Treinos na Parede de Escalada

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Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Zeus em Seg 9 Dez 2013 - 19:03



Treinos na Parede de Escalada
Os treinos de escalada serão baseado por níveis, portanto cuidado para não exagerarem, caso sejam campistas de níveis baixos devem procurar coerência e praticar com os níveis baixos.

• Nível 1: Parede de escalada normal, apenas subida.
• Nível 2: Algumas pedras pequenas caem do topo.
• Nível 3: Pedras um pouco maiores e alguns tremores.
• Nível 4: Pedras medianas, tremores mais fortes.
• Nível 5: Pedras medianas, tremores fortes e pouca quantia de lava.
• Nível 6: Pedras grandes, tremores ainda mais fortes, lava mediana e quebra de poucos lugares de apoio.
• Nível 7: Pedras grandes, tremores fortes, muita lava e quebra de vários lugares de apoio, junto com pequenos giros.
• Nível 8: Pedras enormes junto de pedras pequenas, tremores fortes, muita lava, quebra dos lugares de apoio, giros de 360 graus com velocidade lenta.
• Nível 9: Pedras enormes e medias, com tremores fortes, pedras de lava saem dos lugares de apoio, poucas quebras. Giros mais fortes.
• Nível 10: Pedras de todos os tamanhos caem com intervalos de dois segundos, seguidas por tremores fortes e giros razoáveis com muita lava e lugares pontiagudos.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Davos H. Grümmer em Seg 9 Dez 2013 - 19:53



⊱ Escalação Nível I ⊰


Pouco antes do almoço, Davos se encontrou com Kurnixa na parede de escalada. Um filho de Athena, de nome Carl, era o monitor àquele dia, e já conversado com o filho de Hades, prometeu-lhe ajudar. Obviamente, Davos escolhera o menor e mais fácil paredão para escalar, onde, além de não existir armadilha alguma, contava com os materiais necessários para escalar. De baixo para cima, a parede não parecia tão alta. Ok, vou conseguir, pensou, enquanto Carl ajeitava um mosquetão na cinta que obrigatoriamente Davos deveria usar. Uma corda bem presa e ligada no mosquetão no garoto seguia até o topo do paredão, e, de lá, presa numa polia fixa, descia até o monitor, responsável para impedir a queda do praticante de escalada. A camiseta do acampamento parecia estar mais quente do que nunca, porque Davos começara a suar estranhamente. Claro, era o medo. Ele jurava se vingar de Kurnixa quando acabasse aquilo - se acabasse aquilo.

Sucedendo um longo suspiro, Davos se aproximou da parede e tocou uma das pedras fixas nela, buscando coragem. Toda vez que ele pensava em desistir, a ideia era desmantelada pelo fracasso que ele seria se não vencesse esse medo. Kurxina sorria e aplaudia enquanto ele já deixara o chão, apoiando os pés em duas pedras e as mãos em outras duas. Nisso, Carl se mantinha imóvel, esperando para ir para trás ao passo em que Davos escalava, de modo que a corda permanecesse esticada. Lentamente, Davos esticava um braço de cada vez, firmando as mãos em pedras mais altas, e, em seguida, fazia o mesmo com os pés. A coisa que ele menos queria era olhar para o chão, mesmo que distasse um único metro dele. O fato de estar preso ao monitor Carl não fazia tanta diferença, porque ele continuava lento no processo de escalada.

Kurnixa se silenciara quando ele alcançou uma altura de cinco metros, e ficava olhando-o, glorificada. A partir deste ponto, o filho de Hades se policiava para não olhar para baixo, mas não conseguiu. Uma rápida olhada e ele paralisou, atônito. Carl segurou uma risadinha em conjunto com Kurnixa, que logo berrou para seu amigo. — SEJA HOMEM E CONTINUE! — Ele se segurou para não atear fogo na ninfa e suspirou outra vez, esticando-se para prosseguir na vagarosa escalada. Mais alguns minutos e o rapaz chegava nos oito metros, já focado em chegar no topo. Seu único problema seria a leve inclinação que a parede sofria a partir dos doze metros, mas ele preferia não sofrer tanto por antecipação. Decidiu cantar para se distrair enquanto enfrentava o cagaço de escalar, portanto, daquele ponto em que ele estava até o fim do paredão ele ficaria cantarolando. Ok, não deu muito certo. Isso o distraiu demais, o que o fez repousar o pé esquerdo de forma errada numa das pedrinhas, deixando-o cair. Por pouco. Se não tivesse segurando-se bem com as mãos, provavelmente ele cairia.

Ele estava tenso, muito tenso. Passava-se dos quinze minutos que ele estava na parede e faltavam ainda cinco metros. Sua escalada era lenta e precária. Provavelmente Carl o odiaria por fazê-lo perde tanto tempo. Mas Davos não ligava. O rapaz estava ali para isso, então tinha o tempo que necessitasse para concluir a atividade. Vez ou outra, um pé ou uma mão escorregava nos pequenos suportes, mas nada era tão grave a ponto de fazer ele cair, até que ele chegou nos três metros finais. A breve inclinação começava ali, e ele queria desistir, só que ele não podia fazer isso; não podia se mostrar fraco. O semblante do guardião caracterizou-se pelo cenho franzido, indicando determinação, e ele prosseguiu, devagar. A subida em leve diagonal não fazia quase nenhuma diferença, por isso ele concluiu com êxito a bendita escalada. Ardidas palmas, vindas de Kurnixa, compuseram a recepção de Davos no chão, descido num rapel fajuto e auxiliado por Carl, que sorria falsamente. Ele agradeceu ao monitor, e, sem jeito, retirou-se da arena, farto da ninfa que o infernizara a fazer aquilo. Por ele, nunca mais escalaria.




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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Kira Lewis Petrovich em Seg 9 Dez 2013 - 21:06

Era um dia calmo no acampamento meio - sangue e depois de correr na praia estava mais afim de um treino leve do que as várias lutas que tínhamos por ali. Por um tempo havia ponderado o treino de equitação, mas eu não era muito a fim de brincar de andar de cavalos por aí enquanto tinha tantas outras opções. Acabei por me decidir pelo treino de escalada onde poderia ficar só com os meus pensamentos e sentir aquela sensação perfeita de adrenalina ao escalar. De shorts curtos e a blusa vermelha com o javali de estampa apenas coloquei as botas de escaladas e prendi os cabelos saindo em direção a área de treino. Cheguei ao local quase ao mesmo tempo em que o monitor, que aparentemente tinha ido tomar café. - Então o que preciso fazer pra começar isso logo? - Perguntei enquanto me esticava. O monitor apenas riu e se apresentou como Evan, filho de Hermes. - Suzanah, filha de Ares - Lhe respondi tentando manter a educação. Dei de ombros ao ouvir o seu "óbvio" enquanto apontava para a minha blusa e então o observei se virar de costas pegando algum equipamento para escalada me perguntando se já havia feito aquilo alguma vez.

- Uma vez a muitos anos atrás, prefiro outros tipos de esportes - Falei com certo tédio enquanto aguardava o mesmo terminar sua pequena preparação. Agitei-me um pouco ao vê - ló se voltar para mim mostrando - me um cinto e uma corda. - Ok, alguma monitora dando sopa pra me ajudar? - Perguntei com um pequeno sorriso no rosto e escutei Evan se voluntariar para a tarefa. Claro que ele não iria perder a oportunidade daquilo, mas eu tava passando direto da experiência e por isso mesmo recusei indo me preparar sozinha com o que me lembrava. Vesti o cinto passando minhas duas pernas dentro do mesmo e prendendo-o bem em minha cintura. - E então? Fiz certo? - Perguntei para o monitor que apenas riu e foi para perto de mim dar uns últimos retoques que eu não curti muito não. Cinto posto e arrumado, chegara a hora de ir para a parede de escalada Nível 1, que era a mais simples e já tinha até as cordas preparadas. Caminhei lado a lado com Evan até a mesma e assim que chegamos lá ele prendeu a corda em meu cinto para que eu não me ferrasse se caísse ou escorregasse e me apontou um bom lugar de inicio desejando boa sorte.

- Sorte é para os fracos - Falei com um pouco de arrogância antes de piscar para o filho de Hermes e me posicionar a alguns passos da parede, o máximo que a corda permitia ao menos. Respirei fundo fechando os olhos e deixei que todas as minhas preocupações fossem embora esvaziando a mente de toda e qualquer coisa. Quando abri meus olhos um sorriso tomou conta de meu rosto e a única coisa que pensei foi no quanto seria divertido fazer aquilo. Disparei correndo em direção à parede e saltei colocando uma de minhas pernas em uma grande pedra que tinha ali perto me lançando para cima onde consegui usar meus reflexos para me segurar em uma das falhas na parede rochosa de forma firme e forte para evitar cair. Apesar da dor que senti ao ter meu corpo se chocando com a parede rochosa eu evitei protestar e acabei me sentindo mais forte com aquilo. Apoiei meus pés em outras duas fissuras na parede e respirei fundo olhando para baixo vendo que estava a quase 1 metro do chão só. - Está tudo bem não se preocupe - Avisei para Evan que com as sobrancelhas erguidas me perguntara se tinha doído.

Comecei a escalar a parede rochosa com certa pressa olhando bem na onde colocava minhas mãos, mas esquecendo de cuidar da onde repousava meus pés. Em minha rapidez estúpida e sem sentido acabei por sentir meus pés escorregarem quando saltei pra cima fazendo graça. O escorrega que levei havia sido feio e tinha cortado a palma de uma de minhas mãos, mas ainda assim não fora o suficiente para cair no chão. Ouvi Evan pedir para que eu descesse se estivesse ferida e parasse de inventar moda igual estava fazendo. O ignorei sem me preocupar com isso e voltei a escalar tentando não me importar com a dor das mãos que possuíam pequenos cortes e do joelho ralado. Escalava agora com mais calma e respirava fundo me precavendo a cada passo que dava em direção ao topo da parede de rocha. O calor me deixava tonta e quando finalmente consegui chegar ao fim me sentei no topo erguendo as mãos em vitória rindo baixinho ao olhar para baixo. - Ta vendo? Consegui! - Gritei para Evan que acenou positivamente para mim antes de me informar que deveria começar a descer pois já estava ficando tarde e logo, logo teriam que encerrar as atividades do lugar. Fiz uma careta ao ouvir aquilo, mas simplesmente dei de ombros me apressando a descer o que foi infinitamente mais fácil que subir. Despedi-me de Evan ao chegar ao chão e então voltei para o meu chalé.


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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Seg 9 Dez 2013 - 23:33



Parede de Escalada - nível 1
medo de altura? nem  um pouco, só o bastante para ter um ataque do coração

Escalada. Embora meu pai, Hades, tivesse, em partes, domínio sobre o domínio terrestre, eu não me sentia seguro perante a perspectiva de ter de enfrentar a parede de escalada do acampamento. Naquele dia em questão, às cinco horas da tarde, o instrutor ocupava-se somente em saborear uma coca diet, escorado ao monumento rochoso. Acanhado, aproximei-me com ambas as mãos no bolso da calça cinzenta e dei uma olhadela para o topo da parede de escalada – É bem alta, não? – Indaguei, tal como se divagasse sobre o clima ou a respeito do que seria o almoço neste dia em questão. O instrutor agiu conforme sua experiência sugeria que agisse, sorrindo amavelmente ao confirmar minha sucinta frase e sugerir que eu tentasse a sorte. A ideia acabou por gerar apreensão, a qual logo começou a se assemelhar muito com covardia - Eu... Er, pode ser. – Balbuciei com um dar de ombros nada convincente. Satisfeito com seu poder de persuasão, o filho de Atena dirigiu-se até dentro do pequeno barraco ali próximo e voltou trazendo o equipamento de escalada. A maior parte das coisas era usada somente por normas de segurança, fora isso não havia nada que fosse facilitar a árdua escalada. Quíron, pelo visto, esperava que seus campistas não precisassem de subterfúgios mortais para conseguir cumprir seus objetivos. Tendo passado a corda de suspensão em torno da cintura e atado o nó, puxei-a para baixo somente para ter certeza de que estava firme e, por fim, suguei o ar em demasia para meus pulmões. Com medo da altura, bebê?, a impertinente voz em minha cabeça vez questão de se pronunciar. Eu costumava achar que a voz pertencia a Hades, contudo por que meu pai perderia tempo supervisionando um de seus filhos? Algo sem sentido. Esquizofrenia à parte, lancei um olhar apreensivo – ou medroso – na direção do instrutor e este ergueu o polegar em um gesto de encorajamento – É só uma parede idiota. – Murmurei comigo mesmo, o tom tão baixo que naquele momento eu deveria estar realmente parecendo maluco.

O posicionamento das rochas proporcionava espaço o suficiente para apoiar os pés, como sulcos. Usei do primeiro sulco para pegar impulso, indo logo em seguida passar o pé esquerdo para a próxima abertura e assim por diante. Era fácil e prático, nada do que se ter medo. A altura aumentava graduadamente conforme eu subia, assim como a escalada tornava-se mais árdua por ser difícil encontrar suporte para os pés. Até então eu ainda não havia arriscado olhar para baixo, certo de quê a vertigem me derrubaria, mas acabei por fazê-lo ao ter tateado em busca de um apoio para os pés e não encontrá-lo. Minha cabeça girou perante a visão da altura. Continue subindo, retardado, a voz exigiu, aparentando estar envergonhada pela fobia alheia. No orfanato nós não praticávamos o exercício de subir em cordas, o mesmo que era cobrada em ginasiais, portanto eu não tinha como descobrir meu temor pela altura em outro momento se não àquele. Apertei os olhos e encaixei meus dedos contra o sulco que usava como âncora para as mãos, usando de tanta força que podia sentir a pedra esfarelada escorregando por meus dedos – Mantenha a calma, mantenha a calma. – Murmurei – Não há nada demais. – Novamente mantive o tom baixo e o mais reconfortante possível. Um, dois, três minutos se passaram e eu ainda não havia aberto os olhos. Mas tinha de continuar, certo? Não havia como me fundir a rocha com a qual meus dedos e pés tinham contato. Engoli em seco e ergui o queixo o máximo possível, abrindo os olhos somente quando estava certo de que veria o céu de nuvens cinzentas que iam sendo extintas. A vertigem não retornou, sendo mantida à distância pelo simples fato de quê eu evitava ter noção de há quantos metros estava do chão.

Pé direito, pé esquerdo. Vamos lá, maricas! Já estou indo, droga. Filhos de Hades têm a habilidade de manipular rochas, pedregulhos e afins, logo supus que poderia usar tal ardil ao meu favor. Obviamente não havia modo de locomover à parede escalada, muito menos de fazê-la me carregar para o topo, mas, com certo esforço, podia forçar as rochas a se comprimir de tal modo que os sulcos se tornassem mais voluptuosos. Embora tremendamente útil, tal que avancei bastante naqueles poucos minutos, a habilidade causava fadiga em excesso, o que não viria a calhar se levasse em conta que meus músculos já latejavam pelo esforço que faziam ao suspender o corpo. Graças as consequência, optei por deixar o dom de lado, o que foi bom e ruim. O lado bom? Não fiquei ainda mais cansado. O lado ruim? Coloquei o pé em um sulco imaginário e não havia onde apoiar o peso de meu corpo. Restou manter todo o peso na responsabilidade dos braços, de modo que me icei para cima com bastante esforço até alcançar um apoio real. Parece uma mocinha, zombou a voz – Eu, oficialmente, odeio isso. – Resmunguei, sem saber se me referia à voz ou a parede de escalda. O ódio se dividia entre ambos. Tendo recuperado o equilíbrio, tomei precauções quanto a onde estava pisando e busquei o próximo apoio com as mãos, tateando a procura do que não estava lá. Lancei um olhar carrancudo para cima e então percebi que a parede agora apresentava rochas quase que lisas, com pouco ou nada de entrada para os pés – Como diabos querem que eu suba isso? – Indaguei, as sobrancelhas arqueadas e exibindo uma carranca. Restava tentar a sorte, muito embora eu soubesse que qualquer deslize levaria a queda e posteriormente ao aumento de meu trauma nada másculo com relação à altura. Colei às mãos a parede rochosa, absorvendo-a, e comecei a usar dos mínimos apoios para executar a subida. O processo era lento e exigia paciente, além do equilíbrio necessário. Meus pés escorregaram várias e várias vezes, nas quais quase olhei para baixo, mas não o fiz por motivos óbvios.

Mais acima havia um tronco de árvore que tinha nascido entre a formação rochosa. Vista a posição em que me encontrava, o subterfúgio era mais do que necessário. Em meu ímpeto de dar descanso a musculatura fatigada, empreendi o caminho com maior rapidez, indo logo fechar ambos os punhos em torno do tronco ao alcançá-lo. Só esqueci-me de um pequeno detalhe. Ao estender ambas as mãos para o galho, perdi todo e qualquer apoio dos pés, o que me deixava pendurado. Podia ver o topo logo mais acima, próximo o bastante para ser um objeto de desejo, mas não conseguia tornar a minha antiga posição sem olhar para baixo em busca de encontrar onde meus pés deveriam estar. Olhe só isso, seu pai sentiria vergonha, e ‘pro inferno com você. Pelo tempo e esforço gastos, meus dedos suavam e logo tive de soltar uma das mãos. Estava prestes a cair. Usando do último de meus esforços, joguei o peso do corpo para trás e depois para frente, gerando o movimento de ida e volta. Quando próximo à parede, arrisquei primeiro fixar uma de minhas mãos a uma fenda próxima, indo logo em seguida apoiar a outra. Quanto a meus pés, achei um apoio adequado graças a nada mais e nada menos do que sorte. Poucos passos e estaria no bendito topo. Usando dos últimos esforços, dei continuidade à escalada que até então vinha parecendo não ter fim. O topo era plano e ali a brisa corria com calmaria. Perfeito clima para descanso. Mal me sentei no topo, de onde tinha vista para todo o acampamento meio-sangue, e senti algo puxando a corda de segurança. De mãos em torno da boca em forma de cone, o instrutor gritou algo sobre estar saída e eu ter de descer, contudo eu não quis mostrar que o tinha escutado. Tanto esforço para nada. Antes que pudesse mostrar minha revolta, a corda foi puxada novamente e dessa vez a força foi tanta que escorreguei do topo. Caindo e caindo, rápido. Fechei os olhos. Um ranger e tinha parado de cair, estava suspenso há poucos centímetros do chão, o nariz quase roçando com o gramado. Escalar é realmente um ótimo exercício para os que tem problemas do coração.




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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Ter 10 Dez 2013 - 4:58



gotta turn the world into your dance floor

Batia na porta da casa grande a alguns minutos. Fora avisada por uma campista qualquer que Quíron queria me ver. Já estava quase desistindo e dando meia volta quando finalmente abriram a porta.  –Ah, cria de Zeus, finalmente. Por aqui. –disse o centauro, permitindo minha entrada. Assim que dei o primeiro passo para dentro do local, ouvi um choro. Não um choro qualquer, mas um choro desesperado, onde a voz fina resmungava coisas como “Zeus, o que eu te fiz?”. Revirei os olhos, percebendo que minha convocação tinha alguma coisa a ver com aquilo. Antes de seguir o barulho, voltei-me para Quíron. –Não sei o que houve, mas garanto que a culpa não é minha. –indaguei. Em passos longos, segui pela porta mais próxima, que era de onde o barulho parecia vir. Empurrei a porta com força e adentrei o local. Aquele era, provavelmente, o escritório do Sr. D. Uma menina loira se encontrava em uma das poltronas, descabelada, com alguns arranhões e totalmente vermelha. Suspirei, me apoiando na escrivaninha e esperando alguém me explicar qual a necessidade de tudo aquilo. –Scarlett, essa é Josefina, filha de Afrodite. Ela estava na parede de escada, ao que parece, no topo, quando parou pra passar batom e perdeu o equilíbrio. Segundo o relato dela, ela caiu e provavelmente o batom ficou lá, e, hm... Alguém precisa fazê-la parar de chorar. -disse Quíron, enquanto entrava no recinto. Olhei indignada pra ele. Eles realmente haviam interrompido minha vida para isso?

***
Revirei os olhos pela décima vez enquanto me encaminhava para a parede de escalada. Ainda não conseguia acreditar que eu teria que subir todo aquele inferno para recuperar um batom. Meu humor estava péssimo e seria capaz de mandar qualquer idiota que aparecesse no meu caminho para uns dias de férias com meu tio Cronos. Passara no chalé para trocar de roupa. Recusava-me a sujar ou destruir com a lava qualquer outra peça senão um top preto e um short jeans antigo. Os olhares eram algo que eu não podia evitar, mas já estava acostumada, afinal, eu era filha de Zeus, perfeita e etc.

Cheguei na parede de escalada. O local estaria vazio se não fosse uma garota que parecia ser instrutora ou algo do tipo. Caminhei até ela lentamente. –Preciso de um desses equipamentos para subir ou algo do tipo, né? Onde estão? –perguntei, erguendo as sobrancelhas e batendo o pé diante dela. A menina apontou para algo atrás de mim. Girei os calcanhares, esperando já dar de cara com os equipamentos, mas eles estavam a, no mínimo, cem metros. Dei de ombros. –Longe demais. Não sou obrigada.-comentei, andando até a parede de escalada. Estralei o pescoço e conferi se meu cadarço estava bem amarrado. –Se o batom não estiver lá, faço aquela vadia engolir lava. –cochichei, segurando o primeiro apoio e subindo no de baixo.

Foi apenas eu tirar meus pés do chão que a putaria começou. O ponto onde apoiei meu pé direito decidiu quebrar, me deixando com apoio para apenas um pé. Bufei, esticando meu braço para subir mais um pouco. Realmente fazer força com os braços daquele jeito não era meu forte; claro, com espadas, em duelos e etc, eu me saia muito bem, mas escalar nunca me fora necessário e, talvez por isso, a prática, agilidade, dentre outros, me mandavam lembranças. Dobrei o joelho da perna sem apoio para pegar mais impulso, subindo mais um pouco. Estava estranhando conseguir avançar tão facilmente, mas continuei. Tinha a impressão de que a cada vez que eu avançava um pouco, meu short não-tão-comprido fazia questão de subir junto. E eu não estava nem na metade da parede de escalada. Encontrava-me exatamente no meio da parede; uma coisa que aprendera ainda pequena é que estar no meio de qualquer lugar sempre seria melhor. Claro, isso não incluía aviões e afins. Senti meus braços começarem a latejar, faltavam alguns metros para alcançar a metade da parede, onde os apoios pareciam ficar maiores. Uai, por que eles facilitariam a vida de algum campista?, pensei, subindo mais um pouco.

Eis que a resposta estava por vir. Senti a parede tremer fortemente, tendo que me segurar para não cair. A base tremeu mais uns segundos e então finalmente parou. Suspirei, fechando os olhos por alguns segundos. Ainda estava inteira e isso era ótimo. Ergui minha mão esquerda até outro apoio. Esse era menor do que todos os que já haviam passado e tinha uma aparência suspeita, mas não tinha outro jeito. Peguei e deixei o peso de todo o meu corpo nele, o que não foi uma boa ideia; o apoio saiu da parede, como se estivesse desparafusado, e então simplesmente ficou em minha mão. Graças aos céus conseguira me segurar no apoio seguinte antes de cair. Então, magicamente, diversos apoios pareceram decidir cair sobre mim. Não eram apoios, mas sim pedras grandes, pesadas e algumas afiadas. –AI CARA COM ALHO. –gritei, quando uma pedra afiada caiu sobre meu braço direito, fazendo um corte de profundidade mediana. Em um ato de loucura, olhei para cima, não me importando se seria acertada no olho ou algo do tipo, precisava saber de onde as pedras estavam chegando. Meu palpite estava quase certo: as pedras estavam caindo da própria parede, como se fossem apoios, de modo que o número de apoios mais para cima ficasse limitado. As pedras pararam de cair do nada, e então eu prestei atenção nos apoios que haviam sobrado, desviando minha atenção do machucado que ardia.

Quase ri ao ver que o caminho seria basicamente om ziguezague. Era claro que não permitiriam que o campista decidisse qual caminho seguir e eu devia ter previsto isso. Meu novo caminho começaria pela direita, então apoiei meu pé direito no próximo local para apoio e peguei impulso, jogando apenas parte do meu peso sobre ele antes, para ver se era firme. Já havia passado da metade da parede de escalada a algum tempo, faltando apenas alguns metros para alcançar o topo e finalmente poder procurar o bendito do batom. Continuei subindo, porém mais lentamente, graças ao meu braço machucado. De maneira alguma voltaria ali nos próximos meses. Atravessei a parede, chegando do lado esquerdo. Parei um pouco e respirei fundo. Meus pulmões doíam e meu braço estava com linhas de sangue escorrendo. Praguejei, voltando a escalar. Estava quase apoiando meu braço no próximo apoio quando senti algo pequeno nele. Tateei mais um pouco, me apoiando apenas na mão esquerda e nos pés.  Peguei o objeto ainda não identificado para olhar. –Não creio. –indaguei, olhando para o batom em minha mão. Sorri. Poderia descer dali sem ter que chegar até o pouco.

Já me preparava para voltar todo o caminho quando ouvi o barulho de algo escorrendo. Olhei para cima e não acreditei no que vi. O líquido laranja avermelhado descia rapidamente pela parede, simplesmente destruindo o que via pela frente. Arregalei os olhos. Não daria tempo de descer tudo aquilo antes de ser alcançada. Desesperei-me, procurando alguma alternativa. A lava não era tanta, mas seria o suficiente pra me deixar com queimaduras de noventa graus por todo o corpo. Olhei para baixo. Se eu me jogasse, provavelmente morreria. –AAAAARGH! –gritei quando a lava atingiu meu braço que estava apoiado mais acima. A dor era intensa. Não pensei duas vezes antes de me jogar da parede, fechando os olhos. Durante a rápida queda, pensei no que poderia fazer pra evitar a morte. Nada me vinha a cabeça, então apenas me concentrei, buscando do fundo do meu coração força pra me preparar para o impacto. Que não aconteceu. Abri um olho, esperando ver a luz me levando para o céu, mas tudo que eu vi foi o solo do acampamento. Eu meio que flutuava, estava um palmo longe do chão. Abri os olhos estranhando e perdendo minha concentração, caindo em cheio no chão. Então me lembrei: eu era filha de Zeus, e mesmo que nunca tivesse tentado, eu sabia/podia voar. Toda a adrenalina da queda me fizera esquecer o braço, que agora voltava a doer. A instrutora mal educada já estava do meu lado, desesperada. Eu mal conseguia me mover, então  apenas ergui a mão que segurava firmemente o batom para a menina. –Josefina, Afrodite. –sussurrei, esperando que ela entendesse, então fechei meus olhos, desmaiando.


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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Lyra Chevalier em Ter 10 Dez 2013 - 21:21

training danger...
Treino na Parede de Escalada. Nível I

Meu coração estava batendo loucamente contra meu tórax. Apesar de ter certeza de que me daria bem e de que não iria morrer na parede de escalada, não havia escutado muitas coisas legais sobre a mesma, principalmente quando se tratava do pessoal veterano. Nos últimos dias várias pessoas tinham ido parar na enfermaria devido a quedas e tudo mais e eu não estava afim de voltar para lá, depois da minha péssima escalada no treino de estratégias e duelos. - Vai dar tudo certo. - Sussurrava para mim mesma enquanto caminhava sem muita coragem em direção a parede de escalada, quando cheguei ao local, inesperadamente não tinha muitos campistas ali. Fiquei observando algumas quedas realmente feias e outras escorregadas terríveis. Era legal ver aquele pessoal todo em apuros, mas provavelmente não seria assim tão legal na minha vez, ou seria, quem sabe. Dei nos ombros sozinha e fiz um esforço imenso para parar minha discussão mental. Aproximei-me do instrutor sentindo a adrenalina começar a surgir em meu sangue. - Hm... O equipamento? - Perguntei dando-lhe um sorriso amarelo, tentando passar o quão confiante estava para o mesmo. Provavelmente funcionou bem, o cara pareceu tão "animado" quanto eu.

Com seu auxilio, coloquei aquele monte de equipamentos. - Ei, você tem certeza que isso aqui é pra ajudar na escalada? - Resmunguei para o instrutor, aquilo tudo parecia dificultar e muito todo o processo que por si só já não era nada fácil. Fiquei olhando para o instrutor que sorria de maneira a me encorajar, eu não estava de fato com medo, apenas apreensiva. Mordi meu lábio inferior e inexplicavelmente um sorriso babaca surgiu em meus lábios, do nada eu havia ficado realmente bem humorada. - Vamos lá! - Falei para o nada, mas a única pessoa que ouviu realmente foi o instrutor que fez um movimento com a cabeça confirmando o que eu havia dito. Fiquei na ponta de um dos pés, enquanto erguia o outro, juntamente com minhas mãos para achar um encaixe que me ajudasse a me apoiar e de fato começar a escalada. Já estava afastada aproximadamente 30 centímetros do chão, então, procurei uma rocha para apoiar o pé esquerdo, enquanto impulsionava meu corpo calmamente para cima, colocava minhas mãos em duas das rochas que serviam como um ótimo apoio. E assim, gradualmente fui subindo, estava começando a ficar realmente confiante naquilo quando bateu um ventinho e fez algumas partículas parecidas com areia caírem em meus olhos.

Fiquei parada enquanto me segurava com uma das mãos e com a outra tentava clarear minha visão. - Ah, qual é? - Resmunguei baixinho, enquanto sentia a rocha que estava embaixo do meu pé direito começar a ceder com o peso que estava em cima dela por muito tempo. Mantive minha mão esquerda fortemente segura na rocha, mas o suor que se formava em minha palma estava dificultando todo meu trabalho, acabei deslizando aproximadamente um metro à baixo. Ganhei alguns arranhões em meus joelhos e um cheiro de sangue invadiu minhas narinas. - Ótimo, mais um machucado para guardar de recordação. - Reclamei em voz alta, deixando que um biquinho se formasse em meus lábios. Voltei a subir tentando evitar que meu joelho entrasse em contato direto com as rochas, já que estava bem dolorido. - Mão direita... Pé direito... Mão esquerda... Pé direito... Mão... Pé... - Fiquei repetindo em murmúrios, tendo a certeza de que estava parecendo uma esquizofrênica a aquela altura. Estava indo tudo muito bem, até eu começar a sentir meus músculos latejarem devido ao esforço. - Péssima hora para cansaço! - Praguejei em voz alta e me mantive parada, sabendo que se continuasse subindo, provavelmente soltaria as rochas e não alcançaria a próxima fenda.  

Continuei subindo, lentamente, então, quando já estava chegando próxima ao topo, inventei de olhar para baixo, não sei como exatamente, só sei que de repente meus braços estava pesados demais, minhas pernas pareciam terem se fundido as rochas, tudo pesava o triplo. Minha garganta ficou seca e eu não sabia se simplesmente largava ali e caía ou se continuava a subir para depois me jogar. Novamente, fiquei parada tempo de mais e as rochas começaram a ceder, desci mais uns dois metros e a essa altura minha bochecha, antebraços e pernas estavam completamente ralados. Estremeci sentindo o contato áspero contra minha pele e comecei a xingar mentalmente mil e um palavrões. Até pensei em xingar alguns dos deuses incluindo meu pai ou mãe, mas achei melhor deixar para lá, vai que eles levem pro lado pessoal demais a coisa e a parede resolve cair em cima de mim? Balancei a cabeça negativamente antes de começar a subir novamente. Os apoios agora estavam ficando cada vez menores, e quanto menores eles se apresentavam, mas rápido eu precisava subir para não acabar caindo, nem me arranhando novamente. Sabe... Mãe ou pai, iria ser bem legal se você começasse a me ajudar um pouquinho, ou quem sabe me reclamasse... Comecei a conversar mentalmente com o meu progenitor sem nem ter certeza de que estava sendo ouvida, mas achei interessante tentar.

E foi assim, conversando mentalmente com o além e subindo devagar que consegui chegar ao topo da parede sem nem mesmo perceber, sentei-me no alto da mesma e fique me perguntando se valia à pena descer tudo aquilo, que eu havia levado tanto tempo para subir, por fim, o instrutor puxou a corda que estava presa em minha cintura enquanto gritava algo lá de baixo. Gesticulei com as mãos e com a cabeça para ele fazendo um sinal negativo meio que dizendo 'não vou descer'. Eu estava feliz e muito bem ali, mas antes que eu percebesse, a corda em minha cintura foi puxada mais fortemente e eu comecei a cair em queda livre. Aquele familiar friozinho na barriga acompanhou-me durante toda a descida, que infelizmente foi rápida demais, então, após conversar um pouco mais com o instrutor, sai dali.  


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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Larsen K. Largëkvistt em Qua 11 Dez 2013 - 15:19


Todos os integrantes do chalé de Quione se saiam bem na escalada. Eles possuíam a habilidade de nossa mãe. Mas é claro que eu não possuía tal habilidade. Eu ainda não a havia aprendido. Consequentemente, seria eu que cairia feio. Haviam dois de meus meios-irmãos me antecedendo. Três desses já haviam escalado, eram os mais experientes do chalé. O irmão que agora estava indo se chamava Daniel, um garoto mais novo até mesmo que eu. Ele hesitou quando seu nome foi anunciado. Ouviu atentamente as ordens do instrutor. — Segure firme nesta corda — Indicou-lhe uma grossa e velha corda que se estendia do topo ao chão. — Deixe seu corpo relaxado, mas não tanto para que possa cair! Cuidado com a lava e com os pedregulhos! E, pelo amor dos deuses, faça o que fizer, NÃO OLHE PARA BAIXO. — Disse estas últimas palavras gritando, o que não melhorou o ânimo do pequeno garoto a sua frente.

Daniel segurou as cordas e impulsionou os pés. Chegou aos dois metros de altura sem muita dificuldade. O infortunado, porém, havia se esquecido de que as paredes se mexiam e tremiam. Consequentemente foi ao chão ao primeiro tremor. Os paramédicos – ou filhos de Apolo se achar melhor – rapidamente socorreram o menino. Colocaram-no na maca e levaram-no até a enfermaria. Por sorte a queda não foi muita feia. O próximo agora também era um veterano. Em menos de sete minutos o filho de Quione com nome de Dyan chegou ao topo, para o fervor de seus espectadores.

Sr. Strauss! — O instrutor chamou. Um frio desconfortável começou a crescer em minha barriga. Tentei controlar-me e fui até o instrutor. Uma voz indesejável chegou aos meus ouvidos, fazendo-me parar.

Boa sorte... Filho de Quione — Disse com desprezo o filho de Ares. Ainda não havia reparado em Welston. Sua presença me incomodou ainda mais. Mal ouvi a explicação do instrutor, traçava mentalmente uma trajetória para não ter uma fratura exposta, ou pior, ser humilhado por meu rival. Segurei a corda e impulsionei o corpo. Senti apoio para os pés, o que me fez achar que, afinal, não iria tão mal. Continuei a prosseguir de acordo com meus instintos. Primeiro achava algo para pôr os pés, e então impulsionava o corpo para cima.

Consegui me sair bem nos primeiros três metros, até o tremor da parede começar e a lava, juntamente com os pedregulhos, cair. Os pedregulhos vinham diretamente para mim, e a lava bloqueava o trajeto definido. O único jeito seria pular. Mas eu já estava a quatro metros de altura, se saltasse, quebraria minhas duas pernas. Eu teria que, durante o salto, agarrar sem a ajuda da corda algo estável para não cair. O medo, porém, prevalecia, me impedindo de fazer tal ação. Fiz rápida e mentalmente um lista de prós ou contras. “Se eu permanecer aqui, sou esmagado por pedras gigantes, isto é, morro. Se fizer minha trajetória sou queimado. Morro. Se arriscar minha vida tenho 0,90% de chances de sobreviver. Bem, não é tão ruim assim.” Flexionei minhas pernas preparando-me para o salto, visava um bloco grande o suficiente para minha mão. Pulei, no momento em que a lava e as pedras chegavam ao ponto em que eu estava. Senti o bloco que tinha o intuito de agarrar e me firmei sobre este. Uma de minhas mãos escorregou, fazendo-me ficar segurado apenas por minha mão direita.

Ouvi um clamor de exclamações vindo dos espectadores. Coloquei meus pé sobre dois blocos e achei apoio para minha outra mão. Recomecei a minha escalada. Faltavam apenas dois metros para os sete. Mais uma onda de lava e pedras caiu sobre a parede de escalada, porém, dessa vez, do outro lado da superfície vertical. Senti minha mão tocar o topo e joguei minhas pernas para cima, num movimento que me fez ficar deitado sobre o frio piso que era o fim da parede. Vozes exaltadas se ergueram sobre a multidão. Fiquei por mais alguns segundo. Ali, deitado, olhando para o céu azulado.



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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Hunter Esswein Muller em Qui 12 Dez 2013 - 17:06

Era a primeira vez que vinha até o treino de parede de escalada, mas vinha em busca de um novo desafio, afinal ao me descobrir filho de Quione as coisas começavam a parecer mais claras para mim, ao menos sabia que quem tinha realmente me abandonado e me deixado para trás fora o desgraçado ao qual deveria chamar de pai se assim um dia chegasse a conhece-lo, porem preferia acreditar que ele já deve estar morto, de preferência soterrado por uma avalanche.  

Como nunca tinha feito grandes escalas se não fosse por muros e coisas do tipo, segui para uma escalada em nível um para conhecer melhor como as coisas funcionavam. Sempre tinha tido certa facilidade para escalar muros e outras coisas que eram não tão grandes como aquela parede que tinha uns 8 metros de altura e alem do mais tinha pedras rolando, lava e coisas piores a cada nível que era configurada.

Tinha colocado apenas alguns equipamentos de proteção básica que eram requisitados, como um capacete, luvas, cotoveleiras e joelheiras e assim avancei sobre a parede, começando minha escalada encontrando um local apropriado para me segurar com a mão direita e logo apoiando o pé em um local mais a baixo, já me içando um pouco para cima e segurando com a mão esquerda em uma segunda pedra de forma meio quebrada, dando o apoio certo para que me segurasse nela.

Assim subi mais alguns rounds por assim se dizer, sentindo sempre mais dificuldade em procurar os apoios certos e certa vez até mesmo tendo que me segurar apenas com as mãos, por uma das pedras em que meu pé tinha se apoiado ser redonda de mais e assim meu pé que nela se encaixava escorregou. Quando cheguei por volta dos 5 metros, no que acredito que as coisas pioraram, afinal estava fácil de mais por assim se dizer. Não bastava a pouco quase ter caído ao perder o apoio de minha mão, mas conseguir me manter preso ainda a parede com os outros apoios que tinha.

Pequenas pedras de no máximo o tamanho de um punho fechado começaram a rolar do topo para baixo, vindo em minha direção. Me segurei com força, puxando meu corpo mais para perto da parede quando uma delas veio certeira em direção de minha cabeça e assim ao quase beijar a parede de escalada a mesma passou raspando em meus cabelos. Eu tinha uma boa visão e assim aos poucos comecei a analisar a queda das pedras, conseguindo desviar algumas, deixando as menores me atingirem sem causar grandes danos, passando assim a voltar a subir na escalada.

Vez ou outra tinha que me juntar novamente para perto da parede para desviar de uma pedra vindo em minha direção, ao desvia-las com um leve soco ou palma de minha mão. Mas o inevitável aconteceu quando já estava por volta dos 7 metros, quase chegando ao topo. Confiante de mais em minha escalada e nas coisas dando certo na maior parte das vezes fora alguns escorregões pelo caminho, acabei não percebendo que a pedra na qual segui para apoiar minha mão, era na verdade uma das pedras que tinha caído do alto e ali se apoiado.

Quando acordei ao que me pareceu já sendo de noite, estava na enfermaria do acampamento, sendo tratado por uma filha de Hermes que refazia um ferimento que ainda sangrava de mais. _O que aconteceu?_ Perguntei-lhe levando a mão a cabeça que ainda não estava muito bem desde o encontro com a dracaenae e agora parecia ter voltado ao estado em que estava quando fora atingido por aquela. A menina assim me contou que eu tinha sofrido uma queda de mais ou menos 7,5 metros de altura, batendo a cabeça e ficando desacordado por um bom tempo, o que teria sido pior se meu instrutor não fosse um filho de Zeus e tivesse controlado uma rajada de ar para aliviar a queda um pouco.


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Tente colocar mais empenho no treino - ou caso, a atividade de escalada - do que na introdução. Você colocou mais linhas de introdução do que qualquer outra coisa, me dando pouca coisa para avaliar no quesito de desenvolvimento. Tente se empolgar mais na hora de escrever a atividade proposta do treino do que no que tu fizestes antes ou depois.
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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Corallyne Hourth Kramer em Sex 13 Dez 2013 - 16:48


Parede de escalada lvl 1 >< 
O sol havia nascido àquela brisa que para alguns poderia ser perfeita, mas outros simplesmente a odiavam. Chalé dos filhos de Hermes. Um corpo estava jogado em uma cama, apenas um lençol cobria uma pequena parte do mesmo. Curtos cabelos loiros eram vistos, mas o rosto do dono não. O sol fora logo de encontro ao rosto do ser que se remexeu brevemente na cama. Ao se virar para o lado oposto se mostrou uma mulher. A garota dormia, ou apenas tentava. A luminosidade que havia entrado pela janela havia despertado a mesma. Um longo suspiro e ela se levanta ficando sentada na cama.
As mãos foram diretamente para os olhos que foram esfregados por alguns segundos enquanto a pequena boca se abria em um bocejo. Um gemidinho baixo e a garota se espreguiça saindo da cama e indo na direção do banheiro fazer sua higiene pessoal. Exatos trinta minutos depois a menina abria uma sacola, escrito em um tom de rosa “Corallyne Kramer – Prole de Hermes”.  Finalmente, a menina se chamava Corallyne, um nome interessante. A mesma tirou de dentro da sacola uma toca beje, voltou ao banheiro e arrumou o acessório sobre o cabelo. A garota estava pronta.
X-X-X-X
O sol do lado de fora do chalé estava ainda mais brilhante, não devia passar das sete manhã e o sol já estava naquele estado. ”Apolo com certeza está animado hoje...” Um pequeno sorriso surgiu nos lábios da garota enquanto por dentro ria do seu próprio comentário sobre o deus. Alguns minutos depois a garota se aproximou de algumas paredes de escalada. Corallyne parou observando o local, alguns campistas estavam escalando as paredes, outros estavam caídos no chão. Um novo sorriso surgiu no rosto dela.
Alguns passinhos a mais e a prole de Hermes chegou próxima o suficiente das paredes. Seu olhar brilhou intensamente ao ver o desafio que teria em algumas paredes pedras rolavam e aquilo animava intensamente a garota. Uma menina com a blusa laranja clássica do acampamento se aproximou. -Uma novata... Ótimo...Sou Ania... Pronta para treinar?! Cora apenas assentiu e seguiu lado a lado a garota, enquanto andava a jovem prole de Hermes observava os outros semideuses treinarem, para ela não estava sendo nada estranho, ela já havia praticado escalada.
A possível instrutora mostrou a garota um cinto, a menina riu baixo e aceitou o equipamento o vestindo da forma que aprendera. A instrutora se mostrou impressionada com a habilidade da jovem. -Já praticou escalada? Corallyne terminou de ajustar algumas coisas no cinto e sorriu para a outra mossa. -Algumas vezes, nada de mais. Ania encaminhou a novata até a primeira parede de escalada, a menina observou atentamente a parede, não devia ter mais de cinco metros de altura. Tinha uma boa estrutura, Yne segurou o cabo de segurança e o prendeu no cinto. Alguns segundos se passaram e a garota segurou em um dos apoios cravados na parede.
Observou um pouco abaixo e encaixou o pé, a parede não era tão complicada, mas poderia ser traiçoeira e faze-la cair. Mais alguns segundos e a garota apoiou a outra mão em uma outra fenda, o pé se encaixou na fenda em que a mão estava anteriormente. Assim se seguiu por alguns segundos a mais. Porém a cada novo passo e cada centímetro subido a parede se tornava mais perigosa, a mão da garota escorregou e ao tirar a mão para olha-la ela caiu.
A queda não fora tão grande, três metros no máximo, Cora entortou a boca olhando a parede do chão, sua toca já havia caído e Ania a segurava. A prole de Hermes respirou fundo e se levantou tornando a escalar a parede, a  menina se movia com rapidez quase que se lançando de uma lado para o outro. Ela queria alcançar o topo, mas talvez esse não fosse o local que chegaria no dia. Ania sorria contente com o desenvolvimento da novata, a menos de meio metro do topo da parede ela posicionou o pé de forma errada e escorregou.
Os olhos foram fechados com força, um forte ardor tomou conta do corpo da garota, o joelho começou a latejar, mas não, ela ainda não havia caído, o joelho estava apenas ralado ou até mesmo estava cortado. Uma lagrima escorreu pelo rosto da garota parando nos lábios da mesma. Ela respirou fundo e reposicionou o pé. Desta vez ele não escorregou, a garota sorriu, posicionou a mão e continuou a escalada. Poucos minutos depois ela estava no topo, primeiro jogou a perna direita sobre o fim da parede e com um forte impulso das mãos ela subiu.
O suor escorria pelo rosto da garota sorria e respirava ofegante. Olhou para baixo e começou a descer. -O que achou?! Corallyne não esperou pela resposta, apenas pegou sua toca das mãos da menina e se dirigiu para a enfermaria.
 
 
thanks mseller @

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Eu não deveria ter considerado o post, pois você fez um post grande e você utilizara apenas seis linhas - no máximo - pra descrever alguma coisa que envolve-se a sua escalada em si. Você escreve bem, por isso tenho certeza de que pode fazer muito melhor.

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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Davos H. Grümmer em Sab 14 Dez 2013 - 17:42



⊱ Esporte para suicidas. ⊰


Posicionei-me no começo da parede. Olhei para cima, procurando ver o quanto eu teria de subir. Esfreguei as mãos, em busca de calor, enquanto já apoiava o pé na primeira das pedras. Usei essa rocha como impulsão para começar a escalada. Foram movimentos ritmados e calculados, subindo rapidamente os primeiros cinco metros da parede. Eu procurava com os olhos apoio para as mãos e tateava com os pés a procura de apoio para os mesmos. Estava começando a pensar que seria fácil quando comecei a me descuidar. Mais uma vez as mãos fizeram seu trabalho em conjunto aos olhos, mas os pés não foram felizes. Escorreguei o pé direito e, com o pé esquerdo em meio a uma transição de apoios, fiquei pendurado pelas duas mãos, minhas costelas bateram em rochas pontudas, que acabaram por perfurar um pouco da pele em torno dos ossos. Voltei a apoiar os pés, após certo esforço e, após dar um descanso aos braços, continuei a subida. Agora eu planejava também onde pôr os pés e verificava se era realmente seguro pisar ali. Isso me garantiu que somente um membro pairasse pelo ar em todas as três vezes que eu voltara a escorregar. A última vez que havia ido naquela maldição, havia sido o mesmo inferno, ainda não conseguia deixar de ter medo de altura.

Finalmente, quando cheguei à altura onde a lava começara a ser um problema, dediquei foco aos meus olhos, que giravam freneticamente e agiam em conjunto com a cabeça, que conseguiu fazer-me ir rápido. A lava quase não foi um problema, apenas me motivou a ficar mais focado e não deixar os escorregões tomarem muito tempo de mim. Eu terminei de subir com um resultado muito mais aceitável do que eu esperava, porém, tinha que admitir que deixara a camiseta inutilizável. Foi então que iniciei a descida. A velocidade, agora, era suicídio. Escorreguei muito na pressa de sair daquela lava maldita que estava conseguindo me destruir. Minha mão estava suando, o que me fazia ficar levemente em estado de pânico. Quando consegui, finalmente, fugir do líquido infernal, a descida foi lenta e ritmada. Foi preciso cerca de meia hora para subir e descer. Adrenalina e força, foco e pensamento rápido. Quantas coisas esconde um simples treino, uma simples subida. Depois de perceber que minha camisa agora era inútil, retirei a mesma e joguei na lixeira, sai caminhando pelo acampamento até meu chalé só de calça preta e coturno, devo assumir que senti olhares sob mim, porém fiquei quieto.



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Está impecável o seu post. Não deixou a introdução maior do que o próprio treino, focando na atividade proposta para o treino, porém eu só esperava um pouco mais de conteúdo, pra ver todo aquele progresso esperado pra um desafio de alguém com level muito superior ao 10. Bom trabalho!

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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Cordélia Winthrop Scott em Dom 15 Dez 2013 - 3:41

Escalada - Nível 1



Ninguém poderia dizer que uma parede de escalada conseguiria ser tão ameaçadora. Mas, se dissesse, certamente seria por nunca ter visto uma parecida com a daquele lugar. Incrivelmente alta, era algo que Cordélia chamou de "inocente, mas mortal"; levando em conta o fato das crianças subindo nela com apoio alheio e coisa e tal. E isso ainda não a deixava mais tranquila. Como ainda era cedo e a semideusa sentia-se mais atenta pelo período da manhã, achou que seria uma boa ideia tentar algo novo. Destemida, pensou então em desafiar um pouquinho seus limites: como possuía um certo medo de altura, por que não escalar um pouco? — Talvez eu me odeie, ou sei lá. — Comentou com um semideus instrutor, que achou ser filho de Apolo ao julgar pelo seu cabelo dourado, enquanto amarrava o equipamento (baseado em uma corda de suspensão, apenas) ao redor de sua cintura. — Espero que eu não trave lá em cima. — E olhou para o seu topo, franzindo a testa. Como ele respondeu apenas com um baixo risinho, a menina logo deu a conversa por encerrada. Estava mais preocupada com o desafio que propusera para si mesma. Talvez devesse deixar de fazer as coisas por impulso quando desocupada - principalmente as que sabia que poderiam lhe trazer algum tipo de experiência ruim. Mas ainda não fazer tantas coisas durante o dia, principalmente durante aquele horário, a deixava no mínimo entediada e era essa sensação que a levava onde estava. Balançou a cabeça. Certificado a segurança ilusória em seus instrumentos de escalada, estava pronta para começar.

Decidira colocar o pé direito no apoio primeiro, como uma tentativa de obter algum tipo de sorte. Quem diria que um dia faria uma coisa dessas? Ou que lutaria com espadas, adagas ou sabe lá os deuses o quê? Ah, ninguém poderia adivinhar, assim como ninguém nunca saberia o quão animada Cordélia conseguia sentir-se ao fazer cada uma dessas coisas. Passado o que achou terem sido 5 pedrinhas, a garota já podia sentir um singelo cansaço, mas ainda não começara a ficar ofegante. Haviam muitos lugares para apoiar-se (ufa!), porém aquele apenas era o começo e estava óbvio que a tranquilidade não duraria muito. Dizer que tentava ao máximo não olhar para baixo também se faz útil, e que por vezes também sentia um frio no estômago ao pensar em quão alto estava indo é igualmente importante. Eram poucos os campistas que a ultrapassavam, mas eles ainda existiam e ela sabia que um dia seria tão bom quanto deles, apenas precisava de um pouco mais de prática. Tentando soar mais confiante, acelerou a velocidade de sua subida, mas eis esse um grande erro: subitamente, um de seus pés escorregou de um dos apoios e ela soltou um baixo grito, retirando tão rapidamente a adaga da baía de sua calça para fincá-la na parede que precisou de alguns segundos para uma recuperação. Agora estava pendurada, balançando levemente e com a sensação de que havia gelo em seu estômago. —Merda, merda, merda. — Repetia desesperadamente, procurando algum outro apoio para os pés e mãos. Quando achou, só então pode processar o que havia acontecido. "Mas que idiota", ralhou consigo mesma, sentindo um gosto amargo na boca. Retirou a faca da parede para guardá-la novamente. Deveria lembrar de agradecê-la depois, por evitar que mais uma semideusa se esborrachasse ao chão.

Dor nas pontas dos dedos não era tudo que sentia; seus braços e pernas gritavam também. Do chão, aquela coisa era alta, mas Cordélia estava cogitando seriamente a ideia da parede aumentar de tamanho à cada metro que ela subia. O bom é que já não sentia como se fosse cair toda hora e as pessoas pararam de ultrapassá-la para andar ao seu lado ou um pouco abaixo. Incentivara até alguns a continuar, assustando-os com seus gritos um pouco exagerados, e isso certamente daria uma boa história para contar: — Você consegue, cara. — Dissera para um filho de Atena e o quase fizera cair, tamanha a concentração que o menino exalava em realizar aquela tarefa. Ele olhou-a com uma cara nada amistosa, como se estivesse xingando-a internamente, então, após isso, Cordy achou melhor permanecer em silêncio e não assustar mais ninguém para evitar acidentes desnecessários.

A decisão de parar e ver quanto de altura ainda faltava viera na hora certa, pois eram realmente poucos metros restantes. Talvez uns 3 ou 4, ela não sabia dizer. Se tivesse adivinhado que se seu desempenho seria bom, não teria sentido tanto medo em tentar. Poderia até estar suando feito uma porca, ganhado de presente calos nas mãos e pés, mas  havia superado seu medo de altura (tá, não totalmente) e provado para si mesma que não era tão medrosa assim. "Ou talvez nem um pouco medrosa, quem sabe", concluiu para si mesma, estendendo, finalmente, a última mão e apoiando-se para sentar-se no topo.



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Foi um post curto, porém com muito conteúdo. Eu gostei muito mesmo. Você, como iniciante, não se mostrou presunçosa como muitos que logo de cara narram conseguir chegar no topo e retratou um ótimo desenvolvimento. A parte da adaga cravada na parede foi diferente. Não sei se seria possível fazer isso, considerando a consistência da parede de escalada, mas a ideia me pareceu interessante, e isso também te fez ganhar pontos comigo. Foi muito produtivo, bom trabalho!
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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Corallyne Hourth Kramer em Dom 15 Dez 2013 - 17:49



Escalando nivél 2

Corallyne estava um tanto quanto traumatizada em relação as paredes de escalada. Sua ultima experiência no local havia lhe dado sua primeira cicatriz como semideusa. Ela estava observando outros semideuses treinarem enquanto procurava alguma estratégia para conseguir escalar aquela parede. Um pequeno suspiro foi dado pela mesma que observava atentamente a parede que logo escalaria. O cinto estava preso em sua cintura, Cora respirou fundo e parou em frente a parede a olhando. Segurou o cabo e o prendeu no cinto. A mão esquerda da garota foi para sua nuca, ela parecia indecisa, seus olhos se fecharam rapidamente. Alguns pequenos segundos passaram e apenas se viu a mão que estava na nuca ir para o primeiro apoio, um pequeno impulso e o pé direito se colocou sobre um dos apoios. Os olhos procuraram por um segundo apoio, logo achou e a mão direita fora levada até ele. Agora foi a vez do pé esquerdo, ela tateava a procura de um apoio o que não estava sendo tão difícil de encontrar.
O sorriso surgiu no rosto da semideusa que continuou procurando pelos apoios e seguindo a mesma ordem, mão esquerda, pé direito, mão direita, pé esquerdo. Pelo que Cora estava percebendo todos os minutos que perdeu observando outros treinos estava valendo apena, a evolução estava sendo interessante. Um pequeno ruído e o olhar de Corallyne foram rapidamente direcionados ao topo da parede, algumas pequenas pedras caiam na direção do seu braço direto. O espanto foi visto no rosto da garota que em uma manobra arriscada tirou a mão e o pé direito dos apoios se desviando das pedras. Os olhos da garota ficaram arregalados. “Eles querem me matar...Òtimo...” Os pensamentos da jovem ficaram um pouco confusos, porém ela não deixou se abater, rapidamente voltou com a mão e o pé direito aos apoios. 
Avançou mais alguns apoios e novamente pedras rolaram. Isso havia ocorrido em um intervalo de dez segundos, ela sorriu. As pedras vinham na direção do braço esquerdo de Corallyne que simplesmente repetiu a manobra anterior. Mas algo a surpreendeu. Pedras rolaram logo em seguida na direção do braço direito da menina causando alguns arranhões no mesmo. A menina mordeu os lábios fechando os olhos com pequena força, respirou fundo e voltou a escalar a parede com mais determinação. Ao olhar para cima não faltavam mais de dois metros e meio. Isso a incentivou a continuar, mais pedras tornaram a rolar e a garota passou a tirar apenas o braço do caminho. Estes já doíam com tanto esforço que era feito, a respiração dela já estava ofegante, mas mesmo assim prosseguiu subindo.
Algumas pedras a mais atingiram o braço da garota, os dois ombros e toda a extensão dos braços estavam arranhados. O joelho novamente machucado e a perna com pequenos e simples ferimentos. Mais alguns movimentos e Cora estava no topo da parede respirando ofegante.


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Novamente, faltou conteúdo. Mas pelo menos você não fez volume de introdução no treino. Não exatamente o volume significa mais que conteúdo, porém não é só porque é um post de treino em escalada que quer dizer que tenha que caprichar nele. Poderia ter feito mais. E algumas ações suas não fizeram muito sentido na minha cabeça. Mas continue tentando, e com trabalho até aqui.
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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Julia Heit Adams em Dom 15 Dez 2013 - 22:03


Vamos treinar?
The Queen of Fear

 

Agora a frente da parede de escalada, a maioria das pessoas se ocupava com outras atividades, eu encarava uma enorme parede de escalada, ela era meio íngreme e tinham pedras que não me pareciam confiáveis, ainda tentava pensar por onde começar quando uma mão tocou o meu ombro. - Suba garota, só olhar não te ajuda. - Ele me empurrou um pouco pra frente, fuzilei-o com ódio, não me dei ao tempo de saber se ele era um garoto ou não, apenas respirei fundo e voltei a analisar a parede, minha mãe sempre dizia que fazer algo com ódio era pedir pra errar. Levei a mão a primeira pedra que estava um pouco acima da minha cabeça, a direita, depois coloquei o pé direito em uma que estava na altura de meu joelho. Assim eu segui subindo, sempre procurando pedras que me pareciam confiáveis e fazendo uma pequena força pra ver se não se soltavam, algumas de fato se soltaram mesmo, mas eu já estava quase no topo, a cinco metros de altura, meu pé direito pisou em falso e eu ainda não tinha achando um lugar pra colocar o esquerdo, minha mão direita segurava na pedra e a esquerda desesperada procurava um apoio, mas estava longe de meu alcance e meu braço direito começava a doer. Fora então que encontrei um pouco abaixo do meu joelho esquerdo um apoio, pisei no mesmo que me alavancou um pouco pra cima mas já estava na hora de descer, fiz aquele mesmo trajeto, talvez um pouco diferente, tomava o dobro de cuidado, até meus pés tocarem o chão novamente, quando procurei o rapaz que tinha me falado coisas chatas eu não o vi, apenas sentei no chão, meu coração estava disparado e quase saía pela boca.

Olhei uma outra espécie de parede de escada mais a esquerda, ela era diferente da outra, irregular e com espécies de galhos, quase como uma árvore, não era muito boa em escalá-las, eram diferentes das que eu costumava ver, como se uma coisa estranha daquela fosse normal, não Julia? Eu teria que usar a força, não só a habilidade, mesmo que pouca, para escalá-la, respirei fundo caminhando em passos largos até ela, toquei a mesma meio gélida, olhei em volta sempre meio desatenta e a procura de quem me olhasse, e depois me estiquei para pegar um galho mais a cima, no começo ela era lisa, então eu teria que ter certa força nos braços. Segurando firme no galho que puxei duas vezes para certificar de sua segurança, eu dei um pulo meio desajeitado puxando-me para cima, meus pés escorregaram um pouco na árvore de casca meio lisa, mas eu puxava com força meu corpo para cima para que alcançasse outro galho mais rápido, por um ou dois segundos eu procurei com o olhar outro galho e o achei, meio desesperada não me certifiquei de que era seguro e deixei metade do meu peso vingar sobre ele, o mesmo se quebrou e eu tive que pendurar-me por um só mão, o braço direito, que ainda segurava o galho doía um pouco, tentei levar o outro, mas a minha mão direita escorregou e eu caí com tudo no chão. Senti o ar escapar por meus pulmões, ainda meio incrédula com o que tinha ocorrido eu demorei a me levantar, mas me levantei devagar, respirei fundo recuperando ar perdido e me afastei uns passos, vi um galho, parecia firme, corri em direção ao mesmo e saltei segurando-o com as duas mãos, puxei-o para mim com força elevando-me um pouco, aquilo exigiu um pouco de minha força, quando já tinha meus braços um pouco doloridos e em uma altura considerável levei a perna para cima passando-a por cima do galho, tive que empurrar com força o meu corpo para ele não voltar e eu cair com tudo novamente no chão. Meio ofegante eu fiquei lá sentada, ente alguns galho que atrapalhavam minha visão, mas eu via alguns, acima de mim outro galho, mais fraco, mas serviu de apoio pra me deixar de pé, mais longe tinha um galho tão bom quanto o que eu tinha sentado, já de pé no que eu estava pulei em direção ao outro o agarrando com firmeza, ele estava mais ao alto, joguei a perna depois de elevar-me um pouco sentando sobre ele, meu corpo doeu um pouco, e eu estava ofegante. Depois de alguns minutos lá em cima eu olhei para trás de mim, o grande tronco da árvore, me aproximei dele, pisei em alguns buracos que por nele tinha até conseguir chegar de novo ao chão, onde deitei um pouco cansada.




85 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 20 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 40

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observações:
Você escreve bem, e parece-me que tem conteúdo bom, porém acho que poderia ter escalado um pouquinho mais, sabe? E alguns termos que você repetiu numa mesma frase e etc, baixou um pouquinho o nível de coesão da sentença, porém só por conta disso você não conseguiu máximo de xp. Parabéns, campista.
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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Seg 16 Dez 2013 - 15:01


ESCALADA NÍVEL 1
 

Os primeiros raios solares já infiltravam pelas janelas do chalé, tingindo as paredes azuis de amarelo e laranja. Abri os olhos, sonolento, e deixei que o cheiro de mar típico do chalé me oferecesse disposição pra mais um treino. Era bom fazer algo mais normal de vez em quando, como escalada. Nada de seres mitológicos ou armas medievais, só um esporte radical pra dar adrenalina nas veias. Peguei meus utensílios de higiene pessoal e fui pro banheiro antes que os outros filhos de Poseidon acordassem. Poucos minutos depois eu já estava a caminho da parede de escalada.

Precisei colocar meus óculos escuros pra observar os campistas escalando ou o sol fritaria minhas vistas. É mais alto do que eu imaginava, tão alto que o topo da parede desaparecia entre as nuvens. Também reparei que em alguns locais pedras enormes se desprendiam e rolavam morro abaixo. Talvez seja melhor começar por algo mais básico. Portanto, fui até a parte da parede de escalada mais estável. Ali ao lado havia diversos equipamentos, contudo, ninguém para nos instruir além de um manual ilustrativo. Eu precisava me virar sozinho, seguindo esse manual e reproduzindo o que observara a pouco dos outros campistas.

Primeiro, vesti uma espécie de cinto que prendia minhas pernas e cintura. Ainda me dava mobilidade e servia como equipamento de segurança. No cinto eu prendi uma série de mosquetões – travas metálicas para prender a corda – e de grampos – peças em formato de ponto de interrogação que são presos na rocha com buchas-. Também prendi no cinto uma squeeze com água. Em seguida amarrei a ponta da corda no cinto, colocando uma trava pra que eu pudesse regular a corda. O resto da corda, que estava enrolada em um círculo, coloquei no ombro esquerdo. Por fim, vesti o capacete que prendeu meus óculos e peguei uma espécie de foice. Minha aparência era mais de um maníaco do que de um alpinista, mas acho que esse é o equipamento necessário.

Comecei minha escalada apoiando os pés nas protuberâncias da rocha e puxando o corpo para cima ao segurar nas fissuras da parede de escalada. Era um trabalho lento, eu precisava observar bem um local propício pra segurar. E também de muito esforço, já que eu segurava todo o meu corpo com os braços, sendo os pés necessários pra dar equilíbrio. A foice era de grande ajuda, pois quando eu não tinha fissuras pra segurar, prendia-a na rocha com um golpe. Depois de subir 3 metros, prendi o primeiro grampo. Fiz um buraco com a foice e coloquei a bucha ali, prendendo o grampo. Depois coloquei o mosquetão, passando a ponta da corda ali e depois colocando-a na trava do meu cinto. Continuei esse processo de subir me apoiando em fissuras e protuberâncias da rocha e prendendo grampos de 3 em 3 metros até alcançar aproximadamente 15 metros.

Eu já estava encharcado de suor depois de tanto esforço. Arrisquei olhar pra baixo e senti um mal estar com a altura. Eu definitivamente não gosto disso. Se pelo menos tivesse uma cachoeira aqui... Obriguei-me a voltar meu olhar pra cima e prosseguir. Entretanto, pisei em uma pedra que eu pensava estar presa a rocha, mas estava solta. Meu pé direito ficou sem apoio e isso era desesperador. A situação ficou ainda pior quando minhas mãos suadas escorregavam nas fissuras em que eu me apoiava. Não consegui mais se segurar e cai. Tentei ser rápido e apertei a trava do cinto. Depois disso fiquei dependurado no ar há 10 metros do chão. Respirei aliviado por não ter me esborrachado lá embaixo e comecei a mover o corpo de frente pra trás pra tentar alcançar a parede de escalada.
Depois de um tempo balançando consegui me segurar na rocha e usei a corda já presa pra subir os cinco metros anteriormente atingidos. Voltei a repetir meu processo de escalada, agora mais cuidadoso e usando a foice mais vezes. 

Quando alcancei uns 30 metros de altura, vi uma protuberância na rocha em que poderia sentar. Lentamente me movi na parede de escalada até o local e me sentei ali. Tentei tranquilizar a respiração, recuperando o fôlego. A brisa me refrescava, notei que naquela altura o vento era bem mais frio. Olhei minhas mãos, estavam em vermelho-vivo e com muitos cortes, sem falar na ardência. Tirei a garrafa d’água do cinto e joguei um pouco da água nas mãos. A água ficou de um azul intenso e brilhante, curando meus machucados. O restante dela que sobrara na garrafa eu bebi em um só gole.
Eu precisaria de muito mais prática se quisesse chegar ao topo. Estava ali há algumas horas e não tinha subido tanto assim. Decidi voltar e tentar finalizar a parede de escalada em outro dia. Com as mãos na trava do cinto, fiquei de pé. Olhei pra baixo e sorri, saltar dali seria mais legal do que a própria escalada em si. Talvez eu fosse um pouco suicida, afinal. Então, finalmente, eu pulei. O ar movia-se rápido na medida em que eu caia. Apertei na trava, ficando novamente dependurado há alguns metros do chão. Antes que eu pudesse voltar a descer controladamente, um grampo se soltou. 
Mesmo apertando a trava repetidamente, eu continuava a cair. A corda solta do grampo que se desprendeu me fez perder o controle da descida. Faltando pouco mais de um metro pro solo, a tal corda solta acabou. Soltei o ar dos pulmões, que nem reparei que tinha prendido, e soltei a trava – caindo de bunda no chão.

Talvez eu devesse deixar a escalada de lado e voltar pro surf. Tirei os equipamentos, deixando-os na pilha que os peguei no início da atividade, e voltei pro chalé.



90 X P
Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 15 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 50

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observações:
Foi um post mediano em tamanho, mas o conteúdo propriamente dito ficou muito bom. Alguns termos nas suas sentenças me deixavam meio na dúvida se eram certas ou não, porém pouca coisa para se preocupar, mas que pode ser corrigido. E dê uma olhada na descrição da parece de escalada no fórum do Acampamento. Ela tem no máximo, doze metros ><' Fora isso, sem mais o que declarar, ótimo trabalho.
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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Seg 16 Dez 2013 - 17:47





Parede de escalada nível 3


Estava passeando pelo acampamento desde de manhã. Estava um pouco calor, o sol aparecera mas não estava muito quente e o cheiro de longe dos morangos era tranquilizador. Tentava guardar na memória o que acontecia comigo desde que chegara ao acampamento. Fazia anos mas me lembrara das coisas idiotas ou não que havia feito, dos micos, das 'rebeldias' e principalmente das missões. Apesar de ter sofrido bastante na maior parte do tempo, era um bom lugar para se viver. Às vezes era bom passear e ver como tudo estava acontecendo normalmente e difícil de acreditar que já havia acontecido desastres por aqui, deve ser doloroso demais para Quíron, por exemplo. Um campista passou por mim e com um riso maléfico fez a pergunta "Desistiu do desafio, feiticeira?" Na verdade, não havia me esquecido da aposta do dia anterior nem um minuto se quer, não sei o que havia dado em mim, deveria estar bêbada ou sei lá, a culpa é sempre da madrugada. Um campista do chalé de Hermes havia me desafiado a escalar a parede de escalada e eu, querendo provar que sou melhor, obviamente, aceitei. Tudo bem, já haviam se machucado várias, alguns estavam na enfermaria do acampamento, mas eu posso provar muito bem para os ladrõeszinhos que sou melhor. Sabia que estavam me espionando o tempo inteito para saber se cumpriria a aposta, então segui para meu chalé a fim de me arrumar.


•—•—•—•—•—•


Procurei pela instrutora perto da parede e achei uma garota um pouco mais velha sorrindo para alguns poucos campistas. A perguntei sobre o material para a escalada e ela avisou onde estava. Fui até o local e me virei tentando colocar os cintos nos lugares certos. Por raiva, fiz um nó forte e já estava arrumada, não sou tão pesada afinal de contas. Fui em direção à uma parede aparentemente simples, era minha primeira vez mas acho que ir na que somente subia era muito simples, queria algo mais se não não haveria graça, não é? A corda estava amarrada a minha cintura e então me pus a subir. Apoiei minha mão direita a um apoio e dei impulso com os pés para subir mais um pouco. Fui em zigue-zague, apoiando meus pés em alguns buracos para agilizar o processo e as mãos em apoios confiantes. Mal havia saido do chão quando ouvi um riso conhecido e imaginei que aquele maldito de ontem estava ali observando. Prestava atenção em onde poderia apoiar as mãos e com os pés eu não me preocupava muito bem, era só arrumar um localzinho simples e básico para apoiar, mas apartir dos 2 metros de altura meus braços começaram a cansar. Retiro o que disse, eu estava muito pesada. Apoiei meus pés em apoios e retirei somente uma das mãos para que meus músculos respirassem, já havia feito esforço, mas carregar a si mesma em uma parede, digamos, íngrime? Era um pouco absurdo para mim, né? Olhei para cima e vi que ainda faltava uns bons metros até poder apreciar a vista, deveria ser boa. Me esforcei até um pouco mais e então descansei o outro braço. O sol já estava forte àquela hora do dia e já suava razoávelmente. Mão direita, pé direito, mão esquerda, pé esquerdo. Que fácil, affe. Subi bem até a metade. Parei apoiada na mão esquerda e olhei para cima, faltava ainda uns 6 metros, sabe-se lá qual era a altura disto. Na hora que abrira a boca para comentar comigo mesmo o quanto aquilo estava fácil e estranho, umas pedrinhas caíram em minha cabeça. Ignorei, deveria ser algum engraçadinho chutando umas pedrinhas lá de cima, mas então percebi que estava ferrada. Quando dei dois "passos" para cima, a parede deu uma simples tremida.


Segurei um palavrão e coloquei uma das mãos um apoio para cima a tempo de observar algumas pedras médias passarem ao meu lado. Ai meu Deus, no que me meti? Fiz uns movimentos rápidos para o lado antes de duas pedras um pouco grandes passarem raspando nos apoios que estava antes. Respirei fundo e subi mais alguns poucos apoios e buracos. Uma pedra média veio em silêncio na minha direção, estava preocupada onde apoiava o pé para não ter de cair e uma ponta da pedra me acertou no ante-braço direito. Soltei o apoio e girei para o lado somente segurando com uma das mãos e meu pé esquerdo. Sem querer, olhei para baixo e meu estômago avisou que estava ali caso precisasse. Procurei apoio para minha mão e dei impulso com o pé. Meu braço estava ficando todo vermelho e o sangue manchava um pouco a blusa clara. Um grito provocativo veio lá de baixo. "Ah, assim que eu descer daqui, vou dar um soco naquele cara". Desviei de algumas pedras e esperei o tremor parar um pouco para continuar subindo. Meus braços estavam doendo, o corte ardia e latejada cada vez mais que precisava utilizar o braço machucado, suava mais do que todas as vezes que lutei com monstros ou andava sem parar por lugares estranhos e os tremores não paravam e muito menos as pedras. Aprendi a desviar delas e me segurar mesmo com a parede tremendo, necessitava de chegar logo ao topo ou cairia sem forças. Alguns pedregulhos batiam levemente em minha cabeça, mas nada que pudesse cortar ou doer muito, só me incomodava que teria de passar horas tirando pedrinhas do meu cabelo, azar das minhas meio irmãs e único garoto em meu chalé, teriam de me ajudar e limpar o chalé depois. Senti cheiro de umidade e pensei que talvez fosse o topo, olhando para cima sem me preocupar em ser acertada com as pedrinhas nos olhos e vi que faltava somente alguns apoios para o topo. Me empolguei demais e sem querer bati meu anel em minha boca. "Gosto de sangue, ótimo. Só falta eu ter de descer apoiando novamente."


Dei uns últimos impulsos com o pé até chegar ao topo. Assim que cheguei lá deitei no chão duro e respirei fundo algumas vezes, engolindo o sangue dos meus lábios. Que ódio daquela parede, vontade de destruir tudo aquilo em um raio só, mas deveria ser enfeitiçada ou seja lá do que seja feita para empedir que campisas furiosos como eu quisessem destruí-la com o restante da força que restara. Um puxão na corda que estava presa em minha cintura bastou para perceber que meus tempos de glória ali em cima já estavam quase escassos. Virei de costas e apoiei um dos meus pés em um apoio e em seguida o outro, enquanto segurava a borda. Fui pulando aos poucos e voltando a me apoiar na parede até chegar ao final. Quando senti o chão real em meus pés, fiz questão de tentar abraçá-lo.
 — Estou viva e em terra firme, AMÉM! - exclamei antes me levantar. Tirei a corda da cintura e deixei no chão ali mesmo. A vozinha irritante e irritada do filho de Hermes me lembrou que teria de bater naquele garoto, mas estava sem força. Só tirei o cinto e fui em sua direção, o olhando furiosa e quase dando uma 'raiada' nele, no mínino uma macumba aconteceria. Cheguei à sua frente e entreguei o cinto em forma de soco em sua barriga. Dei meia volta e fui em direção à enfermaria do acampamento para cuidar dos cortes.




100 X P + 10 Dracmas
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Post muito bom, só acho que fez uma introdução um pouco grandinha, comparada com o restante do treino, mas fora isso, está ótimo.
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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Maxine H. Grümmer em Ter 17 Dez 2013 - 12:53



Silent you fear, we've got to move higher

"A juventude, quando tem que correr um risco, sempre pensa que não vai acontecer nada. Uma coisa é ser valente para enfrentar o perigo e outra muito diferente é correr riscos desnecessários, para não dizer estúpidos. Quantas desgraças poderiam ser evitadas se nós, os jovens, nos déssemos conta de que ninguém, ninguém mesmo é invulnerável."Pensamentos da Semideusa

Uma competição na parede de escalada depois do jantar? — Perguntei ao filho de Hefesto, que passava nos chalés avisando sobre a pequena competição organizada pelos filhos de Ares. Geralmente era legal participar de um evento de treino organizado por essas proles da guerra, apesar de quase sempre eles ganharem. Da última vez, havia perdido feio uma luta contra um garoto do chalé cinco, porém era só escalada desta vez. O que de mal poderia acontecer comigo, além de ganhar? Uma vitória sem esforço. — Eu topo. — Sorri maliciosamente, ansiando pela noite. (...) Estava com todo o equipamento necessário para a escalada. Encarei o topo da parede de escalada, iluminada pelas tochas que estava postas em volta do perímetro em que iríamos competir. Coloquei as minhas luvas de couro, onde apenas se mostravam expostos os meus dedos, escutando o filho de Hécate narrar as regras com a voz amplificada magicamente. Aliás, a única regra que ele dissera, onde era restrito o uso de armas brancas. Revirei os olhos enquanto ouvia os passos de quem se aproximava. Não parecia estar preparado para competir, e sim para assistir, mas disposto a infernizar a minha vida enquanto eu estivesse em terra firme. Vinny me desejava má sorte enquanto eu arregaçava as mangas de minha camiseta laranja do acampamento, e amarrava a borda da mesma um pouco acima do umbigo, deixando a barriga amostra. Continuava a atiçar, apontando uma filha de Ares que é muito boa em escalada, e ótima em acabar com oponentes e por medo nesses. — Ela é boa? — Perguntei ironicamente. — Sou melhor. E eu não tenho medo de ninguém, Salvatore. — Prossegui até minha marca de partida, vendo que havia pelo menos uns dez campista em volta da parede de escalada em forma de vulcão.

Visei a bandeira na cor vermelha, um tecido com uma extensão de pelo menos uns cinco metros, com uma enorme cabeça de javali com uma lança atravessada horizontalmente. O símbolo de Ares. Quando um outro campista tomasse essa em mãos, a imagem mudaria. "Preparados?!", o feiticeiro de Hécate (Eric, seu nome, se não me engano) que estava de locutor pergunta. Todos erguemos a mão em confirmação. "No três...". Coloquei a mão sobre os primeiros dois apoios cravados na parte rochosa da parede. "TRÊS!". Comecei a me içar para cima, mesmo com o sinal do feiticeiro que, possivelmente, não sabe contar. Com toda a força que eu poderia reunir em meus músculos, comecei a me pendurar nos apoios mais altos que poderia conseguir no chão antes de me puxar para cima. Estava consideravelmente fácil, pois como era em forma de vulcão, a parede não era tão íngreme no início dela, porém tínhamos que puxar pelo menos metade de nosso peso para conseguirmos subir. Enquanto mantinha o ritmo da minha escalada, seguindo o compasso de minha respiração controlada por mim mesma para não me cansar com facilidade, eu mantinha parte de minha atenção no que dizia o locutor. Colocando o meu pé esquerdo em cima de uma pequena abertura na parte rochosa e tentando posicioná-la bem para não cair na minha tentativa de avançar, podia saber o que acontecia do outro lado da parede cujo eu não podia ver. Não sentia a consequência de meu esforço para escalar, ainda. Havia escalado uns quatro metros quando achei duas novas agarras na parede de escalada para içar-me, e essas tinha um encaixe perfeito em minha mão, uns trinta centímetros acima de minha cabeça, porém as agarras onde eu poderia apoiar meus pés estavam muito acima de minha cintura, onde meus pés não alcançariam sem um esforço extra. Tive que arriscar muito ao fixar rapidamente as solas dos pés contra a parede, fora das agarras, para utilizar apenas as forças dos braços para me manter, e ainda por cima me puxar para cima. Meus antebraços tremularam com o esforço e eu trinquei os dentes para não ofegar e perder o controle de meus próprios músculos, entrementes consegui alcançar as agarras com os pés e avançar para uma parte onde as agarras já tinham mais fácil acesso. Ao meu lado direito, uma filha de Apolo estava há um metro abaixo de onde eu estava e ao lado esquerdo, um menino de Deméter se encontrava quase ao meu alcance, antes de eu fazer esse esforço extra com os braços. Quatro metros e meio, e o locutor consegue manifestar algum entusiasmo com a competição que se encontrava praticamente acirrada. Todos quase no mesmo nível, porém a filha de Ares (a qual eu conseguia enxergar ligeiramente suas costas à minha direita) estava ultrapassando os cinco metros. "E vamos dificultar um pouco as coisas a partir daqui, galera.", Eric entoa. A plataforma rochosa onde se encontrava a enorme parede, por incrível que pareça, começou a girar numa velocidade de dois quilômetros por hora no sentido anti-horário. Pegou alguns repentinamente, fazendo estes oscilarem para ficar um lance de agarras abaixo do que haviam conseguido. Eu agarrei-me firme no que eu tinha de apoio e comprimi meu corpo ao máximo na rocha artificial de alpinismo.

Quando esse completou duas voltas e pensei que este não fosse parar de girar no próprio eixo, arrisquei largar a mão esquerda para achar uma nova agarra um pouco mais acima. Havia achado e comecei a me içar para cima, rumo aos seis metros de altitude quando no processo de subida, quando estava subindo o segundo pé para as agarras, a parede parou de girar, porém não gradativamente e sim de uma vez, fazendo a maioria dos competidores vacilar ainda mais com o solavanco, inclusive eu. Ambos os meus pés escaparam das agarras e eu continuei pendurada pelas mãos, porém meu corpo bateu bruscamente contra a parede por conta de quase ter caído com a guinada do fim da rotação da parede. Senti uma ardência de algo pontiagudo contra a pele branca de minha barriga. A partir desse ponto, a parede começava a ter sua superfície com vários pedregulhos pontiagudos que machucam caso você pegue em algum lugar e escorregue. Nada que fosse relevante, e por isso retomei meus pés nas adagas, alcançando os seis metros tão almejados. Quando Eric deixara claro que a competição de escalada era sem regras, era realmente sem regras. Ele não estava brincando, podia dizer a partir do momento em que nos erguíamos para seis metros e meio. O mesmo começa a informar de algo que ocorria do outro lado. Um irmão do locutor que estava escalando a parede no perímetro oposto dera um chute repentino num filho de Hipnos que parecia ter dormido no meio da escalada, recostado na parede quando a mesma começou a girar. Franzi o cenho e olhei para os dois que estava me ladeando, ambos parecendo igualmente perplexos como eu.

Me liguei quando o locutor citou a filha de Ares que ia chegando aos sete metros de escalada. Não demorei a me ligar e reiniciar a minha caminhada. Como haviam muitas agarras ali, problema não foi chegar a esse nível com presteza. Envolta da bandeira, uma substância vermelha começou a jorrar e cair, formando faixas finas de fogo que parecia líquido. — Merda! — Havia me esquecido completamente da parte da lava. O suor não era possível para mim, já que minha pele era extremamente gelada por ser filha de Hades, entretanto se pudesse estar transpirando, suaria as bicas com o esforço. Com ansiedade por chegar logo ao topo, puxei-me para cima numa agarra que estava há muito acima de minha cabeça, porém não contava com a ideia de que este iria se quebrar quando eu colocasse todo o meu peso nele. Quando este se rompeu em minha mão direita, com muita sorte a esquerda achou uma agarra bem a tempo de eu não iniciar uma longa queda. Porém havia regredido meio metro e meus braços tremiam muito quando me segurei, com as pernas novamente penduradas. Achando novos apoios para os meus pés, largos o suficiente para eu me assentar onde eu estava, estava pronta para continuar uma escalada até o momento que um pedregulho do tamanho de um punho acertou minha cabeça, fazendo um barulho brusco contra meu crânio: — OUCH! — Essa foi a primeira de muitas que começaram a cair. Desde pedras pequenas até rochas de pelo menos um metro de volume começaram a despencar do topo, repelindo qualquer avanço. É claro que eu tinha os meus meios. A chuva de pedras que se alternava a cada dois segundos era repelida por mim e jogada aos lados conforme eu escalava, apoiando-me nas agarras e avançando com um pouco de dificuldade para manter a concentração em desviar os pedregulhos, porém era a única que fazia progresso enquanto outros desviavam-se quase inutilmente para não serem obrigados a regredir. Eric agita a galera quando visualiza um garoto do chalé número dez cair em função de uma rocha que o feiticeiro de Hécate desviara com magia na direção do menino que estava quase no encalço da filha de Ares, que também era um alvo, mas em função de sua grande habilidade se retesara e escapara.

Além das rochas, as faixas de lava começavam a aumentar e descer com um pouco mais de velocidade e toda a estrutura da parede de escalada começou a balançar em sua própria base. Eric anuncia que um menino de Hefesto oscilara para cair e ficar há quase dois metros do chão, perdendo um grande avanço com o tremor. Ao invés de continuar parada e com o corpo muito junto a parede, tratei de avançar apesar da exaustão. Os meus antebraços pararam de tremer tanto por conta do esforço, porém o tremor da estrutura não ajudava muito mais. Me concentrei nas agarras, o vento começou a soprar um pouco mais forte para quem estava ali em cima, porém isso não tirou a minha concentração. As pedras pararam de cair, porém o tremor continuava e ameaçava aumentar. Uns dez centímetros da minha cabeça, eu icei-me com a mão direita numa agarra; erguendo-me e ficando quase oito metros e meio acima da base, porém quando apoiava o segundo pé num novo apoio, a agarra se desfez com um ímpeto em minha mão, fazendo com que eu perdesse metade do meu equilíbrio. Se não fosse o apoio de meus pés serem largos o suficiente, eu teria ido ao chão. O tremor cessava gradativamente, e eu continuei subindo, a parede ficando cada vez mais íngreme. — Mas que droga! Quanto mais avanço, mais longe fica. — Reclamei enquanto manuseava mais um agarro acima de minha cabeça, tentando me certificar que ela não iria se desfazer em minha mão. Uma agitação entre os que assistiam se formou e Eric começou a agitar ainda mais os campistas, tirando meu foco na escalada por um minuto. A garota, filha de Ares, havia tirado uns três seguidos da competição, socando e esmurrando para fora da jogada uma menina de Atena, que sutilmente alcançava os dez metros num estreito de lava, uma menina do chalé de Íris que estava um pouco embaixo dela e um garoto do chalé três que estava ao seu lado.

Uma luminosidade a mais na parede de escalada de formou, como se ele estivesse começando a brilhar, me chamou a atenção. A lava estava tomando um caminho diretamente onde eu estava, largamente, o que me obrigava a desvencilhar para agarros mais ao lado. O problema era que mais competidores estavam ao meu lado... Ou não. O filho de Deméter se descolou para o outro lado, o que me deixou espaço para tomar o lugar onde ele estava. Com cuidado, segurei-me aos agarros do lado esquerdo e me desloquei velozmente para aquele canto cujo a lava não me alcançaria. O filho de Deméter entrara em meu campo de visão novamente, porém some logo em seguida, porém tão repentinamente que o grito masculino de alguém em queda denuncia que ele fora abatido e derrubado por alguém do outro lado. O grito da filha de Apolo, do outro lado da parede de escalada, se tornou gutural e mais distante quando ela caía. Eu digo que nunca tive medo de altura, e combates em lugares mais elevados não eram problema para mim. Porém lutar contra vários semideuses que tentavam escalar num "vulcão ativo" que atira pedras, gira no próprio eixo e treme que nem se fosse o cenário do apocalipse eu não digo que seja algo com que eu estou acostumada. O ser que abatera a filha de Apolo logo se revelou, fazendo com alguma magia estranha, um feitiço que fizesse a lava parar de escorrer para que ele pudesse atravessar o local onde eu estivera um tempo antes, sem o risco de se queimar com essa. Já do outro lado vinha um filho de Hermes que eu conhecia por ser extremamente problemático e estranho. — Ah, que divertido! — Tentei ignorar totalmente o fato de que ambos estavam a fim de me alcançar e continuei içando-me para cima, chegando aos nove metros e meio, lava começando a borbulhar para fora do seu topo (poupando completamente a bandeira de Hades).

Os rapazes, um de cada lado, estavam um metro abaixo, porém avançavam sem mostrar incômodo perante o enorme calor. Estava começando a ficar tão próxima do objetivo que já sentia o cheiro do enxofre. O feiticeiro de Hécate expôs um sorrisinho ridículo e exclamou: "Vamos pegar você.". Não pude deixar de mostrar um sorrisinho zombeteiro: — Você é bem ingênuo se acha que vai me alcançar. Mas me diz, como está a vista daí de baixo? — Provoquei e comecei a subir mais um lance, porém a minha distração fora tanta que algo agarrara meu pé esquerdo. O filho de Hermes. — Urgh! Alguma sujeira ficou agarrada no meu tênis. — E apoiei o pé livre na face do menino que ousara me prender, achando que tinha realmente me pegado. Ele começou a resmungar, mas não se soltava de jeito nenhum. — SOLTA! — Exclamei com genuína raiva, e foi o momento em que a estrutura da parede começou a girar, fazendo o filho de Hermes perder o equilíbrio em função da surpresa e semblante pisado. Infelizmente, também oscilei e caí um metro abaixo.. Um grande peso do outro lado denunciou o regresso de ao menos três metros e meio da filha de Ares, porém não paramos de girar depois de duas voltas, numa velocidade de pelo menos quinze rpm (rotações por minuto). Havia apenas três de nós. Eu e o feiticeiro de Hécate liderando. Novamente os meus braços tremiam nervosamente, e para a minha infelicidade, minhas pernas também começaram a mostrar fraqueza. O garoto de Hécate agora tentaria me atrapalhar, nós dois entre duas longas faixas de lava que nos cercavam dos dois lados. Estando ao meu lado, tinha altura suficiente para me atacar com o próprio corpo enquanto a estrutura continuava rodando. Não deu outra. Quando eu procurava uma nova agarra mais acima para apoiar a minha mão direita sem que era esfarelasse, um movimento sutil do pé do meu oponente fez com que minha perna direita oscilasse. Para minha sorte a nova agarra que antes eu procurava era resistente e propensa a ser usava para escalada, pois minhas pernas e apenas um único braço não aguentariam sozinhos. Assentei minha perna esquerda novamente, e antes que o filhote de macumbeiro tentasse mais alguma coisa; usei a mão direita para enterrar o cotovelo em seu estômago e desferir um soco em sua face. Tomando novamente uma da agarra nas mãos, chutei o garoto de lado para que o tirasse do meu caminho. Ele vacilou no aperto das agarras e caiu. A visão do garoto na queda em meio as estruturas que giravam em uma velocidade que faria qualquer pessoa desabar em meio segundo. Quando me foi dada a oportunidade, meus membros já estavam menos trêmulos do que antes, o que me dava mobilidade mais rápida, apesar do "vulcão" estar muito íngreme. Porém, chegando hã dez metros e meio, a lava barrava a minha passagem, bloqueando qualquer tentativa de alcance da bandeira. Tinha que pensar rápido antes que o líquido chegasse à mim e me obrigasse a regredir.

Era a ideia mais idiota que eu poderia ter, porém parecia-me a única solução se eu quisesse pegar a bandeira que me vinha em mente. De acordo com Eric, a filha de Ares ainda estava na busca, recuperando os seus oito metros com facilidade, e era a única área que não parecia estar sendo devastada pela lava. A parede parou de rodar gradativamente desta vez. — Vai Belle. — Murmurei para mim mesma. Visei as aulas de física que eu sempre subestimava na época mortal, nos anos 80 em que eu estava na escola secundária. Uma aula de força relativa fizera com que eu prestasse atenção, apesar de não entender nada que a professora escrevia na lousa, entendia pelo que ela falava. O globo da morte. Se a força normal fosse maior que a minha força peso; eu poderia largar as agarras e percorrer uns poucos metros com os pés sem ser levada pela gravidade. Quanto mais força normal, melhor. Larguei as agarras e segurei a corda com as duas mãos e soltei os pés, correndo contra essa de modo desajeitado, perdendo um pouco de altura, mas muito mais impulso para saltar a grande poça de lava. A corda que era parte do equipamento de segurança ajudou a me pendurar e eu balancei uma vez contra o sentido da lava. Perdi quase dois metros, mas ao menos nenhuma faixa de lava impedia caminho para a bandeira. Agarrei-me com uma grande probabilidade de cair, porém estava novamente assentada na parede. A filha de Ares estava bem no meu encalço, porém eu continuava avançando, sem dar chance dela me alcançar, o que a fez urrar de raiva, todavia continuar com a sua escalada sem se interromper. Me concentrei novamente na força que eu tinha que fazer; tendo consciência de que com a pouca força que me restava, eu içava pelo menos o dobro de meu peso para cima. Dez metros e meio de altitude e a bandeira estava no papo... Ou quase.

No momento em que eu tentava novamente me erguer, algo impediu meu progresso, segurando meus pés tão sutilmente contra as amarras que eu quase perdi completamente o meu equilíbrio e estabilidade. Me permiti olhar para onde estavam meus pés, e ramos medianos circundavam meus pés e as agarras, prendendo-me no lugar. Os ramos verdes se estendiam por baixo, até o meio da parede de escalada, que era onde ele se enterrava e surgia. Podia enxergar o sorriso cínico de Vinny dali de cima. — MAS QUE MERDA, SALVATORE! — A minha última adversária estava quase do meu lado; e com o mínimo resquício de brutalidade que eu possuía, junto da minha determinação extremamente tenaz, eu consegui tirar a vinha em volta das agarras, mas meus pés continuavam amarrados. Meu progresso não seria interrompido com isso. Lado a lado, eu e a garota prosseguíamos, uma tentando superar a outra na velocidade da escalada. O sangue rugia em meus ouvidos. Eu estava com a visão meio turva em função do cansaço, só que a adrenalina era maior. Superado onze metros e pouco, eu e a oposição começamos a tentar deter uma a outra dos jeitos mais imbecis possíveis. Um puxão de cabelo (essa foi ela, acredite que não foi nada característico de uma patricinha, pois ela quase esfolou minha cara na lava, uma cotovelada nas costelas, enfiar o dedo nas pálpebras da colega... Ambas cansadas demais para pensar em algo melhor, até que uma nova agarra que a menina segurava para se içar rumo aos doze metros de altitude cedeu e aproveitei a deixa para chutar o pé da garota, fazendo-a perder sua escassa estabilidade. Por fim, venci os últimos metros e tomei a bandeira em minha posse. Instantaneamente a cor vermelha da bandeira se tornou negra, com uma caveira desenhada e chaves em seu fundo de breu. Deliberadamente, a maioria estava feliz pelos filhos de Ares terem perdido um dos seus joguinhos sem regras, mas poucos os corajosos haviam se aproximado para me congratularem diretamente, pois não exatamente eles me conheciam para gostar de mim. Desci bruscamente do topo, jogando-me de costas da parte de cima da parede de escalada, usando as vinhas como cordas de bungee jump. Antes que meu corpo pudesse ficar pendurado, alguns dos meus irmãos e de meus amigos mais próximos me seguraram no meio da multidão que vibrava. A única coisa que eu queria era que meu meio-irmão Hunter, que murmurava um parabéns para mim, de modo que só eu ouvia; me levasse para o nosso chalé para que eu pudesse dormir.

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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Leslie Kölsch Montini em Ter 17 Dez 2013 - 22:34


- Está insinuando que eu não consigo, Kevin? – Indaguei de sobrancelhas arqueadas ao rapaz alto e loiro que tinha os braços cruzados frente ao peitoral e um sorriso de escárnio. Tendo sido reclamada como filha de Atena, deusa da guerra e da sabedoria, já não mais partilhava do mesmo chalé que Kevin; desde então o garoto vinha ficando cada vez mais chato. Ainda sorrindo, o mais alto retrucou algo sobre eu não possuir coragem o bastante para subir a parede de escalada, havendo ali um desafio insinuado nas entrelinhas – Aposto que chego ao topo antes de você. – Declarei, os lábios torcidos em uma careta birrenta quando paramos, Kevin e eu, frente à parede de escalada que se estendia íngreme até muito acima do ponto alcançado por minha vista. O rapaz não hesitou em aceitar a aposta, indo afastar-se na direção do barracão ali perto de onde voltou trazendo todo o equipamento de escalada. Nunca tendo praticado montanhismos antes, tive mais do que dificuldade com as cordas, por isso acabei precisando da ajuda de Kevin que cooperou animadamente. Tudo pronto, flexionei os braços e me aproximei da subida íngreme - O primeiro a alcançar o topo ganha uma semana de roupa lavada. – Disse e rolei os olhos, crente de que não perderia. Kevin encolheu os ombros e disse que subiríamos no “três”. Trapaceiro como só ele conseguia ser, o garoto começou gritando um sonoro “três” e deu início a atividade. Quis gritar-lhe algumas ofensas, mas provavelmente perderia muito tempo em tal ocupação inútil. Não querendo ficar para trás, finquei o pé no primeiro espaço entre a pedra lisa e comecei a içar meu corpo para cima. Nunca havia praticado tal atividade, contudo executava-a como quem tinha perícia e experiência. Essas habilidades são algo que nunca entenderei. Kevin seguia muito mais a frente, seus pés encontrando apoios com a mesma facilidade com a qual caminhava em solo batido. Desgraçado. Apertei os lábios e tentei subir mais rápido, deixando de cair por muito pouco em minha pressa.

Meus braços estavam dormentes quando completei metade do percurso. Kevin seguia, como sempre, na dianteira; até parecia um macaco. Arfando, interrompi a subida para recuperar parte da sensibilidade em meus braços que protestavam perante qualquer insinuação de que teriam de se movimentar outra vez. Aquilo estava sendo mais cansativo do que o esperado – Vamos lá, só mais um pouco. – Murmurei comigo mesma como forma de incentivo. O número de apoios ficava cada vez mais escasso, por isso tardei a encontrar uma fenda onde fincar os dedos. Bastou impor a mínima força e a rocha se esfarelou entre meus dedos, algo tão repentino que teria caído se não fossem os reflexos de batalha que me levaram a apalpar o espaço até que encontrei outro apoio – sólido, desta vez. Havia sido por pouco. E não terminou por aí, se quer saber. Mal me recuperei do primeiro choque e outro me foi imposto: uma pedra do tamanho de uma panela rolava pela colina íngreme da parede de escalada, vindo coincidentemente em minha direção. Zoação isso? Poxa vida, mãe, mal nos conhecemos e já estou encrencada? Assim não dá. Sentindo-me como naquelas brincadeiras de “pense rápido”, procurei por um apoio ao meu lado direito o mais rápido possível, deslocando o corpo para a lateral invés de para cima. Por pouco, muito pouco mesmo, a pedra não bateu contra meu braço. Não tendo encontrado atrito, o projétil prosseguiu caindo até que se espatifou no chão mais abaixo com um bum abafado. Ufa! Tinha sido por pouco. E Kevin não se saía melhor, ao menos não ao que consta quanto a sua habilidade de desviar-se de pedras e outros projéteis maiores.

E falando de pedras... A primeira foi somente o início do que viria a seguir. Pareceu, por um momento, que chovia no acampamento, mas logo ficou claro mais do que claro que pingos de chuva deveriam ser menores e também que estes não se despedaçavam em lascas ao cair. Eu estava ferrada. Apertei o passo na subida, cada passo contribuindo para diminuir a distância entre meu precioso corpo e o topo, muito embora algo estranho estivesse acontecendo. Além de tudo, a parede de escalada vinha começando a tremer, de início suavemente e depois de modo mais eloquente conforme eu conseguia transpor alguns metros – O que diabos é isso? Complô? – Resmunguei, irritada, ao me segurar contra a estrutura de pedra lisa. Uma queda e adeus vida. Comecei a subir com mais pressa e quase cai, meus pés escorregando dos pontos de apoio. A pressa é inimiga da perfeição, lembrava-me a vozsinha da consciência no fundo de minha mente. Kevin vinha provando a teoria, afinal todo o seu trajeto havia sido feito nas pressas, logo não era de se espantar que estivesse tendo dificuldade com as rochas que rolavam do topo. Mas... Bem, havia um padrão de tempo na queda dos projéteis; tinha de haver. Atenciosa, fixei bem os pés e as mãos e ocupei-me em observar. Cada rocha rolava de um em um minuto, dez para direita e dez para a esquerda. Estar do lado correto me fazia ganhar dez minutos de escalada sem interrupções. Era isso! Desloquei-me para a direita, sem saber ao certo em que número a contagem ia, e tornei a subir tão rápido quanto o raciocínio lógico afirmava ser seguro fazer. Pendurado em uma falésia mais acima, Kevin gritou algo a respeito de sua avó ser mais rápida – Sua avó também deve ficar linda pendurada assim, Kevin! – Exclamei em resposta ao sorrir confiante e continuar a subida. O cansaço era inegável, de verdade, mas tinha de completar o percurso caso quisesse descer. Não tardou até que o bombardeio tivesse o lado direito como mira, e a partir de então comecei a contar as pedras que caíam ao me deslocar para a esquerda.

Findo o mistério, a escalada tornou-se tão fácil que poderia ser semelhante ao montanhismo comum e sem preocupação praticado por mortais. Pé após pé, só precisava de paciência e chegaria ao topo de uma vez por todas. Kevin, por sua vez, continuava preso na mesma posição até que emparelhei com o mesmo e lhe soprei um beijo – Vovó. – Ironizei ao continuar a subida. Talvez eu tivesse perdido as contas, pois uma rocha rolou neste mesmo momento e bateu-me no ombro em movimento. Quase caí, o corpo suspenso pela mão esquerda enquanto tentava erguer o outro braço em busca de distribuir o peso de meu corpo. Aquilo doeu pra caramba. Pequenas ou não, as rochas tinham o apoio da velocidade de queda ao seu favor; tal como os meteoritos. Consegui encontrar apoio, ou ao menos uma fenda onde fincar os dedos da mão direita antes que provasse o sabor do gramado lá embaixo. Faltava muito pouco para que eu alcançasse o topo, mas muito pouco mesmo, portanto ignorei a dor em meu ombro e continuei subindo tal como se nada demais tivesse acontecido – Vamos lá, mãe. Uma ajudinha viria a calhar. – Reclamada há tão pouco tempo e já pedindo favores. Era engraçado o fato de pensar em Atena como minha mãe, afinal ela era considerada bela e inteligente, duas coisas as quais eu nunca seria. Talvez fosse um engano e a coruja pairando sobre minha cabeça estivesse ali só de passagem. Continuei subindo e subindo, sem perder a contagem do padrão das rochas, até que ergui a mão uma última vez para alcançar a pedra plana do topo. Finalmente! Icei o corpo para cima e deitei naquele espaço, toda a musculatura em protesto após ter sofrido abuso – A vista aqui em cima é ótima, Kevin! – Gritei, do alto, ao ficar de bruços e espiar o abeto mais abaixo onde o filho de Hermes continuava pendurado e olhava para cima com uma careta de birra. Fiz coraçãozinho com as mãos e dei um puxão na corda, certificando-me de que estava bem segura, para então pular lá do alto. Nunca tive problemas com altura, portanto foi fácil e não houve gritos quando a queda cessou há centímetros do impacto contra o chão. Meu medo mesmo era de aranhas – Roupa limpa por uma semana, ein? – Indaguei, contente, ao dar tapinhas no ombro de Kevin.


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O post não está com aquele volume gigantesco, porém o conteúdo dele em si e o desenvolvimento estão perfeitos.
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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Heather Martínez em Ter 17 Dez 2013 - 23:39




Eu ainda não estava preparada para ir à arena enfrentar monstros. Não fazia nem uma semana desde que eu havia chegado ali, e Trevor já me pressionava! Eu ainda tinha pesadelos com o Leão de Nemeia que havia enfrentado com a ajuda do meu sátiro pouco antes de chegar ao acampamento, e não queria mesmo enfrentar monstros tão cedo. A ideia me aterrorizava! Mas depois de descobrir que meios-sangues eram movidos a adrenalina, procurei outros treinos provocassem a produção do hormônio no meu corpo. - Trev, eu disse adrenalina! E não urina! Não quero acabar urinando nas calças na frente de um monstro! Meu corpo produz isso em lugares específicos, e não no meio da arena! - Também concordava com Trevor que a atividade que me proporcionaria o máximo de adrenalina, seria aquela que me causaria mais medo, mas eu realmente não estava preparada! Teria que pegar mais confiança com tudo e me familiarizar principalmente com as armas. Eu mal conseguia enfrentar autômatos com meu chicote, imagine então Harpias! O sátiro deu então outra alternativa: treino na parede de escalada. Se eu soubesse que tinha aquele tipo de treino ali no acampamento, não teria pensado duas vezes!

Já estava diante da parede de escalada, olhando aquela belezinha, já sentindo um friozinho na barriga antes mesmo de tocá-la. Claro que ninguém deveria morrer por cair da parede escalada, então havia equipamentos de segurança ali. Mas observando meus colegas campistas, descobri que a maior graça na parede de escalada era apostar corrida. - Demais! - Aquela era a primeira coisa que faria no acampamento e já tinha alguma experiência anterior. A escola onde eu estudava sempre partia em excursões, e sempre íamos para um tipo de parque de diversões onde havia uma parede de escalada - muito menor do que aquela do acampamento. As excursões a esse parque foram canceladas por minha causa, quando fui atacada por um Ortros. Ajudei o monstro a destruir o parque inteiro, e nessa ocasião conheci o meu sátiro, Trevor. Enfim, já fazia um tempo então desde que eu havia feito a minha última escalada. Precisava dar uma desenferrujada básica e uma aquecida.

Notei que as paredes de escalada eram divididas em diferentes níveis. Nos últimos, mais afastados, eu via que pedras enormes caíam do alto do paredão, com tremores de terra e outros apetrecho para o divertimento dos campistas. Engoli seco e fitei aquela simples e muita alta parede de escalada que estava diante de mim. Eu teria o bom senso de começar pela mais simples. Prendi o equipamento de segurança e firmei o cinto à minha cintura. Conferi se estava tudo certo e coloquei o meu pé na primeira pedra. Icei-me pela parede e fui subindo sem grandes dificuldades. Na medida em que ia subindo mais, o friozinho na minha barriga aumentava e eu tinha um sorriso satisfeito no rosto. Eu subia com tranquilidade, sem pressa. Vez ou outra, eu me apoiava numa pedra inadequada, e tinha a rara paciência de escolher uma melhor para continuar a escalada. Não era um exercício que me deixava ansiosa ou aflita, era uma pura terapia. Cheguei ao topo da parede, me sentindo ótima, revigorada! E até pensei em fazer a escalada seguinte no nível dois.

Desci da parede, e quando estava prestes a soltar os equipamentos de segurança e tentar o nível 2, encontrei um trio de meninos me encarando com sorrisinhos cínicos. Eles pareciam versões crescidas dos meninos perdidos da Terra do Nunca; estavam sujos e suados, e tinham um ar juvenil e brincalhão. Tentei ignorá-los, mas eles eram persistentes. Achei que fossem garotos querendo dar em cima de mim, já que esse tipo de atitude tinha se tornado meio comum desde que eu chegara ao acampamento meio sangue. Mas vendo que eu estava numa tentativa de ignorá-los, um dos meninos se arriscou a falar comigo. - Bom dia, Srta. Matinez. Permita-me que eu me apresente. Meu nome é Jake, e esses são meus irmãos Max e Matt. - Não podia negar que apesar de sujos, os meninos eram bonitos, e aquele que mais falava, Jake, tinha um tom de voz simpático, com uma lábia admirável. Mas era muito notável que eram muito cínicos, todos eles, e eu fingi que nem notei isso. - Filhos de Hermes? Ah, e como sabem o meu nome? - Hermes era o deus da comunicação, então é claro que eles sabiam o meu nome. Mas ficaram um pouco surpresos quando eu adivinhei de quem eles eram filhos. Eu era observadora o bastante para adivinhar, e logo eles compreenderam e não fizeram mais perguntas.

- Estávamos te observando escalar a parede, e olha... Estou impressionado por ser uma filha de Hebe. - Além de saber o meu nome, ele ainda sabia que eu era filha de Hebe. Impressionante como quatro dias no acampamento e eu já não me surpreendia mais com aquele tipo de coisa vinda de filhos de Hermes. - Enfim, vou ser direto. Eu queria lhe propor uma corrida. Uma corrida comigo, até o topo. Só eu e você. - Trevor havia me passado a clara instrução para que eu não entrasse em nenhum jogo com filhos de Hermes. Eles eram trapaceiros, ainda mais quando estavam assim, em bando. Porém, era um desafio muito tentador. Escalada era a única coisa na qual eu era realmente boa sem fazer nenhum esforço. Meu orgulho era grande demais para recusar aquela proposta. - Ok, eu aceito. Espero que não esteja cansado, Jake. - Ele só me lançou um sorriso sedutor e deu uma piscadela aos seus irmãos que ficariam assistindo. - Nunca me senti tão bem e leve em toda a minha vida. - Ele deu uma ênfase na palavra "leve" enquanto trocava um olhar travesso com os irmãos. E eu estava começando a achar que estava entrando numa furada.

Ambos ficamos a postos e Max se ofereceu para dar a largada. Quando o filho de Hermes o fez, eu e Jake corremos em direção ao paredão e começamos a escalá-lo. Já não estava mais com toda a paciência de antes; estava bem ansiosa. Minhas mãos suavam nas pedras, e eu tinha um pouco mais de dificuldade apenas com as mais lisas, mas nada que me atrapalhasse. Eu estava indo bem, ia muito mais rápido do que Jake, e estava trabalhando satisfatoriamente sob pressão. Mas então, numa velocidade absurda, Jake me ultrapassou e eu fiquei boquiaberta. Espera, eram asas nos tênis dele? Eu tinha ouvido boatos de que aquele tênis com asas de Hermes não existia mais! Mas lá estava ele, no pé de mais um dos herdeiros. - Ei! Você está trapaceando! - Jake não estava exatamente voando, e estava bem desengonçado com aqueles tênis. Ele não sabia usá-lo corretamente, mas estava usando-o para ficar mais leve e rápido na escalada. Já era o suficiente! Agora eu tinha entendido as suas indiretas antes de inciarmos a corrida; ele já tinha combinando tudo com os irmãos dele. - Desculpe, mas não combinamos nenhuma restrição! - Ele dizia enquanto ia subindo. Aquilo me deixou com raiva! Ele não passaria por mim daquela forma! Comecei a subir mais rápido, desviando das pedras mais lisas com mais precisão. Não havia tênis de Hermes que poderiam me deter!

Apesar de estar bem rápido, Jake estava evidentemente cansado. Ele ofegava ruidosamente enquanto eu me sentia ótima e a caminho do auge da minha forma. Mesmo com os tênis, ele ia ficando mais lento e eu o alcancei. O filho de Hermes parava para descansar, com a camiseta e os cabelos ainda mais molhados de suor, e eu também me dei ao luxo de parar ao lado dele. - Cansado? Deveria ter aprendido a usar seus tênis para voar. Se fosse pra trapacear, que trapaceasse direito! - Voltei à escalada, me sentindo tão leve quanto Jake se sentia com os tênis. Me içava corretamente pelas pedras adequadas, como conhecesse cada centímetro quadrado daquela parede. Ele começou a apertar a escalada, e de vez em quando eu olhava seu rosto vermelho e furioso. Porém, ele estava me alcançando, e eu precisei dar um gás no final para alcançar o ponto mais alto. O friozinho na barriga ia aumentando na medida em que ele se aproximava, até que enfim eu cheguei ao ponto mais alto do paredão de escalda. Sentei-me no topo da parede de escalada, levemente ofegante e suada.

- Poxa, essa corridinha sim deu uma canseira, não acha? Me deu até sede. - Eu falava com Jake enquanto ele se esforçava para se içar e sentar ao meu lado. Mal conseguia falar, e seu rosto estava muito vermelho e molhado, e as asas de seus tênis ainda batiam. - Deveria ter me lembrado... desses poderes dos... filhos de Hebe. - Ele respirou fundo, falando entrecortado e buscando fôlego. - Pelo menos tenho uma desculpa para ter sido passado para trás assim... Ufa! - Franzi a testa para o rapaz, não entendo do que ele estava falando. - Poderes? Que poderes? - Dei de ombros, e então o menino enxugou o suor da testa, tomando mais fôlego. - Você é mesmo uma novata... Mas bem, filhos de Hebe tem essa coisa de... deixar o oponente mais cansado e devagar, sabe como é, a deusa da juventude... e essas coisas. - O garoto respirou fundo antes de terminar de falar, e eu arqueei as sobrancelhas. Era uma baita surpresa para mim, nunca associaria o fato de a minha mãe ser a deusa da juventude àquele poder. Além da facilidade do manuseio do chicote, eu não conhecia mesmo os meus poderes e os dos meus irmãos. - Mas bem, bela escalada, Martinez. Te vejo por ai. Estou exausto! - O garoto pulou do topo e pousou no chão suavemente, por causa dos equipamentos de segurança que o prendiam à parede.

Fiquei ainda um tempo sentada lá em cima, curtindo a adrenalina que ia se acalmando no meu corpo, mas ainda surpresa com aquela coisa dos poderes. Quais seriam os outros poderes? Claro que eu havia notado que Jake estava cansado, mas nunca imaginaria que eu tinha causado aquilo. Isso poderia explicar também o porquê que eu tinha tanta resistência nas atividades físicas. Aos poucos, as peças iam se encaixando e as coisas iam fazendo mais sentido na minha vida. Soltei um risinho ainda pensando naquilo. - Valeu mesmo, mamãe. - Desci da parede da mesma forma que o meu colega, segura pelos cintos. Pousei no chão e me soltei dos equipamentos de segurança. Um cansaço pouco comum havia me atingido; filhos de Hebe também precisam descansar! Deixei os equipamentos num canto e saí da área de treino.  



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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Alec Milligan Pallas em Qua 18 Dez 2013 - 4:17


parede de escalada – nível um
I just wanna set you on fire, so I won’t have to burn alone.

Digamos que eu não fazia muito bem o tipo de garoto que era ligado em esportes e coisas desse tipo, mas se eu estava no acampamento, teria que fazer o mínimo de esforço para aprender alguma coisa, afinal esse era o principal objetivo do local. Após um café da manhã reforçado e tedioso, resolvi me arriscar novamente nas paredes de escalada. Digo novamente pelo simples fato de todas às vezes não conseguir chegar à metade da parede mais simples. Sim, eu tinha fobia de altura. O medo era meu pior inimigo naquela modalidade, já que ele tomava conta de mim de um modo que não conseguia me controlar, muito menos raciocinar. Os instrutores já estavam cansados de me darem apoio moral e incentivo para que eu superasse o medo, mas eles não sabiam o quão era difícil pra mim. Os garotos sempre achavam que eu fazia a linha delicado só pelo simples fato de eu ser uma cria de Afodite, me taxando a maioria das vezes de fresco e coisas do gênero.

Após uma rápida caminhada finalmente tinha chegado ao local do treino. O espaço era imenso e as várias paredes de escalada eram espalhadas por todo o local. Aquela manha o instrutor rabugento estava lá cheio de si, como se tivesse acabado de engolir o próprio deus do olimpo. “Ora, ora, ora, se não é novamente a cria de Afrodite.” Ele ironizava minha presença de um modo que me fazia socar a cara dele. - Pois é, cá estou eu novamente. –Rebati sua ironia com um tom imponente na voz. Caminhei na direção do instrutor onde o mesmo murmurava algumas coisas sobre eu não conseguir escalar novamente a parede enquanto ajustava os apetrechos essenciais de segurança. Dei de ombros e o ignorei completamente, estava disposto a superar meu medo aquela manhã, só não sabia se aquilo daria muito certo. Aproximei-me da parede e iniciei segurando nas rochas que eram fixas na mesma. Mal havia começado a escalada e já sentia meu corpo elevar sua temperatura, fazendo com que eu começasse a transpirar. Era o medo. Mantive-me firme e focado no que estava fazendo enquanto me fixava sobre as rochas, escalando aos poucos a maldita parede. - Vamos lá, Alec, você consegue...- Murmurava baixinho enquanto olhava para cima. Não ousei olhar pra baixo, já que aquilo sempre me fazia ter tonturas e ânsias de vômito como nas outras vezes que fracassei.

Aos poucos eu escalava a parede sem muita dificuldade, fazendo até com que eu surpreendesse o instrutor que agora me lançava palavras de incentivo. Aquela altura do campeonato eu já estaria próximo aos cinco metros da parede, faltando pouco para chegar ao ápice da mesma. Sentia o suor escorrer sobre minha face, mas mantinha minhas mãos e pés agarrados sobre as rochas. Aos poucos ia me aproximando do ápice da parede, fazendo com que eu deixasse escapar um sorriso dos meus lábios. Eu estava conseguindo! “Muito bem, Alec!!!” O instrutor carrancudo exclamava, fazendo com que eu perdesse um pouco da concentração e minha mão deslizasse ao segurar a próxima rocha, mas logo voltei a me equilibrar. Finalmente havia chegado onde tinha almejado durante dias. Agora me encontrava sentado no ápice da parede enquanto olhava todo o trajeto que havia percorrido pra chegar até ali e a superação que havia feito sobre o meu medo. Certo que aquela parede era a mais fácil dentre todas as outras, mas eu considerava como se fosse uma montanha íngreme e super perigosa.

Era hora de voltar. Com cuidado apoiei meus pés e mãos sobre as rochas e aos poucos fui descendo até chegar ao chão. Fui surpreendido por um abraço do instrutor, fazendo com que eu arregalasse meus olhos, visivelmente surpreso. “Parabéns, Alec! Achei que você não conseguiria novamente.” O instrutor falava, demonstrando sua alegria. - Valeu, valeu...- Falei um pouco sem jeito, já que eu também não estava acreditando que tinha finalmente superado minhas barreiras. Após a retirada dos apetrechos de segurança, me despedi do instrutor e sai do local em direção ao meu chalé, para que assim eu pudesse me assear e me acalmar mais um pouco.  



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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Tessa Hoyer Lightwood em Sab 21 Dez 2013 - 4:05


Parede de Escalada - Nível 4

WHAT THE PORRA NESSA PORRA? - Perguntei aos gritos assim que voltei para o chalé, depois de um belo banho. Olhei ao redor do chalé, o qual nunca vira tão bagunçado. Geralmente ele era um tipo de bagunça organizada, mas hoje parecia o lixão. Eu não arrumaria o lugar agora, quer dizer, já estou "atrasada" para um treino. Não perderia meu tempo de treino por causa dessas criaturas que sou obrigada a chamar de meio-irmãos. Tanto garotos como garotas faziam daquele lugar um depósito de lixo e, apesar de amar uma bagunça, não sou obrigada a viver no meio disso. - Seguinte, seus filhos da... Enfim. Se quando eu voltar esse lugar não estiver limpo, eu que vou limpar a cara de vocês, mas no asfalto quente. Entendido? - Disse enquanto colocava as luvas nas mãos. Ouvi uma piadinha no estilo "Meiga e Carinhosa como um rinoceronte, sempre. Cadê seu namorado, Theresa?" de um dos meus irmãos e como pessoa civilizada que sou, apenas peguei meu par de luvas de couro, mostrei o dedo do meio e saí batendo a porta. Dude, como esses idiotas me irritam. Depois eu que sou a filha revoltada. Não é minha culpa se sou obrigada a conviver com esses animais desorganizados, canibais, estranhos, problemáticos e malucos. Pior, sou obrigada a organizá-los sem usar força bruta. Como não querer socar a cara desses animais?

Saí da área dos chalés pisando fundo, prestes a matar alguém, indo para a parede de escalada. Andava em passos apressados, sem querer encontrar alguém “indesejável”, mas parece que quanto mais você tenta, mais pessoas lhe aparecem. Bati de frente com Max, que simplesmente apareceu na minha frente, do nada. Legal é quando você consegue fugir do seu irmão mais novo sempre e quando menos espera, ele brota. Não é por nada, mas eu preferia ser filha única ou ter apenas o Mylo do que ter que suportar a praga nomeada de Maxwell. - Dude, você ainda não morreu? Achei que não sobreviveria uma semana aqui sendo um filho de Ares pior que eu. Ainda não te bateram? - Resmunguei, dando um sorriso falso de canto e empurrando o garoto para o lado, a fim de passar. Ele foi atrás de mim, resmungando algumas coisas que só me davam mais vontade de socar a cara dele. - Ai, man. Maxwell, eu vou deformar a sua cara feia. Fica quieto. - Ameacei, ainda andando. Max era o pior tipo de companhia do mundo, nunca parava de falar. “Hey, ouvi falar que tá namorando. Como alguém namora você? Parece um garoto.” Mais uma palavra e acho que xingaria meu irmão com todas as palavras possíveis e bateria nele até perder a memória. Revirei os olhos e parei de braços cruzados fronte a ele. - Pelo menos eu tenho alguém, idiota. E aposto que muitos garotos adorariam me pegar, então fica de boa aí. A propósito, quem te falou sobre isso? Quer dizer, não é bem um namoro. Não recebi nenhum pedido e… Por que é que eu estou falando sobre isso com você? - Perguntei ao final, revirando os olhos, saindo da frente dele, voltando a andar em direção à parede.

Quando, enfim, cheguei com o maldito guri atrás de mim, arrumei as luvas nas mãos e fiz menção de ir quando Max soltou um “Aposto que ganharia fácil de você. Ainda é a menor dos três, irmãzinha.” Comentou ele. Eu já disse que meu irmão me irrita? - Menos, mas melhor. E como é? Isso é um desafio? Pelos deuses, Maxwell. Eu ganharia de você com olhos vendados e mãos amarradas. - Revidei, olhando para o garoto. Se eu sentia vontade de matá-lo? Imagina. Maxwell contestou com alguns argumentos ridículos e finalmente admitiu que aquilo era um desafio. Fiz uma careta em desaprovação, encarando o garoto. Não porque eu tinha problema com aquilo, mas porque ele iria acabar se machucando e eu teria que levá-lo à enfermaria. Apesar disso, não seria uma boa ideia recusar quando se tem um irmão como o meu. Desafio aceito. Se eu quebrar uma unha, estragar meu anel ou uma das luvas, quem vai estragar sua carinha feia serei eu. Quando perder, você que se vire porque não vou te levar em enfermaria. - Disse, dando um sorriso falso ao final. Talvez a citação da unha não tenha sido lá muito adequada para uma filha de Ares, mas elas demoram a crescer e machucam quando quebram. Ele apenas concordou, apesar de ter ficado meio irritado e feito piadinhas sobre minhas unhas.

Graças a mim, havíamos chegado em acordo com relação a não usar aquela proteção toda. Max foi para o lado oposto ao que eu estava na parede e começou a contar. Eu disparei para a parede quando ainda estava número dois, antes mesmo dele terminar de pronunciar. Apoiei um dos pés e a mão esquerda nas primeiras rochas que vi, apoiando para subir. Coloquei a outra mão e pé na outra rocha, apesar de não ter durado muito, devido ao fato de Max já estar me alcançando. Revirei os olhos e voltei a escalar, esquecendo da existência do garoto. Parei por um momento, vendo que estava em vantagem. Dei uma última olhada em Max, que se encontrava um tanto abaixo de mim e abri um enorme sorriso. Ao olhar para cima novamente, tudo o que vi foi uma pedra não muito grande ou pequena, só o suficiente para me derrubar, conseguindo um grito agudo e involuntário vindo de mim, ao mesmo tempo que me fazia perder vantagem. Ótimo. Maxwell parou para rir e também foi surpreendido por uma pedra. Sendo mais inteligente do que ele, apesar de rir, continuei a subir cada vez mais rápido. Max estava quase me alcançando, então a parede tremeu. Claro que eu tentei segurar, mas não é lá muito fácil levando em conta a intensidade do tremor e o tamanho das minhas unhas. Eu não sabias se era bom por Max cair ou ruim por me atrasar. De qualquer jeito, eu não poderia perder a “brincadeira”. – Não aguenta o impacto de um tremorzinho desses, Max? – Brinquei, olhando para o garoto lá embaixo com um sorriso de canto. Ele mostrou o dedo do meio, ganhando a retribuição da gentileza vinda de mim. Quando voltei a olhar para cima, lá estava a pedra, logo acima de mim. Sequer tive tempo de me defender e quando me dei conta, já estava no chão, deitada em cima do braço direito, com a pedra do lado.

Levantei do chão meio tonta, coçando a cabeça enquanto apenas sentia uma dor no braço. Max fez piadinhas sem graça até ver que meu braço não estava lá àquelas maravilhas. O garoto desceu tudo o que havia escalado, tentando imobilizar meu braço. Apesar da dor, eu não poderia perder a oportunidade de ganhar. Quer dizer, está no sangue ser a melhor, certo? O menino continuava todo preocupado olhando meu braço quando o empurrei com o mesmo. – Viu? É assim que se vence, amorzão. - Ele caiu no chão e eu voltei a subir a maldita parede, mesmo com o braço machucado. Max tentou puxar meu pé, mas desistiu ao ver que não daria certo, voltando a subir pela parede. Eu consegui chutá-lo para atrapalhar, pelo menos, umas três vezes. Meu “querido” irmãozinho falhou em todas as tentativas de segurar meu pé e aquilo só o deixava mais revoltado. Novamente, a parede tremeu, mas nós dois conseguimos nos segurar. O moreno começava a subir mais rápido do que eu e sequer estávamos nos sete metros daquele negócio.

Eu praticamente usava apenas o braço que me restava e os pés. O garoto ria da minha situação enquanto continuava subindo e eu sequer conseguia pensar em algo para fazê-lo desistir, cair ou perder. Chantagem emocional só funcionaria caso ele fosse muito burro para cair no mesmo truque duas vezes, o que não era muito difícil se levarmos em conta que tenho Maxwell como irmão. Revirei os olhos ao ver que o menino estava me alcançando e voltei a tentar chutá-lo. Meu chute não fez lá muita diferença, mas eu estava o atrapalhando a ver o que vinha por cima e lá estava mais uma pedra caindo. Me aproximei ainda mais da parede a fim de não ser atingida pela pedra e como esperado, ela atingiu Max. Nada grave, eu esperava. Até porque não queria levá-lo para a enfermaria, tinha mais o que fazer. Olhei para baixo um tempo, esperando pelo momento em que o garoto levantaria, mas nada aconteceu, então voltei a subir. Vendo que não conseguiria o que queria, Maxwell levantou em um pulo e voltou subir o mais rápido que podia. Eu estava em vantagem e quase no final enquanto meu querido irmãozinho ainda estava lá embaixo.

Finalmente chegara ao topo da bendita parede. Bem, eu havia ganhado, para variar. Sorri de canto ao ver que Max ainda tentava subir e comecei a pensar em como desceria, já que havíamos decidido não colocar todo aquele equipamento. Talvez pelo fato de Max ainda subir, a parede ainda estava “ativa” e ainda contava com a ajuda dos tremores e pedras. Houve alguns tremores fracos e, por acaso, outra pedra que foi minha carona para descer. E lá estava eu, caída no chão com um irmão idiota zombando. - Belo jeito de descer, não? – Resmunguei para mim mesma, revirando os olhos. Eu sinceramente acho que não há necessidade dessa queda de pedras. Maxwell me encheu de piadinhas sem graça. Aquelas que dão vontade de matar ele ou enfiar um extintor pela sua garganta. Levantei do chão, limpando a roupa e olhando carrancuda para o garoto que ria. – Ah, é engraçado, né? Tão engraçado quanto ser um perdedor. Deve ser por isso que não vejo graça, eu não sou uma. – Disse mal humorada para o garoto ao meu lado. Dessa vez quem fez careta foi ele e eu sorri. Juro que Max tentou falar alguma coisa, mas nada de interessante já que não chamou minha atenção. Novamente revirei os olhos e saí andando para o chalé. Mais um motivo de estresse. Se o chalé não estivesse arrumado, eu teria que dar um jeito naqueles idiotas. Não iria lavar banheiros e nem nada do tipo simplesmente porque tenho irmãos ridículos que não sabem manter algo organizado. 


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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Corallyne Hourth Kramer em Dom 22 Dez 2013 - 16:49



Escalando nivél 2

Cora estava caída no chão com a mão na nuca enquanto a outro se encontrava apoiada no chão. A cintura da menina doía e seus braços estavam todo arranhados. A menina entortou a boca pensando se deveria ou não subir novamente a parede. Ela não havia gostado de cair e havia odiado o fato de alguns veteranos na escalada soltarem risinhos e piadinhas contra ela. Corallyne permaneceu mais alguns minutos ali apenas observando o local. A idéia de ter resolvido escalar a parede sem o auxilio de nenhum material de segurança parecia extremamente idiota. Um longo suspiro e ela se pos de pé apoiando a mão direita em um apoio. Ela respirou fundo e com um impulso subiu o pé direito e levou a mão esquerda a um ponto mais alto, para o começo depois de uma queda ela estava indo bem... Não tanto quanto esperava mais estava conseguindo. Foi a vez do pé esquerdo que tateou um pouco até encontrar um apoio bom o suficiente. Sem demoras Cora “lançou” a mão direita em um apoio mais alto assim seguindo uma forma mais correta que ela pode imaginar de escalar.
A dor nos braços era algo forte mais ela podia suportar. As mãos estavam vermelhas e doloridas. Os joelhos... Estes estavam bem machucados, de forma impressionante as pedras conseguiram rasgar o tecido da calça. Cora havia avançado no máximo três metros quando as primeiras pedras cairam. A maldita gravidade fazia ela virem de forma rápida, a prole de Hermes mal pensou, batendo os seios contra a parede ela colou o corpo na mesma desviando das pedras. A mão esquerda foi lançada de uma maneira perigosa para a direita passando por cima da mão direita. O pé direito foi para o lado certo procurando um apoio seguro. Vagarosamente a mão direita da menina tateou pela parede a procura de um apoio, assim que achou o apoio que estava sobre o pé esquerdo da semideusa cedeu e ela ficou quase pendurada. Rapidamente ela procurou novamente um apoio, achou logo e para o azar mais pedras cairam do alto, em velocidade igual porém quantidade maior.
A manobra a seguir era arriscada mais precisava ser feita, tirando o pé e a mão direita dos apoios Cora girou exatos 190° graus e bateu as costas do lado esquerdo da parede, exatamente o lado em que o apoio havia cedido. O pé de Corallyne tateou pelo local a procura de um apoio, a mão foi mais rápida e logo encontrou este. A menina olhou para o lado e marcado na parede com tinta vermelha tinha um numero “4”. Felizmente aquilo significava algo bom. Assim que a menina chegou àquele local pediu ao instrutor uma parede de exatos oito metros, sendo assim, apenas mais quatro metros de  escalada... Isso se ela não despencasse. Perdida em seus pensamentos Corallyne se esqueceu por um segundo da parede, um grito agudo a despertou, ao olhar para o alto uma menina estava com o braço sangrando. Uma pequena risada veio da parte de Cora que logo tratou de girar o lado esquerdo do corpo em 190° graus ficando assim de frente para a parede. Mas a manobra foi acabada e pedras rolaram do alto. A prole de Hermes teve tempo apenas de olhar para cima e as pedras bateram em sua cabeça a derrubando novamente.
As costas da menina bateram com força no chão, agora além dos braços e do joelho a testa também sangrava. Com dificuldade Corallyne se levantou e bufou irritada. Mancando com alguma dificuldade ela se dirigiu para a enfermaria.
 

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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Gabriella Malk. Haferlach em Dom 22 Dez 2013 - 19:30



♥ Look like a girl

Nível 7



Talvez aquela fosse a primeira e única vez que eu estava realmente disposta a treinar, já que quase sempre eu ia por falta do o que fazer ou por pressão dos meus irmãos tipo "oh você é conselheira, precisa treinar e blá, blá, blá". Provavelmente esse era o motivo que me fazia odiar treinos, ou o fato de achá-los inúteis, porque eles eram para aumentar sua agilidade (e capacidade física, mas isso não vem ao caso), e eu já tinha MUITA agilidade. Enfim, voltando para o dia de hoje... Não havia ninguém acordado no meu chalé, não por estar muito cedo, mas porque todos os meus irmãos eram preguiçosos, porém algumas camas estavam vazias. Me troquei e saí para o lindo dia que estava fazendo, perfeito, nem muito quente nem muito frio, e poucas nuvens amenizavam a claridade do sol em contraste com o céu azul, já eram 9:30 da manha e os terrenos do acampamento estavam pipocando de gente.

-O que diabos eu vou treinar?- falei baixo o suficiente para só eu ter ouvido. Olhei área por área tentando decidir qual era o mais... Hm... Apropriado para mim. Houve um clarão, tão forte que ficou marcado na minha retina por mais de um minuto, porém quando consegui enxergar novamente, pude ver que era exatamente o que eu estava precisando no momento. A parede de escalada, que pra mim nunca passara de uma "parede de escalada" estava jorrando, se não me enganava, Lava. Cheguei mais próximo do objeto incinerado e pude ver que com toda a certeza era lava. Deuses! Que coisa mais maravilhosa é essa? Não pude distinguir  quem era o sortudo que estava na parede mas, ele poderia acabar logo porque eu precisava subir naquilo.

Já estava vestindo todas aquelas amarras e cintos que a instrutora mandou eu por, era mais difícil do que pareceu, deveria ter um treino específico para amarrar aquela tralha toda, me senti uma obesa. A fim de tudo levantei o polegar para a tiazinha da parede e ela retribuiu, já podia subir. Pus minha mão direita em uma pedra e o pé esquerdo em outra ao mesmo tempo. Intercalar os membros era bem fácil, mas a parede parecia crescer ao longo da escalada, quando eu estava no chão ela parecia muito menor do que agora, já estava a mais de 3 metros e não parecia nem perto de chegar ao fim. Pus minha mão esquerda em uma pedra anormalmente grande e quando o fiz a pedra de apoio de ambos meus pés se quebrou e caiu com um ruído surdo no chão de grama.

- Que merda é essa? - disse quase gritando. Subi rápido para longe daquelas pedras inseguras, a parede tremeu e mais algumas pedras caíram, felizmente nenhuma que estava me sustentando. Já estava a uns seis metros de altura e parecia que era quase a metade da parede, isso me aliviou um pouco, porém as pedras estavam bem maiores e muito mais difíceis de se segurar sem falar no cansaço, eu nem queria pensar nele. Tinha que subir tudo e mais rápido do que os outros, se não como honraria meu pai? Fui aumentando a velocidade gradualmente para não sofrer no futuro e depois de mais um metro veio um tremor que quase me arrancou da pedra na qual eu me segurava, senti que ela ia se quebrar e literalmente pulei para uma mais alta Só mais um pouco, só mais um pouquinho... Ao que tudo indicava minha meditação de calma não estava surtindo efeito nenhum, porque ainda faltava muito para subir.

Achei uma pedra relativamente grande, talvez a maior que eu já encontrara até ali, apoiei meus pés nela e relaxei um pouco, respirando fundo para manter meu ritmo cardíaco mais lento, assim eu não gastaria toda a minha energia com batimentos e poderia alimentar os músculos ao invés. Ficar ali parada me fez quase querer desistir, mas agora, olhando para cima, eu vi que realmente não faltava muito e o sol ardia em cima do meu couro cabeludo já deveria estar tarde, meio-dia talvez. Respirei bem fundo mais uma vez e acabei me engasgando com o susto: No momento em que eu estiquei minha mão direita para agarrar uma nova pedra, o topo da parede cuspiu lava, quente e mole que me cegou por um instante. PENSE RÁPIDO Gritei para mim mesma. Oh My Fucking Godess! Como eu pude ser tão lerda assim? -IDIOTA- gritei olhando para baixo e o resultado foi imediato: Duas asinhas saíram de cada lado dos meus tênis e começaram a bater violentamente me fazendo flutuar para longe da descarga de lava. Sorte minha que ela deslizava lentamente pela parede, azar o meu que na explosão de lava, alguns fragmentos voaram para toda a parte e eu fui atingida por algumas pedrinhas, ainda muito quentes, de lava solidificada. A parede tremeu de novo, mas eu estava mais confiante agora, tinha uma válvula de escape caso as coisas piorassem.

Tentei a meditação de calma mais uma vez, eu estava com medo de estragar tudo e parecer ridícula, o meu orgulho sempre me metia em furadas, isso era uma verdade indiscutível.  - Vamos lá, só um pouco mais, voar, voar, subir, subir... -Hm eu não sei o resto da musica, mas é só o voar e subir que importa mesmo.- Falta só um tiquinho mais, vamos só um pouco -. Mais um espirro de lava, cobri meu rosto com a mão e desviei das gotas lentas e ferventes. Enchi meus pulmões de ar e recomecei a escalada, não era possível que faltasse mais de cinco metros, não podia faltar mais de cinco metros. As pedras grandes não eram um empecilho, elas até eram mais fáceis de escalar e apoiar, tirando aquelas que brincavam de girar na mão quando eu a tocava. Estava quente, talvez pela quantidade de lava por perto ou porque o sol estava ganhando altura e as poucas nuvens que encobriam o céu haviam se dissipado.  Apoiei minha mão  em uma pedra pequena, talvez gerada pela lava e impulsionei meu corpo para subir, pois não tinha nenhuma pedra de apoio para os meus pés, a maioria já havia caído no chão, o jeito era usar os buracos de onde as pedras pertenciam e as rochas restantes. A parede toda tremeu dessa vez tinha sido bem mais forte do que antes, por pouco não escorreguei. Estava presta na parede por três dedos suados. Joguei meu corpo para cima, usando o impulso dos meus pés e subi até uma parte estável da parede. Quase sorri, tinha pedras para todos os lados: uma coisa maravilhosa. É... Maravilhosa de mais para ser verdade; Um novo tremor e quase todas as pedras a minha volta caíram com um baque surdo no chão já a 10 metros de distancia. Olhei para cima, já dava para sentir o gostinho de vitória, eu estava quase lá.

Acho que eu estava melhorando, quando uma pedra de apoio se quebrava nos meus pés ou mãos eu me equilibrava sem nem me esforçar, mas a lava ainda era um problema, porque eu não poderia fugir de algo liquido com tanta facilidade sem falar nos espirros de lava que estavam quase constantes. A crosta de rochas magmáticas que eram formadas pela lava já fria também era um problema em potencial, não tinha bem onde segurar porque tudo era rocha, e os relevos e saliências eram muito pequenos para gerar um apoio. Minha mão estava suada e um pouco machucada por baixo da luva de segurança, mas isso não era um incômodo muito relevante. Ainda estava pensando que a parede era um tipo de ilusão e ia crescendo ao longo da minha escalada... Mais pedras caíram do topo e uma passou realmente perto de mim estava ficando assustada, mas ainda sim não queria desisti. Decidi ir mais rápido, tentar correr para ver se gerava algum poder de resistência vindo do papai lindo.

Fui percebendo que se eu fosse rápido, poucas coisas me atingiriam. Mal tinha formado esse pensamento quando duas pedras realmente gigantescas caíram a uns cinco milímetros do meu nariz, de longe a coisa mais apavorante foi o barulho que elas fizeram ao tocarem o chão. Barulho esse que fora prolongado por mais um espirro forte de lava e um tremor na parede, ignorei ambos e continuei subindo, agora mais rápido do que nunca, eu já podia ver o topo de uma montanha ao longe, continuei subindo e... Senti meu corpo cair: a pedra de apoio da minha mão se quebrou ao meu toque, estava a 2 metros de distancia do ponto onde eu havia parado. Agarrei uma pedra qualquer para evitar que a queda se estendesse e voltei a subir, nada iria me parar agora, estava desviando das pedras cadentes com maior velocidade e fugindo das grossas gotas incandescentes de lava como se eu tivesse sido criada para isso. O Sol estava fritando meus neurônios, estava bem mais quente e claro agora, com certeza já passava de 1 hora da tarde. Novamente estava lá, o topo da montanha, meu campo de visão agora não era só o céu e a parede cheia de lava ressecada e quente, mas já dava para ver o cume das arvores mais altas.

Subi mais e mais, sentindo meu joelho implorar por um descanso, meus músculos necessitando respirar e meus pulmões com dificuldade de saber o que sugar e o que liberar, porém a visão de estar acabando aquela tarefa, que parecia tão simples e boba e agora se mostrara bem mais complexa, me alegrava de maneiras inimagináveis. A última pedra cadente tentou me acertar e por pouco conseguiria, mas eu desviei rápido, quase involuntariamente. Uma gota de lava quase tocou meu braço: com a felicidade de estar próxima do topo me descuidei da lava que ainda descia sonolenta e mortífera, mas desviei dela no último segundo. Pisei com louvor na ultima pedra da parede. Já não sentia meus dedos dos pés, das mãos, as panturrilhas, coxas, e nem meu cérebro; sem falar na dor lancinante na barriga, olhos, garganta e pulsos. Resumindo: respirar doía.

- HÁÁÁ! Consegui modafocas!- disse gastando o resto de energia que os meus pulmões tinham. Puxei a corda que me amarrava a parede e impulsionei meu corpo para longe e fui descendo devagar uma parede de escalada inofensiva e aparentemente bem menor do que a que eu subi, bem menor mesmo. Me senti envergonhada de ter demorado tanto para subir uma coisinha de nada dessas e me prometi que iria voltar e fazer um tempo Record, um Record mundial de subida em parede de escalada. Quando pisei na grama fofa, quase não reconhecendo a sensação de pisar em algo fixo, no nível do mar e sem lava, me senti extremamente feliz. Alguns campistas novatos me deram parabéns e outros riam do estado das minhas roupas, mas eu não liguei, pois descobri que tinha subido a parede no menor tempo do mês, e de fato isso me alegrou, mas não tanto quanto a perspectiva de ter uma cama deliciosa me esperando no chalé.




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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Logan Harden Salvatore em Dom 22 Dez 2013 - 21:47

Black Ice

Mais um dia sem graça se iniciava naquele acampamento, levantei da cama sem animação alguma e vesti a primeira calça e uma camisa regata qualquer que estava por ali, calcei o tênis e bocejei enquanto caminhava lentamente em direção a porta, me alonguei rapidamente enquanto fitava aquela movimentação estranha de campistas, uns corriam desesperados para os treinos, alguns perturbavam uns sátiros, alguns de meus irmãos batiam em alguns idiotas de Démeter, nada fora do comum. Meu humor como de costume não estava um dos melhores, sai lentamente empurrando alguns campistas novos que recentemente haviam se mudado para o Chalé, eles me encararam com um olhar meio descabreado e eu apenas os ignorei seguindo meu caminho para a parede de escalada, queria testar os meus limites hoje e quem sabe derrubar alguns campistas no meio da subida, seria interessante, isso se a filha de Hermes não atravessasse o meu caminho e começasse a me provocar, teria que lhe ensinar uma lição, esvaziei um pouco a mente e segui meu caminho bocejando algumas vezes.

- Sai da frente, deixa eu ver isso. – Empurrei um filho de Apolo para frente, enquanto o observava desesperado vendo seu irmãozinho caindo lá de cima, cruzei os braços e me juntei alguns dos meus irmãos no coro de risadas, ainda não entendiam porque aqueles derrotados ainda tentavam algo que exigia tanta força física, a maioria dos filhos de Apolo eram franzinos e só sabiam segurar um arco e atirar flechas o que ao meu ver era algo completamente inútil. – Ei Joey, vamos apostar quem chega mais rápido lá em cima? – Olhei para meu irmão sorrindo confiante e não deu outra, ele aceitou o desafio perguntando o que apostaríamos. – Quem perder enfia a cara em estrume de Pégaso. – Soltei uma risada abafada, enquanto ele se aproximava de mim e apertava minha mão dizendo que o desafio estava aceito. Sem demoras me posicionei na base da parede, colocando aquelas cotoveleiras e joelheiras, ignorei apenas as cordas que iriam me prender para que não caísse, não era nenhum novato naquele tipo de treinamento, então dispensava aqueles acessórios.

Estalei os dedos rapidamente, enquanto observava um dos Sátiros anunciar a minha competição com Joey, todos voltaram suas atenções para a parede e eu cocei o queixo ao ouvir ele dizendo que a corrida começaria no três. Enquanto estava no um ainda, olhei para Joey rapidamente e murmurei. – Boa sorte e espero que goste de comer pedra, bro. – A contagem do sátiro finalmente chegou ao três e imediatamente coloquei minhas duas mãos em pedras paralelas, colocando os pés nas primeiras pedras da base, sem muita dificuldade comecei a subir lentamente a parede que eu tinha certeza que começaria a nos trollar em alguns minutos. Ou não, porque senti a parede dar o primeiro giro em 360º que me faria colocar o café da manhã inteiro pra fora se eu tivesse tomado café. Continuei a subida, aumentando um pouco o ritmo das minhas mãos e pés, fazendo sempre movimentos ritmados e rápidos, olhando para os lados e vendo onde Joey estava. – Acho que você não está com muita sorte hoje, irmãozinho. – Falei vendo o primeiro lugar de apoio que ele segurava com uma das mãos se quebrando, não tive muito tempo para zoar ele, logo uma enxurrada de lava desceu lá de cima, arregalei os olhos de imediato e soltei a mão esquerda do apoio e os pés, deixando meu corpo pendurado apenas no apoio da mão direita, suspirei por um momento vendo toda aquela lava passando reta sem me atingir. ”Essa foi por...” mal tive tempo de colocar meus pensamentos em ordem onde eu estava apoiado com minha única mão se quebrou.

A queda seria feia, como eu disse, seria se eu não tivesse segurado no primeiro apoio a mais ou menos um metro abaixo de onde eu estava, Joey agora ganhava certa vantagem logo acima e junto com isso começava as zoações, reuni o máximo de forças e continuei minha subida, desviando de algumas lavas aqui e outras ali, ainda bem que os tremores não tinham começado ainda e graças a isso deu para subir mais um pouco e chegar bem próximo do encalço de Joey. Dei um tapa em seu calcanhar e gritei. – Nunca irá ganhar. – Ele retribui pisando em meus dedos e foi quando os primeiros tremores começaram, seguidas de várias pedras grandes que caíam sem para, impulsionei minhas mãos e meus pés para a direita, saindo da reta da primeira chuva de pedras, nem tive tempo de olhar para Joey, mas esperava do fundo do meu coração que algumas daquelas pedras tivessem o atingido e ele tivesse caído lá embaixo. Mas não, lá estava ele se desviando das pedras, aproveitei que onde eu estava não caía muita coisa e subi rapidamente pareando ao lado dele, já estávamos quase chegando no topo, mas algo me dizia que não seria tão fácil assim. – Observe o meu brilho, jovem gafanhoto. – Sorri de canto, apressando um pouco os pés e as mãos, enquanto uma chuva de lavas caía lá de cima, pulei para um lado, para o outro e consegui me desviar sem muitas dificuldades, os tremores voltaram em escalas cada vez maiores e minhas mãos arranhavam nos apoios saindo um pouco de sangue. – Mas... que... que... dia...bobos... bos é... – Gaguejei a medida que o tremor ficava mais forte e pedras caíam lá do alto.

Para a direita, para a esquerda, desce um pouco, sobe um pouco mais, era assim como eu estava a medida que aquelas pedras gigantes caíam, mas faltava pouco, forcei mais um pouco para cima, estava quase lá, a parede agora girava enquanto as pedras caíam, algumas vezes aquelas enxurradas de lavas caía lá de cima, eu me desviava de tudo com sucesso e meu irmão também, éramos bons naquilo, já estava quase lá, quando uma pedra caiu em cima dos meus dedos que me fez xingar várias coisas em grego antigo, vacilei por um momento e se não tivesse colocado um pouco mais de força na mão esquerda eu teria caído feio. Quase não sentia meus dedos e a dor era insuportável, mas eu tinha que continuar e assim fiz, levei a mão até a borda superior da parede e fiz o mesmo com a outra, impulsionando as duas e subindo finalmente lá em cima, cai para o lado um pouco cansado e fiquei de barriga pra cima, respirando fundo, minha camisa regata estava ensopada de suor, eu teria que tomar um banho depois daquilo. Olhei para o lado esperando minha vitória, mas lá estava meu irmão completamente exausto assim como eu, dei um sorriso maroto e apenas mencionei. – Acho que isso foi um empate. Que tal afundarmos a cara de alguns campistas novatos na bosta?! – Ele assentiu para mim e então começamos a descer a parede do mesmo jeito que subimos, na mão mesmo. Apoiei minhas duas mãos nos joelhos respirando fundo, aquilo tinha sido bem cansativo, iria descansar um pouco depois que tomasse um banho. Joey bateu em minhas costas e eu respirei fundo seguindo ele, Saio dali.

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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Meredith d'Monarc Eliott em Dom 22 Dez 2013 - 23:56




the queen of rocks,
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Eu já estava no acampamento meio sangue há pouco tempo e nunca havia experimentado a parede de escalada, na verdade, desde que havia chego, não tinha feito absolutamente nada, a não ser sentar e observar os campos de morango, já que de certa forma, sentia medo de morrer em alguma missão. Pela primeira vez desde que eu chegara ao acampamento meio sangue, eu havia saído do chalé de Dionisio sem armas e usava uma roupa o mais leve possível, já que eu precisaria de agilidade na parede. Estava vestindo uma calça de ginastica preta que ficava um pouco apertada e uma blusa do tom azul céu sem mangas, nos pés um all star velho camuflado e um rabo de cavalo bem feito na cabeça. Enquanto seguia em direção à parede de escalada, observei o acampamento, de fato, apesar de sempre me sentir presa naquele lugar, considerava-o de certa forma agradável, por causa de sua aparência e tranquilidade, ao menos até certo ponto, já que os filhos de Ares costumavam arranjar encrenca a cada cinco minutos. Pela primeira vez estava diante da parede de escalada, e a impressão que ela me passou não foi exatamente muito legal, eu podia ver uma filha de ares quase no topo enquanto se protegia de lava e pedras enormes que pareciam descer de algum lugar da parte de cima, quando ela finalmente atingiu o topo a parede pareceu parar de tentar derruba-la e vi um sorriso cansado em seu rosto. "Duvido que seja assim tão fácil", pensei olhando a garota passar com um sorriso vitorioso e prossegui com a linha de raciocínio enquanto criava coragem.

Quando finalmente decidi ir, percebi que não existia apenas um nível de dificuldade e sim vários, apesar de saber que tentaria no modo um meu coração já começava a acelerar e minhas mãos começavam a gelar e soar, mas sabia que não devia desistir, afinal, muitos campistas me olhavam curiosos na expectativa de que eu levasse um belo tombo e parasse na enfermaria, não pretendia dar o gostinho a eles de me ferir e muito menos de desistir, por esse motivo caminhei até a parte mais baixa da parede, apesar de todo o equipamento disponível, não me sentia totalmente segura, apesar de não ter problemas com altura, aquilo de fato parecia muito mais traiçoeiro do que eu imaginava, e não pretendia estar por perto quando algo de ruim acontecesse. Um dos instrutores caminhou até mim dando recomendações do que devia fazer e do que não devia fazer, incluindo me desesperar e soltar as mãos. "Claro, como se eu fosse uma doente mental e pensasse sequer em largar meu apoio" foi o que pensei quando ele se afastou. A subida apesar de ser sem obstáculos não foi lá um mar de rosas, pelo contrário, as pedras de apoio eram um pouco lisas e minhas mãos úmidas não contribuíam em nada para minha segurança. Cheguei a escorregar umas cinco vezes enquanto ouvia pequenos risinhos vindo de alguns campistas que me observavam, mas claro, fingi não me importar e continuei escalando com toda tranquilidade do mundo, você sabe, um pé de cada vez, e voltando quando não conseguia alcançar a pedra seguinte. Quando já estava na metade da escalada comecei a achar que havia pego o jeito, fazendo-me cometer um erro que quase acarretou em minha queda de aproximadamente oito metros de altura. Alguns dos apoios que eu utilizava para me segurar era um pouco mais ingrime do que esperava, fazendo-me escorregar alguns passos e xingar todos os deuses possíveis. "Era só o que me faltava", suspirei enquanto sentia as mãos doerem por causa da força que fazia.

"Odeio essa porcaria de acampamento!" pensei em gritar para que todos me ouvissem. "Malditos, parem de me olhar, não tem nada para vocês verem aqui" suspirei ao sentir alguns olhares sobre mim. "Calma Lily, você consegue, é fácil" tentei me acalmar mentalmente ao segurar em outro apoio que parecia ainda mais ingrime que o anterior. "Continue subindo, apenas continue subindo", era o que minha mente dizia a cada vez que sentia minhas mãos fraquejarem ou doerem de alguma forma perigosa. Aquilo me deixava maluca e não havia nada que eu pudesse fazer, ou subia e sofria mais um pouco, ou desistia e sofria gozações dos espertinhos que me observavam. Optei por continuar tentando, apoiando-me em lugares quase impossíveis, mas não desistiria de forma alguma. Finalmente depois de muitas tentativas, senti minha mão segurar no que parecia ser um botão que desativava toda e qualquer reação que poderia acontecer ali, senti olhares satisfeitos junto com olhares não tão satisfeitos assim, sentia vontade de chorar, em partes por causa da dor, e em partes porque tudo que queria era ser reconhecida, coisa que sentia nunca ter sido. Desci todo o trajeto enquanto sentia pontadas de dor por todo o corpo, assim que finalmente cheguei no chão olhei para os campistas ao meu redor e fiz exatamente o que costumava fazer no colégio, empinei minha cabeça e sai em direção a enfermaria, com o cabelo bagunçado, as mãos doloridas e o corpo completamente cansado, mas sem deixar demonstrar nem sequer uma emoção referente a isso. Apenas segui meu caminho, como vinha fazendo a anos e continuaria fazendo até que finalmente me enxergassem e não apenas me olhassem.




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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Seg 30 Dez 2013 - 15:44

I'm just too young to care

- Treinar, treinar, treinar all time – Cantarolei para mim mesma enquanto caminhava até a parede de escalada, estava de bom humor e tinha acordado disposta a treinar, mas assim que observei a parede de escalada e percebi o quanto ela era alta resolvi que ia desistir. – Com medo, prole de Poseidon? – Ouvi uma voz falar e olhei para o lado pra ver quem era, mas eu não conhecia a pessoa. – Quem é você? – Perguntei. – Ninguém importante – O garoto falou e eu dei de ombros, agora que já estava ali era melhor acabar de uma vez com aquilo, fui até o instrutor, que estava ajudando alguns semideuses a colocar os equipamentos para escalar aquela coisa redonda, enorme que me causava arrepios; Com a ajuda do instrutor coloquei todo aquele monte de equipamentos. – Ok, hora de subir – Resmunguei enquanto olhava a parede de escalada. – Nível 4 – A instrutora falou e eu fiquei confusa, ainda tinha esse negócio de nível? Só esperava que o nível que a instrutora tinha escolhido não fosse tão difícil. Iríamos fazer uma espécie de competição pra ver quem chegava primeiro ao todo da parede, fiquei do lado de uma garota de cabelos ruivos e do lado dela estava o garoto que tinha me “importunado” quando cheguei, ele estava com um sorriso ligeiro nos lábios, parecia estar certo de que iria ganhar. – Podem subir – A instrutora falou e eu observei enquanto os dois começavam a subir, dei de ombros e comecei a subir, usando como apoio, as pedras fixadas na parede.

No começo estava fácil, mas podia admitir que subir aquela coisa não fora uma das minhas melhores ideias, chegou a um ponto em minhas mãos começaram a suar e eu comecei a escorregar, me forcei a segurar com mais firmeza nas pedras, mas estava ficando cada vez mais difícil, e então... Quando olhei para cima vi uma pedra caindo em minha direção. – AAAAAAAAH! – Gritei enquanto soltava a pedra fixa que eu estava segurando, meu pé escorregou e eu quase caí, ouvi gargalhadas e tive quase certeza de que vinham do garoto que estava a um metro de distância de mim. – Eu vou cair... – Sussurrei para mim mesma enquanto desviava das pedras que tentavam acertar minha cabeça. – Suba mais rápido, prole de Poseidon – Ouvi uma voz me “instruir”, como se fosse fácil subir aquela coisa. Quando achei que não podia ficar pior, a parede começou a tremer; Fechei os olhos e segurei mais forte nas pedras, acho que se pudesse, eu abraçaria a parede, mas isso seria um pouco... Constrangedor. – Calma, Arianne, Calma – Sussurrei para mim mesma enquanto me forçava a continuar subindo a parede, e então pedras começaram a cair novamente. – Mas que merda! – Resmunguei enquanto continuava escalando e desviando das pedras, mas não foi o suficiente; Uma das pedras bateu em meu ombro e eu soltei a pedra fixa em que me apoiava, a corda que me impedia de cair no chão começou a balançar e eu aproveitei isso para voltar a me apoiar nas pedras fixas da parede. – Essa foi por pouco – Sussurrei e continuei escalando, só que dessa vez o mais rápido que podia.

- Esta ficando para trás, prole de Poseidon – Ouvi o garoto lá em cima falar. Francamente, ele estava começando a me deixar irritada, o que era uma coisa muito difícil de fazer; Continuei escalando e ignorando as piadinhas maldosas quando eu escorregava aqui ou ali, e dois segundos depois a parede começou a tremer de novo, parei de escalar e esperei que o tremor parasse. – Não olhe para baixo, não olhe para baixo – Resmunguei para mim mesma, mas isso só me atiçou a olhar para baixo e pronto: Minha visão começou a escurecer e eu me senti um pouco tonta. – Shit – Pisquei duas vezes antes de levantar meu rosto e voltar a subir. – Vamos, você consegue – Tentei tranquilizar a mim mesma enquanto continuava escalando, segurava nas pedras fixas e ia apoiando os pés em outras pedras, digamos que depois que eu conseguisse me livrar daquilo... Bem, nunca mais voltaria ali de novo e olhe que era só o nível 4, as coisas seriam piores se lava começasse a sair daquela coisa. Continuei impulsionando meu pé para cima e usava as pedras fixas como apoio para minhas mãos. – Essa coisa não tem fim? – Perguntei para mim mesma e olhei para cima, faltava um metro para eu chegar ao topo, suspirei de alívio e continuei impulsionando meus pés para cima, um de cada vez, me apoiando nas pedras fixas quando o tremor voltava e desviando das pedras que caíam lá de cima, claro que não fui rápida para desviar de todas.

Meus adversários já estavam lá em cima e pareciam entediados enquanto me esperavam. – Vai demorar até que essa garota chegue aqui – A menina ruiva falou. Mas faltava pouco para eu terminar a subida, impulsionei meus pés para cima novamente e segurei nas pedras fixas, fui repetindo o processo até que finalmente cheguei ao topo. – Demorou, hein – O garoto falou com um sorriso ligeiro nos lábios. – Ah, cala a boca – Resmunguei de volta e ele soltou leves gargalhadas, como se aquilo tivesse alguma graça. – Hora de descer – A instrutora lá em baixo falou e lá vamos nós de novo. A descida foi muito fácil, é claro, usei a parede para me impulsionar para baixo e em apenas 1 minuto estava no chão novamente. – Estou viva! – Comemorei enquanto tirava aquele monte de equipamentos. – Nunca mais volto aqui novamente – Resmunguei e saí dali em direção a enfermaria, meu corpo inteiro doía e tinha alguns cortes e manchas roxas espalhadas por ele.

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