Treinos de Armas a Longa Distância

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Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:32

Relembrando a primeira mensagem :



Treinos de Armas a Longa Distância
Esta arena é destinada para os treinos de armas a longa distância, como Arco e Flecha, Lanças e outras. Você poderá contar com alvos fixos e dinâmicos e bonecos de palha.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Larsen K. Largëkvistt em Qua 4 Dez 2013 - 12:57


No lado esquerdo da cintura de uma veloz figura a ponta das setas tilintavam umas nas outras, apressadas para serem utilizadas. Na mão direita, um esbelto e simples arco de bronze, que seria utilizado para um tiro de pouco alcance e de preferência rápido. Futuramente, é claro, até por que, a imagem que empunhava o item mal sabia manejá-lo ou posicionar uma flecha. Muito menos atirá-la com alguma precisão. As barras da calça jeans já estavam marrons de tanto serem arrastadas na terra úmida, o tênis branco com mesma cor da barra, totalmente coberto por lama. Seguindo o caminho de cascalho, um semideus corria atentamente até a arena. Já na metade do caminho, sua camiseta listrada azul e verde aparecia manchada de suor, mas a garota nem sequer mostrava-se cansada. Estava em uma situação deplorável e toda a sua vaidade havia acabado, isto porque era o seu primeiro dia como uma campista.

Só pode ser brincadeira. — Proferiu uma voz feminina na entrada da arena. Soraya, uma jovem filha de Apolo que praticamente vivia em treinamento – arco e flecha principalmente – cumprimentou a novata e sorriu pela presença desta. O filho de Eros nunca havia treinado combate com arco e flechas antes, e apenas agora refletira que precisaria saber empunhar vários tipos de armas. Já tinha conhecimento de algumas simples armas, mas agora precisaria algo que pudesse atacar com certa distância.

Ahn... Como eu coloco essa coisa no arco? — De início, a instrutora achou que Aaugust estava debochando de suas habilidades ou sendo sarcástico. O filho de Eros sorriu descontente e sem jeito pelo canto da boca, até que ela lhe ajudou a posicionar a flecha. Pode parecer bobagem, mas é simplesmente complicado arranjar a flecha no arco e conseguir puxar a corda sem que a ponta do projétil deslize para baixo – desconectando todo o processo anterior. Após vários minutos, mais de meia hora treinando apenas isto (errando e deixando a flecha deslizar na maioria das vezes), ele finalmente conseguiu estabilizar o item acima da empunhadura.

Agora era a hora de aprender a disparar. Com um pouco mais de habilidade e agora acostumada com o material em mãos, o filho de Eros postou a flecha em seu devido lugar, juntou sua base cercada de penas no centro da corda e puxou até onde seus dedos começariam a arder, segurando ali com todas suas forças. Neste momento o braço já estava se cansando, o trabalho e esforço anterior de tentar arrumar as setas em seu lugar era cansativo e então fez com que o cansaço vencesse o menino e após alguns segundos de resistência dos dedos ela dispara-se sua primeira e falha, flecha.

O projétil dançou junto ao vento e cravou-se na areia da arena nem meio metro a frente da semideusa, Soraya. O garoto puxou outra flecha da aljava, posicionou-a tentando ser preciso – tão preciso quanto fora lhe ensinado – e tentou outro disparo. Assim como anteriormente, ele mirou num alvo que estava a dez metros de distância. No mesmo modo que antes, a flecha não se aproximou nem da metade do percurso antes de desabar.

Após observar tudo quieta, Soraya, a instrutora, aproximou-se do garoto. — Garoto, sabe porque não consegue disparar direito uma mísera flecha?! — O filho do deus do amor arqueou as sobrancelhas e fitou sua “amiga” como se aguardasse uma resposta. — Primeiro que sua postura está completamente incorreta. — Ela se aproximou dele e tocou seu tórax, posicionando-o ereto. — Abra essas pernas! Equilibre seu corpo. Incline um pouco seu tronco... — Ela ordenava como um general para um soldado novato. O semideus se colocou como ela havia pedido, sentiu-se muito melhor até então.

Agora esse seu modo de empunhar! Pelo amor dos deuses, isso não é uma espada, moço! Não precisa pressionar desse jeito! — Ela soltou um pouco a pegada. — O modo que seu braço está posicionado também é errado! Tudo é errado! — Então, após quase uma hora de explicação, ele recebeu um tapinha nas costas por ter conseguido acertar a flecha bem mais longe do que antes. Porém, ainda não acertara o alvo.

Ainda observando os modos do filho de Eros, Soraya corrigiu outro erro. — Não, não! — Disse, agora num tom mais calmo. — Use três dedos para puxar a corda, não dois! — Ele cumpriu a tarefa no modo informado, com toda certeza com mais facilidade e sorriu em seguida, quando a quarta flecha zuniu alegre por cima do alvo. — É, você pega o jeito com o tempo. — Murmurou a garota.

O som de uma corneta de concha ressoou pelo acampamento, inclusive pela arena. Era fim do treino. — Obrigado! — Aaugust agradeceu tantas vezes a sua instrutora, que ela ficou completamente sem jeito e prometeu-a ensiná-la mais se ela comparecesse ali noutro dia. Com certeza ele iria sem hesitar. O dia continuou com o semideus percebendo que mesmo sendo filho de Eros, não levava o mínimo jeito para segurar um arco, ao final da aula devolveu os itens pegos para o arsenal do acampamento, já que o mesmo havia dito a si mesmo que só iria usar seu próprio arco, quando aprendesse a usá-lo. Ele estava começando a perceber que arco e flecha seria mais trabalhoso do que aprender a manejar uma espada ou a arremessar uma adaga, mas, para ele, estava sendo uma experiência maravilhosa.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Davos H. Grümmer em Qua 4 Dez 2013 - 17:02

os alvos,
sou péssimo nisso.

Estava andando pelo acampamento indo em direção a estante de treinos e tiros a longa distância, enquanto caminhava fitava os filhos de Apolo acertando os alvos perfeitamente e isto me lembrou do meu treino onde mesmo tendo acertado todos, sai completamente machucado. Caminhei até o baú de armas que o acampamento oferecia para seus campistas e peguei um arco composto juntamente de uma aljava com dez flechas. O arco era feito de uma madeira escura, parecida com carvalho e entalhado perfeitamente junto de verniz. As flechas tinham hastes de madeira com pontos de ferro de baixo valor, como cobre ou latão e penas de aves comuns como pombos ou pelicanos.

Estava de frente para um alvo circular de trinta centímetros de largura por quarenta de altura (30x40). Já puxei uma flecha da aljava que estava no chão e a posicionei no cordão alinhando com a mão direita, que, segurava o arco pela base ou barriga se preferir, enfim. O tiro estava pronto para ser dado, tudo em seu devido lugar como o senhor das armas criou, senti um frio seguido de um calor momentâneo e então avistei o instrutor se aproximando com um arco longo em mãos, me observava sem nada dizer. Carrancudo e concentrado no meu tiro até mais que eu mesmo, haha. Respirei fundo e fechei os olhos tentando me relaxar e concentrar ao máximo antes do tiro ser dado, abri os olhos e então, atirei fechando os olhos novamente na hora do tiro temendo por um erro. Apenas um assoviou fino e instantâneo e seguido de um plack (fonético) na madeira, abri os olhos, a flecha tinha acertado na parte que menos dava pontos, me decepcionei, mesmo assim tinha de continuar a praticar...

Belo tiro. — Falou o instrutor, filho de Apolo. O instrutor tinha um colar com algumas orbes trabalhadas em pinturas nelas, parecia ser algo caseiro, olhei intrigado porém não ousei perguntar por medo de ser algo que ele não esteja à vontade. O instrutor se afastou ao ver eu sacar uma flecha da aljava de couro, posicionei no cordão do arco alinhando com o punho direito que segura o arco e mirando com o olhos esquerdo no alvo circular, puxei a corda armazenando uma grande tensão na estrutura do arco que impulsionaria a flecha para o alvo, segurava a flecha entre o do meio e o indicador, com a força que tinha de fazer calos iriam começar a brotar em algumas semanas. O professor de tiros as distância examinou minha postura apenas corrigindo a altura do cotovelo direito que não estava paralelo ao ombro como era correto. Meu braço direito tremia um pouco ainda, não por inexperiência, mais devido a nova postura a qual eu não estava acostumada, parecia que alguém estava puxando o meu braço direito para um direção enquanto que o esquerdo era puxado para outra ao mesmo tempo. — Hmm. - Fechei os olhos tentando me concentrar e relaxar ao máximo e então soltei a flecha, um assovio no ar, um baque na madeira, uma flecha no alvo, apenas.

Muito bom. — Disse o professor dando alguns tapinhas incentivadores em meu ombro direito seguido de uma ou duas palminhas.

Abri os olhos examinando o alvo circular e a flecha tinha atingido uma marca mais próxima ao centro, foi um progresso embora pequeno, mais foi um progresso. Fiquei feliz com aquele progresso isto tenho de admitir, era uma marca a menos para minhas flechas atingirem o centro do alvo e tenho de admitir, aquela postura nova que o instrutor me recomendara realmente funciona para praticar e de agora adiante adotaria tal postura. Caminhei em direção ao alvo retirando as três flechas cravadas: duas na última marca e uma na penúltima e voltei a estante de tiros. Retirei uma flecha da aljava, posicionei no cordão do arco paralelo ao punho direito e segurando entre os dedos com certa força, alinhei os braços a altura dos ombros e adotei a postura de tiros que o instrutor me ensinara. — Ter força e destreza é algo ótimo, mas então você tem que ser um idiota que não consegue acertar uma flecha quando não está com adrenalina no corpo. — Respirei fundo falando sozinho e fechei os olhos, abri-os novamente e mirei com o olho esquerdo no centro do alvo e atirei, um assovio, uma flecha, um alvo e um único resultado: a segunda parte menos valiosa (a que eu acertei com a postura nova).  — Ufa! — Comemorei por não ter atingido a pior parte.

Não esperei novamente, saquei outra flecha a posicionando no cordão do arco, alinhei ao punho direito - o que segura o arco e flecha -, facilmente adotei a postura - já estava me acostumando. Alinhei meus braços paralelos ao ombro e puxei o cordão munido da flecha ao máximo criando uma grande força de tensão, fechei o olho direito aprimorando a visão do esquerdo e mirei no alvo circular de madeira pintado e então respirei fundo novamente, fechei os olhos e logo os abri soltando o cordão munido da flecha que voou. O som da flecha cortando o ar era terrível para meus ouvidos àquela altura, literalmente. — Muito bem Davos, continue praticando. — Falou dando tapinhas motivadores, agora em meu braço e se despedindo, indo ajudar os outros  que estavam visivelmente perdidos.

Saquei outra flecha. A coloquei no cordão do arco o carregando com aquela estrutura com aquela ponta mortal. Quantos homens morreram vítimas de flechadas? Realmente, o número era incalculável impossível de se descobrir, mais pouco importava, o que importava era apenas meu treino e minhas flechas, estava ali apenas porque queria melhora minha técnica. Alinhei os braços a altura de meus ombros e estiquei-os todos puxando o cordão feito de algum material que desconheço, a tensão armazenada era tanta que fazia minhas mãos tremerem devido a força que eu mal aguentava sustentar, relaxei respirando fundo e mirei com o olho esquerdo, a àquela altura minhas mãos ardiam de tanta fricção que toda a estrutura do arco exercia sobre tecido orgânico de meu corpo. Soltei a flecha descarregando uma imensa energia que foi transportada para flecha, impulsionando-a. Aquele pequeno projétil afiado e mortal, quase indetectável avançou contra o alvo cravando-se na segunda parte menos valiosa, fazendo a mesma atravessar a parte, deixando claro que a minha força estava novamente me atrapalhando... Estendi o treino em duas horas seguidas, sem descanso, apenas o arco, o alvo e as minhas flechas emprestadas.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por David H. Grümmer em Qui 5 Dez 2013 - 0:13


Treino de Arco e Flecha!

Eu estava há muito tempo parado e sem treino, não que eu curtisse treinar feito um louco, preferia gastar meu tempo lendo algo ou aprendendo mais sobre esses benditos dons que me eram naturais por ser filho de Hades, um dos três grandes, porque era como ter um holofote sobre a minha cabeça, que dizia "Olha lá, Carne fresca de primeira qualidade! Vamos atacar." para todos os monstros. Eu queria saber tanto quanto pudesse de monstros e afins, para saber como me livrar deles e para isso não precisava, necessariamente, treinar feito louco, apesar do treino ser bem importante. Sai do chalé de meu pai, trajando uma calça jeans mais surrada e uma blusa laranja do acampamento - jamais usaria minhas roupas normais para treinar - e all stars, consegui chamar a atenção de algumas pessoas no meio do caminho, ninguém estava acostumado com a presença sinistra que um filho de Hades emanava. Parei no arsenal para escolher uma armadura leve, para o próximo treino que tinha em mente, e buscar por um arco e uma aljava com uma boa quantidade de flechas. Escolhi um arco quase negro, com alguns entalhes nas extremidades, a corda estava em excelente estado e eu me perguntei se estava ali recentemente ou elas tinham uma enorme resistência por natureza. Dei de ombros com o meu pensamento e pendurei o arco em meu ombro, enquanto caçava uma aljava, quase ai para trás quando puxei a mesma do meio de um monte de escudos que a escondiam, e tive que abrir os braços para me estabilizar. Pendurei a aljava no ombro oposto ao que estava o arco e sai andando em direção a arena, quer dizer, ao campo de treinamento de arco e flecha, era melhor começar com o mais leve dos treinos, antes de partir para os que exigiam mais do meu físico, era como se fosse meu "esquente" para os demais treinos. Assim que cheguei ao local, dei uma boa olhada em volta, assumo que um sorriso brotou de meus lábios ao notar que não havia uma pessoa se quer ali, o que me agradava. Eu costumava ser sociável, mas não era algo que eu amasse fazer, era algo necessário para me misturar e não aumentar os meus problemas.

Respirei fundo e alonguei meus músculos e peguei o arco, alinhando-o na altura dos ombros e posicionei a cabeça sutilmente para o lado, puxando a corda, sem uma flecha se quer em mãos, testando mais uma vez a elasticidade da mesma. Prendi a respiração, antes de soltar a corda, e soltei a corda, como havia sido ensinado quando cheguei ao acampamento, e soltei um suspiro longo, recuperando o ar logo em seguida. - Até que está bom esse arco... Comentei comigo mesmo e ri baixo, eu era mesmo meio louco para estar falando sozinho. - Vamos lá, você consegue! Tentei me motivar, porque eu andava meio receoso com objetos perfurantes em uma proximidade muito grande da minha pessoa. Por que? Porque eu havia ganho uma belíssima esfaqueada de uma garota de Afrodite, por chamá-la de bosal e arrogante, acho que as meninas de Afrodite não estão acostumadas a ouvir isso normalmente. Respirei fundo e peguei uma flecha na aljava, apoiando-a sobre a minha mão esquerda, que segurava o arco, e estendi o braço e puxei corda e flecha, deixando meu olhos focalizarem em um alvo a cerca de cem metros de mim, era um boneco de palha com um alvo vermelho pregado no peito, mostrando que pelo menos aquele ali tinha uma região obrigatória para tiro. Respirei fundo e prendi o ar, soltando a flecha e a corda, vendo a mesma rasgar o ar com uma força suficiente para produzir um pequeno zunido quando saiu de minha mão. Soltei o ar todo de uma vez, vendo-a acertar o alvo uns dois círculos a baixo do central, o que me deixou meio decepcionado, devo assumir, mas depois de tanto tempo, não podia exigir algo diferente. Respirei fundo e dei alguns passos para o lado direito, ainda com o arco em mãos e cacei outra flecha na aljava, voltando a prender a respiração na hora que puxei a mesma e a corda e ao soltá-la, retomava o fôlego, a flecha acertou o ombro de um outro boneco, o que deixaria meu oponente incapacitado, mas o alvo era a cabeça, então, me senti desanimado de novo. - Ainda tá bem... Se fosse no pé, aí sim era uma vergonha! Tentei me consolar com esse pensamento, né, porque se não ia parar o treino por ali mesmo, antes das flechas acabarem. Comecei a correr em diagonal e catei uma flecha na aljava, puxando a mesma sobre a mão esquerda e,voltando a repetir o processo de sempre, soltando-a, fazendo a mesma fazer uma pequena parábola e acertar a cabeça de um dos bonecos. Continuei o treino, correndo em várias direções e voltando a disparar flechas, acertando um braço, outro braço, peito, cabeça ou qualquer que fosse o local que eu pudesse acertar de bonecos diferentes, sentia o suor fazer a camisa que eu vestia aderir no corpo, levei a mão a aljava e notei que faltavam apenas duas flechas, então, parei de correr e respirei fundo, apontei o arco para o alto, em uma tentativa ousada, tentando imaginar a parábola certa para acertar em cheio o topo da cabeça do boneco a uns duzentos metros de onde eu estava.

Fiz um ângulo de 45º, seguindo a linha do meu ombro,  com o braço e puxei a corda, lançando a flecha, enquanto a respiração permanecia contida, e vendo-a acertar alguns centímetros a frente do meu alvo, atingindo o chão. - Mas que droga! Foi por pouco. Nam, sou muito tapado mesmo, por Hades! Acho que não nasci para ser arqueiro. Resmunguei em voz baixa e revirei os olhos, antes de erguer minimamente o arco, para subir poucos graus e quem sabe acertar o lugar certo. Voltei a me concentrar, observando a mão que segurava o arco, peguei a última flecha e a coloquei apoiada na mão esquerda, como das outras vezes, e prendi a respiração na hora de puxar a corda e soltá-la, fazendo a tensão da corda impulsionar a flecha e fechei os olhos, não querendo ver o estrago dessa vez, estava me sentindo meio cansado, quer dizer, meus braços começavam a não gostar de ficar mais de horas naquela posição e começavam a fibrilar de leve, ouvi a flecha acerta algo e só então soltei o ar e abri os olhos. Deixei meus braços penderem para baixo e segurei o arco com a mão esquerda, enquanto procurava a flecha, dei um sorriso largo ao notar onde havia acertado, cara, eu era demais!!! Lá estava a flecha, fincada bem no centro da cabeça do boneco! Sentei-me no chão, feliz por ter conseguido fazer exatamente o que eu queria, mas pingando de suor pela minha ideia brilhante de sair correndo e atirar flechas. Passei uma mão pelos cabelos, que se encontravam colados de tanto suor. Respirei fundo, assim que me senti um pouco mais disposto, e me levantei, indo a cada um dos bonecos e tratando de tirar as flechas fincadas neles, devolvendo-as a aljava. Parei para analisar a penúltima flecha que eu lancei, se meu adversário tivesse com um pé - que o boneco não tinha - atrás, ele teria o calcanhar acertado, algo que me fez rir maldosamente. Peguei a flecha dali e coloquei-a na aljava, para só então tirar a que estava cravada na cabeça do boneco. Puxei a flecha, mas nada dela sair, derrubei o boneco e sentei no chão, colocando o pé no "ombro" do mesmo, enquanto puxava a flecha, mas nada dela sair. Desembainhei o que parecia ser uma adaga aos olhos, mas na verdade era minha espada de ferro estígio, que tomava o tamanho que eu quisesse, e a fiz crescer - ficando com uns sessenta centímetros - e me levantei, desferindo um golpe certeiro sobre a flecha, deixando-a rente a cabeça do boneco. - Uma flecha a menos, mas que droga! Retruquei e guardei a minha espada, que voltou a parecer uma adaga. Levantei o boneco e em seguida juntei as minhas coisas, aljava e arco, e fui em direção ao campo de treinamento de combate a monstros, onde um dos instrutores havia marcado um treino comigo.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Louise C. M. Wermöhlen em Qui 5 Dez 2013 - 5:04


Treinar... Treinar pra quê ? Não saio em uma missão a um bom tempo. Mas em compensação todos, ou a grande maioria das pessoas que eu conhecia no acampamento, deram um jeito de sumir, então o que me resta é treinar...

Abri os olhos e deixei a luz do sol nascente ilumina-los. Pois é, as coisas parecem às mesmas de ontem, que não foram diferentes da do dia anterior e assim por diante. O tédio é tão grande que me fez dar um basta. É definitivamente à hora de treinar e assim que for possível pegar uma missão que me ponha mais uma vez para fora desse lugar que me traz tanta agonia. Meu lugar é por ai vivendo uma bela e grande aventura. Quem sabe até com a companhia de um herói ? O pensamento me fez rir, pois os garotos do acampamento são em sua grande maioria bobos e sem graça. Aprontei-me para um dia de treinamento e deixei o chalé da deusa da beleza.
...
Avistei o alvo e respirei fundo, mirei com certa confiança e disparei. O dardo cortou o ar com um sibilo, indo na direção do alvo, acertou bem no canto superior, na ultima linha vermelha. Por pouco não errei.
Pelo visto minhas habilidades como arqueira andam meio enferrujadas. Eu esqueci totalmente de calcular a resistência do vendo, ou mesmo mirar um ponto mais específico do alvo, como por exemplo, o centro, em vez disso só atirei... Fui burra e impulsiva, em uma missão de verdade estaria mortinha.

Agora um pouco mais concentrada eu pude me preparar melhor. Primeiro alvejei o círculo vermelho bem no centro do alvo, posicionei o arco e disparei sem mais delongas. A flecha foi em uma trajetória perfeita até o alvo, descrevendo um arco pelo céu e acertando um pouquinho abaixo do ponto onde eu queria ter acertado... Isso me desanimou um pouco, é uma sacanagem, foi tão perto que errar me deu vontade de desistir, mas se eu quiser uma missão tenho que demonstrar valor e para isso tenho que acertar a droga do centro do alvo.

Os próximos cinco, dez, quinze disparos não foram perfeitos, alguma coisa estava errada, no décimo quinto eu mal consegui acertar a ponta do círculo. Olhei para o lado e muitos campistas atiravam em alvos móveis. Eu realmente me senti envergonhada e frustrada. Eu não consigo nem acertar o centro da porcaria de um alvo comum... Fiquei olhando um garoto ali que atirava muito bem, filho de Apolo ou de Eros talvez. Ele parecia fazer aquilo com tanta desenvoltura e facilidade que parecia ser tão fácil quanto amassar purê com um martelo. Fiquei observando-o e finalmente percebi o que eu estava fazendo errado, ou melhor, não estava fazendo.

Mais uma vez, só que agora com uma nova confiança, ergui o arco. Com a mão direita aprontei a flecha apoiando-a no dedo indicador da mão esquerda, cerrei o olho esquerdo de modo que pudesse mirar melhor. Desta vez antes de atirar eu fiz dois pequenos ajustes que no final fazem toda a diferença. Levantei o arco alguns graus mais para cima, de modo que se ajustasse com a distância que eu estava do alvo para acertar o lugar que eu desejava. Puxei a flecha até que ela encostasse em meu rosto e por último chequei a tensão na corda, assim que percebi que tudo estava certo soltei-a. E lá se foi a flecha, certeira e mortal. O resto do treino foi bom, não acertei todas as vezes na mosca, mas digamos que entre dez disparos oito acabaram perfeitos e um foi um total desastre. Afinal o garoto que agora eu tinha quase certeza que era filho de Apolo estava me olhando e eu precisava de uma desculpa pra ele poder vir me ensinar a atirar...












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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Qui 5 Dez 2013 - 12:26

The fury of Apollo!
   

My bow is hot as the sun


Abrindo meus olhos pela manhã, Um sol magnífico cruzava o quarto, O Chalé de Apolo era tão perfeito quanto qualquer outro lugar, somente nós reais filhos de Apolo temos tanta liberdade com tamanho calor o que nos deixa mais fortes, submergindo-se da cama toquei o chão com meus pés brancos e finos, em um bocejo alegro pelo Sol clarear tudo e me animar me dirigi ao Banheiro, onde fiz minhas necessidades.

Me dirigindo a Cabana onde fazemos refeições, antes entrar avistei o campo de treino de Arco e flecha, um ótimo lugar, onde eu queria treinar depois, coisa que eu faria todo dia, treinos de Arco, é ótimo relaxa e o Sol me turba de um jeito bom, que repudia meu corpo de alegria eu quase nunca estou de mal humor.

Meus pensamentos vieram a tona quando pensei comigo " A.. O Sol esta ótimo, também sou uma prole de Apolo, porém quero treinar logo..." sentei perto um grupo de semideuses que estavam a se alimentar, sobre a mesa vi Waffles, néctar, biscoitos, sucos de diferentes sabores, pão sírio francês, peito  de peru fatiado, uma refeição surpreendente, eu aproveitei e gastei acho que uns vinte minutinhos me deliciando ali, a fome não estava mais comigo.

Levantei após limpar meus lábios, arqueei a sobrancelha e disse ao grupo de semideuses - Vamos treinar gente ?, queria treinar com vocês hoje..- franzi a sobrancelha destra abaixando a esquerda, ninguém respondeu-me, então andejei até o campo areado com Obstáculos e Bonecos de Palha quanto Alvos de madeira, e Alvos sólidos.

Pegando-se meu arco cromado, especialmente com duas cerdas bem resistentes, coloquei em riste as tais uma flecha cromada, despertei uma fúria sem igual, a flecha foi pegando fogo até o centro do olho do boneco de palha, meus cabelos loiros esvoaçavam o ar como fogo, e meus olhos verdes fixavam-se nas caricaturas dos bonecos.

Meus pensamentos eram únicos "Vou dar o Melhor, por Apolo !" meu olhar não era singelo e nem mesmo o de um fraquinho com medo da vida, mais era de um Grego de verdade, que passou dificuldades e chegou até ali, riste coloquei outra flecha entre as cerdas resistentes do arco, mais um disparo irrompeu de meu arco a testa de outro boneco, a flecha fora pegando fogo totalmente após se lançar.

Ultimo Boneco, concentrei minha respiração, riste coloquei outra flecha a puxando de meu aljava, respirando de vagar, concentrando cada nervo de meu braço definido, mais um disparo irrompeu-se a flecha cruzou o ar, acertou-se o tórax do ultimo boneco de trás dos outros que estava mais longe, no meio da trilha da flecha a tal entrou em chamas, acertando a testa do ultimo boneco posterior.

Meus cabelos esvoaça o ar, meus olhos esverdeados ficaram claros, o arco planeei perto minha coxa, andei até perto o chalé de Apolo ali fiquei a esfriar a cabeça por alguns estantes, o tema era sem amigos.

[off : Post meio lixo, mais tentei :I  preciso de Xp Smile ]

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Allie Vahlok Schneider em Qui 5 Dez 2013 - 17:45

Keep distance, danger girl
Primeiro treino com arco e flecha

Tinha em mente que o arco e flecha sempre fora o tipo de arma que me atraia, não tinha muita certeza do porque, talvez fosse culpa de meu pai tal atração e assim fora um dos primeiros treinos que estava indo realizar. Como ainda não tinha meu próprio armamento, independente do que fosse este, fui até o arsenal e procurei um arco com uma aljava de flechas que me servisse de empréstimo por um tempo ou ao menos para aquele treino. Encontrando lá um arco de cor preta e flechas de mesma cor, algo bonito e diferente, afinal a cor preta sempre fora minha preferida e o cinza das penas que existiam na parte de trás das flechas fava um toque especial as mesmas. Colocando a aljava pendurada em meu ombro me encaminhei assim para o campo onde tinha avistado vários alvos, bonecos de palha e coisas que me serviriam de mira para atirar.

Já estava ali vários outros campistas treinando e fiquei a observar os que me serviriam de bom exemplo, vendo qual acertava mais e tinha a melhor mira, alguns pareciam péssimos e me vendo sentada logo atrás dos outros, uma campista de cabelos loiros, olhos verdes e um grande conjunto de pingentes em seu colar caminhou até a mim me oferecendo uma ajudinha para começar, já adivinhando pela forma como me encontrava que era novata por ali. _Não sei se isso vai dar tão certo, mas ok._ Sorri de lado um pouco sem jeito, a menina parecia ter o mesmo pensamento do que eu de que observar para depois fazer era a melhor forma, pois assim pegávamos qual a posição e a maneira certa de fazer as coisas. Assim ela adotou a posição de arqueiro, com o corpo um pouquinho de lado, as pernas uma mais para frente e a outra mais para trás e arco levantado quase até a altura do rosto.

Ficando ao seu lado tentei imitar sua posição, me colocando da mesma forma do que ela, porem com o braço um pouco mais baixo do que devia e as pernas muito fechadas, soltando seu arco ela se posicionou praticamente me encochando enquanto arrumava minha posição, me fazendo afastar um pouco as pernas e segurar o arco e a flecha mais para cima, me dizendo que aquela era a posição certa. Desta forma ela se manteve junto a mim, indicando um velho boneco de palha a frente, o mesmo tinha recebido o desenho de um coração no lugar do mesmo e tinha os braços esticados como se esperando sua repetida morte que aconteceria tantas vezes antes que fosse destruído por completo. Ajustando um pouco mais minha mira, me direcionando para o coração do mesmo, ela apenas sussurrou com uma doce voz junto a meu ouvido que soltasse a flecha, me fazendo ficar um tanto quanto boba antes de voltar ao mundo e soltar a flecha.

Sim, ela obviamente era uma filha de Afrodite se aproveitando da novata no acampamento, não que me importasse muito disso, afinal ela era mesmo linda. Mas voltando ao assunto, a flecha fora solta com o arco o mais retesado o possível, a mesma seguiu rodopiando até acertar em cheio o coração do boneco, no que voltei a escutar a doce voz da menina. _Parabéns ruivinha! Agora tente sozinha._ Prendi meus cabelos para que não ficassem caindo ao rosto e assim tirei outra flecha já aljava, respirando fundo e voltando a posição correta, tomando cuidado desta vez para não manter as pernas muito juntas ou o braço muito baixo, o que certamente faria com que a fecha fosse arremessada para o alto e não para frente, pelo que minha posição indicava. Não percebia que estava segurando a respiração presa até que soltei a flecha que fora parar certeira no que deveria ser o umbigo do boneco por causa disso.

Assim a loirinha voltou até a mim, me fazendo colocar outra flecha no arco e voltar a posição certa, o que voltei a fazer de forma correta, assim ela colocou uma de suas mãos sobre meu diafragma percebendo que me mantinha tensa, segurando um pouco a respiração. _Respire normalmente vamos, relaxe._ Sua voz chegava a meus ouvidos me causando certo arrepio, assim abaixei o arco e fechei os olhos soltando o ar por completo, tentando relaxar mesmo com uma loirinha se aproveitando de mim, então abri os olhos, um pouco mais relaxada, ela se afastou, me dando mais liberdade e respirando de forma calma e livre voltei a posição de arqueiro mantendo a braços firmes e soltei a flecha, respirando de forma calma e mornal, quando a flecha de forma direta se cravou no meio do peito do pobre boneco de palha.

A menina me parabenizou pela melhora, lhe agradeci e assim passou para ajudar outros semideuses que estavam com problemas muito piores do que o meu, como uma menina que estava atirando flechas dentro do lago em vez de certar seu espantalho. Meu treino seguiu assim com o espantalho que era o tipo de alvo mais fácil de simples para os iniciantes, onde as vezes acertava perto do alvo que era o coração do espantalho e as vezes acertava em outro lugar do mesmo, algumas vezes até mesmo acertando o nada. Quando minhas flechas acabaram dei o treino por encerrado e fui atrás de cada uma delas colocando-as de volta na aljava, bem como também já estava no fim do treino de todos, no que voltei ao arsenal devolvendo as coisas que lá tinha pego para que outros campistas pudessem se utilizar se fosse preciso, seguindo para o chalé de Hermes onde tinha sido acomodada até que meu pai não fizesse minha reclamação como sua filha, lavando meu rosto para refrescar do calor, já que o tempo estava quente e abafado.



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25xp
Gramática
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TOTAL
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Lyra Chevalier em Qui 5 Dez 2013 - 22:41

training danger...
... for you!

Se fosse por mim, sinceramente nem levantaria da cama durante o dia. Aquela claridade toda me deixava um tanto estressada, preferia mil vezes a escuridão à claridade excessiva, mesmo não enxergando muito bem através desta sentia-me acolhida. Rolei da cama, e ainda bocejando (por ter passado a noite anterior observando as estrelas). Arrumei-me do melhor modo que pude, e caminhei lentamente até o arsenal  Fiquei olhando todas aquelas armas dispostas e tinha uma delas que me intrigava, mas como estava decidia a treinar com Arco e Flecha, deixei-a temporariamente invisível em minha mente, até porque devia ser armamento para calouros. Caminhei até onde estava um arco disposto e ao seu lado flechas, ambos extremamente negros, até mesmo as penas na parte traseira das flechas eram negras. Um sorriso bobo começou a brotar em meus lábios enquanto eu apreciava todo aquele material que nem meu era. Pendurei a aljava em meu ombro e caminhei para o campo disposto especialmente para aquele tipo de treinamentos que não era muito longe do arsenal.

Fiquei temporariamente paralisada pelo tanto de campistas que estavam ali, estava com vergonha de fazer feio, então preferi apenas manter-me em meu cantinho enquanto observava o desempenho dos outros, e tenho que dizer: Os mais novos (assim como eu) eram extremamente terríveis de mira. Preferia armas de combate corpo-a-corpo e por isso tinha a sensação de que aquela experiência seria imensuravelmente desagradável. Desisti de ficar olhando para aqueles arqueiros, estava começando a desanimar do treino, mas precisava dele. Ainda tensa, comecei a marchar, literalmente em direção a um dos alvos, até me lembrar genialmente que precisava ficar um tanto distante deles. Mordi meu lábio inferior e balancei minha cabeça em desaprovação. - Oh deuses, olhem por mim. Meu corpo arrepiou-se momentaneamente e senti um calafrio subir por minha espinha e somente aí lembrei que ali, os deuses realmente nos escutavam. - Certo, certo. - Imitei a postura de quem estava próximo à mim de maneira bem desajeitada e tentei meu primeiro disparo.

A flecha não foi muito além de meus pés, no mesmo momento que soltei-a ela simplesmente caiu antes mesmo de alcançar velocidade. Abaixei-me e concentrei-me e tomar a posição adequada. Corpo ereto, uma perna mais à frente e a outra posta de maneira a me apoiar bem. Meu tronco estava levemente lateralizado permitindo que eu esticasse meu braço e colocasse a flecha adequadamente no arco, então, observei um garoto mais ao lado, e como ele fazia para lançar sua flecha e foi aí que descobri meu erro, eu simplesmente havia segurado a flecha ao invés de deixá-la ir. - Ok, pai ou mãe, por favor, me ajude. - E mais uma vez aquele silêncio horrível. Nada, eu simplesmente era ignorado por quem quer que tivesse me gerado, mordi meu lábio inferior e tentei ajustar minha mira na cabeça de um boneco, tomei fôlego e disparei a flecha. A mesma rodopiou rapidamente e pff, raspou na cabeça do boneco e fincou-se na árvore que estava atrás do mesmo a provavelmente muitos metros. Comecei a sentir-me tonta e só aí me dei conta de que estava segurando o ar e agradecendo mentalmente a qualquer ser que tinha providenciado para que não estivesse nenhuma pessoa próxima a aquela árvore naquele momento.

"Continue", ouvi em minha cabeça, era uma voz que definitivamente não era minha. Fiquei perguntando-me se havia ficado tanto tempo assim sem respirar, à ponto de começar a ter delírios. Minhas mãos estavam um tanto geladas e extremamente brancas de tanto apertar o arco. Afrouxei o aperto ao ver que estava tudo "ok" e peguei mais uma flecha na aljava. - Tudo bem, senhora mente minha... - Murmurei ao mesmo tempo que um bico formava-se em meus lábios, coisa que eu sempre fazia quando estava frustrada. Tomei novamente a posição correta, e mirei um pouco mais baixo do que havia mirado da última vez. Deixei meus braços firmes e relaxei assim que disparei a flecha, ela rodopiou rapidamente e dessa vez, acertou o lugar onde seria o cérebro se fosse algum ser vivo. - Ualaaa! - Ergui meus braços e creio ter comemorado alto demais, pois atraí alguns olhares. Senti meu rosto esquentar e abaixei minha cabeça. Opa, mas o que é isso? Eu? Abaixando a cabeça? ralhei mentalmente comigo mesma, e senti um cansaço enorme tomar conta de meu corpo, não gostava muito da claridade, isso era fato, mas estava começando a sentir-me fraca somente por estar ali.

- Nada disso, não agora. - Resmunguei e voltei a posição anterior. Continuei tentando e algumas vezes mais acertei a pobre árvore, não sabia se considerava-me uma arqueira péssima ou terrível, mas para todos os efeitos, eu iria continuar treinando. Recolhi todas as flechas, apesar de não ser muito fã de ficar arrumando as coisas, somente quando elas não eram minhas eu fazia isto. Coloquei todas as flechas de volta na aljava e fui verificar as marcas que havia deixado na árvore, deuses, eram uma mais funda do que a outra. Então, caminhei na direção do arsenal, deixei as flechas e o arco onde eu havia encontrado-os e caminhei em direção ao chalé de Hermes, pronta para tirar uma boa e longa soneca para passar a noite, novamente acordada.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Noah Harrison Shneyder em Qui 5 Dez 2013 - 22:56


- TREINO DE ARCO E FLECHAS ➹
- Então quer dizer que vocês tentam acertar alvos com arco e flecha? – Indaguei, sobrancelhas arqueadas, ao rapaz que seguia ao meu lado. Estávamos a caminho da arena para tiro ao alvo, onde o conselheiro do chalé de Hermes iria me apresentar ao uso do arco e flecha. Quíron havia lhe instruído a sempre levar os indeterminados (sendo estes novatos) para o treino de combate à distância, pois o campista em questão, caso fosse bom, poderia ser filho de Apolo ou algum de seus semelhantes. Levando em conta que eu tinha dificuldade até mesmo de acertar uma bolinha de papel no cesto de lixo, não preservei expectativa alguma perante a possibilidade de usar do arco e flecha. Não me leve a mal, mesmo, mas faço parte do grupo que acha covardia o ato de esconder-se e ficar tacando coisas nas pessoas – Me nego a assumir a culpa caso alguém se machuque. – Reclamei ao voltar minhas mãos para os bolsos vazios da calça. O conselheiro ao meu lado sorriu e deu de ombros, dizendo que eu teria a desculpa de ser um iniciante e que era muito provável que eu conseguisse um desempenho mediano. Pensei em dizer-lhe que estava errado, mas optei em não verbalizar aquilo que passava por minha mente. Chegamos ao campo de tiro ao alvo após alguns minutos, ali era possível enxergar vários “postes” com um círculo vermelho e branco no topo – os alvos – Legal, parecem pirulitos. – Comentei com um sorriso. Meu estômago resmungou perante a citação a glicídios/açúcares/carboidratos; todas as coisas que ele não vinha digerindo nos últimos dias. O conselheiro me olhou como se eu tivesse tido algo realmente criativo e deu de ombros, pois logo começou a indicar o caminho até o mini-arsenal até onde se dirigiu a fim de pegar arco e aljavas para nós.

Garotos de Apolo – só posso deduzir que fossem proles do deus, pois possuíam cabelos dourados, sardas no rosto, feições alongadas e a expressão de quem aperta muito os olhos – emergiam do Acampamento com frequência, cada qual trazendo seu arco de dor variada e ornamentos realmente legais. Admito que fiquei esperançoso de ganhar um daqueles, afinal todo mundo parecia ter uma arma realmente banaca, menos eu. Meus sonhos de criança foram destruídos pela voz do conselheiro que se aproximava e consigo trazia dois arcos rústicos da mais simples madeira – Sério? Nada de arcos legais? – Indaguei, decepcionado. O conselheiro riu e me entregou uma aljava e o arco, dizendo-me que ainda tinha muito de aprender antes de poder usar qualquer uma das coisas bacanas dali – Posso lidar com isso, é, tudo bem, vou superar. – Disse comigo mesmo, cabisbaixo. Meu colega riu e deu tapinhas em meu ombro. Fomos até o alvo mais próximo, parando há poucos metros de distância. O conselheiro disse que iria me mostrar como fazer e depois seria minha vez, portanto eu tinha de prestar bastante atenção, porque ele não iria repetir o movimento. Gesticulei como se desse permissão, embora o garoto não tenha nem notado, e cruzei os braços. Pareceu fácil quando o filho de Hermes pegou o arco, segurou-o com uma das mãos, pegou uma flecha com a outra, distendeu a corda e disparou. Era uma sequência de movimentos. A flecha atingiu o centro vermelho do alvo, fincando-se ali. Quando o conselheiro olhou para mim, bati palmas simuladas – Minha vez? Certo, deixe o aprendiz tentar. – Dei uma piscadela ao assumir o espaço antes ocupado pelo rapaz.

Vamos por passos. Eu já tinha visto muitos filmes em que o mocinho usava arco flecha, como, por exemplo, Robin Hood (acho que era esse o nome), e o cara sempre parecia estar com o corpo voltado para o alvo. Seguindo esta lógica e o posicionamento antes aderido por meu colega de chalé, coloquei o pé esquerdo na frente do direito, ambos apontando para o alvo. Também voltei o ombro esquerdo em direção ao alvo, aproveitando para segurar o arco naquela direção. Pronto. O que mais? Lancei um olhar para o rapaz que observava e ele gesticulou positvamente. Tudo bem, então... Vamos lá. Voltei a mão direita em direção a aljava de flechas em minhas costas, tentando alcançar o projétil, mas acabei perdendo o equilíbrio e caí com os quadris contra o chão – Er... Foi sem querer querendo. – Resmunguei, constrangido ao ficar de pé com a ajuda do conselheiro que tinha as feições rubras de tanto conter o riso. Ao menos ele mostrava educação. Passado o choque inicial, tornei a aderir a posição que antes já ostentava e voltei a mão novamente em busca de uma flecha, dessa vez conseguindo agarrar uma das astes e puxá-la para fora da aljava. Encaixei a flecha na corda, distendo-a para trás o máximo possível. Estava com o braço à altura de meu ombro, toda a estrutura voltada para o alvo tão próximo que parecia zombar de mim. Fechei um dos olhos e ajustei a mira, meus dedos em torno da flecha, o médio e o anular, começando a tremer. A verdade é que eu segurava o arco com tanta força que era possível ver o nó branco de meus dedos – No três. – Me instrui – Três! – Então soltei a flecha que gingou em seu trajeto “linear” repleto de curvas. O projétil de madeira passou longe do alvo, indo adentrar a floresta logo atrás do campo. Ouviu-se um “ai” de reclamação vindo dali – Eu disse que não era uma boa ideia. – Tratei de informar logo ao conselheiro que estava na ponta dos pés para tentar enxergar quem quer que tivesse sido atingido. Como ninguém surgiu dos arbustos, o rapaz relaxou a postura e me disse que tentasse outras vezes. Ele sentou e apoio o rosto sobre os cotovelos, agindo como quem já passou por aquilo várias vezes. Grande voto de confiança.

Embora eu seja destro, tentei atirar como canhoto, invertendo toda a posição para que meu corpo se voltasse para o lado direito invés do esquerdo. Quando estava prestes a disparar, a corda puxada ao máximo, meu corpo pendeu demais e eu caí – novamente. Soltei a corda ao cair, o que liberou a flecha que se fincou no gramado há centímetros de onde o filho de Hermes se sentava com uma expressão de sono – É isso que chamamos de tédio mortal. – Lhe disse ao dar um meio sorriso de escape. E o que aprendemos até agora? Lição número um: nunca, em hipótese alguma, me dê um arco. Fiquei de pé e passei as mãos pela calça para limpá-la – Não sou filho de nenhuma das divindidades do arco e flecha, você já deve ter notado isso, então... Podemos ir embora? Espadas são mais legais. – Reclamei feito criança ao chutar o gramado abaixo de meus pés. O conselheiro fez com que não a cabeça, dizendo que eu tinha de treinar até mesmo aquilo de que não gostava, até porque ele precisava ter um relatório completo sobre meu desenvolvimento para entregar a Quíron após a primeira semana ali no Acampamento. Bufei, decepcionado, e ergui o arco pela terceira vez naquele dia. Mãos firmes, olhos apertados, ombro virado para o alvo. Retesei a corda o máximo possível, dessa vez tendo o cuidado de alinhar a flecha com o centro do alvo. Um, dois, três segundos de máximo silêncio se passaram. Parecia aquela parte do filme em que finalmente o mocinho aprende a lutar karatê; o momento crucial. Soltei a corda e apertei os olhos. Ao abrí-los, percebi que a flecha tinha se fincado a extremidade do alvo, mantendo-se ali por muito pouco – Eu consegui? Eu consegui! – Exclamei, extasiado. Mal dei meu grito de vitoria e a flecha caiu no chão, desistindo dos esforços para se manter no alvo. Só podia ser brincadeira comigo.

Eu realmente não nasci para o arco e flecha, não mesmo, só sou bom em esgrima e somente graças ao fato de quê todo mundo era, querendo ou não, bom em esgrima graças ao défict de atenção. Super especial. Ainda tentei disparar muitas outras vezes, errando sempre o alvo por alguns centímetros ou quase atingido a cabeça de meu colega de chalé. Olhe o lado positivo, eu tinha uma ótima mira para acertar pessoas. Ao pegar o arco pela quinquagésima vez, já não tinha muita esperança, por isso pouco ou nada gastei de tempo para me posicionar. Pés alinhados, ombros também, puxa a flecha e solta. Fiz o processo com rapidez, quase que prática, e sequer olhei o resultado. O conselheiro deu um pulo do chão e eu pensei que o tinha acertado dessa vez – Oi? O que? Não fui eu. – Apressei-me em dizer as sagradas palavras de qualquer culpado. Rindo, o rapaz apontou o alvo e finalmente eu o olhei. A última flecha estava fincado no círculo branco ao redor do círculo vermelho menor, o que significava que eu tinha – finalmente – acertado alguma coisa – Muito obrigado, pai! Ou mãe! Ou... Droga, sei lá, o crédito é todo meu mesmo! – Gritei com o olhar voltado para o céu. Como eu não tinha a quem culpar quando as coisas davam errado, também não havia a quem agradecer, portanto optei por dar-me o crédito. Animado com a possibilidade de que acertaria outras vezes, ergui o arco e o deixei em posição. O conselheiro ergueu as mãos e me disse que deveríamos voltar, já estava escurendo e tudo mais, muito embora ele só disesse essas coisas para não ter de ficar ali por mais tempo caso eu errasse o alvo (muito provável). Eu lhe ignorei, retesando a corda do arco e soltando a flecha. Outro grito soou da floresta, dessa vez parecendo tremendamente irritado e mais semelhante a um balido. Um sátiro  saiu trotando dos arbustos, ele gritava que ia castrar o infeliz de mira ruim e levava consigo uma peixeira – Lascou. Salve-se quem puder! – Disse ao jogar o arco ali mesmo, rindo, e começar a correr. O conselheiro ficou para trás o suficiente até resolver que não queria ser castrado.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Alexis Carozella Kozloski em Sex 6 Dez 2013 - 22:16

Há muito o Acampamento Júpiter não era o mesmo. Boatos sobre profecias sobre Juno se espalhavam, envolvendo também a Pretora Ashley. Isso de certa forma me incomodava, pois os únicos que tinham algum conhecimento sobre o assunto eram os gregos, e isso não só me frustrava, como a todos da Legião. Diversas vezes durante sessões no Senado sugeri uma expedição em missão de paz até o Acampamento Meio-Sangue - sim, eu. A filha de Júpiter anti-grega que sou -, a fim de pedir que compartilhassem o que sabem sobre a tal profecia. Era naquele momento em que eu via que não era tão egoísta como imaginava, pois eu não fazia isso pensando em mim, mas pensando em toda a Legião e em Ashley, que por ser alguém de grande importância para os romanos, não deveria se arriscar em uma missão ou profecia a qual não tem conhecimento sobre nada, mesmo que a própria Juno a tenha convocado. Porém, ninguém no Senado me dava ouvidos. Alegavam que seria impossível um contato com gregos após o ataque que havia acontecido, mas eu não poderia discordar. Gregos são inferiores e traiçoeiros, não merecem confiança após aquele ataque do qual saíram impunes.

Bem, tudo aquilo estressava a minha mente, e uma das poucas coisas que me acalmavam e me relaxavam eram Jogos de Guerra, mas como não haviam todos os dias, eu precisava me virar com o que tinha. A vontade de relaxar me vez deixar a I Coorte levando comigo arco e aljava de flechas a fim de treinar, o que não só relaxava como também aprimorava minhas habilidades. Sempre gostara de arco e flecha, mas minha maestria com espadas e lanças era maior, mas isso não me impedia de treinar com arco e flecha. E bem, diferente de praticamente todos, eu costumava a treinar arco e flecha com alvos... vivos. Minha mãe sempre apreciara a caça esportiva, e eu cresci com aquilo, apreciando e mantendo os velhos hábitos que me levavam a floresta para praticar arco e flecha com aves. Então assim fiz no dia em questão. Segui cedo em direção a floresta a fim de caçar e treinar, o que era algo que me agradava pelo fato de estar sozinha. Para isso, sempre preferia a parte da floresta que ficava a céu aberto, pois assim era possível controlar os ventos ao favor caso a caça se move-se, uma das vantagens de ser filha de Júpiter.

Lá estava eu caminhando a espreita pela silenciosa floresta atrás de algo para caçar, o que não precisava ser necessariamente uma ave, embora tenha sido a primeira oportunidade que encontrei. Um gavião no alto de uma árvore parecia distraído o suficiente para ser o alvo perfeito. Armei meu arco com uma flecha, mirei, e deixei que voasse livre em direção do alvo. Foi tão rápido que a única coisa que vi em seguida foi a ave caindo. Sorrir por aquilo foi inevitável. Não havia sofrimento ou crueldade naquilo. Havia caça, caçador, habilidade e principalmente orgulho. Em outras palavras, a caça era completamente diferente do que os ignorantes defensores dos animais pensavam daquilo. Sem mais delongas, segui em direção aonde a caça havia caído e a recolhi, amarrando suas garras em um cordão e pendurando em minhas costas.

Observei ao redor e procurei outro alvo, que também não foi difícil também, talvez ter uma visão aguçada tivesse algo a ver com ser filha de Júpiter. Mas lá estava lá coruja no alto de uma arvore, apenas esperando para ser caçada. Admito que hesitei por um minuto, afinal, a coruja era o símbolo de Minerva, e talvez ela me amaldiçoasse por isso. Porém, pretendia oferecer minha caça em sacrifício no templo de meu pai, e talvez aquilo não só o deixasse satisfeito, mas como também agradaria a deusa Diana. Então, sem mais delongas, atirei a flecha contra a ave, que em minutos estava no chão. Caminhei em passos seguros até a caça caída e a recolhi, juntando-a ao gavião no cordão em minhas costas. Após esse treino que poderia também ser considerada muito mais caça do que treino, segui para o Acampamento Júpiter na intenção de tomar um banho. Mais tarde passaria no templo de Júpiter Optimus Maximus para lhe oferecer a caça em seu templo.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Nathaniel Van Wood em Sex 6 Dez 2013 - 23:05

Eu havia chego a pouco tempo, e a confusão ainda estava me atrapalhando em certos aspectos, ou melhor em todos os aspectos. Mais eu estava até indo bem se pensarmos que: Ainda não fui reclamado por nenhum Deus. É até um grande feito para alguém que estava mais perdido que cavalo de salto num campo aberto. Péssima comparação mais era mais fácil de compreender. Algumas coisas se passavam na minha cabeça ainda, como ver um amigo morrer e chegar aqui sem nada e sem entender nada, e sem saber que eu era um ótimo arqueiro ou quase isso. Meio confuso ainda peguei meu arco e flecha, presente de meu pai, e fui treinar e para me ajudar levei também o mp3 que foi salvo de algum jeito bizarro na minha grande corrida.
Cheguei no local destinado e sorri, o campo era grande e era bem o que eu imaginava, quer dizer o fato de ter aqueles troços que cavalos comem com um alvo no meio. Invés de levar as flechas que havia ganho, preferi levar algumas comuns, afinal eu não queria desperdiçar as do meu conjunto num treinamento. Peguei meu MP3 e botei a inicio numa música de piano, a música que me acalmava antes de vir para cá 'Give me Love', era seu nome. Ela logo começou e eu fechei meu olhos e botei meu arco e a aljava no chão, respirei fundo e abri os braços como se o ar pudesse entrar em meu poros e fazer algo extraordinário para mim. Abaixei os braços e cai sentado no chão de olhos fechados e comecei a murmurar comigo mesmo, qualquer pessoa em volta poderia achar que eu estava me sentindo mal ou estava machucado, e até em transe mais eu estava bem. Murmurei baixo.
-Tenho que pegar o arco, pegar uma flecha e atirar para acertar o alvo. Apenas isso. Vai no ritmo da música Michael. Acertar o alvo e depois pegar a flecha. Apenas .. Eu posso ir correndo e calcular minha velocidade. Agora vou levantar e relaxar e só acertar o alvo!
Abri os olhos lentamente e sorrio para o alvo que estava bem distante de mim. Como eu estava com as pernas cruzadas, vulgarmente chamadas de 'perninha de chines', apoiei meu cotovelo no joelho e apoiei minha cabeça na mão e esperei ate a musica acabar, e logo começar de novo. Percebi minhas cicatrizes no pulso e voltei a ficar ereto olhando o alvo e sussurrei sorrindo.
-Eu vou acabar com esse alvo!
Dou uma risada besta, por que eu era o idiota que falava sozinho, ou melhor falava com um alvo que estava bem longe. Me pus a levantar e peguei meu arco e duas flechas da aljava, olhei bem e dando de ombros peguei logo a aljava toda e botei nas minhas costas. Era o inicio do meu treino.
Botei uma flecha naquele arco e tentei me concentrar apenas no alvo, a música ao fundo ajudava, após perceber que o alvo vermelho estava na minha mira virei meu rosto atirando sem olhar, soltei a flecha e observei ela atingir uma ponta esquerda, talvez estivesse perto do meio, preparei a segunda e lancei, estava mais longe e confesso que havia me desconcentrado com algum barulho atras de mim. Permaneci a me concentrar apenas na música e logo preparei a última flecha, essa era a flecha que daria inicio a minha corrida para ver se eu estava bem em forma. Me concentrei no meio e a soltei, abaixei o arco e corri até o alvo, eu ate cheguei rápido no alvo e calculei a distancia de uma flecha para outra, a terceira flecha foi a que mais se aproximou do centro, 3cm antes do centro e eu sorri. Tirei as flechas com cuidado e olhei para os lados, e corri de volta para onde eu estava com o arco em uma mão e as flechas em outra. Olhei para o lado e sorri, preparei novamente umas flechas, botando as duas no arco para tentar algo novo e mirei, queria demorar menos no tempo, mirei e ajeitei meu corpo e atirei, peguei a outra flecha e mirei. Antes que eu pudesse soltar, um barulho meio alto me desconcentrou e a flecha apenas caiu do arco, olhei para os lados e peguei novamente a flecha e mirei, assim que percebi estar na mira a soltei e sorri de forma vitoriosa ao ver que havia chego no centro comparando a outra. Peguei a última e fiz o mesmo que fiz com a outra, assim que percebi que estava na mira a soltei e corri ate o alvo, olhei as flechas e vi que não tinha 8 de 10 flechas haviam acertado o circulo. Peguei as flechas e voltei meio desanimado para onde eu estava.
Peguei meu mp3 e o desliguei, olhei uma ultima vez para o alvo e atirei com orgulho e sem ver se tinha acertado me virei de costas.
Era muito orgulho querer ser o melhor, mais isso era bom, porque eu havia conseguido um progresso bem melhor. Fui andando normalmente olhando para frente e com a Aljava nas costas e exibindo meu lindo Arco.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 7 Dez 2013 - 16:40


Ok, hoje é dia de me arriscar. Era perto das onze da noite. Artémis reinava no céu noturno enquanto o bater das asas das Harpias mantinha cada um dos campistas em seus respectivos chalés. O silêncio no chalé de Hades era absoluto, até eu sutilmente começar a dar meus passos de coelho em direção a porta. Abri-a com o maior silêncio que conseguisse, tendo ficado completamente estático quando ouvi uma respiração profunda vinda de uma das camas do chalé. Enfim, uma menina tinha se movido na cama, mas continuava dormindo feito uma bebê. Fechei a porta e permaneci oculto nas sombras do chalé enquanto uma patrulha de harpias passava. Fechei minha jaqueta, uma simples jaqueta negra de couro, a transformando num manto negro que cobria todo meu corpo e desviava a luz, tornando-me invisível. Segui com passos cautelosos até a arena de treino a distância, conseguindo adentrá-la sem alertar nenhuma das harpias. Recolhi do depósito uma série de adagas de arremesso e as dispus numa pesa próxima ao limite de onde poderíamos atirá-las. Peguei uma série com a mão e mirei cuidadosamente, atirando-a e acertando próximo ao anel central. Olha, não é que a noite me beneficiava? Minha visão estava muito mais clara e tinha uma estranha força me incentivando a continuar.

Percebi então que todos os alvos estavam dispostos para mim naquele momento, o que é raro dado a quantidade de campistas. Eu podia pensar nas mais mirabolantes maneiras de treinar com aquilo, e uma já vinha a cabeça. Recolhi as facas e me escondi atrás de um balcão quando ouvi um barulho. Asas rufando passando próximas a arena. As sombras me acolheram juntamente a meu casaco. Suspendi minha respiração enquanto meu coração disparava, tentando não chamar a atenção das Harpias. Quando o som já estava distante voltei a me dedicar ao treinamento.

Fiquei numa das pontas da arena, com 12 alvos dispostos na minha lateral e exatamente doze adagas juntas em minha mão. Comecei a correr com o tronco virado na direção dos alvos, atirando as adagas conforme passava por cada alvo individual. A definição perfeita de fiasco foi o que aconteceu na primeira tentativa. Uma adaga acertou, por pura sorte, o centro de um dos alvos. As outras se distribuíram entre não acertarem e acertarem as periferias dos alvos. Frustrado, cuidadosamente recolhi as adagas para não chamar atenção e permaneci pensando o que eu tinha feito de errado. Provavelmente eu não fui feito pra atacar a distância? Quem sabe. Seria mais efetivo continuar tentando.

Da segunda vez, respirei fundo antes de tudo. Balancei braços e pernas, tentando ficar o mais relaxado possível. Os alvos tinham um intervalo fixo entre eles, então se eu conseguisse sincronizar a velocidade de lançamento eu provavelmente acertaria a maioria no mesmo local, contanto que a força fosse a mesma. Valia a pena tentar, corri no intuito de até mesmo sincronizar minha passada com o atirar das adagas, sempre na segunda passada com o pé esquerdo entre os alvos. A estratégia pareceu efetiva, acabei acertando todos, em locais aleatórios da parte lateral do alvo. Estava satisfeito com aquilo, mas algo tirou minha satisfação. Um som de galope foi mais que suficiente para me fazer fechar a jaqueta e partir de volta para o chalé.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Nathaniel Van Wood em Sab 7 Dez 2013 - 17:13

A arte do arco e da flecha era essencial para um semideus e para alguém que tinha crescido em um lugar de poucos recursos como a Groenlândia o semideus Nathan obrigatoriamente tinha aprendido essa habilidade desde pequeno. Não era nenhum expert, sua mãe apenas lhe deu o arco e mostrou como fazer e Nathan desenvolveu sua técnica por si mesmo, o único problema era que já não caçava a muito tempo, desde que sua mãe tinha morrido, sequer tocou em alguma arma em sua estadia nos EUA e só veio a lutar novamente ao chegar aqui no Acampamento Meio Sangue. Agora não tinha arma própria por isso teve que improvisar pegando um arco ali da arena para o seu treinamento mesmo que isso não fosse o ideal.

Primeiramente apenas testou a corda e as flechas. O material do arco era duro por isso não de dobrava muito, a corda se esticava o bastante para o seu tamanho então teria de servir. Com suas armas emprestadas em mãos Nathan foi até o centro da arena e escolheu alguns bonecos próximos aos alvos como sempre fazia. O passo seguinte foi se posicionar em uma distância boa (cerca de dez passos entre eles) e observar o alvo para planejar o disparo. No caso de Nathan o rapaz tinha a habilidade natural de ter uma visão um tanto mais aguçada como tinha aprendido com seus irmãos então enxergar com precisão era bem mais fácil, o desafio em questão ali era o quão rápido conseguiria atirar.

Colocou a flecha no seu lugar e refez sua posição mais uma vez para ter certeza de que faria certo. Era a primeira vez que usava o arco a tanto tempo que tinha que queria acertar de primeira para ter confiança. Piscou, um movimento depois já tinha disparado a flecha que se alojou no alvo, estava perto do centro, mas não estava perto o bastante já que Nathan costumava atingir raposas em movimento. Talvez, apenas talvez tivesse perdido a sua antiga habilidade.

Se xingou mentalmente por um bom tempo, mas deixou isso de lado e pegou mais uma flecha colocando-a para disparo. Tentou não ficar tão rígido relaxando um pouco a tensão que fazia no arco. Mirou no mesmo alvo tentando novamente acertar o centro. Atirou. Acertou o alvo novamente, dessa vez a flecha tinha se alojado um pouco mais para a esquerda, alguns centímetros a mais do que o desejado, mas mesmo assim... tinha acertado o "centro" do alvo e já era um bom tiro considerando o último. No fim não tinha perdido a sua habilidade com o arco e flecha e poderia continuar criando o seu próprio estilo.

Pegou mais uma flecha e armou. Dessa vez fechou os olhos por alguns instantes antes de atirar. Concentrou suas energias em suas mãos para tentar uma coisa que virá outros irmãos fazendo, infelizmente não deu certo. Antes mesmo de tentar atirar a flecha congelou e se partiu em vários pedaços de madeira congelada. Não era um sinal para que ele parasse, tinha que tentar novamente e o fez concentrando o poder na flecha, mas não pensando em destruição e sim tratando o objeto como uma extensão de suas habilidades, uma extensão de seu poder.

Atirou. A flecha acertou o mesmo alvo de antes, mas o efeito foi diferente afinal. Quando acertou o alvo a flecha congelou parcialmente este e as flechas mais próximas (Level 8: Flechas de gelo) usando o poder do inverno, o poder de Nathan, para tal ato. Isso era uma grande evolução de seus poderes e só para verificar o rapaz tentou novamente. Uma nova flecha e mais uma pequena concentração de poder foram necessárias para que conseguisse enfim acertar o centro do alvo e de quebra (se permite o trocadilho) destruir as flechas mais próximas.

Pegou uma outra flecha, mas dessa vez não usou sua energia. Sentia aquele aperto estranho na barriga que sempre tinha quando usava seus poderes demais. Precisava evoluir para algo novo agora, essa arena tinha outros tipos de teste para os semideuses mais avançados. Claro que tinha voltado a treinar a pouco tempo, mas um pouco de evolução a mais nunca é mal vista.

Passou pela floresta de treinamento e parou, disparou um tiro contra as árvores, mas não era algo tão novo, já tinha feito antes. Suas esperanças estavam naquela coisa estranha que parecia estar se movendo de uma forma meio robótica. Sim, aquilo era um autômato, um tipo de robô da mitologia grega que se movia com magia ou algo assim, seria um desafio interessante embora Nathan se perguntasse se ele sentia alguma coisa.

Olhou para o autômato novamente sentindo uma certa pena, mas não tinha o que pudesse fazer, apenas ir até os controles e programar o alvo em formato de homem para que andasse em círculos em uma velocidade moderada. Logo ele estava obedecendo e girando, o que parecia muito estranho se você não notasse que ele era feito de uma mistura de madeira e articulações de metal.

Pegou duas flechas e armou. Ficou observando os movimentos do boneco calculando o momento corretor para atirar. Olhava para ele como uma presa que tinha que ser morta rapidamente para não causar mais dor do que o que era preciso. Se concentrou e atirou. Uma das flechas foi parar no chão e a segunda se alojou no ombro, mas só permaneceu alguns segundos antes de cair por causa do movimento do boneco. Era um tiro de teste, o próximo tinha que ser mais fatal, se fosse um animal teria fugido e sobreviveria com um terrível dor antes morrer com uma infecção por suas feridas.

Armou dessa vez apenas uma flecha. Se posicionou corretamente e aproveitou para reunir um pouco de poder na flecha. Quando atirou a flecha se fincou no pé direito do autômato que vacilou na corrida e cai no chão por causa do pé meio congelado. A chance estava ali, o animal tinha sido abatido e era uma questão de acabar com isso rapidamente com o menos de sangue possível.

Só um autômato. Disse para si mesmo quando se aproximou do boneco vacilante e armou uma flecha. Sentindo um aperto vazio disparou viu ele cair para trás por ter os circuitos aparentemente congelados. Caça morta sem grandes danos, os dois poderiam ficar em paz.

Chega de flechar por hoje. Anotou mentalmente. Aquilo estava lhe lembrando demais da Groenlândia e não eram as suas lembranças boas que vinham a tona.

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Como ainda não foi reclamado e não tem o level que diz ter, o fato de ter usado as habilidades que ganharia por ser filho de tal deus não são válidas, afetando em muito seu treinamento e a coesão de seu post.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Davos H. Grümmer em Dom 8 Dez 2013 - 1:52


Era quatro horas da tarde, o momento perfeito para treinar arquearia. Seguiu em direção para Arena, era segunda vez que escolhi um horário para arquearia, e mesmo não se dando bem com as pessoas, Davos queria um momento só pra ele, e ele se sentia muito melhor quando estava treinando. A arena estava lotada, como ele já esperava, ele deu de ombros ao ver muitos rostos conhecidos, e nem todos eram filhos de Apolo, alguns estavam ali para ser melhores do que as proles do deus. Cada um tinha um jeito diferente com seu arco, alguns usavam a mira como ataque, colocavam a corda no rosto para mirar melhor, mas Davos sempre gostou mais do tiro intuitivo, aquele que você apenas puxa a corda até o ombro, e a flecha que escolhe seu destino, ele achava que era igual a flecha, ele escolhia seu destino, ele traçava seu caminho.

Todos estavam posicionados um do lado do outro, mas dessa vez não era um filho de Apolo que guiava o treino, ele não reconhecia quem era, mas aquilo não parecia importar no momento. A situação era simples e rápida, cada um teria quantas flechas quisesse para atirar em um alvo decidido, na frente deles estava vários autômatos, cada um para cada campistas que estava por lá, o objetivo era muito simples, acabar com o autômato. Davos desejou que aquele treino não fosse entediante. O arco do garoto a esta altura já estava armado, o que facilitava o seu desenvolvimento, ele pegou a flecha a engatou na corda cuidadosamente, deixando duas penas para cima e uma para baixo, colocou o arco em cima da cabeça e então puxou a corda até seu ombro abaixando ele até a mesma altura, ele sabia o que teria de fazer.

Davos imaginou que era o arco, e então imaginou-se como uma flecha, livre e perigosa, assim que fosse atirada, acertaria o ponto mais fraco e destruiria o que restava do oponente. Ele mirou na cabeça do autômato, posicionou o pé corretamente para frente, e então soltou a corda fazendo com que a flecha voasse em direção ao oponente, mas ele não acertou, apenas passou raspando pela a cabeça do oponente. O autômato começou a caminhar em direção a Davos, o fazendo tremer, tinha poucos minutos para refazer todo o procedimento, e se não acertasse, teria que usar sua adaga rápida para finalizar a ação.

Ele refez todo o caminho novamente, porém mais rapidamente, mirou no autômato que estava poucos metros a sua frente, respirou fundo e esperou que a sorte estivesse ao seu favor. E quando soltou a corda, seu coração voou junto com a flecha, e por sorte, chegou ao oponente desejado. A flecha acertou a cabeça do autômato, junto com a flecha foi somada uma pequena quantidade de sombra da cria de Hades. Logo a sua frente o autômato caiu no chão, desligado, estragado, algo que não valia mais a pena concertar. O treinador sorriu de canto para o garoto, avisando que estava tudo bem, ele respirou fundo e seguiu em direção a saída da Arena, deixando o arco e as flechas em cima da grande mesa e depois caminhou direto para seu chalé.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Bae Sung Jae em Dom 8 Dez 2013 - 12:54


Treinando com o arco e flecha
Que antiquado.

Estava animada. Um pouco de ação e suor na testa parecia um bom começo e eu estava querendo isso. Lembro-me de ter dito o mesmo para alguns colegas de quarto, que responderam jogando alguns objetos porque era bem cedo e a última coisa que queriam era ouvir sobre treinos, e então sair andando pulando bem animada orgulhosamente com meu uniforme - lembro-me também de tê-los ouvido resmungando “britânicos” para si mesmos quando eu passava por eles.
- Vou começar por onde hoje? – perguntei ao conselheiro. Tinha uma cara de que estava realmente odiando ter sido acordado.
- Armas a longa distância. – respondeu, se virando e fazendo um sinal de “venha” com a mão. Segui-o até um gramado verde, com todo tipo de equipamentos de treinamento (os mais antiquados, pelo menos). – Adorável. Que local mais belo. – falei. O conselheiro me deu um olhar mortal. Questionei-me se minha felicidade ou meu sotaque que mais irritava.
- Que arma usarei? Já tive várias experiências com armas de fogo, se quiser saber. - e ele não queria. – Rifles são ótimos para distâncias longas e – fui interrompida pelo arco jogado na minha direção pelo conselheiro.
Olhei em minha volta. “Porcaria” pensei. Sempre achei que tinha alguma habilidade especial com longa distância, mas aquilo estava ficando ridículo. Os semideuses se querem olhavam para o alvo e acertavam sem um pingo de dificuldade. Mas, convenhamos, era aquilo que eu definitivamente queria ser.
- Toma. – me jogou uma sacola com flechas que deixei cair belamente cair no chão, esparramando flechas brancas por todo o gramado. Ouvi risadas.
Peguei o arco e uma flecha no chão, encaixei a flecha no arco e me posicionei orgulhosamente em frente ao alvo. Separei as pernas em linha reta, fiquei ereta e puxei a corda.
- Você não quer que – interrompi-o, atirando a flecha. Foi pra longe; olhei para o horizonte, imaginando para onde fora.
- Sou melhor com uma besta.
- Vê se eu tenho cara de rainha da Inglaterra. – retrucou mal humorado. - Anda logo com isso, tem outros não reclamados como você para treinar - só mandam esses fedelhos para cá. Vem, vou te ensinar como é.
Entreguei-lhe o arco, que rapidamente pegou uma flecha, posicionou, moveu o braço lento e cuidadoso enquanto puxava a corda gentilmente. Soltou-a e acertou o alvo. Pegou outra flecha – e acertou de novo. Pegou uma terceira, posicionou no arco e disse:
- Vem cá.
Fui. Coloquei-me em seu lugar e, então, tentando repetir seus passos, atirei. Bateu no alvo e caiu no chão.
- Não é para atirar ainda, garota! – bufou.
Fiz uma careta e peguei outra flecha no chão. Novamente lá estava eu, segurando um arco, cheia de pose.
Tinha motivos para pose. Meu pai adotivo era sargento no exército britânico e, sendo afastado por ferimento na guerra do Iraque, me adotou. Vivendo apenas nós dois, em uma grande fazenda, fui instruída ao combate com espingardas e rifles, e até algumas armas antiquadas como mosquetes e até bestas. Mas, meus deuses, isso era antiquado demais. Vim à América por respostas, e olha aonde vim parar.
- Oh, não, ela já está cheia de pose de novo- ah, eu desisto, se vire sozinha.
Ignorando o comentário, mirei e puxei a corda, até o máximo que pude. “Vamos, não é tão difícil”, pensei. Quando voltei a mim, vi que a flecha havia caído para a direita e, tendo percebido isto, soltei a corda atirando o projétil pelo ar, e batendo nas costas de alguém.
E esse alguém pegou a flecha, veio na minha direção e entregou irritado em minhas mãos. Vergonha. Por todo lado.
- Me ajuda. – falei com a voz mais gentil que eu pude.
- Posicione o arco e a flecha. – fiz-o e ele ficou ao meu lado, segurando o arco. - Agora puxe esta corda o máximo que puder. – falou, puxando a corda comigo. – Mire. – sussurrou, se afastando de mim – Atire!
Esperançosa, acreditando que - mesmo tendo esse pequeno peso em meu orgulho ao meu lado - eu conseguiria, respirei fundo e soltei a corda.
E a flecha bateu no alvo, fincou - um vento passou e caiu novamente o chão.
- Você tem certeza que não tem uma besta?

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Dom 8 Dez 2013 - 15:13

The direction !



Belo dia, após treinos e treinos, sentei-me perto a uma árvore, foleava um livro enquanto bebericava uma latinha de Fanta uva, O Sol exalava meu corpo definido, que de certo estava sem camisa, apenas com Jeans simples, mexendo-se meus pés de um lado ao outro com meus Vans seminovos comprados a pouquíssimo tempo, onde apenas tentaria relaxar.
 
Meu Grifo, que aparece sempre ao meu lado como em histórias infantis, estava deitado a meu lado onde eu daria carinho a sua cabeça, Light era tão carinhoso, eu o tinha como meu melhor amigo, era um grifo animal antigo, e para muitos causa medo, porém para mim era um pedaço da minha alma, era realmente um filho sobre qual eu cuidaria incessantemente como um guardião.
 
Meus olhos aguçados esverdeados e claros, fitaria a arena de treinos a longa distância, estava realmente cansado, quando Elevei tarsos ao chão, propondo minha mão sobre a árvore, levantei-me, atirei longe a lata vazia de Fanta uva, coloquei minha camisa laranja do Acampamento que estava amarrada a meu cinto, pelo calor exagerado que cercaria meu corpo.
 
Meu grifo Esvoaçou o céu, por sentir meus mesmos sentimentos, ele não suportaria ficar sozinho, em meio a algazarras o animalzinho não ficaria, era realmente como se a fera sentisse e compartilhasse das minhas emoções. Em fim adejei até a arena vazia e irrelevante de outros campistas com meu arco sobre as mãos, o arco era de Bronze Celestial com base a Ferro Estígio.
 
Com animo disse a mim mesmo -Vou acertar, aqueles cincos Bonecos de Palha e depois 2 alvos mais distantes ( Alvos de madeira a Quatro quilômetros e meio mais longe do centro),Realmente, tá bem longe..-Riste deixei o arco a primeira vítima, um boneco de palha que tinha as vogais escritas O.A, vai saber, o que significava, puxei a corda do arco formando-se uma flecha transcendente a luz do dia.
 
Respirei, deixei os ombros leves, o que segurava o arco, firme, deixei um dos dedos que segurava o arco em riste ao alvo como se eu mira-se, puxei vagarosamente mais e mais a flecha de luz tão afiada quando maciça, ficando ao lado do dedo em direção ao alvo a ponta da mesma, soltei a corta a flecha disparou-se atravessando a cabeça do boneco, que era arrebatado do chão pela pressão.
 
Sorri, com um olhar ao alvo, o Sol me ajudava muito, nunca soaria a luz solar, e não fora a primeira nem ultima vez, quando disse -Vamos Pai, foco força e fé..- Sorri lembrando um comercial mortal que daria tais palavras de incentivo, tomei os dedos a corda do arco novamente, puxando-a outra flecha de luz, tão similar a anterior, porém mais maciça, em disparo "puff".
 
Perfeito Tiro, a flecha atravessou o tronco cefálico do boneco, o tal foi impactado a mais ou menos 3 metros de seu lugar para trás, meu sorriso estancado ao rosto era claro, estava pegando um ritmo perfeito com pontaria, E o melhor, nessa área, quanto maior a pressão a flecha mais aguçada fica.
 
Partindo-se ao terceiro Alvo, sorri franzindo as sobrancelhas, deixei riste o arco ao boneco, desta  vez passei a mão as costas, pegando-se uma flecha do meu aljava diferenciado, a tal ficaria  com uma luz quanto brilho do dia, maciçamente afiada, devido a absorção dos raios solares eu tinha um aljava  perfeito, puxei a flecha entre a corda alvo para um disparo  melhor sem degaste.
 
O Tiro fora mais potente que o anterior, a flecha dividiu a cabeça do Boneco de palha, correndo quatro quilômetros e meio, ficando pregada ao centro do Alvo mais longe, uma perfeição irônica, tão mais perfeita do que qualquer outra, eu estava melhorando minhas habilidades num ritmo abundante.
 
Riste deixei o arco para o quarto boneco de palha, mordendo os lábios indaguei - Vamos !- Sorri, puxei a corda do arco, em um flexão perfeita, uma flecha de luz, maciça afiada, transcendente ao Sol, irrompeu-se, em um disparo, acertei o quarto alvo precisamente dentre o olho do boneco, a flecha atravessou, dissipando-se após o ato.
 
Quinto Alvo, mais ao lado esquerdo se encontrava o Boneco de Palha, eu teria poucas chances de acertar o tal, pois tinha uma árvore torada, bem a frente do mesmo deixando uma brecha de dois dedos da cabeça do tal, ou seja, muito fina a distância onde coubesse apenas uma flecha fina, afinada e maciça, dedilhei o arco em direção a brecha segurando-o riste, respirando lentamente.
 
Puxei a corda de vagar, com um de meus olhos esverdeados totalmente focados na brecha, a respiração controlada junto ao equilíbrio do arco, que busquei não balancear, a flecha de luz irrompeu-se do arco após flexionar lentamente a corda do mesmo, segurando-a firme, antes do disparo, estava mais afinada e maciça, disparei a flecha dizendo -Aaah !- a Flecha cruzou o ar.
 
Passou entre a brecha da árvore, acertando diretamente o crânio do boneco de palha, atravessando-o, um grito de alegria emanou-se de meus lábios -Consegui !- Era mais um grande feito e uma história para contar a meus amigos, alegria e vitória uma combinação perfeita, e por fim avistei o alvo mais "treta " feito de madeira a Quatro quilômetros e meio do centro, era o desafio.
 
Elevei mãos a meu aljava especial, puxando uma flecha que corava mesmo em minha mão transcendendo luz, deixei a tal riste ao arco, tanto tempo que deixava aquele aljava no Sol as flechas do mesmo ficariam tão poderosas, e eu não as usava muito mais a segunda que dispararia hoje.
 
Puxei lentamente a corda do arco, mirei precisamente o alvo de madeira, que mesmo tão longe, estava a meu alcance de precisão, meus olhos esverdeados brilhavam, pelo silvado, onde um pavão cantarolava a metros do campo de treino, precisamente emanou-se um disparo, a flecha correu 300.4 quilômetros por hora, fora um tiro preciso, passou o centro do alvo, rachando-o ao meio.
 
Corri alegre com as sobrancelhas franzidas até o alvo de madeira, o arco agora transformaria em uma caneta que guardei sobre meu bolso de zíper da calça, fechando-o. O aljava pigarreava minhas costas, cheguei perto o alvo, vendo minha obra de arte ergui minhas mãos dizendo - Yeah !- com toda certeza hoje estava eu não com brincadeiras mais com uma mira impecável.


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Cuidado ao descrever tanta precisão e pontaria, como level 4, sua pericia com arcos não é tanta, tendo 35% de chances de acertar o alvo.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Nathaniel Van Wood em Dom 8 Dez 2013 - 15:17

Treino 3 de longa distância



Juro pra todos vocês que minha vontade maior era simplesmente usar o meu arco e flecha para enfim acertar o meio da testa daquela instrutora. Deuses, como ela não calava a boca, mal conseguia escutar meus próprios pensamentos. Mas depois de miseráveis instantes, ela finalmente fechou a matraca para enfim os campistas se concentrarem em suas miras, algo que fiz sem muita dificuldade. Ao erguer o arco, os músculos de meu braço se tensionaram, deixando então o arco firme para quaisquer que fosse o impacto da flecha. Respirei fundo e logo, prendi o ar dentro da garganta, fazendo meu corpo se firmar e parar de tremer - como de costume sempre estava. Assim, puxei a ponta da flecha com delicadeza até onde a corda do arco pudesse aguentar. "Quanto mais você puxa a flecha, mais longe ela irá", disse o garoto. Quando eu estive a poucos instantes de deixar a flecha deslizar pelos meus dedos, aquele momento que eu tinha a certeza de que a flecha acertaria o alvo bem no meio... A criatura começa a gritar pra todos dispararem e isso simplesmente me desconcentra, mandando a flecha muito mais para cima e sabe-se lá onde ela foi parar.

Senti minhas bochechas esquentando, enquanto algumas caçadoras de Ártemis riam do completo desastre que eu era. Fuzilei a instrutora com os olhos, e posso jurar para todos vocês que ela estava melhor em minha mente, com uma corda amarrada no pescoço e sangue escorrendo da boca. Peguei outra flecha e a posicionei no arco novamente, puxando a corda o máximo possível. Enquanto mirava no arco, pensei em minha mãe, e em como a odiava. Em como ficara magoada por ela ter me deixado, e levado consigo parte do amor que eu precisava. E então deixei a flecha deslizar por meus dedos.

Observei quando a flecha acertou o centro do alvo com atenção. Olhei para a caçadora de Ártemis ao meu lado e lhe sorri ironicamente, o mandando ir tomar em um lugar onde o sol não bate mentalmente. Ele me observou com espanto, o que só me encheu de mais ódio.
Peguei outra flecha e a coloquei no arco, desta vez, puxando a corta até quase estoura-la. Senti a corda escorregar pelos meus dedos e a flecha acertou a beirada do alvo.

Enquanto pensava em quem seria meu pai, acertei seis flechas em momento calando a boca das caçadoras de Ártemis e por ai o treino do dia havia terminado recolhi minhas coisas e sai do local.









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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Logan K. Scheubaer em Dom 8 Dez 2013 - 19:25


TREINO DE ARCO E FLECHA

Entrei na arena de armas a distancia bastante entusiasmado, pois estava indo bem na maioria dos meus treinos. Infelizmente isso não se aplicava aos treinos de arco e flecha. Era um completo desastre. Ainda estava impressionado de não ter me machucado e machucado alguém.
Peguei um arco no arsenal, junto com uma aljava cheia de flechas e caminhei em direção a um monte de semideuses que treinavam lado a lado. Escolhi alguns bonecos e pintei com tinta spray vários pontos onde deveria acertar. Primeiro no meio da cabeça, no coração, nas duas pernas, pulso direito e garganta. Após isso, segurei firmemente meu arco e retirei uma flecha da aljava, posicionando o nock da mesma na corda, e puxando a mesma, aumentando a tração da corda.
Meu ombro esquerdo apontava para o boneco. Sentia as penas que equilibravam a flecha no ar em meus lábios, olhei estritamente para o alvo da cabeça e levantei um pouco o arco à 15º, fazendo uma leve inclinação para a esquerda, pois o vento que ia a leste poderia atrapalhar o percurso da flecha. Prendi a respiração deixando meu corpo mais estático e larguei a corda, impulsionando a flecha para frente. A mesma realizou um trajeto parabólico e atingiu alguns centímetros longe do alvo desejado.
Retirei outra flecha da aljava e armei o arco, deixando pronto para outro abate. Mirei na garganta do mesmo e larguei a corda, a flecha cortou o ar e atingiu um pouco longe do alvo marcado, porém mais perto do que o anterior. Refiz o mesmo processo e mirei no pulso do boneco. Dessa vez consegui armar mais rápido e mirar no local desejado. Esses segundos ganham poderiam decidir a vida e a morte. Soltei a corda e a flecha acertou em cheio o local. Sorri de felicidade e me preparei para as outras.
Tirei as flechas múltiplas vezes da aljava, armando o arco e acertando os alvos que tinha marcado nos bonecos. Infelizmente a maioria não atingiu em cheio o ponto que desejei, mas já era um começo. Algumas apenas ficavam a milímetros de distancia. Ao concluir tudo, retirei todas as flechas fincadas e caídas no chão e as guardei na aljava, devolvendo os armamentos para o arsenal e colocando os bonecos nos lugares.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Seg 9 Dez 2013 - 15:47


hello world I'm your wild girl
Bad nights cause'n teenage blues
Amarrei o meu cabelo em um rabo de cavalo alto, deixei a minha toga em cima da cama pra que ela não sofresse nenhum dano durante o meu treinamento e então peguei a minha lança que estava encostada na minha parede, estava já estava tão acostumada comigo que agora mal voltava para a sua forma natural de espada. Deixei o dormitório feminino da II Coorte e então rumei para a arena de treinos que normalmente era ocupada apenas no período da manhã, já que a tarde os legionários normalmente se ocupavam com alguma outra coisa. Quando cheguei lá cumprimentei alguns proles de Febo, da V Coorte, eles não eram muito queridos pelo resto por ser filho daquele deus em específico, mas eu não via motivo em desprezá-los como alguns legionários faziam. Depois disso segui para um canto da arena onde havia alvos destinados apenas a lança com várias distância e dificuldades, embora eu desejasse que tivesse mais opções.

- Ok, vamos lá - murmurei para mim mesma me posicionando no primeiro alvo e então levantei a minha lança na altura de meu ombro. Respirei fundo e então colando força em meu braço rodeia a lança em minha mão e a impulsionei para frente. A Lança acertou o alvo em cheio bem no meio, sorri de canto com o resultado já esperado por mim, já tinha praticado aquilo o suficiente pra saber como seria, até porque a lança era a minha arma preferida e a arma oficial de Marte. Peguei a minha lança de volta e então me distanciei mais alguns metros, posicionei a lança acima de meu ombro e respirei profundamente me concentrando e então lancei a lança em direção ao alvo com mais força que antes. BUM! A lança atingiu o alvo em cheio novamente e com perfeição. Peguei a minha lança de volta e me distanciei mais ainda, posicionei a lança a mirando e então forcei mais a lança em minha mal quando a lancei. Ela atingiu o alvo em cheio, eu realmente precisava de algo mais desafiador, manejar armas com perfeição era algo natural que vinha de mim.

Olhei em volta a procura de alguma coisa, mas não encontrei nada surpreendente, então por fim bati os olhos em vários barris que estavam amontoados no canto para o jogo de guerra daquela noite. Tirei a minha lança do alvo e a deixei encostada na parede, em seguida fui até os barris. Demorou um tempo para levá-los ate onde estava momentos antes, mas assim que o fiz os posicionei em forma de escada. Por fim peguei a minha lança e me posicionei no começo da escada, comecei então a subir com rapidez e fiquei de costa para os barris. Pulei deles com a lança e joguei  a minha lança em direção ao alvo. Aterrissei no chão e fiz uma careta ao ver o resultado, a minha lança estava no círculo branco ao lado do vermelho e não no centro. Resmunguei qualquer coisa e então peguei a minha lança de volta.

Voltei a subir os barris e então repeti o mesmo movimento puando deles, coloquei força e precisão na lança e a lancei em direção ao alvo. Aterrissei sem dificuldade e então observei o resultado, a ponta da lança estava fincada perfeitamente no meio do alvo. Sorri satisfeita ao ver aquilo e então repeti novamente para obter o mesmo resultado e consegui. Vendo que já era o suficiente deixei a lança de lado e guardei todos os barris em seus devidos lugares novamente, não gostariam que eu deixasse tudo desarrumado. Quando guardei tudo peguei a minha lança e deixei a arena indo para a casa de banho tirar o suor do corpo.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Hunter Esswein Muller em Seg 9 Dez 2013 - 16:58

Sentia aquele acampamento um tanto quente de mais para o meu gosto, estava acostumado com o Canada e fazia ainda pouco tempo que tinha me mudado para os Estados Unidos e depois para o acampamento, depois de ter sido encaminhado por um dos sátiros do acampamento. Já a muito tempo sabia que eu não era normal e quando o mesmo entrou em contato comigo não tive tantos problemas para aceitar que era um meio-sangue como eles diziam que eu era por ali.

Porem ainda estava perdido com o lance de treinos e a rotina que tinham por ali. Tinha feito alguns poucos até agora e nesta manha um dos orientadores tinha me passado uma grade horária certa sobre quais treinos deveria seguir até ser reclamado por um dos Deuses ou Deusas. No Canada tinha morado sempre em casas de adoção, sendo recusado por muitas famílias, não tendo ideia alguma de quem era minha mãe ou pai, o que também não ajudava para saber se eu era filho de um Deus ou um Deusa. Ignorando o papel que fora me dado, afinal odiava seguir ordens, me encaminhei primeiro para o que mais me agradava de tais treinos.

Adentrando então ao campo de armas de longa distância, tinha várias opções de armas que poderia ali utilizar em meus treinos, escolhendo assim uma porção de adagas finas e de fácil adaptação a minha mão, gostava do arco e flecha, porem também gostava de experimentar coisas novas, o que o arco e flecha não me era por já ter utilizado o conjunto algumas vezes. Assim peguei em minha mão um conjunto de agadas que pareciam pequenas facas, sem cabo algum, sendo escupidas no metal por assim se falar. Me dirigindo assim para um dos alvos que parecia mesmo um alvo de treino daqueles utilizados para armas ou para flechas e talz.

Tinha em minhas mãos 6 adagas daquelas, a mão direita sempre fora a minha principal e assim segurei uma das adagas sozinhas, avaliando seu peso e a forma como se orientava pelo ar quando jogada para cima e pega de volta, quase cortando a mão em uma destas primeiras tentativas ao calcular errado a velocidade com que cairia, deixando-a cair pertinho de um de meus pés. Peguei-a de volta e assim me posicionei em frente ao alvo, com uns 3 metros de distância deste, segurei a adaga de forma firme na mão e a joguei reto, apenas vendo-a acertar a parte de baixo do alvo, se enterrando em um monte de feno, deveria usar mais força com certeza.

Assim o fiz, dobrando o braço levemente para trás e atirando a adaga para frente em direção ao alvo, o que também não foi uma boa ideia, pois assim a adaga voou de maneira perpendicular acertando apenas na barriga do que seria a pessoa ilustrada em meu alvo. Me posicionando de lado assim tentei um arremesso lateral, fazendo com que a adaga quase acertasse um menino que pegava suas flechas pelo chão junto ao alvo do lado. Fingindo que não tinha sido eu o culpado de um corte em sua camiseta, decidi que deveria virar um pouco mais o corpo e soltar a adaga antes, para que a mesma se locomovesse de forma perpendicular com o alvo, voltando assim a fazer uma nova tentativa, acertei o alvo na parte superior de sua forma, perto do ombro direito.

Foram várias tentativas indo até o alvo e recolhendo minhas adagas até que conseguisse finalmente acertar o alvo de forma mais certeira e precisa, porem ainda precisaria de muito treinamento naquilo para acertar mais vezes onde eu realmente desejava e não em um local totalmente oposto, tendo certeza que o vento também atrapalhava em meus arremessos. Ao fim após acertar o peito do alvo três vezes seguidas decidi para o treinamento por aquele dia, já tendo alguns pequenos cortes nas mãos por pegar as adagas de mal jeito.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Vinny Oleander Salvatore em Ter 10 Dez 2013 - 0:25

Amanheci o dia batendo à porta de Aria, minha prima – Você não vem mesmo? – Chamei pela quinta ou sexta vez, recebendo o silêncio como única resposta. Derrotado e sozinho, segui meu caminho a passos firmes. [...] Poucos eram os campistas na arena àquela hora da manhã, sendo a maioria composta por filhos de Apolo que pareciam luzir em contraste com a tímida luz do sol. Eu, pelo visto, era o único idiota que ainda tinha dificuldade com arco e flecha. Apertei os punhos e esperei com paciência até que a garota loira e mais velha, responsável por lecionar o treino, desse as instruções. Os mais experientes podiam erguer sua própria grade de exercícios, contudo eu, novato como era, tive de ficar e escutar cada palavrinha e orientação da instrutora até ser liberado para praticar. Aquele treino em questão se desenvolveria na floresta, ou ao menos na parte segura dela, com a ajuda de alguns autômatos providenciados na forja. Cocei minha nuca – Talvez não seja tão ruim assim. – Murmurei enquanto seguia atrás dos campistas que já se dirigiam a floresta, cada um armado de arco e flecha – inclusive eu.

O objetivo do dia se resumia a uma espécie de caça aos autômatos, estes estariam pintados com um círculo vermelho tal qual os alvos espalhados pelo descampado atrás de nós. Ao acertar o alvo, o autômato tinha suas articulações travadas, ficando ali por tempo suficiente para que o campista recolhesse o pedaço de papel colado a alguma parte de seu corpo. O campista a fazer mais pontos, ou seja, conseguir mais folhas de papel com pontuação, ganharia um prêmio ao término do exercício.

Escolhi a trilha da direita ao adentrar a floresta, certificando-me de antemão de não estar sendo seguido por nenhum dos outros campistas leigos. Eu, sozinho, tinha a certeza de conseguir manter silêncio, contudo a presença de um desajeitado levaria este meu atributo a falência. Usando de passos silenciosos - os favoritos de um ator esperto - comecei a caminhar por entre as árvores. Via sátiros e ninfas, alguns fazendo coisas que eu preferia não relatar para poupar-lhe a imaginação, e também pequenos animais. Gravetos estalavam abaixo de meus pés, mesmo com toda a leveza que era empreendida nos passos, fazendo-me ter que apertar os lábios para impedir que um xingamento escapasse por eles. Só depois de bons cinco ou sete minutos andando, quando perdia as esperanças de encontrar qualquer autômato, foi que me deparei com um javali feito de metal. Estanquei feito um retardado, esquecendo-me de respirar por alguns segundos, até que me dei conta de que não tinha sido visto – ainda – pela criatura. Agachei no mesmo lugar em que estava, atrás de uma moita de espinhos, tentando fazer o mínimo barulho possível. Usando da mão direita, acoplei a flecha do modo como havia sido instruído no último treino, tendo o cuidado de manter três dedos na haste enquanto puxava a corda para trás. Fechei um olho e tentei mirar no círculo vermelho e branco nas ancas do autômato – Um, dois, três... – Contei no tom mais baixo que consegui antes de soltar a flecha no três.

Por entre o espinheiro, espiei só para ter o desprazer de observar a flecha ir atingir o tronco atrás do javali. Assustado, a criatura pôs-se a debandar, levando consigo todo futuro alvo que pudesse estar nas redondezas – Porco maldito. – Resmunguei ao me esgueirar para longe dos espinhos que pinicavam a pele. Eu havia errado o alvo por muito, muito mesmo, o suficiente para me perguntar o que diabos tinha aprendido no último treino, pois não recordava de ter uma mira tão ruim assim. Estando de pé, tornei a minha caminhada sôfrega pela floresta que ia ficando cada vez mais clara graças aos raios de sol que escapavam entre um galho e outro. Em alguns momentos topei com dois ou três campistas, todos levando papéis e um sorriso triunfante; eu era o único idiota a não ter acertado nada em quase meia hora de treino. Continuei andando e andando, até que topei com outro autômato. O cervo me encarou como se estivesse medindo o risco oferecido por mim, e deve ter constatado que eu não era uma ameaça tão grande assim, pois continuou desfilando pelo tapete verde da floresta. Estreitei os olhos e puxei a flecha da aljava em minhas costas, encaixando-a na porta e repuxando o máximo possível na altura de meu maxilar. Dessa vez eu tinha de acertar! Soltei a corda e meus dedos tremeram, contudo não o suficiente para desviar a rota da flecha que foi atingir a extremidade do círculo pintado nas ancas do cervo. Graças a Zeus a coisa ficou estagnada, o que significava que eu não tinha que acertar o círculo menor no centro, e sim qualquer parte dele. Aproximei-me com o maior sorriso já dado na manhã, indo de orelha a orelha, e recolhi o papel escondido abaixo de uma das patas da criatura – Um ponto? Um ponto?! Sério isso? Só pode ser brincadeira. – Exclamei ao ver o número um desenhado em perfeita caligrafia na folha branca. Um ainda era melhor do que nada, não? Talvez fosse. Guardei o espólio de guerra em meu bolso e continuei a andar, desta vez prestando atenção no cume das árvores.

De olhos vermelhos e pelo branquinho, alguém deu maconha pro coelhinho, cantarolei em minha cabeça ao avistar o autômato de um coelho. Agora sim eu tinha um alvo fácil: o inofensivo coelho. Fiquei atrás de um tronco espesso e disparei a flecha após toda a preparação, entrementes tornei a errar como dá primeira vez e o autômato se distanciou pulando – Não vai não, volta aqui! – Exclamei saindo de meu esconderijo e correndo desesperadamente atrás de meu alvo. Podia ter deixado para lá e ido procurar algo grande e lento, tipo outro cervo, mas aquilo tinha virado uma disputa pessoal. Em meio à corrida tentei armar o arco, só que acabei me atrapalhando e quase caí de cara no chão ao tropeçar em uma raiz de árvore. Tendo visto que a ideia não era assim tão boa, continuei a correr e gritar insultos pro coelho – Não sou uma tartaruga, ainda te pego e vou fazer espeto de coelho pro jantar, seu saukerl! – Cheguei a xingar em alemão, chamando o coelho de bastardo. Em dado momento a trilha foi se afunilando, até estarmos em uma espécie de beco sem saída em que as paredes eram compostas por troncos maciços. Meus olhos brilharam em triunfo. Parei de correr e ergui o arco com a mão esquerda, mirando o dorso do coelho enquanto girava a flecha entre os dedos antes de encaixá-la na corda – Ahá! – Exclamei puxando a flecha para trás o máximo possível. O disparo era certeiro, seguia justamente o alvo, mas no último segundo a maligna criaturinha saltou para o lado. Só podia ser brincadeira. Praguejei baixo e tentei novamente, disparando com o máximo de precisão e paciência que conseguia. Novamente um salto livrou o coelho da morte.

Larguei o arco no chão e parti para cima do coelho com as mãos nuas. Aquele sujeito espertinho começou a saltar novamente, fazendo-me passar direto e ir dar de cara com o tronco de uma nodosa árvore, pois tinha pegado impulso e não havia como pará-lo a tempo de evitar o impacto. Meu nariz voltou a sentir as sequelas da cabeçada que tinha levado de Aria há uma semana. Com as mãos em torno das narinas, voltei-me a procura do coelho e adivinhe só? O maldito tinha escapado e já saltava longe quando o localizei. Que maldito! Fechei os olhos para tentar relaxar. Ao abri-los novamente avistei um papel branco no chão, quase que imaculado, onde se via o número dez desenhado – Será? – Peguei-me indagando com real curiosidade ao alojar a folha em meu bolso. Antes que pudesse repensar os acontecimentos, um apito estridente soou entre as árvores, afastando qualquer presa no raio de três quilômetros. Aquele era o chamado de volta para o Acampamento. Peguei o arco jogado, limpei as mãos na calça e comecei a caminhada de volta, guiando-me pelo chamado ocasional do apito. [...] Em meio a todos, o filho mais novo de Apolo foi coroado como campeão da caça, com cinquenta pontos, e o segundo lugar ficou para uma filha de Atena com trinta e cinco. Olhei com humildade para meus onze pontos e dei um meio sorriso – Vocês caçam e eu roubo o que caçarem, lógica da vida. – Disse com conformismo ao largar os dois papéis que tinha no bolso. A instrutora loira se apoiou em meu ombro com um sorriso convencido quando eu ia me retirando – E aí. – Cumprimentei, ao que ela me perguntou se eu tinha tentado agarrar uma árvore e ela havia me socado o nariz, ou se tinha sido só alguma ninfa que sofreu assedio por minha parte.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Ter 10 Dez 2013 - 8:47

⊱ Voltando a Treinos normais ! ⊰





Acordei não tão cedo, quando olhei a meu relógio de pulso turvado, já era relevante nove horas em ponto, como em meu cotidiano Light sempre me acordava porém desta vez não, levantei apenas de cueca de malha meu corpo nu e definido, atravessou o quarto ao banheiro, dedilhei uma escova de dentes, pasta de dente, escovando a boca totalmente sonolento, fito-me ao espelho, meus olhos esverdeados estavam claros com o Oceano, me sentiria diferenciado cada manhã, sorri largamente ainda com a boca cheia de pasta, quando lavei-me, fui ao quarto novamente, e me vesti com Jeans, Vans, e a velha camisa do Acampamento, normalmente usada por quase todos campistas, fui até perto a arena de treinos, que teria vários alvos, entre muitos deles os Bonecos de Palha, Bonecos de madeira que se moviam rapidamente ( Obras de Quíron) e alvos fixos.
 
Franzi as Sobrancelhas, coçando-se a cabeça, indaguei -Belo dia para treinar ..- Minha típica e singela forma de dizer, alguém pelo amor de Deus vem treinar comigo estou Alone (Sozinho) ?, Não exatamente só queria passar um tempinho a mais humorado, coisa fácil porém sozinho não consigo viver neste lugar, é meio escasso, as pessoas não se amam mais, O que me preocupa é ficar assim, para mim é mais fácil quando todos estão juntos, a união faz toda a diferença, afinal somos Gregos, os únicos que não deveríamos confiar tanto são os Romanos, desde a época Mortal, não gostamos deles, tenho de admitir, Mais se um dia eu fosse a Nova Roma ?, Minha mãe é Romana e ai ?, aonde nascemos não faz exatamente a menor diferença e tenho certeza que eles são mais unidos que nós, pude notar uma voz aguda a me indagar depois de um tempinho -Ei, Bora treinar amigo- Achei que era um instrutor, virei tarsos a um giro olhando para um  garoto baixo franzi as sobrancelhas.
 
Em um Comprimento amigável, formamos um vinculo de treino, Sobre qual era acertar os alvos Inanimados, que ficam se movendo, Quem acertar mais, ganha um ponto, fechando 6 pontos primeiros ganha, sobre o chão tinha um placar marcando Bruno x Heitor abaixo os nomes 0x0, sorri largamente, então o rapaz começou, ele apunhou flechas normais, e efetuou um disparo, belo disparo, a flecha dele pregou-se o tronco do boneco que estava se movendo, o placar foi marcado 0x1, ele começou em vantagem quando eu disse -Boa velho hehehe - Franzi as sobrancelhas olhando para um dos alvos se mexendo-se, levei palmos a meu bolso de zíper, abrindo o mesmo peguei uma caneta de Bronze celestial, dentre a mesma ferro estígio a contornaria,  olhei para o menino e lhe disse -Minha vez certo ?- O menino sorriu e disse -Como você vai atirar flechas com  uma caneta ? Hahahaha.- Riu largamente da  minha cara mantive o foco, estendi a caneta a frente, a tal transformou-se em um arco, totalmente de Bronze celestial e revestido a Ferro estígio, o garoto engoliu em seco a risada grotesca.
 
Olhei para o Alvo dedilhei as cordas do arco, ao flexionar, formulou-se uma flecha transcendente a luz, maciça e afinada, em um respirar correto, ombro firme, disparei a flecha, a mesma percorreu mais alto que o Alvo raspando-se seu Ombro, suficientemente botei fogo no tal, porém errei o tiro. O garoto franziu as sobrancelhas, estava indignado quando ele fora anotar meu ponto, sorri e então disse -Não marque.. eu errei o tiro..- O menino me olhou com indignação e não marcou assim o ponto, o menino continuando com seu arco e flechas, disparou outra flecha porém esta não passou dos Gramíneos. Olhando para o garoto eu o disse - Heitor mantem a calma o.k ?, o alvo não vai fugir... respire lentamente.. se posicione bem.- indaguei ao menino risonho que me ensinava e aprendia ao mesmo tempo, ele sorriu e confirmou com a cabeça a fazer certo da próxima vez.
 
Dedilhando-se novamente a corda do arco, outra flecha e luz irrompeu-se, concentrei respiração, respirava mais de vagar, deixei ombros firmes, e sim, ao disparo a flecha cruzou o ar, atravessando a cabeça do Boneco de madeira inanimado, desta vez tive mais precisão do que a outra vez, o que me vez, entornar alegria ao jovem, que ficaria impressionado segundos depois.
 
Seguindo meu exemplo, o Garoto esqueceu completamente de marcar meu pontinho, e acabou  por si a apagar o placar me dizendo -Quero Aprender mais.. pode esquecer o joguinho ?- confirmei com a cabeça o dizendo -Tudo bem.. relaxa ..- amigavelmente deixei o garoto do meu lado, deixei riste meu arco , e o disse - De vagar.. respire, concentre-se sinta o ambiente, olhe para alvo e o imagine como um asno correndo... sinta o pisar do asno ao chão, e então dispare.- O garoto assentiu-se e continuou a me olhar, puxei a corda do arco, uma flecha de luz irrompeu-se ao disparo cruzou o ar acertando novamente  a cabeça do boneco atravessando-a.
 
O menino seguiu meu exemplo, não como da outra vez ele foi com mais calma, e com mais precisão, ao flexionar cordas com flecha, assim seu disparo foi mais preciso, um acerto incrível emanou-se após a flecha do garoto cruzar o ar. Eu apenas fitei a alegria do tal dizendo -Eba ! consegui eu consegui !- também fiquei alegre não sei o motivo tosco o garoto cruzou a arena de treinos indo embora ? não entendi mais continuei o treino, queria melhorar minha mira, coisa bem difícil, eu sou  mesmo um cara de sorte. Deixei a flecha riste a um dos alvos que estaria mais longe, de madeira pintados como um circulo, flexionei meus joelhos agachando-se puxei as cerdas do arco onde irrompeu-se uma flecha de luz, ao disparo a flecha cruzou o ar, passando ao lado do centro do alvo onde não queria acertar. Murmurei -Merda !-Assenti não dizendo nada, continuei, desta vez peguei uma flecha de luz do meu aljava Espectral, a flecha era tão intensa de luz, que era similar ao sol em minhas mãos, deixei a mesma riste a corta do arco, flexionei, a corda emanou-se mais chamas ainda, ao disparo, depois de me concentrar e respirar fundo, a tal cruzou o ar e sim, atravessou o ponto central do alvo, deixando fragmentos de fogo.
 
Sorrindo eu indaguei - Isso consegui !- Meu humor já estava diferenciado depois da tentativa, a fome me tomou para si, elevei o arco riste ao chão indo para o pavilhão, o arco transformou-se em uma caneta novamente sobre o qual guardei ao meu bolso de zíper, fechando-o bem, assentei-me a uma das mesas olhando para aquilo tudo que me era bom e agradável comida !, pude ver um cálice de néctar que beberiquei segundos depois, um pão sírio com manteiga, que devorei junto a um copo de Iogurte, bebendo em seguida um copo de suco de manga, provei de uma fatia de presunto, olhando para o ambiente, cheio e melhor.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Ter 10 Dez 2013 - 18:07

Preparar, apontar...

Quando havia jurado lealdade a Ártemis, havia imaginado toda uma existência ao ar livre, vivida quase como nômade, migrando de uma floresta inóspita para outra, sem residência fixa, aprimorando as habilidades no manejo de armas conforme fosse necessário. Para minha grande felicidade, realmente foi assim. Só que “toda a existência” se resumiu a dois anos. Após esse período, sem nenhuma explicação, a deusa da lua simplesmente mandou todas suas caçadoras de volta ao acampamento meio-sangue. Não que eu estivesse reclamando de ser caçadora, nem nada – eu juro que amava tudo aquilo – mas eu realmente queria minha vida de arqueira de estórias de volta. Porque acordar antes mesmo do sol raiar depois de ter todos os seu ser moído em um treino de hipismo para acompanhar uma possível futura caçadora em seu primeiro treino para ensiná-la a manejar o arco sem atingir a si própria com uma flecha não é – nunca foi e jamais será – coisa de Zeus, Deus, Odin ou a divindade que seja.  

Com cada fibra do meu ser doendo como jamais antes – e sim, jamais inclui todas as flechadas e estocadas que recebi nessa vida – vesti-me lançando meu olhar mais homicida à caçadora novata, que insistia em me olhar como se eu fosse leva-la à terra da felicidade, e não a um treino que a deixaria exausta antes mesmo de seu término. – Vamos, Hollie – praticamente grunhi para a menina, que me seguiu saltitante – sim. Saltitante. – até o local do treino, questionando-me a todo instante quando estaríamos novamente em caçada, quando ela receberia uma tiara tão legal e mágica e se nós assávamos marshmallows nas fogueiras quando montávamos o acampamento prateado e brilhante da caçada. Ela estava claramente me avacalhando, certo? Ela era filha da deusa da purpurina e dos pôneis cor de rosa, por acaso? Porque nem a deusa do arco-íris conseguiria ser tão irritantemente... Irritante. Tive de me conter pra não alertá-la que a caçada não era um acampamento da Barbie e que aquela tiara legal se transformava uma arma letal. Ao invés disso, simplesmente ignorei-a.

– Bem, enquanto não ganhar seu próprio arco de Ártemis, pode treinar com um desses – disse à garota, apontando para os diversos arcos dispostos na grama, próximos aos alvos e bonecos de palha que haviam por perto para treino. Com um biquinho por não ter seu próprio arco prateado e linda, Hollie escolheu um arco qualquer e já foi logo para as flechas, tentando acertá-la sabe-se lá onde, porém só conseguindo fazer a corda do arco bater no próprio braço, criando imediatamente um vergão na área. O biquinho intensificou-se, além de se uniu com um queixo trêmulo e olhos cheios d’água, que me olhavam como se a garota estivesse em dúvida se estava magoada por eu ter deixado aquilo acontecer ou se queria me pedir um beijinho parar sarar. – Então, Holl, seria recomendável que você vestisse aquelas munhequeiras de couro que estão ao lado das flechas, para que isso não aconteça novamente. – instrui o projeto de caçadora que, ainda esfregando seu novo machucado, pegou uma das peças de couro e começou a vesti-la, com certa dificuldade, enquanto eu abotoava a minha própria.

Com o punho já protegido, me dirigi à garota, mostrando a ela como travar a peça no punho de modo a garantir estabilidade e segurança, tomando cuidado para não apertar a área ferida – que provavelmente deixaria de arder antes mesmo do fim do dia, embora ainda fosse levar uns dois dias para o tom da pele voltar ao normal. Quando esta etapa fui finalizada, pedi que a menina somente observasse, enquanto eu atirava uma flecha, para tentar reproduzir os movimentos depois. Tirando a tiara alojada desajeitadamente no topo de minha cabeça, ajoelho-me na grama enquanto o acessório se transforma na arma prateada que me era tão familiar, já com a corda perfeitamente retesada. Segurando o arco firmemente com a mão esquerda, tenciono levemente a corda com os três primeiros dedos da mão destra, apenas para ver a flecha surgir magicamente no local correto. Aquela era menos potente, devido ao fato de não estarmos em período lunar, mas servia perfeitamente para um treino, e provocou um suspiro meio sonhador na menina ao meu lado, o que me fez revirar levemente os olhos.

Ergo a arma à minha frente, virando-a levemente para cima, posto que o vento abaixaria a flecha tão logo ela deixasse a corda, e puxo a corda, sentindo todos os músculos dos ombros e do braço reagirem, doendo ainda mais devido ao esforço, o que me fez cerrar os dentes, enquanto ajeitava a mira instintivamente para um dos alvos dispostos cem metros à frente, mantendo o dedão da mão que segurava a corda suavemente encostado em meu rosto, a primeira falange tocando a boca e a terceira, o queixo. Com as costas ainda retas, solto a corda, os três dedos de uma vez, e vejo a flecha cumprir sua trajetória e parar no centro do alvo. Apesar de mais difícil devido à dor lancinante que tomava conta de meus músculos, além do fato de ter realizado todos esses passos, o mais lentamente possível, ao invés de levar apenas os três segundos aos quais me acostumara, para que Hollie pudesse acompanhar as etapas, atirar ainda era algo simples e excessivamente familiar, graças aos anos de prática. O arco já parecia fazer parte de mim, e eu sabia que a tendência era somente melhorar, visto que todas as caçadoras praticavam diariamente com a arma.

Levanto-me, recolocando o arco na cabeça, em sua forma de tiara, já sem flechas, e me aproximo da menina ao meu lado, que se antecipou, colocando-se em frente a um alvo mais próximo, a talvez trinta metros de distância. Acenando com a cabeça em aprovação, mostrei a ela como ajustar a flecha de forma que a seta não saísse do rest – que é como é chamada a peça que apoia a flecha – e ficasse no ângulo correto de noventa graus com esse. Expliquei à menina que, embora eu houvesse ajoelhado, por costume, o certo seria começar praticando em pé, e mostrei a ela como deveria posicionar os pés, de modo a deixa-los afastados, um mais à frente que o outro, e ainda assim ter firmeza ao pisar. – Bem, agora chega a parte mais complicada, no início, que é realmente lançar a flecha. Aviso que é normal passar longe do alvo, nos primeiros tiros, mas que isso é consertado rapidamente com a prática, então não fique irritada se parecer que a mira falhou em muito. Assentindo em concordância, a menina se concentrou no alvo à sua frente e começou a retesar a corda.

Deixei que ela disparasse o primeiro tiro – que foi parar em uma árvore um tanto quanto distante do alvo pretendido – sem corrigir sua postura ou sua forma de mirar, para que ela percebesse como o próprio corpo ficava desconfortável ao manejar a arma erroneamente. Assim que ela fez menção de pegar uma nova flecha, disse qual seria a melhor forma de mirar, e como ajustar a mira com o vento, para que este não empurrasse a flecha. Em seguida, deixei-a tencionar a corda novamente, mas antes que pudesse soltá-la, mandei-a relaxar os ombros, explicando que se os mantivesse rígidos provavelmente iria tremer na hora de soltar a flecha. Em seguida, coloquei seus cotovelos num ângulo melhor, e mostrei como os dedos deveriam se tocar suavemente rosto, tanto para melhorar a mira quanto para garantir maior estabilidade. Por fim, pedi que parasse de respirar fundo e voltasse à sua respiração normal, antes de finalmente deixa-la soltar a flecha, que ainda não atingiu o centro do alvo, mas pelo menos acertou a madeira do pé, e não a floresta ao lado.

Já tendo guiado a menina da melhor maneira que pude, deixei-a praticar livremente, então, ajustando apenas o nível dos cotovelos vez ou outra, e indo eu mesmo praticar um pouco meus tiros, em um conjunto de alvos móveis por perto, revezando os tiros entre um alvo próximo, um boneco de palha do outro lado do campo e um alvo móvel distante, tentando manter o menor intervalo de tempo possível entre os disparos. Meus ombros já doloridos protestaram como se estivessem em chamas, mas só parei quando, depois de quase duas horas de treino, vi que uma das flechas atiradas por Hollie havia finalmente atingido o centro do alvo. A borda centro, para ser mais exata, mas ainda assim foi um avanço. Ou um golpe de sorte, visto que sua última seta havia tingido somente o último marcador do alvo. Fosse como fosse, decretei uma pausa – ao que meus músculos muito me agradeceram – e parabenizei a garota, dirigindo a ela um esboço de sorriso, o mais perto que ela conseguira desde que me acordara ao raiar do dia.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Flynn Ehlers Sieghart em Ter 10 Dez 2013 - 19:31


Treinos  de  Armas  a  Longa  Distância  I

Caminhava através do acampamento seguindo para o campo de treinamento, sentia-me receoso, não que eu imaginasse que minha falta de experiência iria me fazer passar vergonha diante dos demais campista, não era isso. Bem, talvez um pouco, mas ter sido recentemente reclamado como filho de Atena me deixava inseguro a cerca se eu deveria provar algo a minha mãe ou a mim mesmo. O sol matutino batia em minha nuca e em meus braços expostos pela regata branca que eu usava, o vento gelado anunciava o outono do hemisfério norte, olhei para trás, vendo o Chalé dos filhos de Atena. — Será que eu deveria ter pego um casaco? — Coloquei meu indicador diante de meus lábios, mas imaginei que iria me aquecer com o treinamento, não haveria necessidade de mais peças de roupa impedindo minha movimentação. Era só um treinamento, deveria evitar tantas dúvidas.

Adentrei o espaço para o treinamento de armas a longa distância, vários campistas preparavam seus treinos com arcos, adagas, lanças e todos os objetos que poderiam ser projetados contra um inimigo. Cocei a cabeça, entrando de forma tímida pela lateral, evitando ser abordado por algum campista. — Hum... — Toquei algumas lanças de madeira resistente que estavam apoiadas em um suporte, pareciam gastas, com remendos e algumas rachaduras incertas no cabo, elas eram para os iniciantes. — "Filhos de Atena são bons com espadas e lanças" — Murmurei ao me recordar do que uma filha de Atena me dissera em meu primeiro dia no chalé. Peguei três lanças de madeira, tomando cuidado para que a ponta afiada não me machucasse e as carreguei até uma área aberta.  

Haviam diversas marcações no solo, tais marcações eram acompanhadas por números que indicavam os metros. Iniciaria um treinamento de distância, isso me ajudaria a ter uma dimensão da minha força. Esse era um campo de treinamento mais silencioso, os arqueiros precisavam de concentração, estalos dos arcos se curvando, flechas cortando o ar e acertando seus alvos, as dicas dos instrutores e só. — Vai sair da frente ou vou ter que te acertar com uma lança?  — ouvi uma voz feminina às minhas costas, dei dois passos para o lado e uma garota passou com brutalidade. Ela era uma filha de Ares que eu já havia visto outras vezes. — Desculpe-me — Disse em meu sotaque Holandês. Coloquei as lanças no chão e comecei a alongar os meus músculos, aproveitei para observar a garota, estaca com lanças com a ponta de metal e fora em direção a parte em que haviam alvos para os lanceiros. Ela deveria ser experiente com aquilo.

Após observar a forma em que ela movimentou seu corpo e acertou o alvo, peguei minha lança e tentei fazer o mesmo. Segurei o cabo e ergui um pouco acima do meu ombro, coloquei minha perna esquerda para trás para me ajudar a dar impulso inclinei meu corpo para trás e então o projetei para frente, fazendo o mesmo com o meu braço e soltando a lança. Resultado? A lança acabou caindo reta sobre o solo de terra batida com um baque surdo, não conseguira alcançar nem ao menos a marca de dez metros, pelo meu olhômetro deveria estar por volta de três ou quatro metros. Peguei uma segunda lança e repeti o meu posicionamento, tentando dessa vez usar um pouco de mais força, joguei a lança. A ponta atingiu o solo, mas caiu rente ao chão devido ao seu ângulo. — O que eu estou fazendo de errado? — Mordi o lábio me sentindo frustrado, enquanto os campistas que estavam próximos a mim mostravam muito mais perícia com suas lanças.

Repeti uma terceira vez o lançamento, dessa vez inclinando meu corpo um pouco mais e usando mais força. A lança alcançou cerca de cinco metros, mas não se fixou no chão como a lança dos outros campistas. Filhos de Atena eram bons com lanças? Aposto que quem criou esses boatos não haviam me visto em ação. Recolhi as lanças de madeira que eu estava usando, talvez a filha de Ares pudesse me dar umas dicas. Fui em sua direção após ela acertar sua lança em seu alvo, a lança atravessou o oponente e aquilo me fez imaginar o estrago que aquela garota não era capaz de fazer nos monstros que enfrentava. — Uau, belo lançamento. — Parabenizei com um sorriso em meu rosto. — Isso aqui é só o aquecimento, você ainda não viu como posso ser boa com essas lanças. — Balancei minha cabeça de forma impressionada, será que ela realmente era tão boa, ou só estaria se gabando?

— Sabe, pensei que poderia ter umas dicas de alguém tão experiente como você... estou tendo problemas com meus lançamentos. — Ela olhou para mim com um olhar de desaprovação. — Eu vi, seus lançamentos envergonham o acampamento. Sabe qual o seu problema? Você não está dando impulso suficiente. — Fiquei confuso, pois imaginava que estava dando impulso o suficiente. — Lançamentos de distância você precisa correr, entendeu? Correr. Agora cai fora daqui. — Retornei com minhas lanças para o ponto em que eu as lançava, correr? Como eu não pensara nisso antes? Eu estava usando uma técnica de lançamento de mira, sendo que o correto seria uma técnica de lançamento de distância.

Afastei-me vários passos da marca zero, com apenas uma lança na mão. — Correr, certo? Lá vamos nós. Ou melhor eu, se bem que sou eu e a lança, então somos nós. — Coloquei a lança sobre o ombro, respirei fundo e então corri alguns passos, ao chegar próximo da marca zero do campo, arqueei meu corpo para trás e então com todo o impulso que consegui joguei a lança. — O-OOOOPS! — Tropecei e cai estatelado no chão, com uma levem nuvem de poeira se erguendo ao meu redor. Levantei-me dando tapinhas em minha roupa e notei que havia conseguido, lá estava a lança próxima a marca de dez metros, cravada no solo, em uma posição incerta que não demonstrava muita firmeza, mas lá estava ela. Fechei o punho e fiz um gesto discreto de comemoração. Minhas outras tentativas tiveram resultados muito similares, não foram em todas que eu conseguira cravar a lança no solo. Iria demorar para conseguir alcançar grandes distâncias. Fora uma exaustiva manhã, mas teria que poupar minha energia para mais treinamentos, então parei após perceber que meu corpo não respondia tão bem como antes.  

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Davos H. Grümmer em Ter 10 Dez 2013 - 20:20



⊱ Arco e Flecha, nunca será meu forte. ⊰


Lá estava eu novamente recolhendo um arco emprestado e novas flechas, caminhando desanimado para um alvo qualquer do canto da Arena enquanto ouvia o barulho da vibração de arcos e flechas acertando alguma coisa. Escolhi o mesmo de ontem, relaxei e ajeitei as mangas da camisa do acampamento, fitei ao redor procurando ao Quíron e como sempre ele galopava para todo o lado, mas dessa vez fiquei analisando. Ele tina um corpo de cavalo forte, pelos morenos e brilhosos que combinavam com os cabelos e barba, infelizmente ele percebeu que eu o olhava e devolveu um olhar de alerta para eu treinar, acenei e voltei atenção ao alvo.

Levantei aquele pedaço de madeira com um cordão prendendo cada ponta e mirei um projétil de madeira com um penacho de um lado e uma afiada ponta de bronze, estava realmente entediado por isso fiquei olhando as coisas ao redor. Observei uma harpia voando ao longe lutando com semideuses, queria estar ali com minha espada dourada, reclamando em grego o que já ouvi alguns campistas mais velhos fazerem e decorei fiz meu primeiro disparo. Até que foi perto do centro, eu havia analisado e percebido que a flecha seria empurrada pelo vento para direita, movi para o lado certo e soltei a corda, mas era apenas o primeiro movimento, ainda tinha nove.

Coloquei um novo dardo, mirei o centro, nunca acertei um algo na mosca, se bem que ainda é a segunda vez que pratico por aqui, então provavelmente terei que vir todo o dia aqui até virar um expert no assunto, quem sabe não sou liberado. Dei um sorriso enquanto disparava duas flechas seguidas aproveitando que o vento deu uma amenizada e vendo meus disparos se aproximarem do centro. Nem percebi que o Quíron passava ao meu lado sorrindo e me parabenizando pelo progresso, ontem minhas flechas se prendiam quase saindo do alvo, hoje se cravavam com maior certeza em sua posição. Mais duas flechas certeiras e, depois de esvaziar minha aljava com outros movimentos similares nem sentia tanto dor no braço como ontem ou cansaço, recolhi cada flecha com um sorriso de orgulho e recebi a proposta de treinar à tarde com os outros semideuses, acho que avancei um pouco.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Noah Harrison Shneyder em Ter 10 Dez 2013 - 20:56


treino de armas a longa distância;
with: me and só deus sabe; status: arremessando adagas;
- Adagas, flechas, lanças... O que? – Indaguei, incerto, ao avaliar o arsenal que me era tido como disponível para a realização do treino de combate á distância. Dois rapazes estavam ao meu lado, sendo ambos de origem divina indefinida e tão inexperientes quanto o personagem que vos fala. Levei uma das mãos até os olhos, vendando-os, e apontei a outra mão para a mesa onde estavam dispostos os armamentos – Mamãe me mandou escolher este daqui, mas como eu sou teimoso eu escolhi esse daqui. – Movi os dedos de um lado para o outro, alternando meu alvo invisível, até que a música acabou e tive de abrir os olhos para descobrir quem tinha sido sorteado – Adagas! – Exclamei, surpreso, ao pegar uma das adagas disposta por sobre a mesa logo a minha frente. De estrutura simples, a adaga tinha sua lâmina feita de aço comum e estava afiada o bastante para causar alguns estragos. “Causar estragos”, use estas duas palavras e já terá me seduzido antes que possa contar até três. Peguei quatro exemplares de adaga, duas para cada mão, e então recuei dois passos para que o restante dos campistas pudesse também usar de seu critério de escolha. Não que “mamãe mandou” represente qualquer tipo sério de decisão. Enquanto meus dois companheiros tiravam a sorte no par ou ímpar, girei desajeitadamente uma das adagas, quase a deixando cair, e comecei a me afastar na direção do campo central para treinos. Mais a frente, logo depois da linha de tiro ao alvo para iniciantes, havia um círculo fechado de bonecos de palha com a capacidade de se movimentar após o botão de “aperte aqui para começar” ter sido acionado. Lancei um olhar por sobre o meu ombro e os garotos ainda discutiam – Não vou casar com nenhum deles mesmo. – Murmurei, encolhendo os ombros e indo até o circuito fechado que tanto havia me despertado o interesse.  

Parei de braços cruzados, incerto quanto a se deveria ou não continuar seguindo meus planos. Apesar de esperto, por vezes, e rápido, eu não tinha objetivo algum de ser morto antes dos dezessete anos, ou ao menos não antes de experimentar o lado bom da vida - Eles não colocariam isso aqui se houvesse risco envolvido. – Declarei, ainda pensativo, ao acionar o botão de cor vermelha. Parecia que estava cortando o fio errado de uma bomba relógio. Poucos segundos após ter acionado o dispositivo de treino, ouviu-se um ranger de metal contra metal e os bonecos de palha recuaram todos ao mesmo tempo, alongando o círculo o suficiente para que o espaço proporcionasse mobilidade. Engoli em seco e fui me posicionar no centro. Todos os bonecos começaram a se mover ao mesmo tempo, ritmo e direção (sentido horário). Comecei a ficar preocupado com o fato de só portar quatro adagas comigo, contudo aconteceu de uma caixa metálica surgir ao meu lado e lá haviam incontáveis espécimes de adaga. Ótimo. Joguei as outras três na caixa e fiquei com somente uma a mão, pronto para arremessá-la. Os bonecos ainda giraram no que poderia ser considerado o nível fácil. Retesei o braço para trás para pegar força, estranhando o movimento, e depois lancei a adaga ao segurar sua empunhadura entre os dedos médio e anular. Apesar de toda a suposta força empreendida no movimento, o projétil caiu há poucos metros de distância de onde eu me encontrava, longe o bastante do alvo para que aquela tentativa se passasse por vergonhosa. Peguei outra adaga e a segurei de forma diferente, como se fosse um dardo. Com um olho fechado, assim como fazia ao usar arco e flecha, mirei um dos alvos em movimentos e o segui com o olhar até antecipar o movimento seguinte. Arremessei. Dessa vez a precisão compensou a força, tal que a lâmina cravou-se em uma das extremidades do boneco de palha. Wins!

Por parecer que a fórmula “arremesso de dardos” vinha funcionando, continuei a me posicionar do mesmo jeito antes de completar o lançamento. Faltava, sem dúvida, força, mas a precisão compensava em muita a ausência de brutalidade. Quando peguei a terceira e quarta facas, segurei ambas em mãos diferentes e tive de manter ambos os olhos abertos para poder ampliar meu campo de visão. Escolher alvos diferentes iria dificultar o exercício, portanto optei por um em particular que fiquei a observar com atenção. Braços retesados, fiz o arremesso duplo. Uma das lâminas cravou-se no centro do alvo, já a outra passou entre o vão entre um boneco e outro, não acertando nada em particular. Peguei outras duas adagas, segurando-as da mesma forma e flexionando o braço também de modo semelhante. Primeiro mirei o lado direito, depois o esquerdo. Quando pareceu oportuno, lancei ambas as adagas, cada qual para um boneco diferente, mesmo que estes estivessem um ao lado do outro. Bingo! Embora não houvesse atingido o círculo em vermelho, ainda tinha conseguido acertar dois espantalhos e isso valia muito mais – Chupa aí espantalho! – Gritei para quem quisesse ouvir, muito embora não fosse o tipo de frase que um instrutor, como Quíron, gostaria de ouvir de seus alunos. Em reação ao que eu disse – ou não -, os bonecos começaram a girar em maior velocidade. Ficava tonto só de tentar acompanhar tudo aquilo. Confuso ou não, pretendia continuar o treino, portanto peguei outras duas adagas e dessa vez resolvi inovar. O arremesso de dados me dava precisão, mas pecava na força e logo ficaria difícil realizar tal movimento com rapidez. Segurei cada adaga com o dedo polegar e o que fica ao lado deste, assim ambos os projéteis “pendiam” de minhas mãos; fáceis de jogar. Fiz o arremesso com maior fluidez do que esperava, como se já possuísse prática, e o alvo foi errado por muito pouco. Se estivesse ainda na velocidade do nível um... Talvez houvesse acertado. Mas não importa, peguei outras adagas e comecei a arremessá-las enquanto girava em torno de meu próprio eixo.

- Mamãe? Papai? Cara, eu esperei muito tempo por vocês. – Balbuciei, tonto de tanto ver os bonecos girarem e girarem, e depois caí com as mãos apoiadas no chão. Invés de conversar com mamãe e papai, fechei os olhos e esperei que a vertigem passasse. Meu estômago também rodava e, acredite ou não, a culpa não era da fome. As duas pessoas, possíveis papai e mamãe, apertaram o botão vermelho e me ergueram pelos braços, cada qual responsável por carregar um lado – Viram como eu fui ótimo? – Gabei-me, ainda trôpego, ao ser arrastado para fora do círculo de bonecos de palha – Me liga, gatinha! – Gritei para um dos bonecos. As duas pessoas me carregaram para as arquibancadas mais próximas, estas compondo a arena de duelos, e lá foi que alguém acertou um balde de água fria na minha cara. Engasguei, cuspindo água, e passei as mãos pelo rosto para retirar o excesso de água. Os dois retardados do chalé de Hermes me olhavam com ar de riso, cada qual com as mãos para trás. E é para isso que servem as amizades. Meti a mão nos bolsos da minha calça jeans e puxei uma adaga que tinha restado ali, erguendo-a ameaçadoramente – Vocês tem cinco segundos. Cinco... – Comecei a contar e os garotos correram, rindo. Mal se haviam passado dois segundos e comecei a correr também, ao ponto de que em dado momento arremessei a adaga que passou pelo boné de um dos gêmeos e o derrubou da cabeça do menino. Por que eu tinha de errar sempre nos momentos cruciais? Droga.
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