Treino de Armas Diversas

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Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:29

Relembrando a primeira mensagem :



Treino de Armas Diversas
Esta arena é disponibilizada para os treinos de escudos, clavas, chicotes, correntes, machados, martelos, lanças, foices, adagas, espadas e outras armas. Estarão disponíveis bonecos de palha (tamanho real), as armas necessárias, proteção adequada e outras diversas coisas que sua imaginação permitir, desde que matenha o foco no nível do seu personagem.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:45, editado 2 vez(es)
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Felicity Stella Grimaldi em Sab 3 Jan 2015 - 20:28

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Cansaço. Era a única coisa que passava nesse exato momento pela minha mente por tudo o que descobri nas últimas semanas. E eu também sentia falta da minha cama fofinha, e queria colocar aquela cama nojenta do acampamento na fogueira. Minha mãe não tinha a mínima ideia do que era viver daquele jeito. Como as pessoas podiam ir acampar por vontade própria eu nunca ia entender. Porém, por mais que eu detestasse aquele lugar, eu tinha que começar a treinar, e urgente, antes que a minha garganta fosse cortada como uma folha de papel pelas verdades que chegavam tão repentinamente. Olha, eu posso ser loira, mas não sou burra, e muito menos fraca. Eu sabia o que tinha que enfrentar daqui para a frente e não estava nem um pouco afim de morrer antes dos meus sessenta anos. Esfreguei o rosto com a mão e suspirei, levantando vagarosamente da cama e pegando os leques que eu tinha usado alguns dias antes e me coloquei a andar lentamente até a Arena. Dando uma última olhada no espelho em meu beliche, saí do Chalé e me dirigi logo para os autômatos que ficavam desligados um ao lado do outro no grande espaço. Repousei as mãos em meu quadril e joguei as mechas loiras para trás, bufando pesadamente, enquanto olhava os bonecos surrados. Eu não queria fazer isso tanto quanto você, ok? Não olhe para mim desse jeito. Levantei uma sobrancelha, cansada mental e fisicamente. Rapidamente prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e tirei os dois leques do meu bolso e os abri, preparada para quando ligasse o robô começar uma luta intensa até meus pés cansarem, ou sangrarem até minha morte. Cheguei mais perto e procurei mais uma vez o maldito botão que os ligava. Porque era tão difícil ficar alguém aqui para nos ajudar com aqueles bonecos? Não era difícil pagar um real a hora para alguém fica vigiando aquelas porcarias velhas. Antes que pudesse clicar em alguma coisa, uma mão me interrompeu. O garoto moreno de olhos escuros sorriu de canto para mim, seus olhos percorrendo todo o meu corpo de cima a baixo. Minha sobrancelha esquerda se ergueu em irritação. Hm, com licença? Vamos lá, gracinha. Uma garota tão bonita quanto você não deveria estar brincando com essas coisas desenfreadas. Que tal sairmos daqui e batermos um papo? Uma gargalhada saiu de minha garganta e eu brinquei com os leques em minhas mãos, observando os olhos do garoto seguindo meus movimentos como um felino à espera de sua presa. O filho de Ares mantinha o sorriso maroto no rosto e eu caí na realidade que ele não estava brincando comigo. Espera, você está falando sério? O garoto assentiu e eu neguei com a cabeça, voltando o olhar para o moreno. Que tal uma aposta? Abri um sorriso falso que eu tanto gostava de mostrar para as pessoas que trabalhavam para mim. Se você ganhar, podemos ir para qualquer outro lugar. Se eu ganhar, você nunca mais aparece na minha frente com essa sua cara. O moreno andou de um lado para o outro em minha volta, talvez contemplando sobre a aposta, ou talvez admirando o belo presente de minha mãe. Ela podia não ser deusa nem nada disso, mas uma das coisas que ela mais tinha eram armas diferentes em seu porão, e eu tinha finalmente ganhado a que eu queria. Segui os movimentos do garoto cautelosamente, virando a cada passo que ele dava. Abriu um sorriso largo, apontando com o queixo para as armas em minhas mãos. Presente de natal? O que? Não ganhou nenhum? Fiz uma cara de desentendida e o sorriso do garoto cresceu, logo se transformando em um riso irônico. Me afastei um pouco de seu corpo, enquanto brincava rapidamente com as armas letais em minhas mãos, a ponto de distrair o quase-gigante em minha frente. O garoto pegou uma espada presente ali perto e me observou com caretas pensativas, e um olhar completamente dumbfolded. Eu não tinha o visto pelo acampamento ainda, e isso me irritava um pouco. Eu já estava aqui a alguns dias e nunca tinha o visto. Eu não quero machucar um rosto tão lindo, amor. Ah, qual é. Um cara do seu tamanho com medo de mim? Provoquei com um sorriso no rosto e comecei a dar leves e rápidos passos para trás. A face do garoto ficando cada vez mais vermelho ao passar dos segundos. Eu tinha ouvido algo sobre como eles ficavam bravinhos com provocações e não gostavam quando as faziam. O moreno não esperou muito, e vinha com toda velocidade que seu corpo enorme podia carregar, a qual não era muita, se me perguntar. Agora eu tinha parado, alguns campistas ali presentes me observavam como se eu estivesse louca, talvez se perguntando quem eu era. Eu não os culpo, uma garota nova lutando com uma cria de Ares? Em escala, qualquer um diria que eu seria massacrada igual a uma cocada. Antes que o garoto fosse mais um passo a frente, sorri de lado e dei de ombros. Posso saber pelo menos o nome de quem eu estou prestes a derrubar em menos tempo do que quando eu tiro uma foto? Falei em um tom brincalhão e o sorriso voltou ao seu rosto ainda corado de raiva pela provocação. Derek, recém recrutado. E o nome da garota em minha frente? Felicity. Agora, vamos dançar, lindinho. Derek sorriu e atacou com a espada para vários lados. Primeiro na altura do meu braço direito, e o outro na altura da minha panturrilha. Porém, com seu tamanho, utilizei da lerdeza de seu reflexo e com um movimento sorrateiro, bati sua espada contra meu leque, antes que batesse em meu braço. Cambaleei um pouco com a força do garoto que parecia ter gostado daquilo, e logo depois dei um pulo, enquanto a espada afiada passava por debaixo de minhas pernas. A adrenalina subiu em minhas veias, mas antes que pudesse reagir, sua espada do mesmo jeito que desceu bruscamente, subiu de volta para meu braço, dessa vez o esquerdo e abriu um corte superficial bem no meio. Fiz uma careta e olhei para o sangue, que escorria em uma única linha, acompanhando o fim do corte e escorrendo até meu cotovelo. Mordi o lábio e olhei para o garoto em minha frente. Isso doeu! Vamos lá, amor. Não foi tão ruim. Ainda pretendo sair daqui com você. Cerrei minha mandíbula e fechei os olhos por um breve segundo, logo os abrindo mais uma vez e girei os leques em minhas mãos, o corte em meu braço queimava levemente, mas não tinha tempo para ligar para isso agora. Tombei o pescoço para o lado e sorri, começando a andar até meu oponente, que me olhava calmamente, admirando cada passo que eu dava como se estivesse esperando por aquilo. Sabe, vai ter que fazer melhor que isso. O garoto investiu um golpe, desta vez ao lado da minha barriga, perto da cintura, que eu facilmente desviei com leque esquerdo fechado, o choque dos dois metais fazendo um barulho que, em qualquer outra ocasião eu teria feito uma careta irritante, mas nesse momento, significava que ainda teria meu apêndice dentro de mim. Abri os leques em ambas as mãos e virei para o lado direito, enquanto empurrava a espada de Derek para longe e desferia um movimento com a arma no peito do moreno. O golpe saciou minhas expectativas, porém, não o suficiente. O sangue vagarosamente se misturava com a cor laranja da camiseta do acampamento, agora rasgada. Um sorriso cresceu em seu rosto enquanto dava um passo para trás, e aquilo me irritou. Eu tinha acabado de cortá-lo e ele estava sorrindo?! Sente prazer com a dor?
Quando aparece uma garotinha que nem tem pai ainda e que acha que consegue lutar, sim. Murmuros conseguiam ser ouvidos ao longe, e senti meu sangue subir às bochechas de raiva, e eu com certeza estava corada por tal motivo. Um sorriso maldoso se abriu em minha face e corri até o garoto, seu rosto e seus largos ombros sendo meu único alvo no momento. As aulas de luta teriam que servir para alguma coisa agora. Pulei em seu escudo e o desguardei com um chute. Derek desferiu um golpe com sua espada, que acidentalmente bateu em minha coxa, abrindo um corte ali e me trazendo para o chão mais rápido do que eu esperava. Deitada de costas, fechei o leque e desferi um golpe com o pequeno punhal na batata da perna do garoto, que berrou em agonia e caiu de joelhos no chão logo quando retirei a arma de sua perna. Empurrando meu próprio corpo para levantar, o moreno deu mais um golpe, cortando um pedaço de minhas madeixas loiras junto com ele. De pé, olhei para meu cabelo e não acreditava no que via. Você perdeu a noção de perigo, garoto?! Berrei e em seguida dei um chute em seu peito enquanto o mesmo inspecionava o buraco em sua panturrilha. A espada soltou de sua mão e o garoto caiu de costas no chão, e aquilo era tão bom que eu quase gritei em festividade. Era bom vencer. Era bom estar por cima. Enquanto tentava mais uma vez pegar a espada, manquei até o moreno e sentei em cima da barriga do mesmo, abrindo o leque e posicionando em sua garganta. Minha respiração estava pesada, e o suor corria vagarosamente em minha testa, alguns fios loiros colando ali. Pensei... Falou com cuidado para sua garganta não encostar em minha arma. Que fosse uma indefinida. Eletinha uma dor em sua voz e um sorriso maldoso voltou para meu rosto. Recuperei a respiração e joguei o cabelo para trás, enquanto escolhia se o machucava mais um pouco ou não, meu leque entrando e saindo levemente de seu pescoço, deixando uma marquinha suave a cada vez que eu encostava. Derek levantou os braços em um modo de rendição e meu sorriso cresceu, logo se transformando em uma gargalhada vitoriosa. Quer uma dica? Não julgue uma pessoa sem saber de onde ela vem. Levantei dali e olhei para as pessoas que me observavam curiosamente, cochichando entre si. Suspirei e guardei minhas armas enquanto o garoto levantava vagarosamente, com cuidado para não machucar mais o rasgo em sua perna. Eu sabia que se não fosse em tais circunstancias, eu teria morrido de nojo do ferimento, mas eu só conseguia colocar um sorriso como reação. Deveria ir checar isso. Dei as costas e coloquei a mão em minha coxa, que começara a doer com a baixa de adrenalina pelo fim do combate. Aquilo tinha sido bom, estar acima do outro? Com certeza ia fazer de novo. Sorri para alguns campistas que falavam comentários legais enquanto saia da Arena mancando, procurando a primeira placa que me levasse a enfermaria do Acampamento. Talvez esse lugar não fosse tão ruim no final das contas.
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Quione em Ter 6 Jan 2015 - 2:05

Treinos corrigidos e perfis atualizados. Qualquer dúvida deverá ser enviada por MP.
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Chiara Bündchen Ferragni em Ter 6 Jan 2015 - 15:11

Às últimas semanas no acampamento foram turbulentas. A maior parte dos campistas estavam treinando ou então se preparando para a grande virada do ano. Então o ano novo chegou. Comecei a semana tentando retornar à rotina do acampamento. Se adaptar de novo. Confesso que às minhas festas de fim de ano foram ótimas. Cheguei até esquecer que ainda era uma indefinida. Mas sempre tem um idiota para relembrar. A verdade é que eu não me importo mais com isso. Eu sei que uma hora saberei a verdade. Como tudo tem um lado ruim. Para começar a semana do novo ano. Voltando a pisar na querida arena. Acordei tarde. Mas senti uma sensação diferente no chalé de Hermes. Não estava aquela bagunça de sempre. Acho que realmente algumas pessoas levam às promessas de ano novo a sério. Caminhei descalça sobre o chalé. Entrei no banheiro e parei em frente ao espelho. Suspirei. — Um novo ano começa. — Murmurei comigo mesma enquanto encarava o espelho. De volta ao chalé, que se encontrava vazio. O acampamento não estava muito cheio. Uma boa quantia de semideuses ainda estava fora. Caminhei até à gaveta da cômoda e peguei umas roupas. Vesti uma calça jeans e uma blusa de manga comprida. Sentei na beliche puxando um par de sapatos de baixo dela. Calcei fitando  à janela em minha frente. Não estava sol. Havia chovido um pouco mais cedo. O que deixou o clima melhor. Abri minha necessaire e passei uns produtos no rosto. E fui caminhando porta à fora.  

Ao pisar do lado de fora, uma pequena corrente de vento veio ao meu rosto. Fui descendo às escadas caminhando pela trilha. Não havia quase ninguém. Segui em frente até chegar na arena. Alguns semideuses conversavam entrei si. Talvez colocando os assuntos em dia. Adentrei e continuei andando. Sabia o que iria fazer. Peguei um par de adagas. Pareciam que nunca havia sido tocadas. Olhei ao meu redor. Não havia nenhum autômato a vista. Fui até um instrutor que logo designou uns autômatos. Primeiro veio um. Depois mais um e mais um. Teria que enfrentar 3. Os bonecos de metal foram ajustados ao nível correto. Pois bem, vesti uns armamentos necessários e caminhei até eles. Era o dobro da minha altura. E olha que minha altura é bem razoável. Os três vieram contra mim. Todos de uma só vez. Não fiquei nem surpresa com isso. Eu não era nenhuma perita nisso, mas os instrutores sempre preparavam o alvo de acordo com seu nível. Sua técnica. Fiquei parada esperando eles se aproximarem mais. Suas formas eram diferentes. Talvez algum novo design dos filhos de Hefesto. Agora eu estava pedindo para ser machucada. Os três robôs rodavam em volta de mim. Apertei as duas adagas uma em cada mão. O circulo ficava cada vez melhor. Me virei para a esquerda e desferi meu golpe. O barulho foi horrível. A lâmina da adaga com o metal. Os autômatos vieram para cima de mim com tudo. Me joguei para o lado de mal jeito. Caí no chão sentada igual a uma idiota. Um autômato veio ao meu encontro suas supostas pernas passaram arranhando meu braço. Me levantei e desferi mais um golpe com a espada. Esse agora foi certeiro. O automato parou feito uma estátua. Antes que ele pudesse voltar a circular desferi mais um golpe. E simplesmente cambaleei. O outro automato bateu nas minhas costas. Estava quente. O outro que estava na minha frente voltou ao seu percurso de me seguir. Agora a situação mudou de figura. Seu braço robótico se mexia. Ele cortava o ar. Nele, também havia cerdas que poderiam ser fatal.  — Sempre uma surpresa. — Me virei para a direita e me agachei no mesmo segundo. O braço do alvo veio direto ao meu rosto.

Não sei porque, quando você está lutando não consegue enxergar mais nada a sua volta. Era exatamente isso que estava acontecendo. Corri até um automato que estava de costas para mim e chutei. Ele virou para mim. Seus dois braços riscaram o ar. Eu andei para atrás. O outro veio também para cima. Apertei meus punhos com às adagas e desferi nos dois. A da esquerda perfurou tanto que tive dificuldade de solta-lá. Ela ficou encrustada no automato da esquerda. O da direita acelerou e veio para cima de mim. Caminhei para atrás tentando não cair feito uma idiota. Ele se inclinou e eu achei que ele cairia em cima de mim. Contornei o alvo no mesmo segundo e o chutei nas costas. Ele cambaleou para frente e para atrás. Não tinha muitas alternativas. Como ele era pesado estava tentando se equilibrar. Elevei minha única adaga e enfiei em suas costas. Ele caiu de cara no chão. Uma fumaça pairou no ar. Era menos um agora. Minha visão falhou um pouco. Mas logo voltei ao meu foco principal. Os dois últimos autômatos circulavam em volta de mim. Um estava bem diferente. Com minha adaga presa na costela. Fui exatamente em sua direção. Me desviei do outro automato enquanto andava em passos rápidos contra o outro. Continuei andando contra ele. Segurei firme a única adaga em minha mão direita. Ele veio para cima de mim, seus dois braços se mexiam para cima e para baixo. Estava rápido demais, parecia até sua própria defesa. Assim eu nunca conseguiria recuperar minhas outra adaga. Precisava de um plano, e rápido.

Esperei pela minha única brecha possível. Ele parou por alguns segundos e eu pude dar minha investida. Bem na sua lateral fazendo virar contra mim. Me agachei e pude sentir ele me procurando. Apertei meu punho e enfiei minha adaga e segurei com a outra mão puxando a outra que estava presa na sua costela. Finalmente ela saiu. Enfiei novamente no mesmo buraco pressionando mais fundo. Ele parou. Simplesmente desligou sozinho. Enquanto retirava minhas duas adagas de seu metal me virei. O último automato veio com tudo e eu pude me jogar para o lado. Então ele bateu contra o outro automato que estava parado desligado no ar. Os dois se chocaram, fazendo os dois caí. Só pude ouvir os ruídos dispostos na minha frente. Fui caminhando devagar em sua direção. Se certificar que estavam destruídos. O último boneco se reergueu e veio para cima de mim. Ele me perseguia feito louco. Não pude nem pensar no que fazer. Simplesmente mirei umas das adagas e joguei contra o mesmo. Ela se prendeu na sua face. Corri e desferi meu último golpe. E o automato caiu. E eu junto. Foi uma sorte não ter caído em cima de mim. Me levantei passando os dedos sobre os cabelos. 

Caminhei até o instrutor que concordava com a cabeça. E depositei uma das adagas de volta a pilha. A outra ficou presa no autômato. E fui caminhando para fora da arena. Não havia sol. Mas o céu não estava escuro. Estava nublado. Que para mim estava ótimo. Fui andando pela trilha. Estava exausta, mais já recuperada. Minha barriga relutava comigo. Nem havia tomado café da manhã. Estava faminta. Sabia onde seria minha próxima parada.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Adam Harris Treadwell em Qua 7 Jan 2015 - 13:46

Eu queria poder dizer que não, mas eu não gostava de ser novato. Talvez a única coisa que eu gostasse menos do que ser novato, era ser indefinido. Eu sabia que vivia em um mundo onde semideuses, deuses e monstros eram reais, mas mesmo sendo uma vida não muito ordinária, eu ainda me sentia como um alienígena em meio a todos. Se havia uma pergunta comum no acampamento quando se era desconhecido, era "quem é o seu pai?". E o que eu dizia? Eu me sentia como uma criança que não sabia qual é o emprego do seu responsável no dia da profissão da pré escola. Era uma droga. Tudo o que eu fazia agora era treinar. Desde que havia conhecido uma certa filha de Zeus, eu não conseguia tirar a cabeça disso. Eu não precisava estar há muito tempo no acampamento para saber como as coisas funcionavam, e a verdade era que por ali sempre rolava certa hierarquia. Os filhos dos três grandes estavam no topo, os filhos de olimpianos ao meio e os de deuses menores na base. Os indefinidos estavam em um patamar ainda mais baixo e eu, é claro, estava de olho logo em uma das garotas mais bonitas e poderosas daquele lugar. Genial.
Eu decidi que ser forte era o mínimo que eu poderia fazer, já que esportes sempre foram minha paixão, especialmente o lacrosse e o surff. Ainda assim, eu tinha a vantagem de que, talvez ao me tornar mais experiente, meu pai resolvesse ter a brilhante ideia de mostrar qualquer sinal de vida. Seria legal. A arena havia se tornado a minha casa, já que era pelo menos mil vezes mais convidativa do que o lotado chalé de Hermes e era exatamente lá onde eu estava naquele momento. Já havia tentado arcos, espadas, combate a monstros e corpo a corpo, mas agora era hora de tentar algo diferente. Eu gostava da espada e poderia jurar que era com isso que eu queria lidar ao lutar, mas Quiron havia sido claro quando me disse que seria ideal eu testar os mais diferenciados tipos de armas, e como eu era um campista com uma semana de vida, não poderia discutir com um centauro de centenas. Eu era um aprendiz, por mais engraçada que a ideia soasse.
Nós poderíamos escolher a arma que usar naquele dia e isso era estranhamente assustador. Havia um arsenal inteiro diante de mim e aparentemente eu era o único campista com problemas para escolher a que eu usaria. Um arco, talvez? Ou então um machado? Não pude deixar de rir com a ideia de usar um martelo, eu definitivamente não me daria bem com isso. Meus olhos passaram por todos os tipos de armas letais até que eu finalmente foquei meus olhos em um punhado de facas. Não pude deixar de pensar por um momento, analisar a possibilidade, mas quando me lembrei que elas teriam que ser lançadas, decidi que com minha péssima mira seria uma ideia muito, muito ruim.
-Sai da frente, indefinido.
Tive o corpo empurrado por um garoto pelo menos duas vezes maior que eu, que não se incomodou em me afastar com uma ombrada ao passar. Fuzilei o menino com os olhos, reconhecendo-o de algum lugar próximo ao chalé de Ares. Eu não me lembrava o seu nome, mas sabia que era conhecido por ser um dos valentões do acampamento, e por conta disso já não tinha a minha simpatia. Um segundo rapaz deu risada, mas tudo o que eu fiz foi ignorar. Mais uma vez pude escutar a voz debochada.
-Vai demorar pra sempre?
-Não.
Respondi simplesmente, sem sequer notar a arma que agarrei quando finalmente me afastei do arsenal. Meus olhos estavam fixos nos garotos em uma encarada mortal, mas nenhum deles parecia se intimidar. Ares. Eu esperava sinceramente que esse não fosse o meu pai. Soltei um suspiro e então caminhei até a marca, olhando para todos os bonecos em volta de mim. A arma que eu tinha em minhas mãos era pesada e eu não precisei de muito para reconhecê-la como uma lança. Virei os olhos para analisá-la, mas assim que fiz, senti um frio tomar a minha espinha, inexplicavelmente. Aquilo não era uma lança, era um tridente. Eu não sei a razão de aquela arma ter tido tanto impacto sobre mim, mas teve. Analisei os três dentes na ponta do enorme cabo e prestei atenção em cada detalhe na arma pouco elaborada que era usada para os treinos. Não pude deixar de solta-lo por um segundo e agarra-lo novamente, sentindo o seu balanço e o seu peso. Era bom, muito bom. Olhei para os alvos, pensando como diabos eu usaria aquela coisa.
O pior é que foi mais natural do que eu pensava. Virei as pontas em direção a um dos alvos e assenti, dando um sinal para um dos sátiros que tomavam conta do local para acionar os mecanismos. Foi então que os alvos passaram a se movimentar. Nada no acampamento era simples, sempre tentavam complicar os nossos treinos e eu tinha a perfeita noção de que tudo isso era para poder nos preparar para as lutas que travaríamos na vida real. Girei o cabo da arma, fazendo-o balançar em minhas mãos e o segurei com perícia, usando-o para atacar um dos bonecos que se movimentava de um lado para o outro. As lâminas da ponta não eram muito boas para cortar como uma espada, mas sim para perfurar. Usei as pontas para perfurar o peito de um dos bonecos e o ergui, jogando-o do outro lado da arena. Sem olhar para os outros lados, pude sentir a aproximação de mais dois que rapidamente avançaram até mim, fazendo com que eu usasse o cabo da arma em minhas mãos para acertar o que vinha por trás, e os dentes da parte da frente para perfurar o da frente. Girei o corpo, fazendo uma espécie de hélice com a arma e consequentemente joguei ambos os bonecos para longe, um deles caindo com a cabeça fora do corpo. Minha respiração estava alta, mas a sensação era boa. Meu coração batia forte e por mais que eu não estivesse em real perigo, eu sentia a adrenalina. Eu poderia dizer que os olhos dos filhos de Ares estavam sobre mim e isso só me incentivou a ir mais e mais. Eu queria vê-los dizer algo quando eu terminasse.
Mais um boneco veio em minha direção e eu não hesitei. As pontas do meu tridente se encontraram com seu peito e logo ele voava para longe de mim. O sátiro deve ter achado que estava tudo muito fácil, porque logo mais alvos se movimentaram, até que eu me encontrasse cercado por eles. Parei por um momento analisando a situação. Eram cinco. Meus olhos caíram no grupo de campistas que me observavam e um deles abriu um sorriso, duvidando que eu pudesse sair daquela situação. Ergui uma sobrancelha e então olhei para os céus, fazendo uma reza silenciosa para o meu pai. Por favor, não me deixe passar vergonha... Foi tudo o que pedi antes de voltar a minha posição de ataque.
Eu sabia o que tinha que fazer, por mais que eu não soubesse como havia chegado nessas conclusões. Virando-me para os três primeiros, girei o tridente em uma espécie de movimento pendular em horizontal, fazendo com que suas pontas atingissem o peito de cada um deles, criando cortes, enquanto eu os empurrava para longe. Os dois alvos sobressalentes vieram por trás diante da minha movimentação e sem pensar duas vezes, sustentei a base da arma no chão, usando-a como apoio para poder chutar com os dois pés, ambos os alvos, desequilibrando-os. Eu sabia que derrubá-los já era suficiente, mas para completar, acabei por espetar as pontas em cada um deles.
Um sorriso se abriu em meu rosto e eu sabia que havia impressionado. Eu sempre gostei de ser visto com respeito. Em todos os times dos quais participei, eu era o líder e eu simplesmente não suportava pessoas que me desprezavam, como faziam os filhos de Ares que naquele momento estavam boquiabertos. De peito estufado e segurando o tridente com o orgulho, olhei para cada um deles. Eu queria ver o que eles teriam a dizer, queria ver qualquer um deles me empurrar agora. Eu estava começando a conquistar o meu espaço pelo acampamento e mesmo sendo indefinido, eu não aceitaria qualquer tipo de piada. Eu estava prestes a ir até eles e dizer alguma coisa quando, para a minha surpresa, algo se chocou fortemente contra o meu corpo, derrubando-me no chão imediatamente. Olhei descrente para o alvo que surgiu do nada, ouvindo as irritantes risadas dos garotos que estavam ao lado. Um deles até mesmo falou:
-Muito bom, novato. Nadou e morreu na praia.
Cerrei os punhos e fechei os olhos tentando ao máximo não morrer de vergonha ou matar um deles. Olhei o alvo com desprezo e então me coloquei de pé, batendo poeira das minhas roupas e voltando ao arsenal para devolver a arma. Pousei o tridente sobre o suporte, cuidadosamente, e parei para observa-lo por um momento. Eu deveria ter ido muito pior com ele do que na realidade eu fui. Eu nunca havia usado um tridente, mas era simplesmente natural em minhas mãos, eu sabia como movimentá-lo. Abri um sorriso para os filhos de Ares e isso os confundiu, coisa que pra mim foi bom o suficiente. Eu estava orgulhoso do meu progresso por mais que ainda tivesse muito a melhorar. Ergui a mão em um aceno para eles e então dei as costas, visando a saída da arena. Tudo o que se passava em minha mente era alívio e uma única reza: Obrigado, pai...

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Adam Harris Treadwell em Qua 7 Jan 2015 - 15:14

Eu não havia conseguido tirar a cabeça do treino que havia feito no dia anterior, utilizando o tridente. Eu sabia que era apenas uma arma e que não era nada demais, mas ainda assim eu não conseguia m conformar com o fato de eu simplesmente ter tocado em um objeto por uma primeira vez e saber perfeitamente como usá-lo. Era como se eu me sentisse conectado com ele ou coisa do tipo, coisa que se dita em voz alta poderia soar extremamente ridícula. Não que em um mundo de deuses olimpianos, monstros e semideuses, se conectar com um objeto fosse uma coisa bizarra, mas ainda assim eu preferia manter aquela informação só para mim. Eu tentei dormir, tentei descansar, mas dessa vez não foram só os campistas no chalé de Hermes que me mantiveram acordado. Eu estava paranoico e aquilo era mais do que obvio. Eu sabia que a arena estava aberta ainda e aquela era a minha hora de ir tentar de novo.
Eu sabia que o treino com alvos era realizado apenas de dia e que de noite a maior parte dos treinamentos eram realizados em duelos, mas eu não sentia mais medo disso. Eu estava ali há apenas sete dias, mas eu sentia como se fossem sete anos, pelo menos fisicamente. Eu ainda não conhecia muitas pessoas e era visto como o garoto novo, mas eu tinha um preparo físico agora que eu não tinha nem mesmo quando jogava lacrosse por todos os meus anos de colegial. Agora eu vejo que eu era fraco, por mais que não me achasse assim. Agora que minha vida dependia de lutar para sobreviver, eu via que tinha muito a aprender ainda. Com um único pulo da cama, vesti meus jeans já completamente destruídos e minha camisa laranja do acampamento. Eu precisava comprar novas roupas ou logo todas as minhas estariam enfeitadas com cortes e furos de espadas, mas por hora eram suficientes.
Meu caminho até a arena não foi longo e assim como eu imaginava, o local estava lotado. Haviam campistas por todos os lados, alguns preparando suas armas, outros vestindo armaduras. Eu já conhecia o protocolo, então assim que adentrei o local, já caminhei para buscar a armadura que tinha o dobro do meu peso e o elmo que protegeria o meu rosto. As armas para os treinos de duelos não eram pontiagudas o suficiente para perfurar alguém, mas com a devida força - que eu sabia que todos colocavam - poderia causar machucados um tanto ruins. Por isso era inteligente usar as proteções. Meus olhos vagaram pelos lados enquanto Quiron formavam as duplas e apressadamente corri até o arsenal, rezando para encontrar o tridente ali. Para a minha sorte, ele estava disponível.
Assim que toquei a arma pude sentir os olhos do centauro sobre mim, mas ignorei. Agarrei o tridente, segurando-o em minhas mãos e então observei Quiron, esperando por suas palavras que me colocariam para brigar com alguém. Meus olhos caíram sobre um garoto que ele havia chamado de "Michael" e erguendo uma sobrancelha me aproximei do mesmo, erguendo a mão em cumprimento. Ele não parecia grandes coisas e eu já o reconhecia do chalé de Hermes. Eu poderia supor que, assim como eu, ele era indefinido, mas era simplesmente impossível dizer isso. Ele tinha olhos travessos e expressões engraçadas como todos os filhos do deus mensageiro. Ele era claramente um filho de Hermes e por mais que não me parecesse ameaçador, eu sabia o quão rápido e traiçoeiros eles poderiam ser. Esse era um novo desafio para mim, digo, já havia lutado com brutamontes de Ares e sabia lidar com a força, mas agora eu teria que lidar com técnica. Os filhos de Ares eram fortes, mas lentos. Os de Hermes eram justamente o contrário disso.
-Aaron! Como vai?
-É Adam. -O corrigi, tentando não soar ofendido. Abri um sorriso tranquilo. -Vou indefinido. Ainda. Mas bem. -Pisquei, ouvindo uma risada escapar dos lábios do garoto. -E você?
-Vou bem. Um tridente? -Ele ergueu uma sobrancelha analisando minha arma. Pude perceber um punhado de facas em suas mãos. -Escolha interessante. Boa sorte, amigo.
-Boa sorte pra você também.
Assenti, apertando sua mão em cumprimento antes que pudéssemos nos afastar e entrar em nossas posições. Michael tinha um brilho malicioso no olhar e era quase impossível ler quais seriam os seus movimentos. Quiron deu o sinal para que a batalha começasse e por um momento eu me encontrei completamente perdido no que fazer. Eu realmente não esperei o que veio a seguir.
Geralmente em um conflito armado, as pessoas costumam esperar pelo ataque do inimigo, mas de Michael sabia disso, ele ignorou completamente. O apito mal soou e então uma faca foi lançada em minha direção, tão bem posicionada que se eu não tivesse dado um pulo pelo susto inicial, a lâmina teria ido de encontro direto a minha face. Arregalei os olhos em total surpresa, vendo o garoto soltar uma risada e então rolar para o lado, lançando mais uma vez uma faca. Sua mira era infalível e se não fosse pelos meus reflexos de semideus, eu teria sido atingido. Ele era rápido e eu tinha que fazer alguma coisa.
Segurei o tridente em minhas mãos e ataquei, tentando chocar as pontas contra ele, mas Michael se desviou com tanta facilidade que chegou a ser ridículo. Aquele garoto magrelo e nada ameaçador era pior do que uma criança hiperativa que come açúcar e eu estava realmente impressionado. Tentei novamente atacar, mas as pontas do tridente passaram longe, espetando nada além de ar que antes era o local onde o garoto estava parado. Era quase impossível acertá-lo. Rolei para o lado quando uma adaga voou em minha direção e por pouco pegou em minha coxa esquerda. Brandei minha arma contra o garoto, avançando com o corpo em minha direção, mas não reparei na perna que me passou uma rasteira, que com a ajuda do cotovelo do menino que se chocou em minhas costas, me jogou de barriga no chão. Michael riu e eu cuspi areia. Droga. Partir com combate de corpo seria simplesmente inútil contra ele. Eu tinha que pensar e rápido.
Me coloquei de pé com um pulo antes que ele pudesse me finalizar. Meus antebraços estavam ralados pelo impacto, mas eu ignorei completamente a dor. Eu não poderia me distrair agora, pois qualquer distração para Michael poderia significar o tempo necessário para uma vitória dele. Eu tinha que partir com um golpe que ele não espera, ele age rápido, ou seja, ele não pensa. Ele lê meus movimentos e então se move contra eles. Ele pensa rápido. Esse pensamento foi como um clique para mim e então eu percebi o que eu deveria fazer. Eu tinha que dar a Michael algo que ele não esperava.
Ataquei erguendo o tridente como se fosse novamente avançar contra ele. Michael girou, passando para trás do meu corpo, mas dessa vez eu previ isso. Antes que ele pudesse dar a volta para poder me passar uma rasteira, ergui meu tridente em posição horizontal, mantendo o cabo dele firme atrás de mim, fazendo com que então o garoto se chocasse contra ele quando tentou correr distraidamente. Michael cambaleou, mas não foi o suficiente para ele cair. O garoto avançou contra mim erguendo a sua faca, mas barrei o golpe ao segurar meu tridente de frente para mim, travando seu golpe como uma espécie de barra e emendando a defesa com uma joelhada que atingiu o abdome do menino. Se ele não estivesse de armadura o efeito teria sido melhor, mas ainda assim o impacto foi suficiente para faze-lo cambalear para trás, dando-me tempo o suficiente para desferir um forte chute contra o seu peito, fazendo-o cair.
Eu poderia tê-lo finalizado ali, mas ele era rápido. Lançou uma faca contra mim e no meio tempo em que eu me desviada dela, ele se colocou de pé novamente. Rolei para o lado desviando de mais um dos seus golpes e o afastei com um baque com a base do tridente, empurrando-o para longe de mim. Ele estava com uma arma de curta distância e eu com uma de longa. Uma hora ou outra ele iria se aproximar e quando fizesse, não era tão forte quanto eu. Era o que eu precisava, eu tinha a vantagem de perto.
Eu fiz de tudo para deter os golpes de Michael com as facas, principalmente as lançadas. Meu corpo trabalhava a mil, eu sentia o suor descendo pelo meu corpo, mas não me sentia cansado. Eu estava elétrico, era como se pudesse fazer isso o dia todo. Meus olhos se focaram no filho de Hermes quando somente uma adaga sobrou em sua mão, dando-lhe uma única opção já que eu o barrava de alcançar as outras: Atacar. E era exatamente por isso que eu estava esperando. Assim que ele se aproximou, girei o cabo do tridente, desviando-me do seu ataque e batendo o ferro contra o seu peito, fazendo-o tropeçar para trás. Usei meu cotovelo para acertar seu rosto, aproveitando de nossas posições e então me virei, passando uma rasteira em suas pernas, fazendo-o cair imediatamente. Antes que ele pudesse reagir, encostei as pontas do tridente sobre o peito dele e abri um sorriso, totalmente ofegante, mas gratificado. Os olhos de Michael estavam arregalados, mas ainda tinham o brilho divertido.
-Ok, ok. Essa foi boa, Artie.
-Adam. -Revirei os olhos com uma risada, esperando o sinal de Quiron para só então tirar a arma de cima do peito do campista. Ergui a mão para ajudá-lo a se levantar. Michael estava suado, mas parecia menos cansado do que eu. -Foi uma boa luta, você é rápido.
-Filho do deus mensageiro. -Ele deu de ombros, abrindo um sorriso. -Podemos treinar de novo em breve, quando você não estiver com a arma que te dá vantagem.
-Do que está falando? -Ergui uma sobrancelha. -É a primeira vez que luto com um tridente.
-Sei disso. -Ele deu de ombros novamente, abrindo um sorriso malicioso que me tirou do sério. Ele sabia de alguma coisa que eu não sabia? -Te vejo por aí, Alan.
Acenei para ele sem sequer me preocupar em corrigir meu nome novamente. Abri um sorriso largo e parei para analisar a arma em minhas mãos, me perguntando que diabos ele quis dizer com "arma que me dá vantagem". Soltei um suspiro cansado e então voltei a colocar o tridente em seu local de origem, sentindo-me bem, da mesma forma que me sentia depois de cada um dos meus treinos. Eu estava me saindo bem, estava no caminho para conseguir sair do acampamento, talvez até mesmo criar uma vida no mundo exterior. Olhei para os céus e soltei um suspiro me perguntando quando meu pai iria dar as caras, mas eu francamente estava começando a me acostumar com a ideia de órfão. Não seria a primeira vez. Acenei para Quiron e então dei as costas, visando a porta da arena pela qual eu havia entrado. Tudo o que eu precisava no momento era de um banho e uma boa noite de sono.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Adam Harris Treadwell em Qua 7 Jan 2015 - 19:49

Acontece que o treino de armas diversas acabou por se tornar um dos meus favoritos em todo o acampamento Meio-Sangue. Não porque eu poderia usar o tridente - uma arma com a qual eu havia descoberto ser bom - mas sim porque eu tinha a chance de treinar com outros tipos de armas em modalidades diferentes. Eu havia visto Michael atirar facas no outro dia e havia acabado com isso na cabeça, eu havia achado muito legal o fato com que ele tinha perícia com elas e achei que seria uma boa modalidade a se fazer, por mais que eu não tivesse jeito nenhum com pontaria. Bem, eu havia conseguido atirar flechas e isso já era um começo, por que não facas também? Como de costume, caminhei em direção ao arsenal e foquei os olhos em busca da arma que eu desejava. Eu sabia que treinar com objetos pontiagudos era uma forma muito simples de se cometer uma tragédia, mas era assim que as coisas aconteciam no acampamento e não seria eu a mudar isso.
Não demorou para que eu encontrasse o grupo de facas e acabei por sacar cinco para mim, as cinco que eu usaria para fazer os meus tiros. Eu sabia que se poderia usar uma faca como uma boa arma de curta distância, exatamente como uma espada, mas não era isso o que eu precisava, não no momento. Eu queria mesmo aprender como atirá-las. Meus olhos se focaram em um grupo de campistas que treinavam por ali. Michael prometeu que me encontraria na arena há vinte minutos, mas até então não havia sequer um sinal do filho de Hermes. Meu blá-blá-blá mental foi totalmente quebrado quando um barulho zunido passou por minha orelha, fazendo então que eu olhasse para trás, totalmente assutado, e encontrasse uma faca fincada em um dos alvos. No centro. E havia quase me acertado. Michael abriu um sorriso largo e ao longe pude distinguir sua figura magricela. Deuses! Aquele garoto era maluco e talvez essa fosse a razão pela qual eu gostava tanto dele.
-Olá Alan, como vai?
-Adam! -Corrigi, soltando uma risada, por mais que eu soubesse que era inútil. -Acho que vocês tem de tudo no chalé, menos um relógio.
-Culpado. Vai querer mesmo aprender a atirar hoje?
-Sim.
-Ótimo. Só tente não se cortar.
Ele sorriu em tom travesso, correndo rapidamente em direção ao arsenal. Olhei para os punhais em minhas mãos e analisei a lâmina de cada um deles. Eles eram leves e pequenos, mas sabia que estavam afiados o suficiente para machucar alguém, obviamente não eram os punhais que Michael havia usado quando lutou contra mim no dia anterior. Meus olhos voltaram ao garoto de cabelos cacheados quando ele retornou, já com alguns punhais em suas mãos também. Caminhamos os dois em direção a marcações postas no chão e de frente para alvos, posicionados um tanto longe de nós. Ele abriu um sorriso. Os alvos daquela aula eram diferentes dos de arco e flecha. Ao invés de serem redondos comuns, eles tinham a forma de uma pessoa com alvos na cabeça e no peito do boneco. Era uma coisa um tanto perturbadora, mas eu sabia que ajudava em muito. A  voz de Michael finalmente me trouxe à realidade.
-Bem, vamos lá. Nós temos aqui cinco punhais. Geralmente eu gosto de atirar quatro deles e guardar um sempre comigo para o caso de perder os outros. É uma boa ideia, mas como estamos em aula de tiro, vamos atirar os cinco. Quando eu comecei a lança-los, eu fazia isso segurando-os pelo cabo. -Ele contou, indicando suas palavras ao fazê-las com as mãos, segurando o punhal em sua base. -Então eu a entortava para trás e virava de lado, colocando força no braço para lançar. -Assim que terminou, a faca voou de sua mão rapidamente, batendo de frente para o alvo, a lâmina cravada no centro. Pisquei algumas vezes, um tanto impressionado. -No início é difícil, mas depois você pega o jeito. Seja como for, você tem que fazer alguns cálculos mentais. Primeiro você tem que colocar o efeito, sem efeito a lâmina vai simplesmente quicas e voltar. Ela tem que entrar em noventa graus ou você perde a força do lançamento e tem que calcular, é claro, para a lâmina chegar do lado certo ao alvo. Não queremos apenas deixar um hematoma ao bater com o cabo no inimigo, certo? Tente.
Caramba, eram cálculos demais para mim. Eu havia bombado em trigonometria no primeiro ano e definitivamente não era o expert em cálculos, mas Michael falava de tal forma que chegava parecer simples. Meus olhos estavam vidrados no alvo enquanto eu mirava, segurando a faca pela base, da mesma forma que ele havia feito e olhando para o ponto que queria acertar. Eu não tinha ideia de como fazer isso, mas não hesitei em colocar força no braço e lançar o objeto, assim como costumava fazer com as bolas nos jogos de lacrosse. A parte traseira da faca bateu contra o alvo e caiu inutilmente no chão. Soltei um grunhido.
-Isso é normal, tudo bem. Tente curvar menos a mão e jogar mais forte. Não queremos que a faca de muitas cambalhotas antes de acertar o alvo, certo?
Ele lançou mais uma e novamente acertou. Assenti. OK, dobrar menos a mão e jogar mais forte. Assim como Michael havia feito, segurei a base da faca, dobrei a mão - dessa vez menos - e então atirei, usando toda a força do meu braço para isso. A faca entrou em diagonal no alvo, mas chegou a espetá-lo antes de novamente cair ao chão. Eu nunca iria acertá-la em noventa graus exatos, aquilo era inútil. Michael suspirou.
-Pelo menos você está acertando a mira.
-Ah! Muito obrigado.
Dei risada em mais puro sarcasmo, vendo o garoto revirar os olhos em tom divertido.
-Já disse que são anos de prática. Tente de novo.
Suspirei, mas acabei por assentir. Novamente peguei a faca cuidadosamente e a posicionei exatamente como eu deveria, atirando-a contra o alvo. Ela novamente bateu com a lâmina e então caiu no chão junto das outras três que eu já havia lançado, fazendo-me grunhir. Aquilo era inútil.
-Ok, vamos tentar diferente. -Michael propôs, chamando minha atenção. -Tente dobrar o pulso para o lado e atirar a faca de lado também, como um frisbie. Não vai conseguir colocar tanta força nela, mas vai acertar o ângulo da lâmina. Não poupe a força.
-Certo.
Concordei, olhando para a mão de Michael e como ele segurava a arma para que eu pudesse fazer do mesmo jeito. O filho de Hermes atirou e logo a lâmina estava novamente fincada, dessa vez onde estaria o coração do boneco. Engoli em seco. Eu realmente esperava nunca entrar em uma brica real com aquele garoto. Fitei o boneco e então imitei o gesto de Michael, lançando a faça com extrema força. Eu errei o alvo um pouco, acertando uma de suas áreas laterais, mas para a minha surpresa a faca ficou presa ali. Um sorriso largo se abriu no rosto do menino ao meu lado e então ele me ergueu o polegar em um sinal de "muito bem" que foi um belo de um elogio para mim. Comemorei silenciosamente.
-Agora mire no alvo.
-Cale a boca.
Ri de volta, voltando a minha posição inicial e focando os olhos no boneco diante de mim. Por favor, por favor... A faca foi lançada com força e então meus olhos pararam perplexos no que eu vi. Não havia acertado o centro do alvo, nem perto, mas havia realmente acertado o perímetro dele! Estava em uma das suas últimas linhas circulares, mas eu havia tecnicamente acertado alguma coisa. Michael soltou um som de comemoração e então ergueu as mãos para mim, batendo-as contra as minhas em uma espécie de saudação. Nem mesmo eu conseguia entender como aquilo havia acontecido. Era um mistério, mas eu havia gostado! Abri um sorriso para o meu amigo filho de Hermes, olhando-o em tom totalmente agradecido.
-Muito obrigado, cara. Foi uma ótima aula.
-Sempre que precisar! Mentira. Não precise tanto, sou um cara ocupado.
Dei risada e revirei os olhos com o que ouvi, assentindo e acenando para ele. Poderia passar um tempo conversando com Michael, mas só os deuses sabiam o que aquele garoto tanto fazia pelo acampamento. Atirar facas havia sido teoricamente fácil - fisicamente falando - já que não estava nem um pouco cansado e sim pelo contrário. Estava elétrico. Eu queria fazer alguma coisa, talvez ir à hípica ou então jogar uma partida de vôlei com os filhos de Apolo. Eu também estava doido de vontade de tomar um pouco de Montain Dew e tinha certeza que John ou Eliah poderiam arrumar um pouco para mim. Acho que as coisas estavam começando a ficar boas pelo acampamento Meio-Sangue e pela primeira vez, comecei a me sentir como se eu realmente pertencesse àquele lugar.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Sex 9 Jan 2015 - 11:55

“Armas diversas” na maioria das vezes queria dizer espadas e escudos, ou dupla de adagas, mas naquele dia, eram realmente diferentes do habitual. Digamos que as forjas precisavam de bastante carvão para se manterem acesas, e algum projeto mirabolante estava sendo executado, de forma que o estoque necessário estava acabando rapidamente. Dessa maneira, Quíron solicitou um veterano de acampamento para ministrar um treino assistido para os campistas dispostos a cansar um pouco. A arma? Machados, simples ou duplos. Eram machados de guerra, mas, como a instrutora brincara, nossa guerra seria contra inimigos de madeira. A garota – que tinha um corpo magro portador de mais músculos do que a maioria dos garotos ali – nos levou até uma parte da floresta com árvores que, segundo ela, já estavam mortas, ou tão perto disso que não fazia diferença.

Dessa forma, seria uma atividade produtiva: treinaríamos nossa força com uma nova arma, limparíamos a floresta e ainda abasteceríamos o estoque de lenha e carvão do acampamento. Só faltava recebermos por isso, mas a generosidade do centauro não costumava ser assim tão grande. A primeira instrução de Harley – a “monitora” do dia – foi de como segurar corretamente a arma. Cada tipo de machado tinha uma forma, e eu segurava um quase simples. Um único gume, extremamente curvado, a ponto de a parte cortante ser quase um semicírculo, mas não mais pesado do que eu conseguiria suportar, e o corte parecia bom o suficiente para não exigir movimentos desnecessários. A mão direita segurava a haste próxima ao gume, e a esquerda, a parte inferior do cabo.

Os cinco minutos seguintes foram os ensaios de movimentos padrões, que poderiam servir bem em guerra, mas não usaríamos muito hoje. Golpe de baixo para cima, de cima para baixo, com a parte chata da arma, bloqueio e os únicos que usaríamos, hoje: da direita para a esquerda e da esquerda para a direita. Alguns de nós estávamos suados só de treinar os golpes, de forma que a veterana não se demorou muito naquilo, falando logo para cada um escolher sua árvore inimiga para golpear. As árvores do local não eram muito grossas, de forma que não era preciso uma busca cuidadosa por menor dificuldade. Escolhi uma ao acaso, plantando os pés com firmeza à sua frente, antes de começar.

O primeiro golpe foi da esquerda para a direita, e o pesado machado cortou quase que somente a casca da planta. Descobri, ali, que as árvores podiam ser finas, mas eram resistentes. Dariam trabalho. Repeti o movimento na mesma direção, aprofundando mais o gume no interior do corpo lenhoso, e precisando de mais força para tirá-lo de lá. Em seguida, manejei da direita para a esquerda, conseguindo, no primeiro golpe, levar mais do que apenas a casca. Evolução. Mais ainda foram necessários mais dez golpes de cada lado para que eu quase atingisse o centro da planta, momento em que meus braços e ombros doíam e minha testa suava.

Suspirando, larguei o machado no chão, tentando uma técnica mais inteligente: observar onde tinham menos campistas para balançar a micro-árvore naquela direção. Não era muito agradável, mas era quase um descanso aos ombros, e eu já havia cortado o suficiente para ser uma ideia boa. Ok, pior do que eu esperava, pois, como disse, a árvore era resistente, mas após cinco minutos sacudindo-a, ela cedeu, caindo numa área quase livre de interferências, de forma que, com o consentimento de Harley, levei o machado de volta para seu lugar no acampamento e fui chamar os voluntários para levarem os troncos e cortá-los em pedaços de tamanho ideal para as forjas. Meus ombros certamente imploravam por descanso, mais até do que no início do treinamento para caçadora. Assim que guardei o machado, me dirigi para a área dos chalés, desejando apenas banho e cama.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Sab 10 Jan 2015 - 18:35

Throwing knives
are you ready?
Observei as várias facas a minha frente e soltei um suspiro. Eu não sabia por que ainda insistia em treinar coisas que eu sabia que iam me trazer problemas. Lembrei-me das dicas que Abbie tinha me dado para que eu não machucasse ninguém e sorri, afinal, aprender a atirar facas tinha sido escolha minha. Peguei uma faca simples de dois gumes que possuía a lâmina pesada, imaginei que ela seria mais fácil de manusear, já que eu era uma simples iniciante. Afastei-me da mesa onde estavam as facas e fui para o centro da arena, no lugar em que estavam os alvos.

Tentei não segurar a faca com muita força, mas eu estava nervosa e isso dificultava um pouco as coisas. Coloquei o cabo da faca na palma da minha mão, perto dos dedos e logo depois dobrei quatro dedos por baixo e ao redor do cabo e por cima deixei o polegar. Percebi que eu estava a uma curta distância do alvo, então dobrei meu pulso em direção ao antebraço, coloquei meu peso todo na perna direita e deixei a perna esquerda a minha frente; Levantei o braço direito – que eu estava segurando a faca – e dobrei o cotovelo para que a faca ficasse ao lado da minha cabeça – mantendo uma distância segura para que eu não me machucasse.

Transferi o peso da minha perna direita para a esquerda de forma que eu tomasse impulso para frente e ao mesmo tempo balancei o braço que eu estava segurando a faca junto com meu cotovelo e logo depois atirei a faca no alvo. O barulho da faca no ar fez eu fechar os olhos e morder os lábios, estava com medo de acertar uma coisa viva em vez do alvo. Abri os olhos lentamente e vi que a faca tinha caído bem longe do alvo e agora estava tilintando no chão. Fui até lá, peguei a faca e voltei para a frente do alvo.

Repeti todo o processo de antes só que em vez de somente arremessar a faca de forma bruta, cuidei para que ela simplesmente deslizasse da minha mão. A faca deu um giro no ar e se fincou no alvo, mas para a minha má sorte não tinha acertado o centro. Não satisfeita, peguei a faca e voltei a ficar na frente do alvo. Ajeitei minha postura e repeti todo o processo de preparação, apontei meu braço direito – o que eu estava segurando a faca – para o alvo e cuidei para que meu pulso ficasse perfeitamente em linha reta. Balancei a faca e deixei que ela deslizasse das minhas mãos, observei admirada quando a faca deu um giro no ar e finalmente a lâmina foi fincada bem no centro do alvo. Pelo jeito eu não estava tão enferrujada no quesito mira boa, afinal. Tornei a guardar a faca e saí da arena para descansar um pouco antes de tornar a treinar.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Bae Sung Jae em Qua 14 Jan 2015 - 12:27


      É claro que eu adorava estalar o chicote. Depois de puxar ele para cima e para baixo, eu o giro em minha volta e acerto uma árvore, um guri e minha própria bunda. Tudo bem, acho que está na hora de brincar de outra coisa.
      Começo a enrolar meu chicote enquanto olho outros semideuses em minha volta e percebo que não quero fazer nada do que eles estão fazendo. Ou seja, eu não estou com vontade treinar. Penso que talvez dar uma ida ao arsenal me dê força de vontade – mas na verdade, parece que nada me interessa hoje. Aqueles dias.
      Olho pro meu braço, minha mão segura o chicote enquanto o passo no meu antebraço e volto o chicote para minha mão, e a abro, para segurar o novo pedaço e repetir o movimento. Quando volto novamente a minha mão, olho para a pulseira no meu braço. O chicote já está enrolado todo enrolado, e então o amarro no cinto, com meu pensamento na pulseira. Sento em um banco próximo e volto a contemplá-la.
      “Eu acho que nunca usei isso aqui” Pensei. “Quando ganhei me disseram para que servia mas... Eu sinceramente não me lembro”.
      Passo meu dedo no pingente com uma pequena espada desenhada e quando o seguro, uma espada belíssima se materializa em minha mão. Exclamei um “uau” baixinho.  Vai ser essa aqui.
...
      Logo, eu estava em frente a um autômato. Levei meu punho que segura a espada até meu peito e retornei a espada ao meu lado direito, como faço com um florete. O autômato também segurava uma espada, mas obviamente não foi tão reverente quanto eu. Logo me atacou por cima, defendi levantando minha espada na horizontal. Afastei-me e girei, para surpreendê-lo atacando pelo meio, mas ele bloqueou e estávamos em uma disputa de força até que abandonei e me afastei, deslizando minha espada na dele, fazendo um ensurdecedor som de aço em choque. O autômato me atacou por cima, e depois por baixo e eu defendi ambos os ataques com minha espada. Depois atacou no rumo de minha barriga e eu, surpresa, dei um pulo para trás, quase perdendo o equilíbrio e caindo no chão. Repeti os movimentos – afinal, isso não é uma demonstração de força, mas sim um treino – e o autômato repetiu os meus, exceto pelo pulo, que trocou por um contra-ataque por baixo e me acertou na perna – a espada não estava afiada, mas eu sabia que naquele ponto eu teria perdido a luta. A programação do autômato reiniciou, voltando ao ponto do inicio.
      Pulso na altura do peito, volta a espada para direita. Novamente sem cumprimento da parte do autômato.
      - Você não possuiu a força, autômato.
      Dessa vez as coisas foram um pouco mais aceleradas. Ataque em cima, em baixo, giro, ataque em cima, defesa em baixo, defesa em cima. Choque rápido de espadas em cima, choque rápido em baixo, giro para um choque de espadas mais demorado. O som das espadas ecoava livre e o suor descia pelo meu rosto. Libertei a espada da competição sem sentido e ataquei em cima na sua direita, causando outro choque demorado. Afastei-me, e dei um giro, atacando por cima, causando ainda mais um choque, mas, dessa vez, eu chutei o autômato por baixo e ataquei sua cabeça. Não fez nenhum estrago no robô, mas o programa dele reiniciou novamente, voltando a posição de inicio. Eu sabia que havia ganho.
     - Muito a aprender você ainda tem, jovem padawan.



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Obs.:
Perguntinhas sobre a "nota", se existirem, por Mp, pls. <3
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Annelle C. Delacourt em Qui 15 Jan 2015 - 0:18

THIS IS NOT EASY
Treino 02 Teste de Reclamação
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P
ode-se dizer que Annelle sentira-se diferente depois de fazer seu primeiro treino. Por mais que tivesse errado o alvo várias vezes, não conseguia esquecer uma sensação. Qual era essa? O sangue fervendo em algo que era diferente da irritação contínua que sentia, parecia uma adrenalina que lhe corria as veias, uma injeção de vontade. Não lembrava-se da última vez que sentira isso, normalmente estava tão dopada pelas bebidas e drogas, que não tinha vontade nem de levantar-se da cama, imagina segurar uma arma e treinar.

Uma mudança, era disso que a novata precisava, afinal, se a vida era completamente nova como uma meio-sangue presa ao acampamento – algo que ainda achava completamente irreal e tinha a quase certeza de que logo mais iriam falar que era só mais uma maldita pegadinha –, deveria também mudar um pouco para adequar-se aquela nova realidade.

Com isso, no final da tarde daquele mesmo dia em que tinha usado o arco, resolveu novamente visitar a arena. Não tinha mais o que fazer, não conhecia ninguém e por incrível que pareça, estava sóbria, algo que tinha a completa certeza que não duraria muito mais. Mudanças? Sim, como deixar de ser preguiçosa e agir, mas não deixaria a bebida, lógico. Isso era impossível. Com um sorriso torto, saiu do chalé. Primeiro, olhou a volta, tentando lembrar do caminho para aquele ginásio, mas realmente, não tinha prestado muita atenção quando o loirinho tinha lhe explicado as coisas. Durante algum tempo, ficou perdida em meio ao espaço tão grande que era o acampamento, até identificar um grupo de campistas armados. Considerou que estivessem indo lutar e o local mais óbvio seria a arena, então seguiu-os, logo estava em frente ao grande portão aberto.

Os sons metálicos eram mais do que perceptíveis e vez ou outra, gritinhos surpresos, provavelmente pelos duelos travados ou treinamentos variados. Como já tinha ido aquele local uma vez e fora bem explicado onde ficava o quê, Annelle já direcionou para a parede na extrema direita do recinto. Mordeu o canto do lábio, enquanto decidia qual arma mais combinava consigo, até finalmente escolher um machado. Com uma pequena dificuldade, retirou-o do suporte da parede. Como não estava acostumada com o peso, a arma quase atingiu o chão, porém, em um reflexo impressionante, segurou-a fortemente em meio ao caminho, erguendo-a. Balançou o machado no ar, desferindo golpes de baixo para cima na horizontal e na vertical, um tanto quanto desajeitados. O peso era relativamente desconfortável, mas nada que realmente incomodasse. O cabo encaixava perfeitamente na mão e o balanço da mesma – que experimentou com os golpes no ar – parecia normal, para uma leiga no assunto.

- Oi... Posso ajudar? – Uma  voz masculina vinda de trás de si. De certa forma, Anne odiava quando as pessoas eram gentis demais, despertavam desconfiança no mesmo momento.

Com um grunhido nada educado, virou-se para o garoto e arqueou a sobrancelha no mesmo momento. Era musculoso, alto e as feições grossas, demonstrava certo poder em sua postura, exigia respeito e os olhos possuíam uma coloração âmbar. Bom, era um gatinho, em sua opinião, mas nem assim aceitaria rebaixar-se ao nível de amadora, apesar de ser.

- Não. – Era realmente uma mal educada, curta e grossa, uma garotinha com a língua afiada que costumava afastar pessoas de perto de si com respostas como aquela.

- Você é iniciante e orgulhosa... –Refletiu em voz alta o menino, o que logicamente tirou a morena do sério. Além de suspeitosamente gentil, ainda se achava o adivinhador.

- Vá trabalhar como cartomante e me deixe em paz. – Novamente, grosseria de sua parte, mas nada com que importasse. Era assim e pronto e ai de quem reclamasse.

------  ✖  ------


Normalmente, depois de algumas respostas grosseiras, as pessoas iam embora xingando Anne. O garoto que logo descobrira que chamava-se Phillip, filho de Ares, pareceu ter uma exímia paciência para convencer a morena de aceitar sua breve ajuda. Desconfiava realmente que os monitores recebiam um tipo de treino de paciência e gentileza, só isso explicava a decisão dele.

Naquele momento encontravam-se diante a um boneco de madeira, palha e pano, preso a um toco. Anne, por sua vez, segurava a risada que provavelmente escaparia logo. Lutaria contra um boneco de pano? Isso só podia ser brincadeira.

- Você quer que eu lute com isso? – Disse, o sarcasmo deleitando-se em cada palavra. – É só um boneco!

Phillip sorriu, divertindo-se com aquela situação. Ao invés de argumentar com a morena, algo que seria longo e aparentemente desnecessário, ajeitou as mãos da garota no cabo, fazendo-a segurar firme. Posicionou o pé direito dela na frente e o esquerdo atrás, em uma posição confortável.

- Bom, para lutar com machado, você sempre irá lidar com precisão e força. Mais força, concentre nisso. Seu objetivo não é apenas cortar, é cortar fora um pedaço do seu alvo. – Explicou, enquanto simulava um movimento onde cortava o ar na horizontal de cima para baixo com as mãos. Annelle conseguia perceber a tensão nos músculos [s]lindos e gostosos[/s] dele ao efetua-lo, demonstrando o golpe. – Entendeu? Os golpes sempre procuram ser efeituados na horizontal para baixo, horizontal para cima ou na vertical. Mire no tronco, na coxa e em membros mais fáceis. Braços normalmente são ótimas opções.

Não sabia se prestava atenção nas palavras dele, no corpo dele, no percurso da arma ou se sentia irritada por ser tratada como uma burra. O que de fato, era. Não sabia nada de luta, o único conhecimento que tinha até agora era de como atirar uma flecha e NÃO ACERTAR o maldito do alvo.

- Entendi, senhor sabe-tudo. – Disse, a voz irritadiça. – Não sou uma porta. – Reclamou, enquanto segurava firmemente o cabo da arma, tentando acostumar-se com o peso.


Finalmente ou infelizmente, o filho de Ares foi embora, deixando-a concentrar no treino. Tentou retirar toda e qualquer imagem do corpo dele de sua mente, a fim de manter o foco no que precisava: treino.

Horizontal para baixo e para cima e vertical. Força. Tronco e coxa. Memorizava as palavras principais da explicação do garoto. Olhou para o boneco e concentrou-se no mesmo ao máximo. Um sorriso percorreu os lábios, enquanto sentia a adrenalina começar a correr nas veias, um sensação sem igual. Respirou fundo e concentrou o máximo de força que conseguiu nos braços, iniciando com um movimento horizontal para baixo, a fim de acertar a imaginária perna direita de seu alvo – no caso, feita de palha -, a força fora suficiente para danificar um pouco o material e espalhar um mínimo de palha no chão. Para uma primeira tentativa, estava até bom demais.

Testou o segundo golpe, horizontal para cima, tentando atingir o abdome ou peitoral e logo a lâmina acertou onde queria, porém sem força, então nenhum estrago considerável foi efetuado. Praguejou nas línguas que conseguia, xingando algumas palavras feias aleatórias, enquanto preparava-se para tentar novamente. Sentia o peso da arma, mas não lhe incomodava tanto, então concentrou-se e efetuou uma segunda vez o golpe, dessa vez colocando a força exigida. Para uma novata, até que aquele resultado poderia ser considerado aceitável, alguma palha já estava no chão, demonstrando que era pelo menos um pouquinho forte.

Testou o terceiro golpe, vertical, focado no tronco do inimigo. Por alguns segundos, refletiu no tipo de estrago. Uma lâmina afiada e uma força realmente grande, poderia conduzir a um golpe perfeito, atingindo costelas e afins. Por mais estranho que parecesse, estava gostando de praticar com aquela arma, parecia ser uma continuação de seu braço e não mais um peso a mais que carregava. Enfim, resolveu tentar e atacou o boneco com toda a força que conseguiu juntar, concentrando-se mais do que o suficiente. Quase podia sentir o percurso da lâmina, quando esta quase partiu o boneco ao meio. Muita palha espalhou-se pelo chão e pela roupa da morena, a lâmina apenas parou quando emperrou no toco de madeira, já tendo destruído a maior parte do seu alvo.

Por um bom tempo, ficou a encarar o próprio estrago, um pouco impressionada com o próprio potencial. Ainda assim, eram apenas bonecos. Com um longo suspiro exasperado, largou a arma, deixando-a bater contra a grama e sentou. Só assim pôde perceber o quanto estava cansada e dolorida, em apenas dois golpes e um longo tempo segurando o machado. Os ombros doíam e os braços também, além do restante do corpo. É, não era muito acostumada com tanto esforço, além daquele de levantar a garrafa e levar até os lábios.


Não, não iria desistir, ainda. Portanto, levantou-se imediatamente, ignorando quaisquer reclamações vindas dos músculos enferrujados e postou-se diante de outro boneco de palha, para reiniciar o treinamento. Durante algum tempo, ficou a repetir movimento por movimento, aqueles que lhe foram explicados, sempre procurando uma brecha para os pontos letais: troncos, pescoços, pernas, braços. Locais que poderia causar grande estrago com uma lâmina daquelas e com a força devidamente calculada, mas não imaginava nem como seria difícil lutar contra um monstro ou um semideus. Aquilo era um objeto inanimado e estático, nada de muito interessante. Com o tempo, os golpes tornaram-se mais fracos e cansados, mal causando um mínimo de movimento ou estrago no seu alvo, mas ainda assim persistia. Horizontal para cima e baixo, vertical. Mentalmente repetia a sequência, seguindo-a a risca.

Logo, estava exausta e mal conseguia segurar o machado. Andou com passos pesados e arrastados ao longo da arena, deparando-se que já anoitecia e devia ter iniciado a janta. Bufou, cansada e percebeu o quanto tinha melhorado no primeiro dia. De uma completa preguiçosa cabeça fechada para uma guerreira em progresso. Nada mal, Annelle.






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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Qui 15 Jan 2015 - 1:03

Son Of Hades • Davos (Hollywood) Hell Grümmer • Guardian of Persephone
Havia passado muito tempo sem saber o que era treinos, ainda mais por causa do que havia me acontecido uma vez dessas, não que eu tivesse fugido, eu apenas havia sumido novamente do acampamento, o que sempre me acontecia a cada dois meses, ou até mesmo de mês em mês, porém agora eu estava fixamente de volta para aquele meio, dei de ombros caminhando diretamente para a arena, não estava muito confortável pelo fato de ter que treinar sem minhas armas, fui obrigado a utilizar as armas daquele arsenal do acampamento, também não estava reclamando, eram armas e serviriam para o meu treino leve. Mas antes de começar o treino, deixei minhas coisas sobre um pilar alto e comecei durante o período de quinze minutos, a fazer exercícios de alongamento, estava visivelmente enferrujado para isso, logo em seguida dei cerca de vinte voltas em todo da área. Com o corpo um pouco pegajoso, parei de correr e voltei a me concentrar em meu treino, caminhei até minhas armas e as peguei aproximando-me de um boneco de palha robotizado. Aquele primeiro que estava próximo, encontrava-se extremamente surrado, mostrava claramente que outro campista já havia feito um serviço exclusivo com ele, ergui a sobrancelha e voltei a olhar pelo lugar em busca de um com aparência aceitável, caminhei diretamente até o outro que estava melhor para levar uma surra, concentre-me ficando pronto para o combate, arrumando a espada e o escudo, estava sem armadura, devido ao fato de estar lutando com uma coisa inanimada não era necessário. Não tinha hábitos de defesa, porém havia resolvido treinar para ter tais hábitos, pus o escudo em frente ao rosto, porém sempre com a espada pronta para atacar, ficava algumas vezes rondando o boneco, como se fosse um humano, o mesmo não caminhava, mas movia-se de forma motorizada, podia e devia me atacar algumas vezes com suas mãos, no caso, adagas em formas de dedos ou o contrário, dava no mesmo.

Quando senti que um dos dedos-adagas do boneco atingiu o ferro do escudo, recuei para trás um passo e firmei a espada direcionando-a ao dedo que havia quase, vincado, no escudo. Porém, apesar de inanimado o boneco tinha ações rápidas, bloqueando meu ataque com sua outra mão traiçoeira. Tentei desvincar minha espada dos dedos-adagas do boneco, mas foi inútil, sentia-me preso naquele momento, tentei puxar mas não deu certo, minha última alternativa foi utilizar o escudo, ataquei, ainda segurando a espada, com o escudo bati forte no ombro do boneco, fazendo o mesmo soltar ligeiramente minha espada e assim perder a mobilidade de um dos braços, deixando-o agora com somente um deles. Girei a espada entre os dedos e em minha mão, distraído pelo fato de ter a espada livre, fui surpreendido com um pequeno vinco de adaga em meu braço. Estava suficientemente distraído, ao ponto de notar que o boneco havia cordado meu braço com a intenção de arranca-lo, pois foi exatamente onde o escudo estava sendo seguro, soltei o mesmo ao chão e olhei para aquele ‘troço’ com um pouco de intriga, dei de ombros mesmo estando machucado e segurei a espada firmemente com a mão direita e vinquei a mesma com força no outro braço do boneco, não obtendo tanto sucesso revirei os olhos e ouvi o barulho causado pela junção da espada e das adagas, tentei soltar, mas foi em vão... Forcei a espada contra as adagas e com um movimento traiçoeiro o boneco soltou e eu logo ataquei, arrancando ao pulso do boneco, em seguida só pra terminar com o treino, pus força em um só braço e ataquei de forma horizontal acertando ao pescoço do boneco, vendo-o cair longe. Por um momento parei e fiquei olhando para aquele boneco, como se o mesmo estivesse ensinado uma lição para mim, respirei fundo e olhei para meu braço. — É por isso que sempre dizem, ser forte, não significa ser o mais poderoso. — Não estava mais habituado a está naquele meio, mas eu não tinha escolha, ainda era jovem e precisava viver naquele lugar até que fosse permitido minha saída dele, embora eu sempre sumia vez ou outra, sempre levava uma bronca e uma detenção que durava um mês, desta vez ainda não havia sido castigado, mas era questão de tempo para que isso viesse a ocorrer. Eu ainda tinha que devolve aquelas armas patéticas, então deixei tudo como estava e caminhei para o arsenal, deixei tudo que eu havia pego por lá e em seguida caminhei, sem rumo, por entre o acampamento, quando na verdade, meu rumo era único.
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Qui 15 Jan 2015 - 15:31

– Você realmente não vai conseguir lançar nada, desse jeito – dirigi-me à garota ao meu lado, que, como eu, havia passado a manhã manipulando uma adaga, e que agora fazia tentativas infelizes de jogá-la num dos alvos do local. Normalmente eu não me intrometeria no treino alheio. Mas a garota parecia mais legal do que a média, e não custava ensinar o macetinho. Além do que, eu decididamente merecia folga: os braços começavam a doer. – Certo, desculpe. Meu nome é Ágatha. E tem um jeito certo de segurar, se quiser lançar pelo cabo. Secando as mãos no jeans, pego minha própria adaga para mostra-la a posição dos dedos, fazendo a arma completar meio giro, com os dedos, antes de lança-la no alvo.

Desfincando a lâmina do alvo de madeira, volto à garota, que parece ainda não querer me matar, pois ouviu a dica e agora parecia tentar lançar do modo correto. Ainda que sua mira fosse ruim, a arma ao menos não pararia no chão. – Mas eu ainda acho melhor lançar pelo gume –[/color] concluí, antes que ela disparasse, segurando minha adaga simples pela ponta, apenas com o polegar e o indicador, usando o dedo médio para a mira, em seguida, e quebrando o pulso para dar velocidade. Sim, era uma desmunhecada. Mas, ao menos, uma desmunhecada útil. A arma acertou o círculo vermelho. Se fosse um monstro, teria explodido em nuvens de poeira nojenta. Touchdown.

Melanie – como disse se chamar a semideusa – lançou a própria adaga alguns segundos depois, ainda pelo cabo, e desse vez, acertou o alvo. Ainda que não o centro. Deu um leve sorriso para a garota, num misto de incentivo e gratidão por ter aceitado a dica sem me fulminar com o olhar ou qualquer coisa do tipo que outras pessoas certamente fariam. Voltando ao meu lugar, guardo a adaga normal e pego a dupla de ferro estígio, do meu pingente-presente, lançando em alvos mais ao longe, uma girando, pela lâmina, a outra de forma normal, pelo cabo. Nada mal. Eu não morreria, se perdesse o arco. Habilidades de caça podem ser úteis, às vezes.

Voltando a recolher minhas armas do painel de madeira, decido fazer uma última tentativa, antes de voltar para o chalé. Ao mesmo tempo, lanço ambas as adagas, com mãos diferentes, visando o mesmo alvo. Alguns peritos em adaga faziam aquilo com certa facilidade. Eu decididamente não era um deles. As armas se chocaram no ar, indo parar em direções opostas, no chão, uma, inclusive, perto da campista que eu tentara ajudar, instantes antes. Recolhendo primeiro a adaga próxima de mim, vou até a garota em seguida, murmurando algo como um pedido de desculpas. – Her... Então. Prazer. Tchau. Perdão por isso. A gente se vê – com um sorriso super sem graça, rumo ao chalé, decidida a não tentar novos movimentos por algum tempo.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Qui 15 Jan 2015 - 16:24

Launching weapons outdoor

Era um dia bastante quente quando decidi fazer treino. Na realidade, eu não queria ir treinar. Mas já fazia alguns dias que eu estava enfurnada no chalé 1. Não sei por qual motivo, eu estava molenga esses dias. Não queria treinar e nem fazer nada. Fiquei de lançar adagas aquela tarde. Tentei não voltar a me jogar no sofá ou no box do chuveiro e resolvi ir. Vesti o mais casual possível, incluindo um par de tênis e saí. Enquanto andava para arena fui puxando meus cabelos para atrás, afim de fazer um rabo. Minha cara estava meio abatida, mas mesmo assim não me importei. Continuei indo afim de sair do calor que fazia fora no acampamento. Chegando a arena me encaminhei de pegar algumas adagas no balcão de armamentos sem cerimônias. Afinal, todos já estavam cansados de ver a cara da filha de Zeus naquele lugar. Por isso dei até um desconto para mim esses dias. Não sei porque, eu só queria saber de treinar e treinar. Mostrar para os outros que eu era capaz de alguma coisa. Estava tentando provar algo, só não sabia para quem. Analisei o local que não estava muito cheio, talvez fosse o calor. Caminhei com as adagas envolvidas em um prendedor e fui até os alvos disponíveis. 

Tirei o envolvedor que estava prendendo o conjunto de adagas e fiquei para a alguns metros do alvo. Logo em seguida, veio uma garota ao meu encontro. Ela me corrigiu, de uma forma amigável quando eu na tentativa falha tentava lançar as adagas no ar. Ela se apresentou, seu nome era Ágatha e eu logo me apresentei também.  - Sou Melanie. -  Ela me demostrou enquanto falava. Estava me dando algumas digas de como se sair bem nesse quesito. E eu que logo não estava com vontade alguma de treinar, ouvi-a cautelosamente. Segurei na minha adaga apertando-a completamente e elevei para lançá-la. Ela logo me corrigiu, dizendo que assim a adaga perderia velocidade e que fosse melhor segurá-la pelo gume. Certifiquei-me de ouvi-lá e logo ela me demostrava. Eu melhorei o meu modo de segurar. Estava quase de acordo com o dela. Usei o dedo médio para a mira, como a garota propóra. E logo elevei meu braço, quebrando o punho no ar e joguei a adaga contra o alvo. Ela percorreu, riscando o ar e se posicionando a poucos milímetros do meio. Ágatha, soltou um leve sorriso e eu um de volta. Às vezes, não é tão ruim ouvir alguém que tenha mais habilidade com aquilo que você. Continuei a tentar de novo enquanto a garota ia para outro alvo continuar seu treino. Peguei mais uma adaga, a mesma era mais escura, talvez fosse de bronze celestial. Ela era bem menor que a anterior, mais letal como a mesma. Segurei pelo seu cabo de tal forma que minha mão inteira não ficasse pressa nela. Dei dois passos para atrás, posicionando um para frente. E atirei adaga que correu no ar.

A mesma não tinha chegado nem perto do alvo certeiro, mesmo assim eu estava satisfeita. Peguei mais um adaga e fui ameaçando a lançá-lo nos ares. Segurei firme, dessa vez bem mais leve, utilizando o apoio dos dedos para ter o lançamento perfeito. Girei meu braço e meu dedo indicador envolveu o cabo e logo ficou firme. Joguei meu corpo para frente e logo em seguida joguei meu braço, assim a adaga correu pelo ar em uma velocidade rápida demais. Finalmente havia encontrado o manuseio perfeito para que ela fosse certa no alvo. Fui dando passos para frente tentando acompanhá-la mais a mesma já estava fincada no centro. O vermelho dentro da placa redonda de madeira a alguns metros de distância. Isso foi fantástico. A sensação de fazer algo certo era ótima. Isso poderia soar ridículo, mas para mim não era. Continuei a pegar outra adaga enquanto analisava Ágatha. A garota lançou duas adagas, uma em cada mão não tinha dado certo. Uma adaga foi para a lateral oposto pousando no chão e a outra quase fura meu ombro direito. Sorte que eu havia me esquivado para o lado.

Ágatha veio pedindo desculpas e eu soltei uma risada idiota. - Tudo bem, tudo bem. Acontece. - Ela se despediu de mim, e foi saindo da arena. Provavelmente voltaria para o chalé, pois ninguém estava rondando o acampamento aquela hora. O sol estava indiscutível. A não ser alguns filhos de Apolo. Deixei as besteiras de lado e fui voltar para meu alvo. Dessa vez eu queria fazer diferente. Mesmo ter dado errado com a garota. Peguei duas adagas de tamanhos diferentes. Me pus de frente ao meu alvo. Apertei as duas adagas, uma em cada mão. Elevei a da direita e pus meus dedos de acordo como o planejado. Tudo certinho. A da esquerda estava no ar, mas eu não ia lançá-las juntas. Seria uma atrás da outra. Apertei firme e joguei meu braço para atrás. Em seguida girei meu pulso, tentando encontrar um movimento de velocidade para a adaga e a lancei. Em seguida, nem esperei a outra adaga correr pelo ar. Apertei minha mão esquerda e a arremessei a mesma. Uma foi atrás da outra. Uma foi diretamente no centro, pairando lado a lado com a que já estava lá. E a outra riscou o ar e sumiu por ali. Talvez eu precisasse praticar mais antes de tentar fazer algo de profissional. As adagas já haviam acabado, fui caminhando e recolhi todas que estavam na placa de madeira. Só deixei umas que realmente estavam bem presas. E fui voltando para meu chalé.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Brooke Lefevre Bradshaw em Sex 16 Jan 2015 - 23:28




Abri os olhos e vi o sol brilhando lá fora pela janela que Scarlett teimava em deixar totalmente aberta. — Merda! — resmunguei assim que me dei conta que eu estava muito atrasada. Pulei para fora da cama e comecei a mudar de roupa o mais rápido que o meu senso critico e de moda me permitia. Terminei com o clássico: jeans preto, bota de cano e salto baixo também preta e uma camiseta regata em seda azul bebê, parecia ótimo para o dia. É claro que meu sinto ainda trazia minha espada elétrica de um lado e o meu chicote enrolado do outro, fora a minha mais nova aquisição que ia no meu pescoço como um simples pingente de trigo totalmente inofensivo. Corri em direção a arena de treinamento enquanto ajeitava o cabelo em um rabo de cavalo alto e totalmente impecável. — Desculpa o atraso. — falei para o Instrutor que estava parado a frente dos demais campistas. — As duplas já estão formadas. — ele disse, simplesmente disse como se eu estivesse sobrando por ali. Tive vontade de falar algumas coisas bem desagradáveis para ele, mas me mantive em silêncio com uma pequena mordida no lábio inferior e esperei que ele continuasse (e por sorte ele continuou). — Fará dupla comigo hoje, Brooklyn. — Assenti com um rápido movimento de cabeça, não sem antes corrigi-lo, algo que eu fazia em todas as vezes que ele teimava em me chamar de Brooklyn mas ao que parecia nunca funcionava. — Brooke, só Brooke, por favor. — falei baixinho e segui para a arena onde as duplas já se posicionavam.

"Não pegue muito pesado com ela, Scott" ou "A filha de Afrodite pode quebrar uma unha!" era o que eu mais escutava (dentre outros tantos insultos) enquanto me dirigia a duelos, a única diferença é que o nome Scott geralmente era substituído por outros tantos de qualquer um dos meus possíveis adversários, aquilo era realmente cansativo, sério. — Vamos treinar combate, espadas em punho. Não mudem de arma a não ser que sejam desarmados, vamos fazer um combate limpo ok? — as palavras do instrutor eram duras e totalmente precisas, enquanto isso eu era uma garota de dezesseis anos tentando provar para o mundo (do acampamento Meio Sangue) que ser Filha de Afrodite não era pura futilidade como eles pensavam. Peguei minha espada nas mãos, sentindo o peso dela na mão direita e depois na mão esquerda. Eu era melhor com a direita mas já havia feito vários golpes bem ofensivos com a canhota, acabei decidindo pela mão de sempre já que eu era destra e empunhei a espada com firmeza. O interessante da minha espada era o fato de ser elétrica e que ela soltaria descargas de eletricidade no meu oponente que variariam de acordo com a intensidade do meu golpe. A questão é que eu não sabia se eu avisava isso ao Scott ou não, achei melhor trabalhar com o fator surpresa, já que se tratava de uma batalha e tudo mais.

Scott desferiu o primeiro golpe, foi um movimento reto com a espada onde ela passou rente pelo local onde estariam os meus ombros se eu não tivesse me abaixado a tempo. Olhei para ele um pouco irritada, o primeiro golpe da luta tinha sido super fatal e aquilo era certamente bem irritante. Não queria que ele me desse uma colher de chá nem nada, mas não precisava chegar quebrando tudo. Girei minha espada na direção dele, mas Scott desviou para o lado me fazendo dar dois passos para a frente a fim de me equilibrar. Ele girou o corpo na intenção de me acertar pelas costas, mas assim como uma bailarina eu rodopiei e saí para a frente, sem deixar que ele me acertasse. Até o momento nenhum golpe havia sido bom, eram bem dados mas sem efeito de fato, e como nossas espadas não se chocaram ele não conhecia o meu "choquinho" especial. Abri um sorriso quase triunfante. — Sabe, você devia pegar leve comigo. — comecei a falar embargando a minha voz de charme, Scott era um filho de Ares e eles normalmente eram muito facilmente manipulados pelo charme. — Devia me deixar vencer, só porque me acha bonita. — o charme na minha voz era atraente e fez com que ele parasse e me desse mais atenção do que faria em toda uma vida (é claro, efeitos dos dons de Afrodite) e deixando a sua guarda baixa. Preparei a espada para dar o golpe quando alguém gritou para ele dizendo que não deveria se deixar levar pelo meu charme, isso foi o suficiente para que ele percebesse e se defendesse no último instante do golpe que eu dava por cima, com as duas mãos segurando o punho da espada. O problema é que assim que nossas espadas se chocaram a descarga elétrica passou por elas e lançou as duas no ar.

Minha espada voou longe demais para que eu pudesse pega-la, enquanto a de Scott não estava assim tão distante e ele rapidamente estava com ela em punho novamente avançando na minha direção. Umedeci os lábios e abri um sorriso. — Tirar a espada de uma dama não é uma coisa legal de se fazer, Filho de Ares. — comentei tentando embargar minha voz com desdem, mas ficou mais engraçada do que qualquer outra coisa e até eu acabei rindo. Logo Scott riu também, o que me deu um instante de deixa para tirar o chicote do cinto e segura-lo ainda enrolado. — As Filhas de Afrodite sempre tem um ou dois truques na manga. — pontuei a frase com um rápido movimento com o meu braço direito, que fez o chicote se desenrolar e estalar dolorosamente no ombro direito de Scott, fazendo-o mudar a espada de mão no mesmo instante. O problema do chicote é que eles não me davam uma boa defesa contra ataques de espadas, então eu ia precisar ser sempre muito rápida, o que poderia ser um pequeno problema naquele momento mas eu estava disposta a tentar. Naquele momento a maioria dos outros campistas tinha parado de treinar e olhavam curiosos para nós dois, devia estar sendo um espetáculo do tipo engraçado mesmo. Ele se moveu na minha direção, com a espada pronta para desferir um golpe, eu fui obrigada a desviar apenas no último instante como um toureiro espanhol faria e assim que o vi pelas costas estalei o chicote, fazendo com que seu braço esquerdo ficasse imobilizado. Ele ainda segurava a espada mas a perícia com o chicote era a minha arma secreta, fui puxando-o para perto até que ele deixasse a própria espada cair por conta do aperto da minha arma. O problema é que eu me esqueci um pouco da mão direita dele, braço que eu havia machucado anteriormente mas que pelo visto não estava assim tão mal, que no momento em que se aproximou de mim para que eu desse um golpe final agarrou a mão em que eu trazia o chicote e com apenas força muscular me fez solta-lo.

Ele me segurava agora, meu braço direito imobilizado pela mão dele enquanto uma adaga estava apontada para a minha barriga. Era com certeza uma vitória, todos aplaudiam o vitorioso Scott que conseguira derrotar a inofensiva filha de Afrodite. Mas eu não estava disposta a entregas assim os pontos, ele se distraíra com a vitória e me deu um instante (apenas um, mas suficiente) para levar a mão esquerda até o pescoço onde o meu colar de trigo repousava em silêncio. Assim que eu puxei-o do pescoço o colar se transformou na foice de bronze celestial que eu havia comprado dias antes e agora eu estava apontando-a diretamente para a sua garganta. Ainda assim ele mantinha a adaga encostada na minha barriga enquanto a lâmina da minha foice arranhava sua garganta bem abaixo da proeminência do pomo de adão. Olhei diretamente para os seus olhos e lancei mão de mais um dos tantos truques que eu ainda tinha na manga, hipnotizando-o. — Agora você vai soltar a adaga querido. — falei em um tom suave e convidativo e apenas aguardei até que o som do metal batendo no chão pudesse ser ouvido, sem desgrudar os olhos dos dele. — Agora você vai me soltar, Scott. — não precisei insistir e logo ele estava com as mãos rentes ao corpo, minha lâmina em seu pescoço e o filho de Ares estava rendido, foi nesse momento que eu tirei a hipnose e deixei que ele apreciasse o momento. O que me surpreendeu foi o sorriso nos lábios do meu instrutor. — Parabéns Brooke, você venceu. — Ele ter me chamado de Brooke era a segunda vitória do dia. Nos cumprimentamos e eu recolhi minhas armas antes de deixar o local e retornar ao meu Chalé.




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Ares - Então minha gatinha, olha só o avisinho do tio Ares aqui, eu sei que seu nome é Brooke, pois você pediu modificação, mas caso você postar um outro treino e não foi modificado ainda, recomendo um aviso, beleza? Então, um abraço e parabéns pela nota.
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ayla Cross Sicherlich em Seg 19 Jan 2015 - 22:16



Training
when a spear is better than people.
O silêncio nos arredores era perturbador, para uma garota como eu acostumada à poluição sonora de Nova Iorque, essa repentina ausência de ruídos causava calafrios. Tentei olhar ao meu redor, mas minha sonolência não me permitia enxergar muita coisa. Sentia-me perdida, e isso não era força de expressão. Finalmente consegui abrir os olhos totalmente e com um esforço sentei-me.
 
O que eu via a minha volta era um tanto quanto surpreendente, paredes e um teto de mármore envolviam um longo espaço cercado por camas e alguns colchonetes espalhados pelo chão. Levantei-me lentamente, percebendo que ainda me encontrava com as roupas do dia anterior. Na verdade eu mal me lembrava de como havia chegado àquele quarto, até que me deparei com a mensagem “Sejam bem-vindos ao chalé de Hermes...”, foi tudo que consegui ler antes de recordar-me da noite anterior.
 
Senti cada membro do meu corpo tencionar e a raiva incendiar meu peito com tamanha intensidade que eu sentia que poderia destroçar qualquer um que se interpusesse em meu caminho. Eu havia sido arrastada até ali por meu padrasto, assim que este descobriu sobre o acampamento. Minha mãe há muito tempo vinha insistindo para que eu fosse até lá e tentasse aprender algo que me protegesse. Ela acreditava que o acampamento era a melhor opção para mim, e é claro que eu acreditava que ela havia me despachado para passar mais tempo a sós com o atual marido.
 
No momento, pensar em meu padrasto não era uma de minhas prioridades. Olhei ao meu redor à procura da minha mochila, tratei de escolher alguma roupa prática e me encaminhei para o que eu imaginava ser o banheiro. A água fria que caía do chuveiro com certeza me ajudaria a despertar e me daria forças para tentar arrumar um meio de sair dali. E é claro, fazer com que o idiota do meu padrasto se arrependesse de ter nascido. Joguei minha roupa suja de qualquer jeito dentro da mochila e a pus de qualquer maneira sobre o ombro.
 
Eu estava me encaminhando para a porta, ainda com o meu desejo sanguinário por vingança, quando alguém a abriu, adentrando no aposento.
- Onde você pensa que vai? – disse um sátiro elevando uma das sobrancelhas, com um sorriso irônico no rosto.
- Isso importa? – perguntei, irritada.
- É claro que importa, - disse o sátiro, com um semblante afetado, antes de certo reconhecimento passar por seus olhos.  – é hora do treino de armas diversas. E a menos que você prefira servir de comida para monstros lá fora, eu sugiro que participe.
 
A arena em si não era muito diferente do que eu havia imaginado, seguia o padrão arquitetônico grego, contudo era adaptada aos exercícios que seriam ali realizados. Em um canto sobre uma lona negra se encontravam diversas armas, dentre elas espadas, machados, lanças e outra diversidade de instrumentos mortíferos. Fiquei encarando uma lança por aproximadamente 30 segundos antes de decidir pegá-la, a haste de madeira era adornada com algum material similar a prata além de possuir pequenas letras gregas em toda sua extensão. Sua ponta era feita do mesmo material da haste e parecia bem afiada, afiada o suficiente para fazer espetinho de padrasto. Pela primeira vez, desde que chegara ao acampamento, sorri com a ideia.
 
Encaminhei-me para um dos cantos, onde alguns bonecos feitos de palha estavam dispostos. A arma parecia ter o peso ideal em minhas mãos, mas eu não sabia nem por onde começar. Encarei o boneco de palha esperando que ele “criasse vida”, e logo me senti estúpida por isso. Minhas duas mãos seguraram firmemente na lança e fizeram com que a ponta golpeasse uma das pernas dele. Uma quantidade mínima de palha se soltou do pequeno talho, mas isso ainda não era o suficiente. Teria de aplicar uma força maior se quisesse que o boneco sofresse maiores danos. Segurei a lança da mesma forma, visando a outra perna, desta vez.
 
Usei minha força e agilidade para fazer com que a lança entrasse um pouco mais no perna dele. Mas o impulso que tanto importava para investida continuava a falhar. Retalhar aquele boneco me ajudaria a diminuir minha raiva, mas ela não seria extinta por completo. Tendia a ser uma garota muito rancorosa quando me contrariavam, e no momento, me encontrava no ápice da contrariedade. Afastei-me um pouco, tentando canalizar toda a raiva para meus golpes. Fiz com que o gume da arma atravessasse um dos braços do boneco, arrancando-o fora com um golpe vertical. A palha se desprendia dele, contudo eu já não prestava mais atenção. Olhava os demais campistas que treinavam o arremesso, enquanto eu focara em empunhar e atacar como podia. Observei o modo como atiravam-na e voltei-me para o boneco.
 
"Nada seria tão eficaz quanto uma lança transpondo a cabeça ou o coração de um adversário", pensei.  Agarrei-a com minha mão direita e a elevei pouco acima do meu ombro. Impulsionei a lança na direção do boneco e esperei que atingisse o ponto focalizado, mas me decepcionei ao constatar que ela havia atingindo o mesmo ponto onde eu abrira uma fenda momentos antes. Recuperei a arma, e me preparei para atirá-la novamente. Eu iria acertar a cabeça do boneco. Custe o que custasse.
 
Três tentativas depois e o máximo que eu havia conseguido, era acertar o ombro do boneco, a área esquerda do peito, e o abdome. Meus braços reclamavam pelo cansaço, mas eu não desistiria, não ainda. Encarei o boneco novamente fixando meu olhar no meio da testa dele e imaginei minha arma transpondo-a de um lado ao outro. Eu conseguiria acertar desta vez. Respirei fundo e me posicionei com meus últimos esforços, o braço tremia levemente quando o usei para elevar a lança até a posição de arremesso. Dei um passo à frente enquanto usava o restante de minhas forças para impulsioná-la.
 
Quando, por fim ela atingiu o alvo, desabei no chão. Recordando que fazia esforço físico sem ingerido nada, desde o dia anterior. Sentia-me um pouco tola e envergonhada por cair ali em frente a tantos campistas, mas estava cansada de mais para sequer pensar em corar.
- Será que alguém podia me arrumar algo para comer? – pedi a um dos campistas que se ajoelhavam a meu lado, os mais próximos riram com o meu pedido enquanto outros olhavam com indiferença.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Brenda T. Collins em Qua 18 Fev 2015 - 19:26


TREINO DE ARMAS DIVERSAS
I am thinking of you. Thinking of you. You're the best



 Lutar. Está aí uma coisa em que eu não era muito boa. O arco era muito mais atraente para mim do que a espada. Acertar um alvo a cinquenta metros de distância era muito mais fácil do que acertar um bem na sua frente. Minhas experiências nos treinos de duelo também não ajudavam muito. Mas algo dentro de minha cabeça me dizia insistentemente que eu deveria aprender a usar uma espada. Intuição? Eu não saberia dizer ao certo, mas me parecia algo que eu deveria fazer. Mesmo eu sabendo que iria doer.

 Cheguei cedo na arena naquele dia. Apenas alguns poucos campistas já estavam treinando. Eles eram realmente muito bons. Mais do que eu jamais pensara em ser. Mas algo me dizia que com um arco na mão eu era muito melhor do que eles. Só que agora eles não estavam usando arcos; usavam espadas, ou machados, ou chicotes, ou lanças, ou qualquer coisa que eu sabia que não conseguiria usar. E isso me deixava meio inquieta. Não queria admitir, mas eu odeio não conseguir fazer algo. Talvez seja esse o motivo que me levara até ali.

 Eu não tinha uma espada, mas não seria mesmo necessário. Todas as armas que eu pudesse imaginar estavam disponíveis na arena para que os campistas usassem. Aproximei-me delas e procurei alguma coisa que me agradasse, contudo, as armas eram grandes e pesadas, e eu não era tão forte. Procurei por uma espada menor, mas o equilíbrio delas não me agradou. Para de ser tão exigente, ordenei a mim mesma, é só para um treino. Então peguei a espada mais perto de mim e fui procurar algo para me proteger. Só depois percebi que a arma era pequena demais para ser uma espada: eu havia pego uma adaga, e, incrivelmente, ela parecia familiar em minha mão.

 Para usar como proteção eu escolhi um elmo de ferro com tiras de couro por dentro, perneiras e braceiras de couro, ombreiras de couro, cota de malha feita de couro fervido; enfim, tudo de couro. Depois que estava pronta, comecei a pensar no que iria fazer. Haviam bonecos de palha espalhados pela arena, mas não queria treinar com eles. Dei mais uma olhada em volta e percebi que também haviam autômatos disponíveis. Por que não?

 Comecei a caminhar em direção à um que tinha o formato humanoide e era um pouco mais baixo que eu. Esperava não estar caminhando em direção a minha própria cova. Assim que me aproximei dele, um dos administradores do treino perguntou se ele podia ligar o robô e ergui o polegar esquerdo em resposta. E o autômato ganhou vida.

 Ele deu um passo em minha direção e levantou o braço direito. Ele não tinha uma arma – não era necessário. Seu braço de metal seria o suficiente para acabar comigo. Com um movimento vertical com o braço erguido, o robô tentou fazer exatamente isso, mas eu consegui desviar a tempo, pulando para minha direita. Em seguida, ergo o braço da arma e miro sua lateral. A lâmina da adaga faz um pequeno furo no metal, insignificante. O meu adversário vira o corpo e tenta me acertar novamente com o braço. Jogo-me no chão antes que o estrago seja feito. Afasto-me dele e tão rápido quanto caí, eu me levanto. Tento uma investida direta, bem onde deveria ser sua barriga, e a adaga penetra o ferro. Infelizmente, eu não consigo tirá-la dali a tempo e o autômato agarra meu braço. Ele segura com força e meu braço começa doer, então ele me joga para o lado, e eu caio em cima da lateral direita do meu corpo.

 Perco o fôlego por um instante e sinto minhas costelas latejarem, mas não tive nenhuma ferida grave. Levanto-me do chão e procuro minha adaga, que soltara-se de minha mão durante a queda. Para minha infelicidade, ela encontrava-se perigosamente perto do pé esquerdo do boneco. Xingo baixinho. Mas então percebo algo. Ele é forte, mas é lerdo, penso, se eu for rápida o suficiente ele não conseguirá me atingir.

 Antes que eu perca a coragem, lanço-me para frente, em direção a adaga, e dou uma cambalhota. Durante o movimento, pego a arma, e paro longe do perigo. Não, não totalmente. Sinto minhas costas ardendo e percebo que o pé do autômato passou de raspão nela. Pelo menos, ele não me acertara em cheio. Meu raciocínio estava correto, ele não é muito rápido.

 Viro-me para ele assim que fico em pé e lanço-me sobre suas costas. A adaga entra, mas não o suficiente. Não vou conseguir derrotá-lo assim, o metal é muito resistente. Ele se vira para trás, ficando de frente para mim, e lança seu braço mortal em direção a minha cabeça. Abaixo-me antes do impacto, e ouço o vento assobiando em cima de mim. Quando abaixo, fico de frente para a dobra de sua perna e o ataco ali. O autômato cambaleia para trás quando sua perna direita falha. É isso, penso, as juntas não são tão resistentes.

 Levanto-me rapidamente e invisto contra seu ombro. Enfio a adaga na “dobra”, a articulação, por assim dizer. Saio de perto do autômato antes que ele possa revidar e vejo o estrago. Seu braço fica meio pendurado, ele tenta movê-lo para me atacar mas tudo que consegue fazer é que ele balance. Isso!, comemoro mentalmente. Porém cedo demais. O robô anda em minha direção e, ao apoiar o peso na perna direita, ele perde o equilíbrio e cai. Cai em cima de mim. Pulo para o lado para me desviar dele, mas minhas pernas são atingidas antes. Ele era muito pesado e estava machucando meus membros inferiores. Sem pensar, movo a adaga em direção a sua cabeça, mas ele agarra meu pulso com o braço bom. A dor é forte demais e eu solto a arma. Em seguida, ele larga meu braço e soca minha têmpora. Minha cabeça lateja, e pontos pretos atrapalham minha visão.

 Começo a tatear o chão a minha volta para recuperar minha adaga quando vejo seu braço descendo para um segundo soco. Ergo meu braço esquerdo e agarro-o, mas sua força era tal que meu braço vai para trás e bate no meu rosto, porém com pouca força. Seguro seu pulso com toda minha força enquanto minha mão direita procura a adaga, tentando impedir o robô de me matar. Então sinto algo gelado roçar meus dedos e agarro a lâmina da arma, sem se importar com a dor. Escorrego a arma pela minha mão até estar segurando no cabo e ataco o pescoço do meu adversário, onde sei que é mais frágil. A lâmina penetra e atinge fios e articulações de metal, e sinto sua força diminuir. Enfio ainda mais a adaga em seu pescoço e o autômato para de se mover.

 Um suspiro de alívio escapa de minha boca e solto a adaga, permitindo-me relaxar. Então peço ajuda para o mesmo garoto que ligou meu autômato. Ele era muito pesado e não conseguia tirá-lo de cima de mim. Quando me levanto, sinto minhas pernas moles e quase caio. Apesar disso e da dor que sentia em minha têmpora direita, eu saíra ilesa.
notes: -
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Treino de Espada

Mensagem por Henry Neyff em Dom 22 Fev 2015 - 0:46

Deixando-se levar pela brincadeira
O meu terceiro dia no acampamento já está amanhecendo, trazendo a luz de um sol aconchegante e ineficaz até a janela da minha cama, mas como já tinha combinado com os inspetores do chalé (a.k.a fiscais da vida alheia) eu deveria ir me inicializar em algum campo de treinamento para pegar gosto ao combate. Tudo bem, eu aceitei; mas ao meu modo: eu iria à hora que eu quisesse e treinar o que eu quisesse.
Chegando à área indicada por um filho de Dionísio como "zona de bagunça", decido procurar alguém que consiga me dar um começo aos combates, e logo acho,também por indicação, um campista que pudesse se auto-declarar experiente. -Meu nome é Henry, Henry Jordan Neyff. -Muito bem Henry, você é bem pálido, hein? -Faz uns anos que eu não saio da tela do computador, eu quase tenho alergia a sol. -Então vamos acabar logo com isso, certo?- Encerrou ele, pegando a segunda espada e estendendo-a para mim. Eu pego com cuidado pela lâmina e a empunho. -Como assim, sem escudo?- Pergunto, com certa suspeita. -Eu não luto bem me concentrando em ambos braços, mas há outros podem te ensinar. -Não, tudo bem, depois eu procuro alguém que possa me ajudar com isso.
-Primeiramente, nada de esgrima.Use as duas mãos sempre que possível, e o mais firme possível, a menos que precisar se defender com o escudo ou segurar algo; só solte para evitar ataques ou desarmar o inimigo.- Logo após ouvir, firmo minhas mãos no cabo pressionando todos dedos. -Agora, tente fixar seus olhos nos meus movimentos como um todo, não só nos meus pés, nem só nos meu braços.- Nesse momento ele começa a caminhar lentamente ao meu redor, enquanto gira a espada. Com uma investida ele ameaça um golpe, embora não tão rápido, eu me atiro pra trás instintivamente. -Bem, já é um começo, mas os impulsos não são o suficiente pra um combate real,depender deles vai acabar te matando, mais cedo ou mais tarde. Pra não depender da sorte, o certo é aprender a prever os movimentos dos inimigos. Aqui, fixe os olhos nos meus pés.- Ele tenta me golpear, mas percebendo um futuro passo do pé esquerdo, tomo postura e firmo meu braço direito para evitar seus braços de efetuarem um golpe lateral de corte. Com o movimento bem sucedido, recuo três passos e volto à postura antiga. -Nossa,essa foi rápida. Mas um duelo não é uma partida de jo-ken-po, você precisa de foco para identificar oportunidades e explorá-las, me desfira um golpe lentamente com sua espada.- E assim eu fiz: empunho denovo aquela arma e, fingindo um apunhalamento direto, me aproximo devagar de seu peito. Ele segura meus punhos e os entorta em direção ao meu contra pé,logo perco todo equilíbrio.
-Tudo bem, agora vamos ver se você vai assimilar tudo num combate de verdade. Vem pra cima.- Eu nunca tinha levado um teste como piada, e não começaria ali. Levanto os punhos, apontando a lâmina para o desafiante à minha frente e mentalizando meus movimentos. Me aproximo rapidamente, mas como esperado de um veterano, ele nem se abala; realizo um corte horrizontal da direita para a esquerda, ele recua e contra-ataca com um golpe rápido visando acertar minha perna, ao se mover rápido demais seus pés acabam denunciando tal jogada: me afasto e tento agarrar seu punho, o que  me custa a postura ereta e logo o equilíbrio, eu o puxo rápido na queda comigo. Com ambos no chão, a vitória é de quem se levantar para defender com mais agilidade, ele assimilou isso com muito mais facilidade e se levantou com um sorriso leve no rosto; e nada descreve a sensação de ver aquela risada se transformar num misto de surpresa e admiração: por ser mais lento, notei com mais clareza como nós caímos e percebi o momento e lugar exato em que a espada dele foi deixada. -Foco para identificar oportunidades e explorá-las... Foi o que você disse, não?!- Pergunto ironicamente, exibindo a espada dele.-Você aprende rápido, Henry Jordan.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Willian Lefevre Rosseau em Qui 2 Abr 2015 - 15:05





Going to Hell

    O céu seguia negro e tempestivo noite a dentro e no campo de treinamento estava apenas um meio sangue. Decididamente, hoje não foi um dia agradável e a noite não se diferenciava das anteriores, estava gélida e levemente triste. Tudo era triste para ele, mas o que não era triste? Era a pergunta que mais se fazia durante praticamente toda sua vida, que é curta. Era sempre assim e manifestava mais seus sentimentos através dos treinos, onde conseguia passar pelos seus movimentos tudo que ousava sentir e que lhe causava tanto mal. Em seu  ombro levemente esguio, pois era dono de um corpo miúdo e um pouco magricela, carregava seu escudo, que era mais uma espécie de companheiro, era a única coisa que estava sempre junto a ele. Em sua mão direita, apertava o suficiente para não cair, mas sem muito ânimo uma espada que conseguira ali enquanto caminhava sobre algumas olhas secas no solo. Sua respiração branda quase não dava para ser percebida de tão calmo que estava se mantendo. Seu olhar acinzentado e meticuloso percorria todo o espaço a sua volta à procura de algum outro campista, o que foi inútil, porque não havia ninguém além dele ali. Acomodou-se defronte a um boneco de palha intacto que havia ali enquanto alisava o punho grosso da espada pesada, entrelaçando assim os seus dedos, pressionando com atenção seu polegar e o dedo indicador. Em seguida, equilibrou seu peso ao se afastar um pouco do alvo. Assim que firmou seu olhar, um movimento bruto foi lançado ao boneco, tirando-lhe a cabeça, fazendo com que a mesma fosse arremessada a alguns metros de distância longe de onde estava anteriormente. Na verdade, treinar estratégias e movimentos comuns já não satisfaziam o garoto, este almeja algo além de só usar uma mera espada e estar em um habitual local de treino. O que queria,  de fato, era poder conseguir uma missão, algo que precisasse realmente usar suas habilidades geneticamente herdadas e as adquiridas no acampamento - através dos treinamentos, - estar em algum lugar onde houvesse emoções e perigo, para assim testar a si mesmo e onde consegue ir, mas infelizmente nunca aconteceu isso durante o pequeno tempo em que vive ali. 
     Bufou baixinho enquanto passou a arranhar a ponta da lâmina em uma pedra que estava perto do alvo sem cabeça. Ouvia o som que esses movimentos emitiam e se deixava flutuar nos pensamentos que lhe invadiam a mente. A única alternativa que havia no momento, era prosseguir com os treinos e futuramente ser reconhecido e aí então poder provar que é bom o suficiente para uma missão individual e se não tiver escolha, se contentaria com uma em grupo. Suspirou ao levantar-se do chão terroso e caminhar calmamente ao retorno de outro alvo, ondelançou alguns movimentos equilibrado a espada usando apenas uma das mãos e assim seguiu parte da noite, até não sobrar mais nenhum boneco intacto, todos ficaram destroçados. Passou a mão na testa limpando uma gota de suor que escorria lentamente por sua pele branca e em seguia retornou ao seu chalé.  



Post n°: 004




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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por André Carvalho em Seg 27 Jul 2015 - 17:41


A melhor arma do mundo
 T irso... André nunca tinha ouvido falar naquela arma, porém estava se dando muito bem com ela. Ele havia chegado na arena, procurando alguma arma com que ele se desse bem, afinal o arco e flecha não tinha dado muito certo. Assim que o garoto pegou no tal do tirso sentiu um pequeno elo com o mesmo, ele não soube explicar ao certo, mas imaginou que tivesse algo haver com seu pai/mãe imortal.  

-Esta na hora de treinar! - Falou consigo mesmo 

André foi até um boneco de treino, que dava "notas" após o semideus dar 3 golpes, ao menos isso foi oque um campista tinha falado. André ficou olhando surpreso para o boneco, procurando algum mecanismo aparente, ou parafusos, afinal se ele falava tinha de ter algo, porém ele se lembrou das magias e essas coisas que os imortais fazem, logo desistiu. 

-Agora você vai ver! 

O garoto utilizando seu tirso deu uma forte pancada na cabeça do boneco, em seguida o utilizou como uma espada de esgrima socando a barriga do boneco e logo depois deu um golpe em sua perna. O boneco começou a falar, por um momento André se assustou, até lembrar das magias e dos imortais. 

-Sua classificação é: 8 

André ficou feliz, afinal para um campista novo 8 provavelmente e uma nota boa, claro, ele apenas imaginava, porém ele também poderia estar indo pateticamente, mas isso era pouco provável. Depois de mais alguns golpes decidiu parar, ele estava com uma enorme sede, não de água e sim de suco de uva ou algo assim. 






COM: igo .
ONDE:Aqui  
VESTINDO: Roupas
OUVINDO: Sons
NOTAS: Anotadas
POST: Esse

---

>Observaçoes<


-Nenhuma-
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