Treinos de Duelos e Estratégias

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Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:30



Treinos de Duelos e Estratégias
Nesta arena você poderá duelar com algum outro campista ou treinar estratégias de batalha, esse muito necessário em uma missão. Será disponibilizado o necessário para o treino. O treino de estratégia poderá ser feito em grupo ou individual.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Clarie Brückner Learmonth em Sex 18 Out 2013 - 18:33


Autômatos? oi?
Fazia um bom tempo que eu permanecia ali, olhando pro teto monótono do meu chalé com as costas folgadas na minha cama, enquanto eu abraçava o meu cavalo marinho de pelúcia. Apesar de inanimado, até Blue Jeans parecia compartilhar o mesmo tédio que o meu. Eu poderia muito bem encarar algum outro canto do chalé, mas apesar de gostar muito de tudo bem arrumado, está conseguia me enjoar de tanto que ela me cercava.  E isso definitivamente me confortava muito. Levantei-me com preguiça, os músculos de meu corpo protestavam a medida em que me afastava da cama e saía do ar sereno que o chalé de Atena ostentava. Odiava ter de admitir, mas as partes mais interessantes por ali eram as experiências de quase morte, e agora iria para outra.

Segui o fluxo de campistas caminhando para a arena, ainda não conhecia muito bem os campistas do local. Mas pude ver ao longe alguns conhecidos. Mas a menina que ministraria o treino eu não tinha ideia de quem era, alguns burburinhos disseram que era a caçadora de Ártemis, pois bem, boa coisa não viria dali. A morena começou sua fala, e a explicar o motivo do treino, rolei os olhos por diversas vezes, pra mim tanto faz aprender sobre estratégias, nunca fora o meu forte, atacar ou defender era bem melhor. -... O objetivo, como eu já tinha dito, é defender o campo. Um pequeno exército de autônomos foi programado para recuperar a bandeira que estará em poder de vocês, logicamente atacando quem se opuser a isto. - Agora sim começaria a brincadeira.

Corri aos caixotes de armas, apanhando um arco sagrado e uma aljava com pouco mais de 30 flechas, não deveria usá-las todas, muitos outros campistas filhos de Apolo ou Dionísio também os pegava, na verdade eles eram melhores nisso. Tais campistas se colocaram a frente de batalha, analisei o perímetro, estávamos cercados de árvores, um campo amplo. 'JÁ SEI'. Corri na direção oposto a todos os outros campistas, alguns olhares duvidosos foram lançados a mim, tanto faz. Pendurei a aljava nas costas junto ao arco, e me pus a escalar uma das árvores do local, estava no campo do inimigo, mas apenas ali para retarda-lo em seu ataque. Finquei meus pés em um galho grosso, tinha um equilíbrio descomunal. E quando menos se esperou começou a 'batalha', os autômatos corriam em nossa direção e os filhos de Ares corriam com suas espadas ao encontro deles. Os arqueiros lançavam suas flechas de encontro a eles, e eu apenas observava por hora.

Segurei o arco com a mão esquerda, encaixei a flecha por baixo do anel da corda, usei os três dedos do meio da mão, o dedo indicador por cima  da flecha e o médio e anelar por baixo, usando a ponta dos dedos entre a primeira e segunda falange... Puxei a corda com a flecha ate o queixo, tocando-o para não tremular no disparo, respirei fundo por alguns poucos segundos, o suficiente para visar o alvo. O autômato que lutava com um filho de Hermes, estreitei o olhar. - Aqui vai uma! - Sussurrei, quando relaxei os dedos e a flecha automaticamente atingiu o autômato, o desnorteando, ajudando por fim a cria de Hermes a acertá-lo com a espada em suas mãos. Menos um. Elevei o braço apanhando outra flecha, e refazendo todo o processo. Esperava o momento certo para atirar, para que o autômato não viesse atrás de mim e sim ficasse desorientado a ponto de outro campista o atacar.

Tarde demais, um dos autômatos atirou sua espada em direção ao galho em que eu estava, por sorte ou graças ao déficit, consegui pular a tempo, saltando em uma cambalhota para fugir do galho. Finquei meu pé ao chão, e puxei o arco inclinado, para colocar mais uma flecha. Atirando em seguida no autômato a minha frente, bem no alvo, onde se encontrava o painel de controle do autômato. Menos dois. Alicia, uma filha de Ares estava encurralada com muito autômatos, bem que a instrutora disse que eles iriam atacar caso não houvesse como recuperar a bandeira. Posicionei mu corpo para novamente atirar, não havia nenhum autômato por perto, poderia quem sabe ajuda-la, flechas rápidas. Isso poderia ajuda-la, e foi exatamente o que fiz, segurei o arco, coloquei a flecha estreitei o olhar, puxando a flecha até o canto da boca e relaxei os dedos atirando a flecha no autômato da direita, rapidamente peguei outra flecha e refiz o processo atirando a mesma em outro robô a esquerda. Ajudando a menina de cabelos platinados. Não demorou muito para o treino terminar. Filhos de Ares eram tão revoltados que só eles deveriam ter dissipado mais da metade dos autômatos ali. Atirei tantas flechas que depois seria um problema recolhe-las, não me lembro ao certo de ter visto quem pegou a bandeira, só de ter ouvido a instrutora gritar.  -... Campistas venceram... - E mais alguns blá blá blá. Joguei o arco no caixote onde o recolhi, ajeitando os cabelos e com um sorriso no rosto, deixei a arena acompanhada de outros campistas que iam para a mesma direção dos chalés.




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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Sex 25 Out 2013 - 13:37

Eu nunca fui um bom estrategista. Garotos e garotas seguiam à mesma direção, justamente aquela que levava a Arena próxima ao bosque. Segui sozinho, o que é obvio, e neste meio tempo não fiz mais do que tentar imaginar qual atividade seria proposta para o dia. Até então tínhamos praticado o duelo, e lamento ter de admitir que não vinha me saindo tão bem quanto o que era esperado pelos conselheiros. Mas o que poderia ser exigido de mim quando tinha de enfrentar garotos duas vezes maiores do que eu? Sou filho do deus do submundo, não do deus milagreiro. Neste meio tempo entre pensamentos e revoltas, acabei chegando ao semicírculo que tinha se formado em torno de Quíron. O corcel geralmente nos passava as instruções, até porque a maioria dos campistas experientes ou estavam em missão ou odiavam ter de lecionar. Rápido e direto como só o centauro conseguia ser, explicou-nos a todos a tarefa proposta. No bosque havia uma bandeira, escondida do limite do riacho para o Acampamento, e esta bandeira estava sendo guardada por campistas selecionados especialmente por Quíron. O desafio era de quê conseguíssemos passar pelas armadilhas, empecilhos e campistas para então capturar a bandeira e trazê-la de volta para o ponto de encontro. Ficou claro que os campistas presentes formavam uma equipe, sendo esta a de ataque, e que o restante – aqueles que guardavam a bandeira – eram os inimigos. Quíron liberou a todos para se armar, havendo a ordem de estarmos presentes na extremidade da Arena em dez minutos. Minha espada já estava comigo, assim como também portava um escudo velho que tinha conseguido no arsenal do Acampamento. Pensei seriamente em chamar Thor em meu auxílio, mas não queria depender sempre do cão infernal – Então... – Murmurei assim que os campistas formaram um círculo – Algum plano? Alguém com uma ideia promissora? – O silêncio se seguiu. Rapidamente notei algo peculiar: a maioria dos campistas de Atena não estavam presentes. Poderia esperar várias armadilhas, vindas de todos os lados, e inclusive emboscadas. Como não havia quem discutisse, tratei de tomar a frente – Nos dividimos em equipe, estando os filhos de Hermes flanqueados por pelo menos dois bons espadachins. Cada um procura para um lado e, quem achar, deve assobiar para chamar a atenção do restante. [...]

Aquela era a primeira em que ouviam o que eu tinha a dizer, e admito que não me sentia nada confiante com isso. É mais fácil quando outra pessoa toma à dianteira, traça os planos, arrisca-se a ser lixado caso algo não funcione. O meu único medo era de ser pego desprevenido, pois já vivia completamente bem com a aversão dos campistas. Até estava surpreso de terem me escutado. Tinha ficado na companhia de outros três rapazes, sendo dois filhos de Hermes e um rapaz de Ares. Vamos ser francos, eu não fiquei nada a vontade com aquele grupo, mas era o que tínhamos para a tarde ensolarada. Ao sinal de Quíron cada equipe adentrou o bosque em uma direção diferente, tendo meu grupo ficado com a segunda passagem à direita. Andamos em silêncio, cada qual perdido em seus próprios pensamentos, e qualquer ruído era sinônimo de emboscada. O sol ajudava em partes, pois assim poderíamos enxergar melhor, contudo também significava que nossos inimigos enxergavam de forma semelhante. Eu teria preferido a noite, ainda mais pelo fato de ter a visão privilegiada nesta hora do dia. Após bons sete minutos andando, dois garotos começaram a discutir, sendo um deles o filho de Ares. Rolei os olhos e os fitei por alguns segundos. Vendo que meu silêncio não fazia efeito, aproximei-me de ambos e coloquei uma mão no ombro de cada um – Guardem essa raiva para os nossos inimigos, certo? Ou ao menos enquanto esse exercício durar. Não me importo se vocês se matarem depois. – Disse em tom ameaçador. O mais legal de ser filho de Hades é que as pessoas te escutam, mesmo que você seja baixo e franzino. Poderia culpar meu pai de várias coisas, inclusive por fazer de mim um antissocial, contudo nunca poderia dizer que ele negava me ajudar em certas ocasiões. Ambos os rapazes ainda se encararam, a testosterona palpável no ar, e então voltaram a andar em silêncio, cada qual em um lado de meu ombro.

Não fui eu que percebi quando algo estava errado, e sim o rapaz calado de Hermes, aquele que até então não tinha dito nada. Foi o primeiro a parar e gesticulou com urgência em minha direção, afirmando ter visto pés passando. Imediatamente apurei os ouvidos, esperando com tranquilidade enquanto os outros dois agitados passaram a frente. O primeiro, sendo este o grandalhão filho de Ares, deu a sorte de pisar em uma armadilha. Em questão de segundos o corpo ficou suspenso no ar por um dos pés. Fiquei olhando como quem quer rir, mas não pode, e até demorei um pouco a me aproximar do rapaz que se debatia desesperadamente. Antes de chegar perto, analisei o caminho feito pelo garoto, mantendo meus olhos no chão e alerta para a presença de qualquer armadilha – Cale a boca, está querendo que todos saibam onde estão? – Ralhei enquanto me aproximava. A verdade é que todos já sabiam onde estávamos, e não tardei a perceber os pés citados pelo rapaz baixo que seguia atrás de mim. Trocamos um olhar rápido, do tipo que não precisa de palavras, e o filho de Hermes desapareceu atrás de um arbusto. Ficamos eu, o garoto dependurado e a outra prole do deus dos ladrões. Indiquei ao que estava mais perto que soltasse o companheiro usando de sua adaga, mas este se recusou com um dar de ombros. Devia deixar os dois para morrer, pensei. Ao chegar perto do brutamontes, tratei de ser rápido em cortar o corda que o mantinha preso. Bastou que o garoto caísse no chão para que uma flecha fosse em sua direção. Rolei para o lado do filho de Ares e impus o escudo frente a ambos, eu e ele, sentindo a pressão da flecha quando esta atingiu o escudo. Por pouco não tínhamos sido atingidos, e eu não pretendia ficar no chão feito um alvo fácil. Assim que me pus de pé o garoto de Hermes gritou, bradando para quem quisesse ouvir que havia dois campistas nos cercando – Eu sei, criatura. – Retruquei já alerta.

A chegada do primeiro foi anunciada por seus passos nada discretos, o que me deixava mais calmo. Estaríamos encrencados contra qualquer um que soubesse usar do espaço para atacar, mas pelo visto este não era o caso. Fui ao seu encontro de escudo erguido, impondo-o contra a lâmina que se ergueu contra mim. O bater de metal contra metal feriu meus tímpanos, mas continuei pressionando para frente o provável filho de Dionísio. Atrás de mim surgiu o outro campistas escondido, só que este foi também surpreendido pelo mesmo filho de Hermes que eu tinha mandado se esconder. Pensava justamente nisso quando o fiz. Os outros dois trataram de se dividir, vindo o filho de Ares me dar suporte. Internamente tive vontade de reclamar, mas me contive e continuei esquivando quando foi preciso, e enquanto isso o brutamontes tratou de mostrar sua boa ofensiva. Esquivou rápido o bastante para que eu ficasse surpreso e desferiu um golpe rente a cabeça do garoto mais baixo, deixando-o grogue. Imediatamente me adiantei, erguendo o escudo e o empurrando contra a têmpora de nosso adversário. O segundo golpe bastou para que ele caísse desacordado, o que já era suficiente para a atividade proposta. Sabia que, se não fosse por mim, talvez o filho de Dionísio não voltasse inteiro para o Acampamento. Tendo dado conta do primeiro, voltei-me na direção do grupo de ladrões que ainda brincavam com o filho de Atena encurralado entre os dois. Era engraçado ver que eles esquivavam mais do que investiam, como se esperassem por algo. Logo fiquei sabendo o motivo da espera. O garoto abriu a guarda para defender uma estocada nada inteligente do ladrão 1, e então o ladrão 2 o acertou nos flancos quando viu a guarda aberta. Até que eu não estava assim tão mal em relação aos companheiros de atividade.

Armadilhas significavam que estávamos perto da bandeira, coisa a qual serviu bastante para aumentar o ânimo de todos. Dessa vez realmente deixei que o filho de Ares seguisse frente a todos, optando eu por cobrir a retaguarda do grupo. Desajeitado como era, o garoto provavelmente iria topar com outras armadilhas, o que nos traria a presença de outros inimigos e, talvez, pistas. Enquanto andávamos passei a realmente considerar a hipótese de chamar por Thor, ainda mais quando poderia usar seu faro para encontrar a estúpida bandeira, mas optei por seguir as regras (embora ninguém tivesse proibido o uso de mascotes). Mal tínhamos avançado por cinco minutos quando novamente o brado do filho de Ares despertou até mesmo os mortos. Rolei os olhos e mantive a espada em guarda, seguindo os outros para saber o que havia acontecido. Três campistas enfrentavam o brutamontes, sendo todos os três rechaçados por golpe vez ou outra. Atrás de nossos inimigos consegui enxergar algo vermelho que tremulava conforme a brisa, embora só pudesse ver o que seria seu topo, tendo em vista que o arvoredo cobria o resto do corpo. Era muita coincidência. Como todos os três campistas do grupo de ataque já tinham entrado no embate, optei por me abster deste, desviando de todos ao dar a volta por trás de alguns arbustos espessos. Em meio a isso consegui obter arranhões o suficiente para compensar minha ausência na batalha. Fui sair em meio a uma clareira aberta, onde se podia avistar a bandeira acima de um rochedo com média estatura. Na pedra se destacavam os sulcos geralmente usados como apoio para os pés, o que me deixou menos apreensivo. Olhei de um lado para o outro, procurando qualquer sinal do inimigo, mas não encontrei nada além do silêncio interrompido vez ou outra apenas pela gritaria há alguns metros de mim. Era fácil demais para ser verdade.

Um pé após outro, fui subindo vagarosamente o rochedo. Havia tido que deixar a espada presa ao cinto, e por isso me sentia ainda mais desprotegido. Encontrava-me na metade do trajeto quando uma flecha passou chiando por meus ouvidos, indo atingir um ponto à minha direita. Voltei o rosto para trás e lá estavam dois arqueiros de Apolo, ambos carregando um arco e sorrindo para mim como quem diz “te peguei no flagra”. Como eu não tinha pensado nisso? Eles poderiam ter me deixado subir até aquele ponto de propósito, pois assim eu teria dificuldade tanto em descer quanto em continuar o trajeto, lhes dando todo o espaço para me usar como alvo. Apertei os lábios e fiz o que pude: continuar subindo. A cada passo na direção da bandeira, dava dois ou três para direita ou esquerda, pois assim dificultaria a mira dos arqueiros. Mesmo sendo filhos de Apolo, os dois guardas não conseguiam me acertar, o que me levou a pensar que Quíron havia feito aquilo de propósito. Por que não? Testar os novatos dessa forma era comum. Continuei subindo e prendendo a respiração toda vez que uma flecha passava de raspão por mim, resultando em uma camiseta repleta de rasgos e alguns lanhos por baixo do tecido. Já estava prestes a pular lá de cima para acabar com a brincadeira quando dois de meus aliados surgiram do bosque. Só não ergui as mãos para o céu em agradecimento porque provavelmente Zeus tentaria me acertar com um raio, caso contrário eu teria feito exatamente isso. O embate se seguiu lá embaixo, e enquanto isso tratei de cobrir o resto do percurso até a bandeira vermelha. Peguei-a com uma das mãos e encaixei o apoio em minha boca, carregando-a assim para descer mais rápido. Os dois filhos de Apolo já estavam nocauteados quando cheguei ao chão, contudo garotos convergiam de todas as direções. Joguei a bandeira para o primeiro filho de Hermes que passou por mim – Vai! Logo! – Gritei lhe dispensando com um aceno. Ao mesmo tempo alguém ao meu lado assobiou; era o sinal proposto.

Dessa vez parecia todos os campistas do Acampamento tinham convergido para o abeto, o que era bom e ruim ao mesmo tempo. O lado bom: ninguém ficava em desvantagem. O lado ruim: você podia ser atacado por qualquer um. Comecei a recuar devagar, com a guarda erguida, até que um garoto pulou para cima de mim. Não tive sequer tempo de especular quem seria seu progenitor divino, só consegui realmente jogar meu escudo contra o golpe e isso graças aos reflexos de batalha. A criatura parecia usar um machado pelo peso da investida contra meu escudo, ameaçando rompê-lo ao meio como se fosse feito de madeira invés de metal. Apertei os lábios e espiei. O campista frente a mim já se preparava para o próximo golpe, cercando-me tal como o predador em volta da presa. Onde estávamos havia várias rochas (de todos os portes), coisa a qual me deixou com uma ideia promissora na cabeça – Tá com medinho, é? – Incitei o garoto a se aproximar. Seus olhos encheram-se de fúria e ele partiu para cima, ao passo de que eu fechei os olhos e tentei imaginar uma daquelas pedras de porte médio indo de encontro com a cabeça do campista. Um segundo, dois... Os passos não cessavam. Fechei o punho com força, praticamente rezando a meu pai que contribuísse naquele momento. Eu já tinha feito coisas do tipo, quer dizer, movido pequenas rochas e pedras, portanto esperava que funcionasse. Vinha perdendo as esperanças quando escutei o baque de algo se chocando contra outra coisa e depois a queda do corpo no chão. Abri os olhos e já sorria, satisfeito comigo mesmo, contudo sem tempo para congratulações. Mais campistas convergiam de todos os lados, engalfinhando-se com seus semelhantes e gritando como garotas. Na mesma hora voltei para o abrigo dos arbustos, correndo com o máximo de cautela que se pode ter quando se está com pressa. A cada passo dado eu me sentia mais confiante, certo de estar longe do alcance da equipe adversária e perto da Arena. Ludibriei-me. Em um minuto estava correndo, já no minuto seguinte me via pendurado pelo pé – Ótimo! Boa, muito boa, Hunter. Perfeito. – Apertei os punhos. E adivinhe? Não havia ninguém por perto, e muito menos eu conseguia alcançar a corda para cortá-la com a espada. Ao longe um apito soou, o sinal do fim da atividade. Levei dois dedos aos lábios e assobiei. Só Thor para me tirar dali.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Qui 31 Out 2013 - 21:06

O dia amanhecera com um clima perfeito no acampamento meio-sangue. Neblina cobria uma boa parte dos pontos mais altos e uma brisa gélida fazia com que somente os mais ousados tivessem coragem de usar apenas a blusa alaranjada do local. Levantara cedo com a intenção de aproveitar toda aquela maravilha; não tinha disposição para cumprir as atividades do acampamento todo dia, mas em dias como aquele eu poderia ficar treinando horas seguidas e não reclamaria. Como de costume, ao terminar de me aprontar fui até a cama de Roxy. –Levanta, coisa. –disse empurrando ela da cama, voltando até a minha depois, para pegar minhas armas. Saí do chalé enquanto a lesada da irmã ainda levantava da cama. Em passos lentos, passei a ir em direção á arena.

Ok, não lembrava-me de James ter marcado nenhum treino para a caça á bandeira –até porque os times ainda não estavam definidos- e tudo o mais, mas grande parte dos poucos filhos do papai estavam ali. Algumas exceções –como a inútil da minha irmã- com certeza não apareceriam. Ali também se encontravam alguns filhos de Afrodite e um ou dois de Dionísio. Belo time. –Cheguei, negada. O que temos para ganh-digo, para brincar hoje? –comentei ironicamente, empunhando minha espada e tentando girá-la como os ninjas dos filmes do Jack Chan. Não preciso dizer o resultado. James uniu uma roda com apenas os irmãos, o que claro, me incluía. –Certo, não sabemos se todos vão ficar no mesmo time, mas filhos de Zeus são filhos de Zeus. Cada um de vocês têm que estar pronto para acabar com o que quer que apareça em sua frente, amigo ou não; o objetivo é achar a bandeira, certo? Certo. –disse em um fôlego só, gesticulando com as mãos. –Vamos nos dividir, cada um vai decidir se agirá sozinho ou não. Em algum lugar dessa arena tem um pote com uma surpresa dentro. Será como uma caça á bandeira e qualquer filho de outro deus é e deve ser considerado inimigo. Podem sair, quando eu apertar a buzina, estão liberados. –terminou seu discurso de líder de chalé. Quase dormindo, reprimi a vontade irônica de bater palmas e gritar “UHU! ARRASOU, MIGO!” e me afastei do grupo, enquanto eles se dividiam. Eu não precisava de mais ninguém. O time ali era eu e minhas armas.

Finalmente, todos estavam em seus lugares. Não sabia como James havia conseguido organizar tudo aquilo, mas esperava que desse certo. A buzina soou e todos saíram correndo, inclusive eu, mas parei ao perceber que aquilo era inútil. A arena ficou escura. –Is this possible? –sussurrei, mas quase me bati ao perceber que qualquer coisa era possível desde que descobrira que deuses existem e eu sou filha de um. Saí do centro com cuidado, indo em direção á arquibancada, onde era mais provável que encontrasse algo. Pulei alguns degraus, indo para o meio da arquibancada. Estava tudo silencioso demais. Apertei mais a espada enquanto uma brisa gélida perpassava por minha pele. Caminhava silenciosamente e por um milagre de Zeus meu acabado all star não estava fazendo barulho como sempre faz. E talvez tenha sido por isso que eu estranhei o barulho de passos ali por perto.

Diminui meus passos e passei a prestar atenção em cada movimento suspeito do ar ao meu redor. Estava prestes a virar quando um zumbido passa por meu ouvido e um chute acerta minhas costas. Cai para frente, quase rolando arquibancada abaixo. Virei-me conseguindo enxergar um vulto de menina. A mesma usava um colete rosa fluorescente que a destacava do breu constante da arena no momento. Senti uma breve falta de ar, mas não poderia me dar ao luxo de parar a “caça ao tesouro” por uma simples cosquinha causada por uma patricinha. Com dificuldade, levantei o mais rápido que pude, me defendendo de outro ataque da semideusa. –Se tiver sujado minha camisa com esses seus pés imundos, fofa, eu sujo sua cara. Ah, pera, pior que tá, hm, garanto que não fica. –disse, partindo para o ataque. Descrevi um movimento em “x” com a espada, dando dois passos para frente. A menina defendeu-se e nossas espadas se cruzaram. Tivemos aquela típica cena de filme, em que uma tenta se mostrar mais forte que a outra e acaba que nada acontece. Mas, óbvio, eu era a mais forte ali. Abaixando a espada de repente, subi um degrau rapidamente enquanto ela ainda se recuperava do susto e vinha atrás. Continuei subindo até chegar ao alto. A estratégia era básica: subiria até ali e depois derrubaria a adversária da arquibancada. A queen pink finalmente me alcançou, ofegante. –Parou pra fazer as unhas? Demorou demais, dear. –disse enquanto me apoiava na espada; uma de minhas mãos estava para trás e uma esfera pequena de eletricidade formava-se nela. Esperei a menina se aproximar e lancei rapidamente em seus pés, fazendo-a pular. Não queria demorar mais ali, cada segundo que se passava era menos uma possibilidade de achar a surpresa antes dos outros, então apenas esperei que ela ficasse assustada o suficiente com uma segunda esfera e empurrei-a degraus abaixo. Menos uma.

Ainda com as costas doloridas, desci alguns degraus, voltando para o meio da arquibancada. Agora que sabia que todos os semideuses inimigos estariam vestidos para o carnaval, tudo ficava mais fácil. Poxa. Continuei andando, até que avistei um fluorescente verde tentando se esconder. Não me dei o trabalho de correr atrás ou chamar sua atenção, apenas tirei meu baralho do bolso e me aproximei silenciosamente. Minha mira nunca fora perfeita, portanto quanto mais perto melhor. Quando julguei a distância boa o suficiente, atirei a carta no cabelo do ser. O menino se assustou e começou a gritar. –Cala a boca filho de Gaia, os carreiristas vêm ai! –zoei, empurrando mais um arquibancada abaixo, mas não era preciso, pois seu cabelo flamejante já não permitiria que viesse atrás de mim.

Continuei andando, tentando ter uma noção de quanto da arena eu já havia rodado. Do outro lado, vi um colete amarelo flutuando e barulhos de alguém correndo. Hm, interessante. Continuei andando, lançando pequenas esferas de energia para iluminar o caminho. Depois de uns minutos, avistei uma coisa brilhando mais á frente. Não era o tipo de brilho dos coletes, era branco e parecia exalar purpurina. –Pai? É o senhor? –perguntei, mas não obtive resposta. Curiosa, me aproximei, mas o negócio parecia flutuar. Subi todos os degraus da arquibancada e mesmo assim ele continuava alto. Precisava de um plano. Sentei-me, ainda olhando para o papai versão luz. Tinha de agir antes que algum retardado aparecesse do nada e decidisse gastar mais das minhas energias.  –Isso vai doer e provavelmente não vai dar certo, mas estratégia nunca foi comigo mesmo.  –sussurrei, voltando a levantar. O que eu estava prestes a fazer era praticamente suicídio. Peguei o máximo de distância que eu pude da beira do degrau e pulei.

O pior tipo de morte com certeza não envolve ar. Não ele em si. Mas isso não pode ser atribuído á nada quando você esta caindo de não sei quantos metros depois de pular em direção á uma luz. Quando pulei, consegui alcançar “a luz”, que na verdade era um baú pequeno. Agora, estava em queda livre rumo ao tártaro, entretanto a viagem não seria direta. Como pode uma filha de Zeus ainda não saber como se voa?, gritei em pensamentos. Tinha todo um plano de cair em pé ao chegar no chão, mas duvidava muito que de olhos fechados conseguisse fazer isso. Guria, tu é filha de Zeus ou não?. É, subconsciente irritante todo mundo tem. Criei coragem e abri os olhos. Hora errada. Bati no penúltimo degrau da arquibancada fortemente, rolando para o último e depois para o chão. Meu braço latejava e estava completamente torto. Minha perna estava completamente esfolada e um longo corte em “/” sangrava em minha coxa. A arena estava de volta á sua iluminação natural e alguns dos campistas que havia visto no início se aproximavam. Se isso não tiver sido por uma boa causa, esfolo o James. Olhei para minha mão e encontrei o baú ainda fechado, não conseguiria abrir naquele estado. –O que estão esperando? Já vi a luz e não morri, caras, me levem pra enfermaria agora!-tentei gritar, mas não passou de um quase sussurro.

...

Acordei em um lugar que me parecia ser a enfermaria com um garoto loiro colocando um curativo em minha perna. Ah, Zeus, se todo treino acabasse daquele jeito eu apareceria mais vezes na arena. O menino terminou e Quíron apareceu, pedindo para falar comigo. Rolei os olhos, já imaginando o que viria. –Scarlett, você sabe que não são permitidas mortes na Caça á Bandeira e tampouco nos treinos, correto? –balancei a cabeça confirmando. –Pocotó, aposto que as duas pessoinhas que eu joguei da arquibancada não morreram. Eles não eram de vidro. Agora, ninguém nunca me disse nada sobre deixar os outros em coma. –disse me levantando com certa dificuldade. Não achei minhas armas no perímetro, então comecei a mancar para a saída. –Mas... –apenas acenei, saindo dali em direção ao chalé. Se aquele baú não estivesse lá, alguém morreria.




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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Victoria Gipsy Kolling em Sex 29 Nov 2013 - 1:10


Dahlia abriu os olhos de espasmo. A mais nova novidade tinha deixado-a totalmente orgulhosa de si mesma, tinha sido escolhida para ministrar do treino de Duelos & Estratégias. Seus irmãos de Atena, a saudaram com muito orgulho, o que apenas preencheu ainda mais seu peito. Além de conselheira de chalé, era instrutora de treinos. Mas não um treino qualquer, era o treino mais cobiçado pelos filhos de Atena, e pode sentir um pouco de recalque inveja no chalé. Mas dentro de Dahlia, apenas festa havia. Se sentia valorizada e muito disposta. No dia seguinte da notícia, decidiu ir treinar um pouco no curso em que iria instruir. Só começaria na segunda-feira, quatro dias dali. Em suas mãos estava seu escudo (uma réplica do famoso Aegis) e a espada elétrica. Sua espada ainda estava se acomodando á ela, poucas batalhas com esta. Seu arco fiel tinha ficado dentro do chalé, descansando. Os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo alto e usava um jeans e uma regata roxa. Os allstars velhos pareciam tão ansiosos quanto ela, enquanto caminhavam em direção ao campo de treinos. Chegando lá, se juntou ao resto dos campistas, esperando os comandos. Era um treino um pouco mais elaborado, um caça a bandeira mais simples. Eram duas equipes, os verde e os amarelo. Depois de os campistas serem selecionados, a instrutora mostrou como seria o treino. Cada equipe iria esconder a sua caixa dos tesouros, e cada equipe teria de fazer uma estratégia e ir ao duelo. Dahlia tinha ficado no amarelo e pode reconhecer alguns de seus irmãos de chalé. Mas se focou na estratégia. Todos exporam suas ideias, mas a que prevaleceu fora a de Dahlia. Sua estratégia era ser o mais óbvio possível, tentar demonstrar que a estratégia era ir para o ataque e demolir tudo a frente, mas enquanto isso os mais ágeis e rápidos iam pelo outro caminho, onde teria menos campistas por conta do ataque óbvio. Sua irmã de chalé Marnie separou os "óbvios" e os "infiltrados"; Dahlia ficou dentre os óbvios. Quando ambos os times terminaram de montar suas estratégias, a instrutora soou o apito sinalizando o início do jogo. Dahlia e outros 11 ou 15 campistas foram na direção principal, correndo para o abate. Muitos, mas muitos verdes caíram na estratégia e por volta de 25 campistas foram duelar contra os amarelos. Uma menina do time verde chamou a atenção de Dahlia com um corte na omoplata. A menina avançou com sua adaga para cima de Dahlia, que defendeu com sua espada, sem ligar a eletricidade ainda - queria que fosse um movimento surpresa. Enquanto isso, os "infiltrados" iam sorrateiramente pelo lado mais calmo, sem passar por grandes problemas, a cada campista que avançava contra eles, era facilmente detido pois os "infiltrados" eram os mais habilidosos do time amarelo. No outro lado do campo, Dahlia e a menina-de-verde lutavam sem parar, a menina parecia ter um instinto voraz e não parava de avançar contra Dahlia. Entretudo Dahlia conseguia - com um pouco de esforço - defender seus ataques, buscando mostrar a simplicidade da arma, antes de mostrar o real "tchan" da espada. Cortou o queixo da menina, que soltou um grito um tanto abafado e que voltou cheia de fúria contra Dahlia. Felizmente, Dahlia ligou a eletricidade bem a tempo de provocar um corte um tanto profundo no ombro da garota, a menina parecia que ia chorar por conta da eletricidade mas apenas se sentou no chão e abraçou as pernas, pedindo um descaso. Dahlia consediu e disparou na direção do campo dos verdes, agora em menores quantidades. Por não ser muito alta conseguiu passar sem ser vista, e se encontrou com os "infiltrados" que quase rasgaram sua garganta, eles correram para o meio do campo dos verdes, passando entre as árvores, se aproximando cada vez mais do esconderijo dos verdes. Porém quando chegaram, os guardas que tinham ali eram os mais fortes, que conseguiram conter maior parte dos "infiltrados". Mas Dahlia desferiu um golpe do adversário com o escudo Aegis, que o fez cambalear e tropeçar. Ela correu e pegou a caixa dourada. Só precisava voltar para seu campo, simples? Não. Os verdes surpreendentemente dobraram e por pouco não tomaram a caixa de volta. Quando Dahlia ia passar para seu território com a caixa, um menino a surpreendeu e cortou seu antebraço que ainda se recuperava de uma mordida de cão infernal. Ela arfou e xingou baixo o menino, enquanto desferia um golpe dele com o escudo. Logo depois disso, sua irmã Marnie chegou e levou a caixa consigo para o território amarelo. Um apito soou e ela desmoronou no chão, sentou-se arfando e com um pouco de falta de ar. Diversos irmãos vieram perguntar-lhe se ela estava bem, mas estava ótima! Sentiu uma alegria enorme por ter o esforço recompensado. Depois de um tempo, juntou-se a equipe para ver o tesouro. Marnie abriu a caixa e de dentro algumas balinhas saíram, e uma indignação geral surgiram junto. Mais um fim de treino bem sucedido, afinal sua vida no Acampamento não era tãããão ruim assim. Não é mesmo?
"Words were written long ago... Darkness would claim my throne. Crushing weight, bearing down, life traded for a crown. Light reveals, fertile soil, stone laid by kings of old. Winter's end, melting snow. Still I can feel the cold... Ashes rain from skies and smother Erthen fire. My soul is ever weakened by winter's cruel disease."


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Alexia W. Karamakov em Dom 1 Dez 2013 - 16:07


Teenage Dream
You make me feel like I'm living a teenage dream
 
Suspirei, jogando-me na cama com raiva. Juro que um dia ainda mataria aquela garota que, infelizmente, era minha irmã. Isso se um monstro não a devorasse antes... Isso seria ótimo. Não ficaria no chalé, dividindo o mesmo ambiente que ela, apesar de ser a monitora.  Troquei-me rapidamente, uma calça jeans escura, uma blusa do Nirvana que já desbotava e meus All Star. Verifiquei se estava com minhas armas antes de ir em direção a arena enquanto cantarolava Teenage Dream.
Estava distraída pensando no meu pequeno problema com minha meia-irmã encapetada que acabei esbarrando em alguém e com toda a minha sorte, fui direto ao chão.
- Ah, droga. - Resmunguei - Desculpe-me.
Olhei para cima. O garoto moreno com olhos cor-de-mel me encarava e um pouquinho de baba escorria do canto de seus lábios.
- Perdeu algo aqui? - Perguntei de forma um pouco grossa, o que parece ter acabado com o encanto que os filhos de Afrodite tinham sobre os outros semideuses.
- D-desculpe. Foi culpa minha. - Me levantei. O garoto devia ter em média uns 18 anos, pois era musculoso e muito alto. Provavelmente um filho de Hefesto, ou Ares, talvez. Me senti uma criancinha perto dele, pois era pequenina. - Quer treinar?
Não respondi, apenas balancei a cabeça positivamente e o segui pelo resto do caminho até a arena.
 
Ao chegarmos lá, mal esperei o garoto se posicionar e lancei-lhe o chicote. Aquilo não o feriu gravemente, mas foi o suficiente pra arrancar uma quantia mínima de seu sangue.  O menino rosnou e se lançou contra mim com sua adaga (Que eu nem sabia da onde ele tinha tirado). Me lancei para o lado para me esquivar, e como era muito inteligente, tropecei numa pedrinha do tamanho de uma formiga e caí de cara no chão. O menino me surpreendeu dando uma grande gargalhada.
- Qual a graça? – Perguntei carrancuda.
-Você é muito carrancuda pra uma filha de Afrodite, sabia? – Ele gargalhou.
Fingi rir também, mas logo levantei e dei um chute alto em seu peito, o fazendo cair de bunda no chão.
- Quem está rindo agora?
O menino se levantou com raiva e sussurrou algo como “chega de treino por hoje”. Gargalhei e beijei sua bochecha. Voltei para o chalé.
 
 



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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Convidado em Dom 1 Dez 2013 - 19:27

Treino de Estratégia

Usando a Cabeça

 Mesmo dizendo que estava cansado depois de terminar cada treino, não conseguia parar. Havia curado a maioria dos ferimentos na Enfermaria e havia tomado Ambrosia o suficiente para fazer um cavalo entrar em combustão espontânea. Fui ao meu chalé e também troquei de camiseta, a camisa agora estampava um Pégaso em vez de um centauro, e estava nova em folha, sem coco de passarinho e melhor ainda, sem sangue. Segundo meu cronograma havia apenas dois treinos que ainda tinha que realizar no dia, Forjas, e estratégia. Eu não era muito fã dos treinos de forja, então fui para o de estratégia. Como queria poder voltar atrás. A Armadilha que estava a minha frente era simples e complexa ao mesmo tempo. Era um poço, coberto de vigas, de várias espessuras e tonalidades, todas aparentemente feitas de madeira, e dispostas de jeito desorganizado em cima do poço. O Desafio era atravessar o poço sem cair, e derrubar todas as vigas deixando apenas a que eu escolheria para me manter em cima. O Problema era que, além de ter que escolher a viga certa, teria que derrubar as outras, e se as vigas mudassem de intensidade ao passar do desafio? Isso seria um problema, talvez eu acabasse derrubando a viga correta no caminho. Então deveria pensar antes de fazer qualquer coisa. Havia até retirado a espada, o que raramente eu fazia, o jogo agora era totalmente mental, não iria usa-la. Dei o primeiro passo, a viga rangiu mais ficou inteira. 

Mesmo estando a poucos segundos em cima da viga o equilíbrio me veio naturalmente, pelo menos nesta área eu não teria nenhuma dificuldade. Dei o segundo passo, e ponderei meu peso entre as vigas. As duas continuaram inteiras. Logo vi uma viga escura, de espessura grossa, parecia muito firme, então arrisquei um salto, seria um lucro poder atravessar aqueles dois metros sem precisar retirar todas as vigas. Assim que pulei, a viga atrás de mim se desfez em pó, e a que eu havia pulado trincou. A Rachadura foi se seguindo até eu notar o que se estendia a seguir: Ela iria rachar, assim que fui dar o impulso para conseguir ir para outra, ela desabou. Agarrei a primeira que vi em minha frente, que pelos deuses não caiu — Viga Idiota. — Disse para mim mesmo, embora soubesse que não adiantaria. Notei outro detalhe: As vigas tinham números, impares e pares, eu me encontrava em uma viga de número quatro, par. E se as estáveis fossem apenas as pares? Tentei ir para a viga de número seis, e ela se trincou mesmo antes de apoiar totalmente nela. É esse não era o padrão. Então qual era? Estava confuso, seria praticamente impossível de atravessar aquele poço sem um padrão ou um raciocínio sustentável. Tirei duas vigas a minha frente, e tirei uma que estava atrás de mim. Restavam apenas três vigas, e uma queda bem grande.

Agora estava dispondo o peso de meu corpo entre duas vigas, e havia uma, bem longe de mim. Escutava estralos, mais não sabia de qual viga vinha. Havia uma viga de número Treze, outra de número dois e um. Qual seria a correta? Treze é número de azar, seria uma armadilha? Ou um pensamento tão óbvio que seria normal ignora-lo por isso ele seria o certo. Tinha que arriscar. Dei um salto. A viga atrás de mim se desfez assim que retirei os pés dela. Quando cheguei a outra viga, a de número dois também se desfez. Estava tremendo, pelo menos, sabia que não iria cair, quando estava saindo cai, fiquei apenas pendurado pelas mãos. Meus braços ardiam pela exaustão, mais pensei: Bem a dor da queda deve ser muito pior, então, suba! Meus músculos responderam, esmo tremendo, consegui colocar-me em cima da viga, com algumas farpas na mão, fui sentado, rastejando e pulando de pouco em pouco até conseguir chegar a beira do buraco e sair da viga. Ela se desfez atrás de mim, agora era apenas um buraco. — OK, É OFICIAL, CHEGA DE TREINOS POR HOJE. — Jurava que se dormisse em qualquer lugar naquele momento, só acordaria no verão seguinte.




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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Ter 3 Dez 2013 - 23:17

The second Training !

Pensar, melhor do que simplesmente correr !

O dia fora caindo, Dionísio sendo o Deus das festas pouco antes de convocar o almoço percebeu uma movimentação estranha, similar a de um touro Meca ecoando pela mata muito próximo a entrada do Acampamento assim o senhor D. convocou uma suplência entre Bruno do chalé de Apolo, Steiner do chalé de Ares, e Hector do chalé de Hefesto. o plano era simples chegar sem barulho fazer, dominar a criatura.

Meus olhos brilhavam enquanto fitava Dionísio falar cada vez mais e mais sobre o Touro, seus riscos de em entrar quando ideias foram surgindo-se a minha mente, O Touro era mecânico se pudéssemos acertar a orbe inicial do mesmo poderíamos ganhar.
Quando levantei e falei -Senhor D. faça de mim, o líder do grupo tenho certeza que iremos derrubar o touro.- Os outros dois dentre o grupo recusariam com toda certeza porém o Senhor D compreendeu a mim e concedeu o chalé de Apolo a liderar.

Com a liderança nas mãos eu disse ao grupo mesmo pequeno mais competente - Olha, cada um aqui tem de exercer o que eu disser, como disser, sem fazer merda !
Primeiro Hector, como você tem aquele showzinho de bombas e etc, chame a atenção do touro para o penhasco,
Segundo Steiner  embosque lanças felpudas na direção de 2 metros acima, a intenção é exatamente perfurar a Orbe central do touro quando ele correr, eu vou atrair ele primeiramente, e vou correr, quando eu pular para o lado vou gritar ai vocês seguem como o plano. - Era competente porém o senhor D. tinha suas duvidas mais em fim deixou nós partir dali.

Sai da Casa Branca com um Arco de madeira Cromado, e sobre minhas costas uma Aljava carregada, os outros dois me seguiam até o ponto desejado, Steiner preparou as lâminas, Hector as bombas para o atordoar, quando me dei por pronto pensava comigo a cada estante." Merda.. Merda... Pai ajude-me.." Me senti mais confiante, apunhei o arco com a flecha em riste, puxei as cerdas resistentes até o fio do ombro soltei eminentemente, em direção ao touro, sobre qual pregou em sua testa.

O Touro virou-se em tamanha velocidade contra meu ser, eu correria como nunca, cada pesada no chão era única me sentiria mais forte com o resto de Sol que ali estava, ( Por do sol) quando pulei, O touro acompanhou o penhasco, escorregando-se quando eu gritei -Agora ! - Steiner deixou a lâmina a 2 metros para cima, ( altura da entrada da orbe do touro) Hector deixou bombas estaladas perto onde o touro pisoteou e fora alvejado até o fio da lâmina perfurando sua orbe, os resto do Touro caiu ao chão se destruindo.

O grupo ficou perto do Touro um uivo de vitória se ouviu Steiner e Hector sorridentes me abraçou, que abraço eles pareciam dois armários, me esmagou por completo, mais o plano fora de acordo, e eu só pensaria comigo. " Obrigado Pai ! "- Mais digno era Apolo de receber todos os uivos de vitória pois ele foi a frente.



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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Logan K. Scheubaer em Ter 3 Dez 2013 - 23:47


CÂMARA ESFÉRICA

Depois de algum tempo treinando e vivendo no acampamento, as coisas pareciam se digerir mais facilmente. Meus reflexos tinham melhorado, assim como minha habilidade com espada. Ainda possuía certo receio em me aproximar da arena em dias de treino de combate a monstros. Estava de saco cheio de monstros na minha vida, infelizmente sabia que até agora os que eu enfrentei são só o começo de tudo.
 
Levantei cedo do meu chalé naquele dia. O sol ainda não tinha nascido. Estava deitado na praia dos fogos de artifício sem fazer absolutamente nada. Não conseguia dormir. Parecia que eu tinha tomado centenas de latas de energético antes de deitar na cama.
 
O sol se pôs minutos depois de eu sair do local em direção a arena de treinamento. Ao chegar ao local vi vários semideuses já espalhados. Muitos preparados para o treino.
 
A instrutora chegou e disse tudo que tínhamos que fazer. Tinha algo a ver com formar duplas e entrar em uma câmara esférica. Formei uma dupla com uma filha de Ares que eu encontrei e adentramos a câmara. Tudo estava escuro, não se via um canto.
 
- Você consegue ver alguma coisa – perguntei para a menina
 
- Claro que não, imbecil – a mesma respondeu de um modo ignorante
 
Suspirei e relaxei meus ombros. Comecei a tatear a parede da câmara, mas não encontrei nenhuma saída. Nada da filha de Ares encontrar algo de útil também. Acabei me distraindo um pouco, e por causa disso acabei me assustando quando uma voz falou alto - “Escolha um monstro”.
 
Uma luz vinda do meio clareou o local. Olhei para a mesma e pedi claramente por uma Quimera. Percebi que a filha de Ares olhava esbravejada para mim por não termos entrado em um acordo. Olhei ao redor e percebi que a as paredes da câmara esférica começava a girar rapidamente. Tudo ficou escuro, e quando as luzes voltaram estávamos em um campo aberto sem nada ao redor. Mais um dos truques das feiticeiras.
 
Uma Quimera com uma cabeça de águia e a outra com cabeça de javali se materializou ali. O corpo de leão reluzia com a luz de fim de tarde. Segurei firmemente minha espada e percebi que a filha de Ares também.
 
- Vai para a direita e eu vou para esquerda, ele vai tentar perseguir um de nós, enquanto um ataca pela frente outro atacar de surpresa por trás, ok?
 
Corri na direção que propus e o monstro veio em minha direção. Temia que isso acontecesse. Tentei me afastar do monstro o máximo que eu pude, até que o mesmo chegou próximo o suficiente. Uma de suas cabeças atirou fogo em mim, porém rolei no chão para esquerda. Levantei-me e voltei minha atenção para o monstro. Peguei uma pedra no chão e joguei no focinho do javali. Essa cabeça se alargou para frente e jogou fogo em minha direção. Rolei mais uma vez para direita.
 
Corri em direção ao monstro me desviando algumas vezes do fogo que as cabeças lançavam. Infelizmente algumas me acertavam e chamuscavam minha roupa e algumas queimaduras leves na pele.
 
Ao chegar perto o suficiente da criatura, tentei cortar sua cabeça de javali. Mas apenas causei um sangramento. A cabeça de águia bicou meu braço levanto um pedaço de pele com ela. Soltei um grunhido e olhei furioso para a águia. Ataquei a face da mesma com minha espada, fazendo uma parte da mesma cair no chão. O monstro se agitou mais, infelizmente.
 
Ele avançou em cima de mim fazendo minha espada cair ao longe. Suas garras prendiam-me no chão. Percebia duas chamas sendo formadas nas bocas das duas cabeças da criatura. Aquele seria provavelmente meu fim. Rezava para acabar logo com aquilo e que voltássemos para a câmara esférica. Estava me preparando para ser carbonizado quando ouço o monstro rugir de raiva e se desintegrar em cima de mim em um pó dourado. A filha de Ares tinha enfiado sua espada na garganta da Quimera.
 
- Agradeça depois – a menina falou olhando com um sorriso desdenhoso no rosto – Princesinha.
 
 
 


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Bernard Fontaine Célérier em Qua 4 Dez 2013 - 20:17

Treino De Duelos e Estratégias

Cheguei na arena de duelos o mais rápido que pude. O dia estava uma bosta como sempre e eu pela primeira vez duelaria com algum filho de apolo que me viu utilizando o arco. Ao chegar na arena ele estava lá, esbelto, segurando um arco dourado com flechas flamejantes - Bem, usaremos coletes pra ninguém morrer, se o baque da fecha for forte, digo, um baque fatal o colete apita - peguei um arco negro e as flechas cinzas e virei-me para ele - Certo - disse o garoto colocando o colete que a pouco eu jogara para ele - Bem, agradeça à Bennedit, uma filha de hefesto - pus meu colete e então me afastei dele - Ok, agora me explique a droga da estratégia que tinha me dito - disse ao garoto. Ele prometera a mim ensinar algo e logo em seguida duelaríamos de verdade.

- Bem, é muito simples você só atira uma sequencia de 5 flechas duplas, ele vai desviar e quando achar que a flecha estiver passando direto por ele, ela se abrira e vai matar quem quer que seja - disse o garoto e entregou-me 5 flechas um pouco mais negras que as minhas - Agradeça a Bennedit por isso - disse ele sorrindo - Agora quer duelar? - disse e então saquei uma adaga que levava comigo - Pode ser mas eu vou usar o arco - disse o garoto. Afastei-me dele e guardei a adaga no cinto, segurei o arco e corri na direção dele. Ele lançou uma flecha porém joguei-me no chão dando uma rasteira no garoto - Muito lento - ele se levantou e se afastou. Ergui o arco no mesmo instante que ele começou a mirar - De novo? - mirei precisamente e então - Já - ele atirou a flecha e me questão de segundos a dele atingiu a minha - Porra - disse ele e então jogou o arco no chão sacando uma espada. Fiz o mesmo, porém em vez de largar prendi-o em minhas costas, e então parti para cima dele calmamente. Ele desferiu um golpe e brandi a minha espada conta a dele antes que chegasse a tocar meu corpo.

Desferi um golpe na direção do pescoço do garoto e ele, mesmo sendo filho de apolo, defendeu perfeitamente. Ele não percebera, mas a minha estratégia de irrita-lo e faze-lo esquecer do arco para luta corpo a corpo. Ele se afastou para perto do arco e eu que na verdade não fizera o mesmo apenas saquei o arco de minhas costas e mirando no peito dele atirei a flecha dupla que antes que atingisse o garoto se abriu acertando os dois ombros no colete - Acho que você perdeu, quem diria, um filho de apolo tão influenciável - ri um pouco quando vi a cara de raiva do garoto que a pouco me ensinara aquele "truque" e então continuei - Foi tão inteligente e influenciável que por conta da irritação soltou seu arco no chão e quando viu que não teria como ir no combate corpo a corpo teve a burrice de me dar as costas - disse e então peguei a adaga que usara e lancei no garoto. A adaga passou zunindo pelo ouvido do garoto e então ele jogou o colete no chão e saiu irritado. Aquela não era minha intenção desde o começo, mas quando vi que poderia ser feito, fiz. Peguei o arco, os coletes e a adaga e então saí dali indo ao chalé de hermes.
- narração - fala - pensamentos - fala de outros/citações -


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Logan K. Scheubaer em Qui 5 Dez 2013 - 18:09


DUELO

Ao chegar à arena, encontrei um oponente para duelar. De todos os treinos que eu já tinha feito até aquele dia, duelos e forjas foram os que deixei por ultimo. Não achava que estava pronto para eles. Na verdade, até agora não acho.
 
Localizei-me no centro da arena, frente a frente com um dos semideuses do acampamento. Como eu não era burro – não tanto – escolhi um novato que dormia também no chalé onze. Carregava uma espada simples em cada mão, enquanto o outro possuía apenas uma espada. Eu estava começando a gostar mais de usar duas espadas do que apenas uma e um pesado escudo.
 
- Preparado? – Perguntei. Na verdade não queria saber, só queria que ele se distraísse e eu pudesse logo acabar com isso. Porém não tive tanta sorte assim, pois o mesmo nada respondeu. Ele apenas tentou me atacar no peitoral, porém deu um pulo para trás e tentei cortar o seu braço que segurava a espada. Infelizmente a lamina não tinha chegado nem perto do corpo do rapaz.
 
Segurei firmemente no punho das espadas e avancei rapidamente sobre o rapaz. Em um momento que o mesmo abaixou a guarda, fiz um corte com minha espada bem na bochecha do mesmo. Sem parar tentei com a outra espada no peitoral do rapaz, em um corte horizontal, porém ele bloqueou com a espada, causando um som irritante de uma lamina encontrando o gume da outra.
 
Avancei um passo, fazendo o rapaz recuar outro. Tentei atacar o peitoral dele com minhas duas espadas, mas o mesmo bloqueou com a parte plana da espada inclinada na horizontal. Felizmente ele se desequilibrou e deu um passo para trás. Aproveitei a situação e bati com o punho da minha espada direita na clavícula do rapaz. Abaixei-me e cortei profundamente a panturrilha do mesmo, que começava a sangrar. Ele atacou transversalmente para baixo em minha direção, porém desviei para o lado o meu tronco e levantei-me rapidamente.
 
Dei uma joelhada na barriga do rapaz que gemeu de dor. Ele tentou me atacar com a espada, porém cortei o pulso do rapaz, fazendo a espada do mesmo cair. Larguei uma das espadas e segurei firmemente os pulsos do rapaz. Chutei suas pernas com força fazendo-o ajoelhar-se. Posicionei-me atrás do rapaz forçando um de seus braços para trás e com a outra mão ameaçava cortar a garganta do mesmo com a espada.
 
- Eu acho que ganhei – Falei largando o pulso do rapaz. 


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Qui 5 Dez 2013 - 21:01



Treino de duelos e estratégias
um autômato incomoda muita gente, dois autômatos incomodam muito mais

Aquela era a primeira vez em que eu realmente queria ir à algum lugar. Isabelle, minha meio-irmã, seguia ao meu lado pelo trajeto que levava ao descampado próximo a arena de treino – Duelos e estratégias? – Indaguei ao arquear as sobrancelhas para o lado de Belle. A garota é que havia me informado do horário do treinamento, mesmo que, dessa vez, tenha sido eu a arrastá-la para fora do chalé. Quíron, grande tutor de heróis como era, nos colocava sempre em situações tanto de risco quanto divertidas, o que justificava o fato de eu ter saído do chalé por livre e espontânea vontade. Garotos e garotas de braços cruzados já faziam um semi-círculo quando finalmente chegamos, eu e minha meio-irmã, ao descampado. O corcel branco ocupava o espaço central, seu arco de caça nas costas e uma espada na bainha – Talvez seja legal. – Arrisquei murmurar para Belle que parecia ter caído da cama de tão mal humorada que estava. Dizem que as garotas tem ciclos, do tipo que justifica – por vezes – o mau temperamento, mas eu não conseguia identificar o dia em que Belle não apresentava seu mau humor habitual.  Chegamos em tempo de escutar as primeiras informações, estas envoltas de uma breve explicação por parte de Quíron a respeito do modo de funcionamento dos autômatos. Arqueei as sobrancelhas, cruzando os braços, e pus-me a escutar o restante do que era dito. Provavelmente teríamos de lidar com autômatos, uma hipótese quase que obvia, e talvez fosse necessário o conhecimento sobre o ponto fraco daqueles homens de “lata”.

Passados bons dez minutos, Quíron terminou de explicar o que faríamos àquela tarde. Os filhos de Hefesto haviam conseguido cumprir a cota de produção estipulada por Quíron, suplantando-a em vários autômatos, e estes mesmos autômatos seriam usados em nosso treino. Campistas versus máquinas, em base. O descampado havia sido escolhido como ponto de encontro por ser capaz de proporcionar maior visibilidade e mobilidade, tanto para os semideuses quanto para seus adversários. A estratégia ali era quase que impossível, o que tornava a tarefa complicada e trazia a tona sua essência. Dado o sinal para que todos se armassem, peguei minha espada presa a fivela da calça e a girei entre os dedos, sorrindo animado ao vagar por entre os campistas agitados – Pronta para chutar alguns traseiros de lata? – Indaguei a Belle que parecia estar de humor renovado. Minha meio-irmã gesticulou positvamente e disse algo a respeito da troca de oléo, ironizando o fato dos autômatos serem, em suma, autômatos. Dei de ombros e sorri, batendo em seu ombro ao me locomover até onde erguia-se uma espécie de “centro intelectual”. Os filhos de Atena e Ares conversavam entre si, propondo estratégias e formações de guerra. Cheguei em tempo de escutar o veredito final, onde um rapaz de Atena proclamou que lutaríamos em dupla para que um protegesse a retaguarda do outro – Então está decidido? – Perguntei. Todos responderam que sim e dessa forma foram formadas as duplas, estando eu responsável por fazer companhia a Belle.

Os autômatos estavam todos do lado esquerdo do descampado, enquanto os campistas se concentravam à direita. Cada meio-sangue fazia companhia a outro de porte semelhante ao seu, o que dava equilíbrio as duplas. Quíron, vendo que tudo tinha sido organizado, levou um apito a boca e o soprou. Havia começado. Os autômatos se moveram imediatamente, deixando transparecer a luz por trás de seus olhos e também a rapidez ostentada ao correrem até nós. Girei novamente a lâmina de minha espada, matendo-a firme entre os dedos perante a iminência de um ataque. O primeiro golpe caiu contra nosso flanco esquerdo, mas logo todos estavam espalhando-se. Belle bateu contra meu ombro e indicou que eu me abaixasse, ao que repondo com um olhar confuso. Perdendo a paciência, minha meio-irmã investiu contra minha cabeça, por isso fui forçado a me abaixar e só então pude perceber que a intenção era, desde o início, de acertar o autômato atrás de mim – Falha minha. – Pedi as desculpas ao ficar de pé. O autômato soltava faíscas pelo lanho que quase tinha separado sua cabeça do pescoço. De espada em riste, avancei contra a máquina que havia tentado me atacar covardemente e desci a espada de ferro estígio contra o autômato. Punha toda a força no golpe transversal, executando-o com maestria considerável. Faíscas saltaram do encontro entre espada e aço, fazendo com que eu apertasse os olhos. Mas não parou por aí. Após acertar o peito do autômato, dei um passo e investi contra suas canelas, abaixando-me no ato. Meu adversário cambaleou, mas resolveu usar da vantagem e tentou descer o punho contra minhas costas, contudo fui mais rápido em rolar para o lado. Nesse momento Isabelle surgiu sabe-se lá de onde e fincou a própria espada na axila do autômato. Tinha de acertar as articulações, segundo ela, e também parar de ser fujão – Você não tem muitos autômatos para matar? – Resmunguei ao ficar de pé e procurar a nova vítima.

As máquinas convergiam de todos os lados, suplatando em muito o número de campistas. Fui cercado logo por dois autômatos, cada qual portando uma espada rústica de madeira – Segundo round. – Anunciei ao partir para o ataque. Esperar que seu adversário invista é uma ótima estratégia, mas não há como usá-la quando o número de inimigos desafia a lógica dos planos de batalha. Alcancei primeiro o da direita, abaixando-me assim que cheguei perto. O autômato tentou acertar minha cabeça, mas cortou somente o ar, e enquanto isso eu finquei a espada na articulação entre a coxa e o tronco de meu adversário, causando-lhe o curto circuito. Como eu acontece com as máquinas em curto, àquela começou a se locomover muito rápido,  acertando-me, por acaso, enquanto eu tentava recuar. Meu braço esquerdo foi atingido em cheio pelo punho de aço. Engoli o gemido de dor e investi para o outro autômato que corria até mim – Cai dentro, lata velha. – Incitei ao me inclinar para a esquerda a fim de evitar o primeiro golpe. A espada passou há centímetros de meu rosto, deixando por pouco de acertar seu alvo, e bastou esse pequeno intevalo para que eu conseguisse ficar novamente “reto” com o autômato. Girei a espada entre os dedos e desci a lâmina gélida contra o topo da cabeça da máquina, deixando-a tonta. Em seguida restou-me a opção única: destruir. Finquei a espada no pescoço de meu adversário, estripando-o de cima para baixo. Menos um autômato.

Por estarem sendo repelidas com facilidade pelos campistas, as máquinas passaram a atacar em grupos maiores, sendo estes de três até cinco componentes. Visto que não poderia lidar com tantos ataques ao mesmo tempo, vasculhei o descampado ao meu redor até localizar Belle que tentava se livrar de dois incômodos. A garota tinha um vergão no braço. Cheguei até minha meio-irmã em tempo de empurrá-la para o lado e aparar um golpe. Espada contra espada, empurrei o autômato para trás, fazendo-o empurrar de volta e desviando para o lado assim que meu adversário fez força. Resultado? A máquina se desequilibrou e Isabelle, que a tudo assistia, aproveitou do espaço de tempo para acertar-lhe a junção entre cabeça e pescoço. Antes mesmo que eu pudesse dar um sorriso de satisfação, a garota gritou-me que eu abaixasse e dessa vez obdeci de pronto. Sua espada passou acima de minha cabeça, atingindo algo metálico que emitiu repercussão do tinido irritante. Cerrei os lábios e fiquei de pé, em tempo de recepcionar outros novos três autômatos que se juntaram àquele que ainda nos cercava. Belle recuou até onde eu estava, e assim ficamos de costas um para o outro. Fui o primeiro a atacar, partindo para a direita e para a esquerda o mais rápido que podia, embora alternasse a velocidade em busca de gerar confusão. Acertei latinha 1 na cabeça com o punho da espada, deixando-o cambalear, e logo desviei da investida de latinha 2 que ainda conseguiu bater contra meu braço já dolorido. Provavelmente aquilo ali ficaria roxo. Apertei os lábios e continuei a finta, desviando e fazendo o retorno para então atignir latinha 2 no peito com um pontapé. Admito que meu pé tenha doído, o que me desinibiu de tentar qualquer outro movimento que usasse da luta corporal. Como ainda não tinha finalizado autômato algum, parti novamente para latinha 1 que parecia mais “sóbrio” e lhe acertei a junção entre pé e canela, gerando o curto.

Enquanto isso, latinha 2, querendo vingança, aproximou-se de mim por trás e tentou me segurar, o que conseguiu com êxito. Me debati nos braços de aço do autômato, tentando até mesmo chutar-lhe (mas sem resultado, amém). Restou a Isabelle a tarefa de me salvar – Pode dar uma mãozinha aqui, Belle?! – Esganicei, pois começava a perder o fôlego graças ao aperto em meu peito – Camarada, eu não to carente, ok? Tenho namorada e tudo mais, então pode parar de me abraçar agora.  – Resmunguei para distraí-lo. Isabelle deu a volta no autômato e lhe acertou a cabeça, depois as juntas e logo eu me vi sujo de óleo - Abaixa! – Gritei para minha meio-irmã que obdeceu tal qual eu vinha fazendo. Coloquei um pé em suas costas, correndo, e pulei de modo a cair sobre o último autômato. A espada foi fincar-se logo no baixo ventre, de onde só consegui retirá-la após grande esforço. Eu até que vinha ficando bom naquele negócio de combate. Antes que novos autômatos surgissem, soou um apito, o mesmo que Quíron portava, e esse apito ativou parte do sistema do restante das máquinas que “congelaram” no lugar onde estavam. O centauro veio galgando até o grupo de campistas cansados, machucados e com aparente mau humor. Ganhamos um parabéns, belo combate e um “da próxima vez tentem fazer mais do que somente se dividir em duplas” – Maravilha, grande coisa. – Murmurei com desgosto para uma Isabelle que fazia piadinhas sobre minha relação com o autômato do abraço. Um treino, uma piada nova; eu poderia conviver com isso. 




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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Keoma B. Yoshida em Qui 5 Dez 2013 - 21:18



Treino de Estratégia e Duelos.
Treino noturno de estratégia em combate. Objetivo: Invadir a base inimiga o mais rápido possível. Eu, calouro, fui designado para ficar onde? Parte de defesa de minha equipe. Estávamos na nossa base onde teríamos que escolher nossas armas para a atividade, estava indo pegar uma pequena adaga quando o líder de nossa equipe falou ”Não senhor, você vai para as árvores. Pegue um arco ou uma besta e se vire”. Um arco? Nunca mexi em um desses, não sei atirar e não tenho coordenação. Uma besta é aquelas coisinha tipo uma arma com flecha? É vou com esse.

Peguei a famosa besta e fui para o alto de uma árvore, o bosque do acampamento não era um lugar muito agradável para se estar, ainda mais a noite. Teríamos de nos preocupar com os outros campistas e com possíveis monstros. A noite gélida estava cada vez mais impossível de suportar, o silêncio do bosque já estava assustando. Ninguém havia nem sequer passado por nós ainda, e se não passaram ainda. Creio eu que não seria agora que iriam passar. Me aconcheguei num galho, os outros dois campistas mais veteranos que estavam nos outros apenas olharam para mim com um ar de “Calouro”

Após um pequeno período de tempo nada havia acontecido ainda, a nossa base estava a baixo de nós, e ninguém nem havia tentado invadir. Estava fácil demais, comecei a conversar então com os outros campistas, uma conversa e durante o vai e vem acabei sentindo algo e disse:

- Pessoal, tem alguém aqui. – Eles riram de mim e não observaram ninguém. Falaram que eu estava errado e comecei a olhar para onde senti alguém, mirei minha besta e parecia que eu estava vendo algo no escuro, como uma pequena fumaça só e atirei e um grito ecoou pela floresta – Chupa.

A flecha acertou a fumaça que foi se aproximando e quando percebi que era uma pessoa me alegrei um pouco, isso significava que eles estavam avançando agora. Coloquei outra flecha na besta e fiquei em minha posição. Dois campistas estavam vindos e logo foram abatidos,  estava demorando demais para conquistarmos a base dele. Descemos das árvores e fomos para o ataque, subimos numa árvore perto da base deles. A batalha estava toda ali.

Tinha um grupo de filho de Ares atrapalhando o nosso avanço, mirei no que estava coordenando tudo e atirei. A mira falhou e logo perceberam que estávamos realizando um ataque assim. Tivemos que sair então, cada um de nós se separou e agora a nossa missão era cobrir um ao outro. Um campista veio em minha direção, estava subindo até o topo da árvore e gritei:
- Aqui!
Gritei tentando fazer com que eles o atacassem que estava me seguindo. Quando cheguei ao  topo da árvore não tinha mais saída, e ele estava ao meu caminho. Não tinha tempo para colocar a flecha e estava vendo que iria cair daqui.  Quando ele foi abatido e caiu, agora faltava poucos para atirarmos. Estava numa posição boa para o ataque, abati um alvo, e faltava somente dois para que conseguíssemos a base deles. Mas Quíron chegou dizendo que um deles havia tomado a nossa base, desci da árvore e voltei para o acampamento abalado por ter perdido a atividade.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Nathaniel Van Wood em Sex 6 Dez 2013 - 16:41


 

Tinha acabado de chegar ao acampamento e não estava totalmente ajustado, pois não havia descoberto quem era o meu pai Divino e é oque me deixou bastante preocupado, eu não tinha a menor ideia no que eu era bom ou parecia com alguma Divindade, mas pelo menos estou a espera de que o meu pai seja alguém bacana e legal. Enfim. Deixei meus pensamentos de lado e após acabar de me arrumar em frente a um espelho no chalé de Hermes. Eu sai do local indo até a área onde ocorria os treinos, indo a meu treino sobre Duelos e Estrategias de batalhas. Depois de longos minutos olhando para todos os campistas que passavam a minha volta eu finalmente cheguei no local que queria, olhei ao redor um pouco tentando me localizar vendo algumas pessoas se enturmarem em até que por um breve momento alguém toca em meus ombros e fala com uma voz serena e doce.

Novato quer treinar comigo?

Virei o corpo sorrindo e falei.

Claro, Mas... sou novato e sabe... não sei de nada.

 
Ele olhou meio confuso, mas depois deu um sorriso dando um ok com a mão e depois acabou por me arrastar até uns bonecos de palha falando.

- Bem... seu objetivo é roubar aquele cordão que amarrei em sua cabeça porém se for acertada por algum deles perde.

Olhei um pouco nervoso, porém, sem questionar eu avancei contra os bonecos, mas eles revidaram girando seus braços, pois estavam controlados por um mecanismo. Sendo assim eu me joguei para o lado esquerdo, e rapidamente voltei a ficar de pé desviando de golpes desferidos contra meu estomago. Procurando não me distrair, dei uma investida rápida socando a cabeça do boneco para tentar quebrar. Porém, acabei por machucar a mão, pois dentro do mesmo continha alguma especie de metal duro, oque me fez recuar alguns metros do mesmo, depois decidir-me enfiar no meio entre os robos após ter uma ideia bastante local, só precisei de agilidade e velocidade pra isto. Foi na hora em que ambos os robos me atacaram, e eu só me abaixei fazendo eles acertarem uma ao outro e se destruírem. Depois disso eu peguei o cordão que havia caído do chão após a cabeça do outro robo voar e depois levei até o outro campista sorrindo.



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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Rocker B. Wornshild em Sab 7 Dez 2013 - 13:20


Run


O caos. Já parou para pensar um pouco sobre isso? Esse conceito muitas vezes associado à desordem ou até mesmo à destruição, propriamente dita... O que efetivamente quer dizer? Vejamos então. Um reles desarranjo, um simples desalinho nos padrões aceitos como normais. Isso é chamado de caos. Ao menos, pelas pessoas meramente convencionais. Mas a questão é que, se os indivíduos que enxergam esse desarranjo como algo ruim são, no mínimo hipócritas, qual seria o verdadeiro propósito do caos? Ou melhor, qual seria o seu significado? Manter, modificar ou destruir? O conceito de normalidade se transforma com o passar dos tempos, ele progride. O anormal, de acordo com a situação, torna-se perfeitamente normal. E assim, o futuro desmancha o passado. Dessa maneira, sempre que necessário, surgem os agentes do caos. Aqueles que agem de acordo com sua vontade, sem limitar-se às regras, sem importar-se com o que é convencional ou não. Mas perante os olhos inconvenientes da massa, eles são vistos como anarquistas duma utopia fantasiada pela manipulação dos mais fracos. Para mudar esse mundo, cá entre nós, fantasias não bastam. Precisa-se de atitude, que é a pouca distância entre os sonhos e a conquista. Mas toda ação requer uma conseqüência, como bem se é sabido. E o pequeno passo que se dá em direção ao caos, meus caros, chama-se loucura. Sempre à companhia conveniente do caos.
Essa é a questão.

A fumaça vazava pelos lábios róseos. Era densa e espessa, puramente feita de tabaco. Carregava um cheiro exageradamente forte consigo que chega a ser desagradável para algumas pessoas. Ela dançava sorrateiramente por seu rosto apático até subir e somente então, desaparecer em meio ao sopro dos ventos. E todas as vezes que seus pulmões castigados esvaziavam-se daquela fumaça, ela tragava o enrolado. Voltando seus olhos para o teto bege do chalé de Hermes, notou uma vontade súbita crescer em seu peito, transmutando para um simples pensamento: a Arena de Duelo. Não era apenas uma necessidade, era um chamado súbito, um vazio; não pode fazer nada contra a tal sensação quando se levantou da cama, disposta a treinar naquele dia. Jogou o cigarro fora e foi arrumar-se.

O treino estava marcado para as onze horas, então saiu do chalé mais ou menos dez minutos antes, vestindo roupas simples que não lhe trariam problemas ao treinar em um clima abafado e quente. Ao chegar na arena, encontrou um grupo de jovens com camisetas laranjas, todos parecendo ansiosos, esperando a chegada de seu instrutor. Ele logo entrou na arena; era alto e ruivo, e carregava uma grande bolsa com vários bastões de madeira dentro. Um círculo formou-se ao redor dele assim que ele largou a bolsa no chão, então sorriu e apresentou-se. Chamava-se Arien, e morava em Manhatthan, pois tinha namorada e um filho.

Um murmúrio de curiosidade correu a arena quando Arien disse que vivia fora do Acampamento. Rocker só teve um único pensamento: ele devia ser louco para morar em um lugar desprotegido contra monstros E AINDA envolver duas outras pessoas inocentes em sua situação. Isso só a deixou mais soturna do que já era, mas ele não parecia se importar com a reação dos demais. Com um sorriso, pediu que todos fizessem uma fila para que ele entregasse um bastão para cada um.

Assim que a morena recebeu seu bastão, questionou-se por um instante se aquele realmente seria um treino de agilidade. Sim, pois o bastão era mais pesado do que ela imaginara; seu diâmetro aumentava na ponta e diminuía na base, de modo que ela podia fechar minha mão em volta dele. Lembrava um pouco um taco de beisebol, mas mais longo. Assim que todos os campistas receberam as armas, Arien guiou-nos até o lado onde vários bonecos feitos de areia (e costurados com um forte couro) jaziam especialmente para treinos de esgrima e adjacentes.

Ela postou-se diante de um dos bonecos, examinando-o. Estava amarrado em uma estaca e tinha braços e pernas um pouco afastados do tronco. Arien postou-se à frente de todos e explicou o exercício: Em guarda, teríamos que alternar rapidamente golpes entre ambos os lados do flanco do boneco com estocadas no abdômen.

O filho de Hermes deu o sinal, e ela pôde ouvir o barulho de vários semideuses começando os golpes em seus respectivos alvos. Suspirando, ergueu o bastão em posição de ataque, girou o tronco de forma que seu pé esquerdo ficasse para trás, e iniciou o ataque. Segurou sua arma com ambas as mãos, para contrabalançar seu peso levemente exagerado. Assim, ataquou o boneco com fúria, uma, duas vezes, como se ele realmente fosse um inimigo e estivesse me ameaçando... mas ainda não estava rápido o suficiente.

A indefinida parou e suspirou, pensativa. Nesse momento, Arien, que estava fazendo uma revista por entre as fileiras de campistas, parou ao seu lado. ― Estive te observando. Como se chamas? ― Ela respondeu seu nome e ele balançou a cabeça em concordância. ― Pois veja, Rocker, reparei que és destra. Logo, tens que deixar teu pé direito para trás. Te trará mais flexibilidade e agilidade na hora de golpear ambos os lados. Veja. ― Com um gesto, ele postou-se à frente do boneco de couro, colocou o pé direito atrás, flexionou levemente seus joelhos e atacou, no sentido direita-esquerda, cruzando o bastão por seu corpo. Ela percebeu que ele quase saltitou para frente e para trás entre um golpe e outro, e aquele movimento fora decisivo para que o golpe fosse ágil e preciso.

Sorrindo, devolveu-lhe o bastão e continuou sua inspeção entre os campistas que treinavam. Ela passou a língua entre os lábios e procurou imitar os movimentos do filho de Hermes quanto à posição de pernas e movimentação. Realmente, seus golpes foram desferidos mais rapidamente dessa maneira. Tentou novamente, utilizando apenas uma mão para atacar, girando-a quando trocava de lado para bater. Assim continuou por alguns minutos, repetindo os golpes, saltando para trás e retornando, verificando a distância perfeita, respirando fundo antes de cada sequência e expirando com força a cada golpe.

Foi feita uma pausa depois de quinze minutos, depois outra sessão de treino, e então todos os campistas foram dispensados. Ela entregou o bastão para o instrutor e retornou para o chalé.



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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Bernard Fontaine Célérier em Sab 7 Dez 2013 - 18:27

Treino De Duelos e Estratégias

Acordei cedo naquele dia. Estava muito revoltado com as pessoas do meu chalé. Eles nunca limpavam aquela porcaria direito e toda vez que eu limpava vinha um escroto sujar. Saí do chalé e fui direto à arena de treinos. Não estava a fim de treinar com nenhum monstro. A última vez fora uma merda e eu me ferrei por completo. Cheguei na arena e fui de encontro à um filho de Ares - Sr. Esquentadinho? - disse colocando a mão sobre o ombro dele - Não era você que queria duelar comigo ontem quando derrotei aquele filho de Apolo? - disse ao lembrar do garoto que havia derrotado. Esse filho de Ares não era grande coisa. Eu havia treinado bastante e achei que dava conta de derruba-lo - Então, você finalmente tomou coragem, Fontaine? - disse ele e então puxou uma espada apontando-a para mim.

- Não se importa de eu usar um arco, certo? - disse a ela e vire-me de costas para ele, indo até uma parede sacando um arco. Vire-me para ele e apontei o arco mirando uma flecha no peito do garoto. Lancei-a e ele desviou com o escudo que levava consigo. Ele correu até mim e desferiu um golpe na diagonal. Abaixei-me enquanto desviava para o lado esquerdo e levantei-me com um giro puxando outra flecha da aljava em direção ao pescoço do garoto que defendeu com o escudo novamente - Acha que essas porcarias vão me atingir? - disse ele. Não sabia ao certo se devia continuar com o arco e então joguei o arco para longe puxando uma espada que ficava acoplada a aljava atrás de mim. Levantei a espada desferindo verticalmente a lâmina impedindo que ele me decapitasse. Girei o copo levando a espada junto e desferi um corte horizontal que foi de encontro ao escudo do garoto. Já não estava com vontade de ficar brincando de luta com o garoto, então avancei sobre ele e desferi um golpe brandindo conta a espada dele. Abaixei-me dando uma rasteira no garoto e logo em seguida quando o menino caiu pisei sobre ele apertando seu escudo contra o próprio peito encostando a espada levemente na garganta do garoto.

- Idiota - disse e ele apenas girou fazendo com que eu caísse também. Ele se levantou e numa breve tentativa de cuspir sobre mim mandei-o para o inferno. Ele se virou e foi embora. Pelo visto eu tinha ganho, mas de qualquer jeito aquela última cena em que ele quase cuspia sobre mim não fora lá das melhores. Levantei com dificuldade e guardei o arco que deixara jogado colocando na parede novamente. tirei a aljava e deixei ao lado do arco e, por fim, deixei a espada cravada num espaço feito exclusivamente para as espadas utilizadas. Meu corpo doía, mas mesmo assim fui para o chalé em vez da enfermaria.
- narração - fala - pensamentos - fala de outros/citações -


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Karen Silver em Sab 7 Dez 2013 - 19:21

O dia ainda estava escuro quando acordei. Uma chuva fina caía sobre o acampamento. Abri os olhos com dificuldade mas tinha que me levantar. Meu primeiro dia de treinamento... estava ansiosa... mal havia dormido e não sabia o que me esperava. 
Esperava que fosse me sentir aceita no acampamento como nunca fui na escola anterior, mas o sentimento de deslocamento ainda me perturbava.
O chalé para recém chegados estava lotado. O burburinho dos campistas logo pela manhã era ensurdecedor. Vesti minhas roupas de treino e seguimos para o treinamento. 
Lá havia muitos campistas. Mais do que eu poderia ter imaginado algum dia. E todos pareciam mais experientes e entrosados do que eu. 
O tema do treino "Duelos e Estratégias " me pareceria inimaginável há duas semanas atrás, quando minha maior preocupação, era como combinar a cor do esmalte, bolsa e sapatos. Mas agora tudo era diferente. Precisava entrar para uma equipe. Combater um grupo inimigo. Aprender a manejar uma espada e adaga...

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Obs:
Pensei em dar 5 pontos por pena, mas não. e.e
Você não fez nada em seu treino, moça. Leia alguns treinos bem avaliados e use como referência, se precisar de ajuda, pode me chamar por MP.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Davos H. Grümmer em Dom 8 Dez 2013 - 0:38


Cheguei à arena de treinos normais e faria um treino comum de curta distância ou corpo a corpo seria mais adequado? Não sei ao certo, mas iria treinar assim para me distrair do costume de treinar com monstros. Comecei a andar em linha reta até me afastar razoavelmente dos bonecos arrumados, pronto para começar o aquecimento.

Aquecimento
Primeiramente comecei a correr em um pequeno pique, em círculos quase encostado aos paredões que nos dividia da arquibancada, chegando a dar cerca de 10 voltas, para começar a suar ao menos. Parei novamente ao centro do local e levei o joelho direito até o peito deixando a perna esquerda de apoio e equilibrada com o joelho reto. Repeti o movimento com o joelho esquerdo e enfim, segurei ao peito do pé direito com a mão direita, deixando novamente à esquerda ligeiramente esticada, me agachando somente para tocar a ponta do dedo do pé esquerdo enquanto segurava o direito, para adquirir estabilidade nos golpes e melhor equilíbrio o que era essencial numa luta. Repeti então o mesmo procedimento com a perna esquerda e fiquei novamente posicionado inicialmente.

Rapidamente fiquei em uma base boa, perna esquerda à frente e a direita atrás, como a do disparo de arco e flecha, rapidamente comecei a saltar de ponta de pé não saindo do local, apenas aquecendo os pés desferindo sequências de chutes giratórios, com a perna que ia atrás, num alvo imaginário como se estivesse a minha frente, e logo retornando a mesma para a posição, o chute giratório consistia em girar a perna que está atrás juntamente com o quadril deixando esticada a perna de apoio, acertando maior parte das vezes o tórax. Vinte chutes com a direita e posteriormente com a esquerda, assim não tendo tanta necessidade de mais. Entrelacei os dedos e estiquei os braços rapidamente para frente, contando exatos dez segundos, fazendo o mesmo somente alternando para cima os esticando normalmente, sem ser demasiadamente para não provocar lesões como acontecia. Feito isto, pus a mão esquerda na cintura e permaneci com a direita levantada e ao momento que girava a parte acima da cintura para o lado esquerdo com a mão direita acompanhando a mesma no movimento, alternando a mão que acompanhava o corpo e a que permanecia na cintura, cerca de dez vezes para ambos os lados. Terminado isto, mexi os braços os balançando e tremendo, de um lado para o outro dando tapas nos mesmos para estimular os músculos, posteriormente sem perder tempo fiz movimentos tanto horários quanto anti-horários com a cabeça terminando e então fazendo pausar para cada um dos lados, finalmente terminando meu aquecimento, achava que aquilo já era o bastante para não sentir as ‘indesejáveis’ dores que quando não me alongava, sentia constantemente.

Lembrei-me então do principal, antes que pegasse os equipamentos, dei meia volta e continuei a saltar fazendo polichinelos rapidamente, em saltos rápidos e precisos além de sincronizados, sem parar no último salto cai em posição de flexões, dei um único espaço para respirar cerca de três segundos e então comecei a fazer as flexões rapidamente, chegando ao mesmo número de polichinelos, rapidamente me deixei cair ao solo e rapidamente rolar para o lado ficar olhando para cima juntar os joelhos e os braços em “X” segurando cada um num ombro, levemente, fixei um ponto e comecei a fazer os mesmo, cerca de trinta de uma só vez em ritmo acelerado, rapidamente, levei ambos os braços ao lado da cabeça apoiando as palmas das mãos para baixo exercendo força contra o chão e rapidamente tirando os joelhos do chão levitando-os, rapidamente com um salto, fiquei de pé novamente, dando novamente meia volta em direção de meus equipamentos.

Preparação
Agachei-me um único segundo, pus a bainha à cintura e então desembainhei de uma e espada curta com a mão direita e posteriormente com a esquerda uma adaga de arremesso ao lado de fora de minha coxa esquerda, onde possuía uma pequena bainha. Vir-me-ei em direção dos bonecos de treinamento então indaguei um pouco pensativo, eram dos mais diversos, então peguei um a um, deixando o primeiro sem nenhuma armadura à frente, e posteriormente peguei os outros com espada e equipamentos ou não e os deixei separados uns dos outros além dos demais que estavam ao monte.

_____1_____
2____X____3
_____4_____

1 – 4 = Bonecos
X = Eu
Primeiro Boneco
Ergui minha espada curta a altura de meu peito pondo a mesma reta de modo que minha mão estivesse também, e para baixo, observando meu reflexo, apenas a parte direita de meu rosto aparecia na mesma, sorri, logo olhei para o primeiro boneco ao longe, cerca de dez metros tinham, quase exatos de mim até os demais bonecos. Saí em disparada apenas com a ponta de meus pés tocando o chão assim adquirindo mais velocidade, sendo que na hora da parada não teria tanta espera, iria literalmente passar reto do mesmo, mas no caso diminuíra ziguezagueando em frente ao primeiro boneco que não tinha sequer uma única armadura em seu corpo. Sorri então estava aos 2 metros do mesmo, fora um salto rápido lançando as mãos para trás me dando estabilidade na corrida, foram dois saltos ao exato, levando um o joelho ligeiramente a frente do corpo e outro posteriormente levando o joelho oposto do salto anterior, parando a frente do boneco bruscamente. Eu girei 90° para a direita, simulando uma batalha em que o mesmo bateria a espada contra mim, simulava aos pequenos detalhes em minha mente. Ao girar parei com a lateral direita do mesmo, aproveitando então desferi um corte horizontal, direita-esquerda atrás do joelho esquerdo do mesmo com a espada curta na mão direita.

Rapidamente avancei lançando levemente meu corpo em direção do mesmo sem demonstrar muito o movimento de minha espada que neste momento estava flexionando não demasiadamente o braço, fechando então com mais força a palma da mão envolta ao punho da mesma. Então com velocidade ao máximo estiquei meu braço em direção ao estômago do mesmo numa estocada fazendo a espada perfurar com facilidade o estômago do mesmo, rapidamente me distanciei dois passos rápidos para trás observando. Eu girei rapidamente meu braço esquerdo de baixo para cima circulando, passando por trás da cabeça cravando-a no peito do mesmo, rapidamente ao cravar puxei a mesma com grande força, para baixo além de aprofundar mais o ferimento, mas seria apenas um apoio. Rapidamente saltei neste exato momento meu corpo estava despencando, minhas mãos estavam agarradas a adaga e neste impulso meus pés foram com velocidade batendo a sola do mesmo com força no queixo do mesmo o jogando para trás enquanto arrancava minha adaga do peito do mesmo e caia de imediato fazendo cambalhotas rápidas para trás. Logo me levantando com as penas escancaradas a direita a frente e a esquerda atrás com a espada então cravada na areia e segurando com ambas as mãos a adaga enquanto respirava de modo ofegante.

Segundo Boneco
Soltei um suspiro com os olhos meio arregalados e segurando a adaga com a mão esquerda com força e com sua haste para baixo, sorri, como um sanguinário, não me satisfazendo com tão feito. Retirei a mão direita de minha mão esquerda, o que me dava apoio para segurar a mesma, e então peguei minha espada curta novamente com a direita, e normalmente fui caminhando em direção ao segundo boneco, respirando e o observando bem. Este estava munido de uma espada simples, e um corselete de couro que protegia pequena parte de seu tórax, seria um alvo fácil, se comparado aos golpes mais precisos a serem desferidos. Sem perder tempo sai em disparada em direção do mesmo, como um vampiro em busca de sangue, em alta velocidade já suportando bem o peso da armadura e quase a ignorava nesta altura do campeonato. Ao chegar aos 70 centímetros do mesmo lancei a espada no chão ao lado do mesmo enquanto sem ao menos parar continuei e então levantei rapidamente um de meus pés. O pé esquerdo já que era melhor com o mesmo e minha força com este não se comparava a minha perna direita, com a sola do pé rapidamente saltei e então na pequena abertura girei rapidamente, girei minha cabeça sobre meu ombro como era o golpe iria a milésimos calcular o ponto de impacto. Com o pé esquerdo estiquei o mesmo de modo que já estava junto e de costas ao exato centro do peito do mesmo, tal chute o corselete não amorteceria, rapidamente o jogando para trás o que era de se esperar. Fixei novamente os pés no chão sem perder tempo lancei meu corpo para frente de modo que minha mão direita estivesse para trás numa passada rápida arrancando a espada curta que estava cravada no chão, diretamente do chão elevando-a a altura da cabeça do boneco num corte vertical, baixo-cima em direção do centro do peito acertando até a altura de seu nariz.

Posteriormente com a esquerda desferi um chute cruzado com a mão fechada e com muita força e precisão diretamente na altura de seu queixo, o jogando para o lado, por fim, levei minha espada curta em direção à virilha do mesmo numa estocada, podendo não ser percebida já que a espada estava reta e também a vertical, de baixo para cima subindo até a virilha então a cravado ali de modo que o cortasse na vertical “|”. Não havia terminado com aquele, poderia estar ferido, mas não era o bastante, a espada estava cravada na vertical na virilha do mesmo, em busca de maiores danos, segurei a mesma violentamente no punho de modo que perfurasse ainda mais o boneco, e rapidamente girei a mesma para a direita com o objetivo de perfurar o mesmo como uma estocada giratória. Rapidamente desferi um chute forte com a perna esquerda a que tinha mais flexibilidade e então em um movimento rápido laçando minha perna para cima de modo que ultrapassasse minha cabeça desci a mesma com força em um movimento de dentro para fora sendo ao lado esquerdo do corpo do mesmo indo para a direita descendo ao centro de sua testa com o calcanhar, fazendo-o desacordar, mas no mesmo apenas usara para impulsionar seu rosto contra o chão. Havia terminado, meu pé estava acima da cabeça do mesmo, rapidamente tirei de cima e logo lancei minha adaga de arremesso que estava a minha mão esquerda, em direção à testa do boneco número três, levando em conta a gravidade e o vento, além já da experiência que tinha com tal arma, com força de modo que fizesse uma boa perfuração.

Terceiro Boneco
Voltei meu olhar em direção ao terceiro boneco apenas ao ver o mesmo ser levemente recuado para trás ao impacto forte, mas não tão, da adaga. Que ficara logo ao centro dos olhos do mesmo, no local mais sensível, causando literalmente morte imediata. Soltei um suspiro e então caminhei em direção do mesmo, embainhei a espada curta a única arma que tinha em mãos até o instante. Então acelerei os passos nos últimos três metros que restavam. Ao chegar próximo do mesmo parei bruscamente girando os pés na horizontal levantando areia pelo local me deixando coberto, assim quando saltei em direção ao boneco me mostrei visível no último segundo, puxando sua nuca com minhas mãos num salto levando meu joelho esquerdo rapidamente de encontro ao nariz do mesmo que estava sendo trazido pelas minhas mãos. Sendo direto o golpe o que poderia causar sangramento do mesmo caso fosse num semideus. Sem perder tempo ao fixar os pés no chão desferi um soco com a mão esquerda de baixo para cima acertando em cheio o estômago do mesmo que era leve fazendo-o curvar para frente dando a pequena oportunidade de erguê-lo com determinada força, o larguei ao momento que soquei com grande força ao centro de seu peito o fazendo recuar, já que era leve. Baixei a cabeça permanecendo com o braço esticado partindo para outra sequência, fora imediato, socos diretos e fortes seguindo a sequência, direita-esquerda-direita consecutivos, nas costelas do mesmo com grande precisão, fazendo-o curvar novamente para frente, tirei a adaga do centro de seus olhos e então com um chute fraco o lancei para trás com este único intuito.

Quarto Boneco
Era o último boneco, já estava cansado, admito. Mas me permanecia firme, tinha energia para mais um, com minha adaga em mãos a embainho. Ficando com a espada curta na mão esquerda e a longa na mão direita. Este estava com um corselete de couro espada simples e escudo pequeno à frente do corpo bloqueando a passagem de ataque em direção de seu tórax, mas não seria problema. Corri em direção do mesmo ziguezagueando rapidamente lançando as mãos para trás ganhando estabilidade, na corrida, agachando um pouco meu corpo e aumentando a velocidade de meus passos assim consequentemente minhas passadas. Parei de ziguezaguear, e girei 180° parando atrás do mesmo desferindo dois golpes simples, cravei a espada curta na panturrilha esquerda do mesmo que afetaria sua mobilidade e então desferi um corte horizontal, direita-esquerda / fora dentro em direção ao nervo (onde normalmente ficaria) tentando cortá-lo o que faria de imediato que o mesmo desabasse de imediato perdendo a mobilidade de uma e não podendo utilizar-se da outra. E então desferi um corte diagonal de cima para baixo direita-esquerda descendo diretamente na parte de baixo da lateral do pescoço do boneco com a espada na lateral em um corte rápido e preciso, rapidamente puxando a espada novamente para trás dando um pequeno chute para desconcertar a estabilidade do boneco que estava em pé. Feito isto comecei uma nova sequência, apenas com a espada curta, encostei a cabeça do mesmo em mim e então a cortei na horizontal com um único golpe, cortando mais precisamente a garganta do mesmo rapidamente terminando o treino.

Terminado o último boneco, os deixei ali, pois já estavam se desfazendo e eu estava muito suado e exausto, o treino realmente rendera, corri em um pique rápido até minhas coisas. Peguei em minha mochila um pequeno pano limpando o suor parcialmente, devolvi as armas para a mesa principal da arena e sai do local para o chalé tomar um banho.



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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Maxine H. Grümmer em Dom 8 Dez 2013 - 13:58



I'm too weird to live, But much too rare to die
Eu havia ido para a Arena para mais uma aula autônoma com espadas e escudos. Hunter não queria vir comigo dessa vez, afinal estava com dores no corpo depois de tanto treinar. Depois eu que sou boba por não treinar direito, que eu sou conselheira de chalé. Que tenho que dar o exemplo. Ultimamente, eu estava frequentando bem menos os treinos e passado a noite muito além dos limites externos do Acampamento Meio-Sangue. Queria falar com a alma de minha mãe, e os procedimentos dependiam muito de mim para que ocorresse perfeitamente. Não consegui resultados, nem ao menos mínimos. Agora eu estava prestes a lutar com uma filha de Ares que acabara de chegar ao Acampamento Meio-Sangue. Inexperiente no local, porém boatos de que utilizava armas brancas e escudos como ninguém, pelo fato de ter crescido sempre na arte da disciplina e determinação. Escola Militar, dã! Ela expunha no pescoço um colar de plaquinhas com algum número e seu nome marcado, Akkie; eu acho. Estava com suas armas postas e esperando um avanço meu. Posicionei bem o meu escudo frente ao meu corpo, na mão esquerda. A espada bem segura na direita e os pés separados numa largura aproximada aos dos meus ombros para me permitir uma melhor estabilidade. Quase não fiz questão de receber a cortesia de dar o primeiro golpe. Quase. Contudo a face da oponente era tão desafiadora e paciente que me fez ir ao impulso de investir, dando o primeiro passo com a perna direita e tentar, com o braço do mesmo lado, investir um primeiro ataque.

Joguei o peso de minha lâmina contra a garganta dela, crente de que ela já iria repeli-lo quando Akkie apenas inclinou-se agilmente para trás e se desviar de minha espada. Eu não tinha modos de retornar com a lâmina para posição inicial, tal que meu corpo teve de dar uma volta completa para retornar ao ponto de partida, contudo o movimento de meu tronco foi interrompido por um escudo que batera contra a lateral do meu corpo, fazendo-me cambalear perigosamente para o lado, perdendo quase por completo a estabilidade de meus joelhos. Quase. Porém o meu ataque foi tão ridiculamente patético que me deixei ser bem menos impulsiva. Firmei meus pés no chão para evitar a queda e endireitei-me, balançando a cabeça um segundo e voltando a me por de frente com Akkie, que mal havia saído de seu lugar para me dar uma surra. Entrementes ela avançava uns passos que lhe seriam permitidos se eu não houvesse me erguido novamente. Era aquele lance de “ganho de território”, e essa era uma das únicas coisas que poderiam acontecer em um combate. Fosse o meu déficit de atenção me fizeram notar que eu ainda não havia perdido muito espaço, porém em poucos segundos já perdera um tanto de área para me locomover. Não poderia me dar o capricho de fazer isso novamente. Mantive-me atenta e deixei que ela fizesse a cortesia desta vez, em uma distância de quase duas lâminas, começamos a estocar uma a espada da outra, enquanto ambas, vez ou outra, dávamos um curto passo até que as estocadas se tornaram mais intensas e barulhentas pela extensão das lâminas se colidindo ter aumentado. Só que levando em conta um porém, que eu já estava perdendo o fôlego e parecia que Akkie estava apenas começando.

Ela se mostra entediada em apenas fazer isso e vai um pouco mais além, quando nossas espadas se chocam uma última vez, sua espada investiu num rechaçar de dentro para fora e com um pouco mais de força ela empurrara a minha espada mais bruscamente que o normal — sua força era, sem dúvida, muito grande — para mais longe de meu corpo, mantendo a minha guarda aberta para investir num ataque frontal, com a ponta de sua lâmina. Isso poderia ter me transformado numa peneira se eu não tivesse saltado numa diagonal para trás, no mesmo sentido de sua lâmina, de modo que me afastei de algum dano nos órgãos digestivos. — Uf! — Murmurei, trincando os dentes. Isso não me salvou de um corte superficial na lateral direita de meu corpo. Eu havia sido estúpida. Eu tinha um escudo em mãos, e mantive a guarda do equipamento de defesa vulnerável o tempo todo. Se tivesse o mantido mais perto do corpo e não solto; teria evitado o sangramento. Sinto um talho em minha camiseta e um pouco de sangue começar a escorrer. Eu teria parado se não fosse pela continuação do combate.

Girei o punhal de minha espada nas mãos, ajustando-a enquanto me estabilizava novamente, firmando os meus pés no chão da arena e arriscando ir mais para frente e impedindo Akkie de invadir a minha área, mais uma vez. Era fibra de sobra, mas isso me impediria de morrer em um combate de verdade? Semicerrei os olhos e avancei com um ataque ofensivo, erguendo a minha guarda armada para a lateral em que a filha de Ares igualmente portava sua espada, com a parte afiada de minha lâmina contra seu braço, e esta fez menção de repelir o ataque com a sua própria espada. Fiz questão de estender o meu braço num movimento largo, justamente para ela achar que não haveria um desvio e antes que os metais se colidissem, num giro rápido de pulso, virei a lâmina verticalmente para atingir-lhe com a parte plana de minha lâmina em suas pernas. Poderia ter sido um ataque ótimo se ela não tivesse saltado rapidamente. Minha lâmina ultrapassou a parte de baixo das solas de seus sapatos com um zumbido pesado de ferro cortando o ar. — Argh! — Permiti-me grasnar com a minha própria falha.

Quando vi, a ponta da espada da oposição iria atingir-me bem nas pernas, porém tive tempo suficiente para dar um salto para trás. O bom foi que evitei algo pior que um talho que havia se aberto a superfície de minha coxa. O ruim foi o território que passei a perder outra vez. Havia perdido quase metade da área que eu tinha no começo do duelo, o que estava tornando minha situação cada vez pior; e o meu déficit de atenção deixava-me me desconectar das vaias e risadas que os campistas lançavam para mim. — Merda! — Exclamei, e pude ver a sombra de um sorriso na face de Akkie. Não trocamos palavras diretas, mas pude ver que ela estava se divertindo um pouco com o incentivo dos campistas, tanto que investira num novo ataque que fora tão direto e rápido que eu não teria a capacidade de barrar com a minha espada. Deixei de subestimar o uso do escudo, impedindo que a sua espada abrisse uma lacuna em meu tronco. Forcei-o bem a frente, porém a filha de Ares era mais forte que eu, e mais disciplinada, “mais velha” que eu em questão do físico — concluí, em função da aparente idade dela, findando a adolescência talvez. A mesma conseguiu me empurrar bruscamente alguns metros pra trás, e eu consegui contar uns seis longos passos quando a mesma fez isso. Contudo ela parou de avançar, e eu trinquei os dentes, firmando-me a não deixá-la mais a fazer isso. Finquei meus pés no chão até pensar no que fazer exatamente, e ousei um pouco mais.

Teria de soltar, ou iria acabar de traseiro no chão. Podia imaginar leve correr das ondas do mar em minha mente e eu tirei força dali. Orgulhar meu pai era prioridade agora. Afrouxei a firmeza de meu escudo e dei um longo passo para trás, e logo me desviando para o lado. A força de Akkie a levou para um leve cambaleio para frente. Nada considerável, mas o suficiente para me tirar da posição em que meu terreno era conquistado. Semicerrei os olhos e ambas estávamos novamente com a mesma extensão de terreno. Novamente, trocamos estocadas de nossas espadas, que estavam aumentando cada vez mais de velocidade e metais se colidiam com mais brutalidade quando me veio uma brecha. Quando minha espada, ainda firmada pela mão direita, iria estocar de fora para dentro em relação ao tronco da adversária, quando as lâminas se colidiram com o som incômodo e metálico, ousei meu aproximar sorrateiramente de Akkie, firmando a minha espada contra a dela por tempo suficiente para que eu pudesse passar a minha lâmina por cima da dela e forçar sua espada para baixo com toda a brutalidade que me era permitida, girando o meu próprio corpo no sentido horário em relação ao ponto em que eu estava, para ficar ombro a ombro com a oponente e empurrar sua lâmina ainda mais para baixo. Porém não foi suficiente para que eu pudesse ter obtido sucesso, pois essa captou minha ideia dois segundos depois e parou de forçar sua lâmina contra a minha — de baixo para cima — e tirou sua espada de onde estava com uma curta virada de pulso, facilmente se colocando novamente em minha frente.

Eu já não sabia de onde mais retirar forças, então o que me restava era apenas rechaçar os golpes da instrutora até ela me desarmar o decidir que o combate acabou. O que não me parecia muito desesperador até ela rebater fortemente sua espada contra a minha e abrir novamente a minha guarda principal. Porém ao invés de me golpear com a lâmina como esperava, ela estancou o próprio movimento e bateu a parte plana da arma laminada em meu pulso da mão que mantinha preso o escudo em minha frente. Sabe-se lá como, porém ela soube muito bem onde atingir para fazer com que eu sentisse uma pontada aguda no antebraço, me obrigando a soltar meu equipamento de defesa com um grito reprimido, todavia não o suficiente para reprimir um grunhido audível aos que estavam em volta. Mais risos e eu tinha apenas uma espada em mãos. O que eu havia treinado com o boneco mesmo? Minha espada passava quase que imediatamente de um lado para o outro da lâmina de Akkie e um contínuo som de aço se colidindo com o outro. Ataque por dentro, ataque por fora, por dentro, fora, para esquerda e para a direita, esquerda e direita. Aumentei a velocidade das estocadas outra vez e ia me aproximando da conselheira, com a extensão dos metais ficando maior na área em que elas se colidiam. Era necessário dar um meio giro de pulso para conseguir alcançar o outro lado da espada dela com estocadas de alcance mais curto e percurso mais longo de espada. Era como ganhar terreno a seu favor. Girei o punhal da minha espada, de dentro para fora, num giro que levou o aço longo se circundar por debaixo do que pertencia a oponente, e levantou para o outro lado, alcançando a parte plana da arma da conselheira em menos de um segundo. Era minha vez. Minha vez de conseguir mostrar-me competente como semideusa. Ao som dos metais se roçando, virei a ponta de minha espada por cima da de Akkie sem deixar de recostá-los, forçando a base de sua espada para o sentido contrário, ou seja, jogando-o do interior para o exterior; de forma que nem seu pulso suportaria retorcer-se para conseguir manter a arma na mão, jogando-a para fora e longe do alcance das mãos da adversária. O som de metal se colidindo contra o chão da arena, e desta vez o artigo de guerra que caíra não era o meu. A espada da garota estava no chão e o verdadeiro propósito do treino fora dado.

Um garoto de Dionísio zombara da filha de Ares e dizia que já podíamos dar espaço pra eles treinarem. Revirei os olhos para ele e vi que Akkie, apenas recolhia a sua peça do chão, sem demonstrar emoção nenhuma. O que me impressionava era o fato de que ela não demonstrara raiva pela avacalhação do outro campista, deixando claro que não ligava. É claro, disciplina. A guerra não é formada apenas pela agressividade, impulsividade e força. Sem certo controle, pulso firme, disciplina e empenho, o restante não tem nenhum outro propósito. Assenti para a menina, em modo de respeito e admiração, devolvendo o escudo emprestado que havia pego para ficar de igual para igual com a oposição do treino e saí dali.

OFF: O treino foi adaptado de outro fórum, sim. Só que ele é meu, e se quiserem, tenho até o arquivo com a data e tals.


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Obs:
Você é filha de Hades, querida. Lembrar das ondas do mar não te daria força, só por causa disso o seu treino não tirou nota máxima, mas parabéns!
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Allie Vahlok Schneider em Dom 8 Dez 2013 - 15:50

Keep distance, danger girl
Primeiro TREINO DE COMBATE A MONSTROS

Alguns filhos de Atena tinha criado um sistema novo de treino para arremesso de flechas, adagas, lanças e outras armas que poderiam ser usadas a longa distância. Tudo se baseava em um sistema que fazia com que 4 bonecos se mexessem de forma alternada enquanto nos movíamos em um quadrado com 9 botões. Tudo se baseada em agilidade e estrategia, pois se tinha apenas 3 minutos para acertar o alvo que mudava de lugar a cada botão que era apertado, mudando todo o seu campo de forma alternada, por exemplo, tínhamos um quadrado onde se deveria ficar e este quadrado era dividido em 9 pedaços iguais, cada um deles era um botão e para se atirar a arma em modo de ataque, teríamos que obrigatoriamente nós mover para uma das outras posições, apertando assim outro botão que faria com que os alvos em um campo a frente mudassem de lugar.

Tinha assim pego uma porção de adagas, por volta de umas 10 e prendido as mesmas com coldres por meu corpo, nos braços, coxas, cano do coturno e outros lugares dos quais poderia pega-las de forma rápida ou não tanto, mas que ao menos teria mais tempo dentro de tal campo de teste, tendo assim mais armas, claro que se fosse uma aljava de flechas teria ainda mais chances, mas estava tentando não me deter a apenas uma arma, procurando assim uma arma ideal para mim enquanto ia testando todas elas. Poucas pessoas estavam em volta quando decidi eu entrar em tal campo, tendo em minhas mãos 2 adagas. Quando pisei no botão do centro que era onde todos começavam o sistema se ativou, fazendo assim com que a minha frente, um boneco aparecesse, mais ao fundo do campo, vindo em minha direção com um machado.

Assim dei um passo rápido para minha direita, arremessando a adaga de forma certeira no braço do boneco, porem seu machado já estava em minha direção e assim tive que rolar para trás, fazendo com que o machado passasse raspando pela lateral de minha cintura. Sentia ainda dor no ombro depois de ter sido atacada pelas harpias duas noites atrás, mas tentava ignorar isso afinal outro boneco aparecia em campo, com uma lança na mão que era também jogada em minha direção, peguei uma das adagas de meu coturno, com a mão que ainda estava livre e lhe arremessei nas pernas, de forma que o mesmo caiu antes de arremessar a lança de forma certeira, fazendo com que a mesma caísse quase a meus pés, no que recuei para minha lateral, desviando de seu ataque.

Desta vez dois novos bonecos apareceram, com arco e flecha na mão, estes atiravam flechas de meio em meio minuto, me dando apenas tempo para me abaixar para frente e com a adaga que já tinha em mãos, joguei a mesma na barriga de um dos bonecos que se desativou, porem o outro voltava a mirar em mim, no que tirei uma das adagas do coldre de meu braço oposto e seguindo para o lado lhe lançei a adaga que lhe passou de raspão pelo ombro quando a mesma também se moveu buscando minha mira novamente, antes que esta pudesse atirar mais uma flecha, peguei rapidamente outras adaga que desta vez lhe acertou o ombro de forma a quase lhe fazer um corte no pescoço.

Em seguia outros três bonecos se levantaram, um voltando a atirar flechas, outro com o machado e outro com a lança, sendo todos atirados em minha direção, sem escolha apenas fui tentando me desviar de cada coisa que vinha em minha direção, pegando assim uma adaga de meu braço e arremessando no boneco que atirava flechas, lhe acertando a coxa. Pulei assim de um lado para o outro, rolando e me desviando enquanto uma lança passava de raspão por minha cintura, me fazendo pular para o lado e quase ser atingida pela última flecha que tinha sido arremessada de longe, antes de me abaixar. Pegando assim a adaga que ainda restava dentro de meu outro coturno e lançando contra o boneco que vinha com um machado da mão, antes que este fosse arremessado também em minha direção, acertando, por azar entre suas pernas, de forma a não lhe acertar.

O machado fora assim arremessado, me fazendo desviar com um giro de corpo, me movendo para o outro lado, pegando uma de minhas ultimas adagas e lançando contra os dois bonecos que sobravam ainda em pé, um atrás do outro em distâncias diferentes, de forma que a adaga cortou o braço de um e acertou no peito do de trás. Minhas adagas tinham se acabado e assim levantei os braços em rendição, caindo ao chão de cansada após todos os movimentos rápidos que haviam em cansado, tinha assim não apenas treinados estratégias de ataque rápido como também mira e agilidade, sentia dores no ombro e na lateral do corpo onde tinha sido cortada pelo machado. Sendo encaminhada para a enfermaria, pois o corte parecia ser um pouco profundo de mais, talvez precisando de pontos.



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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Hunter Esswein Muller em Seg 9 Dez 2013 - 17:51

Costumava ser bom em estratégias ao menos em fugas eu costumava ser, sempre fugindo das casas onde era adotado ou dos abrigos cada vez pior em que era jogado por minha assistente social que já tinha desistido de mim. A verdade era que não queria ter um pai ou uma mãe me controlando todos os momentos, achava que este era o único lado bom de ter sido abandonado por meus pais, além do fato de que se nem eles me queriam, não precisava de mais ninguém e poderia me cuidar sozinho, desde pequeno tinha aprendido a fazer isso.

Seguindo para um treino de combate observei várias das armas diferentes que tinha a minha disposição, sendo indicado por um dos instrutores a começar com alguma espada, lança ou algo mais simples, porem a arma que mais me chamou a atenção foi uma estranha foice, pequena com um corrente pendurada em seu cabo. Via uma menina assim treinando com o mesmo pela área de armas e entendido mais ou menos como funcionava. Cordas sempre tinham sido úteis para fugas e até mesmo em alguns pequenos momentos de defesa, prendendo a pessoa que me atacava. Peguei uma daquelas armas e assim fui para um dos cantos do lugar, tendo um pouco de espaço livre maior, onde comecei a treinar sozinho apenas um pequeno aquecimento. Testei a arma girando sua corrente a minha lateral, enrolando-a em meu braço e fazendo alguns movimentos do tipo, algumas vezes ficando preso a mim mesmo quando a corrente me faltava tamanho, enroscando em algo ou ficando curta.

Treinei também alguns movimentos com a foice, com cortes paralelos e nas diagonais. Me sentindo um pouco mais seguro com a arma me dirigi novamente para perto dos outros, encontrando um dos instrutores da área. _Gostaria de alguém para um duelo, pode indicar um adversário?_ Assim o instrutor começou a andar entre os outros até encontra um menino de por meio igual ao meu que treinava com uma lança nas mãos, girando-a de forma acelerada até que caísse ao chão em um movimento errado. Não parecia ser tão novato, porem também não era antigo pelo acampamento. Fomos encaminhados para um parte de duelos, onde teríamos mais espaço, assim ficando um de frente para o outro até que o duelo foi iniciado. Girava a corrente com a mão esquerda, mantendo a foice segura em minha mão direita.

Ao primeiro ataque do menino apenas desviei, deixando que passasse enquanto me virava para o lado, tentando desferir um golpe de minha corrente em sua perna, porem falhando nisso, quando a corrente apenas seguiu pelo ar. Puxei-a mais para perto novamente, ainda mantendo meu olhar no menino, voltando a gira-la no ar, ao meu lado. Tentando uma estocada, o menino logo percebeu novamente meu movimento para desviar de seu ataque, passando para trás, assim avançando contra mim, fazendo um movimento da lança em minha direção, fazendo um corte em minha camiseta. Tentei assim enrolar minha corrente em sua lança que me escapou por pouco quando tive que recuar ainda mais para não ter um corte desferido de forma certeira em meu peito.

Assim voltei a girar a corrente no ar, passando desta vez a mesma por cima de minha cabeça, dando alguns passos pequenos em sua direção e me aproximando um pouco mais, assim o mesmo girava sua lança, tentando da mesma forma me distrair de onde seu golpe seria desferido. Mas novamente o menino deixava a lança quase escapar dentre seus dedos, no que desferi um golpe em direção a seu pescoço segurando o mesmo, passando a corrente em volta de seu pescoço e o prendendo por trás, com a foice, ameaçando cortar sua garganta que não tinha sido prendia com força, pois não queria realmente lhe estrangular, era apenas um treino.

Qualquer movimento de seu dorso poderia lhe custar a garganta, mas o movimento que veio seguido foi de seu braço retirando uma adaga de algum lugar e a cravando em minha perna, no que atingido pela raiva daquilo apertei a corrente, esticando meus braços para quase lhe estrangular se não fosse um instrutor nos fazer parar rápido, quando em fim soltei as correntes e o menino ficou me xingando enquanto recuperava o ar. _Não brinque comigo garotinho._ Falei para o mesmo, antes de sair mancando dali depois de tirar a adaga de minha perna e joga-la no chão, deixando a kusarigama na mesa de armas e seguindo para a enfermaria, pois sentia o sangue escorrendo por minha perna que parecia falhar em alguns momentos, no que fiz um torniquete na mesma pelo caminho antes que perdesse sangue de mais, sendo ajudado por uma menina filha de Hermes que tinha visto o ocorrido.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Julia Heit Adams em Ter 10 Dez 2013 - 10:22


Vamos treinar?
The Queen of Freak

 
— Ô Adams não se atrase para o treino de Duelos e Estratégias? — Um garoto passou por mim e me cutucou deixando o aviso, logo depois saíra em retirada do refeitório juntando-se a outros um tanto mais a longe, o sol logo ia se pôr e eu estava fazendo uma boquinha "Pré-Jantar", tinha me esquecido totalmente do treino de Duelos e Estratégias, revirei os olhos mordendo uma maçã, havia algumas pessoas juntas a mim no refeitório e então me virei para uma delas procurando um rosto conhecido, encontrei Major, o sátiro, um deles, sentado na ponta da mesa comendo uma latinha todo animadinho — Chifrudinho quem vai lecionar o treino de Estratégias?— Fale em um tom normal, já ele no inicio pareceu me ignorar estando mais interessado naquela latinha de refrigerante vazia que ele agora devorava do que em mim, apenas revirei os olhos pigarreando, mas nada que surtisse efeito, Major parecia em outro plano mastigando a maldita lata, olhei a cesta de frutas sobre a mesa do chalé um onde só estávamos eu e ele, peguei uma grande, e possivelmente suculenta, maçã e arremessei com força, ela acertou com força o rosto do sátiro que caiu do banco e me fez levantar.

— Não será ministrado, Julia. — Ouvi uma voz atrás de mim, me virei desligando-me completamente de Major e olhando o dono, na verdade a dona, da voz, era Lily que estava sentada a algumas mesas pra esquerda, sorri de lado, minhas pernas tremeram um pouco ao saber que poderia lutar livremente sem ter que obedecer alguém propriamente dizendo no treino, eu poderia simplesmente faltar, mas o dia estava por findar, só mais esse Julia, só, apenas por isso, claro. Me levantei indo até Major que estava com cara de besta jogado no chão, porém ainda vivo, menos mal.— Você não morreu, que maravilha, tchau. — Pulei por cima do sátiro já toda apressada, ele gemeu alguma coisa, o céu brilhou e eu sorri de lado apressando o passo, Major tinha praguejado alguma coisa com toda certeza, e Zeus tinha ouvido a fala pouco agradável do sátiro a garota que já .. Bom ... Não comentemos como eu parei no Acampamento Meio Sangue. Respirei fundo alcançando o chalé, eu estava apenas de short e sapatilhas, o que era estranho,  geralmente eu estava de calça e foi o que vesti, todo bom campista sabia que nunca se deveria ir de short para um treino que a luta fosse necessária se você não almeja por uma cicatriz, eu já tinha uma no joelho e gostava de considerá-la como a única que eu iria ter, enquanto pudesse evitá-las eu assim faria, até lá eu iria. Troquei aquele short até um tanto indecente por uma calça mais leve e as sapatilhas, que eu não sei de onde eu as tinha arrumado, por coturnos militares, nos quais eu fazia um vasto uso. O cabelo? Bom ... Digamos que eu só o prendi em um alto, e totalmente desajeitado, rabo de cavalo, era algo prático e confortável, pronto, perfeito.

Pulei pra fora do chalé, comecei a migrar pra onde o treino aconteceria em passos lentos e preguiçosos, olhei a minha volta, as pessoas pareciam animadas, bem diferentes de mim. De longe vi uma dupla lado a lado, eu os conhecia a tempo o suficiente pra saber que eles me matariam se pudessem, mas foda-se, eu não amava Harmonia e Vitor atoa. — Como estão a minha vadia favorita e o meu viadinho mais querido? Já começou? — Me pendurei nos ombros dos dois que continuaram daquela forma, Vitor me olhou com uma cara de poucos amigos enquanto Harmonia se separava do amigo para me tirar de cima de ambos, que mal agradecidos, sem eu não teria amizade de quase dois anos. Cruzei os braços ficando do lado de Harmonia, já que ela e Vitor voltaram a ficar lado a lado, cogitei que eles teriam um caso e eu simulei uma tentativa de vômito em uma falsa enfiada de indicador direito na garganta. — Presta a atenção Adams. — Passei o braço por trás da cabeça de Harmonia e dei um tapa com força na cabeça de Vitor que não pareceu nada feliz quando me fuzilou com um olhar que daria medo em qualquer um, mas como mamãe amava dizer, eu não era qualquer um.

Harmonia permaneceu entre nós, Vitor me olhava as vezes com um semblante de poucos amigos e de que ia ter volta aquele tapa, eu por meu lado sorria sarcástica e convencida de que mesmo sem Harmonia ali conseguiria fácil dar cabo de Vitor, eu ainda lutava sem armas melhor do que ele, o rapaz de Hermes podia pestanejar, dizer que não, porém no fim ele encarava os fatos de que eu era melhor do que ele e fim de conversa. Algumas pessoas diziam que os opostos se atraíam, que se passasse muito tempo perto de uma pessoa iri acabar se apaixonando, o caso era que passei um certo tempo ao lado de Vitor, mas não me apaixonei por ele e nem ele por mim, desenvolvemos um pelo outro algo diferente e tão sólido quando, amor fraternal, traduzindo, éramos como irmãos, mas não se engane, éramos irmãos em quase todos os sentidos, menos na genética, isso se ressalta nas brigas constantes, mas não menos divertidas.— Da pros dois prestarem atenção na explicação do treino de hoje?! — Harmonia murmurou baixo, porém de forma agressiva, ela apertou com força a mão de Vitor que soltou-se da mão dela e sacudiu a sua, me afastei um passo pra longe da filha de Zeus, mas o braço dela era mais longo e a ela mais rápida também, então o tapa em minha cabeça foi quase inevitável de se levar, mas não doeu muito, fiquei na pequena dúvida se era por que ela quis, ou por não conseguir colocar uma força maior em seu tapa. — Rá, também amo vocês dupla maravilha, amo tanto que eu vou me juntar ao pessoal que vai atacar para ficar longe de vocês ok?! Não quero mais segurar vela e coisas do tipo e ... AI! — Levei a mão a testa ao perceber que tinha batido com tudo em uma árvore e nem percebi, sério? Eu tinha sido tão besta? Ok! Eu tinha que começar a ficar mais longe de Lily e mais perto dos filhos de Atena, já estava ficando lerda demais. Quando olhei pra Harmonia e Vitor eles não estavam mais lá, dei a volta na árvore e continuei andando quando ouvi um assovio, olhei de onde vinha e era Vitor, meu olhar encontrou o de Harmonia e ela gesticulava com a mão pra que eu me aproximasse deles, revirei os olhos e abaixei a cabeça seguindo até os mesmos como um cãozinho que volta aos donos após ter feito merda.

— É o seguinte pessoal, nós vamos nos separar e cercar o castelo, arqueiros vocês vem atrás do pessoal com a espada, vocês vão atirar flechas só se preciso, as guardem pro castelo e pra aquele povo xexelento, depois que cercarmos o castelo vamos invadir, os arqueiros ficam de fora defendendo e os espadachins entram pra pegar a bandeira. Um recado da tia Julia, lutem como se fossem arrancar a cabeça de alguém, os filhos de Ares estão com eles, mas quem disse que um bando de brucutus é melhor ein? Sem ofensas, ou não. — Sorri de lado olhando pra Harmonia que ergueu o braço para me dar um tapa, mas eu fui mais rápida me abaixando e ela estapeou o ar e eu apontei pra mesma com um sorriso mais irônico e convencido da face da terra, a filha de Zeus aproveitou meu descuido para desta vez estapear minha cabeça com uma certa força, levei a mão ao lugar em seguida, ela havia feito jus a seu legado de filha de Zeus, eu quis praguejar algo a seu progenitor, mas desisti não muito depois.— Lutem pra matar, sem piedade, pensem naquele pessoal lá como monstros que devoraram sua família ou não quem sabe, mas não tenham pela deles em nenhum momento pois eles não terão de vocês. —  Eles começaram a cochichar algo e eu fiz um bico estranho erguendo e abaixando os ombros em seguida como se não me importasse com o que eles estavam pensando, depois eles começaram um coro dizendo meu nome três vezes e eu arqueie a sobrancelha sem muito entender, mas ergui os braços sorrindo e depois encarei Vitor convencida da atitude dos outros.— E é assim que se lidera uma multidão, vê se aprende e toma banho, o que eu acho que você não fez hoje. — Vi Vitor mordendo forte o lábio inferior, só estava reprimindo a vontade de me matar. 

— Você é muito é convencida Adams, e sim eu tomei banho hoje, duas vezes. Ah! Não esquece que nesses tipos de confronto quando o povo fraqueja a primeira coisa que eles fazem é entregar seu líder, mas vá lá. — As palavras de Vitor fizeram o sorriso de meu rosto desmancharem na merma hora para um quase bico de decepção, eu própria mataria uma a um caso fosse deixada sozinha no campo de batalha, eu honraria meus princípios e esperava que meus companheiros nessa jornada em busca da bandeira que deveria claro pertencer a nós, não aos xexelentos que tinha um castelo. WHAT THE FUCK?! ELES TINHAM UM CASTELO E NÓS NÃO?! Isso é preconceito com a gente, O NOME DISSO É BULLYING MEU IRMÃO! VOU DENUNCIÁ-LOS PRO 0800OLIMPO! Ok! Balancei a cabeça parando com as noiagens via pensamento, mas por um segundo ou dois eu queria ter um castelo daora, me pareceu uma coisa divertida, toda rainha precisava de um castelo e mais do que a bandeira eu quera o castelo! — Vamos ver Vitor! [...]

Aí então vocês questionam se eu lutando lado a lado com Vitor ia dar em alguma coisa, na verdade depende caro leito, o fato era que se não pensássemos em nossas briguinhas internas acabariam nos saindo bem, mas nós sempre tínhamos que ficar provocando um ao outro, é o tal do mal dos cem anos, não conhece? É simples, depois que você passa cem anos com uma pessoa fica realmente difícil não pegar no pé dela, ainda mais quando se é Vitor, que FICOU CEM ANOS SEM TOMAR BANHO! OK, OK! Não foram cem anos ao lado de Vitor, mas foram muitos desafios. Falo mesmo, eu tomei alguns banhos no Cassino,, é eu passei alguns anos trancafiada no Cassino Lótus, algum problema?! Lá tinha banheiras, mas a bandeja de flores estava sempre ao alcance da mão deveria estar vazia quando a moça vinha trazer a toalha, estranhamente sempre estava, eu não me culpava por ser uma comedora compulsiva de flores de lótus, aquilo era uma delícia poha, nada posso fazer, o que é néctar e ambrósia perto de flor de lótus, falo mesmo, é mais gostoso. Depois de um peteleco irritante na minha orelha eu olhei pra frente, me desliguei de Vitor por um momento, tratei de fazer uma prece a meu pai, quase, QUASE, GUARDE MINHAS PALAVRAS CARO LEITOR! Fiz uma prece a Ares, mas sorri de lado fazendo uma a Bellona e pedindo a benção da mesma, estava pronta pra batalha. — Vamos buscar uma bandeira e conquista um castelo, sweets — Ouvi um grito em coro de euforia em resposta a minha fala, meu olhar percorreu as pessoas atrás de mim, eu segurava uma espada e trajava um uniforme de batalha com armadura leve e padrão do acampamento que protegia apenas no tórax, eu não via com lá muita clareza durante a noite, pisquei algumas vezes, eu era uma amazona, a rainha delas, podia enxergar durante a noite tão bem quanto uma pantera ou qualquer animal com visão noturna, sorri de lado reprisando algumas de minhas habilidades em batalhas, fui tirada de meus devaneios por um barulho alto, era nossa deixa para começarmos a busca a bandeira até o castelo iríamos ganhar, é claro que iríamos.

Começamo nossa corrida rumo a busca pela bandeira, não precisamos correr muito para encontrar os primeiros a serem atacados, pareciam dois filhos de Ares, uma menina que tinha um olhar de perversa, mas que tinha cara de vagabunda, e um garoto que dava dois Vitor. Os outros se dispersaram e ficaram apenas eu e Vitor juntos ali, ele logo começou a travar sua luta com o garoto, a menina por sua vez ainda me olhava com aquela cara lavada, ela veio pra cima de mim, por seus movimentos e por estar tão longe do castelo só podia ser novata, tentou acertar meu rosto, eu me abaixei me erguendo quase que instantaneamente e segurando o punho dela, tive que jogar minha espada longe, mas perto o suficiente para ainda conseguir vê-la, girei o punho da garota pra trás e aos poucos ela soltou a espada, meu erro foi achar que aquela primeira batalha já estava ganha, esqueci o fato de que o pai dela era o deus da guerra, ela me deu uma cotovelada no estômago, filha de uma Afrobitch, levei a mão a mesma. Desesperada a mena procurou pela espada mas nada feito, ainda estava desesperada, resolveu que fugir parecia o melhor, via Vitor e o garoto de longe, a menina partiu em retirada pela direita mas eu não ia deixar aquela cotovelada barata, corri atrás da mesma, eu era boa com fugas e corridas, mesmo que meu pai não fosse o deus do mesmo, sei lá, então caro leitor não foi difícil alcançar a vadia. — Para por favor, para. — Ela quase gritava pedindo quando meu braço direito se aproximou tanto dela que meus dedos entrelaçaram em seus fios castanhos obrigando-a para de correr, mas a adrenalina era tanta que a primeira que fiz foi socar-lhe o rosto, ela era jovem e apesar de filha do deus da guerra não se defendeu nem nada, ela queria que aquilo finda-se logo apenas, deferi mais alguns socos e meus punhos já estavam avermelhados. — Durma com o anjos, sweetheart. - Joguei meu corpo pra trás, o meu pé acertou com força em seu queixo e a menina que era do meu tamanho caiu desacordada perto de uma árvore.

Engatei uma corrida em direção a Vitor novamente, haviam várias lutas ao meu redor e as flechas passavam a todo momento perto de mim e principalmente perto de minha cabeça, por um segundo questionei se na verdade eles estavam errando de propósito ou se era por outros motivos, me senti um alvo ambulante tendo que me esconder atrás de árvores algumas vezes para evitar que flechas fossem acertadas em mim, minha paciência para isso era curta, assim como minha vontade de estar ali, mas diferente de ambas a vontade de achar Vitor era grande, ao lado dele a luta ficava mais fácil. De longe o observei lutando com o garoto de Ares que era enorme, dava dois de Vitor e olha que a prole de Hermes era um rapaz bem robusto, andava meio gordinho, mas deixava isso passar, o lance da barriguinha saliente. Vi Vitor se afastar um pouco ofegante, era minha deixa, eu só tinha tentado aquilo duas vezes, uma sair perfeito, outra foi um total fracasso, eu tinha meus momentos, tomara que aquele fosse um dos bons. Ergui as mãos ao céus, pedi internamente ao meu pais para que aquilo funcionasse, quando Bartho vacilou pra esquerda eu apontei pro rapaz brutamontes e CABUM! Ok não foi bem essa palavra, mais serve vai, o raio o acertou jogando alguns metros pra trás, Olhei sobre meu ombro e lá a encontrei, Harmonia, com um sorriso largo de convencimento no rosto, só pq eu ia fazer o lance legal do medo ela estragou, corri me aproximando de Vitor e apressando-o para que levantasse, peguei minha espada e saí sorrateira de lá junto com o filho de Hermes, Harmonia tomou outro rumo nos largando pra trás.

Eu já dava certos sinais de cansaço, assim como Vitor, e olha que mal começamos, realmente ficar alguns meses sem treinar deixava qualquer um em uma forma física deplorável e horrível, mas parecíamos dispostos a não deixar nosso aparente desgaste físico nos abater, de novo com espadas na mão nós dois tomávamos um fôlego encostados em uma árvore pra voltar a correr, é depois de uma certa idade fica difícil correr assim, tinham que me dar um desconto, tenho paticamente cem anos cara, na minha idade muita gente já bateu as botas e eu estava correndo por aí como uma jovenzinha de dezessete anos, só que opa ... Balancei a cabeça e desencostei-me da árvore puxando Vitor comigo, estávamos andando pé por pé por entre as árvores, bons lutadores sabiam que nem só de lutas se vencia uma batalha, a nossa esperteza de nos aproximarmos pé por pé fez com que chegássemos mais perto do castelo, porém as frentes de ataque ainda eram muitas e nós estávamos em minoria, como sempre. Não era a primeira vez que Vitor e eu encarávamos uma situação parecida, já aconteceu umas outras ... milhares de vezes, lutar em desvantagem virou quase uma nova habilidade para nós, e como sabíamos tínhamos que analisar o adversário e nossas chances de vitória. Mordi o lábio inferior contando as pessoas, procurei com o olhar algum conhecido mais nada, quando voltei a encarar o castelo escutei um barulho irritante, quase como se fosse dentro de meu próprio ouvido, mas não era, o barulho era de uma flecha que partiu de pouco ao lado de minha cabeça, por sorte quando eu virei, pronta pra enfiar uma espada na pessoa, vi Harmonia com um sorriso brando e que eu tinha certeza de que traduzia um "Era pra ser em você" claramente <3

Mordi o lábio inferior buscando uma nova estratégia de combate, porém sem sucesso olhei Harmonia e Vitor que estavam coma a mesma cara de tacho do que eu, sem ideias, eta grupinho unido e criativo! Em minha mente brotou uma ideia até uma tanto maluca, mas era uma ideia a se considerar, eu poderia fazer algumas duplicatas minhas para lutarem em batalha enquanto Harmonia e Vitor se aproximavam mais do castelo, seria útil afinal já que confundiria o adversário, daria muito bem pra pegar uns dois por vez, duas duplicatas para cada um que fosse atacado, ia me deixar exausta, eu sabia, por mais que eu quisesse eu mesma pegar a bandeira deixar um aliado fazer isso era quase a mesma merda no quesito vitória, nos consagrando vencedores pouco importa se tinha sido eu ou não quem pegou a bandeira, por um segundo eu me senti estranha por não estar cobiçando chamar a atenção pegando a bandeira, mas balancei a cabeça afastando os pensamentos de lá, eu estava um pouco cansada, é isso, apenas cansada. Tomei um pouco de fôlego me concentrando, primeiro uma e depois outras duas, quatro Alexis, nada mal. Mas deixemos claro que ... Elas não duram muito e são parcialmente fracas, venhamos e convenhamos. Parti da frente dos adversários mais próximos, Vitor e Harmonia saíram de onde estavam passam por trás de mim e das duplicatas e partindo para cada vez mais perto do castelo e da cobiçada bandeira para nos declarar campeões.

Eu e uma duplicata cercamos um garoto, ele parecia assustado em ver duas de mim assim cercando-o, ele girava a espada entre os dedos e a angústia estava estampada em seu rosto, não era filho de um deus lá muita coisa, pela noite e o medo estampado em sua face só poderia ser filho de Apolo, um Sunshine que estava quase se borrando, fiz um sinal positivo com a cabeça e a duplicata que estada atrás dele fez algo que me deixou com os olhos arregalados, ela enfiou a espada que estava em sua mão nas costas do garoto, mas fora com tanto força que saiu do outro lado, o garoto caiu aos meus pés e a duplicata saltitante foi procurar uma outra vítima, toda torta e bagunçada, só podia ter saído de mim, me abaixei puxando o rapaz até perto de uma árvore onde eu o sentei e larguei por lá mesmo, olhei pros lados vendo se ninguém estava me olhando e dei uma de duplicata e saltitei por aí, em busca da vadia sapeca da duplicata que havia me deixando no vácuo depois de fazer merda, pelo visto ela não tinha saído perfeita, já que parecia ter certas vontades. As lutas continuavam intensas enquanto eu agora engatava uma busca pelas duplicatas perdidas, pelos doze olimpianos só eu podia fazer isso mesmo.

Eu já estava cansada de correr pros lados procurando as tais duplicatas feitas por mim, eu estava me distraindo da tarefa, mas menos uma pessoa lutando como uma doida não faria diferença, faria? Pois é não! — Te peguei! — Em meus lábios um vasto sorriso se abriu, a duplicata deu de ombros olhando pra mim e sumiu aos poucos, foi uma só faltam duas.  Outra quando a vi estava longe e lutando bravamente com espadas contra um rapaz com o dobro de seu tamanho, eu tive que aplaudir, realmente ela era MUITO boa, encostei em uma árvore e fiquei observando, algo começou a cutucar-me no ombro e eu apenas empurrava a mão de volta, quando me virei pronta pra xingar quem era vi uma garota brucutua, maior que eu com um sorriso amarelo. — Olá minha linda que tal ... — Falei com um sorriso mais lavado no rosto olhando pra ela, eu sabia que não ia sair dali sem um machucado, ela me pegou pelo cabelo e eu me afastei das duplicatas e fui jogada no chão de terra com tudo. Acabei cortando superficialmente a coxa esquerda quando caí sobre uma pedra. — Você não fez isso sua vadia mal comida. — Tossi duas vezes enquanto ela sorria de lado , olhei minha mão meio de relance, sangue, que beleza. Limpei os lábios tentando me levantar, mas fui surpreendida com um chute na barriga e jogada com tudo mais pra trás, eu era leve para o tamanho dela, então os chutes da mesma conseguiam me jogar pra cima e me fazer até perder o ar por breves minutos. Enquanto tossia o sangue eu olhava em volta, não tinha força pra pedir ajuda, meus pulmões estavam vazios, praticamente, eu respirava com dificuldade e quando parecia me recuperar ela me chutava de novo, a gota de meus esforços fora quando ela chutou meu rosto, e quando eu caí inerte no chão respirando fraco ela colocou o pé sobre minha cabeça me impedindo de se levantar, pronto, que vergonha estar apanhando de uma brucutua e ficando sem fazer nada, mas eu respirava . Minhas mãos batiam no chão enquanto ela fazia força pra baixo, eu senti meus olhos lacrimejarem e enquanto passava a mão pelo solo eu encontrei algo pontudo, não me importei com o que era, pedra, galho, sorte da vez, apenas enfiei com tudo na batata da perna da garota que gritou e saiu pulando e resmungando. Meu rosto estava terrível e meu corpo doía, eu sentia que pelo menos duas costelas minhas tinham sido quebradas e respirar estava difícil. Me levantei com dificuldade e ergui a mão direita pra cima, as nuvens se juntaram, eu voltei a tossir sangue, agora caindo de joelhos, uma névoa fraca e de cor escura tomou o meu redor, um pouco dela quase saía da garota não tão longe, era o medo e o pânico dela sendo sugado, era disso que eu me alimentara, nunca me senti tão bem nada vida, foram quase dois segundos que me deixaram perfeitamente bem de novo, eu respirava com clareza e estava furiosa.

Engatei uma corrida em direção a ela a menina ainda mancando deu as costas pra mim, sue maior erro, dei uma voadora na mesma, nos meus olhos a fúria que eu estava por ela ter feito aquilo, acho que ambos até faiscavam, ela caiu com tudo no chão, mas diferente da outra  menina ainda tinha ódio em seu olhar e ela queria acabar comigo, eu ia chutá-la e ela segurou meu pé me forçando a cair no chão, e ficando sobre mim, mas girei pra esquerda me colocando de pé, chutei com força a barriga dela que caiu no chão gemendo baixo, repeti os chuteis mais umas três vezes antes dela parecer realmente pior do que eu estava antes, só que com menos sangue que eu estava. Encostei meu pé em sua garganta, meus olhos faiscavam e os dela praticamente pediam socorro a mim, apertei o pé e ela arranhava em vão a minha perna, quando vi que a moça perdera os sentidos dei um último chute no rosto e saltei sobre ela ela quase caindo no chão, peguei uma espada que estava jogada perto de umas pedras, ergui o braço esquerdo pro céu e depois estiquei-o pra frente abrindo a mão, as duplicatas voltaram com rapidez a mim e me fizeram até cambalear um pouco pra trás.

As pessoas passaram correndo a minha volta, estávamos quase conseguindo, via Vitor e Harmonia já quase dentro do castelo, eu ainda lutava com espadas com uns e outros que eu tratava de jogar dentro de um poço que cercava o castelo, meu corpo doía um pouco, a cura não era tão eficaz quanto pensávamos, precisaria passar na enfermaria mais tarde ou  sentiria muitas dores nas horas e até mesmo dias que se tardariam, não teria problema em ir por lá, só um pouco de néctar e eu já estaria em perfeita forma.— CONSEGUIMOS! — Um gritos alto de Harmonia erguendo a bandeira, nós tínhamos ganhado e um largo sorriso brotou em meu rosto, ergui os braços correndo rumo ao castelo todos gritavam e comemoravam, ouvi um grito de Harmonia no fundo e CABUM! Tudo foi pelos ares, eu fui jogada pra trás e meu corpo bateu forte contra o chão, senti uma dor, tossi duas vezes e quando passei a mão a frente dos lábios ela ficou vermelha, era sangue de novo, ouvi passos em minha direção, eu sentia todo meu corpo, notei isso pelas dores intensas, ouvia vozes e pessoas a minha volta, por um segundo ou dois antes de apagar tive a impressão de ver Vitor ou Harmonia entre eles, então meus olhos pesaram e eu perdi a consciência, só rezei a todos os olimpianos para que aquela não fosse a minha hora de visitar o tio Hades.

Aviso LINDÃO!:
— Este treino está sendo feito com fins de que eu possa fazer o teste para filha de Fobos. Ele pertence a Alexis Preston Rolstroy, no UNW. E ela é minha conta, eu estava com preguiça de fazer um treino daora e usei esse. Quaisquer dúvida por parte da ADM se o treino pertence mesmo a mim, está livre para pedir o link do UNW por MP e ir o ADM mesmo perguntar a Alexis!




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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Kira Lewis Petrovich em Ter 10 Dez 2013 - 15:37

Era incrível como os dias naquele lugar passavam cada vez mais rápidos enquanto eu ganhava cada vez mais roxos. Não tinha contato com muitos campistas do local, talvez por não gostar de socializar com qualquer uma ou pela arrogância de outros me deixar completamente enojada. Usava agora a blusa que havia ganho de presente de reclamação de meu pai, haviam me dito que ela era uma espécie de armadura e quanto mais impacto sofresse mais lugar iria cobrir e proteger, claro que isso era uma coisa bem legal, se funcionasse. Era uma blusa vermelha com o símbolo de uma cabeça de Javali bem na frente em negro deixando bem na cara quem era o meu pai, não que alguém não soubesse afinal depois de alguns problemas em outros treinos tinha ficado bastante popular dentre alguns campistas e acredite em mim, não era no sentido bom da coisa. A calça jeans surrada e o coturno de couro negro já eram vestimentas de praxe minha e se encontravam bastante surrados depois de 1 mês naquele lugar. A espada mágica que havia ganhado junto com a blusa estava repousando em sua bainha presa em minhas costas junto a meu tronco, lugar onde era mais pratico para mim pega - la e que, com certeza, não me atrapalharia se precisasse correr e por fim o escudo de javali. Meus cabelos ruivos eram presos em um rabo - de - cavalo e a franja posta de lado a medida que me aproximava de uma campina onde Quíron se encontrava, provavelmente pronto para iniciar mais uma aula de Estratégia. Posicionei-me ao lado de uma pirralha qualquer que pela aparência deveria ser uma das crianças que haviam chego na semana passada e ainda não tinham sido reclamadas.

Nada contra aquilo, mas bem que poderia ter divido o acampamento em duas seções, uma para os mais velhos e outra para os mais novos... Não me sentia confortável tendo que as vezes bater em uns nanicos. - Olha por onde anda pirralho! - Rosnei para um garoto que não deveria ter mais do que 12 anos e tropeçara em mim quase me dando um banho de suco de uva. Com o rosto vermelho de vergonha e sem dizer uma palavra o moleque acenou e correu para o outro lado da turma de campistas que estavam ali para o treino. "Pirralhos", pensei comigo mesma antes de voltar a atenção para o centauro que explicava algo sobre robôs x campistas. Franzi as sobrancelhas e cheguei um pouco para frente para tentar entender melhor o que estava acontecendo e então entendi o propósito de tudo aquilo. Iríamos brincar de um "rouba bandeira" diferenciado e contra robôs, o que significava que eu poderia matar e descontar minha raiva em muitas coisas sem matar alguém e sofrer as consequências por isso. Quíron deu o sinal para que nos reuníssemos e falássemos sobre estratégias para o combate onde nosso objetivo era dominar a base inimiga e apertar um botão que estaria lá dentro do pequeno forte de madeira dos robôs que os desligaria, mas sem perder nossa própria base de madeira claro. Por ser dia e ser uma atividade que pegava os dois extremos Leste e Oeste da floresta sabia que a coisa seria extremamente cansativa e difícil, afinal de contas a noite ainda dava a camuflagem necessária pra facilitar a coisa o dia não.

- Então é esse o seu plano? - Perguntei irônica para uma filha de Atenas que havia tomado as rédeas da situação. A garota não deveria ter mais de 14 anos e com certeza não tinha tanta experiência assim em combates daquela forma, mas não queria dizer que seu plano era totalmente ruim só que ele possuía falhas. Senti o olhar da loira em minha direção como se me queimasse viva e apenas sustentei o olhar sem baixar a cabeça um segundo qualquer. - Presumo que a filhinha de Ares tenha um plano melhor então - Falou a garota de forma irritada enquanto cruzava os braços com uma pose super marrenta. - Pode apostar que qualquer plano é melhor que esse... Simplesmente atacar pelos lados e deixar 2 campistas cuidando da nossa base? Tem certeza que você é filha de Atena porque ta parecendo mais um dos meus irmãos gorilas - Falei azeda fazendo a garota corar e ficar extremamente irritada com o que havia dito. Simplesmente bufei olhando para o grupo que tinha ali, a maioria eram novatos e eu sabia que os campistas mais velhos deveriam estar na arena aquela hora, maldita hora que eu não tinha um campista experiente para me aporrinhar. - Eu proponho que criemos uma distração em um ponto entre nossa base e a outra atraindo o máximo possível de robôs para lá enquanto apenas dois de nós invade a base deles e desliga todos, o lugar vai ficar vulnerável se eles precisarem correrem todos para um lugar tentar impedir que passemos - Falei com um pouco de marra antes de ouvir a garota bufar baixinho e concordar que o plano era bem melhor que o dela a contra gosto. Ignorei aquilo e me pus a ouvi - lá quando a mesma se propôs a liderar o grupo e armar a distração tendo umas ideias bem loucas e realmente brilhantes de uma hora para a outra.

Sorri para a garota e logo já estávamos divididos ficando um filho de Apolo junto com mais três novatos cuidando de nossa base enquanto a garota liderava um grupo de 10 campistas em direção ao sul caminhando na diagonal no sentido leste para onde chamariam a atenção dos robôs. Talvez por ter tido a ideia, por ser filha de um Deus extremamente agressivo e ter minhas vantagens ou talvez só porque a garota tinha esperanças de me ver falhar e sair dizendo que a ideia dela fosse melhor, todos acabaram por concordar que seria eu a ir com mais um campista até a base dos robôs. O único problema daquela armação toda era que a meio - sangue que sobrara para ir comigo era uma pirralha de uns 14 anos que ainda nem havia sido reclamada e poderia por tudo a perder. Odiava ficar de babá, aquilo definitivamente não era para mim. - Qual seu nome garota? - Perguntei pouco depois de termos todos começado a seguir nossos caminhos e Quíron ter dado o "start" nos robôs que começariam a marchar em nossa direção. Não tinha muita intenção de socializar, mas precisava saber o que gritar quando precisasse salvar o traseiro da garota. Caminhava sem muita frescura de camuflagem ou outro tipo de coisa, ainda estávamos bem longe da base inimiga e enfrentar alguns robôs para aquecer me parecia uma ótima ideia, desde que a garota não fizesse alguma burrada. Ouvi a garota responder de forma amigável e tentei controlar um pouco o meu gênio olhando para os lados tentando não ser surpreendida por robôs antes de lhe responder. - Suzanah Pendragon - Me apresentei deixando de lado aquele papo de falar de quem era filha afinal de contas aquilo já estava mais do que claro.

Já me perguntava onde estava nossa distração e se faltava muito quando ouvi Lyra gritar e 2 robôs cercarem ela. Pensei em lhe ajudar, mas assim que peguei minha espada barulhos atrás de mim se fizeram ouvir e quando percebi mais 2 robôs apareceram, mas agora querendo me pegar. Observei os dois ficarem um ao lado do outro enquanto me punha em posição com o escudo erguido e a espada em riste pronta para qualquer coisa e ataque. - Então enlatados, vão demorar o dia todo? - Provoquei sorrindo para os robôs que prontamente ergueram suas espadas de madeira e partiram em minha direção para o ataque. Levantei meu escudo bloqueando o ataque do robô 1 a minha esquerda e com a espada parei o golpe do robô 2 a minha direita sorrindo de lado com aquilo. Empurrei meu escudo na direção do robô 1 com toda a minha força fazendo com que o mesmo se afastasse e quase caísse no chão antes de me virar pro robô 2 que aproveitou aquilo para tentar me acertar nas costelas e devo dizer que foi por um triz que não acertou. Preparei o escudo e a espada e quando o robô 2 voltou a tentar me golpear um pouco mais pra cima me agachei mirando com a espada em suas pernas golpeando - as na horizontal com toda minha força fazendo com que uma delas se partisse ao meio e o robô perdesse o equilíbrio. Sorri quando o mesmo caiu, mas não podia dar bobeira porque ainda tinha outro para nocautear. Aquele pequeno combate com o robô 2 foi o suficiente para o 1 se recompor e partir em minha direção me acertando nas costas em meu momento de distração. Minha sorte havia sido que o mesmo não me golpeara com a espada e sim me empurrara de forma eu voar longe e bater em uma arvore. Não tinha me lesionado, mas cara... Aquilo havia sido doloroso.

Caí no chão segundos depois de bater contra a arvore e me ergui com dificuldade enquanto ainda tentava voltar o ar pro meu pulmão que parecia vazio após o choque contra a arvore. - Cara... Eu vou MATAR VOCÊ! - Falei enquanto me erguia e via o robô 1 começar a correr a toda em minha direção. Pulei para o lado impedindo que ele me acertasse e no lugar disso lascas de tronco de arvore voaram quando o punho do robô socou o lugar e agradeci mentalmente por não ser eu. Sorri de canto de lábios ao ver que sua mão havia ficado presa na árvore e sem nem pensar direito ergui a espada com as duas mãos, depois de deixar o escudo no chão, e golpeei seu braço o deixando sem ele. Aproveitei-me daquilo para enfiar minha espada em seu "peito" movimentando - a para baixo fazendo um enorme corte na diagonal vendo faíscas saltando pra fora do robô. Quando o mesmo caiu no chão me abaixei pegando meu escudo e caminhei até perto da cabeça do robô 1 acertando - a com a espada de modo decapita - lo. Respirei fundo arrumando minha franja com um sorriso nos lábios e fui até o robô 2 que ainda se contorcia tentando se erguer sem uma perna e repeti o golpe arrancado - lhe a cabeça fora. Sorri voltando a colocar a espada no lugar quando vi Lyra levar um golpe de um robô praticamente morto e não acreditei na estupidez da criança. - Tem que arrancar a cabeça pessoa! - Falei no meio de tantos outros xingamentos e broncas enquanto pegava minha espada e arrancava fora a cabeça do robô que havia quase nocauteado minha parceira tonta.

Guardei minha espada e voltei a segurar o escudo de lado quando ouvi o barulho e a fumaça na diagonal com o sul mostrando que a nossa distração havia começado. - Vamos mais rápido - Alertei a garota enquanto começávamos a correr que nem duas loucas perdidas em direção ao sul onde a base inimiga provavelmente estaria. Já fazia 5 minutos que corríamos pela floresta quando parei de supetão ao ouvir o barulho de robôs fazendo com que minha parceira também parasse antes de puxa - lá pra trás de uma moita que tinha mais a frente. - Não se anime a base inimiga é logo ali na frente - Ironizei a situação enquanto erguia a cabeça um pouco pra fora da moita vendo a casinha de madeira sendo quase abandonada se não fosse por 2 robôs que ficaram de guarda na frente da mesma. - Ok... Vou contar até 5 pra dar tempo dos outros robôs terem se afastado o suficiente e atacamos ok? O perto da porta é meu - Falei com um pequeno sorriso no rosto enquanto voltava a abaixar a cabeça e olhar para a garota. - Depois disso feito você entra lá dentro e aperta o botão enquanto eu fico de guarda do lado de fora, qualquer coisa eu te aviso, mas tente ser rápida talvez os outros não tenham sorte de conseguir resistir aos robôs ou eles percebam que algo aconteceu sei la... São robôs - Expus o plano fazendo uma pequena careta na ultima parte afinal de contas não sabia se aqueles robôs pensavam de jeito lógico ou eram todos estúpidos de natureza mesmo. - 1... 2... 3... 4... 5! Agora! - Contei pegando minha espada e saltei da moita com a espada e o escudo preparados correndo em direção do que estava perto da porta.

O robô me viu quase que imediatamente e tentou me acertar com uma lança (o_õ), me obrigando a saltar para o lado para não me ferrar por um triz. - Aé? Quer brincar com lanças é? - Falei enquanto fazia minha espada se transformar em uma lança - coisa que não tinha o costume de fazer por preferir espada - e com toda a minha força unida num golpe só lancei a mesma de forma certeira diretamente no peito de ferro do robô. Continuei a corrida saltando por cima do robô que havia acertado pegando minha lança enquanto ele já na diagonal com o chão e terminava seu trajeto caindo com certo baque. Fiz a lança voltar a virar uma espada e com um único golpe cortei - lhe a cabeça. - prontinho - Brinquei enquanto voltava a guardar a espada olhando para minha parceira que terminava de decapitar seu robô e entrava na casa. Não teve muito mais mistérios àquela hora, Lyra entrou e não demorou muito a achar o tal botão que Quíron havia nos dito que desligaria os robôs, o que foi bastante sorte nossa porque naquele momento avistei uns 5 robôs se aproximando da cabana. Todos desligados não sobrou mais o que fazer para nós duas a não ser voltarmos para onde Quíron estava com os outros campistas. - Você se saiu bem garota, só tem que melhorar na sua defesa, mas lutou muito bem - Elogiei Lyra quando estávamos quase chegando ao ponto de encontro. Claro que elogios não eram uma coisa típica de mim, mas ela havia merecido aqueles não que eu não fosse mais implicar com ela é claro. Quando chegamos ao ponto de encontro ouvi Quíron nos parabenizar pela estratégia e a ótima batalha e acenei para a filha de Atena que sorriu de volta para mim antes de irmos todos embora da área de treino.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Lyra Chevalier em Ter 10 Dez 2013 - 16:21

training danger...
Treino de duelos e estratégias I

Já estava no acampamento a quase uma semana e ainda me sentia incrivelmente deslocada, chegava a ser hilário como eu não sabia onde ficava nada naquele lugar enorme, exceto é claro, os lugares que me interessavam. A única amizade que eu havia conseguido havia sido com um garoto mais novo do que eu que só sabia cair de cara e chorar pelos cantos como haviam machucado ele nos treinamentos, as vezes eu sentia dó, mas só as vezes mesmo. O chalé de Hermes não era exatamente o lugar mais arrumado de todo o acampamento mas a coisa estava passando dos limites nos últimos dias. Eu acordava sem nem mesmo saber onde estava minha escova de dentes e isso tudo graças aos meus irmãos. Neste exato momento, eu estava chutando a canela de um deles para que soltasse minha bolsa. Depois de muita briga finalmente consegui achar meus pertences - inclusive minhas roupas - e pude ir me arrumar. Trajava a blusa do acampamento, uma calça daquelas de camuflagem e botas de cano médio, elas não eram tão confortáveis mas protegiam muito bem e se adequavam a muitos locais onde a caminhada era difícil. Já estava com a roupa todo surrada, mas não me importei muito. Caminhei em direção ao arsenal para pegar todo equipamento que eu precisaria para ir para o treino de estratégia com Quírion, eu  não estava lá muito empolgada, mas também não tinha muita escolha.

Deixei minha adaga presa em meu cinto, junto com a espada e coloquei um daqueles peitorais, era o único equipamento do qual eu fazia questão. Como ainda não havia sido reclamada, aquilo era o máximo que eu tinha. Prendi meu cabelo em um coque desarrumado e rumei para a campina. Cheguei correndo ao local, e só cheguei em tempo suficiente de ouvir o centauro falando algo sobre robôs. Olhei para os lados e fiquei me perguntando se seria alguma das invenções de Hefesto. Curvei meu corpo de modo que minhas mãos ficaram apoiadas em meus joelhos, enquanto recuperava o fôlego, então meus olhos travaram-se em uma garota ruiva toda autoritária que estava com uma blusa que dizia claramente à todos que ela era Filha de Ares. Bem, sem contar o fato de que ela fazia valer toda a genética herdada do pai. Simpatizei com a garota na mesma hora e fiquei me perguntando se aquilo não era estranho. Quando vi-a tirando uma com a cara de uma filha de Atena e elaborando um plano muito melhor, senti vontade de abraçá-la por ter feito uma das minhas maiores vontades, mas me contive. q  Comecei a sentir-me incomodada, eu era apenas uma telespectadora ali,  só ouvia e observava mas não fazia parte de nada. Arqueei uma sobrancelha quando fui designada a ir com a garota ruiva e olhei para os lados em busca de alguma resposta ou ajuda divina. - Hã... Tá ok. - Concordei de maneira desajeitada quando não tinha mais ninguém ali para me ouvir.

Então, a moça ruiva voltou-se para mim com uma expressão não muito agradável. Senti-me desconfortável por ter ganho sua atenção, mas agora teria que ganhar seu respeito uma vez que era praticamente uma criança comparada à mesma. - Lyra, Lyra Chevalier. - Apresentei-me e acenei amigavelmente com a cabeça em sua direção. - E o seu? - Perguntei enquanto seguia a garota. Ela simplesmente era hostil, mas na verdade isso me agradava. Mordi meu lábio inferior tentando evitar sorrir numa situação daquelas, na verdade a situação toda era meio bizarra, o normal seria eu estar com medo e tudo mais. Porém, quanto mais nos aproximávamos dos nossos inimigos, mas sentia-me animada. Levei um senhor susto quando do nada, um robô simplesmente saiu da árvore ao meu lado, cambaleei desviando-me do golpe da espada de madeira do mesmo enquanto soltava um gritinho assustado, atraindo a atenção da garota. Simplesmente ignorei a presença da ruiva ao meu lado e também o fato de que estávamos cercadas de robôs. Tinha pelo o menos dois deles para cada. Impulsionei-me na direção de um dos robôs e quando estava perto o suficiente dele, ergui minhas pernas, dando praticamente uma voadora no mesmo fazendo assim, com que ele se desequilibrasse com todo seu peso extra. Caí no chão e rolei para o lado, levantei-me rapidamente enquanto o outro vinha em minha direção e apenas ignorei-o, enquanto descia minha espada no rosto do robô caído.

Acabei distraindo-me enquanto via o robô entrar em curto circuito, e levei um golpe na cabeça. Fiquei zonza por alguns segundos e quando dei por mim e já tava levantando p da vida, a garota veio em minha direção, xingando e dizendo que eu precisava ser menos estabanada e coisas do tipo. Senti meu sangue ferver e precisei morder minha língua para não começar a gritar de volta com ela. Então, apenas levantei-me apanhei a espada e comecei a correr em direção a base inimiga, seguindo a garota. Estava indo a toda velocidade possível atrás da mesma e quase dei de cara com o ombro dela quando a garota parou do nada e me arrastou para uma moita. - Wooow - Resmunguei baixinho enquanto encarava a mesma. Acho que ela levou aquilo como um "eba que legal" devido a seu comentário. Balancei a cabeça negativamente para o nada e escutei todo seu plano, fazer o quê? Ela tava liderando desde o começo, não era agora que eu ia reclamar. - Certo, certo. - Concordei e quando a contagem da garota chegou no 5, sai correndo desembestada na direção do robô que estava a alguns metros do que Suzanah disse que cuidaria.  Fiquei surpresa com o quão rápido aquele robô era. - Opa, opa, opa no rosto não! - Gritei e avancei em sua direção. Antes de ser atingida pela sua espada que era de verdade sabe lá os deuses como, abaixei-me e deslizei por baixo dele. Ergui minha espada e cortei sua perna fora, fazendo com que ele caísse.  Eu queria muito ficar ali fatiando o robô mas tinha uma tarefa para terminar.

Levantei-me de maneira rápida, diferente do que havia acontecido da primeira vez, agora eu sabia que tinha que cortar a cabeça do infeliz. Ergui minha espada e desci a mesma sem dó nenhuma, decepando a cabeça dele fora. - E cortem-lhe a cabeça - Comemorei erguendo os braços e sai correndo para dentro da cabana onde estava o tal botão. Não demorei muito parar achar a caixinha de madeira, abri a mesma e apertei o botão vermelho. - Game over! - Gritei na direção da ruiva enquanto saía de dentro da cabana. Ouvi a garota me elogiar e fiquei em transe por um momento, era isso mesmo? Uma filha de Ares elogiando um não reclamado? Sorri amigavelmente na direção da garota e apenas agradeci. - Obrigada... Quem sabe nos encontramos por aí mais vezes e você me ajuda a melhorar minha defesa. q - Sugeri, afinal, ela era mais experiente em batalhas. Quando finalmente chegamos ao ponto de encontro, novamente desliguei-me para o mundo. Fiquei vendo Quírion gesticular e parabenizar-nos, então, acenei para algumas pessoas que sorriam e nossa direção em segui todos os outros, indo embora da área de treino, mas sabendo que logo logo voltaria ali.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Lyra Chevalier em Qua 11 Dez 2013 - 0:05

training danger...
Treino de duelos e estratégias II

Sabe aqueles dias em que você sente como se tivesse caído da cama? Bom, eu tinha realmente caído. Meu bom humor provavelmente estava no submundo, junto com o senhor Hades naquele momento, absolutamente tudo me irritava, inclusive o nada. Estava sentindo-me exausta, sentia como se algo tivesse simplesmente saindo de mim, como se toda minha energia estivesse sendo lançada para fora do meu corpo e eu provavelmente não era a única a perceber isso uma vez que sempre que eu passava as pessoas simplesmente desviavam o olhar. Passei no arsenal como de costume e me equipei com tudo o que precisava, então, rumei em direção a campina. Conforme me aproximava pude ver vários semideuses espalhados pelo local e bem no meio, estava Quírion explicando algo. Apressei-me na direção do pessoal para que não perdesse as instruções do que teríamos de fazer. Por fim, ficou decidido que lutaríamos em duplas, assim, um poderia proteger o outro. Quírion nos dividiu em duplas e quase desfaleci ali mesmo ao ver que quem havia sobrado para ser meu parceiro, era a montanha de músculos que também estava no chalé de Hermes. O cara nem mesmo havia falado nada e eu já podia sentir um calafrio subir por minha espinha, ele provavelmente acertaria qualquer coisa, menos os autômatos e eu tinha quase certeza de que essa "coisa" seria eu.

Olha cara, eu também não sou sua fã número 1... Mas que tal deixarmos para resolver isso em um outro lugar? Tipo... - Nem tive tempo de completar a frase, quando menos esperei, vi a espada do gigante vindo em minha direção e arrancando apenas umas pontinhas do meu cabelo. Já ia xingar ele, quando vi o autômato destruxado no chão graças a lâmina do grandão que apenas sorriu-me e disse um "depois". Respirei aliviada e voltei minha atenção aos meu inimigos cabeças-de-lata que começavam a cercar ambos. Um deles trazia uma lança e os outros espadas e adagas. Simplesmente não sabia que estratégia usar ali, estava pensando em usar a do "mato ou morro" se não der para correr pelo mato, corra pelo morro, mas iria ser covarde demais da minha parte. Bloqueei o golpe de uma das maquinas com o escudo e empurrei o mesmo contra o autômato fazendo com que ele recuasse alguns centímetros. Enquanto ele recuava, descia espada ao meu lado acertando em cheio a cabeça de uma as maquinas que começou a soltar faíscas.  Lembrei-me do último treinamento, então, puxei minha espada rapidamente de volta e pulei para o lado quando a lança deste veio em minha direção. Passei a espada na horizontal, decepando-lhe a cabeça. Olhei para o grandão que havia sido abatido por um corte nas canelas e outro na coxa e corri até ele, tentando ignorar os autômatos que vinham atrás de mim.

- Só eu bato nele, seus cabeças de lata! - Gritei e corri para cima das maquinas. Desviei alguns golpes com o escudo. Joguei-me no chão, mas mantive meu braço esquerdo erguido usando o escudo como proteção e sai deslizando, cortando com maestria as pernas das latas. Rolei para o lado quando uma das maquinas iam cair em cima de mim, e nem mesmo me dei tempo para recuperar-me do choque, levantei-me rapidamente e desferi dois golpes certeiros arrancando a cabeça de mais dois autômatos. A esta altura, o grandalhão já estava de pé, investindo contra os autômatos que haviam me perseguido. Corri em sua direção, e acabei sendo atingida pela lança de um dos autômatos em minha coxa direta. Ergui minha espada, e cortei o braço do mesmo, então, com a raiva falando mais alto, joguei a lâmina contra a cabeça do mesmo, arrancando-a. A espada parecia estar mais leve, não tinha certeza se era toda aquela adrenalina correndo por minhas veias ou se eu realmente havia me adaptado, não tive muito tempo para pensar. Uma espada passou rente a minha cabeça, então, cambaleei para evitar o ataque, acabei tendo parte de minha blusa rasgada no ombro. - Como se já não bastasse minha calça! - Berrei e investi contra o robô, nossas lâminas chocaram-se, mas minha força parecia ter sido renovada, empurrei minha lâmina de maneira direta em seu "tórax" e afundei-a sem dó alguma. Subi a espada até ter sua cabeça partida em duas.

Olhei para o lado a tempo de ver meu companheiro decepando o último autômato que o cercava, e pegava uma bandeirinha que eu não sabia para que servia. Parei um instante para recuperar meu fôlego, e não tenho muita certeza de como, mas um dos autômatos provavelmente haviam bugado, pois levantou-se mesmo com a cabeça partida em dois e foi na direção de meu companheiro que não havia o visto ainda. Corri, mas acabei caindo em uma poça de lama, e acabei deslizando de bunda, de um modo muito mal calculado, acertei o autômato com a espada partindo-o em dois, mas como o terreno era inclinado, continuei deslizando na grama úmida e antes que pudesse parar, ergui o escudo para me proteger da colisão. Bati nas pernas de meu parceiro com força, fazendo com que ele se desequilibrasse e caísse drasticamente em cima de mim. Vi meu mundo todo perder a cor por um momento, então, resfoleguei quando finalmente o cara rolou para o lado, tirando seu traseiro de cima de mim. Fique estirada por um tempo ali, recuperando meu fôlego. - Cara, cê tem que perder um pouquinho desses músculos, viu? - Falei zombateiramente, enquanto me sentava e me livrava do escudo por um momento. Levantei-me e recoloquei o escudo, afinal, o treinamento ainda não havia acabado. Caminhei até o ponto de encontro que Quírion havia marcado e descobri que a bandeirinha que meu parceiro havia pego, era uma espécie de proteção. Agora ele não precisaria ir para segunda parte do treinamento, apenas teria que relatar algumas coisas e levando em conta a inteligência do cara, parecia ser pedir demais dele. q

Boa sorte, meu amigo - Falei de maneira maldosa enquanto dava-lhe um "tapinha" nas costas, tendo certeza de que minha cara de santa o enganaria facilmente. Girei a espada em minha mão, e caminhei até uma base de madeira. Naquela parte do treino, teríamos de lutar uns contra os outros para conseguir chegar até uma pedra e apanhar uma bandeira laranja. Quem pegasse ganharia algum brinde, quem não pegasse teria que ir conversar com umas dracanaes. Senti um friozinho familiar em minha barriga e meus estômago parecia das piruetas. O crepúsculo estava começando a dar os primeiros sinais, o que fez a iluminação do lugar ficar um tanto comprometida. Respirei profundamente, e ao perceber o sinal do arqueiro, sai correndo em disparada tentando evitar qualquer um dos campistas, o que foi obviamente impossível. Uma garota loira que parecia ser filha de Afrodite veio correndo em minha direção com seu arco já em posição de disparo, porém faltou-lhe a flecha. Tive vontade de rir, mas aquilo não era hora. - Opa, acho que não tem como disparar sem flecha. - Falei enquanto erguia a espada para encontrar-se com o arco da mesma, a força que coloquei no golpe foi o suficiente para faze-la ir para o chão e xingar-me em grego antigo. Continuei correndo, porém, tinha a impressão de estar sendo observada.

Parei de correr e encostei-me contra uma pedra, fiquei abaixada ali, olhando para os lados, foi quando vi então, um dos filhos de Ares escalando a pedra, não tenho muita certeza de como, pois tudo aconteceu rápido demais, vi várias flechas serem disparadas, fazendo com que o campista se assustasse e deixasse de lado a escalada, para correr atrás do filho de Apolo que o havia acertado. Olhei para os lados enquanto os dois se atracavam e saíam correndo em direção ao sul, corri do modo mais rápido que pude, comecei escalar a pedra olhando por cima de meu ombro e para os lados. Fiquei paralisada ao ver uma figura que havia simplesmente aparecido das sombras em cima de um galho, era corvo. Fiquei olhando para o mesmo, mas logo sai do transe quando um dos filhos de Apolo começaram a disparar flechas em minha direção. Uma delas passou bem em meu ombro cortado, e a outra raspou em minha bochecha, abrindo um novo corte. - Malditos - Resmunguei e segurei-me apenas em uma mão, lancei uma adaga que bateu no peitoral da armadura do mesmo, distraindo-o por tempo suficiente para que eu chegasse ao topo e pegasse a bandeira maldita. - PEGUEI! - Gritei e em meio a minha comemoração, acabei soltando a pedra. Sai rolando até chegar ao gramado novamente. Fiquei lá, completamente imóvel sentindo fisgadas em minhas costelas e todo resto de meu corpo. Estava toda arranhada e descabelada, mas havia conseguido completar o treinamento. Fui parabenizada e fiquei de receber meu prêmio no jantar, quando eu voltasse da enfermaria.

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