Treinos de Armas a Longa Distância

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Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:32

Relembrando a primeira mensagem :



Treinos de Armas a Longa Distância
Esta arena é destinada para os treinos de armas a longa distância, como Arco e Flecha, Lanças e outras. Você poderá contar com alvos fixos e dinâmicos e bonecos de palha.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Alexander Sparks em Dom 26 Jan 2014 - 20:17


 
The Sniper – Part 2
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Após o almoço, decidi que, ao invés de me direcionar diretamente para as áreas de treinamento, eu iria fazer uma breve caminhada ao redor do acampamento para conhecê-lo melhor, por tanto quando cheguei finalmente para voltar ao treinamento de armas de longa distância, eu estava bem mais relaxado. Quando procurei pela lança que usei previamente para treinamento, notei que já não tinha mais aquele enorme apego a ela, então decidi treinar com uma arma diferente. (“Variar é sempre bom.”) pensei comigo, pegando um arco composto grande e uma aljave de flechas.
 
A aljave de flechas tinha uma alça de couro batido, que provavelmente servia para prendê-la ao corpo do arqueiro, então testei colocá-la. Ela parecia ter uma alça muito grande, mas quando eu passei através da cabela e a posicionei de forma que as flechas saltassem por cima do meu ombro direito, a alça ficou bem firme ao meu corpo, como se tivesse automaticamente se acoplado a ele. Sorri, quando puxei uma flecha. Aquilo sim era uma flecha projetada para fazer alguém sofrer.
 
A ponta da flecha era feita de bronze celestial e tinha quatro hastes pra se prender na carne do alvo e fazer o maior estrago possível quando ele tentasse puxá-la ao ser atingido, como se fossem ganchos. A flecha tinha um corpo longo era feita de uma madeira clara como madeira de faia, apesar de eu não ter certeza sobre o material já que ela parecia bem resistente. Para completar, o contrapeso da flecha estava enfeitada por penas branquíssimas.
 
Já o arco, quando eu o empunhei, percebi que tinha uma corda reforçada, apesar de fina e um corpo de madeira, simples e prático, não como os arcos que se viam em lojas de artigos de caça. Parecia mais como os arcos que eram facilmente encontrados em figuras de livros de história, onde mostravam arcos da época do meu tatatatatataravô. Decidi que o arco não tinha nada a ver com o aljave de flechas que eu tinha encontrado e fui em busca de um outro.
 
Encontrei mais a frente três arcos empilhados e decidi investigar pra ver se encontrava um de meu gosto. Um dos arcos era idêntico ao que eu tinha acabado de abandonar, então descartei ele de imediato. O segundo era um arco muito pequeno pra mim, parecia resistente, mas desconfortável. Já o terceiro, era um arco grande, com um corpo feito por um material que eu tinha certeza não ser de madeira, pintado de verde com detalhes pretos ao longo do corpo.


Sua empunhadura era perfeita para minha mão, sentia ela tão firme que era como se o arco estivesse abraçando a minha mão e não o inverso. A partir da empunhadura, tanto para cima quanto para baixo até as extremidades, anéis pretos surgiam a cada intervalo de cerca de 15 centímetros. Quanto mais próximo das extremidades, menor e mais fino era o anel em volta do corpo do arco.
 
Me senti satisfeito com aquele exemplar de arco e levei-o comigo para uma parte do campo de treinamento que estivesse livre. O ponto livre que eu encontrei para treinar possuía quatro alvos, mas todos eles eram alvos móveis. Dois deles se moviam para frente e para trás, um terceiro se movia de um lado para o outro diretamente atrás dos que se moviam para frente e para trás e um quarto se movia de forma confusa, como se estivesse fazendo um grande “8” em volta dos outros alvos.
 
Respirei fundo, puxando uma flecha da aljave. (“É o jeito”) pensei, enquanto colocava a flecha na posição que eu julguei correta. Senti a tensão da corda ao puxar ela levemente e soltei. Sorri de leve e puxei novamente, agora mantendo o braço que segurava o arco completamente estendido a minha frente e puxando o a corda com três dedos, mantendo a flecha, que entre as penas da ponta de trás tinha uma parte perfeita para encaixar entre os dedos, presa entre meu dedo indicador e o meu dedo médio.

A tensão da corda, forte como eu nunca imaginei, fez o meu tríceps reclamar um pouco, mas logo acostumei com aquilo. Respirei fundo, mirando bem no meio do alvo que se movia de frente para trás. Esperei ele alcançar o ponto mais próximo de mim, de sua rota, e soltei a corda, deixando a flecha sair silvando no ar em direção ao alvo. Errei o alvo, mas a flecha se alojou na haste de madeira que segurava o alvo redondo, o que significa que eu passei perto.

 
Puxei uma segunda flecha da minha aljave e repeti o processo, inspirando o ar para dentro dos pulmões e depois segurando a respiração, atirando a flecha e soltando o ar, aliviando o peito. Dessa vez a flecha acertou o alvo, muito embora  tenha sido bem longe do centro do alvo, onde eu estava mirando.
 
Novamente repeti o processo, atirando a flecha quando o alvo estava para alcançar o ponto de sua rota onde ele mais se aproximava do lugar onde eu estava. Consegui fazer com que a flecha atingisse o anel interior do alvo mais próximo do centro. Comemorei com um sorriso orgulhoso e só então notei que as penas na ponta de trás da flecha tomaram uma coloração bem avermelhada.
 
Me aproximei mais do alvo e notei que a que eu tinha acertado longe do centro do alvo também tinha adquirido uma cor avermelhada, mas algo bem próximo do rosa ao invés do vermelho vivo que estava no centro. Só pra testar uma teoria, eu peguei uma flecha e atirei a uma distância de 1 metro, bem no centro do alvo. As penas brancas automaticamente assumiram um tom de vermelho escuro, como se estivessem empapadas de sangue. Mas quando toquei nas penas, não havia nada diferente na sensação.
 
- Então, quanto mais próximo do ponto onde você mirou ela acerta, mas avermelhado ficam as penas, hum? – Sorri, falando baixinho e arrancando as flechas fincadas no alvo quando ele se aproximou de mim. As penas voltaram a ficar brancas como se jamais tivessem mudado de cor.
 
Voltei a tomar a distância inicial e me preparei para atirar com uma inspiração renovada. (“Quero ver todas as pontas das flechas bem vermelhas.”) repetia pra mim, enquanto puxava a corda do arco com uma flecha já em riste. Atirei a flecha, acertando novamente bem perto do centro. Imediatamente depois, puxei uma outra flecha e repeti o processo, mirando agora no outro alvo que também fazia o movimento para frente e para trás.
 
Passei o resto da tarde fazendo isso, sem parar, atirando flechas consecutivas, mesmo quando os alvos estavam se distanciando, me acostumando com alvos em movimentos, se afastando e se aproximando. Ao final da tarde, eu já tinha mais de meia dúzia de flechas no centro de cada alvo e o triplo disso distribuído ao redor do centro e algumas no chão.

Eu estava suado e exausto e meu braço e ombro já estavam doendo, mas me sentia novamente satisfeito com o resultado do meu treinamento. Me permiti sentar no chão, pousando o arco no meu colo quando cruzei as pernas e joguei a cabeça pra trás, apoiando as mãos na terra enquanto olhava para o céu, recuperando meu fôlego.

 
Após alguns minutos, recuperei a respiração, limpei a testa suada na barra da camisa e me levantei. Juntei as flechas que eu havia atirado, passando vários minutos nessa tarefa, mas quando terminei, guardei todas elas de volta na aljave e fui na direção da mesinha onde ficavam as armas. Pousei o arco lá e depois retirei a aljave que estava presa ao meu corpo. Coloquei junto ao arco e me virei para ir embora, satisfeito com quão produtivo foi o meu dia.
 


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Amelia Hannsee em Dom 26 Jan 2014 - 21:13



Flechas de motivação e criatividade ajudam a treinar!



Arco e flecha, como eu já tinha dito, me impressionava, mas eu não era lá essas coisas. Já tinha aprendido o básico, agora era a hora de conta o quanto eu conseguia.
Chegando na Arena, peguei um arco e uma aljava com 20 flechas. Iria fazer uma competição comigo mesma. Parei em frente de um alvo e comecei a pensar. Haviam dez anéis. Então, se não parasse no alvo, nenhum ponto. Se parasse no centro, 10 pontos. Podia ser um incentivo? Talvez. Mas seria divertido.
Me distanciei do alvo e preparei a flecha. "3, 2, 1... Fogo!", pensei e atirei.
- Nono anel. Que ótimo.
Não estava muito animada, mas pelo menos pegou no alvo. Me concentrei novamente, respirei fundo e atirei. Agora pegou no oitavo, mas ainda estava longe do centro. Antes de pegar a próxima flecha, parei, desci o arco e olhei para o alvo. Como eu seria melhor? Apenas treinando. Estava começando, não podia querer ser a melhor. Não conseguia muita coisa, mas estava tentando me sentir orgulhosa de não errar tanto. Peguei novamente o arco, posicionei uma flecha e olhei para o alvo. A flecha pegou no terceiro anel. Fiquei feliz demais, e a próxima flecha passou por cima do alvo e parou na grama, por trás. A próxima parou no décimo anel. Peguei outra flecha e atirei novamente, parando no sétimo anel. Comecei a atirar mais rápido. Atirei uma, oitavo anel. A outra, quinto, um recorde. A próxima, parou entre o quinto e o sexo anéis. A outra, novamente no sétimo. Pelo menos agora eu estava pegando o jeito. A outra parou no quinto novamente, mas eu tinha que me esforçar. E eu conseguiria.
Depois de mais 10 flechas, a minha munição acabou e fui conferir o que fiz.
- Ah, podia ser melhor, mas... Deu para o gasto.
Resumindo, a minha "pontuação" foi: 1 flecha pegou no décimo anel, 1 no nono, 4 no oitavo, 2 no sétimo, 3 no sexto, 2 no quinto, 1 no quarto, 3 no terceiro, nenhuma no segundo nem no anel central, e foram quatro para fora. Foi um bom treino, e o meu sistema de treino talvez fosse funcionar, no futuro. Nos próximos treinos, eu posso contar os pontos e a minha evolução. E hoje, a minha pontuação foi de 73 pontos, e espero que na próxima vez, seja bem maior.
 

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Convidado em Seg 27 Jan 2014 - 21:13



Treino


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Havia chegado há pouco tempo ao acampamento, mas queria treinar. E assim era uma forma, também de pensar nas minhas recentes descobertas sorri lembrando que alguns dias atrás eu era mais um rostinho bonito na escola que não se tava bem com ninguém, Alem disso deste que descobri ser filha de uma das minhas deusas favoritas, quero honrá-la
Coloquei meus fones de ouvido e fui andando pelo acampamento apreciando o dia que realmente estava lindo, havia poucas nuvens no céu e o sol não estava tão forte assim. Até que percebi um problema eu ainda não tinha armas, o que ia fazer. Bem... É melhor me preocupar com isso depois.
Cheguei a um local atrás da casa grande, um gramado para ser exata lá havia vários “obstáculos” divididos em três cada um representando um nível de dificuldade entre um deles tinha alguns bonecos de palha com alvos pendurados fui em direção a um filho de Apolo
_Por Favor, um Arco e flecha nível 1-disse e ele sorriu-me como quem se diz “Você está brincando né” cerrei os olhos quem será que ele pensa peguei a arma e segui para áreas dos “espantalhos”
Me posisonei em frente a eles e estava a 20 metros se não me engano armei o arco e soltei a flecha passou subindo e cortando a brisa fresca que vazia naquele dia mais pro meu azar não chegou nem perto tentei de novo agora com mais vontade e mirei naquela bolinha vermelha e a soltei mais dessa vez acertou-lhe a cabeça sorri satisfeita e atirei mais uma que se caiu no pé foi muita e assim passou uma, duas, três, quatro, e esqueci quantas até que cansada armei uma e reuni toda minha força e vontade de me provar e atirei mais uma que quase acerta no coração então viu que tinha quebrado uma unha nessa ultima tentativa agora já chega. Tinha chegado no meu ápice armei mais uma e atirei dessa vez acertei no centro do coração do boneco sorri e fui devolver a arma sorri e ouvi comentários do tipo “nada mal para uma filha de Afrodite” então dei meu sorriso mais sarcástico e atirei uma ultima flecha a que vez companhia para minha ultima tentativa e disse
_Nada Mal Para Qualquer um


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A cor da escrita e a fonte prejudicaram bastante a fiscalização de seu treino, da próxima tente fazer com uma fonte mais simples e a narração de uma cor como preto, cinza ou algo assim que torne a leitura mais fácil. Foi um bom treino, porem faltou especificar como você fez para ir melhorando em cada vez que atirava as flechas, coisas como melhorar sua postura, corrigir algum angulo ou o vento estar alterando seus tiros.
Convidado


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Alexander Sparks em Ter 28 Jan 2014 - 1:32


 
The Sniper – Part 3
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O dia mal tinha raiado e eu já estava de pé. Levantei cedo e me sentindo renovado assim que o sol tocou meu rosto. Saí para um alongamento matinal, coisa que eu fazia desde sempre, depois dando uma corridinha antes de tomar o café da manhã. Tão logo eu terminei, meu apetite abriu e eu sentei a uma mesa e comecei a comer. Meu prato consistia de um cacho de uvas e uma maçã. Não era muito fã de comer coisas pesadas durante a primeira refeição do dia, então eu ficava sempre numa fruta ou alguma vitamina e isso bastava pela manhã.
 
Assim que terminei decidi ir para o campo de treinamento com armas de longa distância, aquilo estava me empolgando como poucas coisas antes foram capazes de fazê-lo. Minhas pernas me levaram naturalmente para o campo de treinamento onde eu pretendia passar o resto da manhã e, enquanto caminhava, comia uma maçã, com um bom humor evidente. Passaram-se alguns minutos e eu logo estava diante da entrada do ambiente para treinos com armas de longa distância.

Decidi que iria dar continuidade ao meu treino com arco e flecha, ao invés de variar como eu tinha feito do meu primeiro para o meu segundo treino. Fui até a mesa e me pus a procurar o arco e a aljave que eu tinha usado anteriormente, mas encontrei apenas o aljave. Meio desapontado, peguei um arco vinho com um punho reforçado com couro e um corpo mais ornamentado. Ao segurar o arco em posição de tiro, senti que ele não tinha empunhadura tão firme quanto o que eu tinha usado anteriormente, mas apesar disso ele era bem mais leve e facilitava na hora de me mover e de mudar de alvo várias vezes consecutivas, o que eu acreditei ser muito importante na hora de enfrentar monstros.

 
- Sabe-se lá o que você vai encontrar por aí e QUANTOS você vai encontrar por aí. – comentei, pegando o arco e ficando satisfeito com ele, muito embora não fosse o que eu havia usado no dia anterior.
 
Em poucos passos ele encontrou o mesmo espaço de treino que tinha usado anteriormente livre, com os dois alvos se movendo para frente e para trás, um terceiro alvo se movendo de um lado para o outro logo atrás dois dois primeiros que citei e ainda um quarto, se movendo numa rota que formava algo como se fosse um “8”, circulando os alvos que iam e vinha em algum ponto da rota deles. Meio confuso, porém efetivo se era para me ajudar a evoluir na arte da arquearia e no momento de usá-la para salvar a minha vida.
 
Eu estava, na realidade, extremamente grato que eu pudesse enfrentar dificuldades aqui pra que no futuro, quando eu enfrentasse dificuldades que envolviam risco de morte, já estivesse mais bem versado na arte do “tiro ao alvo”. O movimento de tirar a flecha do aljave e posicionar no arco, prendendo-a entre meus dedos indicador e médio já parecia natural a esta altura do campeonato, mas ainda sentia certa dificuldade, mais por culpa do arco “novo” do que pela falta de costume mesmo.
 
Atirei a primeira flecha e ela silvou indo na direção do alvo que estava indo pra frente e pra trás. Parecia que iria acertar bem no centro, mas antes de a ponta da flecha se fincar o alvo se distanciou mais e a flecha se prendeu pouco abaixo do centro. – Tsc!
 
A flecha ficou com as penas traseiras numa cor muito vermelha, quase tão escuro quanto cor de sangue, mas eu já esperava por isso. Como eu havia reparado da vez anterior que eu treinei com ela, quanto mais próximo do ponto onde você mirou ao atirar a flecha ela acerta, mais próximo de um vermelho sangrento as penas brancas da ponta traseira da flecha ficava.
 
Novamente puxei uma flecha do aljave, que eu prendi às minhas costas passando a alça de coro pela cabeça, posicionei ela no arco e atirei novamente, dessa vez mirando no alvo de trás que se movia de um lado a outro. Consegui acertar o alvo, mas não tão próximo do centro do alvo redondo como eu gostaria.
 
- Agora é a hora de repetir o processo mil vezes até acertar – suspirei, recolocando uma flecha no arco e puxando a corda, sentindo a tensão no meu ombro e tríceps aumentar.
 
Foi exatamente o que eu fiz, repeti o processo até conseguir uma média de tiros que acertavam a bolinha do centro do alvo aceitável e repeti mais um pouco. Eu tinha noção de que os movimentos de um ser vivo, um monstro, eram erráticos e caóticos, ninguém iria correr em linha reta em direção a um atirador, por isso considerei extremamente importante que eu tivesse uma média de acertos altíssimas ao menos naqueles alvos. (“Talvez eu esteja sendo um pouco duro comigo mesmo, mas isso pode salvar minha vida um dia, vai saber...”) pensei, caminhando até os alvos e arrancando as flechas deles pra repor o estoque do meu aljave.
 
Caminhei até uma certa marca mais atrás e posicionei-me de forma a ficar de frente para os alvos e os observei por um momento, gravando na memória suas rotas, o tamanho e o tempo que demoravam para alcançar determinado ponto. Sorri e mirei o arco e a ponta da flecha, que estava afixada ao arco, também pra cima. Senti a brisa do vento tocar meu rosto e respirei fundo, imaginei o caminho que a flecha iria fazer no ar e então soltei a corda do arco e passei a observar a flecha.
 
Ela subiu ate alcançar cerca de 6 metros de altura num angulo de 60º graus e depois começou a descer, desviando um pouco para trás com uma súbita lufada de vento e errando completamente o alvo por uma margem enorme. Crispei meus lábios, olhando para a flecha, cuja as penas traseiras estavam tão brancas quanto quando saíra do aljave.
 
- Acho que vou precisar de bem mais prática do que isso se quiser atirar bem assim. – comentei baixinho, meio decepcionado. – Mas a prática leva a perfeição.
 
Puxei outra flecha e repeti o movimento, agora demorando mais para atirar. Esperei até que uma forte rajada de vento passasse por mim e só quando parou de ventar eu soltei a flecha. Dessa vez a flecha, apesar de continuar errando o alvo, chegou bem próximo dele. (“Só mais um pouco, só mais um pouquinho!”).
 
Depois de cerca de 3 horas praticando aquele tipo de tiro foi que eu finalmente consegui acertar, muito embora eu tenha acertado na superfície de madeira que apenas suportava o alvo. Mas só quando eu acertei aquele alvo que eu percebi o quão difícil ia ser acertar o alvo de fato, uma vez que todos os alvos tinham sua face viradas para frente e não para cima. – Como eu sou burro! – comentei rindo da minha própria estupidez.
 
Depois disso, decidi dar meu treino por encerrado, pelo menos por enquanto. Reuni todas as flechas que eu tinha atirado durante toda a manhã e os guardei de volta no aljave, levando-o junto com o arco para a mesa onde as armas ficavam. Guardei-os com cuidado e em seguida saí do campo de treinamento, ansiando por um belo banho, sentindo o vento fazer minha camisa colar ao meu corpo, tão suada estava.
 


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Achei muito estranho o uso de "aljave" em vez de "aljava" como todos costumam usar, mas está certo segundo o google entã ok -Q. Foi um bom treino, continue assim e nos próximos talvez consiga um 100. Parabéns
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Lola Bertrand Graham em Ter 28 Jan 2014 - 12:43


Break the ice then the cold heart!
Strike the heart for love frozen by fear is beautiful and menacing
Sentia as gotas de água morna cair sobre meus cabelos e pelo meu corpo, aliviando todo o estresse e tensões que tive no dia. Coloquei a cabeça para trás, pensando em como seria o resto da noite. Estava animada para treinar novamente e encontrar Lettie no final da tarde, quando o sol se pôr, ao mesmo tempo em que minha cabeça rondava interrogações cujas respostas sabia que iria demorar a receber. Respirei fundo, desligando a torneira e saindo do chuveiro, olhando meu corpo no espelho. Minha pele era bastante pálida, mas minhas bochechas estavam rosadas e meus olhos brilhavam como estrelas azuis peroladas. Repuxei minha boca em um sorriso, pela primeira vez eu gostei do que via no espelho, mas logo essa sensação foi embora. Assenti positivamente com a cabeça, me enxugando e colocando a roupa da conspiração. Amarrei meu casaco de couro na cintura, vendo se tinha mais alguém no lugar. Era estranho pensar que todos naquele lugar, de alguma forma, eram meus primos de segundo, terceiro, quarto e seja lá quantos graus. Eu precisava treinar, bastante, não que eu fosse ruim, o problema é que eu tinha que ser a melhor, naquele lugar, no acampamento meio-sangue, só sobrevivem esses, os melhores. Terminei de vestir minha armadura e parti para o local destinado aos treinos.

O que seria hoje? Estratégias? Espada e escudos só poderia ser de manhã... E o de armamento de armadilhas já tinha feito há pouco tempo. Ah, claro. Não sei se já comentei, mas minha mira é muito boa. Não tão boa quando as da caçadoras, mas eu poderia me igualar aos filhos de Apolo. “Isso me faz lembrar que posso treinar arco e flecha...”, pensei. Seria aquilo então. Arco e flecha, uma arma perfeita para ataques a longa distância. Com os pensamentos perdidos, me decepcionei quando cheguei ao local destinado para o treino e não encontrei sequer alguém conhecido ou de minha coorte. Espere. Eu não dependia de ninguém. Não precisava sempre ter alguém comigo, oras. Revirei os olhos com meus pensamentos a medida que peguei um arco e uma aljava de flechas, que coloquei nos ombros. O sol parecia ainda mais quente embaixo daquela armadura, mas não me dava o luxo de reclamar, estava bom; algumas poucas nuvens pairavam no céu, e eu sabia que iria demorar para chover, talvez só semana que vem. Pude sentir as águas do pequeno Tibre dali, e aquilo me deu paz e concentração. Segurei o arco com uma mão, alisando a superfície do mesmo. Ergui o olhar e encarei os alvos, que na verdade eram bonecos de palha, no peito, aonde fica o coração, estava um círculo vermelho, sinalizando que ali era o ponto a ser acertado. Tinha outro círculo vermelho na cabeça, mas era muito difícil de acertar ali.

Coloquei a mão para trás, alcançando a ponta de uma flecha entre os dois dedos e a colocando, delicadamente, no descanso da flecha. Segurei com a mão esquerda na volta que o material fazia na frente, como arrumei a flecha em meus dedos e a sobrepus no batente (corda).  Estiquei a flecha junto a corda com a mão, enquanto segurava o arco com a direita. Meus dedos encostaram em meu queixo, e meus braços dobrados já haviam passado da calça. Fechei um dos olhos, tendo em vista um único ponto vermelho, no coração do boneco, no coração do meu inimigo. O ponto em que eu poderia matar mais rápido do que qualquer outro lugar. Relaxei os músculos, inspirando e respirando, calculando pela balística para saber qual seria a altura e força certa para a flecha acertar bem o centro vermelho. Agora era o momento de ver como estava minha mira.

4...3... 2...

- Começou sem me chamar? - Um murmuro surgiu próximo de meu ouvido. Com o susto, acabei soltando a flecha e vendo-a voar para bem, bem longe dali. Voltei-me para encarar de quem era a voz, mesmo já tendo a certeza de quem a possuía. Encarei a senhorita Bruckeimer tentando esconder o meu rosto extremamente irritado, tentando colocar em palavras o que estava sentindo no momento, mas de tanta raiva só saia sons como “Flhu dsf phuftas, knrlhrlo”, etc.  – Não te vi em lugar nenhum – eu disse. Ela deu de ombros, mas apenas se sentou num tronco de árvore, dizendo que estaria me observando. Que ótimo. Tinha pedido para Lettie me acompanhar nos treinos, pois, internamente eu queria ser boa em tudo igual a ela. Revirei os olhos enquanto pegava outra flecha com a mão esquerda, tentava não ficar pensando que Lettie era mandona e se achava a tal só por estar quatro anos no acampamento e ter feito várias missões importantes; mas afinal, ela era minha única amiga e quando não fazia coisas que me irritava ela era bem legal.

Mesmo fazendo meditação e me controlando para ser uma menina comportada, eu sempre conseguia estourar meu pavio. Tentei não pensar no fato de estar sendo observada, mas não ajudou muito, não me sentia a vontade. Me concentrei na atividade, mantendo distância do círculo e modelando o perfil para atirar outra flecha. Fechei um dos olhos e apontando novamente para o círculo. Eu não estava conseguindo me concentrar bem, e isso era um problema. Puxei a flecha novamente, fazendo o caminho todo até meu queixo. Respirei fundo, sentindo o silêncio do lugar, o vento inexistente, e a pouca luz iluminando todo o local. Fechei meus olhos por alguns segundos, relaxando meu corpo e tentando parar de tremer.

Quando abri meus olhos novamente, calculei a distância e a altura da flecha, soltando-a e vendo-a atingir o terceiro círculo vermelho depois do centro. - Você deveria ter relaxado mais. Tem que sentir para onde o vento está indo... deveria ter acertado o centro – disse Lettice, como se aquilo fosse muito fácil, mas realmente, para ela era bastante fácil. Perguntei-me mentalmente aonde estava o vento antes de notar uma pequena brisa, tão suave que meus cabelos mal dançavam. Murmurei qualquer coisa e peguei mais uma flecha, a coloquei no arco abaixado. Me virei para frente novamente, erguendo o arco na altura do pescoço. Respirei fundo, tentando realmente manter o controle. Passaram-se alguns segundos, até dois minutos enquanto não ouvi a voz de ninguém novamente. Pude realmente relaxar nesse tempo, fechando meus olhos e inspirando fundo. Era incrível como aquilo era tão bom, como relaxava. - Mantenha sua mente vazia... só assim poderá se concentrar plenamente em algo – Após o dito, fiz o que ela mandou.

Tentei não pensar em nada, nem em momentos felizes, nem nos tristes. Desocupei minha mente de todas as preocupações para tentar me concentrar em apenas um ponto fixo. A mira... era tudo o que precisava para acertar a flecha onde queria. Respirei, me concentrando ainda mais, sabendo que não estava completamente limpa. Relaxei, pensando no nada, literalmente. Mas eu não poderia nem no nada pensar, então simplesmente deixei meu corpo agir sozinho, ouvindo o silêncio da sala, sem gritos, sem falas, sem campistas irritantes, só a mira e uma flecha.

Ergui o arco para cima, puxando a linha junto a flecha pela terceira vez, e ficando assim por um tempo. Ouvi o barulho da corda sendo puxada e do meu coração e respiração. Tudo estava em uma sintonia só, parecendo até o ritmo de uma música. Meu coração estava constante, assim como meus pulmões, que inspiravam ar. Lettie fez silêncio, e eu abri meus olhos. Apenas vi o círculo vermelho no boneco a 10 metros de distância, e nesse momento, larguei a corda. A flecha atingiu bem a risca do círculo vermelho. Ainda não estava bom, é claro, mas já era um avanço. Sorri internamente com a vitória. Coloquei o arco e a flecha no arsenal novamente, guardado onde deveriam estar. Acho que já estava com de arco e flecha por hoje, tinha outras coisas para treinar também, e na verdade, estava ansiosa em lutar contra Lettie. Ela não se gabava que havia ganhado (por que estava acostumava), e nunca me dava moleza. - Vamos treinar combate corporal? - a pergunto, sorrindo de lado e tirando os grãos de poeira do arco que haviam ficado em minhas mãos. Ela sorriu e concordou, então saímos daquela "ala" e fomos para um lugar mais adequado para os treinos de combate.

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Gostei e seu treino, porem achei que faltou conteúdo para um treino de tal tamanho, afinal foi tudo isso para atirar apenas 3 flechas no alvo. No próximo tente procurar uma forma melhor de desenvolver o treino e lembre-se que quando estiver com combate a calma e o vazio não vai existir.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Andrew C. Martin em Qua 29 Jan 2014 - 17:31

Um belo dia de verão, estava preparado para um treino de arco e flecha, este era um dia perfeito para treinar armas à longa distância, peguei no meu arco e sai da chalé de Íris. Comecei a andar até à área de treinos à longa distância, chegando nela saquei o meu arco que estava na minha parte traseira, peguei juntamente uma flecha, apontei para o alvo, fechei os olhos e atirei-a. E apanhou a décima linha, assim foi na segunda tentativa, terceira tentativa, quarta tentativa e quinta tentativa, até que deu mais impulso no arco e conseguiu acertar na terceira linha.

O rapaz ainda pensava que a terceira linha é pouco, sacou muitas flechas pondo-as no chão se preparando para atirar, fez um impulso para trás atirando-a, pouca foi a sorte que acertou na nona linha, o rapaz fazia uma cara de infeliz.

Pegou mais uma flecha no chão fazendo um impulso para trás, conseguindo acertar no meio, mas ele queria fazer essa proeza mais uma vez, tinham acabado as flechas do chão, sacou uma de sua parte traseira e via que era a ultima flecha então ficou meio que infeliz pois só sairia dali com aquela proeza, pôs a flecha do arco, fez impulso e atirou-a, a sorte dele foi que acertou no meio.

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Obs:
Seu desenvolvimento melhorou, em comparação com os primeiros treinos seus que li, mas sinto falta de maiores descrições, coisas como sua postura, como uma explicação de porque em tal tiro você acertou no alvo e no anterior estava errando. Tente desenvolver e descrever melhor tudo isso.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Qua 29 Jan 2014 - 21:26



tiro ao alvo? só que não


 Lá estava eu mais uma vez entre os treinos romanos. Se não fosse a sensação de peixe fora d’água, eu já estaria acostumado com a rotina de preparação pra guerra. Contudo, meu lapso de memória e a vigilância de Sam a cada passo que eu dava fazia eu me lembrar de que eu não pertencia àquele lugar. Ainda assim, permaneci na minha tentativa de me enturmar enquanto eu não me lembrava do meu passado. Diante de mim estava um alvo de madeira, mal pintado em círculos azul, branco, amarelo e – no centro – vermelho. As marcas de cortes ressaltavam que era usado com frequência. Comigo estavam cinco facões bem afiados. Eram menores que adagas e maiores que facas comuns. Pensei que poderia ser um treino menos estressante por se parecer com um tiro ao alvo de dardos.

 
Obviamente, eu não esperava que minha mira fosse tão ruim. Segurei o primeiro facão na mão direita e  movi o braço para trás a fim de dar força ao lançamento. Mirei no centro do alvo com uma confiança maior do que deveria ter. Após jogar a arma, vi ser trajeto oblíquo terminar muito depois da posição do alvo. Acabei colocando muita força no movimento, esquecendo-me de que não era uma lança, mas uma arma menor e mais leve. Peguei o segundo facão e repeti o movimento, dessa vez imprimindo menos força. Ele voou veloz e não caiu distante do alvo. Contudo, não chegou sequer a acertar a borda azul exterior. Bufei irritado, querendo quebrar o maldito alvo de madeira ao meio com um golpe de karatê.
 
Entretanto, “quem acredita sempre alcança”. Se eu continuasse tentando iria conseguir alguma hora. Talvez depois de muitas horas, mas enfim. Tive uma pequena evolução com a terceira tentativa. O lançamento passou de raspão da borda superior, chegou a arrancar até uma pequena lasca de madeira. Percebi que o mais importante era o movimento do braço, controlando a força necessária pra distância almejada. Bem mais complexo do que eu esperava. Joguei o quarto facão e ele se cravou na borda mais externa inferior. Pelo menos consegui o alvo uma vez! Mas o último facão não teve a mesma sorte, parando no chão e não no alvo de madeira. Corri para recolher as armas jogadas e voltei pra posição inicial.
 
Repeti a movimentação do braço com disciplina e progressivamente passei a acertar com mais frequência as bordas azul e branca. Recolhi os facões diversas vezes e voltei a atirar as armas. Erros e acertos, erros sendo corrigidos e a acertos mantidos. Finalmente passei a acertar também a borda amarela, indicando que estava melhorando na atividade. Por sorte, talvez, acertei uma vez somente o centro do alvo – mesmo assim, quase na parte amarela. Eu poderia ficar mais tempo tentando e melhorando, mas logo a apresentação das coortes e o jantar começariam. Eu não seria louco de perder o jantar. Saí dali pra guardar as armas no arsenal e encerrar as atividades do dia.


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Obs:
Foi um bom treino, gostei da forma como descreveu e como explicou suas ações para melhorar o desenvolvimento.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Allison Harley Fields em Sab 1 Fev 2014 - 21:33


Treino de Arco e Flecha

Uma coisa que aprendi desde que cheguei ao acampamento foi que, os semideuses romanos não brincam quando se fala em treinos. Todos se esforçam até ao ponto de suor escorregar por todos os cantos dos seus corpos. Era incrível e assustador ao mesmo tempo. Havia tantos campistas a treinar e a se divertirem, que fazia parecer o meu acampamento de férias uma vergonha. Os campistas romanos eram diferentes. A disciplina estava a cima de tudo, tal e qual como Lupa. Era fácil de notar que era um dos seus mandamentos. Não demorou muito a me enquadrar com eles por causa da minha boa disposição, porém nos treinos, a coisa era diferente.

Ainda não tinha adquirido a mesma mentalidade que o resto, sentia-me meio que um extraterrestre. E conforme combinado ontem à noite, os campistas novatos estavam todos reunidos no campo de treino para experimentarem um pouco do que é lidar com arco e flecha. Segundo Lupa, eu possuía o jeito natural do meu pai, Febos. O guerreiro do Sol e o melhor arqueiro de entre os Deuses. Espero que esses genes estejam comigo na altura de pegar no arco.

Ainda era demasiado cedo quando acordei, pois o Sol ainda não se tinha posto. Não havia dormido nada durante a noite por causa do nervosinho miúdo e tinha vindo direta do dormitório feminino para o campo de treinos. Por muito estranho que soasse, mal podia esperar que o primeiro dia de treinos começasse. Esboçava a todos aqueles sorrisos largos, de que era tão conhecida por, enquanto esperava pela minha vez de experimentar uma pequena vez naquela arma que existia desde os tempos arcaicos. E para ser sincera, até tinha medo de que desgraça podia vir a acontecer.

Não demorou muito até o instrutor me dar sinal com a mão para eu dar uns passos mais em frente e ser eu a experimentar aquele instrumento de guerra. Deu-me uma breve explicação de como o armar e de o colocar em uma mira decente para que acertasse no alvo de argolas de variadas cores. Tentei engolir toda a nova informação no meu cérebro e esperava conseguir passar todos os pequenos pormenores. Talvez não era assim tão fácil como tinha pensado. Mas enfim... Lá agarrei no estranho arco e preparei-me, como, mentalmente e fisicamente. Arco com flecha, check. Vento calmo, check. Alvo em boa mira, também check. Inspirei bem profundo e comecei a me lembrar passo por passo.

Estiquei a corda do arco com a flecha já preparada, levantei-o lentamente até que, os meus braços esticados e punho, estivessem a nível da minha boca e a flecha estivesse um pouco mais acima do que o anel do centro do alvo. Tinha as minhas certas duvidas que iria acertar logo à primeira, mas não custa nada em ter um pouco de esperança em nós próprios. Quando larguei a corda, tudo parecia se ter tornado em câmara lenta. A rápida flechada correu na direção errada em que eu queria, o que era em direção da relva. Resmunguei e fiz um pequeno bico com a boca ao tentar engolir a dura verdade à minha frente. Talvez Lupa se tenha enganado no meu pai... Só por umas largas léguas.

Continue a treinar, Morrigan. Romanos não desistem. o instrutor relembrou-me com uma cara de poucos amigos. Soltei um longo assobio e voltei à minha missão, quer dizer, treino.

Já um pouco zangada, lá coloquei outra flecha no arco e repeti o mesmo processo. Desta vez notei que o vento soprava um pouco mais forte, o que talvez foi o problema de a minha flecha ter mudado de rumo. Ou mais provável a aselhice de uma novata. Fechei o meu olhos esquerdo e utilizei o direito para medir a distância do alvo e o ângulo. E pela primeira vez, acertei no alvo. Ainda por cima, num dos anéis vermelhos! Não podia estar mais orgulhosa de mim, para uma principiante não era nada mau.

E foi assim que passou o meu dia, a manhã tornou-se tarde, e a tarde tornou-se ainda mais rapidamente de noite por causa do horário de Inverno. O dia inteiro repleto de sucessos e falhanços a aperfeiçoar a minha técnica até ao mais minúsculo dos pormenores. Talvez Lupa não se tenha enganado quanto a mim... Quanto mais precisava, mais romana me tornava. O ambiente devia ser contagiante ou algo assim. Porém, o final do treino tinha me deixado com um largo sorriso tosco nos lábios de tão alegre que estava. E para me recompensar, um belo banho na sauna.        
  

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Obs:
Gostei de seu treino, ficou interessante e não tão simples, ainda não li o próximo, não sei se a introdução ficou maior aqui por ser seu primeiro treino, mas se for o caso, evite mais isso... Achei apenas um pouco incomodo sua forma de escrever, mas sendo portuguesa não retirei pontos por isso, pois sei que acaba acontecendo isso mesmo, os pontos que descontei foi por erros de escrita mesmo.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Allison Harley Fields em Dom 2 Fev 2014 - 0:45


Treino de Arco e Flecha

Outra manhã, outro treino. Basicamente a minha vida resumia-se a esta monotonia cansativa e puxada. Desde os meus primeiros treinos, o meu corpo moldava-se agora à dor e os músculos se iam habituando ao esforço fora do extraordinário. Os primeiros dias foram horríveis. Os meus músculos, simplesmente, recusavam-se a mexer depois de tantas horas a treinar sobre o frio. Fiquei constipada e quase a virar para uma gripe. E ainda conseguia sentir o meu nariz fungando. Espreguicei meu corpo e levantei-me da cama com passo a caracol. Não liguei muito à minha parte do dormitório um pouco desarrumada, pois não tinha intenções de arrumá-la sem ser depois de vir do treino.

Arrumei o meu cabelo loiro em um alto coque e foi a correr para o campo de treinos já mais que mentalizada para um novo dia de treinos. E já estava à espera de que pudesse acontecer de tudo neste acampamento. Pois preparava os campistas para todas as eventualidades. Ainda por mais, com uma suposta guerra contra os gregos a caminho. Algo sobre uma cria de Hera e a pretora ter sido raptada, uma confusão que ainda não percebia muito bem e tinha medo de perceber por ser a novata do campo. Suspirei e ajeitei o meu casaco quente ao sentir o vento frio a castigar o meu corpo. A irresponsabilidade percorria um pouco as minhas veias.

Era tão cedo, que havia tão poucos campistas, que podia contar com as minhas próprias mãos. E se tivéssemos com atenção, podíamos notar na geada que descansava inocentemente nas plantas depois de uma noite fria. Era estes pequenos pormenores que me faziam abstrair um pouco do mundo. Sorri para os meus botões e caminhei pela terra batida até chegar ao local que ansiava estar. Admitia que o meu pequeno vício agora era treinar. Pronto. Agora podem me julgar à vontade.

Já vinha com o arco e a aljava de flechas presas ao corpo desde o momento em que tinha ido os recolher à entrada do campo de treinos. Agora só precisava de encontrar um bom local para treinar contra alvos de palha com forma de criaturas. Queria aprender quais locais precisava de lançar as flechas para os ferir em prevenção da minha vida e saúde. Não demorou muito até encontrar um bom sitio, tinha tudo o que tinha pedido em mente. Havia vários figurinos de palha à disposição para o arqueiro que se aventura-se. Engoli em seco e tomei coragem. Embora o meu medo fosse não acertar em nenhum, ou falhar tanto que chegava a perder o meu ânimo. Mas isso não era de mim, a sempre positiva e cheia de coragem, Pandora, adorava um bom desafio.

Olhei para os alvos à minha frente e tentei perceber como seria melhor as minhas tentativas de acertar, pelo menos, uma vez no coração das criaturas. Havia um figurino de palha em forma, do que parecia ser, um Minotauro, um homem e um ciclopes. Todos com tamanhos variados. Semicerrei os meus olhos numa tentativa de testar a distância. Molhei o dedo para sentir a direção do vento. Ventos vindos do Este de intensidade pequena com alguns momentos de intensidade mediana. Não fazia mal, só adicionava um pouco mais de emoção ao meu desafio de hoje. Carreguei uma flecha da aljava de couro gasto no arco de metal e experimentei o vento com a primeira flechada sem rumo. Tentei a minha pontaria contra o figurino de palha em forma de homem. Queria atingir pelo menos um dos seus joelhos.

Tinha que tomar um certo tempo nas minhas flechadas, criar uma espécie de ambiente de batalha. Ou seja, tinha que ser rápida a carregar o arco e manter uma mira certeira. Lembrei-me da direção do vento e puxei o arco um pouco mais cima e mais sentido de Este para evitar com que o vento levasse a flecha contra a relva. Almejei o joelho e larguei a corda tão rápido que fez um pequeno estalido. A flecha voou que nem um raio acertando em cheio no meio de onde estava a parte inferior da perna. Não era bem o joelho, mas estava lá perto.

Voltei a carregar com mais uma flecha e desta vez tomei um longo e prolongado fôlego. Concentrei-me no que tinha à minha frente e não ao meu redor. Tentei apagar tudo que estava à minha volta e apenas ter aqueles alvos na mira da minha flecha. Desta vez ia tentar contra todos os figurinos de palha. Molhei os lábios com a minha língua e logo tranquei o lábio inferior entre os dentes. Posicionei contra o coração do Minotauro, nunca me esquecendo do vento. Lancei tão rápido a flecha, que já no segundo a seguir, puxava o meu braço para trás para trazer uma nova flecha da aljava e colocando-a desajeitadamente no arco. Quanto mais tempo passava, mais o meu corpo se tornava nervoso e as minhas mãos tremiam. Após algumas tentativas, lá consegui colocar a flecha no arco e lançando, desta vez, para o olho do ciclopes. Mais valia cegá-lo que fazer várias tentativas para o matar e sofrer impiedosamente com a sua visão. Nem tive tempo de reparar onde realmente todas aquelas flechadas iam caindo. Mas pelo sim ou pelo não, lancei mais duas flechas contra o ciclopes. Nunca podemos confiar num deles.

Agarrei em mais algumas flechas e mirei o Minotauro sem qualquer tipo de piedade. Como se o meu sangue corresse frio. As flechas que me iam sobrando, ia dividindo-as entre aquelas duas terríveis criaturas que me provocavam medo. Esquecendo por completo a figura de palha humana. Quando cheguei para colocar mais uma flecha no arco, senti a aljava vazia. Não me restavam mais flechas.

Durante aquela súbita fúria, nem tinha dado conta do esforço dos meus braços. Pontadas percorriam desde a ponta dos meus dedos até ao meu ombro que me faziam gemer um pouco de dores. Nem queria pensar como iria sentir amanhã ou depois de um bom duche. Tremi só de pensar.

— É o preço a pagar por ter sido tão desajeitada... — falei em tom baixo para mim mesma e ao descansar o arco para baixo. — E os alvos... como estão..? — coloquei a pergunta no ar seguindo de um pequeno zumbido com os olhos postos nos alvos a examinar tudo a cada milímetro.

Como é claro, apenas uma flecha na parte inferior da perna do homem de palha. E enquanto as outras duas figuras de palha pareciam ter passado por uma batalha. Uma confusão de flechas arrecadadas. Tinha acertado no nariz no ciclopes e algumas vezes ao longo do seu corpo. E quanto ao Minotauro, podia se notar que tinha falhado algumas vezes mas o tinha atingido com flechas ao longo do seu dorso.

Nada mau para uma iniciante. Esbocei um pequeno sorriso de vitória ao sentir orgulho de mim mesma. Merecia uma boa fatia de bolo de chocolate de brigadeiro e um banho termal. Sim, era isso que ia fazer. Mas primeiro, enfermaria para curar as dores do esforço e arrumar a minha cama.     
  

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OBS: o post anterior foi antes da meia-noite e este é depois. e mais uma vez, sou de Portugal, peço desculpa pelo PT abrasileirado. -q

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Um pouco melhor do que o treino anterior, porem ainda um pouco bagunçado ao meu ver, acho que não tens o costume de escrever puxando para o lado abrasileirado do português e isso confunde um pouco. Eu ao menos não me importo que escrevas de forma portuguesa, então se quiser pode escrever "normal" mesmo. Fora isso foi um bom treino, apenas cuidado com a mira de cada flechada, se atente também com postura e manejo, e não só o vento.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Chillie P. Möhrhauser em Dom 2 Fev 2014 - 1:27



bow and arrow, friends or enemies?

Havia acordado com o sol naquele dia, parecia que o sol pedia para eu acordar ou senão ele iria me  dar um soco. Ou sei lá, estivesse calor o suficiente para eu me sentir derretendo. Oh, irônico. Uma filha de Quione derretendo, ho ho ho. Mas falando sério, nos últimos tempos tenho me dado por completo aos treinos, por que mesmo que parecesse surreal, aquele seria meu mundo dali para frente, e eu deveria me acostumar com a ideia. Afinal, porque ficar me recusando a encarar a verdade? Não fora sempre eu que era a mais realista do orfanato?! Bom, voltando a minha manhã. Tinha tomado café da manhã com os filhos de Apolo, que eram irrtantemente lindos e radiantes. Com bronzeados fantásticos e dentes extremamente brancos. Oh, o us excessivo de branco, socorro. 

[. . .]

No final da refeição, os filhos de Apolo resolveram ir para a arena de treinos e como não havia mais nada para se fazer, por que não? Mas também não queria dar na cara que estava seguindo eles, afinal não sou nenhum tipo de perseguidora maluca. Entretudo quando entrei na arena de arco e flecha, minha atenção ponderou-se apenas para a excitante arena. Uma ansiedade começou a aflorar dentro de mim e logo corri para pegar um arco e uma aljava. Era muito divertido pensar em aprender a usar novas armas, por que novas armas significavam novas habilidades e isso era totalmente fascinante. Ainda era nova naquele assunto, mas já estava totalmente submersa naquele perigoso sentimento de adrenalina. Embora mais tarde tenha percebido o quanto estava exagerando.
Havia dois tipos de alvo. Os fixos com faixas e os de bonecos de palha, e primeiro fui nos de faixa. Primeiro precisava pegar as manhas, amaciar um pouco o arco e também minha mente. Me posicionei alguns metros á frente do alvo e peguei uma flecha, firmei-a com força contra o arco, segurando a ponta com calma. Minha respiração pulsava, forte e rápida. Puxei a flecha para trás, quase até minha orelha. Fechei o olho direito para a mira, e zuuum! A flecha saiu zunindo com velocidade, embora infelizmente tenha passado muito mais que qualquer faixa do maldito alvo. 
Bufei, insatisfeita. Pegando outra flecha, ainda ignorando os risinhos dos convencidos filhos de Apolo. Puxei a flecha desta vez até a metade de sua capacidade, com até um pouco de dificuldade, mas poxa vida, sou nova nisso. Ergui o arco posicionado, e fiz como antes, fechei o orbe direito. Mas dessa vez, tentei relaxar os ombros o máximo possível, tentando esconder toda aquela tensão. Mirei com tranquilidade o alvo, e deixei-a voar.

[. . .]

- Droga, Chillie!; xinguei eu mesma. Quatro. Quatro tentativas e todas foram horrorosas. Muito alto, muito baixo, pouco velocidade ou muita velocidade. Caramba! Devo dar um pouco de crédito aos filhos de Apolo, que devem - afinal das contas - terem um cérebro. Então decidi largar os alvos fixos, que tal algo mais realístico? Só para relaxar um pouco, eu espero! Larguei os equipamentos como o arco e a aljava onde peguei e troquei por uma lança, enquanto ia na direção dos bonecos de palha. Fiquei alguns metros ao sul, com a lança na mão direita. Segurei-a com firmeza, perto novamente de minha orelha. Dobrei os joelhos levemente, dei três passos vagos e arremessei a lança com agilidade. A lança bateu contra o boneco mas caiu logo em seguida. Peguei a segunda lança e fiz novamente o ritual, embora desta vez tenha tentado com mais força. Afinal, o impacto da ponta da lança deveria ficar firme ali. Pra nada adianta um arremesso fraco, não é mesmo?
Dei um belo impulso com meu braço ao fim do terceiro passo. A lança foi exatamente onde a antiga lança estivera, mas desta vez ela adentrou perfeitamente, e imaginei um inimigo como o boneco. Passara o resto da manhã com as lanças e os bonecos, já que não me dava tão bem assim com as flechas. Fora até que divertido afinal, e ajudou-me á perceber o quanto meus reflexos e agilidade estão sendo aprimorados, ótima notícia, não?
Quando voltei ao chalé de Quione tive a melhor recepção de todos os tempos. Félix, meu lindo filhotinho de lobo albino pulou sobre mim lambendo minha cara com muita felicidade pela minha volta. Mas tive que separar-me dele, afinal precisava de um banho urgentemente, senão era capaz do coitado cair morto ali mesmo!

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Fobos - Motivos: Tome cuidado com a colocação das vírgulas, pois estas estão ficando mal posicionadas ocasionalmente. Também tente melhorar o desenvolvimento, fazer do treino algo divertido e que leve o leitor a perceber todo o progresso do campista; é questão de criatividade. (Ps: deixe uma linha em branco entre os parágrafos, facilita a leitura)
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Lola Bertrand Graham em Dom 2 Fev 2014 - 13:53


Break the ice then the cold heart!
Strike the heart for love frozen by fear is beautiful and menacing
Eu me dirigia para a o espaço de treinos de espadas e escudos, sentia-me animada o bastante para acordar “cedo” e treinar um pouco. O chalé de Hermes, onde ficavam os indefinidos, estava quase que todo lotado, todos dormiam tranquilamente, como sempre. Não tive a mesma sorte, mas ainda estava bem disposta para um treino. Tinha preparado uma tigela de cereal com leite para mim como café da manhã, mas ainda me sentia faminta e tentada em passar no refeitório, talvez conseguiria roubar algum copinho de sangue. Eu ainda estranhava a aparência que eu estava adquirindo, principalmente as olheiras arroxeadas, vez ou outra eu acabava achando que tinha passado maquiagem no lugar errado. Já conhecia o suficiente do lugar para chegar a ala de espadas e escudos em menos de cinco minutos, havia mandando um recado para minha "tutora", que na verdade era uma campista veterana que sempre me ajudava em meus treinos. A Zoey, minha tutora, já estava no local me esperando. Eu já estava acostumada com todo aquele ambiente e com as pessoas, mas não com espadas, odiava espadas e vinha tentando ignora-las até então, mas eu iria ser morta por causa disso, então não poderia amarelar. Me dirigi para um caixote grande e organizado no canto da sala, ali todos pegavam um exemplar de espada, com dois gumes, sem nada para prevenir que acontecesse acidentes desagradáveis. Esgueirei-me entre os garotos e garotas e peguei uma espada, a primeira que encontrei, constatando depois que esta pesava o suficiente para desequilibrar o peso de meu corpo.

Minha colega de treino, a Zoey no caso, disse que era difícil encontrar o perfeito equilíbrio com qualquer espada, portanto poderíamos começar daquele jeito e esperar que eu tivesse mais sorte da próxima vez. Tive a ligeira impressão de que eu estava precisando da sorte para agora – Então... Ataque e defesa? Eu vi os movimentos de estocada e finta, mas nunca manejei uma espada. – Comecei a dizer com um tom de cautela. A garota prole de Afrodite (sim, queridos, Afrodite) me disse que os movimentos vinham do nosso instinto de sobrevivência, como animais, e que eu ficasse calma. Começaríamos com ataque. Segurei a espada com a mão direita, tendo vergonha de admitir que tivesse melhor movimentação caso segurasse a empunhadura com ambas as mãos, e então avancei um passo para diminuir a distância entre eu e Zoey. A garotatinha concordado em só defender e me orientar – por hora . De espada em riste, ou seja, posicionada da maneira que eu julgava adequada, avancei outro passo e investi descende a lâmina contra o braço da treinadora. Admito que meu movimento fosse obvio, muito obvio, afinal a espada descia na vertical, mas mesmo assim não desisti de desferir o golpe.

A garota me repeliu facilmente, impondo sua espada contra a investida. Por possuir menos força, cambaleei para trás, um sorriso animado no rosto. Eu não era esse tipo de gente que desiste fácil, o oposto disso, a verdade é que gostava de desafios. Após retomar o equilíbrio, apertei os dedos em torno da empunhadura lisa e investi novamente, tão rápido quanto podia, indo diretamente em direção ao ombro de minha adversária. Tentei fazer diferente, não parecer obvio, por isso fui com a lâmina na diagonal e só nos últimos segundos mudei a posição da mesma para a vertical. Meu golpe foi rechaçado tal qual o primeiro, mas parecia que a garota aprovava minha troca de técnica. Lancei-lhe um sorriso de expectativa e ela balançou a cabeça de modo que entendi que poderia continuar. Armada, parti para cima, embora já estivesse bem próxima, e tentei atacar o flanco direito de Zoey, sendo repelido ali por um golpe contra meus dedos em torno da empunhadura da espada. Não recuei choramingando, invés disso mudei de flanco, indo tentar atacar o outro que tinha ficado – a meu ver – desprotegido. Fui repelido como da outra vez, só que parecia que o conselheiro começa a ter trabalho. Invés de recuar totalmente como vinha fazendo de início, agachei-me e tentei acertar os joelhos da prole de Afrodite com a espada, ficando meio surpreso quando ela deu um pulo tão alto que a lâmina cortou somente o ar – Legal. – Disse, entusiasmado, ao ficar de pé e engatar desse movimento um golpe de cima para baixo, como fazem os lutadores de boxe. Ao subir quase acertei o queixo de Zoey, mas ela recuou um passo e encaixou sua própria espada contra a empunhadura da minha, fazendo algum movimento com os dedos que fez com que minha arma caísse há metros de distância – Tudo bem, me rendo... Até que não foi tão ruim – Ergui as mãos para o alto, me rendendo. Peguei a espada jogada, agora era a vez de investir.

- Cadê o escudo? – Perguntei de sobrancelhas arqueadas quando Zoey ergueu sua espada. Ela tinha técnica, prática, conseguia se livrar facilmente de ataques efetuados por alguém como eu. Pés separados, olhos atentos e mãos prontas para qualquer movimento. A prole de Afrodite não aguardou muito tempo, logo partiu para cima e, cara, ela era muito rápida. Fiquei tonta só de tentar acompanhar os passos dela. Em um minuto ela estava á minha esquerda, a espada levantada na vertical, pisquei e ela já tinha chegado ao meu flanco oposto e fingiu que acertava ali o lugar. Ela me chamou a atenção, por ter baixo a guarda. Murmurei qualquer coisa e tratei de me virar e lá estava a espada ameaçando cair sobre mim. Dessa vez consegui também erguer meu armamento, jogando-o contra a lâmina antes que essa rachasse meu crânio ao meio. Ficamos naquela medição de forças, até que tive a brilhante ideia de jogar todo o peso do meu corpo para o lado do braço e a garota recuou. Resultado? Quase cai de cara no chão. Cambaleei e depois recobrei o equilíbrio.

Minha tutora investia de todos os lados, sumindo aqui e reaparecendo ali, e eu nunca conseguia acompanhar seus movimentos em tempo de evitar as pancadas – ela estava pegando leve. De espada na mão, apertei os lábios, irritada, e dei um giro de 360º graus, no objetivo de acertar qualquer coisa ao meu redor. Escutei um arfar baixo e uma risada, parecia que eu tinha deixado de acertar alguém por pouco. Tonta graças ao giro, cambaleei um passo desequilibrado e retomei o controle de minhas articulações, agindo em tempo de golpear o punho da treinadora antes que ela terminasse o golpe que tinha planejado. Ao acertá-la, dei um sorriso de expectativa e avancei, esquecendo-me da tarefa de defensora que devia exercer. Tentei bater a espada contra seu ombro, errando por alguns centímetros, e nesse momento a treinadora acertou um belo de um chute na parte de trás do meu joelho direito. Vacilei e caí ajoelhada no chão. Antes que pudesse fazer algo, a espada foi pressionada contra meu pescoço pelas mãos do rapaz que estava logo atrás de mim. Por instinto eu quis me render novamente, mas invés disso usei a mão armada para acertar as canelas da garota atrás de mim. Ela uivou com o impacto e o aperto em meu pescoço sumiu. Fiquei de pé imediatamente, o sorriso animado sempre presente, e aderi à postura de defesa. A prole de Afrodite investiu, fazendo chover golpe após golpe e dessa vez eu conseguia acompanha-los; não com perfeição, claro, mas ao menos sabia onde ia ser atingida. Esquivei para direita e rolei no chão para evitar os golpes. Antes que pudesse ficar de pé, a mulher foi mais rápido e desferiu um golpe em forma de parábola. Deitada no chão, só tive reflexo o suficiente para fechar os olhos e impor a espada frente a mim na posição horizontal. Aço contra aço, o som estridente fez meus ouvidos doerem. Abri os olhos, um de cada vez, e constatei que a treinadora estendia sua mão para mim, sorrindo e dizendo que eu não era tão ruim. O treino tinha acabado, pelo visto. Graças, pois pensei que iria virar picadinho em minutos. Guardamos as espadas e agradeci por ter paciência em treinar comigo; logo saio do local.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Kate S. Retzmann em Dom 2 Fev 2014 - 17:16





Ainda não tinha dinheiro suficiente para comprar alguma arma boa o suficiente para o que viria logo. Estava a pouco tempo no acampamento mas já havia ouvido o suficiente para me causar medo e vontade repentina de treinar. Alguns engraçadinhos haviam roubado minhas roupas e sapatos, isso me causou horas de atraso para o treino de armas de longa distância, me revidaria depois dos malditos filhos de Hermes, mas pensaria naquilo após treinar. Usava a blusa do laranja berrante do acampamento e uma calça jeans escura, usar roupas escuras era minha técnica para passar despercebida, acho que se a pessoa te olhar e você estiver toda de branco vai chamar mais atenção ainda. Passei na frente no refeitório e minha barriga anunciou estar ali, não queria comer agora, perderia mais tempo, na volta pegaria uma maçã ou já esperaria pelo almoço. Ao chegar na arena pude ver que não era somente arco e flecha, graças aos Deuses, pois era muito sem graça só usarem arco e flecha como de longa distância. Em uma espécie de armário sem portas havia algumas lanças que sobraram, a maior parte estava sendo utilizada, a minha ideia de me preparar para o pior não era somente minha, aparentava. 


Observei alguns campistas treinando enquanto andava até as lanças. Eram mais pesadas do que imaginava, não sei como faria para arremeçar até o outro lado, haja força, meu Deus. Desisti de utilizar aquela arma e me lembrei que as facas, facões e adagas eram mais leves e práticas, sem falar que ninguém é tão inteligente de ir para uma guerra com alças gigantes e pesadas, até conseguir finalmente se equilibrar com aquilo o inimigo já tá na tua frente te furando, ou sabe se lá se teríamos de matar alguém, tomara que não, passo mal ao ver sangue. Fui até uma mesa onde havia algumas destas armas pequenas, algumas até que nunca havia visto, e peguei algumas adagas e facas. Vários alvos estavam sendo usados, muitas pessoas concentradas, mas dei a sorte de encontrar um esquecido no canto. Me aproximei do mesmo até estar em uma distância razoàvel para me preparar. Deixei as armas no chão, com uma adaga já em punho. Respirei fundo para me concentrar, era meu primeiro treino sério, gostaria de bons resultados. Esqueci as falas e respirações altas em volta e olhei fixadamente para o círculo vermelho à alguns metros. Fiz a 'pose' de quem irá arremessar algo e joguei. Acertei próximo ao vermelho, calculei errado a altura do arremesso, e a adaga ficou por alguns poucos segundos grudada e logo caiu. Dei de ombros e refiz o movimento, com um pouco mais de força; dera certo. Com algumas poucas adagas que sobrara das minhas tentativas de ser boa em mira (em falso, se devo dizer) fiz uma tática diferente.


Dei alguns passos para trás com uma adaga em mãos. Estava um pouco longe demais do que eu gostaria, mas seria uma boa hora para me testar. Olhei em volta para ter certeza de que ninguém estaria em volta para eu poder acertar e mirei. Fiquei com medo do que eu poderia acertar mas arremessei. Já sabia que eu tinha uma mira horrível, mas aquilo foi o cúmulo, a adaga bateu na quina do alvo e saiu rolando pelo final da arena. Fingi que não era comigo e procurei mais alguma para treinar, somente restara uma faca. É, vale a pena tentar, mas de mais perto, não gostaria de furar ninguém. Voltei os passos anteriores que havia dado e me agaixei, seria outro modo diferente de tentar acertar, outro dia iria tentar correr, pular ou seja lá o que mais que precisasse. Mirei um pouco acima do alvo vermelho e joguei. Acertei a borda do vermelho, isso equivalia à... Raspando no inimigo. Me levantei com as sombrancelhas arqueadas e fui recolher as adagas perdidas, havia até mesmo uma perto do alvo ao lado, só não procurei a rolante. As deixei em cima da mesa onde havia encontrado e fui na direção do refeitório, não corriria o risco de ir ao chalé antes, poderiam roubar algo mais meu.



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Fobos - Motivos: Revise o treino antes de postá-lo, principalmente seus sinais de pontuação. Com relação ao desenvolvimento, é uma boa ideia a de usar a criatividade parar criar situações. Dizem que os heróis evoluem quando estão em perigo, certo? Então por que não usar desta filosofia? Sei que pode fazer melhor. (ps: deixe somente uma linha em branco entre os parágrafos - não duas -, pois isso vai facilitar e leitura)
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Caius Lothring Bradshaw em Ter 4 Fev 2014 - 12:56



Odia estava calmo e me deixava cada vez mais inquietante enquanto olhava para os lados esperando que alguém viesse até mim me dizer o que fazer. Minha personalidade meio tímida me fazia cada vez mais sentir calafrios durante o dia todo que estive ali abrigado no chalé de Hermes sem saber qual seria meu devido progênitos divino. Melhor dizendo meu querido pai ou mão que não deu as caras até agora. Vivi em um orfanato desde pequeno até o dia que alguns monstros começaram a dar as caras pra me matar. Foi difícil eu confesso, mas depois desse dia até hoje já se passaram uma semana e nada que me desse uma idéia do que fazer dentro desse lugar com todas essas coisas. Olhava discrente para todos que estavam na minha frente andando de um lado para o outro e eu estava até então sentado em baixo de uma árvore pequena, mas que fazia sombra e me deixava mais calmo. Eu me sentia perdido ali até que em algum momento vi um grupo de pessoas caminhando para arena.

Tentei correr para alcançar a menina que eu tinha conhecido que se chamava Lola e me ajudaria caso eu precisasse, pois ela também não sendo reclamada estava ali á mais tempo que eu. Porém não consegui alcançar ela e acabei sendo arrastado pela multidão de pessoas que ia indo para a arena onde possivelmente eu nem sabia o que encontraria lá. Olhei diretamente para algumas pessoas que estavam sentadas na arquibancada e logo para todos os meus “colegas” que pegavam algumas aljavas e flechas, eu estava metido em alguma coisa que nem ao menos sabia o que era, precisava me acalmar e logo olhei para Lola que sinalizou para que eu pegasse uma pequena flecha junto de um arco para que treinasse junto de todos. Me posicionei com a flecha na mão e o arco, estávamos em uma linha horizontal de frente para os arcos dispostos organizados na no nossa frente de forma que fosse extremamente fácil de acertar, contando que não atingisse ninguém.

Respirei fundo levando um susto quando alguns atiraram as flechas bem ao meu lado, aquilo estava me deixando mais nervoso do que o normal então logo meio tremendo, posicionei o arco na minha frente. Deliberadamente retirei a flecha que estava presa ás minhas costas e posicionei a mesma no arco prontamente para atirar. Olhei para os lados meio confuso e assim que puxei a corda do arco a flecha com um zunido atravessou a longa distância do terreno da arena e caiu bem ao lado do alvo _Droga..._ Exclamei para mim mesmo, agora eu posso com certeza confessar que estava ficando um pouco bravo, queria terminar aquilo de uma vez por todas pois estava começando e me indignar com o fato de não estar conseguindo. Novamente uma flehca sai da aljava e vem até minha mão para que eu possa dar pelo menos um tiro certeiro.

Fitando o alvo, queria atirar agora no meio mesmo sabendo que seria mais difícil do que o normal. Mas tentaria de alguma forma conseguir que aquilo fosse o suficiente. Olhei novamente para o alvo na minha frente respirando fundo umas três ou quatro vezes antes de atirar naquele negócio _Um. Dois._ Não deu nem tempo de pronunciar o três e a minha flecha novamente passando com um zunido pelos meus ouvidos atingiu lentamente o alvo, porém não o meio e sim bem na ponta o que fez com que por pouco ela não fosse atingida no chão de novo como eu havia feito antes. Novamente eu vi que algumas pessoas se retiravam e apenas eu ainda não tinha conseguido atingir no alvo, respirei fundo e na última tentativa tentaria agora com clareza fitar aquele alvo e atirar. A flecha foi posicionada e em poucos segundo havia atingido a parte vermelha do alvo, fiquei feliz por isso e celebrando minha glória coloquei de volta a flecha e o arco no lugar e saí dali.


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Fobos - Motivos: Revise esse post. Sério, encontrei vários erros de ortografia, então é melhor que olhe novamente da próxima vez antes de postar algo. O desenvolvimento ficou muito pobre, escasso de detalhes e de pouca importância quando comparado com a introdução (que não acarreta pontos). Tente melhorar as situações.  
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Allison Harley Fields em Ter 4 Fev 2014 - 15:47


Treino de Arco e Flecha

Assobiava uma canção para mim mesma enquanto me preparava para o treino. Já tinham passado semanas desde o primeiro dia que havia chegado aqui ao acampamento mas ainda sentia aquela leve impressão de que tudo não se passava de um sonho. Uma irrealidade de que não queria acordar. Um suspiro soltou-se dos meus lábios enquanto calçava o par de ténis preto All Star. O treino de hoje estava combinado para a tarde e, para ser honesta, gostava da simples mudança na rotina depois de tantos treinos logo bem cedo. Tive até tempo de aproveitar um pouco da minha manhã para me render à preguiça no dormitório.

Já não devia faltar muito tempo para que todos os campistas se organizassem e fossem participar no último treino da tarde, que era treino de armas a longa distância. E hoje me surpreendeu pela positiva. Iríamos fazer uma patrulha ao redor do acampamento à procura de possíveis ameaças. Quer dizer, num dia tão belo e solarengo quanto este... que tipo de criatura temível teria coragem de não aproveitar? Provavelmente seria só mais um dia calmo sem qualquer tipo de problemas. Porém, a cara dos mais experientes era de poucos amigos. Franzi o sobrolho ao examiná-los da cabeça aos pés. Parecia que eles pressentiam algo que os novatos falhavam ver. Nos seguintes minutos dividiram os vários campistas em grupos de quatro pessoas para patrulhar-mos com segurança toda a área. Me juntei a um grupo onde a maioria já era veterana neste tipo de treino e aconselharam-me a pegar na arma mais confortável para mim, que, como era óbvio, era o arco e flecha. Agarrei-o juntamente com mais uma aljava de couro repleta de flechas para assegurar que, mesmo que houvesse algum perigo, estaria bem prevenida. Coloquei tudo ao ombro e por aí fomos.

A nossa caminhada rapidamente se encheu com os sons da natureza a ecoarem em nossos ouvidos. Os pequenos riachos que escorriam escondidos do olho humano, os pássaros a chilrarem e... um insano grito de uma criatura se fez ouvir por toda a Colina. Um arrepio involuntário percorreu o meu corpo e nos entreolhamos uns aos outros. Felizmente quer o que fosse, eram quatro semideuses contra uma única criatura — esperava que fosse apenas uma. O filho de Marte e o outro filho de Febos se colocaram em posição defensiva para proteger a mim e ao outro campista indefinido. Um olhava o céu e o outro formavam uma espécie de proteção com o escudo ao procurar entre os arbustos pela ameaça. Não sabia o que fazer, infelizmente era a primeira vez que entrava em contato com uma criatura mitológica que julgava que apenas existiam em filmes e livros. Mas foi aí que várias sombras desciam pelo céu em direção a nós.

Pandora, arco em posição! Ataca as harpias! o filho de Febos ordenou já disparando contra as mulheres com asas que tentavam nos pegar. Não tive muito tempo para me colocar na melhor posição, mas o instinto foi mais forte. Retirei rapidamente o meu arco das costas e logo comecei a encaixar uma flecha pronta para ser disparada.

A pontaria do filho de Febos era de fazer inveja, tudo o que ele disparava era certeiro. Enquanto que eu falhava miseravelmente por elas serem demasiado rápidas para o meu olho. Flechas voavam para todos os cantos, calhando em árvores alheias e algumas desaparecendo pelo céu, mas quase nunca acertando no alvo correto. A velocidade a que elas voavam tornava a pontaria mais difícil de ser calibrada. Mas uma das harpias notou a minha lentidão comparada com o outro semideus e aproveitou-se da situação. Enquanto tratava de colocar mais uma flecha no arco, uma harpia desceu pelos céus indo contra mim. O meu fôlego se prendeu nos pulmões quando vi as suas garras a quererem apanhar-me, porém uma flecha lhe acertou em cheio na cabeça e a mulher-ave desintegrou-se em milhões grãos de areia dourados.

— Concentra-te! Tens a certeza que o arco é a tua arma?! — grunhiu o filho do Deus do Sol de dentes cerrados. Ele tinha razão. Eu não estava a me sair assim tão bem para quem tinha reclamado o arco e flecha como as suas armas prediletas.

Precisava de engolir o medo e encarar a situação à nossa frente. E assim o fiz. Limpei a minha mente de todas as preocupações e comecei a tratar de destruir algumas harpias. De flecha armada no arco, comecei a fazer pontaria para algumas harpias mais lentas que se mantinham atrás do grupo. Fechei o meu olho esquerdo, ergui o arco apontando com a seta em direção delas e larguei a corda para que a flecha saísse a voar. Em cheio. A harpia desapareceu desfazendo-se em pó. Repeti a mesma ação, enquanto que os outros se tratavam de matar as que desciam pelo ar até nós. Em poucos minutos, o parecia ser uma ameaça já se havia transformado em milhões grãos de pó deixados pelas harpias que enfrentamos.

— Não estava nada à espera de algo assim... — falei sinceramente com a respiração ofegante. Quer dizer, estávamos todos assim. Suados e cansados depois de tanto esforço. Ambos os filhos reclamos e o semideus indefinido abanaram a cabeça ao concordar comigo.

Estávamos mesmo prontos para iremos embora a sete pés daqui, que os mais experientes tratassem deste problema. Já tínhamos arrumado as coisas e prontos para fazermos o caminho de volta ao acampamento, mas uma harpia revoltada voou rápido contra mim, agarrando uma boa porção do meu couro cabelo e arrastando-me pelo chão. Devia de estar revoltada por termos transformado as suas irmãos em pó. Gritei, gemi e lutei contra a harpia tentando me desfazer do seu punho mas tudo era em vão. As suas garras não me largavam por nada. Tinha que me safar sozinha, era muito arriscado para que uma flecha ou uma lança fossem disparadas contra a criatura voadora. A probalidade de me acertar era enorme. E então uma ideia maluca me veio à cabeça. Peguei numa das flechas na aljava, puxei-me ao agarrar firmemente nas garras da harpia e espetei a flecha no seu abdómen. Ela soltou um dos berros mais aterradores que tinha ouvido na minha vida e se desfez tal e qual as suas irmãs. Mas o pior foi a própria queda, o meu corpo esfolou-se ao deslizar pelo chão de terra com pedras entranhadas.

Pandora! eles gritaram aflitos ao me verem cair redonda no chão. O resto não me lembro bem, só sei que tinha ido parar à enfermaria com alguns cortes profundos em meu corpo e com uma severa ordem de ficar em repouso até melhorar. Treinos assim? Nunca mais. Precisava de aprender melhor antes de me aventurar assim...                       

     
  

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thanks tess
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Fobos - Motivos: Não tirei pontos da ortografia, mas é melhor revisar para eliminar os erros bobos da próxima vez. Gostei bastante de como usou a criatividade neste treino, empreendendo uma nova situação que tirou o tédio do leitor. Faltou um pouco mais de descrição da batalha, acho eu, mas mesmo assim gostei bastante.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Ter 4 Fev 2014 - 21:18



Armas a Longa Distância
não acertar ainda é melhor do que não tentar, acredite nisso e continue treinando

Nunca fui bom no arco e flecha. Essa frase poderia soar modesta vinda de alguns, mas se tratando de mim... Não era nada além da mais pura verdade. Preferia o combate corpo-a-corpo ou de espadas, e nada além disso. Por que então participava dos treinos à longa distância? Porque nunca se sabe que armas estarão disponíveis em situações extremas. Havia tentado convencer qualquer um de meus irmãos a comparecer ao treino comigo, mas todos se recusaram, alguns com desculpas mais elaboradas e outros nem tanto. A questão é que estava sozinho. Peguei um arco leve e flechas no arsenal, jogando o aljava em minhas costas à medida que seguia para o campo aberto onde alvos estavam dispostos por uma longa extensão de terreno. Muitos campistas estavam presentes, devo admitir, mas poucos interagiam entre si. O tiro ao alvo parecia exigir, além da perícia, concentração. Escolhi primeiro um alvo de menor dificuldade, sendo este um círculo grande e vermelho, sem subdivisão de pontos para cada acerto. Peguei uma das flechas e a encaixei na corda – Agora é só ter paciência. – Murmurei comigo mesmo, pensando alto, enquanto retesava o braço com o qual puxava o projétil cada vez mais para trás. Quíron havia me dito incontáveis vezes que o segredo estava no posicionamento: uma postura firme garantia um disparo certeiro. Alinhei os pés, mantendo um mais a frente do que o outro (o direito) e apertei os olhos na altura da flecha. Meus dedos já tremiam após tanta demora. Soltei a flecha após ter tido certeza de que acertaria, acompanhando toda a trajetória do projétil com olhos atentos e esperançosos. Não foi um tiro certeiro, provavelmente sequer acertaria um órgão vital de qualquer monstro, mas havia acertado o grande círculo. Era um avanço enorme para alguém que costumava acertar os sátiros na floresta; por acaso, que fique bem claro. Sorri contente, tão satisfeito quanto poderia estar, e segui para o próximo alvo a minha direita. A nova escolha apresentava outro grau de dificuldade, estando o círculo há uma distância maior. Peguei outra flecha e a encaixei na corda do arco, o mesmo processo de antes. O novo alvo possuía círculos pequenos, alguns de branco e outros de vermelho, por isso gastei mais tempo enquanto tentava firmar a mira exatamente no menor círculo (o do meio). A flecha cortou o ar quando solta, indo atingir o terceiro círculo do menor para o maior. Era um ótimo resultado.

Acertar alvos imóveis não constituía grande dificuldade, além de ser algo tedioso após alguns acertos. Iria tentar a sorte novamente, mas a possibilidade pareceu tão desestimuladora que abaixei o arco e comecei a caminhar mais um pouco pelo extenso campo de treino. Alguns campistas pararam para me lançar um olhar curioso, poucos deles, a maioria continuou fora de sintonia com o mundo ao seu redor. Percebi, após muito andar, que havia um cercado mais a frente e esse cercado estava repleto de bonecos de palha com círculos pintados em cada ponto vital. Usava aqueles mesmos bonecos em meus treinos na arena de combate com espada e escudo. A familiaridade fez com que eu fosse até lá, curioso e interessado, agora já não mais envolto pelo manto do tédio que vinha ganhando espaço minutos atrás – Para quê serve isso? – Corri a mão livre pela madeira macia da cerca baixa, por acaso deslizando os dedos por cima de um botão da cor do material abaixo dele – Eu não... Ops. – Murmurei no momento em que algo estalou, tal como uma cadeira velha ao voltar ao ouso, e os bonecos começaram a se mexer do outro lado da cerca. Seria uma pista de obstáculos móveis? Legal. Peguei duas flechas e as encaixei entre os dedos e a corda, algo que havia aprendido em dias passados com a ajuda de Quíron. Disparar duas flechas ao mesmo tempo não garantia precisão, mas era bastante útil quando em combate contra diversos inimigos. Já de braço distendido o máximo possível, aproximei os olhos do arco para garantir a precisão e contei os segundos enquanto cada boneco ia para um lado – Três, dois, ... – Disparei contra o primeiro da direita na primeira fileira e o que seguia atrás deste, só que na segunda fileira e com alguns segundos de adiantamento. Ambas as flechas seguiram milagrosamente na direção calculada por mim, contudo os alvos foram mais rápidos em se movimentar e fugiram das pontas de ferro. A sorte não duraria para sempre. Não havia perdido o estímulo, por isso peguei outras duas flechas da aljava e encaixei-as na corda do arco de modo que pudesse direcioná-las sem que uma atrapalhasse o percurso da outra. O segredo, pelo visto, estava no tempo do disparo. Por ser pequeno o espaço de movimento dos bonecos, estes iam e vinham de um lado para o outro com certa rapidez, mas isso não os tornava inatingíveis – Certo, dessa vez irei acertar algum. – Pensei alto enquanto fechava um dos olhos. Fui soltar as flechas após contar cinco segundos invés de um, e acompanhava os alvos com o arco enquanto estes se moviam. O primeiro projétil atingiu o extremo do círculo pintado na cabeça do alvo, e o segundo alojou-se em uma parte onde não havia círculos. Continuava sendo um acerto.

Meus instrutores costumavam dizer que mira era essencial, mas dependia do momento. Eu poderia passar horas e horas praticando a perícia, e mesmo assim nunca seria tão bom quanto um filho de Apolo ou uma caçadora de Ártemis, pois estes possuíam o verdadeiro dom com o arco e flecha. No meu caso, sendo filho de Hades e com preleção a espadas, bastava que fosse capaz de acertar o máximo possível de monstros em um curto período de tempo. Ainda restavam flechas o bastante em minha aljava, por isso não sai em busca de mais e invés disso tirei um relógio de pulso do bolso – Três minutos. – Marquei no cronômetro e tornei a devolvê-lo ao meu bolso, pulando sobre a cerca logo em seguida. Teria de acertar o máximo de alvos nesse meio tempo. Peguei uma flecha, apenas, e a disparei sem grande preparação. Vi que o projétil passou longe do alvo que eu visava, mas não parei para lamentar ou pensar em como melhorar. Comecei a pegar flecha após flecha e sair disparando-as o mais rápido possível, contudo com maior gasto na preparação da postura. Não serviria de nada se acabasse por gastar todas as flechas sem acertar monstro/alvo algum. As coisas começaram a melhorar quando gastei alguns segundos a mais na preparação do tiro, o que ficou obvio pela quantidade de flechas que começavam a se amontoar nos bonecos de palha. Não fiquei apenas parado, invés disso caminhava meio agachado por todo o corredor de alvos e disparava nos que estivessem mais próximos (de preferência). Armei três flechas de uma só vez, mirando-as no mesmo ponto quando soltei a corda do arco. Ambos os projéteis acertaram o alvo, cada qual em um local aleatório e fora dos círculos. Geralmente os monstros tinham pontos fracos diferentes. O relógio soltou um pio agudo em meu bolso, sinal de que os dois minutos haviam se passado e agora era tempo de contar os mortos. Soltei o ar, cansado e de ombros rijos, e comecei a vaguear por entre os bonecos ainda em movimento – Um... Seis... Oito. Não é um número assim tão ruim. – Declarei ao apoiar uma das mãos na cintura. Algum filho de Apolo teria feito melhor, e também acertado os alvos indicados, mas eu não fazia parte daquele seleto grupo (ainda bem). Sem flechas, comecei a recolher cada uma delas, ou pelo menos as que estavam ao meu alcance, e depois segui até o barracão de armas para devolver aquilo que havia pegado.  


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Obs:
Por mais que costumem ser mais compridos, é gostoso ler os seus treinos, sempre tem algo diferente dos outros, se utilizando de estratégias ou de alvos variados. Descontei ponto só pq ti amo -Q na vdd foi pq vc colocou que ia atirar as flechas pro 3 minutos e depois disse q foi por 2 minutos.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Lyra Chevalier em Qui 6 Fev 2014 - 18:43


Não sabia exatamente como reagir a notícia do "você está liberada" que a enfermeira havia me dado a aproximadamente dez minutos. Não gostava de ficar toda enfaixada e perstes a perder a visão, mas também havia desenvolvido um certo receio de ir para o treinamento de combate a monstros. - Ok, treinamento de recuperação psicológica. - Murmurei e voltei para o chalé, lugar onde coloquei uma roupa mais apropiada para treinamentos. Uma calça preta estilo militar solta e a camisa do acampamento que havia sido personalizada por mim, ela não tinha as mangas nem a gola. - Muito melhor! -  Comemorei sozinha enquanto saía através do chalé em busca por minha espada. Coloquei as lentes que havia ganho após ser reclamada e coloquei a espada presa em um cinto que eu também havia acabado de colocar. Rumei para fora do chalé sem ter certeza para onde iria no momento, decidi optar por algo que me fazia ter concentração e esquecer todo o restante ao meu redor, exceto pelo fato de quase sempre acabar errando o alvo. Essa parte sempre deixava-me zangada.

Dei nos ombros e caminhei em direção ao arsenal, lugar onde eu tinha certeza que encontraria o que procurava: uma aljava, flechas e um arco. Sai procurando através do caos de equipamentos que era o local e após um tempinho encontrei uma alvaja de uma cor marrom-estranha com flechas negras que possuíam penas brancas na parte de trás das flechas. O arco da mesma cor marrom-estranho estava ao lado da alvaja, então, peguei-o e voltei a caminhar para fora do arsenal enquanto observava pequenos entalhes no mesmo. Definitivamente havia dado trabalho para quem o fez, quero dizer, no sentido real. - Espero que você não tenha dono, senão estarei com problemas. - Meditei em voz alta enquanto falava com o arco. - Isso tudo é falta de companhia? - Assustei-me com a voz que veio de trás e pulei para o lado enquanto procurava pela dona da voz, Julia. - Na verdade... - Respondi ironicamente enquanto bufava baixinho e me posicionava de frente à um dos alvos. - Vai continuar aqui falando ou vai treinar? - Resmunguei mal humorada por saber que estava prestes a pagar um senhor mico na frente de uma das minhas irmãs.

Ajeitei minha postura, como já havia aprendido a fazer em alguns treinos ministrados e após pegar uma flecha na aljava que estava pendurada em meu ombro, posicionei-a no arco. Meu corpo estava um pouco de lado, minhas pernas ligeiramente afastadas e o arco estava erguido à pouco abaixo da altura do meu rosto. Ergui o braço gradativamente, tentando lembar-me realmente de como devia disparar as flechas para acertar o alvo. Relaxei os ombros e então inspirei profundamente e quando expirei, deixei que a flecha voasse livremente junto com meu ar. O meu alvo era um boneco de palha, a flecha felizmente havia acertado na barriga dele, o que já era muito melhor do que ela passar voando simplesmente e acertar uma das árvores que poderia muito bem ser uma dríade. - Que mira essa a sua hein? - Zombou a menina. Virei-me para ela e dei-lhe língua. - Pelo o menos eu acertei a barriga, não a perna dele. - Retruquei enquanto apontava para flecha que ela mesma havia atirado errado. - Nós definitivamente não nascemos para lutar com arcos e aljavas e essas coisas. - Concluí e balancei a cabeça negativamente.

Voltei a adquirir a posição "correta" enquanto tentava ao máximo não rir de Julia que havia acabado de virar sua aljava toda no chão. Ajustei minha mira, ergui um pouco mais o braço na tentativa de acertar o coração do boneco ou algo assim, mas de repente toda minha falta de jeito pareceu voltar à tona e o único ponto que consegui acertar realmente foi apenas a barriga do boneco. - Quer saber? Desisto! - Falei para Julia enquanto colocava o arco no chão, juntamente com a aljava e me sentava ao lado do equipamento. Depois de um tempo conversando com Julia e rindo dos erros alheios, invejando os acertos, saio dali.  


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Nêmesis - Houve alguns erros bobos que não considerei, treino bem simples e objetivo, por mais que quisesse apenas demonstrar o fato de não conseguir manejar o Arco e Flecha, acho que poderia ter se esforçado um pouco mais.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Brenda T. Collins em Qui 6 Fev 2014 - 20:12


Primeiro Treino




 Era meu primeiro treino desde que havia chegado ontem no acampamento. Eu estava nervosa, óbvio, nunca havia tocado em uma arma na vida, julgava ser péssima nisso, tinha quase certeza que tudo que eu iria fazer naquele treino seria pagar mico. Também estava nervosa porque, de repente, minha vida mudara completamente e treinar como uma semideusa era aceitar o fato de que eu era uma, mas eu não tinha tanta certeza quanto à isso. Em um momento eu era apenas "Brenda, a garota tímida que só sabia ler" e no outro eu era "Brenda, a garota tímida que só sabia ler e era filha de um dos deuses gregos". Como que é que posso lidar com algo assim? Saber que meu pai na verdade não é meu pai...
 Bom, eu estava nervosa, mas eu sabia que teria que fazer isso, só esperava que tivesse poucas pessoas olhando. E, ah!, adivinha qual é o meu primeiro treino?! Arco e flecha! Essa com certeza é minha arma preferida, mas também sei que é muito difícil de se manuseá-la. Perfeito.
 Eu cheguei no lugar onde seria meu primeiro treino com arco e flechas e escolhi um dos arcos que estavam a disposição (a arma que eu recebi ontem era uma adaga, que eu tampouco sabia usar) e uma aljava com umas 15 flechas. Eu teria que atirar em alvos fixos a mais ou menos 20 metros -como era meu primeiro treino-, eu esperava que tivesse alguém lá para me orientar, mas não havia ninguém, só mais algum campistas treinando, então tive que começar sozinha. Que fique claro que nunca toquei num arco antes, já havia lido livros sobre arqueiros, mas não sabia como usá-lo corretamente. Segurei o arco da maneira que julgava correta e posicionei uma flecha na corda. A posição da flecha parecia meio estranha e ela ficava pendendo para a direita, então deduzi que estava segurando a flecha errado. Coloquei a flecha do outro lado da corda e consegui segurá-la com mais firmeza. Certo, Brenda, você consegue. Mirei o alvo e soltei a flecha.
 Surpresa.
 Foi assim me senti quando a flecha acertou o alvo em cheio! Eu não acreditei! "Deve ter sido sorte de iniciante" pensei. "É, deve ser isso". Para provar que havia sido sorte ao invés de qualquer outra coisa, atirei novamente, mas dessa vez em um alvo mais longe. Não podia ser verdade! Eu acertei de novo! "Como? Eu nem nunca toquei em um arco antes!"
 Confiante, tentei outro alvo, algo mais difícil, um alvo em movimento. Sim, eu sei, esse era só meu primeiro treino, mas qual é!, eu acertei os dois alvos! E esse nem estava se movimentando tão rápido! Arrumei a flecha na corda, mirei e atirei. Acertei novamente! Um sorriso de orelha à orelha surgiu em meu rosto. NUNCA pensei que seria boa em algo! 
 É, acho que posso me acostumar em treinar aqui...

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Nêmesis - Alguns erros que atrapalharam no fluxo da leitura, treino muito objetivo, poderia te-lo desenvolvido um pouco mais. Por mais que seja sua primeira vez, na verdade, quando se é a primeira vez se consegue uma boa narrativa, então espero que melhore em suas outras tentativas. Sugiro ainda que uso o 'justity' no seu próximo treino.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Allie Vahlok Schneider em Sex 7 Fev 2014 - 18:02

keep distance - high voltage
Tentando melhorar a mira

As coisas estavam ficando difíceis pelo acampamento, parecia que a guerra estava novamente sendo declarada entre gregos e romanos pelo sumiço de um campista em especial, um campista que se acreditava ser filho de minha queridíssima madrasta Hera, pelo visto em certa parte da vida ela tinha se cansado de receber chifres e retribuído meu pai o transformando em um unicórnio ao lhe dar um chifre também. Porem me sentia alienada a qualquer coisa do tipo, claro que não negaria ajuda aos gregos, mas Zeus e Hera tinham seus problemas na cama e todos sabiam disso, se esta não estava cuidando do que era seu ficava até mesmo feliz por não ser sua filha.

Naquela manhã assim como em todas as outras desde que a bagunça tinha sido declarada estava indo para meus treinos preparada com tudo, relógio no pulso, adagas presas em um coldre em minha coxa, aljava presa ao ombro e arco nas mãos. Queria melhorar minha mira com estas, preferia sempre ataques a distância como grande parte de meus irmãos, porem sentia que precisava treinar e treinar cada vez mais tais ataques. Chegando ao campo de treino de armas a longa distancia me dirigi para um local onde estavam localizados vários bonecos de palha imóveis, me mantive a alguns bons metros de distancia e assim arrumei minha postura como tinha sido ensinada. Ombros relaxados, pernas alinhadas ao alvo, com a perna da esquerda um pouco mais para frente, ambas formando mais ou menos um retângulo alinhadas aos meus ombros, pesquei uma das flechas por cima de meu ombro.

Segurando a flecha entre meus dedos, a mantendo presa a corda do arco, puxei a corda, retesando o arco ao máximo que podia para assim alcançar uma melhor distancia, meu braço esquerdo estava esticado segurando o arco, enquanto o direito se punha dobrado para trás, com a mão levemente apoiada no queixo para firmar a mira. Detinha minha atenção em um dos bonecos que estavam a minha frente, este tinha marcado em vermelho seus pontos fracos, coração, cabeça, entre outros. Me detive em seu coração, onde ironicamente uma filha de Afrodite tinha caprichadamente desenhado um coração de verdade, como se para ressaltar tal local ainda mais. Zuuuummmm A flecha tinha sido solta, alcançando o boneco, porem se alojando em sua cintura, perto da coxa, se este fosse um adversário estaria impossibilitado de me vir até a mim, porem não era o  bastante, precisava de mais do que isso.

Outra flecha era assim colocada no arco, se encaixando na corda que era retesada, porem desta vez antes de fazer isso tentei respirar fundo, me acalmando e tentando relaxar um pouco mais, sentia meus ombros tensos e assim balancei a cabeça um pouco para cada lado tentando relaxar, com o coração do boneco na mira, tentei controlar minha respiração, sem prende-la, mantendo-a calma. Assim a flecha em alguns instantes se alojava sobre o ombro do boneco ao lado. _Dammit!_ Xingava nem me lembrando em que língua era tal xingamento, porem notando que uma rajada de vendo bagunçava meus cabelos e fora certamente o que me fizera errar o alvo almejado. A mira da nova flecha era alinhada ao alvo, porem um pouco para o lado oposto ao que a flecha anterior tinha ido parar, ou seja, um pouco para a esquerda, assim corrigindo o que  vento fazia com a trajetória da flecha.

Varias outras flechas foram atiradas em direção ao alvo, algumas acertando o ponto exato, outras se alojando em lugares perto, ou em lugares mais para o lado quando uma rajada de vento mais forte fazia o rumo se alterar. Em cada atirar tentava me concentrar mais nos alvos e em meus objetivos, que iam se alterando aos poucos, vezes nos joelhos, vezes no coração, outras na cabeça. Sentia o suor escorrer por minha nuca quando o sol se deteve mais ao alto e já estava cansada pelo treino, meu alvo estava retalhado de flechas, algumas presas em uma placa no fundo que as impedia de irem parar na floresta, outras pelo chão. Eu não era perfeita e nem estava perto disto, mas com o treino as coisas tinham melhorado consideravelmente, quando em fim armei a ultima flecha peguei uma de minhas flechas especiais que tinham me sido entregues junto com o arco, a aljava e os outros presentes de meu pai.

Suspirei fundo, relaxei os ombros, tentei esquecer todo e qualquer outro barulho que vinha do acampamento e dos outros campistas treinando, mirava na cabeça do boneco, exatamente entre seus olhos, uma leve brisa estava passando e assim corrigi um pouquinho a mira para o lado, fechei os olhos por alguns segundos e então os abri novamente, verificando o alinhamento de meus ombros soltei a flecha. Esta se alojou exatamente no local almejado, soltando uma descarga elétrica pelo boneco, este sendo de palha começou a soltar um pouco de fumaça onde tinha sido acertado e passou a pegar fogo, no que me sentei ao chão, cansada, vendo-o desfalecer em cinzas, tomando um pouco de água do cantil que carregava comigo e a jogando por meu rosto e nuca.



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Nêmesis - Ótimo desenvolvimento, parabéns.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Brenda T. Collins em Sab 8 Fev 2014 - 18:32

  Segundo treino

  No dia seguinte ao episódio do duelo, fui treinar mais arco e flecha. Mesmo eu tendo acertado os alvos no último treino, eu sabia que ainda havia muito a aperfeiçoar, e a luta de ontem havia me mostrado isso. Técnica. Agilidade. Rapidez. Firmeza. Alguns exemplos do que ainda precisava treinar. Além disso, acertar alvos fixos é muito diferente do que acertar um monstro gigante tentando te matar. E eu precisava estar preparada para as duas ocasiões.
  Cheguei ao local de treinamento e peguei um arco e uma aljava. Posicionei-me a uns 20 metros de distância dos alvos fixos e comecei a atirar. Havia 10 alvos postos com pelo menos 2 metros de distância um do outro. Eu não era muito rápida pegando a flecha da aljava e a posicionando na corda do arco, uns 30 segundos, talvez? Os outros campistas demoravam muito menos...
  Errei. A flecha passou a alguns centímetros de distancia do sétimo alvo. Recomecei.  Dessa vez não errei nenhum. Mas meu tempo preparando a flecha para atirar ainda era muito longo... Acho que aperfeiçoar isso vai demorar um tempo.
  Eu fiz a mesma coisa umas três vezes, até que minhas flechas acabaram e tive que recolhê-las. Tenho que dizer que nessa sequência de tiros meu tempo preparando para atirar diminuiu. Mas ainda tinha muito que melhorar. Eu parti para os alvos em movimento. Como no meu primeiro treino, eu acertei o alvo. Sabe, sempre pensei que atirar em um alvo em movimento seria SUPER difícil. Por ter que calcular, além da distância e velocidade do vento, o movimento do alvo. Mas parecia que, assim que mirava o alvo, esses cálculos simplesmente se resolviam automaticamente em minha mente.
  Eu passei a maior parte da tarde treinando atirar. Não apenas porque era necessário, mas também porque eu estava gostando muito de atirar. Finalmente havia encontrado algo que eu sabia fazer. Enquanto eu atirava, simplesmente esquecia da loucura em que minha vida havia se transformado de quinta-feira para cá. Éramos apenas o arco, as flechas, os alvos e eu. Mais nada.
  Além do mais, mais tempo treinando atirar com o arco também significava menos tempo treinando lutar. Mesmo que Jannette fosse bem legal, não estava afim de ter que encarar outro duelo.  Embora ela tenha me dito que me ensinaria a lutar.

  Minha mão foi para minhas costas a fim de pegar outra flecha, mas pegou apenas ar. As flechas haviam acabado novamente. Resolvi dar uma pausa, só então percebi o quanto estava cansada. Recolhi as flechas, devolvi o arco e a aljava (com as flechas) ao lugar que estavam antes e voltei para o meu chalé. Por hoje está bom.

55 X P

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Nêmesis - Entendi que queria ser objetiva, mas foi objetiva de mais, poderia ter tido muito mais criatividade e ter desenvolvido mais o treino.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Brenda T. Collins em Dom 9 Fev 2014 - 16:59

  Hoje é meu quarto dia no acampamento a ainda não fui reclamada. O que significa que eu estou no chalé de Hermes ainda, o que, eu devo dizer, é meio assustador para mim. Não que os filhos de Hermes não sejam legais, mas é que há MUITAS pessoas morando naquele chalé e eu fico meio perdida. E eu sinto que sempre estou fazendo algo que faz as pessoas rirem de mim: tropeçar nos pés dos beliches, quase cair ao tropeçar em alguém deitado em seu saco de dormir, errar qual é o meu saco de dormir, cair ao tropeçar em algo jogado no chão. Parece que quanto mais tímido você é, mas atenção você chama.
  Enfim, mesmo que eu ainda não tenha sido reclamada, tenho minhas suspeitas. Eu não sabia muita coisa sobre mitologia grega antes de chegar aqui, mas eu tenho participado de aulas sobre isso e já sei os nomes e funções de 10 deuses. Um deles é Apolo, deus do Sol, cujo um dos símbolos é o arco e flecha. É, e os filhos dele são MUITO bons em arco e flecha. Se eu fosse filha dele isso explicaria o porquê de eu saber atirar com um arco, mesmo sem nunca ter tocado em um antes.
  Foi pensando nisso que fui novamente treinar atirar com arco e flecha. Eu estava determinada a ter uma mira perfeita em qualquer circunstância, não queria ser a “ovelha-negra” da família.
  Cheguei à arena e peguei um arco e uma aljava. Eu também queria ser filha de Apolo para ganhar um arco, eu gosto muito desta arma e quero poder ter logo uma arma para chamar de “minha”. OK, isso soou um pouco estranho. Mas é que não me dou bem com aquela adaga, não me sinto à vontade com ela, mas com um arco é diferente. Sinto que eu mereço estar segurando-o.
  Eu estava indo em direção aos alvos fixos que usei para treinar nos meus dois últimos treinos, mas então reparei que já havia alguém os usando. Legal. Decidi então usar os bonecos de palha como alvo. Dessa vez, me posicionei mais longe dos alvos: 30 metros de distância. Preparei a flecha, mirei, e atirei. A flecha acertou a testa do boneco. Eu tinha em mente acertar entre os olhos do boneco, mas, de qualquer forma, ele estaria morto agora se fosse real.
  -Belo tiro. – ouvi alguém dizer trás de mim. Eu devo ter pulado uns 3 metros, não tinha visto ninguém perto antes de eu atirar. Assim que me virei, vi um garoto de cabelos negros e olhos azuis carregando um arco e com uma aljava pendurada nas costas. Eu nunca o tinha visto no acampamento. – Desculpa te assustar. Mas, normalmente, eu que uso esse boneco como alvo. – disse ele sério. – Hã, me desculpe, eu não sabia... – respondi enquanto me afastava para dar espaço para o garoto poder atirar. –Obrigado. – respondeu ele com sarcasmo. Sabe, acho que estou mudando de ideia sobre os filhos de Hermes... Mas não vou generalizar.
  Direcionei-me para o próximo boneco de palha e preparei uma flecha. Mas, antes de atirar, dei uma olhada no garoto que havia acabado de me expulsar de onde eu estava antes. Ele estava prestes a atirar uma flecha no boneco. Do modo como ele agiu comigo, pensei que ele fosse, tipo, ÓTIMO atirando com arco, mas essa não era bem a realidade. Assim que ele soltou a flecha, percebi que ela não cumpriria a missão de assassinar o boneco: a flecha acertou o joelho dele. Eu não pude evitar, mas eu ri. É engraçado como algumas pessoas querem ser melhor em tudo e acabam fazendo papel de idiota. Tentei reprimir o riso, mas era tarde demais, ele já tinha ouvido. – HA-HA! MUITO engraçado. – disse ele, obviamente zangado. Como viu que eu ainda ria, completou – Olha, eu poderia muito bem estar querendo apenas aleijá-lo, ok? Além do mais, eu estou a 50 metros de distância do alvo, e você estava a quantos? 30? – Era verdade, ele havia se afastado mais uns 20 metros de onde eu estava do alvo, mas eu tenho certeza que conseguiria acertar o alvo de onde ele estava.
  Ficar me exibindo não fazia parte do meu “eu” normalmente. Mas algo no tom dele me irritou, fazendo me afastar mais 20 metros do meu alvo, ficando na mesma reta que ele. Eu mirei, e atirei. E a flecha acertou onde, provavelmente, deveria estar seu coração. – Quer se exibir? Vai ter que fazer melhor que isso. Pode ter sido apenas um tiro de sorte! – Ele estava com raiva, e isso soou para mim como um desafio. Talvez eu devesse tê-lo ignorado desde o início, mas eu estava cansada de pessoas tentando me humilhar e eu apenas ignorar. Precisava mostrar do que eu era capaz. E eu sabia que eu era capaz de atirar com um arco com perfeição.
  Eu olhei ao redor, procurando um alvo desafiador, mas não achei nada que quisesse usar como alvo. Olhei para cima, havia um passarinho passando por cima do campo de treinamento. Certo, eu havia acabado de visualizar meu alvo. Eu NUNCA teria atirado no inocente animal em outras circunstâncias. Mas eu precisava mostrar que era capaz. Na verdade, eu não precisava, eu QUERIA. Eu mirei o pobre passarinho e atirei. Eu me arrependi logo depois. A flecha o acertou em cheio e seu voo foi interrompido, agora ele caía rumo ao chão, sem vida. Eu pude ver a irritação no rosto do rapaz. – GRANDE COISA! Eu não estou acostumado com este tipo de arma, mas você pelo visto está! Se fosse um combate corpo a corpo eu venceria! – e saiu pisando com força. Ele estava realmente com muita raiva, tive sorte de ele ter ido embora e não me dado uma surra. Eu teria morrido.
  Eu deveria ter sentido um certo triunfo por ter vencido dele, mas não era isso o que eu estava sentindo. Ele estava certo, se fosse um combate corpo a corpo ele teria vencido, eu fui melhor que ele porque arco e flecha, aparentemente, era minha especialidade. Mas se ele não era bom, por que agiu como se fosse o melhor?

  Eu também estava me sentindo muito culpada por ter matado o pobre passarinho. Vou fazer um enterro digno – e escondido, não quero que pensem que sou louca – para ele, e nunca, NUNCA mais vou matar outro animal que não seja um monstro.

75 X P

Gramática (0-25 xp): 15 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Nêmesis - Alguns erros gramaticais que mais uma vez atrapalharam no fluxo da leitura, descontei também por causa dos parágrafos todos juntos, da próxima vez separe todos eles. Você vem melhorando seu desenvolvimento a cada treino, porém acho que consegue se esforçar um pouco mais. Ah! Cuidado com cores cegantes pra falas.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Lola Bertrand Graham em Ter 11 Fev 2014 - 13:48


Break the ice then the cold heart!
Strike the heart for love frozen by fear is beautiful and menacing

Bem, que comece o sofrimento, né? As maiorias dos treinos coletivos eram de manhã, e eu precisava comparecer. E não importava o quanto eu me sentisse desconfortável com isso. Tinha que treinar e ponto. — Mas porque? - murmurei, com o humor melodramático. Bufei um tanto quanto exasperada, os primeiros indícios do mau humor matinal começando a aparecer em minhas ações e em minha expressão. Deixei as cobertas que cobriam meu corpo de lado, e me levantei da cama, esticando os braços para cima e soltando um longo bocejo. Estava ciente de o primeiro treino coletivo seria arco e flecha, digamos que eu era uma pessoa bem perigosa nessa modalidade, e o fato de eu estar em um grupo de pessoas que não gostam muito de mim ajuda no fato de eu estar com uma péssima expectativa sobre essa aula. Depois de realizar a higiene matinal eu trajei vestes confortáveis; uma calça legging preta que se estendi até meu tornozelo e uma bata verde escura bem folgada, que cobria dois palmos acima de meu joelho. – Hora de tentar não acertar a bunda daquela filha de Atena com uma flecha – digo com um sorrisinho nos lábios, referindo-me a Aline, uma prole de Atena que havia tentado arrancar minha mão num duelo. Ao colocar os pés para fora do quartel pude perceber que o acampamento estava quase que devastado; não tinha tantos campistas à vista como geralmente se ver a tarde, oque fixa que devem estar em seus treinos. Desci os três degraus da varandinha enquanto prendia meu cabelo num prático rabo de cavalo; tratei de me direcionar para o local onde se era dado os treinos coletivos de arco e flecha.  

Caminhava tranquilamente e, como sempre, sozinha. Não via hora de chegar logo ao treino, parar de receber aqueles olhares incômodos que sempre recebia enquanto andava; afinal, porque eu tinha que ficar nesse lugar ridículo? Onde eu não fazia nada a não ser tentar conviver com os filhos de Hermes! Porque meu pai, sei lá, não decidi me proclamar logo? [...] Ao me fazer presente no local onde teríamos arco e flecha pude notar que já tinha bastante campistas presentes, e isso é significativamente bom. Quer dizer... a possibilidade de ter gente mais desastrada do que eu é bem maior (mas isso é quase impossível entre os gregos). Encostei-me a parede e cruzei os braços, dando maior atenção a minhas unhas cortadas bem curtas e sem nenhuma camada de esmalte. Com todas as atividades que eu fazia diariamente era quase que impossível a camada de esmalte permanecer nas minhas unhas por mais de dois dias. Assim que uma garota começou a falar, a reconheci como filha de Ares. Não me recordava de seu nome, mas isso não importa uma vez que a mesma se apresentou como Harmonia. Para uma filha de Ares ter esse nome é um pouco irônico, não? Filhos de Ares tendem a não ser nem um pouco harmoniosos, mas enfim, ainda não a conhecia. Minha primeira impressão dela foi que ela parecia ser uma pessoa legal, sem mais. – Hm... – murmuro, ainda com os braços cuidados enquanto ouvia com cautela. Eu precisava me soltar... eu era tão doida, extrovertida, tão amigável, pelo menos em minha cidade, mas aqui tudo mudou. Quando Harmonia comunicou que essa aula seria bem divertida eu me forcei a ficar bem animada, chega de depressão, né? Observei a garota se dirigir para uma área da arena ativar um sistema fazendo com que pudesse ver vários alvos sem locomovendo com velocidade uniforme, inicialmente pelo menos. Franzi o cenho, observando todo o ambiente e a atividade proposta. Até mesmo com toda a minha lerdeza era possível saber que teríamos que acertar o alvo com a flecha. Harmonia explicou que teríamos que fazer essa atividade em trio e acertar todos os alvos em cinco minutos, oque inicialmente achei quase que impossível. Quis protestar, mas como não estava muito afim de chamar atenção e não tinha tanta liberdade ali para isso, apenas fiquei quieta.

Enquanto todos continuavam formando trios eu permanecia quieta em meu canto, insatisfeita demais em ter que formar trio com pessoas desconhecidas. Talvez essa seja uma chance de eu me socializar com alguém por aqui, por mais que fosse bem complicado. Uma garota pareceu notar meu deslocamento, ela estava sozinha e parecia mais perdida do que eu. Tinha grandes olhos azuis e cabelos negros e parecia bem amigável. Fiquei meio rígida a sua presença, mas tentei me controlar e tentar ser eu mesma. Se apesentou como Juliet, prole de Dionísio, o deus dos vinhos, da loucura, e do teatro. Dei um pequeno sorriso e apertei sua mão erguida para mim formalmente. – Me chamo Heloísa Graham, pode me chamar de Lola... – me apresento e termino a frase com uma careta engraçada. Percebi que ela esperava que eu falasse mais, mas como eu continuei calada ela deve ter percebido que meu progenitor divino ainda era um mistério. – Hmm... então, prazer Juliet, venho aqui convidar a garota renegada para se juntar ao seu grupo? – indago num tom descontraído e humorado, saindo da parede a qual eu estava encostada e descruzando os braços. Juliet riu e começou a andar para o local onde se encontrava as aljavas de flechas e os arcos; eu a acompanhei. Ela fez uma piada em cima de comentário, que me fez ri também. Ela era legal, e pareceu não se importar do fato de eu ser indefinida; talvez essa barreira só exista na minha cabeça mesmo. – Ainda falta mais um renegado para completar nosso time, Juliet – digo, já me sentindo super intima da garota, eu tinha essa facilidade, só essa. Agora eu me sentia uma daquelas garotas loucas para fazer qualquer tipo de amizade. Ela disse que nem precisava se preocupar, que a última integrante havia acabado de chegar. Segui seu dedo que direcionava para o lado leste e minha boca se formou um oval ‘0’, assim como minhas sobrancelhas ficaram franzidas, demostrando minha surpresa. Era quase como se eu gritasse: “WHAT THE FUCK?”. Isso mesmo, a coisa era tão séria que mereceu caps e negrito. Soltei o ar que estava preso em meus pulmões e Juliet perguntou se eu já conhecia a garota. Eu carreguei a frase com sarcástico e respondi: - Uhum, claro, nunca me esqueceria de alguém que tentou arrancar minha mão! – solto uma gargalhada ao final, observando a aproximação apressada de Aline, filha de Atena, que treinou espadas comigo ontem.

- Depois eu explico isso melhor, Juliet, vamos treinar – digo, fuzilando Aline pelo olhar. Aquela garota não podia ser filha de Atena, cara. Infelizmente teria que aceitar o fato de que Aline fazia parte de meu trio no arco e flecha hoje. Quanto mais próxima ela tiver, mas chances de eu acertar “sem querer” a flecha na bunda dela. Oque foi? Estou apenas treinando para futuramente ser um cupido de Eros. Sorri angelicamente para Aline enquanto pegava um dos arcos disponíveis. Ajustei a aljava de flechas em minhas costas, deixando a alça pender em meu ombro. Briguinhas a parte, voltei minha atenção para a instrutora que começava a falar. Dissera que no treino passado, o qual eu não havia comparecido por motivos óbvios – não estava no acampamento, dã – aprenderam a atirar com uma flecha, coisa que eu sabia bem, não com perfeição, mas sabia. Acontece que o meu lance é usar lanças, eu sou muito boa em usar lanças, e a única coisa que eu posso levar dessa habilidade para o arco e flecha é a pontaria perfeita. Quando Harmonia comunicou que hoje atiraremos com cinco flechas e depois atiraremos com o oponente em movimento; tal informação me fez engasgar, não pelo fato de ser muito difícil, pois sinceramente era fichinha para mim, mas sim pelo fato de que teria que fazer tudo isso com Aline do meu lado. Garota i-n-s-u-p-o-r-t-á-v-e-l! Ignorei todos os meus sentimentos pela prole de Atena, e fiz oque Harmonia havia pedido: formar uma fileira horizontal, com todos os campistas em posição de ataque. Estava bem familiarizada com o arco e seu formato curvo de madeira, com uma corda aparentemente bem firme nas duas extremidades finais do arco. Avaliei o arco por um momento, rodando-o por entre minhas mãos e ponderando de seu peso e tamanho. Era estranho e mais pesado do que as armas que eu costumava usar, deve ser porque a maioria das armas brancas que eu usava eram feitas para pessoas de meu peso e altura. Enquanto Harmonia continuava a inspecionar os campistas, endireitando-os, continuei a analisar os objetos sobre minha posse. Felizmente Harmonia nem implicou comigo, pois meu arco estava sendo corretamente segurado. – Sério isso? Como vou conseguir acertar o traseiro de Aline de forma hilária se as flechas são emborrachadas? – digo bem provocativa, balançando uma das flechas em minhas mãos para Juliet ver. Aline fez um comentário corrosivo, mas não retruquei, agora minha concentração estava ligada ao arco. E em tentar colocar duas flechas no arco, como Harmonia pedira.

Segurar o arco na maneira correta já era automático para mim, o pequeno probleminha que eu tenho é com as flechas que pareciam implicar com minha pessoa. Meus braços estavam bem firmes, fechei os dedos da mão esquerda em torno da estrutura do arco, não depositando força, mas sim firmeza. Meu cotovelo estava reto diante a linha de tiro, como se deve ficar. Ângulos, impulso e força. Lembrei-me, respirando fundo. Peguei duas flechas, normalmente com haste longa e fina, com seção circular, feita de madeira, as pontas das flechas eram de borracha para meu desapontamento. O engaste para fixação na corda do arco era a parte mais complicada da flecha para mim, não conseguia colocar com firmeza aquele treco de jeito nenhum, mesmo não demostrando isso. Com pseudo-habilidade eu coloco o nock das flechas na corda do arco, as duas de uma vez só, de modo que não atrapalhem uma a outra e que permaneçam unidas. Seguindo as instruções de Harmonia, segurei a ponta das duas flechas entre o dedo indicador e médio, permaneci assim por um tempo, tentando achar alguma firmeza na posição. Não me sentia confiante, de modo que tentei até colocar a ponta das flechas entre o dedo médio e anelar, mas também não deu certo e eu voltei para a posição de início. Parecia que a flecha ia escapar de minhas mãos, sei lá. Olhei para o lado e vi que Juliet estava indo muito bem ajeitando sua flecha, enquanto isso Aline já estava com a flecha no nock faz tempo. – Sabichona – resmunguei comigo mesma, endireitando a flecha entre os dedos. A garota prole de Ares dizia que era bem normal a flecha não ir na direção esperada, acho que foi quase como se ela estivesse antecipando consolo para os fracassos que viriam a seguir, mas acho que não era de feitio dela fazer tal coisa.

Coloquei tensão mais nos músculos, no antebraço especificamente. Depois de ver como é, abaixei o arco, pois já me sentia desconfortável por estar tanto tempo naquela posição. Além do mais, Harmonia iria demostrar para todos os campistas presentes. Ouço o comentário de Juliet, dizendo que Harmonia era realmente ótima. – É sim– digo com um sorriso companheiro. Harmonia deu umas explicações que sinceramente fizeram um grande nó em minha cabeça, apenas me aliviei quando disse que demonstraria. Chamou a frente um garoto o qual eu não conhecia, nem ao menos de vista; pareceu ter uma relação íntima com o garoto, e logo deduzi que talvez fossem namorados. Mesmo que tal coisa esteja na cara. Observei com os braços cruzados ao peito a cena que ocorria entre Harmonia e o garoto que havia chamado, ambos já se movimentavam, dando inicio a demonstração surpreendente. Quando a mesma acabou com a flecha de Harmonia apontada para a testa do garoto todos os campistas fizeram questão de bater palmas, entrei na mesma e congratulei com palmas também. Por fim Harmonia nos deu algumas instruções para a atividade prática, oque me deixou ainda mais confusa, pois ela falou bem depressa e eu não pude acompanhar, mas fiz o melhor que pude para entender. – Ahn, então... nós somos um trio, certo? – pergunto para Juliet e Aline, mordendo o interior da bochecha, notando que não daria certo aquela parceria. Aline não ia muito com a minha cara; deve ser porque eu sou muito mais bonita que ela e ela fique meio intrigada com isso, ok, não. Ambas acenaram com a cabeça e logo fomos trocar rapidamente nossas flechas para fazer a atividade. Tentando amenizar a tempestade e raios entre eu e Aline, Juliet decidiu que ficaria no meio de nós duas, ficando assim eu na direita e Aline na esquerda.  “Temos que acertar todos os alvos em cinco minutos, vamos nos acostumar primeiramente com duas flechas, mas só sei que alguma vez teremos que usar cinco flechas, como Harmonia dissera no começo da aula”, disse Aline com aquele ar Sabe-Tudo, posicionando seu arco na maior pose. Fiz uma careta de deboche que a mesma nem viu, mas que arrancou algumas risadas de Juliet. Os alvos começaram a se mexer, numa velocidade inicial bem lenta, mas sabia que tudo iria piorar. Ergui o arco em posição, e posicionei o nock de duas flechas (minha aljava estava em minhas costas, pois era mais fácil de alcançar a flecha com rapidez). Tentei me esquecer das garotas ao meu lado e concentrar apenas nos alvos móveis. Não é tão difícil, é como usar uma lança... só que usando um arco. Respirei fundo e deixei a respiração controlada, tentando não ficar nervosa pelo fato de sem querer fazer algo vergonhoso. Segurando o arco fundo e mirando para o alvo, soltei a corda e esperei o resultado. Uma das flechas se desvio do caminho e foi diretamente para o chão, já a outra foi seguindo reto até passar por cima do alvo. – Ah! Que ótimo! – murmuro.

Aline estava usando três flechas e já tinha acertado um alvo. Enquanto Juliet lutava para tentar colocas as flechas no arco ainda. Nossa, somos péssimas. Peguei três flechas na aljava dessa vez, a juntei e coloquei no mesmo tempo na corda. Fechei apenas um olho para poder mirar melhor, direcionei a flecha no centro do alvo; a medida que o mesmo se movia eu fazia o mesmo, até conseguir acompanhar seu ritmo e poder prever seu próxima passo. Com o tempo de 2,5 segundos antes de o alvo chegar no lugar em que eu mirava agora eu soltei as flechas, duas delas chegaram a tempo de acertar um pouco abaixo do centro, a outra flecha não teve a infelicidade nem de chegar a metade do percurso, e eu não sei oque fiz de errado. O alvo se desfez. – Menos um. EEH! – disse bem animada com minha conquista. Juliet pendeu a cabeça para meu lado e perguntou com um sorriso no rosto como eu fiz aquilo. Fiquei com receio de responder, pois não foi nada demais mesmo. – Hm... é que eu costumo ser boa em usar lançar e, bem, requer pontaria – digo sorrindo. Aline se vira para nós despejando seu veneno sábio. Na verdade ela apenas olhou. Qual é o problema dessa garota? – Não temos muito tempo e temos muitos alvos para acertar ainda – digo num muxoxo para as garotas, posicionando mais três flechas na corda e endireitando-as em linha reta, bem juntinhas. Acompanhei o movimento do alvo, agora mais rápido, e logo soltei a corda para um espaço vazio, mas que logo foi ocupado pelo alvo que passou por ali com rapidez. Apenas uma flecha conseguiu acertar o alvo, fazendo o mesmo se desfazer. As outras duas flechas foram mais lentas e quando chegaram no lugar o alvo já tinha passado, mas para minha surpresa uma das duas flechas conseguiram acertar um alvo mais lento que passava atrás. Fiz uma careta e fiz uma dancinha com o arco – CARA, EU SOU DEMAIS! SOU DEMAIS, SOU... desculpa, Harmonia... só tava, ahn, limpando o arco – digo diante a careta de Harmonia, alisando o arco e fingindo limpar grãos de poeira em sua superfície de madeira. Dei uma risada junto com Juliet e ignorei a careta de desaprovação de Aline. Peguei cinco flechas na aljava, pois não tínhamos tanto tempo e Harmonia estava de olhos bem atentos para conferir se a atividade estava sendo feita de modo certo. O alvo em que eu “seguia” se movia bem rápido, e quanto eu fui pensar em soltar a flecha eu vi algo atravessando o centro do alvo e o fazendo se desfazer. Olhei espantada e olhei para minhas flechas. – Não fui eu que fiz isso! – digo, confusa, conferindo se acidentalmente uma de minhas flechas tivessem voado em direção ao alvo. “Claro que não né, garotinha”, disse Aline para minha total surpresa. Perai, perai, perai! Como ela ousa a me chamar de garotinha? Bem, ela não me chamaria desse apelido ridículo e infantil se não quisesse me provocar e é claro que ela conseguiu. Sou facilmente explosível. Apertei os olhos lançando-a um olhar de raiva e desafiador, Juliet nem prestava atenção, oque era bom. Virei-me para frente passando a ignorar a garota a partir daí. Do nada os alvos que tinham se desfeito foram regenerados, oque me causou decepção e uma onda de preguiça.

Concentrei-me num alvo e passei a seguir seus movimentos, repetindo aquele processo todo. – Muito bem... agora! – digo a mim mesma soltando a corda e vendo as cinco flechas dispararem na direção que eu apontei. Duas delas acertaram o alvo, e as outras três só Zeus sabe onde foram parar. Quando já ia abastecer a corda com mais cinco flechas Harmonia chamou a atenção de todos, dizendo que o tempo havia acabado, os cinco minutos que tivemos já tinham sido esgotados. Normalmente ela congratulou aos que conseguiram alguma coisa e pediu para aqueles que tivessem dificuldade para perguntar, e treinar mais. – Então, quantos alvos vocês conseguiram? – perguntei para Juliet e para (blagh!) Aline enquanto colocava no lugar certo o arco e as aljavas. Juliet disse que conseguira acertar quatro alvos, Aline disse que usou sete flechas de uma vez e acertou no total oito alvos. Que garota esnobe, santo Poseidon! O treino havia acabado, e diga-se passagem que eu estava morrendo de fome, pois tinha vindo direto para cá e não tomado o café da manhã. Despedi-me de Juliet e Aline, juro que tentei ser amigável, mas Aline não facilita para meu lado também. Por fim segui em direção oposta das garotas.

OBS:
Esse treino foi feito por mim para um treino ministrado de um outro fórum, todavia decidi aproveita-lo aqui. Espero que não tenha problema o fato de o treino ser postado como aula ministrada e ter instrutor e tal. Desculpa se apareceu algo estranho, como romano e tal, pois a conta era romana q.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Charles S. Lince em Qui 13 Fev 2014 - 20:22

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Arena | Treino de Arco e Flecha...
 O dia estava ensolarado e ótimo para um treino, as ninfas corriam pelos campos de morangos e os sátiros iam atrás delas como cães iam atrás de bolas, o cheiro fresco e doce das frutas recém amadurecida invadiam minhas narinas, era um odor tão suculento que dava até fome. O tempo estava muito quente, todos aproveitaram para treinar canoagem e nadar um pouco, eu preferi usar esse belo dia para um treino de arco e flecha, já que uma guerra parecia começar, entre romanos e gregos, o motivo era o sumiço do filho de Hera, se os romanos dessem o primeiro ataque eu queria estar preparado, nunca tive contato com romanos, mas deviam ser fortes e preparados para combate. Como eu era novo no acampamento, não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo, só sabia que os romanos estavam ainda mais irritados com os gregos, também tinha ouvido boatos de um titã que atacou alguns semideuses gregos e romanos. Com certeza coisa dos deuses.

  Torcia para que a arena fornecesse arcos e munições, pois não tinha nada além de uma adaga que não me serviria muito por enquanto, iria reservar algum tempo livre para ir às forjas ou para as lojas do acampamento. A arena do acampamento era muito grande, muitos semideuses treinavam incansavelmente, procurei a área onde estava destinada para tiro ao alvo.
Eu a encontrei e por sorte tinha arcos e flechas disponíveis, peguei um arco de prata muito simples uma alijava com algumas flechas, fui para onde estavam localizados os bonecos de palha com marcações nas partes vitais de vermelho e algumas outras de azul, no coração, como no pulmão e na cabeça, tinha um circulo vermelho desenhado e no meio outro circulo.

  Coloquei a flecha entre meus dedos, a mantendo pressionada na corda do arco com toda minha força, meus olhos estavam fixados ao boneco, observando atentamente todos seus pontos vitais marcados por tinha desbotada, o arco estava apontado para baixo, o levantei em direção ao alvo. Soltei a flecha, ouvi o som da palha do boneco ser acertada, eu mirei no coração demarcado de vermelho, sem sucesso, mas acertou o estomago do boneco de pano, isso já foi um ótimo começo para um iniciante, se fosse um semideus romano estaria no chão agora sangrando, mas comparado o tempo que demorei analisando o alvo estaria morto com toda a certeza. Tenho que fazer melhor era meu único pensamento.


  Tirei outra flecha da alijava, a coloquei pressionada na corda do arco e segurei sua ponta, mirei no pescoço do boneco, desta vez não me dei o trabalho de analisar a rota da flecha para o alvo, apenas a posicionei e soltei. Fez um som forte de batida, a flecha passou cortando o quadril do boneco de palha e ficou presa em uma estaca de madeira que segurava outro boneco, acho que se fosse um alvo vivo, no máximo, ele perderia a atenção para ver o arranhão e talvez tivesse tempo para atacá-lo novamente. Olhei para outros campistas praticando, me senti um rato, um deles consegui acertar três flechas seguidas no pescoço, uma furando a outra no meio, nunca iria chegar aquele nível se não praticasse todos os dias.

  Retirei a terceira flecha da alijava, a segurei contra a corda do arco e usei toda minha força para pressioná-la contra a mesma, soltei-a sem ponto de mira especificado, Agora sim eu pensei, a flecha se alojou contra a caixa torácica do boneco de palha, seria uma morte certeira para o meu adversário. Esse golpe de sorte me deixou mais animado e confiante, algumas flechas minha tiveram ponto certeiro, outras falharam, mas nada muito terrível como acertar a flecha nas costas de outro semideus.

 Eu me concentrei, queria ter pelo menos uma flecha na cabeça do boneco de palha, relaxei meu corpo e minha mente, eu levantei a mão para pegar a última flecha da alijava presa em minhas costas. Coloquei a flecha na corda do arco e a segurei com a mão direita, pus a mão esquerda no cabo do arco e posicionei a flecha em linha reta, respirei fundo e soltei. O som da flecha voado e acertando o boneco chegou aos meus ouvidos, a flecha estava atravessando o circulo pintado de tinta vermelha da cabeça do boneco, me senti ótimo, era uma realização para mim. Recolhi todas as flechas, não foi muito difícil já que a maioria ficou presa no boneco, as coloquei dentro da alijava de couro, a guardei junto ao arco onde tinha os pego e sair da arena. Não estava totalmente cansado, apenas precisava beber um pouco de água e tomar um banho bem gelado.


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Nêmesis - A cor atrapalhou a leitura, e a forma que ta colocada também, então retirei por isso, o resto esta ótimo querido. :3.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Allef Lockheart em Qui 20 Fev 2014 - 0:04

O dia estava ensolarado e calmo, a pouco tempo chegara ao acampamento, tudo era novo para mim, confesso que em alguns momentos ficava com medo, mas ao passar de alguns dias tudo parecia que era normal, mas com toda certeza... Não era. Eu estava cansado de ficar num chalé lotado, precisava de um local calmo para espairecer, nunca tinha imaginado o que estava acontecendo em minha vida no momento, era estranho, porém ao mesmo tempo bom.

Saio e procuro um local tranquilo para ficar a sós, eu e paisagem do local que era esplendido. Acho um local que me parecia um enorme campo onde sento embaixo de uma árvore, retiro meus óculos e limpo as lentes com minha camisa, usava uma camisa longe cinza mesmo fazendo sol, talvez o pessoal me achasse estranho, eu não ligava. Também sempre usava algo na minha cabeça, era mania desde quando eu era moleque. O vento batia no meu rosto, era uma sensação ótima, viro para o lado e forço um pouco as vistas, de longe vejo espécies de alvo na qual minha curiosidade aparece, me levanto e vou até o local, lá tinha alguns campistas treinando suas pontarias nos alvos que avistei anteriormente, fico observo por alguns minutos o pessoal ali, até que avisto alguns arcos encima de uma mesa aljavas ao lado e também tinha algumas lanças.

Vou até a tal mesa e pego um arco e um aljava no qual coloco nas costas, estava nervoso, parecia que todos estavam olhando para mim e zombando de mim, olho para  os campistas ali e todos pareciam concentrados no que faziam, resolvo fazer o mesmo. Me afasto de um dos alvos ficando aproximadamente oito metros, confiro se o arco estava empunhado certo e então levanto o meu braço esquerdo mirando em um dos alvos ali, puxo então uma flecha do aljava e coloco no arco, primeiramente fico com dificuldades para colocar no local certo, a flecha em algumas vezes  chegou a cair, mas não desistia até que consigo por a flecha no arco, com a mão direito puxo a corda fazendo também puxar a flecha no qual estava 'presa' na corda, suspiro e olho para o alvo e logo depois solto a corda, a flecha vai em alta velocidade, mas passa ao lado direito do alvo acertando uma árvore. - Almenos acertei algo - pensava positivamente enquanto puxava outra flecha do aljava, na minha primeira tentativa tinha ido muito bem pra quem nunca tinha pegado num arco. Na minha segunda tentativa já tinha acertado o local da flecha, resolvo me concentrar mais e mirar mais ainda, suspiro, meu único pensamento no momento era o alvo, puxo a corda e continuo a mirar então solto a corda acertando na diagonal do alvo, fico feliz, já estava escurecendo,  resolvo tentar novamente. Respiro suavemente, o canto dos pássaros facilitavam meu relaxamento , puxo uma flecha e a encaixo no arco e então miro no alvo, respiro e me concentro ao máximo fechando os olhos por alguns segundos, fecho um dos olhos e miro no alvo e então solto a corda fazendo a flecha se direcionar um pouco mais do centro do alvo, não foi tão perfeito, mas tinha me alegrado muito então deixo o arco e a flecha onde estavam anteriormente e volto para o chalé.

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Nêmesis - Foi um bom treino, deu para perceber que esta começando. Foi objetivo, isso é bom, mas algumas partes ficaram corridas de mais, também poderia ter explorado mais a parte da atividade em si. Mas parabéns de qualquer modo.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Brenda T. Collins em Seg 24 Fev 2014 - 15:58

Treino de Arco e Flecha


As coisas estavam ficando piores no Acampamento Meio-Sangue, na verdade, acho que nos dois acampamentos: tanto grego quanto romano. Eu não sabia dos detalhes, mas sabia  sobre o filho de Hera, do ataque de um titã no acampamento Júpiter, e que os dois acampamentos estavam  se culpando por isso. Os campistas temiam uma guerra entre os acampamentos, não se ouvia falar de outra coisa. Sinceramente, se houvesse uma guerra, não sabia o que iria fazer. Eu tentaria defender o Acampamento Meio-Sangue se fosse preciso, é claro, mas eu nunca gostei de guerra. De qualquer forma, ela estava próxima, e nós, campistas, precisávamos nos preparar. Eu não seria uma exceção.
Tendo isso em mente, decidi que precisava melhorar minhas habilidades com o arco. Mesmo tendo ido bem nos outros treinos, não iria me superestimar: havia muito que melhorar. Peguei meu arco e minha aljava e rumei para a arena, esse também seria meu primeiro treino com minhas próprias armas(!). Chegando lá, pude ver que haviam mais campistas treinado do que no meu último treino. "Devem estar se preparando para o que pode vir a acontecer, como eu", pensei. Escolhi um dos alvos móveis para treinar: minhas porcentagens de acerto em alvos móveis eram bem menores do que as em alvos fixos. A dez metros de distância do alvo, preparei uma flecha. Arrumei minha posição afastando minhas pernas e virando o corpo, deixando o ombro e os pés alinhados na direção do alvo. Segurava o arco com a mão esquerda, a corda era puxada com meus dedos indicador, médio e anelar, com a flecha entre os dois primeiros. Minha mão direita tocava meus lábios, minha respiração era calma. Não havia muito vento naquele dia, o que facilitou os cálculos. Quando tive certeza sobre a mira, atirei. A flecha acertou o centro do alvo. "Um tiro esplêndido para começar o dia" pensei sorrindo. A verdade era que sempre ficava contente quando acertava o alvo, tendo feito isso várias vezes antes ou não. Preparei outra flecha, refazendo o mesmo processo, mas sem demorar tanto quanto na primeira vez em que treinei. Soltei a flecha. Ela não acertou o meio como eu esperava, mas sim mais para o lado. Atirei mais trinta vezes - como minha aljava tinha flechas infinitas, não precisava me preocupar com a quantidade de flechas que gastava -, até ter feito um número bom de acertos. Mas ainda não estava satisfeita: eu precisava ser mais rápida. Atirando cinco flechas uma após a outra em um alvo fixo, eu tinha certeza que acertaria no mínimo três. Mas e em um alvo em movimento? Decidi que seria melhor treinar isso.
Eu conseguia preparar uma flecha no arco corretamente e atirar em menos de dez segundos - o problema era que fazendo nesse tempo, muitos tiros não eram o que poderia chamar de ótimos - em um alvo fixo. Em movimento, eu sabia que demoraria um pouco mais. Tirei as flechas que estavam no alvo, assim poderia saber quantas certaria. Preparei uma flecha e arrumei minha posição. Fechei os olhos e respirei fundo, abrindo meus olhos novamente. Quando senti que estava preparada, soltei a flecha, logo em seguida já preparando outra e atirando. Fiz isso cinco vezes - mudando levemente a mira para que ela continuasse no alvo - e parei para ver o resultado: eu havia acertado uma flecha perto do centro, uma um pouco mais para o lado e as outras três nem acertaram o alvo. Ok, atirando uma de cada vez eu era boa, mas uma após a outra em sequência, nem tanto. Tirei as flechas do alvo novamente e voltei para onde estava antes. Arrumei outra flecha no arco e me preparei para começar outra sequência de tiros. Soltei a flecha, já preparando outra para atirar. Depois de cinco tiros, parei para ver o resultado novamente: duas flechas perto do centro e três fora. "Bom, pelo menos um tiro foi melhor".
Repeti essa sequência de cinco tiros várias vezes até me sentir cansada o bastante para não conseguir atirar com precisão mais. No geral, eu havia acertado três dentro e duas fora em cada sequência, mas variando esse número várias vezes. Em certa sequência, consegui acertar as cinco dentro, e em outra apenas uma. Mesmo tendo errado vários tiros, meu número de acertos foi maior; também havia melhorado bastante desde o primeiro treino. Mas sentia que ainda poderia ser melhor, e era isso que queria ser: o melhor que eu puder. Sempre que eu pudesse melhorar minha mira, era isso que eu faria, e como uma guerra poderia estar a caminho, isso era algo bom a se fazer.
 
 

Legenda: minha narração, "meus pensamentos", minhas falas, falas dos outros

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Betsy Wakefield em Seg 24 Fev 2014 - 16:28

Primeiro Dia
.............................................
Era estranho estar em um lugar totalmente desconhecido, sem amigos e principalmente em um lugar onde todos são considerados pelo mundo verdadeiras aberrações.
Era o primeiro dia de treinamento, eu estava extremamente nervosa, o treino era ao ar livre com bonecos de palha e alguns alvos fixos, eu não sabia se eu era boa ou ruim, afinal eu nunca em minha vida precisei usar qualquer tipo de arma.
Em Londres, cidade de onde vim, era tudo calmo e tranquilo, até que fui atacada por um monstro mitológico e fui salva por um cara esquisito de cabelo roxo e uma garotas de cabelos e olhos azuis, o mais esquisito e fui trazida pra cá pelo meu próprio pai, ele não quis explicar muitas coisas, só que eu ficaria segura aqui. Porém acho que ele estava extremamente enganado.
-Olha a flecha! – um garoto com um elmo na cabeça gritou e eu instintivamente me abaixei.
-Olha a frente! – gritei irritada de volta.
-Desculpa – ele tirou o elmo da cabeça e notei que ele era muito bonito – Nunca vi você por aqui.
-Sou nova – sorri sem graça e peguei a o arco e uma flecha na aljava em minhas costas, ela quase caiu e eu a segurei sem jeito, o garoto riu – Eu repito: Sou nova.
Fiquei pouco à vontade, principalmente fato que o garoto agora não parava de olhar pra mim, era como se ele estivesse vendo até onde eu poderia ir com aquele meu jeito desengonçado de ser.
Peguei a flecha, posicionei no arco de teste que haviam me dado, assim como via nos filmes, puxei o arco com força, pois era bem difícil de esticá-lo, mas ele se soltou antes mesmo que eu pudesse mirar em alguma coisa. A flecha foi numa velocidade boa em direção aos objetos móveis, foi ridícula a forma em que a flecha atingiu em cheio um boneco feito de palha que ficava de uma lado para o outro bem no ombro.
-Puxa! – o rapaz admirou –Até que você não é tão ruim assim.
-Eu sei – disse convencida, mas no fundo pesando que aquela flecha poderia ter machucado alguém – Eu nasci pronta.
-Sei – ele estreitou os olhos como se desconfiasse – Bom, eu tenho que voltar a treinar, te vejo por aí.
-Ok – disse em tom baixo enquanto ele se afastava, eu nem havia perguntado seu nome.
Tentei afastá-lo de minha mente e tentar outra flecha, dessa vez queria mirar em algo e tentar acertar. Para não machucar ninguém eu estiquei varias vezes o arco sem flecha e tentei me acostumar com a força que precisava exercer, estiquei varias vezes até que vi que poderia aguentar com uma flecha ali.
“Agora é o momento” – pensei.
Peguei a flecha, posicionei no lugar correto, estiquei o arco e mirei bem no meio do boneco de palha imóvel, lancei a flecha e apesar de mirar no alvo eu não acertei onde eu queria, acertei no ombro, mas eu queria novamente que fosse bem em cheio no peito do boneco.
Continuei treinando naquele dia, e mesmo com as mãos ardendo eu não consegui acertar o peito do boneco, talvez eu precisasse treinar mais, mas sem problemas, nada como um dia após o outro.


Legendas:
Narração
-Fala
"Pensamentos"




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Nêmesis - Podia ter explorado muito mais o seu treino, ele ficou um tanto quanto confuso. Quando foi postar diferencie a cores das falas, e não use cores tão cegantes. Aproveite e libere a sua imaginação, abuse dela, um treino não é só puxar algumas flechas.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

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