Treinos de Poderes & Habilidades

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Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Zeus em Seg 16 Dez 2013 - 18:23



Treinos de Poderes & Habilidades
Área destinada somente a treinos com uso de poderes e habilidades, é proibido o uso de qualquer arma e/ou item. Só deve-se treinar com monstros e/ou bonecos/autômatos e outros, não são permitidos treinos de habilidades com companheiros do acampamento, sejam npc's ou não.

• ATENÇÃO: Apenas um treino por dia em cada modalidade para aqueles que já foram reclamados. Mais de um será desconsiderado. Para os indefinidos não há limite diário de treinos.


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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Keoma B. Yoshida em Qua 18 Dez 2013 - 10:47



Treino de Poderes e Habilidades.
OFF: Observação ao corretor: No treino haverá asteriscos, indica o poder que estou usando, no final do post irá conter um Spoiler com os respectivos poderes utilizados. Grato.
On:
Treino para treinar suas habilidades e poder, o treino que menos aparecia gente no acampamento. Afinal, todos acham que conseguem domar seus poderes com maestria e não precisam de ajuda. Tolos. Entrei na arena de combate no período da manhã, muito cedo, a maioria dos campistas ainda estava dormindo. O sol estava quase raiando e estava escuro ainda, Quíron estava com uma cara de sono, mas no centro da arena e o mesmo disse como funcionaria o treino, sem armas, só meus poderes. Eu teria que enfrentar um monstro de dificuldade alta, e os meus objetivos eram simplesmente sobreviver.

Ele saiu da arena e uma porta atrás dele se selava, outra porta se abriu e um cachorro saiu da mesma. O que?! Atrás do cachorro, saiu outro maior, com aparência bizarra. Deveria ser o que os outros campistas chamam de cão do inferno, o mesmo investiu correndo contra mim. O que eu poderia fazer agora? Olhei para trás e tinha espaço para correr, corri enquanto eu podia, mas para variar quatro patas é mais eficiente que duas, senti um latido do mesmo a menos de dois metros de mim e fechei os olhos. Aquela vontade de sumir, de não estar ali foi a única que eu tive, deduzi que o mesmo iria realizar um ataque de minha cintura para cima e virei um fantasma *, ou quase um fantasma, é a forma de como eu gosta de falar essa putaria toda.

O mesmo passou por mim, era o que eu queria. Enquanto o mesmo estava a cair no chão ainda, voltei para a minha forma 100% humana e falei comigo mesmo ”Tomara que de certo”, em minha mão preparei um kamehamerá e um fogo negro se formou em minha mão **, esperei que o cachorro do djanho caísse no chão e se virasse para mim. A densidade e a força que estava aplicando nesse fogo era alta, quando realizasse o ataque eu teria tempo de ao menos repor as minhas energias.  O cachorro caiu no chão e em posição de guarda foi se virando para mim, seria agora ou nunca para realizar o ataque, lancei o meu fogo contra o mesmo e para minha surpresa o que o lazarento fez? Apenas se esquivou para o lado. Merda, pensei comigo mesmo, ao atrasa-lo em um pequeno intervalo de segundo eu pude correr.

Já estava percebendo que correr não era a melhor estratégia para se adotar, e que eu estava ficando sem opções e fraco. Vi que o cão estava se aproximando e gritei na arena Apareçam, dois fantasmas apareceram no local ***, ambos com armadura de combate e uma espada, era a minha distração. Ordenei que um deles realizasse o ataque e o outro apenas me acompanhasse. O sol estava nascendo, ou seja, sombra. Se eu não li errado em um dos pergaminhos do chalé, eu poderia recuperar minhas energias na presença de espírito e de sombras ****.

Enquanto um dos fantasmas tentava batalhas com o cão para a minha segurança, eu recuperava as minhas energias. Não deu muito tempo e o fantasma estava destruído, eu já estava com as minhas energias quase completas, mas não queria ser atacado por um cão do inferno. Fiz sinal para que o outro fantasma calasse a boca,  fiz sinal para que o mesmo fosse pro outro lado do outro e começasse a bater na parede. O mesmo foi e o cão veio em minha direção, me teletransportei ***** para o lado e logo em seguida fiquei em minha forma intangível ******. Estava torcendo para que o mesmo não observasse que eu estava ali. E foi o que aconteceu, ele passou reto por mim duas vezes enquanto me procurava e logo o fantasma começou a realizar os barulhos pedidos e o cão foi atraído para lá.

Minhas energias estavam voltando ao normal, e eu poderia agora realizar um ataque certeiro. Enquanto o cão procurava naquele canto, voltei a minha forma normal e formei o fogo em minha mão, dei um assobio para que o mesmo viesse contra mim. Quando ele chegou à minha frente, me teletransportei para trás do mesmo e taquei o fogo nele. Deu certo, o mesmo estava pegando fogo, era essa minha nova estratégia. Iria esquivar até que o mesmo não pudesse mais me atacar e realizar ataques pelas costas.

Uma sequência dessa estratégia foi realizada, o cão estava enfraquecido. O mesmo parou então de me atacar, iria recuperar as energias. Agora seria a hora de eu fazer o meu ataque final. Abri ambas as minhas mãos e deixei que o fogo fosse se tornando cada vez mais denso, como no primeiro ataque, e me teletransportei para cima do mesmo.  Ele estava me procurando, e quando estava a menos em queda a mesmos de um metro em cima do mesmo assobiei para que o mesmo olhasse para mim. O mesmo olhou e encostei na cabeça e no corpo dele com o fogo, o objetivo era que o mesmo queimasse até a morte.

E foi o que aconteceu, após um pouco tempo de gritos do animal o mesmo desapareceu em fumaça. Cai no chão, este ataque havia esgotado minhas energias. Tinha energia somente para chamar mais um fantasma, o que realizei.  Pedi que o mesmo chamasse Quíron para que me ajudasse a me levar para o meu chalé para um descanso.
Lista de Poderes Utilizados:

* Intangibilidade 1: Pode deixar uma parte do seu corpo intangível por 2 turnos.
** Dominio das Chamas 1: O filho de Melinoe tem o controle do fogo negro e fogo grego, podendo manipulá-lo e criá-lo a partir do nada.
*** Invocação 1: Pode chamar 2 espíritos humanos, mas esses só te protegem ou dão informação.
**** Cura Fantasma: Meus filhos podem curar parcialmente suas forças e sua vida se ficar em local escuro ou com presença espiritual.
***** Teletransporte 1: Meus filhos podem se teletransportar de 5 em 5 metros.
****** Extensão Tátil [Forma Etérea]
Quando você assume a Forma Etérea, tudo o que estiver fisicamente em contato com você também ficará. Porém, ao perder o contato físico, aqueles que não tem capacidade de ficar na Forma Etérea voltarão ao normal.
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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Sex 20 Dez 2013 - 0:04

Autômatos !
Habilidades ! agora é isso !

" Era agora chegada a hora de definir, o que seria eu apenas uma prole de Apolo sem usar verdadeiramente o que era esperado ?"

Abrindo meus olhos, o Sol clareava todo o quarto do chalé em um perfeição única como tal levantei-me alegre risonho, típico de minha personalidade, nada aéreo, cruzei o quarto seminu apenas de cueca de malha, escoava os dentes, Meu grifo bateria as asas do lado de fora que pela fina  janela do banheiro era possível sentir a maré  de ventos e tamanhas lufadas, quando eu disse em voz alta -Light !, tenha calma amigo !- ele acalmou-se e minha voz ecoava suave após segundos com em uma canção, trajei-me com um camisa simples do Acampamento, estava com calças Jeans negras mais justas a perna e calçava um coturno meia altura, iria eu treinar um pouco, agora minhas habilidades, sobre meu bolso era possível ver um zíper balançar, dentre aquele bolso teria minha caneta especial, feita totalmente de Bronze Celestial revestida a Ferro Estige, que a minha vontade voltaria a ser um mero Arco a hora que eu preferir me deixando a vontade.

Sorrindo cruzei as portas do chalé, fui de cara a encontro do meu grifo, carregava comigo um pacote de carne crua (preferencialmente de Vaca) levei até Light, dizendo - Aqui amigão !- Jogando a carne ao chão próxima a Light , virei-me com pensamentos " Coma Bem amigão !" sorrindo segui até perto de uma das árvores foleando um livro, não estava com tanta fome, quando vi de longe o Senhor D. andando lentamente com uma folha em mãos, ele parou a minha frente dedilhou a barba e disse a mim -Hum.. Bruno, tenho algo para você.. Preciso que treine mais suas habilidades, você tem tantos Dons e não usa nenhum.. - O olhar do cara era mais Amigável do que argumentativo como semanas atrás, eu disse -Ok, pode deixar fera !- Sorri olhando o cara, meus cabelos esvoaçando a face e o vento deixavam a desejar uma risada fútil do senhor D., Me dirigindo a Arena de Autômatos disse ao Deus -Cheio das Brincadeirinhas, senhor D.- Sorri tocando a mão do cara, indo a arena a pressas, pude notar a feição de Dionísio que era risonha e brincalhona.

Chegando a arena dos filhos de Hefesto concertava um Autômato ele era gentil porém bruto era dois de mim, e estava cheio de graxa pela cara e corpo disse - Oi Tudo bem ?, veio treinar não ?- Sorri e logo o saudei -Oi, sim eu vim treinar minhas habilidades, como funciona ?- minha voz era leve porém um tanto quanto curiosa, franzi as sobrancelhas logo o garoto disse -Cara vai ser pesado Hein !, Bem essa maquina que estou arrumando, tem praticamente dez vezes mais a força Humana e 5 vezes mais inteligência, ela vai tentar de tudo a te derrubar na força bruta, e sendo de Metal , pesa sento e cinco vezes mais que 20 quilos, ou seja, para derrubar ela.. Hehehe- ele riu sarcasticamente não acreditando tanto em minhas habilidades, mais depois da aula que ele me deu, é, era bem complicado, mais sou filho do Deus da Cura, Da luz, da Visão aguçada, da Arte e por fim do Talento, não pode eu não conseguir derrubar aquilo olhei para o cara mordi os lábios dizendo -Vou dar o meu jeito !- Levei mãos a uma espada mais leve ao chão, o garoto parou minha mão e disse -Sem armas amigão..- Olhei para ela suando frio, segui perto a maquina ouvindo de longe -Só para constar Bruno, ela tem permissão até para matar !- O garoto foi tão sarcástico quanto antes.

O Autômato veio diretamente contra mim sem mesmo eu prever, senti um soco elevando-se sobre meu estomago, cai sentado ao chão, tentei levantar rápido mais doeria demais, tomei um chute certo  no mesmo lugar, rolei ao chão sentindo dor, tentando levantar, por um momento pensei que a maquina iria ganhar, meu corpo estava dolorido, quando levantei brutamente, meu corpo ficou quente como chamas solares, concentrei toda minha força aos punhos, onde deixei riste ao autômato, quatro serpentes saiam de dentre de meus punhos as serpentes eram flamejantes, e sobre meu corpo irrompeu chamas divinas, as serpentes rodopiavam o pescoço do Autômato arrancando a mesma, enquanto a carcaça do ser de lata caia ao chão, em fúria olharia para o filho de Hefesto o dizendo -Pode limpar essa tralha por favor !?- sorri momentos depois deslizando minha mão  pela cabeça onde as serpentes sumiriam, e meu corpo voltaria a sua normal estadia, era exatamente meio dia, e o sol era fortemente quente.

Poderes treinados !:
☼ Fúria solar- Com esse poder meus filhos podem se incendiar com chamas solares e sua força, seu poder e suas habilidades se elevam ao dobro. Você queimara literalmente com as chamas, mas nenhum dano causará em você. São chamas amareladas e claras, só podem ser usadas a luz do dia quando o seu Astro Rei estar em seu máximo esplendor.

☼ Senhor das Serpentes : Além de poder domar qualquer ofídio, esta habilidade especial lhe permite manipular as de grande porte e você ainda pode conversar com elas. Algumas saem de suas mãos em forma de ataque e outras lhe seguem pelo cheiro.
• A depender do Nível , pode ganhar uma serpente gigante como pet.


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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Lyra Chevalier em Sex 20 Dez 2013 - 2:41


A questão era: O dia que eu acordasse de bom humor, o Olimpo iria vir abaixo e definitivamente aquele não era o dia. Levantei-me muito contra vontade e fui realizar minha higienização de sempre, após isto feito, procurei por minhas roupas comuns de treino: Uma blusa regata na cor preta, uma calça de camuflagem e botas civis também na cor preta, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo deixando somente minha franja solta. Rumei em direção ao refeitório, e após tomar o café-da-manhã – literalmente – divino, caminhei em direção ao arsenal para pegar todo equipamento necessário para treinos. Caminhei de maneira despreocupada em direção à arena onde teríamos um treino ministrado, conforme me aproximava do local podia observar os inúmeros campistas espalhados por ali. Fiquei perguntando-me se aquele lugar não parava de crescer, e tive a certeza de que não ao ver cada vez mais calouros chegando para o treino. Enquanto esperava todos chegarem, encostei-me contra uma árvore e fiquei observando o movimento, não sabia se eu que era chata demais logo pela manhã, ou se o pessoal que era animado demais mesmo.  A dúvida iria continuar por mais um tempo, a instrutora apresentou-se como Christina, filha de Dionísio e isso explicava muito bem o porquê dela aparecer tão bem disposta e... Feliz. Podia jurar que uma animação imensa radiava da mulher conforme ela falava e movimentava-se e concluía a apresentação.

Assim como pedido, deixei minha espada no e escudo no chão, mas preferi manter minha adaga no cinto, afinal nunca se sabe o que pode acontecer, não é mesmo? Assenti afirmativamente para o nada, e voltei a prestar atenção no que a mulher dizia, caminhando mais para perto. Fiquei pensando que tipo de habilidade havia herdado de meu pai, afinal, ele era o Deus do Medo. Mordi meu lábio inferior e assenti na direção da instrutora ao ouvi-la dizer algo sobre nos dispersarmos ali e tentar descobrir algo sobre nossos poderes. – Oh pai? Sei que pode não ser uma boa hora, mas... – Comecei a falar, enquanto me sentava embaixo da árvore na qual eu ainda estava encostada.  – Ia ser legal ter uma forcinha, sabe? –  Completei, e antes que pudesse sequer suspirar um infeliz tropeçou em mim.  – Eeeeei, eu sei que não sou exatamente uma pessoa alta, mas é impossível me ver aqui? –  Perguntei pro carinha de feições delicadas de maneira rude. Levantei-me de maneira apressada, e olhei para os olhos do mesmo, sua primeira reação foi espantar-se, mas até aí tudo bem, eu sabia que meus olhos estavam camersin. Mas, algo completamente sinistro aconteceu, minha visão escureceu por um momento e eu não estava mais vendo o garoto, estava me vendo através de sua visão. Podia ouvir sua voz, porém ele também não estava falando nada. Cambaleei confusa e apertei meus olhos fortemente, ainda podia ouvir a voz masculina em minha mente, na verdade sussurros confusos então por fim um “me desculpe”, pisquei algumas vezes e na dúvida do que havia escutado, pois não havia visto os lábios do mesmo mexerem-se,  perguntei.

V-você falou algo? –  Arrumei a franja que agora tampava parcialmente minha visão, e continuei fitando o garoto, mas agora evitando olhar diretamente em seus olhos. – D-Desculpe!   – Praticamente gritou e saiu cambaleando na direção oposta da que eu estava. Senti-me extremamente cansada, e sentei-me ao pé da árvore, na sombra tentando recuperar minhas forças. Aos poucos, comecei a me sentir melhor.  Não tinha certeza de quanto tempo estava ali, mas tive certeza que já tinha se passado meia hora quando todos começaram a caminhar na direção da instrutora. – Oh deuses! –  Resmunguei enquanto erguia minhas mãos para os céus, vi um relâmpago cruzar o céu e não pude evitar gargalhar, afinal, ali os deuses realmente nos ouvia. Ainda confusa, mas um pouquinho melhor humorada, caminhei juntamente com os outros alunos até o galpão onde os monstros ficavam aprisionados. Engoli em seco perguntando-me como raios eu iria conseguir lidar com uma dracaenae. Eu estava calma, na verdade, apenas receosa e perdida. Concentrei-me nas conversas que havia tido com um dos meus irmãos, o garoto estava no acampamento a mais tempo do que eu, e disse-me algo sobre ilusões e sobre facas das sombras. – Certo, mas não é exatamente de facas ilusórias que eu preciso... –  Resmunguei, enquanto corria para tentar ganhar distancias das dracaenaes que já se aproximavam de nós, campistas. – Beleza... É disso que eu preciso. – Murmurei ao sentir um friozinho bom em minha barriga.

Parando para analisar bem, eu sempre sentia aquele familiar friozinho quando tinha pessoas com medo próximas à mim, ou no mínimo receosas. – É isso! – Comemorei, enquanto começava a concentra-me nas emoções que fluíam ao meu redor, dor, angustia... Medo. Um sorriso começou a brotar em meus lábios, enquanto eu caminhava em direção a uma das dracaenaes. Aproximei-me dela apenas perto o suficiente para não ser atingida e sorri docilmente, deixando-a atordoada. Então, aproveitei o momento e fitei-a intensamente, dessa vez tentei não entrar na mente dela, ou algo assim, apenas tentei fazê-la ver o que eu queria que visse.  Imaginei ratinhos subindo por sua suas caldas/pernas e aproveitei o tempo que ela iria ficar paralisada – segundo meu meio-irmão havia me dito – para pensar o que faria logo em seguida, o fato era que eu estava cansada e por isto não funcionou. Apelei para a segunda coisa que me veio na mente. Concentrei-me na sombra das árvores, próximas à mim e imaginei delas sendo lançadas algo cortante. Facas, isso.  Concentrei-me mais ainda ao ver a dracaenae começar andar em minha direção enquanto praguejava algo com sua língua bifurcada. Dei um passo para trás, e antes mesmo que pudesse voltar a associar meus pensamentos, facas saíram da escuridão e foram desferidas diretamente na dracaenae, uma delas passou direto, mas as outras três cravaram-se nela deixando pequenos ferimentos, e então, sumiram.

Neste momento, uma flecha passou zumbindo por meu ombro e errou por pouco o meu alvo. Naquele momento senti uma raiva enorme crescer dentro de mim, nem mesmo sabia de onde vinha aquela explosão de energia mas, eu estava mesmo determinada a matar o monstro que estava à minha frente. Coloquei a mão sobre meu ombro, lugar onde a flecha havia raspado  e senti uma ardência, fiz uma careta e tentei ver vantagem naquilo; Ao menos a flecha havia distraído a dracaenae, tirando proveito daquilo, corri na direção do monstro e apoiei um pé no que seria sua perna apenas para pegar impulso. Enquanto subia com tal movimento, agarrei em seus cabelos. Conforme a dracaenae tombava com o peso extra acabei girando e parando atrás da mesma que caiu em cima de mim com todo seu peso, ofeguei e aproveitei o momento para enlaçar minhas pernas em seu corpo, tentando mantê-la falhamente parada. Como eu não duraria muito caso ela alcançasse sua arma, apoiei minha mão direita em seu queixo, a esquerda entre seus cabelos e testa, e puxei fortemente, de uma vez só em um rápido movimento a cabeça da mesma para direita enquanto jogava todo peso de meu corpo no movimento. Ouvi o não tão familiar barulho de pescoço quebrando e respirei aliviada ao sentir o peso agora abaixo de mim sumir virando apenas um pó dourado. Mantive-me ali, caída e não tenho certeza em qual momento isto ocorreu, mas acabei perdendo a consciência. Saio dali carregada para enfermaria.

Off:
Comecei esse post para postar nas aulas ministradas, mas acabei esquecendo, então, postei aqui. Q

Poderes utilizados:

Guerreiro I - Passivo
Prazer I - Passivo
Sorriso Cínico - Ativo
Leitura da Mente I - Ativo - 55 de energia
Facas das sombras - Ativo - 20 de energia
Determinação - Ativo -Bônus de 10% de energia e cura de 10 pontos de vida





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Perséfone - Foi um bom post, mas teve alguns errinhos no mesmo que acarretou a perca de pontos, preste mais atenção na hora de escrever para não repetir palavras.
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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Sab 21 Dez 2013 - 0:41

A Não agora é contra meus meio irmãos !? 
Habilidades ! agora é isso !

"Não tão frio, porém o Sol brilhava como o nunca em um ritmo lírico do chalé de Apolo era ouvido melodias"

Sentado a uma Poltrona eu estava tocando lira meus dedos sobre cada corda faziam um som belo e agudo ecoar pelo chalé, sendo passivo aos ouvidos alheios a mais bela melodia, onde minha voz aguda e bela cantarolava sobre todo o ambiente, alguns tinham inveja porém era singela e bela - Her dad does time for robbing banks - A lira era como um violão sendo manuseada a meus dedos, calmos e tranquilos -Her shit-head boyfriend is hooked on meth- Sorri olhando para os lados, levantei-me  da banqueta com minha jaqueta escura, Jeans, all stars vermelhos, meus cabelos corados a amarelo paravam a meus olhos fitando o chão, coçando minha orelha passei o dedo indicador por entre meu brinco, olhei para a porta novamente, sorrindo andei até fora do chalé, faltava pouco tempo até minha missão, o que era Obvio estava nervoso e ansioso, vai saber o que Dionísio me preparou, aquele velho, até parece um rapaz de 25 anos, eu apenas daria mais risadas indo ao pavilhão.

Sentei a mesa, olhei para o lado oposto e vi Arianne, ela estava linda, perfeita e bem arrumada, ela bebeu néctar balanceando seus cabelos ruivos ao rosto, meus olhos eram fixos, tão fixos, que perdi a feição, voltei a mesa preocupado e meus pensamentos eram elétricos "Arianne, vou voltar.. por você.. Como quero te ter em meus braços." Coloquei minhas mãos sobre a cabeça, olhando para torradinhas a minha frente, apenas o sorriso da garota me derreteu por dentro, levantei então veio Quíron de encontro a mim sorrindo o centauro disse -É Bruno, é amanhã.. A grande missão..- Sorri olhando o centauro e indaguei -Acho que sim..- sorrindo, o Centauro desviou orbes a um garoto do tamanho de um armário parecido realmente com um "Hulk" da vida e me disse -Hector vai te ajudar com seu ultimo treino antes da viagem garoto, aaahh tem alguns de seus irmãos querendo treinar..- Sorri olhando para o menino -Você de novo Hector ?- Ele olhou para mim e disse -Acho que sim Bruno, cresci bastante esses últimos dias.. vamos indo !?- Sorri brincando com o menino e disse - Filhos de Hefesto tomam Bomba ? tipo, Nitrogênio ou coisa parecida ?- fiquei sério olhando o garoto, que riu largamente dizendo -Fique um tempo na Forja..- ele riu, Francamente era verdade, onde foi parar nossas infâncias.

Chegando perto de uma arena grande, O Treino era o seguinte, Proles de Apolo com a camisa de uma cor, e os outros de outra, claro !, fiquei no time dividido pela camisa laranja, enquanto vi uma divisão de seis para cada lado, sem espada, era modesta porém os caras sabiam usar o que sei, por modéstia parte,  Eu era o mais avançado do chalé, e tinha que provar superioridade, contra seis dos Oponentes, dentre Eles o irmão perfeito, Marc, pisquei para ele dizendo -Vamos lá !- Os seis campistas cruzavam a arena, em uma sequência de socos sai em direção de Marc, direita e esquerda quatro vezes seguidas, o menino caiu, fez um grupo de serpentes vir contra mim, perito com esses tipos de animais, os fiz voltar contra seu dono dizendo a língua das serpentes -SSSss peguem ele ! Sssss- O rapaz fora mordido diversas vezes ficando tonto caiu ao chão, ele olhava para mim tentando me socar, tomei distância e com um brado sonoro gritei -D-U-R-M-A -M-A-N-I-N-H-O !- Saiu junto a minha voz ondas sonoras tão fortes, que o garoto se atordoou desmaiando, olhei para os outros meio irmãos e disse -Não vou pegar tão pesado !- sorri pensando comigo " Porque diabos lutar contra irmãos ?"

Olhei de lado vi outro menino ele correu e me chutou as pernas cai de cara com o chão, quando ele veio a me socar rolei para o lado, meu Nariz sangrava quando disse - Franks ?, pelas costas ?- coloquei meu tronco acima, emergindo um soco de baixo acima em direção ao garoto, o menino esquivou-se quando irrompeu um soco direto a meu rosto como em um "Bip" Preveria o golpe do menino, inclinei minha cabeça para trás o soco não saiu direto a mim parando a mão do menino a ponta do meu nariz, dei-lhe uma Joelhada dizendo -Que tal essa ?- Sorri olhando a trupe ganhar uns dos outros, mais como irmãos, levantei Franks, e 0 ajudei assim como fiz com Marc o filho perfeito, deixando-os tomar um sol, cantarolava a seus ouvidos onde eram curados aos poucos devidos ao sol, assim como meus arranhões sendo pequenos, e a dor e hematoma no estomago devo admitir.


Poderes utilizados:
☼ Brado Sonoro - Ao Gritar sonoramente o semideus fará seu brado ecoar até uma área de 3 metros (Dependendo do treino a habilidade aumenta) ou mais. Você poderá: Atordoar, Desmaiar, Fazer arranhões, Cortar fundo, Cortar partes do corpo.

☼ Previsões - Meus filhos poderão fazer uma simples previsão que consumira muita energia se ele estiver num nível baixo, mas essa previsão serve como. Ja que Apolo é o patrono do grande e famoso Oráculo de Delfos, meus filhos poderão prever os golpes dos adversários. Como um sexto sentido (Uma vez por missão)

☼ Senhor das Serpentes : Além de poder domar qualquer ofídio, esta habilidade especial lhe permite manipular as de grande porte e você ainda pode conversar com elas. Algumas saem de suas mãos em forma de ataque e outras lhe seguem pelo cheiro.
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☼ Cura Solar - Ao ser iluminado pela luz solar, os meus filhos podem se curar de qualquer ferimento.

☼ Ofidioglota - Lhe permite falar com cobras e serpentes de todas as espécies. A maioria lhe respeita, a não ser que se trate de animais lendários ou amaldiçoados. Apenas cobras normais o obedecem.




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Observação.:
Justificativa: Vejo o mesmo problema dos posts anteriores: O desenvolvimento é muito rápido e pouco criativo. Também houveram alguns erros gramaticais que acarretaram na perca de pontos. No próximo post fique mais atento à pontuação e acentuação.

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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Meryl Swart Hammerbolt em Sex 24 Jan 2014 - 8:03


More of a workout
annoying
I'm tired of monsters in my life

Ser uma filha de Hades no momento não me parecia muito agradável, a julgar pelo fato de que os raios de sol inundavam todo o acampamento trazendo aquela alegria dos dias para o lugar. Alegria que não transbordava no chalé XIII, rolei entre os lençóis ainda sonolenta, por um segundo jurei ter ouvido barulho de beijos, deve ser o Hunter com Theressa, aquele namoro melancólico me causava náuseas. Mesmo que eu quisesse permanecer dormindo não poderia o fazer, ainda havia treinos para serem feitos. Pergunto-me se os outros campistas também deveriam treinar tanto quanto aparentemente só nós treinávamos. Dei de ombros, deixando minha cama de lado para caminhar ao banheiro. — Usem camisinha. — Gritei na direção da cama de Hunter. Minutos depois e já estava fora do chalé a caminho de mais um treino. Segundo meu cronograma seria treino de armas diversas, e assim foi durante o dia.

A noite começava a cair e Ártemis nos proporcionava aquele maravilhoso luar, estava por me retirar da arena de duelos, caminhava por entre as arenas segurando minha espada de ferro Estígio. Quando dei por mim estava sendo arremessada a alguns metros, caí de mau jeito no chão e ao me virar dei de cara com uma Fúria. — Pelo visto algum campista inútil não acabou com você. — Grunhi, erguendo o corpo juntamente com a espada. — Só para te informar, você veio na hora errada. — Soltei uma espécie de rugido, que soou de forma horripilante, a Fúria ziguezagueou no ar, logo após voou em minha direção. Meus olhos se arregalaram e minha mão automaticamente ergueu a espada, desferindo golpes em horizontal. O monstro alternava suas investidas conforme meus golpes tentavam acertar seu corpo. Ela tomou distancia do chão e meu instinto foi tentar utilizar de meus poderes para acertá-la. Estava começando a me irritar, semicerrei os olhos olhando na direção em que ela esta, elevei minha mão esquerda em direção ao chão e rugi, de repente a terra tomou vida. Começou a tremer na direção em baixo da Fúria, então se ergueu se solidificando a medida que ia em direção ao monstro, a velocidade com que a terra se transformou acertou-a antes mesmo de que ela pudesse voar para mais alto.

O monstro caiu ao chão a poucos metros de mim, a arena já estava recoberta pelas sombras da noite e aquilo me dava uma excelente vantagem. Respirei fundo e corri em sua direção brandindo minha espada, por sorte – ou não – acertei a asa esquerda da Fúria, mas o animal tampouco se importou e tomou vôo novamente, tomada já pelo ódio joguei minha espada em sua direção, sem efeito algum, nem sequer passou de raspão por ela. Agora estava ali, parada, desarmada e possivelmente enrascada. Fechei os olhos por um mero segundo e clamei a Hades que me ajudasse. — Estou longe de ser sua filha preferida, mas me ajude. — Levantei o olhar e a fúria vinha em minha direção com suas assas abertas pronta para me tomar com suas garras venenosas. Novamente meus olhos se fecharam, já entregue a morte apenas suspirei. A minha esquerda pude ouvir um baque de algo caindo no chão, abri meus olhos ainda incerta sobre o que tinha caído, quando me virei estava a uma distância de um metro da Fúria que estava ao chão. Como assim? O que aconteceu? “Use seus poderes, utilize seus dons...” Uma voz soava em minha mente, será possível que fora Hades a me ajudar?

Mas como vim parar aqui, longe dela? Sorri sorrateiramente, pelo visto até me teletransportar na escuridão era possível. A fúria ergueu-se com expressão incrédula ao ocorrido, mas ainda assim eu estava desarmada. Respirei fundo e sem ao menos ter noção certa de que conseguiria, movimentei as mãos em forma de círculo que formou uma aura negra e densa sobre minhas mãos. Dois objetos se transformaram daquela escuridão, duas adagas rápidas negras, foquei meus olhos no monstro, analisando-o, ela tomou vôo plainando sobre mim. E por se tratar de adagas sem dúvida só teria vantagem de acertá-la em um combate corpo a corpo, e lá vamos nós. Saltei em sua direção e ela somente forçou sua asa para frente me retirando do ar. Caí ao chão com uma das pernas flexionadas, tomei impulso e corri em sua direção, fechei os olhos e de repente quando dei por mim estava nas costas da Fúria, havia teletransportado para lá, finquei minhas adagas em suas costas e ela urrou de dor, antes de cair ao chão rolei para não me machucar, ela por sua vez sangrava um líquido verde estranho. Caminhei com calma até ela, segurei as duas adagas com a mão esquerda, e esforçando-me um pouco mais na concentração o instrumento se transformou em uma espada de aura negra. — Durma com os anjos. — Sussurrei levantando a espada em mãos e fincando em sua cavidade do peito, em segundos a Fúria se transformou em um pó brilhante. Respirei fundo me senti tonta, aquela demonstração toda de poder havia me cansado mais que o normal. A espada se desfez e então sorri, um sorriso vitorioso, triunfante.  Me joguei deitada no chão, respirando com dificuldade. Meus sentidos de repente se recuperaram. — Valeu coroa. — Exclamei em referencia a Hades. Já recuperado meus sentidos levantei, caminhando de volta para o chalé.

Poderes utilizados:
✦ Sorte nas Trevas [Nível 03]: Quando em um ambiente escuro, seja uma noite densa ou um quarto fechado, o semideus é acometido por uma sorte em suas ações – principalmente em situações onde eles estão prestes a serem feridos ou atacados.

✦ Eco das Trevas.[Nível 03]: Consegue transformar a voz em um eco horripilante, como em filmes de terror, sem demonstrar de que direção vem o som.

✦ Geocinese Intermediária [Nível 05]: Sua habilidade está crescendo em seu corpo. Agora você pode erguer quantidades grandes de terra e deixá-la muito sólida, servindo como escudo ou como uma maneira de subir em algo, etc. Pode manipular apenas uma grande rocha. Também possuía o poder para abrir buracos na terra, não tão profundos.

✦ Manipulação das Sombras [ Nível 06]: Também conhecido como umbracinese, é a habilidade de manipular as sombras existentes, as trevas, podendo criar pequenos objetos e formar sólidas, feitos de pura escuridão. Essas podem chegar a se dissipar quando não forem mais alvo da concentração do semideus.

✦ Teletransporte nas Trevas [Nível 07]: Habilidade em que o semideus poderá se teletransportar para locais "próximos" (um máximo de 1km) por meio das trevas. É um processo instantâneo, porém, cansativo.





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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Flynn Ehlers Sieghart em Qua 29 Jan 2014 - 18:28


Treino  de  Poderes e Habilidades I
O sol surgia por entre as nuvens, aumentando gradativamente a temperatura do acampamento. Sentia uma boa sensação enquanto adentrava o campo de treinamento, algo que dificilmente ocorria, eu estava animado para treinar. Com o recente despertar de alguns poderes que eu desconhecia que possuía, era como se eu precisasse entender mais o que se passava comigo. Quais seriam os limites desses poderes? Como eu poderia usá-los para aumentar minhas chances de vitória e melhorar minhas estratégias? Eram questões que eu só conseguiria desvendar se entendesse o funcionamento exato de minhas habilidades. De alguma forma eu era capaz de criar ilusão sobre alguns objetos, fazer com que eles tomem outras formas que não possuem ou até mesmo, com que eles sumam. Claro, isso só acontece ilusoriamente, não acontece de verdade. Além do mais, não conhecia alguém que podia mudar a forma das coisas apenas por se concentrar, talvez os Deuses? Isso estava fora dos meus conhecimentos, tais conhecimentos que não eram poucos, para deixar claro.

Haviam alguns campistas no campo de treinamento, observei-os com seus superpoderes que eram capazes de controlar a água, terra, trovão e todas essas coisas que os filhos de Atena não eram capazes. Abaixei minha cabeça e me sentei diante de uma árvore, eu não possuía ataques que funcionassem a longa distância e sabia que essa era minha fraqueza. Meus olhos caíram sobre uma pequena margarida que florescia ao meu pé, como eu havia feito aquela ilusão na parede de escalada? É mesmo, ver a forma, imaginar a forma e a transformar em outra forma. Fechei os olhos e pressionei os punhos em meus joelhos para ajudar na concentração. O fino caule da flor diante de mim estava fixado em minha mente, sua cor verde com algumas pequeninas folhas. Surgia sua flor unida ao caule, seu centro amarelo radiante com diversas pétalas brancas ao seu redor.

Sem perder a imagem da flor em minha mente, abri um olho para espiar e notei que havia algumas pétalas curvadas para cima. Acrescentei esse detalhe a imagem em minha mente e mentalizei a sua forma mudando aos poucos para uma... para uma o que mesmo? Puff! Todo o processo havia sumido e eu perdera a imagem de minha mente. — Droga, eu estava quase lá — bufei frustrado coçando a testa, mal percebera que gotas de suor se formavam ali. Cruzei os braços e encarei a florzinha, que agora, parecia o meu inimigo mais mortal que já existira. Fechei os olhos e repeti todo o processo de mentalizar a flor em minha mente, todos os detalhes e até mesmo suas imperfeições. Queria que ela desaparecesse, que ela não estivesse ali causando meu fracasso. Aos poucos, suas imagem foi se desintegrando e se transformando em nada, ela sumira em minha mente. Não, não era como se eu tivesse perdido o foco, sentia que ela estava ali.

Abri os olhos e como se a força de meus pensamentos fossem capazes de mandar a florzinha para outra dimensão, lá estava ela, invisível, mas eu sabia que ela continuava lá. Estiquei meu braço no espaço invisível e sentia suas pétalas roçando em minha pele, porém, meus olhos não captavam nenhuma flor. — Se eu pudesse fazer isso mais rápido, seria bem útil em batalhas, não? — minha cabeça doeu, massageei minha testa e então aquela sensação estranha, como se a flor estivesse conectada com a minha mente, desapareceu. Sim, a flor desaparecida, desapareceu de minha mente. Olhei para baixo, lá estava a margarida, balançando ao sabor do vento inocentemente. Eu já entendera o processo, talvez devesse tentar algo um pouco mais avançado. Levantei-me e segui para a área em que havia uma arena de batalha, conversei com uns dos instrutores e ele me trouxe uma harpia.

Subi no ringue sendo observado pelo olhar ameaçador da Harpia. — Pelo visto terei lanche de filho de Atena, sem armas, você não pode fazer muita coisa — ela disse com sarcasmo. Sorri para ela enquanto me posicionava ofensivamente. — É o que veremos, sua galinha gigante — ela mexeu suas asas impacientemente, a ofensa havia lhe irritado. Nos olhamos por alguns segundos, concentrei-me em minha mão esquerda vazia, estava armado apenas com a minha inteligência e minhas habilidades. Fechei os olhos e mentalizei minha mão, a extremidade dos meus dedos, unhas e a imaginei se movimentando em um espaço negro e vazio. Fiz a imagem ganhar uma adaga de bronze celestial, não muito longa e com o metal polido. Abri os olhos e articulei meus dedos como se segurasse a adaga e lá estava, uma adaga imaginária exatamente como eu a imaginara.

— O que!?! Isso é contra as regras, você está trapaceando! — a Harpia deu um passo para trás ao ver o bronze celestial, meus lábios formaram um sorriso ao ver que funcionava perfeitamente. Meus dedos não sentiam absolutamente nada, mas lá estava uma adaga imaginária ligada aos meus pensamentos, como uma corrente que interligava minha mente até minha mão. Avancei contra a Harpia desesperada, que gritava para o instrutor que eu estava trapaceando, mas eu contara ao rapaz minhas intenções, então ele apenas nos observava. Ergui a adaga imaginária, o que tive que mentalizar antes o movimento de minha mão com a adaga e então, 'apunhalei' a Harpia no peito. Por um instante, ela gritou como se já estivesse indo ao Tártaro, mas então percebeu que não havia mais nada em minha mão, apenas o meu punho simulando um ataque. Ficou com o bico aberto, sem emitir nenhuma voz.

Ao perceber que não estava morta, investiu contra mim com suas garras. Pulei para trás para evitar ser dilacerado por suas unhas rapinas afiadas. — Que brincadeira é essa? Eu vou te destruir, cria de Atena! — ela gritou. — Apenas uma brincadeira, mas aposto como você já estava até vendo o Tártaro — desviei mais uma vez de seu ataque, mas acabei me atrapalhando com meu tênis e caí sentado. Minha cabeça latejava e não conseguiria usar a ilusão novamente. — Isso é tudo — disse para o instrutor. A harpia, muito irritada por sinal, fora guiada para outro lugar. Recuperei o fôlego, minha cabeça latejava e parecia que estava prestes a explodir. Pelo visto, o uso daquela habilidade estava longe de ser aperfeiçoado. Em um combate de verdade, o inimigo não esperaria pelo meu movimento, eu precisava ser mais rápido ao criar a ilusão e também, conseguir me livrar dessa dor de cabeça. Agradeci ao instrutor e parti do campo de treinamento.

Poderes&Habilidades:
Ilusão ▬ Por não saber apenas sobre mitologia, mas sobre quase tudo, pelo seu interesse pelos livros, os filhos de Atena pode conseguir fazer efeitos visuais, podendo confundir bastante o adversário.
→ Duração do efeito: Duas rodadas;
→ Observações: Entenda por efeitos visuais: ilusionismo (sobre si mesmo ou um objeto), distorções pequenas, entre outros.



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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Qui 3 Abr 2014 - 14:37



Poderes & Habilidades
um sátiro incomoda muita gente, mas um sátiro queimado não incomoda mais

Apesar de a prática de poderes vir com o tempo, logo à medida que estes iam despertando, via-me parado fronte a ala sombria da floresta do Acampamento.  Não queria que outros campistas soubessem do que eu era capaz, e por isso o curioso local escolhido para a prática de minhas habilidades herdadas por parte de Hades. Eu sabia manipular sombras e rochas, e ainda coisas muito além disso, mas estava tendo dificuldade com o fogo. Filhos de Hefesto lidariam melhor com a capacidade, mas eu não era filho do senhor das forjas e muito menos gostava de frequentar o armeiro do Acampamento. Isso era mais a cara de Davos. Não querendo perder meu tempo, sentei-me com as costas contra um tronco nodoso e estendi ambas as mãos a minha frente. A intenção era conseguir fazer surgir uma chama em meio ao vão, mas simplesmente querer não significava poder. Apertei os lábios, tentando imaginar a frágil (ou nem tanto) chama azul que havia conjurado algumas vezes em meio a combates avulsos. Com os olhos fechados, para ajudar, tentei senti-la ali, entre minhas mãos, o calor lambendo meus dedos tal como um cão infernal dos reinos de meu pai teria feito. Não era assim tão fácil. Manipular sombras? Tudo bem, já tinha prática nisso e o obscuro representava meu domínio. Mas as chamas? As chamas eram calor, não importa de que cor sejam as labaredas. A luz afasta a escuridão – Mas a luz também cria sombras. – Murmurei ainda de olhos fechados enquanto tentava imaginar a chama crepitando em tons nebulosos de azul. Ao espiar, com somente um dos olhos abertos, constatei que um fiapo de fumaça subia vindo de minhas mãos, mas não havia sinal de fogo. Droga. Afastei as mãos, mantendo-as cada qual de um lado do corpo conforme olhava para os galhos superiores do pinheiro marcial. Alguém retribuiu meu olhar – Mas o que...? – Fiquei de pé tão rápido que não teria sido possível repetir, nunca, tal feito – Tiberius! – O sátiro sorriu em resposta, seus largos dentes amarelos tão resplandecentes quanto o sol a pico do meio-dia.

O homem-bode não tinha sido meu sátiro guardião, não mesmo, mas era conhecido pelo Acampamento por estar sempre embriagado, geralmente por ter sido rejeitado por alguma das ninfas do bosque. Esperei até que o sátiro descesse do pinheiro, seus resmungões ficando cada vez mais altos à medida que chegava ao chão – Como foi parar aí em cima? – Indaguei, mas o sátiro não sabia como responder minha pergunta. Já era de se esperar. Com um suspiro, bati as mãos na calça jeans esfarrapada e lhe lancei um sorriso cansado – Você por acaso saberia me ensinar a conjurar chamas azuis? Já fiz isso antes, mas nunca voluntariamente. – Parecia mais um desabafo do que um pedido. Orgulhoso, Tiberius bateu no peito, quase caindo por isso, e disse que antigamente, em seus tempos de ouro, ajudava os semideuses a controlarem seus poderes. Estreitei os olhos de modo suspeito, avaliando as chances de aquilo ser verdade. Por que não? Encolhi os ombros – Então podemos tentar. – Sugeri e o sátiro balançou a cabeça em sinal de concordância. Ele ainda parecia meio trôpego, talvez com resquícios de álcool no sangue, mas foi rápido em me dar instruções. Eu tinha de, invés de tentar fazer com que a chama surgisse do nada, me concentrar em um alvo – Mas... Posso acabar provocando um incêndio! – Apontei, contudo o sátiro foi soturno em afirmar que nada aconteceria caso eu conseguisse controlar o fluxo das chamas. Muita responsabilidade sobre os ombros, eu diria.

Para a primeira tentativa, escolhi um tronco apodrecido pelas chuvas, e que estava há certa distância do restante dos grandes pinheiros marciais e outras espécies de árvore. Como os gestos sempre tinham me ajudado para aprimorar poderes, não hesitei em estender uma das mãos em direção ao tronco e fechar o punho conforme imaginava as chamas azuis lambendo-o. Nada funcionou como o esperado, obviamente, mas uma centelha resplandecente surgiu sobre meu alvo antes de se dissipar em fumaça espessa. Ainda era melhor que nada. Enquanto eu tentava me concentrar para criar as chamas, Tiberius assistia a tudo de braços cruzados, a cabeça meio baixa e nenhum comentário. Muitos diriam que estava prestes a cair no sono, inclusive eu – Quer saber... – Murmurei, virando-me com um sorriso sacana em direção a Tiberius. Ocupado como estava em fitar o chão – ou dormir -, o sátiro pouco notou que tinha se tornado meu mais novo alvo. Incentivo em dobro! Sem dúvida. Imaginei as chamas ao redor do homem-bode, como que formando um círculo, e ia apontando os dedos na direção onde a trilha azul deveria se estender. Para minha surpresa, fiapos de fumaça começaram a subir, seguidos pelo cheiro de grama queimada e em seguida o esplendor azul das chamas substituiu o tapete verde ao redor de Tiberius. Ri como um garotinho de cinco anos, lágrimas nos olhos e peito estufado de orgulho. Já o sátiro, bem... Ele não pareceu feliz com a forma como foi acordado. De pupilas dilatadas, o velho bode lançou-me um olhar enraivecido e pôs-se a balir, optando por ser gentil comigo invés de simplesmente lançar insultos. Ótima opção. Ainda sorrindo, encolhi os ombros – Adoraria te tirar aí, Tiberius, mas não sei manipular as chamas. – Retruquei, certo de que talvez conseguisse caso fosse tentar de verdade. Vendo que não lhe restava opção, o homem-bode puxou mais oxigênio do que o necessário e soltou um grande suspiro ao me pedir desculpas. Era obvio que ele tinha de prestar mais atenção em seu pupilo. Satisfeito com os balidos, refiz a trilha de chamas azuis com os dedos, fazendo-a sumir pouco a pouco, como se recuasse para dentro de si. Exigia esforço e concentração, além de me deixar com aquela sensação de ter corrido uma maratona. Era assim como os poderes herdados, e o cansaço aumentava conforme o “estrago”. Quando terminei, Tiberius disparou sobre seus cascos, talvez temeroso de ser alvo para outra prática. No estado em que estava, era mais provável que o deixasse me espancar com um porrete. Mãos nos bolsos das calças, afastei-me também daquela orla, satisfeito ao passar pelo rastro do círculo de chamas e perceber as cinzas.

Poder utilizado: ✦ Fogo Azul [Nível 23]: Habilidade em nível avançado, que permite que os filhos de Hades possam produzir e manipular o fogo, em sua coloração azul. Esse fogo é mais intenso que o fogo comum e a água tem dificuldade em dissipá-lo.

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Deméter — Adoro a forma como escreves, é bastante envolvente. Excelente treino! Continua assim!
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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Dom 2 Nov 2014 - 10:21

Um dos problemas da caçada era o treinamento focado nas artes da arquearia. Somando isso com a bênção da deusa da lua, a maioria das caçadoras se tornavam ótimas arqueiras, além de aprenderem certos requisitos básicos para a caça, como paciência e um curso básico de “como ignorar câimbras”. O grande problema disso é que o treinamento é muito focado em combate, mesmo a parte estratégica, o que nos faz focar demais nos poderes adquiridos durante o tempo de caça e acabar ignorando as habilidades herdadas de nosso pai/mãe olimpiano, o que era lamentável. Ciente dessa fato a pouco tempo, havia percebido que não dominava completamente coisas simples que meus irmãos olimpianos usavam em atividades competitivas, como caça à bandeira.

A decisão de mudar isso me levou ao lugar mais óbvio: a arena. Devido a sua infinidade de apetrechos, locais camuflados e elementos surpresa, se havia algum lugar no acampamento no qual poderia treinar o maior número possível de habilidades, era ali. Chegando no local, comecei pelo óbvio: concentração. Esvaziar a mente e blábláblá. Outra coisa que aprendíamos durante a caçada: ensinamentos de ioga. Não, não é gozação. Enfim. Já com a mente mais “limpa” e mais focada, resolvi começar pelo que eu ao menos lembrava que poderia fazer. Tocando com a mão um dos degraus de pedra do gigantesco pavilhão, pude perceber a estrutura de toda a construção, como se os blocos de pedra respondessem meu toque me enviando uma planta baixa mental bastante completa.

Tal “relatório” me deixou um pouco preocupada: Quíron deveria mandar ao menos concretarem as fendas causadas por explosões, de vez em quando. Não me surpreenderia se um dia tudo aquilo ali ruísse. Concentrando-me nessa observação, vasculhei cada imperfeição da construção com a mente, como se geralmente desejasse criar um relatório de danos para enviar ao centauro. Sem que eu esperasse, minha mente tomou, repentinamente, outro rumo. Ao me concentrar em uma rachadura em um dos degraus, me veio à mente uma figura de batalha. Um semideus musculoso portava um imenso machado de guerra, enquanto lutava com outro bastante magro, porém incrivelmente ágil, que portava duas espadas curtas, com as quais se defendia e atacava o adversário.

A cena parecia rodar em ritmo acelerado – como se alguém tivesse apertado o botão “avançar” do DVD, até chegar em um momento aparentemente decisivo: uma das duas espadas do segundo lutador voou longe, e o grandalhão avançou, brandindo o machado com toda a força que tinha, num movimento no sentido ombro-pés. Por alguns instantes, temi pela vida do semideus raquítico, até ver que ele simplesmente largou a segunda espada, girando no chão na direção oposta ao ataque, fazendo com que o machado, ao invés de se chocar em sua cabeça, partindo-a ao meio, atingisse o chão com tanta força que provocou a ruptura de parte do concreto do solo, formando uma brecha considerável no piso. Surpresa, retirei a mão da construção, após mentalizar a cena.

Não sabia se a surpresa maior era por a cena ter chegado sem ser desejada ou pelo conhecimento que a épica batalha fora travada há, no máximo, dois dias. Sim, eu tinha conhecimento daquele “poder”. Era comum usá-lo nas caçadas a monstros mais complexos, observando seus passos ao analisar com atenção o lugar. Mas essas “visões” ocorriam, normalmente, quando eu realmente queria saber que fim tinha tido o monstro, não quando eu observava uma rachadura, me contando o porquê dela estar ali. Aliás, se aquela luta provocara a rachadura, eu temia pela vida dos semideuses: quando duelos de treinamentos haviam se tornado tão mortíferos?

Abanando a cabeça num gesto de negação, decidi dar o expediente por encerrado naquele dia e ir logo à procura de Quíron para manda-lo reformar o lugar: a falta de prática havia feito com que eu fosse tomada por uma leve tontura, ao mentalizar seguidamente dois tipos diferentes de visão. Apesar disso, havia sido um “treinamento” interessante. Em dias de tédio, não seria nada mal ativar uma TV particular e olhar as cenas de batalhas dos últimos dias, na arena. Era uma ideia a ser considerada. Com um leve sorriso pelo pensamento, saí dali, me dirigindo diretamente à casa grande.

Poderes usados:
Sentir Edificação Iniciante  - Tocando uma construção e se concentrando, o filho de Atena consegue "ver" a disposição da mesma. Capaz de sentir a estrutura, se há pontos frágeis e danos na mesma, além dos pontos mais reforçados.

Rastrear - O Campista tem a capacidade de, ao observar a área onde está, saber o que aconteceu ali em um passado próximo (cerca de dois dias, no máximo). Isso é algo de extrema importância em guerras e situações de resgate, pois, assim, terá o conhecimento dos passos realizados pelo inimigo.


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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Damon R. Grint em Seg 10 Nov 2014 - 14:49



 A Ilusão 

  A luz pálida do sol invadiu o Chalé de Fobos logo no início da manhã. Cocei os olhos para afastar o sono e olhei ao meu redor: o lugar é completamente marrom, feito de madeira. Todos os meus meio-irmãos ainda estavam dormindo naquela hora da manhã, então desci da cama de cima vagarosa e silenciosamente para não fazer barulho. Havíamos feito limpeza no Chalé havia pouco tempo, então não tropecei em nada: ponto para Damon!
 
  Estava sem fome alguma, portanto quando passei pelo refeitório, não entrei. Eu já tinha um destino: o lago de canoagem. Costumava ir para lá quando acordava me sentindo indisposto e um nada. Assim que cheguei lá, fiquei com os pés na água, observando um dos filhos de Poseidon jogando água em outra semideusa - ele não estava usando qualquer tipo de equipamento para jogar o líquido na garota, um dos fetiches do filho do deus do mar. Foi aí que comecei a pensar: eu nunca usara nenhum poder herdado de meu pai, Fobos, a não ser que quando eu chegava perto dos outros, eles se afastavam sentindo medo, uma das bênçãos do deus do medo. Mas além disso, nada, nenhum tipo de magia. Já ouvira, pelos meus meios-irmãos, que nós, os filhos de Fobos, podíamos causar ilusão no adversário, fazendo-o enxergar coisas que não estavam acontecendo e todas essas ilusões eram focadas para deixar as pessoas em pânico.
 
  Levantei e decidi que iria treinar esse poder da ilusão, nunca se sabe quando podemos usar nossas cartas na manga num combate, ainda mais se você estiver encurralado. Mas quem seria meu alvo? Tá, eu não tentaria com um monstro primeiro, tentaria com um ser menor... Quem aceitaria ser alvo de uma ilusão? Olhei ao meu redor e vi um sátiro trotando, rodopiando na verdade, rindo à toa. Mirei o homem-bode e fui correndo atrás dele. O sátiro trotava rápido, mas depois de uns dois minutos correndo, alcancei. Assim que toquei seu braço ele olhou desconfiado e hesitou... - Espere, preciso de uma ajuda sua. Eu disse, ofegante. - Preciso treinar as magias de meu pai... Queria saber se você estava disposto a ser... hm... - Gaguejei e logo ele completou: Seu cobaia? Expirei o ar dos meus pulmões e balancei a cabeça em concordância. - Se você me ajudar, prometo que te darei enchiladas por um mês sem pestanejar e latas também. - O sátiro pareceu derreter de desejo e aceitou sem pensar duas vezes. Acho que ele não sabia onde estava se metendo.
 
 Seguimos para a área de treinamentos, onde estava vazia. Enquanto caminhávamos, conversamos sobre algumas coisas, sobre o que eu queria treinar, sobre o sátiro que saíra em missão para falar sobre Pã e perguntei seu nome: César. tive alguns pupilos querendo trabalhar com ilusão, você basicamente precisa se concentrar bastante - Ele enfatizou a palavra "bastante" - e imaginar o que quer que apareça. Ele se afastou um pouco e ficou olhando para mim. Depois de certo tempo, acho que ele já estava preparado psicologicamente, assentiu com a cabeça positivamente.
 
 Tá bem... pensei. Vamos lá, Damon, concentre-se. Tentei imaginar chamas ao redor do sátiro, o fogo lambendo seu rabo peludo. Nada. Estalei os dedos e tentei me concentrar mais. Talvez fogo seria muito mais difícil. Pensei em algumas serpentes, não pequenas, mas um pouco grandes, cercando-o. Uma gota de suor começou a se formar na minha testa, não sabia que usar magia era tão difícil assim. As serpentes não apareceram, assim como as chamas. - Vamos lá, Damon. O que quer que você tenha imaginado, não funcionou porque não vi nada. - Incentivou o sátiro. Tá bem, agora vai. Pensei em duas aves rapinas medianas, nada demais, indo em direção do sátiro. Ainda de olhos fechados, ouvi os gritos do sátiro e fui abrindo os olhos lentamente, me mantendo concentrado ainda. César estava correndo de um lado para o outro, gritando socorro. A cena foi tão engraçada que eu acabei por rir, me desconcentrando e as aves rapinas sumiram. O homem-bode caiu sentado no chão e resmungou, dizendo que jamais ajudaria outro filho de Fobos e saiu trotando para longe antes mesmo de eu agradecer. 
  
  Decidi que entraria no ringue com algum monstro. A essa hora, os outros campistas já estavam treinando e o instrutor já estava lá. Pedi que ele trouxesse um monstro à minha altura, nem muito forte, mas também nem muito fraco. Ele acabou trazendo um filhote de escorpião gigante. Não era tão grande como os adultos, mas era de uma estrutura mediana. A couraça dourada brilhava à luz do sol. Antes do instrutor soltar o escorpião gigante, já comecei a me concentrar. Imaginei várias lanças de Bronze Celestial ao redor dele. No momento em que ele levantou a cauda para atacar, recuou... Minha ilusão funcionou! Mas não tinha como derrotá-lo sem armas, precisaria de mais energia e como eu era novato nessa área... Argh! Porque não pensei antes? Acabei me desconcentrando com o breve pensamento, mas quando olhei, o escorpião ainda recuava e no exato momento corri e dei uma banda, quase não surgiu efeito, mas atrasou o monstro. Assim que ele percebeu que as lanças haviam sumido, correu a toda velocidade na minha direção, içando a cauda para atacar. Ele atirou a cauda e o ferrão venenoso na minha direção e por pouco não fui perfurado no braço, passou de raspão e quando olhei, rasgara minha blusa e eu estava com um leve corte no braço em que fui acertado. 
 
  Não estava com forças para usar mais magia e sem minha espada, Lâmina do Pânico, não dava para derrotá-lo, a menos que eu fosse muito bom em luta de corpo a corpo - e teria que ser melhor ainda porque meu adversário era um monstro. O escorpião gigante lançou mais uma vez a cauda venenosa sobre mim e desviei, a ponta da cauda fincou no chão e pensei: agora é a hora. Corri para cima da cauda e, com muito esforço, torci o rabo do monstro que grunhiu. Levantei as mãos para o instrutor e disse que aquilo já era tudo e ele, que usou algum tipo de magia para paralisar o escorpião, conseguiu, com esforço, retirar o escorpião gigante de lá. 
  Não aguentava fazer mais nada no resto daquele dia, então fui para a enfermaria, sentindo uma dor imensa no braço em que fora machucado  - fazer força com ele para torcer a cauda venenosa do monstro piorou a situação - e uma enorme dor de cabeça. Pelo menos havia conseguido atingir meu objetivo, conseguira usar um dos poderes dos filhos de Fobos e estava satisfeito com o resultado.



Legenda da Postagem:
Minhas falas; 
Falas do César; 
Pensamentos;

Poderes usados:
Ilusão - Neste nível, o filho de Fobos é capaz de provocar leves alucinações ao alvo, deixando-o perturbado, tendo visões de pequenas coisas, como algumas serpentes cercando-o, por exemplo, dando chance ao filho de Fobos executar um ataque. O uso do poder requer 35 de energia, sua duração é de duas rodadas e só pode ser usado duas vezes por missão e/ou combate.



 
 


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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Quione em Ter 6 Jan 2015 - 2:06

Treinos corrigidos e perfis atualizados. Qualquer dúvida deverá ser enviada por MP.
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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Qua 7 Jan 2015 - 17:25



Shock on the palms

E o tempo se fechou. Confesso que isso foi algo que eu nunca vira acontecer durante toda minha estadia no acampamento. É claro que de vez em quando chovia um pouco. Mas hoje não tinha nenhuma gota de água caindo dos céus. Simplesmente ficou tudo cinza. Vários semideuses pararam o que estavam fazendo para analisar melhor o caso. Que caso, eles tem essa mania de fazer uma tempestade com tudo. E alguns outros voltaram para seus chalés. Eu continuei seguindo o que eu iria fazer. Após ter me divertido com Gwendel eu estava até me sentindo bem desposta. Fui designada para praticar meus poderes. Sabe aquele clichê de poder? Então. Hoje eu finalmente iria conhecer os meus. Nunca tive provas para mim mesma de poderes. Mas muitos viviam dizendo. Você é filha de Zeus. Tem mais poderes do que imagina. E eu realmente não sabia se tomava como elogio ou se ria. Fui parar em uma parte da arena que não havia conhecido antes. Parecia ser mais revestida, sei lá ou era só coisa da minha cabeça. Conversei com o instrutor de Poderes e Habilidades que estava para me auxiliar. Ele sempre dizia que tudo estava dentro de mim, só esperando a hora certa para serem manifestados.

Ao chegar no local que estava vazio. Ele dizia que seria melhor se tivesse algum monstro a solta. Parecia que lá fora os monstros estavam quietos ou tramando algo grande. Algo que talvez ninguém esperasse. — Uma o quê? — Indaguei frustadamente o que ele disse. Empousa. Aquelas megeras que precisam tomar um banho de sol. Pelo que eu conhecia sobre elas. Tinham uma perna de bronze e outra de burro. Isso era bizarro demais. — Tudo bem Melanie, é só mais uma. Você é treinada para isso mesmo. Não hesitar em alguma batalha. — Comentei baixo comigo mesma. Agora realmente queria saber como eu faria para os poderes saírem de dentro de mim. Enquanto o instrutor foi arranjar a tal monstruosa eu fiquei em pé no interior da arena. Estava mais escura para essa hora. O céu estava cada vez mais escuro, era um nublado diferente. Eu não sabia da agenda dos Deuses Gregos mas pelo que comentaram tem haver com uma tal reunião. O instrutor retornou e em cima de um carrinho de 4 rodas em uma grade estava ela. Sua cara de megera e sua pele branca feito mármore. Dei um passo para trás e firmei meu punho. — Foco Mel, foco. — Murmurei comigo mesma e segui adiante. Vou liberá-la Melanie, você está pronta? Ele simplesmente falou e estava destrancando o cadeado. Eu estava ali totalmente sem ato, desarmada e despreparada. Mas era isso ou uma reprovação. E eu queria fazer esse treino. Já era hora de eu mostrar do que realmente sou capaz de fazer. — Pode libertá-la. — E então assim fez, ela desceu da jaula e pisou em terra firme. Pude perceber que sua expressão mudou. O instrutor deu uns 20 passos para atrás quando pude perceber. Não sei se foi de alívio ou de raiva. Mas era só eu e ela. E eu não queria enrolar nem mais um segundo.

Ela veio dando um passo de cada vez em minha direção, sua perna de bronze fazia um barulho e a outro de casco outro. Era irritante. E ela nem tinha começado nada. Veio em minha direção e riu. Talvez ela se achasse a melhor de toda. Matar uma semideusa. Mas ela não me conhece, vai é conhecer. Ela parou três passos a minha frente. Ela pode ver minha reação de medo, ou talvez era só mais uma avalanche de sentimentos misturados. Eu tentei não demostrar nada para ela. E então ela começou a me xingar em torno de mim. Ameaçando atacar. E então ela veio para cima de mim, eu me virei para o lado ela me me seguia. Deu sua melhor investida e devo admitir que foi tática. Nessa minha palhaçada sua perna de bronze cortou a minha fazendo eu cair no chão com cara de tacho. Ela veio mais uma vez e eu me joguei para o lado. Coloquei minhas duas mãos no chão e senti algo estranho em mim. Fui levantando minha cabeça. Pude perceber que as luzes da antiga arena tremeluziram. E a expressão da Empousai também. Me levantei. Suspirei e esperei ela vir para cima de mim novamente. Ela veio com tudo e me fez recuar. Ela avançou para cima de mim e girou. Sua perna de burro chutou meu tornozelo. A dor foi horrível. Apertei meus punhos que estavam pinicando. Elevei meu braço até meu rosto e pude ver luzes de cor gelo nas palmas da minha mão. E faiscavam. A Empousai me deu um drible ela me contornou parando atrás de mim. Ela veio tentar lutar comigo. Seus braços riscavam o ar e eu fui para cima dela com tudo. Apertei meus dedos e mirei contra seu rosto. Eu não pude acreditar no que vira. Umas luzes saíram das pontas dos meus dedos e indo parar na pele dela. Ela balançou o rosto sua visão falhou e eu apertei meus punhos e joguei mais uma vez a luminosidade aumentou. A Empousai andou para atrás com passos incertos. Eu me afastei e ela recuperou o foco. Veio para cima de mim e eu deixei. Ela chegou a um passo de mim e eu virei meu corpo inteiro para a direita. Ela perdeu a direção e contornou em volta de mim. Quando virei meu pescoço para atrás ela estava vindo para cima de mim em um pulo. Isso eu não esperava. Ela veio com tudo e suas mãos frias encostaram no meu corpo. — Saia de cima de mim! — Gritei para a mulher mármore que não me deu ouvidos. Minhas duas mãos formigavam de tal forma que eu nunca senti. Não sabia se daria certo mas resolvi tentar. Me virei e ela em cima de mim e apertei com minhas duas mãos cada ombro seu. Ela se encolheu a luz foi tão forte que só pude ver ela sendo arremessada a passos longe de mim.

Aproveitei para me recompor. Mas os vermelhos em ambos braços eram tantos que acho que só sairiam com algum tipo de creme. Fui andando atrás dela. Ela ainda estava encolhida. Mas não foi uma boa ideia. Mas mesmo assim eu não estava mais com medo. Estava mais acessa do que nunca. Ela me chutou. Sua perna de bronze deu um corte em minha panturrilha. Senti arder e quando vi as gotas de sangue pingavam no chão da arena. Ela se levantou e ficamos cara à cara. Ela finalmente soltou uma palavra. Ou era apenas ódio. Ela gritou dando que tive que me ajoelhar. Meus ouvidos chegaram a arder. Não sabia que ela podia fazer isso ou se era só raiva. Ela veio com uma fúria sem igual. Eu fui contra ela também ela me segurou e me girou para a esquerda. Eu deslizei no chão e dei um giro em no meu braço fazendo mais uma descarga de energia sair do meus dedos. Ela desviou. E eu bufei. Agora realmente isso estava me cansando. Não estava mais aguentando essa enrolação. Ela veio para cima de mim e eu a contornei. Ela girou para os dois lados a minha procura.
Agora chega de vez. Ela veio para cima de mim e eu relutei. Fechei meus olhos e só senti. Parecia que eu estava sugando todas as energias do local. Minhas pernas fraquejaram. Eu quase desabei. Suas garras riscaram meu pescoço eu gritei porque dessa vez realmente doeu. Eu estava um caco. A luz da arena sumiu e ficou tudo escuro. Os picos de luz no ar iluminaram tudo. Ela não pode me encontrar. A Empousai veio para cima de mim e eu estava quase caindo no chão. Mais a luz do local estava fraca. Eu cai de frente com um empurrão. Me virei e a Empousai me chutou com sua perna de bronze. Aquilo definitivamente foi a minha ruína. Ela veio bufar no meu ouvido e eu peguei pelo seu pescoço. Se era pra desmaiar ali e agora ela também não escaparia dessa. Uma imensa descarga de energia saiu das minhas mãos e a E a Empousai bateu na parede da arena caindo no chão. A luz da arena começara a voltar e eu fechei meus olhos ali mesmo.


— Melanie, você está bem? — Um homem que eu já reconhecia antes me acordava. Ele viu que eu estava machucada mas que não era algo de vida ou morta. Sentei no chão e assenti com a cabeça, suada e com os cabelos totalmente massacrados. Me levantei aos poucos e fui saindo da arena acompanhado com ele. Ele dissera que a Empousai está pior do que eu. Eu ri, sei lá acho que de primeira não foi o suficiente para ela estar morta ou em um estado mais grave. Eu realmente precisava me recuperar. Meu corpo estava moído em todos os sentidos. Confesso que essa foi uma experiência e tanto.


 

      

 eu | outros | narrador
thanks tess


Poderes Utilizados:
[Nível 03]
Gatilho Elétrico - Habilidade que permiti disparar descargas elétricas a partir das pontas dos dedos. Um raio simples ainda, mas que pode causar danos consideráveis.

[Nível 04]
Toques Estáticos - A palma da sua mão irá produzir energia elétrica por natureza. É capaz de afetar aqueles que lhe tocaram (Ou que você tocar), liberando uma descarga involuntária. A descarga de eletricidade liberada pode apenas dar um choque como também arremessar o inimigo metros e metros de distância.

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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Qui 15 Jan 2015 - 16:23




- clone -


Ultimamente estava tendo algumas novas habilidades que me deixavam ao mesmo tempo animado e receoso. É sempre bom ter novos truques, nunca se sabe quando vai precisar deles. Mas também é perigoso, não quero matar ninguém acidentalmente por não saber ter controle do que posso fazer.  Então decidi treinar meus clones. Não que eu tenha criado alguma Dolly num surto de dr. Frankstein, é algo que posso fazer com a água. Juntar as moléculas até que formem um ser igual a mim em aparência, até dois eu conseguia formar com facilidade. O único problema é que dois de mim sem um “cérebro”, por assim dizer, não tinha muita serventia em batalha. Uma distração fácil demais de ser eliminada. E eu sentia que poderia fazer mais.

Na beira do lago de canoagem, fiz um sinal de “levante-se” com as mãos, como quem manda um cachorro se erguer da posição de “sit”, concentrando-me pra que as duas cópias se formassem. Dois montes de água, um do lado do outro, foram crescendo na vertical até ficarem da minha altura. Em poucos segundos, água se estendeu em cabeças e braços até que dois de mim estivessem na minha frente: mesmo rosto, mesmo corpo, mesma roupa, mesmo penteado, tudo idêntico. Sorri e eles sorriram ao mesmo tempo, como um mestre-mandou.  Flexionei os músculos numa pose Johnny Bravo, fiz a dancinha do robô, assobiei “staying alive” e eles me imitaram em tudo.
-Tudo bem, chega de brincadeira, me ataquem! – disse sério, fechando os punhos e os colocando de frente ao rosto, pronto pra lutar. Os dois nem hesitaram, obedeceram meu comando de voz e vieram desengonçados em meu encontro.  Apesar de ser extremamente estranho bater em mim mesmo, desferi vários golpes básicos, entre cruzados e ganchos de amador. Eu podia sentir que havia algo errado ao encostar neles. Eram consistentes, mas a pele que eu batia parecia ser sintética, alguém com uma boa percepção poderia notar. E socá-los era como socar um colchão d’água, não um ser humano de carne e osso. Não sou o melhor lutador, mas em pouco tempo os chutei e soquei tanto que, feridos, se desfizeram em água. Foi frustrante que durassem tão pouco.

Joguei uma pedrinha no lago, chateado por não ter conseguido o que queria, e a vi quicar três vezes até afundar. Precisava me esforçar mais. Respirei fundo e tentei focalizar mais minha energia, meus ombros até ficaram tensos demais com a força física que estava fazendo pra que aquilo desse certo. Encarei o lago em minha frente e, mais uma vez, imaginei a água se erguendo, com ela me obedecendo em simultaneidade. Dessa vez resolvi formar só um clone, contudo mais forte e esperto. O modo como as moléculas se moveram foi diferente. Dessa vez era mais nítida a formação da minha cópia. Em vez de só um monte de água tomar a minha forma, era possível ver os músculos se formando, distendendo do amontoado líquido e se especificando. Era incrível. Logo estava olhando pra outro eu. Ofereci um aperto de mão, queria verificar se estava mais real, e notei de imediato que, além do aperto ser forte como o meu, sua pele parecia verdadeira e eu pude sentir os ossos falsos da mão.
- Bem melhor! Agora, sei lá, me dá um grito de guerra. – Meu clone abriu a boca e fez toda aquela expressão raivosa de berro (cara, como fico feio desse jeito)... Mas nada de som. Nadica de nada. Nem um gritinho fino de garota em filme de terror.
-Ah, você não serve. – fiz um sinal de “xô” com as mãos e o clone se desfez em água. Precisava de um clone que me reproduzisse fielmente, até o tom de voz. Não estava esperando um novo eu, não sou tão prepotente, mas queria pelo menos uma cópia que enganasse de verdade um oponente meu.
 
- Por favor, não fique mudo... – resmunguei em forma de lamento enquanto formava um novo clone. Repeti o mesmo processo do anterior, mas dessa vez mais relaxado. Mentalizei em mim mesmo, o que soa narcisista, mas era como uma rápida meditação. Estava me esforçando de verdade para que desse certo. Por fim, estava mais um clone diante de mim, até meu cansaço sua expressão representava.
-Então?
-Então?  - o clone disse ao mesmo tempo que eu, como um  espelho falante.
-Não acredito!
-Não acredito!
-Ok, pare de falar junto comigo.
-Ok, par... – ele se interrompeu, obedecendo meu comando. Sorri satisfeito, era como ter uma marionete de si mesmo. Acho que isso redefine o conceito de “falar consigo mesmo”.
-Agora me dá um soco, vamos ver essa força. – Sem hesitar, meu clone desferiu um cruzado de direita no meu rosto tão forte que dei meia volta e desequilibrei. Tinha doído, mas estava tão feliz que nem liguei. Ainda precisava saber se ele durava mais tempo do que os outros clones que estava acostumado a fazer. Por isso, dei ordem de ataque.
 
Chaz-cópia saltou em minha direção e eu apanhei bastante. Ele tinha a minha técnica de luta, mesmo jeito de movimentar os braços, mesmo reflexo de desvio, era impressionante. Acho que não sou tão ruim de briga como pensava. Precisei de bem mais tempo para imobilizá-lo do que com os clones anteriores, acho que ele estava um pouco mais resistente. Definitivamente, poderia ser uma pequena ajuda. Claro que não como uma dupla com outro semideus, mas o suficiente pra ser uma carta na manga. Quando tive a oportunidade, prendi seu pescoço com uma gravata. Forcei o aperto até que meu clone explodisse em água. Feliz com o treino, fui procurar outra coisa pra fazer. Estava animado demais pra descansar.
 
Poder treinado:

[Nível 22]
Clones de Água III - Para finalizar esta habilidade, seus clones serão perfeitos em comparação à você. Em tudo, conseguirão reproduzir golpes, cada um com 50 de HP.


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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Cassie Ferrer Schmidth em Qui 15 Jan 2015 - 18:22

❝ TELL ME YOUR DREAMS LITTLE LADY ❞

As vezes eu acordava daquele jeito, sem vontade de fazer absolutamente nada, muito menos treinar (é claro). Mas eu não podia ficar parada enquanto todo acampamento trabalhava com pressa, querendo absorver tudo que fosse possível, dia após dia, como se uma guerra fosse estourar no dia seguinte. Não que isso não pudesse acontecer, afinal de contas depois de descobrir que eu era filha de um Deus Olimpiano nada mais me surpreendia. — E eu achando que era filha de um músico fracassado qualquer. — comentei em voz alta com um sorriso irônico nos lábios, seria típico da minha mãe, pra não dizer outra coisa. Caminhei pelas áreas do acampamento, mas especificamente onde os treinos estavam acontecendo. Nada me atraiu, eu não estava com paciência para treinos de escalada ou armas, queria algo mais interior, foi nesse momento que decidi optar por treino de habilidades. Eu participara uma única vez de um daqueles e tinha ficado praticamente como espectadora por falta de vontade (ou perícia mesmo) em tentar entender tudo o que eu podia fazer. Mas agora a coisa era diferente, eu conhecia meus limites e meus poderes, só precisava exercita-los.

Me posicionei no grande pátio fechado, lembrava muito uma quadra poliesportiva, mas sem arquibancada ou os equipamentos para esportes. Eram apenas várias paredes fechadas e uma grande porta de metal do lado oposto a entrada/saída. Engoli com uma leve dificuldade, eu sabia que era dali que algum monstro, que eu não queria de verdade mas ia enfrentar, ia sair. Cerrei os punhos com força quando as portas se abrira e então...  — Uma Empousai, sério? — eu realmente não gostava daquelas criaturas esquisitas, muito menos das suas pernas ou do seu cheiro, e obviamente que elas também não gostavam de semideuses então a recíproca era sempre super verdadeira. Ela respondeu com um chiado que até chegava a ser engraçado e ficou me olhando, como se examinasse quanto perigo eu devia representar. Pela carinha de satisfação daquela coisa feia, ela devia imaginar que eu não representava nenhum perigo, afinal de contas estava desarmada. Mas essa era a graça da coisa, eu ainda tinha uns truques na manga.

Vai mesmo ficar me olhando com essa cara feia? — gritei chamando a atenção dela, a Empousai pareceu realmente ofendida e comecei a se movimentar na minha direção, ela parecia não ter pressa mas eu tinha. Cerrei os punhos e me concentrei, tentaria de inicio algo fácil, torcendo para que funcionasse. Precisei de um instante de concentração total, por sorte os ruídos que aquela coisa provocava não me tiravam o foco. Foi então que ela começou a recuar, batendo as mãos em pleno ar como se algo estivesse a atacando e ela tentava a todo custo se defender. Me movimentei enquanto a Empousai aproveitava a revoada de pássaros que a cercava, eu sabia que pouco danificariam aquela feiosa, mas não me importava, era o suficiente para começar a me dar um pouco de ânimo. Quando a coisa feia se virou novamente para mim ela parecia bem irritada, o que me fez sorrir um pouco, era divertido e não há como negar. Dessa vez eu não esperei que ela começasse a se mover, eu apenas ataquei (já que agora ela não pensaria duas vezes antes de se lançar contra a minha jugular). Tratava-se apenas de uma ilusão, as facas das sombras eram um dos meus ataques favoritos até o momento, ela demonstrava estar sentindo muita dor. Apesar de serem ilusões o ataque era real e enfraqueceria minha doce Empo. As duas primeiras foram desviadas, mas assim que uma a atingiu as outras foram como imãs para o seu corpo, um grito estridente ecoava de seus lábios, e eu não tinha a intenção de ficar brincando muito, até porque se ela me atacasse podia ser complicado de lidar.

Lancei mão do meu segundo poder favorito, a Ilusão. Meus olhos pareciam arder enquanto eu me concentrava na criatura e andava ao redor dela como uma leoa cercando seu alvo para dar o bote. Ela se via cercada por inúmeros seres que estavam em posição de ataque, eram serpentes muito maiores do que o normal, a Empousai parecia com medo, o que me dava uma larga vantagem. Não sei como ela acreditava que tudo aquilo poderia ter surgido de repente no meio da sala de treinamento, mas o medo é uma coisa engraçada, ele simplesmente não tem explicação. Eu estava preparada para o próximo golpe quando uma adaga passou voando ao lado da minha cabeça e atingiu a feiosa no meio do peito, fazendo-a se desintegrar em pó de monstro. Olhei ao meu redor e dei de cara com Niko, o instrutor que eu mais temia, mas não porque o cara era bonito demais para ser verdade ou porque eu sonhava com o dia em que ele (quem sabe) pudesse me chamar pra sair, mas porque ele tava sempre cortando o meu barato com uma perícia fora do comum.  — Achei que armas fossem proibidas aqui. — comentei enquanto cruzava os braços e mantinha a mesma expressão nula de sempre, eu tinha uma facilidade monstruosa em não demonstrar minhas emoções, coisa de filhos de Phobos é claro. Mas ele deu um sorriso do tipo triunfante. —  São pra você, não pra mim. — e dito isso, com a maior cara de vitorioso do mundo, ele gesticulou para que eu deixasse o local. Não havia percebido que tinha perdido tanto tempo lá dentro, e só então notei (também) que o meu corpo estava dolorido provavelmente pelo uso um pouco maior do que o habitual dos meus poderes.

Poderes Utilizados:
[Nível 01] Revoada Negra - Um bando de corvos aparecerá sobre o adversário do campista, mas eles apenas servirão para distraí-lo. Custa 10 de energia e só pode ser usado três vezes por missão e/ou combate.

[Nível 02] Facas das Sombras - Das sombras mais próximas o inimigo/alvo enxergará cinco facas indo ao seu encontro, elas são ilusões, mas seu dano é real (5 de HP por faca). O uso deste poder consome 20 de energia por vez, e há chances de as facas serem desviadas.

[Nível 05] Ilusão - Neste nível, o filho de Fobos é capaz de provocar leves alucinações ao alvo, deixando-o perturbado, tendo visões de pequenas coisas, como algumas serpentes cercando-o, por exemplo, dando chance ao filho de Fobos executar um ataque. O uso do poder requer 35 de energia, sua duração é de duas rodadas e só pode ser usado duas vezes por missão e/ou combate.


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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Naomi Pallas Ludwing em Qui 15 Jan 2015 - 21:21



WHAT’S THE FUN IN DOING WHAT YOU'RE TOLD?
Acordei ligeiramente animada naquela manhã, toquei as maças do rosto enquanto me olhava no espelho e tcharam, minha pele continuava fria como de costume. Soltei um suspiro tristemente fingido e saí dali, rumo ao meu dia como Campista recém reclamada. Era tão bom não ter mais que viver naquele Chalé cheio de gente estranha também conhecido como Chalé de Hermes. Eu ainda estava descobrindo do que era capaz e acho que foi por isso que eu resolvi ir até a área de treino de poderes e habilidades, me parecia correto tentar descobrir do que eu era capaz.

Isso pode ser divertido. — comentei de forma distraída enquanto entrava na pequena arena onde dezenas de bonecos de palha estavam espetados em lanças ou pendurados pela estrutura metálica que formava uma cobertura alta. — Espero que isso não doa. — pensei enquanto estendia a mão deixando a palma para a frente e totalmente aberta, concentrando-me na tarefa de criar um espinho de gelo. Funcionou, ele foi lançado da minha mão diretamente para o boneco mais próximo, ficando cravado no que seria o seu ombro. Me aproximei para olhar e era um espinho realmente grande, com cerca de cinco centímetros de diâmetro e dez de comprimento, aquilo podia muito bem perfurar a maioria dos 'tecidos' que eu conhecia. — Parece bom, valeu mãe. — comentei em tom brincalhão enquanto voltava até o centro da arena e começava a pensar o que mais eu podia fazer com todos aqueles bonecos. Decidi tentar acertar todos eles. Me concentrei na formação dos espinhos, em ambas as mãos, e comecei a mirar nos bonecos lançando um espinho após o outro. Obviamente eu errava algumas vezes (muitas na verdade), mas eu também dava tiros muito certeiros. Percebi que a maioria dos espinhos saíam de tamanhos diferentes e eu não tinha muita certeza de como aquilo acontecia, acabei deixando esse detalhe de lado e apenas continuei a brincadeira.

Quando os músculos dos meus braços começaram a reclamar do exercício eu notei que estava na hora de parar e me sentei no chão, com as pernas cruzadas. Observei por vários instantes todos os espinhos que eu havia lançado em todas as direções e fiquei me perguntando quanto tempo eles demorariam a derreter naquele clima quente que mantinha o Acampamento. Ali sentada no chão eu estendi a mão para frente e comecei a deixar que o frio da minha pele se expandisse, dessa forma o gelo saia não como espinhos, mas como uma massa que eu podia emoldurar com o pensamento. Instantes depois eu tinha a minha frente uma lâmina fina e pontuda de gelo, lembrava uma espada mas não tinha o punho. — Vou precisar aperfeiçoar isso. — comentei enquanto me levantava e pegava-a na mão, girei o corpo rapidamente e a arremessei como uma lança, acertando um dos bonecos e atravessando seu braço. — Gostei. — dito isso bati as palmas das mãos uma na outra, como se as limpasse, e deixei o local.

Poderes:
[Nível 01] Criação de Gelo - Você não precisa de uma fonte para criar seu gelo, eles surgem de você para o ambiente, mais é muito mais fácil quando você utiliza as mãos para criar o gelo. Varia de acordo com a manipulação.

[Nível 02] Espinhos de Gelo - Filhos de Quione podem lançar espinhos de gelo por todo o corpo.


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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Bae Sung Jae em Qui 15 Jan 2015 - 21:44


      Todos me olhavam estranho na sala. Deveras; eu ria, não, eu gargalhava lendo um certo livro de minha irmã espanhola, Paloma – um relato da própria de poderes dados aos filhos de Atenas pela, er, deusa.
      - O que é tão engraçado, risadinha? – a minha irmã, progenitora do livro que estou lendo, pergunta.
      - Isso aqui. – apontei para o livro. – A gente não realmente faz isso, faz?
      Minha irmã olha feio para mim.
      - Caramba, você não prestou atenção em nada que te disseram quando você chegou aqui?
      - Não. Eu estava chapada. – respondi, entre risos. – Tudo bem, então. Me ensina a fazer essas paradas. Eu quero aprender. – minha irmã não se manifestou. - Ou você não sabe fazer? – ela vira pra mim e aperta os olhos. Abri um sorriso maquiavélico.
...
      - Eu quero fazer aquele grito sônico. Ou mover casas. Ou paralisar pessoas.
      - Que tal rezarmos e pedirmos uma benção de Atena? – minha irmã sugere. Cruzo os braços e nego com a cabeça.
      – Eu não vou rezar pra ela. Ela não é meu Deus.
      - Tá, que se foda. – ela disse, resolvendo ignorar meu comentário. - Que tal mover essa pedra? – minha irmã aponta para uma pedra tão pequena que eu conseguiria a fazer sumir fechando minha mão com ela na minha palma. – Acha fácil? Ok, então. Mova aquela pedrona ali.
      Estralo os dedos e então levanto minha mão na direção da pedra. E faço força como se a tivesse tentando a mover segurando-a. Levanto minha outra mão como a primeira e serro os olhos. Tudo bem, eu não vou conseguir. Volto para a pedrinha. Aponto para ela e olho para minha irmã, perguntando com os olhos “É essa, certo?”, ela me responde que sim. Faço a mesma coisa, porém um pouco menos... Forçado. Em vão. Lembro-me de “O Império Contra-Ataca” e então penso se eu deveria ficar de cabeça para baixo. Eu obviamente não cheguei a tentar mas... Percebi que é uma boa ideia perguntar como fazer isso. Olho para minha irmã; e acho que leu minha mente. Ela sorri, respira fundo e então a pedra está na altura do meu rosto e então bate no meio da minha testa e cai.
      - Ei! – falo, esfregando minha testa. Apesar do final, aquilo foi incrível. Não que eu fosse fã de Star Wars... Tudo bem, eu sou muito fã de Star Wars. E estava me matando de emoção.
      - Apenas... Pense em algo feliz. E sinta como se a pedra fosse parte de você. Parte de sua felicidade. E está tão feliz... Que tem vontade de voar. É assim que eu faço. – ela me diz, mas não vejo sua boca mexer. Acho que está me dizendo por telepatia.
      Penso na minha casa, uma pequena fazenda no meio da ilha que é a Irlanda, eu, Leonard e Carlton jogando rugby no vasto jardim fora de casa. E então a pedra – penso nela com se fosse parte da lembrança, que ela estava feliz de ser uma das pedras que fizeram parte do jogo. E pensei nela depois, talvez, pulando n’água, fazendo pequenos círculos. Penso nela sendo um ovo que logo se tornaria um pássaro. Um pássaro que cantaria me levantando de manhã para me acordar e, então, jogar rugby novamente com minha família. Quanta personalidade para uma pedra.
      Ela então sobe, até uns dois metros acima de mim, e gira no ar, como se estivesse dançando. E então levanto mais uma pedra, que estava tímida no começo – porque, na real, eu não conseguia me concentrar em ambas as pedras, mas logo consegui fazê-la entrar na dança e as duas pedras estavam no ar, fazendo movimentos circulares.
      “Tente atirá-las.” Fala minha irmã, na minha cabeça. Mas eu não queria. Parecia que eu havia criado um afeto por elas. Claro, era estúpido, então logo eu as movi para trás, como se houvesse um estilingue invisível, e então as joguei para frente. Elas caíram longe, sumindo nas florestas do horizonte.
      - Muito bom. – disse minha irmã, em voz alta, fazendo lembrar-me da realidade.

Poderes usados:

Telecinese Iniciante - O campista consegue apenas levantar objetos leves; seu poder é limitado ao seus arredores; limite de peso: 1,0 kg; limite de espaço: 4,0m.

100 X P
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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Ter 17 Fev 2015 - 0:07

Dont Cry no More 
O Retorno da Prole brilhante

Não havia tanto tempo desde que havia chegado no acampamento, passei por muitas coisas e decidi sair daquelas lamúrias que estavam me cercando, comecei a pensar em tudo que fiz, tudo o que alcancei, e jogar de bandeja para meus inimigos por medo? onde esta a raça da prole adorada do deus do Sol? afinal, eu tenho que orgulhar meu chalé, a vida já é complicada, e realmente não preciso voltar chorando por ninguém, voltei apenas para fazer aquilo que gosto. Falando em Sol, o mesmo brilhava intensamente e constantemente no chalé, enquanto repousei meu corpo, sentindo um vigor e labor, decidi treinar aquela manhã, certamente um treino não faz mal, sorri de canto e deixei soar pouca malícia. -Vamos lá tigrão.- Disse num salto erguendo meu corpo e ficando ao piso claro do chalé, estava de cueca apenas, dando a bela definição de meus músculos, me espreguicei, me troquei, não queria comer, afinal, estava com tremenda raiva do povo do Acampamento, e não to nem ai com ninguém, minha vontade? Mandar Dionísio ir catar coquinho, andei tranquilo com meus tênis esportivos pelos gramados do Acampamento, mordisquei uma maçã, que tiraria do pé de uma macieira ali perto.
Logo depois de andar um cadinho, cheguei próximo ao Campo altamente largo, com a permissão dos superiores do Acampamento, eu teria de treinar, e desenvolver todos os meus poderes possíveis, Difícil? nada,  apenas confirmei com a cabeça, Quíron havia me pedido para deixar o sol me curar com maior frequência e calcular sempre o máximo possível de tempo que consigo aguentar  me curando e ainda combatendo, o Sol estava fazendo minha pele arder, e de certo também soar, juntamente ao labor revigorante por ser uma prole do Deus Solar, sorri de canto, apanhei uma das espadas dadas pelo homem, deixei meu carpo a trás, e pendi meu corpo a direção de uma extremista filho de Hefesto, aquele cara tinha muitos, sim, muitos músculos, ele esbanjava testosterona pelos braços formados, ri de canto dando uma imagem irônica de minha parte nunca vista antes. -Cara... tá comendo concreto no café da manhã? -Disse o atiçando, formulei um corte a diagonal, dando um salto lateral contra o corpo do grande filho do Ferreiro, assim o golpeei com a bainha da espada, acertando seu queixo.
Estava a todo vigor, o sol parcialmente me deixava mais e mais forte, o pequeno Hefesto me acerto com um chute central na parte superior do tórax, caí sentado sentindo um de meus ossos ir para dentro e voltar após, levantei rapidamente, cuspi algumas  gotas de sangue, e xinguei o cara de todo quanto é nome. -Você tá fodido cara... -Disse bradando para o tal, minha voz como a de uma Harpía desconcentrou o Ferreiro, corri contra seu corpo, em um salto girando chutei o rosto do tal o fazendo ir para trás, com a espada formulei um "X" a frente, arrancando a proteção de tórax do pequeno Hefesto.

                   [...]

Minha vontade era de fincar aquela espada dentro do "Hefesto Junior" porém, me controlando, parei apenas com um chute bi-lateral mirando o queixo do tal o fazendo cair desacordado, enquanto Quíron esbravejou virei de costas, retirei a armadura de couro que protegia meu tórax. -Eu mudei, grandão. -Disse colocando a armadura de couro na pilha das armaduras, a espada joguei ainda de costa, mas, a tal caiu certamente no coldre de espadas em pé, meus olhos brilhavam, meu corpo suado e musculoso ia se revigorando e curando como  num toque de mágica, enquanto meus passos eram dirigidos ao refeitório. "Até parece que um lixo vindo de Hécate vai me impedir de comer." Pensei andando sem camisa apenas com meus short's jeans, e meus tênis esportivos, as costas, uma bolsa que guardava meu aljava e arco.


Observação:
Se quiser bíblia compre uma.
Hablidades e Poderes Usadas(os):
[Nível 01]
Cura Solar - Ao ser iluminado pela luz solar, os meus filhos podem se curar de qualquer ferimento.

[Nível 10]
Brado Sonoro - Ao Gritar sonoramente o semideus fará seu brado ecoar até uma área de 3 metros (Dependendo do treino a habilidade aumenta) ou mais. Você poderá: Atordoar, Desmaiar, Fazer arranhões, Cortar fundo, Cortar partes do corpo.


Última edição por Bruno Caesar em Seg 23 Fev 2015 - 0:09, editado 1 vez(es)
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Re: Treinos de Poderes & Habilidades

Mensagem por Brenda T. Collins em Dom 22 Fev 2015 - 17:50

 

Treino de poderes e habilidades
I am thinking of you. Thinking of you. You're the best



Eu já estava há algum tempo no Acampamento Meio-Sangue e meus poderes começavam a aparecer. Entretanto, além das habilidades com arcos e de escalada, eu não havia treinado esses poderes. Para ser sincera, eu não tinha certeza do que era capaz. Eu já deveria ter começado a treinar isso, eu sabia, mas como faria isso sem conhecer meus poderes? Agora, sentia minha temperatura subir às vezes, e o sol parecia me deixar mais confortável, mais forte, além de que eu já me curava mais rápido do que nos primeiros dias. Eu precisava descobrir quais eram meus poderes e aprender a lidar com eles. Mas como?

Caminhei até a arena de treinamento, já recheada de semideuses, enquanto pensava em como fazer meus poderes funcionarem. Eu já havia visto alguns de meus irmãos criando flechas de luz com os dedos para atacar os inimigos e já havia lido sobre como alguns podiam se incendiar, mas não sabia se eu conseguiria fazer aquilo, nem sabia como fazer aquilo. Contudo, se tivesse que escolher entre algum dos dois, seria o primeiro – parecia ser muito mais fácil. Decidi, então, tentar fazer com que flechas luminosas aparecessem em minhas mãos.

Eu não sabia exatamente como fazer isto, mas me pareceu lógico que se eu tivesse um alvo, um objetivo, seria mais fácil de conseguir resultados. Portanto, escolhi um boneco de palha como alvo e andei até ele. Olhei para minhas mãos. Como poderia fazer aquilo? Concentrei-me em meus dedos, imaginei flechas de luz saindo deles e atingindo o boneco à minha frente, fechei meus olhos. Estava tentando me concentrar totalmente nisso, embora me sentisse um pouco patética. Senti meus dedos começarem a esquentar, ou seria apenas impressão minha? Não tinha certeza. Então abri meus olhos e movi minhas mãos em direção ao boneco, como se fosse atacá-lo, mas nada aconteceu. Não esperava conseguir de primeira.

Fechei meus olhos novamente e tentei me concentrar. Ao abri-los novamente, imitei o movimento de antes, porém, dessa vez, vi pequenos fechos de luz saltarem de meus dedos, mas que logo se desfizeram. Mesmo assim, não pude evitar ficar admirada. Era um progresso, e significava que eu poderia fazer aquilo. Não podia desistir. Imaginei novamente flechas de luz aparecendo em minhas mãos e as desloquei para frente. Nada. É claro, não poderia ser fácil, não é?

Após mais algumas tentativas fracassadas, obtive algum resultado. Um fecho mais estável que o primeiro saltou de minha mão direto para o chão. Infelizmente, apagou-se assim que o atingiu. Isso estava começando a me frustrar, mas era apenas o meu primeiro treinamento e não podia deixar isso me abalar. Tentei outra vez, mais concentrada que antes, e uma flecha de luz surgiu em minha mão.

- Finalmente! – exclamei. A flecha era muito brilhante e clara, o que dificultava ver seu formato com clareza, mas não parecia muito diferente das que eu usava com meu arco. Entretanto, era claramente visível que ela era afiadíssima e que poderia fazer um grande estrago. Para avaliar isso com certeza, o melhor teria sido um arco. Mas como armas não eram permitidas naquele treino, teria que ser com a mão mesmo. Fechei meus dedos ao redor da flecha e a usei como uma adaga, enfiando a parte pontuda no boneco. E ela desfez-se antes de poder fazer algum estrago. Ainda não estava forte o suficiente.

Criei mais algumas flechas, agora com mais facilidade de fazê-las aparecerem, mas elas sempre se desfaziam quando atingiam o alvo. Então, resolvi tentar algo diferente: fechei meus olhos, e dessa vez, quando os abri, imitei meu primeiro movimento, como se fosse atacar o boneco. A flecha voou de minha mão direto para a barriga do boneco e sumiu. Mas não sem deixar um buraco no pano. Consegui fazer isso umas três vezes seguidas e eu não poderia estar mais contente! O que mais eu seria capaz de fazer? Será que também seria capaz de me incendiar? Não, era melhor não. Apenas criar as flechas estava me cansando, imagina pegar fogo? Talvez em outro treino.

Porém eu estava indo tão bem que não queria parar por ali. Acertar um boneco era fácil, mas será que eu conseguiria acertar um monstro? Pedi para um dos instrutores libertarem uma harpia para mim. Ela não era muito grande, não poderia escolher um monstro que seria demais para mim.

Fechei meus olhos e tentei me concentrar, mas é bem mais difícil fazer isso com uma harpia voando em sua direção. Quando os abri novamente, movimentei meus braços para frente, o mais rápido que pude, e duas flechas voaram em direção ao monstro alado, mas ele desviou. Não foi rápido o suficiente. Tentei outra vez, antes que que ele me alcançasse, porém ele era mais rápido e não foi atingido.

A harpia investiu contra mim e eu pulei para o lado, saindo do alcance de suas garras. Lancei outra flecha de luz em sua direção, mas ela estava fraca demais e se desfez antes. Eu ainda precisava me concentrar para conseguir bons resultados. O monstro metade humano metade galinha atacou novamente e rolei para o lado. Afastei-me alguns passos antes que ela conseguisse investir contra mim outra vez e me concentrei na flecha. Um movimento com meu braço e ela já estava indo ao encontro da harpia, mas ela conseguiu se desviar. Cerrei os dentes. Se ela é mais rápida que minhas flechas, como poderei acertá-la?, indaguei a mim mesma.

- Hoje o jantar será semideus – piou a harpia, e então guinchou. Acho que ela estava rindo. Mas só conseguia pensar em como o som era perturbador. E em como eu iria derrotá-la sem armas e sem um poder eficiente. Eu deveria ter pensado melhor. Então ela lançou-se contra mim novamente e eu me joguei no chão para sair de seu caminho. Senti meu ombro esquerdo arder. Olhei para ele e vi que as garras do monstro galinha haviam feito um corte ali. Pelo menos não era profundo.

Levantei-me do chão o mais rápido que pude com meus ombro e braço esquerdos doendo. Lancei outra flecha na direção direção da minha adversária e ela passou raspando por um de seus pés, abrindo um corte nele. Fora meu melhor tiro e ainda não estava nem perto de ser o suficiente. Precisava tentar outra coisa. Outro poder. Mas qual? Eu não conhecia nenhum. Apolo, pensei, se você está me ouvindo, essa seria uma boa hora para uma conversa entre pai e filha. Mas é claro que não tive resposta. Tudo bem, eu posso fazer isso. E qualquer coisa, os instrutores estão aqui para isso afinal.

Rolei para a direita quando a harpia tentou me agarrar outra vez. Acho que ambas estávamos ficando cansadas disso. Meu ombro esquerdo gritou de dor quando passei por cima dele; podia não ser um corte profundo, mas eu definitivamente não era tolerante à dor. Ela investiu contra mim outra vez e agarrou-me pelas mangas de minha camiseta, levantando-me do chão. Eu me sacudi e me debati, mas ela não soltou. Apenas quando estávamos a dois metros do chão foi que ela me largou, e caí com tudo na terra. O ar escapou de meus pulmões e eu arfava, tentando respirar. Com o canto do olho vi-a se preparando para o último golpe. Não, pensei, ela não vai vencer.
De repente, eu sabia exatamente o que fazer. Não tinha ideia de como eu sabia disso, eu só... sabia. Senti a temperatura de meu corpo esquentar enquanto eu me levantava. Vi a harpia hesitar. Por quê? Então olhei para meus braços: eles estavam pegando fogo; eu estava pegando fogo. Mas isso não me assustava, eu nem estava sentindo. Olhei para minha adversária, determinada. Ela ainda avançava, porém, mais devagar. Quando ficou a apenas um metro de mim, eu gritei. Um grito forte e poderoso que vinha lá de dentro do meu ser. A harpia ficou desorientada e caiu. Mas ainda não tinha acabado. Lancei outra flecha em sua direção, mas potente que as anteriores, e ela não conseguiu desviar. Seu corpo se desfez em pó, e eu caí de joelhos no chão, exausta. 
Poderes usados:
· Flechas de Luz - Você pode criar flechas de luz muito poderosas. Flechas de luz maciças e muito afinadas, que podem ao tocar o inimigo atravessar sua carne dependendo do nível. · Fúria solar - Com esse poder meus filhos podem se incendiar com chamas solares e sua força, seu poder e suas habilidades se elevam ao dobro. Você queimara literalmente com as chamas, mas nenhum dano causará em você. São chamas amareladas e claras, só podem ser usadas a luz do dia quando o seu Astro Rei estar em seu máximo esplendor. · Brado Sonoro - Ao Gritar sonoramente o semideus fará seu brado ecoar até uma área de 3 metros (Dependendo do treino a habilidade aumenta) ou mais. Você poderá: Atordoar, Desmaiar, Fazer arranhões, Cortar fundo, Cortar partes do corpo.
notes: -
thanks weird for
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