Treinos de Duelos e Estratégias

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Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:30

Relembrando a primeira mensagem :



Treinos de Duelos e Estratégias
Nesta arena você poderá duelar com algum outro campista ou treinar estratégias de batalha, esse muito necessário em uma missão. Será disponibilizado o necessário para o treino. O treino de estratégia poderá ser feito em grupo ou individual.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Bae Sung Jae em Qua 11 Dez 2013 - 23:42


Treino de estratégia
Pega a bandeira!

O sol não havia sequer nascido e eu não dormia novamente. O ronco alto da minha colega da cama cima era perturbador. Normalmente eu chutava em baixo de sua cama, mas a bonita fizera o favor de reclamar este comportamento com o Baco - e já que eu não tinha lá uns pontos positivos com ele, é claro que recebi uma intimação.
Pensei em treinar para ficar moída e dormir que nem um nenê; mas desisti, porque no cronograma da minha babá John era dia de duelos e estratégias – e quem diabos iria lutar comigo uma hora dessas?
Fui ao banheiro e lavei o rosto; acabei decidindo fazer uma ronda por aí. Coloquei uma calça de cós alto e uma camisa com babados e sai do chalé. Estava andando em frente a este e lembrei: devia Bianca uma revanche. Após nosso último duelo de esgrima, ao invés de nascer uma inimizade, ela gerou um respeito por mim – que logo correspondi e virou um relacionamento maior que de colegas (porém menor que uma amizade). Acabou que conhecendo meu amor por uma folia, às vezes ela me empurrava pra dentro de uma das constantes festas do chalé de Baco. “Você podia ser filha de Dionísio também.” Ela dizia. “Mas, contudo, eu duvido muito disso.”
A luz do sol que começava a nascer deixara o céu em um degrade belo de roxo, rosa e azul enquanto eu caminhei até o chalé de Baco. Não era tão longe e eu andava sem pressa, admirando o céu. Entrei no chalé sem dificuldades – todo mundo dormia num sono profundo e sem sonhos, mostrando que teve festança no dia anterior.
- Psiu. – chamei Bianca, que não se moveu. – Bianca. – chamei novamente. Toquei-a e balancei seu braço, fazendo-a acordar num susto. - Vamos duelar.
- Você só pode estar de brincadeira. - respondeu, rouca.
- Vamos, devo você uma revanche. – falei, tentando animá-la. – Não é possível que vá recusar um duelo.
- Não desconsiderando sua tentativa, mas vou sim recusar; ontem a noite meio que teve uma festança aqui por alguém comeu uma melancia inteira sozinho. - ri com o motivo, mas também me decepcionei com a recusa. – Vá dormir, eu realmente não posso lutar com você; a gente tem um duelo com a prole de Íris amanhã.
- Tudo bem. – respondi, me deitando na cama ao lado de Bianca, que respirou fundo e irritado.
Começou a falar, mas desistiu, vendo que eu já estava me cobrindo com a coberta. – Lindo, já vou ganhar outro apelido antes deles esquecerem as maçãs. – resmungou.
***
- Acorde, Bianca! Você não disse que tinha um duelo? Acorda! – gritei, provocando resmungos de Bianca. – Todo mundo já tá acordado, anda logo!
- Eu já escutei, Cecília, eu já escutei. – respondeu, ainda rouca. – Mas o que exatamente você tem a ver com isso? - falou, com medo da resposta.
- Vou lutar com vocês. – respondi, animada. Sua cara ficou ainda mais ranzinza. – Baco e Quíron concordaram; disseram que vai ser ótimo eu treinar em grupo e fizeram um discurso bem longo sobre socialização e amizade! – Levantei meus braços e tinha certeza que se eu fosse filha de Íris, teria saído um arco-íris deles. Bianca gemeu e enfiou sua cara no travesseiro.
***
Estávamos em frente à arena para nos encontrarmos com o filho de Ares que iria instruir o desafio.
- Terão duas bandeiras, cada uma em um lado da arena. A prole de Iris ficará do lado direito e a de Dionísio, do esquerdo. É simplesmente um jogo de pega-bandeira - mas com risco de morte. Ao invés de “congelar” alguém do time adversário, vocês atacam com o que quiserem – desde adagas e arcos até mascotes e feitiços. O objetivo é pegar a bandeira do outro time e trazer para seu lado da arena. Darei 10 minutos e um mapa do território para montarem sua estratégia. – jogou um mapa para um integrante de cada time. – Começando: agora!
Toda a prole de Dionísio – e eu – se juntou em num canto. O integrante com o mapa abriu-o no chão e todos olhamos para ele fixamente, em silêncio.
- Ninguém tem uma ideia não? – disse um dos garotos. Todos olharam um para outro e murmuram “Bom, pois é” e disseram “não” ao mesmo tempo.
- Que tal usarmos alguma ideia que algum herói da (não) mitologia grega tenha tido? – sugeriu uma garota, inocentemente.
- Tipo, matar o pai e casar com a mãe? – falei, arrancando algumas risadas. – Matar a Medusa e mostrar para o Kraken, transformando-o em pedra? Dar veneno para meu pai vomitar meus irmãos? E-eu posso continuar a tarde inteira com isso. – continuei.
- Isso não vai para lugar nenhum; precisamos pensar em algo logo, provavelmente a prole de Íris já deve estar colocando barreira de arco-íris e duendes pra todo lado. – disse Bianca, arrancando mais risos.
- Tive uma ideia – todos olharam surpresos para o gentil que disse isso. - Somos dez, não é? – todos concordaram com a cabeça (exceto eu) - Colocaremos três arqueiros em cima dessas pedras altas, para vigiar o território inteiro – apontou para estas no mapa. - E cinco pessoas combatendo alguns írisianos, para que duas pessoas que não tem gosto pela vida entrem do lado deles de fininho. – sorriu com o canto da boca. - Bianca Saco-de-Maçã e menina que eu não sei o nome, vocês serão as ladinas suicidas. – olhei para a Bianca, rindo pelo termo, choramingando por ser eu. – Você, você e você. – falou, apontando para três pessoas. – Vão ficar como arqueiros. O resto: peguem uma espada e um escudo.

***
Lá estávamos Eu e estava Bianca, juntas atrás de uma pedra, olhando atentamente para os arqueiros, esperando um sinal de que podíamos começar a correr como loucas. Ambas tínhamos uma adaga em nossas mãos porque segundo o garoto, qualquer outra arma “apareceria demais”.

Um sino bateu dando início ao combate. Ninguém se moveu, apenas encararam uns aos outros. Um arqueiro de Íris atirou uma flecha no meio da arena; e então todos da prole de Íris gritaram e correram em direção ao nosso território, sobrando apenas os arqueiros e uma garota em frente à bandeira em seu lado da arena. A estratégia deles parecia pior que a nossa; enquanto a nossa era “seja o deus quiser”, a deles era “ataque tudo o que se move”. Bárbaro de mais para uma prole tão colorida.
Quando uns três de nosso time passaram pela barreira de maníacos, tomando a atenção dos restantes no território adversário, um arqueiro fez a pose da estátua da liberdade – era o sinal.
- Eu vou primeiro e te chamo para me seguir. – falou Bianca, já saindo da trás da pedra e correndo para trás de outra. Olhou em volta, e fez sinal para eu ir. Chegando lá, ela logo observou por cima da pedra e correu para trás de outra. Repetiu o sinal e eu novamente correra até ela. Continuamos nesse ritmo por umas três pedras; entretanto, quando estava para segui-la até a próxima, ela fez sinal para me abaixar. Agachei e olhei de relance por cima da pedra – era um dos arqueiros, tão perto que eu podia sentir seu cheiro de fragrância Caroline Herrera.
Coloquei a mão em minha boca para abafar um pouco o som da respiração. Pensando em como afastar o Legolas na minha frente, percebi que tinha que chamar atenção de alguém do lado do Baco para dar uma mãozinha. Peguei minha adaga e tentei refletir a luz do Sol no rosto de um garoto de bobeira no nosso território. Piscou duas vezes com a luz, então abaixei a adaga, e ele acessou para mim. Apontei para o arqueiro na minha frente e ele fez gesto de parar eu esperar. Foi atrás de um cara lutando com alguém e cutucou-o. Este levantou os ombros e as mãos na altura dos ombros, mostrando que não tinha ideia do que o garoto poderia fazer.
Ele correu e parou uns cinco metros do arqueiro a minha frente e empunhou a espada. O arqueiro pegou uma flecha e atirou nele – aproveitei e rastejei até a rocha mais próxima, cujo Bianca nem lá mais estava. Rastejei rapidamente até a pedra que ela estava escorada, sem pouco me importar se me perceberam ou não.
- Por que você não me esperou? – perguntei, em voz baixa.
- Faça-me o favor. – bufou. – A bandeira está logo ali, mas, é claro, botaram uma mascote para vigiar. – apontou a um Pégaso branco, pequeno e jovem em frente a uma bandeira roxa.
- Domesticado. – falei. – A dona é aquela garota ali na frente. Seus pelos estão limpos e macios demais para ser selvagem. A garota olha constantemente para ele, lhe faz uma careta e manda um beijinho, mostrando que tem grande afeto.
- Incrível. – respondeu, observando-me. – Mas na verdade sem muita novidade. Coisa de britânico?
- Sim. Li Sherlock Holmes demais. – respondei, com um sorriso no canto da boca. Ela olhou o bichano com um olhar de "Por que não tivemos essa ideia e colocamos um tigre mecânico?" – Fique aí; eu já sei o que fazer.
Andei na direção do bichano na ponta dos pés e quando me aproximei, comecei a assobiar Stairway to Heaven, baixo e melódico. Quando estive a apenas a alguns centímetros, esfreguei seu pescoço gentilmente, fazendo-o soltar um relincho feliz. Esfreguei suas costas e ajoelhei, sem parar de esfregar. Peguei a bandeira e me afastei, continuando a assobiar. Virei-me andando lentamente sem olhar para trás e quando achei que estava longe dele, corri levemente até Bianca e lhe entreguei a bandeira, orgulhosa. Ela apontou para trás.
- Oh, não. – falei. Lá estava o Pégaso, animado, esperando por mais carinho. – Oh, não, oh não. – resmunguei mais umas vezes. – Quando ela perceber que o bicho sumiu, vai saber que estivemos aqui. Oh, bichano, precisava me seguir? – falei, acariciando-o. Então me virei, sorri, e bati os braços como um pintinho.
- Não, não e não. – respondeu Bianca, entendendo o meu pensamento.
- Vamos, eu deixo que você dome-o. – falei. – É só fazer um carinho. – Bianca bufou, colocou o rosto entre as mãos e enfim concordou. – Bichano, a tia Bea vai montar em você agora, tudo bem? Vamos, Bianca, arranje um pedaço de tecido. Improvisaremos a cabeçada.
Após amarrar a cabeçada mais estranha existente no pobre Pégaso, tentamos montá-lo e após bufos e relinchos, quedas e gritarias, estávamos em cima dele. Bianca bateu com o calcanhar no Pégaso e puxou o tecido amarrado na cabeçada, mas o Pégaso não moveu uma vírgula.
- Talvez isso leve um tempo. – falou.
- Talvez precise fazer com carinho. – acariciei sua crina e sussurrei baixinho “Vamos lá, bichano, precisamos de você” e ele levantou e abaixou sua perna direita traseira.
Segurei forte no torso da Bianca porque de repente o bicho largou pelo território dos Íris arrancando umas flechas zangadas dos arqueiros. Recebi uma flecha inofensiva – porém doída – nas costas e outra que realmente iria deixar uma sequela. Ouvi a dona do Pégaso gritando insana – afinal também atingiram a pobre traseira do Pégaso. Entretanto, diferente do que pensamos, o pégaso abriu a asas e voou pelo céu. Quando percebemos que nesse passo iriamos sair da arena, Bianca puxou o tecido e bicho inclinou-se para baixo, fechou as asas e desceu em uma velocidade estupenda. Quando estávamos chegando ao chão, ele abriu a asas e posou –quase- perfeitamente, só jogando violentamente a gente no chão. Levantamos tontas, e entregamos a bandeira ao primeiro infeliz que veio nos consolar.
Gritos e pulos de alegria vinham do time de Baco. O tal filho de Ares anunciou a nossa vitória. Recebemos abraços e beijos e fomos levantadas do chão até seus ombros. Hoje teria mais festa.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Bae Sung Jae em Qui 12 Dez 2013 - 18:04



- Não, não e não. – aquela cara ranzinza da Bianca já era conhecida. – Hoje é seu dia livre e você já se chicoteou na cara – vai se deitar e dormir, Cecília.
Andei tristonha para fora da arena. Estava elétrica e não podia me deitar – queria treinar. Pedi a Bianca para duelarmos de novo, mas ela não cedeu. Como não tinha tive humor para treinar sozinha, sentei, esperando por um milagre, ouvindo os sons de espadas. Meu rosto tinha manchas de sangue e já não via meu paletó há algumas horas.
Vi meu novo instrutor de chicote indo em direção à arena – e tive uma ideia. Corri até ele.
- Não, eu não vou continuar a te dar aulas de chicote. – falou, sem eu nem mesmo ter dito uma palavra.
- Não é isso. – falei. – Que tal duelarmos? Eu não tenho nada para fazer mesmo.
Ele olhou para mim por alguns segundos.
- Com o que?
Fiz bico e levantei os ombros.
- Já sei: com algo que ambos sejamos péssimos. – sugeriu.
- Pode ser. O que seria isso?
***
Estávamos posicionados em frente ao arsenal, observando as armas.
- Foices? – perguntou.
- Não. – respondi. – É levinha, a gente vai pegar fácil.
- Lanças?
– fiz uma careta. – Machados!
- Eu ia dizer isso!
– sorrimos infantilmente com a ideia e ambos pegamos um machado e um escudo.
Andamos até um local perto da arena e nos posicionamos um em frente ao outro.
- Começa – falei
- Damas primeiro.
- Mas você é reclamado, vá primeiro.
- Eu insisto que você comece-
- Anda logo!
– gritei, interrompendo-o.
Ele então levantou o martelo, que pesou para trás. Richard tropeçou para trás e então o deixou cair.
- Napoleão teve ideias piores.
- Continua logo.
– interrompi-o de novo.
Richard levantou o machado e desajeitado, trouxe até mim, lentamente e eu defendi com o escudo. Fiz o mesmo, ainda mais desajeitada e lenta, fazendo parecer que era uma luta em câmera lenta.
A luta continuou nesse vai e vem, até que acostumamos com o peso e a velocidade aumentou. Richard bateu o machado contra meu escudo; tentar acertar em cima, mas ele levantou o escudou e defendeu – como eu esperava, já que não tinha intenção de machuca-lo. Ele veio com o machado por baixo, porém eu pulei para trás. Dei um rodopio e ataquei, sendo novamente defendido. Vieram mais alguns golpes de mim e de Richard; em cima, em baixo, do lado, sempre sendo defendido.
Richard tentou acertar meu braço direito – cuja empunhava o machado – e tentando desviar, coloquei meu braço para trás e o machado voou longe. Segurei o escudo com as duas mãos e ele golpeou mais algumas vezes, até que levantei o escudo e acertei sua cabeça, fazendo-o cair desmaiado no chão. Assustada, chamei-lhe, mas continuava inconsciente. Gritei John e quando este chegara, me ajudou a carregar Richard até a enfermaria.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Leslie Kölsch Montini em Sex 13 Dez 2013 - 20:23


Leslie acordou cedo àquele dia. Garotos e garotas, todos apressados, corriam de um lado para o outro. Era um grito vindo de lá e outro de cá, e estes tencionavam a ficarem cada vez mais altos. Irritada, a jovem garota pegou o travesseiro que tinha abaixo do rosto e abraçou-o. Por que eles precisavam fazer tanto barulho? Ela se perguntava, inconformada. Antes que pudesse retornar as carinhosas mãos de Hipnos, alguém chamou por seu nome. Leslie resmungou, rolou os olhos e então ergueu a cabeça em busca do dono da voz. Alto, porte atlético, cabelos curtos e loiros, o rapaz estava de braços cruzados e dizia-lhe que Quíron havia acabado de solicitar que todos fossem até a arena de treinamento. Então esse era o motivo de toda àquela algazarra? Agora a novata começava a compreender. Ia se dirigindo ao banheiro quando se lembrou das boas maneiras – Obrigada. – Disse, as bochechas mais do que somente rubras. Após ter sido feita a higiene pessoal, Leslie conseguiu encontrar o short jeans e a camiseta laranja que havia lhe sido dada dias atrás, além do par de tênis. Ao contrário do resto das garotas do mundo, àquela não estava dando a mínima para sua aparência. Deu uma última olhada no chalé apinhado de camas e começou a seguir o fluxo de campistas que saíam do chalé. Novata no Acampamento, os terrenos ainda não lhe eram conhecidos por completo, logo sua estratégia estava sendo a de seguir os passos alheios e torcer para que estes fossem corretos. O rapaz loiro e alto alcançou a morena antes que ela chegasse até a arena, sorrindo e cruzando os braços – satisfeito – ao caminhar do seu lado. Tal comportamento parecia estranho aos olhos nebulosos da garota, mas esta nada disse além de seu próprio nome – Sou Leslie. – E ele era Kevin.

Chegando à arena, Quíron – o grande centauro branco – recebeu a todos com sorrisos e cumprimentos, perfeito em sua educação. Leslie ficou o mais distante possível, acanhada, e Kevin permaneceu ao seu lado como o bom cachorrinho que vinha mostrando ser. Após pedir silêncio, o corcel começou a explicar o motivo de ter convocado a presença de todos os campistas residentes do chalé de Hermes, acentuando que tinha dividido os chalés em grupos com relação ao número de pessoas e que o chalé de Hermes havia ficado sozinho graças a estar sempre lotado. Leslie concordaria com aquela frase, se possível, e ainda faria questão de assinar embaixo. Tendo sido dada a breve explicação, o centauro respirou fundo e continuou sua fala, desta vez dizendo que agora praticariam duelos e estratégias. A palavra “estratégias” despertou o profundo interesse da novata, que apertou os lábios e se aproximou do centauro a fim de escutar melhor o que este tinha a dizer. Foi dito que dois grupos deveriam ser formados, cada qual com números iguais de componentes. As próximas instruções viriam somente depois de terem sido compridas as primeiras ordens. Mais antigo no Acampamento, o loiro alto dirigiu-se até seus amigos e levou Leslie consigo, agarrando-a pelo cotovelo como se fosse sua propriedade. A garota detestou a atitude a machista, mas nada fez além de complementar o grupo formado por rapazes mais baixos que Kevin e de feições élficas.

A outra equipe, da esquerda, continha a maioria dos garotos e garotas mal encaradas, o que não serviu para nada além de deixar Leslie indignada. Ela tinha problemas, ou melhor, ela não agia conforme o restante das pessoas, optando sempre – desde menor – a enfrentar o valentão invés de fugir dele. Tendo sido igualado o número de campistas para cada lado, Quíron preencheu o vazio entre ambas as equipes. A tarefa se baseava no roubo de uma bandeira – no caso de Leslie, a bandeira vermelha. Havia duas bandeiras, uma vermelha (da equipe do lado esquerdo) e outra azul (da equipe do lado direito). O espaço da arena servia como campo para jogos, mas somente a arena menor, que era dividida no meio por uma linha que seria responsável por delimitar o território de cada equipe. O objetivo estava claro: passar pelo território inimigo, capturar a bandeira e trazê-la até seu próprio território. Achando fácil, Leslie sorriu de orelha a orelha – Vamos ganhar fácil. – Gabou-se para os garotos ao seu redor que a olharam como se tivesse dito algo idiota. Se avaliada corretamente, a frase era mesmo idiota. A questão que Leslie não sabia, e que só descobriu minutos depois, era a de que todos portariam espada e escudo que serviam respectivamente para ataque e defesa. Apesar de brincadeira, o exercício era sério e muitos poderiam – e iriam – sair machucados. A garota logo perdeu toda a animação, encolhendo os ombros e baixando os olhos, muito embora estivesse pensativa quanto ao que fariam para que o roubo fosse realizado com sucesso. Enquanto as equipes se organizavam, Quíron passou distribuindo espadas e escudos, e nenhuma das espadas equilibrou-se bem nos braços curtos e flácidos da mais nova campista. Depois de muitas tentativas, o centauro acabou lhe entregando uma adaga de cabo rústico ao dizer que tomasse cuidado – Mas eu... – O instrutor já ia longe. De adaga na mão e sobrancelhas arqueadas, Leslie olhou da lâmina esculpida em madeira para o escudo – também do mesmo material da adaga – que tinha sido preso em seu braço esquerdo. A hipótese de lutar/combater a estava deixando temerosa.

Todos os componentes do time azul se reuniram, ombro contra ombro, para planejar como seria o ataque contra a bandeira inimiga. A maioria deu as mesmas ideias, dizendo que todos deveriam atacar e sorte daquele que pegasse a bandeira primeiro. Por falta de opinião alternativa, os rapazes iam se preparando para aderir ao “plano” de batalha quando Leslie ergueu a mão, tímida, e se pôs a falar – Vocês têm certeza de que querem simplesmente correr até eles feito peixes pegos na isca? – Ela indagou com tom incrédulo Metade de nós precisa ficar para trás, na defesa, e proteger a bandeira para que ela não seja roubada. A outra metade precisa tentar roubar a bandeira do time vermelho, mas isso não vai acontecer se forem desorganizados. – Interrompeu-se nesse momento, nervosa com o fato de todos estarem a olhá-la de forma que pareciam confiar no que ela dizia – Uma pessoa deve ser escolhida para efetuar o furto, e essa pessoa precisa de cobertura total. Mas não deixem na cara a identidade dessa pessoa. – Leslie apertou os lábios e esperou pela opinião de mais alguém. Esperou e esperou, cada vez mais, até que Kevin deu um passo e declarou que estava decidido O que está decidido? – A garota apressou-se em perguntar. Para sua surpresa, o loiro sorriu bajulador e disse que seguiriam a estratégia sugerida por ela. E se tudo desse errado? Leslie começou a se perguntar. E se estivesse pressupondo coisas fantasiosas? Quem era ela, que nunca tinha pegado em uma arma branca, para ditar ordens? Essas e muitas outras dúvidas começaram a concorrer pela atenção da falsa-morena. Mas a culpa não era da garota, não realmente, pois ela tentou argumentar e não lhe deram mais ouvidos; estavam todos ocupados em se dividir entre quem ficava e quem ia. Leslie foi escolhida para a defesa.

De adaga e escudo na mão, a mais nova foi guiada até perto da bandeira, onde Kevin lhe disse que ficasse de guarda para o caso de alguém conseguir passar pelo restante dos campistas. Ao que tudo parecia, Leslie tinha sido posta ali como último meio de defesa, e isso não queria dizer que lhe consideravam boa. Após cada equipe ter se organizado, Quíron levou um apito aos lábios e o soprou. Start the game. Um grupo de garotos avançou para o outro lado do campo, que era aberto e sem árvores, e outro grupo avançou na direção do lado em que Leslie se encontrava (o direito). Braços abaixados, sorriso nervoso e olhos ávidos, a garota ficou a observar quando os primeiros combatentes se encontraram há metros dela. Era madeira contra madeira, de onde saíam estalidos e farpas. Ficou surpresa com a habilidade de todos, sem exceção, e mais nervosa ainda pelo fato de que o grupo de defesa estava se dispersando – Não se dispersem. – Pestanejou, os pés batendo ritmadamente contra o chão – É isso que eles querem. – Como previsto pela garota, o grupo de ataque conseguiu passar entre brechas da defesa, vindo três garotos ao seu encontro. De pernas trêmulas, Leslie ergueu o escudo e a adaga, despreparada para a situação que viria logo a seguir. Dos três garotos, um ficou para trás após ser acertado na cabeça por um escudo, já os outros dois seguiram caminho e ambos estavam prontos para colidir com Leslie e deixá-la estatelada no chão. Atacar ou defender? A garota apertou os lábios e correu também ao encontro dos rapazes. Chegado o momento em que todos estavam a poucos mais de um braço de distância, Leslie parou de correr e abaixou-se, estendendo uma perna na frente do garoto mais alto e erguendo o escudo contra as canelas do mais baixo. Por estarem correndo há muito mais tempo que a morena, ambos os rapazes tiveram dificuldade para diminuir o ritmo da corrida e acabaram colidindo com Leslie. Um tropeçou em sua perna e caiu de cara no chão, o outro bateu contra o escudo e virou para frente. Surpresa, a mais nova se endireitou e cercou o garoto mais baixo. De adaga na mão, acertou-lhe a têmpora com a empunhadura rústica, somente com força o bastante para fazê-lo resmungar. Ao erguer a mão novamente em busca conseguir pensar em algo capaz de manter o rapaz imóvel, o outro se aproximou por trás de si e segurou seus braços – Me solta! – Gritou, tentando liberar os braços.

Fosse à adrenalina ou não, as ideias convergiam rapidamente até a mente de Leslie, quase como se houvesse um manual de instruções e ela o estivesse seguindo desde o início daquela batalha. Forçou novamente os braços para frente e chutou para trás com o pé direito, acertando o joelho do mais alto que fraquejou. Vendo aí uma brecha, a garota chutou-o novamente e libertou os braços, virando e dando de cara com o queixo quadrado de seu adversário. Ergueu a mão do escudo e bateu a superfície deste contra o estômago do garoto, que se curvou em resposta, e depois acertou sua cabeça (abaixada por ter se curvado) com o mesmo recurso utilizado antes. Antes que pudesse se vangloriar por seu sucesso, o outro rapaz, agora de pé, gritou alguma provocação que Leslie não ouviu e tentou atacá-la com a espada de maneira que portava. A garota jogou o escudo contra o golpe, impondo parte de seu peso ali, e depois girou para a direita de onde se voltou para seu adversário e lhe bateu no estômago com a empunhadura da adaga. Não podia perder tempo, Leslie sabia, por isso aproveitou da fraqueza do outro e segurou seu pulso da espada, apertando-o até que o rapaz soltou a arma branca. Invés de pegá-la, a mais nova chutou para longe o pedaço de madeira, deixando seu adversário somente com um escudo semelhante ao seu. Puxou o garoto pela gola da camiseta, fazendo-o abaixar a cabeça, e bateu-lhe ali com o escudo; parecia ser o modo mais fácil de deixar alguém desacordado sem causar sérios danos.

No calor da batalha e atônita em ter descoberto possuir habilidade em luta, a jovem garota não percebeu que tinha sido cercada até que girou em torno de seu próprio eixo e só então viu quatro rapazes que batiam a parte chata da espada contra suas próprias mãos e sorriam maldosos. E agora? Leslie engoliu em seco ao erguer o escudo e afastar os pés – Sabiam que quatro contra um não é justo? E que, tecnicamente, homem que bate em mulher é covarde? Não que eu concorde com o machismo de vocês, mas creio que não estão sendo cavalheiros. – Ela tagarelou ininterruptamente na esperança de quê alguém viesse em seu auxílio. Tomando como base o fato de os combates estarem concentrados no campo inimigo, ninguém viria ajudá-la. Leslie puxou o fôlego e gesticulou com a mão direita – Já podem atacar agora. – Disse, suas palavras soando mais irônicas do que tudo. O garoto mais próximo investiu contra a menor, sendo seguido por outro companheiro que sorria de modo maldoso. Leslie esquivou para direita em tempo de evitar ser acertada pelo primeiro, mas o segundo pegou-a ainda no meio do caminho e sua espada de madeira bateu contra o ombro da garota. Havia doído, sem dúvida, contudo Leslie não deu o braço a torcer. Mesmo após ter sido acertada, a garota recuou um passo na direção do primeiro garoto e se abaixou, acertando suas canelas com o escudo até que ficou de pé de repente e bateu-lhe no queixo. Vendo que a situação ficava perigosa, os outros dois garotos (àqueles que até então não tinham se movido) resolveram entrar na briga, e cada qual atacou um flanco diferente da defensora. Leslie olhou de um lado para o outro, em pânico, e se abaixou para então rolar no chão e fugir do impacto. Ambos os rapazes colidiram um contra o outro, derrubando-se mutuamente. Strike. Pingando suor e com os cabelos loiros colados ao rosto, Kevin surgiu correndo e gritando pelo nome de Leslie, dizendo-a para tomar cuidado– Sério? – Ela exclamou, irritada, ao desviar o corpo de um ataque desferido contra si. Dois rapazes corriam a frente de Kevin, um deles portando a bandeira e o outro gritando provocações para o pessoal da outra equipe. Ao que tudo indica, o jogo estava, finalmente, findo. Todo o surto de adrenalina acabou, deixando Leslie com músculos doloridos e pesados, mal se aguentando de pé. Ao alcançá-la, Kevin pareceu surpreso pelo número de garotos derrubados e perguntou se ela os tinha drogado – Eu não sou inofensiva assim, tudo bem? – Ainda juntou forças para socar-lhe o braço. Quíron apareceu chamando a atenção de todos e então congratulou os vencedores. Status: game over.  


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 14 Dez 2013 - 15:11



⊱ Duelo inesperado. ⊰


Meu pesadelo foi: eu estava correndo de trinta Cães Infernais. Os mesmos estavam revoltados, dizendo que eu não era filho de Hades, apenas uma fraude. Eu corria pelos Campos de Morangos fugindo deles que destruíam tudo a sua volta. Estava chovendo forte, e todos os campistas que me viam fugindo dos monstros, não ajudavam. Pulei da cama com um susto, caindo no chão do Chalé de Hades. Era estranho sonhar com algo impossível; primeiro, eu era filho de Hades. Pelo menos eu acho que eu era. Segundo, não chovia no Acampamento Meio-Sangue. E terceiro, meus amigos campistas me ajudariam se eu estivesse em perigo, então fiquei calmo com o pesadelo. Olhei para o relógio, estava quase na hora do treino de duelos e estratégias. Me levantei e coloquei uma roupa decente, no meu estilo: calça jeans preta, camiseta sem mangas e um par de coturnos. Peguei minha espada de ferro estígio e meu escudo das sombras, guardando-o nas costas. Quando passei pelo lado da porta de entrada do Chalé, observei uma linda planta ao meu lado. Quando eu me aproximei, ela murchou e morreu. Dei um sorriso, eu não sabia que minha aura negra era tão forte, mas foi legal fazer aquilo. Girei a espada na mão direita enquanto a esquerda ficava no bolso da calça jeans preta, então segui rumo a arena do acampamento.

Quando cheguei, inúmeros campistas batalhavam em duplas, um contra o outro. Retirei meu escudo das costas e fui me aproximando de Quíron. Ele disse que para o treino de duelos e estratégias, seria uma básica luta entre nós e um oponente. Andei de um lado para o outro procurando alguém livre para batalhar, mas adivinha: ninguém. A minha surpresa foi quando uma faca passou pela frente do meu rosto, quase me cortando. Olhei para o lado, uma garota atacava facas num boneco de palha, mas a maioria não acertava. — Pensei que fosse preciso aprender a manejar uma faca antes de atacar alguém. — Disse calmamente em minha voz fria e baixa, também carregada de ironia. — Haha, engraçadinho. Parece que você é muito bom para comentar sobre mim, não? — A garota parecia ser do tipo durona e que gostava de desafios. — Bom o suficiente para não atacar a faca no rosto de um Filho de Hades, e estragar sua beleza. — Ergui a sobrancelha enquanto falava, era meio incrível como a garota tinha a personalidade parecida com a daquela garota. — Hum, um filho de Hades? Agora deu para entender a ignorância. — seu tom de deboche foi audível, ela realmente estava com vontade de me irritar. — Meu pai não tem nada a ver comigo, tenho personalidade própria. — Observei as plantas que cresciam em volta dela — Você é uma filha de Deméter. Que tal um duelo? Vai ser bom humilhar uma garota que não sabe controlar uma faca. — Novamente tornei a erguer a sobrancelha e passei a mão pela testa. — Com prazer. - Ela já me atacou no peito após retirar uma espada das costas.

Bloqueei o ataque com meu escudo. Depois, ela pegou um escudo do chão, e se preparou para investir contra mim. Defendi três golpes horizontais, então revidei me abaixando e fazendo um corte nas suas pernas, mas ela pulou, desviando. Quando ela caiu do pulo, acertou minha nuca com o cabo da espada, e eu urrei de dor. Andei para trás e posicionei o escudo das sombras na minha frente, ele repelia os oponentes, fazendo ele ficar afastado, então a filha de Deméter não pode me atracar. Dei um giro completo e tirei o Escudo da frente, fazendo um corte na bochecha dela, eu sorri sarcasticamente e a mesma pareceu ficar brava. Ela então me deu um chute na barriga; eu caí no chão. Tentei me levantar rápido, mas não deu tempo até ela começar com ataques verticais enquanto estava em pé e eu deitado. Tentei bloquear o máximo de ataques possíveis com meu escudo das sombras, mas alguns me cortaram seriamente. No chão, passei a perna entre as dela, dando uma rasteira assim fazendo ela cair também. Nos levantamos ao mesmo tempo, preparamos nossas armas e voltamos ao ataque. Era uma troca de cortes de um lado para o outro, por alguns segundos esqueci do escudo, e então deixei ele cair, não tinha tempo para pegar novamente, ela me mataria se eu vacilasse. Pois bem, lutei apenas de espada. Me senti mais livre sem o peso do escudo, meus movimentos eram mais rápidos, isso era ótimo. Eu defendia golpes e atacava outros que sempre eram bloqueados pelo escudo da filha de Deméter. Os gumes das espadas se chocavam direto, fazendo um irritante barulho que ao mesmo tempo, me agradava.

Pronto para desistir? — A garota me perguntou, sorrindo. — Isso  responde? — Dei um giro com a espada, ao mesmo tempo investindo. A lâmina dela se chocou com a lâmina da espada da Filha de Deméter perto do cabo, fazendo a espada cair no chão. Dei um sorriso. Ela só lutava de escudo agora, seria fácil. A garota defendia meus ataques, mas não atacava, então continuei fazendo cortes horizontais e diagonais. Quando puxei a espada para trás, pronto para fazer um corte forte, ela chutou minha perna, eu cancelei o golpe e em dois passos, a mesma apareceu atrás de mim, chutando a parte de trás do meu joelho. Eu dobrei para frente e eis que cometi um erro, a garota me bateu na cabeça com o escudo, e eu cai deitado no chão de cara para ele. A Filha de Deméter então pisou em cima de mim, como numa vitória. Eu dei um giro me virando para cima, chutei a perna dela e me levantei cambaleando. Quando a garota tentou me dar um soco, eu desviei e fiz o mesmo movimento que eu havia feito com a espada no escudo, fazendo ele cair no chão. Ela então ficou desarmada. Eu sorri. Colocando a ponta da espada de ferro estígio na garganta dela. — Fim de jogo. — Disse. A filha de Deméter me encarou brava, mas depois riu, e eu ri junto. Ela me abraçou e sussurrou em meu ouvido algo como "Boa luta, gatinho." e foi embora após recolher seus armamentos eu passei a mão pelo cabelo os bagunçando e em seguida caminhei direto para a enfermaria.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Dom 15 Dez 2013 - 16:46


the fucking duel
virar saco de pancada de uma filha de ares não é legal!
Há alguns dias atrás, eu fui pega numa das peças dos filhos de Hermes. Eles armaram pra que eu fosse culpada por sabotar contra uma menina do chalé cinco, que acabou amarrada pelos pés numa comprida corda que foi presa contra um rabo de um cavalo. Ela me marcara. Pois é; eu estava sendo perseguida por ela, e um treino de Combate à Monstros fora transformado num jogo onde ela e mais cinco garotas de Ares me perseguem no meio de um bosque cheio de monstros. Eu escutava sons de guerra por todos os cantos, porém não duvidava do fato de que pelo menos um deles viria até mim, com a minha sorte. Porém eu estava apenas correndo mais interior ao bosque depois de fazer as crias do deus da guerra se dispersarem, e por fim acabando num espaço amplo de uma clareira de plantação rasa e sem nenhuma cobertura para refúgio. A própria garota vingativa — Aika, que é seu nome, que eu saiba — foi quem me achara. Eu tinha apenas um machado médio e emprestado em uma das minhas mãos, enquanto a filha de Ares tinha uma adaga. Menor que uma espada, entretanto tão letal quanto uma na mão daquela garota.

A aura da garota me deixa apavorada e a área pouco extensa não ajudava em muita coisa. De repente meus olhos se arregalam e quase desejo soltar o machado de meus dedos quando percebo que vou duelar diretamente com esse guarda-roupa. Mas que droga! Penso que vou começar a hiperventilar, porém meus instintos quebram qualquer possibilidade de que eu faça tal ato que me constranja na frente daquela grandalhona. “Não ouse soltar este machado.” Uma voz exclama em minha cabeça antes que eu possa considerar a ideia de correr, porém recuar não consta em meu vocabulário. Aika gira a adaga reluzente em sua mão direita, porém não demonstro imagem de quem vai dar o primeiro golpe, portanto espero que ela avance, já que o melhor é contra-atacar do que ir com muita sede ao pote; e girei o machado nas mãos com tanta naturalidade ao toque da arma que quase me assustei, porém não me dei ao luxo de me distrair com este fato; o que foi bom, já que o modo como a Aika avançara poderia ter cortado minha garganta e me matado se não fossem meus reflexos que fizeram com que eu me inclinasse para trás, deixando a lâmina da menina longe de minha pele exposta sem uma armadura. Aproveitando a curvatura da menina para frente com sua adaga, lanço o meu machado do mesmo modo que ela havia feito contra seu tórax, executando um movimento em vertical com a lâmina voltada para o lado esquerdo, o mesmo sentido em que a lâmina transpassou o ar, pelo fato da garota ter se desviado agachando-se ao flexionar bruscamente os joelhos, de forma que a mesma paire num reflexo a vários centímetros acima de sua cabeça.

Até eu processar a gravidade em que meu movimento poderia ter trazido de ferimentos a Aika, essa se ergue num pulo e tenta desferir um soco em minha face com sua mão livre da adaga, porém sua mão esquerda está em alinho direto em diagonal com a minha mão esquerda, de modo que a ergo a tempo de segurar seu pulso antes que seu punho alcance meu nariz, e firmo meus dedos em volta de seu braço quando vejo que ela ergue a mão direita com a adaga para me fazer um talho no abdômen, porém ergo seu braço esquerdo ao lado de seu próprio corpo para que eu possa passar para a sua retaguarda, escapando de uma lâmina que corta o ar na frente de minha adversária ao mesmo tempo que, ainda portando seu pulso com minha mão esquerda, posso torcer seu braço e forçá-lo contra suas costas; onde uma demasiada dor pode tomar conta. Estou com pouco terreno, e caso ela se livre, posso virar facilmente um alvo encurralado, então a primeira coisa que me vem em mente é fazê-la se deslocar. Enterro meu pé direito contra a coluna de Aika, soltando seu braço e empurrando-a para além do centro da arena, onde ela cambaleia perigosamente para frente. Ela não cai, porém o tempo em que ela se coloca em equilíbrio novamente, onde penso que posso aproveitar para lhe derrubar. Astutamente ela desvia do meu ataque ofensivo contra suas panturrilhas, quando flexiono os joelhos para ficar a um bom alcance destas e atirar a parte plana do machado contra o espaço entre os tornozelos e os joelhos, ela salta e aproveita o posicionamento de meu braço que ainda volta para o lado direito para abrir um talho com a sua adaga na parte de trás de meu ombro.

Urro com a lancinante dor, porém não me rendo e nem largo o machado, porém ela segura o meu pulso direito quando impulsivamente cometo o erro de tentar um ataque extremamente direto da lâmina contra seu crânio, esticando meu braço ao lado do corpo enquanto tenta investir num mesmo ataque, já que estou com a arma a mercê de um de seus braços, porém me mantenho atenta a isso e com a minha mão esquerda, seguro o pulso com que ela tenta direcionar o punhal de minha adaga num ataque contra minha nuca, e assim nós duas imobilizamos as armas e os membros superiores uma da outra. Porém eu penso nisso por muito tempo, e nem ela. Ao mesmo tempo que noto que temos outros meios, ela também nota e tenta me derrubar levando a ponte de seu pé contra a dobra de meu joelho, para que eu ceda, porém direciono minha perna mais perto uma da outra, fazendo com que ela erre e não perceba a falta cometida antes que eu golpeie sua face com a cabeça. Brutalmente minha testa bate contra seu nariz, e eu ouço o som de ossos sendo triturados com a colisão de meu osso contra sua cartilagem nasal. Seu nariz escorre em pegajoso sangue, e a dor faz com que ela recue mais para trás, soltando meu pulso e me obrigando a soltar o seu. Estou ganhando mais terreno enquanto ouço os nossos espectadores prenderem o ar nos pulmões ao verem a cena.

Mantenho meus pés separados um do outro, na mesma distância do meu ombro para outro, dando mais estabilidade ao meu corpo para um combate corpo-a-corpo, caso necessite. Ela está aparentando exaustão, e eu também, porém não me deixo abalar com a postura perante a isso. Semicerro os olhos e invisto contra a mesma mais uma vez de modo insensato, pois ela está a dois metros de distância e eu diminuo a mesma numa corrida, erguendo o meu machado acima da cabeça. Aika espera até o último instante para desviar e abrir um talho novo, desta vez em minha carne. Novamente não é profundo, porém dói. Tenho que ser mais esperta do que ela, então freio bruscamente a minha corrida a tempo de ver ela mudar a adaga de mão. Não duvido que ela possa mexer com armas com ambas as mãos com grande maestria, por isso não a subestimo enquanto me ponho fronte a ela novamente, pronta para dar um fim nisso. Ela avança, com a possível ideia de que eu acabe por me atrapalhar por frear sua lâmina com o braço esquerdo, tendo em vista que o alinhamento de meu braço possibilitaria que minha mão ocupada estaria em melhores condições de barrar seu ataque direto. Seguro seu braço da melhor maneira possível com a mão esquerda, a tempo de atingir com a mão direita segurando o machado a lateral de seu corpo; cravando a lâmina em sua carne de modo não muito profundo — não quero matar a oponente, e se este ficasse cravado em meio dos ossos da caixa torácica, eu poderia me prejudicar durante um duelo.

Trago minha mão direita novamente para perto na defensiva, e quando percebo que a mesma está recuperando o controle do pulso esquerdo com a adaga, passo para a lateral direita do corpo da adversária. Ela está curvada em relação ao ferimento que acabo de causar nela, e está numa altura suficiente para que eu role minhas costas por cima das dela, jogando minhas pernas para o outro lado da mesma. Meu peso razoável faz com que suas pernas se flexionem no seu máximo para mantê-la em pé, então rapidamente chuto a parte de trás de seu joelho direito, derrubando-a no chão. Ela está caída de borco, assim aproveito para sentar sobre suas costas, com uma perna em cada lado de seu tronco, com a área plana do machado contra a nuca dela. — Pede água, garota. PEDE ÁGUA! — entoei entre dentes; o que me trás de volta a realidade. O que acabei de fazer? Minha agressividade me espantara, mas não a ponto de me fazer baixar a guarda. Com alguma sorte, a garota iria parar de me perseguir e me deixaria em paz depois desse sacode que havia tomado de uma novata. — Só para garantir, eu fico com isso. — Tomei a adaga dela em minhas mãos e amarrei rente a liga, pendurada ao lado de minha coxa. Saí de cima das costas dela e retirei o machado que ainda mantinha a lâmina perigosamente posicionada contra a nuca da mesma, deixando Aika jazida no chão enquanto me retirava numa nova corrida da clareira; sem me importar ou não com o término do treino de Combate à Monstros, afinal de monstros me perseguindo por hoje, já não me bastava a Aika. Saí do bosque.


: observações off :
O treino é de outro fórum, mas é bem meu. Se quiserem eu tenho o arquivo e a senha do local e tals ><'
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Heather Martínez em Dom 15 Dez 2013 - 19:47




Depois do treino do dia anterior, passei a tarde procrastinando para um segundo possível treino. Pode-se dizer que eu estava praticando outra habilidade: a de fazer amigos. Sempre fui esquisitinha demais para me socializar, mas ali no acampamento eu sentia como se todos fossem bem semelhantes a mim, então bem que poderia ser mais fácil. Errado. Eu era mesmo um tanto ingênua, não? Mas não foi um dia perdido, porque deu para entender com quais grupos eu poderia investir uma nova amizade ou não. Os indefinidos, como eu, era com certeza o grupo mais variado. Tinha gente de todo o tipo, adolescentes esperando para serem reclamados e enfim direcionados aos chalés junto com seus outros irmãos e irmãs. Os filhos de Ares eram facilmente reconhecidos: carrancudos, corpulentos e fortes, sempre armados e com armaduras, não importava onde estivessem. Os de Afrodite era outro grupo bem reconhecido: pessoas bonitas, vaidosas, de aparência mesmo muito agradável. Andavam sempre com uns agregados, que eram os filhos de Hebe. Ah, os filhos de Hebe... Eu tinha a particular opinião que eles eram os mais simpáticos do acampamento, apesar de estarem em menor número. Eram apenas quatro reclamados, e conseguiam ser mais agradáveis do que os filhos de Afrodite.

Meu dia anterior não havia sido desperdiçado então. Aquela rápida análise social era muito importante para a sobrevivência ali dentro. Porém, eu não poderia ser filha do deus da observação (se é que isso existia) só de ficar observando; eu tinha que aprender a lutar. Trevor, o meu sátiro, já me acordou me pressionando a treinar. Disse que eu deveria mesclar os meus treinos, com coisas variadas, e não poderia ficar só no lançamento de facas. - O que? Como você sabe que eu treinei isso? Você não estava lá! Andou conversando com aquela filha de Atena de novo? - Eu tinha uma queda absurda pelo meu sátiro antes de saber que ele era um sátiro. E tinha um ciúme particular de uma garota ali do acampamento que eu não sabia o nome, tudo o que que sabia era que ela era filha de Atena. Levantei da cama e fui me arrumar sem nem olhar para Trevor. Fui então seguindo um fluxo de filhos de Ares e fui parar num treino de duelos.

Péssima, péssima ideia. Já tinha me mostrado um fiasco em combate direto, e num campo cheio de filhos de Ares, seria mesmo um suicídio. Apertei minha adaga de bronze celestial presa no meu cinto, engoli seco, e sem movimentos bruscos, fui dando meia-volta. - Opa! Olha só, uma novata! Você é novata mesmo, não é? - Eu não ia me virar, ia continuar meu caminho. Mas sabe aquele ditado "Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come"? Foi exatamente o que me veio em mente. Olhei para trás, procurando algum outro novato em volta, mas aquel grupinho de filhos de Ares olhavam todos para mim. Engoli seco e respondi num murmuro. - Uhum. - O garoto que havia falado comigo estava muito bem armado: vestia uma armadura enorme que protegia sua fronte, uma lança presa às costas e uma espada na cintura. O grupo todo seguia esse modelito de batalha, exceto por um garotinho vermelho e feio. - Esse aqui é o meu irmãozinho Kyle. Ele foi reclamado hoje por Ares, o deus da guerra. - É mesmo? Se ele não dissesse, eu nunca teria adivinhado! Com aquela cara feia e aquele corpo robusto, só poderia mesmo ser filho de Ares. - Ele está aqui há três dias, tem doze anos de idade. Acho que seria divertido se vocês dois duelassem. Sabe, só uma recreação básica para Kyle. - Os irmãos logo atrás desse maior deram gargalhadas, e o próprio Kyle tinha um sorriso malicioso e medonho nos lábios finos.

- Ah, bem, na verdade, eu preciso treinar outra coisa agora, sabe como é, eu vim parar aqui por engano, só estava perdida e... - Eles começaram a rir antes que eu terminasse de falar, e logo começaram a fazer apostas sobre mim. De qual deus ou deusa menor eu deveria ser filha? De qual dos inferiores e figurantes eu deveria ser cria? Aquilo era golpe baixo! Era muito injusto com os outros! Aquelas palavras foram ferindo o meu orgulho, e eu senti meu rosto ficando tão vermelho quanto o de Kyle. Mas não de vergonha, e sim, de raiva. Apertei minha adaga no cinto. - Um duelo então, filho de Ares? Como vamos lutar? - Disse as palavras num tom alto, que fez os filhos de Ares se calarem das apostas, mas eles ainda estavam se divertindo muito com aquilo. Eu fitava o pequeno Kyle com sangue nos olhos. - Vejamos... Um duelo de armas, é claro. Vejo que você tem uma adaga simples, mas não será tão simples assim. Pegue uma espada, e sugiro que pegue um escudo também. - Lembrei-me do dia anterior, quando mal conseguira segurar um escudo com as duas mãos.

- Será um duelo, porém, não vamos esquecer que é um treino. Sangue é permitido, mas sem mortes. - Ele bem que tinha começado bem, mas tinha que estragar no fim. Eu já estava à frente de Kyle, com um escudo na mão direita e uma espada na mão esquerda. Eu era canhota, e ao observar isso, Kyle ficou ainda mais feio. O escudo era bem pesado. E o garoto de doze anos não tinha dificuldade nenhuma em segurar os dois instrumentos. - Eu vou ser o juiz. Prontos? - "Kyle! Kyle! Kyle!" Mas quanta justiça... O mais velho do bando deu um sinal para começarmos, e Kyle já veio correndo e gritando em minha direção com a espada para me atacar. Eu também gritei, e coloquei o escudo na minha frente. O menino bateu tão forte com a espada no meu escudo, que eu cai de costas no chão, querendo chorar. - Muito bem, Kyle! Dê um tempo para a moça se levantar, mas Kyle está ganhando! - ais gargalhadas. Notei que havia outras pessoas ali perto da clareira de duelos, assistindo. Percebi uns olhares de piedade em direção a mim, e reconheci uns filhos de Apolo prontos para cuidarem dos meus futuros ferimentos graves.

Já estava em pé, em "postura" de batalha, esperando o próximo ataque. Ou os próximos ataques. Kyle atacava com fervor, e eu conseguia defender todos os seus golpes de espada com o escudo. Mas em um dos golpes que eu levantei meu escudo para defender um dos golpes de espada, ele empurrou minhas costelas com seu escudo e me empurrou longe no chão. Soltei um gemido de dor e me levantei, mas a essa altura, ele já estava perto e conseguiu me dar um soco na boca com o cabo da espada, super pegando leve comigo. Apesar da dor e da tontura, eu não estava cansada. Poderia me defender de seus golpes o dia todo. Mas ele tinha uma perspectiva ótima de estratégias em duelos, e sabia quando e onde me atacar.  E eu revidava aprendendo como me defender. Enquanto eu me levantava do último golpe, Kyle estava cansado, me olhando, ofegando, mas sorrindo em resposta aos irmãos que continuavam gritando seu nome. Estávamos mesmo lutando a tanto tempo para ele parecer tão cansado? Pois é, ele não tinha mesmo a necessidade de atacar com tanta ansiedade. Arrumei a minha postura e rondei meu oponente. Eu não poderia ficar da defensiva o tempo todo.

- Você é muito persistente mesmo, hein? Não se cansa mesmo? – Eu podia sentir que ele estava mesmo acabar com aquilo, mas talvez eu fosse mesmo mais forte do que imaginara. - Eu posso fazer isso o dia todo! – Com a minha mão esquerda, investi um golpe de espada no lado direito de Kyle. Não era o lado que ele segurava o escudo, então ele precisou defender com a própria espada, de forma desajeitada e lenta, me abrindo brecha para mais um golpe. Ele precisou esticar o braço esquerdo para se defender, e eu logo vi sua perna esquerda livre; um belo alvo para um chute. Atingi sua coxa com o bico do meu pé direito que o fez cair. Acho que ele não teria caído se não estivesse se sentido tão exausto já. Levou uns belos xingos de seus irmãos, até que o mais velho do bando protestou. – Ei! Golpes válidos apenas da cintura para cima, não tente enganar, novata! – Mas o que? Que regra ridícula era aquela que ele tinha acabado de inventar? Agora eu estava mesmo com raiva. Sentia um friozinho na barriga; tinham dado ignição nas minhas glândulas, e a adrenalina começou a correr pelas minhas veias. Kyle se recompôs do golpe, e muito disposto a voltar a me atacar. Por ter a mão boa diferente da dele, também seria difícil trabalhar num contra-ataque. Mas não dizem que canhotos são mais habilidosos do que destros? Passei a defender seus golpes com a própria espada. Não era tão difícil, na verdade, eu era mesmo melhor com os meus reflexos de defesa. Notei que o filho de Ares ficava cada vez mais cansado, enquanto eu sentia que ficava mais forte e confiante.

Em um dos golpes, ele deixou a guarda baixa, mesmo com o escudo. Aproveitei aquela oportunidade de outro e dei-lhe um soco no rosto com o meu escudo. - Bom assim pra você? – Perguntei rispidamente para o irmão mais velho de Kyle. O menor estava se levantando, meio zonzo, com o rosto ainda mais vermelho de raiva. Agora que eu estava começando a suar, enquanto o outro tinha a camiseta do acampamento encharcada. A cada golpe, eu me sentia mais revigorada, e até comecei a dar mais uns pulinhos. Tudo bem que a diferença de idade era algo a se considerar naquele caso, e também a diferença de altura. Kyle estava entrando na puberdade, mas mesmo assim, era muito mais forte do que muitos meninos da sua idade. Se ele não estivesse mesmo tão cansado, eu já estaria perdida.

O filho de Ares resolveu dar o seu último gás, e veio com tudo pra cima de mim. Explorou muito melhor o meu lado direito, e eu já não conseguia defender tão bem assim. Tive que esticar meu braço para usar o escudo, ele deu com o dele na minha cabeça, me fazendo comer grama. Maldito sejam os filhos de Ares! Os vivas para o irmão voltaram a soar da pequena plateia enquanto eu tentava me por em pé, mas dei uma cambaleada e caí de novo. A dor era tão grande que me deixava muito zonza, e as lágrimas caíam dos meus olhos involuntariamente. Meu nariz começou a sangrar até a boca, e eu precisei cuspir sangue. Apoiei-me na espada para me por em pé de novo. Foquei o menino a minha frente depois de alguns segundos tentando, e rosnei baixinho. O menino ofegava com vigor, e estava muito vermelho. Me surpreendeu que ao notar isso, o irmão mais velho não interrompeu o duelo. Com certeza ele estava esperando alguém desmaiar. Tomei meu pescoço para o lado, fazendo o estalar ruidosamente. O filho de Ares estava cansado? Eu ainda não estava. Se esse era o seu ponto fraco, eu tinha que explorar. Ele arrumou sua postura e eu fiz o mesmo. Lembrei-me do treino do dia anterior, com a adaga, e investi um golpe no seu flanco. Ele travou a minha espada com a dele, mas não tinha forças para tirá-la. Quase ao mesmo tempo, fui com o escudo na sua cabeça, mas ele foi mais rápido e me travou com o dele. Sua fronte estava totalmente desprotegida, assim como a minha. Mas talvez o recém-reclamado filho de Ares estivesse tão exausto que demorou a pensar em qualquer ataque. Levantei o meu pé e com a sola da minha bota, dei-lhe um chute que pegou em cheio no seu estômago. O menino desabou gemendo no chão, e ali mesmo ficou.

Eu ainda estava zonza por causa do golpe na cabeça, que doía muito. – Ok, já chega! – O mais velho só interrompeu porque o mais novo estava vomitando o seu café da manhã. – Seu imbecil! Eu disse para não comer tanto no café da manhã! Um peteleco no estômago e pronto, já quase morre! Foi um golpe de sorte, novata! É bom dormir de olhos abertos daqui em diante! – Recebi uns olhares bem intimidadores de umas irmãs gêmeas filhas de Ares. Larguei a espada e o escudo ali, e simplesmente larguei-os ali junto com os filhos de Ares. Saindo do campo, recebi algumas congratulações dos outros campistas, e não pude deixar de sorrir com aquilo. A coisa mais rara do mundo era eu ser parabenizada por alguma coisa, e até comentaram do quanto eu nem ficara cansada! Realmente, eu mal estava suando, mas isso não era novidade para mim, eu costumava ser bem resistente. Depois de receber os parabéns, saí do campo de duelos e fui atrás de Trevor.




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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Leslie Kölsch Montini em Seg 16 Dez 2013 - 20:04


Pouco passava das três horas da tarde quando Kevin puxou-a pelo cotovelo – Mas eu não quero ir! – A garota reclamou ao projetar os lábios em uma expressão birrenta. Ainda novata no acampamento e indeterminada, Leslie vinha perdendo o gosto por todo e qualquer treino, muito embora tivesse frequentado poucos. Tão teimoso quanto à garota que arrastava, Kevin não deu o braço a torcer, forçando a menor por todo o caminho até que se aproximaram de outros campistas e Leslie teve que se comportar. Quíron erguia-se acima de todos, a pelagem branca tão limpa quanto sempre estivera em todas as vezes que era visto pelos campistas. Breve como somente ele conseguia ser, o centauro pôs-se a explicar o objetivo daquilo que tinha preparado para a tarde, apontando a floresta com frequência para indicar onde seus discípulos haveriam de encontrar um forte de madeira. Metade do chalé de Hermes foi mandado para o forte de madeira, já a outra metade permaneceu no campo aberto para receber as instruções que lhe cabiam. Seria um exercício de invasão, logo estava justificado o fato de terem-se dividido equipes. Como sempre acontecia, Leslie acabou na companhia de Kevin e seus fiéis companheiros de pôquer. Mais do que obvio, a equipe da mais nova ficou na responsabilidade de tentar invadir o forte que estaria sendo defendido pelo grupo de campistas que havia saído na direção da floresta – Espero que dessa vez não me deixem para trás. – A garota retrucou, os braços cruzados, ao aceitar a espada de madeira que era entregue a todos por Quíron. Alguns campistas, os reclamados, possuíam seu próprio armamento, mas geralmente este era fornecido pelo instrutor em situações de embate direto. A enfermaria ficava melhor vazia. Após Quíron ter se afastado ao estipular o prazo de 10 minutos pra a preparação, Kevin convocou a todos e o típico círculo de ombro contra ombro foi formado. Garotos deram suas ideias, mas foram poucos; a maioria dos rapazes olhava com expectativa para Leslie.

- Por que estão me olhando? Eu não sei de nada. – A garota disse ao encolher os ombros e morder o lábio inferior – Quer dizer, sei. – Cedeu ao impulso de dizer aquilo que já vinha maquinando nas engrenagens de sua cabeça – Provavelmente o forte vai ter arqueiros nas ameias mais altas, provavelmente. Não há como se aproximar com segurança caso eles estejam lá, então precisamos de arqueiros do nosso próprio lado e eles não podem ser visto antes de um bom número de campistas inimigos terem sido derrubados. Os mais fortes precisam ser os primeiros a tentar invadir o portão principal, estando assim flanqueados pelos esguios e habilidosos com fechaduras e afins. – Disse tudo o que tinha em mente e um pouco mais, ainda formulando o restante da estratégia. Seguiu-se silêncio perante as palavras, cada garoto tentando pesá-las em sua própria cabeça que não funcionava tão rápido quanto a de Leslie – Apesar de provavelmente esse plano acabar funcionando, ainda acho justo que quatro ou cinco pessoas invadam o forte por trás caso a defesa lá fique baixa em função do grupo de ataque nos portões. – Agora sim era um plano digno. Kevin foi o primeiro a se pronunciar, estufando o peito ao ocupar o espaço no centro do círculo e se autodeclarar comandante do grupo que iria atacar os portões. Leslie nada disse, absorta em pesar os prós e contras da divisão que os rapazes faziam entre si. Naquele grupo havia a disposição de dez “arqueiros”, sendo o resto de garotos franzinos – em sua maioria – e rápidos – Posso ficar com o grupo opcional? – Ela indagou, mordendo o lábio, para os rapazes que fizeram silêncio. Pareceu que iriam ignorá-la, mas logo dois garotos sorridentes ergueram a mão e foram se posicionar ao seu lado. Leslie pediria por mais um, contudo achou que a sorte já lhe sorria o bastante.

Dado o sinal de Quíron que fez soar uma trombeta, todos correram para a floresta, tornando-se silenciosos ao receberem o olhar de descrença de Leslie que seguia flanqueada pelos dois voluntários. Mais a frente, oculto por árvores, via-se o topo do forte, não tão alto quanto a mente de Leslie o havia imaginado, mas suficientemente resistente para ser considerado de difícil acesso. O objetivo em suma era a tomada do forte. Kevin aproximou-se animado, os olhos castanhos tão elétricos que poderia ter sido filho de Zeus em alguma outra vida – Sabe o que fazer, certo? – Leslie lhe indagou, as sobrancelhas arqueadas como uma mãe quando fala com o filho levado. Sorrindo, o loiro gesticulou positivamente e foi se juntar ao que agora chamava por “seus homens”. Muito gay. Jack e Dylan, ambos os rapazes que seguiam com Leslie, eram indeterminados com relação à maternidade/paternidade, logo não se sabia ao certo qual suas habilidades, contudo até então estavam apresentando obediência com relação às ordens da garota. Trocando olhares uma última vez, ambos os grupos se dividiram, indo o de Leslie para a esquerda em busca de dar a volta no forte de madeira. De onde estava e levando em conta o que conseguia enxergar, a garota ficou um tanto apreensiva pelo fato de existirem poucos arqueiros na amurada.  Tinha alguma coisa errada. Imersa em sua nova mania de morder os lábios, Leslie interrompeu os passos ao terem alcançado a retaguarda do castelo e empurrou seus companheiros para trás de um espesso arbusto – Fiquem em silêncio e atentos a qualquer movimentação. – Ordenou, séria, ao apoiar os cotovelos por sobre seus joelhos. A falsa-morena pôde ver o início da ação quando esta ocorreu, pois os guardas mais próximos dali segredaram entre si e partiram ambos para defender o portão principal do forte. Tal como se tudo estivesse sido planejado para assim ser, os arqueiros surgiram de dentro da construção invés de já estarem do lado de fora, cada qual aparentando habilidade o bastante para derrubar alguns de seus inimigos – Kevin é um retardado. – A garota pestanejou, os punhos cerrados, ao perceber que seu amigo tinha investido com a ofensiva sem que antes os arqueiros fossem dizimados.

Plano dois: invadir o castelo por sua retaguarda. Leslie indicou aos rapazes que a seguissem, guiando ambos pelo descampado ao redor do forte de madeira. Sorte ou coincidência, não havia guarda algum naquelas imediações, provavelmente pelo fato de estarem todos focados na batalha que se seguia do outro lado. As estacas de madeira eram consideravelmente altas para que não pudessem ser vencidas por um salto, contudo haviam escadas do outro lado da amurada, bastava então dar um jeito de pegá-las. Ambos os companheiros de Leslie se prontificaram em ultrapassar o muro, um fornecendo as costas para o outro que subiu agilmente e saltou de modo que seus dedos agarraram a madeira no alto. Surpresa, a garota assistiu a cena como se fosse o tipo de coisa saída diretamente dos filmes de ação. Poucos minutos e uma escada foi jogada desajeitadamente do outro lado da amurada. Leslie subiu primeiro, tendo assim um rapaz a manter o suporte de madeira seguro, e pulou agilmente do outro lado. Suas pernas tremeram com o impacto. Mil vezes mais gracioso que a falsa-morena, o segundo rapaz ultrapassou a barricada de estacas e pousou ao seu lado – Agora vamos tentar abrir o portão sem causar estardalhaço. – Mal tinha sido terminada a frase e três rapazes altos surgiram frente ao pequeno grupo. Antes que soasse o alarme de intrusos, os dois companheiros de Leslie escolheram um alvo e a garota acabou tendo de encarar também um adversário. Dispensou apresentações e falatórios idiotas, sacando a espada que tinha na fivela do short e a erguendo de modo defensivo como Kevin lhe havia ensinado. O garoto espelhou as ações da falsa-morena e adiantou-se contra a mesma, erguendo a espada em forma de um golpe na diagonal.

Fosse como fosse, Leslie esquivou para a esquerda, desviando da espada de madeira, e investiu para desferir seu próprio ataque. Bateu com a espada contra a lateral do rosto de seu adversário, ao que ele respondeu com um golpe em seu estômago. Não podia desviar com precisão graças à proximidade entre ambos. Em busca de alguma saída, Leslie recuou um passo, depois três e suas costas bateram contra uma das estacas de madeira. Seu adversário sorriu vitorioso. Ao ver a espada que vinha contra si, a menor agachou em tempo de evitar o dano ocasionado por ser atingida e bateu com seu próprio armamento contra as canelas do garoto que uivou de dor. Novamente em movimento, Leslie rolou para o lado e distanciou-se do local onde antes tinha sido encurralada – Não é tão bom quanto acha ser. – Arriscou a provocação com um sorrisinho meia-boca ao dar um passo para lá e outro para cá ocasionalmente; sempre alerta. O principal lei do combate é: irrite seu oponente. E Leslie estava seguindo a risca aquilo que tinham lhe ensinado. Irado, o rapaz torceu os lábios e investiu novamente, tão furioso que pouco ou nada tinha de planejamento para prever os movimentos da campista com menos anos de experiência. Leslie esquivou para o lado, bateu com a espada contra o punho direito de seu adversário e usou do próprio braço livre para segurar-lhe a garganta em um aperto de ferro. Sentia-se estranha com a pele quente abaixo da sua, quase temerosa, e por isso afrouxou o aperto. Foi um erro. O rapaz não esperou outra chance, invés disso acertou um belo chute nas pernas de Leslie, fazendo-a fraquejar, e assim se livrou do aperto para então fechar o punho da espada e desferir um ataque contra a menor. Por muito pouco Leslie não foi atingida. A garota bamboleou para frente, abaixando, e assim evitou o golpe, ainda em tempo de se jogar no peitoral do mais alto e lhe lançar ao chão com ela por cima. De espada na mão, pressionou-a contra a garganta do rapaz – Perdeu. – Retrucou entre dentes, a dor dos golpes a tornando arisca. Mais tarde do que cedo, os dois companheiros de Leslie convergiram para a garota, tratando ambos de desacordar o último de seus três oponentes. A falsa-morena ergueu-se do chão.

Tendo sido todos os três atacantes cautelosos, não houve o surgimento de mais guardas além daqueles que jaziam desacordados no chão. O rapaz mais alto fez sinal de espera para a garota e seu amigo, indo na frente para verificar as condições mais adiante e repassar as informações aos outros. Ao voltar, o garoto de cabelos de corte militar encolheu os ombros e disse que a luta continuava lá fora, contudo ninguém havia conseguido entrar ainda no forte – E quanto à alavanca de levantar o portão? – Leslie perguntou prontamente. Encolhendo os ombros, o companheiro de grupo disse que tinha visto quatro guardas por lá, todos armados com a espada de madeira fornecida por Quíron – Quatro guardas... Tudo bem. Vocês dois vão passar por eles e abrir o portão, enquanto isso irei distraí-los. – A personificação do sacrifício. Ambos os rapazes trocaram olhares entre si, incertos, mas acabaram concordando com um aceno de cabeça. Lenta e desajeitada, Leslie iria atrasá-los caso ficasse no caminho. Tendo tudo acordado, o pequeno grupo de três pessoas se encaminhou pelas escadarias até se esconderem atrás de uma das portas. A mais nova puxou o ar para os pulmões e apareceu na frente dos quatro rapazes de nariz achatado que observavam a batalha que ocorria lá fora – Ei, idiotas. – Chamou com um sorrisinho nada condizente com seu nervosismo – Suas defesas são assim tão ruins ao ponto de deixar que uma garota entrasse no forte? Que bobões. – Retaliou o esforço dos outros, certa de que seguia o caminho correto para em breve estar sendo cercada. Como tinha previsto Leslie, os rapazes ficaram logo enfurecidos, cerrando os punhos e partindo para cima da falsa-morena que só dispunha de uma opção: defender-se.

Leslie jogou a espada contra o primeiro golpe, empurrando seu oponente para trás, mas logo outras duas espadas convergiram em busca de atingir-lhe e ela teve de esquivar para não sofrer os danos. Seu corpo ainda doía das últimas pancadas recebidas, logo não era surpreendente que estivesse mais lenta e cansada – Batem como uma moça. – As palavras eram a maior arma de que dispunha no lugar das facas. Mal havia terminado a frase e alguém lhe acertou a parte de madeira da espada contra as costas, fazendo-a cambalear para frente. Leslie apertou os lábios para conter o gemido de dor e abaixou a cabeça antes de ser atingida ali. Ao se abaixar, a garota engatinhou no chão, batendo a espada nas canelas ao seu alcance, até que ficou encurralada contra a parede do pequeno espaço em que estavam. Os quatro garotos fizeram um semicírculo ao seu redor, cada qual parecendo tão irritado quanto poderiam estar pelos cálculos da falsa-morena. Leslie ergueu a espada frente a si como único meio de defesa e fechou os olhos; aquilo iria doer. Por milagre – ou não -, escutou-se gritos de guerra e a voz de Kevin tinha destaque – Eles abriram o portão. – Murmurou surpresa, abrindo os olhos para localizar os dois rapazes esguios que estavam com as mãos na alavanca de subir o portão. O plano havia dado certo. Esquecidos de sua presa mais recente, os quatro grandalhões correram ao encontro dos meliantes que tinham autorizado a entrada dos inimigos, partindo para cima dos rapazes com maior furor ainda. Leslie se permitiu respirar fundo, recobrando o bom senso, e então começou a ir à direção do grupo de combatentes. Acertou o mais próximo na cabeça, batendo ali com tanta força que o gesto lhe deixou surpresa posteriormente. Preocupada, quase se abaixou para ajudar o rapaz, mas alguém puxou seu braço bruscamente – Me solta! – Ela exclamou ao dar de cara com um dos defensores do forte. Ergueu a espada e bateu a mesma no estômago do outro, ao passo de que um de seus companheiros ajudou no nocaute.

A confusão era geral no forte. Tendo os meliantes conseguido acesso ao interior do forte, a batalha já estava ganha. Kevin liderava todos os demais, comandando os garotos a invadires as poucas salas e tomando o topo para si com uma bandeira que ostentava o caduceu de Hermes. Enquanto isso Leslie estava sentada, ainda na sala da alavanca, o rosto entre as pernas ao esperar que seu enjoo passasse. Tirando as dores que sentia, a agora até que estava feliz, afinal parte do mérito era seu. Muitos minutos depois, quando Quíron já havia aparecido e ido embora após consagrar os invasores como vitoriosos, Kevin apareceu na sala da alavanca e bradava que eram campeões – Jura? – Leslie perguntou com palpável ironia ao erguer o rosto marcado pelo suor e terra. Suas costelas doíam de forma ferrenha, assim como os músculos pediam por descanso. Acostumado com o mau humor da colega, o loiro levantou-a pelo braço de modo que a constrangeu e saiu carregando-a para o lado de fora em busca de qualquer um que soubesse parte do que os filhos de Apolo sabiam a respeito da medicina. Obviamente, não achou ninguém, então foram até a enfermaria.  


100 X P + 10 Dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Deméter


observações:
Post impecável, rendeu muito bem. A situação é bem simples, e não tem nada de muito incomum, entrementes o modo como você explorou o ambiente que você tinha fez render um post bem original e com um toque de autenticidade só seu.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Alice Montsberry em Qua 18 Dez 2013 - 8:03

Ooh My mind !
ai minha mente !



Bela noite para papear com amigas, mais não, a minha caricatura é nada feliz estava eu em meu chalé com TPM imagine-se como estava chata, quando por acaso minha irmã sentou do meu lado e começou grotescamente e infantilmente a me perturbar dizendo -Hey maninha, se tá muito chata hoje o que tá pegando ?,- Sorri largamente fixando meus olhos na menina disse -Você não sente vontade de ver alguém chorar !?, ter medo ou dor por nossa causa ?-esbravejei a garota com meus olhos azulados a mesma, então era a fim de matar alguém naquela noite ou fazer um refém sobre meu fio de espada, e depois o fazer mijar de medo. Peguei uma bolsa  tingida de couro coloquei as costas, e saído chalé, enquanto minha irmã tão xereta veio atrás de mim, era muito tarde e algumas harpias tomava conta do acampamento, nosso destino era chegar no lago de Zéfiro e se calhar relaxar sobre as margens conversando com alguma Dríade.

Ao meio do caminho nossos passos eram tão singelos num tom inaudível, andava a menina do meu ladinho segurando minha mão, olhei para ela e -Olha uma das  harpias - Enquanto eu sussurrei senti uma forte luz vindo na direção do tronco da árvore era uma das vigílias Quatro Harpias grandes  com asas maiores que as anteriores vistas no acampamento estas falavam claramente a nossa língua e tinha mais inteligência o que me assustou, uma das criaturas rasgou o céu enegrecido vindo a nossa direção, atirei minha irmã para o lado rolando ao outro, a fera fincou suas unhas sobre a árvore , corri contra corrente puxando uma adaga da bolsa finquei a mesma dentre as costas da criatura, que sangrou-se de tal maneira, que seu sangue escoava da árvore aos pés de minha irmã, enquanto eu sorri vendo a cena ouvi um som agudo, senti sobre as costas um chute de dois pés caia eu ao chão desmaiada.

Abrindo meus olhos novamente estava minha irmã com duas espadas leves de cabo grosso, a garotinha fincou uma das espadas ao chão, enquanto ao meu lado tinha uma das criaturas com todo o abdômen aberto e escoava sangue da mesma sobre minha camisa, ficando numa cor mista de azul com vermelho, levantei de vagar, repudiei minha mão destra ao cabo da espada no chão olhei para uma das criaturas amarradas numa árvore dizendo a minha irmã -Obra sua !? - sorri levemente andando mais perto da fera que se batia amarrada ao tronco de árvore  sem as asas com uma mordaça sobre a boca, finquei a espada sobre uma das suas pernas a criatura começou a gemer e minha energia voltava aos poucos, minha irmã veio mais perto de mim apoiou-se a mão sobre meu ombro e disse -Se sente melhor !?- Olhei para ela sorrindo e disse -Me sinto ótima.- corremos mais uma vez, chegando a margem do lago, onde teria mais uma das feras, a tal cruzou o ar, descendo a uma velocidade incrível, desci o fio da espada sobre a asa da criatura a fazendo cair, então apanhei o braço de minha irmã a puxando, sobre um penhasco onde desceria as águas do lago Zéfiro amarramos uma corda sobre duas árvores descendo o penhasco com cautela, ficamos acima do chalé de Iris, andávamos lentamente, entrando para dentre o nosso chalé.

                                                                    (...)

No outro dia fora visto cinco Harpias mortas, e duas jogadas a beira do lago sem a cabeça, o Senhor D. ficaria surpreso se soubesse que fora eu e minha irmã mais o silêncio já valeria o resto.





Poderes usados:
— Cura Medonha I — Caso um ser vivo esteja com medo e o filho de Fobos seja a causa do medo dele (pode ser com a aura do medo, qualquer coisa), o semideus recuperará HP em cima disso (a cada ser vivo afetado pelo medo, são 5 de HP a mais por rodada). Por exemplo, se seis seres vivos estão sendo influenciados, a criança do medo recuperará 30 de HP por rodada.

— Perícia com Espadas I — Fobos usa de uma espada, graças a isso seus filhos possuem perícia com este tipo de arma (incluindo seus derivados), manejando-a com facilidade se comparado com outros campistas.

— Passos da Escuridão — O player, assim como o medo em si, se movimenta com graciosidade, chamando pouca atenção com seus passos que pouco ou nada são audíveis.
35 X P

Gramática (0-25 xp): 10 .-. Coesão (0-25 xp): 10 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 15

Fobos - Motivos: Falta muita pontuação, o que dificulta a leitura e afeta na coerência, além de quê pecou também no fato de ser uma campista indeterminada e estar usando poderes. Pode melhorar bastante; foque no combate.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Vicent D. Barrière em Qui 19 Dez 2013 - 21:00

Bom, meu primeiro dia no acampamento, nada de ruim havia acontecido. Como sempre eu fiquei na minha, falando o menos possível, respondendo com respostas curtas, aprendi com o tempo que o silêncio era a melhor resposta...
Como conselho ao "novato" alguns semideuses me mandaram ir em busca de conhecimento de quem seria meu progenitor divino. O melhor lugar, obviamente, seria a arena onde nossas habilidades despertariam, mostrando quem seria nosso verdadeiro progenitor. 
Boto a camisa laranja e respiro fundo, vou até o arsenal pegar emprestada alguma arma para meus primeiros treinos, meu olhar percorre prateleiras, armas de diversos tipos. Avisto uma besta presa em uma estante, melhor não, eu nunca manuseei um arco quem diria uma besta. Meus olhos avistam uma lança, eu não tinha medo de combates corpo-a-corpo pois tive que me virar com eles por uma parte da vida mas por precaução eu escolhi a lança que me daria uma vantagem em distância. Acho que se precaver não significa ter medo, significa usar o cérebro para pelo menos uma coisa útil...
- Vai ser você... - Pego a lança, eu poderia optar por também um escudo, mas o que seria da vida sem alguns riscos?!
Vou em direção a arena, chegando lá nada me assusta, o clima estava ótimo e a terra do chão estava seca, nada mal. Não se via um arbusto, apenas uma árvore seca e morta no centro da arena. - Alguém poderia chamar um jardineiro? - Quando terminei minha piadinha (hehe) ouço o ranger de aço, dois autômatos estavam atrás de mim, um portando um escudo de madeira e uma espada e outro com uma adaga, nos seus peitos estavam pintados números, o que portava a espada e o escudo tinha 01 em seu peito, o que tinha uma adaga estava com 02.

Corro em direção do 02, o que tinha um escudo andava lentamente como se o tamanho dele não fosse adequado para o peso do escudo. Dou uma investida com minha lança em direção do seu peito, ele desvia com maestria, continuo movimentando minha lança tentando alcançar o número 02 estampado no peito do automato. 
O automato 01 avança em minhas costas com a espada, ele faz um corte no meu ombro. Com o reflexo rápido puxo minha lança para trás acertando o abdômen do automato que cambaleia e se afasta. Continuo minha atenção no que mais pode me prejudicar, seus movimentos rápidos fazem o aço ranger cada vez mais, faltava óleo. Alguém cuida desses autômatos? Precisa-se de jardineiro e mecânico, urgente, por favor...
Vou para a diagonal do automato 02 conseguindo ter em vista o automato 01 se aproximando, avanço com a lança para cima do automato 01 e acerto seu escudo, enquanto isso o automato 02 avança sobre mim encravando uma adaga em meu braço esquerdo. Solto um leve gemido e arranco a adaga, o sangue aquece meu braço, me afasto dos dois indo para trás da árvore, retiro minha camisa e amarro no braço, ela começa a adquirir um tom diferente do laranja, ela está indo para o vermelho...
O automato 02 já está próximo de mim e lança outra adaga em meu corpo, por sorte o troco da árvore me protege, a adaga fez um furo na madeira oca da árvore. O 02 já estava sem armas, então ele retira um dardo de um dos seus dedos (literalmente, um dedo se abre e ele retira um dardo dele), tenho uma ideia.
Corro em direção do automato 01 com o máximo de minha velocidade, o automato com dardo segue meu movimento, esperando a melhor hora para atirar, invisto com minha lança em seu escudo fazendo ele ir para trás, cada vez mais longe do automato 02.
O automato avança com sua espada em minha direção, agora ela não me acerta pois consigo manter a distância segura com a lança. Cuido com o canto do olho para o automato com o dardo, ele busca a mira perfeita, se aproximando cada vez mais. Vamos logo... Atire logo... Ele não vai atirar, ele espera uma falha minha, coisa que ele não terá.
Continuo investindo sobre o automato com escudo, cravo minha lança no chão e me apoio nela para dar um chute no automato 01. Perfeito, ele cai no chão com o impacto de meu pé com seu escudo, retiro minha arma do chão e perfuro seu peito pintado, ele estava nocauteado, uma pilha de aço no chão. 
Com um movimento rápido impulsivo o automato 02 lança o dado, rapidamente encravo minha lança no escudo, pondo ele em minha frente, impedindo a chegada do dardo.
Quando o dardo entra em contato com a madeira do escudo um líquido jorra em meu braço, veneno, se aquele dardo me atingisse seria fatal, nesse momento o veneno estaria tomando parte do meu corpo, com sorte não está.
Assim percebo que a camisa estancando meu ferimento foi uma ótima ideia, se meu braço estivesse exposto o veneno teria entrado em meu corpo, devastando meus movimentos.
Agora era a vez de acabar com o homem de aço número 02, agora minha lança estava encravada na madeira, faço um esforço para retirá-la, não é efetivo. Ela encravou de jeito na madeira. O automato está correndo em minha direção, cada vez mais próximo, noto suas mãos, seus dedos foram substituídos por lâminas, estava na hora do combate corpo-a-corpo!
Ele avança sobre mim tentando me arranhar como um felino, desvio de seus arranhões e vou para o chão me apoiando com uma mão, desfiro um chute em sua perna de aço, chutando para longe. Ele teria estabilidade o suficiente para continuar de pé, mas seus movimentos agora deixavam a desejar, com rapidez dou um soco em seu peito, ele cai para trás arranhando meu outro braço. Lâmina afiada, meu braço ardia agora e um rastro de sangue se formava nele, aproveitando que o automato estava no chão dou um chute em sua cabeça, deixo um amassado em sua cara logo após chutando seu peitoral, óleo é deixado na arena.
Meu dever fora cumprido, o que me restou foram dois machucados, um estancado pela camisa e um arranhão em meu braço que agora para mim eram uma forma de orgulho! Hoje não descobri meu progenitor, mas pude demonstrar um pouco de minha capacidade, estarei esperando pacientemente.

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Fobos - Motivos: Cuidado com os erros gramaticais, afinal estes às vezes tornam o texto tanto que incoerente. Atenção nas vírgulas e sentenças. Poderia desenvolver melhor o combate.  
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Lyra Chevalier em Dom 22 Dez 2013 - 23:00


Já faziam dois dias desde que eu havia ganhado o curativo que ainda estava em meu rosto, havia passado na enfermaria na noite anterior na esperança de livrar-me dele, mas tudo o que consegui foi uma troca para evitar infecções. - A sensação de estar caolha não é legal. - Comentei com a garota que estava correndo pelo chalé de um lado para o outro em busca de uma roupa para poder treinar. A verdade é que minha meia-irmã odiava tanto quanto eu acordar cedo, e devido à isto havia acordado atrasada. Se estávamos atrasadas o que eu ainda estava fazendo ali? Companhia. Mordi meu lábio inferior e apanhei minha espada, e minha adaga. Deslizei meus dedos pelos pingentes suspensos em meu pescoço e um sorriso bobo brotou em meus lábios, eu realmente gostava daquelas coisas pequeninas. - Já podemos ir? - Gritei por cima do ombro enquanto me levantava e caminhava em direção à porta do chalé, não tive nem mesmo tempo de girar a maçaneta direito e a garota disparou porta à fora, levando-me junto ao puxar a manga de minha blusa. - Estou indo, não precisa me deixar nua! - Gritei enquanto ajeitava a camisa que tinha a gola cortada, e por isto ficava larga em meus ombros.

Cheguei na arena mal conseguindo respirar. Apoiei minhas mãos em minhas coxas e curvei meu corpo em busca de ar. - Sua... - Inspirei - Maldita... - Expirei. - Não... Me... Faça... Ai - Falei apressadamente, ainda sem fôlego e levando uma das mãos ao meu estômago. - Isso novamente... Ai - Consegui finalmente concluir a frase. Umedeci meus lábios e quando considerei que minha respiração já estava normalizada e que meu corpo estava recebendo todo oxigênio necessário, ergui-me ficado em uma postura ereta, como de costume. Quíron começou a explicar o exercício, na verdade era algo bem pessoal e aquilo me fez sorrir. Ele havia perdido um de seus troféus: Um dente de manticora, e queria que nós fôssemos buscar por este na floresta. Segundo o centauro, uma das dracanaes que fugiram recentemente do galpão haviam pego, e ela provavelmente estava na floresta, uma vez que o limite mágico mantido ao redor do acampamento era impossível de ser ultrapassado, exceto quando se tinha permissão para isto. - Olha que legal... Só uma dracanae para vários campistas, de quem será que vai ser a cabeça dela? - Murmurei de maneira irônica. O centauro parecia ter escutado, mesmo eu estando longe, pois mesmo sem virar-se para mim, continuou explicando que ela provavelmente não estava sozinha, alguns outros monstros haviam escapado junto com ela.

Certo, isso faz sentido. - Comentei de maneira distraída. Alisei minha espada (ui -q) e comecei a caminhar lentamente, segundo o centauro aquilo poderia demorar até mesmo dias, então, deveríamos primeiro descansar e pegar coisas que necessitávamos como um pouco de ambrósia e nossas armas. Apanhei uma das bolsinhas de couro que estavam dispostas na arena com o kit de sobrevivência e comecei a caminhar floresta à dentro, não sabia exatamente se iríamos ganhar algum prêmio, mas os monstros estavam bem concorridos. Senti uma presença aproximando-se de mim, e antes mesmo que esta me tocasse, girei meu corpo rapidamente enquanto tirava minha adaga da cinto em um  movimento ágil e colocava a pessoa contra uma árvore próxima, mantendo a adaga na altura de sua garganta. Vi uma cabeleira loira esvoaçar de maneira desgrenhada e larguei, reconhecendo minha irmã. - Opa, foi mal! - Desculpei-me, enquanto puxava a garota para um rápido abraço com um braço só. Fui obrigada a ouvir protestos sobre como não era legal ser atacada de forma inesperada, ainda mais quando era por sua própria irmã, mas sobrevivi. Começamos a adentrar a floresta sem muita frescura de camuflagem, mas a medida que nos aproximávamos do centro do lugar, mais silêncio mantínhamos.

Parei por um momento e estiquei meu braço, gesticulando para que a garota também parasse de caminhar, ficando assim em silêncio. Estávamos já no núcleo da floresta, o lugar era denso e uma neblina desagradável pairava no ar. - Você está sentindo isso? - Perguntei com o rosto próximo ao da mesma em um murmúrio para evitar sermos identificadas facilmente. Vi a garota assentir rapidamente, e sorri vitoriosa. Estava sentindo uma sensação boa, familiar. Aquela áurea pesada na verdade não me fazia mal, me agradava. Fiquei parada enquanto um vislumbre rápido de uma briga entre uma empossai e uma dracanae passava perante meus olhos. Pisquei algumas vezes, perguntando-me se aquilo devia-se as lentes que eu estava. Por fim, dei nos ombros desistindo de tentar entender aquilo de uma vez por todas. Abaixei-me entre raízes que se encontravam ao ouvir passo apressados e pesados aproximar-se, gesticulei para minha irmã, que, tão rápido quando eu deu um jeito de se camuflar na vegetação. Este era um dos motivos pelos quais eu gostava daquela roupa de camuflagem, ela por hora, confundia os inimigos visualmente, e isso tornava-se ainda mais fácil quando se tratava de monstros de níveis baixos. Eu estava em uma poça de lama, embaixo de uma raiz enorme e tentava aguçar minha audição para ouvir se eram campistas ou monstros. Não precisei pensar muito sobre, senti aquela sensação familiar que reconheci como uma áurea pesada e tive certeza de que se tratava de monstros.

Olhei por cima da raiz de maneira rápida as costas dos monstros, e enxerguei uns bichos estranhos, os quais eu não sabia o nome mas parecia bastante com ursos. Soltei o ar que só aí percebi estar segurando ao perceber que tratava-se de animais normais, e voltei a me levantar. Apontei para frente, indicando que continuaríamos seguindo por aquele caminho e a garota apenas assentiu afirmativamente. - Será que estamos indo pelo caminho certo? - Perguntei enquanto coçava minha cabeça depois de mais de 20 minutos de caminhada. O problema, era que estava começando a escurecer e quando mais  entravámos na floresta, mais frio fazia. - Porcaria, devia ter trazido uma blusa de frio. - Comentei, e abracei-me em uma tentativa falha de me aquecer. Encostei-me contra uma árvore ao sentir uma pequena vertigem me atingir e fechei meus olhos. Podia ouvir que minha meia-irmã também havia parado de andar, suspirei pesadamente e abri meus olhos novamente, tendo desta vez noção de que teria flashs. Como esperado, novamente estava tendo uma briga, mas desta vez a dranacae estava caída e se dissolvia em um pó dourado. Pisquei algumas vezes e olhei para trás, para encontrar a garota que me  seguia tão atordoada quanto eu. - Acho que estamos sim na trilha certa. - Falei com um pequeno sorriso nos lábios.

Sentia um friozinho familiar em meu estômago, sabia o que estava prestes a encontrar, e não era com uma dracanae. A tensão aumentava a cada passo, com o intuito de aliviar o clima, minha meia-irmã voltou a falar de maneira bem humorada, porém baixa. - Bem, parece que a empousai fez a parte suja do nosso trabalho - Fiz uma careta, mas não pude evitar sorrir. - Pelo o menos isto, né? - Balancei a cabeça negativamente e enrosquei meu braço no da garota, estava frio, definitivamente. Quanto mais andávamos mais a temperatura parecia cair, apesar de me incomodar sim, não me prejudica tanto afinal, já havia morado na rua, mas minha irmã estava tremendo de maneira assustadora. - Quer parar? Tudo bem por mim. - Perguntei enquanto lançava meu melhor olhar confiante na direção da mesma, batendo os dentes sinalizou que sim com a cabeça. Como não estávamos em condições de fazer escadas umas vezes que não tínhamos cordas nem nada do tipo, tivemos que improvisar no meio das raízes altas e irregulares das árvores que graças aos deuses, tinham de sobra ali. Pintamos nosso rosto com um pouco do barro e musgo assim como todo resto exposto de nosso corpo. Em seguida, juntamos algumas folhas que estavam soltar no chão e fizemos uma pequena filha no local em que ficaríamos, ao certificar-nos de que não estávamos sendo observadas nem seguidas, deitamo-nos embaixo das raízes que eram altas o suficiente para ficarmos embaixo e fizemos um cobertor desajeitado com as pilhas de folhas, não seríamos vistas ali tão facilmente.

Suspirei pesadamente, e antes mesmo que pudesse apanhar meu pingente, no qual estava meu mascote, a garota ao meu lado começou a ressonar. Comecei a rir baixinho e ainda com a voz afetada, falei para o pingente. - Saia. - As pequenas jóias reluziram, e o pingente estremeceu em minha mão. Uma forma escura começou a se formar ao meu lado, e por um momento tive medo de que meu mascote voltasse-se contra mim e se transformasse em minha própria fobia. Meu corpo ficou imediatamente tenso, mas aos poucos relaxei ao ver que na verdade, a forma era de um lobo completamente negro. Seus olhos eram vermelho vivo, engoli em seco e estendi minha mão para tocar sua pelagem mas esta se desfez em névoa. Deixei para lá a tentativa de ser amigável e inclinei-me mais para frente para analisar os detalhes em meu mascote. - Você é macho? - Murmurei para o bicho e fiquei indignada comigo mesma por estar esperando uma resposta, mas ela veio. Sim, mestra. Ouvi em minha mente, estremeci com a voz grave que havia se projetado em meus pensamentos e fiquei pensando no porquê deu ter chamado-o. Me avise caso algum monstro ou humano esteja perto. Tentei a conversa mental e fiquei surpresa quando descobri que havia funcionado. Lancei um último olhar para meu mascote que aninhou-se ao meu lado antes de cair de vez no sono.

[...]

Mestra, mestra. Ouvi uma vez e pensei que estava delirando com o tom urgente. Mestra, mestra! A urgência no chamado estava tornando-se maior. Senti meu corpo protestar enquanto eu despertava rápido demais. Mantive-me quieta e olhei para o lado com um movimento lento e silencioso. Sim?, perguntei mentalmente mas, não precisei obter resposta alguma para ver a empousai e duas dracaenaes passando a aproximadamente seis metros a frente em direção a oeste. Pude sentir que meu mascote estava tentando ao máximo manter-se em silêncio, mas seus pelos estavam completamente eriçados e seu rabo balançava rapidamente de um lado para o outro de modo perigoso. Silêncio. Ordenei, e tentei eu mesma manter. Senti meu corpo relaxar ao vê-las sumir de vista, mas eu sabia que ainda estava muito próximas. - Ei, ei, garota. - Sussurrei próximo do rosto de minha meia-irmã enquanto cutucava-a numa tentativa de acordá-la. - Julia, acorde, já. - Assoprei o rosto dela e só aí ela começou a esboçar alguma reação. Levantei-me da maneira mais silenciosa que pude, olhei para meu mascote e então para o céu. Infelizmente não sabia que horas eram, mas tinha a sensação de que em breve o sol estaria nascendo apesar de não conseguir enxergar o céu tão claramente devido à copa das árvores serem muito altas. Recebi algumas reclamações vindas da garota e o máximo que fiz foi dar de ombros.

Uma empousai e uma dracaenae acabaram e passar, indo em direção a oeste. - Comecei a falar ainda de maneira baixa enquanto apontava na direção que elas haviam seguido. - Faz pouco tempo, se formos agora, podemos pegá-las. - Concluí e só aí percebi que a garota já estava adentrando a mata na direção que eu havia mostrado. - Ei! - Chamei enquanto juntava as nossas coisas rapidamente e saia correndo na direção da mesma com o lobo negro em meu encalço. Só aí percebi que ele não estava mais na forma etérea, tentei pensar sobre aquilo, mas não tive muito sucesso. Estava apenas concentrada no caminho em que estávamos fazendo mesmo que inconscientemente. Minha irmã ergueu uma mão, dando sinal para que parássemos de andar. Olhei ao redor e logo em seguida para o lobo que estava completamente eriçado. O que aconteceu em seguida foi muito rápido e desagradável, dracanaes surgiram detrás das árvores e começaram a avançar em nossa direção. Por reflexo retirei a espada de meu cinto de maneira rápida e desferi um golpe fatal na primeira dracaenae, sua cabeça fora decepada e ela desfez-se em pó. - Proteja minha retaguarda e eu protejo a sua. - Murmurei para a garota de cabelos loiros. Senti suas costas encostarem-se na minha e então, começamos a dançar com as dracaenaes. Desferimos vários golpes nada certeiros que deixavam-nas apenas mais e mais irritadas.

Caramba! Quíron poderia ter sido mais específico quando disse que "vários monstros fugiram" - Reclamou minha irmã. - Concordo com você. - Gritei por cima do ombro enquanto avançava na direção de outra dracaenae. Desferi um golpe, mas seu escudo defendeu, então sua espada veio ao meu encontro. Pulei para trás desviando por pouco do golpe, antes que pudesse recuperar o equilíbrio devidamente, ela desferiu outro corte e esse sim acertou meu abdômen. Vi o sangue camersin correr do ferimento e disparei em sua direção. Antes mesmo de chegar nela, abaixei-me e apanhei uma pedra no chão, joguei-a em seu escudo e ela defendeu-a, quando abaixou o escudo crente de que eu havia me afastado, acertei a ponta da espada no centro de sua cabeça. Empurrei-a sem cerimônias e fiquei feliz e ao mesmo tempo triste por vê-la desfazer-se em pó. - Poxa, queria ter brincado mais. - Reclamei e corri para ajudar minha irmã. Aproveitei que a dracaenae que a estava atacando-a estava de costas para mim, e empurrei minha espada na abertura de sua armadura em um movimento rápido, a lâmina atravessou-a e por pouco não acertou minha irmã que lançou-me um olhar raivoso. - Oops. - Falei e fiz minha melhor cara angelical para mesma. Olhei para o lado a tempo de ver meu mascote ser lançado longe. - SUA BITCH! - Gritei e enquanto ia em sua direção, a fisgada em meu abdômen fez-me cair de joelhos.

Olhei na direção da minha irmã, e não precisei dizer nada ela foi até a monstra que já estava cansada e terminou de matá-la rapidamente. Abri a pequena bolsa que havia pego no acampamento com ambrosia e peguei ingeri um pouco da mesma, estendi para minha irmã que também pegou um pouco e aos poucos, pude sentir a dor amenizar. Estava me sentindo renovada e isso é claro, por partes também era efeito de estarmos nas sombras. - Temos que continuar, mas para onde? - Começou a dizer a garota. Olhei na direção em que meu mascote havia sido lançado e chamei. - Ei! Você ainda tá vivo? - Ouvi um uivo não muito alto em resposta, e sorri enquanto a bola de pelos pretos aparecia próximo a nós. - Para onde vamos agora? Pode farejá-la? - Perguntei ao lobo. Sim mestra. Para ela foi para lá. Respondeu-me do seu modo e começou a seguir na suposta direção que me havia dito. - Vamos segui-lo. - Avisei à minha irmã, e com sua ajuda levantei-me. Seguimos por aproximadamente dez minutos na direção norte e chegamos a uma espécie de clareira. - Ué, voltamos? - Perguntei confusa enquanto olhava ao redor, percebendo algumas diferenças e estas começavam pelos objetos soltos no chão. Começamos a andar as margens das árvores, mantendo-nos ocultos. Mestra, tem algo vindo. Avisou-me o lobo. Assenti em sua direção, também estava sentindo algo maligno aproximando-se.

Olhei para minha irmã, e quase que sincronizadamente abaixamo-nos mantendo-nos escondidas. Houveram alguns passos no ambiente, e então vozes, na verdade, sussuros. Mordi meu lábio inferior fortemente e tentei manter minha respiração regulada para não atrair a atenção. Estava começando a ficar tensa demais, a ponto de sentir meu maxilar doer devida a pressão que eu exercia em meus dentes, uns contra os outros. Antes mesmo que pudesse processar o que estava acontecendo, ouvi um guincho vindo ao meu lado, então, fui arrastada para fora da proteção da moita. - Se sabia que estávamos ali, porque não foi mais gentil e nos convidou para tomar café da manhã? Estou com fome, sabia? - Perguntei para empousai que sorria bizarramente. Levantei-me rapidamente, assumindo uma posição defensiva, minha espada já estava em minha mão e eu nem mesmo lembrava-me do momento em que havia pego ela. - Quer brincar? - Perguntei maliciosamente na direção da criatura, e quase cai dura ali ao perceber o tanto de monstros que tinham na clareira. Tudo o que pude fazer foi gritar na direção do lobo negro. - CHAME AJUDA! - O animal saiu em disparada floresta à dentro promovendo certa agitação entre todos os seres ali. Aproveitei o momento para lançar à minha irmã um olhar afetuoso e recebi uma piscadela em troca.

E então, cai dentro bicho feio! - Berrou a garota fazendo-me gargalhar.  Infelizmente, os monstros não acharam tão divertido assim e partiram para cima de nós. Antes que minha lâmina pudesse sequer chegar ao primeiro monstro, vi uma flecha dourada acertar o centro da cabeça de um monstro que estava um tanto distante, e logo em seguida várias outras apareceram. - Ai deuses! - Falei de maneira alegre enquanto voltava a prestar atenção na luta. Abaixei-me no momento exato em que a lança de uma dracaenae vinha em direção ao meu rosto, especificamente, em direção ao lado machucado de meu rosto. Cai sentada e rolei para o lado do modo mais rápido que pude, abrindo caminho para todos os outros campistas que haviam finalmente aparecido. Aproveitei que estava "aos pés" da dracaenae e fiquei minha espada em sua calda antes que sua lança batesse ao lado de minha cabeça, cravando-se no chão. Minha visão começou a ficar turva e só aí me dei conta de que eu estava segurando o ar, e só voltei a soltá-lo quando percebi que o monstro havia  reduzido-se à pó. Levantei-me parti para luta, desta vez muito mais atenta para não acabar levando um flechada ou algum golpe de espada no lugar de algum dos monstros. Avancei contra uma outra dracaenae, estiquei meu braço com a intenção de acertar seu rosto, mas meu golpe foi desviado facilmente com seu escudo.

Aah, qual é! Não faça meu trabalho mais difícil do que o necessário. - Resmunguei enquanto ouvia a mesma silvar em minha direção. - Eu sei que sou linda, e que você não quer morrer sem usufruir da minha carninha... Mas ela não é para você. - Continuei a falar, enquanto partia sua lança em duas com minha espada. Sorri na direção do monstro de maneira simpática, apesar de ter certeza que aquela era uma coisa bem fpd sacana de se fazer quando se estava prestes a matar a pessoa. Pulei para o lado a fim de me desviar de um de seus golpes e acabei colidido com alguém que tinha duas vezes o meu tamanho. - FOI MAL! - Gritei sem nem mesmo me dar ao trabalho de ver quem era, só tinha certeza de que era algum dos campistas, afinal, caso fosse um monstro eu estaria bem longe à essa altura.  Dei um passo na direção do monstro, e senti algo cortando minha perna, lancei um rápido olhar e tive o vislumbre de metade de uma lança fincada em minha perna. Grunhi e dei um novo passo em sua direção, a esta altura não estava mais me importando com a dor, queria apenas matá-la. - Sinto informá-la, mas você irá morrer. - Falei entre dentes em sua direção. Desferi um golpe abrindo um corte  profundo em seu rosto, e logo em seguida outro bem acima e seu olho.

Minha espada já estava com aproximadamente um metro, e continuava a crescer em cada golpe.  Como eu já estava cansada de enrolar com aquilo, afastei-me apenas o suficiente para chutar o tórax do monstro, fazendo-o tombar, então, mirei a ponta de minha espada e afundei-a sem piedade no centro de seu rosto. Finalmente, havia acabado. Sentei-me cansada, e sem ter muita certeza de quem havia conseguido apanhar o pertence de Quíron de volta, mas aparentemente tudo havia acabado. Alguns campistas retiravam-se do local, e eu até tentei fazer o mesmo, mas a escuridão da sombra da árvore na qual eu estava sentada  embaixo pareceu fechar-se ao meu redor, e apesar  de tentar lutar contra acabei deixando-me ser levada, meu corpo acabou tombado e a última coisa da qual tive noção, foi de que estava sendo carregada. Saio dali direto para enfermaria.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Kylie Ferrer Shoenberg em Seg 23 Dez 2013 - 14:20


1, 2, 3 e cabum pra vocês
Duelos e Estratégias? É pode ser.

— Vai vegetar deitada aí até que horas Kylie? Pois sinceramente estamos atrasadas, venha! — Juliana e seus cabelos claros saíram do meu campo de visão e partiram rumo a baixo na colina me deixando solitária, olhei pros lados e me levantei devagar, praguejei alguma coisa em romeno e balancei a cabeleira negra. — KYLIE! — a voz de Julia novamente ecoou na minha cabeça e eu bocejei, não falei nada, apenas me ergui limpando a roupa, o dia havia nascido a pouco mais de vinte minutos, eu acabei adormecendo em baixo da árvore quando por descuido eu saí andando do chalé o qual ocupava sozinha, tinha que agradecer Deimos por não me dar irmãos, era bom ser a única a ocupar aquele chalé, na maioria ninguém me importunava, mas o problema é que uma certa loira vadia morava no chalé ao lado, me perguntava durante todas as manhãs, somente manhãs, que fique claro, qual deus eu ameacei, praguejei, xinguei, insultei ou não agradei em outra vida pra ser parente de Julia, não sei, pode ter sido todos eles pra variar, eu tinha esse dom. — Se gritar a poha do meu nome mais uma vez, vou te mostrar com quantos paus se faz uma canoa! — Bradei descendo a colina, eu ainda estava com sono, só tinha dormido umas duas horas aquela noite, poderia ser mais, se alguém não tivesse vasculhado cada canto do acampamento a minha procura. Tinha que me lembrar de aprontar com Juliana um dia aí.

Nos juntamos a um grupo de campistas, eles realmente levava a sério o conceito de acordar cedo para pegar no batente, sério, deveria ser pouco mais do que seis e meia da manhã, o rapaz gesticulava com as mãos e separava os grupos, mas não por chalé, sim por pessoas, entramos eu e Julia numa grande fila, as pessoas me empurravam quando eu perdia o passo e não caminhava, formando um grande buraco na fila, quando enfim chegou  minha vez eu encarei o rapaz de cima a baixo, ele estendeu a mão pra mim, olhei pros outros e depois pra ele, foi quando parei automaticamente de mascar o chiclete que estava na minha boca, o tirei de lá, fiz uma pequena bolinha e colei no cabelo do rapaz que ficou vermelho de raiva e apontou pro grupo a esquerda, de vermelho, acho que seriam os que iam atacar, eu acho né, sei lá. Fui armada com todo aquele aparato de batalha, e com aquela espécie de capacete que eu nunca lembrava um nome que tinha uma crista estranha, que eu fiz questão de tirar na hora. — Eu não vou usar isso! — Bradei jogando o elmo, AAAAAAH! É elmo o nome da bagaça, ao pés de um outro garoto que o tomou em mãos, girei a espada entre os dedos, vamos lá né? O rapaz que ainda tentava se acertar com o chiclete que colei em seu cabelo explicava como seriam as atividades de hoje, eu bocejei me destacando dos demais que estavam com elmo, algumas pessoas do outro time me olhavam como se fosse arrancar minha cabeça, coitados.

— PAREM OS TREINOS, PAREM OS TREINOS! - Uma voz e depois um barulho de galopo invadiu nossos ouvidos, encaramos Quíron que vinha atordoado e parecendo cansado pela corrida até nós, não muito atrás, porém caminhando calmamente vinha o Sr. D., Quíron ameaçou falar, mas Dionísio foi mais rápido, ele silenciou o centauro com um aceno de mão, ele queria falar. — Heróis e heroínas! Venho trazer a vocês um desafio proposto por um olimpiano! — Ai! lá vem, quando eles falavam isso significava que ia sair merda, eu ainda me recuperava do "Desafio de Hefesto", aqueles autômatos filhos de uma kenga olimpiana, sério, passar duas semanas na enfermaria foi de longe a experiência mais saudável que eu vivi naquele primeiro verão no acampamento, agora tinha outro, desafios assim deveriam ser raros, mas ferrar os campistas pareceu ser hobbie dos deuses. — Poseidon desafia vocês, menos seus próprios filhos e seus amados sobrinhos, filhos de Hades e Zeus, a uma batalha em alto mar, começando por uma plataforma, até o castelo, um típico caça bandeira, mas um pouco diferente. - Todos se entreolharam, poucos foram aqueles que pareciam contentes com aquilo, os filhos dos três grandes já estavam tirando suas armaduras, alguns resmungando sobre o fato de não poderem participar, outros agradeceram por ficarem de fora, mas a maioria de nós ainda reclamava o fato de ter que entrar na água fria em plena manhã, logo as sete.

— Eu não vou entrar nessa água fria logo cedo. — Me virei de costas em afastando cada vez mais da água, um braço parou minha passagem, quando ergui o olhar pra ver quem era não foi surpresa encontrar Dionísio lá parado tomando uma latinha de sei lá o que e com cara de merda, a cara que ele tinha todos os dias mesmo. — Você vai participar. — Fiz uma cara de cãozinho sem dono, mas o coração de uvas do Sr. D. não teve piedade de mim, não esperei mesmo que tivesse, eu não teria, não sei nem por que fiz aquilo, acho que pura preguiça. Já não bastava termos que entrar na água fria, também usávamos uma roupa ridícula, AH! Não foi todo mundo que foi obrigado a ir e vestir uma roupa especial, houve um sorteio meu nome não estava no sorteio, sabe por que? Por que eu fui a primeira ser escolhida pelo Sr. D. como punição, pelo menos foi o que ele disse, cachaceiro sacana. — Minha bunda fica estranha nessa roupa e eu estou com frio. — Grunhi quando terminava de me ajeitar nela e pulava algumas vezes pra ver se me aquecia, outras pessoas com a mesma roupa já estavam sendo levadas de barco até o enorme castelo no centro da praia, outras como eu, que teriam que pular da plataforma na água, estávamos esperando nossa vez de sermos levados até as plataformas, era dez em volta do castelo, nem preciso citar que lá tinha tipo ... O DOBRO de pessoas em comparação com as plataformas né?

Sobre aquela plataforma redonda e pequena eu tremia, cabelo preso em um alto rabo de cavalo, corpo tremendo e frio do cacete, Poseidon tinha enlouquecido, as ordens eram ... " Invadam o castelo, roubem a bandeira e não usem armas", mas esqueceram de avisar que o outro grupo está em maior número e armado, nossa, que vontade de praguejar alguma coisa, mas eu estava cercada por água e não sabia o quão instável Poseidon poderia ser. Dei alguns pequenos pulinhos sobre a plataforma na fajuta tentativa de me esquentar, sério que eu ainda estava achando que ia conseguir me aquecer? Ok. Uma buzina alta ecoou por meus ouvidos, gritos vindos da praia chamaram minha atenção a geral já tinha pulado toda na água, ai que merda, fiquei pra trás, pulei imitando aquelas nadadora que via na TV de casa, mas sei lá, o fato de que não ser muito simpatizante do mar não ajudava, no começo pensei que ia me afogar, sinceramente não senti a água gelada, prendia a respiração, com os olhos abertos tive a sensação de ver algo se mover perto de mim, via meus cabelos flutuando e senti algo enrolar em minha perna, não senti pânico ou angústia, talvez um pouco de desespero, já estava bons segundos em baixo d'água, encolhi-me ao máximo, minhas unhas afiadas chegaram a coisa que enrolava-se em meu tornozelo, a apertei com força, era gosmenta até pra debaixo d'água, ela me soltou, com os braços um pouco doloridos de treinos de outros dias eu busquei a superfície e quando a achei tomei um fôlego como se minha vida dependesse daquilo. Tirei o cabelo da frente do rosto, mexia as pernas devagar debaixo d'água, comecei a bater os braços e as penas nadando rumo ao castelo, uma garota do meu tamanho já tinha me visto, ai droga.

Quanto mais eu batia os braços mais parecia cansada e o castelo distante, meu corpo parecia mais pesado e mais lento, mas eu tinha prometido a mim mesma que ia ser uma vitoriosa e ia sambar com o salto quinze na fuça gorda do Sr. D., mergulhei ficando fora do campo de visão da menina, um pouco pra esquerda, ela ficou me procurando na água, quando enfim cheguei na plataforma do castelo eu estava exausta e com frio, subir naquela poha não foi nada fácil caro leitor, imagina uma cena deplorável, era eu e meus cabelos escuros subindo na plataforma. — Ei queriiiida, estou aqui. — Ela estava com um punhal em mãos, era sacanagem aquilo né? Tão de "brinks with my face", só pode! Ela balançou a cabeça partindo pra cima de mim, pra minha sorte inicial, mesmo estando molhada aquela plataforma não ia escorregar, mas uma queda nela ia doer, a menina tentava enfiar aquele punhal em mim a qualquer custo, mas eu me afastava, foi quando bati nas costas de outra pessoa rezei mentalmente pra que não fosse outro adversário, pra minha sorte era Allie, uma caçadora de Ártemis, ela se afastou continuando sua luta com um cara que tinha uma espada e o dobro do seu tamanho, a menina por sua segurou meu punho pronta pra cravar eu punhal lá, reflexos, reflexos, socos a parte, consegui segurar o punho dela, da mão que portava o punhal, antes dela me acertar e foi quela competição de quem é mais forte, ai cara ... Não tenho paciência pra isso, na moral, bati minha testa com força contra a dela, a menina vacilou uns passos atrás soltando meu punho e eu soltei o dela, o punhal caiu no chão quando ela passou a alisar a testa, minha cabeça latejava, era minha deixa. Corri em direção a ela que só se afastava, quando tive uma distância boa eu saltei pra cima dela com o punho direito fechado, ele acertou seu maxilar com força, ambas caímos no chão, ela pra um lado e eu pra outro. A plataforma começou a balançar, ela estava com o nariz pra fora do lugar quando subiu em cima de mim, senti um gosto estranho de metal na boca quando ela me deu um soco com força, ela se ergue pra pegar o punhal e quando veio pra cima de mim novamente encolhi os pés, ela pulou pronta pra fincar o punhal em mim, estiquei os pés com força e a chutei, seu corpo pendeu pra trás de mim e caiu com tudo na água.

Rolei pro lado ainda um pouco cansada, me levantei devagar, o punhal dela tinha ficado na ponta da plataforma que ficava o castelo, respirei com dificuldade e me estiquei pra pegar a mesma, estava quase entrando no castelo. Tinha muita gente jogada pelo chão, entre aliados meus e inimigos, o povo levava as atividades do acampamento muito a sério, quando encarei as grandes portas do castelo abertas tremi um pouco, ainda mais quando avistei a grande bandeira vermelha. As pessoas a minha volta lutavam como doidas, eu corri entre elas com passos largos tentando me afastar e olhar pra ver se não estava sendo seguida, comecei a subir uma grande rampa até a bandeira, apesar de um corpo dolorido foi até fácil, quando eu estava na metade da rampa um vento forte me jogou pra trás, eu caí uns três metros rampa a baixo, quando minhas costas bateram contra o chão eu senti uma falta de ar, o punhal ainda na minha mão, minhas vistas começaram a escurecer, pela primeira vez senti o desespero, respirei fundo algumas vezes, fechei os olhos e os apertei com força, quando abri a vista embaçada foi se normalizando aos poucos. — SEM O USO DE PODERES! — Uma voz grossa, a do Sr. D. é claro, ecoou por toda a praia, principalmente pra nós. Girei pro lado me levantando devagar, quando a olhei ela tinha um sorriso irônico no rosto, no topo da rampa tinha uma menina de cabelos multicoloridos protegendo a bandeira, sorri de lado, comecei a correr rampa a cima, ela se afastou pra direita, quando lá em cima cheguei eu fiquei na esquerda. Tinha um grande lugar lá em cima, dava pra ver tudo e com uma alavanca ela nos elevou mais alguns metros a cima, junto com a bandeira. — Game over, fofinha. — Ela disse com aquele sorriso de vadia estampado na cara, ela portava uma espada, e bem afiada por sinal, joguei o punhal por cima do ombro, eu lutaria sem nada, ela fez o mesmo com a espada "e que os jogos comecem".

Ela partiu pra cima de mim, era boa, e rápida, com os punhos fechados ela tentava acertar meu rosto a todo instante, mas em uma dessas investidas eu me abaixei o suficiente pra dar um rasteira nela e fazer com que suas costas batesse com tudo contra o chão, me ergui pulando sobre ela, sentei-me sobre a garota, eu estava vermelha de ódio, meu primeiro ato foi pegar os cabelos dela com minhas mãos e batê-los com força contra o chão mais de quatro vezes, mas ela ria quando puxou o meu uniforme e reverteu a situação. Vou te falar, uma academia não iria ser uma coisa ruim, sério, ela tava meio gordinha, ela colocou a mão no peso pescoço e estava me sufocando, minhas vistas escureciam de novo, oh shit! Minhas mãos estavam agitadas, foi quando alcancei uma parte de seu cabeço puxei com força e ela me apertava mais ainda, respirar estava difícil, o rosto dela se aproximou do meu, tive que impor uma força contra sua mão em meu pescoço pra meus dentes alcançarem sua orelha direita, nunca mordi alguém tão forte em minha vida, na moral, ela gritou saindo de cima de mim, minha boca antes pálida estava avermelhada, sorri me colocando de pé, mastiguei o que estava na minha boca e depois cuspi perto dela, era um pedaço de sua orelha, tinha gosto de frango, como a galinha a qual pertencia, parti pra cima dela sem dó nem piedade, um lute forte na área do maxilar, ela tentou se levantar três vezes, seu rosto estava mais vermelho que da cor normal, segurei-a pelo cabelo e levei até a ponta da plataforma que estávamos a joguei com força, seu corpo caiu no mar aberto, puxei a bandei do pedestal e a ergui, todos da minha equipe bradaram juntos, enfim vitória.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Meredith d'Monarc Eliott em Sex 27 Dez 2013 - 19:59




I'm  NOT killing barbie dolls
Everything that  Downs me makes me want to fly.

Não consegui ‘pregar’ os olhos durante a noite; talvez pelo chalé escuro, talvez pela calmaria extrema, ou talvez somente por ainda não acreditar ter um pai, muito menos um pai deus, "deus do vinho... Tinha que ser! Quem diria...?"  me perguntei durante diversas vezes. Tudo era tão bom e ruim ao mesmo tempo. Era bom descobrir quem era meu pai, mas era ruim pensar que, mesmo quando eu mais precisei dele, ele não apareceu.

Estes dias no acampamento, minha rotina havia mudado completamente. Antes, eu só assistia, lia, ouvia, aprendia o máximo possível sobre tudo e todos, mas, agora, eu não só podia como queria e deveria treinar. De qualquer forma, o importante agora seria treinar e treinar mais. Estava ansioso e até me arriscaria em dizer animado; começava a recomeçar a minha vida... Muita coisa tinha mudado por aqueles dias. Meus objetivos de crescer e obter mais habilidades possível, para honrar meu pai que e um grande deus.

Sai do chalé com minha espada, o escudo, e segui para a arena, onde muitas pessoas já estavam treinando, também já eram mais de 2 horas da tarde, nunca tinha acordado tão tarde assim na minha vida. A arena era um espaço aberto, evidentemente uma construção grega, com alguns pilares feitos de mármores unidos a alavancas, miras, autômatos feitos por filhos de Hefesto, e algumas grades, provavelmente jaulas, nas extremidades. O sol brilhava intensamente, queimando minha pele e, involuntariamente, fazendo-me estreitar os olhos. A espada se adequava perfeitamente à minha mão; não era nenhum expert no assunto, mas sabia o suficiente para poder dizer que ela não era nem tão leve nem tão pesada, facilitando o uso. O mesmo se dava ao escudo.

Decidi por começar com os bonecos; eles pareciam calmos e imóveis, inofensivos, até. O corpo era da metade pra cima feita, aparentemente, de pano e, sua parte inferior, uma haste de ferro, com um grande cubo de mármore no lugar onde seriam os pés. Posicionei-me em frente a um e, mentalmente, iniciei a contagem: “3... 2... 1... Agora! ” . Investi contra o boneco desviando de um golpe horizontal enquanto erguia-me, desferi um golpe no flanco deste. Meu corpo estava diferente. Agia, respondia à ações de uma maneira que jamais pensei que conseguiria. Tinha muito tempo que fazia treino de Armas Diversas, e não me lembrava que eu tinha algumas habilidades com o mesmo. 

Girei o corpo e abaixei o tronco, desviando de outro golpe horizontal, porém, agora já em pé, desferi um chute no boneco, derrubando-o e impulsionei meu corpo para frente, desferindo um golpe no flanco de outro boneco logo à frente. Defendi, agora com o escudo, outro golpe direto e bati com a parte plana da espada na nuca do boneco logo que abaixei o escudo. Recuei, pegando impulso e chutei o peito do autômato. Minha respiração ofegava, mas meu corpo vibrava em adrenalina, pedindo por mais. Ergui o boneco derrubado e cravei a espada em seu peito. Puxei a espada de volta, segurando-a com as duas mãos e, quando saira, me fez cair no chão. ri um pouco e me levantei, tirando o po do meu short. Girei o corpo e realizei um corte horizontal no peito do outro boneco, criando um corte largo, de ombro a ombro.

Pus a espada de volta na bainha e suspirei, forçando o ar a entrar pelo nariz e sair pela boca, tentando acalmar o coração, que pulsava com tamanha velocidade que quase doía no peito. Caminhei até o boneco e disse:

▬ É, amigo ▬ dei um leve tapinha em seu ombro ▬ a vida não esta fácil pra ninguém.

Sorri e voltei caminhando devagar para meu chalé, pensando no próximo treino que iria fazer, e também pensando na comida que iria comer, pois estava morrendo de fome. 



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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Angel Hutcherson em Sab 28 Dez 2013 - 11:46

Era incrível como os dias naquele lugar passavam cada vez mais rápidos enquanto eu ganhava cada vez mais roxos. Não tinha contato com muitos campistas do local, talvez por não gostar de socializar com qualquer uma ou pela arrogância de outros me deixar completamente enojada. Usava agora a blusa que havia ganho de presente de reclamação de meu pai, haviam me dito que ela era uma espécie de armadura e quanto mais impacto sofresse mais lugar iria cobrir e proteger, claro que isso era uma coisa bem legal, se funcionasse. Era uma blusa vermelha com o símbolo de uma cabeça de Javali bem na frente em negro deixando bem na cara quem era o meu pai, não que alguém não soubesse afinal depois de alguns problemas em outros treinos tinha ficado bastante popular dentre alguns campistas e acredite em mim, não era no sentido bom da coisa. E usava também a minha calça jeans surrada. A espada mágica que havia ganhado junto com a blusa estava repousando em sua bainha presa em minhas costas junto a meu tronco, lugar onde era mais pratico para mim pega - la e que, com certeza, não me atrapalharia se precisasse correr e por fim o escudo de javali. Meus cabelos loiros eram presos em um rabo - de - cavalo. A medida que me aproximava de uma campina onde Quíron se encontrava, provavelmente pronto para iniciar mais uma aula de Estratégia. Posicionei-me ao lado de uma pirralha qualquer que pela aparência deveria ser uma das crianças que haviam chego na semana passada e ainda não tinham sido reclamadas. 

Nada contra aquilo, mas bem que poderia ter divido o acampamento em duas seções, uma para os mais velhos e outra para os mais novos... Não me sentia confortável tendo que as vezes bater em uns nanicos. - Olha por onde anda pirralha! - Rosnei para uma garota que não deveria ter mais do que 12 anos e tropeçara em mim quase me dando um banho de suco de uva. Com o rosto vermelho de vergonha e sem dizer uma palavra a menina  acenou e correu para o outro lado da turma de campistas que estavam ali para o treino. "Pirralhos", pensei comigo mesma antes de voltar a atenção para o centauro que explicava algo sobre robôs x campistas. Franzi as sobrancelhas e cheguei um pouco para frente para tentar entender melhor o que estava acontecendo e então entendi o propósito de tudo aquilo. Iríamos brincar de um "rouba bandeira" diferenciado e contra robôs, o que significava que eu poderia matar e descontar minha raiva em muitas coisas sem matar alguém e sofrer as consequências por isso. Quíron deu o sinal para que nos reuníssemos e falássemos sobre estratégias para o combate onde nosso objetivo era dominar a base inimiga e apertar um botão que estaria lá dentro do pequeno forte de madeira dos robôs que os desligaria, mas sem perder nossa própria base de madeira claro. Por ser dia e ser uma atividade que pegava os dois extremos Leste e Oeste da floresta sabia que a coisa seria extremamente cansativa e difícil, afinal de contas a noite ainda dava a camuflagem necessária pra facilitar a coisa o dia não.

- Então é esse o seu plano? - Perguntei irônica para uma filha de Atena que havia tomado as rédeas da situação. A garota não deveria ter mais de 14 anos e com certeza não tinha tanta experiência assim em combates daquela forma, mas não queria dizer que seu plano era totalmente ruim só que ele possuía falhas. Senti o olhar da loira em minha direção como se me queimasse viva e apenas sustentei o olhar sem baixar a cabeça um segundo qualquer. - Presumo que a filhinha de Ares tenha um plano melhor então - Falou a garota de forma irritada enquanto cruzava os braços com uma pose super marrenta olhando para mim. - Pode apostar que qualquer plano é melhor que esse... Simplesmente atacar pelos lados e deixar 2 campistas cuidando da nossa base? Tem certeza que você é filha de Atena porque ta parecendo mais um dos meus irmãos gorilas - Falei azeda fazendo a garota corar e ficar extremamente irritada com o que havia dito. Simplesmente bufei olhando para o grupo que tinha ali, a maioria eram novatos e eu sabia que os campistas mais velhos deveriam estar na arena aquela hora, maldita hora que eu não tinha um campista experiente para me aporrinhar. - Eu proponho que criemos uma distração em um ponto entre nossa base e a outra atraindo o máximo possível de robôs para lá enquanto apenas dois de nós invade a base deles e desliga todos, o lugar vai ficar vulnerável se eles precisarem correrem todos para um lugar tentar impedir que passemos- Falei com um pouco de marra antes de ouvir a garota bufar baixinho e concordar que o plano era bem melhor que o dela a contra gosto. Ignorei aquilo e me pus a ouvi - lá quando a mesma se propôs a liderar o grupo e armar a distração tendo umas ideias bem loucas e realmente brilhantes de uma hora para a outra.

Sorri para a garota e logo já estávamos divididos ficando um filho de Apolo junto com mais três novatos cuidando de nossa base enquanto a garota liderava um grupo de 10 campistas em direção ao sul caminhando na diagonal no sentido leste para onde chamariam a atenção dos robôs. Talvez por ter tido a ideia, por ser filha de um Deus extremamente agressivo e ter minhas vantagens ou talvez só porque a garota tinha esperanças de me ver falhar e sair dizendo que a ideia dela fosse melhor, todos acabaram por concordar que seria eu a ir com mais um campista até a base dos robôs. O único problema daquela armação toda era que a meio - sangue que sobrara para ir comigo era uma pirralha de uns 14 anos que ainda nem havia sido reclamada e poderia por tudo a perder. Odiava ficar de babá, aquilo definitivamente não era para mim. - Qual seu nome garota? - Perguntei pouco depois de termos todos começado a seguir nossos caminhos e Quíron ter dado o "start" nos robôs que começariam a marchar em nossa direção. Não tinha muita intenção de socializar, mas precisava saber o que gritar quando precisasse salvar o traseiro da garota. Caminhava sem muita frescura de camuflagem ou outro tipo de coisa, ainda estávamos bem longe da base inimiga e enfrentar alguns robôs para aquecer me parecia uma ótima ideia, desde que a garota não fizesse alguma burrada. Ouvi a garota responder de forma amigável e tentei controlar um pouco o meu gênio olhando para os lados tentando não ser surpreendida por robôs antes de lhe responder. - Angel Hutcherson - Me apresentei deixando de lado aquele papo de falar de quem era filha afinal de contas aquilo já estava mais do que claro.


Já me perguntava onde estava nossa distração e se faltava muito quando ouvi Lyra gritar e 2 robôs cercarem ela. Pensei em lhe ajudar, mas assim que peguei minha espada barulhos atrás de mim se fizeram ouvir e quando percebi mais 2 robôs apareceram, mas agora querendo me pegar. Observei os dois ficarem um ao lado do outro enquanto me punha em posição com o escudo erguido e a espada em riste pronta para qualquer coisa e ataque. - Então enlatados, vão demorar o dia todo?- Provoquei sorrindo para os robôs que prontamente ergueram suas espadas de madeira e partiram em minha direção para o ataque. Levantei meu escudo bloqueando o ataque do robô 1 a minha esquerda e com a espada parei o golpe do robô 2 a minha direita sorrindo de lado com aquilo. Empurrei meu escudo na direção do robô 1 com toda a minha força fazendo com que o mesmo se afastasse e quase caísse no chão antes de me virar pro robô 2 que aproveitou aquilo para tentar me acertar nas costelas e devo dizer que foi por um triz que não acertou. Preparei o escudo e a espada e quando o robô 2 voltou a tentar me golpear um pouco mais pra cima me agachei mirando com a espada em suas pernas golpeando - as na horizontal com toda minha força fazendo com que uma delas se partisse ao meio e o robô perdesse o equilíbrio. Sorri quando o mesmo caiu, mas não podia dar bobeira porque ainda tinha outro para nocautear. Aquele pequeno combate com o robô 2 foi o suficiente para o 1 se recompor e partir em minha direção me acertando nas costas em meu momento de distração. Minha sorte havia sido que o mesmo não me golpeara com a espada e sim me empurrara de forma eu voar longe e bater em uma arvore. Não tinha me lesionado, mas cara... Aquilo havia sido doloroso.

Caí no chão segundos depois de bater contra a arvore e me ergui com dificuldade enquanto ainda tentava voltar o ar pro meu pulmão que parecia vazio após o choque contra a arvore. - Cara... Eu vou MATAR VOCÊ! - Falei enquanto me erguia e via o robô 1 começar a correr a toda em minha direção. Pulei para o lado impedindo que ele me acertasse e no lugar disso lascas de tronco de arvore voaram quando o punho do robô socou o lugar e agradeci mentalmente por não ser eu. Sorri de canto de lábios ao ver que sua mão havia ficado presa na árvore e sem nem pensar direito ergui a espada com as duas mãos, depois de deixar o escudo no chão, e golpeei seu braço o deixando sem ele. Aproveitei-me daquilo para enfiar minha espada em seu "peito" movimentando - a para baixo fazendo um enorme corte na diagonal vendo faíscas saltando pra fora do robô. Quando o mesmo caiu no chão me abaixei pegando meu escudo e caminhei até perto da cabeça do robô 1 acertando - a com a espada de modo decapita - lo. Respirei fundo arrumando minha franja com um sorriso nos lábios e fui até o robô 2 que ainda se contorcia tentando se erguer sem uma perna e repeti o golpe arrancado - lhe a cabeça fora. Sorri voltando a colocar a espada no lugar quando vi Lyra levar um golpe de um robô praticamente morto e não acreditei na estupidez da criança. - Tem que arrancar a cabeça pessoa! - Falei no meio de tantos outros xingamentos e broncas enquanto pegava minha espada e arrancava fora a cabeça do robô que havia quase nocauteado minha parceira tonta.

Guardei minha espada e voltei a segurar o escudo de lado quando ouvi o barulho e a fumaça na diagonal com o sul mostrando que a nossa distração havia começado. - Vamos mais rápido - Alertei a garota enquanto começávamos a correr que nem duas loucas perdidas em direção ao sul onde a base inimiga provavelmente estaria. Já fazia 5 minutos que corríamos pela floresta quando parei de supetão ao ouvir o barulho de robôs fazendo com que minha parceira também parasse antes de puxa - lá pra trás de uma moita que tinha mais a frente. - Não se anime a base inimiga é logo ali na frente - Ironizei a situação enquanto erguia a cabeça um pouco pra fora da moita vendo a casinha de madeira sendo quase abandonada se não fosse por 2 robôs que ficaram de guarda na frente da mesma. - Ok... Vou contar até 5 pra dar tempo dos outros robôs terem se afastado o suficiente e atacamos ok? O perto da porta é meu - Falei com um pequeno sorriso no rosto enquanto voltava a abaixar a cabeça e olhar para a garota. - Depois disso feito você entra lá dentro e aperta o botão enquanto eu fico de guarda do lado de fora, qualquer coisa eu te aviso, mas tente ser rápida talvez os outros não tenham sorte de conseguir resistir aos robôs ou eles percebam que algo aconteceu sei la... São robôs - Expus o plano fazendo uma pequena careta na ultima parte afinal de contas não sabia se aqueles robôs pensavam de jeito lógico ou eram todos estúpidos de natureza mesmo. - 1... 2... 3... 4... 5! Agora! - Contei pegando minha espada e saltei da moita com a espada e o escudo preparados correndo em direção do que estava perto da porta.

O robô me viu quase que imediatamente e tentou me acertar com uma lança (o_õ), me obrigando a saltar para o lado para não me ferrar por um triz. - Aé? Quer brincar com lanças é? - Falei enquanto fazia minha espada se transformar em uma lança - coisa que não tinha o costume de fazer por preferir espada - e com toda a minha força unida num golpe só lancei a mesma de forma certeira diretamente no peito de ferro do robô. Continuei a corrida saltando por cima do robô que havia acertado pegando minha lança enquanto ele já na diagonal com o chão e terminava seu trajeto caindo com certo baque. Fiz a lança voltar a virar uma espada e com um único golpe cortei - lhe a cabeça. - prontinho - Brinquei enquanto voltava a guardar a espada olhando para minha parceira que terminava de decapitar seu robô e entrava na casa. Não teve muito mais mistérios àquela hora, Lyra entrou e não demorou muito a achar o tal botão que Quíron havia nos dito que desligaria os robôs, o que foi bastante sorte nossa porque naquele momento avistei uns 5 robôs se aproximando da cabana. Todos desligados não sobrou mais o que fazer para nós duas a não ser voltarmos para onde Quíron estava com os outros campistas. - Você se saiu bem garota, só tem que melhorar na sua defesa, mas lutou muito bem - Elogiei Lyra quando estávamos quase chegando ao ponto de encontro. Claro que elogios não eram uma coisa típica de mim, mas ela havia merecido aqueles não que eu não fosse mais implicar com ela é claro. Quando chegamos ao ponto de encontro ouvi Quíron nos parabenizar pela estratégia e a ótima batalha e acenei para a filha de Atena que sorriu de volta para mim antes de irmos todos embora da área de treino.




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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Siobhan O'Connell em Seg 30 Dez 2013 - 12:25

from who the bells tolls
Make his fight on the hill in the early day, constant chill deep inside

 

 
  Treinos. Porém de chatos eram necessários para nos construir fisicamente e preparar-nos para todo o tipo de situações. E depois, eu. A ruiva sardenta de olhos verdes esmeralda no meio de uns quantos filhos de Deuses prontos para algum tipo de ação. Facilmente se distinguiam os diferentes filhos pela sua presença. Uns mais sérios, outros mais excêntricos. Existia todo o tipo. E depois havia eu, uma garota um pouco mais alta que um metro e meio, com uma camisa listrada vermelha metida por dentro das calças cor de musgo, com umas botas de combate, que me davam até um pouco acima do meu tornozelo, e uma liga preta, que era segura pelo meu cinto, a guardar a minha preciosa adaga de iniciante.
 
  De braços cruzados, escutava a professora como todos os outros alunos, que pelas minhas contas, éramos ao todo 4 sem contar com a professora. Mas para ser honesta, também estava tão ansiosa quanto eles para experimentar a minha agilidade com adágas. Uma coisa que sempre queria fazer desde pequena, mas pais serão sempre pais. As filhas são preciosas que nem diamantes, e se elas se machucassem com algo como uma afiada adaga, o mundo podia cair. Enfim... Coisas de pais.
 
  - Por muito que vocês gostasse de utilizar as vossas adagas ou outras armas... – disse a professora de longos cabelos castanhos encaracolados tomando uma posição imponente. A sua cara severa fazia até o mais dos rebeldes engolir antes de falar. – Irão praticar com estas de borracha. – ela falou ao pegar numa adaga de borracha, meio que destruída com a uso do tempo, como exemplo.
 
  Alguns dos alunos grunhiram com a insatisfação do objecto. Provavelmente não era o primeiro treino com que eles teriam tanto sonhado. Soltei uma risadinha escondida pelo meu punho da mão para evitar alguns olhares alheios. Que tem, achei piada à situação.  Mas mesmo assim, senti um severo olhar em minha direção vindo da esquerda. Olhei e vi um garoto, muito mais alto que eu, com uma careta aborrecida pela minha suposta falta de respeito. Franzi as sobrancelhas em direção dele e logo virei a cara indignada.
 
  Filho de Ares, só podia. A luta estava lhes no sangue e, por qualquer coisa que fosse, podia ser motivo de lhes fazer o sangue borbulhar. Suspirei. Seria bom misturar diferentes tipos de personalidades num treino? É óbvio que alguns alunos simplesmente não combinam uns com os outros e podia causar alguns distúrbios. Mas quem era eu para falar... Os professores é que sabiam.
 
  Levei a minha mão à boca e comecei a roer as minhas unhas de nervosa, um hábito horrível que tinha adquirido em pequena e nunca mais parado. Agora a professora mostrava algumas técnicas de defesa como de ataque. Mostrava que o momento em que desprotegêssemos o nosso peito, poderia ser a nossa morte, por isso devíamos utilizar os nossos braços caso não tivéssemos escudo. Que maneira delicada de falar para uma audiência de inexperientes como nós. Nada para nos colocar nervosos.
 
  - Infelizmente não podemos correr muitos riscos de vocês batalharem uns contra os outros, já que muitos quase ainda não dominam os seus poderes ou ainda são demasiado perigosos com uma autêntica arma. – grunhiu a mulher de voz viril como se lembrasse de um caso antigo. – Já que no ano passado, alguns dos alunos se esticaram e tivemos que colocar medidas drásticas nos treinos... Por isso tenham juízo!– a mulher gritou ao levar a sua mão esquerda à testa e tapando uma grande porção da cara como alguém que estivesse enervado.
 
  Quer o que tenham feito o ano passado. Autch. Não deve ter sido agradável. E, novamente, mais alguns grunhidos de desânimo por parte dos alunos. Agora era eu a achar que o treino não iria ser tão divertido como eu esperava. Armas de borracha, e agora, termos cuidado ao fazer as nossas estratégias durante o duelo. Belo. Mordi o interior da minha bochecha esperando a professora atribuir o nosso par, e a ironia que o destino era, fiquei com o rapaz de ainda à pouco.
 
  Ele sorriu-me sarcasticamente, um sorriso seco nada convidativo. Oh, ia adorar colocar-lhe areia na boca e fazê-lo engolir um pouco da sua arrogância. Muitos homens levavam a peito serem derrotados por uma mulher e só rezava que ele fosse um deles para lhe mostrar o quão valia.
 
  - Mais uma vez, nada de intensa agressão. – a professora relembrou bem alto andando de trás para a frente como se fosse a tropa. – Empurrões, mordidelas ou qualquer coisa considerada golpes sujos serão gravemente punidos! Lembrem-se, é um treino de estratégia e duelos. Sejam sábios!
 
  Todos nós afirmamos com um pequeno abano de cabeça. Realmente, não estávamos muito longe da tropa com uma professora assim. Até metia medo. Engoli em seco enquanto as armas de borracha eram-nos entregue. Apalpei o objecto de borracha e franzi as sobrancelhas nada impressionada. Parecia um boneco de pelúcia, menos o pelo. E ainda estávamos fechados no que parecia ser uma antiga arena de gladiadores. Bancadas de pedra à sua volta e nós pisando o chão de areia.
 
  A professora e mais uns ajudantes traziam alguns bonecos, ou autómatos, como preferem chamá-los. Colocaram-nos da mesma forma, mas em duas filas diferentes. Pelo que via, conseguia contar pelo menos 5 autómatos. Dois à minha frente como se fossem guardas, um atrás desses guardas que continha um segredo qualquer, pois estavam a calibrá-lo para fazer algo, e por fim, mais dois a guardarem a meta final. Mas o mais interessante era a meta final. Iríamos lutar contra o nosso parceiro. Frente a frente. Sorri maliciosamente ao pensar colocar o garoto de cabelos negros de joelhos no chão a implorar por misericórdia. Talvez isso fosse demais, mas chegava saborear a vitória.
 
  Quando tudo estava posto, a professora se colocou bem no fundo, junto à meta final, com o adversário que iríamos lutar. O plano era termos que fazer o nosso caminho evitando, ou matando, os autómatos à nossa frente. Soava simples demais. E nada podia ser assim tão simples sem qualquer tipo de segredo manhoso. Semicerrei os meus olhos atenta aos meus adversários em frente. Pareciam inocentes, porém apostava que de inocentes tinham pouco.
 
  Um apito fez-se soar e eu corri que nem uma flecha. Os primeiros guardas eram matreiros, mas tinha um plano para os derrotar facilmente. Com a ajuda do meu pé, pontapeei um dos autómatos que caiu redondo no chão. Agarrei a minha adaga de borracha e espetei-a no que fingia ser o seu coração. Levantei-me com perícia de felino e agarrei o outro autómato guarda pelas costas e deslizei a adaga num profundo e letal corte na garganta de um canto ao outro. Dois no chão, só faltavam mais três.
 
  O seguinte não estava nada à espera. O boneco movimentou-se de repente que me fez escorregar pela areia da arena de assustada. Mas não havia tempo para medo. Coloquei o meu braço esticado e a adaga bem firme na minha mão. Ele vinha atrás de mim, com o que imaginei que fosse fúria. Desviei-me um pouco à rasca de um dos braços do autómato e deslizei com o corpo encontrando as suas costas livres. Saltei do chão e, meio que escorregando novamente, apunhalei as suas costas múltiplas vezes até que este também caiu no chão.
 
  Os próximos dois, basicamente, repeti o mesmo processo que os primeiros. Distração e ataque. Ágil e letal eram as palavras que podiam descrever os meus passos. O meu coração disparava de cansaço. O meu fôlego irregular e puxado. Mas esquecia-me de isso tudo com o novo adversário à minha frente. Ele sorriu, desta vez num convite para uma dança mortal. Ele sabia melhor que eu esta dança, estava-lhe nos genes.
 
  - Filho de Ares. – cuspi a palavra por causa da sua arrogância.
 
  - Reconheces-me à vista. Muito bem... – ele falou ao colocar a sua espada em posição de ataque. – Mostra-me o que vales.       
 
  E sem precisar de mais motivação, corri. Desviei-me num rolamento à frente da sua espada ao ser lançada contra mim. Fácil demais, ele era lento para a minha rapidez. Uma arqueira de caça estava sempre um passo à frente que o habitual soldado. Preguei-me uma canelada no seu tornozelo para fazê-lo cair no chão, porém a sua força não o deixou com que isso acontecesse. Aguentou-se em pé e ofereceu-me um sorriso malicioso. Tomou balanço com a espada e, se fosse verdadeira, teria um profundo arranhão no meu braço.
 
  Ele estava a brincar comigo. Como é que ele se podia atrever? Saltei do chão da arena e um monte de areia voou pelo ar com o meu súbito movimento. Deu para o confundir um pouco, o suficiente para ganhar terreno. Tentei afrontá-lo mas ele agarrou-me num perigoso mata leão que me deixou imóvel. Abanei-me uma vez. E outra. Mas em vão, o melhor que lhe estava a fazer era dar motivo para se rir.
 
  - Desistes agora, ruiva? – ele perguntou largando a sua espada para o chão. Terrível erro, ainda para mais, a rir-se. Abanei a cabeça de um lado para o outro em negação, o adversário tinha me subestimado. Enfim...
 
  O seu poderoso e firme poder em mim se tornava fraco. Aproveitei a oportunidade e abanei o meu corpo o mais violentamente possível. Assustei-o e ele largou-me em reflexo. Naveguei por debaixo do seu braço e colei-me atrás agarrando minha adaga justa ao seu pescoço. Ele caiu de joelhos no chão ao engolir profundamente um trago de saliva. Suor pingava na minha testa e no meu corpo também. Mas pelo menos, a vitória era tão doce que me fazia ignorar isso tudo. Estava orgulhosa de mim. E muito. 
 
  - Da próxima vez, tem mais cuidado. Filho de Ares. - comentei soltando um riso e limpando o suor da testa com as costas da minha mão.
 
  - Parabéns alunos! - exclamou a professora batendo palmas. - Estiveram todos muito bem! Nota alta para todos! 
 
  Sorri de vitória. Se calhar nem era tão mau ter vindo para aqui. Pensei para mim mesma ao ajudar o filho de Ares a levantar-se do chão com um sorriso na cara. O garoto nem olhou para mim, levantou-se, ajeitou sua roupa para tirar a areia e foi-se embora. Orgulhoso demais por aceitar a inevitável derrota. 




--------------------------------




CODED BY: IG de SA 



 Mais uma vez, quem esteja a corrigir tenha atenção ao PT-PT do meu vocabulário. Tentei torná-lo um pouco mais "abrasileirado" mas acho que ainda não dominei a língua. -q
Obrigada!
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Phil A. Cutler em Qua 1 Jan 2014 - 13:35


afraid?
maybe your mind is playing tricks

- first duel
Entre o canto dos pássaros, apenas uma voz vibrava na grande Arena de Duelos. Era de um campista alto, com olhar de general e cabelos curtos, de músculos desenvolvidos e firmeza nas palavras. Ao seu lado, uma campista de aparência delicada, esbelta, mas se você encarasse-a por muito tempo, ela te olhava com cara de quem vai arrancar seu estômago pela boca. Filhos de Ares e Atena, respectivamente. - Hoje vocês duelarão entre si. Miah vai escolher as duplas. Vocês tem dez minutos para derrotar seu adversário. - O campista sorriu, imaginando os duelos e sangue escorrendo pelo rosto dos duelistas. - Miah, comece por favor. - Ele disse num tom mais calmo, olhando nos olhos da garota ao seu lado. - O.k., Peter. - Disse a garota.

No meio dos campistas, eu olhava ao redor disfarçadamente, observando a Arena e os semideuses ali presentes. De repente, ouvi alguém dizer meu nome. Meus olhos corriam pelo ambiente, procurando quem tinha me chamado, até cruzar com Miah, que estava olhando para mim. - Phil Cutler, novato, você enfrentará Steve Giglio, filho de Hefesto, que foi reclamado há poucos dias. - Ela olhou para Steve, e eu também. Ele era de mesma altura que eu, mais robusto e bem mais feio. - Bom duelo. - Completou. A campista de aparência delicada continuou separando as duplas, até acabar. No fim, seriam seis lutas.

Miah e Peter separaram as lutas, cada um ia ser responsável por três delas. A minha ficou nas mãos do filho de Ares. Aposto que ele vai gritar a luta inteira. Pensei, caminhando na direção de um banco. Eu assisti a primeira luta, entre um filho de Hermes e um filho de Dionísio, prestando atenção em seus movimentos de batalha, e repando em como o TDAH salvava nossa vida de ataques. Eu nunca imaginaria que um filho do deus do vinho sabia lutar. Quatro minutos passaram-se e para minha surpresa, o filho de Dionísio ganhara o duelo. - Muito bem, foi uma bela luta! Próxima dupla! - Elogiou e gritou o filho de Ares. Era a minha vez.

Caminhei até uma marcação no chão da Arena. Alguns metros a minha frente estava Steve, armado com uma adaga de bronze igual a minha. De início, eu achava injusto, pois estava lutando contra um campista já reclamado, e eu não fazia ideia de quem era meu pai. Tirei a adaga do suporte e segurei-a firme com a mão esquerda. Flexionei levemente os joelhos e esperei. - Prontos? - Peter, o filho de Ares, olhou para mim e Steve. Ambos assentiram. - Comecem! - A batalha foi iniciada.

Steve veio em minha direção, com o braço esquerdo à frente de seu corpo. Ele saltou, tentava me atingir minha cabeça de cima para baixo, ainda no ar. O campista deixou-se levar pelo impulso, agiu sem pensar, e do mesmo modo, eu desviei. Rolei pro lado, fugindo de seu golpe. Levantei-me e ele me acompanhou. Virou-se e veio, dessa vez com a adaga à frente, com a ponta virada para mim. Tive poucos segundos para pensar em como me defender, e o primeiro pensamento foi o escolhido. Quando Steve estava próximo o suficiente, iniciando o movimento de estocada contra mim, dei um passo para frente e inclinei levemente meu corpo. Encostei o centro da lâmina de minha adaga a adaga dele, então fiz um movimento de empurrar. Isso fez com que conseguisse abrir sua guarda. Eu estava com a adaga um pouco longe de meu corpo, ambos de braços esticados, ambos de guarda aberta. Mas eu já tinha pensado naquilo, o que me de uma vantagem perfeita. Aproveitei o momento e, de mão fechada, apliquei um gancho de direita que acertou em cheio o queixo da prole de Hefesto. Ele foi ao chão.

- Belo, belíssimo! Lindo soco, novato! - Elogiava-me Peter enquanto aplaudia, satisfeito com o que estava vendo. Eu dei uns passos para trás e só tive tempo de olhar a reação do filho de Ares antes de olhar de volta pro meu adversário, vendo-o se recompor. Steve levou a mão à boca, com cara de dor. Limpou um pouco do sangue que escorria lentamente do canto de sua boca. - Considere-se um garoto morto, Phil.- Ele me ameaçou, mas eu não liguei muito. - Acho que ainda não chegou minha hora. - Minha confiança estava alta. O garoto me atacou duas vezes e em apenas um contra-ataque consegui derrubá-lo. O filho de Hefesto começava a dar sinais de que estava ficando com raiva. Respiração forte, quase bufando, olhar fixo em mim. Então ele caminhou em minha direção, com cara de mau. Ergueu a adaga e tentou aplicar um corte horizontal em minha garganta. Consegui me defender colocando minha adaga a frente, verticalmente, e fazendo força contra a arma dele, utilizando as duas mãos. Ele já era claramente mais forte, agora que estava enfurecido, parecia ter ficado mais um pouco. Assim que bloqueei, ele recuou o braço e abaixou-o, na altura da cintura, e então tentou perfurar meu abdômen oblíquo, fazendo um arco de fora para dentro. Era uma parte desprotegida pelo peitoral. Nessa hora, notei que tinha um bom reflexo, pois desci minha adaga, fazendo força no movimento, até encostar na adaga dele e me defender. Steve tentou mais um golpe, dessa vez um corte horizontal na altura da minha bochecha. Esse eu consegui escapar inclinando meu tronco para trás, depois dando um passo para trás também. Fui lento demais. Minha pele começou a arder um pouco. Dei mais alguns passos para trás enquanto levava minha mão à minha bochecha, limpando o sangue que começara a escorrer lentamente. Aproveitei e passei as costas de minha mão na testa, limpando o suor. - Lento demais. - Eu disse, com um sorriso cínico e provocador.

Um sorriso motivador surgiu no rosto de Steve, e eu fechei minha cara. Ele veio, correndo. Aplicou um corte semelhante ao que me fizera sangrar, mas dessa vez eu desviei flexionado bem os joelhos, ficando próximo ao chão. Deixei com que a gravidade derrubasse meu corpo, mas antes, fiz um corte na panturrilha esquerda dele. Que belo corte. Enquanto ele levava sua mão à perna, eu dava uma cambalhota para trás, apenas para me erguer. Steve virou para mim, sentindo a pele arder. Era a minha vez de atacar, e eu queria que aquele fosse o último golpe. Corri, e quando cheguei bem perto dele, flexionei os joelhos e saltei contra seu corpo. Para garantir que a adaga não seria um problema, tentei tocar minha arma a adaga de bronze dele, que estava na frente do corpo. Tive sorte e consegui fazer isto. Nós caímos. O filho de Hefesto ficou desarmado, e antes que pudesse estender o braço para pegar sua adaga, eu havia posto a ponta de minha arma na direção do pescoço dele. - Opa, temos um vencedor! - Gritou Peter, entusiasmado. - Olha, se fosse eu, teria matado ele. - Disse o filho de Ares, num tom orgulhoso e decepcionado, como se aquilo que fiz foi uma atitude covarde. - Phil Cutler venceu, parabéns semideus. Steve Giglio, esperava mais de você.

Eu levantei, guardei minha adaga e dei minhas costas ao Steve, ainda no chão. Sentei no banco, cansado. Apoiei os cotovelos nas coxas e abaixei um pouco a cabeça. O suor escorria pelo meu rosto e pingava pelo meu queixo e nariz. Ouvi a voz de Peter anunciando a última luta enquanto eu me secava usando a manga de minha camisa laranja, antes de assistir a luta para que, depois, pudesse voltar ao chalé.


- fala do personagem | fala do narrador | pensamento do pensonagem | - fala alheia

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Gus Owens Pallas em Sex 3 Jan 2014 - 23:54

Graças ao meu infeliz dia, naquela manhã eu estava de pé novamente. Iria ir treinar novamente, para me desbravar das coisas que estavam acontecendo na minha vida. Usava os treinos ás vezes para me esquecer da vida, e focalizar em um único objetivo na maioria das vezes, derrotar o meu adversário. Felizmente, o sol naquela manhã estava muito amenizado e a sua luz não me fazia esquecer de tudo pela primeira vez, me incentivava a ir treinar e fazer todas aquelas que coisas que campistas fazem, o que de certo era muito comum no acampamento, mas não para mim, que era um perfeito preguiçoso.

Já estava arrumado, suportando uma espada feita de bronze, mas com o cabo de prata no palmo esquerdo e um escudo desativado no palmo direito, guiando os olhos ao redor do chalé e me prontificando de que não seria vítima de ninguém ao sair. Todo cuidado era pouco naquele acampamento, as pessoas que viviam ali não eram normais, e sim bastante constrangedoras e festivas. Podia encontrar um campista embriagado na rua e ser vítima de um golpe avulso dele, indo parar, por fim, na enfermaria do acampamento sem nem ter culpa de nada.

Transpassei a porta do chalé com os pés, os dois, precisamente, correndo os olhos e soerguendo as pupilas para o céu cintilante naquele dia luminoso. Não queria demorar para treinar hoje, os treinos estavam me matando e a minha vontade era de basicamente acabar com o meu suposto adversário no primeiro golpe, mas não que eu encontrasse um adversário tão rapidamente. Estava sério e não tinha saído da cama para brincadeiras e muito menos ouvir picuinhas, então dirigi meus passos em uma corrida monótona até a arena, segurando os armamentos com força e firmando o punho na espada principalmente, pronto para qualquer ataque.

Minha atenção naquele local era redobrada, no caso, a arena. Não demorou muito para eu alcançar o mais famoso âmbito do acampamento, tropeçando em um dos seus cascalhos ao adentrar o ambiente com cautela. Não tinham muitas pessoas ali e, as pessoas que se encontravam na arena, estavam totalmente ocupadas com outras pessoas, e o resultado de tudo isso era eu, que ficava sobrando em meio a tantas duplas que haviam ali. Cocei a cabeça e deixei um suspiro escapar dos lábios, rolando os olhos pela arena a procura de um adversário. Quando eu menos esperava, fui surpreendido por uma espada, vindo à altura do meu ombro para me cortar. Não sabia quem era o menino e muito menos se o conhecia, ele usava um capuz escuro sobre a face, o que dificultou o reconhecimento.

Antes de ele conseguir me acertar com a suposta espada de treinamentos dele, girei o corpo para baixo e deslizei os sapatos pelo solo na direção das suas costas, ativando o escudo e fazendo um círculo bronzeado florescer ao redor do meu palmo e encobrir meu antebraço inteiro. Desci a lâmina da espada rapidamente contra as suas costas, jogando-o no solo com toda a força que eu podia, sendo brutalizado por um de seus chutes e cambaleando um pouco para trás. Não desisti e acabar com ele devido à pequena surpresa que ele tinha me dado, arfando e não o deixando escapar. Espreitei o peito e girei a espada no ar contra a cabeça do campista, na tentativa de fincá-la em seu pescoço, sendo surpreendido por mais um chute seu. Desta vez, encolhi o escudo de bronze e o pressionei contra o pé do menino, permanecendo fixo no solo e fazendo o campista ficar atordoado devido à pressão. Aproveitei da pequena distração de dor do menino, percorrendo um trajeto em volta do seu corpo e contornando a sua silhueta, logo descendo a lâmina diagonalmente contra o seu pescoço e fazendo-o render-se.

Simplifiquei a situação como um tão honroso e glorioso; um ato bastante incomum e que apenas campistas com um essencial de treinos conseguiria fazer, render o seu adversário. Depois do meu último ato, notei o campista redobrando as mãos para cima e praticando o ato de render-se quanto ao duelo, arfando um pouco perto de sua face e fazendo algumas gotículas de suor descer na altura do seu pescoço, sem muito que fazer ao não ser ir embora e deixar o patético campista para trás. Retornei a minha posição inicial e debrucei os braços para trás, desativando o escudo e abaixando a lâmina da espada para baixo, retrocedendo um passo e guiando os pés para fora da arena, a fim de esfriar a cabeça quanto ao campista inexato que havia forçado um treino junto a mim.

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Fobos - Motivos: Você focou tanto na introdução que o desenvolvimento, o combate, ficou muito curto e pobre de detalhes/dificuldade.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Meredith d'Monarc Eliott em Seg 6 Jan 2014 - 23:30



ITS AMAZING HOW I CAN KILL YOU IN SECONDS...



Mesmo depois de uma longa e difícil noite de sono, Lilian estava mal.  O Sonho que teve com a morte de sua mae no dia anterior, causada, principalmente, pela estupidez da garota, a perturbava de uma maneira inexplicável. De certa forma, a culpa não fora dela, mas sua atitude de fugir de casa em troca de atenção desencadeou aquela coisa toda. A partir daí, Astrid simplesmente odiava monstros. Não suportaria ver algum sem se lembrar do sonho. Sim, e so um sonho, mas ainda sim me perturbava, alem do mais que nao vejo minha mae a mais de 2 anos. 

Pôs-se de pé num rápido movimento e substituiu a camisola por uma camiseta laranja - a camiseta do acampamento -, um short jeans meio rasgado e um tênis de algum dos vários campistas indefinidos que moravam temporariamente no chalé de Dionisio. Uma rápida passada no banheiro concluiu a preparação de Lily, que, antes de sair do chalé, apanhou a Espada resistente que comprou a alguns dias na Loja. 

Sua primeira nota mental foi aprender a manejar com excelência aquela arma. Logo, sua rotina diária começaria com uma visita à arena. O sol ainda não atingira seu cume, e, graças a Deus, aquela quentura desgraçada ainda não tinha dado as caras. Ótimo, pensou. Mais alguns minutos e chegaria, enfim, ao lugar que seria sua segunda casa dentro do acampamento. 


Aquela hora, poucos semideuses marcavam presença na arena, o que incomodou a garota. Ela acordou na hora em que todos almoçavam. Outra coisa para destacar-se no bloco de notas mental: depois de dois anos, ainda tentar adaptar-se aos horários do acampamento. Em seguida, lembrou-se que tinha outra preocupação, que era, ao seu ver, muito mais importante que o problema dos horários. — Preciso praticar. — Decidiu, caminhando vagarosamente pela arena, em busca de algum Autômato desocupado. 

Astrid se posicionou defronte para o boneco um pouco maior que ela, preso pelas pernas em um suporte de metal fixado no chão. A Espada estava em sua mão destra desde que saíra do chalé 12 pelo fato de não possuir um suporte para ela. — Pois bem. — Suspirou, semicerrando as pálpebras. Seus olhos estavam presos ao pescoço do boneco.

O sangue subiu-lhe a cabeça, e, instintivamente, por consequência, a garota se lançou contra o alvo, aproximando-se mais dele. Guinou abruptamente à esquerda, deslizando a ponta da faca por respectivo flanco do boneco. Em meio a corrida, Lilian simulou uma esquiva mais ou menos bem feita, desviando-se de um dos incontáveis braços do autômato. Em série, a semideusa bufou, levemente arfante, e prosseguiu.



Novamente, Lilian correu, completando uma volta entorno do boneco. Então, ela parou, voltou-se para o alvo e sorriu de escárnio, lançando-se num rolamento precário na diagonal direita. A falta de experiência lhe proporcionou uma ralada num dos joelhos, mas despreocupou-se com isso. Seguidamente, Lily ergueu sua faca num movimento ligeiro e semicircular, decepando a mão empalhada do boneco. Como se tivesse esquecido das infinitas mãos do simbólico centímano, a menina recebeu um soco no estômago do atrevido boneco e recuou, ofegando. 

Lilian queria, na verdade, saber manear aquela arma com perfeição para poder ceifar a vida de todos os monstros existentes, mas isso nunca seria possível se treinasse apenas com um maldito Autômato. Entretanto, ela não apresentava tanta dificuldade no manuseio da faca, talvez em virtude de sua afiliação divina. Lily cogitava essa idéia, já que tinha certeza de que seu pai era um Deus, e, esta, porventura, poderia ser uma guerreira. 

O pensamento foi deixado de lado quando Lilian lembrou-se que ainda lutava com o centímano. Felizmente, ela ainda estava parada a uns poucos metros do boneco, e podia recuperar-se minimamente. — Ok, já sei. — Afirmou, mas não tinha tanta certeza de que seu próximo ataque seria tanto certeiro quanto eficaz. 

Afastou as pernas, deixando uma mais para frente do que a outra, proporcionando não só equilíbrio como também possibilidade de executar um chute - coisa que não aconteceria em razão da distância entre a jovem e o boneco. Lilian passou a segurar a faca pela ponta da lâmina, mas com cautela para não se cortar, o que, inevitavelmente, aconteceu. Sua ideia poderia ser falha, mas, caso funcionasse, daria fim ao oponente , que ela considerava uma criatura horrenda. Como haviam instruído-a, o material da arma era capaz de tirar a vida de monstros e de semideuses, então, sim, se seu golpe desse certo, ela "mataria" o inimigo. 


Um único movimento com o braço, dobrando e esticando-o, fez a pequena arma ser arremessada contra a cabeça do boneco, na tentativa de cravar a lâmina ali. Todavia, a falta de perícia da garota não a surpreendeu; ela estava crente de que só a vesguice a faria acertar. Mas, nem assim. A faca rasgou o ar em linha reta, passando, em certo momento, rente à cabeça do boneco, mas foi parar em outro canto, a alguns metros da semideusa. 

Ela resmungou alto, ignorando a presença de terceiros na arena. O vislumbre da monstruosa criatura que quase lhe matara na noite anterior a assustou no momento em que passou ao lado do boneco, seguindo em busca da faca. A primeira, entre, talvez, muitas outras vezes que esse vislumbre a atormentaria. Por vingança, ao munir-se novamente da faca, Lilian avançou correndo contra as costas do boneco. 

A garota executou um simples salto e pendurou-se no boneco, como um cavalinho. Suas pernas, enlaçadas na cintura da marionete, impediam-na de cair. Com a mão desarmada, Lilian tentava imitar uma daquelas cenas de MMA onde um lutador imobiliza outro, mas não sabia se estava dando certo, principalmente pelo boneco estar a machucando. Mesmo assim, ela continuou. Conduziu diversas vezes a faca na cabeça do alvo, perfurando, perfurando e perfurando de novo. 

Astrid golpeou o boneco. Então, despendurou-se dele e foi para o chão, cansada e ofegante. Lilian se levantou dali, Levou o boneco destroçado para o canto de " Reciclagem" Depois pegou seus pertences e saiu dali. Primeira vez que Lily foi para seu chale depois de um treino e nao se machucou tanto assim. 


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Fobos - Motivos: Confundiu muito na coerência do seu post, às vezes sendo difícil entender a quem se referia, além de quê o treino mostrou-se com pouquíssima estratégia, mesmo que esta tenha sido usada no "duelo".
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Meredith d'Monarc Eliott em Ter 7 Jan 2014 - 19:08


I wanna be free, i wanna just live...

Encontrava-me em meu chalé, deitada na cama e absorta em meus pensamentos. “Como será que minha mãe está?” murmurei. Pus-me á levantar, vesti a camisa do acampamento, um short jeans e um all star surrado. Tirei de minha mala uma adaga e coloquei-a de modo prático no bolso do short. Observei o ambiente, a calmaria prevalecia, pois todos os meus irmãos encontravam-se no refeitório recuperando-se das atividades matinais. Antes de rumar para a arena aproximei-me do lago e senti a leve brisa ir de encontro ao meu rosto, suspirei, experiências simples como essas fazem toda a diferença, pelo menos para mim.


Amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo e direcionei-me para a arena. O céu estava limpo, o calor que o sol emitia junto ao vento resultava em um clima delicioso. Havia muita movimentação no acampamento, vários campistas se preparavam para novas atividades, corriam para lá e para cá, as brigas sem necessidade dos filhos de Ares e Apollo estavam sendo travadas, podia ouvir ameaças e maldições surgindo de todo lado. Apertei o passo, não queria participar daquilo.

Quando dera por mim estava na arena, um bom local para treinamento, pois além de ser um pouco amplo é a céu aberto. Lilian... Lily! é melhor não fazer ruim hoje.” Pensava eu ao ver a grande quantia de semideuses presentes ali.

Ao adentrar na multidão pude ver campistas travando batalhas, flechas disparando para todo lado, uma delas quase que me acerta, “Ó deuses” murmurei assustada. Em meio aos campistas avistei o um filho de Hades que eu só conhecia de vista, no meio de uma rodinha, parecia estar dando instruções.

Aproximei-me apurando os ouvidos para não deixar escapar nada. —... Fixem o olhar no oponente e fiquem atentos aos seus movimentos para que não possam perder um dedo, é. — dizia ele. Coloquei-me em meio aos semideuses para que pudesse ficar de frente para ele, o mesmo assentiu no lugar de um oi e continuou a sua “palestra”.

Após alguns minutos ele nos pediu para escolhermos um parceiro e treinarmos de acordo com as instruções, todos rapidamente se juntaram com os conhecidos e eu fiquei sozinha pois nao tinha ninguém ali que eu conhecia.  Quer treinar comigo? — o filho de Hades me perguntou, olhei para os lados para ver se ela estava falando com alguma outra pessoa, quando me certifiquei de que ele realmente estava falando comigo assenti e juntos fomos para um lugar afastado da multidão, deixando entre nós um pequeno espaço. — Pega leve comigo. — exclamei. Retirei a adaga de meu bolso e a segurei firmemente na altura do cotovelo. Ele vai me matar eu pensei ao ver um sorriso malicioso ser aberto no rosto do garoto.


Começamos á andar em roda, nos encarando, até o presente momento fiquei decididamente atenta aos movimentos dele. O Filho de Hades avançou com a adaga dele e eu me esquivei do primeiro ataque, minhas mãos estavam trêmulas, suspirei e me concentrei. Parti para cima do garoto, mas o máximo que consegui foi fazer um corte no ar, pois o filho de Hades era bem ágil e já jazia atrás de mim, quando virei-me ele fez um corte raso em meu braço. — Eu pedi pra pegar leve. — disse eu franzindo a testa e olhando o ferimento, sangrava muito pouco. — Os monstros não irão pegar leve com você. — ele retrucou. — Mas você não é um monstro. — exclamei.


Ele sorriu com desdém e avançou rapidamente fazendo movimentos aleatórios, quando dera por mim estava esquivando-me de todos eles. Já que o garoto não estava com piedade avancei sem dó levando a adaga de um lado para o outro, para cima e para baixo, tentando acompanhar os movimentos da garota, porém ela desviava deles com tamanha precisão. — Vai precisar muito mais do que isso para conseguir me vencer. — ele soltou uma gargalhada irônica. 

Algo estranho aconteceu comigo, der repente eu adquirira grande confiança, o deboche dele despertara algo em mim. Ele fez objeção de ferir meu rosto com a lâmina da adaga, desferi-me dos golpes dela rapidamente e a minha adaga raspou no antebraço da garota enquanto ela tentava se esquivar. — Aprende rápido hein, tem futuro garota.   — . Abri um sorriso de canto, estava decidida, não iria cair em falsos elogios e me deixar levar, havia muita estrada para eu percorrer ainda. 

O filho de Hades avançou agora decidido em testar até onde eu conseguiria ir, dava pra ver no olhar dele, rolei no chão para desviar-me da lâmina e já estava de pé. Ele fez menção de ir para um lado e foi para o outro me fazendo ser nocauteada, lá estava eu caída no chão e ele de pé apontando a pequena adaga pra mim. Ouvi risinhos abafados dos campistas presentes, isso me enfureceu. Rolei e me pus de pé, parti para o garoto, mas parecia que nada que eu tentasse fazer conseguiria atingi-lo. Girei rapidamente para o outro lado, agarrando a perna dele, fazendo com que ele caísse no chão. Apontei minha adaga para seu pescoço.  Onde estão as gargalhadas e os sorrisinhos irônicos ham? 

Os Semideus agarrou meu braço, o apertando fazendo com que eu soltasse a adaga, fazendo a cair em sei peito e ele a pegou rapidamente. Ele se levantou e apontou as duas adagas para mim. Sem saber o que fazer, chutei sua mão, fazendo com que uma adaga caísse e ele se desconsertasse. Peguei a adaga caída no chão, sem sucesso. O Semideus me deu uma "Rasteira" fazendo com que eu caísse no chão, gemendo de dor um pouco. 

Eu já pingava suor, estava cansada, mas parecia que o semideus estava no auge de seu bem estar. Ele abaixou a adaga dele. — Lilian, né?  assenti e O Filho de Hades sumiu por entre a multidão de meios-sangues. Lancei um olhar de desdém para os semideuses que ainda me observaram e rapidamente eles voltaram as suas atividades. Encaminhei-me para o a enfermaria para fazer alguns curativos básicos. 

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Fobos - Motivos: Cuidado com as vírgulas e principalmente com o gênero (masculino/feminino), pois esses erros repercutiram muito no post. Fora isso, bom treino.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Bellarus Aien em Qui 9 Jan 2014 - 18:26

do bats eat cats?
♦ ♠ ♥ ♣

Eu juro que ia arrancar a cabeça do primeiro que se aproximasse mais de meio metro de mim. Meu mal humor estava pior que sei lá o que, e cara, acordar cedo não era uma coisa que eu, Bellarus Aien, gostava de fazer. 


Relutantemente e praticamente sendo arrastada por forças do além me encaminhava para o local dos treinos. Era péssima em estratégia. O máximo que podia fazer era ficar dentro d’uma caixa e pular para fora vestida de palhaço pra meter medo em alguém. 


Aliás. Eu não precisaria nem estar vestida de palhaço, só a minha carranca faria o primeiro a me encarar sem pretender tomar um susto e ter pesadelos pelos próximos setenta e dois anos. E olha que bonito, eu tinha opções! 


Ou lascar o cérebro treinando fazer uma estratégia descente ou eu poderia ter ele arrancado por um brutamontes em um duelo, bufei mal-humorada, quase soltando rosnados de irritação enquanto is batendo o pé até onde estavam os equipamentos. 


- Nossa, Bellarus, olha a merda que você veio se meter. – reclamei alto, enquanto vestia o equipamento e me preparava pra levar uns bons catiripapos no meio da testa. Parti dali arrastando uma espada pelo chão. Logo alguém me repreendera e vi que era uns dos possíveis instrutores dos treinos. Era alguém importante, mas sinceramente eu não lembrava nem o que tinha comido no almoço hoje. Aliás, ontem.


De toda a explicação o que captei foi: Vocês vão ‘lutar’ entre si. Simples assim?! Então eles iam deixar um armário de dois metros e meio arrancar a minha cabeça sem mais nem menos? Okay, isso estava QUASE ficando divertido. Mas apanhar pr’um armário não é uma perspectiva muito animadora. E dito e feito, meu oponente era um armário de sei lá quantos metros, exalando testosterona e suor masculino. Por que, Zeus? Por que?


Deixando de lado toda a minha reclamação e mal humor decidi que deveria me concentrar. O primeiro golpe fora inesperado. Apenas desviei pois –por puro reflexo – levantei a espada em frente ao rosto, fazendo com que as lâminas se chocassem e faiscassem um vez. Bocejei. Eu devia ter escolhido Estratégias primeiro. 


Investi contra o tórax do individuo, que bloqueou rapidamente e me jogara para trás. Enfezei-me, partindo para cima deste com revolta e investindo golpes na altura dos joelhos e ombros. Ouvi um guincho quando minha espada fez um talho na altura do joelho do rapaz que viera com tudo para cima de mim. Posicionei-me com uma das mãos para trás e bailava enquanto investia contra ele e ao mesmo tempo bloqueava alguns de seus golpes. Ficamos assim por longos minutos até eu ser derrubada e ficar com a ponta de uma espada que devia ter três vezes o meu tamanho a milímetros de minha garganta. Aproveitando a oportunidade por estar deitada no chão embaixo das pernas do grandalhão, acertei-lhe uma linda joelhada nas partes onde não devia. Ele gritou, caindo de joelhos e largando a espada, ergui-me, apontando minah lâmina para seu rosto; 


- Parece que eu venci. – sorri torto. Girei sobre os calcanhares e me encaminhei para longe daquela área. Ainda estava com medo de ter uma vingança pelo chute nas bolas. Dei ombros.


Eu devia ter um certificado de Babaca no meio da minha testa, porquê hoje especialmente as coisas estavam tensas pro meu lado. Ah, lembra o brutamontes? Então, ele conseguiu fazer um talho na minha perna. E meu rosto está todo arranhado. Meu mal-humor está cinco vezes maior. Seria uma má idéia fugir agora? 


Olhei ao redor.  Não havia ninguém olhando não era? Apressei-me em bater em retirada dali. Respirei fundo e fui mancando em direção a saída.  Estratégia de retirada meus caros. Fuja enquanto ninguém está vendo. 
 
 

Jeitinho Brasileiro

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Fobos - Motivos: Gosto da forma como escreve, mas cuidado com algumas frases; as incoerentes. Usufruiu muito pouco do combate.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Sam J. Parker em Sex 10 Jan 2014 - 10:02

Plans of War


Duelos e estratégias. O que se esperar de um treino com tal nome? Eu não conseguia pensar em algo que não fosse remetente a algo teórico; e esse era o grande problema que eu repassava em minha mente à medida que caminhava a Arena de treinamento. Levei a mão direita até um de meus bolsos, justamente àquele em que poderia encontrar minha adaga, e o apertei entre os dedos. Saber que por via das dúvidas tinha uma arma ali comigo, me deixava mais calmo. Comecei a pensar que tipo de coisa ou treino poderia esperar daqui, e se me daria bem, era um ótimo estrategista quando precisasse mais nunca havia treinado isso pessoalmente. Não foi me dado tempo para continuar pensando, pois a instrutora – e até então eu ainda não a tinha visto – pronunciou-se. 

Um mapa havia sido deixado em minha frente, eu me lembrava da tática de guerra dos romanos, que mandavam primeiro a arquearia, depois a infantaria, e a cavalaria, invés de atacar na mesma direção após isso, ela contornava os adversários e os atacava por trás. Mas hoje em dia, teríamos que mudar essa estratégia, foi exatamente isso que a instrutora mandou fazermos. Então algo surgiu em minha mente, porque e como eu não sabia, mais os ensinamentos de Sun Tzu vieram a tona, a arte de vencer sem desembainhar a espada. Lembrava-me que hoje, para vencer uma guerra, era importante atacar a estratégia do inimigo. Sobressai qualqueres dúvidas ou erros em seu plano de batalha, de guerras passadas e resolve antes que eles se torne a a aparecer. Nossa estrátegi era para vencer um número maior que o nosso em dez vezes, e assim comecei a fazer o plano. Levando em conta o poder e precisão dos filhos de Febo, atacar a distancia era um bom começo. Mais depois disso, usaria o poder dos filhos dos três grandes para cercar uma área, assim teríamos exatamente incurralado nossos imigos. Usar o fogo dos ferreiros para cercar estás áreas, o inimigo teria que se expremer dentro do local, e se não conseguisse, muitos morreriam queimados. Uas novamente os filhos dos três grandes, para limpar a área, restando então os poucos e provavelmente melhores soldados do inimigo, os generais. Colocaria os melhores guerreiros para atacar de frente, enquanto filhos de Júpiter e  outro com animais areos, atacavam de cima, e os filhos de deuses com mascotes terrestre atacavam pelas costas.

 

Essa era a estratégia. Mostrei a instrutora meus planos e ela adorou, só me alertou qeu seria muito útil em luta com um exercito de monstros, mais se semideuses fossem envolvidos, como os do acamapmento grego, teria que ser diferente. Disse para testar no simulador a questão em si. Assim eu fiz, o simulador me deu 83% de chance de acertar com a estratégia. Com o que ela me disse, saí dali, para meu dormitório pensar em mais coisas a fazer, em estratégias a criar.
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Fobos - Motivos: Poderia ter colocado a estratégia em prática invés de mantê-la no papel. Encontrei alguns erros de português.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Lauren Hulshöff Ehrarck em Sex 10 Jan 2014 - 10:03

I'm just too young to care

Depois de dois treinos difíceis e o pouco tempo que vivo nesse acampamento, as coisas pareciam que iriam se dirigir melhor agora. Meus reflexos – para quem não tinha nenhum – tinham melhorado, assim como minhas habilidades de semideusa. Obviamente ainda tinha um enorme receio de passar pela arena em dias de treino de combate a monstros, chega de monstros na minha vida por um bom tempo, mesmo que isso fosse impossível para um semideus. Levantei cedo nesse dia, cheguei à arena de duelos o mais rápido que pude. O dia não está lá grande coisa, e pela primeira vez no acampamento utilizaria o arco. Particularmente eu achava esse instrumento de batalha o mais especial e rico em detalhes, manuseá-lo era fácil para mim, já havia tido aulas no mundo mortal.

Peguei um arco dourado e uma aljava de flechas comuns, outro semideus estava ali também com o mesmo armamento  que o meu. — Bom dia Carrie. — Espera, como ele sabia meu nome? Semicerrei os olhos, franzindo o cenho. — Quíron que me falou seu nome, afinal sou seu instrutor de hoje. — Ele sorriu, e aquele sorriso era fofo. Ok, foco Carrie. — Sou Marc, filho de Apolo e conselheiro do chalé. Hoje iremos ver suas habilidades com o arco, teremos apenas alguns brinquedinhos, já que é seu primeiro treino comigo. — Ele deu de ombros, parecia se sentir satisfeito com o fato de estar dando uma “aula” para uma novata. Respirei fundo e me posicionei ao seu lado. — Autômatos, ativar. — O menino gritou e me fez pensar que ele era louco de estar gritando sozinho. De repente algo na arena começou a se mexer e dentre as árvores começaram a aparecer bonecos de lata armados com arcos, espadas e escudos, me virei para ele com os olhos arregalados. — Sua missão é passar por eles, acertando em seus alvos ou simplesmente desarmando-os. — Ele apontou para os alvos que iam alterando de tamanho em cada peitoral de lata.

Marc se afastou como quem diz “agora é só você”. Respirei fundo, relaxando o máximo meus ombros, a arena era tão ampla que fixar cada ponto dela foi meu objetivo inicial. A esquerda um conjunto de fenos, a direita somente um vazio, logo atrás no final a cabana de arsenal do acampamento e a minha frente eles. Cinco autômatos e algumas árvores, eles se dividiam em formação de “M”, os três primeiros eram os com espadas e escudos e os dois de trás arqueiros. —  Ok Marc, mas como começa isso? — Virei apenas o tronco para olhar na direção dele e de repente uma flecha passou de raspão pela minha perna esquerda. Gritei um ‘EI’ para os autômatos que não expressaram nada, mas é claro como iriam expressar alguma coisa já que são robôs. Revirei os olhos para minha burrice, e então finquei meu pé no chão e comecei a levantar meu arco, antes mesmo de concluir, outra flecha veio em minha direção e acertou de raspão meu braço direito. — Mas rápido Carrie, seja mais rápido no manuseio. — Assenti para ele.  Segurei o arco com a mão esquerda, encaixei a flecha por baixo do anel da corda, usei os três dedos do meio da mão, o dedo indicador por cima da flecha e o médio e anelar por baixo, usando a ponta dos dedos entre a primeira e segunda falange... Puxei a corda com a flecha ate o queixo, tocando-o para não tremular no disparo, respirei fundo por alguns poucos segundos, o suficiente para visar o alvo do primeiro autômato, quando relaxei os dedos a flecha automaticamente atingiu seu peitoral e o fez entrar em curto, caindo no chão logo após.

Muito bem só faltam quatro. Os arqueiros pareceram entrar em um transe enquanto os três de espada começaram a caminhar em minha direção, seus passos eram acelerados demais para pernas mecânicas, arregalei os olhos e me coloquei em posição de ataque novamente, empunhando o arco em minha esquerda, de repente um deles correu em minha direção com sua espada se movendo da direita para a esquerda como se estivesse cortando alguma coisa. E essa coisa seria eu em breve. Saltei com uma cambalhota no ar quando o mesmo tentou acertar minhas pernas, estiquei minha perna direita para dar um chute em sua cabeça, o autômato cambaleou e caiu no chão. Os outros dois estavam a minha frente, parados a minha espera, estiquei o braço direito para pegar flechas duplas, semicerrei os olhos repetindo o procedimento com as flechas o mais rápido possível. Pude perceber que os arqueiros começavam a se movimentar, notei também que eles estavam em baixo de um galho não muito grosso de uma árvore. Um sorriso se fez em meus lábios, uma idéia estava brotando. E se eu atirasse as flechas ali, será que daria certo? Não custa nada tentar. Desviei a mira dos autômatos a minha frente e mirei no galho. Puxei a corda com a flecha ate o queixo, tocando-o para não tremular e disparei as flechas, elas zuniram para onde estava meu objetivo, por um segundo pensei que não daria certo, mas as flechas acertaram exatamente onde premeditei. O galho não se partiu, então peguei novamente flechas da mesma espécie e atirei novamente. — Agora sim! — Gritei e o galho caiu bem em cima dos autômatos arqueiros, os levando ao chão.

Mas ainda restava esse dois a minha frente, tateei a aljava e só continha duas flechas, não poderia errar. Tentei procurar por Marc, mas ele não estava ali, os autômatos caminhavam em minha direção e eu estava basicamente desarmada, não havia condições de acertá-los a distancia que estava. Segurei o arco firme em minha mão e então corri para a pilha de feno que estava a minha esquerda. Minha respiração estava acelerada no momento em que me encostei atrás da pilha para me esconder, conseguia ouvir os sons dos passos de lata rangendo quando caminhavam em minha direção. Os autômatos pararam e pude notar que esperavam para que eu saísse. De repente me veio à idéia de atirar as flechas de uma forma diferente. Sorri e coloquei ambas as flechas juntas, minha intenção era realmente atirar flechas duplas. Respirei fundo levantando-me devagar, pisava com passos lentos subindo a pilha de feno, os autômatos estavam olhando fixamente para a pilha, sorri. — Olha eu aqui. — Exclamei e ambos olharam para cima. — Au revoir. — Mandei um beijinho no ar e atirei as flechas, que fixaram-se no centro do alvo e ambos caíram. Saltei em pé ao lado dos corpos de lata, Marc de repente apareceu aplaudindo. — Muito bom. Ótimo treino novata. Espero te ver mais vezes por aqui. — Sorri para ele satisfeita, coloquei o arco em um canto e saí da arena em direção ao chalé.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Sam J. Parker em Seg 13 Jan 2014 - 18:35

Duel of Midnight


Acordei novamente com pesadelo, revendo a morte de todos que um dia foram importantes para mim, e deixaram uma marca em minha, nem sempre visível, às vezes na minha alma.  Acordei todo suado, com um susto, e meu travesseiro rasgado por conta da adaga em minhas mãos. Aqueles sátiros inúteis finalmente iriam ter algo a fazer, de novo, deveria ser o sei lá o que gésimo que eu destruía. Por isso sempre recomendei que ninguém me acordasse, antes de chegar a Lupa, era constante a luta pela sobrevivência por qual eu passava, tendo que sempre dormir alerta. Fui tomar banho para relaxar. Não conseguiria dormir de novo, me equipei e saí dali.


Chegando até os campos de Marte , enxerguei um semideus a distância. Seu nome era Parker, começamos a conversar porque ele estava acordado, não quisermos detalhar nada, e para ocupar a mente, surgiremos um duelo, e ambos fomos lutar. Ele me atacou prmeiro vindo com o gume de sua espada de baixo para cima, na diagonal. Desvio  de seu golpe apoiando meu peso a meu braço que eu esperava que alcançasse o chão. Controlo minha respiração para não me faltar forças na hora certa e eu conseguir efetuar a sequência correta.


Me empino para trás, dobrando os joelhos caindo no chão apoiando o corpo com a mão, a outra mão segurava a espada. Como investida, concentro a força em minhas pernas chutando uma parte acima da panturrilha tentando fazer o mesmo cair. Após a defesa e o ataque tento me levantar o mais rápido o possível empurrando o chão com minha mão forçando meus joelhos para me por em posição novamente formando uma reação do chão me empurrando de volta á posição original, prevenindo-me de um próximo ataque.  Ele deu um salto para trás para desviar de meu ataque, fazendo com que meu golpe não o alcançasse.  Ao mesmo tempo do pulo, ele  tentou desferir um golpe com o gume da espada no meu  tornozelo.  
Com meu adversário fazendo dois movimentos, teria que aproveitar a falta da precisão. Como eu já estava realizando o movimento a velocidade seria certamente maior - e o tempo menor - do que pular e atacar com a espada, seria um movimento em andamento contra um. 

Como meu pé não conseguiu atingir nada ele atinge o chão, enquanto o garoto tenta me acertar impulsiono minha mão contra o chão, fazendo com que meu peso focasse novamente em minhas pernas fazendo minhas mãos se concentrarem na espada. Pondo-me de pé em um impulso feito pelas minhas mãos eu avanço no garoto com a espada atacando em uma diagonal de seu abdômen até o seu ombro. O garoto
rapidamente deu passo para trás e bloqueou com sua a parte plana da sua espada forçando a lâmina do oponente para baixo. Ele segurou meu pulso com a mão desarmada e forçou a minha espada mais forte, agora levando um pouco para vertical. Ele tentava fazer um jogo de força contra um romano. Com minha experiência, e vantagem pelo meu DNA,  minha força era maior. O garoto tentou disputar um jogo de peso de uma mão contra duas, logo após isso ele segurou sua espada com as duas mãos mas já era tarde pois eu já estava com uma certa vantagem de proximidade ao corpo do garoto e estava segurando a espada com uma força acumulada.


Aproveito-me da falha do garoto e faço um movimento diferenciado com o pulso, fazendo minha espada, digamos, "enroscar" na área próxima do punhal na espada dele para desarmá-lo e lançar sua espada para longe, sem sua espada o fim da batalha foi dado, sorrimos e nos cumprimentamos, dando finalmente o fim do combate.


Fui para meu quarto, com muito sono e cansado, começando a dormir, deitando em minha cama e dormi um sono profundo.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Angel Hutcherson em Ter 14 Jan 2014 - 17:37


Treino de Duelos e Estratégias

Depois de um treino de equitação básica, resolvi treinar mais e me aprimorar em duelos e estratégias. Eu estava um pouco cansada do último treino, me machuquei um pouco, mas sou filha de Ares, eu aguento mais um pouco. Alguns filhos de Atena tinham criado um sistema novo de treino para arremesso de flechas, adagas, lanças e outras armas que poderiam ser usadas a longa distância. Tudo se baseava em um sistema que fazia com que 4 bonecos se mexessem de forma alternada enquanto nos movíamos em um quadrado com 9 botões. Tudo se baseada em agilidade e estrategia, pois se tinha apenas 3 minutos para acertar o alvo que mudava de lugar a cada botão que era apertado, mudando todo o seu campo de forma alternada, por exemplo, tínhamos um quadrado onde se deveria ficar e este quadrado era dividido em 9 pedaços iguais, cada um deles era um botão e para se atirar a arma em modo de ataque, teríamos que obrigatoriamente nós mover para uma das outras posições, apertando assim outro botão que faria com que os alvos em um campo a frente mudassem de lugar.

Tinha assim pego uma porção de adagas, por volta de umas 10 e prendido as mesmas com coldres por meu corpo, nos braços, coxas, cano do coturno e outros lugares dos quais poderia pega-las de forma rápida ou não tanto, mas que ao menos teria mais tempo dentro de tal campo de teste, tendo assim mais armas, claro que se fosse uma aljava de flechas teria ainda mais chances, mas estava tentando não me deter a apenas uma arma, procurando assim uma arma ideal para mim enquanto ia testando todas elas. Poucas pessoas estavam em volta quando decidi eu entrar em tal campo, tendo em minhas mãos 2 adagas. Quando pisei no botão do centro que era onde todos começavam o sistema se ativou, fazendo assim com que a minha frente, um boneco aparecesse, mais ao fundo do campo, vindo em minha direção com um machado. 

Assim dei um passo rápido para minha direita, arremessando a adaga de forma certeira no braço do boneco, porem seu machado já estava em minha direção e assim tive que rolar para trás, fazendo com que o machado passasse raspando pela lateral de minha cintura. Sentia ainda dor no ombro depois de ter sido atacada pelas harpias duas noites atrás, mas tentava ignorar isso afinal outro boneco aparecia em campo, com uma lança na mão que era também jogada em minha direção, peguei uma das adagas de meu coturno, com a mão que ainda estava livre e lhe arremessei nas pernas, de forma que o mesmo caiu antes de arremessar a lança de forma certeira, fazendo com que a mesma caísse quase a meus pés, no que recuei para minha lateral, desviando de seu ataque.

Desta vez dois novos bonecos apareceram, com arco e flecha na mão, estes atiravam flechas de meio em meio minuto, me dando apenas tempo para me abaixar para frente e com a adaga que já tinha em mãos, joguei a mesma na barriga de um dos bonecos que se desativou, porem o outro voltava a mirar em mim, no que tirei uma das adagas do coldre de meu braço oposto e seguindo para o lado lhe lancei a adaga que lhe passou de raspão pelo ombro quando a mesma também se moveu buscando minha mira novamente, antes que esta pudesse atirar mais uma flecha, peguei rapidamente outras adaga que desta vez lhe acertou o ombro de forma a quase lhe fazer um corte no pescoço. 

Em seguia outros três bonecos se levantaram, um voltando a atirar flechas, outro com o machado e outro com a lança, sendo todos atirados em minha direção, sem escolha apenas fui tentando me desviar de cada coisa que vinha em minha direção, pegando assim uma adaga de meu braço e arremessando no boneco que atirava flechas, lhe acertando a coxa. Pulei assim de um lado para o outro, rolando e me desviando enquanto uma lança passava de raspão por minha cintura, me fazendo pular para o lado e quase ser atingida pela última flecha que tinha sido arremessada de longe, antes de me abaixar. Pegando assim a adaga que ainda restava dentro de meu outro coturno e lançando contra o boneco que vinha com um machado da mão, antes que este fosse arremessado também em minha direção, acertando, por azar entre suas pernas, de forma a não lhe acertar. 

O machado fora assim arremessado, me fazendo desviar com um giro de corpo, me movendo para o outro lado, pegando uma de minhas ultimas adagas e lançando contra os dois bonecos que sobravam ainda em pé, um atrás do outro em distâncias diferentes, de forma que a adaga cortou o braço de um e acertou no peito do de trás. Minhas adagas tinham se acabado e assim levantei os braços em rendição, caindo ao chão de cansada após todos os movimentos rápidos que haviam em cansado, tinha assim não apenas treinados estratégias de ataque rápido como também mira e agilidade, sentia dores no ombro e na lateral do corpo onde tinha sido cortada pelo machado. Sendo encaminhada para a enfermaria, pois o corte parecia ser um pouco profundo de mais, talvez precisando de pontos.



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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Gus Owens Pallas em Ter 14 Jan 2014 - 23:30

Percorria um trajeto avulso pela trilha dos chalés, pensativo. Estava de manhã e a minha vontade de ir treinar estava se esgotando rapidamente, mas não poderia desistir no meio do caminho. Os meus pensamentos se avoaçavam pela minha mente, tornando-a ainda mais amontoada e bagunçada. Há pouco tempo havia descoberto o meu progenitor divino, nomeado como Poseidon. Certamente, repensar meus atos sobre tentar descobrir minha paternidade no passado era instigante, já que o meu suposto pai nunca existiu, ou melhor, nunca foi mortal. Tampouco eu conseguia não ligar para o meu passado, que me perturbava todos os dias.

Focalizei os olhos no final da trilha, perpassando os pés e rastejando-os pelos últimos cascalhos que a grande travessa me proporcionava para treinar. Estava tão desorganizado atualmente que, infelizmente, não tinha uma modalidade em mente para aperfeiçoar. Deslizei os dedos dos pés por um esgueiro caminho de terra que dava para os portões da arena, carregando uma espada de bronze no palmo esquerdo e um escudo desativado, também manipulado por bronze, na mão direita, felizardo. Antes de poder perder-me em meios aos pensamentos, empurrei os portões da arena e os permiti rangerem pelo solo, adentrando-a.

Soergui as costas e caminhei para uma das laterais da imensa estrutura, formulando um sorriso amigável nos lábios para todos os campistas que passavam em minha frente. A minha intensão era indiferente de todos os outros campistas, eu apenas queria treinar com os elementos que eu portava em mãos que, no caso, era uma espada e um escudo, ainda que desativado. Girei o pescoço para a lateral esquerda e me deparei com um menino, dono de uma pele alva como a neve e cabelos loiros. Antes que eu pudesse chamá-lo para treinar, como um campista qualquer, fui vítima de um corte superficial no ombro direito, cambaleando para trás.

Simulei um ataque antes que ele pudesse retroceder a espada, enganando-o e efetuando um giro no contorno do seu corpo. Em meio à transgressão, cortei o ar com a lâmina da espada na direção da sua costela lateral e ginguei o corpo para o lado, estabilizando os pés nas costas do garoto e completando o corte em suas costas, deixando-o extensivo e ferindo-o ainda mais devido à estratégia. Aproveitando-me do desequilíbrio do menino, ergui o joelho em suas costas e o joguei no chão com o impulso, deixando-o trêmulo. Eu poderia muito bem acabar com o duelo ali, mas preferi deixá-lo se erguer.

No entanto, ativei meu escudo, ciente de que o loiro poderia muito bem causar mais um corte no meu corpo, fuzilando a sua face com os olhos chamuscados de rubor. Quando menos esperei que ele se erguesse, fui alvo de um corte na perna direita, diagonalmente, me obrigando a bambear para o lado e perder o equilíbrio por alguns segundos. Desequilibrado, ergui os olhos azulados na direção da mão armada do menino e a vi se movimentar na direção do meu tórax, subindo o escudo e fazendo a lâmina da espada dele chocar-se contra o bronze, material do escudo, proporcionando um tremendo desequilíbrio para o menino.

Em vez de subjugá-lo e efetuar mais um corte, guiei meus pés em uma corrida desengonçada por trás do menino cambaleante, descendo a lâmina da espada nas suas costas e jogando-o no chão mais uma vez. Naquela hora, não tive mais o que fazer ao não ser me ajoelhar no solo da arena e posicionar a lâmina da espada na altura do pescoço do loiro, obrigando-o a se render. Quando vi seus braços erguidos para o alto e suas armas repousadas no solo rochoso, arqueei as sobrancelhas e me ergui, rodopiando a espada na lateral do corpo e desativando o escudo, esboçando um sorriso descontraído no cantil dos lábios.

Após isso, disparei em uma caminhada rápida na direção do chalé, sumindo em meio à névoa que se propagava na entrada da arena, à procura de um banho e alimentos.

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Fobos - Motivos: Você escreve bastante bem, mas pareceu-me ter preguiça na hora de descrever o duelo. Tente ser mais criativo, enriqueça o desenvolvimento.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Sam J. Parker em Qua 15 Jan 2014 - 13:55





War

Esses dias fomos avisados por um de nossos soldados que saía em missão que um grupo de monstros marchava em direção ao acampamento, por volta de cem monstros, da onde, não sabíamos. Em mais ou menos dois dias eles se encontrariam por aqui. Como um dos melhores estrategistas, fui designado a comandar a estratégia, o que não era nada bom. Apenas discutíamos táticas de batalha e possíveis acertos e erros com os comandantes, mas nada que valesse muito apena. Sempre acabava em discussão, mais eu teria que liderar, e se algo desse errado, todos falaram que iria ser cobrado apenas de mim. Malditos, era só o que me faltava, agora se algo desse errado o problema séria meu. Com isso, formei minha estratégia era apenas o que poderia fazer, se tudo desse errado, minha única chance séria arriscar a vida dos legionários aqui dentro. Mandei marcarem o alcance que teríamos para acertar flechas, e tiros de poder. Alcance máximo era 30 metros.


O dia chegou, a corneta foi soado e todos já sabíamos o que fazer. Subo no alto da muralha, e espero o primeiro vestígio de monstros aparecerem. Os primeiros monstros apareceram, uma onda de 20 grifos sobreava por ali, com uma ordem , mandei que os arqueiros atacassem com tudo qualquer animal que voasse. Uma chuva de flechas comuns acabou com a vida de qualquer coisa que voasse. Menos um problema, mas como na guerra, eles era só os piões, provalvente agora moveria a torre, foi dito e feito.Telquines, vinte aproximadamente, armadas com... Aquilo era... Eram rifles. Vi meus arqueiros morrerem um por um, metade deles havia morrido em pouco tempo, até que todos se abaixaram, provavelmente era o plano deles para o nosso ataque. Então *BUM*, o chão abaixo deles desabou, nossos escavadores filhos de Plutão haviam feito a coisa certa e fragilizaram o solo, qualquer peso grande de mais acabaria com aquilo, havia mandado aquilo ser feito ontem. Uma nuvem de pó de barro e de monstro subiu, matando as telquines. Se fosse eu, neste momento, moveria o cavalo. Literalmente eles fizeram, centauros armados com escudos e lanças, uma muralha de trinta criaturas, atravessava indo em direção ao rio Tibre. “Perfeito.”  Pensei. Três filhos de Netuno apareceram ali, formando dragões chineses de água que rugiram e engoliram tudo e qualquer oponente que aparecesse ali, o rio ficou circulando com o pó, fazendo com que eles não aparecessem tão cedo. O restante de monstro que sobrava já estava por ali, uma mistura de Quimeras, Ciclopes e Dracaneas estava ali. Hora de acabar com aquilo. Dei a ordem. Nossa cavalaria de soldados, montados, em cavalos carnívoros aparecerem por ali, montados nos filhos de plutão, e no outro flanco, os agíeis filhos de Mercúrio sorriam, e claro que os monstro foram para lá. Então um por  eles começaram a desabar, as pequenas serpente gêmeas matavam os os monstros, claro apenas eu e os legionários sabíamos disso, mais os monstro ficaram assustados, se começaram a morrer pela cavalaria. O restante deles havia sido morto, minha estratégia havia sido um sucesso e os monstros não voltariam  tão cedo, os legionários sorriam e comemoravam felizes a vitória, eu recebia tapinhas nas costas e apertos de mãos do meus superiores, mais não estava contentes, havia perdido muitos soldados, e ninguém ligava para isso, so para vitória. Saí dali, para pensar, andando sem rumo.
 
Obs: Lvl dos ataques dos filhos de netuno foi criado, assim como os de plutão.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

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