Treinos de Armas a Longa Distância

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Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:32

Relembrando a primeira mensagem :



Treinos de Armas a Longa Distância
Esta arena é destinada para os treinos de armas a longa distância, como Arco e Flecha, Lanças e outras. Você poderá contar com alvos fixos e dinâmicos e bonecos de palha.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Minseo H. Kim em Ter 4 Mar 2014 - 23:35

First day



Minseo apareceu ao seu primeiro treinamento de uma forma receosa, diferente de vários ali que pareciam excitados em seus treinos com arco e flecha, ela ainda assim não se sentia confortável com aquilo.
O que atraia a Minseo era as lutas diretas. Quanto tempo não lutara corpo a corpo com os garotos da escola? Ela gostava daquilo, de socos na face e filetes de sangue saindo pelo nariz e lábios. Talvez isso soasse como se Minseo fosse uma psicopata, mas ela não se importava. Ela gostava daquilo - Espero que tudo dê certo.  - Minseo sussurrou, logo após isso, retirou uma enorme flecha que estava em sua mochila. Ela estava confusa do que deveria fazer e por isso começou a olhar as pessoas ao seu redor, sua posição era desleixada perto das pessoas ao seu redor. Minseo se sentiu ridícula, como ela poderia fazer algo sendo que nem sabia direito como se portar diante daquilo? Se seu pai olhasse pra a situação em que sua filha estava, com certeza teria vergonha da filha que teve. Sangue de um grande guerreiro com problemas para soltar uma flecha ao alvo? Que vergonha de você, Minseo. pensara a garota.
Ela, então, tratou de se recompor com um suspiro, e tentou o máximo possível manter sua pose correta, com suas costas muito bem retas e alinhadas, colocou a ponta da flecha com o nock sobre a linha do arco e puxou o máximo possível a corda até a sua bochecha. Minseo tentou o máximo possível retirar seus pensamentos medrosos da cabeça e se focar diante do alvo. Ela tentava o máximo possível limpar sua mente e ficar tranquila, mas seu corpo formigava, pedia por movimento, pedia pela violência direta, mas Minseo não iria resistir a isso. A garota fechou seus olhos, suspirou novamente, e com isso soltou a corda do seu arco.
A flecha voava em direção ao alvo lentamente aos olhos de Minseo, que estava admirada com a forma que o corpo da flecha se entortava de um lado para ao outro. Por fim, a flecha deu sua sentença final, se fixando a área azul, onde se fica bem longe do centro. Palmas pra você, sua idiota. Minseo se auto-insultou em pensamento.
Algumas pessoas ao seu redor olhara para Minseo de uma forma debochada, no qual tirou a paciência da garota, mas ela estava ali para melhorar seu treinamento e não para criar uma briga. Ela devolveu com um olhar fechado e frio, que causou medo a algumas pessoas que voltaram a fazer seu trabalho.
A garota novamente pegou outra flecha que estava em sua mochila e voltou a fazer a pose e se focar ao alvo. Em sua segunda tentativa, ela tentou imaginar um rosto diante do alvo, o rosto da pessoa que ela mais odiava em seus tempos de estudante na Coréia do Sul. O garoto que mais a provocava agora estava diante dela, rindo e insultando o seu pequeno tamanho. Minseo não deixaria esta passar.
A flecha percorreu o caminho da antiga, e logo se alojou ao ponto bem próximo da linha vermelha, para a amarela. A bochecha do garoto foi atingida em cheio, aquilo arrancou um sorriso de lado da Minseo.
A respiração saiu dos seus pulmões com certo alívio. Ela estava melhorando, isso por fim poderia trazer uma gota de orgulho de seu pai.
Mais uma flecha apareceu nas mãos da garota, seria sua terceira e última tentativa do dia, ela teria que se sair bem, de qualquer forma, ela queria ser útil na guerra que estava por vir, ela gostaria mais do que tudo, não ser uma humilhação para Ares.
A flecha se fixou na corda do arco e a corda foi novamente puxada até sua bochecha, a garota ficou bom tempo se focando ao centro amarelado do alvo, aquilo deveria dar certo, teria que dar certo. A corda foi solta e novamente a flecha voava lentamente nos olhos de Minseo, sua respiração estava presa, seu coração parecia bater lentamente assim como os metros que a flecha se deslocava. Dançando de uma forma engraçada e bela a flecha acertou em cheio novamente o círculo vermelho, um pouco longe da segunda flecha alojada.
O sorriso sumiu dos lábios da menina, e a raiva tomou conta do seu ser, suas bochechas coraram e olhar em direção aos outros se tornou furioso. Mas ninguém se importava com ela, todos estavam fazendo suas devidas atividades.
Com decepção, Minseo saiu do treino cabisbaixa.


Thanks Thay Vengeance @ Cupcake Graphics


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Nêmesis - Ótimo desenvolvimento, parabéns.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Josh William em Qua 5 Mar 2014 - 22:07






Treino – Arco e Flecha

Primeiro dia de treinos estava disposto para treinar. Uma coisa rara para mim, o primeiro treino seria com armas a longa distancia. Então com arco e flecha na mão fui para arena de treino a longa distancia. Havia alguns fazendo o treinamento utilizando arco e flecha, errar o alvo ali seria algo ruim, pois provavelmente seria algo de gozações dos outros, mas ignorei esse pensamento, teria que acertar.

Caminhei observando os outros, parando na linha de uma plataforma onde lá havia um alvo pintado, me preparei colocando as flechas em um local para não atrapalhar-me. Segurei a base do arco, com a mão esquerda e com a direita, posicionei a flecha contra o cordão, puxando-a para trás esticando o cordão do arco, elevo meu braço esquerdo, visualizando o alvo e apontando a ponta da flecha para acertar de primeira. Espero para ter certeza que não estava errando nada, pensando. "–Você consegue Josh..." Sem pensar muito solto o cordão liberando a flecha, observo a trajetória da flecha indo de encontro ao alvo e cravando na parte azul do alvo. Vejo que errei, ouvi risos vindos dos outros por ter errado o alvo, respirei fundo tentando ignora-los. Estava prestes a perguntar se eles nunca haviam errado 1 única vez, mas com bastante dificuldade não disse aquilo. Com toda certeza paciência não era minha maior virtude.

Peguei outra flecha, fazendo a mesma coisa que a primeira só que dessa vez tomei cuidado com a posição da flecha e a mira no alvo. Soltando mais uma vez a flecha, vendo a trajetória da flecha que por causa do vento ia de um lado para outro e passa direto do alvo, sem cravar em nenhuma parte. –Droga! Resmunguei chutando de leve uma pedra que estava próxima. A minha vontade era de parar por ali, mas assim iria mostrar aos que riam de mim que não tinha capacidade de acertar um simples alvo parado.
Fecho os olhos tentando me acalmar, mantenho o controlo. Pegando outra flecha, fazendo o mesmo movimento das outras, desta vez ele cravou na parte vermelha do alvo. Fiquei feliz por aquilo, estava conseguindo.

Depois de um tempo tentando acertar a parte amarela do alvo (centro), já havia lançado um total de cinco flechas e acertado duas delas na parte vermelha, mas não sairia dali sem acertar o centro. Muitos já haviam terminado o treino e eu ali ainda tentando. Faltava apenas 2 flechas, quando com muita atenção e calma, miro a nova flecha no alvo, soltando-a depois de um tempo. Já não acreditava que iria acertar quando, a flecha finalmente crava na parte mais difícil do alvo, o centro, aquilo e deixou muito feliz, minha vontade era de sair pulando de alegria pelo local, mas me contive.

O sol já estava quente, dando tento repetir novamente. Retiro a ultima flecha, puxando-a na medida certa, ate a ponta do meu nariz observo atentamente o alvo, fixando o olhar no ponto onde a flecha anterior havia cravado. –Você consegue, vamos lá. Repito aquilo para mim mesmo, soltando a flecha e torcendo para acertar novamente. Infelizmente não consegui que ela ficasse no centro, mas continuou no circulo amarelo. Aquilo já era, mas do que satisfeito para mim. Teria que treinar mais vezes, mas não naquele dia. Sai dali alegre por ter conseguido me sair bem no primeiro treino.
 


Thank's Demetria for@ MDD


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Nêmesis - Para um iniciante seu treino esta ótimo, porém, caso volte ao mesmo, espero um pouco mais de criatividade na narração, e que possa explorar mais o seu treino. De qualquer modo, parabéns.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Brooke Lefevre Bradshaw em Qui 6 Mar 2014 - 22:29


Era tudo muito novo e ao mesmo tempo muito estranho, todas as pessoas daquele acampamento estavam seguras de si porque sabiam quem eram seus progenitores, tinham amigos e dividiam os chalés com uma ordem que parecia ser natural de cada um dos "pais" não muito presentes. Eu sentia que muitos olhavam para mim, entre sorrisos e conversas descontraídas, se perguntando a qual chalé eu pertencia. O pior de tudo é que essa era uma pergunta que me assombrava desde o instante em que pisei no acampamento e entendi o que estava acontecendo. Por enquanto, ou melhor, até que meu progenitor divino resolvesse que estava na hora de me reclamar eu era obrigada a ficar instalada no Chalé de Hermes, o único problema é que todos os campistas com o mesmo status que eu, ou melhor sem status, tinham que ficar lá junto com os tantos filhos de Hermes. A briga diária por qualquer espacinho dentro do Chalé era realmente muito cansativa, e olha que além das várias beliches ainda havia uma infinidade de colchonetes espalhados pelo chão, mas a dificuldade de acomodar tantos semideuses era gritante. Esses eram apenas alguns dos problemas, ou uma pequena parte do grande problema, que me consumia dia após dia. Esse era uma típica manhã aterrorizante, o dia estava lindo e apto para a realização de todas as atividades do acampamento, eu tentava enxergá-lo como um lugar normal desde o momento em que pisei ali, mas ver adolescentes com armaduras reluzentes cruzando espadas pelo gramado ou brandindo inúmeras outras armas de combate extremamente letais, não facilitava em nada as coisas. Quando eu finalmente criei coragem para sair do Chalé ele já estava vazio, vesti a única roupa que me parecia sensata para um treinamento: calça jeans, camiseta e botas. Não que eu tivesse cara de gladiadora ou coisa assim, mas era a minha única opção de moda e com certeza nada de acessórios ou de colocar o cabelo em risco, então tratei de prende-lo em um rabo de cavalo alto. Respirar e inspirar, era quase um mantra, mas era assim que eu criava coragem para enfrentar tudo, e foi assim que eu saí do Chalé, cruzando a soleira em direção ao próximo treinamento.

Caminhei lentamente até o local designado para o primeiro treinamento do dia, sabia que muitos deviam estar curiosos com a loira bonita, "será que ela vai acertar alguma coisa" ou quem sabe "tadinha, espero que não quebre uma unha", mas eu tentava tirar esse tipo de pensamento da mente, deixa-la limpa seria importante para a tarefa que eu tinha a seguir, afinal de contas quase nunca tive contatos com essas armas. Ok, não vou mentir, eu nunca tive contato com essas armas e nem sabia se eu queria ter, tudo que eu sabia sobre elas era fruto de filmes de ação Hollywoodianos que com certeza nem sempre eram a realidade mais certa por trás das coisas. Apertava as mãos, uma na outra, enquanto assistia atentamente nosso instrutor demonstrava como usar o arco e fecha. Ele fez rápidas demonstrações, explicando a maneira correta de segurar o arco, assim como a força a ser aplicada, quanto puxar a flecha e como mirar com precisão. — Parece fácil quando ele faz. — Murmurei sozinha, ignorando os demais comentários dos meus colegas quando o instrutor perguntou se estávamos prontos para treinar sozinhos.

Todos treinavam juntos, tanto os novatos desconhecidos quanto os veteranos populares, era fácil espiar alguém demonstrando destreza em todas as armas, então eu busquei observar alguns outros campistas antes de me dirigir até um dos alvos. Eu era destra então ignorei aqueles que utilizavam a mão esquerda como base. Não parecia difícil, o arco ficava na mão esquerda e segurávamos o instrumento exatamente em seu centro, onde havia uma marcação para os dedos se encaixarem com perfeição, imaginei que aquilo facilitava o manuseio. Apanhei uma flecha qualquer de dentro da aljava depositada ao lado da linha de tiro, eu devia estar a uns seis metros do alvo, e esse era o alvo primário feito para os principiantes, os alvos difíceis ainda estavam por vir e eu sabia muito bem disso. Olhei para o lado, espiando enquanto um outro campista se preparava para atirar, acertando o alvo quase perfeitamente. Voltei minha atenção para o meu alvo, era de madeira, quadrado, com círculos que saiam de um centro relativamente pequeno, acho que de uns dez centímetros de diâmetro e iam crescendo em faixas largas. Encaixei a flecha no arco e comecei a estica-la, apoiando o dedo no queixo, conforme tinha observado outro campista fazer, mirei o círculo central e disparei. — Droga! — Eu havia errado feio, por pouco minha flecha não erra o alvo de madeira, meu tiro foi cravado na última listra do alvo, mostrando como minha mira era ruim. Respirei fundo várias vezes antes de apanhar outra flecha da minha aljava, e atirar.

Ao final daquele ciclo de treinamento e das flechas disponibilizadas na minha aljava eu estava com os dois braços doloridos, provavelmente pelo peso do arco e esforço repetitivo, era um exercício físico do tipo que eu não estava acostumada a fazer, nem de longe. Minhas flexas estavam cravadas na madeira, completamente espalhadas pelo alvo, sem uma órdem lógica, mostrando que a minha mira precisava melhorar e muito. Me aproximei do alvo, carregando a aljava vazia para recolher as flechas, e quando estava perto o suficiente pude notar que uma das minhas flexas realmente tinha atingido o segundo círculo, a contar do centro para fora, o que para mim já era um avanço incrível. — Quem sabe na próxima eu não acerto o alvo? — Falei para mim mesma, enquanto puxava as flechas da madeira, algumas estavam vincadas tão profundamente que eu tive que fazer uma força gigante para tira-las dali mas era melhor me acostumar com isso, afinal de contas pelas histórias que ouvi eu ia passar por coisas muito mais complexas do que tirar flechas de um círculo de madeira, e muito provavelmente bem mais doloridas. Voltei com a aljava e depositei ela e o arco no lugar indicado pelo instrutor antes de voltar para o Chalé que eu ainda não podia chamar de meu, e quem sabe quando e se poderia.



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Nêmesis - Você enrolou de mais para começar o treino em si, se ao menos a atividade o compensasse talvez tivesse obtido uma nota melhor. Mais cuidado com isso da próxima vez.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Susan Jones em Dom 9 Mar 2014 - 11:11

Treinamento de Arco e Flecha
Depois do treinamento com armas diversas, fui treinar arco e flecha. Bob me disse que era importante saber usar mais de uma arma, então por que não o arco? Mas assim que comecei a treinar, ficou claro que arco e flecha não era para mim. Cheguei na arena e avistei alguns campistas treinando, eles acertavam quase todos os tiros e atiravam em uma velocidade incrível que, se não soubesse que são filhos de algum deus, pensaria que eram robôs. Assim como na arena que treinei antes, nessa também haviam armas e alvos para usarmos. Aproximei-me do local onde estavam os arcos e peguei um deles junto com algo que poderia chamar de bolsa, que servia para carregar as flechas. Olhei em volta e avistei alguns bonecos de palha com círculos redondos indicando onde as flechas deveriam acertar. Aproximei-me de um deles e me preparei para atirar. Mas como é que se usa um arco, mesmo? Talvez Liam seria útil agora... Não, eu podia fazer aquilo sozinha. Observei os outros campistas por um tempo, examinando a posição dos pés, mãos, ombros e braços, o movimento que eles faziam e como faziam. Depois de algum tempo assim, decidi tentar. Peguei uma flecha e posicionei-a na corda, puxando-a com meus dedos indicador, médio e anelar da mão direita, com a flecha posicionada entre o indicador e o médio. Girei meu corpo para a direita, afastando meus pés, deixando o esquerdo na direção do alvo. Alinhei meus ombros com meus pés. Mirei, respirei fundo e atirei. A flecha não passou nem raspando no boneco. Na verdade, ela atingiu o chão antes de chegar nele. Decepcionante. Foi a única coisa que consegui pensar sobre o tiro. Mas não iria desistir tão fácil. Peguei outra flecha e ajustei-a na corda, depois arrumei minha posição. Mirei um pouco mais para cima e puxei a corda com mais força, então atirei. A flecha passou assobiando à uns dois metros de distância do boneco. Bom, pelo menos a flecha passou dele. Peguei outra flecha e tentei novamente, mirando mais para a esquerda dessa vez. Quando soltei a corda, a flecha atingiu a coxa do boneco. Um sorriso apareceu em meu rosto, foi um tiro ruim, mas pelo menos havia acertado o alvo. Atirei novamente, mirando o coração do boneco. Mas, ao invés disso, a flecha passou de raspão nas suas costelas. Talvez na cabeça seja mais fácil. Preparei outra flecha e mirei a cabeça do boneco, estava determinada a matá-lo. Soltei a corda, mas invés da flecha acertar a cabeça do alvo, ela acertou a barriga dele. Isso me deixou um pouco triste, mas pelo menos acertei o boneco novamente.
Devo ter ficado mais de uma hora só naquilo. Eu era um pouco competitiva (até comigo mesma) e não iria aceitar sair de lá sem ter acertado uma maldita flecha na cabeça do boneco de palha. Minhas flechas acabaram depois de quinze tiros e tive que recolhe-las. Das quinze, sete haviam atingido o boneco, mas nenhuma delas o mataria sozinhas. Depois de recolher todas as flechas, voltei à minha posição inicial e mirei no alvo. A primeira flecha atingiu o joelho do boneco, a segunda passou por cima da cabeça dele, a terceira atingiu seu ombro. No ombro! O mais perto do coração que cheguei! Sorri e me convenci que mais alguns tiros e poderia acertar o coração dele. Mas as quinze flechas haviam acabado novamente e aquela flecha no ombro foi a mais perto que cheguei disso. Recolhi as flechas novamente e voltei a posição inicial, sem nem pensar em parar antes de acertar a cabeça ou o coração. Mas, novamente, os tiros não foram lá muito bons. Isso estava me deixando irritada. Como não era capaz de acertar os alvos vermelhos? Todos aqueles campistas estraçalhando seus alvos com as flechas e o mais perto que chego do coração é o ombro! Não iria aceitar isso. De jeito nenhum. Sei que não poderia ser boa em tudo, mas eu queria fazer aquilo.
Peguei a última flecha que tinha e posicionei-a na corda. Ajustei minha posição e minha respiração. Mirei o alvo com toda a atenção do mundo e, só quando julguei estar pronta, soltei a corda. A flecha foi zunindo até atingir o boneco. No pescoço. Não na cabeça. Eu havia errado. Quarenta e cinco tiros e nenhum acertou a cabeça ou coração. Joguei o arco com força no chão e me sentei bufando. - Desisto. - disse cerrando os dentes. Acho que arco e flecha realmente não era para mim. Me senti humilhada por não conseguir atingir minha meta. Bom, pelo menos eu matei ele.
 

Legenda: minha narração; minhas falasmeus pensamentosfalas dos outros

Spoiler:
eu não sei porque, mas fica aparecendo esses "[size=undefined]" e um monte de números, e eu nem to usando table... tentei tirar, mas não consegui, então desculpa se tá feio assim, mas não teve outro jeito de postar.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Spencer Pallas Legrand em Qui 13 Mar 2014 - 18:27

Já estava no acampamento há algum tempo, mas ainda não conhecia ninguém. Falava com alguns campistas que estavam residindo no chalé de Hermes apenas para não me sentir totalmente sozinho em comparação à família deixada para trás, mas não me considerava íntimo de nenhuma pessoa ali. Ser indeterminado não me incomodava. Tudo bem que logo eu seria reclamado por um dos deuses e não ficaria triste por isso. Ao contrário de todos os campistas que passaram por esse processo, não me sentia amparado pelo meu pai e por esse motivo também não estava tão ansioso para descobrir logo quem ele era. Dirigia-me ao meu primeiro treino na área de treinos do acampamento, carregando comigo uma aljava com pouquinhas flechas sustentada nas costas e um arco de madeira encaixado na mão direita, enrubescendo as bochechas conforme eu era encarado pelos prováveis veteranos que passavam na minha direção oposta.

De certo modo, minha experiência com os treinos era uma total vergonha. Não sabia nem manusear um escudo direito e muito menos arco e flecha, já que era novato nessas coisas de aprimorar os meus sentidos de guerra. Só se podia ouvir naquele instante o barulho dos meus solados que se batiam contra o solo calmamente, não cedendo a ninguém sentimentos que pudessem interferir em concepções auditivas. Minha visão turva pelas poucas horas de sono na noite anterior também me deixava bambeando para lá e cá no meio do caminho, fazendo os campistas me encarar com um semblante confuso. Semicerrei os olhos, a fim de retirar o embaço que se formava nos globos oculares, podendo avistar a estrutura da arena ao longe com uma leve dificuldade. _Tá, você consegue Spencer._ Encolhi os ombros e inclinei as sobrancelhas para baixo, dizendo para mim mesmo.

Em questão de segundos adentrei a arena e soltei um longo suspiro dos lábios. Não devia ter medo e me sentir oprimido diante de todos aqueles semideuses que lutavam entre si bruscamente, até porque sabia que um dia eles tinham sido que nem eu e presenciado seus primeiros dias no acampamento. _Certo, vamos até lá..._ Direcionei os olhos até uma área onde tinham várias miras repousadas na parede e uma mesa que sustentava uma quantidade exuberante de arcos e aljavas, avançando em alguns passos rapidamente até a região. Quando me fixei no local, despejei a aljava no chão e em seguida a coloquei entre as pernas, soltando outro suspiro de desespero. _Como eu vou fazer isso mesmo?_ Sussurrei baixinho apenas para mim. Estava totalmente ferrado porque não sabia de nada, mas tinha que tentar fazer alguma coisa antes que o sol saísse do horizonte e fosse pego por um dos conselheiros.

Ergui o arco na altura da cabeça e fisguei a primeira flecha da aljava de segunda mão, colocando o objeto pontudo na base do cordel e repuxando-o para trás com o auxílio dos dedos, na tentativa de tomar um impulso maior para que, assim, eu atingisse o alvo bem no centro com êxito. Mesmo tendo várias opções de armas que poderiam ser usadas à longa distância, eu tinha optado pelo arco e flecha por ser mais habituado quanto ao jeito que eu vivia em Chicago, talvez isso devesse me ajudar e despertar em mim uma vontade maior de treinar. Soltei a flecha do cordel depois de alguns segundos mirando o centro do alvo. O objeto pontiagudo cortou o ar rapidamente e atingiu uma das laterais da região mirada, chegando nem um pouco perto de acertar o seu centro. _Droga. Isso é mais difícil do que eu pensei._ Formei um biquinho constrangido na região dos lábios e depois ajeitei um sorriso no cantil destes, permanecendo estável no local, mesmo não acertando a flecha.

Dobrei o braço levemente para pescar mais uma flecha, colocando-a no cordel um pouco desalinhado mais uma vez. De certo modo, eu não esperava acertar uma flecha naquele dia, era o meu primeiro treino e minhas opções eram ridículas. Depois de flexionar os joelhos e utilizar uma das coxas como base de sustento para o arco que era muito pesado por sinal. Soltei a flecha mais uma vez do cordel sem nem pensar duas vezes, atirando-a em alguns rodopios. Eu já devia ter pensado de que arco e flechas não eram nada fáceis, principalmente quando se trata de mira e outras coisas. O objeto, como de costume na última vez, atingiu um pouco da brecha do alvo e, por pouco, não se fincou em um de seus ângulos, baixando o meu ânimo para permanecer treinando ali. _Ok, vamos tentar mais uma vez, Spencer._ Murmurei um pouco alto a ponto de chamar a atenção de um dos campistas ao lado, passando um dos palmos pelo pescoço ressoado, triste.

Soergui as costas para baixo e decidi que deveria transpassar o cordel com mais sutileza desta vez e girar o corpo no intuito de obter uma mira melhor do alvo pousado na parede, com sede de acertar pelo menos uma vez a ponta da flecha de borracha no centro. Certamente, tentaria colocar tudo que uma pessoa que atira flechas em prática naquela hora, pois sabia que se a mesma não cortasse o ar e atingisse o alvo e a minha autoestima se abaixaria mais ainda e eu recolheria minhas coisas para voltar ao chalé de Hermes, que naquela hora do dia estava muito lotado pelo forte movimento presente no local. Repousei a flecha apanhada no cordel e transpassei o objeto, fletindo os joelhos e ajustando as costas que estavam demasiadas para frente, suspirando. Fechei um dos olhos, o que estava por trás da flecha apalpada, obtendo uma mira melhor do que seria o possível alvo avermelhado no centro do objeto circular pregado na parede.

Não gostava de ficar enrolando e concentrando muito onde eu iria acertar a flecha, era no centro que eu queria ela e soltaria quando me sentisse preciso. Porém, ao conseguir ajustar o objeto bem na mira do centro avermelhado que mais se assemelhava a um pontinho ofuscado no meio de tantos ângulos, desencadeei os encaixes anelares da ponta da flecha e ambos os palmos se colidiram na frente do busto. Meus olhos acompanharam a trajetória da flecha pelo ar até atingir o ângulo tão cobiçado desde o início, fazendo uma quantidade imensa de arrepios tomarem todo o meu corpo assim que notei a ponta da mesma fincada na região. _Muito bom, vou treinar mais agora!_ Conforme eu ia atingindo as flechas pescadas muito rapidamente da aljava e soltando-as na direção do alvo, muitas das mesmas se encaixavam no local que eu queria, mas outras apenas passavam reto. Teve até uma que se juntou a um monte de feno, que quase me fez desistir da “carreira” de campista que eu carregava. No final de tudo, estava me sentindo em casa verdadeiramente.

Quando terminei de fazer tudo que devia naquela região, recolhi a aljava e coloquei-a nas costas, fixando o punho cerrado na base do arco e caminhando para fora da área de treinos. Rapidamente sumi em meio às várias folhagens que cobriam a entrada da mesma, correndo, desta vez, até o chalé de Hermes, um pouco cansado.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Camie Blanc em Sab 15 Mar 2014 - 16:26

-Calma Cam, não é tao difícil, você consegue.- Repetia para mim mesma enquanto andava para a arena que não estava vazia e nem cheia, alguns campistas treinavam aqui e ali, mas nada que pudesse me incomodar. Com calma me dirigi ao arsenal a fim de pegar uma aljava cheia e um arco que se ajustasse a minha pequena estatura e retornei á arena senti o vento bater em meu rosto balançando meus cabelos e sorri um pouco. Parei na frente dos alvos fixos, afinal é melhor começar aos poucos, coloquei a flecha no arco mirando por alguns segundos o alvo mais próximo e logo soltei a flecha, a mesma rasgou o ar de rapidamente atingindo uma das linhas azuis do alvo. -Não foi ruim, mas posso melhorar.- Sussurrei analisando o alvo já preparando uma nova flecha no arco, mirei por breves segundos e soltei, sorri dando pequenos pulinho vendo que dessa vez havia acertado mais próximo do centro. -É disso que estamos falando, meu amor.- Joguei o cabelo para trás me posicionando, respirei fundo e lancei a flecha, não controlei o grito quando vi que havia acertado no centro da pintura. -Não se alegre muito Camie, pode ter sido sorte.- Novamente me preparei e disparei, sorri vendo que havia acertado o centro mais uma vez, decidi passar para os alvos moveis, meus adversários não ficarão parados.




Olhei os alvos enquanto eles começavam a se movimentar, verifiquei quantas flechas ainda me restavam e preparei o arco. Respirando fundo comecei a mirar e lançar as flechas rapidamente enquanto os alvos se mexiam cada vez mais rápido, corri tentando acompanha-los e quando os bonecos pararam sentei no chão exausta, olhei para minhas "vítimas" procurando saber quantas acertei e onde, não fui ruim, mas podia ser melhor, algumas flechas estavam no chão e outras estavam nos bonecos ou fincadas nas armaduras, não pude evitar de sorri vendo que acertei uma no pescoço de um dos bonecos e outra no olho de outro boneco. Joguei a cabeça pra trás e vi uma árvore que estava perto da arena, olhei para os alvos e mordi os lábios. -Por que não?.- Sorri ficando de pé e corri ate o arsenal para pegar mais flechas voltei para a arena e parei em frente a árvore. -Vamos Cam, supere seu medo de altura.- Prendi o arco e a aljava nas costas e me empenhei na tarefa de subir na árvore, parei num galho mais alto e grosso, testei para ter certeza que ia me aguentar e com cuidado fiquei de pé no galho, preparei o arco esperando os bonecos começarem a se mover e mirei, aos poucos os alvos se mexeram e logo estavam em sua velocidade máxima  comecei a disparar flechas, mas sentia minhas mãos tremerem por conta do medo de altura, respirei fundo algumas vezes e voltei a lançar flechas, sentindo dessa vez a mão mais firme, vi os bonecos pararem e lancei minha ultima flecha. Prendi novamente o arco e aljava nas costas e desci devagar da árvore. -Viu? Você está viva, pare de tremer feito uma idiota- Falei para mim mesma e olhei os alvos, havia mais flechas no chão do que da ultima vez, mas havia acertado mais a "pele" exposta dos bonecos. -Creio que por hoje é só.- Recolhi minhas coisas, guardei a aljava com o o arco e sai da arena para descansar um pouco.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Zoella Allan Poe em Sab 15 Mar 2014 - 19:12

Armas a longa distância

- Arco e flecha, mesmo? Está de zoação com a minha cara, Nellie? - resmunguei enquanto Nellie me arrastava para mais adentro da arena de treinos à longa distância. Ela só podia estar fazendo graça comigo, da última vez que tentara ao menos segurar uma arma um moleque saiu chorando feito um doido da arena. Mas enfim, se aquela história de semideus era verdade, o que estava à perder? Segui Nellie até o campo de Arco e flecha, enquanto ela me buscava as armas. Entregou-me um arco e me instruiu de deixar a aljava de flechas pendendo no ombro direito, para assim dar-me mais praticidade. - É bem simples na verdade, Lind. É simplesmente: arrumar uma mira perfeita, soltar a flecha e acertar o alvo. Como isso pode ser tão difícil, huh? - Nellie dizia isso, porém esquecia o pequeno detalhe de ser filha de Apolo e Caçadora de Ártemis (ou seja, nascera para arquearia). Apenas suspirei, tomando de suas mãos o arco e uma flecha da aljava.
Posicionei a flecha no arco, dobrei levemente os joelhos e fechei o olho direito. Não podia ser tão difícil, não é mesmo? Puxei a flecha até o máximo que consegui e soltei-a. A flecha zuniu por minhas orelhas, e voou até o alvo, perfeitamente. Embora, não perfeitamente no centro do alvo. A flecha acabou por fixar-se sete faixas para baixo do alvo, mas mesmo assim Nellie ficou impressionada. - UAU, muito bom. Embora, na minha primeira vez eu tenha acertado no centro, é claro. - é muito feio mentir, pensei, enquanto pegava outra flecha de minha aljava.
- Okay, a segunda, deseje-me sorte.; murmurei para Nellie enquanto encaixava a nova flecha. Respirei fundo, tentando tranquilizar aquele coração palpitante. Puxei até a metade do que conseguia e deixar a flecha voar. A flecha não conseguiu completar o voo, caiu, alguns metrinhos do alvo. Nellie começou a rir, pensei quão fácil séria dar uma flechada bem em sua testa ali mesmo.
Estava digamos quase mandando Nellie a merda quando peguei a terceira flecha, posicionei-a calmamente no arco e sem hesitar, puxei rapidamente a flecha e liberei-a de primeira. Sem hesitar, sem ao menos pensar. Quando percebi a flecha havia sobrevoado o alvo, voando além de minha visão. Nellie começou a rir desesperadamente, simplesmente taquei a aljava e o arco em sua cara. Voltei caminhando para o chalé de Hermes, precisava de um banho depois dessa. Aquela conselheira de chalé me deixava mais que brava. Chegando lá, um filho de Hermes me pediu para testar seu novo arco. Aceitei, afinal, tanto fazia. Encaixei a única flecha no arco todo dourado e puxei-a, mirando no alvo montadinho ali. Liberei a flecha, a mesma voou perfeitamente no centro e pude gritar de comemoração. - CHUPA NELLIE!


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Lori Elizabeth McBride em Qui 27 Mar 2014 - 21:13


❝ Nothing is true. ❞

Após o meu primeiro treino naquele acampamento – o treino de Duelos e Estratégias, onde ferira um campista – me dirigi ao refeitório para uma merecida refeição. Metade das pessoas estavam reunidas em mesas de Coortes, a I, II e III eram as que mais conversavam e riam. Já a IV e a V, pareciam interessadas somente na comida em seus pratos. Havia uma mesa cheia de probatios que ainda não sabiam seus pais muito menos suas Coortes. Juntei-me a ela. Ninguém falava, apenas os que já eram amigos. Como a uva em meu prato, uma maçã e um biscoito doce. Levanto-me e saio dali sob os olhares pesados dos outros, me direcionando novamente até os Campos de Marte. 

Alvos estavam posicionados por toda extensão daquele imenso campo. Sorri, pois com certeza gostaria de praticar aquilo. Pego um arco disponibilizado ali, penduro uma aljava qualquer em minhas costas e caminho até um alvo pendurado em um mastro. Fecho um dos olhos e mexo o braço tentando obter uma boa mira, flexiono os joelhos e dou um pequeno impulso com os mesmos, encaixo a flecha na corda do arco e o estico até a altura da bochecha. Tiro o dedo suavemente da corda. A flecha passa zunindo pelo campo; atingindo o terceiro círculo do meu alvo. “80 pontos. Nada mal.” Dou de ombros e posiciono outra flecha. Desta vez, demoro um pouco mais ajustando a mira, rodopio (toque final) e atiro a flecha. Ela posiciona-se entre o cruzamento do segundo com o primeiro círculo. “Vou considerar isso como 97 pontos.” Penso rindo e pego as minhas flechas, indo até outro alvo. 

A manhã começava a se esvair dando início a uma bela tarde, fresca, iluminada e ótima para continuar treinando. Era uma verdadeira pena que eu já não quisesse mais atirar naquele alvo alto. Um dos campistas aproxima-se de mim.
Olha só... Você está se achando a mestra dos arcos, docinho? Acho que irá ficar abaixo de mim. — Ele diz rindo. Os colegas que estão ao longe também riem. Ponho a mão na cintura, ironizando bastante a minha fala. “Ah... Sério? Que pena. Sei o que quer. Eu adoraria competir com você, ‘dulce” Seguro firmemente a adaga, enquanto ele prepara, bravo, seu arco. Segui para frente de um dos alvos fixados ao lado de alguns campistas, que logo se afastam para nossa competição. O carinha folgado ao meu lado posicionou seu arco preparado a iniciar o “torneio”, vi que o instrutor observava tudo de canto. Concentrada somente em meu alvo e nada além dele, recuo um passo, ajeito as costas e deixo a flecha encaixar-se normalmente no arco. 

Ele solta um suspiro cansado e ouço o elástico do arco estalar. Enquanto ele atira, aguardo um pouco, vendo que ele atingiu os quarenta pontos. Ele grunhiu ao meu lado, afastando-se um pouco em passos duros e fazendo comentários ridículos de como eu ia perder. Relaxo os meus dedos e solto a flecha em direção ao alvo. Fecho os olhos e suspiro. Abro-os novamente. Vi o momento preciso em que a flecha atingiu o ponto marcado com CEM pontos. Eu mal pude acreditar! Um grito de surpresa, indignação ou algo assim escapa por meus lábios. Os campistas me cumprimentam e urram, fazem festa e outros riem do metido que me desafiou. Caminhei até ele tentando rebolar – o que saiu mais como um pato desengonçado andando de fraldas –.


Topa mais uma? Dirijo um sorriso cínico a ele. Ele bufa e caminha até o próximo alvo. Me adianto e me posiciono ao seu lado, tiro uma flecha calmamente da aljava e deixo sua ponta encaixar-se na corda. Aquela foi a que se encaixou com mais facilidade, e eu soube que teria sorte, embora fosse uma distância que eu obtinha a certeza de que a flecha passaria direto e eu passaria por uma das maiores humilhações da minha vida. Na frente de metade do Acampamento. Suspirei profundamente mirando o alvo e soltei a flecha em sua direção. Como eu esperava, ela gira no ar numa velocidade incrível e bate na parede. Alguns campistas gritam e outros vaiam. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, meu oponente atira e sua flecha acaba parando no lugar de outro treino, seria o de espadas? Nunca iria saber. Os campistas riem, outros vaiam como anteriormente. 

Alguém – não consegui identificar quem – me entrega uma nova flecha da minha aljava. Vi pelo canto do olho que o instrutor se aproximava. Busquei deixar a minha mente vazia, certa de que nada iria me distrair. Ok, talvez eu tivesse TDAH, mas nunca me concentrei tanto para atingir algum objetivo. Posicionei a flecha e apontei a flecha para o alvo, fazendo a minha melhor cara de “eu-vou-te-acertar-e-esfregar-na-cara-desse-babaca”. Solto a flecha. Meu coração martelava contra o peito, e talvez houvesse um pouco de suor em minha testa. Um pequeno sorriso atravessa os meus lábios sem permissão quando a flecha atinge o alvo em sessenta pontos. 

Bom, quase ela atingia o chão, mas o que importa era que eu tinha acertado o alvo! Ok, isso foi uma indireta para o carinha. Assim que ele atirou, a flecha zuniu pela cabeça do instrutor e atingiu um poste a alguns metros dali. Os campistas bateram palmas e partiram, vendo que possivelmente o duelo terminava ali. Tive que concordar com eles. Dei o meu sorriso mais falso e uma piscadela para o cara chato e saí dali com o meu rebolado pato-fralda em direção ao refeitório, onde provavelmente em duas horas seria servido o jantar. O pôr-do-sol iluminava o Acampamento, e eu senti que havia triunfado mais nesse treino do que no primeiro.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Cassie S. Prescott em Dom 30 Mar 2014 - 13:54



Mire, respire profundamente e atire!
Treino de arco e flecha



 
Mais uma madrugada que eu fiquei bebendo, e bebendo. Bebi até lá umas três e meia da manha, sei lá, eu me acostumei a beber de madrugada devido a meus meios irmãos. Eu acordava de madrugada para ir ao banheiro,e, as vezes sentia um cheiro de bebida, quando eu me aproximava dos quartos abria só um pouco da porta e pegava eles no flagra bebendo.. mas aqui no chalé 12 isso é normal.Eles não estranham nem se você entrar no banho com duas garrafas de vinho na mão e sair do banho com ambas garrafas vazias.Acabei pegando algumas das manias deles inclusive essa, de dormir com uma garrafa de vinho na mão.. fazer o que?.Logo eu peguei uma garrafa minha de vinho, me deitei em minha cama e acabei dormindo assim mesmo, as vezes acordava do nada, bebia da garrafa de vinho um gole, e dormia novamente. Foi assim até as cinco da manha.



*****



Acordei com Karol gritando o meu nome, e dizendo para eu acordar. Ai meu Zeus, o que eu fiz agora?? bem,na verdade eu não tinha feito nada, ou pensava que não;observei com os olhos meios serrados a garota loira, devido a luz que emanava da porta escancarada do chalé 12;*ai, aqueles bêbados não sabem fechar a porta não?* pensei com certa raiva. - Esqueceu que temos um treino pra fazer? o de arco e flecha? - Karol filha de Ares e Devota de Hera que era minha amiga falou com tom brincalhão, ela já conhecia minha falta de memória - Bem, eu acabei de lembrar - Ri - Obrigada - peguei meu travesseiro do meu lado e joguei nela, ela conseguiu se proteger com os braços e jogou-o em mim e eu me protegi também; rimos - Okay, vou me vestir - Pulei da cama,deixando a garrafa de bebida que tomei todo o conteúdo de madrugada encostada entre a parede e minha cama; fui me arrumar do modo mais básico possível no banheiro, coloquei a blusa laranja do acampamento, uma legue preta e um All Star da mesma cor, e finalizando penteei os meus curtos cabelos loiros.
Um fato: Não importava, as vezes ,o modo de como eu estava vestida, alguns ainda se arriscavam em me perguntar se eu era filha de Afrodite.. até me verem bêbada pelo acampamento, ou entrando no chalé roxo número 12 com uma garrafa de vinho na mão.Fechei a porta atras de mim correndo,e escutei ainda Karol dizer que me esperava no refeitório.- Okay, obrigada de novo Kah! - Gritei para ela, graças a Zeus ela me acordou, eu ia dormir o dia inteiro como uma filha de Hipnos devido ao que aconteceu; minha bebedeira pela madrugada. Assim que terminei de me arrumar, joguei meu pijama azul na cama mesmo e corri para encontra-la no refeitório. Chegando lá, a vi e me juntei a ela,tomei um café básico : Um sanduíche e um café com leite; assim que terminamos o café fomos a arena juntas, conversando sobre o meu estado pela manha,Kah disse que eu parecia um Zumbi bêbado, como se talvez eu não fosse um.


*****



- A ultima vez que eu toquei num arco e flecha Kah eu tinha uns 9 anos, sei que não faz muito tempo, mas não sei se ainda consiga acertar o alvo de primeira. Não quero passar vergonha! - Justifiquei minha cara de espanto quando eu parei pra pensar em pegar um arco e uma flecha na mão novamente e passar vergonha errando o alvo,fazia um tempo que eu não havia mais tocado em nenhum arco e flecha;e foi o tempo em que eu fugi de casa, mais isso era uma longa história. Olhei e um pouco ao longe de mim observei um local com alvos, bonecos de palha e uma mesa que continha muitos arcos e aljavas, com Karol ao meu lado caminhei até a mesa e peguei um arco,e lembrei de quando era pequena. Peguei uma aljava com umas 20 flechas coloquei em minhas costas, olhei para os alvos e notei que minha amiga Siobhan estava ali treinado,assim que vi que ela acertou uma flecha no alvo acenei para ela, ela me viu e acenou para mim,logo Siv caminhou até a mesa onde eu ainda estava colocou o arco e a aljava que usou com umas flechas restantes na mesa sorriu pra mim e disse - Bom treino Hanna.. - logo respondi enquanto ela se afastava - Obrigada Siv - e ela saiu dali; resolvi que iria treinar com os alvos e olhei para o que Siv usou com a flecha dela no centro do circulo vermelho;*A primeira regra de arco e flecha é: física. Puramente física. Dependendo do ângulo que você lança uma flecha e com certa força, que é o impulso da corda, ela para em um determinado local... * pensei, eu não me lembrava quem havia me dito isso, somente veio em minha cabeça - Só vou observar ta? qualquer coisa me pergunte - Disse Kah se afastando um pouco de mim,não fiquei brava com ela por me deixar treinar sozinha.. somente fiz que sim com a cabeça e me fiquei a uma certa distancia do alvo.

-Tomara que eu ainda tenha habilidade o bastante, para conseguir acertar perto do alvo pelo menos..- Comentei para mim mesma, olhei para traz e vi Karol a uma certa distância, creio eu para se proteger de levar uma flechada minha fazendo um sinal com a cabeça dizendo 'Anda começa' e foi isso que eu fiz. Fiquei na posição correta : Com os pés fiz um angulo reto , coloquei no arco uma flecha que estava em minha aljava ás minhas costas pendurada, encaixei no arco a haste da flecha na corda , posicionei a flecha com cuidado no mesmo,fico em  posição mais reta possível, levantei o arco com calma e boto meu braço que segurava a base da flecha próximo ao meu peito, pois assim ela não escorregaria;segurei o arco com firmeza e não subi os meus ombros,mirei no alvo exatamente no circulo vermelho, respirei fundo e soltei a flecha. Escutei zunido familiar nos meus ouvidos e abaixei o arco;olho para o alvo e vejo a flecha próxima ao circulo vermelho - Tsc que droga! foi quase .. - Falei com voz de decepcionada assim que espremi meus olhos para ver novamente meu erro - Quase, vai lá tenta de novo ! - Gritou Kah em estimulo - Okay, acho que agora eu vou acertar.. estou somente aquecendo.. - falei brincando com ar superior e ri , não olhei para Kah em momento algum ,eu estava olhando o circulo vermelho e pensando * prepare-se para a flecha que virá agora * e assim arrumei minha posição novamente, coloquei uma outra flecha no arco, mirei no circulo vermelho do alvo novamente, respirei fundo e soltei a flecha , fechei os olhos por um segundo assim que ouvi o zunido e os abri logo em seguida; eu havia quase acertado outra vez  - Tsc Quase.. meu Zeus!! - falei, sem olhar para minha amiga novamente; eu não conseguia tirar os olhos do alvo, ou melhor de minha flecha no circulo vermelho, ao cantinho esquerdo. - Tente mais umas vezes e vamos andando que eu preciso fazer umas coisinhas pelo acampamento.. algum problema ? - Ela perguntou - Nenhum.. Nenhum mesmo Kah, mas só vou sair daqui quando eu acertar no meio do alvo.. juro que vou tentar não demorar - Virei-me pra ela dei um sorriso em quanto pegava mais uma flecha de minha aljava vi ela levantar a sobrancelha direita com cara de ' é sério isso? então anda logo '. Fiz a posição correta de meu corpo de novo, me atrapalhei um pouco ao colocar a flecha na corda mas logo ela já estava pronta para ser atirada novamente,mirei, respirei, atirei.. e errei; nem comentei nada ,nem Karol.. não escutei ela falar nada,somente só pequei mas uma flecha da aljava arrumei-a no arco, e quase sem paciência soltei a flecha; quase no centro outra vez - Tem alguma coisa de errada com estas flechas ou comigo! - Exclamei impaciente - É o que me parece.. - Disse Karol com uma voz de certo tédio. Peguei uma das flechas a aljava e observei; incrédula disse: - Meu Zeus! estas flechas estão um pouco tortas! é por isso que eu não acerto! - Falei decepcionada com um pouco de raiva em minha voz, virei-me e joguei a Kah a flecha que estava em minha mão, ela pegou e olhou - Nossa, acho que algum irmão meu fez isso, com raiva por não acertar - falou em tom de brincadeira - tsc, tsc.. okay pegue outra aljava e acerte agora..- Ela olhou para o pulso, onde notei um relógio ao longe - Vou me atrasar um pouco.. mas não tem problema.. - Ela me jogou a flecha novamente, deixei cair mas logo a peguei, me apressei em tiraras flechas que estavam no alvo que eu estava usando,corri até a mesa para pegar outra aljava e coloquei as flechas tortas em sua aljava de origem.

Já com aljava nova arrumei a flecha no arco, corrigi minha posição esqueci de respirar fundo mas não fez diferença alguma, pois assim que eu escutei novamente o zunido da flecha e olhei para o alvo e sorri - Acertei até que enfim.. Karol deixa eu só tentar mais duas vezes! - Exclamei, nem escutei ela falar alguma coisa e logo peguei outra flecha e me apressei em mira-la e atira-la; acertei novamente, sorri peguei mais uma flecha da aljava em minhas costas e me virei e corri  em direção ao nada exatamente, somente um pouco mais atrás de Karol; logo quando vi que eu estava consideravelmente longe do alvo comecei a correr na direção dele - O que você está fazendo Hanna? pirou de vez foi? - Exclamou ela, me apressei responder ao passar por ela - Só observe.. - corri mais um pouco, virei cambalhota, com a flecha posicionada no arco, me apoiei em meu joelho direito dobrado no chão e soltei a flecha mirando no alvo que vinha antes do meu; acertei novamente no circulo vermelho, me levantei do chão e vi minha legue um pouco suja de poeira, comecei a limpar com a mão livre - Eu fazia isso quando criança.. estou realmente surpresa de ainda conseguir fazer isso..- Fiz um olhar incrédulo para minha amiga, ela sorriu e falou com surpresa - Realmente isso é leg.. - Cortei-a - Você não está atrasada? acho melhor conversarmos depois .. - Corri para a mesa, coloquei cuidadosamente o meu arco e a aljava junto dos outros destes e corri em direção a Karol corremos pela a arena, rindo pois enquanto eu corria ficava tropeçando no nada, e assim saímos dali em direção ao acampamento.



Legendas:
- Eu -  
- Karol -
- Siobhan - 
* pensamentos *
Obs:
A Karol e a Siobhan foram usadas somente como NPC 
pois me disseram que podia.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Marckenzie G. Shandler em Sex 11 Abr 2014 - 1:04



"Admiro essa sua confiança na vida" comentou Taylor ao jogar uma pedra em direção a árvore na nossa frente. - E por que eu iria desconfiar dela? - indaguei enquanto imitava o ato do garoto e acertava com a pedra no mesmo lugar na árvore. "Pelo simples fato de que se você não planejar e se precaver, as coisas saem do controle. Não acha?" respondeu o menino, mas dessa vez, girou seu rosto em minha direção e esperou por uma resposta inteligente - Ao menos parecia que sim. Curvando o corpo para baixo, recolhi uma pequena pedra e ameacei jogá-la em direção a árvore, porém, somente permiti que um divertido sorriso se desenhasse em meus lábios. - Você sabe quando é que começamos a ter controle sobre as coisas? - perguntei, lançando a pedra com certa força em direção ao vegetal. "Não" rápido e firme Taylor respondeu enquanto mantinha seu olhar em minha direção. - É quando abdicamos de ter controle sobre elas - respondi. O menino parecia confuso enquanto recolhia e refletia sobre as palavras pronunciadas, e somente dei-me liberdade de continuar a sorrir devido a expressão do garoto. Era cedo ainda quando resolvemos caminhar pelo terreno propício para os treinos. Após alguns dias em total fadiga devido o tempo preguiçoso, Taylor finalmente conseguira arrastar-me do acampamento e incentivar-me a continuar os exercícios, já que por vontade própria eu não realizaria. Porém, lá estávamos nós centrados em meio ao terreno extenso e condizente com a natureza em volta.
 
O ar gélido da manhã de nada atrapalhava o temperamento corporal irritado, exaustivo e em plena adrenalina quando Taylor teve a brilhante ideia de iniciarmos uma pequena corrida em direção ao arco e flecha localizada a uma distância curta da árvore onde estávamos segundos atrás. De principio acharia aquela brincadeira ridícula e infantil demais perante o humor negro que me dominava aquela manhã, todavia, aceitei o pequeno convite e parti em direção aos equipamentos à frente. Aliás, não dispensava competições. - Ah! Você é um eterno perdedor, Taylor! - disse enquanto controlava a respiração ofegante e comemorava, entre deboches, a pequena vitória. "Eu deixei você ganhar, besta" comentou o menino ao apoiar, cada mão, nos joelhos e respirar rapidamente. - E isso é conversa de gente perdedora. - debochei e sorri com o canto dos lábios. - Vem, vamos logo começar isso antes que eu desista. Andando entre passos curtos em direção ao arco e flecha, sentia a brisa da manhã chocar-se em meu corpo e, pela primeira vez, o arrepio surgir entre os finos pelos do meu braço. Não hesitei, muito menos reclamei do vago frio que subia pela espinha, apenas continuei os passos firmes sem esperar pelo garoto. Curvei o corpo para baixo e recolhi o médio arco de bronze sobre o chão de grama bem conservada. Taylor surgiu logo em seguida, mas continuou seu "ritual de descanso" ao se jogar no chão de braços abertos. - Mas tu és fraco, ein... - comentei ao observar o gesto do garoto - Vai, levante-se! - bradei conforme depositava um dos pés na barriga do menino e começava um movimento de vai-e-vem. "Para, Marck... Eu já estou indo".
 
Não mais insistir a convidar Taylor para iniciar seus treinos, simplesmente, girei os olhos e retornei a minha posição inicial. Com as pernas afastadas, a uma curta distância da outra, estiquei o braço direito cujo prendia o arco no punho, deixando-o reto na linha dos meus olhos. Com a mão esquerda, estiquei a corda, deixando esta na mesma linha do queixo. Fechei um dos olhos, e somente enxergava com o outro a fim de equilibrar a mira na direção do alvo, um pouco distante, mas de fácil visão. Não havia colocado a flecha, pois somente iniciei o ato com a finalidade de adquirir pratica com o armamento. Soltei a corda quando senti meus dedos queimarem lentamente devido a força depositada. - Taylor - chamei, mas o menino não respondeu. Dei de ombros não me importando se ele estivesse morto ou algo do tipo. Peguei a flecha de penas coloridas do chão e a encaixei no centro do arco. Mantive as mãos baixas e voltei a fitar o alvo. Respirei fundo. – Taylor – chamei, mas novamente o silêncio surgiu. Ergui o punho e mantive o arco na direção do alvo, em seguida, encaixei a flecha na corda grossa e a estiquei, firme. – Taylor, seu idiota – elevei o som da voz, e girei a cabeça para o lado a fim de observar o garoto, mas ele não estava mais ali. Girei os olhos e voltei a manter atenção no alvo à minha frente. Parei por alguns segundos com a finalidade de esperar o vento forte cessar, e finalmente, soltar a flecha. Três segundos, foi o suficiente para meus dedos adormecerem e as pontas avermelhadas começarem a formigar. Enfraquecidos, soltei a corda, e a flecha, com velocidade retilínea, seguiu em direção a cor azul no centro do alvo, porém, centímetros acima ela perfurou, ficando presa na área vermelha.
 
- Droga! – reclamei enquanto relaxava os braços ao lado do meu corpo. “Muito bem, Marck” soou a voz atrás, e logo sons de palmas foram ouvidos. Maneei a cabeça, lentamente, para o lado a fim de enxergar a imagem do garoto sorridente e debochado. Erguendo uma das sobrancelhas, dei de ombros e voltei a olhar para frente. “Você precisa relaxar o corpo e manter a concentração, querida!” explicou o garoto conforme dava passos para o meu lado. – Sério, querido? Não havia me lembrado disso – comentei, ironicamente e sorri. “Imaginei!” e sorriu “Vamos ajeitar isso. Primeiro afaste as pernas, mas as deixe firmes no chão e equilibre o peso do corpo em cada uma” explicava o menino enquanto depositava suas mãos escamosas em meu corpo a fim de arrumá-lo de acordo com suas explicações. Mantive-me em silêncio, e por um momento permiti que o menino me guiasse, sem protestar. “Agora levante o braço e segure firme o arco, não com muita força, para você não perder o foco, nem muito devagar, para a flecha não correr o risco de ir para outro caminho” e continuou o menino conforme erguia meu braço e o deixava na posição explicada. Suspirava pesadamente e girava os olhos a cada palavra pronunciada da boca de Taylor. Mas novamente, mantive-me quieta. “Coloque a flecha e a deslize para trás junto à corda” dizia e segurava minha mão com a finalidade de puxar a flecha lentamente, até, finalmente, deixá-la alinhada com meu queixo. “Muito bem, Marck! Agora decida o momento certo para largar. Não tenha pressa” e terminou o menino – Não terei, mas tudo que você me explicou eu já tinha feito, babaca – disse e sorrir em seguida. “Mas faltou o meu toque mágico, querida” e retrucou o garoto em forma de deboche.
 
Permaneci parada por mais alguns segundos enquanto esperava um momento certo para soltar a corda e permitir que a flecha ganhasse caminho. Todavia, qual seria o momento certo? Mantendo a visão centrada em um ponto no centro do alvo a uma distância curta, pisquei os olhos duas vezes consecutivos e sem hesitar, soltei a flecha. A madeira fina e de penas colorida, em alta velocidade, rumou em direção ao alvo acertando-o em seu ponto central “Aee, Marck! É assim que se faz” comemorou o garoto com seus gestos nada discretos em minhas costas – Deu certo – disse hostil enquanto segurava outra flecha em mãos. – Vou de novo – e afirmei ao olhar para frente e retornar a posição inicial. Afastei as pernas e arrumei o arco acima, em seguida, coloquei a flecha, lentamente, no centro do arco e puxei até deixá-la próxima ao meu queixo. Não esperei muito tempo para soltar o objeto em mãos, muito menos me importei com a rajada de ar que passava no momento, apenas soltei. Sem hesitar; sem pensar duas vezes. E novamente, a flecha atingira o centro do alvo. “Pegou jeito da coisa, ein! Já pode virar caçadora” e brincou o menino. – Você tem razão. Já posso virar caçadora – e repeti suas palavras, mas dessa vez deixei a expressão rude de lado e permiti que um sorriso alegre nos lábios os desenhasse. As horas passaram depressa após o treino satisfatório que realizávamos naquele dia. Mais algumas flechas havia acertado no alvo, e outras poucas chegavam perto, mas logo tratava de corrigi-las realizando o largar varias vezes seguidas. Ficamos mais alguns minutos ali, e logo nos retiramos em direção ao acampamento.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Lucas Kallistw em Ter 22 Abr 2014 - 22:02



First step: I'm here.

Lucas Kallistw. 19 anos. Peace brother.

Não sabia por onde começar, minhas ideias ainda perdiam-se em meio a toda aquela confusão subjetiva. A alguns dias atrás, eu se quer sabia da existência dessas criaturas mágicas, e, agora, sou considerado um imponente semi-deus. Sátiros, centauros, minotauros, armaduras, espadas, escudos, o que era tudo aquilo? Apesar de cercado por dúvidas, eu nunca tinha me sentido tão em casa. Sei lá, talvez fosse realmente para eu estar aqui.

Arrisquei-me, então, a caminhar pelo acampamento. A certeza dos meus passos não estava no destino, e sim neles próprios. Iria, porque queria, achar algo que me animasse em fazer. Estava tão certo e decidido. Aliás, talvez fosse só coincidência, mas eu parecia sentir alguma coisa me guiando. Desconfiei, enfim, que fosse minha adorada mãe, agindo escondida, traçando o caminho para um filho perdido. Assim, sem se quer saber para onde, eu fui. Chegando lá, fora recepcionado pelo cintilar de espadas, esvoaçar de lanças, e gritos de guerra... Enfim, a arena.

É aqui mesmo? - Perguntei-me, esperando a resposta dela. Não era, e nem seria, um guerreiro, sempre faltou-me aptidão para isso... Pelo menos era o que achava. Não discuti, e me inscrevi no treino básico. Rapidamente ouço meu nome ser chamado, exigindo-me um passo a frente. Num conversar simpático, a instrutora me esclarece e explica os fatos mais significativos.
── Meu nome é Clarisse.
── É um prazer, Clarisse. Eu me chamo Lucas.
── É igualmente um prazer. Feitas as apresentações, vamos começar. O que você quer treinar hoje?
── Bem, é meu primeiro treino, ainda não sei muito que fazer.
── Começaremos pelo mais básico então.

Ela desfaz um grande embrulho sobre a mesa, apresentando-me a algumas armas. Também, explicava os fundamentos simples de cada uma, desde alcance, a métodos de manejo. Minha reação imediata fora tomar uma lança longa em mãos, sem saber ao certo ainda como empunha-la.
── Sim, lanças.
── Oi?
── O instinto de um semi-deus nunca falha. Quando você deixou-o falar por si só, ele preferiu a lança, logo, é esta a sua arma. Mostre-me então o que tem, semi-deus!

 Suas palavras foram amedrontadoras, porém, incrivelmente reveladoras: Ergui a lança em mãos e girei-a pelo ar. Seguiram-se mais manobras, de complexidade ímpar, arriscadas até, mas sob visível controle. Aquilo me fazia imensamente pleno, e feliz, fazendo desmoronar toda e qualquer desconfiança de outrora. De fato, começava a me ver como era, um semi-deus. Porém, antes que ficasse confiante, fui certamente interrompido.
── Impressionante, você já domina os fundamentos básicos.
── Básicos? Eu pensei que tava destruindo.
── Não, não, ainda falta bastante pra perfeição. Veja só.

Ela toma a arma de minha mão, e repete os movimentos que acabei de ensaiar. Porém, a velocidade com que fazia era insana, quase não acompanhável. Sua superioridade fazia-se presente, afinal. Entretanto, aquilo não me desanimou, muito pelo contrário, ficara ainda mais motivado. Se aquilo me fazia bem, seria mais que agradável aprende-lo.
── Uow. Você precisa me ensinar isso!
── Pode deixar.

A primeira parte é cansativa. Tive que arremessar aquele artefato inúmeras vezes, por um longo período. Embora conseguisse já acertar meu alvo, ela não deixava eu parar: Seu perfeccionismo era irritante, quase torturador. A meta imposta seria acertar o alvo uma certa quantidade de vezes, seguidas e sem qualquer precipitação. Em algumas tentativas eu quase conseguia, errando, por ínfimos detalhes, a última. Eu continuei, e continuei, sem desistir, sem se quer hesitar. Enfim, o êxito mais que merecido é alcançado.

A próxima etapa fora mais dinâmica, e, evidentemente, bem mais produtiva. Através de uma engenhosidade de cordas e roldanas, agora, os alvos se moviam! Ela precisou me ensinar certas condições, tais como analise de trajetória, dinamicidade, e movimento. Disse ela que eu precisava focar o alvo, projetar seu caminho, e calcular sua posição final, para então, lançar nessa nova direção. Porém, era ainda mais difícil, já que diversos outros alvos encontravam-se sobrepostos uns aos outros, variando em frequência, fazendo com que o processo de analise tivesse que ser feito varias vezes simultaneamente. E, como se não bastasse, ela ainda impôs um limite de tempo para o lançamento, restringindo e forçando minhas capacidades. O resultado, óbvio: As primeiras tentativas foram horríveis, sem se quer passar perto do boneco alvo. Ela ajeitava os defeitos dos lançamentos, desenvolvendo minha perícia.  Assim, consegui chegar bem mais longe que antes, porém, não o suficiente. Apesar do meu máximo esforço, parecia que nunca ia conseguir chegar lá.

Tentando me dar a motivação necessária, ela arriscou: Pôs-se no lugar dos bonecos. Ou seja, meu erro significava sua morte. Eu não podia errar. Assim, quase que intuitivo, minha respiração tranquilizou-se de um tal maneira, proporcional ao meu desespero, trazendo-me uma calma necessária,  e inacreditável diante a situação. Talvez, fosse característica do sangue que corre em minhas veias. Eu não ia errar. Ouço seu apito, demarcando o inicio. Passo pelos três segundos mais longos da minha vida; O suor escorria frio pelo meu rosto, os joelhos ameaçavam-se a dobrar, e tudo parecia correr mais lento.
── Agora!

Meu corpo rola para o lado, enquanto realiza o arremesso. Meus olhos ainda turvos são capazes de ver o cabelo da mulher trepidando, graças ao vento próximo criado pela lança. Ela não seria ferida. Porém, mais que isso, o alvo fora perfeitamente acertado.
── Muito bem, semi-deus.

Não conseguia esboçar qualquer resposta, não com aquela falta de ar maçante. O que tinha acabado de acontecer? Eu podia ter ferido-a gravemente. Ainda era tudo muito insano para mim. Pouco a pouco, a consciência retorna.
── Você é definitivamente maluca.
── Eu? Por quê? Apenas confiei nos seus talentos.
── Mas nem eu confiava.

Ela sorri, e eu também, trazendo o alívio final. E enfim, o treino acaba, confirmando o inevitável: Com certeza era para eu estar aqui.





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Fobos - Motivos: A forma como escreve envolve o leitor, na verdade, mas cuidado com erros gramaticais. Gostei do treino, bastante objetivo e coerente, mas faltou uma "animação" que provêm das ideias mais criativas.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Alec Lyond-Kalson em Ter 22 Abr 2014 - 23:28




TREINO DE ARMAS A LONGA DISTÂNCIA

IF YOU DO, DO IT NOW


A paisagem era de deserto. Não necessariamente, a bem da verdade. Deserto somente no sentido de “lugar vazio”. Alec não fazia a mínima ideia de onde estavam, muito menos tinha perguntado isso a Benfred. Iria fazer alguma diferença? Não, então melhor manter a boca fechada. Eles vinham viajando há alguns dias, não o bastante para ter-se findado uma semana. Nesse meio tempo, o sátiro havia contado tudo o que tinha a falar sobre semideuses. Aos poucos, a “parceria” vinha surgindo entre ambos, mas nada sequer próximo da amizade. Alec não era dado a ter amigos, muito menos procurava por um; a lei que rege é a da carreira solo. Ao pararem para descansar da marcha, o rapaz deitou-se a sombra do que parecia ser um pinheiro marcial. Benfred, por sua vez, ocupou-se em polir o arco e flecha que trazia consigo – Sabe usar essa coisa aí? – O semideus ergueu o queixo ao falar, nem de longe tão curioso quanto se era de esperar. Apesar de gostar dos momentos de silêncio, Alec fazia o tipo hiperativo que não consegue ficar muito tempo parado – típico de semideuses, isso. Sob a mira do olhar do outro, Benfred deu um sorriso trêmulo e balançou a cabeça, prontamente disposto a fazer uma demonstração. Àquele acabou sendo o convite certeiro, que fez com quê o rapaz ficasse de pé o quanto antes para avaliar os talentos dos sátiros. De forma metódica, Benfred encaixou a flecha na corda do arco e distendeu-a, soltando assim que ajustou a mira na direção do tronco maciço do pinheiro onde Alec tinha se apoiado. A flecha disparou, rápida e certeira – Posso tentar? – Não parecia nem de longe tão agradável quando manejar uma espada, mas isso não queria dizer que fosse dispensável.

As tentativas começaram. Alec demorou a pegar o jeito, tendo sido gastos exatos vinte minutos até que ficasse clara em sua mente qual a postura que devia adotar. Pés ligeiramente afastados, embora voltados em direção ao alvo, além de membros rijos – a flecha perderia o controle, caso contrário. Toda àquela tarefa já o estava irritando, na verdade. Seus dedos doíam, ligeiramente vermelhos depois do contato frequente com a corda. Benfred lhe entregou uma flecha – penas coloridas, ponta aguçada de bronze celestial e haste curta. O sátiro dava as instruções, ainda nervoso na presença de Alec. O garoto encaixou a flecha, assim como tinha visto o outro fazer minutos antes, e tencionou o braço direito para trás na altura de seu ombro. Os músculos do braço tremiam, muito pouco acostumados com o novo movimento. Ao largar a flecha, esta ziguezagueou antes de acertar a esparsa trilha de terra batida ao lado do pinheiro marcial – Isso é coisa de mulhersinha, apenas. – Declarou, os dentes cerrados ao relaxar a postura. Somente sua postura estava relaxada, no entanto, afinal os dedos se fechavam com brutalidade em torno do arco. Benfred aproveitou para se afastar, temeroso e sem querer admitir que já tivesse visto tiros melhores do que aquele. Era melhor não irritar seu companheiro de viagem, pelo menos, enquanto não tivesse Quíron para salvar seus chifres no caso de uma ameaça.  Sem dar-se por vencido, Alec pegou outra das flechas de Benfred e a ajustou no arco, ligeiramente tenso ao alinhar a postura do corpo. Era possível notar o canto retorcido de seus lábios, o olhar mordaz e os músculos contraídos. Fechou um dos olhos, crente de quê assim poderia visar melhor o alvo almejado. Seu alvo era, por hora, o tronco do pinheiro marcial, tão largo que parecia impossível errar o disparo. Em linear, a flecha foi atingir os estreitos do alvo escolhido. Tal resultado não poderia ser considerado, nem de longe, como bom, mas melhor do que o anterior.

O treino seguiu. No terceiro disparo, Alec quase conseguiu acertar o centro, tendo errado por alguns centímetro. As coisas iam, aos poucos, virando instruções na sua cabeça: colocar a flecha, puxar e soltar. Ele repetia isso para si mesmo, os olhos fixos no ponto que queria acertar antes do cair da noite. Benfred havia dado no pé, rápido quando se tratando de esconder-se por onde quer que fosse. Enquanto isso, os disparos continuavam. Pouco passava das cinco da tarde, horário em quê – dependendo do clima – as nuvens vão se amontoando para esconder o sol. Alec largou o arco apenas por tempo suficiente para recolher as flechas, todas de mesma plumagem e tamanho. Ainda agora, depois de todo o esforço gasto, preferia o uso da espada. A fluidez lhe vinha com facilidade quando se tratando de empunhá-la, o que não era o caso do arco e flecha. Precisa de algo que lhe desse incentivo, um alvo mais motivador do que o simples pinheiro marcial. Foi então que avistou, meio ao longe e escondida da vista, a macieira embaixo da qual Benfred dormitava. Havia maçãs o bastante para servir de alvo, algumas velhas e podres, provavelmente alvos de alguma praga da estação recente. Alec deu um meio sorriso, o primeiro até então, e tratou de se aproximar sorrateiramente de seu mais novo alvo: a macieira e suas maçãs. Parou há alguns metros de distância, afinal não iria haver desafio se ficasse próximo demais. Ele espetou as quatro flechas no terreno ao seu redor, em linha reta, e puxou a primeira para encaixá-la. Novamente os movimentos automáticos, mantendo-a firma na corda do arco enquanto ajustava os braços e pernas na direção do alvo. Como vinha sendo seu costume, fechou o olho direito. Tinha melhor precisão com o esquerdo. Um, dois, três segundos e disparou contra a maçã meio comida que se destacava no extremo esquerdo da macieira. O tiro passou direto por entre os galhos, despertando alguns pássaros que faziam ninho por ali.

- Puta merda, qual o problema em acertar essa droga uma única vez que seja?! – Foi um murmúrio irado, meio abafado para não despertar Benfred que podia muito bem estar sonhando com latas de coca-cola. Como não queria parecer uma menina dando escândalo, Alec respirou fundo e pegou a próxima flecha. Tinha mais três chances. Dessa vez virou o corpo levemente, voltando-o por inteiro na direção de outra maçã, essa mais inteira do que a anterior e em posição vantajosa – no alto. Ao puxar a corda do arco, tencionou levemente para cima, tendo esticado-a até não poder mais antes de soltar. Seus dedos estavam mais firmes dessa vez, o que tornou a trajetória menos conturbada por desvios desagradáveis e quase certeira. O semideus arrastou os pés, contrariado, e pegou a próxima flecha. Certo, duas chances a partir de então. Escolheu a maçã vermelha, de aparência suculenta, acima do local onde o sátiro dormia. Até sorriu, ligeiramente motivado com a possibilidade de acabar acertando Benfred invés da maçã. Tudo bem, isso não era exatamente um pensamento do qual se orgulhar. Ao disparar dessa vez, a flecha vez uma trajetória tão retilínea quanto a anterior, acertando o alvo de raspão. Mas apenas isto serviu para derrubar a maçã, a mesma que caiu na cabeça do sátiro antes adormecido. Benfred deu um salto, alarmado, enquanto tateava ao seu redor com ar de perdido. Rindo, Alec abaixou-se atrás do espinheiro ao seu lado e largou o arco para poder tampar a boca com ambas as mãos. Não é que estava ficando bom naquilo? Quer dizer, tanto em atirar flechas quanto em irritar Benfred. Podia ser considerado o novo tormento na vida do sátiro.




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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Tessa Hoyer Lightwood em Sab 26 Abr 2014 - 1:07


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Havia, mais ou menos, uma semana que eu estava de bom humor. Não significa que eu não me irrite vez ou outra, só que não estou de mau humor a maioria do tempo, como de costume. Era de tarde e eu estava deitada na cama sem a mínima vontade de sair, já que estava com pensamentos suficientemente bons para não querer fazer nada além de me perder e afundar neles. Só havia um problema: ser a conselheira do chalé. Não é que seja um problema, mas traz um monte deles. Graças a isso, sou obrigada a treinar e ser “exemplar”. Sinceramente, eu não queria deixar de comandar todos os meio-irmãos e ou ditar as regras do MEU chalé. Fora que não teria mais “mordomias” vindas de Ares e nada de deixar alguém sem tomar banho simplesmente por querer demorar mais tempo. Apesar de, provavelmente, ser a mais magrela, menor, de aparência menos ameaçadora e uma das mais novas - só de idade -; era a conselheira  do chalé e, possivelmente, a mais grossa e bruta de todos. Consideravelmente assustadora. Conclusão: se quisesse continuar com minhas mordomias, eu deveria treinas. Nesse horário não havia quase ninguém no chalé, exceto por alguns idiotas dormindo. A resolução para o meu problema foi treinar. Mas, aproveitando que sou a melhor conselheira e irmãzinha - nada - legal, não deixarei esses babacas de fora do esforço.

- Hey, idiotas! - Exclamei suficientemente alto para chamar a atenção de alguém ao pular da cama. Nenhum dos poucos idiotas que estavam ali se mexeram. Revirei os olhos, cruzando os braços. - Se não levantarem com os gritos, eu vou apelar. - Disse, tentando aparentar tranquila quando, na verdade, estava quase para avançar nos garotos. Um deles se sentou na cama e ficou com o olhar fixo em mim. - Ô CAMBADA, BORA LEVANTAR, SER ÚTIL. ACORDEM, QUERIDINHOS. VAMOS! - Gritei mais alto. Quase todos os meninos se levantaram, exceto por um teimoso. - Alguém para acordar o babacão aí? - Perguntei, fitando o chão. Nenhum deles se dispôs a ajudar. Bufei irritada, me direcionando até a cama da criatura. Voltei a encarar os garotos e todos me olhavam com cara de retardados com sono. - Eita, bagaceira. Nem para acordar alguém vocês servem. Criem vergonha. - Resmunguei, subindo na cama e chutando o garoto ao terminar de falar. Quando ele já estava no chão encarando o teto, subi em cima dele com uma perna de cada lado de seu corpo e prendi suas mãos no chão. O maldito, ao invés de se irritar ou apelar, ficou me encarando com um sorriso malicioso no rosto. - Oi, sleeping beauty. Hora de acordar e ser útil, princesinha. - Disse com um falso sorriso no rosto, me levantando após dizê-lo. A praga do garoto sorriu e levantou também. - Comediante. - Sussurrei mais para mim do que para os seres no chalé. - Seguinte, vocês tem duas escolhas: treinar ou ficar aqui para arrumar e limpar o chalé. O que preferem? -Falei com um sorriso sarcástico ao final. No minuto seguinte eles já começaram a preparar suas armas para o treino. Suspirei, revirando os olhos e fui pegar apenas o par de adagas, colocando um em cada bota, o arco e as aljavas, colocando-os nas costas e arrumei minhas amadas luvas de couro que sempre usava para treinar. A lança ficava sempre no anel que sempre uso, então não é preocupação. Quando já estávamos fora do chalé, o mesmo preguiçoso que foi chutado para fora da cama parou ao meu lado. ”Sempre acorda seu namoradinho sentada em cima dele de modo sexy para fazer com que ele fique bem acordado ou..?” Perguntou o garoto. Revirei os olhos, terminando de arrumar o coque no cabelo. - Ridículo. - Murmurei para o garoto, saindo enquanto ouvia o garoto gritar algo como ”Quanta sedução. Filho de Hades sortudo, não?” e eu, como menina educada, apens mostrei o dedo do meio sem parar de andar.

Fiquei um bom tempo andando sem saber o que treinar ou para onde iria. Cogitei a ideia de não treinar mais, mas já me dera ao trabalho de levantar da cama e sair do chalé, então não voltaria sem treinar. Quando me dei conta, estava na floresta, sozinha. Não conseguia pensar em como aquele lugar seria perigoso, mas costumavam evitar o lugar. Comecei a andar pela área, sem a mínima esperança de conseguir achar algo além de árvores e ninfas, alguém ou qualquer coisa parecida. Quando, por fim, desisti, deitei na grama e fiquei olhando as folhas que cobriam a parte superior da floresta e impedia a vista para o céu, quase que totalmente. Fechei os olhos por um breve momento e quando achei que estaria em paz, ouvi um barulho no gramado. Abri os olhos e levantei apenas o tronco, ficando sentada. Olhei ao redor e tudo o que consegui ver foram sombras. Talvez realmente não devesse estar na floresta. Peguei o arco e uma das flechas na aljava e coloquei a flecha no lugar certo, olhando ao redor em busca de alguém, ou seja lá o que fosse. Novamente ouvi um barulho e me virei para o lugar, indo até lá com o arco e a flecha direcionados para o lugar enquanto puxava a flecha para trás, segurando ambos com firmeza. Não era lá uma das melhores arqueiras, até porque tinha muito mais facilidade com qualquer coisa que envolvesse força bruta, mas ainda assim amava toda aquela coisa de arco e flecha, sabia a teoria e era boa com aquilo. Assim que vi parte da grama se mexer, soltei a flecha e já peguei outra a posicionando também. Como previsto, a primeira não acertou, bateu na árvore e voltou, então atirei a segunda em seguida e por sorte - ou porque eu sou muito boa mesmo - a flecha acertou. Andei até a árvore onde a primeira flecha acertara e a peguei, colocando na aljava de volta, em seguida corri até o local onde a flecha, dessa vez, acertara o alvo. Infelizmente, não fora exatamente como eu imaginava. Por que? Bem, eu tinha acertado um animal, tipo, um coelho. Abaixei ao lado dele para pegar a flecha e a guardei na aljava, evitando olhá-lo. Não que seja normal e provavelmente nunca ouvira falar nisso, mas eu sou uma desonra para Ares. Não olhei para o animal não por dó, mas porque tinha alguns problemas com sangue. Sim, caras, eu tenho problemas com sangue. É claro que é vergonhoso, mas não posso evitar. Após pegar a flecha, olhei para frente, ainda sem encarar o animal. - Acho que te devo um foi mal. Não queria te acertar. Achei que fosse… - Antes de continuar, joguei a cabeça para trás e fechei os olhos. - WTF, por que eu estou me desculpando com um animal morto? - Perguntei a mim mesma, revirando os olhos. Quer dizer, é normal falar com animais, mas quando estão vivos. Ninguém conversa com animais mortos.

Por mais idiota que possa parecer para uma filha de Ares, ao invés de voltar a deitar e ficar observando o céu como antes, fiquei girando e dançando sozinha no gramado com a música tocando apenas em minha cabeça. Estava me sentindo uma completa retardada drogada, mas estava sozinha e gostava de fazer aquilo. Antes do acampamento era rotina dançar. Não em uma floresta vazia, mas em festas. Inicialmente achei que estivesse sozinha ali, então ouvi passos e vozes e comecei a achar que estava ficando maluca. Parei de dançar e fiquei procurando alguém ao redor. Poderia dizer que era outro coelho, mas no acampamento nada é certo ou confiável, ainda mais se tratando da floresta. Eu sei que soa um tanto estranho, mas não estou ficando maluca. Pelo menos acho que não.

Respirei fundo e comecei a seguir os barulhos. Talvez fosse suicídio, mas alguma coisa de Ares eu tinha de ter, certo? Parei atrás de uma árvore a fim de ouvir a conversa de quem quer que fosse. Apesar de tentar, não conseguia ouvir a conversa, então tentei me aproximar mais e mais, sempre ficando atrás das árvores. Eu sei que “a curiosidade matou o gato”, mas bem, tenho sorte do animal do meu pai ser um Javali e não um felino. Já estava na última árvore mais perto e não conseguia ouvir a conversa, então tentei apenas ir para o lado da árvore e não para trás dela. O único problema foi que acabei fazendo barulho ao pisar em um galho seco. - Merda. - Resmunguei baixo. Então os passos foram se aproximando de mim. - Merda, merda, merda, merda, merda. - Sussurrei, mordendo o lábio inferior com uma força que poderia fazê-lo sangrar se eu não tivesse parado. Prendi a respiração e tentei me afastar, mas como pessoa equilibrada, escorreguei em algumas folhas que estavam pelo chão e soltei um grito exageradamente agudo ao cair. - Puta merda, Theresa. - Reclamei baixo, tentando me levantar. Claro que não tive tempo porque a criatura não deixou e, assim que tentei levantar, fui empurrada de volta para o chão. - Que isso, mano? Que que eu te fiz, cara? - Perguntei, revoltada. Agora conseguia ver o que era e eu juro que meu ódio por essas coisas chamadas Harpias era maior do que o meu ódio por alguns projetos de meretrizes que tentavam dar em cima de Hunter. - Não deveria estar aqui, deveria? - Perguntou a Harpia. Revirei os olhos e me arrastei para o lado, levantando assim que ela tirou aquela pata ou seja lá o que for de cima de mim. - Nheeein, eu deveria estar onde eu quero estar e, no momento, quero estar aqui. - Resmunguei. O “nhein” saiu mais como um miado ou ruído e mais agudo do que realmente deveria. Minha primeira ideia foi subir na árvore, mas essas criações do capeta teriam mais vantagem do que eu, afinal, elas voam. Consegui me afastar um pouco das Harpias e virei de frente para onde estavam as duas vindo em minha direção. As duas estavam com os braços - ou asas, como preferir - abertos, uma sobre a outra enquanto vinham em minha direção. Peguei uma das flechas na aljava a posicionando no arco e mirei firmemente entre as duas Harpias onde as asas estavam uma sobre a outra. Respirei fundo e atirei. Por sorte eu acertara. Ainda assim elas duas conseguiram sair. - Não é possível que eu tenha que usar todas as minhas flechas só com vocês. Puta merda, que otárias. - Disse pegando duas flechas na aljava, as posicionando no arco com as mãos firmes, mirando novamente entre as duas e atirei a flecha. Bem, elas também acertaram. Com certeza não prenderia as Harpias ali para sempre, então precisava aumentar meu tempo. Peguei a flecha que elas tiraram anteriormente e enfiei entre as asas das duas. - Não deveria estar aqui, deveria, honey? - Disse sarcasticamente e corri para voltar o acampamento.

Provavelmente iria procurar Hunter, Gabrielly ou treinar em qualquer lugar, não para o chalé. Depois que já estava fora da floresta, parei de correr e passei a andar lentamente, aproveitando a vagareza para tirar meu par de luvas. Parei um pouco e sentei no meio do acampamento para descansar porque correr não é bem meu forte. Acho que preciso anotar um lembrete por aí, algo do tipo “nunca mais vá se meter onde não é chamada na floresta”. Seria a primeira coisa a fazer quando chegasse no chalé.
 


Post: #001
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Chloë Petrov em Seg 28 Abr 2014 - 14:33


Treino de Arco e Flecha.

1° dia.


Acordei com uma forte luz que entrava pela janela e refletia diretamente em meu rosto. Quem será o idiota que abriu ela? Bem, isso era uma das coisas chatas de ter que ficar no chalé de Hermes, já que ainda não tinha sido reclamada. Eram muitos que ficavam lá, e na sua maioria bagunceiros sem respeitar o espaço do outro. De qualquer jeito foi bom eu acordar. Era uma novata no acampamento e estava animada. Porém eu realmente não tinha ideia em que eu seria boa, sempre fui incrivelmente forte, mas só isso não bastava para mostrar meu valor. Decidi que hoje eu iria ver minhas habilidades com arco e flecha. Me preparei para sair, não arrumei a cama. Eu podia fazer isso quando voltar, ok? Nunca fui tão organizada e não queria demorar muito.

Andava apressadamente para chegar na arena, algumas pessoas me cumprimentavam quando eu passava. - Hey, e aí novata? Um belo dia para treinar em? Balancei com a cabeça concordando com ele, não era hora de papear. Cheguei ao local de treino e fui para a seção de armas escolher algum arco. Eu realmente não entendia nada disso, eles me pareciam todos iguais. Então como eu ainda não tinha comprado um arco próprio peguei qualquer um, e escolhi algum boneco de palha para sofrer em minhas mãos. Tentei posicionar o arco como os outros e colocar a flecha. Foi um completo desastre, a flecha caiu no chão quando tentei puxar o arco. Olhei para os lados para ver se alguém tinha visto esse desastre, mas ninguém parecia me notar ou se importar. Tentei de novo colocar a flecha, só que ela ficava saindo do lugar e eu já estava ficando irritada. Quando finalmente consegui colocar ela, puxei bem a corda do arco, mas estava tremendo. Resultado? Quando atirei a flecha nem perto do boneco chegou. Tentava observar os outros atiradores para fazer igual, mas não adiantava. Tinha algumas caçadora de Ártemis, e não pude deixar de observar elas. A habilidade com o arco delas era invejável. Será que se me tornasse uma delas eu me tornaria melhor no arco? Mas ser uma delas exigia muito sacrifício também. Estava um pouco envergonhada de treinar apenas com bonecos de palha, só que já estava sendo um desastre com eles, imagina se eu aumentasse a dificuldade. Decidi que deixaria as coisas mais difíceis no próximo treino. Peguei outra flecha, tive de novo a dificuldade de colocar ela no arco e conseguir uma boa precisão. Atirei de novo e a flecha foi parar direto ao lado dos pés de outro campista que estava treinando, ele desviou dela bem a tempo. - Está louca? Tentando me matar? É para atirar no boneco, eu não sou o alvo aqui. Disse ele pegando a flecha do chão e jogando para o lado. - Me perdoe, eu não tive a intenção... Foi então que escutei gargalhadas atrás de mim. - Uau, você é muito boa em ser ruim! Ele veio até minha direção rindo sem parar. - Sério, estou com pena de você. Eu posso te ajudar, vamos me dê o arco.  Aquilo me deixou furiosa. Tirei a mão dele do arco com raiva. - Não! Não quero sua ajuda, eu posso me virar sozinha, tá? Virei a cara e continuei tentando atirar. - Nossa, que estressadinha. É minha obrigação aqui te ajudar sendo o instrutor.


Ele pegou outro arco que estava perto e sem eu pedir atirou no meu boneco de palha acertando bem no alvo. - Uau, você é realmente bom. Olhando assim até penso que é fácil. Aquilo não parecia ter dificuldade nenhuma para ele, como se já tivesse nascido usando o arco. - Sabe, é que sou filho de Apolo, então esse é um dos meus vários dons. Ele piscou para mim com um sorrisinho meio de lado. - Vamos, vou te ajudar. Ele pegou meus braços por trás, ergueu o arco, deixou minha coluna bem ereta, posicionou o arco mais próximo a altura de meu queixo, arrumou meus pés para que ficassem afastados formando uma linha reta, ergueu mais minha cabeça e me mandou relaxar. Finalmente pela primeira vez eu consegui acertar o alvo. Depois de algum tempo de ajuda decide tentar sozinha. Me posicionei na posição correta, coloquei a flecha no arco, levantei até que o arco ficasse na direção de meu queixo e mantive os olhos fixados no alvo. Atirei, e a flecha acertou o boneco próximo ao que seria o coração, se ele tivesse um. Até que eu já estava melhorando, e me sentia satisfeita para o primeiro treino. Fiquei ali mais 1h treinando, entre tantos desastres que eu era no arco, e com a ajuda dele eu já conseguia ao menos acertar meu alvo...Ou quase. A arena já ficava cada vez mais vazia.

- Bem, acho que já está na hora de eu ir. E eu diria que você um dia até ficará boa. Claro, não acho que seja uma filha de Apolo, ou que será uma caçadora de Ártemis um dia. E ele ficou rindo da própria gracinha que disse. - Eii, eu posso ser sim um dia, não tem como você saber disso. Ele passou as mãos entre seus cabelos loiros encaracolados. - Relaxa, estava só brincando. Acho que você devia ir descansar também, então até outro dia. Ele pegou os arcos para guardar e foi embora. Só então percebi que nem se quer tinha perguntado o nome dele, mas sendo instrutor podia descobrir isso facilmente depois. Senti minha barriga roncar, depois de um duro e vergonhoso treinamento era normal eu estar com fome. Sai da arena a procura de algo para comer e decidir o que faria com o resto do dia.




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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Chloë Petrov em Ter 29 Abr 2014 - 16:49


Treino Com Arco e Flecha.

Mais desafios.




Eu não era muito boa com o arco, mas isso não quer dizer que eu desistiria de treinar. Sem duvidas que eu me saia melhor com outras armas ou combates corpo-a-corpo. Os outros treinos que tive me provaram isso. Ainda estava bem cedo. Não tinha tantos campistas treinando. Decidi que seria melhor assim, até eu ficar um pouco melhor no arco. É, eu não queria ter que ficar passando vergonha como da ultima vez. Fui até o arsenal pegar o arco e a aljava com flechas. Hoje não iria querer apenas treinar com bonecos de palha. Iria tentar aumentar o desafio. Ao sair do arsenal caminhei até encontrar um alvo mais afastado dos outros campistas. Queria ter toda concentração possível, e outras pessoas por perto poderiam só atrapalhar. Fiquei com um alvo fácil apenas para aquecer. Retirei uma flecha da aljava e a coloquei no arco. Me posicionei firme, levei o arco a altura de meu queixo para deixar os olhos a altura.  Puxei a corda do arco, e soltei a flecha. Não acertou o círculo vermelho do meio, mas foi bem próximo. Atirei mais duas flechas depois disso, até a ultima acertar bem no centro.

Estava satisfeita com meu desempenho. Eu não precisava ser a melhor, mas saber atirar decentemente deveria ser uma obrigação. Fui atrás de outro alvo que me proporcionasse mais dificuldade. Vi dois bonecos de palha, cada um com alvo em seus peitos. Eles ficavam se movimentando em círculos. - Perfeito, assim eu posso simular está tentando acertar meu padrasto. Meus pensamentos fugiram pela boca. Por sorte não tinha ninguém próximo para escutar. Me aproximei deles e fiquei observando por um tempo. - É, está na hora de tentar. Fui até a marca que indicava de onde você deveria atirar. Existia três marcas dessa. Era 2 metros de distancia de uma para a outra. Escolhi o mais afastado. Dessa vez teria que levar aquilo mais a sério. O alvo em movimento dificultava e muito as coisas. Fiz os procedimentos básicos para atirar. Pés alinhados, um mais a frente que o outro, postura firme, e o arco em uma boa altura para mirar. Puxei a corda, minhas mãos tremeram um pouco, mas não achei que fosse realmente atrapalhar. Bem, deve ter atrapalhado porque a flecha passou bem entre os dois alvos, se perdendo entre as árvores. Não fiquei irritada. Eu não esperava mesmo acertar de primeira.

Continuei a atirar flechas tentando acertar. Depois de seis tentativas frustradas, decidi parar. Me aproximei dos bonecos de palha e fiquei os encarando. Como se tentasse amedrontar eles. - Olha aqui, se for preciso eu fico o dia inteiro aqui, tá? Uma hora ou outra eu vou acertar vocês. É claro que eu sabia que não iria obter uma resposta. Mas sempre tive a mania de conversar com objetos inanimados. Fiquei mais um tempo olhando para eles, até pensar em uma estratégia para acertar. - Já sei...Isso vai parecer um pouco idiota, mas pode funcionar. Disse em um tom baixo. Como se fosse mais pensamentos saindo pela minha boca sem eu querer. Voltei para atrás da marca e me posicionei para atirar. Dessa vez eu não iria mirar no alvo, e sim onde eu achava que ele iria estar. Com o arco a altura dos olhos, senti que estava tremendo. Esperei um pouco até conseguir me acalmar. Quando enfim parei de tremer, mirei onde achei que ele estaria. Soltei a corda do arco. Para minha surpresa acertou o alvo bem perto do centro. Não pude acreditar quando vi. Soltei o arco e fiquei pulando como uma louca.
- Consegui, consegui! Eu sou demais! Cara...
Alguns campistas pararam para me observar um pouco de longe, tentando entender o que tinha acontecido. Olhei para o boneco, balancei a cabeça e sorri.
- Venha cá seu danadinho, eu disse que iria conseguir.
Corri e dei um abraço no que estava sem flecha. Não abracei o outro porque ele era meu padrasto, e eu o tinha "matado".

Achei que seria legal dar um nome ao boneco. - Vou te chamar de Florentina, e não posso acertar você. Depois do meu papo com Florentina, voltei para minha posição. Passei mais algum tempo treinando, até perceber que o campo já estava lotando.  Me dei por satisfeita. No total consegui acertar sete flechas em meu padrasto e errar apenas duas. Retirei as flechas do boneco e recolhi as outras do chão, guardando as na aljava.
- Bem, até a próxima Florentina. Espero que meus colegas de acampamento não a maltratem tanto.
Antes de sair da arena fui até o arsenal guardar as coisas. Após isso sai em direção a meu Chalé.



Leveck @ CG


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Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45 .-.

Deméter — Gostei da pequena evolução da tua personagem de um treino para o outro. Mas cuidado com a coesão das frases, talvez meter um pouco de mais "palha" no desenvolvimento irá resolver. Continua o bom trabalho!  
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Yuri Doin em Qua 30 Abr 2014 - 17:18

O dia amanheceu lindo, porém pra variar  acordara indisposto, pensando que já era hora de ter meu primeiro treino,não sabia bem oque tentar treinar, lembrei que sempre tive interesses por tiro ao alvo, apesar de nunca ter praticado estava realmente com vontade de tentar.Fui buscar o equipamento, um arco e uma aljava cheia de flechas.
 Busquei um local para praticar,e o achei, era perfeito, sombreado por uma árvore, quase sem vento, ainda sim fresco, preparei alguns alvos para praticar.Quase não tinha noção de como fazer, exceto por ter de puxar a corda com a flecha e soltar.Bom, não era bem assim, o primeiro tiro não passou nem perto, mas ainda sim melhor que o segundo que nem a flecha consegui achar, bom eu só espero não ter acertado ninguém.O terceiro melhorou consideravelmente, pois ao menos foi na direção do alvo, fraco demais, mas no rumo certo.Antes de executar o quarto disparo eu me concentrei um pouco mais, me concentrei no alvo e fechei meu olho esquerdo, mantendo apenas o direito aberto, que era o meu olho dominante, corrigi minha postura e  ao disparar, minha visão desfocou-se e senti alguém me ajudando, grande demais para ser uma mulher, mas me ajudara  de forma que aquilo parecia fácil, solto a flecha e a vejo seguir seu rumo devagar, e lento, como se cruzasse um campo de batalha inteiro até atingir seu destino, o centro do alvo.
BUM!Desmaio subitamente,  acordo pouco tempo depois, eu acho, me levanto devagar como se tivesse apenas cochilado, mas olho a frente e vejo a flecha no centro do alvo.
 Por hoje a informação foi suficientemente estranha, recolhi o equipamento, exceto pela flecha do segundo disparo, e me deitei a sombra da mesma árvore que havia praticado.

 40 X P
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Deméter — Cuidado com as virgulas e os seus espaços, igualmente para os pontos finais. O treino foi muito rápido quase sem desenvolvimento pelo meio, mas sei que consegues melhorar. Boa sorte, campista!  
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Yuri Doin em Qui 1 Maio 2014 - 9:40

Acordo tarde apenas como o tilintar de algumas espadas não muito longe de onde estou.Me visto de forma simples, apenas uma calça jeans e uma regata verde, que ficava bem em mim, apesar de não ser um cara musculoso, era forte, porém sem músculos, acho que sou muito novo para te-los, acho até que sou o mais novo no acampamento.
Após já ter praticado arco e flechas estava mais indeciso do que nunca, em relação ao que gostaria de praticar.Estive pensando por muito tempo (realmente muito tempo) e decidi que ira praticar armas de longa distância, mais especificamente uma lança.Nunca tive um interesse por isso, porem quando pensei bem fiquei entusiasmado, sinceramente antes eu não via graça nas lanças, porém ao repensar um pouquinho aquilo parecia fascinante.
 Bom emprestei/peguei de alguém uma lança, meio velha mas parecia boa para praticar, ao toca-la percebi algumas coisas escritas em grego antigo nela, não fazia ideia do que eram aquelas letrinhas, se forem letras.
 Não sabia se era ideal praticar com um alvo comum, pensando nisso decido usar os bonecos.Após posicionar o boneco próximo a sombra de uma árvore (a mesma do treino de arco e flecha), segurei a lança com força, era bem pesada, mas eu me acostumei.
 Bom, para começar o primeiro lançamento não valeu, pois fui distraído por uma fruta que havia caído da árvore, não a conhecia, então o lança apenas caiu em minha frente como se o vento tivesse a derrubado, logo veio uma voz em minha cabeça "sem distrações", era uma voz masculina, aquilo me assustou um pouco, mas lembrei-me de que aqui isso pode ser comum por aqui, mas ainda sim é melhor que me desmaiar, depois tomei isso como uma ajuda amigável, pois queria me ajudar.Ok, sem distrações vamos a primeira/segunda tentativa, fiquei surpreendido como resultado, ao atirar a lança ela atingiu em cheio o peito do boneco, oque realmente me emocionou, fui até o boneco buscar a lança, voltando vejo outra fruta cair, essa no sentido de onde eu pretenderia fazer o segundo lançamento  ao  caminho decido que irei tentar de uma distância maior, bem maior, realmente considerável para um iniciante.Chego ao ponto do próximo lançamento me perguntando que fruta era aquela, no meu ponto, percebi que estava longe demais e que não conseguiria jogar nem uma pedrinha no boneco à aquela distância, mesmo assim decido tentar, peço ajuda ao meu professor, apesar de nem saber quem é : -Da-me força e precisão.Não sei se teria resposta então joguei a lança com toda minha força, bom não querendo me gabar, mas sou muito bom nisso, porquê assisti a lança atingir o pescoço do boneco que apenas caiu rapidamente, ao puxar a lança da garganta do meu alvo, começaram a cair palhas o que me desconfortou um pouco, mas não o suficiente para me sentir mal.
Pensei em um possível outro lançamento, mas estava cansado e sonolento, apenas recolhi o boneco e a lança, e encostei na árvore, uma outra fruta caiu ao meu lado a peguei e examinei, a cheirei e, a voz agora dizia "distração é recompensa" eu mentalmente agradeci e comi a fruta, com casca e tudo, tinha gosto bom, e dava vontade de comer mais.Mas apenas cochilei.


 50 X P
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Deméter — Ok, houve uma melhoria do teu antigo treino para este, mas ainda há demasiados erros que podiam ser evitados se relesse o treino. Algumas frases não faziam sentido e o fato de você ser apenas nível 01 e já conseguir acertar perfeitamente nos seus alvos também não fez muito sentido. Cuidado com esses pormenores, mas você consegue melhorar! 
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Eric Nygard em Sex 2 Maio 2014 - 20:14

Treino de Lanças.


 

Hoje procurei treinar algo que não iria me machucar...Tanto. Sempre que terminava os treinos, ia direto para a enfermaria. Decidi que iria ver como me sairia com treinamento de armas a longa distância. Caminhei pelo campo apenas observando os outros, a maioria usando arcos. Todos pareciam muitos concentrados, talvez porque isso era necessário. Uns com mais facilidades que outros. Me sentei perto de uma árvore e fiquei vendo as caçadoras de Ártemis atirando, apesar que não estava apenas olhando isso. Não importa, todos sabem da vida de castidade delas, e elas parecem não gostar muito de rapazes.

Depois de um tempo optei por não treinar com arcos, deixaria para outro dia qualquer. Fui até o arsenal e peguei algumas lanças. Procurei um local onde tinha outras pessoas treinando com lanças. Escolhi um alvo simples para começar. Peguei uma lança, dei alguns passos para trás, segurei firme perto de sua ponta e corri para arremessar. Passou perto do alvo e caiu. Peguei outra lança e arremessei. Fiz mais duas tentativas sem acertar. Outros campistas vieram de deboche por minha falta de habilidades. Sentei-me no chão por um tempo tentando relaxar. Já estava na hora de levantar, mas ainda faltava ânimo. E se aqueles campistas idiotas vierem tirar sarro de mim de novo? Vou tentar ignorar. Depois de certo tempo olhando o treino dos outros decidi tentar de novo. Peguei algumas lanças que tinham sobrado e enfileirei para facilitar. Peguei uma delas, me posiciono, alguns passos como uma corrida, e um salto antes de arremessar a lança. Ela crava quase que no alvo. - Isso! Isso! Disse apertando a mão como comemoração. Atiro outro lança, que também fica presa próximo ao alvo. Sobrando duas lanças.

Fui recolher as lanças que tinha arremessado e enfileirar com as outras. Hoje o dia ainda seria longo, não sairia até acertar algumas no centro. Percebi que um rapaz me observava. Parei, e o encarei de volta. - Algum problema? Disse com um tom provocante. - Perdão se pareci que estava te encarando. Apenas achei que poderia ajudar. Se você quiser, claro. Fiquei um pouco constrangido de ter agido como um idiota antes. - Se não for tomar seu tempo... Ele veio me oferecendo um aperto de mão. - Sou Carlos, vai ser legal te ajudar. Depois de nos apresentarmos, ele pegou uma lança e arremessou direto no centro do alvo. - Viu? Você tem que usar a força para arremessar, mas só isso não basta. Ele pegou outra lança e fez posição para arremessar. - Precisão, lança parece arma para selvagens, mas é necessária tanta concentração quanto para atirar flechas. E ele acertou de novo no centro, bem do lado da outra. - Sua vez. Antes de tentar, fui retirar as outras lanças para não atrapalharem. Ele me deu uma, e eu segui seus conselhos. Elas ainda não tinham acertado no centro, mas tinham sido bem próximas. Ficamos ali por um tempo treinando.

Já começava escurecer, e outros campistas deixavam o local. A próxima foi direto no alvo, e a segunda também. - Parece que estou melhorando. Estava suado, cansado, e com os ombros doloridos. Minhas mãos estavam todas machucadas, mas não podia deixar isso me atrapalhar. Meu cabelo grudava em minha testa, passei a mão os levando para trás, sentindo o suor passar por meu rosto. Atirei mais algumas lanças. Sentia que devia parar, meu corpo pedia por descanso. Treinar com lanças foi mais difícil do que tinha imaginado. - Acho que devíamos parar, né? Assim não sairemos da cama amanhã. Concordamos em terminar nosso treino. Estava bem satisfeito, e na próxima vez já iria aumentar a dificuldade. Tudo que queria agora era um banho e comer. - Até outro dia, e obrigada por ter me dado uma forcinha aqui. Recolhemos todas as lanças e cada um seguiu para seu Chalé.



Thanks Thay Vengeance @ Cupcake Graphics


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 Afrodite - Atualizado
Obs.:
Perguntinhas sobre a "nota", se existirem, por Mp, pls. <3
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Guilherme Longstride em Dom 11 Maio 2014 - 22:04

Andei até a arena já mais animado, ultimamente estive mais presente nos treinos para melhorar, sabendo da ameaça. Só de lembrar que logo chegaria o Titã, já fiquei animado em combater mais monstros, cada vez mais fortes e depois eles caídos no chão, virando pó. 
Porém, eu apenas estava treinando armas que eram mais corpo a corpo e assim caso eu perdesse as armas e sobrasse apenas sei lá, um arco, eu com certeza me daria mal, muito mal. 
Quando cheguei na arena, fui até um estande com armas para distância, como lanças, facas de arremesso e arcos. Peguei um arco puxando a corda dele, vendo a tração dele, que parecia muito boa. Depois peguei uma aljava com duas dúzias de flechas, como dizia o provérbio "Arqueiros carregam duas dúzias de vida na aljava", mas será que eu realmente carregaria essa vidas? Dei de ombros e fui até uma linha, marcando onde deveria se ficar para estar a 25 metros do primeiro boneco de palha.
Peguei uma flecha da aljava e a coloquei na corda do arco devagar, usando o dedão e o indicador, puxando com o braço de um jeito rude, que quando atirei, a flecha passou longe do alvo, sem nenhum jeito de acertar. Achei que era a prática, porém olhei para um filho de Apolo a alguns bonecos, acertando todas as flechas, uma atrás da outra. Franzi o cenho e fui até o lado dele, notando que ele segurava a flecha com o dedo médio e anelar, até o indicador tocar sua boca, porém ele não puxava com os braços, usava os músculos das costas, basicamente as omoplatas para puxar a flecha. Fiquei olhando mais um tempo, aquele filho de Apolo que era realmente bom, porém seu sorriso convencido era como se realmente quisesse chamar atenção. Por isso não gosto dos filhos de Apolo
Revirei os olhos e peguei uma flecha, voltando a mirar num boneco de palha a 25 metros novamente, puxando a flecha com o dedo médio e anelar, até o indicador tocar minha boca, respirei devagar, mirei e soltei a flecha, ouvindo aquele som que parecia tocar minha espinha, me arrepiando. Será que era assim que os antigos arqueiros se sentiam, quando lutavam? Mas agora aquele arrepio foi substituído por uma felicidade que cresceu em mim quando acertei o ombro do boneco. Sorri satisfeito vendo que apenas algumas coisas podiam mudar e muito o acerto, porém agora era preciso treinar mais. Peguei outra flecha, repetindo o mesmo processo, usando dessa vez os músculos dos ombros para puxar a flecha, notando que precisaria fazer algumas flexões para aumentar a força dos meus ombros. Estava quase juntando as omoplatas, fazendo minha coluna ficar totalmente ereta, quase ficando com dor, até soltar a flecha e ver que ela acertou exatamente na testa do boneco, fazendo sua cabeça ir um pouco mais para trás.
Peguei mais uma flecha e repeti o mesmo processo de antes, mirando novamente no coração do boneco, dessa vez mirei por menos tempo para ver qual seria o resultado, que infelizmente foi insatisfatório, errei feio acertando o braço do boneco, mas pelo menos acertei. Quando puxei outra flecha para acertar novamente o coração dele, fiquei parado um pouco, porém comecei a tremer enquanto mirava, até acertar o boneco, que felizmente foi onde seria o coração e a flecha passou pelo boneco. Suspirei pegando outra flecha, porém dessa vez mirei num boneco mais longe, a 50 metros e não poderia atirar “reto”, teria que levantar um pouco o arco para acertar ele, mas quanto? Sempre odiei matemática e não iria começar a usar agora, teria que ser instinto puro que apenas com muito, muito treinamento seria possível conseguir.
Comecei a levantar o arco, porém apenas um pouco até achar que era o suficiente para acertar, largando a flecha. 
Dessa vez errei, muito feio. A flecha mal chegou perto do boneco, não passando dos 40 metros. Suspirei já com outra flecha na corda, com as omoplatas quase totalmente juntas, levantei o arco vendo que a seta da flecha estava pouco acima da cabeça do boneco, até soltar e fazer um arco no ar, caindo diretamente no pescoço do boneco, resultado quase acertou onde queria, mas agora cansei de arcos, guardei o arco e aljava e fui par ao meu chalé.


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Deméter — Melhoras-te um pouco, mas ainda precisa de um pouco de treino. A gramática e a coesão esteve um pouco "estranha" em alguns momentos, mas nada que não possa ser melhorado! Continue o bom andamento, campista!
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por David Crash em Ter 17 Jun 2014 - 13:41




Zarabatanas são legais...




O sol já está quase se pondo, o que significa que logo logo devemos nos dirigir ao refeitório. Mas antes de isso eu penso em fazer um último treino, e então logo me dirijo à arena. Poucos campistas ainda estão treinando. A maioria está saindo pelas portas de metal da arena.


Chego perto das armas, e percebo que tenho uma variedade realmente grande: arcos, lanças, zarabatanas, shurikens, e várias outras armas em quantidades realmente grandes. Decido por ficar com uma zarabatana de tamanho médio. É um arma não muito grande, e isso me ajudará muito já que eu não consigo manejar armas grandes demais. Após pegar a zarabatana pego uma pequena bolsa com alguns dardos e então me dirijo para o meio da arena.


Alguns bonecos estão direcionados ao final da arena, e a parte usada para armas a longas distâncias tem várias linhas com medidas diferentes a partir dos bonecos. A menor distância dos os bonecos é de dois metros. A maior tem vinte metros. A distância que está no meio entre a maior e a menor mede dez metros. Escolho a distância mediana. As menores distâncias provavelmente são usadas para iniciantes de lanças. As maiores provavelmente para o arco-flecha. Já a de 10 metros pode ser usada para qualquer arma.


Me posiciono. Coloco o saco com os dardos ao meu lado, tirando um deles e colocando na zarabatana. Miro um dos bonecos ao final da arena, um dos mais humanóides. Ele é feito de madeira, ou pelo menos parece. Junto fôlego e então miro na cabeça, dou um sopro forte o faz o dardo voar… Mas não o suficiente. Ele cai no chão antes de alcançar o boneco. Pego outro dardo e faço a mesma coisa, mas desta vez tento sobrar mais forte. Isso me deixa um pouco cansado, e por não mirar direito no lugar onde queria, o dardo alcançou o boneco ficando preso no braço esquerdo. Pego mais um, desta vez combinando o sopro e a mira, mas erro por muito pouco, com o dardo passando raspando na lateral da cabeça do boneco.


Pego outro, e outro, e mais um, e continuo errando. Acerto ombro, perna, joelho e até o dedinho do pé — se é que um boneco de madeira para treinamento tem uma coisa dessas. E então, ao colocar a mão na pequena bolsa percebo que resta apenas um dardo. O resto está jogado na arena, ao redor do boneco. Alguns quebrados, outros presos em lugares altos ou difíceis de pegar. É com isso que decido que essa é minha última chance. Numa batalha eu não poderia pegar os dardos longe de mim, os inimigos já teriam tomado posse ou algo parecido. Pego o último dardo, posiciono na zarabata e então com cuidado miro o boneco. Espero alguns minutos, descansando, deixando todas as minhas forças para aquele último sopro. E então acontece. O dardo voa numa velocidade rápida, mas pra mim parece que anda em câmera lenta. E então ela acerta o boneco no olho — ou onde deveria ser. Mesmo que eu tenha mirado na testa, o olho também é um ótimo ponto fraco, com veias que levam ao cérebro. Mortes ou concussões, o dardo teria causado algo do tipo se aquele boneco fosse uma pessoa, e um sorriso se forma em meu rosto.

Ouço o sinal para a janta tocar, e então me dirijo para a porta, passando perto do arsenal para deixar minha zarabatana. Com certeza, zarabatanas são legais, pelo ao menos pra mim.




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Atena — Bom treino campista, continue assim.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Sex 20 Jun 2014 - 22:13

Treino de armas diversas
What will it take to show you that it's not the life it seems?
– LEVANTA LOGO DESSA CAMA, CLAIRE! – Gritei e cutuquei a morena ao mesmo tempo, vou te contar... Filhos de Atenas sabiam ser preguiçosos quando queria. – Você não queria treinar arco e flecha? Vamos logo – Bati o pé impaciente enquanto via a garota se levantar da cama em meio a resmungos sobre ser cedo demais. De fato... Eu me sentia mais disposta do que nunca e tinha me levantado com “as galinhas”, acordei assim que os raios de sol adentraram a escuridão do chalé de Hécate e agora estava ali tentando acordar uma filha de Atena mandona. – Te encontro na arena – Falei enquanto a mesma entrava no banheiro e saí do chalé de Atena; Quando cheguei na arena não havia muitas pessoas treinando e achei isso melhor, pois Claire era uma negação no arco e flecha e era bem capaz de um dos semideuses acabar com uma flecha bem na bunda. Tratei de ir logo arrumar os alvos e juntei as flechas que o acampamento disponibilizava para esse tipo de treino, coloquei flechas normais e explosivas numa aljava que seria direcionada a Claire e arrumei minha própria aljava.

Claire apareceu 1 minuto depois de eu ter arrumado tudo e não estava com uma cara muito boa. – Bom dia pra você também, bela adormecida – Sorri amigavelmente e entreguei uma aljava cheia de flechas e um arco comum para ela. – É bem simples, primeiro... Vou te ensinar a atirar, eu sei que arco e flecha não é a minha praia, mas eu andei treinando e descobri que é bem fácil se você se dedicar – Expliquei e Claire assentiu. – Pois bem, primeiro vamos para os alvos que não se mexem – Apontei para um local em haviam uns bonecos de palha com um alvo pintado na “barriga”. – Já te ensinei o tutorial de como se atirar na noite passada, só quero ver como se sai – Dei de ombros e soltei um suspiro. – Eu vou te acompanhar nos tiros, tente acertar o ponto vermelho – Falei e deixei que ela se virasse, fazia um pouquinho de tempo que eu não treinava arco e flecha e estava na hora de aprender a me virar. Repassei o pequeno tutorial que eu mesma tinha feito sobre como atirar com o arco e a flecha e comecei a seguir as regrinhas. Segurei o arco com a mão esquerda e peguei uma flecha normal na aljava com a mão direita, tomei cuidado para ficar mais ou menos a 5 metros de distância do alvo e ao me certificar de que estava tudo certo, apontei o arco para o chão e posicionei a flecha nele, levantei o arco com a flecha já posicionada e mirei no ponto vermelho do boneco, puxei a corda do arco e tentei relaxar antes de soltar a corda e ela atravessar a arena num “zuuuuum” até o boneco.

Me senti um pouco frustrada ao ver que a flecha não tinha acertado o ponto vermelho e sim o braço esquerdo do boneco, olhei para Clarie para ver se ela estava indo bem e... Até que sim. A garota já estava no seu segundo boneco e o primeiro tinha sido acertado diretamente no alvo. Soltei um suspiro e peguei outra flecha, posicionei ela no arco e mirei novamente no boneco. Dessa vez não pensei antes de atirar e quando vi, a flecha fez um baque alto ao atingir o ponto vermelho fazendo o boneco explodir, pelo jeito eu tinha pego uma flecha explosiva. Voltei minha atenção para Clarie e ela também tinha explodido um dos bonecos, era engraçado vê-la atirando. Ela possuía um sorriso travesso nos lábios enquanto atirava. – Clarie – Chamei e ela abaixou o arco e direcionou sua atenção para mim. – Hora da diversão – Avisei com um sorriso brincalhão nos lábios e apontei para um ponto fixo no meio da arena. Ali tinha uma plataforma com bonecos que giravam, os atiradores tinham que ficar no meio da plataforma e tentar acertar o máximo de alvos possíveis; Depois de explicar como o “jogo” funcionava a Claire, nos posicionamos e eu acionei a plataforma, fiquei de costas para Clarie com o arco já pronto com uma flecha, apontei para os bonecos sem escolher um em especial e atirei sem pensar duas vezes. A flecha bateu na perna de um dos bonecos e o boneco explodiu, sorri comigo mesma. Eu amava aquelas flechas, palha voou pra todo lado e eu apenas ignorei o boneco destruído e posicionei outra flecha no arco, mirei e atirei.

Dessa vez a flecha pegou direto no alvo, não esperei. Peguei outra flecha e posicionei no arco, mirei e atirei, mais uma vez a flecha atravessou a plataforma e atingiu dos bonecos que explodiu; Repeti o processo juntamente com Clarie até que todos os bonecos tivessem sido atingidos ou destruídos e no final de tudo eu sentia tanta dor nos braços que a única coisa que eu conseguia pensar era na enfermaria e depois... Cama. – Bom, acho que está bom por hoje – Comentei com Clarie. – Da próxima vez podemos treinar duelos! – Falei animada fazendo a garota rir, eu sabia que não era uma boa ideia duelar com uma filha de Atena, mas era um bom treino para aprimorar minhas habilidades em batalha; Coloquei as coisas no lugar e segui Clarie para fora da Arena.




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Atena — Sua narrativa é boa de se ler, não cansa e isso é ótimo sempre. Parabéns pelo treino, campista!
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Seg 23 Jun 2014 - 19:33

Desmunhecando. Ou algo do gênero

O treinamento diário com arco e flecha já havia sido feito. Desde o primeiro dia de caçada, era um ítem indispensável da rotina: arcos, assim como qualquer arma, exigem treino constante. Se duvidar, ainda mais, porque requer não só perícia, mas estudo do vento, entre outros fatores. Mesmo com todas as complicações, após anos de prática o tiro ao alvo treinado no acampamento já não requeria de mim nenhum esforço, era quase natural. Por isso que eu raramente ia até o pavilhão dos alvos. Ia hoje para realizar o treinamento com uma arma diferente: pretendia aprimorar o lançamento de adagas.

A adaga simples que eu havia me acostumado estava inutilizável, e meu novo par, que passava a maior parte do tempo como um pingente de minha pulseira mágica, era ligeiramente mais pesado, e sua curva diferenciada exigia um manejo especial. Para que esse manejo fosse devidamente aprendido, pretendia passar ao menos metade da manhã ali. Sem querer estar na parte tumultuada dos treinos coletivos, me dirigi aos alvos mais distantes, pressionando o pingente referente às adagas de ferro estígio e vendo ambas surgirem em minhas mãos desnudas, com seu belo e mortal brilho prateado sobre a superfície negra.

Guardando uma das lâminas no cós do jeans, seguro a outra pela ponta, tentando mantê-la reta enquanto me acostumava com seu peso e treinava o movimento rotacional que deveria fazer para mantê-la no ar e atingir o alvo desejado. Sem prática em tal exercício, opto por fechar o olho esquerdo para garantir uma mira mais precisa, enquanto firmo base no chão com o pé direito, endireitando a coluna e finalmente lançando a arma com um movimento brusco do punho, que fez a lâmina girar até alcançar a altura do alvo, apenas batendo no canto do último círculo pintado na madeira, sem força o suficiente para fincar-se nela.

Com um repuxar de lábios indicando minha insatisfação com o golpe, repasso mentalmente tudo o que havia feito, antes de pegar a lâmina do cós pelo cabo, jogando-a no ar para ter uma noção de quanta força era necessária para determinada altura. Reservando mais alguns segundos para treinar o movimento do pulso, refirmo a base dos pés, lançando a adaga quase imediatamente, para que o ato de pensar exageradamente no golpe não trouxesse nervosismo e alterasse minha respiração, modificando, com isso, todo o golpe. Dessa vez o giro obtêm força o suficiente para que o ferro crave na madeira, embora o alvo perfeito ainda não tenha sido alcançado.

Busco as duas lâminas nas proximidades do alvo, “desfincando” a segunda com um só gesto, antes de voltar à marca em que estava para repetir o gesto anterior, tendo mais cuidado com a mira desta vez. Fico algum tempo observando a direção do vento antes de lançar novamente a primeira lâmina, conseguindo acertar o penúltimo círculo do alvo. Já com um esboço de sorriso, lanço a segunda corrigindo os defeitos do gesto anterior, fazendo-a alcançar o círculo desejado, mas, novamente, ela não se crava. Volto a buscar as lâminas e repito todo o processo até fazer a arma fincar-se no local desejado, repetindo o gesto inúmeras vezes, até o suor começar a brotar de minhas têmporas, quando então retorno as lâminas para a forma pingente e saio do local.


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Nêmesis - Ótimo treino como sempre, caçadora. Porém deixou-me a desejar algo a mais na prática, de qualquer modo, parabéns.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Cassie Ferrer Schmidth em Qua 25 Jun 2014 - 10:52


❝ my war is just beginning ❞

Totalmente contra a minha vontade abri os olhos, com a cara ainda enterrada no travesseiro, os campistas do Chalé de Hermes haviam acordado e isso significava que seria impossível dormir. Como de costume esse era o Chalé mais cheio do acampamento, e quanto mais gente mais difícil é conseguir qualquer instante de paz e tranquilidade, mesmo assim eu tentei ignorar o que me cercava e fechei os olhos novamente. — MAS QUE MERDA, DA PRA OLHAR ONDE PISA? — Gritei quando abri novamente os olhos, após ter a perna direita esmagada pelo pé de um campista que tentou passar por cima do meu colchonete, sem sucesso pois quando me virei enfurecida acabei fazendo com que ele se desequilibrasse e caísse com o traseiro no chão. — Me acordar todos os dias com essa zona já não basta pra vocês? — Meu bom humor matinal havia se esvaído, não que eu costumasse ser sempre bem humorada, mas aquilo me irritou com uma profundidade assustadora. Levantei, lançando meu olhar mais assustador, com cara amassada e cabelo desgrenhado que eu podia, juntei minhas coisas e saí para tomar banho, largando todos do Chalé de Hermes no silêncio que eu tanto desejei minutos antes.

Quando finalmente cheguei na Arena a encontrei vazia e sorri satisfeita, eu queria treinar mas sem todos os outros campistas me observando ou medindo minhas qualidades e defeitos. Aliás, o que mais me incomodava era a necessidade de tentar encontrar coisas que pudesse me associar ao meu Progenitor Divino. Eu queria saber mais do que eles quem era, isso era obvio, mas queria ser reclamada na hora certa sem que ninguém ficasse tentando supor o que ou quem eu era. Como não haveria treino ali, a arena estava basicamente desarrumada. Haviam alguns alvos e bonecos de diversos materiais colocados em um canto próximo ao galpão onde as armas eram guardadas. Levando em consideração a sempre frequente possibilidade de um ataque inesperado, as armas nunca ficavam trancadas ou escondidas, então tive facilidade em acessar o galpão de onde tirei três lanças, um arco e uma aljava de flechas. Dos tantos alvos que estavam a minha disposição, decidi que o melhor para o meu treino duplo e solitário seria um simples. Um alvo de madeira, com círculos brancos e vermelhos partindo do centro até a borda. Coloquei-o no chão, a uma distância razoável da linha de tiro pré-definida, com alguns trancos testo a firmeza do alvo colocado no chão e ele aparentemente vai aguentar algumas investidas, então posso finalmente começar.

Uma vez na linha de tiro, com as três lanças fincadas no chão e o arco apoiado junto a aljava, começo a me alongar enquanto observo meu alvo por longos instantes. Começo com o arco, afinal de contas era o único que eu já havia manuseado nos treinamentos anteriores, além das armas mais simples e de curto alcance. Escolho uma das flechas e giro o corpo lateralmente, posicionando a perna direita para trás. A mão esquerda segura o arco no local indicado enquanto a direita encaixa a flecha, e então puxa-a para trás até que o polegar toque a lateral do queixo. Com o arco já armado, observo o alvo tentando me concentrar o máximo possível no tiro que vai se seguir, alterno minha respiração fazendo com que ela fique contida e bem tranquila, diminuindo meu nível de estresse e aumentando o de atenção. Foco meu olhar e a ponta da fecha no centro do alvo, exatamente no eixo do menor círculo branco, e solto a flecha fazendo um rápido movimento com a mão, não movo o arco ou o resto do corpo enquanto observo a trajetória da fecha lançada. Ela é rápida e passa poucos segundos no ar até atingir a madeira com um baque forte, cravando-se nela. — Errei — murmuro sozinha enquanto observo a flecha fincada à madeira, alguns centímetros para a direita. Soltei um sorriso sôfrego, enquanto estendia a mão para a aljava e pegava a próxima flecha, encaixando-a no mesmo lugar da anterior e repetindo o procedimento até finalmente estar satisfeita com a mira feita. A flecha seguiu seu caminho até o alvo, atingindo-o dessa vez um pouco mais perto do centro, mas mesmo assim sem ser certeiro. Fechei os olhos, respirando profundamente antes de voltar minha atenção para o alvo, e com mais uma flecha repetir o procedimento. Esperei vários instantes, enquanto pela primeira vez deixava que a leve brisa batesse no meu rosto, apesar de ser leve julguei que ela pudesse estar interferindo na trajetória do meu tiro, então decidi mirar milímetros fora do centro, na intenção do vento sopra-lo a favor e dessa vez acertar o alvo. Não totalmente certa de que aquilo daria certo, aguardei a brisa recomeçar a soprar para soltar a flecha, que seguiu sua trajetória e para minha surpresa foi levemente desviada pelo vento, atingindo o centro do alvo pela primeira vez.

Voltei pelo caminho que havia feito, minutos antes, com as flechas removidas do alvo na mão e as larguei ao lado da aljava. — Sua vez, querida. — Por algum motivo eu estava bem mais confiante com as lanças do que com as flechas. Peguei uma delas, apontando a lâmina para cima e passando o cabo de uma mão para a outra, enquanto observava o alvo à distância. Resolvi dar vários passos para trás, aumentando a distância, após pensar na trajetória que o arco faria e no impulso que eu deveria tomar. Segurei a lança, com a mão fechada por baixo dela mais ou menos na metade do comprimento do seu cabo. Coloco o corpo de lado, inclinando o braço da lança para trás e corro, são poucas passadas que me permitem ganhar impulso quando lanço o braço direito para a frente, com a lança inclinada, jogando a perna e todo lado direito do corpo. A lança sobe alguns metros, descrevendo um arco no ar, até ser fincado na grama centímetros antes do alvo. Abri um sorriso divertido, enquanto coçava a cabeça. — Acertar de primeira não é coisa sua, Cassie. — Deixei aquela lança fincada no chão, caminhei e peguei a próxima na mão, caminhando até o local onde eu havia ido para fazer o primeiro lançamento. Observei o alvo por alguns instantes e então reposicionei o corpo de lado, com a lança na mão direita e corri. Poucas passadas, só que dessa vez inclinei um pouco menos a lança antes de soltá-la no ar com o giro de braço impulsionado pelo corpo. A lança descreveu um segundo arco, um pouco mais aberto dessa vez, o que resultou nela fincada no alvo de madeira, observei até que o cabo parasse de tremer para só então perceber que eu havia acertado o círculo brando, não em seu centro, mas bem próximo a isso. Caminhei até a última lança, e dessa vez sem tomar distância, permaneci na linha de tiro e segurei-a com a mão por baixo do cabo, fechei com a maior firmeza que consegui e, seguindo os mesmos movimentos eu inclinei o corpo lateralmente, coloquei o braço para trás e lancei-o a frente, impulsionando a perna direita para se igualar a esquerda, dessa vez o tiro teve trajetória em linha reta, atingindo o alvo com um baque forte, vários centímetros longe do centro e da segunda lança que permanecia ali fincada.

Removi as lanças e juntei as flechas dentro da aljava, levando todas as armas de volta para o galpão após terminar meu treinamento solo. Eu estava satisfeita com o meu desempenho, principalmente com as lanças, sabia que se treinasse mais logo seria uma arma fácil para mim, por algum motivo. Fechei a porta do galpão às minhas costas, quando saí e me dirigi até o centro da arena, removi o alvo e coloquei ele junto a pilha desorganizada que jazia solta na beira da arena. Passei as mãos sobre o rosto, removendo os resquícios de suor, por mais que o sol ainda não estivesse forte não deixava de ser um dia quente, e eu estava morrendo de fome, já que não passei no refeitório desde que saí do Chalé. Resolvi que tinha que resolver uma coisa de cada vez, e agora certamente era a hora de cuidar da minha fome. Girei nos calcanhares e fui correndo em direção ao refeitório para enfim comer e beber alguma coisa.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Chillie P. Möhrhauser em Ter 1 Jul 2014 - 19:32

Enemies or friends?

Não tinha certeza do por quê de estar ali, no treino que mais odiava. Mas Chillie, porque você odeia este treino? Argh, treino de armas a longa distância me deixava quase tão entediada quanto ouvir as fofocas do acampamento. Não vejo nenhuma graça em colocar uma flecha um elástico e tacá-las longe. "Mas será útil em batalhas e blá blá blá", não ligo para esse blá blá blá idiota que tanto falam. Caso houvesse uma batalha, seria esperta e pegaria Félix (meu lobo de estimação) e correria para fora do acampamento. Mas voltando ao treino, não tinha motivo para estar ali, mas o tédio era tanto que eu necessitava sair do chalé.

Caminhei calmamente até uma mesa de madeira onde estava todas as armas necessárias para o treino, resolvi fazer um esforço e peguei um arco comum e uma aljava de 30 flechas, 15 delas comuns e 15 outras explosivas. Fui primeiro nos bonecos de palha que não se moviam, só para começar a pegar o jeito. Peguei uma flecha comum e posicionei-a no arco, puxei-a até quase o final, com medo de que a flecha acabasse indo longe demais. Soltei a flecha, mas ela não zuniu até o boneco, parou na metade do caminho, caindo fraca no chão. Peguei outra flecha, e fiz o mesmo ritual, só que desta vez mirei um pouco mais alto, e puxei-a inteiramente. A flecha voou certeira no "peito" do boneco. Refiz o mesmo ritual, com as outras treze flechas restantes, e calculei que de treze, quatro acertaram. O instrutor se aproximou e me mostrou oque estava fazendo de errado, deveria mirar com mais exatidão e respirar mais lentamente para conseguir o alvo exato, ele também mostrou que era bom fazer uma musiquinha ou algo assim para ter mais confiança na hora de disparar a flecha.

Recolhi minhas flechas comuns e as devolvi à mesa, enquanto caminhava para os alvos que se mexiam para testar as flechas explosivas. Chegando lá, posicionei uma flecha no arco, rezando para não matar ninguém, puxei a flecha até onde achava adequado e soltei-a. A flecha zuniu fraca e acertou o alvo, provocando uma explosão pequena que fora contida rapidamente. Posicionei uma nova flecha, mirei-a no alvo novamente, ele se movia da direita para esquerda sem parar, e fiquei repetindo em minha cabeça para não errar "Tico... Teco... Tico... Teco"; assim que dava o terceiro "Teco" eu disparava a flecha, e funcionou. Continuei disparando flechas, tentando aumentar o ritmo, acelerar o processo e quando percebi que a aljava estava vazia que eu estava exausta. O instrutor do treino veio me parabenizar e disse que estava melhorando cada vez mais meu desempenho, eu agradeci e cai fora dali, já chega de arco e flecha por uns bons tempos.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Matthew N. William em Dom 6 Jul 2014 - 22:15

Treino de combate a monstros


Fui para Arena e já cheguei pegando como armamento um arco de madeira e algumas flechas envenenadas para melhorar minha prática e manuseio desse item. Quando me aproximei dos alvos do local, onde poucos semideuses praticavam com seus arcos, dei um leve graças aos deuses pelo Quíron estar fora hoje. Ele era um centauro legal, mas rígido demais para mim.


Foi quanto avistei uma menina, ela era loira com cabelos presos em um rabo de cavalo, uma camisa laranja do acampamento com uma calça surrada. Seu arco era belo, provavelmente bronze puro. E suas flechas estavam afiadas o bastante para cortar com o menor toque.

Dei um breve sorriso para ela enquanto me posicionava na frente de um um dos bonecos de pano da arena, um que ficava bem perto dela. Preparei meu arco  para iniciar o treino, e então finalmente comecei. Puxei a corda colocando minha primeira flecha. Mirei com cuidado para que meu primeiro disparo fosse certeiro. Analisei o vento que pela benção de Éolo estava tranquilo e sem chances de atrapalhar a rota de um movimento. Soltei o cordão e observei o resultado. Meu disparo acertou próximo do alvo, mas não foi exatamente na mosca, o que me deixou com raiva. Abaixei meu arco e fiquei pensando no motivo do erro, até sentir um toque no ombro e ver um sorriso gentil, foi quando virei meu rosto.

— Você está baixando o arco um pouco no momento que solta a flecha, espere ela sair por completo ou acertar seu alvo, ai abaixe. — Fiquei prestando atenção as palavras dela enquanto processava as informações.

— Obrigado, irei tentar. — Voltei a minha concentração. Visualizei o arco enquanto eu colocava um dardo venenoso na corda novamente. Mirei ajustando meu tiro para a leve brisa que agora poderia mudar o rumo do meu movimento. Depois de tanto ouvir o centauro falando no meu ouvido eu até peguei o jeito. Lembrei-me das palavras de Quíron. Cada vez ele era mais duro quando eu repetia o erro, e foi por isso que eu até tomei jeito e comecei a perceber como o ar poderia atrapalhar. Puxei a corda e disparei acertando mais perto do alvo. Percebi que era porque havia mantido o arco mais parado, melhorando o desempenho. Repeti o movimento mais algumas vezes, até minhas flechas estarem todas ao redor do meu alvo, nenhuma o acertou. Dei um suspiro e ent]ao percebi o quanto eu estava cansado. Meu braço sentia a dor do esforço de repetir tantas vezes a atividade.


Recolhi os dardos e voltei para meu chalé.



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Seu treino começou e terminou como uma leve brisa, rápido e imperceptível. Não teve praticamente nenhum desenvolvimento, apesar da sua tentativa de enriquecer tudo. Tenho certeza que você consegue ser mais criativo que isso, campista.

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