Treino de Armas Diversas

Página 3 de 8 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:29

Relembrando a primeira mensagem :



Treino de Armas Diversas
Esta arena é disponibilizada para os treinos de escudos, clavas, chicotes, correntes, machados, martelos, lanças, foices, adagas, espadas e outras armas. Estarão disponíveis bonecos de palha (tamanho real), as armas necessárias, proteção adequada e outras diversas coisas que sua imaginação permitir, desde que matenha o foco no nível do seu personagem.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos




Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:45, editado 2 vez(es)
avatar
Deuses

Mensagens : 23

Ficha Campista/Divina
Level: 100000000
Mascote: Cães de Caça [ HP : 9999/9999 ]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Qua 11 Dez 2013 - 18:51



⊱ Matar?! Porque não?! ⊰


Voltei e arrumei minha sacola, lá estava minha espada de lamina dupla, coloquei ela na capa de couro, que parecia uma mochila e colocou a mesma nas costas, saí vagarosamente para a Arena. Eu estava com a camisa laranja do acampamento, um casaco de couro e calça, negros. Estava fazendo frio, porém não nevando. Estava caindo uns pingos finos de chuva. A casa grande estava com luzes azuis, iluminando-a enquanto o sótão ainda tinha o verde claro dominando-o. Após chegar lá percebi que não tinha ninguém, exceto um campista de Hermes. Ele devia ser esgrimista. Tinha um boneco do lado dele, me apossei dele e comecei o treino. Comecei com cutiladas e estocadas básicas. Praticamente esfolando o boneco, porém ele se recompunha a cada minuto. Lancei alguns olhares para o campista que tinha o olhar frio. Tinha uma pequena cicatriz perto do olho esquerdo. Seus olhos eram cinzentos, como o céu estava. Cabelos castanhos claros, um pouco lisos. Vestia-se com um manto grego que vinha de seu pescoço até seus pés. Após dar uma estocada, fiz o movimento para tirar a espada, mas aquilo era um boneco, meio que acidentalmente joguei na cara do garoto. Ele olhou e não fiz nenhuma careta.

Você é patético, até despenteado. — Não era a coisa mais inteligente que eu poderia ter falado, mas não abaixei a guarda. Ele tirou duas espadas, as duas eram negras, não sei o que eram. Não perdi tempo para descobrir e desferi um golpe. Ele defendeu então apliquei outro transversal nele, este desviou. Ele tentou atacar, mas defendi e coloquei força. Uma das minhas lâminas estava por cima da lâmina e outra estava embaixo. Girei o braço e arranquei um das espadas e rolei para não ser decepado. Ele tentou voltar para pegar a lâmina mas ainda de frente comigo. Corri em direção a parede pulei e peguei impulso. Quando ele quase pegou e eu quase matei-o. Ele pegou a espada e colocou uma delas em minha direção. Faíscas saíram por toda a arena. Não esperei ter machucando-o, pois fiz pior ou a melhor coisa do mundo. Eu rolei e fiquei com ele de costas, quase matei ele com minha espada mas consegui derruba-lo com um chute, ele caiu. Antes de levantar-se coloquei minha espada sobre ele e meu pé em seu tórax. Ele olhou ofegante para mim, fingi que ia enfiar a espada em seu crânio, mas a dupla-lâmina cravou o chão. Estendi a mão para ele se levantar.

Não faço jogo sujo. Tenho que ganhar sem trapacear. — Tentei estoca-lo no peito, mas ele desviou. Nenhum dos dois queriam ter uma espada cravada ao seu peito. Acredite que não, tive experiência própria. Além disso não estávamos usando peitoral. Voltei correndo, eu mesmo não me entendi. Ele aproximou e agora entendi porque meu déficit de atenção me ajudava numa luta. Não ficava parado. Era bom, e meus reflexos estavam aguçados. Ele olhou diretamente em meus olhos e senti uma leve náusea. Quando ele estocou, me defendi mas caí no chão. Embora eu não tivesse matando-o quando tive a chance, ele quase me matou, ao contrário de me ajudar. Rolei por baixo dele, após ele pular. Ele tentou cravar a espada em meu crânio, felizmente já tinha passado do seu campo de acerto. Ele virou e tentei acertá-lo. Começamos uma breve disputa de estocadas, defesas e movimentos rápidos. Avancei minha espada contra sua cabeça e ele contra a minha. Não percebi o que aconteceu, fechei os olhos. Lá estava Quíron segurando nossas espadas. Fui frio e o olhei. — Da próxima vez, não me interrompa! — Saí da sala com todos campistas que agora, estavam presentes na arena. Imaginei que Quíron ficaria com raiva, mas não suporto que ninguém me interrompa em nada que faço.


85 X P
Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

Quione
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 27
Mensagens : 117

Ficha Campista/Divina
Level: 50
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Larsen K. Largëkvistt em Qua 11 Dez 2013 - 19:06


Eram sete da noite, fiquei com vontade de treinar, não tinha nada pra fazer. Meus irmãos foram todos assistir filmes, pois estavam cansados de treinar. Porém eu não. Não peguei armas, pois iria a um treino de Espadas e Escudos. Coloquei a camisa do acampamento, um calça preta, um casaco e um bota cano curto. Saindo do chalé vejo um grupo de meninas indo ao treino, todas eram filhas de Afrodite, aquilo era meio anormal filhas de Afrodite indo treinar. Cheguei a arena e tinha alguns meninos no treino, até que as filhas de Afrodite chegaram ao local, o motivo eu não sei mas todos os meninos que ali estavam desistiram do treino. Apenas eu e as lindas filhas de Afrodite estávamos ali no local. Cheguei perto de Quíron. — Por que os outros meninos saíram? — Quíron soltou uma risada. — Se você ficar irá entender. — Fiquei um pouco preocupado em treinar com as filhas de Afrodite, mas continuei lá. Quíron nos mandou pegar as espadas e os escudos em uma caixa onde estavam todas as armas ali. Todas as espadas eram iguais e os escudos também, para que não houvesse nenhum tipo de injustiça. Quíron foi escolhendo filhas de Afrodite para lutarem uma contra a outra, no final ficou apenas eu e uma filha de Afrodite. Quíron nos chamou até centro da Arena todas as meninas aplaudiram a filha de Afrodite, ela pelo visto era bem popular.

Quíron deu o sinal para que começássemos a luta, fui em direção a filha de Afrodite com tudo, tentei acertá-la com a espada, mas ela defendeu com o escudo e depois empurrou o escudo para trás me fazendo-me quase cair. A filha de Afrodite me olhou nos olhos, senti que ela queria me beijar a vi vindo em minha direção, fechei os olhos para um breve beijo, e então senti um corte em meu rosto e um chute no estômago que me fez cair no chão, abri os olhos e as filhas de Afrodite estavam rindo de mim, olhei para Quíron, tinha acabado de perceber o motivo pelo qual os garotos teriam saído do treino. Levantei-me rapidamente e fui pra cima da filha de Afrodite, ela fez o mesmo. Nossas espadas se chocaram uma na outra fazendo-as quebrarem ao meio, recuei e joguei o que restou da espada longe, a filha de Afrodite fez o mesmo. Esperei o ataque dela, e então ela veio e me arranhou com sua unha de águia, criei garras de gelo nos dedos e a arranhei. Por um momento só dava pra ouvir o barulho de “unhas” encostando umas nas outras, aquilo estava meio estranho então empurrei a menina com o escudo. Ela ficou irritada, e pegou se escudo e me acertou na barriga depois na cara e por último me deu um soco no rosto, não deu nem tempo para me defender, ela me atacou simultaneamente de uma forma incrível.

Depois de todos aqueles golpes senti que estava acabado, não conseguia nem me equilibrar direito, ouvi risadas e Quíron gritando para que eu continuasse. Olhei para o céu e vi um pouco de neve, comecei a sentir meu poder vindo cada vez mais forte, estava conseguindo me equilibrar me sentia mais forte que nunca. Lembrei-me que filhas de Afrodite se preocupavam muito com a beleza, então usei um pouco do gelo para criar pouca nevoa para que ela me visse mais bonito. A filha de Afrodite ficou distraída com minha beleza e então lancei o escudo como boomerang em sua cabeça, foi incrível como acertei em cheio sua cabeça. A filha de Afrodite ficou tonta depois que o escudo acertou sua cabeça, corri em sua direção e dei uma banda nela, fazendo-a cair ao chão. Depois coloquei as garras de gelo em seu pescoço, a filha de Afrodite sorriu e aceitou a derrota. Quíron viu que a luta estava acabada e então nos levou para a enfermaria para cuidarmos de nossos ferimentos.



80 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 30

Quione
avatar
Filhos de Deméter

Idade : 23
Mensagens : 14

Ficha Campista/Divina
Level: 9
Mascote: Fênix
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Qua 11 Dez 2013 - 23:36

Aprendendo a ganhar !




Cedo quando acordei pela manhã sem nada cair sobre mim, Meu grifo correr batendo tarsos formando barulho, não estava calmo, e dias como este era dias de Deuses, calmo até de mais, assenti sobre a cama, meus pés esticavam-se ao chão minha voz relenta, estaria a dizer - Olá !? - Ninguém ao chalé, Ou mesmo, no sofá que percorria o salão do mesmo, as paredes artísticas eram chamativas, principalmente o teto reluzente ao próprio sol em relevo de calor, um lugar tão perfeito aromático e Vivo, era eu uma das pessoas que amava o chalé de Apolo não só por ser uma prole do tal e sim por amar a arte, cruzei o tal indo ao banheiro apenas de cueca de malha, bocejei ao pensar " Cadê o pessoal !? " estava não assustado por não encontrar ninguém porém pálido e mais sóbrio, vesti-me com Jeans, camisa do Acampamento e o velho sapa tênis "Mad-Way" , guardava a meu bolso uma caneta pequena revestida completamente de Bronze Celestial, e ferro estígio, sorri, saindo do chalé.
 
A arena estava lotada quando me deparei a tal, e o refeitório vazio, acordei um quanto, quanto tarde, quando Quíron o centauro veio até mim dizendo -Temos um desafiante Bruno !- Ao lado do centauro estava um garoto mais alto do que a mim, marombado cheio de marcas corporais pelo corpo, era um Romano prole de Ares, que dava gargalhadas olhando para mim, Olhei a fundos nos seus olhos, uma coroa de Louro emanou-se a minha cabeça, sorri de volta lhe dizendo -Boa sorte..- sim meus pensamentos estavam mais lógicos e meus pensamentos não estavam a brincadeira, ou seja iria levar a sério o rapaz até o final, tentando arrancar do mesmo sangue, até um membro se possível. Quando ele me disse - Greacus... vou te destruir !- sorri de lado, ainda fitando-o, arqueei a sobrancelha pegando-se minha caneta do meu bolso, apontei ao rapaz, dizendo -Vou te quebrar com isto !- o mesmo assentiu a  uma risada grotesca, indo a arena.
 
Era ganhar ou ganhar, a honra deveria ser devota a nós Gregos, não a um grupo de Romanos mequetrefes que fazem mal uso do lábia para afundar nossos treinos, treinamentos e fundamentos, eles devem temer nós mais do que nos deles, desde que os mortais gregos deram o Cavalo de Troia aos tais os mesmos não eram inteligentes, respeitando o velho das brigas, Ares.
O Garoto apunhava uma espada de quase meio metro, giraria a tal no ar como se fosse tão leve quanto minha caneta, gargalhando me chamou -Vamos caneta de Bronze !- Não disse nada, deixei minha caneta ao chão, sobre qual virou-se um arco de Bronze com pontas afiadas revestido totalmente a ferro estígio, deixei meus dedos a corda do arco, apontei ao céu disparando uma flecha que criou-se no flexionar das cordas, totalmente de luz maciça e afinada, subiu como luz, dissipando-se, Olhei para o garoto que estava mais sério dizendo -Do que me chamo !?- O garoto perdeu a noção do espaço sorri novamente, mais lógico e aberto para treinos, olhei para o garoto esperando o combate iniciar.
 
Como um touro o menino veio contra meu corpo, tentou um corte "/" Diagonal de cima para baixo que interceptei com a ponta afiada do arco, emanando um giro horário passei a outra ponta afiada do arco revestida a ferro estígio feita de Bronze celestial, ao peito do Romano o fazendo cair, ao chão, esperei o mesmo levantar, rodopiei o arco pelo ar, virando-se uma Espada de dois lados, um ferro estígio outro Bronze Celestial, rodopiei a mesma ao ato, ficando-a ao chão.
A prole  do Deus da guerra levantou-se emanou um corte farfalhante em "x" direção contra meu corpo, peguei a espada de dois lados, de cima a baixo rodopiei a mesma, cortaria de leve o dedão do menino o fazendo soltar a espada, corri contra corrente, a espada de dois lados virou-se apenas uma espada simples de Bronze Celestial com a ponta revestida a estígio, batendo o cabo da mesma sobre a cabeça do Romano, o fiz cair, olhei para o mesmo com desprezo, deixando o fio da espada riste a seu nariz.
 
Quíron acabou o Duelo na hora, a boca do Romano sangrou-se até a mais, azaro do menino ser tão burro e confiante a não levar um escudo, fora um espetáculo a favor Grego claro, Quíron ergueu minha mão destra dizendo -O vencedor !.. Bruno Caesar, prole de Apolo !- sorri, enquanto o Romano fora tirado do lugar desmaiado com o queixo e orifícios do rosto sangrando, fui até o Pavilhão, a espada de Bronze virou uma caneta novamente que guardei sobre meu bolso, só pensava em comer algo.


50 X P
Gramática (0-25 xp): 5 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 25

Quione
avatar
Filhos de Apolo

Idade : 20
Mensagens : 62

Ficha Campista/Divina
Level: 21
Mascote: Grifo
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Azazel R. Capograssi em Qui 12 Dez 2013 - 14:50


Ele abria seus olhos. Sentia consigo o frio relutante daquela prospera manhã. Mesmo que o acampamento tivesse um próprio controle climático. A Brisa gélida não cessava. Kolman ainda estava no chalé. Queria sair um pouco daquele local. Então decidiu ir treinar. Calmo e vago. Levantou-se sentindo um leve conforto ao se espreguiçar. Abriu a janela permitindo que o sol de início de manhã invadisse o ambiente. Logo após sua higiene pessoal. Trajou uma roupa leve suspirando novamente. Tinha de se enquadrar na rotina básica porem agitada do acampamento. Não muito diferente de antes. Em sua vida mortal. Tomou seu café. Arrumou seu quarto e saiu desarmado. Negligente. Batalhar sempre esteve fora de seus itinerários. Mas teve uma nova vida. Teria de se acostumar querendo ou não. Irritadiço manteve os palmos nos bolsos vagando. Estava sendo obrigado a treinar. Não gastaria seu fôlego a discutir com gente estranha. Então apenas concordou.

Já estava no local marcado. Encarando os demais com um tom desafiador. Fora interrompido pela chegada do treinador. Que pelo modo era um filho de Ares. Era musculoso e loiro. Tinha uma camisa laranja cavada. Tatuagens fúteis pelos membros e uma calça jeans clara surrada. Além de sapatos negros. Todos se afastaram indo em suas posições em quanto Kolman olhava em volta. Até ser surpreendido por algo. Um item voou em sua direção. Se fosse um segundo a mais poderia ter cortado o moreno. Pegou-o em mãos fitando a cria de Ares com uma visão chateada. Até ver o que era: uma espada. Feita de ferro leve. O Cabo era de madeira resistente. O Fio parecia afiado o bastante para executar alguns bons cortes. As experiências com o bisturi no passado de Kol lhe permitiam isso. Enfim. Acabou empunhando o item em suas mãos sendo guiado até dois bonecos. Que estáticos seriam um bom alvo para o indefinido.

Quando terminar isto. Estará liberado. Boa sorte “novato”. — Ele tinha enfatizado a palavra novato. Caçoando do garoto. Mas ele nem ligou. Apenas focalizou nos seres inanimados encarando-os. Seu primeiro movimento foi no boneco da esquerda. Que por loucuras mentais. Fitava Kolman. O mesmo então avançou esticando a espada para cima. Com o intuito de cortar o ombro do boneco. Desceu a espada com força. Porém sem agilidade alguma. A lâmina tornou a acertar. Mas com lentidão. Recolheu-se então voltando a atacar. Desta vez abaixou-se. Como se estivesse se defendendo. E Golpeou o barriga dele com o fio central. Fazendo uma espuma sair e cair de lado. Já erguido. Balançou o punho para traz. Girando a lamina e a estocando na cabeça. Como uma coronhada. Em uma batalha normal. Para desnortear o alvo e dar chance de mais um ataque. E sucessivamente golpeou o flanco do alvo mantendo um dos palmos no peito o boneco. Assim então foi para trás. Como se tivesse sido golpeado.

Com este quase no fim. Girou seu corpo em 360° para supostamente decapitar o item inanimado e ter este já livre. Com isto partiu para o da direita. Arqueando sua sobrancelha. Pausadamente foi movendo o corpo como uma série de defesas. E seguidamente voltou-se de costas. Jogando o ferro na área do estômago. Voltou ela para si. Empunhando-a novamente. As espumas, contudo voltaram a cair. Recuou novamente para trás. Como um golpe nas costas. E se virou movendo seus pés para dar-lhe uma rasteira. Claramente sem nenhum sucesso. Obsoleta. Tentou dar um corte sobre o tórax para tentar dar um desconforto. Por fim então. Manteve a mão livre sobre o ombro do boneco. Para não permitir que este movesse. E monopolizou os adornos a arma para com o peito do alvo. Cravando a lamina entre o corpo. Atravessando-o e logo voltando a forma original. Permitindo que o ser “morto” caísse em direção ao solo. Com ambos os bonecos já derrotados. Ele sorriu gentilmente para o filho de Ares lhe dando a espada. Deu meia volta e foi em direção ao refeitório. Para fazer um breve e novo lanche. Futuramente voltaria ali. Mas antes de tudo. Tinha de refletir consigo mesmo. Aquele primeiro treino tinha sido cansativo



80 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 23 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 32

Deméter ❀
avatar
Filhos de Atena

Idade : 23
Mensagens : 16

Ficha Campista/Divina
Level: 2
Mascote: Lobo Albino Gigante
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Harlan A. Bréhier em Qui 12 Dez 2013 - 15:36


Acordei bem cedo hoje em relação aos outros dias, mas foi por um bom motivo. Depois de quase uma semana aqui no acampamento, eu já estava meio que cansado de fazer o mesmo tipo de coisa todos os dias. Claro que caminhar por aí e explorar o acampamento era bem legal, mas eu já estava me cansando disso. Decidi que estava na hora de começar a treinar. Quer dizer, quem é que quer ser morto facilmente por qualquer um aí? Decidi que preciso ficar forte o quanto antes e estava realmente determinado a isso. Me levantei da cama realmente ansioso, nunca tinha praticado na arena antes e nunca tinha usado uma espada de verdade. Tomei um banho rápido e gelado, para que eu acordasse de vez e depois de me vestir com uma camiseta vermelha e uma bermuda bege, fui até a cozinha comer alguma coisa. Pensei em escolher uma barra de chocolate que eu tinha guardada, mas resolvi fazer uma escolha mais nutritiva e saudável. Peguei uma maçã e depois saí do chalé, andando com passos rápidos e comendo a maçã no meio do caminho.

Ao chegar à arena, pude perceber que haviam poucas pessoas. "Melhor assim", pensei comigo mesmo. Assim eu me sentia mais à vontade e isso tornava as coisas muito mais fáceis. Falei com um cara que provavelmente era um instrutor e ele me deu uma espada, nem muito leve e nem muito pesada. Depois disso, ele me mostrou uma área com alguns bonecos de palha. Eu agradeci ao instrutor e ele apenas sorriu e se foi.  — Ótimo. — Eu disse, empunhando a minha espada. — Vamos lá. — Desferi um golpe com a espada na cabeça do boneco com tanta força que pude ver um pouco de palha voar para o lado. Decidi diminuir um pouco a força com que acertava o boneco, e desferi um golpe em sua costela. Até que eu estava indo bem, sendo essa a minha primeira vez. Eu até me sentia bem empunhando um espada, me dava uma sensação boa. Continuei acertando golpes em diversas partes do boneco, aumentando cada vez mais a rapidez com que desferia os golpes. Pude sentir o suor escorrendo pela minha testa. Apesar de já estar me sentindo cansado, continuei mantendo minha guarda alta. Tentei ao máximo imaginar que o boneco de palha era um ser humano. Atingi com força a perna do boneco e depois recuei um pouco. Ataquei ele de novo, e recuei. Fiquei alternando assim, atacando e recuando, até que eu estivesse realmente cansado. Enxuguei o suor e minha testa e resolvi parar por hoje. Fui andando até o instrutor e devolvi a espada à ele, agradecendo outra vez e depois resolvi retornar ao chalé para tomar outro banho. Mas eu tinha certeza de uma coisa: Todo esse esforço valeu a pena. E eu com certeza vou voltar para treinar outras vezes. Esbocei um sorriso, digamos que... triunfante, e depois saí da arena, caminhando até o chalé.



65 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 15

Deméter ❀
avatar
Filhos de Ares

Idade : 23
Mensagens : 11

Ficha Campista/Divina
Level: 6
Mascote: Criatura Metamorfoga
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Bae Sung Jae em Qui 12 Dez 2013 - 17:04


Treino com uma arma exótica
TCHITÁ!

- Parabéns! – John disse, aparecendo de surpresa na porta do quarto. – Eu já estava orgulhoso de saber que ia duelar com um grupo, mas me impressionei. Que gracinha, cresce tão rápido. – Sorri para ele, sem responder. – Dionísio e Quiron estão orgulhosos de você. Ele até te deixou ficar na cama hoje por causa de seu ferimento. Vou repetir exatamente o que o Dionísio disse: “Fala pra bretã que ela pode tirar o dia livre hoje. Recompensa por ajudar na vitória de meus filhos”. – continuou animado. – Você até causou ciúme em um dos filhos dele. – riu.

- Eu não ajudei tanto assim na vitória do time do Baco. Só fiz carinho num Pégaso. Se não fosse a Bianca e um garoto, eu teria levado mais que uma flechada nas costas. – respondi, escondendo a animação provinda do comunicado de John.
- Enfim, você tem o dia livre. Tome chá, toque Beatles em uma cítara indiana, dance como a Noviça Rebelde, não sei. Divirta-se. Vou beber um leitinho. – e se foi, serelepe.

***
Eu já havia lido dez páginas de meu livro quando percebi que estava agoniada pelo silêncio. Resolvi fechar o livro, colocar uma roupa bem ridícula e tocar um pouco de flauta. Coloquei uma camisa branca, um colete azul com padrão de flores, lenço amarrado no pescoço e um paletó verde na altura do joelho. Pra completar, uma calça bege de alfaiataria e um coturno marrom até o joelho. “Ridiculamente perfeito”. Peguei a minha flauta transversal dentro da mala e sai do chalé.
Sentei em frente a este, observando o gramado e senti-me inspirada para tentar compor algo. Comecei a assoprar alguns compassos, quando Bianca passava por mim em direção à arena.
- O acampamento nórdico não é aqui, moça. – disse Bianca. Fiz uma careta para ela. – O que está fazendo parada aqui em um dia lindo como esse? Logo começa o inverno e para treinar vai ser um inferno. – esboçou um sorriso. – Rimei.
- Estou em repouso por ter protegido a sua bunda. – respondi. – Levei duas flechadas bem dolorosas, sabe.
- Isso não te impediu de fazer uma folia ontem. – respondeu. Demorou que alguém jogasse isso na minha cara. – Vamos, pegue a arma mais ridícula daquele arsenal e vá à arena.
Bufei e abaixei a cabeça, e enfim consenti.
- Tudo bem, eu vou guardar a flauta. Encontro-te lá.
***
- Sabe, quando eu falei “a arma mais ridícula” eu não quis exatamente dizer isso. – disse Bianca sobre o chicote que eu estava segurando.
- Eu não vou treinar aqui – esses bonecos são pequenos demais e vou demorar uma vida para acertar. Vou treinar em uma rocha lá fora. Vai vir? – falei, ignorando o comentário.
- Claro. – respondeu imediatamente.
- Mas antes tenho uma regra: não fale a palavra com “ismo”. – Bianca riu, me entendendo e então concordou.
***
- O que ela está tentando fazer agora? – perguntou John, se aproximando de Bianca. Afastei-me da rocha e fui em direção dele.
- Se for ficar aqui, regra: não fale a palavra com “ismo”. – John fez careta e Bianca riu.
Tentei levantar e trazer de volta o chicote ao chão, mas o som que isto fez não era nem de longe o estalido de chicote. Fiz uma careta.
- Isso vai levar um tempo. – disse, olhando para o chicote.
- Tem um garoto do chalé de Atena que era acrobata em um circo, posso pergunta-lo se entende disso. – disse John.
- Você está caçoando de mim ou... – perguntei. John fez revirou os olhos.
- Se não me engano, era um circo de animais; lembro-me de ouvir falar de elefantes. Eles usam isso para domar os animais – vou chama-lo e talvez ele te ajude com o teu... Sadomasoquismo. – disse e correu, sem esperar uma resposta.
- Ele falou! – gritei para Bianca, que caiu na gargalhada. – Ele falou a palavra com “ismo”!

Em alguns curtos minutos, John voltava. Um garoto o seguia alguns metros atrás.

- Ele disse que seu pai adotivo o ensinou a usar um chicote de tira única – como esse seu – quando ele ainda era uma criança. – falou, cruzando os braços. Aproximou-se de Bianca. - Ele disse que vai ajuda-la só porque quer muito ver isso. – sussurrou.
O garoto se aproximava, mostrando um menino branco, com olhos verdes e cabelo liso preto, penteado de lado em um pequeno topete.
- Richard. – falou o garoto e apertou a minha mão.
- Cecília. – falei, vergonhosamente. – Que legal; você chama Richard, o primeiro Robin chamava Richard, você é acrobata e ele também. – comentei, inocente. Ele fez um sorriso forçado e olhou para baixo.
- Enfim, começando, a manutenção deste instrumento é baseado em nada mais um pouco de força e rapidez; Puxe rapidamente o chicote para trás e desça-o a frente, no rumo da rocha.
Fiz-o, mas quando trouxe a frente, o chicote soltou e foi parar longe.
- Sabe, você tem que segurar. – disse Richard, e John e Bianca riu. Fui buscar o instrumento.
Quando voltei, tentei novamente. Não bati na rocha, mas fui puxada pelo chicote para frente.
- Se não segurar firme, a inércia vai fazê-lo continuar sua trajetória e é claro que vai ser puxada. – comentou Richard. John avisou que ia pegar algo para comer e saiu.
- Então além de ter que quebrar a barreira de som eu tenho que contrariar as leis da física?! – gritei. Ele riu.
- Só tente.
Concordei atentamente com Richard. Joguei o chicote para trás novamente e desci-o a minha frente. Fez um som estupendo, entretanto o chicote bateu no chão e voltou, batendo em meu toráx. Fiz uma careta e os dois puseram-se a rir.
- Se bater com essa força toda, vai provocar uma reação e ele vai voltar. Ação e reação. – comentou Richard, cruzando os braços.
John chegou com um pacote de batatas fritas e três copos de suco. Entregou um copo a Bianca e outro a Richard.
- Como que está? – perguntou John a Bianca.
- 2 a 0. – respondeu. – Para Newton. – John não exatamente entendeu, mas riu.
Pela terceira vez, joguei o chicote para trás e então desci, com menos força, atacando o chão. O barulho não foi nada mais que o som de um passo. Puxei o mesmo para trás novamente, para tentar repetir e o chicote bateu em meu traseiro. Risadas mais altas que o normal.
Ignorei as piadas. Bati o chicote mais algumas vezes no chão, sem fazer muito barulho. Novamente tentei o mesmo processo de antes, e puxei para trás assim que descer ao chão - e acertei minhas costas. As piadas ficaram piores e mais constantes, mas ao contrário de me irritar, em verdade eu não me mantinha séria para continuar o treino.
- Parem. – gritei, sorrindo. – vocês estão me atrapalhando.
John sorriu.
- Tudo bem, vamos parar de atrapalhar seu narcisismo.
- Vão embora! – gritei, interrompendo. Olharam um para o outro e saíram. Ao estarem longe, abaixei a cabeça e ri.
- Tente mais rápido dessa vez, Cecília. – disse Richard, quando parou de rir.
Joguei o chicote para trás e trouxe-o a frente. Batei no chão e então puxei o chicote mais rápido do que outras tentativas. Estapeei minha costa com mais força.
- Todos os movimentos mais rápidos.
Fiz como pedi. Quando o trouxe a frente, ouvi a barreira de som se rompendo formando o estalido e, alto e fino e puxei rápido para trás e novamente desci a frente. Ouvi o estalido novamente. Richard bateu palmas.
- Pratique isso mais algumas vezes – e depois tente acertar a rocha.
A este ponto, John e Bianca já haviam voltado com mais suco e batata frita. Esbocei um sorriso e tentei novamente. Joga, desce, estalido, puxa, desce, estalido. Palmas e som de suco sendo sugado por canudo.
- Agora acerta a rocha, vai. – gritou John. – Quer colocar que eu coloque um sutiã nela? – Oh, havia demorado muito para continuarem. Estapeei o ar mais umas vezes, sem me importar com a rocha, apenas aproveitando a sinfonia de estalos.
Aproximei-me da rocha e desci o chicote. Este bate e logo volta para ricochetear meu rosto. Outro ponto para Newton.
- Lembre, Cecília, sem tanta força. Mais rapidez ajuda também. – comentou e bebeu mais um pouco de seu suco.
A este ponto eu já começara a suar. Limpando o suor abaixo do nariz, percebi que meu nariz estava sangrando. Respirei fundo e joguei o chicote para trás para tentar novamente – foi quando John percebeu o sangramento e aprontou um vexame, fazendo todo mundo se aproximar e ver o que aconteceu.
- Estou bem, pessoal, estou bem. – repeti mais algumas vezes, mas John já estava me segurando e levando para a Enfermaria, com Richard e Bianca seguindo-nos.
***
- Você foi muito bem hoje, Cecília. – disse Richard, me entregando um copo de suco. – Achei que teria apenas palhaçada e ia parar em dois minutos. – aceitei como um elogio e dei um sorriso tímido. - Acho melhor treinarmos mais outros 20 movimentos de estalo diferentes antes de tentar acertar um alvo novamente. – completou, bebendo de seu próprio suco.
Fiz uma careta que lhe proporcionou diversão - provavelmente pelo fato de eu ter papéis entregues por John enfiados no nariz. – Vinte?
- Apenas os básicos. Ou você acha que vai atingir alguém estalando só pela frente?
75 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 25

Quione
avatar
Indefinidos

Idade : 21
Mensagens : 25

Ficha Campista/Divina
Level: 13
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário http://goldenplant.tumblr.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Leslie Kölsch Montini em Sab 14 Dez 2013 - 16:06


Acordaram-na cedo àquele dia. Kevin havia sido o responsável por tirar Leslie da cama, chamando-a carinhosamente de início e dando empurrões em seu ombro depois de perceber que a primeira abordagem não surtiria efeito. Ainda sonolenta, Leslie tratou de ir ao banheiro e vestir-se, estando pronta em questão de dez minutos ou pouco mais que isso. Rindo, Kevin ainda ousou dizer-lhe que demorava muito pouco para uma garota – Sorte a sua que acabei de acordar.– Ela resmungou em resposta. Ambos deixaram o chalé e foram à arena de treino, onde Quíron ensinava jovens campistas a manusear arco e flecha. Kevin havia prometido ensinar alguns truques a Leslie, e estes seriam com uma espada e não com uma simples adaga que de pouco era útil aos principiantes. Após uma breve conversa com o corcel, Kevin retornou até Leslie e trazia consigo um par de espadas – sem escudos. A garota pegou a espada que foi jogada em sua direção. O desequilíbrio era notável, tanto que a menor teve de tencionar os músculos do braço direito para manter parte de sua dignidade. O rapaz, loiro e risonho, tentou ao máximo não mostrar que via a dificuldade de sua aprendiz, mas acabou por dizer-lhe que com o tempo ela iria se acostumar com o peso das espadas. E isso porque àquelas espadas em questão eram feitas de madeira. Emburrada, Leslie ensaiou uma carranca – Não pode me culpar por não ser nenhuma grandalhona como aquelas garotas de Ares. Aposto que, em uma luta, te deixariam no chinelo. – Retrucou ao empunhar a espada frente ao seu corpo. Kevin rolou os olhos e gesticulou com dois dedos da mão esquerdo, indicando-lhe que deveria começar o combate. Leslie engoliu em seco, apertou os dedos em torno da empunhadura, nervosa, e deu um passo para frente. Após o primeiro passo, a garota arriscou alguns para o lado e aos poucos ganhou confiança para cercar o loiro alto e bobalhão. A mais nova já havia observado vários combates desde sua chegada ao acampamento, portanto tentaria usar de tudo que havia aprendido e um pouco mais – caso fosse ousada.

De espada em riste, a falsa-morena de um passo a frente e depois outro, encurtando a distância entre si e seu adversário. Ao levantar o braço para o ataque, pensou melhor e fez uma finta para a direita, girando no movimento e indo tentar acertar a cabeça do outro. A espada pesava em seus braços, fazendo-a pôr todo a força no movimento, e nem mesmo assim conseguiu alcançar o alvo desejado. Invés de guiar a madeira contra a cabeça de Kevin, ela acabou desferindo o golpe na altura de seu peitoral, e este sequer chegou a atingi-lo graças ao fato de o garoto ter bloqueado a investida com odiável facilidade. Invés de recuar segundo seu instinto mandava fazer, Leslie empurrou a espada contra a de seu oponente, fazendo-o ceder um passo para trás, e nesse momento esquivou para o lado de modo a dar outro giro e tentar lhe bater no flanco. Percebendo a estratégia, Kevin também girou e novamente as espadas se bateram, desta vez sendo ele a pressionar. A garota não tornou a medir forças, optou por libertar a espada e abaixar-se, golpeando assim as canelas do garoto que tinha perdido o equilíbrio momentamente. Era seu primeiro golpe efetuado com sucesso. Em êxtase momentâneo, Leslie esqueceu-se de recuar e logo Kevin a acertou um belo pontapé no estômago – Não vale! – Ela reclamou, afobada, ao cair há metros de distância de seu adversário – Isso é um truque sujo, você está trapaceando. – Tornou a reclamar, mais marrenta do que seria possível alguém achar que fosse. Rindo, o rapaz encolheu os ombros e deu sua primeira lição. No combate vale tudo, ele disse, e as garotinhas inocentes morrem mais cedo ou mais tarde. Ainda irada com o acontecimento, a falsa-morena ficou de pé e ergueu a espada novamente, seus olhos nebulosos dando a impressão de que um temporal se aproximava.

Daquele vez Leslie teve mais cuidado, aproximou-se de Kevin quando este menos esperava e fintou para a esquerda, dando um giro parcial de modo que agachou no meio do movimento e golpeou o estômago do rapaz de cima para baixo. Sem ar, o loiro curvou-se e a garota aproveitou da postura dele para se endireitar e acertar-lhe a cabeça com a empunhadura da espada. Kevin soltou um xingamento, recuperou a postura e empurrou Leslie para o longe com a parte chata da espada, fazendo-a recuar de prontidão para não ser atingida – Apanhando para uma garota, Sr. Eu sou fortão? Que coisa mais feia. – Ela zombou, já não mais nervosa, ao estufar o peito e sorrir. Irritado pela chacota que sofria, o loiro ergueu a cabeça, assim como a espada, e investiu na direção de uma Leslie empanturrada de autoconfiança. A garota também ergueu seu armamento, esquivando para a direita quando correu o risco de ser golpeada. Tão esperto quanto à experiência sugeria que fosse, o mais velho havia previsto o movimento e desviou sua lâmina justamente para onde a falsa-morena se movia, acertando-a em cheio no estômago. Sem ar, Leslie se comprimiu ao apertar o abdômen com a mão livre e soltou um dos palavrões mais feios que conhecia. Rindo, Kevin mandou-a nunca subestimar seu oponente, principalmente se este oponente fosse ele, e então ergueu a espada para atacar novamente.

Mesmo machucada, Leslie ergueu a mão da espada e impôs sua arma contra a do rapaz, pressionando o suficiente para fazê-lo retribuir a força bruta e então saiu da frente, tal que o mais velho cambaleou. A garota deu a volta no corpo do outro e lhe chutou a parte de trás dos joelhos, fazendo-o, por fim, cair de estatelado no chão. Antes que seu adversário pudesse se levantar, a mais nova correu até ele e colocou seu pé sobre o centro da coluna do rapaz, impondo-o a permanecer onde estava – E agora, quem é que está subestimando quem? – Indagou, o sorriso brincando nos lábios. Irado com o rumo que tinha tomado àquele pequeno treino, Kevin deu um jeito de segurar o pé de Leslie e o puxou bruscamente, de forma que a garota perdeu o equilíbrio e caiu também. Dessa vez foi Kevin quem se aproveitou e logo estava por cima da garota, sua espada de madeira roçando o pescoço dela. Game over, pelo visto. Quíron ia passando e pigarreou ao ver a cena. Difícil dizer quem tinha as bochechas mais rubras, Kevin ou Leslie. Com a ajuda do loiro, a garota ficou de pé e limpou as mãos no short, retrucando que tinha deixado que ele ganhasse quando começaram a refazer o caminho até o chalé apinhado de Hermes. Os poucos músculos de Leslie pareciam estar em fogo após todo o esforço exercido.

90 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

Quione
avatar
Filhos de Atena

Idade : 20
Mensagens : 7

Ficha Campista/Divina
Level: 5
Mascote: Coruja
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 14 Dez 2013 - 17:29



⊱ Esgrima; agilidade e rapidez. ⊰


Eu estava indo para a aula de esgrima do acampamento, segundo meu relógio não estava atrasado, então não excitei em caminhar com calma. Andei pelo Acampamento Meio-Sangue observando os campistas nas suas atividades diárias, alguns até se preparavam para ir a aula de esgrima. Olhei no meu relógio novamente: ainda sobrava uns dez minutos para o treinamento começar, então decidi dar um pequeno passeio. Dei um leve sorriso maléfico e irônico, eu ia me divertir bastante... Fui para um canto no Acampamento perto do Arsenal, então fechei os olhos e me concentrei, quando abri os olhos, uma cratera se formava em minha frente, a cratera ia se abrindo até que vi uma pata, o buraco se abriu mais e um Cão Infernal saltou para fora da cratera, ele latiu para mim mas logo notou que eu era um Filho de Hades. Fiz carinho no focinho do bicho e então montei nele.

E ai amigão, vamos dar uma volta, depois siga direto até a arena, onde terá aula de esgrima. — Ele latiu em concordância, e o sorriso em meu rosto ficara mais extenso. Eu quase caí do Cão quando ele começou a correr de um lado para o outro no Acampamento, me segurei forte, não queria quebrar um osso antes da aula. O Cão continuou à correr, adentramos a floresta e ele pulou o riacho, continuamos desviando das árvores, até que ele deu meia volta e corremos para sair da floresta, nesse tempo, tentei me concentrar no relógio, e eu ainda tinha um tempo. Passei por frente do estábulo, os cavalos relincharam, curvamos a Casa Grande e contornamos ela, então seguimos para o rio do acampamento, paramos lá e o Cão Infernal tomou um pouco da água, o ruim de se andar livremente com um cachorro enorme por um Acampamento é que todos ficam olhando para você, como se não tivessem nada para fazer. Disse para o Cão para seguirmos rumo a Arena, então ele obedeceu e correu rápido como nunca. Parei na frente da Arena, três campistas já estavam lá: Victor, Nico e Johnny. Eles pareciam ouvir a explicação do instrutor, Pedro, sobre a aula, desci o Cão e corri até lá para ouvir também.

Volte para o Mundo Inferior, obrigado pela carona. - Disse ao cão, então, me aproximei de Pedro, peguei uma espada de madeira e me sentei no chão. Tirei meu tênis e massageei meus pés, estavam doendo um pouco, não sei o motivo pois eu não sou de caminhar, sério, eu sou muito sedentário. Olhei para meu pé "sujo", tinha uma bolha estourada lá e fiapos da meia, além de uma gosma laranja. "Mas... Que Hades é isto?" Me perguntei. Passei o dedo pela gosma, tinha uma espessura que eu conhecia: refrigerante de laranja. Eu devia ter deixado cair no meu tênis e quando coloquei o pé ele me molhou, ou sei lá, mas minha meia estava encharcada de refrigerante, para eu não ficar com o pé molhado de refrigerante de laranja coloquei a meia e o tênis de lado, então fiquei descalço, logo me levantei quando Pedro disse para alongarmos. Fiz algumas posições e corri um pouco para aquecer. Observei os cones e os bonecos ali no lugar, Pedro deu um exemplo do que deveríamos fazer então observei os outros correndo em zig-zag e depois batendo no boneco, todos foram bem, mas estava na hora de eu ir bem.

Girei a espada de madeira na minha mão, ele era leve, bonitinha, mas infelizmente não cortava. Me posicionei em frente a uma fileira de cones. Estralei o pescoço e comecei a correr em zig-zag, passei por todos os cones e quando cheguei no boneco, erigi meu braço direito na diagonal e desci forte, acertei a costela do boneco. Olhei o resultado: Costela esquerda quebrada. Na minha mente, o resultado daquele golpe foi mais ou menos isso: Você foi uma droga Davos. Respirei fundo e voltei até atrás do cone novamente. Corri de novo, passei por todos e então chegou a parte do boneco, não diminui a velocidade e voltei meu braço pra trás, parei por um segundo, então dei um giro com o braço em um golpe vertical, acertei a lateral do pescoço do boneco que quase caiu. Me virei para o resultado: Desmaio temporal com machucado do pescoço. Bufei. "Hunf... Boneco idiota..." Pensei. Peguei minha espada e fui tentar de novo, meus resultados estavam horríveis. Corri em zig-zag novamente pelos cones, botei a maior velocidade possível, quando chegou no boneco, erigi ridiculamente meu braço para cima, eu havia perdido a velocidade, o golpe sairia ruim com certeza. Quando desci o braço a espada atingiu o ombro do boneco, resultado: Pequena dor no braço. Fiquei com raiva daquilo, eu não sabia que era tão fraco... Mas... Talvez não fosse isso, talvez fosse o jeito que eu manejava a espada e localizava o golpe.

Dei mais um de meus sorrisos irônicos e então voltei ao fundo dos cones. Corri por eles, agora eu já estava acostumado em passar por entre os cones, podia correr com velocidade mais alta, o que já era uma vantagem. Enquanto corria já coloquei minha espada para trás, como pronto para dar um golpe. Tentei imaginar os pontos fracos do boneco, me concentrei bem nele e chegando perto... Eu pulei. Pulei de leve mantendo a velocidade pegada na corrida pelos cones, o pequeno pulo, fez com que eu pegasse ainda mais rapidez e agilidade, pronto para dar o golpe. Mantive minha força no braço que segurava a espada: o direito. Em menos de meio segundo senti meu braço esquerdo leve e fraco como uma pena. Girei meu braço direito pronto para dar o golpe, virei com toda minha força e agilidade possível, mirando no ponto onde eu achava mais fácil e fatal de se acertar: a cabeça. A espada bateu na bochecha do boneco, levando a cabeça dele a girar, ela foi pro lado com tudo, e com mais um empurrãozinho de força, a cabeça girou completamente, dando uma volta no corpo, como naquele filme do O Exorcista, a cabeça girou uma volta completa e caiu no chão. Eu me abaixei após o golpe, peguei a cabeça e levantei-a, em sinal de vitória. Em seguida apenas guardei a cabeça e a espada no lugar correto e caminhei com as mãos nos bolsos, depois de pegar meus tênis e calça-los, fui direto para meu chalé, precisava de um banho e de tênis limpos.


90 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

Quione
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 27
Mensagens : 117

Ficha Campista/Divina
Level: 50
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Leslie Kölsch Montini em Dom 15 Dez 2013 - 19:14


- O que me diz de um combate? – Leslie indagou, ansiosa, ao seu melhor amigo. Ao ver a expressão que o rapaz fazia, ela cruzou os braços e torceu os lábios em uma careta chantagista – Vamos lá, por favor. – Pediu – Prometo que não vou te humilhar, ao menos não muito. – Dessa vez teve de substituir a expressão pidona por um sorriso. Ainda menos pendente a acatar o pedido da garota, Kevin rolou os olhos e a dispensou com um aceno enquanto voltava ao seu jogo de pôquer com os filhos de Hermes. Viciado. Pouco passava das três horas da tarde, o que deixava Leslie em uma situação delicada de hiperatividade. Não conseguia simplesmente cruzar os braços, sentar-se e ficar observando a tediosa partida de pôquer dos rapazes. Precisava gastar as energias. Sem esperar por Kevin, a falsa-morena pegou a espada de bronze celestial que pertencia ao rapaz e saiu do chalé sem mais palavras. Sorte ou azar, o loiro sequer notou a saída de sua colega e portanto nada disse a respeito da espada que ela pegara emprestada. Chegando ao campo de treinos, acabou por perceber que não havia instrução alguma marcada para o momento, portanto estava por sua conta e risco. Leslie olhou ao seu redor, ávida por encontrar quem pudesse lhe fornecer ajuda, mas o campo estendia-se vazio até onde a vista alcançava. Mais a frente havia um barracão de peças, sendo este frequentemente ocupado por filhos de Hefesto. De braços cruzados na frente do peito, o garoto alto e musculoso era a única alma viva em quilômetros de onde Leslie se encontrava. Decidiu por usar do único meio disponível. Ao parar frente ao garoto duas cabeças mais alto, cruzou os braços e lhe sorriu – Com licença, mas você poderia treinar comigo? Sou ainda nova nisso tudo e preciso de alguém com quem praticar. – Ela pediu com ambos os braços cruzados para trás. De início o rapaz olhou-a de cima a baixo, muito interessado no que via, mas então encolheu os ombros ao dizer que não era a melhor escolha como parceiro para prática de luta. Cabisbaixa, a menor virou-se para voltar ao local onde estava, contudo o garoto chamou-lhe antes que já estivesse distante. Havia um autômato, dizia ele, e ela poderia usá-lo.

Saído diretamente do barracão, o autômato era duas cabeças mais alto que Leslie, tinha o aço polido e portava uma espada de madeira (menos mal). A garota quis imediatamente ir embora, dar alguma desculpa sobre ter esquecido um compromisso importante ou algo do gênero, mas acabou permanecendo ali, as pernas tão trêmulas quanto costumavam ficar quando estava apreensiva. O rapaz de Hefesto se divertia perante a cena, animado pelo fato de poder ver uma de suas criações em ação – É só... Só apertar o botão? – A falsa-morena indagou, nervosa, ao se aproximar do peitoral do autômato onde se via um pequeno botão vermelho com as iniciais A e L, provavelmente para identificar seu dono. Tendo o garoto gesticulado positivamente, Leslie pressionou o botão e recuou apressadamente, a movimentação repentina da máquina assustando-a. Mal a garote teve tempo de erguer sua espada e o autômato despertou por completo, convergindo em sua direção como se fosse um imã atraído por seu polo. A menor esquivou para a direita a fim de evitar o golpe desajeitado feito pelo autômato e então atacou seu flanco, muito embora o bronze celestial tenha sido rechaçado pela composição de aço do autômato. Como ganharia de algo com tamanha imunidade? Ela se perguntou ao esquivar novamente em busca de evitar que a madeira batesse contra seu rosto. Embora desajeitado pelo seu tamanho, o autômato possuía alguns reflexos de batalha que iam surgindo conforme o passar dos segundos. Parecia que a máquina só precisava esquentar. Leslie apertou os dedos em torno da empunhadura da espada curta e investiu por vontade própria, tendo de se abaixar em meio a tal ato para evitar – novamente – ser atingida na cabeça. Assim que se abaixou, Leslie deu o restante dos passos para quebrar a distância e fincou a espada na articulação da axila esquerda do autômato.

Como se era de esperar, o autômato perdeu totalmente o controle do braço esquerdo, pois o bronze havia atingido seu mecanismo invés de sido rechaçado pelo aço da armadura impenetrável. Tendo já visto muitos filmes de ação, Leslie tinha conhecimento desse tipo de coisa e muitas outras a respeito de máquinas, muito embora a maior parte desse conhecimento fosse sujeito a falhas astronômicas. Mesmo com um braço a menos, o autômato não desistiu de atacar, indo até a garota com maior furor do que qualquer outro já apresentado até o momento. Leslie olhou de um lado para o outro, incerta do que fazer, e então resolveu bloquear o ataque. Espada contra espada, o impacto gerou certo estardalhaço, deixando os ouvidos da mais nova a zunir mesmo após ter-se passado o momento do barulho. Era de se esperar que o bronze celestial tivesse partido a lâmina de madeira ao meio, mas isto não chegou a acontecer, fosse por Leslie ser “fraca” ou pelo material ser bastante resistente. Em medição de forças, o autômato suplantou a falsa-morena em muito, fazendo-a primeiro recuar um passo e depois dois. Aquilo não poderia ficar assim. Como último recurso, a garota jogou o peso de seu corpo contra o golpe – não que fosse muito – e então esquivou para o lado, fazendo com que o autômato inclinasse para frente como perda de equilíbrio. Aproveitando da brecha na defesa, Leslie deu a volta em seu adversário e pulou sobre suas costas; literalmente. Era algo totalmente impensável – Aqui, bobão! Nas suas costas. É tão lerdo que não consegue me enxergar? – Gritou do alto ao ter de se agarrar ao pescoço do autômato com todas as suas forças, caso contrário cairia e os resultados não seriam agradáveis. Ao contrário do que ironizava Leslie, o autômato tinha completa noção da magra garota sobre suas costas e não tardou a se sacudir de um lado para o outro em busca de derrubá-la. Alguns dos movimentos foram tão bruscos que os dedos da falsa-morena começaram a escorrer, cada vez mais a deixando perto de cair, até que finalmente perdeu o apoio e voou alguns metros no ar.

Leslie caiu de costas contra o chão, a cabeça rodando quando tentou erguer o corpo para ficar de pé. Havia sido uma péssima ideia. O autômato também não esperou por melhoras, invés disso seguiu ao encalço de seu alvo, tencionando a espada do alto para desferir um golpe em direção ao volume magro sobre o gramado. Ainda deitada, a garota soltou um gemido custoso de dor e rolou no gramado, rápida o bastante para evitar a espada de madeira que acertou o espaço que antes era ocupado por seu corpo. Sem intenções de ser um alvo fácil, apoiou as mãos – agora estava desarmada – no gramado e impôs força nos músculos para ficar de pé. Após ter errado seu golpe, a máquina endireitou a estrutura de aço e desviou-se na direção de uma Leslie descabelada e cansada. Tudo em sua expressão gritava querer desistir. Fazendo o oposto do que queria – como sempre -, a mais nova avançou cambaleante e juntou reflexos o bastante para desviar de um ataque lançado contra si. Abaixada como ficou, deu o restante dos passos e se jogou contra o peitoral de aço do autômato. Parte de si, fosse a cabeça, o rosto, as mãos ou sabe-se lá o que, encostou no botão de ativar e desativar. O autômato rangeu e ficou imóvel – Ufa. – A expressão de tranquilidade escapou de seus lábios. Ouviu-se então um ressoar de palmas, de início fraco e posteriormente ganhando intensidade conforme o filho de Hefesto chegava mais perto de Leslie – Palmas? Sério? Eu quase morri. – Ela argumentou de sobrancelhas arqueadas, mal se aguentando de pé. O garoto encolheu os ombros e disse que as palmas eram para seu autômato. Muito sensível ele. Leslie apertou os lábios, guardando para si algumas palavras das que não se pode dizer na TV, e então começou a refazer o caminho – penosamente – até o chalé de Hermes após ter recolhido a espada de Kevin.

95 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Quione
avatar
Filhos de Atena

Idade : 20
Mensagens : 7

Ficha Campista/Divina
Level: 5
Mascote: Coruja
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Julia Heit Adams em Dom 15 Dez 2013 - 22:35


Vamos treinar?
The Queen of Fear

 
Caminhei firme rumo ao machado ao fundo da arena, ele parecia me encarar de forma enigmática. Ok ele só estava la na dele e eu imaginando coisas, porém me aproximei em passos rápidos, quando minhas mãos tocaram o machado posso jurar que meus olhinhos brilharam de felicidade, eu peguei o machado e ouvi algo se mover, como se uma plataforma de 5 x 5 se erguesse a quase um metro do chão eu olhei pro mesmo meio aérea quando ouvi alguns barulhos como uma contagem, uma silhueta tecnológica surgiu a minha frente, eu dei dois passos atrás encontrando-me na beirada olhei pra baixo e mesmo que não fosse alto senti um certo medo, quando a contagem chegou no zero a criatura, um autômato em forma de gente, também portava um machado. Eu segurei o meu na mão direita, ele deveria ter no máximo uns quatro quilos, peso exato para minha luta. Eu odiava quando os filhos de Hefesto brincavam de "atualizar" a Arena, aquela cosia simples que não se movia em baixo dos teus pés era perfeito.

Ele girava os machados entre as duas mãos com enorme facilidade, tive por um momento a ligeira impressão de que mesmo desengonçado se eu fosse acertada por ele ia sair machucada. Ele tentou vir por cima de minha cabeça, me abaixei e senti algo me jogar para trás, ele tinha me dado uma pesada na barriga e me jogado pra trás, meu corpo encontrou o chão, fiquei meio sem ar, respirei fundo me sentando no chão, ele já vinha em minha direção, tentou acertar a minha perna com o machado, mas eu as pernas, doeu um pouco, admito, mas o machado prendeu no solo com a força dele. Dei uma cambalhota desajeitada pra trás, quase caindo da plataforma, girei o machado por cima de minha cabeça e vindo da direita para esquerda eu tentei deferir um golpe na altura do pescoço do autômato, mas o mesmo soltou o cabo do machado se afastando alguns passos, quase caindo no chão, eu estava um pouco ofegante e me afastei quando ele se aproximou, o autômato puxou o machado e por um pouco me encarou.

Ele novamente veio em minha direção, eu estava meio ofegante, mas corri na direção dele, veio com o mesmo ataque batido de antes, o pescoço, quando me abaixei ele tentou me acetar com um chute, deixei o corpo pender para direita, quase sendo acertada pela pesada que me jogaria para trás, quando vacilaria de encontro ao chão eu dei dois passos para frente saindo de seu campo de visão, ele estava de costas para mim, segurei o machado com as duas mãos e tentei parti-lo ao meio dando um giro e tentando acertar o machado na altura de sua cintura, mas como sempre ele era espero, ele virou de frente para onde o machado vinha e elevou o seu a frente de seu falso corpo, os cabos dos machados bateram um contra o outro. – DROGA! – Sussurrei baixinho, meus braços tinham doído com o impacto, respirei fundo recolhendo o machado para mim.

Girei o machado entre os dedos a cima da cabeça, ele apenas me encarou assim como eu também o encarei, estava ofegante e de fato um pouco cansada, queria dormir um pouco, segurei o machado com a parte não cortante virada para ele e tentei bater na cabeça dele com o machado, mas ele o segurou, com a mão esquerda, já que a direita segurava o machado. Segurei o cabo do machado dele puxando-o pra mim, mas o cabo do mesmo começou a se fundir com o braço da criatura, como se o machado e a criatura fossem um só. – Que beleza ! – Falei meio cansada daquilo, ainda segurando o cabo do machado eu girei o braço dele para a fora e passando pra trás dele, tive que soltar meu machado, puxei o braço dele pra cima, enquanto ele tentava em mão puxar pra baixo e acertar-me com meu machado, eu vacilava para um lado ou para o outro. Coloquei a lâmina do machado sobre o ombro dele, então ele puxava e não soltava, estava preso, numa  vezes que ele tentou me acertar com meu machado eu peguei-o no cabo e puxei com força para mim tendo que usar a força do meu corpo para que ele o soltasse, agora eu tinha meu machado de novo, em minha mão direita. Passei o braço esquerdo no pescoço dele, ele era um pouco maior que eu, mas foi para ele não se afastar ou ficar de frente pra mim. Chutei as “costas” de seu joelho, ele não aprecia nada bem com isso, soltei o braço de seu pescoço quando ele decaiu de joelhos, chutei suas costas e ele deitou no chão, coloquei o pé direito sobre as costas do mesmo segurei o machado com as duas mãos, eu iria decapitá-lo.

Algo segurou minha perna esquerda, eu ainda meio assustada senti algo me puxar com força, eu caí sobre ele, minha testa por porco não bateu com tudo no chão, ainda com o machado em mãos o peso do meu corpo impedia que ele se levantasse, eu tentava alcançar o pescoço dele, mas não dava, fora então que algo me ocorreu. Eu me sentei, ainda sobre ele , com uma perna ele ainda segurando, a esquerda, e a direita eu deixei do outro lado, jeito perfeito, girei o machado por cima da cabeça e então o bati com força no pescoço do autômato, sua cabeça rolou um pouco a frente e depois ele sumiu, fim de jogo para ele. Eu estava cansada e com fome, além de minha cabeça estar doendo, um pouco só.



95 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Quione
avatar
Filhos de Fobos

Mensagens : 14

Ficha Campista/Divina
Level: 1
Mascote: Criatura Metamorfoga
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Filha do medo !

Mensagem por Alice Montsberry em Dom 15 Dez 2013 - 23:35

Manuseando uma espada leve !?,  
Primeiro treino !



Alice ! Alice acorda !- Acordei aérea, franzia a sobrancelha dedilhando ainda a coberta, era um de meus primeiros dias no acampamento, não sei porque mais eu era bem mais solitária que as outras meninas do chalé, totalmente diferenciada das outras com toda certeza, fiz uma cara sonolenta ainda olhando para minha Irmã (Irmã gêmea quem se candidata ? MP ) sorri dizendo levemente -Pode se afastar um pouco ?! to com sono.. sério é muito cedo.- Dedilhei os olhos levantando enquanto minha irmã arrumaria a cama dizendo -Você realmente é muito preguiçosa..- franzi as sobrancelhas mordendo os lábios disse -Tudo bem tudo bem.. só não enche ok ?-ela sorriu, eu apenas olhei risonha, me vestindo, com calças coladas, all stars, camisa branca baby-doll com o símbolo do A7x minha banda favorita, sorrindo fui contente ao pavilhão, meus cabelos longos e sedosos passariam ao vento esvoaçando, fazendo um biquinho sentei a mesa do Pavilhão, olhei para as pessoas a minha frente e disse - Oi.. Bom dia gente..- delicada como sempre peguei pequenas torradinhas, e fui comendo de vagar com um copo pequeno de néctar, aquilo era tão bom.

Ingenuamente, disse sobre treinos a uma das garotas que mais prática no acampamento, mais dedicada e uma das melhores em invocar ramos de videiras, Christina era a melhor, tentei me espelhar na garota nos primeiros dias quando disse -Então Chris.. eu não tenho treinado  muito, e treinos com espada é bem difícil de manusear mais me identifico bastante com as menores e leves, pode me dá uma  forcinha ?-sorriso sínico porém verdadeiro sibilei a garota, a tal com clama e ótimo gesto olhou para mim dizendo que toparia me ajudar a treinar, por uma das filhas de Dionísio ela era a mais legal, e não mais uma bêbada fazendo coisas erradas, totalmente diferenciada e dedicada, deveria de certo ser o Orgulho do senhor D.

Caminhamos até um campo aberto, arcos aljavas flechas espalhadas ao chão, um balde grande (similar a um poço antigo  -q) repleto de espadas, apunhei a mais leve, do tamanho de meu ombro após a Chris dizer -Melhor pegar uma arma Alice, leve o que desejar..- Apunhei não só uma das espadas leves como duas, uma cada punho, sorri a menina que apunhou-se uma espada indagando -Vem me ataca Alice, pode atacar com vontade..-correndo em uma diagonal tentei riscar a espada destra em um "x" enquanto a esquerda formaria um "y" vindo de baixo acima, Chris interceptou minhas espadas dando um pequeno passo atrás, a espada da Chris segurava as minhas duas, a garota rodou, emergiu-se um salto leve chutando meu abdômen , sentada ainda com as espadas uma em cada mão, dizendo -Tenho muito que aprender..-Meus olhos brilhavam chateada, quando a Chris levantou-me dizendo -Vamos lá ânimo você é capaz !- as palavras eram tão bonitas quanto li em um livro, levantei-me novamente com as espadas uma em cada mão dando uma piscadela a Chris.

Correndo contra corrente, emergi um salto levanto a espada a frente vindo em uma forma reta como um "I" , Chris interceptou a espada cruzando a dela ao ar, então pecando contra corrente minha espada que ficaria a mão esquerda subiu formando-se um "L" raspando o punho de Chris fez a garota sangrar, Chris veria meus movimentos contrários, perdendo o foco de batalha ficaria com medo, eu me sentiria mais forte como nunca, como se minha energia tivesse se recuperado, Chris ficaria cruzando a pesada a frente diversas vezes com medo falando -O Alice.. Para por favor.. Alice !? - Minha voz aguda soaria o ar emitindo medo a menina apavorada não era por mal mais era eu realmente era a prole do Medo, meus cabelos cruzavam o ar junto a meu punho um pancada com a bainha da minha espada faria Chris cair sentada com um sangramento no nariz, onde olhei para ela e disse -Me perdoa.. eu sou um monstro !- Chris ficou a segurar o nariz com um pano que estava ao chão, e disse -Normal, você realmente é filha de Fobos.- Realmente estava triste por meu ato e feliz por descobrir finalmente meu progenitor.


Poderes Ativos usados:
— Ilusão Medonha I — Quando estiver em uma luta, o inimigo verá seus movimentos ao contrário e irá ficar confuso, mas não passa de uma ilusão. Pode ser usado duas vezes por missão e/ou combate.

— Cura Medonha I — Caso um ser vivo esteja com medo e o filho de Fobos seja a causa do medo dele (pode ser com a aura do medo, qualquer coisa), o semideus recuperará HP em cima disso (a cada ser vivo afetado pelo medo, são 5 de HP a mais por rodada). Por exemplo, se seis seres vivos estão sendo influenciados, a criança do medo recuperará 30 de HP por rodada.


Habilidades:
— Aura do Medo I — Embora não seja filho de Hades, a prole de Fobos emite (mesmo que involuntariamente) uma aura de medo que pode intimidar os inimigos, fazendo-os pensar duas vezes antes de se aproximar.

— Perícia com Espadas I — Fobos usa de uma espada, graças a isso seus filhos possuem perícia com este tipo de arma (incluindo seus derivados), manejando-a com facilidade se comparado com outros campistas.



75 X P
Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 15 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

Quione
avatar
Filhos de Fobos

Idade : 19
Mensagens : 6

Ficha Campista/Divina
Level: 0
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Julia Heit Adams em Seg 16 Dez 2013 - 18:19


Vamos treinar?
The Queen of Fear

 Estava pronta pra socar o rosto do próximo semideus que me olhasse torto só por eu ser filha de Fobos, qual era o problema desses idiotas de nariz em pé? Eles não era superiores a mim, talvez nem eu a eles, me olhar torto não ia adiantar, eu sabia ser desagradável e olhar torto pra eles também, erguer o nariz e sorrir com demasiado sarcasmo, meu pai era Fobos, podia não ser Zeus, mas eu o considerava melhor que o pai de muitos ali. Eu tinha uma antipatia particular com os filhos de Ares, que sendo franca eu preferia seu nome na versão romana, Marte, batam em mim por ser conhecedora clara de ambos os lados da Mitologia, seus filhos gostavam de se achar os melhores do Acampamento todo, cheguei ao ponto que não me importava mais, apenas treinava pra melhorar minhas habilidades e só. Com uma espada no ombro direito eu caminhava pelo Acampamento, pensei até em passar no Pinheiro de Thalia antes do treino matinal e quem sabe conseguir falar com meu pai, um pouco, talvez, que não era meu favorito, preferia treinar a noite, mas achei melhor não importuná-la com minhas preses logo cedo. 

Caminhei em passos lentos rumo a Arena, eu queria poder encontrar algum de meus meio-irmãos, o que seria quase impossível já que eles preferiam a noite ou quem sabe Harmonia, essa segunda me parecia mais agradável, mas eu não estava com sorte quando é mesmo que eu tinha sorte? Nunca pois é, a arena estava repleta de filhos de Arese revirei os olhos bufando baixinho, eles pareciam entretidos conversando entre si, alguns até lutando contra outro irmão, daria tempo para eu dar meia volta e sair dali, mas como eu já tinha afirmado a sorte não estava comigo. - Ora vejam só uma tampinha e pelo jeito estranho que se veste suponho que seja filha de ... Fobos. - Naquele momento foi que eu torci pra que meu pai jogasse uma praga naquele idiota, o pulverizasse de alguma forma só pra varias, servir de aviso ou mostrar por meio segundo que ele não gostava do jeito que ele falou com sua menininha, o problema é que Fobos não fora um bom pai pra mim, não mandou praga nem aviso e definitivamente eu não era a menininha dele de nenhuma forma. Eu sabia que deveria continuar andando e esquecer daquilo, ele seria melhor do que eu com toda certeza, eu só iriam pagar um baita de um mico e só traria vergonha a meu pai, só tinha um pequeno problema, eu era orgulhosa demais pra simplesmente ir embora, então me virei o encarei vorazmente e exibi um sorriso irônico no rosto. - Essa sua pose de brutamonte pouco desenvolvido não me intimida, que tal falar menos e usar mais essa espada que você tem na mão pra variar? - O rosto dele ficou vermelho de raiva, empurrou os outros que estavam do seu lado e veio em minha direção, estávamos no meio da Arena quase, não tinha onde me esconder, o que usar pra me proteger nem nada do tipo. - Quero ver se é tão boa com a espada como se acha espertinha, sem escudo. - Foi automático eu apenas concordei com o que ele tinha dito e continuei a encará-lo nos olhos, ele era visivelmente maior do que eu e mais forte, mas naquele instante eu não me importava.

Os outros se afastaram e nós nos colocamos na posição, a lâmina da minha espada tocou na lâmina da dele, em seus olhos exibia o convencimento de que era muito superior a mim, eu tinha quase certeza que de fato fosse, mas eu não deixaria ele ter certeza disso sem tentar. Em um pequeno "já" vindo de um dos outros garotos que ali estavam nossa pequena ,e talvez fatal, luta começou, o primeiro ataque partiu dele, deferida contra a minha cabeça, ergui a espada a frente do rosto, um barulho estridente foi ouvido quando nossas lâminas se tocaram, ele empurrava a espada pra frente e eu, com suas duas mãos firmemente no cabo, a empurrada no sentido contrário, mas ele era mais forte do que eu, a minha lâmina tocou em minha testa, mas não do lado cortante, meus braços doíam um pouco mas eu tive força o suficiente pra empurrar a espada contra ele, o rapaz nem usava toda a sua força, se via notavelmente quando ele exibia aquele sorriso patético nos lábios.  A gravidade era mais amiga de objetos, no meu caso pessoas, mais leves, pude reagir com maior facilidade da direita pra esquerda com uma força tamanha que tinha nos braços eu tentei acerta-lhe no quadril, mas ele era esperto e bom com a espada, virando a lâmina da mesma força que eu tinha feito quando ela tocou minha teste, eu pude ouvir nossas espadas se baterem novamente com aquele barulho que me deixava surda com alguns segundos, impedindo que me golpe fosse bem sucedido e o machucasse. Ele se afastou uma passos e eu estava um pouco ofegante já, meu coração batia com uma tamanha força dentro do peito que eu sentia vorazmente que ele poderia pular por minha garganta a qualquer segundo, ele começou a correr em minha direção, com aquele sorriso patético no lábios que me dava ânsia de vômito, segurando a espada com as duas mãos e a lâmina virada pra baixo, como se fosse cravá-la em meu coração, ele pulou na minha direção depois de estra em uma velocidade e proximidade o suficiente pra me matar com uma espada no peito, não tive outra alternativa a não ser pular pra direita e quase cair de bunda com tudo no chão, mas consegui me manter de pé enquanto a espada dele era cravada no chão de terra da Arena e ele a tirava com uma facilidade imensa.

Agora era minha fez de atacar de novo, da direita pra esquerda repetindo o golpe que tentei na altura de sua cintura deferi-lhe um golpe na altura do pescoço, mas dessa vez ele preferiu por abaixar, eu sabia que isso não viria de graça, e não veio, ele tentou em dar uma rasteira com sua perna esquerda, mas eu estava com a adrenalina percorrendo meu corpo e estava preparada pra um golpe baixo como aquele, pulei com as duas pernas e meus pés flutuaram, com meus joelhos flexionados enquanto a perna dele passava onde estaria as minhas e me derrubaria se eu não tivesse pulado. Meus logo tocaram o solo e eu fracassadamente tentei repetir o golpe que ele havia aplicado em mim, segurando a espada com as duas mão no cabo e lâmina afiada para baixo eu tentei cravá-la na altura de seu ombro direito, deixando meu peso cair sobre a espada, mas ele estava alerta como eu, deu uma cambalhota para a esquerda e minha espada ficou fincada no chão da arena, confesso que tive que fazer uma força para retirá-la de lá o que deu tempo dele se levantar e correr em minha direção dessa vez um pouco mais furioso, ele segurou com força a espada pelo cabo e deu um giro de 360° no rumo de minha cabeça, só me sobrou abaixar e pular nele quando já estava de novo de frente pra mim acabando por derrubar ambos no chão, minha espada caiu um pouco longe, fora do alcance de minha mão, assim como a dele. - Sai de cima de mim sua idiota. - Ele esbravejou não gostando nada de eu ter derrubado nós dois no chão, ele me empurrou me jogando no chão, se eu não o impedisse antes que pegasse sua espada seria o fim de nossa luta ali mesmo e eu teria perdido. Não pude fazer muita coisa, apenas me levantei e pulei sobre ele, notei que ele se assustou um pouco, tive que chutar as costas de seus joelhos pra que enfim caíssemos ambos no chão de novo,ele gritava e urrava pra que eu saísse de cima dele, mas fui mais rápida, peguei seus dois punhos e puxei seus braços pras costas cruzando-os me ajoelhei sobre eles com meio sorriso no rosto. - Calma, mansinho bichinho feio e grotesco, mansinho. - Eu podia ouvir risos lá trás, mas não me virei pra ver os tais garotos que riam daquela cena engraçada que poderia acabar logo, eu ainda precisava pegar minha espada a todo custo, mas seu eu tentasse sair dali com toda certeza seria pega.

- Te dou até três pra sair das minhas costas garota ou eu mato você e te amarro em um saco pra te jogar no lago ... 1 ... 2 ... 3 ... - Quando ouvi a palavra "três" tratei de me levantar o mais rápido que minhas pernas conseguiam de cima dele antes que aquilo ficasse pior, mas como eu ele também era esperto, agarrou meu calcanhar esquerdo, o que me fez cair com tudo no chão, baixaria pura, mas a esse ponto tudo valia. Ele conseguiu se levantar, correndo perto de mim, vi que usar minhas habilidades como espadachim não iam adiantar, enquanto ele estivesse com aquela espada, talvez minhas habilidades como mentirosa fossem mais apropriadas para aquele encontro, coloquei-me de pé portando em meu rosto um semblante assustado e com medo, tudo falso com certeza, ele sorriu e veio em minha direção, deferiu um golpe contra minha barriga, só pude me afastar, mas não o suficiente pra evitar um corte superficial, entrava em ação o meu lado atriz, ergui os braços com os olhos lacrimejados e quase formando um bico de piedade. - Ok ... Você venceu. - Ele sorriu vitorioso os outros garotos comemoravam atrás de mim, ele os olhava e nem se dignava a me encarar, foi o que eu precisava, me agachei quase simulando que havia caído de joelhos, dei-lhe uma rasteira, o corte mesmo que superficial ardia um pouco, ele caiu no chão e eu ofegante peguei sua espada que tinha caído perto de mim, não dei chance dele se levantar nem nada, eu tinha a fúria em meus olhos e o ódio pulsando em minhas veias, cravei a espada com tudo próximo a sua orelha esquerda, nem chegou a cortá-la, mas só o olhar de desespero dele tinha me deixado melhor. - Nunca mais me desafie ou praga ou maldição idiota vinda do meu pai será o de menos. - Soltei o cabo da espada, meu coração batia forte e rápido eu estava suada e machucada, ele me olhou de relance o vi quando olhei pra trás, eu iria buscar um lugar pra me curar logo, mesmo que superficial aquele corte poderia me render alguns problemas.



100 X P + 10 dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Quione
avatar
Filhos de Fobos

Mensagens : 14

Ficha Campista/Divina
Level: 1
Mascote: Criatura Metamorfoga
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Seg 16 Dez 2013 - 21:46


the fucking fight
serving knife sharpener for a fool.
Eu sei. Eu tenho noção de que havia dito que não ia participar de atividade nenhuma que envolva esse acampamento. Qualquer coisa que me prendesse aqui estava fora de cogitação. Entrementes, me fora dito que para sobreviver lá fora, sabendo tanto sobre minhas origens e por ter uma idade que nada me passa despercebido mais; eu correria enorme perigo se não soubesse como me defender. Então iria aprender a usar armas e, quando estivesse pronta, iria embora desse lugar e voltar para minha mãe. Coloquei uma camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue — não estou me prendendo, mas minhas roupas não são propensas a treinos desse tipo — e tênis all stars brancos com o shortinho jeans antes de ir treinar. Uns filhos de Ares estavam organizando um treino autônomo de combate com adagas, e foi para lá que eu fui. Chegando na Arena, eles estavam escolhendo uma menina para combater um filho de Hermes, alto e esguio, que não parecia pouca coisa de primeira mão, entrementes sua face exalava o fato de que tinha experiência. Meus passos ecoaram logo na entrada, o que fez uma menina do chalé de Dionísio olhar para onde eu estava e me puxar: "Essa aqui serve." — É o quê? — Perguntei num fiozinho de voz enquanto me puxavam e me explicavam muito por cima do que se tratava o treino. Os braços dos quais não utilizávamos para segurar a arma seriam fixados um no outro pelos pulsos, e iríamos brigar desse jeito. Não havia regras e o que perdesse menos sangue seria o vencedor. Coisas de filhos de Ares. Mas que merda!

Eu era destra, entrementes o filho de Hermes era canhoto, portanto ambos ficamos com as guardas armados uma de frente para a outra. Não sabia se isso era uma coisa boa, pelo menos não exatamente. A distância entre nós nunca seria extinguida; ou seja, era esfaquear ou esfaquear. Abriram espaço e eu e o filho de Hermes ficamos frente a frente, ele com uma expressão neutra e um sorrisinho de canto característico dos filhos do deus mensageiro e eu com uma face de "Hã-ã.... Dããã." O filho de Ares que organizara e tivera toda a ideia era que sinalizava o início da briga. "Quando eu der o sinal.", ele exclamou por cima das vaias e murmúrios. Firmei a mão da adaga o máximo que eu pude, tendo certeza de que os nós dos meus dedos estavam brancos de tanta força. O filho do deus da guerra começou a contagem. "Um!" O que está fazendo aqui, Arabella? "Dois!" Você se meteu numa bela encrenca. "Três!" Para de viajar e se concentra no oponente, uma voz que não era exatamente minha exclamara com severidade, e talvez um pouco de deboche bem no fundo da minha cabeça. "E..." Respirei fundo e levantei a guarda. "BRIGAR!". Mal foi terminado o sinal e a agilidade do meu oponente não me dera tempo de nem ao menos pensar. O mesmo flexionou o joelho do mesmo lado da guarda e fez um ataque direto. Poderia ter sido bem idiota e uma tentativa bem tosca se ele não fosse demasiadamente rápido, e só meu TDAH me salvou de um longo e profundo corte no abdômen, quando eu dei um passo para trás de modo desajeitado e reclamando: — Ei! — Um sorrisinho travesso na face do menino me fez entender que ele não ia dar moleza para mim só por ser garota. Semicerrei os olhos e assenti. Girei o punhal da adaga entre os dedos e suspirei com força, fazendo um amplo e ágil movimento com a mão armada, com a parte plana posicionada horizontalmente quando tentei um movimento em arco grande, com o intuito de cortar-lhe na lateral de seu corpo. Ele deu um pulo para trás para escapar do corte da lâmina, porém foi desajeitado demais para desvencilhar-se de meu golpe sem me puxar para frente. Isso o fez vacilar, e a mim junto dele. Ambos cambaleamos por uns segundos até nos assentarmos novamente, e enquanto ele fazia isso, eu separava meus pés na mesma largura dos ombros para que não acontecesse outra vez.

Ele foi esperto quando fez o novo movimento. Ao invés de me atacar diretamente como fizera de primeira — por mais ágil que tenha sido — ele tentou um método que eu demorei um tempinho para descobrir a intenção, e apesar de ser algo que parecia tonto, fora bem eficaz. Com a sua velocidade quase anormal, o adversário deu  um giro rápido por debaixo de ambos os nossos braços amarrados, e como eu não sabia da intenção, meu braço foi torcido e meu tronco curvou-se num ângulo estranho quando soltei um pequeno esgar de dor, deixando minhas costelas viradas na sua direção, expostas para um ataque que veio logo em seguida, quando ele cortara a lateral de meu corpo com sua lâmina. Senti o líquido quente começar a escorrer, quando eu fiz o mesmo giro que o garoto fez para ajeitar a minha própria postura de luta e meu braço não acabar torcido. Um incômodo lancinante tomou conta do primeiro talho feito, porém a adrenalina que acabara de adquirir não deixou com que eu tornasse isso prioridade superior ao da minha batalha. É sangue que os filhos de Ares queriam? Eu não passaria vergonha com um método de luta medíocre. Vão ter sangue de Hermes espalhado na arena, em maior quantidade que o meu. Ainda nos firmávamos novamente, quando tomei a iniciativa do ataque dessa vez. Flexionei ligeiramente os joelhos para impulsionar-me num pequeno salto para frente, alto o suficiente para tentar pousar bruscamente com um dos pés em seus costelas, para enterrar a tênis no local que desejava, porém ele se afasta o bastante para que seu tronco não seja danificado, porém meu pé direito pisou-lhe de mal jeito na coxa esquerda, fazendo-o sentir o impacto, me dando espaço para um ataque novo, desferindo a faca em seu rosto com um movimento rápido da guarda armada, porém um curvamento de corpo fez com que ele evitasse um dano maior abaixo do lado esquerdo de seu semblante. Meu pouso foi mal executado, quase resultando numa torção de meu tornozelo. Ambos novamente com o equilíbrio oscilado, iríamos tomar tempo pra nos erguer e tomar posição de guarda novamente, entretanto, ao invés de me ajeitar totalmente; eu aproveitei a oportunidade aproximar-me com destreza do menino, segurar seu antebraço, passar por debaixo do braço do mesmo e ir para a sua retaguarda, prendendo seu braço esquerdo às suas costas, e não foi muito difícil mantê-la, já que nossos braços estavam amarrados juntos pelo pulso. Passei o braço direito por cima de seu ombro do mesmo lado e apertei a parte plana da lâmina contra sua garganta; e quase dando ele como vencido; ele apenas ri com um grunhido de dor pelo seu antebraço direito torcido, dizendo com um pouco de dificuldade: "Você já era."

Por ser menor que ele, não seria muito difícil fazer o que ele fizera. Facilmente flexionou os joelhos e passou o quadril para ficar contra meu abdômen, curvando o próprio corpo para frente e me erguendo do chão, fazendo eu perder a firmeza do aperto contra sua garganta e o torcer de seu braço não ser mais tão incomodo a ponto de incapacitá-lo de escapar. Por um segundo fiquei pendurada em suas costas como se fosse uma boneca de pano, todavia a minha pouca firmeza deixou seu propósito ainda mais fácil. Ele apenas balançou o corpo para a nossa direita até então e me derrubou bruscamente de costas no chão, fazendo com que eu perdesse o ar de meus pulmões pelo impacto recebido da coluna contra o sólido do chão. Ele gargalhou e disse de modo um pouco presunçoso: "Desculpe o mal jeito, baixinha. Mas acho que tá na hora de acabar com você.". Ergueu a adaga num ponto acima da cabeça, com a lâmina voltada para baixo, analisando meu rosto como se decidisse onde começar a desfiar. "Acho que vou fazer um novo corte de cabelo em você.". — Meu cabelo não! — Exclamei em resposta, com indignação, e sem ao menos prestar atenção em meu protesto quase fresco, ele agachou-se por cima de mim sem refrear-se, esquecendo-se completamente de que eu ainda tinha uma mão livre e ainda armada. Quando a lâmina estava há dez centímetros da lateral de minha cabeça, meu antebraço armado ergueu-se, bloqueando o percurso da lâmina. Ele não parecia ser tão mais forte que eu, afinal era dono de uma magreza de elfo que não permitia que ele superasse a minha força, o que me fez rir debilmente da face do garoto. Aproveitando o braço bloqueando o término do golpe, passei meu antebraço para parte de trás de seu pescoço, trazendo a cabeça dele pra mais perto da minha para lhe dar uma cabeçada no nariz. Levantei-me com essa deixa. Ambos de pé novamente, ele já parecia estar tão abalado quanto eu, fisicamente. Eu ainda sentia falta de ar e o nariz do garoto parecia fora do lugar e sangrava. Tentei fazer a mesma coisa que ele fizera comigo, estirando nossos braços ao máximo para tentar a volta por debaixo do meu próprio braço para fazer seu braço torcer-se e expôr seu tronco curvado num ângulo que o deixasse vulnerável por uns segundos, entrementes ele não parecia ter feito isso uma vez, prevendo exatamente o que eu tinha em mente, plagiando o seu golpe. Ele refletiu seu movimento no meu, fazendo minha tentativa falhar (dã, claro que falhou!). O filho de Hermes tenta um ataque longe, fazendo um movimento rápido e ângular com a ponta adaga contra minha garganta, porém eu agachei-me e aproveitei estar fora de alcance dele por um segundo para passar-lhe uma rasteira no mesmo, batendo bruscamente contra o tornozelo do menino com o peito de meu pé. Derrubei-lhe de costas contra o solo e me mantive agachada, e sem deixar que ele escapasse, passei uma das pernas para o outro lado dele, imobilizando o seu pulso armado com um dos pés. O joelho da perna livre se enterrou contra o meio da virilha dele (oooops!) e eu ainda tinha a mão com a adaga livre para dar o ataque final. O garoto não tinha como lutar contra, afinal seu lugar mais sensível estava sendo esmagado.

Você é quem já era, seu acéfalo cleptomaníaco. — Ergui a adaga e ameacei-lhe atingir no meio dos olhos (a plateia prendeu o ar e os filhos de Ares gritavam de excitação com a cena), porém eu não era sangue frio a ponto de lhe causar uma grave contusão, e minha lâmina apenas cravou-se na terra ao lado de sua cabeça, findando toda aquela palhaçada. Arranquei a adaga de sua mão e cortei a corda que unia os nossos pulsos. Ele ainda gemia de dor e eu apenas sorri fracamente, pensando que sentiria pena se ele não tivesse sido tão bruto com uma garota nova. Ajeitei o cabelo e as roupas depois de largar a adaga, e sorrindo perante as congratulações de alguns e tapinhas nas costas, saí do local em passos apressados, direto para enfermaria, escutando o filho de Ares chamar os próximos perdedores que iriam se desfiar com adagas.


100 X P+10 dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Quione
avatar
Filhos de Poseidon

Idade : 21
Mensagens : 24

Ficha Campista/Divina
Level: 31
Mascote: Hipocampo.
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Heather Martínez em Ter 17 Dez 2013 - 2:29




Era divertido receber as congratulações pelos lugares onde andava pelo acampamento. Pelo visto, minha vitória sobre o filho de Ares no duelo me deu um certo status. Mas acho mesmo que os fofoqueiros de plantão esqueceram de mencionar que o filho de Ares que eu derrotara era um baixinho de doze anos (e forte) que tinha chegado ao acampamento há três dias. Além do fato do menino ser menor que eu, ele ainda estava no acampamento meio-sangue a apenas um dia a mais. A cada minuto que se passava, eu escutava histórias diferentes sobre como tinha procedido ao duelo. Escutei que eu Kyle havia perdido só porque eu arranquei um braço dele! Que tinha sido costurado de volta no lugar depois, é claro. Escutei também que o duelo teve origem porque eu não aceitei um pedido de casamento precipitado do filho de Ares. Outra mentira. Eram histórias cada vez mais absurdas, que eu me recusava a escutar, porque não adiantava eu desmentir; mal acreditavam que eu era a própria Heather Martinez! Resolvi esfriar a minha cabeça daquelas injustiças com mais um treino.

Confesso que no começo, a ideia de ir treinar com armas me era uma tortura. Mas com dois consideravelmente bem sucedidos, eu estava pegando um pouco mais de confiança. Além disso, eu gostava da sensação da adrenalina correndo pelo meu corpo. Me deixava calma e mais liberta dos problemas de fora. Desci até o campo, para parte onde os campistas treinavam com as armas mais diversas. O local não estava tão apinhado como era a parte dos duelos, porque além dos campistas, sempre havia uma plateia por lá. Aproximei-me de onde estavam dispostas as diversas armas, para serem escolhidas. Eu gostava muito mesmo de adagas, mas já tinha notado que eu ainda não tinha habilidade nenhuma com o instrumento em combate direto. Torci os meus lábios e olhei para as espadas. Por mais que tivesse lutado num duelo de espadas, nenhum dos meus golpes tinha sido dado pelo instrumento. Digamos que eu não nasci mesmo para espadas. Cocei a minha nuca olhando as clavas, os machados... Todos pareciam pesados demais! Até que pousei meus olhos em um chicote. Um chicote? Era uma arma um tanto erótica, digo, exótica. Lembrei-me de ter visto uma filha de Afrodite manuseando um chicote, e ninguém mais além dela. Sinceramente, nunca tinha tocado num chicote, e me pareceu mesmo uma arma muito curiosa.

O chicote de couro tinha uma única tira, e não era tão leve quanto eu pensava que seria. A tira tinha cerca de 1,90 m de comprimento, o que já era maior do que os meus 1,67 m de altura. O instrumento até que ficava confortável na minha mão, e era uma sensação engraçada segurar algo que eu nem ao menos havia visto ao vivo antes. Abri um leve sorriso de canto e estava decidido: naquela tarde, eu experimentaria o chicote! Segurei firme o objeto pelo cabo e comecei a girá-lo sobre a minha cabeça. O som do couro cortando o vento estava bem alto, e então eu interrompi o giro batendo o chicote no chão, imitando um daqueles domadores de leões. O som do chicote ecoou pelo campo. TCHIPÁ! - Uau! Sensacional! - Eu podia sentir os meus olhos brilharem de maravilha. O som havia soado como música para os meus ouvidos! Até soltei um risinho empolgado, e repeti o gesto. Girei de novo o chicote sobre a minha cabeça. A tira de couro passava assoviando, e mais uma vez eu bati no chão. TCHIPÁ! Ri empolgada mais uma vez, como uma criança que brincava com um brinquedo pela primeira vez. Eu tinha mesmo adorado! Nem via aquele objeto como uma arma, a princípio. Era mais um brinquedo mesmo.

Já tinha me divertido o bastante, já era hora de descobrir o que aquela belezinha era capaz de fazer. Torci meus lábios e avistei um daqueles bonecos de palha. Tomei uns dois metros de distância, e girei o chicote acima da minha cabeça. Dei umas três voltas com ele, mirando o boneco, e então interrompi o giro, esticando meu braço esquerdo com o chicote de forma que direcionasse a tira até o boneco. A tira triscou o boneco sem muita força, e minha mira nem tinha sido muito precisa também. Tinha alguma coisa errada na forma que eu estava investindo o meu golpe. Franzi a testa e então arrumei a minha postura. Fiquei um pouco mais na lateral em relação ao boneco e flexionei meus joelhos levemente. Comecei a girar o chicote, e interrompi o giro, esticando a tira até o boneco mais uma vez. Tanto a minha força quanto o alvo haviam sido mais precisos dessa vez. Cheguei e fazer um corte no corpo do boneco, que já estava até um pouco furado e meio murcho. Soltei um risinho empolgado, tanto que já sentia aquele comum friozinho na barriga de empolgação.

Campistas que treinavam com chicotes eram tão escassos que comecei a atrair alguns olhares de alguns que treinavam a alguns metros dali; sem contar que o som do chicote chamava um tanto de atenção. Treinei mais a precisão da minha mira, fazendo vários cortes mais específicos no boneco. Na medida em que ficava mais confiante com aquela arma, treinava golpes mais ousados e com mais força. Em uma dessas minhas tentativas de inovação, eu girava o chicote sobre minha cabeça e antes de interromper o giro, eu girei o meu corpo para conseguir mais força ao esticar a tira ao boneco. De fato, o golpe tinha sido investido com tanta força que um rasgo maior foi aberto no boneco. Tanto que o resto da palha que havia dentro dele caiu no chão, e ele ficou todo murcho. Tapei a minha boca com a mão direita por causa da surpresa. - Tudo bem, ér... Próximo boneco.

Dei alguns passos para o lado e fitei o outro boneco. Este também estava com alguns furos, feitos por adagas ou espadas de outros campistas, mas eu tomaria mais cuidado para que ele durasse mais. Já tinha notado o quanto eu ficava mais empolgada com o treino ao decorrer do mesmo. Eu parecia me revigorar com cada golpe, me sentia mais disposta, e menos cansada. Parei diante do boneco e respirei fundo. Não de cansaço ou tédio, mas apenas aspirando as boas energias e expirando as ruins. Comecei o movimento inicial de giro com o chicote, com os joelhos flexionados, sendo a perna esquerda ficou à frente do meu corpo, como uma perna de apoio para o que eu pretendia a seguir. Interrompi o giro, dando um golpe bem ruidoso no boneco, adiantando o meu corpo e trocando a perna de apoio. Continuei com os golpes sem parar, me aproximando do boneco e trocando a perna de apoio. Só parei quando estava bem perto do boneco, sorrindo e me divertindo. Porém os cortes tinham sido bem generosos, e eu precisei interromper minhas chibatadas para colocar as palhas dentro do boneco de novo. - Não vou judiar de outro bonequinho, poxa. - Coloquei o chicote no chão e comecei a preencher o boneco com as palhas caídas.

- É, já dá pro gasto. - Ele ainda estava horrível, meio murcho, mas já estava mais cheio do que depois dos meus repetidos golpes. Ainda caíam algumas palhas dos seus rasgos, mas seria sacanagem terminar de estragar outro. Antes de pegar meu chicote de novo, estralei meus dedos e admirei o meu improviso. Voltei para a posição de ataque com o instrumento na mão, e ainda estralei o meu pescoço, dando uns pulinhos empolgados para aliviar um pouco a tensão dos músculos e dar mais uma aquecidinha. - Vamos lá, só mais algumas chibatadas! - Bati o chicote no chão mais uma vez antes de atacar, só para aquecer e curtir aquele som que me causava um êxtase muito incomum.

Preparei-me então para mais um golpe, e lá foi eu. Interrompi o giro esticando a tira em direção ao boneco, com aquele friozinho na barriga e toda aquela empolgação. A tira foi em alta velocidade até o boneco, e então prendeu-se no cabo de madeira que o fixava ao chão. Sempre ao terminar um golpe, era instintivo recuar o chicote, natural, como reflexo, e assim o fiz, sem perceber que a tira estava envolta no cabo. Ao recuar o chicote, acabei por fazê-lo com muita empolgação, com a mesma empolgação e adrenalina com qual eu havia iniciado o golpe. Notei que a tira estava envolta no cabo tarde demais; quando este se partiu num ruído de madeira quebrando e o boneco de palha rasgado caiu no chão, terminando de espalhar sua palha interior. Levei minha mão à boca mais uma vez, observando a minha arte. Que desastre! havia mesmo me empolgado bastante com o chicote, hein? Olhei para trás e lá estavam os outros campistas me olhando, boquiabertos, outros com o cenho franzido. - Ah, desculpa, gente! Foi sem querer! Posso fazer um outro boneco... E... - Mas então notei que os colegas não estavam olhando para o boneco quebrado, e nada verdade, nem olhavam diretamente para mim. Só então notei um brilho esverdeado sobre a minha cabeça e vi um espectro de uma maçã flutuando ali. Era como uma imagem holográfica, muito esquisita e curiosa. O que aquilo queria dizer? A resposta veio de algum campista que havia gritado ali perto.

- Vejam! Mais uma reclamada! Uma filha de Hebe! - Mas o que? Ah, claro! A maçã! Era o símbolo de Hebe! Estava ainda tão dentro do meu treino com o chicote que demorei a associar todas as informações. Fiquei olhando a maçãzinha, até que o espectro desapareceu. Eu permaneci imóvel, ainda processando as informações, enquanto recebia alguns singelos parabéns. - Meus parabéns! Filhos de Hebe são meio escassos aqui! Deuses menores são bem famosos aqui por não reclamarem seus filhos, você deu sorte! Espero que logo meu pai me reclame também! - Eu agradecia as palavras, ainda me sentindo um pouco atônita, como se fosse acordar de um sonho a qualquer momento. Então, eu era filha de Hebe? Poxa! Soltei um risinho meio vago e e assustado ao pensar aquilo. Guardei então o chicote onde eu havia encontrado e saí do campo. Pelo visto, eu tinha que fazer minha mudança de chalé.




100 X P + 10 dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Quione
avatar
Caçadoras de Artemis

Idade : 20
Mensagens : 30

Ficha Campista/Divina
Level: 10
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Ter 17 Dez 2013 - 18:51


the fucking fight
hahaha, no!
Olhei interrogativamente para o filho de Atena que se oferecera para me ajudar com lutas de espadas. Ele depositara algo similar a essa em minha mão, mas definitivamente não era uma espada. Parecia algo mais sofisticado, algo mais oriental; como a própria índole e aparência do garoto que tinha olhos cinzentos muito bem escondidos por trás de pálpebras esticadas. Seu próprio nome já dizia muito: Lee Ogawa. Ele aponta a lâmina em minha mão e sorriso discretamente. "É uma cimitarra. A lâmina é mais fina, comprimento maior, porém muito mais leve que uma espada de fato." Semicerrei os olhos e tomei o punhal da arma, constatando que realmente era muito mais móvel e parecia mais letal, entrementes ainda estava receosa, pois a espada ainda me era familiar — ou tão familiar quanto pode ser para uma novata. Ele colocou um boneco de silicone que era bastante usado em academias de boxe (é, eu fazia boxe antes), porém esse continua no braço direito uma cimitarra igual a minha, levantava em guarda. — Tem certeza de que é seguro deixar isso na mão de uma louca? — Perguntei com um sorrisinho amarelo. Ele deu de ombros e se afastou do boneco, olhando para mim como se estivesse esperando para ver do que eu era capaz. Engoli em seco e fitei o boneco.

Andei em volta dele e apoiei o meu antebraço no ombro dele, franzindo os lábios e me sentindo coma completa idiota. — Quer começar? — Perguntei para objeto inanimado. Comecei a treinar as estocadas como havia visto a maioria dos campistas fazerem com as suas estadas.. Comecei da ponta das lâminas, minha e do boneco, como se estivéssemos numa distância quase inalcançável. Às vezes, isso acontece num combate. Portanto, minha cimitarra passava quase que imediatamente de um lado para o outro da lâmina pendurada a mão do boneco. Um repetido som do aço colidindo um com o outro vinha de onde eu me localizava. Ataque por dentro, ataque por fora, por dentro, fora, para esquerda e para a direita, esquerda e direita. Aumentei a velocidade das estocadas e ia me aproximando do boneco, tornando a extensão de lâminas se colidindo um pouco maior, porém como se eu estivesse ganhando território.

Agora era necessário dar um meio giro de pulso para conseguir alcançar o outro lado da espada do boneco e treinar estocadas de alcance mais curto e percurso mais longo de espada. A espada torna isso um pouco mais difícil, já que ela é um pouco pesada, comparada com uma adaga, porém nada que um giro ágil da divisória entre o antebraço e a mão não viesse resolver o problema do peso da lâmina. Eu girei o punhal da cimitarra, lançando a sua lâmina para baixo, da direita para a esquerda. A lâmina fez um arco de quase trezentos e sessenta graus para atingir o outro lado da cimitarra do boneco-oponente, porém foi um pouco lento demais. Usei o mesmo método para voltar com a lâmina, de fora para dentro, completando duas estocadas num período meio longo de tempo, e considerando que eu estivesse num combate isso viria a ser uma desvantagem enorme e minha guarda ficaria aberta num curto tempo, mas o suficiente para ser atravessada e uma lâmina me atingir no tronco. Novamente repetia o movimento, a prática do giro de pulso fez com que o conjunto de estocada ficasse muito mais bem feito, muito mais veloz. Quanto menos largo o movimento de meu braço, mais bem executado ficava.

Conforme ia aumentando a velocidade de minhas investidas, não era muito difícil de imaginar o boneco grego como um adversário vivo tendo o meu probleminha de déficit de atenção, portanto em uma investida em que estoquei a sua lâmina para longe do corpo estático, era uma oportunidade perfeita para ataque direto. Dobrei um pouco o meu joelho que se postava na frente do corpo, perfurando o peito do boneco com a guarda armada, bradando um alegre: — Touché! — Com a parte plana de minha espada voltada para cima a lâmina poderia ter facilmente ultrapassado sua caixa torácica e ferido o seu coração. Um esguicho de sangue vindo do dano feito no boneco esguichou diretamente na minha face. — Mas o quê...? — Limpei o rosto com as costas da mão, olhando descrente para Lee, que estava rindo discretamente de minha reação. Ele explica que toda a vez que eu acertasse um órgão vital humano, simulado no boneco, iria me recompensar com um esguicho de sangue sangue. Suspirei e voltei minha atenção novamente para o boneco.

Agora era o momento de tentar isso com um pouco mais de ataques ofensivos. Girei o punhal de minha espada ao lado do corpo, de modo menos bem feito do que havia visto outros semideuses fazerem com suas lâminas, porém eu estava tentando. Passava a analisar cada ponto do boneco, como se estivesse planejando que parte amputar primeiro. Eu tinha todo o tempo do mundo para fazer isso, ou não. Mordi o meu lábio inferior, tentando imaginar novamente o boneco grego como um batalhante da oposição, suspirando e simulando um ataque lateral da cimitarra deste, rebatendo a lâmina do mesmo com força, para cima.

Imaginando sua guarda carente de uma espada como meio de defesa, rapidamente voltei o curso de minha lâmina num corte transversal para a direita, fazendo um talho no abdômen do boneco, sendo recompensada com um pouco de sangue que o preenchia. Imagino como seria se ele fosse uma pessoa e sacudi a cabeça, espantando essa possibilidade da cabeça, pelo menos por agora. Um semideus frio e pronto para matar deveria se sentir bem caso fosse de verdade. Apenas sangue falso, apenas uma brincadeira. Sacudi os ombros para trás, tentando outro ataque nos locais em que mais seria eficaz acertar o oponente, caso fosse me dada a oportunidade de começar um combate. Pensei no escudo inimigo se erguendo de seu braço esquerdo e fingi um ataque em seu membro, desviando a lâmina para a parte de suas pernas, saindo do alcance do equipamento de proteção. Investi vários golpes diretamente depois disso, levando em conta se eles dessem certo; atingiram o boneco em vários pontos. Choquei o meu escudo contra a espada do estático adversário algumas vezes, como se estivesse repelindo um de seus golpes e transpassei a ponta de minha espada contra o seu ombro, num ataque que vinha do superior e lhe descia a mão até sair mais sangue falso de seu enchimento, até que o braço deste lhe veio a cair. Treinei um giro rápido, de duzentos e setenta graus, com o braço erguido um pouco acima da linha de meu ombro, cortando superficialmente a garganta do boneco, porém esguichando mais sangue. Esse movimento cortaria uma artéria. Lee disse que eu poderia parar, já que o tanto de sangue falso que eu tinha na face e nas vestes já era suficiente para considerar o treino como algo produtivo. Quando saí da arena, algumas pessoas arregalavam os olhos para mim e se afastavam. Até um filho de Ares caiu no Lago de Canoagem com a imagem de uma garota sem um ferimento, com sangue que não lhe pertence por todo o corpo. Sorri involuntariamente e saí dali.

95 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Quione
avatar
Filhos de Poseidon

Idade : 21
Mensagens : 24

Ficha Campista/Divina
Level: 31
Mascote: Hipocampo.
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Deborah A. Millyat em Ter 17 Dez 2013 - 19:15


touché

Eu havia acordado meio disposta aquela manhã. Sim, meio. Fracas dores dominavam algumas partes do meu corpo como meus braços, pés e nuca. Acordar indisposta em dia de treino era simplesmente pedir para não faze-los. Mas era necessário obviamente. Com o treino vinha a aprendizagem e o aperfeiçoamento de suas técnicas de batalha e manuseio. E eu poderia dizer que minhas técnicas não estavam nada aperfeiçoadas, e por isso precisava treinar e treinar, ter paciência e acreditar no meu próprio potencial. Como se eu não tivesse um super ego não é?


Espreguicei-me e arrastei meus pés até meu armário, pronta para procurar algo descente para vestir e lavar o rosto, tirando minha cara irrevogável de sono. Após alguns minutos de higiene e ter colocado uma simples calça e camisa, juntamente com botas, sai porta afora, dirigindo-me a arena de treino de armas diversas.


Havia escolhido esse área por simplesmente ser uma categoria que precisava ser vista. Fazia alguns dias que não mexia em armas pesadas, e estava tão acostumada a usar a velha e companheira adaga que havia esquecido completamente de como se usar adequadamente dessas armas, como por exemplo um espada ou uma corrente. Não poderia me garantir apenas com uma adaga ou um arco e flecha, e sabia que teria que aprender uma hora ou outra a usar instrumentos desconhecidos e diferentes do que os usados por mim, porque eu sabia que como as coisas estavam, e não estavam nada legais, precisaria de muito mais força e armas para me defender. Não sei precisamente do que, mas sim, eu precisava.


Vi a alguns passos a frente outros campistas se exercitarem e mostrarem porque estavam ali. A agressividade de uns e a leveza de outros em seus movimentos era definitivamente impressionante e de algum modo, motivador. Quando se via um oponente forte e teoricamente impossível de se vencer, eu disse teoricamente, uma sensação diferente se apoderava em seu peito e um gosto estranho se apoderava de sua boca. Ah, o desafio. O desafio de se superar e mostrar que você também estava ali, pronto para exibir ao seu inimigo e a quem mais for, que você estava pronto para derruba-lo. Você era atiçado a treinar e treinar, aprender e surpreende-los. E se você realmente superasse todas as expectativas e conseguisse derrubá-lo, acredite, o gosto da vitória seria indescritível. Isso, pelo menos ao meu ver, era sim motivador. Mas pelo menos naquele momento, eu estava ali somente para me exercitar e não para mostrar que era melhor. Então, espantando um pouco pensamentos confusos de minha cabeça, dirige-me até a bancada de armas.


Ali tinha um verdadeiro banquete. Armas como clavas, chicotes, espadas, correntes, lanças e mais outros de diversos tamanhos e formas, prontos para serem usados contra os pobres bonecos. Coitados. Balancei um pouco meus cabelos, juntando meus fios castanhos com as mãos e prendendo-os em um coque, alguns fios saltando para fora de encontro a minhas bochechas. Estralei meu pescoço, respirando fundo uma vez e dando passos lentos para a esquerda e virando meu corpo em seguida, a procura dos equipamentos de segurança. Havia uma bancada a alguns passos e fui até lá, observando os equipamentos disponíveis sobre a mesa. Luvas de couro, alguns protetores que na verdade eu não sabia de que eram e outras coisitas desinteressantes ao meu ver. Peguei um par de luvas, encaixando meus dedos entre os buracos da mesma e alongando a mão, deixando a luva mais confortável. Estava pronta, agora era necessário escolher a arma usada.


Em passos lentos, voltei a bancada de armas. Meus dedos repousaram sobre a ponta da bancada, sem realmente tocá-lá, e atravessei até a outra ponta, meus dedos sentindo de leve a textura e o formato das armas. Era assim que ia escolher a de hoje, ou AS de hoje. Primeiro parei em uma adaga simples e preteada, repousada ao lado de um potente e intimidante machado. Ela me pareceu propicia para começar e a peguei, dando um leve apertada em seu cabo, analisando ela com cuidado. Concentração, era isso que eu precisava. Me virei de costas a bancada e de frente ao amontoados de bonecos de palha. Metade estava destruído e a outra metade permanecia intacta. Os bonecos era apoiadas por um grande pedaço de madeira e mantinham os braços abertos, como se dissessem "venham, podem me matar". Engraçado porque eles nem eram gente. 


Estreitei os olhos a procura do que continha melhores condições e o que estivesse mais perto. Encontrei um a alguns passos para a esquerda e me dirigi até ele. O boneco sorria e ainda mantinha os braços abertos,como se quisesse me abraçar. Me concentrei nele e lhe dei as costas, controlando minha respiração e fechando brevemente os olhos, e ao voltar a abri-los, em um golpe rápido e certeiro, me virei de uma só vez violentamente como uma forte rajada de vento. Meus joelhos se dobraram instantaneamente, minha perna direita servindo como base. Meu corpo automaticamente se curvou para frente, enquanto meu braço voava para trás e em seguida para frente em linha torta, lançando a adaga em direção ao boneco idiota sorridente. Fiquei mais alguns segundos parada, "absorvendo" toda aquela movimentação rápida. O golpe havia sido certeiro e agora o boneco obtinha um rasgo considerável em seu "estômago", onde a adaga ainda estava depositada. Um sorrisinho esperto surgiu no canto dos meus lábios, aquilo não era o melhor que eu podia fazer. 


Endireitei o corpo, voltando a passos lentos para a bancada. Eu não tinha pressa na verdade. Aquele dia eu tinha reservado exclusivamente para o treino e eu poderia gastá-lo todo ali naquela arena, eu estava me divertindo afinal. Me divertindo e me exercitando, há algo melhor? 


Com uma risadinha meio infantil diga-se de passagem, repousei os dedos da mesma maneira de antes, a procura de outro instrumento. Meus dedos pousaram em algo relativamente interessante. Pesado e de metal, com a superfície lisa e transparente. Uma espada. Era exatamente aquilo que eu estava procurando. Eu tinha que confessar, eu me achava incrivelmente boa com espadas. Ela era um dos meus instrumentos favoritos e a facilidade como que era manuseá-lá era deliciosa. Sem contar que era uma boa arma contra qualquer inimigo. Segurei firmemente em seu cabo, girando-a entre espiral e examinando ela por completo. Era bonita e parecia de fácil manuseio. Me aguarde lindo bonequinho, aqui vou eu.


Caminhei de volta ao mesmo boneco de antes, mantendo-me em linha reta com ele. Ele era meu pequeno inimigo a partir de agora. E eu precisava atacá-lo, mesmo sabendo que ele não me atacaria, afinal ele era um boneco. Mas eu não poderia pensar assim, ele era meu oponente temporário por enquanto. Respirei fundo e estreitei os olhos, girando a espada em movimentos pequenos e fazendo um biquinho imperceptível, como se desafiasse o boneco. -  Agora somos eu e você, bonequinho inho -. Meu desafiante permaneceu sorrindo e me encarando, enquanto eu dava minha ultima respiração e partia para cima dele. Os movimento de minhas mãos que seguravam firmemente no cabo da espada eram leves e ao mesmo tempo precisos. Eu tinha firmeza e graciosidade ao movimentar aquele instrumento. Eu mesma me admirava por isso. Os ataques ao boneco eram cada vez mais constantes e fortes, em sequencia. Estava começando a ficar com raiva dele. Ele era um simples boneco, não se movia e nem sequer era vivo. Eu precisava de um oponente vivo. Meu pedido foi atendido de prontidão.


Uma rajada fria chicoteou meu rosto, meus cabelos se soltando do coque mal feito. Afrouxei a espada em minhas mãos mas não abaixei a guarda. O desconhecido poderia atacar a qualquer momento, mesmo sendo apenas um treino, sabe-se lá o seu próximo movimento. O mesmo estava parado e tranquilo a alguns pés de distancia de mim. Permanecia com a expressão serena e de braços cruzados, um sorrisinho modelando o canto de seus lábios. Ele não parecia estar ali para brigar ou arranjar algum defeito no meu treino e em meus movimentos. Só apenas... observava. Enruguei a testa, em sinal de confusão, sem realmente entender. O que ele fazia ali? Iria atrapalhar meu treino do nada e simplesmente ficar encarando? Tá. Quer dizer, ele não atrapalhou, se ficou ali parado, eu parei porque quis. Mas ali me incomodava. Se ele estava atrás de alguém para lutar, ótimo eu estava ali. Mas por que ele não fazia nada então? - Quem é você?- Perguntei, ainda com a guarda alta e os pés recuados, pronta para me defender.


Relaxa, só tava aqui observando. Aliás, sou um filho de Hermes. E...- Não o deixei finalizar a frase, balançando a cabeça negativamente. Ele entendeu de imediato e abriu a boca, ecoando um 'Ah' mudo. Inclinei a cabeça de lado, um mania que havia adquirido com o tempo e aprendido não sei com quem e me calei, esperando ele falar. - Estava te vendo treinar, você é bem precisa nos seus movimentos.- Eu tinha que concordar com ele, pelo menos. Aquele comentário havia aumentado meu alto ego, mas só um pouquinho. - Sim...?- Eu estava achando aquilo meio engraçado na verdade. Ele parecia meio quieto e pelo menos me pareceu que não sabia o que dizer. - Gostei da sua maneira de manuseá-lá...- apontou prontamente para a espada -Então estava pensando se você não seria uma boa oponente. Também estou treinando, e percebi que você não parecia muito satisfeita com o seu boneco ai.- olhei de canto para o bonequinho inho. Era verdade, eu não estava satisfeita. E aquele filho de Hermes não me parecia uma pessoa ruim, e sim um bom oponente.Oponente fajuto e temporário. Dei de ombros e arrastei a espada ao chão, segurando-a apenas com a mão direita. Balancei a cabeça em concordância e ele pareceu entender meu recado, se colocando em posição de ataque. Ri brevemente e me coloquei na mesma posição, sobressaindo o dedo indicador e fazendo movimento repetitivo, como se o estivesse chamando. 


Ele não demorou a vim. Seu ataque foi certeiro, cruto e rápido. Mas também não pude dizer que meu reflexo é lento. Desviei bem a tempo, dando um pulo para trás e me desequilibrando por um momento. Mante a guarda alta e me afastei dois passos, calculando seus movimentos. Ele era rápido e bem apressadinho. Bom, que seja, eu também serei. Respirei fundo algumas vezes, e o ataquei, avançando para seu rosto e sem seguida para seu braço. A primeira opção não funcionou infelizmente, mas não posso dizer o mesmo da segunda. Um corte superficial sobressaiu na manga de sua camisa e ele me encarou profundamente. Não sei dizer o que ele sentia, ele tinha cara de maluco.


Você que procurou amigo...- ri de leve, sabendo de algum modo aquilo ia irritá-lo. Dito e feito. Vi brevemente uma expressão de raiva e ri mais, esperando ele atacar. Um segundo depois o tilintar do choque das lâminas se fez presente, chamando atenção de alguns curiosos que estavam por perto. Tá, muitos curiosos. Um amontoado de campistas nos rodeou, atentos demais a vida alheia. Eles pareciam empolgados com nossa luta, e até eu estava. Até demais, porque meus amigos, adrenalina é uma coisa de louco. Vi de canto de olho que a roda agora se separava em duas partes. Uma se posicionou atrás do filho de Hermes, e a outra atrás de mim. Torcida! Pelo amor de Deus! 


Em um movimento irritado, golpeei com uma força extrema do além meu adversário, fazendo-o cair no chão com o ferimento não tão leve assim no antebraço. Palmas pra mim. A nossa pequena platéia aplaudiu. Meu oponente revirou os olhos e bufou, frustrado com meu desempenho e com sua quase derrota. Isso ele não esperava. Há muito menos eu. Ele me atacou novamente em um quase momento de distração e mais uma rodada de tilintar se seguiu. O número de urubus, quer dizer, campistas se amontoava afim de ver "o treino". Minha respiração estava ficando difícil e a de meu adversário também. Já estávamos cansados e prontos para parar. Mas apenas um poderia ganhar nossa mini disputa. E isso me irritou. Havia planejado um dia de treino tranquilo, não isso. Queria que aquilo acabasse logo. Naquele instante. Em um movimento rápido, derrubei meu oponente mais uma vez e o deixando no chão, assustado com meu ataque repentino. Revirei os olhos e apontei a espada em seu peito, finalizando aquela disputa. Pelo que eu não sei. Contei alguns segundos e me afastei dele, vendo a minha pequena torcida vibrar e rodear-me, enxurrando elogios. 

Sabe que deixei você ganhar não é?- disse o filho de Hermes, agora sentado no chão e me olhando despreocupado. Ri abertamente, oferecendo a mão para ajudá-lo a levantar. Ele agradeceu e se levantou, rindo por um momento comigo. - Só nos seus sonhos querido.


"legenda"
narração  - fala 1 - fala 2 - fala 3 - pensamento


75 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 30

Quione
avatar
Indefinidos

Idade : 22
Mensagens : 2

Ficha Campista/Divina
Level: 2
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Julia Heit Adams em Qua 18 Dez 2013 - 15:09


Vamos treinar?
The Queen of Fear

 Me aproximando da arena consegui localiza um grupo pequeno de campistas, mais a frente em linha diversos bonecos, os quais serviriam para nós batermos, provavelmente. Uma pena, preferia bater em um dos campistas normais. Fiquei, como de costume, mais atrás do grupo, em um local que conseguia ver minha irmã Lyra e os bonecos. Mais pessoas foram chegando e quando julguei que aquele deveria ser o horário de inicio daquele treino que parecia ser coletivo. Por mais que ela fosse minha irmã não a conhecia direito, ainda mais por parte do tempo em que estive no acampamento ela estava treinando. O que melhor conhecia no acampamento era Harmonia, ela estava presente naquele treino também, na verdade eu duvido que algum de meus irmãos iria faltar e perder a oportunidade de socar algumas pessoas. Cada vez ficava mais escuro e eu me perguntava se aquilo valeria mesmo a pena, sei lá, o sono já estava chegando até mim.

Vi de longe Harmonia rodopiar a espada entre os dedos, da mesma forma a qual eu fazia, para mim era mais uma mania como para adequar a espada a minha mão. Contudo vi alguns campistas acharem aquilo ali a coisa mais impressionante do mundo, fora os filhos de Ares que pareciam menosprezar a ação. Escutei com atenção o que algum campista a frente dizia, ou era Quíron? Eu estava mais atrás realmente não prestei a devida atenção, enquanto cruzei os braços sobre o tórax, esperava que os treinos tivessem um nível de dificuldade parecido com o do lado de fora, não aguentava aqueles treinos em que se saía sem nenhum arranhão, monstros não seriam tão gentis sabia?! Ergui uma sobrancelha encarando meu bracelete pensativo, passar para uma espada mais complicada? Porque aquela pessoa a frente tinha de falar tão difícil? Ao menos a maioria das faces expressava confusão quanto ao comentário, porém ela pareceu não ligar muito e prosseguir com o treino. Olhei de relance para o arsenal, não sabia se poderia ao certo usar de meus presentes, ou teria de utilizar os artefatos comuns lá presentes.  Escudo e espada, havia começado exatamente em minha não-especialidade e isso era péssimo, não podíamos em vez disso cada um escolher sua arma e pronto?! Eu ia escolher meu machado, é claro.  Vi todos irem em direção ao arsenal, ou ao menos a grande maioria, alguns começavam a revelar seus presentes divinos e já ir a fila. Foi o que eu fiz, acompanhei a maioria, mas paguei uma espada comum, quase fazendo uma careta pra mesma, eu não gostava de espadas. 

Girei a espada entre os dedos enquanto me dirigia a menor fila ali, a de Fobos, Arkin estava na frente e Lyra logo atrás dele, dei um sorriso a ambos e me pus no último lugar. A maioria das filas eram de igual tamanho, menos a dos três grandes com metade do tamanho. Porque tínhamos nos posto em fila se teríamos de nos aquecer primeiro? Talvez eu pudesse correr pela arena, plantar bananeira, o que ao certo se fazia para aquecer mesmo? Sei lá, aquilo ainda parecia muito ridículo pra mim e acho que para todos ali também. Nem me lembro a última vez que fiz aquilo, fora no acampamento com certeza. Deixei meu olhar cair sobre onde Quíron e uma menina pequena, que parecia nenhum pouco afim de treinar, falavam, um círculo de tamanho considerável. Sorri com o que viríamos a fazer logo depois de enfrentar o boneco, enfrentar minha um outro parceiro eu escolheria Clarie dessa vez, queria ver o que a romana era capaz de fazer. Aquilo seria interessante, uma filha de Fobos e uma filha de Atena se digladiando, já tinha saído no soco com Lyra, mas nada realmente a sério. Contra ela não iria pegar leve, era para ser como vida ou morte? Bom então que fosse ao estilo grego. Senti alguém me dar um peteleco na cabeça, meu irmão me "acordando" revirei os olhos e comecei a me aquecer. Escutei seu comentário de forma divertida, oras mas eu não teria problema nenhum em dar um olá ao papai, somente o tinha visto uma vez na vida, queria uma segunda. 

A ordem de início foi dado, eu já me encontrava devidamente aquecido assim como meus irmãos, deixei os objetos se tornarem novamente minhas armas. Avancei sobre o boneco a passos lentos o observando o máximo possível, claro ele não podia se movimentar mas eu queria descobrir aonde ficava cada ponto. Tinha o tamanho de uma pessoa comum, mais alto que alguns, diria 1,70, ou algo próximo, um centímetro a mais que eu. Tinha dois braços abertos e no lugar das pernas estava um apoio para ele ficar fixo, porém ele provavelmente deveria conseguir rodar. Foi o que testei, encostei a espada com uma leve pressão sobre a lateral de sua barriga e senti o boneco se mover um pouco a direita. Ótimo, acho que aquilo seria tudo o que eu poderia obter de algo inanimado. Outro fato era que a lamina não afundava em sua barriga, logo poderia utilizar a força que quisesse assim como a parte cortante da espada. Me afastei alguns passos e estendi o braço testando meu alcance. Levei a espada ao ar e desci um golpe firme na lateral, tudo ótimo exceto o fato de eu ter me esquecido de que o boneco se movia. O braço dele acertou com força meu braço me fazendo cambalear para o lado. Olhei para o lado me certificando que ninguém havia visto aquilo, por favor estava acostumado a lutar contra pessoas. Me recompus deixando o escudo na altura em que eu antes fora atingido, ao menos a principio do lado esquerdo estava protegido. Voltei a recuar e girei a espada entre os dedos, em certo ponto a desci sobre a lateral da barriga dele, novamente ele girou. Daquela vez me abaixei na hora correta, meu escudo se ergueu rapidamente e pude sentir o raspão contra o braço do boneco. Quando ele ficou de costas dei uma cotovelada na região o fazendo cambalear para frente, me mantive abaixado enquanto ele voltava a ficar defronte a mim. Pulei para trás me afastando tomando mais distância do que anteriormente, corri em sua direção pelo centro e no último segundo me desloquei para esquerda. A espada estava ao lado de meu corpo com a lamina apontada para o chão, quando estava próximo o suficiente desferi um ataque diagonal de baixo para cima.  A lamina raspou no boneco fazendo um barulho estranho, daquela vez ele não chegou a se movimentar, eu voltei a pular para trás. Tinha de fingir que era de verdade, não é? Portanto nada de ficar próximo ao adversário por muito tempo. Bati com a lateral da espada forte contra um de seus braços, automaticamente ele começou a girar rapidamente. Deixei a espada cair no chão e comecei a me defender com o escudo, o mudando de posição de acordo com o braço que me atacava. Direita, esquerda, direita, esquerda e assim por diante. Podia continuar mas queria poupar forças para o duelo contra minha irmã, me abaixei deixando os braços passarem por cima de mim e ele girar por completo. Agarrei minha arma e pulei para trás ainda abaixado, me levantei e ergui minha espada dando um ataque transversal na altura do pescoço dele. Sua cabeça caiu sobre o solo com um baque surdo, aquilo deveria indicar que eu podia ir combater Clarie. 

Sai da área dos bonecos e fui até onde estava o círculo, logo consegui ver Lyra duelando com uma garota, não fazia ideia de quem era, tão pouco quem era seu progenitor. A desafiante parecia exausta enquanto minha irmã parecia estar ainda no primeiro ataque. Enquanto esperava pude observar que a noite tinha caído por completo no acampamento, com certeza por aquilo que as energias de minha irmã haviam se revigorado ou pelo medo exalado pela menina ao enfrentar Lyra. Podia sentir o mesmo em mim, minha audição estava mais aguçada e meus olhos enxergavam perfeitamente. A menina tombou ao chão com a espada da filha de Fobos próxima a seu pescoço, a ouvi desistindo e minha irmã recuando sem esboçar nenhuma reação, em seguida a liberando. Dei um sorriso largo quando ela me encarou e mandou eu me aproximar, e foi o que fiz, depois ela apontou pra outra menina a beirada do círculo, Clarie e pediu que a mesma também se aproximasse, sem exitar a filha de Atena adentrou no círculo girando sua espada. 

Adentrei no círculo ajeitando minha postura, colocando o escudo em uma posição apropriada e alta, primeiramente puramente para defesa. A espada do lado erguida e pronta para ser usada, nos encaramos e começamos a andar em círculo. Uma observando a outra, a cada movimento, não sabia se a especialidade dela era com espadas, mas sabia que nós deveríamos ter um nível bem próximo. O problema é que a paciência dos filhos de Atena costumava ser grande, não sei especificar quanto tempo ficamos apenas naquilo. Até eu decidir atacar, parei de andar e mudei o circulo de lado do nada, quando o fiz comecei a correr por sua esquerda e ergui minha espada a descendo sobre ela. O barulho de metal contra metal foi escutado, um choque entre a lamina e o escudo. Ela aproveitou para tentar um ataque mais fraco pela minha esquerda, eu ergui o escudo o aparando e ficamos naquela posição de armas contra armas. Ambos saltamos para trás no mesmo instante recuperando nossa distância, Clarie girou sua espada e eu imitei seu movimento com um sorriso de canto. Daquela vez ela quem veio para cima de mim, aparei o ataque frontal com a espada e começamos a desferir diversos golpes um contra o outro. 

A maioria das espadas acabavam por se chocar, porém em alguns golpes os escudos tinham de se interpor no caminho. Nossos corpos se movimentavam juntos ocupando os espaços dos círculos, quase como uma dança. Eu nem ao menos prestava atenção no que ocorria fora dos perímetros delimitados, contudo pelo tempo que se passava podia apostar que uma fila começava a se formar ali. Sentia o vento noturno perpassar por meu corpo e aquilo era bom, sabia que tinha o mesmo efeito sobre Clarie e que aquilo tinha logo que ter um final. Durante aquele embate senti sua lamina raspar suavemente por meu rosto, um fino corte surgiu ali começando a verter uma quantidade mínima de sangue. Fiz uma careta enquanto tomávamos distância e pousei dois dedos ali sentindo o machucado. Não deveria demorar para ele cicatrizar naquelas circunstâncias. Corri por sua direita e mudei o peso de meu corpo para a esquerda no último segundo, minha espada tinha a ponta apontada para o chão e quando estava próximo o suficiente a levantei em um ataque de baixo para cima, que pegou minha irmã de surpresa. Ela recuou um tanto desequilibrada e a lamina passou muito próxima de seu corpo, diria alguns centímetros apenas de separação. Rodei meu corpo inteiro iniciando com a espada levantada a meio corpo, o golpe atingiu em cheio o centro do escudo e pude senti o impacto passar por meu braço. A espada dela veio de encontro a meu escudo pelo outro lado, aparei o ataque e pulei para o lado esquerdo avançando novamente. E mais uma vez um embate feroz começou, as espadas se chocavam rapidamente e eu apostava ser difícil para os demais conseguir enxergar de fato o que acontecia. Daquela vez fora eu quem conseguira a atingir, um corte transversal em seu ombro direito. Ela parecia ter a mesma pouca extensão do que eu, mas era difícil saber por conta do rasgo na blusa. As espadas se chocaram com tamanha violência que nossos corpos recuaram, Clarie apontou sua lamina para mim e disse que era melhor pararmos antes que ela não pudesse continuar o duelo com os demais. 

No final das contas não iríamos descobrir quem de nós de fato era a melhor, ou talvez eu estava certo ao afirmar que nossos poderes se equiparavam. Concordei com a cabeça sorrindo e, pela primeira vez, olhei para o lado, praticamente todos os campistas estavam ali parados. Como estavam em fila a maioria erguia a cabeça para conseguir vislumbrar o treino dos de duas garotas igualmente boas com a espada, realmente me assustei com o fato de já não ter perdido, eu era melhor com um machado. Deixei minha espada e escudo voltarem a ser meus adornos e fui me sentar um tanto afastado do círculo para poder observar as demais lutas. As mais interessantes haviam sido contra meus outros irmãos, os demais campistas tinham dificuldades em lidar com Clarie na escuridão da noite. Por fim todos já tinham praticado, ela liberava as pessoas logo depois do duelo mas eu só me retirei após o último. Não voltei ao chalé, sai em direção ao bosque para perambular pela noite.


80 X P
Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

Quione
avatar
Filhos de Fobos

Mensagens : 14

Ficha Campista/Divina
Level: 1
Mascote: Criatura Metamorfoga
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Nath Lacerda Del Rei em Qua 18 Dez 2013 - 15:26


institutio variis armis - gladio
camp jupiter • morning • harry • sword

Fechei os meus olhos respirando fundo, minha respiração estava calma e aparentemente estava tudo bem, mas na verdade não estava. Por dentro eu estava totalmente apavorada, havia tido um sonho horrível e o fato de todos dizerem que normalmente sonho de semideus é realidade não ajudava nenhum pouco. Dei um tapinha em meu rosto para ver se tudo aquilo não passava de um sonho, mas era tudo realidade. De vez em quando eu ia dormir achando que tudo ainda não passava de algo inventado pela minha mente e que mais cedo ou mais tarde acordaria em minha cama. O problema era que realmente tudo aquilo estava acontecendo, eu havia deixado a minha casa e estava em um Acampamento onde todos apenas treinavam para matar. A duas noites havia participado do meu primeiro Jogo de Guerra e era simplesmente indescritível, embora eles chamassem de jogo, era como estar em uma verdadeira guerra. Todos estavam prontos para matar e ao mesmo tempo ser morto. Eu ainda não sabia o que o Centurião da I Coorte tinha na cabeça ao me retrucar, eu era péssima em tudo o que fazia e só dava trabalho. Não que eu tivesse me saído tão ruim, mas ainda sim era muita pressão, aliás, era o que eles adoravam fazer, colocar pressão em cima de você para ver se você resistia até o final.

Ei, você vai ficar só olhando ou vai treinar? - Abri os meus olhos ao escutar uma voz masculina bem grossa. Segurando uma espada estava um rapaz alto e musculoso e que emanava liderança, provavelmente era algum centurião. Eu estava na arena de treinamento sentada em um dos bancos e não esperava que alguém me notasse ali, mas pelo visto estava enganada. – Você é filha de Victória não é? Sou o Harry, filho de Belona. – Antes que eu respondesse ele falou novamente me estendendo a sua mão. Engoli em seco a pegando e senti um forte aperto e que me fez gritar de dor. – Ah, foi mal. – Ele riu coçando a nunca enquanto eu massageava a minha mão com uma careta no rosto. – Isso, filha de Victória, sou a Natasha, pode me chamar de Nath. – Falei tudo de uma vez enquanto me levantava e então dei uma espreguiçada, pelo visto se eu me recusasse a treinar, ou ficasse com preguiça, sempre teria alguém para me puxar de voltar para aquela arena. Dei uma olhada no Harry e ele parecia esperar alguma coisa enquanto brincava com a sua espada, só então me lembrei do convite. – Tudo bem, podemos treinar juntos? – Seus olhos brilharam e eu sorri involuntariamente daquilo, ele parecia um garotinho animado para a sua brincadeira favorita, o que deveria ser treinar com espadas, já que se não estava engana, Belona era a deusa da guerra. Oh Niké, espero que você me proteja, afinal eu não estava pronta para morrer por um dos meus companheiros de Acampamento.

Eu peguei uma espada normal, como as espadas de ouro imperial eram extremamente raras, todos apenas usavam em batalhas e missões. Fazia sentido, já que era a única arma que nós tínhamos para matar os monstros. Com uma espada de dois gumes me posicionei em frente ao Harry que continuava a brincar com sua espada. Confesso que aquilo de vez em quando me assustava, filhos de Belona e Marte manejavam tão bem as armas que pareciam brinquedos na mão deles. – Esta pronta Nath? – Ele não esperou que eu respondesse e logo investiu segurando a espada com apenas uma mão, deferiu um golpe acima da minha cabeça. Levantei a espada e tive de fazer força pra bloquear o golpe bem na frente de meu rosto. Recuei um pouco para trás tentando abrir um espaço, mas Harry não permitiu, logo se aproximou mais uma vez e girou a espada na altura de minha cintura. Coloquei a espada de ponta cabeça enquanto impedia o golpe de chegar até mim, dei alguns passos para o lado me afastando dele. – Não pode ficar só fugindo, desse jeito eu vou me cansar, por que não me ataca? – Digamos que eu não gosto que as pessoas me subestime, mas eu não me superestimava também, sabia a grande diferença de habilidade e experiência que havia entre eu e o Harry. Como muitos diziam, aquilo era a praia dele.

Harry atacou mais uma vez, dessa vez se agachou tentando deferir um golpe em minhas pernas, dei um pulo desviando e com uma mão apliquei um golpe na diagonal na altura de seu pescoço. O filho de Belona arqueou o corpo para trás desviando do golpe e logo depois me deu uma rasteira rápida. Caí no chão e antes que ele pudesse me atacar rolei para o lado, sua espada fincou no chão e aproveitei o momento para me levantar e investir nas aberturas de sua armadura. Harry sorriu quando eu fiz o golpe e ele desviou com habilidade com a espada tentando acertar a minha mão com o cabo. Girei para o lado tentando mais uma vez acertar o seu pescoço, porem ele deu um pulo para o lado, puxou o meu braço antes que eu pudesse perceber e me imobilizando colocou a espada no lado direito de meu pescoço. O ar escapou por meus pulmões quando aquilo aconteceu, o olhei com o canto dos olhos e Harry tinha um sorrisinho nos lábios. - Um a zero pra mim. - Ele falou cantarolando e se afastou entregando a minha espada de volta, passei o rosto por minha mão e respirei fundo, embora soubesse que aquilo aconteceria, odiava perder de qualquer maneira. - Mais uma, quero mais uma. - E ao terminar de falar isso o ataquei. As laminas de nossas espadas se encontraram no ar e fizeram um giro de 180 graus, recurei um passo e acabei por dar abertura pro Harry atacar. O filho de Belona com um movimento rápido tentou me acertar na barrigada, dei um pulo pra trás para desviar e ele atacou mais uma vez, dessa vez um golpe na altura do meu pescoço. Desta vez agachei e tentei lhe dar uma rasteira, o resultado disso foi que quase quebrei a minha perna e ainda fiquei caída no chão. - Nossa Nath, não deveria tentar fazer isso, precisa de uns músculos en. - Harry se agachou enquanto eu passava a mão por minha perna, como eu podia ser cada vez mais burra a cada segundo? - Acha que consegue continuar? - Ele me ajudou a levantar e eu o encarei atônita, como romanos conseguiam ser frios e legais ao mesmo tempo? - Sou uma filha de Victória, eu sempre vou até o final. - Ele sorriu ao escutar aquilo e então me largou se posicionando a quase dois metros de mim. Peguei a minha espada e a girei em minha mão. Passei a minha mão por meu pescoço e então respirei fundo imaginando todos os golpes que poderia usar, mas eu não era tão expert em armas.

Ataquei na altura da cintura do Harry, ele se protegeu com a espada e revidou com um golpe no meu pé. Desviei para o lado com rapidez e deferi um golpe no seu braço. Harry já parecia prever aquilo e levantou a sua espada se protegendo. Os golpes seguintes foram altos e sem objetivo fixo, nossas espadas se encontravam e eu tinha de usar as duas mãos para aguentar os golpes de Harry que por vez usava apenas uma mão. - Vamos Nath, quero ver o que consegue menina!- Ele falou alto e animado, como se apenas estivesse me acompanhado naquela brincadeira preferida dele. Não respondi nada e apenas continuei a me movimentar. Harry tentou acertar a minha cabeça com o cabo da espada e me agachei desviando, o que não previa era o filho de Belona iria abaixar a sua espada. Quando a vi vindo na direção de minha cabeça dei uma cambalhota para frente e me virei bradando a espada na diagonal na altura de sua batata. Vi a calça de Harry rasgar e um filete de sangue escorrer, ao ver aquilo ele sorriu o que era totalmente estranho, quem ficava feliz em ser cortado? - Muito bem Nath, ta quase lá, agora só precisa aprender a desarmar. - Harry comentou enquanto terminava de rasgar a sua calça e se levantava. Também me coloquei de pé com a espada em minhas mãos e esperei que ele me colocasse em posição, assim que ele o fez o ataquei. Um golpe na altura da barriga dele e ele recuou para trás. Girei o meu corpo quando ele tentou acertar a minha cintura e tentei acertar o seu pescoço com o cabo da espada. Harry segurou o meu braço novamente, mas antes que ele conseguisse apertar com força puxe o meu braço e fugi de suas mãos grandes.

Harry atacou e mais uma vez as nossas espadas se encontraram no ar várias vezes atirando algumas faíscas por aí. Recuei alguns passos e o filho de Belona bradou a espada na altura de meu pescoço. Curvei o meu corpo para trás desviando do golpe e quando voltei a ficar ereta segurei a minha espada com as duas mãos e coloquei toda a força que eu poderia arranjar. Abaixei a minha espada e ela pegou em cheio no pé do Harry, em seguida fiz mais força ainda e levantei a espada fazendo um arco. Ele caiu no chão e antes que pudesse levantar coloquei a ponta da lamina em seu pescoço enquanto me agachava apoiando em um joelho. - Acho que isso da um e meio a um pra você. - Falei com um sorriso vitorioso no cantos dos lábios e me levantei estendendo a mão para o Harry que a segurou e se levantou balançando a cabeça enquanto ria. - Claro, claro, então você ganhou e essa vitória foi merecida. Mas o que posso fazer, filhos de Victória sempre vencem. - Ri junto com ele ao escutar aquilo e concordei com a cabeça, não sabia que filhos de Belona também tinham humor. - Isso, eu sempre venço. Mas obrigada pelo treino Harry, podemos repetir a dose um dias desses. - Harry me deu um sorriso largo e então fomos deixar as nossas espadas para treinamento no arsenal. Em seguida saímos juntos e andamos juntos em direção ao Refeitório onde o almoço logo seria servido, e se havia alguma coisa que os romanos trocavam pelo treinamento, era o alimento.


90 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

Quione
avatar
Indefinidos

Idade : 22
Mensagens : 10

Ficha Campista/Divina
Level: 6
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Qua 18 Dez 2013 - 21:16


the fucking knife
arena, atirando facas, owned?
Recolhi três adagas de uma mesma extensão, depois de passar um bom tempinho para balanceá-las, deixando-as de acordo com a minha zona de conforto em relação a manuseamento de armas. Era estranho estar começando a saber tanto sobre armas, coisa que eu não sabia há uma semana atrás. Caminhei para a linha de tiro. Eu tentaria três tentativas para aprimorar e melhorar o meu arremesso de arma. Comecei a focar num ponto específico do boneco para atirar a faca, girando o punhal dela agilmente entre os meus dedos, franzindo os lábios ao escolher um ponto fácil. O centro do tronco. Tentei me lembrar das instruções na aula de adagas, ocorridas aqui mesmo, na Arena; no momento vazia exceto por mim e pelo boneco de palha que eu usaria de alvo. Senti os meus ombros tensionarem e começarem a latejar de dor com os nervos causados pela tentativa e as expectativas dela, por isso girei-os lentamente e duas vezes para trás, ergui a guarda com a adaga, deixando a mesma muito acima de minha cabeça. Dei um passo rápido e firme com o pé esquerdo, fronte à mim e arremessei a minha arma, soltando a faca e vendo-a girar em seu próprio eixo até o boneco. Não fiquei muito satisfeita com o resultado de minha primeira tentativa, pois quando caminhei até o boneco para ver em que situação estava a lâmina de corte, pouco menos da metade havia atingido a superfície do boneco, e nem ao menos fora exatamente no ponto em que eu queria. Deixei a lâmina cravada no boneco, para fazer uma comparativa com os tiros seguintes.

Me posicionando na minha linha de tiro com um pouco menos de nervosismo e um pouco mais de determinação para um desempenho melhor, soltei um suspiro entrecortado enquanto novamente movimentava ligeiramente meus ombros para fazer com que eles relaxassem, e para ganhar mais mobilidade e conforto na hora de treinar o segundo arremesso. Girei o punhal da adaga de bronze novamente em minha mão de tiro, na procura de um novo ponto fácil para que eu pudesse lançar o gume. Inclinei a cabeça para o lado, avaliando a situação com o semblante de uma criança extremamente curiosa. Um tiro simples na área do pescoço. Repeti o mesmo procedimento que havia utilizado no tiro anterior, erguendo o braço armado e atirando a perna esquerda na minha frente num passo curto e assentado quando arremessei o gume contra o alvo, com um pouco mais de firmeza nos braços e antebraços, soltando a lâmina da faca quando ela fizera um ângulo de, aproximadamente, noventa graus em relação ao ponto mais alto de minha cabeça. A arma fizera um voo mais preciso do que o anterior, eu notara bem na hora de soltar a adaga, notando que ela fazia um som mais pesado contra a atmosfera, durante o seu percurso solitário até o boneco-alvo. A faca cravou-se quase no ponto em que eu desejava, porém um pouco ao lado de um possível rompimento da traqueia humana. O gume estava mais oculto contra o boneco do que em comparação ao primeiro lançamento.

Voltei para a linha de tiro outra vez, com a última adaga e última tentativa de tiro. Estava tentando me recordar do que eu fazia de errado, até que os primeiros treinos que eu havia tido no Acampamento Meio-Sangue estavam fazendo um pouco mais de sentido, em relação a parte teórica na qual eu quase não havia escutado por estar sendo facilmente distraída (pessoas com TDAH não servem para ficar ouvindo um instrutor por muito tempo sem se perder). O problema era minha atenção demasiada no gume, esquecendo-me completamente de que meu foco principal é o alvo em si e não o que eu obtinha na mão para o ataque. Uma das primeiras regras era “não se concentrar na faca e sim no alvo”. Eu estava preocupada com a adaga, deixando de mirar o alvo para observar o percurso do corte. Se a faca seguir o movimento, ela vai encontrar o alvo. Novamente, pés separados na largura dos ombros, e pulso firme (o jogo de pulso era essencial para o lançamento bem sucedido). Ergui a arma na altura acima da cabeça, o antebraço rígido. Foquei a cabeça do boneco, que era o alvo mais fácil até então. Atirei; dando uma passada curta com a perna esquerda mais uma vez, assentando-me na postura seguinte, durante o arremesso, o braço direito outra vez fazia um arco vertical de cento e oitenta graus defronte a minha linha de perfil, paralelamente em relação ao meu corpo, com uma força que eu exerceria também, durante um golpe de espada ou machado. Com o pulso firme e mão leve ao segurar o gume, a adaga fez um movimento saltado para fora de minha mão como se ela tivesse adquirido uma vontade própria de voar para o ser inanimado, e esta fez meios giros em seu próprio eixo com um zumbido de ferro contra o ar. Ela cravou-se no boneco com um baque surdo por conta da força que eu havia depositado no tiro e na firmeza que eu havia feito. Fui até o alvo e comparei as três lâminas. O terceiro tiro foi quase perfeito, e acertara bem onde eu queria, um espaço bem medido entre os olhos. Depois de ficar satisfeita e arrumar tudo, saí dali.

85 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Quione
avatar
Filhos de Poseidon

Idade : 21
Mensagens : 24

Ficha Campista/Divina
Level: 31
Mascote: Hipocampo.
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Cordélia Winthrop Scott em Qui 19 Dez 2013 - 12:22

Treino com Armas Diversas



Cordélia já estava habituando-se ao ritmo contínuo que se seguia naquele lugar. Na verdade, havia aprendido a gostar. Não reclamava mais das dores corporais e os calos nas mãos e pés passaram da inconveniência para algum tipo de "orgulho", pois eram provenientes de feitos úteis, e acordar cedo não era tão horrível quanto costumava achar. E, apesar de se limitar em ter apenas uma adaga (estava se empenhando e enfim substituí-la para algo melhor), e por ter feito muito poucos amigos (nenhum, na realidade), confortável voltou a ser um bom termo para designar o seu estado de espírito. Sentia-se... — Ah, quem quero enganar? Estou exausta! — Reclamou a semideusa, mas rindo um pouco em seguida. — O quê? Duvido que vocês também não estejam. — E revirou os olhos para os que lhe lançaram olhares estranhos. "Mas tenho treino hoje, ainda, e vou precisar me empenhar mais caso queira algum tipo de reconhecimento". Reconhecimento não era tudo, claro, mas todos gostam.

Seu próximo treino fora escolhido por ela mesma. Achou que seria bom treinar com armas, já que ainda não possuía tanta experiência com estas. Usaria sua adaga, é claro, e também optaria por um machado, quem sabe? Sempre gostou deles. Saindo de seu chalé, prendeu o cabelo em um coque e passou a mão pelo rosto, tentando manter-se mais atenta. Cumprimentou algumas pessoas por educação enquanto andava, um singelo sorriso no rosto enquanto imaginava o que faria durante as próximas horas; acabaria com as vestes sujas e as bochechas também, se tudo ocorresse bem.  Não tardou então em descer até a arena para o uso de armas diversas, cheia de campistas como sempre. Em cima de uma grande mesa de madeira, haviam as opções para a "luta". Espadas, adagas, lanças... — Aqui está. — Localizado o machado, segurou-o com as duas mãos e levantou-o para medir seu peso. Não era tão leve, mas nem tão pesado; ou seja, perfeito para ela.

A semideusa distanciou-se da mesa, distraída com a análise que fazia do instrumento. Sempre que via um, por mais que não fosse com frequência, não conseguia não lembrar daqueles lenhadores de contos infantis. Grandalhões, meio bobos e que gostam de quebrar coisas - com apenas o último parecido com Cordy. Ah, também lembrou-se dos brinquedos em parque de diversão que usavam um martelo para medir sua força. Devido à tudo isso, achou que seria uma boa opção treinar com nada mais nada menos que um toco de madeira. Sempre soube que havia braços "fracos" - o que era difícil de admitir -, e isso lhe daria consciência do quanto. Com o tempo, poderia se aperfeiçoar e até mesmo ficar musculosa. Ok, um "não" bem grande  para o último. Localizado o toco de madeira, aproximou-se alguns centímetros para poder ajeitá-lo em uma posição adequada e golpeá-lo. Cordélia respirou fundo e envolveu o cabo da arma, puxando-o para cima e depois jogando-o com toda a força para baixo. Tristemente, tudo que conseguiu foi um simples risco em seu topo. — De novo. — Disse ela, insistente. E fez de novo. E de novo. E até o suor começar a pingar de sua testa. Um pouquinho irritada por ainda não ser quebrado aquele toco, parou e observou-o dotada da aura de uma criança birrenta. — É assim? — Perguntou, obviamente não obtendo resposta. — Ok. — Puxando novamente o machado, mas dessa vez de forma mais bruta, desceu-o com vontade no pedaço de madeira. Dessa vez, no entanto, ela quebrou. — Há! Há! Há! — Comemorou Cordélia, agindo como se a madeira tivesse ficado chateada pelo feito. Talvez tivesse. — Toma essa! — Colocou as mãos na cintura e abriu um feliz sorriso. Ao seu lado, ouviu alguns risinhos e alguém bateu palma lentamente. — Muito bem, muito bem. Quase fiquei com medo de você. — Se a menina não fosse muito maior do que ela, e se fosse menos assustadora, também, talvez Cordy já tivesse lhe xingado alí mesmo. Observou-a se aproximar. — Que tal treinar comigo, indeterminada? Não sou um toco de madeira, mas posso servir, né? — O tom usado pela outra menina denunciou-a como filha de Ares, sendo ele meio rude, mesmo que sem querer isso. O seu grande porte também ajudou na identificação, e Cordélia não acreditou que estava sendo desafiada. Não era como se aparentasse ser uma boa lutadora, ou boa em alguma coisa, e achou que seria esse o motivo da situação criada. Mas também conhecia filhos de Ares suficientemente bem para saber que eles não precisavam bem de motivos para criar confusão. Deu de ombros. — É claro que serve. — Respondeu. — E partir-lhe ao meio deve ser mais divertido do que partir um toco de madeira, né? — Com o comentário e a expressão que a outra fez em resposta, reprimir um sorriso foi quase impossível. Se aquele frio que sentiu em sua barriga era "adrenalina", não queria ela indo embora. 

A outra segurava uma longa e ameaçadora espada de cano longo, e usaria ela na luta. Seu nome era Molly, logo disse, e Cordélia apresentou-se apenas como "Cordy". Elas se posicionaram com uma distância de poucos metros, uma virada para a outra e receando cada um de seus movimentos. — Vamo... — Cordy havia começado a dizer, mas Molly já partira em sua direção gritando brava e dramática. Em reflexo, a indeterminada também soltou um grito, desviando-se do golpe da espada em um rápido agachamento. Ouviu-a perguntar se já fugiria, e isso lhe irritou profundamente. — Não mesmo. — Disse ela, sendo sua vez de partir pra cima. Lançou o machado em sua direção e por pouco não decepara a orelha da menina, que colocara a espada na frente em tempo de entrar em choque com o machado da outra. Sendo Molly mais forte e maior que Cordélia, quando a indeterminada empurrou-a para trás e quase fizera a filha de Ares perder o equilíbrio, ficou no mínimo surpresa. Alguns risos se seguiram na direção da platéia. Aproveitou a deixa para fazer mais algumas investidas, só que nem todas eram tão boas quanto viu em sua mente. Ambas pingavam de suor e pareciam muito cansadas. Tentando ousar um pouco mais, Cordélia fingiu deferir um golpe em sua barriga, e ao invés disso fizera um generoso corte na bochecha da grandalhona. Não achou que aquilo sairia dalí tão fácil. 

Como imaginou, Molly passou a ficar ainda mais furiosa. E o treino, mais cansativo. Cordélia dava graças aos deuses por ter comido muito bem no café da manhã, porque se não já estaria estirada ao chão pedindo por ajuda. — Você luta bem. — Elogiou a filha de Ares, surpreendendo qualquer um que estivesse observando, até Cordy. — Mas ainda não é melhor do que eu. — Com a conclusão, a valentona agiu rápido e fez menção de dar o "golpe fatal". Só não adivinhou o quão rápida seria a reação da baixinha. Cordélia desviou-se facilmente do cabo da espada, talvez por ser magra demais, e conseguiu alguns segundos de vantagens. Usou, então, um golpe de seu machado para prender a perna da cria de Ares pelo tecido, pregada ao chão. E finalmente a outra caiu.

Surpresa com o próprio feito, Cordélia levou as mãos aos lábios, mas logo se recompôs. Não queria bancar a menininha orgulhosa novamente. Estampou nos lábios o sorriso mais "maduro" que conseguiu e colocou-se ao lado de sua companheira. Estendeu a mão à ela. — Ah, talvez eu seja melhor do que você, sim. — E riu, simpática. Pensou que iria levar um tapa alí mesmo, mas Molly também segurou sua mão e ela a ajudou a se levantar. Não parecia chateada, muito pelo contrário, pareceu ter se divertido como Cordy. — Por enquanto. Que tal mais uma rodada? — Perguntou ela, agora sorrindo, e a menina assentiu.



95 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Quione
avatar
Indefinidos

Idade : 20
Mensagens : 5

Ficha Campista/Divina
Level: 5
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Julia Heit Adams em Dom 22 Dez 2013 - 13:20


facas malditas, facas malditas ...
vamos essas merdas atirar?

Eu caminhava calmamente a procura de me decidir em como eu iria começar os treinos do dia, e então eu vi um jovem robusto que acabava de ensinar alguns garotos que se afastaram devagar conversando, talvez fossem irmãos, mas eu não me preocupei em saber mais sobre eles, me aproximei do rapaz que atirava as facas do alvo e as colocava de novo na bancada. – Er ... Olá? – Eu falei me aproximando dele o rapaz sorriu fraco e eu parei perto do mesmo. – Vamos treinar um pouco? Jared Wheiz a seu dispor. – Ele fez uma reverência engraçada e eu não consegui evitar o sorriso. – Olha facas não são tão difíceis de manusear, vamos começar com arremesso ok?! Venha aqui. – Ele fez um sinal com a mão e me aproximei para frente doa alvos que deveriam estar a uns cinco metros de mim. – Segure sempre na ponta, a lâmina. – Ele segurou e jogou, a faca rodou e rodou até acertar o alvo em cheio eu sorri o encarando, a outras pessoas em volta como sempre nem ligavam para mim, mas não me importei, sorri abertamente vendo a habilidade dele com facas. – Por que não no cabo? – Questionei. Aquilo parecia o mais óbvio, eu seguraria no cabo, como fazia com um machado, mas as facas pareciam bem diferentes. – O cabo da o peso, a lâmina é leve, quando você segura a lâmina e joga o peso do cabo faz a faca girar e da mais firmeza na hora de acertar o alvo, mas se jogar segurando no cabo a faca gira, mas não vai tão longe e nem acerta tão forte no alvo, diferente do machado que o peso fica na lâmina na faca o peso fica no cabo, agora faça você.  – Ele me deu certo espaço, eu? Ok!

Peguei a faca com a mão direita, olhei para ele e o homem fazia um sinal positivo com a cabeça, querendo que eu logo jogasse aquela faca, eu estava remendo um pouco, não deveria ser tão difícil né? Não, poderia ser tão difícil não é? OK! Pare de se questionar Julia, pare! Respirei fundo e segurando a faca na lâmina eu olhava o alvo a minha frente, respirei fundo tomando um fôlego, mirei e levei o braço para trás, depois o levei para frente deixando minha força decair-se sobre o braço e por fim arremessei com a força que eu conseguia, como ele havia dito ela foi girando rapidamente até o centro do alvo. – Pontaria impecável Julia. – Eu arremessava machadinhas, então minha mira era realmente boa, ela tinha que ser, vamos ser francos querido leitor, caçar coelho e pequenos felinos do mato com uma machadinha sem uma boa mira é difícil. – Vamos ver como você se sai com a mão esquerda, ambidestria é uma habilidade notável. – Ele me entregou outra faca e eu fiquei hesitante, não costumava usar a mão esquerda, me posicionei, tive até a ideia de fechar o olho direito para melhor visualização da trajetória, levei o braço atrás e depois para frente com força e soltei a faca, ela viajou, por um instante eu pensei que ela pelo menos fosse acertar o alvo, mas passou longe. – É ambidestria não é um de meus talentos. – Sorri fracamente e ele me entregou outra faca, parecia disposto a não me deixar desistir de fazer com uso das facas e de seu arremesso. – Ambidestria é simples, sabe qual foi seu erro? Ou erros? Primeiro você fechou o olho esquerdo, sempre feche o olho contrário, e é só pra checagem em caso de alvos parados, isso por que seus arremessos são meio tortos, mas ok e segundo você fez algo com o direito que lhe fez acertar o alvo, que fora dar um passo para esquerda, já que você joga um pouco torto para direita no caso indo para a esquerda você endireitou o seu arremesso, tente de novo. – Peguei a faca das mãos dele e respirei fundo, olhei para o alvo concentrada e depois dei um passo pra direita, não fechei um dos olhos pra ter certeza, apenas chequei se estava em linha reta com o alvo, segurando a faca com a mão esquerda eu joguei e ela acertou quase no centro, dei uns pulinhos, digamos bem ridículos. – Com mais prática você vai ficar melhor, mas sempre respire fundo e bom ... Se concentre, vamos tentar alvos em movimento? – Fiz bico fazendo um sinal positivo com a cabeça, realmente ridícula Julia, muito ridícula. – Só duas facas. – Ele insistiu enquanto me encarava, olhei em volta e depois me afastei dois passos com o sorriso mais sem vergonha possível estampado no rosto, eu precisava treinar mais com meu machado, não sei por que eu tive a brilhante ideia de treinar facas, começar meu dia assim. – Er ... Nops! – Disse dando as costas, ouvi uma gargalhada baixa e respirei fundo, também ouvi algo parecido com “Boa Sorte”, não consegui ouvir bem.

PS: Treino PÉSSIMO, só pra ver se chego ao nível 10 :3


75 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 30

Quione
avatar
Filhos de Fobos

Mensagens : 14

Ficha Campista/Divina
Level: 1
Mascote: Criatura Metamorfoga
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Nicolas Scherer Dewes em Dom 29 Dez 2013 - 1:13


Cheguei à arena de treino como quem não quer nada; nada mesmo. Meus meio-irmãos estavam muito ocupados com... Bem, nada, a maioria deles batalhava com outro campista ou simplesmente tinha resolvido ir atormentar os novatos. Aquela coisa toda de praxe. Portava comigo uma espada de bronze celestial, a mesma que me tinha sido entregue logo em meus primeiros dias no acampamento, e também o escudo que havia acoplado ao antebraço esquerdo. Quíron vagueava entre os combates, sempre atento a qualquer sinal de feridos, brigas ou afins. Caminhei por entre todos, vez ou outra gritando frases de incentivo ou zombaria para os rapazes, fossem estes de meu chalé ou não. Em dado momento Quíron deparou-se comigo – Algo a me oferecer? – Indaguei com certa brusquidão ao arquear as sobrancelhas e cruzar os braços frente ao peitoral largo. Sorrindo, um sorriso tanto suspeito, o velho centauro indicou-me um rapaz que seguia atrás de si. Era baixo e franzino, de olhos assustados e aparente tremedeira nas pernas – Você não quer que eu lute com ele, quer? Parece um rato de tão pequeno e essas pernas não aguentam um ataque bem colocado. – Rechacei, mas não sem ter razão naquilo que dizia. Turrão em suas escolhas, Quíron empurrou o rapaz para frente e deu-lhe as armas de batalha, dizendo-o assim que o encontrasse após ter terminado o treino comigo. Oh Ares. Suspirei pesadamente, encolhi os ombros em um acordo mútuo e girei a espada entre os dedos – E então, nanico, como vai ser? Prefere que eu termine logo com as coisas? – Indaguei, as sobrancelhas arqueadas para dar ênfase ao ar superior que exalava. O rapaz sorriu tímido, imitou-me no encolher de ombros e segurou uma espada como um lenhador segura seu machado. Não havia classe ali. Depois disso optei por manter o silêncio, dando-lhe somente um olhar complacente antes de cobrir a distância entre nós.

Um, dois, três passos e brandi a espada para o alto, descendo-a na vertical contra o crânio desprotegido do garoto. Não eram permitidos ferimentos graves no treino, contudo o esperado era de que os campistas soubessem se defender. Quase refreei o ataque, temeroso, mas isso se mostrou dispensável quando meu adversário demonstrou coragem o bastante para jogar sua própria espada contra o ataque. Impus força no golpe, pressionando-o para baixo, entrementes aconteceu de o mais baixo desviar-se para o lado e assim quase passei direto de encontro ao gramado abaixo de meus pés. Evitei o desequilíbrio por muito pouco, indo depois recuar alguns passos e sorrir – Nada mal. – Cedi o meio elogio ao empunhar novamente a espada em posição de ataque. Talvez com a confiança lhe tendo inundado, o rapaz mais baixo investiu sem esperar que eu o fizesse, vindo em minha direção com tamanho furor que fiquei abobalhado por alguns segundos. Não querendo ter a cabeça decepada, esquivei para o lado e bati minha espada contra a parte chata do armamento de meu adversário, fazendo-o assim reverberar e levar o tremer até o braço do rapaz. Sem pausas, avancei mais alguns passos e golpeei seguidamente: esquerda e direita. Meu adversário precisou finalmente usar do escudo, tendo de jogá-lo contra os golpes para só assim evitar que a lâmina de bronze lhe fizesse sangrar o precioso sangue escarlate. Em dado momento ergui também o braço do escudo e o bati contra o escudo de meu adversário, pressionando-o a defender-se com a espada, até que atingi a guarda de sua lâmina e com um simples movimento a arma branca saltou de sua mão até o gramado. Dei uma piscadela nada mais do que irritante e guiei a espada até o pescoço do rapaz que ergueu o rosto a fim de evitar ser fatiado – Vamos lá, pegue sua espada e continuaremos. – Indaguei, sorrindo, ao baixar minha arma e aguardar que o novato fizesse as honras de me obedecer

Já não tão confiante quanto antes, meu oponente limitou-se a dar alguns passos cautelosos, pegar a espada antes caída e ficar me observando com certa cautela. Quase caí na risada. Contendo os impulsos que tinha, girei novamente a lâmina entre meus dedos e investi contra o rapaz ainda “verde” (no sentido de inexperiente). Fingi que ia lhe acertar uma estocada no estômago e invés disso agachei, indo direto contra suas canelas que bati fortemente com a parte chata da espada. Soltando pragas, o mais baixo tentou acertar-me na cabeça ao jogar o peso na espada naquela direção, mas fui mais ágil e logo rolei para o lado em função de evitar o golpe que teria sido dolorido. Mal consegui me colocar de pé e lá estava meu oponente, todo grunhidos e xingamentos, já não mais aparentando ser o rapaz que tremia atrás de Quíron. As pessoas mudam em combate. Recuei um passo para trás e estiquei bem o pescoço em busca de evitar um golpe, mas a lâmina ainda roçou minha camiseta e ali se abriu um rasgo na diagonal. Arqueei as sobrancelhas, surpreso, e abaixei para evitar outro golpe seguido ao anterior. As coisas estavam ficando perigosas. Ergui o escudo acima da cabeça e pressionei para cima, empurrando meu adversário que cedeu algum espaço ao recuar dois ou três passos – Acabou o recreio, bebê. – Resmunguei ao empurrar novamente com o escudo, desta vez acompanhando o movimento para fazer com que as espadas se cruzassem. O tinir de bronze contra bronze repercutiu em meus tímpanos. Sem folga, continuei investindo e pressionando até que sentia os braços pesarem e a respiração acelerado, contudo nem isso me impediu de desferir golpe após golpe sobre o rapaz que parecia perder toda a coragem perante tal demonstração de fúria. Quebrei-lhe a defesa e o garoto estatelado no chão, espada e escudo deixados de lado em tal momento de nervosismo – Lição do dia, pirralho, nunca ganhe confiança demais. – Retruquei, já não tão mal humorado quanto antes, e recuei alguns passos. Precisava de um banho, sem dúvida, de comida e, talvez, só talvez, alguma filha de Afrodite. Ainda passei por Quíron ao afastar-me da arena, sendo que a este não dirigi mais do que um claro olhar de “a culpa não é minha”.


90 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

Quione
avatar
Filhos de Ares

Idade : 21
Mensagens : 2

Ficha Campista/Divina
Level: 2
Mascote: Manticora
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Sam J. Parker em Dom 29 Dez 2013 - 2:03

Spears


A noite nublada. O feio tomava conta de cada metro quadrado do acampamento. O refugio das sombras era grande e pouco efetivo. Uma boa cama ou uma lareira era o ideal nessas horas. E como de costume nesse tipo de clima, fui para o lado contrário disso tudo. A arena nesses dias era adoravelmente maléfica com semideuses da escuridão e da guerra. O que era perfeito, pois eu poderia treinar minha resistência.

Dessa vez escolhi a arena de armas diversas. Eu usaria uma lança que encontraria no arsenal e levei meu lendário escudo de madeira, que não fazia nada de mais além de me defender das garras de algum monstro. Não sei como ele ainda não havia quebrado. Assim que cheguei à arena fui direto pegar a lança e apoiei-a ao lado do escudo em um canto para pegar um autômato de treinos. Escolhi um que usava uma rede e um tridente. Dizem que esse é o pior tipo de guerreiro, o mais cruel e trapaceiro. Peguei as armas novamente depois acionei o robô por comando de voz gritando “Modo de treino ativado!”.

Coloquei-me em posição de defesa. Lança alta e escudo firme. O autômato não avançou e começamos a dar passos para o lado nos estudando. Por um segundo fiquei imaginando o que se passava na mente daquela máquina, mas não tenho certeza se ele realmente pensava em algo. O primeiro movimento veio dele, uma investida com seu tridente que foi rechaçado pelo meu valoroso escudo, deixando nele mais um entalhe. O que me deu uma ideia, porque eu não passava na forja e personalizava ele? Esse meu pensamento foi cortado por outro golpe que quase acertou meu braço pela minha falta de atenção. Minha vez de investir pensei. Dei dois passos para frente e tentei duas estocadas com a lança que não chegaram nem perto, ele era rápido de mais. O robô maldito começou a atacar com mais frequência e força. Eu desviava e defendia com o escudo, mas a cada golpe que sofria sentia meu corpo abandonar minha alma. Será que isso é possível? Como um filho de Marte eu deveria saber, mas não sou muito ligado aos estudos. Em mais um golpe girei para trás e quando me levantei vi uma rede com pesos vindo em minha direção. Soltei a lança e peguei o pedregulho mais próximo a mim, e lancei na rede, impedindo ela de me acertar.


Um bom plano, pena que eu já estava cansado o suficiente para não fazer isso de forma exata e um peso da rede acabou sobrando em meu rosto, fazendo eu me estatelar meio desacordado no chão. Ao menos eu estava livre e vivo, por enquanto.
- Levanta Sam, não é hora de morrer. – disse a mim mesmo.


Meu maxilar doía horrores. Meu escudo estava a uns três ou quatro metros de distância e ainda rolando para mais longe. A lança por outro lado, havia conseguido pegar, ainda estava em minha mão, mas eu não tinha força para maneja-la com destreza suficiente para matar um robô. 

Minha visão escurecida pode ver as pernas de bronze no autômato se aproximando aos poucos. Era tão lento agora, parecia desfrutar de minha lenta morte como se já tivesse feito isso milhares de vezes, talvez já tenha feito.



Afrouxei minha mão que segurava a lança. A força escorria de meu corpo a cada segundo que passava. Pisquei os olhos lentamente e quando tornei a abri-los o guerreiro de bronze já estava sobre mim. O tridente levantado só esperando para terminar com minha dor monstruosa. Dei um sorriso ensanguentado e engasgado. E disse:
- A morte não pode morrer.

Minha lança subiu tão veloz e certeira acertando o pescoço do autômato fazendo um barulho horrível de aço contra aço, olho escorrendo e um ruído anormal, como um guincho de rato morrendo.

E bem que eu era agora tossia mais sangue do que antes e tinha um monte de bronze caído sobre mim. Fiquei ali por alguns minutos sem conseguir me levantar e quando finalmente tomei coragem deslizei-me por de baixo do robô e me rastejei de volta ao meu dormitório, quem sabe as termas não eram uma boa ideia agora.



65 X P
Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 25

Quione
avatar
Indefinidos

Idade : 21
Mensagens : 135

Ficha Campista/Divina
Level: 25
Mascote: Manticora
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Phil A. Cutler em Seg 30 Dez 2013 - 12:07


afraid?
maybe your mind is playing tricks


Para quem está acostumado a viver em um ambiente calmo, morar em um chalé bem populado onde vivem adolescentes e crianças juntas é um pesadelo. Acredite, o chalé de Hermes não fica quieto por um segundo. Tenho certeza de que se todos os “indefinidos” fossem reclamados, o lugar ficaria mil vezes melhor. De qualquer modo, eu odiava aquele lugar e o que mais queria no momento era ser reclamado e me mudar. Eu podia ter sido reclamado como filho de Hermes. Se isso tivesse acontecido, eu teria me matado. É sério. Era a primeira vez que acordava cedo para treinar e eu achava aquilo um saco, mas aos poucos fui entendendo que era essencial para minha sobrevivência lá fora. Tinha chegado ali há poucos dias e estava no processo de adaptação ainda. Acompanhei o chalé até o refeitório e dei uma corridinha para garantir meu lugar na mesa. Após a refeição, me dirigi ao Arsenal para pegar algum equipamento antes de iniciar o primeiro treinamento. Estava confiante, pois me equipei apenas com um peitoral feito de bronze e um capacete de mesmo material, acompanhado de uma adaga, também de bronze.

Corri mais um pouco e consegui acompanhar meus companheiros de chalé até a Arena. Sempre fiquei na parte mais isolada, mais atrás. Não gosto de dar uma de simpático e ficar me enturmando, mas quando alguém vinha falar comigo, eu não ignorava. A Arena era bela, com alguns bonecos de palha e coisas de metal que mais tarde descobri que eram autômatos. Quíron, o centauro, estava no centro da Arena, de braços cruzados e com seu arco preso em seu tronco, virado para as costas na diagonal. Assim que todos se aproximaram, ele pronunciou-se. - Olá a todos. Não vou enrolar pois não tenho muito tempo. Hoje será o primeiro treinamento de vocês. Cada um de vocês enfrentará um autômato de nível fácil. Este treino será supervisionado pelo Dean, filho de Hermes. - O centauro estendeu seu braço direito na direção do campista. - É fácil e vocês não morrerão, eu acho. Bom treino! - Quíron começou a galopar na direção da Casa Grande, com pressa.

Dean dividiu o chalé em dois grupos. Ele achou que deste modo o treino seria mais organizado. Concordo com ele. Meu grupo foi escolhido o primeiro a treinar, e então chegou a hora. Cada um ficou a frente de um autômato, como Quíron havia dito. O supervisor ensinou-nos como segurar uma arma do modo correto e nos deu boa sorte. Ele contou até cinco e ligou os robôs. Durante a contagem, puxei a adaga de bronze de seu suporte e segurei-a firme. Como sou canhoto, minha guarda era ao contrário dos outros campistas: mão e pé direito na frente, mão (armada) e pé esquerdo atrás. Não queria admitir, mas estava um pouco nervoso. Não era por medo, era apenas por questão de confiança. Eu não podia falhar, nunca.

O autômato aproximou-se, com sua espada de metal não-afiada. Ele era pesado mas não era tão lento. Ergueu a espada e abaixou os braços, tentava atingir o topo de minha cabeça. Teria acertado se eu não tivesse rolado para a esquerda. Eu sabia que a arma dele não ia me cortar, mas não estava afim de levar uma batida na cabeça e desmaiar. Levantei um pouco desequilibrado e encarei aquele robô, ele estava voltado a sua posição de luta: espada segurada com ambas as mãos a frente do corpo. Era minha vez de atacar e eu tomei a iniciativa. Corri em sua direção e logo ele ergueu a espada, de novo. Quando chegou no alcance exato, ele começou a descer os braços. Graças ao TDAH escapei de ser golpeado. Flexionei bem os joelhos, em direção à minha diagonal esquerda. Olhei para cima e, de cima para baixo, espetei a adaga no punho direito do autômato. Ele abriu a mão direita, devia estar danificada, era o que eu queria. Aquele monte de metal não era tão burro,  pois ele me chutou tão forte que eu dei algumas cambalhotas para trás. Estava contente por ter acertado o golpe e tinha esquecido de sair do lado da perna dele.

Levantei-me, dessa vez um pouco mais rápido. Ele estava segurando sua espada apenas com a mão esquerda e, pelo que vi, com um pouco de dificuldade. Corria em minha direção, arrastando a ponta da arma no chão. Ele está programado para lutar com espada de duas mãos, que geralmente são pesadas para serem seguradas com apenas uma. Só deu tempo de ter este pensamento antes dele chegar. O braço direito dele estava a frente do corpo e ele tentou me acertar um soco, movimentando a mão da esquerda para a direita. Eu abaixei, como reflexo, e aproveitei para atingir espetar seu joelho. Azar. No momento em que estendia minha adaga, ele me deu uma joelhada, que dar cambalhotas para trás novamente. Ergui-me e vi que, mesmo com a joelhada, consegui acertar seu joelho direito. Agora ele estava com dificuldade de locomoção.

Eu já estava ficando com raiva de tanto rolar para trás. A camisa por baixo de meu peitoral estava ficando toda suada. O próprio peitoral começava a ficar pesado. Eu estava começando a ficar cansado e queria acabar logo com aquilo. Corri na direção do autômato, que estava com o corpo um pouco inclinado pois não conseguia esticar ambas as pernas. Sua espada estava apontada para o chão, e quando ele tentou levantá-la, era tarde. Saltei contra seu corpo. O impacto fez com que ele caísse de costas no chão, comigo em cima. Ergui meu tronco e com ambas as mãos cravei minha adaga em sua testa. Bem, aquilo devia ser a testa dele. Os LEDs de seus olhos apagaram-se. - Pronto. - Disse baixinho, seguido de um suspiro.

Rolei pro lado e me levantei. Guardei a adaga de bronze e tirei meu capacete. Meu cabelo estava todo molhado de suor. Dean olhou-me e acenou, dizendo que já podia ir para o chalé, se quisesse. Fiz um sinal de o.k com a cabeça e caminhei na direção do chalé de Hermes, exausto.


- fala do personagem | fala do narrador | pensamento do pensonagem | - fala de outros

80 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 30

Quione
avatar
Filhos de Fobos

Mensagens : 8

Ficha Campista/Divina
Level: 4
Mascote: Criatura Metamorfoga
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Meredith d'Monarc Eliott em Qua 1 Jan 2014 - 20:42




the WAR kids
not everything is as you want it to be, sometimes when it gets tricky.

O clima do acampamento se recusa a melhorar e eu não posso tardar meus treinos á espera de uma tarde ensolarada e muito almejada. Á dias estava esperando o sol sair e me esquentar para fazer um longo e habilidoso treino.  Aproximo-me da beirada de meu chalé rente ao lago e sinto a brisa fria afagar meus cabelos loiros. Levanto o olhar para o céu nublado e ouço os trovões ribombarem continuamente. Uma tarde muito sombria e nada acolhedora, afinal.  O único estimulo era a neve, que começara a cair livremente. O frio não me incomodava. Claro, era mais que delicioso sentir aquele ventinho gelado.


Após estar devidamente vestida – com a camisa do acampamento, uma calça jeans surrada e um all star maltratado. – decido finalmente direcionar-me para Arena. Entretanto, sinto um pouco de desgosto ao deixar a calmaria do chalé 12 para trás, mesmo que não seja por muito tempo. Logo o treino começará como dissera um de meus irmãos e quero ser bem pontual, embora isso não seja de meu feitio.  Á passos apressados rumo para o meu destino em busca de conhecimento.Como muito dos campistas sentem-se para baixo - possa-se assim dizer- devido á mais um dia sem sol, não havia tantos semideuses para empatar o caminho e sem dificuldades consigo chegar ao local rapidamente. Uma visão animadora por fim. Uma quantia boa de semideuses estava lá – os que não deram o braço á torcer -.


— Vamos logo, já vai começar! — Virei-me para descobrir quem falara. Era  algum apressado  filho de Ares . Eu só o conhecia de vista e pelo que as pessoas diziam á seu respeito. Vestia uma jaqueta de couro, uma calça jeans escura e um tênis preto. Revirei os olhos e segui-o para onde estava uma dúzia de semideuses postos lado á lado em horizontal. Quíron falava.


... Este treinamento é nada mais nada menos como todos os outros, com o principal intuito de prepara-los para oque há lá fora... — Não prestava atenção no que ele dizia, fitava um combate envolvente á alguns metros atrás do centauro. A garota esquivou-se perfeitamente de um corte quase que fatal em diagonal de um semideus. Uau- exclamei com os olhos vidrados na luta. Ela avançou e empurrou o escudo contra o garoto e... Alguém me cutucou. Era o filho de Hades .Presta atenção! - Não sabia se ele estava falando comigo ou com outra pessoa, Nunca tinha visto aquele garoto na minha vida e eles se atreve a falar assim comigo?Vê se não enche. — Bufei indignada. Receosa voltei os olhos para Quíron, mas a luta chamou novamente minha atenção. Todavia eu fingia que observava o instrutor para não haver mais chatices da parte do filho de Ares... E o garoto jazia caído no chão e a semideusa encostava a ponta da lâmina da espada no peito do mesmo, o combate acabara. E é claro, as mulheres são sempre as vencedoras. Talvez nem sempre..., afinal. 

Um trovão mais forte rugiu no céu. Pulei assustada e surpreendida. Posicionei-me certamente e adotei uma expressão séria para encobrir a recente ação.
— Formem pares e pratiquem defesas e ataques. Sejam racionais, isto é um treinamento, não pode haver mortos e nenhum aleijado. — Pronunciou Quíron e se afastou trotando para um lugar mais afastado. Observar-nos-ia de longe. Ia treinar e provavelmente apanhar de minha única opção; o filho de Ares. Ele virou-se para mim. Lancei á ele um olhar sarcástico e arqueei a sobrancelha. Pagando mico em três, dois, um. – pensei após ficarmos á uma distancia razoável para iniciar o treinamento. Tirei minha espada de sua capa que estava preso ao meu cinto . Logo me acostumei com o peso da espada de 90 cm . Era bela e ainda havia depressões no cabo para melhor acomodar meus dedos.

Já começara á me arrepender de aderir á um parceiro desse porte e com muito mais experiência do que eu, e, além disso, ser filho do deus da guerra. Todavia não iria correr da luta, não seria conhecida como A Medrosa Filha de Dionisio. De fato eu estou longe de ser isso. Segurei o cabo de minha nova espada mais fortemente e cortei o ar á minha frente como um primeiro reconhecimento, fácil de manusear.
Prometo que não pegarei leve com você. — Disse Mason abrindo um sorriso malicioso.
-E eu pedir para você pegar leve? Certamente que não. Se eu tiver de aprender, será do modo difícil. — Vociferei fria e calmamente.



O Filho de Ares avançou com a sua espada em um movimento horizontal e eu repeli com minha nova arma fazendo força contra a oposta para que ele recuasse. Já vira muitos filmes de ação, guerra, no fim das contas eu tinha de aprender alguma coisa. E de fato aprendi, e no momento as imagens estão aparecendo nitidamente na minha mente. Ele atacou em diagonal, nossas lâminas se chocaram. Estou boa nisso hein. – pensei enquanto meus lábios formavam um sorriso. O garoto ergueu á espada acima da cabeça e fez menção de atacar, girei meu corpo para desvencilhar-me e ergui a minha contra a dele e as lâminas novamente se encontraram.


A expressão do semideus não estava nada preocupada, claro, estava fácil demais para ele. Minha vez de atacar. Levantei minha espada para fazer um corte em horizontal, o filho de Ares girou perfeitamente e bateu o cotovelo na parte anterior de meu joelho, desequilibrando-me e fazendo-me ir de encontro ao chão. Ops.Ele não esperou que eu levantasse. Já ia fazer o mesmo movimento da luta da garota que eu vira vencer quando eu virei-me e coloquei minha espada entre meu pescoço e a lâmina do garoto. Chute, Lilian, Soque. É pra aprender a se defender, mas não precisa ser só com armas. – pensei. Quase que de imediato afastei a arma do oponente e levei meu pé ao órgão mais que sensível do garoto, dando-me tempo para erguer-me. Gargalhei.

— Por essa não esperava, não? — Falei sarcasticamente.
A resposta foi um olhar feroz que eu desviara rapidamente. Mais um dos truques das proles de Ares.

Ele desferiu golpes com a arma e eu esquivava-me com muita sorte. Luta injusta, julgo eu. Ele sabe lutar por natureza. Runf. Começara a achar que iria sair deste treino em meu estado normal, mas não, Lilian pensa e a desgraça acontece. A Cria do deus da guerra levou a sua espada para frente com o objetivo de furar minha barriga ou algo do tipo. 
Mas oque? Fui desvencilhar-me e pegou de raspão em minha cintura, cortando a camisa que vestia e a superfície de minha pele. Infelizmente, para ele eu prezo muito por minha aparência e por meu corpo quase que perfeito e não gosto de cicatrizes, afinal, que garota gosta? Rapidamente dou o troco, levando minha espada cinco vezes mais afiada ao antebraço do garoto. Raspão também. Argh. Ele contra-atacou, mas apenas cortou o ar, esquivei-me ligeiramente.



Ser magra trás benefícios é, é isso mesmo. Contava com o vento para não suar, mas ele já estava perdendo sua utilidade. Passamos vários minutos repelindo as lâminas um do outro. Um corte no ar aqui, ali, acolá. Ambos muito rápidos, embora o filho de Ares sempre tirasse vantagem de meus movimentos que na maioria das vezes eram inofencíveis e imperfeitos. Por fim, eu ofegava, agradeci ao garoto pela previa demonstração do que me espera no mundo lá fora e resolvi dar uma passadinha no refeitório. Todavia eu tinha almoçado um bocado, mas para mim comida nunca é demais, ainda mais quando não engorda. Como minha mãe dizia: “Não engorda de ruim!”.






OBS: O Post de cima desconfigurou a pagina, nao foi o meu Wink

65 X P
Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 15 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 30

Quione
avatar
Filhos de Dionisio

Idade : 21
Mensagens : 21

Ficha Campista/Divina
Level: 18
Mascote: Tigre Mecânico
Mochila:

Ver perfil do usuário http://finiteincantatemhp.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 3 de 8 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum

Aliados e ParceirosCréditos e Copyright©
:: Topsites Zonkos - [Zks] :: Wild Scream RPG RPG Hogwarts Todos os direitos reservados a Monte Olimpus RPG® 2011-2016