Treino de Forjas

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Treino de Forjas

Mensagem por Apolo em Qua 20 Nov 2013 - 21:40



Treino de Forjas
Aqui você poderá treinar suas habilidades em forja. Será disponibilizado todo o material para o treino, porém não se esqueça de criar itens de acordo com seu nível em forjas.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos


avatar
Deuses

Mensagens : 29

Ficha Campista/Divina
Level: ∞
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por John Ethan McBride em Qua 4 Dez 2013 - 12:51


Let it burn...

Não é nada fácil ter sua vida revirada de cabeça para baixo de uma hora para outra e ter que agir como se nada tivesse acontecido. Até 15 horas atrás John era um garoto comum do subúrbio de Chicago - ou tão comum quanto se poderia ser quando se tem déficit de atenção e dislexia - e agora não tinha mais certeza sobre nada em sua vida. Estava cansado, dolorido e machucado e, pior de tudo, confuso. Sempre tivera uma certa convicção sobre quem era e o que esperar da vida, e agora nem isso tinha mais. Filho de pais divorciados, John crescera acreditando que seu pai era um executivo esnobe e mesquinho, que só pensava no trabalho e nunca encontrava tempo para sua mãe, o que a levou a pedir o divórcio, casando-se anos depois com seu padrasto, Michael, a quem John considerava como seu pai de verdade. Acontece que a única parte que era verdade era a de seu pai não ter tempo para sua mãe - mas não por ser um executivo ocupado mas por ser, pasmem, um deus. Sim, um deus grego, daqueles dos seus livros de história e que John nunca nem acreditara que um dia existiram. Mas não só existiram como existiam, e um deles era seu pai.

A revelação viera quinze horas antes, quando seu melhor amigo arrancou as calças (sim, foi tão terrível quanto parece) e lhe mostrou as pernas de bode que escondia por baixo dos jeans. Por mais que John achasse um absurdo Kyle dissera que era absolutamente necessário para que o primeiro acreditasse na história que ele lhe contaria em seguida. Aparentemente John estava em perigo, e os muitos acidentes que haviam ocorrido na sua vida até então não eram na verdade acidentes, mas ataques de monstros que queriam matá-lo, e havia apenas um lugar no mundo onde ele poderia ficar completamente seguro, uma espécie de acampamento. É, certo, porque minhas habilidades com artesanato seriam o bastante para fazer qualquer monstro fugir de pavor, pensara John. Mas nada adiantou, nenhum protesto ou reclamação, mesmo sua mãe concordava que seria o melhor para ele, então de uma hora para a outra John se viu arrancado de sua casa, sendo arrastado por um menino bode até alguma espécie de acampamento em Long Island, em um carro precário que mais parecia uma sucata do que um veículo. Você já tentou pegar carona com um menino bode (AI! Desculpa, sátiro) de 15 anos e sem carteira de motorista? Não? Sorte sua!

Como se ainda precisassem de mais alguma coisa, os dois foram atacados no meio do caminho por coisas que pareciam pássaros gigantescos, o que fez com que o carro capotasse e John conseguisse todos os hematomas e machucados que apresentava agora. Depois do incidente com os pássaros os dois garotos chegaram com certa segurança no acampamento, onde John foi apresentado à sua nova vida de verão: acordar cedo, treinar, treinar, treinar e treinar. Aaaah, como ele detestava acordar cedo!

[...]

Naquela manhã John não estava se sentindo particularmente feliz com seu novo destino. Fora acordado no susto por um de seus companheiros de chalé e sentia como se tivesse dormido em cima de uma pedra - o que provavelmente ainda seria mais confortável que o pedaço de chão que encontrara disponível no chalé de Hermes. Aparentemente ficaria por lá até que seu pai o reclamasse, e John não via a hora para que aquilo acontecesse - não porque estivesse tão ansioso para conhecer seu pai, para quem não poderia ligar menos, mas para finalmente poder dormir em uma cama novamente. Após o café da manhã John se encaminhou para as forjas, onde teria seu primeiro treino do dia - e da vida.

O rapaz respirou profundamente ao passar pela entrada, sentindo o cheiro de fuligem e metal que dominava o ambiente. Um bafo quente vinha das fornalhas, onde outros campistas usavam atiçadores para manter o fogo vivo. Seu olhar percorreu rapidamente o ambiente e uma onda de energia percorreu todo seu corpo como se tivesse enfiado o dedo na tomada (o que realmente fizera quando tinha três anos, mas que não vinha ao caso). Alguma coisa ali o atraia e o chamava para as bancadas de trabalho, e mesmo parecendo que um vendaval havia passado por ali John conseguiu perceber certa beleza no ambiente. Escolhendo uma bancada de trabalho que estava consideravelmente vazia John pôs-se a mexer com os objetos que estavam por ali. Um filho de Hefesto, um rapaz alto e truculento, com diversas cicatrizes provavelmente provenientes do trabalho, se aproximou de John e sem muitos rodeios lhe perguntou se era seu primeiro dia ali. Ao receber a resposta positiva ele se virou, pegou algumas coisas em outra bancada e jogou-a sobre a que John escolhera para si.

- Este é seu equipamento de segurança, nem ouse se aproximar das fornalhas sem ele ou quem terá que limpar a bagunça sou eu e não estou com saco para isso. E aqui, acho que consegue se virar o bastante para tentar fazer uma dessas aqui. Qualquer dúvida que tiver, faça o favor de não me procurar, e antes mesmo que John pudesse responder o rapaz já havia se virado e partido.

- Claro, foi ÓTIMO te conhecer também... - murmurou para si mesmo enquanto se virava para as coisas que o outro havia jogado sobre sua bancada. Encontrou duas luvas grossas, pesadas, de algum material parecido com couro curtido. Pareciam velhas, mas sendo seu primeiro dia ali achou melhor não reclamar de nada. Uma espécie de pegador de metal estava jogado em cima das luvas, e John não queria nem saber para que precisaria daquilo. Também encontrou uma pequena adaga de um metal leve e de um cinza claro, levemente entortada em uma das pontas. Pegou-a nas mãos e no mesmo instante uma palavra lhe veio à mente, cristalina como o dia. Alumínio. Não tinha ideia de como sabia aquilo, mas alguma coisa lhe dizia que seu palpite estava certo. Era uma pequena adaga de alumínio, danificada na ponta, curvada sobre um dos lados. Sua atenção agora estava completamente focada na lâmina, e todo o pessimismo e a irritação de minutos antes haviam desaparecido.

Como se soubesse exatamente o que estava fazendo - o que não sabia, teoricamente - John pegou as luvas e a adaga e se encaminhou para uma das fornalhas. Calçou as luvas e encontrou-as estranhamente macias e confortáveis, como se o fato de já estarem gastas fosse um aspecto positivo, e não para se irritar. Segurando a lâmina pelo punho deixou-a recostar no fogo da fornalha, observando em silêncio enquanto a lâmina começava a adquirir uma coloração mais avermelhada das pontas para o centro, como se a própria adaga estivesse em brasas.

- Não fique olhando diretamente para o fogo ou poderá queimar a retina, disse uma voz perto de John que fez com que ele se sobressaltasse. Ele se virou e deparou-se com uma garota pouco mais baixa que ele, pele amendoada e cabelos negros, encarando-o com certa curiosidade. - A não ser que você tenha certa proteção, por assim dizer. A menina parecia esperar uma resposta de John, e quando ela não veio deu de ombros e se virou, voltando para sua própria bancada. A verdade é que John não fazia a mínima ideia do que responder, pois não tinha a mínima ideia do que ela estava falando.

Desviando sua mente do assunto John voltou-se para sua adaga e percebeu que o fogo já havia aquecido bem o metal, que estava incandescente. Seus olhos estavam fixos no brilho avermelhado da lâmina, mas apesar de sentir os olhos levemente mais secos não percebeu nada de diferente, nenhum grande incomodo, nenhum instinto primordial lhe dizendo para desviar os olhos e salvar sua visão. Era como se aquilo praticamente não o afetasse, o que o levou a crer que a menina estava apenas zoando com sua cara. Balançando a cabeça, como se para espantar o pensamento, John tirou a adaga do fogo e pousou-a sobre a superfície de um aparato de metal (bigorna? é isso mesmo?) que estava logo ao lado. Sua mão foi instintivamente ao martelo que havia ao lado da bigorna, inicialmente estranhando o peso do objeto mais rapidamente se adaptando ao seu formato. Curvado sobre a bigorna e com toda sua atenção focada na atividade - o que era um milagre, considerando que ele praticamente nunca estava focado em apenas uma coisa - John começou a bater na ponta da lâmina tentando fazer com que ela se curvasse para seu estado original. O trabalho requeria certo esforço, mas felizmente o rapaz tinha um porte atlético que lhe permitia suportar a atividade sem se desgastar demais.

Quando a lâmina começou a esfriar, e o trabalho de moldagem ficou mais difícil do que antes, John voltou-a para a fornalha e deixou que esquentasse até ficar incandescente novamente. Sem perder tempo voltou-se para a bigorna, onde o martelo voltou a cair com um ritmo constante sobre a ponta da adaga. Suor lhe escorria pelo rosto devido ao calor, mas ele parecia mal notar - para alguém nascido e criado em Chicago ele até que tinha uma boa dose de tolerância ao calor. Levou alguns bons minutos até que conseguisse deixar a lâmina completamente plana novamente, da maneira que desejava, mas ainda não se sentia satisfeito. Após mergulhá-la na água para esfriar o metal John sentiu como se o trabalho ainda estivesse incompleto, como se algo estivesse faltando. Olhando o objeto de perto percebeu que o mesmo estava praticamente sem corte, com o gume comprometido. Olhou ao seu redor, levemente desnorteado, e enfim encontrou o que achava que precisava. Desviando-se dos outros campistas para chegar ao outro lado do salão John encontrou uma espécie de pedra de molar, como já havia visto o chaveiro da rua da sua casa usando para afiar lâminas, só que consideravelmente maior. Lembrando-se do trabalho do vizinho John pôs-se a amolar a adaga, inicialmente sem saber ao certo o que estava fazendo ou como continuar, mas adquirindo certa confiança conforme reparava o resultado. Minutos se passaram até largar a pedra e encarar o gume da adaga, passando o dedo levemente sobre o mesmo e sentindo seu corte. Sorriu para si mesmo, pela primeira vez desde que fora abordado por Kyle no dia anterior, como se apenas agora tivesse descoberto exatamente qual era seu lugar.

- Nada mal para um novato, gracejou a menina que havia se aproximado dele mais cedo, pegando a adaga de suas mãos. - Próximo passo é aprender a criar sua própria. Não se preocupe, não é tão difícil quanto parece... Mas John não estava preocupado, não na verdade. Estava empolgado, como há muito não se sentia empolgado com nada. Ele agradeceu à garota, pegou a adaga e voltou para sua bancada, onde pendurou-a em um suporte na parede. Olhou em seu relógio e percebeu que estava quase se aproximando a hora indicada para o almoço, e sentindo seu estômago roncar afastou-se dali.


Avaliação
Pontos
Desenvolvimento do treino (50xp)
50xp
Coesão (25xp)
25xp
Gramática (25xp)
25xp
TOTAL
100xp
☼ APOLO ☼
avatar
Filhos de Hefesto

Idade : 17
Mensagens : 12

Ficha Campista/Divina
Level: 6
Mascote: Mini Dragão de Bronze
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Qua 4 Dez 2013 - 20:42

forjando,
coisa que eu não sei.

Havia passado a tarde sentindo tédio, então acabei resolvendo ir para as forjas, quem sabe aprender a fazer aquele troço. Entrei na mesma e sentei em uma mesa e comecei a pensar por onde começar. Passados alguns minutos, me levantei e comecei a esquentar a forja de carvão e separar os itens necessários. Primeiramente peguei as fôrmas para se preparar uma foice e depois separar os metais que seriam usadas. Quando a forja atingiu a sua temperatura máxima, coloquei os metais que seriam utilizados, separados em caldeiras especiais. Após o derretimento total dos metais, iniciei com a foice dourada. Coloquei o ouro derretido na primeira fôrma, esperei alguns minutos e com um tenazes, aparelho para se pegar um aço, fui dobrando aquele metal quente, fundindo dobradiças de metal e já instalando um sistema para que ele se abrisse quando ele estivesse na forma de pingente e fechasse quando estivesse na forma de foice. Feita esta etapa, reabri a foice dourada e a coloquei no tanque de resfriamento, onde o óleo utilizado no tanque melhora o endurecimento do aço. Peguei a prata que já estava derretida e refiz o processo da fôrma e o processo de ir dobrando a foice em forma de um pingente. Quando eu fui a colocar no tanque de resfriamento, retirei a fôrma da foice dourada e o levei até a bigorna. Com o martelo de forja e o chifre da bigorna, item que já estava perdido por cima da mesa, fui arredondando e dando um acabamento perfeito para a foice dourada. Finalizada, refiz o processo com a foice prateada, coloquei ambas na banheira de resfriamento.

Derreti o ferro e com ele, modelei nas pontas das foices uma espécie de “segurador” onde em sua ponta havia um círculo, no qual eu prenderia a corrente. Feito o “segurador”, peguei o titânio derretido e modelei a corrente de 4 metros; ainda quente, refiz o processo com as dobradiças de metal e fui a encurtando para que ela ficasse na forma de uma corrente própria para pingentes e colares; coloquei-a no tanque de resfriamento. Peguei as foices e fui às dobrando até a forma do pingente desejado; visto que se encaixaram perfeitamente, peguei a corrente que já estava resfriada e a encaixei na forma de pingente; esquentei a ponta de um metal e fundi as pontas das foices (que eram os círculos para que a corrente entrasse tanto na forma pingente como na forma foice). Finalizado, mergulhei mais uma vez no tanque, para que ele se fortalecesse. Retirei-o, em seguida virei para um dos bonecos de aço e testei a arma criada, mostrando claramente que ainda não havia ficado em uma total perfeição, apenas revirei os olhos e tirei avental e joguei o mesmo ali em cima, e peguei a amar falha guardando-a em um baú para que ninguém mexesse, havia tentado inutilmente fazer uma Foice Dourada. Em seguida, sai de volta para meu chalé, pensando em como iria fazer na próxima vez.



80 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Perséfone
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 26
Mensagens : 117

Ficha Campista/Divina
Level: 50
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Bernard Fontaine Célérier em Qui 5 Dez 2013 - 19:06

Treino de Forjas

Aquele era o primeiro dia em que eu não me sentia dominado pelo sono naquele acampamento. Já havia testado todas as armas, todos os treinos, mas nunca tiver tiver coragem para comparecer ao de forjas. O treino de forjas não era para qualquer um. As pessoas costumava desmaiar ou se machucar lá e demorava muito até que alguém novo tomasse coragem para tentar. Hoje seria minha primeira tentativa de forja. Sai da cama disposto e qualquer treino que eu fizesse eu me sairia bem com toda a disposição rara que tinha naquele dia. Por conta da disposição elevada decidi ir ao treino de forjas já que provavelmente demoraria anos para acordar tão disposto e tão ansioso para fazer algo novamente.

Cheguei nas forjas do acampamento calmamente. A umidade, o odor, tudo era tão irritante quanto diferente do resto do acampamento. Minha respiração ficou pesada e por um momento pensei se realmente deveria continuar e seguir em frente com a ideia de treinar forjas. Fui até uma parede e peguei um martelo, este era pesado e demorou 5 minutos até eu acostumar com o peso e ir até um banco em frente a uma fornalha onde muitos ficavam sentados martelando seus metais. Respirar estava ficando cada vez mais difícil principalmente em frente aquela fornalha - Ei você - disse um garoto sentado ao meu lado para mim. Virei-me para ele respirando profundamente - Antes de começar, você precisa colocar aquele traje ali e aquela máscara naquela parede - disse ele apontando para uma parede cheia de trajes protetores e máscaras. Segui o dedo dele com os olhos e voltei a olhar para o garoto - Depois você pega algum desses materiais nessa parede atrás de nós - Ele apontou com o polegar para trás sem olhar e eu olhei para trás por cima dos ombros, voltando a olha-lo logo em seguida - Aí você enfia na fornalha e vai batendo e enfiando, batendo e enfiando novamente até conseguir o ponto que quer. No final quanto tiver acabado você pega um daqueles acessórios embaixo de onde você pegou os trajes e pode usar pra afiar a lâmina, ainda quente, no fim você coloca na fonte de água morna que fica no meio da arena de treinos. ele, enfim, terminou de falar e calmamente voltou ao trabalho. Levantei-me do banco - Ah, obrigado - disse ao lembrar que não havia agradeci.

Me dirigi até a parede dos trajes protetores e retirei aquela que melhor vestisse meu corpo. O traje era feito de uma espécie de couro e este me fez ferver por dentro. Peguei uma máscara acoplei-a em meu rosto e voltei para o banco. Agora conseguia respirar muito melhor do que agora pouco. Virei-me para trás e peguei uma pequena lasca de metal. Provavelmente feita para adagas. Ela estava toda torta e parecia muito com algumas partes de bicicleta que tinha num lixão perto da minha casa. Segurei com a luva na lâmina e então enfiei a ponta dentro da fornalha. A ponta ficou avermelhada e isto se assemelhou muito ao carvão. Bati na ponta da da lâmina que estava avermelhada com o martelo e um barulho horrível me fez estremecer por dentro. Bati novamente e vi que ela começava a se moldar ficando cada vez mais reta. Pus a lâmina dentro da fornalha novamente e esperei alguns minutos dessa vez. Tirei-a de dentro da fornalha e boa parte da lâmina salvo a base dela onde fica minha mão já estava avermelhada. Bati centenas de vezes seguidas. Os músculos dos meu braços doíam e a cada batida meus dedos pareciam inchar.

Parei por um momento e retirei as luvas. Aproximei o dedo da lâmina para ver se estava boa. Quando encostei o dedo e senti meu dedo ferver e queimar por conta da temperatura do metal. Soltei a lâmina no chão com a dor incessante e então o garoto que estava ali perto de mim puxou-me pelo braço. Pegou a lâmina com as luvas e enfiou dentro da água morna - Idiota, tem que colocar na água morna antes de tocar né - disse ele e eu respondi grunhido de dor. Eu nunca tentara treinar forjas e aquilo já era trauma o suficiente para minha primeira vez - Vá à enfermaria agora - disse ele e ainda grunhido e gemendo de dor sai dali correndo com traje e tudo em direção à enfermaria do acampamento.
- narração - fala - pensamentos - fala de outros/citações -


Avaliação
Pontos
Desenvolvimento do treino
30xp
Coesão
20xp
Gramática
20xp
TOTAL
70xp
~Hermes
avatar
Filhos de Hades

Idade : 22
Mensagens : 18

Ficha Campista/Divina
Level: 10
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Allie Vahlok Schneider em Sex 6 Dez 2013 - 16:38

Keep distance, danger girl
Primeiro treino com as forjas

Entrava nas forjas com um animo 0 para fazer qualquer coisa por ali, fazia já algum tempo que estava no campamento e vinha evitando qualquer contato com as forjas desde minha primeira e única visita por ali. Ainda tinha pequenos sinais do ferimento causado pela queimadura recorrente do fato de derrubar um anel de metal quente ao chão, não propriamente ao chão já que antes o mesmo havia caído em minha roupa e queimado minha pele. Porem na noite passada tinha sido encontrada fora do chalé de Hermes após o toque de recolher e Quiron que fora quem me encontrará decidirá que um encontro com as forjas seria um bom castigo para isso, afinal o mesmo parecia sempre estar de olho em mim e vinha monitorando alguns treinos meus, o que já havia reparado nisso.

Desta vez entrava no local vestindo uma velha e grossa calça jeans, uma camiseta velha de mangas compridas para proteger melhor meus braços, mesmo diante ao calor que ali se encontrava. Parando na entrada observei que a maior aparte de meio-sangues que ali se encontravam eram filhos de Hefesto, o que era natural afinal. Desde o começo tinha certeza não ser filha deste ao menos, afinal não tinha habilidade alguma com construir essas coisas ou qualquer outra coisa do tipo. Dado um tempo um dos meninos que costumava cuidar melhor das coisas e orientar os novatos por ali. _Olá!_ Disse sem animo algum, ele assim começou a perguntar que tipo de coisa eu preferia fazer por ali, falando que coisas pequenas seriam mais fáceis pelo peso e por meninas normalmente serem mais delicadas com essas coisas do que com coisas grandes.

Me lembrei assim que algumas pontas de flecha não deveriam ser algo tão ruim para se fazer e com certeza melhor do que anéis para uma cota de malha, afinal ficar fazendo mil aneizinhos para depois de tempos ter uma cota de malha não era legal, até mesmo porque eu não teria paciência para vim ali tantas mais vezes até terminar a mesma. Assim após lhe implorar um pouco por isso fui encaminhada para um canto onde outra menina parecia mexer também com coisas do tipo estando um pouco perdida no que fazia, porem tentando. Alguns restos de ferro em tamanho pequeno me forma entregue, bem como alguns martelos, pinças e outras coisas do tipo das quais precisaria. O calor naquele canto parecia maior e assim passei a mão pela testa, já tendo meus cabelos vermelhos presos em um coque. Vesti assim a capa de couro que me fora entregue para proteção , bem como as luvas e assim peguei um dos pedaços de metal e o deixei cair sobre as brasas.

Pegando a foles fiz com que as brasas ficassem ainda mais quentes, formando uma pequena poça de metal dentro da grossa colher ou seja o que for aquilo onde tinha colocado o pedaço do metal que na verdade parecia ser algum tipo de estanho ou algo parecido pela cor de cobre que tinha. Olhando aquilo a menina me olhou com uma cara de quem estava esquentando de mais as coisas por ali e logo colocaria fogo em tudo. _Odeio vim aqui, mas não se preocupe, não é por isso que vou colocar fogo em tudo - infelizmente- ._ Ri baixinho pois ao olhar que a morena me lançava, ela parecia não gostar dali tanto quanto eu, suspirando leve, joguei um pano sobre o cabo da tal colher onde o estanho derretido se encontrava e separei o cabo de uma flecha que já havia sido construído por alguém em um metal prateado e os moldes que usaria para dar formato da flecha.

Eu parecia não ter a menor ideia do que estava fazendo e realmente não tinha ideia alguma mesmo, mas mesmo assim segui na construção das ponta de minha flecha, deixando o molde bem apoiado, derrubei com cuidado o estanho liquido em seu molde, que estava com as duas peças encaixadas e apenas um buraco para cima, acabou vazado um pouco pela parte de cima, mas também sabia não estar fazendo tudo com o cuidado que tinha que ter. Quando o molde estava já quase cheio deixei a colher para o lado sentindo meus braços doloridos pelo peso que a mesma tinha, assim coloquei o cabo de flecha no encaixe que sobrou, me certificando de que ela não ficariam muito submersa no estanho a ponto de aparecer depois que fosse melhor moldada a flecha.

Pegando tudo com cuidado assim coloquei na aguá fria para que resfriasse e voltasse a ser ser sólido, dado um tempo em que ali deixei tirei tudo da água e soltei os moldes um do outro, tendo uma flecha meio torta, com restos dos lados e precisando ser afiada. Assim peguei um alicate quebrando os pedaços sobressalentes de metal que eram mais finos e me dirigi para o lugar onde a flecha poderia ser afiada e melhor moldada ao ser meio que lixada, com um dos pés ia apertando um pedal que fazia a pedra de lixar girar, tendo já colocado a proteção para o rosto, comecei a afiar a flecha, lixando também um pouco de sua superfície por completo para que ficasse mais lisa e plana. Fui assim afiando a ponta da flecha com cuidado até ter certeza de que estava extremamente afiada, quando por fim me dei satisfeita percebi que nem tanto tempo quanto eu esperava tinha se passado e ainda poderia fazer umas outras 5 flechas mesmo que continuasse neste ritmo de trabalho.

As coisas seguiram no mesmo ritmo, com algumas pequenas queimaduras, mas nada grave alem de um corte com uma de minhas flechas muito bem afiadas. Quando por sim terminei as flechas foram me entregues pelo trabalho que tinha feito de forma até que eficiente. Guardando cada coisa em seu lugar tratei de sair daquele forno em que me encontrava, guardando minhas flechas junto com minhas coisas e indo tomar um banho bem gelado e refrescante antes de me dirigir para o jantar matar toda a fome que tinha que não estava nada pequena já a aquela hora.



90 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

Zeus
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 18
Mensagens : 46

Ficha Campista/Divina
Level: 23
Mascote: Pégasus
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 7 Dez 2013 - 17:48


Depois de revoltado com o meu último invento não ter funcionado, voltei para as forjas entrei na mesma e liguei as fornalhas e sentei-me para esboçar o desenho e esquematizar as etapas. Percebi que as fornalhas já estavam na temperatura ideal e coloquei os metais necessários para fazer a arma. Enquanto o adamantino, titânio, cobre, ouro e a prata derretiam, fui para a sala de costura. Peguei a seda e comecei a costurar o vestido e a faixa que irá no pescoço do autômato. Costurei, cortei, costurei de novo e por fim, usei a tinta para colorir a vestimenta. Já havia se passado algum tempo, então, voltei à sala de forja e com um molde próprio para autômatos, mas especificadamente, para os “ossos” do robô, peguei o adamantino derretido e coloquei no molde. Dei uns dez minutos e coloquei o molde na banheira de resfriamento.

Tornei para a sala de costura e comecei a fazer o cabelo do autômato. Para fazer o cabelo, comprei da lã de merino; um carneiro que tem a lã lisa. Com outro pote de tinta, pintei a lã e reservei. Voltei para a sala de forja e retirei o esqueleto do autômato e o mergulhei na banheira de óleo quente, para que ele ficasse mais resistente. Peguei pequenos moldes e os completei com o titânio derretido; estes pequenos moldes seriam as partes que iriam por cima do esqueleto. Novamente esperei por alguns minutos e as coloquei na banheira de resfriamento e depois na banheira de óleo. Retirei o esqueleto do molde e com parafusos, fui juntando as peças e dando o movimento para o esqueleto.

Com um pouco do ouro, prata e cobre, criei uma espécie de cérebro para o robô e com fios de cobre, fui os ligando nas juntas do esqueleto, criando alguma coisa parecida como os tendões do corpo humano. Com um pouco mais dos materiais usados para criar o cérebro, criei uma espécie de coração, onde os fios de cobre que seriam espalhados por dentro autômato, pudessem captar a energia solar e a recarregassem. Fora a energia solar que havia ali, conectei uma bateria que duraria o tempo necessário e também para que pudesse carrega-la caso o clima não cooperasse.

Conectei um dos fios de cobre do coração até o cérebro, para que este também funcionasse e deixei alguns fios soltos para serem usados futuramente. No mecanismo do cérebro, instalei um dispositivo para que ela pudesse falar, mantivesse as memórias e que com o tempo, ela pudesse criar sentimentos pela sua dona (estava forjando algo para uma garota). Após algumas horas de pesquisa e testes, instalei um dispositivo que a ajudaria voar. Também coloquei duas fibras ópticas e as liguei em dois olhos de vidros, que tinham um acabamento muito perto do real. Retirei as peças do robô da banheira de óleo e depois de limpas, fui parafusando no esqueleto e sempre fundindo os fios de cobre nas peças para estas pudessem captar a energia solar. Por fim, encaixei os olhos do robô em sua cabeça e a parafusei. Fundi as juntas das peças, mergulhei uma última vez na banheira de óleo para fortifica-la e por fim, me preparei para dar o acabamento.

Peguei a pele de animal e a pintei com a cor humana, colei a pele sobre o autômato e este começou a ganhar vida. Coloquei a roupa, o laço e depois colei o cabelo do robô. Forjei uma pequena presilha e prendi o cabelo do autômato. Com a tinta, fui pintando os últimos detalhes do autômato. Com o resto dos metais, criei um “esqueleto” de um pequeno par de asas, juntei fios de cobre e fui até a sala de costura e com a lã, fui dando a forma de penas no “esqueleto”. Voltei para o autômato quase finalizado, fiz dois pequenos furos em suas costas, abri uma pequena tampa das suas costas (tal tampa onde se encontra uma pequena saída de uma tomada para carregá-la quando o clima não coopera), peguei os fios de cobre que eu havia deixado sem usar e fiz um ligamento em suas asas pelos buracos feitos recentemente. Encaixei as assas e coloquei dois apetrechos de rubi em forma de tornozeleiras e as encaixei nos pés do autômato.

Levei o robô um pouco para o sol, esperando ansioso que aquele bicho funcionasse, passou mais ou menos duas horas peguei o robô e o testei, o mesmo havia funcionado, porém havia um pequeno defeito nas asas, respirei fundo e deixei o robô ao canto da forja, iria voltar outro dia para tentar arrumar as asas dele, em seguida sai das forjas voltando para meu chalé.





90 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

Perséfone
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 26
Mensagens : 117

Ficha Campista/Divina
Level: 50
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Dom 8 Dez 2013 - 1:13


Comecei pondo duas medidas de ferro estígio na fornalha, era necessário potência máxima para derreter aquele poderoso material. Então selecionei diversas peças em minhas gavetas, precisaria delas. Comecei pegando um molde básico de uma cabeça humana e o cobrindo com um outro molde, este de um capacete. Despejei ferro estígio sobre o molde e ele foi ocupando os espaços dentro do molde. Utilizei uma espécie de tenaz gigantesca para prender os moldes para o capacete e mergulhá-los na bacia de água fria ao lado. Vapor d’água foi o que sobrou e tiver de repetir o processo de imersão várias vezes até que o metal esfriasse por completo.

Coloquei o molde encima da mesa e retirei o conteúdo de dentro. Enfiei a mão no bolso pegando um isqueiro negro que havia achado em cima da mesa e havia posto no bolso, com um clique fiz uma chama surgir e em um piscar de olhos uma coluna de chamas foi em direção ao capacete de forma ainda bruta. Fiz isso até deixá-lo suficientemente quente. Agora era hora de meu martelo entrar em ação (martelo este que havia pego emprestado de um dos filhos de Hefesto), ele bateu várias e várias vezes contra o ferro estígio deixando-o em uma forma totalmente perfeita, com a ajuda de outro equipamento o elmo ficou com três afiados chifres de cada lado que tinha o tamanho crescente. Também fiz duas aberturas na frente do capacete de onde o usuário observaria. Esperei um tempo até que ele resfriasse e o levei junto do resto da armadura. Fixá-lo foi fácil com a somatória da sonda, o isqueiro e o nível exato de concentração. Agora dos pés à cabeça a armadura lhe protegeria.

Peguei mais uma parte da medida de ferro estígio e dessa vez despejei sobre um molde que imitava a forma de seis lâminas curvadas. Levei-as para um mergulho na bacia de resfriamento e depois de algum vai e vem elas estavam frias e sólidas. Retirei as seis lâminas de dentro da forma, elas haviam ficado perfeitas. Porém eu ainda precisava afiá-las, passei um bom tempo esfregando-as sobre uma pedra bruta que eu tinha por ali. Uma por uma foram passando por minha hábil mão de metal. No fim as pontas da meia dúzia de lâminas brilhavam. Fiz o teste na parede da forja que ganhou um grande risco, estava perfeito.

Agora era minha parte favorita, a mecânica. Naturalmente já havia separado e derretido uma medida de aço para isso. Montei a armadura em um manequim especial no centro da sala de trabalho. Encaixei algumas pequeninas peças em determinadas partes para construir uma espécie de sistema interno na armadura, graças ao constante trabalho em minha prótese mecânica já estava acostumado. O mecanismo funcionaria naturalmente sobre pressão dos movimentos do usuário da mesma, seu funcionamento faria com que os movimentos tornassem-se bem menos exigentes em relação aos músculos e bem mais potentes graças as ilimitações das máquinas. Tudo trabalharia para aumentar a força e a agilidade. Eu diria que o mecanismo combinado com a rigidez da armadura teriam por consequência socos e chutes nem um pouco agradáveis de se receber.

Também adicionei quatro aberturas nas costas para que as asas do garoto (a armadura é para um filho de eros), pudessem passar com extrema perfeição. Aproveitei o momento mecânico e fixei as seis lâminas curvas, uma em cada braço. As instalei de forma que pudessem ser retraídas e depois expelidas novamente, tudo isso mais rápido que um piscar de olhos. Depois de alguns testes e ajustes tudo ficou excelente, havia feito uma mistura para deixar a armadura leve para que o usuários a achasse extremamente leve. A ligação entre a corrente e a foice era bem simples. Abri uma incisão no cabo e deixei-o oco. Inseri a corrente pelo espaço e do outro lado ajustei o mecanismo especial. Algumas engrenagens e o mecanismo estavam prontos. Com um clique na parte central do cabo da foice um mecanismo era ativado e a foice expelia uma corrente de quatro metros pela sua base, na ponta da corrente eu inseri uma lâmina extremamente afiada que estaria também na ponta da foice quando a corrente fosse retraída. Com alguns equipamentos detalhistas abrumei as últimas coisas minuciosas nos itens.

Já fazia mais de quatro horas que eu estava entocado naquela área de treino de forjas, eu já estava começando a ficar meio irritadiço por causa do tédio que aquele treino me proporcionava, porém finalmente depois de muito esforço alguma das minhas especiarias havia dado certo, sorri leve enquanto deixava as coisas ali e arrumava a armadura no canto da sala, em seguida retirei o avental e as luvas colocando-as em cima da grande mesa de itens, também coloquei o isqueiro e o martelo do filho de Hefesto em seguida sai caminhando de volta para meu chalé.


90 X P

Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Fobos - Atualizado!
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 26
Mensagens : 117

Ficha Campista/Divina
Level: 50
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por John Ethan McBride em Dom 8 Dez 2013 - 11:33


Let it burn...

John acordou cedo naquela manhã, sentindo-se um pouco mais disposto que na anterior. Apesar do fracasso em praticamente todos os outros treinos que participara, o treino nas forjas ainda continuava vívido em sua mente, e a sensação de realização que tivera ao ver a adaga completamente restaurada preenchia suas veias com um ânimo crescente. Talvez esse ânimo fosse o principal motivo para fazer com que ele levantasse sem reclamar, mesmo ainda detestando o fato de ter que dormir no chão, e sair do chalé na hora. Novamente seu primeiro treino seria nas forjas, e ele não poderia estar mais agitado.

As forjas estavam completamente iguais ao que vira no dia anterior: quentes, abafadas e com seu pequeno caos organizado. O rapaz encontrou sem dificuldade a bancada que havia usado no dia anterior, que continuava desocupada, e antes de qualquer coisa pegou a adaga que havia usado no dia anterior. A sensação do metal frio em suas mãos era quase reconfortante, como se fosse uma extensão dele. Mas não pela arma em si, como um guerreiro sentiria, mas por outro motivo que não sabia entender ou explicar. Prestando um pouco mais de atenção ele conseguia ver as marcas de onde o metal fora dobrado sobre si mesmo para dar o formato à arma, e as pequenas ondulações, praticamente invisíveis caso a pessoa não estivesse prestando atenção, conferia um padrão de certa beleza à adaga. Ok, espera. Agora ele estava vendo beleza em ondulações na adaga, é isso mesmo? Só posso estar ficando maluco. Esse lugar é completamente pirado, e agora está me afetando...

- Você vai trabalhar em algo ou vai passar o dia inteiro namorando com essa adaga? - a voz ligeiramente familiar o tirou de seus devaneios de loucura, e quando ele se virou encontrou a mesma menina do dia anterior. Seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo um pouco desleixado, madeixas caindo sobre seu rosto, e alguma coisa nela chamava a atenção de John. Não era bem uma atração, mas uma sensação de que já a conhecia, apesar de ter certeza que nunca a vira antes. - Pois é, é uma linda adaga. Estava pensando em convidá-la para jantar, você acha que ela aceitaria? O sorriso debochado no rosto de John lhe caía como uma luva, como se tivesse sido feito para sorrir daquela maneira. John levava tudo na brincadeira, e não via motivos para levar a vida tão a sério se ela nunca havia feito o mesmo por ele.

A menina o olhava com certa curiosidade, provavelmente estranhando o fato de ele ficar encarando a adaga como se fosse a mais bela obra de arte do Louvre. Ela provavelmente achava que ele era estranho, grande novidade. Todo mundo achava John estranho, e talvez por isso vestisse a máscara do humor com tanta facilidade. Se fosse para as pessoas rirem dele, então que rissem das piadas que ele fazia com ele mesmo, e não por suas costas. - Quem sabe, adagas não são conhecidas por serem previsíveis... , e havia um tom jocoso na voz da menina. Não como se estivesse zombando dele, percebeu John, mas como se resolvesse entrar na brincadeira. - Mas isso terá que ficar para depois, por agora você precisa trabalhar. O Big Joe , disse apontando para o rapaz que John conhecera no dia anterior, e que lhe entregara seus equipamentos - me pediu para te passar sua "tarefa" de hoje. Quando você estiver mais experiente terá a liberdade de vir às forjas e escolher o que deseja fazer, mas nesse começo é melhor ter um pouco de direcionamento. E como eu disse ontem, hoje você vai fazer sua própria adaga, e eu vou te ajudar porque o Big Joe não quer mais nenhum incidente de queimaduras essa semana. Está pronto?

John assentiu com a cabeça, completamente focado. Geralmente não gostava que dissessem o que ele tinha que fazer, mas por algum motivo parecia que todos os pontos negativos de sua personalidade ficavam em segundo plano no momento em que ele pisava dentro das forjas, e tudo o que ficava no lugar era uma concentração e um interesse infinito. A garota pediu para que John fosse até uma espécie de depósito grande com prateleiras de metal, que ficava no fundo das forjas, e buscasse o molde A-14 (O que quer que isso queira dizer). Ao chegar lá surpreendeu-se com a organização do depósito, que diferentemente do restante das forjas eram completamente limpo e organizado. A parte de moldes era organizada por ordem alfabética, e John facilmente encontrou o molde que precisava, retornando para sua bancada em seguida. A garota já estava lá, esperando por ele, uma expressão compenetrada no rosto.

- Vamos começar trabalhando com alumínio, que é um metal de liga mais fraca mas também mais fácil de manusear, e conforme você for aprendendo passará para metais mais nobres. Para fazer uma adaga, espada ou qualquer outro objeto tem dois passos fundamentais: fundir o metal e criar o molde. Esse já é um molde pronto, mas vou te mostrar como criar um pois sempre precisamos repor os materiais que usamos. John assentiu com a cabeça e colocou o molde que pegara sobre sua bancada, seguindo a garota para uma área mais afastada do ambiente, com grandes fornos no lugar das forjas normais. - Para que vocês usam isso?, perguntou com certo interesse, estranhando aqueles objetos nas forjas. Pensara ter visto algo parecido na área de artesanato, só que esses eram consideravelmente maiores. - Usamos isso para criar os moldes de argila. É possível criar moldes com outros materiais, mas eu particularmente sou uma fã de argila, então começaremos por aqui.

A garota então ensinou John a pegar o molde de silicone e preenchê-lo com argila fresca, batendo-o em uma bancada para se certificar que não ficaria nenhuma bolha de ar para trás, o que segundo ela poderia danificar a arma. Quando estava satisfeita com o resultado ensinou-o a colocar o molde no forno, e programá-lo para a temperatura exata. Em seguida abriu o forno do lado, que aparentemente já continha um molde pronto, já seco, e colocou-o sobre a bancada que estavam usando. Ajudou John a tirar a argila do molde sem danificar a estrutura, obtendo assim o molde final para a adaga. Em seguida encaminharam-se novamente para a área que continha as forjas, onde indicou para John onde ele poderia encontrar os metais que precisaria para a fabricação de qualquer equipamento, e uma tabela que indicava aos novatos qual quantidade usar, e quais metais poderiam ser misturados para deixar a arma mais resistente.

- Nossa, essa é uma lista muito longa! Como vocês conseguem lembrar tudo? O garoto parecia levemente fascinado, o que fez com que a menina sorrisse. - Nem todos conseguem, geralmente apenas os filhos de Hefesto conseguem saber exatamente o que estão fazendo. Mas essa lista está aí mais pelos outros campistas, nós do chalé 9 nem a utilizamos. Não sei, é uma espécie de sexto sentido, se quiser pensar assim. Simplesmente sentimos as coisas, sabemos o que vai com o que, e quanto precisamos de cada coisa. Você não entenderia, é mais uma coisa dos filhos de Hefesto mesmo... Não havia nenhuma zombaria na voz da menina, mas John não conseguia parar de pensar no dia anterior, quando soubera que a adaga era de alumínio simplesmente por tocar nela. Mas poderia ser outra coisa, então preferiu deixar quieto. - Então, o que fazemos agora?

Aparentemente a etapa seguinte era derreter o metal, o que foi bem mais rápido do que John pensaria ser possível. Usando um dosador para pegar a quantidade certa de alumínio para o tamanho da adaga que faria, John colocou-o dentro de um recipiente de metal que já estava sobre o fogo, e a menina tampou-o com outra peça de metal. Ela ensinou-o a usar os foles para deixar as chamas no ponto ideal, na temperatura certa para derreter o metal. Alguns minutos se passaram e a garota pediu a um de seus meio-irmãos para assumir os foles, enquanto ensinava John a preparar o molde para receber o alumínio. Usando uma base circular, como um cano largo na vertical, mas também feito de metal, a menina colocou o molde de argila que John pegara no depósito no centro, e pediu para que ele enchesse o restante do cano com uma substância granulada, para que o molde ficasse em pé sozinho. Os dois pegaram luvas de proteção e voltaram para onde o metal estava sendo derretido, e a garota entregou uma espécie de pegador para John.

- Se você estivesse criando uma espada ou uma lança precisaria de ajuda para derramar o metal, pelo menos agora no começo. Mas como a adaga é pequena conseguirá fazer sozinho sem problemas... Seguindo as instruções dela ele usou o pegador para tirar o recipiente que continua o alumínio do fogo, e voltaram alguns passos onde o molde estava aguardando por eles. Usando uma espécie de pinça de ferro a menina tirou a tampa do recipiente, revelando o alumínio completamente derretido, em um tom alaranjado do metal incandescente. Com todo o cuidado do mundo, como ela advertira, John virou o recipiente dentro do molde, deixando o alumínio preencher todo o buraco central. Quando terminou de derramar devolveu o recipiente e o pegador para o fogareiro, onde a menina disse que faria a limpeza depois, já que não ensinaria isso a John ainda.

Aguardaram alguns minutos antes do metal esfriar um pouco, e então usando outro pegador mais adequado para o molde de argila encaminharam-se para os grandes tanques de água, onde precisariam esfriar o metal para que ele endurecesse. Tão logo John mergulhou o molde na água um vapor forte começou a subir, preenchendo o ar com uma fumaça branca e seus ouvidos com um zumbido agudo. O processo de resfriamento levou alguns minutos, e quando a menina se deu por satisfeita pediu para que John levasse tudo para sua bancada. Ainda com a luva nas mãos ela o instruiu para quebrar a capa de argila, revelando a adaga em seu interior. O objeto ainda estava longe de ter o formato final de uma adaga, com muitas rebarbas e partes de metal sobrando, assim como sem corte e sem aquele "brilho" característico dos objetos de metal, mas ainda assim era uma adaga, uma que John fizera, sua primeira.

- E é assim que se faz uma adaga. E uma espada, faca, ou qualquer outra coisa do tipo, só precisa escolher o molde certo... Vendo a expressão de John ao encarar a adaga a menina o interpretou mal, como se ele estivesse duvidando que aquela aparente bagunça poderia ser uma adaga como a que ele consertara ontem. - Sim, pode parecer que ela não está pronta, e isso porque não está. Você ainda terá que limpar e remover as rebarbas, lixá-la, afiar o gume e prender o punho, mas acho melhor deixarmos isso para amanhã, ou será informação demais para um só dia. Também somos nós que limpamos tudo depois que usamos, mas por hoje você deu sorte, e eu vou limpar por ti já que você ainda não sabe como fazer isso... Mas o espero amanhã para terminarmos essa adaga, ok? John sorriu e depositou a adaga sobre sua bancada, cobrindo-a com um pedaço qualquer de pano que encontrou ali. - Ok, até amanhã então... E valeu pela ajuda.

A menina assentiu, afastando-se e logo depois John saiu para seu próximo treino.


100 X P + 10 dracmas

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Fobos - Atualizado!
avatar
Filhos de Hefesto

Idade : 17
Mensagens : 12

Ficha Campista/Divina
Level: 6
Mascote: Mini Dragão de Bronze
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 14 Dez 2013 - 18:46



⊱ Uma corrente, quase bem sucedida. ⊰


Havia passado o dia todo tentando achar alguma coisa para fazer, além de tentar matar pessoas ou ficar na sede de destruir monstros. Acabei caminhando direto para as forjas de Hefesto, onde adentrei a mesma e fui logo ligando a grande fornada, iria tentar fazer uma corrente, coloquei o adamantino junto com o titânio para o derretimento. Passando-se algum tempo, fui colocando um pouco de pó de sangue até os metais derretidos pegarem uma cor avermelhada. Peguei um pouco de ouro branco e o coloquei no metal para que ele atingisse a cor rosada, correntes eram instrumentos mais para filhos de Afrodite e para guardiões. No final, havia uma grande quantidade desse metal rosado, coloquei uma parte desse metal em duas fôrmas diferentes: Uma para criar o aro afiado que tinha um furo dentro e outra para criar a seta pontiaguda. Coloquei o resto dos metais em várias fôrmas para criar os elos da corrente. Coloquei todas as fôrmas na banheira de resfriamento para a retirada dos mesmos. Com uma ferramenta especial para soldagem, juntei os vários elos criados para dar o tamanho da corrente. Por final, soldei o aro e a seta em suas extremidades. Com um pincel especial para a pintura com metais derretidos, pintei as junções para tirar a marca da solda. Fiz o acabamento, mergulhei a corrente na banheira de óleo quente para o seu fortalecimento e depois a lavei para retirar o óleo.

Eu tinha intenção em tentar fazer uma corrente infinita, porém era lógico que eu não conseguiria criar uma corrente infinita, mas eu tinha certeza que o usuário daquele objeto ficaria feliz com o seu comprimento. Fui até a sala especial para a instalação de dispositivos e fiz uma instalação na corrente para que ela se transformasse em uma algema. A corrente em si, me fazia lembrar um famoso anime que eu assistia durante a minha infância. Depois de finalizar aquele pequeno feito, caminhei para o autômato, onde lancei a corrente com precisão, acertando-o em cheio em seguida puxei, a correte aguentou o puxão, porém quebrou um dos pequenos aros de ligamento, sorri satisfeito, era péssimo com muita coisa... E ter conseguido pelo menos fazer uma corrente que não se destruísse toda, já era algum avanço. Abri um baú, juntei as partes da corrente e em seguida a coloquei dentro daquele recipiente, onde iria tentar em outra hora, juntar as partes e ver se conseguiria funcionar com cem por centro de sucesso, dei de ombros, era bem a quinta vez que tentava fazer algo que fracassava e sempre deixava entulhado ali, percebi que meus autômatos não estavam mais no local, talvez algum filho de Hefesto tenha terminado eles, dei de ombros colocando as mãos nos bolsos da calça e caminhei saindo do lugar.



95 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45 .-. Justificativa: Post bem feito e direto, gostei mas poderia ter feito um pouco melhor (sei que você é capaz de fazer).  
Melinoe - Atualizado
avatar
Guardião de Perséfone

Idade : 26
Mensagens : 117

Ficha Campista/Divina
Level: 50
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Flynn Ehlers Sieghart em Qui 9 Jan 2014 - 7:12


Treino  de  Forjas  I
Um vento gelado soprava no acampamento durante o meu trajeto até o local em que os campistas poderiam aprender sobre a forja de armas e outros equipamentos. Caminhei encolhido em meu casaco de malha e ao adentrar o espaço destinado as forjas, deparei-me com o som de martelos batendo vorazmente contra metais, o barulho que as espadas em brasa faziam ao serem mergulhadas na água e as vozes de alguns instrutores. Fiquei um pouco receoso observando uma estante com vários tipos de martelos pendurados. — Você é novo aqui nas forjas, não? Nunca o vi por aqui. — uma garota com a aparência meio bruta, suja de cinzas, com um avental de couro amarrado e os cabelos presos viera até mim. — S-Sim... digo, não sou novo no acampamento, mas estou curioso para aprender sobre as forjas — ela balançou a cabeça afirmativamente. — Eu sou a Mel, filha de Hefesto. Posso te passar um treinamento pra iniciantes que temos montado — arqueei a sobrancelha demonstrando interesse. — Eu sou o Flynn, filho de Atena. Poderia me explicar mais sobre esse treinamento? — apertamos as mãos e logo eu fora guiado para os fundos.

Tudo parecia como um ferro velho, pedaços de grades, madeira, itens de eletrodomésticos antigos, pedras em vários formatos e uma diversidade de objetos estavam espalhados em um canto. — Às vezes os recursos para produzir uma arma são escassos, por isso... — ela pegou uma barra de ferro oxidada e a ergueu mostrando para mim. — ...você deve saber como retirar uma arma da sucata, basicamente, reciclagem — peguei a barra de ferro sentindo em minha pele o metal gelado. — Você fará duas armas, não importa o que seja, não importa o que use, apenas precisa fazer duas armas — ela me mostrou as fornalhas e as formas em que eu poderia derreter o metal, o local em que eu os moldaria e todas as instruções básicas que eu poderia ter. Deixou também um livro em grego antigo, nele, havia instruções de como montar cada tipo de arma. Fora bastante informação em pouco tempo, mas consegui absorver tudo o que seria útil para a minha primeira criação.
 
Iniciei uma busca de metais que pareciam possuir alguma semelhança, recolhi pedaços de grades, barras de ferro e pedaços aleatórios de metal que não eram muito diferentes em sua composição. Depositei todos em uma grande forma e os coloquei com cuidado dentro da fornalha, que engoliu a forma em suas labaredas. Em uma outra forma, pude colocar para derreter bronze celestial, Mel havia me dito que eu faria uma mistura com aquilo tudo. — Quanto tempo até derreter tudo? — indaguei a garota que parecia ocupada analisando uma corrente de bronze defeituosa. — Talvez uma hora mais ou menos, já decidiu o que vai fazer? — balancei a cabeça negativamente. Para falar a verdade, eu estava um pouco perdido sem saber por onde começar, pensei em fazer um martelo, mas talvez algo cortante como uma faca ou uma espada fizesse mais o meu estilo.

Os filhos de Hefesto eram impressionantes, criavam armas, armadilhas, escudos e outros objetos com uma facilidade imensa, observei-os por um longo tempo por cima do livro de instruções. O calor da fornalha me fazia transpirar, mas eu ainda estava apenas começando. Meus olhos caíram sobre como se produzia duas adagas gêmeas, com a lâmina em formato de lua crescente. Mostrei para a filha de Hefesto e logo me trouxe dois moldes que eu poderia usar. Com muito cuidado, despejei primeiro o ferro derretido nas duas formas. — A-Ai minha mão! — mesmo com as grossas luvas, o ferro derretido, ainda em brasa, parecia ser capaz de penetrar por elas. O calor era realmente intenso, será mesmo que os filhos de Hefesto conseguiam ficar ali o dia inteiro? Eles eram sempre tão fortes e musculosos que eu não duvidava deles. Capacidades manuais excelentes, além de serem ótimos com projetos, deveria confessar que eles formavam ótimos parceiros de equipe para filhos de Atena.

Despejei nos dois moldes, que estavam sobre uma mesa de trabalho das forjas, a pequena quantidade de bronze celestial que fora me dado. praticamente dois fios do metal para se misturar com o ferro. Sim, seria uma arma de péssima qualidade. — Não faça essa cara, filho de Atena. Armas recicladas possuem a sua utilidade. Agora depressa, misture antes que seja tarde — concordei tentando demonstrar que ela estava certa, mas para mim, estava claro que aquele papo de armas recicladas era apenas para os novatos não desperdiçarem bronze celestial. Em pouco tempo de mistura, os moldes começaram a esfriar e se tornar sólido. Com o auxílio de algumas ferramentas, retirei o molde e comecei a trabalhar na primeira lâmina. Coloquei-a sobre uma bigorna e iniciei a tarefa de martelar para tirar o aspecto bruto que ela possuía.

— Coloque mais força, Flynn — será que ela não percebia que eu já estava com minha força total? Continuei martelando, então mergulhei de volta no fogo, para deixar o metal um pouco mais "macio", para que o martelo fizesse mais efeito. Repeti o processo diversas vezes, algumas vezes, mergulhava em água fria e continuava a martelar. Em algumas horas, a primeira lâmina estava quase pronta. Iniciei o trabalho manual em minha segunda lâmina, meus ombros já não aguentavam mais e na primeira martelada, pude sentir todo os meus ossos do braço clamando por descanso. Martelei, encarei a fornalha, coloquei a lâmina na água e mais algumas horas a segunda adaga começava a ficar semipronta. — E agora, Mel? O que eu devo fazer? — ela analisou brevemente o meu trabalho. Lâminas em um tom de cinza escuro com uma leve tonalidade que revelava o bronze celestial ali contido.

— Prenda as lâminas no punhal que eu separei pra você e as amole naquela pedra — ela indicou como se estivesse cansada de dar aquelas instruções, como se fosse algo mecânico. Retornei ao trabalho depois de uma pausa para me alimentar e descansar, eu conseguira unir as lâminas aos punhais de madeira com grande dificuldade, tentar usar um metal derretido e causei a maior bagunça espirrando para todo o lado, quase acertando um garoto que trabalhava em um escudo. O trabalho de amolar era o mais complicado, já era noite, meu corpo estava exausto de tanto permanecer exposto ao calor e as atividades brutas das marteladas. Posicionei-me ao lado da pedra e ficava realizando movimentos de vai e vem sobre a pedra porosa em grande velocidade e conforme o metal entrava em atrito com a pedra, emitia som que me causava agonia, além é claro de faíscas.

O trabalho repetitivo de dar fio as minhas adagas se seguiu até o jantar. Ao terminar, eu realmente não estava contente com as minhas adagas gêmeas em pseudo-formato de lua crescente. Para deixar claro, elas não eram gêmeas de maneira alguma. Uma era mais longa e fina, a outra era mais escura e pesada. Mas, mesmo assim Mel tentara me dar um apoio dizendo que eram ótimas para um iniciante. Eu fora instruído a praticar com elas pela manhã e procurar por Augusto, na arena de combate a monstros. Ganhara uma espece de cinturão, só que para os ombros, onde poderia pendurar as adagas em minhas costas, que se revelava uma boa ideia. Despedi-me de Mel e exausto, terminei aquele dia exaustivo.

100 X P + 10 dracmas

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Fobos - Motivos: Não tenho reclamações a fazer.
avatar
Filhos de Atena

Idade : 20
Mensagens : 38

Ficha Campista/Divina
Level: 15
Mascote: Coruja
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Gui Stark em Qui 16 Jan 2014 - 18:35

Meu corpo estava sempre em temperatura agradável, nos últimos dias as coisas haviam mudado um tanto pra modo ruins ao extremo, minha facilidade de misturar palavras difíceis, gostava de ler, mas tinha uma certa deficiência, meus estudos sempre estavam com notas baixas, mas eu adorava fazer coisas com objetos variados sem motivo algum, mas sem querer estava pensando em um projeto legal que produziria uma alegria e prazer infindo, enfim, me conduziram a um tipo de lugar estranho, me chamavam de recruta e até ali tinha enfrentado a morte de frente por longos 3 dias, meu padrasto estava em casa e minha mãe nem sabia onde eu estava, meu padrasto era um cara legal, mamãe sempre tem um gosto refinado, já meu pai num tenho noticias e nem mamãe me conta muita coisa, só diz que ele desapareceu e sente saudades, talvez o desaparecimento de meu pai devesse ter algum tipo de relação com a minha, por que por essas horas eu teria sido dado como desaparecido.  Enquanto caminhava para um lugar quente e escuro, mas lúgubre apenas clareado por lava e fogo minhas mãos nem um pouco quentes tremiam de emoção, me disseram que eu descobriria onde meu pai estaria e o porquê de ele estar sumido, me disseram que eu teria irmãos, muitos irmãos e não souberam me responder se meu pai me deu importância como deu aos outros.


Já havia me acordado a poucas horas atrás por meu amigo “cabra” ele detestava que eu o chama-se assim mas realmente num me lembro o nome que se da para aquilo, claro, num é desmerecer o que ele havia feito, me salvou de furada varias vezes, eu caminhai até o lugar sustentados por madeiras e La dentro o fogo iluminava tudo e tinha muitos objetos dentro de alguns caixotes velhos, logo uma imagem veio a minha cabeça de um objeto como uma espada,  do cabo saia uma cobra que se transformava em uma fina lamina mas bem larga, e havia algo escrito nela picada fatal (θανατηφόρο τσίμπημα) de cima a baixo as letras iam se modificando, mas aquilo eram somente em meus pensamentos eu ainda teria que fazer algum tipo de molde  e começar a coleta de metais específicos que fariam minha arma ticar mais potente e pesada de preferência, eu estava falando como se fosse um profissional, me disseram que meu pai poderia ser Hefesto mas num sei muito sobre ele, apenas me disseram que ele era um cara legal e bacana, “puff” talvez me falarem aquilo num me deixou com bom animo, saber que os outros sabem mais dele do que eu, após eu coletar alguns metais coloquei em uma forma normal, vou fazer normal depois... *Espera, tive uma ideia* pensei, fiz o molde com o punho oco e fiz um sistema no qual ao apertar um botão de dentro do punho saia um protetor de mãos, me coloque toda a atenção no projeto nem um pingo de suor se atrevia a escorrer de meu rosto, trabalhava arduamente, o punho estava pronto em poucas horas o sistema de injeção do protetor estava completo, as ferramentas e materiais certos, fiz a lamina e a uni com o punho encaixando tudo no lugar após ter resfriado a lamina e ter batido no aço e ferro unidos sendo moldados a minha preferência e ter afiado os dois lados coloquei mais uma porção de metal para fazer uma ligação mais forte entre o cabo e a lamina, tudo estava indo conforme o desejado, todas minhas expectativas foram frustradas eu me esquecera de ter entalhado o nome nela esquentei o aço novamente em poucos graus e escrevi...(θανατηφόρο τσίμπημα) talvez eu devesse encurta-la um pouco mas minha preferência era deixa-la assim levei horas pensando em um segundo projeto, e o resultado foi um escudo que era um disco, um cd de videogame um tanto grosso, talvez amanhã eu tentasse essa proeza, afinal eu estava ali para usufruir e aprimorar minhas habilidades e talvez deixar meu pai orgulhoso seja onde ele estivesse meus feitos devem chegar aos ouvidos de meu pai nem que isso deva demorar minha vida toda.

Foi uma espada feita simples nada de muito valor para as pessoas, mas pra mim é de valor enorme ,foi uma sensação ótima, minha primeira bugiganga a ser feita, e desta vira muitas mais...

40 X P

Gramática (0-25 xp): 15 .-. Coesão (0-25 xp): 10 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 15

Deusa Íris


Obs:
O sistema que descreveu seria avançado de mais para um primeiro projeto, mesmo sendo filho de Hefesto como parece que deseja ser, demoraria uns bons dias para ser desenvolvido por completo. No próximo treino tente começar com coisas mais simples, descrevendo melhor como as construiu/produziu.
Indefinidos

Mensagens : 1

Ficha Campista/Divina
Level: 1
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por John Ethan McBride em Qui 23 Jan 2014 - 18:46


Let it burn...

Mesmo sendo apenas seu terceiro dia no Acampamento Meio-Sangue John já começava a se sentir em casa. Ok, ainda detestava algumas coisas como dormir no chalé de Hermes (realmente esperava que ele não fosse seu pai, ou ficaria preso ali para sempre), o fato de ainda não conseguir assimilar completamente toda essa história de ser um semideus ou algumas pessoas irritantes, mas precisava admitir que tudo aquilo era interessante de certa forma. E precisava admitir que amava o trabalho nas forjas, e só por isso que conseguira levantar tão cedo três manhãs seguidas. Graças a Deus (ou deveria falar Zeus de agora em diante? Ok, era um pouco estranho pensar assim) seu primeiro treino do dia era nas forjas, pois se fosse qualquer outro imaginava que ficaria dormindo após o horário permitido todos os dias.

Naquela manhã ele estava um pouco mais empolgado, pensando na tarefa que deixara por acabar nas forjas, e que naquele dia poderia finalmente terminar o serviço em sua adaga. Sua adaga, não conseguia deixar de pensar com certa alegria. Não sabia de onde vinha toda aquela empolgação, como se de repente estivesse ligado no 220, sendo que até três dias atrás mal se importaria com uma coisa dessas, mas não deixava de gostar da sensação. O caminho até as forjas pareceu bem mais rápido que nos dias anteriores, como se seus passos apressados buscassem levá-lo o mais rápido possível para lá. Passou por outros campistas no caminho, ignorando-os levemente, já que ainda não havia feito nenhuma amizade, e nem tinha tanto interesse na verdade.

Ao chegar na forja foi recebido pelo mesmo bafo quente e pelo calor que já começava a se tornar familiar. Começou a prestar atenção em coisas que não reparara antes, como o cheiro dos diversos metais sendo derretidos, de fumaça e de suor e o crepitar das chamas por baixo do barulho alto e constante dos martelos. Quase automaticamente encaminhou-se para a bancada que adotara como sua, e tão logo chegou lá foi abordado pela filha de Hefesto que vinha ajudando-o em seu treinamento. Ela sorriu ao vê-lo e virou-se de costas para se apoiar na bancada, cruzando os braços ao se dirigir a ele. - E aí novato, pronto para trabalhar? Ele sorriu em resposta e colocou-se ao lado dela, tirando o pano que havia usado para cobrir sua adaga e segurando-a na frente do rosto, na altura dos olhos. Podia ver o formato que ela tomaria mesmo por baixo de toda aquela confusão de metal sobressalente e mal podia esperar para começar. - Opa, vamos lá, chefa. Brincou, fazendo uma rápida continência.

Desencostando-se da bancada a menina conduziu John para longe das forjas, onde ele havia usado a pedra de molar tamanho família em seu primeiro dia de treino nas forjas, e ele a seguiu carregando a 'aspirante a adaga' consigo. Alguns poucos campistas se encontravam por ali, dando o acabamento em seus trabalhos ou amolando espadas e adagas cegas, e não lhes deram atenção. A menina encaminhou-se até o canto mais afastado, e se virou esperando que John a alcançasse. Seus braços estavam cruzados na frente do corpo, e tudo em sua expressão e na sua postura indicavam que ela havia assumido aquele ar mais sério que parecia envolvê-la quando se tratava do trabalho nas forjas. - Ok, no dia em que você consertou a adaga que o Big Joe te deu você usou a pedra de molar, fazendo o trabalho manual. Geralmente usamos as pedras de molar para trabalhos menores, mais simples, para afiar as armas ou quando é necessário uma precisão maior. Para trabalhos maiores, ou em que há uma camada maior a ser lixada, usamos o esmeril ou a lixadeira. Você vai perceber que para muitos procedimentos há mais de uma maneira de trabalhar, mais de um jeito que você pode fazer, e cabe determinar qual é o mais adequado para o trabalho em questão. John assentiu com a cabeça, o que a incentivou a continuar. - Te ensinei a montar uma adaga a partir de um molde, procedimento geralmente usado para alguns tipos de espada, por um simples motivo: é mais simples. Normalmente você trabalharia com um pedaço de metal e um martelo até obter o resultado desejado, mas como eu precisava ensinar essa técnica e uma espada seria grande demais para você começar, optei por te passar isso primeiro. Para finalizar a adaga usando esse processo é bem mais fácil do que do outro jeito, mas o resultado não fica tão bom quanto ficaria do outro jeito. Mas chega de falar e vamos partir para a teoria, que é o único jeito de aprender!

Pegando a adaga da mão de John ela se encaminhou para o esmeril, e preparou-o com a lixa certa para o trabalho. - Você tem que ter certeza que pegou a lixa certa, ou pode por todo o trabalho a perder. Para a maioria dos metais é fácil, é só escolher a granulação certa das lixas de titânio, agora o trabalho com bronze celestial é bem mais complicado. Na verdade, a não ser que seja filho de Hefesto, é melhor nem tentar porque provavelmente acabará estragando tudo, e o Big Joe vai brigar por jogar material fora. Agora, eu vou te mostrar como se faz e aí você assume, ok?. - Ok, pode deixar.

A garota assentiu e colocou os óculos de proteção, acionando em seguida o esmeril. John a imitou e desceu os óculos bem em tempo, pois no mesmo instante a adaga encostou na lixa metálica do esmeril e faíscas começaram a sair do metal. Conforme a lixa do esmeril ia rodando a menina girava a adaga de forma que o excesso de metal fosse removido, mas sem comprometer a estrutura da arma. Ela parou o trabalho poucos segundos depois e deu um passo para o lado, deixando que John assumisse seu lugar. O garoto pegou a adaga com certo nervosismo, pois tinha medo de acabar estragando tudo, mas tinha que admitir que sentia certo entusiasmo também. - Tá, vamo lá... Ajeitando o óculos de proteção o menino se aproximou do esmeril, e fazendo como a menina havia lhe mostrado ele deixou a adaga encostar na lixa metálica. O choque inicial o surpreendeu um pouco, e a adaga foi arrastada por alguns centímetros pela lixa. Ele não estava preparado para a força da máquina, e teve que se recuperar rapidamente para que a lixa não tirasse mais do que devia. Ele afastou a adaga do objeto, e depois de respirar fundo aproximou novamente, desta vez mantendo a mão mais firme.

A pressão do maquinário era forte, mas depois de alguns instantes ele pegou o jeito. Usando movimentos curtos e precisos ele foi virando a adaga, de forma que apenas o metal sobressalente fosse removido, e não partes da arma. A lixa era fina, de forma que a remoção não era muito abrasiva, facilitando o controle. Após o que lhe pareceu um longo tempo virando a adaga conforme as instruções da menina, com o maior cuidado que conseguia, ela finalmente ficou satisfeita com o resultado e disse que o trabalho ali havia encerrado. John se afastou da máquina com a adaga ainda em mãos, e de repente ficou ciente do esforço que aquilo lhe consumira. Seus braços estavam doloridos pela tensão e pela força que fizera para manter a adaga sob controle, e sentia como se tivesse passado um dia inteiro na academia - coisa que praticamente nunca fazia, o que poderia justificar a força que tivera que fazer para controlar a adaga. - Não se preocupe com a dor nos braços, disse a garota como se pudesse ler seus pensamentos, no começo é assim mesmo. Não se trata tanto de força física, mas do domínio sobre o objeto. Com o tempo você vai aprender isso, e ficará mais fácil. Agora, vamos ao próximo passo. Você conseguiu remover todo aquele metal extra do molde, mas a arma ainda não está pronta. Agora você precisa acertar o corte, porque uma lâmina sem corte não serve de nada. E para isso precisamos voltar para as forjas.

Os dois voltaram para a parte em que as forjas ficavam, e seguindo as instruções da garota colocou a adaga na brasa, cobrindo a parte da lâmina com o carvão para que aquecesse por igual. Quando julgou estar no ponto certo ela pegou um tenaz e retirou a adaga da forja. Segurou na altura dos olhos, para que John pudesse ver. - Para esta parte do trabalho o metal deve estar nesse ponto. Viu como está com um vermelho vivo nas pontas, e um pouco mais escuro no centro? É nesse ponto que você vai tirar da brasa. Ela se virou e colocou a adaga sobre a bigorna, passando o tenaz com que a segurava para a mão esquerda e pegando um martelo leve com a direita. - Se você estivesse fazendo a adaga do zero precisaria de um martelo mais potente que esse, mas como é um trabalho apenas na lâmina o leve é o melhor, para não danificar o trabalho que já foi feito. Agora, você vai inclinar a adaga sobre o lado, usando a elevação central como base, e vai bater empurrando para baixo e para dentro, disse frisando a última palavra. - Quando você for forjar uma faca ou uma espada você sempre vai fazer para fora, que é para ficar achatada e com o corte do jeito que é, mas para a adaga é para dentro. Pense como se fosse um losango, e tente manter esse formato.

- Tá, mas e se ela achatar demais?

- Não vai. É só você tomar cuidado de não bater no centro, apenas nas laterais, e para baixo e para dentro, como eu disse, não para fora. Aqui, você vai fazer assim... A menina mostrou o movimento certo, e então passou alguns minutos demonstrando como deveria ser feito. Quando John se sentiu mais confiante ele deu um passo a frente, parando ao lado dela.

- Ok, acho que consigo. Ele pegou o tenaz e colocou o metal novamente na brasa, para aquecê-lo, e quando atingiu aquela coloração avermelhada que ela falou ele tirou da forja. Apoiou a adaga sobre a mesa da bigorna e com movimentos precisos e rítmicos começou a bater na lâmina como ela lhe mostrara. No lado direito, um, dois, três. No lado esquerdo, um, dois, três. Virou a lâmina, um, dois, três, um, dois, três. Virou novamente. Era um trabalho lento, repetitivo, mas que trazia certa serenidade pela constância. O ritmo era familiar, e apesar de ainda não saber John nascera para fazer aquilo. Bom, não necessariamente bater em um pedaço de metal com um martelo, mas você me entendeu. A menina ficou supervisionando John em todo o trabalho, vez ou outra pegando a adaga para verificar seu gume, e quando se deu por satisfeita anunciou que o trabalho ali havia terminado.

- É isso?, perguntou o garoto quase incrédulo?

- É isso. Agora, se quiser, pode dar o acabamento no metal com uma lixa fina. Você não deve colocar força demais, ou pode deformar o que já está feito, é só passar a lixa rapidamente para deixar uniforme. Mas não é necessário, o trabalho já está pronto.

John sorriu, sentindo-se completamente realizado. Nem seu recorrente mau humor pode lhe tirar a sensação de realização daquele momento. Segurou a adaga com delicadeza e levantou-a na altura dos olhos, observando o trabalho que havia feito. Por um milésimo de segundo viu outra imagem refletida na adaga, uma pequena faixa de um rosto ligeiramente deformado e com olhos penetrantes. Um calafrio percorreu seu corpo, como estática, e ele pensou reconhecer aquele olhar, mas no instante seguinte a imagem havia sumido e ele pensou se tratar apenas de sua imaginação. Ele voltou para sua bancada, ainda tentando entender o que havia acontecido, e colocou a adaga sobre a bancada. Pensou em perguntar à garota que vinha lhe ajudando, mas quando se virou percebeu que ela já havia saído, e também pensou que ela provavelmente o acharia maluco. Sentindo-se inquieto ele saiu das forjas e foi em direção ao seu próximo treino, arco e flecha.



OBS: Estava com esse post já programado mas não havia conseguido postar antes por causa da correria em OFF, então mesmo já tendo sido reclamado e postado o acontecimento, esse treino segue como se fosse antes da reclamação. Obrigado.
100 X P + 10 dracmas

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Fobos - Motivos: Ótimo treino, campista ^^
avatar
Filhos de Hefesto

Idade : 17
Mensagens : 12

Ficha Campista/Divina
Level: 6
Mascote: Mini Dragão de Bronze
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Christina R. Lockhart em Sab 25 Jan 2014 - 4:26

reinos nas forjas não eram nem de longe um dos meus treinos favoritos, e eu não via motivo para ser o treino favorito de alguém, a menos que esse alguém seja uma aplicado filho de Hefesto - o que estava longe de ser o meu caso. Para começar eu não era filha de Hefesto, muito menos aplicada. Mas, a considerar os recentes acontecimentos, aquele era um esforço necessário, sabendo que seria uma distração para minha cabeça e para que eu evitasse em pensar em fazer algo realmente estúpido. Em uma situação normal, eu passaria longe das forjas, afim de não me sujar ou suar, mas aquela não era uma situação normal, o que me levou a adentrar o local extremamente quente. Ao entrar, o arrependimento fora imediato. O ar quente e pesado do local me sufocava, e no mesmo instante me senti como se tivesse acabado de levar um balde d'água no corpo. Mas eu não desistiria já que já estava ali. Me manti firme valentemente e vesti aqueles aventais especiais e luvas. Observei os filhos de Hefesto trabalhando martelando peças em brasa, como se aquilo fosse a coisa mais divertida e simples do mundo.

Assumi uma bancada da forja e analisei os materiais dispostos a minha frente. Não deveria ser tão difícil, seria? Eu só precisava de uma noção por onde começar. Observei um garoto aquecendo uma peça de bronze celestial num grau que me parecia absurdamente alto - como tudo ali. Com muito cuidado, fiz o mesmo, colocando com o auxílio de uma pinça enorme, uma peça longa de barra de bronze celestial para que derretesse na espécie de forno. Enquanto isso, decidi que faria uma espada comum para vender e deslocar uns dracmas a mais - se alguém fosse louco o suficiente de comprar algo fabricado por mim. Quando a peça estava completamente derretida, eu a retirei com o auxílio de outro instrumento e despejei todo o material derretido na forma, para que pegasse a forma de uma espada lisa. Até então sem problemas, certo? Errado. O passo seguinte era jogar a forma na água para que esfriasse e endurecessse, e ao fazer isso, uma quantidade grande de vapor subir na minha cara. A sorte foi que eu tirei o nariz de cima a tempo, ou poderia ter me queimado seriamente. Os filhos de Hefesto pareciam se divertir tanto com seus trabalhos quando com meu show de desastre ali, mas eu não me importava. Aliás, depois de semanas andando pela acampamento como uma louca sem sorrir, eu pouco me importava com o que pensavam de mim ou de minha reputação.

Retirei a peça da água, na esperança de que o bronze tivesse assumido a forma perfeita da espada, certo? Errado de novo. O resultado foi uma lamina torna, cheia de ondulações e bolhas, que mais parecia uma rua cheia de lombadas. - Mas que porra...? - pensei enquanto examinava no que minha espada havia se tornado. Foi então que notei o porque de tanto martela martela naquele lugar. Os filhos de Hefesto esquentavam a chapa novamente e martelavam a peça de bronze em brasa, até assumir a forma desejada. Ainda usando um equipamento próprio para o serviço, esquentei novamente minha peça no fogo, até ela assumir uma coloração avermelhada. Retirei com cuidado e coloquei de volta sobre a mesa, enquanto escolhia um martelo entre vários, para realizar o serviço. Meu medo na verdade era quebrar a chapa quente, transformando-o a assim numa adaga - ou outra coisa bizarra que seria responsável pela morte se eu tentasse usar contra um monstro. Comecei a martelar a peça freneticamente, embora não forte o suficiente para mudar sua forma. - Tem que bater com mais força, princesa. Não se preocupe, ela não vai quebrar - ouvir uma voz masculina relativamente longe de mim dizer. - Obrigada pela informação. E não me chame de princesa - respondi sem humor, mantendo os olhos no que fazia, sem me dar o trabalho de me virar e ver com quem falava. Continuei a martelar a peça em brasa, até que se tornasse no mínimo reta. Agora temia mergulha-la novamente na água e ela reassumir a forma ondulada de antes. - Tenta jogar água aos poucos para esfriar - a mesma voz opinou, e eu tive que me segurar para não jogar o martelo de minhas mãos na direção do dono. Mas, segui o conselho e peguei água com um ponte, jogando sobre a peça aos poucos em intervalos intercalados, enquanto continuava martelando para que mantesse a forma.

Quando ficou reta o suficiente - digo, o mais parecido com uma espada o quanto seria possível, já que não tinha chances de melhorar aquilo - parei de martelar, me perguntando como faria então para ligar aquilo a um punhal. Então notei que felizmente haviam ali punhais artesanais prontos e disponibilizados para nós. Escolhi um qualquer e uni a lamina - ou projeto de lamina com uma maquina de solda, o que até então foi o mais simples. Infelizmente o material da solda respingou um pouco, então a espada, que já estava meia torta - ficou com algumas bolhas. Dei de ombros, analisando meu trabalho - nem tão - bem feito, me perguntando que idiota usaria aquilo. A lamina não parecia rasgar nem se quer um pedaço de massinha, quanto mais serviria para matar um monstro. - Você precisa amolar a lamina, princesa - a voz do garoto repetiu, e mais uma vez fiquei tentada a jogar lava quente em sua cara. Respirei fundo e levei minha obra de arte até o aparelho semelhante a uma pedra giratória, usado para amolar laminas. Observei como os demais campistas usavam aquilo e não parecia tão difícil. Vesti os óculos de proteção e comecei a amolar minha espada contra a pedra giratória, enquanto faíscas voavam dela. No final, não era tão fácil quanto parecia. Acabei amolando um lado demais, bem mais que o outro lado, e ela ficou assimétrica, com um lado maior que o outro. Bom, mas estava pronta. "Tcharam!", pensei nem um pouco animada, tentando identificar que diabos era aquilo e quem seria o trouxa que compraria. - Bonita espada, princesa - provocou o garoto que finalmente deu as caras, se aproximando de mim. Estava pronta para usar a espada para fura-lo no olho depois que acabasse de falar umas poucas e boas, mas analisei seu rosto e ele era tão feio que parecia o próprio Hefesto após ter sido jogado por Hera do alto do Monte Olimpo - brincadeira Hefesto <3 aliás, adorei o chicote -. Fiquei com pena do garoto. Não iria zoa-lo, porque ele tinha nascido zoado, então respirei fundo. - Foda-se - dei de ombros e arremessei minha obra prima daquele dia na lava - ou fogo. Em seguida saí daquele inferno like a boss ass bitch, sentindo que havia perdido meu valioso tempo naquilo.  

100 X P + 10 dracmas

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Fobos - Motivos: Sem muita enrolação, gostei bastante ^^
avatar
Filhos de Dionisio

Idade : 23
Mensagens : 183

Ficha Campista/Divina
Level: 43
Mascote: Tigre Mecânico
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Convidado em Qui 6 Mar 2014 - 14:44


Estava sentado na mesa do refeitório com minha grade de atividades em minhas mãos. Mesmo depois de quase seis meses nunca iria decorar aquela coisa, os horários mudavam magicamente e cada dia que eu pensava que era uma coisa era outra. Aquela tarde estava marcando Forjas. Fui ao chalé e coloquei a camisa mais velha que tinha do acampamento, que no caso tinha um cavalo, porque as asas que deveriam estar ali tinham sido tiradas por um rasgo. Estava de bermuda naquela tarde, e esperava que isso não me atrapalhasse. Tive que ir praticamente do outro lado do acampamento, até aquele barracão que chamamos de forja. Os chiados e os ruídos eram tão altos que chegavam a ser incômodos. Aquela sensação de "Não deveria estar aqui" só aumentava a cada passo que dava para dentro do barracão, havia de tudo, pessoas cortando, amassando e derretendo ferro, podia jurar que vi até um menino pegar algo com as mãos sem proteção. Eu não queria fazer nada daqui, nada de coisas complicadas estava ali apenas pelo cronograma de atividades, que estava cada dia mais louco na minha opinião.

Entenda, não sou bom com idéias, ainda mais levando um susto a cada martelada que eu escutava. Pensei apenas em coisas complicadas, e que sem dúvida não conseguiria fazer. Pensei em algo que eu não tinha, eu tinha a armadura, e de qualquer jeito não conseguiria fazer uma, nem uma espada, talvez um elmo. Entre os ruídos e a sujeira estava eu pegando restos de metal, pequenas placas que achava que daria algo bom ou pelo menos usável. Peguei alguns parafusos e também uma vassoura velha. Coloquei tudo em uma das mesas vagas, estava tudo simples. Mas não sabia como derreter metal, vi algumas crianças colocando o metal em uma espécie de forno e depois batendo neles, tentei fazer o mesmo. Coloquei dois pedaços no forno e deixei, até eles adquirirem uma cor alaranjada, peguei um alicate, grande e pesado e os puxei para fora. Mal havia começado e minhas mãos já estavam totalmente pretas e encardidas, parecia que não tomava banho a éons. As marteladas faziam meu braço doer, aquilo estava horrível, estava irregular parecendo que um trator havia passado por cima, e eu não conseguia curva-lo. Coloquei as luvas grossas e comecei a inclina-lo para baixo para conseguir arredonda-lo. Sem sucesso. Bem, teria que acabar agora, só esperava que o resultado sai-se algo razoavelmente bem para o primeiro treino.  

Já que eu não consegui dobrar eu fui com oque tinha. O elmo parecia mais uma caixa de sapatos, ele não tinha formato de ''M'' onde o rosto se encaixava, quando acabei, coloquei ele dentro de uma enorme caixa d'água para resfriar. Parecia mais um capacete de motoqueiro totalmente quarado e irregular, com várias falhas no decorrer do metal,s e a intenção era proteger, não ia dar muito certo. Peguei a vassoura e quebrei o cabo, deixando apenas as astes de plástico, peguei dois pregos, e pelo menos martelar eu fiz direito. Estava parecido com um Elmo, estava realmente parecido, não não estava. A quem estava enganando? Pelo menso quando acabei, coloquei meu trabalho na mesa de armas jogado, acho que havia feito algo bom, pelo menos para o primeiro treino. Limpei a fuligem das mãos na própria água que não estava muito mais limpa, então, voltei ao chalé sete.
75 X P

Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 30

Fobos - Motivos: Cuidado com os erros de concordância verbal,mesmo que eles geralmente passem despercebidos. Outra coisa, sei que é difícil realizar um treino de forjas, não só pelo off não possuir grande afinidade em si com o tema. Para um começo, gostei bastante, mas tente ser mais criativo na próxima.  
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Bae Sung Jae em Sab 8 Mar 2014 - 23:28


Estava frio. Estava muito frio. E não estava só frio; ventava tanto que as estruturas do chalé balançavam – e olha que o chalé de Atena era famoso por ter uma das mais bem arquitetadas construções. Éolo estava empesteado. Ou São Pedro. Não sei.
Ninguém tinha humor para sair das camas, mesmo com ordens de Quione para tirar a bunda da cama e ir à arena. Eu, como de praxe, me mantinha animada. Camisa. Suéter. Sobretudo. Era assim que eu saia do chalé. Ao amarrar o cachecol, escapou de minha mão e voou longe, sem nem resistir ao ar, apenas rápido e longe, sem pestanejar. Olhei-o sumir na névoa.
Bocejei e olhei ao redor; tudo estava cinzento e o não havia um sequer raio de luz; pensei qual o tamanho da anarquia no Olimpo. O dia era tão cinzento que até o chalé de Apolo parecia deprimido e não brilhar como ocasionalmente fazia e tão frio que o chalé de Noto parecia estar tremendo e ranger os dentes.
Andei pela solidão do acampamento até o refeitório e peguei um café. Bebi um gole e fiz uma careta – Café esfriou. – disse uma garota – Perguntei se podiam esquentar e apenas me responderam que nem Hélio esquenta isso de novo. – continuou. – A fornalha das forjas está tão quente quanto um micro-ondas hoje. Vê se você dá sorte. – não era a melhor das ideias (na verdade, era estúpido) e mesmo sabendo disso, precisava muito mesmo de um café quente.
Andei lentamente por entre as névoas, passando direto pelos chalés e pela arena; até chegar à forja. Fedia metal e carvão, e o calor da fornalha já podia ser sentido pelo lado de fora. Olhei pasma para a entrada, tentando lembrar-me se meu pai me levou para vacinar contra tétano. – Não me diz que veio esquentar o café. – falou um homem mal encarado rente a porta. – N-não. – respondi, gaguejando. – O café está quentinho. - menti. – Vim treinar. O vento atrapalha outros treinos e, como uma filha de Atena, não aceitei ficar parada na cama. – completei. Achei melhor inventar um bom motivo para estar ali e isto foi o que me veio à mente. – Fica aí. Vou chamar a embira pra te instruir.
Esperei até que uma garota de cabelos negros e curtos, com queimaduras no rosto e nos braços apareceu. Não disse nada, só se virou e me chamou com a mão. Dentro havia vários filhos de Hefesto martelando com expressões zangadas e mal encaradas – e resolvi nem pensar em comentários de tétano ou calcografia. Segui-a até a fornalha, onde havia mais alguns filhos retirando pedaços incandescentes de metal desta. – Se eu fosse você, tirava o sobretudo. – comentou. Fiz como disse e olhei em volta, procurando um lugar para pendurar. – Naquela cadeira. – pus no lugar que apontou. – Sobre o café; não podemos fazer nada quanto a isso. Não sei quem teve essa ideia. – continuou, sem mínima alteração de humor. – Já veio cada louco aqui. E aí? Deixo você escolher o quer tentar forjar hoje. O que tem em mente?
Continuei em silencio e abri a boca para responder, mas não saiu uma palavra. Fechei a boca e murmurei. – Gravura? – ela perdeu a pouca animação que conseguira. – Tudo bem, então começaremos com uma adaga.
Ela me olhou, com os braços cruzados e expressão séria. – Vamos. Pegue os instrumentos. – olhei ao redor, desajeitada. – Qual é, nunca treinou forjamento? – balancei a cabeça em negação. Ela revirou os olhos. – Então temos que fazer o simples hoje. Aposto que vê filmes. Há luvas e pegadores de metal ali.
Olhei para os instrumentos em questão e fui em direção a estes. Coloquei as luvas e segurei o pegador de metal. – Calma, garota. A máscara. – disse, apontando para um montinho desorganizados de máscaras ao lado. Coloquei uma – e depois fiquei algum tempo arrumando o cabelo, arrancando um bufo da garota. Então, fui ao lado de várias barras de metais que estavam jogadas ali. Peguei a primeira que vi. –Este não. Isto é manganês. – afirmou a garota. – Pegue uma daquelas ao lado. São de alumínio. – Fiz-o. Segurei a barra com o pegador, desajeitada, e olhei a garota por instruções. – Enfia na fornalha. – falou, sem me olhar. Joguei dentro, como mandado, descuidada. Ela virou uma ampulheta.
Esperamos um tempo. Quase uma eternidade. Ela olhou para a fornalha, olhou para o relógio na parede, olhou para a ampulheta.
- Nesse frio isso vai demorar uma vida. – disse, e bufou. – Vai ter que ser batendo.
Engoli a seco. Sabia o que aquilo queria dizer. Abri a boca, mas nenhuma palavra saiu.
- Não é tão difícil. Vamos, pegue o martelo.
Meus ombros estavam tensos. Praticamente escondia meu pescoço neles. Não movi uma palha.
- Anda logo!
Olhei para o martelo nem mover a cabeça. Ela enterrou seu rosto em suas mãos. Ela foi à direção do martelo e a segui com os olhos, sem me mover.
- Toma. – ela me chegou seu rosto bem perto ao meu e entregou o martelo como se estivesse entregando um pirulito a uma criança emburrada. E eu peguei-o como uma criança emburrada.
Ela pegou o alumínio dentro da forja, colocou na bigorna e fez um movimento com os braços apontando-a. Andei lentamente e em passos largos até ela.
- Bata. Vamos, não vou rir.
O martelo era pesado. Levantei-o com dificuldade. Bati na bigorna – e passei longe da barra de alumínio. Tentei de novo e acabou da mesma forma. Fiz isso mais umas duas vezes, demonstrando um pouco de estresse a cada tentativa.
- Vai com calma. – ela disse. Pegou o martelo e pediu que eu me afastasse. Fiz. Ela levantou o braço esquerdo. Era canhota. Fez um movimento com o braço para baixo e bateu na barra de alumínio. Fez isso mais algumas vezes.  Respirou fundo e puxou a franja para trás.
- Rápido, mas com precisão. É dessa forma que você deve fazer. Mire onde vai bater antes. – e me deu o martelo.
Bati errado mais algumas vezes. Apesar de simpática, a paciência da garota ia acabando. Havia muito tempo que eu utilizava um martelo. Eu sempre tremi muito – e sem algo quente como café, aquela agonia da abstinência sentia ainda pior. Inspirei o ar. Fechei os olhos. Expirei. Bati novamente e bati, ou pelos acho que bati, pois a garota soltou um sorriso. Levantei o braço e olhei a barra por alguns segundos. Bati de novo, e dessa vez tive certeza que acertei. Dai pra frente, fiz dessa forma – batendo entre intervalos.
- Está indo muito bem, mas precisa ser um pouco mais rápido, senão a barra esfria e temos que jogar na forja de novo. – me avisou.
Diminuí os intervalos e senti que cada batida eu ficava melhor. Lembro-me de bater por mais de dez minutos e ver a barra perdendo a altura e ficando mais plana. Depois de muito tempo, percebi que o meio tinha ficado mais largo que a parte de cima. A garota, que estava ao lado, disse que estava na hora de virar e bater cima, pra ganhar um formato mais arredondado.
Virei a barra, de modo que eu via o lado menos largo dela. Era grossa cima, fina no meio e em baixo grossa novamente. Bati apenas na região de cima, depois virei para o outro lado e fiz da mesma forma. Após muitos minutos e dores nos tríceps, vi que, de frente, a barra agora tinha um formato que lembrava a faca da adaga, mas bastante... Estranha. Dava pra ver muito bem que aquilo não cortava ninguém.
- Você tem que bater na frente de novo. Só que em cima dessa vez. Vai demorar um tempão pra esse ferro tomar uma forma decente. Depois que ficar bonitinho, você afia. Fica de boa.
Eu já estava morta por dentro e queria um banho de jacuzzi. Olhei pra aquela coisa e apesar de ter uma forma bem esperançosa, não aguentava mais o cheiro, o calor e o suor do meu corpo. Lá fora ainda parecia frio. Oh, lá fora.
- Vai lá, você volta amanhã. – Ela disse. – Sei que ninguém fica aqui. Esse lugar – olhou para os lados e chegou perto de mim. – é só pra filhos de Hefesto.
Ri peguei meu casaco - mas não o vesti, só joguei por cima do ombro.
- A mascara. – ri novamente e tirei-a. Andei cambaleando até fora do local.
Spoiler:
OFF: Sei que falei um quilo e não disse uma grama, mas achei que um trabalho braçal tão complicado não podia tomar tanto tempo de uma pobrezinha. E apesar de usar fôrma ser mais fácil, acho que é bem mais daora o jeito ~tradicional~ de forjar ;P

75 X P 
Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 15 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40 .-.
 Afrodite - Atualizado
Obs.:
Pergutinhas sobre a "nota", se existirem, por Mp, pls. <3
avatar
Indefinidos

Idade : 21
Mensagens : 25

Ficha Campista/Divina
Level: 13
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário http://goldenplant.tumblr.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Chauncey Herz Weizsackër em Seg 17 Mar 2014 - 22:55


“That's a soul, really. Take out the myth, it's just the spark of life...
Narração Falas Pensamentos




Ser grande, é abraçar uma grande causa.

Hoje fazia dois dias que havia chegado no acampamento, nada tinha mudado desde a minha chegada. Durante três anos eu vivi escondido nas sombras das cidades, pois tudo que um dia cheguei a ter foi perdido em um estranho incêndio. Eu e minha mãe vivíamos em Berlim, Alemanha, eu nunca conheci meu pai, mas minha mãe dizia que ele era um bom marido. A casa e tudo que tínhamos tinha sido construído pelas mão do velho, não havia nenhum momento em que eu parava e percebia o seu sorriso bobo quando pensava no papai. Infelizmente, ela acreditava que ele tinha morrido na segunda guerra mundial.

No setembro do ano passado, eu acordei sobre destroços da casa em minha volta. Nada existia além de carvão e algumas chamas se apagando, cinzas caiam do céu como se fossem neve, mas nada era mais doloroso do que saber que estava sozinho. Tinha sido tudo tão rápido, eu comecei a passar mal como se estivesse queimando tudo por dentro, mas não resisti e apaguei antes de chamar pela mamãe. Minha última visão foi a minha mãe gritando ao me ver cair no chão, quando abri os meus olhos a minha vida se transformou em meras cinzas, mas eu nunca esquecerei o seu sorriso e o seu calor quando me abraçava.

No ano seguinte, um grupo de semideuses me encontraram num ferro velho, eu gostava do local, pois lá eu podia construir coisas. O ferro velho é um lugar muito interessante, uma vez eu consegui criar um escudo com uma porta de carro velho. Nesse dia eu não queria fazer nada a não ser pensar no meu futuro olhando as estrelas, mas algo que nunca imaginei aconteceu. Duas harpias surgiam nas trevas, seus olhos eram assustadores. Eu não acreditei nos primeiros segundos que havia visto aquelas coisas feias, mas depois era correr ou morrer. Peguei meu escudo e corria sem parar, a primeira harpia rasgou o meu escudo no meio com suas garras, mas quando a segunda harpia ia rasgar minhas entranhas, uma flecha em chamas acertou a sua testa. Um filho de Apolo e uma filha de Poseidon me salvaram das garras das harpias, eles me acolheram e me trouxeram para cá, o Acampamento Meio-Sangue.


Hoje era o meu primeiro dia no treino de forja, meu treino preferido por sinal. Eu caminhava pelo acampamento com um sorriso imenso no rosto, pois finalmente eu poderia respirar o ar de oficina de verdade. Meus olhos brilharam quando vi aquele lugar, era simplesmente perfeito comparado cm o ferro velho - Eu estou no céu... - Adentrei mais fundo na sala para explorar o paraíso das forjas, ela tinha várias ferramentas e bigornas espalhadas. Eu vesti minha luva e meu protetor ocular de forja, eles eram muito especiais para mim, pois tinham sido os únicos presentes que restaram. Minha mãe dizia que era um presente do meu pai antes de partir para a guerra. Elas não tinham nada de especial, apenas me protegiam do calor intenso nas mãos e nos olhos. Minha luva ficava no bolso da perna esquerda e meu protetor ocular ficava na cabeça para prender o cabelo, apesar que ele sempre estava bagunçado. Quase havia esquecido de vestir o avental.

-Acho que farei uma espada básica... -  Peguei uma barra de aço com a Tenaz de Forja ( Ferramenta utilizada pelos cuteleiros para manuseia o metal na fornalha) e mergulhei a ponta na fornalha em 700 °C, nunca se deve colocá-la em 1000 °C senão ele se transformará numa pasta, você terá a sensação de martelar uma pasta de dente. Depois da barra ficar candente – avermelhada e maleável pelo calor – Coloquei-a em cima da bigorna segurando a Tenaz de Forja com a mão esquerda.  - Agora vem a parte divertida... - Fiz várias dobras antes de voltar a prensá-la. Isso garante que o ferro, o carbono e outros elementos presentes na liga, como cromo, níquel e silício, fiquem bem misturados. Peguei a Marreta com a mão direita e dei algumas pancadas na barra para compactar o metal.

Depois do processo, peguei outra barra de aço e fiz o mesmo processo que a primeira barra. O segredo do equilíbrio entre dureza e elasticidade da espada é um núcleo de aço mais flexível envolvido por duas barras de aço mais resistente. Esse sanduíche vai ao fogo e, depois de mais pancada, torna-se uma lâmina só novamente. Com a lâmina pronta, eu a organizo com a Tenaz sobre a bigorna. Na laminação, a barra é tratada com marteladas mais precisas, em cima de uma bigorna. O objetivo é alongar o aço e afinar o lado que será o gume. A ponta da espada é feita com um corte diagonal na lâmina para prolongar a área de corte, pra isso eu usei o Cinzéis ( Ferramenta usada para fazer cortes manuais, principalmente as pontas das espadas ). Depois do processo, chega a ver do tratamento térmico. Eu mergulho o no óleo mineral ou água, no processo de têmpera. Depois de temperada, a lâmina passa pelo revenimento:  onde eu a coloco pela ultima vez no forno, lá ela é aquecida pela última vez é resfriada lentamente para diminuir a dureza.  Com a lâmina já no tamanho, na forma e na consistência desejava, vem a parte da estética. Deixei a futura espada em cima de uma mesa para procurar uma lixa ou alguma pedra especial.  - Oi, você poderia me arrumar alguma coisa para tratar da minha espada ? - Disse para uma menina toda suja de manchas de carvão e metal, apesar do seu estado, ela estava bonita para uma garota. Ela caminhou até um armário e me entregou uma lixa - Obrigado... - Apesar da vergonha eu  consegui agradecer pela lixa, caminhei novamente para a mesa. Finalmente de volta ao trabalho, é a hora do polimento, com a lixa, eu passo pela espada para dá brilho e destaca o hamon. Depois que eu a poli, Para finalizar a criação da espada, eu conecto a lâmina ao cabo, formado pela guarda (que separa a mão do guerreiro da lâmina), o punho (por onde ele empunha a espada) e o pomo (base que trava todo o conjunto com parafusos). O punho eu fiz simples com um pedaço de couro revestido toda a sua volta. Depois de pronta, eu pendurei a espada na parede junto com outras espadas criadas por alunos. Eu tirei meu avental e me retirei da sala de treinamento de forja para um banho e um grande descanso, pois eu já estava quebrado e incrivelmente sujo.

...Our blood...that's from her blood. That's a fair trade."
Bluee @ Cupcake Graphics

80 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Fobos - Motivos: Poupe detalhes da introdução. Outra, foi um bom treino, mas pode melhorar ainda. (Ps: melhor usar um table, facilita a leitura)  

avatar
Filhos de Hefesto

Idade : 22
Mensagens : 3

Ficha Campista/Divina
Level: 2
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Chauncey Herz Weizsackër em Sex 28 Mar 2014 - 17:34

II Treino de Forja   
· Falas · Pensamentos · Falas de outros · Narras ·


How can you move forward if you keep regretting the past?




Morar no acampamento estava sendo interessante, tive a oportunidade de conhecer várias pessoas durante esse período no acampamento. Eu tomava um café reforçado pensando no que iria fazer no treino que faria em breve. Talvez eu faria um escudo com um desenho de uma coruja,  eu sempre admirei a Atena por seus feitos. Agora de barriga cheia, caminhei para a oficina de forja. Entre todos os lugares do acampamento, na oficina era o que mais me sentia em casa. Caminhei até a minha bigorna no fundo da oficina, como sempre a menina do lado estava forjando sua armadura.

- Oooooooooi !  - Cumprimentei a menina, seria falta de educação não dizer nada. Caminhei para a sala de matérias, ela tinha centenas de  matérias para forjar sua arma ou armadura. Peguei uma placa de ferro quadrada de 40 cm, coloquei em cima da mesa para cortá-la em um circulo, puxei um  Cinzéis do meu cinto de ferramentas, com ele eu cortaria as laterais para formar uma placa redonda. Coloquei o Cinzéis na boca, peguei o giz e formei um circulo na placa. Vesti minha luva para temperar o cinzéis num calor razoável para cortar o ferro. Temperei a ponta do cinzéis no calor, em seguida cortei a placa em um circulo.

Meio caminho andando, coloco meu óculos para proteger do calor da fornalha. Seguro a placa redonda com a Tenaz e a levo para o a fornalha por 12 minutos, apenas para ficar avermelhada, assim eu poderia modelá-la com pequenas batidas da marreta. Depois de pronta, passei na água para diminuir sua intensidade de calor. Coloquei em cima de uma bola de ferro, ela era fixa e parecia uma bigorna, ferreiros a usavam para modelar curvas. Segurando o escudo com a Tenaz na mão esquerda, pego o marreta na mão direita e começo a bater nas suas laterias formando as curvas do escudo.

A cada batida eu tirava o escudo de cima da bola, depois direcionava-o para fazer a batida do martelo até criar a forma de um escudo. No total o levei quatro vezes para a fornalha, pois em torno de 8~9 minutos o escudo perdia sua flexibilidade. Demorei uns 40 minutos para criá-lo, agora vinha a parte da estética. Peguei uma lixa e uma pomada para polir o ferro. Eu fazia movimentos circulares sobre o escudo para deixá-lo brilhando. O escudo era fraco, não era capaz de fazer muita coisa. Ele apenas defendia umas estocadas, poderia quebrar caso fosse utilizado agressivamente, pois era um escudo simples.

Agora que meu treino foi realizado, pendurei o escudo na parede da oficina, por um momento fiquei ali observando que podia ter feito coisa melhor, mas eu ainda estava aprendendo com os mestres da forja. Eu tinha que aprender muito sobre os segredos da forja. Arrumei minhas coisas no meu cinto e na caixa de ferramenta do acampamento, depois de tudo organizado, me direcionei para meu quarto. Eu precisava de um banho, antes de fazer outros treinos e aproveitar o acampamento.

70 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 20

Fobos - Motivos: Sei que pode fazer melhor do que isso.

avatar
Filhos de Hefesto

Idade : 22
Mensagens : 3

Ficha Campista/Divina
Level: 2
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Matthew Grey em Seg 21 Abr 2014 - 15:15

O dia não começava nem um pouco bom. O tempo cinzento estava desanimadamente horrível para todas as pessoas que planejavam um belo dia na praia do acampamento. Dionísio, que sempre cuidara do clima do acampamento, parecia ter um certo descanso. Eu já estava nas forjas, é claro. Meu pensamento era o mesmo que dias passados, quando o encontro com um estranha garota me provocara além de amor, uma grande confusão nos meus pensamentos. Era a hora da criação do novo mundo. Era a hora do começo de toda a imaginação que o deus do submundo tinha a planejar. Quem não merecia entrar neste mundo, simplesmente apodreceria com o outro a tempo de ter sua alma ceifada pela morte. É, a garota causou um forte impacto em mim, tanto que fiquei maravilhosos minutos pensando fielmente sobre isto.

A meditação própria já estava cansando-me, como todo semideus, nunca sei ficar parado. Olhei pela janela da forja pessoas andando felizes no gramado fora, perto de algumas outras atividades animadoras do acampamento, enquanto eu trabalhava. Se eu já tinha criado a arma para a criação de um novo mundo para a garota com quem deseja alternar meus planos, para quer ficar indefenso? Sagaz assim seria se tivesse a cautela de está armado. Olhei para o interior da forja, até mesmo sentindo o calor repentino aprofundar-se sobre meu corpo. Estava na hora de sujar minhas mãos de novo para uma futura limpeza do mundo.

Assim que adentrei a parte interior da forja, entrei também na secção de materiais, vi a luva de ebonite na ponta da bancada juntamente com a pinça que carregava diamante. Sorri calmamente, pegando a luva e a pinça, derramando o diamante sobre o forno. Quem disse que iria fraquejar ao ter em mãos se não uma das maiores armas já criadas de todos os tempos? Ébrio eu estava de todos os conhecimentos que eu tinha em batalha, todos estes iriam me fortalecer. Despejei vagarosamente rubi também em outro forno, para que quando tivesse moldando o diamante, o rubi já pudesse ser usado. Esperei alguns minutos apenas mordendo meu lábio envolvido nos pensamentos, e ao sentir o fogo aumentar, peguei a pinça rapidamente e a joguei na bancada.

— Let’s Go! — gritei fazendo um passo ao estilo pop.

Ligeiramente peguei o diamante e comecei a moldá-lo. Como? Eu tinha um truque fácil com meus poderes de filho de Hefesto, perto de qualquer metal sou um bom partido, consigo controlá-los. O formato era simples, uma grande espada. Porém, ela fazia parte de uma armadura. Primeiro, começava com praticamente uma ombreira que seguia-se de um braçal, que aumentava todo o volume do braço fingindo ser mais musculoso. Era reluzente e grosso para defesa também, porém depois de passar do antebraço, parecia virar uma garra, uma espada. Essa espada tinha 70 centímetros de comprimento e era bem afiada por parecer uma garra. Porém, um botão praticamente no pulso, permitia que essa espada voltasse para o antebraço, formando assim um outro escudo. Era um mecanismo inteligente e complexo para qualquer pessoa, mas dias pensando naquilo me tornara fácil demais de moldá-lo. Logo que terminei de moldá-lo, deixei esfriá-lo em um container, voltando minha intencionada atenção para o rubi que tinha esquecido.

Ele estava lá, triunfante e vermelho esperando ser moldado. O forno o deixara super aquecido, mas eu não me importava. Agitei as mãos no ar e senti um leve embrulho no estomago, levando-o para os céus e começando a moldagem. Meu pensamento sobre aquele equipamento também já estava formado. Estendi-o em grande formatura linear para baixo, formando assim um peitoral, protetor de genital e praticamente uma saia. O peitoral defendia toda a parte frontal, menos os braços e pescoço. Era difícil fazer aquilo, mas tentei me concentrar a cada momento que controlava aquele metal precioso. Eclipsei seu grande truque através de um relevo no meio do peitoral. Quando o usuário quisesse, era apenas desejar que o relevo aumentaria e faria um capacete protegido com orelhas grandes, como as de um dragão. Então voltei a me concentrar na caída do peitoral para o protetor de genital. Fiz um relevo para que mesmo que ele fosse amassado – o que seria difícil -, não acabasse atingindo o usuário. Acabei a parte da “saia” com cuidado, deixando no estilo samurai, com algumas pontas, altos e baixos relevos, todos miraculosamente feitos por via do meu poder. Então, senti uma leve dor de cabeça e olhei para o container. Enquanto retirava a forja de diamante, pegava a de rubi e despejava na água fria para que pudesse testá-la depois. Olhei para a peça de diamante e sorri colocando em mim mesmo, era hora do teste para ver se a durabilidade era suficiente e se funcionava mesmo.

A primeira parte fora calma. Apenas coloquei-o e então mudei de posição rapidamente, movimentando mais o braço tentando ver se saía. Senti o pulso calmamente, ele queria liberar a espada. Assim que apertei o botão, como se fosse uma fera, liberei a garra fortemente. Entre um dos meus alvos, sacos de areia, cortei em apenas uma tentativa. Estava muito afiado, tinha que está com durabilidade também. Apertei a trava novamente, trazendo a garra para que eu retirasse o equipamento. Depois de retirar, apertei-a novamente e peguei meu martelo de forja. Eu mesmo já estava satisfeito com o sucesso que estava tendo momentaneamente, se tivesse a boa durabilidade e resistência... Bati com o martelo para deixar durável e mais afiado ainda, também reparando alguns erros na moldagem. Acabei esquecendo do rubi por um tempo, então após acabar com o diamante, o deixei sobe a bancada sorridente, indo para o container onde o rubi estava.

O rubi era outra pedra preciosa, ainda mais cortejada por mim. Sua coloração vermelha era incrível, e o reflexo que fazia ainda mais incrível. Quando a peguei e juntamente com o martelo, comecei a repará-la, praticamente me emocionei. O metal era tão belo e sua moldagem estava tão adequada para um cavaleiro feroz. O relevo que guardava o capacete estava perfeitamente eclipsado. Apenas ativei para reparar uma coisa ou outra. Logo depois dos reparos, coloquei em mim mesmo, sorrindo. Travar o relevo era muito fácil. Era apenas mexer a cabeça em direção do relevo que este ativava e protegia a cabeça. Tinha abertura no nariz, grandes para os olhos e nenhuma para a boca, exatamente como eu tinha moldado. Sim, estava muito feliz por tudo ter saído perfeitamente como pensei. Aproveitei e peguei o diamante e rubi, já sem estes no coro e despejei sobre uma bancada maior. A bancada era estranha, parecia dois braços direcionados para o alto, o rubi e o diamante estavam lá em suas palmas. Olhei para o alto e me sentei perto da bancada, fechando os olhos e me concentrando.

— Hefesto... — falei calmamente e comecei um coro em grego antigo, cultuando a venda dos metais, a forja deles, a cada martelada que meu pai dava um novo exército nascia, e isso só ia deixando minha mente mais aberta. Praticamente, despejei a benção sobre o rubi para que ele transformasse um casaco vermelho quando não ativado, mas quando sim, naquela armadura que eu tinha planejado. Depois, despejei mais sobre o diamante, com mente aberta, transformando-o em um bracelete de diamante que ficava no antebraço. Era uma transfiguração difícil, tanto para o rubi quanto para o diamante. Então, apenas me concentrei por vários minutos, somente despejando todo o meu poder e pensamento em Hefesto e naquele pedido.

Abri os olhos já um pouco tonto e na bancada, observei um casaco e um bracelete. Meu sorriso alongou-se pelo rosto, formando um ainda mais feliz. Como iria chamá-los? Pensar deveria ser difícil, porém eu já tinha vossos nomes na mente, todos arquitetados calmamente. O diamante, Punishment, e o rubi Retentiveness. Os dois eram divinamente cultuados por mim, agora com eles feitos, poderia fazer o julgamento divino mais rapidamente. Porém, mesmo que estivesse já um pouco cansado de tanto forjar, queria mais. Olhei para o Punishment e guardei o rubi em meu arsenal de armas que tinha na forja. Deixei Punishment na bancada estranha, ainda, tinha mais coisa a fazer – ainda que sentisse a cabeça doer.

Concentrei-me apenas na arma, Hefesto, na benção e no poder de Éolo, o senhor dos ventos. Automaticamente senti minha cabeça doer e meu corpo pesar, era meu poder agindo momentaneamente. Minha ambição e objetivo naquela oração era dar a benção do vento para a arma que eu tinha feito, fazendo-a ainda mais poderosa. Os pensamentos desta vez eram livres, como as batidas quentes de martelo, as ventanias e a arma agindo em favor do vento. Era uma fantasia miraculosamente perfeita para a criação do novo mundo, como eu havia pensado. Já cansado, realmente, abri os olhos com a visão turva, comprometida pelo cansaço e pelo meu cabelo cacheado.

Não precisei testar para saber que estava funcionando o suficiente. Quando toquei a arma e imaginei uma ventania, o vento logo percorreu sobre a garra formando uma aura forte e rápida. Apenas imaginei se eu quisesse uma coisa a mais na batalha, aquilo seria. Sorridente juntei a Punishment da Retentiveness, as duas no arsenal do deus do novo mundo, sozinhas por enquanto, pois mais armas a esperavam. Olhei para frente da casa, já andando vagarosamente também...

— Só fechar...

Caminhei pesadamente até o sofá e no período em que eu me deitava nele, fazia com que a trava da porta começasse a se fechar, por um comando mental que estava desenvolvendo com meu recente poder. Mas apenas aquilo fora o suficiente para tirar toda a minha atenção do momento e me fazer dormir, pelo menos com portas fechadas.

75 X P

Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Fobos - Motivos: Certo, vamos lá. Antes de tudo, cuidado com a pontuação da narrativa, porque fica muito confuso quando um elemento do texto não remete a outro graças a falta de uma vírgula (ou qualquer outro sinal de pontuação). Enfim, o texto ficou criativo, admito, mas preste mais atenção no fato de quê ainda é um campista de lvl 1. Filho de Hefesto ou não, ninguém chega no Acampamento sabendo criar super armamentos, muito menos os com propriedades mágicas.  

avatar
Filhos de Hefesto

Idade : 21
Mensagens : 7

Ficha Campista/Divina
Level: 4
Mascote: Mini Dragão de Bronze
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Matthew Grey em Ter 22 Abr 2014 - 10:22

Meus olhos foram se acostumando com a claridade enquanto eu os exibia no espelho, concentrado em meu rosto, notando que o tempo estava passando. Mal demorou algum tempo que sentei-me em minha poltrona com a ambição de dormir, e um garoto chegou. Sua feição era a mesma de todos os filhos de Hermes: rostos alegres e sorrisos maliciosos, e algumas vezes orelhas arqueadas. Calculei o quão seria rápido para me roubar e com o olhar de que ele imaginava o quanto poderia roubar ali me fez levantar e observá-lo sorridente.

Ao invés de pedir algo ou concretizar-se em algo, apenas exibiu-me um papel ao qual olhei com atenção e mecanizei tudo no pensamento. Olhei para o garoto ao mesmo tempo, até um pouco surpreendido por ele não ter falado nada ou ter feito uma piada. — É mudo? — ri, entregando-lhe o papel de volta. Escrevi os números no balcão metálico com meu chaveiro. — Se quiser, mande-me um aviso. — fui para o interior da forja, sorrindo para mim mesmo e pensando por quais motivos ele queria aquilo tudo. Normal, ele simplesmente era um meio-sangue e qualquer cuidado era preciso.

Quando voltou para o balcão, nem o filho de Hermes mais estava, mas substituindo-o, estava um garoto de aparência atlética e sorriso brilhante, o perfil de um arqueiro de Apolo. Sorri e pensei, estava muito ocupado com armas apenas naquela semana. Ele já tinha respondido a ficha e entregue as armas que peguei habilmente e olhei para ele, mandando uma piscadela. Concentrei novamente em levar as armas e adentrei o interior da forja sorridente, começaria assim, ao dom de forjar.

• Solaris!


Despejei o arco sobre minha bancada principal - instalada perto do forno, e entre o forno e o container de água, em uma posição que os dois climas se chocavam - e olhei para o resto da forja procurando meus equipamentos ali necessários. Fiz alguns entalhamentos apenas com a moldagem que herdei de meu pai, um dos melhores poderes que tinha descoberto desde a chegada ao acampamento. Gravei outro símbolo no arco enquanto pensava na benção até um pouco chateado, iria me cansar novamente por coisas tão horríveis que matariam não só monstros, mas pessoas.

Cheguei na parte mais calma da forja, a sala da Última Chama, que originara o nome da forja. Ela estava tão calma que qualquer um problema que acontecesse no acampamento, poderiam se esconder ali. Era uma sala fechada com ambiente climatizado, dois sofás de couro e uma bancada estranha - com formato de palmas apontadas ao céu. Deixei o arco nas palmas de modo que ele ficasse apontado para o céu, superiormente e sentei no chão, calculando o quanto ficaria suado depois daquele exercício mental. Fechei meus olhos concretizando a teoria de que nada iria dar bem.

Literalmente, acordei. Não via nada a não ser o arco flutuando em um imenso escuro, no qual eu também flutuava. Uma luz, digamos que, solar caía no objeto reluzindo-o mais ainda, abençoando de alguma maneira. Aproveitei e também pedi para que abençoasse, sorridente, confiante de que aquilo poderia acontecer se eu tivesse a mais calma. O arco foi transformando-se em uma katana de ouro parecia ser afiada. Também reconheci que seu cabo era resistente e que seu pombo era em forma de sol. Não demorou também para que eu me concentrasse e visse a gravura que fiz há poucos instantes, na lâmina da katana. Então eu estalei os dedos e olhei para arma, transfigurando-se de volta para o arco. Sorri e limitei meu pensamento à acabar aquela sessão, olhando para o teto da sala. Meu cansaço já me alcançava, mas de algum modo eu não deveria parar, o pedido ainda devia ser feito. Voltei para a área quente da forja sentindo meus pelos queimarem de tanto calor acumulado. Quando peguei a aljava de ouro, coloquei-a na bancada com força, observando-a com cuidado. Peguei um ouro de modo calmo e comecei a derretê-lo, observando ainda a aljava com cuidado. Retirei uma das flechas sem medo e como pensei ela começou a esquentar minha mão. Soltei a flecha na aljava, sorrindo, não tinha feito praticamente nada.

• Quente?'


Assim que vi o ouro derretendo, ergui ele para o alto e formei um rápido escudo de melhor forma possível. Eu consegui fazer toda sua circunferência com uma mão e com outra adicionava os detalhes. Retirei poucos centímetros que não deveriam ser usados e fiz uma borda na aljava, decorada de ouro. No escudo, além de uma gravura de sol, acrescentei detalhes gregos falando de Apolo e presságios provavelmente feitos ao filho dele que me vieram a mente. Logo que terminei os detalhes, o coloquei na bancada já com o martelo na mão batendo em todo o escudo, deixando-o cada vez mais resistente a fortes pancadas como aquelas repentinas que eram dadas por mim. Seria um bom escudo. Então deixei a aljava lá e caminhei calmamente para a sala da última chama.

Assim que cheguei nesta, coloquei o escudo calmamente nas palmas que apontavam para os céus e pensativo sorri. — Vamos lá... — mais uma vez, enquanto eu falava, o pensamento passava por mim que iria cansar depois daquele pedido. Concentrei em mim mesmo e abaixei, logo agachando. Como em todas as vezes, me senti sozinho com o escudo, apenas vendo-o em minha frente e mais nada. Parecia o sol vindo em direção à ele e reluzindo incrivelmente. Mas havia outra coisa que eu queria que fazesse. A benção mudou, como se um martelo gigante batesse neste e o fizesse, desta vez, em forma de um pingente que tinha o molde do sol. Ligeiramente fiz com que ele magicamente formasse o escudo e assim aconteceu, a cena repetindo várias vezes enquanto uma impactante e repentina batida de martelo me alucinava. Acordei quase desmaiando, com o suor escorrendo pelo rosto, batendo sem querer no sofá. Mas lá estava o pingente em forma de sol com uma entrada adpatada para a aljava. É claro que sorri, tinha sido obra minha e estava tão bonita.

Voltei para a forja com o pingente em mão, observando-o. O coloquei na aljava e sorri, pegando os dois itens e os levando para a bancada na frente da forja. O filho de Apolo ainda estava me esperando, então apenas entreguei-o com cuidado, sorrindo e dando-lhe também o preço que tinha a pagar: — 90 dracmas. — sorri e então girei-me, esperando que ele botasse a quantia em dracmas de ouro na abertura que o balcão tinha, debruçei meu corpo sobre a poltrona e apoiei os pés no balcão.

75 X P

Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Fobos - Motivos: Minha opinião continua a mesma.

avatar
Filhos de Hefesto

Idade : 21
Mensagens : 7

Ficha Campista/Divina
Level: 4
Mascote: Mini Dragão de Bronze
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Matthew Grey em Seg 28 Abr 2014 - 21:00

 Ás vezes eu me perguntava o motivo pelo qual existia o chalé nove sendo que eu e meus irmãos passávamos mais tempo na forja do que em todos os outros lugares somados. Claro que as forjas não eram um espaço particularmente noss, mas dificilmente via-se semideuses que não de Hefesto no local. Mesmo quando um aparecia, era descrminado e alvo de piadas por parte dos meus irmãos. Eles agiam dessa forma pois depois dos filhos de Hades, os filhos de Hefesto eram mais excluídos do acampamento, e então, resolviam "pagar com a mesma" moeda tudo que sofriam no dia a dia em campistas que ali pisavam. Hoje era um dia comum de trabalho. Eu estava trabalhando em algumas adagas de ferro que os filhos de apolo encomendaram para usar como armas de arremeso. Sinceramente, acredito que é um jeito estúpido de se usar uma adaga mas não cabia a mim pensar nisso, desde que me pagassem pelo produto eu já estava contente. Só me preocupo por três coisas: números, metais e dracmas.

Minhas vestes grudavam no meu corpo devido ao intenso calor que fazia no local. A camisa laranja do acampamento já virara marrom e meus sapatos deveriam ir direto para o lixo. Eu estava a mexer o ferro derretido na caldeira. A atividade era muito estressante pois qualquer erro poderia causa uma queimadura fatal, até mesmo em um filho de Hefesto. Deixei as formas previamente arrumadas na grande mesa no centro da forja, para que eu pudesse mover o ferro derretido com facilidade para que este fosse resfriado e modelado. Já estava de noite pois os meus irmãos já tinham ido embora. O cansaço quase me impedia de continuar mas eu havia ssumido o compromisso de entregas as dez adagas amanhã de manhã e assim o faria. Carreguei pouco a pouco o ferro derretido para as formas de adaga. Cada passo meu era estudado para evitar acidente ou desperdício de material, que não estava sendo fornecido em tanta abundância, mesmo após o monitor de nosso chalé reclamar com Dioniso, diretor do Acampamento.

Carreguei as formas uma a uma para que o ferro fosse resfriado e as adagas ficassem prontas. O suor já fazia parte de meu corpo e cada gota que escorria parecia evaporar ants que percorresse dez centímetros. Meus tendões também pediam uma trégua depois de mais de oito horas de trabaho `direto mas agora eu estava na parte fácil e nada me tiraria do meu objetivo. QUando coloquei as dez formas pararefriamento. Sentei no chão e fechei os olhos. Quando abri, tive dificuldade para levantar. A forja estava novamente movimentada e percebia que eu simplesmente apagara. FUi checar as adagas e vi que elas estavam prontas. Os detalhes ficaram muito mal feitos, principalmente no cabo mas como se tratavam de armas de arremesso, acho que tais falhas passariam despercebidas. Um de meus irmãos viu me estado e pediu encarecidamente que eu descansasse. Ele tinha razão, eu precisava descansar.

Retirei-me da forma em direção ao chalé sete, levando as adagas para os filhode de Apolo. Depois que eu fizesse essa tarefa, tomaria um bom banho e se os Deuses são bons, eu não precisaria sair do meu chalé tão cedo...

80 X P

Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35

Fobos - Motivos: Agora sim! Parece mesmo ter lvl "baixo". Cuidado com a pontuação, ainda está pecando bastante nesse quesito. É só ter calma, respira, pensa em... Sei lá, livros (caso goste, né). Um treino simples, mas o indício de melhoras.

avatar
Filhos de Hefesto

Idade : 21
Mensagens : 7

Ficha Campista/Divina
Level: 4
Mascote: Mini Dragão de Bronze
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Matthew Grey em Seg 5 Maio 2014 - 18:59

Acabando de sair da arena onde havia conhecido Jake, uma filho de Apolo e penso que poderia ser útil aprender a usar alguma arma a distância. Fico um tempo no meu chalé pensando em qual arma eu deveria forjar. Bestas eram muito demoradas e arcos muito grandes, e então penso "uma Zarabatana". Antes nem conhecia direito essa arma, mas recentemente andava lendo sobre as Amazonas e elas usavam estas armas algumas vezes. Depois de já ter o bambu e o couro comprado , resolvi de fato ir até as forjas.

Ao chegar nas forjas observo que meus irmãos estavam trabalhando arduamente e procuro um local mais silencioso para dar uma lida no livro que havia pegado da biblioteca, "O Arsenal". Não havia informações sobre Zarabatanas nem dardos, teria que criar por mim mesmo. Então começo o trabalho pegando uma furadeira, geralmente não era muito de usar esse tipo de equipamento, mas sabia como usá-lo. Com a furadeira em mãos posiciono ela no centro do bambu de 30 cm que havia e com uma caneta circulo a broca da furadeira para saber onde seguir, e furo neste lugar, até o fim dos 30 cm, tendo agora uma zarabatana, muito grossa ainda.

Para a zarabatana não ficar tão grossa e também para ficar com uma aparência mais polida, pego uma faca e tiro parte do excesso do bambu, então pego uma lixa e passo na Zarabatana até ficar circular novamente, e em níveis iguais, mas não deixo (Nem na hora do corte nem na da lixa) a zarabatana ficar fina demais para não ficar quebradiça.

Depois da zarabatana feita ainda tenho que fazer as setas. Derreto meus 3kg de ferro e então depois de derretidos jorro parte do metal em estado líquido, mais exatamente 1 kg, num recipiente, e o resto deixo esfriar. Faço o molde das setas de modo que cada uma tivesse 50g tendo um molde de 20 setas, e quando despejo o ferro no molde, conseguia 20 setas líquidas, por enquanto. Depois das setas esfriarem um pouquinho passo água nelas e o vapor quente já me trazia algo de bom, de familiar,

Com a Zarabatana e as setas feitas só faltava uma coisa: Um lugar onde guardasse as setas e talvez até a pochete, e desenho uma pochete, teria que mexer com o tipo de material que menos gosto agora: Couro
Não ficaria muito perfeito mas fazia o possível para se virar com o material, olhando de vez em quando em meu desenho para conseguir auxílio, depois da pochete ter tomado forma, coloco ela em minha cintura, abro ela e coloco dentro dela as setas e sua zarabatana de lado e fecho a pochete. Peguei o o resto do ferro que ainda tinha e entreguei a um de meus irmãos, para que ele pudesse utilizar.

Saio das forjas com o sabor de dever cumprido embora a tarefa executada tinha sido bem simples.


Off= Não fiz o item para uso pessoal, foi apenas um treino mesmo.

 75 X P
Gramática (0-25 xp): 20 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35 .-.

Deméter — Alguns erros de gramática logo ao inicio e depois erros de coesão que podiam ser contornados se tivesses relido o treino, de resto faltou-lhe um pouco de desenvolvimento. Com treino consegues chegar aos 100!
avatar
Filhos de Hefesto

Idade : 21
Mensagens : 7

Ficha Campista/Divina
Level: 4
Mascote: Mini Dragão de Bronze
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Emma Rolling em Seg 16 Jun 2014 - 22:54


No calor das Forjas


Minha adaga-foice





Fazer alguma arma. Este foi meu castigo por apenas ter insultado um dos Olimpianos. Foi um deus pequeno, mas mesmo assim o clima no ar ficou pesado quando o chamei de fraco e menos importante. Ao invés de me fritar, ele de algum modo pediu a Quíron que me castigasse deste jeito. Mexer com fogo não é uma coisa que eu faço sempre, e nem uma coisa que eu adore. Agora sou obrigada a fazer isso.


Me digiro às forjas. A forja principal, para uso geral, se encontra no subterrâneo do acampamento. Ao atravessar a porta de ferro encontro escadas que descem para baixo, o lugar onde ficam as forjas. Ainda no topo da escada consigo sentir o calor do local, não querendo imaginar como deve estar quente lá em baixo. E sim, estou certa. O calor do local faz minha cabeça latejar um pouco e minha barriga remexer. São poucos os campistas lá dentro, 7 ou 8, por aí. O resto são ciclopes, fazendo armas mais rápido do que qualquer coisa que já vi.


Não existem regras ou “manuais” para fazer as armas, mas não preciso disso, meu marido tem dois empregos, eu sei o essencial para fazer uma adaga, ou pelo menos acho isso.


Chego perto de uma cesta cheia de bolas de metal, e sei que o primeiro passo para começar a adaga é derretê-las. No início não sei onde colocá-las, mas logo avisto vários moldes de madeira num canto. São moldes para facas, espadas, tridentes e afins.


Pego uma bacia de aço — Pelo ao menos acho que é feita de aço, por causa do peso — e coloco algumas esferas de ferro dentro dela e então dirijo a bacia à quente fornalha. Na fornalha existem vários tipos de pratilheiras, e minha bacia está em uma das mais baixas, já que as mais altas estão guardando as bacias de ciclopes. Olho para o ferro derretendo na bacia e acho estranho o aço não derreter junto. Com certeza os graus centígrados não passam de 1500 graus. Isso já chega ao ponto de derreter o ferro, mas ainda não ao ponto de derreter o aço (às vezes sim, mas não com estas bacias, pelo o que vejo).


Olhar o ferro derretendo é realmente algo lindo. Não sei o porquê de achar isso, mas simplesmente é. O ferro, que uma vez forte tão forte, agora derrete aos poucos, virando quase um líquido, não fácil de manusear. Após alguns minutos percebo que já devo retirar a bacia e sem nada quase pego com minhas próprias mãos quando uma voz me alerta.


— As Luvas!! — grita um ciclope antes que eu possa encostar no aço. — A não ser que goste de ter as mãos derretidas. Vocês semideuses e humanos são fracos com essas coisas.


— Hum, valeu. — digo. Ele esboça um sorriso meio torto e então me deixa sozinha novamente.


Calço as luvas com cuidado. Elas não me parecem tão confortáveis como as luvas de inverno que tinha em casa, mas com certeza luvas que foram feitas para o fogo não têm nada a ver com o inverno. Mesmo com as luvas a bacia arde em minha mão. Apoio ela em uma pequena mesa e então escolho o molde de madeira em forma de adaga. É engraçado como o ferro quente derretido não faz as formas de madeira derreterem. Com certeza a madeira não é normal. Tudo bem, as coisas aqui nunca são como eram pra ser.


Após colocar todo o ferro derretido na forma, eu a fecho e com um tipo de pinça gigante eu a mergulho num lugar com água que se estende por toda a parede. Eu não havia percebido, mas acima da forma há um pequeno buraco para que a água fria entre e esfrie o conteúdo que está dentro enrrigecendo-o e o deixando com a nova aparência, forte novamente.


Já passado alguns minutos retiro a forma da água. Fico ansioso para abrí-la, o que é meio difícil. Tenho até que pedir a ajuda de um ciclope para me ajudar a abrí-la. Então, minha arma é revelada. Eu espero o ciclope abrir e o que vejo não é uma adaga.


— Bela foice. — ele diz ao olhar para o que devia ser minha adaga. Só então percebo que peguei a forma errada.

— Er… obrigada. — Digo sem graça, a raiva fluindo dentro de mim. A foice que acabo de criar é uma foice pequena, não a foice da morte, mas ela é até legal. Mesmo assim ainda fico com raiva por minha falha.

Olho para o ciclope com um olhar raivoso. Ele entende e se retira. Corro pegando uma nova bacia e mais esferas de metal. Não vou me dar por vencida fácil assim.







75 X P

Gramática (0-20 xp): 20 .-. Coesão (0-20 xp): 15 .-. Estética (0-10 xp): 10 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 30

Quione ❄
avatar
Filhos de Hécate

Idade : 20
Mensagens : 2

Ficha Campista/Divina
Level: 1
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Cassie Ferrer Schmidth em Qua 25 Jun 2014 - 11:39


❝ my war is just beginning ❞

Estava sem absolutamente nada pra fazer, e eu realmente não estava com disposição para tentar lutar com nada, nem um boneco de palha. Sem lanças, espadas, arcos ou adagas para mim hoje, obrigada. Andei meio sem rumo pelo acampamento, até ver um filho de Hefesto carregando várias peças, que para mim parecia apenas metal retorcido, para as forjas. Segui-o, meio furtivamente, tentando não ser notada pelo menos não se quer ser notado quando sua curiosidade é algo tão evidente. Chegando nas forjas pude observar enquanto ele trabalhava com as peças, parecia incrivelmente fácil e rápido o jeito como ele lidava com aquilo. — Perdida? — Ouvi alguém murmurar atrás de mim, e dei um pulo no lugar, virando o mais rápido que pude e dando de cara com outro filho de Hefesto, disso eu tinha certeza porque já havia cruzado com o garoto inúmeras vezes, e digamos que ele era bonitinho demais para alguém não reparar. — Eu na verdade... é que eu... tava só... —  Comecei a tentar me explicar, não que eu precisasse explicar alguma coisa, afinal de contas estar nas forjas não era nenhum crime mesmo, mas eu apenas me enrolei ao ser pega ali. — Não, eu não tô perdida, só tava olhando. —   Disse finalmente recuperando a compostura. Ele riu, não aquela risada debochada como se estivesse zoando a minha cara, mas uma risadinha do tipo "ok, entendi, você é meio maluca."  — Quer aprender a usar as forjas? —  Ele perguntou enquanto saiu andando, então se eu quisesse responder teria que seguir o garoto, e eu não sei porque mas foi o que eu fiz. O lugar era quente e eu já começava a sentir o suor se formando na minha testa. — Preciso dizer que eu sou péssima com essas coisas manuais. —  Ergui as mãos, meio que querendo dizer que elas realmente não serviam para aquilo, ele só deu outra risada. — Acho que você consegue, vamos começar pela fornalha. —  Ele disse apontando para o enorme forno que estava atrás dele, aquilo ali devia ser quente o suficiente para derreter qualquer coisa. — Ok, mas o que exatamente a gente vai fazer? —  Minha pergunta pareceu engraçada, ou eu era muito mais palhaça do que imaginava, porque ele riu de novo, e eu acho que se não fosse pelo calor absurdo que começava a me incomodar e devia ter deixado minha pele meio avermelhada, eu teria corado. — Nós nada, você vai fazer uma corrente. —  Legal, eu vou fazer uma corrente. Fiquei olhando o fogo sem ter certeza do que fazer ou dizer.

Pouco tempo depois descobri que o nome do filho de Hefesto era Zach, e ele começou a me mostrar os diferentes tipos de metais que existiam ali. Me instruindo a pegar adamantino e titânio. Coloquei os dois metais separadamente na fornalha, deixando-os lá até que derretessem, quando isso aconteceu misturei os dois em um recipiente que parecia uma pedra muito gasta e meio esbranquiçada. Eu usava grossas luvas, mas podia sentir uma leve quentura sempre que encostava em alguma coisa. Feito isso ele me mostrou onde estavam as formas. Eu não sabia exatamente qual era o material, mas elas eram pesadas e tinham espacinhos para despejar o metal que eu havia derretido e misturado. Eram circulares e eu não conseguia enxergar aquilo como os elos da corrente, mas acreditei em Zach. Usei uma espécie de escumadeira para pegar o material derretido e despejar sobre a forma, cobrindo todos os buraquinhos destinados a isso. Quando terminei a tarefa, tinha uma forma cheia de material fumegante e todos os seus trinta e cinco buracos preenchidos com ele. Zach me explicou que agora aquele material precisaria ser resfriado, e que para isso ele seria submerso na água. Fiquei meio confusa, mas apenas assenti ajudando-o a levar a forma até um grande tanque de água fria. A forma afundou sem nenhuma dificuldade, e assim que entrou em contato com a água pude ouvir o chiado do metal quente sendo resfriado. Fiquei observando as forjas por longos minutos, até que ele me dissesse que já estava suficiente para retira-las de lá.

Os círculos, que no caso seriam os elos da corrente, se soltaram com facilidade da forma, e com um equipamento de solda Zach me mostrou como uni-los. Perdi um bom tempo soldando elo por elo daquela corrente, esperava honestamente que ela fosse útil para alguma coisa e que eu não estivesse apenas ali ocupando meu tempo como uma criança que brinca com papel machê. Quando eu finalmente terminei de soldar todos os elos notei que meus braços já começavam a dor, tanto ou mais do que quando treinava com armas na arena, o que me deixou um pouco satisfeita, afinal de contas as forjas não eram mais fáceis que nenhum outro lugar e eu não tinha como me arrepender de estar ali e não lançando flechas em alguma coisa. Zach examinou a corrente, que agora media aproximadamente um metro e meio, com elos não muito grossos ou largos. Para minha surpresa nós ainda não havíamos terminado, e ele me levou até uma banheira de óleo quente, onde mergulhamos a corrente. Eu ainda usava as grossas luvas, então ele apenas me mostrou uma longa e grossa pinça, que eu deveria usar para retirar a corrente de dentro da banheira e mergulha-la em um grande barril de água que estava ao lado, afim de lava-la. Ele explicou que aquilo servia para fortalecer as ligações, para mim era puro bla bla bla, mas ele parecia se derreter enquanto falava daquilo, então apenas escutei atentamente enquanto seguia os procedimentos e suas instruções.

Zach recolheu a minha corrente e a colocou sobre uma bancada, dizendo que estava acabada. — Mas, e agora? —   Eu perguntei curiosa, havia passado um longo tempo ali trabalhando naquilo, e queria saber o que seria feito dela. — Mais tarde eu continuo trabalhando nela, e se ela virar uma arma de fato resistente eu te chamo para testar. — O que me deixou surpresa foi a piscadela que ele lançou para mim ao terminar de dizer isso, e eu estava ali com o cabelo todo bagunçado, suada e com as roupas sujas, eu sempre conseguia me sujar. Dei de ombros e me virei para sair de lá, mas antes de deixar as forjas gritei para Zach. — A propósito, meu nome é Cassie. —  Ele abriu um largo sorriso e gritou de volta. — Foi um prazer trabalhar com você, Cassie. —  Dito isso eu finalmente deixei as forjas e corri para o Chalé, precisava de roupas, uma toalha limpa e um banho bem demorado, não aguentaria ficar nem mais um minuto sem ele.


 100 X P + 10 Dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50.-.

Deméter 
avatar
Filhos de Fobos

Mensagens : 29

Ficha Campista/Divina
Level: 19
Mascote: Criatura Metamorfoga
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Justin Rivers em Dom 20 Jul 2014 - 20:16

Treinando novamente...
o fogo é poderoso.


A manhã nascia aos poucos, e para mim seria mais um dia comum que eu teria de passar. Diferentemente dos outros dias, acordei cedo e me troquei, indo até o mural do Acampamento. Com a minha leitura dinâmica, li rapidamente os papéis que ali se encontravam e procurei alguma atividade em dia. Lembro-me vagamente do meu último treino, exatamente três meses atrás. Depois desse dia, tudo mudou: veio a notícia da morte de minha mãe, e fiquei muito sentido com isso; a culpa era minha. Nesses últimos três meses em que sofri com a morte de minha mãe, tinha absoluta certeza que nunca mais mexeria com armas desse tipo, mas por ser um semideus, é o que eu mais preciso aprender. Sem treinamento, eu não poderia continuar minha vida e minha mãe com certeza não ia se orgulhar, e agora era o que eu mais queria. Sem opção, procurei no folheto o treino mais adequado: desde que cheguei no Acampamento, sempre me interessei pelo fogo - ainda mais o negro - e achei que justamente aquele era o dia. Amassei o papel e joguei na lixeira, e voltei para o chalé: peguei um pano branco e corri para a cozinha, enchendo a garrafa de água. Apesar de estar há um tempo no Acampamento, ainda era um novato sobre as localidades e em treinamentos; procurei me informar onde seria a forja, e depois da ajuda de um filho de Hermes, corri até a tão aclamada pelos filhos de Hefesto.

Entrei na forja e me senti um pouco diferente dos demais, que pareciam absortos em suas forjas e pareciam manejar facilmente a operação. Segui para a forja livre e apanhei uma adaga simples, que ao observar bem percebi que sua ponta estava torta e desgastada, e o cabo enferrujado, com alguns detalhes não presentes. Procurei olhar para os campistas que pareciam experientes, e procurei saber o que fazer; depois de perguntar e me informar, segui até o intenso fogo da forja, observando-o por alguns instantes: aquele fogo era sensacional, tive uma grande vontade de observá-lo por mais tempo, porém coloquei a ponta da adaga na forja, e esperei alguns instantes. Quando notei a ponta da adaga avermelhada, retirei-a da forja e segui até a bigorna que estava ao lado. Meu suor era evidente, de tanto que eu fiquei perto. Puxei o martelo que estava ao lado e bati algumas vezes em sua ponta, procurando deixá-la reta; vendo que não surtia efeito, bati mais forte e a ponta redobrou, e mais algumas ajeitadas e ela estava reta. Passei o pano branco que eu peguei no chalé, limpando das sujeiras que a adaga aparentava. Coloquei a adaga perto do fogo para ver se estava tudo certo, seguindo para a próxima etapa: o cabo.
Coloquei agora a adaga na forja, porém com o cabo no intenso fogo. Esperei alguns minutos enquanto procurava obter a perfeição, observando os filhos de Hefesto manejando a forja com grande facilidade. Passado os minutos, corri até a bigorna e novamente peguei o martelo, só que dessa vez usei para empurrar o cabo da adaga, retirando-o com grande dificuldade. Peguei o cabo da adaga já moldado pelos filhos de Hefesto, que ajudavam os novatos. Tentei juntar o cabo moldado na lâmina da adaga, mas tive muitas dificuldades até um deles me ajudar na impactação, e depois de muito suor e esforço, ela estava - teoricamente - pronta.
Limpei o cabo com o pano branco e mostrei para um dos filhos de Hefesto, que me apresentou alguns erros, mas em geral estava muito bom. Fiquei feliz em ter ido bem no treino, e procurei aprender mais, anotando algumas coisas na memória.

Saí da forja e respirei fundo, olhando para o céu. Pensei na minha mãe e procurei pensar que ela estava orgulhosa com o primeiro progresso meu, e - ainda sendo raro - abri um largo sorriso, seguindo até o chalé. Conversei com um dos instrutores e ele pareceu feliz com o meu retorno ao treino, e eu me empolguei para seguir para o próximo.

- Mamãe, vou fazer você se orgulhar de mim, e logo descobrirei quem é o meu pai. Espero que você esteja me ouvindo, eu te amo muito. - Suspirei, fechando os punhos. O fogo me acalma, e graças a ele eu voltei.




75 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 25

Nêmesis
avatar
Indefinidos

Idade : 18
Mensagens : 2

Ficha Campista/Divina
Level: 2
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Liam Donati Miller em Sab 26 Jul 2014 - 4:21




Desde que tinha chegado ao acampamento, Bóris tinha se mantido quieto em seu canto. Possuía poucos amigos, buscava sempre as horas em que ninguém estava treinando para praticar suas habilidades, mas durante todo esse processo, o garoto havia feito um inimigo, o nome dele era Peter, um garoto alto e forte, extremamente ruivo, de uma aparência quase viking, que era filho do Deus Hefesto. Até o presente momento, poderia se dizer que a disputa entre os dois estava empatada em um a um. No primeiro encontro, BJ (Bóris James) tinha sido golpeado na boca com uma lança e isso acabou resultando em alguns pontos na sua gengiva, e alguns dentes amolecidos. Já na vingança, Bóris tinha se utilizado de um momento de trégua, para traiçoeiramente deferir um violento golpe de espada no peito de seu rival. Fora isso, a tensão entre os dois era evidente, e o clima nunca havia chegado a esquentar de fato, porque eles sempre estavam rodeados de muitas pessoas. Tentando evitar maiores conflitos, os dois acabaram recebendo uma ordem de passar um dia inteiro juntos. Para fazer o “exercício de integração” valer, os garotos estavam com seus pés unidos por uma corrente, então aonde um ia, o outro era obrigado a ir atrás. A bem da verdade era que ambos tinham passado a manhã toda tentando ir em posições opostas e isso acabou se tornando uma luta para ver quem era mais forte e conseguia arrastar seu adversário para o local que tinha desejo em chegar. Não foi difícil concluir que ninguém saiu do lugar por horas e depois que os jovens estavam encharcados de suor, eles pararam para conversar e Bóris tinha topado em seguir os treinos que Peter queria fazer, afinal ele era mais velho e experiente, além de que o rapaz possuía naturalmente uma grande habilidade em forja, treinamento esse que BJ não tivera a oportunidade de conhecer.

Quando os dois chegaram ao lugar onde a atividade era feita, rapidamente um bando de rapazes, em sua maioria irmãos de Peter, começaram a tirar sarro do “casal de pombinhos” que havia chegado. Ambos possuíam a personalidade meio explosiva, e não demorou para que os palavrões tomassem o ambiente. Tudo voltou a ficar quieto, ou pelo menos ficou o mais silencioso que uma forja pode ser, quando um instrutor zangado apareceu para dar fim a brincadeira. Bóris então seguir Peter até uma grande fornalha, ali o garoto colocou uma barra aço (ferro e carbono) e explicou que quanto mais carbono fosse colocado na liga, mais dura a lâmina da espada seria, mas em contrapartida, isso aumentaria os riscos dela quebrar ao menor dos impactos. BJ suava copiosamente, e não teve como ficar calado e não reclamar do calor. Rapidamente seu companheiro explicou que era necessário que a barra chegasse a 700°C para que pudessem manuseá-la. Quando a barra estava finalmente incandescente e havia chegado à temperatura desejada, Peter a retirou habilmente com uma espécie de alicate gigante e depositou-a numa prensa, que foi manuseada por Bóris, enquanto o filho de Hefesto a colocava nas posições desejadas para emparelhá-la. – Para que serve isso? – BJ questionou curioso, pela primeira vez demonstrando interesse na tarefa. Peter explicou que aquilo era feito para impedir que elementos indesejados, como o oxigênio, fosse eliminado da liga de aço e também para que ela ficasse mais dura.

Todas as vezes que a barra esfriava, ela voltava para dentro da fornalha, e quando se aquecia, retornava para a prensa. O processo foi feito inúmeras vezes, até o ferro se tornar comprido e fino, já ganhando quase o aspecto de uma lâmina. Peter também foi ajustando o aço, enquanto Bóris o prensava, para que uma das extremidades ficasse mais fina. O garoto deduziu que ali fosse o local onde o cabo da espada seria colocado. Depois de um tempo, finalmente chegou a parte que BJ conhecia, e estava ansioso para realizar. Depois de Peter colocar o ferro ainda relativamente quente em cima de uma bigorna, o jovem aprendiz pegou uma marreta e distribuiu pancadas, seguindo as instruções de seu guia.  Aquele exercício, além de ser responsável por começar a moldar a lâmina, servia principalmente para misturar bem elementos como cromo, níquel e silício. Depois daquilo, era só esperar o aço esfriar. Quando finalmente ele deixou de ser incandescente, Bóris e Peter o levaram para a máquina que seria responsável por afiar a lâmina. Apesar de BJ achar aquele processo o mais divertido, era necessário ter cuidado para não perder os dedos, mesmo utilizando grossas luvas. Para finalizar, a parte mais fina da arma foi levada novamente ao forno, e quando estava extremamente quente, um pedaço de madeira foi colocado para servir de cabo. Com o equipamento pronto, os dois garotos foram assaltar as plantações que eram cuidadas pelas crias de Dionísio e jogaram uma espécie de basebol com uma espada como taco, e frutas como bola. Vendo o entrosamento dos dois, finalmente a corrente foi retirada dos seus pés, e Peter presenteou o companheiro com a arma feita pelos dois. Apesar de todo aquele clima, Bóris não pode deixar de imaginar como seria aquele aço entrando suavemente na pele do seu mais novo amigo.





90 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40 .-.
Atena
avatar
Ceifadores de Tânatos

Idade : 17
Mensagens : 45

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum

Aliados e ParceirosCréditos e Copyright©
:: Topsites Zonkos - [Zks] :: Wild Scream RPG RPG Hogwarts Todos os direitos reservados a Monte Olimpus RPG® 2011-2016