não percebeu era que em vez de passar direto por ele, o rei das selvas tinha dado uma espécie de pulo, o que fez com que na hora que o garoto o atingiu com a espada, o jovem se encontrava com as pernas de baixo do animal. Assim que sentiu o corte, o leão curvou seu corpo e deu uma patada tão forte no escudo de Liam que ele quebrou em quatro pedaços. Além disso, o garoto tremia por causa da força do impacto. A cria do Deus do Submundo teve apenas tempo de se deitar no chão e agarrar a espada horizontalmente para impedir que a fera dilacerasse seu rosto. O gesto tinha obrigado Liam a segurar uma das partes cortantes da espada com a mão direita, o que significou ter que aguentar a dor enquanto sua pele era rasgada. Além disso, por mais que ele utilizasse toda força que possuía, o leão ainda era muito pesado para ser impedido. O rapaz estava quase certo que seu fim estava próximo, tanto que ele deixou os músculos flácidos e esperou que o animal lhe devorasse. Entretanto, em vez de sentir os dentes afiados da criatura, o que cobriu seu rosto foi à língua áspera do felino. Abrindo os olhos, Liam ainda estava com todo o leão em cima de seu corpo, mas agora seu aspecto era mais brando como o de um gatinho. Ao seu lado, uma garota acariciava sua juba, e ordenava que ele saísse de cima do rapaz. Quando o jovem se levantou, ele pode ver o animal saltitando feliz para fora da arena, mas tudo aquilo não fazia o menor sentido.

Liam estava curvado, e apoiado, em cima de sua espada. Sua respiração era pesada e dolorosa. A menina comentou algo sobre ele ter falhado no teste do leão, mas que o rapaz teria uma chance de se redimir lutando contra ela. Ele não queria mais combates. Ele tinha acabado de tirar um monstro de meia tonelada de cima de seu peito. Ele apenas queria tomar um banho quente, comer alguma coisa e dormir, mas a garota não estava disposta a deixar aquilo acontecer. Quando ele viu que a menina ia em sua direção, seus reflexos de guerreiro fizeram com que ele desviasse. A verdade era que o cansaço iria fazer com que ele fosse atingido com facilidade, mas a moça era bastante lenta e apenas seus movimentos iniciais fizeram Liam perceber que ela cometia bastantes erros de posicionamento. Em compensação sua adversaria parecia ter uma vontade quase que assassina de lhe vencer. Como se fosse algo pessoal, ou como se ela estivesse tentando provar algo para alguém. Se Liam estivesse em perfeitas condições, ele conseguiria vencer com facilidade, além de poder utilizar a técnica de só se esquivar até cansar a garota ou esperar que ela cometesse algum erro, mas ele não podia se dar a esse luxo. O corpo do rapaz praticamente não obedecia mais seu cérebro. Quando a menina avançou novamente, Liam apenas girou ao redor da espada, que continuava imóvel no mesmo lugar como se fosse um pequeno poste, e esticou seu pé, fazendo sua adversária tropeçar. Ela não caiu no chão, mas teve que bater as asas como um marreco para conseguir se manter em pé. Isso provocou risos da plateia. O deboche claramente deixou a garota desconfortável, e Liam sabia que ela tinha a extrema necessidade de conseguir a aprovação das pessoas. Definitivamente ela não era uma guerreira. Apenas uma menininha que buscava ser aceita. O rapaz achava aquilo patético, e seria isso que ele usaria contra ela.

A garota avançou de novo, e Liam repetiu exatamente o mesmo movimento. A diferença era que agora ela tinha beijado a terra. Arrogantemente, o rapaz levantou o dedo indicador e o médio, demonstrando que a garota tinha caído no mesmo truque duas vezes. Novamente a reação da plateia, fez com que a jovem ficasse constrangida e corresse de encontro a Liam sem nenhuma técnica. O menino nem se esforçou para derrubá-la de novo, e levantar a mão apontando que agora tinha sido a terceira vez que a garotinha se ferrava. A adversária de Liam estava vermelha como um pimentão, e praticamente ignorou o fato que tinha uma espada. Dessa vez, ela parecia estar mais vacinada, mas o garoto ficou parado e se deixou ser atingido pelo encontrão. Liam caiu como um saco de batatas no chão. Sua respiração ofegante demonstrava que ele estava liquidado. Ficando de joelhos, ele largou sua arma ao seu lado, quase que em sinal de rendição. A garota pareceu surpresa, mas rapidamente colocou um semblante em seu rosto que parecia querer dizer que ela tinha feito tudo aquilo. Liam apenas abaixou a cabeça, cansado, enquanto ela gritava alguma coisa para a multidão que assistia. – Acabe... Logo... Com... Isso! – o rapaz implorou, alternando palavras com fortes puxadas de ar. A menina sorriu, e foi lentamente em direção do adversário ajoelhado. Quando ela estava perto o suficiente, Liam mostrou como se lutava. Agilmente, ele puxou as pernas da garota com os braços, e antes que ela pudesse perceber o que estava acontecendo, ele pegou sua espada e cravou no abdômen da jovem que estava no chão. Provavelmente aquilo não a mataria, e mesmo sendo um ato cruel, a menina merecia por ser tão arrogante, e ir para um combate fazendo com a opinião dos outros ressoasse na sua mente. O que aconteceu com ela, Liam não teve certeza, já que ele apenas levantou-se e caminhou para fora da arena lentamente.





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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Adam Z. Wernersbach em Qui 21 Ago 2014 - 1:07

um primeiro dia de treino,

Acordo depois de uma semana no acampamento, totalmente recuperado tanto física quando mentalmente. Era hora finalmente de começar a trabalhar, afinal, eu estava aqui para aprender a matar monstros, certo? Alem disso, uma semana hibernando para uma pessoa que mal consegue ficar parada em um local por mais de dez minutos é algo insuportável. 

Após passar por alguns campos de treinamento atrás de algo interessante, o que achei aos montes, por sinal, finalmente resolvo começar a treinar com o básico, com o que eu já sei utilizar de anos que meus pais insistiram que eu fizesse, espadas. Claro, essas espadas de madeira desbalanceadas e um tanto quando envergadas pelo árduo treinamento dos outros campistas não é nada parecido com uma Katana de Kendo, mas com tanto tempo de treino qualquer espada consigo manusear com alguma capacidade.

Achando a melhor espada entre todas para novatos, a com melhor equilíbrio e mais alinhada possível, vou procurar um adversário, meu ânimo está em bater em alguém, não algo, treinos teóricos sempre me deixaram entediado. Avisto do outro lado o que acho ser um campista mais veterano, um filho de Ares acredito eu, pelo seu porte físico e compostura orgulhosa. Chego até a prole de Ares e peço a ele se poderia me auxilar em um treino e algo realmente surpreendente acontece, ele abre um sorriso para mim e diz — Venha novato, sei quem vai querer praticar com você! — Um mau pressentimento corre por meu corpo na hora que ele fala "praticar" mas o ignoro no momento e o sigo até meu oponente.

Assim que ele aponta para meu adversário o analiso dos pés a cabeça, menor que o outro ele é, mas mesmo assim "pequeno" não é uma palavra para ser usada, outra prole de Ares, acredito, provavelmente um novato assim como eu. Ele possuía uma pele morena, um pouco mais alto e visivelmente mais musculoso que eu, percebo o olhar dele ao me ver com o que acredito ser seu instrutor, um olhar de total desprezo, como se eu não fosse merecedor nem de estar ao seu lado, para a alguns metros dele como o veterano pediu, mas escuto uma das frases dele — Novato, mostre a ele de que nós somos feitos. — Um sorriso pretensioso se abre no rosto do garoto e ele se posta a andar em minha direção com uma falsa expressão amigável. — Então, sou Jeff. Meu instrutor me pediu para praticar um pouco com você, disse que tinha acabado de entrar no acampamento. — Assenti sem dar muita importância — Não quero ser rude, mas estou muito tempo parado, vamos começar logo? — A expressão dele muda drasticamente se tornando em raiva e se coloca a dois metros de mim com a sua espada, também de madeira, mas cerca de 20cm maior que a minha, em punhos. Instintivamente me coloco na postura mais básica de kendo com a lamina alinhada em frente ao meu corpo e ambas as mãos na empunhadura pequena que dificulta a pegada.

— Comecem! — Escuto o instrutor dele falar e o mundo ao meu redor perde o brilho, meu único foco é o que esta nos três metros que me cercam. O chão da arena nos meus pés, a suave brisa a passar e o vulto amarronzado da espada dele se movendo, mesmo com grande velocidade percebo que o movimento é somente instintivo e com um bloqueio simples consigo rebater o golpe de volta que deixa a guarda dele aberta e...Lá!!Direto no coração, eu paro a ponta da lamina a centímetros do tórax dele e percebo sua expressão mudar de um grande espanto para uma irá terrível em instantes. Sem qualquer cortesia ele volta a atacar, uma, duas, três vezes, o bloqueio cada vez ficando mais difícil, cada golpe dele mesmo com pouca técnica possuía toda a força extra que seus músculos superiores aos meus propõem e sinto meus braços tremerem em cada bloqueio.

Afasto-me dele para analisar a situação, minha espada eu percebo uma leve rachadura, no corpo do garoto percebo um leve mancar em sua perna direita mas não lembro de golpeá-lo. "Hmm..uma lesão de treino?" Penso e não consigo evitar um sorriso e esse mesmo sorriso parece despertar o garoto para mais um assalto, investindo contra minha pelas laterais, esquerda, direita, direita, esquerda, aproveito de minha agilidade superior para ao invés de bloquear conseguir me esquivar, consigo os três primeiros mas o ultimo raspa contra meu braço no ultimo instante tirando algum sangue por causa da fricção. Com um sorriso de vitória no rosto ele abre a guarda, uma falha imperdoável. Golpeio, golpeio e golpeio, repetidas vezes, nenhuma visando o corpo dele, todos a espada, no penúltimo ataque da série golpeio contra a ponta da espada dele em circulo para fora do corpo dele abrindo a sua guarda totalmente e em conclusão corto de fora para dentro em diagonal direto contra a perna ruim dele, direto na parte de dentro de sua coxa com a parte achatada da espada, o impacto quebrando ela aonde tinha rachado anteriormente. O som do impacto similar a um tapa, só que em proporções bem maiores, se espalha pela arena, em seguida o grito de dor do garoto e após isso, os gritos xingados dele enquanto é levado pelo seu instrutor para longe. 

Suspiro e deixo a espada quebrada cair ao meu lado antes de me deixar cair sentado no mesmo local que estava. O mundo finalmente voltando a brilhar como antes, coisas ao meu redor voltando ao foco percebo os olhares de todos espantados em minha direção e um silencio constrangedor. Clap, clap, clap, escuto os sons de palmas e esse som aumenta cada vez mais, parece que gostaram do espetáculo. Levanto-me e me curvo em todas as direções agradecendo.

Levando e me dirijo a saída exausto, apesar de ter "só" lutado foi algo extremo, preciso descansar algumas horas antes de voltar para exaurir meu corpo totalmente. Sigo em direção ao meu chalé novamente com um pensamento impregnado na minha cabeça "Essa luta ainda não acabou, esse semideus ainda vai me dar muita dor de cabeça" e um sorriso se forma em meu rosto — Ele que venha. — sussurro aos ventos na entrada do chalé





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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Noralys Carter em Qua 27 Ago 2014 - 0:25

 Primeiro treino, e nada é como eu sempre espero.

Como prometido, mente descansada, corpo revigorado e uma baita vontade de treinar. Não era bem assim, mas eu tinha que o fazer, minha vida depende disso. Levanto da cama, pego minha mochila debaixo dela e ponho a adaga na cintura, arrumo minha cama e saio do Chalé de Hermes, observo alguns campistas. Pelos deuses, eu consigo passar despercebida quase sempre.   
No campo de treinamento, checo onde posso começar. Um garoto pisca pra mim, quando o observo treinando com a espada. Epa, olhei para trás para ver se tinha alguém atrás de mim, não tinha. Era inacreditável, um garoto piscando pra mim em pleno acampamento?
Ei, você quer treinar comigo? — Ele pergunta, sorrindo amistosamente. Aceno e pego minha adaga da cintura, ele ri e joga a espada no chão. — Ei novata, armas de verdade não. — Ele corre em direção a mesa mais próxima, retorna com duas adagas parecidas nas mãos e atira uma em minha direção. Por reflexo, a pego de imediato. — Boa pegada, novata! 
Considero como um elogio, jogo minha adaga verdadeira no chão não muito longe de mim, ele empunha sua adaga como se fosse uma espada, enquanto eu seguro a minha direito — como eu acho que se deve segurar — Nem deu tempo de eu registrar seu próximo movimento ele já estava vindo pra cima de mim feito touro vendo pano rubro. Me esquivo no último instante.

Ei! — Protesto já o xingando mentalmente. Por um instante, esqueci que a adaga era de plástico. Ele ri, me olhando com desdém. Okay, ele está me sacaneando e eu não gosto disso. Invisto pra cima dele com a prática adquirida nas ruas, lembrei da pedra que usei contra uma empousai e fiz isso, só que claro, diferentemente. Seguro a adaga com firmeza na mão direita, balanço a esquerda lhe desviando a atenção. Quando ele pisca aturdido, invisto mais dois golpes em sua barriga mas ele é muito rápido. A cada riso dele, me dá mais vontade de enfiar aquele pedaço de plástico goela abaixo nele.

Desse jeito você vai acabar indo para Afrodite — Ele brinca, e pisca novamente. Faço um som com a boca que pareceu um rosnado e seguro a adaga como se fosse um dardo, ele para de rir e eu atiro, a adaga bateu em seu tronco e caiu. — Só isso? Venha, pegue a espada e me mostre do que é capaz!

Num movimento instintivo, me abaixo rolando de cócoras e pego sua espada, a que ele usava quando cheguei.
Pegue a sua e pare de dançar, boneca — Berro, já vendo tudo em tons escarlate. Aquela empousai já tinha me tirado do sério mais cedo e agora esse moleque me sacaneando. Eu não sei bem como empunhar uma espada, mas fiz como já vi nos filmes chineses. 

Primeira coisa novata, postura! — O filho da mãe grita, sorrindo. — Cada movimento de batalha começa segurando a espada da mesma maneira, então é importante treinar sua postura. O uso seguro da espada resulta em movimentos de combate suaves e fortes.

Como eu faço isso? — Pergunto, me rendendo a explicação. 
Segure sua espada com a mão direita. Sua mão deve estar logo abaixo do ponto em que o cabo encontra a lâmina. Não aperte demais a pegada. — Ele reclama quando vê o jeito que pego. Rolo os olhos. — Coloque sua mão esquerda quatro centímetros abaixo da direita. Aperte a pegada um dedo por vez. Comece com seu dedo mindinho e avance com os outros dedos até que as duas mãos estejam firmes no cabo.
Assim? — Demonstro, desajeitadamente. Confesso que eu quero logo enfiar minha espada no peito dele.

Dobre seus cotovelos de leve e mantenha seus ombros frouxos e relaxados. Agora coloque a extremidade do cabo na frente do seu umbigo. O espaço entre seu corpo e a espada deve ser de um punho. 
Faço tudo de acordo o solicitado e percebo que me sinto mais segura, simplesmente por segurar a espada corretamente. A espada que ele pega depois de me auxiliar é um pouco maior que a minha, mas isso não me abate. 
Agora! — O grito dele me deixa em estado de alerta, ele investe e eu o bloqueio. Parece com a luta que costumava jogar no aparelho celular, antes de eu o ter perdido. Aquilo é radar de semideus para monstros. 

Fiz movimentos pensados, contidos porém precisos. — Pare de fugir, avance!
Algo me diz que meu primeiro treino era para ser com um boneco que eu pudesse retaliar e ele não daria um pio. Com o comando da voz do rapaz, invisto, uma, duas, três e o bloqueio quando ele percebe minha tática. Ataque, ataque, defesa e ataque.
Gostando da dança? — O desafio, já me sinto exausta mas tenho uma reputação a zelar. Não tenho? Ele não responde, alguém entra e quebra toda a magia de uma luta espadachim. O visitante fala o nome dele e o solicita para limpeza do seu chalé.

Amanhã continuamos, novata. Esteja aqui no mesmo horário. — Ele marca, acena e sai do campo. Olho para a espada e decido treinar mais um pouco, desta vez com um boneco e enfio a ponta diversas vezes no tronco, imagino a empousai se retorcendo e isso coloca um sorriso diabólico em meu rosto.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Qui 4 Set 2014 - 10:30

Can be dangerous...


A cada dia que eu passava dentro do Acampamento, era uma nova descoberta. Naquela manhã mesmo, tinha chovido um pouco. O clima ficou bem menos relutante, dias atrás o calor estava ultrapassando o seu limite habitual. Mesmo assim, o sol e a chuva lutavam por uma posição no céu. Tinha feito minhas necessidades diários. Eu não sei porque, eu tinha acordado com uma fome louca. Após sair do Pavilhão do Refeitório eu tinha eu fiquei perambulando o acampamento. Em busca de algo novo, alguma atividade ou até mesmo alguma coisa suspeita. Era um pensamento meio irônico, pois temos a barreira de proteção forte e relutante. Fiquei pensando na vida lá fora e o que eu tinha deixado para trás. Viver aqui não estava sendo a pior coisa que poderia acontecer comigo. Anos sem ser reclamada e não fui pega por nenhum monstro ou qualquer coisa que sinta o olfato de um semideus. Acho que por está tão longe, crescendo no sudeste dos Estados Unidos os monstros deveriam se cansar de vez em quando. Pairei sobre uma árvore que estava linda, analisei ela e encostei. Alguns campistas provavelmente estavam dormindo, mas outros. Avistei um grupo empurrando um barco para o Lago de Canoagem. A ideia parecia meio maluca, pois o tempo mudava e revirava de uma hora para outras. Vai saber né. Mesmo assim eles empurravam para o lago. Acho que estavam na intenção de praticar alguma coisa dentro da água. Isso é óbvil. Segui adiante contornando a trilha. Havia um campo gramado aberto, bem perto da quadra de vólei. Firmei meus pés no chão e olhei atentamente para a cena. Havia quatro campistas, incluindo um instrutor a qual eu nunca vira antes. Eles conversavam e aproximadamente a uns 3 km acho, tinha uma espécie de alvos em andamento. Não tinha entendido muito bem, mas tinha uns que se moviam e outros feito estátua. Caminhei com curiosidade até eles. E aí, pessoal! — Cumprimentei todos em um alto e bom tom. Eles revidaram com palavras e sorrisos. O dia estava ótimo para negatividade. Examinei as armas e caixas que estavam despostas ao seus pés. Olhei com cautela, depois surgiu uma dúvida em minha mente. Tive que perguntar. Isso aqui é uma lança? — Agachei ao chão e segurei as armas pontiagulhas e longas. É sim. Por quê? — A garota que estava com um rabo de cavalo na cabeça me respondeu em um tom confuso. Acho que ela pensou que eu nunca tinha visto uma dessas de perto antes. Acho que eu mesma nunca se quer vi uma lança de perto. Agora tinha entendido tudo. Eles iam atirar lanças. Vou confessar que fiquei bem entusiasmada e nem estava envolvida no assunto. Podemos lança-las? — Os dois garotos se propuseram a dar um pequeno riso. As outras garotas nem se importaram. Pois bem, agora eu estava realmente com vontade disso. Estava quase ficando enjoada de ficar dentro da arena. O ar livre é sempre bom, ainda mais com a brisa fresca que a manhã estabelecia.

Vamos, né?! —  Um dos garotos, o que parecia estar bem mais tempo no acampamento disse. Por isso pensei que ele fosse o instrutor dali. Pessoal! Então vou ressumir para vocês. Aqueles lá são nossos alvos o objetivo principal é que vocês joguem com sua maior força e que acertem os alvos no centro vermelho. Quanto mais acertarem, mas longe ficaram deles. — Gostei da parte do acertar, mas fica ainda mas longe. Isso agora com certeza se tornou impossível. Mesmo assim nos alocamos de arco com a distância justa. Justa quer dizer bem distante. E é claro que eles me mandaram logo para o que se mexia feito louco. Pensei, é mas fácil eu voltar para rena. Percebi que havia mais movimento. Como o acampamento estava cheio neste verão. Havia também muitos recém chegados feito eu. Eles provavelmente seguiriam o mesmo plano que eu. Arena e arena, até conseguir dominar e melhorar suas habilidades. Mas como disse já estava me acostumando. Peguei uma lança. Ela era fina, mas tinha umas certas variações de acordo com o correr até a ponta. Segurei na sua ponta de ferro. Era prata e polido como se acabasse de ser feita. Dei de ombros e me voltei contra os alvos. Pensei. Só arremessar e pronto. Quando olho para lateral, eles já estavam praticando. O mais velho dava instruções em alto e bom tom. Não, não e não! Vocês devem flexionar seu joelho de apoio. E puxar as forças do ombro para correr pelo braço. Se não ela não toma impulso. — Ele deu uma leve demostração, e é claro arrasou com todos nós literalmente. Me perguntei qual seria meu joelho de apoio, antes de terminar o pensamento já estava com o joelho bastante posicionado. Esquerdo. Mas segurei a lança no braço ao contrário. Virei e o vento correu pela minha face. Estava bem gelado. Mesmo assim o sol estava totalmente potente nos céus. Depositei a trança no chão e puxei os fios de cabelo para a lateral. Fiz uma trança, espinha de peixe e me voltei ao foco principal. Peguei a lança e assegurei que meu joelho estava Ok. O alvo se mexia de dois em dois segundos algo parecido com isso. Vi que ele ia para esquerda e direita. Marquei a um olho onde precisaria depositar a coisa afiada. Então vamos lá. Empurrei minhas costas para atrás e agachei o cotovelo. Foi um belo jeito de começar. Elevei  a lança pontiagulha e atirei. Mas é claro que errei, quem fecha os olhos quando atira alguma coisa. Me certifiquei que não tinha atingido nenhum ser. Corri para frente com intuito de procura-lá. Não encontrei. Ela deve ter se metido em algum canto com mato alto. Voltei a me posicionar pois havia mais lanças dispostas para nós todos. O instrutor dava elogias aos rapazes e uma garota estava emburrada e havia desistido. Uma frescura com certeza. Típica Filha de Afrodite, eu não queria ofender. Mas era uma palhaçada fazer aquilo por causa de uma lança. Vi o olhar do instrutor para ela e não era de desaprovação. Parecia mais um sorriso forjado do canto da boca. Deduzi que havia algo naquilo mas tentei não me importar. Tinha maiores problemas para se preocupar. Illadore! — Ele correu até a mim e passou a mão na testa. Não sabia como ele saberia o meu nome, eu nem tinha mencionado. Mas é assim mesmo todos sabem quem é você. E você pensa que eles nem saibam que você exista. O que foi? — Ele me olhou com estranheza depois assentiu e disse. Mude seu foco jovem. Não pense onde acertar no ar mas sim no vermelho. Tente com seu olhos acalmar o foco e a direção certa fluirá. — Acho que esse conselho não iria ajudar em algo mas não o questionei.

Me voltei contra o alvo arrojado e tentei não pensar em mas nada que me tirasse de concentração. Teria tempo de sobra se terminasse sem revoltas. Não sei o que realmente aconteceu. Mas quando olhei novamente para o ponto vermelho. Ele pareceu estar menos rápido. Ou são só meus reflexos, voltei a pensar. Catei a lança, era uma nova e bem diferente da anterior. Era mais lisa e bem mais grossa. Na ponta parecia ouro. Segurei-a com firmeza afim de achar uma alocação. Estava bem difícil. Era mais pesada, mas sustentável. Pisei meu pé de apoio mas firme. E aloquei a lança no ombro. Fixei meu olhar com persistência no alvo dançando. Juntei os dedos e a a joguei. Ela fluiu sobre meus dedos e desceu com uma rápida agilidade. Um sátiro pairava logo atrás do alvo. Eu nem tinha reparado nele antes de jogar. Vai entender. Aqui as coisas acontecem sem você esperar e é melhor não ficar surpreso. Gritei o mais alto que pude. Olha a lança! — O sátiro se ligou com uma rapidez inesperada. Bateu os cascos e correu em retirada. Os outros campistas me fitaram. Quando olhei seus alvos havia umas três lanças em um só lugar, ou quase isso. Eles riram. Esse povo é muito exibicionista mesmo. Agora eu acertava, o tempo mudara novamente. Os ventos estavam mais densos. Peguei a lança ao lado do meu tornozelo. Era a última, era a maior do que as outras e bem maior que a dos outros campistas. Segurei na lâmina. Nada escorregadia. Estava segurando com as duas mãos. Tinha quase certeza que não conseguiria joga-lá com uma mão apenas.

O sol estava quase desaparecendo. Talvez ele voltasse a exaltar seu brilho lá por volta das 12:00 horas. Mas pra mim o tempo estava ótimo. Tentei envolver a lança em um só braço, foi difícil achar um jeito. Era o sinal para atingir o alvo. O sol sumira, e o vento circulava. Vai ser agora, ou eu não me chamo... Cala boca Illadore! Gritei em um tom grave falando comigo mesma. A arena estava agitada demais para alguém reparar em mim. Não queria impressionar ninguém com a lança maior, só garantir a mim mesma que eu tenho a capacidade de fazer algo produtivo e que me ajude na minha nova vida. Apenas isso. Folhas de árvores voavam contra o vento. Uns campistas fecharam as janelas dos seus Chalés. Eu estava cansada, mas bem disposta. A fogueira ontem a noite foi cativante e relaxante. Vi pessoas sendo reclamadas. Mas o meso não acontecia comigo e olha, eram semideuses bem mais novos que tinham chegado a apenas um dia e meio. O que tinha de errado comigo? Será que eu realmente uma uma meio-sangue? Ou tenho que passar por algum tipo de teste para o meu Pai Deus, me reclamar. Quando isso acontecer acho que poderei entender melhor quem eu sou e o que realmente posso passar a ser. Queria tentar algo novo, e a ideia veio em um piscar de olhos. Andei uns 10 passos para atrás. Provavelmente iria dar errado mas resolvi arriscar. Quem não arrisca, não petisca. Um clichê velho que veio em minha mente. A lança estava em minhas duas mãos. Eu iria fazer algo que com certeza ia dar errado. Correr, posicionar e lançar. Bem difícil para uma garota de 1,70 m talvez.  Vamos nessa. O dia está bom para fazer variadas atividades e já estou cansada da Arena ser meu segundo lar. Ok, sem hesitar, corri pelo gramado com flores ao canto e dei um leve impulso para trás. Na mesma sacada me ajoelhei e levantei a lança com todas as forças que conseguira. Ela deslizou pela minha mão e eu pude sentir que estava quente quando deslizou. E atirei! Ela primeiro foi bem alta e depois desceu a altura dos olhos. Riscou em um raio totalmente irresistível que achei que ela iria despencar. Mas ela estava bem inclinada  e seguiu o fluxo. Foi minha melhor jogada mas com certeza tenho que utilizar armas mais apropriadas para meu peso. Nossa, como está rápida. — Uma menina bem mais nova que plantou-se ali ao lado comentou enquanto a lança voava no ar. E então ela atingiu o alvo após sua última andada para a direita. Foi um impacto profundo que a cavidade foi perfurada pelo fato da lança ser bem maior. O alvo que andava de um lado para o outro monótomo se estabeleceu em pausa. Não havia mais ninguém, a não ser a novata. Eu não me importava com isso, tinha que provar somente a mim mesma que eu era capaz. Corri até o alvo, e alisei a lança. Boa garota! — E voltei adiante, adentrando na arena. Estava afim de só assistir as técnicas dos campistas. Queria relaxar, mas aqui era difícil. Após me encostar em um canto me deparo com alguém que não imaginaria estar disposto ali. Era Peter, o tal Filho de Zeus após ele me ver caminhou intensamente ao meu encontro.


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Última edição por Melanie Forrester Wilhelm em Qua 7 Jan 2015 - 21:45, editado 2 vez(es)
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Qua 10 Set 2014 - 12:14

Dribbling Boredom


O Acampamento Meio-Sangue estava, como posso dizer ''morto'' ultimamente. A maioria dos campistas estavam de férias. Provavelmente visitando suas famílias mortais. Então o acampamento estava calmo e tedioso. Eu e alguns poucos campistas havia ficado. Para driblar o tédio, só tem uma única solução. Treinar e treinar. Como não tinha nada pra fazer com o acampamento quase vazio. Estava disposta a gastar a maior parte do meu tempo na rotina de treinos. Todos os dias praticamente, eu ia direto para a Arena. Estava disposta a melhorar minhas habilidades. Então pela manhã eu já estava de pé. O chalé de Hermes, estava com apenas uns poucos campistas, incluindo a mim. Sai porta a fora, e me designei direto para arena. Estava quase vazia. Ao adentrar a arena, caminhei em direção a antiga bancada. Nela estava disposta a maioria das armas que tinha no acampamento. As outras eram guardadas dentro do Arsenal. Queria treinar com algo diferente. Demorei um pouco para escolher uma arma. Não estava com presa e o acampamento estava tão silencioso, que já estava começando a irritar. Revirando os olhos sobre a mesa, vi uma arma que nunca me imaginaria usando. Chicote Illadore? Sério? Falei comigo mesma em meus pensamentos. Nunca tinha pensado em usar esse tipo de arma. Já havia reparado que algumas Filhas de Afrodite ficavam duelando com outras campistas utilizando o mesmo. Mas eu nunca me imaginaria com um deste. Eu sei que é uma arma como uma outra qualquer e usando do modo adequadamente certo poderia ser fatal. Estiquei meu braço esquerdo sobre a mesa disposta e peguei o chicote. Ele tinha uma aparência um tanto clássica. Mas na parte em que segura era de couro e sua ponta era de bronze. Voltei a me direcionar para o resto do local. Agora só faltava um alvo. Mesmo não sabendo como manuseá-lo do modo certo eu tentaria de algum jeito. Queria aprender um pouco de cada arma. 

Caminhei perto da ala em que se encontrava alvos. Um dinâmicos e outros fixos. Logo mais atrás estava a ala das jaulas. Caminhei um dois passos a frente e levantei meu olhar diretamente para as jaulas dos monstros. Hesitei. Nunca havia utilizado uma arma dessas. Era nada confiável soltar um monstro e ainda com acampamento vazia. Eu poderia morrer e ninguém para ajudar. Voltei a focar meu olhar nos outros alvos. Fitei o boneco de palha móvel. Ele era totalmente grande, parecia mais ou menos com um Espantalho sabe? Aqueles que a gente coloca nas plantações para assustar corvos e outras criaturas que ousavam mastigar a orta. Típicos do Tennessee. Só faltava colocar uma camiseta xadrez nele e voilà! Encarei o boneco apertando o chicote. Não tinha nada a perder. Posicionei uns 3 bonecos e os ativei. Eles logo se estabilizaram. Pelo menos, não estavam armados, menos mal. Só eram totalmente ágeis. Um pra esquerda, outro na direita e um no meio. Eles me cercavam como cães. Só eram inofensivos. Ou não. Ok, agora é a hora. Apertei pelo cabo o chicote e em seguida o joguei no ar. Típico de iniciantes. Em seguida girei meu punho jogando o chicote contra o boneco da direita. Ele deu uma investida para trás e voltou para frente. O impacto não foi o suficiente para derrubá-lo. Pensei, foi tentar envolver ele de alguma forma. Só não sabia como. Olhei para baixo olhando para o chicote. Sua ponta era cintilante. Os bonecos se moviam. Atirei o chicote ao ar, dessa vez foi bem alto. O chicote percorreu sobre o pescoço do boneco e parecia se envolver por vontade própria. Ou era só uma impressão minha. No mesmo segundo ele se instalou no pescoço do boneco de palha que se localizava bem a minha frente. E cintilou. O chicote eletrocutou o espantalho, logo em seguida puxei pelo seu cabo fazendo o boneco cair do chão. Agora só restava mais dois. Olhei para minha esquerda e o boneco se movia. Levantei o chicote ao ar e o joguei tão forte que ele bateu no boneco e voltou em minha direção batendo no meu ombro. — Mas que merda! — Gritei na arena. Minha voz ecoou, estava totalmente vazia. Enquanto alisava meu ombro, virei meu rosto para ver se havia ferido. Mas é claro que sim. Estava um hematoma vermelho. Isso que da sair jogando fios elétricos pelo ar. Fitei o espantalho da esquerda nada contente. — Vamos nessa então! — Girei minha mão onde segurava o chicote. Estava começando a suar. Tentei não dar tanta importância.

O boneco de palha circulava em minha volta. Ele parecia saber o que estava querendo. Estava me deixando tonta. Apertei o chicote firme pelo seu cabo. E logo em seguida joguei ele da esquerda para direita que se prendeu na parte de baixo do boneco. O boneco mudou sua posição tentando se desprender. Aloquei meu pé para trás e dei um giro. Puxei o chicote, mas ele estava bem firme na parte de baixo do boneco. Sem pensar dei um chute com o pé na parte que poderia se nomear de barriga do espantalho. Ele quase caiu, enquanto cambaleava. Foi aí que puxei o chicote com toda a força fazendo o boneco ir para frente e depois para trás. A ponta de bronze do chicote cintilou novamente. O boneco tremeu e ribombou para trás. Despencando no chão. Me virei me alocando. Só restava apenas mais um e ele estava bem distante de mim. Segurando no chicote caminhei em sua direção. Sem querer enquanto arrastava a arma ela se prendeu em minha perna esquerda. — Pera! Não sou sua inimiga. — Enquanto andava de um lado pro outro tentando de desprender do fio do chicote. Ele estava bem preso. Cambaleei demais para trás e cai de bunda no chão. — Sai do meu pé, chulé. — Resmunguei enquanto tirava o chicote que envolvia minha perna. Tentei tirar o mais rápido que pude antes de ser eletrocutada ao extremo. Finalmente o fio saiu da minha perna. Me posicionei de pé novamente tirando os fios de cabelo do rosto. Essa coisa realmente pode ser fatal. Andei firmemente em direção ao último espantalho. — Agora só eu e você. — Ele veio em minha direção, era alto demais se aquilo caísse em cima de mim, poderia ficar presa na enfermaria por dias ou meses talvez. Esse era grandão, aqueles outros dois era peixe pequeno comparando. Mesmo assim, não era algo para se sentir intimidada. Só se ele estivesse com uma espada na mão. Mesmo assim ele era só palha. 

Analisei o boneco de cima a baixo. Não estava nada feliz com aquilo. Esse chicote é uma arma nada confiável. Ás vezes ele pode te salvar e em outras pode te matar. Ele me lembra uma naja. Não sei porque. Mesmo assim fiquei balançando minha mão onde o chicote estava. Ele tremia. Sua ponta de bronze riscava o chão da arena. Dei uma investida jogando o fio do chicote para trás e depois para frente. Cheguei bem mais perto do espantalho. E atirei o fio contra ele. O fio ribombou e voltou contra mim. Dessa vez entortei meu pescoço para a direita rapidamente. Andando na direção do boneco que se afastava ainda mais enquanto o chicote roçava o chão o segurei firme e me certifiquei que ele estava bem longe da minha perna. Enrolei a arma dando uma volta em meu punho. O espantalho foi para esquerda e depois para direita. Posicionei meu pé direito a minha frente e arremessei o chicote ar ar investindo contra o boneco. O chicote cintilou, sua ponta de bronze colidiu com o peitoral de palha do boneco e saiu uma leve faísca. — Isso mesmo. — Falei em voz alta olhando o espantalho. Recolhi o chicote puxando o de volta para trás. O boneco vinha de frente para mim. Andei para atrás igual um caranguejo e quase tropecei. Relutante. Firmei meu braço e joguei o fio contra ele. Passei meu outro braço sobre minha testa suada. Nem parecia que eu estava ali a horas. Sintia que o tempo estava mudando. — Vamos lá grandão! — Ele continuou andando de frente. Virei meus passos me movendo para o lado. Acoitei o chicote ao chão. Logo em seguida dei duas voltas com o mesmo no ar. E atirei sobre o boneco de palha. O chicote fluiu sobre o ar e se esticou completamente. Sua ponta me lembrava a lança que eu havia utilizado dias atrás. Ela riscou o ar com o chicote em minhas mãos. Mas aconteceu um imprevisto. O chicote escapuliu do meu punho e se prendeu sobre o boneco. Corri na direção dele e na sua parte de trás estava a ponta para eu segurar. Corri e puxei a ponta novamente tentando tirar do corpo do espantalho. Mas o fio estava totalmente envolvido. Ele era alto e o chicote estava preso sobre seu braço. Que merda foi aquela. Puxei com tanta força que o boneco andou uns passos a frente. Quase me levou junto de repente a ponta de bonze faiscou e seu brilho logo percorreu sobre o fio. Puxei novamente e dessa vez o chicote respondeu. Se soltou do braço de palha. Atirei o mesmo mais uma vez e ele estava, como posso dizer mais hábil? Ele fez o boneco estremecer, mas não o derrubou. Apertei meu punho novamente e arremessei o fio ao ar. Não levava jeito mesmo com aquilo, só queria acabar logo com isso. O boneco se virou contra mim e joguei o chicote para meu braço livre e em seguida jogando meu rosto junto com meu tronco dei a chicotada final sobre sua barriga. O boneco se estabilizou. E o chicote o fez tremer. Mas não de leve. Foi um tremor forte. Fazendo o tal cair de cara no chão. Finalmente havia acabado. Acho que se durasse mais umas horas o chicote ia escapulir da minha mão. Ela estava suada. O esmalte estava descascando. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo nada bem feito. E coloquei o chicote de volta sobre a bancada. Olhei novamente para as jaulas e pensei alto. — Quem sabe outro dia. — E Sai perambulando em direção a trilha.


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Última edição por Melanie Forrester Wilhelm em Qua 7 Jan 2015 - 21:44, editado 4 vez(es)
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por André Carvalho em Dom 28 Set 2014 - 9:05

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(André Carvaçho)


(treinando...)

 




   Eu tinha chegado no acampamento a algumas horas, e tinha sido instruído a treinar, então havia treinado um pouco de arco e flecha que eu tinha me saído rasuravelmente bem, então, decidi então treinar manuseio de espada que eu não arco que teria tanta sorte como o arco e flecha. Fui saindo da areá de treino de arco e flecha e andando até a de treinamento de armas diversas.


      Ao chegar no local de treinamento de armas dei uma olhada a volta vendo como poderia treinar, algumas pessoas batalhavam entre si, outras treinavas dando golpes no ar e outras lutando contra bonecos, então já que eu tinha feito apenas algumas aulas de esgrima antes de vim ao acampamento, porém apenas umas 3 ou 5.

     Achei melhor treinar com um boneco, então fui a uma caixa lotada de armas de todo tipo como machados, espadas, adagas e peguei uma espada de tamanho médio, dei uma olhada em algum boneco sobrando e fui até um boneco no canto.

      Eu observava os outros campistas e via alguns golpes que eu poderia treinar, então, acabei seguindo tudo que um campista do meu lado fazia, primeiro dei um corte na diagonal para a esquerda onde fez um rasgo médio no boneco, depois dei um corte para cima onde cortou um pedaço de seu peito  e de seu pescoço, eu não sei ao certo por que mais eu ficava imaginando o que o boneco pensava e a dor dele,mas eu tinha essa mania, então, fui dar um golpe e acabei jogando a espada muito para traz e o peso dela me fez cair então eu levantei e percebi um pequeno corte, nada demais, ainda dava para continuar então eu puxei a espada para traz  e joguei na direção do coração do boneco como se fosse uma espada de esgrima, e claro que não funcionou direito e eu acabei acertando o chão e quase cai de novo então pensei comigo “bem não posso esquecer de melhorara meu equilíbrio”. levantei e coloquei a espada um pouco para traz para não cair então fiz um formato de circulo na direção do boneco com intenção de arrancar o braço dele mas a força não foi suficiente então pensei “vou precisar treinar bastante para ficar melhor, acho bom eu indo por etapas”  então fiz o mesmo movimento do inicio e consegui fazer um corte simples, então e usei a espada e novamente fiz um corte mas agora no rosto do boneco, eu já estava cansando, pois já tinha usado arco e flecha antes, então, decidi sair coloquei a  espada no lugar dela de volta e fui dar uma passeada no acampamento.  



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Willian Lefevre Rosseau em Qua 1 Out 2014 - 19:11





Going to Hell

O garoto de olhos acinzentados como dias tempestivos, saiu do chalé de Phobos trajando seu macacão de moletom preto que costumava usar durante os treinos e usava em uma das mãos uma luva em um tom escuro e toda furada como proteção mesmo sabendo que era desnecessário. Em sua mão esquerda e nua, havia uma espada que lhe foi emprestes por um filho de Hefesto e em sua cintura estava preso seu escudo escuro e intacto. Bufou baixinho ao caminhar até a área externa, onde havia um campo para os treinamentos. Muito dos campistas estavam sentados em troncos de árvores que haviam espalhados por todo o espaço amplo e especializado. Uma brisa leve vinda do norte lhe soprou os cabelos caidos a frente de seu rosto enquanto já estava bem próximo do local onde escolhera para começar o primeiro treino da semana. Sorriu vendo que a sua frente havia disposto vários bonecos de palha intactos e perfeitos para seus movimentos iniciais, que começaram logo após respirar fundo. Arrancou o escudo da cintura com certa brutalidade enquanto visualizava os alvos em sua volta. Pressionou seus dedos no braço do escudo e em seguida deu o seu primeiro passo como se tivesse a passo de entrar em uma guerra destrutiva. Willian então dono de um corpo magricela e não tão musculoso como os demais campistas do acampamento, também cheio de tatuagens, que costuma chamar de marcas, onde cada uma possui um significado para o garoto de apenas 14 anos. Seu braço longo se posicionou a frente com a espada pesada, que conseguiu manejar com perfeição. Aproximou-se do alvo com passos planejados e lentos e então atacou com rapidez e cautela ao mesmo tempo, apesar de ser de palha o alvo. O garoto destruiu alvo por alvo até não sobrar nem restos dos objetos de treinos, pois a intenção era realmente essa. E era tudo o que mais gostava, ver tudo destruído sem nem se importar. Após treinar mais movimentos precisos com a espada e o escudo, Willian respirou fundo já suado e se retirou da área de treino, retornando ao chalé de Phobos para um banho bem merecido.




Thanks for @Lovatic, Cupcake Graphics




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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Mike Dimitriev em Qua 22 Out 2014 - 11:20


Na mosca


Havia levantado e ao sair da minha cama tive uma surpresa, boa ou ruim, um presente dos deuses, uma quina de cama no meu dedo minimo. Fechei os olhos e chamei a cama de linda, sqn. -doch' suka iz grebanyy posteli . – xinguei na minha lingua nativa uma quantidade absurda de palavrões. Cheguei a achar que havia quebrado o dedo, pois a cada pequeno passo que dava sentia como se facas atravessassem o maldito.

Mesmo mancando cheguei com sacrificio à aula de instrução com adagas, na arena como corriqueiro, um ambiente repleto de manequis para treino. Como não sou o melhor amigo de alguém caminhava sozinho pelos cantos.Normalmente em um treino solitário e cansativo. Com poucos na árena era possivel treinar o arremesso das adagas, um sorriso fino apareceu nos meus lábios, mas logo sumiu, pois ao posicionar-me senti aquele maldito dedo. Cortá-lo-ia fora se a dor persistisse.

Peguei a adaga, segurando pela ponta, com o braço direito, esticava, fazendo uma mira, com o esquedo ensaiva para atirar. A respiração era controlada a cada tentativa em falso – Um... Dois... – no três deixei que a adaga saisse da minha mão em direção ao manequim.

Lembrava-me de quando menos atirando dardos com  meu pai no alvo, precisão, ”Tenha foco Mike, marque seu objetivo” era assim que meu pai ensinava-me. Com adagas bastava segurar por sua ponta e ter objetivo. Conforme estiquei o braço atirando a arma logo cravou o peito do manequim. Sorri torto para meu próprio resultado, nada mal para um primeiro arremesso. Não havia perdido a prática.

Mancando. Como um pequeno e quase imprestável dedo pode nos fazer sentir tanta dor? Quase imprestável pelo motivo que ele presta para acertar quinas de camas. Voltando. Mancando fui até o manequim e lá estava, bem no coração, mas não havia aplicado força suficiente, a adaga estava presa apenas pela ponta. Esbravejei, tirando-a do alvo e voltando ao ponto inicial.

”Tenha Foco Mike!”

Essas palavras não saim da minha cabeça conforme eu novamente aprontava-me para “atirar”. Estiquei o braço e movimentei o corpo, juntamente, para assim ter mais força. Até mesmo um pequeno grito havia saido da minha boca. O som surdo da arma atingindo seu alvo, ao menos na pontaria era mortal. Mas antes de ir checar tentei mais um arremeço.

E novamente o som surdo, mas com um barulho de metal junto, havia acertado exatamente no mesmo lugar, as duas lâminas rente uma à outra, lançamento perfeito. Um sorriso vitorioso e malicioso apreceu na minha face. Arrastando o pé fui até o alvo, dessa vez a adaga havia entrado mais que a metade, foi dificil de tirá-la dali, mas era o que precisava ser.

A dor latente do meu pé não deixava eu continuar o treino, tinha que abandonar o barco, logo agora que estava aquecendo e mostrava-me um dos melhores nesse quesito.




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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Sab 1 Nov 2014 - 10:24

Girei a adaga algumas vezes enquanto caminhava em direção ao campo de treinamento. Meus passos eram lentos e curtos e meu rosto não continha alguma expressão. Meu humor não estava lá essas coisas e decidira de última hora descontar algumas coisas em bonequinhos de palha. Suspirei e estalei o pescoço. O acampamento parecia tão vazio quanto um ônibus durante a madrugada e isso não era, nem de longe, legal.

Não demorou muito para que eu estivesse de frente a cinco bonecos de palha, todos desarmados e dispostos em uma fila, enquanto eu segurava uma de minhas armas. Firmei a adaga com a lâmina apontando para trás, de modo que a arma ficasse mais segura em minha mão, e me aproximei do boneco posicionado na extrema direita. “Oi, gracinha.” Sorri de lado e cravei a lâmina em seu ombro, arrastando-a até o cotovelo. Para quem vê de longe, lutar com um boneco sem graça pode ser entediante, mas é tão divertido quanto acordar filhos de Hipnos. Puxei a adaga novamente e girei meu corpo de forma rápida, tendo a intenção de acertar o busto do meu alvo sem fazer cálculo algum. Como já esperado, acabei acertando o umbigo - ou sei-lá-o-quê - do boneco. Bufei e decidi partir para o próximo brinquedinho, encerrando a luta com o primeiro dando um chute em suas partes baixas.

O próximo boneco se localizava praticamente a dois metros do primeiro. Era um pouco mais alto, mas possuía a mesma estrutura corporal. Sem demora, cravei com força a arma em seu pescoço - mesmo que meu sexto sentido pedisse para seguir meu fraco por ombros. Puxei a adaga rapidamente e dei a volta no boneco, me posicionando atrás dele. Pegando impulso, pulei para tentar alcançar sua cabeça, já que meus poucos centímetros a menos que 1,60 de altura não me ajudavam. Por um erro de cálculo, a adaga passou rente a sua orelha e, de algum modo, logo estava passando de raspão em minha perna, deixando uma linha fina de sangue para trás. Rolei os olhos e firmei a adaga novamente, abaixando e cravando ela na perna do boneco. "Dá próxima vez vá fazer Zeus se cortar, praga."Fiz mais alguns cortes em seu peitoral, sem emoção alguma.

Olhei desanimada para os outros três alvos restantes. Incrível como a vontade de treinar vinha tão depressa quanto ia. Segui para o próximo boneco, que parecia ter duzentos quilos de peitoral. Girei a adaga em minhas mãos e fiz um “x” em seu busto, sorrindo depois de ter a imagem de uma das proles de Ares no lugar. Posicionei meu braço da adaga em frente aos meus seios e o outro um pouco a baixo. Com o de baixo, desferi um soco nas partes baixas do boneco, que infelizmente não se curvou como um humano faria. Passei a lâmina de uma mão para a outra e finquei a mesma no tórax dele.

Respirei fundo, sentindo meu rosto úmido. Não imaginava estar tão fora de forma assim. Olhei com desgosto para os dois bonecos que sobraram, eles ficariam para uma próxima. Guardei a adaga em seu suporte colocado em minha cintura e comecei a caminhar em passos rápidos e curtos para fora da Arena, desejando um copo imenso de água.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 1 Nov 2014 - 19:28


⊱ Bonequinhos Chatinhos! ⊰


Estava a ajeitar meus jeans quando cheguei à arena das espadas. Parei por alguns segundos enquanto meus olhos faziam a varredura do local. Como meus conhecimentos de batalha e treinos estavam um pouco limitados devido a minha ausência, tinha de ter a consciência de não pegar algo muito pesado, pelo menos hoje. Por isso me direcionei até os bonecos de palha. A arena não estava tão cheia, então desferi um golpe em diagonal onde devia ser a barriga do boneco. Parei para olhar se alguém estava prestando atenção em mim, mas aparentemente não, o que de fato era algo bom, já que eu, como veterano, brincando com bonecos de palha, não seria algo extraordinário, mas ao julgar por aquele lugar está cheio de novatos, isso não mudaria muito. Desferi um golpe em horizontal no ombro do boneco, me agachando e atingindo o boneco em sua coxa, afastei-me alguns metros do boneco, correndo de volta para ele e desferindo um golpe em horizontal no seu pescoço de palha, fazendo a mesma voar do buraco que minha espada havia feito ao arrancar a cabeça do boneco. Mesmo tendo arrancado seu pescoço, não parei de atacar o boneco, então desferi golpes em diagonal em ambas as laterais de seu corpo de palha, agachando-me enquanto rodava e o atingia na perna direita. Sem parar e nem ao menos pensar no que fazia, continuei atacando o boneco em sua barriga e seus braços, e parei apenas quando vi palha cercando-me por todos os lados.

Não estou tão ruim assim, ainda me lembro como lutar, pelo menos isso. — Caminhei novamente até um outro boneco próximo e, sem esperar, o atingi em um local que deveria equivaler a seu nariz. Atingi os ombros e os antebraços do boneco com golpes mais fundos, girei para o lado direito e atingi o boneco em sua cintura, logo desferindo outro golpe em uma diagonal inclinada para a esquerda em seu peito e logo o atingi no mesmo lugar, mas com um corte de diagonal inclinada para a direita. Antes que eu me desse conta, desferi golpes em seus braços, pescoço e pernas que arrancaram os mesmos. Pensei em me dirigir para outro boneco, mas antes precisava arrumar meu cabelo que estava um pouco grande e assim atrapalhando um pouco minha visão, apoiei a espada no chão e, após ter terminado de arrumar meu cabelo, caminhei para o boneco a minha esquerda. Comecei a pensar em outras técnicas que seriam úteis em um combate, em uma medida desesperada, quando estivesse entre a vida e a morte. Sendo assim, finquei minha espada no olho do boneco, retirando-a em seguida e enfiando no local onde ficava localizado o pulmão esquerdo de uma pessoa. A retirei e a cravei na barriga do mesmo, estava começando a ficar um pouco entediado com aquele treino já, então cortei a cabeça do boneco ao meio, seus braços e seus ombros, e caminhei para a saída do treino indo diretamente para outro lugar do acampamento.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Meryl Swart Hammerbolt em Qui 6 Nov 2014 - 12:26

Já conhecia o suficiente do lugar para chegar à arena de espadas e escudos em menos de cinco minutos, eu já estava acostumada com todo aquele ambiente e com as pessoas, mas não com as espadas em si, odiava espadas e vinha tentando ignora-las até então, mas eu iria ser morta em batalha por causa disso (chances bem pequenas, mas é bom pensar), então não poderia amarelar. Dirigi-me para um caixote grande e organizado no canto da sala, ali todos pegavam um exemplar de espada, com dois gumes, sem nada para prevenir que acontecesse acidentes desagradáveis. Esgueirei-me entre os garotos e garotas e peguei uma espada, a primeira que encontrei, constatando depois que esta pesava o suficiente para desequilibrar o peso de meu corpo. Minha colega de treino, disse que era difícil encontrar o perfeito equilíbrio com qualquer espada, portanto poderíamos começar daquele jeito e esperar que eu tivesse mais sorte da próxima vez.

Começaríamos com ataque. Segurei a espada com a mão direita, tendo vergonha de admitir que tivesse melhor movimentação caso segurasse a empunhadura com ambas as mãos, e então avancei um passo para diminuir a distância entre nós. A garota tinha concordado em só defender e me orientar – por hora . De espada em riste, ou seja, posicionada da maneira que eu julgava adequada, avancei outro passo e investi descende a lâmina contra o braço da treinadora. Admito que meu movimento fosse obvio, muito obvio, afinal a espada descia na vertical, mas mesmo assim não desisti de desferir o golpe. A garota me repeliu facilmente, impondo sua espada contra a investida. Por possuir menos força, cambaleei para trás, um sorriso animado no rosto. Eu não era esse tipo de garota que desiste fácil, o oposto disso, a verdade é que gostava de desafios. Após retomar o equilíbrio, apertei os dedos em torno da empunhadura lisa e investi novamente, tão rápido quanto podia, indo diretamente em direção ao ombro de minha adversária. Tentei fazer diferente, não parecer obvio, por isso fui com a lâmina na diagonal e só nos últimos segundos mudei a posição da mesma para a vertical. Meu golpe foi rechaçado tal qual o primeiro, mas parecia que a garota aprovava minha troca de técnica.

Dei um sorriso de expectativa e ela balançou a cabeça de modo que entendi que poderia continuar. Armada, parti para cima, embora já estivesse bem próxima, e tentei atacar o flanco direito da garota, sendo repelido ali por um golpe contra meus dedos em torno da empunhadura da espada. Não recuei choramingando, ao invés disso mudei de flanco, indo tentar atacar o outro que tinha ficado – ao meu ver – desprotegido. Fui repelida como da outra vez, só que parecia que a tutora começava a ter trabalho. Ao invés de recuar totalmente como vinha fazendo de início, agachei-me e tentei acertar os joelhos da prole de Ares com a espada, ficando meio surpresa quando ela deu um pulo tão alto que a lâmina cortou somente o ar. Fiquei de pé e fiz um golpe de cima para baixo, como fazem os lutadores de boxe. Ao subir quase acertei o queixo dela, mas ela recuou um passo e encaixou sua própria espada contra a empunhadura da minha, fazendo algum movimento com os dedos que fez com que minha arma caísse há metros de distância. — Tudo bem, me rendo... Até que não foi tão ruim. – Ergui as mãos para o alto, me rendendo. Peguei a espada jogada, agora era a vez de investir.

De repente ela ergueu sua espada. Ela tinha técnica, prática, conseguia se livrar facilmente de ataques efetuados por alguém como eu. Pés separados, olhos atentos e mãos prontas para qualquer movimento. A prole de Ares não aguardou muito tempo, logo partiu para cima e, cara, ela era muito rápida. Fiquei tonta só de tentar acompanhar os passos dela. Em um minuto ela estava á minha esquerda, a espada levantada na vertical, pisquei e ela já tinha chegado ao meu flanco oposto e fingiu que acertava ali o lugar. Ela me chamou a atenção, por ter baixado a guarda. Murmurei qualquer coisa e tratei de me virar e lá estava a espada ameaçando-me. Dessa vez consegui também erguer meu armamento, jogando-o contra a lâmina antes que essa rachasse meu crânio ao meio. Ficamos naquela medição de forças, até que tive a brilhante ideia de jogar todo o peso do meu corpo para o lado do braço e a garota recuou. A filha do deus da guerra investia de todos os lados, sumindo aqui e reaparecendo ali, e eu nunca conseguia acompanhar seus movimentos em tempo de evitar as pancadas, e tenho certeza que ela estava pegando leve. Mesmo sendo evoluída como filha de Hades, aquela garota mais velha tinha muito mais experiência que eu em combate.

De espada na mão, apertei os lábios, irritada, e dei um giro de 360º graus, no objetivo de acertar qualquer coisa ao meu redor. Escutei um arfar baixo e uma risada, parecia que eu tinha deixado de acertar alguém por pouco. Tonta graças ao giro, cambaleei um passo desequilibrado e retomei o controle de minhas articulações, agindo em tempo de golpear o punho da garota antes que ela terminasse o golpe que tinha planejado. Ao acertá-la, dei um sorriso de expectativa e avancei, esquecendo-me da tarefa de defensora que devia exercer. Tentei bater a espada contra seu ombro, errando por alguns centímetros, e nesse momento a ela acertou um belo de um chute na parte de trás do meu joelho direito. Vacilei e caí ajoelhada no chão. Antes que pudesse fazer algo, a espada foi pressionada contra meu pescoço pelas mãos da prole de Ares, que estava logo atrás de mim. Por instinto eu quis me render novamente, mas invés disso usei a mão armada para acertar as canelas da garota atrás de mim. Ela grunhiu com o impacto e o aperto em meu pescoço sumiu. Fiquei de pé imediatamente, o sorriso animado sempre presente, e aderi à postura de defesa. A prole de Ares investiu, fazendo chover golpe após golpe e dessa vez eu conseguia acompanha-los; não com perfeição, claro, mas ao menos sabia onde ia ser atingida. Esquivei para direita e rolei no chão para evitar os golpes. Antes que pudesse ficar de pé, a mulher foi mais rápida e desferiu um golpe em forma de parábola. Deitada no chão, só tive reflexo o suficiente para fechar os olhos e impor a espada frente a mim na posição horizontal. Aço contra aço, o som estridente fez meus ouvidos doerem. Abri os olhos, um de cada vez, e constatei que a garota estendia sua mão para mim, sorrindo e dizendo que eu não era tão ruim. O treino tinha acabado, pelo visto, guardamos as espadas entre uma conversa sobre quem era a melhor, mas logo saímos dali, já disse o quanto treinar me dá fome?



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Laurence Houck Wahrheit em Ter 30 Dez 2014 - 21:24

Acordei com as costas levemente doloridas depois de mais uma noite de sono no chalé de Hermes. Ser uma indefinida não é nada divertido, – pensei, rabugenta – principalmente quando se tem que dormir em um chalé cheio de outros campistas. E definitivamente não é nada divertido quando lhe escalam para dormir no chão. Olhei em volta me perguntando se algum daqueles outros garotos e garotas que continuavam adormecidos poderiam ser meus irmãos. Eu seria uma boa irmã, afinal de contas? – perguntei a mim mesma imaginando como agiria ao descobrir quem realmente seria meu pai. – Será que meus irmãos assim como eu presenciaram um ambiente sangrento? Será que todas as vezes em que eles fecham os olhos, vêem um passado tão terrível quanto o meu? – me imaginei passando as mãos sobre a cabeça de uma pobre criança de doze anos de idade, que me contava sobre sua família e como chegara ao acampamento.
Tive que balançar a cabeça algumas vezes até sair de meus devaneios sobre tais coisas. O pouco que havia trazido comigo estava em uma pequena maleta que eu guardava sempre junto de mim. Afinal, os filhos de Hermes não eram conhecidos por sua segurança. Tendo como pai o deus dos ladrões, não havia como se esperar menos. – pensei, enquanto reconsiderava - Hermes que me perdoe – apressei-me a pensar. - Afinal de contas se não fosse pelo chalé dele a essas horas eu poderia estar muito bem sendo comida por algum ciclope, ou até coisa pior.
Peguei minha maleta e me encaminhei para o banheiro, eu não era conhecida por ser a primeira a levantar em minha casa. Quando eu havia uma – entristeci-me com a dura verdade. Mas surpreendentemente, desde que eu chegara ao acampamento, sempre fui uma das primeiras a acordar. Talvez pelo clima ali dentro ser diferente, talvez pelos pesadelos que me assombravam sempre que eu fechava meus olhos. Peguei uma camisa do acampamento meio-sangue que haviam me dado no dia anterior e uma calça jeans simples. Encaminhei-me para o banheiro, trancando a porta levemente para não acordar nenhum dos outros, nunca achei gentil acordar pessoas que estavam dormindo tão tranqüilamente, principalmente porque eu já fora acordada da mesma forma inúmeras vezes e eu podia dizer com certeza que era bastante irritante. A água que caia do chuveiro era quente e me despertava para um novo dia, ou pelo menos, eu esperava que fosse.
Um dos campistas mais velhos, mais velhos em termos, porque o garoto parecia não ter mais que quinze anos me encaminhou para o treino de armas diversas, enquanto dialogava comigo.
- Então, aqui é onde serão realizados os treinos de armas diversas. – disse ele apontando para a arena – Desculpe-me, - disse ele parecendo um pouco envergonhado – mas qual é mesmo o seu nome?
- Tudo bem – eu disse, corando levemente – Eu me chamo Laurence.
- Tudo o que você precisa fazer agora, Laurence, é escolher qual arma irá utilizar para esse primeiro treino. É claro que há varias opções, mas tudo vai depender do seu nível de agilidade e da força que você possui.
- Eu não sei muito bem – disse enquanto encarava aquele arsenal mortífero devidamente alinhado sobre uma mesa, posta em um dos cantos da arena – acho que eu deveria começar com algo mais simples. – falei indecisa.
O garoto começou a me encarar de uma forma estranha, pediu para que eu desse uma volta para ele “analisar minha forma muscular”, e quando me virei reparei que ele sorria maliciosamente e que estava ao mesmo tempo, um pouco envergonhado.
- Aposto que isso foi uma péssima ideia. – eu disse bufando e corando, tudo ao mesmo tempo – Será que podemos nos concentrar na arma para o treino ao em vez de “na minha forma muscular”?
- É claro – disse o garoto pigarreando, enquanto tentava aparentar estar menos confuso do que realmente estava – creio que você deva começar com uma espada. – disse e coçou um pouco a cabeça – É o que a maioria de nós faz, na verdade. A maioria dos campistas preferem espadas. Então é melhor que você escolha uma adequada em tamanho e peso, antes que a arena comece a ficar cheia.
Testei espada por espada até me contentar com uma, que não era tão pesada e de fácil manejo. O garoto me levou até um dos bonecos de palha em tamanho real, me explicou como segurar a espada devidamente e desejou boa sorte. Disse que se qualquer imprevisto acontecesse, ele se encontraria há apenas alguns bonecos de distância. Agradeci pela gentileza, ainda um pouco irritada com o que havia ocorrido, mas certa de que sem a ajuda dele eu estaria completamente deslocada, sem saber nem ao menos qual arma escolher. Ouvi algo como uma trombeta, alguém havia comentado que ela era usada de alerta de início para a captura da bandeira, e logo comecei a golpear o boneco de palha. O que me deixou mais intrigada é que o boneco tinha um escudo e uma espada de madeira em mãos e assim que a trombeta tocou, ele começou a se movimentar. Tentando me atacar sempre que eu abria um espaço em minha guarda. É claro que eu sabia que se fosse atingida por uma espada de madeira o dano não seria tão grande assim, mas sabia também que aquele treino estava me preparando para uma coisa maior, e não uma simples guerra contra bonecos de palha assassinos.
Esforcei-me em combater o boneco com todas as minhas forças, enquanto sentia vários olhos em minhas costas, mas não havia tempo para olhar em volta e perguntar se estavam com algum problema. Continuei a atacar bravamente o boneco, acertando suas canelas e fazendo voar palhas vez ou outra. Até que ouvi um comentário de algum engraçadinho.
- Você é bem feroz para uma menininha. – disse alguém, rindo acompanhado de amigos atrás de mim durante um de meus ataques à cabeça de palha do boneco.
- E você é bem preconceituoso para um... – disse eu sorrindo, debochadamente – Ah, é mesmo vocês são todos uns preconceituosos quando se trata de mulheres defendendo-se sozinhas. – dei um ultimo golpe no boneco de palha, cortando-o ao meio – Ou talvez tenham apenas medo que elas se saiam melhores do que vocês.
Finquei a espada no chão de terra, enquanto lançava meu olhar mais debochado para ele, que aparentava ser um dos filhos de Ares. Bati minhas mãos nas laterais de minha calça e me retirei da arena a caminho do chalé de Hermes. 
Because I believe in my future when no one else believes, and I know I'll beat all the monsters, beasts and all the nightmares in my imaginary.





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