Treino de Canoagem

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Treino de Canoagem

Mensagem por Zeus em Seg 16 Dez 2013 - 15:59



Treino de Canoagem
Os treinos de canoagem serão baseado por níveis, portanto cuidado para não exagerarem, caso sejam campistas de níveis baixos devem procurar coerência e praticar com os níveis baixos.

• Nível 1: Lago normal, águas calmas, apenas para canoagem.
• Nível 2: Algumas ondulações de pequena força tornam mais dificultoso remar.
• Nível 3: Ondulações maiores de força mediana tornam mais dificultoso remar.
• Nível 4: Ondulações maiores e fortes tendem a fazer a canoa rodopiar, pequenas ondas se formam.
• Nível 5: Ondulações maiores e fortes tendem a fazer a canoa rodopiar, pequenas ondas se formam e alguns redemoinhos aparecem
• Nível 6: Ondas medianas se formam e redemoinhos mais intensos, a correnteza se torna mais intensa.
• Nível 7: Ondas grandes se formam e os redemoinhos aparecem com muita mais frequência.
• Nível 8: Ondas grandes, redemoinhos aparecem na distância de 2 em 2 metros e de dentro destes saltam piranhas mágicas que tentam devorar a canoa e o campista.
• Nível 9: Ondas imensas, redemoinhos aparecem na distância de 1 em 1 metro e de dentro destes além das piranhas saltam alguns outros animais marinhos não muito amigáveis.
• Nível 10: De inicio a correnteza é calma, algumas ondulações surgem em seguida, as ondulações tornam-se grandes ondas e alguns redemoinhos começam a aparecer com certa frequência, a correnteza torna-se intensa e violenta, trazendo junto com si animais marinhos carnívoros.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Christina R. Lockhart em Qui 19 Dez 2013 - 3:12

I will go on with this boat
Nível 10

Era um dia bastante quente quando decidi fazer treinos de canoagem. Na realidade, nunca havia entendido como aquilo ajudaria na vida de um semideus, mas vinha bem a calhar quando a real intenção era se refrescar. Caminhei até o Lago e me juntei a massa de campistas que estavam ali para treinar. Era importante observar que os equipamentos de treino do Acampamento Meio-Sangue estavam ficando cada vez mais modernos, já que agora era possível escolher um "nível de dificuldade para se treinar". Quando chegou minha vez, analisei minhas opções e optei pelo nível 10, o máximo. O nível era descrito como um passeio dos horrores, que ficava cada vez pior, mas não parecia - tão - intimidadora, pelo menos para mim. - Vou querer o nível 10 - disse sorridente e cheia de coragem, ao semideus que monitorava as atividades. Naquele momento todos os campistas que estavam ali para treinar me encararam perplexos, o que me fez se perguntar se havia algo de errado com meu cabelo, ou se só estavam surpresos pela minha coragem. Eu poderia lidar com aquilo facilmente, e se não pudesse... Eu lidaria com isso depois. Adentrei a canoa com cuidado, posicionando os remos de cada um dos lados. Quando estava tudo pronto, dei o primeiro empurrão com os remos, liberando a canoa dos suportes que a mantinha imóvel, e assim começou meu passeio.

De início, nada de assustador. Eu remava com facilidade, e a fraca correnteza auxiliava a canoa a rumar para a direção certa. Engraçado era o fato de que tudo ali me fazia lembrar Titanic. - Every night in my dreams, I see you... I feel you... - comecei a cantar sem perceber, numa forma bem humorada de não me sentir sozinha. De repente, a lagoa pareceu começar a responder a minha calma e alegre cantoria. A correnteza começou a se tornar mais fortes, a ponto de bater criar ondas contra a parte de trás da canoa, fazendo com que a água atingisse minhas costas. - Epa, calma lá - murmurei, aplicando mais força nos remos, para que assim acompanhasse a velocidade da correnteza. - Near, far, whatever you are... - continuei a cantar, going on, literalmente, com a canoa. -I believe that the heart does go on. O estranho era que por mais que eu forçasse a canoa a seguir na mesma velocidade da correnteza, nunca era o bastante para evitar de que as ondas me atingissem. Apesar disso, estava tudo bem. Até que a situação começou a ficar bizarra.

Um redemoinho surgiu a minha frente. Não que eu não esperasse, mas um redemoinho no lago era tão bizarro que me fazia se perguntar se alguém tirou uma rolha de dentro do lago. Tudo bem. Me preparei e forcei os remos contra a correnteza, contornando o redemoinho. Não tinha sido tão difícil, então continuei remando em frente. Naquela altura do campeonato meus braços já estavam pedindo arrego, quem precisava de academia com aquilo? Ok, sem grandes problemas. Infelizmente pensei nisso cedo demais. Foi só remar mais um pouco para encontrar mais uma série de redemoinhos a frente, um a cada margem da lagoa estreita, o que me forçava a ter que passar entre eles. E isso não era tudo. A correnteza estava tornando as ondas cada vez mais violentas, o que tornaria os redemoinhos difíceis de se contornar. - Tudo bem, vamos lá - murmurei suspirando sem paciência. Prossegui em frente, esforçando meus braços para remar contra a corrente que levava direto aos redemoinhos, contornando os mesmos com cuidado. As vezes não dava muito certo, e a pequena canoa quase era forçada para dentro dos redemoinhos, mas um esforço a mais com os braços resolvia.

Suspirei aliviada quando percebi que havia passado ilesa por todos os redemoinhos a vista. Na altura do passeio já havia esquecido tudo o que era citado na descrição do nível, mas me confortava lembrar que havia me convencido de que era capaz quando li - ou quase capaz. De repente, outra situação bizarra aconteceu. A correnteza que empurrava a canoa para frente e molhava minhas costas mudou de sentido, completamente do nada. Se eu estivesse em uma subida, aquilo seria completamente admissível, mas eu não estava. Agora as ondas formadas pela correnteza eram mais fortes, violentas, tentavam me impedir de seguir em frete, me empurrando para trás, e davam tapas na minha cara. Eu não me importava com o cabelo molhado, mas a cada vez que a onda me atingia de frente ficava mais difícil de me concentrar. Lutar contra aquelas ondas exigia toda a minha força, tanto que me fez ficar em pé na canoa, levando onda atrás de onda na cara. "Isso não é motivo para desanimo ou desistência - ainda", pensei, e  novamente pensei cedo demais.

O que veio a seguir não era onda. Aliás, nem era fisicamente possível de se ter em uma lagoa. Parecia muito com aquelas ondas gigantes que via em filmes e em recordes de surf. - Puta merda! - murmurei, observando aquela coisa crescer mais e mais a minha frente. Por um minuto desejei ter Chaz ali do meu lado para garantir que não me afogaria dentro daquela monstruosidade. Era conhecida pela coragem que tinha, mas naquele momento desejei até mesmo ter a minha mãe ali pra me salvar. Mas era tarde demais para desistir. Juntei toda coragem que me restara e continuei a remar, encarando aquilo de frente. - YOU'RE HERE, THERE'S NOTHING I FEAR! - eu cantava a plenos pulmões - nem preciso comentar que aquele foi o momento mais cinematográfico da minha vida - AND I KNOW THAT MY HEART WILL GO OOOOON... - e ele foi mesmo e me levou junto. No instante seguinte estava de boca aberta dentro da onda, com aquele turbilhão de água ao meu redor. Tudo o que tive tempo de fazer foi prender o pouco fôlego que me restava e nadar até a superfície. O pior - ou melhor - foi que aquilo não foi tão difícil. Ao chegar a superfície, todas as ondas, fortes os fracas, haviam sumido completamente, e eu estava na lagoa calma de novo. - Mas o que...? - franzi a testa. A canoa estava a poucos metros dali, flutuando delicadamente sobre a superfície da água. Nadei até ela e entrei abordo novamente. Segui os conselhos de Doroth de Procurando o Nemo, e continuei a remar.

Eu estava encharcada da cabeça ao pés, mas aquele era, aparentemente, o menor dos meus problemas. Meus braços estavam doloridos, minha via nasal irritada por respirar uma pequena quantidade de água, e o sol a pino me cegava. Por outro lado, a lagoa estava tão calma a ponto de me deixar desconfiada sobre aquilo. Continuei a remar em frente, dessa vez em alerta por o que poderia acontecer. De repente, o esperado aconteceu. Um peixe quase literalmente criou asas e voou para fora do lago, indo parar no chão da canoa a minha frente. O natural que se esperava era que ele debatesse e morresse ali, tragicamente fora d'água. LOL, Sua noob! O peixe se debateu duas vezes no chão da canoa e voou em direção ao meu rosto, com a boca aberta e presas a mostra. Observando aquela cena, só tive tempo de usar o remo para rebate-lo, literalmente, como num jogo de futebol - aquela musiquinha de strike soou em minha cabeça nesse momento. - Para fora do estádio! - comentei orgulhosa de meu feito, esforçando a vista, com a mão na testa contra o sol, para ver onde a piranha tinha ido parar. Continuei a remar tranquilamente, até acontecer algo que não esperava. Infelizmente em sua morte, aquela criatura pediu reforços, e agora estava chovendo piranhas voadoras dentro da minha canoa, e tudo o que eu tinha pra me defender era dois remos.

Comecei a rebater piranhas para tudo quanto era lado, me sentindo aquele esquilo de A Era do Gelo 2, que lutava karatê contra piranhas. Aquelas criaturinhas vinham de todos os lados, e vez ou outra conseguiam chegar perto o bastante para morder meus dedos dos pés, meus braços e puxar meus cabelos, até um momento em que fiquei realmente agoniada e invocada com aquela situação. - We. Will. Stay. Forever. This. Fucking. Way!- continuei a cantar, dessa vez grunhindo, a cada vez que acertava uma maldita piranha. Imaginar que cada uma das piranhas era as recalcadas também ajudava. - Morre Flynn! Você nunca terá o Chaz! - gritei rebatendo uma das piranhas que veio da esquerda. - Morre Vinny, seu recalcado! Você nunca será conselheiro! - gritei estapeando uma piranha que veio da direita. - Morre Michelle, sua piranha! Você nunca será melhor que eu! - gritei arremessando uma piranha para frente. Em questão de minutos, atravessei o "Mar de Piranhas", e por incrível que pareça, estava satisfeita com aquilo. Havia descontado bastante raiva naquelas criaturas, e agora me sentia leve e capaz de tudo.

Novamente a calmaria e tranquilidade dominara o lago, e a julgar pelas experiencias anteriores naquela atividade, aquilo não significava boa coisa. Mas tudo bem, não deveria faltar muito para aquilo acabar. Continuei em frente, remando corajosamente em direção ao fim. Até que de repente, a correnteza se tornou forte novamente, formando ondas violentas que levavam a canoa em uma velocidade absurda. - De novo não! - gritei, e tentei usar um dos remos para freiar, o que acabou resultando na distruição do mesmo - Mas o que?! - encarei o remo quebrado indignada. Mas, como tudo o que está ruim pode piorar, minha situação piorou. Havia uma queda d'água a minha frente - Isso só pode ser brincadeira! - gritei assustada e indignada. Aquilo era impossível considerando o fato de que em nenhum momento a lagoa tinha passado por uma subida ou decida. Tudo o que tinha era uma canoa desgovernada em direção ao precipício, um remo bom, um remo partido ao meio, e na velocidade e um caminho sem volta. Sem opções, preferi juntar o que restava de minha coragem e encarar de frente novamente. - YOU ARE SAFE IN MY HEART AND, MY HEART WILL GO ON AND... - e a queda veio.

Várias coisas vieram a minha mente naquele momento, entre elas, uma cena do Pica-Pau nas Cataratas do Barril - aquele treino de canoagem estava me saindo muito nostálgico -, só faltava um bando de carinhas de amarelo gritando "AEEEEEEEE" durante minha queda. Senti aquele típico friozinho no estômago que sempre sentia quando ia em brinquedos aquáticos com quedas d'água em parques de diversões. Antes que eu pudesse ter qualquer tipo de reação sequer - gritar, principalmente-, o impacto contra água me deu outro tapa na cara, e novamente eu estava submersa. A parte boa? Estar submersa tão fundo na água impediu que a canoa caísse em minha cabeça. A parte ruim? Eu não sabia o quanto aquilo ainda duraria. Fiz um esforço e voltei a superfície arfando, farta daquela atividade. Procurei ao meu redor a droga da canoa, quando percebi que havia chegado para o ponto de partida onde tudo aquilo começou, e a canoa agora flutuava calmamente em direção aos campistas, para que o próximo pudesse embarcar. Suspirei pesadamente numa mistura de alívio, frustração e cansaço. Nadei até a margem e saí dali com a ajuda do monitor. - E ai? Gostou do passeio? - perguntou o garoto, cujo qual não me dei trabalho de responder. Não era óbvio que havia detestado pela condição das minhas roupas? - Dá uma olhada! Eu tenho cara de quem gostou disso?! - perguntei indignada para o rapaz, apontando para minhas roupas. Ele não respondeu. Eu o encarei com expressão fechada e continuei andando, exausta e encharcada, em direção ao chalé doze, me esforçando para não me jogar na grama e dormir ali mesmo.


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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Sex 20 Dez 2013 - 23:02


CANOAGEM NÍVEL 10


 O dia começou ensolarado e fresco, senti uma brisa assim que abri a porta do chalé. Por ser sábado pensei em um treino mais divertido pra um filho de Poseidon: canoagem. Vesti roupas confortáveis: regata, bermuda, chinelo e boné virado pra trás na cabeça, além de óculos escuros. Meu bom humor parecia reflexo do clima bom, segui assobiando “R U mine?” até chegar ao lago de canoagem.  Não havia muitos campistas ali, só alguns já no lago e outros se preparando pra entrar. Caminhei até a beira do lago onde estava a canoa que usaria e também uma náiade apoiando o rosto nas mãos. Pisquei pra ninfa enquanto puxava a canoa e ela sorriu pra mim em tom de flerte, fazendo-me rir de sua expressão. Afastei-me dando um tchauzinho com a mão e carreguei a canoa até o píer.

 
 Já no píer, estiquei o corpo me alongando. Empurrei a canoa no lago e saltei para dentro dela. Acomodei-me lá dentro, esticando as pernas até o limite da canoa e pegando os remos.  Coloquei os remos dentro da água, segurando cada um de um lado do corpo. Passei a empurrar a água com os remos, movendo-os pra trás e colocando-os em posição à frente em seguida.  Em pouco tempo eu já estava distante do píer e dos outros campistas que praticavam o esporte. A maioria prefere locais calmos, mas um nível de dificuldade maior me agrada mais. Qual a graça de treinar sem adrenalina? É como entrar na água e não querer se molhar. Logo ondas começaram a aparecer, forçando-me a depositar uma força maior nos braços para remar. As pequenas ondulações deram lugar a grandes ondas, o que me fez sorrir satisfeito. Contudo, ondas mais altas exigiam mais equilíbrio. Dessa forma, inclinava meu corpo para direita ou esquerda quando necessário, contrapondo-me aos baques da canoa na água após cair de uma grande onda. Tudo estava seguindo bem – molhado – apesar do esforço físico exaustivo. O segredo era ter atenção perante os movimentos da água, repetindo ações como mover os braços pra frente e pra trás, inclinar o corpo e olhar o caminho a ser seguido. Fácil.
 

 Bem, talvez não tão fácil. Um redemoinho surgiu a poucos metros de mim, estando a correnteza à seu favor. Já era bastante estranho ter ondas e correnteza em um lago, que é local de água parada. O redemoinho deixou a atividade ainda mais esquisita. Mas considerar algo estranho sendo filho de uma criatura mitológica é no mínimo hipocrisia, então deixei os devaneios de lado e foquei em me livrar daquilo. Passei a remar em direção oposta, colocando ainda mais força nos braços pra potencializar as remadas. Entretanto, meus esforços não davam resultados. Eu estava cada vez mais perto do redemoinho. Bufei contrariado. Eu não queria usar minhas habilidades aquáticas, mas era o meio mais fácil de me livrar da situação. Coloquei os remos dentro da canoa e fechei os olhos pra conseguir me concentrar. Eu podia sentir a energia e o poder de toda a água em volta de mim, uma sensação ótima. Essa energia, a partir de minha concentração, passou a me abastecer. A água estava sendo transportada pra dentro de mim. Assim que abri os olhos percebi que já estava caindo dentro do redemoinho. Sem problemas, eu tinha um plano, afinal. Estiquei os braços na direção do centro do redemoinho e expulsei um forte jato d’água.¹ O impulso do jato de água empurrou a canoa pra longe do redemoinho em um perfeito par ação e reação. Que os deuses abençoem Newton, pois não fui engolido pela água! Não que isso fosse necessariamente um problema, mas sair da canoa em um treino de canoagem seria inadequado.
 

 Continuei a remar, agora mais atento com os redemoinhos que se formavam para me manter afastado. Tudo voltou a monotonia das ondas. Monotonia até uma piranha saltar pra dentro da canoa. Levei um susto por ser pego despreparado. Bati com o remo direito na piranha, jogando-a novamente dentro d’água. Porém, novas piranhas passaram a saltar em volta de mim e em mim. Eu tentava rebatê-las com os remos, mas nunca fui bom em basebol, o que dificultava bastante. Mesmo assim continuei determinado, jogando uma piranha pra longe aqui, jogando outra pra longe ali... Então uma piranha agarrou seus dentes na aba do meu boné que estava virado pra trás. Tirei-o rapidamente da cabeça e joguei-o na água. – Droga. – resmunguei perante o boné perdido. Percebi que tentar ser normal quando se é um semideus é inútil, decidindo, assim, usar mais uma habilidade aquática. Movi os braços uma única vez imitando um nado debaixo d’água, fazendo com que um escudo de água se formasse em torno do meu corpo. ²  A camada de água envolveu meu corpo, impedindo que os avanços das piranhas me atingissem. – Recalque bate no meu escudo e volta! – gritei pros bichos enquanto remava pra longe deles.
 

 Finalmente me afastei de toda aquela confusão. Os redemoinhos já não se formavam mais e as grandes ondas voltaram a ser meras ondulações. Continuei remando, já bem cansado, até me aproximar novamente do píer. A náiade que cumprimentei no início do treino nadou até mim e apoiou seu corpo na canoa. – Quer dar um mergulho comigo, filho de Poseidon? – disse a ninfa fazendo uma cara bem safada. – Melhor não, minha namorada não ia gostar... – respondi pra ninfa. Ela me encarou boquiaberta, sem acreditar na rejeição. Voltou pra dentro d’água e, quando eu menos esperava, empurrou a canoa. A canoa acabou virando, levando-me junto. Como respiro debaixo da água, não tive pressa em soltar minhas pernas e me erguer até a superfície. Tive que nadar até o píer puxando a canoa enquanto escutava a ninfa cantar: – A canoa virou! Quem deixou ela virar? Foi o filho de Poseidon que não sabe flertar!
 
poderes:

♦ Transporte de água.[Nível 06] Ao se concentrarem em qualquer fonte de água à mais de 1 km de distância, poderá transportar a água desta fonte para dentro de você, assim liberando-a com um forte jato, que arremessará o inimigo longe, ou permitirá apagar incêndios. 
♦ Escudo aquático. [Nível 04] Poderão fazer com que uma camada de água envolva seu corpo, dos pés até a cabeça. Assim repele qualquer ataque fraco que anteriormente o atingiria.
legenda:
Narração - Minhas falas - Falas da náiade


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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Qui 26 Dez 2013 - 15:35





Treino de canoagem nível 3


Fui me forçando a chegar até o lago de canoagem, não queria treinar, mas como a Arianne me disse que iria também, resolvi tentar. Era diferente dos outros treinos porque era mais divertido, exceto a parte que eu posso morrer por causa da água, mas era mais para relaxar. Fiquei meia hora em frente ao Lago esperando a Arianne aparecer, mas seja lá o porquê, ela não foi. Fiquei estressada por ela não ter cumprido seu dever de ir me ajudar, o que mais ela poderia querer fazer a não ser ir nadar ou zoar de mim? Fui na direção do lado do Lago onde as canoas estavam sendo 'cuidadas'. Fazia sol e isso fez com que vários campistas viessem para o lago, a fim de se refrescar, treinar ou apenas ver os outros se afogarem.

Gostaria de ter trago um boné ou óculos de sol, até ardia minha pele. Joguei o remo em uma das canoas e a puxei para fora d'água, a arrastando até o pier. Uma naiáde me olhou feio por estar arrastando a canoa, mas apenas mostrei a lingua e continuei a puxar. Assim que cheguei ao píer, coloquei a canoa na água e tentei descer e cair sentada na canoa, mas ao invés disso, "por acaso" (o que obviamente não foi acaso, foi sacanagem) a canoa andou um pouco para o lado e somente uma das minhas pernas caiu nela e o resto do meu corpo caiu na água. Roguei praga até na mão do maldito que construiu as canoas, enquanto tentava nadar para cima. A água estava gelada e isso além de me refrescar, dava um gelo na espinha, não sei se era nervoso por Poseidon ou era um peixe mesmo. Assim que cheguei na superfície e ignorei alguns risos abafados mas altos, fui até a canoa e subi meio torta nela. Depois de tirar o excesso de água do meu cabelo e me situar, pego o remo e tento dar umas remadinhas para o lado sem tombar. Sorrio com meu progresso e remo mais um pouco para o meio do Lago. Infelizmente havia me esquecido que a água iria fazer ondinhas básicas para que não ficasse tão sem graça, mas não havia dado tempo de virar a canoa e havia alguém atrás de mim, que acabei levando junto de mim para a água. A onda nem era forte, mas eu mal estava conseguindo me equilibrar naquilo direito. Voltei à superficie e olhei para a canoa ao lado, querendo ver quem havia derrubado, e não era ninguém menos que meu meio irmão Logan.

Dei umas boas gargalhadas vendo ele tentando subir na canoa para não se afogar. Minha mãe, quando eu era criancinha, havia me ensinado a nadar apesar de todos os problemas, ela sabia que precisaria em um momento. Muito sábia minha mãe.
Águinha gelada, não? - comentei entre os risos. Puxei minha canoa para mais perto e subi nela, dando um empurrão na canoa do Logan para que ficasse mais perto. Ele resmungava mas não conseguia prestar atenção direito, ele se debatia demais. Uma outra ondinha estava vindo e me arrumei para que não virasse novamente. Assim que Logan conseguiu subir na canoa, fui remando e conversando com ele para junto dos outros campistas. Uma vez ou outra eu ria de alguns que caiam na água, observava os treinos mais difíceis, com animais atacando e o resto.
E então? Veio se refrescar ou afogar mesmo? - brinquei. Ele riu e deu um empurrão de leve na minha canoa, mas com a combinação de uma ondinha, virei e engoli água porque estava rindo. Então as ondas ficaram mais fortes, me fazendo dificultar chegar até a canoa, que ia navegando para longe. - Logan, vê se consegue chegar até meu barquinho e puxá-lo para cá! - gritei para ele que ia remando para se proteger das ondas. Nadei com dificuldade na direção que a canoa ia. Logan me ajudou a subir e fomos remando contra as ondas para mais perto da margem do lago, estávamos longe demais, sem falar que estava ficando mais tarde e o sol consequentemente mais forte. Como uma última brincadeira, bati minha canoa na do Logan e saí remando rápido até a margem, gritando: Que agora seja corrida valendo dracmas! Não olhei novamente para trás, só remei e assim que cheguei na margem, empurrei meu "barquinho" até a naiade e dei um tchau com a mão, ignorando as coisas um pouco ofensivas que ela tentava dizer. Assim que o Logan chegasse no chalé 1 eu pediria meus dracmas.

(OFF: Foi o treino mais lixo que já fiz.)




70 XP

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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Heather Martínez em Qua 8 Jan 2014 - 14:28



Já estava cansada de treinos com armas e afins, então queria fazer alguma coisa diferente, mais para relaxar do que apanhar de filhos de Ares e autômatos. Fui perguntar para Chaz, um campista mais velho e filho de Poseidon, o que eu poderia fazer, e eu fui muito ingênua em não ter adivinhado antes qual seria sua resposta. Ele me indicou um treino de canoagem, para fortalecer os braços e me refrescar naquele verão quente do acampamento. O que de muito ruim poderia me acontecer num treino de canoagem? O filho de Poseidon ainda tinha me deixado bem claro que eu poderia escolher níveis, assim como poderia ter escolhido na parede de escalada. Então, era uma boa sugestão para me divertir.

Peguei emprestada uma daquelas camisetas anti atrito, usada por nadadores e praticantes de esportes aquáticos. Achei a roupa na seção de achados e perdidos do acampamento; devolveria antes da verdadeira dona voltar para buscar. Vesti um short de poliéster, de secagem rápida, e rumei para a praia. Apesar do calor do verão, o treino de canoagem era muito tranquilo e vazio se comparado aos treinos de armas. Dois outros campistas, aparentemente novatos, observavam o treino ao meu lado. Um deles era filho de Afrodite, com seus treze anos. Alto, olhos azuis e cabelos castanhos com uns fios acobreados. Não tinha dúvidas de que faria o maior sucesso no acampamento dali a uns dois anos. A garota não havia sido reclamada ainda: tinha os olhos atentos e frios, castanhos escuros e a pele morena. Também era alta para a sua idade, com o corpo estranhamente bem definido. Os cabelos eram cacheados e volumosos. George e Rita tinham chegado juntos há três dias e tinham a mesma idade. Chamaram-me para praticar junto a eles, já que seis remos eram melhor que quatro. - Eu sou Heather, muito prazer. Estou no acampamento há quase um mês, mas eu nunca remei antes. Tão novata quanto vocês. – Soltei um risinho para parecer simpática, e George riu. Mas Rita forçou um sorrisinho rápido e deu as costas a nós dois já se enfiando em uma das canoas.

Assim que nos colocamos dentro da canoa, ainda dos acostumando com o lugar e o giro dos remos, um trio de filhos de Ares se aproximou, com aqueles sorrisos maliciosos e competitivos. – E ai, novatos! Como estão? Sabe, eu e meus irmãos estamos bem enferrujados quanto à canoagem, e aproveitando o calor, que tal uma corridinha básica? – Eu já tinha visto dois deles antes, e eram fortes como touros, além de terem a minha idade, ou seja, mais velhos e experientes do que George e Rita. - Por que não vai brincar com alguém do seu tamanho, Keith? - Keith, o mais velho, tinha 16 anos e frequentava o acampamento há quatro verões. Era largo, não exatamente gordo, e seus braços já eram da grossura de pequenas árvores; Joe tinha exatamente há minha idade, mas já tinha passado um verão bem conturbado ali, antes de ser reclamado. O outro garoto eu nunca tinha visto, mas era feio, com traços meio indefinidos e cabelos ondulados um pouco abaixo das orelhas.

Fiquei encarando o garoto, mas depois de algum tempo que eu fui reconhecer quem era a pessoa. - Cruzes, Martha! O que aconteceu com o seu cabelo? Perdeu alguma aposta ou tá querendo ficar tão feia quanto seus irmãos? – Não fora exatamente a minha intenção ofendê-la, foi mais um pensamento maldoso que acabou saindo em voz alta. O próprio Joe riu, e eu também não me contive, embora estivesse sentindo meu rosto em brasa por causa do olhar odioso da menina. – Eu e você numa corrida, Martínez! – Minha risada se congelou num sorriso, no mesmo instante, e a garota corpulenta já ia se enfiando em uma canoa, com rosto muito vermelho de raiva. Antes que eu pudesse responder, George e Rita já tinham se jogado pra fora da minha canoa. Eu nem sabia como tirar aquela coisa do lugar, mas já fui me ajeitando com os remos nas mãos.

Keith precisou aumentar o tom de voz para ser ouvido entre as risadas de Joe e George que persistiam. – Eu vou ser o juiz. Vocês remam lado a lado, contornam a boia de sinalização ali e voltam. Quem chegar primeiro... Bem, Martha, acho que arrumamos alguém para amolar seus machados. – O três irmãos riram dessa vez, e Martha ia arregaçando as mangas , deixando seus braços musculosos a mostra. Avistei a boia de sinalização, a muitos metros do píer onde estávamos. – Espero que o nível 2 esteja bom pra vocês. Vamos pegar leve com a filha de Hebe, ela nunca remou. – Não sabia o que o nível 2 significava, mas Keith já pedia para ficarmos em nossas posições.

Quando o filho de Ares deu a largada, ele deu um impulso na canoa da irmã com o pé. Eu não tive tempo para protestar, uma vez que colocava toda a minha força nos meus braços. Pequenas ondas vinham em direção às canoas, fazendo-nos ondular de leve. Além disso, estávamos contra a maré, e isso exigia muita força. Martha estava meia canoa a minha frente, e eu cerrava os dentes com força enquanto manuseava os remos. Meus bíceps e tríceps já gritavam por socorro, queimando de dor, e eu ainda precisava lutar contra as ondas que impediam que a canoa se mantivesse em linha reta.

Na medida em que íamos aproximando da tal boia, a distância entre mim e Martha ia diminuindo. Além do barulho dos remos batendo na água e dos irmãos gritando atrás de nós, eu escutava a garota arfando por ar e ofegando ruidosamente. Meus músculos pareciam já estar se acostumando com a força que eu impunha, embora meus braços doessem dos ombros até os punhos. Martha gritava como se estivesse buscando forças, e eu ficava ansiosa na medida em que ia equiparando minha canoa à dela. Tive a impressão de que estava ficando mais forte também. Eu precisava apenas de força para aquela tarefa, era apenas disso que eu precisava, e era o que estava chegando ao meu corpo esguio. Martha se aproximava da boia pelo lado esquerdo, e eu pelo lado direito. Ao contornarmos a boia, trocaríamos de lado, e assim retornaríamos para o píer onde a torcida estava.

Cheguei à boia um pouco a frente da filha de Ares, mas como eu nunca tinha remado antes, tive muita dificuldade para fazer a curva. Meio que acabei empacando um pouco depois da boia, e Martha já tinha me alcançado. Ela fez a curva com muito mais facilidade, enquanto eu ainda estava terminando de contornar a boia. Ela já tinha ganhado tempo com isso, e poderia continuar a corrida e ganhado tranquilamente. Mas ao invés disso, a cria de Ares tirou um dos remos do apoio e acertou o meu rosto em cheio. Antes de ela me acertar, consegui visualizar seu rosto vermelho de raiva – e por causa do sol forte – e pingando de suor. Soltei um gemido e caí na água. Como se tudo isso já não fosse o bastante, e garota ainda tentou me acertar com o remo assim que eu levantei minha cabeça para a superfície. - Martha! Para de ser idiota ganha logo essa... – Ela me acertou de novo e eu senti uma dor latejante na minha cabeça. A água salgada entrou pelo meu nariz e desceu pela minha garganta, fazendo tudo arder de forma insuportável.

Eu estava longe de sentir o solo arenoso sob meus pés, e outro campista talvez já tivesse sucumbido ao cansaço de ficar se debatendo para não se afogar. Vez ou outra eu era surpreendia por alguma onda e perdia o fôlego, e tinha que nadar cm força para não ser levada para longe na minha canoa, que também balançava com o bater das ondas. Mesmo com dor nos músculos e na cabeça, eu não estava cansada, e agradeci mais uma vez por ser filha de Hebe. Eu ouvia os gritos do píer ainda, e Martha investiu mais um golpe. Dessa vez, eu agarrei a ponta do remo e puxei-o com força em minha direção, fazendo a canoa dela tombar na água logo depois que ela caiu. Martha estava cansada demais, e mal podia manter a cabeça fora da água. Enquanto eu nadava para a boia de sinalização para me apoiar e voltar para a canoa, Martha virava a dela e se apoiava para tentar descansar. A garota ofegava tanto, e ainda tossia; no mínimo tinha engolido água salgada. Olhei hesitante para a minha canoa e depois para garota de novo. Eu não poderia deixá-la morrendo de cansaço ali, então alcancei o remo dela que boiava na água e estendi a outra extremidade a ela. - Ei! Martha! Segura ai, eu te ajudo a subir de volta na canoa! – Precisei gritar para que ela me ouvisse, porque as ondas do mar estavam fortes o suficiente para fazerem barulho.

Martha me olhou ofegante, com os olhos cheios de ira e orgulho, hesitante, me respondeu carrancuda. – Chega de truques, Martínez! Ganha logo essa corrida! – Respirei fundo, impaciente, e balancei o remo insistindo e gritando para ela aceitar minha ajuda, e ela não cedia. Eu voltei para a minha canoa, quase a tombando, praguejando e me perguntando por que eu ainda não tinha deixado aquela maldita morrendo ali. Dentro da canoa, eu remei até mais próxima da garota, e estendi minha mão até ela. - Eu te ajudo a ir até a boia pelo menos, não consegue se apoiar direito na canoa! Por favor! – Minha voz tinha saído mais doce e gentil do que eu pretendia, apesar de toda a barulheira do mar, não sabia mesmo de onde ela tinha saído. Ela me olhou hesitando e ofegando. Até que respirou fundo e pegou a minha mão. Usando-me como apoio, Martha nadou até a boia de sinalização e subiu nela. Eu puxei a canoa da garota para mais perto da boia, enquanto ela ainda recuperava o fôlego. Martha estava se preparando para entrar de volta na canoa, quando me olhou com os olhos cansados, cobertos pelos cabelos molhados. – Volta logo para o píer antes que eu te desmaie com esse remo, Martínez. – A voz dela foi baixa  e rouca, mas alta o suficiente para que eu escutasse e sentisse meu estômago gelar.

Voltei a remar com força, voltando a sentir meus braços doerem por causa da força que eu empunhava. Se no caminho de ida eu me sentia forte, na volta eu sentia como se meus braços fossem feitos de gelatina, mas eu ainda estava ofegando de leve. Mexia os dois remos e vez ou outra, olhava para trás para conferir se Martha estava bem. A filha de Ares estava a um pouco mais de uma canoa atrás de mim, e ela remava muito mais devagar do que fizera na ida. Os gritos de incentivo dos seus irmãos foram ficando mais altos, mas quando eu parei para reparar melhor, havia pelo menos uns dez campistas ali, fazendo apostas com dracmas sobre quem chegaria primeiro. Martha ia ficando cada vez mais para trás, enquanto eu ia me acostumando ao ritmo das remadas de novo.

Quando alcancei a linha de chegada, icei-me para fora da canoa e subi no píer, ficando uns bons segundos com os joelhos apoiados no chão e dando descanso aos meus músculos. Só me levantei quando Joe me puxou pela gola da camiseta de tecido especial anti atrito, me colocando a altura de seus olhos verdes e de seu hálito quente. – Você trapaceou, Martínez! Jogou a minha irmã pra fora da canoa! – Me soltei de suas mãos e comecei a gritar, dizendo que ela tinha me jogado primeiro! Tudo tinha acontecido diante de todos, claro que ele tinha visto! Martha chegou enquanto eu ainda gritava com o irmão, e mandou o garoto calar a boca com um rosnado. A garota mal conseguia falar, e apesar de ter saído da água há poucos minutos, seu rosto já estava suado. – Vamos embora, ela ganhou e ponto final. – Martha pegou os dois irmãos pelo braço e saiu do píer, sob vaias e aplausos dos apostadores.

George, o filho de Afrodite, tinha as mãos cheias de dracmas, e veio me agradecer com um punhado deles; tinha se dado bem na aposta, e pelo visto, o único que tinha apostado em mim. Rita estava mal humorada, e logo chamou o garoto para remarem um pouco. - Isso, vão vocês. Preciso de um descanso. – Na medida em que o fluxo de adrenalina ia diminuindo e o meu corpo ia esfriando, fui sendo atingida por uma onda de cansaço que me obrigou a sair da praia e dormir debaixo da primeira sombra de árvore que eu encontrasse.

Obs.:
Não sei se isso é necessário, mas esses foram os poderes que eu acabei usando:

Acolhedor [Nível 2]
Sendo generosa, afetuosa e carinhosa, Hebe conquistava os outros deuses. Essa habilidade é utilizada por seus filhos para conquistar as pessoas, podendo obter informações e etc.
Juventude [Nível 5]
Os filhos da deusa da juventude possuem uma energia impressionante, portanto raramente ficam esgotados em suas batalhas. Além do mais, o gasto de energia para realizar atividades ativas é menor.

Cansaço {Intermediário} [Nível 5]
Ao utilizar essa magia no inimigo, ele ficará muito mais lento e começará a ficar confuso, desnorteado.

Atributos [Nível 7]
Escolherá um atributo físico. Durante três rodadas esse atributo será aumentado. Se você escolher velocidade, por exemplo, ficará super veloz por três rodadas. Só pode ser usado uma vez por missão.



65 X P

Gramática (0-25 xp): 25 .-. Coesão (0-25 xp): 15 .-. Desenvolvimento do Treino (0-50 xp): 25

Deusa Íris


Obs:
Até gostei de seu post pela forma como descreveu o mesmo em acontecimentos ou uma real história, porem senti falta de descrições do mesmo destacando o desenvolvimento de um treino, seu esforço e como a lagoa/mar agia sobre você e suas remadas. Ficou parecendo mais um post com história do que um treino.
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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Qua 8 Jan 2014 - 15:43



Canoagem
canoagem é, sem dúvida, coisa para filhos de Poseidon

- Não acho que seja uma boa ideia. – Opnei enquanto Arabella, filha de Poseidon, me arrastava consigo em direção ao lago de canoagem. Além de retardados, os filhos de Poseidon também eram teimosos e hiperativos. Sem dar atenção às minhas reclamações, Bella continou arrastando-me consigo, e pouco lhe importava o que fossem pensar os campistas que assistiam tal cena – As náiades sequer gostam de mim. – Tentei novamente e outras mais, embora não tenha obtido sucesso em nenhuma das tentativas. A derrota chegou quando o píer surgiu, singelo e calmo, com a proa de três canoas voltadas em direção a margem. Tal como se falasse com um cachorro, a filha de Poseidon ordenou que eu continuasse onde estava e começou a se afastar na direção das canoas. Suspirei pesadamente, batendo a palma das mãos contra o jeans da calça que trajava – Por que as garotas são tão teimosas? – Lamentei, talvez alto demais, enquanto a morena liberava uma das canoas. Encontrar Arabella aquela amanhã havia sido, sem dúvida, uma péssima ideia. E o pior é que eu não consegui dissuadí-la de seu desejo de apresentar-me a canoagem. “É fácil”, ela dizia, “basta confiar em mim e ficaremos bem”. Certo, até parece. Cerrei os dentes, ainda irritado, e segui até a margem do lago quando a garota chamou por meu nome. A canoa era comprida, embora estreita, e possuía dois remos, cada qual em uma extremidade. Olhei o transporte e depois ergui os olhos em direção a filha de Poseidon – E você está esperando que eu entre aí? – Indaguei, os braços cruzados enquanto aguardava a resposta. Bella poderia ter dito algo, mas contentou-se em ir até onde eu estava e empurrar-me para dentro da canoa antes que eu conseguisse desvendar suas intenções – Ei! – Reclamei, caído dentro da canoa, quando a filha de Poseidon pulou para dentro do transporte e nós começamos a nos distanciar da margem.

Prole de quem era, Bella não teve dificuldades em guiar a canoa. Ela ainda tentou me incitar a usar dos remos, mas acabei desistindo após fazer com que fossemos contra a rocha pedregosa a nossa direita. Não era seguro. As águas simplesmente correspondiam aos comandos da filha do deus dos mares, logo a canoa deslizava tão fluidamente que comecei a pensar que tinha feito papel de bobo ao evitar uma atividade calma como aquela. Pena que a calmaria durou pouco. Estávamos em meio ao imenso lago quando a primeira onda se aproximou, alta e escalonada de tal modo que fiquei olhando para o alto por mais tempo do que o necessário – E agora? – Perguntei antes de fazer qualquer outra coisa. Embora filha de Poseidon, Bella ainda era uma novata e não controlava seus tons com perfeita maetria, portanto não tentou me enganar e logo disse que também estava perdida com relação a como proceder. Engoli em seco – Você tenta parar a onda e eu guiou essa banheira. – Decidi ao ficar de pé, quase caindo para a água, e sentar no banco de onde podia alcançar os remos. Fiquei tão atrapalhado quanto antes, demorando a perceber que precisava nos levar para trás invés de para frente. Só depois de minutos, preciosos e perdidos, foi que comecei a remar para trás, impulsionando a canoa naquela direção. Enquanto isso Arabella estava ocupada em segurar a onda, embora não estivesse fazendo um trabalho assim tão bom. A grande sombra se aproximava cada vez mais – Não vai dar! – Exclamei, aturdido, e a garota confirmou com um aceno conformado. Então me lembrei dos surfistas, àqueles os quais podia ver nos passeios do orfanato, e recordei da forma como entravam nas ondas como se fosse um tubo – Mudança de planos. Nós dois guiamos isso aqui. – Bella obedeceu e foi pegar o outro remo – Vamos ficar na horizontal e então iremos para lá. – Apontei o outro extremo do lago e logo retomei ao serviço, mesmo que meus braços estivessem pesados após o esforço.

A onda caiu sobre nós no momento em que começávamos a ir na direção do oeste, remando tão rápido quanto podíamos. Fiquei encharcado da cabeça aos pés, tendo que segurar firmemente na canoa para que não findasse indo de encontro a água profunda. Por sorte, muita sorte mesmo, não viramos. Arabella saiu-se melhor, intocada pela água graças a seus dons. Lhe lancei um olhar chateado e larguei os remos, mas só o fiz para tirar o excesso de água sobre minhas pálpebras e rosto – Sem mais banhos por hoje, obrigado. – Retruquei enquanto passava os dedos pelo cabelo desgrenhado. Bella se esticou e tirou uma alga de meus cabelos, sorrindo com desdém enquanto retomava a seu posto de capitã da embarcação.  

Mal me recuperava do primeiro perigo e o segundo surgiu. Estava se formando um redemoinho a nossa esquerda, e este era forte o bastante para estar impelindo nossa canoa naquela direção. Oh deuses – E agora? – Indaguei a Arabella que mordia os lábios nervosamente. Dessa vez a filha de Poseidon teve a ideia, ficando de pé e fechando os olhos no mais remoto silêncio. Respeitei aquele silêncio. Aos poucos a nossa canoa começou a lutar contra a correnteza provacada pelo redemoinho, levando-nos para a rota original em direção a margem oeste do lago. Dei-me o luxo de respirar. Bella ainda fazia silêncio, e eu a fitava com curiosidade, ou pelo menos foi o que fiz até notar uma movimentação estranha na água. O que seria? Apertei os olhos e pressionei o anel que usava sempre, tendo sido um presente dado por meu pai: Stygium. A espada surgiu imediatamente, toda ferro estígio e empunhadura cravejada. Curioso, fiquei de pé e espiei o local onde a água borbulhava inconstante – Mas o que... Abaixa! – Foi tudo rápido demais. Um peixe enorme e feioso saltou da água, justamente em direção a Bella, e tive de empurrá-la para o chão no momento em que desferia um golpe no ar contra a piranha geneticamente modificada. Outros peixes semelhantes se juntaram ao companheiro morto e logo rodeavam a embarcação, não só saltando, mas também tentando roer os remos. Recuperada do justo, a filha de Poseidon sacou seu armamento e juntos começamos a afastar a praga das piranhas. A canoa seguia sem rumo.

Cortei três piranhas seguidas, outra passou raspando por meu braço esquerdo e a quinta agarrou-se a um dos remos; o meu remo. Chutei a piranha mais próxima, lançando-a de volta ao lago, e depois desferi um golpe no ar contra outros maldidos peixes que pulavam como se estivessem oferecendo alguma recompensa por quem saltasse mais. Arabella vinha se saindo tão bem quanto eu, embora possuíasse mais arranhões e o uso dos poderes a tivesse deixado cansada. E ainda dizem que canoagem é relaxante. Acertei outra piranha mágica e finamente pude respirar. A canoa seguia aleatoriamente pelo lago, sendo arrastada em direção a dois redemoinhos e uma onda de porte médio que se aproximava rapidamente – Sério? – Alteei o tom de voz, exasperado, ao trocar olhares com a filha de Poseidon. Era impossível lidar com redemoinhos, ondas e piranhas assassinas. O píer ficava do lado oposto ao que seguíamos e era lá que eu queria chegar, o quão mais rápido melhor. Peguei o remo e voltei a remar, tão eloquente no que fazia que sequer percebi que a parte mais larga (a ponta) do remo havia sido comida. Será que poderia ficar pior? Arabella caiu desmaiada dentro da canoa. Quase entrei em pânico, mas não o fiz, se conseguisse ao menos manter a canoa onde estava... A onda poderia nos arrastar para o píer. Soltei meus remos danificados e peguei os de Bella, remando contra a correnteza que levava aos redemoinhos. A situação se resumia a algo como: pare de remar e vai virar comida para peixe. E falando em piranhas... Ela ainda rondavam a canoa, mas eu as afastava com o remo vez ou outra, as vezes precisando usar da espada. Duas conseguiram abrir cortes em mim, sendo um no ombro e outro na perna. Finalmente a onda chegou. Fechei os olhos, temeroso, ao ficar sobre a sombra da água. O impacto foi único e fiz o máximo para manter Bella e eu na embarcação, trazendo o corpo da morena para perto enquanto isso. A canoa foi arrastada pela onda, tal como eu tinha previsto, e por pouco deixamos de bater no píer ao empacar na margem. A embarcação virou aí. Ofeguei, cuspindo água, e saí de debaixo da canoa – Ótima ideia, Bella. – Retruquei enquanto arrastava o corpo da filha de Poseidon que começava a retomar a consciência. Próxima parada? Qualquer lugar longe daquele maldito lago e com roupas secas.


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Obs:
O uso de uma filha de poseidon junto de ti no começo atrapalhou um pouco, pois parecia que ela estava fazendo tudo e você estava perdido, porem quando ela acabou esgotado você melhorou a situação e desenvolveu melhor o treino para o seu lado. Mais para o fim também acabei encontrando alguns erros de PT.
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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Seg 13 Jan 2014 - 19:25

Treino de Canoagem
- Tem certeza de que quer fazer isso, Pikachu? – Perguntei a Logan que estava ao meu lado olhando para o lago de canoagem. – Você sabe que eu vou ganhar e se você cair no lago é bem capaz de entrar em curto circuito – Brinquei enquanto segurava a risada, Logan me olhou feio e disse que queria mesmo treinar canoagem. – Como quiser – Falei dando de ombros e me dirigi até o píer e empurrei uma das canoas para o lago sob o olhar feio de um monte de  naiádes raivosas, pelo jeito elas não gostavam de ter canoas em seus domínios. Peguei os remos e joguei dentro da canoa. – Você vai ficar parado aí, Pikachu? Vai acabar criando raízes – Falei rindo e coloquei a canoa na água, treinos de canoagem eram fáceis para filhos de Poseidon, eu gostava muito de fazê-los, mas optava por me concentrar mais nos treinos que me ajudariam em batalhas (apesar de eu não gostar muito de brigas, tinha que aprender a me defender). – Para de 'moscar aí e vem logo, Pikachu! – Gritei enquanto entrava dentro da canoa com cuidado para não cair, Logan repetiu o mesmo processo que eu e logo estávamos lado a lado no lago. – Nível 5 – Avisei a Logan e fiz sinal para o instrutor de canoagem, acho que ele entendeu porque acenou de volta. – Vamos até o meio do lago e depois voltamos a beira – Falei para Logan que assentiu, me deu uma vontade louca de derrubar ele daquela canoa, mas seria muita maldade.

Comecei a remar calmamente e ás vezes dava até gargalhadas de Logan que estava todo atrapalhado, não queria nem imaginar se ele caísse dali. Coloquei minha mão na água e senti vontade de me jogar naquele lago, estava um dia muito quente e a água estava geladinha; Continuei remando e remando, estava deixando Logan um pouco para trás, até que o “inferno” começou, ondulações fortes começaram a surgir, minha canoa começou a querer virar, mas claro que isso não era um problema para mim, eu até estava com uma vontade louca de cair no lago, segurei nos lados da canoa para não cair e tentei me manter no meio dela para equilibrar o peso. – Cuidado pra não cair na água, Pikachu – Falei rindo para o Logan, a vontade de jogar o garoto no lago estava aumentando. A Canoa começou a rodopiar e eu comecei a ficar meio tonta, senti um enjoo básico e me segurei novamente nos lados da canoa. – Eita – Resmunguei enquanto tentava continuar remando, precisava chegar ao meio do lago antes que o Logan, depois das ondulações vieram as ondas, sorte minha que as ondas não eram grandes, guiei a canoa por cima das ondas que nem uma prancha de surf, nem sabia como tinha conseguido fazer aquilo, mas tinha.

Virei meu rosto para trás para observar Logan e vi que ele estava com problemas, mas como era uma pessoa muito boa e gostava bastante de ajudar as pessoas, eu iria deixar ele se virar sozinho (Isso mesmo que você leu). – Ta ficando para trás, Logan – Falei soltando boas gargalhadas, não precisava ser adivinha para saber que Logan deveria estar me xingando naquele momento. Nesse mesmo momento alguns redemoinhos começaram a aparecer, usei as forças de meus braços (que não era muita) e remei para a esquerda quando redemoinhos começaram a surgir na minha direita. – Oh shit – Resmunguei enquanto mudava o rumo da canoa, dessa vez para a direita, já que redemoinhos decidiram aparecer na minha esquerda, os redemoinhos pararam e a água voltou a ficar calma, olhei para trás pra ver se Logan estava bem, mas não... Uma onda o atingiu e sua canoa virou, comecei a soltar gargalhadas (mas não durou muito tempo), perdi minha atenção no que estava fazendo quando comecei a rir de Logan e minha canoa começou a rodopiar com os redemoinhos, não consegui me segurar nas laterais da canoa e acabei indo parar no lago. Dei um mergulho rápido e emergi, procurando minha canoa, ela não estava muito longe de mim. – Se deu mal, Ari – Ouvi Logan falar e olhei para ele, ele estava de volta em sua canoa com as roupas completamente molhadas. – Ah, cala a boca! – Falei enquanto puxava minha canoa para mais perto, virava ela (com um pouco de dificuldade e voltava a entrar dentro dela; Peguei meus remos que estavam boiando bem ao lado da canoa e voltei a remar.

- Vamos ver quem ganhar essa ‘bagaça – Falei e remei o mais rápido que pude até chegar no meio do lago, desviei de redemoinhos e fiz uma curva com a minha canoa, Logan esperou que eu chegasse perto dele. – Só porque sou boazinha... Vamos ver quem chega primeiro na beira do lago – Falei com um pequeno sorriso nos lábios e voltei a remar, tornei a parar de remar quando a canoa começou a rodopiar e me segurei nas beiradas, me mantendo no meio da canoa. A Canoa parou de rodopiar e eu voltei a remar com todas as forças de meu ser, meus braços estavam começando a doer já, as naiádes pareciam se divertir as minhas custas toda vez que aparecia um redemoinho e eu desviava rapidamente, quase fazendo a canoa virar, não demorou muito para que eu chegasse ao píer, coloquei minha canoa de volta no lugar e voltei a olhar para o lago, Logan estava chegando ao píer também e não tinha uma cara nada boa. - Então... Vou indo – Falei quando Logan chegou ao píer e saí correndo para o meu chalé.



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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Ter 14 Jan 2014 - 22:50

Canoas... Aa sim água !, não é meu forte !
Vamos tentar; nível Dez

Acordando lentamente pisquei sonolento meu relógio sobre a escrivaninha de madeira rustica cantarolava - já vou... já vou...- Exclamei sonolento; virei meu corpo em certa velocidade batendo meu rosto com o assoalho do chão acordei após levar o maior tombo da cama, minha mão de leve encostou no relógio que sobrevoou o ar caindo ao chão, meus lençóis estava enganchados a meus pés e tronco, após me levantar com dificuldade cosei a cabeça com dor - Que merda... - aos poucos coloquei as coisas no eixo lentamente, me troquei rápido depois de ajeitar todo o quarto, meus meio irmãos pouco bagunçavam o que também conta ; as minhas meias irmãs que também arrumam tudo, que me deixa com menos trabalho e mais livre de obrigações. Carregando um livro básico de mitologia fui até o Pavilhão estava com uma fome insaciável, passando pelo estábulo do acampamento avistei Light, peguei um pedaço de carne fresca de veado, que certamente estava embrulhada com folha alumínio, atirei contra o chão perto de Light - E aí tudo bem grandão !? - O Grifo bateu suas asas de pássaro sendo grande, em uma bicada comeu totalmente a carne junto com o embrulho do alumínio assim como bebericou sua água que sempre deixo sobre uma panela de metal que fica perto dos fenos onde ele dorme, suas bicadas no chão suava como um "Valeu amigão !" onde ele deitou-se e descansou por horas.

Bruno, treinar na água não é seu forte pequeno gafanhoto ! - Chaz me indagou sorrindo -Relaxa Chaz, eu consigo o.k ?, e sua irmã tá bem ? - minha voz era interrogativa ao menino após um exclamar tão baixo quase inaudível aos outros campistas, pelo simples fatos das vozes dos demais dificulta também ouvir a conversa entre os meninos; sorri largamente -Pequeno gafanhoto, ela tá bem... mas um dia creio que ela vai te ouvir, relaxe.- Chaz indagou-me, seu tom de voz era persuadível e calmo. Olhei para ele sério e calmo assim mordisquei minha  panqueca levantando da mesa em meio aquele povo, Chaz com uma piscadela se aproximou da Christina, eu entendendo muito bem andei até os campos atravessando os campos dos chalés, me deparei com algumas canoas e um lago grande, perfeitamente calmo e um ótimo lugar para descansar, claramente.

Com um auxilio maior de um dos instrutores levei uma canoa adentre a água -Sabe , acho que aqui seria um ótimo lugar para descansar.. é bem calmo..- indaguei ao rapaz olhando ambos lados - Sim é mesmo, E aí como vai ser ?, digo, que nível de canoagem vai querer ?- Eros me indagou com s sobrancelhas arqueadas. - Dez vou querer o nível Dez. - indaguei com calma  ao garoto, saltando dentre a Canoa, ele me disse que teria de remar até o centro do lago, completando uma volta levemente a direita tinha que chegar a outra margem, e depois voltar, pelos cantos rasos, pegando os remos assentei-me a beira da canoa e remei era um lago muito calmo no inicio, porém começou uma maré muito forte, o que fez a canoa ficar girando de um lado a outro, e apliquei mais força em cada braço e cada remo, mantendo a canoa a uma direção quando me dei conta estava no meio do trajeto, escutando alguns cânticos pude notar náiades furiosas pela invasão territorial vim contra o barco, sem me preocupar tentei remar mais rápido.

                                                                                                                 [...]                                 [...]

Levantei-me meio o lago dentro a canoa, peguei de meu bolso uma caneta, onde a apertando com mais força e tapeando sua tampa  se formou um arco sobre minha mão -O que tá pegando gente ? - Minha voz curiosa e alternativa suou interrogando as náiades -Jovem luz, num pequeno mar.. se não sair irá apagar.. - As náiades como em um coro cantarolavam juntas para mim, deixando o arco de Bronze celestial, refinado a ferro estígio  riste as náiades  fiquei sem alternativas - Me deixem passar vai ? - Interroguei novamente as criaturas, uma das feras que faz as parábolas através de cânticos emanou-se um salto contra o barco com uma intenção de me acertar com suas mãos, me agachando  a fera sobrevoou o barco e acima de mim, deixei o arco riste novamente agora na Agua e furioso disparei uma flecha diferenciada contra uma das náiades com a intenção de colocar nela uma praga, consequentemente queria do fundo do coração que ela não respirasse mais debaixo da água e morresse sufocada, o que fez as outras recuarem estrondando a água com gritos e palavras embaraçosas sobre minha pessoa, consegui fazer a curva, com a canoa toda turva cheguei a outra margem e pule ide alegria, que fora pouca quando olhei para o lado, não sei como e nem por que mais um Hipocampo veio contra a canoa, batendo sobre ela a canoa foi direcionada para frente indo para a terra firme voei para fora da canoa rolando sobre os gramíneos , me coloquei de pé fitando a criatura -Que merda foi essa ? - Me alto interroguei coçando a cabeça.
Sorrindo empurrei o barco contra a água novamente, deixei o arco riste ao Hipocampo e atirei mais uma flecha de luz contra o mesmo, a flecha emanando ódio fez a criatura cair sobre a água dormindo com tremenda Febre, sendo mais uma de minhas belíssimas flechas pragmáticas, voltei a água do lago, circulando a parte rasa cheguei  então até  a margem de inicio o instrutor veio a minha direção - Tome mais cuidado com as náiades na próxima !- Me indagou furioso Eros, pegando a canoa - Tudo bem... mais era elas ou eu ..- continuei  ainda olhando para Eros agitado. " Idiota !" - pensei comigo -  arrumando minha blusa deixei o instrutor indo até um dos pés de macieira relaxar.

Poderes usados:

Nível 5:
☼ Flechas Pragmáticas – O Filho de Apolo é capaz de lançar com aura flechas que causarão Doenças e Pragas em outros Inimigos. [Doenças e Pragas a serem escolhidas]

Nível 2:
☼ Flechas de Luz - Você pode criar flechas de luz muito poderosas. Flechas de luz maciças e muito afinadas, que podem ao tocar o inimigo atravessar sua carne dependendo do nível.

Nível 10:
☼ Pericia com Arcos intermediário - Agora com uma chance muito maior de acertar o alvo, meus filhos tem uma mira ainda melhor, com agora 50% de chances de acertar.


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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Qui 16 Jan 2014 - 15:27

Continue a remar...

Tudo bem, isso não poderia ser mais difícil que os passeios de caiaque que eu fazia aos fins de semana quando criança, não é? – pensava, já acomodada dentro de uma das menores canoas do acampamento, com os remos em mãos. Quase começava a achar que não deveria ter lançado o olhar maligno nível 3 – ódio mediano – ao filho de Poseidon que me oferecera ajuda. Mas, bem, agora era tarde, pensei, enquanto soltava os remos para impulsionar a canoa com o pé, fazendo-a se soltar da margem. Com o equilíbrio precário, até consegui fazer o pequeno barco deslizar sobre a água, mas não sem cair desajeitadamente em seu interior após a façanha, fazendo a canoa oscilar perigosamente. Respirando fundo, tento recobrar minha dignidade, sentando da maneira correta a voltando a segurar os remos. Será que foi uma má ideia realizar um primeiro treino no nível dois? Não, eu daria conta, afirmei para mim mesma, adquirindo uma expressão resoluta. Para fazer o caiaque se mover em linha reta era necessário remar uma vez de cada lado, alternadamente, com o remo único. Talvez a mesma estratégia funcionasse na canoa – pensei comigo, enquanto movia primeiramente o remo direito, forçando-o a empurrar a água para trás e o barco para frente.

Agora o esquerdo. Direito. Esquerdo. Direito... É, não estava dando certo. A cada remada a canoa se movia um milímetro para frente e cinco centímetros para o lado oposto ao remo. Repentinamente, lembrei-me das imagens de remadores em competições, cinco homens num barco, remando de maneira sincronizada. Os dois remos ao mesmo tempo. Como pude demorar tanto para me lembrar disso? Francamente, eu ainda me declarava filha de Atena? A proximidade com o reino de Poseidon devia fazer isso com as pessoas, conclui, enquanto segurava ambos os remos ao mesmo tempo. O plano era seguir em linha reta até metade do lago, onde havia uma pedra visível, contorna-la e voltar à margem de onde havia vindo. – Vamos lá. – murmurei comigo mesmo, enquanto dava três remadas apenas com o remo direito, para ajeitar a posição da canoa, que havia virado levemente por conta da correnteza leve do lago. Em seguida, finalmente fazendo as coisas do jeito certo, remei, num ritmo constante, fazendo o barco se mover, ainda que lentamente. Movimentar os braços para frente, abaixá-los, fazendo os remos saírem da água, voltar com os braços para trás, subi-los, recolocando as pás de madeira na água, tornar a levar os braços para frente, levando os remos a empurrar a água para trás.

Repito isso mais uma vez. Duas. Três. Cinco. Dez. Vinte. Os ombros já começavam a protestar contra a força necessária para continuar repetindo o movimento, e eu sequer havia chegado na pedra, ainda. Remar contra a correnteza e suas leves ondulações certamente não estava ajudando, mas o que eu poderia fazer? Havia escolhido o nível dois, e decididamente não ia voltar atrás. Tirar as pás da água. Trazê-las para frente. Abaixá-las novamente. Empurrá-las para trás. As primeiras gotas de suor começavam a brotar em meu rosto, mas eu me recusava a diminuir o ritmo. Uma remada. Duas. Três... Finalmente a pedra se aproximava. Era hora de começar a virar a canoa. Segurei o remo esquerdo com ambas as mãos, consciente de que, ao redor da rocha, a correnteza seria mais forte, me obrigando a forçar ainda mais os músculos já doloridos dos ombros. Remei, cada braçada um pouco menos vigorosa que a anterior, até percorrer um semicírculo imaginário quase perfeito. Metade da volta fora feita. Porém, a correnteza aproximava o barco perigosamente da pedra escura, que exalava calor, fazendo as gotas de suor escorrerem por minhas bochechas coradas.

Não conseguindo lutar contra o lago, arranquei o remo esquerdo de seu suporte, ficando de pé na canoa, numa manobra arriscada, e apoiando a pá de madeira na pedra, com empurrando-a para distanciá-la do barco, com a mão esquerda. Já com a direita, continuava remando, tentando terminar de rodear a pedra, que nunca antes me parecera tão grande. Com uma olhadela para a margem, percebi que o filho de Poseidon cuja ajuda recusei agora olhava para mim com cara de riso. Aumentando o olhar de ódio para um nível 5 – quase um olhar fulminante extremo – trinquei os dentes e enxuguei o suor do rosto com o braço, finalmente tendo terminado de contornar a rocha. Voltando a sentar na canoa, recomecei as remadas sincronizadas, agora com mais facilidade, devido ao fato de remar à favor da corrente e não contra ela. Uma remada. Duas. Três... A dor nos ombros era tanta que quase se auto anestesiava, permitindo-me esquecê-la, por hora. Cinco. Dez. Vinte. Diferente da ida, a volta parecia rápida e fácil. Em poucos minutos já me colocava novamente de pé no barco, desta vez para saltar em terra firme e amarrá-lo na margem do lago, dispensando um último olhar fulminante ao filho de Poseidon, que há muito já escondera o riso, antes de seguir para o chalé das caçadoras.


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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Clarie Brückner Learmonth em Sex 17 Jan 2014 - 15:18


Time to train canoeing


Mas por que cargas d’água tenho que treinar canoagem? “Por Zeus, sou filha de Atena e não de Poseidon.” Revirei os olhos  após o comunicado de Quíron em que iríamos nos dividir nesse dia de treino, não éramos muitos filhos de Atena então por serem vários treinos uma média de duplas que iriam para cada treino, e eu? Ah, eu iria sozinha para o de canoagem. – Baise! – Exclamei em um som audível para o centauro. – Não se esqueça que eu conheço todas as línguas dessa terra francesa. – Ele voltou-se para mim e sorri envergonhada. Droga, nem xingar em francês posso mais? – Vá buscar Arianne, ela te ajudará no treino. – Era só o que me faltava uma filha de Poseidon para rir de mim no ambiente de seu pai. E conhecendo Aria bem, sem dúvida ela iria rir mesmo. Dei de ombros e corri até o chalé das feiticeiras de Hécate. – Aria... – Comecei a bater na porta devagar. – Aria... – Chamava e nada. – ARIANNE! – Gritei e de repente surgiu àquela figura loira e baixinha com o cabelo em pé. – Ops, então, treino de canoagem eu e você agora. – Dei meia volta ricocheteando meus cabelos no ar e caminhei rumo ao lago.

Pouco tempo depois Arianne chegava. – Se você me acordar mais uma vez daquele jeito eu te afogo em um copo d’água Clarie. – A loira bufava o que me fez rir imaginando a situação, e sim era bem capaz disso acontecer. Quando dei por mim já estávamos de frente ao píer, na minha humilde opinião não havia lógica em aprender a andar de canoa, aquilo não ajudaria em nada em uma batalha ou algo do tipo. Relaxei as costas e me virei para Arianne. – Oui, prometo não te gritar mais, mas a culpa é do Quíron. – Empurrei uma das canoas para dentro do lago, jogando os remos dentro. – Venez sur. – Exclamei, mas a menina franziu o cenho sem entender nada. – Isso significa “vamos”. – Revirei os olhos – Preciso te dar umas aulinhas de francês mon amie... – Quando eu ia abrir a boca para explicar o que significava ela revirou os olhos e jogou sua canoa para dentro do lago, sentando com rapidez nela. Entrei com cuidado na canoa, cair logo na entrada seria muito ruim. Agora estávamos lado a lado, coloquei os remos na água prendendo-os nas argolas da canoa, segurei com firmeza e assenti para minha amiga. – Nível 5. – Gritou Arianne para um instrutor que eu nem me liguei que estava ali, arregalei os olhos, como assim nível cinco?

Remávamos até então com certa facilidade, quando estávamos próximas de chegar ao meio do lago comecei a achar que esse tal de nível cinco era fácil demais. De repente a canoa começou a tremular e meus olhos arregalaram-se, Arianne se limitou a sorrir, já estava acostumada com o mar e aquelas pequenas ondulações não seria nada perto da correnteza que no mar havia. Antes mesmo de tentar me expressar de apenas um tremular das águas se transformou em ondulações fortes que começaram a surgir do nada, minha canoa se remexia como que quisesse virar, Arianne gritou algo que tampouco consegui escutar. Apenas a segui para dentro daquele aguaceiro em direção ao meio do lago. Remei contra a correnteza e por um segundo pensei que iria cair, mas Aria posicionou sua canoa ao lado da minha pressionando-a para equilibrá-la, as ondulações se transformaram em ondas não muito grandes, mas o suficiente para me assustar. Joguei a canoa para cima das ondas como se fosse um Jet Ski, a posição da canoa foi crucial para que não quebrasse, nem sabia como tinha conseguido aquilo, talvez fosse uma estratégia involuntária.

Olhei em direção a Arianne e ela estava tranquilamente guiando sua canoa para fora das ondas, admito que estava ficando mais calma, as ondas fortes começaram a se apaziguar quando chegamos no centro do lago, soltei as mãos do remo, esticando os braços ao lado do corpo. – Estou exausta. – Exclamei alto para a menina. – Mas ainda temos que voltar, ainda não acabou. – Arianne deu de ombros como se fosse tão óbvio que mais coisas estariam por vir, soltei o ar dos pulmões como uma criança birrenta. Apenas dois minutos de descanso para os braços e lá estávamos nós voltando a remar com rapidez para voltar ao píer. Ao passo que remávamos em direção ao nosso alvo, novas ondas e redemoinhos se formavam a nossa volta, se aparecia alguma onda na esquerda eu jogava minha canoa em sua direção para quebrá-la e então prosseguir. Arianne basicamente fazia o mesmo. Em uma investida para fugir de um redemoinho que se formava a minha direita joguei a canoa para o lado oposto, ao mesmo instante que a minha parceira de treino fazia o mesmo, nossas canoas se chocaram e lá estava eu desequilibrando prestes a cair na água, minha mente enviou um comando telepático para Arianne “Me ajuda”, foi à única coisa que consegui no momento. Arianne manipulou a água de onde eu estava prestes a cair, surgindo uma espécie de mão para me segurar e colocar de volta na canoa.  Sorri para ela em agradecimento e segurei firme nos remos e então voltamos a remar ao encontro do píer. Nossas canoas se chocavam vez ou outro por conta dos redemoinhos, mas nada comparado ao que aconteceu a instantes atrás. Arianne tomou minha frente na corrida para o píer, chegando com dificuldade, porém com rapidez ao local. Minha canoa de repente começou a rodopiar e já começava a sentir náuseas, a loira gritava alguma coisa como “rema, rema”, semicerrei os olhos tentava entender. Comecei a remar com mais força, meus braços protestavam doendo com a força que era posta neles. Por fim consegui sair do redemoinho e chegar ao píer, desci da canoa com um pulo. – Eu. Nunca. Mais. Treino. Canoagem. – Falei pausadamente para Arianne que apenas riu me abraçando e então caminhamos em direção aos chalés.

Poderes Utilizados:
♦ Nível 05 ♦
Telepatia Iniciante ▬ Neste estágio inicial, os filhos de Atena conseguem manter uma leve comunicação – emissão de poucas palavras ou algum sentimento latente - para pessoas que estejam perto de si mesmos por um curto período de tempo;

Arianne
♦ Nível 05 ♦
Hidrocinese ▬  Essa habilidade permite com que o filho de Poseidon apenas controle água, podendo fazer pequenas manipulações. Essa habilidade também envolve fazer uma bolha de ar enquanto se está debaixo d'água, permitindo a respiração por algumas rodadas.


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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Noralys Carter em Qui 28 Ago 2014 - 19:42

  C A N O A G E M   N Í V E L  O 1

Água, eu gosto de água, que isso fique bem claro. Nadar é que não gosto, eu me canso quando nado e quando me canso, fico lerda e quando fico lerda fico como eu sou normalmente, e não é nada fácil ser eu. Já dentro da canoa que podia facilmente caber mais três pessoas comigo, peguei no remo. Não pode ser tão difícil, pensei dando uma remada e droga! É difícil para caral..., por Zeus, isso dói. Aproveitando as águas tranquilas, e o vento calmo, remei mais algumas vezes, sei que vou me sentir dolorida mas tudo é questão de prática, eu ainda vou rir disso tudo e por favor, que isso seja útil na minha vida algum dia. Era bem legal ver o remo subir e descer, e sentir a canoa impulsionando-se para longe do píer.
Um esguicho de água me atingiu bem no rosto, me deixando sem ar e eu larguei o remo, por pouco ele não caiu na água, me estiquei toda e consegui o pegar antes de ir parar nas profundezas do lago, nem Poseidon teria dó de mim. Não tinha nenhum campista perto de mim no momento, como alguém espirrou água em mim?
Ouvi um riso estridente, eu não merecia isso né? Uma ninfa aquática, náiade, demônio d'água seja o que fosse, estava rindo do meu baita esforço de adquirir músculos resistentes? Ignorei-a e continuei a remar, respirar fundo, remar e xingar Poseidon por ter criado essas pestes marinhas.
Decidi que não gosto tanto mais de água, desde que água seja a única coisa presente no lago. Dei a volta, colocando ainda mais força no remo, eu já estava com câimbras. Chegando ao píer, prendi a canoa onde estava exposto um tipo de nó para fixá-la e dei as costas ao lago, em direção ao Chalé de Hermes. Meu corpo exausto não aguentaria mais nenhum treino por hoje, não é nada fácil ser uma não reclamada molenga.
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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Quione em Ter 6 Jan 2015 - 2:08

Treinos corrigidos e perfis atualizados. Qualquer dúvida deverá ser enviada por MP.
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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Qua 7 Jan 2015 - 13:51


there's no religion that could save me

O dia amanhecera nublado e tudo o que eu mais queria era permanecer na cama, curtindo ao meu modo. Mas quando os campistas de Hermes acordam, fica meio impossível. Melanie e Astrid pareciam nem se incomodar, tendo em vista que ainda dormiam, mas meu sono sempre fora leve demais. Depois de colocar uma roupa apropriada para treinos na água, saí do chalé sem armas, porque tudo o que eu não pretendia era entrar em uma luta logo pela manhã. Fui em direção ao lago, que ainda estava vazio devido ao horário. A chance de chuva aumentava cada vez mais, mas eu não me importava. Fazia algum tempo que eu planejava treinar canoagem, mas quando finalmente eu sentia que daria certo, Quíron me escalava para alguma coisa ou a preguiça não deixava. Cumprimentei um sátiro que passou correndo por ali, levando um belo vácuo, e segui para o píer. Todas as canoas pareciam iguais: o tamanho certo para suportar no máximo duas pessoas, mas a maioria possuía apenas um remo e um colete salva vidas. Escolhi a que parecia estar menos encalhada e vesti o colete, começando a empurrar a canoa para o lago em seguida. Minha força física nunca fora muito alta, então só consegui fazê-lo após alguns segundos. Quando estava quase subindo na canoa, lembrei que deveria ter tirado os tênias antes de molhá-los e me amaldiçoei por isso. Voltei até a margem rapidamente e quando estava realmente pronta para começar o treino, notei que a canoa já se encontrava mais afastada devido à correnteza. “Boa, Scarlett.”

Depois de nadar até o pequeno barco e fazer um esforço enorme para subir sem que ele virasse, respirei fundo. O lago não estava ‘raivoso’, como geralmente os campistas novatos o descreviam, muito pelo contrário: apenas algumas ondulações de certa força faziam com que a canoa balançasse. Segurei o remo com as duas mãos e comecei a fazer movimentos alternados com ele, tentando aplicar a força certa para que saísse do lugar e fosse aumentando a velocidade gradualmente. Certo, talvez canoagem não fosse para mim, porque treino mais tedioso não existia. Já havia deslizado alguns metros quando uma pedra apareceu exatamente no meio do caminho. Comecei a movimentar o remo somente do lado direito, tentando afastar a canoa mais para a  esquerda, evitando o impacto. Não tinha conhecimento de pedras no lago, então por alguns segundos meu coração disparou, mesmo que eu soubesse nadar: ter que pagar o bote com trabalhos extras na cozinha não seria nada legal. A correnteza continuava calma e a única coisa que passava pela minha cabeça era voltar logo para terra firme e correr até o refeitório para me entupir e café. “Huh, droga. Por que essas merdas surgem do nada?” Esquerda, esquerda, remo normal e eu saia da reta de outra pedra, dessa vez maior.

Quando decidi que estava tudo monótono demais, decidi voltar. Não sabia se existia algum lugar para desembarque e não queria dar uma de trouxa procurando. Virar a canoa foi uma tarefa quase impossível e só consegui quando me aproximei da margem, desci e sentei novamente, virada para o lado contrário. Poderia muito bem ter ido de ré, mas ficar olhando para trás durante todo o trajeto não seria muito confortável. A canoa parecia mais pesada e foi necessário mais esforço para remar. Em quinze minutos já me encontrava no píer. Um garoto fez o favor de empurrar a embarcação até a areia novamente e eu lhe dei um sorriso agradecido. Aquele fora o treino mais chato de toda minha vida. Depois de alguns minutos procurando o tênis, finalmente me coloquei a caminhar para o refeitório.


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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Qui 8 Jan 2015 - 18:32



But i got a blank space, baby.

Passei a tarde jogando conversa fora. Já tinha ido cedo nos estábulos e feito o que eu deveria. O sol está indiscutível que mais de 1h no banho. Havia saído do chalé e ido perambular pelo acampamento. Passei ela praia quase pisando na areia e continuei andando. Ao chegar no Píer perto do lago percebi que demais campistas estavam colocando barcos na água. Me aproximei melhor e subindo a plataforma de madeira. Uns comentavam qual nível iria tentar. Eu nunca havia praticado essa atividade proposta pelo acampamento. Pelo simples fato de não achar tão útil. Se uns monstros viessem atacar o acampamento nós simplesmente lutaríamos com eles. E não entraríamos em botes e partiríamos. Esse era um pensamento relevante que percorreu em minha mente. Talvez poderia ser o calor que não estava ajudando muito. Resolvi tentar. Eu iria sozinha. Pois não havia muitos e foram dois em cada um. Provavelmente com algum filho de Poseidon. Olhei para os céus e disse algo parecido como “me deseje sorte”  e segui adiante. Escolhi o nível 5. Simplesmente por não ter aptidão com aquilo. Seja o que for. Não estava com roupa de banho, mas também não estava com uma roupa pesada. O guia dos novatos que era simplesmente um semideus mais velho e experiente nos deu umas instruções. Deixei ele de lado e entrei dentro do barco.

O barco já estava em movimento e eu em pé nele. Me equilibrei com as mãos no ar afim de tentar manter o equilíbrio. Fui agachando aos poucos até sentar. Ao me acomodar melhor peguei os dois remos que estavam dentro. Não parecia ser tão difícil assim. Apertei minhas mãos em cada um e comecei a fazer os movimentos necessários para locomoção. Não estava dando certo, eu não estava saindo do lugar. Elevei meu olhar para a frente e nem sinal dos demais campistas. A essa altura já estavam longe. E eu ali na mesma. Firmei melhor os dois remos e fiz os movimentos circulares. Agora sim estava pegando jeito. O barco estava andando em direção ao lago. Enquanto remava analisava os céus que estavam de um azul límpido. Até que estava sendo tranquilo e relaxante. Era uma boa para pensar. Na minha cabeça vinha diversos pensamentos. Fatos sobre minha vida, dúvidas e sonhos. O que eu queria para mim. O que irá acontecer daqui para frente. Fiquei igual uma idiota pensativa que nem percebi mais onde estava. Quando me dei conta virei de costas tentando encontrar o Píer. Ele estava muito longe. Quer saber vou é continuar aqui. O vento que soprava o lago batia em meu rosto, meus cabelos voavam. Até eu olhar para água. O vento não estava mais passando sobre ela. Ela estava em ondulações. Deixei para lá e virei o barco contornando para a esquerda. Foi meio difícil que quase caí na água.

Minha vida estava instável e não completa. Eu não sei o que queria para mim. Era cada ideia que eu mastigava em minha mente que até fechei meus olhos e balancei minha cabeça. — Presta atenção no treino Melanie! —Falei alto e bom tom comigo mesma. Agora depois do contorno tudo mudou. E não estou falando de mim. As águas começaram a formar ondas. Elas vinham a minha frente. Quase encostavam no barco mais perdiam forças. Apertei os remos e continuei seguindo tentando encontrar um lugar para parar. Só havia água. Eu mesma não sabia que o lago era tão grande assim. Acho que era por causa da praia ou algo do tipo. E tudo estremeceu. Minha canoa começou a se balançar. Cheguei a fazer uma cara de frustada. Realmente já estava começando a ficar preocupada. Eu nem pude perceber quanto o barco já navegou. Só sabia que as ondas já estavam batendo na sua lateral. Continuei mesmo com o vai e vem de um lado para o outro do barco. O sol já estava baixando. O vento estava cada vez mais forte. Continuei remando até o barco bater em uma espécie de pedra. As ondas agora estavam mais fortes. E eu ali presa. Remexi os remos de um lado para outro que sem querer deixei um cair. Em hipótese alguma eu entraria naquela água. Estava muito longe do Píer e que eu me lembre meu pai tem o domínio dos céus e não da água. Me inclinei para direita tentando pegar o remo. Mas já estava longe demais.

Voltei a sentar para não arrumar ideia de cair. A canoa voltou ao seu percurso, mas com pouco velocidade. Estava apenas com um remo. Deixei a água me levar e tentava contornar para fazer o retorno. Finalmente quando conseguira o barco rodopiou. Fui virando quase encostando meus ombros dentro d'água. Ele deu uma inclinada tremenda que eu pude sentir o frescor da água no meu braço. Agora definitivamente chega. Vou voltar para o píer antes que mais alguma coisa acontece. Provavelmente os outros semideuses já saíram da água. Eu não sabia que horas eram, mas pelo tempo deu para calcular. Eles devem ter saído em outro ponto mais a frente. Mas era tanta água que eu não resolvi arriscar. Meu barco estava voltando para o Píer. Fui remando e remendo até sair das ondas que batiam nas lateiras. Meus dois braços doíam, não dava para fazer tudo em um mesmo dia. Sou metade mortal. Meu barco tremeu novamente. Mas ainda estava longe demais. Fui remando até não aguentar mais e coloquei o remo dentro do barco. A água estava me levando. E eu resolvi tirar aproveito disso. Fechei meus olhos. Só faltava encostar minha cabeça em alguma coisa. A sensação era boa. Mordi meu lábio inferior enquanto o vento batia em meu rosto. O barco começou parar. Eu abri meus olhos e saquei o remo. O enfiei dentro da água do barco e continuei remando. Estava tudo tão calmo e silencioso que começava a enjoar.

Agora eu vou embora. Contorci meu punho fazendo o movimento circular para o remo ganhar impulso. E de repente ele afundou. Eu pude com sorte segurá-lo para não perde-lo se não já era. Eu iria ter que esperar um bote salva vidas ou a boa vontade do meu tio Poseidon. Quando me virei para ver o porque, era um pequeno redemoinho girando. Voltei a olhar para frente. Não havia mais nenhum a vista. Suspirei fundo e continuei remando. Continuei seguindo em frente na direção do Píer para voltar. Meu barco novamente tremeu. Ele estava girando. Sua ponta frontal ia para o lado como um cachorro seguindo o próprio rabo. Tentei segurá-lo pela madeira mais não deu em nada. Enfiei novamente o remo dentro d'água e fiz os movimentos circulares. Mas deva vez com um pouco mais de força na direção do píer. Mesmo barco fazendo círculos. — Mas que droga! Só me faltava essa. — Praguejei com raiva para à água. Enfiei meu braço esquerdo dentro do lago. E surgiu mais um redemoinho. Mas esse não era pequeno. A água que girava passava pela palma da minha mão fazendo cócegas. Me foquei no objetivo, pois o céu estava de outra cor. Já estava tarde para isso e eu ali brincando de navegadora. Quando o rodopio maluco parou, remei o mais forte até com a minha mão livre batendo na água. E mais redemoinhos vinham na direção do barco. O Píer estava à vista novamente mais vazio. Só faltava mais um pouco para terminar. Continuei remando até o barco começar a estremecer de novo. Parecia até uma brincadeira. Aquilo não parava por um segundo. Ele balançava e eu com ele para frente e para atrás.

Até que então eu cai na água. Afundei com tudo. Consegui colocar a cabeça do lado de fora do lago. Segurei no barco e tentei em uma tentativa horrível de subir. Não conseguia simplesmente voltar para o barco. Era algo ridículo. As velhas ondinhas voltaram a ressurgir e bater no meu rosto. Os pequenos redemoinhos me contornavam e eu segurava no barco. Ou eu nada até o Píer ou fico ali feito uma idiota. Resolvi nadar. Meus tênis não ajudavam muito mais consegui dar um jeito. Meu cabelo estava na minha boca e eu não poderia parar para tirá-lo. Deixei o barco para trás e fui dando braçadas. Perto de mim passou algo pela água que me assustou. Algo realmente encostou no meu tornozelo direito. Isso fez eu me apressar mais no desespero feito uma tola. Pouquíssimos metros da plataforma de madeira eu me virei. Meu barco estava bem atrás de mim. Não sei como. Ao tocar na plataforma uma onda fez o barco percorre mais rápido. Rápido até demais. Me agachei debaixo d'água no desespero e a sua ponto se chocou com a madeira. Parecia até uma armadilha. De baixo da água eu não enxerguei nada. Consegui subir no Píer acanhada. E sentei. Passei minhas duas mãos sobre meus cabelos jogando para o lado. Havia água demais e eu os girei espremendo. Fui desamarrando meu par de all star vermelho. Me levantei e suspirei. Com meus tênis em mãos fui caminhando descalça de voltar para o chalé.


 

      

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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Sex 9 Jan 2015 - 11:53

Canoagem era, no geral, algo bem monótono. Quer dizer, pode ser muito divertido para um passeio entre amigos, ou quando se deseja apostar uma corrida. Mas quando seu único objetivo é treinar... Você pode pensar em coisas melhores. Porém, naquele dia, todas as coisas melhores pareciam contar com um público muito maior do que eu estava disposta a aturar, de forma que rumei para o lago do acampamento, não muito satisfeita. Primeiramente, retirei o tênis, dobrando a barra da calça o máximo possível – pouco abaixo do joelho – e retirando a blusa xadrez que usava, ficando só com a camiseta cinza que usava por baixo. Pegando uma das menores canoas dispostas pela grama, conferi se o remo estava dentro dela (estava) antes de empurrá-la para a água.

Quando ele flutuava mansamente, desatei o nó que a prendia ao pseudo-cais, entrando nela e, como sempre, desejando que se balançasse menos, ao menos naquele momento. A primeira coisa de que cuidei foi a postura. Joelhos separados, coluna reta, braços paralelos segurando o meio do remo. Então começava realmente o trabalho. Afundar a parte fina do remo na água, empurrá-la com a parte largar, repetir o procedimento com o outro lado do remo. E repete. Quantas vezes forem necessárias para atingir o destino, se estiver em linha reta. Ou até ficar monótono, tanto faz. No meu caso, a segunda opção prevaleceu. Até mesmo o lago parecia colaborar para aquilo, não tendo ondas ou mesmo uma correnteza mais forte. Parecia decidido a me mandar para fora enfrentar a aglomeração de pessoas em todos os outros lugares do acampamento.

Apenas para não dar o braço a torcer, continuei no ritmo esquerda-direita-esquerda-direita até atingir a outra margem do lago estreito, começando então a remar apenas do lado direito para dar a volta pela esquerda, girando de volta para a direção do acampamento. Girei um pouco mais que o necessário, com o intuito de contornar uma das grandes pedras fixas do local, ao menos para ter algum desafio, visto que a correnteza nem parecia forçar direito os músculos dos ombros e braços. Remei reto por alguns minutos, até chegar quase em frente a pedra, onde decidi contornar pelo lado direito, remando com o lado esquerdo do remo, até parecer num ângulo conveniente para dar a volta, e voltar a remar de ambos os lados.

Repeti isso até contornar o rochedo, voltando a ir em frente quando o objetivo se concluiu. Chegando perto do pseudo-cais, remei com o remo direito até deixar a canoa paralela à terra, para que eu descesse me molhando o mínimo possível. Feito isso, puxei a embarcação inicialmente pela corda, em seguida pela proa, amaldiçoando os deuses por ter de voltar à beira d’água para empurrar de lá, pois a lama impedia que eu puxasse com força o suficiente. Marinheiros e barco em terra firme, amarrei a corda em um dos mastros displicentemente, tornando a vestir a camisa xadrez e tentando secar o pé de qualquer jeito para voltar a calçar o tênis. Eu realmente precisava de um desafio maior.


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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Davos H. Grümmer em Qui 15 Jan 2015 - 3:04


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Estava disposto a testar a teoria dos filhos do 'sardinha' de que a água acalmava os ânimos. Caminhei calmamente até o lago de canoagem do acampamento, podia observar as ninfas olhavam para mim, algumas incomodadas pela interrupção da noite e outras curiosas sobre o que um campista estaria tramando àquela hora da noite. Ao chegar no lago, as águas estavam calmas, com pequenas ondulações que alcançavam o cais, já tinha chegado ali, voltar seria um ato completo de pura covardia, então fui até os remos e peguei um duplo, o arrastando até um dos caiaques, subi no mesmo sem nenhuma dificuldade, me arrastei um pouco até uma das partes partes mais profundas do lago. Remando algumas vezes, tentei não pensar em nada, apenas ser deixado levar pela correnteza, até atingir a parte onde as águas calmas me abandonavam e as ondulações se mostravam mais ferozes. Um sorriso suicida se formava em meus lábios, ao mesmo tempo em que o medo me atormentava, ele me atraía de uma maneira inexplicável.

Remando com mais força, inclinava o corpo para trás, deixando o caiaque ainda mais aerodinâmico e na medida que a velocidade aumentava, o sorriso em meu rosto se alargava, transformando-se em risadas entre dentes. Nunca fui um 'cara' de falar demais, sempre preferi ficar observando em meu próprio canto, mas isso não significou jamais que eu não tivesse uma personalidade forte e não soubesse o que queria. E naquele instante, o que eu mais queria era ficar tranquilo, fazia-se muito tempo desde que não conseguia isso voltei então a remar tentando permanecer dentro daquele caiaque. De fato aquilo tranquilizava, mas não significava dizer que eu repetiria muitas vezes. Quando as águas mais turvas se acalmaram, eu remava em direção a beirada do lago,  remei varias e varias vezes me desvencilhando das ondas densas, hora virava para um lado e hora para o outro, após uma longa briga de remadas e puxões d'água, cheguei até a beirada do lago, retirei o remo e o caiaque do lago e os coloquei de volta em seus lugares. — Tenho que me lembrar de não ficar fazendo as coisas sempre anoite. — Havia quase afundado com caiaque e tudo, a sorte foi a força so meu corpo que não permitiu que a correnteza me levasse a virar, tenho liberdade de treinar noite mas ainda assim, tinha que fazer uma nota mental para não vir pra água sozinho durante a noite, com esses pensamentos me guiei para o chalé de Hades.
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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Dom 18 Jan 2015 - 15:25


Com aquele calor que fazia no acampamento, treino era a última das opções, mas o de canoagem me fazia pensar duas vezes sobre isso. Sem dúvidas, aquele era o treino adequado para se refrescar praticar naquele solão que só Jesus na causa. Pensei muito antes de sair do chalé se valeria a pena ir de calça, e a resposta final foi não, então ali estava eu de short colocando o boné na cabeça e se lamentando por não ter comprado um óculos de sol da última vez que tinha saído do acampamento. Muitos outros campistas que também deviam treinos a si mesmos escolheram a mesma modalidade para ir naquele dia, e isso gastava um monte de canoas, então nem me preocupei em ir caminhando para o píer, corri e cheguei lá já suando mais do que o normal. Busquei rápido os remos e procurei por uma canoa livre o mais rápido que conseguisse, arremeçando os remos dentro da mesma antes que qualquer um tentasse chegar nela antes de mim.


Entrei e busquei desarramar a canoa de um tronco do pier, empurrando estupidamente de dentro até perceber que passaria o resto da vida empurrando sem sair do lugar. Me levantei, saindo da canoa, e empurrei com força a mesma. A canoa desatou a sair rápido sendo levada pela correnteza que passava por ali e tive de correr atrás da mesma e me jogar antes que não desse. Sem comentários sobre esta cena vergonhosa que sem dúvida atraiu atenção. Remei rápido para sair de perto dos outros, e quando vi que já tinha tomado uma certa distância, relaxei meus braços e comecei a remar mais devagar. Até que o inferno começou. As ondulações na água começaram com tanta força que eu quase caí no lago, com sorte consegui me equilibrar e remar contra as ondulações para que eu me afastasse delas. Por poucos minutos fiquei remando em paz, nenhum campista estava perto o suficiente para dar ondas, mas a correnteza começou a aumentar, o barco lentamente mudou de direção e claramente tinha redemoinhos pequenos se aproximando.


Coloquei os remos de volta na água na tentativa de fazer a canoa parar de rodar, uma hora ou outra as ondas iam se formar e não desejava estar perto. Por mais que eu tentasse virar o barco, a correnteza puxava e meus braços cansavam muito, não era acostumada a remar, muito menos a controlar uma canoa. Com muito esforço consegui virar na direção do pier novamente e passei a remar direta-esquerda para fugir dos redemoinhos que se formavam com cada vez mais frequência, infelizmente das ondas eu não fugi. Depois de umas boas remadas, uma onda começou a se formar ao meu lado e meu braço não se encontrava nas melhores condições para fugir de todos os perigos da correnteza. O remo era sacodido por todo canto na minha tosca tentativa de fugir, já me encontrava molhada e desesperada, respirando pesadamente de tremendo cansaço. A onda nem parecia grande, era apenas uma ondinha para assustar mesmo, mas naquele momento até gafanhoto virava dragão, minha sanidade diminuiu ao ponto de me imaginar no Titanic; resisti a vontade de pular da canoa e sair nadando. A onda quebrou ao lado da canoa que só sacolejou e mudou de rumo pela última vez. Aproveitei a deixa da correnteza e coloquei os remos de volta ao lago, fazendo o trajeto de volta ao pier. Minha cabeça já doia forte quando me aproximei o suficiente para virem correndo na direção da minha canoa tentando "alugá-la". Deixei os remos já no barco e levantei tonta, dando espaço para os outros campistas. Retirei o boné da cabeça e segui para o chalé, lá tinha os remédios para melhorar a dor psicológica que foi aquele treino.


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Re: Treino de Canoagem

Mensagem por Quione em Ter 16 Jun 2015 - 16:43

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Re: Treino de Canoagem

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