Arsenal

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Arsenal

Mensagem por David H. Grümmer em Dom 22 Dez 2013 - 23:53


Depois de cortar duas dúzias de bonecos de palha, sinto-me cansado. Cansado de lutar com uma espada, não de exaustão. Opto que, ao invés de descansar, devo conseguir uma arma nova.

O ar do Acampamento está muito quente e a manhã só começou. Sinto agonia só de pensar em o quão longe a noite está. Saio da arena e, debaixo desse maldito sol escaldante, caminho até o arsenal.

Felizmente, o lugar onde as armas do Acampamento são guardadas é totalmente coberto. Me sinto levemente revigorado só de estar longe do sol. Transformo a minha espada em um anel e verifico as armas. Um grande machado duplo me chama atenção. Pego-o e começo a golpear o ar, a arma é mais pesada do que as que tenho costume de usar, obviamente, precisarei de um bom treino para manuseá-la com perfeição. Olho para o chão, me concentro e uma fissura se abre. Uma mão sem carne puxa um cadáver esquelético para fora da terra, isso gasta parte da minha energia, mas é altamente necessário. Ordeno que o esqueleto me ataque sem arma alguma - sou iniciante com machados, não devo enfrentar um desafio muito grande.

A brincadeira acaba mais rápido do que eu previa. Não usei energia o suficiente, o esqueleto que convoquei era muito fraco. Um mísero golpe em seu pescoço, ou melhor, no osso onde devia estar o seu pescoço é o suficiente para desmontá-lo. Ossos voam para todos os lados, acertando lugares que não deviam acertar.

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Re: Arsenal

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Seg 23 Dez 2013 - 13:42



Sai da lojinha nervosa, por que não queriam aceitar uma espada normal por 35 dracmas?! Todos tinham uma espada, todos tinham mais de 50 dracmas, menos eu, óbviu. Sou a única excluida desse acampamento. A espada sempre será útil para qualquer coisa: treinar, missões... Se eu morrer por causa de uma espada, vou puxar o pé de vocês de noite., resmunguei em pensamento.

Andei pelo acampamento pensando em como arrumar dracmas fáceis, estava meio difícil, então me lembrei de um lugar. Bom, tudo bem, eu tenho o arsenal, seus rídiculos. O arsenal era um pouco longe de onde eu estava, mas fui correndo até lá, vai que eu achava uma espada para o gasto, depois eu devolveria. Ao chegar na porta, pude ver que tinha uma pessoa já lá dentro. O observei em silêncio dar uma 'espadada' em um esqueleto e logo depois ossos voarem para todos os lados e um na direção do meu rosto. Segurei o osso com uma das mãos.

— Isto é... humano? - fiz uma careta e joguei o osso de volta ao garoto que me olhava assustado por ter me ouvido chegar. Limpei a mão no short (apesar dela estar limpa, mas sabe-se lá) e fui na direção de uma prateleira onde estavam as espadas de todos os jeitos e tamanhos. Fui pegando algumas para ver se eram pesadas, nenhuma estava no peso certo, que complicado. Olhei por cima do ombro para o campista que ainda estava no arsenal.
— Então, quem é você? - perguntei enquanto pegava mais uma espada de bronze celestial e a girava, um pouco mais leve que as outras... A coloquei no chão para que pegasse depois caso não achasse outra.

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Re: Arsenal

Mensagem por David H. Grümmer em Seg 23 Dez 2013 - 22:01


Acompanho com os olhos o caminho de cada um dos ossos e acabo me deparando com uma garota. Ela se defende do osso e, em um ato muito estranho, o lança em mim. Num movimento rápido (quando digo rápido, refiro-me a largar o machado no chão, tirar o meu anel do dedo, ativá-lo e cortar o resto orgânico de algo que já foi vivo antes de me acertar) consigo me defender.

- Era algo vivo até alguns minutos atrás ou décadas, não sei. Não costumo perguntar isso para eles, só os uso e pronto - digo tentando acabar com a dúvida da menina. Ela se dirige até a prateleira de armas e começa analisar algumas - como eu estava fazendo antes dela chegar. Cruzo os braços e fico observando-a. Ela é intrigante e há alguma coisa familiar no olhar dela, algo do tipo você-devia-saber-quem-é-ela-David. Os nossos olhares se cruzam por míseros segundos e ela pergunta quem sou - Filho do mal, da sombra e do belzebu. Mister Simpatia do Acampamento Meio-Sangue durante três anos consecutivos e o melhor parceiro para se dançar arroxa que uma garota pode ter nesse acampamento - forço uma risada. De tudo que eu disse, apenas a última afirmação foi verdadeira - David, o melhor filho que Hades poderia ter - arqueio uma sobrancelha.

Apoio a ponta da espada no chão e a uso como apoio - Sua vez - digo ansioso.

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Re: Arsenal

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Seg 23 Dez 2013 - 22:21



Me viro para o observar em seu discurso, me apoiando em uma das prateleiras. Abafo o riso na maioria de seus comentários, sorrindo enquanto o ouvia. Até que esse filho de Hades é alegrinho demais em comparação a uns outros que já havia conhecido, me cutuquei em pensamento. Aponto para mim mesma assim que ele direciona a pergunta a mim, dando de ombros depois.

Retorno meu olhar para a prateleira novamente e depois me agacho para recolher a espada no chão.
— Sou filha de Zeus e feiticeira de Hécate. Não estranhe o porque de jogar o osso de volta, mas dá um pouco de nojo, sabe? - digo apoiando na parede a espada e me sentando logo depois. - Ah, sou Angelique, prazer. - dou um meio sorriso de lado, parando para o analisar. O sorriso travesso que ele escondia não era difícil de se enchergar se o olhasse atentamente, chegava a dar nervoso só de imaginar as coisas bizarras que deveria ter feito, que o olhar dele indicava. Desviei o olhar para a espada e com um movimento com a perna, dei uma empurradinha nela para desequilibrá-lo.

— Estava treinando com um esqueleto, então? Não é mais fácil na arena? - pergunto cruzando os braços e olhando lá fora. - A arena é bem melhor que o arsenal, né? Se bem que 'tá calor... - dou uns tapas no chão para indicar que ele sente, me sentia mais baixa ainda com ele em pé.

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Re: Arsenal

Mensagem por David H. Grümmer em Seg 23 Dez 2013 - 22:52


Filha de Zeus, hm. Péssimo começo. É difícil de ver alguém interessado em conversar comigo, minhas conversas com humanos costumam durar no máximo uns 20 segundos? Tá bem, tá bem, nem todo mundo gosta de ouvir sobre como é legal ouvir o barulho de ossos caindo no chão ou como fantasmas de suicidas são melancólicos, mas sei lá, os humanos bem que podiam me dar uma chance, né? Há um deles na minha frente e está me dando tal chance, mas por quê ela tinha que ser filha do maldito deus do egocentrismo? Por quê?

Faço uma notinha mental para evitar falar sobre mortos. Isso costuma não agradar eles, os vivos - Quer brincar de espada, é? - tento conter o meu típico sorriso malicioso, mas não consigo muito bem. Transformo a minha espada em anel e a jogo na direção da garota - Não é um anel de compromisso, não se anime, garotinha indefesa tacadora de ossos. É a minha espada de ferro estígio. Sua mentora é Hécate, você deve se dar bem com essas coisas do submundo - levo a mão até o cabelo e o bagunço. Odeio ficar arrumadinho demais.

Concordo com a cabeça quando ela pergunta sobre os esqueletos - É, odeio calor. Esqueletos são legais, mas não tanto quanto uma filhotinha de Zeus inexperiente e indefesa - tento provocar-lhe raiva - Um duelo comigo? O prêmio, hmm, se você ganhar, pode pedir que eu faça qualquer coisa que você queira - pego o machado duplo do chão e penso na minha proposta. Talvez eu esteja sendo exagerado demais, mas sei lá, ter algo vivo interagindo comigo (e que não seja meu irmão ou a sua namorada me confundindo com ele) é tão legal - Ou podemos conversar como adolescentes normais, sem armas. Ou... - falta-me mais sugestões.

Olho para ela, mais uma vez, desamparado.

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Re: Arsenal

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Seg 23 Dez 2013 - 23:39




Balanço a cabeça com suas palavras, este era mesmo diferente dos outros. Me levanto com o anel na mão e o ponho. Limpo meu short e ergo as sombrancelhas para o anel, analizando a pedra, era de longe muito gay para um filho de Hades, mas ele parecia ter apreço pelo anel. Pego a espada apoiada na parede e a guardo em uma das prateleiras. A palavra "compromisso" me fez dar uma rápida gargalhada. Semi cerro os olhos na direção dele.


— Primeiro, não quero brincar de espada, segundo, desfaz esse sorrisinho e terceiro... - cruzo os braços - ...não sou uma garotinha indefesa. Minha altura não ajuda, também. - dou de ombros - Gostei do anel, darei ideia para Hécate produzir um desses para nós e este anel, garotinho das impurezas, não aparenta ser meio, ahm, gay para você? Ou será que é gay mesmo? Nada contra eles. - sorrio maldosa. Ando em círculos em volta dele mexendo no anel até que fosse terminado o desafio do duelo. Reviro os olhos ao fim de todas as propostas, digamos, para mostrar superioridade.


— Blá blá, não sou inexperiente e por mais que sua propósta de ser escravo meu aparenta divertida, não vou duelar com você. Mas por favor... posso ficar com o anel? - faço carinha de fofa, vale a pena tentar, não chegaria tão perto assim de uma cria de Hades novamente tão cedo, e não doi perguntar, não é? - Talvez conversar seja melhor, 'to com preguiça demais.


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Re: Arsenal

Mensagem por David H. Grümmer em Qua 25 Dez 2013 - 19:37


Fito-a interruptamente enquanto ela brinca com o meu anel. Arrependo-me de ter emprestado a ela, eu nunca tinha feito isso antes e, agora que fiz, descubro que fui sábio sábio em não emprestar minhas coisas. Não faz nem um minuto que a garota está com ele e já sinto falta. Ficar sem ele me dá uma sensação de invulnerabilidade. O anel é a minha única arma.

Para não pensar que a única arma que sei usar bem está nas mãos da filha do cara que exilou o meu pai, me permito olhar um pouco mais que o seu rosto. Meus olhos se distraem enquanto vejo a sua altura (eu adoro garotas baixinhas!), silhueta, busto... Ahh... Que busto! Estou tão distraído com o seu corpo que entendo precariamente o que ela diz - Gay pra mim, ãhn? É - murmuro sem muita certeza pois estou vidrado demais nos seios dela. O formato deles é muito bonito.

Mas então a sua fala volta em minha mente. Gay, ela disse. Ela me chamou de gay? ELA ME CHAMOU DE GAY? - O que foi que você disse? - indago com o tom de voz sombrio que só os filhos de Hades podem ter. Todo o meu jeito amigável e comunicativo de ser se dissipa. Imagino o quão dolorosa seria a sua vida (ou morte) se ela desse uma passadinha rápida nos reinos do meu pai. Decido que serei eu quem dará essa passagem só de ida para a garota. Meus olhos ficam escuros e piso no chão com força, mini-crateras se abrem e algumas mãos esqueléticas começam cavar pra fora do buraco.

Quando uma agarra o tornozelo da garota, eu paro com tudo aquilo.O ódio, a sede de vingança e a vontade de ferir é a ruína dos filhos de Hades, David, minha mãe me disse. Volto ao meu normal. Não posso deixar que essas sensações ruins me controlem. Nunca tentei controlar tantos esqueletos, isso com certeza me faria muito mal. Sinto um leve cansaço, mas não deixo transparecer nada - Não, você não pode ficar com o anel. Devolva e saia - digo rispidamente de costas para ela.

Ela não quer que eu sorria? Ótimo, nunca estive tão longe de sorrir.

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Re: Arsenal

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Qua 25 Dez 2013 - 20:24



Eu hein, ele nem presta atenção no que eu falo, que problemático, não é atoa que aparenta ser sozinho..., pensei por um momento assim que ele disse coisas sem noção. Então ele aprarentemente acordou do "transe" e enlouqueceu completamente. Ainda estava distraída demais quando ele perguntou sobre o que havia dito, então só concordei sem olhar para ele, o que foi um tremendo erro.

Deve ter ficado furioso com minhas palavras, pois seu tom de voz mudou completamente, e foi então que o olhei. Seus olhos "derramavam" fúria, e havia "baixado Hades" ali mesmo. Assim que abri a boca para fazer alguns cometários talvez nervosos sobre seu estado de saúde quando a coisa mais estranha aconteceu ali mesmo. O chão se abriu literalmente e esqueletos surgiram das frestas no chão e uma das mãos esqueléticas segurou meu tornozelo com força, não pensei que ossos pudessem fazer força assim. O pânico me consumiu por completa, sentia vontade de gritar com todas as forças que tinha e senti falta de ar de tanto medo. O que ele queria fazer? Me arrastar pro inferno, me esquartejar e dar de comida aos cães infernais? Com o outro pé chutei uma mão e tentei tirar meu tornozelo da mão morta.

— Para com isso! Manda eles pararem com isso agora! - gritava pro maldito que estava parado só observando, com aqueles olhos assustadores. E pensar que por um momento os achei bonitos!, choramingava com medo. Minha vontade era de invocar um raio e fritar todos esses mortos vivos, incluindo o filho de Hades. Então, tão rápido quando chegou, os esqueletos sumiram, as frestas foram fechadas e o garoto virou de costas para mim, falando ríspidamente. Me agachei e passei a mão pelo local apertado, estava vermelho e dolorido. Esqueletos são mais fortes do que um dia pensei que fossem. Retirei o anel do dedo e joguei nas costas dele.
— Quer o anel? Pegue! Era só ter dito isso, imbecil, não precisava tentar me matar! - gritei com raiva. Me levantei e fui até ele, que ainda estava de costas. - Saia você! Eu vim aqui com um propósito, e você? Veio se esconder do sol?! Vá procurar outras pessoa para matar e me deixe em paz! - o nó em minha garganta doia, mas segurei o choro, nunca tinha estado com tanto medo, não sei porque, já enfrentei coisas piores. Viro de costas e vou até uma das prateleiras tentando disfarçar e esperando que ele saísse.

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Re: Arsenal

Mensagem por David H. Grümmer em Qua 25 Dez 2013 - 20:52


Quando eu ordeno que ela saia, a primeira coisa que acontece é com o meu anel, ela joga o objeto em minhas costas. Viro o rosto para o lado, o suficiente para ver a garota pelo canto dos olhos, e ela caminha furiosamente em minha direção. Não me agride e nem me chama de gay, novamente, só grita, me chama de imbecil e dá a mesma ordem que eu dei: vaza daqui.

Sua voz está meio trêmula, como se ela estivesse se esforçando para controlar um instinto básico. Seus olhos estão brilhando e não é porque eles são azuis, é por causa das lágrimas que estão saindo de suas pálpebras. Eu sei que o esqueleto agarrou a perna dela e o lugar tá meio vermelho, mas isso não é uma dor forte o suficiente para fazer alguém quase chorar. O meu mascote roeu a minha perna uma vez pensando que era um osso e eu nem chorei... Então...  Por que ela tá quase chorando?

Depois de gritar no meu ouvido, ela se afasta antes que eu possa entender o que ela está sentido.

- Você tá assim por causa do machucado? Eu conheço uma moça que se suicidou quando seu marido fugiu com a mãe dela. Ela é um fantasma agora, claro, mas ainda saberia me ensinar a fazer curativos, ela trabalhava em um Hospital, acho que eu posso... - arrisco a dar alguns passos na direção dela, mas algo em sua voz, jeito e meu próprio disconfiômetro (pow, cara, você tentou mandar ela pra debaixo da terra) me dizem que ela não quer eu me aproxime.

- Eu n-na-não sei lidar com vocês, coisas vivas - confesso à ela e percebo o quão ofensivo soou. Não era minha intenção comparar ela com qualquer coisa viva.

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Re: Arsenal

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Qua 25 Dez 2013 - 21:37




Já não sabia mais o que sentia: pena dele, o que deve ter sido por causa de sua voz, ou raiva. Ah, maravilha, ele quer se mostrar de cavalheiro agora. Tenta me matar e depois quer me ajudar por causa do machucado que ele fez? Bom, não foi exatamente ele, mas quem ordenou que os mortos me atacassem foi ele. As lágrimas já desciam por minhas bochechas, não aguentava mais segurar e pude ouví-lo vir em minha direção. Como instinto, dou um impulso para frente, sem esbarrar nas prateleiras, é claro. Limpo as lágrimas do meu rosto e espiro fundo antes de respondê-lo. Mas minha resposta deve ser calma ou nervosa? penso.

Você gostaria de voar? Acho que não, afinal você não foi feito para voar, assim como não fui feita para ir ao centro da Terra. - digo com a cabeça um pouco para o lado, a voz recuperada - Agradeço sua ajuda, mas não quero que nenhum morto toque em mim, e isso inclui você. Aliás, sabe que não morreu ainda, não sabe? Você está vivo, não precisa agir como se não estivesse, David. - me viro de frente para ele, com os braços cruzados e expressão frustrada. Dou um passo para frente e continuo — Por que tentou me matar? É, não foi exatamente morte, mas uma tentativa incômoda. Eu tentei ser legal contigo, tentei conversar contigo, eu tenho muito amigos, mas não sou muito receptiva com pessoas novas. Olha que irônico, fui legal com o filho do cara que "cuida" dos mortos. Foi um erro meu também, né? Beleza, isso foi para eu aprender a não ser legal com todo mundo.

Dou meia volta, e finjo que os tons de bronze das espadas são mais divertidos. Ei, eu tinha ido buscar uma espada, não é mesmo? Qualquer coisa que me distraísse para não eletrocuta-lo. Faço um sinal com a mão para que ele saisse, não perderia minha pose.


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Re: Arsenal

Mensagem por David H. Grümmer em Qua 25 Dez 2013 - 22:14


Ok, definitivamente, ela não me quer perto dela. Uma atitude normal, ninguém gosta de uma mini-réplica do deus do submundo perto de si, mas eu cheguei tão perto de ter um amigo vivo que, agora, não quero perder a oportunidade. Angelique começa a chorar e tudo fica mais complicado. Não sei lidar muito bem com essa coisa de sentir, as duas pessoas vivas que já conviveram comigo (minha mãe e meu irmâo gêmeo) não são muito sentimentais, vez ou outra, minha mãe se sentia triste por ter sido abandonada pelo meu pai, mas quem a consolava era meu irmão. Apesar de sermos tão parecidos, ele entende muito melhor sobre sentimentos do que eu, afinal, ele tem uma namorada. Ele já deve saber o que é, como funciona e o que fazer em relação ao amor, por exemplo. Com certeza, ele saberia fazer algo nessa situação em que estou.

Ela faz uma comparação entre um filho de Hades voar e um de Zeus ir pro centro da terra. Ok, ok, eu já entendi que ela não queria ir pro submundo, mas permito que ela fale sem ser interrompida. Ela diz que não quer que nenhum morto toque nela, incluindo eu. Sinto algo estranho ao ouvir isso - algo que eu não sei nomear. De braços cruzados, ela solta mais um monte de palavras agressivas. Ouço tudo enquanto a encaro com um olhar, agora, pacífico.

É difícil agir como alguém vivo e normal quando o seu pai é o rei das coisas mortas, mocinha respondo mentalmente.

- Eu não tentei te matar - a palavra matar soa como ideia na minha mente. Se ela estivesse morta e virasse um fantasma, seria mais fácil de ser amigo dela. Tenho um monte de amigos fantasmas (porque ou eles se tornam meus amigos ou ficam sem nenhum) e se ela ficasse brava comigo não teria problema algum, tenho controle sobre os mortos. A ideia parece legal, mas não é nada justa. Guardo-a para mim para não assustá-la mais do que já fiz - Eu fico nervoso as vezes e esqueço que isso machuca os vivos - digo.

Sua voz não está mais chorosa, mas ela continua com raiva. Com raiva e algo mais. Raiva é uma das pouca sensações que eu conheço, então, posso afirmar que não é só isso que ela está sentindo. Ela é bem diferente de mim e dos fantasmas que eu conheço, seu humor não se altera facilmente. Os vivos são mais difíceis de lidar do que eu imaginava, eu não sei se consigo fazer a sua raiva passar - Mas vale à pena ser receptiva comigo, sério. Se eu tivesse uma amiga legal, eu valorizaria bastante - digo sorrindo - o que contradiz uma declaração tão triste.

Continuo parado no meio do arsenal. Será que ela vai olhar para mim de novo?

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Re: Arsenal

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Qua 25 Dez 2013 - 22:39




Fico em silêncio por um tempo, queria dizer que não e deveria sair dali antes que eu saísse, mas confesso que era divertido. Um desafio nesse acampamento, uma pessoa interessante neste acampamento. Esperei tanto tempo por algo mais que fazer poções, cuidar de meu pégaso e treinar... Ele não deve ser tão ruim... uma parte minha dizia, mas a outra retrucava, dizendo que era para ir embora e manter distância. Minha confusão me distraiu e perdi a noção de quantos minutos eu estava ali parada sem fazer nada. Balancei minha cabeça para afastar meus pensamentos bizarros. Devolvi a espada com cuidado, escolhendo as palavras certas e pensando em como agir.

Então me toquei... Ele estava pedindo para eu ser amiga dele? Ou ele está muito solitário ou o quê?
Eu... É sua única chance, se tentar me agredir novamente, eu saio e nunca mais falo contigo. Entendeu? - digo com receio. Me arrependeria depois, mas seja o que for. É só eu dar um choque nele que talvez tudo se resolva. Me virei cuidadosamente olhando nos olhos dele, pelo menos agora estavam com sua cor normal. E então, o que eu falaria? Me abaixei e sentei no chão novamente. Me arrisquei. — Bonitos sapatos. Percebi a idiotice que havia falado e ri. Que boba, Angelique. Dei uns tapas leves no chão, o convidando para se sentar, não gostaria de acordar os esqueletos lá embaixo, acho que os tapinhas não deram eco.

Tirei a franja dos olhos e olhei para ele. — Vamos tentar de novo. Sente logo que eu me sinto menor ainda assim.


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Re: Arsenal

Mensagem por David H. Grümmer em Qui 26 Dez 2013 - 20:47


Ela fica em silêncio por alguns minutos, com os olhos vidrados em qualquer coisa. No que ela está pensando? Fecho os olhos e me concentro, sei lá, talvez eu tenha alguma habilidade de escutar pensamentos alheios e eu ainda não descobri.

O tempo passa, eu não ouço pensamento algum. Eu teria alguma chance de saber o que ela está pensando se ela fosse um fantasma. Para de desejar a morte dela, David, você não pode controlar tudo, me reprimo. Abro os olhos e ela continua ali, imóvel e inexpressiva.

- Entendi - respondo quando ela, finalmente, se manifesta. Ela senta no chão novamente - Sapatos? - não consigo conter o meu olhar de que porréssa, véi quando ela elogia os meus calçados. Olho pra baixo e vejo que há um furo neles e, na realidade, são tênis, mas eu deixo para lá. É o primeiro elogio que eu recebo de alguém vivo e isso me deixa bastante animado.

Ela dá tapinhas no chão - como um convite. Me aproximo dela, mas antes, pego a última espada que ela manejou. Algo me faz crer que ela tinha gostado da arma. Seguro-a firmemente pelo cabo e me concentro, mas não para ouvir pensamentos. Penso no mais nobre dos metais e consigo transformar transmutar a lâmina da espada, ferro em ouro.

- Pronto - sento-me ao seu lado e deixo a espada no colo dela. Na base da lâmina, deixei um detalhe "David" - Acho que você tem muitos amigos então, assim, fica mais fácil de você não esquecer meu nome - digo.

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Re: Arsenal

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Qui 26 Dez 2013 - 21:18




O assisti procurar alguma coisa nas prateleiras e tirar de lá uma espada, ou melhor, a espada que eu não tinha achado. Antes que pudesse agradecer por ter a achado, ele fica apertando o cabo dela. Fico sem entender e faço uma careta. Ele tava tentando fazer o quê? E então sua lâmina muda de cor e fica dourada. Parecia um tipo de presente pacífico. Ele a põe em minha perna, dizendo que é para não esquecer seu nome, e então vejo que no cabo há o nome deste. Passo o dedo por cima do nome e rio, a espada ficaria para sempre com aquele nome, acho que não a devolveria ao arsenal mais.

Fico sem jeito, nunca imaginaria que ele faria aquilo, ninguém nunca havia feito isso.
Eu não esqueceria seu nome nem se tentasse... - digo um pouco baixo, com vergonha e a cabeça abaixada. Brinco com espada, virando e vendo o ouro refletir enquanto arrumo qualquer assunto para quebrar o silêncio. — Er, e você tem muitos amigos? Sem ofensas, mas acho que talvez não teria reagido daquela maneira se... Ah, vamos esquecer o que adonteceu, certo? - viro o rosto na sua direção e sorrio com os lábios fechados. Pensando bem, se tivesse queimado ele, teria sido um pouco ruim, invocar um raio chamaria atenção e seria pior ainda, é. Tenho que controlar meus poderes, ainda não aprendi isso, descobri essas coisas de filha de Zeus a pouco tempo, afinal.

Acho algumas pedrinhas do meu lado, entre nós e fico as arremeçando para a saída, o arsenal era um pouco grande, mas acho que não seria difícil de acertar a porta, talvez. Era vergonhosa aquela situação, dos dois em silêncio.


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Re: Arsenal

Mensagem por David H. Grümmer em Sex 27 Dez 2013 - 21:15


Ela fala que não esquecerá o meu nome e eu retribuo a declaração com um sorriso. É muito legal ter alguém que afirme que não irá esquecer o seu nome. Muito mesmo.

Observo-a brincar com a espada, vez ou outra, deparo com o seu reflexo. Ela é muito bonita, bonita do tipo que eu poderia, facilmente, me descuidar, esquecer de todas as minhas obrigações e passar o resto do dia olhando para ela. Ela quebre o nosso silêncio, não sei o que ela está sentindo, mas por algum motivo, ela não quer levantar o rosto - Eu tenho amigos. Ptolomeu é o melhor deles. Ele é um cão infernal, tem uns quatro metros de altura, mas é um bobão. Passo horas brincando de arremessar ossos de esqueletos para ele. Posso te levar pra conhecer ele, sua casinha fica perto do Rio Estígio - proponho. Ela, finalmente, olha para mim e, mais uma vez, retribuo o gesto com um sorriso - Vamos sim, mas e você? Quem são seus amigos e o que você faz com eles? - indago.

Angelique começa a brincar de arremessar as pedrinhas espalhadas do nosso lado. Quando a vejo lançar uma na porta e a pedra voar no ar bem longe do seu alvo, levanto a mão na altura do ombro e controlo para que a pedrinha atravesse bem no meio da porta - Podemos ser uma equipe. Eu com o ouro, esqueletos e pedras e você com... Hmm.. Com... - interrompo a fala. Quais são os poderes dela mesmo?

Sinto um dor estranha na cabeça. Um aviso. Não exagere nos uso de seus poderes, David.

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Re: Arsenal

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Sex 27 Dez 2013 - 23:30




Sorrio ouvindo ele falar, sua voz era suave e não me deixava mais com medo, era reconfortante. Amigos "mortos", já deveria ter esperado que estes fossem seus amigos, mal talvez um cão infernal fosse legal, o jeito que dizia sobre ele, deveria mesmo gostar. Nunca tive um cão na infância, meu padrasto era horrível comigo e por isso minha mãe nunca adotou um cãozinho. Pensei a respeito de visitá-lo um dia, mas não creio que seria divertido passear pelo Mundo Inferior, Hades mandaria me matar assim que pisasse lá.

Não creio que seu pai fosse permitir que eu se quer pise lá - dou uma risada fraca e olho em sua direção. Com certeza não deixaria. O ouço concordar comigo e depois perguntar dos meus amigos. Lembrei dos tempos em que fazíamos festas, fugíamos das aves mutantes do acampamento e íamos para missões... Espero logo logo continuar com esses planos, assim que meus outros amigos terminarem com seus afazeres complicados. — Nós basicamente fazemos baderna. Festas e passeamos. Eles são legais, te apresento eles depois, okay? - acerto a pedrinha lá fora. Finjo que foi por mérito meu e que nem foi ele que a forçou a cair lá.

Pego algumas pedrinhas que sobraram e estiquei a mão para David, indicando para que jogasse, completando sua frase em seguida, sorrindo. — ... com relâmpagos, raios e claridade É, bela dupla! - reviro os olhos devido a ironia. - Mas pare de usar seus poderes, eu sei que sou ruim de mira. - faço bico olhando para a porta.



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Re: Arsenal

Mensagem por David H. Grümmer em Sab 28 Dez 2013 - 22:24


Ela recusa o meu pseudo-pedido de encontro. Ok, a vida tem dessas coisas. Pensarei em outro lugar depois - por mais que o submundo seja o lugar mais interessante do planeta.

Ouço atentamente sobre o que ela diz sobre seus amigos. Fazer bagunça e participar de uma festa... Isso parece tão... Emocionante. Angelique afirma que me apresentará aos seus amigos e eu fico animado com a ideia. Novos amigos, festas e baderna... Isso parece tão bom. Sinto vontade de retribuir tudo isso que ela sugere, mas, infelizmente, ela não demonstrou muito interesse em conhecer meus amigos, os cães infernais.

Ela me entrega algumas pedrinhas e fica com o restante. Fico arremessando junto com ela. Tudo isso é muito novo para mim. Então, é isso que os vivos fazem quando não tem mais o que falar? Dou um tapa no chão para conseguir mais pedras, esquecendo-me totalmente da dor de cabeça que aconteceu há minutos atrás e o pedido da garota - Argh! - solto um resmungo. Uso as mãos como apoio e me levanto do chão - o que é uma péssima ideia. Sinto minha cabeça ficar fraca e ficar em pé nunca foi tão difícil. Me encurvo até usar uma das prateleiras como apoio, mas não consigo me manter ereto - Acho que esse lugar não é escuro o bastante - começo a cambalear - Lique... - e quando eu caio no chão, meus olhos já estão fechados.

Sinto minha consciência se dissipar pouco à pouco. Ouço a voz da garota, mas ela está cada vez mais longe. Levanto a mão para tentar alcançá-la, mas não encontro nada. Tá tudo escuro e eu não queria que tudo ficasse escuro agora, eu tava conhecendo uma garota legal, poxa!

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Re: Arsenal

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Sab 28 Dez 2013 - 23:07



Estava tudo bem, nós jogando as pedrinhas em paz até que ele deu um tapa no chão. Primeiro pensei Ah, tudo bem, mais pedras, mas então lembrei que ele já havia usado muito seus poderes. Franzi a testa e assim que o olhei para mandá-lo não usar mais seus poderes, ele se levantou tonto. Me levantei rapidamente e tentei apoiá-lo, mas este cambaleava, sem falar que nunca conseguiria segurar ele.

Chamei seu nome e toquei em seu braço, mas ele caiu no chão. Me agachei e apoiei seus ombros, o puxando para trás para que deitasse. Olhei em volta procurando algo para ajudar, mas não havia nada, só armas. Posso levar ele até a enfermaria... Mas é longe e seria impossível arrastá-lo até lá. Mas então... Como ele melhora? Demorei uns segundos até me tocar que ele, obviamente, como um bom filho de Hades, se regenera na escuridão, e o que mais trazia sol era a porta aberta, as janelas e a enorme claridade que elas traziam. Fui até as portas e as fechei com dificuldade, deixando o interior do arsenal bem mais escuro do que o normal; fiz o mesmo com as janelas, deixando somente uma parte da mais próxima aberta, para que pudesse enchergar apesar de tudo.

Me ajoelhei ao lado de David e sacudi ele devagar, esperando ele acordar. — Angel, sua burra, ele não melhora assim tão rápido, não é brinquedo. - me sentei ao lado dele e fiquei observando desmaiado. Era engraçado como minha respiração ofegante poderia fazer um baixo barulho com as coisas fechadas. Me concentrei no garoto ali ao lado e finalmente percebi que poderia encará-lo sem parecer estranha. Passei a mão em sua franja para afastá-la do rosto dele. Parecia uma criança dormindo, sentia vontade de abraça-lo e cuidar dele o resto do tempo. Espero que se recupere logo para abrir as janelas e porta, está escuro demais, pensei.

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Re: Arsenal

Mensagem por David H. Grümmer em Dom 29 Dez 2013 - 15:03


É muito engraçado essa coisa de estar conversando e, puft, a garota aceita o seu convite pra sair e vocês estão lá no submundo.

Angelique corre na frente e chega na beirada do Rio Estinge - Os esqueletos das forjas do meu pai usam esse rio pra esfriar os metais - digo enquanto caminho calmamente até ela. Ao me aproximar, ela se vira pra mim e percebo o quão estranho seu rosto está. Ela não está alegre como de costume, não há um sorriso tímido em seu rosto e seus olhos estão tão negros quanto os meus no meu último ataque de raiva "David" a voz que fala meu nome não é dela "Uma filha de Zeus? Meus filhos nunca foram exemplos de confiança, mas isso é demais" começo a reconhecer a familiar voz paterna - Mas, mas... - ela me interrompe "Se envolva com uma filha do ohh todo poderoso rei dos céus. Faça até oferendas para ele, mas, por favor, traga, sim, ela até o meu reino. Quero que vocês dois sintam na pele o que o pai dela me causou" ela começa a gargalhar de um jeito muito sombrio. De um jeito que assusta até a mim, um filho de Hades.

Coloco a mão na cabeça e puxo o meu cabelo, desesperado. Pego Angelique pelo ombro e começo a balançá-la - Para de falar com a voz dele! - repito isso várias vezes até, puft, acordar olhando para o teto da arena.

Apalpo o chão da arena e uso isso como impulso para me levantar. Meu rosto está muito suado - Ei, você - olho para os lados. Angelique está sentada no chão (e com a sua voz de volta ao normal, ufa!), a porta e janelas estão quase todas fechadas. O lugar não estava assim antes deu dormir - Não... Sem amigos, eu não posso ter - começo a andar em círculos, mexendo nas espadas - Não, não. Eu ia virar mais uma das almas da armadura dele e você... Com você seria muito pior - digo e tento secar o meu rosto com a barra da minha camisa.

- Não posso ter amigos, me desculpe - e eu saio do arsenal correndo.

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Re: Arsenal

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Dom 29 Dez 2013 - 15:29




Foi estranho e assustador, ele acorda do nada e fica repitindo uma frase sem sentido, até que sai do local correndo me deixando sozinha ainda sentada no chão. O observo sem saber como agir e fico em choque. Me levanto depois de alguns minutos em silêncio e abro as janelas. Pego minha nova espada com o nome do filho de Hades gravado e saio do arsenal, ainda em choque. Um dia ainda descobriria o que aconteceu.


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Re: Arsenal

Mensagem por Chiara Bündchen Ferragni em Qua 19 Nov 2014 - 19:49

A noite caiu no Acampamento. Que pra ser sincera, era algo bom pra mim. O dia fora quente, que quase me joguei dentro do lago para me refrescar. Havia feito uns curativos nos arranhões feitos pela maldita Harpia, tirando isso eu estava quase bem. O maior dos meus problemas era a situação de ser indefinida. Mas que palavra forte era essa dentro desse lugar. Todos tratam os indefinidos dessa forma, ficam como um espectador esperando à hora de tal ser reclamado pelo seu Progenitor Divino. Não que eu estivesse carente de paternidade. Isso não era um problema para mim. Rudolph, meu padastro sempre me deu todo carinho e amor que uma criança precisa. Mas estando dentro do acampamento, a situação era bem mais complexa. Todos os dias quando voltasse para o chalé de Hermes, seria parcialmente como um inferno na terra. Minhas coisas viviam em posições diferentes, eu já não conseguia pregar os olhos por ter tantos problemas e descobertas novas para processar. Ainda teria que ter que conviver com a bagunça sem fim. Um pouco de agitação é bom, mas os que residem no chalé de Hermes perdem totalmente a linha. Semanalmente, chegava novos semideuses na mesma situação. Eu sou uma desses. Estava prestes a explodir ou socar à cara de alguém. Deixei meu caderno de desenhos embaixo do meu travesseiro e saí porta à fora perambulando o acampamento. Era bem bonito, mas à ideia de ter monstros rondando à colina não era agradável.

Já estava quase na hora do jantar, onde todos os campistas costumam se reunir para degustar de um bom prato preparado. Caminhei lentamente sem saber pra onde ir. Estava tentando conhecer melhor o lugar. Lembro vagamente de um campista me dizendo que eu poderia arranjar alguma arma além da minha adaga no Arsenal após eu reclamar de não ter uma espada. Pois bem, a noite cintilava com o brilho das estrelas. Eu estava apenas de short jeans e jaqueta. Avistei o barracão, que era uma das coisas mais altas do acampamento. Apressei meus passos. Ao adentrar ao local com pouco iluminação engoli em seco. Dentro, havia inúmeros armamentos diferentes, alguns até nomeados com nomes de heróis da história. Assenti. Caminhando de um lado pro outro passando os dedos sobre armas diferentes encontrei uma jogada em um canto que me chamara atenção. Era uma espada média, mas bem rente. Seu cabo era incrível. Havia um desenho bem esboçado no revestimento. Tentei descrever em minha mente o que era, mas não conseguia definir. Só à beleza já bastava. Elevei à espada e risquei o ar tentando manejá-lá. Era forte, firme e um pouco resistente. Era perfeita para o momento. Encapei à espada e a segurei firme. Acho que não irão se importar? — Falei em alto e bom tom retoricamente comigo mesma. Qualquer coisa eu devolvo. E saí do local caminhando de volta à estádia do chalé.
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