Treinos de Adestramento de Mascotes

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Treinos de Adestramento de Mascotes

Mensagem por Zeus em Seg 16 Dez 2013 - 16:01

Relembrando a primeira mensagem :



Treinos de Adestração de Mascotes
Os treinos de adestramento de mascotes, será básico, os campistas devem aproveitar bastante essa areá para adestrar seu mascote, para assim ele ter um desempenho melhor em suas missões.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Última edição por Zeus em Qui 19 Dez 2013 - 14:13, editado 1 vez(es)
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Re: Treinos de Adestramento de Mascotes

Mensagem por Emilly Victoire Pevensie em Seg 12 Jan 2015 - 15:56

Treino do Youmuu

 -Youmuu, querido, você só vai ganhar esse pedaço de carne se fizer o que estou falando. - O pequeno grifo apenas me encarou, o que me fez cair na gargalhada.- Own, coisa fofa. - Disse enquanto jogava a carne crua para ele.
 O bife parecia grande demais para o filhote e quando ele avançou para apanhá-lo, acabou se desequilibrando. Fui em sua direção e me sentei a seu lado, acariciando sua cabeça. Enquanto Youmuu comia, fiquei pensando em um jeito de ensiná-lo a voar, mas como? Deve ser mais fácil ensinar um grifo filhote a voar quando se é uma mamãe grifo; coisa que eu não era, era só a "mamãe adotiva" que não sabia voar.
 Assim que o grifo terminou de comer, me levantei e o incitei a fazer o mesmo. Me inclinando, passei o dedo indicador por seu bico, limpando o pouco de sangue que estava ali. Youmuu mordeu meu dedo de leve e carinhosamente, roubando-me um sorriso.
 -Ok, como vamos fazer isso? - Digo me ajoelhando em sua frente e o observando. - Hm... Tudo bem, abra as asas - Disse, colocando as mãos sob as articulações de suas asas.
 Abrindo as asas, o filhote chicoteou o rabo no ar e estalou o bico. Levemente, fiz ele bater as asas, com ajuda das mãos. Assim que percebeu minha intenção, o grifo bateu as asas rapidamente e com mais força. Retirei as mãos do local e deixei que ele tentasse sozinho.
 -Vamos, você consegue - Disse incentivando-o.
 Mas algumas batidas de asas e as patas de Youmuu elevaram-se um pouco do chão. Ele manteve-se uns 3 centímetros do chão por pouco tempo, até que voltou para a terra. Parecia cansado, mas também satisfeito.
 -Issooooo! Parabéns! - Peguei-o no colo e beijei o topo de sua cabeça, mas logo o soltei - Uff, você está ficando grande, hein.
 Lembrei-me de dar seu prêmio. Um bife um pouco menor, mas não parecia que ele ligava. Me sentia orgulhosa, pois havia acabado de ajudar meu grifo a voar, mesmo que um pouco, mas eu sabia que ele era capaz de fazer isso por mais tempo e mais alto. Ele era pequeno, porém forte e animado. Olhando ao redor, identifico algo parecido com alguns postes. Pegando-os, coloco um no meio da arena, outro um pouco mais no fundo, do lado direito e outro paralelo com o da esquerda, porém à direita, formando um triângulo. Volto para junto de Youmuu.
 -Certo, agora você vai ter que se esforçar um pouquinho mais. Mas vai ganhar mais em troca. Vai ganhar dois pedaços de carne e descanso. Primeiro, quero que você voe mais alto do que voou antes, consegue? Vamos lá. - E assim ele fez, e, percebi que ele estava apenas pegando o jeito na primeira vez, pois realmente, voou bem mais alto do que da outra tentativa. Sorri totalmente encantada e alegre. - Agora, você vai ter que me seguir e sempre que chegarmos em um poste, terá que dar uma volta nele.
 Comecei a andar de costas, em direção à primeira barreira - a do meio. Assim que a alcançamos, eu voltei a explicar que ele teria que dar a volta nela, e assim o grifo o fez. Fui até a segunda, a da direita, e por fim a última, a da esquerda. Youmuu sempre dando as voltas. Enfim voltamos no primeiro poste e ele pousou assim que terminou a volta. Parecia bem cansado. Deixei que ele deitasse enquanto eu pegava água em um pote pra ele.
 -Se eu tivesse, eu dava mais que dois pedaços de carne pra você... Você foi simplesmente fantástico! - Ele me olhou e abanou o rabo, depois voltou a atenção à água.
 Depois de deixar tudo em seu devido lugar, levei o pequeno aos estábulos e deixei o local, indo para o chalé.



 

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Re: Treinos de Adestramento de Mascotes

Mensagem por Nichollas Malk. Haferlach em Qui 15 Jan 2015 - 2:00


  Kevin fazia tempo que havia saído dos estábulos. Resolvi então treinar um pouco com ele, talvez se o ensinasse alguns truques, conseguiríamos um entrosamento maior nas batalhas e eu não cairia dele. Ao contrário do que falam, animais tem consciência e principalmente animais mitológicos. Juro que pude vê-lo sorrir quando me aproximei da sua baia. Alisei a cabeça dele, e ele deu uma espirrada em mim. Até mereci, o deixei ali por muito tempo.
- Calma garotão, prometo que não te deixarei mais no tédio. - Fui até o canto, onde os filhos de Deméter deixavam algumas frutas vez em quando e roubei algumas maçãs para o Kevin e as entreguei em sua boca. - EI! ainda preciso da minha mão. - Dei um peteleco nele e abri a porta da baia. Eu já havia treinado a lealdade dele e a obediência. Chegamos a um acordo que, se eu o deixassem sem rédeas, ele não fugiria e andaria sempre ao meu lado e as rédeas o machucavam, mas esperei para ver a proposta dele antes de dizer que nunca colocaria aquilo nele. - AI! - ele me pisou, como se estivesse entendendo essa narração. Continuei andando com ele ao meu lado, até uma clareira onde geralmente aconteciam os treinos com animais. Montei nele, pegando minhas adagas gêmeas e sentindo a corrente elétrica delas circulando meu corpo.
Usei a pista de obstáculos voadores, neles o introrsamento entre montaria e montador deve ser perfeito, ou uma queda desta altura pode não ser agradável (a menos que seu pai seja o rei dos céus e você possa voar). As placas se ativam com a presença de pessoas ali. Elas entram e saem das nuvens meio de surpresa. Analiso ela por inteiro e vejo o movimento de todo o percurso, iniciamos então, um voo rasante por baixo de barras, onde é necessário que eu me encolha junto com o kevin. Perfeito. Segundo obstáculo, sombras representando alguns monstros que podemos combater.
- Kevin, abaixa, gira e avança. - ele assentiu e fez o que mandei.
Minha espada cortou a cauda de uma dracaenae de sombras, as asas de duas harpias e no avançar, ambas lâminas foram direto no peito da hidra. Dei um sorriso e alisei o Kevin, porem nesse momento, um grande arco desceu e me acertou na nuca me fazendo desmaiar e cair. Eu estava despencando do céu, desacordado. Porém se estou narrando neste momento é porque sobrevivi. Kevin desceu num movimento giratório, até um ponto provável da trajetória da minha queda e me segurou, me abraçando com suas asas para diminuir a minha velocidade e para que ele pudesse me deitar em suas costas até eu acordar. O que não demorou muito, logo eu estava acordado porém um grito saiu da minha garganta. Eu tocava em todo meu corpo em busca de algo quebrado, sorte que não havia nada. Então, me vi sentado no Kevin novamente, porém no chão onde ele esperava deitado que eu acordasse. Sorri e abraçei ele.
- Ok. você está bem treinado. Obrigado garotão. Agora vá dar uma volta.
Deixei ele solto no campo, enquanto recuperava o folego. Eu precisava fazer aquele circuito ao menos uma vez por completo... Mas não hoje mais... Passei algum tempo ali e me retirei indo pros estábulos com Kevin e depois pro meu chalé.

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Re: Treinos de Adestramento de Mascotes

Mensagem por Brooke Lefevre Bradshaw em Sex 16 Jan 2015 - 15:35




Caminhei até a área de treinamento e adestramento de mascotes, esperei é claro que não houvesse nenhum outro campista ali pelo simples fato do meu mascote parecer aperitivo para a maioria dos outros e eu não queria correr muitos riscos. — Eu sei que meus irmãos não treinam com mascotes, Titi. Mas se eu quiser que você se desenvolva precisamos te treinar. — sorri enquanto fazia um sutil carinho na cabeça de Nefertiti. A pomba era o símbolo da minha mãe e por isso recebíamos uma de mascote quando ela nos reclamava. — Vamos começar vendo a que distância podemos nos comunicar bem, está certo? — Titi deu um impulso e saiu voando, eu podia senti-la na minha mente mesmo que ainda em total silêncio, podia senti-la voando e sabia que ela estava gostando daquilo. Nefertiti seguiu voando pelas outras áreas de treinos, me informando o que via pelo caminho. "Filha de Atena treinando poderes, interessante" comentei com ela conforme as informações chegavam. Logo ela começou a voar para mais longe. "Sky e Roonie entrando na Casa Grande? Por que será?" deixava que nossos pensamentos vagassem de uma para a outra, Nefertiti era um mascote dócil e carinhoso e logo seria muito mais do que leal quando conseguisse se comunicar melhor comigo a distância. "Tente chegar até os Chalés", fiz o pedido imaginando se ela podia me contar o que via através das janelas ou algo do tipo. Titi me mantinha informada, agora ela estava pousada no peitoril da janela do Chalé de Poseidon. "Um semideus enrolado em uma toalha?" ouvi os pensamentos dela e me obriguei a repeti-los, fiquei imaginando quem seria e logo a imagem veio da mente de Titi para a minha. — Por todos os Deuses do Olimpo, que maravilha! — acabei rindo sozinha, era realmente lindo e não tinha como negar, mas o fato da pomba ter conseguido dividir tudo isso comigo a uma distância daquelas era muito mais interessante. Certo Nefertiti, volte antes que ele nos pegue. Voe para cá.

Assim que ela voltou me encontrou sentada no meio da arena, apreciando o sol que me banhava com a delicadeza da manhã. Eu adorava pegar uma cor, mesmo sabendo que eu podia ter a aparência que desejasse graças a alguns poderes graciosamente concedidos por mamãe Afrodite. — Estava pensando que poderíamos treinar a sua agilidade. — Nefertiti ficou me olhando de um jeito meio estranho, como se estudasse qual era o nível de loucura que eu havia atingido. — Nem vem, a gente pode provar que não somos tão inúteis como pensam. Eu luto bem e se você for boa em campo aberto pode ser muito mais útil do que um simples espião. — Ela pareceu pensar por um tempo até que comunicou-se comigo mentalmente e disse que concordava, mas pediu cuidado. Era obvio que eu tomaria cuidado. — Ok, vamos voar Titi. Quero que você suba a toda velocidade e depois desça em parafuso. Quero ver como você consegue mudar de direção. — o pedido foi prontamente atendido e mesmo que ela não fosse a mais ágil das voadoras, conseguiu subir bem rápido e começou a fazer o que eu tinha pedido, mudando de direção bruscamente. Demorou um pouco para que Titi pegasse o jeito da coisa, é claro que ela não ia simplesmente virar um gavião do dia para a noite, mas já era um começo. — Quem sabe se treinarmos agora como você devia de projéteis? — assim que eu falei ela me deu uma olhada daquelas... — Algumas facas, nada demais. — falei, tentando explicar que eu só queria um treino simples e que eu não ia acerta-la de verdade. Mas a Pomba simplesmente bateu asas e saiu voando. Apesar de eu tê-la chamado várias vezes, Titi não voltou e algum tempo depois ouvi na minha mente. Vá dormir um pouco Brooke, você está meio maluca hoje. Facas em mim? Absurdo. Uma delas e eu viro espetinho pra gatos.. Acabei tendo que aceitar aquilo, afinal de contas eu não tinha como obriga-la a cooperar, então segui de volta para o meu Chalé.

Obs: Eu sei que não é grande coisa, mas olha o meu mascote -q eu quis pelo menos tentar começar a usar ele, coisa que nenhum filho de Afrodite costuma fazer. Então não me achem doida (quem quer que vá corrigir meu treino <3 KAOKOSOKSA)




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Re: Treinos de Adestramento de Mascotes

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Sab 17 Jan 2015 - 13:26

Aaron praticamente tinha teias em volta de si, assim como eu. Estavamos a tanto tempo sem treinar que nem sabia mais como eu o faria cooperar, e com base nisso, levei Aaron para fora dos estábulos para que nós dois pudessemos esticar as ''asas''. Não tinhamos um entrosamento legal, poucas vezes saímos. Estava decidida a ter um amigo ao meu lado pelo menos nas vezes que necessitasse partir em missão, e para isso, treinar meu mascote era crucial. Cheguei aos estábulos com as roupas próprias para cuidar de Aaron, já que o mesmo não podia ver barra de saia ou short que partia para brincar. Ele era um bebê, poxa! O acordei do seu sono milenar e o arrastei acampamento abaixo até o campo de adestramento. — Vamos, Aaron, seu bebê chorão! Chega de dormir! — Ficava cada vez mais pesado arrastar um cavalo alado por metros só com a ajuda de rédeas (eu ainda não sabia se podia deixar ele solto). E o campo de adestramento ainda parecia tão longe... — Eu prometo que da próxima vez eu não te acordo antes do almoço!
[...]
Aaron ainda se espreguiçava em minha frente enquanto eu me alongava em um canto do campo, um pouco afastada dos outros campistas já que eu e meu mascote não eramos lá os seres mais responsáveis do acampamento, sem falar que a animação de Aaron me dava ânsia. De fato aquele não era um dos melhores dias para meu pégaso. Dei alguns pulinhos tentando estimular o mascote a treinar, mas acho que fazia o efeito contrário. Eu quase podia ouvir ele rindo do meu esforço em vão. — Ô moço, quer parar de draminha e cooperar? Ouvi dizer que Zeus vai castigar os pégasos que não obedecem. — e seus pensamentos claramente eram "não ligo".
[...]
Começamos tentando lembrar aos nossos músculos que eles existiam, e com isso dei uma corrida rápida em volta do campo com Aaron ao meu lado trotando, ele tinha um gênio forte mas obedecia minhas ordens, ainda mais com as rédeas. Mas sabia que era necessário criar um laço de confiança entre nós, então parei do outro lado do campo e tirei as rédeas dele. Eu tinha muito medo de que ele simplesmente saisse voando gritando "AHÁ, TROXA!" na língua dele e nunca mais voltasse pra mim. Bom, pra dizer a verdade, a pior parte seria eu ligando para Zeus pedindo outro, acho que ele desceria só pra me dar umas porradas para aprender. Com uma mão eu soltava a rédea no chão e a outra eu carinhava o focinho dele, sem desgrudar os olhos do mesmo. Apesar do nervoso, tirei aos poucos a mão de Aaron e fiquei observando-o esperando que saisse correndo.
 Não sei se ele estava com sono demais ou simplesmente era leal demais a mim para se mandar. Não escondi o sorriso dele e logo o abracei de maneira estranha, agradecendo por não ter fugido do acampamento. Sem mais delongas, fui ao treino de fato. Por Aaron ainda ser muito novo e eu nunca ter tentado voar, preferi treinar a agilidade dele antes de partir para algo mais rígido. Busquei algumas maçãs que tinham em uma mesa na entrada do campo e voltei para perto do mascote. Expliquei direitinho para ele o que pretendia fazer e como ele deveria reagir, torcendo para que me entendesse. Me afastei um pouco e então comecei a correr de costas, o chamando e incentivando a correr atrás de mim. Não precisei de muito esforço, foi só mostrar as maçãs.
Conforme ele vinha para mais perto, eu ia jogando uma maçã em um canto, para que ele pegasse a mesma sem perder a atenção de mim. Fui aumentando as passadas e lançando as frutas mais rápido, vendo o quão ágil ele poderia ser, e por mais que ás vezes ele fosse acertado por uma maçã, parecia ágil para quem não saía da cama a meses, e isto que me surpreendeu. Diminuindo os passos, cheguei perto dele e entreguei a última maçã, carinhando seu focinho. — Muito bem, moço! Avançou bastante para quem não sabia nem buscar a bolinha direito. — Aaron tentou me acertar com uma cabeçada de brincadeira mas desviei a tempo. Busquei suas rédeas e passei um tempo as analisando se precisaria de por de volta, mas pensei que talvez estivesse na hora de confiar em meu amigo.
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Re: Treinos de Adestramento de Mascotes

Mensagem por Brenda T. Collins em Ter 17 Fev 2015 - 21:00


Treinamento de adestramento de mascotes
I am thinking of you. Thinking of you. You're the best



 - Bom dia, Alida! – grito um cumprimento bem humorado enquanto entro no estábulo. O céu estava azul e os pássaros cantavam e aquele seria meu primeiro treino de voo com meu grifo - nada poderia estragar meu bom humor. O que é estranho porque tudo que envolve altura me deixa nervosa. Talvez seja apenas o jeito de ser dos filhos de Apolo: sempre alegres e bem-humorados. Ou talvez esse fosse apenas meu modo de espantar o nervosismo. Acho a segunda opção mais plausível. – Eu sei que você tem esperado por esse momento há muuuito tempo – digo enquanto abro a portinhola que separa seu compartimento do corredor – e ele finalmente chegou! Hoje, nós duas voaremos por sobre todo o Acampamento. – abro um grande sorriso, grande até demais, e percebo o quanto eu devia estar nervosa. Acaricio sua cabeça. – Por favor, não faça eu me arrepender.
Falando assim até parece que você não confia em mim”. Ouço sua voz ressoar em minha mente. Olho para Alida e vejo um olhar travesso em seus olhos, parecia até que estava sendo sarcástica. Grifos podem ser sarcásticos? Eu com certeza não duvidava de que esse em particular podia.
 Ignoro seu comentário e a guio para fora do estábulo. Alida finalmente tinha aprendido a me obedecer, pelo menos em grande parte do tempo. Ela também estava bem maior agora, tão grande que um adulto poderia montá-la sem problemas. Suas asas estavam grandes e graciosas, fortes o bastante para sustentá-la no ar por bastante tempo. Nossa confiança uma na outra também havia aumentado nos últimos tempos, ela se tornara minha grande companheira, e talvez a única.
 Paro de andar assim que chego do lado de fora do estábulo, e me posiciono de frente para meu grifo. – Escute, Alida – começo a dizer -, isso é sério. Voarmos juntas é um grande passo na nossa amizade, e no treinamento também. Eu devo confiar plenamente em você e você em mim. Eu sei que você não vai tentar me derrubar... – acaricio sua cabeça – mas, por favor, tente pegar leve, okay? Nem todo mundo está acostumado a voar por aí. E, ah! – aponto o dedo acusadoramente para Alida -, é melhor obedecer meus comandos, ouviu? Ou nada de voos outra vez!
 Alida inclina sua cabeça e dobra as patas da frente, como se estivesse fazendo uma reverência. “Sim, senhora”, ouço-a dizer.
 - Nossa, - digo ironicamente – vejam como ela é engraçadinha!
 “Você que está dizendo, senhora”.
 Lanço um olhar sério para ela, mas logo depois sorrio. Não tem como ficar brava com Alida. E se ela fosse obediente e nada “cheia de si” que graça teria? Eu diria qualquer coisa e ela faria, não teria nem por que treiná-la. Seu humor sarcástico e sua arrogância divertem meus dias, por mais que eu odeie isso em noventa por cento do tempo. E eu disse que nada poderia abalar meu bom humor aquele dia, isso incluía ela.
 Jogo meu braço direito por cima de Alida e apoio o esquerdo em suas costas. Em seguida faço força com os braços e me iço para cima, sentando em seu dorso; não há como por selas em grifos, então eu teria que voar sem. Seguro-me na plumagem em volta de seu pescoço com força. Minhas mãos estavam suadas. De repente o bom humor se transformou em nervosismo. – Tudo bem, Alida – minha voz soa um pouco trêmula -, podemos fazer isso.
 “Eu sei que podemos”. Tentei encontrar algum vestígio de sarcasmo em sua voz, mas ela parecia estar falando sério, como se realmente estivesse tentando me acalmar. Sorrio. Por mais estressante que ela fosse, eu sabia que sempre poderia contar com ela.
 Bato os calcanhares levemente em suas costelas, como se faz com os cavalos para que eles andem. Alida entende o recado e começa a correr para pegar velocidade, e meus dedos apertam ainda mais seu pescoço. Depois de algumas poucas passadas ela se impulsiona para cima e começa a bater as asas, saindo do chão. Sinto um frio enorme na minha barriga quando meu corpo, leve, se afasta do de Alida. Agarro-me em seu pescoço com desespero, temendo cair, e enfio minha cabeça entre suas penas, fechando meus olhos. Não atrevo-me a abri-los, nem a gritar, nem a fazer nada. Apenas concentro toda minha força nos meus braços e pernas para que eu não caia.
 “Assim você vai arrancar todas as minhas penas!”, ouço Alida protestando. Mas meu medo é tão intenso que não consigo responder, ou afrouxar o aperto dos meus dedos da mão em seu pescoço. De repente, sinto o movimento de subida cessar e o voo se estabiliza. “Já pode abrir os olhos agora”, dessa vez, o comentário é de deboche.
 Obrigo-me a fazer o que ela diz. Se quisesse aprender a voar não poderia ficar de olhos fechados o tempo todo. Aos poucos, começo abri-los. É um pouco difícil mantê-los abertos por causa do vento. Sem olhar para baixo, pois sabia que se o fizesse algo muito ruim aconteceria, começo a me endireitar em suas costas. O vento batendo forte contra meu corpo a princípio me amedronta, mas logo depois me acostumo com a sensação, e ela se torna algo agradável. Solto um pouco os dedos do pescoço de Alida, mas não muito. Então olho em volta.
 Era lindo.
 Os pássaros que voavam em bando ao longe. As montanhas e a floresta na linha do horizonte de um lado, e do outro, o mar. Olhando para baixo, mas com cautela, eu podia ver todo o Acampamento: os chalés, o anfiteatro, o refeitório, as arenas de treinamento. Fui tomada por um júbilo que nunca havia sentido antes e solto uma gargalhada. – Isso é incrível! – grito para Alida por cima do som do vento. – Nem acredito que eu estava com medo.
 “Eu acredito”.
 Mas ignoro seu comentário. Meu nervosismo se transformara em ansiedade e meu medo, em coragem, embora ainda estivesse receosa de algo desse errado. Dou um leve puxão com minha mão direita para que Alida vire, mas ao invés disso ela guincha – ou sei lá como se chama o som que os grifos fazem quando querem dizer “ai!”.
 - Desculpa! – grito – Esse é o comando para “vire à direita”.
 “E por que você simplesmente não disse?”. Mas ela vira. E o frio na barriga é uma sensação gostosa agora, porém, não me atrevi a soltar de seu pescoço em momento algum. Grito para Alida subir mais alto e ela o faz. – Mais rápido! – e sinto nossos corpos acelerando. O vento bate com tudo em meu rosto, jogando meus cabelos para traz. Eu deveria estar tremendo de medo, mas é exatamente ao contrário. Eu me sinto livre. – UHUUUUU!!!
 “Olha só que perdeu o medo!” diz Alida. Algo em seu tom de voz me deixa subitamente alerta. Então percebo o erro que cometi.
 - Alida, não se atrevAAAAH! – minha repreensão se torna em um grito de medo quando Alida de repente começa a descer. O vento entra em minha boca e sufoca meu grito, e eu cerro os dentes. Agarro-me em seu pescoço novamente, com força, mas não fecho os olhos. De alguma forma, apesar do medo que me dominara novamente, eu estava gostando. Alida deve ter percebido, porque ela fechou as asas completamente, acelerando a queda. Então eu fiquei realmente assustada. Do jeito que Alida era louca não duvidava que ela acabasse se matando.
 - Alida!! – grito por cima do vento. E para minha surpresa ela para. O voo se estabiliza quando ela volta a voar em linha reta, e eu fico agradecida. – Acho que chega por hoje.
 “Como quiser, senhora”. E eu rio do comentário.
 Alida, então, começa a descer novamente, mas dessa vez de um modo mais suave, em círculos. Sinto o vento em meu rosto por mais alguns minutos e dou mais uma olhada em volta, até que atingimos o chão. Não desmonto na hora, temendo que minhas pernas falhassem se tivessem que sustentar o peso de meu corpo. Só quando as sinto fortes novamente é que pulo do dorso de Alida.
 - Bem, - digo – isso foi legal. 
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Re: Treinos de Adestramento de Mascotes

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