Treino de Armas Diversas

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Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:29

Relembrando a primeira mensagem :



Treino de Armas Diversas
Esta arena é disponibilizada para os treinos de escudos, clavas, chicotes, correntes, machados, martelos, lanças, foices, adagas, espadas e outras armas. Estarão disponíveis bonecos de palha (tamanho real), as armas necessárias, proteção adequada e outras diversas coisas que sua imaginação permitir, desde que matenha o foco no nível do seu personagem.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos




Última edição por Ártemis em Seg 25 Nov 2013 - 21:45, editado 2 vez(es)
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Qui 2 Jan 2014 - 15:33


AUTÔMATOS

O céu já estava escurecendo quando saí da Casa Grande. Eu parecia um garoto mimado, andando com passos fundos e resmungando. O problema era que a omissão de Quíron sobre tudo que cercava o tal filho de Hera me dava nos nervos. Tentei sondá-lo naquela tarde e percebi que havia muitas informações que não nos eram repassadas. Até mesmo o sr. D parecia desconfortável, o que era preocupante considerando que meu sogro sempre ignora tudo que acontece no acampamento. Apesar de argumentar de várias maneiras, o centauro ignorou meus protestos e ordenou que eu fosse treinar. – “É o melhor que você pode fazer agora” – repeti a frase de Quíron com uma voz anasalada e fazendo careta.
 
Depois de uma rápida caminhada cheguei à Arena. A maioria dos campistas dali estava finalizando seus treinos e retornando para os chalés, o que significava que eu não teria uma dupla com que treinar. O jeito seria lutar contra autômatos construídos pelos filhos de Hefesto. A arena se esvaziou enquanto eu ligava os robôs, ficando, assim, sozinho. Acionei dez homens de lata pra que me atacassem. Eram todos iguais: um pouco mais baixos que eu, com articulações entre seus membros robóticos e uma espada presa na mão direita. Os olhos dos oponentes feitos de luzes vermelhas piscavam em sincronia e de dentro de suas cabeças de metal saia o som “Exterminar! Exterminar! Exterminar!”.
 
Reprimi um sorriso de empolgação, eu me sentia dentro de um filme futurista ao estilo Exterminador do Futuro - apesar das armas medievais-. Mas se até em Star War as armas de lazer eram uma modernização da espada tradicional, Krisptaeus era completamente adequada. Girei minha espada na mão direita e me coloquei em posição de combate, observando os autômatos se aproximarem. Eles estavam lentos no início, portanto foi fácil aniquilar os três primeiros. Avancei no robô número um desferindo um golpe transversal que o decapitou. A cabeça voou longe enquanto o corpo continuou a andar até trombar com a parede e cair impotente. O segundo robô tentou me atacar nas costas, mas percebi sua presença com a visão periférica. Então me abaixei, defendendo-me de seu golpe, e simultaneamente dei uma rasteira no autômato. Aproveitei o fato de ele estar caído pra cravar minha espada no centro de seu tórax, abatendo-o. Já o terceiro robô tentou acertar meu pescoço com sua espada assim que me levantei. Consegui impedi-lo batendo Krisptaeus na espada dele. Apliquei mais força no braço pra afastar a lâmina dele de meu pescoço e, posteriormente, girei nossas espadas a fim de se desvincularem. Imediatamente golpeei o abdômen do terceiro robô, afundando a espada até as luzes dos olhos de lâmpada se apagarem.
 
Os autômatos restantes avançaram mais rapidamente. Notei que seus olhos piscavam em uma frequência mais rápida, parecia que quanto mais robôs fossem destruídos, mais habilidosos os que sobraram ficavam. Dois robôs vinham até mim de direções opostas, bradando “Exterminar! Exterminar!” com suas vozes mecânicas. Esperei que se aproximassem e que preparassem seus golpes. Ambos levantaram as espadas, prontos pra me atacar, e eu permaneci imóvel. Assim que estavam próximos o suficiente pra me golpear, eu dei um salto para trás. Os autômatos que chegaram pelas minhas laterais esquerda e direita acabaram, portanto, por golpear a si mesmos. A espada de cada um cravou no amigo robótico, aniquilando um ao outro. Acabei rindo da situação, eles eram tão estúpidos! Entretanto meu momento de distração custou caro. Não notei que outro autômato se aproximara, possibilitando que ele golpeasse meu abdômen na transversal. Felizmente não foi um corte profundo, mas foi o suficiente pra rasgar a camisa, fazer a pele arder e sangue derramar.
 
- Que merda! – reclamei pro ser inanimado diante de mim. Ele passou a me atacar com rapidez, movendo a espada contra variadas partes do meu corpo. Eu fazia o máximo possível pra me defender saltando para os lados, desviando da lâmina, usando Krisptaeus para interceptar a espada dele... Agir rápido era necessidade, pois outros três autômatos se aproximavam e eu não conseguiria lutar com tantos ao mesmo tempo. “Exterminar!”, gritava o robô a medida que me atacava. Estava na hora de acabar com aquela cena ridícula. Como minha espada ocupada impedindo a espada dele de me ferir, precisei usar as mãos pra executar meu plano. Fechei a mão livre em punho e soquei seus olhos de lâmpada. Acabei cortando os dedos com os cacos de vidro, mas funcionou. O robô ficou desorientado por um curto espaço de tempo que me permitiu golpeá-lo. Agora só faltavam quatro robôs.
 
Três autômatos já estavam a uma distância perigosa. A situação ficou ainda mais complicada com a morte do sexto robô, pois as espadas antes estáticas passaram a giram freneticamente – como uma furadeira-. Arregalei os olhos diante daquilo. Eu não queria virar uma peneira! Imediatamente pensei em distraí-los com o jato d’água que minha espada era capaz de lançar. Movimentei Krisptaeus na diagonal em um movimento brusco. Logo que o jato de água saiu eu mirei nos três robôs, jorrando água em cada um deles. O resultado foi melhor que o esperado. A água causou um curto-circuito no sistema dos autômatos, fazendo-os soltar faíscas de choque. Em questão de segundos os três pifaram e caíram no chão.
 
Olhei pro décimo e último robô que corria em minha direção. Sua espada girava ainda mais veloz e seus olhos brilhavam sem piscar. - Eu devia ter trago a porcaria do escudo! - pensei alto. Considerei seriamente sair correndo dali até que algo me chamou a atenção. A cabeça do primeiro robô que fora decapitado ainda bradava “Exterminar! Exterminar! Exterminar!”. Em horas como aquela eu agradeço por ser centroavante no futebol. Puxei a cabeça robótica com o pé esquerdo e depois a chutei com força. A cabeça girava no ar enquanto gritava “Exterminar!” até bater na cabeça do outro autômato. O impulso foi tamanho que derrubou o décimo robô. Corri até lá e cravei minha espada no peito de metal. Para que o golpe fosse mais potente, ergui Krisptaeus acima da cabeça antes de golpear. Desse modo, aniquilei o último robô.
 
Acabei levando um pequeno choque quando puxei minha espada de volta. Mas no final de tudo, mesmo tendo me machucado mais do que eu queria, foi um treino divertido. Levei os homens de lata pra um amontoado de robôs que tinha ali antes de sair. Eu estava fora além do toque de recolher, então sabia que teria que correr bem rápido até o chalé pra não ser pego pelas harpias. Recuperei o fôlego perdido no treino cansativo e sai dali em ritmo de 100 metros rasos. 

 


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Lily E. Grant em Sex 3 Jan 2014 - 0:28


Let' Start!
O sol adentrava pelas janelas do chalé de Hermes fazendo com que a bela Lily se revirasse na cama resmungando algumas palavras desconhecidas. Nem acreditava que do dia para a noite sua vida se transformara de tal maneira que a fizesse questionar a realidade atual.
Na noite anterior, Lily havia sido levada ao único local seguro para jovens e crianças especiais - o Acampamento Meio-Sangue - que era um refúgio para semideuses, que eram aqueles cujo os pais haviam se relacionado com deuses mitológicos atualmente. Era complicado aceitar aquilo e pensar em como nunca virá nada antes. Mas o fato é que vários episódios ocorridos anteriormente em sua infância e sua família com sérios problemas pessoais eram explicados e faziam todo o sentido agora.  

Normalmente a garota levantava um pouco mais tarde por conta de suas atividades dos dias anteriores a sua vida normal, onde se dedicava principalmente a alguns esportes. Por tanto sempre mantinhas as janelas que davam para sua cama fechadas para não passar pelo perigo de ser acordada por uma ventania ou até mesmo chuva, mas desta vez alguém que a jovem ainda descobriria havia aberto a janela permitindo que os raios de sol à alcançassem. Ela, então, sentou-se na cama lentamente enquanto esfregava os olhos que ainda se encontravam se acostumando com a claridade repentina. Uma voz suave e fina disse próxima a garota, a alertando:
– Bom dia, novata. Hora de acordar! Vamos logo...
Lily murmorou em tom baixo, observando o local em volta. Diversos jovens de todas as idades andavam pelo casebre desroganizado, se aprontando para começar o dia o mais rápido possível. Como eles consguiam correr tão rápido e se organizarem com facilidade? Lily não sabia, mas tinha certeza de que sua vida estava prestes a se tornar tão conturbada quanto. Ela, então, suspirou e levantou-se, pronta para dar inicio a sua nova vida.

A jovem se dirigiu ao banheiro, realizando sua higiene pessoal matinal - mesmo depois da longa espera junto a outros em sua frente - e foi se aprontar. Seus cabelos logo foram presos em um rabo de cavalo ao topo da cabeça ressaltando sua beleza, os velhos AllStar's que trouxera em uma mochila lhe encobriram os pés e um suspiro alto ecoou por entre os lábios da menina ao ver uma foto de seu pai num pequeno pingente entre algumas roupas. Sentiria falta dele, com certeza, mas por hora precisava se focar e tentar não pensar muito nisto. Ela se levantou, determinada e ainda um pouco hesitante entre tantos outros como sí e seguiu em direção a saída do chalé junto aos outros até então.

Caminhou em passos curtos por entre os outros campistas que deixaram o chalé e seguiam dois adolescentes mais velhos, provavelmente líderes ou algo do gênero. Alguns se encontravam em suas devidas atividades ou até mesmo tagarelando sem parar enquanto alguns acenos lhe eram direcionados acompanhados de um “oi” possível de se compreender através de uma simples leitura labial. No total havia se passado 15 minutos de caminhada até Lily se encontrar parada próxima a Arena, olhando para todos aqueles campistas treinando sem parar. Sabia que todos ali treinavam por algum motivo e que todos estavam atrás de um objetivo assim como ela... Deu mais alguns passos e parou novamente logo ao estar dentro da Arena junto aos outros campistas. Alguns que ia terminando seus treinos se retiravam passando por ela e o cheiro de suor estava presente e fazia a garota se sentiar tonta no começo mas poucos minutos depois já havia se acostumado com tal cheiro.

Ouve um estralar do pescoço e o tintilar de ferro ao se chocar com a bainha em sua retirada da mesma do jovem mais velho, que estava parado perante a todos. Ele encarou todos, com um olhar penetrante e um sorriso travesso no rosto antes de dizer:
– Bom dia a todos. Espero que tenham dormido bem. Meu nome é Caleb, filho de Ares e esta é Jully, filha de Atena e hoje seremos seus tutores em seu primeiro treino na Arena. Bem, vamos começar. Cada um receberá uma espada comum e serão orientados por nós. Todos prontos? Vamos começar então.
Aquela era a primeira vez que Lily se encontrava pisando naquela arena para efetuar um treino envolvendo espadas. A garota tinha alguma prática com a mesma, devido as aulas de esgrima com seu tio durante um bom tempo por conta de suas diversas aulas de esgrima que por sorte participou quando ainda residia com seu pai, mas estava disposta a treinar com dedicação e entusiasmo, afinal, sua vida dependeria de suas habilidades a partir daquele momento. "Estou ferrada..." Pensou ela, antes de ir até a bancada em busca de sua arma para começar o treinamento.

Os bonecos de treino seriam seus primeiros adversários. Talvez seria fácil de mais porém era o melhor modo de começar a se aquecer e efetuar um treino com um rendimento satisfatório para a mesma. Se colocou postada logo a frente de um dos três bonecos que lhe agora lhe cercavam, analisava com cuidado qual seria a estratégia de ataque mais aceita em um caso de uma verdadeira luta e chegou a conclusão de que se estivesse em uma batalha não teria nem ao menos o tempo de pensar, ou seja, um ataque repentino seria a melhor forma.
Lily segurou com firmeza a espada, sentindo seu peso e se adaptando aos poucos ao cume da mesma antes de começar. O instrutor apenas observava junto aos outros, que também atacavam vários bonecos pela arena. Quando se deu conta, a espada cortou o ar e em seguida se teve o golpe na lateral direita um pouco a cima da cintura no primeiro boneco, com um giro de 90° uma estocada frontal no mesmo boneco foi efetuada, em seguida alguns outros golpes intercalados entre golpeadas e estocadas se iam fazendo presentes no primeiro boneco até que Lily parou a uns centímetros de distância dos três bonecos.

– Calma... Você está desesperada e colocando muita força nos movimentos. – Disse Caleb, assustando a garota que se virou em alerta.
– Eu só pensei que... Seria mais fácil atacar de uma vez e rapidamente.
– Tente desferir golpes mais leves e rápidos, com menos força. É uma questão de prática... E não força.
– certo. Vou tentar...
Lily encarou um dos bonecos e avançou, desferindo um corte lateral na altura do tórax do boneco, apenas cortando levemente o couro e flexionando os pés em seguida antes de prosseguir com mais ataques rápidos e sem tanta força. Assim o fez, girando o corpo até deixar diverso cortes contra o couro espeço do boneco já aniquilado.
– Muito bem... Agora faltam dois.

A garota suave e sua pele branca estava em um tom rosado agora, devido aos esforço feito. Seus braços pesavam e doíam, mas era uma dor suportável e ela sabia que precisava continuar. Encarou o próximo boneco e avançou, parando somente com o corte da espada já lhe acertando o ombro, girando com o impacto e desferindo golpes cruzados agora. Esquerda e direita, revezando entre ataques diagonais e esquivas até ficar totalmente exausta e em um descuido, tropeçar sobre uma pedra e cair de lado sobre a espada. Levantou-se com dificuldade, desferindo uma estocada mais violenta contra o boneco e com a lâmina presa entre seu corpo, a puxou com um pouco mais de força e de forma grotesca. O couro se rasgou, revelando o estofamento do boneco aos montes sobre seus pés. Lily caiu, exausta e com os braços dormentes. uma gota de suor percorreu seu corpo, caindo sobre o piso arenosa da arena. Se perguntava agora como havia conseguido fazer tudo aquilo. Talvez seus pensamentos esvaídos retornaram e não conseguira comprimir sua ira em relação a mudança repentina de vida devido a sua mãe. "Não... Não vou pensar nisso... Não de novo."
– Ok, muito bem! Todos foram muito bem no treino de hoje. Agora, para o chalé tomar uma ducha e se recuperarem.
Lily se sentiu aliviada com tais palavras do instrutor, que ajudava agora alguns novatos e se recomporem para voltarem aos chalés. Não sabia quanto tempo passara ali, mas sabia que fora o suficiente para saber que manusear uma espada era mais difícil do que imaginava. E que sobreviver... Seria uma tarefa complicada se dependesse disso. A jovem se ajeitou, deixando a lâmina na Arena e caminhando em direção a saída, em busca de um bom banho para recuperar-se.

Arma Utilizada:

• Lâmina Comum de Bronze Celestial


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Gus Owens Pallas em Sex 3 Jan 2014 - 23:30

O peso nas minhas costas já estava constante e a minha vontade de parar um pouco e sentar em um banco também. Era correto afirmar que a trilha dos chalés era um tanto longa e que, até chegar à arena, demorava muito, principalmente para mim, que era um perfeito desengonçado e preguiçoso, digno de um campista indeterminado. Na minha mão esquerda eu portava uma espada de bronze bastante desgastada devido ao incrédulo e também inesperado desafio contra um cão infernal, e no meu palmo direito carregava um escudo desativado, preênsil e bastante útil para todos os momentos nesse acampamento, que era rodeado de mistérios. Caminhava desde já pela trilha dos chalés, mas precisamente, no final dela, em uma das últimas partes abrangidas pelo seu cascalho reluzente.

Certamente, a minha vontade de treinar se cessava a cada dia, mas eu não podia deixar de treinar enquanto não estivesse um progenitor divino definido. Aquilo estava me incomodando demais, até porque, para mim, eu já estava muito desgastado de tantos treinos e de tantas aflições que eu já tinha superado nesse acampamento. A minha vida era treinar, e esta era a única coisa que eu fazia até então nessa minha nova morada, que desde sempre eu não tinha me adaptado. A vida aqui era difícil e os meus pensamentos ainda estavam longe do acampamento. Ainda pensava na cidade em que eu havia crescido, mas nada disso me importava atualmente, apenas treinar e desenvolver novas habilidades.

Não demorou muito para eu chegar até a imensa e frequentada arena do acampamento. Ela era muito grande, feita e almejada para resguardar os armamentos mais úteis para todos os campistas e o seu solo era extremamente favorável para os treinamentos efetuados ali. Desci uma pequena estrada de terra e rapidamente me deparei com os seus portões, blindados, mas também desgastados devido à falta de pintura. Não tinha dúvidas de que estava prestes a adentrar a arena do acampamento. Sem delongas, acanhei-me a dirigir os olhos por todas as extremidades do local, adentrando-o e consequentemente guiando os passos em suas entrelinhas, sem desviar os olhos esguios dos campistas que já se encontravam no ambiente.

O movimento ali era nada mais do que crescente. Muitos campistas chegavam e saíam todas as horas, sem problema algum. Minha dificuldade de interagir com os campistas estava sempre muito presente, mas isso não era motivo para eu não treinar, já que logo eu tinha me deparado com uma espécie de maquina na minha frente, com um despertar insano e uma espada feita de bronze suportada no palmo esquerdo. Enfim, a máquina estava totalmente equipada para um treinamento, então eu logo assenti com a cabeça em sua frente e o robô não tardou a movimentar o braço armado na altura do meu ombro, me fazendo cambalear para trás e ser vítima de um leve desequilíbrio.

Ignorei o corte superficial e massageei a região do ombro levemente, me erguendo do solo e realçando as duas armas no ar, após ativar o escudo e liberar um círculo fulminante e feito de bronze, sorridente. Não havia motivos para não iniciar um treinamento com a máquina, nem campistas para me atrapalhar. Encarei os olhos mecânicos do robô, partindo em disparada na sua direção e cortando o ar com a lâmina da espada diagonalmente na altura da cabeça dele, sendo pressionado pelo seu desde já ativado escudo e sendo obrigado a retroceder dois passos para trás, encabulado. Atordoei os pensamentos e me focalizei no duelo mais uma vez, girando a espada contra o busto da máquina e conseguindo acertá-la em cheio através de um corte, brotando um sorriso malicioso na face. Estava contemplando a minha maravilhosa atuação contra a possível criação para treinamentos, sendo surpreendido pela espada do robô no ombro e caindo no chão.

Ele não cansava de não me acertar e de tentar me levar a desistir, mas não entrava na minha cabeça parar de lutar com a espécie de máquina. Ergui-me do solo mais uma vez e ricocheteei a espada na direção do tórax do robô, atingindo-o e levando-o ao chão. Não dei espaço para ele arfar e não cedi ar para ele respirar, apressando alguns passos na direção do robô e fincando a espada na parte superior da sua cabeça, acabando com a sua vida e dirigindo os olhos pelo seu corpo. Analisei a estrutura do robô falida no chão, apanhando a espada novamente e desativando o escudo que, naquele duelo, não havia servido, pois havia sido surpreendido.

Foquei os olhos ao redor da máquina, conscientizando que alguém cuidaria dele, girando os calcanhares e guiando os passos na direção do chalé novamente, à procura de um descanso de todos os treinos que estava efetuando.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Siobhan O'Connell em Sab 4 Jan 2014 - 0:39

A fighter.
A sweet life. Live and die in the life.





O sol ainda batia intensamente nas janelas do meu quarto, que com quem partilhava com outros semideuses ainda à procura do seu pai ou mãe. Já me tinha preparado na noite anterior ao escolher vestir umas leggings pretas, uma camisa branca e umas botas de cabedal castanhas. Definitivamente, estava pronta para um dia de treinos que fizesse os meus ossos latejarem de dores. Iria puxar-me ao máximo até aperfeiçoar a minha técnica até ao mais pequeno milímetro. Sai do chalé num passo rápido para não perder muito mais tempo escasso de treino. Todos os segundos contavam.
 
Sempre que colocava os pés no local de treinos, o aroma da minha velha e querida terra entranhava-se pelas minhas narinas e recusava-se a sair. O doce cheiro de pinho com terra molhada e os pássaros que chilravam sem cessar. Tudo isto acalmava o meu coração, tornando-o numa autêntica bola de marshmallow, doce e terno. 
 
O professor de armas diversas mantinha uma cara séria. Mordi o interior macio da minha bochecha. Parecia que todos estes instrutores para os alunos preferiam manter uma expressão séria do que, não os assustar, e manter uma cara relaxada. Quer dizer, podíamos cortar-nos ou até mesmo aleijar-nos a valer.  

Este era o meu treino privado. Já haviam bonecos de metal, ou autómatos, espalhados pelo campo de terra húmida. Os meus olhos percorreram rapidamente o inteiro local preparando-me mentalmente ao desafio proposto à minha frente. Cruzei os meus braços debaixo do peito e relaxei o meu corpo. Não era impossível, apenas difícil.
 
- E que tipo de armas vou ter disponível, professor? – perguntei erguendo a minha sobrancelha esquerda sem desviar o olhar do meu construído campo de batalha. O professor esfregou o seu queixo de barba mal feita e eu o olhei.
 
- Espada, adagas e arco. – ele respondeu já quase dando os instrumentos de batalha para as minhas mãos. Mas retirando-os do meu alcance quando os meus dedos lhes tocaram. – Porém apenas podes escolher dois. Escolhe sabiamente.
 
Abanei a cabeça ao concordar com a sua cláusula. Não iria ser fácil, pois os autómatos pareciam ser móveis, ou alguns deles. Mas um desafio era um desafio. Ia largar o meu adorado arco em troca de uma bela e reluzente espada em equipa com um par de adagas afiadas. Agarrei o que eu desejava e coloquei-os presos na minha perna. Experimentei a minha flexibilidade ao sentir o peso sobre a minha perna. Nada mau, quer dizer. Apesar de sentir algum peso sobre ela, ainda tinha a minha agilidade quase por completo.
 
Fiz um polegar para cima avisando que estava pronta e coloquei os meus auscultadores no ouvido. Estava com pronta para impressionar. Dei uma pequena corrida no mesmo lugar e disparei no segundo a seguir. Basicamente, os autómatos estavam espalhados pelo campo e eu tinha que os matar com as armas que tinha disponível. Quando digo campo, era um campo mesmo. Podiam estar escondidos atrás de colinas e de repente aparecerem à minha frente. Suspirei, isso seria um caso que me teria que preocupar e mantendo sempre um olho de águia rapina.
 
Estiquei a espada e corri o mais rápido que pode em direcção do primeiro autómato. Numa valente espadada sobre o seu corpo, caiu redondamente no chão com um grande barulho abafado. Soltei um sorriso matreiro ao ver que o primeiro alvo tinha sido fácil. Porém, não podia permitir com que o meu ego súbito subisse à cabeça. Tinha que me manter fria em relação a tudo. Apanhada de surpresa nos meus pensamentos, foi projetada contra a terra, sujando todas as minhas roupas e um género de lama entranhado nos meus cabelos. Mirei o meu adversário com fúria nos meus olhos. Tinha tomado um bom banho antes de vir para aqui e vestia uma camisa branca, como é que ele se atrevia?! E podia jurar que se os autómatos conseguissem rir, apostava que este iria  fazê-lo ao ver a minha cara de desgraça.
 
Em meio que numa posição de flexão, subi o meu corpo até ter novamente os meus dois pés assentes em terra. E joguei minha espada em direção do atrevido autómato. Ele esquivou-se como se fosse nada. Grunhi e lancei-me novamente a ele, desta vez assegurando-me que primeiro o encurralava com o meu corpo e me abrisse uma situação ideal para acabar com ele. No momento em que ele se tentou esquivar outra vez, vi, o que parecia a sua barriga, desprotegida. Soltei a espada para o chão e agarrei rapidamente a adaga que descansava presa nas minhas pernas e espetei contra a barriga do autómato. O boneco de metal caiu no chão.
 
Mas logo mais dois autómatos apareceram atrás de colidas opostas. Como eu desejava ter agora o meu querido arco. Mordi o lábio inferior e atirei a adaga em direcção de um deles, apenas para acertar num dos cantos do seu corpo – porém teria sido uma tentativa de acertar no seu peito, mas assim também funcionava. – e corri em frente contra o outro autómato. O meu coração batia que nem um louco de cansaço. Como eu daria o meu braço por um copo de água. Agarrei a espada que descansava no chão e esforcei as minhas pernas por mais um pouco. Lancei-me com a minha espada e a ajuda do peso do meu corpo contra o meu adversário de metal. Ele conseguiu arranhar a minha bochecha ao ponto de derramar um pouco de sangue escorregar pela minha fase. Só que não era o suficiente para me parar agora. Tinha o meu sangue quente por mais. Dei-lhe um pontapé final e o robô caiu na terra lamacenta. Os meus olhos verdes olharam para trás e vi o outro autómato a vir num passo lento. Pelo menos tinha o abrandado. Tinha ganhado um pouco de tempo.
 
Larguei um pequeno e abafado suspiro para recuperar fôlego e desatei a correr pela ultima vez por hoje. Suor escorregava pela minha testa, incomodando a minha visão. Limpei e segurei firmemente a espada. Estava a ficar fraca e sem força. O que era muito mau sinal. Ao aproximar-me do último autómato, lancei com tudo que me restava. Devo ter posto tanta força que senti a espada a atravessar um pouco do seu corpo metálico. E como é óbvio, foi o suficiente para deixasse de funcionar.
 
- Bom trabalho, O’Connell! – ouvi o instrutor a gritar bem longe. Mas o meu corpo cedeu e sentei-me na terra húmida de cansaço. A minha respiração deixara de ser regular e apanhava todos os fôlegos que conseguia e merecia. – Tiveste alguns erros ali e acolá, mas um excelente treino!
 
Sorri. Adorava com que os meus irmãos estivessem aqui para ouvir os elogios que me eram dados. Aposto que lhes iria fazer engolir muitas das suas palavras. E ainda para mais, os treinos por hoje tinham acabado. Retirei os auscultadores dos meus ouvidos e dirigi-me para o meu chalé para tomar um outro banho. 





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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Lauren Hulshöff Ehrarck em Sab 4 Jan 2014 - 11:13

I'm just too young to care
Carrie, a novata. Isso mesmo, recém chegada no acampamento lá estava eu sem saber ainda de quem era filha, apenas sabendo que era semideusa por um intervenção de Quíron a minha vida desestruturada no Canadá. Meus pais tampouco souberam como me explicar tal assunto, as iniciativas em descobrir sobre o mundo “mágico” da mitologia foram minhas, buscar em livros e mais livros. Inclusive era o que estava eu a fazer agora. Enfurnada na Casa Grande às sete horas da manhã, vasculhava a biblioteca a procura de mais informações, quem sabe descobriria quem era meu pai ou mãe deus. — Carrie, está na hora de você se aprimorar, buscar da forma correta. — Disse o centauro ao me encontrar rodeada de livros. Levantei e coloquei a caminhar junto com ele para a arena.

Arena de treinos para uma pessoa que tão pouco sabe segurar uma caneta direito chega a dar arrepios. Ainda mais vendo outros campistas feito doidos com suas armas, armas tão distintas que não contive arregalar os olhos ao ver uma garota chicoteando um boneco de palha. “Mas o que o boneco te fez?” Ri comigo mesma. — Vá buscar seus equipamentos semideusa. — Quíron ordenou olhando em direção ao arsenal. Mas que raios de equipamentos eram esses? Caminhei em direção a ele, sendo empurrada vez ou outra por algum campista afoito para treinar. Deveriam ser filhos de Ares. Chicotes, martelos, machados, espadas, adagas. Eram tantos armamentos que eu não tinha ideia de qual utilizar, afinal nunca na minha vida utilizei algo que cortasse mais do que uma faca de pão.

Por fim, resolvi pegar duas adagas, segurei uma em cada mão e elas automaticamente giraram o objeto com rapidez. Arregalei os olhos novamente, como eu consegui fazer isso? Corri em direção a Quíron. — Agora é a hora de você treinar com um dos bonecos de palha, treine apenas cortes rápidos, agilidade. — Franzi o cenho, respirei fundo. — Mas como assim? Eu não sei fazer nada disso. — Quíron apenas assentiu com a cabeça, como quem diz “você irá descobrir” e galopou para longe de mim e o boneco feio de palha. Claro, ele não queria arriscar levar um corte não é?!  Parei em frente ao boneco, semicerrei os olhos. — Vamos começar colega? — Brinquei olhando para o boneco e depois para minhas mãos. Respirei bem fundo e fui em direção a ele. Minha mão direita elevou-se na horizontal em direção ao peito de palha a minha frente, sem precisão alguma o “ataque” foi bem diferente do que eu esperava, bufei de raiva. Precisava me concentrar.

Mais uma tentativa e me afastei do boneco olhando-o fixamente. — Vamos lá Car, você consegue. — Ordenava a mim mesmo. Mas será? Corri em direção ao boneco e meus pés saltaram alguns centímetros do chão e atacaram com ambas as adagas cruzadas, o ataque dessa vez mais preciso acertou o peitoral de palha. Caí em pé no chão, sorridente olhei para trás a procura de Quíron, mas uma vez ele assentiu e dessa vez foi um “eu te disse”. Entusiasmada com o que possivelmente conseguia fazer, dei mais um impulso em direção ao boneco, tentando um corte em sua lateral com a adaga esquerda, super falha a tentativa. Respirei fundo dando de ombros, novamente investi em direção a ele, girei meu corpo para o lado direito do boneco e finquei minha adaga esquerda em sua lateral. Girei meu corpo de volta pelo lado esquerdo e desferi um golpe na horizontal com a adaga esquerda.

Permaneci assim por alguns minutos, girava o corpo para um lado e atacava com a adaga oposta ao giro. Afastei-me do boneco para pegar impulso, corri em sua direção após saltando com um giro no ar, minhas adagas se cruzaram na direção do pescoço dele. Caí no chão de costas para o boneco e ouvi um aplauso vindo a galope. — Conseguiu, seu primeiro treino finalizado com sucesso. — Sorri voltando minha atenção para Quíron, olhei para o boneco e basicamente estava todo destroçado, sua cabeça estava arrancada próximo as patas do centauro. — Estou exausta, me sinto tonta, isso é normal? — Quíron assentiu colocando os braços ao redor do meu ombro. — É apenas o começo minha jovem, apenas o começo. — E então saímos da arena.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Gus Owens Pallas em Sab 4 Jan 2014 - 18:25

O dia havia amanhecido assim como os outros. O sol estava se colocando no horizonte e o seu brilho entrava pelas cortinas do chalé em que eu estava repousado talvez temporariamente. Era mais um dia em que eu tinha me levado para treinar, mas isso estava me fazendo bem. Algo me dizia que aquela era a minha área do acampamento, os treinamentos e os armamentos para manusear. Já de pé e portando uma típica espada de bronze utilizada para treinamentos diversos e um escudo desativado, aconcheguei os pés nos sapatos resistentes e segui em direção à arena através da trilha dos chalés e do encalço amontoado por cascalhos que se dirigia também até a arena.

Estava adorando os treinamentos no acampamento, aos poucos estava conseguindo me adaptar com uma certeza e um gosto de tamanho grande, que me dava vontade de ir treinar cada vez mais e enfrentar mais coisas, objetos, adversários e outras coisas que eu aprendia nos treinos. Talvez eu não fosse tão bom quanto um filho de Ares com as armas que eu conseguia suportar e manusear com certa indelicadeza, mas neste dia estava a fim de treinar com armas diversas, enfrentar um  oponente e vencê-lo com um propósito de interagir com o meu talvez mais novo progenitor divino. Serpenteava os passos pela trilha, repensando nos meus treinos e atos, que poderiam ou não estar me afastando do meu progenitor. Talvez eu devesse treinar mais, talvez não. Apenas o meu progenitor tinha certeza da hora de me acolher.

Não tendo tempo o suficiente para pensar nos meus atos enquanto eu caminhava na direção da arena, logo me deparei com o típico solo banhado em folhas secas e alguns pinheiros que davam entrada para a suposta arena. Com certeza aquele era o local mais famoso do acampamento e, querendo ou não, todos os campistas tinham orgulho de lutar naquele âmbito. Avancei alguns passos e em seguida os apressei, inclinando o pescoço para baixo e adentrando a arena de cabeça baixa, no intuito de não ver o quão sozinho eu estava ali. Haviam muitos campistas na arena, mas todos estavam ocupados com suas devidas duplas. Umedeci os lábios e transpassei a língua por ambos, entorpecendo os olhos à procura de um adversário qualquer.

Minhas circunstancias diziam para voltar, mas a minha mente dizia para ficar ali e esperar por um adversário. Não hesitei em ouvir minha mente e ativei o meu escudo, fixando os pés no solo da arena à espera de algum adversário. Qualquer campista que passasse por mim teria a consciência de que eu era um bobo parado no meio da arena, mas eu apenas estava à espera de alguém para lutar, nada mais. Já acostumado com a loucura de qualquer campista que pudesse chegar a mim com a espada ativada, fitei um menino loiro e de pela alva ao longe com os olhos focados em mim. O encarei seriamente e naquele momento pude perceber que ele queria nada menos, nada mais, do que acabar comigo ou apenas me vencer em um combate avulso. Delineei um sorriso malicioso no canto dos lábios e caminhei até a frente do menino, sendo surpreendido por este que, ao erguer sua espada contra mim, fez com que eu soerguesse o meu escudo e o finalizasse, parando a espada dele no ar.

A minha experiência com a espada e o escudo estava aumentando cada dia mais, por simplesmente me acostumar a manusear os instrumentos de combate. Após pressionar o escudo antes de receber o corte profundo do menino, retrocedi um passo no intuito de arfar, mas logo fui pego por um corte no ombro que, sem eu ver, me pegou na diagonal e me fez cambalear para o lado levemente. Não cedi uma brecha se quer para o menino parar para respirar, avançando dois passos na sua direção e descendo a lâmina da espada na direção do seu tórax e proferindo um corte superficial na sua barriga, jogando-o no solo. Mais uma vez eu tinha levado o meu adversário ao chão, mas não era a primeira vez que eu era surpreendido por ele. Enquanto eu adentrava no transe monótono da companhia dos olhos com a brisa fresca, fui rapidamente acertado pelos pés do menino que, sem erguer-se, me jogou um pouco ao longe, me fazendo cair e debruçar as costas no solo, atordoado.

Sem delongas, me ergui do chão rapidamente e resplandeci a espada no ar, avançando na direção do garoto com os armamentos direcionados em sua frente. A haste da espada foi de encontro a sua coxa e, rotativa, atingiu a região da sua virilha, fazendo-o urrar de dor e cair no solo com os olhos fechados. Naquele momento, sem muito que fazer ao não ser finalizar o combate, deslizei o escudo até o palmo da mão e o desativei, jogando-o do outro lado do solo e apenas embainhando a espada no palmo direito, sedento. A minha vontade de acabar com a vida daquele campista que, em atitudes, havia me desafiado para um duelo, era grande, mas de certo eu seria punido por derrotar um campista qualquer e apenas deixei o duelo fluir com incertezas emotivas.

Cedi um equilíbrio para o meu psicológico antes de acabar com o menino, contornado o seu copo amedrontado no chão e descendo a lâmina da espada contra o seu pescoço de forma cautelosa, fazendo com que a espada apenas acertasse uma base do seu pescoço e fizesse um corte superficial. Seria maldade de mais da minha parte feri-lo gravemente no pescoço, era uma região bastante instável e frágil, podendo então levá-lo a morte. Depois do pequeno corte, guiei os olhos por todas as extremidades do corpo do menino, dando-lhe uma encarada antes de sair novamente para o chalé e apanhar o meu escudo. Sem delongas, coloquei os atos almejados em prática, voltando chalé e sentindo o suor gotejar nos ombros e na base da barriga, monótono e à procura de um banho.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Sam J. Parker em Dom 5 Jan 2014 - 1:23

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Há muito tempo tinha considerado o acampamento o meu lar, e olha que eu estive em muitos lugares que tentava chamar de lar. Praticamente, boa parte das coisas que os mortais me ensinaram nos anos que vive em seu mundo de ilusões eram lixo. Eu disse boa parte não tudo. Não me via saindo dos campos de batalha, não tinha um verdadeiro motivo, não tinha família, ou namorada que me fizesse me retirar do campo de batalha. Sou cria da guerra, minha vida inteira tenho lutado pela minha sobrevivência, porque quando tentava fazer outros sobreviverem... Bem, você já deve imaginar. Até chegar aqui, me tornar um general, e manter minha família, a terceira coorte, e como eu chamava, os nossos primos distantes, as outras coortes, vivos eu sempre conseguia.


Febo já se levantará a uma hora e as atividades do acampamento já estavam a todo vapor, comecei a, indo para os banheiros e fazendo minha higiene pessoal e logo depois, vestindo uma camisa roxa, um jeans escuro, um coturno preto. Voltando ao dormitório acordei todos os soldados, de um jeito nada delicado para que eles começassem suas atividades diárias. Eu ia fazer a minha parte, indo para os Campos de Marte iniciar meus treinamentos.

Chegando lá, resolvi que iria mudar meu modo de lutar, iria começar a lutar com duas espadas em vez de apenas uma. Direcionei-me para um boneco de treinos. O boneco era alto, do meu tamanho, de madeira com estofados de feno e alguns alvos marcados em pontos fatais e órgãos internos, provavelmente para flechas. Saquei minhas espadas de ferro feitas apenas para treinar, empunhando-as. Sabia que teria uma defesa menor, ou nenhuma, mais meu ataque seria fulminante, então teria que prestar mais atenção e aguçar mais meus sentidos, mais do que Lupa havia me ensinado a fazer.

Fiquei parado em frente ao boneco, pensando, qual a postura certa? Como deve ser o corte? Então tudo começou a fluir como água, entrei em posição e era como se uma voz me disse a forma de atacar. Uma imagem surgiu em minha cabeça das lutas de boxe que assisti uma vez na casa da família Jonas, suas mãos eram como um par de lâminas, os movimentos tinham que ser contínuos, se uma perfurava, a outra tinha que rasgar, se uma bloqueasse a outra já tinha que estar pronta para o contra ataque, e foi exatamente isso que comecei a fazer.


Separei pares de bonecos, cada uma com funções diferentes, primeiros, fui até o pedaço de tronco que tinha e fiz o que tinha falado, movimentos contínuos, seguidos, se uma espada cortava, a outra já tinha que decepar. Mais tinha algo errado, sempre que tentava o terceiro ataque dá lamina, deixava minha guarda exposta a um ataque. Refiz as combinações de ataque, corta, rasga e chute no peito. Percebi, estava certo, continuei a fazer a combinação, alternando a frequência dos golpes de chute, colocando antes do segundo movimento com a espada, o em conjunto com um corte de espada colocava um soco – que não havia sido nada inteligente socar um boneco inteiramente de madeira com as mãos nuas.

 
Coloquei uma venda nos olhos dessa vez e liguei um autômato que só tinha uma espada para que pudesse treinar meus sentidos, dei o comando para que ficasse no nível três, com função ataque silencioso. Foi uma péssima ideia, dentre os dez golpes que ele fez, dois eu desviei, e nem foi de próposito, uma tropecei em meus próprios pés e na outra porque escorreguei em alguma coisa melequenta, talvez meu sangue.
 
Tirei a venda e mandei o autômato parar, e incrivelmente, a criação daqueles ferreiros incompetentes não estava mais me obedecendo. Rolei do golpe pesado da máquina, e cortei os fios que seria seus tendões do calcanhar, meu erro n˚ 1, máquinas não tem calcanhar. Após meu golpe em falso, a máquina me deu um belo de um soco na cara, que com certeza iria deixar uma bela de uma marca. Ataquei novamente, tentando decepar o que seria a junta dos membros braçais do robô, esse foi meu erro n˚2. Minha espada ficou presa na máquina e até conseguir retirá-la, o robô me atacou, e imaginei estar com meu escudo, protegi com o braço, fazendo com que ele fizesse um corte daqueles. Trinquei meus dentes para evitar o grito, rolei para trás para me afastar da máquina a ponto de tirar a camisa e fazer um curativo temporário. Segurei as espadas e me concentrei, pelo tamanho do corte, e minha experiências em cortes, já que toda hora eu tinha um desses em minha pele, bem profundos, ele ia sangrar muito por volta dos trinta segundos, e aquela parte do meu braço não seria mais movida, o tempo que eu tinha, era pouco. Me concentrei agora mais do que nunca, e bolei uma estratégia o mais rápido que pude. Sempre que eu corria, a máquina tentava atacar em um movimento diagonal, virando sua base em 28˚ graus, um clique era dado em seu braço, em todas essas vezes, significando uma falha em sua estrutura, onde ela desligava e ligava em um segundo, era esse meu tempo para dar o golpe fatal. Dezesseis segundos, estratégia bolada. Com a estratégia pronta, corri na direção da máquina. Como sempre ela me atacou em um movimento diagonal, que seria fatal, rolei para o lado onde ela levantará o braço, e parei em suas costas, cortei seu braço fora. Continuei o movimento sem parar, fiz um corte de onde seria seu trapézio esquerdo até o direito, vendo faíscas saírem, chutei a máquina na altura das dobras de sua perna, para que tombasse, atravessei até o punhal onde seria seu pulmão direito, em um movimento rápido e forte, com a parte plana da espada, tirei seu apoio fazendo cair, e decepando sua cabeça em um golpe final. Treze segundos, o tempo final até matar a máquina. Meu braço jorrou sangue espoando a bandagem improvisada, e fazendo pingar no chão. Corri até a enfermaria, deixando tudo ali do jeito que estava.


Observações:
Obs1: Treino atemporal
Obs2: Estratégia feita, pela expêriencia em batalha do personagem, n dada ao seu parentesco divino.
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Sam J. Parker em Qui 9 Jan 2014 - 21:04

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Fui até os campos de Marte, treinar um pouco. Fui apenas com a camisa do acampamento e uma bermuda de treino que usava preta, com um tênis. Chegando lá, vi um garoto, devia ter minha idade, me desafio para um duelo com espadas de uma mão, como duelo é duelo, me recusei a não aceitar, apesar de nunca ter empunhado uma. Ele se apresentou como Scott. Empunhamos nossas armas e juro que não sabia como ia lutar com ele, minha primeira vez segurando aquela arma. Pedi para apenas manejar a arma para ter um aquecimento completo, e percebi que era mais fácil que parecia. Deve ser uma das coisas que trazia em meu DNA olimpiano. Começou a ficar escuro, e tinha uma fogueira acesa por ali, parecia coisa de filme. Reparei em Scott, ele devia ter uns 1,83, com músculos de um personal trainer do The Rock. Era chocolate, e careca, com olhos claros muito chamativos/
 
Ao começo do combate nenhum de nós dois se mexia, pois um esperava o outro atacar primeiro. Analisei o ambiente que cercava-me, procurando alguma coisa que pudesse me dar vantagem. Um galho queimado chamou minha atenção.
Eu me joguei para baixo, agarrei o galho e atirei em Scott. O tempo que levou para alcançar o galho o atrapalhou um pouco, e Scott desviou-se facilmente do pedaço de madeira queimado. O semideus avançou depressa para a frente, lançado sua espada. Eu abaixei no momento em que a lâmina passou assoviando por cima de sua cabeça. Dei um grunhido e ataquei Scott com ferocidade. Ele foi também com força e ambas as espadas se chocaram com muito força fazendo ambos se afastarem.


Rolei para o lado e dei um golpe com a espada na direção das pernas de Scott. O garoto aparou o golpe com o cabo da espada e, com um pulo, ficou em pé. Girando no mesmo ugar onde estava, ataquei novamente, fazendo movimentos complexos com a espada. Fagulhas saiam das espadas quando se chocavam repetidamente. Scott bloqueou todos os golpes, o rosto dele estava sério devido à tamanha concentração. Mas podia notar que ele se cansava. Os golpes incessantes continuaram enquanto cada um procurava uma brecha na defesa do outro.



Então, senti a batalha mudar. Golpe a golpe, ganhava vantagem, as defesas de Scott ficavam mais lentas ele perdia terreno. Bloqueei facilmente um golpe direto de Scott, o que alguns cortes provavam que era muito difícil fazer isso. As veias pulsavam na testa do garoto e os vasos do seu pescoço estava dilatados devido ao grande esforço. De repente, mais confiante, golpeei com a espada mais rápido do que nunca, tecendo uma teia de aço na espada de Scott, girando ela. Aumentando sua velocidade, bateu com a parte chata da lâmina contra a guarda de Scott, jogando a espada dele no chão. Antes que ele pudesse reagir, toquei levemente a garganta de Scott com a espada. Sorri para ele ofegante e ele sorriu de volta, ajudei-o a se levantar, e definitivamente prometemos lutar novamente juntos ou um contra o outro.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Sam J. Parker em Sex 10 Jan 2014 - 2:54

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Todo o acampamento já estava alerta naquele momento. Estava um pouco tranquilo, uma estádia normal como sempre. Estava andado pelo acampamento com algumas idéias em mente. O sol estava quente, não tanto, mas ainda assim era capaz de causar calor. Todos fazendo o que era mandado, e eu ia até os campos de marte treinar. Fui até uma área desocupada me dizendo que seria um treino especial com um autômato, ou seja, para que minhas habilidades estivessem a um nível superior eu teria de liquida-lo, deveria lutar com a espada e se defender com o escudo e somente. Admitia que me estava ansioso por aquele treino, uma máquina não tinha dor ou sentimentos, ou remorso, ou qualquer emoção, seria uma luta digna. Não demorou muito e logo disse - Ativar Autômato, modo: Treino, level 8. – Instantaneamente os olhos vermelhos da máquina brilharam e não soube o porquê, mas aquilo me provocara um arrepio na nuca.
 
Mal tive tempo de pensar, e defendi o golpe com o escudo, mas a força do golpe me impulsionou para trás me fazendo cair. O autômato não me esperou se quer levantar um músculo e já estava atacando. Apenas levei minha espada na frente como um reflexo anormal, aparando o golpe da espada do inimigo, naquele momento encontrei nada para me ajudar a defesa a não ser uma simples pedra, apenas peguei a mesma a lançando contra a face de lata do mesmo, o tal paralisou por um momento como se estivesse preocupado com si. Me inimigo permanecia detraído, foi quando consegui me levantar encarando ao meu adversário friamente enquanto andaria em círculos.
 
Resolvi atacar, dei um paço a frente exercendo golpes aleatórios em meu inimigo. Esquerda. Direita. Finca. Direita. Esquerda. Finca. Repeti o processo muitas vezes, mas a máquina sempre aparava seus golpes com a espada. Sempre que eu necessitasse, me defendia com o escudo até o momento em que o braço esquerdo - que estava com o escudo - deu câimbra. De fato não consegui mais movimentar o braço esquerdo, pois machucava muito. O autômato veio andando em minha direção, realizando golpes contra mim, minha única forma de defesa seria minha espada, então acabei com os golpes de meu inimigo por um certo tempo. Chegou um momento em que acabei me encrencando, estava sendo atacado e em minhas costas havia uma parede, não havia saída. Só conseguia ver ao autômato adentrando com sua espada em direção a minha cabeça. Por incrível que pareça acabei me abaixa, fazendo com que o ataque passasse diretamente, então tentei usar uma ofensiva sobre meu inimigo, então passei uma rasteira sobre o mesmo o fazendo se desabar no chão.

O autômato demorou questão de segundos para se recompor e logo estava me atacando novamente. Minha câimbra havia passado, então retornei à luta normalmente. Eu tinha que lutar, lutar e lutar, até destruir. Não era simples fazer aquilo, ou não estava os autômatos não têm sentimentos por serem máquinas, ou seja, eu irei destruí-lo, e ele fará de tudo para destruir a mim. O som dos metais colidindo era alto. Às vezes faíscas saltavam, mas a luta nunca acabava, ainda não estava cansado, mas também não tinha mais tanta disposição para treinar. O escudo era fundamental, pois nem sempre conseguia segurar o golpe do inimigo com minha espada.


Os minutos iam passando e o treino estava cansativo demais. Pego um embate com o autômato parecendo uma Guerra Medieval, um atacando o outro sem parar e até que acabo perdendo minha espada, a mesma cai de ponta na terra e é fincada. O terror toma conta do meu corpo e como se o azar estivesse sido pouco, acabou tropeçando em uma pedra localizada ali. Antes de cair, tentei estender meus braços para impedir, o que fez com que o autômato tirasse o escudo de meu braço, me deixando totalmente vulnerável. Desabei de costas no chão, minha única visão era do autômato levantando a espada como um lenhador quando vai cortar uma tora de madeira.  Percebi que aquele golpe seria fatal, juntei toda minha força e o chutei n altura dos joelhos, fazendo ele desequilibrar, me levantei rápido aproveitando a oportunidade e chutei a máquina, foi como ter tenado empurrar um carro com o freio de mão preso. Mas havia dado certo e ele caiu. Aproveitei para procurar e pegar minha espada. Quando fiz, ele já estava próximo a mim.

 
Levantei o escudo no exato momento para aparar o golpe, usando a espada para perfurar seu sistema, que seria um pulmão humano, rolei até ficar atrás dele, e uando a espada dei uma espécie de bandão que o fez cair. Fiz um X no peito da máquina e soquei o rosto, amassando com o escudo registrando que ele não ia levantar.
 

Saindo dali, minha área era um banho.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Flynn Ehlers Sieghart em Sab 11 Jan 2014 - 3:36


Treino de Armas Diversas  II
Por algum motivo o clima no acampamento estava um tanto quanto estranho, os campistas estavam realizando treinamentos mais pesados como se estivessem se preparando para algo que estava por vir. Aquela manhã não era diferente, quando cheguei na arena para praticar com as adagas gêmeas em formato de lua crescente que eu havia criado nas forjas, tive grande dificuldade em encontrar alguns bonecos de palha que não estivessem destruídos pelos campistas. Fazia frio, por esse motivo, vestira roupas mais quentes para que meu corpo não sofresse com o vento gelado. Meus braços continuavam doloridos devido as marteladas na bigorna no dia anterior, durante o alongamento pude sentir uma tênue dor, mas isso não seria nenhum contratempo. — Ok, vamos lá — murmurei pegando no punhal de minhas armas, iniciaria por uma sequência de golpes para me acostumar com elas.

Iniciei golpes cortando o ar, uma sequência de golpes diagonais dando um passo a cada golpe. — Um, dois, três, quatro. Um, dois, três, quatro... — golpes sucessivos em que eu começava a me adaptar. Sentia uma diferença enorme de minhas adagas de ferro estígio para essas. A começar que essas cada uma possuía um peso diferente, uma possuía o comprimento maior e cortava melhor, a outra não tanto. — Essas porcarias de gêmeas não tem nada — olhei para elas fazendo um bico de desaprovação. Mas, havia aceitado o desafio do treinamento inicial de forjas, então, teria que praticar com elas antes de poder me livrar. Segui com mais uma sequência de golpes no ar, dessa vez, realizava golpes de estacar e puxar para a horizontal. Imaginei que enfiava as adagas no estômago de um monstro qualquer e os cortava na  horizontal, não deveria ser algo agradável de se sentir.

Conseguira dois bonecos de palha para treinar. — Você fica aqui, vou te chamar de Palhoso. E você aqui atrás, você pode ser o Palha Ousada, porque essas palhas saindo em sua virilha são suspeitas — sorri enquanto o empurrava e ficava com o rosto diante de sua virilha onde palhas escapavam. Deixei um na frente do outro e diquei no meio dos dois, como se simulasse um duelo contra dois monstros. Posicionei-me e respirei fundo, fiquei alguns segundos pensando em meu movimento contra aqueles seres inanimados que não causariam ameaça alguma. Acertei palhoso com um golpe eu seu peitoral, virando-me velozmente para trás em um giro com a adaga, cortando a barriga do Palha Ousada. Dei um chute no Palhoso enquanto arrancava minha adaga de seu corpo e então golpeei ambos na altura da barriga em um movimento rápido abrindo os braços esticados.

Palmas soaram às minhas costas, virei-me para ver quem era. — Seus movimentos melhoraram, filho de Atena. Mas, essas armas são péssimas. É esse o lixo que os filhos da Deusa da sabedoria usa? — uma garota ironizou, era a filha de Ares que já me atormentara em um outro treino, seu nome era Joanna. — Hm, treino de forjas, são minhas primeiras armas. Não tem relação nenhuma com o meu chalé. — disse sem emoção em minha voz, tirando-as dos bonecos de palha e ficando com o corpo ereto para encarar a garota. — Posso ver? — respondi que sim um pouco envergonhado e então as entreguei. Ela analisou as lâminas e então fizera alguns movimentos ágeis que me fizera temer estar em seu caminho, eu dera dois passos para trás tomando cuidado para não ser cortado pela minha própria criação, o que não seria algo nada agradável para um treino matutino como aquele. Bem, já não se tornara agradável quando aquela garota aparecera.

— Diferença de 150g de peso, além do metal não ser bom para matar monstros rapidamente, tem pouca mistura de bronze celestial. A diferença do fio de corte atrapalha na velocidade dos movimentos... talvez você devesse deixar as forjas para quem realmente entende — não pude esconder minha expressão enraivecida ao ouvir aquilo, ela não precisava jogar em minha cara seu amplo conhecimento por armas. Retornei aos bonecos de palha e vira de o Palha Ousado já estava sem condições para mais uma rodada de golpes. — Muito bem, filha de Ares. Se acha que minhas armas são tão ruins, proponho um desafio — ela já se virava para ir embora, mas ao ouvir a palavra 'desafio', rapidamente se virou demonstrando interesse. — Vejo que você também tem duas adagas gêmeas em seu cinturão. Que tal irmos até aquela parte da arena... — apontei para onde os bonecos de palha eram presos em estacas de madeira e se movimentava de um lado para o outro, ou então subiam e desciam. — ... e vermos quem consegue cortar dez cabeças em menos tempo? — sorri sarcasticamente.

Filhos de Ares, sempre tão previsíveis. Em alguns segundos já estávamos prontos, pedira pra um filho de Hermes cronometrar o tempo de cada um. — Eu vou primeiro — não protestei, acenei para que ela fosse. O filho de Hermes gritou para que ela iniciasse e confesso, que não tinha certeza se conseguiria vencer. Ela se movimentava rapidamente, dando golpes tão violentos, que além de cortar a cabeça do boneco, cortava as estacas em que eles estavam presos. Em questão de segundos, ela havia terminado Retornou com um sorriso triunfante e com olhos que mostravam que ela confiava que não perderia aquele desafio e talvez, não fora uma escolha inteligente tê-la desafiado. Troquei os bonecos de palhas por alguns novos e lobo me posicionei para o meu turno do desafio. Segurei firme os punhais de madeira de minhas adagas e ouvi o grito de partida quando o cronômetro começou a contar.

Minha visão de batalha ficou aprimorada, como se eu soubesse onde cada boneco estava e a distância que cada um possuía um do outro. Cortei a cabeça do primeiro com a adaga em minha mão esquerda, dando um giro e cortando o segundo que passava 'correndo' em minha direção. Aproveitei o impulso da estaca, coloquei um pé nela e saltei para uma outra estava que estava subindo com um boneco. Senti que não alcançaria o seu pescoço, então me segurei na estaca deixando uma adaga ir em direção ao solo e antes que eu caísse, cortei o terceiro boneco. Meus músculos formigavam, sentia meu coração palpitando e minha visão localizava rapidamente cada boneco. Em pouco tempo, conseguira cortar as dez cabeças e o cronômetro fora parado. — E por uma diferença de quatro segundos, Joanna é a campeã do desafio — fora anunciado. Franzi o cenho, jurava que estava indo bem, talvez o tempo em que eu me segurara na estaca e pegara a adaga que caíra, me custara a vitória.

A filha de Ares não deixou aquilo barato, após um grito de vitória, me fizera dizer em voz alta na arena que os filhos de Atena não sabiam fazer armas. Eu disse aquilo, mas assim que ela virou, fiz um sinal obsceno com o dedo, o que fizera os campistas rirem e não levar a sério o que eu fora obrigado a falar. Era quase a hora do almoço quando me arrumei para sair da arena de treinamento, precisava de um breve descanso antes que aquele dia de treinamento continuasse.

Poderes&Habilidades:
Perícia com Armas I ▬ Mesmo nunca ter tocado em uma arma de curta/média/grande distância, sabe utilizá-la de forma razoável.

Agilidade ▬ Utilizando sua inteligência, poderá fazer movimentos mais leves e ágeis, podendo assim, atacar de ângulos diferentes o seu adversário. Porém, nada comparável à um filho de Hermes.

Visão de Batalha ▬ Assim como a coruja parece ter uma visão mais ampla do que ocorre ao seu redor, os filhos da deusa, em batalha, poderão desfrutar de uma visão mais ampla, permitindo assim melhores ataques ou defesas.

OBS.: Esse treino é uma continuação do treino de forjas (clica aqui krids)


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Sam J. Parker em Seg 13 Jan 2014 - 1:54

Swords



A arena, mais uma vez eu estava ali. Sentia a areia em meus pés, e *BUM* o banque foi dado, e quando olhei em volta, um guerreiro surgiu das sombras, fortemente armados, um deles com um capacete de gladiador, com um escudo da legião, e uma gládio. Aquilo eram os jogos de guerra, cada um no acampamento tinha direito de participar e todos de assistir, era um meio de entreter todos em tempos difíceis. Eram como as lutas de gladiadores de antigamente, matar era proibido, mas apenas matar, e todos que se inscreviam, tinham um ódio por mim. Porque? Por ser filho de Marte, acham que não provei o bastante ali. Por isso me inscrevi. Primeiro lutaríamos as eliminatórias, depois as oitavas e assim por diante, até a final no coliseu. Meu oponente, era um grande lutador, tínhamos que nos apresentar e começar a luta, e assim fizemos. Eu lutava com espadas de duas mãos, duas espadas gládio. Apesar de meu oponente ser forte, ele era lento, e com menos, muito menos experiência de luta que eu.

 
Ele me atacou com um golpe de sua espada, girando, tentando me acertar no rosto, protegi com a espada de meu braço esquerdo, usando a do direito para empurrar, e atacar ele a altura do peito, ele protegeu com seu escudo, colocando a frente do corpo. Ele voltou a atacar com a espada, protegi com a direita, ataquei com a esquerda seu escudo, girando o corpo para desviar, ataquei suas pernas, que ele se afastou para desviar. Dei uma risada satisfeita, se tivesse acabado ali, estaria muito fácil. Me afastei andando, e voltei a atacar, atacando ele na altura da virilha. Ele bloqueou, abrindo a guarda, com um movimento horizontal, cruzei os braços e bati de propósito na cabeça dele para deixá-lo tonto. Dei mais uma risada e me afastei, preparando a guarda. Ele atacou em baixo, onde rebati saindo faíscas, girando, percebi que ele havia me encurralado, na borda da arena. Pulei me apoiando em uma borda, depois na altura, passando por cima dele e cortando, de proposito, em seus músculos das costas. Me afastei e levantei as espadas como vitória, naquela luta faria questão de irritar o oponente, que já havia tirado o capacete. Fiquei de costas para ele, e rindo para a multidão. Ele aproveitou, veio correndo, e fez um corte largo em meu braço mais pouco profundo e bateu em seu escudo em minha barriga. Olhei para meu braço, o tamanho do corte, e me irritei. Fiquei as espadas no chão e parti para o combate sem armas.
 

Ele já estava exausto, aquilo não iria demorar, ele me atacou com sua espada, me abaixei desviando, e dei dos jabs em sua cara, ele atacou meu abdome novamente com a espada, dei um pulo de leve para sair do alcance da espada, jogando o abdômen para trás. Ele tentou um golpe com o escudo, agachei novamente, dei dos socos, um com a direita nas costelas, e um entre seu maxilar e o pescoço com a esquerda, escutando um *Tac* dele se soltando, e coloquei toda minha força, socando com minha direita novamente, fazendo ele tombar, com no mínimo três dentes a menos. Ele se levantou rápido, e tentou acertar um golpe novamente com sua espada, que os fez cair, pulei para trás, onde estavam minhas espadas, quando eu as segurei ele já estava tornando a atacar, defendi com uma delas e atravessei a outra em seu ombro até o punhal. Ele gritou de dor, chutei seu diafragma, fazendo o cair, coloquei a espada em seu pescoço. O Senador Galicus, quem tomava conta de arbitrar, deu a luta encerrada e tirando minha espada de seu ombro sorri e fui me embora dali.

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Ares - Conseguiu 100, mas dá pra melhorar muito mais.
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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Gus Owens Pallas em Seg 13 Jan 2014 - 15:48

Apressava alguns passos cintilantes, escorridos pela trilha dos chalés, encaminhando os pés na direção da arena. Não havia acordado para brincar naquele início de manhã, portava uma espada de bronze no palmo esquerdo e um escudo qualquer, na mão direita, focalizando os olhos na estrutura da arena um pouco longe. Certamente, a minha vontade naquele dia era de acabar com alguma pessoa, cortejá-la ou rasgá-la ao meio, a aptidão intuitiva redobrava-se nas minhas orelhas e eu já podia ouvir o ranger das espadas, vindos de dentro da arena, formulando um sorriso malicioso nos lábios.

Não demorou muito para eu chegar até a beira da arena e empurrar seus imensos portões, adentrando-a e logo inclinando o corpo para o lado, seguindo cambaleante para a lateral da estrutura com o mesmo sorriso presente na face. Qualquer pessoa que me visse ali, naquele local, saberia que eu não estava ali para brincar. Rapidamente e, usufruindo das minhas habilidades reflexivas, entoei a espada no ar e reclinei o corpo para baixo, aproveitando-me da presença de um novo e avulso campista, também preparado, à minha frente, descendo a lâmina da espada na altura do seu ombro, sem repensar a ideia mais de duas vezes e ferindo-o gradativamente.

Por ser visivelmente inexperiente na presença do campista, o cortejei, mas logo fui acertado na lateral do tórax, vítima de um corte superficial e feito por uma lâmina. Arqueei as sobrancelhas e retrocedi um passo, transpassando o palmo direito por cima do corte e tentando não soltar urros de dor devido à lâmina pontiaguda que havia me ferido. Sem delongas, avancei na direção do rapaz e girei em sua frente, utilizando os calcanhares para estabilizar-me com elasticidade, cortando a região do seu tórax diagonalmente, com o uso da espada, acertando-o e fazendo-o voltar.

Não demorou muito para ele se erguer novamente e dirigir a espada contra o meu ombro. Ativei o escudo e o firmei no punho, rebatendo a espada com o bronze e fazendo-o retroceder com a pressão proporcionada. Aproveitando-me do desequilíbrio do campista, contornei seu corpo, que estava muito atordoado no chão, transpassando a lâmina da espada de leve pelo seu pescoço e fazendo-o render-se. Espreitei um sorriso malicioso na face mais uma vez, sorriso este que honrava a minha vitória tão estimulante, girando no próprio eixo e caminhando na direção do chalé, cansado e permitindo que o campista se levantasse em seguida, satisfeito.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Dominique A. Fretcher em Seg 13 Jan 2014 - 16:52

Treinando com livros,
já que adagas machucam.

Começo de tarde, a arena estava fazia e o sol alto. Eu havia esperado o melhor momento para seguir até lá, e encontra-la vazia. E lá estava ela, tão silenciosa como eu imaginei. Eu havia passado a ultima noite acordada, pensando. Eu de longe me sentia a mais inútil ali e, como não tinha sido reclamada como filha de um deus, comecei a questionar se realmente era filha de um.
E em meio desses questionamentos eu tive a brilhante – ou não tão brilhante – ideia de ir atrás de todas as armas e estuda-las. Pedi para alguns conhecidos do chalé de Hermes arrumar-me um pedaço de lona, e eles não demoraram a trazer-me o material. Também fui atrás dos campistas mais antigos, para perguntar onde eu poderia encontrar livros com ensinamentos de como se usar certo tipo de armas. Não tardaram a me levar até uma sala que me parecia muito com uma biblioteca, abarrotada de livros, porem, que também pareciam sem muitos cuidados, velhos e empoeirados. Talvez os campistas prefiram a pratica a teoria, pensei, adicionando mais este detalhe à lista de coisas que iam contra essa história de eu ser uma semideusa.
Estiquei a lona em um canto da arena, próxima de alguns bonecos de palha, e em cima dela coloquei uma unidade de todas as armas que nos disponibilizavam ali e alguns poucos livros. Comecei a folheá-los com calma, entendendo perfeitamente o grego antigo estampado nas folhas, começando pelas origens das armas, mais precisamente, os materiais usados para fazê-las, como costumavam serem forjadas e algumas pequenas histórias de como foram usadas. Cada detalhe que eu lia, eu procura na arma ao meu lado, fazendo comparações e tirando conclusões.
Por fim, já haviam se passado horas que eu estava no canto da arena e já conhecia muito bem as armas, pelo menos teoricamente falando. Acontece que eu não me via com uma arma ferindo alguma pessoa normal, mesmo que eu e os demais campistas não fôssemos exatamente pessoas normais.  
Levantei-me para guardar as armas, e não pude resistir a não lançar uma adaga em um alvo que estava a pouco mais de 10 metros de distancia. Mirei bem no centro, confesso, eu era boa de mira, tinha uma visão perfeita, e me lembrei do que havia lido sobre as adagas. Julguei seu peso e calculei minha força, juntamente com a distancia, o resultado não podia ser melhor, havia acertado o centro o alvo. Olhei para os lados, involuntariamente e sorri com o triunfo. Sorriso que logo desapareceu quando desci o olhar para minhas mãos. Nelas haviam pequenos riscos de sangue. Não doíam, mas logo passaram a arder. Me perguntei em qual momento eu havia feito essa proeza enquanto voltava ao lugar onde estavam minhas coisas.

Tratei de terminar de guardar as armas. Rapidamente a lona também estava devidamente dobrada, e eu me dobrava para carrega-la juntamente com os livros para fora da arena. 

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Seg 13 Jan 2014 - 17:37

I'm waking up, I feel it in my bones
Aquele era seu primeiro treino no Acampamento, desde que havia entrado oficialmente para legião. Sempre observava os mais velhos treinarem, principalmente os seus irmãos, apitos a portarem qualquer arma. Quando sua mãe era da legião ela era uma ótima espadachim, e todos esperavam que sua filha também se saísse como ela. Ainda era muito nova e teria um grande caminho pela frente, mas sabia que se fizesse tudo certo também se tornaria uma grande filha de Marte. Quem sabe algum dia poderia chegar ao cargo de pretora? Observou os dois pretores duelando mais para o lado cercado de legionários, realmente era um grande cargo. Foi naquele momento que decidiu que seu sonho seria se tornar a melhor daquele Acampamento, a melhor entre sua Coorte, entre seus irmãos e então assumiria o cargo de Pretora. Voltou a encarar o boneco automato na sua frente, um filho de Hefesto havia dito que era apenas clicar no botão da testa dele, já que aquele boneco sempre estava programado para ser o nível um, pois era para iniciante. Apertou o cabo da sua adaga com força, ela era pequena e não sabia o que uma arma daquele podia fazer com um boneco lutador, mas lutaria até o fim. Deu alguns passos em direção ao boneco e apertou o seu botão na testa, imediatamente seus olhos ficaram vermelhos e partiu para cima da filha de Marte. A menina rolou para o lado fugindo da primeira investida com a espada do boneco e se levantou tentando acertar o pescoço dele, mas o golpe passou longe e o boneco lhe deu um golpe no rosto com o cabo da espada. Ashley caiu no chão com o nariz sangrando e soltou um pequeno gemido de dor, daquele jeito ia acabar morrendo, tinha que aprender a se defender. O boneco não deu tempo para que ela se recuperar e atacou de novo, dessa vez girando a espada e tentou cortar o braço da garota que por vez segurou a adaga com as duas mãos e impediu que o golpe chegasse até seu corpo. Sua respiração já estava descontrolada e seu corpo aos poucos começava a ceder à atividade, afinal embora sempre brincasse, era diferente de concentrar forças em defesas e ataques, ainda mais para uma menina de oito anos. Mas aguentaria, aguentaria até o final e então ela atacou o boneco.

Deu uma rasteira no boneco e conseguiu derrubá-lo no chão, tentou cortar o seu braço que segurava a espada fora, mas este se protegeu com o escudo, depois fez força e empurrou a menina que mais uma vez caiu no chão. Esta se levantou rapidamente e correu gritando na direção do boneco, quando ele fez um golpe reto na horizontal por puro instinto se agachou e aplicou o mesmo golpe do boneco. Conseguiu cortar a sua perna e quando este caiu a sua espada passou pelo rosto da menina de modo que cortasse  a sua bochecha. Segurou dessa vez a dor para si mesma e recuou um pouco, não sabia se o boneco iria voltar a funcionar. O sangue quente ainda escorria por seu rosto, pelo visto o corte havia sido mais profundo do que imaginava e certamente ficaria uma cicatriz. Sua primeira cicatriz. O boneco de mexeu e ficou em pé mais uma vez, estava cambaleando, mas pelo visto ainda conseguia lutar. Ele atacou correndo para cima da filha de Marte, que deu dois passos para o lado quando o boneco tentou uma investida direta em sua barriga. Em seguida o boneco rodou a espada e ela girou o corpo indo para as costas do boneco e lhe cortou ali, porém não fundo o suficiente para que tivesse algum efeito concreto nele. O boneco atacou mais uma vez, dessa vez na altura da cabeça, mais uma vez agachou, mas era como se o boneco soubesse o que ela iria fazer e lhe deu uma rasteira. Caiu no chão e quando viu a espada vindo na direção do seu pescoço rolou para o lado, por sorte a espada ficou presa no chão e aproveitou para pular nas costas do boneco e lhe ficar a adaga bem na cabeça. O autômato parou de se movimentar e caiu no chão levando junto a pequena legionária, que bateu a cabeça com tudo no cabo da adaga. Sentou-se ao lado do boneco passando a mão pela testa e percebeu que alguém lhe observava, ao olhar para trás encontrou a Hannah lhe olhando com um sorriso. Talvez ter recebido aquele sorriso de seu objetivo fora o melhor incentivo que poderia ter acontecido em seu primeiro treino.



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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Siobhan O'Connell em Seg 13 Jan 2014 - 19:12



Shining like a fiery beacon.

Depois de tantas semanas aqui no acampamento, podia dizer que já sabia todos os cantos como a palma da minha mão. E ainda por cima, nos treinos. Semideuses entreajudam-se ao trocar dicas e ideias para melhorar as técnicas dos novatos que acabavam por indo chegando aos poucos e poucos. Muitos veteranos mantinham sempre uma expressão mais amigável e com paciência de mil santos ao ensinar fora do tempo de treinos com professores. Não tinha acordado à muito tempo, ainda tinha o meu corpo cansado e os meus olhos pesados de sono. Esfreguei-os por alguns segundos e um bocejo soltou-se dos meus lábios. Não deveriam ser mais do que as sete da manhã.

A confusão que era o chalé de Hermes era inexplicável. Até dava vontade de separar um pouco da barulheira de lá e vir treinar um pouco para não ficar enferrujada. E felizmente, tinha sido uma grande ideia. Praticamente, o campo de treinos era só meu. Dos meus cansados olhos conseguia distinguir pelo menos quatro semideuses já a treinar furiosamente uns contra os outros. Só pela forma de como batalhavam, era fácil de se dizer que eram veteranos. As espadas dançavam à medida que faíscas saiam quando chocavam uma contra as outras. Um dia ansiava batalhar assim. Eles nunca falhavam uma batida, porque se isso acontecesse, o jogo terminava. A perícia que colocavam, era como se a sua vida estivesse realmente em risco. Um deles notou-me. Fez um sinal com dois dedos levantados e todos eles pararam.

A saliva que tentava engolir, custava agora a descer. Não queria interromper o treino deles. Só achava fascinante como eles lutavam. Pois... e agora explicar-lhes isso? A garota morena, agora que me enfrentava de frente, fez sinal para eu me aproximar deles. Um pequeno convite. Será que queriam que eu me juntasse a eles? Oh eles não sabiam como iria parecer mal ao lado deles. Soltei um prolongado suspiro ao levantar os meus olhos, que miravam o chão, em direção deles. Todos eles tinham pousado as suas armas confortavelmente e me olhavam como se fosse a nova carne da zona. Odiava isso.

Novata? ela perguntou levantando a espada pelo seu cabo e descansando-o no seu ombro. Não conseguia perceber de quem ela era filha. Não podia ser Ares, porque não transbordava aquela agressividade do seu corpo.

— Pode se dizer que sim... ­— respondi um pouco incerta. Ponderei por momentos a minha próxima resposta. A verdade era que ainda ninguém me tinha reclamado e isso fazia-me confusão. Pois parecia que quer quem fosse a minha mãe ou pai, tinha me deixado para ultimo plano. — Tenho algum treino com espadas, mas nada de especial. 

Percebo... — ela falou prolongando um pouco as sílabas como se pressentisse que tinha tocado num local sensível. Já que tens algum treino porque não te juntas a nós? Estamos a experimentar várias armas, entras?  ao terminar, nem me deu hipótese de recusar. Atirou a sua espada contra mim, e sem dificuldades, apanhei-a.

Os garotos que batalhavam um contra o outro uns metros à direita de nós pareciam ter nascido sabendo manusear uma espada. Tornavam aquilo tão fácil como se fosse como respirar. Ouvi de surra, o som de uma espada a vir em minha direção e apenas tive alguns segundos para me desviar. O meu coração disparou que nem um tambor com a súbita adrenalina a invadir o meu corpo. Passou por milímetros à frente do meu nariz. Como se a pessoa tivesse calculado perfeitamente a distância entre me magoar e não. Olhei de repente para o lado e era a garota morena com uma cara entediada.

Nunca desviar a atenção do teu inimigo. Pode custar a sua vida. ela falou lançando novamente a espada contra o meu ombro. Mas, felizmente, a minha agilidade era mais rápida que o seu movimento lento da espada.

Queria resmungar e dizer que já sabia disso à muito tempo, mas não tinha ego para fazer isso agora. Ela, de fato, tinha me apanhado desprevenida. A espada lançou-se mais uma vez a mim. Desta vez, estava a contar com isso. Bloqueei o seu movimento a meio do ar e segui para dar eu o meu golpe. Ela defendeu. Lancei outra vez. Defendeu. Bufei enervada com a repetição e do som que as espadas faziam ao chocarem uma na outra. Veteranos estavam noutra liga. Seria impossível, eu, conseguir derrota-la.

Quando vi a sua espada a aproximar-se, deu um pequeno passo para o lado oposto da lâmina. Tinha encontrado um ponto em aberto que ela deixara muito inocentemente. Mas como eu me engava. Não passava apenas de um engodo. Mal tentei fazer eu o seguinte passo, ela largou a espada e deu-me uma cotovelo no meu braço. A dor encheu o meu corpo. A força que possuía, abandonou-me e não tive hipótese senão largar a minha espada e render-me.

— ­Nunca na vida iria derrotar-te. — os meus cabelos ruivos tapavam-me a vista. Estava dobrada enquanto agarrava pela minha vida o meu braço. Seja o que ela tivesse feito, doía horrores.

Isso é verdade... — ela concordou ao ajudar a compor-me. Mas apenas te falta treino. Não desanimes, um dia estarás a nossa altura. E aí voltaremos a combater. Que tal?

F
oi reconfortante ouvir palavras como aquelas. Davam esperança a qualquer novato que, um dia, chegar aos calcanhares da pessoa que tanto admiravam. Ou talvez, ser o próximo mentor da seguinte geração de semideuses que estivesse para vir. Ficamos a rir por uns momentos, aproveitando para trocar algumas ajudas para melhorar a minha técnica. Agradeci no final pela ótima manhã e voltei para o meu nunca silencioso chalé de Hermes. 
 
 

 
 

 eu | outros | narrador
thanks tess

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Logan K. Scheubaer em Seg 13 Jan 2014 - 20:36



Having fun with a lance

When the lights turned down, they don't know what they heard, strike the match, play it loud, giving love to the world, we'll be raising our hands, shining up to the sky, 'cause we got the fire ------------------------------------------------------------------------


Adentrei a arena quando o céu ainda estava claro. Na verdade, ainda era o início da manhã. Por isso pouco campista ali estavam. Tinha pensado em treinar arremesso de facas, entretanto não tinha idéias de como começar. Parecia que iria ter que voltar a ter que treinar com uma espada, porém vi em um canto uma arma que nunca tinha tocado antes na vida. Uma lança.

Ela não era complexa, muito menos bonita. Apenas um bastão de fibra de carbono com uma ponta metálica no topo. O mesmo em pé era quase da minha altura, a não ser por alguns centímetros. Segurei firmemente com as duas mãos a arma e comecei a montar estratégias e posicionamentos que poderia fazer.

Alinhei dois bonecos do mesmo material que a lança a minha frente e um do lado esquerdo e outro do lado direito. Pretendia não demorar muito ali, por isso tentei fazer movimentos rápidos e mortais. Bati a base da lança no chão e suspirei, fazendo minha respiração pesada voltar ao normal e aumentar meu equilíbrio com aquela arma.

Sentindo-me pronto segurei com as duas mãos a lança, sendo a mão direita mais perto da ponta afiada. Olhei para os bonecos e falei um pouco mais forte que o normal para eles ativarem. Uma cor vermelha vibrou onde deveria ser os olhos dos mesmos e suas articulações começaram a se mover. Um apito soou dos quatros bonecos indicando que o treinamento estaria por começar.

Coloquei meu pé direito a frente do meu corpo criando uma estabilização melhor e eles começaram a atacar. Por minha sorte eles estavam sem arma e no modo fácil, pois já comecei levando um soco na minha barriga e uma rasteira de outro boneco, levando-me ao chão. Levantei-me rapidamente e corri para um pouco longe dos bonecos. Os mesmo correram em minha direção e coloquei-me pronto para o ataque. Enfiei a ponta da lança na barriga de um dos bonecos que não teve tempo para reagir e desligou-se, declarando-se morto. Infelizmente tinha abaixo a guarda e acabei levando um chute do meu lado direito. Perdi o equilíbrio e cai.

No chão os três que restaram vieram ao meu encontro e começaram e me chutar (Violentos? Não... Imagina). Cansado disso segurei firmemente a lança e dei uma rasteira em todos com a arma, deixando-os caídos no chão. Rapidamente apoiei a base da lança no chão e levantei-me. Enfiei minha espada na cabeça de um que ainda estava caído e mesmo desligou-se. Olhei por trás do ombro e vi que um dos bonecos estava por me dar um soco, entretanto abaixei-me e enfiei a ponta afiada da lança na barriga dele. O mesmo desligou-se a caiu desfalecido no chão, revelando por trás o ultimo que sobrara em pé.

Ele tentou socar-me com o punho esquerdo, porém defendi-me com o cabo da lança, que por incrível que pareça não tinha quebrado. Observei o movimento do outro braço dele se movimentar e parei o outro soco com a lança. Sua perna esquerda tentou chutar minha lateral, entretanto girei a lança em minhas mãos fazendo com que a ponta afiada ficasse direcionada para o chão e finquei em sua perna ainda no ar. Aproveitando que o mesmo tinha baixado a guarda enquanto trazia sua perna ao posicionamento original, girei a arma outra vez em minhas mãos e em movimento transversal cortei do abdômen até o ombro esquerdo do boneco. O mesmo cambaleou um pouco para trás, aproveitando a situação chutei-o fortemente na barriga e o mesmo perdeu o equilíbrio caindo para trás. Enfiei minha lança no crânio do boneco e o mesmo desligou-se como os outros.

Esperava que meus inimigos fossem fracos como aqueles ali quando estivesse apenas com uma lança.



~Amaury

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Britt Scroll em Ter 14 Jan 2014 - 11:25

[color:a4d8=#000]Entrei na arena quando estava amanhecendo. Pensei em treinar arco e flecha nunca tinha feito, mas com coragem peguei a arma vi um alvo e comecei a atirar, para minha primeira vez estava ótima pós não errei nenhuma.
[color:a4d8=#000]Fiquei por horas treinando então pensei em treinar outra coisa e peguei uma lança e comecei a arremessar, não sei porque mas tudo que eu fazia com armas eu era boa, enquanto eu estava lá queria descobrir de quem eu era filha pois eu ainda não sabia e estava indignada mais continuava a treinar. Depois de tanto treinar decido voltar para o meu chale..

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Bellarus Aien em Ter 14 Jan 2014 - 20:25

Meus pés me guiaram em direção ao campo de treinos. Dessa vez era diferente. As inúmeras armas de diferentes tamanhos, formas e materiais estavam dispostas de maneira bem organizada.  Respirei fundo. Tinha que conter meu mau humor ou ia acabar usando aquilo para matar alguém ao invés dos bonecos de palha.

 

Aproximei-me mais ainda de onde estavam as armas. Meus passos eram lentos e meus olhos avaliavam tudo cuidadosamente enquanto eu prendia a respiração. Estava ficando empolgada com a perspectiva de usar um daqueles objetos. Juro que se não estivesse toda doía pelo combate de merda anterior, meu humor de bosta teria melhorado. 

Mas não. Eu TINHA que estar mais dolorida do que alguém que passou a noite inteira... Bem, isso não é relevante. Balancei a cabeça a fim de afastar tais pensamentos; para – pelo menos uma vez na vida – aproveitar alguma coisa direito. Tenho que admitir que nada nesse mundo estava mais sustentando minha atenção, e era tudo uma grande bola de lixo. Escória.



No meio de minha discussão interna, meus olhos avistaram uma arma que despertou minha atenção: o chicote de couro clamava por minhas mãos, e atendendo seu pedido fui até ele.  



 Tomei-o entre os dedos, estalando-o uma vez no chão, e – debilmente – acertando meu próprio pé. A dor logo fez-se presente; me fazendo xingar em palavreados de baixo calão nas diversas línguas que sei falar.


Parabéns, Bellarus. Além de lascar com a sua cara e perna, lasca o pé também. Fique longe das lâminas, vai que você arranca os dedos fora. Enfim; além do chicote peguei um par de adagas que descansava em seu apoio. Caminhei lentamente carregando os equipamentos para perto de dois bonecos de palha. Pousei tudo ao chão e suspirei;

- É, Aien. É hora do trabalho. – peguei as duas adagas, girando-as entre meus dedos, impulsionando o corpo numa corrida enquanto posicionava as armas em x em frente a meu corpo, usei uma pedra que havia ali de apoio e lancei-me contra o boneco, movendo os braços a fazer exatos dois cortes – um no peito e outro na barriga do boneco que soltou pedaços de palha. Sorri, girando o corpo e girando também a adaga para fincá-las na altura de seus ombros.



 Tirei-as e continuei com uma seção de diversos cortes e furos. O boneco começava a soltar muita palha quando larguei as adagas e peguei o chicote. Minha respiração estava ofegante e pequenas partículas de suor brotavam-se de minha testa. Meus olhos ardiam, me fazendo piscar e derrabar minúsculas lágrimas quando o fazia.



 Segurei o grande chicote em minhas mãos; devia ter uns dois metros de comprimento e o couro era quase quente, sorri abertamente, estalando-o (certificando-me de o fazer bem longe de meu pé) o chão recebeu um ralado.


Aproximei-me de novo do boneco, respirando fundo. Girei o corpo estalando o chicote para frente enquanto fazia alguns passos para trás. Jogava o chicote contra o peito e joelhos do boneco, ás vezes fazendo-o enrolar-se contra a palha.



- Isso! – comemorei, parando de prestar atenção em meus movimentos e enlaçando minha própria perna, fazendo-me ir de encontro ao chão. A dor era forte quando me levantei e já fora do sério recolhi as coisas. Caminhei mancando até onde elas estavam e deixei tudo organizado ali, direcionando-me para saída.

OBS:
O post está sem template pois o mesmo está o 'bugando', porém é só esse post até eu poder arrumar-lo.

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Sam J. Parker em Qua 15 Jan 2014 - 0:53





Coliseum II



Aquele prego em meu peito, ardia muito, apenas não era pior do que a dor. Meu dia havia começado novamente na arena, assistindo as lutas, uma por uma, apenas para ver quem seria meu adversário. Anunciaram que meu próximo oponente seria Ethan, um brutamontes, que parecia mais um monstro que qualquer outra coisa. Ele tinha uma cara carrancuda, de cabeça raspada, com apenas uma barba. Sai dali, indo descansa, e senti um aperto no braço, era o senador Galicus. – Amanha, você tem que... – Tirei a mão dele de meu braço e olhei com desprezo para ele. – Não me de ordens, amanha eu venço, venceria até de olhos vendados. – E sai andando.
 
Fui preparado para o combate no outro dia, com minhas lâminas, duas espadas de metal em cada mão, já preparadas. –Agora Sammuel versus Ethan. – novamente o coliseu gritava com um bando de animais famintos por sangue. – Só que, Sam, para provar-se como líder, aceitou lutar contra seu oponente vendado. – Disse o Senador. Eu não havia concorda... Filho da mãe, só porque eu disse aquilo, ele alterou minhas palavras aquele lixo, eu iria matá-lo. Indignado, olhei para Ethan e balbuciei, “Não tenho nada a ver com isso, querem que eu perca.” Assim como eu ele se irritou, mas queria ganhar então não se opôs a minha venda, outro maldito romano que não prestava.
 
Me coloquei em posição de batalha com a venda nos olhos e ódio no coração, meu adversário, bateu em seu escudo, me alertando onde estava. Escutei seus passos vindo, e abaixei na hora de seu ataque, desviando da lâmina, e tentando atacar onde ele provavelmente estaria, com uma perfuração, ele bateu com sua espada em minha lâmina, meu corpo movia-se como se enxerga-se, minha outra mão atacou na altura de onde seria um bíceps, senti o escudo dele defende-o. O movimento do ar mudou, ele estava tentando me atacar novamente, abaixei de novo para me esquivar, atacando com minhas duas espadas em um movimento uniforme onde seria seu peito, senti seu escudo de novo, separei meus braços fazendo um X com os próprios, num movimento de separá-los, assim como separar o escudo do meu adversário, sentindo ele distanciar, e sair do alcance do meu tato. Ele me atacou com sua espada em quanto isso, “Para atacar com uma espada deveria estar perto”, pensei, mergulhando na direção de onde possivelmente ficaria sua perna, sentindo ela, impulsionei meu corpo para frente, sentido ele desabar no chão, puxando-o pela perna, subi até sentir seu tronco, e apalpei seu braço até achar sua mão, bati ela várias vezes no chão até ele soltar a arma. Ele se virou, me derrubando, ficando de costas para o chão, fiz uma guarda fechada para que ele não se levantasse. Quando senti sua mão em meu rosto, depois de vários socos acertados consecutivos, minha boca corto, senti meu rosto inchar, fiz de tudo para agarrar seu braço e fiz um triângulo nele, esperando que ele apagasse. Quando senti minhas costas saindo do chão, meu único pensamento foi, “Merda, estou lascado!”.  Quando minhas costas encostaram no chão, o sangue saiu pela minha boca assim como meu ar. Meio tonto ainda, me pus de pé, sentido que meu adversário não se encontrava mais ali. Tentei sentir alguma mudança no ar, ou quem sabe ele, esticando os braços, o que não me serviu de nada,  senti uma forte dor na canela que me fez cair chapado no chão, com muita dificuldade para levantar, tentei levantar devagar, recebendo um chute cara, fazendo meu nariz sangrar ainda mais, tentei me por em pé mais uma vez, e outro chute no mesmo lugar foi dado, me fazendo desabar no chão, de barriga para cima, respirando com dificuldades. Levantei rapidamente, conseguindo ficar em pé, e senti algo frio cortando meu peito, e uma forte dor vir logo em seguida. Sabia que ele não iria parar por ali, abaixei para me desviar de seu próximo golpe, e senti meu braço ser cortado, não ligando para dor, lacei seu braço, soquei com força da esquerda para a direita com meu punho direito seu rosto, coloquei um pé em sua barriga, segurei pelo pescoço e girei com ele para trás, dando uma cambalhota com ele, me pondo por cima dele. Soltando minha mão de seu pescoço, soquei um pouco acima, dando uma sequência de socos, esquerda, direita, esquerda. Ele me enforcou, pondo-se em pé, e me empurrando até a parede da arena. Tentando enforcar ele de volta, senti três socos em meu rosto, estava quase desmaiando, até ser jogado mais uma vez no chão. Sentia um líquido quente escorrendo pelo meu rosto, deveria ser sangue. Senti então um prego em meu peito, de onde ele diabos tirou um prego não imaginava, deveria estar solto pela arena, como meu sangue neste momento, e urrei de dor. Empurrei ele o máximo que pude para longe com meu pé e levantei. Me aproximei da parede, para ter certeza que ele não me atacaria pelas costas, pressenti um ataque vindo novamente, e fui para a esquerda ouvindo o barulho da espada batendo na pedra. Passei a mão onde havia escutado o barulho, até sentir seu pulso e segurei, girei passando por baixo de seu braço, alcancei sua nuca, e empurrei sua cara com toda a força na parede. Ouvi o barulho de algo quebrando e joguei ele no chão. Apenas escutei a multidão uivar, e Galicus, me declarar vitorioso. Tirei a venda e levantei os braços com a vitória, comemorando, até escutar os médicos se aproximando ali mesmo para cuidar de mim.


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Britt Scroll em Qua 15 Jan 2014 - 10:59

Entro quando o céu já está claro e penso em treinar arco e flecha cansada porque não dormi nada a noite mesmo assim ainda quero treinar.
Pego o arco e a flecha, procuro um lugar para mim acertar, mas não acho o lugar certo continuo procurando e encontro o lugar miro e não consigo acertar,depois de umas três vezes consigo acertar, procuro um lugar mais difícil, e encontro o lugar ideal nem tão difícil mas nem tão fácil miro e desta vez acerto de primeira, fico feliz mas sei que foi pura sorte pelo menos isso eu tenho muito, cada vez eu vou procurando um lugar mais difícil e ficando cada vez melhor.
Depois de horas treinando decido ir descansar um pouco então penso em ir para meu chalé dormir um pouco..

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Angel Hutcherson em Qua 15 Jan 2014 - 12:38


We Train?

Eu estava indo para a aula de esgrima do acampamento, segundo meu relógio não estava atrasada, então não excitei em caminhar com calma. Andei pelo Acampamento Meio-Sangue observando os campistas nas suas atividades diárias, alguns até se preparavam para ir a aula de esgrima. Olhei no meu relógio novamente: ainda sobrava uns dez minutos para o treinamento começar, então decidi dar um pequeno passeio. Dei um leve sorriso maléfico e irônico, eu ia me divertir bastante... Fui para um canto no Acampamento perto do Arsenal, então fechei os olhos e me concentrei, quando abri os olhos, uma cratera se formava em minha frente, a cratera ia se abrindo até que vi uma pata, o buraco se abriu mais e um Cão Infernal saltou para fora da cratera, ele latiu para mim mas logo notou que eu era um Filho de Ares. Fiz carinho no focinho do bicho e então montei nele.

 E ai amigão, vamos dar uma volta, depois siga direto até a arena, onde terá aula de esgrima. — Ele latiu em concordância, e o sorriso em meu rosto ficara mais extenso. Eu quase caí do Cão quando ele começou a correr de um lado para o outro no Acampamento, me segurei forte, não queria quebrar um osso antes da aula. O Cão continuou à correr, adentramos a floresta e ele pulou o riacho, continuamos desviando das árvores, até que ele deu meia volta e corremos para sair da floresta, nesse tempo, tentei me concentrar no relógio, e eu ainda tinha um tempo. Passei por frente do estábulo, os cavalos relincharam, curvamos a Casa Grande e contornamos ela, então seguimos para o rio do acampamento, paramos lá e o Cão Infernal tomou um pouco da água, o ruim de se andar livremente com um cachorro enorme por um Acampamento é que todos ficam olhando para você, como se não tivessem nada para fazer. Disse para o Cão para seguirmos rumo a Arena, então ele obedeceu e correu rápido como nunca. Parei na frente da Arena, três campistas já estavam lá: Victor, Phillipe e John. Eles pareciam ouvir a explicação do instrutor, Pedro, sobre a aula, desci o Cão e corri até lá para ouvir também. 

— Volte de onde veio, obrigada pela carona. - Disse ao cão, então, me aproximei de Pedro, peguei uma espada de madeira e me sentei no chão. Tirei meu tênis e massageei meus pés, estavam doendo um pouco, não sei o motivo pois eu não sou de caminhar, sério, eu sou um pouco sedentária. Olhei para meu pé "sujo". "Mas... Que Ares é isto?" Me perguntei. Peguei meu tênis e o coloquei de volta. Me levantei quando Pedro disse para alongarmos. Fiz algumas posições e corri um pouco para aquecer. Observei os cones e os bonecos ali no lugar, Pedro deu um exemplo do que deveríamos fazer então observei os outros correndo em zig-zag e depois batendo no boneco, todos foram bem, mas estava na hora de eu ir bem.

Girei a espada de madeira na minha mão, ela era leve, bonitinha, mas infelizmente não cortava. Me posicionei em frente a uma fileira de cones. Estralei o pescoço e comecei a correr em zig-zag, passei por todos os cones e quando cheguei no boneco, erigi meu braço direito na diagonal e desci forte, acertei a costela do boneco. Olhei o resultado: Costela esquerda quebrada. Na minha mente, o resultado daquele golpe foi mais ou menos isso: Você foi uma droga Angel. Respirei fundo e voltei até atrás do cone novamente. Corri de novo, passei por todos e então chegou a parte do boneco, não diminui a velocidade e voltei meu braço pra trás, parei por um segundo, então dei um giro com o braço em um golpe vertical, acertei a lateral do pescoço do boneco que quase caiu. Me virei para o resultado: Desmaio temporal com machucado do pescoço. Bufei. "Hunf... Boneco idiota..." Pensei. Peguei minha espada e fui tentar de novo, meus resultados estavam horríveis. Corri em zig-zag novamente pelos cones, botei a maior velocidade possível, quando chegou no boneco, erigi ridiculamente meu braço para cima, eu havia perdido a velocidade, o golpe sairia ruim com certeza. Quando desci o braço a espada atingiu o ombro do boneco, resultado: Pequena dor no braço. Fiquei com raiva daquilo, eu não sabia que era tão fraca... Mas... Talvez não fosse isso, talvez fosse o jeito que eu manejava a espada e localizava o golpe. 

Dei mais um de meus sorrisos irônicos e então voltei ao fundo dos cones. Corri por eles, agora eu já estava acostumado em passar por entre os cones, podia correr com velocidade mais alta, o que já era uma vantagem. Enquanto corria já coloquei minha espada para trás, como pronto para dar um golpe. Tentei imaginar os pontos fracos do boneco, me concentrei bem nele e chegando perto... Eu pulei. Pulei de leve mantendo a velocidade pegada na corrida pelos cones, o pequeno pulo, fez com que eu pegasse ainda mais rapidez e agilidade, pronto para dar o golpe. Mantive minha força no braço que segurava a espada: o direito. Em menos de meio segundo senti meu braço esquerdo leve e fraco como uma pena. Girei meu braço direito pronto para dar o golpe, virei com toda minha força e agilidade possível, mirando no ponto onde eu achava mais fácil e fatal de se acertar: a cabeça. A espada bateu na bochecha do boneco, levando a cabeça dele a girar, ela foi pro lado com tudo, e com mais um empurrãozinho de força, a cabeça girou completamente, dando uma volta no corpo, como naquele filme do O Exorcista, a cabeça girou uma volta completa e caiu no chão. Eu me abaixei após o golpe, peguei a cabeça e levantei-a, em sinal de vitória. Em seguida apenas guardei a cabeça e a espada no lugar correto e caminhei direto para meu chalé, precisava de um banho e de tênis limpos.







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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Stephen Hamish Baratheon em Sex 17 Jan 2014 - 18:05

Perícia em Arco
Earth angel, earth angel...will you be mine? [...]

Acordei e bati a cabeça no canto da cama de um filho qualquer de Hermes que me acolheu assim que cheguei ao Acampamento. Ele já parecia ter saído fazia tempo e a cama estava desarrumada com os lençóis escapando pelos dois cantos superiores do colchão. Tomei um banho o mais rápido que pude, fazia apenas um dia que estava ali, porém tudo estava parecendo se encaminhar. Precisava treinar, o mais rápido e cedo possível, minhas técnicas precisavam ser desenvolvidas se eu quisesse realmente ser digno de reclamação de uma das deusas, seja lá qual delas era minha mãe. Saí do quarto com o sol ainda baixo no horizonte, o dia estava nublado, mas não parecia dar sinais de chuva; o chão estava coberto de folhas, afinal, era inverno. E as árvores secas e escuras se estendiam aos lados da passagem, cada galho parecia brigar com os da árvore ao lado para abrir caminho ao céu em dias de verão. Suspirei, caminhando a passos lentos em direção à seção de treinos de armas diversas. O arco parecia ser um bom instrumento para começar.

O local estava vazio. Era uma área desmatada, com dezenas de árvores em sua periferia, os alvos se distanciavam do espaço para atirar em uns cinquenta metros. Suspirei e olhei para os lados, graças aos deuses aquele lugar estava vazio; ninguém veria, pelo menos por enquanto, minha falta de qualquer habilidade com armas. Fui até o canto onde os arcos se encontravam espalhados ordenadamente na parede. Fechei meus dedos em torno de uma madeira maleável, sustentada com algumas argolas de ferro e aparentemente novo. Pegando uma aljava repleta de flechas com penas de ganso presas à ponta traseira, fui até a posição marcada pela terra batida. Comprimi e estiquei os dedos usados para puxar a flecha, suas pontas estariam estourando com bolhas por todos os lados daqui a dois dias, mas tentei afastar o sentimento das ideias. Fechei minha mão em um punho e logo após a abri, pegando uma flecha com dois dedos e a posicionando em seu lugar. Puxei um longo suspiro e prendi a respiração para ter mais precisão no tiro. Soltei a flecha que saiu com um silvo do meio do arco. O estalido, cinquenta metros a frente, surgiu como um crec logo depois. Não foi precisamente no centro, na verdade não foi precisamente a lugar algum. A flecha acabou cravando dez metros acima do alvo, em um pinheiro que se erguia por trás do alvo. Pisquei os olhos e tentei mais uma vez, nesta a flecha aprofundou-se na palha do alvo, porém não foi muito mais perto, acabou por nem acertar a maior circunferência. E tentei uma terceira vez ainda paciente. A flecha se aproximou, ficando cinquenta centímetros afastada do centro, mas entrou até apenas a metade do cabo.

Agora eu podia ouvir outros campistas ao longe, pareciam lutar com espadas ou algo assim. O barulho de aço em madeira era bem característico. Meu coração bateu freneticamente, na ânsia de que alguém chegasse; o que, por fim, não aconteceu. Quando deixava de respirar eu sentia cada parte do meu corpo contribuir para algo, algo que eu ainda não sabia o que era. Meu TDAH nunca me deixara em paz antes, mas naquele instante não sentia nenhum impulso para fazer outra coisa ou me entreter com algo mais. Tudo o que precisava era da batalha, do suor escorrendo frio pela nuca e a respiração se controlar para mandar finalmente uma flecha pelos ares. Cerrei os dentes, procurando o alvo e uma posição, parecia que estava melhorando, mas precisaria de muito mais para se tornar decente, ao menos.

Baixei o arco que sustentava com a mão esquerda e respirei por alguns minutos, a técnica de prender e soltar a respiração acabava por cansar os braços e o tórax assim como ao pulmão. Por fim voltei à posição inicial, prendendo a respiração e puxando a flecha, desta vez até a bochecha. Conseguia sentir a pena longa e cinzenta de ganso tocar-me o queixo. A soltei, e assim como as anteriores saiu rapidamente da minha visão. Voltei a vê-la quando penetrou na palha como se fosse... palha; só dava para ver seus últimos cinco centímetros, em que as penas encontravam-se amarradas em torno do final da madeira. A força fora realmente brutal, comparando às anteriores, mas ainda teria de praticar muito. A flecha entrou no alvo ainda mais longe que a anterior, não voando para o meio da mata graças a uma pequena árvore que agarrou-a. Fui para o alvo seguinte, era mais perto e me dava mais chances de acertá-lo, mas estava convencido de que deveria jogar algumas flechas contra ele. Ele era de  madeira velha e segunda qualidade, quadrado com uma pintura antiga que descascava, em círculos vermelhos e brancos alternados, já parcialmente despedaçado pelas sofríveis flechadas que havia levado. Mas puxei uma flecha e soltei com quase toda a força que poderia lançar.

A ponta de aço produziu uma rachadura que se estendeu por todo o alvo de setenta centímetros e pedaços de madeira voaram por todos os lados. 'Mas que m... eu fiz?', suspirei colocando o arco de lado e ambas as mãos na cabeça. 'E se descobrirem que fui eu?', respirei pesadamente, imaginando quais seriam as tarefas que teria de cumprir dali para a frente, começando por lavar o chalé, se é que alguma deusa iria me admitir; ter de fazer comida ou algo assim. Minha cabeça girou e tudo o que consegui pensar foi em sair dali antes que chegasse alguém.

Off.:
*O subtítulo foi por falta de criatividade | [...] my darling dear, love you all the time; i'm just a fool, a fool in love with yoou


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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Guilherme Diass em Sex 17 Jan 2014 - 21:06

guilherme estava cansado da viajem ate long island para o acampamento meio sangue ele avia chegado a noite para pegar menos transito mais isso não avia adiantado como ele não sabia qual era seu pai ou mãe deus por que avia sido adotado foi mandado para a casa grande de onde foi mandado para treinar ate que descobrissem quem eram seus novos irmãos e irmãs chegando a arena de treino viu muitos outros semi deuses com espadas e laças ele foi ate uma mesa com varias armas e escolheu uma adaga dourada ele estava a 10 metros de distancia de um boneco de palha ele mirou e atirou a adaga que logo acertou no tronco na altura do umbigo 
-ate que não sou tão vesgo assim .
então pego uma espada e vejo 3 bonecos perto a min então corro e salto e quando comesso a deser vaso um movimento circular com o corpo e corto a cabessa dos 3 bonecos eu pencei cmg mesmo ual sou forte em
mas como era meu primeiro treino nao quis abusar do meu corpo coloquei as armas novamente na mesa e sai fui ate o treino de estrategias em combate

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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Damon R. Grint em Sex 17 Jan 2014 - 23:56


Treino com Adagas


Foi difícil de primeira para eu acreditar mesmo que deuses olimpianos existiam e que eu seria um filho deles, eu era um semideus. Tudo ficou muito confuso quando meu melhor amigo tirou as calças e vi que ele na verdade era metade homem e metade bode.


Eu já estava no Acampamento Meio-Sangue há vários dias e nada do meu pai – eu morava com a minha mãe – celestial me reclamar. Sempre treinando duramente, mas nada. Quíron dizia que eu teria que ter paciência, isso demorava. Então me conformei, afinal, eu havia passado da barreira que só semideuses podiam passar.


Naquela manhã do meu quase décimo treino, acordei meio sonolento no Chalé de Hermes. Não estava com fome, só vontade de treinar. Vesti-me rapidamente, peguei minha simples adaga que haviam me dado quando cheguei e corri para a arena. Estava cheia demais, parecia que todos os campistas decidiram treinar lá, até as filhas de Afrodite estavam, mas eram poucas. O número que mais enchia lá eram os filhos de Ares, treinando ferozmente, sem ter medo de machucar ou não o adversário. Os filhos de Hefesto estavam nas forjas, quase nunca saíam de lá.


Andei normalmente diante daquela multidão. Eu ainda não conhecia muita gente, quatro pessoas eram o máximo de semideuses. Minha adaga estava pendida em minha cintura, mas sentia que estava perto de ser anunciado por algum deus, logo trocaria minha simples adaga.


O barulho de espadas se chocando davam fervor à minha vontade de treinar. Era diferente naquele dia, eu estava mesmo disposto a passar o dia treinando. Cheguei a um lugar que havia muitos bonecos feitos de palha com um alvo desenhado em sua barriga. Assim que estava atravessando o local, uma flecha passou de raspão na minha testa, o que me deixou enfurecido. Olhei para o lugar de onde a flecha veio e uma fila de filhos de Apolo mirava cada boneco de palha com seu arco e flecha. Minha vontade foi de enfiar a adaga na cabeça do que atirou a flecha, mas quando olhei, ele já havia ido embora, sabendo das brigas que eu já tinha arrumado com os outros campistas.


Ouvi alguém gritar meu nome, olhei para trás e lá vinha o campista filho de Hermes, Josh, correndo com uma adaga pendida na cintura.


- Estava pensando em treinar com você. – Falou ele colocando as mãos na cintura e tomando fôlego.

- A arena está cheia demais. – Olhei em volta e estava dizendo a verdade. Quase não dava para atravessar.


Josh era um cara alto com os cabelos cor de palha curtos. Seus olhos meio claros brilhavam à luz do sol e um sorriso malicioso estava estampado em seu rosto.

- Me siga. – Informou ele, abrindo caminho entre os campistas.


Chegamos a um lugar onde havia espaço suficiente para treinarmos. Nem perguntei quando começaríamos a treinar, eu já havia treinado antes com Josh, na verdade, quase sempre. Josh avançou com a adaga e eu bloqueei o ataque. Com ágeis mãos, comecei a golpear, rapidamente, meu oponente que era tão bom quanto eu e bloqueava todos os meus ataques.


Foi aí que ele resolveu me apunhalar, ao invés de bloquear meu ataque, Josh esquivou e girou, surpreendendo-me pelas costas. Senti a ponta da adaga nas minhas costas quando desviei me jogando para frente. Quase tropecei, mas consegui ficar em pé. Olhei para Josh e ele já vinha atacando.


Às vezes pensava que Josh não deveria ser filho de Hermes e sim de Ares. O campista batalhava com todo o seu ser, parecia não se cansar nunca.


Ele atacou por cima e eu abaixei, logo ataquei e minha adaga colidiu contra a armadura de Josh fazendo um som estranho. Uma coisa: Nunca treine sem uma armadura, você sai mais ferido do que o adversário.


Josh não quis saber, era meu amigo, mas antes de começarmos a treinar, falei para ele o seguinte: “Quando estivermos treinando, esqueça que sou um amigo, vamos fingir que estamos duelando.”. E assim foi.


Meu oponente atacou com a adaga em minha costela que me fez cair de joelhos, não cortou, mas doeu bastante. Levantei meio cambaleando e quando ele desferiu outro golpe, defendi. Josh veio atacar e mesmo eu com a costela doendo, consegui desferir outro golpe e acertei mais uma vez a armadura dele. Nada de efeito, eu tinha que feri-lo naquele treino, foi quando eu deixei a dor de lado e lutei com mais fervor. Parecia que algo dentro de mim regenerara minha energia, será que foi meu orgulho por pelo menos deixar ferido meu oponente?


Dei um grito meio que esganiçado e rouco desferindo um golpe em seu punho que ele usava a adaga fazendo sua arma cair. Logo o atingi em seu braço e depois a perna, Josh cambaleou e ficou de joelhos. Vi que era a hora de parar.


Estendi a mão e o ajudei a levantar. Ele pegou sua adaga no chão e voltamos para o chalé de Hermes para tomarmos banho e eu estava à espera que meu pai celestial me reclamasse.




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Re: Treino de Armas Diversas

Mensagem por Meryl Swart Hammerbolt em Sab 18 Jan 2014 - 20:57


More of a workout
annoying
I'm tired of robots in my life

Ergui uma sobrancelha com a face esguiada para o teto, o tédio estava me consumindo naquela manhã e não havia nada para fazer. De certo modo, eu gostava de não fazer nada, me dava um tempo livre principalmente no chalé que, de manhã, estava totalmente evacuado devido aos treinos. Treinos esses que deveria fazer para inicio de conversa, mas ainda deveriam ser o que? Cinco ou seis horas da manhã? Ainda estava escuro do lado de fora e a única coisa que eu ouvia era a minha própria respiração ofegante depois de um sonho perturbador e o barulho dos grilos lá fora que já começavam a se pronunciar. Sentei-me na cama com os olhos já semicerrados, sendo vítima da preguiça que já pairava em mim, mas era hora de levantar, embora fosse necessário até porque se eu passasse mais um minuto naquele chalé eu seria engolida pelo tédio e ficaria lá para o resto do dia se fosse necessário. Antes de girar a maçaneta do chalé e finalmente sair daquele local consumido por tédio, apanhei o meu anel colocando-o no anelar, dando uma olhadinha no espelho ajeitei aquela camisa laranja do acampamento. Enfim, saí dali em direção à arena.

Assim, eu não gostava de ter que treinar e isso era óbvio, mas como Quíron sempre dizia: “com grandes poderes se tem grandes responsabilidades” ou algo assim. Dei de ombros, definitivamente não queria pensar em minhas responsabilidades como uma semideusa filha do todo poderoso do inferno, quer dizer submundo. Eu não sou um exemplo de guerreira, prefiro ficar dormindo no meu chalé a sair por ai em combates aleatórios, mas enfim, não posso perder minhas poucas habilidades e experiências que tenho em combate. Ao adentrar a arena eu estava portando uma espada do próprio acampamento, nem de longe era uma das melhores, mas apenas a desejável para um treino qualquer. Dei de ombros. — Girando, girando, girando. — Pronunciava enquanto girava minha espada até onde ficavam os autômatos. Um bocejo longo e lá estava eu, tentando programar um autômato para lutar comigo. A arena estava com alguns campistas treinando outras armas, programei-o para não muito fraco, mas também não num nível impossível de que eu pudesse lutar. Bati meus pés no chão, cortei o ar na horizontal e declarei a batalha iniciada.

Soltei um suspiro profundo, arrastando meus pés para a posição de luta. De repente o homem de lata começou a se mover e igualmente fixou os pés para dar inicio a luta. Corri em sua direção com minha arma empunhada em mãos, não demorou muito e o autômato tentou me acertar na lateral direita do corpo com uma lâmina — que não sei da onde apareceu — posicionada na diagonal, de modo decrescente. Usei a tática para impedir que o ferro colidisse com a minha pele, só que a diagonal que minha espada formava era em sentido crescente. Girei meu corpo para o lado esquerdo e com a base da espada toquei sua cabeça com força. Afastei meu corpo dele em um giro, meus cabelos graciosamente se moveram e então finquei meus pés no chão. Semicerrando os olhos ataquei. Minhas mãos moveram-se como se já soubessem o que fazer indo bater de encontro com a lâmina da espada do meu adversário autômato. O retinir de metal contra metal foi estridente, ainda mais pelo esforço em demasia para que eu ao menos conseguisse erguer um pouco a lâmina.

Joguei o corpo para frente. — Vamos lá lata velha, me dê tudo que tem. — Grunhi para o homem de metal que parecia entender minhas palavras, no mesmo instante sua cabeça de lata se chocou conta a mim, eu nem sabia que era possível isso, até ter certeza de que os filhos de Hefesto haviam feito um bom trabalho na criação da memória desses autômatos. Soltei um bufo, já me sentindo um pouco ofegante. Minha franja colara na testa com um pouco do suor, ou seria sangue pela cabeça que levei? Sorri. — Bom, mas não o bastante. — Grunhi e desferi uma sequência de golpes rapidamente, golpe direto, golpe lateral e golpe por baixo, o autômato não foi tão rápido para desviar de todos os golpes. Mas não havia muito efeito nenhum golpe, já que o centro de seu mecanismo não tinha sido atacado ou quebrado. Mas algo me disse que o autômato tinha ficado com raiva, ou quase isso, pois ele tentou atingir todas as partes desprotegidas do meu corpo — que não eram poucas já que não utilizava proteção. Abaixei-me quando ele tentou atingir meu pescoço, se ele tivesse conseguido acertar o golpe, não teria sido muito agradável para mim tampouco para os demais que teriam que limpar o meu sangue da arena.

Levantei o corpo no instante em que o autômato tentou outro golpe, por sorte consegui prender nossas lâminas. Dava para ver pequenas faíscas saírem de nossas espadas a cada golpe preso naquelas lâminas. A disputa durou alguns segundos, tempo suficiente para que meus músculos começassem a fraquejar. Empurrei o autômato com a força que me sobrara e escapei do entrave. Respirei fundo, fôlego naquela hora era a única coisa que poderia me manter mais forte. Fechei os olhos e visualizei o local onde eu deveria acertar... Suas costas. Era onde em todos os robôs se encontra o painel de controle. Quando notei, ele já estava a poucos metros de mim, pronto para me dividir em dois, três ou mil pedaços. Consegui desviar com dificuldade dos ataques, joguei meu corpo em uma cambalhota para ir o mais longe possível daquelas investidas, mas um de seus golpes acertou minha perna esquerda deixando um corte não tão profundo. Ocorreu-me que estava próximo as costas do homem de lata, chutei seu traseiro de metal para desequilibrá-lo. — E lá vamos nós. — Gritei aproveitando a deixa para fincar minha espada no ponto vulnerável do robô.

Ele por sua vez começou a entrar em curto, sorri passando a mão na testa molhada. O sangue em minha mão definitivamente me mostrava que aquela cabeçada tinha surtido em um bom rasgo por ali. Minha respiração estava ofegante e meu corpo exausto, a visão começava ficar embaçada. Joguei a espada no chão e com a ajuda de algum campista não identificado caminhei para a enfermaria, por sorte filhos de Apolo eram ótimos para cuidar de ferimentos.





90 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40 .-. Justificativa: Achei o treino muito objetivo, um pouco mais de criatividade poderá lhe render mais pontos em uma próxima vez.
Melinoe
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