Treino de Armas Diversas

Página 2 de 8 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:29

Relembrando a primeira mensagem :



Treino de Armas Diversas
Esta arena é disponibilizada para os treinos de escudos, clavas, chicotes, correntes, machados, martelos, lanças, foices, adagas, espadas e outras armas. Estarão disponíveis bonecos de palha (tamanho real), as armas necessárias, proteção adequada e outras diversas coisas que sua imaginação permitir, desde que matenha o foco no nível do seu personagem.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos




Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:45, editado 2 vez(es)
avatar
Deuses

Mensagens : 23

Ficha Campista/Divina
Level: 100000000
Mascote: Cães de Caça [ HP : 9999/9999 ]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Ter 3 Dez 2013 - 13:43

a dracaenae,
esse monstro maldito me ama.

Caminhando rumo ao local de treinamentos, sensações peculiares percorreram minha mente. Medo e ansiedade pareceram se "fundir", me deixando cada vez mais elétrico e ansioso. Observei atentamente alguns detalhes enquanto andava. Uma dríade estava com uma flor amarela presa atrás de sua orelha, com um sátiro tocando melodiosamente uma música em sua flauta. Em outra parte, percebi um campista que comia alguns doces. Eu somente sorri nestas situações. Depois de um tempinho andando, cheguei à arena.

Desta vez meu combate seria em um ambiente mais propicio que o ultimo, tentaria não sair tão machucado como da última vez em que havia lutado com uma Dracaenae, talvez essa fossa a minha oportunidade de mostrar que havia ficado mais forte e mais veloz, devo assumir que meus reflexos de batalha também estavam melhores, caminhei até um pouco perto do monstro e sorri inclinado.

Preparada para morrer, criatura? — O monstro pareceu irritado e veio em posição de ataque em minha direção. Sua lança vinha apontada exatamente para o meu tórax, com a intenção de me matar em um golpe só. Toquei minha espada e levantei o escudo. A lança que estava vindo em minha direção, com o monstro segurando-a, foi mandada para o lado, quando uma grande ventania a atingiu, e vi que era um filho de Éolo usando seus poderes contra um outro monstro, e sem querer, acertou meu inimigo. A corrente de ar pareceu desestabilizar a investida do monstro, agradeci silenciosamente ao garoto, então, resolvi aproveitar o momento de fraqueza da Dracaenae.

Parti rapidamente para um contragolpe rápido, na tentativa de cravar a espada no abdômen da criatura, mas ela de uma maneira inteligentíssima se esquivou, se deslocando para o lado esquerdo. Com meu ataque falho, a criatura aproveitou a chance de minha guarda baixa e me acertou um soco no abdômen, logo após, uma pancada em minhas costas, me fazendo cair no chão. Minha cabeça latejava, saía sangue de minha boca, como também escorria um filete de sangue de um corte que ocorrera com a queda. A criatura havia ido buscar sua lança, que soltara por causa da corrente de ar. Eu precisava me levantar para não morrer ali, sem ao menos ter conseguido matar aquele bicho.

Sabia de minhas condições físicas no momento, mesmo assim, me levantei bravamente sentindo uma forte dor na coluna e na cabeça levemente tonto. Olhei para a criatura, com uma raiva infernal. Minha espada estava a uns metros de mim, mas distâncias deste tipo não são muito grandes. Movimentei os braços, e me abaixei para pega-la, mas soltei um gemido por causa da dor da coluna, mas com esforço eu peguei a espada. A Dracaenae riu de minha tentativa e de meu estado físico no momento e partiu em investida contra mim.

Minha mão estava um pouco dolorida, então observei ainda em meu braço direito, tinha o escudo para me ajudar. A investida dessa vez seria mais poderosa do que a primeira, levando em conta que agora eu estava cansado. Levantei o escudo e a desafiei a tentar me acertar. A Dracaenae resolveu ver a resistência do escudo e continuou a investida, mas a lança ao tocar no escudo com tanta força perdeu sua ponta, ficando agora só um cabo de madeira. Eu ri da expressão de espanto da criatura, que ficou raivosa, tentando me bater com o cabo de madeira. Para humilhar a monstra eu joguei o escudo no chão e saquei a uma de minhas adaga com pedras de cristal amaldiçoado, e olhei para a criatura com raiva.

Vamos ao ataque, bebê. — Disse ironicamente a última palavra, por causa da inatividade da criatura.

Parti na direção do monstro, desferindo um golpe vertical vindo de baixo, na altura do abdômen na direção do rosto, mas logo o monstro, ao sentir o toque da lâmina em sua pele, recuou um pouco. Meu rosto ficou com uma expressão indiferente, então, parti novamente para uma investida. Desferi ataques horizontais e estocadas em partes aleatórias do corpo da criatura, acertando alguns e errando outros. A criatura parecia cansada e eu também. Tentei mais uma estocada, mas essa foi falha. A monstra deu um golpe em minha mão, fazendo-me soltar a adaga. O tilintar do metal ao cair no chão não era muito bom, considerando que agora estava apenas com a espada pesada na mão machucada e completamente cansado.

O monstro parecia ter algumas forças ainda, mas não desisti. Queria encerrar aquele combate naquele momento, então larguei a espada no chão e comecei a aplicar uma sequência de socos e chutes. O primeiro soco foi em conjunto com um chute. O soco atingiu exatamente o rosto do monstro e o chute fora na parte da cintura do monstro. O segundo soco fora um cruzado de esquerda, mas dessa vez, senti como se meu punho não tivesse atingido o rosto do monstro, o que de fato não atingiu. Então peguei minha segunda adaga, coloquei ela entre meus dedos da mão esquerda enquanto permanecia socando a cara do monstro.

A parte direita da face do monstro estava faltando alguns pedaços e com cortes em outros, perfurações e etc. O monstro começou a gritar de dor, se deitou rolando no chão com uma quantidade enorme de sangue saindo de seu rosto. Pedaços de carne e sangue residiam em minha mão. Retirei friamente e fui até o monstro, chutando-o friamente e ri, indo até meus equipamentos. Fiquei feliz por pegar minha outra adaga, para caso ela atacasse de novo. Quando o peguei e andei em direção ao monstro.

A Dracaenae não tinha reação, mas ainda estava viva. Eu olhei para o monstro friamente. Estava pensando em como matá-la, quando uma ideia surgiu em minha mente, fazendo com que eu projetasse um sorriso frio. Chutei novamente o monstro, fazendo-o gritar de dor e cravei as duas adaga em seu abdômen, girando-a lentamente até tocar na coluna da criatura. Logo a parte cortante chegou na coluna do monstro, mas antes de conseguir destruir a coluna, o monstro se desfez. Olhei desapontado para o chão ensanguentado e guardei as adaga em suas capas e as botei no meu coturno uma em cada perna, me retirando da arena com dores fortes, ou seja, fui até a enfermaria para ver se não tinha quebrado nenhum osso.




95 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Perséfone
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 27
Mensagens : 117

Ficha Campista/Divina
Level: 50
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Ter 3 Dez 2013 - 14:24


Não entendo como os campistas conseguem ter tanto ânimo pra treinar quando se tem uma praia no Acampamento. Por mim, eu passaria o dia todo na praia dos fogos de artifício surfando ou só sentado na areia. Mas depois da minha experiência de quase-morte com uma quimera, percebi que se eu quiser sobreviver nessa vida de semideus preciso de prática. E é por isso que eu segui o bando de meio-irmãos, meio-primos (enfim, meio-parentes em geral) pra Arena. Todos conversavam animados, bradando espadas. Fiquei deslocado naquele grupo. Primeiro porque minha arma era um tridente e eu não fazia ideia de como arrumar uma espada pra treinar hoje. E segundo, porque eu não tinha feito muitos amigos. Conheci algumas pessoas uma em especial, mas não vi ali nenhum rosto familiar.

Ao chegar ao local, percebi que todos já se posicionavam pra lutar, mesmo sem instruções. Alguns com bonecos de palha, outros com espécies de robôs e a maioria em dupla. Decidi observar as lutas um pouco antes de tentar. Poderia ser útil uma teoriazinha, eu provavelmente não teria facilidade com a espada como tenho com o tridente. Sentei-me, então, no chão, perto de uma pilha de armas (problema de falta de espada resolvido). Notei que os movimentos eram parecidos com os utilizados em golpes de tridente. A diferença era que, com a lâmina da espada, os golpes laterais também podiam ferir – até mais do que os frontais. Eu com certeza preciso treinar isso. Seria chato golpear um ser inanimado como um boneco de palha, mas de fato é mais razoável do que lutar contra os semideuses experientes. Eu não sou tão suicida assim, apesar de já ter pego onda de 30 metros. Então decidi usar um boneco qualquer pra treinar e deixar a luta corpo-a-corpo pra outra ocasião.

Escolhi entre as armas disponíveis ali a que o cabo encaixou melhor na minha mão, não era tão pesada de modo que me senti confortável. Caminhei até os bonecos de palha, desviando das lutas alheias. – E ai, espantalho? Procurando um cérebro? – disse dando uns tapinhas na cara do boneco, o que fez a menina que treinava ao lado me olhar como se eu tivesse problemas mentais. Dei de ombros. Estranho seria se o espantalho respondesse, mas ele continuou imóvel, então minha saúde mental vai bem, obrigado.

 Para me aquecer, decidi tentar ter controle sobre minha força nos golpes – ou seja, ter consciência sobre quando ferir superficial ou profundamente o oponente. Não deve ser tão difícil assim. Desferi um golpe transversal no tronco do espantalho, almejando somente desfazer sua costura. Mas o resultado não foi o esperado.  O golpe foi tão forte que fez voar palha pra todo lado. Estava acostumado em colocar muita força no tridente, que é mais pesado, e passei esse esforço pra espada. Certo... Preciso me concentrar.  Tentei novamente, dessa vez no braço esquerdo do boneco, e apesar de ter saído menos palha, ainda assim não foi como eu queria.
 – Você precisa pensar no movimento que vai fazer, não na força que vai usar. Isso é consequência. – disse a menina que me olhara como doido há poucos minutos atrás. Ela estava de braços cruzados, provavelmente se divertindo com minhas tentativas fracassadas. Segui seu conselho, mas ainda assim: palha pra tudo que é canto. – Isso é frustrante. – ela riu e mostrou no ar como eu deveria movimentar a espada. Assenti, atento, e tentei mais uma vez. Dito e feito: a costura do braço direito do espantalho se desfez e nenhuma palha saiu. Repeti o movimento no tórax do boneco, com mesmo resultado. E esse efeito prosseguiu.  Feliz com essa microevolução na perícia com espada, meti um golpe forte no pescoço do boneco pra comemorar com uma decapitação.  Só não esperava que a cabeça voasse justo rumo a testa da garota que me ajudou.

- Quer morrer? – ela bradou, com o cabelo cheio de palha, colocando a ponta de sua espada no meu pescoço. Levantei os braços em sinal de paz, mesmo assim ela fez um golpe que arrancou a espada da minha mão. Levantei as sobrancelhas, impressionado. – Pode me ensinar a fazer isso? – ainda não muito feliz com a minha pessoa, ela concordou. Mostrou o golpe mais vezes, arrancando a espada da minha mão repetidamente. Depois, quando tentei, acabei conseguindo. Agradeci a ajuda e ela disse que não tinha problema, saindo em seguida para lutar com outro campista. Carreguei o espantalho destroçado, jogando-o na pilha de bonecos destruídos. E, depois, devolvi a espada para o amontoado de armas. Segui, então, para a praia – nada melhor que um banho de mar pra relaxar de uma tarde de treino.



90 X P

Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Perséfone
avatar
Filhos de Poseidon

Mensagens : 113

Ficha Campista/Divina
Level: 34
Mascote: Hipocampo
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Larsen K. Largëkvistt em Qua 4 Dez 2013 - 13:12


Cheguei à arena com a camiseta marcada no tórax, fruto de tanto esforço que fizera somente para chegar ao local, depois de ter tombado com algumas coisas no caminho. Poucos campistas estavam por ali, e assim não passaria tanta vergonha caso acontecesse um "acidente". Aproximei-me do instrutor com ânimo exagerado, e aquilo pareceu irritá-lo, já que ele tinha olheiras bem marcadas e demonstrava sua falta de sono com bocejos constantes. Quando abria a boca para questioná-lo, me interrompeu apontando para bonecos isolados. Bonecos de palha? Com quem ele acha que está lidando, com uma criança? Aquilo me irritou tanto que tive vontade de estapeá-lo para que assim ele pudesse me dar atenção. Mas não adiantaria, restava-me os bonecos. Caminhei até a fileira, desolado, sacando a espada que peguei emprestado no arsenal, com imponência da bainha. A forma com que eu a segurava parecia íntima, mas ainda assim desajeitada. Encarei o oponente inanimado, imaginando um terrível monstro pronto para me abocanhar. — Somente eu e você. — Pensei alto, mas pareceu idiota.

Firmei as duas mãos no punho da espada e a movi ferozmente em linha reta, tentando perfurar a região da "barriga". Palhas e trapos voando? Mal consegui penetrar dez centímetros da lâmina. Mas do que ele era feito, ferro? Recompus novamente a postura e avancei, dessa vez tentando lhe cortar o braço, e deveria ser fácil, já que o membro era fino, mas só consegui cortá-lo pela metade. Seria o gume da espada? Idiota, testei raspando-o no polegar, que não demonstrou resistência ao primeiro toque. Levei-o à boca para amenizar o sangramento e franzi o cenho, pensando em uma forma de estraçalhar o boneco. Com a arma novamente firme nas mãos, decidi executar golpes consecutivos e rápidos. Repeti o primeiro ataque, perfurando inutilmente o tórax, e rodopiei, usufruindo da velocidade para cortar a cabeça parcialmente. Abaixei, sem interromper os movimentos contínuos, e ao pular, rasguei parte do tronco com um golpe diagonal de baixo para cima. Estocar, rodar, cortar, abaixar, pular e cortar. Permaneci nesse ciclo durante alguns minutos, até não conseguir mais, parando em alguns momentos para recompor o fôlego.

O resultado foi satisfatório: palha e trapo espalhados ao redor do que antes era um boneco de treinos, mas agora resumia-se a um chumaço deformado. — Isso está ficando divertido... — Tentei manobrar a espada com um giro, para impressionar quem quer que estivesse observando, mas não consegui, então disfarçadamente encaminhei-me ao próximo combatente. Suspirei com seriedade e retomei o controle da arma, avançando para tentar cortar a lateral do tronco, porém fui interrompido. O oponente de madeira rodopiou e me atingiu uma bofetada, fazendo-me recuar com a bochecha vermelha. Permaneci parado por alguns instantes, incrédulo com o que acabara de ver – e sentir.

Tentando neutralizar os seus braços, mantive-me atento aos seus movimentos e tentei cortar a cabeça do opositor, mas novamente fui surpreendido. Como se criasse vida, ele girou uma das pernas e me golpeou na barriga, jogando-me sentado. — Mas que diabos?! — Pus-me de pé novamente, agora furioso. Movi-me à frente e desviei da investida dos membros inferiores, flexionando o tronco para deixar seus braços passarem em vão. — Uooaar! — Saltei e brandi a espada com perfeição, e segundos após a cabeça do boneco rolava para longe. — O próximo... — Já caminhava para o combatente seguinte e estaquei quando o vi: portava duas maças, que mesmo nas mãos de um simples fantoche, amedrontava qualquer campista que ousasse enfrentar aquelas lâminas pontiagudas. — Eu já estava de saída mesmo... — Sustentei um sorriso torto, deixando a arena sorrateiramente e indo deixar a espada no arsenal do acampamento.




90 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

Perséfone
avatar
Filhos de Deméter

Idade : 23
Mensagens : 14

Ficha Campista/Divina
Level: 9
Mascote: Fênix
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Qua 4 Dez 2013 - 14:57

o duelo,
machucar pessoas é legal.

Era visivelmente uma manhã fria no acampamento, a neve caía lindamente do lado de fora do chalé. Eu havia acordado a pouco e ainda estava debaixo do cobertor. Olhava em volta para ver se havia alguém para conversar, mas todos estavam dormindo ainda. Eu era o único acordado no chalé, comecei a rolar na cama de um lado para o outro, minha hiperatividade não me permitia ficar deitado em uma cama à manhã inteira, e por isso resolvi me levantar, mesmo contra a minha vontade. Entrei no banheiro e tomei um banho gelado, meu corpo era quente o suficiente para não conseguir sentir frio. Coloquei uma calça jeans preta, uma camiseta laranja do acampamento por baixo da jaqueta de couro preta e coloquei meus coturnos. Eu tinha intenção de fazer um treino na arena, e por isso me equipei com minhas armas. Coloquei o escudo do acampamento nas costas, juntamente com minha espada e arrumei calmamente as adagas uma de cada lado dos tornozelos. Saí do chalé em direção ao local. Nuvens pesadas de fumaças se formam quando eu respirava, aquilo era o efeito do ar quente que saía do pulmão, em contato com o ar frio do exterior. Cheguei à arena no momento em que começava o treino. Semicerrei os olhos observando cada semideus que havia no local, cada um com suas características próprias, aproximei-me de Quíron.

Gostaria de enfrentar algum semideus, se possível. — o velho centauro olhou para mim com um sorriso leve nos lábios.

Ah, olá Davos, vejo que deseja treinar então? Tudo bem, o que acha de enfrentar, hã... Lucca, sim, você enfrentará o Lucca. Espere aqui. — Quíron começou a galopar até a outra extremidade da arena, onde um garoto alto, loiro e com aparência suave se localizava. Ambos começaram a conversar e Quíron apontava para mim durante toda a conversa, até que o garoto acenou positivamente e o centauro retornou até mim. — Ele aceitou, prepare suas armas e aproxime-se do centro da arena. — fiz o que o centauro pediu. Puxei minha espada das costas e coloquei meu escudo a frente do corpo. Lucca se aproximava segurando um chicote dourado, que reconheci como presente de reclamação de Afrodite.

Esperei até que ele chegasse mais perto, para que desse minha primeira investida, e no momento certo investi de espada em riste. Fui surpreendido por um gracioso desvio que o mesmo fez do meu movimento, e em seguida estalou seu chicote nas minhas costas. Sim, aquilo realmente doeu, mas não me deixei enfraquecer, mantive a cabeça erguida e me virei para o rapaz. Havia um sorriso de escárnio estampado no seu rosto, o que só me enfureceu ainda mais. Parti em sua direção, dessa vez com mais ira e foco. O garoto tentou se esquivar novamente de minha espada, mas eu estava preparado, e atingi-o com meu escudo bem no rosto, fazendo-o recuar alguns passos. Sangue gotejou do seu nariz, e seus olhos se arregalaram. Creio que o mesmo não esperava por aquilo.

Ele estalou seu chicote na minha direção, mas seu ataque foi defendido pelo escudo a minha frente. Comecei a avançar lentamente em sua direção, enquanto este se afastava por medo, talvez. Eu percebia o espanto em seus olhos e optei por usar isso ao meu favor. Girei minha espada fazendo um arco na horizontal, no intuito de acertá-lo no tórax, mas ele estava alerta e deu um salto para trás. Tentei uma estoca em seu estômago, porém, foi um movimento errado. Seu chicote enrolou-se na arma e arrancou-a da minha mão, sem que eu esperasse, jogando-a vários metros de distância. Quase fiquei desesperado, porém lembrei-me das duas adagas mortíferas, sorri inclinado e as puxei dos meus tornozelos as segurando de forma com as mãos fechadas e ambas com as laminas viradas para o lado exposto. Deixei o escudo jogado ao chão, faria uma luta de punho e adaga, esperei por sua investida com os pulsos a frente do rosto.

Seu sorriso surgiu novamente, talvez desse o duelo por ganho, mal sabia ele que lutar com adagas era meu ponto mais forte. Ele girou o chicote e estalou na minha direção, tentando me acertar, porém fui mais rápido, cruzando os braços em modo de defesa e fazendo com que o chicote acertasse as adagas. Em seguida segurei no ar o chicote do mesmo e o puxei ferozmente em minha direção. Preparei o punho para o golpe final. Acertei em cheio um corte fechado no seu rosto, acertando com a outra mão o seu braço o cortando. O garoto caiu ao chão sentindo dor no braço e no rosto, as adagas não cortavam expostamente e sim internamente, havia atingido diretamente os nervos do garoto. Ajudei ao garoto a levantar-se e o ajudei ir diretamente para a enfermaria, antes disso fomos parados por Quíron que estava vindo até nos com um olhar visivelmente sério.

Deixe, eu mesmo o levarei para a enfermaria. — Andei em despedida para o centauro, peguei minha espada no chão e voltei pra meu chalé, onde eu pretendia passar o resto do dia, estava entediado.




90 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Perséfone
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 27
Mensagens : 117

Ficha Campista/Divina
Level: 50
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Louise C. M. Wermöhlen em Qui 5 Dez 2013 - 18:27


O treino de arco e flecha até que não foi tão mau, eu acertei a maioria dos alvos, eu acho... Bom, já aprendi a espetar as pessoas, agora é hora de aprender a cortar.
Após o treino de arquearia eu fui até meu chalé, tomei um banho bem demorado, o que irritou muita gente e fui comer algo. Então dormi uma boa parte da tarde e acordei cheia de energia pra gastar, coloquei uma roupa adequada para treinar e fui até a arena.


Certamente este lugar não é para mim, todo mundo está se batendo, tem um cara que fica gritando o que os outros têm que fazer. Ele parece realmente mau, não duvido que se divirta ao ver os outros apanharem. Que ótimo, agora ele está vindo até mim.


– Garota !! – Como ele grita – Vai ficar só ai olhando princesinha ? Pega logo uma espada ou sai daqui antes que você estrague essas suas unhas!! –


Fiquei encarando ele por um tempo, meio confusa e corri até a primeira espada que eu vi. Ele riu do meu nervosismo e com um movimento de cabeça me mandou ir até um grupo que imitava os movimentos de uma garota muito habilidosa, filha de Atena, ou de Ares talvez.
Um pouco (muito) desajeitada eu segui os movimentos da garota, ela descrevia arcos com a espada. Era um exercício simples. Por cima. Esquerda. Defende. Direita.

Era tão fácil que eu fui para outro grupo mais avançado, um cara com dreads comandava... Eu mal consigo descrever o que ele fez, é tipo uma dança árabe misturada com capoeira, algo bem louco. Mas depois de algumas horas de esforço árduo eu decidi quer era melhor voltar para o básico.
A garota sorriu ao me ver voltar, mas não sei se foi por simpatia ou deboche, em fim. Eu continuei a imitar o que ela fazia. Agora era um pouco diferente, parecia que o grupo havia avançado um pouco sem mim, mas não deixei isso me abalar, afinal era só um treinamento, nada muito sério. Concentrei-me e continuei a desferir golpes no ar, cada vez mais precisos, o sim da espada cortando o ar a minha frente até que era agradável.
Durante mais ou menos uma hora o treinamento continuou fluindo, cada vez eu demorava menos para me acostumar com os novos movimentos. Cada vez que eles mudavam eu os aprendia mais rápido, acho que minha professora era realmente boa.
Até que ela parou e disse:

– Muito bem, por hoje chega de exercícios, agora é hora de testar, é hora de prática – Ela sorriu entusiasmada e continuou – Formem duplas e treinem os golpes que aprenderam.  –

Muito bem, eu não esperava por isso, mas vamos lá. Um garoto meio franzino se aproximou e falou alguma coisa, como uma cantada ou algo assim. Não dei importância, só me preparei e dei um sinal de cabeça para ele me atacar. Sem mais delongas ele veio para cima de mim, descrevendo um arco vertical pela direita com a espada. Eu fui pega de surpresa e mal consegui defender. Vacilei dois passos para traz e me recompus, agora era minha vez. Fintei um golpe na perna direita dele e em um piscar de olhos mudei o percurso da espada e acertei seu braço direito.

O garoto pareceu se irritar e veio para cima de mim com tudo, me acertou na perna esquerda com a espada e me empurrou, eu tombei no mesmo instante. Meu cabelo ficou uma bagunça. Isso somado a risada arrogante dele me fez sentir muita raiva.
Ele parecia convencido que ia vencer, mas assim que ele se aproximou eu dei um chute rasteiro nele fazendo-o cair, assim que ele atingiu o chão eu já estava em cima dele. E eu posso dizer que foi com muito gosto que eu acertei uma joelhada bem no meio das pernas dele. A expressão de surpresa e dor no rosto dele me faz rir de prazer sempre que o vejo. Tiraram-me de cima dele a força, o rosto dele estava todo arranhado e ensanguentado, mas a culpa não é minha, ele devia saber que não é legal bagunçar o penteado de uma filha de Afrodite.





Avaliação
Pontos
Desenvolvimento do treino
25xp
Coesão
25xp
Gramática
20xp
TOTAL
70xp
~Hermes
avatar
Filhos de Afrodite

Mensagens : 10

Ficha Campista/Divina
Level: 6
Mascote: Pégaso Adulto
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Keoma B. Yoshida em Qui 5 Dez 2013 - 20:43



Treino com Espada.
Cheguei a arena. Estava um pouco ansioso para o meu treino de espadas, não sabia como era tudo. Só haviam me falado que o treinador era um filha Da...  Eu era o único calouro no acampamento, seria o saco de pancadas dele. Pedi a Quíron uma sessão de treinos para que eu pudesse quem sabe descobrir um progenitor meio sangue. O instrutor era um campista mais velho, pelo porte físico um filho de Ares. Ele se apresentou e realmente era um filho de Ares, e o mesmo pediu para que eu pegasse uma espada de minha escola para o início do treinamento. Peguei uma dar maiores espadas que tinha ali. E me posicionei para batalhe e simplesmente ouvi um ”Típico” vindo dele. A ordem dele era que eu o atacasse.

Segurei firme a espada e o ataquei, ele apenas foi para o lado e com um único ataque retirou a espada de minha mão e colocou a sua em meu pescoço. Mais já? O pedido dele foi que eu trocasse de espada, peguei uma de proporções que nem a dele. Agora o mesmo iria me atacar, em seu primeiro ataque eu tive apenas o tempo de realizar um salto para trás e nisso ele deu um chute em minhas penas e gritei:
- Hey!
Voltei para minha defesa, ele explicou como deveria me posicionar com a espada, minha primeira lição. Segundo o filho de Ares eu deveria apresentar a minha perna esquerda à frente, já que sou destro, isso me ajudaria a realizar defesas rápidas e caso fosse realizar um ataque em meu adversário, eu poderia jogar o peso de meu corpo contra ele.

Fui para a posição ordenada. Um primeiro ataque dele, lento, eu consegui defender. Uma sequência de ataques agora, os seus ataques não eram rápidos para eu poder aprender um pouco a se defender. Só que eu estava lidando com um filho de Ares, eu consegui me suceder bem no treino, quem sabe eu não sou um filho de Ares. Pelo meu sucesso, eu uma defesa minha ele cortou propositalmente minha perna.

- Pega leve companheiro.

Ele falou que minha guarda estava somente para o meu corpo superior, meus membros inferiores estavam muitos expostos, mas ele explicaria outra hora isso. Minha vez de atacar agora. Ele se posicionou como eu e fiz ataques frontais, aonde a ponta de minha amina ia para perfura-lo.  Ele defendia com tranquilidade e não se preocupava muito com possíveis ferimentos. Vi que não seria, uma boa atacar de tal forma.  Atacava agora como ele estava me atacando, os meus ataques eram rápidos, mas sem precisão.

Ele parecia ter se cansado de tal brincadeira e apenas retirou a espada de minha mão em um contra-ataque. Cansado com tal brincadeira, ele percebeu que isso estava entediante e que não conseguiria fazer mais do que isso hoje. Então o treino havia acabado e o mesmo dispensou.


05/12





65 X P

Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 15 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 30

Perséfone
avatar
Filhos de Melinoe

Idade : 20
Mensagens : 4

Ficha Campista/Divina
Level: 4
Mascote: Corvo Fantasma
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Lyra Chevalier em Sex 6 Dez 2013 - 15:31

training danger...
Treino de espadas, escudos e adagas I

Ainda cambaleando de sono, fui até o refeitório e me apertei entre o resto dos campistas do chalé de Hermes, de repente me sentia pequena demais no meio daquela multidão de pessoas, felizmente daquela vez ninguém havia tentado "revistar" minha bolsa enquanto eu dormia, o que me poupou de muita agitação pela manhã. Peguei algumas panquecas que estavam com uma cara extremamente convidativa, falei para que meu copo se enchesse de leite puro, não era muito fã de doces mas era o que tinha para aquela manhã. Despejei parte da minha refeição em oferenda aos deuses. Bem, nem sei quem é meu pai ou minha mãe.... Mas você provavelmente sabe que sou sua filha, então... É pra você. Tentei me explicar mentalmente, mas havia acabado ficando um tantinho mais confusa. Troquei algumas palavras com o garotinho que havia ajudado no dia anterior, e quando terminei minha refeição levantei-me e rumei em direção ao arsenal. Não tinha muita certeza do que ia treinar naquele dia, mas para todos os efeitos me equipei com uma espada e enrosquei minha adaga em meu cinto, era um lugar fácil de pegar. Fiquei observando aquele material ali todo e também decidi que tentaria usar um escudo pela primeira vez.

Aquilo tudo parecia bem mais pesado do que eu toda junto, mas era algo necessário. Me sentia bem manejando a espada, conseguia até fazer algumas manobrinhas com a mesma, mesmo quase nunca tendo usado uma. Haviam alguns bonecos dispostos no local e aquilo não era bem o que eu estava esperando, queria uma luta com alguém de verdade, não com bonecos que se mexem na velocidade de uma tartaruga. Fiquei observando alguns dos alunos mais exemplares dali e quando achei que não teria mais jeito, esbarrei com uma garota ruiva ou sei lá que diabos era aquela cor de cabelo, quase havia ficado cega com aquele brilho todo vermelho. - Opa, empurra não! - Brinquei, e dei-lhe um sorriso constrangido.  A garota resmungou algo sobre os bonecos e apenas assenti, pensava a mesma coisa. Era hilário ter que lutar com aquilo no acampamento quando nós todos chegamos ali quase mortos por termos enfrentado monstros terríveis. Certo, e o que você acha de deixar os bonecos para lá? - Perguntei enquanto ajeitava o escudo em meu braço esquerdo. - Prometo ser boazinha - Brinquei novamente e dei-lhe uma piscadinha. A garota estava empunhando uma espada quase que do tamanho do seu braço, aquilo deveria ser extremamente pesado.

Olhei para minha própria e decidi deixar as observações para lá, afinal, minha espada também era grande para mim, mas não via dificuldade alguma em manejá-la até tal momento. Fiquei me perguntando se era uma boa ideia ser adversária daquela garota que assim como eu não tinha dificuldade nenhuma com espadas, e para ser sincera, parecia até bem destemida. " Deuses, olhem por mim. Choraminguei em pensamentos e tentei parecer mais corajosa do que realmente era. Senti uma sensação morna contra meu tórax, algo completamente agradável. Tinha certeza que estava sendo sim observada naquele momento, e aquilo fazia-me querer dar o melhor de mim. - Pronta? - Perguntei, e antes mesmo que pudesse sequer respirar a garota estava lançando seu braço com força contra mim. Levantei o braço que carregava o escudo, fazendo com que ele levasse o impacto no lugar de meu corpo e acabei sendo lançada no chão com o impacto. Mantive meu braço levantado e rolei para o lado levantando-me rapidamente, levei apenas um momento para girar meu corpo e este foi o suficiente para que ela atacasse novamente, dessa vez nossas espadas chocaram-se no ar. Meu braço permanecia firme, então, aproveitei a pressão que estávamos fazendo uma contra a outra e joguei o peso de meu corpo contra a mesma, fazendo com que ela cambaleasse e caísse.

Joguei o cabelo que estava solto em meu rosto com um movimento rápido de cabeça, antes que ela estivesse completamente estabilizada, lancei minha espada contra esta e se não fosse por ela estar sem escudo, eu não teria desviado o golpe para encontrar com a lâmina da mesma. Novamente, estávamos nos encarando de maneira assassina, uma forçando mais contra a outra, soltei nossas lâminas com um rápido movimento, e lancei-a para baixo, deslizei no gramado ao lado dela e minha lâmina abriu um pequeno rasgo na calça e pele da mesma. - Wow - Falei surpresa ao descobrir que a espada estava tão afiada. A menina agora me encarava como se eu tivesse acabado de roubar sua bota mais preciosa. Avançou sobre mim, mas antes que ela me acertasse realmente, joguei meu corpo para o lado, quem levou o golpe em meu lugar foi o escudo. Empurrei o escudo contra o corpo dela fazendo com que a mesma recuasse apenas tempo o suficiente para que eu me levantasse com um impulso sabe-la-os-deuses-de-onde. Nossas lâminas encontraram-se algumas vezes mais e em um momento de distração, bati com o cabo da espada em sua mão, fazendo com que ela largasse a sua própria e se ajoelhasse graças a dor. Girei meu corpo rapidamente e quando dei por mim, já estava atrás da garota, com a espada pressionada contra sua garganta.

A garota rendeu-se, e como já estávamos ambas cansadas deixamos a revanche prometida para um outro dia. Como não pretendia fazer mais nada pelo resto do dia, caminhei em direção ao lago de canoagem, gostava da vista que tinha de lá, especialmente quando o crepúsculo começava a dar os primeiros sinais, admito também que as Naiádes eram serem agradáveis de se observar. q Saio dali.



80 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Perséfone
avatar
Filhos de Fobos

Idade : 20
Mensagens : 25

Ficha Campista/Divina
Level: 17
Mascote: Criatura Metamorfoga
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Bernard Fontaine Célérier em Sex 6 Dez 2013 - 15:32

Treino de Espadas, Escudos e Adagas

O sol não saiu naquele dia. A nuvens haviam envolvido todo o exterior do acampamento. O clima úmido não estava presente. E apenas uma pequena névoa rastejava pelo chão enquanto eu acordava no chalé de hermes, onde eu, os indefinidos, era obrigado a suportar. Já estava fazendo listas de deuses que eu provavelmente nunca seria filho. Poseidon foi o primeiro a sair da minha lista, já que eu realmente odiava mar. Dionísio também, já que eu não curto festas, barulhos e nem bebida. Já era mais óbvio que nunca seria de hermes, aliás, eu estava convivendo faz alguns meses com os filhos dele e nunca tivera a mínima vontade de socializar com eles. Hermes não. Apolo quem sabe, eu gostava de utilizar o arco, mas não tinha habilidade com o mesmo e detestava o sol. Bem, eu estava com milhares de opções e nunca sabia ao certo se era bom ou não ficar imaginando se deveria criar esperanças de ser filho de algum desses imortais que vivem no olimpo. Acabei com tais pensamentos assim que saí do chalé. Um sorriso se abriu em meu rosto quando senti o vento seco e gélido batendo em meu rosto, além da sombra formada pelas nuvens sobre nós. Andei em passos largos indo em direção a arena, hoje eu treinaria espadas, adagas ou algo do tipo.

A arena era bem simples. Haviam vários bonecos, armas que pendiam nas paredes e tinha um formatura similar ao de um coliseu. Entrei com o pé direito dentro da área circular e logo me dirigi até a parte em que os bonecos ficavam presos ao chão. Analisei  puxei uma adaga da parede e verifiquei-a centímetro por centímetro. Ela tinha uma formato esquisito, como se fosse um trovão. Segurei-a pela ponta da mesma e virei-me para o boneco. Tomei distância e lancei a adaga em direção a ele. Ela girou umas 5 vezes antes de chegar ao boneco de palha. O boneco de palha soltou maços de palha da coxa esquerda quando a adaga perfurou o boneco. Puxei mais 4 adagas da parede colocando-as uniformemente, uma ao lado da outra em meu cinto e passei a atira-las. Saquei a primeira e lancei colocando o pé esquerdo para apoiar o impulso que fez com que a adaga fosse com tamanha força que varou a mão do boneco. Puxei outra do cinto e lancei em direção a cabeça do boneco, porém ela apenas raspou o ombro abrindo um pequeno rasgado. Saquei as duas últimas e segurei firmemente em minha mão. Corri em direção ao boneco e pulei pouco antes de acerta-lo enfiando a primeira adaga no peito do boneco e utilizando de impulso para girar sobre o boneco para enfiar a outra nas costas do mesmo logo após o mortal do pulo. Não percebi, mas logo após aquela cena eu estava ofegante e minha cabeça estava encharcada de suor.

Enxuguei meu rosto numa toalha que levava comigo e saí dali, indo até outro boneco livre e novo. Desta vez não tive a mínima vontade de usar as adagas, peguei uma espada curta na parede das armas e voltei para o boneco. Sentia dificuldade para segurar a arma, mas assim que desferi o primeiro golpe horizontal no pescoço. Pude ver o suor de meu rosto escorregando no momento em que desferi o primeiro golpe e as palhas que enchiam o boneco sair esfumaçando do pescoço do boneco. Puxei a espada de baixo para cima desferindo um golpe vertical, enquanto, um pouco abaixado, andava para frente girando e voltando-me para o boneco. O braço do boneco se desgrudou naquele momento, as palhas ficaram segundos no ar e muitas se prenderam em meu cabelo. Sem perder tempo tempo abaixei a espada novamente enquanto levava-a para a direita desferindo outro golpe horizontal que decapitou o boneco. Estava cansado nesse momento, eu nunca me esforçava para fazer algo e pela primeira vez eu conseguira desferir golpes se deixar que a espada escapasse de minha mão. Respirei fundo e fiz o último golpe. Perfurei a barriga do boneco com a espada e com força enfiei-a mais adentro até que varasse o boneco e ficasse peso no mesmo. Enxuguei o suor em minha testa e tomei um banho no vestiário da arena. Agasalhei-me com as roupas que levara para usar depois do treino e então saí dali indo ao chalé de hermes novamente.
- narração - fala - pensamentos - fala de outros/citações -



75 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 15 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Perséfone
avatar
Filhos de Hades

Idade : 23
Mensagens : 18

Ficha Campista/Divina
Level: 10
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Keoma B. Yoshida em Sex 6 Dez 2013 - 20:40



Treino com Espada.
Mais um treino de espadas, e armas. Hoje eu participaria do treino com os demais campistas, a aula de ontem do filho de Ares havia me dado uma pequena noção de como portar uma espada.  Cheguei ao local e Quíron estava lá para ministrar o treino ele pediu para que os campistas que não apresentassem arma que pegassem uma na bancada que havia ali no campo aberto, fui até a mesma. Analisava as armas e nisso olhei o filho de Ares me olhando e quando fui pegar uma espada o mesmo olhou para mim e fez com que não, coloquei a mão sobre outra e ele fez com que sim com a cabeça. Peguei a espada, que era mais uma adaga, e embainhei a mesma.

Quíron estava falando que as duplas que faríamos seria uma base de esquiva e ataque. Poderíamos começar o exercício , as duplas foram se formando e o filho de Ares veio até mim para formarmos uma dupla. Apunhalei minha espada e fui para a posição de combate, pé esquerdo a frente e posição de guarde. Nenhum de nós atacávamos, até que ele  tomou a iniciativa e defendi. Com a defesa fui para trás, seu ataque por mais que fosse só um “aquecimento” ele acabara atacando forte.

Em um contra ataque realizei um ataque de cima para baixo em seu meio, mas ante que minha espada chegasse nele foi parada por sua espada e ele projetava em um contra ataque a sua espada deslizava com precisão contra a minha perna e baixei em único movimento minha espada travando a sua. Estava aprendendo a me defender, noções básica. Forcei para baixo a minha espada e realizei uma ataque de cima para baixo contra seu tórax, o rápido ataque foi rápido e preciso.

Um rasgo no peitoral foi realizado e dei um sorriso. Acordei a fúria do filho de Ares. O mesmo começou a investir uma série de ataques contra mim, só tive a possibilidade de defender um. Vários cortes em meu peitoral foram feitos e no fim deles um chute foi realizado em meu peito.  Olhei para ele com uma cara de Filha da puta . Tentei dar uma rasteira nele, mas a perna dele era forte e ele não caiu.

Levantei e investia ataques contra ele, se ele tava irritado. Eu também estava. Meus ataques eram sem sucessos, mas eu estava conseguindo irrita-lo um pouco. Parei de realizar os ataques e fiquei apenas respirando ofegante e ele veio até mim e realizei o chute em suas pernas que eu havia buscado mais cedo e derrubei o mesmo e coloquei a espada em seu pescoço

- Pega leve companheiro.

E dei a mão para ele me ajudar a levantar e nisso ele pegou minha mão e me jogou para trás. Fugimos o propósito treino de espadas para treino de luta livre. Quíron chamou a todos, o treino tinha acabado, deixei a espada e falei com o filho de Ares enquanto íamos para a casa grande.

06/12





75 X P

Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Perséfone
avatar
Filhos de Melinoe

Idade : 20
Mensagens : 4

Ficha Campista/Divina
Level: 4
Mascote: Corvo Fantasma
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Kira Lewis Petrovich em Sex 6 Dez 2013 - 21:23

Estava á apenas algumas semanas no acampamento e não conhecia muita gente ainda, digamos que também não fazia lá muita questão também. As vezes conversava, mas apenas quando vinham falar comigo sobre algo realmente importante, nada contra amigos, mas minha paciência costumava ser curta para atura - lós. Na minha segunda semana naquele acampamento, haviam ido até onde estava me retirando do Chalé de Hermes e levando para o Chalé que disseram ser de meu pai, Ares, que havia me reclamado naquela mesma manhã. Achava aquilo tudo estranho, afinal eu sempre fora meio perdida e nunca liguei para quem eram meus verdadeiros pais, mas não esperava descobrir que um deles - mais especificamente meu pai - fosse um deus do Olimpo. Conhecida agora como filha de Ares andava atraindo mais olhares em minha direção, não que aquilo já não fosse costumeiro para mim, mas ainda assim me irritava. Caminhava para o que seria o meu primeiro treino com espadas, escudos e adagas ou ao menos era o que haviam me informado enquanto entrava em uma grande arena seguida por alguns campistas de todos os tamanhos e idades. Sentia-me um pouco velha de mais entre eles e de fato eu era, fora tão bem escondida de minhas origens que demorou mais tempo que o comum para me acharem e agora era uma gigante brincando de aprender que nem criancinha.

Usava uma blusa qualquer do acampamento em tom de vermelho sangue com uma cabeça de Javali em negro no meio da estampa, quase gritava pra todo mundo "ver" que uma filha de Ares estava passando. Não era muito boa com isso de ser o centro das atenções, mas com o tempo e a vida tive que me acostumar aquilo uma vez que por onde eu ia a confusão me acompanhava, afinal de contas não era atoa que tinha tanta fichas de ocorrência com a policia Francesa. A calça jeans velha e gasta andava com alguns pequenos rasgos em algumas regiões, frutos de treinos em que acabava exagerando na dose, mas nada que realmente me incomodasse, para falar a verdade, aquilo de ficar suada, cheia de terra e com as roupas em péssimo estado era legal. Bom, ao menos agora depois de saber quem era meu pai eu sabia que não ser patricinha e não me importar com essas coisas, não era uma coisa realmente absurdamente anormal para uma mulher. Ouvia alguns gritos vindos de todos os lados da Arena e parei na metade do caminho observando minhas opções de treinos... Espantalhos, robôs ou outros campistas. Um sorriso brincou em meus lábios enquanto ponderava cada uma de minhas opções uma vez que bater em alguns caras do acampamento era uma ideia tremendamente tentadora. Por infelicidade minha não me deixariam fazer isso assim, digo os instrutores que viviam rondando ali com certeza adorariam a oportunidade de ver alguém detonar uma filha de Ares só para poderem rir e curtir com a minha cara depois e eu não iria dar aquele gostinho a eles.

Caminhei calmamente em direção a uma pilha de espadas jogadas em um canto e analisei algumas com cuidado pegando, por fim, uma que achei adequada. - Vamos ver você - Falei com um pequeno sorriso de lado enquanto erguia a espada e fazia um movimento cruzado em forma de "X" com a mesma testando sua leveza nos movimentos necessários. Era incrível como conseguia manipular qualquer arma com extrema facilidade, mas tinha uma incrível queda por espadas e aquela ali só possuía um problema: estava cega. Bem, quando digo cega quero dizer que sua lamina já não iria me ajudar a rasgar nem mesmo os espantalhos que havia ali. Atirei a mesma para o lado e peguei mais três repetindo o movimento que havia feito com a primeira acabando por ficar com a ultima que parecia estar melhor que as outras. Com uma espada em punho agora faltava só me decidir entre os robôs e os bonecos de palha espalhados pelo local e sendo destruídos por outros semideuses. Depois de ponderar o perigo que um robô poderia representar para mim resolvi que era hora de transformar um deles em sucata e largar os bonecos de palha para as crianças. - Sai da frente purpurina - Rosnei para um filho de Apolo que veio correndo até mim querendo me impedir de ir para junto do robô que havia escolhido para enfrentar. O garoto pareceu não curtir muito o jeito o qual havia tratado o mesmo, mas ainda assim resolveu que ia tentar me impedir de fazer o que eu queria alegando que precisaria de mais treino para enfrentar um deles.

- Eu discordo e isso já é o suficiente para mim agora saía do meu caminho - Se tinha uma coisa que eu odiava desde que pisara no acampamento era os filhos de Apolo e Afrodite que sempre vinham pro meu lado jogando charme. Sabem como dizem uma vez lésbica nem Zeus na causa pra mudar alguma coisa e aqueles garotos dando em cima de mim realmente me irritavam. A parte boa do acampamento era que as irmãs deles eram realmente babáveis e a praia parecia ser o lugar ideal para um passeio quando se quiser admirar novas paisagens se me entende. O garoto olhou para mim de cima a baixo e ergueu as mãos como se dando por "derrotado" e após um "tudo bem, gatinha" o infeliz sumiu das minhas vistas. Diga - se de passagem, que foi bom ele ter feito isso, ajudou a sobreviver por mais um dia naquele acampamento. Continuei meu caminho até um lugar mais vazio da Arena onde um robô desligado parecia estar na eterna espera por um adversário. Parei bem em frente do mesmo que parecia ter quase o dobro do meu tamanho olhando de tão perto, nada que me assustasse é claro, mas definitivamente seria um desafio bem complicado para mim. Ouvi algumas risadinhas atrás de mim e podia jurar que o filho de Apolo havia chamado alguns amiguinhos para ver meu treino, com certeza na esperança de me carregar até a enfermaria ou para poder rir da cara da filha de Ares que perdeu para um mero robô de quase 2 metros. - Vamos lá sucata - Falei um pouco baixo enquanto achava onde ligava o robô me arrependendo no minuto seguinte de não estar com um escudo e ter sido burra o suficiente pra estar de frente para o robô ao fazer aquilo. Quase que instantaneamente o robô havia ligado e esticou os braços de ferro me acertando em cheio na barriga e jogando alguns passos para trás diretamente no chão.

- Autch! Isso vai deixar marcas - Falei comigo mesma enquanto puxava o ar com dificuldade no primeiro momento, antes de voltar a ficar de pé. O robô se esticou algumas vezes como se não fosse utilizado a tanto tempo que precisava se auto - checar para ver se não tinha nada enferrujado. Respirei fundo agora com a respiração novamente regularizada e ergui a espada em direção ao robô que se punha em posição de ataque. - Vamos lá lata velha! Mostre-me do que você é capaz sua sucata! - Desafiei, mesmo parecendo uma ridícula ao falar daquele jeito com um monte de metal. A questão era que por mais que para mim aquilo fosse ridículo, o robô realmente me entendera e no segundo seguinte possuía uma espada e partia a toda velocidade em minha direção mostrando que não era uma maquina qualquer. Coloquei a espada em posição e corri também em direção ao robô gritando ferozmente em sua direção, algo que ninguém entenderia, ou melhor, talvez os meus meio - irmãos entendessem, mas era algo que me ajudava bastante naquela hora. Quando estávamos prestes a nos chocar o robô foi mais rápido e cortou o ar na horizontal com a espada em direção a minhas costelas e a única coisa que tive tempo de fazer foi me jogar para o lado caindo no chão e rolando para longe evitando o ferimento. O problema era que por mais que tivesse rolado o robô se recuperara bem fácil do golpe e logo executava golpes na vertical em direção ao chão me obrigando a continuar rolando na areia para longe de seus golpes que abriam buracos na onde atingiam.

Ouvi os campistas que me observavam junto com o filho de Apolo, começarem a rir de minha situação e se tinha uma coisa que me deixava mais nervosa ainda do que levar surra de sucata era ser humilhada daquela forma. Fechei os olhos e respirei fundo enquanto rolava novamente para o lado e deixei que meus instintos tomassem conta de meu corpo mesmo sendo difícil uma vez que eles costumavam ativar só depois que eu tomava alguns golpes. Abri os olhos em tempo de ver o robô erguendo a espada no alto para me acertar no chão e com uma agilidade incrível girei minha espada em direção as pernas do sucata e atingi uma delas causando dando o suficiente para impedi - ló de me golpear e me por de pé num movimento estilo Matrix. Sorria agora extremamente animada ao sentir a adrenalina correndo solta por minhas veias ao ver o robô mancar após o golpe em uma de suas pernas, não que havia ficado sem ela o golpe não tinha sido forte o suficiente, mas ele já mancava e isso era uma vantagem para mim. Coloquei a espada em posição de ataque e deixei meu corpo se contrair em uma posição ofensiva que me permitisse me defender caso algo desse errado. O robô assim que se recuperou voltou a erguer a espada e a brandi - lá em minha direção fazendo movimentos verticais e horizontais diferenciados me obrigando a me mover cada vez mais rápido para me desviar pulando para o lado ou bloquear seus golpes com a minha espada. Devo dizer que no começo a coisa não era realmente favorável para mim, custava a bloquear seus golpes e devido a sua força jurava que minha espada se quebraria a qualquer segundo, coisa que felizmente não aconteceu hora nenhuma.

Aproveitei-me de quando seus movimentos constantes cessaram pra me afastar um pouco e começar a "rodear" o robô usando aquilo de artifício apenas para olhar o lugar onde nos encontrávamos e não tirar os olhos de meu adversário. Deixei que ficássemos naquela posição por duas rodadas até que consegui ver uma parede da arena mais perto que possuía alguns apoios para objetos ou ao menos pareciam ser e me deixei ficar de costas para aquilo. Como era de se esperar, assim que cessei meus passos o robô partiu numa investida sem dó para o meu lado e apenas fiz pular para trás e me virar de costas para o robô começando a correr a toda velocidade em direção aos apoios ouvindo risadas ecoarem atrás de mim. - Vão rindo enquanto podem bando de estúpidos - Sussurrei para mim mesma pouco antes de chegar em meu objetivo vendo uma pilha de escudos bem perto dos apoios sobre a qual saltei para usar de degrau até meu objetivo. De pé em cima daquelas coisas, sabia que era questão de tempo até se quebrarem e me fazerem cair e o robô agora tentava tirar de sua espada uma serie de escudos de metal que com a força do impacto da mesma havia "grudado" na espada. - Que foi lata velha? Perdeu a arma? - Tirei sarro da situação do robô enquanto um sorriso surgia de canto em meus lábios e me aproveitava daquilo para saltar em direção a cabeça do robô que pego de surpresa apenas começou a se agitar descontroladamente sem saber se me tirava de cima de sí ou se arrumava sua espada.

- Acho que esta na hora de alguém perder seus parafusos - Ponderei com um sorriso cruel em meus lábios enquanto mantinha minhas pernas uma em cada "ombro" do robô encaixando minha espada em seu "pescoço" e puxando o mesmo para cima e para baixo com uma dificuldade tremenda. Podia sentir a lâmina da espada cortar minha mão na onde segurava a espada para ajudar a dar impulso, mas não me importava com a dor de certa forma ela me agradava e me dava mais forças ainda para acabar com a raça daquela sucata. Com um ultimo movimento um pouco cauteloso dobrei uma perna por vez apoiando meus pés nos "ombros" do robô e usando toda minha força enquanto sentia socos vez ou outra acertarem meu corpo e meu braço, consegui finalmente arrancar a cabeça do robô antes que acabasse com a minha própria mão. Caí no chão de costas quase que no mesmo instante em que o robô caía e tudo parecia rodar enquanto sentia uma tremenda dor nas costas, nas costelas e no braço que ainda sustentava a espada com força. Justo o lado o qual recebera golpes da enorme mão de metal do pedaço ambulante de sucata que jazia agora no chão dando curtos. Sentei-me no chão com dificuldade e olhei para minha mão ensanguentada podendo notar que o ferimento não era tão profundo assim, mas iria deixar alguma cicatriz para me lembrar daquilo. Pus-me de pé evitando deixar que minha mão machucada encostasse no chão ou outro lugar qualquer para que não infeccionasse e apenas cravei minha espada no peito de metal do robô e o peguei pelo pé arrastando com dificuldade até onde os campistas que riam de mim estavam. - Acho melhor alguém levar essa lata velha pras forjas, vou precisar de uma nova quando voltar da enfermaria - Falei com tom de voz firme enquanto mantinha minha postura correta como se nenhum daqueles machucados passarem de simples arranhões.

De fato a raiva que sentia das risadas daqueles estúpidos me fazia me manter forte, me dava as forças que precisava para arrastar o robô e sair de cabeça erguida da arena em direção a enfermaria, mas aquilo não queria dizer que os ferimentos que tinha não doíam pra caramba. Saio dali pra enfermaria caçar a irmã do carinha que tava rindo de mim u_ú.


95 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Zeus
avatar
Ceifadores de Tânatos

Idade : 21
Mensagens : 36

Ficha Campista/Divina
Level: 29
Mascote: Manticora
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Sab 7 Dez 2013 - 15:52



Maybe it's a date
Morning . training . camping rome

- Essa daqui faz mais o seu tipo- falei pegando uma espada da parede e entregando para a legionária. Ela olhou um pouco assustada para mim e então pegou o cabo da espada, se não me enganava era a Katherine da IV Coorte.- Quer dar uma treinada com ela? Eu pego leve- falei sorrindo o que a deixou um pouco tímida, mas assentiu com a cabeça e começou a andar em direção à Arena. Eu sempre procurava ajudar os legionários menos experientes, já que assim podíamos melhorar a legião inteira. Afinal se todos estivessem no mesmo patamar, podíamos ser a melhor legião que já existiu em Roma. Em seguida peguei uma espada um pouco maior que a dela e então fui até ela balançando a arma com facilidade no ar, embora não fosse minha intenção intimidá-la.- Não precisa ter medo de mim, quero que você dê tudo de si, ok?- ela assentiu mais uma vez e então posicionou-se com a espada de maneira certa e me atacou. Seu primeiro golpe foi no lado direito de minha barriga, mas defendi com a lamina da espada. Em seguida dei um golpe com o cabo na direção do seu peito, mas ela recuou desviando com agilidade. Em seguida passou a lâmina sobre minhas pernas e admito que tive que dar um pulo para trás.- Opa- ri um pouquinho e então joguei a minha espada sobre meu ombro sorrindo confiante pra ela.- Você manobra a espada muito bem, só precisa um pouco mais de técnica e acho que não vai problema em aprender isso- ela deu um sorrisinho fraco e então desviou o olhar pra espada, girou ela com habilidade e então fez o mesmo movimento que o meu.- Oh, quer brincar?- ela riu e então eu lhe ataquei.

Bradei a minha espada na direção de seu pescoço, mas ela defendeu levantando a espada como escudo na lateral de seu corpo. Girei o meu corpo e tentei lhe atacar com a parte de trás da espada, ela simplesmente desviou para o lado com alguns passos e então me atacou. Deferimos uma série de golpes consecutivos no ar, o que soltou algumas faíscas sempre que as espadas se cruzavam. Na ultima porem, coloquei força de modo que as espaças girassem em um ângulo de 180 graus, em seguida pulei para o lado, girei a sua espada com força, peguei em seu pulso e então mirei a ponta da minha espada em seu pescoço.- Um a zero pra mim- ela não demorou a reagir, deu-me uma cotovelada e pegou a sua espada de minha mão e tentou me atacar na barriga. Já fazia algum tempo que uma menina mostrava tanta habilidade daquele jeito, normalmente eu conhecia os melhores guerreiros da legião e procurava sempre treinar com eles para que eu pudesse melhorar cada vez mais. Joguei as minhas costas para trás me curvando e fugi do seu ataque por um momento, mas logo o segundo golpe veio e ela girou a espada passando a sua lâmina por meu pé. Cai no chão um pouco surpresa por ter sido pega daquela maneira.- Um a um então- falei meio receosa pela ponta da espada estar bem na minha garganta. Ela deixou que eu me levantasse, girei a espada em minha mão e então a posicionei.- Pronta pro desempate?- ela apenas riu e então me atacou sem hesitar.

Quando ela tentou fincar a espada em meu braço, tentei desviar para o lado, mas ela previu isso e fez um ‘x’ no ar o que fez um corte em meu braço. Olhei o sangue e então para Katherine que sorria vitoriosa. Não perdi tempo e joguei a espada sobre a lateral do corpo dela, ela desviou com passos rápidos e atacou a minha perna. Porem dei uma cambalhota pra frente, girei pra trás com a espada posicionada. Ela era rápida e conseguiu desviar no último segundo. Respirei fundo já um pouco cansada e me coloquei em pé recomeçando uma série de golpes primários que ela defendeu todos com perfeição. Eu não sabia onde aquela menina estava enfiada, mas ela era boa, muito boa na verdade e isso era muito surpreendente, talvez eu treinasse mais algumas vezes com ela. Senti um baque no meu nariz e no segundo seguinte estava no chão, ela havia pegado o meu nariz com o cabo da espada.- Acho que você ganhou, é- resmunguei limpando o meu próprio sangue e então me levantei.- A gente pode brincar mais algumas vezes gatinha- pisquei para ela e então fui guardar a espada. Quando passei pela arena ela lutava com habilidade com um autômato das proles de Vulcano. Era bom ter legionários dedicados como ela, e com um sorriso deixei a arena.





95 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Perséfone
avatar
Ceifadores de Tânatos

Idade : 22
Mensagens : 51

Ficha Campista/Divina
Level: 21
Mascote: Manticora
Mochila:

Ver perfil do usuário http://sueiko.minus.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 7 Dez 2013 - 17:07


O tempo estava estranho no Acampamento Meio-Sangue, o sol quase não brilhava, pois estava sendo escondido pelas nuvens cinzentas que deixava o ambiente pouco claro. A chuva ainda não havia começado, porém não demoraria muito para que ela começasse. Não eram muitos os campistas que estavam andando pelo acampamento, afinal poucos eram aqueles que estavam dispostos a pegar chuva. Além disso, o vento era intenso, deixando o clima, que já não era dos melhores, bastante gélido. Davos, com certeza, era um dos aventureiros, estava disposto a aproveitar cada dia que ali estivesse para treinar, se superar, para estar preparado quando uma missão chegasse. O fato de ser apenas semideus lhe dava apenas mais motivação para treinar. Sabia que a única forma de conseguir se tornar forte seria com o seu esforço, com muito treino e dedicação. O garoto vestia um uma blusa branca básica, uma jaqueta de couro preta, uma calça também preta e um coturno, enquanto mexia no cabelo ainda molhado pensava o que iria treinar.

Adentrou na arena e ainda não sabia qual seria o treino do dia, depois de alguns segundo decidiu, iria pegar um chicote e começar a treinar com aquela arma, já que queria saber usar todas as armas, tinha que começar a praticar. Aproximou-se de uma área onde estavam vários chicotes e correntes pendurados em ganchos, pegou uma corrente de tamanho mediano. Não sabia direito por onde começar, então resolveu experimentar, enrolou um pouco da corrente em seu braço. Em seguida se locomoveu até uma área onde havia alguns bonecos, onde golpes deveriam ser treinados. Levantou o braço e braço e começou a girar a corrente, se sentiu como um caubói, depois de ficar girando a arma por alguns instante fez um movimento de baixo para cima e de trás para frente com o braço, com isso a arma atingiu o fantoche, cortando um pouco do que seria o ombro do mesmo. Abriu um sorriso, havia conseguido, mas os elos da corrente haviam marcado seu braço, mesmo sabendo que aquilo logo sumiria, não estava gostando de ficar marcado. Sabia que tinha que aumentar e muito a força para que seus movimentos ficassem perfeitos. Depois de repetir algumas vezes esse movimento, cada vez mais rápido e com mais força, resolveu tentar usar a corrente para outra coisa, imobilizar alguma parte do oponente.

Afastou-se um pouco do boneco, respirou fundo, enrolou parte da corrente em seu braço, porém deixando um pouco frouxo dessa vez, para não marcar mais o seu membro. Dessa vez não levantou muito o braço, simplesmente “fechou” o mesmo, deixando a mão na altura da cintura, então começou a girar a corrente com uma velocidade não muito alta. Em seguida lançou a mesma, porém os aros não conseguiram se enroscar no braço do boneco. Teria que treinar, principalmente sua força. Repetiu o movimento mais algumas vezes, até que conseguiu fazer com que os aros se enroscassem no braço do fantoche e, em seguida, apertou a corrente e a puxou, o resultado disso foi que conseguiu arrancar parte do braço do boneco. Depois disso, começou a misturar as duas coisas que havia treinado, primeiro desferia alguns golpes com a corrente, que deixavam marcas, depois de realizar uns cinco ou seis golpes lançava a corrente e, quando a ponta atingia o alvo, girava o braço, o que resultava no enroscamento da corrente no oponente, seguido disso puxava a arma e arrancava o membro que fora enrolado. Fez isso por amais ou menos duas horas, até que o cansaço começou a bater e, por fim, deu por encerrado o treino e se dirigiu ao refeitório, onde repôs suas energias.




90 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

Perséfone
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 27
Mensagens : 117

Ficha Campista/Divina
Level: 50
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Logan K. Scheubaer em Sab 7 Dez 2013 - 22:10


TREINOS DE ARMAS DIVERSAS

Estava sentindo avanços nos meus treinos, começava a sentir a diferença. Estava mais habilidoso com a espada, não temia mais tanto lutar contra monstros, assim como não temia ter que liderar um grupo em uma batalha. Tudo começava a ficar diferente, ainda bem que para melhor. Para complementar minha série de treinos, fui mais uma vez para o campo de treino de armas brancas.
 
Ao chegar à arena peguei um boneco emborrachado e coloquei-o no meio da arena. Saquei as duas espadas da bainha e apontei para o boneco – Boa sorte em tentar sair inteiro – Falei. Pressionei firmemente o punho das laminas e avancei no boneco. Primeiramente fiz um corte na diagonal no peitoral do boneco e girei meu corpo em meu próprio eixo. Usando a velocidade adquirida, faço um corte rápido no abdômen do mesmo com a outra espada.
 
Virei o boneco e enfiei minhas duas espadas na barriga do mesmo. Retirei uma de dentro e cortei onde deveria ficar a garganta do mesmo. Puxei rapidamente a outra espada e com as duas laminas em mãos ataquei verticalmente o mesmo, cortando desde seus ombros até a cintura do mesmo.
 
Chutei a barriga do boneco, jogando-o no chão. Coloquei o pé encima do mesmo e enfiei minha espada na garganta do mesmo, impulsionando o corte para baixo até chegar entre os pulmões do mesmo (caso ele fosse vivo). Girei a outra espada na mão e enfiei-a no meio da cabeça do mesmo. Se o mesmo fosse vivo, com aquele ataque não estaria mais.



65 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 20

Perséfone
avatar
Filhos de Zeus

Idade : 23
Mensagens : 110

Ficha Campista/Divina
Level: 26
Mascote: Pégasus
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Allie Vahlok Schneider em Dom 8 Dez 2013 - 0:55

Keep distance, danger girl
Primeiro Treino de Armas Diversas

Chegava finalmente para um de meus treinos de combate direto, com armas diversas e de curta distância, algo com o que tinha grande certeza de que me complicaria, afinal gostava de armas de longa distância, preferencialmente o arco e flecha, onde podia analisar melhor a situação para depois usa-las com destreza que obtinha em cada treinamento. Um filho de Hermes assim me ajudou a encontrar a melhor arma para meu porte e altura. Não era muito forte ainda por pouco ter trabalhado com coisas pesadas e do tipo e assim ele me indicou uma espada mediana e fina que pudesse ser manejada com ambas as mãos e um escudo pequeno que protegia grande parte de meu dorso, sendo até que leve.

Pesei ambos em meus braços me acomodando com seus pesos e assim tentando pegar uma noção de como melhor manejar, girando a espada em meu pulso algumas vezes, fazendo o movimento de 360° para ter melhor noção de como maneja-la girando-a também em volta de meu corpo algumas vezes, para assim aumentar minha noção de seu tamanho, peso e movimento com o ar a minha volta, algo um pouco complicado e que quase me custou um corte no ombro direito, o lado com que segurava a arma. O escudo estando preso a meu braço esquerdo, com o qual eu não tinha movimentos tão bom, mas seria útil quando livre do escudo para conseguir trabalhar com as duas mãos junto a espada.

Assim parti para perto de um dos bonecos de palha que eram de tamanho natural e treinei por algum tempo junto com o mesmo, fazendo movimentos de forma a acertar a lateral de seu corpo e não de perfura-lo tanto, evitando destruí-lo logo de cara. Ia girando em volta do boneco, assim acertando seus braços ou pernas vez ou outra, puxando o escudo como proteção para falsos ataques que ele pudesse me fornecer se fosse um real oponente. Ia acelerando meus movimentos, dando agora algumas estocadas em seu estomago ou peito, usando agora o escudo não só para defesas altas como para defesas baixas quando um oponente poderia tentar acertar minhas pernas se aproveitando da baixa proteção que meu escudo disponibilizava.

Depois de um tempo que me pareceu alguns 20 minutos fazendo isso, sentia o suor escorrendo pela lateral de meu rosto, diminuindo o ritmo e parando um pouco depois, no que me sentei em uma colina perto, sentindo o folego me voltar. Alguns outros meninos e meninas duelavam um contra o outros, com armas diversas, uma outra menina estava com um machado procurando algum adversário para uma disputa, sendo orientada por um dos conselheiros para tentar um combate comigo. _Então quer um treino de verdade ou vai ficar apenas brincando com oponentes imaginários?_ A menina morena de cabelos curtos e presos me perguntava ao se aproximar.

Tinha cravado minha espada na terra e assim me levantei logo arrancando a mesma dali, sabia que a menina não era tão novata por ali quanto eu e deveria saber ataques e estratégias melhor do que eu pela forma como agia e como lidava, talvez fosse uma filha de Ares ou de Hefesto, alem do fato de ter já uma correntinha ao pescoço com uma das contas que se ganhava a cada ano dentro do acampamento. _Vamos lá!_ Sorri de lado e caminhando lado a lado com a mesma até chegarmos em uma área ainda junto da parte de treinamento onde poderíamos duelar uma conta a outra. Cruzamos espada com machado antes de darmos um passo para trás cada uma quando o duelo começou. Ia analisando seus passos enquanto andávamos meio que em circulo, mantendo meu escudo entre meu peito e minha cintura, sem que atrapalhasse minha visão.

Girava a espada de forma cuidadosa e firme, mantendo minha atenção em cada movimento seu que decidindo atacar cruzou o machado em minha direção, por uma, duas, três vezes, em que ia recuando cada uma delas com um passo, antes que ela desse o quarto ataque dei-lhe com meu escudo em seu ombro, empurrando ela novamente para trás um pouco tonta com o impacto forte de meu empurram, porem ainda assim se mantendo firme. _ Então?_ Tentando demonstrar que não tinha sido nada abalada ela  me lançou outro ataque, porem desta vez por cima, no que me virei para o lado em um passo ágil, desviando de seu ataque, seguindo para o lado esquerdo, de forma que minha espada passou pela lateral de seu corpo para frente, fazendo-lhe um corte leve.

_Ops, estraguei sua camiseta?_ Sorri de lado, vendo ela ficar cada vez mais brava, antes por meus desvios e agora por ter sido realmente atingida. Respirando fundo ela lançou o machado novamente em minha direção em um movimento superior caindo, em direção ao braço em que eu segurava minha espada, sem me dar chances para acertar seu lado com a espada novamente, levantei o escudo em defesa, porem com seu peso todo tendo sido lançado contra meu escudo acabei por cair para trás, sentindo uma forte dor no ombro. Rolei para o lado, sem me deixar abalar, deixando o escudo pra trás por estar amassado e quase ter prendido meu braço no mesmo, no que sentia um dor no cotovelo por causa disso.

Não pretendia ter problemas por causa daquela coisa e sem ela me sentia mais livre para movimentos, a menina tinha cravado seu machado no local onde eu estava antes, o que se eu tivesse ficado por ali certamente poderia até causar minha morte. -Tais descrições passaram meio em câmera lenta até cada coisa ser percebida.- Mordi meu lábio inferior assim passando para um movimento mais rápido passando minha espada em direção a sua perna, apenas com o intuito de derruba-la. Porem com destreza, ela passou para trás, ficando sem seu machado, porem tirando uma adaga de dentro do cano do tênis de cano alto que usava.

Avançando contra mim em um golpe lateral que se confundia e transformada em uma estocada que acertaria meu estomago se não fizesse um movimento, me virando de lado e acertando suas costelas com o cotovelo, no que a mesma caia de lado, tendo uma espada direcionada para seu pescoço. _Cheque-mate._ Sorri de forma esperta antes de perceber o corte em meu braço que tinha sido feito por sua adaga, começando a arder e manchar minha camiseta. Levei a mão ao corte pressionando-o e deixando a menina livre para que se levantasse, no que a mesma segurava a costela que por acaso tinha sido o mesmo lugar onde tinha sido cortada. _Foi um bom treino..._ Entortei os lábios enquanto ela falava para irmos a enfermaria, por sua adaga que tinha ganhando de seu pai ou mão tinha alguns poderesinhos que poderiam me causar problemas depois. Assim nos retiramos seguindo para a enfermaria.



75 X P

Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Ψ Poseidon Ψ
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 19
Mensagens : 46

Ficha Campista/Divina
Level: 23
Mascote: Pégasus
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Dom 8 Dez 2013 - 1:21


Posicionei três bonecos para praticar, os armei com escudos presos em seus punhos esquerdos, vesti um peitoral de couro e um elmo com penacho azul para tentar ao máximo deixar parecido com um inimigo de verdade, claro que ainda eram seres inanimados. Avancei contra o primeiro empunhado minha adaga rápida, abaixei e descrevi um corte na coxa do adversário, ali corre um doas vasos sanguíneos mais importantes para um ser humano, suspeito que para monstros também, um ferimento ali e poderia resultar em morte instantânea. Levantei dando dois saltos para trás, distanciei do boneco armado para combate esperando que meu golpe tivesse sucesso, mas como na maioria das vezes resulta em erro eu ataquei novamente.

Estoquei contra seu peito protegido por uma camada de couro endurecido, contudo sorri assim que minha arma adentrou em sua proteção, dei uma joelhada forte em sua cintura e depois uma forte cotovelada na sua têmpora, menos um guerreiro. Corri de encontro com o outro já descrevendo dois arcos com minha adaga rápida, isso servia para pôr em guarda o inimigo e evitar um golpe surpresa de sua parte. Afastei dando um passo largo para esquerda, estoquei contra seu escudo simulando um golpe aparado e depois girei por onde sua guarda estaria aberta e receptível para um golpe. Finquei minha adaga por dentro de seu elmo, esse golpe seria com certeza mortal, sangue estaria jorrando nesse momento, mas apenas alguns fios de palha caíram. Dei um leve sorriso caminhando levemente para o último inimigo, talvez ele já estivesse temoroso por enfrentar aquele que derrotou dois de seus amigos ou com algum sentimento de vingança para me matar a qualquer custo, isso atrapalha a mente de um lutador, sentimentos errados.

Como ele provavelmente estaria com raiva atacaria primeiro, desviei de lado como se fosse alvejado por alguns arcos diretos, descrevi um corte diagonal acertando sua cintura, a dor seria um motivo para lhe alertar de que se viesse de novo teria um novo golpe, assim eu assumo a ofensiva. Uma forma de atacar é com golpes que são fáceis de serem aparados, para depois resultar num golpe imprevisível. Estoquei contra seu peito, mas provavelmente ele defenderia com seu escudo, um arco algo e ele abaixaria, mas de um arco veloz em seu ombro onde segura uma espada resultaria em um bloqueio usando um escudo, ai está a brecha. Desvio o rumo de minha lâmina para sua barriga e de repente palha cai, chuto por entre sua perna e depois cravo minha arma em seu pescoço, morte do último guerreiro.

Dei risada leve como resultado, mesmo sendo com inimigos imóveis foi um bom treino. Em seguida coloquei minha adaga novamente no coturno e pus as mãos os bolsos da minha calça caminhando de volta para o chalé de Hades.



75 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 30

Ψ Poseidon Ψ
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 27
Mensagens : 117

Ficha Campista/Divina
Level: 50
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Dom 8 Dez 2013 - 13:07

Lets go to the Training !



Tarde, Bruno arrumara suas roupas, seu pequeno grifo quase adulto, cercaria-se o chalé de Apolo ficando ao teto do mesmo deitado ( onde fora posto uma cama de palha para o tal) Grifos são as criaturas mais fantásticas existentes ao menos para mim, eles fazem do seu dono em primeiro lugar a sua vida, em segundo seu líder e gestor, Light desde o ovinho era unido a minha pessoa.
Mais tardar, minha amiga atravessou o chalé a pressas, ela tentava dizer algo sobre treino de Armas diversas, como já perito em arco eu sou resolvi pegar um treininho com espadas, porque, o que adianta saber apenas ser arqueiro e em um ataque eminente corpo a corpo nós Proles do Deus mais poderoso da Luz, sair com percas.
A garota colocou mãos sobre meu punho e disse -Se arrume, Quíron quer nos dar um treininho bruno.-sorrindo persuadi em dizer -Quanto tempo vou viver neste acampamento ?-Sorri, a menina Colocou a mão em meu ombro e disse -Bem, não fique "deprê" Os treinos vão te tornar forte..- apenas dei uma risada farfalhante, puxando meu arco de Bronze celestial revestido de ferro estígio, sobre a mão, fui de encontro a Arena, a encontrar um garoto Greco Romano, fincar uma espada ao chão me desafiando.

Quíron do outro lado da arena sorriu a bater palmos um ao outro, sorri fui de encontro a arena que abriu-se portas para mim, meu arco tornou-se uma Espada de Dois Gomes, uma gome de Ferro estígio, a outra tão mais afiada de Bronze celestial, rodopiei a arma dentre dedos, dizendo -O melhor treino de espada é com toda certeza um Duelo.- Dionísio sorriu junto a todo uma plateia, ele me olhava para com outros olhos vendo em si um grande guerreiro que virei desde minha entrada no CHB.

O Garoto Romano, declinou seu joelhos emergiu-se um salto costurado com sua espada, a minha direção, elevei tronco atrás saindo do golpe, corri contra corrente, a Lâmina que uma hora era um arco, emanou-se uma luz transcendeu como fogo, fiz a espada correr dois lados como um "x" a lamina do Romano, estava de encontro, quando recebi um chute, cambaleei aos lados.

O Garoto correu contra mim, tentando cortar de cima abaixo meu tronco, elevei a espada para cima, com uma boa defesa, olhei para a cara do menino, meus olhos transcendeu uma luz atordoante, o menino cambaleou para trás com a mãos sobre os olhos esquecendo a espada no chão.

Corri contra corrente, elevando-se o cabo da espada a cabeça do  garoto Romano derrubando-o, deixei o fio de dois gumes a direção do queixo do tal, sorrindo ao dizer tais palavras.-Você não é oponente para lutar comigo !- A plateia foi a loucura, o Romano ficaria desacordado recebendo apoio de outros desafiantes, que não deixaram de dizer -Você ainda vai cair Grego !- sorri dando com ombros, a espada transformou-se em meu arco, que propondo a se transformar em uma caneta, guardei sobre o bolso de zíper que fechei em seguida dizendo.-Não quero ser roubado por proles de Hermes..- sorrindo levei tapinhas de ambos lados a costa, sorri e glorioso pela batalha perfeita, fui até o chalé ver como estava Light.


40 X P

Gramática (0-25 xp): 10 .-. Coesão (0-25 xp): 10.-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 20

Ψ Poseidon Ψ
avatar
Filhos de Apolo

Idade : 20
Mensagens : 62

Ficha Campista/Divina
Level: 21
Mascote: Grifo
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Vinny Oleander Salvatore em Dom 8 Dez 2013 - 16:26

O conselheiro do chalé de Hefesto entrega a espada para mim - Uau, eu sei que esse é o dom de vocês e eu não devia parecer tão surpreso, mas é impossível não ficar impressionado. Ela é perfeita - disse enquanto analisava a espada - Obrigado, sempre que precisar de uvas, pode me chamar! - falei enquanto me afastava das forjas e corria para arena, eu estava ansioso para treinar.

Chegando lá com meu escudo e minha espada, direcionei-me para um boneco de treinos. O boneco era alto, do meu tamanho, de palha com alguns alvos marcados em pontos fatais e órgãos internos, provavelmente para flechas. Saquei minha espada e meu escudo pondo-os em riste, paralelo ao dorso.

- Bem... Não sei como se luta com isso. Só vi alguns filmes antigos, mesmo assim é muito vago, mas levando em conta que eu sou filho do deus do teatro, acho que consigo interpretar um novo personagem: um espadachim grego!

Fiquei parado em frente ao boneco, pensando, o que fazer? Cortá-lo? Bem, tudo era muito confuso, não era como a minha antiga luta (a primeira que tive, em uma missão) na qual meus instintos coordenavam meus movimentos e meus pensamentos, me obrigando a fazer o necessário para sobreviver ou eliminar a ameaça.  Aqui era algo mais racional, era apenas um bonecos e treinar movimentos. Girei a espada contra o flanco direito do boneco, tok, se fez ouvir. Levantei o escudo e me inclinei para trás ligeiramente visando proteger meu dorso contra um ataque imaginário. Boom! Imaginei um golpe de maça impactando contra meu escudo. Imaginação era o que não me faltava, ler vários livros e interpretar os movimentos e imaginá-los me recompensou com um "treino" de imaginação ao longo dos anos.

A aquela altura o boneco de palha já tinha sumido de minha mente, à minha frente estava agora um soldado de meu tamanho com um conjunto de cota de malha de aço de baixa resistência, escudo e espada. Analisei a postura dele, pernas separadas uma das outras onde a dominante tomava a frente, joelhos um pouco flexionados e firmes. Escudo em riste ao dorso assim como espada. Tentei imitar sua posição, não era fácil por mais fácil que parecia... Óh ironia... Corri em sua direção girando o corpo em 360 º e executando um corte em seu escudo, como uma maneira de intimidá-lo e impedir a defesa do próximo ataque. Rápido como um soldado experiente, ele bloqueou com o escudo e já realizava uma estocada contra o flanco direito.

Tentei aparar sua espada com a minha usando a parte não cortante, porém em vão, fui golpeado nas costelas direita em cheio pelo soldado imaginário, por sorte imaginário. Voltei a posição. Avancei empurrando o soldado com meu escudo para desequilibra-lo, seguido de um de cima para baixo contra seu ombro direito, aquele com qual ele segurava sua espada, agora no chão. Não queria perder tempo, avancei como um cachorro que avança em um pedaço suculento de bife, o imaginário apenas defendia meus golpes de gládio com seu escudo com uma habilidade muito acima da minha, até que, no último corte, ele me bloqueia com seu escudo e, logo após, me chuta na perna. Simulei uma caída (porque esses ataques físicos não eram reais).

Sem pausa, ele avançou me direcionando um chute a face e me jogando de lado, minha simulação foi um tanto exagerada. Um chute do soldado me jogou a um metro longe. Ele agora recuava em direção a sua espada, não podia permitir. Me rastejei e levantei-me pulando contra ele e usando um tesoura para prender suas pernas e derrubá-lo como uma boleadeira que consegue atingir os pés do oponente. Imaginei ele caindo. O romano chutou meu escudo diversas vezes enquanto lutava para se soltar de minhas pernas, que mais pareciam trepadeiras envolvendo ruínas de uma construção.

O homem chutou-me a cara se libertando da prisão de minha pernas e agarrando sua espada imaginária, sem perder tempo avançou, desceu a lâmina vorazmente contra meu escudo que o rachou com o golpe. Recuei para o lado e cortei seu flanco esquerdo, onde o escudo não cobria com eficácia. Ele gemeu desestabilizado. Avancei novamente erguendo a lâmina contra seu peito, pronto para empalá-lo ou assim pensei. O soldado imaginário girou em seu eixo aparando com seu escudo e ele me empalou no coração. Fingi uma respiração cortada e precária enquanto girava tentando retirar aquele aço sádico ao qual na minha imaginação fértil me matara.

Os campistas provavelmente estava pensando, ante meu espetáculo de encenação de batalha: Esse garoto novo comeu as ervas estragadas dos filhos de Deméter? Ele é mímico? Ele não se alimentou? O Sol está fritando-lhe a cabeça? Foi quando percebi que o boneco de palha já estava a 5 metros de mim, com vários cortes espalhados pelo corpo (pelo menos, o que restou do seu "corpo"). Eu no chão todo sujo e os campistas me dirigindo olhadelas esquisitas pelos cantos dos olhos. Me retirei da Arena para dar uma pausa em meu treinamento.


90 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Perséfone
avatar
Filhos de Dionisio

Idade : 22
Mensagens : 43

Ficha Campista/Divina
Level: 17
Mascote: Tigre Mecânico
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Katherine Owen Miller em Seg 9 Dez 2013 - 0:00




the queen of skies,
not everything is as you want it to be, sometimes when it gets tricky.


— 09:00 às 10:00 —
Treino de Armas Brancas de curta distância;
O sol havia nascido fazia poucas horas, mas eu ainda permanecia deitada em minha cama dentro do chalé de Zeus, onde pessoas como eu, costumavam ficar. Claro, nada de interessante acontecia tão rápido quanto esperava, na verdade, havia muitos boatos de campistas que morriam sem sequer terem saído para uma boa missão, essa ideia contudo me fazia apenas bocejar, havia passado tempo demais sem saber quem era realmente, e não era porque agora sabia que era uma semideusa que iria querer me arriscar, de fato, tudo que queria era viver em paz, com o que havia restado de minha identidade, afinal, dividir o quarto com toda aquela gente fazia com que eu me sentisse outra pessoa. Vestir-me com toda a certeza era a parte mais complicada do dia, já que dividir quarto com marmanjos não fazia muito meu estilo. Por ser um dia destinado ao treino, coloquei uma daquelas calças leves que nos permitiam mover sem nenhum tipo de dificuldade, e por cima coloquei a camiseta do acampamento que havia ganho praticamente no mesmo instante que havia posto os pés nesse lugar. Nos pés vesti aquele tipo de tênis que se usa para caminhadas, com molas e todo o resto. Olhei para minha minuscula faca em cima da cama, no momento, tudo que tinha era ela, e não podia rejeita-la de forma tão errônea achando que fosse de fato inútil, afinal, se não fosse por ela, nunca teria chego viva ao acampamento. Peguei a pequena faca e a embainhei, enquanto começava a me retirar do chalé de forma lenta. De fato, nem sequer passei perto da comida, não sentia fome naquele instante, e preferia treinar de estômago vazio, tinha medo de acabar passando mal. Sentia os raios solares atingirem meu rosto de forma branda, aquecendo minha pele e me dando um leve formigamento, a sensação era bastante agradável, e chegava a parecer desperdício de tempo treinar em um dia tão perfeito como aquele, mas sabia que se pretendia ter uma vida normal e rever minha família, teria que treinar, e muito.

A arena tinha o formato de um coliseu, além de ser gigantesca e sem telhado, fazendo com que apenas a luz do sol fosse necessária para ilumina-la por completo. Muitos campistas treinavam por ali, alguns estavam sozinhos, lutando contra bonecos de palha, outros estavam em dupla e se desafiavam a um combate que a certa distancia parecia ser mortal mas que ao se aproximar deixava bastante claro o fato de ser apenas um simples treino. No fundo, não fazia ideia de como deveria começar a treinar, mas era orgulhosa demais para pedir ajuda a quem quer que fosse, podia não saber quem era meu pai, mas sabia no fundo do meu coração que ele possuía ainda mais orgulho do que eu, e que tudo que eu costumava fazer era como seu reflexo. Caminhei até uma parte mais afastada da arena, ali ainda existiam alguns bonecos de palha livres, talvez pelo fato de estarem tão destruídos que quase não valia apena tentar acerta-los, mas para alguém como eu, até mesmo uma árvore serviria, já que me faltava força para conseguir fazer mais do que um arranhão. Com um rápido movimento, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo um pouco mal feito que me facilitava a visão e me ajudaria a não comer cabelo enquanto treinasse. Olhei ao redor por alguns instantes e retirei a pequena faca que estava carregando, a observei por poucos segundos e pedi mentalmente a ela que colaborasse comigo, para que de certa forma não pagasse mico. "Vamos lá Kath, é só bater, não é como se ele fosse realmente retrucar" pensei enquanto encarava o pobre boneco de palha que já não tinha mais expressão. Avancei sobre ele enquanto fazia movimentos de esquiva, como se realmente achasse que seria atacada, atingi seu calcanhar direito, como se esperasse faze-lo capengar para o lado, mas sabia que de fato aquilo não aconteceria. Recuei, sabia que se fosse uma luta para valer teria sido atingida antes mesmo de encostar minha faca nele, mas precisava de paciência, só assim iria conseguir de fato ficar boa em combates corporais. Novamente avancei até o boneco, dessa vez fazendo dois cortes transversais em sua barriga, sabia que aquele tipo de corte doía bastante, e sempre desconcertava o oponente, fosse ele um humano ou um monstro, com toda certeza iria doer. Continuei o treino sempre desferindo golpes em lugares que sabia serem capazes de nocautear o alvo, ou até mesmo faze-los ficarem mais devagar, recuava sempre que conseguia acertar o boneco, e tentava ao máximo esquivar-me de seus movimentos "invisíveis" que existiam apenas em minha mente. Não sei quanto tempo fiquei nessa de atacar-recuar, mas quando dei por mim, pingava suor, minha barriga reclamava de fome e meu corpo estava cansado, me deixando mais do que claro que deveria descansar. Muitos já haviam ido embora da arena, provavelmente para comer algo ou fazer o que quer que fosse que faziam no acampamento quando não estavam por ali. Respirei fundo enquanto sentia minha respiração se acalmar e limpei o suor de minha testa enquanto caminhava até a saída da arena. Estava faminta, então me dirigi de forma quase automática para o refeitório.





85 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Zeus
avatar
Filhos de Zeus

Idade : 23
Mensagens : 8

Ficha Campista/Divina
Level: 5
Mascote: Pégasus
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Clara Von Percensem em Seg 9 Dez 2013 - 2:39


Quod omnino impossibile est eum.


Caminhei meio perdida pelo lugar. Tudo era muito estranho, parecia que tinha ido parar em algum sete de filmagens de um filme do tempo dos gladiadores. Sentia-me nervosa com tudo aquilo. Eu mal sabia o que estava fazendo ali. Minha mãe só havia me dito que ali eu descobriria sobre meu pai. Vi-me rodeada de bonecos de palha e muita gente ao redor treinando. Porque céus minha mãe havia me jogado naquele acampamento de doidos? Olhei para os lados e todos estavam com roupas tipo de guerra. Era gozado ver eles assim. Enquanto só observava o pessoal demonstrar grandes habilidades com as mãos, eu me sentia inofensiva demais comparada a eles. Ouvi uma conversinha atrás de mim. Virei-me, vendo que o assunto das risadinhas era eu. Segurei minhas tensões para não ser chutada daquele lugar a ponta pés.

Caminhei até uma mesa onde havia várias coisas expostas lá. Onde minha mãe tinha me enfiado. Coloquei minhas mãos no local e fiquei só observando, até que ouvi um resmungo em minhas costas, perguntando se eu iria ou não pegar algo logo. — Fica a vontade! Eu mal sei o que tenho que fazer... — Fiquei observando ela pegar uma lança. Ela tinha jeito, pelo menos segurando o negócio ela tinha. Quando ela tirou os olhos de mim, jogou a lança, com uma força que não era de alguém humano. Arregalei meus olhos mais ainda, quando a mesma atravessou o lugar todo indo parar na cabeça de um boneco a pelo menos uns cem metros de distância. Voltei meu olhar do boneco à garota e assim repeti por um tempo até voltar a mim. — Isso... Isso... Foi incrível! Me ensina? — Olhei para ela com os olhos brilhando de vontade de aprender. Já que eu estava ali com gente fora do normal, pelo menos eu tentaria extrair algo de bom daquilo. A garota me olhou de cima a baixo. Já restava me sentindo mal vestida. Mesmo estando preocupada com o que ela poderia fazer comigo, segurei seu olhar, fazendo com que o meu olhar pidão a convencesse do que eu queria. Quando a mesma revirou os olhos para mim, percebi que havia vencido. Comecei a pular e rebolar, percebendo pelos olhares, que eu estava sendo ridícula.

Voltei à posição ereta e peguei rapidamente uma proteção para meu peito e para os braços. Coloquei-os, meio desajeitada. Eu ficava assim quando estava nervosa. Quando terminei, fiz pose de que estava pronta pro combate, nisso senti um chute em minhas pernas e senti uma dor imensa. Olhei para cima e vi a menina dos cabelos vermelhos apontando para a proteção das pernas. Bufei, pegando a mesma. — Você poderia apenas ter me dito que faltava algo! Isso doeu! — Coloquei a proteção, recebendo outro chute, esse ao qual não senti nada. Revirei os olhos para a garota e me escorrei na mesa onde estavam algumas armas. O olhar da menina mais uma vez me cortava. Parei reta e dei um sorriso temeroso para a mesma. Enquanto ela caminhava em direção da mesa, fiquei observando seus passos. Dei um passo para trás, quando a garota pegou uma espada e a apontou para mim. Quando ela viu minha cara, fez um movimento com a mesma, rindo, entregando para mim a parte onde eu teria que segurar. — Nossa, movimento legal! Tá, mas o que eu faço com isso aqui? — Me sentia uma besta quadrada mesmo. A menina pegou uma espada e começou a atacar o boneco de palha. Deu-me certa pena do pobre coitado. Quando ela terminou, pediu que eu fizesse o mesmo.

Fiquei me sentindo o máximo. Graças a deus eu adorava ver filmes do Jack Chan. Segurei firme a espada e comecei a fazer os mesmos movimentos que ele fazia. Movimentei o instrumento para um lado, depois para o outro e raspei a espada no boneco. Dei um sorriso para a garota do cabelo vermelho, que me retribuiu com uma revirada de olhos. Bufei no meu canto, não sabendo o que ela esperava que eu fizesse. Nunca fui de violência e não queria machucar o pobre espantalho. Quando passei mais duas vezes a espada devagar no boneco, a menina me deu um chute novamente que me deixou com muita raiva. Muita mesmo. — Mas que DROGA! Tem como você parar de me chutar? — Joguei a espada no chão, onde a mesma ficou cravada. Fui até a mesa de armas e peguei um machado e caminhei em direção a menina. Quando a mesma empunhou a espada, virei-me para o espantalho e comecei a meter machadada nele. Minha raiva era intensa e eu só queria mostrar a ela que eu também poderia despedaçar qualquer coisa e que era bom ela não se meter comigo. — Tomei isso, tome isso! Você adora chutar não é? Então olha o que vou fazer com você se não parar de me chutar! — Arrebentei demais o pobre boneco. Eu nunca havia ficado com tanta raiva. Na maioria das vezes eu era muito calma, só me irritava quando minha mãe me tirava meu Ipod e me mandava fazer a lição de casa. Quando parei com aquilo e vi o que havia feito, larguei no mesmo instante o machado. Aquilo ali foi obra minha?

Olhei espantada para a garota que me devolveu com um sorriso e um sinal de positivo com o polegar. Então era isso que ela estava querendo que eu fizesse. Dobrei meus joelhos, segurando devagar o ar. Eu estava tendo uma crise de pânico só podia. Tentei respirar e aos poucos fui me acalmando. Quando consegui, voltei meu olhar para a menina. Sinceramente eu queria é ter feito isso com ela. — ACABOU A FESTA POR HOJE! — Tirei minhas proteções dos braços, jogando as mesmas nos pés da menina. Eu estava muito enfurecida. E talvez fosse exatamente aquilo que ela queria arrancar de mim. Olhei para os lados, e todos estavam olhando em nossa direção. Quando tirei a proteção das pernas, pude sentir a dor na mesma. Por mais de uma vez ela havia me acertado e eu tinha agüentado, mas aquilo já tinha sido o bastante para mim. Retirei a proteção de meu peito e joguei no dela para que a mesma segurasse. Quando terminei, virei às costas e rumei ao lugar onde haviam me dito que eu dormiria. Eu queria naquele momento só estar com minha mãe e tentar arrancar dela as verdades que por muito tempo ela havia me negado.



85 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Quione - Atualizado!
avatar
Indefinidos

Idade : 20
Mensagens : 3

Ficha Campista/Divina
Level: 1
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Noah Harrison Shneyder em Seg 9 Dez 2013 - 16:48

Ótima manhã? Nem um pouco! Havia acordado há poucas horas, o suficiente para ainda estar sonolento, e adivinha só o que descobri? Todos os meus pertences tinham sumido. Simples assim. Tentei conversar com o conselheiro do chalé, afinal o cara deveria, tecnicamente, comandar aquela bagunça. Sorrindo tal como sempre fazia, o rapaz simplesmente me disse que não podia fazer nada a respeito – Sério? – Lembro-me de ter indagado. Grande bosta de acampamento. De mãos nos bolsos e uma expressão amuada, eu agora seguia em direção ao campo para treinos, onde esperava encontrar algo para socar ou somente ser socado. Não importa. Sorte ou azar, trombei com um garoto de Ares no caminho. E como sei que ele era filho do deus da guerra? Jaqueta camuflada, duas vezes a minha altura (e eu sou alto), músculos proeminentes e muito parecido, em relação a seu rosto, com aqueles garotos que nunca saem da adoção – Qual é, cara. Não olha por onde anda? Se liga. – Esbravejei, a muito tendo perdido o senso de perigo. Como era de se esperar, o grandalhão não tardou a retribuir meus comentários, só que o fez com um esbarrão contra meu ombro e ameaças de quê poderia colocar minha cabeça na privada e deixá-la ali pela eternidade – Não ‘tô vendo nenhum amiguinho seu por aqui para ajudá-lo. Só é corajoso na frente deles? – Disse em resposta, as palavras cuspidas invés de ditas com a relativa calma e bom humor que eu tinha apreço por manter. Enfurecido, o filho de Ares desafiou-me para um combate. Finalmente! O que mais eu teria de fazer para conseguir uma boa luta? Falar sobre a mãe dele? Fala sério! – Vamos lá, feioso. – Resmunguei, a adrenalina correndo pelas veias. Havia um barracão próximo ao campo de treinos, o suficiente para grandalhão e eu nos dirigirmos até lá em busca de um par de espadas.  

Admito que fosse sem sentido o que eu tinha feito, afinal acabava de arrumar minha passagem só de ida para a enfermaria, mas não conseguia deixar de achar que só assim a raiva iria parar de borbulhar em meu estômago. Lado a lado com meu carcereiro, caminhei até o centro do campo de treino onde ambos nos posicionamos fronte um ao outro - Primeiro as damas. – Gracejei com um sorrisinho característico. Os valentões do orfanato não eram tão grandes quanto àquele ali, mas já haviam tentado me dar uma surra por várias e várias vezes, nunca com sucesso. Tal pensamento me deixava esperançoso. De acordo com o que eu havia sugerido de forma irônica, o valentão deu início ao combate, seus músculos contraídos quando investiu. Imediatamente também comecei a me mover, assim como haviam ensinado no treino de esgrima, muito embora estivesse pouco confiante perante a força bruta de meu oponente. Essa história de “a melhor ofensiva é uma boa defensiva” nunca foi verdade; devo citar. Quando finalmente o filho de Ares me alcançou, esquivei para a direita e ergui a espada de madeira entre nós, já atento a qualquer movimento inesperado. Como previsto, meu adversário retomou logo o caminho e continuou investindo, cada centímetro mais perto de arrancar minha cabeça do pescoço (não que fosse possível). Golpe após golpe, comecei a perder o equilíbrio, até o ponto em que a espada de madeira oposta colidiu com a que era portada por mim. O estalido não se assemelhava em nada com aço contra aço, mas irritou os ouvidos da mesma forma, principalmente quando perdi na medição de forças e fui jogado para trás.

Caí com os quadris contra o chão, meio tonto e abismado. É obvio que havia pedido por aquilo, e também pelo que ainda viria a se seguir, contudo não consentia em deixar-me surrar tão facilmente. Antes que o filho de Ares pudesse investir novamente, rolei no gramado e fui ficar de pé a uma distância segura – É só isso que tem? Até a minha avó bate com mais força que você. – Zombei descaradamente. Algumas pessoas simplesmente não possuem muito juízo, ou talvez não gostem de usá-lo. Seja qual for o caso, estava mais do que obvio o fato de que “sanidade” não era um de meus atributos. Furioso – se é que era possível ficar mais furioso -, o grandalhão tornou a investir. Não tive tempo de abaixar ou esquivar, somente defender, e já havia ficado claro o fato de que minha força não se comparava de forma alguma a do outro rapaz. Entre a espada e meu rosto, preferi a espada, por isso impus a mesma contra a investida que era feita na vertical na altura de meus ombros. Por um momento o golpe foi aparado, tempo o suficiente para que então eu esquivasse para o lado invés de medir forças. O rapaz perdeu o equilíbrio e passou direto, dando-me assim a brecha de que precisava para fazer mais do que apanhar. Em um único movimento, investi contra as costas do garoto que no momento estava vulnerável e lhe desferi um golpe simples e limpo, acertando sua dorsal com a parte chata da espada. É claro, levando em conta que o cara tinha mais músculos do que àqueles de propaganda de academia, o golpe pouco ou nada foi sentido, mas serviu bastante para aumentar sua ira. Eu poderia ter corrido, como vinha fazendo, e nada iria mudar, portanto resolvi ficar e desferir o máximo de golpes possíveis no curto período de tempo. Manejei a espada na transversal, acertando dessa vez com a parte mais “pontiaguda” da espada de madeira, e também consegui desferir um golpe no ombro do grandalhão quando este se virou. E agora? Recuei um passo. A adrenalina corria por minhas veias, como energético, logo só conseguia sentir a dormência dos músculos enrijecidos. Perante o ataque obvio que me era lançado, abaixei o corpo em tempo de evitar o dano e avancei um passo para frente, onde – ainda agachado – bati contra as canelas do grandalhão.

Meu adversário cambaleou, o que era um grande progresso, mas se manteve em equilíbrio o suficiente para recuperar a postura e segurar-me pela gola da camiseta. Meus pés largaram o chão em questão de segundos, o que me deixava suspenso no ar de forma vergonha. Imediatamente comecei a me debater na tentativa de acertar um chute, entrementes logo optei por desistir quando o esforço mostrou-se inútil. Rindo e parecendo realmente malvado, o filho de Ares começou a apertar a mão que tinha em minha nuca. Tentei dizer algo, mas o ar tinha se aprisionado nos pulmões. Eu ainda possuía a espada em mãos, mesmo que não alcançasse o corpo do valentão, mas... Talvez. Girei a empunhadura entre os dedos e desferi um golpe na direção de minha nuca, algo cego e sem sentido. Além de ter me acertado, também acertei a mão do garoto que uivou com o golpe repentino e acabou afrouxando o aperto. Caí arquejando no chão, os joelhos contra o gramado, contudo logo coloquei-me de pé. Poderia, outra vez, ter corrido. Invés do esperado, avancei na direção do filho de Ares e lhe bati na cabeça com a empunhadura da espada, rápido o bastante para esquivar seus ataques feito às cegas. Meu corpo simplesmente respondia ao calor do combate. Ao recuar o corpo para a direita, a espada de madeira alheia roçou contra meu braço, e eu sabia que deveria doer, mas não doeu – não no momento. Abaixei-me e voltei a erguer o corpo de forma a acertar o estômago do garoto com a parte chata da espada. Tão irritado e surpreso quanto poderia estar, o brutamontes tratou logo de recobrar o controle. Acertou seu próprio punho contra meu ombro, quase tirando-o do lugar, e depois começou a fazer chover golpe após golpe. A tão esperada surra. Ainda tentei me defender, jogando o corpo para os lados e rolando no gramado, mas cada golpe tratava de dizimar a pouca velocidade possuída por mim. Para algumas pessoas a salvação vem como uma luz branca e blablabla; para mim a salvação veio em forma de um sátiro que correu com seus balidos e brandindo um pedaço de pau. Meu adversário não correu por temer o sátiro, é obvio, e sim por ter medo de ser castigado. Moral da história? O sátiro me carregou dali. E eu espero, sinceramente, que devolvam a droga das minhas coisas.

100 X P +10 dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Quione - Atualizado!
Filhos de Dionisio

Idade : 20
Mensagens : 8

Ficha Campista/Divina
Level: 7
Mascote: Tigre Mecânico
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Seg 9 Dez 2013 - 18:22



⊱ Autômatos. ⊰


O céu estava estrelado, a lua cheia aparentava estar maior e mais brilhante do que nunca, deixando o reino do Zeus magicamente belo. Brisas circulavam pelo acampamento, deixando-o com um clima bastante agradável. Era, de fato, uma noite perfeita. Depois de alguns minutos pensando no que fazer, resolveu que iria realizar mais um treino. Dessa fez iria treinar com uma foice, arma formidável que lhe interessava e muito. Sabia que tinha que saber manusear todas as armas, então estava disposto a aprender a lutar com qualquer equipamento. Trocou de roupa e seguiu rumo à arena, estava animado. Quando adentrou na área, se dirigiu até a parte que era restrita aos treinos com foices, então começou a se aquecer.

Logo após uma maratona de alongamentos rápidos que aprendera na aula de educação física, olhou para o campo e procurou por todos os seus detalhes. Como ainda era cedo, a Arena estava praticamente vazia. Havia alguns bonecos, uns de palha, outros de madeira. O garoto escolheu a foice com que iria treinar e começou a rodar a mesma no ar para ir pegando o jeito da locomoção do pulso. A cada movimento de rotação que realizava com arma ela parecia cada vez mais leve. Estava na hora de começar, de fato, o treino. Iniciou desferindo alguns golpes no ar, por umas duas vezes ele quase se cortou, porém depois de alguns minutos girando a foice e desferindo golpes de cima para baixo ou da esquerda para a direita, começou a pegar o jeito.

Depois de praticar os golpes no ar, resolveu que deveria realizar os mesmos movimentos nos bonecos, iniciando com os de palha. Girou a foice no ar e, em um movimento de cima para baixo, desferiu o seu primeiro golpe. Para não perder o costume, o golpe falhou. Aquilo era deprimente, sempre errava o primeiro ataque. Repetiu o mesmo movimento mais algumas vezes, depois da terceira tentativa o ataque começou a funcionar, porém precisava de mais força e velocidade, pois a lâmina da arma só estava sendo fincada no boneco. Começou a aumentar a velocidade, cada vez mais, até que alcançou um resultado que era inesperado: a lâmina da foice deslizou pelo corpo do boneco, o mesmo partiu em dois.

O garoto estava chocado, pois desconhecia a potência de uma foice. Agora que havia descoberto os poderes da arma, o garoto estava mais confiante em si mesmo. Usou e abusou da arma que portava para atacar outros bonecos que ali estavam, estava tentando sempre dificultar a situação. Aos poucos começou a realizar outros movimentos. Mas precisava de um desafio maior para derrotar monstros, somente aquilo não lhe traria nada. Preparou então um autômato em um nível não muito elevado, afinal aquele era o seu primeiro treino, com tal arma. Depois de preparar o robô, o jovem se afastou, se posicionando de forma defensiva. Estava com um sorriso no rosto, pelo canto do rosto algumas gotas de suor escorriam.

A criatura feita de ferro avançou, Davos afastou as pernas, dobrou os joelhos e inclinou o corpo para frente, ficando de lado para a criatura. Via o robô se aproximando com velocidade, estava com um pequeno plano em mente, esperava que desse certo, caso o contrário poderia acabar se ferindo gravemente. O autômato estava armado com uma espada.  O filho de Hades esperou até o último instante, então quando a lâmina estava chegando perto de seu rosto, ele deu, com o cabo, um golpe com toda a sua força, afastando o inimigo. Depois disso, foi a vez dele avançar, enquanto corria girava a arma na hora certa desferiu um golpe de cima para baixo, porém o robô tinha uma surpresinha, um escudo saiu de um compartimento secreto, com isso, ele se defendeu do golpe do jovem.

Antes que ele pudesse se afastar recebeu um golpe da esquerda para a direita, desferido pela espada do autômato, que feriu o seu abdômen. A dor foi era intensa, porém estava determinado, não iria desistir. Deu salto para trás e girou a foice desferindo dois golpes em sequência, o primeiro de baixo para cima e o segundo na diagonal de cima para baixo e da esquerda para a direita. O robô conseguiu desviar do primeiro, porém acabou tendo o seu tronco rascado pelo segundo ataque. Instantaneamente abriu um sorriso por ter conseguido realizar um movimento com sucesso. Mas ainda era muito cedo para comemorar, a máquina era rápida e, como não sentia dor, se recuperava mais facilmente dos golpes, o que não era nada bom. O autômato voltou a avançar, sua velocidade era impressionante, assim como sua habilidade, fingiu que ia atacar pela direita poderem deu o golpe na esquerda, que novamente atingiu o garoto, dessa vez no ombro direito.

Davos resolveu agir rápido, com o cabo da foice deu uma rasteira no robô, em seguida se afastou, queria pegar impulso, mas não esperava que a máquina se levantasse tão rápido. Ele avançou, assim como o garoto, que tinha um plano em mente, quando achou que estava na hora certa, apoiou o cabo da foice no chão e, usando-o como uma vara, saltou. Ainda no ar voltou a posicionar a arma adequadamente, havia dado certo, tanto que se encontrava a poucos metros acima do autômato quando armou o golpe, em poucos segundos ele desferiu o mesmo, que decapitou o robô. Depois disso acabou caindo no chão, mas não havia problema. Levantou-se com um sorriso no rosto, havia vencido, porém não estava satisfeito com o resultado daquele treino, sabia que tinha que se esforçar mais da próxima vez. Colocou a foice no lugar em que ela estava antes de pegá-lo e saiu caminhando diretamente para a enfermaria, pois as dores no ombro e no abdômen o impedia de ir direto para seu chalé.



95 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Quione - Atualizado!
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 27
Mensagens : 117

Ficha Campista/Divina
Level: 50
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Hunter Esswein Muller em Seg 9 Dez 2013 - 18:49

Tinha um par de sais em mãos quando em fim escolhera que arma usaria em meu treino de armas diversas, os mesmo tinha um braço curto, com 3 dentes de aproximadamente 20 centímetros, tendo o do meio um pouco mais do que isso. Como não conhecia ninguém por ali optei assim a treinar com um dos autômatos dos filhos de Atena e Hefesto. Um boneco parecido com um humano, feito de madeira, ferro com proteção de alguns lugares e engrenagens, o mesmo lutaria com uma espada tentando me atingir, enquanto alguns pontos fracos tinham sido marcados com o objetivo de serem atingidos por minhas armas para desativa-lo, tendo sido configurado por um dos instrutores que era filho de Atena.

Em uma área descampada o treino o automato foi ativado, logo identificando que eu, por ser a pessoa armada mais perto dele era seu inimigo. Os pontos que deveriam ser acertados, era uma de suas pernas, o braço oposto, o pescoço e o estomago. Sendo que sua arma ficava presa e de forma alguma seria solta de uma de suas mãos a não ser que fossem cortadas fora, o que meus sais dificilmente conseguiriam fazer, no máximo conseguindo destruir suas juntas ao fincar um deles ali. A espada que o mesmo segurava era de comprimento médio, feita de madeira e assim ele começava a desferir golpes em minha direção.

Ia desviando de cada um deles com giros, pulos, passos para todas as direções e movimentos ágeis e rápidos, apenas marcando como o mesmo agia em seus ataques. Quando o mesmo me ameaçou uma estocada no estomago, desviei para o lado em um giro, assim dando um golpe com o sai a mão esquerda em seu pescoço. O que não esperava é que seus golpes fossem ficar mais agressivos por causa disso, sentindo a ameaça de ter seu corpo desativado novamente. Outros golpes perpendiculares eram desferidos em minha direção, me fazendo recuar para trás e cair ao chão, quando um monte de grama um pouco mais alta atrapalhou meu movimentos.

Sem recuar o automato desferia um golpe onde estaria meu corpo se não tivesse me virado, aproveitei assim o fato do mesmo estar inclinado e veraneável para atingir sua perna esquerda com um chute, derrubando-o no chão. Em um movimento rápido ele se levantava, voltando a me atacar com golpes rápidos que começavam a me assustar pela força como eram desferidos, achando que se fosse acertado, poderia até mesmo desmaiar com um belo golpe deste em minha cabeça, porem quando consegui lhe desferir um golpe no braço direito apenas senti minha cabeça ser atingida em um golpe que me fez cair tonto no chão.

Antes que pudesse fazer qualquer coisa ou saber que fui atingido de verdade, me virei sentindo uma grande dor de cabeça e tateando por um dos sais que tinham escapado de minha mão, encontrando-o bem ao meu lado, cravado no chão, peguei-o e antes que fosse acertado por mais um golpe do automato que tentava me matar cruzei os sais segurando sua arma no ar e lhe dando um chute no estomago, fazendo com que fosse desativado caindo sobre mim. Quando acordei não sabia certamente onde estava até perceber que tinha sido levado para a enfermaria por ter desmaiado, sentindo um forte dor de cabeça ao tentar me mover. _Maldito autômato._ Reclamei levando a mão até a cabeça.

85 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Quione - Atualizado.
avatar
Filhos de Quione

Mensagens : 7

Ficha Campista/Divina
Level: 10
Mascote: Lobo Albino Gigante
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Bae Sung Jae em Seg 9 Dez 2013 - 22:59


Treino com floretes e espadas
desenferrujando o esgrima

Estava deitada no beliche, ouvindo música e olhando sem ler uma página do Retrato de Dorian Gray, quando senti um cutucão no meu ombro.
- Que música ouve? – perguntou John.
- Música da minha gente. – respondi, sem virar o olhar.
- Oh, quem canta? – perguntou, animado.
- Os Beatles. – o sorriso sumiu de seu rosto e respirou fundo.
- Adivinha o que eu vim fazer aqui.
- O conselheiro mandou a babá verificar se eu vou para o treino hoje. – tirei os fones e olhei para ele. – Eu não vou. Ainda estou de repouso.
- Você já está assim há uma semana; sai dessa cama, Cecília. – respirei fundo e concordei. Era melhor concordar. Não usaria meu nome se não fosse sério, então levantei e me espreguicei.
***
Cheguei ao arsenal para pegar uma arma – e após olhar e analisar cada uma, peguei o florete. “Tente pegar algo mais a.C.”, pensei. Então coloquei de volta e analisei as restantes. “Que se foda, viva a Idade Moderna” e peguei-o de novo.
Não tinha um grama de humor para bater em um autônomo e então cacei alguém que quisesse uma luta rápida de esgrima. Já tinha feito algumas aulas de esgrima na minha infância com um amigo de meu pai e sempre adorei de paixão este esporte. Lutava com Carlton, seu filho durante tardes inteiras e seu pai sempre se divertia vê-lo cansar e eu continuar animada a continuar a lutar.
Fui até a arena e encontrei uma garota esperando do lado de fora. Fui compartilhar uns resmungos com a pobre alma.
- Oi. Esperando para bater nuns robôs? – falei, tentando parecer maneira.
- É... – respondeu, tímida.
- Isso não está com nada. Que tal treinar um duelo comigo? Eu meio que não sou filha de ninguém ainda, então não tem magia nenhuma. – ela esboçou um sorriso, mas abaixou ainda mais a cabeça. – Vamos, se não curtir, pode pedir para parar. Eu só não tenho humor para esses robôs. – falei, tentando animá-la. Ela fez um sim com a cabeça. – Isso, vai ser divertido. Ah, aliás, qual é seu nome?
- Bianca.
- Cecília. Prazer. – falei, apertando-lhe a mão.
***
- E-eu não sei como começo. – falou, baixinho e timidamente. Ela já empunhava um florete também; que foi incansavelmente sugerido por mim.
- Primeiro você e eu batemos nossos floretes assim. – falei, apontando o florete em sua direção. Ela fez o mesmo e bati a ponta do meu florete na extremidade próxima à pega do seu e pedi para que ela fizesse o mesmo. - Agora, você levanta o florete na vertical na altura do rosto e volta para a posição de guarda. – fiz-o demonstrando a ela e voltei com o florete na horizontal em frente ao torso e levantei meu outro braço acima do ombro, com a mão voltada para a mesma direção da espada. Ela riu.
- Para que isso serviu? – ela perguntou, rindo, tentando manter-se educada e demonstrar que perguntou na melhor das intenções.
- Isso foi o cumprimento. – ela fez um “oh” com a boca e riu. – Vamos, faça a posição ridícula. – falei, e ela riu um pouco e me imitou. Bati com o florete em suas pernas, arrumando a posição da perna. - O pé da frente deve estar perpendicular ao pé de trás e dirigido para frente. Isto. Vamos começar.
Tentei atingi-la no torso, mas vendo que não reagira, recuei o florete. Quando sai da posição de guarda, ela veio em marcha – o que me surpreendeu - e me cutucou na barriga.
- Garota! Você é má. – voltei à posição de guarda e arrisquei uma balestra, dando um salto a frente e me aproximando em posição afundo, mas ela recuou. Ela marchou de volta a mim e tentou dar uma estocada, mas desviei com meu florete, resultando numa parada. Aproveitei e toquei sua clavícula com a ponta, fazendo uma resposta.
- Você é boa. - ela disse, revelando que na verdade conhecia tão bem quanto eu esse esporte. Dei um sorri no canto da boca, provocando. Levantei o florete ameaçando sua clavícula novamente e quando ela veio contra-atacar, desci o florete e toquei seu abdômen. Voltamos para a posição de guarda; ela fez o mesmo comigo, mas ao invés do abdômen, cutucou a perna.
- Isso é florete! – gritei, indignada.
- O mundo não é justo. – falou.
Joguei o florete no chão e sai. – Apelou? – ela gritou. Fui até o arsenal e voltei com duas espadas de esgrima na mão e joguei uma para ela.
- Não jogarei dessa forma com um florete. – falei. Ela sorriu.
- Se é assim. – ela apontou a espada para mim e cumprimentamos. O jogo agora estava mais rápido; havia fintas, desvios e raramente tocávamos a ponta no adversário. Sempre um ataque acaba em forçamentos que duravam praticamente um minuto, até deslizávamos a lamina de volta para a posição de guarda.
Bianca fez um movimento rápido de finta e, tendo me enganado, puxou a espada de minha mão com sua lâmina e a pegou para si. “Só o que me faltava” murmurei. Olhei-a com duas espadas; uma por cima de sua cabeça e outra a sua frente e percebi que perdi. Levantei os braços em rendição, mas ela feriu minha perna com a espada da direita e aproximou-se e chutou minha barriga, me fazendo ajoelhar no chão e gemer de dor. Segurei o ferimento que sangrava sem cessar e ao olhar para cima, Bianca havia cruzado as espadas nos dois lados do meu pescoço.  Respirei fundo e ri comigo mesma. Pensei rapidamente em uma estratégia. Bater em monstros tinham servido para algo. Passei a mão na minha bainha amarrada na calça e em um movimento rápido, peguei seu braço direito, abaixei-o, segurei o outro braço com força e então quebrei seu pulso direito com um movimento rápido e preciso para o lado. Puxei a adaga e posicionei rente a sua artéria carótida.
- Jogo sujo, então. - falei, e dei um sorriso do canto da boca.



80 X P

Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Perséfone
avatar
Indefinidos

Idade : 22
Mensagens : 25

Ficha Campista/Divina
Level: 13
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário http://goldenplant.tumblr.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Julia Heit Adams em Qua 11 Dez 2013 - 14:46


Vamos treinar?
The Queen of Fear

 
Era cedo e eu ainda estava cansada, meu corpo rígido e os pesadelos tinham voltado, achei que só a casa na árvore da floresta onde morei na Ucrânia fazia isso comigo, mas acabara de provar que não, mas nada melhor que um dia de treinos para espantar esse tipo de coisas. Bocejei jogando a almofada com força em Lyra que resmungou alguma coisa e virou pro lado, nem me dei ao luxo de ir acordá-la de verdade, deixei que ela dormisse, não por ter pena, é pelo simples fato de não estar com paciência mesmo. Não estava faminta, o que era estranho já que eu sempre acordava faminta e um tanto sonolenta demais, porém aquela manhã foi diferente, balancei a cabeça bagunçando os cabelos e querendo pensar que aquilo não fosse mais um maluco sinal como ter pesadelos por toda uma noite mal dormida.

- Ta danadinho hoje ein Apolo, argh! - O sol encontrou meu rosto pela primeira vez desde que pulei pra fora do chalé, trajando uma camisa do acampamento, calça escura e coturnos militares, além do cabelo preso em um alto rabo de cavalo eu caminhei até onde a o primeiro treino do dia aconteceria, Combate armado, que beleza, se fosse tedioso ou cansativo eu socaria a cara de Harmonia depois por me convencer a ir, ela sabia que eu conseguia e poderia, bah. Me juntei aos outros buscando uma espada na pilha de outras que estavam juntas, pareciam boas, alguém andou as afiando como castigo do Sr. D.,  pois é. Segurei a espada com firmeza na mão direita enquanto voltei a junto do pequeno antes, agora grande, grupo de pessoas que se juntava para assistir aquele treino em particular que parecia ser bem interessante. Eu deixei um bocejo escapar, meu corpo clamava por ação, por atividade, por energia, eu não tinha déficit de atenção atoa. Bonecos logo primeiro? Tava de zoa com a minha cara não é? Revire os olhos caminhando até perto de um, minha respiração estava pesada, eu começava a sentir os efeitos da fome, maldita hora que resolvi sair sem comer.

Girei a espada entre os dedos, alguns me olharam e eu os ignorei totalmente, estava com vontade de terminar aquilo logo, o boneco ficava lá parado, sem muita vida ou algo pra me dizer, seria mais interessante se ele quisesse me matar, é seria. Encostei minha espada espada no meio da testa do mesmo e exibi um vasto sorriso de convencimento, bah, empurrei a espada com força mostrando que aquele local não era feito de um material muito forte, já que a mesma atravessou e eu tive que puxá-la de volta, desta vez com pouca ou moderada força, os outros pontos vitais é claro, girei pra esquerda batendo a lateral da espada sobre os ombros. - Pescoço. - Me afastei um passo ou talvez dois, não impostava na real quantos fossem, me aproximei novamente com uma dura velocidade cravando a espada na altura do coração do boneco, provando de novo que em alguns pontos ele era feito de um material diferente. - Coração. - Falei quase como no ouvido direito do boneco, estranhamente em um sussurro medonho. Retirei a espada girando e ficando de costas pro boneco, meu corpo quase bateu contra o mesmo, segurei a espada com duas mãos e então encostei a ponta da espada na coxa direita do boneco. -- Perna. - Sibilei enquanto via os outros em minha volta, olhei de longe vendo a menina de cabelos loiros, ela acenou pra mim, tinha combinado a dias com Harmonia que teríamos uma luta decente de espadas, era minha vez de enfrentá-la.

{...} Estávamos prontos pra luta a mais de três minutos, porém, só nos encarávamos a espera de uma brecha do adversário para começarmos, enquanto isso os outros semideuses a nossa volta só assistiam, esperando a minha derrota, deixei-me distrair com o sorriso amarelo de um semideus que não consegui distinguir de quem filho ele era, fora aí que o ataque dela surgiu, me virei a tempo de ver a espada aproximando-se de meu pescoço, minha reação foi mais que involuntária, me abaixei o mais rápido que pude, enquanto a lâmina da espada dele passava sobre a minha cabeça. - Você quase me matou com essa espada sabia?! - Minha voz saiu mais alterada do que de costume, ela riu da minha cara de assustada. - Calma Julia, você ainda está viva, vamos continuar ok? Reclamando você não ganha, você morre. - Ela parecia bem mais calma do que eu, eu não queria estar ali, queria estar no pacato chalé de Fobos, ou nem tão pacato assim, fora então que a decisão de me ir treinar tão cedo pesou, maldita escolha. – Ô Julia! - Balancei a cabeça saindo de meus pensamentos, ergui a espada novamente e o encarei séria, se eu o derrotasse poderia voltar para outro treino, algo que valesse mais a pena do que espadas. Segurei o cabo da espada com firmeza na mão direta, tentei um ataque como o dela na altura o pescoço, mas eu tinha sempre uma carta na manga, ela se defendeu girando a espada e fazendo com que sua lâmina batesse fortemente com a minha, aquele barulho preencheu meus ouvidos e me deu uma dor de cabeça momentânea. Nossas lâminas depois de baterem uma contra a outra escorregaram nos fazendo vacilar um passo à trás, mas fui rápida, dei um passou atrás flexionando o joelho e impulsionando para dar outro passo a frente, dei um pequeno giro que me forçou a dar outro passo, com a espada erguida na altura da cintura dela o acertaria em cheio, mas ela também era esperto, deu alguns passos atrás, mas não o suficiente pra evitar um corte superficial do lado direito da barriga. - RÁ RÁ. - Deixei exibi um sorriso nos lábios logo em seguida, me aproximei dela um pouco preocupada e por mais que ele risse da minha preocupação eu via que a dor dela era séria. – Eu não queria fazer isso, era pra ter arrancado sua cabeça, mas não deu, vamos procurar a enfermaria. - Segurei-a pelo punho direito, mas ela me puxou de volta parecendo achar aquela ideia totalmente errada. - Eu ainda não derrotei você, anda logo, acha que esse machucadinho vai me impedir de derrotar a chatinha de Fobos? Claro que não, pegue sua espada ou está com medo? E no campo de batalha você não pode se preocupar com o adversário, você não para até mata-lo. - Sim, eu quis pisar no pescoço dela naquela hora, mas apenas sorri e peguei minha espada, a luta não tinha acabado mal tinha começado na verdade.

Voltamos a nos encarar, eu precisava pensar em uma maneira de acabar com aquilo, ela começou atacando novamente, dessa vez na altura do meus ombros, girei o cabo na espada entre os dedos o segurando com força, levei a espada de encontro a dela, ela era forte, eu tinha que admitir, empurrava a espada altamente afiada para mais e mais perto do meu ombro enquanto eu tentava empurrar na direção contrária, notei que não iria vencê-la assim, como a espada estava perto do meu ombro direito eu tinha duas opções, girar pro lado esquerdo, as lâminas iam escorregar uma na outra e eu ia dar de encontro com o braço direito dela, e possivelmente ia sofrer um ataque, se eu girasse pro direito eu teria que me abaixar pra não ter o risco de ser acertada pela lâmina dela, mas se obtivesse sucesso ia pegá-lo pela esquerda e seria mais fácil de derrotá-la. Contei até três mentalmente e me abaixei jogando corpo pra esquerda a espada dela encontrou-se com a ponta no chão, eu tinha me abaixado dando um pequeno giro, tentei me levantar o mais rápido que pude mas vacilei um passo atrás antes de conseguir, então ergui a espada, estava um pouco ofegante, ele já ia se erguendo quando eu tive uma ideia maluca, finquei a espada no solo, não soube se funcionaria, mas o solo lá parecia ser diferente do mais rígido , para o caso de quedas, ficou a um centímetro do braço dela, foi o suficiente pra que eu segurasse o punho dele com meio sorriso, girei-o pra fora o puxando pras suas costas foi um movimento rápido e calculado naqueles segundos de adrenalina, com a mão direita eu segurava o punho dela, apertei com força as unhas até que ela afrouxasse os dedos e eu conseguisse pegar a espada, a finquei atrás de mim, pronta pra eu pudesse usá-la. Com a mão esquerda ele tentava me alcançar, mas eu sorria, dei um pequeno chute das costas do joelho dela o fazendo cair com os mesmo ao chão, ela tentava alcançar minha espada, mas eu a puxava de volta pra trás. - Calminha Harmie. - Com a mão esquerda puxei a espada atrás de mim e encostei-a no pescoço dela. – Agora assuma que uma recém chegada te venceu e que os filhos de Fobos são melhores. - Ouvi uma gargalhada vinda dela, encostei a lâmina no pescoço dele e a puxei de leve pro lado esquerda, foi um pequeno corte, bem superficial, nada que o levasse a morte, o sangue nem escorreu. – Não vai rolar Julia, agora me solte. -  Ela tentou se remexer mas puxei o braço dele mais pra cima esperando a frase. – Uma recém chegada me venceu e não espere a segunda parte.-  Tirei a espada do pescoço dela e depois a empurrei pra frente com meio sorriso nos lábios. – Vá procurar ajuda pra esse corte. – Joguei a espada no solo me afastando ainda ofegante,olhei pra ela que já se levantava por um motivo eu achava que aquilo não tinha acabado ainda. Fechei os olhos por um momento, uma boa "dose de medo" não seria nada mal naquele momento.

Senti algo tocar meu queixo, quando abri os olhos era a ponta da espada dela apontando pra mim, sério que ela ainda queria continuar? Eu ia ganhar de novo, amazona, luta com monstros que podiam comê-la, esqueceu? Parece que sim. - Não acaba até eu dizer que acabou, pega sua espada. - Sorri de lado puxando minha espada do solo, então era assim? Ok! Vamos lá a minha vitoria, de novo. Dei um passo a frente ela também, encostamos as espadas uma na outra e eu sorri, ela tentou me acertar na cabeça mas eu defendi mirando o rumo de seu quadril, segurando com as duas mãos a espada ela afastou alguns passos antes de defender o ataque, correu em minha direção com uma expressão de que iria me vencer a qualquer custo, ela apontava a espada pro meu peito, com uma fúria de que a cravaria ali com força, desviei e ele passou por mim, tentei acertá-lo na cabeça pelas costas mas ele abaixou deferindo um golpe na altura da minha canela, pulei segurando a espada com as duas mãos com a lâmina virada pra baixo, ela deu uma cambalhota pra esquerda e a espada ficou cravada no chão da Arena. - Você iria me matar. - Ela falou meio exausto e assustada. - No campo de batalha você não pode se preocupar com o adversário, você não para até mata-lo, mas você se defendeu parabéns! - Sorri imitando a voz dela na maioria da frase, de longe Vitor e Clarie sorriam e aplaudiam, ela vinha em minha direção novamente, nossas espadas bateram uma contra a outra fazendo um barulho que realmente doeu dentro de meus ouvidos , nada que atrapalhasse nossa luta, a empurrei pra trás e ela recuou dois passos antes de fazer um giro de 360º deixando seu peso cair sobre a espada, me abaixei e assim que a espada passou sobre a minha cabeça eu pulei sobre ele no derrubando no chão. - AHA! - Sorri olhando pras duas sujas de terra, nossas espadas tinham caído a uns dois metros nos olhamos por alguns segundos e ela me empurrou me jogando pro lado, ela se levantou começando a correr em direção a espada, me levantei o mais rápido que pude e pulei nas costas dela a derrubando no chão antes que conseguissem pegar a espada. - Você ainda vai quebrar todos os meus ossos desse jeito Julia! - Ele esbravejou se esticando pra pegar a espada, me ajoelhei sobre as costas dela, ela misturava gritos de raiva com gemidos de dor por eu estar ajoelhada sobre suas costas. - Agora calminha boa menina, não morde, não ruge nem cospe ou vou vender seu Pégaso no Ebbay. - Ela se debateu até ficar quietinha, me levantei devagar, ela me deu uma rasteira me derrubando no chão, que baixaria. - Pode deixar que eu vou vender seu pai no Mercado Livre. - Tive vontade de bater nela, em mim também, principalmente por não ter tido essa ideia antes, era brilhante, será que alguém o compraria para fins sexuais? Iria tentar isso depois. Ela alcançou a espada enquanto eu corria atrás dela e eu recuei alguns passos. - Somos amigas, Harmonia. - Levantei as mãos e ela veio andando em minha direção. - Eu sei. - Ela sorriu deferindo um golpe na altura da minha cintura ,afastei-me alguns passos mas acabou por cortar superficialmente minha barriga, ele pareceu meio surpresa e eu levei a mão onde sangrava, caí de joelhos, ela se aproximou me olhando pisquei algumas vezes, coloquei-me de pé rapidamente dando-lhe uma rasteira e pegando sua espada que caíra aos meus pés, apontei para seu pescoço e ele sorriu. - É você venceu, farsante sua atuação não contou pra sua vitória, que fique claro. - Ouvi aplausos enfim tinha terminado, sorri de lado e respirei fundo, quem sabe uma parada futura na enfermaria.

Aviso LINDÃO!:
— Este treino pertence a Alexis Preston Rolstroy, no UNW. E ela é minha conta, eu estava com preguiça de fazer um treino daora e usei esse. Quaisquer dúvida por parte da ADM se o treino pertence mesmo a mim, está livre para pedir o link do UNW por MP e ir o ADM mesmo perguntar a Alexis! Partes do treino tbm podem ser encontradas em outros fóruns que não me recordo agora, mas as contas também pertencem a mim.



95 X P
Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Quione
avatar
Filhos de Fobos

Mensagens : 14

Ficha Campista/Divina
Level: 1
Mascote: Criatura Metamorfoga
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Flynn Ehlers Sieghart em Qua 11 Dez 2013 - 18:00


Treino  de  Armas  Diversas  I

Muitos campistas já possuíam em mente qual arma se especializar desde o primeiro momento em que iniciam os seus treinamentos, especialistas no manejo de espadas, arco e flecha, lanças e o mais variado número de armas que se possa imaginar. Entretanto, eu não conseguia decidir qual arma eu me especializaria, afinal, eu não me sentia bom em nada. Após uma exaustiva manhã em meu treinamento com lanças, retornei para o chalé dos filhos de Atena para descansar por um breve período antes de iniciar um treinamento vespertino. Coloquei em meu pescoço o meu amuleto que possuía a capacidade de se transformar em adagas e pendurei o meu escudo em um cinturão básico de couro ao redor dos meus quadris. Segui para o campo de treinamento, dessa vez, fui para a área reservada para treinamento de armas diversas. Fiz meu alongamento em meio aos gritos dos campistas que brandavam suas armas como se enfrentassem inimigos reais.

Toquei em meu amuleto de prata, imaginando o formato das adagas e a textura do ferro estígio. Com o meu toque, o amuleto magicamente desapareceu e duas adagas surgiram, uma em minha mãe esquerda e outra em minha mão direita. No dia anterior, havia pedido para uma irmã - ainda soava estranho chamá-las assim - que me demonstrasse algumas sequências de golpes com adagas gêmeas como aquelas. Ela me mostrou diversos golpes que me maravilharam, consegui gravar a maioria, pois ela me fizera repetir ao meno uma vez, então iniciei a sequência relembrando de cada movimento. Posicionei o meu corpo de forma ofensiva, imaginando um monstro diante de mim. — 1... — Dei um corte lateral com a adaga esquerda. — 2... — Impulsionei meu corpo pra frente e cravei a adaga direita no dorso do monstro imaginário. — 3... — Dei um chute fazendo o monstro se desequilibrar e investi com um corte em "x" para cima dele (um golpe em que eu cruzo meus braços na vertical, dou um impulso com o corpo e corto o ar, fazendo um "x").

Meu corpo respondera de forma errada, meus músculos da perna usaram mais força do que o necessário. Meu corte "x" se tornou um corte "y" e ao invés de acertar o monstro, consegui cair de quatro diante dos campistas experientes, que olharam para mim e não conseguiram conter suas risadas. Enrubesci, olhei para baixo, era normal isso acontecer, não deveria ficar inseguro apenas por não me dar bem logo no começo, levantei-me e repeti a sequência. — 3... — Fiz novamente o corte em "x", tentando concentrar a força necessária nos músculos da perna, para alinhar com o momento exato do corte. Não deu muito certo novamente, mas ao menos não cai no chão. — 4... — Coloquei os cabos apontados para o dedão e as lâminas saindo pelo dedo mínimo. Iniciei uma série de "socos cortantes cruzados". Terminei a série, repeti novamente e já sentia o meu corpo quente e um fio de suor escorrendo em minha nuca. — Huum... interessante. — Olhei para as adagas enquanto bebia um pouco de água, meu golpes eram inseguros e sem muita força, mas sentia que conseguia fluir muito melhor com elas, do que com a lança hoje mais cedo.

O calor do sol aumentava durante a tarde e eu praticamente era capaz de sentir os raios do sol tocando em cada célula que poderia existir em meu corpo. Coloquei uma das adagas em meu cinturão de couro básico, peguei meu escudo. Dessa fez, fiz uma série que mesclava defesa com o escudo e ataque, tanto com a adaga, quanto com o escudo. Os gritos dos campistas aumentaram, interrompi minha sequência e notei que eles estavam reunidos diante de um grande espaço. Caminhei até lá, para ver o que ocorria. Esgueirei-me entre os campistas e consegui visualizar a cena, haviam diversas máquinas espalhadas por um trecho reto, tais máquinas lançavam uma espécia de almofada de palha de tamanho médio contra os competidores. Estavam distribuídas em vários ângulos, inclusive algumas estavam apoiadas em grandes toras de madeira, para tentar atingir os competidores por cima. Uma garota tentava passar com um escudo e uma espada, ela tentou se proteger com seu escudo, porém, acabou caindo com o impacto e foi eliminada.

— Lara foi eliminada! Quem será o próximo a tentar passar? — Um rapaz alto disse ao meu lado, ele deveria ser um dos organizadores, ele percebeu o meu olhar. — Hey, como você se chama? — Olhei para trás, indagando-me se ele estava falando com outra pessoa, mas concluí que era comigo que ele falava. — E-Eu me chamo Flynn. — Então ele gritou que eu iria participar, antes que eu pudesse negar, os campistas começaram a brandar o meu nome erguendo os pulsos no ar e logo em seguida me empurrando para o começo da pista. Como eu havia me metido nisso? Não queria realmente participar, minha adaga não possuía uma lâmina tão grande. Sentia um tremor e meu estômago parecia que estava a ponto de revirar e me fazer vomitar.

Engoli em seco a minha saliva, os campistas continuavam me incentivando, gritando o meu nome. Dei dois passos e ouvi o disparo de uma máquina, uma almofada de palha vinha em minha diagonal esquerda. A sequência que eu estava fazendo veio em minha mente, dei um "soco cortante cruzado" e o fio cortante de minha adaga fora capaz de rasgas a almofada, deixando a palha cair sobre o chão. Começava a despertar em mim uma confiança, então comecei a avançar mais um pouco. As almofadas eram lançadas cada vez com mais velocidade, precisava segurar firme meu escudo para me proteger delas, o impacto era forte e muita vezes quando dava alguns golpes com a adaga, sentia que meu pulso poderia ceder à força das almofadas. Havia palha para todos os lados, eu conseguira passar da metade da pista. — Estou quase no fim.... quase. — Murmurei ofegante. Três almofadas foram lançadas em minha direção, desviei com uma cambalhota para frente da primeira, me protegi erguendo o escudo da segunda e tentei dar rasgar a terceira com minha adaga, mas eu falhei.

Tentara cortar com um golpe vertical antes do tempo. Resultado? A almofada me acertou diretamente em minha face, o que me fez desequilibrar e cair no chão. Ouvi o rapaz alto gritando que eu estava eliminado. Levantei-me exausto, suava e sabia que minha face estava vermelha devido a almofadada que eu levara. Caminhei para fora da pista cabisbaixo, será que eu deveria mesmo ter participado disso? Continuar com o treinamento com as sequências que havia aprendido não teria sido melhor? Agora estava sem condições físicas de continuar, as dúvidas surgiam em minha cabeça até em momentos como esse. Então eu ri, mas foi uma risada silenciosa e com certa tristeza contida. Eu precisava aprender a lidar com essas dúvidas. Retornei então para o chalé, onde poderia descansar.    

95 X P
Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Quione
avatar
Filhos de Atena

Idade : 21
Mensagens : 38

Ficha Campista/Divina
Level: 15
Mascote: Coruja
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 8 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum

Aliados e ParceirosCréditos e Copyright©
:: Topsites Zonkos - [Zks] :: Wild Scream RPG RPG Hogwarts Todos os direitos reservados a Monte Olimpus RPG® 2011-2016