Treinos de Armas a Longa Distância

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Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Ártemis em Seg 14 Out 2013 - 20:32

Relembrando a primeira mensagem :



Treinos de Armas a Longa Distância
Esta arena é destinada para os treinos de armas a longa distância, como Arco e Flecha, Lanças e outras. Você poderá contar com alvos fixos e dinâmicos e bonecos de palha.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Azazel R. Capograssi em Qua 11 Dez 2013 - 0:25


Fui para Arena carregando como armamento um arco de madeira e algumas flechas envenenadas para melhorar minha prática e manuseio desse item. Quando me aproximei dos alvos do local, onde poucos semideuses praticavam com seus arcos e dei um leve graças aos deuses pelo Quíron estar fora hoje, era uma menina loira com cabelos presos em um rabo de cavalo, uma camisa laranja do acampamento com uma calça surrada, mas seu arco era belo, bronze puro provavelmente e suas flechas estavam afiadas o bastante para cortar com o menor toque.

Dei um breve sorriso para ela enquanto me posicionava a frente de um alvo, o velo círculo com vários aros que se estreitavam à medida que se aproximavam do centro, além de ser feito de palha para facilitar a penetração de um disparo. Puxei a corda colocando minha primeira flecha, mirei com cuidado para que me primeiro disparo fosse certeiro, analisei o vento que pela benção de Éolo estava tranquilo e sem chances de atrapalhar a rota de um movimento, soltei o cordão e observei o resultado. Meu disparo acertou próximo do entro, mas não foi exatamente na mosca, abaixei meu arco e fiquei pensando no motivo do erro, até sentir um toque no ombro e ver um sorriso gentil quando virei meu rosto.

Você está baixando o arco um pouco no momento que solta a flecha, espere ela sair por completo ou acertar seu alvo, ai abaixe. — Fiquei prestando atenção as palavras dela enquanto processava as informações.

Obrigado, irei tentar. — Voltei a minha concentração, visualizei o arco enquanto eu colocava um dardo venenoso na corda, mirei ajustando meu tiro para leve brisa que agora poderia mudar o rumo do meu movimento, depois de tanto ouvir o centauro falando no meu ouvido eu até peguei o jeito. Lembrei-me das palavras do Quíron, cada vez ele era mais duro quando eu repetia o erro até que tomei jeito e comecei a perceber como o ar pode atrapalhar. Puxei a corda e disparei acertando mais perto do alvo, sendo que dessa vez eu deixei o arco parado até que melhorou o desempenho. Repeti o movimento até minhas flechas estarem todas ao redor do meu alvo, dei um suspiro e estava cansado, meu braço sentia o esforço de repetir tantas vezes a atividade. Recolhi os dardos e voltei para meu chalé.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Nath Lacerda Del Rei em Qua 11 Dez 2013 - 18:01


Treino de arma de longa distância
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Então, já se acostumou com o Acampamento? – A filha de Febo lhe perguntou enquanto andavam em direção ao campo de treinamento. Já fazia uns quatro dias que estava ali e aos poucos estava se acostumando com o novo mundo, onde todos os contos da Mitologia Romana eram verdadeiros e pelo visto a Grega também. Se não estava enganada, tinha ouvido esses dias no refeitório falarem sobre um Acampamento Grego. Ficou curiosa em conhecê-lo, mas se dependesse das expressões dos legionários, percebeu que não seria tão fácil assim. Naquele dia a filha de Febo Annelise, tinha lhe chamado para treinar Arco e Flecha, algo que nunca tinha posto as mãos e nem sabia ideia de manejar. Ao menos esperava não matar ninguém, do jeito que era desastrada, provavelmente acabaria se ferindo sozinha com uma espetada de arco no olho. – Tudo aqui é muito novo, mas estou me acostumando sim, embora sejam meio durões, todo mundo é simpático no fim das contas. – Annelise sorriu para mim. Os romanos eram as pessoas mais estranhas que já havia conhecido, eles seguiam as regras a risca, obedeciam as ordem de seus superiores sem questionar. Aquilo chegava a ser um tanto quanto intimidante e amedrontador para ela.

Adentraram no campo e de imediato viu os legionários em uma fila atirando ao mesmo tempo. Provavelmente eram filhos de Febo e todos acertaram o alvo em chão. Ficou estática observando aquilo, até que Annelise lhe puxou pelo braço até um canto afastado. Em cima da mesa avia arcos de vários tamanhos e aljavas com flechas normais. – Huum, acho que essa serve para você. – Ela lhe entregou um arco de madeira de tamanho médio e em seguida colocou as aljavas em suas costas prendendo o cinto que atravessou a minha cintura até o ombro. – É assim que se prende, ok? – Afirmou com a cabeça mostrando que tinha entendido. Anne também pegou um conjunto de arco e flecha e então lhe conduziu desta vez para um canto mais vazio do campo onde os menos experientes pareciam treinar. Bem, se errasse, o que com certeza faria, ao menos não seria na frente dos veteranos onde pagaria um mico gigante e morreria de vergonha. – Esta pronta Nath? – A filha de Febo lhe colocou diante de um alvo a uns cinco metros. Nath confirmou com a cabeça e então ergueu o Arco e incrivelmente estava na posição certa e isso lhe animou bastante para continuar com aquilo.

Ótima posição de arco, pelo visto você leva jeito, agora, você tem que tirar a flecha e posicionar assim... – Enquanto falava Annelise fez uma curvatura perfeita com o braço e voltou com a mesma precisão posicionando a flecha no meio do arco. Tudo que ela fazia lhe parecia perfeito de mais, como se tivesse nascido pra manejar aquela arma. – Ok, acho que entendi. – Falou em resposta e então tentou imitar a Annelise levantando o braço um pouco e o curvando para trás, o problema foi que encontrou o nada ao invés das flechas. – Faz de novo Nath, agora um pouco mais para o lado. – Só então percebeu que a legionária lhe observava com atenção vendo todos os pontos em que ela poderia errar. Sentiu as maçãs de seu rosto se esquentar um pouco e então apenas assentiu com a cabeça. Aquilo era apenas o começo, se não conseguia nem tirar uma flecha da aljava, então estava no local errado. Ergueu o braço e imaginou a curvatura perfeita, sentiu as pelas na ponta da flecha e então sorriu a puxando. Fez a curvatura de volta e com sorte ou não, conseguiu posicionar a flecha direitinha bem no meio do arco. – Ótimo Nath! Você pega o jeito rápido. – Sorriu ao escutar aquilo e respirou um pouco aliviada, pensando no que veria a seguir.

- Próxima lição, provavelmente é a parte mais difícil, lançar a flecha. – Escutou a filha de Febo atentamente e percebeu que Arco e Flecha não tinha muitas fases, era apenas pegar a flecha e lançar. Porém o problema todo estava na parte de lançar a flecha. – Na posição que você esta, você deve puxar a flecha e a linha desse jeito... – Enquanto Annelise falava ela também executava, então Nath viu que era melhor fazer o mesmo e lentamente puxou a sua flecha para trás com a linha do arco. – Então você não faz força, simplesmente solta sua mão. – Assim que ela terminou de falar sua flecha atingiu seu alvo em cheio e ela falou como se fosse tão fácil e executou tão fácil que foi até inacreditável. Respirou fundo e então soltou a sua mão, porém ao invés da flecha atingir o alvo ela caiu no chão. Ficou estática vendo a sua flecha no chão e aquilo lhe deixou totalmente constrangida, da pior coisa que podia acontecer sua flecha tinha justamente caído no chão. Aquilo lhe foi tão impactante que sentiu uma lágrima escorrendo por sua bochecha, não conseguia acreditar que era uma semideusa tão inútil.

Sentiu a mão de Annelise em sua bochecha e então viu o seu rosto com um sorriso amigável nos lábios que lhe transmitiu calor e confiança, não sabia se isso vinha dela realmente ou era o fato dela ser filha do deus do sol. – Não fica assim Nath, foi sua primeira tentativa e olha, já bi gente muito pior, então por que a gente não tenta de novo? – Um sorriso brotou em seus lábios quando escutou aquelas palavras. Resolveu que não importava quantas vezes errasse, iria acertar aquele alvo nem que tivesse que ficar a semana inteira ali. – Obrigada Anne. – Sorriu para ela e então pegou a flecha no chão pronta para tentar novamente. Respirou fundo enquanto Annelise se afastava um pouco e então posicionou a flecha novamente no arco como a filha de Febo havia lhe ensinado. Puxou a flecha até a sua bochecha e fitou o alvo a cinco metros e repetiu em sua mente que aquilo não era difícil e que era capaz. Por fim soltou a flecha que voou com rapidez, mas perdeu velocidade e caiu a alguns centímetros do alvo. Olhou para a Annelise sorrindo e ela também lhe sorria encorajando a continuar, aquilo era bom e se sentia totalmente animada.

Tirou a flecha da aljava, dessa vez sem nenhuma dificuldade e então posicionou no arco, em seguida puxou com um pouco mais de força a linha do arco e então soltou a mão sem impulsionar nada. A flecha voou e acertou o arco, porem desviou um pouco no caminho e acertou a ultima roda branca. – Ótimo Nath, mais um pouco de mira e você acerta bem no meio. – Escutou a voz de Annelise lhe aconselhando e então assentiu com a cabeça mostrando que havia entendido. Tirou mais uma flecha da aljava e posicionou-a no arco, dessa vez enquanto puxava a flecha até sua bochecha a posicionou com cuidado e respirou fundo se acalmando. Soltou a mão com os olhos fechados e escutou a flecha atingindo o alvo, quando abriu os olhos um grande sorriso tomou conta de seus lábios, a flecha estava bem no meio. – Eu consegui Anne! – Gritou pulando na filha de Febos que lhe abraçou rindo e lhe deu os parabéns pelo esforço. Ainda não conseguia acreditar que realmente tinha acertado. – Então Nath, já vão servir o almoço, vamos? – Deixaram então as armas de volta ao lugar e saíram dali em direção ao refeitório. Com certeza Nath voltaria no dia seguinte ali, ou à tarde para treinar, pelo visto Arco seria a sua arma preferida.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Davos H. Grümmer em Qua 11 Dez 2013 - 19:28



⊱ Observando, apenas observando...! ⊰


Saio de me chalé, e vou rodar pelo acampamento e ver o que estava acontecendo sempre tinha uma novidade diferente e várias coisas para fazer. Eu estava usando uma calça jeans preta e uma camisa azul com um par de coturnos pretos. Passei pela arena e vi que estava tendo um treino de Arco e Flecha, não gostava e muito menos simpatizava com aquele tipo de treino, então parei apenas com a intenção de observar, não estava ali exatamente pelo treino, talvez outros motivos. Vários filhos de Apolo me empurram para dentro da Arena, olhei para trás e vi Brenda e outros filhos de Apolo me empurrando.

Não quero treinar. — Olhei para a garota erguendo a sobrancelha, deixando mais do que claro que aquilo não era meu forte. — É melhor praticar do que só observar. — Ela acabou me entregando um arco e algumas flechas. Pela primeira vez iria ser treinado por uma mulher, a treinadora se posicionou em nossa frente e nos explicou como seria o treino. No treino teríamos que acertar várias aves da estinfália que iriam ser soltas no céu. Brenda me olhou e então fiz sinal de positivo com a mão. A professora ia começar o treino até que olhei para ela e tentei me aproveitar um pouco daquela situação. — Como mexe? — Me fiz de desentendido apontando para o arco em minhas mãos.

A treinadora veio até mim e disse que teria que puxar a corda em que estava presa no arco deveria ser solto quando a flecha estiver na devida posição, e então seria atirada para o alvo, a única coisa que teria que fazer era mirar. A treinadora então começou o treino e soltou as aves, devia ter umas 25 aves voando pelo céu e vindo em nossa direção, às aves vinham em nossa direção os filhos de Apolo não os deixava chegar tão perto antes de acertá-las fazendo-as cair. Fiz o que a treinadora havia me instruído a fazer, mirei na ave, segurei a corda, posicionei a flecha e depois soltei atingindo a ave e fazendo-a cair como as outras. Alguns filhos de Apolo aplaudiram, outros acharam que era sorte de “principiante”. Todos ficaram distraídos ouvimos um som de ave e quando viramos havia outras aves em nossa frente, as aves começaram a nos bicar arrancando pedaços de nossa pele. A treinadora ligou o rádio fazendo sons estranhos saírem, as aves recuarem.

Prestem atenção! — Nos repreendeu a jovem garota. Nossas feridas estavam sangrando, não queria nem pensar em ir tomar banho aquilo iria arder de mais. As aves vinham novamente em nossa direção, mas dessa vez acertamos flechas nela, consegui fazer três virarem pó e duas caírem ao chão e depois virando pó, pois os filhos de Ares que estavam ali não tinham a menor piedade. Restaram apenas duas aves no céu, mirei bem no coração da ave, posicionei o arco e a flecha e depois soltei acertando em cheio o coração de uma das aves, Brenda acertou a outra ave fazendo-a virar pó. A treinadora nos deu os parabéns e nos mandou para enfermaria para cuidarmos de nossas feridas que já estavam começando a arder. Porém caminhei em direção a ela e agradeci pela aula, com um leve piscar no olho esquerdo, talvez eu estivesse flertando, mas isso com certeza não viria ao caso agora, sai caminhando para a enfermaria, porém minhas feridas já estavam fechando, estava em um lugar aberto e com muitas flores ao redor, o que me deixava beneficiado pelas habilidades de Perséfone.



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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Clarie Brückner Learmonth em Qua 11 Dez 2013 - 19:42


Armar, apontar... Fogo!


O tempo deve ser o maior instrumento de tortura. Ou pelo menos um deles. Ele parecia não passar como deveria, me deixava desesperada. Ainda não havia conseguido conversar com minha mãe, isso me deixava aflita. Tentava esquecer, não podia me desesperar ao ponto de não conseguir pensar em outra coisa. Ventava um pouco naquele dia. Havia tido uma breve garoa no dia anterior, e isso ainda era notável pela grama úmida. Ainda era cedo, e devido a isso o sol não havia saído totalmente; estava lá, em algum lugar esperando o tempo certo para aparecer. Sai do chalé trajando apenas a blusa laranja do acampamento e uma calça confortável o suficiente para o que me esperava. Mais um treino.

– I'm a fire starter, make your blood run faster. I melt hearts like water. – cantarolou enquanto adentrava a arena, onde vários semideuses se mantinham espalhados ou em pequenos grupos treinando, cada qual em um diálogo indecifrável para mim. Meu irmãos tão pouco estava longe, por incrível que pareça a maioria deles frequentava os treinos com uma determinação que a muito me faltava. Bocejei, não deveria ser nem dez horas ainda, levantar cedo da nisso. A sorte, é que minha maior paixão era arco e flecha, onde mais me destaquei desde que cheguei aqui nesse acampamento. Joguei ao chão o pequeno caderno de anotações, olhei ao meu redor avistando alguns alvos em direções e distâncias diferentes.

Dei mais uma volta no elástico de cabelo, prendendo-os em um rabo de cavalo frouxo. Respirei fundo, sorrindo ao segurar o arco com a mão esquerda, transpassei a aljava de dez flechas pelas costas. Esticando o braço direito, peguei a flecha e a encaixei por baixo do anel da corda, usei os três dedos do meio da mão, o dedo indicador por cima  da flecha e o médio e anelar por baixo, usando a ponta dos dedos entre a primeira e segunda falange. Puxei a corda com a flecha até o canto da boca, tocando a mão no queixo para não tremular no disparo, respirei fundo por alguns poucos segundos, o suficiente para visar o alvo. Então deixe a mão leve, relaxando os dedos e a flecha automaticamente voou com um “zum” em direção ao alvo, não acertando seu centro.

Abaixei apanhando o caderno de anotações. – Levando em consideração que esta ventando e que a velocidade da flecha sofreu alteração... – falava sozinha rabiscando no caderno – Alterando a distância para uns... três metros a frente a flecha chegará ao centro. – apanhei novamente o arco e caminhei a passos largos para a marcação que me possibilitou os três metros a frente da anterior. Coloquei o caderno no bolso e então refiz o mesmo movimento com o arco, recolocando a flecha por baixo do anel da corda, puxei a corda com a flecha até o canto da boca semicerrando os olhos para logo após soltar a flecha que com rapidez atingiu o centro do alvo. – CONSEGUI! – ok, meu grito foi alto demais a julgar que vários olhares me cercaram. Dei de ombros, sorrindo para os outros campistas. Voltei a escrever no caderno, colocando um "ok" nos cálculos e anotações dessa trajetória que utilizei.

Mais algumas flechas foram alternadas naquele mesmo percurso, para alvos em mesma distância; em sua maioria foram concluídos com êxito, as pequenas mechas soltas do meu cabelo se grudavam ao pescoço por conta de um suor eminente causado por mais um treino. Coloquei o arco nas costas junto a aljava, e então caminhei para fora da arena, será que correr para o refeitório era demais? A barriga que roncava concordava que não.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Nath Lacerda Del Rei em Qui 12 Dez 2013 - 0:03


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Já fazia umas duas horas desde o almoço e ela resolveu voltar, dessa vez sozinha, até o campo de treinamento. Dessa vez havia menos legionários por causa do jogo de Guerra que seria a noite e a maioria tinha que ajudar na organização do mesmo. Foi até a mesa onde estavam os Arcos, pegou o mesmo de antes, encaixou a aljava com facilidade e então seguiu para o canto onde antes a Annelise havia lhe colocado para treinar. Encarou o alvo e então tirou uma flecha da aljava, a posicionou e então a soltou. A mesma voou em direção ao alvo com rapidez e precisão acertando bem no meio, pelo visto realmente tinha pegado o jeito e isso lhe agradou bastante. Lançou mais algumas flechas sempre atingindo onde desejava e então resolveu tentar algo diferente.

Tirou duas flechas da aljava, mas teve dificuldade e as duas caíram no chão antes de chegarem perto do arco. Pegou-as do chão e então guardou-as novamente na aljava, só então tentou as pegar, dessa vez elas não caíram, mas ficaram todas torta em sua mão. Bufou irritada enquanto as guardava novamente, pois odiava quando não conseguia fazer alguma coisa. Tentou mais uma vez e dessa vez elas estavam retas, de modo que pode as posicionar na corda do Arco. Puxou-as de modo desajeitado, por isso resolveu não atirar, ao invés disso tirou-as do arco e então mais uma vez as posicionou novamente no arco. Não obteve o resultado esperado e então as posicionou mais uma vez no arco. Sorriu ao ver as duas flechas posicionadas de maneira correta. As puxou até sua bochecha dessa vez com suavidade e então soltou a sua mão. As flechas voaram e apenas uma bateu no alvo, e nem foi no meio, a outra caiu no chão. Realmente era algo difícil.

Pegou mais duas flechas e então encostou no arco, puxou-as junto com a corda, mirou no alvo, respirou fundo e então soltou a mão. As flechas voaram e por um momento pareceu que iam acertar as duas, o alvo, porém se chocaram em pleno ar e caíram no chão. Nath bufou irritada e encarou por um momento as flechas no chão, qual o problemas delas em não querer acertar o alvo? Tirou mais duas flechas da aljava e as posicionou no arco, já familiarizada com as duas flechas nos dedos. As puxou com calma até sua bochecha, fitou o alvo respirando profundamente e então soltou a sua mão novamente. As flechas voaram e dessa vez as duas acertaram o alvo, porem cada um em um canto. Bem, aquilo era melhor do que nada. Voltou a tirar duas flechas e então as posicionou, puxou-as com calma e soltou com confiança. As flechas atingiram em cheio o alvo e as duas dentro do círculo vermelho.

Satisfeita com o treino daquela tarde, recolheu todas as flechas e em seguida foi guardar o arco e a aljava. Não sabia como seria o seu destino naquele Acampamento, mas estava pronta pra enfrentar tudo que viesse pela frente. Quando guardou tudo saiu do campo em direção à casa de banho.

OFF: Passou da meia noite.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Maxine H. Grümmer em Qui 12 Dez 2013 - 18:05



but you can't win this fight!

“Nossos pais acham que tudo que eles fazem, fazem por nós, mas na realidade fazem por eles mesmos, já que consideram os filhos como um prolongamento deles. Querem que tenham suas atitudes e é claro sua maneira de ver o mundo. Às vezes é doloroso comprovarmos que somos outros, talvez muito diferente do que eles esperavam.”Pensamentos da Semideusa.

Lembro-me dos meus primeiros dias de acampamento. Eu não muito me destaquei por sua mira com flechas. Para mim (e para alguns outros também), tal tipo de armamento é o fim. O alvo diz “não” o dia todo. Ri de você o dia todo. Diz que você é uma idiota. Que você é louca. Fiquei aproximadamente cinco minutos parada, olhando para o meu alvo disponível com uma das mãos na cintura, o arco na mão e a aljava de flechas em minhas costas; até que um dos filhos de Apolo se cansa de ver a minha cara de preguiça para com as instruções e se dirigiu até mim com uma expressão típica de vendedoras de loja com uma camiseta personalizada pela fábrica, onde está escrito: “Posso ajudá-lo?”. Eu apenas abro a boca por um segundo antes de apontar diversas vezes para mim e para o alvo, dizendo — Eu acho que eu estou no treino errado. — O filho de Apolo sorriu de modo travesso, balançando a cabeça negativamente enquanto apontava para mim de modo questionador, respondendo: “Não, é esse treino aqui mesmo. A filha de Ares, Demetria, se certificou de que eu iria ficar de olho em você e que não sairia daqui até acertar, pelo menos, uma flecha naquele alvo.”. Demetria, eu vou matar você. Soltei um bufo de indignação, tirando uma das flechas da aljava, preguiçosamente enquanto resmungava com uma careta dirigida ao meu próprio arco — Então eu não vou sair daqui nunca, porque eu não sei mexer com essas coisas. — O garoto balança a cabeça negativamente e diz, amistosamente: “É pra isso que eu estou aqui, vou ajudar você.”. Coitado, sinto genuína pena e me perguntei se ele teria paciência o suficiente para lidar comigo.

“Você se lembra das suas primeiras aulas de arco e flecha?”, franzi o meu nariz, sentindo-me desconfortável, afinal eu não tenho uma memória muito boa para tais detalhes de como mirar uma flecha. Eu me lembro de puxar a corda e... só. — Um pouquinho. — Ele assentiu e sugeriu que eu mostrasse o que eu lembrava. Estava para lá de nervosa com tudo isso, e quando introduzi a flecha no arco e puxei a mesma, o filho de Apolo disse que eu estava quase toda errada e foi jorrando instruções para ajeitar a minha postura; no entanto o nervosismo não permitiu a absorção de metade de suas informações, tanto que eu me senti demasiadamente pressionada aos olhares atentos do garoto em mim e acabei soltando a minha flecha desajeitadamente. Essa voou diretamente para... para o chão. É minha gente, quando soltei a corda do arco, esta fez um som de corda de banjo frouxa e desafinada, e a minha flecha caiu no gramado na minha frente e conseguiu se deslocar para o lado também. Engoli em seco, soltando um suspiro desapontado enquanto o menino estendia as mãos para frente, dizendo com uma face bem relaxada “Tá ok, isso acontece.”. Arregalei os olhos e perguntei, um pouco surpresa: — É sério? — Ele relutou um pouquinho e negou com a cabeça. “Na verdade não. Só tô dizendo isso para você se sentir melhor.” Antes que eu pudesse largar meu arco e começar a pedir arrego, o instrutor não desiste de mim, se aproximando e me acalmando.

“Relaxa, eu vou te ajudar, ok?”, ele diz, indo atrás de mim e erguendo o meu braço com o arco, pedindo permissão para prosseguir com as instruções. Em circunstâncias normais, eu iria ficar em êxtase com a possibilidade deste exímio de menino me abraçar por trás — eu não sou nenhuma cega, e esse garoto é muito gato — porém eu estou tão constrangida que não consegui notar nem registrar esse fato. Ele começou a ajeitar toda a minha postura, porém do jeito que eu estava; sempre que ele ia ajeitar meu outro braço ou mãos, eu saía da posição que ele havia me deixado para ver no que eu estava errando. Quando finalmente ele me ajeitou — é, mais ou menos — ele retorna para trás de mim, ajeitando o ângulo do meu braço que puxava a corda do arco com a flecha junto. Eu murmurava algo como — Eu não vou conseguir, eu não vou conseguir, eu não vou conseguir... — puxando e afrouxando enquanto puxava a flecha, fazendo menção de prosseguir e recuar na posição de tiro enquanto acabava com a minha própria moral. O filho de Apolo falava de modo otimista, por cima da minha voz: “Você vai conseguir sim, eu sei que você consegue, é só soltar a flecha...” — Eu não vou conseguir, eu não vou conseg... — Nessa infeliz hora, freei minha frase ao soltar a corda sem querer e meu cotovelo se enterrou no estômago do garoto. Coloquei a minha mão livre no rosto, com uma típica “facepalm” enquanto o instrutor tentava recuperar o fôlego depois da minha cotovelada, como se o estômago tivesse se expandido e dando pouco espaço para o diafragma se deslocar para respirar. Foram longos segundos que me fizeram eu me preocupar, até que comecei a lamentar e pedir desculpas, perguntando se ele estava bem.

Ele logo se recompõe e diz estar bem, e ao invés de se afastar como se eu tivesse batido na sua avó, ele parecia ainda mais determinado a me ajudar. Sua face amistosa tomou traços mais determinados enquanto ele exclamava: “Vamos nessa. Nenhuma pessoa saiu de uma aula extra de instrução comigo sem saber acertar uma flecha! Esse não é o dia.”. Arqueei as sobrancelhas e temia que ele estivesse errado, contudo não protestei. Ele se mantém um pouco mais longe de mim, apenas descrevendo lentamente o que eu tinha de ajeitar na minha postura de tiro e eu ajeitava as mesmas. Depois de esticar a corda com o engaste da flecha já introduzido neste, conferi essas uma por uma. Ombros relaxados, mãos firmes, braço alinhado e respiração regulada... “Isabelle, seu cadarço está desamarrado.”, o instrutor me alerta, porém não sei de onde saiu a sua voz. Algum ponto atrás de mim, talvez. Virei bruscamente, com a flecha ainda pronta para lançamento e o braço esticando a corda, exclamando a pergunta típica de surdos: — O quê?! — Os arqueiros que estavam distribuídos aleatoriamente numa linha de tiro alguns metros próximos à mim, viram minha flecha mirada perigosamente na direção deles (claro, sem nenhuma intenção de realmente atirar em um deles) e se espalharam para longe de minha visão, berrando algo como: “ISABELLE ESTÁ ARMADA!”. O grito deles me tirou o foco e sem querer, eu soltei o engaste da flecha, que voou desembestada para algum ponto onde podia-se ver um sátiro com uma latinha de coca-cola diet. Major deixou a latinha vazando refrigerante e atingida pela lâmina da flecha cair no chão, erguendo as mãos num sinal de rendição, gritando: “Não fui eu quem comeu o último garfo de alumínio!”

Frustrada, de algum ponto eu ouvia o filho de Apolo que me instruía falar algo, porém eu estou tão cega de desapontamento e tão determinada a conseguir atirar essa maldita flecha em meu alvo vazio que minha mão voa para meu ombro, faminta por uma nova flecha para ser introduzida no arco. Quando estou esticando a corda com o engaste da minha munição, o garoto que me auxiliava logo vem ao meu alcance novamente para me tirar as armas, novamente me alertando: “O seu cadarç...”.

Ele não precisou terminar para eu finalmente saber do que se tratava a sua exclamação que me tirou a atenção, pois já estava armada, todavia eu pisei com o pé direito no cadarço do sapato do pé esquerdo, perdendo a estabilidade e equilíbrio, saindo do alcance das mãos do filho de Apolo que tentava me acudir, e apontando a flecha para outro ponto, onde várias filhas de Afrodite fofocavam e ajeitavam os cabelos uma das outras. Vendo minha mira desgovernada, todas elas soltando um curto grito uníssono e correm para todos os lados. Para toda a sorte, mantive a mão firme e não soltei a flecha. Entretanto, eu caí de traseiro no solo e a ponta da flecha arranha minha coxa direita. O instrutor chega perto e ofereceu as duas mãos para me ajudar a levantar, içando-me para ficar em pé, depois colocando as duas mãos nos meus ombros para se certificar se estou bem. Mordi o lábio inferior, morrendo de raiva e com uma enorme vontade de socar qualquer coisa que esteja no meu caminho, entretanto a única coisa que faço é apertar as mãos em punhos ao lado do corpo e reprimir as lágrimas de ódio. Uma coisa muito imbecil é que minha frustração e minha ira é toda canalizada nas minhas vias lacrimais, o que resulta no modo mais idiota de demonstrar raiva: o pranto. “Olha, essas coisas acontecem, sim?” o garoto fala, temendo um drama de minha parte. “Vamos tentar só mais uma vez, e se não der certo, eu deixo você ir, tá legal?” Eu assenti, relaxando os punhos. “Respira.” Suguei lentamente todo o fôlego que eu podia tomar em meus pulmões e soltei profundamente. “Relaxe para não acertar o traseiro de nenhuma ninfa perdida.” Tirei toda a tensão do corpo e balancei os membros, respirando fundo mais uma vez. “E amarre o cadarço.”, ele ri e eu não evitei um risinho triste enquanto abaixava-me para amarrar o cadarço de minhas botas.

Depois de três minutos tentando me estabilizar para tentar mais uma vez. O meu colega repassa novamente as dicas para a posição de tiro e eu assinto atentamente cada uma delas, me colocando novamente na linha de tiro. Coloquei o corpo meio de lado, separando os meus pés numa largura aproximada aos meus ombros para manter-me mais firme e ergui o arco seguro na mão esquerda, sem apertar muito, afinal eu não obtinha a empunhadura de uma espada, e sim um equipamento de mira. Introduzi a flecha no arco, encaixando o engaste da mesma na corda enquanto puxava a mesma o máximo que eu conseguia. Relaxei ambos os ombros e os nós dos dedos, levando a mão que segura a munição para mais perto de meu corpo, quase encostando os dedos nos meus lábios, quase abaixo da linha do queixo. Abaixei um pouco o cotovelo erguido e deixei o antebraço alinhado de acordo com o percurso que eu queria que minha flecha tomasse. Por último; relaxar. Eu precisava controlar a minha pulsação para que minha musculatura não oscilasse e mudasse o curso da flecha, afinal qualquer erro ou minúscula mudança de posição poderia alterar o destino do tiro, como o ponto nulo de um transferidor para medir ângulos.

Respirei fundo e senti minha pulsação diminuir gradativamente. Se meu alvo fosse uma pessoa, eu teria de ter muito sangue frio para fazer tal ato, entrementes é só um alvo de madeira com vários círculos. Estáticos, sem vida. Eles param de girar assim que minha pulsação desacelera. Eles deixam de rir de mim, de me chamar de idiota e de maluca. Soltei a flecha. Ela passou zunindo, com tal precisão e foco que era até difícil acreditar que esse fora um tiro meu. A ponta dela se aloja fundo na madeira de um dos círculos próximos ao ponto do meio. Arregalei os olhos e sorri ao ver o que eu tinha feito. — Santo Hades! — Girei o corpo em direção do meu colega, que sorria triunfante e quase tão descrente quanto eu. Executei uma dancinha da vitória enquanto ele se aproximava novamente, falando algo como “Eu disse que você ia conseguir!”. Levei o arco ao busto, olhando para o menino de um dos lados do equipamento, dizendo: — Me lembre de queimar alguns bifes suculentos para Ártemis e Apolo, viu? — Ele deu de ombros, dizendo: “O mérito foi todo seu. Ou quase!” ele agitou a camiseta com os dedos, insinuando fazer boa parte do meu avanço com o arco e flecha.

Suspirei pesadamente, satisfeita com o meu trabalho enquanto tirava uma outra flecha da aljava, me empolgando com o meu êxito enquanto o garoto de Apolo perguntava o que eu estava fazendo e eu disse: — Quero fazer milagre de novo e ver se consigo fazer aquilo outra vez. — Ele sorriu e revirou os olhos, dizendo que, como prometido e feito o acordo com Aria, eu poderia me retirar assim que acertasse uma flecha no alvo de madeira, entrementes eu estava tão empolgada que queria atirar mais vezes, mas ele dizia por cima de mim que não era necessário, que eu poderia fazer isso outro dia e enquanto eu armava a próxima flecha, este tentava tirar o equipamento de minha mão como se eu fosse fazer alguma besteira. No meio dessa lutinha infantil, com a corda puxada e pronta para um novo tiro, sem querer soltamos o engaste da flecha, que passa de raspão pela cabeça de uma filha de Ares, que depois de desviar astutamente da mesma, ganhou uma nova cicatriz no queixo. Ela é monstruosa e tem uma alabarda na mão. Fuzila-nos com os olhos e a primeira coisa que me vem em mente é: — Corre! — Ambos, disparamos fora dali com uma cria de Ares com expressões suicidas e mão armada.

OBS: O treino é antigo e adaptado de outro fórum, porém é total e completamente de minha autoria, caso o encontrem em outro fórum. Qualquer coisa tenho o arquivo e a conta do fórum.


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Estava tudo bem até chegar no final quando encontrei um erro... No começo do post o instrutor diz que quem ti obrigou a fazer a aula se chamava Demetria e no fim a menina se chama Aria. Provavelmente se esqueceu de alterar ao transferir de um rpg para o outro.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por John Ethan McBride em Sex 13 Dez 2013 - 22:18


But then I took an arrow in the knee...

Não era fácil se acostumar à vida de campista, principalmente quando não se estava tentando com muito afinco. Por mais que acordasse cedo em todos os dias e participasse dos treinos de forja com o maior prazer, John tinha conseguido faltar a todos os outros treinos desde então. Ok, tudo bem que nem eram tantos treinos assim, afinal aquele era apenas seu terceiro dia no Acampamento, mas tirando os treinos de forja nos dois dias anteriores, não comparecera a mais nenhum. Ele não sabia dizer exatamente porque, na verdade. A animação que sentia assim que saia do treino das forjas era tão grande, tão forte, que deveria motivá-lo a querer participar dos demais. Mas parecia que essa empolgação se limitava apenas a um treinamento, pois só de pensar nos demais já se sentia desanimado.

Naquele dia não teve como escapar. Ao invés do treino de forjas ser seu primeiro, a manhã do garoto começaria com treino de Armas a Longa Distância, e Kyle fizera questão de arrastar John para ele. Kyle não era o típico campista, mas um garoto com pernas de bode. Sim, o cheiro era tão terrível quanto pode parecer, e John percebeu que se tratava de um assunto sensível para o amigo quando recebeu um soco no estômago ao comentar isso pela primeira vez. Lição anotada, nunca mais diria que o amigo tinha cheiro de estábulo sujo quando ele estivesse com as pernas (ou deveria dizer "patas"?) molhadas.

- Vamos John, será divertido! Atirar em algumas coisas, conhecer as gatinhas do Acampamento... - Kyle ergueu as sobrancelhas de modo sugestivo, fazendo John revirar os olhos. - Ah, claro, porque as gatinhas do Acampamento estaria muito interessas em um novato e um garoto bode. Formamos uma dupla irresistível. Preparem-se, gatinhas, estamos chegando! As vezes John se perguntava como Kyle ainda o aturava, já que seu humor nem sempre era dos mais agradáveis, mas o amigo simplesmente deu de ombros e sorriu. - Você eu não sei, mas eu SOU completamente irresistível. E sem mais uma palavra ele saiu correndo, ou melhor, trotando, em direção à área em que o treino seria ministrado. John deu de ombros e o seguiu.

- [...]cês poderão escolher treinar com os alvos circulares ou ou bonecos de palha, mas tomem cuidado porque não quero carregar mais ninguém para a Enfermaria nessa semana! - Uma campista loira encontrava-se no meio do grupo, aparentemente terminando de passar as instruções para os campistas presentes. Estava atrasado, percebeu, e teria que se virar com o que pudesse. - Vai lá cara, eu acredito em você! Acerte uns alvos e me deixe orgulhoso! Kyle deu tapinhas de incentivo nas costas de John, o que fez com que ele se sentisse como um cachorro em processo de adestramento que tinha feito alguma coisa certa. Cara, eu sou muito estranho... Como é que EU me aguento? O menino bufou e se encaminhou para uma área em que diversos arcos estavam perfilados, com aljavas aos seus lados. Alguns metros ao lado John se deparou com diversas lanças, dos mais variados tamanhos e materiais, e escolheu uma delas a esmo. Ela era pesada, a ponta se inclinando para o chão apesar de seus esforços para mantê-la firme, e uma pontada de nervosismo passou por seu corpo. Depositou a lança de volta no lugar e pegou o arco mais próximo que encontrou, pensando que seria bem mais fácil de manuseá-lo.

- Agora sim, algo feito para o meu tamanho... Passando a alça da aljava pelo ombro, como havia visto outro campista fazer, John equilibrou-a em suas costas e encaminhou-se para um alvo vazio. Escolheu trabalhar com o alvo circular, pois a ideia de atirar em algo com uma mera aparência humanoide fez seu estômago revirar. Melhor saber o que estava fazendo primeiro, antes que mirasse em um boneco de palha e acertasse algum campista por incidente. Você nunca sabe... John se posicionou em frente a um dos alvos e olhou ao redor, tentando descobrir o que fazer em seguida.

- Ok, você é destro ou canhoto? John ouviu a voz logo atrás de si e se virou, com o arco em mãos, quase atingindo a cabeça da garota que reconheceu como a instrutora do dia. - Opa, cuidado com o arco! Hehe... John deu um sorriso apologético e abaixou o arco, segurando-o apenas com a mão direita. - Destro, mas tem algumas coisas que faço melhor com a esquerda... A menina o avaliou e parou os olhos no arco, em sua mão direita. - Ok, vamos considerar para todos os efeitos apenas destro. Mais fácil. Coloque a sua perna esquerda aqui, e a direita aqui. Agora vire sua cabeça desse jeito, e erga o arco com a mão esquerda...

Conforme ia falando a garota ia movendo John para a posição indicada, fazendo com que ele se sentisse um boneco de madeira como aqueles que as pessoas usam para desenhar. Era estranho ter uma desconhecida tão perto dele, tocando nele como se não fosse nada demais, e John se sentiu um pouco constrangido. A garota terminou de arrumá-lo na posição correta e então passou algumas instruções rápidas de seus próximos passos. - Agora apoie a flecha em seu dedo do meio, deixando o indicador por cima dela. Você não vai querer segurar com muita força, ou a flecha não vai sair quando você soltar a mão do arco, apenas apoiar levemente. Agora levante o arco na direção do alvo, faça a mira e puxe a corda para trás até conseguir apoiar os dedos que seguram a flecha na bochecha. Expire levemente antes de lançar, então relaxe a mão que segura a flecha e deixe que o arco faça o resto do trabalho. Entendeu? A cabeça de John rodava, mas ele tentou processar as instruções e seguir o comando. - Entendi...

O rapaz se ajeitou novamente na posição que a menina havia indicado, verificando se estava tudo certo, e então levantou a mão esquerda, a que segurava o arco. Seus olhos estavam fixos no centro do alvo, e seu coração martelava na caixa torácica. Eu consigo... Se todo esse povo consegue, é claro que eu consigo... O pensamento fez com que relaxasse um pouco, e encaixando a flecha no arco ele fez como a menina havia indicado. Puxou a corda até senti-la tensionada, encostou os dedos que seguravam a flecha na bochecha, mirou no centro do círculo e puxou a mão. A flecha saiu voando e... e... caiu, sem nem alcançar a metade do caminho até seu alvo. John pode ouvir a gargalhada de Kyle, alguns metros atrás, e se virou para perceber que o amigo estava sentado a alguns metros do grupo, no chão, rolando de rir.

- Ai, ai, desculpa, não ligue para mim... Estava apenas lembrando de uma piada que uma ninfa me contou, é sobre árvores, você não entenderia. John encarou o amigo com uma carranca, que ficou sério por um instante, mas tão logo John voltou-se para o arco novamente pode ouvir mais risadas do amigo. A menina estava novamente a seu lado, com a flecha que ele havia lançado segura entre as mãos. Ele nem ao menos reparou que ela havia saído de seu lado, mas percebeu que a flecha que lançara já não estava no caminho. Ótimo, a última coisa que ele precisava era de um lembrete do fracasso. - Sua posição até que não estava tão ruim, o problema foi na hora que você soltou a flecha. O movimento não foi limpo, e com isso a flecha não conseguiu velocidade. Tente puxar um pouco mais também, para que consiga mais impulso.

John respirou profundamente e se posicionou novamente, tentando lembrar todos os passos necessários. Depois de achar que estava o mais perto possível da posição que a instrutora lhe mostrara, ele voltou a encaixar uma flecha no arco e levantá-la na posição indicada. Os dedos puxaram corda com um pouco mais de força, sentindo-a se tencionar ainda mais. Não sabia se daria para puxar mais do que aquilo, mas era o que tinha para o momento. Expirando o ar lentamente ele voltou a mirar no centro do arco, e quando expeliu todo o ar do pulmão ele soltou a corda no que julgou ser um movimento mais "limpo". A flecha voou bem mais dessa vez, e poderia ser considerado um grande avanço... caso a flecha não tivesse passado a mais de dez metros do seu arco, indo cair no meio de um arbusto qualquer. Kyle praticamente gargalhou daquela vez, e quando a instrutora abafou um risinho ele se sentiu levemente traído.

- Perdão, não foi minha intenção. Mas não se preocupe, no começo é assim mesmo. Logo mais você estará craque. Dessa vez você tensionou a corda o bastante, embora possa colocar um esforcinho a mais e puxar mais para maiores distâncias. O problema ainda está na hora de soltar a corda, você puxou a mão para fora e nisso a flecha seguiu o movimento. E o arco também se moveu, então, é... Tente manter o arco firme, sem incliná-lo para cima ou para os lados na hora de soltar a flecha. E na hora de soltar a mão direita, não precisa puxá-la para o lado nem nada do tipo, é só soltar os dedos que seguram a corda. Bom, preciso ajudar os outros campistas, mas qualquer coisa é só me chamar...

John assentiu com a cabeça e a menina sorriu de forma compreensiva para ele, como se compreendesse como o começo poderia ser difícil, antes de se virar e sair, deixando-o sozinho com seu arco. Kyle ainda gargalhava ao fundo, e ao se virar John pode jurar ter visto lágrimas escorrendo por seu rosto. - O que é, menino bode? Vai querer tentar? O tom bravo de John fez com que Kyle risse ainda mais, ignorando completamente a parte do menino bode. John bufou e se virou novamente para o alvo, inciando sua terceira tentativa.

Quinze minutos depois John estava frustrado, e sua vontade era de bater o arco no chão. Havia acertado o alvo apenas três vezes, e tão fora do centro que as flechas estavam quase caindo da borda. Poderia até ser que outras pessoas melhorassem com o tempo, mas para ele já estava bem claro: era PÉSSIMO com o arco e flecha. Sem chances de ser filho de Apolo, então, pensou talvez um pouco agradecido. Algo no chalé dourado o deixava desconfortável, e pelo menos não teria que se preocupar em dormir lá toda noite. - Tá, eu desisto. Chega de arco e flecha por hoje, já te dei motivos para rir por um mês inteiro., disse jogando-se ao lado de Kyle no chão. Alguns campistas continuavam por ali, atirando nos alvos circulares ou nos bonecos de palha, e por um breve instante John sentiu inveja deles, desejando poder ser tão bom quanto um deles. Será que um dia seria bom em alguma coisa por ali?

- Sim, acho que arco não é bem sua arma. Podemos tentar mais uma vez, mas acho que você deveria arriscar a lança, disse a instrutora passando por eles, antes de se virar novamente e ir embora. - Não sei o que é pior. Pagar mico com o arco e flecha, ou pagar mico com uma lança...

- Olha, não sei cara, só sei que eu DEFINITIVAMENTE vou aparecer no seu treino amanhã. Minha barriga está doendo até agora de tanto que eu ri, hahaha. John deu um murro leve no braço de Kyle, como sempre fazia quando o amigo fazia piadas às suas custas, mas não pode deixar se sorrir também. - Ok, é o mínimo que posso fazer depois de você me mostrar essas pernas cabeludas e me dar motivos para rir por uma vida inteira. Qual é, cara, nunca ouviu falar em Gillette? Kyle fez que ia começar a reclamar, mas John se levantou e estendeu o braço para o amigo, ajudando-o a se levantar também - Ah, que é isso, você sabe que estou brincando... Vamos lá, é a hora de almoçar, menino bode... E antes que Kyle pudesse reclamar John saiu correndo, deixando o arco e a aljava de qualquer jeito perto dos demais e indo em direção ao Pavilhão.



P.S.: Ainda não fiz o post em que o John descobre que é filho de Hefesto, e por isso deixei como se ele ainda não o soubesse.

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Gostei de como você começou a descrever as coisas, porem depois de um tempo você simplesmente parou tudo e só disse o que aconteceu. Achei apenas que faltou um pouco de desenvolvimento maior.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Azazel R. Capograssi em Sab 14 Dez 2013 - 14:41


Observei inutilmente a faixa amarela enquanto eu tentava vestir a Aljava e a treinadora explicava o que era pra fazer. Finalmente coloquei a Aljava nas costas e peguei o arco. A treinadora lançou uma flecha num caixote que se abriu, escorpiões saltaram de lá. Eu não sabia que a cauda era o ponto fraco do escorpião, mas a informação seria útil. Puxei uma flecha da aljava e encaixei-a no arco, parceiros ao meu lado já acertavam escorpiões, enquanto eu ainda olhava para eles. Respirei fundo e puxei a corda com a mão direita. Logo fechei um olho e posicionei-o ao lado do arco, para usar como mira. "Na cauda. Na cauda...Na cauda..." Repetia em minha mente inúmeras vezes. Soltei a corda com certeza de que ia bem no escorpião, mas não foi bem o que aconteceu. O bicho se mexeu bastante, então a flecha passou por ele e caiu no chão.

Droga. — Murmurei para mim mesmo. Peguei outra flecha e mirei bem dessa vez. Quando soltei a corda, ela voou contígua a um escorpião, mas não bateu nele: mais uma tentativa falha. Com dois erros eu já achava que não ia me dar bem em arco e flecha, aliás, não sei o porquê, pois em toda minha vida tive uma mira boa. Retirei outra flecha e fiz como a primeira, posicionei minha cabeça ao lado do arco e tentei mirar bem num escorpião. Acertar um escorpião não era muito difícil, mas meu objetivo era a cauda! Com os olhos entreabertos e a visão fixada no ponto desejado. Soltei a corda. Eu realmente não tinha notado o quão forte eu tinha puxado a corda, quando disparei, eu dei um passo para trás por causa da pressão e a flecha passou como um vulto por mim. Mas o destino dela foi a cabeça do escorpião, ele se mexeu de desespero, estava morrendo. Peguei uma flecha urgentemente e mirei na cauda, que agora estaria se movendo menos. Puxei a corda o máximo possível. "Vamos lá Kol...Você consegue!". Lancei a flecha, ela percorreu uma velocidade impressionante, pois quando olhei ela estava cravada na cauda do escorpião, que agora estava presa ao chão. Mesmo conseguindo o objetivo, eu não estava satisfeito: queria acertar um escorpião vivo na cauda, então eu não ia parar até conseguir o objetivo. Virei meu arco para a diagonal direita, mirando num escorpião longe de mim. Peguei uma flecha, puxei e soltei.

O "vulto negro" passou pela arena atingindo o escorpião nas costas, ele morreu de imediato. Fechei os olhos e bufei. Confiante de mim, abri os olhos e peguei uma flecha. Posicionei ela no arco e puxei a corda, mirando para baixo. Foi aí que me veio uma ideia, era meio boba, mas podia funcionar. Quando você lança uma flecha de frente para uma casa, querendo acertar seus fundos, seria meio impossível; mas se você lançar a flecha por cima, ela irá percorrer a casa e cair no quintal de trás, era perfeito! Levantei o arco, mirando para a diagonal acima. Observei um escorpião: aquele seria a minha vítima. Puxei a corda com força, calculei a distância em que a flecha percorreria e onde ela iria parar, calculei os movimentos do escorpião, ele andava para o lado direito, então não faria uma virada drástica e viraria para a esquerda. Pois bem, mirei um pouco mais para a direita do escorpião e para cima, então soltei corda, quando dei por mim, estava vendo um escorpião com o rabo preso no chão por uma flecha. Ele se contorcia em seus últimos movimentos de vida enquanto eu exibia um sorriso estonteador. Levantei o arco e comemorei. A flecha realmente havia feito o percurso aéreo e caiu no local destinado.

Game Over, para você! Há. — Apontei para o escorpião. Enquanto debochava ridiculamente de ter matado ele. Mas logo parei, mantive postura reta e tive certeza de que Arco e Flecha, era minha habilidade, de fato achava que era péssimo com aquilo, porém o fato de ser filho de Íris me beneficiou bastante com isso, agora eu poderia ficar calmo e tentar fazer isso mais vezes. Segurei meu arco e arrumei minha aljava nas costas, antes de começar a caminhar, saindo da arena.



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Acho que faltou um desenvolvimento melhor de seu treino, algo com mais descrições ou mais acontecimentos. Vi que mesmo sendo meu filho, não aprecia, provavelmente em off, o arco e flecha, então indico que neste tipo de treino tente se utilizar de adagas ou até mesmo uma lança.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 14 Dez 2013 - 19:02



⊱ Arco e Flecha, pra que?! ⊰


Era uma tarde triste, tudo a meu ver estava somente em preto e branco, com um pouco de cinza, nada mais, levantei-me de minha cama e fui a passos lentos a arena, que estava vazia, resolvi praticar um pouco a minha pontaria, então fui no arsenal e peguei um arco com uma aljava que continha cerca de cem flechas para treinos, eu caminhei a passos calmos até o local da arena destinado a o tiro ao alvo, como sempre, tudo estava preparado, levei minha mão direita até a aljava e de lá tirei a primeira flecha, a posicionei no arco, puxando sua corda enquanto o levantava e pouco a pouco ia mirando no alvo, mirei alguns centímetros acima do ponto onde ficava o menor dos círculos, aquele que se assemelhava a um ponto. Fechei meus olhos e respirei um pouco, buscando me concentrar, senti uma leve brisa em meu rosto, em seguida abri meus olhos e na mesma velocidade atirei a primeira flecha, que acertou no segundo menor círculo, em seguida peguei mais outra flecha e calmamente a coloquei no arco, puxei a sua corda, mirei e em seguida atirei, acertando o terceiro maior círculo, confesso, que acabei bufando um pouco, mas logo me acalmei, peguei mais uma flecha e continuei, sempre procurando mirar e me concentrar no alvo, no princípio, para me concentrar eu tinha que fechar meus olhos e respirar bem fundo, com o passar do tempo, eu fui aprendendo a diminuir, sempre que as flechas acabavam da aljava, eu pausava o exercício e começava a catar as flechas que eu tinha utilizado e as colocando de volta em sua aljava, para assim recomeçar o treino. Assim que eu parrei o treino pela vigésima vez, sentia dores nos braços, eu já tinha ido a enfermaria do acampamento, mas os curandeiros não me informaram o que seria isso, somente me pediram para repousar, pois havia feito esforço demais em um dos treinos, eu fui calmamente ao arsenal e guardei o arco, com a aljava. Odiava acor e flecha, porém era sempre útil treinar, e foi com apenas aquele rápido treino que eu fiquei, coloquei as mãos nos bolsos e sai caminhando para meu chalé, precisava descansar.



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Faltou muita descrição e muito desenvolvimento, afinal você apenas chegou e descreveu superficialmente 2 flechas que atirou e disse que jogou mais 2000 vezes? G_G
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Noah Harrison Shneyder em Sab 14 Dez 2013 - 19:46


Já disse que sou péssimo em arco e flecha? Não? Pois estou dizendo agora e voltarei a dizer todas as vezes que estiver sendo arrastado por algum companheiro de chalé para um desses malditos treinos. Eu simplesmente não tenho o dom, entende? Prefiro adagas e espadas, algo que eu sei manejar o suficiente para abrir um vergão em alguém. Era da opinião de quê combate à distância é coisa de covarde. Voltei o rosto na direção de meu companheiro que ainda mantinha os dedos em volta de meu braço em um aperto de ferro – Eu juro que, se você me deixar ir, nunca mais digo aos rapazes onde você esconde os dracmas. – Tentei pela décima vez no caminho até a arena. Dessa vez a proposta pareceu ter surtido certo feito, eu podia ver o brilho da duvida nos olhos do garoto, mesmo que ele não tenha interrompido os passos firmes. Por fim, quando eu já perdia as esperanças, o rapaz tratou de despedaçá-las com um definitivo “não”. Suspirei pesadamente e continuei andando, até porque de onde estávamos eu já avistava o aglomerado de campistas. Estranhamente havia muitos garotos altos e parrudos, a típica prole de Ares, e isso não era tão comum em dias de treinamento com arco e flecha. Geralmente os brutamontes optavam por treinos em que podiam socar alguém, e não por práticas de combate à distância. Será que as coisas poderiam ficar piores? Lancei um olhar de esguelha para Samuel e este me retribuiu da mesma forma. Moral da história? Eu agora odiava arco e flecha por mais um motivo.

Posicionamos-nos, eu e Samuel, atrás da linha de brutamontes que pareciam empurrar uns aos outros por um lugar próximo à instrutora. Devo admitir que entendesse a agitação dos rapazes, principalmente após todos os rumores que tinha escutado a respeito da garota. Filha de Ares e mais do que só “gata”. Ela tinha um jeito peculiar de ser, muito diferente do que o visto diariamente no Acampamento Meio-Sangue. Tendo terminado a cena de jogar seu cigarro fora, a loira de porte atlético se pôs a confirmar tudo o que já havia sido dito a respeito dela há alguns dias. Cocei a nuca por mero costume e olhei de esguelha para Samuel – O que está achando? – Indaguei. O filho de Hermes franziu o cenho de modo pensativo, provavelmente lutando em busca das palavras adequadas, indo só depois me dirigir um dar de ombros e jogar algumas palavras sem sentido. Tinha que concordar que até então não havia parâmetros para avaliar. Não fiquei muito contente com o fato de ter de acompanhar a introdução teórica e depois colocá-la em prática, pois há muito tempo que eu tinha dificuldade em conseguir tal feito. As coisas são sempre mais fáceis na teoria.

Arcos foram lançados ao chão, tendo sido retirados do depósito de armamentos da arena, e a confusão foi enorme. Consegui me esgueirar entre um braço e outro – Cara, vocês de Ares não tomam banho? – Retruquei ao recuar após ter me deparado com uma axila particurlamente mal cheirosa. Graças a Zeus (ou quem quer que seja meu pai/mãe) o meu comentário não foi escutado, caso contrário eu já estaria rolando do gramado. Aproveitei-me do fato de continuar vivo para pegar dois arcos, e enquanto isso Samuel recolhia as aljavas dispostas do outro lado. Puxava o ar para os pulmões quando consegui sair do aglomerado de brutamontes, indo dar de cara com um filho de Hermes que balançava nos braços duas aljavas de flechas emborrachadas – Que divertido. – Rolei os olhos com toda a ironia que conseguia empreender na frase. Nesse meio tempo Harmonia divagava suas primeiras palavras, acentuando que o uso do arco e flecha era muito dependente da física; ângulos, impulso e força. Armado de arco e aljava, cruzei os braços em frente ao peitoral e aguardei por novas instruções, estas sendo relativas ao posicionamento. Samuel, ao meu lado, não parecia disposto a esperar por coisa alguma, simplesmente parecia ter decidido não ir com a cara da instrutora. Qual o problema dele? Gostava de beijar rapazes?

Braços firmes e respiração profunda. Fechei os dedos da mão esquerda em torno da estrutura do arco, tentando ao máximo não empreender força no ato, e sim firmeza. Outro ponto importante era referente ao cotovelo que, segundo a instrutora, devia ficar reto diante da linha de tiro. Repassei as informações que a instrutora praticamente bradava e arrisquei um sorriso para Samuel – Tudo certo?– Indiquei meu posicionamento com o queixo. O filho de Hermes se limitou a me olhar de cima a baixo, sorrir com a maior falsidade que eu já havia visto na vida e continuar seu caminho em direção à fila que se formava frente a um boneco de palha. Dei de ombros e o segui, levando comigo o arco e a aljava de flechas emborrachadas. Parei atrás de dois campistas de Ares, ambos discutindo abertamente a beleza da instrutora, inclusive propondo apostas entre si a respeito de quem conseguiria acertar a filha de Ares primeiro, de preferência em locais indiscretos. Tive que conter minha risada, tentando ao máximo fingir que não escutava. Em dado momento, quando finalmente a fila começou a avançar, outro grupo de garotos parecia ter feito a mesma aposta, pois uma flecha atingiu a bunda da garota. Juro que fiquei tentado a me colocar na ponta dos pés e procurar ter uma visão melhor, mas me contive para o bem de minha amizade com Samuel que parecia cada vez mais carrancudo. Seus olhos iam do castanho claro para algo nebuloso e assustador. Tentei ignorar o mal humorado atrás de mim, seguindo a fila até que chegou minha vez de enfrentar o boneco de palha.

Os pés voltados na direção do alvo, tentei ser o mais firme possível ao segurar o arco e usar o máximo de força que conseguia para puxar a corda onde acoplei a flecha emborrachada. Cotovelos virados para o alvo? Confere. Retesei a flecha, puxando-a o máximo para trás de forma a estar na altura de meu peito. Então soltei o projétil. A trajetória seguiu curvilínea, talvez pelo fato de eu estar agitado invés de calmo, mas o braço do boneco ainda foi atingido. Sorri satisfeito comigo mesmo, embora não tenha conseguido fazer nada de extraordinário. Tecnicamente eu deveria ir para o fim da fila, esperar minha vez novamente e tudo mais, contudo aproveitei o espaço de tempo oportuno para puxar outra flecha e a encaixar – Eu atirei? Que mentira! Você andou fumando o que? Morangos? Aquilo é para vender, colega. – Retruquei quando as primeiras reclamações começaram a surgir. É obvio que eu seria lixado se ficasse parado por mais tempo, portanto tratei de atirar logo a flecha, sem nem mesmo parar para conferir se tinha aderido à posição correta ou coisa do gênero. O projétil seguiu na direção da cabeça do espantalho e, para meu espanto, quase acertou o círculo pintado em vermelho. Por que eu sempre agia melhor sobre pressa? Isso só podia ser mal de família.

Após ser praticamente empurrado para o fim da fila, só me restou cruzar os braços e observar o desempenho do restante dos campistas, embora a maioria se saíssem melhor do que eu. Sammuel foi um dos que deixava meus tiros no chinelo, por assim dizer, pois tinha conseguido acertar o alvo pré-estabelecido – Não sei por que você ainda frequenta os treinos. – Retruquei, entrementes contente por não estar ali sozinho. Azar ou não, a instrutora interrompeu a prática de tiro no momento em que eu me preparava para acertar o alvo, e por isso tive de voltar o rosto em direção a ela. Só então percebi – seguindo a linha de raciocínio das novas instruções dadas pela garota – que uma linha de bonecos de palha havia sido formada, assim como também notei o fato de haver flechas de tons vermelhos em meio às emborrachadas. Finalmente algo de bom era proposto naquele dia! Explodir bonecos de palha era meu sonho desde a chegada ao Acampamento Meio-Sangue, principalmente depois de meu primeiro treino de espadas em que tinha comido palha ao ser acertado pelo autômato de um dos filhos de Hefesto.

Os brutamontes de Ares foram os primeiros a disparar, embora ostentando a pior mira que eu já havia visto até o momento. Quase me senti talentoso. Ao lado de um Samuel que ostentava sorriso atrás de sorriso, talvez até mesmo recuperado de seu rancor, me posicionei a uma distância considerável do aglomerado de bonecos de palha e peguei a primeira flecha avermelhada, encaixando-a na corda do arco. Era impossível errar, afinal os alvos estavam lado a lado, mas eu consegui essa proeza ao disparar a primeira flecha. A explosão foi acontecer no gramado, onde o verde deu lugar para o preto chamuscado – Er... – Pigarreie para evitar que o rubor em minhas bochechas fosse notado. Peguei outra flecha e me posicionei da forma indicada pela instrutora, dessa vez parando para pensar por alguns segundos, e só depois disparei a flecha que atingiu dois bonecos de uma só vez. Palha fumegante voou para todo lado, assim como acontecia com os outros bonecos atingidos por campistas habilidosos e/ou sortudos. Todo mundo se divertia naquilo.  Atirei outras três vezes, e em todas as três a flecha encontrou seu alvo que saiu voando em pedaços chamuscados de alegria. Eu poderia passar o resto do dia atirando nos bonecos, embora tivesse a perspectiva de que logo eles fossem ser dizimados por completo, mas optei por largar o arco e a aljava de flecha, indo assim me esgueirar atrás dos campistas que se divertiam em explodir as coisas. Silencioso, usei as pessoas como esconderijo e escapuli do treino sem ser notado pela instrutora que estava ocupada em conversar com seus admiradores. O almoço me chamava.

Obs: O treino me pertence (foi postado em outro fórum) e sofreu algumas alterações, qualquer dúvida basta entrar em contato.


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Mesma coisa dos outros, faltou um pouco mais de descrições para expor seu desenvolvimento no treino e como você fez para acertar os alvos.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Kristen Wolsten. Bellamy em Sab 14 Dez 2013 - 23:18


Jazia no chalé de Poseidon, como sempre mirando as parades. Era começo de tarde e fazia pouco tempo que havia voltado do refeitório, e a típica moleza pós-almoço me dominava. Poseidon havia aparentemente voltado a ativa e em pouco tempo mais irmãos apareceram. Não tive tempo se quer para falar com eles, de tão agitada a rotina do acampamento. Acho que era a prole mais preguiçosa de Poseidon, pois passava horas na praia ou deitada no beliche. A solidão era contínua e não era uma pessoa muito amistosa para fazer novos amigos. Teria que pensar nisso mais tarde, depois de alguns dias, estava perdendo o manejo de treinar, que era mais que minha obrigação neste lugar, e por diversas vezes fora cobrada pelo centauro, Quíron. E com um longo suspiro, descia a escada do beliche, á procura de meus pertences. Invés da calça do pijama que usava, troquei por um short rasgado e All Stars pretos, gastos por minhas longas caminhadas na praia. Deixei minhas armas de lado, não iria treinar em combate com campistas ou monstros, teria que recomeçar com algo leve e que gostara da última vez. Arco e flecha.

Com determinação - ou nem tanta assim, direcionei-me até a saída do chalé, espreguiçando os braços. O sol irradiava no céu azul claro e limpo de nuvens. Era um belo dia no acampamento meio sangue, e agora, iria apreciá-lo da pior maneira possível. Em passos largos e agitados, caminhava em direção a arena, que não era tão distante dos chalés, e em poucos minutos, encontrava-me diante da arena. Semideuses e monstros lutavam entre si, sem contar com as a armada de desafios que armavam para nós, semideuses. Não pensava em um futuro diferente, apenas nos dias que passava aqui. Não me via adulta, com filhos ou casada, esses pensamentos são arrancados de você desde o momento que se descobre que é filho de um deus olimpiano.

Direcionei para a área de armas a distância, onde havia um arsenal: arcos, flechas e aljavas. Tudo que precisava para exercer meu treino. Coloquei uma aljava nas costas, um arco em mãos e um estoque de flechas. Da última vez que havia treinado havia conseguido acertar meu alvo, minha aptidão haveria melhorado? Bem, chegara a hora de descobrir. Avancei para a série de alvos, posicionando meu arco.  Respirei fundo e mantinha total atenção no meu alvo, que era há 5 metros de onde estava. Alinhei a flecha em meu arco, deixando meus dedos firmes para que pudesse deixá-la reta. O ponto vermelho estava na mira, a hora era agora. Soltei meus dedos de uma vez só, permitindo que a flecha fosse lançada. Resultado: Acertei cinco centímetros acima do que desejava. Bufei e peguei outra flecha, alinhando-a da mesma forma no arco. Deixei que meus sentidos tomassem conta de minhas ações, que meus instintos de semideusa cuidassem para que não errasse novamente.

Meus dedos pendiam na flecha, tomando conta para que não escapasse. E não como da outra vez, o alvo tomou conta de minha visão, como se fosse meu único objetivo que teria que conquistar. Alinhei minha posição de meu corpo, deixando meu pé direito a frente do outro. Dei impulso na flecha, que tomou liberdade em direção ao alvo. Sucesso! A flecha acertou o meio do alvo, o ponto vermelho. Não pude conter o sorriso que surgiu em meus lábios, mas não deixaria acabar ali. Peguei mais uma flecha em mãos e a posicionei na aljava. Minha expressão voltou a ser fechada como antes, com total atenção. Meu corpo mantinha a mesma pose que conquistara meu último alvo. Lancei-a contra o alvo, acertando apenas alguns centímetros ao lado. Minha sorte havia acabado.

Não deixei me abalar com meu fracasso, afinal, só estou exercendo um treino e não em uma batalha na qual o destino de pessoas estavam em minhas mãos, como se tivesse toda essa importância para alguém. Já era minha terceira flecha, e estava pronta para aquele desafio. Deixei meus dedos se soltarem naturalmente, e admirar a flecha que percorreu o ar alcançar um dos alvos. Faltando apenas três centímetros para o centro, como esperado, minha flecha percorreu apenas acima do alvo. A quarta, quinta e sexta flecha tiveram os mesmos destinos, alguns centímetro a mais ou a menos, e não havia acertado alvo novamente. Depois de um sucesso vinha o fracasso?

Talvez sete fosse meu número da sorte, peguei a sétima flecha que era a penúltima do meu estoque. E mais do que as outras tentativas, tomei atenção precisa para o alinhamento. Minha respiração era controlada e baixa, soltei o ar que tinha em minha boca, prendendo minha respiração. Soltei meus dedos da flecha, que numa velocidade incrível, acertou o ponto vermelho no centro da placa. Desta vez, não reprimi a vontade de lançar mais uma flecha. No entanto, agi com tanta rapidez que peguei a ponta pontiaguda da flecha, que provocou um corte na palma da minha mão. Merda. Limpei o sangramento de minha mão no shorts, mordendo o lábio inferior por causa da ardência.

Me movi lentamente, baixando o arco que se encontrava erguido. Arrastei-me até ao arsenal, devolvendo as armas que carregava consigo. Afinal, não fora assim tão difícil. Balancei a cabeça negativamente, enquanto caminhava para a enfermaria, para tamparem meu ferimento.


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Digamos que foi um treino simples e direto, mas em alguns pontos tomou cuidado para detalhar o que gerou a melhora em sua mira e isso contou bastantinho para seu desenvolvimento no treino não decair. O fato de não ter nenhum treino postado nesta área, alem deste, e se dizer tão experiente ou ao menos com uma mira tão avançada para quem pouco realmente treinou também influenciou sua nota.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Heather Martínez em Sab 14 Dez 2013 - 23:25




Era incrível com as coisas aconteciam rápido ali naquele tal acampamento meio-sangue. Em menos de 24 horas, eu descobri que o cara mais bonito da escola - que eu achava estar super me dando mole - era um sátiro. E não, ele não estava me dando mole; ele tinha outros planos para mim. Depois, fui atacada por um leão, mas não um leão comum, e sim, um Leão de Nemeia. Sorte que Trevor tinha uma adaga com uma lâmina especial, segundo ele, e me ajudou a derrotar o monstro. Depois fui levada às pressas para o tal Acampamento Meio-Sangue, e ainda não tinha certeza se tudo o que acontecera na noite anterior fora um sonho. Então eu era filha de um deus ou de uma deusa grega? Ah, ok. Ótimo. Qualquer coisa poderia ser melhor do que aquele orfanato. E na verdade, tudo estava indo bem demais para ser verdade. Era quase como se eu estivesse vivendo um conto de fadas, ou uma história de super heróis! Mais especificamente, era uma história de semideuses. Porém, eu não me sentia nada especial.

Trevor disse que isso era normal, e que eu teria que desenvolver algumas habilidades. Disse que isso seria fácil para mim, porque eu já tinha uma aptidão natural. - Ah, é mesmo? Onde, Trevor? Eu mal sei ler. - Eu reclamava com ele, enquanto caminhávamos até o campo de treinamento. Ele disse que eu deveria começar com o básico; o treino de armas diversas. Eu apenas assentia, confusa e cega demais para contestar. Dali por diante, tudo dependeria de mim. Meu sátiro não poderia mais me ajudar, e apenas me deu uma piscadela e mandou-me um beijo no ar. Era difícil não se sentir mais calma e protegida com aquele par de olhos azuis, mas na medida em que ele se afastava, minha ansiedade voltava.

Tudo bem que eu me senti bem surpresa com o meu desempenho com a adaga quando lutava com o Leão de Nemeia, mas aquilo foi sorte. Além disso, Trevor me ajudou, e praticamente fez tudo sozinho. Quando ele chegou me tirando praticamente de dentro da boca do leão, eu tive certeza que ele era o homem da minha vida e que íamos nos casas e viver numa grande e bela casa, mas assim que pousei meus olhos em suas pernas felpudas, minha cabeça começou a rodar. Ser manco nunca foi algo que atrapalhasse Trevor nas paqueras, na verdade, chegava a ser um charme. Enfim, voltando ao treino, tudo o que eu fazia, era observar os mais experientes manuseando espadas, martelos, correntes, e outras coisas afiadas e pesadas. Engoli seco e notei que num canto do campo havia vários daquelas armas disponibilizada para os treinos. Fui hesitante até a mesa e fiquei olhando, pensando no que seria mais leve.

Experimentei então um escudo. Apanhei a placa de metal com uma mão só e quase perdi meu braço. Aquela coisa era mesmo bem pesada! Não conseguiria segurar uma espada com a outra mão. Pensando nisso, apanhei uma espada. Era mais leve do que eu pensava, na verdade, mas era muito comprida, e eu não conseguia ser rápida com ela. Tinha ainda uma fileira de facas, de diferentes tamanhos. Havia procedido em minha primeira batalha com uma adaga, e talvez por isso, tivesse pegado mais simpatia pelo instrumento. Não usaria a minha própria adaga, umas vez que aquelas dispostas eram maiores e mais bonitas! Com formatos variados e exóticos. Peguei então uma adaga em cada mão, mas não sabia o que fazer com elas. Acho que só funcionava sob pressão. Fiz uns movimentos amadores e tímidos, imitando o Ezio Auditore de Assassin's Creed, mas nada intimidador. Andei então até um dos bonecos de palha. Flexionei meus joelhos e ensaiei uns golpes no boneco, mas estava longe de senti aquela adrenalina que havia sentido na tarde anterior. - Tão assustadora quanto esse espantalho. - A princípio, não achei que aquela fala fosse direcionada a mim, mas a carapuça serviu demais para eu simplesmente ignorar. - Com licença, falou comigo? - A menina me olhava com os braços cruzados sobre o peito. Seus olhos eram cinzentos e ela tinha um sorrisinho arrogante nos lábios. - Você não tem que atacar diretamente de frente, é a primeira coisa que seu oponente vai defender. Invista golpes nos flancos, mas não baixe demais a sua guarda. - Observei que ela tinha duas adagas também, guardadas na cintura. - Ok, nos flancos. Obrigada. - Respondi rispidamente. No mínimo era uma veterana metida, que realmente deveria saber o que estava falando. Mas eu era orgulhosa demais para dar atenção logo assim de primeira.

- Olha, desculpa, mas acho que você não vai servir pra combate direto logo assim no primeiro dia. Não consegue impor respeito nem num boneco de palha! - Essa garota não tinha mais o que fazer? Era tão vagal que ficava ali olhando o meu fiasco? Virei-me de supetão para ela, apertando as duas adagas em minhas mãos. - Ah, é? Então, o que sugere? Eu que volte para casa? Que eu vá lustrar o chão da Casa Grande? - As coisas estavam difíceis para mim, e eu realmente não precisava de alguém para me lembrar disso. A garota continuou inexpressiva, com os braços cruzados. - Na verdade, eu ia sugerir um lançamento de facas. Trevor me contou que você tem uma certa afinidade com isso. - Terminou com mais um sorrisinho arrogante. Ah, então ela conhecia Trevor? Era mesmo bonita o bastante para ser a namorada dele, e isso me deixou um tanto enciumada.

Tinha até me esquecido de como cravei a adaga precisamente entre os olhos do leão. Não sabia como tinha lançado a faca de tantos metros de distância, mas tinha acontecido. Sorte? Com certeza. Mas se eu poderia ser boa em alguma coisa, era hora de mostrar para aquelazinha. - Ok então. Lançamento de facas. Aliás, sou Heather Martinez. - Ela sorriu e claro, disse que já sabia o meu nome. Esperei que ela se apresentasse, mas ela não o fez. E cada vez eu me sentia mais irritada com aquela guria. Ela me levou até um outro canto do campo onde havia alguns alvos. Começou a tagarelar sobre algumas curiosidades muito desinteressantes sobre a história do lançamento de adagas, e blablabla, e eu fiz questão de ignorar simplesmente porque eu não ia com a cara dela. Puxou uma das adagas da cintura e atirou-a bem no centro do alvo. Semicerrei os meus olhos para a faca cravada na madeira e torci meus lábios. - Ok, minha vez. Moleza. - Exceto pelo dia anterior, eu nunca tinha tocado numa adaga antes. Muito menos lutado com uma. Peguei o instrumento pela ponta, assim como a outra tinha feito e me concentrei no alvo. Atirei a arma no alvo, mas a mesma bateu com o cabo na madeira e caiu no chão.

Então, o que eu estava fazendo ali mesmo? Esperava acordar a qualquer momento na cama daquele orfanato fedido. - Você não se concentrou o suficiente. Olha, você sabe como fazer, logo pega o jeito. - Ela me deu uns tapinhas irritantes nas costas depois de tirar a adaga dela da madeira. - Vai se sair bem, eu preciso ir. Até mais, Martinez. - Não contive um rosnado às costas da garota quando ela foi se afastando, e então voltei-me para o alvo. - Mas quem ela pensa que é? Criaturinha mal educada, aposto que é super amiguinha do Trev... Ah, aquele sátiro conquistador... safado... um cafajeste! - A cada xingo direcionado ao meu amigo, era uma adaga atirada tragicamente em direção ao alvo. Nenhuma delas chegou ao menos tocar a ponta na madeira, e estava começando a achar que a guria tinha me levado ali só pra me humilhar. Não eu tinha certeza disso. Podia apostar um dedo que ela estava rindo de mim para Trevor.

Respirei fundo e apanhei as adagas de volta. Relembrava do que eu sentia um dia antes, do medo, da raiva e do desespero que eu sentia perto do Leão de Nemeia. Tinha sido ainda estranha a forma com que eu visualizei precisamente o ponto em que eu queria acertá-lo, e o fiz. A madeira pintada com círculos dentro de círculos ali a alguns metros de mim de repente me parecia diferente. Era um objetivo para mim, assim como era a testa do leão. Arrumei a minha postura e apanhei a faca pela ponta. Levantei meu braço num ponto preciso, e de alguma forma eu sabia o que estava fazendo. Foquei o meu alvo e atirei a adaga na direção do alvo.

- Uuuh, cadê aquela patricinha para ver isso agora? - Tudo bem que minha adaga tinha cravado o alvo longe do centro, mas pelo menos tinha acertado em alguma coisa! Aquele primeiro acerto tinha sido uma boa alavanca para que eu conseguisse adquirir um pouco de confiança. Atirei mais quatro vezes, e três nem tocaram a ponta na madeira. Uma chegou a cravar, mas ficou três segundos ali até que caísse. Eu tinha mesmo muitas dificuldades em canalizar a minha concentração em alguma coisa. Talvez eu só funcionasse mesmo sob pressão, ou em situações de perigo eminente, e bem atirar facas em alvos de madeira não ofereciam nenhum perigo eminente. Mas até que era algo divertido (quando eu acertava).

Notei que primeiro, eu tinha que descobrir como focar no exercício. Eu precisava de adrenalina, então, comecei a correr pelo campo, só para sentir o coração bater mais forte. Quando parei a minha corrida e voltei para as adagas, comecei a achar que aquela ideia tinha sido extremamente idiota: agora eu mal podia respirar. Tudo bem, tinha sido um completo exagero. Peguei uma adaga, ofegante, e foquei no alvo. O som do meu coração martelando nos meus ouvidos, o suor correndo pelo meu rosto... Aquilo fazia com que eu me sentisse bem, e logo o campo começou a ficar movimentado. O som das espadas se chocando, os campistas rindo, gritando, conversando... Aquele excesso de movimento me distraia, mas eu conseguia ficar alerta e atenta a qualquer coisa. Inclusive à minha tarefa. Peguei a adaga pela ponta e levantei-a. Com o meu coração disparado e todo aquele fluxo ao meu redor, atirei a adaga no alvo. Ela tinha cravado na madeira, mas perto do centro do que as anteriores, e eu não parei para comemorar.

Estava no ritmo, na vibe das adagas, e peguei uma segunda. Foi muito espontânea a forma que eu peguei o objeto e atirei. Não me concentrei no ângulo ou na altura do meu braço, e nem na força que tinha lançado. Tudo tinha acontecido da forma mais natural e espontânea, irrigada por adrenalina. Recolhi as adagas cravadas no alvo e as atirei de novo. Já a segunda, cravou o centro, e eu não contive um sorrisinho orgulhoso. Minha confiança estava recuperada, e eu estava realmente achando aquilo divertido e excitante. Sentia um friozinho na barriga a cada vez que apanhava uma faca, e este só aumentava enquanto a arma fazia o seu trajeto até o alvo, na expectativa de acertar a testa de algum monstro (ou a testa daquela guria metida insuportável; ou então seus peitos siliconados - me recusava a admitir que aqueles lindos seios invejáveis fossem naturais).

- Ok, ok. Chega por hoje. - Disse para mim mesma, fitando as quatro adagas cravadas no alvo, bem próximas ao centro. Era mesmo difícil acertar o centro do alvo! Mas acho que estava bom para o meu primeiro dia. Recolhi as quatro facas do alvo e outras duas no chão que tinham batido com o cabo ainda. Esperava repetir aquele aproveitamento bem na cara daquela guria. Guardei as adagas onde as encontrei, e tirei a minha própria da cintura. Brinquei com ela entre meus dedos, e até que consegui fazer isso sem me cortar. Soltei um risinho orgulhoso de mim mesma, e então saí do campo de treino de armas diversas. Eu estava morrendo de sede!








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Gostei da forma como descreveu seu andamento, começando pelo ataque direto e não se adaptou e depois partindo para longa distância. Bem como pela sua forma de descrever a evolução da personagem durante o treino. Parabéns!
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Cordélia Winthrop Scott em Dom 15 Dez 2013 - 4:24

Treino com Armas a Longa Distância



Cordélia sempre fora acostumada em ser "a novata", mas naquele lugar estava sentindo-se, pela primeira vez, melhor quanto à isso. Tá, por mais que ainda atraísse olhares estranhos e não falasse com grande parte dos que já deveriam ser seus amigos, a atmosfera no Acampamento Meio-Sangue ainda conseguia ser reconfortante. Quando chegou, fora recebida por uma filha de Atena super gentil, que mostrou-lhe o lugar em seus detalhes básicos após uma conversa com um homem metade-cavalo chamado Quíron. Disse-lhe brevemente, também, que deveria aprender a se defender o mais rápido possível, pois precisaria disso até mesmo para as atividades internas, como a caça à bandeira ou algo semelhante. Cordy assentiu, murmurando: — Vou começar logo, bem, antes que eu perca a coragem que ainda me resta.

 Apesar de tamanha determinação, a indeterminada apenas dirigiu-se à arena após comer alguma coisa. Teria ido direto, mas o som que o seu estômago passou a provocar depois do meio dia era realmente assustador - semelhante à um monstro qualquer, mas sem o bafo de ovo podre, talvez. E é claro que soube desde o início que talvez poderia acabar treinando sozinha, mas também não se importou tanto ao ponto de desistir ou procurar alguma outra coisa para fazer. Bem, ao seu ver, um treino seria muito mais útil em sua vida como meio-sangue do que ajudar a arrumar o chalé 11 ou qualquer outro lugar. O nome de seu primeiro treino era simples: armas a longa distância. Isso significava que teria de testar suas habilidades - mesmo não sabendo se possuía alguma - com instrumentos como lanças, adagas, facas simples e coisas assim. Ao chegar no local certo, a primeira coisa que fez foi olhar aliviada ao redor por não estar mais tão faminta, e então optar em escolher logo sua arma. E o alvo da vez foi uma lança. Não era leve, logo sentiu, e nem um pouco inofensiva (o óbvio). Não fazia o estilo da ruiva, pois sempre preferiu, ao ver aqueles antigos filmes de piratas, as espadas que estes carregavam. Mas não usaria espadas alí. "Você testará todas as opções, e depois partirá para as que gosta" fizera um trato consigo mesma e tentou segui-lo fielmente. Deu de ombros.

Pendurados naquele lugar haviam diversos bonecos de palha, a maioria dotados de expressões faciais nada amigáveis, mas foram deles que Cordélia gostou mais. Em seguida, viu logo ao lado grandes alvos, que ela sabia serem usados com mais frequência para o Arco e Flecha, mas ainda assim classificou como uma decente opção para a lança que carregava. O olhar que a semideusa levada era no mínimo perdido. Não sabia por onde começar, mas também não gostaria de sair perguntando por aí coisas do tipo: "Ah, desculpe, sou uma menina burra que não sabe como treinar. Poderia me dar uma mãozinha?" Não, Cordélia certamente não era dessas. Cruzou os braços, tendo cuidado para não machucar-se com a arma, e tentou observar o treino de outros pelo canto do olho. Procurava por uma singela ajuda, uma orientação. Alguns, os mais grandalhões que ela achou serem filhos do deus da Guerra ou apenas loucos, pareciam determinados em estraçalhar cada pedacinho de seus bonecos de pano ou então lançar com de forma mais raivosa possível suas armas nos alvos. Outros, esses mais parecidos com a ruiva, tentando apenas "lutar/treinar" sozinhos usando suas adagas. Poucos atiravam com o arco e flecha, e  como Cordy optara por uma lança, não via outra alternativa se não a mais óbvia: tentar jogá-la naquele alvo vermelho - e sempre evitando ferir o olho de alguém, é claro. Riu com o pensamento e trocou a arma de sua mão esquerda para a direita, onde teria uma coordenação melhor. Hora de começar.

Apoiou-se melhor em seus pés e estreitou os olhos antes de fazer o movimento. Quando a lança fora tirada de sua mão e o resultado tornou-se visível, a primeira coisa que Cordélia perguntou foi porque diabos não havia escolhido uma faca primeiro. — Ah, qual é? — Resmungou ela, balançando levemente a cabeça. Foi até lá para pegar a lança e tentar mais uma vez. Mais concentrada do que inicialmente, lançou-a e dessa vez teve um motivo para sorrir, pois chegara mais perto. Ouvía ao seu lado baixos risinhos, mas não perdeu seu tempo olhando e vendo quem era. — Não está tão ruim assim. — Tentava ao máximo confortar a si mesma. Louca como sempre, falando consigo mesma! — Essa coisa é maior do que você. Urgh! — Arremessada a lança pela terceira, quarta, quinta vez, ficou surpresa com o progresso da coisa. Na última, fincou-se em uma direção nem tão distante do meio do alvo, o seu objetivo. Cordélia estampou um meio-sorriso no rosto e seguiu para a segunda opção: o famoso arco e flecha. E dessa vez ela não ficou mais tão perdida. Já estava sentindo-se confortável e a atmosfera do lugar evoluíra de "você pode ser morta" para "agora você pode matar", então estava tudo relativamente bem. Mais um bônus: também não teve de  se deslocar, pois poderia usar o mesmo alvo que treinara com a lança. "Obrigada por terem me colocado em classes do tipo, amém" agradeceu, referindo-se às aulas de arco e flecha que tivera a sorte de receber quando mais nova, na escola. Não poderia dizer que as fizera por muito tempo, pois seria uma baita mentira, mas pelo menos ainda sabia como segurar o instrumento - e melhor, atirar com ele.

O restante do treino fluiu livremente; com direito à algumas quedas, flechas sendo lançadas em direções nada convenientes e facas sendo fincadas em alvos alheios. Cordélia não chegou a treinar com outros semideuses, pois sabia que não era preciso, mas ainda parara para observar alguns de seus colegas quando sentia-se cansada demais para continuar. E também pedia dicas, e ainda não sentindo-se nem um pouco envergonhada por fazer isso. No final do dia, adivinhou que sentiria uma grande dor em ambos os braços, mas saber que era por uma boa causa a fez sentir-se no mínimo mais feliz.


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Até gostei de seu treino que realmente mostrou que é uma novata na área, mas da próxima vez tente descrever o que mudou em seus ataques para torna-los mais precisos, isso pode contar muito.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Dom 15 Dez 2013 - 8:31

Corria em direção à arena, rindo tanto que chegava a ter que apertar minha barriga para controlar a dor causada pelo exagero. Deixara no chalé  um Logan louco atrás de mim com o cabelo descolorido. Se eu tinha culpa de acidentalmente um pote de descolorante ter caído dentro do shampoo dele? Óbvio que não. Ainda rindo, finalmente cheguei ao local onde alguns bonecos de palha estavam espalhados e lanças estavam sendo disponibilizadas. Um instrutor acompanha tudo ali, monitorando cada campista que ousasse tentar acertar outro com a arma. Mordi os lábios, pensando em como seria legal se acidentalmente uma lança atravessasse o coração do semideus mais chato que eu conhecia: Davos.

Observei uma menina que mais parecia um brutamonte se preparar para lançar a arma. Dando três passos para trás, a menina pegou impulso e arremessou a lança, gritando algo. Acompanhei a trajetória completa do pedaço de madeira com ponta de metal –a lança mais pobre e sem graça que eu vira em toda a minha vida-, que atingiu um alvo cerca de cento e cinquenta metros a frente da guria. Minha boca se escancarou por alguns segundos, mas logo um sorriso de lado apareceu. Se ela podia, eu também podia, afinal. Caminhei até as lanças ridículas do Acampamento Meio-Sangue e peguei uma, revoltada com o fato de ter que usar algo tão feio para treinar. Sem dúvida alguma, espadas e adagas seriam sempre melhores.

Não deixei que meu ótimo humor se abalasse com a repulsa que sentia das armas. Segui até a parte mais isolada da arena, garantindo que não seria acertada por algum novato desastrado. Três bonecos de palha eram encontrados a minha frente, um mais para frente do que outros dois, formando um triângulo daqueles que as patricinhas de filme sempre formam. Suspirei, enquanto conferia que meus cadarços estavam amarrados de forma que permanecessem assim pelo resto do treino e então me preparei para lançar, traçando uma estratégia motivadora: cada boneco acertado no coração ou ao menos perto, seria uma costela a menos no Davos em minha imaginação. O ódio move barreiras.

Dei três passos para trás e acertei minha mira no boneco do lado esquerdo do triângulo. Mordi o lábio e tentei ajeitar meu braço do modo que eu achava que faria com que a lança seguisse exatamente o percurso que eu desejava, mas eu realmente não sabia como fazer aquilo. Então finalmente corri alguns passos á frente, lançando o pedaço de madeira. Observei atentamente a lança cair a três metros de mim. –OI? ANH? ISSO TA ERRADO. –indignei-me, caminhando lentamente até a arma. Ela nem ao menos se firmara direito no chão. Ergui a sobrancelhas e catei a lança, voltando para meu lugar anterior. Ah, aquilo não deveria ser tão difícil, era apenas um sútil pedaço de madeira. Respirei fundo, tentando novamente com a mesma estratégia, mas agora mudando o alvo para o boneco do “topo” do triângulo. Lancei e novamente fui tão mal quanto iria se estivesse jogando basquete.

O bom humor? Tinha acabado ali. Não admitiria ser humilhada por uma arma tão tosca. Caminhei em passos pesados até a lança e sem seguida até os bonecos. –TOMA ESSA, RESTO DE CARNIÇA! –gritei, enfiando a lança repetidas vezes no que seria o coração do boneco, estraçalhando a parte do seu tórax. Em seguida, fui para os da base. Chutei o da esquerda, derrubando-o no chão, e enfiei a lança em seu rosto. Depois segui até o da direita e repeti o mesmo processo. Por fim, me dei por satisfeita. Todos os bonecos estavam despedaçados no chão e, de certa forma, havia usado a lança. Larguei a arma em qualquer lugar e comecei a caminhar para fora dali, tendo mais do que a prova de que eu nunca ganharia algum duelo usando lanças.


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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Ter 17 Dez 2013 - 13:54


the fucking arrow
Caught here in a fiery blaze Won't lose my will to stay
Fui até a área destinada para os treinos de arco e flecha. Tive de perguntar várias e várias e váááárias vezes para os campistas que passavam por mim a localização da arena. Acabei por perguntar para uma menina por duas vezes — não tenho notória memória para memorizar rostos — e a mesma se mostrou muito impaciente, olhando para as unhas e falando comigo como se eu fosse uma retardada. — Ah que engraçada você, meu amor. Agora, por que você não volta pro pasto de onde você fugiu? — "Vaca!", pensei, revirando os meus olhos e achando a arena, finalmente. Semicerrei os olhos, esperando os outros campistas chegarem para começar logo com esse fucking treino, fiquei olhando para o chão, para o teto, para os outros campistas e procurando alguém de interessante para ver — sem sucesso, uma pena — até que a pessoa que iria ministrar as aulas de arco e flecha começou logo a falar. Ela se apresentava como uma filha de Apolo que faria isso no lugar de uma filha de Dionísio, que normalmente era quem aplicava as instruções normalmente. Acho que o nome dela era Candice.

Candice agora caminhava até um pequeno arsenal cheio de arcos e o modo como ela distribuíra o arcos me fez perguntar se ela realmente queria estar aqui, pois sua vontade de aplicar o treino era praticamente nula, pelo menos era o que aparentava. É claro que agarrei uma dessas peças mesmo no ar, porém a familiarização com o exemplar parou por aí. O seu formato era um curvo estranho e a corda parecia muito firme; firme demais para que eu conseguisse puxá-la com uma flecha junto. — Legal, onde eu ligo esse troço? — Não gente, eu não estava brincando. O ânimo da instrutora é tão contagiante que me dava até câncer. Soltei um suspiro extremamente preguiçoso, ouvindo as instruções que ela dera. Essas informações realmente me interessaram, de verdade, apesar da indiferença com que a garota dizia as palavras, pois estava envolvendo a coisa que eu mais amava no mundo. Física. A teoria era fácil. — A força com que se puxa a corda irá influenciar na força exercida do material puxado, que ao ser olto depois de se retesar, boa parte da força será transferida para o lançamento da flecha. — Estava consideravelmente animada até o momento em que tentei puxar a corda sem nenhuma flecha. Eu não tinha muita força, portanto a flecha não iria longe, vulgarmente dizendo.

Chegamos para a parte da postura, onde eu poderia me dar mal ou até delocar os dedos ou desmembrar-me na hora de puxar o raio da cordinha do arco. Mordi o lábio inferior, ajeitando a aljava de flechas emborrachadas em minhas costas, esperando a instrutora fazer alguma coisa; porém ela pareceu estar procurando por algo ou alguém durante uns segundos, ante de retomar como se nada tivesse acontecido. Conforme ela ia explicando, o pessoal que aprendia a manusear a flecha estava puxando a corda com a flecha de borracha. Tomei uma destas em mãos e ajeitei a mesma no arco, encaixando o engaste da flecha na corda e introduzindo a mesma ao lado do arco, puxando a mesma com muito esforço, franzindo a testa e colocando a lingua entre os meus dentes. Minha mãe achava essa minhas expressão bonitinha, só que ela dizia isso apenas porque não era ela quem fazia o esforço que gerava esse semblante. Minha repiração estava um pouquinho oscilante, o que não era uma coisa muito legal para que estava com um arco e flecha armados e prontos para o tiro na mão; já que de acordo com a instrutora, isso instabilizava a respiração, acelera a circulação e faz os músculos protestarem e qualquer errinho ou oscilação nas mãos, resultam em tiros mal sucedidos. Tentei relaxar a respiração, que foi e acalmando com o tempo. E sobre os arcos não serem espadas? — Meu Zeus, descobriu? Você sozinha? — Só não segui a segunda dica, afinal eu não me sentia muito confortável atirando com a mão da flecha junto ao peito. A mira parece errada, talvez por conta de meu braços, e afins. Ajeitei o arco bem verticalmente ao meu corpo, colocando a mão que segurava a corda e o engaste quase encostada em meu queixo, deixando o cotovelo e o braço alinhados em relação ao flecha e o alvo. — Bom, pior do que tá não fica. — Murmurei com um tom um pouco indiferente. A brincadeira sobre aquele olho que Candice soltara arrancou alguns risos do pessoal.

Começamos a montar uma fila para treinar nossas habilidades nos bonecos de alvo, todos estes feitos de palha. Evitei ser uma das primeiras da fila para mirar. Com certeza vai ser um grande desastre e não estou afim de arrancar o olho de ninguém e receber a culpa, e tenho certeza de que o fato de ser a pior atiradora do mundo me entregaria. Quando chegou a minha vez, tentei me estabilizar e virei um pouco o meu corpo de lado e separando os dois pés na largura de meus ombros para me manter firme, segurando o arco com a mão esquerda e a flecha com a direita, colocando o engaste da mesma no arco e ajeitando a minha postura, a mão que segurava a corda e a flecha fez um pouco de força apenas para puxar as mesmas, estirando-o o máximo possível. Segurei com firmeza — e não fooooorça — os artefatos de tiro e ajeitei o cotovelo na linha do alvo, que era o boneco. — Quero acertar bem na cabeça. — Murmurei para mim mesma, e a garota atrás de mim estava bufando impacientemente para todo o meu procedimento. Quando estava prestes a soltar a flecha, a menina estressadinha exclama atrás de mim, fazendo-me errar feio o alvo; por conta da pequena inclinação de minha flecha perante o susto que ela me deu, dizendo algo como: "Sua mão está no lugar errado, querida. É próximo ao peito e não da boca.". Virei-me para ela, com uma face neutra, enquanto levava o punho lentamente fronte a boca enquanto fazia menção de tossir. Mesclei uma engasgada falsa à uma sutil exclamação que eu fiz: — E daí? — Voltei ao fundo da fila, percebendo que a instrutora estava posicionando mais bonecos de palha para usar de alvo. Me coloquei nas primeiras linhas de tiro e tentando acertar um dos bonecos dos quais Candice dispunha para nós treinarmos.

Depois de repetir o procedimento todo de ajeitar a postura, pernas separadas na linha dos ombros, segurar instrumentos com firmeza, ajeitar o braço na linha do alvo e respirar profundamente para acalmar a pulsação — o que era uma tarefa um pouco difícil, ja que a garota que me atormentava na fila estava perto o suficiente para me irritar com a sua mira perfeita — consegui acertar o braço do boneco de palha. Eu estava mirando na linha do estômago do mesmo, porém não deu certo. A perseguidora da mira-perfeita, como um ato de imensa provocação, atirou no mesmo boneco que eu logo após à mim, bem no meio dos olhos. Se fosse um alvo real, o tiro teria sido muito limpo, rápido, firme, preciso e letal. Semicerrei os olhos e fizei no rosto um sorrisinho amarelo que significava "com tanto alvo por aqui, você vem no meu só para provocar, eu não achei legal e vou chutar sua cara, olhando para a garota que estava dois metros distante no meu lado direito. Caminhei até ela com o mesmo sorriso, como quem não quer nada com nada, me dirigindo a ela de modo teatralmente dócil — Nossa amiga, que mira boa. Sério, de verdade. Você fez certinho, legal. Quer um tazo? — Estiquei um osso imaginário para a mesma com a mão livre, desfazendo meu sorriso para uma face que exala nojo. No meio da ira, acabei por fazer um tiro e mira infeliz. A raiva da garota nojenta havia sido tão extensa que influenciou na força com que segurei o arco, puxando de mau jeito a corda da flecha, e a postura totalmente errada: braço desalinhado, polegar da mão que segurava o engaste da munição quase encostando no nariz e bufos ao invés de uma respiração profunda. Resultado? A flecha acertou bem nas nádegas de Candice. Virei-me instantaneamente, olhando para outro canto e pegando disfarçadamente outra flecha, com toda aquela cara de pau que eu possuía e que não rachava nunca.

Ela não pareceu saber quem foi — ou se sabia, fingiu que não — porém disse que sentia pena do ser que havia o feito. Estava pronta para negar e apontar para outra pessoa, contudo ela nada fez perante o fato. Apenas disse acrescentar uma surpresinha para gente. Nas aljavas haviam flechas explosivas sem muita potência e nosso desafio era detonar uma enorme quantidade de palha que havia ali. Ela acrescentou um boneco de palha à mais na pilha, como se nosso trabalho já não fosse grande. Suspirei pesadamente, impaciente com a segunda tarefa que nos foi designada. Mordi o lábio inferior, minha mão voando para o ombro para recolher uma flecha explosiva, com todo o cuidado, colocando o engaste da flecha na corda, temendo detonar a mesma em minha própria mão. Postura, ombros relaxados, mão que segura a munição próxima ao queixo, braço reto na linha do alvo, respiração moderada e, para completar, fechei o olho direito para ter uma melhor visualização do ponto em que eu queria acertar. Como o alvo era completamente irregular, era mais fácil de acertar, porém difícil escolher um ponto. Apenas atirei, sem um ponto específico, usufruindo do tempo em que atirávamos no monte de palha para ajeitar a minha postura. Minha primeira flecha acertou a base da pilha de palha, e eu comecei a focar naquele local. A explosão foi consideravel, mas não o suficiente para muitos estragos. O certo seria começarmos realmente da parte de baixo e o fogo de alastraria com mais eficácia, da parte inferior para a superior.

Depois da primeira flecha que eu havia acertado, várias outras — não todas, mas uma boa parte — acertou bem abaixo, também. Quando começou a dar indícios de queimar depois de inúmeras explosões, a pilha foi atingida no meio, que era o novo local prioritário. Várias das flechas vinham seguidamente da garota mira perfeita. Meus lábios se repuxaram numa curvatura baixa, e eu fuzilei-a com os meus olhos a cada mirar presunçoso que ela me dirigia. Mas eu não estava mai com raiva, e sim com uma enorme sede de provar a minha capacidade que estava desabroxando. O boneco que estava bem acima da pilha de palha virou o meu alvo, que seria um ponto mais determinado para que eu treinasse, tomando agora como prioridade a minha mira. Como o meu novo ponto de explosão era um ponto um pouco mais alto, fui obrigada reorganizar a minha postura, todavia a prática no monte de palha tornou esse procedimento bem mais rápido e preciso. A única coisa que precisei modificar foi o ângulo em que eu disporia do arco, da flecha e do meu braço, porém todo o restante era a mesma coisa. Ombros relaxados, respiração profunda, olho direito fechado para focalizar o local que seria o ponto de travessia da minha munição, e soltei a minha flecha explosiva. Essa passou zunindo rapidamente, em função da força que apliquei apenas na hora de segurar a minha corda.

A ponta desta tocou a cabeça do boneco e explodiu o mesmo, nada muito considerável, porém este já era. A esta altura, toda a pilha de palha já estava destruída. A nojenta que implicara comigo durante todo o treino agora me olhava com certa indignação, e outra coisa... Talvez raiva. Não sei. Só acho que contei com um pouquinho de sorte, porém meu desempenho com flechas melhorou consideravelmente com uma aula e tanto empenho. Havia muita coisa para melhorar, porém a única coisa que eu queria era deixar bem claro que a barbie de plástico havia mexido com a garota errada. Sorri de modo teatralmente dócil para a menina, mexendo os lábios e murmurando: "Minha flecha.", puxei a corda de meu arco levemente, passando o polegar rente ao pescoço e apontando para o boneco detonado. "Sua cabeça." Joguei o arco para o lado, olhando para a pilha de restos de palha, e ficando genuinamente satisfeita com o meu desenvolvimento. Talvez eu não seja tão útil, afinal. Suspirei, tirando um enorme peso da pressão de minhas costas, saindo dali enquanto pensava que talvez eu seja uma boa semideusa, e que logo eu poderia sair do Acampamento e voltar pra casa.

off: é um treino antigo e adaptado em várias partes, mas é bem meu, qualquer coisa, mandem mp.

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Gostei de seu treino que parece ter sido um treino mestrado de outro fórum, pois já encontrei outros similares por aqui. Porem encontrei diversos pequenos erros de escrita que de começo pensei em ignorar, mas se demonstraram em não tão pouca quantidade com o andamento de seu treino.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Heather Martínez em Ter 17 Dez 2013 - 19:02




Trevor havia me dito que talvez meu treino com lançamento de facas e o treino com chicote tivessem chamado a atenção da minha mãe Hebe. Não era a toa que ela dava de presente os chakrams gêmeos e o chicote da juventude para os seus filhos. Fazia parte da minha tal aptidão natural ter habilidade com lançamento de chakrams, adagas, facas - que seja - e manuseio de chicotes. Meu sátiro disse então que eu tinha que dar mais atenção às outras habilidades, àquelas que eu ainda precisava desenvolver. - Arco e flecha? Hm, pode ser, Trevor. Mas já adianto que nunca toquei num treco desse na minha vida. - Também nunca tinha tocado num chicote antes, mas eu tinha a bela desculpa de ser filha de Hebe. Sou uma filha de Hebe! Aquilo ainda me soava estranho mesmo em pensamento. Terminei de almoçar e desci logo para o campo de treino de armas a longa distância. Fui assim mesmo, sem parar, porque se inventasse de me sentar depois do almoço, logo a moleza típica viria, e eu não queria mesmo perder o meu tempo dormindo. Tinha coisas demais para fazer ali no acampamento!

Pelo visto, nem todos tiveram a mesma ideia que eu. Poucos estavam treinando, até mesmo a parte do arco e flecha que costumava ser bem ocupada estava tranquila. Não estava surpresa em ver os dois filhos de Apolo ali. A princípio, fiquei observando o menino - que deveria ter uns dez anos de idade - e a menina mais velha manuseando o arco como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Tinham uma tranquilidade imensa com a arma, e era quase artística a forma com que eles faziam aquilo, era simplesmente lindo! Talvez se eu tentasse aquilo a uma certa distância dos dois, para não ser humilhada, não seria tão ruim assim. Eu poderia ficar só observando, tentando imitar tudo o que os outros dois faziam. Trevor disse que eu tinha uma aptidão normal com qualquer tipo de arma, mas precisava desenvolver. Era como acionar um gatilho, então, não deveria ser tão ruim.

- Ok, é só arco e flecha, nada demais! É quase igual o chicote... Não, não tem nada a ver. - Peguei um arco e comecei a estudá-lo. Me coloquei a alguns metros de um dos alvos fixos e então segurei o arco firme com a mão direita. Peguei uma das flechas com a outra mão e tentei colocá-la no elástico, imitando os filhos de Apolo e tendo por base o que eu via na televisão. Era mais lógico manusear a flecha com a mão boa, pelo menos, aparentemente. Mas eu estava fazendo aquilo muito errado, porque eu nem conseguia colocar a flecha no elástico! Era mesmo muito mais difícil do que eu pensava! Como que o Gavião Arqueiro fazia aquilo com tanta facilidade? - Mas que droga! Essa coisa inútil... Arma de mocinhas! Ah, mas que... - Estava mesmo parecendo uma velha rabugenta brigando com o arco e com a flecha. Só parei de resmungar quando escutei os risinhos dos filhos de Apolo. Senti o meu rosto queimar no mesmo instante, e fechei a cara de vez. Estavam achando graça? Eles deveriam ter me visto com o chicote ou com o lançamento de adagas! Aquilo era mesmo uma pancada no meu orgulho. Minha vontade era mesmo de jogar aquele arco no chão e lançar os meus chakrams, dando orgulho pra minha mãe. - Ei, calma! Eu acho que posso te ajudar com isso. Eu sou Drew, filha de Apolo. - Como se já não bastasse uma filha de Atena me enchendo outro dia, agora tinha uma de Apolo querendo se exibir. Se bem que aquela não parecia ser nada arrogante, mas eu era orgulhosa demais para admitir.

- Eu sou Heather, filha de Hebe. - Meu tom de resposta havia sido ríspido até para mim mesma, e Drew nem disfarçou ao perceber isso. - É, não parece ser filha de Hebe. Sem ofensas. - Ela deu um sorrisinho sarcástico, e eu a olhei com os olhos semicerrados, não sabendo exatamente o que ela queria dizer com aquilo. - Olha, deixa eu te ajudar. Não é tão difícil assim, só precisa... - Eu não precisava de nada! Eu poderia fazer aquilo sozinha; tinha feito outras vezes ali no acampamento. - Eu não preciso de ajuda, obrigada, posso aprender sozinha. - Tinha me esforçado para ser menos ríspida, mas meu sorriso havia sido forçado demais. A filha de Apolo apenas respirou fundo. - Agora sim pareceu uma filha de Hebe! Hãn, enfim, você precisa segurar o arco assim, não muito alto, e deixar a flecha na linha do seu queixo. Use seu queixo como referência. - Ainda não sabia o que Drew queria dizer com aquelas referências à minha mãe, mas mesmo sem eu confirmar se queria ou não sua ajuda, ela começou a me dar algumas instruções. Fazia uma demonstração com o seu próprio arco, e tinha mesmo muita paciência.

- Ok, tá legal. - Meu tom de voz ainda estava cheio de orgulho, mas eu segui aquelas instruções da menina. Usando o queixo como referência, ficou mesmo mais fácil colocar a flecha no arco, e eu até conseguia regular o quanto a puxava no elástico. Nem deixei a menina terminar de falar: puxei logo a flecha e a soltei, num gesto totalmente precipitado, eu confesso. O resultado foi que a flecha não percorreu nem trinta centímetros adiante e logo caiu no chão, totalmente inofensiva. Murmurei um palavrão baixinho, e Drew olhava a flecha no chão, com os lábios apertados. Já me preparei para ouvir as piadinhas carinhosas da menina, mas ela ficou quieta, e continuou como se nada tivesse acontecido. - Muito bem, pegue outra flecha. Está indo bem! Prenda-a de novo no elástico. - Eu a obedeci, dessa vez, mais determinada. Ela era legal, e eu estava mesmo querendo fazer com que as coisas dessem certo. Ela estava apenas querendo ajudar. Mantinha a minha posição inicial, sem soltar a flecha dessa vez e disposta a ser obediente. Apenas com atos; admitir em palavras era outra história. Drew andou até atrás de mim, para corrigir a minha postura, mas automaticamente, foi para o lado errado. As pessoas demoravam para perceber e se adaptar ao meu lado canhoto, e isso até me fez deixar uma risadinha escapar. - Coloque sua mão um pouco mais acima do arco, ao centro dele, isso. Assim, ele ficará mais firme na sua mão. Deixe a ponta da flecha acima da sua mão no arco, e use o indicador dessa mão para apoiar a ponta da flecha, mas cuidado com a parte afiada! E não se esqueça que a flecha deve formar um ângulo de noventa graus com o arco. Isso, está quase, mas já corrigiu bastante. - Drew era muito paciente, e dava instruções precisas. Talvez precisas até demais para quem não era filho de Apolo. Eu demorei a me lembrar como era um ângulo de noventa graus.

- Agora, puxe a flecha até a linha do lóbulo da sua orelha. Essa é a força suficiente para chegar ao outro lado. - Assenti com a cabeça e fechei um dos olhos para tentar mirar o alvo. Meu objetivo não era mesmo acertar o centro do alvo. Eu era humilde o suficiente para querer apenas fazer com que a flecha se fincasse em algum canto do alvo. Puxei a flecha seguindo as instruções de Drew. E então, deu certo! A flecha atravessou o caminho até o outro lado... e caiu em algum canto atrás do alvo fixo. Até o fim do treino, eu acertaria uma flecha na madeira! Mas já era um bom começo saber como começar a usar aquela coisa. - Isso! Olha só, deu certo. Viu? Não é tão difícil. O resto é questão de treino, acho que pode treinar sozinha agora. - A menina se despediu de mim e chamou o irmão dela para encerrarem o treino. A essa altura, os postos com arco e flecha e alvos estavam mais cheios, mas pelo menos eu não faria tão feio.

Respirei fundo e peguei mais uma flecha. Coloquei-a no arco, a altura do meu queixo formando o ângulo antes instruído pela filha de Apolo. Tinha mesmo sido mais fácil daquela vez. Puxei então o elástico e soltei. A flecha mais uma vez passou longe do alvo, e eu torci meus lábios. Talvez eu devesse me concentrar mais, mas sabia que me concentrar em qualquer coisa era um desafio para mim. Pelo menos tinha notado que o meu tiro sempre pendia para a direita, como se saísse meio cruzado, uma vez que eu atirava com a mão esquerda. Isso eu poderia corrigir. Eu não precisava ser um ás no arco e flecha, eu só precisava aprender a usar aquela coisa. Peguei mais uma flecha e preparei o tiro. Dessa vez, tentei calibrar a minha mira e soltei a flecha. O objeto fez o percurso e alcançou alvo! Porém, apenas tocou a ponta afiada na madeira, e não se fixou lá. - Ah, mas não é possível... - No que eu tinha errado? Ah, havia me preocupado tanto em calibrar a mira que tinha me esquecido do quanto precisaria puxar o elástico com a flecha. Eram muitos detalhes! Flecha no elástico na altura do queixo, mão firme no centro do arco, ângulo de noventa graus, puxar até a orelha... E como se tudo isso já não fosse o suficiente, ainda tinha arrumado um tiro cruzado de esquerda! Respirei fundo e peguei mais uma flecha.

Segui todos os passos, sem me esquecer de puxar o elástico do arco até a minha orelha. Calibrei a minha mira, mas demorei-me para soltar a flecha. Tinha notado que Drew e o irmão treinavam com muita calma, e a concentração era um adicional naquele tipo de treino. Mas na medida em que os segundos iam passando, eu ficava mais ansiosa para soltar a flecha para ver o resultado. Não era fácil conviver com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e Transtorno de Ansiedade. - Aguenta só mais um pouquinho, Heather. Se concentra. - Eu ficava cada vez mais ansiosa, mas eu ainda não estava pronta. Minhas mãos começaram a suar levemente, e eu estava começando a sentir um friozinho na barriga, de pura ansiedade. Era a adrenalina, bendita adrenalina. Eu não estava numa situação de perigo, e nem estava fazendo uma atividade física para acionar o hormônio. Eu era ansiosa sempre, e por isso estava sempre com friozinho na barriga. Finalmente eu me senti pronta, e deixei o elástico do arco deslizar pelas pontas dos meus dedos. Era uma sensação de alívio, como se a ansiedade estivesse sendo descarregada naquele tiro. Mas o friozinho na barriga persistiu, até que a flecha se ficou na madeira marcada pelos círculos.

Aquele foi o trajeto de flecha mais longo de todos os tempos! Mas eu sorri aliviada. A flecha estava longe do centro, abaixo e à direita. O tiro tinha saído cruzado de qualquer forma, mas eu tinha atingido o alvo pelo menos. Franzi a minha testa e então comecei a entender algumas coisas sobre ser uma semideusa. Já tinha notado que a grande maioria dos campistas - se não todos - sofriam dos mesmos transtornos que eu. Notei também que eu rendia mais quando estava sob pressão, ou quando me sentia ansiosa. A adrenalina era com certeza um combustível para mim, e não só para mim. Todos aqueles transtornos tinham uma razão, como tudo na vida. E eu até soltei um risinho, sozinha ali, com o arco ainda na mão. Eu estava começando a gostar de treinar com aquela arma, estava progredindo! O esforço sempre valia a pena quando eu conseguia. Me dava confiança e vontade de tentar de novo.

Lá fui eu pegar mais uma flecha. Antes de atirar, calibrei a minha mira, colocando-a mais para a esquerda. Respirei fundo, me concentrei, sem pressa. Mas a ansiedade me obrigava a soltar a flecha logo, e então o fiz. Dessa vez, a flecha foi muito para a esquerda. Embora tivesse passado bem perto do alvo, não o tocou, e eu franzi os meus lábios para baixo. Mas que tiro feio! Exagerei mesmo na calibração. Teria que encontrar um meio termo. Tombei o meu pescoço para o lado, fazendo-o estralar. Peguei outra flecha e me coloquei em posição de tiro. Calibrei o meu tiro, tentando encontrar um meio termo, mas estava com dificuldades com isso. Puxei até o elástico um pouco além da minha orelha, porque estava nervosa com aquela indecisão do que seria meio termo. Engoli seco e logo minhas mãos estavam suando. Fiquei oscilando entre um pequeno espaço, da esquerda para a direita, tentando corrigir o meu tiro cruzado. Era difícil me concentrar, até porque eu estava começando a ficar irritada com aquela dúvida. Sabia que não adiantava nada, eu precisava de paciência! Respirei fundo e firmei minha mão no arco. As pontas dos meus dedos estavam pálidas por causa do elástico que eu puxava com força. Expirei o ar ao mesmo tempo em que deixei o elástico se soltar dos meus dedos, e então a flecha seguiu seu trajeto. Tinha melhorado o tiro cruzado, sim, mas ainda tinha acertado longe centro do alvo. Não tinha sido nem um pouco precisa na minha mira.  

Preparei mais um tiro, e me concentrei dessa vez apenas na precisão. O resto eu estava fazendo certo, mas ainda não conseguia corrigir o meu maldito tiro cruzado. Respirava devagar enquanto tentava arrumar a mira. Era ali então que a concentração era exigida. Era nisso que minha adrenalina começava a circular com vigor. E era ai que eu ficava mais ansiosa. Demorei mais do que no meu primeiro tiro bem sucedido. Fiquei ali, me contendo para não soltar o elástico, até que não suportasse mais, se fosse necessário. Meu coração estava disparado, e eu me sentia mais alerta. Quase como se conhecesse cada centímetro do arco, e cada sentímetro quadrado do alvo diante de mim. Era como se tivesse uma mira a laser, e eu coloquei o arco um pouco mais para a esquerda. Meu braço travou num ponto exato, como senão pudesse mais movê-lo, e então soltei o eslático quase que instintivamente. A flecha viajou até o alvo, e atingiu a madeira num baque surdo. Estava ao centro, porém, abaixo ao poto central do alvo. Soltei um risinho, satisfeito, e podia sentir os meus olhos brilhando. Quase! Pelo menos, tinha corrigido o meu tiro cruzado. Mas será que eu conseguiria fazer aquilo de novo?

Meu coração ainda estava disparado pelo sucesso daquela tentativa, e eu me sentia no auge do treino. - É a minha última flecha! Só uma chance para acertar bem no meio! - Eu disse para mim mesma. Não era frescura; era mesmo a última flecha, uma vez que eu já tinha atirado todas as outras, e não estava afim de pegar todas de volta. Aproveitei que ainda estava na vibe do tiro anterior. Puxei o elástico com força, além da minha orelha, e mais uma vez meu braço travou num ponto exato à esquerda. Arrisquei subir o instrumento também, para acertar ao centro, precisamente, e parei num ponto que, de alguma forma, eu sabia que era perfeito. Soltei o elástico e a flecha fez o seu trajeto.

- Uh! Quase! - Dei um soco no ar com a flecha, mas não fora um soco de raiva e nem de total frustração. Eu mantinha um sorriso no rosto, de satisfação. Era um fato o que eu tinha evoluído com o arco naquela última hora, uma vez que eu nem tinha tocado em um antes. Torci os meus lábios e fiquei fitando a flecha ao longe, cravada ainda um pouco para a direita e um pouco acima do meio do alvo. Era mesmo bom experimentar coisas novas, e tinha curtido o treino com o arco e flecha. Deixei o arco ali onde havia encontrado e deixei o campo. Ainda tinha uma tarde pela frente para pensar num novo treino. Ainda tinha muitas coisas para experimentar. Ah, e claro! Tinha que procurar Drew e agradecer pelo pequeno tutorial no começo.




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Seu treino ficou quase perfeito se não fosse alguns errinhos pequenos de escrita e uma parte em que me pareceu que se confundiu ao dizer que a menina que lhe ajudava não era na verdade filha de Apolo. Se não fosse por isso teria tirado 100.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Allie Lankford Carroll em Qua 18 Dez 2013 - 21:45

Junto com o chalé de Ares, caminhei rumo ao treinamento de arco e flecha. De fato eu sempre fora a melhor arqueira do chalé, e isso era algo indiscutível, mas sempre me trouxera zilhões de problemas, as piadinhas sobre não saber usar uma espada ficaram cada vez piores, mas eu aprendi a ignora-los, pois na hora que metesse uma flechada no meio daquelas bundinhas magras, eles saberiam quem é que realmente mandava naquilo tudo. O céu estava incrivelmente limpo deixando o sol brilhar sobre o acampamento meio sangue, nos permitindo uma manhã animada e muito, muito quente. Trajando a blusa comum do acampamento, shorts e coturno, agarrei um dos arcos do suporte e me posicionei a alguns metros de um dos alvos, joguei a aljava sobre minhas costas. Eu estava relativamente longe, grande maioria dos meus irmãos não tinham qualquer habilidade com um arco, entretanto eu era uma bela exceção. Nos últimos meses eu havia avançado um bocado e tanto, aprendendo a atirar quase perfeitamente mesmo a metros e metros de distância do alvo, e isso era bom, muito bom pelo menos. Quanto ao meu conhecimento com esgrima continuava o mesmo, nunca levei muita fé na espada, mas quem sabe um dia? Minha mão direita foi em direção ao meu ombro, agarrando uma das flechas de dentro da aljava, a puxei e a encaixei no arco, erguendo-o um pouco o apoiei sobre meus seios, mantendo postura e a mira perfeita, minhas mãos já não tremiam como as minhas primeiras aulas, de forma que agora eram bem firmes. Ergui um pouco. Os alvos normais eram sem graça e estúpidos, mas eram o máximo que o acampamento podia nos oferecer, alvos em movimento somente com a ajuda de outros campistas. Meus dedos deslizaram pela flecha, soltando-a e provocando um risco quase inaudível no ar, a flecha cravou o alvo, um pouco ao lado do círculo principal.

Meus dedos deslizaram novamente até meu ombro, agarrando outra flecha de madeira e o encaixei no arco emprestado, mantive-o na mesma posição de antes, concentrando-me. Minha mente captava tudo ao meu redor, então mantive-me atenta. Os meus irmãos errando absurdamente os alvos ao meu redor, alguns filhos de Apolo treinavam com espadas um pouco mais a frente, e alguns jovens conversavam na casa principal, um pouco mais afastado dali, eu tinha tudo sob controle, ou quase tudo. Um dos filhos de Ares agarrou o alvo que eu estava prestes a atirar e o arremessou metros a cima de si, tenho que admitir que ele tinha uma força e tanta. Ergui o arco um pouco mais alto e meus dedos deslizaram pela flecha, soltando-a e a fazendo cravar-se no centro do alvo, a brincadeira não parou por ai.

O garoto jogou mais dois alvos para cima, e minhas mãos fizeram o mesmo movimento quase automático que era caçar a flecha sobre meu ombro, acertei um dos alvos quando estava prestes a cair, e o outro já na metade do caminho, mais alvos foram jogados para cima, um atrás do outro, e acertando um por um, errando por pouco alguns e acabando com metade do estoque de flechas em minha aljava, a sineta tocou, dispensando-nos para a próxima atividade.

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Foi um treino simples e bom, o fato de ser caçadora de Ártemis ajudou para que sua nota não caísse mais. Da próxima vez tente descrever mais os seus ataques.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Leslie Kölsch Montini em Qua 18 Dez 2013 - 22:33


Haviam me dito que filhos de Atena têm habilidade com o arco e flecha, muito embora todos os meus livros citassem somente a aptidão da deusa com o uso de espadas e escudos. Ainda novata no acampamento, àquele seria meu primeiro treino com o uso de armas voltadas ao combate de longa distância. Kevin, sempre fiel, tinha os braços cruzados frente ao peitoral e frequentemente me dava uma ou duas dicas, mesmo que eu só fingisse escutar aquilo que ele dizia. A verdade é que Quíron era o real responsável por instruir os campistas na arte do arco e da flecha, e assim o fazia ao demonstrar a forma correta de segurar o arco e a forma mais fácil de disparar uma flecha. Característica herdada por meu parentesco com Atena ou não, havia compreendido perfeitamente bem todas as instruções; quase as tinha decorado. Tendo Quíron nos dado a liberdade de praticar, encolhi os ombros e comecei a caminhar na direção do caixote repleto de aljavas contendo flechas de ponta borrachuda e alguns arcos rústicos que tinham sido feitos pelos sátiros – Por que tenho a ligeira impressão de que vir aqui foi uma péssima ideia? – Indaguei, pensativa, ao prender a aljava de flechas em minha costas e depois pegar um arco aleatório. Kevin seguia ao meu lado, carrancudo e cansado. O rapaz encolheu os ombros, deixando claro que tudo não passava de coisa da minha cabeça, e afastou-se para praticar – Boa ideia. – Murmurei, pensativa, ao seguir os passos de Kevin e ir procurar um alvo que me servisse. A maior parte dos campistas ali presentes era do chalé de Hermes, principiantes, já o restante se dividia entre prole de Apolo e alguns outros aventureiros. Iniciante como era, escolhi um poste há poucos metros de distância, com um círculo vermelho dentro de um círculo branco e assim por diante até destacar-se o centro do alvo que valia cem pontos. Eu nunca acertaria o centro. Posicionei-me na marca indicada no gramado, erguendo o arco que portava na mão esquerda e tateando as flechas na aljava que tinha pegado.

O segredo estava, de início, no posicionamento, onde o arqueiro não precisava ficar rente com seu alvo, mas sim na paralela com ele. Voltei o corpo de lado, a mão esquerda esticada para frente e com meus dedos fechados em torno do arco. Tinha colocado a flecha entre dois de meus dedos, segurando-a abaixo da ponta borrachuda – Agora é só mirar. – Instruí-me ao repetir o que Quíron havia dito minutos atrás. Encaixei a flecha na corda do arco e levei o braço direito para trás, distendo-o naquela posição o máximo possível, até que meus dedos começaram a tremer com o esforço. Último tópico: mirar. Cheguei o rosto um pouco mais próximo do arco, mas sem realmente tocá-lo, e focalizei os olhos no círculo pequeno e vermelho no centro do alvo. Bastou soltar a flecha. O projétil seguiu uma trajetória retilínea, embora cheia de desvios, até que se fincou em um dos círculos brancos do alvo. Cinquenta pontos. Apertei os lábios, incerta quanto ao que aquilo queria dizer – Quíron? – Chamei o centauro que vagava ali por perto. Ouvindo seu nome, o corcel não tardou a corresponder – O que me diz? Para, sabe, uma primeira tentativa. – Comentei nervosamente, mordendo os lábios e apertando os dedos. Eu era muito, mas muito mesmo, nervosa. Parecendo estar se divertindo, o mentor coçou a barba rala e disse que era bom, não excepcional, mas bom. Um “bom”? Suspirei pesadamente ao baixar os olhos para o gramado e fechar a expressão. Atena não sentiria orgulho de um singelo “bom”. Mas aquele padrão de avaliação poderia melhorar, certo? Bastava que eu conseguisse fazer melhor. Sim, era isso. Ergui o rosto e peguei outra flecha, dessa vez impondo maior rigidez nos movimentos quando os executei tal como tinha feito antes. Mãos firmes, olhar centrado no objetivo, pés voltados na direção do círculo vermelho e braço direito retesado para trás. Um, dois, três segundos e disparei. Semelhante ao que havia acontecido no tiro anterior, a flecha saiu em trajetória retilínea até que deu de encontro com o alvo. As curvas foram menores. Fincada ao poste de treino, a ponta borrachuda da flecha indicava o círculo dos 75 pontos.

Pegar a flecha, retesar o braço e disparar. Repeti este processo por, no mínimo, três vezes, ou pelo menos até que voz possante de Quíron pediu a atenção de todos. Fiquei contente, já imaginando que seríamos dispensados, mas não foi exatamente isso que aconteceu. O velho centauro afirmou que todos haviam praticado o bastante para poder lidar com um pouco de ação, portanto cada um deveria enfrentar sua pista de obstáculos estilizada antes de poder se retirar para o jantar. Ah, o jantar. Meu estômago grunhiu em protesto – Não acho que seja justo o que ele está fazendo. – Resmunguei, os braços cruzados frente ao abdômen. Kevin aproximou-se e parou ao meu lado, sua camisa estava empapada de suor e os olhos absorviam tudo o que viam. Esses garotos hiperativos são um caso sério – E aí, macaco. – Cumprimentei o loiro alto e sacana. Eu e Kevin começamos a trocar gracejos, mas bastou um olhar severo de Quíron para que cada um fechasse a bocai imediatamente. Algumas pessoas simplesmente tem esse dom. O corcel branco guiou a pequena turma até o meio do campo de treino, onde havia sido montado um percurso bastante... Inusitado. Apontando e dizendo o objetivo do exercício, Quíron explicou cada passo para a realização da atividade. No início havia um aglomerado de bonecos de palha imóveis, em seguida vinham os bonecos de palha em movimento. Cada flecha acertada nos bonecos em movimento fazia com que sua velocidade aumentasse; três acertos e podiam prosseguir. Passados os bonecos, tinha sido construído um cercado baixo onde autômatos corriam livremente, cada qual com um alvo estampado nas costas. Objetivo? Acertar, no mínimo, dois. Os filhos de Apolo ficaram logo felizes, todos ostentando um sorriso que ia de orelha a orelha, contudo o restante de nós não demonstrou mais do que apreensão – Pela comida. – Declarei ao me dirigir a uma das três filas que se formaram frente ao percurso. Eu não tinha muita fé naquilo, afinal mal conseguia acertar um alvo enorme e imóvel, mas tinha de tentar caso quisesse ter direito ao jantar.

Lenta e tortuosamente, a fila quase não avançava. A minha única sorte era a de os filhos de Apolo conseguirem cumprir o desafio com considerável rapidez, muito embora a maioria se contivesse nos obstáculos para acertar mais alvos do que o necessário. Bati o pé no chão o tempo todo, marrenta, até que – finalmente – chegou minha vez. O tão esperado momento. Flexionei os braços e avancei na direção dos bonecos de palha que estavam imóveis – Nada contra vocês, mas é necessário. – Disse, sorrindo, ao sacar uma das flechas da aljava e a encaixar na corda do arco. Corpo voltado na direção do boneco mais próximo à minha direita, alinhei o rosto com o alvo desejado e prendi a respiração pelos segundos de espera. Um minuto e depois soltei a flecha. O projétil fincou-se na perna do boneco, quase acertando o chão, mas meu sucesso era inegável. Quantos mais? Olhei ao meu redor e Quíron balançou a cabeça com redundância. Tudo bem, tudo bem. Peguei outra flecha e troquei de alvo, desta vez optando por um mais distante do ponto onde eu me encontrava. Eu parecia ter engolido um manual de tiro ao alvo, pois remedia a ordem dos passos em minha cabeça – Flecha um pouco abaixo do ombro... – Murmurei, pensando alto, e disparei a flecha que também fincou no boneco desejado, só que em sua cabeça invés de nós pés. Margem de precisão? Enorme. Dessa vez sequer olhei para Quíron, invés disso procurei outra flecha em minhas costas e armei o arco com uma prática que me era estranha. Bastou retesar o braço, disparar e bum!; alvo acertado no peito. Até que eu não era tão ruim assim naquela atividade em particular.

Segundo desafio: bonecos em movimento. Os alvos imóveis ficaram para trás assim que avancei pelo estreito espaço da arena. Em forma de semicírculo, seis bonecos iam de lá para cá e de cá para lá, embora em ritmo lento. Peguei uma das flechas, sem nunca tirar os olhos do boneco do meio, e a encaixei na corda. O silêncio foi tamanho que talvez conseguisse ouvir o martelar de meu coração contra o peito, muito embora estivesse tão focada em usar da visão que provavelmente os outros sentidos estavam temporariamente desprovidos de atenção. Movia o braço de acordo com o movimento do boneco, seguindo-o, até que estabeleci um padrão na movimentação. Dez segundos indo para direita e outros dez para a esquerda. Disparei na direção direita quando o boneco chegou aos quatro segundos. A flecha encontrou seu alvo, assim como o planejado, muito embora eu tenha deixado de errar por uma questão de centímetros. Assim como havia sido apontado por Quíron, os bonecos aumentaram sua velocidade de movimentação graças ao fato de eu ter acertado o disparo. Tive de parar e observar, tal como havia feito antes, para tentar desvendar o padrão. Os três da direita iam sempre para este mesmo lado por cinco segundos, já os da esquerda faziam o mesmo, só que para o lado esquerdo invés do direito. Cinco segundos. Apertei os lábios, concentrada, e saquei uma flecha. Tudo arrumado, ou seja, tendo encaixado o projétil na corda, levei o braço direito para trás e fiquei parada assim enquanto observava o boneco da extrema direita. Um, dois... Agora! Disparei. Novamente o alvo visado foi acertado. Estava começando a ficar realmente confiante, tão confiante que não parei para tentar descobrir o novo padrão de velocidade, invés disso saquei outra flecha da aljava e a encaixei na corda do arco. Uma pequena pausa e disparei. O projétil passou no vão entre dois bonecos e se perdeu no espaço mais atrás, não tendo acertado nada que me fosse útil. A pressa é inimiga da perfeição, lembra? Recordei-me com um suspiro. Mordi meu lábio inferior e parei para observar, vendo que o intervalo entre a parada dos bonecos era tão curto que seria difícil acertar qualquer tempo. Pegando outra flecha, ajustei-a no arco e puxei o braço para trás. Mãe, chamei ao disparar. E adivinha só? Em cheio no alvo!

Restava, então, o último desafio. Quase podia imaginar as costeletas que me esperavam no pavilhão do refeitório. Passei pela cerca baixa, pulando-a, e fui parar em meio a um zoológico em miniatura onde os animais eram feitos de aço e/ou metal – Aqui, bichinhos... – Chamei um gato quando esse passou costurando por minhas pernas. O gato me ignorou, tipo, sem nem parar para considerar a pessoa que te chamava com tanto carinho. Irritada, armei o arco com uma das flechas de que dispunha e disparei na direção do autômato que saltou agilmente em tempo de evitar a flecha. Poxa! Assim não vale. Peguei outra flecha, repeti o processo e nada. O idiota do gato não ficava parado nem que lhe pagassem alguns dracmas – Chato. – Resmunguei ao procurar por outro alvo. Será que um rinoceronte era fácil? Ele não iria me machucar, ou ao menos não o tinha feito até o momento, era grande e espaçoso – um alvo maior. Mirei com paciência, aguardando até que o autômato estivesse imóvel, e então disparei a flecha que ricocheteou em sua estrutura metálica. Era fácil demais. Avistei também um cavalo, alto e esquelético, que pastava ali perto. Ao contrário do rinoceronte, este alvo se movimentava mais, além de que era “menor”. Saquei uma das últimas flechas de que dispunha e comecei a tentar mirar após ter levado o braço mais para trás. O maldito gato correu por minhas pernas logo momento em que soltei a corda, fazendo-me gritar pelo susto e perder o controle do disparo. Foi então que aconteceu. A flecha caiu ao lado do local onde o cavalo pastava, ou melhor, cheirava o chão, depois disso o autômato de equino ficou enfurecido, fogo saindo fogo de suas narinas, e começou a trotar em minha direção. Olhei para um lado e para o outro, incerta, e comecei a correr também. Até a cerca cheguei a pular. Animais inofensivos? Nunca! Quem me dera. Corri e corri, tão rápido que o coração ameaçava escapulir da caixa torácica. Ao menos havia me livrado do treino.

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Um ótimo treino, bem descrito e variado, não se dando sempre como certeira e colocando bastante em prática a parte de estratégia herdada de sua mãe. Parabéns!
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Corpus Lacerda Del Rei em Qui 19 Dez 2013 - 21:03



Tentando Acertar a Porcaria do Alvo


Infelizmente a flecha passou bem longe de onde devia ter parado. será que eu realmente era tão ruim com aquele troço? Do jeito que eu era se continuasse errando ia começar a atirar flechas aleatórias até acabar matando alguém. Seria legal saber perder, mas acho que nunca vou entender esse sentimento. Coloquei outra flecha na corda e tentei olhar fixamente para o alvo, o círculo de madeira com vários outros círculos pintados no meio parecia estar me drogando com LSD, respirei fundo e soltei a flecha.

- Voe querida, acerte esse maldito. - Depois de errar tanto, não fazia mal começar a falar com as flechas.
A flecha que soltei perfurou um lado do círculo, mas ainda estava longe do meio do alvo. Eu só ia sair dali quando conseguisse acertar aquela porcaria de alvo. Outra flecha saiu da aljava e já estava pronta na corda, era hora de ver se a anterior tinha sido apenas sorte. Puff. A flecha estava alguns centímetros do alvo. Apenas alguns centímetros.
Acho que foi aí que eu tirei o arco e a aljava e comecei a gritar comigo mesmo e com as flechas, só depois de um tempo percebi que já estava dando pulo de ódio e estava xingando o alvo de nomes não muito honrosos. Depois de respirar um pouco eu resolvi tentar uma lança, foi aí que eu vi que ia ser um pouco mais complicado do que as flechas.
Resolvi que as flechas mereciam uma segunda chance. Coloquei a aljava nas costas e peguei o arco, depois de respirar fundo e posicionar a flecha no seu lugar eu deixei-a ir em direção ao alvo mais uma vez. Dessa vez ela fez um barulho sego e atingiu o ponto vermelho no meio. Perfeito. Dei alguns pulos de alegria e já estava tentando de novo, depois de um tempo consegui uma margem de 3 acertos em 5 tentativas, 50% estava bom para uma primeira vez.
Saí catando e cantando enquanto procurava as flechas que havia atirado por lado errado. depois de uma 3 horas, digamos que eu já não estava cantando mais. Fiquei andando um pouco para descansar e resolvi voltar a treinar, só que dessa vez usando a lança. O caminho até o local onde as armas estava não era longe, quando cheguei lá escolhi uma que não pesasse tanto, mas que ainda assim se adequasse as minhas mãos. Depois de voltar até o local dos alvos, eu acabei percebendo que seria melhor se eu tentasse algo diferente.
 Alvos móveis seriam legais, mudei para o outro lugar onde estava os alvos móveis, depois que apertei um botão eles começaram a se mecher das mais variadas formas.
Digamos que depois de mais de 2 horas tentando acertar um alvo parado, eu aprendi que você tem que ter paciência e esperar. Depois de alguns segundo observando eu já estava preparado para tentar, tomei um pouco de impulso e lancei a lança. Ela passou próxima, mas ainda assim errou.
Esse primeiro erro era bom, eu já conseguia saber como lançar no tempo certo. Olhei ao redor e vi um tipo estranho de caixa de madeira baixa que tinha lanças espetadas nela, depois que consegui arrastar a caixa para o meu lado eu pude continuar meu treino com a lança.
Antes que lançasse outra, eu lembrei de um programa de que mostrava como alguns pescadores usavam lanças para pescar. Depois de lembrar um pouco do método, eu percebi que não precisava tomar impulso para lançar a lança, bastava que eu colocasse uma perna na frente e a flexionasse, quando eu jogava meu peso para a frente e lançava a lança teria conseguido a mesma força de antes e ainda teria um pouco de base para manter o curso da lança quando fosse lançar.
Depois de fazer tudo isso e lançar, a lança conseguiu acertar o alvo e eu sorri com meu feito. Meu corpo doeu em resposta e decidi que já estava na hora de descansar e tomar um banho.
Fui em direção ao meu dormitório.
 

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Faltaram descrições de seu desenvolvimento pelo treino, afinal ficou horas e horas treinando e para tanto tendo de treino pouco se foi descrito e mostrado como real treino para aperfeiçoamento.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Siobhan O'Connell em Sab 28 Dez 2013 - 18:20

with lack of practice comes failure.
You only get one shot, do not miss your chance to blow. This opportunity comes once in a lifetime.





A terra abatida da arena lembrava-me um pequeno campo de batalha, por onde os mais temidos guerreiros passaram e pisaram para alcançar o pedestal onde agora descansavam. A velha adrenalina corria-me no sangue, bombeando o meu coração de ansiedade por pegar novamente numa arma. O meu querido e amado arco e flecha, que já à tanto tempo não os manuseava. Admirei o local e bebi com os olhos cada pormenor. Havia dezenas de armamentos espalhados pelo campo para os mais corajosos escolherem. Alguns semi deuses a treinarem as suas habilidades fazendo tiro ao alvo, e outros, já com técnicas mais avançadas, treinando em alvos em movimento com alta precisão e mira. Estava fascinada com tudo isso. E sem me aperceber, fiquei tão vidrada nos treinos alheios, que o meu corpo se mexeu sozinho em direcção da cerca de madeira. Coloquei meu pé em uma das placas e fiquei a admirar dois garotos altos, um loiro e outro moreno, que treinavam à vez, tentando superar-se um ao outro.

Fazia me lembrar os meus irmãos lá na Irlanda. Sempre com um espírito competitivo em tudo que faziam. Guardei um pequeno sorriso nos meus lábios ao recordar-me da minha velha e querida Irlanda. Inocentes memórias que conseguia lembrar-me desde o mais pequeno pormenor. Três irmãos, dois garotos e eu, ensinados a serem os melhores dos caçadores. A minha saudade de agarrar um arco e flecha nas minhas mãos era tanta, que o meu coração palpitava como um tambor ansioso. Ainda por mais, era o meu primeiro treino nesta cidade desconhecida.

Aqueles dois garotos, estavam tão concentrados no seu treino, que decidi nem incomodá-los nem por um pouco. Estava por minha conta e tinha que encontrar o sitio onde estavam todos os novatos de arco e flecha. Olhei de um canto para um outro, até encontrar o que parecia uma aula. Um homem, que aparentava ser muito mais velho do que aqueles que o rodeavam, parecia estar a ensinar como se posicionava perfeitamente o arco em relação ao alvo colorido de diagrama em anéis. Aproximei-me lentamente, com um andar que nem uma pluma, e ouvi com muita atenção tudo o que o suposto professor estava a ensinar. Falava sobre o básico sobre como pegar corretamente ou o ter cuidado com a flecha ao disparar. O habitual.

       Podem pegar nos vossos arcos e começar a treinar. – ele comandou num tom de voz firme e de queixo elevado ao distribuir a todos os alunos a devida arma e uma aljava para flechas.

Esperei pela minha vez e ele esboçou um sorriso ao entregar o arco em minhas mãos. Pela primeira vez, em meses, agarrava num velho amigo das caçadas. O arco encaixava que nem uma luva em minhas mãos. Quase que soltei mentalmente um grito de alegria de tão emocionada que estava. Num passo rápido procurei um alvo que estivesse disponível para poder treinar sem preocupações. Vesti a aljava de camurça no meu ombro e o preparei o meu arco.

Descansei minha mão esquerda na frente do arco, e a minha mão direita, que puxava suavemente a corda, adjacente ao meu queixo. Postura direita. Inspiração e expiração. Mirei o alvo primeiro sem flecha, fechei meu olho esquerdo e posicionei o arco em direcção do anel central. Estava pronta. O mais importante é que não tinha perdido a postura que o meu pai me tinha ensinado desde pequena. Uma boa caçadora nunca se desconcentra, principalmente com um arco em mãos. Peguei na primeira flecha e coloquei-a sabiamente no arco. A velha lengalenga que repetia aos longos anos. Calibrei o arco e flecha um pouco mais acima do que o alvo central e puxei suavemente a corda sentindo a sua pressão.

Inspira. Expira. Falei para mim mesma fechando novamente meu olho esquerdo e soltando a corda sem perder o equilíbrio. A flecha voou que nem um trovão em direcção do alvo. Apenas para furar um dos seus cantos.

     Ai, ai, ai... – resmunguei com a minha óbvia falta de treino em mãos. – O que se passa comigo...  murmurei num inocente lamurio desiludida. 

Tentei novamente. E mais uma vez, e todas as vezes que foram possíveis até se acabarem as flechas. Mordi meu lábio inferior em preocupação ao ver o alvo de anéis furado em tudo que fosse branco, preto e azul, mas nunca o que eu queria, o anel do centro, o amarelo. Baixei o arco quase sem forças em meus braços e com um enorme vazio dentro da minha barriga. Uma das únicas armas com quem tinha crescido a usar, estava agora a falhar-me. Até que senti uma mão amiga em cima do meu ombro, obrigando-me a olhar por cima do meu ombro a quem se atrevia a incomodar-me. Os meus cabelos ruivos dançaram ao vento com o movimento repentino e olhei o professor de já uma certa idade. 

-      Está com a mente ocupada. Tens técnica, o que muitos dos principiantes se esquecem. - ele comentou ao olhar em frente para o alvo repleto de flechas falhadas. - Porém não estás focada. O que é um erro gravíssimo. 

Engoli em seco ao ouvir o professor a repreender-me por algo que muitos podiam pensar ser superficial. Mas ele tinha razão. A falta de atenção era o inimigo letal de um arqueiro. Devemos controlar o nosso redor com um olho ágil e atento a todos os pormenores, e a nossa mente sempre focada e a calcular o passo seguinte. Virei meu corpo para o professor de idade e falei:

      Que devo fazer..?  perguntei obviamente preocupada com a minha situação. 

      Continuar a treinar sem desistir, mas acho que por hoje foi o suficiente.  a voz sábia do professor ecoou nos meus ouvidos.  Não vale a pena clicar sempre na mesma tecla se ela não funciona. Amanhã venha cá, com a mente mais descansada. Aí lhe ensino alguns truques. 

Abanei minha cabeça em afirmação ao ouvir a decisão final do professor. Talvez ele tivesse razão, ou talvez não. Mas olhando bem para o alvo, mais parecia de uma arqueira que tinha acabado de pegar no arco pela primeira vez. Fazia-me sentir envergonhada de imaginar meu pai, ou meus irmãos, verem um alvo meu assim. Desiludida não era bem a palavra que descrevia o que sentia agora, mas sim devastada. Entreguei o arco e a aljava ao professor e fiz meu caminho em direcção do incerto. Isto apenas queria dizer que me tinha que esforçar mais e treinar até meus braços caírem. E era isso que iria fazer. Pelo menos, num lado positivo, tinha acabado o treino por hoje... 





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CODED BY: IG de SA 


Peço desculpa se tiver alguma parte PT-PT, mas tentei fazer tudo o máximo de brasileiro que consegui. -q

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A escrita um pouco "aportuguesada"ficou estranha, mas deu para entender, então não descontei qualquer ponto por isso, apenas espero mais melhoras no futuro já que ainda é apenas um primeiro treino.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Sab 28 Dez 2013 - 20:35

I'm just too young to care

- There's a lady who's sure all that glitters is gold and she's buying the stairway to heaven. When she gets there she knows if the stores are all closed… - Cantarolei enquanto me levantava da cama, já tinha passado da hora de eu me levanter e ir treinar, mas a preguiça bateu depois do almoço e eu acabei dormindo. Tomei um banho rápido, vesti um short jeans, a blusa do acampamento e coloquei meus tênis all star vermelhos surrados e prendi meus cabelos num rabo de cavalo alto; Tinha decidido que iria treinar arco e flecha, sabia que era melhor com tridentes e espadas, mas gostava de arcos e flechas, gostava de treinar com eles e atirar em coisas. Saí do chalé com um caderno na mão, onde eu tinha inscrito um tutorial sobre como usar arco e flecha e peguei um arco e uma aljava com 20 flechas emprestado do acampamento e fui andando até a floresta, tinha arrumado alguns alvos de manhã numa clareira, para que pudesse me concentrar melhor, era bom ficar longe de todo o burburinho do acampamento. Enquanto andava até a clareira, eu lia o caderno e ia passando as regras mentalmente, tentando não me esquecer de nada e assim que cheguei à clareira depositei a aljava no chão e me pus a observar o arco, tinha que me lembrar de como usar aquilo, já que fazia um pouco de tempo que eu tinha treinado com um arco e flecha; Quando vi que não tinha esquecido de nenhuma regra, peguei uma flecha na aljava e me certifiquei de ficar a mais ou menos 5 metros de distância do alvo que eu tinha pendurado numa das árvores ali, ia começar a atirar quando uma coisa me parou... Eu tinha esquecido meu olho dominante e isso era extremamente importante, pois se não soubesse qual era o olho dominante (ou o olho que é mais preciso na mira), então me lembrei de um truque que eu tinha aprendido para saber qual era meu olho dominante, coloquei o arco e flecha no chão e estendi minhas mãos para frente, juntando-as e deixando uma abertura entre os polegares e indicadores e com os olhos focados no alvo (Um círculo grande pintado de vermelho com uma pequena bolinha preta no centro), comecei a aproximar lentamente minha mão para meus olhos, sem perder de vista o alvo; Como isso descobri que meu olho dominante era o direito, isso indicava que eu deveria segurar o arco com a mão esquerda e puxar a corda com a direita.

Peguei o arco com a mão esquerda e segurei a flecha com a mão direita e voltei a me posicionar a uns 5 metros do alvo, deixando meu corpo ficar perpendicular ao alvo e em seguida, desenhei uma linha de tiro imaginária que ficava entre o alvo e eu, afastei minhas pernas, fazendo com a linha ficasse entre elas e de modo que meus pés formassem uma linha direta para o alvo, deixei que meu corpo ficasse reto e respirei profundamente, tentando relaxar, comecei a pensar em coisas felizes, momentos bons que eu tinha passado e que agora me ajudavam a relaxar, finalmente, quando achei que estava pronta, apontei o arco para o chão e me preparei para posicionar a flecha, encaixei a haste da flecha na rabeira da corda, segurei a flecha levemente na corda, mantendo o dedo indicador acima na flecha e os dedos médio e anelar abaixo; Levantei o arco com calma e posicionei ele em direção ao alvo, puxei a corda em direção ao meu rosto e antes de soltá-la, suspirei novamente duas vezes, me certificando de que estava relaxada, e então... Deixei que meus dedos relaxassem, fazendo com a flecha atravessasse a clareira enquanto fazia um “zuuum”, mas diferente do que eu esperava, em vez de bater no alvo, a flecha bateu na árvore ao lado, pelo jeito minha mira estava pior do que eu pensava, só depois de olhar para a flecha notei que estava sentindo uma dor aguda no braço em que segurava o arco, olhei para ele e tinha uma marca roxa ali e então me lembrei de uma das regras que eu tinha anotado no caderno, “Sempre use protetor de braço”, soltei um suspiro, agora era tarde demais e eu tinha que continuar o treinamento. – Droga... – Resmunguei enquanto caminhava até a árvore que tinha a flecha fincada e a tirava de lá. – Eu devia ter montado alvos melhores – Sussurrei para mim mesma, atirar em coisas que não se mexiam era muito chato. Voltei a me posicionar a pelo menos cinco metros do alvo e repeti todo o processo anterior, abaixei o arco, posicionei a flecha, levantei o arco e ajeitei minha postura, comecei a pensar em coisas que me deixavam calma e deixei minha respiração mais regular, e então... Relaxei meus dedos sobre a corda e deixei que a flecha atravessasse a clareira novamente, dessa vez ela pegou na parte vermelha do alvo, sorri, um pouco satisfeita comigo mesma e fui a aljava, pendurei ela em minhas costas, assim seria mais fácil para eu pegar as flechas, estiquei meu braço até a aljava e peguei outra flecha, voltei a me posicionar da maneira certa, apontei o arco para o chão, posicionei a flecha no arco, levantei o mesmo e mirei para o alvo e agora, sem pensar duas vezes, atirei; A flecha atravessou a clareira e atingiu o pontinho preto, sorri e fui pegar minhas flechas, voltaria a treinar na arena, lá tinha bonecos de palha que poderiam me servir muito bem.

[...]

Quando cheguei na arena, fui direto para o cantinho que tinha uns bonecos que se mexiam, eles estavam posicionados um do lado do outro e se mexiam, dificultado para que o “arqueiro” acertasse a flecha. – Quer que eu acione pra você? – Ouvi uma voz perguntar e olhei para o lado e encontrei uma menina de cabelos negros e olhos da mesma cor. – Sou Abbey, filha de Quione e adotada de Héstia – Ela se apresentou e esticou a mão, apertei a mão dela. – Arianne, filha de Poseidon e feiticeira de Hécate – Falei dando de ombros. – Meio estranho uma filha de Poseidon ser seguidora de Hécate e... Treinar arco e flecha, mas vamos lá – A garota falou e acionou os bonecos que começaram a se mexer de um lado para o outro, peguei uma flecha na aljava em minhas costas, posicionei no arco e mirei, mas era difícil tentar acertar quando o alvo ficava se mexendo. – Tente se concentrar apenas no boneco, um de cada vez, depois vai ficando mais fácil – Ouvi a voz de Abbey me instruindo e assenti, certa de que a garota estava me observando. Tentei esvaziar minha mente de tudo ao meu redor e focar só nos bonecos, deixei que meu corpo relaxasse e tentei deixar minha respiração regular, mirei novamente e sem pensar duas vezes, soltei a flecha, deixando que ela atravessasse a arena em direção aos bonecos se mexendo, mas todos os bonecos conseguiram “desviar” e a flecha parou na parede atrás dos bonecos; Peguei outra flecha, mirei e atirei, mas errei novamente e estava começando a ficar irritada com isso, pelo jeito era melhor usar os alvos que não se mexiam. – Concentração, Arianne – Abbey me instruiu novamente e eu assenti, meu braço estava doendo das flechas que eu já tinha atirado e isso fazia meus olhos lacrimejarem, dificultando um pouco minha visão, antes de pegar outra flecha passei a mão pelos olhos e pisquei, tentando fazer com que eles parassem de lacrimejar e felizmente consegui. Peguei outra flecha, posicionei no arco, mirei e atirei, a flecha pegou na cabeça de um dos bonecos que parou imediatamente de se mexer, sorri e peguei outra flecha, posicionei a mesma no arco, mirei e atirei sem pensar duas vezes (Descobri que isso era melhor que pensar em coisas felizes para me acalmar) e novamente a flecha atravessou a arena e acertou um dos bonecos na barriga, que parou de se mexer.

Repeti o processo até que todos os bonecos estivessem “mortos” e quando acabei deixei que o arco caísse de minha mão, agora em meu braço haviam cortes que não paravam de sangrar, fiz uma careta. – Melhor você ir cuidar disso aí – Abbey falou enquanto analisava meu braço, sorri e assenti, mas antes de ir a enfermaria, voltei a pegar o arco que estava no chão e peguei a última flecha que tinha na aljava, posicionei ela no arco e mirei em um alvo que estava pendurado acima dos bonecos que se mexiam, era um boneco de palha e eu estava afim de fazer palha voar naquela arena, mirei e deixei que meus dedos relaxassem sobre a corda do arco, deixando que a flecha atravessasse a arena como das outras vezes, só que dessa vez em direção ao boneco que estava pendurado no ar, a flecha atingiu o boneco que foi perfurado e palha começou a voar para todos os lados, soltei leves gargalhadas. – Criança feliz – Ouvi a voz de Abbey murmurar e dei de ombros, era legal ver coisas “explodindo”. Decidi que já tinha causado estrago demais para um dia só (nos bonecos e em meu braço), catei as flechas e as coloquei de volta na aljava, voltei a guardá-las junto com o arco em seu devido lugar e caminhei em direção a enfermaria.

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Foi um bom treino, descreveu bem como agia e a forma como se posicionava e pensava. Não e dando sempre com uma pontaria perfeita e variando nos alvos. Parabéns!
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Devon Egor Nowak em Seg 30 Dez 2013 - 2:55

Talvez estivesse um pouco assustado. Seu cotidiano havia mudado e evoluído de uma maneira muito brusca, o jovem mal conseguia acompanhar os novos acontecimentos em sua vida. O terror teve início quando descobriu que seu pai era apenas um impostor e que seu verdadeiro progenitor, na verdade, era um deus grego. Cada passo depois desta descoberta tornou-se um verdadeiro caos, a realidade não passava nada além de uma mera ilusão. Seu primo revelou sua face original, um sátiro, que tinha como obrigação guiar Devon cautelosamente e com o mínimo de risco possível para um acampamento com crianças e adolescentes semelhantes ao rapaz. A ideia de ter que deixar sua família para trás lhe era torturante e todas as noites pensava no que estariam fazendo sem a sua presença. Suspiros escapavam de seus lábios repetidas vezes dentro do chalé de Hermes em que os semideuses indeterminados deveriam repousar. Já estava no acampamento há quatro dias e teria que se acostumar com a nova rotina, todas as manhãs depois do desjejum era encaminhado para treinar algumas das modalidades disponíveis.

O dia parecia um tanto quanto normal e Devon fora enviado para treinar com armas de longa distância. Por algum motivo, o rapaz parecia inclinar-se para o arco que lhe atraia em níveis inimagináveis. Aproximou-se da arma, alisou a sua estrutura de metal com suavidade e ao toma-la em seus braços, pôde perceber a leveza do material. O meio-sangue colocou uma aljava de couro em suas costas com uma grande quantidade de flechas de modo que não precisasse interromper seu treinamento para recarregar seu equipamento. A arena em que os diversos alvos estavam dispostos não possuía nenhum tipo de cobertura e o sol forte atrapalhava a visão do jovem. – Droga. – Devon praguejava como uma criança de dez anos de idade enquanto colocava seu antebraço um pouco acima da testa tentando criar uma sombra.

Em passos furtivos, tentou encontrar algum local no pequeno anfiteatro em que o sol não estivesse iluminando diretamente. Após alguns segundos de busca, o jovem posicionou-se em um local confortável e com uma distância considerável com dos alvos imóveis. Puxou a primeira flecha da aljava e tentou ajustá-la corretamente no arco como observava algumas outras pessoas fazendo, nunca havia tentando isso antes e suas mãos estavam um pouco trêmulas. Os ângulos adequados passavam pela sua mente e o jovem trocava de posição rapidamente quando percebia que não iria acertar o alvo. Estendeu o cotovelo até a altura da orelha enquanto mantinha o outro braço totalmente esticado e segurando com firmeza o arco para que não caísse. Soltou a flecha que atingiu o chão próximo ao alvo. – Por que eu nunca consigo fazer algo direito? – Devon adorava menosprezar-se, talvez fosse um jeito de melhorar e provar que poderia vencer as suas próprias expectativas além de que era um completo novato e mesmo querendo sempre a perfeição, sabia que não a conseguiria acertando dois ou três alvos.

Devon procurou outra flecha na aljava e a colocou posicionada bem na frente do arco. Analisava o alvo com cuidado, molhou levemente a ponta de seu dedo para saber em que direção as correntes de ar estavam seguindo. Formou um ângulo reto entre mão e arco lançando-o novamente contra o grande círculo repleto de linhas vermelhas e brancas. Como esperado, não havia conseguido atingir o alvo por centímetros. Repetiu o processo inicial e colocou três dedos na corda, puxando-a de maneira que sua ponta tocasse o nariz e a mão de Devon tocasse seu queixo. Testou a dominância dos olhos entre esquerdo e direito, identificou-se como destro em questão de olhar.

A respiração do rapaz era ruidosa, inspirava e respirava ao encarar o alvo até que soltou a corda fazendo com que a flecha projetada a metros de distância. Havia conseguido acertar o alvo com sucesso, não exatamente no centro mas com uma proximidade adequada para um iniciante.

Devon continuava com os mesmos passos e depois de cinco tiros, já estava de certa maneira próximo ao centro. O arco começava a fluir em suas mãos assim como as flechas. Seria alguma característica herdada de seu pai? Torcia para que esses pequenos sinais fossem de alguma importância. Praticar com alvos "parados" havia se tornado algo maçante e cansativo para Devon, o rapaz já estava começando a demonstrar certa experiência depois de diversas flechadas. Decidiu, então, partir para os alvos dinâmicos que aparentavam ser muito mais divertidos. Um sorriso surgiu ao observar o novo desafio, seus dentes esbranquiçados e perfeitamente alinhados puderam ser observados por um curto período até serem substituídos por uma expressão séria e que demonstrava o quanto aquilo (o treino) era importante. A dificuldade em atingir um alvo em movimento era muito superior a de atingir alvos imobilizados, o semideus utilizou da mesma estratégia e não conseguiu acertar.

Aos poucos, os dedos do jovens dançavam pela haste do arco e conseguiram encontrar a posição perfeita de algumas tentativas. Lançava flechas descontroladamente em direção do alvo que continuava desviando de todas elas, inacreditável! Bufou e sentou-se em um banco de pedra, algumas gotas de suor escorriam pela face do rapaz. Seus músculos encontravam-se cansados depois de atirar tantas flechas. Uma garrafa de água encontrava-se pendurada no cinto de Devon e o jovem deleitou-se com o líquido dentro da mesma.

Decidiu finalizar o treinamento antes que esforçasse demais seu próprio corpo. Treinaria o tiro com alvos dinâmicos outro dia e, dessa vez, estaria preparado com o seu melhor. Ao seu próprio ritmo, Devon andava em direção à saída do local e indo para o seu chalé temporário até que seu pai decidisse reclamá-lo.

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Não sei se hoje estou de bom humor ou o que para dar 2 100xp seguidos #hãm? Mas gostei de seu treino, você demonstrou estudar o instrumento para assim melhorar seus conhecimentos sobre o mesmo e justificar a melhoria com o treino. Parabéns!
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Qua 1 Jan 2014 - 23:49

Go go My Beach !
Atirar ?, é algo facílimo please !

                                                       Óbito ?, não !, um check-up da minha vida amorosa perfeita, com a menina mais linda que já vi fazendo Rituais paradisíacos além de seu lindo corpo escultural quase nua em uma praia de "biquíni", era um sono tão mais agradável quanto outro, e o que mais quero realmente acordar em uma mata despreocupado com ela do meu lado, uma peleja insaciável em busca desse amor; Meus olhos piscavam lentamente com uma lágrima escorrendo pelo meu rosto afinado, uma carta estava pegando fogo em minhas mãos, estando sentado e esgueirado sobre o belo sofá (estofado) do chalé, Meu violão pairava as minhas costas, algo de outro mundo sei lá !, faria um belíssimo vento bater contra meu rosto como uma brisa quente, esvoaçando meus cabelos.

Cara "cê" tá muito depressivo, ou é apenas impressão minha !?- Stanley me indagou franzindo as sobrancelhas, olhando para o lado esquerdo da porta do chalé, sorri. Persuasivo e intuitivo sai de cima do estofado jogando a carta ao chão, estava cansado, e minhas pernas cambaleava um pouco, era exaustivo sair do acampamento devo admitir -Cara, me deixa o.k ?- Em um tom bravo e irônico enxuguei minhas lágrimas, saindo do chalé, apertava meu bolso que durante algumas horas teria um arco Celestial feito em Bronze e revestido a estige estando em uma versão menor como uma caneta, meus all stars escuros quase relutantes com uma estrela pisoteava os gramíneos do acampamento, estava cansado mais queria me distrair, sorrindo comigo mesmo -Arianne.. ahh..- Indaguei pegando uma pedrinha do chão antes de completar minha fala ou complementar atirei a mesma a léguas da minha pessoa para frente terminando disse -Mulheres !- A fala suou ironia, pois a garota era a única que não gostava de mim em ambos sentidos, me odiava por simplesmente eu ser uma prole de Apolo.

Estava em momentos sobre as gramas da área de treinos e não sei por diabos, os alvos Dinâmicos estarem se mexendo," Alguma prole de Hefesto não consertou ?"; Pensei revirando os olhos, com um blefe peguei a caneta sobre meu bolso a caneta esticou-se formando um arco, típico de meus brinquedinhos, não era só um arco feito em Bronze Celestial e revestido completamente por ferro estige, ok; onde chegamos né !?, repudiei o arco a frente, dedilhei cerdas do mesmo, em um flexionar apareceu uma flecha de luz vindo da ponta afiada até as cerdas de penas relutantes e reluzentes que eu seguraria com meus dedos, fiz ao todo três flechas reluzentes uma acima a outra, em um disparo único e sísmico  as três flechas cruzavam o ar duas passaram acima de um "Gremlin" que veio contra meu corpo, sua estrutura era de madeira, que logo fora destruída com o passar de uma flecha cósmica e reluzente como o Sol.

Qual é !?, quero mais desses Diabinhos !- Meu tom era relutante a suor pingando a minha testa após flertar em disparos um atrás o outro dentre  a linha reta acertando Lobos de madeira, Gremlins, e uma caricatura escrito " SUCKER!" sorri. -Idiotas !- cuspindo ao chão meu tom estava mudando aos poucos, correndo para uma lateral, flexionei as cordas do arco e derrubei além de um alvo, alguém e meus extintos mudaram, havia acho que um filho de Hefesto ali, corri dentre o campo de treino e sem querer a flecha atravessou o punho do garoto arrebentando com sua mão -Você tem Problema... !?- O Garoto indagou nervoso, após uma flecha atravessar seu braço, o levantei com tamanha dificuldade, dizendo -Foi sem querer "grandão"..- Meu tom de voz era preocupado, levei o menino até a enfermaria, levando alguns xingos do senhor D.

Poderes Usados:
☼ Pericia com Arcos iniciante - Alem de o poder do Arco e flecha no sangue. Meus filhos tem uma boa mira, tendo 35% de chances de acertar o alvo.

☼ Flechas de Luz - Você pode criar flechas de luz muito poderosas. Flechas de luz maciças e muito afinadas, que podem ao tocar o inimigo atravessar sua carne dependendo do nível.

☼ Chama Solar - Agora pode fazer com que alguma arma seja incendiada pela chama solar causando um dano maior, podendo usar principalmente em suas flechas.
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Como já falei antes, cuidado com esta mira tão certeira, você é filho de Apolo e isso ti da uma boa maestria com o arco e flecha, mas como você mesmo colocou nos poderes usados, sua mira ainda é de 35% de chances de acertar o alvo.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Nic Ackard Campbell em Sex 3 Jan 2014 - 11:52

— Isso é patético! — exclamei por entre os empurrões do chalé 5. Parecia que dois garotos estavam brigando por uma garota. Eu pude perceber que o que estava apanhando mais com certeza não era algum meio-irmão. Estava até divertido assistir, mas eles mal se batiam, só trocavam insultos. Com certeza eu não chegaria a um milhão de acessos caso colocasse o vídeo na internet. Suspirei, aproveitando um momento de distração do garoto magricela e bati no pescoço dele com o cabo da adaga, fazendo-o cair no chão. Peguei na orelha do meu quase-irmão e o puxei até o canto do chalé. — Escuta aqui, grandão. Se tu não soube cuidar da tua mina a culpa não é dele, então não arranja mais confusão não, porque se Quíron souber de algo e o chalé for punido, vou mandar uma feiticeira te rogar uma praga das ruins! — Soltei-o e lhe lancei um olhar de repreendimento. Voltei ao centro do cômodo, onde o magricela ainda estava caído no chão. Suspirei, estalei os dedos para dois garotos próximos e apontei para o corpo. — Vocês aí, levem ele pra algum lugar. Preferencialmente para o Bosque. Podem, sei lá, o fazer um cuecão e deixá-lo pendurado no galho de uma árvore, ou tirar suas roupas e jogá-las no lago. Arranjem uma boa surpresa pra quando ele acordar. — Me virei para a porta. — Ah, e se alguém perguntar algo, eu não disse nada. Pisquei, sorrindo de canto, e saí do chalé.

A Arena estava bem atrativa. Não sabia se era pelos caras malhados que treinavam arco e flecha ou pelas menininhas idiotas que não conseguiam segurar uma lança. As duas opções caíam bem, na verdade. Caminhei receosamente até eles e peguei um arco e uma aljava. De todas as armas, eu acreditava que aquela era a que eu menos conseguia manusear. Pelo menos não era um desastre que nem uma loirinha à minha esquerda, que ria que nem um porco quando deixava sua flecha cair antes mesmo de ser lançada. Segurei bem o arco na altura do meu ombro, puxei delicadamente e diversas vezes a corda, que estava perfeita. Peguei uma flecha, armei-a e segurei na parte de madeira com a mão esquerda, tomando cuidado para ela ficar bem esticada. Com a direita, segurei na parte traseira da flecha e posicionei a ponta bem acima da minha mão, para que ela escorregasse direto ao alvo. Fechei o olho canhoto e mirei exatamente na cabeça do boneco de palha à minha frente. As risadas da loirinha eram cada vez mais irritantes. Suspirei e fui puxando a traseira da flecha, mais e mais, até soltar. Acertei o pescoço. — O quêêêê?! — Exclamei, largando o arco no chão. A loirinha me olhou com cara de "Eu, hein?" e eu somente peguei uma flecha do chão, erguendo as sobrancelhas. — Vai cuidar da sua vida, miséria! Eu posso tacar isso no seu olho! Eu fui campeã de dardos no bar do meu tio! Voltei ao meu treino quando ela se afastou com cara de choro e fitei o arco, agora jogado no chão. Suspirei fundo e peguei-o. "Ok, ok, só mais algumas vezes.", pensei.

Tentei armar a flecha mais rápido dessa vez. Mas ao invés de puxar o fundo da flecha em direção ao meu rosto, puxei-o um pouquinho — Ou muito — para baixo. O resultado foi ótimo, acertei uma cadeira no outro lado da Arena, na arquibancada! Eu já estava cansada daquilo, mas se quisesse ser uma ótima lutadora ou o quê, teria que ser boa em tudo. "O que eu não faço para honrar você, hein, papai?", pensei, tentando trocar de mão para ver se era ambidestra ou só muito sortuda. Puxei mais uma flecha da aljava que estava nas minhas costas, coloquei a flecha com muito amor e paciência, e puxei o máximo que pude. Quebrei a linha do arco. Depois quebrei a flecha no meio. Destruí todas as outras da aljava (tenho alguns probleminhas para controlar minha raiva). Peguei uma lança e joguei-a em direção à cabeça do boneco e acertei. Coloquei a mão na cintura só pra me gabar. Peguei a lança de volta e experimentei correr, pular e jogar. Não deu muito certo — não acertei e ainda fiquei com alguns arranhões nos joelhos. Pensei como seria tentar bloquear um ataque de espada com uma lança. Pedi para uma menina que estava treinando outra coisa para se voluntariar e ela aceitou. Pedi para ela tentar me atacar a todo custo. Ela avançou com a espada em minha direção, dei um golpe com o pulso na mão que empunhava a arma, segurei e puxei a espada — Fazendo-a se desequilibrar. Segurei a mão dela, agora vazia, e me abaixei, puxando-a para trás e usando a lança na horizontal contra sua barriga, para que ela fizesse o caminho certo. A menina deu uma bela voada por cima de mim, até parar caída de costas no outro lado. Dei uma cambalhota para trás, parando sentada em cima da barriga dela e pronta para enfiar a lança em seu rosto, mesmo estando de costas para ele. Agradeci pela "ajuda" e voltei para meus bonecos.

— Ok, ok, ok, tô no pique! — Comentei, chutando a barriga do primeiro boneco e fincando a lança em sua cabeça. Tentei empurrar um segundo boneco com a lança na horizontal, mas como o cabo dela era fino, quase se partiu. Peguei um arco e arrisquei atirar novamente. Mirei, me posicionei e finalmente dei um head shot. Treinei mais umas vezes para ter certeza se não era sorte, e acertei em mais da metade.  — Pronto, deu por hoje. — Murmurei, ofegante e suada. Joguei a lança no boneco antes de sair dali, satisfeita e morrendo de fome.

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Um treino simples e um pouco variado, mas cuidado, filhos de Ares não costumam ter maestria com arco e flecha, você ainda é level 1 e isso ajudou para sua nota decair.
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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

Mensagem por Gus Owens Pallas em Sex 3 Jan 2014 - 18:35

Estava no final da tarde, o sol já estava se pondo e mais uma vez eu estava na trilha dos chalés, apressando alguns passos em uma direção avulsa, sem um destino comum. A questão era que tinha dias que eu também não queria treinar, mas ao mesmo tempo uma pessoa na minha mente dizia para eu ir lá e dar o meu melhor, em qualquer modalidade ou hora do dia, o meu esforço valeria a pena e eu tinha que fazer algo para sair deste apelido de indeterminado. Meus pés sobre o cascalho velho e quente já se tornavam pesados e a minha vontade de caminhar estava se cessando, uma vez que eu não gostava muito de caminhar, seria muito mais fácil abrir um portal e aparecer no lugar que eu iria parar, mas antes de eu me abaixar e colocar os palmos nos joelhos, uma ideia me veio a cabeça, ir ao bosque.

Talvez o bosque não fosse o local mais apropriado para treinar com as armas que eu tinha em mãos, algumas flechas, um arco feito de madeira, cujo material estava esguio e velho, com uma utilidade um pouco mais do que cabível, e uma mochila com alguns apetrechos. No caminho já era possível perceber que o acampamento tinha perdido a essência da vida, poucos campistas estavam indo para o mesmo lugar que eu e, visivelmente, poucos também estavam na arena treinando outras modalidades. Enfim, não demorou muito para eu me deparar com o solo folheado do bosque e adentrá-lo rapidamente, olhando ao redor, à procura de algum suposto alvo.

Aprimorei alguns passos à frente e deslizei a mochila pelo ombro direito e a joguei no chão com o impulso do palmo direito, abrindo seu zíper e retirando um pequeno objeto de plástico de dentro do local, um copo. Um copo seria o essencial para eu treinar o famoso arco e flecha, já que eu não queria usar um pinheiro imenso como um alvo. Depois de apanhar o copo, caminhei até um pequeno toco de madeira e o depositei ali, voltando ao local de origem para começar o meu treino que, infelizmente, não poderia demorar muito, devido aos meus compromissos.

Sem delongas, apanhei o arco no palmo direito e retirei a aljava que estava suportada no ombro direito, pegando algumas flechas que estavam dentro dela e jogando-as no solo cheio de folhas secas. Apalpei uma das flechas, que eram de borracha, elevando-a até o arco e arrumando a postura e fechando um dos olhos na medida da flecha, após colocar a flecha no ponto essencial do arco de madeira. Fixei os pés no solo e ajeitei a postura dos ombros, os tornando eretos e erguendo o arco de cima a baixo, parando-o na mesma altura do copo que estava alguns metros à frente. Aquilo sim era um alvo difícil, mas não tão difícil para um iniciante como eu. Soltei a flecha, fazendo-a cortar o ar e acertar o copo de forma básica, pensativo.

Eu poderia ter feito muito melhor do que aquilo. Cocei a cabeça, me abaixando para pegar outra flecha de borracha e tentar acertar o copo novamente. Coloquei a flecha no arco com o maior cuidado possível, espreitando um dos olhos e massageando a ponta da flecha pela primeira vez, no intuito de ajustar a sua o mira para melhor. Estava sentindo que daquela vez iria acertar o tão sonhado copo, mas de certo, poderia apenas estar tendo mais uma ilusão. Inclinei o joelho da perna que estava um pouco à frente do arco, na tentativa de me proporcionar mais equilíbrio, puxando a flecha para trás e fazendo um movimento de impulso um pouco antes de soltá-la na direção do objeto de plástico. Não demorou muito para eu soltar a flecha de borracha e esta seguir em uma forma espiral na direção do copo, doidejando no ar e acertando-o em cheio no centro, perfurando-o logo em seguida. Brotei um sorriso amigável na região dos lábios, caminhando até o copo para apreciar a minha mira.

Após isso, retornei até o local que eu estava atirando as flechas, colocando uma por uma das flechas que havia ali, que certamente não eram muitas, tentando acertar outras partes do corpo, uma vez que a flecha que eu tinha acertado o copo da primeira vez não havia feito um grande estrago. Sustentei o corpo no solo e passei a disparar uma insanidade de flechas na direção do copo de plástico, errando algumas e acertando algumas, mas sempre mantendo um sorriso na face de que já tinha cumprido a missão e que, notavelmente, não estava ali para brincar.

Depois de muito tempo efetuando alguns disparos, cujos disparos não foram bastante essenciais e suplícios, apanhei a aljava vazia e a mochila no ombro direito, resguardando o arco através do palmo esquerdo e guiando meus passos até o chalé que eu havia me repousado, com fome e visivelmente cansado.

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Re: Treinos de Armas a Longa Distância

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