Treinos de Duelos e Estratégias

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Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:30

Relembrando a primeira mensagem :



Treinos de Duelos e Estratégias
Nesta arena você poderá duelar com algum outro campista ou treinar estratégias de batalha, esse muito necessário em uma missão. Será disponibilizado o necessário para o treino. O treino de estratégia poderá ser feito em grupo ou individual.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Qua 7 Jan 2015 - 16:11


nightmare dressed like a daydream

Parei de pular quando os filhos de Hermes que estavam brincando comigo acabaram a música. Estava ofegante e suada, mas havia me divertido. Pular corda em dias frios realmente era legal. “Eu disse para vocês que conseguia ficar um tempão no foguinho. Agora tenho que ir, gente. Até outra hora.” Sorri e acenei, não abraçaria os meninos na minha situação atual, coitados. Meu relógio de pulso marcava exatamente 16h27. Tinha três minutos para chegar até a arena de duelos. Marcara com uma filha de Afrodite um duelo, porque segundo ela ‘treinar com pessoas boas’ a faria bem. De onde ela tirara que eu, Scarlett Colfer, poderia suprir sua necessidade eu não fazia ideia, mas aceitara porque atualmente minha vida estava um tédio. O acampamento começara a ficar movimentado, as festas de fim de anos foram maravilhosas, mas a primeira semana de Janeiro estava uma bosta. Tudo se resumia em treinar, dormir e comer. Rotinas nunca foram bem aceitas por mim, então estava praticamente implorando por coisas novas.

Ao adentrar a arena, percebi que a menina ainda não se encontrava lá. Decidi começar a alongar, mesmo que não fosse preciso. Tirei minhas adagas da bainha e deixei ao meu lado, já que não seria nada confortável abaixar com elas ali. Inicialmente, estiquei o braço direito e puxei as pontas dos dedos com a outra mão. Repeti o processo com o outro braço e logo em seguida alonguei minhas pernas, fazendo levantamento com o joelho dobrado. Estava quase iniciando flexões quando Amber, a filha de Afrodite, chegou. “Oi, Amb. Pronta?” Sorri e ela assentiu. Não que toda essa simpatia fosse durar muito, porque era inevitável não possuir sangue nos olhos durante um duelo. “Acaba quando uma desarmar a outra.” Regrei e empunhei minhas adagas, segurando-as firmemente com a lâmina apontada para trás. Segui a garota até um círculo vermelho feito no chão, que era o mais próximo de ringue que o acampamento possuía. Fiz uma reverência e me posicionei, colocando a adaga da mão direita em frente aos meus seios, com a lâmina apontando agora para Amber, assim como a esquerda, que ficou um pouco mais abaixo. Esperei que a menina também se preparasse, posicionando uma espada e uma adaga como preferia, e ataquei.

Golpe de cima para baixo com a lâmina direita, que rasgaria parte da sua blusa se minha adversária não tivesse desviado andando para trás. De cima para baixo, com a esquerda, em direção ao ombro de Amber. Até agora só havia atacado, então  recuei um pouco para que a menina tivesse sua chance. Bloqueei sua espada ainda no ar, acima de minha cabeça, e dei um giro por baixo de nossos braços, fazendo com que sua espada ficasse abaixo de minha lâmina. Senti sua adaga rasgando a barra do meu short e me surpreendi por ter esquecido que ela também tinha duas lâminas. Enruguei a testa, insatisfeita com o estado do meu short. Ambas já havíamos atacado, estava na hora do duelo de verdade começar. Dei-lhe uma rasteira, derrubando-a, e girei as adagas, tentando golpear sua barriga, e teria conseguido se a louca não tivesse começado a rolar para desviar. Deixei que ela se levantasse. Golpe com a lâmina direita, interceptado por sua espada. Golpe com a esquerda, interceptado por pouco com a adaga. Inclinei um pouco a lâmina esquerda e consegui arranhar seu braço, vendo um filete vermelho surgir. Um passo para trás, posição de defesa: adagas posicionas em frente ao tronco, joelhos levemente flexionados. Interceptei uma tentativa de golpe por baixo com a sola do tênis e forcei a espada até o solo, fazendo com que Amber soltasse a mesma para não deslocar o braço devido a posição em que se encontrava. Chutei a espada para longe e agora lhe restava apenas a adaga.

Sorri antes de atacar. Um arranhão e menos uma arma versus um short rasgado, até agora. Ataquei com as duas adagas, fechando um “V” com os braços, na intenção de acertar sua cintura. Amber abaixou e abriu um rasgo em minha panturrilha direita, sem aprofundar muito. Gemi de dor e evitei olhar para o machucado. Me concentrei em desarmar a filha de Afrodite para ir até a enfermaria logo. Golpe de esquerda, golpe de direita, golpe nas pernas após um giro baixo. Todos desviados. Notei que a menina não possuía muita coordenação nos pés e decidi usar isso ao meu favor. Segui com uma sequência forte de golpes que não tinham a real intenção de acertá-la (e mesmo assim consegui arranhar seu rosto), até  que a menina finalmente tropeçou nos próprios pés. Levei a adaga direita com força na direção de sua adaga, mas ela interceptou. Movimento já esperado, ha. Abaixei e bati minha adaga livre com força, de baixo para cima, no cabo da sua, fazendo com que a mesa saísse voando e quase me acertasse. “Pronto. Acabou. Nossa, você deu trabalho. Enfim, tenho que ir para a enfermaria. Até outro dia.” Falei tudo embolado, mas deu para entender. Saí mancando o mais rápido possível, e só consegui ouvir um “Desculpa pela perna Sky!” ao longe.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Hyun So Young em Qua 7 Jan 2015 - 19:51



Cobaias por um dia...
Posts: 002 | Notes: Primeiro Treino | Ouvindo: Return Of The Heroes
- Eu poderia ter pelo menos a honra de saber para onde vocês estão me levando? Ou melhor, arrastando?! – Falou, não irritado, mas um pouco cansado. O cabelo liso do garoto brilhava com junto aos raios solares que chegavam ali. Havia acabado de sair de um belo e relaxante banho. Só queria sentar em algum lugar, talvez ler um livro, o que parecia ser meio difícil com todas aquelas pessoas ali, ainda mais quando estas o puxam do nada para algum lugar dizendo que ele iria se “divertir muito”. Ele olhava para os garotos que o arrastavam, cada um segurando um braço, desconfiado esperando a resposta à sua pergunta, esta que jamais veio.  Mesmo sendo novo ali ele sabia que coisa boa não seria. E ficou ainda mais apreensivo quando chegou no local. Estavam na entrada da floresta e dali por diante, tudo podia acontecer.

Hyun foi solto quase aos pés de um garoto corpulento e moreno que arrumava a luva da armadura. Mas antes que pudesse fazer qualquer pergunta, os outros que o haviam arrastado até ali começaram e encher seu corpo de armaduras, aparentemente não tão boas quanto as que o moreno usava. Era um privilégio sem tamanho ser novato e indefinido. Respirou fundo abrindo os braços e deixando que eles fizessem o que tinha que fazer, talvez até fosse sorte dele porque Hyun não havia recebido aulas de como colocar uma armadura. Por fim recebeu um escudo e uma espada. E assim que estava pronto, finalmente o grandão lhe deu uma explicação. Os dois que o tinham arrastado eram filhos de Hefesto, pelo que Hyun havia entendido os dois haviam feito armas novas e dado para dois autômatos que estavam no meio da floresta, a missão de Hyun e do senhor músculos ali era ser os oponentes deles, ou seja, cobaias. Entretanto aqueles dois pareciam tão felizes e o outro tão nem ai que não pode recusar, afinal não custava nada ajudar os colegas campistas.  

- Ta, ta! Eu entendi, mas já vou avisando que eu não sei fazer isso direito... Sabe...? Lutar e tal... – Eles deram de ombros enquanto o “parceiro” apenas sorriu e se preparou para entrar na floresta. Antes disso deu algumas dicas para Hyun de como usar bem o escudo e explicou que era para ele ficar perto, mas não tanto, e atento aos barulhos típicos dos autômatos. Hyun queria um plano mais bem elaborado, porém o outro já começava a andar.

Eles passaram alguns minutos apenas andando, o silencio da floresta no momento era horrível, mas não tanto quanto ouvir os primeiros sons das maquinhas que andavam por ali e estavam próximos. Os dois se abaixaram em meio aos arbustos para não serem vistos.

- Você só pode estar maluco não é?! – Hyun sussurrava tentando não gritar depois que o outro havia explicado o “plano” que basicamente era permanecer ali uns segundos e pular nas coisas  – maiores e mais fortes que eles. Era claro que não daria certo, mas quem disse que o outro ouviu, já havia se arrastado para o lado oposto de onde estavam – Idiota... Ah... Vou me esfolar muito hoje... – Resmungou e viu o sinal de que era para começar a contar. Quando deu o tempo ele pulou de seu esconderijo em direção aos monstros – AAAAAaaaa... – O grito de guerra se esvaiu ao ver que estava sozinho ali de frente aos autômatos que carregavam maças brilhantes, as quais ele pedia para serem feitas de madeira. ”Não acredito que ele teve a coragem de me abandonar aqui!” Estava tão abismado com aquilo que havia até esquecido da presença dos inimigos, um dos quais moveu a massa certeiramente contra seu escudo, mesmo que não tivesse recebido um golpe direto, Hyun voou para o lado, tendo uma queda dura e o corpo arrastado entre pedras e terra. Como aquilo havia doido, a cabeça girava, mas não podia ficar ali muito tempo, os dois monstros já vinham atrás dele prontas para um novo round.

Hyun levantou e correu o mais rápido que pode em direção aos dois, porém passou por baixo das pernas de um e se impulsionou levantando novamente rindo que havia dado certo e agora ele poderia correr melhor, só parou ao ouvir um barulho estrondoso no chão. Um autômato havia caído, a cabeça rolando ao lado do corpo onde o moreno se encontrava em pé tentando puxar a espada que havia sido fincada contra o chão. Agora ele entendia, além de uma cobaia, era uma isca. ”Por que não falou desde o começo?! Teria sido tudo mais fácil!” O autômato que ainda estava em pé andava agora para o outro campista, mas foi atingido pela espada de Hyun, atingido na cabeça com a parte plana da espada. Hyun preferiria que ela fosse fincada nele, mas já que não havia dado certo...

- Ei monte de lataria! Quem disse que pode me ignorar assim?! – Chamou a atenção enquanto via o parceiro voltar a se embrenhar nos arbustos mais altos. Respirou fundo e olhou ao redor. Tinha que retardar aquele cara, mas não queria se livrar do escudo também. Jogou uma pedra, coisa que não surtiu tanto efeito e ele teve que se jogar para o lado a fim de não ser atingido novamente, acabou sem querer batendo as costas numa arvore. Ele tinha que olhar melhor o caminho antes de pular. Se levantou, mas logo teve que se abaixar para desviar de um ataque que atingiu a arvore lhe tirando a casca e alguns pedaços. Seus olhos bateram em uma grande pedra e ele quase a abraçou já vendo o estrago que esta faria. Usando toda sua força ele a jogou contra o autômato. O mesmo cambaleou um pouco atordoado, tempo suficiente para o garoto corpulento aparecer vindo do nada e o decepar - Acabou! – Hyun sorriu e se jogou no chão deitando. Os dois filhos de Hefesto apareceram parecendo um pouco decepcionados, mas agradeceram - É até que foi legal... Mas acho que amanhã vai estar tudo roxo... – Suspirou virando o corpo um pouco e ouvindo o mesmo estalar. Cumprimentou o garoto (havia totalmente se esquecido de perguntar qual o nome dele) e voltou ao acampamento.
Thanks Panda


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Laurence Houck Wahrheit em Qui 8 Jan 2015 - 5:31

A terceira manhã no chalé de Hermes estava sendo tão tranqüila que eu começava a me preocupar com a ideia de que talvez os filhos do deus pudessem estar aprontando alguma, e das grandes. Fingi continuar dormindo para ouvir os sussurros dos demais campistas até entender que se referiam a mim. Continuei com os olhos fechados tentando ao máximo não corar, respirar levemente e não parecer constrangida, tanto por escutar a conversa dos outros quanto por estarem falando sobre mim.
Quando a maioria deles havia deixado o chalé, tive coragem de me levantar de minha cama improvisada e começar a me arrumar para o dia que viria. Uma das pequeninas filhas de Hermes, porém esperava sentada em uma das camas. A garota se interpôs em meu caminho.
- Qual é mesmo o seu nome? – disse a pequena enquanto abria um sorriso malicioso e cruzava os braços.
- Meu nome é Laurence, - eu disse, um pouco desconfiada das intenções da filha de Hermes – Qual é o seu nome, pequenina?
- Isso não importa agora. – ela disse, levantando uma das sobrancelhas, esperando que eu contestasse – Não quer saber o que os outros campistas estavam comentando hoje cedo? E não me diga que não sabe do que eu estou falando, porque eu sei muito bem que você ouviu.
- O que era então? – eu disse, começando a ficar irritada com a intromissão, a garota realmente sabia como ser irritante.
- Estavam tentando adivinhar quais deuses poderia ser seu progenitor – disse a menina levantando os ombros – ninguém aqui sabe muito sobre você para afirmar com certeza qual é a deidade responsável por parte da sua carga genética. Mas há muitos palpites.
- E quais são? – perguntei curiosa pela garota delatar seus irmãos com tanta facilidade.
- Um idiota indefinido chamado Kyle aposta que você é uma das filhas de Afrodite, – comentou enquanto revirando os olhos – Enquanto meu irmão Patrick, bem, ele acredita que você é uma das filhas de Ares. Apesar de você não ter nada em comum com eles, não que você não seja ótima nos treinos – disse ela parecendo se desculpar – Mas creio que você seja um pouco delicada demais para uma filha do deus da guerra.
Eu tentei me pronunciar quanto ao que a garota havia dito, mas ela prosseguiu:
- Sei que você deve estar se perguntando porque, depois de três dias ainda não foi reclamada. Foi o que me perguntei logo que cheguei aqui, e eu não costumava ser tão durona quanto você. Mas eu espero sinceramente que você seja reclamada logo.
A conversa um tanto quanto estranha com a filha de Hermes habitou meu pensamento por quase todo o dia que se seguiu. Estava começando a ficar angustiada pensando sobre meu possível progenitor quando chegou a hora do treino do dia. Quíron se pronunciou sobre o treino, teríamos de enfrentar outros campistas, sem trapaças e sem mortes. Mas todos deveríamos usar nossas habilidades, e é claro nossa capacidade mental, pois não se tratava do duelo em si e sim das estratégias que teríamos de nos utilizar para vencê-lo.
Preparei-me para o duelo, uma armadura ridiculamente grande pendia em meu corpo e eu sentia que estava fazendo alguma coisa errada, quando um garoto loiro dos olhos azuis se aproximou.
- Precisa de ajuda com isso? – ele disse, sorrindo animadamente – Acho que você está colocando isso do lado errado.
- Eu tenho certeza de que estou, - eu disse, envergonhada por mal saber vestir uma armadura – é só que isso é muito novo pra mim.
- Eu imagino que seja. – disse ele, enquanto eu retirava a armadura de meu corpo e ele me ajudava a vesti-la da maneira correta – Afinal, quem poderia imaginar que um de seus pais é um dos antigos deuses gregos? Acho que estou falando de mais, bem, meu nome é Kyle. E ao que parece, – disse ele olhando ao redor e percebendo que todos já haviam formado suas duplas e se preparavam para duelar – você vai ser minha parceira de treino hoje.
Lutar com uma espada contra um boneco de palha era fácil, mas contra uma pessoa de verdade? Esse sim era o problema. O garoto parecia tão gentil e eu não queria apontar uma espada na direção daquele rostinho bonito. Até que me lembrei da conversa que tivera mais cedo com a garotinha.
- Você é o Kyle? O indefinido do chalé de Hermes que apostou que eu era uma das filhas de Afrodite? – eu perguntei, irritada por tê-lo deixado me ajudar – Por isso veio treinar comigo hoje? Porque seria mais fácil derrotar uma possível filha de Afrodite, ou isso tem algo a ver com a aposta?
- Ei, ei. Calma. – disse o garoto, desculpando-se – Sou eu o Kyle, e sim fui eu que disse que apostava que você era uma das filhas de Afrodite, mas não disse por mal. Quem lhe contou? Aposto que foi a pestinha da Thara, ela não gosta muito de mim e provavelmente sabia que iria te irritar se dissesse isso. Sabe o que dizem, filhos de Hermes adoram arrumar confusão.
- Isso não importa – eu disse, revirando os olhos com a última constatação do senhor gênio – Vamos ver como uma “filha Afrodite” se sai em um duelo.
Fui com a espada na direção dos ombros de Kyle forçando-o a se esquivar do meu golpe abaixando-se. Isso fez com que ele perdesse um pouco de seu equilíbrio, mas logo ele estava de pé novamente e com a espada em mãos.
Kyle começou a girar em círculos a minha volta, esperando que eu ficasse tonta ou que o atacasse e ficasse desprotegida. Comecei a me afastar dele enquanto ele completava mais um círculo quando ele abaixou a espada em minha direção em tempo apenas de eu erguer meu escudo, a única parte da armadura que eu havia colocado direito e que agora fazia toda a diferença. Segurei firme no cabo da espada até os nós dos meus dedos ficassem brancos, o duelo estava me deixando tensa e isso não estava ajudando em nada. Desferi um golpe nas pernas do meu adversário enquanto abaixava de uma investida. Mas ele rapidamente pulou sobre a espada e quando pousou os pés no chão novamente, usou uma de suas pernas para impulsionar a mim e meu escudo para trás, derrubando-me há alguns passos de distância. Senti que as pequenas pedras e galhos me arranhavam enquanto eu deslizava pelo chão poeirento. Mas não me importei, levantei limpando a poeira do rosto com o braço da espada e sem me delongar mais, parti para o ataque.
O escudo havia sido útil até então, mas Kyle não usava nada além da armadura e parecia muito menos cansado do que eu sem o peso extra. Joguei o meu escudo à alguns metros de distância e pus-me a segurar a arma com as duas mãos. O garoto tentou novamente descer a espada contra meu rosto mas interpus a estocada com minha espada. Ele a puxou rapidamente e tentou me atacar em algum ponto abaixo de minha axila, o que poderia provavelmente ter amputado o meu braço se eu não tivesse agachado-me e desferido um golpe na direção da espada dele. Levantei rapidamente fazendo-lhe um talho na coxa esquerda, Kyle soltou um grito segurando com uma das mãos o ferimento que eu havia feito em sua perna e recuando alguns passos.
Antes que o garoto tivesse tempo de se recuperar da ferida, apressei o passo na direção dele abrindo outro talho em seu braço direito. Ele trocou o braço da espada tentando desferir alguns golpes sem sucesso e eu rapidamente defendi-me de todos os golpes e consegui atacá-lo derrubando sua espada distante de onde estávamos. Eu finquei minha espada no chão, o garoto dando-se por vencido. Entretanto, ainda insatisfeita aproximei-me dele.
- Deixe-me ver isso – eu disse forçando meu semblante a parecer preocupado – Me desculpe.
- Não foi na... – antes que o garoto pudesse terminar, lancei-o no chão com um dos golpes de karatê, que havia aprendido assistindo filmes antigos com o cara que passei a vida inteira pensando que fosse meu pai.
- Da próxima vez que se referir a uma garota como filha de Afrodite, idiota. – eu disse ainda segurando-o pela camisa – Atente-se para o fato de que ela pode derrubá-lo com uma facilidade enorme. Eu não sou um rostinho bonito. – eu disse, me virando para ir embora, contudo voltei atrás – Aliás, para esclarecer sua curiosidade. Meu progenitor divino é um homem, então a resposta é não, eu não sou uma das filhas de Afrodite.

I believe in me when no one else believes because I know that I will win all the beasts and all the nightmares in my imaginary.





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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Sex 9 Jan 2015 - 11:54

Eu realmente não sabia de quem tinha sido a ideia daquele torneio maluco, mas decididamente aprovava. Não achava que Quíron fosse ter a mesma opinião que eu, mas, afinal, o centauro não estava ali. Sendo assim, os filhos de Hefesto foram quase todos convocados para confeccionarem punhos de aço para colocarem nas pontas das hastes que deveriam servir para fazer lanças, corrigirem os pequenos defeitos das armaduras do acampamento e das selas reforçadas dos cavalos. Como a oferta de armaduras para esses era escassa, uma das primeiras regras do “torneio” foi: não pode-se atingir o cavalo, só o cavaleiro. Do que se tratava essa competição financiada pelos doces dos filhos de Hermes?

Nenhum de nós sabia o nome correto, mas vocês certamente já assistiram filmes medievais o suficiente para entenderem a descrição: traça-se uma linha no chão, e cada cavaleiro fica em uma extremidade, em lados opostos da linha. Quando é dado o sinal, eles fecham as viseiras dos elmos, seguram as lanças e esporeiam os cavalos, indo um em direção ao outro, tentando derrubar o adversário. Quem conseguisse, ganhava. Se nenhum dos dois conseguisse, normalmente fariam mais dois rounds, e a equipe técnica avaliaria o melhor de três. Como não tínhamos uma equipe técnica, eram apenas duas chances de vitória: ou derrubava-se o adversário, ou torcia para a lança de baixa qualidade dele quebrar antes das sua.

Metade do acampamento estava inscrito, e no meio da tarde, tudo estava pronto. Os campistas estavam divididos por idades, níveis e tempo de estadia no acampamento, de forma que os novatos batalharam primeiro – rápido demais: um dos dois sempre caia, mais por falta de sorte que por habilidade do segundo competidor – sendo seguidos pelos campistas de verão ou lutadores menos habilidosos, e deixando o momento final para os campistas com mais de cinco anos ou lutadores prodígios. As caçadoras foram automaticamente selecionadas para o último grupo, o que me fez sorrir internamente. Éramos superestimadas, mas isso decididamente não era ruim.

Já era quase início de noite quando arrumaram os poucos cavalos descansados para a competição. Meu primeiro adversário – de três – era um filho de Hefesto monstruoso, que parecia ser demais para o pobre animal sustentar. Suspirando fundo, fechei a viseira e posicionei a lança o mais reta possível, quase exatamente em cima da linha branca improvisada com durex. Eu contava que, como os demais filhos do forjador, esse se desse melhor com a fabricação de armas do que com o manuseio delas, e me permitisse derrubá-lo, pois sua lança certamente era mais resistente do que a minha – não podia se esperar que um grupo cheio de adolescentes fosse ser propriamente justo.

Quando os cavalos começaram a andar, tenho de admitir que suava frio. Se estivesse enganada sobre filhos de Hefesto, levaria uma pancada forte o suficiente para merecer uma visita à enfermaria. Por sorte, se me enganei, não foi muito. E o cavalo dele parecia estar a meu favor: ou ele realmente era muito pesado, ou não era muito gentil pois, quando o meu punho de bronze se chocou contra o ombro do grandalhão, ele talvez tivesse conseguido se segurar, desajeitadamente, mas o cavalo deu uma sacudidela quase imperceptível, que fez não só que ele caísse, mas que ainda errasse seu próprio golpe, fazendo com que sua lança mal raspasse no metal que protegia meu braço.

Por sorte, se eram desajeitados com armas já prontas, filhos de Hefesto eram mais simpáticos e melhores perdedores do que se podia esperar, de forma que recebi apenas um sorriso bonachão e um aceno de cabeça, não uma jura de morte que ganharia se tivesse derrubado um filho de Ares. Mais dez duelos foram travados, até estar começando a ficar escuro demais para aquilo, e começarem os rumores de que Quíron voltara. Ninguém ficou satisfeito com isso, mas a promessa velada foi que o desafio terminaria qualquer dia desses, e que o montante de doces para os vencedores finais só cresceria até esse dia. A espera valeria a pena.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Julian Green O'Neill em Dom 18 Jan 2015 - 15:16



WorkHard



Mais um belo dia no Acampamento Meio-Sangue, e essa era a melhor forma de descrever tudo que se passava ao seu redor. Enquanto Julian tentava entender exatamente o que acontecia ali, diversos adolescentes se abarrotavam pelo ambiente, alguns discutindo sobre mapas de cidades e locais, outros sobre estranhos tabuleiros tecnológicos, enquanto os mais "ativos" socavam um ao outro com armas de madeira na mão.

E voilà, você está por dentro do dia-a-dia dos Semideuses, ou, como Julian ainda gostava de penar, hospício para jovens esquisitos -e meninas perfeitas- onde adolescentes viajam em doces todos os dias. Aquela tal de Ambrosia ainda era muito suspeita, certeza que tinha alguma coisa muito louca naquele troço, só não sabia dizer o que, também se soubesse, já estaria mandando produzir em larga escala. Se eles viam pernas de bodes em gente, aquilo ia vender fácil no tráfico internacional. Riu consigo mesmo, não sabia o que era mais estúpido, seus pensamentos loucos ou sua mãe ser uma deusa, apesar de ainda não saber qual.

Estava em seu segundo treino, e se dependesse dele, não estaria lá de verdade. Já no primeiro enfrentou a garota mais linda agressiva que já conheceu, e se não fosse pelo nariz quebrado, pensaria ter sido um sonho. Duelos e estratégias, ou algo do tipo, o que explicava os loucos debatendo posicionamento em ambiente urbano e a galera que se agredia com felicidade no outro canto. Não podia julgar eles, havia apelado para essa mesma forma convencional de se fazer amigos por ali ao desafiar a menina que nem sequer sabia o nome, e convenhamos, era bom em bater nos outros.

- Julian! - Era o grito que o tiraria do seu mundinho louco e pensamentos insanos.

Ao que parecia, o filho de Hermes que havia lhe acompanhado até o primeiro treino, não sabia dizer, mas o nome dele devia ser algo próximo a Nathan, talvez Nathaniel, talvez Aaron, ou seria Brendan?... É, tinha de assumir que não tinha a menor noção do nome da criatura. Tanto faz, a questão é que seria ele o seu instrutor dessa vez, o que de certa forma lhe agradava. Já começava a ficar traumatizado com meninas lindas, pelo que entendeu o nível de beleza e agressividade dentro do Acampamento era diretamente proporcional.

- Vamos logo, pegue a espada, vou te passar a parte de estratégia já em ação, eu acho mais fácil de se compreender dessa forma, teoria não é lá meu forte.

Tinha afinal um lado bom naquilo, aprender na prática poupava o tempo de toda aquela explicação chata que não estava com muita paciência para ouvir. Ao fechar os dedos ao redor da empunhadura da espada, erguendo-a assim como fizera antes com a foice, sentiu um leve desconforto. Ao contrário da outra, essa muito mais leve, lhe trazia toda a ideia da falta de costume e treino com o armamento, era como se a falta de experiência ficasse exposta diante da espada, o que não era assim tão agradável.

Posicionou o corpo assim como estava o do... Filho de Hermes, era melhor chamar ele de Hermezinho? Ligeirinho talvez? Tanto faz. O rapaz, no entanto, estava realmente disposto a explicar sobre estratégias e duelos enquanto duelavam, o que poderia de fato se tornar interessante e bem instrutivo. Antes de começarem a se agredir mutuamente, as primeiras dicas vieram.

- Primeiro de tudo, conheça seu oponente. Quais armas ele tem? Não só no sentido literal, de armamento e equipamentos, mas habilidades. Semideuses possuem habilidades além do comum, e monstros também, se as conhecer, a luta já inicia com uma grande vantagem ao seu lado - A frase foi encerrada com uma estocada direta do filho de Hermes, que Julian bloqueou, golpeando a espada de madeira com a sua própria e a desviando de sua trajetória. Pelo sorriso satisfeito do outro, sabia que tinha feito certo.

- Aprenda a usar o ambiente ao seu favor. Pense num duelo como um jogo e não como um desafio, saiba as regras básicas e aprenda a jogar, e vai vencer - O ligeirinho voltou a atacar com a estocada, e Julian se adiantou a repetir o movimento de antes, mas afinal, a inexperiência era seu ponto fraco.

Em um movimento de pulso, muito mais rápido do que esperaria de qualquer ser vivo na face da terra, o rapaz girou a espada na mão do próprio Julian até que seu braço torcesse em um ângulo estranho, fazendo com que os dedos se abrissem pelo incômodo da dor e logo sua espada já tinha voado para longe, enquanto o filho de Hermes lhe rendia com a ponta de madeira contra o peito. Levantou os braços, incapaz de reagir.

- Se souber anular as armas de seu oponente, ele estará vencido. Tente você agora. Quando cruzarmos as lâminas, gire o pulso do oponente através da arma dele, faça-o perder o conforto de segurá-la até que a solte, e então, renda-o.

Julian pegou sua espada de madeira de volta e partiu para a primeira parte realmente prática daquilo: desarmar um inimigo. Enquanto golpeava e girava a espada de todas as formas possíveis, recebendo instruções sobre posicionamento de pés e corpo, ouvia também do filho de Hermes sobre estratégias, não só de combate dessa vez. Explicava sobre o elemento surpresa, sobre entender qual era seu ponto forte como Semideus e o usar ao seu favor. Explicou os filhos de Ares e sua agressividade, a capacidade de chegar sem fazer questão nenhuma de ocultar a presença e derrubar seus inimigos na força bruta, assim como outros semideuses e suas capacidades únicas.

Antes de conhecer o oponente, é preciso conhecer a si mesmo. Saber suas limitações, seus pontos fracos e fortes, onde se sai melhor, o que é capaz de fazer, e então, gerar estratégias, das mais clichês até coisas impensáveis e totalmente ardilosas. Devia tramar planos assim que descobrisse quem era seu parente divino, buscar formas alternativas de se vencer o inimigo. Se o oponente fosse mais rápido, o que faria? E se fosse mais forte? Tinha de ser inteligente muito antes de ser habilidoso, a mente devia ser sua principal capacidade de combate, e claro, manter-se são e calmo a todo o momento.

Fora diversas tentativas, falhas, é claro, até que finalmente Julian tinha entendido um pouco, não apenas sobre tudo que lhe era explicado, mas o tal movimento de torção que geraria o desarme. E o aplicou, golpeou o filho de Hermes em uma estocada frontal, e ao ver que ele tocava a espada na sua para se defender, girou o pulso em sentindo horário, forçando a ponta de madeira contra a empunhadura da espada do outro, para que ele não conseguisse recuar o braço, e logo o inimigo estava desarmado. Sorriu, apontando a arma para o peito dele.

- Está desarmado, agora já pode se render - A expressão triunfante de Julian se quebrou ao meio em um milésimo de segundo. Antes que fosse capaz de perceber, o filho de Hermes já estava ao seu lado, lhe aplicando um forte soco no queixo que o fez cair no chão e soltar a espada.

Não conseguiu entender os movimentos em si, mas ao se dar conta do que tinha acontecido, estava deitado com as costas no chão, com sua própria espada apontada para seu peito e com o pé do filho de Hermes sobre seu ombro com o mesmo sorriso vencedor que Julian a pouco ostentava nos lábios.

- Última dica do dia, nunca confie no seu oponente, nenhum deles vai se render de verdade a menos que esteja morto ou acorrentado.

Sentiu aquelas palavras baterem em seu âmago. No fundo, começava a entender um pouco sobre o que era de fato ser um semideus, tirando toda aquela sua parte em que os chamava de loucos. Semideuses matavam para sobreviver, não apenas monstros, mas as vezes precisavam matar outros semideuses. Não era justo, mas era necessário, e tinha de compreender e aprender a conviver com o peso daquilo, até que ponto afinal, sua vida valia mais do que as que iria tirar dali para a frente? Enquanto o filho de Hermes se retirava, Julian começava finalmente a perceber toda a imensidão daquele universo do qual fora forçado a fazer parte. Agora tinha de sobreviver, não apenas ao mundo, mas de si mesmo.

WITH: alone WHERE: camp DOING: training POST: 002

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OBS: o poder citado do filho de Hermes:

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Natalie Gringz Wëichowski em Seg 19 Jan 2015 - 15:01

"Formem duplas", ouvi essa frase um instante depois de me juntar ao grupo para treino de Duelos e Estratégias. Eu esperava que rolasse uma super gincana para testar nossas habilidades em estratégia mas não, ao que tudo indicava aquele seria o dia de duelos. Acabei formando dupla com uma garota quase duas vezes maior que eu, ela era filha de Ares (eu tinha quase certeza disso), mas tentei não me amedrontar, não é porque eu quase não tinha nenhuma experiência que ia me deixar abater por ela, certo? O instrutor prosseguiu falando, ele seria o juiz e as lutas aconteceriam simultaneamente e ele iria interromper as que achasse necessário. Ok, tava tudo legal. Espadas e escudos foram entregues a todos nós. Segurei os dois com um pouco de duvida, eu preferia fazer outros tipos de treinos, aqueles não me deixavam muito confortável, mas vamos lá.

A garota parecia rosnar pra mim e eu ficava me perguntando se ela era um búfalo ou uma campista assim como eu, mas achei melhor não perguntar aquilo em voz alta. Ela avançou pra cima de mim, com a espada erguida, foi tão rápido e tão de primeira que eu quase não entendi que era comigo. Tive tempo apenas de erguer o meu escudo e sentir a pancada da espada dela, o impacto foi grande e eu acabei caindo de bunda no chão. Por sorte ela teve um ataque de riso grande o suficiente para me deixar levantar e me posicionar, agora em posição de guarda, com as pernas um pouco separadas e a espada em punho. Assim parecia mais fácil me defender dela, ou pelo menos era o que eu achava.

A garota-meio-búfalo desferiu uma série complexa de golpes contra o meu escudo. Eu podia não ter tido chance de usar a minha espada ainda mas pelo menos sabia que tinha bons reflexos e estava me movendo rápido o suficiente para evitar a lâmina que teimava em vir ao meu encontro. Aquilo era meio chato assim, só de leve. Mas eu estava levando bem aquilo, com exceção da dor que começava a subir por todo o meu braço direito, que segurava o escudo e absorvia junto com ele todo o impacto das porradas. Fiquei analisando a garota enquanto ela vinha na minha direção, ela não era rápida, não tinha pés ageis, mas ela tinha muita força pra compensar. Decidi tentar me esquivar dos ataques dela e assim que ela veio na minha direção eu girei o corpo, como em um movimento de dança, rodopiando com a espada e o escudo colados ao corpo. A espada dela cortou o ar e foi parar no chão, um rugido daqueles tipo garota-búfalo ecoaram da garganta dela e eu notei que era pura raiva. Engoli com dificuldade e tentei me esquivar dos demais ataques. Vez ou outra eu conseguia mover o braço direito, então tentava acerta-la com a espada, mas ela era boa em se defender e nem fazia muita questão de usar o escudo, apenas aparava a minha espada com a dela e jogava meus golpes para os lados como se fosse a coisa mais fácil do mundo.

O instrutor havia parado alguns combates e uma boa quantidade de campistas apenas assistia agora, a garota não parecia muito cansada, mas eu já podia vê-la ofegar. Decidi me arriscar e quando ela fez menção de atacar eu me lancei contra ela. A questão é a seguinte: ela estava pouco preocupada em se defender então o escudo estava quase sempre abaixado, por isso o peito (grande e gorducho) dela estava sempre sem proteção. Quando ela levantou a espada eu coloquei meu escudo a frente e bati com toda a força contra ela, jogando meu corpo contra o dela. Fomos as duas pro chão e ela tratou de rolar por cima de mim assim que entendeu minhas intenções. Nossos escudos ficaram para trás, minha espada ainda estava na minha mão, mas ela segurava meu punho bem colado ao chão enquanto apontava a própria espada para o meu rosto, e como se não bastasse enquanto ela estava sentada em cima de mim. Respirei com dificuldade até o instrutor chegar e declara-la vencedora. Fiquei feliz com o fim daquilo, mesmo eu sendo a derrotada, o importante era poder terminar aquele combate doido. Para mim era um grande avanço, quer dizer, quem não ia ficar feliz em pelo menos derrubar o adversário garota-búfalo? Eu certamente que sim.




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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Seg 19 Jan 2015 - 22:25

Adentrei a arena girando uma espada que tinha pego emprestada. Ás vezes ser filha de um dos três grandes se tornava cansativo por causa da pressão para treinar. A arena estava cheia de gente duelando com as espadas e escudos, fui até a área das armas e peguei um escudo também. Me aproximei de uma garota que estava sozinha observando as lutas também com armas em mão. – Hey, quer duelar comigo? – Perguntei a garota e ela assentiu enquanto sorria. – Sou Angelique, e você é...? – Me apresentei. – Bruna, prazer. – A garota disse.

Me posicionei na frente da garota em posição de ataque e a garota fez o mesmo. A menina sorriu para mim e partiu para o ataque com um golpe de esquerda, girei no lugar e me protegi com o escudo e dei dois passos para frente para atacar o lado direito da garota, ela se protegeu com agilidade e acabou fazendo com que meu golpe não fosse nada. Desferi outro golpe de frente e a garota se protegeu com seu escudo novamente, ao mesmo tempo em que recuava. Ela desferiu outro golpe em meu lado esquerdo e eu me defendi novamente com o escudo, mas ela colocou tanta força no golpe que meu braço ficou meio dormente.

Mordi meus lábios e dei um pulo para frente, ataquei a garota novamente em seu lado desprotegido e com sorte, consegui fazer um corte em seu braço direito. Observei a garota urrar de dor e sorri, mas não perdi tempo e desferi mais dois golpes, um de frente e mais um de direita, onde eu tinha feito o machucado nela. Com a agilidade de uma puma, a garota recuou e girou para o lado fugindo da lâmina da espada. Logo desferindo três golpes em mim, abaixei para fugir da espada e joguei meu escudo na menina que desviou e sorriu.

O suor já estava escorrendo por meu corpo fazendo com que a blusa do acampamento grudasse e eu já estava me sentindo um pouco exausta, podia sentir meus membros sedentários rígidos. A garota partiu para o ataque novamente e eu girei para o lado, ela foi mais rápida e desferiu outro golpe, bati com a minha espada na da garota e a forcei para trás, fazendo com que ela recuasse e se afastasse de mim. Aproveitei esse momento para atacar o braço que ela segurava o escudo, fiz um corte no ar e fui para frente para atingir seu braço e com sorte, consegui que ela soltasse o escudo por conta da força do golpe.

Chutei seu escudo para longe e me aproximei mais da garota para desferir o golpe final, mas ela também decidiu desferir um golpe e como consequência, nossas espadas formaram um “x”. Forcei a espada para que ela soltasse a dela ao mesmo tempo em que ela forçava a minha. E quando eu já estava ficando sem forças, decidi partir pro golpe baixo: pisei no pé da menina. Ela fez uma careta e soltou a espada para amparar seu pé, apontei minha espada para o pescoço dela e sorri. – The end, babe – Murmurei e soltei minha espada também enquanto saía da arena e ia em direção ao chalé de Hécate.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Ayla Cross Sicherlich em Qua 21 Jan 2015 - 16:40



Duel with a troglodyte
And I lern a few things about how to fight like a cavewoman.
O burburinho causado pelos campistas me despertou de meu sonho turbulento. Era hora do café, ao que parecia e todos pareciam um tanto quanto inquietos. O chalé estava quase totalmente vazio quando me dirigi para a área do pavilhão de refeições. Ouvi um dos filhos de Hermes dizendo a alguns dos indefinidos que sentassem-se à mesa, - de número onze – que era respectiva ao chalé de Hermes. Explicaram também que faziam oferendas a seus pais, jogando certa parte de sua comida em uma pira que continha chamas.
 
Ouvi tudo aquilo com indiferença enquanto preparava-me para mais um dia de obrigações. Eu com certeza queria me encontrar em qualquer lugar que não fosse ali, mas já que não tinha escolha no momento, resolvi continuar. Logicamente quem quer que cuidasse daquele acampamento não me deixaria escapar dali facilmente, e era evidente que não sem maiores consequências.
 
Dirigi-me ao pavilhão de cabeça baixa, tudo o que eu queria era passar despercebida por entre os outros semideuses. Recolhi minha refeição e entrei no que parecia uma fila interminável para a oferenda aos deuses. Mas diferentemente do que imaginei, não demorou muito para que chegasse minha vez. Derramei certa parte do alimento na pira. “Não me importo com quem você seja, ou com que espécie de pai você pensa que é por deixar sua filha abandonada à mercê de monstros. Eu não tenho qualquer respeito por você, e espero que saiba que estou aqui por pura obrigação. Então trate de pelo menos uma vez fazer o serviço direito, reclame-me para que eu possa me livrar dessa idiotice de uma vez por todas.”, pensei.
 
O café da manhã correu sem mais alvoroço, os campistas de Hermes comentaram que o treino do dia seria de duelos, e vi algum dos indefinidos elevar os ombros como se não se importasse. Um dos garotos que parecia mais velho no acampamento sorriu de lado, como se o novato fosse um tolo. Observei a tudo ciente de que o dia definitivamente não seria dos melhores.
 
O treino surpreendentemente se iniciou sem muito alvoroço, filhos de Hermes dirigiram a mim e alguns dos outros novatos para que nós puséssemos nossas armaduras. A armadura era um pouco pesada, mas eu preferiria usá-la à perder um de meus membros. Ouvi o centauro que se denominara Quíron – poderia ser o mesmo Quíron das histórias? - dizer que poderíamos escolher nossos próprios parceiros de duelos. “Ótimo, vou acabar sozinha”, pensei com sarcasmo.
 
Um minuto depois e quase todos os pares formados, uma garota, não muito mais velha que eu aproximou-se.
- Você tem companhia para duelar? – ela perguntou envergonhada.
- Está vendo alguém com uma armadura me encarando com olhar sanguinário por aqui? – perguntei secamente.
- Desculpe. – ela disse, corando até as raízes do cabelo e apressando-se para longe de mim. – Eu não quis incomodá-la.
 
Revirei os olhos com a constatação da garota, e vi que logo depois ela arranjou um par. “A única opção de parceira se foi, ótimo, quem sabe agora eu possa me sentar e observar os outros se matando”, cogitei já me dirigindo à um canto da arena quando um garoto se interpôs em meu caminho.
- Até que para uma indefinida você é bem durona. – disse ele zombeteiro.
- Você fala isso como se fosse uma coisa ruim. – eu disse, sorrindo maliciosamente – Acha mesmo que eu me importo com essa droga de lugar ou com quem quer que seja meu pai?
- Acho que deveria ter mais respeito, se quer saber. – disse ele, repentinamente sério – Nem todos tem a mesma paciência para um mau humor como o seu. Alguns deuses deixariam que você fosse devorada por ciclopes por ser tão ingrata.
 
Encarei o garoto por mais um tempo sentindo um nojo imediato por ele. Quíron deu-nos as instruções para que começássemos e me posicionei em frente ao tal garoto, que se ofereceu para meu parceiro.
- Aliás, me chamo Ben. Seu nome é?
- Não interessa. – respondi secamente enquanto firmava a mão direita na espada que havia recebido.
Ouvi o barulho de espadas a minha volta, os campistas haviam começado a duelar enquanto o estranho garoto ainda parecia me encarar.
- E então? – perguntei – Vai ficar parado aí, ou vai duelar comigo?
 
Ao ouvir minha ultima pergunta o garoto pareceu cair em si, e passou a andar em minha direção. Recuei alguns passos, tropeçando em alguma coisa, e desabando no chão. “Mal começo a lutar e já está caindo, muito bem Ayla, muito bem mesmo.”, repreendi-me. Observei o garoto se aproximar, já com a espada em mãos descendo-a verticalmente em minha direção. Eu poderia até ter ficado apavorada se não tivesse tanta vontade de continuar inteira até o fim do treino. Rolei para o lado um segundo antes de a espada atingir-me e logo me pus de pé. Dando mais atenção aos meus passos desta vez.
 
Não sabia se iria conseguir enfrentar o garoto de igual para igual. Ele parecia ter muito mais tempo de acampamento que eu e já ter enfrentado oponentes bem mais difíceis. Então bolei uma estratégia em pensamento. “Ben é bem maior que eu, sem contar o peso de sua espada e sua armadura. Eu sou menor e mais fraca, porém me canso mais devagar que ele, apesar de ele se encontrar em forma. Talvez se eu cansá-lo primeiro tenha mais chances de acabar com ele depois. O único problema é que eu não posso me deixar ser atingida.”, considerei.
 
Ben se aproximou novamente, me obrigando à recuar, me encontrava ansiosa pela sua próxima investida. E observei-o se movimentando, tentando calcular qual seria o seu próximo passo antes que ele o desse. Ele tentou atingir-me, mas interceptei seu golpe com o escudo em meu braço esquerdo, que haviam me obrigado a usar apesar de minhas reclamações. Nunca fiquei tão feliz por ter sido obrigada a alguma coisa. Pensando novamente no plano que havia bolado, tentei dar algumas investidas, ou logo o garoto perceberia minhas intenções e partiria para o ataque. E eu não estava certa de que suportaria um ataque dele.
 
Segurei firmemente na empunhadura da arma, e descrevi um golpe horizontal em direção à coxa de meu adversário. Abrindo um pequeno talho e fazendo-o praguejar. Recuei rapidamente enquanto ele parecia se recuperar do golpe e vir em minha direção, o sangue fresco escorrendo pela perna dele.  O garoto usou seu escudo para golpear jogando-me longe. Parecia que tudo o que eu havia conseguido com a investida era irritá-lo. Ele fez uma cara de dor, misturada à raiva e caminhou em minha direção. Levantei-me do chão, praguejando por não ter prendido meus cabelos como as outras campistas haviam feito. Agora ele se encontrava completamente avolumado e grudado à minha testa pelo suor. O cabelo impedia que eu enxergasse, então usei o braço do escudo para tirar os cabelos de minha testa, e proteger meu rosto de qualquer investida de Ben.
 
O que eu percebi tarde de mais, quando encarei o chão, foi que Ben já se encontrava em minha frente e pronto para me atacar. Vi quando a espada de Ben descreveu um arco e atingiu meu braço, aproximadamente meio palmo acima de meu cotovelo. E a dor foi inacreditável. Gritei, levando a mão do escudo para o corte que agora jorrava sangue.
- Você podia ter amputado meu braço, seu louco! – eu reclamei indignada.
- E você a minha perna! – disse ele se defendendo – Isso é um treino de verdade e não uma brincadeira de crianças, supondo que esteja aqui você deveria imaginar que se machucaria. Esse é o preço a se pagar por aprender a se defender.
 
A resposta do garoto só me deixou ainda mais irritadiça. Encarei-o deliberadamente enquanto jogava meu escudo longe, trocando minha mão de espada. Eu não era canhota e não sabia o que faria sem meu escudo. Mas não podia sobrecarregar meu braço direito. Vi o garoto jogar sua armadura longe também, até que para um troglodita ele tinha algum senso de justiça. Pelo menos seu senso de justiça se mostrara uma vez desde que o treino tivera inicio.
 
A empunhadura da arma estava escorregadia e Ben apesar de um pouco mais cansado, parecia mais rápido sem o peso de seu escudo. Se ele continuasse me atingindo, eu sabia que não aguentaria por muito tempo, e todo o meu plano iria por água abaixo. Então me aproximei, chocando minha espada com a dele e fazendo chover fagulhas. Iria incentivá-lo a me atacar, mas continuaria fugindo desesperadamente de sua espada.
 
Ben aproximou-se tentando me atingir, contudo interceptei sua espada antes que ela me alcançasse e me esgueirei para o lado, abrindo um talho em sua panturrilha e parando atrás das costas do garoto. Antes que ele se recuperasse, desta vez, decidi agir. Chutei-o empurrando o corpo dele para frente. As pernas do garoto mal aguentavam mantê-lo de pé, e com o meu chute o garoto acabou por cair de joelhos. Dei mais um chute, dessa vez nas costas empurrando-o contra o chão e obrigando a deitar-se. Fiz Ben virar e me encarar. Queria ver a decepção em seus olhos, por ter perdido para uma novata. Mas tudo o que consegui foi um sorriso debochado.
 
Pus a espada levemente sobre a garganta dele, com um desejo incontrolável de fazê-lo tirar aquele sorrisinho cínico da boca. Quando ouvi outro campista ainda duelando, gritar. E virei-me para observar. No segundo seguinte, Ben torceu meu braço. Obrigando-me a soltar a espada e rolou sobre mim. Colocando sua espada em meu pescoço, com um sorriso maior ainda no rosto. O garoto sabia realmente como me irritar e da pior maneira possível. Momentos depois ele atirou sua espada longe e usou uma de suas mãos para erguer-me, parecendo com o humor revigorado.
- Foi um ótimo treino, “não interessa”. – disse ele fazendo aspas quando repetia a resposta que eu lhe havia dado, em vez de meu nome.
Tratei de arrancar a armadura, ainda irritada dirigindo-me rapidamente ao chalé de Hermes, antes que o engraçadinho tivesse tempo de dizer mais alguma idiotice que me fizesse perder a cabeça.
 
We are made of flesh, but we must live as if we were of iron.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Dominique A. Fretcher em Sab 7 Fev 2015 - 23:35





 
 Já fazia algum tempo que eu estava ali sentada, apenas observando. E estava muito bem, para falar a verdade. Havia acabado de sair de um treino de arco e flechas e logo fui puxada para esse. Acho que alguém não quer me dar descanso, né, Quíron?
 
 Por falar desde, assim que nossos olhares se cruzaram, fez um sinal com a cabeça para que eu fosse duelar também. Sendo este um convite do tipo que não se recusa, me levantei e me arrastei até o centro da arena carregando a espada e o escudo.
 
 Já estava começando a me sentir deslocada, vendo tantos campistas duelando e eu sobrando. Sério, pode ser chato ser o centro das atenções — mesmo eu raramente sendo —, mas também era chato ser invisível.
 
 — Ei, você! — Ouvi alguém me chamar. — Sem par também? — Me virei e deparei com rapaz alto, porém bem magro. Parecia ser do tipo desastrado, era loiro e tão branco quanto a neve. Acenei positivo, respondendo sua pergunta. — Ahm, vamos duelar juntos então? —
 
 — Claro. — Respondi. Ergui a espada e coloquei o escudo na frente de meu corpo, vendo o loiro fazer o mesmo. Logo, fui para cima dele.
 
 Nossas laminas se chocaram com brutalidade. Talvez, só talvez, eu tenha subestimado o garoto, julgando pela sua aparência que seria mole acabar com ele. Acontece que o cara era muito rápido, muito mesmo. Ele conseguia desviar de minhas investidas com velocidade e me atacar com graça. Eu estava basicamente na defensiva, já que suas ações me impediam de contra-atacar. 
 
 O garoto sorria, percebendo que tinha total controle do duelo. Porém, eu percebi uma certa repetição em seus golpes. Ele me atacava, esperando que eu o parasse com minha espada e, enquanto nossas laminas se encontravam, ele girava a sua, fazendo a minha ir para cima com força. Em seguida, ele vinha na intenção de desferir um golpe direto, e eu era meio que obrigada a usar o escudo. Ele aproveitava e girava para atrás de mim, na intenção de me pegar por trás. Eu o seguia no giro, e voltamos para a ação inicial. Sério que ele realmente está tentando me cansar? Bom, se sim, estava funcionando. 
 
 O fitei, sentindo o suar descer por minhas têmporas e molhar meu uniforme, fazendo-o grudar na pele. Nossos ataques eram diretos e eu começava a sentir meus braços doerem. Não era possível que ele estivessem tão bem quanto parecia estar. Não!
 
 Porém, minha deixa foi quando o vi girando a espada. Deixei as coisas fluírem, minha espada foi para cima e, no momento que ele vinha para me atacar, usei o escudo. Assim que ele se atreveu a se mover para minha direita, tentando me alcançar por trás, me abaixei, movendo minha perna esquerda na direção de suas canelas. Não o derrubei, mas o desestabilizei por tempo o suficiente para me erguer e golpear seu queixo com o escudo. O vi cambalear para trás e me apressei em levantar minha espada na direção de seu pescoço. 
 
 Ele sorriu, seus dentes meio avermelhado pelo sangue. Ops. Ele largou sua arma, rendido, e eu fiz o mesmo, caminhando em sua direção. 
 
 — Você está bem? — Perguntei, mas ele já havia me dado as costas. Acho que alguém aqui não aceita a derrota muito bem, não? 
 
 Dei os ombros, pegando minhas coisas novamente. Aproveitei que Quíron estava distraído com outra dupla e sai de fininho da arena.
 



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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Quione em Ter 16 Jun 2015 - 17:36

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