Treinos de Duelos e Estratégias

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Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:30

Relembrando a primeira mensagem :



Treinos de Duelos e Estratégias
Nesta arena você poderá duelar com algum outro campista ou treinar estratégias de batalha, esse muito necessário em uma missão. Será disponibilizado o necessário para o treino. O treino de estratégia poderá ser feito em grupo ou individual.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Logan K. Scheubaer em Qui 16 Jan 2014 - 0:41



Treino de Duelo e Estrategias

When the lights turned down, they don't know what they heard, strike the match, play it loud, giving love to the world, we'll be raising our hands, shining up to the sky, 'cause we got the fire ------------------------------------------------------------------------


A Arena estava mais movimentar hoje, semideuses em todo canto treinando diversos tipos de coisas. Pretendia treinar com alguma coisa viva ao invés de bonecos autômatos. Fui até um canto da Arena onde várias armas e armaduras ali se encontravam. Não precisava de uma espada, pois já tinha comprado uma de bronze sagrado na lojinha do acampamento, por isso apenas peguei uma armadura de couro que protegia o peitoral.
Olhei ao redor do local e as maiorias das pessoas estavam ocupadas, menos um garoto sentado no chão e encostando suas costas na parede. Esbocei um sorriso em sua direção e andei em sua direção convidando-o para duelar comigo. O mesmo esboçou um sorriso e aceitou a proposta. Ergui minha mão em sua direção e o mesmo a segurou, logo o puxei, fazendo-o ficar em pé.
Desembainhei minha nova espada e girei-a em minhas mãos. Ergui a sobrancelha esquerda e lancei um olhar provocador para rapaz. Ele girou sua espada também e logo tratou de atacar-me. Observei o leve corte causado pela lamina dele em meu braço esquerdo, observei um pouco de sangue escorrendo pelo local, agradecia agora por não ter problema de coagulação.
Segurei firmemente o punho da minha espada e contra-ataquei. Rapidamente comecei a tentar acertar seu corpo de qualquer forma, em um pique que desconhecia. Meus movimentos eram rápidos, infelizmente os dele também eram e bloquearam a maioria dos meus ataques, deixando escapar só apenas leves cortes em seus antebraços. Infelizmente o mesmo resolveu fazer o mesmo que eu e começou a atacar-me com mais rapidez, entretanto consegui bloquear a minoria dos ataques, deixando várias marcas em meu corpo. 
Sabia que a maioria dos ataques que eu poderia fazer ele bloquearia, pois infelizmente ele era muito bom. Tinha que encontrar algum ponto fraco nele. Já tinha percebi apenas que ele baixa a guarda no braço direito, pois foi ali onde a maioria dos meus golpes tinham surtido efeito. O rapaz deu um passo à frente e rapidamente tentou um golpe vertical perto do meu ombro direito. Joguei meu lado direito para trás e aproveitando a aproximação bati com meu cotovelo esquerdo em seu ombro direito. O mesmo arfou de dor e acertou o fio da espada na minha cota de couro que protegia meu peitoral – por sorte estava com ele – fazendo com que criasse mais um corte na proteção. Girei-me outra vez ficando atrás do meu oponente. Ele tentou virar-se, porém fui mais rápido e dei uma rasteira nele, fazendo com que o mesmo fosse ao chão. Prendi-o no chão pisando com meu pé esquerdo em sua costa – Você é muito bom, precisa me ensinar e defender-me desse jeito – Falei.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Angel Hutcherson em Qui 16 Jan 2014 - 16:30


Treino de Duelos e Estratégias

Aquela era a primeira vez em que eu realmente queria ir à algum lugar. Isabell, minha meio-irmã, seguia ao meu lado pelo trajeto que levava ao descampado próximo a arena de treino  Duelos e estratégias? – Indaguei ao arquear as sobrancelhas para o lado de Isabell. A garota é que havia me informado do horário do treinamento, mesmo que, dessa vez, tenha sido eu a arrastá-la para fora do chalé. Quíron, grande tutor de heróis como era, nos colocava sempre em situações tanto de risco quanto divertidas, o que justificava o fato de eu ter saído do chalé por livre e espontânea vontade. Garotos e garotas de braços cruzados já faziam um semi-círculo quando finalmente chegamos, eu e minha meio-irmã, ao descampado. O corcel branco ocupava o espaço central, seu arco de caça nas costas e uma espada na bainha – Talvez seja legal. – Arrisquei murmurar para Bell que parecia ter caído da cama de tão mal humorada que estava. Dizem que as garotas tem ciclos, do tipo que justifica – por vezes – o mau temperamento, mas eu não conseguia identificar o dia em que Bell não apresentava seu mau humor habitual.  Chegamos em tempo de escutar as primeiras informações, estas envoltas de uma breve explicação por parte de Quíron a respeito do modo de funcionamento dos autômatos. Arqueei as sobrancelhas, cruzando os braços, e pus-me a escutar o restante do que era dito. Provavelmente teríamos de lidar com autômatos, uma hipótese quase que obvia, e talvez fosse necessário o conhecimento sobre o ponto fraco daqueles homens de “lata”. 

Passados bons dez minutos, Quíron terminou de explicar o que faríamos àquela tarde. Os filhos de Hefesto haviam conseguido cumprir a cota de produção estipulada por Quíron, suplantando-a em vários autômatos, e estes mesmos autômatos seriam usados em nosso treino. Campistas versus máquinas, em base. O descampado havia sido escolhido como ponto de encontro por ser capaz de proporcionar maior visibilidade e mobilidade, tanto para os semideuses quanto para seus adversários. A estratégia ali era quase que impossível, o que tornava a tarefa complicada e trazia a tona sua essência. Dado o sinal para que todos se armassem, peguei minha espada presa a fivela da calça e a girei entre os dedos, sorrindo animada ao vagar por entre os campistas agitados – Pronta para chutar alguns traseiros de lata? – Indaguei a Bell que parecia estar de humor renovado. Minha meio-irmã gesticulou positivamente e disse algo a respeito da troca de óleo, ironizando o fato dos autômatos serem, em suma, autômatos. Dei de ombros e sorri, batendo em seu ombro ao me locomover até onde erguia-se uma espécie de “centro intelectual”. Os filhos de Atena e Apolo conversavam entre si, propondo estratégias e formações de guerra. Cheguei em tempo de escutar o veredito final, onde um rapaz de Atena proclamou que lutaríamos em dupla para que um protegesse a retaguarda do outro – Então está decidido? – Perguntei. Todos responderam que sim e dessa forma foram formadas as duplas, estando eu responsável por fazer companhia a Bell. 

Os autômatos estavam todos do lado esquerdo do descampado, enquanto os campistas se concentravam à direita. Cada meio-sangue fazia companhia a outro de porte semelhante ao seu, o que dava equilíbrio as duplas. Quíron, vendo que tudo tinha sido organizado, levou um apito a boca e o soprou. Havia começado. Os autômatos se moveram imediatamente, deixando transparecer a luz por trás de seus olhos e também a rapidez ostentada ao correrem até nós. Girei novamente a lâmina de minha espada, mantendo-a firme entre os dedos perante a iminência de um ataque. O primeiro golpe caiu contra nosso flanco esquerdo, mas logo todos estavam espalhando-se. Isabell bateu contra meu ombro e indicou que eu me abaixasse, ao que repondo com um olhar confuso. Perdendo a paciência, minha meio-irmã investiu contra minha cabeça, por isso fui forçado a me abaixar e só então pude perceber que a intenção era, desde o início, de acertar o autômato atrás de mim – Falha minha. – Pedi as desculpas ao ficar de pé. O autômato soltava faíscas pelo lanho que quase tinha separado sua cabeça do pescoço. De espada em riste, avancei contra a máquina que havia tentado me atacar covardemente e desci a espada mágica contra o autômato. Punha toda a força no golpe transversal, executando-o com maestria considerável. Faíscas saltaram do encontro entre espada e aço, fazendo com que eu apertasse os olhos. Mas não parou por aí. Após acertar o peito do autômato, dei um passo e investi contra suas canelas, abaixando-me no ato. Meu adversário cambaleou, mas resolveu usar da vantagem e tentou descer o punho contra minhas costas, contudo fui mais rápido em rolar para o lado. Nesse momento Isabell surgiu sabe-se lá de onde e fincou a própria espada na axila do autômato. Tinha de acertar as articulações, segundo ela, e também parar de ser fujona – Você não tem muitos autômatos para matar? – Resmunguei ao ficar de pé e procurar a nova vítima. 

As máquinas convergiam de todos os lados, suplantando em muito o número de campistas. Fui cercada logo por dois autômatos, cada qual portando uma espada rústica de madeira – Segundo round. – Anunciei ao partir para o ataque. Esperar que seu adversário invista é uma ótima estratégia, mas não há como usá-la quando o número de inimigos desafia a lógica dos planos de batalha. Alcancei primeiro o da direita, abaixando-me assim que cheguei perto. O autômato tentou acertar minha cabeça, mas cortou somente o ar, e enquanto isso eu finquei a espada na articulação entre a coxa e o tronco de meu adversário, causando-lhe o curto circuito. Como eu acontece com as máquinas em curto, àquela começou a se locomover muito rápido,  acertando-me, por acaso, enquanto eu tentava recuar. Meu braço esquerdo foi atingido em cheio pelo punho de aço. Engoli o gemido de dor e investi para o outro autômato que corria até mim – Cai dentro, lata velha. – Incitei ao me inclinar para a esquerda a fim de evitar o primeiro golpe. A espada passou há centímetros de meu rosto, deixando por pouco de acertar seu alvo, e bastou esse pequeno intervalo para que eu conseguisse ficar novamente “reta” com o autômato. Girei a espada entre os dedos e desci a lâmina gélida contra o topo da cabeça da máquina, deixando-a tonta. Em seguida restou-me a opção única: destruir. Finquei a espada no pescoço de meu adversário, estripando-o de cima para baixo. Menos um autômato.

Por estarem sendo repelidas com facilidade pelos campistas, as máquinas passaram a atacar em grupos maiores, sendo estes de três até cinco componentes. Visto que não poderia lidar com tantos ataques ao mesmo tempo, vasculhei o descampado ao meu redor até localizar Bell que tentava se livrar de dois incômodos. A garota tinha um vergão no braço. Cheguei até minha meio-irmã em tempo de empurrá-la para o lado e aparar um golpe. Espada contra espada, empurrei o autômato para trás, fazendo-o empurrar de volta e desviando para o lado assim que meu adversário fez força. Resultado? A máquina se desequilibrou e Isabell, que a tudo assistia, aproveitou do espaço de tempo para acertar-lhe a junção entre cabeça e pescoço. Antes mesmo que eu pudesse dar um sorriso de satisfação, a garota gritou-me que eu abaixasse e dessa vez obedeci de pronto. Sua espada passou acima de minha cabeça, atingindo algo metálico que emitiu repercussão do tinido irritante. Cerrei os lábios e fiquei de pé, em tempo de recepcionar outros novos três autômatos que se juntaram àquele que ainda nos cercava. Bell recuou até onde eu estava, e assim ficamos de costas uma para a outra. Fui a primeira a atacar, partindo para a direita e para a esquerda o mais rápido que podia, embora alternasse a velocidade em busca de gerar confusão. Acertei latinha 1 na cabeça com o punho da espada, deixando-o cambalear, e logo desviei da investida de latinha 2 que ainda conseguiu bater contra meu braço já dolorido. Provavelmente aquilo ali ficaria roxo. Apertei os lábios e continuei a finta, desviando e fazendo o retorno para então atingir latinha 2 no peito com um pontapé. Admito que meu pé tenha doído, o que me desinibiu de tentar qualquer outro movimento que usasse da luta corporal. Como ainda não tinha finalizado autômato algum, parti novamente para latinha 1 que parecia mais “sóbrio” e lhe acertei a junção entre pé e canela, gerando o curto. 

Enquanto isso, latinha 2, querendo vingança, aproximou-se de mim por trás e tentou me segurar, o que conseguiu com êxito. Me debati nos braços de aço do autômato, tentando até mesmo chutar-lhe (mas sem resultado, amém). Restou a Isabell a tarefa de me salvar – Pode dar uma mãozinha aqui, Isabell?! – Esganicei, pois começava a perder o fôlego graças ao aperto em meu peito – Camarada, eu não to carente, ok? Não tenho namorado, mas pode parar de me abraçar agora. – Resmunguei para distraí-lo. Isabell deu a volta no autômato e lhe acertou a cabeça, depois as juntas e logo eu me vi suja de óleo - Abaixa! – Gritei para minha meio-irmã que obedeceu tal qual eu vinha fazendo. Coloquei um pé em suas costas, correndo, e pulei de modo a cair sobre o último autômato. A espada foi fincar-se logo no baixo ventre, de onde só consegui retirá-la após grande esforço. Eu até que vinha ficando boa naquele negócio de combate. Antes que novos autômatos surgissem, soou um apito, o mesmo que Quíron portava, e esse apito ativou parte do sistema do restante das máquinas que “congelaram” no lugar onde estavam. O centauro veio galgando até o grupo de campistas cansados, machucados e com aparente mau humor. Ganhamos um parabéns, belo combate e um “da próxima vez tentem fazer mais do que somente se dividir em duplas” – Maravilha, grande coisa. – Murmurei com desgosto para uma Isabell que fazia piadinhas sobre minha relação com o autômato do abraço. Um treino, uma piada nova; eu poderia conviver com isso.




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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Damon R. Grint em Sab 18 Jan 2014 - 0:12

Caça à Bandeira


A Caça à bandeira foi anunciada quando estávamos todos no jantar. Quíron bateu o casco logo depois de fazermos a oferenda e ordenou que seguíssemos para o bosque e foi o que fizemos. Ouvi dizer que o Chalé de Hermes sempre fazia parceria com os Chalés de Apolo e Atena. Ainda bem que tínhamos os semideuses de Atena, pois eles eram ótimos com estratégias. Uma observação: Éramos a equipe azul.
Depois de todos estarmos prontos e as bandeiras fincadas cada um de um lado do Acampamento Meio-Sangue, Quíron deu permissão para que a caçada começasse e a primeira coisa que fiz foi seguir Josh, o menino com quem eu treinara.
- Fique junto a mim, Damon. – Informou-me Josh seguindo com sua espada em punho.
Obedeci ao meu companheiro de equipe e começamos a rondar o bosque com mais três campistas junto com a gente. Era uma noite quente e úmida. Os bosques estavam escuros, com vaga-lumes aparecendo e desaparecendo com sua luminosidade. Como nos outros treinamentos em que treinei de venda, conseguir detectar cada barulho que estava à minha volta. Mas até aquele momento nada de passos.
Josh me avisara que era para ficarmos atentos. Os campistas adversários, na maioria, eram filhos de Ares, o deus da guerra, então aquilo ali para eles era apenas pique bandeirinha, eles não ligavam em nos machucar. Drake, filho de Hermes ficava na retaguarda enquanto Josh, seu meio-irmão, seguia na frente. Nick, que era filho de Atena, empunhava sua adaga e Michael filho de Apolo já tinha sua flecha armada no arco. Eu segurava a espada que me deram com as duas mãos. Aquela armadura me fazia suar muito por dentro o que me incomodava. O capacete era excelente para minha cabeça, mas, sinceramente, aquele penacho azul era o que tirava a tensão do momento.
Foi quando eu ouvi passos pesados. Barulho de espadas se chocando vinham do leste e gritos de guerra do Oeste. Estávamos avançando em alta velocidade quando alguns filhos de Ares nos surpreenderam pela frente. Um garoto alto avançou para cima de Josh que contra-atacou. Michael atirou uma flecha na mão de um deles, a mão que o mesmo empunhava a espada, não feriu, passou de raspão, mas o garoto largou na mesma hora a espada. Um garoto menor que devia ter a mesma idade que eu, quinze anos, avançou na minha direção e quando vi já estávamos duelando. Eu manejava a espada como um verdadeiro espadachim. A cada golpe que ele dava eu defendia. Fixei meus pés no chão e ataquei. Sempre que eu atacava pela direita, ele defendia, então decidi enganá-lo. Desferi um corte para a direita, mas assim que ele desceu a espada para defender, o atingi pela esquerda e ele caiu.
Olhei em volta e todos já tinham acabado com o duelo. Michael não estava mais lá, parece que Drake ficou ferido e ele teve de levá-lo de volta. Agora restava apenas Josh, Nick e eu. O filho de Atena nos aconselhou a seguir caminho e fizemos. Quando escutamos mais barulhos, Nick disse para nos escondermos debaixo de um barranco onde folhas espessas cobriam a entrada. Ficamos ali por alguns minutos, pois acima de nós, a equipe vermelha avançava.
Josh deu sinal de que já podíamos ir. Todos fingíamos que éramos mudos, nos comunicávamos por sinais, não queríamos ser surpreendidos pelos filhos de Ares, era capaz de outro se ferir e um dos outros dois em boas condições levar o ferido de volta para os filhos de Apolo e assim sobraria um e se ficasse encurralado? Isso diminuiria as chances de ganharmos.
Quando estávamos em cima do barranco, dava para avistar o Punho de Zeus onde nossa bandeira estava fincada. Será que alguém já havia conseguido chegar lá? Embainhei minha espada novamente, sabendo que aquilo era arriscado, mas meus pulsos doíam por que já estava algum tempo segurando-a.
Caminhamos em passos leves e rápidos para o norte, fomos informados que a bandeira da equipe vermelha estaria para lá daquela enorme extensão de árvore à nossa frente. Josh e eu com nossas espadas fomos cortando os galhos e folhas que estavam à nossa frente. Nick empunhava sua adaga na retaguarda.
Um baque veio a uma longa distância e logo depois um grito. Quíron ditara as regras: Não podíamos matar ninguém nem ferir gravemente. Eu, da minha parte, seguia as regras, só não sabia se os filhos de Ares seguiam também.
Estávamos andando com os passos leves, mas Josh foi estava na frente, e de repente um quebrar de galhos surgiu de seus pés e vi meu companheiro de equipe caiu num buraco. Só consegui pensar em uma coisa: Armadilha!
Três campistas caíram como um baque no chão, os três eram dois filhos de Dionísio e um filho de Ares e estavam todos empunhando espada. Desembainhei minha espada e fiquei de costas para Nick. Era empunhando sua adaga e eu a espada. – Ora, ora, ora. Um filho de Atena deveria saber que esse tipo de armadilha viria. – Disse uma garota corpulenta.
Nick bufou de raiva e avançou para o filho de Ares. Ouvi Josh gritar lá de baixo que não, mas já era tarde. Apesar de ele estar apenas com uma adaga, lutava como um verdadeiro guerreiro. Vi que o filho de Ares, apesar de ser muito bom, estava levando sufoco. Nick por fim deu um chute no adversário que desequilibrou. Barulho de galho quebrando aos seus pés e, como Josh, ele caiu. O feitiço virou contra o feiticeiro.
Abri um pequeno sorriso invadiu meu rosto. Quando os filhos de Dionísio avançaram com as espadas empunhadas, Nick e eu já estávamos em forma estratégica de costas um para o outro, com as armas erguidas. As batidas de espadas faziam, no escuro dos bosques, os barulhos ecoarem pelas árvores. O filho de Dionísio me acertou no rosto, mas a minha sorte é que eu usava capacete. Logo ataquei por baixo e ele deu um salto. Meu oponente atacou por cima e cortou um pouco do meu penacho azul. Desferi um corte pela esquerda e quando o filho de Dionísio já estava para defender, voltei pela direita com minha espada e fiz um corte em seu braço. Automaticamente ele caiu e empurrei-o com o pé. Ele colocou uma das mãos no braço feri e saiu correndo. Antes mesmo de me virar para Nick, o oponente de meu companheiro de equipe saiu correndo, vendo que estava sozinho.
- Me ajudem! – Exclamou Josh lá debaixo do buraco. Olhamos para baixo e vimos que Josh estava sentado com as mãos no tornozelo direito. Claro que ele havia se machucado, o mais especializado em esgrima estava ferido...
Nick deu a ideia de pegar cipós e tecemos todos eles num só firme para que Josh pudesse agarrar-se a ele e pudermos puxá-lo para cima. E foi o que fizemos. Logo depois de meia hora, conseguimos. Dei ambrosia para melhorar o tornozelo, mas o efeito não era rápido. – Volto com ele para os filhos de Apolo. – Disse Nick ajudando Josh a colocar-se de pé.
Fiquei meio que tonto com aquela afirmação. Era algo que eu não conseguiria fazer... Seguir em frente sem os dois. – Não... Não posso seguir sozinho. – Exclamei  gaguejando.
Mas acabou por isso, os dois seguiram na direção contrária a minha e continuei com cautela para alcançar a bandeira. Depois de um longo tempo, encontrei um campista de penacho azul caído no chão. Coloquei o dedo indicador sob suas narinas e ele ainda respirava. Abri o odre de néctar e derramei um pouco em sua boca. Depois segui em frente. Precisava de água e a fluente do riacho era logo ali. Ajoelhei e lavei meu rosto. Bebi um pouco do líquido e atravessei a pequena extensão de água que não chegava nem aos meus joelhos. Olhei à minha volta e quando fixei meu olhar no alto de uma pequenina colina, vi a bandeira da equipe vermelha balançando diante do vento. Meus olhos brilharam e comecei a correr na direção. Estava quase lá quando dois semideuses apareceram, a guarda da bandeira. Mas o que eu não esperava era que dois dos meus aliados aparecessem do mato em minha companhia. – A bandeira agora é nossa. – Falei por sorrindo.
Os outros dois adversários avançaram brandindo as espadas. Um dos meus aliados era filho de Atena e o outro de Hermes. Os dois também brandiam espadas. Uma faiscada saía enquanto os pares duelavam à beira da pequenina colina, eu pensava que por fim estava ganho, mas foi aí que me enganei. Foi aí que outro semideus caiu na minha frente e começou a me golpear. Me perguntava onde estavam os filhos de Deméter, Hefesto e Afrodite se encontravam. Mas não estava em tempo de me preocupar com isso, estava em pleno duelo ali. O semideus deu uma estocada e me jogou para trás, ele não parava de atacar e me deu um corte no braço que eu empunhava a espada. Queria gritar de dor, mas com a pouca força que eu tinha, estava prestes a desferir um golpe no alto quando abaixei a lâmina em direção à sua perna que o fez cair. Dei um chute em seu peitoral e ele caiu colina abaixo. Avancei para a bandeira já gritando vitória, mas uma parede de plantas emergiu do chão e quando vi, uma filha de Deméter estava sorrindo para mim logo abaixo na colina. Eu tinha que detê-la para conseguir passar, mas não precisei. Outro semideus a pegou por trás e colocou a adaga em seu pescoço. A filha de Deméter ficou totalmente perdida e apelando por ajuda. A única coisa que fiz foi cortar a folhagem e depois brandir a bandeira. Com a certeza de que ganhamos gritei:
- A Equipe Azul é a vencedora! – E dei um soco no ar
 

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Fobos - Motivos: Você escreve bem, campista, mas cuidado com a pontuação de suas sentenças. Aproveitou bastante da situação que criou, além de quê foi criativo. Bom desempenho! Mas pode melhorar.  
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Stephen Hamish Baratheon em Dom 19 Jan 2014 - 20:45

Duelos e estratégia
why'd you only call me when you're high?

A manhã fora tediosa. Totalmente desperdiçada, a não ser pelo café da manhã excepcional que havia sido feito no acampamento. Decidi que já era hora de treinar novamente, depois do arco e flecha nunca mais pegara em instrumento algum no acampamento, já faziam dois dias. Saí do chalé de Hermes com a camisa laranja do acampamento e uma calça jeans, não carregava nada e tentei achar um lugar qualquer em que poderia treinar, a falta de rumo levou-me ao galpão de duelos e estratégias. Cheguei ao espaço no começo da tarde. Vários alunos pareciam competir do outro lado do galpão, e nem mesmo perceberam minha entrada, suspirei e fui até onde estavam guardados acessórios, espadas e tudo mais. Uma pilha de espadas parecia assustadoramente prestes a cair a qualquer minuto. Peguei no punho de uma simples, que não ameaçava o equilíbrio do monte como um todo e deixei as cotas de malha e armaduras em paz. Era a primeira vez que treinava e de nada adianta já começar carregado com vinte quilos de armadura. Senti o peso disforme do aço tentando em vão encontrar um ponto de equilíbrio para centrar minha mão. Virei a cabeça para um lado e outro, girando a espada e me encaminhando até os bonecos que estavam dispersos pelo espaço.

O boneco tinha braços e pernas abertos, mantido em pé por um pedaço de madeira simples e parecia não resistir a um golpe bem distribuído... bem, era o que parecia a primeira vista da primeira vez que eu usaria uma espada; uma perspectiva apavorante. Pressionei a mandíbula contra os dentes superiores, cerrando os dentes (isso tinha se tornado uma mania irritante de quando eu tentava me concentrar em algo que meu TDAH relutava em consentir). Brandi a espada para o lado, mostrando uma falta de técnica quase graciosa, acertando o lado do boneco com um choque mais devido à força do que ao estilo de combate. O boneco se moveu alguns milímetros, abrindo uma ferida que espirrou palha para todos os lados. A espada se desprendeu do tecido e subiu, descendo violentamente contra o braço esquerdo do boneco para iniciantes (que eu costumo chamar de espantalho), que se partiu prontamente. Puxei a respiração e a prendi em meus pulmões quando tentei dar uma estocada que soava ridícula para mim, mas talvez não teria ficado tão ruim assim, já que produziu um rasgo de dez centímetros no centro do peito de tecido e palha. Parei por um instante, olhando para os lados e coçando a cabeça; alguma razão deveria ter para aquele lugar ser chamado de 'duelos e estratégias'...

Percebi tarde demais que a área em que eu estava era para treino em grupos. Estava cercado por quinze irmãos do boneco que eu tinha destroçado o braço, se fosse uma batalha real, teria morrido antes de conseguir respirar. Por fim pensei que lutar contra quinze espantalhos não devia ser tão horripilante e uma estratégia improvisada não traria nada ruim, afinal, os campistas do outro lado do galpão já se divertiam com o novato idiota que fora no lugar errado. Cocei a nuca indo desta vez ao primeiro boneco e me posicionando como parecia o certo. Olhei para a espada e comecei uma palhaficina¹ carnificina de autômatos.

O primeiro golpe atingiu o que seria a jugular do pobre boneco; quando a espada saiu do pescoço de palha, girei o meu corpo atingindo de baixo para cima o boneco que se encontrava a direita do anterior. Lá se foi uma tíbia. Dei um passo aberto demais, mas que ainda teria concerto, trocando a espada de posição (a segurando com a mão direita com sua ponta direcionada para trás) e atingindo duas vértebras superiores e saindo pelo pulmão direito. Com o movimento ainda em ação, estiquei-me em uma estocada contra o peito do boneco de trás do anterior; atingindo-o surpreendentemente. Voltei a posição anterior atingindo o boneco a minha esquerda na parte frontal do cotovelo, onde provavelmente haveria uma fenda na armadura... mas como é que eu sei isso?, parei de súbito, soltando a espada no chão que caiu com um baque súbito.

- Surpreso? - Me precipitei para o lado, como um reflexo - Seja bem-vindo ao acampamento, sou um filho de Hermes... você deve ter me visto no chalé, eu o vi... luta muito bem para um iniciante, não é? - Tudo o que surgiu em minha mente por alguns instantes foram perguntas sem respostas - São reflexos, seu corpo foi feito para a batalha e para a estratégia de guerra. Sorria, essa cara me desanima - O garoto, mais velho do que eu, muito mais, suspirou - Foi bom te conhecer, até mais... - O garoto observou-me, com um sorriso jocoso² que mais parecia incitar-me ao roubo do que a alegria. Com coisas demais correndo-me a cabeça, saí do galpão depois de devolver a espada à pilha ameaçadora.

OFF e considerações:
¹Não considera essa palavra como parte do texto, just kidding
²Jocoso: Incita ao riso

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Fobos - Motivos: Gostei bastante da forma como escreve, é agradável e impede que o leitor caía no tédio. A situação proposta foi bastante condizente com o nível do personagem, o que por si só já é bastante raro de se encontrar hoje em dia. Trabalhou bem na descrição do desenvolvimento, e entendo que não tenha graça combater bonecos. Em suma, ótimo treino, campista ^^
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Chillie P. Möhrhauser em Sex 24 Jan 2014 - 1:30



do you wanna build a snowman?

Estava balançando num balanço já muito esquecido, por conta das partes com ferrugem. Olhava para a grama sadia, pensando em como seria divertido construir um boneco de neve ali com alguns amigos. Mas logo Chillynder, ou Chillie como preferia, lembrou-se de que não tinha amigos. Não saber quem se realmente é o pior de tudo, sem saber quem te originou, além de é claro sentir um grande vazio no peito a todo momento. Chillie logo vislumbrou Alex, um instrutor de treinos se aproximar dela um pouco ofegante. - Hey, precisa de companhia. ; ele disse mostrando um sorriso de orelha a orelha. - Não obrigada, e acho que vou treinar um pouco. ; a menina disse ríspida logo se levantando sem sequer olhar direito para o rapaz. - Bom, se me permite acho que deveria experimentar o treino de Duelos & Estratégias. ; mas Chillie fingiu não ouvir apenas seguindo em direção a arena.

A “indefinida” seguiu para o tal treino de Duelos & Estratégias, seguindo o conselho de Alex. Demorou um bocado para a menina encontrar o devido treino, seguia-se depois de Combate a Monstros e Equitação Básica, além de é claro ser o campo da arena mais pouco extenso. Havia alguns campistas ou lutando em duplas ou contra bonecos que se mexiam, bom, parecia pelo menos divertido. Chillie se aproximou de uma menina morena bonita sentada numa cadeira observando os campistas lutarem. - Hm, olá, como funciona esse treino?; a novata perguntou para a possível instrutora que recebeu ela com um grande sorriso. - Ah, oi! Eu sou Dahlia, instrutora desse treino. Bom, é muito simples o treino. A questão do treino é saber como fazer um ataque, uma defesa e etc. Essas noções são muito importantes durante um real combate em missões e afins. Você pode escolher entre batalhar em equipe, duelar contra outro campista ou fazer parte da caça a bandeira, embora este só comece daqui uma hora. Espero ter ajudado, tchau!; em seguida Dahlia correu em direção a um campista bem novinho que não conseguia erguer a espada sem cair no chão.

[. . .]


Chillie ficou um pouco apreensiva, não era nem um pouco boa em fazer amizades quem sabe conseguir trabalhar em equipe com alguém. Era mais fácil para ela apunhalar alguém do que ajudá-la e dar lhe cobertura em devidas situações. Mas ela não podia amarelar, afinal cada treino e cada maior reflexo que adquiria fazia-a ficar mais próxima de saber quem realmente era. Uma menina chegou até ela e perguntou se queria fazer dupla com ela contra dois amigos dela, Chillie deu de ombros caminhando junto de Arya. Ela fez Chillie comprimentar seus adversários, que eram Grace e Cave. Arya entregou para Chillie uma espada comum e um escudo, enquanto alcançava sua espada predileta. Grace e Cave eram gêmeos não idênticos, e ambos tinham adagas nas cinturas e espadas nas mãos, além de escudos personalizados. Então Arya e a menina se afastaram um pouco dos gêmeos para começar a batalha.

Quando Arya gritou “JÁ!” não sabia que seria tão imediato. Mas, bom, foi. Chillie esquivou-se por pouco de um golpe de Cave, que aproveitou para tentar atacar ela novamente. Mas com um movimento rápido de escudo Chillie desproviu-se do ataque, fazendo Cave recuar um bocado. Ele guardou a espada e pegou duas adagas, segurando ambas com a mão livre. Em seguida, veio correndo e gritando contra Chillie. Mas a menina começava a bolar uma estratégia. Era bem provável que Cave fosse querer ficar atacando, para se mostrar forte e “bomsão” e isso poderia ser uma vantagem. Após cada defesa da parte de Chillie ele ficava vulnerável e era aí que poderia atacar, mas só depois que ele se cansasse o bastante.

Chillie defendeu, esquivou e afastou Cave cinco vezes, mas o que pareceu 50 vezes. E logo Cave estava devidamente cansado, mas sem largar o ataque. Ele veio para enterrar a adaga em sua testa, muito mal. Chillie largou por um instante a espada, e segurou o pulso da mão com a adaga fortemente, imobilizando Cave por apenas alguns instantes. Nisso, a menina chutou com força o escudo dele, que no fim das contas não era muito forte. Ele caiu para trás, caiu de costas na grama. Pareceu ter uma falta de ar repentina, e chutou a adaga longe e recuperou sua espada e apontou-a na direção da garganta de Cave.


[ . . . ]

Dahlia veio correndo em sua direção com um arco e flecha na mão, e disparou uma flecha de fumaça em seu escudo que começou a gerar muita fumaça e fazendo-a cair de lado, deixando-o no chão. Não demorou mais que 1 minuto e a fumaça desaparecera, e ao lado de Cave, Dahlia fazia um movimento com as pernas dele. E só então percebe-se que a face dele estava roxa e ele parecia não ter ar, e realmente não tinha. Pela quarta vez, Dahlia fez o movimento com as pernas dele e ele respirou fundo e deitou de lado na grama. Grace veio correndo, largando suas armas no chão para ficar ao lado do irmão. Dahlia veio até Chillie e disse séria: - Seu treino foi muito bom, devo admitir. Mas no Acampamento Meio-Sangue, nós não machucamos uns aos outros, apenas desarmamos. Que bom que essa prole de Niké está bem, por que se não estivesse… Enfim, entendeu o recado? Vou deixar essa passar, mas na próxima isso vai chegar até Quíron. ; e ela logo se afastou indo na direção de outros campistas que pareciam preocupados com Cave. Arya e Grace olharam-a com um olhar de sentença de morte, e Chillie apenas saiu correndo da arena. Nem quando ganhava conseguia não machucar os outros.


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Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

Fobos - Motivos: Cuidado com os erros bobos de gramática, assim como também com o modo com o qual você narra as situações. Às vezes fica confuso. Fora isso, seu treino foi simples e mediano, pode melhorar ainda. Tente focar mais em inventar situações inesperadas.  
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Gus Owens Pallas em Dom 26 Jan 2014 - 1:03

Induzido pelas palavras dos campistas um tanto encorajadoras, dirigia meus passos lentos na direção da arena, focalizando os olhos na lájea fria. Suportava um peso enorme nos pés pela quantidade de peso que já estava carregando nas pernas, resultado de uma caminhada que já vinha desde o chalé em que habitavam os filhos de Poseidon. Não queria demorar muito para chegar à arena e, por isso, apressei meus passos pela trilha moldada por um cascalho reluzente, iniciando uma corrida não muito prazerosa até a estrutura almejada, desde já muito ofegante por não praticar esportes e outros afazeres que necessitem de muita velocidade.

Não demorou muito tempo para eu me estabilizar na frente da arena e, consequentemente, inclinar o tronco para baixo e repousar os palmos nos joelhos, arfando constantemente. Suspiros diversos escapavam da minha boca de forma que eu não conseguisse respirar direito, o que de certo era uma coisa inabalável pra mim. Portava uma espada de bronze na mão direita e um escudo feito do mesmo material na esquerda, analisando os campistas que estavam dentro da arena ao longe.

A minha vontade em treinar nos dias atuais estavam se esgotando, não por não sentir prazer em efetuar o aperfeiçoamento das modalidades, mas sim por não me sentir totalmente entrosado com as pessoas que habitavam no mesmo local que eu. Cocei a nuca e rodopiei a espada algumas vezes na lateral do corpo, ativando o escudo. Empurrei os imensos portões da arena e, em conseguinte, a adentrei, deslizando o corpo para uma de suas laterais. Antes que eu pudesse me escorar na parede, um menino de cabelo ruivo avançou na minha direção, exalando fúria, me atacando no ombro esquerdo com a sua espada. Por ser visivelmente inexperiente, fui atingido no ombro, cambaleando para o lado e em seguida caindo no chão, atordoado.

Ergui-me num salto, fuzilando a face do garoto com os olhos azulados. A minha vontade de derrotar o ruivo falava mais alto do que qualquer coisa naquele instante, eu simplesmente não aceitava que um campista avulso me atacasse sem nenhuma presunção. Avancei alguns passos em sua direção e, no rodopiar da espada, infringi o tórax do menino com a lâmina da ponta do objeto, ferindo a região gravemente e levando-o a cambalear. Não tardou muito para o garoto se estabilizar novamente, erguendo sua espada em minha direção verticalmente. Ao notar a movimentação do cabo da espada, sobressai o escudo rente à lâmina da espada, chocando-o com o armamento.

Aproveitando-me do golpe falho do menino, simulei um ataque falso e, rapidamente, girei meu corpo no próprio eixo, saltitando até a lateral do garoto e surpreendendo-o. Em um pequeno período de tempo, ergui a espada no ar e subjuguei o objeto em seguida, fazendo a sua extremidade atingir o ombro esquerdo do menino. Mas, a minha tentativa havia sido falha, quando notei o garoto utilizando de um escudo, que antes estava desativado, para se proteger, franzi o cenho e retrocedi um passo, tentando não ser vítima de outro golpe surpresa dele.

Resguardei a face atrás do escudo de bronze e cortei o ar com a espada, almejando o tórax do menino de raspão e efetuando um corte superficial na região, obrigando-o a retroceder alguns passos pela dor proporcionada. Não cedi espaço para ele e, num outro salto, guiei meus passos até as costas do garoto, jogando-o no chão com um impulso originado do pé esquerdo. Abaixei a espada quando pude notar o corpo do menino caído no solo rochoso, desativando o escudo e propelindo corpo para o lado, ciente de que o combate havia acabado naquele instante.

Fitei o contorno da silhueta do ruivo por alguns segundos e, quando pude ter certeza de que ele não iria mais se movimentar, girei meus calcanhares e comecei a correr na direção do chalé, driblando os campistas em minha frente e sumindo em meio à uma fumaça que se formava no início da arena, à procura de um banho.

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Fobos - Motivos: Poseidon anda fazendo uns filhos bem violentos, ein. Mas enfim, o treino foi simples e direto, do modo como gosto, muito embora pudesse ter usado mais da criatividade.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Kristen Wolsten. Bellamy em Dom 26 Jan 2014 - 15:28


O que seria melhor que treinar e aperfeiçoar suas técnicas após o café da manhã? Há tempos eu não fazia isso, e estava começando a acreditar que estava "enferrujada". Movida por esse sentimento decidi ir até a área e treino de espadas e escudos, apenas com uma adaga simples que havia encontrado no chalé, causar alguns estragos em alguns bonecos, que era um tipo de diversão a qual eu não experimentava a muito tempo. Ao chegar, selecionei sete bonecos para meu treino e os agrupei da seguinte maneira:

---7---
-4-5-6-
--2-3--
---1---
--eu--

Observei o modo como havia agrupado os bonecos, e estratégicamente falando, parecia bom. Seria como enfrentar monstros que protegiam algo, e o 7º seria o mais forte. Retirei minha adaga do cinto da shorts jeans e a girei habilidosamente nas mãos, enquanto bolava mentalmente a estratégia da melhor forma de atacá-los. Agora para mim, aqueles não eram mais bonecos: Eram monstros, criminosos, ou qualquer tipo de vilão que quando criança, sonhei de enfrentar. Já posicionada em frente aos bonecos, respirei fundo apertando a adaga em punho e avancei para atacar os inimigos de palha.

O primeiro boneco, de fato foi o mais simples. Desviei de seu imaginário e possível ataque direto, e passei adaga com agilidade por sua garganta. Em seguida, chutei a parte seu tornozelo por trás, derrubando o boneco. Se fosse um mortal, com sorte morreria em 15 minutos por não conseguir estancar o sangue da garganta. Feito isso, continuei avançando até o segundo e terceiro boneco.

Frente a frente com os mesmos, tentei pensar qual seria a melhor forma de atingir ambos ao mesmo tempo, supondo que se eu fosse em um de cada vez, um me atacaria enquanto eu atacava o outro. O melhor plano que me veio a mente foi dar uma voadora no segundo boneco enquanto perfurava o terceiro com minha adaga, e assim o fiz. Não foi tão difícil tão cinematográfico quanto imaginei, mas foi o tipo de coisa em que eu diria "Olha, acabei de dar neste boneco uma voadora digna de dublê de cinema. Espero que todos tenham visto porque eu não farei de novo" Assim que ambos bonecos caíram simultaneamente enquanto continuei avançando, para o quarto, quinto e sexto boneco.

Imaginei que o quinto boneco estava com uma arma mortal, um revolver por exemplo, apontado pra mim. Então assim que avancei, desviei para baixo, dando assim uma rasteira no mesmo. Enquanto aos outros dois, o quarto e sexto boneco, fiz o mesmo esquema do segundo e terceiro: A voadora em um, e facada no outro Ok, eu descobri um certo talento com voadoras e fiz de novo. Viram agora, fãs? Não repetirei novamente. Pousei perfeitamente no chão e, sabendo que uma rasteira não seria o suficiente para derrubar o quinto boneco, eu o acertei com o punhal de minha adaga, assim que o quarto e sexto caíram. Agora só faltava o sétimo e último.

Avancei até o último boneco, como se ele fosse o mais forte de todos. Assim que cheguei perto o suficiente acertei seu rosto com o punho de minha adaga, fazendo-o tombar como um João Bobo. Em seguida, chutei seu tronco, fazendo-o cair e o acertei seu pescoço, para finalizar. O último boneco estava morto.

Me levantei, ofegante, e olhei para trás. Os outros seis bonecos derrotados que estavam em meu caminho até o sétimo foram dilacerados e reduzidos a punhados de palha, assim como esse último. Sorri satisfeita de meu treinamento e fui até a sombra da arvore onde havia deixado meu cantil de água e tomei um longo gole antes de sair dali em direção ao chalé três.

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Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 25

Fobos - Motivos: Foi, sem dúvida, uma estratégia. Mas os inimigos reais não ficariam parados, não é? Eles também não morreriam fácil assim. Tente, da próxima vez, empreender mais ação/emoção no seu post, campista.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Andrew C. Martin em Seg 27 Jan 2014 - 15:27

Era um dia de verão, um belo dia para um treino, o sol começava a invadir a chalé de Hermes, acordei naquele belo dia com a ideia de treinar. Procurei algo para fazer pelo acampamento, eu queria duelar com alguem... Mas com quem? Comigo mesmo é que não..


Encontrei a Arena e entrei logo na tal, peguei na minha adaga e encontrei uma Indefinida como eu, e perguntei-lhe. - Queres treinar? - Disse a ela, ela me respondeu. - Ok! - Dizia ela pegando na sua Adaga.


Entramos na arena eu fui para a esquerda, ela para a direita, corri rapidamente para perto dela fazendo um golpe na perna, ela também me fez um golpe no braço. Continuamos assim até a noite acabar saindo com uns arranhões e coisas assim.

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Gramática (0-25 xp): 10 .-. Coesão (0-25 xp): 0 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 0

Fobos - Motivos: Isso pode melhorar, campista. Vamos por partes: 1º Um bom treino tem, no mínimo, dez linhas de narração, e boa parte dessas linhas não pode se focar só na introdução, mas sim no real desenvolvimento do combate. 2º Não resuma o que aconteceu no desenvolvimento, porque é exatamente isso que eu vou julgar com maior peso. 3º Você não escreve mal, portanto creio que poderia fazer bem melhor do que isso. 4º Dê uma lida no treino de seus companheiros, mas sem copiá-los, e talvez compreenda parte do que lhe sugeri.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Amelia Hannsee em Qua 29 Jan 2014 - 20:55



Cenas imaginárias e crueldade com bonecos!

Mesmo depois de ter sido reclamada, de ter mudado para o chalé de Dionísio e ter resolvido beber mais vinho todos os dias, não tinha entrado ainda na parte de Duelos e Estratégias, pois não sabia nada sobre duelos e sou orgulhosa demais para admitir que entrei no lugar errado, que devia ter treinado antes de resolver partir para o octógono e que duelar pode levar á morte eminente, mesmo que isso seja proibido no Acampamento e que Quíron nunca perdoaria se alguém matasse outra pessoas, e talvez a pessoa arrumasse uma brigitcha com papai. E papai é orgulhoso como eu, então ninguém iria querer me matar por ser inexperiente. 
Com esse pensamento positivo de que "alguém no mundo me ama e olha por mim, e eu não vou morrer tão cedo sem conhecer os verdadeiros prazeres da vida", saí do pavilhão depois de um café-da-manhã e fui para a arena, mas especificamente para a área de Estratégia. Não tinham muitos meios-sangues treinando ali, o que achei estranho, mas não reclamei, preferiria treinar com menos pessoas me observando, e por sorte gostam mais de duelar, pois a parte de bonecos estava um tanto quanto vazia, e eu não queria duelar. Foi o que aproveitei. 
Cheguei perto de uns bonecos e analisei o local. Havia quatro, e pareciam que queriam me encurralar, então eu teria que lutar com um e me proteger dos outros, de uma forma que poucos ataques chegasse realmente a mim. Peguei uma espada no arsenal que me parecia leve o suficiente para me dar agilidade e quase peguei um escudo. Será que, mesmo não treinando com o escudo, eu conseguiria manuseá-lo? Aquilo não era uma batalha real, era um treino, eu podia errar e continuar viva. E não haveriam tantas pessoas para me ver errar.
Decidi que não precisaria do escudo e apenas da espada. Outro dia ele seria a peça chave do meu treino. Hoje era os meus reflexos.
Voltei para a área onde os bonecos estava e me posicionei no meio. Respirei forte e dei uma volta, olhando eles. Agora era uma cena de filme, estávamos em um beco, com um muro altíssimo, eles eram monstros, saqueadores, ou capangas de algum inimigo meu, talvez meu fígado, ou Prometeu por eu ter dito isso. Respirei novamente e então começou a cena de ação na minha fértil e útil, nesses casos, imaginação: eles começaram a atacar e a se aproximar ainda mais. Com a espada, desferi um golpe de cima para baixo e da direita para a esquerda, no boneco 1, que estava á minha frente. Era pra sair no coração, ou perto o suficiente para matar, mas saiu do lado esquerdo da cintura do boneco, saindo muita palha do boneco, mas que não mataria um humano ou monstro. Virei de costas, como se o boneco 2 tivesse tentando me atacar, e, num impulso um pouco certeiro demais, cortei o braço do boneco 2 e fiz uma perfuração do lado direito do quadril do boneco. Se fosse humano, estaria caído no chão sangrando, mas até aquele momento de lado. Virei para a direita e olhei para o boneco 3. Encarei. E disse, em bom tom, para que até bonecos inanimados ouvissem:
- Oh, você é um ser inanimado morto, baby!
Desferi um golpe que, na minha humilde opinião, foi perfeito: bem no coração do ser inanimado chamado boneco 3, e para garantir fiz uns cortes dos lados, e depois um no pescoço, fazendo o boneco sangrar ainda mais palha, se é que isso é possível. Dei ele como morte e virei para o boneco 4. Me dei o luxo de demorar no boneco 3, de ser um pouco cruel, e esquecer que estava em batalha. Mas, quando lembrei que estava em batalha, apenas fiz uma perfuração no boneco 4, virei para o 1 e, com sorte, consegui cortar sua cabeça fora. Que sorte. Virei para o boneco 2 e fiz uma perfuração do lado esquerdo, segurando a espada com as duas mãos, e chutei o boneco 2, que caiu no chão, e virei para o ultimo que restava, o 4.
- Só falta você...
Novamente com as duas mãos, fiz uma perfuração no tórax do boneco e o chutei também, depois, somente com a mão direita, fiz um corte na direção esquerda-direita, e depois, cortei a cabeça do boneco. Fiz isso também com os outros que estavam ainda em pé, e finquei a espada no chão. Como era bom fazer coisas como essa, matar sem ressentimento e poder deixar fluir o sentimento de crueldade sem achar que estou errada. Limpei a espada da palha que tinha ficado e a guardei com as outras. Dei um jeito em tirar os bonecos dali e tirei a palha da roupa. Vi alguns campistas que conhecia saindo dali, e provavelmente estariam indo almoçar, os segui. A minha aventura no beco escuro imaginário com os capangas imaginários de um chefão da máfia imaginário tinha me cansado e levado toda a manhã, o que me fez sorrir quando cheguei no pavilhão-refeitório. 

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Fobos - Motivos: Cuidado com a escrita. O treino, em suma, foi bom, mas acho que faltou "emoção" na hora do desenvolvimento.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Gus Owens Pallas em Sex 31 Jan 2014 - 23:22

Nos últimos dias estava sendo englobado por treinos, sendo sufocado por eles diariamente. Não tinha mais tempo para mim, e muito menos para os outros campistas que em meio a um treino e outro, tentavam se aproximar com cautela. Caminhava tranquilamente na direção da arena, portando os mesmos armamentos de sempre, uma espada de bronze e um escudo feito do mesmo material. Arfava a cada segundo devido ao extenso caminho em que trilhava todos os dias, aquilo já estava me cansando e se fosse feita uma arena mais perto do chalé dos filhos de Poseidon, com certeza facilitaria e a minha empolgação aumentaria em conseguinte.

Em meio a um pensamento e outro, ás vezes eu costumava me perder e ir parar em outro local do Acampamento, o que de certo não era o caso atual. Focava meus olhos e minha mente na estrutura que eu via ao longe, espreitando um sorriso torto na face e rodopiando a espada com o auxílio de seu cabo ao lado esquerdo do corpo. Antes que eu pudesse pensar em prosseguir ou não com a situação de aperfeiçoar as minhas artes com as modalidades oferecidas, disparei em uma corrida não muito cansativa na direção da arena, tentando não perder a vontade de treinar e continuar com o intuito e ser um campista completo.

Munindo-me da espada de bronze e do escudo, empurrei os grandes portões da arena e a adentrei quando finalmente alcancei a sua entrada, deslizando alguns passinhos para a sua lateral e observando os campistas presentes, suportando um desprezo enorme nos olhos conforme transpassava as pupilas pelas silhuetas avulsas. A arena lotada me instigava, simplesmente por preferir locais que se mantivessem em sigilo e com poucas pessoas. Conseguia pensar melhor na vida e, consequentemente, repensar mais de uma vez os meus atos. Todavia, antes que eu pudesse entrar em um transe mental, resultado das minhas possíveis melhorias, fui almejado por um olhar eletrizante.

Ergui meus olhos na altura do rosto do rapaz que se revelava aos poucos, avançando alguns passos na sua diagonal esquerda e fuzilando-o com o olhar. Rapidamente, analisei o corpo do menino se movimentando em minha direção, notando sua espada seguindo na diretriz do meu tórax, no intuito de me atingir. Deslizei os pezinhos para o lado e girei o corpo, deixando a lâmina cortar o vácuo em apenas um ato. Girei meus calcanhares em seguida, rodopiando a lâmina verticalmente contra o ombro do rapaz e atingindo-o superficialmente, causando-lhe um corte que podia rapidamente ser curado. Desequilibrado, fui alvo de um corte superficial na região do braço quando o menino finalmente se estabilizou, me obrigando a bambear para a sua frente.

Quando fixei meus pés, ergui a espada na direção do menino, na tentativa de atingi-lo, mas fui surpreendido por um escudo de ouro que, em um único movimento, chocou-se contra minha espada, me cedendo uma pressão rigorosa. Analisei a espada mais uma vez, e quando menos esperei que o menino fosse me atacar, notei a movimentação do seu cabo em meio aos filtros solares que atingiam minha face por alguns segundos, soerguendo o escudo na altura da lâmina e, consequentemente, paralisando-a, voltando e arfar mais uma vez. Não tinha muitas saídas ao não ser acabar de vez com o rapaz.

Propeli o corpo para o lado e cruzei o escudo na frente do peitoral definido, simulando um ataque que não tardou a ser visivelmente falho, na lateral esquerda de sua silhueta, girando o corpo e surpreendendo-o com um corte profundo na região das costas. Em meio à alguns urros de dor, o menino caiu no solo e soltou suas armas no chão rochoso, deixando uma outra camada, feita de suor, transparecer por toda a extensão do seu corpo. Guinchei os joelhos e os flexionei, depositando uma pequena parte da espada no pescoço do menino, a fim de fazê-lo desistir. Quando captei um pequeno suspiro saindo da boca do garoto, pude perceber que ele havia desistido. Brotei um sorriso irônico na face e o forcei por alguns segundos, voltando a posição inicial e permitindo que o menino ficasse no chão.

Depois de alguns segundos analisando o corpo do rapaz solto no chão, disparei em uma corrida na direção do chalé, sumindo em meio a uma fumaça esvoaçante que se propagava em frente à entrada, visivelmente faminto.  

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Fobos - Motivos: Vamos melhorar esse desenvolvimento, falta envolvimento do personagem no combate.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Allison Harley Fields em Dom 2 Fev 2014 - 2:04


Treino de Duelos e Estratégias

Havia certas pessoas que gostavam de subestimar outras, porque o seu aspeto não correspondia ao que seria ideal e representante da sua Coorte. E explicar o quão eu detestava isso, era impossível. O meu nível de bom humor ia de cem para cinquenta, e isso era consideravelmente resmungona para mim, pois sempre estou entre os cem e os noventa. Estava descansada a tomar o meu pequeno almoço no refeitório quando ouvi alguns murmúrios dos outros campistas entre si a comentarem sobre algo. Restava agora saber sobre o quê. Olhei para Jamie, uma garota de cabelos morenos que tomava igualmente o seu pequeno almoço na minha companhia e de Blake, e fiz um ar desentendido. Jamie apenas suspirou e tomou um gole de café antes de me responder.

— Alguns campistas estão revoltados com a entrada de um outro campista qualquer na segunda Coorte. Corre o rumor que ele não merece o suficiente, ou algo assim. Uma estupidez.ela explicou muito brevemente, como se também não soubesse muito bem a história ao redor do problema.

Desta vez olhei para Blake à espera de algum tipo de comentário para complementar o que Jamie tinha dito, mas o garoto loiro apenas abanou os seus ombros e a sua cabeça em negação. Pelos vistos, toda a gente estava um pouco às escuras à cerca deste problema.

­— Como se fossem enganar em algo assim... Às vezes pergunto-me se são piadinhas de mau gosto... — murmurei entre os dentes e a dar a última dentada na minha sandes de manteiga. O refeitório estava repleto de gente, muitos dos campistas apressados a comer a sua primeira refeição do dia antes de irem retomar os treinos de ontem. E ao pensar nisso, me lembrei de ver que horas eram. Naveguei o olhar pela parede atrás de mim à procura do relógio de parede. Não faltava muito tempo antes do meu primeiro treino. Peguei nas minhas coisas em cima da mesa e me levantei ao olhar para Blake. — Vamos, preguiças? — e sem demoras fomos os dois para o treino de duelos e estratégias.

Ao chegar à pequena arena, notei nas duas personagens — por assim dizer — que estavam anteriormente a causar confusão no refeitório. As minhas sobrancelhas se franziram como em hábito ao ouvir o quão alto falavam e sem alguma pinga de respeito sequer aos campistas semideuses que os rodeavam. Eram uma garota e um garoto de um ar de poucos amigos. Rezingões e de face séria. Como se não tivessem outra coisa a fazer senão comentar algo que não lhes dissesse respeito. Revirei os olhos e apercebi-me que ambos os dois haviam notado no meu sério aborrecimento quanto à presença deles. Não me importava, até os recebi de um sorriso bem largo e com um pequeno piscar de olho. Blake soltou uma gargalhada viva com o meu atrevimento e eu dignei-me a puxá-lo para juntarmo-nos ao que interessava, o treino.

Ao que parecia, o treino seria muito subtil em comparação aos próximos que iriam vir no futuro. Mesmo quando todos soltaram grunhidos de insatisfação, eu tentei ver as próximas aulas como um desafio. Pelo menos assim me dava um motivo para ficar bem disposta. Mas voltando ao treino. Pelo que o instrutor tinha explicado, além dos básicos e tudo mais, seria um combate a pares para treinarmos em aspetos em duelos e estratégias para derrotar ou enfraquecer o nosso inimigo. Nada demais, nada puxado. Aceitei mentalmente e cheguei-me para junto de Blake como se o reclamasse como meu parceiro para os duelos a pares. Ele, como é óbvio, aceitou e esperamos com que o instrutor nos indicasse contra quem iríamos enfrentar.

O instrutor de um aspeto de um velho senhor bastante sábio começou a lançar com quem os pares iriam lutar, e para nossa surpresa, tinha-nos calhado o parzinho rabugento do refeitório. Perfeito, assim podíamos dar-lhes uma pequena lição à moda da terceira Coorte. Tive que morrer o lábio para não deixar escapar um malicioso sorriso de vingança contra aqueles dois, que se mostraram igualmente interessados em lutar contra nós. Estávamos de igual para igual. Ambos tínhamo-nos colocado sobre o nosso radar. Não me mexi, obriguei com que os egos gigantescos daqueles dois viessem ter connosco. Demorou alguns segundos até eles perceberem a mensagem, e com alguma luta lá vieram ter à nossa frente.

Melhor mudares esse olhar, garota. Antes que eu o te tire. a garota falou naquele tom irritante nasalado. Tive que conter a minha gargalhada antes que me perdesse.

— Digo-te o mesmo. Querida. — fiz sinal com o dedo indicador mas lembrando-me de mais uma coisa. — Se calhar vou fazer com que tu engulas as tuas palavras contra o garoto de quem andas a falar mal. — ameacei ansiosa para que a batalha começasse logo.

Notei que ambos os garotos se avaliavam silenciosamente, deixando com que os seus corpos falassem por si. Um despique de testosterona. Enquanto que eu já me havia percebido que tipo de jogo é que eles iriam fazer. Um jogo sujo disposto a fazer tudo por uma amarga vitória. Agarrei a minha espada contando com a minha vida nela. E ao ouvir o som do apito do instrutor, todos os alunos se lançaram contra os seus adversários. Eu sabia muito bem com quem iria enfrentar. Aquela irritante garota. Rodei a minha espada na minha mão para ganhar velocidade e lancei-a em direção do ombro dela. Mas infelizmente ela se esquivou com um passo para o lado com que eu tinha lançado. Esperta, mas não o suficiente. Tomei o cabo da espada e controlei a garota com a lâmina da minha espada.

Porém tinha baixado a guarda, o garoto que supostamente lutava contra Blake apanhara-me desprevenida ao lançar a sua espada contra mim. Blake apenas teve tempo para ripostar e aguentar o ataque contra a sua própria espada. Deixando com que eu perdesse a atenção na garota, e criando uma oportunidade de ela me machucar com um golpe no meu braço. Felizmente o meu casaco tinha aguentado o corte e fazendo com que o machucado nem fosse assim tão grave. E quase que jurei que lhe tinha rosnado. Aquele jogo sujo borbulhou o meu sangue pior que lava. Se era assim que eles queriam jogar era assim que iríamos jogar. Era óbvio que alguns dos nossos golpes eram desajeitados pois não tinha havido assim tantas oportunidades de treinar de espada. Porém a raiva nos guiava.

Ela se lançou mais uma vez contra mim, mas agora, eu já previa o que ela iria fazer. Iria tentar por em prática o mesmo tipo de golpe. Mas eu desviei-me com um passo para trás e correndo para que conseguisse dar a volta. Queria estar de frente para o outro garoto. Assim não havia oportunidade para golpes sujos. Ela percebeu o que eu também estava a tentar fazer e tentou remediar. Mas fui mais rápida, bloquei-a antes que pudesse revirar o jogo outra vez.Não consegui conter aquele meu sorriso de malícia ao ver que o nosso jogo de equipa estava a dominá-los. Mas maus perdedores serão sempre maus perdedores. Ambos se lançaram ao mesmo tempo com um terrível golpe sujo, uma joelhada no estômago. Eu e Blake nos dobramos de dores. Vomito veio até à minha boca, mas eu recusei a vomitar em frente deles. Nunca.

Cuspi a saliva da boca e endireitei-me, mas era tarde demais. O instrutor tinha visto o que aconteceu e neste momento berrava aos dois campistas romanos pela péssima forma de estratégia e qualquer coisa de castigo. Não consegui ouvir muito bem devido às dores de estômago.

­— Enfermaria vocês os quatro! E nem se atrevam a continuar isto lá fora! — o instrutor ordenou e não deu espaço para ripostar. As ordens estavam dadas.

—Isto não fica assim..! — avisei o parzinho ao cuspir veneno em todas as minhas palavras. Isto não iria ficar assim... Iríamos tomar a nossa vingança mais tarde ou mais cedo e fazê-los engolir todas as palavras.
  

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Fobos - Motivos: Cuidado com os erros de ortografia, pois achei vários, muito embora eles pudessem ter sido evitados caso relesse o treino. Em segundo lugar, gostei bastante do treino, ele tem estrutura e coerência, mas tente não se prender tanto ao que vem antes da batalha, porque acaba ficando um pouco cansativo e faz parecer que o foco não está no desenvolvimento e sim na introdução.  
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Damon R. Grint em Qua 5 Fev 2014 - 21:06


Duelos e Estratégias
Meu grupo adentrou nos bosques depois do quinto grupo de semideuses entrou na floresta. A espada de bronze celestial pendia em minha cintura e tinha um escudo preso em meu antebraço. Dessa vez, Josh não estava no meu grupo, ao invés disso eu tinha como companhia quatro semideuses que eu mal conhecia. O filho de Deméter era Caleb, bem alto e forte e teríamos vantagem naquele cenário com ele. Quíron também nos presenteara com uma filha de Afrodite, Melanie, cabelos longos e morenos e intensos olhos cor de mar, era uma exceção em seu chalé, pois não ficava somente olhando-se no espelho e era bem ágil. Tínhamos também uma filha de Hebe que era ótima com chicotes e dava para nós vantagem em ataque de longa distância e que se chamava Drew. O filho de Hefesto se chamava Tyson, era moreno e alto, era alto demais e tinha o cabelo cortado rente ao coro cabeludo. E por fim eu, Damon, filho de Fobos.
Não estávamos em uma Caça à Bandeira e sim lutar contra monstros nos bosques. Quíron lançara lá dentro algumas dracaenaes e escorpiões gigantes para ver como estávamos nos saindo contra os monstros.
Estava escuro e silencioso quando adentramos na floresta.  Drew, a filha de Hebe, com seu chicote foi na frente, eu por segundo, Melanie bem atrás de mim, depois vinha Tyson com seu machado de guerra e por último Caleb que defendia a retaguarda caso aparecesse algum monstro.
“Aqui tem muitos insetos.” Resmungou Melanie enquanto andava aos tropeços pelo chão lamacento e úmido dos bosques.
De relance, vi Drew revirar os olhos. Era bem durona. Nos treinos, seu chicote vencia quase todos os campistas somente agarrando seu pescoço. “Estamos em uma floresta, não em um shopping.” Falou com desdém “Além do mais, você vai enfrentar monstros aqui, mosquitos deveriam ser sua menor preocupação.”.
Ouvimos um barulho vindo da direita. Pus a mão no cabo de minha espada e levantei meu escudo. Os sibilos das dracaenaes escoaram por todos os cantos do local. Desembainhei a espada e me coloquei em posição de ataque. Vi Drew colocar a mão em seu chicote e tirá-lo da cintura. Caleb estalou os dedos e sorriu em direção à mata. Melanie empunhou a adaga, não parecia mais àquela menina que estava reclamando dos mosquitos há dois minutos antes e Tyson levantou o machado de guerra.
“Seusssss tolossss” Sibilou a primeira dracaenae saindo da escuridão das árvores.
“Acham messssmo que podem nossss mandar para o Tártaro?” Riu a segunda dracaenae com a lança empunhada.
“Não sssabem o perigo que correram ao adentrar nessessss bossquess.” A terceira apareceu do outro lado.
Outra dracaenae entrou, mas não disse nada, apenas sorriu. Um sorriso horrendo. As quatro formaram um quadrado cercando nós cinco, porém tínhamos vantagem, como eu disse, éramos cinco.
“Então nos mostre esse perigo!” Gritei, correndo na direção da dracaenae que zombou de nós, que duvidara que fôssemos capazes de mandá-las para o Tártaro. Quando a outra veio intervir, observei um chicote agarrar-lhe o pescoço e puxá-la para trás, soltando sua lança.
Nunca havia manejado uma espada como manejei aquela. Meus ataques eram rápidos e minhas defesas também. Senti um fervor dentro de mim e deixei as coisas difíceis para minha oponente. Cortava pela direta e ela defendia com o escudo, cortava pela esquerda e ela defendia com a lança. Aquilo estava me irritando, ela não atacava, só defendia. Foi aí que saquei o plano da criatura... Ela estava só me cansando para depois me atacar. A dracaenae me acertou com a ponta da lança na minha perna e senti uma pequena e suportável dor, cambaleei, mas continuei de pé. Não me renderia fácil.
Desferi um golpe, fiz o mesmo que tinha feito com Josh, fingi que estava para atacar pela esquerda e quando ela foi defender com o escudo girei meu corpo para a direita e enfiei a espada na lateral do seu corpo, logo abaixo da costela, onde a armadura não a protegia. Ela explodiu em pó e eu sorri. Vai para o Tártaro, besta. Pensei, virando para ver como meus aliados se saíam.
Melanie estava no chão com a perna machucada e sangrando. Drew estava dando para a companheira de grupo um pouco de ambrosia para se recuperar e enrolando uma faixa em seu machucado. Fiquei me perguntando onde ela arrumara, até que fixei meus olhos numa pequena bolsa que ela carregava na cintura.
Caleb e Tyson trabalhavam juntos na dracaenae. O filho de Deméter prendeu a dracaenae com trepadeiras e o filho de Hefesto cortou-lhe a cabeça, fazendo ela se esvair em pó.
Estávamos ofegando quando acabamos de lidar com todas as dracaenaes. Bebi um pouco da água de meu odre e sentei em uma pedra ali perto, recostando-me numa árvore e tronco largo.
“Essa foi fácil.” Declarou Caleb que acabara de se recostar em uma árvore.
“Temos que ficar de olho, vimos como as dracaenaes estão trabalhando em grupo.” Disse Tyson cravando o machado na árvore.
Suspirei enterrando a espada no chão. Estava cansado, não parecia, mas tinha gastado energia naquela batalha contra a dracaenae. Bebi mais um pouco de água e olhei para o alto. As folhas das árvores cobriam todo o local, só havia algumas faixas de sol penetrando por dentre as árvores. Levantei num único pulo e coloquei a espada novamente na bainha.
“Precisamos ir andando.” Disse ajudando Drew a se levantar.
A filha de Hebe limpou as mãos sujas de terra e colocou a mão na cintura. Parecia pensativa. “Deveríamos ir para o Punho de Zeus.” Disse observando as grandes pedras que estavam a uma distância grande de nós.
Essa era a ordem de Quíron. O grande desafio desse treino não era só matar monstros e sim chegar sãos e salvos no Punho de Zeus, mas será que seria possível para alguns grupos? Enfrentar aquelas dracaenaes havia consumido a energia de todos e Melanie ainda saíra ferida. Porém, eu devia pensar positivo. Caleb podia atacar sem problemas ali sem nenhuma arma e Drew com seu chicote podia mandar os monstros para o Tártaro à distância; também tinha Tyson que com seu machado de guerra com cabo grande podia “matar” os monstros com facilidade, sem contar com sua força; somente Melanie e eu batalhávamos com armas que não podiam atacar sem sair com um arranhão.
“Era melhor Caleb ir à frente.” Sugeriu Tyson. “Este é o campo de batalha dele, tem vantagem, qualquer um que vir a frente ele pode, sei lá, agarrar com as plantas?”
Era uma boa ideia, mas quem protegeria a retaguarda? O silêncio pairou entre nós cinco, quebrado apenas com o farfalhar das folhas das árvores quando um pássaro alçou voo.
“Damon, você pode defender a retaguarda.” Concluiu Drew. “Foi um ótimo espadachim contra a dracaenae.”
Assim seguimos caminho para o Punho de Zeus. O silêncio da floresta me incomodava tanto quanto os insetos incomodavam Melanie. Apesar de não ficar vinte e quatro horas na frente do espelho, ela odiava ser picada por mosquitos, porque mantendo as raízes dos filhos de Afrodite, ela não gostava de ficar com calombos vermelhos. Encontramos um pequeno riacho que separava uma área dos bosques da outra. Molhei os pulsos e o rosto, eu realmente precisava me molhar, na verdade tomar um banho, mas as circunstâncias não eram favoráveis.
Um Escorpião Gigante entrou no nosso caminho minutos depois, fazendo Caleb voar longe com o ataque. Melanie correu para o encontro do filho de Deméter para dar ambrosia e néctar para ele, pois ele já deveria estar com veneno.
Desembainhei a espada, Drew pegou seu chicote e Tyson levantou seu machado.  O monstro veio ao nosso encontro com sua enorme cauda. Drew lançou seu chicote e agarrou no rabo do enorme bicho. Ele se manifestou tentando sair. Estava forte demais para Drew então a semideusa filha de Hebe cedeu e caiu. O chicote foi lançado para longe quando o monstro ergueu a cauda e logo depois a deixou cair sobre a campista. Intervi o ataque com meu escudo. Estava difícil de segurar, pois o escorpião fazia muita força quase me imprensando em cima de Drew. Depois de um tempo ela se tocou e saiu correndo. Fiz força para cima com o escudo, mas não estava adiantando de nada. Lancei um olhar de súplica a Tyson que estava ajudando a companheira de equipe. Cedi e a cauda caiu sobre mim, porém fiz um movimento rápido saindo debaixo do ataque. O rabo do escorpião ficou grudado no chão e ele tentava sair dali. Tyson estava no lado oposto ao meu, combinamos só com o olhar, ele sabia que estava na hora de atacar o monstro. O Escorpião Gigante urrou de dor quando enfiei a espada em seu corpo e Tyson cravou seu machado de bronze celestial nele e depois explodiu em pó.
Ofegante, sorri para meu companheiro de equipe. Olhei para o lado e Caleb continuava deitado no chão, quase que inconsciente. Melanie encontrava-se a seu lado, já dera Ambrosia e Néctar o suficiente para ele, mais um pouco e ele ia se dar mal. Decidimos que deveríamos seguir em frente. Tyson levaria Caleb em suas costas, pois se eu tentasse cairia com o filho de Deméter. Eu iria à frente para proteger, ou pelo menos tentar, e Drew iria atrás, protegendo a retaguarda.
Qualquer barulho que eu ouvia empunhava a espada, mas era, na maioria das vezes, o farfalhar de folhas por consequência dos pássaros que alçavam voo lá em cima. Não sabia que estávamos tão perto do Punho de Zeus. Quando chegamos, Caleb estava desmaiado e correram com ele para a enfermaria. Havia um número enorme de semideuses ali e eu me senti aliviado, o trabalho de Quíron estava dando resultado, todos conseguimos atravessar a floresta.  

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Fobos - Motivos: Você foi bastante direto, o que é bom, mas envolveu personagens demais na sua narrativa e assim deu a entender que o trabalho foi facilitado graças a eles, sabe? É como se seu personagem, o Damon, tivesse feito muito menos quando tinha a ajuda dos outros cinco. Trabalhar com uma dupla ou trio, deixando uma boa ação para você, é ainda viável, mas desse modo prejudica a narração.  
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Brenda T. Collins em Sex 7 Fev 2014 - 21:01

Primeiro treino; primeira luta 

 Depois do meu tão incrível (sim, vou dizer incrível porque, pra mim, foi incrível, sim) treino com arco e flecha, percebi que eu havia ganho a minha adaga de bronze por algum motivo. Eu não sei por que, mas esperava que duelos e estratégias também fossem dons ainda não descobertos que eu tinha.  Mas eu estava enganada.
  Eu me encaminhei à arena para treinar duelar. Eu não pretendia duelar com ninguém (eu não sou maluca), pois eu não tinha nenhuma experiência com duelos. Mas, como todo bom tímido, eu sou desastrada quase o tempo todo e, justo naquele momento, eu tive que ser desastrada.
 Saquei a minha adaga e fiquei olhando a arena, observando alguns campistas que também estavam treinando duelo, sem saber o que fazer em seguida. Depois de uns 5 minutos parada, decidi que devia fazer alguma coisa, falar com um tutor, de preferência. Me virei para poder ver se encontrava algum, mas ,ao invés disso ,eu não consegui ver nada, pois esbarrei em algo. Ou melhor, alguém –Ai, sua idiota!- eu ouvi alguém gritar. Quando eu me virei, minha lâmina acidentalmente acertou uma garota que passava trás de mim, e fez um leve corte em seu braço. Quando eu disse “leve”, quis dizer “leve” mesmo; apenas uma fininha camada de sangue havia surgido do corte. Mas pela expressão da garota parecia que eu havia a esfaqueado no estômago, ou outro órgão vital.
 -M-me desculpe... – comecei a me desculpar. – Desculpa nada! Ta querendo o que atacando uma filha de Ares? Morrer? – Ela disse filha de Ares, o deus da guerra? Oh-oh. O tom dela realmente me apavorou, não sou do tipo que briga. Eu não consegui dizer nada.  – Não, não acho que era isso que você queria, não é? - ela disse com sarcasmo – Mas eu já sei o que você quer: um duelo! Bom, eu aceito. – havia um sorriso malicioso em seu rosto. Engoli em seco. –Não! Foi um aciden...- eu ia dizendo, mas ela me interrompeu. – O quê? Vai amarelar? Devia ter pensado nisso antes de me atacar com essa... adaga. Pronta?- eu ia dizer “não”, mas a única coisa que consegui fazer foi gritar de dor porque ela já havia decidido acabar comigo e rasgado minha pele do braço esquerdo com sua espada. Eu cambaleei para trás e cobri meu ferimento com a mão direita. Eu ouvi uma risada –Tente aparar o golpe com a espada, novata.- e quando vi, ela já estava em cima de mim outra vez. Tentei fazer o que ela disse, mas fui lenta demais e a lâmina de sua espada fez outro ferimento em minha pele, mas dessa vez do lado direito do tórax. – Mais rápido!- e atacou de novo, ela obviamente estava se divertindo com isso. Dessa vez, sabendo o que me esperava, dei um passo para o lado, e a espada passou de raspão no lado esquerdo do meu tórax. – Muito bom! Agora, me ataque!- O quê? Eu fiquei parada. –Anda, me ataque!- Meio hesitante, dei um passo na sua direção. Olhei para ela, seu olhar dizia “O que está esperando?”, eu queria responder “Esse pesadelo acabar e eu acordar na minha casa. Na minha verdadeira casa”. Invés disso, dei outro passo em sua direção e levantei minha adaga. Como atacá-la? Eu não sabia. Tentei imitar seu movimento, fazendo um arco com a adaga, para acertar seu abdômen. Ela desviou a lâmina com facilidade e, fazendo a lâmina girar, arrancou a adaga de minha mão. “Já era” pensei. –Você precisa ser mais rápida, e segurar sua arma com mais firmeza; desse jeito não vai vencer nenhuma luta! Anda, pegue sua adaga novamente. - meio confusa, peguei minha adaga que estava no chão. – Agora, tente me atacar de novo.- O que ela queria, me matar ou me ensinar a lutar? Eu ataquei. Mais rápido e com mais firmeza. Ela desviou a lâmina e contra atacou, mas, surpreendentemente, ela não me feriu, pois eu dei um giro para o lado e tentei acertá-la novamente. De onde eu tirei habilidade para fazer isso, eu não sei. Meio surpresa por eu ter desviado do golpe, ela não desviou do meu ataque, e acertei seu braço esquerdo. UAU! Eu me afastei um pouco. –Ai, isso foi muito, MUITO bom mesmo, novata! Quem diria? Pensei que não teria nem se desviado do golpe!- agora eu estava mesmo confusa, ela não foi sarcástica. – A propósito, me desculpe. Não sou filha de Ares, sou filha de Atena. E eu meio que ajudo os novatos aqui.Ajuda? Pensei que ela queria me matar! Ela deve ter lido meus pensamentos, pois disse – Você pensou que estava numa luta real, portanto, sabendo que iria se ferir se não se defendesse, foi o que fez. – Eu olhei para meus machucados – Não se preocupe, não são tão graves, vamos para a enfermaria...-  ela parou de falar, eu entendi porque, meus ferimentos haviam parado sangrar e estavam gradativamente menores. Como? Eu não sei.

 De qualquer modo, fomos para a enfermaria. Descobri que o nome dela era Jennette. Ela era bem legal quando não estava fingindo querer me matar.
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Fobos - Motivos: Gostei da forma como escreve, mesmo tendo encontrado alguns erros de ortografia. Embora a função do combate não fosse causar (creio eu) risos no leitor, acabou me fazendo rir em algumas circunstâncias. Poderia ter aproveitado mais o combate, dado descrição a ele. Use a criatividade, pois sei que a possui.  
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Brenda T. Collins em Ter 11 Fev 2014 - 16:39

 Treino de Duelos e Estratégias 
 
 Depois de ponderar por um longo tempo, decidi treinar duelar com Jennette. Ela me dissera que eu poderia ir lá à hora que quisesse (no período da tarde) que ela estaria disposta a me ensinar duelar. Saí do chalé em que estava hospedada e rumei à arena de duelos e estratégias. Assim que cheguei lá, pude ver Jennette duelando com outro campista. Ela era muito boa. Deu um giro de 90° desviando o ataque de espada de seu oponente com a sua e, logo em seguida, tentou um ataque direto no abdômen. O garoto com quem lutava desviou-se do golpe no último segundo e tentou acertar o ombro direito dela. Mas Jennette foi mais rápida e conseguiu aparar o golpe com a lâmina de sua espada, empurrando o garoto para trás. Assim que se reequilibrou, ele fez um arco no ar com a espada tentando acertar sua oponente. Eu já sabia o que veria em seguida: Jennette parou o golpe e girou a sua espada, a arma do garoto saiu voando de sua mão e aterrissou a três metros de distância. Ele tentou correr para pegar sua espada, mas uma lâmina a alguns centímetros de distância de seu nariz o fez parar. Jennette venceu.

  Ela saiu da área de combate, pegou uma garrafinha de água e, esvaziado-a rapidamente, sentou-se em um banco. Eu me dirigi até lá e sentei-me, um pouco tímida, ao seu lado. – Isso foi incrível, precisa me ensinar a fazer isso. – disse. – Bom, é para isso que estou aqui, não é? – ela respondeu tomando os últimos goles de água da garrafa. – Tudo bem, vamos duelar – continuou ela, com um meio sorriso que, mesmo sabendo que ela não me machucaria para valer, me fez ficar com medo dela.
 
  Levantei-me para segui-la até aonde iríamos duelar. Paramos depois de 10 metros andando, uma de frente para a outra. Saquei minha adaga enquanto ela fazia o mesmo com sua espada. – Certo, tente me atacar, vou te mostrar como arrancar a espada da mão de seu inimigo. – Fiz o que ela pediu e ela parou o golpe com sua espada, girando-a logo em seguida, fazendo com que minha adaga voasse de minha mão, exatamente como da última vez, só que mais devagar. – Viu? Agora você. – peguei minha adaga do chão e posicionei-me de volta à sua frente. – Preparada? – assenti com a cabeça. Mas, assim que vi a lâmina de sua espada descer em minha direção, percebi que isso era mentira. Eu tentei fazer exatamente como ela, mas eu mal consegui parar o golpe, minha mão torceu e eu tive que soltar minha adaga, que caiu no chão.

  Levei minha mão ao pulso enquanto ouvia uma gargalhada. – HAHA! Olha só o que temos aqui! Não é que é a garota de mira perfeita? Pelo visto ela não é tão boa com uma adaga. HAHA – pude sentir o sarcasmo em sua voz. Eu me virei e vi o mesmo garoto de cabelos negros e olhos azuis que eu havia zombado ontem. Agora ele estava zombando de mim. Ele deve ter me visto corar porque, se aproximando de mim, disse – Não é tão bom quando é com você, não é? – Não, não era, mas tinha uma diferença, eu não estava tratando ninguém com ar superior como ele havia feito ontem. – E você é...? – perguntou Jannette, desviando a atenção dele de mim por um tempo. – Eu sou Nathan, filho de Ares. E alguém aqui – ele disse apontando para mim com a cabeça – vai receber o troco por ter me zoado. – continuou. Eu gelei. “E é por isso, Brenda, que não se deve tirar sarro dos outros” pensei. – Cara, olha seu tamanho e olha o dela. E você acabou de ver que ela não sabe nem segurar umaa adaga direito. – disse Jannette me defendendo. – Bem, isso não pareceu ter importância para ela ontem. - retorquiu Nathan. – M-me desculpe, mas é que você chegou lá como se fosse o melhor do mundo... Me expulsando de onde eu estava, então quando... Quando você errou, eu... – eu comecei a falar, mas ele me cortou com uma risada. – Por favor, sem essa. Quer ser desculpada? Então lute comigo. – disse ele sacando a espada. Eu engoli em seco, mas fazer o que? Eu já tinha feito a burrada mesmo e não tinha como voltar atrás. –Tudo bem. – respondi enquanto pegava minha adaga.

  Jennette não estava entendendo muito bem o que estava acontecendo, mas afastou-se, ela não poderia me orientar agora. – Vou te dar a vantagem de começar. Pode me atacar. – disse ele. Mas eu não sabia como atacá-lo, eu já era alta, mas ele era maior ainda e com músculos enormes e bem definidos que, mesmo se ele estivesse desarmado, eu ainda estaria em desvantagem. Segurei firme minha adaga e tentei fazer um ataque direto, mas ele desviou o ataque com tanta facilidade que me senti humilhada. Vi a lâmina de sua espada chegando mais perto de mim e consegui sair de seu alcance pouco antes de ela fazer qualquer estrago em minha pele. Mal tinha me desviado do último golpe, sua espada já tentava me cortar de novo. Dei um passo para direita enquanto me abaixava e ouvia a lâmina zunindo alguns centímetros de minha cabeça. Logo depois, outro ataque, mas não consegui me desviar a tempo e ganhei um corte no meu braço direito. Levei minha mão esquerda até meu machucado, aquilo doía muito, meu braço inteiro parecia arder. – Ah, desculpa. Ta doendo muito? – Nathan disse com uma curta risada. Ele levantou a espada e começou a abaixá-la em minha direção, formando um arco no ar. Eu não vi outra maneira de escapar do golpe sem ser parando a espada dele com minha adaga. Sendo assim, levantei minha adaga na frente de meu rosto enquanto a espada de Nathan chegava mais perto. Para dar mais firmeza à minha defesa, coloquei minha mão esquerda na parte chata da lâmina de minha arma. Um segundo depois, senti o impacto do golpe de meu oponente, eu pensei que minha adaga escaparia de minha mão, mas eu aguentei. Meus braços começaram a doer e eu os sentia perderem a força. A espada de Nathan foi chegando mais perto à medida que eu não aguentava mais suportar sua força.  Com um impulso dos braços, ele me empurrou para trás e eu caí. Pelo menos ele não acertou o golpe.

  Senti a dor insuportável em meu cóccix assim que aterrissei no chão. Levantei-me devagar e ataquei meu adversário. Ameacei atacá-lo do lado direito, mas, assim que vi seu braço se mexer para parar o golpe, mudei o ataque para a esquerda. Eu QUASE consegui acertá-lo, mas ele parou minha adaga no último segundo. – Muito bom. Mas sou mais rápido que você. – disse ele, atacando-me pela esquerda. O golpe dele atingiu-me na altura das costelas e eu, automaticamente, me inclinei por causa da dor. Ao fazer isso, ele abaixou a espada e me deu uma rasteira com ela, fazendo-me cair no chão, de novo. Dessa vez, eu bati minhas costas com tudo, e fiquei com medo de ter quebrado uma costela, mas eu sabia que não tinha. Nathan agachou-se ao meu lado. – Bom, vamos parar por aqui, não quero te machucar mais. – disse com um sorriso maldoso. Levantou-se e começou a andar, mas, parecendo lembrar-se de algo, virou-se. –Ah, está perdoada. – disse com o mesmo sorriso. Como se isso fosse me fazer sentir melhor. Tipo: estou com um corte no braço, um na altura das minhas costelas e outro na batata da minha perna (que estão doendo muito, por sinal), uma dor enorme no cóccix e nas minhas costas, mas eu estou perdoada, então tudo bem.


  Espero não reencontrar esse Nathan por um bom tempo.
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Fobos - Motivos: Você melhorou bastante, campista. Escreve muito bem, sem dúvida, e tem o dom de fazer com que o leitor imagine as cenas e se divirta com elas. Embora a introdução tenha sido grande, não foi tedioso lê-la e o combate também não estava nada mal. Descreveu bastante bem. Falta só um pouco mais da "ação".  
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Gus Owens Pallas em Sab 15 Fev 2014 - 20:42

Dedilhava a estrutura da espada de bronze de cima a baixo, astucioso. De certo modo, eu tinha resolvido dar um tempo dos treinamentos e de todas as outras coisas que me cediam esforço, talvez assim eu parasse para pensar que o Acampamento não era algo obrigatório, e sim opcional, que não deve se seguir a risca. Não tinha acordado há muito tempo, todavia já estava de pé, pronto para voltar aos treinos diários e tomar reconhecimento pelo meu pai que, sem sombra de dúvidas, estava se orgulhando demais de mim. Fixei o cabo da espada no punho direito e apanhei a expansão do escudo desativado, disparando em uma corrida não muito eficaz até a área de treinamentos.

Ainda que eu tivesse ficado um longo período de tempo sem treinar, não havia feito muitas amizades, e os meus laços de antigamente estavam se afrouxando, quase que se dissipando. Já era hora de interagir com alguém no Acampamento e me entronizar com o restante dos campistas. Caminhava tranquilamente na direção da arena, rolando os olhos para os lados, à procura de alguém que eu pudesse conversar no caminho. Porém, não consegui obter sucesso quando notei que estava sozinho, esvaindo de um lado para o outro meio cambaleante. Talvez aquilo fosse o resultado da péssima noite de sono que tinha passado.

Quando, por fim, avistei a imensa estrutura da arena, guiei minhas pernas em um ritmo desigual até seus portões e a adentrei, optando primeiramente por ativar o escudo antes de tudo, apenas para me prevenir de quaisquer ataques. Meus pensamentos estavam bagunçados, pareciam fora de seus devidos encaixes e isso não me proporcionava concentração para buscar um oponente que me aceitasse verdadeiramente. Trinquei os punhos nos armamentos e caminhei até uma das laterais do local, escorando-me na parede em poucos segundos, à espera de algum falho oponente.

Ao longe, eu pude avistar um menino de cabelos acastanhados e pele escura; suas feições eram indelicadas e suas vestes se comportavam como sujas. Julgando-lhe apenas pela aparência, consegui concluir em minha mente que era um filho de Hefesto. Certamente, estava tentando conter o riso da falta de vaidade do garoto. Não gostava de ficar encarando os outros campistas, isso poderia me acarretar danos, mas desviar os olhos da silhueta do rapaz parecia cada vez mais difícil. Ainda que fosse difícil, soergui o corpo da parede quando o notei se aproximando, deixando um mínimo semblante de desprezo transparecer na face. Antes que ele ativasse seu escudo, parti em sua direção rapidamente, não lhe cedendo espaço para se aproximar e disferindo a lâmina da espada na diretriz do seu ombro, no intuito de lhe ferir com um corte grave.

O menino não tardou a ativar seu escudo, um pouco antes do meu ataque, fazendo com que a lâmina passasse de raspão na região almejada por mim. Visando não ser vítima de um possível ataque do moreno, bambeei a silhueta para o lado e ofusquei sua visão, deixando-a ainda mais conturbada devido às minhas movimentações contínuas. Assim que ele abaixou o escudo que anteriormente se chocou contra minha espada, captei a falta de agilidade dele com os armamentos cada vez mais presente no combate, resultado de, talvez, uma presença de lerdeza. Funguei o ar algumas vezes e espalmei as costas do menino com o auxílio da espada, efetuando um giro um tanto propulsor por trás de seu corpo e descendo a lâmina da espada novamente contra seu ombro, no intuito de levá-lo ao chão. Certamente, lutar com aquele provável filho de Hefesto estava me deixando sonolento; não pelo fato dele ser lerdo, mas sim por se opor à modalidade de estratégias. Repousei a espada mais firmemente no punho e retrocedi alguns passos, mantendo a guarda.

Como se já não fosse o bastante, analisei o menino se erguendo do chão sorrateiramente, arqueando as sobrancelhas. Pensei que já havia exterminado a vontade dele de ganhar o combate, mas pelo visto ele ainda estava querendo me vencer. Era época de guerra entre os dois acampamentos rivais – Meio-Sangue e Júpiter, e, por esta razão, estava tentando fazer meus combates e mais breves treinos durarem por um período muito extenso, visando ter uma experiência maior com quem quer que fosse o oponente. Vislumbrei os olhos pela extensão corporal do moreno, esbugalhando os olhos quando notei sua breve corrida em minha direção. Munindo-me de minhas habilidades com o escudo, resplandeci o bronze contra a espada do menino que não havia tardado a tentar me acertar drasticamente, sendo obrigado a deslizar os sapatos para trás, arfante.

Aquele ato tinha sido totalmente inesperado da minha parte, mas naquela hora tinha concretizado em minha mente de que iria exterminar o filho de Hefesto de uma só vez. Aproveitando-me de seu equilíbrio com o suposto ataque, avancei em sua diretriz com os olhos chamuscados de rubor e efetuei um giro rápido quando estava prestes a ficar na sua dianteira, reaparecendo estabilizado na sua lateral esquerda e atingindo-o gradativamente com a espada de bronze em único ato surpreendedor. Certamente, o giro que eu havia feito tinha deixado os sentidos do moreno conturbados, o que o levou a não poder me acompanhar com os olhos e se perder em meio à movimentação gerada.

Quando terminei de recolocar o último golpe perante uma das costelas do menino, visionei seus joelhos se flexionando e o seu corpo se debruçando sobre o solo rochoso, formulando um semblante um tanto rude. O fato de o rapaz ter me encarando antes do combate me fez ficar com uma fúria imensamente grande dele. Rodopiei a espada na lateral do corpo e desativei o escudo, permanecendo na arena por alguns segundos e apreciando o garoto se estremecendo no chão. Quando percebi que o combate havia acabado, dei meia volta e disparei em uma corrida rápida na direção do chalé dos filhos de Poseidon, a procura de uma boa soneca e descanso.
 

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Nina Martinelli em Qui 20 Fev 2014 - 23:44


Armaduras Vingativas
Humor: Nervosa Onde: Arena de Treino Objetivo: Treino Individual de Duelos & Estratégias


Neste dia eu acordei mais cedo, apesar do cansaço que estava sentindo por conta do treino ministrado de Duelos & Estratégias de ontem. O café da manhã foi bem rápido, não fiquei mais do que quinze minutos no Pavilhão Refeitório, eu queria apenas aproveitar o dia para treinar mais. Não ter morrido na noite anterior com certeza me motivou a colocar minha vida em perigo mais uma vez, porém hoje eu tentaria algo mais individual, o que não me traria grandes conseqüências.

Segui para a arena o mais rápido que pude e avistei algumas pessoas treinando, ninguém estava duelando entre si, apenas com bonecos, então deveria ser aqui a parte individual. Peguei uma Espada Curta feita de Bronze Sagrado dos equipamentos disponibilizados para o treino, ontem tinha escolhido a Lança, portanto queria testar outras coisas hoje. Olhei ao meu redor e os campistas estavam muito focados no que estavam fazendo
– “Talvez ninguém perceba se eu fizer algo errado, não há motivo para esse nervosismo.” –
Sim, eu estava nervosa. Muito nervosa.

Fui em direção a um boneco que parecia estar mais afastado dos outros e o encarei por alguns segundos, imaginando o monstro mais terrível que conseguia. Aquilo fez com que minhas glândulas supra-renais liberassem uma grande quantidade de adrenalina no meu sistema e quando me dei conta já estava avançando no boneco. Segurei firmemente a espada enquanto mudei de direção bruscamente; aquilo, na minha cabeça, impedia que eu fosse atacada, se o boneco tivesse vida, claro. E então enfiei o objeto de metal na lateral de seu tronco, provavelmente seria abaixo da costela se fosse um ser humano. A ação apenas espalhou um pouco do material de que era feito o boneco pelo chão.

Não satisfeita voltei para a posição de ataque e investi contra o ombro direito, e depois a coxa esquerda.
“Pare de ser estúpida, Nina. Estratégia, lembre-se!” –
 pensei enquanto bolava algo em minha mente. Coloquei a espada na horizontal acima da minha cabeça para não me machucar e em um gesto rápido rolei por baixo dos braços do boneco, levantando logo em seguida atrás do mesmo.
 “É melhor agir antes que o inimigo se vire!” –
uma voz quase gritou dentro da minha cabeça. E quase sem pensar enfiei a espada em seu peito, um pouco para o lado; provavelmente teria acertado o coração. Retirei a arma de dentro do boneco e dei três passos rápidos para trás, bem onde um elmo estava jogado. Isso fez com que eu caísse tentando apoiar-me no braço. Uma péssima idéia, já que o ato causou-me uma torção.
– Outch! – 
Gritei de dor, já me levantando com o braço bom.

Aquilo talvez me impediria de treinar por alguns dias, mas, pelo lado bom, se isso fosse um duelo de verdade minha pequena gafe não causaria minha morte. É, talvez eu tenha tido um saldo positivo nesse treino. Peguei o elmo do chão e levei-o juntamente com a minha espada para a pilha de equipamentos
– Uma ameaça a menos no mundo. – 
e joguei-os na pilha. Fiz alguns movimentos com o pulso para ver como estava a situação. Estava bem ruim. Decidi, então, retirar-me com a minha falta de senso do lugar e ir tratar do assunto na Enfermaria.








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Fobos - Motivos: Você tem bastante potencial, portanto invista-o no desenvolvimento de seu treino; seja criativa.  
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Finn W. Hallaw em Ter 25 Fev 2014 - 17:57


Primeiro treino no Acampamento Inferno.


Acabei de comprar minha lança, a mesma não era muito leve nem muito pesada. No limite. Sorrindo adentrei na Arena indo na direção de alguns bonecos que estavam ali. Alguns semideuses estavam treinando ao meu redor mas ignorei eles, eu os odiava e também não conhecia ninguém. 
Era isolado como sempre fui em toda minha vida, na escola mesmo eu era alvo de chacota e tudo mais, mas mesmo assim eu sempre revidava chegando a muitas vezes indo parar na diretoria por quebrar uns dentes aqui e uns dentes ali. 
Fazendo um arco com a lança olhei na direção dos bonecos desejando que eles fossem reais assim podia matá-los e vingar meu pai. 
Eu teria que esperar. 
Correndo na direção do boneco número um enfiei a lança em seu peito o jogando no chão cravando ainda mais a lança. Tirando a arma do local fiz um arco com esta cortando a garganta do boneco número dois. Nada mais importava a não ser aquela luta, se dá pra chamar assim. O sangue fluía cada vez rápido em minhas veias e meu corpo sabia exatamente o que estava fazendo, correndo na direção do boneco número três segurei a lança de forma mais firme pulando ao chegar a um metro do mesmo assim impulsionando meu corpo ainda mais e enfiando minha lança em seu olho atravessando-o. 
Puxei a lança junto com o boneco chutando o peito do mesmo. Por que eu estava lutando com bonecos se havia tantos semideuses disponíveis para treino na arena? Não sei, acho que se eu lutasse contra alguém daquela espelunca acabaria me excitando cada vez mais na luta matando o semideus ou sendo morto. Se bem que no meu estado atual seria morto. 
Sai da Arena andando na direção do chalé de Hermes, lá era pra onde todos os indefinidos eram mandados e pelo jeito essa seria minha casa por um bom tempo. 


Observação:
Olhar a Loja de Armas/Equipamentos pois eu postei lá comprando a Lança.
 





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Fobos - Motivos: Poderia ter desenvolvido muito mais o treino.  
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Betsy Wakefield em Qui 27 Fev 2014 - 15:28

Calcanhar de Aquiles
Era meu segundo dia no acampamento, era estranho me ver longe de casa e principalmente com criaturas que você pensa que só existe em contos de fadas ou lendas mitológicas, que pra mim agora não é tão mitológica assim.
O segundo dia fui para o centro de treinamento de duelos e estratégias, eu com certeza não prestava pra nenhum dos dois, mas aquilo era um centro de treinamento, o que deveria fazer era me treinar.
Enquanto eu tentava me enfileirar no meio de tanta gente perdi algumas explicações sobre o treino. Olhei para uma menina de cabelos escuros do meu lado e perguntei:
-Poderia me informar sobre o que ele está falando?
-Preste atenção – ela falou autoritária fiquei bem sem graça.
Tentei ouvir o que ele falava mais estava longe, quando me aproximei mais um pouco vi Quíron segurando um boneco vestido com uma roupa grega. Ele explicou:
-Este é nosso herói Aquiles e se vocês notarem em seu calcanhar há uma flecha, como todos sabem Aquiles não suportaria um ataque desses, ele precisa ser socorrido a tempo, e vocês tem o dever de levar Aquiles para a enfermaria. Alguma duvida? – a morena grossa levantou a mão – Diga senhorita.
-Quando pontos isso vale?
-Isso vai valer o quanto casa um merecer – ele respondeu secamente e eu quase gritei um “Toma trouxa” – Mais alguma pergunta?
-Eu! – eu levantei a mão.
-Senhorita – Quírion apontou pra mim.
-Vai ser um boneco pra todo mundo aqui? – aquilo não parecia muito legal, é muita gente pra salvar uma pessoa só.
-Não, será um boneco para cada aluno, cada boneco terá uma flecha no calcanhar, e em cada flecha há o nome de cada aluno. Se o aluno achar o Aquiles de outro aluno ele deve deixá-lo no mesmo lugar até que o aluno correto ache. – ele fez uma pausa e pareceu lembrar de alguma coisa – Lembrando que cada um terá apenas dez minutos para chegar até o seu Aquiles, para não perder tempo aqui vai uma dica: Onde está seu coração estará seu calcanhar.
Pronto! Agora eu estava perdida, Quírion parecia falar grego de vez em quando,se bem que se ele falasse grego talvez eu entendesse mais.
-Chega de perguntas – ele falou levantando a mão – Eu vou fazer a contagem regressiva e depois tragam Aquiles para mim: Cinco, quatro, três, dois, um, vão! – ele gritou e todos saíram correndo menos eu, talvez eu estivesse pensando ainda na frase.
Comecei a pensar, aquilo era um treino de estratégia e não de corrida, pensei: "Aquiles era fraco em seu calcanhar, qualquer outro meio-sangue seria frágil em seu coração, nosso coração pode ser algo figurativo que indique o que mais amamos, como a vida que Aquiles perdeu."
Pensei naquilo por um instante, parecia fácil demais, mas eu teria que tentar.
Corri para o alojamento dos “indefinidos” e procurei pelo meu baú, era um baú onde eu guardava as coisas que mais gostava que eu havia trazido de Londres, quando abri lá estava o boneco com roupa grega e a flecha no calcanhar com meu nome.
Levei meu boneco até Quíron que estava parado no mesmo lugar. Os garotos ainda corriam de uma lado para o outro. Entreguei meu boneco para ele e ele olhou no cronometro e disse:
-Três minutos, foi só o tempo de ir e voltar – ele parecia surpreso.
-Essa até que foi fácil – falei olhando para o boneco – Não tem pegadinhas não é?
-Quem sabe? – Quíron fez uma expressão estranha e fez um sinal para que eu esperasse os outros alunos, seja lá o que for que ele iria aprontar não seria naquela tarde, pois o treino foi encerrado ali.[/color]


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Fobos - Motivos: Então... Faltou combate, mesmo que tenha sido um treino mais focado na estratégia. Além de que, o desenvolvimento ocorreu tão rápido que é impossível dizer o que foi trabalhado. Cuidado com os pontos e vírgulas, até com alguns verbos conjugados. Tente misturar combate e estratégia, não necessariamente tendo que obrigatoriamente fazer um duelo. Questão de criatividade, e você aparenta ter bastante dela.  
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Gus Owens Pallas em Sab 1 Mar 2014 - 16:51

Dirigia-me na direção da arena com o pescoço inclinando para baixo, cabisbaixo. O vento gélido soprava contra os fios loiros sobre a minha cabeça e os instrumentos que eu havia trago comigo se suportavam no dorso dos palmos, infligidos quanto ao forte redemoinho de vento que se formava aos poucos. Conforme eu caminhava, os pensamentos presentes doidejavam e me deixavam cada vez mais entorpecido. Meus sentidos, meramente aguçados, já não podiam captar nada de bom vindo daquele Acampamento. Era época de guerra e cada um lutava por si; por si e pela morte.

O balançar das folhas das árvores faziam, em minha face, nascer um sorriso gentil, visivelmente inocente, de quem estava pronto para treinar e aperfeiçoar as maestrias. Certamente, eu adorava estar na presença da natureza, ela me fazia bem e trazia coisas ótimas à minha mente. Carregava os mesmos armamentos de sempre comigo, um escudo de bronze, quase que totalmente desgastado, e uma espada, cujo cabo era feito por retalhos de ouro e algumas dobradiças prateadas, deixando o objeto requintado.

Depois de minutos resvalando os pés pela trilha de chalés, pude, finalmente, avistar uma belíssima estrutura ao longe, de paredes inconfundíveis e portões quase que notáveis. Era a área de treinamentos, onde eu costumava moldar as modalidades. Baixei a estrutura do corpo e firmei o tórax um pouco para baixo, flexionando os joelhos. Minha disponibilidade para enfrentar todo o caminho barroso para chegar à arena se esgotava a cada dia, talvez por sempre fazer o esmo caminho e nunca ligar para onde pisar. Encolhi os ombros e, num solavanco, ergui o olhar na altura do ambiente, partindo em uma corrida levemente lenta em sua direção. Não podia desfocar.

Sorrateiro, quando finalmente empurrei os grandes portões da arena, me opus a pouca quantidade de campistas presentes e rapidamente me dirigi até a dianteira de um boneco feito de palha; não estava querendo machucar ninguém nos dias atuais, o período de guerra já tinha se instalado no Acampamento e preservar a aparência e determinação era essencial para o sucesso grego. Ergui os dois armamentos – o escudo já ativado e a espada, contornando a estátua do boneco com um olhar perspicaz, não muito convidativo. Imaginava um romano perdido, pronto para ser estilhaçado.

Impulsionei os pés no solo e avancei na direção do boneco, transpassando a lâmina da espada, que se encontrava levemente afiada, contra um dos braços dele e consegui, por fim, cortejá-lo, analisando a essência de palha caindo no chão depois de alguns segundos. Após isso, resvalei os palmos pela cabeça da estrutura e colidi o encaixe da espada contra o seu pescoço, causando um corte superficial. Antes mesmo que eu pudesse arfar ou, originalmente, contar os segundos entre os golpes girei o corpo numa altitude baixa e me estabilizei nas costas do retalho. Munindo-me das óbvias habilidades com a espada, finquei-a na região do ombro direito do espantalho, cortando-o mais uma vez.

Sem desperdiçar tempo, rolei os olhos pelo ambiente e captei uma quantidade surpreendedora de palha localizada no chão, arfando. Como um último golpe, rodopiei a espada no ar algumas vezes e desativei o escudo na mão esquerda – não deixando de suportá-lo ainda, girando os calcanhares e, em questão de segundos, desferindo um corte horizontal contra o tórax do boneco de palha depois de contorná-lo, deixando a respiração instigante. De certo modo, aquela espécie de treino era nova para mim; não que eu tivesse ido mal, eram apenas novas metas e expectativas. Sorri gentilmente ao notar o espantalho totalmente estrambelhado, passei o dorso do palmo esquerdo pela testa e, consequentemente, retirei o excesso de suor, jogando o cabelo para o lado, tímido. Em conseguinte, girei os calcanhares e passei a caminhar na direção do chalé, quase que esgotado quando à imunidade.
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Fobos - Motivos: Não vi quase nenhum desenvolvimento em seu treino, campista. Além disso, tome cuidado com a ortografia.  

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Siobhan O'Connell em Qui 13 Mar 2014 - 14:07



Treino de Duelos e Estratégias

Mastigar nos próprios pensamentos só trás preocupações e dores de cabeça. Por isso é que muitas das vezes tentava contornar isso, mesmo que exigisse um esforço mental tão grande da minha parte, que ao final da tarde estaria a comer uma pequena barrita de chocolate e derivados de comidas nada saudáveis. Mas descobrir que a minha vida toda foi uma mentira, acertou em cheio dentro de mim. Todas as memórias construídas foram uma ilusão, graças à minha mãe, Hera. Eu não sabia como lidar, e os outros campistas muito menos. Rolei os olhos para trás ao prender a parede da minha bochecha entre os meus dentes. Não precisava de pensar nisso agora. Precisa era urgentemente de um belo treino para me levar à exaustão. Ao chegar à gloriosa arena, todos os olhos se viraram para mim como se estivessem a olhar para um extraterrestre. Não os culpava, eu mesma sentia exatamente o mesmo. Abanei todo o peso sobre os meus ombros e ergui o meu queixo bem alto. Até o próprio instrutor engasgou-se nas suas palavras quando me viu. A minha vida iria ser, oficialmente, um inferno.

Em um breve resumo, o treino iria consistir em recuperar o "tesouro" que estava dentro da tenda a alguns metros de distância de mim. O problema era: havia armadilhas debaixo de toda aquela areia e teria que ter extra atenção a elas. Desarmada mas sempre confiante, quando ouvi o chio do apito ecoar nos meus ouvidos, parti numa corrida rápida. O esforço de correr na areia começava a pesar nas minhas pernas, cada vez que o meu pé tocava no chão arenoso, afundava-se colocando a tarefa, que era correr, ainda mais complicada. Em poucos metros já percorridos, notava que a areia se tornava mais profunda. O que era muito estranho. Tentei desviar-me para a esquerda, procurando um sitio onde conseguisse ver novamente os atacadores dos meus ténis. Porém, quando menos esperei, um autómato saltou da areia pronto para me atacar sem qualquer piedade naqueles seus movimentos robóticos. Infelizmente, esquivar-me seria um problema maior que o enfrentar. Os meus pés estavam enterrados na areia ao ponto de apenas conseguir ver até metade da parte inferior da minha perna.

 
Concentre-se O'Connell, isto deve ser tão fácil para você como roubar um doce a um bebé. ele encorajou, porém podia ter poupado aquelas suas palavras. Só colocou a fasquia em cima da minha cabeça muito mais alto do que o necessário. Mirei o autómato que se ia aproximando de mim e reparei na afiada espada que ele segurava. Tinha de arranjar uma maneira de a roubar.

Coloquei um esforço extra ao desviar-me dos golpes de espada direccionados na diagonal que o autómato ia lançando. Porém a minha energia estava a esgotar-se muito rapidamente. Precisava de um plano urgentemente. Foi aí que notei nos seus movimentos repetidos. O padrão do autómato era sempre o mesmo. Havia um intervalo de três segundos entre cada golpe. Se ao menos eu conseguisse esticar o meu braço antes que ele realizasse o seguinte golpe... Era arriscado, mas só via essa opção como a única. Quando o robô ia repetindo o mesmo padrão esperado, não perdi tempo e estiquei o meu braço atrevidamente roubando a espada pelo cabo. Tinha passado demasiado tempo com os filhos de Hermes. Quase que tinha soltado uma gargalhada com esse pensamento se não tivesse o autómato à minha frente. Num golpe mortal, enterrei a espada com a ponta no tronco do robô na maior das facilidades e ele se desligou. Era nestes momentos que podia ver o quanto tinha melhorado desde que havia chegado ao acampamento.

A descarga de adrenalina da vitória revitalizou o meu corpo com uma nova dose de energia. Andar na areia já não me custava tanto comparado ao inicio do treino. O meu corpo tinha se moldado ao ambiente. Continuei o caminho para a esquerda descobrindo que, felizmente, já via os meus atacadores de novo. De espada na mão continuei o caminho até à tenda cuidadosamente, com medo que algum outro autómato saltasse da areia. Com a ponta afiada da espada, enterrava na areia à procura de pontos falsos, caso existisse um poço. E não foi que encontrei mesmo? As mentes malévolas que construíram este percurso tinham colocado um poço profundo escondido por debaixo da areia.
— Engraçadinhos. E se alguém caísse mesmo e se magoasse? — resmunguei para os meus botões lançando um olhar severo continuando a procurar com a ponta da espada um outro caminho e certificando-me que me ia afastando daquele poço. Olhei em frente e reparei que a tenda estava a poucos metros de distância, provavelmente entre uns 2/3 metros. Franzi as sobrancelhas e agarrei o cabo da espada como se a minha vida estivesse em risco. Eu não confiava nem um pingo.

Aproximei-me da tenda com o maior dos cuidados desconfiada de tudo e de todos. O silêncio só acrescentava mais pressão em cima de mim. O meu coração dançava dentro do meu peito num ritmo de um tambor acelerado. Se fosse possível, jurava que ele iria saltar do meu peito a qualquer momento. Peguei na espada e desviei as cortinas da tenda de tom esverdeado para a direita com um cuidado extra. Espreitei para dentro e uma caixa dourada descansava em cima da mesa de madeira. Olhei desta vez para trás, onde estava o instrutor de sobrancelhas franzidas. A cara suspeita de ânsia dele e estando a roer as unhas multiplicavam a minha desconfiança. Até que um berro assustador me fez voltar o olhar para a tenda. Um autómato saltou da tenda dando-me quase um ataque cardíaco com o susto pregado. Infelizmente, o robô tinha igualmente uma espada armada num dos seus braços. Chocámos as espadas soltando um som metálico pelo ar com a colisão. Voltei a fazer uma investida posicionando o lado afiado do metal contra o braço atacante do autómato. Mas ele conseguiu defender-se. Nada bom. Repeti o mesmo movimento, mas ele esquivou-se. Grunhi desesperada depois de tanta coisa. O lado impaciente da minha mãe parecia estar a aparecer na minha personalidade. Manuseei a espada inclinando-a totalmente na horizontal e cortei o autómato ao meio já farta desta brincadeira.

Escusado será dizer que o autómato caiu com cada metade para um lado diferente. Peguei na caixa dourada dentro da tenda e deixei-a cair em frente do instrutor com a minha famosa expressão de poucos amigos que ia aparecendo depois de passar uma das piores fases da minha vida. Sentia-me bipolar no meio de isto tudo. Pelo menos, o treino me tinha esgotado até ao ponto de me fazer esquecer de algo que me incomodava já há algumas semanas. Enfim... Deixei a arena para trás procurando pelo meu doce banho. 
       
 
 eu | outros | narrador
thanks tess

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Fobos - Motivos: Bom treino, campista. Escreve muito bem e sua criatividade é louvável ^^

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Lori Elizabeth McBride em Qui 27 Mar 2014 - 17:11


❝ Nothing is true. ❞

“Existem pessoas vivas por aqui?” E essa era a minha fabulosa jornada no Acampamento Júpiter, que pelo visto era uma espécie de abrigo que treinava semideuses romanos para combater monstros e prestar serviço a Roma, na minha opinião nós éramos os soldadinhos dos deuses, como se eles jogássemos xadrez e nós fôssemos as peças. Observei o dormitório de cima a baixo. Uma garota saiu de trás de uma penteadeira. — Oi! É nova por aqui? — Ela tinha o nariz arrebitado e suas bochechas eram largas, e seu queixo não ajudava muito, pois parecia ter tomado um soco que o colocara para cima. Inclusive tinha um curativo gigante na testa. Fora isso, era até bonita. Usava calça jeans e segurava uma armadura, parecendo incomodada com aquilo. Assenti com a cabeça em resposta a sua pergunta. — Eu queria poder te ajudar. Mas tenho treino agora... — Disse ela, com um tom de mágoa. Eu sorri, embora aquilo não fosse coerente com a frase que ela dissera. Eu posso te acompanhar.Ela hesitou um pouco, como se pensasse na situação. Ela parecia tão concentrada que eu pensei ter visto fumaça saindo de sua cabeça.

Tudo bem. Mas não demore. O treino começa daqui a cinco minutos. — concluiu. Cocei a cabeça. “Ahn... Já podemos ir. Não preciso arrumar nada.” Ela assentiu. Girou os calcanhares e abriu a porta do dormitório. Saímos e fizemos apresentações básicas enquanto íamos para os Campos de Marte, ela se chamava Annie e era filha de Netuno. Os campistas estavam reunidos em um só lugar, uma muralha de pedras negras. Observei que todos usavam armadura e escudos. Ofereceram-me uma arma, rindo. Recusei, pois tinha uma adaga que fora presente de Lupa. — Certo, belezinhas! Hoje iremos treinar estratégias em combate. Escolham uma dupla. Não, espere... Eu escolherei a dupla para vocês. Probatios, aproximem-se! Vamos começar mollis e depois partiremos para a dificuldade. — Gritou o instrutor. Novatos como eu caminharam até ele. Ele formou as duplas; acabei ficando com um garoto com uma expressão vazia no rosto. Ele rodopiou a espada, indiferente.

Pronta para perder? — Eu encarei. Não consegui distinguir minha expressão. Quem sabe medo. Quem sabe desafio. Apenas joguei mechas do cabelo para o lado. Ouvi o som de um assobio do instrutor, seguido dos “TWINKS” das espadas se chocando. Metal contra metal; ouro contra metal. Meu parceiro investiu, mas depois de vários dias de treinos com Lupa e sua matilha não iriam ser em vão. Me abaixei e com uma cambalhota, passei por baixo das pernas do meu oponente. De imediato, ele as fechou, alarmado. Virou-se, e assim que o fez, ataquei com a adaga. Atingi-o bem no braço esquerdo, onde segurava sua arma. Ele gemeu ao ver o ferimento. Não era fundo, mas tinha um belo corte ensangüentado na região de seu punho. Ele murmurou algo como ‘nunca perder’, ‘prepare-se’ ou algo do tipo. Enfim, ele deu um belo ataque. Pulou berrando, eu rastejei no chão, e sua espada apenas atingiu minha bota. Ouvi o som de couro se rasgando. “Tsc, tsc. ‘Ocê me deve uma bota nova.” Girei e o dei um chute nas costas. Ele virou-se para o lado, infelizmente. Tentou fazer o mesmo, mas cambaleou e caiu no chão. Tive que conter o riso, o chutando e enfiando a adaga em seu braço novamente, desta vez no cotovelo. Ele se ajoelhou, gritando e gemendo, e deixou a espada cair no chão. Olhei em volta e percebi que alguns campistas e o próprio instrutor me observavam. O empurrei, e aquilo foi o golpe final. Ele caiu no chão, gritou por socorro e desmaiou. Alguns campistas o carregaram, talvez indo levá-lo a alguma espécie de enfermaria. Triunfante, embainhei a adaga e saí dali, sem ao menos esperar por Annie.

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Fobos - Motivos: Para um começo, o treino está bom. Tente dar mais vida ao combate, fazê-lo parecer a parte realmente importante da coisa, inclusive usar algumas estratégias que correspondam a linha de pensamento da sua personagem. O que conta é a criatividade, campista. (Ps: alinhe o texto, facilita a leitura e fica organizado)

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Seo Min Hyun em Dom 30 Mar 2014 - 16:34


Era manhã de sábado, o sol entrava pela janela do lotado chalé de Hermes. O calor das respirações e vozes junto com os raios solares tornavam o chalé insuportavelmente quente. Hwa-Young levantou de sua cama improvisada no chão e saiu do chalé, logo atrás de Minseo, outra novata coreana no Acampamento. Ela se sentia feliz por ter alguém de sua nação ali. De alguma forma, aquilo fazia Hwa se sentir mais próxima de casa e de sua mãe. 

Andou pelo acampamento despreocupadamente até quase ser atingida por uma flecha. - Cuidado! É uma novata, pessoal! - Exclamou um loirinho entrando na frente da garota ruiva de cara amarrada que já pretendia atirar. - Não queremos que ninguém se machuque aqui, não é? - Ele disse encarando a garota nos olhos. Hwa temeu que sua cabeça fosse o alvo, e pela precisão que a garota segurava a flecha, ela não erraria. Deu alguns passinhos desajeitados e rápidos demais para sair da mira da garota. E então algo chamou sua atenção. Um grito agudo e feminino veio do canto contrário da arena onde Hwa estava. A coreana foi até lá e observou algumas pessoas se posicionarem em volta de outras três pessoas. Um garoto moreno com cara de mal, uma loira extremamente linda (provavelmente uma filha de Afrodite) e uma loira bunduda com cabelos loiros curtos. A loira bonita apoiava a mais nova no braço, como se ela fosse cair a qualquer momento. A loirinha bunduda era bons centímetros mais baixa que a outra, e por isso, ficava meio difícil da outra segurá-la. A baixinha gemeu, tirando o pé esquerdo do chão e se apoiando na mais alta. - Você está bem, Hanna? - Perguntou a mais alta. A baixinha, Hanna, balançou a cabeça negativamente. - Não consigo mexer o pé. - Ela disse, e só então Hwa abaixou os olhos para seu tornozelo. Ali havia um enorme corte que sangrava descontroladamente. A coreana não era nenhuma médica, mas sabia que o tendão do pé da baixinha estava rompido. Outra loira, ainda mais baixinha, com cara de má e mexas coloridas nos cabelos de aproximou e pegou a mais baixa pelo outro lado, ajudando a mais velha a carrega-la. - Relaxe, Christina. Ela vai ficar bem. - Ela disse e cutucou a mais velha, e então as duas levaram Hanna pra fora da arena. Hwa não sabia o porquê, mas aquilo a agradou. A coreana sentia prazer na dor e na raiva alheia, e as vezes, aquilo até a assustava. Será que ela era tão má assim?

Hwa balançou a cabeça, espantando esses pensamentos e cutucou uma garota que cortava um boneco com sua espada como se fosse um sushi. Aquele pensamento deixou Hwa com certa fome e saudades de casa. - Ei, onde eu arranjo uma espada pra treinar? - Perguntou sem se importar em ser legal. Ser agradável não estava lá no topo de sua lista de vontades. - No arsenal, oras. - Disse a garota animadamente e sorrindo. - Fica atrás do chalé de Hefesto, por ali. - Ela disse e apontou para o oeste da arena. Hwa-Young agradeceu e foi em direção ao arsenal. Procurou impacientemente a espada perfeita por longos minutos, até que finalmente achou uma espada simples, mas do tamanho exato para ela. Hwa a pegou e voltou para a arena. 

Hwa parou na frente de um autômato e o ligou. O boneco rapidamente ganhou vida e levantou sua espada e Hwa teve que saltar para trás para não ser atingida. Apesar da espada ser de madeira, aquilo deixaria um bom hematoma se a atingisse. A coreana levantou sua espada também e a girou, empurrando a espada do autômato para baixo. Aquilo fora tão fácil que a assustou. Agora rindo, Hwa desviava todos os golpes do boneco com a espada e o contra-atacava. Quando o boneco brandiu a espada, na intenção de estocá-la no estômago da semideusa, a menina girou para o lado, e por impulso, sua espada atingiu o boneco. Afastou-se um pouco a tempo de ver sua cabeça escorrendo do pescoço mecânico. A menina gargalhou. Estava pensando em parar e ir embora, quando o mesmo garoto que machucara a loira baixinha bunduda a cutucou. Ela não conseguiu conter a careta que se formou em seu rosto. - Bom treino. Posso me arriscar a treinar com você? - Ele perguntou sorrindo. Hwa apenas se virou e foi para o meio da arena e levantou sua espada. O garoto entendeu o recado e foi atrás dela. - Eu não quero machucar uma dama frágil. Que tal colocar outra proteção, gatinha? - Ele perguntou, fazendo o sangue de Hwa ferver. Seus dentes rangeram e ela brandiu sua espada em direção a ele, cortando o tecido de sua camisa e por pouco não cortando sua barriga. Ele fez uma careta e a atacou várias vezes seguidas. A ruivinha desviou e contra-atacou até que finalmente, conseguiu colocar o pé atrás dele e o fazendo cair no chão. Apontou sua espada para seu pescoço, sorrindo. - Quem é a dama frágil agora? - Ela perguntou, tirando a espada do pescoço dele e amarrando o cabelo em um rabo de cavalo improvisado. Quando estava se virando para ir embora, o garoto se levantou. - Vamos treinar de novo outro dia? - Ele perguntou inocentemente. - Maybe. - Murmurou a coreana e saiu da arena, carregando sua espada de volta para o arsenal.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Stefan Y. Wann em Ter 8 Abr 2014 - 20:08

Apenas um treino???

O alvorecer estava radiante naquele entardecer de inverno que se sucedia, e de forma calma enquanto apreciava a vista caminhei para contra três tentas que se encontravam de forma alinhadamente, uma ao lado da outra. Todas possuíam aquele mesmo tom branco com diversos detalhes roxos, trazendo a gravura de uma destemida águia como semblante, sendo ocupadas pelos campistas da terceira, quarta e quinta coorte. Provavelmente preparavam-se para a grande a grande batalha, o jogo de guerra que ocorreria naquela noite no campo marte. Diferente das demais vezes que praticamos este jogo, estávamos em grande maioria sem nossos centuriões, assim como campistas mais experientes, o que gerava desconforto em todos os recém chegados. Como probatio, meu único privilegio era permanecer em silencio junto aos demais, enquanto os "veteranos" tomavam a linha de frente e especulavam ideias/planos. Pretendia escorar-me sobre um dos pilares de madeira que sustentava a tenda da quinta e apenas ouvir o que os demais campistas tinham a dizer, assim aceitando que perderíamos de forma vergonhosa como costumeiramente. Ao adentrar o local, alguns olhares se direcionaram a mim, uns estavam confusos, outros decepcionados, e tinham aqueles que mantinham desprezo.

Nosso Centurião estava em missão assim como outros, e o segundo no posto havia se aposentado da legião a pouco, deixando como sucessor alguém que não respondia as expectativas. Amélia era uma garota doce, mas não se encontrava preparada para tomar o posto de líder como a ela foi empregado, o que fazia com que muitos não a ouvissem ou a tratassem como.

Naquele dia, diferente dos dias em que os Centuriões estavam presentes, ela se encontrava sentada num banco a direita da mesa de planos, um pouco pálida e com uma expressão de desconforto. Parecia já ter aceito  o titulo de incapaz. Alguns campistas passaram então a formular debates sobre as suas diversas, não, milhares ideias que eram fora do padrão aceitável, o que me fez sorrir enquanto ironizava a situação ao que me meti. Fechei os olhos e pela primeira vez ouvi, uma voz autoritária que se originava em minha mente. Esta me repreendia por manter-me calado perante a situação, indaguei em um tanto alto. - E o que deveria fazer? - Diversos olhares seguiram de encontro a mim, sérios, logo um filho de Marte me repreendeu. "Ficar em silencio." Enrubesci momentaneamente devido ao momento de raiva, não podendo conter a resposta. - Sim, o silencio tem planos mais sensato que todos vocês. - Estava tremulo ao terminar a afirmação, a vermelhidão deveria ter-me abandonado, pois tive a impressão de ter ficado pálido. Estava a frente de diversos campistas irritados, e havia os chamado de insensatos.

Amelia por sua vez apenas manteve-se a fitar-me perplexa com a situação ao qual me expus. Ela era aquela que devia tomar a frente, porem a situação não parecia estar em suas mãos. Logo, um dos filhos de marte ali presente levantou-se, e por momentos jurei que seria o meu fim, porem ele apenas riu de um modo irônico e debochado. "Probatio, o que acha que devemos fazer, tome a liderança.".

Alguns campistas pareceram não receber muito bem a ideia proposta, tive a leve impressão de escutar alguns murmúrios ao fundo que confirmavam a suspeita, porem nenhum se levantou para contestar a ideia imposta pelo filho de marte, uma vez que ele se encontrava acompanhado de alguns irmãos e legados de seu pai. Eram fortes, e em muitas vezes, na ausência dos centuriões de nossa coorte, eram eles quem tomavam o controle de tudo, sendo reconhecidos como os mais valentes da quinta. Fechei os olhos novamente como se a preparar uma resposta, mas minha voz parecia contida, temia, estava amedrontado. "Fale, vamos.". Disse a voz em minha mente. O filho de marte logo retornou para seu assento, deixando que os demais campistas voltassem ao antigo debate, porem antes que a primeira frase fosse terminada, dei um passo a frente e levei ambas as mãos a mesa, causando um estrondo de chamar atenção, logo disse. - Então tratem de calar a boca. - Estava exaltado com o olhar fixo sobre o campista que a pouco me intimidou, e este apenas manteve a velha expressão de deboche. Os demais passaram a me olhar descrente perante a situação ao qual me expus novamente, porem tentei os ignorar. Amelia levantou-se, mas nada disse. - Irei dizer o que devemos fazer... -

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O plano se iniciou como havia eu havia previsto, mais de trinta campistas em formação tartaruga avançando contra um imenso forte de pedra, onde sobre as muralhas estavam postos diversos campistas exibicionistas. Cinco, talvez seis canhões de água estavam direcionados contra nossos escudos para interceptar e evitar nosso avanço, o que não permitia grande movimento, uma vez que lutávamos contra uma forte pressão de água. Mesmo que com o auxilio dos membros da quarta. Era um fato impressionante, mas a terceira decidira não cooperar, dizendo ser vergonhoso estar junto a quinta em combate. Uma opinião um tanto quanto equivocado, mas aceitável, uma vez que nem mesmo eu levava grande fé sobre meu plano de ação.

"Acorde probatio." Gritou aquele irritante filho de marte, e não pude deixar de direcionar o olhar para contra este por sobre os ombros dos que estavam posicionados nas fileiras a minha frente. Nossa formação era constituída de por cinco fileiras de sete campistas cada, onde os que se posicionavam nas fileiras laterais/extremidades deviam vir a proteger as mesmas utilizando como auxilio seus escudos, enquanto os do centro deveriam proteger a parte superior da formação. Desta forma estávamos no interior de uma construção improvisada de metal, onde nossos braços eram os alicerces. Por entre as brechas que se localizavam entre os escudos adentrava uma pequena quantidade de água, o que de algum modo me confortava.

A formação tartaruga era visada como uma manobra, mas as fileiras posicionadas nas extremidades eram compostas por filhos ou legados de Marte, ou seja, campistas robustos trajados de prata, montanhas ambulantes e destemidas. Isso nos garanti-a ainda mais resistência contra os canhões de água da fortaleza, e apesar do pouco avanço, não estávamos a recuar devido a sua persistência. Eramos um ótimo cavalo de Troia.

- Trocar. - Gritei ao perceber que um dos filhos de Marte recuou, sem ter certeza do que estava realmente a fazer. A formação contava com uma segunda fileira de campistas que não carregava escuto ou fazia esforço, eram o apoio. Estava ali posicionada para que quando os homens da primeira recuassem, pudessem receber um auxilio ou trocar temporariamente com a segunda fileira, assim garantindo ainda mais resistência. Alguns dos filhos de marte por orgulho recursaram a troca, o que já era previsto, outros não se impuseram a trocar de posição, e não pude julga-los uma vez que a pressão de água era ainda mais forte na região frontal da formação.

A segunda parte de nosso plano era executada por um segundo grupo, um grupo de ataque distrativo, este era composto unicamente por Arqueiros que estavam posicionados em uma parte distante do campo, onde os canhões não tinham precisão devido a pouca iluminação. A formação era de todos os modos era apenas uma distração para que os arqueiros se preparassem, porem a pouco iluminação nas muralhas não permitia uma boa visão do alvo, então necessitava-se esperar, ate que as bestas fossem posicionadas. Suas flechas flamejantes dariam uma visão certeira a muitos de nossos arqueiros.

Em certo momento por entre a espera, obriguei-me a abandonar minha posição, que acabou por deixar um buraco na parte superior da formação o que liberou uma enxurrada de água. Me movimentei por entre as duas fileiras frontais ignorando as reclamações enquanto meu corpo parecia reter o liquido que a pouco desabou por sobre mim, e me pus ao lado do filho de marte que desde o começo me desafiara. - Largue. - Já me encontrava na posição para a troca, com uma das mãos por sobre seu escudo, quando ele relutou a se afastar da posição. - Vamos idiota, você não aguentara muito e precisamos avançar, mesmo que seja dois passos. - Por fim ele não fizera mais esforço, recuou e largou o escudo para que eu o segurasse.

Era uma sensação desconfortável, pensei que seria levado para trás com os demais enquanto meu braço parecia que seria estraçalhado pela aquela grande pressão, por fim entendia o quão a primeira fileira estava a resistir. Desejava desde então que o segundo grupo entrasse em ação, mas as bestas não estavam posicionadas, ou talvez não fizessem parte da defesa, o que me fez pensar que meu plano viria a falhar. - Por Júpiter, avancem. - Disse tentando dar mais um passo, e logo fui acompanhado pelos demais. Sem demora, com o avanço, diversas balistas foram levadas a zona da muralha, as pontas de suas flechas foram incendias e pela primeira vez enxerguei com clareza nosso inimigo. Era como se diversos faróis tivessem sido acessos para melhor enxerga-los.

Fora então que a segunda fileira de campistas, os arqueiros, utilizariam flechas hidras para interceptar os inimigos posicionados por sobre a muralha. Presumia que como em todas as outras vezes os campistas da primeira e segunda coorte se direcionariam para a parte frontal da fortaleza, para assim zombar da formação que a quinta estava tomando, porem provavelmente não esperavam que tivéssemos auxilio da quarta. A fileira de arqueiros era constituída em maioria por membros da quarta, os melhores arqueiros que possuíamos, eles não eram tão precisos em acertar o alvo devido a pouca experiencia na coorte, mas para utilizar flechas hidras não necessitasse de muita precisão. A ponta desta flecha dividisse em diversos fios dourados que envolvem qualquer coisas em que encontram, desde pedras a campistas. O principal objetivo desta ação era atrair os demais campistas para a região frontal da fortaleza para assim substituir ou soltar os membros pressos pelos fios, assim diminuindo a defessa da retaguarda de sua fortaleza.

Neste momento a terceira equipe entraria em ação. Esta era composta unicamente por garotas, elas só utilizavam de equipamento leves para uma melhor furtividade, e escalariam a retaguarda da fortaleza assim que os campistas que protegem a mesma se direcionassem para a parte frontal. Ou seja, eramos dois grupos de distração, e um único grupo de ação. "Segurem firme esses escudos, campistas." Gritou o filho de Marte ao perceber o disparo da balista. Uma explosão ocorreu não muito distante de onde estávamos, assim dando origem a uma cratera. Alguns campistas se apavoraram, mas logo a saraivada de flechas fora ouvida, um zumbido que passou rápido por sobre nossas cabeças. Era hora de começar.

Como já esperado, eles soaram os sinos de ataque, e os canhões que antes estavam posicionados em nossa formação já havia perdido a precisão, eles distraíram-se e com isso a formação avançou. Por fim pude observar alguns campistas amarrados por fios dourados caindo das muralhas, sendo pegos por águias gigantes antes de encostar o chão, e sendo levados para zonas distantes e seguras, as flechas hidras foram precisas como planejado. Agora só restava esperar que o ataque tivesse surtido efeito. Um novo sinal fora então tocado, uma invasão, eles estavam a ruir internamente. As garotas estavam dentro. O canhões então foram direcionados para o interior das muralhas, ignorando a nossa formação, assim nos permitindo avançar sem dificuldade para próximo dos portões. Os arqueiros agora corriam para atravessar o campos, trazendo consigo suas espadas a mão. - Avancem. - Gritei sem delongas, esperando que os protões logo se rompessem.

Uma explosão, e os grandes portões desabaram. Amelia se encontrava de pé sobre a muralha, com uma das mãos levanta de encontro ao céu. Sua espada reluzia com tamanha graça que mais parecia Vênus por sobre os portões, e pela primeira vez entendi o por que de ter sido ela a tomar a liderança da coorte. "Quinta, avançar." E como baratas por sobre a comida, meus companheiros campistas adentraram as muralhas através da passagem aberta. Fora um grande choque o conflito de espadas que se sucedeu, alem do desconforto que os canhões de água já desorientados estavam causando. Demorou alguns instante para desabilita-los, mas foram instantes cruciais em nosso avanço.

Após o avanço dos campistas para o interior da fortaleza, fora uma questão de tempo até que a terceira se mobilizasse e assim aderisse a causa. A primeira e segunda não preparadas para uma invasão, cairão rapidamente por sobre seu próprio ego. Uma grande maioria de seus campistas fora abatido pela saraivada de flechas Hidras sobre a muralha, os demais ali restantes entrarão em choque ao perceber a possível perda. Desesperados pela vitória, de modo irracional passarão a atacar. Nossos números eram em muito maior que os deles, e nossas habilidades podiam ser equivalentes. Por fim o apito soara, e Amélia foi então vista com o estandarte na mão, a comemorar a vitória.

Sorri irônico, o plano fora meu, mas para um probatio não havia glorias.  


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Fobos - Motivos: Não tirei pontos, mas cuidado com alguns erros bobos de gramática que passam despercebidos. Em suma, ótimo treino!  

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Seth Allan Windsor em Ter 15 Abr 2014 - 15:23

Duelos e estratégia
treinando...

Para onde ir? O garoto ainda se encontrava em choque, e semanas já haviam passado, de maneira lenta e torturante. Preocupante? Para alguém que não costuma prestar atenção em nada, somente em seus próprios pensamentos deturbados e confusos; sim, muito preocupante. O.K. O que devo fazer agora? Pegar uma espada, ou, seja lá quais são as armas disponíveis, e lutar?  Isso é loucura! Alguém deveria sair por aí, e exclamar isso em alto e bom tom para esses campistas. Pensou, Leon. Nervosismo, insegurança... Uma mescla das piores sensações lhe corrompiam a mente e o corpo.

- Hey! Vamos garoto. Leon, certo? Bom, venha. Hoje será um dia corrido, então seria bom você se familiarizar com os demais em um de nossos treinamentos em grupo, o que não é muito comum, mas ainda sim, divertido. - O rapaz se aproximou de Leon, pondo a mão esquerda sobre seu ombro. Ele sorriu, e suas palavras soaram de forma receptiva, acolhedora. Aliás, todos o tratavam de tal maneira. Será que o turbilhão de pensamentos que lhe sacudia a mente, desenhada uma expressão tão deprimente assim?

- Ah, eu não sei... – Forçou-se a sorrir, mesmo que de forma desanimada e distante. Ele queria poder sair dali, correndo, o mais rápido que pudesse, como um jatinho em pleno voo, rumo a Denver. Era inquietante estar ali, principalmente, por estar ao lado de “pessoas” que se dizem semideuses. Filhos de humanos com Deuses Gregos. Isso é loucura. Simplesmente... Loucura! Pensou, consigo mesmo, tentando não transpassar um ar de negação. De fato, era difícil, principalmente para alguém que costuma estar triste comumente.

- Ah, vamos, garoto! Você é muito magro. Já disseram isso a você? Bom, o treino irá ajudar, inclusive, a melhorar este ar melancólico que tanto lhe ronda. Agora vamos, sem mais delongas. – Seu sorriso era, de certa maneira, contagiante. Lembrava vagamente uma porcelana, de tão brancos. Seus cabelos eram lisos, em um loiro claro, quase que em um tom de cinza. O corpo esguio, mas ainda sim, levemente trabalhado – e que de certa maneira, fizera Leon rir, de modo a levar aquilo como uma ironia, ou simplesmente, falta de conhecimento corporal.

E você parece tão magro e sem graça quanto eu. Pensou, sorrindo, agora um  pouco mais alegre. Suspirou. Ah... Tudo bem. Pode ser. – O que mais se podia fazer? Ele insistira tantas vezes que o deixara a ponto de ter um ataque. E, juntamente com o fato de que todos ali o olhavam, já o incomodava muito. Levantou-se, um pouco desmotivado, e seguiu junto ao garoto e seus amigos, rumo ao campo de treinamento. Ao menos achava que estivesse indo a um, e que deveria ser o mais provável, logicamente.

[...]


A brisa soprara, bailando, vinda do leste. Leve e graciosamente gelada. Leon se mantinha imparcial e alerta, admirado com tamanha quantidade de campistas em um só local, empunhando em uma das mãos armas brancas de dar arrepio. Não por suas formas, mas pelo modo com o qual eram manuseadas. Movimentos rápidos, quase que imperceptíveis, rasgavam o ar, dando início a ofensivas violentas e ousadas. Assoviou; pasmo. Eu terei de lutar dessa maneira?! Ah, certo. Impossível. Pensou, recuando alguns passos, afastando-se poucos centímetros do rapaz que o trouxera até o local.

- Certo. – O rapaz se pronunciou; prestativo. – É como eu lhe disse: tente me acertar, de qualquer forma. Ah, e não se preocupe. Como pode ver, estamos devidamente equipados. – Sorriu, girando o cabo da espada entre os dedos, como se a longa e afiada arma de metal fosse um palito ou um lápis.

Engoliu em seco. Ergueu a adaga de mais ou menos trinta e cinco centímetros, feita de metal claro, como prata, entrega a ele pelo rapaz. Acho que ele sabia que Leon não seria capaz de manusear uma arma como a dele. Hm... Certo... Aqui vou eu. – As últimas palavras saíram como em um sussurro.

Leon avançou. Seus olhos atentos, ansiosos por um movimento perigoso que viesse a lhe causar problemas. Não sabia ao certo o que fazer, além do mais, nunca manuseara uma arma daquele tipo – apenas facas, mas poucas vezes, quando era forçado pela madrasta a lhe ajudar na cozinha. Ela é uma pessoa boa, nada de rancor, mas o forçara a fazer várias atividades domésticas, e isto de fato, é irritante e desanimador. O rapaz foi rápido. Retrucou a tentativa de ataque com um ataque pela vertical, que por sorte, passara raspando pelo rosto do garoto, criando um longo e superficial corte sobre a armadura que lhe cobria o peitoral. Nossa! Ele é muito rápido... Essa foi por pouco. Cambaleou em meio a pensamentos e suspiros. Fora uma defesa assustadora e intimidante. Leon se recusava a dar mais passos adiante. Não gostaria de ser acertado por aquela espada. Ela parecia ser mais destrutiva do que realmente aparentava. O rapaz avançou. Seus cabelos loiros dançaram em meio aos longos e velozes passos, de maneira brevemente encantadora. Ótimo... Lá vem ele... Equilibrou-se sobre seus próprios pés, de modo a preparar uma evasiva de emergência. Mordiscou o lábio inferior, nervoso. Os olhos atônitos seguiram o movimento da espada, que parecia vir em câmera lenta a encontro de seu corpo. Ele deveria bloquear. Uma evasiva contra aquele golpe? Impossível. A defesa era a única opção. E assim fora. Firmou a mão – ainda mais – sobre a base da pequena lâmina. De maneira rápida, interceptou o golpe da maneira mais ágil e rápida que pudera, esgotando uma boa quantidade de energia em um só movimento. As lâminas se chocaram, repelindo-se uma contra outra. Ele continuou. Por um breve momento, teve certeza de que poderia acertá-lo naquele momento, mesmo com tão pouca experiência em combate. Já recuperado do choque, interviu no movimento recusante do inimigo, girando o corpo, aproximando-se dele, e desferindo um profundo e longo corte na horizontal. Bufou. Havia se cansado com a ofensiva, e de tal maneira, buscou se afastar do rapaz que passava as mãos sobre o peitoral tentando sentir a profundidade do corte sobre sua armadura.

Ele sorriu. Seus dentes brancos reluziam a luz do sol. Ergueu o olhar, fitando Leon, surpreso. – Para um iniciante, até que foi um movimento incrivelmente rápido. Meus parabéns. Sabe... Muitos dizem que é difícil pegar um filho de Hermes com movimentos surpresas, mas você conseguiu.

Leon levou seus olhos sobre a lâmina que carregava em mãos, tendo sua imagem refletida sobre o metal. Sorriu. Seus olhos azuis brilhavam, e aparentemente, estava menos triste. Ah... É... Talvez tenha me dado bem, mas digo que fora sorte. Nada mais. – Limitou-se a frase, calando-se em meio ao som de metais se chocando. Muitos ainda lutavam ao redor. Porém, Leon preferiu dar uma pausa. Embora tivesse surpreendido o rapaz com tal ofensiva, e de fato se sentia bem por acertar ao menos um golpe, estava esgotado. Não poderia continuar lutando, não por enquanto. Eu irei até o chalé. Essa breve batalha me cansou. Sabe... Eu nunca pratiquei esgrima, ou algo do tipo, então, minhas reservas de energias são baixas e meu corpo é pouco preparado. Eu realmente preciso de um descanso. – Tentou sorrir, mas pareceu que havia feito uma expressão de escárnio. O rapaz, porém, assentiu com a cabeça, compreensivo. O garoto suspirou, virou-se, e rumou para o chalé. Necessitava, mais que tudo, descansar a mente.
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Fobos - Motivos: Uma narrativa bem humorada e coerente. Gostei bastante do treino!

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Allison Thousk Prentess em Ter 22 Abr 2014 - 12:17


Ainda estava tentando entender essa história de ser semideusa. Ok, eu sempre soube que era diferente dos outros, mas era um diferente comum, afinal, eu nunca fora aquele tipo de garota excluída, muito pelo contrário. Andava sempre cheia de pessoas ao redor, garotos em sua maioria. O acampamento não era assim e eu ainda estava me acostumando a estar no chalé de Hermes. Esperava com todas as minhas forças que não fosse sua filha para não ser obrigada a ficar naquele chalé. Olha, não é por nada, mas eu não queria me acostumar a ser roubada, não queria me acostumar com nada naquele chalé. Poderia ser filha de qualquer um, menos dele. Talvez fosse um pouco fresca e mimada demais para suportar aquilo, apesar de me fazer de durona. Tudo o que sei é que precisava sair um pouco do chalé e precisava ser agora. Já ouvira pessoas falarem sobre treinar e não eram muito empolgadas para fazê-lo, mas contanto que eu não ficasse parada por ali estava ótimo.

Suspirei, deitada na beliche que pegara por sorte. Encarava o teto, criando coragem para levantar. Ainda teria que passar pelo refeitório e comer alguma coisa, já que faltara no horário do almoço. Pulei da cama e, após tomar banho e me vestir com a bendita camiseta do acampamento, jeans e converse; saí do chalé. Respirei fundo antes de criar coragem para sair pelo acampamento. Ainda não me acostumara com aquelas pessoas e não possuía amigo algum. Poderia muito bem ter continuado no chalé, mas não faria muita diferença. Peguei apenas uma maçã ao passar pelo refeitório e fui até onde se encontrava um conjunto de pessoas amultuadas. - Hey, o que tá rolando aqui? - Perguntei a uma das pessoas ali. Era um garoto loiro e alto o qual eu diria que era filho de Apolo. Ele respondeu apenas que era uma caça a bandeira. Abri um enorme sorriso, feliz porque poderia começar a fazer algo e me enturmar e então pensei no quanto eu estava em desvantagem por ter apenas uma mísera adaga como arma. Quando consegui me juntar às pessoas e aparecer, alguém apontou para mim e outra pessoa me puxou. Aquilo deveria significar que alguém me escolhera para uma equipe. Talvez porque eu era alta e parecia com uma estrutura corporal forte. Talvez eu fosse boa para atacar, ou não. Nunca treinara, então não sabia dizer. Assim que terminaram de escolher os grupos, nos reunimos em uma parte da floresta.

Sinceramente, eu não tenho certeza de que filhos de Ares pensam. Qual era o plano da senhorita mandona? Fácil, atacar e pegar a bandeira. Pelos deuses, que plano mais ridículo. Eu não perderia porque alguém quer simplesmente acabar com as pessoas. - Eu discordo. - Disse em um tom suicientemente alto para ser ouvida. A garota me encarou com uma das sobrancelhas erguidas, incrédula por alguém tê-la contrariado. - Quer dizer, isso é uma PÉSSIMA ideia. Vamos perder se só atacarmos. - Comentei em um tom ainda mais alto para que pudesse ser ouvida. - "Tem ideia melhor, novata?" - Perguntou a garota. Revirei os olhos e cruzei os braços abaixo do peito, passando a encarar a garota. - Um monte delas, na verdade. Quer dizer, só de deixar umas pessoas aqui na defesa. Pode deixar, sei lá, filhos de Apolo e caçadoras pelo meio pra atacar com flechas, filhos de Deméter e o garoto de Hades aí perto da bandeira para garantir que ninguém irá pegá-la e alguns de Hermes para pegar a bandeira. Eles são mais rápidos mesmo. O resto de nós ataca. É algo melhor do que sua ideia brilhante, mrs. right. - Respondi, irritada. Quer dizer, quem ela pensava que era para me diminuir só por ser novata? Se eu fosse, tipo, filha de Zeus e ela não soubesse? Ok, eu não sou filha de Zeus, mas isso foi uma hipótese. Os campistas da equipe concordaram comigo. Obviamente ela ficara irritada, mas eu não ligava. - "Então faremos do seu jeito. Caso a gente perca, será sua culpa totalmente." - Resmungou a garota. Sorri vitoriosa e ela voltou a falar. - "Então ficará desse jeito, certo? Só uma pergunta... Como você vai lutar com apenas uma adaga? Quer dizer, eu sou filha de Ares, teria a brutalidade a meu favor. Você tem o que?" - Perguntou ela. Eu assenti com a cabeça inicialmente e depois olhei para minhas mãos. Maldita adaga única. - Eu me viro, oras. Quem vai se machucar sou eu, certo? - Resmunguei, irritada. A menina abriu a boca para falar algo, mas eu a interrompi e voltei a falar. - Agora que já sabemos o que fazer, todos em suas posições. - Após dizer isso, todos foram para suas posições, inclusive eu. Jurava que a garota me mataria durante o jogo mesmo. Suspirei, olhando para o outro lado. Nós estávamos com a praia e eles com o punho de Zeus. Se acha que é só isso, está enganado. Nós apenas tínhamos um filho de cada grande - o de Hades porque era o namorado da garota madona e se eu tivesse sorte, ele não a deixaria me matar - e o resto estava com eles. Isso sim é que era vantagem, mas para eles.

Quando foi dado o sinal de que a caça começara, antes que eu pudesse correr, a filha de Ares me derrubara. Eu tinha provavelmente o dobro do tamanho e talvez do peso dela, mas ela me derrubara. Estava com os cotovelos apoiados no chão, deitada ali. Revirei os olhos e levantei do chão, correndo para a multidão. Dois garotos vieram para cima de mim, o que era óbvio já que eu era novata. Desviei do golpe de um deles e o chutei nas costas, fazendo sua espada ficar presa na árvore. Enquanto ele tentava soltar sua espada, tentei chutar o peito do outro, o que não foi uma ideia muito brilhante. Ele segurou meu pé e o girou, fazendo-me cair de cara no chão. Ele sentou em cima de mim, me batendo enquanto eu me debatia. Se aquele garoto não fosse filho de Ares, eu não sabia de quem ele era. Eu não conseguia me soltar de modo algum, então optei por uma joelhada nas costas dele. O garoto bateu com a cabeça no outro por causa do impulso e perdeu o equilibrio. A parte ruim é que caíra em cima de mim. Me virei, ficando por cima dele e agora eu o socava. Repeti o gesto suficiente e rapidamete para deixá-lo inconsciênte. Suspirei aliviada por um momento e então o outro garoto tirara sua espada e ao fazer isso, caiu em cima de mim. Ele não era tão pesado quanto o outro, então consegui me livrar e levantar. Ele levantou rapidamente e investiu sua espada contra mim. Por sorte, consegui desviá-la com a adaga. Tudo o que sabia era que, para conseguir acertá-lo, eu teria que me aproximar bastante. Conseguia desviar de todas as investidas dele com a espada, então ele conseguiu arranhar meu braço e chutou meu peito. Fui arremessada para o outro lado e fiquei um tempo deitada no chão, me debatendo de dor. Puta merda, logo meu peito? O garoto se aproximou e eu ainda me remoía de dor. Por um momento pensei em desistir e então me veio o rosto da garota de Ares jogando na minha cara que perdemos por causa da minha estratégia. O garoto sentou em cima de mim e me batia. Meu rosto ficaria inchado e já estava sangrando, mas eu não queria a garota jogando na minha cara que eu era horrível. Bati nos ouvidos do garoto com força e as mãos abertas. Ele ficara desnorteado, então dei um soco em seu rosto e ele resolveu levantar. Quando ficou de pé, eu levantei com dificuldade, dei um soco em sua barriga e uma joelhada entre suas pernas. Era apelação, eu sei. Mas ele deu um chute no meu peito, qual é.

Corri em direção ao punho de Zeus, cansada e com dificuldade. Ao chegar lá, os filhos de Hermes não estavam, mas eu os via escondidos nas árvores, esperando que nos livrássemos deles. Respirei fundo e ataquei uma das pessoas da outra equipe com um chute nas costas  Após isso, um dos outros começou a brigar com ele. Eu realmente queria ficar para assistir a luta entre um filho de Zeus e um de Apolo, mas acabara de levar um chute nas costas. Caso ainda não sabem, o nome disso é carma. A garota me virou de frente e voltou a me socar, então levantou pelo colarinho da blusa e jogou direto em uma árvore. Mal tive tempo de ver quem era e já estava sendo atacada por ela novamente. Me debati por um tempo e consegui me livrar dela, ficando de pé. Ela veio até mim com um soco e, por mais que tenha sido difícil por estar lenta machucada, desviei do golpe e proferi um soco contra sua barriga. Ela ficou sem ar, então continuei fazendo isso. Finalmente ela desviara meu próprio soco contra meu rosto. As pessoas por aqui costumam fazer com que as pessoas acertem a si mesmas, do nada? Após isso, a garota me deu um chute na barriga, que me fez perder o equilibrio e cambalear para trás. Depois disso só tive tempo de conseguir olhar para a garota, distingui-la como filha de Zeus, então me lembro de levar um chute nas costas, ser arremessada contra outra árvore, sentir uma dor imensa no braço.

- "Acorda logo, novata." - Ouvi a voz da menina de Ares. Acordei em uma cama de algum lugar o qual concluí que era a enfermaria. Sentia meu olho inchado, então ele só estava meio aberto. Assim que o abri, a garota pressionou a bolsa gelo contra o mesmo. - Ai! - Resmunguei. Ela revirou os olhos e tirou o gelo. - "Eu estou ajudando e você ainda reclama? Tenho outros lugares para estar, queridinha. - " Foi a resposta da garota a minha dor. Eu pensei em falar algo como "É só ir embora. Não pedi para estar aqui", mas por hora, precisava dela. Mal conseguia me mover. - Eu apanhei muito feio ou..? - Eu comecei. Não consegui terminar por causa da dor que senti quando ela colocou o gelo em meu olho novamente. - "Apanhou bastante, mas pelo menos bateu também. Não te culpo por perder para a Sky. O garoto que você derubou tá na cama ao lado. O importante é que ganhamos. Você chamou a atenção quando desmaiou. Parabéns, uhul, viva." - As últimas palavras ditas pela garota saíram um tanto falsas, mas não importava. Consegui soltar um riso meio abafado e fiquei com um sorriso de canto no rosto. Ela sorriu e não pareceu tão chata e arrogante como antes. Concluí que ela não era má, só mandona demais e mimada a ponto de querer as coisas apenas do seu jeito, talvez porque nunca a enfrentassem. Nunca imaginaria algo assim de uma filha de Ares. - "Vou ficar aqui para ajudar, já que era capitã da equipe mesmo. Ah, e belo braço." - Ela resmungou, pressionando o gelo contra meu rosto. Levantei levemente o corpo e vi meu braço enfaixado. Dude, que menina monstra essa Sky. Eu sabia que o gelo bem pressionado era o jeito mais fácil de diminuir o inchaço, então deixei, mesmo que doesse. Ela me disse que eu ficaria ali por mais um dia, até que meu corpo descansasse totalmente. - Obrigada por ficar. - Ótimo, pelo menos não seria roubada e nem precisaria tentar dormir com aquela barulheira. No final, foi tudo planejado e eu planejava ficar bem. Esperava que ficasse.

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