Sala de Pintura

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Sala de Pintura

Mensagem por Emilly Victoire Pevensie em Sex 29 Nov 2013 - 1:39


SALA DE PINTURA





 Fazia um bom tempo que eu não visitava o local. Meus desenhos ultimamente tinham sido feitos do chalé, pois eu meio que tinha me confinado nele e saia pouquissímas vezes. Mas com o tempo aprendi que estava perdendo muita coisa trancada naquele local. Aos poucos, resolvi sair mais e no fim, cá estou...
 Procurando nos armários, encontro folhas de papel sulfite e lápis 3b, meu preferido para desenhar. Fico um tempo olhando para a parede. O que desenhar? Já sei! Olhos! Meu tipo de coisa preferida.
 Com traços finos e leves, começo um esboço do olho que com o tempo vou aperfeiçoando... Esfumaçando aqui e ali e deixando os traços mais fortes. Fui fazendo isto repetidamente, até que por fim, acabei com uma folha cheia de olhos. 
 Saio do local com a folha.


Thanks Tess
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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Charlie Brückner Learmont em Dom 1 Dez 2013 - 12:35

well, i'm bored

— Perfeição. — murmurou Charlie consigo mesma, afofando seus cachos recém feitos com uma mão e puxando o fio do babyliss da tomada com a outra. Como se os movimentos houvessem sido ensaiados, ela começou a enrolar o fio na base de metal do instrumento para fazer cachos com cuidado, para não se queimar. Charlotte já havia feito aquilo várias e várias vezes, desde que tinha mais ou menos sete anos. Seus cabelos eram, naturalmente, lisos escorridos; mas ela os odiava daquele jeito por "n" motivos. Primeiro, ela não era a Mortícia, da família Addams. Segundo, Clarie usava o cabelo daquele jeito; e o lema de Charlie era "originalidade e individualismo". Ela odiava o fato de se parecer tanto com a irmã. Odiava ser confundida com a gêmea. Odiava que o mundo obrigasse-a a ser sempre comparada a Clarie. Em suma, odiava a própria irmã. Ela sorriu de canto, com uma irônia pura nas feições, ainda se olhando no espelho. — Mas você é muito melhor, não se esqueça. — Charlie sussurrou, e passou o babyliss para a outra mão. Com calma, girou a chave da porta do banheiro, saindo dele; do lado de fora, havia uma fila de irmãos irritados. Charlie havia furado a fila e passado na frente de todos eles, e estava no banheiro há mais ou menos duas horas. Ela não era filha de Afrodite — na realidade, até tinha certo desgosto pela deusa —, mas se importava tanto com a beleza quanto as filhas de tal. — Vocês sabiam que se irritar dá rugas? Deixem isso para os filhos de Ares. — ela falou, lançando um sorriso irônico em direção aos irmãos. "Eles ficam uma gracinha irritados", pensou. Se aproximou de sua cama — ela dormia no terceiro beliche do canto esquerdo, na cama de baixo — e jogou o babyliss em cima dele, sem cerimônia nenhuma. Ela odiava desorganização, mas arrumaria tudo mais tarde. Afinal, o dia estava lindo e não valeria a pena ficar trancada no chalé arrumando-o.

Ela saiu do chalé sem pressa. O sol brilhava num céu azul sem nuvens, e o ar a sua olta era quente e um tanto quanto sufocante. — Hm. — murmurou, pensando aonde iria. Treinar? Nem pensar. Ela até gostava de tal coisa, mas não estava com "o espírito". Talvez, quisesse cantar ou pintar. Poderia ir a uma das salas que haviam lá. Começou a caminhar, com calma, até a sala, lançando um sorriso de canto de lábios para cada um dos campistas que passava por ela. [...]

Charlie sempre gostara de pintar; e afinal, era ótima na tarefa. Seus traços tornavam-se vivos no papel ou na tela que o tocavam. Como sempre fora uma garota reservada quanto ao que sentia — de ódio e desgosto à paixão e amizades —, Charlie não costumava conversar sobre o que sentia; ela pintava. Quando irritada, seus desenhos eram escuros; quando feliz ou alegre — o que era mais difícil —, eles continham cores vivas e quentes. No geral, a filha de Atena sempre desenhava coisas abstratas, pois era assim que se sentia.

Naquele dia, ela pintava um espelho. Ele era dourado e o vidro era de um tom de azul desbotado. A moldura era delicada e tinha detalhes floridos, como o que havia na sua casa, quando era pequena. Ela suspirou, e pousou o pincel na paleta em busca de um tom de marrom parecido com seus cabelos cacheados. Charlie suspirou e encarou o desenho. Com delicadeza, recomeçou a pintar, fazendo um cabelo liso, escorrido; logo depois, um outro, só que cacheado e mais brilhoso. O que ela estava pintando não era difícil de descobrir.

Off: Posts atemporais com a Angelique; logo, qualquer outro post serrá ignorado. Flw, vlw.
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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Gabriella Malk. Haferlach em Dom 1 Dez 2013 - 19:58


Bu!
Tell me a Lie
Já haviam horas que eu estava deitada naquele sofá, sinceramente, eu o amava. Diferente de muitos outros, o apoio de costas daquele sofá ficava paralelo à parede e não colado nele. Fora eu mesma quem mudou aquele sofá de posição, era um bom esconderijo: Eu deitava lá, esperava alguém chegar pra fazer suas artezinhas e roubava-lhes seus pertences.

Porém naquele dia, havia me deitado lá simplesmente para relaxar, sem pirralhos para tomar conta ou dar bronca naqueles irmãos gêmeos porcos que largavam suas cuecas sujas pelo chalé, sem treinos com aqueles metidos a sabe-tudo que só pensam em ganhar experiencia sem nem ligar para que experiencia estão ganhando o que me irritava profundamente, não, ficar ali com meus fones em volumes razoáveis tocando Ravell era tudo o que eu podia querer.

Poderia ter adormecido ou simplesmente viajado em tão profundos pensamentos que só notei a presença de mais um humano naquela sala de artes quando a pintura da mesma estava quase no fim, será que ainda haveria tempo de ir lá e afanar algo da menina? Precisaria descobrir, mas a pintura ficou invisivel novamente quando ela se pôs a frente da mesma, voltando a pintar: Então seu quadro ainda não estava pronto, e eu precisaria agir rápido e nada melhor para uma estratégia do que uma analise de seu alvo.

Meu lado filha de Afrodite descobriu no mesmo instante que os cachos que escorriam pelas suas costas eram fruto de um babyliss, e realmente pareciam arrumados demais para serem naturais. Então, se era vaidosa deveria ser potencialmente distraída, uma ótima presa. Não tinha porém nenhuma bolsa, carteira ou aparelho eletrônico na mesa ao lado de sua tela, o que não era bom, pelo menos para mim.

Me levantei devagar e tão notável quanto a brisa leve do lado de fora da janela fechada da sala, andei calma e displicentemente até meu alvo pintor, mas no instante em que estava a pouquíssimos centímetros da menina eu parei, não valeria a pena atacar a garota sem nenhum objeto em vista para roubar. Então só me restava uma coisa...

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH – Gritei o mais alto e agudo que consegui, praticamente com a boca em seu ouvido, o susto dela e a perspectiva da bronca que ela iria me da me fizeram encolher a barriga de tanto rir. Esperei então a reação da menina enquanto subi meus olhos lacrimejosos de tanto rir, para o encontro dos dela.
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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Gabby Hoff. Fitzgerald em Seg 16 Dez 2013 - 11:58

Chego ali, pego Charlie pelo braço e ambas saímos dali.
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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Gabriella Malk. Haferlach em Sex 20 Dez 2013 - 17:56

Saio dali pq uma garota feia e boba chama meio mundo pra postar com ela E NÃO RESPONDE
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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Noah Harrison Shneyder em Qua 15 Jan 2014 - 15:58

Sala de Pintura

Não havia muito que se fazer no Acampamento. É claro que a maior parte dos campistas se encontrava, neste momento, na arena para treinos, mas eu havia conseguido despistar Quíron e o sátiro tagarela que insistia em me seguir para todos os lados. “Você precisa aprimorar suas habilidades”, ele dizia. Que graça há em ficar acertando bonecos de palha com uma espada de madeira? Não iria aprimorar habilidade alguma com aquilo; no máximo exercitaria a minha paciência. Mãos nos bolsos, eu então vagueava pelos prédios mais afastados da arena. Tinha me visto na obrigação de vestir a camiseta do acampamento, mas só o decidi por fazer graças ao fato de que chamaria muita atenção caso ficasse andando por aí com uma das camisetas de banda que eu havia levado para o acampamento. Passei por alguns sátiros, filhos e filhas de Afrodite, alguns meio-irmãos (sim, papai, apesar de mal encarado, parecia conquistar o coração de várias donzelas) e também ninfas dos bosques. Não tão chamativa quanto à maioria dos prédios, a sala de pintura ergueu-se a minha frente após alguns minutos de caminhada. Olhei para a esquerda e depois direita, pensativo, até que por fim estendi a mão em direção à maçaneta da porta destrancada. Empurrei a madeira com o ombro, escutando-a ranger assim que o âmbito de luz fraca surgiu em meu campo de visão. A sala estava vazia, escura (suas janelas mantinham-se fechadas) e o ar cheirava levemente a mofo. Não parecia que o lugar vinha sendo frequentado. Dei um passo e depois outros mais, indo cada vez mais para o interior da sala repleta de cavaletes e armários de material, além de quê havia uma parede mais ao fundo onde obras de “arte” haviam sido deixadas para trás. Ia abrindo as janelas conforme passava, embora não possuísse intenção alguma de permanecer ali mais tempo do que o necessário.

Havia, sem dúvida, quadros de valor artístico adequado, entrementes estes eram pouquíssimos e ficavam escondidos por trás dos cavaletes pintados por alguém pouco hábil. Os garotos de Ares deveriam ter visitado tal cômodo, pois alguns quadros realmente bons tinham sido deixados de lado – no chão – e outros, estes estampados com o javali símbolo do deus da guerra, ocupavam lugar nas paredes. Estalei os lábios – Tanto talento para aprontar confusão. – Disse enquanto erguia o pescoço vez ou outra para observar os traços coloridos de algum traço ou simplesmente para tentar entender o que o autor gostaria de retratar. Os filhos de Dionísio eram conhecidos por seu vínculo com o teatro, sendo ótimos atores, mas isso não impedia que eu tivesse certo senso crítico também para a arte. Afinal, o teatro era também uma arte. Após ter passado o olho por quase tudo, arrumei os quadros nas paredes, descartando os grosseiros e pouco merecedores de visibilidade, e então tornei as mãos até os bolsos do jeans enquanto me afastava em direção a saída. Deixaria as janelas abertas, quem sabe assim o local deixasse de ter um ar tão fúnebre e voltasse a ser frequentado regularmente.
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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Davos H. Grümmer em Qua 26 Fev 2014 - 13:27



⊱ Encontro. ⊰


Eu sai do meu chalé, com a intenção de ir diretamente para a Sala de Pintura, onde David pediu para que eu encontrasse ele, pois o mesmo queria me mostrar uma pintura que havia feito, não sabia exatamente porque ele queria me mostrar isso, mas como era meu irmão gêmeo, não me recusei a ir ao seu encontro. Respirei fundo e fiz de tudo para não esbarrar em momento algum com Sky Colfer, havia mais ou menos duas semanas e meia que eu não a via e não ouvia ou falava o nome dela, mas meus pensamentos sempre estavam nela, não tenho mais como evitar meus sentimentos por ela, uma hora era ódio em outra era amor, dizem que os dois andam de mãos dadas, mas eu não consigo acreditar muito nisso... Difícil foi eu assumir a mim mesmo que estava apaixonado por ela, e agora que assumi, não adianta de nada... Não tenho intenção de ir atras dela, não fui eu que falei coisas ruins a ela, tudo bem... Posso ter sem querer me exaltado ao ver ela com outro, mas não fiz por querer, foi involuntário e não queria machuca-lá. — Espero que ele não demore. — Já estava na sala de pintura, olhando alguns quadros que já estavam prontos e alguns que dois filhos de apolo estavam fazendo, mas ambos falaram que iriam procurar algo para terminar a pintura e depois voltariam, me deixaram sozinho na sala, me encostei na parede e fiquei olhando fixamente para o teto, de cabeça erguida e apenas pensando com as pernas cruzadas batendo o pé no chão enquanto prestava atenção ao nada.

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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Qui 27 Fev 2014 - 0:39

Don't tell me you're my heartbreaker,
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Há duas semanas descobrira meu defeito fatal. Não importava o quão machucada saísse de algo, a quantidade de ódio que sentia ou até mesmo o meu bem-estar; quando eu começava a gostar de algo, era para valer. Infelizmente, isso também incluía meninos e, nesses meninos, Davos Grummer. Durante muitos dias ficara sem sair do chalé para o que me era requisitado como dever de líder, pensando se já havia insultado Afrodite ou algum deus do tipo durante toda minha vida. Claro, meu amor por deuses relacionados exatamente ao amor ou aos seus filamentos não era lá o que poderiam chamar de “grande”, mas realmente não acreditava que seria amaldiçoada por algo assim. Nunca fora dessas que pensavam em príncipes, casar  coisas do tipo. Desde que chegara ao acampamento -muito, muito nova- o foco tornara-se treinar e ser a melhor, e teria continuado assim se o filho de Hades não tivesse aparecido.

Sai do chalé resmungando algo como “não se fazem mais capachos como antes”; Angelique me chamara na sala de pintura para conversar sobre seu peguete - ou algo assim - que eu ao menos fazia ideia de quem era. Como uma boa conselheira e tudo o mais, era de obrigação minha aguentar todo o drama do pessoal do chalé. Sério, duvidava muito que fosse aguentar caso Afrodite fosse minha mãe e todas aquelas patricinhas precisassem de mim. Apressei meus passos e joguei meus cachos para o lado esquerdo, acenando para os campistas que me cumprimentavam. Para sorte deles, acordara de bom humor naquele dia e não estava para patadas como normalmente.

Poucos minutos depois, adentrei a Sala de Pintura, sendo praticamente empurrada por um arqueiro que corria olhando para o céu. - Ai, droga - exclamei, tropeçando em meus pés e caindo quase que de cara no chão. Me levantei rapidamente, observando o local a procura de algum sinal de minha irmã. Avistei um vulto mais ao longe, mas ainda estava meio tonta devido a queda e não consegui identificar a pessoa. - Hm, desculpa, não sabia que já tinha gente aqui. Se quiser eu posso ir embora e… - deixei a frase solta no ar, esperando que a pessoa entendesse e não tivesse realmente visto minha queda.

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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Davos H. Grümmer em Qui 27 Fev 2014 - 13:36



⊱ Encontro. ⊰


Havia tido dias difíceis e eu não estava disposto a voltar a tê-los, desde que Sky surgiu em minha vida parecia que tudo era complicado demais ou que de uma hora pra outra tudo melhorava, era um complexo perfeito de certo ou errado, respirei fundo enquanto permanecia quieto apenas esperando meu irmão aparecer, porém surpreendi-me quando ouvi um barulho de alguém quase caindo, ergui o rosto e visualizei a pessoa, era ela. Minhas mãos começaram a soar, coisa que nunca acontece, comecei a sentir um certo desconforto em meu peito, parecia que iria rascar minha carne e atravessar para fora, passei a mão pelo cabelo e a ouvi falar que não sabia que tinha alguém no lugar e que iria embora, acredito que ela não tenha me reconhecido, pois se o tivesse teria diretamente jogado milhares de pragas e insultos a mim. — Você está bem? Notei que quase caia. Não se preocupe, estou apenas esperando meu irmão... Pode ficar. — Mas então, aquele momento em que o tico e o teco resolvem entrar em ação e você percebe o que acontece ali, armação? Certeza. Aposto que David e Angelique devem ter se juntado para armar um complô contra mim, não que eu tenha achado ruim, foi bom... Eu precisava vê-lá, nem que fosse para ouvir mil insultos e ter que sair irritado com as mil acusações que ela joga sobre mim. Respirei fundo antes de voltar a olhar para ela, ainda parado onde eu estava. — Por acaso você também veio esperar sua irmã? Porque algo me diz que eles não vão vir. — Relaxei os ombros um pouco e logo voltei a cruzar os braços e com a sobrancelha erguida voltei a fitar a garota a minha frente, estava diferente, parecia mais baixa, mais delicada e aparentava ser frágil... A distancia fez bem a ela, talvez fosse melhor assim... Ela realmente era linda.

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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Dom 2 Mar 2014 - 15:08

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Prendi a respiração ao ouvir a voz da pessoa que se encontrava na Sala de Pintura. Duas semanas haviam se passado desde que eu quase morrera por sua culpa, duas semanas tão boas sem sua presença  que eu poderia me declarar livre. Respirei fundo, tentando manter a calma diante de Davos. Eu não ficaria de mal humor por culpa de um menino. Sério, Zeus é mais. - Ah, é você. - murmurei, rolando os olhos. Minha cabeça finalmente havia parado de girar. Foquei meu olhar nele; sua aparência havia mudado ao menos um pouco no meio tempo que não nos encontráramos. Seu rosto já não possuía o ar de, no mínimo, engraçadinho. Agora era apenas a face de um homem lindo e sombrio. Mordi o lábio e desviei meu olhar, passando os olhos pela sala. Esperava encontrar Angelique ali, mas realmente não se faziam mais escravos como os de hoje em dia.

Voltei a prestar atenção no menino, notando que não havia respondido sua primeira pergunta. - Claro que tô bem, darling. E vou ficar, down. - disse e sorri com escárnio. Fechei a porta da sala e me encostei nela. - Minha irmã? É. Bem, pior pra Angelique, quem vai ter que limpar o banheiro por me fazer perder tempo será ela. - sorri de lado e cruzei os braços, suspirando em seguida. Eu juro, juro mesmo, que se naquele instante Davos aparecesse sem camisa, com o humor que predominava sobre mim, as coisas iriam esquentar. - Mas então, como anda a vid…- fui interrompida por um barulho extremamente alto na parte de fora da Sala de Pintura. Sem pestanejar, me virei bruscamente e levei a mão até a maçaneta da porta, no intuito de ver o que estava acontecendo. Antes que pudesse sair do local, senti uma mão no meu braço. Estranhando, olhei para trás, encarando o filho de Hades. - O que é isso? Me solta, cara.

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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Davos H. Grümmer em Dom 2 Mar 2014 - 15:23



⊱ Encontro. ⊰


Estava me perguntando o porque David e Angelique haviam feito isso, não que eu fosse reclamar... Mas eu não queria, era notável que o tempo longe de mim fizera bem a ela, já a mim eu não digo o mesmo, depois de ter assumido o que sentia por ela a mim mesmo, as coisas estavam cada vez mais complicadas, parecia que tudo ao meu redor iria desmoronar e que a qualquer momento iriam anunciar que ela estava com outro cara, era perceptível que isso poderia ser verdade... Afinal de contas, ela era linda, egocêntrica, irritante, mas tinha todos os babacas do acampamento babando por ela... Fico imaginando se ela fosse filha de Afrodite, como não seria?! Melhor não imaginar, se é chata desse jeito sendo filha de Zeus, imagina se fosse de Afrodite? Sinto repugna só de imaginar. Respirei fundo passando a mão atras da minha cabeça, bagunçando os fios de cabelo da minha nuca e voltei a prestar atenção a garota, que todas as vezes que falava, sempre era para provar que eu não deveria ter me dado por vencido quanto a isso. — Continua igual, ou pior, que antes... Ainda não sei porque tento conversar com você. — De fato, ela sempre era assim... Complicada e sempre falava o que dava na telha, mesmo sem se importar se isso iria ou não machucar alguém, não que eu me importasse necessariamente com isso, só estava me sentindo incomodado com os fatos. Percebi um barulho ao lado de fora, quando a mesma ia se guiando para sair, segurei seu braço e a mesma me encarou, por uma fração de segundos eu pensei no que ia falar, mas preferi apenas fazer. Puxei ela de encontro ao meu corpo e olhei nos olhos da mesma, talvez eu fosse apanhar até a próxima desada, mas não iria deixar ela escapar de novo. Inclinei um pouco a cabeça e toquei meus lábios aos dela, inciando um beijo quente e cheio de saudades.

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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Davos H. Grümmer em Ter 8 Abr 2014 - 13:29



Saio dali com Sky.

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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Liam Donati Miller em Qua 13 Ago 2014 - 3:36




Pinturas definitivamente não eram a sua praia, e Liam sabia muito bem disso. Para ser honesto, o garoto até tinha começado a admirar a arte já que máquinas fotográficas estavam se tornando cada vez mais ultrapassadas e as formas “modernas” de se conseguir capturar alguma paisagem eram muito perigosas para um semideus. De qualquer modo, mesmo apreciando grande parte dos quadros feitos pelos campistas, o rapaz não tinha o mínimo de tino artístico, sendo que sua grande obra de arte havia sido um desenho da cabeça de um cachorro e que era feito enquanto se contava uma história, ou seja, a sala de pintura definitivamente não era um lugar comumente frequentado por ele. A única razão para que o garoto resolvesse visitar o local naquele dia era a sua extrema vontade de dormir. Já fazia alguns dias que Liam não conseguia ter uma boa noite de sono. O motivo para isso ainda não estava muito claro, mas ele sabia que as horas em que conseguia relaxar eram justamente no meio do dia, um horário onde o acampamento costumava estar agitado, com todos os campistas realizando tarefas, e treinamentos, que envolviam barulhos e gritos de dor.

A sala de pintura não era o lugar mais propicio para se estar, mas logo que adentrou no ambiente, o garoto percebeu que ela permanecia vazia e silenciosa. Apesar da maioria dos cavaletes estarem desocupados, existiam alguns devidamente arrumados e com telas contendo alguns esboços que futuramente se tornariam alguma imagem. E foi justamente em cima deles que Liam tirou sua soneca. Não, não havia sido algo planejado. O garoto estava zanzando pela sala como se fosse um gato procurando um lugar para ficar confortável, quando ele toscamente virou o pé. Nessa história não existe nenhum ato heroico ou um desenrolar de ações que levaram aos acontecimentos. Tudo que ocorreu foi uma virada de pé. Não, Liam não era desengonçado. Muito pelo contrário. Seus movimentos eram friamente calculados depois de anos de treinamento. Mas nessa ocasião em especial o rapaz torceu o tornozelo, e se não bastasse, o desiquilíbrio fez com que ele caísse. O problema era que nessa hora ele estava justamente passando em frente dos trabalhos inacabados dos campistas, e tanto telas, como pinceis e tintas foram derrubados pelo garoto. Quando Liam pode avaliar o estrago, ele viu que tinha quebrado a maioria do equipamento, e suas roupas estavam apresentando cores inimagináveis, devido ao excesso de tintas que ali existia.

Uma pessoa sensata iria se levantar, ir tomar um banho e depois mudar de roupa, mas deitar em cima daqueles quadros e cavaletes dava uma sensação tão boa, que o cansaço dominou o filho de Hades que resolveu aproveitar o ambiente e tirar seu desejado cochilo. O garoto apagou de tal forma, que as peças sobreviventes acabaram não aguentando e caindo em cima da sua barriga, mas ele nem se dignou a se mexer. Um bom tempo passou até que os sentidos de Liam começassem a dar sinal de vida mais uma vez, tanto que ele foi acordado pelo barulho da porta se abrindo. Na verdade ele não foi realmente acordado. Apenas se espreguiçou e abriu os olhos. Sua visão turva fez com que ele percebesse que uma garota analisava o local, e também a estranha pessoa que estava deitada em cima de um monte de pinceis, tintas, telas, e etc. Mesmo assim, o jovem estava com um “soninho” tão gostoso que ele continuou deitado, e sorriu acenando para a menina.  

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Re: Sala de Pintura

Mensagem por Brenda T. Collins em Qui 6 Nov 2014 - 16:46


I miss you
Eu tinha o resto da tarde de folga para fazer o que eu quisesse, então decidi fazer uma coisa que eu amava muito: pintar. A arte sempre fizera parte de minha vida, desde quando eu era pequena eu já adorava pintar, cantar, tocar instrumentos, e tudo que tinha a ver com artes. Fora minha mãe quem me apresentara à esse mundo quando eu era menor, mas eu não sabia mais dizer de quem eu puxara esse gosto: se fora do meu pai ou de minha mãe. Provavelmente foi dos dois. Entretanto, eu prefiria pensar que fora de minha mãe, isso me aproximava dela... Então uma melancolia repentina me dominou ao pensar nisso, não havia percebido até aquele momento quanta falta eu sentia dela.
Ainda com minha mãe em minha cabeça, entrei na sala de pintura. O local encontrava-se vazio, mas uma infinidade de pinturas o enchia de cores e formas. Melhor, pensei, assim posso ficar mais à vontade. Escolhi um dos painéis e coloquei-o em um cavalete, então peguei uma aquarela e um pincel e comecei a pintar. Minha mão deslizava suavemente pelo painel, formando retas e círculos, enquanto meus lábios cantarolavam uma música suave, involuntariamente. No início eram apenas traços, formas indefinidas. Mas conforme eu ia desenhando, a pintura ia ganhando forma: uma pessoa alta, obviamente uma mulher adulta, e uma criança ao seu lado. Quando eu começara a pintar, não tinha nada em mente, apenas deixara que minha mão trabalhasse livremente. Mas agora eu sabia o que eu estava desenhando.
Minha mão parou de se mover. Olhei bem para o painel, analizando-o. Depois de alguns segundos, concluí que a pintura estava pronta. Contudo, continuei encarando as duas figuras no quadro, dominada por um sentimento que eu não podia mais conter: saudade. Quando enfim acordei de meu devaneio, concluí que levaria a pintura para meu quarto assim que a tinta secasse. Até lá, fiquei observando minha miniatura pintada segurando a mão de minha mãe. Então peguei o painel e saí de lá.
 
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