Treinos de Combate Corpo a Corpo

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Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Zeus em Seg 16 Dez 2013 - 15:33

Relembrando a primeira mensagem :



Treinos de Combate Corpo a Corpo
A arena é destinada para o treino de combate corpo a corpo, onde você pode bolar um pelo treino lutando com algum amigo ou apenas treinando com bonecos. Os treinos de corpo a corpo são desarmados, sem armas e/ou itens e apetrechos.


• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Quione em Ter 6 Jan 2015 - 2:07

Treinos corrigidos e perfis atualizados. Qualquer dúvida deverá ser enviada por MP.
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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Ter 6 Jan 2015 - 21:25

Era estranho que um ódio brutal pudesse simplesmente surgir do nada, mas foi o que aconteceu. Era noite fechada, e meus punhos estavam tão cerrados que as unhas comprimiam a palma da mão de um jeito doloroso. Eu suava frio. E não tinha a menor pretensão de voltar a dormir. Meu pijama era decente o suficiente para não ser vergonhoso ser vista com ele em público e, de qualquer forma, eu não estava me preocupando com roupas. Sequer coloquei um chinelo nos pés antes de rumar à arena de combates corpo a corpo, escura, àquela hora. Não que fizesse diferença Já havia alguns anos que eu era acostumada com a escuridão. Tinham muitos autômatos – diferente daquelas da arena de luta com espadas, esses eram profundamente estofados, para minimizar os danos – e ignorei-os por poucos instantes.

O saco de pancadas foi meu primeiro alvo. Gancho de direita. Faziam cinco anos. De esquerda. Eu ainda tinha esperança em encontra-lo. Chute. Isso nunca aconteceu. Direita. E agora eu estava confinada no acampamento. Esquerda. Porque Ártemis tinha algum problema a resolver já há um ano. Chute. E eu não podia fazer esforço algum pra rastreá-lo. Direita. Eu ainda sonhava com mensagens. Esquerda. Ele dizendo que tinha tido problemas, mas estava tudo bem. Chute. Ele não estava morto. Direita. Não estava Esquerda. Direita. Chute. Direita-esquerda-chute. Direita. Esquerda. Direita-esquerda-direita-esquerda-direita-esquerda-direito-esquerda. Pausa. Direita e esquerda. Segurando o saco com força. Têmpora encostada no tecido vermelho. Direita. E passos se afastando.

Eu nem ao menos sabia de quem sentia raiva. Do meu pai, por ter tido a audácia de sumir? De Ártemis, por me deixar semi-aprisionada ali? De mim? Provavelmente de mim. Voltei aos autônomos. Eles estavam na penumbra. Não que fizesse diferença. Às vezes eu queria que fizesse. Seria mais fácil se eu pudesse não encarar o mundo sem ter de fechar os olhos. Liguei um autômato. Seus olhos brilharam. Droga. Eu queria acabar com a luz, e não mais dela. Gancho de direita. Aparado. O boneco de metal e espuma avançou. Eu firmei base. Ele tentou desferir um soco de baixo para cima. Desviei-me lançando meu corpo para trás. Dei um chute em sua cabeça ovalada. Ele foi lento demais pra recuar. Velocidade do lobo. Força do lobo. Resistência do lobo. Então por que diabos não liberdade do lobo?

Ou, ao menos, o uivo que faria todo o bando ficar junto novamente? Aparei o chute do boneco com o braço, desajeitadamente. Doeu. E o ódio que corrói meu ser, por dentro, era pior do que a dor, de qualquer forma. Bati com a esquerda. Ele não bloqueou, mas não foi efetivo. Chutou-me sem que eu esperasse. Senti o chão bambear sobre meus pés, mas recobrei o equilíbrio. A dor quase foi forte o suficiente para encobrir o ódio. Quase. Revidei o chute com os mesmos movimentos do saco. Direita-esquerda-chute. A máquina cambaleou. Empurrão. Chão. Eu por cima do boneco, onde seria o quadril de alguém normal. Direita-esquerda-direita-esquerda-direita-esquerda-direita-esquerda. A máquina já estava apaga há muito tempo.

Direita-esquerda-direita-esquerda-direita-esquerda. Uma respiração profunda. Direita. Esquerda. Um pulo, dois pés firmados no chão. Chute. Um ódio mortal desfeito não pela dor – não doera como aquele dia. Nada doeria – mas por lágrimas transparentes que rolavam pelas bochechas, deixando uma trilha quase limpa em meio a tanto suor que empapava meu rosto. Saco de pancadas. Gancho de direita. Têmpora no saco. Lágrimas. Muitas, muitas lágrimas. Todas aquelas não derramadas em cinco anos. Saco balançando. Dois pés saindo da arena em plena madrugada, carregando um corpo suado, ofegando e dolorido. Era melhor sentir a dor. Depois dela, com certeza viria o vazio. Mas isso não se resolveria com um saco de pancadas. E autômato nenhum poderia observar com seus olhos luminosos. Droga, luz.


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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Qui 8 Jan 2015 - 10:19



Fights in morning

O dia amanheceu. Eu até me surpreendi comigo mesma por acordar assim. Meu corpo não doía e os hematomas estavam desaparecendo. E ali estava eu. Deitada na cama com os olhos abertos. Eu queria dormir mais um pouco, mas comigo é assim. Se eu acordar não consigo voltar a dormir. Após me levantar e fazer coisas que pessoas normais fazem me vesti. Girei meu pescoço afim de conferir se não havia nenhuma torção. Havia lavado os cabelos que estavam visivelmente péssimos. Passei meus produtos diários no rosto para tirar o efeito cara lavada. Andei até a janela e puxei a cortina para o lado. O céu estava calmo, mas não azul. Pois ainda é cedo. Cedo até demais. Saí do chalé e fui andando calmamente. Havia campistas no Lago de Canoagem. Tudo estava um silêncio. Segui assim mesma para a Arena. Fui auxiliada a praticar mais treinos de Combate Corpo a Corpo. Pois notaram meu desempenho com a Empousa. Ao entrar no local que havia cerca de uns oito ou dez campistas me aproximei dos demais. O instrutor de combate dizia que hoje não teria armas disponíveis para nós. Cruzei meus braços e continuei a ouvi-lo.  

Ele falou em alto e bom tom. Formem duplas para lutarem. Era cedo, logo imaginei que ninguém teria ânimo para isso. E eu estava errada. Quando vi dois garotos se socavam. Parecia até luta de MMA. Me aproximei da garota de cabelos cor de mel. Ela me fitou. Sua expressão era amigável. Mas essas são as piores. Deixei para lá meus pensamentos inapropriados para a ocasião e me foquei no objetivo. É claro que Melanie sempre tem um. A menina sorriu. Eu demostrei uma cara de ironia. Já que iríamos nos estapear vamos parar com a presepada. Passei meus dedos sobre minha testa percorrendo meus cabelos. Está pronta menina? Ela falou pausadamente. Assenti com a cabeça e nos aproximamos. Mal pude sequer pensar em um golpe quando já havia levado uma rasteira. Caí no chão com uma cara de idiota. Foi tão rápido que ninguém reparou, estavam muito ocupados enfrentando seus adversários. Me levantei e não falei nada, não demostrei nenhuma feição de nada. Só fiquei quieta. Ela ameaçou com o pé e eu pude investir. Dei um chute no seu tornozelo. Ela puxou o pé de volta para atrás. Agora a luta começou. Ela veio para cima de mim com socos no ar. Eu me agachava e ia para o lado. A desconhecida me segurou pelos braços. No mesmo segundo dei umas empurradas com meu calcanhar contra sua canela fazendo-a me soltar. Me virei e me agachei a mão dela com o punho fechado passou por cima da minha cabeça. Ela chutou e eu me joguei para a direita. Dei um empurrão no cão e me levantei. Ela sabia exatamente o que estava fazendo. Nossos olhos se encontraram. Cara à cara. Uma fitando a outra.

Dei minha investida me agachei e levantei. Empurrei meu braço para atrás dando uma cotovelada em seu ombro. E eu pude perceber a reação dela. Ela veio com tudo e eu também. Estava cansada de recuar. Ela tava socos no meu braço e eu pude sentir a dor. Mas não ia recuar. Abaixei meu braço direito e dei um soco em sua costela. Virei meu pescoço para o lado. A mão da garota passara por ali deixando um ar quente. Ela me deu uma chutava que me fez cambalear. Firmei meu pé novamente e voltei para frente. Meu braço todo veio de direita e meu punho certando seu rosto. Empurrei ele para atrás apertando a mão. Tentando não sentir a dor nos dedos. Pois não estava acostumada a brigar toda hora. Ela deu um soco no meu peito que me fez hesitar mas logo retornei a ação. Me agachei e fui para cima dela agarrando-a pela cintura a derrubando no chão. Cai em cima dela, minhas pernas a prendendo. Em um deslize, ela me jogou para o lado fazendo minhas costas bater no chão. Foi doloroso. Ela esticou a mão no ar e deu um soco na minha mandíbula. Cerrei meus dentes e quando ela veio dar outro virei meu rosto fazendo-a socar o chão. E que soco. Ela grunhiu de dor e eu pude empurra-lá contra mim. Me levantei e a chutei. Ela caiu para o lado e abaixou o rosto. Me disseram uma vez que nunca se bate em quem já está no chão. Levei esse pensamente em minha mente e não continuei. Esperei ela se levantar, se recuperar. Não eramos inimigas. Eu não tinha motivos reais para querer feri-lá. Para alguns isso pode até ser ruim, pois não terá como brigar sem razão. Para mim também, mas já que era um treino corpo a corpo eu abri essa exceção. Ela se levantou e me encarou dizendo algo como  “Você é boa” ou algo assim.

E mais uma vez estávamos nós duas. Uma olhando para a cara da outra esperando alguém desistir. Algo que ia se tornar deprimente estava sendo divertido para eu e ela. Ela veio para cima de mim eu me virei e ela pegou pelo meu pescoço. Ela ia abaixando minha cabeça mais e mais e meu corpo seguia. Ela apertava e perguntava se eu ia desistir. Peguei meus dois braços e segurei nas sua cintura. Minhas mãos chegavam no centro de sua espinha. E eu apertava a cintura e ela meu pescoço. Aquilo realmente já estava sendo doloroso mesmo assim continuamos. Até que eu consegui elevar minha coxa e jogá-la contra sua barriga. Não foi muito impactante mais foi o suficiente para amolecer no meu pescoço. Apertei mais sua cintura para frente até ela me largar. Com a cabeça lá em baixo joguei meu corpo para atrás. E levei um soco. Cai sentada mais uma vez. A desconhecida veio com tudo e eu chutei com a sola do sapato seu joelho. Ela fraquejou e ajoelhou. Perguntei se estava tudo bem ela disse que estava.

Ela se levantou e olhou para mim dizendo para encerramos com isso. Ela ameaçou duas vezes e recuou. Eu me virei e andei para sua lateral. E então ela pegou pelo meu braço e eu girei. Cai de joelhos e ela me chutou fazendo eu cair de bruços. Me virei e dei uma rasteira fazendo-a cair de bunda no chão. Fui até sua frente e ameacei socá-la mais uma vez. Tá, você venceu. Mas só dessa vez. Ela falava freneticamente e enquanto nos olhávamos. — Ainda bem, estou exausta. — Meu fôlego estava esgotado. Sentei ao seu lado e nós duas rimos uma da cara da outra. Passei meus dedos colocando meus cabelos atrás da orelha. Ela cuspiu no chão e nos levantamos. O instrutor falava que nós duas trabalhamos bem em equipe. Mas que as duas são osso duro de roer. Ri e dei as costas para a arena. Eu realmente não estava com raiva de ter me machucado. Acho que isso realmente faz parte. A adversária aceitou que foi uma luta justa. E eu concordava com isso. É sempre assim, quando você tem motivos de verdade para brigar. Alguém sempre sai ferido para valer. Não foi esse o caso. Mas nunca se sabe quem você irá enfrentar amanhã.



 

      

 eu | outros | narrador
thanks tess


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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Tessa Hoyer Lightwood em Sex 16 Jan 2015 - 0:33


A fight nothing fair
FUCK YOU, FUCK YOU, FUCK YOU A LOT

Revirei os olhos mais de uma vez enquanto ainda no chalé. Às vezes batia a cabeça no travesseiro, mas apenas para ver se o cérebro processava melhor algo para fazer. De qualquer modo, não era só eu que estava no tédio. Havia mais de um dos meus irmãos ali, jogados em suas camas. Eu tenho como obrigá-los a ir aos treinos? Podia, né. Acordar como eu costumava fazer antes.  Mas não, eu preferia não fazer isso. Porque eu era só uma e estava destreinada. Não era lá muito seguro irritar os demônios que, de acordo com a reclamação divina, seriam meus meio-irmãos. Eu não queria apanhar, no way. Não quero encontrar meu namorado de surpresa e estar com o rosto estragado. Também fazia tempo que não me envolvia em brigas, o que era milagre divino. Era novidade eu, sendo eu, não me envolver em brigas. Deveria estar agoniada com isso, mas não. Alguma coisa havia mudado, porque eu não estava sentindo falta delas. Por um segundo duvidei sobre minha filiação, mas passou bem rápido. Fechei os olhos, criando coragem, e me levantei da cama, pulando do meu lugar no alto da beliche, para não correr o risco de desistir e deitar na cama, mortinha. Eu não peguei nada além dos meus sapatos, os quais calcei apenas depois de estar do lado de fora do chalé. Caso houvessem imprevistos e eu precisasse de armas, minhas espadas já estavam no bendito do anel. Mordi o lábio inferior e segui em frente, olhando para trás algumas vezes. A cama ainda estava ali, quentinha. Oh, céus. Certo, eu não deveria voltar atrás.

Eu já sabia que não eram todos os meus irmãos que estavam mortos na preguiça que pairava sobre o chalé, mas não imaginava que as primeiras pessoas que encontraria seriam meus irmãos. E lutavam, porque treinar como gente normal é muito mainstream. Revirei os olhos, com um sorriso debochado no canto dos lábios. Alguém os avisou que brigar com os irmãos não é legal? Não que muitos outros estivessem à nossa altura, mas brigar com os próprios irmãos é babaquice. Ou talvez eu esteja muito mudada, porque não me imagino trocando socos e pontapés com qualquer pessoa que habita o mesmo chalé que eu. Me aproximei dos garotos, de braços cruzados, na intenção de zoar a babaquice deles. Eu pensei que, no meio de todos aqueles seres, eu seria invisível. Mas não. Muito pelo contrário. Um dos monstros que compartilha do mesmo progenitor divino que eu conseguiu me ver, e parou a luta para me gritar. — Olha quem voltou à ativa. — foi o que a criatura conseguiu falar. Revirei os olhos, sorrindo. — Vocês são animais, sério. — resmunguei alto o suficiente para todos ouvirem. Para a minha surpresa — não tão surpresa assim —, esse mesmo animal me chamou para treinar com eles. Franzi a testa, negando com a cabeça. Tinha noção que seria zoada para o resto do século e não diria que não me importava. — Não, obrigada. Ao contrário de vocês, tenho noção do que é animalesco, ou não. — respondi, sendo empurrada para o meio enquanto prosseguia com os braços cruzados fronte ao peito. Como esperado, eles fizeram questão de fazer brincadeirinhas. Todos ao mesmo tempo. Tanto que só entendi o que o único relativamente educado disse ali. — O que? Perdeu a prática, Theresa? — eu simplesmente dei de ombros e saí andando, dando as costas para o meu meio-irmão. Eu ia sair de perto. Ia, no passado.  — Medo de perder, irmãzinha? — E foi com esse argumento que ele me ganhou. Franzi a testa, erguendo apenas uma das sobrancelhas e, me dando por vencida, virei de frente novamente enquanto os garotos me davam espaço para voltar. — Eu não perco, darling. Só por curiosidade, quer que eu fique por que os garotos tem medo de machucar você? — perguntei. Não, não era o suficiente. — Tem dó do filhote de Ares porque luta como uma garotinha indefesa? — concluí, ganhando aqueles gritos zombeteiros para cima do garoto como prêmio.

Se for pedir para que eu seja sincera, ganharia a mais pura verdade. Eu estava com medo de perder. Fazia um bom tempo que eu não lutava nada e meus irmãos eram o dobro do meu tamanho e peso. Para isso serviam, porque eram só músculos. Realmente músculos, porque cérebro não tinham. Eu esperava que pensar mais rápido, ou ser mais rápida do que eles adiantasse alguma coisa, porque força eu não tenho nem um terço, independente das características do meu pai. ”Alguém me salva.” estava orando para que Hunter aparecesse e eu tivesse uma boa desculpa para ir embora dali. Eu também só almejava isso, porque tinha certeza que não aconteceria. Eu mal voltei a me concentrar e já estava voando até estar no chão. Eles não deveriam ter dó ou qualquer coisa parecida? Eu ainda sou uma garota, até onde sei. — Isso valeu? — perguntei enquanto tentava respirar, já que tinha ganhado um chute direto na barriga. Estava de bruços, apoiada nos cotovelos enquanto tentava levantar. Meio atordoada e zonza. Não sei se isso ou as risadas me irritaram mais, mas demorei alguns segundos para recuperar o ar e conseguir levantar. — Você deveria se envergonhar, cara. Ganhar de uma pessoa com metade do seu tamanho e peso não é algo para se orgulhar. — resmunguei, passando a mão pela barriga. Sentiria mais dor ainda mais tarde. Concluí que a melhor coisa a se fazer era realmente prestar atenção e tentar, caso contrário, não sobreviveria até o final disso. De qualquer modo, meu irmãozinho conseguira me irritar e garantir sua surra, ou uma tentativa disso.

Meu meio-irmão não teve tempo para ouvir minhas lições de moral, porque estava se gabando. Como pode imaginar, aquilo me deixou irritada. E muito. O suficiente para apressar meus passos na direção do garoto e juntar todas as forças a fim de dar um chute em suas costas. Eu acertei, mas ele apenas caiu, não voou. Era óbvio que não iria voar, porque era o dobro do meu peso. De qualquer modo, foi o suficiente para virá-lo de frente para mim e sentar em cima do garoto, descontando toda a minha raiva em socos. Direita, esquerda. Direita, direita e esquerda de novo. Sim, eu fiquei puta por ter apanhado e, graças a isso, queria ver sangue. Não no sentido literal, porque não quero ver sangue, mas dá para entender o que quis dizer. Como garota que sou, não pude deixar de arranhar o garoto também, porque estava mais do que irritada e unhas eram minha única vantagem. Até ouvi algumas piadinhas sobre estar sentada em cima dele, mas não dei ouvidos. A única coisa que me importava no momento era quebrar aquele idiota. Não tive muito tempo para continuar socando a cara do babaca, porque ele me empurrou e só precisou impulsionar um pouco para estar em cima de mim. Eu não deixaria aquilo acontecer, porque vai que meu namorado aparecia e via uma cena daquelas? Inicialmente fiquei me debatendo debaixo do outro filho de Ares, mas só até prender a atenção dele tentando prender as minhas mãos e eu conseguir juntar toda força possível para jogar as minhas pernas para cima e prendê-lo abaixo de mim, tendo mais espaço para me afastar, ainda que estivesse toda bagunçada e já cansada, porque é a primeira vez que sou burra o suficiente para me debater.

Evitei olhar para o rosto do garoto, porque apenas uma olhada de canto foi o suficiente para reparar que havia sangue ali. Aproveitei o tempo para dar uma olhada em minhas mãos, que também estava com sangue e doendo, porque ninguém merece socar uma pessoa muitas vezes. Mesmo afastada, ainda estava no chão. No chão e com um irmão grandalhão vindo em minha direção. Eu não correria, sem chance. Levantei do chão, ainda cambaleando, e esperei o garoto chegar para tentar dar um chute na lateral de seu corpo, mas não rolou, porque ele pegou minha perna e me virou. Nesse meio tempo enquanto ele me virava, dei um chute com o outro pé, porque não me importava se ia cair ou não. Acabei por cair no chão afastar meu meio-irmão, me arrastando para trás até poder estar de pé novamente. Fiquei de pé novamente, sacudindo a cabeça ao tentar me desfazer de uma certa tonteira, mas isso só serviu para me deixar mais tonta.

Sem que eu tivesse tempo de me defender, o brutamontes me pegou pelos braços, batendo minhas costas em alguma árvore de uma vez só, com meus pés um pouco longe do chão. Resmunguei um “Outch”, mas tentei não parecer fraca como estava me sentindo. Eu tentei. O ser continuou me batendo contra a árvore e aquilo estava me deixando meio, talvez muito, atordoada. A pior parte eram as pessoas olhando aquele massacre sem mover um músculo. Tudo bem, Theresa pode ser filha de Ares, relativamente durona, mas os irmãos são duplamente maiores e era uma luta injusta. Eu estava prestes a pedir arrego, socorro, qualquer coisa que me livrasse dali. Mas meu orgulho era bem maior que isso. O que pude fazer foi tentar dar uma joelhada na barriga do meu meio-irmão. Por sorte, foi uma tentativa bem sucedida. Depois da primeira joelhada, e de sentir meus pés de volta no chão, segurei o garoto pelos ombros e continuei a dar joelhadas em sua barriga. Todas de esquerda, já que o fato de ser canhota me dava melhor capacidade de concentração de força desse lado do corpo. E então ele caiu no chão. Eu jurava que ele havia desistido, mas não. Quando abaixei para acabar com aquilo, ele fez questão de me puxar para o chão e bater minha cara ali. Eu não sabia se chorava pela dor, ou pelo sangue. Então resolvi que era melhor não chorar. Quando subi em cima dele, ganhei uns belos socos também. Aquilo doía. E doía pra caramba.

Para conservar o que me restava de sanidade mental, bati as mãos nas orelhas do garoto, o que o fez ficar desnorteado. Eu estava prestes a perder, porque sabia que não aguentava mais apanhar. Mas não, me recusava a perder. Para ficar por cima, dei alguns socos com o que me restava de força. Depois de concluir que meu corpo não aguentava mais luta, precisei dar um jeito de finalizar aquilo. Direita na boca. Esquerda de frente, direto no nariz. E teria dado outro, se não tivesse caído no chão, ao lado do meu meio-irmão, no momento inconsciente. Ganhei alguns segundos olhando para o céu limpo antes de vê-lo ao estilo asiático e fechar os olhos. Eu sabia que tinha ganho, porque ouvia as pessoas falando. Mas não conseguia reagir.




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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Mathew B. Sanchez em Qui 22 Jan 2015 - 22:19



treino de espada e escudo
Fazia algum tempinho que não usava a arena. Assim que coloquei meus pés no local, senti como se reencontrasse um velho amigo de infância. O cheiro de suor dos combatentes, o sangue seco em alguns equipamentos e até mesmo o som de dor e queda no tablado me eram familiar. Eu não sou um exemplo de guerreiro, prefiro ficar dormindo no meu quarto a sair por ai em combates aleatórios, mas enfim, não posso perder minhas poucas habilidades e experiências que tenho em combate.

Eu estava portando minha espada, item que consegui numa missão, por exemplo, a única que fiz em toda minha vida. dei de ombros à lembrança, girando minha espada até onde ficava os autômatos. Bocejei longamente enquanto programava um desses robôs para lutar comigo. Não muito fraco, mas também não num nível impossível de vencer. Bati meus pés no chão, cortei o ar e declarei a batalha iniciada. Soltei um suspiro profundo, arrastando meus pés para a posição de luta. Tirei um fio de cabelo da frente de meus olhos e mirei o autômato firmemente, esperando seu movimento inicial.

Esperei um minuto e pouquinho, e nada ocorreu, então resolvi me precipitar, correndo até a pilha de ferro viva, com minha espada pendendo pela minha esquerda. O ciborgue socou o ar bem na minha frente, deslizei pelo seu braço, por milímetros eu não fui golpeado. Senti a tensão no ar. Uma gota de suor escorreu pelo conta de minha fronte. Quando fui levantar minha espada para um corte transversal vindo de baixo, eu tive que desviar num piscar de olhos. A mão do robô tornou-se uma espada e tentou golpear meu lado direito que estava exposto. Dei um suspiro aliviado, quando escapei. O Autômato tentou outro golpe, por sorte consegui prender nossas lâminas. Dava para ver pequenas faíscas, como pequenos fogos de artifício. A disputa durou alguns segundos, tempo suficiente para que meus músculos começassem a fraquejar. Empurrei o autômato com a força que me sobrara e escapei do entrave.

Sorri enquanto alongava meu braço. Meu oponente não deu trégua e, quando notei, ele já estava a poucos metros de mim, pronto para me dividir em dois, três ou mais pedaços. Mantive minha mente calma, e desviei do primeiro golpe, abaixando o mais rápido que pude. Senti a lâmina inimiga cortando alguns fios de meu cabelo. Aproveitei a deixa e tentei fincar minha espada no ponto vulnerável do robô. Meus olhos fitaram o metálico de baixo a cima e num empurrão finquei minha espada dentro do gigante de aço. Se ele fosse humano, a espada estaria num a posição transversal, ultrapassando o intestino, estômago, algo próximo aos pulmões, saindo pela escápula.

O robô caiu, e só ai fui notar, que a espada dele havia feito um corte em meu ombro esquerdo, bem próximo a clavícula. Reprimi a dor, dando um bocejo demorado. Saí cambaleando da Arena, mas com um sorriso vencedor e bobo no rosto.


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Re: Treinos de Combate Corpo a Corpo

Mensagem por Quione em Ter 16 Jun 2015 - 16:47

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