Riacho de Zéfiro

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Riacho de Zéfiro

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Ter 26 Nov 2013 - 20:06

Relembrando a primeira mensagem :

shine bright like a diamond
ostentação, palavra que eu gosto de ouvir tuts tuts

O anoitecer chegava lentamente ao acampamento. O dia cansativo que tivera conseguira abrir um enorme buraco em meu estômago, que logo seria preenchido. Adentrei o chalé de número um quase me arrastando. O chalé estava vazio. Minha gêmea? Não fazia ideia de onde ela poderia estar; desde nossa chegada ao acampamento, nos vemos cada vez menos. Revirei os olhos, pegando uma roupa qualquer nas minhas coisas e indo até o banheiro. Banho depois de um dia como aqueles era o que eu mais precisava.

Uma hora depois, já pronta, sai do chalé perguntando-me o que faria. Mesmo  com o céu começando a escurecer, todos que eu conhecia estavam ou treinando ou largados por ai com alguma ocupação. –Idiotas. Quem perde não sou eu. –suspirei. Tudo bem, com a confusão que era o AMS atualmente eu não culparia ninguém de tentar melhorar, mas também não precisava exagerar. Todo o treino que eu precisava fora feito nas últimas CAB.

Entediada, decidi andar pela floresta. Não era a atitude mais inteligente ou segura, mas qualquer coisa era apenas pegar a espada e decepar cabeças. Nenhum monstro naquele lugarzinho pode com uma filha de Zeus. Certifiquei-me que estava devidamente armada e saí caminhando em passos curtos e rápidos. O objetivo era voltar antes do jantar, então precisava me apressar.

Caminhara ao menos meia hora e continuava entediada. A floresta era a coisa mais sem graça do acampamento. –Gaia que pariu, nem um monstrinho? –resmunguei, usando minha espada para cortar algumas folhas a frente. Caminhava sem nenhum destino e, mesmo que me negando a voltar para o acampamento, estava morrendo de sede. Caminhei mais alguns metros olhando para cima, precisava identificar o lugar onde estava e algumas vezes as estrelas ajudavam. Foi quando senti meu all star ficar encharcado. Rapidamente, girei a espada e cravei-a no chão. Quais as chances de ser apenas um riacho? Quase nenhuma. Normalmente, para um semideus, isso não é normal. Mas nada na vida de uma cria de deus/deusa é normal, então o que era para ser uma poça de sangue na verdade era um riacho. –Graças. –sussurrei, abaixando e lavando minhas mãos ali, levando um pouco de água até minha boca em seguida. –Tão doce e pura que me dá nojo, eca. Se não estivesse morrendo de sede... –mordi o lábio inferior, me jogando para trás, sentando na beira do riacho enquanto pensava no que faria em seguida.


off: atemporal, interações serão ignoradas, com a filha de ares e etc
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Re: Riacho de Zéfiro

Mensagem por Naomi Pallas Ludwing em Seg 30 Jun 2014 - 18:56



What’s the fun in doing what you're told?
Ele olhou para mim assim que ouviu minha voz, e ouso dizer que pareceu um pouco encabulado com aquilo. Resolvi que estava na hora de sair da água, afinal de contas eu sentia que as pontas dos meus dedos começavam a enrugar e que o sol já havia deixado de iluminar quase todo o local, em breve a escuridão tomaria conta do riacho. — É um prazer conhecê-lo, Jeremy. — Disse enquanto caminhava até onde ele estava, torcendo o cabelo com as mãos antes de estendê-la na direção dele, em um rápido aperto de mãos. — Eu sou a Rachel, ou Rach, não ligo muito. — Terminei me sentando na grama, ao lado das minhas roupas, o clima estava ameno e eu precisava esperar que meu corpo secasse antes de me vestir, afinal de contas não queria molhar tudo. — Vai ficar me espiando? — Murmurei com um sorriso torto nos lábios, notando que Jeremy havia me seguido com os olhos desde o nosso aperto de mão.  — Quer me acompanhar, ou? — Disse apontando para o chão ao meu lado, enquanto fitava o horizonte. Juntei os joelhos e cruzei os braços por cima deles, onde apoiei o queixo, apreciando a vista.
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Re: Riacho de Zéfiro

Mensagem por Jesse Fronckowiak Lewis em Ter 1 Jul 2014 - 12:51

Sorri logo me sentando ao lado dela. — Sim, eu quero, e aliás, o prazer é todo meu, Rach. — Imediatamente lembrei do calção que eu havia deixado um pouco longe, eu logo teria que ir lá para pegá-lo, mas não era necessário ser agora, mais fácil deixar pra hora de quando ir embora. Sorri ao também ficar apreciando a vista, notando que logo estaria de noite, o que não seria nem um pouco bom pra mim, mas parecia que local ainda estava agradável, algo que por enquanto fazia meu espanto fugir. — É linda, não é? — Sorri um pouco envergonhado, porque eu não estava apenas elogiando a vista, mas como não queria dar essa impressão tão cedo, até porque pelo visto ela já havia notado que eu estava a olhando, e então apontei com meu dedo indicador pro horizonte.
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Re: Riacho de Zéfiro

Mensagem por Jesse Fronckowiak Lewis em Sex 11 Jul 2014 - 21:55

Saio dali.
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Re: Riacho de Zéfiro

Mensagem por Matthew N. William em Sab 12 Jul 2014 - 1:25


Riacho de Zéfiro

Eu não aguentava mais andar de um lado a outro do acampamento. No momento eu estava passando pelo meio da floresta, dando um "Oi" e um "Tudo bem?" para sátiros e ninfas que passavam por mim. Cheguei ao riacho de Zéfiro. Há quanto tempo eu não via aquele riacho? Lembrei-me das vezes em que eu e meus irmãos ficávamos ali, noite e dia. Nos banhávamos enquanto montávamos planos que sabíamos que nunca dariam certo.


Me cansei das lembranças. Abandonei meus tênis e minha camisa ali mesmo. Enquanto eu corria para o pequeno riacho tirei a calça jogando-a em qualquer lugar e pulei. Ele não era tão fundo, mas era realmente ótimo de nadar. Não era frio nem quente, era realmente gostoso ficar ali.


Só então percebi as Náiades que me olhavam do fundo do lago. Sem pestanejar e nem ligar de estar ali apenas com uma cueca de tecido branco disse: — O que estão olhando garotas? O papai chegou.
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Re: Riacho de Zéfiro

Mensagem por Christina R. Lockhart em Sab 12 Jul 2014 - 17:44

Saio dali.
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Re: Riacho de Zéfiro

Mensagem por Tessa Hoyer Lightwood em Sab 23 Ago 2014 - 17:13

Chego ali, tiro a roupa e pulo no Riacho do jeito que mamãe me trouxe ao mundo. Saio do riacho rapidinho, porque tá frio pra caramba e visto minhas roupinhas, saindo dali e voltando para o meu chalézinho. <3
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Re: Riacho de Zéfiro

Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Qui 6 Nov 2014 - 15:55


while so much still stands in our way,
voices with nothing to say...
"Os maiores inimigos dos semideuses não são os monstros, e sim os pesadelos que assombram seus sonhos e impedem seu sono"; pelo menos, foi o que Ariel me disse, uma vez, quando estávamos a caminho do tal Acampamento Meio-Sangue e eu sutilmente reclamara a respeito das criaturas mitológicas que não paravam de aparecer e de tentar arrancar minha cabeça. Eu havia acabado de enfrentar um minotauro, e já estava farta de todas aquelas bizarrices que estavam dando início à minha vida de meio-sangue. Na época, a frase do menino-bode me pareceu completa e totalmente contraditória, e no mesmo instante em que ele a concluiu, eu comecei a contradizê-lo, afirmando que os monstros eram piores que todos e quaisquer sonhos que eu pudesse vir a ter. Ao pensar em minhas respostas e nas "sábias" (me corrigindo: espertas, no máximo; Ariel não era lá um filósofo ou estudioso para ser considerado "sábio") palavras dele agora, após chegar no tal lar dos semideuses e vivenciar a rotina do que era ser um filhote de deus por algumas semanas, eu precisava me lembrar de pedir perdão para ele e dizer que estava corretíssimo. Os treinos eram difíceis e a convivência complicada (principalmente quando se tratando daquele clone maligno que, por acaso, ocupava o mesmo chalé que eu), mas nada era tão ruim e impossível quanto os sonhos terríveis que assombravam e espantavam meu sono. Sonhos das quais eu enfrentava todos os meus maiores medos juntos e, de quebra, descobria alguns vinte novos modos de me deixar completamente aterrorizada; sonhos que me faziam suar e me agitar e que interrompiam todo e qualquer cochilo que eu pudesse vir a ter. Monstros podem desaparecer com um "simples" golpe, mas é quase impossível prever e fugir dos pesadelos. Mas, mesmo assim, eu tentava. Realmente tentava, a todo custo, fugir deles. E não só no sentido figurado; no literal, também. Tanto que, naquele momento, eu corria em disparada para qualquer lugar que fosse longe o suficiente de meu chalé.

Minhas pernas, já cansadas devido ao esforço que eu fizera nos treinos do dia, clamavam por descanso, mas minha cabeça assustada apenas queria livrar-se daquelas visões horríveis. Estava escuro e meus olhos estavam lacrimejando, de modo que eu simplesmente não sabia para onde estava correndo. Meu pulmão doía e implorava por ar, mas uma voz dizia, dentro de mim, que ainda não era hora de parar de correr. Quanto mais eu lembrava das imagens, mais rápido minhas pernas moviam-se. Deveria ser, aproximadamente, três da manhã, porque não havia ninguém fora da cama e o céu ainda estava completamente escuro, sem resquício nenhum da luz do sol; aquilo deixava-me assustada, mas também alerta. As pessoas costumam travar em momentos de medo ou perigo: eu, por outro lado, tendia a ficar mais desperta e com os sentidos mais aguçados. Eu ouvia cada som que eu fazia (madeira quebrando, a respiração ofegante, tudo) e cada ruído que não fosse ocasionado por minha causa. Meus olhos já havia acostumado-se com a falta de claridade, então eu já conseguia enxergar, mais ou menos, para onde estava indo: entrara na floresta e desaparecia a cada novo passo.

Não sei quanto tempo eu corri, só sei que parei quando eu estava completamente sem ar e com muita dor no corpo. Parei de correr tão abruptamente que caí no chão, de cara na relva úmida. O cheiro de terra que subiu até minhas narinas tranquilizou-me um pouco, mas meu coração ainda batia tão rápido que parecia capaz de sair por minha boca ou até mesmo perfurar meu peito. Respirei devagar, sentindo cócegas no nariz ao sentir o ar entrar. Minhas pernas doíam e formigavam, e eu nunca mais conseguiria levantar. Respirei fundo algumas vezes, sentindo meus pulmões voltarem a normalidade. Minha cabeça latejava, mas apesar de tudo, eu estava longe do chalé e desperta o suficiente. Ergui o olhar, tentando localizar-me (afinal, ficar perdida não era uma coisa muito legal), e então avistei um lago que se estendia logo a minha frente, cortando a floresta. Ele estava deserto e parecia estar ali só para mim. Consegui sorrir de canto enquanto sentava-me e tirava meus tênis. Estava precisando sentir-me forte de novo. Deixei os tênis em um canto próximo ao lago e caminhei em direção a ele devagar, procurando por algum monstro ou conselheiro de chalé. Graças aos deuses, não vi nem um, nem outro. Com uma calma enorme, entrei no lago. A água fria fazia-me sentir um arrepio que ia da minha nuca até o fim de minha espinha. Logo que comecei a entrar cada vez mais na água (sem sequer pensar nas consequências, na possibilidade de monstros ou de um castigo), mais forte me sentia. Meus medos iam esvaindo-se tão rapidamente quanto chegavam. Quando já estava com a água batendo-me pelos ombros, mergulhei. Uma palavra veio-me a cabeça: liberdade. Sentia-me incrivelmente livre ali, embaixo d'água. Sentia-me protegida, como se nada pudesse me atingir, como se eu fosse imortal. Sentia que poderia fazer qualquer coisa, que poderia ser qualquer coisa e que ninguém poderia me fazer mal. Aquela era a melhor coisa que sentia desde que fora para aquele lugar. Fechei os olhos, sendo engolida pela imensidão da água, enquanto deixava-me levar pela sensação.


Off: posts atemporais com Christina. Sem interrupções e interações não combinadas. Beijos.
 
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Re: Riacho de Zéfiro

Mensagem por Christina R. Lockhart em Qui 6 Nov 2014 - 20:18

A escuridão e o silêncio denunciavam o fato de que se eu fosse uma conselheira ajuizada e exemplar eu estaria na cama, dormindo como meus irmãos. Que horas eram mesmo? Eu não tinha certeza, mas não deveria faltar muito para amanhecer. O fato era que eu havia acordado para ir ao banheiro e havia decido dar uma volta pelo Acampamento sem rumo certo. Eu poderia assaltar a cozinha da casa grande, invadir o escritório do Quíron e assistir MMA... Havia tanto a se fazer durante a noite em vez de dormir, mas felizmente ou não, eu não era uma conselheira tão desajuizada assim. Eu estava apenas dando uma volta a fim de matar a insônia, que era um costume bem comum pra mim, principalmente quando tinha pesadelos. Caminhava tentando manter o máximo silêncio possível, já que havia o perigo de harpias à espreita que não fariam cerimônia ou questão de saber quem eu era antes de me devorar naquele horário. Felizmente, eu já havia saído do chalé depois do horário permitido muitas vezes, e por isso já havia encarado situações envolvendo as criaturas penadas, o que me tornava experiente em fuga.

Alguns poucos metros me separavam da varanda da Casa Grande quando um barulho de vegetação sendo amassada fez com que um choque frio percorresse a minha espinha. Instintivamente procurei me esconder em meio às sombras e procurar de onde o som vinha, já que era evidente que eu não estava ali sozinha. – Droga! – praguejei baixo, já dando meu passeio noturno como arruinado. O que me restava fazer agora era descobrir onde a harpia estaria e traçar uma rota de volta para o meu chalé e lidar com a insônia lá mesmo, mas para a minha surpresa, não havia harpia nenhuma ali, e sim uma silhueta de alguém perambulando pelo acampamento quando deveria estar na cama – assim como eu. Sob a pouca claridade da lua não havia como identificar o infrator, mas diante daquela situação era meu dever como conselheira apurar o que estava acontecendo.

Assumi uma postura mais segura e aliviada – já que agora não estava mais na posição de infratora e sim a autoridade na situação – e segui em direção ao som que se afastava, entrando floresta adentro em direção ao riacho. Me aproximei mais, forçando as vistas para diferenciar entre os vultos o que era mato, o que era pedra e o que era o delinquente que eu perseguia. Por fim consegui identificar uma figura humana que para o meu espanto, adentrava agora no riacho, sem mais nem menos, o que parecia um absurdo contando com o horário e a provável temperatura da água. “WTF?!”, pensei intrigada enquanto caminhava em direção do riacho afim cumprir meu papel e tirar aquela história a limpo de uma vez.

- Hey você! – pigarrei com firmeza na voz, nem tão alto para não acordar o resto do acampamento. – Não sei se você notou mas está de madrugada, o que não é uma boa hora pra nadar. Sugiro que saia dai imediatamente – cruzei os braços, esperando alguma reação de quem quer que fosse. Para a minha surpresa, quando submergiu pude perceber que o nadador era na verdade uma nadadora, e ninguém mais ninguém menos que minha cunhada Kristen. Quer dizer, pelo menos parecia ser ela, e naquele horário e naquela escuridão eu não tinha mais certeza de nada. – Kristen?! – perguntei com estranheza, e a menina respondeu com uma careta de maior estranheza ainda. – Mas que diabos você tá fazendo ai?!
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Re: Riacho de Zéfiro

Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Qui 6 Nov 2014 - 21:44


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A imensidão azul escura que era visível para todo e qualquer lado que eu olhasse era tão reconfortante quanto um abraço de mãe costumava ser. Fechava os olhos por longos segundos, perguntando-me se haveria algum problema em dormir ali mesmo, embaixo d'água. Quer dizer, eu sabia que se me encontrasse eu estaria seriamente encrencada, mas não era aquilo que me preocupava. Eu não conhecia meus poderes (era tão estranho chamar essas habilidades desse modo; fazia com que eu me sentisse uma espécie de x-men) e não sabia até onde eu poderia usar e abusar deles. Precisava me informar com os demais ocupantes do chalé (eu negava-me a chamá-los de irmãos; nem ao menos os conhecia!) quais eram as nossas "atribuições" (personagem de rpg; eu simplesmente tinha que arrumar um jeito melhor de chamar aquilo): por exemplo, eu poderia dormir embaixo d'água? Quantas horas eu podia passar no oceano sem que precisasse de algo da "superfície"? Eu poderia arrumar um jeito de fugir daquele lugar e virar uma espécie de menina-sereia? Aquelas perguntas (e muitas outras), apesar de não parecerem tão importantes, mereciam respostas, e já que eu não as tinha de quem, de certo modo, dera-me elas, seria necessário apelar para os que tinham mais experiência.

Pensava nisso, perdida em meus devaneios, quando ouvi uma voz. Com os ouvidos tomados por água (que, incrivelmente, não entravam neles), entender o que as palavras significavam era impossível. Um arrepio tomou-me, dando-me medo. E se fosse as harpias? Ou um monstro? Eu não tinha condições de lidar com nenhum deles. E se fosse algum conselheiro? Eu  estaria com problemas. Sair do lago e aparecer não parecia algo bom e recomendado naquela situação, mas ficar com aquela sombra da dúvida pairando sobre mim era pior. Se tinha uma coisa que eu sempre fora, era curiosa; e a curiosidade poderia, literalmente, me matar naquele caso. Mas, mesmo assim, era mais forte que eu. Ouvi a voz chamar de novo e resolvi, no mesmo segundo, que iria dar uma olhada. Bati os pés e emergia devagar, cuidadosamente, tentando não chamar atenção. Meus olhos não foram prejudicados pela água que entrara neles e eu estava aparentemente seca (pelo menos a parte que encontrava-se, atualmente, fora do lago), o que era muito estranho, mas compreensível. Apertando os olhos devido a escuridão, consegui enxergar uma garota, que tinha as mãos na cintura em um ar de superioridade e o tom mandão como o de um líder. Cogitei o fato dela ser conselheira, e ele apenas se confirmou quando ouvi sua exigência: que eu saísse da água. Franzi a testa. ─ Oh, sério? Nossa, muitíssimo obrigada por me avisar que é noite, eu não tinha percebido! ─ respondi, grosseira e sarcástica. ─ E acho que quem determina que horas é bom ou não para nadar é quem o faz. ─ acrescentei. Aquilo era uma ousadia desnecessária, pois se a garota resolvesse levar-me à Casa Grande, eu estaria completamente ferrada. Mas ela não falou nada; apenas aproximou-se um pouco. Acho que a garota conseguiu ver meu rosto, pois chamou por um nome: Kristen. Meu espanto durou exatos três segundos, quando me dei conta de que ela havia me confundido com a outra filha de Poseidon que, curiosamente, tinha os mesmos traços que eu. ─ Então Kristen é o nome da minha fotocópia mimada? ─ questionei, com um sorrisinho de canto. Lembrar a discussão que eu e a suposta Kristen tivemos no meu primeiro dia no local ainda fazia meu sangue ferver. Eu odiara a garota logo que ouvira a voz dela e mantinha toda a distância que podia dela. Agora, sabia seu nome: por mais que aquela coisa fosse pequena e até mesmo insignificante, dava-me uma sensação de superioridade, pois eu sabia mais sobre ela do que ela sobre mim. ─ Não, meu nome não é Kristen. E pelo amor dos deuses, não me chame assim nunca mais! ─ pedi.


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Re: Riacho de Zéfiro

Mensagem por Christina R. Lockhart em Qui 6 Nov 2014 - 22:34

Desde o início eu reparei que havia algo de errado com aquela garota. Kristen e eu haviamos tornado bastante amigas em pouco tempo, a ponto dela me convidar para passar as férias na casa de seus tios. Eu a conhecia o suficiente para notar que havia algo nela que a diferenciava daquela garota no lago. Haviam circulado boatos de que a até então única filha de Poseidon do Acampamento tinha uma irmã gêmea, mas nunca tive a oportunidade de averiguar mais a fundo, já que depois da viagem raramente nos víamos. Ela vivia deixando o Acampamento por semanas, e quando voltava raramente se encontrava em seu chalé. Agora juntando as peças tudo fazia sentido: aquela garota - que aliás, em poucas palavras havia se mostrado um tanto quanto mal educada - era a irmã gêmea de Kristen.

- Não me interessa se é noite ou dia, horário bom ou ruim, se não quiser se meter em problemas mais sérios é melhor sair logo daí - mantive minha expressão rígida e braços cruzados, embora detestasse bancar a durona quando na verdade queria dizer algo do tipo "Deuses! Você é a gêmea da Kristen! Achei que você fosse um mito, posso te tocar pra ver ser é verdade?!". Mordi o lábio afim de esconder o riso - o que não era tão difícil naquela escuridão -, um tanto quanto sem graça. - E sim, Kristen é a sua "fotocópia" - fiz aspas com os dedos e uma careta - se é assim como você a chama. Era estranho ver uma filha de Poseidon saindo da água, principalmente porque ela parecia não ter o mínimo conhecimento sobre seus poderes, já que estava encharcada. Eu não sabia se deveria oferecer uma toalha ou ficar quieta.

A menina confirmou que seu nome não era aquele e pediu para que eu nunca mais a chamasse daquela forma, como se o nome fosse amaldiçoado ou coisa parecida, e eu não entendi o motivo. - Como quiser. Me desculpe por ter confundindo vocês por motivos óbvios - dessa vez não pude evitar um risinho, o que a deve ter irritado. - Foi mal. Meu nome é Christina, mas pode me chamar de Chris... - dei de ombros, repetindo o discurso não tão comum que era me apresentar. - E o seu é...? Aliás, você está bem? - "... porque o hábito de nadar de madrugada não é um hábito muito comum em pessoas comuns por aqui", completei mentalmente, novamente prendendo um risinho, embora a minha preocupação fosse real.
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Re: Riacho de Zéfiro

Mensagem por Christina R. Lockhart em Qua 19 Nov 2014 - 21:23

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Re: Riacho de Zéfiro

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