Treino de Equitação Básica

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Treino de Equitação Básica

Mensagem por Zeus em Sex 6 Dez 2013 - 15:25

Relembrando a primeira mensagem :



Treino de Equitação Básica
Ao lado dos estábulos, há uma central de hipismo, aqui, o campista aprenderá o básico de como se portar quando precisar andar em cima de um cavalo, ou mesmo em cima de seu mascote. Desde o cabresteamento, colocação da sela e montaria, o meio-sangue aprenderá os comandos para direcionar um animal. Depois disso o aluno passará para as lições avançadas, corrida, salto e voo.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


Missões & Treinos


avatar
Deuses

Mensagens : 329

Ficha Campista/Divina
Level: ∞
Mascote: Pegaso Divina
Mochila:

Ver perfil do usuário http://monteolimpus.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Sab 11 Jan 2014 - 13:11

Treino de Equitação Básica
Cavalgar sempre me deixava mais relaxada, montar num cavalo e sentir os cabelos ao vento enquanto o cavalo trotava levemente era uma sensação única e por isso que eu tinha optado por fazer um treino de equitação básica. Levei torrões de açúcar e cenouras, pois sabia que os cavalos gostavam disso e eu também gostava de vê-los felizes, cheguei aos estábulos e fui direto pegar meu cavalo favorito, ele se chamava Lenny, e eu já tinha visitado ele antes nos estábulos mesmo. – Hey garoto, esta a fim de dar uma volta? – Perguntei ao cavalo sorrindo, o cavalo relinchou e bateu as patas, mas eu podia ler os pensamentos dele, esse era um dos lados bons de ser filha de Poseidon, você podia se comunicar com seres equinos. – Bom garoto – Dei um torrão de açúcar para ele, peguei suas rédeas e o guiei para fora dos estábulos, Lenny trotou ao meu lado enquanto íamos para a central de hipismo, onde eu colocaria os equipamentos em Lenny e em mim, tinha aprendido do modo difícil que era melhor usar capacete e luvas. Quando chegamos à central de Hipismo uma menina se aproximou de mim. – Os equipamentos ficam ali, Arianne – Ela disse apontando para um ponto fixo e eu guiei Lenny para lá, não fiquei surpresa de a garota saber meu nome, eu vivia na central de Hipismo, ás vezes até ajudava alguns semideuses. Primeiro escovei Lenny, em seguida comecei a colocar a sela e os arreios, primeiro coloquei a sela, depois a barrigueira e por último, o freio.

Segurei as rédeas com a mão esquerda e virei o estribo para minha direção com a mão direita. Coloquei o pé esquerdo no estribo e segurei a sela, dei um leve impulso no estribo e passei a perna direita por cima do Lenny, assim, sentando na cela. Olhei para frente, sempre mantendo minha postura reta, deixei meus calcanhares apontados para baixo, já que era essa a posição correta, eu sabia disso tudo porque já tinha recebido aulas de Equitação. – Pronto garotão? – Perguntei a Lenny que relinchou. – Te darei cenouras depois que acabarmos – Prometi e o apertei com minhas panturrilhas, Lenny começou a andar levemente na arena de hipismo, não gostava de correr muito como eu via algumas pessoas fazendo e quase caindo de seus cavalos. Resolvi então começar a trotar com ele, me sentei mais firme na sela e manti minhas pernas mais próximas de Lenny, o apertei mais com minhas panturrilhas e Lenny começou a trotar, sorri, satisfeita comigo mesma e com Lenny, puxei a rédea direita e pressionei minha perna esquerda, fazendo Lenny virar para o lado. Achei que estava indo muito devagar, olhei para os outros semideuses que estavam correndo e tinha alguns que estavam até se divertindo, então resolvi tentar. – Whoa! – Disse para que Lenny trotasse mais rápido e ele respondeu aos meus comandos, cavalguei pela arena, ás vezes puxando as rédeas quando achava que Lenny estava indo rápido demais, quando quis galopar fiz o “barulho de beijo”, galopar era um pouco mais rápido que trotar, mas eu não estava me importando muito com isso, estava até me divertindo um pouco.

Guiei o equino até as barras, onde ele teria que saltar sobre elas, não estava muito confiante, mas queria tentar coisas novas. – Quer tentar, Lenny? – Perguntei ao cavalo e ele concordou, acho que ele confiava em mim (o que era muito bom). Galopei com Lenny o mais rápido que podia e quando cheguei próximo a primeira barra, puxei as rédeas para cima, Lenny entendeu meu comando e saltou por cima da barra, continuei galopando até que o próximo obstáculo apareceu, voltei a puxar as rédeas para cima e Lenny saltou novamente. Fiquei impressionada com os saltos dele, eram tão perfeitos que eu estava até achando que tinha alguém treinando Lenny. – Bom garoto, por hoje chega – Falei e dei impulso com meu pé para que Lenny fosse em direção aos estábulos novamente, desmontei dele e tirei a sela, a barrigueira e o freio deles, Lenny relinchou e bateu às patas no chão, pelo jeito ele não gostava muito de usar aqueles equipamentos; Coloquei ele de volta em seu lugar, dei uma cenoura a ele e sorri sobre os protestos do cavalo que queria ter ganhado mais cenouras e talvez uns torrões de açúcar. – Prometo que venho te visitar novamente e trarei mais torrões de açúcar – Falei, tinha aprendido o bastante para saber que não podia dar muitos torrões de açúcar a um cavalo, mas um uma vez ou outra não faria mal, fiz carinho no pescoço de Lenny e saí dos estábulos, indo em direção ao meu chalé.
 


100 X P + 10 Dracmas.

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Ares
avatar
Filhos de Hécate

Idade : 19
Mensagens : 230

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Corvo Negro Infernal
Mochila:

Ver perfil do usuário http://www.little4venger.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Angel Hutcherson em Ter 14 Jan 2014 - 17:26


Treino de Equitação

O dia seria bem mais bonito se eu não estivesse no meio dos estábulos, tendo que olhar para a cara de um alazão bem mal encarado. — Podemos ir embora agora? — Perguntei para uma meio-irmã que havia me forçado a ir naquele lugar para ajudar em sei lá o quê. — Estamos aqui há 30 segundos. — Ela respondeu, me lançando um olhar que, na maioria das vezes, eu que lançava sobre as pessoas. Eu disse que odeio cavalos, quero ir embora! — Jully ofereceu alguns torrões de açúcar para uma égua à nossa esquerda. Ela sorriu maliciosamente, o que me fez ter vontade de lhe dar um soco. — Ah, mas não vamos. Não antes de você tentar montar no Lui. — Ela me fitou, com certeza para analisar a cara de medo e surpresa que eu deixara escapar. — Ele é um cavalo de temperamento forte e praticamente indomável. Achei que vocês combinavam. O que me diz? Minha expressão se transformou para uma estilo "Cê tá louca?". — Claro que não! Vamos embora logo!

Jully deliciava-se, sem parecer nem um pouco frustrada. — Então a super corajosa do chalé 5 tem medo de pequenos cavalinhos? Que fofo! Muito forte você, hein, aposto que quando era menor, não conseguia dormir quando via My Little Pony. Seu orgulho fala mais alto, Angel. Converse logo com ele. — Ela tinha razão, principalmente na parte do My Little Pony. Entendi que o "conversar" era criar alguma afeição com o bicho, para poder montá-lo depois. Jully me puxou pelo o braço e abriu a portinha da cabine de Lui, puxando-o para o lado de fora, bem distante dos estábulos. Ela me chamou com um movimento com as mãos. Fui receosa o bastante para ficar à 5 metros de distância do equino. Ela mexeu a cabeça em direção à ele, e eu coloquei as mãos atrás do corpo, transferindo meu peso para um lado e depois para o outro. — Lui, não é? — Ele relinchou. Olha, eu vou ser bem sincera com você. Eu não queria e não quero estar aqui. Então se você se adiantar, vir logo aqui, e me deixar te montar, eu agradeço e todo mundo fica bem.

— Ele é orgulhoso, Angel. Ofereça alguns torrões. — Jully me deu alguns desses negócios de açúcar, e se cavalos tivessem sobrancelhas, eu tinha certeza de que Lui estaria erguendo uma delas. Aproximei-me uns três passos, e o cavalo também. Depois mais um, mais um e mais um. Eu e ele tínhamos andando a mesma quantidade, ninguém ganhava e ninguém perdia. Tínhamos sido orgulhosos no mesmo grau. — Toma. — Ofereci um torrão. Ele aproximou o focinho. — Não a minha mão toda, por favor. Lui lambeu os torrões e abocanhou um, mastigando com gosto. Levantei as mãos na defensiva. — Tá vendo? Foi fácil!. Depois de dar o resto dos torrões para Lui, acariciei de leve o seu maxilar. — Pode montar agora, mas primeiro coloque a sela. — Murmurou Jully. Ao seus pés, uma sela e uma manta, que eu teria que colocar sozinha. Eu não fazia ideia, então somente coloquei a manta nas costas de Lui, empurrando-a um pouco para trás para favorecer o pelo. Peguei a sela e apoiei-a do lado do meu corpo com somente um braço, o direito. Fiquei do lado do cavalo e girei noventa graus, jogando a sela sobre o dorso do animal. Jully pareceu estar rindo, ou talvez engasgando. — Você colocou a sela do modo certo, mas ela está do lado errado. Bufei, tirando a sela com dificuldade e girando-a cento e oitenta graus, posicionando novamente. Tinha um cheiro de couro insuportável. Jully depois amarrou o que explicou ser a barrigueira da frente e a barrigueira de trás, umas tiras que caíam dos lados da sela. Depois o peitoral, que passava mais ou menos além do pescoço. Ela rapidamente me explicou que cada cavalo tinha sua espécie de sela, por causa das diferenças de dorso e arqueamento das costelas. Pensei em comentar que ela já podia apresentar um programa sobre equinos, mas não o fiz.

Era hora de subir. Fiquei de frente para a sela, apoiei meu pé esquerdo no estribo e dei um impulso,  segurando atentamente no cavalo. Subi no ar e logo estiquei minha perna direita, caindo sentada e de olhos fechados, como se perguntasse; "Eu morri?". Jully me explicou que eu devia dar três voltas por ali, bem devagar, e depois levar Lui para os estábulos. — Moleza.

Eu agi como se tivesse nascido sabendo conduzir um cavalo, mas a verdade era que esse meu medo todo era porque só havia montado uma vez quando criança. Resultado? Quebrei a perna. Só lembrava que as rédeas eram usadas para o seguinte: esquerda, direita. Segurei-me com apreensão e fiz carinho no pescoço de Lui. Olhei para Jully, sussurrando: "Como é que liga?". Tentei bater de leve as rédeas e Lui iniciou um cavalgar rápido, jogando-me para trás e fazendo que eu caísse deitada no seu dorso. Logo ele parou de vez, me jogando para frente. Caí de cara contra sua crina. Tossi algumas vezes e segurei as rédeas, esperando que ele começasse devagar. E ele o fez. Virei as rédeas para a esquerda, mas ele foi para a direita. Então tratei de virar para a direita, e ele foi para a esquerda. — Teimoso. Vai logo pro lado que eu quero. Não vou te dar mais torrões desse jeito. Ele relinchou e me obedeceu.

Eu achei que seria fácil, mas na primeira volta já queria descer. O meu argumento foi que "a sela machucava minhas cochas". Fiz mais uma volta, mesmo já estando tonta. Eu tinha que virar para o lado contrário de onde era para ele ir, aí ele ia pro lado certo. Seria complicado se ele continuasse sendo orgulhoso. Tanto tempo para não conseguir nem sair do lugar? Seria um desperdício de torrões. Lui de repente parou. Ele olhou para os lados e bufou. Tirei alguns torrões do bolso e me inclinei, colocando a mão perto do seu focinho. Ele comeu todos de uma vez. Continuou a andar, e logo terminei a última volta. Sorri. Quando estava pronta para guiá-lo até os estábulos, Lui correu na direção oposta, quase passando por cima de Jully. Ele estava indo até as árvores. Lui estava doido, completamente maluco. A floresta era fechada. Ele conseguiu desviar das cinco primeiras árvores, e mesmo eu gritando, ele não parou. Já não estava mais segurando as rédeas, o pé esquerdo se soltou do estribo, meus cabelos já estavam cheios de folhas. Eu não percebi um galho enorme vindo em nossa direção, então não abaixei. O galho fez um corte enorme na minha bochecha. Eu sentia o sangue escorrendo. Não conseguia pronunciar mais nenhuma palavra, mas recuperei as rédeas e as puxei o mais forte que consegui. Lui levantou as patas dianteiras e eu escorreguei por seu corpo, caindo de costas no chão. Jully veio correndo e tropeçando. Subi novamente em Lui e o conduzi com calma (mesmo com muita raiva e cansaço) até os estábulos. Jodie me levou para a enfermaria e ficou se desculpando, falando coisas como "Eu não podia ter permitido isso!" e "Ele é assim, desculpe por te forçar!". Eu estava bem. Afinal, eu até que tinha gostado dele.


 0 X P 
Treino copiado de outra pessoa
 Afrodite
avatar
Filhos de Ares

Idade : 20
Mensagens : 18

Ficha Campista/Divina
Level: 2
Mascote: Mantícora
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Qua 22 Jan 2014 - 4:09



Corsel indomável


 O Acampamento Júpiter tinha um harém lotado de cavalos sadios e bem treinados. Contudo, só aqueles que pertenciam ao alto escalão da legião poderiam usufruir do benefício de cavalgar com eles. Restava aos probátios cuidar de tarefas como limpar os estábulos ou amansar os cavalos selvagens. Obviamente que eu escolhi a segunda opção. Eu me sentia extremamente confortável com os equinos, às vezes eles eram mais simpáticos do que os próprios campistas. Fato que não se encaixava no momento. O cavalo que eu deveria treinar estava preso por diversas cordas e ainda assim saltava, irritado por estar em cárcere. Não seria nada fácil convencer esse garoto a se comportar. – Ei! Calma, calma! Oá! Calma aí, garoto! – disse em tom severo enquanto me aproximava. O cavalo relinchou insatisfeito, mexendo o pescoço e fazendo a corda presa ali balançar.

 
- Você só poderá ficar solto quando for um bom menino. Até lá: nada feito. – disse alisando a crina do cavalo. Ele pareceu ficar menos irritado, mas ainda estava inquieto, trotando parado no lugar. Peguei o primeiro equipamento que deveria ser colocado: a barrigada. Algo essencial para que meu amigo não se machucasse com a sela. Entretanto, sempre que tentava prender no animal ele saltava, desviava ou empinava. Eu estava fazendo papel de bobo e os campistas que estavam por perto riam da cena. Precisei segurar o pescoço do equino com um braço pra mantê-lo parado tempo suficiente para prender a barrigada com a mão livre. Próximo equipamento, próximo desafio. Colocar a sela inglesa me deu ainda mais trabalho, pois o cavalo não parava de saltar um só minuto. Foi necessário deixar as cordas que o prendia mais esticadas, impedindo qualquer movimentação. Eu odiava ter que trata-lo daquela maneira, mas o cavalo não cooperava em nada. Com ele estático, fui capaz de colocar a sela e prender a cabeçada. Também amarrei o cabresto na cabeçada para que eu pudesse conduzi-lo.
 
- Vou desamarrar você, comporte-se. – avisei. Soltei o cavalo das amarras do estábulo, segurando-o somente pelo cabresto. Ele marchava calmo ao meu lado, surpreendendo-me devido a sua agitação anterior. Mas sua obediência foi passageira, só para me iludir. Assim que estramos no cercado feito para domar os animais, o cavalo correu em disparada. Fui arrastado alguns metros, ralando o corpo no chão e machucando a mão por causa da grande força que usei para segurar o cabresto. O cavalo só parou quando percebeu que não tinha escapatória. Levantei irritado, batendo na calça para limpar a sujeira. – Não é assim que se faz! – briguei dando um forte puxão no cabresto, fazendo a cabeça do cavalo descer rapidamente. – Devagar e ao meu lado. – ordenei. Caminhei calmamente, trazendo o equino comigo. Vez ou outra ele acelerava o passo, mas um puxão no cabresto o fazia recuar. Dessa forma, demos várias voltas em torno do cercado.
 
Já tinha tido um grande avanço com o cavalo rebelde, o suficiente para uma tarde. Ainda assim tentei monta-lo, talvez fosse o meu dia de sorte. Coloquei primeiro o pé direito no suporte da sela e ele permaneceu parado. Segurei nas rédeas de modo a me dar equilíbrio na subida e impulsionei meu corpo com o pé. Estava passando a perna esquerda sobre o cavalo quando o danado saltou, jogando-me no chão. Bati com as costas no solo e acabei rindo depois que o susto passou. A melhor coisa a fazer seria ir com calma, deixar cada lição para um dia pois o cavalo romano não queria ser domado. Levantei-me e conduzi o cavalo de volta para o estábulo. Retirei os equipamentos de hipismo pra que ficasse mais confortável e ofereci cenouras como gratificação do pequeno avanço. Despedi-me do equino fazendo carinho em sua cabeça e me retirei. Ainda precisava fazer muitas visitas até que o cavalo ficasse totalmente treinado.


Narração - Falas 

 100 X P + 10 dracmas 
GRAMÁTICA (0-25 XP): 25 .-. COESÃO (0-25 XP): 25 .-. DESENVOLVIMENTO DO TREINO (0-50 XP): 50
 Afrodite
avatar
Filhos de Poseidon

Mensagens : 113

Ficha Campista/Divina
Level: 34
Mascote: Hipocampo
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Christina R. Lockhart em Qua 22 Jan 2014 - 21:38

can you dance like a pegasus?

Eu particularmente não gostava de treinos de equitação, mas a julgar pelos recentes acontecimentos e a guerra eminente, era um esforço necessário, mas do meu jeito, é claro. Caminhei até a arena de equitação e passei like a boss ass bitch por entre a massa de semideuses que pretendiam treinar normalmente. Ignorei as instruções do campista mais velho, que instruía para que nós, iniciantes nesse treino, treinássemos com cavalos normais antes de partir para os pegasus. Bom, aquele era meu primeiro treino, mas não deveria ser difícil, e com uma guerra se aproximando, não havia tempo para isso. Me aproximei dos estábulos dos pegasus e me aproximei do primeiro que vi. - Hey garotão - o cumprimentei enquanto acariciava seu focinho. A criatura pareceu gostar daquilo e eu sorri contente com aquilo. - Tenho uma coisinha aqui para você - disse enquanto retirava alguns torrões de açucar do bolso. O pegasus pareceu contente em ve-los e não hesitou antes de rouba-los das minhas mãos. Sorri e voltei a acaricia-lo, até que ele esticou a cabeça a procura de mais. - Ah sim, tem bem mais de onde vieram esses, mas vou precisar de um favor seu - comentei. O pegasus então me encarou, desconfiado. - Não é nada demais, apenas quero dar uma voltinha com você. Você topa? Te consigo mais torrões depois - propus. O pegasus então deixou seu estábulo por conta própria, provavelmente movido pela vontade de torrões, o que me levou a imaginar se alguém os alimentava corretamente. - Bom garoto! - elogiei enquanto ele se agachava para que pudesse monta-lo. Eu então o montei e antes que eu pudesse tomar coragem ou fôlego, o pegasus já estava de pé e levantando voo.

Voar de pegasus era uma experiência indescritível. Ele ia alto o suficiente para ver todo o Acampamento Meio-Sangue abaixo de nós e para fazer minha respiração ficar desenfreada. - Mergulhe, garoto - pedi, e o pegasus deu uma espécie de meia volta e mergulhou, fazendo com que eu tivesse que me segurar firme em seu pescoço. O pegasus então desceu à uma altura menor, tornando possível ver a arena de arco e flecha dali. - Pare aqui garoto. Consegue parar no ar? - perguntei.  pegasus pareceu ofendido. Ele mudou de posição, colocando as patas traseiras para frente, batendo as asas "em pé". - Opa! Calma lá! Desculpa! - gritei, quase caindo. O pegasus então voltou a posição normal, ainda batendo as asas se mantendo parado. Apertei meus pés ao redor dele, por segurança, e soltei minhas mãos. - Isso. Vou tirar minha besta das costas, ok? Não se assuste, não vou machucar você... - disse tirando Daryl das costas, olhando para o acampamento abaixo de nós - ... eu não seria tão louca - comentei com o pegasus desconfortável abaixo de mim devido a arma. Graças aos deuses, tinha uma boa visão pelo menos. Olhei para baixo e mirei num ponto fixo na grama próximo a uma pedra. Mirei e atirei, acertando com facilidade o ponto em que havia visto. - Perfeito! - murmurei. Acidei a repetição e atirei mais algumas flechas, todas ao redor da pedra. Era incrível, atirar para baixo parecia tão fácil quanto para frente.

- Muito bom amigão! Agora quero que dê voos em circulo, ao redor do acampamento. Pode fazer isso? - perguntei, e pegasus relinchou em aprovação. - Eu sei que pode - sorri. Ele então começou a voar ao redor de toda extensão do Acampamento, enquanto eu armava o arco e procurava um ponto fixo para mirar. O primeiro local que vinha se tornando próximo conforme o pegasus voava era a praia. Mirei em um coco de um coqueiro, e quando se aproximou o suficiente, eu atirei. A flecha acertou o coco em cheio, derrubando-o no chão. - Isso! - murmurei contente. O pegasus continuava a sobrevoar o Acampamento, e o próximo ponto próximo era a Casa Grande. Rearmei a besta e atirei em direção a escada da sacada, porém dessa vez errei, e a flecha acabou acertando a mesa onde Quíron e meu pai jogavam uma espécie de jogo de cartas. - Ops... - murmurei prendendo o riso. Provavelmente ouviria poucas e boas por aquilo. Para finalizar, mirei no alvo de treino enquanto o pegasus se aproximava da arena. Atirei e a flecha voou em direção a parte superior lateral do alvo, já que a proeza de acertar qualquer parte da superfície pintada do alvo seria impossível. Era legal treinar com a besta dali. Como era ex-instrutora de Arco e Flecha, iria sugerir aquela prática ao atual instrutor. - Já pode pousar, amigão! - disse fazendo carinho no pescoço do pegasus. Ele relinchou novamente e mergulhou, em direção Acampamento.

O pegasus pousou trotando no exato lugar onde estávamos antes de decolar, e ao parar completamente, ele se agachou para que eu pudesse descer. Desci tirando os torrões de açúcar do bolso, entregando ao pegasus. - Bom trabalho, amigão! - disse fazendo carinho em seu focinho, fazendo-o relinchar satisfeito. Ao terminar de comer, eu o devolvi ao seu estábulo e me despedi. Em seguida sai dali, rindo internamente daqueles que treinavam normalmente no chão.


 90 X P 
GRAMÁTICA (0-25 XP): 25 .-. COESÃO (0-25 XP): 25 .-. DESENVOLVIMENTO DO TREINO (0-50 XP): 40
 Afrodite
avatar
Filhos de Dionisio

Idade : 23
Mensagens : 183

Ficha Campista/Divina
Level: 43
Mascote: Tigre Mecânico
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Chillie P. Möhrhauser em Dom 26 Jan 2014 - 0:36



come on big boy show me what you got!

Em Atlanta tinha um centro de Hipismo. Sempre achei uma ideia legal, mas apenas ia até lá quando o orfanato decidia fazer uma excursão e afins, o que era realmente muito raro. Mas sempre que via aqueles cavalos saudáveis e fortes, uma alfinetada sempre estava presente em meu peito, embora ainda não sei a real razão. E foi por isso que me lembrei de Atlanta, enquanto observava os lindos cavalos do Acampamento Meio-Sangue. O bizarro neles eram que alguns tinham asas. E não digo asas de brincadeirinha, asas de verdade! Mas já estava totalmente adaptada ao bizarro desde que tinha chegado à este acampamento. Freddy, um menino filho de Hermes que dividia chalé comigo se aproximou, sorridente e confiante. - Hey, Chandy! Já tentou cavalgar em um desses? É incrível! Você viu eu trotando com ele? Genial!; apenas dei um sorriso fraco dando as costas para ele. - É Chillie, Frederic. Na verdade, ainda não dei uma volta neles. Mas aposto que faço melhor que você. ; então Freddy e eu fizemos a aposta. Se eu cavalgasse com um daqueles cavalos bonitões, ganharia dez dracmas, que equivalia a 20 pratas mais ou menos.


[. . .]


Freddy estava me explicando como se colocava os equipamentos, já achei complicado de início. Mal sinal. Quando todos os equipamentos estavam prontos, acariciei o cavalo que só agora percebia seu nome na porta do estábulo. Gatsby. - Hm, okay Gatsby, não me mate, okay? É minha primeira vez e não tenho ideia do que realmente fazer, então pegue leve. ; e o cavalo apenas bufou, provavelmente habituado com tantos novatos sem experiência. Peguei suas rédeas e mantive uma postura ereta e estreitei os olhos para Freddy, no sentido “Se prepare, panaca!”

Gatsby começou a andar devagar até chegar numa trilha um pouco simples e vazia, perfeita para principiantes retardados. Com a mão direita acariciei sua crina e sussurrei: - Prometo pra você algumas cenouras mais tarde, viu? , e assim que disse isso apertei-o com minhas panturrilhas e após isso Gatsby começou a correr feito um louco.

Começou a trotar rápido para frente, e quando necessário virava as rédeas para um dos lados para fazer curvas. Era uma descarga de adrenalina deliciosa, não do tipo que dá medo mas do tipo que se torna divertido. Ele pareceu gostar de minha energia, e apenas acelerou a corrida. Mas logo percebia que vinha pela frente obstáculos, e francamente não me sentia realmente confiante para isso, mas não tinha nada a perder. Quando estávamos quase na barra, apertei o máximo que pude as panturrilhas e puxei as rédeas para cima bem a tempo. Gatsby saltou sobre a barra com maestria e diminuiu o ritmo, galopando para ter mais estabilidade. Relaxei um pouco os ombros, que logo estavam muito tensos para pelo menos não me estressar e bom me divertir não é mesmo? - Okay, garoto! Eu sei que consegue!; disse avistando uma barra adiante.

O cavalo provavelmente viu aquilo como um desafio, pois apressou um pouco o ritmo, para adotar um pouco a técnica da “ousadia e alegria”. Quando estávamos próximos do obstáculo, fiz o mesmo ritual. Pressionei as panturrilhas contra o equino e puxei as rédeas para cima bem no momento do salto. Sentindo o impacto do cavalo depois do salto, notei que ele já estava se cansando e que não deveria esforçar muito este. Então quando notava que ele ia muito rápido, puxava as rédeas para cima, para não colocar muita pressão neste. A velocidade não era exatamente rápida, mas não exatamente devagar, posso dizer que estava no “intermediário” embora o equino odiasse isso. Logo adiante estava a terceira barra, a última e mais alta. Gatsby queria acelerar demais o passo, mas não deixei, tentando manter aquele ritmo. Quando chegou o momento fechei os olhos e pressionei pela última vez o cavalo, subindo as rédeas como de costume. Porém não fora tão bem sucedido.

Gatsby acabou por saltar baixo demais, e tropeçando na barra. O equino acabou por tropeçar, diminuindo a estabilidade à zero. Quando este ia dar a última curva da pista, quase que caí da cela. Aparentemente Gatsby ficou extremamente nervoso por não ter conseguido passar a barra “finale” e estava descontando a raiva. Mas no fim, conseguimos chegar vivos até os estábulos, onde Freddy me esperava impaciente.


[. . .]

Freddy me ajudou à descer de Gatsby e bateu palmas para mim ironicamente. Ele me entregou um saquinho de flanela com cinco moedinhas. - O QUÊ?! EU CONSEGUI VENCER?!; indaguei cheia de alegria. - Bah, não. Só venceu metade da aposta, está me devendo cinco dracmas! ; em seguida ele se foi. Acariciei o pescoço de Gatsby e peguei duas cenouras para o sortudo, e me despedi dele que parecia muito feliz com a recompensa.



85 X P 
GRAMÁTICA (0-25 XP): 25 .-. COESÃO (0-25 XP): 20 .-. DESENVOLVIMENTO DO TREINO (0-50 XP): 40
 Afrodite
avatar
Filhos de Quione

Mensagens : 20

Ficha Campista/Divina
Level: 9
Mascote: Lobo Albino Gigante
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Lola Bertrand Graham em Dom 2 Fev 2014 - 17:59


Break the ice then the cold heart!
Strike the heart for love frozen by fear is beautiful and menacing
Após o almoço muitos campistas gostavam de ficar no lago ou nos campo de morangos, e eu era totalmente diferente. Estava tão acostumada a ficar em ativa que simplesmente não conseguia tirar vinte minutos de descanso e relaxar ao ar livre, por mais tentador que isso fosse. Sai do pavilhão, deixando a mesa dos proles de Hermes, ocupado apenas metade do acampamento, ok, isso foi exagero, mas a mesa eram a que tinha mais campistas. Meus cabelos negros estavam amarrados em uma trança de lado, que pendia pelo meu ombro e repousava em meu seio; havia colocado um headband em minha cabeça, assim eu mais me parecia uma caçadora. Eu tinha um amor inigualável por cavalos, minha família tinha um rancho numa parte rural de New Jersey, e todas as férias íamos para lá; eu gostava de cuidar de cavalos por lá, e cavalgar até tarde. Fazia um bocado de tempo que não visitava os estábulos, tão pouco eu tinha um cavalo, por mais que meu sonho de consumo fosse um. Dirigi meus passos até os estábulos, apressados e firmes; a medida que eu andava eu podia sentir a minha adaga dentro do tecido de minha bota, separada de minha pele por um fino pedaço de pano. Não era a melhor arma que eu tinha em posse, mas era boa para se levar em qualquer lugar. Brevemente eu acenei para Juliet, que estava na varanda da Casa Grande fazendo Zeus-sabe-lá-oque, não vi ninguém com ela, oque é bem estranho. Ignorei o fato e continuei o meu destino, até sentir-me envolvida pelo cheiro agradável de cocô de cavalo.

Os estábulos estavam vazios, ocupados apenas por um cavalo a dormir e um outro que fazia sua refeição; fico imaginando oque estariam fazendo os outros a uma hora dessas, já que todos os campistas estavam em seu momento de descanso. O cavalo que comia o feno era incrível, o cavalo mais lindo que eu já vira em minha vida, os pelos incrivelmente brancos, sem nenhum amarelado ou mancha escurecida, porte forte e asas deslumbrantes.  – Como vai indo, amigão? – digo em voz alta. Aproximei-me do cavalo branco que comia tranquilamente o feno, aparentemente ele parecia tranquilo, mas quando meus dedos tocaram seu pelo ele relinchou e se ergueu sobre as patas traseiras, erguendo as dianteiras no ar assustado. Dei alguns passos para trás, olhando-o totalmente incrédula. – Calma não vou machucar você! - digo enquanto o cavalo continuava inquieto, relinchando sem parar e acordando o outro cavalo que dormia. ‘Ei, parem de barulho ali, acham que só vocês tem o direito de dormir até tarde, seus bundas achatadas? Mim também não gostar, mas mim também ter que acordar cedo todo dia, e no dia de folga da...’, não, não foi o cavalo que disse isso, mas eu juro que eu o imaginei pensando isso. O cavalo que dormia se levantou e foi para um outro canto onde eu não pude mais o ver, imaginei que ele tivesse ido dormir ou algo assim, já que eu havia o atrapalhado. Dei mais alguns passos para trás, quase desistindo da ideia de praticar hipismo e me socializar com os cavalos. O outro cavalo parecia bem calado, mas observava tudo e adorava não deixar-me toca-lo, eu podia sentir que ele estava cheio de energia e pronto para agir, mas estava a se fazer de difícil. Realmente, sou bastante idiota por imaginar ações e pensamentos para os cavalos. Admito que é assim que eu me sentia na maioria do tempo. – Não fique com medo de mim, sou legal, acho. Só vim praticar um pouco de equitação – verbalizo revirando os olhos, cruzando os braços e repetindo em minha mente que não iria entrar em uma briga de cavalo. O cavalo branco relinchou, mas acho que foi mais um riso. Me aproximei do cavalo branco e o examinei melhor, me ajoelhando e acariciando sua cabeça, deslizando levemente minha mão para seu focinho. Queria dar-lhe um nome, mesmo não sendo o dele, apenas um apelido que seria só meu. Era macho, então tinha que ser nome de macho. Pensei um pouco, o cavalo era muito bonito e merecia um nome especial. – Que tal você se chamar Halias, ein amigão? Significa Mar em Grego, combina com você – digo, ainda fazendo carinho em sua cabeça, tentando pegar a confiança dele; em resposta ele apenas relinchou. Como ele não fez nenhuma cena exasperada eu tomei aquilo como uma resposta confirmativa.

– Sei porque é tão quieto, amigão, você só espera que a pessoa venha até você, que ela se mostre legal, quando ela faz isso você se solta, você mostra quem você é realmente. Se parece muito comigo – digo pacientemente, com a voz doce e serena, esbanjando mansidão e essas coisas. Ele pareceu não concordar muito, mas anyway, não sei ler pensamentos de cavalos. Decidi começar com um cabresteamento, era a primeira etapa precisa, e eu nunca tinha feito isso. No rancho da família Bertrand os cavalos já vinham preparados para a montaria; mas às vezes eu até via os empregados arrumando os cavalos e usando um cabresto. Me levantei do chão e vi o cavalo se por de pé também, acho que ele resolveu cooperar comigo. Fui até o armário de equipamentos e peguei um cabresto de couro resistente. Pelo visto aquele era bastante resistente, no rancho a gente usava uns com argolas de metais horríveis, que sempre se rompia quando o cavalo estirava. Levei o Halias para um local melhor, mais ventilado e iluminado, o chão era de grama verdinha e bem cuidada, aposto que era feitio dos filhos de Deméter. Enquanto tentava endireita-lo para melhor eu fazer a atividade, dei minha mão para ele cheirar, acariciei devagar seu tronco, até que ele sinta bastante confiança em mim para eu poder colocar o cabresto. Era complicado, demorava muito, mas era uma atividade muito prazerosa e tranquila. Ajustei o cabresto na cabeça de Halias, a focinheira baixa, mas não muito. Li em algum lugar que se ficar muito baixa podia “afogar” o animal, e se ficar muito alta fica difícil de dominá-lo. – Ai amigão, seja bom, pelo o amor que você tem por Poseidon – digo, escondendo minha voz tremida ao afastar lentamente do local, indo pegar um balde com alguns itens que seria utilizados.

Com o cavalo contido pelo cabresto, eu peguei uma raspadeira de borracha e escovei seus pelos brancos (uma vez que achei a de ferro um tanto quanto insensível, não teria coragem de escova-lo com aquele treco). Percebi que ele estava se agitando, então cogitei em mudar de escova, pegando uma escova do tipo que se usa para lavar roupa, sabe?  Eu escovava de cima para baixo, as vezes em sentido do pelo. A limpeza da pele de um cavalo é importante, eu que não gostaria de montar em um cavalo com pelos feios e sujos. Aliais, a limpeza de pele é tão tranquilizadora que não vejo nenhum problema em fazê-la. Logo Halias estava no esteio, eu o amarrei curto para evitar que se emaranhe na corda. O amarrei passando duas voltas com o cabresto no esteio, devo admitir que minhas mãos trabalhava de formas ágeis nesse procedimento, por mais que não seja tão complicado. Eu simplesmente sabia oque tinha que ser feito. Passo a corda no esteio, volto na argola e torno a passar no esteio e amarrar, evitando assim que o nó aperte muito; e também agora Halias pode girar em torno do esteio sem enrolar a corda. Halias relinchava vez ou outra, mas não fazia movimentos súbitos e muito menos bruscos. Puxei Halias pelo cabresto com uma mão, e com a outra eu acariciei seu dorso; percebi que ele não estava acostumado com esse tipo de coisa. Ele andou um pouco, um pouco descontrolado, mas eu puxei o cabresto com mais força (não a ponto de machuca-lo) e ele parou. Dei um sorriso, vendo que estava funcionando. Puxei devagar a o cabresto novamente e ele andou, ainda com aquela exasperação com a falta de liberdade. Repeti esse processo mais algumas vezes, até me sentir um pouco entediada com aquilo, mas realmente eu espero que ele tenha associado que se andar a pressão do cabresto em sua nuca diminui.

Retiro cabresto e tudo mais que o prendia, deixando-o livre novamente. – Eu volto outro dia, okay Halias? – digo, passando a mão na sua nuca. Quase pude decifrar seu olhar. “Deixei você me usar, agora passa uns dracmas para cá para que eu possa comprar um buquê de cenouras para uma eguinha”. Revirei os olhos e me despedi dele, logo saindo dali.



100 X P + 10 Dracmas

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50 .-.
Melinoe  

avatar
Filhos de Deimos

Idade : 20
Mensagens : 6

Ficha Campista/Divina
Level: 4
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Astrid Curtis em Sab 8 Fev 2014 - 15:55

            Não havia escapatória. Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, eu teria que montar um cavalo. Que respeito teria uma semideusa que não sabe cavalgar? Ou, pior: que morre de medo de cavalos? Eu, com certeza, não queria viver para descobrir.
            Antes de sair de meu chalé, enchi meus pulmões de ar, comprimi os olhos e pensei, é agora ou nunca. Uma enorme parte de mim gritava “nunca, Astrid!”, mas eu já aprendi que, muitas vezes, não devo dar ouvidos à mim mesma. Apanhei um par de botas e um capacete (o qual peguei emprestado de uma irmã) e soltei o ar. Vamos lá.
            Empurrei a portinhola de madeira e senti a morna brisa de fim de tarde acariciando minha pele. A grama macia fazia cócegas em meus pés descalços, e o cheiro de morangos invadia o ar. Adentrei os campos, indo em direção ao estábulo.
            Há vários metros do local, era possível ouvir os relinchos e os cascos cavando a areia e o feno. Cascos poderosos e fortes que poderiam me nocautear com um só chute. Estremeci com o pensamento.
            Sentei-me debaixo de uma arvore para poder calçar as botas. De onde estava, era possível ver a aula de um menino, aparentemente forte e alto. Ele montava um enorme cavalo negro, sem cela. A inquietação do animal era evidente. Um segundo semideus, um rapaz de uns vinte e poucos, com o cabelo comprido e emaranhado, se punha na frente do animal, na tentativa de acalmá-lo. O equino bufava e balançava o focinho incessantemente. O que estava em pé dera um passo à frente, e o cavalo se pôs nas patas traseiras. O pobre garoto que o montava, perdeu o equilíbrio e caíra com as costas no chão. O outro também não levou uma melhor, e foi atingido no rosto pelo duro casco.
            Aquilo me apavorou. Levantei num salto e virei-me de costas para a cena, fechando os olhos com força e mordendo as ruguinhas da falange do dedo indicador – mania estúpida que carrego desde os dez anos – tentando me acalmar. Apenas podia ouvir relinchos e berros de dor. Nem mesmo os deuses entenderiam o quão horrorizada eu estava. Respirei fundo algumas vezes, esperei os gritos cessarem, chacoalhei a cabeça e segui para o estábulo, quase fincando minhas unhas no capacete de plástico.
            A bota fazia um barulho extremamente alto ao colidir com o asfalto que um dia fora inteiramente coberto de feno, mas hoje, tinha mais falhas do que a boca de uma criança na troca de dentes. Avistei o menino cabeludo apoiado num galão de água, enquanto pressionava um pano ensanguentado em seu nariz. Aproximei-me dele, apavorada demais para dizer qualquer palavra. Primeiro ele me examinou dos pés a cabeça e disse – Quanto rosa em uma pessoa só, não? – Mas logo rui e deixou o pano de lado, comeu uma colherada de ambrosia e estendeu a mão para mim – Sou Marcus, o treinador. – Retribuí o aperto de mãos – Astrid, a completa leiga do hipismo. Ei, Marcus, o que aconteceu lá no estábulo? – Aquele é o Caju. Nós temos um pequeno, hm... problema com ele. Tiramos ele de mortais que o maltratavam há pouco tempo, mas não se preocupe, o outro campista e eu logo nos recuperaremos. Mas vamos ao treino. Pode escolher um cavalo.  – Ignorei a tentação enorme de perguntar que tipo de nome era Caju, e obedeci suas ordens.
            Andei muito cautelosamente pelas baias, me afastando dos cavalos que esticavam os longos pescoços para fora. Todos pareciam iguais aos meus olhos, e todos me apavoravam. Foi numa das ultimas que vi um cavalo inteiramente branco, com a crina inteiramente trançada em mechas finas. – Marcus? – chamei – Pode ser esse? – Ele veio em minha direção, percebi que seu nariz já não sangrava. Ele parou do meu lado, acariciando a barba rala. –Ótima escolha. Destiny. Muito dócil. Você vai gostar dela.
            Ele entrou na baia e ajustou diversos equipamentos, dos quais não consigo citar ao menos dois. Ele puxou a égua para fora e levou-a ao lado de um balde. Eu tentava manter distancia o tempo inteiro. Ele colocou a mão no bolso e tirou de lá um torrão de açúcar marrom, estendendo-o em minha direção – Não, obrigada – disse, tentando ser educada. Ele olhou para mim como que tentasse detectar a ironia na minha fala, então inclinou-se para frente e soltou uma longa gargalhada. – Não é pra comer. É para dar à égua. – Franzi o rosto num claro sinal de vergonha – O primeiro passo é sempre tentar estabelecer uma relação amistosa com o bicho. – Tomei o cubo de sua mão, hesitante. – Mas e se ela me morder? – Ele parecia ter toda a paciência do mundo – É só manter a palma virada para cima.
            Tranquei a respiração e, com o corpo inteiro temendo, estirei o braço logo abaixo da boca de Destiny. Ela farejou um pouco e mexeu os ágeis lábios até agarrar o torrão. Me afastei rapidamente – Muito bem – ele batia palmas. – Agora suba. – Me pus em cima do balde enferrujado, e subi o pé até o lugar que Marcus indicou – “Estribo” é uma palavra horrorosa, sabia? Vou chamar de “puffy”, porque puffy é muito mais bonitinho. – Destiny bufou, e Marcus revirou os olhos. Ao montar, tive a graciosidade de uma toupeira bêbada, e quase caí, mas o instrutor não pareceu ligar muito. – Está certo, vamos.
            Meu coração estava a mil. Pela primeira vez na vida, estava em cima de um cavalo. A sensação era uma mistura de entusiasmo com uma ansiedade enorme. A medida que a égua trocava o peso de pata, meu corpo balançava num gingado desconfortável Marcus nos guiava até o centro de hipismo. De repente, Destiny parou. – Vamos, garota! – O treinador dava puxões e mandava beijos para o cavalo, mas, na minha opinião, flertar com ela não a faria sair do lugar. – Astrid, pode pressionar seus calcanhares nela, por favor? – Apertei suas costelas e, naquele instante, a égua saiu em disparada, por pouco não atropelando o professor.             Involuntariamente, dei um grito longo e estridente, mas isso só a fez acelerar mais. Comecei a sentir que perdia o equilíbrio – Ponha o pé de volta no estribo – Pude ouvir Marcus gritando – O que? – Percebi que meu corpo inclinava para o lado esquerdo, e que logo iria cair. Naquele momento, senti um enorme nervosismo. Parecia que alguém amarrara todos os meus órgãos juntos por uma corda, e tentava tirá-los através de minha boca. – O ESTRIBO – ele voltou a gritar – PUFFY! PONHA O PÉ NO PUFFY! – Aaaaah, agora tudo fazia sentido. Com um pouco de esforço, me agarrei ao pescoço de Destiny, esticando minha mão direita até o tal de estribo, e tentei por o pé de volta ali. Por mais que eu me controlasse, não conseguia acertar o espaço. Meu corpo inteiro tremia, e com a velocidade do cavalo, eu mal podia ver. Talvez por sorte, talvez por alguma ajuda divina, consegui.
 
            – Excelente! Agora puxe as rédeas.. digo, as cordinhas que levam à boca dela. – Agarrei as cordinhas e trouxe para perto de meu corpo com toda a força. Então, Destiny parou. Marcus veio até mim e segurou o focinho do cavalo, olhou dentro de seus olhos e murmurou algo que não entendi exatamente o que dissera, mas foi algo como “o que aconteceu aqui, hein?”. Eles pareciam ter uma conexão forte. Ele deu dois tapinhas carinhosos em Destiny e virou-se para mim – Esse não foi exatamente um bom começo, mas... – Marcus, eu não quero continuar – ele parecia chocado. Soltou o ar pela boca ao dizer – Você está certa – Ele estendeu a mão para me ajudar a descer – Filhas de Afrodite não pertencem ao campo de batalha, principalmente em cima de cavalos – comprimi meus olhos – Como é que é? – aquelas palavras retumbavam em meu cérebro – Ah, você sabe, vocês são cheios de... – Estiquei meu dedo na frente de seu nariz – Não ouse terminar essa frase.
            De uma maneira graciosamente estabanada, me pus em cima de Destiny. Dei dois tapinhas em seu pescoço e disse – Está pronta? – Ela tamborilou com os cascos no chão – Então vamos – Ajeitei minha postura e acariciei seu ombro, e ela começou a andar lentamente. –Ótimo, Astrid! Tente apertar os calcanhares de novo – Olhei para ele, indignada – Você quer me matar? A ultima vez que fiz isso não foi muito divertido – Destiny chacoalhou a crina, provavelmente concordando comigo – Você consegue, tente!
            Um pouco hesitante, fiz o que Marcus mandara, e a égua começou a correr. Dessa vez não íamos tão rápido, mas eu continuava agarrada aos equipamentos. “Relaxe” disse à mim mesma, e foi o que eu fiz. Deixei que o balanço do cavalo me levasse, enquanto conduzia nosso caminho. Pude sentir o vento em meu rosto, o aroma da grama recém cortada e ouvir os relinchos dos outros equinos à distancia. Aos poucos, Destiny parou. – Muito bom! – Marcus aplaudia – Ótimo desenvolvimento! Está dispensada por hoje – Ele me ajudou a descer – Olha, você me surpreendeu.– Revirei os olhos –É melhor pensar duas vezes antes de subestimar uma filha de Afrodite. – ele riu – Eu não te subestimei, apenas quebrei a barreira que você tinha aqui – Ele cutucou minha testa – Barreiras? Eu não.... Bem, de qualquer forma, obrigada. – Virei para Destiny – Da próxima vez, te trarei os cubos de açúcar da MELHOR qualidade – Ela relinchou em alegria. Virei-me de costas e fui em direção ao chalé.

            Talvez não existam medos que não possam ser superados... Não temos nenhum treinamento relacionado à cobras, temos?


 90 X P 
GRAMÁTICA (0-25 XP): 25 .-. COESÃO (0-25 XP): 25 .-. DESENVOLVIMENTO DO TREINO (0-50 XP): 40
 Afrodite
avatar
Filhos de Afrodite

Idade : 22
Mensagens : 1

Ficha Campista/Divina
Level: 1
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Dom 16 Mar 2014 - 18:28

1° Treino de Equitação

Era meio sem jeito em relação à cavalgar, nunca tentara em meu pégaso e ainda não me sentia pronta o suficiente para tentar no mesmo, então achei melhor treinar primeiro em um que não voasse para perder o medo aos poucos. Havia arrumado minha mochila na noite anterior, então só precisei me vestir e seguir para o campo de hipismo ao lado dos estábulos. Usava uma legging cinza e blusa simples, achei adequado para a ocasião, mas fazia calor demais e a vontade era de fazer meia volta e ir para a praia. Alguns outros campistas já cavalgavam barra corriam pelo campo apesar de que estava perto da hora do almoço, fazendo algumas pessoas como eu só pensarem em comer, o que me deixava cada vez mais rabugenta; passei perto de alguns campistas e simplesmente não desviava, ia atropelando mesmo, fazendo cara feia para uma menininha que reclamara de que havia pisado em seu pé. Havia alguns garotos na frente das portas do estábulo conversando com outros campistas. Fui até o grupinho tentando desfazer minha cara de que não aguentava mais aquele cheiro. Meu pequeno pégaso, Aaron, não ficava todo o tempo ali, a maior parte ele passava pelos arredores dos chalés quando não estava no meu atormentando meus ''irmãos''; enfim, quando ele não está atropelando os campistas e roubando maçãs da loja estava no estábulo, por sorte não estava quando fui até lá, seria horrível saber que ele me observava trocá-lo por um cavalo normal.

- Oi, alguém pode me dizer como faço para pegar um cavalo aqui? - interrompi a conversa com cara de tédio. Uma menina de cabelos escuros me guiou pelos estábulos me ajudando a escolher algum cavalo calmo. Parecia que o escolhido tinha um dos nomes mais horríveis e impronunciáveis que já havia visto barra ouvido, então decidi chamá-lo de Sam, que com toda a certeza era melhor do que aquele-nome-bizarro. A garota puxou as rédeas por mim até o portão da arena de hipismo, me ensinou a colocar a cela e voltou para seu grupinho. Passei pelo portãozinho e parei no cantinho para assistir os outros montando e cavalgando. Dei um olhar de socorro para o Sam olhando da cela para seus olhos. - Então moço... Como faz agora? - disse passando a mão por sua crina. Devia ter trago uma maçã ou algo assim pra o cavalo, penso. Segurei as rédeas firme e apoiei o pé no estribo, dando impulso para subir. Sorri com meu feito e fiz carinho no Sam que parecia achar a situação esquisita. Pensei bem antes de tentar ''dar a partida'' para que não me estabanasse no chão, mas decidi por fim que era melhor do que ficar meia hora ali esperando que ele andasse por conta própria. Encostei o pé de leve em sua barriga e chutei devagar, sem muita expectativa. Sam saiu em disparada e me deixou para trás.

***

''Aprendi'' a andar na marra mesmo, tem nada disso de dizer que foi fácil e que o cavalo facilitara, parecia que Sam se divertia ao me ver se estrupiar e correr atrás do mesmo desviando dos outros, mas era um bom cavalo e entendia o que eu dizia apesar de tentar mostrar que eu não mandava em nada. Demorei para conseguir ficar montada por mais de cinco minutos, bastou apenas que mostrasse que nada de ruim eu queria com o cavalo e este começou a confiar em mim aos poucos; esta parte não fora muito difícil era só pegar algumas maçãs dos outros campistas e jogar para Sam. Duas garotas que assistiam a amiga tinham uma sacola cheia de maçãs, roubei algumas para que não fosse tachada de chata pelo cavalo e ele me derrubasse de novo. Sam trotava pelo campo e eu ia puxando as rédeas devagar para onde queria ir ou dando toques para que o cavalo fosse mais rápido ou não, passando tempos assim para que me acostumasse. Foi ficando cada vez mais tarde e nós dois cada vez mais com fome, já não podia mais roubar maçãs sem entrar em briga, então decidi levar Sam de volta para o estábulo. Parei longe dos outros, desci tomando cuidado para não me prender nas rédeas e levei Sam para seu canto no estábulo. Assim que o soltei fui buscar alguma coisa que cavalos comessem para o mesmo e entreguei. Passar um tempo conversando com o mesmo era tranquilo e algo em que poderia fazer quase sempre, era relaxante apesar de estar em um lugar totalmente abafado e fedido.

Me despedi do mesmo fazendo carinho em sua crina, deixando um pouco mais de comida de cavalo para que não ficasse com fome. Sai do estábulo do mesmo jeito que cheguei, atropelando os outros que pareciam não ter nada de interessante pra fazer. Gritei com alguns campistas que reclamavam de mim e fui para meu chalé me arrumar para o almoço antes que desmaiasse de fome.



85 X P 
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35 .-.
 Afrodite - Atualizado
Obs.:
Perguntinhas sobre a "nota", se existirem, por Mp, pls. <3


avatar
Filhos de Hécate

Mensagens : 268

Ficha Campista/Divina
Level: 17
Mascote: Pégasus
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Eric Nygard em Sex 2 Maio 2014 - 16:45

Equitação. 


 

Quando era mais novo, ia passar férias na fazendo do meu tio. Lá ele sempre me deixava montar em um de seus cavalos. É, isso foi a muito tempo. Será que eu perdi toda a prática? Só poderia saber disso depois de tentar. Fui até um dos estábulos preparar algum cavalo. Hoje a arena não estava cheia por causa da chuva. Era difícil e perigoso com a lama, mas decidi que me arriscaria. Escolhi o cavalo marrom, que se assemelhava ao Pantheon, cavalo que montei em minha infância. Pedi uma sela para o zelador. - Oh, por favor só a sela. Eu não gosto de usar esporas. Ele me lançou um olhar curioso, mas acabou por dar de ombros. - Qual é o nome desse aqui? Ele se mexia e relinchava em quanto tentava colocar a sela. - É Zangado. O cavalo nunca parece estar de bom humor, faz o que quer, então é melhor tomar cuidado. Ele se virou para sair, até que. - Você tem certeza que não quer as esporas? Sorri para ele, para que ficasse despreocupado. - Pode deixar, eu e zangado não vamos querer. Certo, garoto? Olhei para o cavalo como se ele pudesse me entender.

Saí do estábulo, o puxando pela corda. Escutei risadas de outros campistas que apontavam para mim. Não entendi, mas deixei passar. Até então ele não me parecia zangado. Apesar de eu gostar da chuva refrescante, ela tinha complicado as coisas, andar com a lama estava sendo uma tarefa difícil, a cada passo meu pé afundava. 
- Certo, aqui está bom. Virei o cavalo e me preparei para montar. Alguém passou ao meu lado em alta velocidade, por sorte o puxei para trás desviando a tempo. Batia com os pés o tentando fazer caminhar, mas ele nem queria sair do lugar. - Qual o problema? Vamos, só uma caminhada. Continuei, até ele decidir que caminharia. Depois de um tempo me senti confiante para correr. Balancei a corda, bati os pés, e parece que ele entendeu meu comando. Ele era incrível, tinha uma velocidade que nunca vi antes. O problema era que mesmo eu puxando a corda para ele diminuir a velocidade, ele parecia não querer. Tinha alguns obstáculos logo a frente. - Não, por favor, não faça isso Zangado! Palavras inúteis. Ele saltou todas as barreiras, em quanto lama voava até meu rosto, atrapalhando minha visão. 

Percorríamos toda a arena, passando todos os outros cavalos. Estava agarrado à ele sem saber o que fazer. Teria que esperar ele se cansar? Como ele podia conseguir correr com tanta facilidade nessa lama sem atolar? Devia ter pego as esporas, não as quis usar para não machuca-lo e é assim que me agradece. Até um outro obstáculo enorme surgir na nossa frente, e eu sabia que ele iria pular. Fechei meus olhos e tentei me segurar firme. Ele pulou, mas a sela acabou entortando, o que me jogou para o lado dele. Estava escorregadio demais para me segurar, não consegui. Meu pé ficou preso e fui arrastado por Zangado. Nunca comi tanta lama em minha vida, quer dizer, até então nunca tinha comido. Não podia ver nada com lama em meu rosto. Só podia tentar gritar por ajuda, mas até isso era impossível. Uma dor enorme na cabeça. Talvez tenha batido em algo, só que não pude ver. Me senti tonto, acabei por desmaiar.

- Olha, ele está acordando. Você está bem? Cada parte do meu corpo doía. Estava deitado em uma maca sendo levado por dois rapazes, cada um de um lado. - O que aconteceu? As palavras tiveram dificuldade de sair. - Caaara, foi uma loucura. Você estava preso em um cavalo e ele te arrastou sem piedade. O garoto parecia ser divertir dizendo isso. - É, sorte você ter batido, se não, não teria conseguido se soltar. Teríamos que chamar um centauro para ajudar. Disse o outro garoto. - E Zangado... Ainda está correndo? Um deles gargalhou. - Claro que não. Ele sempre faz isso, quando a pessoa cai, ele simplesmente para. Então os dois começaram a rir e dizer coisas que não me interessei em escutar. - Melhor ficar quieto, tu tá muito machucado. Fica quietinho até chegar a enfermaria. Estava com muitas dores, mas antes disso com muita raiva. Por que ninguém me contou como ele era? Devia ter escutado o zelador.



Thanks Thay Vengeance @ Cupcake Graphics


80 X P 
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 35 .-.
 Afrodite - Atualizado
Obs.:
Perguntinhas sobre a "nota", se existirem, por Mp, pls. <3
avatar
Indefinidos

Mensagens : 3

Ficha Campista/Divina
Level: 3
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Yuri Doin em Dom 4 Maio 2014 - 23:41

O dia estava nublado,ventos fortes que tornavam-no agradável,estava doido no chalé de Hermes,primeiramente por que minhas coisas sumiam,até meu travesseiro ficou pior e mais fedido (não era meu fedor).Fora esses pequenos problemas eu estava parcialmente bem,até disposto a um treino,decido treinar a cavalgada.
Chegando nos estábulos eu tinha de escolher um cavalo.Para começar eu não tenho boas lembranças com cavalos,na chácara de um primo meu tinham cavalos muito rebeldes,que adoravam jogar criancinhas no chão,então espero que não me levem a mal se eu preferir caminhar a cavalgar.
No estábulo tinha um rapaz alto e forte sentado numa banqueta perto dali,que supostamente seria um zelador ou algo do gênero,resolvi pedir ajuda-Oi,pode me ajudar aqui? -Sem problemas- disse ele amigavelmente levantando-se de sua banqueta.
Ele gesticulou para que o seguisse,e assim o fiz,ele me mostrou algumas selas e cavalos mas eu apenas disse -Foi mal cara,mas isso vai ter que ficar por sua conta,é que eu não entendo nada de montaria.Ele disse apenas -Ok.O que tirou-lhe um pouco de seu ar amigável.
Após cavalo e selas selecionados eu agradeci com um aperto de mãos e um sorriso contagiante,ele voltou para seu posto no banquinho.Ele escolheu um cavalo malhado de aparência jovem,forte e de crinas trançadas.Guiei o cavalo ainda sem montar até uma central de hipismo,encostei-o perto de uma cerca para poder montar,pois ainda não conseguia subir no cavalo,que mais tarde acabei descobrindo que tratava-se de uma égua.
Comecei cavalgando devagar indo para esquerda e para a direita,até que resolvo "passar de marcha" de galope vou para trote,começo a pegar gosto pela coisa,e digo -Boa menina!.Tento saltar,bem baixinho,nada além de dois palmos,me preparo segurando firme em uma alça da sela,mas de nada adiantou,caio de costas perdendo a respiração passei uns 15 segundos no chão me recuperando,quando me levanto percebi que a égua continuava me esperando.Levo a égua até os estábulos,onde tiro a sela dela e a dou um banho,despeço-me com um afago na cabeça e sigo sem rumo pelo acampamento.

60 X P
Gramática (0-20 xp): 10 .-. Coesão (0-20 xp): 20 .-. Estética (0-10 xp): 0 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 30

Quione
avatar
Indefinidos

Idade : 17
Mensagens : 3

Ficha Campista/Divina
Level: 2
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por David Crash em Qui 12 Jun 2014 - 19:44

Meu cavalo Breen




Perto dos estábulos do acampamento temos um canto para equitação. A maioria dos campistas preferem cavalgar um pégaso — se “cavalgar” for realmente a palavra certa — do que um cavalo. Eu sou diferente, e acho que o ar não é coisa pra mim; quanto mais no chão melhor.


Ao chegar nos campos de equitação encontro apenas alguns poucos cavalos. Sete apenas, para falar a verdade. Ao todo temos 13 cavalos — o número olimpiano — de cores diferentes. Cada um deles têm a benção de cada um dos deuses, com as suas respectivas cores. Me aproximo, e três deles me chamam mais a atenção.


Um tem a cor vermelha muito forte. É impossível não percebê-lo e, ao olhá-lo meus olhos começam a arder. Ele pertence ao deus da guerra, Ares. É claro, como sempre ele tem que chamar a atenção.


O outro cavalo que chama minha atenção é absurdamente dourado. Também não é muito legal olhar para ele, em alguns poucos segundos meus olhos começam a lacrimejar. Mesmo assim o cavalo tem tudo a ver pois, é o cavalo que pertence a Apolo, o deus do sol. Eu já estou desistindo de andar a cavalo quando então noto o terceiro. Ele é de um azul neutro que cai um pouco para o verde, com as cores que melhor representam o deus do mar, Poseidon. Percebo que é o único cavalo que me agrada, pois tem uma cor que não é tão forte e atrativa como as outras — Principalmente com a cor da Égua de Hera, que é preta e branca, talvez tentando parecer com a cor mais conhecida das vacas. Mas isso mais parece com uma zebra já que suas linhas estão bastante de lado vertical.


Me aproximo do cavalo de Poseidon. Ele está pastando na grama ao lado de seus amigos. Ao passar pelo cavalo de Ares ele tenta me dar um coice, que eu desvio por pouco. Mas ele não quer briga pois, após tentar me chutar ele volta a pastar como se nada tivesse acontecido.


— Oi amigão. — falo para o cavalo de cor azul-esverdeada. Ele para de mastigar a grama e olha pra mim por uns poucos segundos. Logo depois volta a mastigar. Seus olhos continuam vidrados nos meus enquanto tritura a comida em sua boca. — Er… bem. Então, será que eu posso… montar em você? — Na verdade eu acho que teria que esperar um instrutor, mas não avisto ninguém por perto.
O cavalo então engole o resto de grama que está em sua boca e continua olhando para mim. Permanecemos alguns minutos nos olhando de um modo constrangedor. Ele olha para mim e revira os olhos — Sim, ele faz isso. Vamos dizer que o cavalos do acampamento não são tão normais assim. Nada aqui é normal.


— E aí? — eu digo tentando entendê-lo, o que obviamente é impossível. Ele anda pra trás e se afasta um pouco de mim. Eu imagino que ele dirá um “não”, quando de repente ele bate seus cascos no chão em uma placa de madeira. Percebo então que ele se afastou para eu ler a placa que estava pregada ao chão de terra e grama. Eu não havia percebido a placa até agora, o que me deixa meio envergonhado. Dificilmente eu presto atenção nas coisas.
A placa fala sobre os cavalos, a equitação e as regras. Coisas como “Não bote fogo nos cavalos, a menos que seja um de Apolo”. “Não insulte o cavalo de Hera ou receba uma maldição”. “Campistas masculinos devem montar em cavalos masculinos, e campistas femininos devem montar em cavalos femininos. Sem excessão (a menos que você seja hermafrodita)!”. Tem mais regras, mas nada tão mais bizarro como essas.


— Então, pelo o que vejo aqui não tenho treinador, certo? — O cavalo balança a cabeça concordando. — Beleza. Vamos lá… Regra 1 de equitação, colocar a cela nas costas do animal.
Olho em volta e percebo que têm algumas celas penduradas na cerca em volta do gramado. Vou andando até lá e pego uma delas, voltando logo em seguida. Quando chegoi, Breen — Mistura de azul e verde: apelido que eu pensei enquanto pegava a cela (sim, sou bom em criar nomes, 2bjo) — está esperando por mim.


“Não deve ser tão difícil”, falo comigo mesmo. Mas como na maioria das vezes eu estou errado.


Depois de rodear o cavalo e tentar colocar a cela em mil lugares diferentes de suas costas já estou xingando em grego, desistindo de montar. Mas Breen tem mais paciência que qualquer humano. Quando chego perto para tentar colocar a cela mais uma vez ele levanta o seu casco e o coloca no meu peito balançando a sua cabeça como um “não”. Eu paro e espero. Breen se aproxima e joga a cela da minha mão no chão, que cai aberta. Ele então começa a tentar me explicar, relinchando de vez em quando — o que é estranho.


Ele toca sua ferradura nas fivelas (que eu não tinha visto) da cela e logo depois toca sua ferradura na barriga. Ele toca a base da cela e então, numa tentativa quase brilhante, tenta encostar sua ferradura nas costas. Eu entendo. Pego a cela e então, com sorte, consigo finalmente colocar a cela, afivelando-a do modo certo. O próximo problema, que era subir na cela, logo se resolve. Breen abaixa para eu subir, me poupando de tentativas vergonhosas.


E então acontece. Ele começa a correr cavalgando pelo gramado. Os outros cavalos abrem espaço enquanto ele passa, e então pulamos a certa, até agora fechada. Isso é engraçado, até porque pensei que a cerca era alta o suficiente para não deixá-los fugir, mas acho que eles não fariam tal proeza.


A sensação de cavalgar é realmente muito gostosa. O vento batendo no meu rosto dá ótimas sensações, me fazendo lembrar de momentos tão felizes. Vez ou outra, quando Breen pula um ou dois buracos e quica não parece mais tão legal cavalgar, já que minhas partes baixas  e documentos à parte não se agradam com as dores rápidas.


Breen então começa a voltar para os campos de equitação. Como meu primeiro dia eu não deveria ter montado, mas eu sei que estava preparado, pelo ao menos com Breen, com quem acabo de criar um laço especial.


— Valeu amigão. — digo enquanto me afasto dele. — Pode deixar, voltarei para te limpar e te escovar. Quando precisa é só me chamar!


Ele me olhou feliz e voltou a pastar. Algo me disse que eu estava certo — uma vez na vida — quando escolhi os cavalos ao invés dos pégasos.

95 X P
Gramática (0-20 xp): 20 .-. Coesão (0-20 xp): 20 .-. Estética (0-10 xp): 10 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 45

Quione
avatar
Indefinidos

Idade : 21
Mensagens : 26

Ficha Campista/Divina
Level: 7
Mascote: Leokampo
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Seg 16 Jun 2014 - 12:49

Lava, lava, lava... Ou quase isso

Fato é que a maioria dos semideuses, quando pensava em treinar equitação simples, simplesmente se empenhava em aprender a cavalgar sem cair. No máximo, aprendiam como se deve selar o animal, apertar a barrigueira e colocar as rédeas. Pouquíssimos são os que pensam em que o bem estar do cavalo é o elemento fundamental da equitação. Tendo aprendido isso há algum tempo, reservei o treino do dia não para treinar saltos, mas para limpar e massagear Bilbo, visto que, apesar de massageá-lo ao fim de cada treino, o animal não era limpo há tempos.

Sendo assim, antes mesmo de adentrar a baía reservada ao “meu” cavalo, já estava com um balde contendo todos os itens necessários para a limpeza, além de uma maçã, afinal, mimar é legal, de vez em quando. Cheguei logo acariciando seu focinho, num cumprimento, antes de puxar o banquinho e começar pela parte mais chata: limpar os cascos. Primeiro fiz carinho em sua perna, próximo ao casco, e ele, entendendo a deixa, levantou-a. Então peguei o cabo azul do ferro de limpar cascos, começando a fazer movimentos circulares com o mesmo, fazendo com que a sujeira acumulada se desprendesse. Repeti o movimento em todos os cascos, até que eles estivessem brilhando – ou o mais próximo disso que eu conseguiria.

Cascos limpos, peguei o pincel presente no balde e, abrindo a lata de unto, me pus a untá-los, em toda sua extensão. Essa era uma parte rápida, e logo estava finalizada. O próximo passo foi pegar uma almofaça de borracha – item com diversos “cílios” duros, que é usado para retirar a sujeira do pelo do cavalo – e, juntamente com a brussa – escova semelhante a de lavar roupas –, usá-lo para fazer movimentos de baixo para cima nos pelos de Bilbo retirando a sujeira nos mesmos. Usava a almofaça três vezes antes de passar a brussa, e ia repetindo o procedimento até todo o torso do animal ser limpo.

Terminada essa etapa, o cansaço já começava a dar seus sinais, mais ainda havia outros passos a serem seguidos: limpar a crina e o rabo, com a escova própria para isso. Levou tempo, mas consegui desembaraçar todo o pelo dessas áreas do animal, retirando todo o pó possível. Tendo feito isso, tudo o que restava era pegar a luva para brilho e acariciar o cavalo, deixando seus pelos brilhantes e com um aspecto de realmente limpo. Tendo feito isso, finalmente o presenteei com a maçã, acariciando enfim seu focinho antes de me retirar do estábulo. Depois de todo o esforço, quem estava precisando de limpeza – nesse caso, um bom banho – era eu, não mais o animal.


100 X P + 10 dracmas

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

Nêmesis - Foi a primeira vez que vi um treino como esse e admito que me surpreendeu bastante. Ótimo desenvolvimento campista, esta de parabéns.

avatar
Caçadoras de Artemis

Idade : 20
Mensagens : 68

Ficha Campista/Divina
Level: 28
Mascote: Coruja
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Edith J. Rockefeller em Dom 24 Ago 2014 - 12:06


Equitação
 
Básica!


Encarei o chão batido da trilha onde vagava com um olhar desolado. Uma, grande, parte do meu ser desejava estar em casa novamente, cercada mais uma vez das enormes coroas de flores que minha mãe preparava com tanto apreço, talvez fosse uma profissão superestimada pelos moradores modelos de Boca Raton mas eram as melhores coroas naturais de todo o condado de Palm Beach. Lancei um olhar para minhas vestimentas com um ar de total desaprovação. Laranja. Lembrava-me os vizinhos sempre bronzeados, com cores que variavam de amarelo fita crepe até o mais diferente tom de laranja. Até disso eu sentia falta, sentia falta das mansões rosas, da grama ridiculamente verde e da donas de casa sempre sorridente com seus Dry Martinis e suas Margaritas. Maneei a cabeça para fugir dos meus devaneios e só então percebi onde meus passos haviam me levado, a central de hipismo. O cheiro era facilmente perceptível, feno, fezes de cavalo, pelo molhado. Tudo aquilo parecia um pesadelo, mas para mim era como um estranho conforto, me acalmava apesar da imensa loucura na qual que havia me metido.
Avistei de uma certa distância um belo corcel branco dentro de um daquele cubículos individuais onde ele calmamente mordiscava o feno, dando pequenas trotadas com a pata traseira esquerda, era como se ele estivesse pedindo para que alguém o arracasse dali e o guiasse em uma aventura cavalgante ou sei lá o que um cavalo deseja. Havia um grande balde sobre uma ripa de madeira com os dizeres "Torrões de Açúcar", enfiei uma de minhas mãos ali dentro e com um movimento rápido segurei o doce entre meus dedos, me aproximando de meu companheiro escolhido da tarde. Um dos garotos do chalé de Hefesto havia me instruído sobre os passos de um treino, algo sobre ser importante para meu preparamento e desenvolvimento de habilidades herdada pelo meu pai, habilidades essas que eu particularmente duvida que tivesse. —  Olá parceiro... — O alazão inclinou a cabeça para a direita, como se duvidasse de minhas intenções. — Não se preocupe, estou tão duvidosa quanto você... Se meu pai é tão poderoso assim, porque não se manifesta logo? Pouparia alguns pertences que andam sumindo ultimamente. — O cavalo relinchou, como se protestasse minhas questões sobre meu pai, como um aviso de que eu deveria manter minha boca fechada se não quisesse virar um churrasco divino. 
Lembrei-me das palavras do filho de Hefesto, de como o mais importante em um treino de equitação era sua conexão com o cavalo, o cuidado que eu precisava desenvolver com ele. Afinal, um treino consistia em bem mais que cavalgar e trotar pela arena. Em um armário em um dos cantos do lugar havia baldes, escovas, sabão e outros produtos para cuidado do animal, apanhei um dos escovões e passei sobre o flanco esquerdo do animal que soltou um barulho pelas narinas de prazer, com Lembrei-me das palavras do filho de Hefesto, de como o mais importante em um treino de equitação era sua conexão com o cavalo, o cuidado que eu precisava desenvolver com ele. Afinal, um treino consistia em bem mais que cavalgar e trotar pela arena uma de minhas mãos eu desembaracei sua crina e habilidosamente trancei-a com muito cuidado. —  Eu espero que você goste de tranças, aposto que é o corcel mais estiloso de todo acampamento. — Disparei calmamente em meio as caricia e escovadas no animal. E foi então que observei no escrito na parede de madeira que estava dentro de seu cubículo, em uma letra delicada o nome Pipe estava entalhado. —  Pipe! Que belo nome! Conceda-me a honra de monta-lo! — O cavalo não relutou quando cuidadosamente, e com todo a dificuldade que posso me lembrar, o selei. 
A arena dispunha de barras de salto de todos os tamanhos e formatos, tudo para o preparamento do semideus e do animal, diante disso tudo o frio na barriga foi inevitável, mas a segurança de estar na companhia de um belo alasão e a vontade de trotar pelo campo superou qualquer medo. O puxei delicadamente pelo cabresto em direção aos obstáculos mais simples, eu precisava aprender a direcionar Pipe sem me confundir em meio aos cones. O montei com toda graciosidade que consegui reunir e segurei bem firme em suas rédeas, fazendo uma rápida oração aos deuses para que não caísse. Apertei bem o fio de couro ao redor dos meus dedos e o cavalo começou a andar calmamente, o primeiro obstáculo se aproximava e puxei delicadamente a rédea para a direita e Pipe seguiu o meu comando, realizando uma pequena curva grande o bastante para desviar do cone. Manter a coluna esticada e a cabeça erguida talvez fosse o mais difícil, e eu previa que meus ombros estariam doloridos antes do fim do dia, devido ao esforço de me manter naquela posição. 
Alguns vários cones caídos mais tarde eu desci do cavalo, o guiando pelo cabresto até chegar ao grande cantil de madeira que tinha água fresca, deixei Pipe deliciar-se e o ofereci um torrão de açúcar, recebendo um relinche de alegria máxima. Esperei algum tempo para que o cavalo estivesse pronto para mais uma rodada e dessa vez o meu corpo ansiava por uma pitada de velocidade. Senti o mesmo de Pipe quando o montei, mal comecei a guia-lo e seu leve passar se torno um trotar ritmado e consistente, aumentando a velocidade a medida que disparávamos em círculo na arena. Senti o vento gélido bater meu cabelo e a felicidade aumentava a medida que meus cabelos castanhos chicoteavam o ar, o cheiro de feno e cavalo se misturou com o cheiro doce que o campo de morangos ali perto exalava, era uma sensação infinitamente boa. Firmei meus dedos com mais veemência, inclinando meu corpo e ficando mais próxima de Pipe, era como se eu tivesse concedido a ele a permissão de correr ainda mais rápido.  
Aos poucos fui puxando as rédeas de couro até Pipe desacelerar majestosamente, animado como se alguém tivesse injetado uma boa dose de energia. —  Torrões de açúcar serão limitados na próxima vez, garoto! — Alisei sua crista mais uma vez, arrumando as trancinhas que haviam se embaraçado com o vento. Desmontei o corsel feliz pelo dia. Aquela tinha sido, até o momento, a melhor sensação que senti desde que deixei a Flórida, por um instante era como se tudo parecesse como um lar novamente. O guiei até seu cubículo, prometendo baixinho que voltaria o mais rápido possível, para treinar saltos e obstáculos mais perigosos, a incrível sensação de liberdade que senti pareceu-me tão familiar quanto o cheiro das guirlandas de flores produzidas por mamãe. O escovei mais uma vez e, após encher seu cantil de água e entrega-lo uma boa dosagem de feno me despedi.


90 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 25 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40 .-.
Atena [Atualizado!]
avatar
Indefinidos

Mensagens : 2

Ficha Campista/Divina
Level: 2
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Brenda T. Collins em Qui 30 Out 2014 - 22:45

:

TREINO DE EQUITAÇÃO BÁSICA


Eu decidi que não adiantava apenas treinar minha mascote teimosa, Alida; eu também tinha que aprender a montar. Quer dizer, se eu quisesse montar em um grifo, eu deveria saber pelo menos montar em um cavalo antes, certo? Eu concluí que não deveria ser muito difícil. Eu nunca havia montado em um cavalo até aquele dia, mas eu já vira outras pessoas fazendo isso, e elas o faziam com tanta facilidade que não pude tirar outra conclusão. Mas eu me esquecera de um detalhe: eu nunca vira ninguém colocar uma sela em um cavalo, e nem sabia como fazer isso. Claro, eu concluí que também deveria ser fácil, e sabe, para quem já sabe fazer isso deve ser mesmo fácil, mas, como eu já disse, era minha primeira vez.
Desse modo, dirigi-me aos estábulos pronta para galopar. Eu não tinha um cavalo, porém existiam vários desses animais disponíveis para os campistas no Acampamento Meio-Sangue. Então eu só tive que chegar lá e ter o cuidado de escolher um cavalo manso - eu não queria ter a experiência de cair de lá de cima. Devo dizer que todos os cavalos do acampamento são muito lindos e bem tratados, mas um em questão chamou minha atenção: ele estava descansando em um dos cantos do estábulo, sua pelagem era branca com pequenas manchas marrons por todo o corpo; ele era menor que os outros cavalos e me parecia mais calmo também. - Perfeito. - murmurei.
Aproximei-me devagar do animal, temendo que ele pudesse, de repente, começar a dar coices e tentar me atacar. Não sei porque ele faria isso. De todo modo, aproximei-me devagar e acariciei seu pescoço com relutância. - E aí, garotão? - disse ao cavalo. - Pronto para uma aula de equitação? - eu ainda fazia carinho em seu pescoço, e ele balançou a cabeça. Não sabia o que isso queria dizer, como filha de Apolo não tinha o dom de me comunicar com cavalos, mas eu esperava que fosse um "sim".
Olhei para os lados em busca de uma sela, e eis que a encontrei pendurada perto do outro lado do cavalo. Contornei o equino e peguei a sela, me perguntando como eu colocaria aquilo nele. - Hum... Você não conseguiria colocar isso em você mesmo, né? - perguntei. O cavalo relinchou sacudindo a cabeça, não precisava ser nenhuma especialista para saber a resposta. - Foi o que imaginei. - murmurei, aceitando a ideia de que precisaria fazer isso sozinha. OK, pensei, não deve ser tão difícil assim. Coloquei a sela no lombo do animal, os cintos ainda soltos. Então passei-os por debaixo do cavalo e prendi as fivelas como em um cinto normal. - Não está muito apertado, está? Não quero te machucar. - perguntei ao animal, que continuou parado. - Certo, eu estou falando com um cavalo. - Mas essa não era a primeira vez que conversava com um animal.
Em seguida, peguei o cabresto e ajustei o melhor possível no rosto do cavalo. Quando Julguei estar tudo pronto, conduzi-o para fora do estábulo, para o local onde os campistas poderiam treinar equitação - justamente o que estava indo fazer. Fiz o cavalo parar e o acariciei mais uma vez, então me preparei para montar. Coloquei o meu pé no estribo e segurei na cela, então fiz impulso com o outro pé para montar. Imediatamente senti a sela deslizar pelo lombo do cavalo, me levando para o chão. Teria caído ou ficado pendurada no animal, mas coloquei meu pé livre no chão antes, porém perdendo o equilíbrio. - Droga. - resmunguei enquanto tentava tirar meu outro pé do estribo. Certo, pensei, mais apertado.
Ajustei a sela nas costas do cavalo novamente e apertei mais o cinto, mas tomando o cuidado de não machucá-lo. Em seguida, preparei-me para montar novamente. Desta vez, deslizei para sela sem problema algum, parando sentada em cima do cavalo.
- Bom, não foi tão difícil. – disse para mim mesma. Então passei a mão no pescoço do cavalo e perguntei: - Pronto? – se ele respondeu, eu não sei, mas tratei de começar logo a treinar. Contudo, como era que as pessoas faziam mesmo para o cavalo andar? Depois de uns poucos segundos pensando me lembrei do que deveria ver feito: bati de leve com meus calcanhares na barriga do cavalo. Instantaneamente o animal começou a andar, devagar. Então dei outra cutucada nele, que começou a aumentar o ritmo. Lembrei-me de outra coisa que vira pessoas fazendo enquanto andavam a cavalo. Elas faziam um som estranho com a boca, como se estivessem mandando beijinhos para alguém. Mas por que eles faziam isso? Tirei a conclusão de que teria que fazer aquilo para descobrir. Assim, comecei a mandar beijinhos para o cavalo, e ele começou a andar mais rápido. O equino ainda não corria, mas estávamos adentrando cada vez mais no espaço em um ritmo acelerado.
Sinceramente, eu estava morrendo de medo de cair. Entretanto, eu estava amando.
Olhei em volta e vi vários obstáculos altos e baixos, provavelmente para treinar salto, e alguns barris posicionados em pontos estratégicos. Eu ainda não tinha condições de saltar com um animal desses – nem com qualquer outro – então conduzi o cavalo na direção dos barris, puxando a rédea na direção deles. O cavalo mudou de direção e rumou até os objetos que eu desejara. Chegando perto deles, puxei a rédea de leve, fazendo o cavalo diminuir o ritmo. É, pensei, acho que estou levando jeito para a coisa.
Os barris estavam postos em zigue-zague com uma distância de mais ou menos três metros entre eles. Devagar, fiz o cavalo contornar o primeiro, então o guiei para o próximo, também o contornando quando cheguei nele. Em seguida, impeli o animal para o próximo barril, fazendo uma curva quando chegamos nele. Fiz isso em todos os barris, que eram dez, então voltei, também em zigue-zague.
Fiz isso três vezes, então aumentei a velocidade. O cavalo começou a galopar em um ritmo que não era nem lento nem rápido; mas com certeza era o mais rápido que eu conseguiria ir. O motivo? Quando tentei contornar o quarto barril, esperei demais para puxar a rédea, de modo que eu quase passei direto para o sexto barril. Consequentemente, tive que fazer uma curva mais fechada para chegar ao quinto barril, e eu fiz o cavalo esbarrar nele, quase o derrubando. – Desculpa – disse para o cavalo, desejando que ele entendesse quando eu falava. Consegui consertar meu erro e continuei o percurso, sem mais erros relevantes como aquele.
Fiz o percurso mais umas quatro vezes seguidas, eu estava realmente gostando de andar de cavalo. Mas eu vi que o animal estava começando a cansar de tanto galopar e parei um pouco para ele descansar - e para eu também. Depois de cinco minutos descansando, decidi tentar o percurso mais uma fez; só que dessa vez mais rápido. Conduzi o cavalo até o primeiro barril e parei. - Pronto para a prova mais difícil de hoje, garotão? - perguntei ao cavalo, que relinchou em resposta. - Espero que eu não erre. - Soltei um sorriso de expectativa e bati com meus calcanhares na barriga do cavalo, fazendo ele correr.
O cavalo estava bem mais rápido que da última vez, mas consegui contornar o primeiro barril. O segundo foi um pouco mais difícil e ele derrapou um pouco, até temi cair da sela. O terceiro foi a mesma coisa. Era difícil pois o espaço entre os barris era pequeno e eu tinha que acelerar e depois diminuir a velocidade para fazer a curva, então acelerar de novo. Quando tentei contornar o quinto barril, eu esbarrei nele e ele caiu. Mas o cavalo conseguiu desviar e já partiu para o próximo.
Esbarrei em mais alguns barris antes de terminar o percurso, mas consegui acabar derrubando apenas um. Parei no último barril e observei meu trabalho - ops, nosso trabalho. - Me surpreendi. Pensei seria horrível, até que foi bom. - disse para mim mesma. - Obrigada amigão. - e acariciei seu pescoço. - Mais uma corrida até os estábulos?
Impeli meu companheiro para frente, fazendo-o correr até o estábulo. O vento batendo em meu rosto era uma sensação tão boa - me fez pensar em como seria voar nas costas de meu grifo. Seria difícil porque tenho medo de altura, mas eu mal podia esperar para isso. Bom, mas quando ele ainda era novo de mais para isso, eu teria que me contentar com os cavalos, que eu amava, ok?
Chegamos no estábulo e fiz ele parar. Desmontei dele e em seguida tirei a sela e o cabresto, colocando-os em seus devidos lugares. - Obrigada, garotão. - disse passando a mão no rosto do cavalo. - Te vejo no meu próximo treino. - sorri e saí.


LEGENDA: narração; minha fala; pensamentos


140 X P

Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 60

Quíron - Parecer: Bom treino. Faltou apenas o "algo mais" que te daria os 10 pontos que faltam, e, para uma melhor estética, sugiro saltar mais uma linha entre um parágrafo e outro.

avatar
Filhos de Apolo

Idade : 18
Mensagens : 29

Ficha Campista/Divina
Level: 13
Mascote: Grifo
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Adam Harris Treadwell em Seg 24 Nov 2014 - 0:37

Mais uma vez fui acordado pelo raio de sol que entrava pela maldita fresta da minha janela. Era outra manhã no acampamento Meio-Sangue e para quem tem um belo sol, companheiros de quarto barulhentos e uma cortina péssima para acordar, um despertador não era realmente necessário. Como de costume também, alguns dos campistas já estava acordados se arrumando para os seus treinos do dia exatamente como eu que não consegui encontrar uma posição em meu colchão que me livrasse da maldita claridade. Suspirei. Qual seria o treino daquela manhã? Arco e flecha? Espadas? A verdade é que eu estava começando a ficar frustrado com essa quantidade de treinos que estava fazendo em todas as manhãs e realmente a rotina estava me cansando. Meu pai não havia sequer mostrado sinal de vida e eu ainda estava preso num chalé lotado sem saber o que mais fazer. Eu não tinha ressentimentos de ninguém, eu não era rebelde sem causa como alguns campistas no meu chalé, mas eu realmente achava que estava me esforçando muito por pouco. Por isso, naquela manhã, resolvi tirar o dia para fazer algo que eu realmente gostasse.
Eu ainda não conhecia o estábulo do acampamento Meio-Sangue. Eu havia passado por frente do local algumas vezes e apreciado alguns dos cavalos que via por lá, mas nunca havia tido a chance de realmente parar para ter contato com um deles. Desde pequeno eu costumava ir à fazenda que meus pais possuíam no interior do estado e com toda a certeza, cavalgar sempre foi uma das minhas coisas preferidas na vida. Era quase uma sensação indescritível para mim. Eu não imaginava que o estábulo fosse ser muito diferente do que eu supus e de fato não era. Haviam alguns cavalos em seus respectivos espaços, um bom local reservado para a prática do hipismo e o cheiro de feno não parecia nada diferente do qual estava acostumado no mundo mortal. Eu gostava daquele lance todo de ser semideus, mas quando tive a chance de me sentir em um lugar normal e não em um mundo de deuses, como estava me sentindo naquele estábulo, eu gostei. Gostei porque me lembrou da minha infância que havia sido simplesmente maravilhosa: Sem preocupações, sem monstros, só eu. Olhei em volta me perguntando se seria para eu simplesmente pegar um cavalo aleatoriamente e sair por aí, mas antes que pudesse agir, meus olhos caíram em uma garota não muito longe de mim. Seus cabelos ruivos estavam presos em uma trança e ela colocava alimento para um dos cavalos no estábulo. Me aproximei, abrindo um sorriso tímido.
-Huh, oi. Meu nome é Baptiste e eu... 
-Veio treinar. –Adivinhou a garota me abrindo um sorriso, assenti. Pelo menos ela era mais simpática do que o filho de Ares com quem eu treinava. O pensamento me fez sorrir. -Nunca te vi aqui, então é novo em montaria, suponho... 
-Huh... Na verdade sim. Eu já cavalguei algumas vezes quando era mais novo, mas nada demais.
-Certo, eu fico aqui uma boa parte do tempo. –Contou. -Deixei um campista agora mesmo, aliás. Se quiser posso te acompanhar. 
-Ok.
Respondi um tanto aliviado por ter encontrado alguém que pudesse me guiar, por mais que cavalgar fosse uma coisa que eu dominasse um pouco mais do que luta em si. Não rejeitei sua ajuda, digo, ela parecia realmente passar boa parte do seu tempo ali, e eu como uma pessoa completamente inexperiente no assunto –pelo menos a longo prazo –poderia realmente usar de sua ajuda. A garota bagunçou os cabelos ruivos enquanto abria uma das portinhas de madeira, puxando um cavalo já com cela para perto de si. Abriu-me um sorriso.
-Sou Thabata, a propósito. Se for escolher um cavalo eu sugeriria o preto ali do lado, Baptiste. Ele já está com cela. 
Abri a boca para responder, mas impedi que minha voz saísse. Ok, ele já estava com cela, mas o que garantiria que ele não surtaria quando eu me aproximasse? Olhei bem para o cavalo preto ao qual ele se referia e sem dúvidas era um dos maiores cavalos dali. Em passos cuidadosos me aproximei do animal o olhando bem, qualquer movimento ou alteração para que eu pudesse recuar, mas ele não fez. Permaneceu imóvel, apenas me encarando. Olhei para os lados tentando ver se estava sendo observado, pois para quem assiste a cena de um menino se comunicando com um cavalo pode ser bem idiota, mas ergui a mão lentamente e, de forma hesitante, toquei o dedo no ponto entre os olhos do animal, vendo-o reagir bem. Aquele ponto era o único de que o cavalo não tinha uma ampla visão, se ele havia deixado eu tocar ali, era porque provavelmente confiava em mim. Vibrei em silêncio, havia sido mais fácil do que eu pensava. Eu costumava me dar bem com animais, especialmente com cavalos, mas desde que havia visto uma garota cair de cima de um uma vez, me tornei mais cuidadoso. O cavalo pareceu reagir bem ao meu toque e isso fez com que um sorriso largo se abrisse em meu rosto. Mais do que nunca eu senti falta de casa.
Minha mãe sempre dizia: Não é você quem escolhe o cavalo e sim o cavalo que te escolhe. Por um momento suas palavras pareceram fazer mais sentido do que nunca. Puxei o animal para fora e logo me encontrei com Thabata que estava parada em frente ao campo para hipismo como havia me prometido. Com um impulso montei o cavalo que havia trazido comigo, a observando enquanto fazia o mesmo. Eu não sabia quem era aquela garota, mas poderia dizer que era natural lidando com aqueles animais. Uma coisa que até mesmo eu invejava um pouco.
-Bom Baptiste, podemos começar com uma coisa mais simples hoje. Que tal darmos uma corrida para ver como está com controle e depois alguns saltos de obstáculos? 
Olhei para ela um tanto que chocado. Eu pensava em simplesmente dar umas voltinhas, mas é claro que como tudo na minha vida ultimamente, aquilo não seria tão simples. Assenti soltando um suspiro enquanto agarrava as rédeas do animal e tentava me lembrar de como fazia quando mais novo. Thabata me olhou de canto, abrindo um sorriso.
-Fixe mais os pés para distribuir o seu peso e não deixe a rédea nem muito curta nem muito longa, não queremos incomoda-lo, certo? Se deixar a rédea muito solta ao trotar ele vai te transformar em paçoca. Caso ele não queira andar é só tocar com o pé em sua barriga ou mandar beijos. Caso não queira câimbra nos lábios eu sugeriria o toque com o pé.
-Ok.
Concordei quase certo de que havia entendido tudo. Ao ver Thabata sair com seu cavalo, dei toques leves na barriga do meu para começar a andar como o sugerido e de acordo com o esperado, assim o cavalo fez. Primeiro diante do trote, obedeci o que o semideus havia falado e deixei as rédeas mais curtas para não virar farofa. Estava indo tudo muito bem, estava em uma velocidade agradável e assim eu sentia que tinha o controle. Mas foi então que Thabata resolveu começar a correr. Eu não sei se meu cavalo se empolgou ou então simplesmente resolveu seguir o que o da garota estava fazendo, mas assim que o branco começou a correr, o meu disparou em tal forma, que ao me pegar de surpresa me fez soltar um grunhido mais agudo do que deveria. Senti meu rosto esquentar por conta do meu acidente vocal enquanto soltava lentamente as rédeas e as puxava tentando pegar o controle, eu engasgava com o vento e conseguia sentir quando as patas do cavalo deixavam o chão, prendi a respiração ao ver que estava acompanhando a ruiva.Thabata me abriu um sorriso satisfeito enquanto fazíamos a primeira curva.
Puxei a rédea um pouco para a direita para virarmos e o cavalo obedeceu em um trajeto perfeito, agora eu estava acostumado com a velocidade e devo admitir que a sensação de correr era maravilhosa. Me sentia no ar. Um sorriso se abriu em meu rosto ao sentir meus cabelos sendo penteados pelo vento e como se pensássemos como um só, eu e o cavalo disparamos fazendo a trilha perfeita do campo. Até mesmo ultrapassamos Thabata por um momento! Logo o cavalo da ruiva fixou-se em uma velocidade média ao nosso lado e gritando para ser ouvida com o vento que batia em nossos ouvidos, a menina avisou:
-Ali está o primeiro obstáculo. Pro cavalo pular puxe DE LEVE as rédeas e fixe as pernas para ajuda-lo. 
Concordei enquanto engolia em seco. Quando disse que havia andado a cavalo quando mais novo, não tinha nada relacionado com pular obstáculos ou coisas do tipo, mas não discuti. De certa forma eu me sentia muito bem e eu não queria parar. Meu corpo experimentava de uma leve adrenalina e eu poderia jurar que eu e meu cavalo de pelos negros estávamos em uma sincronia tão grande que chegava a ser bizarro. Toquei novamente a barriga do animal, fazendo-o acelerar os passos e inclinei o corpo para frente para ganhar velocidade. Era difícil abrir a boca com todo o ar que batia contra mim, mas mandei beijinhos para o cavalo. Uma pilha de feno surgiu logo a nossa frente e obedecendo aos comandos da semideusa, puxei a rédea do cavalo, fazendo-o inclinar-se e com um salto só pular a pilha. Sucesso! Comemorei em silêncio enquanto mais uma pilha se aproximava não muito longe, repeti o mesmo movimento e mais uma vez com sucesso o cavalo conseguiu saltar. Thabata me alcançou mais uma vez, agora enquanto perdíamos velocidade. Sorri. A ruiva bateu três palminhas dando risada, e com um pulo só desceu do cavalo. Ergueu a mão para me ajudar, mas rejeitei.
-Muito bom, Baptiste! 
-Obrigado. –Agradeci enquanto guiava lentamente o cavalo para dentro do estábulo mais uma vez, acompanhado da ruiva. -Você está sempre aqui? 
-A maioria das vezes
-Que bom... Porque eu vou voltar. 
-Volte sim, você tem jeito pra isso... Da próxima vez darei uma tarefa mais... Desafiadora. 
Soltei uma risada, um tanto agradecido, enquanto colocava o cavalo onde estava inicialmente e lhe erguia uma cenoura dada por Thabata como um agrado. Toquei o espaço entre seus olhos mais uma vez o acariciando. Aquele cavalo era realmente bonito. Abri um sorriso, olhando-o dentro dos olhos leitosos.
-E aí amigão? -Falei obviamente não esperando por uma resposta. Me virei para a semideusa ao meu lado em seguida. -Qual é o nome dele?
Thabata deu de ombros diante da minha pergunta.
-Acho que não tem um, na verdade. 
-Hm... O que acha de... Porthus? 
Perguntei mais para o cavalo do que para qualquer outra pessoa, em homenagem a um dos meus contos favoritos: Os três mosqueteiros. Obviamente eu não obtive uma resposta, mas considerei o silêncio como um “Tanto faz”. Já era suficiente. Abri um sorriso acariciando o bicho por uma última vez, antes de me virar e olhar agradecido para a ruiva que agora pegava uma escova sobre uma das prateleiras do estábulo. Acenei.
-Tchau, Thabata. Obrigada pela ajuda. 
-Sem problemas! Te espero aqui de novo. 
Sorri assentindo enquanto voltava as costas para o lugar e em passos rápidos saía dali. Pela primeira vez desde o momento em que havia chegado naquele acampamento eu me senti mais eu do que nunca. Sem brigas, sem guerras, sem espadas e monstros. Eu sei que era sem tempo, que tinha que treinar para sobreviver, mas eu havia adorado a minha experiência com hipismo naquela tarde. Eu havia adorado a sensação de cavalgar novamente e mais do que nunca me senti em casa, me senti o garotinho feliz que eu costumava ser e com dois pais adotivos que eram maravilhosos. Ainda me doía pensar que meu pai estava morto e que as coisas nunca voltariam a ser como eram, mas pelo menos eu havia conseguido ter um gostinho do meu passado e foi bom. Naquele dia eu fiz uma promessa a mim mesmo que: Não importa o quanto eu esteja ocupado pelo resto da minha vida, eu ainda voltaria para mais um treino com Porthus.
100 X P

Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 30 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 30

Ares

avatar
Filhos de Poseidon

Idade : 20
Mensagens : 16

Ficha Campista/Divina
Level: 11
Mascote: Hipocampo
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Eve M. Shadworth em Ter 6 Jan 2015 - 0:22


Equita... O que?




Geralmente quando eu acordava cedo em casa eu simplesmente voltava a dormir. Mas aqui no acampamento não existe nenhuma possibilidade. Não quando você acorda com um bando de gente fofocando e um sol te cegando.
Levantei e levei um short jeans e uma regata bonitinha para o banheiro, junto com meu estojo de maquiagem pronta para mais um dia de glamour treinos. Me olhei no espelho e nossa: mamãe caprichou. Sai do chalé de Afrodite e dei de cara com um Josh bem impaciente.
– Nossa, você demorou. – Ele sorriu com as bochechas coradas. – Você... Espera, porque você ta de jeans? Hoje você vai treinar equitação.
– Você não me disse nada, Josh!
– Claro que disse. Ta, vai se trocar... Põe uma roupa adequada, por favor.
~~~
Depois de me trocar fomos tomar café da manhã. Comi apenas uma maçã, mas isso demorou uma eternidade porque não estava nem na metade quando Josh parou ao meu lado batendo os pés no chão. Acho que não era um bom dia para ele. Levantei e dei mais uma mordida na maçã e joguei ela fora.
Caminhamos até a central de hipismo vagarosamente (graças a mim). Sabe, quando você vai montar um cavalo, espera-se que você saiba alguma coisa sobre. Mas eu não tenho a MENOR IDÉIA do que eu estou por fazer. Preciso dizer que não sei nem... Acariciar um cavalo? Tudo bem, também não é assim.
– Tudo bem Eve, ta na hora. Vem escolher um cavalo.– Então, antes que eu pudesse entender que ele estava falando comigo, fui puxada pela mão e quase cai em cima dele.
– Me desculpa. Você me puxou do nada... A propósito, o que você disse agora a pouco? – Ops! Saio andando e entro no estábulo. Grande parte dos cavalos ficou meio assustado ou sei lá. Escolhi o que estava mais quieto. Espero que isso seja uma coisa boa.
Josh me ensinou a colocar o cabresto e a sela-lo. Então chegou a hora de subir. – Olha, eu vou te dar um pequeno impulso. – Ele aponta para os... Estribos. – Mas primeiro você tem que colocar um pé aqui. Okay?– Assenti com a cabeça. Coloquei o pé no estribo e ele me deu um impulso. Mas como a pessoa que esta tentando montar é a gênio aqui... Fiquei de barriga no dorso do cavalo. Que humilhação. DE BUNDA PRA CIMA, dá pra acreditar? Desci do cavalo e tentei de novo. Pé no estribo e impulso. De cara no CHÃO. Risadas. Minhas e do Josh. Me levantei e fui tentar de novo.
– Deixe-me tentar dar o impulso agora Josh. Sério, acho que vai dar mais certo.  – Dei um risinho. Vamos lá. Pé no estribo. Um pouco de carinho no cavalo e... Impulso. – MONTEI! UHUU! – Nossa! Isso já é um grande avanço. Pra quem deu um beijinho doce no chão, um enorme passo.
– Ok, Eve. Agora você tem que segurar as rédeas e puxar devagar. Então ele vai começar a andar.– Puxei as rédeas devagar como ele disse e então ele começou a andar devagar. Puxei as rédeas para a direita e o cavalo me obedeceu. Oba, ta dando certo! Para a esquerda. Deu certo outra vez!
~~~
Depois de algumas voltas desci do cavalo e tirei a cela e a manta dele. Levei-o para o seu lugar no estábulo e tirei o cabresto dele. Peguei alguns torrões de açúcar e estendi.
–Você foi muito bonzinho. Obrigada. Não foi culpa sua eu ter caído no chão – Sussurrei para ele. E nem sabia seu nome ainda. Acariciei o focinho dele e me afastei. Em cima de seu espaço estava escrito Kyle. – Tchau Kyle. Obrigada. – Saí andando em direção ao chalé de Afrodite com Josh ao meu encalço. Dei um tchauzinho para Joshua e entrei no chalé, pronta para tomar um banho relaxante. Quando o banheiro não estiver ocupado por um dos meus queridíssimos irmãos.





120 X P
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 40 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP.
avatar
Filhos de Afrodite

Idade : 19
Mensagens : 4

Ficha Campista/Divina
Level: 3
Mascote: Pomba
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Quione em Ter 6 Jan 2015 - 2:04

Treinos corrigidos e perfis atualizados. Qualquer dúvida deverá ser enviada por MP.
avatar
Deuses

Mensagens : 30

Ficha Campista/Divina
Level: ∞
Mascote: Lobo Albino (Alfa)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Ter 6 Jan 2015 - 21:40

Por algum motivo, havia algo de estranhamente tranquilizante em montar. Como se toda aquela baboseira de semideuses, deuses, guerra, intriga, vida pessoal e problemas fossem... Uma baboseira. Mas, afinal, quem pode pensar em algo tão tolo quanto problemas sentindo o vento no rosto, quase como se ele te acariciasse. Ora, se o vento te acariciava, você não tinha problemas. E eu não queria tê-los. E talvez por isso viesse me tornando presença cada vez mais constante nos estábulos. Bilbo era, sem dúvida, um amigo próximo, e relinchava ao me ver. Por que seres humanos ainda são considerados o topo da evolução? Felicidade e progresso não combinavam? Não se pode ser tão feliz a ponto de fazer festa por coisas pequenas, se evoluído? Tem de haver guerra? Intriga entre deuses, intriga entre campistas... Intriga?

Ainda bem que o cavalo nada saberia disso por um bom tempo. Era puro demais para intrigas. Nem parecia se importar enquanto eu apertava a barrigueira da sela, alojando os estribos nos lugares certos e lhe colocando as rédeas, ainda que soubesse que não eram necessárias. Ele mal reagiu quando subi em seu dorso, como se meu peso nem fizesse diferença pra ele. E olha que, para mim, já fazia uma diferença incrível. Com passos hesitantes enquanto ainda entro do estábulo, o animal malhado ganhou confiança ao se ver sobre a grama. Deixei-o livre para escolher seu caminho por algum tempo: eu só queria o vento. Quando minha face já parecia ter sido acariciada o suficiente a ponto das chicotadas dos meus cabelos soltos começarem a incomodar, tomei as rédeas.

Fui diminuindo. Galope rápido. Galope moderado. Trote. Trote capenga. Caminhada acelerada. Caminhada devagar. Fui até a seção de obstáculos, e forcei ambos os pés em direção à sua barriga. Ele quase pareceu magoado, enquanto recuperava toda a velocidade perdida rapidamente. Obstáculo de uma vara: mal sentimos. O pulo foi até baixo. Duas varas: tive de puxar as rédeas para que ele compreendesse que o pulo seria maior. Três varas: quase parecia que a barrigueira roçaria o obstáculo. Roda: já nem era um pulo. Era quase um voo delicado, como se Bilbo fosse um Pégaso de asas transparentes. Parecíamos saídos de uma pintura qualquer. Corrida entre varas: zigue-zague. Tão natural quanto andar em linha reta.

Aliás, bem mais natural. Eu não era dessas pessoas capacitadas divinamente o suficiente pra andar em linha reta. Mas conseguia andar em zigue-zague. E cavalgar também. Rampa: pareceu só mais um morro no meio do caminho, até atingirmos o ápice e, novamente, voarmos. Eu esperava que as asas surgissem do lombo do animal a qualquer instante. Não surgiram. Afinal, eu sempre escolhia cavalos, nunca Pégasos. Como se asas fossem necessárias para voar. Fim dos obstáculos. Redução da velocidade. Volta aos estábulos. Desci do lombo sentindo as coxas tão “normais” como se não tivessem sido forçadas. Prática. Desatei as rédeas, a sela, a barrigueira. Acariciei o focinho do animal, deixando-lhe uma maçã antes de ir embora.


150 X P + 50 dracmas.
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 70 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP. Parabéns, campista.
avatar
Caçadoras de Artemis

Idade : 20
Mensagens : 68

Ficha Campista/Divina
Level: 28
Mascote: Coruja
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Nathan Redmond Finkler em Sex 9 Jan 2015 - 14:57


Havia chegado ao Acampamento Meio-Sangue dentro de uns dois dias pelo meu cálculo. Estava conhecendo melhor a minha nova “casa”. Cara, realmente é aquele velho clichê. Como eu não conhecia a verdadeira face da minha vida. Tudo havia mudado. Eu não queria acreditar nas histórias que haviam me passado. Mas por um outro lado eu realmente precisava disso. De uma mudança em minha vida. Não que ela seria horrível, o pior é que não era. Mas sabe quando você sente que tudo vai mudar. Era isso que eu sentia. E o pior disso, é que eu não achava a ideia de mudar tão ruim assim. Senti que era um “presente” da vida descobrir o que realmente sou. Agora só me resta explorar todas às possibilidades que vierem. Não sei se ficarei bem. Não sei se ficarei vivo. Mas é isso que eu quero descobrir. Me mandaram para um chalé repleto de semideuses. Esse era um termo novo para mim. Mas confesso que achei legal. Havia dormido mal naquela noite. Dormido tão mal preocupado com o dia seguinte. Não queria simplesmente pregar meus olhos e descansar. Eu queria descobrir tudo. Fazer as atividades e os treinos propostos. Era cedo. E eu estava sentado nos degraus da entrada. Não havia muita movimentação a minha frente. Eu até estranhei. Até um homem com corpo de cavalo vier cavalgando até a mim. Minha reação não era umas das melhores. O corcel se aproximava cada vez mais. Ele parou alto e imponente a minha frente. Sua expressão era amigável. Ele havia me explicado sobre a rotina de treinos de todos os campistas. Eu compreendi. Ele me auxiliou para que eu procurasse a primeira que eu gostaria de treinar. – Boa ideia. – Uma delas era sobre Cavalos. Eu fiquei um pouco empolgado. Me levantei e bati a poeira presente em minha roupa. O centauro. Esse era o termo que ele havia mencionado. Era essa sua verdadeira forma. Fui caminhando em busca do que fazer. Ele não havia mencionado onde era cada treino. Eu até achei bom, assim eu poderia explorar o lugar melhor sozinho.

Eu realmente não conhecia o lugar como a palma da minha mão. Mas também não era um bicho de 7 cabeças. Fui andando sei saber onde daria. Era claro, acho que seria meio difícil eu me perder. Cheguei perto de um grande galpão de madeira. Provavelmente era ali que os cavalos eram guardados. Pois o cheiro que vinha do lugar era típico. Eu não tinha uma experiência tão lastra com cavalos. Mas pelo que já aprendi consegui juntar 2+2. Eu já havia cavalgado antes, confesso também que foi uma das melhores experiências da minha vida. Poder correr em cima de um animal grandioso era fantástico e divertido. Eu me aproximei melhor do local e coloquei meu rosto para dentro. O cheiro voou no meu nariz. Mas eu não me importei. Não havia ninguém presente. Recuei e fui andando contornando o galpão. Logo a vista eu encontrei. Era uma Central de Hipismo. Havia variados campistas tratando cavalos. Um mais bonito que o outro. Fui me aproximando para ver melhor. Havia um instrutor com um chapéu de cowboy. O que eu achei hilário. Eu não estava vestido para praticar, mas resolvi ir para entender melhor como funcionava esse treino. Me aloquei perto de alguns outros semideuses que estavam lá. O instrutor deslizava seu dedo pelo chapéu. Ele assentiu para os outros campistas que já estavam com cavalos apostos e eles saíram para as barras de salto com seus cavalos. Realmente foi por acaso eu estar ali, ou não né. Quem vai saber. Ele se virou para todos nós ali presente. Proclamou que hoje iríamos aprender como se portar com os cavalos. Eu sabia mais ou menos como começava com eles. Mas na maioria das vezes havia um auxiliador nas poucos vezes que cavalguei. Eles explicou claro para a gente. Mas que a agora teríamos um amigo do lado. Ele nos guiou de volta para o galpão. Ficamos ali de pé na entrada enquanto ele e mais outro traziam cavalos para o lado de fora. Um mais bonito que o outro. Alguns campistas já estavam se posicionando e escolhendo um. Sobrou só eu e mais uma garota que não havia escolhido. Me aproximei de um cavalo que ninguém havia chegado perto. Eu realmente não sabia o porque. Ele era negro e seu pelo era reluzente. O outro cara atrás do instrutor murmurou que sua fama não era uma das melhores. Indaguei e mesmo assim me aproximei mais do cavalo.

Fomos guiados até uma parte da central que era mais apropriada para posicionar vários cavalos. Agora o homem com chapéu de cowboy não estava mais presente. Só havia sobrado o outro. Ele nos mostrou os instrumentos que precisaríamos para começar. Cada um pegou o seu, inclusive eu. Ele dissera que o primeira passo era o cabestramento. Eu sinceramente sempre achei essa palavra forte demais, mas fazer o que não sou eu que invento o vocabulário. Olhei para um lado e o instrutor passava de um em um para ver se estava indo bem. Alguns cavalos nem ligavam para o toque. Outros já se mexiam de frente e para atrás eu só não esperava que um se revoltasse e começasse a distribuir coice de graça. Segurei bem o cabestro em minhas mãos. Era só eu e ele. Olhei bem para ele. Estava meio inquieto. Aproximei minha mão e a pausei sobre sua cabeça. Ele não foi agressivo. Mas também não parou. – E aí amigão. Não liga para o que falam de você. – Falei pausadamente para ele. Ele sinceramente era um dos cavalos mais lindo que já vira. Ele parou imponente. Coloquei minha mão de novo sobre sua cabeça afim de baixá-la um pouco para que eu pudesse colocar. Fui acariciando até ele ir baixando as guardas. Talvez tivesse um bom tempo que alguém tivesse dado um toque de carinho para ele. Ele abaixou sua crina. – Não quero machucar você, de maneira alguma. – Fui acariciando sua cabeça até ele ceder por completo. Eu estava sendo sincero, acho que isso estava estampado nos meus olhos. Talvez ele teria reconhecido isso. Estiquei meus braços para cima e fui alocando o cabestro. Ele andou para atrás. Eu o acalmei com mais palavras dóceis. Realmente ele não gostava disso. De ser comandado. Deve ser por isso que ele tem essa fama. Mas acho que tudo tem um jeito. As pessoas simplesmente desistem dele por não saber como lidar de verdade com ele. Não sabia se eu tinha algum dom com cavalos ou se ele só precisava dessas poucos palavras.

Ele parou.  – Eu realmente quero que nós dois tenhamos uma boa relação. – Ele me analisou e eu puder perceber isso. Bem, a maioria dos outros já estavam no final e eu ali na mesma. Eu estava com paciência e não estava com presa alguma. Eu gostei desse cavalo de verdade e não queria desistir dele. Fui me aproximando melhor dele. Enquanto eu conversa com ele feito um idiota ele parecia ser um bom ouvinte. Ele cedeu por completo e eu posicionei bem na sua cabeça. – Viu não dói nada. Quero realmente ser seu amigo, de verdade. – Ele levantou a crina e se acalmou. Agora eu partiria para a próxima etapa. O instrutor veio ao meu encontro. Disse que se surpreendeu com a minha capacidade de lidar com ele. Ele me trouxera a sela. Essa sem dúvida não seria um problema. – Ele já foi montado? – Perguntei para o instrutor que estava com uma planilha. Ele me disse que nas poucas tentativas desse cavalo ser montado não deu em boa coisa. Indaguei. Mas eu não estava com medo algum. Corremos riscos todos os dias. Somos semideuses. Ficar com medo de um cavalo seria dos meus menores problemas. E eu nem via problema nisso. De ele nunca ter sido montado. A sela era média. Não era muito grande e havia pregas para prender na parte inferior do cavalo. O instrutor as entregou em minhas mãos e me deu as costas. Ela somente eu e ele de novo. Soltei uma risada para ele e olhei para a sela. – É vamos nessa. – Cochichei para mim mesmo e segui adiante o objetivo. A elevei no ar e a aloquei acima de seu tronco. Percebi seu andar para atrás de hesitar. Ele estava um pouco inseguro, mas não abaixava a guarda. Era isso que eu gostava nele. Ele se contorceu e a sela caiu para o outro lado. Soltei um riso descontraído. Andei até o outro lado e me agachei no chão a catando. Voltei para o outro lado. Eu nem havia reparado, mas o tempo estava mais aberto. Talvez já seria umas 10:00h da manhã ou mais. Deixei as horas de lado e voltei ao cavalo.

Eu esperava que ele me compreendesse como eu queria compreende-lo. A maioria das pessoas simplesmente acham que cavalos são só mais uma bandos de animais que podem ser montados ou submetidos. Mas na minha opinião ambos lados são válidos. De um lado você tem um grande animal que se sente ótimo por cavalgar e saltar por obstáculos. Isso é da sua natureza, ele realmente curte isso. E por outros temos nós. Pessoas que se sentem ótimas com sigo mesmas por estarem nas alturas. Isso eleva a alto-estima e melhora o dia. Eu particularmente sentia isso. Apertei a sela com as duas mãos. – Amigão, é bom você passar logo por essa fase. Na próxima vez que nos reencontrarmos será muito divertido. – Falei com ele enquanto posicionava novamente a sela sobre seu tronco. Ele dessa vez não a derrubou. Me inclinei para baixo para achar as pregas. Apertei bem a primeira. A segunda eu precisei apertar com mais pressão pois estava soltando. Caminhei para o outro lado, seria mais fácil de prender as últimas pregas pois estavam mais paro lá. Me agachei e prendi as três últimas e me levantei. Joguei meu corpo para atrás posicionando minhas duas mãos na minha cabeça. Espreguicei. Confesso que não era o treino que eu esperava para o primeiro dia, mas estava até sendo divertido. Poder tratar de um cavalo sozinho sem que as pessoas fiquem te amostrando como deve ser feito.

Andei dois passos para atrás e analisei a sela por completo. Estava quase toda pronta, mas só faltava dar um amarrar na sua parte inferior. Me aproximei me inclinando dando o amarro. Não queria dar forte demais para não machucá-lo logo de primeira. Mesmo ele sendo um cavalo bem grande e bem de saúde. O mesmo instrutor que viera antes veio caminhando até a mim. Ele disse que estava quase tudo pronto que só faltava a etapa da montaria para finalizar. Ele me pediu para que eu guiasse o cavalo mais para a frente onde teria um outro instrutor. Fomos eu e ele. Ele parou a um passo atrás de mim. Logo veio um outro instrutor. Esse era bem mais jovem e parecia ser apto para isso. Provavelmente era algum semideus bem mais velho e experiente. Ele veio até a mim e começou a dizer várias coisas de como começar a montaria e o direcionamento. Em outros tempos eu realmente não estaria ouvindo, mas como é uma vida nova deixei meus ouvidos a dispor. Depois de uma pequena conversa ele disse que eu teria que montar. Nas vezes que eu montava um cavalo, isso a anos atrás era disponibilizado um pequeno degrau. Mas agora deixaria essa frescura de lado. Tudo tem que ser fácil e se você tirar vantagem disso se saíra melhor. Posicionei minha mão esquerda perto do seu pescoço. Não queria apertar de mais para não correr o risco de colocar tudo a perder. Conduzi minha perna direita, que era a minha de apoio e a coloquei bem na bainha da sela. Onde a ali havia um apoio para o pé. Após a posiciona-lá eu dei um impulso no chão com a minha perna esquerda e subi. Foi até fácil. Mas o meu cavalo não gostou muito dessa ideia. – Ôpa, ôpa... Calma garotão, calma! – Falei freneticamente com ele. Talvez ele só estivesse com uma imensa vontade de sair por aí galopando. Ou talvez só estava processando a ideia de ser montado.

Após ele se acalmar eu respirei fundo. Foi um pequeno susto, mas tem coisas piores que dão medo. Elevei minha mão até sua cabeça e fiz um cafuné. O instrutor mais jovem deu uma bela risada e voltou ao foco. Ele comentou que esse cavalo era difícil e mesmo e que não era para qualquer um. Não sei se levava isso como um elogio. Agora seria a vez das direções. O jovem falava e eu pude capitar cada palavra. Elevei minhas duas mãos a seu cabestro onde eu deveria comandar. Acho que também comandar é uma palavra muito forte. Vamos usar movimentar. Segurei firme como o jovem me auxiliou. E apertei bem. Ele começou a dizer que se eu puxasse de primeira o cavalo acharia que deveria sair correndo. Então é como se eu estivesse dirigindo um carro, tudo tem seu tempo. Ele assentiu para que eu começasse. Logo na minha frente estava alguns cones. O espaço entrei eles era apropriado e tranquilo para um cavalo enorme circular em volta. – Agora é com você amigão. Se sairmos bem nessa, tudo ocorrerá bem. – Me inclinei e cochichei em seu ouvido. Era algo inútil para algumas pessoas mas não para mim. Ele parecia me compreender. E eu estava gostando de sentir que não era uma ameaça. Poder contar com alguém, até mesmo um animal de verdade nesse mundo hoje não é para qualquer um não. Segurei firme e fui puxando devagar para atrás como se estivesse dando um marcha. As patas deles começaram a se movimentar. Primeiro a da esquerda da frente e depois a da direita.  Ele se movimentou adentrando entre um dos cones. Eu me surpreendi. – Isso, isso. – Fui soltando algumas palavras de encorajamento enquanto ele seguia.

E de repente ele realmente estava andando como deveria. Passou pelo segundo cone. Ele ia para a direita e cruzava pela esquerda. O instrutor assenti enquanto eu segurava firme no cabestro. Fui acelerando de pouco em pouco até que ele conseguiu chegar no último cone. – Nada mal em! – Aproximei minha mão em sua cabeça e deslizei. Ele acabou sem querer derrubando o último cone. Mas para mim já valia muito. Fomos andando e ele estava indo para o lado. Demos duas voltas em círculos até que ele parou. O jovem instrutor falou que na próxima vez seria os saltos. Ele não queria perder a chance desse cavalo se aquietar de novo. Comigo ele realmente se soltou. Tirei minhas mãos do cabestro e suspirei. O cavalo andou para frente e eu quase caí. Segurei no seu tronco e desci pulando no cão. Eu realmente não estava com as roupas apropriadas para isso. Por isso só foi uns movimentos. O instrutor comentou que para os saltos precisaríamos de outro tipo de sela, mas resistente. E que eu precisaria utilizar uns equipamentos, inclusive até uma bota. Estiquei minha roupa para tirar o amassado e elevei o rosto. Já estava cansado de chamar ele de cavalo. – Que tal eu dar um nome para você? – Soltei a ideia no ar e vasculhei minha mente em busca de algo. Não sabia se ele iria gostar mas resolvi arriscar em um nome legal. – O que você acha de Kaiser? – É fato que ele não iria responder. Mas deixei o nome no ar com a intenção de que ele capitasse. Fomos seguindo de volta para os estábulos. Eu me despedi e fui voltando para o centro do acampamento.





Obs:
Bem, como eu sou novo aqui e não entendi direito algumas coisas vou falar por aqui mesmo. Eu estava escrevendo lá pelas 10:00 horas da manhã, mas só consegui terminar a tarde. Eu mencionei lá em cima que tudo começou nessa mesma hora. Mas quando postei ficou lá para às 17:00 e pouca da tarde. Espero que não tenha nenhum problema em relação a isso.

130 X P
Gramática (0-40 xp): 35 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 55 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP.
Ps: não há problema algum.
Indefinidos

Idade : 19
Mensagens : 2

Ficha Campista/Divina
Level: 2
Mascote: Ovo [Indefinido]
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Sab 10 Jan 2015 - 20:07

Equitação básica
are you ready?

— Lenny! Esqueceram de te dar banho, foi? — Encarei o cavalo na minha frente e sorri. — Vou cuidar de você, garotão — Puxei o cavalo pelo cabresto para fora de seu pequeno espaço nos estábulos e o puxei até uma área em que eu pudesse dar banho nele. Peguei um balde com água morna e misturei com um shampoo próprio para cavalos, peguei a esponja e comecei a ensaboar Lenny que para me ajudar ficou quietinho. Despejei um pouco de shampoo em sua pelagem escura e com um pente, fui tirando os resíduos de lama e feno do animal. Depois de me certificar que tinha tirado toda a sujeira, peguei outro balde, dessa vez com água limpa e tirei o excesso de sabão dele, ao terminar peguei uma toalha e comecei secar seus pelos com carinho. Sorri ao ver o trabalho terminado e puxei Lenny pelo cabresto novamente para que ele secasse mais rápido na luz do sol. — Muito melhor, não é amigão?

[...]

Amarrei o cabresto de Lenny numa árvore e me preparei para selar ele, pois fazia tempo que eu não montava em um cavalo. Coloquei primeiro a almofada e o cobertor centralizados nas costas do cavalo, depois coloquei a sela em cima do cobertor. Peguei a correia da sela por baixo do lombo de Lenny e passei a tira da outra ponta dentro do anel da outra correia. Percebi que Lenny tinha prendido a respiração e aproveitando isso apertei bem a correia e enfiei o pino de metal no buraco da faixa de couro. Verifiquei se a correia não estava muito apertada, pois isso podia machucar Lenny e logo depois de ver que estava tudo certo resolvi montar, soltando então seu cabresto da árvore.

Segurei as rédeas de Lenny com a mão esquerda e ajeitei o estribo para que ele ficasse na direção certa. Coloquei o pé esquerdo no estribo e passei a perna direita por cima de Lenny, assim montando no cavalo. Movi minha perna de fora para dentro na barriga do cavalo e logo ele começou a galopar, puxei a rédea esquerda para longe do corpo e logo Lenny seguiu meu comando, indo para o lado esquerdo. O guiei até os obstáculos e assim que chegamos perto de uma das barras, puxei suas rédeas para cima. Lenny pulou sobre a barra e eu sorri enquanto acariciava os pelos de seu pescoço. Lenny continuou galopando e quando chegamos perto de outra barra, puxei suas rédeas para cima, fazendo com que ele pulasse sobre ela. — Whoa! — Lenny começou a galopar mais rápido e eu suspirei aliviada com o vento batendo em meu rosto e bagunçando meus cabelos, era uma sensação tão boa.

Apertei a barriga dele com os calcanhares, o que fez com que ele fosse ainda mais rápido e puxei suas rédeas para o lado direito fazendo com que ele seguisse a direção, passamos por mais duas barras e Lenny pulou sobre elas com os meus comandos. Puxei as rédeas para a esquerda e fiz com que Lenny voltasse o percurso até os estábulos, chegando lá desmontei dele, livrei ele dos equipamentos e o guiei pelo cabresto até sua ala. — Bom garoto, outro dia venho te visitar — Dei um cubo de açúcar ao Lenny e saí dos estábulos.


135 X P
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 55 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP.
avatar
Filhos de Hécate

Idade : 19
Mensagens : 230

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Corvo Negro Infernal
Mochila:

Ver perfil do usuário http://www.little4venger.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Sab 17 Jan 2015 - 18:43

Equitação básica
are you ready?

— Angelique, se você não levantar agora eu vou dar na sua cara — Ralhei com a garota que estava estirada na cama sem sinal algum de que iria se levantar, revirei os olhos. — Okay, hora do plano B — Sorri maliciosamente e me afastei do beliche, peguei o copo que estava perto da minha cama e fui até a pia do banheiro, enchi o copo e voltei para perto de Angelique, ergui o copo bem acima do rosto dela e deixei que a água molhasse seu rosto. Me afastei rapidamente para cair nas gargalhadas ao ver a garota se levantar assustada, ela estava me olhando de cara feia, mas eu não me incomodei. — Temos que treinar equitação, mocinha — Avisei e logo ela se levantou sem muita vontade.

[...]

Já nos estábulos, entreguei as rédeas de um garanhão branco para Angelique e peguei um de pelagem marrom para mim já que não havia sinal de Lenny ali. Os cavalos estavam muito sujos, de branco o cavalo de Angelique estava meio amarelo. Olhei-os com desaprovação e fiz sinal para que Angelique me seguisse. — Dar banho neles primeiro, please — Falei. Peguei o balde com as escovas, as esponjas e o shampoo próprio para cavalos, puxei a mangueira para perto e entreguei o shampoo para Angelique. — Você ensaboa, eu enxáguo — Sorri para ela que assentiu. Liguei a mangueira e comecei a molhar os cavalos com calma para que eles não saíssem correndo que nem loucos por aí. Observei Angelique passar o shampoo na pelagem dos cavalos, um de cada vez e sorri, até que ela levava jeito para a coisa. Desliguei a mangueira por um momento e peguei os pentes, entreguei um para Angelique. — Com isso você pode tirar o excesso de lama — Expliquei e fui passando o pente pela pelagem do cavalo para tirar os resíduos de lama e feno do animal. Depois de me certificar que tinha tirado toda a sujeira e que Angelique também tinha limpado o cavalo dela, liguei a mangueira novamente, quando fui me concentrar em molhar os cavalos vi que Angelique estava toda encharcada e olhando para mim como se fosse me matar e vender meus órgãos no mercado negro.

— O que? Não tenho culpa de você ter estado na frente — Falei enquanto me controlava para não rir. Com o auxílio da mangueira, tirei o excesso de sabão dos cavalos. Depois de limpos, entreguei uma toalha a Angelique e peguei uma para mim. Me concentrei em secar os pelos do cavalo e sorri ao ver que Angelique fazia o mesmo, quando os mesmos estavam devidamente secos, peguei uma escova e passei em seus pelos também, para deixá-los penteados. Com essa parte terminada, chamei Angelique e juntas fomos pegar os equipamentos para selarmos os cavalos. Depois de termos pego tudo, voltamos para onde os cavalos estavam. — Primeiro você tem que colocar o a almofada e o cobertor centralizados nas costas do cavalo, pra ficar confortável — Expliquei a Angelique ao mesmo tempo em que fazia o trabalho. Coloquei a sela logo em cima do cobertor e puxei a correia da sela por baixo da barriga do cavalo e passei a tira por dentro do anel da outra correia, apertei a correia de um modo que não machucasse o cavalo e enfiei o pino de metal no buraco da faixa de couro. Vi que Angelique me observava e sorri. — Sua vez, little Pikachu — Fiz sinal para que ela fizesse o que eu tinha feito com o cavalo e soltando um suspiro, ela começou.

Quase no final, vi que Angelique estava apertando demais a correia e me movi para ajudá-la. — Não pode apertar tão forte, mana — Avisei e ela sorriu para mim enquanto ajeitava a correia e pronto, nossos cavalos estavam selados. — Vamos apostar uma pequena corrida pelo circuito? — Perguntei e Angelique prontamente aceitou. Segurei as rédeas de meu cavalo com a mão esquerda, coloquei o pé esquerdo no estribo e passei a outra perna por cima do cavalo, apoiei meus pés nos estribos com firmeza e segurei as rédeas. Angelique já tinha montado no cavalo também e estava pronta para a corrida. — Vamos lá, no 3 — Sorri. — 1... — Segurei as rédeas mais firme. — 2... — Senti o vento bagunçar meus cabelos e fiquei boquiaberta ao ver Angelique disparar na minha frente. — WHOA! — Gritei para o cavalo e bati meus calcanhares em seu lombo, fazendo com que ele galopasse com rapidez. Quem diria que minha queria irmãzinha iria roubar?

Encarei os obstáculos e vi que Angelique já estava no terceiro. Puxei as rédeas do cavalo para cima e ele pulou a primeira barra. Sorri e puxei suas rédeas para a esquerda, para que ele chegasse mais rápido no próximo obstáculo. Ao me aproximar, voltei a puxar suas rédeas para cima, fazendo com que ele pulasse a barra. Puxei as rédeas para o lado direito e seguindo meu comando, o cavalo foi para o lado direito. Fiz ele pular o terceiro obstáculo. — WHOA! — Gritei e o cavalo começou a galopar mais rápido. — ANGELIQUE, SUA TRAPACEIRA! — Gritei para a garota que ainda estava a minha frente, mas ela nem se deu ao trabalho de me responder, só continuou passando pelos obstáculos.

Pulei mais três obstáculos e alcancei Angelique. — Vou te bater quando acabarmos aqui! — Gritei enquanto passava ela e puxava as rédeas do cavalo, fazendo com que ele pulasse a barra mais próxima. Puxei as rédeas para a esquerda e ele me seguiu, fazendo com que voltássemos o percurso dos obstáculos até os estábulos, Angelique não ficou muito atrás de mim e chegamos quase juntas aos estábulos. — Da próxima vez faço você cair do cavalo — Murmurei enquanto descia das costas do cavalo e começava a tirar os equipamentos dele. Coloquei o cavalo de volta na cabine e me voltei para Angelique que estava sorrindo. — Vamos, ainda temos que treinar — Puxei ela pelo braço para longe dos estábulos.


145 X P
Gramática (0-40 xp): 40 .-. Coesão (0-40 xp): 40 .-. Desenvolvimento do Treino (0-70 xp): 65 .-.
Quione - Qualquer dúvida, MP.
avatar
Filhos de Hécate

Idade : 19
Mensagens : 230

Ficha Campista/Divina
Level: 37
Mascote: Corvo Negro Infernal
Mochila:

Ver perfil do usuário http://www.little4venger.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Quione em Ter 16 Jun 2015 - 16:41

Treinos corrigidos. 
avatar
Deuses

Mensagens : 30

Ficha Campista/Divina
Level: ∞
Mascote: Lobo Albino (Alfa)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Treino de Equitação Básica

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum

Aliados e ParceirosCréditos e Copyright©
:: Topsites Zonkos - [Zks] :: Wild Scream RPG RPG Hogwarts Todos os direitos reservados a Monte Olimpus RPG® 2011-2016