Treinos na Parede de Escalada

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Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Zeus em Seg 9 Dez 2013 - 19:03

Relembrando a primeira mensagem :



Treinos na Parede de Escalada
Os treinos de escalada serão baseado por níveis, portanto cuidado para não exagerarem, caso sejam campistas de níveis baixos devem procurar coerência e praticar com os níveis baixos.

• Nível 1: Parede de escalada normal, apenas subida.
• Nível 2: Algumas pedras pequenas caem do topo.
• Nível 3: Pedras um pouco maiores e alguns tremores.
• Nível 4: Pedras medianas, tremores mais fortes.
• Nível 5: Pedras medianas, tremores fortes e pouca quantia de lava.
• Nível 6: Pedras grandes, tremores ainda mais fortes, lava mediana e quebra de poucos lugares de apoio.
• Nível 7: Pedras grandes, tremores fortes, muita lava e quebra de vários lugares de apoio, junto com pequenos giros.
• Nível 8: Pedras enormes junto de pedras pequenas, tremores fortes, muita lava, quebra dos lugares de apoio, giros de 360 graus com velocidade lenta.
• Nível 9: Pedras enormes e medias, com tremores fortes, pedras de lava saem dos lugares de apoio, poucas quebras. Giros mais fortes.
• Nível 10: Pedras de todos os tamanhos caem com intervalos de dois segundos, seguidas por tremores fortes e giros razoáveis com muita lava e lugares pontiagudos.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Seg 6 Jan 2014 - 23:05

Escalando !
Nível 1 - primeiro treino !

Bruno !?...Bruno !?- A voz suave; singela e doce de uma de minhas irmãs suou o ar, levando alguns tapinhas leves sobre as bochechas finas me ergui da cama sem camisa com os cabelos lisos esvoaçando o rosto -Quem !?, Onde !; é ataque !?- Minha voz era rustica porém afinada e suava perfeitamente sobre o ar, ser uma prole de Apolo me tornou em uma arte, não simplesmente um campista comum, a menina sorriu olhando para mim, arqueei a sobrancelha sorri levemente, após ver meu corpo quase nu, coloquei a mão sobre os lençóis que repudiam minha cintura abaixo -Que isso, O que aconteceu ?- Indaguei preocupado já colocando as mãos sobre minha calça que estaria sobre minha escrivaninha ao lado da cama, o abajur caiu ao chão, e pode se ouvir um "clack " ao se partir em dois.

-Tá assustado você..- a Menina sorriu afoita;-Me ensina a usar arco e flecha ?- Sua voz era tão singela, não pude negar a ajudinha a menina, olhei ambos lados, colocando meus All stars escuros, peguei minha blusa do acampamento, coloquei sobre meu corpo magro, olhei esquerda e direita -Isso ! achei..- sorri pegando minha caneta de Bronze revestida a ferro estige, colocando a meu bolso a menina sorriu me dizendo -Seu arco vira isso !?- a voz da menina era linda e seus olhos perfeitos; olhei para ela e franzi as sobrancelhas -Esperava o que !?- Era um tom normal como se eu conversasse com um de meus irmãos totalmente sem maldade, olhei para meu relógio de pulso sobre a escrivaninha, estando sobre a beirada da escrivaninha; apanhei o mesmo sem o deixar cair, coloquei ao pulso -Poxa.. Dez horas ainda ! ; Brincadeira.. tenho de treinar mesmo..- meu tom de voz era mais grosso, sarcasticamente olhei para a menina a levando para fora, de toda a certeza a menina era nova no acampamento, e eu certamente não muito bom para ensinar poderia mostrar alguns truques de reflexão.

Andando sobre os pastos do acampamento, minha cabeça girou consigo eu me esquecendo de algo lembrei" Light.. como pude esquecer de você amigão !"- Se me der licença ?- educadamente falei com a menina dando as costas, firmei os dedos sobre meus lábios carnudos e avermelhados; assobiei. Sobre nossas cabeças Pernas mistas vindo de uma Ave rapina a frente e de um leão afoito atrás pairou um grifo a minha frente curvando a cabeça -Amigão !, Lince; este é Light meu grifo !- meu tom de voz era amistoso e alegre, pegando de meu bolso um pedaço de carne embalada com folha alumínio o grifo retalhou o alimento em pequenos segundos após a refeição era notável sua pata da frente passar sobre seu rosto de ave, chegando mais perto da ave, cosei sua cabeça com as sobrancelhas arqueadas -Incrível !- A voz da menina suou alto de mais, sorri apenas, depois de Light ir embora fomos até o campo da arena, diversos alvos e áreas olhei para Lince -E ai ?, decidiu o que vai fazer ?- indaguei a menina; Lince olhava a parede de escalada, Olhei para ela sorridente -Saquei vamos lá ..- Peguei na mão da menina a levando para a parede - Sinceramente, devo dizer que temos diversos níveis, vamos começar do um o.k ? - indaguei a menina sorridente dei um passo a frente." No que me meti... ", coloquei a mão esquerda em um dos bustos do meio apoiei meu corpo com firmeza a parede após por meus pés sobre os bustos de baixo, subindo lentamente, minha respiração era controlada lentamente, não queria olhar para baixo, e tinha realmente um embrulho no estomago, a dois metros do chão poderia ver a menina dar uma leve risada olhando fixa para mim, sorri e então chegando a copa da parede estava sem folego, minhas pernas cambaleavam.

Viu é fácil ..- Indaguei a menina," Ou acho.. Brigado papai, simplesmente por ser meu pai !"relutante como uma vitória sorri olhando para a menina, -Agora desce Bruno.. já saquei o lance..- a menina me indagou dando  leves risadas; Realmente uma luta não foi para descer pelos mesmos bustos me concentrei cada vez mais chegando a praticamente um metro do chão saltei para trás, caindo de pé, cambaleei um pouco, era algo realmente bom, e daquele esporte fora minha primeira vez, a menina cruzou o caminhou indo a parede de escalda, olhou para mim -Não é tão difícil vai !- Ela me indagou rindo; sorri olhando ambos lados, a menina em poucos minutos já estava na copa da parede eu sorri pasmo, olhando para a menina "Realmente não é tão difícil ,." sorri olhando para ela, que desceu do mesmo jeito que subiu, e me abraçou, saímos dá li indo para o Pavilhão -Estou morrendo de fome...; e você ?- indaguei a menina colocando o dedo delicadamente sobre seu nariz e tirando levemente sorrindo -Eu também.. agora me ensina a usar arcos !?- Lince me indagou ainda me abraçando sorridente.
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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Angel Hutcherson em Qui 9 Jan 2014 - 11:17


Parede de Escalada - Nível 1

Era um dia calmo no acampamento meio - sangue e depois de acordar e sai do meu chalé estava mais afim de um treino leve do que as várias lutas que tínhamos por ali. Por um tempo havia ponderado o treino de equitação, mas eu não era muito a fim de brincar de andar de cavalos por aí enquanto tinha tantas outras opções. Acabei por me decidir pelo treino de escalada onde poderia ficar só com os meus pensamentos e sentir aquela sensação perfeita de adrenalina ao escalar. De shorts curtos e a blusa vermelha com o javali de estampa apenas coloquei as botas de escaladas e prendi os cabelos saindo em direção a área de treino. Cheguei ao local quase ao mesmo tempo em que o monitor, que aparentemente tinha ido tomar café. - Então o que preciso fazer pra começar isso logo? - Perguntei enquanto me esticava. O monitor apenas riu e se apresentou como Leonardo, filho de Hermes. - Angel, filha de Ares - Lhe respondi tentando manter a educação. Dei de ombros ao ouvir o seu "óbvio" enquanto apontava para a minha blusa e então o observei se virar de costas pegando algum equipamento para escalada me perguntando se já havia feito aquilo alguma vez.

Uma vez a muitos anos atrás, prefiro outros tipos de esportes - Falei com certo tédio enquanto aguardava o mesmo terminar sua pequena preparação. Agitei-me um pouco ao vê - ló se voltar para mim mostrando - me um cinto e uma corda. - Ok, alguma monitora dando sopa pra me ajudar? - Perguntei com um pequeno sorriso no rosto e escutei Leonardo se voluntariar para a tarefa. Claro que ele não iria perder a oportunidade daquilo, mas eu tava passando direto da experiência e por isso mesmo recusei indo me preparar sozinha com o que me lembrava. Vesti o cinto passando minhas duas pernas dentro do mesmo e prendendo-o bem em minha cintura. - E então? Fiz certo? - Perguntei para o monitor que apenas riu e foi para perto de mim dar uns últimos retoques que eu não curti muito não. Cinto posto e arrumado, chegara a hora de ir para a parede de escalada Nível 1, que era a mais simples e já tinha até as cordas preparadas. Caminhei lado a lado com Leonardo até a mesma e assim que chegamos lá ele prendeu a corda em meu cinto para que eu não me ferrasse se caísse ou escorregasse e me apontou um bom lugar de inicio desejando boa sorte.

- Sorte é para os fracos - Falei com um pouco de arrogância antes de piscar para o filho de Hermes e me posicionar a alguns passos da parede, o máximo que a corda permitia ao menos. Respirei fundo fechando os olhos e deixei que todas as minhas preocupações fossem embora esvaziando a mente de toda e qualquer coisa. Quando abri meus olhos um sorriso tomou conta de meu rosto e a única coisa que pensei foi no quanto seria divertido fazer aquilo. Disparei correndo em direção à parede e saltei colocando uma de minhas pernas em uma grande pedra que tinha ali perto me lançando para cima onde consegui usar meus reflexos para me segurar em uma das falhas na parede rochosa de forma firme e forte para evitar cair. Apesar da dor que senti ao ter meu corpo se chocando com a parede rochosa eu evitei protestar e acabei me sentindo mais forte com aquilo. Apoiei meus pés em outras duas fissuras na parede e respirei fundo olhando para baixo vendo que estava a quase 1 metro do chão só. - Está tudo bem não se preocupe - Avisei para Leonardo que com as sobrancelhas erguidas me perguntara se tinha doído.

Comecei a escalar a parede rochosa com certa pressa olhando bem na onde colocava minhas mãos, mas esquecendo de cuidar da onde repousava meus pés. Em minha rapidez estúpida e sem sentido acabei por sentir meus pés escorregarem quando saltei pra cima fazendo graça. O escorrega que levei havia sido feio e tinha cortado a palma de uma de minhas mãos, mas ainda assim não fora o suficiente para cair no chão. Ouvi Leonardo pedir para que eu descesse se estivesse ferida e parasse de inventar moda igual estava fazendo. O ignorei sem me preocupar com isso e voltei a escalar tentando não me importar com a dor das mãos que possuíam pequenos cortes e do joelho ralado. Escalava agora com mais calma e respirava fundo me precavendo a cada passo que dava em direção ao topo da parede de rocha. O calor me deixava tonta e quando finalmente consegui chegar ao fim me sentei no topo erguendo as mãos em vitória rindo baixinho ao olhar para baixo. - Ta vendo? Consegui! - Gritei para Leonardo que acenou positivamente para mim antes de me informar que deveria começar a descer pois já estava ficando tarde e logo, logo teriam que encerrar as atividades do lugar. Fiz uma careta ao ouvir aquilo, mas simplesmente dei de ombros me apressando a descer o que foi infinitamente mais fácil que subir. Despedi-me de Leonardo ao chegar ao chão e então voltei para o meu chalé.



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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Katherine Owen Miller em Ter 14 Jan 2014 - 15:39




the queen of skies,
not everything is as you want it to be, sometimes when it gets tricky.

Eu já estava no acampamento meio sangue há pouco tempo e nunca havia experimentado a parede de escalada, na verdade, desde que havia chego, não tinha feito absolutamente nada, a não ser sentar e observar os campos de morango, já que de certa forma, sentia medo de morrer em alguma missão antes de saber quem era realmente meu pai olimpiano. Pela primeira vez desde que eu chegara ao acampamento meio sangue, eu havia saído do chalé de Zeus sem armas e usava uma roupa o mais leve possível, já que eu precisaria de agilidade na parede. Estava vestindo uma calça de ginastica preta que ficava um pouco apertada e uma blusa do tom azul céu sem mangas, nos pés um all star velho camuflado e um rabo de cavalo bem feito na cabeça. Enquanto seguia em direção à parede de escalada, observei o acampamento, de fato, apesar de sempre me sentir presa naquele lugar, considerava-o de certa forma agradável, por causa de sua aparência e tranquilidade, ao menos até certo ponto, já que os filhos de Ares costumavam arranjar encrenca a cada cinco minutos. Pela primeira vez estava diante da parede de escalada, e a impressão que ela me passou não foi exatamente muito legal, eu podia ver uma filha de Ares quase no topo enquanto se protegia de lava e pedras enormes que pareciam descer de algum lugar da parte de cima, quando ela finalmente atingiu o topo a parede pareceu parar de tentar derruba-la e vi um sorriso cansado em seu rosto. "Duvido que seja assim tão fácil", pensei olhando a garota passar com um sorriso vitorioso. "Talvez filhos de Zeus também saibam escalar." prossegui com a linha de raciocínio enquanto criava coragem.

Quando finalmente decidi ir, percebi que não existia apenas um nível de dificuldade e sim vários, apesar de saber que tentaria no modo um meu coração já começava a acelerar e minhas mãos começavam a gelar e soar, mas sabia que não devia desistir, afinal, muitos campistas me olhavam curiosos na expectativa de que eu levasse um belo tombo e parasse na enfermaria, não pretendia dar o gostinho a eles de me ferir e muito menos de desistir, por esse motivo caminhei até a parte mais baixa da parede, apesar de todo o equipamento disponível, não me sentia totalmente segura, apesar de não ter problemas com altura, aquilo de fato parecia muito mais traiçoeiro do que eu imaginava, e não pretendia estar por perto quando algo de ruim acontecesse. Um dos instrutores caminhou até mim dando recomendações do que devia fazer e do que não devia fazer, incluindo me desesperar e soltar as mãos. "Claro, como se eu fosse uma doente mental e pensasse sequer em largar meu apoio" foi o que pensei quando ele se afastou. A subida apesar de ser sem obstáculos não foi lá um mar de rosas, pelo contrário, as pedras de apoio eram um pouco lisas e minhas mãos úmidas não contribuíam em nada para minha segurança. Cheguei a escorregar umas cinco vezes enquanto ouvia pequenos risinhos vindo de alguns campistas que me observavam, mas claro, fingi não me importar e continuei escalando com toda tranquilidade do mundo, você sabe, um pé de cada vez, e voltando quando não conseguia alcançar a pedra seguinte. Quando já estava na metade da escalada comecei a achar que havia pego o jeito, fazendo-me cometer um erro que quase acarretou em minha queda de aproximadamente oito metros de altura. Alguns dos apoios que eu utilizava para me segurar era um pouco mais ingrime do que esperava, fazendo-me escorregar alguns passos e xingar todos os deuses possíveis. "Era só o que me faltava", suspirei enquanto sentia as mãos doerem por causa da força que fazia.

"Odeio essa porcaria de acampamento!" pensei em gritar para que todos me ouvissem. "Malditos, parem de me olhar, não tem nada para vocês verem aqui" suspirei ao sentir alguns olhares sobre mim. "Calma Katherine, você consegue, é fácil" tentei me acalmar mentalmente ao segurar em outro apoio que parecia ainda mais ingrime que o anterior. "Continue subindo, apenas continue subindo", era o que minha mente dizia a cada vez que sentia minhas mãos fraquejarem ou doerem de alguma forma perigosa. Aquilo me deixava maluca e não havia nada que eu pudesse fazer, ou subia e sofria mais um pouco, ou desistia e sofria gozações dos espertinhos que me observavam. Optei por continuar tentando, apoiando-me em lugares quase impossíveis, mas não desistiria de forma alguma. Finalmente depois de muitas tentativas, senti minha mão segurar no que parecia ser um botão que desativava toda e qualquer reação que poderia acontecer ali, senti olhares satisfeitos junto com olhares não tão satisfeitos assim, sentia vontade de chorar, em partes por causa da dor, e em partes porque tudo que queria era ser reconhecida, coisa que sentia nunca ter sido. Desci todo o trajeto enquanto sentia pontadas de dor por todo o corpo, assim que finalmente cheguei no chão olhei para os campistas ao meu redor e fiz exatamente o que costumava fazer no colégio, empinei minha cabeça e sai em direção a enfermaria, com o cabelo bagunçado, as mãos doloridas e o corpo completamente cansado, mas sem deixar demonstrar nem sequer uma emoção referente a isso. Apenas segui meu caminho, como vinha fazendo a anos e continuaria fazendo até que finalmente me enxergassem e não apenas me olhassem.





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Faltou um pouco mais de descrição, não digo apenas no que acontece ao redor, mas também no que diz em relação ao seu desenvolvimento durante a escalada, não descreveu muito de seus movimentos.

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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Flynn Ehlers Sieghart em Ter 14 Jan 2014 - 22:07


TREINO NA PAREDE DE ESCALADA I
O campo em que os campistas podiam praticar treinos e competições na parede de escalada estava movimentado. Os instrutores dividiam os times e colocavam coletes nas cores vermelho ou azul para diferencias os competidores, eu ficara no time azul para a segunda rodada do torneio. Meu time se dividia em dois filhos de Apolo (John e Sebastian), uma filha de baco (Jenny) e eu, filho de Atena. Estávamos sentados em um banco esperando o primeiro time do nível um subirem, basicamente, os iniciantes estavam em uma competição de força e velocidade. Assisti atento, eu não era o mais profissional dos campistas na escalada, entretanto, confiava que eu poderia competir com alguns pequenos obstáculos. Espiei os meus adversários e vi que teria problemas. Três filhos de Ares e uma jovem garota filha de Hermes, mas a forma que ela se movimentava eu sabia que me causaria grandes transtornos.

Chegou a nossa hora, o time inimigo se posicionara e já pareciam cantar vitória. — Bom, podemos fazer assim... — falei baixo e eles se aproximaram para me ouvir. — John e Sebastian começam a escalada pelo lado norte, vocês irão ficar responsáveis por derrubar aqueles dois filhos de Ares — olhamos de esgueira pros garotos. — Jenny irá... Jenny, eu espero que você não esteja bebendo nada alcoólico. Você irá cuidar daquela garota no lado leste, eu fico com o outro filho de Ares no sul — Unimos as mãos e soltamos um grito meio desorganizado de batalha. — Cuidado com as pedras, assim que um de vocês encontrarem a oportunidade de chegar ao topo e pegar a bandeira, não exitem — nos posicionamos conforme a minha estratégia e olhei para o alto, tentando analisar um caminho fácil para ser seguido entre as agarras que estavam dispostas ao longo da parede. O problema maior seriam as pedras que caíam e poderia complicar minha vida.

O tiro de largada fora dado, iniciei a escalada de forma cuidadosa, segurei em duas agarras acima de minha cabeça e apoiei o meu pé em algumas que estavam na altura de minha cocha. Aquela área a parede possuía uma inclinação de cerca de 75º, não fora tão difícil alternar minhas mãos e pés durante a subida. As agarras estavam distribuídas na forma de uma espécie de escada o que tornava fácil a minha locomoção. Olhei para cima bem em tempo de ver duas pedras vindo em minha direção. — Ugh! — murmurei quando usei minha força para pular para a esquerda, meu pé direito não conseguiu apoio e acabei deslizando e por centímetros não sendo atingido por uma terceira pedra. 'Boom!' o baque de alguém caindo soou, olhei para baixo e vi que um filho de ares havia sido derrubado pelo meu time. Sorri discretamente e dei continuidade a minha escalada, usava os braços para me apoiar e os pés como uma alavanca para me impulsionar para cima.

Cheguei na parte que a parede alternava para uma subida de 90º, o que me deixara mais atento a escalada. Olhava a todo instante para cima e para os lados, ouvia o som das pedras caindo e 'boom' um dos filhos de Apolo tivera uma queda dura. Tornei a olhar para minha esquerda e lá estava o filho de Ares, um pouco mais acima do que eu na escalada. Comecei a ir mais rápido, teria que dar um jeito de ultrapassá-lo. Usava minhas mãos para me segurar e minhas pernas faziam o trabalho de me dar equilíbrio e força para subir, já não estava mais tão simples, fora obrigado a me esgueirar lateralmente para a esquerda, evitando as pedras que caíram e então senti um baque em meu ombro e uma dor latejante. Tentei me segurar e me instabilizar, apenas um braço me dava o apoio que eu precisava, eu havia sido atingido por uma pedra que não estava em meu campo de visão. O filho de Ares se afastava cada fez mais, seus braços musculosos pareciam lhe dar vantagem com o jogo.

Dois baques seguidos e então Jenny e a filha de Hermes estavam no chão. Agora estava bem acirrado, não sabia como Sebastian estava lidando com o outro filho de Ares, mas eu não poderia decepcionar o meu time. Com o ombro doendo e sentindo que ele provavelmente estava adquirindo a cor roxa, forcei-me na escalada e me agarrava velozmente, alternando entre pé e mão. Ao ver mais pedras em minha direção, escapei da sua trajetória indo para a lateral e ficando mais próximo do meu oponente. Tudo bem, talvez fosse hora de usar alguns truques dos filhos de Atena. Olhei para cima, nenhum sinal de pedra. Então me concentrei no percurso que o filho de Ares fazia, ele subia em linha reta, então, não era difícil prever onde ele iria se segurar. Olhei um pouco mais pra cima e vi um espaço em que não havia agarras, talvez eu pudesse enganá-lo com aquele espaço. Mentalizei a forma de uma agarra avermelhada ali, primeiro o seu formato surgiu em minha mente e logo após, imaginei que aquela forma imaginária, se fixava na parede.

E assim fora feito, lá estava uma agarra ilusória. Tentava manter a minha concentração, subia de forma lenta, pois minha pele formigava e me cansara devido ao uso do poder, trepei para a lateral duas vezes e ouvi o garoto praguejando enquanto lutava para manter o equilíbrio, ele colocara seu pé de forma confiante e caíra em minha armadilha. — Ops, acho que você foi enganado... — gritei para o garoto e 'boom!' lá estava ele no chão. Prossegui sentindo o ombro cada vez mais dolorido, quando estava quase no topo, ouvi o grito de vitória do time inimigo. Sim, o outro filho de Ares superara Sebastian e conseguira capturar a bandeira. Inconformado, desci e fui tratar meu ombro na tenda improvisada que estava montada. Tentei dizer pro meu time que eles foram bem, eles pelo visto se divertiram apesar dos hematomas que ganharam. Fiquei assistindo os campistas mais experientes encarando as parecer de leveis mais altos, um dia eu teria tal habilidade.  

Poderes Utilizados:
Ilusão ▬ Por não saber apenas sobre mitologia, mas sobre quase tudo, pelo seu interesse pelos livros, os filhos de Atena pode conseguir fazer efeitos visuais, podendo confundir bastante o adversário.
→ Duração do efeito: Duas rodadas;
→ Observações: Entenda por efeitos visuais: ilusionismo (sobre si mesmo ou um objeto), distorções pequenas, entre outros.


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Treino direto e com uma ótima descrição, parabéns, você teve um ótimo desenvolvimento.

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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Christina R. Lockhart em Seg 20 Jan 2014 - 19:00


Era uma fria e agradável manhã de Dezembro quando deixei o Pavilhão do Refeitório e segui até o complexo onde se localizava a Parede de Escalada. O inferno rigoroso como sempre se espalhava pelos Estados Unidos, e apesar de tudo dentro do Acampamento ser controlado, eu conseguia prever que começaria a nevar dentro de alguns dias, então tinha pouco tempo para treinar com vestimentas comuns. Desde pequena, quando chegara ao Acampamento Meio-Sangue havia achado interessante que não era uma simples parede com pequenas pedras pelas quais você escalava, como as que você está familiarizado em parques de diversões. As paredes de escalada do Acampamento Meio-Sangue tinham diferentes níveis de dificuldade com diferentes desafios. Alguns deles envolviam lava, o que me desencorajava de praticar. Felizmente eu era persistente no que queria o suficiente para não me deixar a desencorajar por uma simples parede feita de lava.

Em passos lentos no agradável frio que fazia alguns campistas permanecerem na cama, caminhei até a área de treinos onde fui recebida por um campista mais velho que monitorava o local. Ao entrar, avaliei minhas opções e optei por uma parede rochosa da qual despencava grandes rochas e pedras, e concluí que deveria ser a simulação de uma montanha rochosa. Aquele lado da parede era considerado "fácil", o que era ideal para mim que estava treinando ali pela primeira vez. Analisei a parede por alguns instantes antes de finalmente começar a escalar, a fim de bolar algum tipo de estratégia de escalar evitando as rochas - e evitando de me machucar também, é claro.

Sem mais delongas, estiquei os braços e me sustentei em duas rochas que ficavam a altura de minhas mãos esticadas. Após conseguir apoio para as mãos, avancei escalando e apoiando os pés. De início parecia não haver problema algum. As pedras onde eu me segurava e pisava estavam próximas de mim e assim consegui subir cerca de dez metros. Após essa altura, as pedras começaram ficar cada vez mais distantes e inacessíveis. Eu precisava me esforçar e esticar para alcança-las, o que não era confortável pelo fato de ser "baixinha". Até ali tudo bem, até. O esforço era necessário e não incomodava muito. Só fui acordar pra vida mesmo quando comecei a ouvir um barulho vindo do topo da parede. Instintivamente, olhei para cima e encontrei uma rocha, não muito grande, despencando em minha direção. Para não ser atingida, fui obrigada a pular para a pedra cravada na parede mais próxima ao lado e me agarrar, o que quase me fez cair.

Como eu detestava altura, aquela não foi a melhor experiência que tive na vida. Por ser "lerda" e desajeitada, meu maior medo era escorregar devido a mão suada e despencar dali, porém isso não iria acontecer se eu prestasse atenção no que estava fazendo. "É por isso que dizem que isso treina os reflexos", pensei comigo mesma, embora eu não deveria estar pensando e sim me concentrando, afinal, eu estava a mais de quinze metros do chão e agora outra rocha vinha em minha direção. Fui forçada a voltar para a pedra em que estava antes de saltar, o que estava me fazendo não sair do lugar.

Cheguei a brilhante conclusão que continuaria ali, sem sair das mesmas pedras se continuasse naquele ritmo. Outra rocha despencava e eu voltei para a pedra da qual havia acabado de sair, porém não parei ali. Pisar ali já me deu impulso para partir para outra mais alta, e outra mais alta ainda. Esse ritmo além de me deixar com falta de ar, fez com que as rochas também despencassem mais rápido. A cada vez que uma rocha caia, eu pulava para outra pedra e me encolhia até a rocha passar por mim. Nesse ritmo, consegui chegar até mais do que na metade da parede, com alguns arranhões aqui e ali, que eram causados por rochas que passavam demasiadamente perto de mim. Ignorei os arranhões e continue escalando, até que uma rocha veio, caindo da curta distância entre o topo e eu. Para meu desespero, e a pedra seguinte estava longe demais para simplesmente esticar os braços e alcançar, e se eu ficasse ali mais um segundo sequer, eu seria despencaria por causa aquela rocha.

Tudo a seguir pareceu se passar em câmera lenta. Dei um pulo na pedra onde pisava, pegando impulso para que meu braço esticado alcançasse a pedra distante. Era um movimento arriscado, pois se eu não conseguisse, eu cairia dali sem ter onde me segurar ou pisar. Por outro lado, eu cairia da mesma forma se fosse atingida pela rocha, então saltar era minha única saída e eu não tinha nada a perder. Com as mãos suadas e mente já arrependida por estar ali, por incrível que pareça, consegui alcançar a pedra. A rocha que vinha em minha direção passou do meu lado, arranhando meu braço. A pedra na qual eu me segurava agora era a única coisa que me mantinha ali, já que sem uma pedra para pisar, meu corpo pendia a deriva de minhas mãos suadas de nervoso. - Droga! - gritei. Talvez tivesse sido melhor ter caído do que estar naquela situação. Observei toda a extensão da parede acima de mim e percebi que não faltava muito para alcançar o topo. Só precisava dar um jeito de sustentar meu corpo todo naquela pedrinha e esticar o braço para alcançar a próxima. Me perguntava se era tarde demais - ou a situação ruim demais - para começar a cantar The Climb da Hannah Montana.

Sem escolhas, forcei meu braço sobre a pedrinha enquanto esticava o braço direito para que minha mão alcançasse a outra pedra. Ao alcançar, me segurei na tal com as duas mãos enquanto pisava com o pé esquerdo na pedra onde minha mão se apoiava anteriormente. Agora minha situação ali estava um pouco mais confortável, mas como sempre que sua situação melhora algo vem estragar, outra rocha despencou do topo. - Mas que porra! - grunhi enquanto tirava o pé da pedra para que a rocha passasse por ali sem levar minha perna junto. Após a rocha passar por ali, voltei a apoiar meu pé, onde dei outro salto para que minha mão pudesse alcançar a pedra final, que na verdade era o fim da parede, onde tinha um botão para apertar e fazer com que as rochas parassem de cair.

Soquei o botão, exausta, e finalmente pude respirar aliviada e satisfeita por estar no topo, porque por incrível que pareça, havia alcançado o ponto máximo da maldita parede. Agora tudo o que precisava fazer era encontrar uma forma de descer dali. Observei a altura dali até em baixo e sem mais delongas pulei, com as pernas flexionadas. Aquela foi provavelmente a coisa mais excitante ou estúpida que fiz na vida. O impacto de minhas pernas com o chão me fizeram soltar um palavrão alto, mas a adrenalina de pular daquela altura fez tudo valer a pena. Ignorei os olhares curiosos de "Essa garota é louca?" que me perfuravam, e sai dali divamente balançando as madeixas loiras.


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Você teve um ótimo desenvolvimento.

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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Chillie P. Möhrhauser em Dom 26 Jan 2014 - 19:10

I feel it in my bones, shooting star
Oh, it's something about. Just something about the way she move. I can't figure it out. There's something about her. Say, oh, it's something about. Kind women that want you. But don't need you. Hey, I can't figure it out. There's something about her. Cause she walks like a boss. Talks like a boss. Manicured nails. Just sent the pedicure off. She's fly effortlessly. Yeah, she moves like a boss. Do what a boss. Dude, she got me thinking. About getting involved. That's the kind off girl I need
Quione. Huh, filha de justamente Quione? Não parecia exatamente condizente, até poque pouco sabia sobre a deusa, além de estar relacionada com a neve e o inverno. Tinha sido reclamada na noite anterior, quando todos estavam em volta na fogueira e um floco de neve surgiu sobre minha cabeça, quase como um holograma. E naquela noite mesmo peguei minhas coisas e fui para o Chalé de Quione. Não me sentia muito acolhida, até porque todas as minhas “irmãs” me olharam com frieza, nem ao menos para perguntar meu nome. Acabei por escolher a cama mais afastada, e mesmo não sendo a pessoa mais sociável do mundo, não pude evitar as lágrimas em meu rosto quando as luzes se apagaram.


[. . .]


Era manhã, e estava sentada na frente do meu chalé, observando os campos de morango e a colina Meio-Sangue. Planejava uma fuga dali. Não era bem vinda por ninguém de meu chalé, e quem sabe qualquer outra pessoa no Acampamento inteiro. Devo ser como um ser invisível, que todos fingem não ver, até porque não é nada relevante. Mas meu pai está morto, e não tenho para onde sequer recorrer. Voltar pro orfanato? Não me faça rir. Uma menina saiu do chalé e esbarrou em mim, a mesma virou a cabeça e estreitou os olhos, logo empinando o nariz. - Okay, okay! O que eu fiz de tão ruim?! Por que vocês me odeiam?; a garota apenas seguiu seu rumo, sem ao menos dizer uma palavra. Se sou uma ovelha negra tão grande, não mereço ao menos uma explicação?

Caminhei pelo Acampamento, e como sempre estava morta de tédio. Não tinha absolutamente nada para se fazer, além de é claro treinar. Mas estava ainda um tanto cansada do treino do dia anterior, que fora Equitação. Mas não custava nada tentar algo novo, até por que não estava nem um pouco afim de passar o dia todo rastejando pelo local. Quando seguia na direção da arena, notei pela primeira vez uma parede de escalada e uma fila para esta. E graças á Zeus, tinha um cochonete em baixo, no caso de quedas drásticas. E coloca drástica nisso, lava, pedras gigantes e muitos outros obstáculos resolviam atrapalhar os campistas, sem dó nem piedade. E talvez por isso escolhi entrar na fila, enquanto procurava com os olhos onde estaria o equipamento de segurança.


[. . .]


Havia apenas mais uma pessoa na minha frente, os equipamentos básicos de segurança já estavam em meu corpo e estava me preparando para aquilo. Pulava levemente no lugar, apena para aquecer um pouco meu corpo e manter uma respiração ritmada. Em Atlanta, quando tinha excursões, sempre íamos esquiar no gelo, mas eu preferia sair escondida e ir para a parede de escalada, que ficava logo ao lado. Mas isso fazia quase anos que não subia num daqueles, além de ser totalmente diferente o do Acampamento.

Tinha chegado minha vez, e estava animadíssima. Um sátiro novinho, de aparentemente nove anos, me ajudou a prender as cordas de segurança e etc. Resolvi começar tranquilamente, sem sequer ligar para as pessoas observando. Comecei segurando a mão direita na frente, e sempre que segurava como apoio a mão direita, esta estava umas trÊs pedrinhas à frente. Mas até aí, estava tudo ótimo.

Perna esquerda, onde a mão respectiva pousou. Pé direito, onde a direita pousou. Mão direita se apoia no mais alto, esquerda dá estabilidade. As pedrinhas para escalar pareciam facilitar minha vida ao máximo, aparecendo na ordem mais entediante. Mesmo que os músculos do meu braço direito doessem, assim como minhas panturrilhas. Olhei para baixo, e tinha se passado pelo menos nove ou oito metros de altura. E o topo estava chegando cada vez mais perto. Estava. Rochas começaram a ser jogadas do topo, e uma, de tamanho mediano bateu com todas as forças na pedrinha onde estava minha mão direita. - Merda! Argh!; exclamei, sentindo a dor ardida em minha mão. Um cor enorme se fazia bem na palma, a parte mais importante da mão durante escaladas. Além de abrir um ferimento jurássico em minha mão, perdi total estabilidade com o impacto da rocha contra a parede, pendendo a perna direita. Tentei mover a direita para a mesma pedrinha da esquerda, mas era pequena demais, e logo já estava ficando mais fraca. Não podia perder àquilo, afinal queria surpreender à todos como um tapa na cara da sociedade. Alcancei com a esquerda uma pedrinha bem íngreme mais adiante, mas que ajudou bastante. Com a perna direita, me apoiei onde anteriormente estivera a mão esquerda. Com este impulso, consegui continuar a escalar, embora a mão direita logo latejava. Quando cheguei quase ao topo, uma rocha saltou de cima dele, arrebentando a pedrinha de apoio onde minha perna esquerda estava. Com meus braços me apoiei na beirada do topo, e encontrei o tão esperado botão.


[. . .]


Apertei com todas as minhas forças o botão, que parou as rochas de despencarem e me deu um grande alívio. Agora teria que descer pulando. Segurei a corda que me prendia na parede, firme com a mão direita. Larguei a mão esquerda, e comecei a descer a parede como se faz em rapel. Logo chegava ao chão novamente, com um impacto cheio de alívio e segurança. - Oh como eu amo terra firme!
thanks, paula



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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Brenda T. Collins em Dom 23 Fev 2014 - 11:03

Treino na Parede de Escalada level 4
 
Dizem que os filhos de Apolo são bons em escalar - por precisarem subir em lugares altos para atirar nas batalhas e essas coisas -, mas acho que eu era uma exceção. Acordei naquele dia com alguma coisa cutucando meu braço. Abri meus olhos lentamente e avistei uma miniatura de grifo olhando para mim. –Alida... me deixa dormir... – disse fechando os olhos novamente. Recebi outro cutucão em resposta. – Ah, o que foi? – disse me sentando e olhando pela primeira vez o chalé vazio. – Ah, não! Eu perdi a hora para o treino na parede de escalada! – disse levantando-me rapidamente enquanto já pegava minhas roupas e me dirigia ao banheiro. –Eles nem para me acordar! – resmunguei – Obrigada, Alida!
Arrumei-me o mais rápido possível e rumei à parede de escalda; eu estava atrasada, mas cheguei a tempo de escalar. A parede era alta e íngreme e enquanto os campistas subiam, pedras de tamanhos variados tentavam acertá-los, além dos tremores e da lava. Peguei os equipamentos de segurança - eu nunca havia escalado ainda e não estava afim de morrer – e me aprontei para a subida. Aproximei-me da parede e passei a corda pela minha cintura, dando um nó. Olhei para cima, aquilo era realmente muito alto. –Você consegue. – disse para mim mesma. E, só depois de me certificar que o nó estava bem firme, comecei a subir.
Os vários sulcos existentes na parede proporcionavam ótimos apoios para os pés e para as mãos, o que tornou os primeiros quatro metros de escalada fáceis. Olhando sempre para cima, pois tinha medo de altura, continuei a escalar calma e lentamente, até avistar uma pedra caindo em minha direção. Aproximei-me o máximo possível da parede, ficando agarrada a ela, para que a pedra não me atingisse. E deu certo, pois a pedra passou raspando por minhas costas. – Tudo bem, essa foi por pouco. – sussurrei para mim mesma. Eu realmente estava esperando que não houvesse mais pedras, aquela não me atingiu por pura sorte. Respirei fundo e continuei a escalar, procurando primeiro um apoio para a mão direita e depois para a esquerda, então para os pés. Os outros filhos de Apolo conseguiam escalar a parede com muito mais facilidade que eu, que demorava um século para subir meio metro. Acontece que eu estava tremendo e morrendo de medo de cair daquele negócio, e eu mal tinha começado a subir. Não, não era apenas eu que estava tremendo, a parede também estava. Tentava encontrar um apoio para meu pé direito quando tudo começou a tremer. Agarrei-me freneticamente a parede o máximo que consegui, com o propósito de não cair no chão, mas não encontrei um apoio para meu pé. O tremor parou, e tive que olhar para baixo para procurar um apoio para meu pé, aquilo só serviu para me apavorar mais. “Você está amarrada a uma corda, se cair, não vai tocar o chão. Continue!” pensei comigo mesma. Olhei para cima, para o céu, e assim continuei.
Para minha alegria, durante um metro, nada aconteceu. Apenas lutei contra meu medo de altura e minha tremedeira, que havia diminuído. Então avistei um objeto caindo lá de cima: outra pedra. Tentei me deslocar para o lado, a fim de evitar que a pedra se chocasse contra mim, entretanto não fui tão rápida e a pedra acertou meu braço esquerdo. Minha mão esquerda soltou-se da parede com violência por causa do impacto e perdi o equilíbrio. Pensei que iria cair, mas meu braço direito continuava firme. – Tudo bem, tudo bem. – sussurrei para mim. – Calma. – recuperei o equilíbrio e procurei um apoio para meu braço esquerdo, e apesar da dor, evitei olhar para ele: se estivesse ferido só me deixaria mais nervosa. Mal tinha voltado a subir, a parede voltou a tremer. Os músculos dos meus braços e pernas já doíam, mais ainda meu braço esquerdo por causa da pedra. Pensei que não aguentaria. Porém, aguentei firme e, quando o tremor cessou, voltei a subir. Desejei chegar ao topo mais que nunca, esse negócio parecia não ter mais fim. Os apoios foram ficando mais difíceis de achar e alcançar conforme eu avançava e os tremores mais frequentes. Em certo ponto, outra pedra quase me atingiu. Para desviar, precisei soltar meu braço direito e me virar para a esquerda. A pedra passou raspando por mim. Logo depois, a parede começou a tremer novamente; tentei alcançar outro lugar para segurar com minha mão direita, para evitar uma queda. Mas, ao fazer isso, minha perna direita escorregou e meu corpo começou a cair para esse lado. Freneticamente, segurei a parede com mais força com minha mão esquerda e pressionei a direita contra a superfície rochosa. A parede ainda tremia; minha perna esquerda estava dobrada e escorregando e minha perna direita pendia. – Não vai cair – disse para mim mesma, fazendo força com meus braços para me puxar para cima. Talvez tivesse dado certo, se eu tivesse força nos braços. Mas isso era uma coisa que eu não tinha muito. Não consegui me levantar e minha perna esquerda acabou escorregando também, desse modo, não pude pressionar minha mão direita contra a parede e fiquei pendurada pela mão esquerda. – Não! – disse com raiva de mim mesma por não ser capaz de escalar uma parede. Meu braço esquerdo doía muito com o peso, eu sabia que não aguentaria muito tempo. Tentei encontrar um apoio para os pés, mas não consegui e minha mão se soltou da parede.
Comecei a cair em direção ao chão; sem nada que pudesse fazer, apenas fechei os olhos e esperei pelo impacto. Mas, ao contrário do que eu esperava, não toquei o chão. Começava a me perguntar o que havia acontecido, então lembrei: a corda! Ainda bem que eu amarrei uma corda em mim! Abri meus olhos devagar e vi o chão a alguns centímetros de distância. Ajeitei-me, sentando no chão com certa dificuldade e desamarrando a corda de minha cintura. Minha respiração estava pesada e meus músculos pareciam gritar. Olhei para cima, o topo da parede de escalada agora parecia um desejo que não alcançaria. Mas eu não ligava, nem queria alcançá-la mais. Deitei-me no chão deixando meus músculos descansarem e minha respiração e meu batimento cardíaco voltarem ao normal. Acho que não voltaria a escalar por um bom tempo.
 
 

 

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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Qua 30 Abr 2014 - 17:23



Parede de Escalada - nível vamos nessa
medo de altura? nem  um pouco, só o bastante para ter um ataque do coração

- É o seguinte. – Falei para Joey e Ang – Nós vamos fazer uma corrida, certo? O primeiro a alcançar o topo... Bem, escolhe seu prêmio. – Declarei, os braços aberto e o sorriso nos lábios. Genuína prole de Ares, Joey não hesitou. Ang também não, mas foi preciso que ficássemos olhando-a com ar de ansiedade. Isso se chama pressão. Tudo concordado, afastei-me para ir buscar todo o equipamento necessário. As cordas e tudo mais. Distribuí em partes igualitárias – Pronto, agora é só colocar isso aí e podemos começar. – Falei. A Parede de Escalada encarávamos do alto, com todo o seu esplendor e desafiadora. Passei a corda de proteção ao redor de meu tórax, amarrando-me ao suporte do alto que iria impedir minha queda caso algo desse errado. Eu poderia, por exemplo, ser quase morto ao cair de determinada altura. Quebrar alguns ossos, no mínimo. Ajudei Ang com o resto do equipamento, o nó bem dado ao redor de sua cintura e preso no equipamento. Joey, alto-astral e cheio das piadinhas, não precisou de ajuda alguma – Vamos começar, okay? – Disse ao erguer o polegar. Os outros dois campistas agiram de acordo, cada qual erguendo o polegar também em sinal de afirmação. Coloquei o primeiro pé na fenda baixa – Já! – Estava dado o sinal para largar. Icei o corpo para cima, ambas as mãos tateando o alto em busca de firmar apoio. As mil maravilhas, no começo; um inferno, no fim. Puxei meu corpo cada vez mais para cima, prendendo os pés aqui e ali, as mãos escorregadias e cheias de calos após poucos minutos de escalada. A dianteira, no entanto, havia ficado a cabo de Joey. Apesar de ter-se mantido longe do Acampamento durante alguns meses, Joey possuía o típico porte avantajado que lhe dava resistência e força. Eu, no entanto, não possuía tantos músculos assim. Ang, por sua vez, vinha ficando para trás pelo mesmo motivo.

Minha mão escorregou na fenda seguinte. Segurei-me apenas com os dedos da mão esquerda, fazendo força para erguer novamente o corpo invés de ficar pendurado feito um idiota com retardo mental. Joey riu mais acima, sua escalada interrompida para dar lugar ao típico comentário feito na intenção de zombar – Muito engraçado, né? Eu olharia para cima, se fosse você. – Aconselhei ao finalmente conseguir firmar a outra mão, arfando. Uma pedra enorme despencava rente com Joey. Todo o humor esvaiu-se de seu semblante, este que passou de “vou tirar uma com a tua cara” para “e agora, quem poderá nos socorrer?”. Abafei o riso, ciente de que podia acabar sendo socado, depois, por tal ato. É exatamente isso que você está pensando! Hunter, o mais evoluído campista do Acampamento, com medo de ser surrado. Porque a vida é assim. Forcei-me a continuar subindo, o caminho ligeiramente alterado na intenção de evitar a zona bombardeada por pedras onde Joey havia se metido. Ang, logo abaixo, pareceu seguir de minha ideia. Não olhei mais para baixo, no entanto, graças a pequena vertigem que isso ocasionava. Vou te contar, viu? Medo de altura é uma merda. Finquei os dedos na próxima fenda e continuei subindo, cada vez mais próximo do ponto onde Joey havia estagnado – Muito ocupado para continuar subindo, Sr. Fortão? – Gritei para ele, o sorriso nos lábios. O que Tessa teria dito? Provavelmente nada, supõe-se, ou tudo. Balancei a cabeça e coloquei o pé no próximo apoio, agora sem mais olhar para baixo a procura de Ang.

Pedras ainda assolavam Joey. Eu, no entanto, acabei sendo visado por algo além: lava! Olhei para todos os lados, em desespero, até começar a me deslocar para o espaço à minha direita. A trilha de lava era, além de esparsa, fumegante. Pude escutar a risada de Joey e Ang. Usei dos apoios para me descolar, sair de perto da lava, mas isso apenas me levou a dar de cara com outra trilha fumegante. Como assim, produção? Podem guardar a câmera, ótima piada. Para qual lado, então? Subi um pouco mais e me meti na linha de “tiro ao alvo” onde Joey havia se complicado. Ignorei suas provocações, as quais deixavam claro que eu seria esmagado tão rápido que não teria tempo de gritar por socorro. Na boa? Não dava a mínima para aquilo. Firmei meu pé e tomei impulso para subir, cada vez mais rápido e com os braços dormentes. Era impossível sentir a dor. Mas eu sentiria, horas depois e deitado no Chalé XIII. Enorme e acobreada, uma das rochas resolveu por querer cair logo acima da minha cabeça – Isso é o quê? Tentativa de homicídio? – Reclamei ao me deslocar rápido para o espaço vago ao meu lado. Ao fazê-lo, parte do apoio cedeu e me vi seguro, de novo, por somente uma das mãos. Mais risadas. Ia forçar novamente minha subida, erguer o braço inútil ao lado do corpo e alcançar Joey que tinha poucos metros de dianteira, até que... Tremores! Além disso, a Parede de Escalada deu um súbito giro, deixando-me tonto e seguro por três dedos. Balancei os pés, inúteis, até conseguir achar espaço onde apoia-los e depois a mão que tinha escorregado. Só podia ser brincadeira! Meneei com a cabeça, tonto. Via o mundo girar ao meu redor, mesmo que as pedras tivessem parado de cair e os tremores cessado. Entretanto, pude perceber o topo ali perto. Só mais alguns metros... E ganharia. Roupa lavada por um mês! A ideia serviu para me trazer de volta ao mundo, sem tonturas ou hesitação. Apoio após apoio, continuei subindo, às vezes voltando para meu lado direito e outras para o esquerdo. Quando meus dedos iam escorregar do apoio seguinte, mudei-os imediatamente para outro e continuei subindo. Sem olhar para baixo. Igualei com Joey novamente – Tudo certo, Joey? – Apontei na direção do topo com o queixo.

Emparelhados, empurrei o filho de Ares com o ombro, a fim de desequilibrá-lo, mas ele retribui o gesto; com mais força, inclusive. Apertei os dentes, visto que podia morder a língua com o impacto, e mantive-me firme ao tentar outro empurrão. Ficamos ambos naquela brincadeira de empurra-empurra. Até arrisquei livrar um dos braços para socar-lhe, mas Joey previu o gesto e afastou-se alguns centímetros. Perdi o equilíbrio imediatamente, mas não deixando de agarrar o pé de Joey assim que notei que cairia. A queda rápida nos levou a parar centímetros antes de colidirmos com o chão; dois bonecos inúteis suspensos por corda. Odeio altura – Feliz? Agora a gente vai ter de su... – Ang gritava lá do topo, os braços erguidos no alto e acenando na nossa direção – Ela ganhou? – Perguntei, o tom abismado. Como assim? Soltei a corda que me prendia ao suporte e caí no chão, este há poucos centímetros de distância. Ótimo, dois marmanjos tendo perdido para Ang.  



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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Joey F. Malkovich em Qua 30 Abr 2014 - 21:42

Nível 6


O treino que exerceria naquela tarde era o de escalada, algo que não me deixava seguro. Não tinha nada além de noções básicas ministradas na entrada pro exército, nunca tinha realmente as colocado em prática. Comparado com os outros dois campistas que treinariam comigo aquele dia, eu com certeza passaria vergonha. Ainda assim, mantive a postura quando os encontrei no paredão rochoso. Deixar o adversário sabendo de minhas fraquezas era algo que eu nunca me permitiria. – Prontos pra perder? – disse sorrindo convencido assim que Hunter sugeriu uma aposta. Eu tinha o dom de irritar quem precisasse fazer coisas pra mim e seria hilário fazer isso com eles caso ganhasse.


-Qual é, Ang, não fica com essa cara de quem viu a morte da bezerra. Não vou ser tão malvado com você quando eu ganhar. – disse em tom provocativo. Hunter a estava ajudando com seus equipamentos e eu estava terminando de prender os meus. A corda não parecia muito segura pra aguentar um cara como eu, então preveni possíveis arrebentações dando mais nós de escoteiro do que era necessário. Vi que estavam espalhados na parede de escalada vários aros pra que prendêssemos a corda. O que era ótimo, já que eu não pretendia virar esfarelado de Joey caso caísse.

 Como os dois eram mais experientes, optaram por uma região mais turbulenta da parede. Reprimi um careta ao ver lava descendo por um lado, já sabendo que nem chegaria ali perto. Também não tinha a intensão de virar churrasco de Joey. Será que eles não me deixariam treinar com as crianças lá do lado fácil? Bom, nada como um desafio pra dar adrenalina vez ou outra. Logo a largada foi anunciada e eu queimei toda minha energia inicial para me distanciar dos outros o mais rápido possível. Minha única vantagem era a força e eu não hesitaria em usá-la, principalmente ao considerar que eles eram bem mais habilidosos. Usei fendas e protuberâncias da parede pra me apoiar, impulsionando o corpo com os pés e segurando o corpo com as mãos. Inicialmente, não foi uma atividade difícil; cansativa, mas descomplicada.

Em poucos minutos eu já estava na dianteira. Achei um aro preso meu lado e tratei de amarrar parte da corda, em seguida voltando a guardar o enrolado desse equipamento no meu ombro esquerdo. Sentindo-me mais seguro, arrisquei olhar pra baixo e checar meus oponentes. Ang estava tão distante que mal pude vê-la, já Hunter estava dependurado como um cartoon de desenho animado. – Ei, Hunter! Será que quando você cair lá embaixo vai dar cogumelo de poeira que nem do coiote? – disse em tom zombeteiro, citando um clássico looney tunes da minha infância, gargalhando à posteriori. Contudo, meu momento de distração acabou por me atrapalhar. Pedras de tamanhos variados vinham em minha direção, o que era bastante desesperador. “Calma, aí, foco em continuar vivo”, disse pra mim mesmo.

As pedras menores não eram obstáculos consideráveis, eu conseguia rebatê-las deixando uma mão livre. O único problema era que, dessa forma, não poderia avançar adiante. As pedras grandes, por outro lado, complicavam minha estabilidade. Eu precisava soltar todo um lado do corpo e jogá-lo da direita para a esquerda (e vice-versa) a fim de desviar delas. Era como um jogo de queimada na vertical que, se você for carimbado, acaba dentro de um caixão. E logo nesse momento totalmente desfavorável, Hunter passou por mim insinuando que eu não conseguiria. Espera-se que um cara que namora uma filha de Ares saiba que irritar uma prole do filho do deus da guerra não é uma boa ideia. A provocação só me deu mais estímulo e mais adrenalina na veia pra me livrar das pedras.

Eu sabia que, à minha esquerda, estava a lava que vi antes de escalar. Logo, comecei a escalar para o lado direito, parecendo um caranguejo humano com retardo mental. As pedras continuavam a tentar me acertar e eu consideraria cantar “singing in the rain” se não estivesse ocupado desviando das gotas de mais de dois metros de diâmetro. Entretanto, quando finalmente consegui sair da zona de abate, acabei por me ver em outra situação complicada. A fenda seguinte que usei de apoio quebrou, deixando-me só com os pés apoiados. Obviamente, isso não deu certo. Caí alguns metros até conseguir segurar em uma protuberância da parede de escalada. Algo que acabou ferrando ainda mais minhas mãos. Se antes elas estavam doloridas e arranhadas, agora estavam sangrando.

 Apesar de ferido, não poderia perder tempo. Hunter estava com muita vantagem e eu precisava aproveitar o pouco tempo sem obstáculos pra recuperar minha posição. Segui com o mesmo ritmo que tinha inicialmente, ao infinito e além. Eu estava me sentindo o Tom Cruise no último Missão Impossível quando o cara precisou escalar um arranha-céu, o que acabou me distraindo da dor. 
Depois de um tempo estava paralelo ao filho de Hades, que agora desviava das rochas que a pouco me perturbaram. – Boa sorte com isso! – gritei entre risos. Eu sabia que ele sairia dali sem dificuldades, era um dos campistas mais habilidosos que eu conhecia. Mas eu não podia perder a chance de tentar abalar seu emocional. E o emocional não foi a única coisa abalada ali. O paredão inteiro começou a tremer, tremer! - Paredes rochosas dançam funk hoje em dia? Que porcaria é essa? – gritei em fúria enquanto me apertava contra a rocha, segurando-me com ainda mais força. O sangue escorria das minhas mãos através da parede e eu sentia pontadas de dor nos dedos e nas palmas. Quando finalmente aquela palhaçada acabou, eu estava mais zonzo do que quando ficava bêbado. – Tá tudo girando, tá tudo embaçado! – cantei com a voz nauseada.


Continuei a escalar, prendendo a corda em mais um aro que encontrei. Eu já estava quase ficando sem corda, mas o topo não parecia tão distante. Eu estava extremamente satisfeito, nunca pensei que conseguiria terminar a parede. Respirei fundo, tentando retomar minha energia. Eu estava tão cansado que mal conseguia me segurar. Eu duvidava que os outros estivessem tão detonados, eu era o mais atrasado com as atividades do acampamento ali. Entretanto, precisei mascarar minha cara de “deixa eu voltar pra minha cama” para “deixa eu socar a sua cara” assim que Hunter se igualou comigo novamente perguntando se eu estava bem. – Bem? Posso fazer isso o dia inteiro. – disse com falso entusiasmo. Hunter não deve ter gostado da ideia já que começou a me socar. Olhei pra ele incrédulo e revidei com mais força ainda. O cara devia estar treinando bastante, porque nem pareceu ficar perturbado com seu soco, contra-atacando. Eu já estava tão irritado que tinha vontade de bater com a cabeça dele no paredão, mas em vez disso só dei um murro com ainda mais força. Dessa vez, consegui desequilibrá-lo.

Mas o tiro saiu pela culatra. Hunter segurou no meu pé quando caiu e, se eu não estivesse tão acabado, até conseguiria ter me segurado. Contudo, meu estado físico não era dos melhores e eu não suportei o peso de dois. Caímos em questão de segundos, só não nos chocando com o chão graças ao equipamento de segurança. Controlei meu nervosismo pra não arrancar fora a cabeça do namorado da minha meia-irmã até que ouvi gritos agudos. Olhei para cima, mais especificamente para o topo do paredão, e vi Ang acenando como uma louca. Eu nem lembrava que a filha de Zeus estava na competição. Ela parecia até estar dançando lá de cima, o que foi totalmente vergonhoso pros dois machos dependurados pateticamente. – É, cara, o mundo é das mulheres... – disse rindo enquanto olhava a alegria da menina.

Poderes
Força Aprimorada – [...]os filhos de Ares adquirem força maior que o comum aos outros semideuses.[...]
Orgulho - Os filhos de Ares tem como característica marcante o orgulho e a fácil irritação, [...]Normalmente, esse temperamento forte em combate ajuda muito o personagem a lidar com a situação, mesmo que, ao mesmo tempo, o temperamento os cause muitas lutas desnecessárias. 
Aura Anti-Medo - Os filhos do deus da guerra sangrenta conseguem naturalmente emitir uma aura que protege contra medo e pavor, impedindo que os efeitos destes se abatam sobre os mesmos.


ps: desculpa o treino gigante D:



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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Qua 30 Abr 2014 - 23:22





Havia me preparado mentalmente para todo tipo de obstáculo mas mesmo assim havia sido difícil. Cheguei antes de todos para decidir em que lado da parede eu iria, não adiantou nada porque fiquei confusa vendo tamanhas possibilidades de perder vencer, e decidi escolher no calor do momento. Ouvir as piadinhas do Joey descontraia por causa das bobeiras que ele soltava, mas também duvidara de que conseguiria ir mais além do que eles, afinal, eram mais fortes e tinham experiências com obstáculos, já eu, mal tinha saído do acampamento. Após ajuda pra por o equipamento mais complicado que enigma da Esfinge, nos arrumamos em frente à parede. Esta tinha vários aros ao longo de sua extenção e parecia bem confiável, do tipo que diria "hey, não confia em mim? Relaxa, são só alguns muitos metros!", e isso me deixava nervosa.


Antes mesmo de dar o início da competição - travada principalmente entre os dois, já que pareciam pensar que eu nunca chegaria ao topo - já sentia minhas mãos suando e um frio no estômago, além daquela adrenalina que fazia a vontade de correr surgir. Nem percebi os dois saírem correndo e começarem a escalar, ficando em tremenda desvantagem já que o Joey havia dado um salto gigante e já tinha subido um metro e meio nos primeiros 7 segundos. Era super fácil, na teoria, de subir naquela coisa, e por mais que me sentisse idiota com o cinto apertando meu útero apartir do momento em que estiquei a perna, era muita coisa em jogo, tipo minha dignidade. Onde já se viu uma filha de Zeus perder uma aposta? Ou era pelo menos o que me perguntava até olhar pra cima, ver que o Joey tava quase tocando o teto, Hunter quase alcançava o filho de Ares, e cair na real de que vencer aquilo seria mais difícil do que pensara. Apressei o passo para tentar alcançar Hunter, apesar das mãos escorregando, só que já estávamos quase que cinco metros do chão, então o pânico me consumiu. Uns barulhos estranhos, estrondosos e tremores leves tiraram minha concentração de "dois-pra-cá, dois-pra-lá". — Ei, Joey, para de socar a parede, cara! - comentei antes de olhar para cima e assistir a quase-morte dos dois. Mordi minha lingua de susto ao ver uma pedra maior que eu vir em minha direção. Saltei para o lado sem pensar duas vezes e impulsei meu corpo para cima, tentando pular alguns apoios. Infelizmente os apoios que eu tentei seguram cederam, e eu cai um pouco, arrastando minhas mãos na parede, o que me causou um pouco mais de intervenção no meu desafio.


Uma pedra passou raspando em meu braço e bastou para eu virar uma lagartixa desengonçada tentando subir a parede. Já estava longe do chão, o que não me dava opção de mostrar bandeira branca, então tudo o que me restava era subir de uma vez para acabar com o desepero. Desviei das pedras pulando para os lados ou me aproximando da parede, tomava cuidado com os apoios, tendo alguns mais seguros em volta para me segurar caso aqueles cedessem, logo saindo da área perigosa level 1. Passados alguns tremores leves mas que dava para ignorar e continuar subindo, avistei o Hunter logo acima de mim. Estiquei o braço para apoiar no mesmo na mesma hora em que minha parede criou vida e resolveu passear pelo acampamento. Soltei um berro agudo e abracei os apoios como se minha vida dependesse dos mesmos - o que era meia verdade. — Poxa, parede, escolhe logo agora pra dar um rolezinho com as outras paredes dos arredores, minha senhora?! - exclamei em tom de revolta enquanto tentava encontrar um apoio para meus pés que balançavam. A parede pareceu ter parado de girar, mas percebi que estava perdida e um pouco longe dos meninos, apesar de não tão longe do topo. Puxei minha corda para verificar se continuava firme e saltei me apoiando na mesma; soltei para os apoios logo depois, preferindo por ter de subir ao invéz de usar meus braços que nem sentia mais. Parei por uns poucos segundos para procurar os meninos e senti um calor repentino ao mesmo tempo em que um barulhinho surgiu, não precisei ser um gênio para adivinhar que o pior chegara e era agora que morreria sem nem tocar o chão pela última vez. Senti meu corpo pesar e suava ainda mais só de estar perto daquela lava. Já não bastava eu parecer uma fraca, parecia uma fraca no meio de terremotos, chuva de meteoros e vulcão em erupção, sem mencionar que minhas mãos queimavam e suava feito uma porca.


POR ZEUS, QUEM INVENTOU ESSA DROGA DE PAREDE?! A FINALIDADE É TREINAR OU MATAR?! - berrava em alto e bom som com as forças restantes e o ar que ainda tinha no pulmão para que todo o acampamento ouvisse e concordasse com minha apelação mais do que necessária, já que, pela parede ter girado novamente e a lava ter passado rente ao meu braço direito, os pêlos do meu braço já estavam queimados, meus olhos ardiam e ficava cada vez mais difícil de respirar. Me arrastei alguns apoios para o lado tentando fugir e pude ver Hunter e Joey. Parecia que estava ali à anos e senti um alívio ao me lembrar que não estava sozinha, deu até saudades de todo mundo. Faltava pouco agora para terminar e foi só por isso, saber que estava perto do final, aue consegui reunir forças suficientes para alcançar lá em cima. Assim que me apoiara nos últimos apoios e consegui chegar ao topo, deu vontade de morrer. Meu rosto ardia e sentia o mesmo sujo por ter esfregado as mãos nas bochechas tentando secar o suor do meu rosto. Me arrastei devagar até a ponta e procurei pelos meninos, assim que vi os mesmos, gritei para que olhassem para cima. Assim que estes olharam, acenei freneticamente com um sorriso cansado estampado no rosto. Gritei "Me devem um dia de servidão para compensar esse esforço", ou tentei, já que sairam alguns gasnados da minha garganta seca. Me virei para descer, apoiada na corda, quem sabe eu contaria para os mesmos o que quis dizer depois de voltar à terra firme.




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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Seg 16 Jun 2014 - 20:53


Treino na parede de escalada

Nível 7

– Não me diga que vou ter que subir essa parede do demônio de novo... – Pedi a Abbey enquanto encara a parede, da última vez que eu tinha tentado escalar aquela coisa não tinha sido uma coisa muito bonita de se ver... – Bom, faz parte do treinamento – Abbey me falou e deu de ombros. Que coisa mais estúpida. Eu não podia simplesmente treinar no lago ou ir logo para os treinos de arco e flecha? A parede de escalada era sempre minha última opção. – Tudo bem – Me dei por vencida e fui para o local onde eles disponibilizavam os equipamentos de proteção. A instrutora me ajudou a colocar os equipamentos e eu temi que só aquelas coisinhas não fossem o suficiente para me proteger da lava, soltei um suspiro e me posicionei na frente da parede de escalada. Apoiei meu pé na base e usei uma das pedras como apoio para começar a subir, mas logo me arrependi de tê-lo feito antes de saber qual nível a instrutora iria colocar. – Nível 7 – A instrutora falou em alto e bom som assim que comecei a subir e um arrepio percorreu meu corpo, senti o suor escorrendo pela minha testa, mas de maneira alguma iria desistir.

O nível 7 era um dos piores níveis para uma pessoa que não estava acostumada a subir aquela coisa. Assim que comecei a subir pedras grandes começaram a cair do topo. – AAAAAAAH, DESGRAÇA – Comecei a gritar que nem uma desesperada enquanto me desviava das pedras, uma das pedras passou de raspão pelo lado esquerdo do meu corpo e acabou fazendo um arranhão em meu braço. – Se eu morrer nessa desgraça a culpa será sua, Abbey! – Gritei, eu podia ouvir as gargalhadas da garota lá em baixo e isso só servia para que eu me irritasse mais. Apoiei o pé numa das pedras e usei uma das pedras acima de mim como apoio para continuar seguindo, mas para a minha incrível sorte, a parede começou a tremer furiosamente. – QUE INFERNO! – Gritei novamente enquanto me segurava nas pedras, esperava que o tremor passasse para que eu continuasse subindo, mas naquele nível era difícil se segurar somente nas pedras, o tremor não parou e como eu sou uma pessoa muito impaciente, resolvi tentar subir.

Assim que me mexi, meus pés escorregaram da pedra e eu fiquei suspensa no ar somente segurando uma das pedras acima de mim com a mão. – É agora que eu morro – Sussurrei e me mexi desesperadamente para voltar ao lugar. Com muito custo consegui e quase abracei a parede, mas a lava começou a despencar lá de cima e eu gritei, gritei tanto que minha garganta doeu. Tentei desviar, mas era muita lava para pouca agilidade, no fim acabei com queimaduras pelos braços e pernas, e minhas roupas estavam quase destruídas. Depois disso resolvi escalar mais rápido, fui apoiando nas pedras com as mãos e com os pés e me forçando a ir pra cima, já sentia dores pelo corpo todo e nada me irritava mais que as queimaduras. Quando pensei que nada poderia ficar pior, ao chegar no meio da parede um dos apoios que me ajudavam a não cair despencou, soltei um grito abafado e olhei para baixo somente para ver os restos da pedrinha caindo no chão, perdi o foco das coisas e minha visão ficou turva. Maldita hora para se olhar para baixo. Engoli em seco e voltei a olhar para cima, voltei a subir a parede e ela começou girar. – Caral... – Soltei um suspiro pesado, não podia me dar o luxo de ficar xingando ou os instrutores começariam a reclamar.

Me segurei nas pedras e esperei que aquela coisa parasse de girar, não demorou muito. Mas quando estava quase chegando no topo, mas uma das pedras que eu usava como apoio despencou. Fui forçada a soltar uma das mãos e a corda que me segurava balançou perigosamente, levantei minha mão livre para segurar em outra pedra e me forcei a ir mais para cima. – Vamos, acabe logo com isso... – Sussurrei para mim mesma, ás vezes era bom incentivar a mim mesma. – TERMINA LOGO ESSA ESCALADA – Alguém lá de baixo gritou para mim e eu revirei os olhos, seria bom encontrar a pessoa depois que eu terminasse ali e assim eu iria cortar a garganta dela e depois venderia os órgãos no mercado negro. – CALA ESSA MALDITA BOCA! – Gritei de volta e terminei de escalar até o topo, um pouco de lava foi jorrada nesse meio tempo e eu cheguei no topo pulando por causa das queimaduras que ardiam até a alma. Dei uma parada para olhar meu estado e dei um sorriso irônico, não iria aparecer naquele treino novamente nem que me levassem amarrada; Desci da parede pela corda e em alguns segundos estava de volta ao chão. – Agora é sério, nunca mais volto aqui – Resmunguei enquanto tirava os equipamentos e me retirava dali para a enfermaria.



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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Seg 23 Jun 2014 - 21:50

Subir, subir. E ir até o céu cume.

Respirei fundo enquanto olhava o monte de pedras – gentilmente apelidado de paredão de escalada – à minha frente. Digamos que nos meus primeiros dias de acampamento me soltaram lá e uma ranha que caminhava placidamente pelo local onde eu pretendia apoiar a mão quase me garantiu um infarto, e teve mais sucesso ao me mandar para a enfermaria por dois dias devido aos ferimentos da queda. Desde então, aquele não era um dos meus lugares favoritos no acampamento. Mas um dia eu teria de superar aquilo – a parte do meu subconsciente que não queria sair correndo de volta pra cama dizia – e aquele era um dia tão bom quanto qualquer outro. Quando estou quase pensando em desistir da ideia maluca, uma garota surge do ar, aparentemente, me perguntando meu nome e se, já que eu estava ali, não poderíamos subir juntas. Como uma corrida ou algo do tipo.

Forjando um sorriso mais firme do que sairia naturalmente, balanço a cabeça num gesto afirmativo, enquanto complemento verbalmente com um “claro” seguido de meu próprio nome. Roonie – como se apresentou a menina – se dirige a um painel em algum lugar na base da subida, retornando em seguida e dizendo que podemos começar. – Em que nível está? – questionei, enquanto alongava as pernas fingindo ter mais coragem do que realmente tinha, quase como se ansiasse pela disputa amigável. Meus olhos se arregalaram ao ouviu um “nível 5” berrado por alguém que já havia encontrado o ponto de apoio para as duas mãos, e foi mais o instinto competidor que qualquer outra coisa que fez com que eu corresse atrás, testando se as primeiras pedras aguentariam meu peso. Imagine alguém que não queria realizar certa subida. Agora imagine que essa certa subida agora será decorada por pedras e certa quantidade de lava caindo em sua direção, acompanhada por doses de tremores. Se sente animado? Porque eu decididamente não me sentia.

Enquanto parte do meu cérebro se concentrava em encontrar apoio para pés e mãos e não olhar pra baixo, as outras partes se dividiam entre não pensar muito no assunto e imaginar que, ao menos, a lava daria conta de qualquer aranha intrometida que resolvesse passear por aí. Afastando o último pensamento da mente  e me concentrando no primeiro, ergo os olhos para a outra campista, que está a pouco mais de um metro à minha frente. Com um olhar verdadeiramente determinado, consigo bloquear de vez qualquer imagem negativa da mente e coloco mais força e agilidade em meus gestos, alçando o peso do corpo com o pé direito ao mesmo tempo em que já apoiava o pé esquerdo. No exato momento em que o peso do corpo foi jogado para a outra perna, a subida começou a tremer, fazendo com que o pé que estava se ajeitando no novo apoio escapulisse, deixando-me parcialmente pendurada a cerca de cinco metros de altura.

Olhando para o lado, vejo que o mesmo aconteceu com a menina que me acompanhava, e focada nessa observação, uso a oportunidade para agilizar minha subida, ignorando os temores, e ultrapassá-la em altura. Tão logo atinjo tal objetivo, os tremores são substituídos por rochas caindo do pico, que me obrigavam ora à jogar todo o corpo para o apoio à direita ora a me imprensar contra a rocha para deixar a pedra cair sem me atingir. O obstáculo retardou bastante tanto meu ritmo como o de Roonie, igualando nossas alturas na parede e adiando a verdadeira corrida por ora: se manter longe do chão era o mais importante, agora. Era necessária uma certa agilidade pra perceber a pedra, averiguar se ela realmente viria em sua direção – e, afinal, ela sempre vinha. Exatamente em cima de você, como se alguém lá em cima estivesse tentando te sacanear propositalmente, o que não estava muito longe da verdade – e conseguir achar novos apoios para ambas as mãos e pelo menos um pé antes da rocha atingir a sua altura.

Quando as pedras finalmente deixam de cair, a corrida recomeça, e tanto eu quanto a campista ignoráramos o cansaço já começando a surgir para achar um apoio antes da outra. Devido à anos de prática na caçada, agilidade já era algo quase natural para mim, o que propiciou alguma pequena vantagem na altura, visto que, embora talvez não tão ágil, a garota parecia ter vindo ao paredão mais vezes que eu. Não que isso fosse difícil. Mal pude sentir a satisfação pessoal de estar à frente quando as primeiras gotas de lava passaram rente ao meu pé. Apesar de altamente tecnológico para os padrões normal, o paredão só conseguia processar um obstáculo por vez, na maior parte do tempo. Raramente, era possível contar com tremores e lavas ou pedras ao mesmo tempo, mas isso normalmente ocorria somente nos níveis mais avançados.

Eu tinha de me lembrar de agradecer quem quer que tenha projetado o paredão por isso, algum dia. Mas o que importava era que a vantagem que eu tinha sobre Roonie se foi rapidamente, pois ela praticamente adivinhava de onde a lava sairia, tendo pouquíssimo trabalho para se desviar, diferente de mim. O cume do paredão já era visível, e ainda era possível ultrapassar a garota, embora fosse trabalhoso. Decidindo que a dignidade era mais importante que dedos não queimados – e sabendo que a lava, afinal, não era verdadeira e não provocaria queimaduras de terceiro grau – ignorei a dor da lava encostando na pele a aumentei a velocidade novamente, parando de olhar para o lado e me concentrando em acabar logo com o sofrimento dos meus músculos doloridos e chegar ao topo.

Cerca de dois minutos depois o desejo foi enfim realizado: com uma calça mais esgarçada do que eu me lembrava e com um corte no joelho, algumas queimaduras nas mãos  e braços e um cabelo totalmente desgrenhado que faria qualquer filha de Afrodite berrar de pavor, havia finalmente terminado a subida, pela primeira vez desde que chegara ao acampamento. A sensação de dever cumprida foi tanta que o sorriso se espalhou pela minha face, mesmo eu tendo percebido que, afinal, a corrida não havia sido ganha: eu e Roonie havíamos chegado ao mesmo tempo no cume. Não perdi tempo em laçar a corda em uma das pedras do topo, prendendo-a nas tiras de minhas pernas e cinturas para poder apoiar na descida, que seria bem fácil, pois bastava segurar a corda e dar alguns pulinhos até lá embaixo. – Então... Segunda corrida do dia? – brinquei com a menina, sorrindo, enquanto iniciava o processo de descida.


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Nêmesis - Ótimo treino, parabéns!

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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Brenda T. Collins em Sab 1 Nov 2014 - 21:55


Treino na parede de escalada nível 6
Era bem cedo de manhã e meu primeiro treino era de escalada. Não vou mentir, minha primeira vez na parede de escalada fora vergonhosa, mas agora, depois de várias semanas no Acampamento, eu estava bem melhor. Os filhos do deus Apolo normalmente são bons em escalada, e eu acho que eu tinha um pouco disso também. Porém, o que mais mudara desde o meu primeiro treino, o motivo de eu ter melhorado, eu achava que era eu mesma. Eu cheguei no Acampamento muito insegura comigo mesma, mas agora eu me sentia confiante e até determinada. Era um eu muito do diferente do antigo, até eu estranhava. Mas era algo bom.
Segui até a parede de escalada e coloquei todos os equipamentos de segurança, desde os cabos até o capacete, então esperei até a monitora dizer que eu podia subir. Antes mesmo de começar, eu sentia meu coração acelerado, pois eu sabia que essa escalada seria mais difícil que as anteriores. Além do meu medo de altura, que sempre era um estorvo para mim nas atividades do Acampamento. Olhei para o lado e vi a monitora sinalizando que eu já podia começar e me agarrei à parede de escalada.
Os primeiros dois metros foram fáceis, sem nenhuma pedra solta ou tremores ou algo do tipo. Mas é claro que não ficaria fácil para sempre: quando apoiei minha mão direita em uma pedra relativamente grande, ela se soltou da parede e caiu lá em baixo, quase me levando junto. O que não aconteceu porque, felizmente, eu não tinha cometido o erro de me apoiar inteiramente naquela pedra, de forma que não perdi todo o equilíbrio. Contudo, enquanto eu tentava encontrar outro apoio para a minha mão, tudo começou a tremer. Eu só conseguia pensar que eu iria cair e me segurei o mais firme que pude nas rochas, tentando evitar a queda. Aos poucos, fui sentindo o tremor diminuir, mas eu senti que ainda não estava segura. Afastei-me um pouco da parede e olhei para cima, e o que avistei foram pedras a segundos de me esmagarem.
Você já ouviu falar do reflexo dos semideuses? Se não fosse por ele eu já estaria morta há muito tempo. Se eu fosse uma pessoa normal em uma escalada eu certamente teria sido esmagada naquele momento, mas eu não sou uma pessoa normal. Graças ao reflexo e à velocidade que todos os semideuses têm, eu consegui pular para o lado a tempo de escapar das pedras mortais com apenas um arranhão no meu braço esquerdo. E isso poderia ter dado muito errado se as pedras nas quais me agarrei desesperadamente depois de saltar para o lado estivessem soltas, mas, graças aos deuses, elas estavam bem firmes. Assim, firmei meus pés e retomei a escalada, com extremo cuidado ao procurar um novo apoio.
As coisas pareciam estar indo muito bem depois do episódio com as pedras. Eu já tinha alcançado os seis metros de altura e nenhuma outra coisa tentara me matar. Mas eu cometi um erro: eu fui ficando confiante demais e acabei me descuidando. Pensei que não iria acontecer mais nenhum tremor, e que mais nenhuma pedra cairia, e, como eu estava cansada, encontrei uma posição confortável para descansar um pouco. Relaxei os músculos dos braços, que estavam gritando de dor, e tentei suavizar minha respiração; eu certamente havia esquecido da lava. Foi então que senti um calor anormal na minha cabeça, e olhei para cima: uma trilha de lava descia em minha direção. - Droga. - resmunguei. Segurei firme na rocha novamente e fui me deslocando para o lado o mais rápido que pude. Senti o calor aumentando do lado direito de meu corpo enquanto a lava passava a centímetros de distância dele, fazendo minhas roupas fumegarem um pouco. - Essa foi por pouco. - disse para mim mesma, um pouco cedo de mais. A pedra em que meus pés estavam apoiados de repente cedeu, me deixando pendurada pelos braços. - AH! - gritei enquanto tentava desesperadamente achar outro apoio para os meus pés. - Não, não. Droga.
Eu não era muito forte e começava a sentir meus braços cederem. Eu sei que eu estava presa com cordas e que eu não iria me estatelar no chão, mas não pude deixar de começar a entrar em pânico. O que eu sabia que era muito ruim. Então tentei me acalmar e procurar uma pedra em que pusesse apoiar os pés. Felizmente, eu encontrei. Firmei meu pé esquerdo na rocha e assim consegui encontrar um apoio para o direito. Presa novamente à parede, recomecei a escalada. Olhei para a cima - faltavam uns dois metros para eu alcançar o topo. - Isso! - exclamei - Eu vou conseguir. - Mais alerta do que nunca, continuei subindo, mas outro tremor forte chacoalhou a parede de escalada e soltou algumas pedras. Me espremi contra a parede rochosa o máximo que pude e senti as pedras passando por cima de mim. Esperei o tremor diminuir e me pus a subir novamente.
Depois de mais um pouco de esforço, senti minhas mãos tocarem a grama. Eu chegara no topo! Com a força que me restava, puxei meu corpo para cima e me sentei, mas não me atrevi a olhar para baixo. Eu sabia que seu fizesse isso teria uma vertigem e capotaria lá de cima.
Fiquei um tempo sentada recuperando o fôlego e depois desci, o que foi bem mais fácil que subir.
 
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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Dom 2 Nov 2014 - 13:41

The Climb


A tarde no Acampamento estava ótima, a não se pelo calor que fazia nas últimas semanas. Mas por aqui é assim, o mundo pode está congelando e aqui parece que o sol não quer largar seu posto. Naquela tarde, tinha saído do chalé e estava fazendo algumas atividades no acampamento. E lá estava ela. Só de olhar me dava um embrulho na barriga, mas isso só me exitava mais a tentar. Confesso que a movimentação na Parede de Escalada estava firme esses dias. Campistas e mais campistas iam quase todos os dias praticar. Quando eu vi uma lava descendo dali eu disse para mim mesma que não iria rolar. Mas... como não sou uma das melhores em decisões eu resolvi dar uma chance. Só por ser filha do Deus dos Céus, não significa que tenho que ser melhor em tudo relacionado à altura, mas praticando quem sabe rola. Á subida pode ser complicada, mas dizem que a vista é linda. Tinha sido designada pelo instrutor junto com uns outros semideuses que nem se quer estavam ligando. Iria ir no Nível 1, pois era minha primeira escalada. Já estava quase indo embora, esperando uns semideuses encontrar as cordas. E finalmente... Tome aqui, vamos amarrar em você. O garoto que nem olhava nos meus olhos me ajudava a posicionar a corda para a a subida. Agora não tinha geito mesmo. Teria que tentar, depois de está com as cordas pressas pedir pra tirar seria o cúmulo. — Você tem certeza que está bem firme? — Falava com o garoto que já tinha me dado as costas. É né acho que é comigo mesma.  

Cara à cara com a inimiga. Ou amiga. A garota que prendia os cabelos tentando tirar o emaranhado do rosto. Só me faltava mas essa agora. Lutava contra os fios freneticamente. Era a coisa mais bizarra de se ver. Sério Illadore? Voltando ao foco principal da coisa, eu na verdade estava só enrolando pra não subir. Mas uma voz estranha em minha cabeça dizia o oposto. Apalpei a parede. Sua pedra não estava tão quente, dava pra aguentar. Segurei na corda mais uma vez pra certificar que estava tudo certo. Acho que é mais psicológico. Elevei meu pé direito no primeiro encaixe da parede. Parecia ser fácil. Mesmo não sendo muito confortável. Junto ao pé, estiquei minha mão tentando segurar na pedra. — Vamos... — Falei comigo mesma enquanto olhava par baixo, pro chão na realidade. Nem havia saído dele ainda. Meu pé esquerdo estava sobre o ar, encaixei-o no outro encaixe disponível, poderia ser algo parecido com zigue-zague, só não sei se até lá em cima seria assim. Minha outra mão estava tentando acompanhar o ritmo. Olhei para o alto e disse. — Espero que sua vista seja surreal.—  Minha perna direita seguia firmemente e meu braço tentava acompanhá-la. A corda não parecia ceder resolvi encarar isso como uma ajuda. Eu estava sozinha nisso, o instrutor não parecia ligar a mínima. O suor estava começando a surgir. Meu pé esquerdo estava no ar procurando um encaixe, quando parecia ter encontrado foi a pior pisada que já dei. Meu pé escapuliu deslizando sobre a parede. Segurei minha mão esquerda na corda tentando minimizar sua movimentação. — Mas que merda! —  Fitei a parede ofegante. Vamos com calma agora. Meu pé esquerdo lutava tentando encontrar um furo, tirei minha mão da corda e segurei no encaixe acima. Ok. Essa foi pura sorte devo admitir isso. Eu estava pingando. Já estava quase alcançando o meio da parede. Isso exige muita prática pra encarar aquelas lavas flamejantes. Agora entendi porque isso não para quieto.

Quem manda deixar um dos piores treinos para depois, da nisso. Virei meu pescoço de canto tentando analisar a altura. Isso foi a pior besteira que já fiz. Já estava alto o suficiente para um queda mortal. Minha perna estava me abandonando, não sei o que era, mas sentia ela diferente. Olhando pra cima me agarrei no apoio. Meu tênis estavam gastos. Posicionei meu pé no encaixe e joguei meu tronco pro encaixe que estava mais pra esquerda. O caminho já estava quase completo, a não ser pelas 50 pisadas que faltavam. Minha perna direita não estava bem, elevei ela para dar encaixar meu pé no suposto encaixe. — Droga! — Meu joelho deu um rasgo na pedra, aquela dor desgraçada estava me fazendo desistir. Com um sol forte desse é quase impossível não imaginar coisas, ainda mais uma simples buraco na pele da pedra rochosa. Meu joelho sangrava e eu não poderia fazer nada em relação a isso. Somente me inclinar e descer. Mas como dizem por aí “Sem dor, sem ganho.” Em uma hora dessa, eu estava pensando em frases clichês. Encontrei um encaixe bem profundo, aquilo foi sem sombra de dúvida o mais elaborado. Minha mão esquerda segurava logo acima, joguei minha perna esquerda no ar e pisei no encaixe disposto. Em seguida fiz a mesmo esforço com o outro lado. — Só mais um pouco, pensava alto comigo mesma. — Finalmente o sol havia dado um descanso. O céu mudou no mesmo segundo e escureceu um pouco. Ainda podia se ver o brilho azul.  

Agora chegou a parte complicada. Eu estava subindo reto, mas não havia mais buracos na rocha para alocar o pé. Isso foi bem projetado, devo admitir. Bem mais para direita havia os encaixes. Eu só precisa me inclinar e sair de onde eu estava sem cair lá em baixo. Então é isso, sem mais delongas. Segurando com a mão esquerda no apoio me inclinei para trás pisando no encaixe com o pé direito. — Não dará certo. — Falei comigo mesma encarando o encaixe do lado. De fato não poderia dar. Mas é a única solução visível no momento. Me inclinei e então balancei pela corta jogando-a para frente. Meu corpo voou por uns pequenos segundos. Na mesma hora consegui segurar no encaixe apertando o punho. Agora reto novamente. Analisei bem a situação e em seguida minha perna esquerda subiu e a direita acompanhou.  

Já estava quase no fim, meu joelho direito estava sujo de sangue mas não estava escorrendo. Isso é um alívio. Elevando meu braço esquerdo segurei no apoio de pedra. Estava difícil de segurá-lo por causa do suor. Depois de brigar com o troço consegui dominá-lo. Minhas mãos estavam escorregadias e o sol tentava ressurgir. Agora tudo parecia estar nos trilhos. Eu estava bem mais disposta mesmo com o joelho ralado. Não sei explicar o que estava acontecendo comigo. O vento balançava as folhas das árvores próximas e batia no meu rosto. Aquilo era suave e relaxante. Me segurei na pedra mais uma vez. Meu pé se apoiou nos próximos encaixe rapidamente. De lá de cima deu pra se ouvir uns murmúrios alheios. Uns três campistas se alocavam no local. Eles estavam me analisando. — A plateia chegou. —  Foquei meus olhos na pedra. Só faltava só um pouquinho para o fim. No final das contas isso não me deixou feliz. Quando se estar lá em cima, milhares de pensamentos ficam na sua cabeça. É estressante, mas é bom para pensar nas coisas. Meu pé se encaixou no apoio. Contorci meu pescoço e posicionei o outro pé. Virei meu pescoço de costas e olhei para baixo. Campistas estavam se preparando para à subida. Me segurei na pedra e no mesmo segundo minha perna subiu. Joguei meu corpo para cima e suspirei. Valeu o esforço. Sentada no topo da parede, analisei a vista das Colinas do Acampamento. O vento no meu rosto me dava uma sensação inexplicável.

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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Quione em Ter 6 Jan 2015 - 2:10

Treinos corrigidos e perfis atualizados. Qualquer dúvida deverá ser enviada por MP.
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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Arthur H. Nidhögg em Seg 12 Jan 2015 - 16:02


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A tarde no acampamento estava impressionantemente bela. Isto por causa do sol escaldante, que carregava a maioria dos campistas para o grande lago do Acampamento. Até mesmo os filhos de Hipnos, o deus do sono, estavam banhando-se na água, embora deitados em um tipo de cama-boia. O dia de Barth não foi muito diferente disto... Na manhã, teve tempo para uma folga, e usou esse tempo para divertir-se e aproveitar o sol. Na tarde, o filho de Apolo prometeu a si mesmo exercer algum dos esportes do Acampamento. Galgava pelas trilhas carregando somente sua espada de bronze, uma espada elétrica de setenta centímetros de comprimento. Ela podia eletrocutar qualquer um, então era sempre bom mantê-la segura na bainha, que estava presa nas costas do semideus. Barth suspirou em descanso, já havia andado pelo menos meio quilômetro e não encontrou nenhuma atividade que o agradasse. Forjas, Duelos, Canoagem, Equitação e muitas outras, nenhuma essas havia lhe interessado. Olhou para cima, fazendo um leve xingamento aos deuses, e voltou à caminhada, agora indo para o leste. Não tardou para encontrar um grande paredão. A parede estava molhada em algumas partes, parecendo uma cachoeira pequena. Água límpida escorria em algumas das pedras, deixando totalmente escorregadio. Também era possível ver alguns buracos entre as rochas, feitos para que os usuários prendessem a palma da mão ali e dar impulso. Além disso, uma dúzia de pedregulhos estavam parados no topo da parede, prontos para fazer alguma coisa grande, um belo estrago... — Interessante. - alarmou o filho de Apolo, indo de encontro à grande barreira.

Ninguém estava na guarda do obstáculo. Parecia que aquela atividade não era usada à meses. Bartholomew abriu um sorriso, tirando sua espada das costas, que faiscou após ser solta da bainha. O campista correu até a parede e segurou firme o cabo de sua arma. Deu um grande salto e prendeu a arma sob uma das pedras, que abriu uma broca, um buraco que perfurou a rocha. Por sorte, o semideus se lembrara de não acertar a água, pois, caso isso acontecesse, a eletricidade se intensificaria e podia o eletrocutar. Barth continuou subindo, jogando seu braço acima da cabeça e segurando-se em uma brecha. Levou todo o seu corpo com o braço e com a mão direita prendeu a espada em outro rochedo, e, quase instantaneamente, outra broca foi criada. E assim continuou a subida, até que o semideus atingiu exatos 15 metros de altura... Um terremoto inundou toda a parede, levando os pedregulhos que antes estavam no alto do obstáculo abaixo. O filho de Apolo só teve tempo de uma coisa: pular. Sua espada que jazia em sua mão desceu sobre outra pedra mais a direita quando ele executou o salto, e, por muita sorte, ela conseguiu segurar o peso de seu corpo e não o levar à queda. As exatas doze pedras estavam no chão, e o semideus, são e salvo. — Ufa! - aliviou-se, e continuou a subida, até que sentiu outro tremor! Mas este não fez nada, apenas o balançou um pouco, um susto bem infantil, que fez Barth pensar que aquela engenhoca fora construída pelos filhos de Hefesto... 20 metros, 30 metros e por fim, 45 metros. Chegou no final cansado, suado, a um "fio da morte". Ralado até na testa, sentou-se e sentiu o vento bater em seus cabelos. A descida não seria tão difícil, mas a atenção era toda... Prendeu a espada elétrica em outra rocha, novamente, e pendurou-se na arma. Em seguida, foi descendo em um velocidade controlada, rasgando alguns rochedos, pronto para ir para seu chalé e cuidar dos grupos de ferimentos que arrumou em seu corpo.

Poderes e Armas:
☀ Escalada [Nível 01] - Filhos de Apolo tem uma ótima escalada, conseguem subir em locais mais íngremes e de difícil acesso como parede de escaladas arvores e etc... Eles precisam dessa habilidade pois seu estilo de luta é a longa distancia e isso facilita muito no campo de visão e etc...


• Espada Elétrica [Uma Espada com 75 cm, feita de Bronze Sagrado, na qual ao entrar em atrito com algo, tem a capacidade de eletrocutar. ] ~ compra




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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Rachel Learmonth Dicker em Ter 13 Jan 2015 - 13:37

keep the faith
There's always gonna be another mountain I'm always gonna want to make it move
A manhã estava fria. E não era porque eu seria uma filha de Quione. O tempo realmente havia virado. Tinha saído do Pavilhão cedo, depois de ter tomado um café da manhã. Estava indo para o chalé quando resolvi mudar de ideia e treinar. Não estava nem um pouco com vontade de treinar com espadas, autômatos e outras coisas. Segui direto para a Parede de Escalada. Desde que havia chegado no acampamento, nunca havia ido lá. Cheguei lá e estava vazia. Só havia um semideus no local, provavelmente um instrutor.  Expliquei para ele que queria treinar e ele logo providenciou tudo. Agora só faltava eu subir.

Deixei a enrolação de lado e me conduzi a parede. Elevei minha perna direita posicionando-a em uma pedra. E com meu braço esquerdo segurei em outra. Dei um impulso para alcançar a outra pedra com a mão direita. Continuei me posicionando e conduzi meu próximo pé a pedra. A parede estremeceu. Eu suspirei fundo assustada. – É claro que teria uma gracinha. – Soltei um murmúrio enquanto procurava uma outra pedra para me segurar. Estiquei meu braço esquerdo para uma pedra que estava bem longe. Não sabia se eu iria conseguir, mas era a única que estava a vista. Dei um impulso de imediato jogando o corpo para a lateral. A parede tremeu de novo e dessa vez foi mais forte fazendo eu perto o apoio de um dos pés.  – Eu só invento moda. – Praguejei enquanto estava pendurada só com um dos pés. Elevei meu corpo subindo a perna direita para outra pedra assim me dando força suficiente para alcançar a pedra da lateral. Já estava quase segurando na pedra, quando uma caiu quase quebrando meu pulso. Puxei rapidamente meu braço para mim tentando desvair da mesma.

Meu cabelo começou a me atrapalhar. Estava ventando tanto, que eu achei que seria levada. Dei um pulo sobre a pedra que minha perna direita se encontrava e consegui segurar com a mão esquerda. Já estava começando a me arrepender de ter subido. Segurei firme com minha mão direita em outra pedra. O tremor que a parede fez foi tão forte que eu quase soltei tudo. Minhas mãos estavam começando a suar, mesmo naquele frio todo. Olhei para cima na tentativa de procurar outra pedra para me prender. Continuei bufando enquanto tentava segurar outra pedra. Agora eu tinha que jogar meu corpo todo para a esquerda se não eu seria esmagada pela pedra que estava descendo. Era algo arriscado para se fazer, mas eu não tinha muitas opções. Analisei abaixo e havia uma pedra de apoio. Joguei meu pé esquerdo para a mesma e segurei na pedra que estava alinhada em sua direção. A pedra despencou riscando toda a rocha da parede de escalada. 

Estiquei meu braço direito e segurei em outra pedra de apoio. Fui elevar minha perna esquerda para subir, quando só senti meu joelho arder.  – Droga! – Abaixei meu rosto olhando para o ferimento. Deixei de lado a situação e olhei para abaixo. Já estava a metros do chão, o que nem sequer parecia. Você está lá em cima sozinha, concentrada em só subir e chegar ao final que nem percebe quantas horas já passou. Minha cabeça começara a falhar, eu estava vendo coisas que não deveria, pelo menos em minha mente. Eu olhava para a pedra e simplesmente não conseguia segurar na mesma. Meu corpo não estava com vontade nenhuma de estar ali, mas eu mesma sabia que não havia cansaço, dor e nem nada. Era só meu cérebro que criava cenas e escolhas que eu nem queria. Continuei a olhar para a pedra acima e a segurei. Junto empurrei meu corpo e consegui subir um pouco mais. A parede deu onda estremida, mas não me fez hesitar. Lancei um olhar para o outro apoio que parecia ser feito em zigue-zague idiota para que nos cansássemos mais rápido. Consegui continuar a subida. Pensei comigo mesma, isso é só uma pequena falta de prática. Com o tempo talvez eu melhore. Segurei na próxima pedra de apoio que surgira bem em frente ao meu nariz. 

Era engraçado para mim mesma estar ali encima. Continuei forçando meu braço para segurar outra. Do jeito que eu me encontrava não era nada confortável. De cima na direita parecia chover um conjunto de pedras. Era agora que eu ficaria ali parada feito uma idiota. Era riscado eu levar uma pedrada na cabeça e nem ver. Grunhi enquanto elevava minha perna esquerda. O ferimento no joelho não era muito grave, mas sim doloroso. Talvez seria melhor ter caído do que ficar ali naquela situação, sem encontrar uma solução óbvia. Continuei analisando minhas opções. “Se eu for para aquele lado, não conseguirei apoiar meu pé naquela pedra, se eu segurar nessa, não pisarei naquela outra.” Continuei mastigando em meu pensamento uma pequena tática que não riscasse minha vida. E não havia nenhuma. – Ah, que se foda! – Pela primeira vez na minha vida havia deixado o cálculo de lado e resolvi fazer por impulso. Inclinei meu corpo quase esfregando meu rosto na parede. Segurei na outra pedra, a que eu não deveria mas mesmo assim o fiz. Apoiei meu pé direito na pedra de cima e inclinei minha mão direita para alcançar a próxima pedra na direita. Foi difícil, com o suor nas mãos mas mesmo assim consegui. Agora só faltava apoiar meu pé bem do outro lado. Dei um impulso e e minha perna esquerda veio e eu finalmente apoiei meu pé. A parede estremeceu de leve e quando virei meu rosto para o lado havia caído outra pedra, essa era das grandes. Se eu tivesse parada ali por mais um segundo seria desintegrada.

Observei acima toda a extensão da parede. Não faltava muito para eu chegar ao topo. Eu não odiava altura. Só um pouco. Pelo fato de ter despencado de metros do céu quando tinha apenas 11 anos de idade. Eu estava até lidando isso bem. Firmei minha perna direita e estiquei meu braço agarrando a pedra com a esquerda. Eu simplesmente não havia conseguido segurar. Não por minhas mãos estarem suadas, pelo simples fato de não ter pedra suficiente para isso. Aquele obviamente foi armada para que desequilibrasse o escalador. Elevei meu braço direito e segurei a pedra que estava um pouco acima da pedra falsa. Inclinei meu corpo e fui mudando minhas pernas de posição. Saiu da esquerda para direita até eu conseguir estabilizá-las nas pedras. A parede tremeu e deva vez não queria parar. Continuei tremendo sendo chacoalhada pela parede. Eu quase havia soltado, mas a vontade de chegar ao topo era maior. Eu queria simplesmente mostrar que eu conseguia subir. Deixei meus pensamentos involuntários de lado e continuei tentando me pendurar. O tremor não ajudava em hipótese alguma mais continuei firme. Finalmente consegui segurar. Minha mãe esquerda bem firme em um lado e a direita em outro. Minha mão direita estava bem acima, mas mesmo assim não deixava meu corpo desconfortável. Quem via de lá de baixo poderia até achar isso. Tomei impulso com a perna esquerda e subi no próximo apoio. Não havia algum outro a vista para eu posicionar a perna direita o que dificultou mais. Tinha que fazer o próximo movimento só na esquerda. Não sabia se ia dar certo mas fiz. Meu braço esquerdo sustentou uma boa parte do meu corpo enquanto eu segurava a pedra. Elevei meu pé esquerdo o apoiando na próxima pedra, quase cai mais fui rápida o suficiente para segurar com a mão esquerda. Finalmente estava quase tudo acabado. Só faltava um pouco de nada para eu subir no topo. Não segurei minha mão esquerda na pedra a segurei no topo. O que foi a pior coisa que fiz, meus dedos deslizavam um por um. Eu estava prestes a cair quando tomei forças o suficiente e joguei meu corpo para cima. Minha mão esquerda segurou a pedra e eu com minha perna direita subi na próxima. 

Fui subindo meu corpo até o topo e sentei. Finalmente havia terminado, mas quando olhei para baixo. Havia vários campistas se posicionando para subir. E o pior de tudo é que eu nem sabia como faria para descer. Analisei uma corda que estava fincada na parede de escalada. Segurei pelo seu cabo jogando meu corpo para baixo. Eu não sabia como fazer isso exatamente, mas a parte difícil já havia passado. Fui descendo rapidamente pela corda até que apoiei minhas duas pernas na parede. Fui descendo devagar até me soltar dando um salto no chão. Caí em pé com o joelho dobrado. Me levantei jogando meus fios ruivos para atrás e girando a cabeça. Saí andando do local sendo fuzilada com olhares. Confesso que uns até que eu gostei.


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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Sex 16 Jan 2015 - 12:34

“Paciência você deve ter meu jovem Padawan.” A fala do mestre Yoda ressoava em minha cabeça, enquanto eu encarava aquele gigante amontoado de pedras de aparência mortal, carinhosamente apelidado de paredão de escalada. Nada contra escalada. Muita coisa contra as aranhas que passeavam por ali de vez em quando. Mas eu tinha de tentar. Aliás, tentar não. Fazer, não é? Como era mesma a outra frase? “Faça. Ou não faça. Não existe a tentativa.”? Isso. Palavras de infinita sabedoria de um baixinho verde. “Ah, mas o Yoda não existe! A força é uma mentira!´ Eu também achava que deuses e monstros não existiam. Vejam onde estou agora. Tchã-ram! Ok, certo. Não poderia ser tão difícil: eu já havia feito aquilo antes, era até divertido. Só que... Aranhas... Ah, que fosse. A força estava comigo. E não ouse discutir com o Yoda.

Eu terminava de prender toda aquela parafernália de cordas, fitas e ganchos que compunham o equipamento de proteção quando me deparei com cabelos loiros conhecidos há pouco tempo. – Hey Melanie – cumprimentei a garota, com um esboço de sorriso num dos cantos dos lábios. Não que tivéssemos muita intimidade, mas acho que dar dicas de manuseio de adagas dá o direito de dar bom dia a alguém sem ter de parecer frio. Vendo que ela iniciava os preparativos com o próprio equipamento, sugeri com um sorriso maroto, alguns segundos depois. – Então... Topa uma corrida? Quem chegar por último paga uma lata de Coca contrabandeada dos filhos de Hermes? Fiquei feliz com a concordância da garota. Eu provavelmente teria de lhe pagar a Coca, mas, ao menos, a competição tornava aquilo um pouco mais divertido.

– No três? – indaguei, poucos segundos antes de começarmos uma contagem em voz alta, juntas – E... Três! Mentiria se dissesse que aquilo foi a deixa para dispararmos pedras acima, como nas competições televisionadas, em que era quase possível sentir a adrenalina do competidor só de observar aquilo. Nós só... Pisamos na pedra, e nos alçamos para cima com as mãos, que começaram freneticamente a procurar brechas por onde pudessem sustentar nosso peso e nos içar para cima. A velocidade veio aos poucos. A confiança ia crescendo junto com a altitude, desde que não olhássemos para baixo. Sim, a primeira lição do paredão era a mesma de todos aqueles filmes clichês: não olhe para baixo. E desvie da lava, se houver. Sim, o paredão era menos clichê dos que os filmes. Risível.

A garota ao meu lado – ou quase isso – parecia ter mais habilidade que eu. Ao menos, ela não levava três segundos sem respirar averiguando se as mãos não tocavam em nenhum tipo de aracnídeo a cada mudança de ponto de apoio. O que me deixou confortável o suficiente para brincar, no único momento de percurso em que parecia estar mais no alto que ela – que parecia ter dificuldades em achar uma rocha firme na qual apoiar-se: – Hey, posso trocar a minha Coca por uma Fanta? É o mesmo preço! Ela riu, fazendo alguma brincadeira de volta, ao achar o ponto de apoio e me alcançar com certa facilidade, ao que revirei os olhos, brincando ao dizer que aquilo era injusto. Eu me senti confortável o suficiente com a brincadeira para parar de procurar por oito pernas a cada passo que eu desse.

Teoricamente, era algo bom. E foi, até que – faltando pouco mais de um metro para tingir o topo – meus dedos tocaram algo que não parecia rocha. Não, eu não saberia dizer se era uma aranha. Mas não é realmente possível que alguém ache que isso importe. Eu simplesmente fiz o medo falar mais alto. Ok, a Força havia me abandonado. Ingrata. Eu simplesmente, deslizei de volta para a terra firme mais rápido do que o Flash seria capaz, agarrando o cabo fortemente para esconder o início do tremor, enquanto dava pequenos saltos nas rochas. Maldita aracnofobia. – Desculpe – bradei para uma loira confusa acima – Eu... Tenho que ir! Me cobre a Coca quando quiser! – finalizei,  com uma expressão de desculpas que ela com certeza não teve como ver, do alto. É, mestre Yoda, eu fiz. Mal feito, pela metade, mas fiz. E sim, isso conta, pequeno Jedi. Isso tem de contar.


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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Sex 16 Jan 2015 - 13:43

Keep calm and carry on

Após passar a manhã enfurnada dentro das forjas, resolvi pegar um ar no rosto. Sky foi fazer alguma coisa e eu havia me despedido de Roonie que fora para a arena. Fui separando meus cabelos para um lado enquanto andava pela sombra. O ar que vinha em meu rosto era muito bom. Não sabia o que fazer exatamente, mas queria alguma coisa ao ar livre. Acabei dando de cara com a Parede de Escalada. Cara não, alguns passos perto. Continuei andando até chegar mais perto dela. Não estava muito cheia, então era uma boa. O instrutor me passou as cordas e eu logo me resolvi sozinha. Quando estava prestes a subir ouvi uma voz conhecida. Me virei de costas e era a mesma garota das adagas. Era Àgatha que logo me cumprimentara. Soltei um sorriso para a garota que também estava se preparando para subir. Ágatha havia me perguntado de eu toparia uma corrida até o topo. Como eu queria me movimentar por ter ficado horas dentro do calor miserável das forjas logo topei.  - Claro que sim. - Estávamos prontas para escalar.

Me virei para Ágatha que fazia uma pequena contagem regressiva. No três, comecei a procurar um apoio para meu pé. Logo em seguida me icei para cima agarrando uma pedra a esquerda. Eu não queria olhar para baixo, mas já estava começando a perder a garota. Segurei em um outra pedra a direita e pisei meu pé esquerdo em outra. Elevei meu rosto para cima e logo vira uma pedra desmoronar. Ágatha já havia percebido e foi para a esquerda. A pedra estava quase caindo encima de mim quando me segurei em uma pedra a direita. Joguei meu corpo para o lado deixando a perna esquerda sem apoio. Foi muito arriscado, mas estava sendo divertido.  - Suba sua molenga. - Insultei a garota de maneira amigável para que desse mais agilidade a situação. Ágatha e eu começamos a dar gargalhadas no vento que corria pelos meus lábios. Joguei meu corpo da melhor forma que conseguira para esquerdar e consegui apoiar meu pé esquerdo em uma pedra. Lancei meu braço tentando agarrar umas das pedras a esquerda. Foi uma tentativa falível. Eu não estava perto o suficiente, o que deu tempo para Ágatha me alcançar. Agora estávamos uma olhando para a cara da outra.

A garota que respirava pausadamente perguntava se poderia trocar à coca pela fanta. E eu logo concordei. - Uma fanta de laranja cairia bem agora. - Falei para a menina enquanto desviava de uma pedra que caía do topo. Levantei minha cabeça para cima e logo vi o topo. Me atrevi a olhar para baixo e estávamos a metros do chão. Empurrei meu pé direito sobre a pedra de apoio que ele estava e segurei em uma pedra com minha mão direita. Queria agarrar uma pedra que estava logo acima a esquerda mas eu não conseguira alcançar. Fui pela direita e Ágatha estava escalando lado a lado comigo. Continuei a escalar e elevei minha coxa esquerda e apoiei meu pé em um apoio. Agora estava quase lá. Me segurei em uma das pedras com as duas mãos. Olhei para baixo e Ágatha estava parada feito uma estátua. Não sabia o que ela tinha, se era medo de altura ou alguma outra coisa do tipo. Eu só olhei para ela intrigada. Elevei meu braço direito e agarrei mais uma pedra. - Está tudo bem? - Gritei para a garota que concordava com a cabeça. Logo agarrei mais uma pedra quase chegando ao fim do topo. 

Ágatha simplesmente puxou a corda e foi descendo aos poucos. Eu realmente não sabia o que estava acontecendo com ela. Se ela estava com algum tipo de emergência feminina ou coisa do tipo. Enquanto ela descia ela ia gritando palavras como um ''me desculpe'' ou então ''depois me cobre a fanta'' Dei de ombros pois estava quase finalizando o percurso quando uma pedra caiu passando quase rente ao meu ouvido esquerdo. Suspirei profundamente e me icei para cima de novo. Agarrei em uma pedra da esquerda e meu pé direito em outro apoio. Coloquei minha mãe direita no topo e subi meu corpo para cima. Eu havia chegado ao fim. Eu sentei lá em cima e senti o vento em meu rosto por alguns minutos. Fui encostando minhas costas no topo quase caindo. Me segurei em uma outra corda e fui descendo para baixo. Eu sem querer soltei a corda tão rápida, que só consegui parar a um pulo do chão. Bufei e meus cabelos voaram junto. Logo me soltei da gorda e pulei no chão. Não havia ninguém a vista por ali e então só fui caminhando para outra direção.


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Re: Treinos na Parede de Escalada

Mensagem por Quione em Ter 16 Jun 2015 - 16:42

Treinos corrigidos.
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Re: Treinos na Parede de Escalada

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