Treino de Forjas

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Treino de Forjas

Mensagem por Apolo em Qua 20 Nov 2013 - 21:40

Relembrando a primeira mensagem :



Treino de Forjas
Aqui você poderá treinar suas habilidades em forja. Será disponibilizado todo o material para o treino, porém não se esqueça de criar itens de acordo com seu nível em forjas.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos


avatar
Deuses

Mensagens : 29

Ficha Campista/Divina
Level: ∞
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Treino de Forjas

Mensagem por Liam Donati Miller em Seg 28 Jul 2014 - 22:15




Bóris estava atirado no chão da forja com uma das mãos apalpando o rosto. Sua bochecha estava extremamente vermelha, e era possível ver um corte no seu lábio inferior onde saia um pouco de sangue. O garoto tinha conseguido levar um soco do cara maior e mais forte do acampamento. Seu nome era Benjamin, media em torno de 2 metros, e devia pesar pelo menos 180 quilos de puro músculo. Era um dos filhos de Vulcano e exímio ferreiro. O motivo de BJ ter apanhado havia sido ridículo: Durante um treino, o garoto tinha sofrido uma perfuração bastante profunda em sua coxa. Vários nervos se romperam, assim como alguns tendões. A recuperação demorou algum tempo, e Bóris ainda não deveria levantar da cama, porém sua hiperatividade fez com que ele fosse treinar suas habilidades nas forjas. O problema era que o garoto entrou mancando e sorrindo no ambiente, e Vulcano era conhecido por ser coxo. Ben achou que BJ estava debochando de seu pai, e o resto é história. Finalmente conseguindo se levantar, o jovem usou a camiseta para estancar o ferimento. Não poderia reclamar, pois tivera sorte em não ter quebrado o maxilar e nem perdido alguns dentes. O filho do Deus do Fogo parecia arrependido e se encolheu como um gatinho assustado pedindo perdão. Bóris aceitou as desculpas. Sabia que o garoto era esquentado (sem trocadilhos) e também entendia que havia sido sem querer, fora o fato de que era melhor seguir amigo de Benjamin do que arrumou um inimigo daquele tamanho. Quando finalmente se sentiu mais confortável, BJ mancou até o local onde os equipamentos estavam, assim como as pequenas barras de ferro que se transformariam em uma nova ferramenta.

O garoto separou três feixes, contendo peças de aço e carbono. Todas iriam para o forno em momentos diferentes. Durante seus devaneios na enfermaria, Bóris tinha se dado conta de como odiava armas de longo alcance pelo fato de ser impossível fazer uma defesa contra elas sem o uso de um escudo, e tudo piorava quando ambos os guerreiros estavam usando armas de longo alcance semelhantes. Depois de muito pensar, ele criou um protótipo em sua cabeça que talvez pudesse resolver o problema. Esse era o motivo de sua ansiedade para treinar ainda debilitado. Colocando as peças de metal na fornalha, o garoto esperou por alguns minutos até notar que ela tinha ganhado a coloração vermelha incandescente. Isso significava que estavam prontas para o manejo. Calçando as grossas luvas, ele pegou seu alicate gigante e retirou com cuidado o metal fundido. Já fazia algum tempo que ele tinha se dado conta que não deveria ser um filho do Deus Vulcano, pois odiava calor, fogo, e até mesmo a forja não era sua atividade favorita. Se ele por acaso fosse cria do Deus dos Vulcões, com certeza seu pai ficaria desapontado, o que podia explicar o fato de até agora não ter sido reclamado ainda. Com a peça em cima da bigorna, Bóris começou a distribuir marretadas com o objetivo de achatar o objeto e fazer com que os diferentes metais se ligassem. Quando construía uma espada, sempre se colocava a peça em uma espécie de prensa para realizar aquele processo, mas BJ tinha a intenção de fazer algo mais rústico, de forma que aquelas partes da arma fossem mais grossas e fortes. O processo demorou por um tempo, e sempre que precisava aquecer o objeto, Bóris o levava para o fogo, até que finalmente ele acabou o que queria.

A peça em si era um retângulo que media em torno de 30cmx15cm, mas suas extremidades não eram pontudas e sim arredondadas. Nas partes laterais, que mediam os 15cm, mais ou menos no centro, existiam extensões de ferro que mediam 8cm e que eram cilíndricas, e foi ali que Bóris uniu as três peças idênticas que tinha feito, com cabos de madeira. Restava apenas fazer a ponta da lança. Após repetir o processo, BJ fez questão de que o formato do objeto fosse igual ao símbolo de “espadas” que estampavam as cartas. Além disso, diferente das lanças convencionais, o metal daquela ponta era feito exatamente como uma espada, passando pelos mesmos processos de fabricação, mesmo estilo de afiação, e tendo a capacidade de cortar para os dois lados. Ele uniu aquela parte ao restante da arma e assim sua lança finalmente estava pronta. De forma básica, o armamento era formado por um pedaço de madeira, seguido por uma parte retangular de ferro, depois mais um cabo de madeira e uma parte retangular de ferro, novamente um cabo de madeira seguido de uma parte retangular de ferro e para finalizar um pedacinho menor de madeira seguido pela ponta da lança. Chamando um de seus amigos que estavam na forja, Bóris pediu para que ele pegasse outra arma, dessa forma poderia testar sua eficiência. O equipamento era basicamente como uma lança comum, a diferença era que toda vez que BJ sofria um ataque, ele se defendia com a parte de ferro. Como a arma tinha três dessas partes de ferro, ele conseguia ter maior liberdade para realizar defesas mais complicadas. O motivo de essas partes serem fragmentadas, era justamente para que houvesse comodidade e a possibilidade de segurar o cabo em vários locais diferentes.

Dessa forma toda vez que Bóris sofresse uma estocada de alguma espada ou outro armamento, e ele estivesse utilizando uma lança, ele poderia se defender aumentando a área de impacto. Coisa que não existiria em uma lança convencional, cujo cabo era totalmente cilíndrico e fino, onde para se defender de estocadas, era necessário se esquivar. Mancando com a arma em mãos, ele a depositou num canto da forja e pediu para que os outros treinassem com o objeto e depois contassem o que tinha achado. De algum modo ele estava contente com o resultado e tinha gostado de poder utilizar sua criatividade para algo útil. Sentindo a perna e os outros músculos, BJ saiu do local, e voltou para a enfermaria.





100 X P + 10 Dracmas
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50 .-.
Atena
avatar
Ceifadores de Tânatos

Idade : 18
Mensagens : 45

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Liam Donati Miller em Sex 15 Ago 2014 - 18:44




Liam caminhava sem rumo pelo acampamento. O dia já tinha amanhecido, mas o sol ainda não tinha surgido. Todo o ambiente estava estranhamente quieto. Tirando as luzes acesas que era possível ver nas janelas da casa grande, o resto dos chalés ainda dormiam. Desde o acidente que tinha feito o garoto esquecer de quem era, como se chamava, como era seu rosto e principalmente de todas as pessoas que conhecia, Liam andava cada vez mais isolado. Claro que muitas informações foram despejadas em cima dele para que não se sentisse tão deslocado, mas mesmo assim, sua mente estava receosa, pois não conseguia ver todos aqueles adolescentes que não lembrava-se como sendo seus amigos, além de que grande parte dos campistas olhava Liam com certo receio. Era quase como se ele estivesse com uma doença contagiosa. Passando em frente das forjas, o garoto parou. Essa era a parte estranha da sua perda de memória. Todos os treinamentos ainda estavam ali, bastante frescos e presentes na sua cabeça, mas as pessoas com quem ele costumava praticar tinham desaparecido, transformadas em alguns borrões sem importância. Pela primeira vez desde que tinha chegado ao acampamento, o jovem viu a forja completamente vazia e silenciosa. Sim, isso ele conseguia se lembrar com clareza: As fornalhas ligadas, as marretadas sincronizadas, o estalar do fogo, e até mesmo do calor. Passando o dedo indicador no chão, ele ainda podia ver que as Harpias tinham feito um bom trabalho, apesar de ainda existir fuligem impregnada. Anos e anos de treinos ali impossibilitaram até os deuses de conseguir limpar aquele local.

Liam percorreu o lugar preparando tudo. Geralmente aquele era um trabalho que os filhos de Hefesto desempenhavam, não por ser um tipo de lei, mas geralmente eles eram os primeiros a chegarem ali. Apesar de existir algumas partes de lenha, o que mais era possível de encontrar, eram pedaços de toras de madeira. O jovem contornou a forja pelo lado de fora, até chegar à parte de trás dela. Ali, há muitos anos atrás, existia uma gigantesca árvore, mas após ser cortada (segundo os instrutores, a planta tinha irritado algum deus), apenas um pedaço de tronco ainda restava como resquício, mas ele tinha um diâmetro enorme, tendo espaço para 10 adolescentes subirem em cima dele. Agora, o lugar era usado para fazer lenha. Liam tinha habilidade com o machado, e não demorou para que tivesse madeira necessária para todas as fornalhas. Depois de fazer inúmeras pequenas viagens, e abastecer todos os fornos e lareiras do local, o garoto as acendeu e sentou-se numa cadeira, enquanto o fogo começava a queimar. Apesar de mais de meia hora ter se passado, e alguns campistas já começarem a ir para as demais arenas, ninguém tinha aparecido na forja.  Liam estava quase indo embora do local, quando algo chamou sua atenção: Um grande pedaço de papelão exposto sobre a mesa. Em algumas partes dele existiam alguns esboços rústicos. Pegando um canetão, ele começou a fazer uns rabiscos. Dos traços despretensiosos, começou a surgir imagem de super-heróis, os seus melhores amigos da infância. Até que um em particular, lhe deu uma ideia. Tratava-se do Wolverine.

Ele tinha todos os apetrechos e maquinários ao seu redor, com certeza, se usasse a cabeça, ele seria capaz de fazer as tão famosas garras do mutante. Claro que não seriam de adamantium, mas com talvez um metal mais maleável, ele teria condições de criar alguma coisa. Utilizando o mesmo papelão, ele recriou a réplica de cada uma das peças, utilizando seus próprios dedos como parâmetro. Quando finalmente gostou do resultado, o garoto usou os moldes para desenhar as garras em cima de uma fina lâmina de aço, e depois cortá-las perfeitamente com uma máquina manual. Para deixar as peças perfeitas, Liam as colocou em cima de uma bigorna, e as endireitou com o uso de uma marreta. Colocando as garras entre seus dedos, o semideus testou o tamanho delas, e feliz com o que viu, as utilizou mais uma vez como molde agora em cima de uma chapa de ferro com mais ou menos um centímetro de grossura. Dessa vez, ele precisou fazer um esforço enorme para conseguir cortar o material, tanto que o formato da arma não ficou perfeito como tinha ficado com a lâmina de aço. Isso obrigou o rapaz a levar cada uma das peças para um indutor de forjamento, que era um equipamento que aquece o metal sem ter contato com ele, além de permitir que o ferreiro escolha a parte a ser aquecida. Desse modo, Liam pode moldar as bordas que tinham sido mal cortadas, enquanto intercalava o aquecimento das garras, e marteladas para deixar o aço mais resistente, e compacto.  Com essa parte pronta, restou apenas afiar cada uma das três peças e passar para o próximo passo.

Numa estrutura retangular de ferro, Liam mediu onde as garras seriam colocadas, e com a ajuda de uma lima, o garoto foi afiando a peça até transformá-la em um cilindro com algumas rupturas. Essa parte ficaria na palma de sua mão quando a arma estivesse pronta, ou seja, o lugar onde ele seguraria o equipamento. Voltando sua atenção para as garras, o rapaz as colocou dentro de uma fornalha a uma altíssima temperatura, e quando elas já estavam incandescentes, ele tirou uma a uma, e as mergulhou em uma substância de resfriamento. Feito esse processo, ele afiou mais uma vez o metal, e finalizou parafusando cada uma das garras na estrutura cilíndrica. Foi no momento em que ele tinha acabado seu trabalho, que os campistas do chalé de Hesfesto entraram e se depararam com o garoto. A princípio todos estavam achando tudo muito estranho, mas depois que perceberam o que ele havia feito, começaram a avaliar a nova arma e dar dicas de como melhorá-la, além de arrumarem diversos objetos para ver se a lâmina era realmente afiada. Foram destruídas desde caixas de leite, melancias, até a resistentes armaduras de cotas de malhas. Liam passou a manhã inteira “brincando”, até que o cansaço o dominou, e ele rumou de volta ao seu chalé.  


Clica:



150 X P + 50 dracmas.
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 70 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP. Parabéns, campista.
avatar
Ceifadores de Tânatos

Idade : 18
Mensagens : 45

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Cavalo Carnívoro
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Qua 5 Nov 2014 - 19:11




- forjas -
Estava precisando fugir um pouco da minha rotina, então decidi fazer um treino que não estava acostumado: forjar armas. Chegando nas forjas logo me lembrei o porquê de nunca escolher essa atividade... que calor! O ambiente era muito quente e a alta umidade aumentava ainda mais a sensação térmica. Mas precisava me focar, então tratei logo de colocar o pesado avental de proteção, luvas e óculos. Eu estava parecendo um minion, ridículo comparado com os filhos de Hefesto que estavam normais, porém meu habitat é a água e não o fogo (todo cuidado é pouco).

Pela pouca experiência, decidi fazer algo mais simples como um escudo de ferro. Primeiramente peguei a forma adequada, um círculo de 7cm de espessura com dois retângulos como furos. Com a forma disposta sobre uma pá que parecia de pizzaiolo, peguei o pesado recipiente com ferro líquido e o derramei na forma. Em seguida tratei de segurar no cabo da pá e mergulhar a extremidade com a forma em água fria. O contato dos corpos de temperaturas tão distintas os fez trocar calor e, assim, a água mudou sua forma subindo como vapor.

Com o ferro já sólido no formato desejado, retirei a forma com bastante calma. Era uma parte difícil, pois estava bem justa, mas depois de alguns (vários) minutos deu certo. Antes de curvar as bordas do escudo, fui fazer o apoio. Novamente peguei uma forma, dessa vez retangular e mais fina, despejei o ferro líquido e o solidifiquei na água fria para depois tirar da forma. Só então parti para o martelo.

Não entendo bem de martelo, então peguei um que parecia com o modelo usado pelos demais campistas ali. Fui até a bigorna com o escudo e posicionei parte da borda. Comecei a martelar, levando o braço por cima da cabeça e descendo com velocidade pra aumentar a força de impacto. Não é fácil deformar metal, é preciso força pra caramba. Na terceira martelada tive meu braço puxado. Olhei irritado pro mal-feitor que logo se justificou. 
- Quase que vc amassa seus dedos, cara! Cuidado! Você tem que apoiar o escudo segurando mais para o meio.
- Ah! Valeu!

Depois de quase ter perdido os dedos, prestei mais atenção no que estava fazendo. Continuei martelando com força as bordas, partindo depois para o centro só para dar a aparência esférica. Depois fui martelar o retângulo que se seria o apoio para o braço. Entornei as duas pontas e o encaixei nos furos retangulares do escudo. Posteriormente entortei novamente as pontas para que o apoio ficasse preso no meu escudo.

Olhei meu trabalho e até que não estava mal. Eu não usaria em combate, não mesmo, ainda mais por ter um escudo forjado por ciclopes. Contudo, ele estava na forma correta e serviu quando experimentei. Também testei sua resistência dando um golpe com uma espada que tinha lá e ele se manteve inteiro. Mas como estava longe de ser profissional, o joguei na pilha de armas que teriam seu material reaproveitado.  Depois tirei minha roupa de minion e deixei as forjas.


130 X P
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 50 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP.
avatar
Filhos de Poseidon

Mensagens : 113

Ficha Campista/Divina
Level: 34
Mascote: Hipocampo
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Chiara Bündchen Ferragni em Qui 20 Nov 2014 - 0:06

Após o jantar, havia me retirado da mesa onde me encontrava com outros indefinidos. Estava cansada de ouvir a mesma ladainha do jantar anterior. Nossa, estamos em uma vida com um ritmo totalmente diferente de meros mortais. E mesmo assim às pessoas ainda continuam no mesmo dilema de sempre. Falando a verdade para ser sincera, isso não dá pra mim de maneira alguma. Havia me retirado da mesa e já sabia qual seria o meu próximo destino, voltaria para aquela droga de chalé. Hermes que me desculpe, mas aquele lugar é realmente insuportável. Eu tento, eu juro que tento me enturmar, me divertir e aproveitar o melhor que o acampamento tem a me oferecer. Mas cara, algumas pessoas sempre me irritam de uma tal forma, que sei lá. Tentei não mastigar esses pensamentos em minha mente. Enquanto caminhava sobre a trilha olhando pro céu e encarando aquele azul profundo, analisava às estrelas. Cada uma em uma constelação diferente, cada uma com um brilho diferente. Analisando o chão enquanto andava, não estava sentindo mais frio. O cair da noite estava sendo agradável. Já estava quase tarde e poucos campistas vagavam pelo local. Me deparei com uma fumaça sobre o luar. Caminhei em direção aquilo, não estava com vontade alguma de pregar os olhos e esperar o dia amanhecer novamente. A cada passo que eu dava, uma corrente de ar quente vinha ao meu encontro. Pensei na hipótese do deus Apolo está brincando com a minha cara, mas deixei esse devaneio vagar em minha mente em um canto qualquer.

Segui mas adiante, não tinha nenhum campista à vista. O calor era insuportável, mas acabou me puxando para dentro do local. Quando pisei meu pé direito dentro, toci no mesmo segundo. Um cheiro que perfurou minhas vias narinas era nada agradável. Elevei minha mão esquerda ao meu olho que estava inquieto. Com certeza não era nenhuma sonolência. Abri meus olhos perante o calor, foi algo realmente relutante. O lugar era imenso, e me surpreendi com a quantidade de materiais que estavam no local. O fogo era intenso, acho que até demais para um lugar como esse. Dei de ombros, quem sou eu pra dizer alguma coisa sobre isso. Caminhei mais para dentro do local, o calor era tanto que tirei minha jaqueta a segurando em mãos. Não havia ninguém à vista, mas enquanto eu andava mais pude ouvir vozes de alguém. Indaguei ao ver a cena. Havia variados campistas em bancadas de dimensões diferentes. E logo acima uma placa de metal escrita ''Forjas'' me direcionei adiante para ver o que realmente estava sendo feito por eles. Uma garota de cabelos cacheados batia com um martelo em um resto de ferro. Ela me fitou seriamente sua expressão não era nada amigável. Assenti e segui mas adiante. Havia um garoto mais velho, ele estava explicando para um outro garoto o que ele teria que fazer. Como sou meio intrometida, parei a 3 passos deles e escutei a explicação. O garoto mais velho se virou para mim e me perguntou se eu também havia entendido. Indaguei, como ele sabia que eu estava ali. Deixei para lar a dúvida idiota e segui até a bancada junto com o outro garoto. O mais velho, chamado Henry dava umas explicações finais, mas nada muito detalhado.

Vejamos, por onde eu começo? Falei em meus pensamentos enquanto analisava às peças expostas na bancada. Peguei um velho e antiquado pedaço de ferro. Tasquei as luvas que eram grandes e as encaixei em cada uma das mãos. Posicionei o ferro acima da bancada e estiquei meu braço direito afim de pegar um martelo médio. Segurei firme com esquerda e com à outra livre joguei às madeixas caídas em meu rosto atrás da orelha. Minha testa estava suando, eu já estava quase desistindo sem ter nem começado. Agora entendia porque à arena ficava sempre cheia. Poucos campistas frequentavam as Forjas, somente os ferreiros do acampamento e filhos do deus do fogo curtiam mesmo o local. Como eu não sou de julgar assim sem saber os dois lados da moeda, resolvi dar uma chance para algo novo. Afinal, pelo que eu sei, só tenho essa vida pra tentar novas coisas. Ergui o martelo ao ar e bati sem ponto certeiro no ferro totalmente demasiado, ele estava todo torto. Não daria para trabalhar com aquilo daquele jeito. Pois bem, o pedaço de lataria escapuliu indo parar no lado esquerdo da bancada. Andei para à esquerda e peguei o pedaço de ferro afim de retornar a situação anterior. — Tudo bem, agora vai. — Falei em voz alta sozinha. Engoli em seco. O outro garoto já estava depositando o material no fogo, e eu estava ali na mesma. Voltei meu foco ao ferro. Elevei o martelo ao ar com a mão esquerda, segurei firme com à outra mão o ferro e martelei. Agora estava pegando o jeito, ou só foi à maneira que deu certo comigo. Depois de martelar, vi que estava ganhando outra forma. Lembrei do que Henry dissera, analisei à bancada e vi à forma em um canto. Peguei à mesma e depositei o ferro dentro. Suspirei profundamente. O calor estava prejudicando meus sentidos. Ou era apenas o sono que estava tentando vir ao meu encontro. Após colocar o ferro na forma, caminhei até o fogo, às luvas em minhas mãos me ajudaram à segurar o cabo quente da bandeja do fogo. Aloquei do melhor jeito possível e enfiei o ferro no fogo. Virei meu rosto e pude ouvir uns estalos do ferro difundindo. Dei uma olhada no local, alguns campistas estavam se retirando. Não havia ninguém criando nenhum tipo de arma.

Após vários minutos de espera, Henry me analisou. E fez um sinal apontando para o fogo. Acho que já estava na hora de retirar. Puxei às luvas grossas mais para atrás dos meus braços. Espremi meu rosto pois à quentura era tremenda. E puxei o cabo da bandeja onde estava localizado o ferro. Peguei na forma quente e a posicionei na bancada. Henry me dissera que após tirar da quentura devemos adicionar os ingredientes finais e depois à água gélida. O ferro derretido já estava em sua forma, eu havia escolhido à forma a dedo e quando vi ela completa parecia como uma Punhal? Peguei na bancada uns dois potes. Um havia uma substância para complementar à arma. E o outro havia Bronze Celestial para deixar o Punhal mais rente e firme. Após a aplicação por completa peguei à forma e caminhei até à bacia onde contia um liquido com muitos graus abaixo e a mergulhei. Por um segundo não aconteceu nada de diferente, mas logo em seguida começou a borbulhar. — Mas que droga é essa! — Exclamei e eu mesma pude ouvir o pânico em minha voz. Henry se aproximou, ele disse que estava tudo bem e me virou às costas. Retirei à forma do liquido e a aloquei na bancada. Estava quase pronto o Punhal.

Peguei uma ferramenta, era idêntica à uma espátula. Encravei à mesma dentro da forma tentando tirar o Punhal. Fiz movimentos de um lado para o outro. Até que à arma se soltou e voou de fora para dentro caindo em um baque na bancada. Retirei às luvas da minha mão. Estavam totalmente molhadas, e não era água. O Punhal estava feito. Mas não estava com cara de arma. Não seria aquela arma que eu usaria em algum combate. Estava faltando algo, estava faltando um belo cabo. Idéias voaram em minha cabeça. Mas eu não sabia exatamente por onde começar. Fitei à bancada. Havia diversas coisas diferentes. Umas úteis e outras nem tanto. Tentei achar algo que eu pudesse prender para criar um pequeno cabo. Não obtive sucesso. Já estava muito exausta e só queria tomar um banho e dormir. Avistei na bancada da frente um tipo de revestimento. Era couro. Caminhei até à segunda bancada e peguei o material. Voltei à bancada anterior e me posicionei a frente do Punhal. Procurei nos instrumentos alguma coisa que me ajudasse a dividir o couro. Depois de alguns minutos. Entalhei o revestimento na arma com um liquido quente. Estava pronta finalmente.

Segurei no cabo do Punhal. Ainda estava morno, então não seria o sensato a utiliza-lo de imediato. Voltei meus olhos as Forjas que se encontrava vazia praticamente. Nenhum sinal de Henry mas tinha uns dois campistas ativos ainda. Peguei minha jaqueta que estava pendurada em um canto e á puxei. Peguei o Punhal e o encapei de modo que o cabo pudesse respirar e caminhei até à entrada. Pisando de volta aos rumos do acampamento que não tinha ninguém e fui caminhando até o chalé.

145 X P
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 65 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP.
avatar
Indefinidos

Idade : 20
Mensagens : 7

Ficha Campista/Divina
Level: 8
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Quione em Ter 6 Jan 2015 - 2:05

Treinos corrigidos e perfis atualizados. Qualquer dúvida deverá ser enviada por MP.
avatar
Deuses

Mensagens : 30

Ficha Campista/Divina
Level: ∞
Mascote: Lobo Albino (Alfa)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Dom 11 Jan 2015 - 18:40

Let it burn
are you ready?

— E eu ainda não sei o que diabos to fazendo aqui — Resmunguei para o filho de Hefesto que me acompanhava nas forjas. — Para forjar uma espada, é claro — Ele disse com um sorriso nos lábios. — Foi você que pediu ajuda, não? — Encarei o filho de Hefesto ao ouvir a pergunta e dei de ombros, a verdade era que eu não estava muito animada para aprender a forjar uma espada, mas sabia que isso poderia me ser útil em algum momento da minha vida. — Quero uma faca, uma espada deve ser mais difícil de se fazer — Murmurei já incomodada com a quentura das forjas. Deixei que o filho de Hefesto cortasse o pedaço de aço para mim e depois de alguns minutos, com a ajuda do garoto, coloquei o pedaço de aço em meio as brasas da forja.

Tomei o cuidado de cobrir o aço todo com brasas, deixei lá por alguns minutos e como o filho de Hefesto me ensinou, tirei ela para ver a cor que estava. Notei que o aço estava avermelhado, então ainda não estava pronto para ser forjado. Por isso tornei a colocar o aço em meio as brasas. Esperei mais alguns minutos e voltei a tirar o aço para ver a cor, dessa vez o aço tinha tomado a cor laranja e isso significava que a lâmina estava pronta para ser forjada. Levei o aço até a bigorna mais próxima e com o auxílio de uma marreta comecei a bater na quina da ponta do aço. Continuei batendo até notar se achatando e tomando uma leve ponta, mas o aço estava ficando frio e isso estava dificultando um pouco o meu trabalho.

Voltei a levar o aço até as brasas. — Você está indo bem para uma novata — Ouvi o garoto que estava me ajudando falar e eu estava tão concentrada que levei um susto e acabei encostando meu braço na base da forja. Me afastei rapidamente praguejando em grego e soltei um gemido ao ver a marca avermelhada em meu braço. — Sua sorte é que estou de bom humor! — Ralhei com o garoto e já estressada, ignorei a dor e voltei a pegar o aço das brasas, o levando de volta para a bigorna. Peguei a marreta e terminei de fazer a ponta da faca. Com ela já pronta, passei para o próximo passo: Começar a bater na ponta para que a faca ganhasse espessura. Bati no aço com tanta força que já sentia uma leve dor no braço de tanto levantar a marreta para bater no aço, não estava acostumada com trabalho “pesado”.

Passei a bater em toda a lâmina quando ela ganhou a espessura de aproximadamente 2mm. Coloquei o aço na beirada da mesa da bigorna e dei algumas batidas para puxar o fio da faca, repeti o processo intercalando entre os dois lados da lâmina. Com o malho bati o fio puxando o martelo na direção do dorso para o fio da faca. Tentei contar as pancadas para que elas ficassem iguais dos dois lados, mas o calor estava me incomodando e fazendo com que minha atenção não fosse tão boa. Quando terminei o trabalho observei a lâmina, ela estava meio torna e com alguns riscos irregulares. Mas nada mal para alguém que nunca tinha forjado nada.

— Nada mal para uma novata — Matt disse enquanto analisava minha faca. — Agora só precisa forjar o pomo — Soltei um suspiro ao ouvir falá-lo. Como assim não tinha acabado? Com a ajuda de Matt e uma tenaz invertida, coloquei a área da espiga no meio das pinças e bati novamente com o martelo até formar duas deformações de cada lado, repeti o processo mais duas vezes e observei com um alívio enorme o pomo pronto. Agora minha faca estava quase totalmente pronta, eu só precisava levá-la a forja novamente. Com o fogo bem leve, deixei que a lâmina tomasse uma coloração vermelha bem escura e fui resfriá-la com cuidado. Depois de observar a faca pronta e Matt apareceu para ver. — Não está perfeita e você ainda precisa levá-la as forjas mais três vezes — Ele disse. O encarei bem para ver se ele estava brincando comigo, mas pela expressão séria em seu rosto era óbvio que ele não estava. Larguei a faca na mesa. — Quero mais saber de forjas não, eu to fritando aqui — Reclamei. — Vou embora agora e de qualquer forma, obrigada pela ajuda — Dei um sorriso e me encaminhei para fora daquele inferno de lugar, minha queimadura estava latejando e eu precisava cuidar dela.



145 X P
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 65 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP.
avatar
Filhos de Hécate

Idade : 19
Mensagens : 230

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Corvo Negro Infernal
Mochila:

Ver perfil do usuário http://www.little4venger.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Bae Sung Jae em Qui 15 Jan 2015 - 12:40


     - Ei, me lembro de você. - Disse uma moça de cabelos curtos e rosto cheio de queimaduras. Era um rosto conhecido para mim, mas mesmo assim olhei para trás para saber se ela estava falando de outra pessoa. - Você veio aqui há algum tempo... Pra esquentar o café. - A última frase me trouxe na memória o nosso último encontro e... Eu não me orgulhava dele. Realmente, eu estupidamente vim pra esquentar o café. - Aquela adaga horrível te espera aqui até hoje, sabia? Eu podia até ter terminado, mas a deixei te esperando.
     Fazia um ano já que havia falado que ia voltar amanhã. Claro, eu me afastei de tudo aqui para voltar para a reabilitação na enfermaria por causa de um pequeno incidente, mas agora que eu estava, ãn, relativamente bem novamente, eu queria resolver coisas que ficaram para trás. Começando pelas forjas.
     - Ainda bem. Porque vim terminá-la.
...
     - Você começou a forjar esse negócio na marra da última vez, e infelizmente vai ter que continuar assim. Pelo lado bom, a forja está mais quente hoje. - Realmente aquilo era uma boa notícia. - Joga essa bagaça na forja. - peguei a minha adaga não terminada e fiz-o, com um grande alicate. Conversamos sobre meu tempo ausente, ela me contou o que aconteceu e eu a contei minha historinha trágica. Ela não se surpreendeu; todos no acampamento sabiam que eu era uma drogada. De qualquer forma, ela me lembrou de olhar o meu pedaço sem forma que estava na forja, e ele já estava laranja da brasa, portanto, peguei e coloquei na bigorna.
     - A máscara. - Esqueci novamente.
     Peguei o martelo e sabia que eu estava mais forte que antes, pois não parecia tão pesado quanto da última vez. Bati no pedaço, em cima, onde ainda não havia - exatamente - uma forma pontuda ainda, e em algumas batidas ela já estava mais plana, porém apesar de mais arredondada dos lados, ficou menos pontuda em cima. Virei na vertical e olhei para a minha instrutora, e ela me deu um sinal de aprovação. Então, bati em cima.
      - Joga lá de volta.
      Coloquei dentro da forja e um tempo depois, peguei o pedaço de alumínio de volta e coloquei na bigorna. Bati do outro lado em cima. Virei-a de volta à posição original e bati em cima de novo. Eu sabia que teria que fazer isso muitas vezes até tomar uma forma decente. E eu o fiz. Jogava de volta na forja e esperava esquentar novamente e então tirava e batia dos lados, em cima, dos lados, jogava de volta da forja e repetia. Depois de um tempo, eu não tinha mais que pensar no que estava fazendo, e pensei sobre casa, sobre o Carlton, sobre Leonard, sobre meu pai. Nem vi o tempo passar e a dor no meu braço já havia o tornado dormente. Mas sabia que tinha demorado bastante porque o sol abaixou e as pessoas iam embora.
      - Muito bom. Amanhã iremos trabalhar nessa base. Em cima, agora, arrumamos quando fomos afiar.
      Tirei a máscara, e ela riu porque estava sujo apenas nas áreas que tal não tampa, deixando a marca da máscara no meu rosto.
      - Volte mais rápido dessa vez, viu?


110 X P
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 30 .-.
Afrodite - Atualizado
Obs.:
Perguntinhas sobre a "nota", se existirem, por Mp, pls. <3
avatar
Indefinidos

Idade : 22
Mensagens : 25

Ficha Campista/Divina
Level: 13
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário http://goldenplant.tumblr.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Roonie Ferrer Schmidth em Qui 15 Jan 2015 - 22:54

we don't have to worry about nothing 'cause we got the fire

Os braços cruzados firmemente em frente ao corpo e a expressão dura que estava estampada em seu rosto pareciam afirmar, por si só, o mal humor em que Roonie se encontrava. Entre uma respirada e outra, uma bufada longa e pesada, que em seu silêncio quase que absoluto demonstrava todas as palavras grossas que o cérebro da garota mentalizava. Era daquele jeito, com uma aura terrível e um vinco fundo no meio da testa, que a filha de Fobos ficava quando fazia algo que lhe era imposto contra a sua vontade: comer vegetais, arrumar a cama e treinos por obrigação, essas coisas. Naquele dia em especial, fora terminantemente obrigada a ir para as forjas. Por algum motivo desconhecido (não só por ela, mas por vários campistas) Quíron resolvera montar grupos de treinos não-opcionais. Ele usara o conjunto de palavras de um modo a tentar amenizar a imposição, mas ninguém ali era burro: a maioria parecia não ter gostado daquele novo método, que fazia o Acampamento Meio-Sangue lembrar uma chata e tediosa escola. Roonie fora uma das primeira a bater o pé. No entanto, o centauro apenas ignorou sua tentativa de conversa e mandou-a para seu primeiro treino ministrado (ou dirigido) daquele dia, que aconteceria nas insuportavelmente quentes forjas, estadia permanente de muitos filhos de Hefesto. Contra sua vontade, ela foi: afinal, o que mais poderia fazer? Contestar e irritar uma criatura mitológica de milhares de anos que treinou quase todos os heróis da história não era uma boa pedida, com toda a certeza.

Agora, enquanto esperava com um pequeno grupo perante as forjas, tudo que queria era fugir. A garota não nascera para aquilo: era complemente descoordenada, não tinha nenhum jeito com as mãos e nunca fora boa esculpindo nada. Aquele calor sufocante que podia sentir antes mesmo de adentrar o local da aula a fazia querer morrer. Talvez fosse drama, talvez não: não cabia a ninguém explicar. Um longo suspiro escapou por entre seus lábios rosados enquanto ela ouvia as portas das forjas se abrirem com um rangido alto o suficiente para lhe tirar a capacidade auditiva. Fechou as mãos em punhos e deixou os braços penderem ao lado do corpo ao ver que um semideus grandalhão e de pele cor de oliva surgira. Vestia um avental amarelado e de aparência suja. Suas enormes mãos tinham luvas que pareciam pesadas, o que fez Roonie pensar se era possível luvas pesarem. Ele seria bonitinho se não vivesse em uma forja, com toda a certeza. Sacudiu a cabeça levemente, afastando pensamentos alheios e focando no que tinha pela frente. Com o peso apoiado na perna esquerda, Roonie procurou tentar ouvir, mas estava tão atrás no grupo que a voz do rapaz não passava de um zunido. Irritadiça, a garota deu alguns passos e contornou os semideuses que ouviam-no com um interesse falso que quase parecia real. Acomodando-se sob a sombra de uma árvore, Roonie agora conseguia vê-lo e sua voz já fazia mais sentido. Uma sobrancelha ergueu-se enquanto a filha de Fobos escutava o que ele tinha a dizer: os cumprimentos de sempre, rápidas instruções e algumas piadas sem graça. Senso de humor não era mesmo o forte dos filhos de Hefesto. E nem das proles de Fobos, também.

Logo o semideus deu espaço aos "alunos", que rapidamente amontoaram-se ao tentar passar. Os olhos incrivelmente azuis de Roonie apenas reviraram-se quando ela foi a última a entrar. A primeira coisa que notou era que o ambiente era quente demais: seus cabelos, até então presos em um elástico de cabelo colorido, já começavam a grudar em sua nuca. Seu shorts e sua camiseta laranja pareciam absurdamente quentes, como se pudessem ser comparados a casacos de pele. A sala era cor de madeira e fechada, sem nem uma frestinha, o que fazia Roonie sentir-se claustrofóbica. Depois da porta pelo qual haviam entrado, só tinha a porta que dava para as forjas propriamente ditas. A semideusa não gostou daquele lugar. O filho de Hefesto agora indicava onde haviam aventais e luvas e passava algumas recomendações básicas que a maioria ignorava. Como é que alguém poderia gostar de ficar ali? — Alguém sabe que horas isso acaba? — murmurou para com seus botões, em um tom de voz tão baixo que seria impossível alguém ouvi-la. Pelo menos, era o que achava: uma loira de olhos azuis concordou com ela, resmungando algo sobre também odiar tudo aquilo. As sobrancelhas de Roonie ergueram-se juntas. Quem era aquela? Colando os lábios novamente, Roonie ouviu o findar das recomendações do instrutor a sua frente e então foi até a parede oposta, onde os aventais estavam organizadamente pendurados. Com as pontas dos dedos e uma expressão que parecia de nojo, a semideusa retirou o avental que julgou mais limpo e vestiu-o. O calor que sentia só aumentou. Bufou e pôs as luvas, que fizeram as pontas de seus dedos formigarem. Ela definitivamente não queria estar ali.

O filho de Hefesto, então, liberou a porta seguinte. Um bafo quente soprou os fios rebeldes, que insistiam em desprender-se do elástico, de Roonie para trás. Uma gota de suor escorreu por seu pescoço. Nojento. — Acho que estou no sol. E não gostei nadinha. — resmungou. De seu lado direito, veio uma concordância. Por algum motivo estranho, a loira que outrora falara com ela retornara sabe-se lá de onde e agora estava do seu lado, como se fossem amigas há muito tempo. A filha de Fobos deu de ombros, apenas aceitando a presença que fazia-se semelhante a ela. Adentraram as forjas e por todos os lados, só viam filhos de Hefesto, com suas típicas peles bronzeadas e as mãos grandes, contudo cuidadosas. O instrutor deu um passo a frente e começou a guiar o grupo até um canto, onde ficariam. Roonie andava com cuidado por ali, sentindo a sola de seu sapato derreter devido ao calor. — Meu sapato está derretendo. E eu também. — comentou com a loira ao seu lado, que riu. Caminharam até a bancada indicada e pararam lado a lado. Olhando agora, a turma tinha apenas sete semideuses. O filho de Hefesto indicou algumas barrinhas de ferro que estavam distribuídas uniformemente sobre a mesa de trabalho (que era quente e enorme: havia fornalhas, instrumentos desconhecidos e carvão sobre ela) e deu algumas dicas sobre como proceder. Depois de findar sua explicação precária, apontou para o lugar onde estaria caso houvessem dúvidas e retirou-se, sem falar mais nem uma palavra. Muito simpático e prestativo. No sentido mais irônico possível das palavras, claro.

Roonie voltou-se para o pedaço de metal a sua frente e encarou-o de forma patética. — O que esperam que eu faça com isso? Transforme em uma super espada mega bombada com fio duplo e porta-copos com tocador de mp3 player? — questionou para a loira ao seu lado, que parecia tão confusa quanto ela. Seus olhos tinham o mesmo tom dos dela: um azul intenso que parecia até elétrico. Roonie cutucou a barra de metal com a ponta do dedo. Um som de metal seco soou, baixinho como um sussurro. A loira ao seu lado reclamava sobre achar aquilo tudo inútil demais, ao que a a prole de Fobos assentiu. — Também não vejo utilidade real nisso. — concordou, dando de ombros. Mas se ela gostava ou não, não importava; mandaram-lhe fazer alguma coisa e ela deveria obedecer. Mesmo que matasse alguém com suas reclamações. E, também, quanto mais rápido terminasse, mais rápido sairia dali; o que era incrivelmente bom. Ergueu o dedo e apontou para um dos instrumentos localizado do outro lado da mesa. Parecia dois dedos: um indicador e um dedão de metal, unidos por um cabo. Sua função parecia ser exatamente essa: segurar as coisas do mesmo modo que sua mão faria. — Ei, loira, me alcança aquilo ali? — pediu, ao que a garota apresentou-se como Melanie (e falou algo inútil sobre ser filha de Zeus; nada de muita importância) e entregou-lhe o instrumento cujo nome era-lhe desconhecido. Roonie pegou cada uma das alças (semelhantes a de tesouras) e abriu-as. Sorriu de canto ao ver o que ela fazia. — OK, Melanie, é o seguinte... — começou. — ...não sou nenhuma grande forjadora, mas sei algumas coisinhas. Ou melhor, acho que sei. Tanto faz. — Roonie sacudiu a cabeça levemente e seus cabelos balançaram. Depois, ela ergueu uma sobrancelha. — Nos ajudamos e saímos daqui o mais rápido possível. O que você acha? — "eu topo" foi sua resposta.

Roonie então pôs início ao trabalho. Agarrando a tesoura-dedos, a garota guiou o pequeno pedaço de metal de ambas até a fornalha. De mal jeito, ela atirou-os ali dentro. Eles quicaram para dentro e perderam-se em meio às demais barras e ao carvão. Roonie riu. — Opa. — murmurou. Virando-se, ela encostou-se na mesa (em uma área que não estava quente, obviamente) e olhou ao redor. O calor estava sufocando-a. Seu olhar pousou em Melanie e ela deu-se conta de que não havia se apresentado. — Ah, a propósito, sou Verônica. Mas odeio esse nome. Roonie, ok? Só Roonie. — Verônica era, com toda a certeza, o pior nome do mundo. Seus dedos batucavam uma melodia qualquer em seu próprio braço enquanto ambas esperavam o tempo passar. Deveriam colocar um relógio naquele lugar. Roonie mordiscou o interior das bochechas levemente e sentiu as cicatrizes de mordidas anteriores. Manias. Com um suspirou, encarou a filha de Zeus. — Eu odeio este lugar. — confidenciou, ao que Melanie assentiu e começou a tagarelar sobre o assunto; só sendo interrompida alguns longos minutos depois por uma garota que tocou-lhe o braço. Esta era pouco mais alta que Roonie e possuía cabelos e olhos castanhos. Estranhamente, Melanie chamou-a de "irmã". Mas oras: filhos de Zeus não tem de ter aqueles olhos azuis maravilhosos? Encarando-a de canto de olho e ouvindo a conversa que desenrolava-se a sua frente, a recém chegada falara algo sobre o chalé e trabalhos a serem prestados enquanto Melanie bufava discretamente. Os olhos de Sky (Roonie ouvira a loira chamando-a assim) passaram de Roonie até as fornalhas, e então Roonie e novamente as brasas. E então agarrou os dedos de tesoura da mão da filha de Fobos e praticamente jogou-se sobre a mesa afim de tirar os metais que jaziam quase derretidos. — Ops. — murmurou Roonie, virando-se de frente para a mesa e olhando o que Sky fazia. A garota estava levando os metais para um canto mais frio (e isso não significa frio, apenas menos quente; poderia ser chamado também de bigorna) e batia em um deles com um martelinho. As sobrancelhas da Guardiã juntaram-se. — Sua irmã faz isso sempre? — questionou para Melanie, que parecia igualmente perplexa.

Depois de cinco minutos batendo no metal, Sky voltou-se novamente para as garotas. Parecia ter esquecido totalmente o assunto que viera tratar com Melanie, já que estava, naquele momento, ensinando ambas como reproduzir o que ela havia acabado de fazer. — Ei, você sabe fazer isso? — Roonie interrompeu-a. A nova filha de Zeus assentiu. Roonie permitiu-se sorrir. — Ótimo. Então, ao invés de falar como devemos fazer, você vai nos ajudar. Desmarque todos os compromissos da sua agenda. — solicitou a garota dos olhos azuis, sorrindo de canto de modo irônico. Sky pareceu ligeiramente perdida, mas logo assentiu. Por algum motivo, uma filha de Zeus havia dobrado-se a vontade dela. Sky puxou as mangas para cima e entregou dois martelinhos às garotas e começou a explicar como bater, onde bater e algumas outras dicas. Quando ela terminou sua explicação, Roonie pôs-se em frente ao que parecia uma enorme meleca de sorvete derretido — tirando o fato de ser de metal, era realmente parecido. Com um vinco no meio das sobrancelhas, a semideusa questionava-se internamente como aquilo tornaria-se uma adaga, espada ou coisa do tipo. Com a ponta do dedo (protegida pela grossa luva de borracha que usava), Roonie segurou o metal e começou a martelar nele. Barulhos agudos saiam dele. — Assim? — questionou, ao que Sky confirmou. Virando o pedaço de metal, ela desferiu outro golpe contra ele, que novamente estralou. Desferiu mais batidas até que o metal assumiu um formato mais compacto. — E agora? — ao erguer o olhar, Roonie notou que Melanie já fazia o cabo e que sua adaga até que era parecida com uma adaga. Enrugando a testa, a semideusa voltou-se para a meleca a sua frente e começou a martelar em certos pontos, exatamente como Sky falava para Melanie fazer, ao seu lado. — Ahm, uma ajudinha? — pediu, sem erguer o olhar. Sky foi para o seu lado e tomou o martelo de sua mão. De um jeito extremamente rápido e habilidoso, o metal tomou a forma de uma adaga. Roonie observava tudo aquilo com uma expressão impressionada no rosto. Sky balbuciou algo sobre gume comprometido e mais algumas coisas, indicando-lhe uma pedra de amolar ao fundo das forjas. Depois, entregou-lhe o metal já consideravelmente frio nas mãos.

Roonie sentou-se em um banquinho velho que rangeu ao suportar seu peso, que nem era tamanho. Hesitantemente, Roonie começou a tentar dar jeito à faca. Sua mão levava a pedra até a lâmina do que seria a adaga mais feia e inútil do mundo e, ao menor contato, pequenas faíscas saíam e um som arranhado agudo fazia-se presente. Aos poucos, o metal tomou uma forma que poderia ser comparada a uma adaga se não a terrível curva que fora feita sem querer. Ao erguer seu projeto de adaga, tudo o que via eram duas barrigas. Rindo de si mesma, Roonie desistiu e levantou-se, andando até as filhas de Zeus. — Quantos monstros eu mataria com isso? — questionou, erguendo a pseudo-adaga e quase rolando de rir. Jogou o pedaço de metal por sobre a mesa e escorou-se. — Posso ajudar vocês? Me mantenham longe daquilo ali... — seu dedo voou em direção ao local onde estivera momentos antes. — ...que tudo fica bem. — Sky passou-lhe um martelinho e um pedaço de metal (cujo tipo lhe era desconhecido) e a filha de Fobos começou a bater nele. Ia virando-o aos poucos e ele foi tomando forma a cada martelada uniforme. Minutos foram se passando e a cada martelada, a semideusa odiava mais ainda aquele lugar, apesar da prática que vinha surgindo devido aos movimentos repetitivos. O suor fazia os fios da nuca de Roonie grudarem-se em seu pescoço. Suspirando, a garota limpou a testa com as costas de uma das mãos e com a outra entregou o pedaço grosseiramente moldado à Melanie, que fez piadinhas estúpidas o suficiente para fazer Roonie rir. Enquanto a filha de Zeus ia passar o pedaço de metal que um dia poderia ser uma adaga a Sky, o filho de Hefesto que iniciara o treino como instrutor surgiu, dizendo que o treino estava acabado e que poderiam sair dali assim que apresentassem o progresso daquele dia. A prole de Fobos já estava tirando seu avental quando ouviu aquilo e revirou os olhos. Não tinha nada para mostrar, pois sua obra ficara uma verdadeira porcaria. Antes de pensar em um modo de sair dali de fininho, Sky entregou ao garoto uma lâmina perfeita e alegou que ela foi feita em trio. O rapaz analisava a adaga enquanto a filha de Zeus dos olhos castanhos virava-se para a irmã e para Roonie e agarrava ambas pelo braço, arrastando-as para fora dali. — Aquela adaga não fomos nós que fizemos, não é? — quando estavam a alguns passos suficientemente significativos das forjas. Sky riu. "Acha mesmo que faríamos algo daquele tipo? Óbvio que não. Aquela eu comprei e carrego sempre comigo. Ah, vocês me devem uma adaga nova." Roonie esboçou um sorriso de canto, satisfeita por ter livrado-se daquele primeiro treino e por ter feito duas prováveis amigas enquanto cambaleava em direção a arena de treinamento de batalha.

Off: esse treino tá uma caca, mas beleza, é pra ajudar as amiguinhas (Melanie & Sky). Eu enrolei demais e a qualidade tá duvidável, mas faz anos que não treino. Desculpe você, que for corrigir, por isso aí.



120 X P
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 40 .-.
Afrodite - Atualizado
Obs.:
Perguntinhas sobre a "nota", se existirem, por Mp, pls. <3
avatar
Indefinidos

Idade : 23
Mensagens : 29

Ficha Campista/Divina
Level: 1
Mascote: Criatura Metamorfomaga.
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Sex 16 Jan 2015 - 12:57

See heaven's got a plan for you

Eu realmente não sabia o que havia passado pela minha cabeça para eu ter concordado com aquilo. Fui obrigada, literalmente. A ir para as forjas. Parecia fazer uns 40º C do lado de fora do chalé e eu ainda teria que passar meu dia naquele lugar horrível. Confesso que às vezes sou bem melodramática. Mas isso era verdade. Tinha ficado de baixo do chuveiro a mais de quarenta minutos pois sabia que teria que enfrentar o calor miserável que pairava pelo acampamento. O deus do sol que me desculpe, mas eu realmente não consigo ficar no calor. Sky, que não estava lidando a mínima, por ser mais experiente do que eu nesse treino já havia saído do chalé. Não sabia para onde ela fora, mas que logo a veria. Me arrumei o mais leve possível e saí porta a fora. A cada passo que eu dava em direção as forjas parecia me destruturar. Continuei seguindo irritada com a situação. Para falar a verdade, eu não estava mais aquentando o Acampamento Meio-Sangue. Eu só queria ir embora daquele lugar e nunca mais voltar. Ao me aproximar do amontoado conjunto de campistas que esperavam irritados do lado de fora enquanto ouvira pessoas dando-lhe instruções. Dei de ombros e nem me toquei no que eles diziam, simplesmente segui para um canto e esperei a porta se abrir. Para o meu azar, não durou muito. Semideuses se esfregavam uns nos outros afim de entrar ao local, a maioria não conhecia o treino ou muito menos o que era forjas. Após a muvuca, a filha de Zeus entrou ao local relutante. Suas pernas queria ir na direção oposto, mas na sua cabeça sabia que se não o fizesse enfrentaria muitos problemas.

Eu definitivamente não tenho aptidão para nada disso. Ficar esculpindo, martelando e colocando para esquentar. Gosto de atividades que me rendam algo no futuro. Pisei dentro das forjas. Fechei meus olhos tentando dizer para mim mesma que aquilo não era verdade. O lugar era escuro, sem uma luz natural sequer e é claro eu parecia estar dentro de um vulcão. O suor começou a cruzar entre meu sutiã e ia descendo para a barriga. Aquilo era horrível, eu não aguentava ficar suada assim. Continuei entrando tentando encontrar o grupo de semideuses. Passei meus dedos sobre o cabelo o posicionando atrás das orelhas. O suor percorria pela minha testa. Deslizei as duas mãos juntas no rosto e continuei andando. Me posicionei em um canto, enquanto ouvia um forjador. Que provavelmente era algum filho de Hefesto, somente eles conseguiriam passar horas e horas dentro do local. Me virei para ouvir melhor o que o semideus dissera. Passei novamente minha mão levando os cabelos até atrás da orelha. Ouvira um murmúrio. Alguma coisa sobre que horas a droga do treino acabaria. - Também gostaria de saber, odeio ficar aqui dentro, ainda mais obrigada. - Falei sem saber para quem. Me virei para o lado e logo dei de cara com uma garota. Seu cabelo negro como um corvo e sua pele clara. O auxiliador da situação pediu para que pegássemos um avental para começar. Fui caminhando até uns, que estavam pendurados em ganchos. Uma onda de ar seca e quente passou sobre meu rosto. Uma porta abriu dando passagem ao outro lado. A tal garota novamente reclamou e eu nem percebera que estava ao seu lado. Concordei e elevei meus olhos para o instrutor que estava nos guiando até a parte que ficaríamos. A garota de pele claro e olhos azuis, parecidos com os meus veio junto. A garota desconhecida soltou mais uma piadinha no meio do caminho e eu não pude deixar de rir. Continuei seguindo para uma bancada. O material de que elas eram feitas estavam quentes. Encima havia vários separadores organizando instrumentos que eu nunca vira antes.

Os filhos de Hefesto que auxiliavam o treino deram algumas poucas explicações e se retiraram. Eu achava aquilo um absurdo e um tremendo descaso. Mas como eu realmente não estava nem aí para o treino dei de ombros. Me posicionei em frente a bancada. Um material estranho estava sobre ela, provavelmente alguma parte de lataria. Eu realmente queria saber o que eu iria fazer com isso. - Que coisa inútil, estou perdendo parte do meu dia com isso. - Falei abertamente olhando para o material de ferro. A garota de olhos azuis concordava. Continuei reclamando da situação quando resolvi fazer alguma coisa. Empurrei o metal mais para o lado e peguei uma espécie de martelo. Dei uma ou duas marteladas sobre o material acima da bancada tentando desentortá-lo. A garota desconhecida pediu para mim pegar um instrumento que estava perto da minha bancada. Me estiquei e peguei o objeto. - Tome, a propósito sou Melanie, prole de Zeus. - Entreguei e em seguida me apresentei. A jovem começara a dizer algumas coisas sobre o treino e que não era nenhuma expert no assunto. E propusera que trabalhássemos juntas.  - Eu topo, tudo bem. - O quanto mais rápido eu terminar aquilo seria melhor. E logo poderia ir embora daquele lugar quente. Ambas se viraram para a longa bancada. Posicionamos nossos materiais juntos. A garota de cabelos escuros cortava uma ponta e eu martela o objeto. O meu estava tão curvado, que não daria para fazer nada. Elevei o martelo e continuei martelando, logo o ferro estava menos torto. Estiquei meu braço até uma ferramenta. Não sabia o que era, mas resolvi testar. Fui deslizando sobre o ferro o objeto e logo obtivera resultado. A peça deixava o ferro mais liso. Tirava os buracos fundos e algumas linhas. Continuei deslizando. O suor vinha até minha testa e eu o tirava com o braço. A semideusa desconhecida havia pegado uma tesoura e havia guiado os nossos ferros até a fornalha. Ela abriu a portinha e as alocou lá dentro da maneira que conseguira. E eu logo desviei meu rosto.

Encostadas na bancada que não estava fria começamos a conversar. A desconhecida semideusa tagarelava sobre alguma coisa e eu assentia. E eu não sabia o nome dela, até ela falar algo sobre Verônica e reclamar do nome. Soltei um riso e ela pedira para que eu a chamasse apenas de Roonie. Ela reclamava da situação e eu concordava até que resolvi falar. Após alguns minutos atoa fui interrompida. Alguém havia segurado pelo meu braço. - Fala irmã. - Era Sky que começara a dizer sobre os trabalhos e eu concordava conversando com a mesma abertamente. Bufava e meus fios de cabelos voavam. Continuei conversando até que Roonie foi até as fornalhas e tirou de lá nossos metais. Sky, que já havia feito essa etapa estava com seus metais em um bandeja. Logo caminhou até três passos de mim e os mergulhou em uma água. Ouvira Roonie algo sobre bigorna e dei de ombros. Roonie continuou dizendo e tirando a tesoura dos dedos perguntando se Sky fazia isso sempre. - Ela é experiente nesse quesito. - Virei meu rosto para a bancada e nela havia os metais. Estavam escuros e pareciam bronzes. 

Sky que já havia feito maior parte do seu serviço se aproximou. Roonie logo a pediu para que explicasse melhor para nós duas o que exatamente fazer. Sky nos deu dos martelinhos, diferente do que eu havia utilizado. Começou a auxiliar eu e Roonie. Onde bater e porque bater. Logo percebi que eu estava totalmente errada ao deixar o metal liso. Não dava para utiliza-lo assim. Eu realmente aprendia as coisas rápidas. Coloquei um par de luva em ambas mãos e peguei no martelo. Sky me auxiliava e eu logo dava algumas batidas sobre o meu metal. Virei ele de lado deixando suas laterais a amostra e comecei a martelar. Fui enviando força com meu braço esquerdo enquanto martelava sua lateral. Ele começara a dar um formato, o que eu logo achei ótimo. Não parecia como uma adaga ainda, mas seu cabo estava mais groso e revestido como um rolinho e sua parte superior estava grosa mas na medida certa. Continuei o chato processo que logo deixara o calor de lado. Pela primeira vez a filha de Zeus estava fazendo alguma arma por ela mesma. Estava cansada de martelar, achatar e formar a droga do metal. Levei até uma água cremosa que se chamava bigorna e a mergulhei. Aguardei alguns minutos, enquanto via Roonie suar feito uma louca e Sky a auxiliando. Peguei uma espátula e retirei o metal de lá de dentro. Dei uma sacudida, quase o jogando no chão. Soltei-o rapidamente sobre a bancada. Roonie não estava mais a vista, até eu me virar. Ela estava sentada em um lugar como se estivesse esculpindo alguma coisa. Sky havia me dito que ali era para alinhar a deixar a lâmina da adaga cortando. Fui até ali caminhando com a suposta ''adaga'' e sentei perto de Roonie. A pedra que estava sobre a mesa era redonda e sua espessura parecia mármore. Analisei ao lado um garoto que fazia o processo e o copiei. Peguei na pedra e fui deslizando-a pelas bordas e laterais da minha adaga. Após o feito voltei para a bancada. Havia uma pequena parte que estava meio torta e eu logo peguei o mesmo martelo que usara anterior e continuei batendo. Não parecia funcionar de nenhum jeito. Dei de ombros. 

- Isso ficou uma droga, mas considerável né. - Falei abertamente para Sky e Roonie que logo começaram a rir, Roonie falou algo de estar melhor do que a dela e Sky continuava rindo da minha. Realmente estava horrível, parecia não ter ponta e se tivesse estava arredondada demais. Um garoto de pele morena se aproximara. Era com certeza um filho de Hefesto e logo começara a falar dizendo que a atividade estava encerrada. Sky entregou uma adaga a ele. Sua lâmina brilhante e seu cabo de couro eram bonitos. Ela começou a dizer que tínhamos feito em trio. O garoto assentiu e deu às costas para nós três. Eu sabia que aquilo não teria sido feito por Scarlett. Deixei para lá. Sky me puxou pelo braço e eu me posicionei ao seu lado direito. Roonie estava do outro lado. Roonie se perguntava confusa sobre o ocorrido e Sky começara a explicá-la que aquela adaga havia sido comprada. Eu não estava com capacidade mental para desaprovar a situação. Só queria ir embora daquele lugar. As três semideusas caminhavam para fora das forjas rindo feito idiotas.

Obs: Esse treino não está uma maravilha (é o que acontece quando se é obrigada a fazer alguma coisa). Também é uma interação com Roonie e Sky.

115 X P
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 30 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 45 .-.
Afrodite - Dúvidas por MP. <3


Última edição por Melanie Forrester Pallas em Sex 16 Jan 2015 - 17:25, editado 4 vez(es)
avatar
Filhos de Zeus

Idade : 21
Mensagens : 35

Ficha Campista/Divina
Level: 24
Mascote: Pégasus
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Sex 16 Jan 2015 - 16:57


First things first, i'm the realest
Acordara incrivelmente disposta naquele dia. A reunião dos conselheiros da semana passada fora estressante o suficiente para que eu me recusasse a sair do chalé com a intenção de treinar durantes alguns dias e de fato meu corpo já se sentia mais enferrujado por tal interrupção na rotina. Meus dedos acariciaram o travesseiro preguiçosamente antes que eu finalmente levantasse. A primeira pessoa que avistei foi Melanie, na cama ao lado da minha. Recentemente criara vergonha na cara e descobrira que meus irmãos não eram lá tão metidos quanto aparentavam. “Mel, acorde. Temos o treino obrigatório hoje, lembra?” Chacoalhei minha irmã por alguns instantes, mas seu sono parecia mais forte que eu. Dei de ombros e me arrumei, rumando para o refeitório enquanto minha mente processava o fato de ser obrigada a ir em um treino que, sinceramente, deixava qualquer campista nojento. Odiava quando Quíron dava a louca e começava a fazer coisas sem sentido: os treinos de Forjas só serviriam para os que realmente possuíssem o dom, não é como se uma filha de Afrodite participasse apenas por obrigação e ajudasse o acampamento com a produção de uma adaga utilizável. E completando esse pensamento eu tive plena certeza que os filhos de Hefesto se divertiriam muito hoje.

Nem percebi quando já estava no refeitório. Peguei uma maçã e rumei às forjas, agradecendo pelo fato de ter colocado uma blusa com menos pano porque o calor que já estava insuportável naturalmente pioraria assim que eu adentrasse naquela bagunça. Quando finalmente cheguei notei que talvez a caminhada tivesse sido um pouco mais longa do que previra, tendo em vista que toda a “turma” convocada já estava ali. Milles estava de frente para todo o grupo e explicava coisas básicas, dando dicas como “evitem se queimar”, “se protejam” e “evitem se queimar” novamente. Devia ser um fardo ter que lidar com tanta gente inexperiente em seu trabalho, de fato. Passei os olhos por parte das pessoas que ali se encontravam e avistei a cabeleira loura de  Melanie. Fiz uma nota mental de falar com ela e me aproximei mais da entrada do inferno: pegaria logo os materiais necessários, faria uma adaga meio utilizável e depois sairia dali direto para a praia ou para o lago. Talvez até para um banho gelado, quem sabe. Não era a primeira vez que visitava as forjas, mas era a primeira que seria obrigada a entregar alguma coisa para o instrutor se quisesse ser liberada.

Quando Milles finalmente liberou a turma, tentei ser uma das primeiras a entrar. O vapor quente que ficava acumulado graças à falta de ventilação atingiu meu corpo em cheio. Realmente odiava lugares como aquele, apesar de gostar um pouco da escuridão. O cheiro não era dos melhores e aquilo me lembrava de quando mamãe, no auge dos meus seis anos, mantia todo o apartamento em New York fechado. Só depois que eu descobri a verdade sobre meu pai foi que entendi, mas… Foco, Sky. Caminhei até onde os aventais e luvas eram dispostos. Depois de conversar pelo menos uma hora com qualquer experiente em forjas você descobre que não existe um avental mais limpo que o outro, o que diferencia é o tempo de uso. Peguei qualquer um daquela pilha nojenta e coloquei as luvas que estavam no mesmo estado. Senti meus dedos derretendo dentro daquela coisa nem um pouco confortável. Me juntei com os campistas já prontos perto da porta que levaria para a verdadeira forja e mordi a parede inferior das minhas bochechas. Sentia a região dos meus pulmões esquentando como acontecia toda vez que eu começava a passar mal. Respirar fundo ali não seria uma boa, porque só pioraria minha situação interna, então apenas mantive a calma. Já teimava muito com Quíron; sair de um treino alegando passar mal não o convenceria.

A porta das forjas e aquele vento quente delicioso - com toda a ironia possível - perpassou os poros do meu rosto de um modo não muito calmo. Foi como se Milles tivesse rompido uma barreira de algum reservatório de água e eu estivesse exatamente em frente a ela. Sorri de forma irônica para o garoto e entrei no local com a perna esquerda, porque isso de entrar com a direita para dar sorte é para os fracos. Fomos até o canto reservado para nós e eu parei um pouco distante da turma, encarando aquela bancada com um pouco de decepção. Aquilo era o que haviam designado para nós? Me senti levemente ofendida. Bufando, caminhei até o filho de Hefesto que já me conhecia de outras vezes. “Você realmente quer que eu trabalhe com isso ali? Não tem mais nada para mim?” Rolando os olhos, o garoto indicou uma área mais afastada dos ‘novatos’ e mais perto de duas outras crias de Hefesto. Sorri forçado e segui até a área indicada, que era de longe mais quente que a outra. Nessa altura minha aparência devia estar igual a de um zumbi. Ali, naquela parte, a bancada era preenchida por barras de bronze celestial - supus-, martelos que aparentavam mais pesados do que o necessário e alguns moldes de armas, sendo os de espada mais abundantes. Meu corpo já parecia estar pingando suor e eu me sentia completamente desconfortável. E se eu desse de cara com um dos meus guris? Tentei ignorar isso e peguei uma barra de bronze grande o suficiente para se tornar a lâmina de uma espada. Levei-a até o forno em cima de uma daquelas pás que mais me lembravam de uma pizzaria do que qualquer outra coisa.

Alguns minutos foram necessários para que o bronze ficasse levemente maleável. Não deixei que ele derretesse como normalmente faria para evitar a fadiga, porque aí teria que esperar ele esfriar e hoje não havia a opção “dar uma volta no acampamento” enquanto isso. Coloquei o metal acima do molde e fui afundando-o aos poucos, tentando fazer com que ele encaixasse. De primeira não deu certo, então tive que quase me matar para retirar o bronze do molde sem danificar muito a forma que já havia tomado, o que não deu certo. Levei a barra, agora já não tão perfeitinha assim, ao fogo por mais alguns minutos. Enquanto uma das mãos segurava a pá, usei a outra para levantar e abaixar  a camisa algumas vezes para ver se o calor diminuia. Minha resistência a temperaturas altas não era muito boa. Engoli em seco e retirei a pá do fogo quando o metal já estava um pouco mais avermelhado que da última vez. Coloquei o bronze sobre o molde e dessa vez usei o martelo para afundá-lo. Supreendentemente, deu certo. Agora que um dos lados da lâmina era por conta do molde, tinha apenas que lidar com o lado que ficou sem. Peguei uma das facas que estavam dispostas em uma bancada próxima e comecei a alisar o bronze formando um “v” muito mais leve do que o “v” de verdade. Quando senti que o bronze já estava bem mais frio e a lâmina bonitinha, virei o molde contra a parte mais organizada da mesa e esperei que a lâmina saísse com facilidade, o que obviamente não rolou. Niké, por que não gostas de mim? Bufei e peguei um dos martelos, batendo estratégicamente nas “beiradas” da lâmina por baixo do molde. Depois de repetir o movimento algumas vezes, finalmente a desgraçada se soltou e caiu sobre a bancada. Irritada com os amassados, desisti de terminar aquela arma.

Caminhei até Milles com a lâmina em mãos e empurrei-a para ele. “Você, que é filho de Hefesto, deve dar um jeito nisso. Não eu, entendeu? Obrigada.” Rolei os olhos e caminhei até o pequeno grupo que ainda trabalhava. Não foi difícil achar Melanie ali no meio, ao lado de uma outra garota. Me aproximei e toquei seu ombro, sorrindo. Não tinha mais nada para fazer que não atormentar minha querida irmã. “Mel, você precisa me ajudar a limpas aquele lixão que é o nosso chalé. Depois, se quiser, pode me acompanhar na inspeção.” Iniciei minha fala, tagarelando sobre coisas que definitivamente me irritariam se eu fosse a loira, mas ela não parecia ligar muito. Enquanto falava, parei meu olhar sobre os metais quase derretidos das duas garotas ao meu lado. Elas conseguiam realmente ser piores que eu no quesito ‘forjar armas’. Fiquei alternando meu olhar dos metais para a garota dos olhos azuis que acompanhava minha irmã, esperando ela se tocar que já era hora de começar a moldar aquela...coisa. A menina não teve reação, então resolvi agir, ainda no pique de tentar fazer algo que preste. Peguei a tesoura da mão da morena e enfiei-a na fornalha, agradecendo aos céus por não ter tirado as luvas. Catei os metais e olhei ao meu redor, pensando rápido. Vi que naquela parte das forjas os moldes ainda eram uma coisa muito avançada e tudo o que eles possuíam eram bigornas. Bufei, lembrando das vezes em que acabava martelando um dedo ou alguma coisa assim quando usava aquelas coisas. Despejei os metais  ali em cima e peguei um martelo. Comecei a martelar uma das peças de aço com a intenção de formar uma adaga, que parecia se adequar ao tamanho da barra de metal. Esqueci completamente do mundo ao meu redor e me concentrei em transformar o metal em alguma coisa utilizável.

O primeiro metal já era praticamente uma adaga não afiada e feia após alguns minutos. Voltei minha atenção a Melanie e sua amiga, mantendo o rosto sem expressão. “Anh, viram? Não é nada difícil fazer isso. Bem, ao menos que vocês não tenham coordenação e martelem os próprios dedos.” Sorri por alguns segundos e fiz uma careta meio óbvia para a garota desconhecida, assentindo para sua pergunta. Quem diabos não conseguia martelar um pedaço de metal? Ah, claro, Sky, você não conseguiu fazer uma espada há pouco tempo, cale a boca. Maldita consciência. Diminuí as mangas do cropped que um dia fora a camiseta do acampamento e entreguei as ferramentas necessárias para as meninas depois de decidir ajudá-las. Só poderia sair daquele projeto de submundo quando todos tivesses terminado, de qualquer jeito. “Usem o martelo parar dar forma à arma. Não sei se já notaram, mas adagas e espadas geralmente têm a lâmina parecida com um losango, porém mais aberto.” Expliquei, usando a adaga recentemente feita por mim como objeto de demonstração. Era estranho dar aula sobre algo que não era tão ‘meu forte’ assim. “Tentem deixar a lâmina como um losango e afinem mais na ponta. Ah, não adianta tentar afiar agora. Isso é depois.”

Auxiliei as meninas no que foi necessário. Estava sendo divertido, até. Já cansada de explicar um monte de coisas, decidi esperar que as meninas fizessem algo legal com as lâminas. Ambas estavam sentadas em um banco tentando afiar as adagas, e tudo que eu conseguia fazer era segurar o riso. Retirei o avental e as luvas, enquanto as meninas trabalhavam duro em suas armas, e achei um local seguro para me encostar. As duas adagas haviam ficado em um estado deplorável e com certeza sofreriam bullying caso existisse um mundo só delas. Ri de Melanie e da outra garota por alguns minutos e decidi tentar começar outra adaga. Passei um pedaço de aço pré-aquecido com a ajuda de uma tesoura para Roonie e um martelo logo em seguida. Como já havia retirado o equipamento de segurança, fiquei apenas dando ordens. Um século depois Milles se aproximou, avisando que já poderíamos ir caso tivéssemos uma arma pronta. Quíron com certeza havia pensado nos mínimos detalhes. Aquele centauro de bobes nunca me enganara, de qualquer modo. Mordi o lábio inferior ao ver a expressão de derrota de minhas acompanhantes e habilmente puxei uma adaga da parte de trás do meu “cinto”, tendo plena certeza que o filho de Hefesto não vira o movimento. “Foi feita em trio e deu um trabalho da porra, Milles. Espero que esteja ao menos utilizável. Bem, nós vamos indo. Até a próxima.” Um sorriso simpático sambou em meus lábios enquanto eu cruzava meus braços nos braços das meninas. Roonie (a menina dos olhos azuis que esquecera de se apresentar e que eu só sabia o nome devido a alguns resmungos de Melanie já na parte final do treino) fez a pergunta que nem ao menos precisava de uma resposta. Em que dia, durante minha vida, eu teria a dom de fazer uma adaga tão perfeita como a que entreguei para Milles? Respondi sua pergunta e me despedi em seguida, saindo apressada na direção do chalé. Precisava tomar um banho o quanto antes.

Ps: o treino ficou estranho porque comecei animada mas fui ficando com preguiça de terminar; sim, resumi o final por isso, me julguem. Não revisei tbm <3

criado por
editado e modificado por


120 X P
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 40 .-.
Afrodite - Dúvidas por MP. <3
avatar
Filhos de Zeus

Idade : 21
Mensagens : 111

Ficha Campista/Divina
Level: 39
Mascote: Pégasus
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Amanda Tondyes em Qua 11 Mar 2015 - 14:33

AS FORJAS E MEU PÔNEI



Respirei fundo quando entrei nas forjas. Eu não sabia direito quem era meu pai ainda...Minha mãe morrera quando eu ainda era pequena num acidente de carro e eu passara a morar com meu avós maternos, que nada sabiam sobre meu pai, u fingiam não saber. Mas era boa em criar coisas, então talvez fosse filha de Hefesto. Quem sabe? Não custava nada tentar. O pessoal parecia me olhar com descrença, certo... Magricela e com cara de patricinha... Eles deviam achar  que eu estava lá para um plano de suicídio nas forjas, ou algo assim. Oh vida!
Descobrira havia uma semana que era uma meio-sangue. Fora atacada monstros na saída de uma festa. Isso nunca antes me acontecera, eu nunca vira monstros. Foi assustador e pensei que estava ficando louca. Caso outro meio sangue mais experiente não estivesse passando perto naquele momento, eu não estaria viva agora, sinceramente!
Sem ajuda e meio confusa comecei a encarar as ferramentas com olhar de curiosidade, como se fossem brinquedos. Para que será que serviam? Bem, eu usaria como se fosse mais convenientes, não é mesmo? Bem, contanto que eu não me machucasse estava tudo bem, eu pensei. 
Talvez eu devesse fazer algo relacionado a guerra, já que estava num acampamento para meio-sangues. Mas isso não era muito a minha cara. Talvez se eu fosse mais briguenta me caísse bem. Mas não me senti inspirada para fazer o maldito do escudo. Comecei meu trabalho,imersa em meus pensamentos. Talvez uma boneca de "sucata"? Uma varinha de condão? Um escudo? (Espera, eu já descartei essa!). Acabei optando por um mini pônei.
Surgindo das forjas do acampamento meio-sangue eu vi minha obra prima até hoje. Um pônei super catito. Ele era douradinho e tinha no lugar dos pelo da cabeça e do rabo algumas linhas de costura douradas que tinha em meu bolso. Nossa! Nunca achei que isso fosse vir a ser-me útil... Dei um gritinho de felicidade e um grupo de meninos de estava na forja, bem ao meu lado, levou um susto. Eles estavam trabalhando em algum tipo de arma estranha. E eu fiz questão de pedir desculpas pelo incomodo.

- Mil perdões, não quis incomodar! - Eu disse com um sorriso sem graça.
- Sem problemas, mas por que um pônei? - Me perguntou um deles com um sorriso divertido no rosto.
- Bem, crianças gostam deles... Eu tinha alguns na minha infância, acabei lembrando! - Expliquei para o rapaz. Ele era simpático, apesar de ter uma aparência meio bruta.

- O acabamento me parece legal para um iniciante em forjas... E você é, nunca te vi aqui! - Disse um dos amigo dele.
- Hum... Obrigada! - Eu disse sem graça. - Seria bom ser da casa de Hefesto, as forjas parecem divertidas e amigáveis!

Eles sorriram para mim e eu me despedi, saindo em seguida com meu pônei artificial.

70 X P
Gramática (0-40 xp): 30 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 0 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP.

avatar
Indefinidos

Mensagens : 2

Ficha Campista/Divina
Level: 1
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Forjas

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum

Aliados e ParceirosCréditos e Copyright©
:: Topsites Zonkos - [Zks] :: Wild Scream RPG RPG Hogwarts Todos os direitos reservados a Monte Olimpus RPG® 2011-2016