Treino de Equitação Básica

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Treino de Equitação Básica

Mensagem por Zeus em Sex 6 Dez 2013 - 15:25



Treino de Equitação Básica
Ao lado dos estábulos, há uma central de hipismo, aqui, o campista aprenderá o básico de como se portar quando precisar andar em cima de um cavalo, ou mesmo em cima de seu mascote. Desde o cabresteamento, colocação da sela e montaria, o meio-sangue aprenderá os comandos para direcionar um animal. Depois disso o aluno passará para as lições avançadas, corrida, salto e voo.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sex 6 Dez 2013 - 22:40

equitação,
odeio cavalos.

Eu já tinha certa habilidade com cavalos. Eu não sei por que, mas me apaziguava andar neles quando eu era criança. Decidi então que precisava treinar ali, no Acampamento Meio-Sangue, e garantir que se eu precisasse, teria um veloz transporte para qualquer lugar. Considerando que os Pégaso são cavalos, eu pretendia aprender a montar perfeitamente um para então usar os alados da espécie. Foi então que me dirigi até o estábulo e preparei um cavalo para que pudesse treinar com ele. Trevor surgiu ao meu lado, assim que eu subi no cavalo. O divertido instrutor sorriu e disse-me para acompanha-lo, pois ele estava para cavalgar pela floresta do Acampamento. Eu obedeci, com certa dificuldade guiei o cavalo até ele. Começamos a ir lentamente em direção à floresta.

Realmente você não é expert nisso, mas você se equilibra bem em cima de um cavalo, isso é ótimo. — Disse ele.

Para um começo sim, mas tenho muita ambição pela frente. – Concluí.

Segure com firmeza ai... Isso! Agora é só “dirigir” ele. — Disse ele, fazendo gestos e apontando para mim e para as rédeas. – Agora aumente a velocidade aos poucos, dê um leve toque entre a “coxa” e a barriga dele. Sabe onde é? Isso, exatamente... Mas cuida, não acelera muito!

Eu puxei as rédeas com cuidado, o cavalo ficou a um trote meio rápido, era confortável e divertido, meus pés estavam agitados, mas eu fiz de tudo para mantê-los quietos perto de Trevor. O mesmo tomou a frente novamente, ele ficava falando-me sobre cavalos e maçãs. Eu não entendia muito, mas ficava contente por estar ali, fazendo algo realmente divertido. Comecei a prestar atenção no instrutor, que falava de modo empolgado da sua vida no Acampamento Meio-Sangue.

... Algo como dizer que eu nunca fiz nada por ele, mas é ridículo, absolutamente, não acha? — Ele disse e sorriu. E em seguida voltou a falar, odiava pessoas muito faladeiras, isso me dava agonia, mas eu não podia fazer nada a respeito eu estava em uma aula. — Mas quando eu faço missões eu sempre me esqueço disso e quando volto todos estão sentindo minha falta. Nunca comentam esse tipo de coisa. Eu devo ser do tipo enjoativo de pessoa.

Eu ergui a sobrancelha, o instrutor se virou, com a testa franzida e disse que já estávamos “trotando” a cerca de vinte minutos e que ele só tinha quinze para passear. Ele virou o cavalo, com facilidade e usando uma das mãos, se inclinou e disse que se eu chegasse em até cinco minutos depois dele, eu ganharia um prêmio. Eu ia perguntar “como assim?”, mas ele se inclinou e cutucou o equino, que acelerou muito, aumentando a velocidade até virar um ponto escuro na floresta.

Vamos lá, faça algo parecido com o que seu parceiro fez! — Eu me inclinei, segurei firme a rédea e fiz o mesmo que o instrutor, o cavalo começou bem lento, mas começou a pegar confiança. Eu fazia com que o cavalo mudasse de direção o tempo todo, mas levemente, sempre que via uma árvore, eu não sei muito bem, mas o cavalo era atento que eu e por diversas vezes saltou sem eu dar comando algum. Eu comecei me empolgar, o cavalo estava cada vez mais rápido e, cerca de sete minutos depois eu vi, por entes as árvores, as construções mais gregas da atualidade. Comecei a frear o cavalo levemente, sorrindo e balançando a crina deste. Assim que passei as duas últimas árvores eu vi Trevor parado ao lado do cavalo, sorrindo.

Três minutos, parabéns! Agora eu tenho que ir, tchau. — Falou enquanto estava caminhando e se distanciando, apenas olhei para ele.

Ok. — Foi a única coisa que falei antes de arrumar minhas vestes e pôr as mãos nos bolsos caminhando de volta para meu chalé, aquele aula havia me deixado angustiado, odeio cavalos, mas fazer o que?! Havia percebido que o mesmo havia esquecido de dar-me o prêmio, mas também não fiz questão de voltar atrás e o chamar, apenas permaneci caminhando.




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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Bernard Fontaine Célérier em Sab 7 Dez 2013 - 6:08

Treino de Equitação Básica

Não fazia muito tempo que os treinos de equitação básica haviam sido implantados no acampamento. A maioria das pessoas costumavam comentar no chalé de hermes. Cavalos eram adoráveis e os Pégasus sempre eram constantemente disputados, aliás, quem não quer montar num cavalo alado? Bem, a maioria dos campistas queria. Na segunda semana após a implantação dos treinos de equitação decidi que era hora treinar. Havia reservado um Pégasus para meu primeiro treino e isso justificava o porquê da minha demora em relação ao treino de equitação. Acordei cedo imaginando como seria o treino. Nunca tinha ido à um estábulo desde que saíra da seleção de hipismo da minha antiga escola no norte da Inglaterra. Arrumei-me com o uniforme que utilizava nas competições de hipismo e saí do chalé. Fazia tanto tempo que não utilizava aquelas botas, aquele boné e aquela camisa branca junto à calça de mesma cor, que até esqueci que eu tinha outras roupas além das três únicas peças maltrapilhas que eu usava no acampamento.

Cheguei ao estábulo calmamente. Vários grupos de pessoas se acumulavam envolta do haras e então andei até o garoto que cuidava da ala dos Pégasus pedindo que ele liberasse o Pégasus número 2, que era chamado de Dare. Adentrei no estábulo e andei até o lugar onde o Pégasus reservado para mim estava. Ele não era branco como os outros. Era negro, com detalhes grisalhos em seu pelo. O casco era cinza e os olhos também negros. Aproximei-me do Pégasus e passei a mão sobre a cabeça dele. Ele hesitou - O que houve garotão? - disse alisando o pelo que de tão negro refletia a luminosidade. O Pégasus relinchou e eu percebi o que mal tratado ele estava. As pessoas não sabiam como cuidar de um animal. Principalmente um alado como aquele, um animal em que não se pode colocar qualquer inexperiente para monta-lo. Segurei as rédeas e abri a cela. Ele saiu e percebi que ele estava sujo. Peguei um balde de água e uma escova o mais rápido que pude. Joguei o balde sobre ele e esfreguei com a escova o pelo dele de cima para baixo, tirando o máximo de sujeira com o pouco que tinha. Escovei por longos minutos a pelagem do cavalo e então notei uma melhora no temperamento dele. Peguei alguns cubos de açúcar e dei a ele - Então quer dizer que você gosta de açúcar? - disse com um sorrido acompanhado de uma risada. Dei a ele mais um cubo e ele relinchou em agradecimento.

Agora sim ele estava disposto. Eu senti isso quando o vi relinchar. Peguei a sela e coloquei sobre ele delicadamente. Por ser um pégasus a sela era diferente. Ele fechou as asas para que eu montasse e então pulei sobre ele, acomodando-me como pudia. Segurei as rédeas corretamente e deixei minha coluna ereta de forma que balancei as rédeas levemente e o Pégasus começou a cavalgar lentamente para fora do estábulo em direção à área de treino - Então você se chama Dare, certo? - disse e então bati as rédeas com força sobre o lombo dele - Vamos lá, amiguinho - ele acelerou e então começou a cavalgar de forma rápida passando envolta de todos os equipamentos enquanto eu tentava me manter corretamente sobre o lombo do cavalo. Deixei que ele corresse livre por alguns minutos e então puxei as rédeas fazendo com que ele levantasse as patas da frente com um relincho e então parando. Puxei as rédeas para o lado esquerdo bati as pernas levemente sobre ele - Vamos treinar um pouco de hipismo e depois deixamos você voar o quanto quiser - ele cavalgou lentamente num galope sincronizado e então acelerou assim que chegamos no primeiro obstáculo da arena, onde havia uma poça d'água e duas barras onde com um pulo Dare passou e ao abrir as asas levantou voo - Poxa, nem deu tempo de treinar - disse ao cavalo rindo de forma descontraída.

- Ok, vamos voar então - abracei o pescoço do cavalo e ele aumentou a altura com que voava. As asas batiam fazendo um barulho engraçado e as pernas dele se mexiam como se ele realmente estivesse pisando num solo. Inclinei-me para baixo obrigando-o a descer em queda livre com a ponta da cabeça apontada para o chão e então sentei-me direito na sela puxando as rédeas numa posição vertical que levou o Pégasus a voltar a subir no último segundo indo para à direita. O cavalo desviou o chão e então bati as rédeas no lombo dele novamente - Tá, acho que já está bom - disse alisando o pelo do Pégasus ainda no ar - Não me sinto confortável voando - completei e então ele voltou para o chão. Cavalguei sobre ele até os obstáculos novamente e então acelerava a cavalgada toda vez que estava prestes a pular sobre um obstáculo e o Pégasus fazia o máximo para não abrir as asas no pulo. O Pégasus parecia nunca ter sido tratado tão bem na vida. Pulei sobre alguns obstáculos com Dare inúmeras outras vezes até que a fadiga me venceu. Puxei as rédeas do cavalo e ele parou. Pulei das costas dele e então retirei a sela. As asas se abriram por completo mostrando como o corpo da criatura era definido e então segurando pelas rédeas levei-o até o estábulo enquanto retirava o meu boné.

Foi muito estranho o boné não ter voado em todas aquelas piruetas que Dare adorava repetir vezes e vezes. Adentrei no estábulo segurando as rédeas com firmeza e o coloquei na cela onde o encontrara. Ele não pareceu feliz com aquilo, mas não podia fazer nada. Separei o máximo de cubos que pude e coloquei dentro de um balde dentro da cela dele. Segurei algumas na mão e fiquei dando ao cavalo até que ele não aceitasse mais um grama do doce. Escovei-o pela última vez deixando-o o mais limpo possível e passei água sobre seus cascos. Meu corpo doía e eu já sabia que deveria voltar a treinar mais com os pégasus ali. Guardei o balde e a escova que estava utilizando para limpar o Pégasus e então me despedi de Dare. Eu provavelmente nunca seria esquecido por aquele cavalo alado. Peguei minhas luvas, botas e meu boné que havia deixado no vestiário após ter saído do haras e então voltei para o chalé de hermes, onde voltaria a sofrer com todos aqueles idiotas
- narração - fala - pensamentos - fala de outros/citações -




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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Sab 7 Dez 2013 - 12:48

Grifos !, serão mesmo umas gracinhas ?
              My hand is Flame !




A pouco tempo, um ovo ganho de Apolo chocou-se em meu quarto estava a dar diariamente o elixir de nascimento sobre qual nascera uma criatura fantástica, com toda acuidade a criatura apenas come carne crua, tem um bico tão limpo quanto mesmo meus tênis novos, a Pelugem branquinha sem igual, era um Grifo, que ao passar dos anos cresceria, eu tinha de aprender a cuidar dele querendo  ou não a montar e a voar junto a meu animalzinho que chamava-se Light ( significa-se luz).



Era cedo, quando estava limpando a pelugem de Light, o animal ficara inquieto devido a escova que passei por suas penas, meio que agitado ele senti as mesmas emoções que eu sinto como se fosse um elo, bateu-se patas ao chão e ficou a me olhar, eu o disse -Calma Light, eu estou aqui.. relaxa..- Passivamente como a mim tranquilo ficou o animal, quando Quíron, um centauro de cabelos grisalhos, passou por mim vendo eu a cuidar da criatura disse-me -Olá Bruno.. Belo Grifo, Já montou em um ?-franzi a sobrancelha destra quando o disse -Ainda não senhor... mais não sei se Estou pronto, Light nunca voou comigo antes..- O centauro queria rir tive certeza que sim, quando ele disse -Você é filho de Apolo, ele não fará mal algum a você, e soube que ele senti todas as suas emoções como um só..-Poderia um voo permitir saber mais sobre aquilo, eu ainda continuava como medo, medo de me ferir e ferir meu grifo.



Alisando o queixo, olhei para meu Grifo, ele já estava do meu tamanho, tinha asas compridas e cheias de Penas, suas patas de trás parecia a de um leão, e sua cabeça e patas da frente similar a de uma águia. Um animal tão diferente quanto outro, que as proles de Apolo poderiam fazer tamanha amizade.



Farfalhante o animal encostou sua cabeça sobre meu punho pedindo carinho, eu o alisei ainda olhando para Quíron disse-lhe -Tudo Bem, irei montar, mais tenho de pegar um quite montaria né ? -Franzi as sobrancelhas dando leves risadas, Quíron entrou em finas gargalhadas junto a mim, dedilhei uma montaria similar a de um Cavalo sobre o Lombo de Light, o animal quieto ficou sentindo-se bem, cada toque que eu dava no animal sentiria seu coração pulsar como um só.



Abraçando a cabeça da criatura, percorri  uma volta dentre o estábulo emanando-se voo Quíron sorria ao chão olhando para cima  ele disse -Muito Bem !-Pegando Latitude e declínio sobrevoamos eu e Light acima os chalés, passando perto ao Lago de Zéfiro, O Grifo encostou a pata dianteira a margem do lago, onde por impulso eu abria os braços sentindo o vento Aromático das árvores ecoar sobre mim.



Não pensava em mais nada, fora uma sensação única, O animal antes de chegar a terra do lago, emanou voo novamente, sobrevoando a voltar ao estábulo, deixei uma de minhas mãos ao alto, a outra segurava a cabeça do Grifo, e um grito de alegria emanou junto a uma risada alegre, O animal iria perdendo altitude, pairando-se cada vez e lentamente mais sobre o chão gramíneo do estábulo, Quíron tocou minha mão tirando-me acima de Light e disse-Muito Bem !- Estava alegre quando puxei de meu bolso um naco de carne embalada a um saco plástico, retirei o saco plástico, e dei a Light para comer dizendo -Obrigado garotão !- O Grifo feroz comeria a carne, enquanto apalpei sua cabeça feliz.



 




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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 7 Dez 2013 - 17:27


Eu já sabia montar, logo, eu só precisava treinar meu relacionamento com Sleepy na hora da montaria. Vesti minhas botas de couro e caminhei sereno e tranquilo até os estábulos. Lá, procurei entre as baias, meu cavalo tordilho, meu melancólico cavalo prateado. Lhe fiz um chamego na cabeça, passando a mão em sua ganacha, descendo pelo seu pescoço forte. Arrumei sua crina com cuidado, desembaraçando os nós e escovei seu pelo. Um procedimento normal antes de selá-lo para fins de equitação. Vesti-o com uma manta, seguida da sela e todo o restante dos equipamentos. Coloquei o bridão e subi no equino com uma lançada de pernas.

A área de equitação é bem ampla e creio que dê para passar um bom tempo com meu garanhão. O treino hoje vai ser de salto, pois preciso aprender a ter segurança em cima dele pra quando eu precisar fugir desesperado ou mesmo, saltar pra dar um golpe de espada que exija equilíbrio e força. Havia na minha frente, três obstáculos principais e outros que não dei muita importância. Bati de leve duas vezes na lateral de Sleepy e ele começou a galopar, pedi mais intensidade e ele na hora respondeu, aumentando a velocidade. O vento batia na minha cara bagunçando meus cabelos.

O primeiro obstáculo estava a poucos metros de distância. Ergui as rédeas e Sleepy saltou com louvor. O seguinte empecilho ficava depois de uma pista de lama. Meu amigo deslizou um pouco, então reduzi a velocidade, deixando-o galopar numa intensidade segura. O alvo era três barras baixas suspensas numa lagoa curta. Pedi para saltar e, mais uma vez meu companheiro animal conseguiu saltar com êxito. Mais à frente, depois de um caminho com três curvas não muito fechadas, havia mais um punhado de obstáculos comuns, um sucesso de saltos. Bati no pescoço de Sleepy e comemorei nossa sincronia. Ele relinchou em resposta e deu uma guinada nas passadas.

Estávamos na reta final e, antes da última barreira, havia uma curva bem fechada, eu quase caí de cima dele, mas segurei-me firme, forçando meu corpo a pender para o outro lado. Depois dela, havia a tal última trave (alta, colorida e exigia um salto longo e demorado, com precisão e coragem). As batidas das patas dele na areia, se fundiam ao meu coração e me dava ânimo e vontade de conquista. Cheguei perto de sua orelha e.

Você consegue Sleepy-Head, eu acredito em você. — Encorajei. Ele deu uma pausa (típica em câmera lenta) e rompeu em velocidade.

Enfim, eu só lembro que acordei na enfermaria. Perguntei para um curandeiro o que havia acontecido e foi o seguinte. — Oras, você saltou o monumento, mas caiu do cavalo de costas no chão e quase foi pisoteado pelo... Como chama? Sleepy? — Assenti e abri um sorriso imenso. Quase pulei, mas, minhas costas estavam doendo. Creio que mais tarde eu vá ao estábulo para dar uma cenoura ao meu cavalo.



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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Sab 7 Dez 2013 - 22:56



Treino de equitação básica
os animais te odeiam? sem problemas, nós temos a solução!

Pouca passava das cinco da manhã quando me coloquei a caminhar pelo Acampamento.  Eu nunca havia dormido muito, era impossível, e usava de qualquer subterfúgio para fugir dos pesadelos. Passei pelo lago de canoagem, mas nunca havia demonstrado qualquer interesse pela atividade e muito menos o fazia agora. As náiades teriam uma manhã sem perturbações, assim como qualquer outro ser marinho que habitasse o lago em tal momento. Passo após passo, cheguei ao cultivo de morangos onde, acaso ou não, dei de cara com um corcel negro. Tinha a sensação de conhecê-lo de algum lugar, por isso deixei que a curiosidade vencesse a ética e me aproximei do animal – Chompers? Quer dizer? – Indaguei com as sobrancelhas arqueadas. O cavalo respondeu ao balançar o rabo e erguer as orelhas, lentamente voltando-se em minha direção. Eu conheceria àquela expressão em qualquer lugar, inclusive ali onde estávamos no momento. Pousei a mão sobre a crina do corcel, acariciando-lhe distraidamente ao perguntar-me o real motivo da presença do animal na plantação de morangos. Só havia uma teoria sustentável, que seria a de quê Chompers  tinha sentido fome e, por isso, fugido do estábulo. Desocupado como estava, tive a ideia de levá-lo de volta ao estábulo em segurança – Eu e você amigão. Lobos solitários... Não, calma, um cavalo solitário e eu. – Divaguei ao puxar os arreios do cavalo. Por sorte, alguém havia selado Chompers antes que o corcel conseguisse fugir, e graças a isso eu não teria de andar todo o trajeto. A instrutora de hipismo havia feito com quê todos os campistas usassem cavaletes para alcançar a sela, mas no momento eu não dispunha de tal artifício, logo me restou usar da cerca ao meu lado para poder fincar o pé no apoio e me içar para o dorso do animal.

De início, quando ainda cavalgava pelos campos de morango, não tive dificuldade alguma em guiar os arreios de Chompers. O animal continuava tão preguiçoso quanto eu me lembrava que fosse, mas reagiu após eu ter-lhe dito que havia torrões de açúcar no estábulo. Vez ou outra eu tinha de aguardar enquanto o corcel pegava morangos com a boca, coisa a qual o teria feito ser transformado em golfinho caso Dionísio ou qualquer de seus sátiros presenciasse tal cena. Inclusive estou pendente a acreditar que, considerando a situação, eu também seria considerado culpado. Dei algumas batidas de leve com o pé contra as ancas de Chompers, embora logo tenha me arrependido ao notar que isso não o tinha agradado de maneira alguma – Foi sem querer querendo. – Murmurei ao descer do cavalo que havia empacado. Era como se estivéssemos tendo nossa primeira discussão de relacionamento, embora eu tivesse esperanças de que isso um dia fosse acontecer com uma garota – Vamos lá, Chompers, só mais alguns metros. – Implorei ao acariciar o focinho do animal. Como não houve reação, afastei-me com as mãos no bolso e comecei a andar de um lado para o outro como quem espera ter a melhor das ideias. Ao avistar um galho no chão, agachei-me e o peguei com a mão direita. E não, não pense que eu iria maltratar o animal, porque esse não é o caso. Invés do que muitos poderiam ter pensado, usei do galho tal como se usava de seus semelhantes em noites de fogueira, embora eu tenha colocado um morango em sua extremidade. Segurei o galho com a boca e tornei a subir para a sela, dessa vez sem o auxílio de qualquer espécie de cavalete improvisado. Do alto, ergui o galho e estiquei o braço esquerdo o máximo possível, mantendo o morango suspenso há metros seguros da boca do cavalo. Tal qual eu havia planejado, Chompers logo se pôs a andar.

Usando da estratégia que se mostrou tremendamente útil, o campo de morangos foi ficando cada vez mais para trás, o que deu espaço para novos prédios e paisagens. Passamos por sátiros e ninfas, e todos olharam curiosos para a cena de cavalo e garoto. Devo dizer que meu braço pesava de tanto mantê-lo naquela posição, mas tinha de continuar a fazê-lo caso quisesse ludibriar Chompers em sua busca pelo morango inalcançável. Íamos nos aproximando dos estábulos quando tive a brilhante ideia de levar o corcel para tomar água. De início nada de errado aconteceu, mas posteriormente, ao alcançar a margem do lago de canoagem, os cascos de Chompers atolaram na lama. Que péssima ideia. Cerrei as mãos em punhos e tive que descer do dorso do animal, indo ficar de pé na lama que tinha se apossado de meus tênis. Agachei-me ao lado dos cascos de Tormento e tentei puxá-los para cima pelo que seria seu tornozelo, contudo todos os esforços foram inúteis. Ou eu era muito fraco ou havia algo de errado com aquela lama. Olhei ao meu redor e bati as mãos contra a calça, já tendo deixado que Chompers comesse o morango alvejado. Enquanto eu pensava em uma solução, o cavalo estava mais preocupado em ingerir da água da lagoa, vez ou outra me acertando com seu rabo inquieto. Rolei os olhos e tentei pensar em algo útil. Só podia tirar o cavalo dali caso o arrastasse comigo, e para isso seria necessária à força da qual eu não dispunha ou artimanhas nas quais eu ainda poderia pensar. Talvez, se desse lhe desse um empurrão “por trás”, só talvez... Era necessário. Suspirei pesadamente e chapinhei na lama até estar com água quase até os joelhos. De palmas erguidas e livres, pousei-as por sobre o osso das patas traseiras do animal, empurrando-o para frente com o máximo de força que dispunha. Quando achava que ia conseguir graças a uma mera movimentação de Chompers, acabei escorregando na lama do leito e caí na água. Agora eu não tinha água só até os joelhos, e sim até os olhos.

Talvez com pena de mim, as odiáveis náiades vieram em meu socorro. E não, não faço a mínima ideia do por que, muito menos tinha qualquer confiança naqueles espíritos do mar, mas eles me ajudaram a fazer com quê Chompers desenterrasse os cascos antes soldados por lama – Er... Obrigado. – Disse, ainda encharcado e agora fedendo a peixe, ao me despedir das náiades que davam sorrisinhos ao submergirem. Nunca entenderei o que aconteceu ali. Chompers vinha me causando vários problemas, incluindo a perca de toda uma manhã. Agora eu tinha mais do que provas concretas contra meu escasso tato para com animais. Para bem próprio e da humanidade, eu então faria o esforço de frequentar os treinos de Hipismo com tanta frequência.  Tornei a escalar a sela do corcel, posicionando-me da forma adequada – Só mais um pouco, amigão, e então poderemos procurar os torrões de açúcar. – Disse ao segurar os arreios, dessa vez com ambas às mãos. Só pude supor que o corcel havia entendido o recado, pois não tornou a desviar o trajeto e sequer interrompeu-se à medida que prosseguíamos. Certas pessoas chamariam isso de habilidade com animais, eu chamava de sorte, palavras convincentes e algumas promessas (até porque os animais me detestavam). Ao chegarmos no estábulo, desmontei-me de Chompers e tirei a sela sobre seu torso. Deixei o equipamento junto com os outros em um depósito dentro do estábulo – Pronto. – Murmurei ao bater as mãos nos jeans úmidos. Após estar certo de ter trancado os cavalos, acenei na direção de Chompers e lhe prometi torrões nas próximas visitas. Eu já poderia ser político de tantas promessas que fazia.    
Obs: O treino me pertence e foi adaptado de outro fórum


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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Davos H. Grümmer em Dom 8 Dez 2013 - 1:29


Mais um dia de glória e disposição. Hoje eu queria ver "meu" Sleepy. Eu estava com saudades do meu garanhão prateado. Coloquei minhas botas e corri para os estábulos. Fazia bastante tempo desde a última vez que o vi, será que estão o alimentando direito? Espero que sim, se não vou ter que reclamar das instalações de baia do acampamento. Enfim, chegando no local, senti o cheiro de cavalo no ar, e isso me dava lembranças de minha infância. Das cocheiras, meus olhos se iluminaram ao ver a cabeça do meu prateado em concordância ao meu chamado. Corri até ele lhe agarrei o pescoço, fiz um chamego na fronte e lhe dei alguns torrões de açúcar — Bom te ver garotão! — Abri a baia e equipei Sleepy com o manto, seguido da sela. Fechei a barrigueira e acertei os detalhes dos estribos. Coloquei o bridão e joguei as rédeas para trás de sua cabeça. Segurei no pito e lancei minha perna ao redor do corpo do animal. Apanhei as rédeas e ordenei que o equino caminhasse até a pista de corrida.

Hoje era dia de treinar velocidade na pista de corrida. Queria ver o quão rápido Sleepy poderia se tornar e o quão eficiente seria sua agilidade caso precisasse saltar um obstáculo no meio da pista. Dei um tapinha no pescoço dele, um afago e um bater de pernas em sua lateral. Automaticamente o equino começou a caminhar. Dei novamente uma batida mais forte, ricocheteei as rédeas e o cavalo trotou com mais afinco. Sentia a brisa em meus cabelos e a crina de Sleepy esvoaçar. Estávamos a quase 46 km/h, numa pista reta quando o primeiro obstáculo apareceu do nada. Ergui as rédeas, comprimi meu corpo junto ao equino e ele saltou com louvor. Senti o impacto na minha cintura, mas nada tão dolorido assim. Sleepy perdeu um pouco de velocidade, mas logo recuperou o fôlego.

Mais adiante, fez-se uma curva, novamente ele perdeu velocidade, chegando a mais ou menos na marca dos 23 km/h. No mesmo instante, ele teve que pular dois obstáculos seguidos, o primeiro foi de surpresa e, meu cavalo perdeu um pouco de equilíbrio, mas no segundo salto, deu tudo certo. Um elegante salto, preciso, mas poderia ser melhor. Se não fosse minha falta de prática, daria tudo certo. Depois da curva, havia um mini lago, não tão profundo, a decisão era; pula-lo ou cruzar no galope. Resolvi ultrapassá-lo para não prejudicar as articulações do meu parceiro. Foi um pouco escorregadio, mas nada que causasse um acidente sério. Assim que acabou o treinamento, devolvi Sleepy até sua baia. A limpei cuidadosamente, escovei o mesmo e lhe dei uma cenoura de brinde. Apesar dos meus erros, ele continua brilhante. Em seguida voltei a pôr as mãos nos bolsos e sai caminhando de volta para meu chalé.



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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Dom 8 Dez 2013 - 14:59

Eu vou correr sobre o luar

Nunca antes havia pensado em aprender equitação. Cavalos eram lindos, mas não me parecia muito útil aprender a selá-los e montá-los, até porque eu dificilmente teria acesso a um em caçadas ou missões. Minha opinião mudou drasticamente quando ouvi comentários a respeito da melhoria na postura que vinha com a cavalgada. Talvez montar um animal não me fosse servir de muita coisa, mas melhorar minha habilidade de ficar “reta” em uma posição não muito confortável por um tempo considerável com certeza ia: era necessário passar por isso se quisesse ser um arqueiro realmente bom. Sendo assim, decidi dar uma chance aos equinos, me encaminhando para a central de hipismo logo que amanheceu, com o único par de botas que eu possuía, já bastante surrado pelo tempo. Enquanto caminhava para os estábulos, me ocupei prendendo minhas mechas castanhas em uma trança frouxa, para não ter o rosto açoitado pelos fios enquanto cavalgava.

Tão logo cheguei, percebi que os cavalos ainda estavam em suas baías, sem arreios, selas ou qualquer outro equipamento de cavalgada. E nenhum dos apetrechos estava à vista. Já estava para desistir do treino quando vi um homem de certa idade que supus ser o instrutor chegar com uma caixa de madeira de aparência pesada. Pousando-a no chão, percebi que ali estavam os instrumentos que precisaria para começar. O homem me dirigiu um sorriso amplo, ao que respondi apenas com um maneio de cabeça, quando ele já começava a me dar instruções para prender a barrigueira. Eu teria de ficar praticamente embaixo do cavalo, é isso mesmo? Aparentemente percebendo a tensão que tomou conta de meu rosto, o instrutor – que se apresentou como Peter – equipou um cavalo malhado de aparência mansa, dizendo para que eu primeiro conhecesse o animal e treinasse a selagem somente ao final do treino, juntamente com a escovação e alimentação de Bilbo – que era o nome do cavalo.

Suspirando aliviada, coloquei o pé direito no estribo que Peter me indicou, apoiando-me na sela para içar meu corpo sobre o torso do animal. – Her, Peter? Teria como me ajudar com o segundo estribo, por favor? – pedi, em voz baixa, com o orgulho levemente ferido por não conseguir colocar o pé esquerdo em seu devido lugar, e, ao invés disso, apenas empurrar o item para frente. Encaixando meu pé na tira que lhe devia, Peter puxa o cabresto do cavalo para sairmos da área das baías, colocando-nos em campo livre, enquanto me explicava a maneira correta de segurar as rédeas, esporear o animal sem o uso de chicotes e, por fim, a maneira de usá-lo, quando necessário. Finalizando sua fala, me entrega as rédeas e faz um sinal encorajador em direção ao campo, como me dizendo para aproveitá-lo. Respirando fundo, começo a seguir seus ensinamentos.

Em primeiro lugar, “abraço” o tórax de Bilbo com as pernas, travando os joelhos na altura de suas costelas, bem à frente do local onde estavam meus pés. Em seguida, curvo meu corpo em direção à cabeça do animal, mantendo a coluna reta, de forma que meu tronco fique quase paralelo ao seu pescoço, enquanto seguro firmemente as rédeas. Com um último suspiro, bato ambos os pés na barriga do animal ao mesmo tempo, o que o faz andar suavemente por um breve instante, começando a ganhar velocidade quando fui soltando parte da rédea, além de fazer novo impulso com os pés. Logo o equino começou um trote intenso, o que tornou difícil minha estadia em cima do mesmo, e me fez questionar se, afinal, o que eu montava era um cavalo ou um canguru. Bilbo “pulava” tanto que minha impressão era a de quicar na sela, manter os joelhos numa posição fixa parecia uma tarefa quase impossível, e a postura reta já havia ido embora a muito tempo.

Cerrando o maxilar, forço-me a voltar para a postura adequada, sentindo minhas coxas arderem em protesto às repetidas pancadas no arreio. Manter a coluna esticada e a cabeça erguida talvez fosse o mais difícil, e eu previa que meus ombros estariam doloridos antes do fim do dia, devido ao esforço de me manter naquela posição. Com um último toque na barriga de Bilbo, senti o trote “canguresco” dar lugar a um meio galope, que me fez, pela primeira vez no breve período que montava – uma meia hora, talvez? – sentir enfim certo prazer na equitação. O vento açoitava-me o rosto de uma maneira agradável, lançando a trança frouxa que prendia meu cabelo pender em direção ao vento, e eu sentia não ter de controlar o animal, que desviava instintivamente de qualquer obstáculo, e mudava de direção com o mais suave dos puxões em suas rédeas. Ansiando pela velocidade máxima do animal, agitei levemente o couro que segurava, fazendo-o encontrar o pescoço do cavalo, sem, no entanto, machuca-lo.

Fazer aquilo era incrível e a sensação de liberdade tão intensa que comecei a me questionar o motivo de nunca ter tentado antes coisa semelhante. Eu me sentia em meu lugar pela primeira vez desde que retornara ao acampamento, cumprindo instruções de Ártemis, e animal que montava parecia quase parte do meu próprio corpo. Num momento de infantilidade, julguei que deveria ser assim que se sentiam os centauros. O cavalo quase parecia planar sobre o chão, tão suave era o bater dos cascos, e, tentando aproveitar ao máximo o momento, fecho os olhos, contendo a vontade de abrir os braços e deixar o animal escolher sua direção. Quando torno a erguer as pálpebras, vejo que me distanciei – e muito – de Peter, que me olha com uma expressão preocupada, fazendo-me um gesto para voltar. Confesso não ter ficado muito feliz em obedecê-lo, freando o cavalo conforme chegava mais perto do instrutor. Ouvi-o dizer-me que já havia exagerado, principalmente para um primeiro treino.

Preparei para discordar, quando percebi que voltávamos para um trote, finalmente chegando perto das baías, e que, após passar a euforia com a sensação momentânea de liberdade, não só minhas coxas pareciam queimar, mas todo o meu corpo bradava em protesto, e senti-me imediatamente exausta – além de profundamente dolorida. Peter continuava a parecer preocupado, enquanto me ajudava a desmontar, falando-me para aproveitar o horário de almoço – quanto tempo já havia se passado, meu Zeus? – para pegar um dos banheiros vazios e tomar um banho quente, para relaxar os músculos, antes de tentar deitar um pouco, e deixar para aprender a selar e tratar dos cavalos mais tarde, ou, talvez, no dia seguinte, pois eu realmente havia abusado muito, para uma iniciante. Fui obrigada a concordar, acenando com a cabeça, e me despedir de Bilbo e do instrutor, agradecendo-o, enquanto saia do estábulo me questionando se minhas pernas ainda teriam forças para me levar até o chalé das caçadoras.


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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Dom 8 Dez 2013 - 23:35


hello world I'm your wild girl
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Levei o Max para a arena de equitação e lá montei nele. Embora normalmente eu montasse no Hulk, a minha Manticora que já estava quase adulto, fazia um tempo que queria apenas montar em um cavalo normal. – Eae garotão, como vai? – passei a mão em seu pescoço lhe transmitindo confiança e então dei uma arrumada em suas rédeas. Max havia sido o primeiro cavalo que eu havia montado em minha vida e me causava uma boa sensação voltar a poder me tornar uma só com ele. Conduzi o Max para os obstáculos mais fáceis primeiros e então dei um tapinha em seu pescoço. – Vamos lá garotão? – ele relinchou alto em resposta, se erguendo um pouco nas duas patas traseiras e então começou a correr em direção ao primeiro obstáculo. Ali não era muito diferente dos treinos do mundo mortal, a única diferença era que as barras tinham espinhos e farpas, o que podia machucar o cavalo. Aquilo nos ensinava que o cavalo não era menos importante do que nós, tínhamos que cuidar dele assim como de nós mesmo. Max se aproximou sem preocupação do primeiro obstáculo e a um meio metro puxei as rédeas, o que o fez pular pelo obstáculo sem dificuldade, já que este era constituído apenas por uma barra. – Muito bem garotão – alisei a lateral de seu pescoço o elogiando, era sempre bom parabenizar a criatura por seu esforço. Embora eu não fosse filha de Netuno, graças a Júpiter, conseguia ter uma ligação boa com criaturas que podiam te lhe auxiliar em batalha. Ou fosse a minha convivência desde pequena com as criaturas do Acampamento Júpiter.

Ok, vamos pro próximo – como sempre lhe dei um tapinha na lateral do pescoço e fui pro segundo obstáculo, que era apenas uma barra de novo, mas posicionada alguns centímetros mais alto. Dessa vez posicionei alguns sentimentos mais para trás e Max começou a correr novamente em direção ao obstáculo. Com a mesma precisão de antes puxei as rédeas as batendo nas costas de Max e ele obedeceu ao comando que lhe fora ensinado desde pequeno. O animal pulou sobre as barras com perfeição e aterrissou com igual precisão no solo. Sorri satisfeita com o resultado até ali e então conduzi o Max para um obstáculo mais alto, dessa vez que continha duas barras. – Acha que consegue? – perguntei o acalmando com os mesmos movimentos de antes, para que eu tivesse certeza que ele estava preparado para enfrentar o obstáculo. Max relinchou como se entendesse perfeitamente o que eu estava falando, e bateu os cascos no chão aceitando o desafio. – Tudo bem, então vamos lá – bati as minhas pernas na sua lateral e ele literalmente deu “partida”, se é que podíamos falar que cavalos davam partidas.

Porém acabei por calcular mal a distância e quando Max estava prestes a pular percebi que ele ia se enroscar na segunda barra. Naquele momento puxei as rédeas com tudo para o lado e no ultimo segundo ele desviou. Graças a Marte, eu não sabia o que eu faria se aquele animal tão querido por todo o Acampamento se machucasse por um deslize meu. – Ei, calma – lhe acariciei do lado, enquanto Max soltava sons que indicavam que ele não estava nenhum pouco feliz com o que eu havia acabado de fazer com ele. – Me desculpa ok? Mas não podia deixar você se machucar, me desculpa – continuei com o carinho e aos poucos senti que ele se acalmava e para testar isso resolvi refazer os outros dois primeiros obstáculos. Max completou os dois com facilidade como antes e parecia ansioso e agitado para enfrentar o seu “adversário”. Então sem mais demora o conduzi para a rota do terceiro obstáculo. Max relinchou e então começou a correr, me concentrei apenas naquilo naquele momento e puxei as rédeas dele com precisão. Max pulou tão alto, que me senti no ar, e aquilo foi a melhor sensação que tive naquela semana inteira. Quando Max aterrissou pulei dele com facilidade e então lhe de um tapinha. – Ótimo garoto, esta ótimo como sempre, vamos lá que eu vou te dar um bônus exta – e assim conduzi o cavalo para o estábulo saindo da arena.


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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Davos H. Grümmer em Seg 9 Dez 2013 - 17:48



⊱ Equitação com Pégaso. ⊰


O Dia clareava e o ar gélido da noite ainda passeava escondido entre a brisa que se chocava contra Davos. O garoto seguia junto a Quíron, com passos lentos, até o local de treinamentos com Equinos.  — Filho de Hades, não é diferente de semideus algum aqui, sei que está ciente disso. Tenho o acompanhado aos treinamentos apenas para mostrar-lhe onde cada um acontece e como acontece, após isso seguirá seu caminho só, ou com amigos, pelo menos até provar que é diferente de todos os chorões que culpam os Deuses pelas desgraças em suas vidas. — Davos sequer falava. Fora ensinado que crianças deviam ouvir o que adultos falam e aceitar, sem reclamar, isso o faria crescer. Após alguns minutos de caminhada chegaram nas baias onde ficavam alguns Pégasos. Quíron abriu a portinhola e chamou Davos para olhar os mais variados possíveis. Davos, que sempre gostou de coisas diferentes e raras, não tirou os olhos de um Pégaso negro que ficava na última baia para tomar mais sol que os outros, devido a sua pelagem. "Espero que seja este." foi o que ele pensou querendo que Quíron o ouvisse até, mas não foi assim. Quíron trazia um Pégaso branco, de elite, o mais manso que possuíam no Acampamento e falou com toda a calma e educação que podia ter.

Para um iniciante como você o Pégaso deve ser manso e seguir as ordens que qualquer um daria a eles. Seria loucura colocá-lo para domar um Pégaso selvagem e esperar que você o fizesse... Segure as rédeas desse e siga até o centro daquela arena. — Davos segurou as rédeas do Pégaso com um sorriso motivado. Gostava de cavalos, mas nunca se imaginou voando em um Pégaso. Com passos firmes e ligeiros o garoto conduziu a montaria até o centro da arena que possuía alguns obstáculos, empecilhos como escadas, pequenas paredes e até lagos artificiais dificultavam o trajeto tranquilo pela arena que agora deveria preencher. Com a autorização de Quíron, ele subiu sobre as costas do animal que o recebeu com uma tranquilidade excepcional, mostrando realmente ser calmo e obediente. Após estar em cima do animal, ele passou a dar ordens simples, ordens como andar, virar, dar ré. Quando se acostumou com tudo isso começou a exigir mais de sua montaria o fazendo acelerar e saltar sobre os obstáculos, ainda usando o que usava com cavalos normais. Fez a mesma bateria por alguns minutos e Quíron gritou quando deu quase uma hora de treinos normais.

Puxa a rédea para cima! — O garoto obedeceu e para a sua surpresa, no meio de tanta velocidade, o animal bateu as asas e começou a voar. O coração do rapaz foi a mil, olhava para baixo sentindo medo e se agarrava as rédeas com força, temendo cair. — O Conduza como faz no solo. — Ele ouviu isso e com um gesto curto puxou a rédea para o lado, como fazem para o cavalo virar, e para sua surpresa o Pégaso virou com elegância, esticando as asas e erguendo a cabeça, enquanto cortava o ar e fazia o cabelo do menino cair para trás pela pressão dos ventos. Com o tempo, Davos foi tendo mais confiança e após mais ou menos meia hora o rapaz já se colocava normal sobre o Pégaso e fazia manobras simples, mas que pareciam mágicas para ele.

Com um assovio a brincadeira acabou e o Pégaso retornou ao solo sem muitas ordens de Davos, mas seguindo as ordens de Quíron. Com todo o respeito ele levou o animal até a baia e ficou a admirar o Pégaso negro na última baia, curtindo os raios de sol, feliz, por se sentir livre por algum período. Assim, dando alguns passos para trás e se virando, ele saiu do local seguido por Quíron que sorria e que pronunciou apenas uma frase enquanto voltavam para o acampamento. — Bom trabalho rapaz... Devia ter contado que já havia andado em cavalos. — O garrote ficou olhando para o professor por um tempo e respirou fundo, era raro ele falar com os professor e aceitar a companhia deles nos treinos, as vezes ele tinha que ser menos marreto.

Acha que eu andava pelos vales na Rússia, a pé? — Ambos sorriram levemente e seguiram, contornados pelo sol que já havia nascido e tornado tudo mais claro e visível, Davos apenas caminhou sozinho pelo resto do percurso indo em direção ao seu chalé, esperando encontrar algum dos seus irmãos e incentivá-los a fazer os treinos.



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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Azazel R. Capograssi em Qui 12 Dez 2013 - 14:23


Era um final de tarde calmo. O sol se punha lentamente e eu estava sentado ao pé de uma árvore em frente ao chalé de Íris, como era de costume. Ok, eu não era nem de longe o cara mais “descolado” do acampamento. Na verdade eu tinha falado muito pouco com outros campistas e instrutores. Até mesmo com meus irmãos eu tinha trocado apenas poucas palavras. Eles pareceram se divertir um pouco com meu sotaque russo, e eu não levei a mal, mas eu ainda tinha dificuldade em me relacionar com os outros. Após alguns segundos de devaneio eu ouvi o som de cascos batendo no chão ao meu lado. Virei o rosto e vi Timmius, o sátiro que havia me trazido até o acampamento se aproximando de mim. É, ele estava sem calças o que já era bizarro o bastante, mas o fato de ele ser metade bode da cintura para baixo piorava tudo. — Então cara! Como vai? — Eu simplesmente dei de ombros como se aquilo não fosse grande coisa. Timmius não pareceu gostar muito da minha reação pois ele fez algo como um “bééé” e aproximou-se de mim. — Kol, será que você podia ser um pouco mais simpático? Ao menos com o sátiro que salvou a sua vida? — Ele falou, soando bastante chateado. Eu suspirei. Na verdade não era minha intenção soar displicente. Era só como eu era. — Desculpe, Timmius.  — Respondi ao mesmo com sinceridade, eu não havia criado o habito de me entender com pessoas. — É que eu ainda tenho alguma dificuldade em lidar com outras pessoas. — Ele pareceu aceitar o meu pedido de desculpas, pois abriu um sorriso logo em seguida. — Tudo bem cara! Mas se ajuda, eu sou um sátiro, então talvez você consiga lidar melhor comigo! — Ele falou energicamente como de costume e eu não pude deixar de lhe lançar um sorriso. Timmius era o próximo que eu tinha de um amigo naquele acampamento. — Você queria me dizer alguma coisa? — Perguntei enquanto me levantava e limpava a terra na parte de trás de minha calça jeans.

Unhum! Vem comigo. Se pessoas não fazem o seu “tipo” talvez você consiga encontrar o seu verdadeiro amor em outro lugar! — Ele sorriu sarcasticamente para mim como se já tivesse planejado para onde iríamos naquela fim de tarde. Eu apenas me sujeitei a segui-lo, imaginando se todo aquele momento dramático tivesse sido apenas uma encenação para me fazer ir aonde ele queria. “Eu vou me arrepender disso.”, eu pensei. Nós chegamos a um lugar que era provavelmente um área para treino de equitação. Um estábulo se encontrava próximo a entrada e lá estavam vários cavalos. Timmius me guiou até um rapaz alto e robusto que parecia estar dando instruções a outros campistas que estavam bastante sujos e cansados. Nos aproximamos quando os outros campistas saíram e o rapaz virou seu rosto para nós. — Ora, boa tarde, Timmy! É raro vê-lo por aqui! – O rapaz falou com bastante energia e Timmius sorriu para ele. Aparentemente eles eram conhecidos de longa data. — Como você pode perceber John, eu não sou um especialista na montaria. — Timmius disse ironicamente — Mas eu trouxe alguém que está disposto a aprender com você! Este é Kol Schwarten. John, Kol, Kol, John. Estão apresentados! – Ao dizer isso ele alargou seu sorriso e deu um tapinha nas minhas costas. John pareceu me analisar de cima a baixo por alguns segundos mas em seguida e sorriu para mim amigavelmente. — Então, tudo bem? – John disse estendendo sua mão. E apertei a mão dele e acenei afirmativamente com a cabeça. — Ok. Você pode se dirigir até o estábulo que é logo ali e escolher um cavalo que mais lhe agradar, depois começaremos com o básico. Ah, e não se esqueça de colocar um proteção para a cabeça. Em cima da mesa, ali em frente você vai ver algumas, você pode vir a precisar… — Ele disse soando um pouco mais preocupado do que eu gostaria, mas eu e Timmius nos dirigimos em frente ao estábulo.

Vem aqui cara, eu conheço o cavalo perfeito para você. — Timmius disse com um sorriso nos lábios o que não me agradava nada mas eu apenas me sujeitei a pegar uma proteção para a cabeça e segui-lo. Timmius me guiou até um espaço aonde se encontrava um cavalo de cor acinzentada e de aspecto não muito saudável. — Conheça o Obscuro! — Timmius falou de forma sombria, como se aquele cavalo tivesse algum tipo de história. — Obscuro? Que tipo de nome é esse? — Perguntei achando que era um tanto insensato dar um nome desses ao pobre animal. — Diz a lenda que obscuro nasceu morto. Aparentemente ele esteve morto por vinte minutos mas depois simplesmente retornou à vida! Por isso quase ninguém chega perto dele e ele está sempre ai dormindo. Os campistas acham que ele pode dar má sorte. – Timmius agia como se estivesse contando uma história de terror. Eu observei o cavalo que parecia pouco apto a percorrer distâncias longas. Ele não era tão forte ou robusto como os outros cavalos, seu pelo parecia até um pouco mais desgrenhado que o dos outros, mas algo na história daquele cavalo tinha prendido a minha atenção. Ele estava sozinho. Era diferente de todos os outros cavalos. Decidi dar uma oportunidade ao animal e o conduzi até John, que já tinha o seu próprio cavalo ao seu lado. Timmius se dirigiu até uma espécie de arquibancada que envolvia o lugar. Ele disse que não queria perder nada daquilo e eu temi o que ele podia estar insinuando. — Bem, vamos começar com algo simples. Acho que você pode montar o cavalo sozinho certo? — John me disse me observando com um sobrancelha erguida e eu confirmei balançando a cabeça. Eu me virei para o belo animal diante de mim. Ok, não poderia ser tão difícil monta-lo.  Eu comecei apoiando o meu pé direito no estribo, segurei com as duas mãos na sela e dei um impulso para cima. Acho que Obscuro ainda não confiava muito em mim pois no momento em que me impulsionei para cima ele se movimentou bruscamente para frente o que me fez perder o equilíbrio e cair de costas na lama. Eu pude ouvir Timmius rindo na arquibancada. Agora eu já sabia porque ele havia me trazido até aqui. John apenas sorriu e me ajudou a me erguer. — Tudo bem, não esquenta. A maioria das pessoas que nunca montou um cavalo tem dificuldade em subir neles sozinhas. — Ele falou como se fosse algo que estivesse acostumado a dizer para todos os outros, o que me incomodou um pouco. Sim, eu tenho um complexo de “tenho que ser o melhor” apesar de não demonstrar. Eu não queria falhar como os outros e isso me deixou mais motivado a dominar o alazão.

Então… Você tem alguma dica? Eu acho que ele ainda não muita confiança em mim. — Eu comentei observando o Obscuro que não parecia muito interessado em dar um passei no parque comigo. — E você Kol, confia nele? — John perguntou com um sorriso no rosto. Ele tinha um ponto. Logo de cara eu tinha duvidado da capacidade do animal e eu ainda duvidava. — Olha, o segredo para tem uma boa relação com seu cavalo é confiar que ele vai te levar aonde for necessário, assim como ele deve confiar que você vai guia-lo da melhor maneira possível. — John explicou enquanto acariciava a cabeça de seu cavalo. Certo. Eu entendia porque estava relutante. Eu sempre trabalhei sozinho e não conseguia confiar em ninguém além de mim mesmo. Talvez fosse por isso que eu não consegui monta-lo. Montar um cavalo era um trabalho em equipe em que o cavalo e o cavaleiro iram ajudar um ao outro a chegar no destino que assim desejassem. Eu me aproximei de Obscuro devagar e ele moveu-se para trás ainda relutante. Eu levantei minhas mãos e disse num tom suave “calma, calma”. Ele pareceu reagir ao tom de minha voz e parou de recuar então eu aproveitei e segurei as suas rédeas tomando o cuidado de fazer movimentos bruscos. Fiquei frente à frente com Obscuro e acariciei o seu focinho. — Hum… Eu nunca falei com um cavalo antes, mas, eu esperava que pudéssemos cavalgar um pouco juntos, se você não se importar. — eu disse com suavidade e me sentindo um pouco estúpido por estar falando com um cavalo. Por incrível que pareça o animal pareceu ficar mais tranquilo. Eu tentei a sorte novamente me posicionando ao lado dele, apoiando o pé direito no estribo e me impulsionando para cima. Deu certo. Eu havia montado em Obscuro. Segurei firmemente as rédeas e coloquei meus dois pés nos estribos.

Muito bom, Kol. — John disse satisfeito. — Agora vamos para a parte divertida! — Começamos com um passo lento. John ia ao lado me dando instruções para que eu não perdesse o controle. — Não se esqueça Kol, uma postura correta é essencial para se conseguir montar com perfeição. Você deve manter a postura para dar as indicações certas ao seu cavalo, seja com seus pés, suas mão ou sua voz. — John dizia enquanto conduzia seu cavalo poucos metros ao meu lado. Tentei me posicionar da maneira que ele indicava, mantendo minha coluna levemente inclinada para frente, longe o bastante para conduzir bem as rédeas e perto o bastante para dar alguma instrução à Obscuro. — Lembre-se da sincronia cavalo/cavaleiro. Você deve conseguir contar até quatro ao ouvir a batida de cada um dos cascos dele no chão. - John completou. Tentei manter a postura e concentrar as batidas dos cascos de Obscuro contando sempre “um, dois, três, quatro, um, dois, três, quatro…”. Eu conduzi Obscuro com um pouco de dificuldade na primeira curva e acabei por dar um puxão nas rédeas mais forte do que era preciso. Isso fez com que Obscuro virasse bruscamente para a esquerda e quase me fez cair.

Demos uma volta completa na área e eu já podia sentir dores da minha cintura até o meus pés, mas eu ainda não queria parar. Passamos em seguida para o trote onde agora eu contava “um... dois...” a medida que obscuro avançava suas patas em pares. Ao completarmos duas voltas em trote sem problema algum John aproximou seu cavalo do meu. — Muito bom, cara! Acho que podemos tentar um galope para finalizar o treino de hoje. O que você acha? – John me perguntou analisando se eu não estava cansado demais. — Tudo bem, eu acho que aguento um galope. — Eu disse. O galope começou sem problemas. Apesar da velocidade um pouco maior eu mantive o controle e um respiração natural. De acordo com John, a respiração também era um fator importante. Como estávamos nos movimentando na área em sentido anti-horário eu conduzi obscuro inclinando minha cintura levemente para a direita como John indicou para que assim mantivesse o equilíbrio. Conseguimos três voltas perfeitas e eu podia sentir a confiança crescendo dentro de mim. Enquanto galopávamos em um longo círculo eu sentia uma enorme sintonia com Obscuro. Sentia que podíamos cruzar qualquer distância, ir a qualquer lugar, a qualquer velocidade. Cometi o erro de fechar os olhos por alguns segundos enquanto sentia a brisa no meu rosto até que ouvi John gritar “Kol cuidado!”. Quando abri meus olhos vi que a parede da arquibancada estava a poucos metros em nossa frente e galopávamos mais rápido do que eu imaginava. Eu tinha que agir rapidamente. Por conta do meu descuido estávamos indo contra uma parede e eu sabia que Obscuro iria sofrer mais os danos do que eu. Eu não podia permitir que ele se machucasse por minha incompetência. Eu não queria que ele se machucasse. Dei um puxão com toda minha força e inclinei meu corpo para a esquerda. Obscuro empinou suas patas dianteiras e ambos tombamos para o lado, ele em cima de minha perna. Eu apaguei por alguns segundos, possivelmente tinha batido com a cabeça em uma pedra. Eu via os rostos de Timmius, John e alguns outros campistas girando em minha volta.

Deem espaço para ele respirar, por favor! — John disse aos outros campistas. — Cara! Você ta bem? — Timmius perguntou com alarde, possivelmente se sentindo culpado por eu estar naquela situação. — Obscuro… Ele está bem? — Eu consegui perguntar. — Ele não se machucou, não se preocupe. — John disse me tranquilizando. — Você por outro lado teve um animal de quase quatrocentos quilos em cima da sua perna. Precisamos te levar à enfermaria para ver se você não quebrou nada. — Eu não me importava muito com a dor no momento. Estava satisfeito pelo fato de que Obscuro não tinha se machucado. Estava contente comigo mesmo. Era como se eu ainda sentisse a brisa em meu rosto enquanto corríamos. O momento em que eu confiei completamente em outro ser que não fosse eu mesmo. Eu apoiei um braço em Timmius e o outro em John e saímos devagar do estábulo. — Cara, desculpe por isso. Fui eu quem te trouxe aqui, a culpa é minha. — Timmius chorou enquanto me carregava. — Não. Você não tem que se desculpar. — Eu disse. — Na verdade, eu é que tenho que te agradecer. Agora eu entendo porque você me trouxe aqui. Você um bom amigo, Tim. — Timmius não pareceu entender, mas ao mesmo tempo pareceu muito contente com a minha resposta. Eu sorri de volta. Graças a ele aos poucos eu estava aprendendo a confiar nos outros.



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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Nath Lacerda Del Rei em Sex 13 Dez 2013 - 22:54


Treino de equitação básica
camp jupiter • morning • wild horse

Meu coração quase parou quando vi a beleza que era o Wild, ele era totalmente negro e tinha olhos cinza brilhantes, era como estar encarando o príncipe dos cavalos. – Você gosta dele? – Escutei Ashley me perguntando enquanto alisava o cavalo, ela era a Pretora do Acampamento Júpiter e naquele dia havia resolvido me dar uma aula de equitação, pelo visto pelo menos um legionário tinha que apresentar os treinos para os novatos até eles pegarem jeito e conseguirem fazer isso sozinhos. – Sim, ele é muito lindo, eu realmente posso montar nele? – Ashley me confirmou com a cabeça e então sorri em resposta a ela. Nunca em minha vida havia montado em um cavalo e isso me dava um pouco de medo, mas sempre quis fazer essas coisas, então tudo valeria a pena. Ela puxou o Wild e mais um cavalo para fora do estábulo, que caso eu não estivesse enganada se chamava Max e levou até o campo de equitação. Não havia ninguém treinando lá, pelo visto não era o treino preferido dos romanos ali. – Ninguém treina muito aqui? – Perguntei para a Ashley que arrumava as rédeas dos animais para que pudéssemos montar com segurança. – Normalmente a legião monta em seu próprio mascote ou preferem o solo. – Fiz cara de quem havia entendido tudo pra ela e sorri de canto pensando o que seria um mascote ali. - Tudo pronto, vamos montar? - Ela perguntou se aproximando de mim e então segurou as rédeas do Wild e eu observei aquilo atentamente para que da próxima vez conseguisse fazer sozinha. - Você segura aqui e coloca o pé aqui. -  Coloquei a minha mão ao lado da sua e então o pé onde ela havia apontado. - Agora você toma impulso e passa a perna para o outro lado. - Respirei fundo tomando impulso e passei a minha perna sobre as costas do Wild e encaixei a minha perna na outra parte. Ashley foi até o Max e com rapidez montou no cavalo se ajeitando em cima dele, depois me deu uma olha e sorriu. - Para andar, é só dar uma batidinha na lateral com o pé e para parar é só puxar as rédeas. - Ela explicou enquanto demonstrava andando na minha frente e então começou a correr, a única coisa que me restou foi ir atrás.

Dei uma batidinha na lateral do Wild para ele andar, mas ele continuou parado, o que foi muito estranho. - Hum, Wild? Por que você não anda? - Perguntei como se ele pudesse me responder, mas ele apenas soltou um barulho, como se chamava mesmo? Ah é, relinchar. Dei mais uma batidinha na lateral dele e ele continuou imóvel, por Niké, será que minha mãe não se dava bem com cavalos? Acariciei o pescoço do Wild afim de lhe transmitir confiança, já que eu não tinha ideia de qual era o problema dele. - Eu não sou uma aberração Wild e você podia colaborar comigo em? Vamos fazer assim, você deixa eu andar contigo e eu te dou um bônus bem gostoso. - Dei mais uma batidinha e Wild começou a andar, pelo amor de Niké, que cavalo interesseiro. Os primeiros passos foram calmos e os próximos foram em um ritmo mais rápido e compassado, como se ele estivesse dançando no campo. Lentamente me aproximei da Ashley que me esperava do outro lado e aparentemente acalmava o Max, este ansioso para correr por aí. - Acha que consegue correr com ele? - Ela me perguntou quando parei ao seu lado com um pouco de dificuldade e então dei um tapinha no pescoço do Wild. - Você é um bom garoto, não é? Vamos dar boas corridas juntas. - Wild relinchou em resposta e dessa vez algo me dizia que ele concordava comigo. Ashley foi na frente e observei os seus movimentos enquanto ela batia as pernas consecutivamente na lateral de Max, em seguida comecei com uma batidinha para que o Wild começasse a andar e então acelerei. Quando o vento bateu em meu rosto, foi a melhor sensação do mundo, Wild corria com tanta perfeição que tudo se transformava em uma maravilha. Era como estar voando, como se eu fosse a pessoa mais livre do mundo e ninguém pudesse me impedir disso, não sabia como tinha vivido até ali sem fazer aquilo.

Apos alguns minutos correndo aos poucos fui diminuindo o ritmo das batidinhas e Wild diminuiu a sua velocidade. - Muito bom Wild. - Falei acariciando o seu pescoço e sorri satisfeita com o resultado que havia obtido em tão pouco tempo. Eu sabia que o Acampamento tinha uma Cavalaria e adoraria poder fazer parte dela, claro, se eles quisessem receber uma novata totalmente inexperiente. A pretora do acampamento parou ao meu lado com o Max e acalmou o cavalo passando a mão por seu pescoço. - Muito bem Natasha, vamos para os obstáculos agora? Por hoje vamos só pular o da primeira barra, mas pode tentar nos outros dia. Olha, consegue ver os espinhos certos, aquilo machuca de verdade, então só siga em frente se tiver certeza que vai pular alto o suficiente para não machucar o Cavalo. Eu vou fazer uma demonstração e você pode ir logo em seguida, ok? - Concordei com a cabeça ainda encarando os espinhos, sabia que os romanos levavam muito a sério os treinamentos, mas não acreditava que podiam colocar em risco a saúde de um animal apenas para o legionário melhorar a sua confiança. Observei ela ir na frente e com facilidade pular sobre a primeira barra, não tinha mais tanta certeza se queria continuar com aquilo, não fazia ideia do que poderia acontecer caso eu fizesse alguma coisa errada. Mas não podia parecer fraca e amedrontada na frente dela, na verdade, eu não gostava de parecer fraca na frente de ninguém. E por isso segui em frente.

Coloquei-me diante da barra a alguns metros com o Wild e encarei o obstáculo, calculando tudo que fizesse sentido naquele momento. Dei uma batidinha na lateral do Wild e ele começou a correr, quando estávamos próximos da barra tentei puxas as rédeas, mas me atrapalhei e desviei para o lado para não machucar o cavalo e então voltei para o ponto de partida. Fechei os meus olhos me concentrando e coloquei o Wild para correr novamente, estávamos em um ritmo ótimo, porém quando estávamos a um metro da barra desisti e mais uma vez desviei para o lado. Parei por um momento me abraçando ao Wild, eu não podia acreditar que um medo estava me afetando tanto, era só ignorar e dar o melhor de mim, não havia segredo. Mas a verdade era que eu estava totalmente apavorada por causa daquilo, não queria decepcionar ninguém porque eu odiava isso, gostava de ser boa no que fazia. Só que todo mundo ali era perfeito, eles eram treinados para isso e tinha medo de não conseguir chegar à altura deles. Levantei a minha cabeça respirando fundo e escutei o Wild relinchar como se me encorajasse a seguir em frente. - Obrigada Wild. - murmurei sorrindo fracamente. Não podia fracassar agora, aquilo era só o começo e haveria muitos mais desafios pera frente. Coloquei-me na frente da barra e respirei fundo, comecei a correr com o Wild rapidamente e um metro antes puxei as rédeas, Wild pulou sobre a barra como se soubesse fazer aquilo desde que tinha nascido. Wild aterrissou muito bem e eu o conduzi ao lado de Ashley que havia observado tudo. - Muito bem, acho que por hoje é só e você já esta pronta para treinar sozinha. - Sorri ao ver aquilo e depois de agradecer ela saímos dali para guardar os cavalos no estábulo.



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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 14 Dez 2013 - 18:14



⊱ Continuo odiando equinos. ⊰


Pensei em realizar alguma atividade, já que fiquei muito tempo inativo, preocupado demais com meu estado emocional desequilibrado. Foi uma época bem confusa, eu era motivado apenas pela vingança e aquilo passou a me afetar de uma forma estranha. Eu escutava vozes me mandando fazer coisas ruins sem motivo para outros campistas durante os treinos. Aquele foi o estopim para o meu afastamento. Como disse, foi uma época complicada e eu procuro esquecer que aquilo realmente aconteceu, me forçando a crer que foi tudo um pesadelo muito longo.

(...)
Parece que não fui o único a ter essa ideia”, disse mentalmente quando me deparei com o estábulo cheio de campistas. John e Louise estavam distribuindo os cavalos e pégasos e adivinha quem ficou por último? O cavalo que a mim fora designado tinha o pelo negro e lustroso, quase azulado e uma crina majestosa. Na entrada de sua cocheira havia uma placa de identificação onde constavam a raça, a idade e o número do cavalo, além de seu nome: Devil. Achei que aquilo pudesse ser uma brincadeira, uma pegadinha dos instrutores comigo, já que estava atrasado para a aula, mas nenhum dos dois estava rindo. Ignorando completamente suas instruções sobre como não cair ou levar ou coice de seu parceiro equino, ajustei a sela em Devil, ainda sem acreditar que aquele fosse realmente seu nome. Quem, em sã consciência, nomearia um cavalo como diabo?

John passou a ajudar os campistas inexperientes com seus animais, verificando selas e ferraduras, enquanto Louise guiou o restante do grupo para a área aberta, onde, normalmente, trotamos em círculos por horas até avançar para um trote mais rápido e, enfim, o galope. Puxei Devil pelas rédeas, sendo, outra vez, o último da fila indiana - o que considerei uma coisa perigosa, afinal, eu poderia levar um coice do amiguinho em frente. Assim que saímos do estábulo, montei no lombo do corcel sem maiores problemas e os outros campistas logo fizeram o mesmo, sendo seguidos por Louise, que se destacava em um belo pégaso branco de crina dourada. Aquele era um dos poucos cavalos de uso exclusivo dos campistas veteranos. Tive de me conter, com muito esforço, para não soltar uma risada irônica.

Muito bem, agora vamos trotar lentamente pelo espaço. — Louise disse em um tom calmo e persuasivo típico de uma filha de Afrodite, dando o exemplo para o grupo. Bati de leve com os calcanhares em minha montaria, que se mostrou bastante obediente e trotou num ritmo suave pelo campo. Aquilo me deixou entediado muito mais depressa do que o estipulado, forçando-me a soltar um bocejo, que foi alto demais. Louise olhou em minha direção, carrancuda e majestosa. Dei de ombros e conduzi Devil até o canto direito externo do estábulo.

Vocês foram excelentes. — gritou Louise. — Que tal um trote rápido agora? — Está falando minha língua. Animado com a ideia de estar a um passo de uma corrida em que minha experiência prevaleceria, bati com um pouco mais de força os calcanhares nas laterais da barriga de Devil. Eu ainda me pergunto como um simples movimento de “trote rápido, parceiro” foi entendido como “preparar, apontar, fogo!”. O cavalo bateu em disparada pelo hipódromo e minhas tentativas de pará-lo mostraram-se inúteis após a terceira volta. Louise passou a sobrevoar a área gritando comandos em vão. John também surgiu para ajudar, sendo completamente ignorado pelo corcel. Cavalo idiota!

Só me restava uma saída: usar da força bruta. Como filho de Hades e bem treinado, tinha força o suficiente para isso. O problema era que eu estava com medo de me exceder e machucar o animal, mas que escolha eu tinha? Enrolei as rédeas nos pulsos e puxei-as em direção ao corpo, ouvindo os lamentos do cavalo. A boa notícia: Devil reduziu sua velocidade aos poucos, parando de vez. A má notícia: ao parar, Devil empinou-se, ficando em pé sobre as patas traseiras, e eu, fui jogado ao chão. Ele se afastou em um trote rápido, quase debochado. Eu teria dado mais atenção a esse fato se minha cabeça não girasse como um peão. Escutava as vozes de John e Louise, mas algo era muito mais chamativo. Uma risada. E não era qualquer risada. Sky Colfer, a filha de Zeus mais maluca que conhecia, ria descontroladamente de minha situação totalmente debilitado. Juro que se eu pudesse caminhar teria pego ela pelo tronco e pendurado de cabeça pra baixo em cima do pinheiro, mas eu via tantas estrelas que era melhor deitar e esperar ajuda. Aquele era realmente o cavalo do diabo. Não era porque eu era ‘filho’ dele, que eu necessariamente tinha obrigação de gostar de espécimes desse gênero, estava todo dolorido, acordei na enfermaria. Depois disso sai de lá indo para o meu chalé.



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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Dom 15 Dez 2013 - 12:17



Treino de equitação básica
campanha de apoio a morte de todos os cavalos, assim eles vão gostar de mim

Nada para se fazer é um problema. Tendo acordado cedo, comecei a vagar pelo acampamento ainda nas primeiras horas da manhã. Thor ia ao meu lado, sempre fiel ao seu dono, e vez ou outra se distanciava para correr atrás de algum sátiro ou ninfa. E não, eu não fiz nada para conter o cão, invés disso aguardava sua volta e acariciava atrás de suas orelhas como forma de incentivo. Chegou um tempo em que Thor correu e não voltou mais, sequer havia o som consolador de seus latidos – Onde diabos esse cachorro se meteu? – Indaguei, irritado e pensativo, enquanto seguia a trilha pavimentada do acampamento. Não encontrei Thor, não mesmo, mas acabei dando de cara com os estábulos. Podia escutar o relincho dos animais e também sentir o cheiro fétido exalado dali por vezes. Uma coisa importante de se citar é que, bem, os cavalos me odeiam, assim como boa parte do restante das criaturas vivas. Mas olhe o lado bom: todos os mortos gostam de mim, e um dia todos vão morrer. Aquilo era capaz de deixar um garoto mais contente. De mãos nos bolsos da calça jeans escura, avancei na direção das portas duplas de madeira que guardavam o estábulo destinado a cavalos normais. O acampamento também dispunha de pégasos, mas estes eram tão poucos que Quíron havia restringido seu uso para missões e treinamentos, dando exceção a somente alguns campistas mais velhos com experiência em adestramento e tudo mais. Empurrei as portas duplas e essas rangeram ao abrir, dando lugar a mais cheiro de esterco e relinchos assustados por parte dos quatro cavalos ali presentes – Eu não vou lhes fazer mal. – Resmunguei, as mãos erguidas para o alto como estivesse me rendendo. Os animais não se acalmaram, invés disso alguns começaram a escoicear as paredes e também a pequena porta que delimitava o espaço de cada cavalo.

Entre todos os quatro equinos, o mais distante foi o único a não fazer escândalo. Era um corcel robusto de olhos vazios, tinha a pelagem tão negra quanto à escuridão e a crina em tons de marrom. Encaminhei-me até onde estava o animal, parando fronte ao mesmo com uma expressão de fascínio e incerteza – Você não tem medo? – Perguntei baixo, mesmo sabendo que não haveria resposta. Por ausência de reações, estiquei a mão no alto, trêmula, e a pousei sobre o topo da cabeça do cavalo, acariciando os pelos negros ao perceber que até então não havia sido rechaçado para longe. Não conseguiria dizer o porquê de tal comportamento, muito menos sentia vontade de encontrar os motivos, por isso tudo o que fiz foi abrir a portinhola pequena e deixar que o animal passasse por mim para a área livre do estábulo. Apesar de ser péssimo em equitação, eu sabia onde pegar os materiais e como selar o cavalo, portanto assim o fiz ao jogar o pesado equipamento sobre o torso do corcel negro. Em momento algum houveram protestos. Tudo preparado, peguei um torrão de açúcar dos que tinham sido deixados ali perto e entreguei ao cavalo, dando-lhe em seguida uma tapinha no focinho antes de subir na sela. Segurei ambas as rédeas e sequer tive de bater no animal para que este começasse a seguir o caminho até as portas entreabertas do estábulo – Bom garoto. – Elogiei ao passo de que saía para odiável luz do dia. Havia sido erguido um campo de treino para equitação ao lado dos estábulos, portanto optei por ficar naquelas imediações invés de tornar a vagar pelo acampamento. Guiando-o só pelos arreios, levei o cavalo negro até o espaço gramado e repleto de obstáculos, onde paramos frente a um suporte de madeira colocado há distância do chão para que os campistas pulassem sobre ele.

Leigo, fiz o corcel recuar alguns passos para trás, contente com a obediência, e então chacoalhei as rédeas com vivacidade para impulsioná-lo a correr em direção ao obstáculo e, se não fosse pedir muito, ultrapassá-lo. O cavalo recusou-se a correr, não fazendo mais do que curvar o pescoço até o chão e ocupar-se em dizimar o precioso gramado que tinha sido cultivado pelos sátiros e filhos/filhas de Deméter – Não! Não faz isso. Cavalinho legal, cavalinho não come grama. – Quase me sentia retardado ao falar daquela forma. O corcel não respondeu, portando puxei-lhe as rédeas para cima com certa brutalidade, forçando o animal a erguer a cabeça. Não foi uma ideia muito brilhante, porque o cavalo relinchou e começou a correr na direção antes estipulada, só que mil vezes mais rápido e desgovernado do que o que eu tinha imaginado. Tive de me agarrar ao pescoço do animal como se aquilo garantisse a minha vida e, pensando bem, garantia mesmo. Pulando o primeiro obstáculo com tremenda facilidade, o cavalo continuou correndo cada vez mais rápido – se é que era possível – na direção do próximo que tinha altura superior a do primeiro. É agora que vamos cair, pensei. Covarde como já estava me assumindo ser, apertei os dedos em torno da pelagem espessa do equino e fechei os olhos com força. Grande bosta de filho de Hades. Mas eu não me sentia confiante longe do chão, entende? O vento chicoteando meu rosto... Era incômodo invés de agradável. Pulando mais alto do que eu um dia acharia possível, o cavalo se livrou do obstáculo e partiu para o outro. Cheguei a quase cair no segundo pulo, mas mantive as mãos tão firmes que temi por arrancar um tufo do pelo do animal de negro temperamento – Tá bom, tá bom! – Exclamei ao conseguir pronunciar as palavras, dando batidinhas nas ancas do animal com os pés e lhe puxando os arreios para trás – Puta que pariu! Já pode parar. – Reforcei minha eloquência ao ver o caminho que o garrano tomava. Tendo-se passado os obstáculos de altura, vinham então alguns anéis gigantes colocados um após o outro. O cavalo passaria ali com facilidade, mas seu cavaleiro... Er, nem tanto.

A corrida não cessou, portanto só me restava uma opção: pular. Soltei os arreios e lancei uma olhadela para o chão que passava muito rápido abaixo de mim, incerto quanto a que lesões aquilo me ocasionaria. Quanto mais pensava, mais perto estava de ser derrubado por livre e espontânea pressão. Puxei o fôlego, fechei os olhos e ia inclinar todo o corpo para o lado quando minha cabeça bateu fortemente contra a barra superior de um dos anéis. Puft! Caí estatelado no chão, vendo mais estrelas e passarinhos juntos do que jamais poderia imaginar que um dia chegaria a ver. De olhos fechados, revirei-me no chão, fez ou outra soltando um gemido de dor – Droga de cavalos. – Resmunguei, a dor aumentando conforme se passava algum tempo. Com certeza teria alguma marca horizontal e idiota no lugar onde eu havia batido a cabeça. Escutei o relincho de um cavalo ali por perto e abri os olhos, curioso, para me deparar com o corcel negro que balançava o rabo quase que na minha cara enquanto devorava o gramado. Sério? Perguntei-me incrédulo. Como se pudesse ler meus pensamentos, o garrano voltou os olhos vazios na minha direção, tal como quem dizia “e da próxima vez vá puxar os arreios da sua avó!”. Minha avó com certeza não teria feito aquilo. Apoiei os cotovelos no gramado e fiquei sentado após certo esforço, depois consegui me pôr de pé e logo caminhava na direção do estábulo. Meio tonto, quase caí por três vezes antes de sair daquele maldito campo e de perto daquele maldito cavalo. Danem-se os equinos; vida longa aos cães infernais.



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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Flynn Ehlers Sieghart em Dom 15 Dez 2013 - 16:08


TREINO  DE  EQUITAÇÃO  BÁSICA  I

O sol se escondia entre as nuvens naquela manhã, criando grandes sombras frias no acampamento, fazendo os pelos em meus braços expostos se arrepiarem enquanto eu penetrava o campo para o meu primeiro treino de equitação. Cruzei os braços sobre o peito em minha camisa de algodão creme, ouvia o relinchar dos cavalos e o som de seus cascos batendo no solo durante o trote que eles realizavam com os campistas montados neles, tomei cuidado ao me dirigir para o estábulo para evitar os campistas que montavam em criaturas perigosas, o local parecia estar bastante movimentado. Mesmo para uma manhã comum como aquela parecia ser. Avistei um campista à porta do estábulo, provavelmente era quem estava encarregado de auxiliar os campistas, por sorte, estava sozinho.

— Bom dia.... e-eu gostaria de praticar equitação. Tem um cavalo que seja manso? — ele limpou suas mãos na parte traseira de sua calça escura e me observou, seria um olhar avaliativo para ver se eu era bom com montarias? — Você é iniciante não é? — afirmei com a cabeça — Os cavalos mansos não estão disponíveis agora.... bom, se você não se importar, temos uma montaria um pouco agressiva, mas que talvez você possa lidar. — olhei para dentro do estábulo estreitando minha visão, meus pensamentos correram tentando prever qual criatura poderia ser. — Posso ver primeiro? — ele acenou com a mão para que eu o seguisse e assim o fiz. Enquanto andava, via cavalos alados furiosos por estarem presos, grandes cães infernais enjaulados e outros monstros que supostamente eram feitos para se montar, entretanto, era mais provável que eles destruíssem quem tentasse.

Ele se virou abruptamente e eu quase trombei com ele. — É melhor você estar preparado para algo muito perigoso em sua primeira montaria, nunca subestime as montarias. — então ele abriu uma pequena portilha e um pônei pardo se revelou. Era um cavalo em miniatura que ruminava alguma coisa tranquilamente. — Você está brincando comigo, não é? — ele balançou a cabeça negativamente, sem demonstrar que estava brincando comigo. Não consegui evitar um sorriso, ele só podia estar curtindo pregar uma peça no iniciante. Então ele preparou o pônei, que se chamava Clarisse, colocou uma sela sobre seu dorso e a levou para o lado de fora. Acompanhei e então ele me indagou se eu conhecia as regras básicas de montaria. — Sim, pesquisei sobre o assunto. Mas, não terei tanta dificuldade assim... — aquela pequenina criatura, fofa e inofensiva, ruminando pacificamente não poderia causar muito estrago.

Coloquei o meu pé esquerdo sobre o apoio metálico da cela e passei a minha perna direita sobre o dorso de Clarisse, montando sobre o estofado de couro duro da sela. Segurei as rédeas, estava pronto para iniciar aquele treino patético, os olhares dos campistas e suas piadinhas me faziam ficar envergonhado daquela situação. Antes que eu pudesse fazer qualquer movimento, aquela pequena pônei ativou o modo equino em fúria. Se apoiou nas patas traseira, levantando a parte frontal de seu corpo e relinchando ferozmente. Não consegui me segurar e caí de costas no gramado. — Ai, droga! — rolei para o lado, evitando o coice que viera logo em seguida. O rapaz que me auxiliava acalmou a fera após algum tempo. — Então? Eu falei que Clarisse era complicada... faça outra tentativa. — concordei.

Em minha nova tentativa, fiz da mesma forma, investindo em ser o mais delicado o possível para não assustá-la. Porém, não funcionou. Ela iniciou uma série de coices com a pata traseira e não me permitia ficar sobre ela de forma alguma. Em minha nova queda, olhei para o instrutor me sentindo irritado. — O que eu tenho que fazer então pra conseguir montar nela? — ele fez um som com a boca de que eu havia feito a pergunta correta, como nos programas de televisão. — Você tem que conquistar a amizade dela — pode parecer estranho, eu poderia simplesmente esperar um cavalo manso aparecer, voltar no dia seguinte ou qualquer outra coisa para evitar aquele cavalo mirim das trevas, mas estava determinado em aquele ser o meu primeiro passo no mundo da equitação.

Passei o resto do meu dia investindo em conquistar a confiança do pônei maldito, que agora eu chamava carinhosamente de Clar. Escovei o seu pelo, a alimentei, a levei para pastar e até contei histórias para ela. Mas, ainda sim ela continuava difícil, não permitia que eu a acariciasse, mas permitiu que eu penteasse a sua crina escura. Também tentei trocar sua ferradura para lustrar seu casco, o que me rendeu um roxo em minha coxa esquerda. Dei pedaços da melhor maçã que eu encontrara, além de vários torrões de açúcar. Fizera tudo o que eu conhecia para conquistar cavalos, além do que o instrutor me falara que ela gostava. O sol já estava se pondo quando o instrutor disse que eu teria que voltar no dia seguinte, passara a manhã e a tarde inteira com Clarisse, mas ela continuava com cara de poucos amigos. Despedi-me dela e fui para o meu chalé. Sentia-me esgotado e desanimado por ter sido vencido por um pônei.

Na manhã seguinte, retornei ao estábulo onde curiosamente fora recebido por uma Clarisse animada. — Acho que você conseguiu, ela ficou te procurando ontem quando você foi embora... quer tentar montar nela hoje? — acariciei a crina dela e confirmei que faria uma tentativa. Assim que ela estava com a sela de couro e do lado de fora do estábulo, montei sobre ela e notei que ela não estava mais tão arisca. Movimentei as rédeas e então ela começou a o seu trote lento, aumentando gradativamente a velocidade e me fazendo sentir minha virilha começar a doer. Cavalgar não era algo muito confortável para os homens, concluí aquilo em meus primeiros minutos. O instrutor me fizera contornar alguns obstáculos, alternando entre aumentar e diminuir a velocidade. O que eu fazia ao contrário, quando era pra se tornar veloz, eu me tornava mais lento e vice e versa.

Não fora um treino fácil, ainda não conseguia guiá-la de forma satisfatória, mas a confiança de Clarisse me ajudara bastante em me fazer chegar ao final do dia sem nenhum hematoma novo, exceto a dor em minha virilha. No final da tarde, despedi-me do instrutor e de Clarisse. Retornaria para mais treinos com ela antes de passar para outro animal.  


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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Dom 15 Dez 2013 - 16:27


counting stars
confiar, montar, controlar e dar recompensas ao seu bichinho.
Eu me recusava a usar a camiseta laranja que me marcava como uma das campistas desse lugar. Eu não iria ficar aqui, eu queria ir para casa e ser embalada pelos braços de minha mãe, que sempre me dava o carinho necessário para que eu pudesse ficar bem. Ela não fazia ideia de onde eu estava, e o sátiro que me trouxera para cá, Ariel; disse que seria muito melhor assim. Pelo menos até a poeira baixar no Texas. Havíamos deixado um super rastro de bagunça e destruição no caminho para Long Island, e estava disposta a jogar todo o esforço pelo ares se fosse pra ficar com a minha mãe em Houston. Deixar a elite para ficar num acampamento para pessoas anormais — anormais, tipo eu — é mudar da água para o vinho e eu não estava preparada para tal. Não que eu fosse do tipo que gosta da elite, eu era o estorvo neste meio. Mas ainda sim era a única coisa que eu conhecia. Caminhando sem muito propósito pelos terrenos enquanto pensava nisso, o barulho de algum oco contra a grama do solo parecia bater ritmicamente atrás de mim. Parei de caminhar e o som parou também. Estranhei no início, porém apenas me deixei indiferente com isso e continuei a caminhar. Novamente, o som estranho vinha de trás de mim e um encostar de algo molhado e gelado em minha nuca fez com que eu virasse bruscamente e com os punhos erguidos fronte ao rosto, pronta pra bater em algo, ou alguém. O que havia recostado em minha pele era um focinho, e o focinho e os sons produzidos atrás de mim pertenciam ao trotar de um cavalo. Quase perdi o fôlego quando o vi. Estava com sela, estribo e rédeas. Porém sua não tinha ninguém montado nele. Sorri fracamente para o equino.

Comecei a acariciar o focinho do animal. Nunca havia visto um bicho deste porte, era uma coisa nova e ao mesmo tempo era familiar para mim. A partir do momento em que toquei seu focinho, sabia exatamente o que fazer. — Está perdido, rapaz? — Passando os dedos pelas rédeas que pareciam ter algo escrito em grego antigo, semicerrei os olhos para identificar a escrita no metal perto da curvatura da boca do cavalo. — Ajax. — O cavalo bateu as patas dianteiras de leve na grama em reação ao som da palavra. Levei uns cinco segundos para conciliar os fatos, assentindo em concordância. — Ajax? Esse é seu nome? — Ele soltou um novo bufo, balançando longamente a cabeça para cima e para baixo, flexionando novamente as suas patas dianteiras para fazer o movimento de concordância. Parecia-me estar um pouco eufórico, e eu me afastei uns dois passos para trás, com o intuito de não ser ferroada nos olhos com toda essa alegria do animal. Ergui as mãos para frente, chamando a atenção do equino, balançando-as ligeiramente fronte ao corpo. — Calma, rapaz. Calma. — Falei num tom contido, porém firme e alto o suficiente para que Ajax ouvisse sem exaltar-se. Quando ele finalmente conteve-se, parecia um pouco ofegante. Arqueei as sobrancelhas para o mesmo e sorri novamente, dessa vez levemente para não parecer nada forçado ou desesperado, abaixando as mãos calmamente ao lado do corpo, me dirigindo ao mesmo como se ele fosse um animal bem racional. — Mais calmo? — Um bufo de concordância. — Ah, tá melhor. — Indaguei em tom de aprovação para o mesmo, aproximando-me do cavalo outra vez, alisando a sua crina entre os meus dedos. O alazão tinha uma linda pelagem negra, exceto pela sua crina que tinha uma linda coloração platinada. O contraste era lindo. — Você é muito bonito, sabia? — Soltei quase naturalmente tal afirmação, o que não foi sensato, pois não sei como reagiria ao elogio, porém ele olhou para mim como quem duvidava desse fato. Acho que nunca davam um elogio de aprovação para ele no quesito estética. — Você é sim. Você é muito autêntico com essa diferença da crina com o restante da pelagem. — Ajax parou de se agitar no mesmo lugar e parecia ter parado para pensar em alguma coisa, como se não tivesse compreendido o que eu queria dizer com autenticidade. Continuei alisando sua crina prateada entre os dedos, com notória inveja de tal maleabilidade dessa. Seja quem esteja que cuide dele, faz isso muito bem. — Isso é uma coisa boa, rapaz.

Depois de passar um tempinho a mais acariciando Ajax e conversando com o mesmo como se ele fosse um amigo antigo, percebi estar quase no fim do dia, pois os raios solares estavam mais alaranjados e ameaçavam desaparecer. Apolo e seu carro esportivo estavam indo para o oeste — pelo menos era o que um dos seus filhos disseram para mim num dia qualquer. Eu tinha que levá-lo aos estábulos ao qual pertencia. Mas eu tinha em vista a ideia de ir um pouco mais além com isso. Raramente acontecia alguma coisa diferente no acampamento para mim, já que eu recusava-me a participar dos treinos. Então porquê não levar Ajax para os estábulos como uma atividade a mais. Sem contar que a curiosidade de possuir um cavalo e me transportar por meio dele era maior. Já havia me comunicado com ele de forma amistosa. Mas será que ganhara suficientemente a sua confiança para montá-lo? Não sei. Franzi os lábios e cruzei os braços fronte ao equino, sorrindo e soltando um leve suspiro. — É hora de voltar ao estábulo, Ajax. — Ele inclinou a cabeça levemente para o lado, parecendo um pouco chateado ao ouvir sobre sua moradia. Como dar a entender que quero conduzi-lo até o local e obter uma resposta? Talvez um oferecimento indiferente. — Quer que eu o acompanhe até lá? — Perguntei ao equino, e ele pareceu feliz com a ideia, batendo os cascos dianteiros mais uma vez no solo em concordância com o que eu propusera. Esfreguei as mãos fronte ao corpo e falei. — Legal. — Caminhei ao lado direito dele e fiz menção de subir em suas costas, quando ele se retraiu um pouco, olhando para mim com incerteza. — Não vou fazer mal algum à você. Só vou levar-lhe aos estábulos. — Disse no tom mais convincente que poderia usar. Ajax pareceu ceder e permitiu que eu fizesse a primeira tentativa de montaria da minha vida. Coloquei o meu pé em cima do estribo ao lado do corpo do cavalo, firmando a perna deste e juntando força para dar impulso a minha perna esquerda, jogando minha perna por trás de sua lomba e levando-a ao outro lado do cavalo, sentando-me na sela com mais facilidade do que eu imaginaria. Engoli em seco e, com as mãos trêmulas peguei a rédea no cavalo na ponta, com as duas mãos e uma distância de vinte centímetros uma da outra. Respirei fundo duas vezes e dei um pequeno cutucão na barriga de Ajax com o pé esquerdo, dando partida nesse com delicadeza, sentindo ele sair do lugar no trote.

A caminhada de um cavalo é o mesmo que dirigir transportes automobilísticos numa estrada esburacada, porém um pouco mais suave e apropriado, afinal era um cavalo. Dã! Mantive-me rígida pelos primeiros três minutos de caminhada, sem falar, com os olhos semicerrados, lábios franzidos — para refrear um palavrão de ansiedade — até ver que eu estava vem posicionada e equilibrada nas costas de Ajax, o que me fez relaxar na sela e apenas sentir a caminhada dele. Era um trote tranquilo e ritmado, o que me permitiu soltar uma frase de incentivo por ele estar se mantendo ao meu comando limitado. Incentivos também ajudam, todos gostam disso. — Bom garoto. — Murmurei com genuíno orgulho, o que fez Ajax jogar as crinas muito mais do que seu andar fazia, denunciando o seu contentamento e se mostrando um pouco presunçoso. Ri e girei os ombros para trás para relaxá-los, claro, sem relaxar na postura, com as costas sempre eretas. O que não era muito difícil, afinal eu tive que aprender sobre postura ao pertencer sempre a elite texana. Conduzindo-o para a direita, dei um breve puxão rápido na rédea de Ajax para tal sentido, o que não o fez ir para o lado como obrigação e pressão, como a maioria faria; achando conduzir um carro e não um ser vivo. Ele entendeu isso como uma solicitação e imediatamente mudou de sentido quando sentiu o pequeno puxão da rédea. Haviam alguns obstáculos no meio como ninfas e pessoas a mais, os quais caminhavam para o pavilhão do refeitório enquanto as tochas em seus balaústres acendiam-se conforme o sol se ocultava por completo. Desviei-me de um sátiro preguiçoso que comia uma latinha de metal, puxando levemente a rédea do cavalo para a esquerda e novamente para a direita quando passado do sátiro. Sorri mais uma fez, satisfeita com o trabalho do equino e com o meu próprio serviço de condução. Minha retaguarda já estava doendo de tanto oscilar um pouco na sela, porém era um pequeno incômodo resultante de um trabalho incrível de equitação. Continuei segurando sua rédea largamente enquanto desviávamos de mais um ou dois campistas — puxei a rédea um pouco mais largamente quando notei dois campistas de pegando, evitando ao máximo aquele caminho, dando uma puxada mais sutil para o outro lado quando ultrapassávamos esse ponto e faltavam alguns metros para chegar aos estábulos.

Quando chegarmos aos estábulos, vou dar feno e cubos de açúcar para você como recompensa. — Não sei se a possibilidade de ganhar uma recompensa pelo trabalho bem feito atiçou Ajax, mas ao ouvir sobre seus alimentos favoritos, ele deu um solavanco para frente que iniciou uma corrida cheia de pressa em direção aos estábulos que não estavam tão perto assim. Comecei a gritar e ficar rígida acima do cavalo, segurando a rédea dele com desespero dessa vez, puxando-o para todos os lados e batendo-o em minha frente, na tentativa de fazê-lo parar, porém isso só o incentivou mais a correr e a desviar-se loucamente para os lados. Juro ter dado uma volta quase completa no próprio eixo em que estávamos, tamanho desespero com que eu controlava as rédeas de Ajax. — AJAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAX! — Deixei o nome escapar estridentemente, vendo tudo num borrão e tentando me lembrar de como frear um cavalo. Porém era difícil. Forcei minhas pernas ao lado do corpo do cavalo com o propósito de não desabar para os lados, sentindo meus dentes quase saltarem da boca com a velocidade do animal. Como desliga? COMO DESLIGA?! Segurei as rédeas mais próximos ao focinho do equino, puxando o mesmo com mais firmeza que das outras vezes e exclamando com firmeza e severidade: — Whoa! Whoa, rapaz. Já chega. — Ele finalmente parou e parecia ofegante, porém com mais pique do que nunca. Ele deve ter achado que isso não passava de uma divertida brincadeira, e eu estava completamente tonta e quase que enjoada. Trinquei os dentes e segurei a comida no estômago, engolindo e me sentindo mal. Respirei fundo inúmeras vezes, ainda em cima de Ajax enquanto me recuperava. Lamentei profundamente ter comido tanto no almoço. Novamente, dei um novo cutucão na barriga do animal, incentivando-o a trotar novamente enquanto eu me recuperava. Ao invés de gritar com animal, apesar da minha irritação, eu apenas murmurei: — Vamos aos estábulos, Ajax. Vamos pegar comida pra você. [...] Depois de tanto trabalho, finalmente findamos nossa caminhada/corrida ao local de destino. Puxando novamente a rédea de Ajax, parei seu trotar e segui fronte a ele, conduzindo-o para o interior de sua ocupação. Achei um pote de cubos de açúcar e lhe ofereci alguns depois que ele comeu feno que lhe era oferecido sempre no fim da tarde. — Feliz? — Perguntei, oferecendo as guloseimas para ele direto de minha mão. O mastigar brusco do alimento com seus dentes e o assentir largo que ele dera me confirmou que sim.

Sorri fracamente e acariciei seu focinho. — Bom menino. — Assinalei, dando as costas ao mesmo enquanto ele comia. Eu mesma devia ir jantar, porém um bufo atrás de mim e o cutucar de seu focinho atrás de minha cabeça fez com que eu parasse. Ele me olhava; parecendo triste, e ao mesmo tempo assemelhava cobrar alguma coisa de mim, o que me deu um enorme aperto no coração. Imediatamente soube do que se tratava essa cobrança. — Vou voltar. — Afirmei para Ajax com sinceridade e um sorriso. Ele soltou o primeiro relincho do dia, parecendo realmente satisfeito com o que eu respondia. Sorri-lhe e, talvez tendo em vista que arranjei um novo amigo, saí dali.


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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Cordélia Winthrop Scott em Seg 16 Dez 2013 - 12:10

Treino de Equitação Básica



Poder ter tirado um tempinho para andar pelo acampamento antes de finalizar suas atividades caiu como um remédio para Cordélia. Ela mesma havia se certificado em manter-se ocupada por grande parte do dia, e, pelo que via agora, não demorara a arrepender-se - não tanto quanto achou que demoraria, pelo menos. Os calos nas mãos dos demais treinos ainda não haviam desaparecido, mas até aí estava tudo bem; focar-se em suas olheiras que a deixava no mínimo descontente. Ah, poderia até gostar delas, mas nunca curtiu aparentar ser mais velha do que realmente era... — Oh, morangos! — Exclamou ela, distraindo-se subitamente. Passava naquele momento pelo enorme campo de morangos, e teve que segurar-se muito para quando parar não colher muitos deles. Se fez contente com apenas cinco frutos, e deixou-os juntos com alguns cubinhos de açúcar provenientes do café da manhã que carregava em seu bolso. 

 Tornou a andar e dessa vez soube exatamente onde iria (e queria) chegar. Ao lado do campo, lembrou-se que haviam depois os estábulos, e logo ao seu lado, o arsenal meio-sangue. Por mais que não fosse fã do cheiro, passar ao lado do lar dos cavalos ficou longe de ser considerado "desagradável". Nunca soube ao certo o motivo, mas sempre gostou daquelas criaturas. Altura, beleza e rapidez; algumas das qualidades mais prezadas pela indeterminada semideusa, e ainda que aqueles animais possuíam. Logo, não foi surpresa quando decidiu parar e tentar se aproximar de alguns deles. "Tentar" pois muitos estavam na pausa para um lanchinho, e outros tendo os pelos escovados por instrutores ou coisa parecida. — Se importa? — Questionou um semideus instrutor que acabara de fazer menção de levar um cubinho de açúcar à boca de um dos cavalos. — Fique à vontade. — Respondeu ele, afastando-se o bastante para deixar Cordélia e o animal sozinhos, mas não tão longe a ponto de não conseguir ajudar caso o cavalo "não vá com a cara da garota". Cordélia esperou ele se virar para sussurrar: — Tenho uma coisa para você. Era para meu lanche, na verdade, mas não me importo em dividir... — Tateou os bolsos à procura dos morangos recém colhidos e, ao achá-los, fitou o cavalo como se tentasse ler em sua mente suas preferências. "Será que ele gosta de morangos? Seria uma pena se não gostasse, são deliciosos" — Aqui está. — Estendeu a mão pálida e reprimiu uma risada quando o animal "furtou" o alimento em apenas uma lambida alí mesmo. — Certo, eu sei. Morangos são demais... Ah, seu nome é George, então? — Cordélia curvou um pouco a cabeça para ler melhor a plaquinha de identificação no pescoço do cavalo. — Sou a Cordélia. E devo ser idiota, porque, afinal, estou meio que falando sozinha.

A menina reprimiu os lábios enquanto observava o cavalo, esperando alguma reação, mas ele apenas permanecia parado, como se fizesse o mesmo com ela. Então estava pronta para partir, mas foi nesse momento em que ouviu um relincho que poderia significar um "ei, ainda não acabei com você. Volte aqui." — Eu montaria em você, mas não sei como fazer isso. — Explicou-se Cordélia. — E você parece daqueles cavalos que amam derrubar semideuses. Não quero ficar roxa. — Um outro relincho foi ouvido e ela sorriu maliciosamente. — Ok, se insiste... — Olhou ao redor à procura do instrutor, mas não achou-o em canto algum. Talvez tivesse ir comer alguma coisa ou ir ao banheiro, quem sabe. Teria algum tempinho com o cavalo - o suficiente para montar, e logo voltar. Retirou a tranca que separava os dois e envolveu o pelo do topo de sua cabeça em seu dedos, com um gesto carinhoso que George pareceu gostar. Seguiu com ele para o espaço verde fora dos estábulos, onde pôde ver outros semideuses cavalgando. Dirigiu um olhar receoso para George antes de decidir acabar logo com aquilo. Pegado um banquinho para ajudá-la a subir (cavalos são enormes), sentou-se na sela anteriormente preparada e tentou não sentir medo. Sem sucesso.

Calminha. — Pediu ela, acomodando-se em cima do animal. Ele relinchou mais uma vez e se sacudiu, quase levando Cordélia pela primeira vez ao chão. Ela franziu a testa e segurou a sela com mais firmeza. "Não vou cair, George. Pareço fraca, mas esses braços possuem força, ok?" pensou consigo, e pareceu que o cavalo havia lido sua mente, pois começou a andar. E depois a andar um pouco mais rápido. — Ei, você! — Ouviu ao longe e logo reconheceu a voz do instrutor. Virou o rosto para olhá-lo, mas isso foi um grande erro: a sela soltou-se do animal, girando para baixo com a menina ainda em cima dela. Seu pé prendeu-se no couro onde eles estavam encaixados, e, de mal jeito, assim caiu no chão. — AH! — Enquanto ela gemia, George, o maldito cavalo, parecia se divertir com a situação. Ele contornava a garota, como se perguntasse se poderia fazer de novo, e tudo que ela fez foi revirar os olhos, sibilando alguns "estou bem, estou bem" enquanto recebia ajuda do instrutor para se levantar. — Você nunca cavalgou, né? Sempre achei mais simples do que você fez parecer. Ah, tem certeza de que está bem? — Ele parecia realmente preocupado - ou talvez apenas mentisse bem -, e a fitava enquanto ela confirmava com a cabeça. — Sou James. Vou ajudar você com esse cavalo cabeça-dura. — Ela balançou a cabeça mais uma vez, gesticulando com a mão em um gesto apaziguador que lhe causou algumas pontadas. — Estou bem, James. Apenas quero tentar de novo. — E aquela era Cordélia: mais "cabeça-dura" do que o próprio George. James soltou um baixo riso, desafiando-a, então ela logo soube que ele poderia ser filho de deusas como Hécate, ou Nêmesis, mas não tinha certeza. E também não perguntou.

Com a ajuda de James, tudo realmente se tornou mais fácil. Ele ensinou-a como amarrar direito a sela, para ela não soltar novamente durante o treino, e a como controlar o animal de forma devida. A garota não ouvía com muita atenção, pois estava ocupada imaginando como seria correr em cima de George, mas quando a vez dela de ajeitar tudo, saiu-se bem. E apesar da relação entre ela e George ter crescido mais consideradamente do que a com James, tudo estava ok para Cordélia. Já ignorava a dor na coluna causada pela queda, tornando-a quase inexistente, e no tornozelo também sumira. Passado alguns minutos, James decidiu deixá-la sozinha novamente. Dessa vez, sabia que não fraturaria um osso caindo novamente. — Já que ele foi embora, podemos começar com a diversão. — Disse ao cavalo, provocando um bufo de concordância do mesmo. A "diversão" que Cordélia tanto almejou realmente ocorreu, mas ela se limitou à um tranquilo trote pela área verde. Ao seu redor, observava outros semideuses saltando e treinando voos com pegasus, mas ela conteve-se e aceitou que ainda não conseguiria fazer tal coisa. George também parecia mais relaxado: parara de se balançar como se Cordélia fosse uma pulga e agora apenas bufava levemente. A garota sabia que a calmaria era por conta da outra promessa que fizera (a de dar morangos à ele toda vez que fosse colhê-los, ou seja, isso aconteceria com frequência), mas não disse mais nada. Por vezes, ousava e acelerava a velocidade, e só parava quando seu tornozelo tornava a reclamar. — Você não é cabeça-dura, sabia, George? Ou talvez seja um pouquinho... Por isso nos damos bem.
 
No fim do treino, Cordélia levou George de volta aos estábulos e "furtou" uma escova para escovar sua crina. Depois, quando virou-se para ir embora, foi obrigada a voltar pelo animal pois esquecera dos cubinhos de açúcar. — Desculpe. Aqui está. — Estendeu uma quantidade significativa e ele comeu com vontade. Parecia esperar algo mais, também, e ela sabia o que era. — Os morangos eu trago depois, ok? Não me apresse. — E lançou-lhe uma piscadela. Com a conclusão de que já passara tempo demais fugindo de suas outras obrigações, saiu dalí em passos apressados, orando para que não levasse sermões demais.


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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Lyra Chevalier em Seg 16 Dez 2013 - 18:05

training danger
treinode equitação básica I

A pouca quantidade de luz que entrava através das cortinas naquele ambiente escuro, já era o suficiente para fazer minha cabeça arder. No dia anterior, havia enfrentado uma galinha gigante e isso havia me gerado belas lembranças. Mantive meu olho esquerdo fechado, estava demasiadamente inchado ao redor para que eu conseguisse abri-lo. – Ham, ai. –  Resmunguei entre dentes, mas antes que eu sequer pudesse raciocinar senti um peso novo em meu colchão, olhei para baixo e encontrei minha meia-irmã, observando-me. –Que merda foi essa? – Perguntou referindo-se claramente ao meu rosto. – Uma harpia... Acho que me empolguei, mas não dei muita sorte, sabe? – Falei, tentando manter meu tom de voz animado, mas era quase impossível. Eu estava dolorida demais para ser legal. – Você precisa ir para a enfermaria, agora. Vamos, levante esse traseiro daí ! – Começou a falar novamente, e dessa vez ela estava praticamente gritando, ergui minhas mãos em sinal de rendimento e levantei-me de maneira demasiadamente lenta, caminhei até o banheiro e tomei um rápido banho, no qual inclusive, tentei evitar molhar diretamente meu rosto. – Certo, certo, preciso de uma roupa. – Falei para garota enquanto me enrolava na toalha. Procurei dentro de meu baú e a primeira roupa que vi, foi a que peguei. Era um shorts preto um tanto largo que vinha até o meio de minha coxa e uma camisa regata, também preta. Não me preocupei tanto com minha aparência que não era das melhores, apenas coloquei a sapatilha que estava ao lado de minha cama e nem minha era e declarei. – Estou pronta. – Saímos do chalé cor de chumbo e passamos por vários outros que pareciam não chegarem nunca ao fim.

Quando finalmente cheguei a enfermaria, ganhei um belo sermão sobre como era perigoso não ir me tratar, afinal, aquilo poderia virar uma infecção mais grave e eu poderia ficar cega. – Certo, mas não estou. – Resmunguei para garota que agora repetia as palavras de uma das cuidadoras. No segundo seguinte a cuidadora entrou novamente no ambiente, trazendo consigo um pouco de ambrosia e uma mistura pastosa de ervas que pelo cheiro, eu tinha certeza de que era anestésica. – Você não se atreva a tirar este curativo, Lyra. – Ameaçou minha irmã, logo após eu reclamar algo sobre como aquilo coçava. – Não vou... – Murmurei, não estava sentindo muito bem meu rosto, nem a dor. Um pouco mais adiante, separamo-nos, a garota estava indo para a arena de treinamento com monstros, e eu havia sido ordenada para manter distância de lá pela próxima semana e qualquer combate que pudesse vir me ferir. – Ao menos a dor já foi embora. – Comentei, enquanto caminhava na direção dos estábulos. Fiquei impressionada com a quantidade de campistas que estavam por ali, eram muito poucos considerando o tanto geral de semideuses. Continuei caminhando até chegar a área em que os instrutores estavam, felizmente, havia chegado bem no inicio da aula. Mostraram como deveríamos montar nos cavalos e logo em seguida ordenou que fizéssemos o mesmo. Parei por um momento antes de seguir os alunos e fiquei me perguntando se aquela era uma ideia, por fim, dei-me por vencida e relaxei meus ombros, afinal, nunca havia tentado nada do tipo antes.

Tão nova e já está caolha. – Falou uma voz atrás de mim, e só aí percebi a garota ruiva com a qual havia me deparado em um dos treinos de duelo e estratégias. – Tão nova e já faz piadas tão falhas. – Retruquei mal humorada, mas, permiti-me dar um sorriso amigável em sua direção, afinal, eu não estava de mal humor e isto não mudaria agora. Segui para o espaço onde estavam os cavalos e caminhei até um que tinha uma cor engraçada, lembrava-me café com leite. Olhei na plaquinha que estava em seu pescoço seu nome, peso e raça. – Haflinger? –  Perguntei para o nada enquanto tentava acariciar a cabeça do mesmo. O cavalo bufou em minha direção algumas vezes então relinchou, ergueu sua cabeça e eu pude jurar que ia ser jogada longe. – C-calma garoto, c-calma. – Tentei acalmá-lo, mas não tive muito sucesso, então, aproveitei o momento de distração dele com o grito do garoto que estava quase sendo pisoteado pelo seu cavalo e montei nele com certa dificuldade. – Calma Duble, calma. – Voltei a falar, desta vez chamando-o pelo nome  que lhe fora dado. Sua crina era tão clara que chegava a parecer branca na claridade do dia. – Você é lindo, vai ficar mais lindo ainda se não me jogar longe. – Continuei conversando com o mesmo, enquanto agarrava as rédeas como se minha vida dependesse daquilo, e lá no fundo, eu sabia que era mais ou menos isso mesmo. Ouvi a voz da instrutora dizendo para andarmos em círculos lentos. – Devagar... – Falei enquanto batia meu pé de maneira lenta nas laterais do cavalo que ainda não havia me passado muita confiança.

Só preciso confiar em você, né? –  Perguntei para o cavalo que relinchou e balançou seu corpo de maneira perigosa, quase fazendo-me perder o equilíbrio. Meu corpo foi impulsionado para frente e eu precisei agarrar-me no pescoço de Duble para não cair. – Ai cara, faz isso não. –  Choraminguei enquanto tentava voltar a posição anterior. A esta altura a instrutora já havia nos mandado começar a trotar com o cavalo em um ritmo ameno, não muito rápido mas também não muito lento. – Olha, você gosta de torrões de açúcar? Se você for legal eu posso até pensar em arrumar alguns para você. –  Tentei convencer o equino e dessa vez pareceu funcionar um pouco melhor, pois ele acertou o trote. – Viu? Não é tão difícil, basta saber negociar. –  Falei um pouco mais auto confiante. Não tinha certeza se o cavalo estava me entendendo, mas tinha certeza de que estava me equilibrando bem diga-se de passagem. Não que agarrar as rédeas fortemente ao ponto de seus dedos ficarem brancos seja o melhor sinal de auto confiança do mundo, mas eu pelo o menos não havia parado no chão. – Isso Duble, bom garoto! – Comemorei enquanto começávamos a ganhar velocidade.  Ouvi a voz da instrutora mandando-nos retornar.– Duble, lindão já podemos parar. – Falei para o cavalo que não me deu ouvidos. – Duble, podemos parar! – Tentei novamente, senti minhas energias começarem a fluir loucamente por meu corpo e soube que estava começando a me irritar de verdade.

DUBLE PARE AGORA OU ESQUEÇA OS SEUS TORRÕES. – Berrei para o cavalo que parou de correr quase no mesmo instante, a parada foi inesperada e eu fui lançada a alguns metros para frente. – Maldito, não vou te dar torrões. – Falei enquanto levantava-me desconfiando que minhas costelas não estavam tão ok. O cavalo olhou-me e eu juro que pude ver maldade ali. – DUBLE FOI MAL, MUITO MAL. –  Briguei, ainda revoltada. – Não quero mais saber de você, você é mal. – Resmunguei e mostrei língua para o cavalo que relinchou e fez-me sair correndo com medo de ser atacada. Quando estava a uma distância segura do equino,  dei um pequeno sorriso, apesar de que minha vontade real era gargalhar. – Talvez, só talvez eu leve algo mais tarde para ele... – Falei para o nada enquanto observava meus arranhões recém-adquiridos. – Não foi tão mal assim. – Concluí, ao me lembrar do que havia acontecido com o veterano e como seus braços ainda estavam machucados. Balancei a cabeça negativamente e sai caminhando pelo acampamento em busca de maçãs e torrões de açúcar para Duble.
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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Heather Martínez em Dom 29 Dez 2013 - 14:13



Não tinha mais escolha então. Se eu quisesse ser uma semideusa digna, teria que aprender a montar num cavalo. O ideal mesmo seria montar num pégaso, mas achei melhor começar pelo mais fácil, montando num cavalo comum. Segui ainda o conselho do meu sátiro e, no dia anterior, havia visitado os estábulos para conhecer melhor os animais. Ou, segundo Trevor, criar afinidade com os cavalos. Não tinha sido muito produtivo, confesso, porque eu não conseguia me ver conversando com um animal como se fosse um velho amigo meu. Eu também era orgulhosa demais para tal, e tinha pessoas por perto. Mas já era um grande avanço eu estar no campo de equitação, pronta para a minha primeira montaria.

Eu fui criada no Novo México, então cavalos não eram seres de outro mundo para mim. Já havia alimentado alguns, e quando era pequena até costumava conversar com eles, até me disserem que eu estava sendo boba em conversar com cavalos; então parei com esse hábito. Antes de passar para o lado de dentro da cerca, fiquei observando os cavalos por um bom tempo. Assistia atentamente aos campistas montando para fazer igual. Porém, cavalos não eram como as armas que eu aprendera a manusear sozinha; eram seres vivos que poderiam reagir ao meu toque. Eu detestava admitir isso, do fundo do meu coração, mas eu precisaria de ajuda.

Soltei um rosnado baixinho, mas o engoli junto com o meu orgulho. Enquanto observava os campistas montando, notei que havia uma mais velha ali, orientando os mais inexperientes na montaria. Ela não era exatamente mais velha, deveria ter a minha idade ou talvez um ano a mais, mas era visivelmente mais experiente que eu no acampamento. Mas eu estava ali tempo o suficiente para saber que ela era uma filha de Poseidon, por causa da afinidade com cavalos; só não me lembrava do nome dela. Passei para dentro do cercado e fui caminhando objetivamente até a garota. – Olá! Como vai? E sou Heather Martínez. – A garota me cumprimentou de volta e se apresentou como Arianne, e logo me perguntou naquele tom característico de monitora se eu precisava de ajuda. Hesitei um pouco tímida, mas queria acabar logo com aquilo também. - Hãn, eu, bem, nunca montei antes. Poderia me ajudar com isso? – Senti que a minha pergunta tinha ficado meio vaga, mas Arianne entendeu e assentiu com um sorriso.

A primeira coisa a fazer era escolher um cavalo. A garota já conhecia bem os animais ali, e puxou uma égua gentilmente pelas rédeas enquanto caminhava ao meu lado. – Essa aqui é a Lady. O nome é bem sugestivo... É uma égua mansa e boazinha. Às vezes meio esnobe, orgulhosa e bipolar! Como eu disse, o nome é sugestivo. – Arianne sussurrou a última frase para que a égua não escutasse, talvez para não aborrecê-la. Soltei um risinho e me perguntei se não tinha um cavalo mais simpático para mim. Ela me lançou um sorrisinho e eu retribuí desconfiada. – Desculpe, Heather, mas é o melhor cavalo disponível agora para iniciantes. Espero que se deem bem. Vamos, eu te ajudo a montar. Eu assenti à garota e segui suas instruções seguintes. A égua era alta, assim como todos os cavalos. Eu estivera observando os outros campistas montando, e parecia ser muito mais fácil! Eu não era baixa, e Arianne disse que eu deveria usar a minha altura; campistas muito mais baixos conseguiam montar com a mesma facilidade, mas a maioria vinha fazendo aquilo desde que eram pequenos. Subi a minha perna e firmei meu pé direito no apoio, mas não me senti segura usando meu lado direito. - Posso subir pelo outro lado? Eu sou canhota. – A menina de cabelos vermelhos me olhou com os olhos semicerrados, mas disse que eu poderia trocar de lado, com um sorrisinho simpático no rosto. O que as pessoas daquele acampamento tinham contra canhotos?

Coloquei meu pé esquerdo no apoio e firmei-o ali, assim como firmei minha mão de apoio na sela. Fiz força para me içar, para cima do cavalo, mas ainda assim não me sentia segura. – Tem que ser de uma vez só! Força, Heather! Isso! Ops. – Segui os conselhos da monitora e me icei para cima do cavalo com força! Apoiei todo o meu peso no meu pé esquerdo e me apoiei na sela. Mas assim que puxei a sela para me apoiar, a mesma se soltou da égua e eu caí de costas no chão, com a sela em cima de mim. – Ah, desculpe! Eu esqueci de conferir a sela da Lady! – A égua relinchou muito desgostosa, e Arianne se desculpava tanto para mim tanto para a égua. Depois de prender a sela no animal e se certificar de que estava tudo firme, icei-me novamente para o dorso da égua e, depois de muito esforço, me ajeitei sobre a sela. A vista dali de cima era ótima!

Arianne disse que puxaria a égua por alguns metros comigo, para que me familiarizasse com o andar de Lady. Dei de ombros e concordei de bom grado. Era uma sensação agradável, o balanço não era nauseante e eu me sentia uma amazona em cima da égua. Enquanto puxava as rédeas, Arianne foi me dando algumas dicas para que eu pudesse montar sozinha dali a alguns minutos. Mas eu tinha muitas dificuldades em me concentrar em suas palavras, e começava a me distrair com a vista que eu tinha dali de cima da égua. – Entendeu, Heather? – O que? O que ela tinha falado? Ah, que droga! E já demorei tanto para responder a menina que ela já me olhava desconfiada, com um ar de início de impaciência. Então me apressei a responder qualquer coisa. – Aham, entendi, entendi sim! – Forcei um sorrisinho e Lady grunhiu, como se soubesse que eu estava mentindo. – Então, se entendeu mesmo, pode ir dar uma voltinha com Lady fora do cercado. Eu preciso ajudar aqueles campistas que chegaram ontem no acampamento, divirta-se! – Murmurei alguma coisa para a garota e a observei se afastando.

Engoli em seco e fiquei parada sobre a égua, exatamente onde Arianne havia nos deixado. – Muito bem, garota. Somos só eu e você. Ah, não acredito que já estou falando com um cavalo! – Lady relinchou desgostosa mais uma vez, virando a cabeça de forma abrupta e me fazendo chacoalhar. - Ah, ok, desculpa! Uma égua! – Era mesmo uma égua geniosa! Continuamos paradas ali, e eu não sabia como fazer para que Lady andasse, porque tinha feito o favor de não escutar o que Arianne tinha me dito. Porém, eu tinha ficado na cerca tempo o suficiente para saber como os outros campistas faziam. - Muito bem... Eu só preciso... Não, não funcionou. – Tentei movendo o meu corpo pra frente, mas Lady permaneceu no lugar; ela não era um balanço. Toquei-a gentilmente com o meu calcanhar esquerdo – não chegou a ser um chute – e então a égua começou a caminhar devagar. Sorri um pouco nervosa, e já comecei a sentir um friozinho na barriga na medida em que a égua ia se afastando do cercado.

Eu estava extremamente tensa sobre a égua, com os nós dos dedos brancos por causa da força desnecessária que eu usava para segurar as rédeas. Retornei depois de alguns metros, guiando-a de volta em direção ao cercado, e Lady obedeceu meus gestos sem relinchar. Sorri mais tranquila e aos poucos fui ficando mais relaxada. Estava até conversando com a égua! - Muito bem! Agora, devagar, retornamos assim... Ok, não tão devagar, Lady! Mas ok, boa menina, não precisa relinchar assim pra mim! – Eu já estava ficando entediada com aquela atividade. Então eu tinha duas alternativas: devolver Lady a Arianne ou aumentar um pouco a velocidade do galope. Claro que a minha sede por adrenalina falou mais alto, mas eu prometi a mim mesma que não iria exagerar. Mas não levei em conta que Lady também deveria ter feito uma promessa parecida.

Dei-lhe uma pontada gentil com o calcanhar, fazendo-a desfilar de novo. E em seguida dei uma mais forte, para fazê-la ir mais rápido. Porém, a égua não obedeceu e eu temia machucá-la com um chute mais forte. - Vamos lá, Lady! Um pouco mais de emoção, garota! Se que você pode fazer melhor que isso, estou ficando entediada! – Inclinei meu corpo em direção às orelha dela, para lhe pedir esse favor, mas ela só empinou o focinho e continuou galopando como se desfilasse. - Vamos, Lady, por favor! – Eu usava o tom de voz mais doce que eu podia, aquele que eu sempre usava quando queria alguma coisa, mas a égua era mesmo bem geniosa! Fiquei empurrando meu corpo para frente, de forma a força-la a trotar mais rápido, mas ela não me obedecia de jeito nenhum. Bufei impaciente e relaxei meus ombros, quase desistindo. Mas eu era orgulhosa e persistente demais para tal. - Vamos! Prometo que te trago alguns torrões de açúcar mais tarde! Ou se quiser eu trago adoçante, você precisa manter a forma! – Ela relinchou de novo, irritada, me fazendo segurar as rédeas com força. Ok, se eu era orgulhosa, Lady conseguia ser ainda mais. Era como se eu tivesse falando com uma versão equina de mim mesma! - Olha, vai ser bom pra você também! Vai ser divertido, e eu prometo que te deixo... WOW, calminha ai, Lady! Lady! Isso, garota! Mas um pouquinho menos, por favor, LADY!

De fato, a égua arrumou uma forma de tornar aquilo bem divertido... para ela. Se pôs em galope rápido e forte, de forma que eu ficava chacoalhando feito um saco de batatas em seu dorso. Ela galopava em linha reta, e eu sentia a minha franja sendo cortada pelo vento que assoprava a minha testa. Encolhi um pouco meus ombros, inclinando meu corpo para frente, de forma que pudesse me segurar com força na sela para não cair. - LADY! LADY! POR FAVOR! – Senti meu sangue congelar em minhas veias quando vi que a égua galopava em direção ao bosque, onde haveria árvores demais para que ela pudesse desviar. Mas então, Lady fez uma curva fechada e eu senti que estava escorregando na sela. Meu coração palpitava forte dentro do meu peito e eu gritava por socorro. Quando a égua endireitou o corpo, eu estava quase caindo, pendurada na lateral direita da sela, procurando o apoio com o pé para me içar de volta. - LADY, POR FAVOR, EU ESTOU CAINDO! – A égua diminuiu um pouco o galope, ainda num trote rápido, e assim eu consegui me ajeitar de volta na sela. Mas quando eu estava prestes a agradecê-la, ela voltou a galopar rápido, e eu me segurava na sela. Seria arriscado demais me soltar por um segundo para tentar alcançar as rédeas? Fui soltando uma mão devagar, e com essa alcancei uma das rédeas. Mas a corda era muito menos firme do que a sela, que estava presa ao corpo do animal, então me faltou confiança para alcançar a outra rédea.

Mas quando eu avistei o que nos aguardava mais à frente, soltei a rédea que segurava com a mão esquerda e voltei a me firmar na sela. - LADY, NÃO! – A égua ia galopando a todo vapor em direção ao cercado onde estavam os outros campistas, e ela não mostrava nenhum sinal de que ia parar! Ela ia pular o cercado? Mas parecia alto demais até para ela! Continuei gritando para que ela parasse, mas ela não me obedecia. A outra alternativa era gritar para que as pessoas saíssem da frente. - SAIAM DA FRENTE! ÉGUA DESGOVERNADA! LADY, NÃO! – Parei de chacoalhar por uns dois segundos, enquanto a égua voava sobre a cerca, como uma diva dos estábulos, e eu gritava feito uma criancinha. Lady pouso dentro do cercado e meu bumbum bateu com força na sela, e eu agradeci muito ao meu pai desconhecido por eu ser uma menina naquele momento. O cercado era bem vasto, mas mesmo assim, a outra cerca ia se aproximando, e eu não queria outro pouso nada suave como aquele. Eu teria que agir rápido, e já estava mais do que na hora do meu tanque de adrenalina estar bem cheio. Alcancei as rédeas com as duas mãos, firmes, e as puxei com força, mas ainda sendo gentil para não machucar a égua pelo cabresto.

Lady diminui o galope abruptamente, para um trote lento e em seguida parou. Isso fez com que eu enterrasse o rosto em sua crina por causa da inércia, e me custou um corte pequeno no lábio inferior. Eu tentava segurar firme, puxando as rédeas, mas a égua desobediente virava a cabeça relinchando. - Calma, garota! Ei, Lady! Calma, desculpa, está tudo bem! Ei! – Apesar do nervosismo, eu usava uma voz doce, porque eu só queria acalmá-la. Não estava brava por ela quase ter me matado, estava preocupada. - Desculpe se eu te ofendi, te trago torrões de açúcar amanhã! – Ela tinha parado de relinchar, mas ainda virava cabeça tentando lutar contra o cabresto, galopando em círculos, sem perder a majestade. Já abusando da sorte, soltei a rédea da mão direita e comecei a acariciar o pescoço da égua, enquanto ainda tentava acalmá-la. - Vou afrouxar as rédeas, ok Por favor, não saia galopando de novo, só me deixei levá-la de volta para Arianne e eu te deixarei em paz até o fim do verão, está bem? – Ela soltou mais um relincho orgulhoso. Parou, arfando, e eu afrouxei as rédeas. Soltei um risinho de alívio enquanto também ofegava, e respirei fundo. - Vou te devolver para Arianne. – À galopes lentos e suaves, a égua foi até onde eu havia a encontrado.

Arianne já estava me esperando, com os olhos semicerrados e os braços cruzados sobre o peito. Claro que ela tinha visto tudo o que tinha acontecido, mas não era possível que ela acreditasse que eu havia saltado pela cerca de bom grado. - Ah, me desculpe, Arianne! Eu não consegui controlá-la, e ai ela... – Antes que eu pudesse de terminar minhas desculpas, Lady relinchou mais uma vez e empinou, me jogando para trás de costas no chão. Soltei um gemido abafado, com medo de me mexer, mas logo a filha de Poseidon veio me acudir. Claro, Lady havia feito um gesto muito típico. Ela tinha que dar a última palavra, não deixaria o gostinho a mim. Levantei-me com uma dor terrível na parte de trás da cabeça, com medo de me mexer demais e acabar descobrindo que quebrei alguma costela. - Ah, estou bem, obrigada. Bem, sua égua está entregue. Espero que ela tenha se divertido, por que eu me diverti bastante! – Mantive meus olhos fixos em Lady enquanto falava, e ela apenas empinou o focinho e bufou. – Claro, e quem sabe na próxima você presta atenção no que eu digo? Tenho certeza que isso não vai acontecer de novo. – Havia certo rancor em sua voz, e eu me limitei a abrir um sorrisinho envergonhado. Pedi desculpas mais uma vez e observei a garota se afastando enquanto levava Lady de volta. Respirei fundo e senti uma aguda dor nas costas com esse ato. Era melhor eu sair logo dali; tinha que cuidar daquelas assaduras agora.





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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Gus Owens Pallas em Sex 3 Jan 2014 - 18:36

A manhã estava calorosa e bastante emotiva, um dia ótimo para efetuar um treino. Não que eu sempre tinha vontade de ir a treinos e colocar em prática a minha especialidade com algumas modalidades avulsas, mas eu ás vezes tinha que ceder uma força para a minha mente e o meu corpo e, sem reclamar, seguir até a arena ou outro local para treinar. Meu interesse pelos treinos ministrados ainda não tinha vindo à tona, não que eu não gostasse das pessoas que ministravam os treinos, mas que eu tinha preguiça de ficar olhando para a cara dos ministradores. Enfim, já estava com o meu uniforme de treinos, uma blusa alaranjada e um short de tecido inominável e um par de sapatos.

O movimento no acampamento naquela manhã estava crescente, de longe eu já podia ouvir os cochichos das pessoas sobre assuntos avulsos, o que me animou. Iria ir a um treino de equitação básica, na verdade, eu tinha que aprender a fugir e escapar de situações usando outros meios, e o meio que ofereciam no acampamento era o cavalo, e como eu não tinha medo e não sabia andar a cavalo, naquela manhã eu estava com uma vontade insana de aprender um pouco mais sobre eles. Saí do chalé em passos apressados para não perder o gostoso sol da manhã, entrando no embalo da trilha dos chalés.

Meus sapatos se encorajavam como botas, que um tanto sujas e já desgastadas, servindo apenas para ir aos treinos de equitação básica. Eu ainda não tinha um cavalo, mas, ao caminhar na direção dos estábulos, manipulei o dedo indicador do palmo esquerdo e batuquei a ponta dele diversas vezes no queixo, assumindo um semblante pensativo até o local. Mas não demorou muito para eu chegar ao local e a minha conclusão logo fluir-se na minha mente, deveria arranjar um cavalo um tanto antes e começar a treinar, pelo menos hoje. Apressei alguns passos pelas baias em que os animais estavam presos, me identificando com um cavalo marrom, com pelagens em alguns locais um tanto claras e os seus pelos na cabeça já escuros.

Apontei o dedo para ele, brotando um sorriso na região dos lábios; um sorriso cativante que, com certeza, havia hipnotizado o animal o mais cedo possível. Abri a baia e coloquei um suporte que estava sustentado em um rompimento de madeira ao lado do grande animal, nele, suspirando e afagando os pelos do cavalo com o dorso da mão esquerda. Aquele era um cavalo bastante calmo que, com certeza, tinha gostado de mim. Apenas pelo olhar que ele retirava para mim já era o bastante. Hoje era o dia de treinarmos a velocidade; iríamos correr em uma pista. Reta ou não, eu não tinha conhecimento, mas iríamos correr juntos.

Com a cela já formada na base do seu corpo e as rédeas já colocadas na altura do seu pescoço, ergui as botas do solo e impulsionei os pés na altura das folhas, me colocando sentado na cela que tinha proporcionado um tanto antes em cima do animal e trotando com ele para fora da baia, após umas batidas com as solas das botas nas laterais do animal. Era um cavalo bastante dócil a meu ver e, naquele momento, eu não tinha um nome em mente para o bichano, mas de certo eu iria pensar em um na minha volta ao chalé dos que, infelizmente, repousavam-se os indeterminados.

Depois de trotar vários minutos em círculos com o animal para me acostumar com ele, segui reto na direção de uma porteira que ficava um pouco depois de um riacho não tão grande, me deparando com uma pequena estrada de terra, fui batendo as solas nas laterais do bicho até ele começar a correr em uma velocidade mínima, de longe avistando um obstáculo. Parecia-me algo para saltar, duas barras de ferro que tinham sido empilhadas um tanto antes de começar os treinos. Trotei com mais velocidade e vi os cabelos altos do cavalo esvoaçarem com o vento. Não tinha a mínima ideia da nossa velocidade naquele momento, mas o obstáculo finalmente havia chegado e eu puxei as rédeas do cavalo, como em um movimento comum, saltando as barras com cautela e fixando as patas do animal do outro lado, sorridente e não deixando de trotar com velocidade.

Consequentemente e trotando com o animal de forma esguia e bastante abrupta, comecei a cavalgar com uma velocidade um pouco maior e me deparei com uma curva. Desci os pés um pouco abaixo do cavalo e girei a cabeça dele um pouco para o lado com o auxílio das rédeas, na tentativa de formular a curva com sucesso. Deslizei um pouco, mas não o bastante para eu não efetuar a curva e ficar de pé depois disso, ainda trotando com o cavalo em uma velocidade insana. Quando enfim terminamos a curva juntos, uma porteira pode ser avistada ao longe e eu cheguei depois de alguns segundos até a grande saída, lisonjeando a incrível visão das baias novamente.

Não demorei muito para fisgar a baia do incrível cavalo que eu tinha corrido, transpassando os palmos pelas pelagens dele e assentindo a cabeça em um modo sentimentalista, tentando fazê-lo ter orgulho do que ele tinha me proporcionado. Havia sido um treino ótimo e bastante movimentado, não que eu não gostava de movimentos. O meu corpo suado devido ao sol me fazia transpirar cada vez mais, o que era resultado da incrível corrida, ou melhor, treino. Quando pude ver que tudo estava em seu perfeito local, girei meus calcanhares e guiei meus passos até o chalé em que estava repousado talvez temporariamente, afim de um banho.

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Palavras complicadas e embromação não faz do seu treino um treino melhor, não sei se é sua forma normal de escrever assim, mas achei enrolação de mais e treino de menos por assim se dizer. Você não sabia nada sobre equitação, mas fez um treino com o animal como se soubesse, dando saltos e tudo o mais, isso tirou a coesão por completo.
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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Nic Ackard Campbell em Sab 4 Jan 2014 - 14:02

equitação?
que saco

O dia seria bem mais bonito se eu não estivesse no meio dos estábulos, tendo que olhar para a cara de um alazão bem mal encarado. — Podemos ir embora agora? — Perguntei para uma meio-irmã que havia me forçado a ir naquele lugar para ajudar em sei lá o quê. — Estamos aqui há 30 segundos. — Ela respondeu, me lançando um olhar que, na maioria das vezes, eu que lançava sobre as pessoas. — Eu disse que odeio cavalos, quero ir embora! — Jodie ofereceu alguns torrões de açúcar para uma égua à nossa esquerda. Ela sorriu maliciosamente, o que me fez ter vontade de lhe dar um soco. — Ah, mas não vamos. Não antes de você tentar montar no Nick. — Ela me fitou, com certeza para analisar a cara de medo e surpresa que eu deixara escapar. — Ele é um cavalo de temperamento forte e praticamente indomável. Achei que vocês combinavam. O que me diz? Minha expressão se transformou para uma estilo "Cê tá louca?". — Claro que não! Vamos embora logo!

Jodie deliciava-se, sem parecer nem um pouco frustrada. — Então a super corajosa do chalé 5 tem medo de pequenos cavalinhos? Que fofo! Muito forte você, hein, aposto que quando era menor, não conseguia dormir quando via My Little Pony. Seu orgulho fala mais alto, Marie. Converse logo com ele. — Ela tinha razão, principalmente na parte do My Little Pony. Entendi que o "conversar" era criar alguma afeição com o bicho, para poder montá-lo depois. Jodie me puxou pelo o braço e abriu a portinha da cabine de Nick, puxando-o para o lado de fora, bem distante dos estábulos. Ela me chamou com um movimento com as mãos. Fui receosa o bastante para ficar à 5 metros de distância do equino. Ela mexeu a cabeça em direção à ele, e eu coloquei as mãos atrás do corpo, transferindo meu peso para um lado e depois para o outro. — Nick, não é? — Ele relinchou. — Olha, eu vou ser bem sincera com você, nigga. Eu não queria e não quero estar aqui. Então se você se adiantar, vir logo aqui, e me deixar te montar, eu agradeço e todo mundo fica bem.

— Ele é orgulhoso, Marie. Ofereça alguns torrões. — Jodie me deu alguns desses negócios de açúcar, e se cavalos tivessem sobrancelhas, eu tinha certeza de que Nick estaria erguendo uma delas. Aproximei-me uns três passos, e o cavalo também. Depois mais um, mais um e mais um. Eu e ele tínhamos andando a mesma quantidade, ninguém ganhava e ninguém perdia. Tínhamos sido orgulhosos no mesmo grau. — Toma. — Ofereci um torrão. Ele aproximou o focinho. — Não a minha mão toda, por favor. Nick lambeu os torrões e abocanhou um, mastigando com gosto. Levantei as mãos na defensiva. — Tá vendo, nigga? Foi fácil! Depois de dar o resto dos torrões para Nick, acariciei de leve o seu maxilar. — Pode montar agora, mas primeiro coloque a sela. — Murmurou Jodie. Ao seus pés, uma sela e uma manta, que eu teria que colocar sozinha. Eu não fazia ideia, então somente coloquei a manta nas costas de Nick, empurrando-a um pouco para trás para favorecer o pelo. Peguei a sela e apoiei-a do lado do meu corpo com somente um braço, o direito. Fiquei do lado do cavalo e girei noventa graus, jogando a sela sobre o dorso do animal. Jodie pareceu estar rindo, ou talvez engasgando. — Você colocou a sela do modo certo, mas ela está do lado errado. Bufei, tirando a sela com dificuldade e girando-a cento e oitenta graus, posicionando novamente. Tinha um cheiro de couro insuportável. Jodie depois amarrou o que explicou ser a barrigueira da frente e a barrigueira de trás, umas tiras que caíam dos lados da sela. Depois o peitoral, que passava mais ou menos além do pescoço. Ela rapidamente me explicou que cada cavalo tinha sua espécie de sela, por causa das diferenças de dorso e arqueamento das costelas. Pensei em comentar que ela já podia apresentar um programa sobre equinos, mas não o fiz.

Era hora de subir. Fiquei de frente para a sela, apoiei meu pé esquerdo no estribo e dei um impulso,  segurando atentamente no cavalo. Subi no ar e logo estiquei minha perna direita, caindo sentada e de olhos fechados, como se perguntasse; "Eu morri?". Jodie me explicou que eu devia dar três voltas por ali, bem devagar, e depois levar Nick para os estábulos. — Moleza.

Eu agi como se tivesse nascido sabendo conduzir um cavalo, mas a verdade era que esse meu medo todo era porque só havia montado uma vez quando criança. Resultado? Quebrei a perna. Só lembrava que as rédeas eram usadas para o seguinte: esquerda, direita. Segurei-me com apreensão e fiz carinho no pescoço de Nick. Olhei para Jodie, sussurrando: "Como é que liga?". Tentei bater de leve as rédeas e Nick iniciou um cavalgar rápido, jogando-me para trás e fazendo que eu caísse deitada no seu dorso. Logo ele parou de vez, me jogando para frente. Caí de cara contra sua crina. Tossi algumas vezes e segurei as rédeas, esperando que ele começasse devagar. E ele o fez. Virei as rédeas para a esquerda, mas ele foi para a direita. Então tratei de virar para a direita, e ele foi para a esquerda. — Teimoso. Vai logo pro lado que eu quero. Não vou te dar mais torrões desse jeito. Ele relinchou e me obedeceu.

Eu achei que seria fácil, mas na primeira volta já queria descer. O meu argumento foi que "a sela machucava minhas cochas". Fiz mais uma volta, mesmo já estando tonta. Eu tinha que virar para o lado contrário de onde era para ele ir, aí ele ia pro lado certo. Seria complicado se ele continuasse sendo orgulhoso. Tanto tempo para não conseguir nem sair do lugar? Seria um desperdício de torrões. Nick de repente parou. Ele olhou para os lados e bufou. Tirei alguns torrões do bolso e me inclinei, colocando a mão perto do seu focinho. Ele comeu todos de uma vez. Continuou a andar, e logo terminei a última volta. Sorri. Quando estava pronta para guiá-lo até os estábulos, Nick correu na direção oposta, quase passando por cima de Jodie. Ele estava indo até as árvores. Nick estava doido, completamente maluco. A floresta era fechada. Ele conseguiu desviar das cinco primeiras árvores, e mesmo eu gritando, ele não parou. Já não estava mais segurando as rédeas, o pé esquerdo se soltou do estribo, meus cabelos já estavam cheios de folhas. Eu não percebi um galho enorme vindo em nossa direção, então não abaixei. O galho fez um corte enorme na minha bochecha. Eu sentia o sangue escorrendo. Não conseguia pronunciar mais nenhuma palavra, mas recuperei as rédeas e as puxei o mais forte que consegui. Nick levantou as patas dianteiras e eu escorreguei por seu corpo, caindo de costas no chão. Jodie veio correndo e tropeçando. Subi novamente em Nick e o conduzi com calma (mesmo com muita raiva e cansaço) até os estábulos. Jodie me levou para a enfermaria e ficou se desculpando, falando coisas como "Eu não podia ter permitido isso!" e "Ele é assim, desculpe por te forçar!". Eu estava bem. Afinal, eu até que tinha gostado dele.


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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Ginny Van Pallace em Qui 9 Jan 2014 - 16:02


Equitação? Oba!
 
Horse!
I think have a horse in my shoe...


Sabe, as vezes essa maldita plaquinha de probatio pesa demais, chega a sufocar, e tudo o que tenho vontade é de arrancá-la e lançá-la em Long Island pra atingir algum maldito graecus. Assim ficaria livre da placa e ainda furaria a cabeça de um graecus. Duas moscas em uma só raquetada. Mas não posso fazer isso. Tudo o que eu queria era sair do dormitório. Não aguentava mais ficar parada. Então tudo o que fiz foi levantar da cama, botar uma calça jeans comum e uma camiseta do Acampamento Júpiter. Enfiei meus all stars surrados em meus pés e fui para os estábulos. Era um lugar que eu amava, pois era silencioso e tranqüilo. Não sabia o quanto estava errada. Assim que passei pelo vão da porta, fui atingida em cheio por feno, e se não tivesse me esquivado, por uma ferradura. – O que está acontecendo? – Murmurei pra mim mesma. 

A explicação me atingiu em cheio. Aulas de Equitação! Será que precisava me inscrever nesta aula? Ou era como todas as outras, apenas chegar e fazer? Estava criando coragem para perguntar para alguém quando algo chamou a minha atenção. Um lindo garanhão forte, pelos cor de caramelo, crina e rabo negros e grandes olhos cor de chocolate me encarava, batendo a para dianteira esquerda no chão impacientemente. Não pude deixar de me aproximar cautelosamente, esperando alguma reação agressiva por parte do cavalo, mas ele apenas piscava os olhos. – Oi, garoto. – Disse na forma calma, para não assustá-lo. Ele balançou a cabeça e a apontou para um cesto com cubos de açúcar e cenouras numa mesa logo atrás de mim. – Está com fome? – Perguntei pegando uma cenoura e a balançando na frente dele. Ele relinchou e bateu as patas dianteiras enlouquecidamente. Gargalhei e estendi a cenoura para ele, que a pegou delicadamente de minha mão com a boca. Sorri e acariciei o fucinho dele.  Abri sua bainha e segurei em suas rédeas. O cavalo trotou ao meu lado. Uma garota na bainha ao lado cutucou-me. – Vejo que conheceu Tritão. Ele não é lá muito amigável. – Ela disse enquanto saía da bainha com seu cavalo nas rédeas. – Mas parece que ele gostou de você. Você foi a primeira. – Ela disse e sumiu de vista. – É... Acho que sim. – Fiquei olhando-a partir e só parei quando vi Tritão enfiar a cara no pote de cubos de açúcar. Puxei sua rédea com certa força, e então ele levantou a cabeça, lambendo os restos de açúcar em seu focinho. –Tritão! Não são só pra você! – Ele virou a cabeça e levantou a orelha esquerda, me olhando com dúvida. – Inteligência não é lá seu ponto forte, né? – Perguntei enquanto o puxava para fora dos estábulos. Ele relinchou em resposta. 

Depois de botar a sela em Tritão, botei o pé na correia e quando fui subir, ele desatou a correr, me derrubando no chão. – Ei! Volta aqui! – Saí correndo atrás dele, o que realmente não foi uma boa idéia. Várias tentativas mais tarde, consegui montá-lo. Bati os pés levemente em seu flanco. Tritão começou a andar lentamente em volta dos estábulos, e meu coração pareceu se inundar de felicidade. Puxei suas rédeas e ele parou. Encaixei meu pé na correia e puxei meu corpo para descer da sela, mas então ele desatou a correr novamente e eu fui de cara no chão. Fiquei estirada no chão por alguns segundos até minha visão voltar a foco e me levantei, puxando Tritão novamente até o estábulo e o prendendo em sua bainha. Dei-lhe duas cenouras e três cubos de açúcar. Estava com fome, então peguei um cubo pra mim e o enfiei na boca. Sim, eram pros cavalos, mas quem se importa? – Eu volto amanhã, okay? – Disse e acariciei o focinho de Tritão. Suspirei e voltei ao dormitório. Tudo o que eu precisava agora era de um banho.



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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Sam J. Parker em Sex 10 Jan 2014 - 17:17

Horse and Orion


Ali estava eu montando um cavalo. Resolvi que iria variar os tipos de treinos que estava treino, e hoje resolvi montar em um. Primeiro claro, tive que caçá-lo, porque ele estava fugido a alguns meses do acampamento, vivendo na colina, seu nome era Orion, ele era um magnífico corcel, de dois metros, com uma pelagem totalmente escura. Atraí ele com milho, chegando perto o bastante para um cabresto improvisado nele, e montar. Dica, nunca... Nunca monte em um cavalo sem cela, principalmente sem for homem, vai entender. – Você é muito bonito rapaz, - Disse fazendo um carinho em sua cabeça, descendo e subindo sua testa até próximo ao nariz. – muito mesmo. Que tal uma volta hein? – Disse, contornando ele e usando uma rocha grande para montar.
 
Nunca monte em um cavalo sem cela, claro se você gostar de seus... Você sabe. Fiquei meio de lado, para não bater nos trotes naquele lugar, e dei toquezinhos de leve com a ponta do meu pé, para que ele corresse. Séria muito bonito galopar com ele ali, se não doesse tanto. Já tinha uma certa experiência montando cavalos, meu tio antes de morrer, me levava muito para andar. Fui até o curral, e coloquei uma cela em Orion, e montei nele.- Agora sim. – Acho que ele entendeu o que disse, e relinchou deu uma empinada e volto – Oh oh, calma garoto eu quase cai. – Me ajeitei na cela, e fiz ele correr. Corri com ele pelo alto da colina, usando as rédeas para guia-lo, movendo ele para a direita ou para esquerda se quisesse virar. Deixei uma mão livre e treinei atacar dali de cima, fingindo dar estocadas e fincadas em inimigos imaginários. Orion deveria estar adorando. Dei uns pulos com ele entre troncos caidos, corremos e voltamos a colina, nos cansando
 
Ao final do dia, estávamos ambos ofegantes e cansados, levei ele para tomar água, e coloquei ele no curral, tirando a cela e o cabresto. Dei um banho nele, jogando água pelo seu corpo, e ele também acabou me molhando, ficamos brincando os dois ali. Dei um ultimo carinho em sua testa grossa, e voltei para o acampamento, para tomar meu banho, acho que o segundo graças a Orion.
 
 

 

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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Dominique A. Fretcher em Sex 10 Jan 2014 - 23:41

Primeiro Treino de hipismo.
Ai meus deuses, eu vou cair!
Eu nunca havia montado em um cavalo. Na verdade, acho que a punica coisa que cheguei a montar foi meu cachorro de estimação, quando era pequena. O animal era duas vezes maior que eu, e me carregava pela casa alegremente enquanto babava no carpete de minha mãe. Saudades desses tempos.
Apesar disso, cavalos sempre me chamaram a atenção. Considero-os animais amistosos e inteligentes, com uma beleza invejável. Talvez por esta razão eu escolhesse, como primeiro treino, a equitação básica. Isso ou o anseio de acabar sendo ferida por uma espada.
Ao chegar ao centro de hipismo, o instrutor já aguardava minha chegada ao lado de um alazão. Sim, havia apenas um cavalo na arena de hipismo. Ao chegar mais perto, pude ver que havia um sorriso meio tordo em seu rosto, meio amarelado.
 
Acho que se esqueceu de algo, moça. – Me disse, balançando a cabeça para o lado, para que eu o seguisse com o olhar. O estábulo. Claro, como eu queria vir para uma aula de hipismo sem um cavalo?
 
Segui a passos lentos para o lar dos cavalos enquanto o rapaz deixava seu olhar pairar sobre mim. Senti seus olhos em minhas costas até adentrar por completo o estábulo, dando de cara com um par de olhos. Um lindo corcel totalmente negro encarava-me e deixava sua respiração quente alisar minha face. Automaticamente levei minhas mãos para acariciei-lhe o rosto, e pelo que parece, este gostou. Fitei-o por mais uns instantes, então desatei a corda que o prendia, peando suas rédeas e levando-o para o centro de hipismo.
Ao voltar, esperei o instrutor que estava dando umas voltas com seu cavalo vir ao meu encontro e descer do mesmo, ainda sorrindo gentilmente. Houve as apresentações e então, o rapaz chamado Trevor começou:
 
Tem alguma experiência com cavalos? – Balancei a cabeça negativamente. – Tudo bem. Primeiramente, você deve criar um laço com o animal. – Nesse momento ele passava as mãos nas costelas de seu alazão. – Cavalos são muito espertos, e podem nos entender muito bem. Então, seja gentil com ele, que ele será gentil com você, certo?
 
Balancei a cabeça positivamente, marcando mentalmente tudo o que o rapaz dizia.
 
Certo, outra coisa importante, antes de querer montar em um cavalo, você deve saber montar a sela.  – Ele tirou a sela de seu cavalo, e colocou no chão ao seu lado. Logo voltou-se a mim e começou a me explicar as partes da sela, para que serviam e por vim colocou a sela como exemplo.
E então pediu que eu fizesse o mesmo. Não foi lá uma atividade muito emocionante, mas me manteve ocupada por longos minutos. Tive que refazer a atividade umas três vezes, já que eu acabei deixando a sela larga demais nas primeiras. Trevor disse que eu pegaria o jeito se começasse a fazer mais vezes.
 
Com a sela pronta, tive que ser ensinada a montar no cavalo, o que foi mais difícil. Eu tinha que calcular a força para conseguir pular em cima do cavalo sem cair par ao lado ou cair para trás. E também teve o problema de equilíbrio. Eu era muito desengonçada. Quando enfim eu estava prestes a sentar-me bonitinha em cima do animal, o mesmo começava a trotar, fazendo-me cair de bunda no chão. Trevor disse que eu devia estar preparada para isso.
 

Depois de tentativas incontáveis, consegui montar no alazão negro.  Trotei alguns poucos metros, com o instrutor ao meu lado. Quando desci, segui o rapaz até o estábulo juntamente com ambos os cavalos. Ele dizia que faríamos estas tarefas todas as vezes que eu fosse ao treino, até que me aperfeiçoasse. E também me disse sobre as futuras tarefas. Tratei de guardar tudo em minha cabecinha, antes de ver Trevor se despedir e afastar-se de mim. Acariciei mais uma vez o cavalo que havia sido tão comportado comigo, e corri dali. 

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Ares - Deixou muito a desejar, estava ficando ótimo ao meu ver, mas você deixou faltar na parte que mais importa. Não evite pular tantas linhas desnecessariamente, procure postar com tables, ou até mesmo apenas com justify, isso pode fazer com que tudo fique confuso e faça que o treino perca um pouco o valor..
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Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Sab 11 Jan 2014 - 11:12



Treino de Equitação


 Apesar do local destinado aos semideuses se denominar “acampamento”, eu não considerava a maioria das atividades dali como algo típico de acampamentos. Chalés estereotipicamente decorados, lutas com espadas e sátiros namorando ninfas desfiguravam a ideia de acampamento pra mim. Naquele dia eu só precisava descansar um pouco de treinos contra monstros e de deusas que reproduzem sem aquela ajudinha masculina. Basicamente, eu queria fugir da realidade por algumas horas. Por isso eu fui até os estábulos arrumar um cavalo para montar. Hipismo foi sempre uma atividade que me agradou, pois às vezes os cavalos são melhor companhia do que as pessoas.

Parei de frente ao animal mais animado dos estábulos. Ele relinchava feliz, como se dissesse “vamos lá, leve-me com você”. – Como vai, garoto? – disse alisando a cabeça do equino. Nós estabelecemos contato telepático de imediato, indicando que ele tinha gostado de mim – e o sentimento era recíproco-. Quando entrei em seu estábulo notei a criatura trotar parada onde estava, esperando ansiosa pra que pudesse sair. Todos os equipamentos necessários estavam dependurados na parede, facilitando meu trabalho. Peguei a sela inglesa incrivelmente acolchoada e coloquei no animal, tendo o cuidado pra não apertar demais o cinto em seu ventre. Em seguida peguei a cabeçada, recebendo muitos protestos do cavalo. – Eu sei que você não gosta, mas preciso colocar. – disse calmo. Ele, contudo, permanecia resistente. – Te dou duas cenouras no final. Cinco? Não, três. Tudo bem, quatro. – tentei argumentar com ele, mas acabei cedendo sua chantagem emocional. Nem sempre ter comunicação psíquica com cavalos é uma característica a meu favor. Coloquei a cabeçada com cuidado, depois prendi as rédeas e o cabresto na cabeçada, finalizando sua preparação.
 
Puxei o cavalo pra fora do estábulo pelo cabresto, caminhando até o centro de hipismo. Ainda segurando a corda, montei na sela sem nenhuma objeção do cavalo. Enrolei o cabresto no braço direito e segurei as rédeas com firmeza. – Vamos! – ordenei e o cavalo saiu rápido como um tiro. O início foi tranquilo e relaxante, a atividade servia como uma meditação pra mim. Puxadas específicas nas rédeas, batidas fracas com os pés e pensamentos no imperativo mantinham o animal obediente. Entretanto, ele queria mais do que ficar dando voltas ali. De repente ele saiu na direção oposta da que eu havia ordenado, saltando a cerca do centro de hipismo e correndo enquanto eu tentava não cair. – Ei! Calma! Opa! – falei ao mesmo tempo em que puxei as rédeas pra trás. Ele parou relutante. – Tudo bem, se você quer ver o acampamento nós faremos isso, mas eu estou no comando. Entendido?
 
Fizemos um passeio passando pelo refeitório, pelo bosque e pela praia dos fogos de artifício. Ele estava adorando ver as diferentes paisagens e as pessoas, mas eu estava adorando poder satisfazer sua vontade de ver além das viseiras. O cavalo não queria voltar para o estábulo depois do seu tour pelo Acampamento Meio Sangue, mas garanti que o visitaria com mais frequência e ele aceitou o trato. Tirei os equipamentos de montaria, guardando em seus devidos lugares. Já estava prestes a sair quando um relincho furioso lembrou-me de que eu precisava pagar minha dívida. Como ele acabou sendo uma excelente companhia naquela tarde, dei as cinco cenouras que ele tanto desejava. Não me importei com o fato de ele ter babado na minha mão, valia a pena vê-lo tão feliz. Alisei sua cabeça em despedida e saí dali, voltando pro meu chalé.

Narração - Falas


poderes:
♦Comunicação Telepática. [Nível 05] Esta habilidade consiste em fazer com que os filhos de Poseidon consigam se comunicar inicialmente com seres eqüinos verbalmente. Em níveis maiores, pode se comunicar pela mente com estes. Ainda pode ordenar o ser para com que siga suas ordens, fazendo qualquer coisa.



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Re: Treino de Equitação Básica

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