Treinos de Combate Corpo a Corpo

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Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Zeus em Seg 16 Dez 2013 - 15:33



Treinos de Combate Corpo a Corpo
A arena é destinada para o treino de combate corpo a corpo, onde você pode bolar um pelo treino lutando com algum amigo ou apenas treinando com bonecos. Os treinos de corpo a corpo são desarmados, sem armas e/ou itens e apetrechos.


• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Julia Heit Adams em Seg 16 Dez 2013 - 19:56


Vamos treinar?
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 Eu vinha evitando aquele treino desde o primeiro dia, pois sabia que além de ser uma das minha favoritas, muita gente tbm lutava bem. Eu de longe poderia dar umas olhadas em quem estivesse treinando, mas não teve jeito, agora eu teria que encarar o treino querendo ou não, meu amado estilo de luta, o mais eficaz talvez e mais divertido de assistir, o que nos permitia usar a criatividade com mais facilidade, Combate Desarmado.

Quando em aproximei o rapaz estava sozinho, se aquecia a espera de outro semideus que viesse desafiá-lo, olhei em volta esperando que mais alguém se aproximasse, nessa hora eu comecei a cogitar que as pessoas estavam me evitando, sei lá o motivo, mas lá estava ele, sozinho e eu? Bom caro leito agora eu tinha me aproximado. – Venha bonequinha, mostre o que sabe. – Olhei em  volta para ver com quem ele estava falando, até notar que era comigo mesma. – Eu? Ah! Sei não. – Cocei a nuca olhando em volta e depois olhando para ele, sim eu estava meio apreensiva com aquilo, eu me achava boa, mas o quanto boa eu precisaria ser pra sobreviver no mundo lá fora? Teria que descobrir sozinha. – Se te deixar mas tranquila eu posso te dar algumas dicas. – Isso não foi a melhor fala que eu escutei, mas algumas dicas já seria um bom começo, balancei a cabeça positivamente e dei alguns passos a frente, novamente olhando e volta, não queria tantos olhares em mim, só queria ... Bom ... Terminar aquilo logo. – Primeiro de tudo, JAMAIS, dê as costas para o seu oponente, tenha conhecimento disso quando for fazer qualquer golpe, nunca fiquei de costas pra ele se não tiver certeza de que vai acertar, ele pode te matar nessa hora. – Eu mordi levemente o lábio inferior, eu sabia disso, mas no tom que ele falou me deu certo medo, não posso dizer que não, pois deu sim, mas eu não deixei transparecer, apenas olhei para ele que parecia esperar um sinal positivo vindo de mim, então balancei a cabeça de forma positiva. – Se possível não lute com alguém que não sabe nada sobre, as aparências enganam loirinha, tente sempre olhar a sua volta, mesmo aqui, mas nem todos vai poder fazer isso, então abuse os golpes que você domina melhor. – Isso era compreensivo, nessa hora foi automático, eu olhei em minha volta, quase em câmera lenta, fiquei em certo transe, mas a mão dele em meu ombro me despertou do mesmo e eu acabei por piscar um pouco e voltar a olhá-lo. -  Tem pontos que é você acertar o golpe que já é vantagem, creio que saiba os pontos vitais mais importantes. – Claro que eu sabia, uma certa mulher me fizera decorá-los de forma prática e rápida, é com a hipermnésia não ficou tão difícil também, mas essa dica era óbvia, mas de suma importância perto das outras. – Claro, todos. – Afirmei enquanto ele ficou calado uns segundos, poderia apostar que estava pensando em algo. – Jamais ache que venceu só por que acertou um golpe que deixou o oponente muito indefeso, não pare até mata-lo, é ele ou você, não tenha dó, não tenha piedade, muito nos compaixão, sendo mais franco, loirinha, não tenha sentimentos na Arena ou eles matarão vocês. – Eu fiquei meio paralisada com aquilo, juro que fiquei meio assustada, mas aquilo de não ter sentimentos ... Me pareceu o certo, mas eu conseguiria fazê-lo? Custava a acreditar que sim, pelo menos com alguns monstros e semideuses, mas com certos poderia fazer facilmente. – Ma...Mas alguma dica? – Eu falei respirando fundo, foco Julia, foco. Ele deixou uma gargalhada escapar, parecia se divertir com o fato de me ver meio assustada, mas pensante no que dizer a seguir – Pouca coisa, não perca uma oportunidade de matar, golpes no pescoço e altura dos olhos é mais eficaz, sabe aquela técnica de enforcamento mais conhecida? Braço pelo pescoço, falando em pescoço sabe como quebrar um? – Ele me perguntou e eu fiquei meio aérea na pergunta dele, então respirei fundo, ah! Sim eu sabia, Mercolie tinha me ensinado quando eu tinha oito anos, não é a melhor coisa pra se ensinar uma criança, mas sendo semideusa. – Sim, mão que tem mais habilidade ou força, no meu caso a destra na bochecha esquerda ou lado esquerdo do queixo do adversário, mão direita mais a cima, cabeça, logo acima da nuca, lado direito, e depois puxar com a maior força que conseguir cada mão pro seu lado, com sorte morte certa. – Ele me olhava explicar com meio sorriso no rosto, parecia certa, ele confirmou isso em um balançar de cabeça. – Que tal uma luta básica, tenho um autômato legal para isso. – Sorri de lado balançando a cabeça, era hora de lutar.

{...} Eu encarei aquele autômato estranho em rosto e sem nada, só uma cabeça muito da estranha, mas ok, parecia assustador, eu sabia. – Ele tem a força, agilidade e perícia de alguém como você Julia, pense e seja rápida, ele pode te matar. – WTF?! Como assim? E desde quando ele sabia o meu nome? Parei de me questionar quando o boneco ergueu os braços pronto para começar a luta, um pé na frente, outro um pouco atrás, a destra na frente do nariz e a canhota a frente dos seios, ouvi um barulho, como um apito, ou até sirene, o boneco veio correndo em minha direção, ele não levava mais as mãos a frente do rosto, mas eu continuei em minha posição de guarda, como você Julia, como você. Ele deu uma “estrela ou mortal” sei lá que era aquilo, mas sabia como ia terminar, eu já tinha feito isso, a uns dois anos, mas ... Bom, só tinha uma saída, me abaixei, mas quem disse que adiantou ? Ele pensava como eu, tinha sempre uma carta na manga, me abaixei cedo demais, então ele não deferiu o soco de direita, ele se firmou com o pé direito no chão e deu um giro, com o intuito maior de deixar o chute mais forte e me acertou pelo lado direito, como eu tinha me abaixado fora no braço quando no ombro e me derrubou com tudo no chão. – Ele pensa como você loira, mas você é mais você ainda, levante-se lute! – Que beleza meu braço direito estava um pouco dolorido agora. – Eu me odeio, definitivamente. – Pude ouvir uma gargalhada abafada ao fundo, o que só me distraiu um pouco, algo me puxou pelo cabelo, eu tremi me levantando, não acredito, ARGH! Ele me segurava com a mão esquerda, já estava pronto pra me socar com a direita, direto no meu rosto, no meu rosto não! Segurei o punho direito dele com as duas mãos e o girei, ele tentou me dar um joelhada, mas eu percebi o levantar de perna dele e ergui o meu, foi um baque nada agradável, mas não doeu muito, quando meu pé direito voltou ao chão eu pisei com força no pé esquerdo dele, sem esquecer de continuar girando o seu punho, mais e mais,  ele teve que soltar meu cabelo, foi pouco tempo, mas quando percebi que ele havia soltado mais do que imediato soltei seu punho e dei um passo atrás, joguei meu corpo também para trás, levando as mãos firmes ao chão, meu pé direito acertou, com a força de um chute, em seu queixo e o deixou meio desnorteado. Eu o olhava segurando o queixo meio zonzo, ataque Julia, ataque! Corri na direção dele, primeiro um chute forte na barriga, passo atrás e uma bancada com a palma da mão abaixo do nariz, ele tentou me socar com a esquerda, segurei sua mão com a minha direita e girei-a até as costas, com a direita ele tentava me pegar, mas mão conseguia, chutei as costas de seu joelho o derrubando no chão, mas ainda segurando seu braço, se ele girasse do lado errado seu braço quebraria, foi rápido, fácil e como tinha que ser, mão direita no queixo, lado esquerdo, mão esquerda na cabeça, acima da nunca, lado direito, puxei cada uma pra seu lado, direita para direita e esquerda para esquerda e escutei um barulho, ou talvez fosse coisa da minha mente, o corpo do autômato parou de se mexer e ele caiu no chão, possivelmente se fosse um semideus estaria morto e eu ofegante. – Parabéns Julia, parabéns. – Ele sorriu de lado, mais um bom treino.





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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Julia Heit Adams em Ter 17 Dez 2013 - 1:44

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Vamos treinar?
The Queen of Fear

 Quando acordei chovia leve lá fora, aquele cheiro de terra molhada adentrava minhas narinas com um pouco de facilidade, eu ainda estava coberta quando a porta do meu quarto de abriu em um baque, estava distraída demais, porém, sorri para o rapaz alto, ele estava com uma caneca que saía uma fumaça pequena em sua mão e sorri de volta pra mim. - Vamos logo sua preguiçosa. - Eu olhei desconfiada pra Maister o que ele fazia ali tão cedo? Ah! Claro! Os treinos matinais, eu tinha me esquecido totalmente, eu tinha pedido a ajuda a ele com o combate desarmado. - Quem te deixou entrar? - Pulei da cama jogando as cobertas no chão, minha mãe ia arrumar meu quarto depois, ela sempre arrumava, meu padrasto deveria estar cortando pinheiros como em toda manhã, ele se levantava e saía antes mesmo do sol despontar no céu. - Sua mãe, vamos logo, vista isso. - Ele me acertou no rosto com uma vestimenta, era minha blusa de frio cinza, eu a vesti rapidamente, já trajava uma calça boa para o treino e uma blusa que nem me importei, calcei as botas de sempre e balancei a cabeça a frente do que parecia ser um espelho em meu quarto. {...}

{...} Ele caminhava sempre a minha frente, carregava um machado apoiado no ombro pra que ninguém desconfiasse de nós, a chuva ainda caía aos poucos sobre nossas cabeças e trilhávamos rumo a floresta de Pinheiros, o chão estava meio escorregadio por causa da terra molhada com a chuva da noite passada que tinha virado lama. Eu sempre olhava de um lado para outro, temi estar sendo seguida, não tinha medo de ter que bater em uns idiotas e de apanhar em praça pública, eu temia por Maister, sabia que ele se ofereceria em meu lugar, ele era um dos poucos amigos, pra não dizer o único que eu tinha, era cinco anos mais velho, deveria andar com pessoas da sua idade, mas estava preocupado comigo, sempre esteve, como um irmão mais velho. - Vamos adentrar mais a floresta pra estarmos em maior segurança pra treinar, tome cuidado e não se perca. - Ele falou estalando os dedos a frente do meu rosto, tomei um pequeno susto e ele fez o enorme favor de rir, não gostava que rissem de mim, mas aquela hora eu bem que mereci, andava distraída demais. Eu andava olhando pros meus pés, seguia as pegadas dele feitas na lama fresca, algumas vezes eu até batia a cabeça de leve nas costas dele, foi então que um assobio alto chamou minha atenção, parei por uns dois segundos ou três procurando seu dono, sorri ao achá-lo bem longe de mim, voltei o olhar pra frente e Maister não estava mais lá, senti meu coração disparar, engoli seco tentando me concentrar, podia tentar achá-lo ou voltar pra casa, meu susto foi maior quando quando senti um par de mãos depositarem-se sobre meus ombros e eu dar um pulo em resposta. - O que eu disse sobre não se perder? Vamos! - Ele me puxou, quase tropecei e caí no chão, já que uma passada dele dava quase duas das minhas. {...}

Quando paramos aquele silencio todo pairou no ar, ele me olhou portando nos lábios aquele sorriso torto nos rosto que me irritava, fazia ele parecer mais convencido do que costumava ser e me dava aquela vontade louca de socar a cara dele. - O que vamos treinar hoje? - Eu pisava com cuidado na lama escorregadia, ele ergueu os punhos a altura do rosto com um olhar semi cerrado. - O que acha? Combate desarmado anjinha, vamos ver o que sabe. - Bufei baixinho erguendo os braços na mesma altura que ele, dei dois passos a frente ficando a uns três passos medianos de distância, por alguns segundos apenas nos encaramos e senti que ficaríamos assim o dia inteiro que eu não desse o primeiro passo, então eu comecei com algo até muito clichês, um soco de direita na altura da mandíbula, ele era altamente mais forte que eu e segurou meu punho com força, girando meu braço e o lavando pras minhas costas, com uma mão ele segurava em meu punho, acho que a esquerda, e com a outra ele empurrava de leve meu cotovelo para cima, mesmo que com pouca força doía um pouco, ta doía um bocado. - Ai, me solta, me solta. - Eu dava mini pulos e ele apertava mais meu braço para cima e doía. - Você acha que na realidade eles vão soltar você quando pedir? Defenda-se Julia. - Ele gargalhou marotamente e assoprou atrás de minha orelha esquerda, eu tinha que ser rápida. Encolhi a perna direta e depois a estiquei pra trás em um "coice" no joelho direito dele que vacilou um passo atrás, talvez ele não esperasse isso e acabou me soltando. - Muito bem, agora minha vez de atacar. -  Eu arregalei os olhos, pois ele conseguiria muito bem me deixar bem machucada.

Ele veio em minha direção e eu vacilei uns passos, ele tinha os punhos prontos pra socar meu rosto com gosto e eu sabia, no primeiro soco eu me abaixei, mas no segundo ao repetir o ato fui surpreendida com um soco em meu queixo vindo dele de baixo pra cima e caí com tudo na lama meio zonza. - Isso doeu eu idiota. - Balancei a cabeça , não me importei com a roupa suja, me levantei já indo pra cima dele, tentei acertá-lo três vezes com socos em vão, foi que percebi que ele sempre olhava pros lados e calculava mentalmente, até mesmo os que podiam vir de baixo, depois de uma sequência de socos eu achei melhor variar, dei um chute na barriga dele com tudo, apesar de sentir a dor do meu pé, ele segurou minha perna e estava pronto pra acertar com o cotovelo em minha canela e me fazer quebrar um osso com meu total azar, só tinha uma saída arriscada, o medo estava estampado em meu rosto. Joguei meu corpo pra direita procurando o chão, mesmo que cheio de lama escorregadia, no que elas tocaram o chão,a  perna que antes me sustentava no chão se ergueu tomando o rumo do rosto dele e o acertando em cheio no rosto, Maister soltou a minha outra perna e eu caí meio desajeitada no chão, mas me levantando em um pulo. - RÁ! Chupa essa, vamos lá, levante, vamos lá! - Eu o instigava com uma fúria nos olhos, ele estava furioso e assim ele ficava muito previsível, o que era engraçado. O rapaz correu em minha direção pronto pra me derrubar com tudo no chão, me abaixei o máximo que consegui passando por debaixo do braço direito dele, agora ele estava de costas pra mim e era fácil derrubá-lo, chutei-lhe em suas costas com força, a minha era inferior a dele, mas com a lama o fez cair de joelhos com o chão, apoiando-se com as mãos, enfiei minha mão direita entre os cabelos dele o puxando pra trás, a esquerda, o segurou no queixo o elevando, ponto perfeito pra eu puxar pra um dos lados e PUF ... morto. - Eu poderia te matar agora quebrando seu pescoço, mas sou uma loira boazinha. - Gargalhei baixinho olhando pra ele ainda de costas pra mim, balancei a cabeça negativamente, meu maior erro, ele se levantou furioso e pulou sobre mim, me abaixei de novo, mas dessa vez algo deu errado.

Eu já sorria, cedo demais, senti algo puxar meu cabelo e meu corpo foi de encontro ao solo cheio de lama e por um segundo ou outro eu perdi o ar, fechei os olhos com tudo e respirei fundo, quando os abri ele já estava sobre mim me prendendo com os dois braços no chão. - Assuma sua derrota e pronto. - Sorri de lado balançando a cabeça negativamente, assumir minha derrota? Jamais! Eu sabia que aquilo ia doer e que ia me deixar meio zonza mas eu tentei, bati minha testa com a força que consegui contra a dele, ele piscou algumas vezes assimilando a dor mas não me soltou, aproveitei esse pequeno descuido pra morder o nariz dele, ele deixou um pequeno grito escapar e me soltou se sentando sobre os joelhos, eu escorreguei um pouco na lama antes de conseguir ficar de pé, me afastei uns dois passos antes de correr até ele e chutá-lo com tudo no queixo, pude escutar um grito de dor quando ele bateu as costas no chão, me aproximei pisando sobre os punho dele e sorrindo. - Agora você perdeu, vamos embora, estou faminta. - Pulei de cima dos pulsos dele pra lama e comecei a andar rumo a onde as casas ficavam, começara a chover forte e tudo ficava mais difícil, mas ele vinda logo atrás de mim, ambos estávamos com os corpos doloridos {...}

PS: Treino datado de duas semanas antes da min ha pessoa descobrir que é semideusa e da morte do Maister.





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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Allie Lankford Carroll em Qua 18 Dez 2013 - 22:37


 Depois de ter me livrado da maldição de Perséfone a vida parecia um pouco mais animada. Não tenho Dimitri ao meu lado e isso dói profundamente meu coração, mas foi o sacrifício que o guardião fez para não me ver mais sofrer, e agora eu tenho que honrar a minha promessa, meu primeiro e último amor. Caminho pelo acampamento com a cabeça nas nuvens, na realidade não estou no meu melhor dia para combate corpo a corpo, e já fingi tantas doenças nos últimos dias que nunca mais acreditarão em mim, então caminho silenciosa até a arena de luta, onde ocorrem alguns treinos.

Minha vez logo chega e quando me aproximo sou recebida com olhares hostis. Não que eu seja aquele tipo de garota de aparência frágil, mas que na verdade te derruba em segundos, estou muito longe de fazer essa proeza, então apenas ignoro e mantenho a cabeça erguida. A minha dupla é uma filha de Fobos que reconheço em instantes. Julia, sorrio de canto para ela e me ponho em posição de ataque. Sou esperta o suficiente para saber que não devo olhar em seus olhos, e procurar ignorar o máximo possível as sensações em meu corpo. Ela para um pouco a minha frente e se posiciona. Avanço primeiro mesmo sabendo que ela é uma excelente lutadora e desfiro um golpe em sua têmpora, ela desvia jogando o corpo para trás, e quando volta avança para mim, o soco passa de raspão por meu rosto.

Me jogo um pouco para trás e espero seu próximo golpe, ela é determinada e não enrola muito. Seu punho vem de encontro a minha costela, a dor me dá náuseas. Levanto a cabeça e me viro um pouco, meu cotovelo indo de encontro a seu rim, posso ouvir ela ofegar um pouco com a minha força, afinal, sou a filha do deus da guerra. Isso não chega nem perto de finalizar a luta, a loira é determinada e não se cansa, me derruba no chão jogando o corpo sobre mim, ambas caímos. Agarro seu pescoço com minhas mãos e giro, ficando agora por cima da garota. Meus joelhos procuram imobilizar seus braços enquanto meu punho desfere um golpe em sua têmpora, seus olhos reviram um pouco antes dela voltar a consciência.

Fui tola em pensar que tinha a vantagem da força, pois a garota se joga para o lado e me derruba novamente, os socos que recebo fazem minha visão apagar por instantes, sinto o gosto de sangue na boca. A empurro com toda força que tenho e me jogo para trás, rolando o mais rápido que posso até conseguir me levantar, ambas cambaleamos um pouco. Mais uma vez eu sou a primeira a avançar, ergo minha perna e giro meu quadril, a canela coberta pelo coturno acerta seu rosto e nesse momento agradeço por meus anos como bailarina, meu alongamento é ótimo.

Ela parece só um pouco afetada com meu golpe e logo tenta me dar uma rasteira, jogo meu corpo para trás e ofego um pouco antes de partir para cima novamente. Ela tenta desferir um soco em mim mas dessa vez estou preparada, agarro seu punho e torço o pulso, puxo o braço para mais perto de mim e dou uma joelhada em seu ventre, ela se encolhe por alguns segundos, tempo suficiente para eu lhe virar de costas e agarrar seus braços, puxando-os cada vez mais forte para perto de mim. Derrubo-a novamente com os meus joelhos e deixo que só um dos braços prenda os seus, enquanto o outro aperta sua garganta.

O instrutor da atividade conta em seu relógio cerca de cinco segundos, e quando consigo segura-la por esse tempo, ele nos dispensa. Solto a loira com cuidado para não machucá-la ainda mais e a ajudo a levantar. Dou um sorriso de canto e ela agarra meu braço, juntas saímos para a próxima atividade.



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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Heather Martínez em Qui 19 Dez 2013 - 17:34




Estava no meu chalé olhando uma lista com os treinos disponibilizados no acampamento. Já estava enjoada de treinar com armas, embora treinar com armas fosse extremamente importante. Estava só procrastinando um treino mais puxado com espadas, porque eu não gostava muito daquele tipo de arma. Eu conseguia bater muito melhor com um escudo do que cortar com uma espada! Eu poderia passar o dia inteiro nas paredes de escalada, mas duvidava muito que eu fosse derrotar algum monstro apenas escalando. O que eu realmente queria era estrear os meus chakrams e o meu chicote novo, mas ao mesmo tempo eu não queria gastá-los nem estragá-los; queria guardá-los para momentos especiais. Respirei fundo, indecisa com aquela lista na minha mão. Poucas coisas eram mais atraentes do que um treino com espadas. - Vejamos... Combate corpo a corpo? Sem armas? É, podemos tentar. - Desde que eu não encontrasse filhos de Ares, não seria um grande problema. Ainda esperava que eles pegassem leve com a novata aqui.

O campo de combate lembrava mais um ringue. Nas lutas mais pegadas, pequenas plateias eram formadas e os campistas apostavam os dracmas em seu lutador favorito. Decidi lutar com algum autômato, num canto mais isolado. Já tinha me metido em brigas com meninas no orfanato e até mesmo na escola. Cheguei a bater num menino também, mas ele não revidou porque era educado o suficiente para não bater em meninas. Porém, eu nunca tinha lutado usando técnicas greco-romanas ou artes marciais, mas Trevor me garantiu que eu tinha aptidões naturais para isso também. Os autômatos estavam disponibilizados para serem programados de acordo com o nível de cada campista, e eu escolhi um com uma aparência mais suave para combater, nada muito feio a ponto de me intimidar. - Deixa eu ver... Como que se programa essa coisa? - Havia um compartimento com um painel e botões, e agradeci por não ter muitas letras ali. Havia apenas números e figuras, tudo simplificado para os campistas disléxicos, e então programei o autômato para o nível um.

Coloquei-me em posição de combate, com os joelhos flexionados e os punhos cerrados. Comecei a rondar o autômato, mas o boneco se movia muito lentamente. Dei um chute na canela do boneco, igual ao que eu dei uma vez num garoto da minha escola, e o autômato já se apagou, dando-se como derrotado. – K.O.! K.O.! - Abaixei os meus braços e deixei os meus ombros caírem, enquanto encarava o autômato. - É isso? Só pode estar brincando. - Abri de novo o painel do autômato e o reprogramei. - Nível um é pra campista que chega aqui com dois anos de idade? Vamos lá... Nível cinco. Acho que vai ser o... WOW! - Assim que pressionei o botão para ativar os comandos nas costas do boneco, ele já se virou com um soco no meu rosto. Fui lançada a poucos metros do autômato por causa do soco. É, talvez eu tivesse exagerado um pouquinho na escolha do nível, deveria ter encontrado um meio termo. Eu ainda estava muito zonza por causa do soco, me levantando lentamente quando vi que o autômato corria em minha direção, a todo vapor. - Cheiro de semideus! Destruir, destruir! - Ele saltou para cima de mim com um jogador de futebol americano, e eu só tive tempo de desviar para o lado. Ouvi o baque surdo do boneco caindo no chão, e já ia me recuperando do soco, me colocando em posição de combate.

O autômato já estava em pé, intacto, me olhando com uma expressão fria. Claro, era um boneco. Eu gostaria pelo menos de tentar abaixar um nível, mas não sabia nem se conseguiria chegar perto dele. Ele foi se aproximando, cauteloso, e investiu um golpe repentino em direção ao meu rosto. Abaixei-me bem a tempo, mas ainda senti seu punho triscar os meus cabelos do cocuruto. Assim que me abaixei, já agarrei o boneco pela cintura e o empurrei para o chão. Encaixei minhas pernas em seus flancos, e dei-lhe um soco no rosto robótico. Ele ficou um pouco atordoado, e eu fechei minhas mãos em volta do seu pescoço. - Como que... desligo essa... coisa... - Não sei com que tipo de golpe rápido digno de um lutador de MMA o boneco conseguiu tirar as minhas mãos do seu pescoço, mas logo me deu um soco no queixo e eu cai ao lado dele. Se antes o meu objetivo era apenas mudar o nível do autômato para algo mais apropriado para mim, agora eu queria apenas sair sem nenhum osso quebrado. Não, eu ainda estava sendo bem otimista.

Ainda zonza por causa de mais um soco, fui me arrastando pelo chão até uma distância segura. O autômato já estava em pé enquanto eu me levantava, esperando eu investir mais um golpe inútil. Eu estava começando a ficar ansiosa, com o friozinho na barriga e muito irritada com aquele boneco. Fui me aproximando dele, e sentia que ele estava muito atento a todos os meus movimentos. Ele não era como o filho de Ares com quem eu havia duelado, que demorou a se adaptar ao meu lado canhoto; ele era programado para lutar com qualquer campista, sendo destro ou canhoto, sem distinção. Além disso, ele não era humano para que fosse atingido pelo meu poder herdado de minha mãe; ele não se sentiria cansado e nem ficaria mais lento. Tudo o que eu usara a meu favor nos treinos anteriores era inútil contra uma máquina. Só tinha o meu corpo humano, mortal, sem nada mais adicional. Não tinha meu chicote e nem meus chakrams. Meu corpo era a minha única arma.

Minhas mãos estavam suando demais, e eu estava levemente ofegante, mas não de cansaço, e sim de ansiedade. O autômato assumiu uma posição de luta greco-romana, e eu passei a imitá-lo. Ele estava procurando uma brecha para me encaixar um golpe, e assim tentou. Mas eu estava alerta demais para sucumbir; tudo bem que meu coração gelou quando ele passou perto, e foi uma sensação incrível. Até me permiti um sorriso no rosto, e então autômato tinha a posição de um lutador de caratê.  - Mas o que? Essa coisa é bem versátil! - Ele estava mais rápido naquele estilo de luta, e eu precisei abusar dos meus reflexos, embora ele tenha me acertado alguns tapas fortes no rosto. Eu também fui me adaptando ao seu estilo, e sempre que conseguia me abaixar ao desviar de um golpe, acertava socos nos seus flancos que o fazia soltar alguns gemidos robotizados.

Mas então o boneco me acertou um chute entre as pernas e eu cai. - Sua máquina idiota! Eu não sou um garoto! Mas isso doeu. - Claro que doeu! Era uma parte do meu corpo! Não demorei para me recuperar - coisa que aconteceria se eu fosse um garoto - e passei uma rasteira no autômato. Ele caiu de costas no chão, num baque surdo, mas se levantou rapidamente como aqueles ninjas fazem. Ele voltou a me atacar com golpes de Takwendo, e eu os bloqueava com os antebraços. O boneco parecia estar mais irritado comigo, mas eu também estava muito irritada com ele. Consegui segurar sua perna esquerda que vinha em direção aos meus peitos. - Ah, isso sim iria doer. - Dei um chute com a sola da minha bota no joelho da outra perna do autômato, mas ainda não foi o suficiente para parti-la. Era uma máquina feita pelos filhos de Hefesto! Então era bem resistente. Porém, seu joelho direito estava mais para trás, e o boneco mancava. Só então notei que ele estava usando seu lado canhoto. Muito esperto!

Investi um soco talvez um pouco precipitado em direção ao rosto do boneco, e ele segurou meu punho apertando-o com força. Eu soltei um grito de dor e ele deu um soco forte nas minhas costelas com a mão livre. Recuei para trás me soltando de seu aperto, com as mãos nas costelas, gemendo de dor. Soltei um rosnado, muito irritado, e eu aos poucos ia me adaptando a dor na medida em que a adrenalina corria pelo meu sangue. Qual era mesmo o hormônio da raiva? Eu nem sabia se isso existia mesmo, mas estava me ajudando a me recompor em combate. De alguma forma, agora eu sabia o que fazer. Toda máquina tinha um ponto fraco, e eu tinha que explorar os daquela. Seu joelho danificado era um ponto no qual eu tinha que me focar. Os outros pontos fracos, bem, eu não saberia explicar, mas eu sabia como chegar neles. A única forma de desligar aquela coisa era dando um K.O., então eu tinha que usar tudo ao meu favor.

Só tinha lutado corpo a corpo com meninas antes, e para bater em meninas, bastava se concentrar nos cabelos. Aquela coisa não tinha cabelos, então eu teria que inovar. Por ter o joelho de apoio danificado, o autômato parou com os chutes altos. Ele tentava socos nos meus flancos, e então comecei a me defender como tinha aprendido naquele filme Menina de Ouro. Suas articulações metálicas começaram a ficar desgastadas por causa dos golpes repetidos, então ele me deu uma preciosa brecha e eu lhe acertei um golpe forte no queixo, que o fez recuar. Tinha certeza que havia quebrado algum osso da minha mão esquerda naquele golpe, mas a dor era irrelevante quando comparada a sensação de prazer que eu sentia ao ter encaixado um soco perfeito daquele. Enquanto a máquina recuperava os seus comandos, fui em direção ao seu tronco numa voadora. Mas ele fora bem esperto e desviou a tempo, me fazendo cair frustrada com uma cambalhota no chão. Logo me coloquei em pé e ele já estava próximo, investindo mais socos. Levantei a minha perna esquerda, ameaçando um chute na dele, mas a máquina já estava esperando um golpe meu com aquela perna. Troquei a perna de apoio para a esquerda e acertei-lhe mais um chute de direita, causando um dano considerável e inesperado na sua outra perna também.

Afastei-me para evitar um contragolpe, mas ele veio de novo como um jogador de futebol americano para me jogar no chão. Desviei-me a tempo, com um giro gracioso, e pulei nas costas dele enquanto ele ainda estava caído no chão. Agarrei-o pelo pescoço e acreditei mesmo que a luta estava perto do fim, mas o autômato se levantou comigo às suas costas! E começou a se remexer tentando me tirar de cima dele. Na posição em que eu estava ficava difícil dar-lhe uma gravata ou tentar quebrar seu pescoço - confesso também que nem sabia como fazer aquilo. Eu precisaria de pelo menos um apoio para tentar quebrar seu pescoço, e eu não ousaria colocar os meus pés no chão, uma vez que ele era um pouco mais alto que eu. De repente, o autômato começou a andar de ré, e eu sem entender, franzi a testa, comos dentes cerrados numa careta feiosa. Quando pensei em olhar para trás, já tinha dado com a parte de trás da cabeça numa árvore. Soltei mais um grito de dor, mas eu só largaria das costas daquele autômato desmaiada! Eu era persistente e orgulhosa demais para me render a uma máquina! Ele continuou dando com as costas com força na árvore, até eu me soltar, mas ele demorava um pouco para se colocar à frente e depois voltar para trás. Apesar de estar zonza, consegui aproveitar esses preciosos dois segundos e virei seu pescoço da forma que eu achava como seria o certo, e bem que funcionou!

- K.O.! K.O.! - O boneco gritou a sigla com a voz automatizada, igual fazem os video games, e então apagou. Ele foi caindo apoiando-se na árvore, e consequentemente, eu fui caindo também ralando as minhas costas na árvore, com o peso do autômato. Fiquei um tempo ali sentada de baixo da árvore, ainda agarrada ao pescoço do boneco apagado, que estava sentado entre as minhas pernas. Seria uma cena romântica se o autômato fosse um garoto de verdade e se eu não estivesse suja, suada e cheia de hematomas. Agora que meu corpo estava esfriando e o fluxo de adrenalina estava diminuindo, as dores vieram à tona. Joguei o boneco de lado e me levantei, levando a mão às costelas e gemendo de dor. A parte de trás da minha cabeça latejava por causa dos repetidos golpes na árvore, e meu lábio inferior tinha um corte que também latejava e sangrava; sem contar minha mão esquerda que estava inchada e ficando bem roxa. Dei um chute de leve na cabeça torta do boneco, soltando mais um gemido de dor. - Ok, sem movimentos bruscos. - Larguei o cadáver de autômato ali mesmo e saí dali, andando bem devagar.





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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Nath Lacerda Del Rei em Sex 20 Dez 2013 - 18:10


     treino de combate corpo a corpo
MORNING • CAMP JUPITER • HARRY • SON OF BELONA

Atravessei todo o acampamento correndo em meu treinamento matinal. Já que eu era um tanto quanto fraquinha, resolvi adquirir um condicionamento físico bom correndo todo o dia antes do treinamento. A questão era que eu não queria ficar sempre para trás dando problemas para os meus companheiros de Coorte que tinham uma certa “fama” ali dentro. Na verdade eu não tinha pedido por tudo aquilo, não me importaria se tivessem me colocado na pior Coorte, mas pelo visto eles viam alguma esperança deque eu viesse a me tornar uma grande legionária. Bem, se os agouros diziam isso e eles realmente acreditavam, então eu tinha que corresponder à altura. Mesmo que isso significasse me esforçar muito em coisas que eu era péssima por natureza.  Cheguei até a arena de batalha já um pouco cansada e arrumei o meu rabo de cavalo que tinha ficado todo bagunçado por causa do vento durante a corrida. – Buh! – Gritei ao ser assustada, agarrada e levantada no ar por um engraçadinho. – Me coloca no chão agora! – Continuei a gritar e bater na pessoa que aparentemente era um homem por causa de seus músculos, ele me largou e cai diretamente no chão. – Nossa, além de ser sem educação é indelicado. – Resmunguei com um bico em meus lábios e então escutei uma gargalhada alta em cima de mim, ao levantar o meu olhar encontrei o Harry rindo de mim. Por Victória, tinha mesmo que ser ele pra fazer aquele tipo de coisa. – Desculpa Nath, não resisti. – Me levantei emburrada e o empurrado, logo em seguida andei em direção onde havia uma pequena arena de luta formada por tatames, tinha me esquecido completamente que tinha pedido ajuda para o Harry no combate corpo a corpo. – Não adianta ficar emburrada comigo, você me ama de qualquer jeito. – O filho de Belona gritou vindo atrás de mim e eu bufei, como Romanos conseguiam ser convencidos, por Júpiter!

Peguei um rolo de faixa branca e enrolei ao redor da minha mão para não me machucar ao acertar o Harry, o que provavelmente aconteceria. Harry veio até mim e me ajudou a colocar as faixas de maneira correta, eu por vez fiquei calada e emburrada durante todo o processo. Mas sabia que aquilo não duraria muito, mas cedo ou mais tarde acabaria cedendo e ficaria de boa novamente com ele. Porém por enquanto consegui manter a seriedade e me coloquei diante do Harry bem no meio dos tatames que serviam para amortecer a queda. – Esta pronta baixinha? – Não respondi, já que aquilo me irritou ainda mais e apenas ataquei. Dei um soco na direção da barriga do Harry e ele levantou o seu braço esquerdo bloqueando o golpe. Meu braço foi empurrado para o lado e com a outra mão dei um soco na altura do queixo do Harry, porém este ele desviou com uma simples inclinação de corpo para trás. – Assim não Nath, seus golpes estão muito fraco, sem precisão e velocidade, vem cá. – Ele me puxou até um boneco de tamanho real e me colocou diante do mesmo. Harry ficou atrás de mim e pegou em meu pulso enquanto eu cerrava o meu punho já imaginando o que ele iria fazer. – Você tem que colocar força no punho, a rapidez vem no braço, ok? Assim ó. – E então segurando o meu punho e fez com que eu desse um soco no rosto do boneco que balançou pro lado, mas voltou para o seu lugar. – Entendeu? – Quando confirmei com a cabeça ele se afastou, como se dissesse para mim repetir, mas sozinha. Encarei o boneco e levantei o meu braço, respirei fundo e então concentrei a força em meu punho e joguei o meu braço com rapidez para frente. O soco acertou em cheio o rosto do boneco e ele balançou como antes para depois voltar o seu lugar. – Ótimo Nath, agora vamos tentar de novo. – Fiquei encarando o meu punho por um momento antes de voltar a me colocar de frente para o Harry, não sabia de onde tinha conseguido tirar aquela força, mas tinha conseguido e isso era bom, muito bom.

Diante de mim Harry colocou umas luvas bem grande onde eu poderia socar o quanto quisesse e eu me posicionei lembrando de sua instrução. Respirei fundo e com a mão direita cerrada e soquei a primeira luva, o filho de Belona permaneceu imóvel durante o golpe como se aquilo sequer tivesse feito cócegas nele, o que eu não duvidava nenhum pouco. – Mais força Nath. – Ele comentou enquanto mais uma vez socava a luva e obtinha o mesmo resultado que o anterior. Respirei fundo enquanto concentrava a minha força no meu punho como havia feito diante do boneco, percebendo que estava cometendo o erro de sempre. Na maioria das vezes que conseguia realizar alguma coisa, a próxima vez ia direto ao ponto sem repetir todo o processo de antes, achando que conseguia fazer novamente, porém sempre acabava errando. Soquei a luva com força e rapidez, como Harry tinha dito para fazer, por um momento achei ter visto a mão dele recuar um pouco e isso me animou a continuar. Soquei mais uma vez e com a mais força as luvas várias vezes sem parar, e a cada soco a mão de Harry começou a recuar, até que ele teve que dar um passo para trás e no embalo quase caí de cara no chão, mas ele me segurou. – Nossa Nath, mais um pouco e você consegue me derrubar. – Falou rindo e eu sorri para o mesmo enquanto me recompunha e respirava fundo acalmando-me por causa da agitação. – Eu vou conseguir te derrubar, talvez não hoje, mas eu vou. – Falei com um sorrisinho de canto e então dei alguns pulinhos apenas para não perder a adrenalina no corpo enquanto Harry tirava as luvas e se colocava mais uma vez na minha frente. Agora sim seria o combate de verdade.

Harry deu o primeiro golpe com um chute alto na minha cabeça, como não sabia se tinha força para bloquear com o meu braço como ele havia feito com o meu primeiro soco, agachei e o golpe passou acima da minha cabeça. Quando me levantei ele já estava pronto com um golpe certeiro no queixo e desviei a minha cabeça, cheguei a sentir o soco cortar o vento e aquilo me deu a certeza de que era pra desviar de todos os golpes do filho de Belona ou eu estaria mortinha. Antes que Harry aplicasse um novo golpe parti para cima dele, era um tanto quanto difícil, mas lembrei de colocar a força em meu punho e tentei acertar a sua barriga. Ele segurou a minha mão com a sua me imobilizando e no segundo seguinte senti a sua perna na minha cintura. Cai no chão assustada e então olhei para o rapaz que me encarava seriamente, seu semblante não era como antes, amigável e sorridente, mas frio como se pudesse matar qualquer coisa com aquele olhar. Engoli em seco me levantando, não sabia o que tinha dado no Harry, já que achava que ele iria pegar leve apenas se defendendo, mas pelo visto eu estava enganada. – Não vou mais pegar leve com você Nath, tem que levar esses treinamentos a sério, acha que os gregos vão deixar você se recuperar de um golpe como esse? – Percebi que apesar de estar sério, havia ternura e carinho na voz do Harry, ele não estava fazendo aquilo por mal, apenas queria que eu conseguisse me defender direito. Afinal ele estava certo, se realmente a guerra entre gregos e romanos acontecesse eu deveria estar pronta para enfrenta-los. – Certo Harry, pode vim com tudo. – Consegui ver um sorrisinho em seus lábios antes de ele atacar novamente, sim, eu levaria a sério e mostraria que era digna de ser uma legionária da Primeira Coorte.

O filho de Belona tentou me acertar no queixo, dessa vez ao invés de recuar coloquei o meu antebraço na frente o bloqueando, mesmo com alguns passos para trás, o importante era que havia conseguido bloquear o golpe dele. Contra ataquei com um chute na lateral do corpo dele, Harry segurou a minha perna e tive de me equilibrar em uma única perna. Pensei em alguma coisa para me soltar e só uma me veio à cabeça, e não era nenhum pouco inteligente como deveria ser. Fui um pouco para frente e minha perna presa deslizou na mão dele até tocar em seu ombro, assim que isso aconteceu tomei impulso e pulei na outra perna empurrando com as duas pernas. Não teve grande resultado, mas foi o suficiente para ele recuar e acabar por me soltar, caí no chão e aproveitei para dar uma rasteira no Harry. Surpreendentemente consegui reunir forçar para derruba-lo, já que no dia em que havia nos conhecido eu tinha quase perdido a perna por tentar aplicar uma rasteira nele. Ele se levantou arqueando as costas e dando um pulo que o colocou em pé sem esforço nenhum. – Acho que mereço um parabéns por isso, não? – Ele riu e balançou a cabeça positivamente. – Claro, claro, você melhorou bastante, aliás cumpriu a sua promessa, conseguiu me derrubar. – Sorri ao escutar aquilo, era verdade, eu o havia conseguido derrubar, mas eu queria conseguir fazer muito mais do que isso. Sabia que se Harry quisesse lutar de verdade nunca conseguiria vencê-lo, pelo menos não agora, ele era grande e sua força não tinha comparação à minha. E era por isso que eu continuaria treinando até conseguir chegar perto dele, não importa quanto tempo eu tivesse que levar para aquilo. – Mas não vai se acostumando, ainda precisa de muito treinamento para conseguir me vencer de verdade. – Sua fala me trouxe de volta à realidade, dei um sorrisinho para ele de canto, eu não sabia o que seria de mim sem os treinamentos de Harry, provavelmente nem sairia da cama. – Claro moço e é por isso que estamos treinando. – E ao terminar de falar isso o ataquei.

Tentei um golpe com o antebraço na sua cabeça, Harry desviou se agachando e aproveitei que estávamos próximos e tentei um chute de joelho em seu queixo. Ele jogou o corpo para trás em uma cambalhota traseira e então se levantou aparentemente surpreso com a minha escolha de golpe. Percebi que meus reflexos de semideusa estavam ficando cada vez melhor, quanto mais eu treinava mais ele ficava ativo me levando a fazer coisas que nem tinha imaginado antes. Harry me atacou com uma rasteira e dei um pulo desviando, vi o seu sorriso ao ver que eu tinha conseguido desviar, na verdade eu mesma estava sorrindo animada com tudo aquilo.  Tentei acertar a sua barriga e ele bloqueou levantando a sua perna e em seguida me deu um chute no peito. Cambaleei gemendo, mas me mantive em pé, não seria agora que iria lhe dar o gosto de me ver no chão. Contra ataquei com vários socos e Harry defendeu todos com o antebraço, de vez em quando ele tentava me acertar na barriga, mas incrivelmente conseguia desviar de todos ou bloquear com as partes de meu corpo. Harry deu espaço para que eu tentasse uma série de golpes consecutivos, eu me abaixava desviando de seu golpe, me levantava e lhe aplicava dois socos que ele defendia com facilidade e voltava a me agachar para sair do alcance de seus golpes. Na verdade o combate corpo a corpo não tinha muito mistério assim, bastava você aprender os golpes básicos e os usar de maneira certa.

[...]
Joguei-me no tatame com as pernas e braços abertos enquanto o suor escorria por meu rosto, Harry também se jogou ao meu lado com a respiração abafada. Já fazia quase uma hora que estávamos naqueles mesmos movimentos, que aprendi a aplicar cada vez mais rápido e com precisão. – Acho que vou ficar totalmente dolorida quando acordar amanhã, na verdade eu já estou. – O filho de Belona riu ao escutar aquilo e então ele se sentou, o acompanhei em seu movimento e respirei fundo, não acreditava que tinha aguentado tudo aquilo. – Uma rápida corrida até o refeitório? – Minha barriga roncou só de escutar aquilo e ambos rimos enquanto nos colocávamos em pé para depois sairmos correndo dali em direção ao refeitório, nem havia percebido que estava morrendo de fome até aquele momento.



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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Sab 21 Dez 2013 - 11:35

Rolei os olhos pela terceira vez, passando na cama de cada um de meus irmãos dando um peteleco na cara deles. –Bora cambada, vocês têm que frequentar os treinos. Sem treinos, sem reputação. Isso não pode acontecer com alguém de Zeus. –falei, com tom de voz pouco irritadiço. Já era a décima vez que eu precisava acordar aqueles vagabundos, eles sempre davam um jeito de voltar a dormir. –Ok, não vão acordar? O último a sair limpará o banheiro. E acreditem, eu vou saber quem foi o último.–comentei, saindo do local. Não estava com saco para aguentar aqueles filhotes de jaguadarte em plena manhã. Certo, eu não era a mais exemplar do chalé, fazia algum tempo que não frequentava treino algum por pura preguiça, mas em época de natal era sempre assim, tudo que eu conseguia pensar era em um dia com coisas extremamente deliciosas para comer. Não que no Acampamento Meio-Sangue não houvesse sempre algo muito gostoso na hora de cada refeição, porém, no dia vinte e cinco de dezembro era sempre mais caprichado.

Caminhei em passos firmes em direção à arena. Ouvira falar que Quíron havia decidido que teríamos que treinos de combate desarmado. Eu, especialmente, esperava que as filhas de Afrodite decidissem que aquilo seria legal. Desde minha não-tão-segura passada pela parede de escalada, minha repulsa pelas filhas da deusa do amor aumentara tanto quanto a vontade de mandar alguma para o reino de Hades. Elas não queriam quebrar a unha? Ótimo, quebrariam a cara.

Sorri ao adentrar a arena e me deparar com um grupo grande de pessoas se entreolhando. Era óbvio que ninguém ali parecia saber o que fazer sem uma espada e um escudo. Mordi o lábio inferior e já ia me manifestar quando uma menina chegou gritando algo como “eai, quem vai querer me enfrentar?”. Rolei os olhos. Sem dúvida a menina não era filha de Afrodite. Seus ombros largos e seu bigodinho de suor deixavam no ar certa incerteza sobre o sexo dela. –Contanto que você prometa tomar um banho para frequentar os treinos da próxima, não vejo o que eu tenho a perder.–indaguei, dando um passo em sua direção com um sorriso de deboche estampado em meu rosto. A menina assumiu uma coloração vermelha e bateu um punho no outro, como se quisesse me apavorar. O fato de minha altura ser um terço da guria não me importava, eu continuava sendo mais sexy, mais experiente e com certeza a preferida do pessoal que já nos cercara gritando “TRETA, TRETA”.

-Eai, poço de estrume, vai vir pra cima ou não? –provoquei, estralando o pescoço e os dedos. A menina veio como um touro pra cima de mim, me derrubando no chão. Rapidamente, dei uma joelhada em sua barriga e empurrei-a para o lado, me levantando. A vantagem de ser menos e magra era que conseguia ser bem mais ágil. Desferi um chute em suas costelas quando a menina tentou se levantar, mas o fato de seu excesso de banha proteger seus ossos não ajudou muito, então logo a orca se levantou. Mordi meu lábio inferior e parti pra cima dela. Soco com o punho direito, soco com a esquerda de cima para baixo, chute na canela. Utilizava toda minha força pra acabar com minha fã, mas ela também não deixava barato. Com um soco de esquerda, a menina me derrubou e subiu em cima de mim, passando a me dar incessáveis socos na cara.

Grunhindo de raiva, agarrei seus cabelos e os puxei com força. Aquela palha enrolada em meu dedo tinha uma textura nojenta, mas era necessário. A menina por um momento se distraiu e tentou fazer-me soltar seu cabelo, então a empurrei para longe e engatinhei para o outro lado do círculo, ofegante. Minha oponente também estava ofegante e isso me deixava menos irritada por ter apanhado dela. Suspirei, me levantando. –Segundo round, gata. –sorri de forma irônica, esperando a menina atacar.

A semideusa tirou agilidade do além e conseguiu pular em cima de mim, me prendendo no chão com suas pernas. A garota levou sua mão esquerda até meu queixo e o segurou, erguendo o outro punho acima do meu rosto. Ouvi um “ela não vai deixar esse armário desfigurar o rosto dela, vai?” vindo de alguém da rodinha ao nosso redor e rolei os olhos. Rapidamente, levei meus braços até os cabelos da menina novamente e puxei sua cabeça contra a minha, deixando-a tonta com a batida e fazendo com que a mesma afrouxasse as pernas, me dando liberdade para sair dali. Peguei certa distância da menina e me levantei, ainda meio confusa por ter batido nossas cabeças. -Vamos logo, babaca. Não tenho todo tempo do mundo pra acabar contigo.-rosnei, olhando com a cabeça de lado para ela. A desconhecida se levantou e bateu os punhos novamente. Ri, sorrindo perversamente. Ambas passamos a andar em círculos, como em lutas de UFC. A menina fazia uma dancinha com os pés como lutadores profissionais, enquanto eu apenas esperava que ela parasse de bancar a Beyoncé do UFC e atacasse. Cansada de esperar, fui pra cima dela sem aviso prévio. Desferi um soco em suas costelas e esperei que ela se abaixasse, então dei uma cotovelada em sua nuca e a vi cair no chão se encolhendo de dor. Então, fui até uma de suas pernas e puxei contra seu corpo, tentando fazer com que sua canela chegasse até sua bochecha, finalmente imobilizando a menina. Contei até três, absorvendo cada careta de dor da guria como um troféu, e finalmente soltei sua perna.

Sorri vitoriosa e me afastei, acenando para alguns da “plateia” enquanto outros iam ajudar a semideusa acabada. -Da próxima, vá bancar a valentona para sua vó. -murmurei, observando meus arranhões. Precisava de um banho urgente para tirar as pequenas manchas de sangue dos meus cortes. Observei mais uma vez a menina, que estava sendo praticamente arrastada para a enfermaria. Não tinha culpa de nada que tivesse acontecido com ela, legítima defesa nunca é demais. Passei a caminhar para fora da arena em passos longos, indo em direção ao chalé de Zeus.



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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Noah Harrison Shneyder em Dom 22 Dez 2013 - 13:58

Treino de Combate Corpo a Corpo

E quem disse que eu consegui encontrar qualquer um de meus amigos? Eles simplesmente sumiram! Tudo bem que geralmente eu não ligo para o fato de onde eles estão, contudo poderiam muito bem estar a minha disposição quando me via na necessidade de ter um deles ao meu lado. Parei com os braços cruzados na extremidade da Arena de treinamento e apertei os lábios, a típica expressão pensativa. Até então não tinha treinado luta corpo a corpo, logo seria bom começar tendo alguém fraco como parceiro, entretanto a falta de companhia me fez ter de ir procurar outra pessoa para praticar comigo. Quem? Indaguei-me pela terceira vez ao correr os olhos pelos arredores. Para todo canto que eu olhasse, independente de estar generalizando ou não, os filhos de Ares surgiam. Não é que eu estivesse com medo de levar uma surra ou algo do tipo, porque se você está pensando isso... Está com toda a razão. Mas tentem me entender, os caras tinham mais músculos do que eu jamais teria em anos de musculação. Aquilo assustava qualquer um, até mesmo os campistas mais metidos, e não seria um novato como eu que ia tentar a sorte no vale tudo com um rinoceronte daqueles. Coloquei ambas as mãos no bolso da bermuda e comecei a vagar pela Arena, desatento e ainda a procura de uma solução. Em dado momento meus pés abandonaram o gramado sólido, indo se debater no ar e provocar aquela sensação de pânico que faz com que homens gritam como mocinhas indefesas – Er... Será que eu podia voltar para o chão? Porque, assim, gosto de estar sobre algo sólido. – Tentei puxar conversa com o dono das mãos que me seguravam no alto pela camiseta. Soou uma risada, depois alguns resmungos impossíveis de se entender e fui jogado ao chão como um pedaço de lixo. O cara atrás de mim era alto, bem alto, e cada braço seu dava dois dos meus. Em seu antebraço havia tatuado o símbolo do chalé de Ares. Só posso ter atirado pedra no Olimpo, pensei já sabendo o que viria a seguir. “Estou precisando de um saco de pancadas e você parece adequado, então vamos lá.”, e isso foi tudo que entendi o que foi me dito.

A expressão “luta corpo a corpo” já diz tudo. Deixei minha jaqueta no gramado, assim como a adaga que sempre levava comigo. Eu queria treinar e achei alguém como voluntário, sei que deveria estar feliz, mas a única coisa em que conseguia pensar era no que estaria escrito em meu testamente assim que fosse dado como morto após aquela tarde. Puro otimismo. Lancei um olhar rápido para o garoto de Ares e este o devolveu; seus dentes tortos aparecendo quando sorriu maldosamente – Eu vou morrer. – Disse comigo mesmo, os olhos baixos e fechados enquanto puxava o máximo de oxigênio e concentração que conseguia. Quando delimitado o espaço da Arena que seria usado no embate, meu adversário se posicionou e com o dedo indicador pediu que eu iniciasse. Olhei para minha direita e esquerda, até para trás, e só depois apontei para meu próprio peito – Eu? Tem certeza? Porque olha, eu to com uma dor na coluna que... Não serve para nada! – Puxei o papo todo animado. Ou esses filhos de Ares não tem senso de humor ou são tão espertos quando um pedregulho, porque o retardado simplesmente grunhiu para mim como se o tivesse ofendido e investiu sem esperar que eu fizesse as honras. Engoli em seco e ergui os punhos em guarda, ou ao menos do jeito que via os boxeadores fazerem na TV. É claro que não dei a cara para bater, assim como teria feito qualquer campistas de coragem (o que não é meu caso), invés disso curvei o corpo em um ângulo pequeno, desviando do soco fez com que meus cabelos se agitassem. Imediatamente esquivei para o outro lado, sempre em movimento. Já dizia o grande mestre sei lá das quantas: “O melhor ataque é uma defensiva boa”.

Esquiva após esquiva, eu passei a ganhar confiança. Simplesmente pulava de um pé para o outro, rápido como meu peso deixava que eu fosse, enquanto meu adversário tentava encaixar o punho em meu rosto. Com o ego inflado, não recuei após ter rolado para o lado, ao invés disso fiquei de pé rapidamente e trouxe o punho para trás, voltando-o no rosto do garoto com todo o impulso que consegui pegar. Minha mão foi atingir-lhe o peitoral, sinal de que mira não é um de meus fortes, e posso jurar que deve doído mais em mim do que nele. Parecia que eu tinha socado uma pedra, e talvez desse no mesmo, tanto que recolhi o punho aos xingamentos – Mas que diabos. Assim não dá! – Enquanto isso o brutamontes não perdeu tempo: partiu para cima de mim e desta vez não tive tempo de recuar. Seu punho acertou em cheio meu estômago, fazendo-me cair no chão em menos de dois segundos. Inclinei o pescoço mais para trás e puxei todo o ar que conseguia, afinal minha reserva havia ido embora junto com toda a dignidade após ter quase quebrado a mão ao dar um soco e também por ter sido arremessado ao chão. Apertei o estômago com o braço esquerdo e fechei os olhos temporariamente, só para tornar a abri-los cerca de segundos depois. Não tinha tempo para descansar, recuperar as energias ou qualquer outra coisa do gênero, pois meu oponente já tinha passado da fase de sorrir feito um retardado e agora se aproximava lentamente. Fiquei de pé com certo esforço, uma das mãos ainda apertando o estômago, e cambaleei na direção do chão antes de finalmente tomar consciência do espaço ao meu redor. Nesse meio tempo o filho de Ares já estava à distância de um soco, próximo o suficiente para me derrubar novamente. Preparava-me para curvar a cabeça a fim de evitar o golpe,e foi isso que fiz, só que acabei caindo sentado no chão ao executar o movimento. Falha em meus cálculos ou não, aproveitei a proximidade para desferir chutes nas pernas do garoto. E não fique pensando que sou assim tão idiota ao ponto de chutar suas canelas, porque só fiz isso uma vez e parei quando doeu. A verdade é que consegui encaixar bons três chutes na parte de trás do joelho de meu adversário antes de ser erguido pela camiseta.

Acontecer uma vez? Tudo bem, posso superar. Mas duas? Já bastava ter sido erguido no ar por um campista de Ares em outra ocasião. Comecei a me debater de um lado para o outro, desferindo chutes e socos no ar, até que um soco de verdade me atingiu na lateral direita do rosto. Certo, isto doeu, e com certeza eu teria um olho roxo para exibir muito em breve. Impus minha mão contra o punho do garoto da segunda vez e apertei-o no pulso, justamente o ponto onde realmente dói se você souber onde pegar. De braço imobilizado e o outro tendo que sustentar meu peso, aproveitei da chance para chutar o filho de Ares em qualquer parte ao meu alcance. Meus pés doíam, mas isso não me fez parar antes de ser solto. Aconteceu, claro que aconteceu, caí no chão com um baque surdo e fiquei de pé o mais rápido possível. Pé esquerdo na frente, junto com a mão esquerda, e mão e pé direito atrás. Esta era, em suma, a minha posição de guarda. Esperei apenas que o grandalhão parasse de sacudir a cabeça, logo em seguida corri em sua direção, embora não diretamente. Três passos para um lado, depois dois para o outro, um para frente, dois para trás em ritmo lento. Os caras do chalé de Hermes haviam me ensinado a lutar daquela forma, o que com certeza estava ajudando a confundir meu oponente. Cheguei perto do garoto e lhe acertei o nariz com um soco, embora neste soco eu tivesse cruzado o nó dos dedos. O urro foi tão grande que deve ter acordado qualquer monstro em um raio de cem quilômetros, inclusive chamou a atenção de boa parte dos ocupantes da Arena. Olhei de um lado para o outro, depois para o grandalhão que tinha as mãos em forma de concha ao redor do nariz machucado – Por hoje é só, né? Tipo, tá tarde, eu tenho afazeres, mas foi bom te conhecer, cara. Vemos-nos por aí. – Espero sinceramente que não. Rapidinho recolhi minhas coisas e fui me afastando rápido, o mais depressa que podia, e nesse meio tempo já sentia meu olho atingido lutar para continuar aberto graças ao peso da pálpebra.



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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Sab 28 Dez 2013 - 15:01


- Esta atrasado Christian.Falei com os olhos fechados e me desencostei da parede, só então abri as minhas pálpebras e encarei o meu meio-irmão. – Foi mal Ashley, tive que resolver um problema no Dormitório. – Eu não tinha muito interesse em saber qual era o problema, estava bem mais interessada no treino que havíamos combinado e ele havia se atrasado. Não que filhos de Marte costumassem ser pontuais, mas era o mínimo que eu exigia quando alguém resolvia treinar comigo. Sem mais enrolação parti para o tatame e Christian me seguiu sem falar nada, ambos estávamos apenas vestindo roupas leves e sem nenhuma proteção. Era assim que lutávamos, ter Marte como pai nos permitia algumas coisas que machucariam outros campistas se tentassem, ou demorariam muito tempo para conseguir. – Esta pronta para perder dessa vez maninha? – Apenas o encarei ao escutar aquilo, não iria cair em suas provocações, todos meus irmãos sabiam que eu odiava que me chamassem daquele jeito. Sabe, eu não costumo perder, eu sempre venço.Coloquei um sorriso de canto em meus lábios, fazia tempo que eu não sentia o gosto de uma derrota, afinal isso significava perder o meu cargo na pretoria. Então sem mais delongas eu o ataquei.

Uma investida perfeita em seu queixo, o que o obrigou a jogar o corpo para trás para fugir do golpe. Ele se recompôs e tentou um soco baixo na altura de minha cintura, defendi o golpe levantando a minha perna de modo que ela recebesse todo o impacto sem me causar muita dor. Girei o meu corpo e levantei a minha perna para lhe acertar com a batata, Christian por vez tentou segurar para impedir, ao ver sua intenção recuei e tentei outro soco no pescoço que foi defendido perfeitamente pelo legionário. Não esperava mais do que isso dele, afinal como eu irmão eu sempre esperava que eles se saíssem à altura de conseguir me levar para o chão, o que não acontecia com tanta facilidade assim. Você esta melhorando, mas ainda falta muito. Ele sorriu ao escutar aquilo, seu corpo grande e musculoso lhe ajudavam, só que em uma batalha tamanho não era tudo, bastava saber o ponto ideal onde você deve concentrar a sua energia e podia levar o adversário rapidamente para o chão. Quando Christian me atacou com uma rasteira, tomei impulso e pulei, como estávamos perto e ele agachado usei os seus ombros para me impulsionar ainda mais, assim aterrissei do outro lado e me virei para ele com um sorriso no canto dos lábios.É, falta muito ainda.Assim que terminei de falar o filho de Marte partiu para cima de mim sem hesitar.

Socos diretos no rosto que desviei com facilidade, sempre pro lado oposto que ele investia.Em um momento ao invés de desviar levantei o meu antebraço e bloqueei o golpe, aproveitando isso e a proximidade dei um soco direto no seu nariz. Christian cambaleou para trás e eu respirei fundo tentando me acalmar para não terminar de arrancar a cabeça dele. Por amor de Marte, não quero ficar brincando de lutinha com crianças, quero lutar de verdade e da próxima vez que me der uma abertura dessas vou quebrar o seu nariz.Ele me encarou nem um pouco contente, afinal ninguém gostava de ter a sua atenção chamada, mas se havia alguma coisa que eu odiava era lutar com alguém sem que essa pessoa estivesse séria. Claro que eu possuía a sede de sangue herdada naturalmente pelo meu pai, mas sempre tentava controlar esse meu lado para que não fizesse nenhuma burra. – De vez em quando você se acha de mais, sabia? – Arqueei uma sobrancelha ao escutar aquilo e me aproximei com um passo do legionário, como se o pressionasse para repetir aquilo. – Não é porque é Pretora que pode sair falando desse jeito com as pessoas, nem todo mundo é perfeito, aliás nem mesmo você é perfeita. – Sorri para a surpresa dele e então concordei com a cabeça, admitia que de vez em quando eu exagerava, mas também era para o bem deles, para que eles melhorassem.Você esta certo, mas se vocês melhorassem a ponto de serem praticamente imbatíveis, eu não precisaria agir dessa maneira, não acha?Respirei fundo e então me coloquei em posição de luta dando alguns pulinhos baixo. Mostre-me que não preciso agir dessa maneira.Christian colou-se em posição de luta aceitando o desafio e no segundo seguinte me atacou.

Ele girou o corpo em um chute giratório e para me defender ergui os meus dois braços protegendo o meu rosto. Com o impacto fui empurrada um pouco para o lado, mas nada muito grave ou grande. Me recompus e lhe apliquei um soco alto ao mesmo tempo em que ele me aplicava um soco na barriga. O resultado disso foi que ambos fomos atingidos e tivemos de nos afastar um do outro para respiras e se recompor. Ótimo soco, de verdade.O parabenizei e logo em seguida lhe dei um chute baixo que o derrubou no chão. Aproveitei que ele ainda esta atordoado e lhe apliquei uma chave de baixo. Christian não se deu por derrotado e tentou se soltar girando o corpo, mas me mantive firme para não soltá-lo e puxei o seu braço com toda a força que eu possuía. O filho de Marte deu alguns tapinhas em minha perna indicando que se rendia e só então o soltei. Assim que me coloquei de pé, Christian me deu uma rasteira e caí no chão, rapidamente antes que eu conseguisse me livrar ele agarrou a minha perna com a sua e me deu uma chave de perna a puxando com força. Juntei o meu corpo com o ele o máximo que pude e então girei com tudo para o lado, eu podia me livrar ou podia quebrar a minha perna. No meio do giro encaixei a minha perna solta em seu peito e o chutei com força, ele foi jogando para trás e assim que consegui me soltar e ficar em pé rapidamente.Você... arg. Caí no chão ao sentir uma dor na minha coxa e percebi que a tinha torcido.

Massageei o local enquanto Christian me ajudava a se levantar, não conseguia acreditar que tinha conseguido a proeza de me machucar em um treino. Acho que isso é uma derrota minha. Murmurei ao ser colocada por ele no banquinho da arena e o filho de Marte me olhou surpreso. – Não, isso foi um empate, e da próxima vez quero que me ataque como se sua vida dependesse disso. – Coloquei um sorriso simples em meus lábios e balancei a cabeça afirmativamente, se era o que ele queria então seria isso. Depois disso saímos dali em direção à enfermaria.



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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Qua 8 Jan 2014 - 0:14



Combate corpo a corpo
nada como enfrentar alguém com mais músculos do que você um dia poderá ter

Combate corpo a corpo? Eu já sabia que iria dar errado antes mesmo de me aproximar do aglomerado de campistas. Seis ou sete grandalhões, a maioria sendo prole de Ares, incitavam outros dois semideuses a combaterem, muito embora estes estivessem sem camiseta e desarmados. Essa era a chamada luta livre, ou simplesmente “vale-tudo”. O rapaz alto e esguio, Jack, filho de Hermes, tinha uma das mãos pousada sobre meu ombro e isto era a única coisa que ainda me mantinha ali. Estava óbvio que ele tinha intenções de defrontar-me, ou talvez indicar outro iniciante ainda não testado nas “brigadas”, e eu não conseguia fugir do desafio sem fazer parecer que tinha medo – Tem certeza? – Murmurei para Jack que estava distraído em apostar dracmas pelo campeão da próxima luta. O filho de Hermes arqueou as sobrancelhas, maroto, e depois encolheu os ombros ao dizer que estava confiando suas moedas em mim – Espero que tenha outras para substituí-las. – Disse, mal humorado, enquanto retirava a camiseta preta de costume. Sempre me recusei a usar o laranja berrante do Acampamento. O grupo dos grandalhões começou a se ampliar, dando assim espaço para que os novos competidores se apresentassem para o combate. Deixei a camiseta com Jack, mas não sem antes lhe dirigir um olhar vingativo. Aquilo teria volta. Meu adversário já se encontrava em posição: um filho de Ares, duas vezes mais musculoso e uma cabeça mais alto, além de todos os outros atributos que o faziam parecer ameaçador frente ao garoto franzino representado por mim. Orgulho do papai – Boa sorte. – Resmunguei, ainda preservando a educação, ao brutamontes que se limitou a estalar os dedos da mão esquerda. Seria uma longa tarde; dolorosa também, por sinal.

Não possuíamos um gongo ou juiz, mas os gritos de incentivo da plateia foram bastante úteis para marcar o início do combate. O filho de Ares investiu primeiro, tão impaciente quanto seu pavio curto sugeria que fosse, e suas mãos correram de encontro ao meu pescoço. Que forma violenta de começarmos um combate. Recuei dois passos e depois esquivei para a direita, fazendo meus pés mal tocarem no chão enquanto “gingava” a fim de evitar os fortes punhos que sem dúvida trariam consigo um baque doloroso caso me alcançassem. Meu adversário investiu novamente, desta vez mostrando-se mais esperto e indo em direção a meus braços invés de procurar por algo mais distante. Infelizmente não consegui recuar rápido o bastante, tendo assim o antebraço esquerdo seguro por dedos firmes que apertavam dolorosamente a região. Agora não havia mais como recuar. Me abaixei em tempo de evitar o punho que vinha contra minha cabeça, e depois desferi um chute contra as canelas do filho de Ares, mas isso deve ter doído mais em mim do que nele. Não podendo ganhar distância graças ao aperto que me mantinha ali, limitei-me a abaixar perante o punho que vinha em minha direção. Abaixar não era a melhor das estratégias. Fiz isso ao querer me livrar de outro safanão e o filho de Ares acertou o joelho contra meu estômago, e, acredite ou não, foi como se todo o oxigênio fugisse de meus pulmões. Arquejei em busca de normalizar a respiração. Podia ouvir claramente os gritos de incentivo dados pela plateia, inclusive o tom daqueles que davam ideias; Jack estava entre estes. Maldito filho de Hermes.

O punho do grandalhão trilhou caminho em direção a minha cabeça, e dessa vez não tive reflexo o bastante para desviar tal ataque. Não fui atingido na cabeça, mas a dor latejou em minha nuca. O que Tessa pensaria de mim? Provavelmente seus irmãos não perderiam a oportunidade de contar como haviam me surrado. Engoli em seco e ousei erguer o rosto na direção do mais alto, usando da mão livre para acertar, rápido como meu tamanho sugeria que eu fosse, um murro entre seus olhos e depois outro no nariz. Todos possuíam fraquezas. Assustado pelo dano, o filho de Ares afroxou o aperto e isso bastou para que eu puxasse o braço esquerdo com brutalidade ao recuar três passos e começar a dar voltas em torno de meu adversário. Podia sentir a marca dos dedos, latejando, em minha pele pálida, assim como a nuca e o estômago que ainda sofriam com os golpes recebidos. Precisava ganhar aquele combate de outra forma – Vamos lá, retardado, será que sua mãe não lhe ensinou que não se deve deixar um convidado esperando? – Indaguei, mordaz, ao gesticular que o garoto se aproximasse – Desculpe, acabei esquecendo de que ela não poderia ser muito sã, afinal deitou-se com alguém como seu pai. – Dessa vez encolhi os ombros, um sorriso cínico nos lábios enquanto continuava a me movimentar. Enfurecido, o filho de Ares correu em minha direção, tal como um touro, e eu imitei os homens que lidavam com touros. Fiquei parado até que o tempo esgotou-se, só então jogando-me para o lado em um rolamento. Entre reclamações, a plateia atingida enxutou seu ídolo a chutes, e neste meio tempo dei a volta no mesmo a fim de colocar meu planos em prática. Acertei-lhe um pontapé certeiro na parte de trás do joelho direito, depois do esquerdo e por fim desci o punho contra sua cabeça. Fique sabendo, cara leitor, que não acertei a nuca de meu adversário. Grunhindo, o indomável brutamontes caiu no chão, mas não sem levar-me consigo ao fincar os dedos em minha panturrilha. Por que aquele retardado tinha que ser tão insistente? Ergui ambos os punhos livres e os bati contra seu rosto, tão forte que podia sentir os ossos, mas não o bastante para desacordá-lo. O que estava faltando? Um dardo sonífero? Puxei o fôlego para tentar desvencilhar-me do emaranhado de pés e punhos em que estávamos.

Joguei o peso de meu corpo para trás, pressionando os dedos que teimavam em se agarrar a minha panturrilha, até que apoiei os braços no chão de terra úmida e girei a perna livre para acertar um chute nas partes baixas do filho de Ares. O termo “vale-tudo” abrange muitos significados. De efeito imediato, o chute deixou o garoto aos gritos e resmungos, este tendo soltado minha panturrilha a fim de guarnecer outro local ao qual prefiro não citar. Devo admitir que tinha sido algo baixo, muito baixo mesmo, até para mim. Mas quem se importa? Eu ainda tinha contas a acertar e precisava estar vivo para isso. Deixando de lado o oponente vencido por sua ingenuidade, voltei o corpo na direção dos espectadores não tão felizes com o golpe final e então fui até Jack que parecia estar olhando para todos os lados, menos para mim – Apostou suas moedas no cara certo? – Indaguei ao segurá-lo pela gola da camiseta e apertar o tecido entre meus dedos. O rapaz tratou de balbuciar, o maia rápido possível, que não havia sido ideia dele, que não sabia sequer que eu teria de enfrentar a prole de Ares. Estreitei os olhos e apertei mais o punho, contudo não alheio aos movimentos atrás de mim. Pelo visto o brutamontes se levantava, e não aparentava estar tão contente quanto eu estaria em sua situação. Levantei Jack pela gola – ele não pesava muito – e o girei comigo ao voltar o corpo na direção de meu adversário “abatido”. Sem esperar por ser novamente vítima de punhos e chutes, joguei o filho de Hermes em direção ao de Ares que parecia tremendamente indignado – Divirtam-se os dois. Caso fosse vocês, cavaleiros, apostaria no careca ali, o grande e forte. – Disse ao me dirigir aos espectadores. Ninguém tentou me impedir quando peguei minha camiseta, rompi o círculo e comecei a me afastar com passos pesados. Dizem que uma aura escura rodeia os filhos de Hades, principalmente quando iritados.




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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Sam J. Parker em Qua 8 Jan 2014 - 1:39

Dor, e Clint.



Após meu último treino, havia tomado uma decisão que melhoraria meu combate de corpo-a-corpo, e tínhamos o melhor instrutor para isso no acampamento. Seu nome era Clint, ele foi e é até hoje um legionário lendário, por ter protegido diversas vezes o acampamento, e até mesmo em sua aposentadoria, ter conseguido fazer com que quando a legião estava indo de mal a pior pelo últimos pretores, ele coordenasse como um líder para que Nova Roma e a legião não caíssem. Ele era um legado de filhos de Júpiter e Marte. Depois disso ele sempre esteve perto, sendo instrutor todo ano de algo diferente. Sempre que íam em seu treino, eram dadas duas opiniões, “ele é louco!” e “Agora vejo porque tantos o admiram.”. Fui com uma blusa personalizada que havia feito, quando um filho de Marte personaliza algo, eu quero dizer que rasguei as mangas sem utensílios que devem ser usada, deixado um lado desproporcional ao outro, um pouco no tamanho, e muito na diferença da aparência, shorts pretos, e um tênis, não sabia o que aguardar de Clint.
 
Levei em uma mochila, água e algo para comer depois do treino. Chegando lá, me deparei com o que parecia uma academia de luta, com um tateme grosso de borracha em todo o piso, com de um lado, equipamentos que parecia aqueles que víamos em filmes de luta, assim como um ringue fechado e um espaço enorme vazio. Do outro lado tinha um monte de equipamentos dividos em sessões de A até L. A academia era o dobro do quartel, ou mais. E entre esse meio termo, tinha alguns alunos alongando, e vi Clint, e vi porque ele era uma lenda, ele devia ter a minha altura, ombros largos, bíceps direito com uma cicatriz, pele escura como carvão, com uma barba branca. – Posso fazer a aula? – perguntei a ele. – Venha amanhã, com os novatos. – disse ele sem olhar para mim. – Não, eu aprendo rápido. Ele pigarrou e todos olharem para ele, e começaram a correr, indo para pontos onde tinha máquinas de academia, cordas grossas para subir e descer, pneus de tratores para rolar, competição de arremesso de martelo, tipo nas olimpíadas sendo o martelo, uma bola de ferro de cem quilos na ponta, amarrada por um uma corrente muita grande, barras de elevação para as pessoas subirem, argolas amarradas por cordas, daqueles competições de ginástica. Degraus de meio metro cada para pular com os pés juntos. – O que eu faço? – perguntei a ele. – Aprenda rápido.
 
Tentei imitar os garotos, primeiro fui na corda, parecia que ela rasgava e queimava minha mão cada vez que eu apertava ela para subir, minhas pernas queimavam, mais tinha que aguentar aquela dor. Quando, cheguei ao teto, desabei no chão, ficando sem ar por cair daquela altura. Fui até as barras de elevação, já tinha visto estas uma vez, você tinha que descer e subir, e com o impulso da subida, você subia a barra um degrau. Quando cheguei ao terceiro degrau, meus braços tremiam, quando cheguei ao quarto, meus músculos se enrijeceram e não se mexiam por nada. Soltei a barra e procurei algo mais fácil, comecei a pular nos degraus, mais parecia que a cada salto que dava, um peso era colocado em meus pés, e o número de degraus dobrava. Meu corpo não se movia de jeito algum. Soltei a barra e cai de bunda no chão, que parecia ter quebrado o ossinho que ficava no meu glúteo. Clint começou a rir e veio até mim. – Você é duro na queda romano, só que, você esqueceu algo, seus músculos, por mais deus que você tenha em seu sangue, ainda são mortais. Alongue... ASSIM ANIMAL! – gritou ele quando viu o que estava fazendo. Seu alongamento era para pessoas se ossos, mais sempre que fazia, ou tentava fazer, parecia que um gelo era colocado em meu músculo e o nó que ele deveria ter formado era solto. Depois de meus músculos voltarem a se mexer, eles se recusavam a se mexer, mas os forcei mesmo assim, e fui para a máquina de academia, que de comum não tinha nada, porque a cada duas vezes que você fazia o movimento, o peso se tornava mais pesado, até  que alguém me ajudou a colocar de volta no lugar. Fui para as argolas, que você tinha que levantar até a altura da cintura e descer, com aquela maldita corda que não parava de balançar, e repetir isso. Fiz sete, antes que um acidente acontecesse. – Chega gente, já aquecemos, intervalo de dez minutos e vão para o outro lado da sala. – Eu escutei direito... Ele disse AQUECER!!!
 
Depois de tomar minha água e quatro dedos da do galão, meu corpo ainda tinha sede, e brilhava com o suor que não parava de escorrer. Ele pigarrou de novo e todos começaram a treinar de novo, só que dessa vez, socando sacos de areia, simulando golpes uns nos outros, outros se batendo dentro da arena fechada, outros no espaço grande dando golpes de submissão uns nos outros. – Você... – ele me avaliou de cima a baixo. – Kickboxing americano. Antes de tudo deixa eu te explicar. Eu ensino luta aos legionários, porque nunca se sabe quando vai precisar lutar sem arma contra um oponente semideus, ou monstro, para desarma-lo tem que saber lutar, acredite isso vai salvar sua vida. Você tem o golpe do kickboxing americano, que tem base com socos, chutes, joelhas e cotoveladas fortes. Por exemplo... – Antes de eu ter uma reação, meu joelho já encontrava o tatame, com uma dor inimaginável na coxa. – Agora venha e coloque isso e a dor passa rápido, não demora mais do que cinco minutos. Ele me jogou uma par de luvas de boxe. 
 
Ele demonstrou o chute que fez em mim no saco de areia, o movimento consistia em chutar com aquela dobra do pé na coxa do oponente, que o faz cair sem demorá. Ele demonstrou um soco, que era com o jab do boxe. Depois dois jabs, esquerda direita, golpes rápidos e fortes, mandou que eu repetisse tudo um por um. Depois mostrou-me uma sequência, os jabs de esquerda e direita e uma joelhada na altura do diafragma, e depois a mesma coisa, só que mudando no final, fingindo dar uma joelhada com um joelho e trocar para o outro rapidamente. Ele colocou um equipamento paralelepípedo bem estofado, que ia uns dois palmas acima dos punhos até dois palmas abaixo do cotovelo, ele mandou eu repetir nele, até eu ofegar. Assim que comecei a ofegar ele mandou para e me monstrou outro golpe. Foi a vez dois socos cruzados e um chute com a parte plana do pé  no final da coxa. Mandou repetir vinte vezes, alternando o lado do chute quando acabasse. E depois seria igual só que os dois socos na mesma direção e o chute permanecia igual. No seguinte, eram dois socos com o mesmo braço, sendo um reto e um cruzado. A mesma coisa tive que repetir com os dois braços. Por incrível que pareça até agora só teriam passado dez minutos, e parecia estar longe de acabar. Agora os dois socos que havia feito e um chute na parte externa da coxa, repetições iguais para cada lado. 
Depois disso era um soco alto no rosto, um baixo no diagragma e um chute com a canela na coxa.  Depois era um jab e um uppercut, e para complicar chute plano com um pé seguido rapidamente de chute com a canela da outra perna. E por fim fazer tudo junto. Te digo uma coisa, aquilo cansava mais do que lutar com um minotauro.

Ele deu como a aula encerrada, e mandou voltarmos semana que vem. Sorri e cumprimente ele, me apresentando. Ele sorriu e me deu adeus. Voltei para o quarto, peguei minhas coisas, peguei vários sacos de gelo e enchi uma banheira inteira com gelo, e fiquei lá. Depois do banho demorado e delicioso tomado, deitei e dormi um pouco.



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Justificativa::
Gostei do post em si, da ideia de aquecimento antes do combate, mas achei que ficou muito vago de certa forma. O objetivo deste treino é o combate corpo-a-corpo, e esta parte eu não vi. Vi que o instrutor ensinou-o algumas coisas, alguns golpes, mas não teve um momento específico em seu post no qual você praticou tudo aprendido e, algum adversário. Também houveram alguns erros gramaticais que acarretaram na perca de pontos.


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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Qua 8 Jan 2014 - 19:29



Olimpian Ultimate Fighter?
>

Cheguei à Arena com muita disposição para o treino, animado pra me exercitar após uma noite bem dormida – que eu não tinha há muito tempo, desde que fiquei sabendo da profecia do filho de Hera-.  Adentrei no local observando os instrumentos de preparação, como bonecos e sacos de pancada. Sentei-me em um banco perto do ringue que já estava sendo utilizado por duas garotas e, apesar da luta delas estar interessante, outra disputa chamou minha atenção. Uma sequência impecável de socos estava finalizando um pobre coitado a poucos metros de mim. Tirei a regata e o chinelo e enrolei a bandagem – espécie de pano pra curativo – nas mãos, improvisando uma luva que oferecesse consistência pros músculos e ossos das mãos.

 Em seguida me aproximei do tatame em que ocorria a tal luta. O garoto que apanhava foi nocauteado e todos em volta fizeram um “uuuuh” em sincronia. Um outro guri magricela que parecia viver na base de ritalina correu pro centro do tatame e levantou o braço do musculoso que ganhara, gritando “Fatality!”. Ri da cena, eles pareciam querer imitar uma luta televisionada. – Quem será o próximo, senhoras e senhores? – disse o magricela – Quem desafiará o grande... – imitou o som de tambores ao batucar nas próprias pernas - ... Caleb! Vamos lá! Não sejam tímidos! Caminhei pro centro do tatame, empolgando os espectadores que queriam ver mais um ser nocauteado pelo meu oponente. O magricela perguntou dados básicos meus e começou a apresentação. – Isso é mesmo necessário? – perguntei. O guri me ignorou e prosseguiu seu teatro. – Na minha direita temos um filho de Ares, com quase 1,90m e mais de 80kg de músculo! E na minha esquerda, senhoras e senhores, um filho de Poseidon com 1,85m e  79kg! – o garoto falava animado e gesticulando bastante. – As regras são simples: sem uso de armas e sem morte. Podem começar!
 Tive a impressão de que o filho de Ares achava aquilo um exagero, assim como eu. Contudo, tratou logo de ignorar a cena para dar início à luta. Ele deu um salto para frente, estendendo a perna direita e visando me atingir no abdômen com seu calcanhar. Desviei para o lado, defendendo-me de sua ofensiva. Novamente ele tentou me golpear, fechando a mão em um soco contra a minha boca. Mais uma vez me protegi, dei um passo pra trás impedindo que o golpe fosse bem sucedido. Entretanto, não previ o ataque que ele desferiu logo em seguida. O filho de Ares movimentou a perna direita, tronco e ombro direito em uma meia-lua para trás. Desse modo, pegou impulso para girar para frente e dar força ao seu direito que me atingiu o rosto. O soco veio como um tiro, fiquei desorientado por alguns segundos e cambaleei, esforçando-me pra manter o equilíbrio.
 - Desiste, sharkboy? – falou cuspindo o filho de Ares. – Ainda nem comecei. – respondi sorrindo. Era a minha vez de atacar. Apesar de não ser nenhum Muhammad Ali, iniciei uma sequência de jabs. Mantive a distância, desferindo socos retos na direção das linhas de seu rosto, ombros e cotovelo. Ele desviava com habilidade, mas percebi que o esforço o estava cansando. Decidi, portanto, finalizar minha sequência. Mudei a angulação do soco, golpeando de lado em vez de golpear de frente. O cruzado atingiu em cheio a lateral do rosto dele. Aproveitei que ele estava desnorteado e não dei tempo pra que se recuperasse. Imediatamente dei um gancho na linha da cintura do filho de Ares. Com o braço oposto ao que usei no cruzado, fiz um movimento de baixo para cima para acertar com a mão fechada o tronco dele. Meu oponente deixou todo o ar escapar dos pulmões e caiu no chão desorientado. Eu provavelmente tinha acertado seu fígado, pois o golpe havia sido bem sucedido. Um curto silêncio se instalou na Arena enquanto o garoto tentava se recuperar.
 Pra mim aquilo fora um nocaute, então comecei a deixar o tatame. Contudo, antes que eu saísse, fui puxado pelo ombro e voltei a ficar de frente pro guri. A frase “nunca vire as costas pro seu adversário” me veio à mente assim que fui atingido por um soco do filho de Ares. Fui pego desprevenido, sem ter o reflexo necessário para desviar. O soco veio de baixo para cima, um upper perfeito que me atingiu o nariz. O filho da mãe tinha quebrado meu nariz! Pensei em colocar a mão no local, mas isso poderia só piorar a situação. Portanto, só limpei o sangue que escorria e parti pra cima do guri. Pulei contra ele, dando uma joelhada em seu abdômen e derrubando-o no chão. Imobilizei suas pernas e seu tronco e comecei a socar seu rosto, querendo descontar toda a minha irritação. Ele colocou seus braços como proteção, tentando amenizar meus golpes. Entretanto, pouco tempo se passou até que duas pessoas que estavam assistindo a luta me puxassem de cima dele.
 - Ele quebrou a porcaria do meu nariz! – gritei me debatendo, queria me soltar e voltar a bater no cara. Ele parecia ter o mesmo objetivo, pois dois outros garotos também o seguravam. Só voltei a minha sã consciência quando jogaram um copo de água no meu rosto – que acabou ajudando a diminuir a dor no nariz devido ao poder curativo da água em mim-.  Respirei fundo, lembrando que aquilo era um treino amistoso e não os jogos vorazes. Desprendi-me dos braços daqueles que me seguravam aos empurrões e caminhei até o filho de Ares. Estendi a mão pra cumprimenta-lo. Ele me encarou desconfiado, mas acabou apertando minha mão. Saí dali sem dizer nada, parando apenas pra calçar o chinelo e pegar minha regata pra estancar o sangue.
 
Narração – Minhas FalasFala Campista 1 Fala Campista 2


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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Phil A. Cutler em Qui 9 Jan 2014 - 14:16


afraid?
maybe your mind is playing tricks

- the fight -
[…] - Vocês receberão um par de luvas de MMA e um protetor bucal. - A voz do instrutor de lutas corpo-a-corpo saia de sua boca num tom forte, que preenchia toda a arena. No mesmo instante, ele realizou o que estava falando. Olhei ao meu redor e todos os seis campistas que estavam ali receberam o mesmo equipamento, de cor igual. - Quero que vocês calcem as luvas e organizem-se em duplas.

Eu não fui atrás de ninguém, apenas esperei algum campista sobrar e automaticamente eu seria sua dupla. Enquanto calçava a luva esquerda, o que não era muito difícil pois as luvas permitiam que as pontas dos dedos ficassem livres, um semideus aproximou-se de mim e parou ao meu lado. Ele estendeu uma mão na minha direção para um cumprimento. - Sou Edward, filho de Apolo. - O garoto ficou sorrindo, esperando que eu o cumprimentasse e me apresentasse. Eu não tinha pressa. Terminei de prender a luva, ficando bem apertada no meu pulso, coloquei o protetor bucal laranja e então apertei a mão dele. - Sou Phillip, filho de Fobos. – Um sorriso cínico apareceu em meu rosto neste momento, e então o instrutor voltou a falar.

- Agora que estão em duplas, quero que cada dupla vá para um tatame. - E assim nós fizemos. Edward e eu não andamos muito. Ficamos de frente um para o outro dentro de um dos tatames, dois metros de distância, ambos olhando para o instrutor. - Se alguém aqui ainda não sabe lutar, este é o momento de se manifestar. - Uma dupla levantavam os braços. - O.k. Podem lutar enquanto eu ensino a quem não sabe os fundamentos de uma luta. - Ele sorriu e caminhou em direção da dupla de braços erguidos.

- Boa sorte, você vai precisar. - Edward ficou em posição de guarda depois de dizer isto. Sua guarda era o contrário da minha. Eu ficava com a mão esquerda atrás da direita, pois sou canhoto. O campista era provocativo, sua guarda não era muito alta. Aos quatorze anos eu tive algumas aulas de MMA em Nova Iorque. Não deu tempo para ficar craque naquilo, mas aprendi o necessário para não apanhar muito. - Com essa guarda baixa, já tô até vendo quem vai precisar de sorte. - Disse, e então Edward veio a mim, caminhando em guarda. Quando ele chegou perto o suficiente, comecei a dar rápidos e não muito forte socos com a mão direita, chamados de jab. Eu visava apenas medir a distância, e atrapalhá-lo. Os jabs obrigavam o filho de Apolo a subir sua guarda para se defender. Depois de alguns golpes, meu jabs foram ficando mais fracos e passando a não tentar acertar ele. O campista notou isso e passou a abaixar sua guarda. Era isso que eu queria. Encontrei uma brecha e a oportunidade certa para acertar um jab mais forte nele, no nariz dele. O soco entrou, e ele sentiu um pouco. - Me pegou desprevenido, não vai acontecer de novo. - O semideus disse com a mão direita no nariz. Em seguida o garoto voltou a posição de guarda, me olhando com cara de quem estava com raiva.

Eu ri ao reparar sua feição, mas não me desconcentrei. Segundos depois, Edward veio com alguns socos diretos e jabs. Tive que me defender para não ser nocauteado. Levantei levemente as mãos e flexionei um pouco mais os cotovelos. Abaixei um pouco a cabeça, o suficiente para me proteger e poder olhar para ele. Quando senti o último soco, apliquei um forte chute com a perna esquerda, acertando a parte interna da coxa esquerda do adversário. O chute abalou um pouco seu equilíbrio, mas nada tão sério a ponto de fazê-lo cair. Depois do chute, dei dois jabs e complementei com um forte direto de esquerda. A prole de Apolo não parecia esperar um soco daqueles, porque o direto furou sua guarda, mas conseguiu defender meu último soco. O jovem se livrou por pouco.

Edward deu alguns passos para trás, tocou as mãos com um soquinho e voltou a guarda, caminhando na minha direção. Tive tempo para abaixar minha guarda também, me livrar um pouco do peso das mãos, mas tive que voltar para a luta. Minha respiração estava ficando mais intensa, ofegante, e suor descia pelo meu rosto. Edward também estava suando. Os sinais de cansaço ficavam mais evidentes a cada golpe. O semideus deu dois jabs. O jab dele era com a mão esquerda porque ele era destro. Jabs são golpes fracos e fáceis de se defender. Defendi usando minha mão direita, aberta, como se estivesse abraçando o soco dele. Aquilo era só pra distração, pois o campista tentou acertar um chute alto com a perna direita. Se eu não tivesse levantado meus braços para defender, o chute teria acertado em cheio minha cabeça.

Assim que o pé direito voltou a tocar o chão, eu vi uma chance de nocauteá-lo. Ele estava se recuperando depois de ter chutado, sua guarda não estava tão precisa. Fechei bem as mãos e parti para cima. Um direto, um jab, um direto, um jab. O primeiro direto acertou sua bochecha esquerda. Eu vi que ele sentiu, pois deu algum passo para trás e levantou a guarda. Os outros foram bloqueados, mas o impacto também causa dor. Ele se fechou, do mesmo modo que eu havia feito quando ele me atacou, só que Edward foi mais esperto. Ele abaixou-se e agarrou minhas pernas, impulsionou o corpo para frente e me derrubou. O impacto do meu corpo batendo no tatame fez com que o instrutor olhasse para nós. - Olha só, uma luta no chão. - Disse ele. Graças as aulas de MMA, eu sabia me defender no chão e até mesmo atacar com algumas finalizações. Caí na guarda e entrelacei meus pés, fazendo com que o garoto não fugisse. Minhas mãos protegiam meu rosto dos golpes do campista. No chão, os socos não são tão rápidos, mas não deixam de ser fortes. Eu ficava mais cansado a cada soco defendido, e ele ficava mais cansado a cada soco dado. Minhas costelas doíam, meus braços doíam e ficavam mais pesado a cada segundo.

O campista socou minha costela com a mão direita. Um soco lento e forte. Consegui prender sua mão, fechando o ângulo do cotovelo. A mão de Edward ficou presa entre o cotovelo e meu tronco. Com aquilo, deixei o braço dele inofensivo, mas o meu também. Passei a dar alguns socos nele também, pois tinha apenas um braço para me defender. Meus socos eram fortes mas não eram muitos, estava cansado. O semideus tentava desprender sua mão, e a cada tentativa, eu subia um pouco minha perna direita, sem desfazer o laço formado pelos meus pés. Ele colocou a mão esquerda no chão, com o braço esticado, fazendo bastante força para soltar sua mão direita. É, ele não devia ter feito isso. Eu subi minha perna direita até passar pelo ombro esquerdo dele. Dobrei minha perna passando por trás da cabeça dele e encaixei o peito do meu pé direito embaixo do meu joelho esquerdo e dobrei-o, forçando a perna direita. Pode não parecer, mas aquilo foi rápido. Edward estava no triângulo e eu estava próximo da vitória. - E agora? - Falei com um sorriso no rosto, vendo o garoto tentando escapar. Soltei sua mão direita e com meus dedos da mão esquerda, puxei a ponta do meu pé direito, fazendo mais força ainda. Aquilo estava estrangulando o semideus, e eu só ia parar quando ele batesse três vezes.

- Phillip, solte-o, ele não vai conseguir sair daí, já pode soltá-lo. - O instrutor falou num tom preocupado, caminhando na minha direção. Minha camisa estava com muito suor, meu rosto pingava, meus dedos começavam a escorregar, mas eu não cedia.
- Vamos Edward, deixe de ser orgulhoso e bata.
- Não vou perder para você...

Ele estava ficando vermelho, respirando com dificuldade. O instrutor ficou bem próximo de nós, quase gritando para que eu o soltasse. O filho de Apolo tentou socar minha costela com a mão que estava livre, mas o soco saiu muito fraco. Ele estava quase desmaiando quando deu três tapinhas no chão. Eu soltei e dei uma cambalhota para trás, ficando de joelhos no chão. Observei Edward deitar e respirar fundo, olhando pro teto. - Na próxima vez, vê se deixa seu orgulho fora do tatame. - Eu falei, me levantando enquanto tirava o protetor bucal. - Phillip, gostei dos seus movimentos no chão. - O instrutor elogiou-me, o que me deixou um pouco contente. - Obrigado. – Respondi.

Me virei de costas e saí da arena, ainda com as luvas calçadas, me dirigindo ao chalé. Caminhei devagar, estava exausto e precisava de descanso.


- fala do personagem | fala do narrador | pensamento do pensonagem | - fala alheia


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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Sam J. Parker em Sab 11 Jan 2014 - 0:03

Dor, e Clint.


Escutei reclamações dos campistas novamente sobre uma única pessoa de novo. Várias reclamações todas direcionadas a uma pessoa. Seu nome Clint. Sorria cada vez que escutava uma reclamação. Meu mestre, ele sempre trazia isso para si, reclamações e xingamentos em latim, assim como ao mesmo tempo, sorrisos e pessoas falando bem dele e do seu trabalho. Coloquei as luvas na bolsa, assim como a água, e outras coisas uteis. Botei minha blusa “personalizada”, shorts escuros e um tênis. Lembrei dos ensinamentos dele, já tinha visitado ele várias vezes depois do meu banho de gelo, ficando afiado em meu kickboxing e em jiu-jitsu. Estava evoluindo bem rápido, devia ser por conta do DNA do meu pai em mim.
 
Chegando lá, reparei que havia acontecido mudanças na área de aquecimento, tudo havia sido substituído, agora havia uma sessão apenas com tábuas recém cortadas, com cinco centímetros de grossura, tijolos brancos de cinquenta centímetro de comprimento, e as rodas de caminhão ainda continuavam. Clint me acenou com a cabeça, e eu de volta. Tirei os tênis e entrei no tatame. – Vamos começar o treino. – Ele apontou para o lado, onde tinha os tijolos brancos.
 
Aqueles tijolos tinham um peso descomunal, e tínhamos que arremessar em uma distancia. Eu usei toda minha força para arremessar, assim como todos os outros ali, e todos chegamos a mesma distância, eu e mais dois. O próximo que fiz era o dos caminhões, era uma competição, para ver quem chegava do outro lado com o pneu primeiro. Era eu contra Josh, cada vez que levantava aquele pneu, meu braço tremia mais, e quando cheguei no final ofegante, meus braços parecia uma poça em dia de chuva, o lado bom havia ganhado. O último era a tábua de madeira, nós tínhamos que quebrá-la  com um soco, mas só havia um único jeito certo de bater, você tinha que socar com os dois trapezoides do indicador e do anelar. Ele demonstrou, a tábua se dividiu em três, e uma delas ficou presa na mão de Clint por um tempo. Claro que ninguém achou que conseguiria e tentei, coloquei a guarda e como uma alavanca, repeti o gesto de Clint. Todos ficaram impressionados, dos todos cinco conseguiram, os outros cinco, o CRAC, não veio da madeira.
 
Por falta de alunos Clint fez um treino de luta, eu iria lutar contra Nolan, um garoto dois centrimetros mais baixo que eu, com a pele caucasiana, e um cabelo raspadinho, com um cavanhaque, que não conhecia. Ficamos afastados um do outro, me aproximei, acertando com força um chute com o peito do pé na parte interna da coxa de Nolan, ele pareceu nem sentir, tentou me acertar um chute no rosto, desviei indo para o lado, assim que o pé dele encontrou o chão, me atacou com o outro pé, tentando me acertar com um chute giratório, desviei novamente abaixando e levantei armado com minha guarda, ele tentou acertar o meu peito, mas protegi com os braços, vindo já tentando acertar um soco cruzado, que desviei, e quando tentou acertar um soco na costela, lacei seu braço, chegando até seu ombro e segurei com firmeza, segurei ele com força, e dei um rolamento com ele grudado ao meu corpo coloquei me pé direito na virilha de Nolan e o esquerdo colado na parte de externa e fiz o movimento. Giramos e caímos juntos no tatame, aproveitando a posição, dei uma chave de joelho contraria nele, que se ele não batesse iria quebrar sua perna. Ele bateu e soltei. Clint me fez lutar contra Matthew, parecia que era todos contra Sam. Matthew era mais forte que eu e mais alto, com cabelos compridos, presos por uma tiara, que não o deixava nem um pouco estranho, parecia um jeito de não deixar o cabelo cair na cara. Quando a luta começou ele fingiu um soco, que eu tentei bloquear, e me laçou pelas pernas, me levantando e jogando contra o chão, fiquei desorientado e sem ar, ele aproveitou a oportunidade para montar em meu peito, e me dar um americano em meu braço direto bem justo, apesar dar dor, estava sentindo meu braço quebrar, fiquei tentado esticar o braço até que soltei finalmente ele, nem esperou, e já levantou tentando me acertar um soco no rosto bem sucedido quebrando meu nariz, a dor foi estonteante, e me deu uma fúria enorme, quando ele tentou me acertar outro soco, já laçando seu braço e usando a força de meu quadril para girá-lo e ficar por cima, foz isso. Ele ainda estava segurando meu braço e meu sangue cobria o tatame e nós dois, levantei ele, e joguei com toda força no chão, não esperando sua reação lacei um de seus braços e dei um arm lock nele e o fiz bater.
 
Ofegante, Clint veio até mim e ajeitou meu nariz, fazendo jorrar sangue no tatame, e um grito abafado sair da minha garganta. Ele colocou dois cotonetes em minhas narinas por um tempo e esperou até absorverem o sangue. Ele disse que estava liberado e era pra correr para enfermaria. Assim fiz e fui me curar.
 



95 XP

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Justificativa:

Seu desenvolvimento melhorou muito, parabéns. Mas, gostaria de pedir para você utilizar um table com letras um pouco maiores, ou mudar a fonte... O que preferir. As letras estão muito pequenas o que dificultam um pouco na leitura. Não irei retirar pontos significativos por causa disto dessa vez, mas fica o aviso.

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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Sex 17 Jan 2014 - 14:34

Lobo manco, não é?

Eu me sentia nua, ali, sem nenhuma arma em mãos ou pronta para ser ativadas, quando eu pressionasse algum botão. Vestia apenas um short ridículo de ginástica e uma blusa branca de mangas compridas. Meu cabelo estava, obviamente, bem amarrado em um rabo de cavalo, e eu já calçara as luvas próprias para os treinos de combate corpo a corpo.  Minha oponente era uma filha de Ares, que me olhava como se eu fosse seu brinquedinho, enquanto murmurava que, se fosse verdade que as caçadoras possuíam sentido de lobos, deveria ser de lobo manco e cego. Felizmente, deixar transparecer sentimentos não era meu forte, então ninguém percebia a raiva que me fulminava por dentro: – E filhos de Ares também não podem ser tão bons de luta quando dizem por aí, se eles ainda precisam se esconder atrás de ofensas para vencer – provoquei a adversária, com um sorrisinho. Murmurando uma ameaça de morte, ela veio para cima de mim tão logo o apito soou, anunciando o início da disputa.

Eu já esperava por isso, então não foi difícil me desviar para a direita, firmando minha base no pé esquerdo. Assim que ela se virou para onde eu estava, bufando de ódio, lancei o pé direito em suas costelas, ao mesmo tempo em que já me preparava para um gancho de direita em seu maxilar. O golpe nas costelas foi efetivo mas claro que um filho do deus da guerra não ia cair tão facilmente num gancho de direita. – Isso é tudo? – questionou ela, debochada, enquanto desferiu um soco fortíssimo em meu estômago, que eu não consegui bloquear, por estar com os braços estendidos na altura do rosto, protegendo-o. Curvei-me de dor, mas imediatamente girei para a esquerda, tentando me recompor. Fiz isto bem à tempo, visto que a garota logo tentou um chute, que passou de raspão em minha bochecha direita. Eu decididamente não a venceria pela força.

O jeito era apelar para a agilidade, pensei, enquanto fingia erguer a perna esquerda para um chute, quando na verdade, a usei para dar uma rasteira na adversária, que, por anos de prática, não caiu, mas desestabilizou-se o suficiente para que eu desferisse um golpe em seu estômago e outro em seu rosto, seguidamente, abusando da velocidade de meu corpo, que sabia que ela não conseguiria acompanhar, devido a seu alto peso e sua falta de jeito. Com sangue escorrendo da boca, a menina me agarrou firmemente pela cintura, me jogando no chão antes que eu pudesse tentar me defender. Ela ainda conseguiu desferir novo soco no estômago e fez uma tentativa de atingir – leia-se quebrar – meu nariz, mas foi em vão, visto que eu já havia conseguido livrar minhas pernas. Imobilização realmente não era o forte dela, pensei comigo, enquanto usava minha perna livre para envolver seu pescoço, girando então sobre seu corpo e usando meus braços para travar suas pernas.

Era um movimento comum no judô, e não requeria muita habilidade para ser feito, mas, como dito, aqui não se praticava muito a imobilização, e sim o massacre. Sendo assim, segurei firmemente a adversária, enquanto ela se debatia no chão, sem saber como sair daquela posição. Quando se aproximava o quinto segundo, que me garantiria a vitória, soltei-a daquela posição, aproveitando a perna já perto de seu rosto para lhe chutar a face.  – E isso é tudo? Não deu nem para sentir dor – zombei, num murmúrio, enquanto tentava disfarçar minha postura curvada. Crias de Ares realmente tinham uma força medonha. Meu estômago que o diga. Mas eu realmente não deixaria que ela se sentisse bem por me deixar dolorida, de forma que esperei deixar o tatame, com um imenso sorriso, para poder, enfim, erguer a blusa e observar minha barriga já arroxeada, fazendo uma careta de dor.


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Achei seu treino muito direto, creio que um pouquinho mais de criatividade não faria mal... Mas fora isto, parabéns.

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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Chillie P. Möhrhauser em Sab 8 Fev 2014 - 18:55




Dois dias. Tinha dormido por dois dias. Molly Witcraft foi quem me contou o que tinha acontecido. As outras meninas do chalé de Quione resolveram fazer uma pegadinha comigo, colocando em meu suco uma boa dose da água de Hipnos, que respingava em seu respectivo chalé. Parece que Molly foi quem teve de dar comida para Félix, senão ele teria matado alguns seres do lago. Agradeci profundamente Molly, por que mesmo que odiasse o fato de ela ser perfeitinha, ela sempre me fazia muitos favores. E isso meus amiguinhos é o que realmente importa em alguém, o que você ganha.

Mas enfim, depois de agradecer Molly por tudo e tal, percebi o tanto de energia que estava acumulada dentro de mim e logo soube que treinar era a única e melhor forma de gastar energia. Caminhei calmamente até a arena, e fui logo para os treinos de combate. Mas como estava já de saco cheio dessa história de monstro e etc, resolvi ir no de combate corpo a corpo. Não me entendam mal, mas não devo aparentar ser do tipo de pessoa que vai neste tipo de treino. Se eu não me conhecesse, diria que sou frágil e queridinha. Bom, não tem nada ver comigo. Estava totalmente frustrada por causa da pegadinha das minhas "companheiras" de chalé, que só de imaginar socando umas caras já está de bom tamanho.

Uma menina loura, bonita, alta, olhos claros e dentes branquíssimos veio em minha direção. Parecia uma Barbie humana. - Hey! Sou Georgie, filha de Afrodite. Então... você tem parceira? 'Tô sem, quer ir comigo?; eu apenas joguei meu cabelo teatralmente pelo meu ombro e abri um sorriso amarelo. - Está bem. Sou Chillie. Quione. Georgie me mostrou num boneco como era o treino, que na verdade só se resumia em tentar bater pra caramba no seu parceiro. Parece interessante. Georgie era bem forte para uma filha de Afrodite, e pra falar a verdade era quase que musculosa. Mas não o suficiente para afetar sua aparência Barbie Girl

Eu e a prole de Afrodite fomos até um pedaço sem duplas para começar de verdade. E eu sentia um friozinho na barriga, nunca tinha apanhado muito e nunca tinha batido em ninguém antes. Mas logo me veio na mente aquelas retardadas estúpidas meninas de meu chalé, que me pregaram a maldita pegadinha. Então "a raiva subiu-me" pela cabeça. Não quis mais esperar a Barbie se arrumar e já dei um chute frontal em seu abdômen, fazendo-a cair para trás. Subi em cima desta, imobilizando suas pernas, enquanto a mão esquerda segurava seu cotovelo esquerdo, com o punho direito cerrado, socava com força seu rosto. Rápido, forte e impactante. Georgie começou a sangrar pelo seu nariz, mas logo com a mão direita (que não estava imobilizada), ela puxou meu cabelo com força para longe dela, e pude sentir aquela dor alucinante. Refém do puxão de cabelo (que ainda estava sendo puxado), Georgie aproveitou e mandou vários socos em minha boca e logo comecei a sentir o gosto de sangue ali. Minha visão falhava por alguns instantes, mas não podia desistir. Como o rosto de Georgie estava perto do meu, a única coisa que pensei foi : Uma cabeçada oras. Inclinei minha cabeça para trás, mesmo com o puxão junto, e voltei minha face contra a dela com força. Isso a fez me soltar e me dar alguns instantes para me recompor.

Cuspi o sangue na grama e me levantei. Minha cabeça ardia, e talvez a cabeçada não tivesse sido uma boa ideia. Georgie se levantou ao mesmo tempo que eu, com a têmpora um pouco saltada. Rosnei baixinho e voltei meio que correndo até ela, que estava alguns metros afastada de mim. Chegando até ela dei-lhe um soco no estômago, mas que facilmente foi respondido com uma joelhada em meu ventre. Cambaleei para trás sentindo aquela dor forte no meu ponto mais vulnerável. Contudo logo ela enterrava um soco forte em meu maxilar, me fazendo ficar mais atordoada e mais enfraquecida. Tossi sangue mais uma vez, e quando ela vinha me acertar por trás novamente, acertei-a com um golpe com o cotovelo esquerdo, apenas para em seguida enterrar outro soco em seu rosto. 

A menina cambaleou para trás, massageando a região do soco, que assim como em mim, provavelmente latejava. Pulei sobre seu corpo numa tacada só, assim, como um mergulho numa piscina. E no chão, segurando seus braços, e com meus joelhos sobre seu abdômen. Pressionando contra sua barriga meu joelho, ela se viu totalmente imobilizada. Não demorou nem dois segundos para o técnico aparecer e me separar dela, anunciando que eu tinha ganhado. Georgie se levantou, limpou o sangue que escorria de seu nariz com uma das mãos e se aproximou de mim com um sorriso dolorido. - Bom, trabalho. Agora o que acha de nós duas tomarmos uma limonada?; cuspi pela terceira vez o sangue que vazava de minha boca e apenas concordei.



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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Joey F. Malkovich em Seg 28 Abr 2014 - 17:24

Treino


Engraçado pensar que o que eles chamam de treino de combate corpo a corpo, lá no chalé 5 a gente chama de “opa, esbarrei em você”. Chega a ser cômico ter um momento específico só pra isso. Não menosprezando as técnicas, obviamente, mas é sério isso, produção? Naquela tarde entrei na arena e percebi vários tatames e ringues distribuídos em sua extensão. Uma quantidade enorme de campistas se fizeram presentes, contudo, não conhecia nenhum além dos companheiros de chalé mais antigos. As duplas de oponentes logo ocuparam espaços de luta e eu tive dificuldades em achar alguém que quisesse lutar contra mim. Algo que estava acostumado, o tipo físico dos filhos de Ares sempre intimida outros campistas.
 
Por fim, acabei indo a ringue com um meio-irmão que, apesar de não lembrar o nome, já o tinha visto em brigas no chalé. – Pronto pra sair daqui na maca? – perguntei antes de colocar o protetor bucal. Em nome de uma resposta extremamente bem elaborada, ele levantou o dedo médio pra mim. Em seguida começou a dar aqueles pulinhos de gazela saltitante, fazendo-me revirar os olhos com a teatralidade. Apontei pro meu rosto, indicando que ele deveria logo tentar me bater porque não tenho paciência pra esses floreios. Meu adversário veio logo com um cruzado de direita que, se eu não tivesse esperando por seu ataque, teria me nocauteado. Felizmente, meus reflexos permitiram que eu desviasse a tempo e rebatesse com um gancho de esquerda. Contudo, ele também se esquivou, afastando-se novamente de mim.
 
Dessa vez fui eu quem avançou. Alternando os antebraços esquerdo e direito diante do rosto para proteção, comecei a desferir uma sequência de socos em linha reta. Vez ou outra trocava os jabs por cruzados, na tentativa de pegá-lo de surpresa. Entretanto, meu meio-irmão continuava a se esquivar com maestria. Eu, por outro lado, na irritação de não conseguir ter um golpe bem sucedido, acabei por abaixar a guarda. Nesse momento de distração fui pego de surpresa com um soco no nariz que, sinceramente, não fazia ideia de qual direção me atingiu. Fiquei desnorteado por alguns segundos, afastando-me de imediato enquanto tentava estancar o sangue que saía do nariz. Entretanto, logo retomei a postura ofensiva, ignorando o sangue quente escorrendo no meu rosto.
 
Convencido de que um acerto era o necessário pra me derrubar, meu adversário sorriu contente, subestimando meu potencial. Sem esconder minha fúria, desferi meu contra-ataque. Sem que ele esperasse minha recuperação, o surpreendi com um chute no rosto. Dei um salto levantando o joelho esquerdo para pegar impulso. Em seguida dei outro salto, levantando o joelho direito para ainda no mesmo movimento esticar a perna. O peito do meu pé direito bateu com tanta força no vão entre pescoço e queixo do meu oponente que ele acabou por cair nocauteado. Confesso que meu pé doeu um pouco depois tamanha a força utilizada, mas compensou ter vingado a hemorragia no nariz. Deixei que as pessoas em volta dessem assistência pro cara e saí com a cabeça erguida (literalmente, só assim pro sangue parar de sair).


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Fobos - Motivos: Esse é o momento em que eu paro e fico imaginando Matrix nesse lance dos chutes. Mas enfim, ótimo treino, contudo... Tente ser um pouco mais criativo, somente isso deixou a desejar.

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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Meryl Swart Hammerbolt em Ter 6 Maio 2014 - 20:01


More of a workout
annoying
destroying a pretty face

Dou um passo para o lado e fico em frente ao espelho do chalé, eu vejo músculos que não podia ver em meu braço, pernas e estômago anteriormente, os treinos roubaram qualquer suavidade que meu corpo tinha. Isso é bom ou ruim? Pelo menos eu sou mais forte que antes. Eu envolvi a toalha em mim novamente e deixei o banheiro. Espero que não tenha alguém no dormitório para me ver de toalha. Revirei os olhos, graças a Hades meus irmãos não estava ali por hora, respirei fundo, coloquei a calça de pano flexível a blusa do acampamento, deixei os cabelos soltos e então saí do chalé rumo a arena.

Hoje iria treinar combate corpo a corpo, particularmente não era um dos meus preferidos, mas era necessário. A arena estava cheia, parecia que todos estavam dispostos a lutar um contra o outro até sabe quando. Geralmente Quíron ou algum sátiro interrompia antes de que alguém morresse, uma visitinha a enfermaria era de praxe. Um quadro negro ali dizia quais seriam os combates do dia, nem todos iriam lutar, apenas alguns dos filhos dos três grandes iriam. E meu nome estava ali. E o nome que seguia era o de Camille. Respirei fundo, minhas desavenças com a filha de Dionísio começaram quando ela entrou para o acampamento, se sentido a loira patricinha. E ela sorria, como se fosse fácil aquilo. Algumas lutas começavam enquanto eu apenas esperava, não demorou mais que trinta minutos para a minha vez, me coloquei em posição de combate, mas uma coisa era certa Camille começava, ela sempre tentava atacar primeiro.

Como se fosse premeditado, a loira começa avançando para mim e joga seu peso no soco. Enquanto seu corpo vem para frente, eu escorrego para o lado e dirijo meu punho para sua barriga, bem em cima do umbigo. Antes que ela coloque as mãos em mim, deslizo para suas costas, minhas mãos para cima, pronta para sua próximo tentativa. Ela não está sorrindo mais. Ela corre para mim como se fosse me derrubar e eu saio do caminho. Eu ouço a voz de meu pai na minha cabeça, “utilize arma mais poderosa que você tem a sua disposição, seu cotovelo.” Suspirei, ofegante, eu só tenho que arrumar um jeito de usá-lo. Eu bloqueio seu próximo soco com meu antebraço. O golpe dói, mas eu mal noto. Ela range os dentes e salta um gemido frustrado, mais animalesco que humano. Ela tenta um chute na minha lateral, mas eu evito e enquanto seu equilíbrio estava fraco, eu avancei para frente e forcei meu cotovelo em seu rosto. Ela puxa a cabeça para trás a tempo e meu cotovelo raspa em seu queixo.

Ela me soca nas costelas e eu esquivo para o lado, recuperando meu fôlego. Há algo que ela não está protegendo, eu sei. Eu quero bater em seu rosto, mas talvez não seja o movimento mais inteligente. Eu a observo por alguns segundos. Suas mãos estão altas demais: elas estão protegendo seu nariz e suas bochechas, deixando o estômago e as costelas expostos.Nossos olhos se encontraram por um segundo. Eu avanço, dou um soco baixo, abaixo de seu umbigo. Meu punho afunda em sua carne, forçando uma respiração profunda de sua boca que eu sinto contra minha orelha. Enquanto ela ofega, eu dou uma rasteira e ela cai duramente no chão, levantando poeira no ar. Eu puxo meu pé para trás e chuto suas costelas, o mais forte que posso. Experientes em combate não aprovariam eu chutar alguém enquanto se está no chão. Mas eu não me importo.

Ela se enrola em uma bola para proteger e eu chuto de novo, dessa vez a acerto em seu estômago. Como uma criança. Eu chuto de novo, dessa vez em seu rosto. Sangue brota de seu nariz e espalha-se por sua face. Olhe para ela. Outro chute em seu peito. Puxo meu pé para trás de novo, mas a mão de alguém segura meu braço e me puxa para longe dela com uma força irresistível. Eu respiro entre dentes, encarando o rosto coberto de sangue de Camille, a cor profunda, rica e bonita, de certa forma. Ela geme e eu ouço um gorgolejo vindo de sua garganta, vejo um fio de sangue saindo de seus lábios. — Você já ganhou, agora pare. — dizia um dos campistas mais velhos. Estava ofegante, meu peito subia e descia e aquilo era demais para mim. Dei as costas e comecei a sair da arena. — Ainda não acabou o treino Kaira. — gritou o rapaz. — Eu não me importo. — gritei de volta, caminhando em direção a floresta.




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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Allison Harley Fields em Qui 22 Maio 2014 - 14:46


Back to the old habits

A arena era capaz de roubar o meu fôlego de todas as vezes que cá vinha. Apesar de ser uma das campistas habitual aqui nos treinos, a imponência do local era algo que dava um novo sabor para os nossos olhos. Uma paisagem que recapitulava eras antigas de uma grande glória romana. Os meus pés é que me levaram junto dos outros campistas e do instrutor, porque eu estava demasiado engrossada a absorver cada pequeno pormenor. Foi um dos filhos de Mercurio que notou o meu estado ausente e me deu uma gentil cotovelada no braço para me acordar do meu subconsciente. Sobressaltada, ofereci-lhe um olhar de repreensão mas agradecida pelo simples gesto.

— Não quero aqui nenhum chorão. Se acham que não aguentam uns murros, saiam já do treino.  o instrutor informou a todos nós ao cruzar os seus braços debaixo do peito flexionando todos os seus impressionantes músculos. Os campistas entreolharam-se uns aos outros não sabendo muito bem como reagir à sua frontalidade, até que alguns começaram a tomar a iniciativa de abandonarem a arena. O assustador instrutor seguiu-os com o olhar certificando-se que as figuras dos campistas desistentes iam desaparecendo no horizonte. — Agora que os mais fracos foram embora, escolham o vosso par e coloquem as proteções. Aproveitem a oportunidade de libertar a raiva dentro de vocês. — o sorriso que o instrutor soltou, mandou pequenos arrepios de terror pela minha espinha. Parecia satisfeito com a situação. E por muito que gostasse do acampamento, às vezes me questionava que tipo de ideia é que os centuriões tinham quando contratava os instrutores.

Por meio de segurança, eu e uma garota nos escolhemos. Tínhamos mais ou menos o mesmo porte físico e com este instrutor... o melhor era jogar pelo seguro. De todas proteções postas no meu corpo, coloquei frente a frente à garota. Só pelo o olhar notava que era uma filha de Plutão. A sua aura não enganava ninguém. O som agonizante do apito fez-se soar e nos lançámos uma à outra. Puxei o meu braço para trás, ganhando balanço, e lancei um forte punho contra a bochecha da outra campista que desviou agilmente. Franzi a sobrancelha e tentei novamente o mesmo golpe mas com o outro punho. E mais uma vez, ela desviou-se com um suave riso para me provocar. Não percebia que erro é que estava a fazer e isso ajudou a filha de Plutão se preparar com um poderoso punho contra o meu maxilar que soltou uma espécie de dor indescritível. Aquele golpe tinha me abalado tanto que tive que tomar alguns segundos para refrescar a minha mente.

— Estás bem? Queres parar?  não consegui perceber se estava a brincar comigo ou realmente estava preocupada com o meu bem estar. Estava dobrada para a frente e só consegui responder com um abano de cabeça. Para eu parar, ela teria que fazer muito mais.

Uma espécie de força interior encheu o meu peito e me deu confiança para continuar a enfrentar a garota à minha frente. Imaginei que ela seria o meu ex-namorado, Christian, no dia em que ele me tinha atirado para dentro do lago em pleno Outono como se fosse uma espécie de brincadeira. Até hoje não lhe tinha perdoado em me ter estragado a minha blusa preferida. Mas de volta ao treino, se com punhos não lhe iria ganhar, então seria com a minha agilidade. Iria colocá-la exausta até achar o perfeito momento para lhe deitar abaixo. A garota repetia uma série de golpes direcionados à minha cabeça, maxilar e nuca. Começava a notar uma espécie de padrão nos seus golpes. E fui aprendendo. Quando me tentava golpear contra o maxilar, utilizava o seu outro punho para me golpear na nuca. E com a ajuda da minha agilidade, me fui desviando ora para a esquerda ora para direita ou uns pequenos passos para trás. E estava funcionando. A respiração da prole de Plutão tornou-se mais pesada após uma série de tentativas falhadas em me acertar. A jovem de pele pálida e de longos cabelos negros, ficou furiosa. E quando dei por mim, um pontapé enterrou-se na minha barriga e senti aquele sabor metálico de sangue a preencher a minha boca. Sangue encheu a minha boca e tive que cuspir o desagradável sabor.

Mais uma vez, humilhada com a falta de treino nesta área. Mas não podia perder. Ergui-me, esquecendo as pontadas de dor que iam e vinham, e franzi as minhas sobrancelhas loiras. Aproveitei o momento de distração e lhe dei uma cotovelada igualmente na barriga ao girar o meu corpo. Ela dobrou-se para a frente de dores. Esperei com que ela se levantasse para lhe socar no maxilar como pagamento pelo meu. A garota atordoada não conseguia fazer praticamente nada. Aproveitei tudo que tinha à mão. Prendi a sua cabeça num poderoso aperto entre o meu braço e peito, evitando dar-lhe a hipótese de movimentar até que ela desistisse. Ela bem tentou, após contorcer-se que nem um peixe fora de água.

Desistes?  perguntei ao tentar esconder um óbvio sorriso de vitória nos meus lábios. Senti a cabeça da prole de Plutão abanar e soltei-a orgulhosa de mim mesma.

E era assim que nós treinávamos até à exaustão e sabendo muito bem que o nosso próximo destino seria a enfermaria... E bem que precisava de ir para aí tratar do meu queixo um pouco deslocado...          
 
 eu outros | narrador
thanks tess

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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Ranveig Rewards O'Hare em Seg 23 Jun 2014 - 20:53

There's no stopping curiosity
Who's to say I can't do everything? Well I can try, and as I roll along I begin to find things aren't always just what they seem

Minha cabeça era, no momento, um aglomerado de ideias absurdas sendo processadas como verdadeiras, e os “bugs cerebrais” eram mais numerosos que o avanço desse processo. Toda essa história da mitologia ser real me parecia, no mínimo, absurda. A sugestão de enviar uma mensagem de Íris – por si só algo que era, pra mim, totalmente impraticável poucas horas antes – para meus pais para me explicar ou pedir explicações era suficiente para revirar meu estômago, e eu não aguentaria mais um segundo sequer no formigueiro que eles conheciam como chalé de Hermes. O deus mensageiro. O deus dos ladrões. Ele tinha um chalé. E eu estava “hospedada” nele, até meu pai divino (!) resolver que eu era digna o suficiente para ser reconhecida por todos como sua filha. Por mais estranha que minha vida fosse, eu não me lembrava de viver situação mais desgastante que esse. Ser expulsa de escolas não era nada como ser admitida em um acampamento para super heróis mitológicos, ou algo tão próximo disso que não faz diferença.

Sem saber o que fazer, mas sabendo que não tinha condições de ficar parada em algum canto esperando meu cérebro explodir, pendurei minha mochila nas costas – Sky havia me aconselhado a nunca deixar meus pertences sozinhos à vista do deus que me concedia abrigo, a menos que quisesse ser imediatamente assaltada – e rumei para lugar nenhum, até avistar uma pequena multidão de adolescentes com camisas laranjas ao redor de coisas que pareciam ringues. – O que está havendo aqui? – questionei a uma das campistas da multidão, que me olhou dos pés à cabeça com um ligeiro asco, como se eu fosse a escória do mundo, antes de me dizer que era um treino de combate corpo a corpo, que eram, pelo que podia ser percebido, uma espécie de “UFC do acampamento”, devido ao número de fãs. Em seguida, com um sorrisinho debochado, perguntou se eu não queria me inscrever para a luta, num tom de voz que parecia dizer que eu nunca seria capaz de tal coisa.

Some uma dose considerável de estresse à palavras pretensiosas de alguém e, ainda, à um desafio debochado, e o que você terá seria algo parecido comigo no momento: alguém com a raiva fervilhando e os dentes trincados, que respondeu, como se fosse corajosa – ou, mais provavelmente, suicida: – Sabe... Parece uma ideia interessante – forcei um sorrisinho de lado, para expressar uma falsa confiança guiada pela minha raiva. Com um olhar assassino e um sorriso sanguinário, a menina apenas se afastou, apontando-me com o dedo indicador para alguém que formava as duplas em combate. Com os olhos arregalados, um dos filhos de Hermes que havia conhecido no chalé se aproximou de mim e me perguntou, muito delicadamente, se eu estava delirando. Segundo ele, enfrentar filhos de Ares – aparentemente, ele se referia à menina – sendo treinado era difícil. Sendo novato, era apenas uma forma mais torturante de atestar a própria morte.

Com a raiva diminuindo devido à distância do ser deplorável, consigo alcançar alguma racionalidade e penso nas palavras do garoto, que agora me empurra em direção a uma espécie de vestiário, com algumas roupas em mãos, enquanto tenta me dar dicas básicas de como me esquivar e socar, além de alguns golpes sujos para usar. Olhando para ele como se estivesse maluco por me sugerir tal coisa, respiro fundo, pegando a roupa e indo me trocar no local praticamente vazio, pensando que morrer na situação atual poderia, afinal, não ser tão ruim assim. Ao menos, não haveria mais nada para me preocupar: quem pensa em deuses, pais, monstros e na própria vida conturbada estando morto? Com tão animador pensamento foi que me dirigi ao ringue improvisado, novamente empurrada pelo menino, que havia me esperado do lado de fora do vestiário e ainda murmurava para eu morder a batata da perna da adversária tão logo fosse possível.

Bloqueando todas as suas palavras de minha mente, encaro a adversária à minha frente recapitulando mentalmente todos os golpes de judô que a minha faixa marrom havia me ensinado. O plano inicial era derrubá-la logo de cara, imobilizando-a o mais rápido possível para que houvesse menos sofrimento por ambas as partes. Pelos urros da torcida e a expressão da garota, percebi que ninguém mais esperava algo tão fácil. Respirei fundo de olhos fechados quando alguém apitou o início da torcida, ao longe, em esperar cumprimentos ou nada parecido. Tão logo os abri e me deparei com a fúria assassina da brutamondes que me enfrentava, que já iniciou a luta com um gancho fortíssimo de direita em meu queixo. Imediatamente vi estrelas, e sequer pensava em ter condições de levantar quando John – o tal filho de Hermes – me gritou para fazê-lo e manter as mãos protegendo o rosto, e os braços sobre o estômago.Tontíssima, fui levantada pela gola da camisa por uma filha de Ares – Jenna, segundo os urros dos fãs – irritante, que me perguntou quando é que eu realmente aceitaria o desafio.

– Que tal agora? – indaguei, tomada novamente pela raiva, esquecendo o conselho do garoto com cara de elfo e tentando meramente acertá-la na face com uma espécie ridícula de soco. Força eu tinha, mira também, mas habilidade no ringue, nenhuma, e isso eu tinha de reconhecer que a garota tinha de sobra. Ela se desviou facilmente com um amplo sorriso na face, e me jogou sobre os ombros de pedra como se eu fosse um boneco de pano, me jogando no chão, em seguida, fazendo-me pensar quantas costelas teriam sobrevivido àquilo. “Era isso o que tinha para mostrar?”, a garota perguntou, com a voz mais presunçosa que eu havia ouvido em minha vida. Já tonta demais para sentir raiva, tentei ser minimamente racional e me pôr de pé com o resto de dignidade que ainda me restava – se é que me restava alguma – e protegi o rosto e o abdômen com os punhos cerrados e os cotovelos.

Jenna se limitou a tentar outro gancho, dessa vez de esquerda. Mais por uma combinação de sorte e tontura que por qualquer outra coisa consigo desviar, segurando em seguida e gola de sua camisa e tentando aplicar o golpe básico de judô para derrubar o oponente no chão. Normalmente, ele funciona bastante bem. Mas claro que aquela não era uma situação normal, e eu nunca antes havia praticado com pessoas que pareciam ser feitas de pedra. Com isso, consegui meramente desestabilizar a menina, e tentei completar o golpe com uma rasteira improvisada, que a levou para ao chão – levando a torcida ao delírio – mas me levou junto, com um punho de aço segurando a camiseta já muito suada que eu usava. Caí sobre o tronco da menina, que o girou imediatamente, esmagando-me e retirando todo o ar existente em meus pulmões, enquanto preparava outro soco em minha face. Girei a cabeça para o lado oposto do soco, aproveitando o momento para desferir um soco em seu nariz – sempre que tiver que machucar alguém de verdade, mire o nariz. É a parte que mais doerá, e tem mais probabilidade de você conseguir quebrar – a voz de meu pai ressoava em minha cabeça. Meu pai “real”, digo. O que me criou, não esse olimpiano maldito que me trouxe até aqui.

Acertei o alvo, fazendo sangue esguichar tanto no rosto da adversária como no meu próprio, e fazendo um silêncio descomunal tomar conta do ambiente. Creio que ninguém esperava algo como aquilo. Não posso culpa-los: eu mesma fiquei surpresa quando a filha de Ares levou as mãos ao nariz, em choque. Após receber uma ameaça de morte, recebi uma cotovelada no queixo que me fez quase desmaiar, e pude sentir o peso de Jenna deixando meu tronco. Antes que pudesse tentar levantar, senti o chute no estômago que me fez curvar e ter a certeza de que a morte não tardaria a chegar, e que sua causa seria uma hemorragia interna. O segundo chute teria acertado o mesmo local, mas devido ao gesto de curvar o tronco para minimizar a dor, acertou a lateral do meu corpo, e eu quase pude sentir a costela atingida trincar. O terceiro chute teria vindo no rosto, causando um belo estrago, se alguém não houvesse apitado em algum lugar, atendendo as minhas preces silenciosas e puxando a garota bruscamente e erguendo seu punho no ar, num gesto que indicava claramente quem era a campeã da luta.

John se aproximou de mim com uma expressão genuinamente preocupada, assim como alguns outros campistas que não ficaram tão felizes com o resultado da disputa. Um gelo surgiu de algum lugar e foi colocado no meu já roxo queixo, e braços desconhecidos me puxaram para longe do chão, provocando o segundo quase desmaio do dia, enquanto colocavam ambos meus braços sobre ombros alheios, me ajudando a dar alguns passos trôpegos. Algo em meu interior tentava se alegrar com a pequena vitória de quebrar o nariz da filha do deus da guerra – sim, eu consegui ouvir o osso estalar – mas todo o restante – que era a maior parte – só conseguia processar uma única palavra: dor. “Soube que apanhar constrói a fibra moral”, John disse, numa tentativa totalmente falha de me animar. – Claro. Me sinto muito mais forte moralmente agora. – respondo num murmúrio quase inaudível – Agora poderia me dar minha mochila? E minhas roupas? – indaguei, recebendo como resposta um olhar levemente desapontado enquanto o cara-de-elfo me entregava a alça preta, que segurei com as pontas dos dedos, enquanto os donos dos ombros que me carregavam se dirigiam à enfermaria, o lugar onde havia passado mais tempo desde que chegara no acampamento – lar doce lar.

Off: crédito ao tio Fobos pela última frase dita por John -q


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Nêmesis - Ótimo treino, parabéns!

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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Liam Donati Miller em Qui 31 Jul 2014 - 13:59




O clima no acampamento estava diferente do habitual. Em vez do calor agradável, o frio e o aglomerado de nuvens que dominavam o céu, tinha tomado conta do ambiente, obrigando Bóris, que vestia apenas uma calça jeans e uma camiseta preta de manga curta, a esfregar os braços para tentar se aquecer, enquanto assistia as lutas que ocorriam na arena, sentado em uma arquibancada improvisada. O garoto nunca tinha praticado uma luta sem armas desde que havia chegado, e resolvera tirar o dia para estudar como os combates eram feitos. O clima de festa, que ocorria no lugar entre os campistas que estavam de espectador, mudou quando Jeff Carter chegou e com sua voz de trovão desafiou alguém a lhe enfrentar. Se antes todos conversavam descontraidamente, agora um silêncio pavoroso tomou o local. Jeff era filho da deusa Vênus e um dos semideuses mais velhos, tendo 29 anos. O motivo para isso era que ele dificilmente ia a uma missão, mesmo assim era considerado um dos melhores guerreiros, tanto com lanças e em batalhas que exigiam apenas uns punhos. Carter também era famoso no meio mortal. Ele era um canadense que jogava Hóquei profissionalmente pelo time Los Angeles Kings, já tinha ganhado duas Stanley Cup (A liga nacional dos EUA e Canadá) e uma medalha de ouro nas olimpíadas. Do alto dos seus 1,93m e 95kg de puro músculo, ninguém tinha coragem de enfrentá-lo, muito porque ele nunca havia perdido um combate.

Bóris o conhecia apenas por nome, pois a fama de Jeff se espalhava por todo acampamento, mas mesmo sabendo do risco, o garoto levantou-se do seu lugar e ergueu a mão – EU TOPO! O burburinho tomou conta do local, enquanto Gallagher descia a passos largos a arquibancada. Frente a frente, Bóris viu que seu adversário era bem mais ameaçador, mesmo assim não pode deixar de se sentir melhor quando Carter sorriu simpaticamente dizendo que admirava sua coragem ou sua loucura. Parando para pensar, BJ (Bóris James) refletiu que deveria ser por sua demência, já que um dos motivos por ter aceitado a luta era a vontade de fugir do frio aliado com sua hiperatividade. Após se aquecer um pouco praticando alguns golpes de boxe no ar, o jovem gingou na frente de seu adversário e deu o primeiro soco. Jeff facilmente o bloqueou agarrando o punho fechado do garoto. Bóris logo sentiu uma dor incomoda na mão. O jogador de Hóquei era realmente forte, mas isso não o amedrontou. Com a mão livre ele tentou mais um ataque, dessa fez acertando violentamente o abdômen Carter que apenas sorriu, e BJ teve a sensação de ter batido em uma parede de pedras. Chacoalhando a mão para tentar se livrar da dor, o jovem nem teve tempo de pensar muito, já que levou uma joelhada na barriga, que tirou seu ar, seguido de um empurrão que o fez voar cinco metros, bater as costas na madeira que dividia a arena da arquibancada e deslizar para o chão, deixando seu corpo cair de lado complemente tonto. Com a visão turva, ele viu o filho da deusa do amor se aproximando, mas não tinha forças para desferir qualquer reação. Jeff agarrou a camiseta do jovem que jazia no chão, e o levantou. Gallagher agora mexia as pernas que estavam suspensas no ar, enquanto via com dificuldade um sorriso começar ser esboçado do rosto de seu adversário. Totalmente limitado, o menino só conseguiu pensar em uma coisa: Reuniu toda a saliva que tinha na boca, e deu uma cuspida no olho esquerdo de Carter, enquanto se debatia.

O jogador o soltou, fazendo com que fosse violentamente para o solo, enquanto esfregava os olhos. No chão, BJ começou a se arrastar tentando fugir do gigante, e enquanto fazia isso pode ouvir novamente sua voz de trovão ressoar pelo ambiente. Entretanto Bóris não conseguiu entender o que ele falava já que seus ouvidos pareciam estar trancados, como se ele estivesse a uma altitude extremamente grande. Carter resolveu não atacar e esperar que BJ se levantasse. Isso demorou alguns longos segundos, já que o menino sentia-se como se tivesse sido atropelado por um trem. Quando enfim estava em posição de luta, o jovem deu alguns tapas em seu rosto, para ver se conseguia se manter mais acordado. Mais vacinado, o garoto tentou avançar com movimentos mais rápidos em direção do jogador, mas seu corpo não estava permitindo que ele obtivesse muito êxito. Sua sorte foi que ao se aproximar de Jeff, Bóris escorregou na terra que compunha o chão da arena. Dessa forma ele se esquivou de um golpe monstruoso que levaria, e conseguiu pegar Carter com a guarda totalmente baixa. Sem hesitar, BJ socou o rosto do homem e viu um filete de sangue surgiu no lábio superior do seu adversário. Os espectadores soltaram um som de angustia e surpresa. Aquela era a primeira vez que Jeff tinha sido visto sangrar dentro de uma arena, e tudo tinha acontecido justamente por um erro. O filho de Vênus fechou a cara pela primeira vez, e seu jeito simpático, mudou para algo agressivo que meteria medo no próprio Marte. Agarrando Bóris pelo pescoço, ele deferiu dois golpes com a mão aberta no rosto do menino, que teve a sensação de ter sido atingido por uma martelo. Quando BJ já estava começando a ficar azul, Jeff o soltou e deu dois passos para trás.

Mesmo livre, Gallagher sabia que a batalha tinha acabado, pois precisava lutar para se manter em pé. Quem o visse de longe conseguia perceber que o corpo do garoto balançava de um lado para outro extremamente mole. Vendo que seu adversário não iria atacar, o jogador se aproximou dele, e a última coisa que BJ viu, foi um gigantesco punho vindo em sua direção... Bóris acordou em um corredor coberto por paredes e por um macio carpete totalmente vermelhos. Uma voz sussurrante pairou no ar dizendo: “acorde”. No chão ele ainda conseguiu ver que alguém estava parado em sua frente, mas seu rosto estava escondido pelas sombras. Quando Gallagher finalmente conseguiu se levantar, a pessoa começou a correu. Mesmo estranhando a sensação, ele foi atrás dela, e a viu entrar por uma porta que estampava um número dez, como num relógio digital. Entrando pela passagem, ele se viu novamente em um corredor, igual ao que estava. A pessoa continuava a correu, e mais uma vez entrou por uma porta, mas agora o número que estava estampando era o nove. O jovem continuou a perseguir o ser, mas não conseguia pegá-lo, vivendo num eterno looping, onde apenas os números das portas mudavam em uma contagem regressiva. Quando finalmente entrou pela porta um, ele tocou o ombro do seu perseguido e teve uma surpresa ao percebeu que estava de frente de sua própria imagem. O seu eu sorriu, e jogou um balde de água em cima de sua cabeça. Apavorado Bóris piscou os olhos... Ele estava no chão da arena. Seu rosto e seus cabelos estavam todos molhados. Uma menina, filha de Febo, estava o observando com uma bacia nas mãos e gritou para a plateia algo como: “ele acordou”. Jeff se aproximou e estendeu o braço, ajudando BJ a se levantar. O jogador sorriu simpaticamente e ensaiou algumas desculpas, enquanto apoiava o garoto em seus ombros, e mais uma vez o elogiava por sua coragem. Juntos os dois saíram da arena rumo a enfermaria, enquanto Bóris ainda parecia perdido com tudo que ocorrera.  





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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Liam Donati Miller em Sab 2 Ago 2014 - 9:08




Traumas são difíceis de serem esquecidos. Bóris nunca tinha se aventurado na arena de duelos corpo a corpo até poucos dias atrás. Nessa ocasião ele havia enfrentado o melhor lutador daquela modalidade, tomado uma surra tão grande que toda vez que ele voltava para aquele lugar de treino, seu corpo estremecia. Seu adversário agora seria Sinan Demirel, um garoto turco filho do deus Deimos. Sinan era mais magro e menos experiente do que Jeff Carter, o cara responsável pela derrota de Bóris, mesmo assim BJ (Bóris James) estava traumatizado demais, e muito ansioso, para conseguir fazer uma luta tranquila. Logo nos primeiros segundos de combate, Sinan se aproximou de Gallagher e lhe deu um cruzado de direita, outro de esquerda, e mais um de direita. Bóris não caiu, mais ficou tonto e foi obrigado a se afastar para cuspir o excesso de sangue que se acumulava em sua boca. O jovem deu dois tapas em seu próprio rosto, para se manter em alerta, e movimentou os braços para dar uma rápida aquecida. Correndo em direção ao seu adversário, ele gingou para um lado, depois para o outro, e pulou distribuindo um soco ainda no ar. O turco acabou sendo mais rápido, e espalmou o golpe como se fosse um goleiro. BJ deu dois passos para trás para ficar a uma distância segura, e pode analisar que Sinan massageava a mão que tinha levado a pancada. – Acho que agora eu consegui entrar na batalha! – Bóris resmungou baixinho, de maneira que somente ele pudesse ouvir.

Os dois garotos avançaram ao mesmo tempo, entretanto Gallagher foi mais esperto. No momento em que eles estavam quase se aproximando, BJ virou-se de costa, fazendo o turco se chocar contra ele. Aproveitando que seu adversário tinha sido surpreendido, BJ deu uma cotovelada na barriga do menino, e se afastou. Sinan estava agora inclinado e com os braços entrelaçados na barriga. Bóris lançou um chute que ia acertar em cheio o rosto do filho de Deimos, entretanto o turco conseguiu se abaixar na hora exata, agarrar a perna de Gallagher e dar uma rasteira no garoto que caiu de costas no chão. Enquanto BJ ainda estava caído, Sinan aproveitou para dar uma pisada em sua barriga. Bóris rolou na terra por causa da dor, e sentiu uma enorme vontade de vomitar, mas não existia nada que pudesse mandar para fora. Demirel ainda aproveitou que seu adversário estava caído, e chutou suas costas. O impacto deveria fazer com que o rapaz ficasse ainda mais impossibilitado, mas em vez disso a dor fez com que Bóris fosse tomado por uma raiva mortal, e girasse seu corpo chutando as pernas do turco, que caiu no chão. O correto seria BJ aproveitar para atacar, mas a injeção de adrenalina já tinha passado, e jovem aproveitou o pouco de energia que ainda sobrara para conseguir se levantar. Agora os dois meninos estavam de pé. Novamente frente a frente.

Se a batalha acabasse naquele momento, e fosse necessário o uso de juízes para decidir quem seria o campeão, naturalmente Sinan venceria. Bóris tinha apanhado bem mais, e feito bem menos. Entretanto, as regras eram claras, a batalha só acabaria quando um dos lutadores ficasse inconsciente ou desistisse. O curioso foi que a luta acabou sendo decidida por algo idiota, ou melhor, por causa de uma tentativa estúpida, de um garoto mais estúpido ainda. O turco começou a correr para atacar. BJ ficou imóvel. Ele estava extremamente ofegante, e não tinha gás para ir para cima. Ele estava pensando seriamente em não se defender e assim o tormento acabar. Entretanto quando o filho de Deimos chegou a menos de um metro de distancia de onde BJ estava, ele deu um pulo e tentou dar um Bicycle Kick, aquele golpe característico do Liu Kang, personagem do Mortal Kombat, onde ele dá diversas pedaladas no peito do adversário. Claro que esqueceram de contar para Sinan que aquilo era apenas obra de ficção, e ninguém conseguiria ser tão rápido para executar aquele ataque. Naturalmente o garoto caiu de costas no chão e ficou gemendo de dor. Bóris não conseguiu segurar a risada. Aliás, todos que estavam na arquibancada começaram a rir da situação. BJ estava chorando e seu fôlego de tanto rir, e aproveitou apenas para dar dois chutes bem fortes nas costelas do turco, que fez ele rapidamente desistir. Quando Gallagher saiu da arena com seus amigos, todos ainda estavam rindo de Sinan. Provavelmente aquele seria o tema mais recorrente durante o jantar.






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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Noralys Carter em Qui 28 Ago 2014 - 18:32

E U  N Ã O  D E V E R I A  T E R  A C O R D A D O
Era o que eu repetia para mim mesma enquanto entrava na sala de treino de combate corpo a corpo, nunca fiquei corpo a corpo com outro humano, ainda mais semideus. Após ter me acabado no arco e flecha, eu não queria ficar naquele chalé abarrotado de crianças choronas, se eu ainda não fui reclamada eu que não choraria. Órfã para sempre eu não iria ficar, pelo menos eu achava isso. Pelo fato de eu ter TDAH, eu não conseguia ficar quieta por muito tempo, apesar de amar dormir, considero um sono gostoso um orgasmo arrebatador. Comecei uma espécie de aquecimento, fazendo polichinelos e flexões, eu não era lá grande coisa mas estava fazendo minha parte - diga não ao sedentarismo juvenil, colegas! - quando eu estava concentrada em não quebrar o pescoço num alongamento exagerado, alguém tombou em mim me fazendo xingar toda sua descendência. Era uma garota ruiva como eu, mas os olhos dela eram de uma legítima filha de Marte e seu corpo atlético, me fez crer que era isso mesmo. 
- Está dançando? - Ela me perguntou, com um sorriso debochado. Que mania de todos acharem que estou dançando, não tenho culpa se meus movimentos são graciosos, porém também são perigosos. Joguei meus cabelos para trás e ela estralou os dedos ao juntar as mãos. - E então, você está aqui pra aprender a combater, junte-se a mim e me mostre do que é capaz.
- Como queira - Murmurei, retribuindo o sorriso debochado. Depois não vá bancar a filhinha do papai se eu lhe der um soco no meio dos olhos, eu pensei mas não disse.
- Cuidado para não quebrar as unhas - Brincou colocando as mãos em posição de ataque. Fiz minha melhor ou pior cara de mau e montei minha base, eu sabia dar socos e como sabia. Ela avançou e eu me esquivei, me abaixando, rolei e lhe acertei nas costelas. Ela arfou surpresa. Com certeza ela não estava botando fé em mim, eu tenho cara de idiota, só a cara.
- Ande, não quer bagunçar seus cabelos? - Perguntei, quando ela hesitou em vir pra cima. Tanto filhos de Marte como de Ares não fogem da raia, e não aceitam provocações, essa ruiva não era diferente. Veio pra cima como touro bravo e me acertou um soco bem forte na barriga. Arquejei, eu fui pega de surpresa. Evitando a dor, impulsionei-me para frente e consegui meu intento, nossos braços se chocaram, uma luta justa. Forcei meu peso sobre ela, mas a guria era forte e forçou-se de volta, ficamos nessa "dança" por alguns minutos, até que um deslize meu a fez cair sobre mim.
- E agora, como vai sair dessa? - A pergunta dela me deixou irritada, tentei lembrar de alguma tática que pudesse me ajudar; se eu tivesse um pedaço de corda ela calaria a boca. A empurrei com toda minha força e não foi o suficiente, quando tentei me apoiar pra ficar de pé, ela me pegou pelas costas me dando uma chave de braço. Maldita!
- Ei, isso é um treino, não pode me matar. - Resmunguei, entredentes. Ela riu, isso continue me estimulando vaca!
- Mas eu adoraria tentar - Essa foi a resposta dela. Sem como fazer algo fantástico no momento fiz o que qualquer mulher sensata e/ou maluca faria, levantei meus braços e a puxei pelos cabelos. Ela gritou e afrouxou o aperto, nisso eu me virei e dando uma volta, fiquei por cima. Sem dar tempo dela conseguir se sobressair, lhe dei alguns socos não muito fortes. Achei que já estava bom por hoje e me levantei. Arrumei os cabelos e me virei, quando ela gritou:
- Nunca dê as costas ao seu oponente, ao menos que ele esteja inconsciente - Ela estava mesmo irritada, eu até podia ver fumaça saindo de suas fuças. Dito isso, ela alcançou meu ombro com as mãos, no mesmo instante me virei e no ímpeto, desferi um soco em seu nariz. E gente, é tão legal ouvi-lo partir. - Você.Quebrou.Meu.Nariz.
- Juro pelos deuses que não foi minha intenção, isso é contra as regras? 
- Considere-se morta, garota!
Então, eu não deveria mesmo ter acordado hoje.
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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Flynn Ehlers Sieghart em Seg 3 Nov 2014 - 3:09


TREINO DE COMBATE CORPO A CORPO I
— Um... dois... três... quatro... — repetia enquanto realizava uma sequência de três socos e um chute em um boneco de madeira, projetado especialmente para os treinamentos de combate corpo a corpo. — Um... dois... três... quatro... — um fio de suor escorria pelo meu pescoço, fazia alguns minutos que eu estava realizando aquela sequência e aumentava o ritmo a cada sequência. Meus músculos faziam força e o impacto da madeira fazia minhas mãos doerem um pouco. Parei e olhei para minhas mãos franzindo o cenho, a pele estava um pouco avermelhada. Alonguei os braços e dei alguns pulinhos para continuar aquecido. O outono do hemisfério norte já dava suas caras e cada vez mais os ventos gelados sopravam. Os filhos de Quione deveriam estar adorando a queda na temperatura... será que de alguma forma as habilidades deles ficavam mais poderosas em baixas temperaturas? Lembro-me que minha irmã Ágatha, após se unir às Caçadoras, aparentava ficar mais poderosa sobre a luz do luar... talvez algo parecido ocorra com eles.

— Machucou as mãozinhas? Own, porque não senta pra lá e vai ler um livro? Aqui é para quem sabe lutar. — ouvi gargalhadas às minhas costas. Reconheci a voz imediatamente. Virei-me com a cara fechada e vi Robert e seu grupinho de filhos de Ares que adoravam importunar minhas irmãs. — Deve ser difícil pra você saber que alguém que sabe ler é melhor que você em batalhas, não é mesmo? — disse com sarcasmo na voz ao cruzar os braços. — UUUUUUUUUUH! — o grupo dos descendentes de Ares vaiou. Retornei para minha sequência de golpes no boneco de madeira, como se eles não estivessem mais ali. Senti Robert me puxar pelo ombro com força, colocando-me cara a cara com ele. — Tá se achando muito bom, não é? Vamos resolver isso ali na arena. Vou mostrar porque sou filho do Deus da Guerra, seu sabichão de merda de harpia. — Comecei a questionar se ter feito a raiva aflorar no garoto fora uma boa ideia. Eu já estava de saco cheio daquele garoto, sabia que ele era bom, mas não negaria o desafio.

— Tudo bem, mas você vai sozinho ou vai levar seus vassalos? — comecei a caminhar, ouvi o semideus cuspir no chão e começar a me seguir. Subimos na arena. Alguns semideuses pararam seus treinos para nos assistir, talvez esperassem que Robert me daria uma surra, como era costume ele fazer. Sempre desafiava quem ele achava ser mais fraco do que ele. Respirei fundo duas vezes, realizaríamos um combate desarmado e decidimos que o que diria quem seria vitorioso, seria quem conseguisse jogar o outro para fora do ringue (como aqueles do boxe). Observei atentamente os preparativos de Robert para me atacar. Ele urrava, batia em seus músculos e pedia aplausos do público. Ele realmente gostava de um show. Alguns segundos depois, ao som da torcida, ele voltou-se a mim e correu em minha direção com os punhos em posição ofensiva.

Desferiu então um soco na direção do meu estômago e não sei o que me ocorreu, mas eu queria medir a força daquele filho de Ares. Coloquei ambas as mãos defendendo meu estômago e então, seu golpe as acertaram. O impacto fora forte o suficiente para empurrar minhas mãos contra o meu estômago e me fazer dar dois passos para trás. Tossi segurando minha barriga, realmente, a força do garoto era impressionante. Ele ergueu os braços em uma pose vitoriosa. — Acha mesmo que esse soco fraco vai ser capaz de me derrotar? — sorri ironicamente e me coloquei em uma postura defensiva. Tal postura me fizera ficar totalmente consciente de todos os pontos fracos em meu corpo. Um calafrio percorria o meu corpo, como se me dissesse aonde eu deveria me defender do semideus que investia contra mim novamente.

Ele cometera o mesmo erro de me atacar da mesma maneira, porém, dessa vez eu estava mais atendo. Minha postura defensiva me fizera perceber a maneira como eu poderia aparar aquele golpe. Senti meu corpo ficar mais leve e minha agilidade aumentar, alternando da postura defensiva, para a ofensiva. Abaixei-me na diagonal desviando do golpe e dei um chute no traseiro do filho de Ares quando ele passou por mim. Urrando ferozmente, mais como um animal do que como um filho de Ares, ele se virou e tentou pisar em meu tórax. Rolei para o lado, escapando da sua pisada. No meio do movimento, meus olhos captaram em câmera lenta o pé do garoto que ainda se movimentava. Em minha mente, sabia a sequência de golpes exatas que eu poderia desferir contra ele. Não hesitei.

Apoiei minha mão no solado do ringue e impulsionei meu corpo com uma das pernas, acertando um chute certeiro no pé que ele tentar enfiar contra o meu corpo. Logo em seguida, ergui minha perna livre para acertar a cabeça do garoto, mas ele notou isso rapidamente. Aparou o meu golpe segurando meu calcanhar com uma das mãos. Robert me girou e me lançou pelo ar e acabei caindo de costas em um baque surdo, mas continuava dentro do ringue. Eu nem ao menos me recuperara da dor e já ouvia os passos pesados do forte rapaz investindo contra mim. Não pensei muito, levantei-me em um salto e o corpo dele se chocou contra o meu. Agarrei-me em sua roupa e ambos caímos perto da borda do ringue. Dei um soco com toda a força que consegui no rosto do garoto, sentindo seu nariz fazer um barulho estranho. Ele ficara desnorteado por um instante, e antes que o sangue jorrasse de seu nariz, ele deu uma joelhada na lateral do meu corpo. Um 'crack' estranho, seguido de uma dor intensa revelara que ele quebrar minha costela.

Apoiei meu joelho sobre a virilha do garoto (do ladinho do pepito, não castrei o boy não, viu?) e ele gelou por um instante. Aproveitei a chance para agarrar sua camiseta, girei para o lado, e tentei lançá-lo para fora do ringue. Entretanto, ele parecia disposto em não perder. Quando eu o soltei, ele segurou firmemente minhas mãos e ambos caímos para fora. — Eu venci! — o sangue em seu rosto o deixava patético dizendo aquilo. — Não, não venceu. Isso foi um empate. — Levantei-me com a mão sobre a costela quebrada e parti em direção a Enfermaria. Eu não havia vencido, mas ao menos dera trabalho ao garoto e consegui um empate ao menos. Talvez se eu contar para Ágatha ela me daria algumas dicas de onde eu errara.

Poderes&Habilidades:
Postura defensiva - Com seu raciocínio, consegue perceber rapidamente seus próprios pontos fracos, assumindo uma posição de defesa contra ataques com possibilidade até mesmo de deter magias. Complementar à habilidade Passiva. - duração: 3 rodadas

Agilidade - Utilizando sua inteligência, poderá fazer movimentos mais leves e ágeis, podendo assim, atacar de ângulos diferentes o seu adversário. Porém, nada comparável à um filho de Hermes.

Combo - Quando o filho de Atena consegue dar um golpe bem feito - e tendo brecha para dar um segundo golpe -, ele continuará fazendo repetições do mesmo até alcançar terceira repetição do mesmo.
→ Bônus: O aumento do dano do golpe sobe com o passar de níveis.
→ Observações: Pode-se usar da mesma regra para o golpe ‘Complexidade’: Apenas golpes bem narrados terão o efeito de combo permitido.


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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Ter 4 Nov 2014 - 8:18




- combate corpo a corpo -
Mais uma vez estava na Arena para um treino de combate corpo a corpo. Era uma especialidade que eu sabia ser importante em duelos, mas me faltava ainda muita técnica. Naquela tarde, a maioria dos campistas treinavam desvios em duplas quando cheguei. Eu estava prestes a arranjar alguém quando um cara me convidou pra algo mais interessante. Queriam fazer um combate de grupo, três contra três, pra exercitar além da luta o trabalho em equipe. Em pouco tempo estávamos os seis a postos, nos dividimos como em uma pelada (o time dos com camisa e o time dos sem camisa) por não nos conhecermos e todos considerarem desagradável bater em alguém da própria equipe. Também foi estabelecido que venceria o time que nocauteasse todos os membros do adversário.

 
O início da luta se deu com a primeira investida do oponente que se dirigiu ao cara da minha esquerda, seguido pelo companheiro de equipe da minha direita que logo atacou o que estava a sua frente. Restou a mim lutar com o que sobrara, então corri com os dois antebraços de proteção sobre o rosto rumo meu adversário.  Meu objetivo era pegá-lo de surpresa com uma trombada pra desarmar qualquer golpe que tivesse planejado. De fato, ele se preocupou em manter seu equilíbrio e não desferiu golpe, mas não ficou perturbado como eu queria. Aproveitando que a deixa era minha e nossa proximidade, dei uma joelhada com a perna direita em seu estômago. O cara se afastou de imediato, sem ar, e eu dei-lhe um cruzado de esquerda no queixo antes que se recuperasse.
 
Poderia ter continuado com uma sequência de golpes pra terminar logo com aquilo, mas precisava conferir meus companheiros de equipe. Virei em tempo de ver um deles, o que inicialmente estava a minha esquerda, ser nocauteado com um lindo soco frontal no nariz. Foi cena digna de UFC e só não aplaudi porque precisava ir ao socorro do outro que agora estava em uma injusta luta dois contra um. Em um perfeito timing, me posicionei em frente ao cara do meu time protegendo-o de um chute. Acabei eu levando o chute no braço, mas era melhor do que o outro levar a bicuda na cara. Concentrei-me em impedir que o lutador de UFC alcançasse o outro cara, que já estava bem cansado de resistir às investidas de seu oponente. Infelizmente, eu não tinha tanta vantagem. Pra falar a verdade, eu não tinha nenhuma vantagem. Pra ser mais específico, eu estava apanhando. E muito.
 
Usava os braços pra proteger a cabeça, mas a sequência de jabs do meu oponente era não rápida e precisa que eu não conseguia brecha pra reação. Meus braços e tronco, de tanto levarem murro já estavam doloridos. A única saída que encontrei foi me jogar ridiculamente do chão. Nesses poucos segundos aproveitei para lhe dar uma rasteira. Ele caiu, porém não gostou muito daquilo e me deu um baita chute no queixo que me fez rodar 180 graus como eu um desenho animado. Fiquei tonto com o golpe, precisava me afastar antes de ser nocauteado. Corri para um lado, mas de lá vinha o recuperado oponente número 1, que não parecia feliz por eu ter desconsiderado sua importância na luta. Corri pro lado oposto, onde meu companheiro de equipe já estava caído no chão desacordado e seu oponente sorriu pra mim de um jeito “ta ferrado, amigo”.
 
Se eu pudesse invocar meus poderes eu venceria facilmente, mas isso seria trapaça então nada fiz além de suspirar pesado já desacreditado que venceria. Os três me fecharam em um círculo e desferiam golpes que eu não conseguia identificar de quem ou de onde saia. Mas também não deixei por menos: dei tantas cotoveladas, chutes e socos que acertava alguém com uma frequência aceitável. O único problema era que eu também era atingido com uma frequência aceitável e estava exausto. Estava na cara que iria perder, mas eles não paravam de bater, pareciam que queriam mesmo era me matar. A questão era que, devido minha experiência como campista, tenho uma boa resistência até pra sofrer. Bem, isso até dois deles me segurarem pelos braços.
 
Tentei me desvencilhar dos dois caras que me prendiam, me debatia com certo desespero porque sabia que ia dar merda. Contudo, não obtive sucesso. Meu primeiro oponente era o que não me segurava, talvez por não conseguir tal feito. Eu deveria tê-lo derrubado quando tive a chance, minha estratégia de luta não foi boa. Agora ele sorria satisfeito em poder acabar comigo. – Você só consegue se eu não puder reagir, né cara? Que pena de você... – disse em tom sarcástico antes de começar a ser golpeado. Eu não tinha como fugir ou me proteger apesar de tentar a todo custo me soltar. Levava socos vindos de todas as direções, podia sentir meus olhos pesando. Eu não escutava nada mais do que um zumbido nos ouvidos. Sentia o sangue na boca e o cuspi, provavelmente em quem me batia. Minha vista escureceu, tudo a minha frente sumindo lentamente, até que desmaiei. Só acordei muito tempo depois na enfermaria, mergulhado em uma banheira de água como medida de recuperação. É, parece que acabei perdendo mesmo a luta do treino...


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