Treinos de Duelos e Estratégias

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Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:30

Relembrando a primeira mensagem :



Treinos de Duelos e Estratégias
Nesta arena você poderá duelar com algum outro campista ou treinar estratégias de batalha, esse muito necessário em uma missão. Será disponibilizado o necessário para o treino. O treino de estratégia poderá ser feito em grupo ou individual.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Lucas Kallistw em Qui 24 Abr 2014 - 19:27



an unexpected reason.

Lucas Kallistw. 19 anos. Peace brother.

Os primeiros dias no acampamento eram apresentações, quase uma etapa de adaptação. Eu conheci criaturas bastante estranhas, como centauros, sátiros, dríades, entre outras mais bizarras ainda. E por onde se passava, espadas estalavam, alvos eram perfurados e escudos eram rebatidos. Mas, sei lá, eu já estava quase me acostumando com aquilo, talvez por ser o que era, um semi-deus. O tempo passa, e os dias de conhecimento ficam para trás, aliás, já estava na hora de treinar. Era o que todos faziam por ali, e, pelas instruções de todos, era o que eu teria que fazer também. Eu estava completamente indiferente, para mim, seria apenas um passatempo, afinal, estava mais para amante do que guerreiro. Segui um pequeno grupo até entrar na arena, onde seria o treino, evidentemente. Chegando lá, vi Quíron, o centauro líder do acampamento, e que, por sorte, seria nosso instrutor. Sem esperar muito, ele brada forte.
── Acordem, semi-deuses. O sol está brilhando agradável. A brisa do vento está soprando suave. O cada gota de suor vocês ficarão mais forte, então cresçam!

Apesar de tamanha entonação, aquelas palavras não fizeram muito efeito, nem sequer me animei. Enfim, o treino começa. Na primeira parte, recebemos ensinamentos básicos. Realizávamos ações ao vento, apenas para corrigirmos pequenos detalhes. E, talvez, para rirmos um pouco, tamanha era aquela descontração enquanto aniquilávamos o ar.
── Corte alto, corte baixo, estocada. Corte alto, corte simples, estocada, corte alto.

Pego minha lança e ensaio as ações ordenadas, repetidas vezes. De repente, recebo um golpe no tórax, seguido de um grito. Parecia que eles levavam aquilo realmente a sério.
── Postura semi-deus! ── Quíron ergue seu cajado e continua. ── Levante essa guarda!

Minhas ações era sempre de poucas intenções, com certo desleixo. Não via muita utilidade naquilo. Para meu alívio, finalmente termina. Assim, inicia-se a segunda parte do treino. Quíron chama alguns campistas mais experientes para treinar conosco.
── Lucas, você irá treinar com a Aliana.

Ainda indiferente, fitei a dama... Então, tudo mudou. Meu corpo estremeceu num torpo insano. Ela era linda, ou até mais que isso. Até seu andar era magistral, ousei descrevê-la mentalmente como perfeita, coisa que acreditava nunca ter feito com outra mulher. Sem qualquer receio, como um bom galanteador que era, tratei de me recompor e flertar.
── Prazer, meu nome é Lucas, sou filho de Deméter, e pelos deuses, nunca vi olhos mais majestosos quanto os seus.

Ela sorri. Eu não conseguia identificar se ela havia gostado ou apenas desprezava-me com simpatia. Nem tinha tempo, pois ela responde.
── Prazer, sou Aliana, filha de Ares. Vamos começar?
── Vamos.

Eu se quer sabia o que tinha acabado de dizer, apenas concordei. Ela eleva sua postura, uma pronta combatente, enquanto eu nem consigo levantar minha lança diante sua beleza. Assim, sem hesitações, ela inicia. Isso me assusta um pouco, porém me alegra ainda mais, afinal, mulheres com atitudes são as minhas preferidas. Suas duas espadas vêm ao meu encontro, em um corte duplo na horizontal, e eu apenas salto para trás. Ela prossegue, com um corte diagonal, de cima para baixo, com ambas as espadas, seguido de um giro lateral e uma outra semelhante investida, ordenada. Ergo minha lança, posicionando-a perpendicularmente aos golpes, e, aproveitando de sua resistência elevada, defendo-me. Meus pés deslizam na areia, os golpes eram de incrível potência.

E ela prossegue: Dois cortes diagonais altos, simultaneamente; girando suas espadas em mãos, com certa maestria, repete o mesmo processo. Eu, salto para trás as duas vezes, me salvando; não me restava muito o que fazer, estava acuado perante tamanha beleza... e poder. Ela, percebendo essa repetição, realiza a mesma investida, só que, dessa vez, prepara-se para tomar impulso no momento certo. Eu, novato, tornei-me um alvo fácil: Após meu salto, ela já estava bastante próxima a mim, realizando um segundo e inesperado golpe. Ensaio outro salto, porém, não a tempo. Com um reflexo olimpiano, ainda consigo erguer minha lança, defendo-me de um dos cortes. Porém, o outro é inevitável,acertando-me em cheio no tórax. Um corte não muito profundo, afinal, mas contundente. Ela sorri, como se tudo fosse uma brincadeira.
── Quer que eu pegue leve?
── Bem, não precisa não... Mas você precisa me prometer que irá sair comigo, pra cuidar desses terríveis ferimentos.
── Sair? ── Ela dizia enquanto ria. ── Só saio com aqueles que me vencem.
── Sério? Então eu não vou precisar te dar flores? nem chocolates? nem flertar? É só te vencer?
── Só?

Apesar do tom amistoso, a atmosfera torna-se intensa. Ela havia me instigado, fazendo com que eu exigisse mais do que meu limite, um preço proporcional a recompensa. Então, era minha vez de investir. Brandi minha lança pelo alto, em um corte longo; rodei ela em minhas mão, e mais um corte, dessa vez, ligeiramente mais baixo. Esquivou-se com perfeição, o que era esperado. Porém, desta vez, eu é quem estava no comando. Estiquei meus braços, e realizei um golpe em forma de estocada, só que minha estratégia ia além: Eu sabia que ela ia desviar, assim como já havia feito antes, portanto, tratei de também esperar o momento certo. Assim que o fez, larguei minha lança ao chão, e saquei minha humilde faca e, logo em seguida, me atirei para cima dela. Obtive sucesso, sobrepondo-a com a arma em seu pescoço. Nossos corpos estavam colados, e nossas faces bem próximas. Um momento oportuno para um sussurro cordial.
── Você gosta de comida italiana?

Minha confiança fora meu erro. Esse curto momento de descuido já era o suficiente para uma filha de Ares: Ela firma suas penas e pés, e impulsiona seu corpo, enquanto torce meu braço. Uma incrível reviravolta, ela consegue inverter as posições, ficando agora por cima de mim, e com minha própria adaga em posse.
── Gosto sim. Inclusive, vou jantar isto hoje... Sozinha.

Seu tom sarcástico conseguia fazer dela ainda mais linda. Mas, era o fim, ela tinha ganho. Enquanto caminha para, apenas fico observando-a, tentando não perder um se quer momento. Não era o fim, eu a veria de novo.

Um treino mais que instrutivo, motivador.





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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Elijah Hoenn Stavinsk em Ter 29 Abr 2014 - 19:32

Duelos e Estratégia
primeiro treino - enfrentando bonecos

Minha visão estava embaçada, o que é normal para alguém que acaba de acordar. Despertei com um grito ensurdecedor vindo de fora do chalé. Levantei-me de minha cama lentamente, demorou alguns minutos para o sono passar. - Elijah, acorde. - Disse-me uma voz grave e pacífica. Eu realmente devia estar com uma cara péssima para dizerem aquilo. Rumei ao banheiro sem olhar para o indivíduo que me chamara e lavei o rosto. Voltei ao chalé e procurei a pessoa que falara comigo, era Matthew: um filho de Hermes. Eu tinha chegado ao Acampamento há um dia e ainda não fora reclamado, portanto, estava no chalé 11. - Qual é o problema? - Indaguei a Matthew. - Vamos treinar! - Respondeu-me o filho de Hermes. Senti a ansiedade tomar conta de meu corpo, fiquei com "borboletas na barriga". Jamais tinha pegado em uma espada ou objeto similar, sendo assim, tinha medo de passar vergonha.

Matthew conduziu-me à Arena, o lugar onde eram realizados os treinos. Mordisquei meu lábio inferior demonstrando ansiedade. Matthew pediu para que eu me acalmasse, já que todos entendiam ser o meu primeiro treino. O garoto levou-me ao Arsenal, onde encontravam-se as armas. Sobrepus o indicador no lábio superior deixando óbvio minha indecisão. Peguei uma espada média que coube perfeitamente no meu punho. Matthew esboçou um sorriso de aprovação, o que me deixou motivado a continuar. O garoto levou-me ao centro da Arena, onde estava vazio para a minha alegria. Matthew gritou por um nome de um garoto que entrou correndo no local, deduzi que este iria ajudar Matthew com o que viria à seguir. Respirei fundo e esperei pela primeira ordem.

Matthew esboçou um sorriso e disse-me: - Relaxe, você não vai enfrentar um minotauro. - Mudou o sorriso tranquilizador para um malicioso: - Vai enfrentar dois bonecos. Difícil? - Balancei a cabeça negativamente demonstrando tranquilidade. - Ótimo. - Disse Matthew. Após isso, os dois garotos adentraram uma porta que encontrava-se ao canto da Arena. Sem demora, voltaram com dois bonecos de pano e duas cordas. Notei que acima de mim encontrava-se um fio de ferro parecido com tirolesa. Os garotos amarraram as cordas neste fio e os bonecos nas cordas. Fiquei me perguntando para que serviria aquilo, e o que exatamente eu teria que fazer.

- ESTÁ PREPARADO? - Perguntou-me Matthew através de um grito. Levantei o polegar para mostrar que estava preparado. Na verdade eu não estava, nem sabia o que ia fazer. Matthew estava de um lado da Arena, e o outro garoto do outro lado. Após eu fazer o sinal positivo, Matthew lançou o boneco sobre mim com uma velocidade absurda, o que me pegou de surpresa. O boneco bateu em minha cabeça violentamente me deixando zonzo e fez com que minha espada voasse longe. Antes que eu pudesse me recuperar, o outro garoto lançou seu boneco que acertou-me a cintura e me derrubou no chão. - ACORDE SEU MOLENGA! - Gritou Matthew. Xinguei-o por pensamentos e levantei-me.

Os dois garotos esperaram eu levantar antes das próximas investidas. Levantei e peguei minha espada esperando o próximo ataque. Notei que tinham trocado os bonecos pela tirolesa quando lançaram e mudaram as posições na arquibancada. A tirolesa dividia-se em duas, o que possibilitava que mudassem as posições em minhas diagonais. Após notar isto, soube o que viria à seguir. Matthew arremessou o boneco com mais velocidade sem avisar-me. Pulei ao meu lado para desviar do ataque, mas fui atingido pelo boneco do outro garoto que acertou-me às costas. Urrei de dor e virei-me furioso ao autor do ataque. O garoto sorriu para mim, o que deixou óbvio que o objetivo era me enfurecer.

Brandi minha espada para o garoto esperando o próximo ataque. Não demorou muito tempo para isso acontecer, o mesmo arremessou e felizmente consegui desviar com facilidade. Virei-me para trás com o objetivo de desviar do boneco de Matthew. Quando fiz isto, vi que o boneco já estava quase chegando; e por reflexo ataquei com o cabo da espada e meu braço. Fazer isso fora um erro, pois o boneco batera-me com ferocidade deixando meu braço dolorido e derrubando-me no chão. Levantei-me com uma fúria incontrolável querendo matar os dois. Deduzi que se continuasse a apenas desviar, eu não iria vencê-los.

Pensei rapidamente no que fazer, e vi que a resposta estava bem em minha mão: a espada. Era óbvio! Fora por isso que Matthew dera-me a arma, eu teria que cortar os bonecos. Esperei o próximo ataque que veio de Matthew, este arremessou o boneco com a mesma velocidade que fizera anteriormente. Desviei e deixei minha espada onde eu estava. Não tive resultados consideráveis: a espada apenas bateu no boneco, não perfurou. O outro garoto arremessou o objeto quase que ao mesmo tempo, o que só me permitiu desviar do boneco.

Respirei fundo sentindo cansaço dominar-me, queria parar por ali. Mas os garotos não pararam e arremessaram os bonecos ao mesmo tempo. Foi então que tive uma ideia: abaixei e desferi um golpe vertical com a espada cortando o boneco de Matthew ao meio; consequentemente, desviei dos dois ataques. - BOA! - Gritou Matthew. Agora só restara um boneco, o outro fora estraçalhado voando penas por todos os lados. Lancei um olhar desafiador para o outro garoto, eu estava sentindo-me orgulhoso de mim mesmo.

O garoto lançou o boneco de uma forma que veio ziguezagueando pela tirolesa. Calculei onde o boneco estaria quando chegasse até mim e desviei desferindo um ataque horizontal onde meus cálculos indicaram. Resultado: outro boneco estraçalhado e penas ao ar. Matthew veio correndo até mim e lançou-me uma onda de elogios. Senti-me agradecido e refrigerado. Uma onda de alívio percorreu pelo meu corpo, pois tinha acabado. Agradeci ao garoto com um tom de ironia e saí da Arena cheio de penas pelo corpo.

LEIA:
Elijah é o nome que requeri no tópico de mudanças de nomes. Portanto, fiz como se já tivessem mudado.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Alec Lyond-Kalson em Qua 30 Abr 2014 - 16:31

O segundo dia é sempre melhor do que o primeiro, dizem

- Carl? Acho que não devíamos estar aqui. – Declarei, a espada girando entre os dedos. Aquilo havia se tornado um hábito. Quíron pairava, alto e imponente, em frente ao maltrapilho grupo de campistas. Pude notar, de esguelha, a presença de Steven e sua trupe, estes que me encaravam de cinco e cinco minutos – Não me parece boa ideia. – Segredei. Desde o incidente ocorrido no dia anterior, Carl havia declarado-se como meu fiel escudeiro, algo assim, não saindo mais de perto. Tentei esclarecer que não havia feito coisa alguma, que Steven merecia ser derrotado por alguém inútil e nada mais. Eu parecia ter virado a lenda. Quíron interrompeu nossa conversa, o tom retumbante ao anunciar qual seria o exercício diário proposto. Cinco bandeiras vermelhas e cinco bandeiras azuis haviam sido escondidas pelo Acampamento, cada qual há uma boa distância uma da outra e em localizações perfeitamente acessíveis. Absorvi cada informação, atento para aquilo que era dito. Seríamos divididos em dois grupos: a equipe azul e a equipe vermelha. Tudo se baseava em encontrar as bandeiras e trazê-las, intactas, até onde Quíron estaria esperando por nós para condecorar os vencedores. Àquele era um exercício de busca e proteção, ele dizia, com o empecilho de somente dez campistas terem a oportunidade de participar – na primeira rodada, é claro. Carl segurou meu braço e o ergueu, bradando que éramos voluntários para a demonstração inicial – Tá’ maluco? Não sou voluntário de porra nenhuma, Carl. – Murmurei ao baixar o braço. Steven e sua trupe, por outro lado, ofereceram-se prontamente ao virem que Quíron tinha me mandado dar um passo a frente. Saldo final? Seríamos eu, Carl e outros três inexperientes contra Steven, Idiota 1, Idiota 2 e outros dois capachos. Cerrei o punho – Ótimo. – Disse e girei novamente a espada, ato que vinha demonstrando, nestes últimos dias, tanto impaciência quanto ociosidade.

Nos dividimos em equipe – Vocês três vão para a área leste, eu e Carl ficamos com o perímetro restante. Fechado? Não? Sim? Tudo bem, adeus. – Não esperei confirmações. Segurei Carl pela gola da camiseta, arrastando-o comigo em direção à Arena. Sorte ou pura consciência, Carl manteve a bola fechada, algo que julguei como milagre. Olhei o tempo todo para os lados. Procurávamos pelas cinco bandeiras vermelhas, estas que poderiam estar em qualquer lugar, menos fora do Acampamento. Avistei a primeira bandeira ao longe, fincada em frente ao Chalé de Ares. Carl também notou, por isso puxou-me pelo braço e começamos a correr naquela direção. Idiota 1 e Idiota 2 também pareciam ter visto a bandeira, ambos de braços cruzados e a típica cara de paisagem ao se colocarem em meio ao caminho que eu e Carl fazíamos – Vocês não desistem, né? Pensei que a surra teria deixado as coisas claras. – Falei ao encará-los, não mais correndo. Os mongoloides ignoraram completamente a minha fala, ambos portando, cada um, espada e escudo. E onde estava o meu escudo? Ninguém se preocupa com essas coisas, né? Vamos deixar o novato de virar, é divertido. Inspirei, a raiva controlada, para depois dar um meio sorriso – Vamos logo com isso, afinal não tenho o dia inteiro. – Disse e dei um passo na direção de meus adversários. Carl, apressado como era, investiu contra Idiota 1, deixando-me livre para ter uma revanche contra Idiota 2. Gesticulei o polegar direito, indicando-o que chegasse mais perto. Idiota 2 sorriu, o retardatário mental em pessoa, ao tentar arrancar minha cabeça fora. Esquivei para a direita, a cabeça ligeiramente abaixada. A deixa me deixou com brecha para um contra-ataque, o qual fiz ao bater a parte da chata da espada contra o estômago de meu adversário.

Impulsionei outro ataque após o anterior, acertando-lhe o queixo com o punho da espada. Idiota 2 cambaleou, deu alguns passos para trás e cuspiu sangue aos meus pés – Só não vale chamar pela mamãe. – Dei de ombros. Idiota 2, em fúria, cerrou o punho e tentou acertá-lo contra o meu rosto. Ergui minha própria mão livre e o empurrei para trás, repelindo tal ataque, mas não fui rápido o bastante para desviar do escudo arremessado contra meu estômago. Fiquei sem ar, arfando e com a mão esquerda apertada contra a região dolorida. Quase caí no chão. Puta merda. O rapaz aproveitou-se da deixa para segurar a espada com ambas as mãos, tencionando a acertá-la contra meu corpo momentaneamente desfalecido. Apertei os dedos em torno da empunhadura de minha própria espada e a impus contra o golpe, mesmo que me faltasse o fôlego, fazendo-o apenas raspar contra meu ombro. Um corte superficial. Abaixei-me e peguei o escudo jogado, este de carvalho e nenhum enfeite – Vê se gosta disso aqui, amigo. – Murmurei ao usar o escudo como se fosse uma soqueira, acertando-o contra a cara pasma de Idiota 2. Quebraria seus dentes, por sorte. Tonto, Idiota 2 saiu cambaleando, o que me deu brecha para bater-lhe na têmpora com o punho da espada – Bons sonhos, cara. Pode ser que a Megan Fox o visite. – Inspirei novamente, ávido em busca de recuperar parte do oxigênio perdido no golpe que ainda fazia meu estômago revirar. Carl parecia não estar tendo a mesma sorte que eu. Idiota 1 tinha sido machucado, sem dúvida, mancando de uma série de cortes, mas Carl também mancava. Dois contra um não é algo assim tão justo, mas foda-se, quem se importa? Coloquei-me no meio dos combatentes e tomei a dianteira contra Idiota 1. Surpreso, ele não conseguiu refrear o golpe antes que esse acertasse meu maxilar. Mais carvalho contra a minha cara. Deviam criar uma lei contra isso! Balancei o rosto, meio tonto, e devolvi o golpe, só que com o uso da espada que raspou na bochecha lisinha de Idiota 1. Carl, para por fim naquilo, atacou-o por trás. Nocauteado.

Com a bandeira na mão esquerda e a espada na direita, tinha deixado o escudo de Idiota 2 para trás. Carl guiou a procura, desta vez, levando-nos a dar voltas e mais voltas pelo Acampamento. Dois paspalhões machucados. Acabamos indo no parar no Lago de Canoagem, onde a bandeira vermelha tremulava no píer. Fácil, fácil. Mas sabe a vida? Ela não é fácil. Steven apareceu ali também, tal como Idiota 1 e Idiota 2 anteriormente, ladeado por nada menos do que Capacho 1 e Capacho 2. Passei a mão pelos cabelos – Complicado. Esses caras, obviamente, querem meu corpo nu, Carl! Não vai rolar, eu preferia ter sido mandado para um prostíbulo, sabe? – Bufei. Steven gritou provocações lá do píer, a bandeira vermelha tendo sido retirada do suporte para que ele a usasse feito faixa ao redor da cabeça – Seguinte, a outra equipe obviamente não quer vencer essa palhaçada. Então... Aqui, leva a bandeira que já encontramos e pega o resto com os outros três caras da nossa equipe. Encontro-te depois, lá onde Quíron aguarda. – Declarei,  o sorriso leve nos lábios. Carl não deu a mínima deixa de quem acataria minhas ordens, muito indignado com as ofensas de Steven e mais ainda perante a possibilidade de me deixar lidar sozinho contra àqueles retardados. Mas ele acabou obedecendo.

- Vejamos... Quem é o primeiro? Capacho 1, Capacho 2 ou Steven, líder dos paspalhões? Vamos lá, não sejam tímidos. Os três? Tudo bem. – Abri os braços, sorrindo. O fazia apenas para irritá-los, nada além, visto que isso era tão fácil quanto simplesmente não falar nada. Ficariam irritados do mesmo jeito. Capacho 1 e Capacho 2 avançaram, ombro contra ombro, sem o mínimo de bom senso. Avancei um passo e saltei para o píer, a madeira rangendo abaixo de meus pé calçados com nada além da bota militar. Capacho 1 correu na frente, a espada erguida para desferir um golpe. Esperei até os últimos segundos, esquivando-me para o lado e o deixando passar direto para fora do píer – Olé! – Bradei ironicamente. Capacho 2 aparentou ter mais esperteza, rondando-me antes de tentar o primeiro ataque. As lâminas se chocaram, o que ocasionou àquele irritante tinir de aço contra aço. Coloquei o peso de meu corpo no golpe, pressionando-o a recuar. Teria obtido êxito, mas Steven entrou na briga. Chutei Capacho 2 no estômago, o que ocasionou sua queda dentro do Lago de Canoagem. Ops. Steven sequer relanceou o olhar naquela direção, tendo sua espada partido na minha direção no momento em que ficamos próximos um do outro. Repeli a estocada, desviando-a para o lado, dei um meio giro e bati a lâmina contra ele na altura de seu antebraço. Teria funcionado, mas não funcionou, tudo graças ao movimento rápido de esquiva feito por Steven. E mais, ele aproveitou do embalo para bater seu escudo contra minha cabeça. Cambaleei, tonto, até ficar na borda do píer. Capacho 1 havia se recuperado, de volta ao lado de Steven, enquanto Capacho 2 tentava não morrer afogado – sabe como é, o peso da barriga puxando para baixo. Apoiei a mão esquerda no chão, ainda zonzo, e limpei o sangue do corte fundo no lábio inferior. Já disse, não é? Odeio escudos, é oficial – Quanta coragem, vocês dois. Debi e Loide. – Retruquei, ofegante. Capacho 2 correu na minha direção, tal como um touro. Curvei o corpo e aguardei. Um, dois, três segundos e o agarrei pela cintura, arrastando-o comigo para frente – ele tinha perdido a força graças ao susto. Joguei Capacho 2 em cima de Steven, o que acabou nos derrubando; os três, isso mesmo. Grito para lá e resmungo para cá, arranquei a bandeira de Steven e saí correndo. Isso aí, dei no pé.

Perseguiram-me o tempo todo. Ao passar por um grupo de filhas de Afrodite, parei para flertar, mas a ideia pareceu ruim assim que escutei a voz de Steven atrás de mim. Acenei, pedindo desculpas, antes de continuar correndo. Só podia ter pulmões de aço. Pulei por cima de duas fontes, o joelho ralado por ter batido ali de raspão, até que avistei Conan, um filho de Apolo, que liderava seus companheiros de Chalé no tiro ao alvo – Olha, vocês podem me fazer um favor? Dez pontos para quem acertar o Steven, ou melhor, conseguir tirar sua cueca sem acertar a calça antes! – Gritei para Conan e seus seguidores. Se iria fazer efeito ou não, restava saber, mas eu estaria o mais longe possível. Corri e corri, derrubando bonecos de treino em meio a corrida. Acabei por deixar mais do que apenas rastros para trás, longe disso, pois formei a maior pista de objetos derrubados, vulgo obstáculos, que o Acampamento Meio-Sangue veria em séculos. Carl me viu antes que eu o visse, acenando e gritando, duas bandeiras em cada mão. Acenei de volta, o pano vermelho entre os dedos – Sai da frente! – Exclamei, tão fatigado e dolorido que passei rolando em frente aos cascos de Quíron. Ergui a bandeira no alto. Quíron, intrigado com a cena, concordou com a vitória da equipe azul e nos congratulou vencedores. A equipe vermelha, por sua vez, ficou responsável por lavar os banheiros – Lava direitinho, Stevan! – Gritei, carregado por Carl e os outros rapazes.
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 Afrodite - Atualizado
Obs.:
Perguntinhas sobre a "nota", se existirem, por Mp, pls. <3
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Eric Nygard em Sex 2 Maio 2014 - 15:30

Treinos de Duelos e Estratégia.


 
Sentia meus dedos dormentes, o frio tomava meu corpo para si. Queria me aquecer com treinamentos que exigiam um pouco mais de ação. Mas Clara estava determinada que hoje iríamos aprender mais sobre estratégia. - Deixa de ser molenga Eric. Vai ser divertido, eu garanto! Poderia realmente ser, para ela que era filha de Atena. Eu não era tão bom com estratégias, mas não podia negar que devia melhorar esse ponto fraco meu. Clara era minha melhor amiga. - Vai logo molenga, não quero deixar os outros esperando. Ela ficava me puxando tentando fazer com que eu andasse mais depressa. - Quantos você chamou Clara? Espero que não tenha chamado nenhuma irmã sua. Já basta eu ser torturado por uma filha de Atena. Ela revirou os olhos, mas não respondeu a minha provocação.

Chegamos ao campo de treinamento. Tinha um rapaz bronzeado, cabelos loiros encaracolados e um sorrisinho confiante. Pela aparência deduzi que seria filho de Apolo. Outra garota se encontrava de seu lado, baixa estatura, ou talvez o rapaz que fosse alto demais. Parecia tímida, e assustada. Clara ao ver eles, já chegou abraçando os dois, sempre oferecida. - Este quietão aqui é meu amigo, Eric. E Eric, estes são meus amigos Marcus e Judie. O rapaz me deu um forte aperto de mão, e a garota apenas um leve sorriso. Logo um instrutor veio falar conosco - Ei, vocês devem ser o time de 3. Quem de vocês será o líder? - Eu claro! Tive que rir daquilo. Time de Clara? Já deveria saber que ela se intitularia a líder. - É, parece que sim. Disse coçando a cabeça, parecendo um pouco confuso. - Deixe-me explicar o que vocês terão que fazer. Não é nada muito complicado. Se assemelha até bastante à caça a bandeiras. Ele retirou um objeto que se assemelhava a um sino do bolso. - Estão vendo este sino? É por ele que vocês vão disputar com as outras equipes. Cada time receberá um mapa que indica a localização do sino, claro. Marcus interrompeu. - Será só isso? Me parece fácil. Antes que ele falasse mais besteiras o instrutor continuou. - Como eu ia dizendo...Não, não vai ser fácil. Isso é uma disputa, e só tem um sino. Melhor se prepararem e pegarem suas armas, depois venham até mim pegar o mapa. Ele saiu sem dizer mais nenhuma palavra. - Bem, vamos lá detonar com todos e sair vencedores. Ela era a mais animada de todos nós. Os outros campistas se preparavam. No arsenal de armas, optei por pegar a espada, Marcus um arco e Jude também preferiu uma espada. - Clara, não vai se armar? Indagou o rapaz. - Não preciso. Vocês serão a força e eu a cabeça, simples assim. Essa adaga basta, e qualquer coisa Eric daria a vida por mim. Olhei para ela espantado. - Está louca é?


Terminando de nos preparar fomos pegar o mapa com o instrutor e seguir nosso caminho. O tempo já estava de congelar as espinhas, e só ficar andando pela floresta atrás de um sino sem ação alguma não estava me agradando. Escutar Clara dando ordens o tempo todo era irritante. Jude não falou nenhuma vez, o que me intrigava. Clara decidiu preparar algumas armadilhas, para atrapalhar os outros campistas que passassem por ali. Eu tive que ir atrás de madeira para as armadilhas sozinho, em quanto eles organizavam o resto. Isso tinha me irritado. Cortando galhos de árvore que ficavam pelo caminho, descontando toda minha fúria neles, encontrando algumas madeiras no caminho, decidi que já era hora de voltar. Foi então que escutei vozes. Antes que eles pudessem me ver, me agachei atrás de um arbusto. Não conseguia compreender direito o que diziam, mas estavam carregando um amigo que parecia ter quebrado uma perna. Era a oportunidade perfeita, voltei para contar tudo.

- Galera, rápido! Tem um outro time em desvantagem do outro lado, um deles está com a perna quebrada. Eles se assustaram com minha chegada repentina. - Quantos eram? Clara disse animada. - Eram três, contando com o ferido. Pegamos nossas armas e fomos pelo mesmo caminho que antes. Ficamos agachados esperando. - Eles estão em desvantagem, porque simplesmente não atacamos logo? Marcus estava impaciente, assim como eu. - Idiota, são apenas três deles! Todas as equipes foram dividas em quatro pessoas, onde está o quarto deles? Por isso era bom ter ela conosco, eu já teria saído como um idiota para atacar. - Então isso pode ser uma armadilha deles? Mas o cara está machucado... O rapaz parecia confuso. - Clara está certa, vejam! Os outros dois rapazes estavam tentando acender uma fogueira. - Olha o que estão fazendo. Que idiota faria isso? Deveriam estar tentando se esconder se estão realmente em desvantagem. Não chamar atenção assim, é uma armadilha. Clara olhou para mim depois que terminei de explicar. - Olha só quem está aprendendo algumas coisas. Estou admirada Eric. Levar elogios dela era algo raro. - Aí está o que vamos fazer. Ela explicou seu plano.

Por que eu sempre tenho que ser a isca? Estava irritado, mas decidi continuar o plano. O soco que Marcus me deu ainda estava dolorido. Eu teria que fazer uma bela encenação. Corri até a equipe inimiga parecendo apavorado. - Socorro, socorro! Por favor, vocês tem que me ajudar. Uma criatura atacou eu e meus amigos. Os garotos pareciam desconfiados. - Temos que sair daqui, aquela coisa está por ai. Folhas das árvores começaram a se mexer pelos dois lados e um grito estridente de uma criatura não identificada. - O que é isso? Disse o garoto que deveria estar machucado se levantando mostrando suas perfeitas condições. Outro olhou para a árvore. - Rich, consegue ver algo aí do alto?. Apareceu um garoto descendo da árvore, que deveria ser o quarto deles escondido. - Não da para ver nada lá de cima. Idiotas, acreditaram tão rápido.

Quem mexia nas árvores eram meus amigos e o grito agoniante por incrível que pareça era de Jude. Ela conseguia imitar sons de várias criaturas. Raras oportunidades de escutar sua voz. Aproveitei o momento de distração de um deles, o agarrando e colocando minha adaga em sua garganta. - O que você pensa que está fazendo? Disse um deles sacando sua espada. Uma flecha atingiu perto de seu pé e Marcus saiu entre as folhas. - Se não quiser que seu amiguinho seja ferido, é melhor largar a espada. Logo as duas também saíram. Os outros dois pareciam obedecer, mas o com a espada estava furioso. Ele correu em direção as garotas. Antes que conseguisse desferir um golpe, Jude se enfiou na frente de Clara e só escutei o cintilar das espadas. Marcus atirou uma flecha na perna do garoto, e ele agoniou de dor. Estava distraído vendo toda aquela cena, e o garoto que era meu refém se aproveitou me dando uma cotovelada na barriga. Fiz um pequeno corte em seu pescoço, e caí de joelhos. O garoto correu pegando uma lança que estava no chão e arremessou onde estava Marcus, acertando bem em seu ombro. Clara correu em minha direção me entregado a espada. - Pegue, e devolva minha adaga. Trocamos as armas e avancei para o garoto que tinha jogado a lança. Elas foram ajudar Marcus. Clara pegou o arco e ameaçou os outros antes que tentassem algo. Tentei pegar ele por trás, mas percebendo minha presença se desviou do ataque. Eles estava desarmado, de qualquer jeito não teria muito o que fazer. - Quer me ferir, é? Então vamos lá valentão. Larguei a espada. Não achei que seria justo lutar com ele desarmado. Tentei dar um soco, mas ele se abaixou, em seguida dando um gancho de direita. Fiquei atordoado com o soco. Ele me deu uma rasteira e começou a me chutar.


- O que pensam que estão fazendo? O mesmo instrutor de antes gritou, acompanhado de mais duas pessoas. - Estão tentando se matar? Estou procurando vocês a 1h. Ele estava muito zangado. Não importa, graças a Zeus que ele chegou! Se não eu teria apanhado muito mais. - Olhem só para vocês todos machucados. E eu pensando que o maior perigo por aqui era o Minotauro rondando por essas áreas. - Minotauro? Clara disse preocupada. - Sim garota, um Minotauro. Por isso o treinamento de hoje foi cancelado. Vocês eram os únicos que não encontramos. Pelos Deuses temi que estivessem mortos. Os instrutores deram primeiros socorros aos feridos, principalmente a Marcus. Agora enfim não precisava mais reclamar do frio, com tanta porrada que levei. Os garotos ajudaram a carregar seu amigo, e os instrutores levaram Marcus. Jude quieta como sempre, e Clara de cabeça baixa decepcionada. Me senti horrível, como se tudo tivesse sido minha culpa. - Se eu não fosse distraído, Marcus não teria se ferido. Murmurei. Voltamos todos ao acampamento e prometi que treinaria bastante para se tornar mais forte, e não apanhar para qualquer um de novo.



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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por David Crash em Sex 20 Jun 2014 - 13:06

Treino de Duelos e Estratégias


Monstros&Campistas





É a primeira vez que tentarei os treinos de estratégia. Vamos dizer assim que os rumores sobre esses treinos não são os melhores. Eles acontecem semanalmente e sempre têm um termo diferente. Na semana passada foram autômatos ou algo do tipo. Bichos foram soltos na arena para lutarem contra um grupo de semideuses. O final não foi uma coisa assim tão legal. Afinal, dos mais ou menos 30 semideuses apenas uns 12 ou 13 saíram de lá sem nenhum arranhão. Os outros semideuses ou saíram com uma perna quebrada, cabelos chamuscados e coisa do tipo, ou pior, nem saíram.


Nesta semana o número de voluntários é mínimo. Contando comigo aqui têm no máximo uns 10 campistas, a maioria do chalé de Hermes. Todos nós nos sentamos e ouvimos o que o tutor do treinamento irá dizer a respeito do treino, e o que diz com certeza não me agrada muito. Será uma mistura com o “Caça a Bandeira” e o treino de “Combate a Monstros”. Nosso time de semideuses terá que chegar a base dos monstros, do outro lado da “floresta-arena” — um pequeno espaço reservado da floresta parecido com uma arena que é usado especialmente para estes treinos — sem sermos mortos ou envenenados pelos monstros. Ótimo! Escolhi a melhor semana para “jogar”.


Nos juntamos preparados. Trabalharemos em grupo, o único jeito de pelo menos a maioria chegar lá. Uma trombeta em forma de chifre soa e então o jogo começa. Eu e os campistas corremos um ao lado do outro. Eu ficaria feliz se tivesse um filho de Atena aqui agora, isso ajudaria muito. Emma, uma menina do chalé de Hermes que também ainda não foi reclamada decide tomar a frente e então, enquanto ainda corremos, ela monta um plano com dificuldade. Ela diz que a trombeta provavelmente chamou a atenção dos monstros na floresta. Eu acredito nisso, aliás, podemos ouvir vários passos e gritos ao longe.


Seguimos o plano de Emma, e então como próximo passo subimos em algumas árvores, esperando os monstros que estão prestes a chegar. Ficamos ali, na espreita, e então os rugidos, gritos e passos aumentam. Uma horda de monstros passa por debaixo das árvores, mas então eles param e começam a cheirar em em volta, olhando para os lados, com certeza estão sentindo o cheiro de meio-sangues. Estão sentido o nosso cheiro. Nós já estamos nos preparando para atacar e cairmos em cima dos monstros, surpreendo-os, mas uma surpresa estraga tudo. Uma voz ao meu lado diz: “Como vai meio-sangue?”. É uma Harpia que não trabalha para o acampamento, consequentemente virando um monstro das florestas. Dou grito e então caio da árvore. Os monstros se agitam e então me atacam. Mas não todos. Muitos olham para o lugar de onde caí, encontrando os meus amigos. É aí que a luta começa.


Os outros semideuses pulam das árvores. A maioria sabe fazer isso, mas não todos. Alguns acabam se machucando, mas a maioria consegue cair numa moita. Alguns mais experientes conseguem cair em cima de um monstro, atacando-o e o matando, o que é um ponto a mais para nós.


Eu estou em posição fetal, sendo bicado por algumas Harpias. Eu ainda tento desviá-las com minha adaga, mas isso não mata todas, apenas algumas quando acerto em lugares certeiros. Antes que um monstro com uma aparência estranha de abelha gigante (nunca havia visto antes) me dê uma ferroada uma espada atravessa sua cabeça o fazendo transformar em pó.


—  Valeu, você provavelmente acabou de salvar minha vida. — Emma Rolling, uma menina de cabelos vermelhos, assente com a cabeça e me oferece e mão para me levantar. Juntos corremos pela florestas. Uns dois meio-sangues estão correndo na frente, alguns outros estão correndo atrás de nós. Nosso número diminuiu. Enquanto antes estávamos em mais ou menos 10, agora estávamos em 6 ou 5. Alguns campistas ainda estão lutando com os monstros. — Eles não vão vir? — Pergunto enquanto corro, mas sou apenas ignorado. Sei que é bem provável que eles não saiam de lá com vida.


Já andamos boa parte da floresta e estamos quase chegando ao fim quando então nos separamos. Fazemos isso como uma estratégia para que nosso cheiro se espalhe por vários lugares da arena, não deixando que os monstros sigam apenas um de nós, ou até ficarem confundidos.


— Lembrem-se! — grito. — Mantenham o sol acima da cabeça até o final da trajetória! Vocês devem chegar no ponto final enquanto o sol ainda estiver no topo. Uma vez que ele começar a se pôr vocês poderão se perder!


Corremos em direções diferentes. Olho constantemente o sol acima da minha cabeça e então não paro em momento nenhum. Vez ou outra avisto um monstro tentando farejar algo e então me escondo ou corro em outra direção, para depois voltar novamente a minha trajetória. Após mais ou menos 20 minutos correndo não aguento mais. Meus pulmões anseiam por ar e minha língua seca pede água, mas sei que não há tempo para pensar nisso e que já estou chegando no fim.


Longe, avisto meus amigos, eles já começaram a se juntar.


— Oi pessoal! — digo arfando. Eles assentem e então corremos juntos durante mais um ou dois minutos, quando finalmente nós chegamos ao ponto final: Um arco ao final da arena com Apolo de um lado e Ártemis do outro, seus rostos como se nos desejassem um “Parabéns”. Olho para todos, são poucos os que estão aqui agora. Os outros já deviam ter chegado, e então imagino o que aconteceu. Contando comigo somos apenas 4 campistas. A trombeta sooa novamente indicando o fim do treinamento. — É. — digo. — Parece que perdemos mais uma leva de campistas.

Com um suspiro triste saio do local.










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Atena — Parabéns pelo treino, Campista. Sua narrativa é boa, mas pode ser mais aproveitada. Seu treino tendeu ao cansativo. Tente explorar mais os embates, e manter o foco. De qualquer forma, parabéns!
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Elizabeth J. Smith Pendra em Sab 21 Jun 2014 - 15:41




Estratégia


Hello Sweetie :3



Cheguei ao local indicado por Quiron suspirando pesadamente e meio desconfortável, eu nunca tinha participado de uma aula de estratégia, mas já tinha assistido muitos filmes e series do gênero (mesmo que isso só tenha peso sobre a loucura que adquiri) Olhei o "batalhão" que tinha que comandar tinha de tudo até filhos de Hermes e Afrodite como alguns de Hefesto e até alguns de Dionísio estavam lá. Quando cheguei ouvi cochichos e risadas e alguns de Hermes fuzilando alguns que faziam isso chamei dos meninos de Éolo, meu padrasto, que eu sabia que tinha certa influencia e tudo mundo se calou
Olá, serei sua "general" hoje - disse no que ouve mais risinhos - primeiro quero que formem grupos de cinco imaginando estar num tabuleiro de xadrez, ou seja, um grupo separado de outro para formar lacunas entre vocês que serão preenchidas na fileira de trás - disse explicando tudo desenhando em um quadro e mostrando para eles logo isso foi feito... Optei por os de Ares e Hermes espalhados nas primeiras e segundas fileiras de modo que parecia que tinha muito mais pessoas que aparentava ter na terceira fileira coloquei os queiros de Apolo intercalando com os filhos de Dionísio em algumas pedras e acima das arvores também tinham alguns de Apolo e alguns filhos de éolo e na frente de todo mundo coloquei algumas meninas de Afrodite.
O exercito inimigos eram autônomos cerca de meia dúzia (aproximadamente) e dois cães infernas então a trombeta soou e lhes ordenei
-Pelos Deuses!-em seguida tudo que vi foi muito rápido, os arqueiros começam a disparar as flechas sem parar e os de Éolo os faziam cair com ventos fortes então fiz sinal para os guerreiros avançarem quando vi que os adversários estavam mais focados para descobrir onde estava os arqueiros e os que os deixavam "tontos" essa ultima era uma mistura dos poderes de Dionísio com os de Éolo que atiravam em sincronia e, devido sua localização, eram difícil de serem encontrados e/ou mapeados os guerreiros da linha de frente estavam os massacrando num trabalho mutuo (as filha de Afrodite com seus chicotes abriam enormes vergões e brechas para os guerreiros atacarem) 
Já estavam de noite quando terminamos saindo vitoriosos de lá, claro que com muitos feridos, inclusive eu, então disse por fim
-Bom Trabalho Galera foi uma honra comandar vocês hoje- ao que muitos riram e se cumprimentaram no que aproveitar para ir à enfermaria
Thanks Ross & Tiago @ CG





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Atena — Antes de mais nada, esse seu template não facilita a leitura, pelo menos para mim esse estilo é ruim. Por isso peço que tenha cuidado na escolha das próximas vezes. O ritmo da sua escrita não é aquele que prende o leitor, é um pouco cansativa. Acho que a sua ideia inicial era muito boa, mas deixou a desejar no desenvolvimento do treino. E peço mais cuidado na revisão, o ritmo do texto é orientado pela pontuação utilizada, senti falta de vírgulas em vários momentos do seu texto. De qualquer forma, parabéns.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Alexander Hess Sterblich em Dom 22 Jun 2014 - 5:27

This is WAR!


 
Dividir o Chalé de Hermes era o inferno na terra. Viver ao lado da escoria do acampamento, tendo que ouvir eles gritarem, baterem os pés e incomodarem Deus e todo mundo numa tentativa vã de chamar a atenção de seus pais divinos, se humilharem por camas e por um pouco de atenção do resto dos lixos humanos. Todos tentavam evoluir nessa cadeia, conseguindo para si uma cama, tanto que todos  que tinham uma cama a tinham conseguido de uma maneira justa e honesta. Eu tinha uma beliche só pra mim, e eu simplesmente a tinha tomado. O velho direito de guerra.

Todos os dias, o chalé de Hermes treinava na arena, "Duelos e estratégia", dizia na planilha. Sempre depois deles se empanturrarem com merda adolescente. O treino dependeria sempre do humor do filho da puta que iria comandar ele, claro, mas na maioria das vezes era bater com uma espada cega num boneco de palha.

Depois do desjejum matinal, o chalé se reuniu na arena, e o instrutor disse que iria nos separar em duplas. Eu fiquei com uma garota, poucos centímetros mais baixa,  olhos claros, pele branca. Se a situação fosse outra, eu pagaria uma cerveja pra ela, mesmo sendo claramente menor de idade. Ela estava nervosa, eu podia ver que queria sair correndo dali. Enfiei o braço nas tiras de couro do
escudo e apertei a mão pelo punho da espada, sentindo o couro se agarrar em minha mão gentilmente. Giro a espada com o punho, girando também  o braço, aquecendo os músculos das costas. O retardado do nosso instrutor pediu para cada um se apresentar para o parceiro, antes de tentarmos arrancar as respectivas cabeças com espadas cegas.

-Alexander.-Falei, secamente. Cassandra exalava nervosismo e medo, e eu me deliciava com essas sensações.

Preparo minha base, com os pés "pregados" ao chão e os joelhos dobrados, com o escudo protegendo meu peito, meu ombro e uma parte do meu rosto. Eu sinto o peso do aço em minha mão, junto com as tiras de couro do escudo apertando o meu antebraço, e espero ansiosamente a luta começar.

Quando finalmente fomos instruidos pelo instrutor, desferi um golpe horizontal, em direção ao rosto dela, que se desvia, dando alguns passos pra trás e erguendo a espada, fazendo o som do aço retinir na arena, assim como a escória do chalé de Hermes fazia ao nosso lado. Eu sorrio, vendo-a ficar cada vez com mais medo. Ela gira a espada na mão e me ataca, com força, dando um passo largo a frente. Ergo o meu escudo rapidamente, defendendo o golpe, ao mesmo tempo em que minha espada subia em sua direção. Ela se atira para trás, desviando-se do golpe, e cai sentada no chão.  Ela rapidamente ergueu o escudo, enquanto eu desferia um golpe na vertical, usando a força do movimento e da gravidade ao meu favor. Dou um passo para trás, relaxando os músculos das costas, enquanto observo ela. Numa atitude desesperada, ela dá uma cambalhota pra trás.

Ergo o supercílio, ainda sorrindo, e coloco meu escudo em posição de defesa novamente, me preparando para o ataque dela. Ela começa a desferir inúmeros golpes com a espada, revesando entre a esquerda e a direita, e defendo-os com o meu escudos, sentindo cada porrada fazer meu braço vibrar. Escuto ela murmurar alguma coisa enquanto tomava distancia, passando a mão da espada pela testa suada. Meu braço do escudo doia, com as porradas de sua espada. Solto as tiras de couro do meu braço e atiro o escudo longe. Giro o braço da espada, sem falar nada, olhando para Cassandra. Ela ergue o supercílio, curisa, e fala. Me mantenho em silêncio, olhando-a em desafio. Ela revira os olhos e solta o escudo.

Ela entra novamente em guarda, e começamos a dançar, indo para todas as direções, esperando o outro atacar. Eu queria que ela atacasse, pois quebraria a sua guarda sem a defesa do escudo, e ela parecia ansiosa para que eu atacasse, com medo de se machucar sem o escudo. Avanço, desferindo um golpe em direção ao lado do corpo livre do escudo, atirando o corpo para frente. Ela ergue a espada de baixo, desviando o meu golpe. Me desequilibro e viro de costas para ela, recuperando por pouco minha base. Sinto o pé dela empurrar minhas costas, e eu caio e direção ao chão, soltando a lâmina sem querer. Viro meu abdômen para cima, para olhar para ela enquanto tateio com a mão o chão de terra, em busca da minha espada.

Ergo minhas mãos, em falsa rendição, e ela abaixa a espada. Preparo minha base, fingindo estar me sentando, apoiando meu corpo na ponta dos pés, com os joelhos curvados, e me atiro em direção a ela, agarrando a sua cintura e desequilibrando-a, fazendo com que vá em direção ao chão e solte a espada sem querer.

Já em cima dela, prendo-a no chão com o meu joelho, apoiando-o em cima de seu peito, e coloco minhas mãos ao redor de seu pescoço, usando o meu peso e a força de minhas mãos para apertar o lindo pescocinho branco dela. Ela coloca a mão em meu braço e começa a apertar, fincando suas unhas em meu braço, e eu me sinto indo aos paraíso, com a vida dela sumindo aos poucos em minhas mãos. Ela tentou falar alguma coisa, mas a sua falta de ar impedia que ela formasse palavras concretas e intendiveis, e eu não estava disposto a dar a ela nenhum pouco de ar. Aperto ainda mais o seu pescoço, deixando com menos ar ainda. Ela começa a desferir alguns socos, que batiam em meus braços, um pouco nos ombros, mas eles eram ineficientes.
O filho da puta do instrutor me agarra pelos ombros, tentando me tirar de cima dela, e eu tento fazer com que ele me solte enquanto minhas mãos apertam o pescoço dela. Mas ele é insistente e consegue me tirar de cima dela. Uma vez de pé, dou as costas para o grupo e saio da arena.


PS: O post é uma interação com Cassandra Ferrer Schmidth.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Cassie Ferrer Schmidth em Dom 22 Jun 2014 - 8:57


❝ TELL ME YOUR DREAMS LITTLE LADY ❞

As mudanças são sempre as maiores dificuldades da vida, principalmente quando essas mudanças dizem que você é um semideus e precisa aprender um milhão de coisas se quiser se manter vivo e intacto. Eu estava dividindo o Chalé de Hermes com dezenas de outros campistas, alguns que de fato eram dali por serem a prole do Deus e outros que, assim como eu, ainda não tinham um lugar de direito. O espaço era difícil de se conquistar ali dentro e eu honestamente não sei como havia conseguido a cama de cima de um beliche, e não terminado em um saco de dormir espremido no chão em um canto qualquer. Eu já havia aprendido várias coisas desde que cheguei ali algumas semanas antes, sabia segurar armas diversas e utiliza-las de maneiras um tanto limitadas, mas andava me portando bem no combate, principalmente contra bonecos de palha que não tentariam me agredir em resposta.

Depois do café da manhã segui para a arena de treinamento, o horário era destinado a duelos e estratégia, mas tudo sempre dependia do monitor que nos acompanharia. Eu normalmente morria de medo dos monitores, afinal de contas nunca sabia no que eles iam me meter. Hoje não haviam bonecos de palha, apenas as armas e a arena totalmente livre. Engoli em seco enquanto me prostrava junto ao grupo de campistas e esperava o monitor e nossas instruções. Não demorou muito para que meu estômago desse cambalhotas, hoje faríamos duplas e colocaríamos em prática aquilo que aprendemos nos treinos anteriores. "Maneiro, talvez seja hoje que eu perca um dedo, ou uns, quem sabe", pensei enquanto olhava as espadas afiadas que estavam postas ali na beira da arena.  

As duplas foram formadas e eu não sabia se me concentrava ou saia correndo dali de uma vez, meu oponente era vários centímetros mais alto que eu, julgo que pelo menos uns vinte, e era coberto por tatuagens em toda a pele livre que eu podia encontrar. Engoli em seco, pegando a espada e o escudo que me foram oferecidos. Nosso instrutor pediu que nos apresentássemos, ele secamente disse que se chamava Alexander, e eu achei que não seria bom ou forte dar meu apelido, então murmurei na voz mais firme que pude. — Cassandra. — Eu devia parecer uma oponente já vencida, porque ele me olhava com um sorrisinho nos lábios, mas eu tinha certa dificuldade em decifrar suas expressões por conta de toda tinta e traços que preenchiam até a pele do seu rosto, só conseguia pensar que aquilo devia ter doído um bocado. As instruções foram as mesmas de sempre, sem golpes baixos e de preferência sem golpes fatais. Eu tinha medo da palavra preferência, mas mudei de posição, fechando a guarda e erguendo a espada que apesar de pesada eu já estava habituada a portar. Alexander desferiu o primeiro golpe, tive que dar dois passos para trás e erguer agilmente a espada para defender-me, o ruído dos metais se chocando era alto e fazia meus ouvidos arderem, acho que isso era culpa da tensão e do medo que eu sentia por aquele momento. O irritante sorriso não sumia de seu rosto, e eu sentia uma gotinha de suor gelado escorrendo pela minha nuca. Girei a espada na mão e avancei, com um passo largo e um golpe forte, mas ele defendeu com facilidade no escudo. Sua espada girou ao mesmo tempo que seu escudo parou meu ataque, e eu tive que lançar meu corpo para trás, afim de não ser atingida, o resultado foi meu equilíbrio cedendo e eu caindo sentada no chão. Meu escuto foi o que eu consegui erguer, antes que o golpe vertical viesse em minha direção. Ele deu um passo para trás, me observando e talvez pensando onde ia me atacar, dei uma cambalhota para trás, afim de me distanciar e assumir uma posição que me permitisse levantar, era realmente difícil segurar tanta coisa e ainda me mover com rapidez.

Desferi golpes múltiplos, treinando aquilo que havia feito tantas vezes nos bonecos de palha, a espada da direita para a esquerda e depois retornando da esquerda para a direita, acertando-o com força, o problema é que seu escudo era tão rápido quanto a minha lâmina. — Droga. — Murmurei enquanto passava as costas da mão, ainda empunhando a espada com firmeza, na testa e limpando o suor que se acumulara ali. Alexander pareceu disposto a me enfrentar mais ainda, acho que na tentativa de ser superior, e jogou o escudo longe, empunhando apenas a espada dessa vez. Ergui uma sobrancelha, um tanto curiosa com aquilo. — Sério cara? — Murmurei enquanto revirava os olhos, e larguei meu escudo, ouvindo o baque surdo do metal batendo no chão de terra batida. — Não sou covarde. — Cuspi enquanto entrava novamente em guarda, e pé na frente de pé dançava com ele para frente e para trás, de um lado para o outro, enquanto apenas nos encarávamos sem de fato desferir um golpe. Ele parecia esperar que eu atacasse, ao passo que eu esperava que ele fizesse isso, sem o escudo era muito mais difícil fazer alguma coisa sem se machucar em quase todos os resultados pensáveis. O instrutor parecia interessado no nosso combate e fitava nossos movimentos, com os braços cruzados e uma expressão que quase dizia 'estou entediado com vocês, seus merdinhas'. Alexander pareceu cansar da espera e avançou em minha direção, a espada girou vindo pelo lado do meu braço livre, quase não tive tempo de girar a espada, de baixo para cima, fazendo com que o golpe dele desviasse para o outro lado. O golpe fez com que ele sofresse um leve desequilíbrio e girasse o corpo, ficando de costas para mim. Não sei o que me veio na cabeça, mas impulsionei o corpo e, com o pé erguido, chutei suas costas o mais forte que pude. Alexander caiu de joelhos, largando a espada enquanto ia em direção ao chão. Quando ele virou de barriga para cima, deitado no chão e tateando para se armar novamente, eu apontei minha espada para a sua barriga, com alguns centímetros de distância, mas o suficiente para desferir qualquer golpe antes que ele pudesse sequer pensar em erguer a própria espada novamente.

Ele ergueu as mãos, dando a entender que estava rendido, e começou a se sentar. Aceitei isso e baixei a espada, mas o que eu não podia imaginar é que ele fosse desferir um novo golpe em minha direção, dessa vez livre de armas. Alexander, em um movimento que eu nunca esperaria naquele momento e aquela altura, se lançou contra o meu corpo. O impulso passou totalmente despercebido, mas quando me dei conta ele havia laçado minha cintura com os braços e jogado meu corpo para o chão, com o peso do dele por cima. Soltei a espada em algum instante antes de bater com as costas e a cabeça no chão duro e seco, senti dor por todo o meu corpo e o mundo começou a girar diante dos meus olhos. Alexander fixava meu corpo no chão com o joelho sobre o meu tórax e o braço apertando minha garganta. Ergui a mão, apertando o seu braço com toda a força que eu ainda tinha, ciente que minhas unhas deviam estar cravadas ali, mas a pressão começava a fazer com que o ar não entrasse mais nos meus pulmões, e eu já quase não respirava. — Chega... você... venceu... — murmurei, ou pelo menos foi isso que eu pensei ter feito, enquanto tentava falar. Alexander não parecia disposto a me soltar, na verdade minha tentativa de finalizar o combate pareceu dar gaz para que ele forçasse mais ainda o braço e o joelho contra mim. Minha vista começou a ficar embaçada, e a essa altura eu não conseguia mais respirar ou sequer gritar, o único movimento que pude fazer foi fechar os punhos e bater em todos os lugares que eu conseguia alcançar. O problema é que eu não sabia onde estava batendo, afinal de contas já enxergava algo parecido com um céu estrelado, de tantos pontos pretos e brancos que haviam na minha visão. O instrutor agarrou Alexander e afastou ele de mim, coisa que ele não queria fazer pois pelo barulho parecia lutar para se desvencilhar do instrutor. Para a minha sorte ele não conseguiu, girei o corpo, deitando de bruços no chão e tossindo até conseguir respirar direito e enfim enxergar. Me levantei, irritada e um pouco zonza, o instrutor já havia se livrado de Alexander que não estava mais a vista, e me segurou apoiando meu corpo meio mole.  — Idiota, maldito filho da mãe! — Berrei sem acreditar que havia sido vencida de uma maneira tão baixa por alguém tão baixo. Esfreguei o pescoço com as mãos, o local onde ele apertara estava meio dolorido e eu ainda sentia necessidade de respirar fundo testando o ar que entrava e saia, agora normalmente, dos meus pulmões. O instrutor se certifica que eu estou inteira antes de me liberar, e eu obviamente vou direto para o chuveiro, onde eu posso gritar e esmurrar os azulejos sem ter que me explicar com ninguém.

OFF: Posts com inteiração entre Alexander Hess Sterblich & Cassie Ferrer Schmidth


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Naomi Pallas Ludwing em Dom 29 Jun 2014 - 17:06



what is your problem, little sister?

Jennifer dormia como um anjinho, pelo menos até que minhas mãos habilidosas a chacoalhassem até que ela me olhasse com uma raiva muito conveniente. — Bom dia, Jenn. Levanta ou vamos perder o café. —  Joguei a camisa laranja do Acampamento sobre minha irmã e saí do Chalé, seguindo para o Refeitório, obviamente sem esperar sua resposta ou comentário mal educado. Enrolava distraidamente uma mecha de cabelo no dedo indicador, enquanto comia ovos mexidos e bacon. Jennifer logo se juntou a mim, me fitando com olhos pouco amigáveis, sorri para ela oferecendo uma torrada. Jenn disse algo sobre não gostar da maneira como eu estava lidando com a nossa nova vida. — Hora, não gosta? Porque não briga comigo então? —  Ouvi-a resmungar algo sobre nos encontrarmos na arena, e foi assim que Jennifer saiu do refeitório batendo os pés, ri sozinha enquanto terminei de comer meu café da manhã com toda tranquilidade do mundo.

Quando cheguei a Arena haviam vários campistas conversando alegremente em volta do instrutor, ele era um cara que chamava a atenção das menininhas bobinhas, então elas o cercavam como moscas em volta da torta doce. Jennifer estava a vários passos de distância daquilo, assim como eu, mas permanecemos separadas e em silêncio até que o instrutor dissesse que nosso treino seria em duplas, um combate com espadas. Nos armamos, o escudo, espada e armadura, e quando voltamos a arena as duplas já estavam formadas, Jennifer como de costume se juntou a mim, seus olhos não estavam amigáveis e ela parecia propensa a me empalar se fosse possível. — Você não pode mesmo estar levando a sério essa história boba. —  Eu disse gesticulando com as mãos que portavam a espada e o escudo, mas ela só revirou os olhos, e lançou a espada em minha direção, não tive tempo de ver o giro do seu punho, mas quando a lamina veio em minha direção ergui o escudo, flexionando meus joelhos e defendendo a bela pancada que veio em minha direção. Jennifer gritou insultos e reclamações na minha direção, e eu só sentia a fúria me preenchendo, minha irmã me atacou, qual é o problema dela. — Ok, vamos lá então. —  Girei o punho da espada na mão, segurando-a com mais firmeza e brandinho golpes de um lado para o outro na direção de Jennifer, ela defendeu vez com a própria espada e vez com o escudo, caminhando para trás enquanto eu avançava em sua direção. Seus olhos escuros me fitavam em desaprovação, mas qual é! Ela começou. Era isso que eu repetia para mi mesma.

Vários minutos depois nós duas estávamos ofegantes e eu sentia o suor acumulado escorrer em pequenas gotas pela minha testa. Jennifer me fitava com a mesma desaprovação de antes. Nosso combate havia sido de igual para igual desde o começo, eu sempre defendia seus ataques assim como ela defendia os meus, e assim dançamos juntas e silenciosas pela arena. — Vamos continuar com essa bobagem, Jennifer? —  Ela respondeu em uma afirmativa pouco amigável, e eu como já estava cansada do empate tendencioso resolvi arriscar. — Então que assim seja. —  Joguei meu escudo no chão, ouvindo o metal bater contra a terra batida, ela me encarou e logo largou o próprio escudo também, pelo menos lutaríamos novamente empatadas. Era difícil brigar com sua própria irmã principalmente quando era sua irmã gêmea, nós conhecíamos exatamente a outra com uma precisão inacreditável, e era fácil reconhecer e saber quais seriam os próximos passos. Tamanho, corpo, força, éramos equivalentes em tudo. Ataquei Jennifer, com a espada passando a centímetros do seu braço, mas ela girou para o lado oposto, escapando da minha lâmina. E por sua vez girou a espada na direção do meu rosto, mas movi o corpo, agachando no chão e tocando-o com a mão livre e espalmada. Minha perna direita estava estendida, enquanto meu joelho esquerdo estava flexionado, eu não estava em posição para nenhum ataque ou defesa. Jennifer se preparou para brandir a espada em minha direção, aquela aproveitadora. Girei a perna estendida, com um movimento preciso, tirando seus pés do chão em uma rasteira bem sucedida. Ela caiu, resmungando alto quando bateu o quadril no chão, e as duas agora abaixadas giraram a espada ao mesmo tempo, e não sei se o choque foi grande demais e pela posição nós estávamos despreparadas, mas as duas espadas voaram longe.

Por um instante pensei que estava tudo terminado, afinal de contas as duas estavam desarmadas, mas Jennifer se lançou para o lado, esticando o corpo para alcançar a espada mais próxima. Olhei de relance e vi que a outra estava longe demais para que eu pudesse alcança-la, então me joguei em cima da minha irmã, segurando-a contra o chão e impedindo-a de recuperar sua própria arma. Jennifer lutava contra o meu aperto, tentando a todo custo recuperar sua espada. — CHEGA! —  Berrei, enquanto apertava seu corpo com todas as minhas forças. — Chega dessa besteira, Jenn. —  E para o meu espanto seu cotovelo veio na direção do meu nariz. Doeu muito, e eu senti algo quente, bem quente na verdade, era o sangue que escorria em certa quantidade. É claro que eu soltei a minha irmã, girei no chão ficando de barriga para cima e levei as mãos até o nariz. O sol batia nos meus olhos e eu não podia ver nada, apenas aquela claridade que inundava tudo. A sombra do corpo de Jennifer de pé, ocultando o sol com a espada na mão apontada na minha direção, foi a primeira coisa que eu vi vários instantes depois. Respirei profundamente, pela boca já que meu nariz estava praticamente incapacitado. — Legal, você venceu. Satisfeita ou quer cortar alguns dedos meus pra finalizar a coisa toda? —  Ela sorriu triunfante e estendeu a mão na minha direção, me ajudando a levantar e murmurando um acanhado "Desculpe" enquanto me levava até a enfermaria.

{ Treino de interação entre Jennifer e Rachel <3 }



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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Lewis Grey Cherman em Dom 6 Jul 2014 - 21:49


Treino de Duelos e Estratégias



Acordei olhando para o teto do chalé de Hermes. A maioria dos indefinidos o odiava. Mas eu não.


Levantei-me e vesti uma roupa decente, mas básica, no meu estilo: calça jeans preta, camisa quadriculada e um par de tênis All Star masculino. Peguei minha adaga que guardava de baixo do colchão e pendurei ao lado de minha calça.


Quando cheguei na arena, inúmeros campistas batalhavam em duplas, um contra o outro. Me aproximei de Quíron. Ele disse que para o treino de duelos e estratégias do dia seria uma básica luta entre nós e um oponente. Andei de um lado para o outro procurando alguém livre para batalhar, mas não encontrei ninguém. A minha surpresa foi quando uma faca passou pela frente do meu rosto, quase me cortando. Olhei para o lado, e vi que uma garota tacava facas num boneco de palha. Para seu azar (e quanto!) ela não acertava a maioria. 


— Pensei que fosse preciso aprender a manejar uma faca antes de atacar alguém. — Disse calmamente em minha voz carregada de ironia. 


— Haha, engraçadinho. Parece que você é muito bom para comentar sobre mim, não? — A garota parecia ser do tipo durona e que gostava de desafios. 


— Bom o suficiente para não tacar facas no rosto de alguém e estragar sua beleza. — Ergui a sobrancelha enquanto falava. 


— Hum, pelo ao menos não sou ignorante assim como algumas pessoas... — seu tom de deboche foi audível, ela realmente estava com vontade de me irritar. 


— Isso é ter personalidade própria. — Observei as plantas que cresciam em volta dela — Você é uma filha de Deméter. — observei. — Que tal um duelo? Vai ser bom humilhar uma garota que não sabe controlar uma faca. — Novamente tornei a erguer a sobrancelha e passei a mão pela testa. 


— Com prazer. — Ela não exitou ao dizer, e logo já me atacou no peito após retirar uma espada das costas.


Desviei o ataque me abaixando. Depois, ela pegou um escudo do chão, e se preparou para investir contra mim. Defendi três golpes horizontais, então revidei me abaixando e fazendo um corte nas suas pernas com minha adaga. Mas ela pulou, desviando. Quando ela caiu do pulo, acertou minha nuca com o cabo da espada, e eu urrei de dor. Andei para trás e peguei um escudo do chão, também posicionando-o na minha frente. Então a filha de Deméter não poderia me atacar diretamente pela frente. Dei um giro completo e tirei o Escudo da frente, fazendo um corte na bochecha dela. Eu sorri sarcasticamente e a mesma pareceu ficar brava. Ela então me deu um chute na barriga logo quando apresentei uma falha no escudo; eu caí no chão. Tentei me levantar rápido, mas não deu tempo até ela começar com ataques verticais enquanto estava em pé e eu deitado no chão como uma banana podre. Tentei bloquear o máximo de ataques possíveis com meu escudo, mas alguns me cortaram seriamente. 




No chão, passei a perna entre as dela, dando uma rasteira, e isso a fez cair também. Nos levantamos ao mesmo tempo, preparamos nossas armas e voltamos ao duelo Era uma troca de cortes de um lado para o outro. Por alguns segundos eu esqueci do escudo, e então deixei ele cair, não tinha tempo para pegar novamente, pois ela me mataria se eu vacilasse. Ótimo! Lutaria apenas com a minúscula adaga. Me senti mais livre sem o peso do escudo, meus movimentos eram mais rápidos, isso era muito bom. Eu defendia golpes e atacava outros que sempre eram bloqueados pelo escudo da filha de Deméter. Nossas armas se chocavam direto, fazendo um irritante barulho que ao mesmo tempo, me agradava.


— Pronto para desistir? — A garota me perguntou, sorrindo sarcasticamente. 


— Isso  responde? — Dei um giro com a adaga, ao mesmo tempo investindo. A lâmina dela se chocou com a lâmina da espada da Filha de Deméter perto do cabo, fazendo a espada cair no chão. Dei um sorriso não acreditando que uma pequena adaga poderia derrubar uma espada de verdade. 


Ela só lutava de escudo agora, seria fácil. A garota defendia meus ataques, mas não atacava, então continuei fazendo cortes horizontais e diagonais. Quando puxei a adaga para trás, pronto para fazer um corte forte, ela chutou minha perna, o que fez eu cancelar automaticamente o golpe e, em dois passos, a mesma apareceu atrás de mim, chutando a parte de trás do meu joelho. Eu dobrei para frente e eis que cometi um erro, a garota me bateu na cabeça com o escudo, e eu cai deitado no chão de cara para ele. A Filha de Deméter então pisou em cima de mim, como numa vitória. Eu dei um giro me virando para cima, chutei a perna dela e me levantei cambaleando. Quando a garota tentou me dar um soco, eu desviei e fiz o mesmo movimento que eu havia feito com a adaga no escudo, fazendo ele cair no chão. Ela então ficou desarmada. Eu sorri. Colocando a ponta da adaga na garganta dela. 


— Fim de jogo. — Disse. A filha de Deméter me encarou brava, mas depois riu, e eu ri junto. Ela me abraçou e sussurrou em meu ouvido algo como "Boa luta, gatinho." e foi embora após recolher seus armamentos eu passei a mão pelo cabelo os bagunçando e em seguida caminhei direto para a enfermaria.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Arthur H. Nidhögg em Seg 7 Jul 2014 - 17:07


" THE ATTACK IS THE GREATEST WISDOM "

Poderia parecer irritante, mas era verdade... Bart, um dos mais novos campistas do acampamento, sentava calmamente sobre sua cama, a fim de arrumar uma postura adequada para pensar... Em seu sonho, que acabara minutos atrás, percebera uma grande luz, comparável com o poder do Sol, ou até superior. Tentando observar o acontecimento com seu próprios olhos, o possível e ainda não reclamado Semideus pôs se a caminhar rumo à luz, o que acabou com o sono... Seu conhecimento sobre mitologia greco-romana não era muito grande, mas Bart sabia de quem era filho, estava ali para descobrir isso...
Sou filho de Febo! Quer dizer... Apolo! — exclamou Bart, pensando alto demais, o suficiente para acordar os campistas que dormiam no chalé de Hermes, mas isso não aconteceu.

Na manhã seguinte, o Semideus pôs-se de pé mais cedo... Estava entusiasmado demais para perceber o mundo à sua volta, apenas à sua cabeça, literalmente... Bart a todo momento olhava para cima, procurando algum sinal de reclamação "via explosão solar" ou coisa parecida. Por um momento, parou... Olhou para seu lado direito, e observou uma construção um tanto familiar... O chalé do olimpiano Apolo! A construção inteiramente dourada reluzia o sol do amanhecer que chegava lentamente, conforme os campistas acordavam. Pela primeira vez, Bart olhava com mais atenção para este chalé, o que era meio inacreditável por ser, tão... "visível".
Se meu pai for mesmo Febo... Quer dizer, Apolo, quem saiba eu posso me juntar a este chalé... — Sim, Bart tinha um estranho fato de chamar os deuses por seus nomes romanos, como se ele estudou mais sobre a cultura romana e pouca sobre a grega.

A viajem continuava... O não reclamado continuava a seguir seus passos, passando pelas duas dezenas de chalés, a Casa Grande e o grande lago que compunha o Acampamento a fim de divertir (ou treinar) os campistas o esporte de Canoagem, que para Bart era extremamente difícil. Observando uma arena, o garote leu o seu letreiro, apesar de sua dislexia estar em um nível bem avançado. Ele dizia "Arena para Duelos e/ou Estratégias". Ele sorriu, pela primeira vez em muito tempo estava destinado a treinar de verdade, entusiasmado. Correu até o grande portão da arena, duas colunas gregas esbranquiçadas, que erguiam toda a construção. Adentro dele, vários campistas treinavam... Uns lutavam com espadas, lanças, escudos e até mesmo espingardas Mossberg 500, que eram carregadas com balas feitas inteiramente de bronze celestial, e só feriam monstros e seres que fraquejavam à esse metal raro só encontrado no Monte Olimpo. Bart sacou sua espada, a sua velha espada elétrica que ganhara do diretor e líder dos Pôneis de Festa, Quíron. O garoto assim que ganhara, a apelidara de "Donnár", em homenagem ao deus da mitologia nórdica, Thor.

Sorrindo, Bart vira novos campistas, tais que nunca havia visto em todo o tempo que estava no Acampamento Meio-Sangue. Um deles o chamou a atenção... Era um adolescente, tinha cabelos negros lisos e uma pele clara. Usava um tipo de armadura de couro, completa, e erguia uma espada de prata e bronze.
Olá, eu sou Bart, qual é seu nome? — aproximou-se o campista e respondeu.
Olá, eu sou Stevhan, filho de Atena. — Steve pôs sua mão para frente, e logo Bart tratou de apertá-la.
Então, Steve... Posso lhe chamar assim? - o campista de Atena afirmou com um gesto de sua cabeça, dando continuidade do dialogo de Bart.
Bom... Steve, gostaria de duelar? - indagou o filho de Apolo, quer dizer, "possível filho de Apolo". Novamente outro sinal com a cabeça em afirmação do filho de Atena, que ergueu sua espada sacada em sua mão direita, acima de seu rosto, ultrapassando sua cabeça.
Então que seja, erga sua espada e lute!

[...]

Bart aprovou a exclamação de seu oponente... Steve estava tenso, era perceptível, mas Bart também estava. A primeira ofensiva foi de Steve, que colocou ambas mãos no couro do punho da espada de bronze e tentou desferir um golpe direto central, rumo à barriga de seu oponente... Bart, rápido como a luz, avassalou sua espada com a lâmina para baixo, ricocheteando a espada de Steve e cravando a sua no solo. Um combate corpo-a-corpo começou... O filho de Atena tentou socar seu oponente, mas ele esquivou, e empurrou o mesmo alguns metros para trás. Logo em seguida, Bart viu ambas espadas no chão, largadas... A sua conduzia uma estável eletricidade que aparentava apresentar-se sobe o solo, mas nada que ferisse ou eletrocutasse, de fato, os competidores que estavam no recinto. Bart chegou às duas espadas, e as pegou com suas mãos, e com a lâmina de bronze para baixo, entregou a espada de Steve para o mesmo, que no momentâneo estava deitado, ainda sobre os efeitos físicos do empurrão. O campista agradeceu, e voltou a ficar de pé, pronto para superar as habilidades esgrimistas de Bart... Este não se importou muito com o companheiro ainda um pouco machucado pelo empurrão, virou sua espada, pondo a lâmina para a direta, e apertou o seu punho com força... A lâmina emanou uma energia elétrica, que chegava a ricochetear na pele de seu utilizador, que mais parecia um voraz e sanguinário filho de Zeus. Bart sorriu, e partiu em disparada contra o adversário, pulando a uns 3 metros à 10, 15 quilômetros por hora, talvez até 20. O filho de Atena não pode fazer muito, colocou sua espada sobe a cabeça para que não sofresse muito com a batida, e voltou ao chão novamente, mas agora com ferimentos mais graves. Um Sátiro chegou na hora que Steve desabou junto à Bart, saltitando e batendo seus cascos contra o solo, parecia nervoso e preocupado... O ser mitológico percebeu as feridas no campista, e correu para ajudá-lo, sem ao menos olhar para o filho de... quer dizer, o não reclamado.

Bart não percebeu, mas havia machucado, de fato, o seu oponente. Ele retirou sua espada do chão que havia sido lançada pelo impacto e tratou-se a ficar de pé, mas com dificuldade, parecia tonto, e sentia um leve fogo vindo em sua cabeça... Ele olhou para cima, e lá estava, um tipo de sol em miniatura, queimando tudo (no sentido figurado) ao seu redor... Todos os presentes sentiam o calor que os ofuscava de fora para dentro, e passaram a aplaudir Bart, que desde essa manhã, já sabia... Era um filho de Apolo! Uma figura familiar apareceu do nada, era Quíron, o centauro.
Ave, filho de Apolo, deus do Sol, das profecias, do oráculo e da medicina. - os aplausos soaram mais fortes, Bart não sabia o que dizer. Quíron pôs o novo reclamado em suas costas, e levou-o para a Casa Grande, a fim de resolver os mais intricados assuntos que agora, passariam a tomar conta de Bart Mizaro Air.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por James E. White em Dom 13 Jul 2014 - 17:00


My first Training




Bom, era primeiro dia no acampamento, nada de ruim havia acontecido. Como sempre eu fiquei na minha, falando o menos possível com os outros campistas, e respondendo com respostas curtas. Aprendi com o tempo que o silêncio era a melhor resposta. Como conselho ao "novato" alguns semideuses me mandaram ir em busca de conhecimento de quem seria meu progenitor divino. O melhor lugar, obviamente, seria a arena, onde nossas habilidades despertariam, mostrando quem seria nosso verdadeiro pais ou mãe olimpiano(a). Botei a camisa laranja do acampamento e respirei fundo, fui até o arsenal pegar emprestada alguma arma para meus primeiros treinos. Meu olhar percorreu o arsenal, armas de diversos tipos. Avistei uma besta presa em uma estante, mas achei melhor não. Eu nunca manuseara um arco; quem diria uma besta. Meus olhos avistaram uma lança. Eu não tinha medo de combates corpo-a-corpo, pois tive que me virar com eles várias vezes na vida. Mas por precaução eu escolhi a lança. Ela me daria uma vantagem em distância. Acho que se precaver não significa ter medo, significa usar o cérebro para pelo menos uma coisa útil.  Vai ser você. Pego a lança em minhas mãos. Eu poderia optar também por um escudo, mas o que seria da vida sem alguns riscos?!


Fui em direção a uma parte da arena. O clima estava ótimo e a terra do chão estava seca, nada mal. Apolo não deixara o calor predominar, e Éolo mantinha uma fresca brisa, sem nenhuma ventania. Não se via um arbusto, apenas uma árvore seca e morta no centro da arena.  Algum ser insignificante gostaria de lutar comigo? Dois autômatos surgiram atrás de mim. Um portava um escudo de madeira e uma espada de ferro. Já o outro possuía apenas uma adaga. Em seus peitos estavam pintados números diferentes. O que portava a espada e o escudo tinha 001 em seu peito, o o outro estava com 002. Imaginei como zoavam o autômato número "007". Corri em direção do 002. Dei uma investida com minha lança em direção ao seu peito e ele desviou-o com maestria. Continuei movimentando minha lança tentando alcançar o número estampado em seu peito. O automato 001 andava lentamente como se o tamanho dele não fosse adequado para o peso do escudo. Mesmo assim ele avançou em minhas costas com a espada, fazendo um corte em meu ombro. Com o reflexo rápido puxei minha lança para trás acertando o abdômen do automato que cambaleou e se afastou um pouco de mim. Continuei minha atenção no que mais poderia me prejudicar. Seus movimentos rápidos faziam o aço ranger cada vez mais, e percebi que o faltava óleo. — Um mecânico urgente por favor! falei brincando. Fui para a diagonal do automato 002 conseguindo ter em vista o 001 se aproximando. Joguei minha lança em direção ao 001, acertando seu escudo e o fazendo cair. Enquanto isso o automato 002 avançou sobre mim me fazendo cair enquanto tentava cravar sua adaga em meu braço esquerdo, mas ele acertou apenas a terra acima de meu ombro. Peguei a adaga cravada no chão e enfiei sua cabeça. Seus olhos brilharam e ele deu estalo, se desligando, morrendo ou coisa assim. Mas finalmente um deles estava desativado.


Corri em direção ao autômato 001, o único que sobrou. Ele também avançava, com sua espada em minha direção. Ao chegarmos perto ele tentou cortes em diagonal com a espada, mas eu desviei, utilizando o tempo que ele se recuperava para arrancar a lança ainda cravada em seu peito. Enquanto tento retirá-la — o que é até meio difícil — aproveitei a atenção do autômato nas minhas mãos e usei meus pés como armas, lhe dando uma rasteira e o derrubando no chão. Consegui retirar a lança mais fácil com ele caído. Antes dele se levantar dei alguns passos para trás. Estávamos a uns 10 metros de distância quando joguei minha lança em sua direção, mas desta vez ela acertou o pescoço. Ele continuou andando em minha direção, com a lança cravada no pescoço. A cena era realmente estranha de olhar, e isso me deu vontade de vomitar. Ele correu até mim e eu até ele. Ao chegarmos mais perto segurei a lança ainda em seu pescoço e comecei a empurrá-la. Isso o fez recuar, e ficou parecendo que a lança era um tipo de guia de coleira. Chutei a barriga do autômato, fazendo-o cair do chão e bater a cabeça. Como um humano ele pareceu desmaiar. Sorri. Andei de costas para ele já me preparando para ir embora quando ouvi metal de mexer. Me virei e encontrei o autômato correndo até mim. Mirei minha lança em seu pescoço e lancei. Ela acertou a sua cabeça, fazendo-o dar um pique e explodir em milhares de peças de metal. Eu com toda a certeza era ruim de mira, mas alguma vez na vida isso me ajudara.


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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Willian Lefevre Rosseau em Sab 19 Jul 2014 - 18:11





Going to Hell

   A sua volta tudo era consumido pelas chamas violentas do fogo que queimava com tamanha intensidade e a alguns metros dali, o pequeno menino não conseguia respirar direito e seus olhos estavam ardendo. Seus lábios se moviam na intenção de gritar, mas nem um som saía. Seu corpo miúdo se encolhia e tentava se proteger do calor, que não faltava muito para aproximar-se por completo. Cerrou fortemente os olhos fazendo com que lágrimas escorressem por estes e, definitivamente, foi a última vez que viria a chorar. Alguns minutos depois tudo isso se dissolveu em chamas negras e então, suado e ofegante, ele acordou em sua cama feita no chão do chalé de Hermes, já que ainda não havia sido reclamado. Levantou-se em um susto e levou suas orbes claras e acinzentadas ao seu redor e deparou-se com vários campistas, o olhando assustados e com medo.

- O que foi? O que estão olhando? Saiam da minha frente! - Gritou nevoso enquanto se levantava em um pulo e imediatamente vestindo suas roupas, sem se importar com os olhares.  Bufou e empurrou todos com força, pegou suas armas e saiu do chalé.

       Willian era um garoto recluso desde sua infância difícil sem os pais, por isso mais uma vez estava sozinho indo em direção a área externa dos treinos. Com sua adaga na mão e o escudo preso ao cinto, ele bufou brandamente entre seus passos largos. Assim como no treino anterior, queria que isso acabasse o mais breve possível, portanto, tratou de se apressar. Quanto antes estivesse treinando, mais cedo acabaria e assim poderia ficar em paz em alguma parte do acampamento meio-sangue, sozinho e sem ouvir vozes irritantes ao seu redor, como as dos campistas a sua volta durante toda a manhã. Sentou-se em um pequeno tronco de árvore que havia sobre a terra seca e então cravou a ponta da lâmina de sua adaga na terra e ficou olhando para a mesma. Mordeu o lábio inferior com tanta força, que conseguiu arrancar algumas gotas de sangue.  Enfiou a mão no bolso da calça retirando um pequeno papel manchado de sangue e amassado, deu uma olhada demorada nas letras rabiscadas ali e em seguida o apertou forte com a mão. 

-  É por você, mãe. -  Dizer essa palavra foi como enfiar a adaga em seu próprio peito. 

     Jogou a folha amassada no chão e levantou-se, pegando a adaga com força e seu escudo. Deu a volta e caminhou por um gramado que havia, em seguida olhou adiante e viu sentado em um banco, um garoto e uma garota. O garoto trajava roupas surradas e sujas, enquanto a menina usava um vestido rosa bem arrumado, cabelos lisos e escuros. Willian sentou-se na beirada do banco e olhou para o menino, que estranhou a presença dele ali e parecia ter ficado incomodado com isso. Seus olhos se desviaram para a área onde os campistas estavam treinando. 

-  Eu vim em paz. Preciso que me ajude em uma coisa. -  Disse Willian calmamente. -  Eu preciso que você faça aquela sua nova invenção funcionar, pois quero destruí-la em um dos meus treinos. -  Então levantou-se dali encarando ainda o filho de Hefesto. -  Depois disso, eu garanto que não irei mais me aproximar de você. -  E então saiu dali sem esperar pela resposta. O filho do Deus das forjas ficou assustado com o pedido, mas depois de alguns segundos se ergueu do banco despedindo-se da menina e caminhou para atrás de algumas árvores que ali haviam. 

     Hoje haviam poucos campistas treinando sem muita vontade, então lhe sobraria bastante espaço. Conforme caminhava até o centro da área de treinamento, sentiu em baixo dos seus pés o chão vibrar em um ritmo acelerado, o que indicava que o causador dos tremores estava bem próximo dali. Suas orbes acinzentadas olharam para todos os lados da área de treino e de repente sentiu o chão vibrar com uma intensidade tão grande, que o garoto desequilibrou-se para trás, quase caindo. Ergueu-se com um pouco de dificuldade, pois tudo ainda estava tremendo. Pegou imediatamente a adaga que havia caído no chão e então se colocou em posição de defesa, colocando o escudo na parte superior e frontal de seu corpo. Bufou e ficou tentando imaginar o que seria aquilo já que era o segundo acampamento e primeira situação assim. Alguns minutos se passaram e ele continuou em alarme, assim como os outros campistas que estavam assustados e com medo. Não sabia se era porque estavam perto dele, já que situações assim, onde pessoas se afastavam dele amedrontadas, era grande, mas dessa vez era diferente. Até ele estava um pouco assustado com aquilo. A vibração parou por um momento, mas quando o garoto virou-se para trás, viu aquela figura grotesca e surreal em movimentos muito rápidos, quase atropelando todos a sua frente. Alguns campistas foram arremessados para fora da área de treinamento. A criatura era enorme e era toda revestida em metal, parecia buscar alguma coisa ou alguém, pois sua cabeça girava para todos os lados. Aquilo era um robô gigante e agora os olhos vermelhos e escuros do monstro olhou para baixo, direção exata de onde estava Willian. Todos os outros campistas se ergueram e pegaram novamente suas armas de luta, mas Willian ficou ali, inerte e focado nos olhos do gigante. Era de deixar qualquer um em choque, mas Willian permaneceu concentrado e sua mente trabalhava em pensar em seu próximo movimento. Sua adaga era pequena demais para conseguir destruir aquele monstro gigante. 

     Estava quase sem saída quando sua cabeça pendeu para o lado, o que possibilitou um belo reflexo do que estava acontecendo com os outros campistas, e também que enxergasse -  em meio a um buraco na terra feita pelos grandes e grossos pés da enorme máquina robótica - , uma espada de bronze. Devia ser de algum dos semi-deuses que foram arremessados com o ataque surpresa. Willian era rápido e meticuloso, aproveitou que uma filha de Ares avançou contra o robô, e abaixou-se rapidamente apanhando pelo punhal da espada de bronze, era pesada e sua lâmina bem afiada e longa. A arma certa para um treino. Pelo visto o filho de Hefesto caprichou na surpresa. Willian pediu um treinamento que lhe permitisse provar seu valor diante dos outros campistas e ganhou muito mais do que isso. Chegou a hora de provar que ele não era só um coitadinho que perdeu os pais na infância, sendo obrigado a crescer sozinho. Chegou a hora de mostrar sua importância naquele acampamento meio-sangue. Suspirou profundamente enquanto apertava forte a espada e na outra seu escudo. Olhou com cuidado todos os detalhes do robô e reparou que o mesmo continha em toda sua extensão, pequenos buracos, que talvez pudesse ser seu ponto fraco, mas eram muitos, então não dava para saber qual exato vão poderia destruir tal gigante. Mordeu o lábio inferior e sua expressão voltou-se a um sentimento de raiva e desdém ao mesmo tempo. Sem mais pensar, avançou em direção a criatura, que agora o encarava novamente. Parecia ter encontrado o que procurava. De certo, era perigoso alguém primeiranista lutar contra um robô desse tamanho, mas havia pedido, portanto, o enfrentaria. 

      A cada passo que o gigante dava, o chão vibrava com tamanha intensidade, que era difícil caminhar ao mesmo tempo, mas Willian foi forte e ao aproximar-se do robô, desviou-se dos pés e rapidamente jogou sua afaga dentro de um dos buracos que havia entre o joelho e a perna, mas nada aconteceu, o que indicou que ali certamente não era o ponto fraco do robô. Como ele era alto, seria difícil alcançá-lo sem nenhuma ajuda. Precisava de alguma distração enquanto pensava em um meio de alcançar o topo do robô, foi quando viu a menina de ares contra-atacar novamente o gigante e seu olhar por um momento voltou-se a Willian, que deu uma leve piscadela. A menina entendeu o sinal e começou seus ataques contra a criatura, que bufava como um touro cheio de raiva. 

     O robô tinha um formato de um homem gigante, porém de bronze e de olhos vermelhos. Era realmente um talento incrível conseguir construir essas máquinas e usa-las para aperfeiçoar dons que poucos dos campistas tinham. Willian agora escalava uma árvore que ficava próxima aos bonecos de palha, estes próximo a luta que estava acontecendo no centro da área de treinamento. O garoto escalou o tronco até chegar em um galho mais alto e firme que havia na árvore, onde foi aproximando da ponta, na medida certa entre a altura do gigante lá em baixo. Seu corpo agora pendia para a frente, seus braços alcançavam a cabeça do robô, sem que este percebesse. O garoto então pegou a espada, que havia pendurado no cinto na cintura e então cravou fortemente a ponta da lâmina, que era bem longa, no vão entre a nuca e a cabeça do gigante. Era o buraco de maior extensão que havia, então era o lugar mais provável de destruí-lo. Sorriu com a oportunidade  e então enfiou mais e mais a lâmina dentro do buraco, mas assim que pressionou com força, o gigante reagiu, parecia estar se contorcendo e saindo fumaça do que deveria ser as orelhas. Esse movimento fez com que Willian escorregasse do galho e caísse, mas sua mão se prendeu no ombro do gigante pela camisa que havia ficado presa em uma espécie de gancho que havia ali, mas sabia que não ia durar muito tempo, que se não acabasse com isso logo, seu corpo ia cair direto no chão e a altura era mais de dois metros. Respirou profundamente e então apoiou um pé no peito do robô dando impulso, enquanto o gigante se contorcia, dificultando ainda mais os passos de Willian, que agora estava equilibrando-se no ombro do gigante. Foi então que o menino apoiou o corpo nessa área do robô e esticou sua mão direita, apertou firme no espigão da espada e a adentrou por completo dentro do buraco do gigante, que estava agora com uma fumaça preta saindo de todos os seus orifícios. Willian precisava sair dali, mas era alto demais. Ficou por um momento pensando em uma saída alternativa e logo  uma luz se acendeu em sua cabeça. Subiu mais no ombro do gigante, de forma que ficasse sentado na nuca dele. Agora levou as duas mãos na cabeça do mesmo com certa força e posicionou a mesma para o lado referente a árvore que havia subido anteriormente. Pulou na mesma após o robô tombar para o lado antes de cair por completo no chão, derrotado. 

       Willian desceu pela árvore e bufou, mal humorado, não se importando com os comentários dos outros campistas. Pegou seu escudo e retornou ao chalé de Hermes com seu corpo sujo e respiração ofegante.  



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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por James E. White em Dom 20 Jul 2014 - 9:53

I Hate Duels


Cheguei na arena de Duelos pela manhã. A luz do sol entrava pelas grades laterais, mas a maior parte dela continuava coberta em sombras.

No meio dos campistas, eu olhei ao redor disfarçadamente, observando a Arena e os semideuses ali presentes. De repente, ouvi alguém dizer meu nome. Meus olhos corriam pelo ambiente, procurando quem tinha me chamado, até cruzar com Lexy, uma indefinida do chalé de Hermes muito conhecida por mim. Ela estava olhando para mim. — James Eliot White, certo? Bem, parece que eu irei lutar com você. Ela era de mesma altura que eu, mais robusta e não muito atraente, mas parecia sensível. — Boa sorte, você vai precisar! Completou. A campista de aparência delicada me fez dar um sorriso com "Você vai precisar", mas ela não parecia estar brincando.

Caminhei até uma marcação no chão da Arena. Alguns metros a minha frente estava Lexy, armada com uma adaga de bronze idêntica a minha. De início, eu achava injusto, pois estava lutando contra uma campista experiente, e eu não havia chegado ao acampamento há tanto tempo. Tirei a adaga do suporte e segurei-a firme com a mão esquerda. Flexionei levemente os joelhos e esperei o sinal. — Prontos? Matt, um filho de Ares, olhou para mim e Lexy, era ele quem estava coordenando as lutas. Ambos assentimos. — Comecem! E a batalha foi iniciada.

Lexy veio em minha direção, com o braço esquerdo à frente de seu corpo. Ela saltou, tentando atingir minha cabeça de cima para baixo, ainda no ar. A campista deixou-se levar pelo impulso, agiu sem pensar, e do mesmo modo, eu desviei. Rolei pro lado, fugindo de seu golpe. Levantei-me e ela me acompanhou. Virou-se e veio, dessa vez com a adaga à frente, com a ponta virada para mim. Tive poucos segundos para pensar em como me defender, e o primeiro pensamento foi o escolhido. Quando Steve estava próximo o suficiente, iniciando o movimento de estocada contra mim, dei um passo para frente e inclinei levemente meu corpo. Encostei o centro da lâmina de minha adaga a adaga dela, então fiz um movimento de empurrar. Isso fez com que conseguisse abrir sua guarda. Eu estava com a adaga um pouco longe de meu corpo, ambos de braços esticados, ambos de guarda aberta. Mas eu já tinha pensado naquilo, o que me de uma vantagem perfeita. Aproveitei o momento e, de mão fechada, apliquei um gancho de direita que acertou em cheio o queixo da campista experiente, porém não tão boa duelista como eu imaginava. Ela foi ao chão.

— Belo, belíssimo! Lindo soco, novato! Elogiou-me a prole de Ares, enquanto aplaudia, satisfeito com o que estava vendo. Eu dei uns passos para trás e só tive tempo de olhar a reação de Matt antes de olhar de volta pra minha adversária, vendo-a se recompor. Lexy levou a mão à boca, com cara de dor. Limpou um pouco do sangue que escorria lentamente do canto de sua boca. — Considere-se um garoto morto, James. Ela me ameaçou, mas eu não liguei muito. — Acho que ainda não chegou minha hora. Eu disse. A minha confiança estava alta. A garota me atacou duas vezes e em apenas um contra-ataque consegui derrubá-la. A indefinida começava a dar sinais de que estava ficando com raiva. Respiração forte, quase bufando, olhar fixo em mim. Então ela caminhou em minha direção, com cara de mau. Ergueu a adaga e tentou aplicar um corte horizontal em minha garganta. Consegui me defender colocando minha adaga a frente, verticalmente, e fazendo força contra a arma dela, utilizando as duas mãos. Ela já estava claramente cansada, porém queria mostrar suas habilidades, isso com certeza. Agora que estava enfurecida, parecia ter ativado seus dons experientes. Assim que bloqueei, ela recuou o braço e abaixou-o, na altura da cintura, e então tentou perfurar meu abdômen oblíquo, fazendo um arco de fora para dentro. Era uma parte desprotegida pelo peitoral. Nessa hora, notei que tinha um bom reflexo, pois desci minha adaga, fazendo força no movimento, até encostar na adaga dela e me defender. Lexy tentou mais um golpe, dessa vez um corte horizontal na altura da minha bochecha. Esse eu consegui escapar inclinando meu tronco para trás, de recuando um passo na mesma direção. Fui lento demais. Minha pele começou a arder um pouco. Dei mais alguns passos para trás enquanto levava minha mão à minha bochecha, limpando o sangue que começara a escorrer lentamente. Aproveitei e passei as costas de minha mão na testa, limpando o suor. — Lenta demais. Precisa de um pouco mais para me derrotar, Barbie. Eu disse, com um sorriso cínico e provocador, que com certeza a deixou com mais raiva ainda.

Um sorriso motivador surgiu no rosto de Lexy, e eu fechei minha cara. Ela veio, correndo. Aplicou um corte semelhante ao que me fizera sangrar, mas dessa vez eu desviei flexionado bem os joelhos, ficando próximo ao chão. Deixei com que a gravidade derrubasse meu corpo, mas antes, fiz um corte na panturrilha esquerda dela. Que belo corte. Enquanto ela levava sua mão à perna, eu dava uma cambalhota para trás, apenas para me erguer. Lexy virou para mim, sentindo a pele arder. Era a minha vez de atacar, e eu queria que aquele fosse o último golpe. Corri, e quando cheguei bem perto dela, flexionei os joelhos e saltei contra seu corpo. Para garantir que a adaga não seria um problema, tentei tocar minha arma com a adaga de bronze dela, que estava na frente do corpo. Tive sorte e consegui fazer isto. Nós dois caímos. A campista ficou ficou desarmada, e antes que pudesse estender o braço para pegar sua adaga, eu havia posto a ponta de minha arma na direção do pescoço dela. — Opa, temos um vencedor! Gritou Matt, entusiasmado. — Olha, se fosse eu, teria matado ela, mas dá para o gasto. Disse o filho de Ares, num tom orgulhoso e decepcionado, como se aquilo que fiz fosse uma atitude covarde. — James Eliot White venceu, parabéns semideus. Lexy Jenn, esperava mais de você. 

Eu levantei, guardei minha adaga e dei minhas costas a Lexy, ainda no chão. Sentei no banco, cansado. Apoiei os cotovelos nas coxas e abaixei um pouco a cabeça. O suor escorria pelo meu rosto e pingava pelo meu queixo e nariz. Ouvi a voz de Matt anunciando a próxima luta enquanto eu me secava usando a manga de minha camisa laranja do acampamento, nada bonita, aliás.

Falas:
Narração - Minhas Falas - Falas de Matt - Falas de Lexy

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Redolf F. Gremory em Seg 21 Jul 2014 - 18:46

O Sol batia na chalé de Hermes, todos os Indefinidos, já tinham acordado, era um dia maravilhoso, alevantei-me da cama, quando um centauro apareceu -Olá! O Meu nome é Quíron, e vamos brincar um pouco! - Disse o tal Centauro.
Todos os Indefinidos tinham seguido o mesmo, até eu, fomos todos levados para uma arena, onde o tal centauro distribuiu, uma armadura de bronze e uma espada de bronze, eu vesti a tal armadura com pouca dificuldade, o Quíron, chamou um por um, era uma batalha de um contra um, com uma ansiedade imensa e nervosismo, esperei, até que tinham-me chamados, então, andei a rumo à arena, saltando na mesma, assim pegando na minha adaga.
- Que comece a luta! - Disse Quíron
Ouvindo tais palavras, empunhei a minha espada de bronze que o tal tinha-me dado, então dei um corte no opositor, ele também era um indefinido, dei um corte na perna do mesmo, mas ao mesmo tempo ele tinha-me dado um corte no braço, sem muita oportunidade, movi a minha espada até ás costas do opositor, onde fiz um corte profundo, apontando para a cabeça do tal.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Liam Donati Miller em Qua 23 Jul 2014 - 19:19




Na teoria o treino era simples: Os campistas iriam ser jogados em um gigantesco deserto e precisariam encontrar a Flor-de-Jericó, uma das poucas flores que nasciam naquele inóspito ambiente e que também era conhecida como flor da ressureição. A premissa de tudo era que grupos seriam formados para que a tarefa fosse concluída, mas o problema era que após cair em um grupo de garotos que já haviam sido reclamados, rapidamente Bóris foi isolado e abandonado, sendo obrigado a realizar a missão completamente sozinho. Cada campista tinha ganhado uma mochila cheia de suprimentos, e tinham tido a oportunidade de pegar duas armar. BJ (Bóris James) tinha escolhido uma espada simples, e um chicote feito do mais duro couro. No pouco tempo que estivera no acampamento, havia percebido que aqueles dois tipos de armamento era com o que ele mais se dava bem. Abandonado no deserto, o garoto abriu sua mochila e vasculhou para ver se achava alguma coisa útil. Logo de inicio ele encontrou um grosso blusão de lã e uns óculos escuros. Tirando a camiseta de manga curta que usava, ele cobriu seu rosto com ela, deixando apenas os olhos e o nariz a mostra, como se fosse um ninja. Para cobrir o tronco nu, ele vestiu o moletom. Para finalizar ele usou os óculos de sol para proteger seus olhos claros, que teriam graves problemas se estivessem em contato direto com os raios solares. Dentro da mala, Bóris achou um cinto onde poderia depositar as duas armas que carregava, além de um cantil. Depois de prender o utensilio bem firme na sua cintura, o jovem depositou todos os apetrechos no objeto. Na mochila ainda existia diversas coisas, como um pouco de ambrosia, o suficiente para encher uma colher de chá. Também existia uma bússola que indicava a direção a seguir, e foi justamente ela que BJ começou a analisar. Diferente das bússolas convencionais que apontavam para o Norte, está indicava o Sudoeste como local a se encaminhar.

Entretanto o garoto que possuía um pouco de experiência em sobrevivência, pois quando criança era fascinado por isso, sabia que não deveria caminhar de dia, e sim procurar um lugar para descansar. Por esse motivo, ele seguiu para o sul, onde existia uma grande pedra emanando uma enorme sombra. Apesar de a areia estar bastante mole e isso dificultasse o jeito com que Bóris caminhava, ele não teve maior problemas para chegar ao seu destino. Agora protegido do sol, ele pode relaxar, mas não dormir, pois não tinha o mínimo sono e não sabia o que poderia acontecer se ele simplesmente apagasse. Aquilo foi uma sabia decisão, pois não tinham se passado nem vinte minutos para que ele escutasse um rugido, e percebesse que do alto da pedra onde havia se encostado estava uma criatura. BJ não sabia que monstro era aquele. Ele parecia com um tigre, mas era menor e mais malhado, muito parecido com uma hiena. O garoto tentou pegar seu chicote com cuidado, mas o animal não era burro e deu um grande salto obrigando o menino a se esquivar, senão acabaria sendo dominado pela fera. Experimentando dar uma primeira chicotada no bicho, Bóris o viu escapar rapidamente. – Droga!... Ele é mais rápido do que eu esperava! – Sem ter o que fazer, ele foi distribuindo golpes aleatórios e de dez chicotadas lançadas apenas quatro atingiram o monstro. Isso acabou deixando ele mais irritado, mas o lado bom era que se encontrava mais receoso em atacar o garoto. Lançando mais um golpe, BJ se surpreendeu ao ver o chicote se enrolando na pata dianteira direita do tigre-hiena, e com um forte puxão, o menino conseguiu ouvir um estalar significando que os ossos haviam se desligado na área que ficava as articulações. Tombando no chão, o monstro grunhiu. O garoto não podia negar que sentiu pena de ver a criatura tão vulnerável, mesmo assim retirou a sua espada e deu um golpe de misericórdia – Se eu soubesse como te carnear eu poderia te comer depois. Pelo que eu vi na mochila, só tem a ambrosia. Preciso dar um jeito de sair daqui logo.

O problema é que a noite ainda iria demorar a acontecer, pelo sol ainda demoraria uma hora e meia. BJ sabia que a noite no deserto era algo tenebroso e frio, para isso precisaria de fogo. Por sorte perto de onde estava existia alguns galhos secos. Ele não sabia exatamente de onde vinham, mas já ajudariam. Retirando seus óculos escuros, ele o utilizou como lupa para atrair o sol. Não demorou muito para que o fogo surgisse. Tudo isso era fruto de muita experiência queimando formiga quando mais novo. Mesmo assim tal ato o incomodava. Ele era a droga de um semideus, mas até o presente momento não tinha tido nenhuma vantagem nisso. Seu pai, ou mãe, ainda não tinha o reclamado e ele nunca havia visto qualquer coisa de sobrenatural nele. As únicas coisas que tinha adquirido eram os malefícios de não ser totalmente humano, além de ser obrigado a matar criaturas e apanhar nos treinamentos. Quando a noite finalmente apareceu, Bóris tratou de arrumar um galho mais grosso e colocar fogo na sua ponta. Aquilo acabou sendo uma tarefa difícil já que ele não tinha nenhum produto inflamável. Depois de meia hora tentando, finalmente o garoto tinha sua tocha. Colocando sua mochila, e arrumando suas armas no cinto, ele recomeçou sua jornada, agora seguindo para onde a bússola apontava. Apesar de relativamente bem agasalhado e com fogo para aquecê-lo, BJ ainda estava com frio, e o fato de não ter dormido nada de dia, estava o deixando com sono. Talvez isso fosse porque todo o caminho que tinha percorrido até ali tinha sido fácil. Estava faltando um pouco de adrenalina e ela não tardou a chegar. Bóris estava distraído com seus próprios pensamentos quando levou um susto ao ouvir um grito. Primeiro ele achou que era uma ilusão, mas logo depois outros gritos acompanharam o primeiro.

Correndo por alguns metros ele pode ver um pequeno acampamento pegando fogo, com alguns campistas caídos do chão e duas criaturas que eram metade serpente, metade mulher atacando com êxito os que estavam de pé. Sacando sua espada, ele foi velozmente ao encontro dos monstros que passaram a ignorar as presas que estavam a seu alcance para atacar o jovem que aparecera. Bóris tinha que admitir que aquilo era uma droga. Ele tinha um prazer imenso quando matava uma criatura, mas ele sempre se encontrava em alguma enrascada quando isso acontecia. Afastando uma delas com a tocha, o garoto começou a deferir golpes aleatórios com a espada. A arma se encontrava em sua mão esquerda e ele era destro, o que causava um problema. Por sorte, e totalmente sem querer, o fogo acabou pegando nos cabelos de uma das mulheres-serpentes, o que fez com que ela abandonasse o garoto e corresse desesperada. Finalmente num duelo de um contra um, BJ passou sua espada para a mão direita, e conseguiu perfurar a barriga de sua adversária várias vezes. Quando ela finalmente caiu, ele olhou para os lados para ver se encontrava a outra que estava pegando fogo, mas encontrou apenas seu corpo carbonizado ainda cercado por labaredas. Apesar de o acampamento estar totalmente destruído, todos estavam vivos, mas apenas uma garota não estava gravemente ferida – Vocês ainda possuem ambrosia?- a menina respondeu de forma apavorada que não. – Como não? A tarefa começou a menos de 3 horas! – Ela respondeu que o grupo estava com fome – Você tá brincando comigo? Vocês comeram a droga do alimento dos deuses porque estavam com fome?!  - Bóris tinha uma raiva profunda de pessoas que não conseguiam aguentar duas horas sem comer, visto que ele já tinha passado mais de 24 horas sem se alimentar e ainda precisar brigar com cachorros sarnentos por comida.

Analisando os outros campistas, BJ logo percebeu que todos eram do chalé de Hermes, pelo menos tinham a desculpa de ser indefinidos, mas mesmo assim até ele sabia que não poderia cometer um erro daqueles. Abrindo uma barraca, ele analisou para ver se não tinha ninguém lá dentro e quando confirmou que estava vazia, tocou fogo com a sua tocha. A garota rapidamente indagou braba o porquê de ele ter feito aquilo – No deserto existe a regra dos 3.  Para pedir socorro você sempre precisa fazer três fogueiras, gritar ou assobiar três vezes e assim por diante. Isso se deve ao fato de que se você fizer apenas uma fogueira, o resgate pode achar que pertence a um hippie maluco dando um rave. Não sei se essa regra se aplica a esse treinamento, mas é melhor isso do que nada. Ignorando as reclamações da garota, Bóris seguiu seu caminho. O resto do percurso acabou se mostrando bastante tranquilo. Os únicos problemas que o jovem enfrentava era a sede, o frio e o sono, mas nada que não pudesse driblar. Quando a claridade finalmente dominou o céu, BJ sentia seus pés quentes e latejantes, mas de cima de uma duna ele percebeu que sua bússola estava ensandecida, apontando para uma direção mais abaixo. Não era mistério, ele finalmente estava a poucos metros da Flor-de-Jericó. Descendo o morro rapidamente, o garoto acabou tomando uma velocidade maior do que esperava e acabou caindo, rolando todo percurso que restava. Apesar de machucado e ralado, ele não deu bola e se levantou. Quando finalmente ia tocar na planta, ele sentir algo chutando as suas pernas, o que resultou em mais uma queda. O ser arrastou o garoto, que sentia sua barriga, que tinha ficado desprotegida por que o moletom levantara, queimando lentamente por causa dos grãos de arreia. Quando ele finalmente conseguiu se desvencilhar e deitar de costas, ele notou que seu agressor era nada mais do que um dos filhos de Hefesto, que curiosamente já tinha lhe dado uma surra.

Rolando no chão para escapar de uma machadada que o garoto queria lhe dar, Bóris conseguiu sacar sua espada e com um ágil movimento cravar ela na batata da perna do seu adversário que caiu de joelhos. O rapaz ainda conseguiu agarrar o pulso esquerdo de BJ, que instintivamente apoiou a espada no grosso pescoço do garoto. Bóris sentia uma enorme dor no antebraço e sabia que precisava agir para escapar, mas ele nunca tinha matado nenhum humano ou semideus. Ele nem sabia as consequências disso, então decidiu apelar para a diplomacia – Cara... Vamos relaxar? Eu sei que você não vai com a minha cara... Eu também não vou com a sua... – BJ sentiu a mão do garoto apertando ainda mais seu antebraço – Calma... Porque nós dois não pegamos a flor juntos? Como se fosse um time. Isso evitaria um grande transtorno. O filho do Deus Hefesto pareceu demorar a entender, mas até uma pessoa burra como ele entendia que seria um esforço inútil lutar. Quando ele balançou a cabeça em sinal de concordância, Bóris tirou a espada do seu pescoço e este largou seu braço. BJ estendeu a mão para ajudar o companheiro a se levantar e os dois rumaram onde estava a planta. Entretanto Bóris caminhou uma pouco mais rápido de modo que ficasse uns dois passos a frente do Hefesto Junior, e quando ele sentiu que o garoto baixou um pouco a guarda, BJ virou-se rapidamente fazendo um profundo corte no peito do jovem. Sem esperar as consequências dos seus atos, o garoto rapidamente recolher a flor, e reparou que tinha voltado para a arena de treinamento. Após entregar a planta para um dos instrutores, ele rumou ao chalé, sem querer saber o que viria depois.  




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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Liam Donati Miller em Sab 26 Jul 2014 - 4:01




52 horas, 36 minutos e 56 segundos. Esse era o tempo que Bóris estava sem comer. O acampamento havia decretado jejum, para alguns campistas, de dois dias justamente para realizar um treino de estratégia e sobrevivência. Após esse período, todos foram largados em uma densa floresta, com alguns poucos suprimentos, e apenas um armamento. Para azar de Bóris, a escolha da arma foi feita por meio de um sorteio, e ele acabou ficando com um arco, algo que o garoto não tinha a mínima destreza para manusear. Depois de ter gastado todas as flechas tentando caçar animais de pequeno porte, restou a BJ quebrar o instrumento no meio, fincar os dois pedaços no chão úmido e escorregadio e criar um estilingue em tamanho gigante. Agora o jovem espreitava sem muitas esperanças um pequeno cervo. Como projetil, ele havia recolhido alguns pedaços de galho de árvore e rezava para que a velocidade do tiro fosse suficientemente grande para perfurar a carne do bicho.  Bóris tinha quase certeza que não conseguiria êxito, mas mesmo assim era a única alternativa que possuía, já que toda a vegetação que encontrara até então era caracterizada pela aparência leitosa, e isso significava envenenamento. Com cautela ele mirou no animal, e puxou o fio, do antes arco, o máximo que pode. Quando soltou ele conseguiu ouvir um zunido, algo bom, já que significava que o galho viajaria rapidamente. Por sorte o objeto fincou na coxa traseira do cervo, que tentou fugir de imediato. BJ não deixou. Saindo em disparada, ele alcançou a criatura que corria lentamente e mancando, e pulou em cima dela com todo o seu peso. Os dois foram para o chão. O bicho, apesar de dócil, tentava morder e dar coices, enquanto o garoto, com a força extra por ser um semideus, usava a única alternativa que possuía: dar um mata leão e esperar que a presa fosse sufocada. Era bem verdade que Bóris estava bastante fraco, pois seu corpo estivera a muito tempo sem alimento, então isso provavelmente foi o responsável por fazer com que o processo inteiro demorasse, mas finalmente a criatura desmaiou. Mesmo assim, ela ainda respirava, o que fez o garoto ser obrigado a pegar um grande pedregulho e destroçar a cabeça do cervo.

Finalmente ele tinha conseguido caçar algo, mas havia ainda o problema de que não tinha nenhum instrumento para carnear o bicho. Cansado, ele se viu obrigado a utilizar lascas de pedra para cortar alguns pedaços de carne, e retirar a pele coberta de pelos com as mãos. O correto a se fazer a seguir, seria utilizar o sol, ou a fricção de algo, para criar uma fogueira. Entretanto a floresta era extremamente fechada e úmida, o que tornava praticamente impossível a obtenção de fogo. Restou ao jovem comer a carne crua. O gosto era horrível, sem contar que estava coberta de sangue e dura que nem uma pedra, devido a tensão que cervo sofrera no período anterior a morte. Provavelmente se o garoto estivesse em outras condições, ele teria rechaçado o “churrasco”, mas extremamente faminto, ele nem deu bola para os empecilhos. Era melhor uma carne dura e nojenta, do que carne nenhuma. Finalmente alimentado, ele voltou para o local onde sua mochila e seu “estilingue” estavam e se escorou em uma árvore para descansar e esperar que suas energias voltassem, nem que fosse apenas um pouco. Passado mais ou menos duas horas, ou pelo menos era isso que Bóris achava, ele resolveu seguir viagem. Os instrutores do treinamento não tinham estabelecido um objetivo específico, mas haviam deixado claro que a floresta ficava no acampamento, ou seja, ela devia ter um fim. Além disso, o garoto precisa encontrar um rio, ou córrego, pois apesar da água ter sido liberada durante a preparação para a tarefa, fazia algumas horas que ele não bebia o líquido, e logo estaria desidratado.

Sua jornada estava bastante complicada. O solo mole dificultava a caminhada, e o excesso de plantas e árvores, faziam com que ele precisasse utilizar nada além da força física para abrir caminho. Sua sorte começou a mudar quando BJ ouviu gritos de socorro. Não demorou muito para ele encontrar uma deslumbrante garota encostada ao pé de um grosso tronco. Bóris a reconheceu como sendo uma filha de Afrodite, e como todas as garotas que possuíam o sangue da Deusa do Amor, sua beleza era apaixonante. Se aproximando, ele viu que a menina possuía um ferimento na barriga que estava bastante feio. Agarrando um pedaço de plástico que havia em sua mochila, e que até então não tinha servido para nada, BJ estancou o furo e prendeu suas extremidades com fita adesiva, dessa forma ele impediria que o ar entrasse e inflamasse ainda mais a ferida. Com a voz fraca, a garota sorriu e agradeceu. Bóris acariciou os cabelos loiros da menina e tentou acalmá-la – Relaxe, tudo vai ficar bem. Tente descansar. – quando ela finalmente fechou os olhos ainda estampando um leve sorriso no rosto, o garoto pegou um pesado galho do chão, e acertou a cabeça dela. Imediatamente os cabelos amarelos da jovem foram manchados pelo vermelho do sangue. Retirando a camiseta que a menina usava, ele a amarrou em sua cabeça. BJ não sabia ao certo o motivo de ter feito isso, mas sempre que via filmes de sobrevivência na mata, o herói sempre tinha uma proteção nessa parte do corpo. Junto aos suprimentos dela, ele encontrou uma faca pequena, e alguns pedaços de carne seca, que estavam conservadas no sal. Não demorou muito para que ele devorasse o alimento como uma fera. Fora isso, não existia mais nada de útil, o que fez o garoto seguir seu rumo.

Pouco tempo se passou até que ele começasse a escutar o barulho de água corrente, e seguindo o som, encontrasse um vasto rio. As águas eram tão claras e limpas que parecia um truque, mas naquela altura do campeonato, o garoto não estava preocupado em ser envenenado. Sua sede era muito maior que seu juízo. Enquanto lavava as mãos e o rosto, Bóris ouviu outra pessoa pedindo por socorro. Sorrateiramente ele caminhou até encontrar um jovem magrelo e pequeno, sendo amedrontado por um garoto extremamente alto e forte. O agressor era um filho de Poseidon, e a vitima, uma cria de Apolo. A criança do Deus da juventude e da luz viu BJ se aproximar, o que obrigou ele a levar o dedo indicador aos lábios indicando para que o menino ficasse em silêncio. Quando Bóris sentiu que estava a uma distância relativamente boa, ele repetiu o movimento que tinha feito para pegar o cervo, e com um pulo se agarrou no pescoço do filho do Deus dos Mares. O problema era que o rapaz possuía um condicionamento físico muito maior do que o pequeno animal, e ele conseguiu se manter ereto e distribuir cotoveladas em BJ, que tentava, em vão, sufocá-lo. Por sorte, o garoto tinha mantido a faca que havia roubado da filha de Afrodite na cintura, e com a arma em mãos conseguiu dar três facadas no ombro do seu adversário e uma na região do rim direito dele. A perda de sangue acabou fazendo com que o grandalhão perdesse as forças, e Bóris viu a oportunidade perfeita. Ficando frente a frente, BJ deu dois socos no garoto, que finalmente acabou caindo. O filho de Apolo respirava aliviado e agradecia ao seu herói, mas ainda era cedo demais para isso, pois tal confiança fez com que ele levasse um belo chute na boca e desmaiasse. Bóris recolheu rapidamente os mantimentos que encontrou, e junto com eles havia um par de espadas de tamanhos diferentes. Agora estava bem armado, e extremamente preparado para passar por pelo menos dois dias naquele lugar.

Seguindo sem rumo, o jovem não tinha a mínima ideia se conseguiria sair da floresta, mas tinha as esperanças que sim, afinal toda aquela mata tinha que ter um fim e teoricamente por mais que demorasse, uma hora ele chegaria a um ponto do acampamento. Infelizmente isso não demorou muito a aconteceu. Não haviam passado nem 30 minutos de caminhada, para que Bóris fosse inundado por uma intensa claridade, e se viu de volta ao lugar onde tinha começado a sua jornada. Sua aparição foi motivo de ânimo para os instrutores, que o parabenizavam freneticamente anunciando que ele tinha sido o primeiro a sair da mata. Surpreendentemente a reação garoto não foi de felicidade, e sim de raiva. Tinha passado por tanta coisa, e quando finalmente estava preparado para enfrentar qualquer perigo e aventura, tudo tinha chegado a um fim? Ele não conseguia aceitar tal fato. Irritado, ele rumou de volta para seu chalé.






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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Liam Donati Miller em Sex 1 Ago 2014 - 17:18




Bóris tinha passado basicamente um dia treinando na floresta. O exercício de estratégia era praticamente o mesmo dos outros dias, a diferença era que ultimamente o frio tinha tomado conta do acampamento, e agora era um novo adversário. Mesmo assim, o garoto tinha feito grandes avanços, e calculava que antes da tarde do próximo dia, ele conseguiria chegar à colina que decretava o fim da atividade e a escolha do campeão. O céu já começava a escurecer, anunciando que a noite não demoraria a chegar. Bóris seguiu caminhando. Quando mais adentrava a mata, mais difícil era sua locomoção, pois a neve estava alta, exigindo do garoto um grande esforço já que seus pés cismavam em afundar. Enfim BJ encontrou uma pequena toca. Ali não era o lugar mais seguro para se ficar, mas não existia outra proteção. Arrumando seu saco de dormir, o garoto dividiu o equipamento com sua mochila. Apesar de ser desconfortável, isso evitaria roubos. Ironicamente, Bóris dormiu maravilhosamente bem. Não teve sonhos, estava extremamente aquecido, e o único desconforto era um dor de cabeça que tinha surgido nas horas em que estava começando a acordar, mas o garoto a ignorou porque tinha o costume de ficar com sinusite quando o clima estava muito seco e frio. Quando ele finalmente abriu os olhos, ele sentiu que sua visão estava bastante turva, e sua cabeça parecia girar devido à tontura. Demorou alguns minutos até finalmente conseguir focar em alguma coisa. Era uma fogueira. Gallagher achou isso totalmente estranho e tentou levantar-se para ver o que estava acontecendo, mas no momento em que tentou erguer seu corpo uma dor trucidante dominou seu crânio e sua perna direita.

Passando a mão nos cabelos, o garoto percebeu que eles estavam cobertos de sangue, e na sua coxa existia uma flecha cravada. A pena que enfeitava a arma era rosa, e parecia emanar uma enorme energia. Não demorou muito para que Bóris a identificasse como pertencendo aos filhos do Deus Eros. Eles geralmente eram conhecidos por colocar todo tipo de coisa em suas flechas, incluindo venenos, ou soníferos extremamente fortes. BJ entendeu porque tinha dormido tão bem. Lutando contra as dores, o garoto conseguiu se sentar. Ele estava numa clareira. O lugar era a única superfície verde, que ainda não estava totalmente coberta pela neve. Apesar de ainda estar dentro do seu saco de dormir, sua mochila e sua arma tinham sido roubadas. No meio do local existia uma enorme fogueira, rodeada por algumas barracas feitas de madeira, folhas secas e barro. Também era possível observar alguns cipós, amarrados entre as árvores, que serviam como varal. Neles existiam alguns animais pequenos, como coelhos e algumas espécies de pássaros, além de roupas. Bóris logo identificou uma das camisetas. - Mas que merd...! – antes que pudesse praguejar, o jovem ouviu passos vindos da floresta, e logo apareceram na clareira, Annie e os seus dois irmãos gêmeos.

Annie era uma filha do Deus Eros que era conhecida por ser “amorosa demais” com seus namorados. Todos os seus relacionamentos eram muito intensos e isso a tornava um tanto quanto possessiva. Quer dizer... Eu não sei se possessiva é a palavra certa. Como você chamaria uma garota que dopa o ex namorado, da uma paulada em sua cabeça e arrasta ele pela floresta? Enfim, o relacionamento de Bóris e Annie nem tinha sido tão sério. Quando tudo aconteceu, o garoto tinha mal chegado ao acampamento. Estava perdido. Sozinho. Precisava de alguém que lhe ajudasse a entender a situação. Annie foi compreensiva, e o ajudou, mas a menina acabou confundindo os sentimentos de amizade com os de amor, e Bóris se viu preso, impossibilitado de acabar o namoro, por não querer magoar a garota. Quando ele finalmente teve coragem de terminar tudo, vocês podem imaginar que a moça não entendeu muito bem. BJ nem precisou falar nada quando viu que Annie havia chegado. Ele tinha identificado a camiseta dela no varal, e sabia que nem seu pior inimigo iria fazer uma coisa com ele daquele jeito. Era muito óbvio, toda a ação só poderia ser obra da sua ex namorada psicótica. Apesar de não estar amarrado, Bóris estava em desvantagem, e mesmo de ser um bom lutador, estava desarmado, com a cabeça sangrando, e com uma flecha na perna.

Só restava ficar quieto no seu canto e rezar para que a garota não se estressasse. - Hey Annie, bom te ver também! Que linda manhã para um encontro não é mesmo? – Bóris tentou soar o mais simpático possível, mas era quase impossível esconder o tom de sarcasmo na sua voz. A menina sorriu, e caminhou até ele com seu olhar lunático e sonhador. Passando a mão em seu rosto e afagando os cabelos do garoto que estavam na parte da cabeça que não tinha sido acertada, ela começou a delirar e contar como seria bom se os dois pudessem viver na floresta, longe de tudo e todas. A princípio Bóris achou que aquele papo era uma suposição, mas ao ver o olhar de preocupação dos irmãos da garota, ele começou a notar que ela estava realmente considerando viver com ele naquele ambiente. – Bom, mas você sabe né? Aqui não tem internet, nem televisão... Todas as maravilhas da tecnologia. Annie rebateu dizendo que os dois não precisavam daquilo, pois viveriam apenas de amor. – Mas e os nossos amigos? Nós ficaríamos aqui sozinhos, isolados... – a expressão da garota mudou totalmente, ficando completamente sombria. Bóris nem tinha acabado de falar, e acabou levando um tapa na cara. A menina agora vinha com tudo para cima dele, dando uma crise de ciúmes e dizendo que o motivo dele querer voltar para a civilização era por causa da “vadia” da Lívia. – Que Livia? Eu não conheço ninguém com esse nome! – Ele estava falando a verdade – Você sabe que é tu é o amor da minha vida! – o manual do maluco dizia para não se opor, era sempre necessário concordar com o demente.  

Annie levantou a mão anunciando que não queria ouvir mais nada, e com a ajuda dos seus irmãos eles amararam as pernas de BJ, e depois as prenderam em uma madeira. Provavelmente a ideia deles era carregá-lo como um porco no rolete. Quando eles estavam preparados para prender os braços do refém, algo salvou Bóris. Ironicamente, era um porco, mais precisamente, um javali. O bicho era enorme, e correu a toda velocidade, atingindo, com seus dentes pontiagudos, uma das pernas de um dos gêmeos, que voou longe e ficou gemendo de dor. Annie se esquecer de Bóris, por um momento, e foi lutar contra a criatura, mas ela era realmente horrível. A garota não sabia nada de luta e tinha melhor habilidade com o arco, mas o espaço era muito pequeno para um combate a longa distância. BJ sabia que os filhos de Eros iam perder e depois ele seria uma presa fácil para o Javali. A moça já tinha levado duas investidas, e agora estava ofegante ao lado do jovem. Gallagher pode ver seus olhos de pavor e percebeu que aquele era o momento certo. – Me de sua espada. Você sabe que só eu serei capaz de te salvar! – a menina hesitou por um momento, mas depois de ver seu outro irmão em apuros, ela rapidamente cortou as cordas que prendiam Bóris e lhe entregou sua espada. O garoto levantou-se meio desengonçado, devido flecha que ainda estava cravada em sua perna. Aquele não era a melhor forma de lutar, mas se arrancasse o objeto fora, as chances de sofrer uma hemorragia eram enormes. Assoviando, BJ chamou a atenção da criatura que começou a correr em disparada em direção a ele. Agora, tendo outra perspectiva da batalha, o jovem percebeu que o animal era muito mais rápido. Tão rápido, que por pouco ele não conseguiu escapar da sua investida.

No último minuto Gallagher escapou, mas sua perna machucada não parecia fazer parte do seu corpo, e acabou lhe traindo, fazendo com que ele pisasse em falso e caísse. Para seu azar, a ponta da flecha bateu no chão e se rompeu, mas antes disso a força do impacto moveu o objeto um pouco para o lado, fazendo Bóris ficar tonto devido à intensidade da dor. Mas o garoto já tinha alguma experiência em lutas, e rapidamente usou as forças que tinha para se levantar, pois o porco vinha violento em sua direção. Dessa vez o menino estava mais vacinado, e conseguiu esquivar corretamente, aproveitando para fazer duas perfurações na lateral do bicho. Apesar de grunhir, o Javali parecia nem ter sido afetado e veio novamente para cima de Bóris. O garoto queria tentar degolar o animal, e por isso se esquivou e concentrou o máximo de força no golpe.  Infelizmente a lâmina mal afiada, aliado a velocidade da criatura fez com que BJ acertasse as costas do porco, deixando a espada presa no lugar do ataque. O Javali continuou agitado, mas agora suas duas patas traseiras estavam completamente mortas. Bóris sorriu com a ideia de ter deixado a criatura paralitica. Mesmo assim ele estava sem armas e o bicho ainda parecia interessado na luta. Coxeando, BJ conseguiu ir até um lugar onde algumas facas estavam alocadas, e sentiu como se estivesse em uma tourada, tendo que se esquivar e fincar uma das armas no animal repetidas vezes. Finalmente o bicho começou a cambalear e caiu no chão. Ele deu ainda umas bufadas, até que finalmente ficou em silencio. Bóris afagou a cabeça da criatura e fechou seus olhos – Foi uma boa luta amigão.

Ainda agachado, ele sentiu alguém apertando sua barriga. Pela primeira vez ele percebeu que tinha esquecido se totalmente de Annie e seus irmãos. Um deles ainda continuava no chão com a perna machucada, o outro estava encolhido de medo, mas tudo indicava que estava bem. A garota agora falava carinhosamente que Bóris era o herói dela, e como ela o amava. BJ deu um longo suspiro, e levantou, ficando de frente para Annie, que continuava agarrada em seu corpo. Se inclinando suavemente, ele a beijou. Um beijo intenso. Um beijo que quem olhasse de longe diria que havia paixão. Mas ao mesmo momento em que os lábios se tocavam, Bóris, com a mesma suavidade do beijo, enfiava a última faca que tinha em mãos na barriga da menina. Quando ele voltou a olhá-la, Gallagher pode ver os olhos arregalados de surpresa da moça. Aproximando-se do ouvido dela, ele falou sussurrante e docemente – Eu nunca vou te amar, garota estúpida. Ninguém é capaz de amar alguém como você! – BJ tocou no ombro de Annie e viu o corpo tombar. Ela ainda respirava, mas estava totalmente apagada. O irmão dela, que estava com os olhos assustados, simplesmente saiu correndo quando viu o que Bóris tinha acabado de fazer, deixando seu gêmeo machucado totalmente sozinho. O jovem pegou uma das facas que antes estavam no Javali e se aproximou do filho do Deus Eros.

O garoto estava no chão e tentou fugir andando para trás, mas bateu numa árvore. BJ olhou o ferimento – Outch! Isso deve estar doendo! Como é o seu nome? – o menino respondeu que era John – Sabe, quando um animal tem um ferimento desses, geralmente é necessário amputar a perna! – Bóris passou suavemente sua faca em cima do machucado, cortando um pedaço da calça e da pele do garoto que ainda estavam intactos. Ele estava realmente tentado a fazer um corte mais fundo, mas um trovão explodiu no céu e uma estrela gigantesca e luminosa apareceu! – Droga! Por quanto tempo eu dormi? – O garoto respondeu que Bóris estivera apagado por 18 horas. A estrela tinha sido um sinal combinado pelos instrutores para avisar quando a atividade tinha acabado. Levantando-se, BJ começou a procurar por um pedaço de madeira ainda seco – Sabe Johnny... Posso te chamar de Johnny né? – O menino não respondeu. Bóris ficou em silêncio analisando um galho que tinha encontrado – PERFEITO! – ele caminhou até a fogueira, e levou a madeira ao fogo. – Sabe Johnny, existe um boato por aí, que diz que tanto mortais, como semideuses e até mesmo os deuses são capazes de se apaixonar. Entretanto os filhos do Cupido são os únicos que conseguem suportar o fogo da paixão...  – Bóris sorriu e apontou o pedaço de pau que começava a queimar para Annie – Se nós vamos pegar como exemplo a sua irmã, esse boato é BEEEM falso... – Finalmente Bóris tinha uma tocha na mão – Já que vocês não são capazes de fugir do “fogo da paixão”, vamos ver como vocês lidam com o fogo normal, está bem? – BJ caminhou até as barracas, até o varal com roupas, e ateou fogo em tudo que se mostrasse inflamável, deixando salvo apenas as coisas que poderiam ser úteis. Se despedindo simpaticamente de Johnny, que estava em meio a um princípio de incêndio, Bóris seguiu a estrela que o levaria para fora da floresta. A viagem demorou pouco tempo, e rapidamente ele já estava indo rua a enfermaria para tratar da sua perna.

Obs: Desculpe se estiver muito grande. As vezes eu me empolgo demais! :p




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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Liam Donati Miller em Sex 15 Ago 2014 - 14:00




Era difícil definir que tipo de treino era aquele. Liam inicialmente pensou que poderia ser um treinamento de alguma arma diferente, depois passou a acreditar que se basearia em um combate a monstro, mas ainda era muito superficial definir aquilo. Só restava acreditar que o exercício desenvolveria as técnicas de estratégia dos que participariam daquela loucura. O filho de Hades e mais cinco campistas, tinham sido colocados dentro de um navio. O objetivo era navegar pelas águas que ainda compunham o acampamento meio-sangue, e caçar uma gigantesca serpente-marinha. Para azar, nenhum dos tripulantes era filho de Poseidon, além de que ninguém se dava muito bem no mar, e tinha habilidade em navegação. – Não quero saber! Eu não vou subir nesse negócio!... Me colocaram nessa porcaria de atividade só pra me sacanear. Eu não gosto de barcos... Eu também tenho medo de altura, então eu não vou ficar nesse treco! – Liam tentava argumentar com o capitão que queria colocá-lo no... No... Eu não sei como se chama. É tipo um “coiso” redondo, que fica em cima de um mastro e geralmente nos filmes as pessoas ficam ali olhando com uma luneta e gritando “terra a vista”. Enfim... O garoto tanto resmungou e bateu o pé, que o tal capitão, um filho de Apolo que era tão perdido com navegação quanto um... Sei lá, um camelo ou criatura acostumada a viver no deserto, lhe deu a melhor posição do navio: “o manejador de arpões”. Na realidade Liam só conseguiu o posto por ser chato demais. A atividade já estava meia hora atrasada por causa das brigas internas, então os tripulantes acabaram aceitando coisas que não queriam para poder finalmente partir e terminar a tarefa o quanto antes.

Quando o navio em fim se pôs em movimento (não me pergunte como) o filho de Hades sentiu seu estômago reclamar – Isso não vai acabar bem! – apesar de estar lutando contra seu próprio corpo, Liam respirou fundo inúmeras vezes para tentar inibir a refeição que teimava em tentar subir pela sua garganta e caminhou até onde estavam as armas. O sistema parecia ser bastante moderno, tanto que o rapaz teve que lutar para aprender a como carregar os lançadores de arpão e consequentemente como atirar. O jovem já tinha visto aquele tipo de equipamento em documentários de caça as baleias, mas geralmente quando se caçava os mamíferos, as armas estavam ligadas por uma corrente, para justamente conseguir puxar a carcaça do animal morto. Entretanto nessa atividade, Liam percebeu que os arpões estavam completamente avulsos, de maneira que no momento em que fossem lançados, se perderiam para sempre. Era bem provável que o motivo para isso era o fato de que os campistas não precisavam carregar a serpente-marinha depois de matá-la, além de prevenir que o navio fosse puxado pela força da criatura. Liam tentou distrair sua mente (e sua barriga) arrumando as armas de uma maneira que ficasse mais cômoda, além de carregar todos os lança-arpões, que eram cinco no total, que estavam totalmente sobre a sua supervisão. Quando o trabalho finalmente acabou, ele sentou-se no chão do navio e viu que haviam se passado apenas 30 minutos. – Droga! Eu pensei que já estávamos a tempo no mar! – da cabine, o capitão concordou. Liam conseguia ver apenas o filho de Apolo, já os outros tripulantes tinham simplesmente desaparecido de sua vista. – Onde está todo mundo? – Ele gritou, mas antes que pudesse ouvir alguma responda a embarcação tremeu.

O garoto havia imaginado que eles tinham batido em alguma criatura, ou talvez em uma pedra. O capitão colocou a cabeça para fora da janela e mandou que ele fosse checar. Liam olhou em todas as extremidades do navio, mas não havia sinal de nenhum objeto. O barco ligou seus motores e seguiu em frente, mas mais uma vez algo fez com que eles batessem. Era um milagre a embarcação ainda não apresentar nenhuma ruptura. Dessa vez, Liam estava prestando a atenção na hora da batida. Fazendo um sinal para que o filho de Apolo não voltasse a ligar os motores, o rapaz subiu na proa do navio e se jogou para frente como se fosse dar um mergulho na água. Nos primeiros momentos seu corpo ficou no ar normalmente, mas poucos segundos depois Liam bateu em uma espécie de parede invisível que fez com que ele fosse arremessado de volta para o barco. A pancada foi tão forte que ele voou em direção à cabine do capitão e estraçalhou o vidro. Por sorte, nenhum pedaço cortou sua pele. – Acho que deu para perceber que tem alguma força que nos impede de continuar – Liam falou debochadamente para o garoto que lhe olhava de forma assustada. Os dois passaram um tempo tentando entender o que havia acontecido, tanto que os outros tripulantes se juntaram a eles e criaram teorias. A mais aceita no final das contas, era que ali devia ser um limite do acampamento, e que talvez a parede estivesse naquele lugar para impedir que os campistas fugissem com o navio. Dito isso, demorou mais alguns minutos até que o grupo conseguisse dar a volta com a embarcação e seguir para outra rota. Entretanto, quanto tudo parecia estar funcionando relativamente bem, o objeto da procura da equipe resolveu dar o ar da graça.

A serpente-marinha achou que era uma boa ideia dar as boas-vindas dando uma cabeçada no barco, que fez com que eles recuassem de volta para a parede invisível. Liam avaliou suas chances e viu que a coisa estava bastante feia. Agora, o grupo estava prensado entre uma força que impedia que fossem para trás e bem a sua frente, um mostro gigantesco estava com uma enorme vontade de devorá-los. – Não tem como fugir para os lados? – o filho de Hades perguntou para o capitão que estava paralisado de pavor, mas o pouco que o garotinho conseguiu falar foi que não havia espaço para virar o navio para outras direções – Bom, então teremos que lutar! – correndo para onde os arpões estavam, Liam mirou na criatura e começou a atirar na serpente. Apesar de sua enorme velocidade para manusear cinco armas, sozinho, e de uma mira invejável, o monstro parecia ter sua pele revestida com uma grossa camada de metal, pois tudo batia nela e ia para a água sem causar nenhum dano. O garoto tentou ignorar o fato e continuou a carregar e atirar, mas tudo sem sucesso. Ele até tinha começado a mirar nos olhos e na boca da serpente, mas era mais difícil de acertar e também não parecia surtir efeito. O monstro continuava parado, levando os tiros no lombo como se estivesse debochando dos semideuses. Enquanto Liam voltava a carregar, uma garota surgiu ao lado. Ela era uma das tripulantes, mas ele não sabia como ela havia aparecido ali sem ser notada. A menina falou que Liam tinha que atirar na parte de baixo do monstro, na barriga, pois era ali que ficava o lugar vulnerável – Hum, como um caranguejo gigan... – antes que ele pudesse terminar a pergunta, a jovem já tinha desaparecido - ...te!... Um pouco de ajuda não faria mal. – Liam resmungou para si mesmo, no momento em que voltava a mirar no bicho.

De qualquer modo, por mais que tentasse, era impossível conseguir acertar a criatura. Sua posição era desfavorável e grande parte de sua barriga estava escondida dentro do mar. – Nós precisamos avançar! Vá em direção da serpente! – o garoto ordenou para o seu capitão. O menino abriu os olhos, apavorado, e disse que era uma má ideia – Eu sei que é, mas precisamos fazer ela se levantar! Confie em mim! – a verdade era que nem Liam confiava nele mesmo, mas a adrenalina estava fazendo com que ficasse insanamente corajoso. Apesar de não estar confortável com a ação, o capitão fez o barco andar. A cria de Hades segurava um dos lança-arpões firme e concentradamente. Ele teria uma chance para acertar o tiro e fazer a criatura recuar. À medida que o navio avançava, a criatura começava a mostrar toda sua magnitude. Anteriormente o grupo não estava tão longe dela, mas parecia que a cada metro que navegavam, a serpente crescia uns vinte metros em resposta. Liam tinha a sensação de que o tempo tinha diminuído e todo o ambiente dava a impressão de que ele estava em uma cena de filme hollywoodiano, onde as câmeras mostram o momento em câmera lenta e uma música heroica tocava no fundo. Entretanto tudo deu errado. No momento em que a criatura se levantou totalmente e deixou a mostra sua gigantesca barriga branca, Liam se lembrou de que enjoava no mar. Parecia que o tempo desacelerado tinha lhe proporcionado a oportunidade de pensar demais. Ele até chegou a apertar o gatilho e o arpão voou, mas naquele exato momento ele vomitou, e o ato fez com que ele mirasse a  arma para o horizonte, fazendo ela zunir ao lado da criatura, mas não acertá-la. O monstro fez o natural: Jogou todo o seu peso em cima do barco, o fazendo rachar em dois.

Liam foi arremessado com força contra o mastro do navio, e ainda teve que se esquivar de um arpão assassino que vinha em sua direção. Quem havia lançado ele, o garoto não sabia. Na melhor das hipóteses havia sido o balanço da embarcação, mas o jovem não pode deixar de desconfiar, já que a arma vinha certinha de encontro com seu rosto. Agarrando dois arpões que estavam ao seu lado, o garoto fez esforço para conseguir se manter em pé na extremidade do barco que ainda não tinha afundado, ele ainda conseguir pescar com o cabo da arma um coleta salva vidas que havia aparecido do nada, e agarrando o objeto firmemente contra o peito, ele pulou no mar. A tática deu certo, já que seu corpo começou a flutuar pelas águas, mas em compensação, Liam precisava fazer um esforço físico gigante para conseguir ficar reto e estável para não afundar. A serpente-marinha ainda estava distraída com o navio, e o garoto não conseguiu avistar nenhum dos seus companheiros por perto. Apesar de não gostar da ideia, o rapaz resolveu que não podia deixar o monstro a solta, pois eliminá-lo havia sido a atividade incumbida a Liam. Além do mais, tinha sido culpa dele o barco ser destruído. Mergulhando, o garoto fez esforço para nadar, mas não era fácil tendo que carregar dois arpões. Lutando também contra o impacto que o monstro causava na água, Liam enfim conseguiu se posicionar em frente para a barriga da criatura. Usando todas as formas que ainda restavam em seu corpo, ele cravou as duas armas no monstro.

Por um momento, Liam teve receio que a serpente nem havia sentido o golpe, mas logo ela começou a se chacoalhar furiosa e com dor. Naquele momento o semideus sabia que era preciso muito mais para matar um animal daquele porte, e que o ato estúpido iria condenar a morte. Impossibilitado de escapar sem levar uma paulada, o garoto se agarrou na cauda do monstro. Esse era o meio mais rápido de ir para a superfície antes que o ar se esvaísse de seus pulmões. Num primeiro momento a serpente içou Liam para fora do mar, o que fez com que o rapaz conseguisse respirar, mas logo ele já estava de volta para a água, já que a velocidade que o bicho se mexia era muito grande para ele conseguir saltar. A sua sorte, se é que pode ser chamado de sorte, é que no momento em que a serpente sentiu que algo estava em sua calda, ela tentou se livrar de Liam a todo o momento, e isso fez com que a criatura partisse em velocidade rumo à costa. Enquanto ela avançava, o filho de Hades podia perceber um rastro de sangue prateado sendo deixado no mar, além do monstro começar a ficar mais lento. Aproveitando a deixa, o jovem soltou suas mãos e esperou que a física fizesse o resto. Não demorou muito para que ele fosse arremessado na água, e seu corpo flutuasse em direção a areia. O impacto, aliado com o cansaço que o jovem sentia fez com que seus membros fossem ficando dormentes, e sua visão foi escurecendo, até ele finalmente apagar.

No momento em que voltou a abrir os olhos, Liam teve a impressão que tinha voltado ao acampamento, pois geralmente era isso que acontecia quando ele desmaiava. Era só ele apagar em algum treino, que rapidamente ele acordava na enfermaria. Entretanto dessa vez foi diferente. Antes que pudesse analisar a situação, o garoto sentiu um forte golpe em suas costelas. Apesar de tudo estar extremamente confuso, o rapaz conseguiu notar que os campistas que tinham sido seus companheiros de embarcação, estavam todos bem, mas em compensação aproveitaram para se vingar e socá-lo, e chutá-lo, o máximo que podiam. O espancamento fez com que mais uma vez o garoto apagasse. Quando ele acordou novamente, ele continuava deitado na areia da praia, porém o dia havia ido embora, deixando para trás um céu escuro e coberto de nuvens cinzentas. Seu corpo estava totalmente dolorido, mas com esforço ele conseguiu se levantar. Olhando para o mar, ele conseguiu avistar uma enorme serpente flutuando, ou pelo menos parecia uma. No primeiro momento, Liam acreditou que ela estava morta, mas se isso realmente tivesse acontecido, a criatura teria se dissolvido. Olhando ao redor, o jovem percebeu que estava sozinho. Seus “companheiros” haviam o deixado para trás. Ele não estava totalmente irritado, afinal, por um erro bobo que cometera todos haviam sido prejudicados. Lentamente, o rapaz rumou de volta para o acampamento.




 100 X P + 10 Dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50 .-.

Deméter — Após ler a descrição do barco como "o coiso", tive que dar 100. Brincadeira, você escreve muito bem e foi divertido de se ler. Parabéns, campista!
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Qua 3 Set 2014 - 23:47

Heavy Metal


A rotina no acampamento já estava começando a se estabilizar. Finalmente para mim estava tudo perfeito ou quase tudo. Mesmo assim os treinos diários que eram constantes poderia deixar qualquer um morto. Mas mesmo assim eu continuava a insistir em melhorar minhas habilidades de semideusa e aprender novas praticas de sobrevivência. Sabe de uma coisa? Ser uma semideusa não é uma coisa muito ruim. Sair da rotina pra mim sempre foi algo considerado gratificante. O dia hoje seria puxado. Uma boa parte dos campistas estavam se posicionando na Arena para mas um dia de treino. Tinha acordado tarde então estava com energias de sobra para gastar. Na trilha partindo para arena  o sol de tarde cintilava e uma brisa fresca pairava sobre o ar voando contra meu rosto. Chegando na arena estava disposta a fazer algo que gastasse o meu tempo. Fiquei parada sobre os outros campistas que conversavam e estavam se alocando. O caro instrutor com sua expressão sempre severa estava rindo, algo que podia ser meio estranho se parássemos para pensar por uns minutos. — Você, você e você aí de gorro. — Ele apontava para os campistas que se posicionavam logo a esquerda. Falava em um tom alto e grave para que eles pudessem ouvir com clareza o que ele propôs a dizer. — Quero que vocês formem duplas! — Levantei o olhar e o fitei com uma cara de quem não quer nada. Mesmo estando disposta a enfrentar qualquer coisa, pois meu corpo parecia ter vontade própria. Estava totalmente afim de destroçar algo. Mas mentalmente, minha cabeça estava mastigando pensamentos e memórias, querendo explodir. — O garota, venha aqui! — Viajei por dois segundos, depois percebi que ele me encarava. Caminhei até o instrutor pairado a cinco passos a minha frente. — Tudo bem, olhe estou disposta a qualquer atividade que me couber. — Ele me analisou por uma leve fração de segundos, depois partiu caminhando em passos rápidos. Obviamente ele era daquele tipo de cara que falava algo sem precisar dizer para fazer tal coisa. Só sua expressão já dizia tudo. Segui ele logo em seguida firmemente, chegando mais perto pude perceber algo que me deixava meio confusa logo exaltei o meu olhar de curiosidade. — Bem. Aqui está três autômatos e eu quero que você enfrente os três. Atrás de um deles a algo que você talvez precisaria em alguma missão. Para pegar é só aniquilar todos eles. — O cara não demorou muito logo depois que falou bateu em retirado ao lado ao contrário sem mais, nem menos. Fitei os robôs com uma leve dúvida que pipocava em minha mente. Tá legal matar os três. Pegar a suposta coisa que eu necessitaria e fim. Na minha mente parecia fácil, mas na prática era um problema. Não pensei mas sobre isso, só queria acabar logo com aquilo. 

Peguei uma espada na mesa com a toalha de um roxo vinho e voltei a encarar os autômatos. Logo pensei, como eu ligo isso. Após essas quatro palavrinhas parecia que ele sabia o que tinha acabado de dizer. Ele se estabilizou no chão como se estivesse de pé e em seguida acendeu. Está bem, é só um robô idiota, vamos nessa. Dei dois passos para a lateral e dei uma olhada em suas costas. Não havia nada. Então pensei, são três, deve está atrás do último que por acaso era parcialmente maior do que os demais. Tentei não pensar nisso. Quando notei o robô estava com uma espada disposta em seu braço direito, mas era bem menor que a que eu segurava a esquerda. Ele elevou e partiu pra cima de mim, pensei que ele só estava se movimentando mas aquilo foi realmente intencional. Em seguida ele deu uma investida que me fez cambalear para trás. Sua velocidade era rápida, mas bem dominável. Andei de volta a frente e raspei a espada em sua carcaça de metal. Isso parecia fazer ele ficar mais disposto. Ele veio para cima com velocidade total e sua espada colidiu com a minta. As espadas pareciam faiscar, mas achei que era uma leve impressão. Continuei na guarda afim de esperar algum golpe dele e fiquei sem respostas. O único jeito era eu partir para cima e tentar desligar aquela coisa. Parecia que ele lia mente, logo andou em uma velocidade de uma motocicleta e riscou a espada no ar. Chega de bobeiras, agora é sério. Elevei a espada ao ar e por sorte não era tão pesada, mas bem resistente. Dei um giro a direita do robô que estava rodopiando a cabeça afim de pegar meus movimentos e então ele veio da direita para esquerda criando um zigue-zagues então riscou meu pé. Sem reviravoltas resolvi me arriscar. Dei um salto bem do seu lado, elevei a espada e dei um giro de 120° C, que cortou o seu braço esquerdo como se fosse de borracha. — Isso! — Dei um grito, mas preferiria ficar calada. O segundo autômato se revirava. Entendi tudo, a cada um que ficava fraco seu sucessor sempre iria defende-lo. Era sempre assim em histórias de filme, como não pensei nisso antes. Um padrão. Isso me deixou mais elétrica e excitante. Corri com a espada riscando o piso da arena e me agachei. Por pouco não perdi a cabeça. Ele fez a espada dele riscar o ar como um circulo. Me levantei novamente e fui atacar seu outro braço, o com a espada. Em seguida enfiei a espada totalmente afiada em seu ombro direito fazendo ele cair no chão com um leve baque.

Enquanto me virei de costas para assistir o duelo dos outros campistas o segundo autômato estava posto atrás de mim. Sua espada era ainda maior, era praticamente do mesmo tamanho da que estava presa na minha mão. Me virei e olhei friamente para ele. Ele deu uma investida tão rápido que não pude nem pensar. Me virei paro o seu lado oposto e corri para examinar suas costas. Não havia nada, só mais metal sobre metal. Ele parecia me seguir. Veio atrás de mim, sabia que agora não haveria tempo para preliminares. Investir e atacar e vise versa. — Droga! Seu filho de uma lata velha, isso arde. — Fitei ele seriamente fui para cima. Lembrei do que os Filhos de Ares sempre diziam. Canse seu oponente e ache seu ponto mais permeável. Mas como eu iria cansar uma alta de metal? Levantei o rosto e girei a espada em meu pulso, fiquei surpresa com aquele movimento mais como dizem. Seus reflexos ficam cada vez mais apurados, o instinto de batalha em suas veias. Corri sobre o robô idiota e risquei sua lata que fez um barulho de ferro colidido. Sem pensar duas vezes me joguei para trás. O autômato correu em minha direção com a espada totalmente disposta sobre seu peito, reta e pronta para enfiar em alguém. Esses robôs eram realmente uma pedra no sapato. Mas não seriam piores que os monstros que estavam lá fora procurando uma brecha. Dei um mergulho sobre o chão e virei para a esquerda. Levantei correndo e dei um forte corte em sua lataria bem perto da cintura. Foi tão forte que fez um estrago bem feio. Essa era a hora, ele deu sua investida fatal que colidiu com a minha espada. Ele cortava ela contra o ar, e eu fazia o mesmo. Não tinha pausa era, ele, eu, ele, eu e vise versa. Estava cansada, queria aniquilar logo ele bem na fuça. Após sue último corte, desviei de um, mas foi tarde de mais. Sua lâmina cerrou bem na minha bochecha esquerda, aquilo ardeu como se alguém tivesse jogado um ácido. Fiquei enfurecida e cansei daquela brincadeira de vai e vem. Corri sobre sua carcaça de metal quase do meu tamanho e finquei a espada sobre suas costas descendo como se estivesse presso em uma rocha e estivesse sedendo. E buuum! Ele caiu de cara no chão. Um sorriso se estabeleceu em minha face. Passei o cotovelo sobre a testa e limpei o suor. O tempo passava e o sol diminuía cada vez mais da arena. Me virei para trás e vi que só faltava só mais um. O Alfa. O maior deles estava disposto a minha frente. Mastiguei em minha mente. Agora a coisa ficou séria. 

A sensação era penetrante. Quase igual ficar frente a frente com a Dracaenae. Mesmo sabendo que existia monstros piores do que aquela mulher cobra. Não tive tempo nem de pensar em mas nada. O último autômato estava frente a frente, sua lataria cintilava e eu nem precisaria olhar atrás dele. Tinha certeza que tinha alguma coisa fincada em suas costas. O robô deu seu primeiro passo. Indaguei em seco e segurei a espada com a maior firmeza que pude. Falei em alto e bom tom.— Você quer brincar? Então vamos brincar. — Queria acabar logo com isso. Firmei meu pé direito a sua frente, e o autômato não se moveu, achei que seria uma boa chance de enfiar a lâmina em seu peito. Corri e elevei a espada com a maior vontade que encontrei. Ele elevou a dele e nossas lâminas se colidiram tão forte que me fez rolar para trás. Ele parecia ser feito de metal com ferro. Só faltava só mais esse para eu descansar e voltar para a cama do Chalé. Sem mas delongas. Corri para esquerda tentando desviar se seus golpes. Ele andava e investia cortando o ar. Antes o ar, do que minha cabeça. Firmei minha guarda quando ele veio para cima, dei um risco no seu corpo. Sabia que não daria em nada, mas é melhor tentar do que nada. Sabia que teria que me esforçar mais se quisesse terminar com aquilo logo. Pensei comigo mesma. Estava disposta a largar tudo, mas a satisfação sempre era gratificante pra qualquer semideus recém chegado ao Acampamento. Não demorou muito para a coisa toda piorar. Ele girava os punhos como alguém que gira a maçaneta de uma porta. Você não vai mais encostar essa espada em mim, nem em ninguém. Corri sobre o lado onde o sol pairava perto, havia um montinho de pedra. Subi naquilo mesmo, precisaria de uma tática as alturas. Alturas, aquela palavra martelou em minha cabeça. Vi que ele vinha em minha direção parecendo um rinoceronte faminto. Sem pensar em mas nada pulei em cima da mesa de artifícios de batalhas. Achei que aquilo daria em uma confusão tremenda mas eu precisava tentar algo. Minhas forças estavam quase esgotadas. E então saltei na carcaça de metal, era quente e escorregadia. Ainda bem que tinha colocado tênis naquela manhã. Ante derrapante. O robô percebeu que algo estava mais errado do que o normal. Ele girou, girou e balançou como se eu estivesse montada em cima de um touro. Estava escaço demais, sabia que despencaria no chão em pouquíssimos segundos. Firmei a espada nas minhas mãos e então com um giro maluco de 180° C tentei cortar a cabeça do autômato. Logo após a tentativa, a espada que cerrou sua lataria exalou umas faíscas que me fizeram perder o controle. Escorreguei pelas suas costas e caí no chão. O autômato se virou e viu sua maior chance. Elevou a palmilha de sua pé de fios e estava preste a esmagar meu rosto como uma torta. Vi debaixo que seu pé havia umas pequenas engrenagens, algo feito por Filhos de Hefesto. No mesmo piscar de olhos deslizei sobre suas pernas como se estivesse em um tobogã de um parque aquático. Seu braço se virou contra minha e sua lâmina rasgou a minha pele. A ardência foi tremenda que me fez caminhar para trás sem pensar em nada que bati com as costas na mesa. A dor era terrível, queria simplesmente encontrar um botão e desligar aquela coisa. Mas eles eram feito para atacar e machucar ou serem destruídos por total. Passei a mão sobre meu cotovelo que estava em lastimas. Cerrei meus dentes e me aloquei de pé. Com um gesto nada convencional o autômato me encarou de cima a baixo e correu para dar meu destino final. Fiquei parada, aquilo parecia uma loucura sem tamanho. Ele estava cada vez mas perto, seu olhar de ferro me encarava cada vez mais de perto. Continuei desposta sobre a mesa com uma cara de deboche. Quando ele estava prestes a me atingir senti que seu metal quente encostou na minha pele. Me agachei. Ele quebrou a mesa de artifícios em pedacinhos. Enquanto ele rolava vi que era a minha última chance de acabar com aquilo de vez. Esperei ele colidir com a tenda da arena. Me lembrei do incidente com a Dríade, fechei meu meu olho direito afim de arranjar uma mira e corri. Joguei a espada que cruzou o ar e atingiu a lataria bem na sua parte mais profunda da carcaça. Essa foi uma ótima jogada. A lâmina se impregnou e parecia estar bem firme dentro do robô que só deu pra ver o cabo de couro bordado. Um cheiro de ferrugem pairou sobre o ar. Aquilo foi a resposta final que eu queria. E olha que nem precisei arrancar sua cabeça. Acho que isso seria impossível.

Olhei ao meu redor e como sempre parecia que eu era sempre a última a derrotar algo ou alguém. O seu havia desaparecido, vi que já tinha escurecido pois as tochas e arandelas estavam acessas e cintilavam no céu azul de um profundo sem tamanho. Me virei contra o terceiro autômato com um sorriso idiota nos lábios. Andei firmemente até ele e me ajoelhei. O cheiro era insuportável. Enfiei minha mão sobre uma parte da sua couraça. Estava difícil, mas mesmo assim puxei com força algo que parecia ser feito de pedra. Examinei aquilo com clareza. Parecia uma necessaire média, foi uma surpresa. Abri ela, seu feche era de um dourado vivo, parecia ouro. Puxei a primeira coisa que veio em minha mão. Um carta, uma espécie de pergaminho grego. Li em meus pensamentos o que a carta dizia. Não me surpreendi com a arrogância das palavras. Descartei pro lado sem hesitar. Puxei mas uma coisa de dentro, era uma sacola de papel e dentro havia desposto pequenos Dracmas de Ouro, coisa que era surpresa pra mim ainda e também uns dólares. Juntei tudo mas sem querer deixei cair um frasco com ambrosia. Fechei-a. Sai da arena com passos rápidos. Caminhando pela trilha vi vários campistas sentados na porta de seus chalés. Aquela cena me deu um pouco de inveja. Eles riam e conversavam. Acho que fazer parte de um lugar e ter meio-irmãos era uma coisa espetacular. Sim, infelizmente eu ainda era a indefinida do acampamento, a não reclamada. Chegando quase perto da porta do Chalé de Hermes me deparei com uma menina. Subi os degraus e ela argumentou. — Mas um dia difícil? — Ela havia me examinado da cabeça aos pés. — Um pouquinho. — Disse isso para parecer mas forte, mas a verdade era que eu estava exausta. Ela tirou seu foco de mim, seu rosto estava elevado e ela estava reparando algo bem mais a frente. — Eles comentam muito sobre você. — Enquanto ela falava, me virei para ver do que ela estava falando. Havia uns cinco campistas aos murmúrios a uns sete passos da escada do Chalé. Sabia que nas horas vagas, os hobbies preferidos de alguns campistas era falar sobre a vida alheia. Aonde quer que você vá, sempre a alguém para apontar. — Tenho certeza, estão querendo saber de quem você é filha. — Sabia exatamente que era isso. Quando se é uma não reclamada, todos do acampamento ficam dias cochichando sobre você deduzindo pela aparência e aspecto de quem você seria filho. Subi os outros degraus da escada do deck e me sentei bem perto da garota. Provavelmente uma Filha de Hermes. — Eu realmente, realmente mesmo queria não me importar com isso. Mas esse assunto atormenta qualquer um, ainda mas a mim. Fico aqui vendo os dias passar nesse Chalé que sinto que não faço parte. Sem querer ofender. — Ela revirou os olhos e assentiu. Suspirei fundo. Realmente isso estava me corroendo por dentro me fazia pensar com quem minha mão tivesse se envolvido. Viajei por um segundo depois voltei ao foco. Olhei o céu estrelado, ás estrelas brilhavam como diamantes e me levantei. Adentrei ao chalé sem olhar para trás.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Qua 24 Set 2014 - 15:33

The enemy lives next side


Ô, Illadore! Da pra apressar esse passo? — Serena, outra indefinida gritava pelo chalé. Naquela tarde, tinhamos combinado de ir Treinar Estratégias. E eu que não era muito boa nesse quesito, meu ânimo estava a -10°C abaixo de zero. Mesmo assim naquele impasse de ir ou não ir. Enquanto estava de pé em frente ao um espelho na parede do Chalé de Hermes. Separava as mechas para o lado com devaneios estampado no rosto. Eu não sei porque. Mas tenho uma leve impressão de que meu Progenitor, não está ligando a mínima possível. Nesses dias, vi novamente semideuses que acabaram de chegar já sendo reclamados perante o calor da fogueira. Pra mim, a desculpa era sempre a mesma. ''Semideuses mais novos estão sendo reclamados por causa da nova regra'' Fazer o quê né. O único jeito, é esperar pra ver o que acontece. Já se passava quase um mês. E eu ainda era apontada por uns e outros como a indefinida. Eu como sempre, não dava o braço a torcer nem por um decreto. E fingia mostrar que não estava nem aí. Quando na realidade estava me corroendo por dentro. Tentava não arranjar confusão atoa por coisas bobas no Acampamento. Focava principalmente nos treinos. Melhorar minhas habilidades e aquela ladainha de sempre. Terminando a trança, voltei a me olhar no espelho. Dessa vez me analisava direito. Caminhei até a mesinha de cabeceira ao lado da cama. A necessaire estava jogava sobre o tampo. Peguei na base e voltei ao encontro do espelho de forma oval. Enquanto aplicava houvia a barulheira que se concentrava logo a fora. Curiosa, como sou. Andei até a janela do chalé. Vi alguns campistas indo em direção a floresta. Ou estavam caçando algum monstro ou então era treino. Serena encontrou correndo pela porta e logo me encontrou. Já está pronta? Vamos jogar Caça a Bandeira. — Ela me analisava como se fosse uma jurada de algum concurso. Andei até a mesa e depositei o frasco. — Já estou sim, só vou guardar isso aqui. — Enquanto estava inclinada diante da mesinha e de costas para a menina. Dava para sentir sua inquietude. Peguei no Lip Balm, e passei nos lábios. Me virei encarando Serena. — Caça a Bandeira, é? — Pelo o que eu sabia a respeito, a última partida desse jogo, foi bem antes da minha chegada. Tinha havido um pequeno desentendido. Andava logo após da garota que estava uns três passos a minha frente. Ela estava tão animada, isso tava na cara.

Chegando na Floresta. Estava rodeada de campistas. Quíron, o próprio. Estava ministrando tudo. Heróis! O dia está ótimo para uma partida, não é mesmo? Pois bem, a maioria de vocês já sabem como funciona. — Todos olhavam o centauro enquanto ele saia do centro. Os campistas estavam se dividindo em dois grupos. Outros distribuíam elmos, uns eram vermelhos e outros eram azuis. Estavam nos dividindo em grupos e eu parei no azul, enquanto via Serena com o elmo vermelho. Ela acenou para mim. Assenti, e me virei paro os demais campistas de elmos azuis, ou seja. Eramos uma equipe. Analisando ao redor, o grupo vermelho havia garotos que eu já tinha visto uma prévia de suas habilidades com uma espada. Aquilo deixava uma leve camada de insegurança no ar. E para as garotas? Carrancudas e outras baixinhas, mas suas expressões eram sérias. Tentei não levar aquilo tão a sério. Ei, garota! Pegue aqui uma armadura e uma espada. — Um dos garotos da minha equipe auxiliava os demais do grupo pedindo para pegar as armas para a partida. Segurei no colete. Quase larguei ali o mesmo, mas hesitei. Já tinha usado um desses antes, mas pelo que me lembro não eram tão pesados. Era o protocolo, usa um desses, ou vá fazer uma pequena visita a Enfermaria. Levantei os ombos posicionando o colete do melhor jeito possível. O grupo vermelho já estava quase todo organizado. Eles estavam conversando elaborando alguma estratégia. Virei o rosto, olhando para minha equipe.Illadore, né? Junta aqui. — Um dos garotos me chamava para se juntar aos demais. Havia poucas garotas no meu grupo. Os garotos estavam aos cochichos bolando alguma maneira de capturar a bandeira. Um deles, dava as instruções aos demais. Garota, você vem comigo encontrar a bandeira. — Caminhei na sua direção. Já que é sua primeira partida quero que veja tudo de perto. — Ele falava enquanto apontava pra mim. Os demais do grupo se entreolhavam. Uns ficariam na defesa e outros no ataque. Pelo que havia ouvido do outro menino havia o chamado de Isaac. Vamos ao que interessa. Ele havia falado em voz alta enquanto andava para o começo da partida. E nós, é claro o seguimos.

Os grupos já estavam prontos, e só faltava o sinal para o início do partida. Guerreiros! Sei que vocês estão loucos para começar. Então chega de enrolação. — Proclamou Quíron. Enquanto assoava o sinal para começar. Os times estavam de lados opostos. E então foi uma correria. Um invadindo o campo do outro, meu time já havia se espalhado, apenas Isaac estava disposto ao meu lado. Segure firme na espada, e acerte o oponente que estiver no seu caminho. Não seja modesta, eu te vi na arena. — Isaac percorreu sobre a terra adentrando ao campo inimigo. Eu estava poucos centímetros atrás. Um garoto de elmo vermelho se chocou com ele. Ele impôs a espada ao ar, com a mão direita na esquerda deu um corte atingindo a perna do inimigo. O garoto ricocheteou cambaleando para o lado. Menos um, falava ele. Enquanto corríamos, não tão depressa, analisando bem o território. Dois campistas do time contra vieram ao nosso encontro. Eram grandes, mas não imbatíveis. Isaac me fitou com a expressão dura imposta no rosto. Depois nos viramos para os dois garotos. Eles nem hesitaram e cortaram o ao com a espada. Me agachei caindo para esquerda, enquanto Isaac ia para direita. Me virei levantando na terra e risquei minha espada da esquerda para direita enquanto o garoto a cortava com a sua. O garoto riu bem na minha cara, eu não entendi o motivo da risada, mas dei de ombros e juntei meus punhos um com o outro segurando o cabo da espada e cortando da esquerda para direita. A espada fez um corte enorme no braço do garoto, mas não foi tão profundo. Isaac brigava com o da direita, desviando de seus golpes. O garoto me olhou com raiva e ergueu sua espada, tentando me atingir. Por pouco ela quase não perfura meu peito, graças a deus o colete. Cambaleei para trás caindo com a bunda no chão. O garoto deu outra investida e eu me joguei para o lado. Me levantei tentando encontrar Isaac. Ele deu um giro em seguida chutou bem na barriga do outra garoto, mesmo ele estando de colete. Parece que funcionou. O inimigo ribombou caindo de costas. Isaac impôs sua espada em sua garganta. Na pior das hipóteses, não queria nem imaginar. Eles levam isso a sério demais. Illadore! Na sua esquerda! — Um dos garotos do meu time me alertava. Tinha voltado minha visão para Isaac que nem tinha percebido. Me virei, aquele garoto não largava do meu pé. Me agachei no mesmo segundo sentindo a lâmina deslizar sobre minha cabeça. Levantei, e fixei meu pé esquerdo na minha frente. O garoto veio com tudo com sua espada. Eu desviei seu golpe com a minha. Foi bem pesado desviar, havia segurado o cabo de mal jeito. E ficou nessa, ele via e investia a espada. Eu andava de costas desviando seus golpes. Isaac veio até a mim e contou baixou. Três segundos depois ele investiu sua espada que passou rente na panturrilha do garoto. Sem pensar duas vezes. Investi a espada contra sua mão fazendo a mesma cair no chão. — Vamos logo pegar essa coisa. O tempo tá passando. — Ao adentrar ainda mais no campo do adversário. Deu para ver campistas lutando freneticamente. Havia poucos da minha equipe. Isso não era um bom sinal. — Está bem. Descemos por ali e eliminamos aqueles dois. Assim teremos mais um de nós para caçar a bandeira. Depois seguimos mais pra dentro. Talvez esteja para lá. — Dava as instruções a Isaac rapidamente, estávamos sem tempo para ladainha. Logo a frente havia dois da equipe vermelha contra um dos nossos. Quando voltei a olha-lo. Isaac já estava descendo bem cauteloso por trás dos inimigos. Fui logo em seguida, tentando não fazer muito barulho. Isaac olhou para o garoto da nossa equipe. E então, deu um corte na panturrilha de um. Enquanto o outro virava para ele. O outro garoto do time investiu com a sua espada. Deduzi que eles dariam conta.

Enquanto caminhava mais a frente. Veio três do inimigo correndo em minha direção. Não havia visto nenhuma saída. Então, mergulhei de costas passando bem na fenda entre um deles. Me levantei do chão e segui mas a frente. — Vamos logo! — Gritei paro os dois rapazes da minha minha equipe e seguimos adiante. — Deve ser para lá que está a bandeira, ali é mais aberto e sem árvores. — Falei em tom alto enquanto caminhávamos rumo a céu aberto. Os dois concordaram, era típico a bandeira está localizada assim. Eu estava na ponta e o outro garoto na outra ponta. E Isaac no meio. Ele segurava firme o cabo da espada, ele havia largado o escudo a poucos metros atrás. Enquanto caminhávamos rapidamente sobre o local ele exclamou. Está quieto demais. — O outro garoto concordou. Eu também achava isso, mas fiquei na minha. Paramos bem diante a uma bifurcação feita com arbustos.É melhor irmos de esquerda. — O garoto falou em tom grave. O caminho era tentador. Só por que é mais bonito? Vamos de direita! — Entramos caminhando em passos rápidos. E do nada saiu dois campistas do inimigo. Um de cada lado. Suas espadas brilhavam quando o sol batia. Isaac me olhou, eu já sabia exatamente o que ele pensara. Quando demos um passo a frente, veio mais um no meio, era uma garota. Reconheci ela no mesmo momento. Era Serena. — É minha colega de Chalé — Falei bem baixo olhando para Isaac. Ele deixou escapulir um pequeno riso. Vou pegar leve com ela. — Ninguém falou mas nada. Isaac me olhou e falou. Agora! — Corremos em direção aos oponentes. Eles vieram ao nosso encontro. Os dois garotos investiram contra mim e Isaac. Enquanto o outro rapaz da nossa equipe lutava com Serena. Eles não eram simplesmente bons. Eram ótimos. Eu chegava a ficar sonsa com a habilidade deles. Só se houvia barulhos de espalhadas no ar. Não havia pausa alguma. Isaac investia seus melhores golpes, e quando digo melhores é porque eram golpes que eu não havia visto antes. Tentei da o melhor de mim. Estava com cortes nos braços que pingavam sangue no chão. Serena deu um golpe com seu escudo contra o outro garoto do nosso time. Eu me agachei. Me levantei no mesmo instante elevando minha espada ao ar. Estava com a mente exausta, mas meu corpo estava imponente. Dei um giro chutando a canela do garoto. Ele riscou sua espada no ar fazendo um corte no meu rosto. No meu rosto ninguém toca. Risquei minha espada ao ar. Ela deslizou bem no dorso da mão do rapaz. Fazendo o mesmo largar a espada no chão. Empurrei o mesmo no ombro fazendo o cambalear. Isaac estava totalmente incomunicável enquanto duelava com o outro. Serena estava firme com o outro garoto do meu time. — Nada pessoal Illadore. Mas aqui ninguém passa. — Enquanto ela falava dei um giro com a espada riscando seu braço. Ela estava confiante demais isso não me agradou. Pois bem. — Ela veio pra cima de mim, estávamos de igual pra igual. Ela se agachou com o meu golpe e levantou o escudo. Minha espada se chocou com ele. Ela se levantou se protegendo com o escudo. Eu estava sem, havia largado logo atrás. E não poderia pega-lo de volta. Ela vinha riscando o ar com a espada. Coisa que pensei que ela não faria. Não éramos muito chegada, mas falávamos de vez em quando. Isaac estava dando o seu melhor, enquanto o outro do meu time estava grunhido de dor. Serena não deu moleza pra ele. Fui pra cima dela fazendo ela recuar. Ela se posicionou e riscou sua espada que se chocou com a minha. Me virei pro lado. Dei um corte com a lâmina no seu braço, fazendo ela largar o escudo. Agora estávamos de igual pra igual realmente. Isaac dava uns chutes no garoto que se mostrava forte. No mesmo segundo que olhei para ele. Serena jogou sua espada. Impus a minha segurando firme. A força dela fazia eu me agachar. Cai no chão e me virei para o lado. Ela de pé jogou sua espada para cima de mim. Quase perfurou minha perna. É nessas horas que vimos quem é quem.

Me levantei. Caminhei em direção a ela enquanto a ponta da minha espada riscada o chão de terra. Ela veio com tudo. Investiu sua lâmina no ar. Me virei para esquerda e deslizei a espada sobre sua coxa. Ela passou os dedos sobre o corte. Estava com a mão suja de sangue. Ela me fitou com uma cara de deboche. E veio dando golpes em sequências. Eu me agachava, virava e investia. Tudo bem, devo admitir. Não devo subestimar mais ninguém. Elevei minha espada ao ar. Deslizei minha lâmina da esquerda pra direita. Serena defendeu meu golpe. E nesse mesmo segundo me virei a espada dela deslizou sobre meu braço me cortando profundamente. Dei uma agachada e estava de costas para ela. Sem pensar, chutei seu tronco. E então ela de virou com sua lâmina imponente sobre o ar. Deslizei minha espada, que pousou bem na sua mão.  A ponta furou a palma da mão de Serena. Ela mesmo assim, veio pra cima de mim com a espada firme, me virei e ela bateu no garoto que Isaac enfrentava. Ela caiu sentada. Então estiquei meu braço com a espada e coloquei bem abaixo da sua garganta. — Nada pessoal, sabe? — O outro garoto sem entender nada cambaleava e então Isaac deu um corte com a espada em seu braço esquerdo e retirou a espada da mão do mesmo.  Touché! — Gritou ele, com as duas espadas alocadas no garoto. — Ei! Levanta do chão e vá pegar a bandeira! — Gritei com o outro do nosso time. Ele se levantou andando devagar em busca da bandeira. Voltamos o mais rápido que pudemos com a bandeira em mãos. Talvez o outro time já tivesse capturado a nossa. Ou não. Chegando ao nosso campo. Levantamos a bandeira. Soltando um grito de guerra. O outro garoto do time vermelho veio correndo e gritando. Peguei a bandeira! — Uma garota da minha equipe falou. Aaah, cala a boca! Todos soltaram uma risada.

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por André Carvalho em Dom 28 Set 2014 - 13:56

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(treinando)

Eu ainda não tinha sido reclamado então decidi dar uma treinada para já ser reclamado sabendo algumas coisas, já tinha treinado arco e flecha e espada naquela manhã então havia ido descansar para treinar outra coisa. Assim que descansei fui até o campo de treinamento treinar um pouco de estrategia em batalha, agora que eu já estava bom com o arco achei que seria uma boa ideia ver modos de usar isso ao meu favor.


Assim que cheguei no campo de treinamento vi vários grupos e algumas pessoas separadas elaborando estrategias e correndo pelo campo cheio de arvores e obstáculos, então eu dei uma observada e pensei o que poderia fazer, então olhei para uma arvore bem alta e a ideia perfeita veio na minha cabeça, eu poderia subir nela com o arco e flecha e matar inimigos protegido sem que ninguém soubesse onde eu estava, então, determinado que minha técnica desse certo peguei o arco e muitas flechas e comecei a escalar a arvore, era bem difícil, já que era uma arvore grande, por um momento eu tive medo de cair, mas achei melhor ignorar o medo pois ele so me ajudaria a cair, então cheguei em um ponto onde conseguiria ficar sem riscos e onde eu tinha uma visão de vários bonecos, então me arrume de um modo que seria difícil eu me desequilibrar e cair, então, saquei meu arco e coloquei uma flecha nele e me preparei mirando no boneco que usava uma armadura completa, eu sabia que se estivesse em uma batalha de verdade não poderia errar pois chamaria muita atenção, portanto decidi tentar mirar em um local onde meu inimigo morreria na certa, já que o boneco estava protegido pela armadura mirei no rosto onde tinha uma brecha na testa, me concentrei e deixei meus dedos leves, e soltei, a flecha acertou bem no lugar então o boneco caio, eu fiquei muito feliz e dei um breve sorriso “esse acampamento vai ser mais legal do que eu esperava” olhei ao o outro boneco que estava sem armadura e pensei que seria mais fácil de acertar e mirei nele porém atire antes da mira estar precisa e acabei acertando a barriga, foi uma boa flecha porém poderia ter sido melhor então saquei outra flecha e dessa vez mirrei precisamente na cabeça dele e atirei, a flecha atravessou a cabeça do boneco e eu novamente dei um sorrisinho, então observei o ultimo soldado que dessa vez se movia, saquei o arco e fiquei mirando em um ponto fixo esperando o boneco ir até ele e quando o boneco se aproxima soltei a flecha que o acertou na perna, eu pensei “ok, eu estou indo bem foi um simples erro” então saquei outra flecha e mirei novamente mas um pouco mais acima, quando chegou o momento soltei e a flecha voou até a cabeça do boneco e eu pensei “eu sou muito bom nisso”





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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Adam Harris Treadwell em Seg 24 Nov 2014 - 0:01

O dia amanheceu no acampamento Meio-Sangue, nada agradável naquele lotado chalé de Hermes. Era apenas o meu segundo dia ali, mas eu já havia aprendido a odiar o local. Digo, não havia muito o que reclamar do acampamento em si, mas aquele chalé? Bem, eu definitivamente nunca quis tanto na vida uma carta ou um sinal qualquer de reconhecimento do meu pai. Eu estava cansado de ter que dividir os colchões no chão com outros campistas e de ouvir conversas a noite inteira de semideuses que não conseguiam dormir. Eu invejava os filhos de Hipnos e a dádiva que tinham de pegar no sono.
Eu fui acordado quando um grupo de campistas se levantaram para algumas das atividades matinais que o acampamento oferecia. Eu geralmente não me interessava por elas, mas quando ouvi um deles comentar ser algo como um combate de corpo a corpo, eu tive que sentir o interesse brotar. Me lembrei da minha conversa com Quiron sobre eu só poder deixar o acampamento quando eu aprendesse a me defender o suficiente para sobreviver fora das suas barreiras e eu definitivamente não faria isso dormindo até o meio dia e depois passando o dia em algum canto do lugar. Eu tinha que fazer algo e talvez isso até mesmo acelerasse o processo de reclamação por meu pai, seja lá quem ele fosse.
Vesti uma camisa laranja do acampamento e segui o fluxo em direção à Arena. O lugar era simplesmente enorme e estava extremamente cheio para um horário de manhã, coisa que fez com que eu me sentisse mais preguiçoso e estúpido ainda. Eu não sabia o que estava fazendo ali e nem mesmo o que esperava por mim, mas eu me forcei a continuar de pé, observando todos os rostos em volta que pareciam conversar ou combinar algo. Alguns campistas já estavam no centro da arena travando suas pequenas batalhas e outros pareciam ocupados escolhendo suas duplas. Pensei em chamar uma das garotas que estava sozinha para o treino, mas antes que eu pudesse senti uma mão tocar o meu ombro. Quando me virei percebi o quanto que eu era azarado.
Eu não sabia quem era aquele garoto, mas definitivamente não me parecia humano, apesar de claramente ser um semideus como eu. Ele tinha pelo menos o dobro do meu tamanho, tanto em altura quanto em músculos e um olhar tão intimidador que por um momento me fez questionar se eu sairia vivo daquela luta. Eu nunca fui de temer valentões, mas eu definitivamente não gostaria de topar com um cara daqueles pela rua. Ainda assim ele me abriu um sorriso carregado de sarcástico e ergueu uma sobrancelha.
-E então, o que me diz? Treino?
-Ok.
Respondi antes que minha consciência pudesse retornar e me indicar que estava ficando maluco. Acompanhei o garoto até o meio da arena onde encontramos um espaço para travarmos nossa pequena luta, ou o momento em que eu iria apanhar até morrer, enquanto ele se posicionava de frente para mim, provavelmente tomando a sua posição inicial para dar o início do treino. Eu claramente não tinha ideia do que estava fazendo e isso pareceu chamar a atenção do brutamontes. Ele ergueu uma sobrancelha.
-E aí?
-De quem você é filho?
Perguntei sem saber exatamente a razão ou simplesmente porque estava apreensivo. O menino franziu a testa.
-Ares. Você?
Por um momento eu não quis responder porque me achei ridículo. Seria eu, uma pequena formiga contra um filho do deus da guerra. Aquilo seria no mínimo trágico.
-Indefinido.
Resmunguei. O garoto soltou uma risada irritante.
-Bem, isso vai ser interessante. Como você é novato eu prometo não pegar leve. E posso te dar umas dicas também. 
Ele falou, mas não soou nada amigável como eu desejava. Eu assistia alguns programas de luta em Nova Iorque, então eu pelo menos tinha uma ideia de como me posicionar e me esquivar para não apanhar tanto. O garoto fez o mesmo ficando de frente para mim e então esperou. Ergui uma sobrancelha enquanto afastava os pés um do outro e formava punho com as mãos, segurando-os perto do queixo, assim como o menino fazia, encarando-me em tom feroz. Ergui uma sobrancelha, soltando um suspiro.
-Olha, se ninguém se mover, nós não vamos...
Nem tive tempo de terminar a minha fala. As mãos do filho de Ares tomaram meus braços e com um só impulso fui jogado de costas contra o chão, só recobrando a minha consciência quando tudo o que eu conseguia enxergar era o teto da grande arena. Soltei um grunhido sentindo a dor aguda tomar o meu ombro pelo impacto. Vi o brilho de desaprovação na face do semideus.
-Não perca o foco, nunca. Coloque-se de pé e tente de novo.
Não discuti. Me sentei no chão e com um impulso forcei-me a ficar de pé novamente, agora calado. Eu havia reparado que a melhor forma de não apanhar era pelo menos tentar evitar que isso acontecesse. Ouvi as instruções do homem mais uma vez que me mandava separar os pés, flexionar os joelhos e proteger o maxilar com os punhos. Eu não sabia exatamente que modalidade de luta era aquela que eu estava aprendendo, mas desde que eu não apanhasse de uma mulher como estava apanhando do semideus, por mim tudo bem.
-Foco nos meus movimentos. Você não pode simplesmente esperar, você tem que ler a minha expressão, adivinhar o que eu vou fazer. Tem que estar atento para qualquer mudança de posição, qualquer hesitação. Um segundo pode ser a diferença entre vida ou morte.
Ouvi bem as palavras do garoto e assenti, esperando por qualquer movimento seu. O filho de Ares moveu a perna indicando que ia avançar, mas assim que me preparei para me defender de um chute, fui surpreendido quando mais uma vez foram as mãos dele que me tiraram o equilíbrio, jogando o meu corpo pateticamente contra o chão e fazendo um estrondo alto. Senti certa vergonha tomar conta de mim pelo simples fato de não estar conseguindo durar mais do que cinco minutos de pé e desejei por um momento para que ninguém estivesse assistindo aquela minha pequena humilhação. Soltei mais um grunhido pela dor que subiu, colocando-me de pé novamente quando ele mandou. Bufei.
-Olha, eu realmente não...
Mais uma vez um estrondo e me encontrei olhando para o teto. Soltei um grunhido alto agora achando a situação nada engraçada enquanto o meu "instrutor" abria um sorriso irritantemente divertido. Bati com o punho no chão me levantando irritado e posicionei os punhos esperando por qualquer movimento seu, quando ele não fez, eu ataquei. Eu não sabia o que estava pensando ao partir para cima de um filho de Ares, mas ele estava realmente me irritando com toda aquela exibição desnecessária. Eu acho que fui movido pelo ódio, eu sequer via o que estava socando. Quando ergui o braço, tudo o que encontrei foi ar e se desviando quase como um ninja, meu oponente conseguiu se agachar, rolar para o lado e sem dificuldades me levar ao chão novamente.
-Caramba!
-Me escute, indefinido, poxa! Você está lutando por extinto, se fizer isso não vai durar dois segundos lá fora! Você tem que ler! Tem que entender! Tem que prever o que o seu adversário vai fazer.
-Eu tenho cara de maldito vidente?
-Não! Mas o inimigo lá fora tem. Eles tem todos os tipos de poderes que possa imaginar e você tem que estar pronto para cada um deles. Agora seja homem e fique de pé novamente.

Com um suspiro irritado, obedeci, voltando a maldita posição de luta e encarando-o fixamente. Ok Baptiste, você tem que pensar, tem que ver e sentir o que o adversário vai fazer, missão que não é exatamente fácil quando se está lutando com um brutamontes de dois metros de altura. Por um momento, lembrei-me do dia em que meu pai adotivo havia me ensinado a jogar baseball, quando eu tinha apenas oito anos de idade. Ele havia dito exatamente o que o garoto de Ares me dizia, havia falado que eu tinha que ler a bola, ler o arremessador e me preparar pela flexibilidade ao rebater. Flexibilidade. Meus pés não estavam fixos no chão e por ser um jogador de hockey teoricamente bom, reflexos era algo que eu tinha naturalmente. Me concentrei. Me lembrei de todas as lições que havia aprendido com o meu pai e como ele havia lutado na noite em que morreu: Até o fim. Meus olhos estavam fixos no meu oponente, eu ouvia a sua respiração, seus movimentos pareceram ficar mais lentos e eu o entendia, eu via o que ele queria. A arena pareceu ficar embaçada em volta de nós conforme o meu foco se tornava o garoto diante de mim e em minha mente nada se passava. Ergueu a perna mais uma vez, porém simultaneamente seus braços se moveram, indicando que o chute era apenas uma ameaça e distração quando sua real intensão era me derrubar novamente. Dessa vez eu não deixei. Assim como fazia para não ser atingido em rinque, rolei para o lado desviando do seu golpe e virei o cotovelo para trás, como fazia quando queria acertar o capacete de um jogador do time adversário e o derrubar no chão. Hockey era um jogo violento.
O semideus conseguiu desviar da minha cotovelada e com um giro simples me virou um soco que por pouco, ao me esquivar para trás, consegui escapar. Tentei lhe atacar com um chute, mas minha perna foi segurada e empurrada, quase fazendo com que eu perdesse o equilíbrio se não pulasse a pousasse as mãos no chão assim que minhas pernas me suportaram flexionadas. O menino avançou sem sequer pensar duas vezes e mais uma vez rolei para o lado, virando-me o mais rápido possível para tentar lhe dar uma rasteira. Meu pé bateu contra o dele, mas não usei força o suficiente para conseguir o derrubar. Para completar o movimento tentei lhe desferir um soco que ele parou com facilidade segurando o meu punho e rapidamente virou-o, prendendo o meu braço atrás de minhas costas. Soltei um grunhido de dor ao ouvi-lo estalar e tentei lhe revidar com um chute, mas fui paralisado. De novo vencido e logo as minhas costas tocaram o chão. Balancei a cabeça, incrédulo.
-Bem isso é progresso. Você durou mais de cinco minutos em pé e acredite, isso é um ótimo resultado.
-Eu imagino a razão...

Eu não sei o que me deu. Me coloquei de pé e isso pareceu surpreender também o semideus diante de mim que achava que a luta tinha acabado com mais uma derrota esmagadora. Eu poderia não ser o melhor lutador, nem o semideus mais experiente, mas eu era persistente e chato com isso. Eu não me daria por vencido tão rapidamente. Minha respiração se tornou mais funda e eu senti um embrulho estômago tomar o meu estômago. Pai... Se pode me ouvir, uma ajuda seria legal agora. Rezei silenciosamente por mais que me sentisse um tanto ridículo com isso. Meus olhos se focaram no filho de Ares e eu não pensei duas vezes. Com um grunhido alto e o sangue fervendo, ataquei. Os primeiros socos foram desviados com facilidade e fui atingido por uma joelhada em meu peito que me fez recuar alguns passos. Novamente deixei meus extintos me dizerem quais seriam os próximos movimentos do semideus e pulei no exato momento em que sua perna tentou me passar uma rasteira, envolvendo com um chute que para a minha surpresa atingiu o seu rosto e o fez cair para trás. Eu esperei sinceramente que ele permanecesse caído, mas com um pulo ele se colocou de pé, parecendo menos contente do que nunca.
Ele avançou contra mim e com um giro eu me desviei de um chute. Tentei contra-atacar, mas ele era rápido demais e rapidamente me virou um soco no rosto ao qual não consegui desviar. Ignorando a dor que subiu por meus neurônios naquele momento, avancei contra o garoto, abaixando-me ao desviar de um dos seus socos e lhe dando uma rasteira a qual ele pulou para desviar, mas eu previ isso. Enquanto o garoto estava no ar, usei a outra perna para chutar o seu estômago e com força o filho de Ares voou de costas contra o chão, recebendo alguns socos meus para que não se levantasse. Eventualmente ele conseguiu se colocar de pé novamente e atacou com uma maratona de socos. Eu não consegui esconder o choque em minha face quando minha mão segurou um dos seus braços e - só os deuses sabem como - o virei, prendendo-o atrás do corpo. Ele tentou se soltar, mas assim como havia feito comigo, foi mobilizado. Tive que piscar duas vezes para ter certeza de que não estava sonhando.
-Wow!
-Me solte, indefinido! -Ele exclamou irritado, fazendo-me solta-lo rapidamente. Os olhos do menino me encararam em tom de raiva, mas de certa forma ele parecia satisfeito. Ergueu uma sobrancelha. -Eu não sei de quem você é filho, mas meus parabéns. Acho que minhas dicas serviram para alguma coisa. Ainda assim eu definitivamente quero uma revanche.
-Foi um bom treino. -Respondi, erguendo minha mão em cumprimento. -Sou Baptiste.
-Jonah. -Ele respondeu, sem sequer mover um músculo para tocar a minha mão. Limpei a garganta um tanto sem graça pela grosseria do menino. -Te vejo por aí, Baptiste. Cuidado com quem se mete.
Eu quis abrir a boca para perguntar o que ele queria dizer com isso, mas dramaticamente Jonah deu as costas para mim e se retirou do local. Um sorriso se abriu em meu rosto e apoiei as mãos em meus joelhos, reparando só então o quanto eu estava cansado. Não acreditava no que havia acabado de aconteceu e tampouco que havia conseguido "ganhar" uma lutinha com um filho do deus da guerra. Eu sabia que parte vinha de um golpe de sorte, mas uma sensação tão boa me atingiu que não consegui me segurar. Olhei para os céus e então abri um sorriso, sequer sabendo o que estava fazendo. Ainda assim me permiti sussurrar:
-Obrigado, pai.
Eu não sabia se ele tinha alguma coisa a ver com isso, mas eu gostava da ideia de que havia sido por conta dele que havia me saído tão bem. Meus olhos caíram sobre um grupo de campistas que falavam algo sobre o café da manhã e senti meu estômago roncar no mesmo momento. Bem, o refeitório definitivamente seria a minha próxima parada. 

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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Chiara Bündchen Ferragni em Ter 25 Nov 2014 - 20:54

O sol já estava se pondo e eu estava sentada na beliche o vendo sumir pela janela. Fazia poucos dias desde à minha chegada no acampamento. Mas não era o que parecia. Pra mim podia se dizer que eu já estava aqui dentro a muito tempo. À correria era constante. Toda hora praticando um treino diferente ou alguma atividade proposta pelo acampamento. Minha energia sumia à cada dia junto do meu folego. Eu não sei da onde me saiu forças, mas era o que eu fazia. Estava disposta a ir ao treino antes do jantar. Mas hoje eu não podia simplesmente chegar lá e escolher. Alguns indefinidos do chalé de Hermes foram alocados para treinar Duelos e Estratégias. Só de ouvir às palavras começa a sentir algo estranho no meu corpo. Só não sabia dizer se era algum tipo de tensão ou euforia. Já estava atrasa, o horário dito para se encontrar na arena era às 19:00h em ponto. Enquanto me vestia procurando alguma peça de roupa adequada eu ouvia à mesma gritaria de sempre. Isso que era o mais insuportável. Vesti uma blusa de manga comprida e jeans. Andei em passos largos afim de pegar a bota em um canto. Me sentei na beliche e enquanto calçava o sapato via o sol desaparecer ainda mais. Quando ele fosse embora, essa era à hora exata de estar na arena. Me levantei arrumando os cabelos. Não via nenhum prendedor à vista e decidi deixar pra lá. Agora só faltava o principal de tudo. Peguei à espada que estava guardada na mesa e fui caminhando até à porta do chalé. Na sala do chalé era sempre à mesma. Alguns campistas cada um em um canto e outros presos a TV. Balancei a cabeça com discordância e saí porta fora do chalé até à arena.  

Fui caminhando o mais rápido que meus pés conseguirá. Não queria ser alvo de esporro de atrasos à uma hora dessa. O sol já não estava mais detectável e o céu ainda estava decidindo a cor. Enquanto caminhava quase correndo o vento vinha no meu rosto. É não havia mais ninguém indo para à arena, pensei que já estava totalmente atrasada. Ao chegar na entrada. Analisei ela por completo. Havia uns 8 campistas em um canto. Provavelmente seriam não reclamados também. Entrei ao local com à espada na mão direita. Fui andando até o canto onde estavam os semideuses. — Estou atrasada? — Falei abertamente com os demais campistas. Uma garota disse que não. Outro disse que tínhamos chegado cedo demais. Fiquei parada analisando o espaço. Não havia nenhum instrutor e muito menos Quíron. Após esperar alguns minutos, um homem de físico razoável vinha caminhando ao nosso encontro. — Acho que não somos nós que estamos atrasados. — Falei com os campistas que estavam ao lado. O homem vinha se aproximando. — Que maravilha. São pontuais. — O homem falava descontraído à nossa frente tentando quebrar o silêncio. Após as simples apresentações ele tinha nome. Gabriel, era o nome do instrutor de Duelos e Estratégias do acampamento. Ele pediu para todos se juntarem. Semideuses se desencostaram das paredes do arsenal e vieram ao centro. Apertei à espada que estava suando em minha mão. — Então, é o seguinte. Irei analisar e ajudar vocês à utilizar melhor à espada. — Ele explicou tudo o que era para ser feito. Devíamos nos posicionar em duplas e duelar com às espadas. Ele só deixou uma regra clara. Que não deveria ser fatal. Analisei ao redor e alguns campistas que já estavam entrosados formavam duplas. Como eu queria terminar isso logo caminhei até uma garota que estava olhando pro nada. — Quer treinar? — Perguntei sem mais delongas à garota. Ela se virou rapidamente e olhou para mim. — Pode ser. — Ela não estava o mais entusiasmada. Dei de ombos e segui até um canto. Desencapei minha espada e a elevei na altura dos meus olhos. Era exatamente como me lembrava. O desenho na lâmina e no cabo estavam lá. — Está pronta? — Elevei meus olhos até a garota que já estava com sua espada em punho. Ela concordou com à cabeça. Enquanto ficávamos naquela de quem daria o primeiro golpe, analisava os demais semideuses. Só podia se ouvir o som das lâminas se chocando. 

Que seja. Falei comigo mesma em meus pensamentos e andei um passo a frente dela. Desferi o primeiro golpe. À garota cortou minha espada no mesmo segundo. De boba ela não tinha nada. Era bom saber disso, só não sei se era algo bom ou ruim. Deixei pra lá os pensamentos e segui adiante. Dei dois passos pra frente e um pro lado. E risquei à espada em punho em baixo, quase nas suas pernas. Ela se virou e defendeu. Coloquei um pé atrás. Ela veio para cima de mim, sua espada no ar e riscou na altura do meu pescoço. Me agachei e me esgueirei pra esquerda. Ela continuou investindo contra mim, que nem pude se quer desferi um golpe. Se esse era o jogo dela, só uma sairia ganhando. Fui com tudo pra cima dela. Fiz zigue-zague e me agachei no seu último golpe. Me levantei e à lâmina da espada dela pairou no meu pescoço. Pensei, é agora que eu me rendo. Mas me lembrei que sou Chiara Bündchen Ferragni. Dei um giro que nem pude adivinhar em quantos graus foi. E consegui tirar sua espada do meu pescoço. Esse foi o erro dela, ser convencida. Achou que eu já iria desistir. Investi contra ela e aloquei meu pé de apoio no chão. Elevei minha espada, e fui contra sua perna. Queria derrubá-la. Ela colocou seu pé para atrás se desviando do golpe. Eu continuei indo para frente. Elevamos juntas às espadas que se chocaram. O barulho foi intenso. Não pude dar atenção para isso. À garota continuou investindo e eu me defendendo. Não havia mais nada em minha mente. Esqueci de tudo enquanto desferia os golpes da adversária.

Continuei firme mas suada. Aquilo já estava desgastante. Á garota veio pra cima de mim sem pudor. Sua espada riscou o ar e a ponta cortou meu braço esquerdo. É claro que como todas às lâminas arderia. E foi exatamente o que aconteceu. Meu braço inteiro estremeceu. Agora à brincadeira estava começando. O sangue pingava no chão e a feição dela era de satisfeita. Segurei minha espada com muita força e rocei os dentes. Dei dois passos e me agachei. Me levantei rapidamente e desferi mais um golpe. Sangue pingava do rosto dela. — Sangue por Sangue. — Falei rapidamente enquanto defendia de seus golpes. Ela veio para cima de mim e deu sua melhor investida. Minha espada ou eu estava fazendo um ótimo trabalho. Me virei pro lado e desferi um golpe em sua cintura. Ela não gostou. Sua feição era de puro ódio. Ao redor campistas rolavam no chão. No vai e vem das espadas estava cansada. Ela viu uma brecha e aquilo poderia ter dado fim de linha para mim. Sua espada veio em direção ao meu peito me fazendo perder o equilíbrio. Caí com o traseiro no chão. Minha espada estava ao lado. Quando fui esticar meus braços para pegá-la ela posicionou sua espada em meu pescoço novamente. Duas coisas quando acontecem no mesmo lugar nunca são iguais. Então aquilo poderia ser meu fim. Analisei cada brecha possível da situação. À ponta da sua espada pinicava meu queixo. — Vai desistir? — Ela falou em alto tom. É claro que eu não iria. Contei para mim mesma. Um, dois, três! Joguei meu tronco para atrás e rolei no chão. Posicionei meus joelhos no chão e peguei minha espada. Meus cabelos atrapalharam por um segundo mas continuei na agilidade. À garota continuou vindo até mim e me chutou na coxa. — Vadia! — Falei virando meu rosto enquanto estava agachada no chão. Não dei tempo para seu próximo golpe e me levantei. Ela riu. Minha coxa estava meio estranha. Mas estranha ficaria à cara dela.

Então era agora ou nunca. Estava eu e ela rodando à espada em punho esperando a oportunidade. Eu não estava nem em condições de pensar. Simplesmente só agir. Fui com tudo contra ela. Ela conseguiu se defender do meu primeiro corte ao ar. Pulei para direita e risquei mais uma vez à espada. Só pude ver o sangue saindo de sua costela transparecendo na blusa. Ela bufou. Eu nem me importei e continuei investindo. Meu pé esquerdo estava alocado a frente. Ela abaixou sua espada e investiu diretamente contra minha perna. Consegui tirar a tempo. Gabriel estava totalmente distraído mais ciente. Dei dois passos para trás. Ela acompanhava meus movimentos. E eu os dela. Desferi à espada e ela fez o mesmo. Risquei o ar e ela girou. À garoto veio com mais um golpe e sua lâmina cortou meu pulso. Indaguei. — Sua desgraça! Não estou tentando cometer suicídio não. — Ela cuspiu no chão. Fui em sua direção e girei à espada em mãos. Não sei como fiz aquilo, mas fiz. E desferi um golpe em seu antebraço. Ela cambaleou, pois à espada pesou. Ela se posicionou para frente e veio com tudo. Não pude nem posicionar melhor minhas investidas. Só ia riscando à espada. Era tudo ou nada.

Apertei o cabo da espada. Minha feição era calculista. Fiquei parada esperando ela desferi seu golpe. Foi exatamente o que aconteceu. É uma tática de amador, mas eu também era uma nesse quesito. Fui para o lado e suspirei. Sua espada quase cortou meus cabelos. Girei e fui contra ela, ela investia e eu defendia. E vise versa. Esse era o objetivo principal do treino. Olhei secamente para ela. Pude ver seu olhar, estava tão cansada quanto eu. Uns campistas se retirando, já derrotados. O cabo da espada em minhas mãos estavam começando a ceder de tão suada. Fui para cima dela afim de acabar logo com isso. Investi me defendendo e fechei os olhos. Estava completamente esgotada. À garota veio ao meu encontro e sua espada pousou nas minhas costas. Me virei e dei um golpe, um golpe completamente errado. Minha espada não seguiu conforme o planejado devido ao suor. Felizmente o golpe teve êxito. À lâmina foi direto na mão da espada fazendo ela perder estremecer. Sua espada caiu no chão, e nós duas corremos. Ela tentou pegar à espada e eu dei um chute fazendo ela deslizar na arena. Elevei minha espada e dei um giro. Ela tentou desviar mas não conseguiu. E então minha espada riscou seu pé fazendo ela despencar no chão. Caminhei até onde ela estava apertando à espada. E estendi minha mão ajudando a jovem levantar. Dei às costas e saí arena à fora.




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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

Mensagem por Quione em Ter 6 Jan 2015 - 2:05

Treinos corrigidos e perfis atualizados. Qualquer dúvida deverá ser enviada por MP.
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Re: Treinos de Duelos e Estratégias

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