Enfermaria

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Enfermaria

Mensagem por Vinny Oleander Salvatore em Qua 11 Dez 2013 - 23:17


Trying to rest
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É apenas uma luta, eles disseram. Ela é uma filha de Ares, mas chegou no Acampanto há poucos dias, ainda não sabe lutar, eles disseram. A lâmina que ela carrega não é muito afiada, eles disseram. Tudo o que falaram para me convencer a duelar com a filha do Deus da guerra volta à minha cabeça. Eu não teria lutado com ela se não fosse pela insistência dos "amigos", sei, há tempos, o quão injusta é uma luta entre uma prole do deus do Teatro e uma pseudo-maquina-de-guerra.

- Não quero ajuda, vou para enfermaria sozinho - digo e dou tapa na mão que a minha irmã estendeu para me ajudar a levantar. Uso o meu tirso de apoio. Ele, o tirso, não serviu para defender os golpes daquela espada de um metro e meio, mas funciona como uma ótima bengala. Dirijo-me até a enfermaria em passos curtos, como um velho.

Ao atravessar a entrada do recinto, uma enfermeira vem me auxiliar. Desativo o meu tirso e o prendo nas costas enquanto ela me ajuda a sentar na maca mais próxima - Arena. Conselhos de amigos idiotas. Duelo com uma filha de Ares. Amigos idiotas - três expressões soltas são o suficiente para ela entender o que aconteceu. A enfermeira anda até uma das estantes, pega alguns frascos e ervas, coloca uma luva na mão e volta para perto de mim - Ei, ei. Tem vinho nesses frascos aí? - ela nega com a cabeça - Então... Não são importantes - tiro o meu pingente do pescoço e pego uma garrafa vazia debaixo da prateleira que está do lado da minha maca. Ativo o pingente e deixo que o vinho, que sai dele, encha a garrafa.

- Eu sou filho de Dionísio, moça - puxo o meu short e deixo minhas coxas à mostra. Com cuidado para não desperdiçar o vinho, derrubo um pouco no corte da coxa esquerda. Sinto minha pele arder, afinal, estou lidando com álcool, mas uma onda de alívio sobrepõe a sensação ruim. Fecho os meus olhos e curto a sensação de ser, levemente, curado - Só esse vinho não vai ser o suficiente para me curar - tomo um bom gole da garrafa - E saciar minha sede. Tem mais por aí? - indago.
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Re: Enfermaria

Mensagem por Jonathan Krohlin em Qua 11 Dez 2013 - 23:55


Estar ali por tão pouco tempo era nada interessante. Muito menos minha vontade para treinos. Eu apenas os observava, lutas, sangue e massacres eram completamente incríveis. Talvez, visivelmente passasse a imagem de bom moço ou de alguém averso a sangue, mas não há nada mais vivo que sangue. O garoto, provavelmente de Dionisio, saiu da arena quase arrastando-se para a enfermaria. O segui, possivelmente ele parecia ser uma pessoa interessante.

Passos lentos e concisos, esperava que ele não me notasse. Ele entrou em uma das tendas de enfermos e desde então, passei á ouvir apenas. Ele parecia alucinado, ou, não sei, bêbado? De qualquer forma, adentrei as tentas. Eu não tinha nenhuma intenção em vê-lo  com suas pernas á mostra que por sinal eram bastantes bonitas. Pus as mãos no bolso e fui até ele, parei de pé do seu lado e ele me olhou. Neguei com a cabeça, rindo.

- Provável que na adega de seu pai tenha algum vinho... - me abaixei e puxei a perna dele para o lado, olhando o corte em sua perna vendo-o cicatrizando aos poucos. - Filhos de Dionisio não deveriam andar com uma garrafa de vinho?
Sorri de lado, olhando-o fixamente nos olhos. O sorriso se desmanchou, suspirei fundo ainda o olhando e logo retornei a sorrir.
- Sou Jonathan, ou Jon.
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Re: Enfermaria

Mensagem por Vinny Oleander Salvatore em Qui 12 Dez 2013 - 0:26


Trying to rest
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Tomo a liberdade de agir como um enfermeiro: pego um algodão, molho vinho nele e passo nos meus outros ferimentos. Obviamente, o vinho não seria capaz de curar tudo, mas se eu aproveitasse ele externamente e internamente, talvez, eu conseguisse resultados melhores. Tomo mais um gole do vinho - mais farto que o anterior - de olhos fechados, deixando a sensação do álcool entrando em meu sangue me acalmar, curar e me fazer esquecer da raiva que eu deveria estar sentindo dos meus amigos.

Quando abro os olhos, há um rapaz em minha frente. Ele não está vestido e enfermeiro e nem ferido e, apesar dele saber falar, não sei dizer com certeza se ele é real - Adega do meu pai, um lugar muito importante - concordo com a cabeça, mais vezes do que o necessário. O rapaz se encurva e dá uma olhada em minha perna, talvez ele seja real sim, talvez seja um enfermeiro fazendo cosplay de campista comum - Eu ando com uma garrafa de vinho portátil - pego o meu pingente e balanço enquanto esboço um sorriso - Mas o vinho, ultimamente, tem acabado tão rápido. Mistérios... - semicerro os olhos, simulando mistério e suspense.

Ele fala algo que eu não entendo e eu sorrio para fingir que entendi. Eu tô bêbado, é claro. Deveria ter me lembrado de manipular o teor de álcool no vinho, mas agora tá tarde demais - Tenho vinho pra você - indico a garrafa que está em minha mão - E uma maca, também - arredo pro lado e dou tapas na maca para indicar o lugar onde ele pode se sentar.
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Re: Enfermaria

Mensagem por Jonathan Krohlin em Qui 12 Dez 2013 - 0:53


O garoto não parecia nada normal. Mas estávamos sós, ou quase, e um diálogo com alguém é sempre bem vindo. Ele parecia decidido e curado, sentei-me ao lado dele e me apoiei para trás com os braços. Olhei-o, observando sutilmente. Sorri de lado e peguei a garrafa de vinho.

- Se eu não conhecesse uns filhos de Dionisio, diria que você está tentando me embebedar.

Eu sorri, e tomei um gole do vinho, olhando o garoto nos olhos. Me pus ereto novamente e toquei na coxa dele, olhando agora para ela. A pele havia se curado, por um instante parecia bruxaria. Mas depois era só a magia divina. Percebi o que estava fazendo depois de algum tempo. Havia deixado minha mão na coxa do garoto. Olhei para ele assenti

- Poderes curativos do vinho, isso daria uma boa matéria.

Pior das desculpas. Tirei a mão da coxa dele e me deitei na maca, olhando para o teto. Nada havia ali, exceto as armações de ferro que sustentavam a lona branca. Pus meus braços atrás da cabeça e permaneci ali.
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Re: Enfermaria

Mensagem por Vinny Oleander Salvatore em Qui 12 Dez 2013 - 1:13


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O garoto se senta e.. Uau! Ele descobre que eu sou um filho de Dionísio. Agora, mais do que antes, acho que ele não é real. Como ele teria descoberto meu segredo sem eu falar nada? Ele toma a garrafa de vinho da minha mão e quase o acuso de roubo, mas uma vaga lembrança de que eu tinha oferecido à ele vem em minha mente e eu não o faço.

Ele olha pra mim de novo. Normalmente, não consigo manter o olhar fixo aos olhos de alguém por muito tempo, mas com ele eu consegui. Talvez seja o álcool, talvez seja ele que possua olhos-que-não-dá-para-resistir, mas opto por acreditar na primeira hipótese. Ele, como possível enfermeiro, toma a primeira atitude médica desde a sua chegada: encosta em minha coxa e fica olhando-a. Olho para sua mão, para minha coxa e para o seu topete. Seu cabelo é engraçado. Olho para os lados, para minha mão, para o meu braço, para maca e tudo mais. O enfermeiro continua com a mão em minha coxa. Ele é um enfermeiro tão estranho.

- Vinho é uma matéria muito boa - concordo com a cabeça. Mais vezes que o necessário - novamente. O garoto afasta a mão e se deita. Ainda não o vi tentando me curar, mas tá tudo bem porque o gosto de vinho na minha boca está muito bom - Sobrou vinho? - indago, pois procuro a garrafa e não a vejo. Deito na perna dele porque é o único lugar que me resta e não me sinto confortável, mas continuo deitado - Ilusões... Isso é bem comum na cabeça de um filho de Dionísio. Como vou saber se você é real? - mexo no meu cabelo - E se você for uma ilusão, acho justo que eu faça você ter ilusões. Embora, eu ache, que isso não vai funcionar porque, talvez, você não existe - concordo com a cabeça, mas dessa vez, umas três vezes, no máximo. Eu acho.


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Re: Enfermaria

Mensagem por Jonathan Krohlin em Qui 12 Dez 2013 - 1:44


Era completamente insano os delírios do garoto. Não havia o que fazer, a não ser rir. Olhei para ele, e por um momento, minha mente fora tomada por pensamentos e atos. De qualquer forma, seria injusto aproveitar-me da situação de maluquez do garoto.

- Se você queria tocar em mim, era só pedir...

Ri e me levantei em seguida, segurando-o pelo braço e passando o mesmo por trás do pescoço. Á pesar de bem equilibrado ele ainda trocava as pernas. Pus minha mão direita na cintura dele, e a outra segurei seu braço em cima de meu obro. Dando-o apoio e levando-o para seu chalé.

- Vamos para um lugar cheio de vinho...

Ele ainda parecia delirar. O conduzi para fora da enfermaria, ainda rindo algumas vezes. Ele não era nem um pouco divertido ou engraçado. O que fazia sua companhia ser melhor e espontânea. Caminhamos para fora até a porta do chalé de dionísio, adentrando-a...

~encerrados~
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Re: Enfermaria

Mensagem por Clarie Brückner Learmonth em Sab 8 Fev 2014 - 12:50

After a dream...
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Meus passos iam de rápidos à lentos em questão de segundos, minha vontade era de correr até a enfermaria, mas sabia que Ashley não teria estrutura para isso.  E assim, eu não podia deixá-la ali, ou então os outros iriam matá-la. Para inicio de conversa admito que certa curiosidade sobre seus verdadeiros dons e poderes me fazia querer saber muito mais do que eu sabia sobre a morena. Andava um pouco a frente da menina, tentando cortar caminho pela floresta, não poderia de forma alguma passar no centro do acampamento e muito menos pela arena, a essa altura Christina já deve estar com Quíron falando sobre Chaz, e a julgar pela sabedoria do centauro ele já iria saber que outra pessoa estaria aqui no lugar dele, mas será que ele já sabia dos planos de Hera? A voz da menina veio em um turbilhão de perguntas e eu tampouco saberia como responder todos, ou se podia responder todas. Virei meu corpo pra ela, parando de caminhar antes de me pronunciar. — Ashley, sei que tudo é muito confuso pra você agora, mas irá saber de tudo em breve. — Respirei fundo relaxando os ombros. — Esse é um lugar para semideuses, sabe filhos dos deuses e tal? Então, eles existem e somos nós. — Disse apontando de mim para ela. — E como eu disse antes você é uma das mais fortes, talvez por isso que você sinta essas coisas. E eu e Christina te conhecemos sim, você já esteve aqui antes. — Deixei as ultimas palavras no ar.

Voltei minha direção para o caminho a minha frente.  A pouco metros de distancia da enfermaria um grupo de semideuses ria e confraternizava ali. Respirei fundo e segurei a mão de Ashley, mesmo que contra alguns protestos dela que logo havia cedido, virei para a menina sorrindo. — Vai ficar tudo bem, apenas não fale nada e continue caminhando ao meu lado, de cabeça baixa, por favor. — Meu sorriso estava congelado em meu rosto, mordisquei meu lábio inferior sentindo meu rosto ruborizar por nossas mãos ali entrelaçadas. Puxei seu braço para encostar junto ao meu enquanto caminhávamos juntas. Alguns daqueles campistas eram conhecidos por mim, Angelique, Arianne, Logan e uma novata. Sorri para eles e ouvi uma brincadeira vindo do menino. — Já arrumou uma namorada Clarie? — Respirei fundo para não explodir e coloquei a mão na cabeça de Ashley. — É só uma amiga que está com dores seu para-raio. — Senti a mão de Ashley apertar a minha com força, por um instante tive a sensação de que ela estava com medo, e meu coração pareceu querer pular para fora do meu corpo.

Apressei o passo passando pelo grupo e entrando na enfermaria. Logo um sátiro veio nos ajudar mas estiquei o braço pra ele dando a entender que eu conseguiria levar ela para dentro. Escolhi um dos leitos mais ao fundo e escondido, apenas eles haviam nos visto entrar, não precisava de mais pessoas se perguntando quem era a menina. Ajudei Ashley a se deitar no leito contra protestos da menina que não o queria fazer. Sentei na cama ao lado do corpo da menina e sorri. — Ei, nada de ser birrenta agora, já irei pegar um remédio pra você.  — Antes de me levantar senti o braço de Ashley me segurar, virei meu corpo bruscamente e meus cabelos se esvoaçaram no ar. E então eu sorri.



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Re: Enfermaria

Mensagem por Brenda T. Collins em Sab 8 Fev 2014 - 13:51

Minha passagem pela enfermaria foi curta. Eles lavaram e enfaixaram meus machucados e depois me deram um pouco de ambrósia. Nem meu braço nem meu adomem doíam mais tanto. Jennette estava certa, não era nada grave. Nem precisou de pontos. E eu agradeço por isso.
 Sabe, mesmo a enfermaria sendo um lugar agradável (desde que não haja nenhum paciente gritando de dor), eu esperava não ter que voltar lá por algum tempo.
 Decidi descansar o resto da tarde, amanhã eu treinaria mais. Mas com arco e flecha!
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Re: Enfermaria

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Qua 19 Fev 2014 - 13:35

Admito que foi estranho quando passamos por um grupo de pessoas que me olharam de maneira estranha e então perguntaram para Claire se ela havia arranjado uma namorada. Bem, ela era uma garota bonita e eu não me importaria se ela fosse minha namorada. Só que havia algo me dizendo que eu havia deixados coisas importantes em casa e junto com essas coisas importantes havia várias pessoas, duas delas se destacavam, mas eu não conseguia lembrar de quem se tratava. Mas não queria ficar muito tempo na presença daquelas pessoas por isso tratei de avisar a Claire, apertando o seu braço, de que queria sair dali. Sem contar que minhas dores estavam ficando cada vez pior, normalmente quando eu tentava lembrar de alguma coisa. Não achava que era algo tão importante a pronto de precisarem abrir minha cabeça, mas estava doendo e isso era um incômodo. Quando adentramos na enfermaria uma coisa estranha em forma de metade homem e metade bode veio nos receber, recuei um pouco pra trás e a menina tratou de mostrar logo para a criatura que não precisávamos de ajuda. Claire me arrastou até um leito, eu não achava que precisava de um descanso tão grande, apenas de alguma coisa pra comer e pronto. Mas a menina insistiu e deitei-me depois de algumas brigas perdidas. Uma brisa veio sobre nós e quando Claire se virou seus cabelos balançaram como se ela fosse uma deusa, isso me fez suspirar e sorrir como uma boba. Havia uma coisa que ninguém poderia negar na menina, ela era linda.

- Então, o que era aquela criatura? - Perguntei quando ela voltou com uma vasilha na mal contendo algo parecido com mel de abelha. - E o que diabos é isso, é o remédio? - Primeiro Claire explicou que as criaturas se chamavam Sátiros e que ajudavam o acampamento, em seguida chamou o líquido de Néctar dos deuses. Bem, pra começar pra mim aquelas criaturas eram familiares, mas pareciam que elas não deveriam estar trabalhando, que seus hábitos eram bem diferentes. - Isso é seguro? - Perguntei enquanto trazia a vasilha para perto dos meus lábios. Tomei um pouco daquilo enquanto Claire explicava para que servia e os seus efeitos colaterais caso eu ingerisse aquilo de mais. Deixei a vasilha sentindo o gosto doce em minha boca, bem, era gostoso. Encostei-me na parede e fiquei observando a menina por um tempo, até que ela percebeu que eu estava a olhando e ficou totalmente corada. - Você fica com vergonha facilmente. Isso é engraçado. - Falei rindo no final o que a deixou ainda mais vermelha. - Então guria, vai me explicar melhor? Você me disse mais cedo sobre deuses e tudo mais... - A verdade era que eu não tinha feito uma reflexão de tudo o que ela havia me contado. No começo achei que era mentira, mas meu instinto dizia que era verdade e eu havia decidido confiar em um instinto, ele parecia saber o que fazer. Então o que eu sabia até agora era que eu estava em uma espécie de Acampamento com filhos de deuses, ou semideuses, eu era forte, ninguém me queria ali e eu nao queria estar ali.
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Re: Enfermaria

Mensagem por Clarie Brückner Learmonth em Sex 21 Fev 2014 - 9:30

After a dream...
everything can change


Minhas percepções de certo e errado mudaram completamente depois de encontrar com a morena, o certo era levá-la até Quíron e o errado era estar aqui a ajudando como uma fugitiva da lei. Mas as posições se reverteram e nada mais fazia total sentido desde que o chamado de Hera fora ouvido por diversos semideuses ali, pois é não só eu e Flynn, mas também Rebecca, Christina, Arianne. Aquilo me deixava confusa, mas não o bastante para frear meus instintos protetores e até mesmo idiotas. Em uma espécie de bancada de coisas da enfermaria se encontravam diversos instrumentos para melhoria dos semideuses, um deles conhecia bem, até bem demais já que umas mil vezes o tomei para ajudar no processo de cura de algum ferimento de treino. Olhei para os lados tendo certeza de que nenhum sátiro ou filho de Apolo me pegaria ali, então tomei em minhas mãos uma pequena vasilha.

Voltei a passos rápidos para junto de Ashley, antes mesmo de poder abrir a boca para falar qualquer coisa a menina se apressou em suas perguntas, respirei fundo e sorri. — Aqueles são sátiros, na maioria das vezes estão ajudando o acampamento, seja em treinos ou aqui na enfermaria. — Entreguei a vasilha para a menina antes de responder sua próxima pergunta, sentei-me na beirada do leito. — E isso se chama Néctar dos deuses, ele vai te ajudar um pouco nas dores, mas não precisa tomar muito. — Exclamei a ultima frase rápido antes que ela tomasse todo o conteúdo da vasilha. — Tudo em excesso faz mal e isso aqui principalmente. — Ri, pegando de suas mãos a vasilha, levantei deixando a vasilha em uma mesinha ao lado do leito, voltando minha direção para a menina notei que me observava até demais, será que eu estava descabelada? Olhei para o chão sentindo as maçãs do meu rosto queimarem, respirei fundo tentando conter minha timidez, sim eu não era acostumada a ficar sendo observada, ainda mais da forma como a menina me olhava, aquilo me deixava ainda mais tímida.

A verdade é que não achei que não achava que Ashley estava preparada para ouvir tudo, mas a julgar pelo fato de que ela já tinha tomado o líquido que melhoria qualquer dor então seria à hora de começar a falar. — A maior parte você já sabe. Mas sua perda de memória ainda é algo confuso até mesmo para mim. — Dei de ombros, deixando um sorriso estampar meu rosto. — Eu só te vi uma vez aqui no acampamento, em uma semana que juntaram romanos e gregos. Você não pertence a esse acampamento, acho que já descobriu isso sozinha. — A expressão da menina de concordância me fazia continuar mesmo que minha fala acabasse sendo rápida demais. — Pelo que eu saiba você é filha de Ares e não me pergunte a que corresponde em romano, porque não tenho idéia. — Ri, mais para mim do que para a menina. Suspirei em seguida. Acho que estava excedendo, era mais fácil acalmar a menina do que explodir em palavras. — E o motivo de você estar aqui é algo maior que nós, sinto que algo ruim estar por vir e que sua segurança é importante... Pelo menos para mim é. — Sorri, olhando para o lado. — Está com fome? Posso arrumar alguma coisa pra você. — Tentei desviar o assunto, eu era péssima ajudando os outros, acabava de ter certeza disso. — E pode ficar tranquila, tudo irá se resolver em breve, talvez muitos não iram te reconhecer ou lembrar, pode até ficar no chalé de minha mãe enquanto passa essa confusão toda. — Seria uma péssima ideia se ela ficasse junto com os filhos de Hermes.



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Re: Enfermaria

Mensagem por Rosalie Forrester Lofrev em Sab 22 Fev 2014 - 15:16


Há alguns dias que passo a tarde toda no chalé. Durmo, leio livros, escrevo e desenho. Mas naquele dia, caminho em direção a enfermaria, não que estivesse doente, é claro. Longe disso. Apenas para visitá-los, quem sabe. Corro os olhos pelo local. Ninguém conhecido; procuro por algo que possa me distrair naquela tarde, mas acabo não achando nada. Dou de ombros, e um dos filhos de Apolo pergunta o que sinto. — Nada. Só uma dor de cabeça passageira. — Digo. Ele se afasta, traz algo que parece um suco e pede para que eu tome. Muito diferente de néctar ou ambrosia. Não o identifico, mas o sabor é igualmente doce e bom. Então me lembro que não estou doente de verdade. Entrego o pote vazio para ele e saio de lá, antes que ele chame algum de seus irmãos e diga que eu estou delirando por não tomar o pote por inteiro. 

Caramba, que post ridículo q
Só pra voltar a ativa mesmo -qq



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Re: Enfermaria

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Dom 2 Mar 2014 - 14:07

- Marte... - Murmurei sem saber o motivo, que não demorou muito para surgir, em seguida levantei o meu olhar para a Claire e lhe dei um sorriso. - Sou filha de Marte. - Dessa vez falei com firmeza e então peguei em sua mão, a apertando com força, eu não sabia o motivo de estar ali, mas sabia que não deveria. Procurei fixar o meu olhar atentamente nela, antes porem olhando ao redor para ver se ninguém estava prestando atenção em nós. - Sei que não deveria estar aqui, e sou grata por estar me ajudando, mas pressinto que algo ruim esta para acontecer, se sou poderosa como diz, então esteja longe quando este "algo" acontecer. Não sei como, mas consigo sentir quando o sangue esta prestes a ser derramado, deve ter alguma coisa a ver com o meu progenitor. - Respirei fundo e então me encostei novamente na maca, estava cansada, a dor de cabeça aos  poucos estava passando, era hora de me render ao sono.

[...]

Durante dias Clarie me ajudou a passar despercebida naquele acampamento, ela também me ajudou a recuperar um pouco da minha memória ao ponto de que eu já conseguia lutar normalmente. Sentia a necessidade do meu próprio armamento que deveria estar no outro Acampamento. Me perguntava se eles haviam já percebido a minha ausencia e se haviam descobrido onde eu havia ido parar. Por mais que a companhia de Clarie fosse agradável, eu ainda sentia a profunda necessidade de voltar para a casa, não conseguia me sentir totalmente confortável naquele lugar. Com cautela consegui participar de algumas atividades, mas sempre evitava estar em contato dos gregos, até porque o meu interior insistia em querer chamá-los de graecus. Algo que a Clarie havia me dito para não fazer, pois com certeza isso denunciaria quem eu era. Por fim eu descobri que eu tinha uma arma, foi um dia estranho, porque eu havia ido até a praia, um local onde eu não me sentia muito bem por causa da água, mas mesmo assim o fiz. A filha de Atena me seguiu como sempre, para que eu não me perdesse naquele lugar, e se sentou ao meu lado. Nossa relação estava se aprofundando cada vez mais, eu gostava muito da companhia dela e se pudesse queria levá-la junto comigo para a casa. Embora algo me dissesse que romanos deveriam odiar principalmente os filhos de Atena, mas não conseguia saber o motivo. Naquele dia Clarie colocou a sua mão sobre a minha que tinha um anel no dedo do meio e eu o tirei para que ela o visse, porém quando por acaso respirei em cima do mesmo, o anel se tornou uma grande foice negra. Nesse dia lembrei de que era uma ceifadora, algo que amedrontou a menina e me causou um grande impacto emocional, porque me lembrei que eu não poderia ter nenhum tipo de relacionamento. A partir disso tentei evitar a menina, não queria criar nenhum vínculo com ela, o que era extremamente difícil, ela sempre dava um jeito de me encontrar.

Por fim chegou um dia que eu resolvi ir embora por conta própria, arrumei uma mochila, coloquei uma troca de roupas, vesti de volta a minha camiseta roxa, não queria mais me esconder. Adentrei  na floresta até chegar ao tal punho de Zeus, ao qual eu havia nomeado punho de Júpiter, até que percebi que alguém estava me seguindo e sabia quem era. - Volte a dormir, Clarie. - Me virei para ela que saiu de trás das árvores e andou até ficar de frente para mim. Ela falou algumas coisas, mas eu tinha o punho firme, não deixaria me abalar por algumas palavras de uma simples semideusa. - Olha, eu adoraria que viesse comigo, mas para começar, não podemos fazer isso, você é grega eu romana. - Suspirei, não queria falar o inevitável, mas eu não poderia ficar enganando ela para sempre. Me aproximei dela e peguei o seu rosto em minhas mãos, olhando atentamente em seus olhos. - Sou uma ceifadora, virei uma quando estava morrendo em uma missão e Thanatos me salvou. Ou seja, era para mim estar morta, dei a minha vida para ele. Por mais que você seja uma garota incrível e eu adoraria ficar com você, não poderia te fazer sofrer. Mas se sobrevivermos, um dia venha me visitar em Nova Roma, você pode viver lá. - Respirei fundo e então cedi aos seus encantos, me entreguei aos seus lábios e lhe beijei apaixonadamente. Deixei claro naquele beijo o quanto ela me encantava e havia me conquistado, deixei claro o quanto desejava poder ficar ao lado dela.

Uma grande explosão se deu do outro lado do Acampamento e abalou todo o chão, o que nos fez se separar. Escutei um grande rugido e uma criatura gigante desceu do céu pousando ao meu lado, ela era a maior manticora que eu havia visto até agora. - Huffy... - Murmurei o nome da criatura que rosnou para a Claire. Huffy trazia consigo a sua armadura, ao lado uma lança presa e uma bolsa que continha um par de luvas. Então me virei para a Claire e falei seriamente: - Pelo visto alguém veio me buscar.

OBS: Proximo post no punho de Zeus
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Re: Enfermaria

Mensagem por Ranveig Rewards O'Hare em Seg 16 Jun 2014 - 16:40

There's no stopping curiosity
Who's to say I can't do everything? Well I can try, and as I roll along I begin to find things aren't always just what they seem

O esforço que teve de ser feito para que minhas pálpebras abrissem foi quase sobre-humano. E na minha memória, minha cabeça não era tão pesada assim. Eu me sentia como se houvesse acabado de ser nocauteada por um lutador de sumô que tivesse pulado em mim. E não fazia a menor ideia de que lugar era aquele. Erguer o corpo foi extremamente dolorido, mas me propiciou uma vista um pouco melhor. Parecia alguma espécie de enfermaria. Mas enfermaria de onde? E por que eu precisava de uma? Havia realmente levado uma surra, é isso? Uma breve olhada em meus braços quase totalmente tomados por hematomas confirmou que, se não havia sido uma surra, fora algo semelhante, ao menos.

De repente, as lembranças vieram. Um cara estranho veio me abordar depois que eu saí do trem. Saí correndo. Ele veio atrás. Surgiu um menino aleatório completamente do nada, e me puxou pra dentro dum taxi. Enquanto eu bradava que estava sendo sequestrada, o motorista, me ignorando, dirigia para, aparentemente, o meio do nada. E o cara estranho tinha, milagrosamente, virado alguma espécie de chefão de videogame de uns dois metros de altura, chifres e músculos. Muitos músculos. O menino aleatório tentava falar algo sobre deuses e mitologia que fazia menos sentido do que meu professor de história explicando. E olha que isso não fazia sentido algum.

O taxista parou, confirmando minhas suspeitas: ele havia nos levado realmente pro meio do nada. E o garoto apenas gritou para eu correr até depois do pinheiro – a única árvore visível no local. Como julguei que ser sequestrada era melhor que morrer nas mãos de algo que parecia fruto da imaginação, corri. O mais rápido que eu pude. Mas não foi suficiente – é, eu realmente havia levado uma surra – eu apanhei um pouco. Tudo bem, mais que um pouco. E como eu não tinha uma arma, anos de judô não foram tão úteis como se era de esperar. Minha última lembrança era de ter pego e chutado o olho do monstro, num salto ninja enquanto ele se abaixava. Não era preciso ser um gênio para concluir que eu havia desmaiado. Mas como havia ido parar ali? E onde estava aquele ser do mal?

Finalmente consegui me sentar direito, automaticamente levando a mão direita à cabeça de tanta dor e pensando na possível pergunta mais importante até agora: onde eu conseguiria um analgésico? Porque sem um, eu decididamente não duraria mais muito tempo consciente. Se é que eu já poderia me considerar consciente. O pensamento estava turvo, a cabeça pesada e a visão não só embaçada como com pontos pretos. Creio que a consciência não deveria ser assim. E pelo amor de tudo o que é mais sagrado, se aquilo era uma enfermaria, CADÊ OS ENFERMEIROS? Pela primeira vez em muito tempo, me ocorreu que eu tinha a capacidade de falar, e com isso tentei articular algo próximo a um pedido de socorro. Pareceram grunhidos, mas foi um avanço. Acho.
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Re: Enfermaria

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Seg 16 Jun 2014 - 20:39

O dia já não estava nada bom devido ao calor, mas quem se importava, né? “Ah, manda a Sky falar com Quíron”, “A Sky não mandou os campistas de Zeus organizarem o chalé e a nota da inspeção foi baixa”, “Um filho de Hades sumiu e a última a falar com ele foi a Scarlett de Zeus”. Minha cabeça estava explodindo de tanto problema que me arranjavam no acampamento. Sem dúvida alguma conviver com alguns monstros no Tártaro seria mais fácil. Finalmente conseguira tirar algum tempo para cochilar. Por mais que o AMS estivesse parado no quesito aventuras, os novatos insistiam em treinar e, infelizmente, os veteranos que sofriam com isso tendo que supervisionar tudo. Deixei que meu corpo caísse sobre cama de forma bruta, me cobrindo em seguida. Fechei os olhos e sorri, sem acreditar que finalmente descansaria. - Sky! Sky! O Quíron ta aqui fora te esperando. - Uma voz masculina preencheu o chalé e o dono dela provavelmente deve ter amado o travesseiro na cara. - É tão fácil falar que eu morri, né? Seu inútil. - Resmunguei enquanto levantava. Por sorte não colocara o pijama ainda, do contrário todos veriam meu lindo corpinho perambulando por aí com o Capitão América.

- Que foi, Quíron? Você não sabe que trabalho escravo é proibído? Porra, minha vida agora é auxiliar campistas na enfermaria! - Exclamei irritada depois de sair do chalé e me deparar com o centauro na porta. A expressão dele endureceu um pouco após as reclamações, mas quem liga? Meu pai é o chefe da merda toda. Nunca fui muito bom com isso de ler a vida da pessoa só de olhar dentro dos olhos, mas descobri o que teria que fazer só pelo meio sorriso daquele cavalo. - Você não tem noção do tamanho do meu ódio por você nesse momento. - Bufei e saí dali, caminhando em passos duros até a enfermaria. Provavelmente teria que cuidar de alguma criança que quase fora morta por algum monstro legal nos últimos dias. Nunca um homem gostoso.

Mal cheguei na enfermaria e já fui direto pro estoque de garrafinhas com néctar. Depois disso, passei o olho por cada maca. A maioria dos doentes já estava acompanhada por alguém, com exceção de uma menina. Suspirei e caminhei até ela, que parecia ter acabado de acordar. Seu estado era deplorável; a maior parte do seu corpo parecia estar coberta de hematomas e arranhões. A morte lhe teria caído melhor. - Nossa, você tá horrível, gata. - Me aproximei lhe entregando a garrafinha. - Bebe isso. Você nesse momento deve estar estranhando tudo aqui, mas me acordaram por isso, então vou te ajudar. Anh, só pra começar: qual seu nome e quanto você sabe sobre mitologia grega?

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Re: Enfermaria

Mensagem por Ranveig Rewards O'Hare em Seg 16 Jun 2014 - 21:14

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Aparentemente, o grunhido só foi um avanço pra mim, visto que demorou tanto para alguém aparecer que eu já estava em um torpor quase rumando para um cochilo. E claro que quando a ajuda chegou, já veio com informações inéditas e relevantes, afinal, eu jamais sonharia em perceber que estava horrível. Apesar da pouca serventia inicial da... Enfermeira? Voluntária? Fosse o que ela fosse, fui grata pela sua chegada. Eu realmente precisava de cuidados. E eles aparentemente vieram em forma de uma garrafinha com um líquido meio amarelado, que bebi com uma careta, antecipando o gosto ruim do remédio, apenas para descobrir que era chocolate quente.

Nunca havia visto chocolate quente amarelo ou com tão pouca consistência, mas o gosto que eu senti era inconfundível, e foi o que me fez virar a garrafa até o fim, engolindo todo o seu conteúdo. A bebida sempre havia feito eu me sentir melhor, mas aquela, em especial, fez com que uma espécie de “calor renovador” usasse minhas veias para se espalhar por meu corpo. A sensação era boa. Sensação essa que não pode ser devidamente curtida devido às perguntas feitas pela menina. A primeira foi compreensível; a segunda, completamente sem noção. Que importância mitologia grega teria agora? Ela quase me lembrava o menino estranho do taxi. O pseudo-sequestrador. Aliás, onde ele estaria agora?

– Meu nome é Ranveig Rewards O’Hare – respondi, usando o nome completo primeiro por achar que poderia ser para algum tipo de cadastramento hospitalar, segundo por também haver a possibilidade de ser um teste de memória e terceiro porque eu sempre fazia isso. Raras pessoas achavam Ranveig um nome normal e pronunciável, então muitas escolhiam me chamar pelo sobrenome, então era melhor dizê-los logo. – E... Bem, sei algumas coisas. Tudo o que eles disseram na escola, e algumas lendas aleatórias. – a bem da verdade, mitologia era uma das poucas coisas que haviam me interessado o suficiente para merecer uma pesquisa mais à fundo, apesar de ser algo totalmente inútil para minha vida.

– Agora... Cahãm, por que a pergunta? E saberia me dizer o que aconteceu com o garoto estranho que chegou quase junto comigo? – embora líquido tenha melhorado bastante minha voz, ela ainda estava lamentavelmente precária, o que justificava o pigarro/tosse que havia cortado a frase. E, apesar de não fazer sentido nenhum, até que aquele brutamondes me lembrava de um monstro mitológico. Coincidências estranhas. - Ele era baixinho e tinha os cabelos pretos e lisos, e creio que também tenha levado uns pontapé daquele ser bizarro. – descrevi, notando a expressão indecifrável da garota, e torcendo para que ele estivesse bem, apesar de ser estranho, ter surgido do nada e ter feito eu acreditar que estava sendo sequestrada.
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Re: Enfermaria

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Ter 17 Jun 2014 - 17:26

As expressões da menina eram estranhas. Aliás, não só as expressões, o nome era extremamente, hm, fora do comum. Não que Sky fosse um nome do povo, mas meu nome não era de fato esse. Acho que nunca vou entender o que as mães têm contra os filhos. - O que eu vou te  explicar agora é estranho, mas não tanto quanto seu nome. - Sorri e esperei que ela bebesse mais alguns goles do néctar. Não me recordava muito bem de como haviam me explicado as coisas, chegara ali com seis anos e na época tinha medo de tudo. As coisas realmente haviam mudado. Voltei minha atenção para a Rã, que continha em seu rosto dúvidas quase que expressas, e deixei que ela achasse o momento certo para questionar. - O menino era um dos nossos semideuses. Sim, filho de um daqueles exibidos que você conheceu na escola, provavelmente. - Um trovão pode ser ouvido e meu sorriso aumentou. Era engraçado o fato de seres tão poderosos possuírem uma sensibilidade tão grande, também chamada de putaria. Suspirei e continuei a explicar. - Ele deve estar treinando, a maioria que sai para resgatar novos campistas já está acostumada com monstros e não precisa ficar muito tempo aqui. Certo… Pra começar, então: tudo que você aprendeu na escola existe. Zeus, ciclopes, Medusa, tudo. - Eu realmente tinha esquecido como recepcionar alguém que não veio de uma missão “segura” com outros campistas podia ser engraçado. As caretas da menina me causavam algumas risadinhas entre uma palavra e outra. - Você é filha de algum deus mitológico ou possui uma ligação muito forte com a mitologia, do contrário você não estaria aqui. Mas como já temos um oráculo, acho a primeira opção mais provável. Aliás, eu sou filha de Zeus. Você é órfã de pai ou mãe?

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Re: Enfermaria

Mensagem por David Crash em Ter 17 Jun 2014 - 18:28

Minha cabeça latejava. Acabara de sair do treino de armas a longas distâncias, e havia usado uma zarabatana para treinar, o que me fez ter de assoprar muito, causando o que eu sentia agora, dores de cabeça. Rapidamente me dirigi à Enfermaria. Lá eu encontraria algo que fizesse minha cabeça parasse de doer tanto. Talvez algum remédio... Não. Eu provavelmente encontraria garrafas e mais garrafas de ambrósia, nosso remédio mais famoso e usado, o natural.

A Enfermaria não era bagunçada, mas também não era a mais arrumada do mundo. As macas eram colocadas lado a lado, com uma pequena cortina para a privacidade do paciente — ou nem tanta privacidade assim. O lugar estava quase vazio. Os campistas do lugar, que não estavam doentes ou desacordados nas macas, olhavam nervosamente para uma das cortinas que estava fechada.

— O que está acontecendo por aqui? — perguntei. Um dos campistas de Afrodite explicou que havia chegado uma nova meio-sangue no local. Grande coisa, isso sempre acontecia! — E o que tem demais nisso? — disse. "Ela não sabe nada sobre o acampamento, nadica de nada", a filha de Afrodite me respondeu. Eu achei estranho, era engraçado quando essas coisas aconteciam. Normalmente os sátiros e meio-sangues iam buscar a maioria dos semideuses e, quando chegavam, já sabiam do básico. Pessoas chegarem sem saber exatamente nada era realmente estranho. — Qual o nome dela? Perguntei. "Ranveig O'Hare", responderam. — Ela pelo ao menos já sabe quem é seu Olimpiano? — disse esperançoso, mas já sabia que ela não saberia, campistas novos nunca sabiam. — Ótimo! — Murmurei. — Mais uma alma para o chalé de Hermes!
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Re: Enfermaria

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Dom 22 Jun 2014 - 1:20


I'm on the highway to hell

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Acordei no susto e sentindo dores por todo o corpo, meus olhos ardiam e minha boca estava um pouco seca. – O que...? – Soltei um resmungo e olhei ao redor para descobrir onde eu estava, descobri que estava na enfermaria do acampamento. – Ah... Você acordou, finalmente! – Alguém falou e eu fui forçada a mexer minha cabeça para o lado para ver o ser que tinha feito minha cabeça doer ainda mais. Reconheci um filho de Apolo andando até mim e logo ele me entregou um pouco de ambrósia, imediatamente a coloquei na boca e mastiguei. Me senti melhor na hora e ao sentir as dores se aliviarem, soltei um suspiro de alívio.

Tentei me lembrar de como tinha ido parar ali, mas isso só fez com que minha cabeça voltasse a doer. – Oh filho de Apolo, você sabe como eu vim parar aqui? – Perguntei ao garoto fazendo com que ele voltasse os dois passos que tinha andando. – Ao que parece você estava numa missão, mas acho que ela deu errado e você acabou solta no mar e bateu numas pedras – O garoto falou tudo de uma vez só e eu assenti, as imagens vieram como um turbilhão e eu me lembrei que estava tentando salvar uma família de um barco, mas não tinha dado muito certo... Porém também me lembrei de que a guarda costeira chegou enquanto eu ia sendo arrastada para mais longe pelas ondas violentas. – Tudo bem, obrigada – Pedi e me levantei de vez da maca, tinha que voltar as minhas tarefas.



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Re: Enfermaria

Mensagem por Ranveig Rewards O'Hare em Dom 22 Jun 2014 - 14:45

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Revirei os olhos de brincadeira. Havia demorado para alguma piadinha com meu nome surgir. Minha mão podia ter um bom motivo para tê-lo escolhido, e confesso que acho o livro de onde surgiu é bonitinho. Mas se nada disso anulava sua estranheza para mim, imagine para os outros. Pensei em responder a piadinha, mas a frase seguinte me calou. Semideus? Tipo... Hércules, Perseu, Aquiles? Ela queria mesmo que eu acreditasse naquilo? Ergui a sobrancelha direita incredulamente, mas nem assim a menina parou de falar tais estranhezas. Vendo como ela agia normalmente diante de tão bizarro discurso, cheguei à conclusão mais óbvia: ou eu estava tendo alucinações, ou ela era completamente louca.

Sacudi a garrafinha em minhas mãos, tentando perceber alguma substância alucinógena na mesma. Aparentemente, nada. Só restava então a segunda opção: a morena realmente não regulava bem das ideias. A opção foi aceita como fato quase em seguida. Se aquilo fosse verdade, meu nome era totalmente normal. Ok, ela “ofendeu” os tais deuses e caiu um trovão, mas e daí? Coincidências acontecem o tempo todo. Antes que ela continuasse com sua profusão ininterrupta de palavras, consegui murmurar algumas palavras incrédulas: – Sério mesmo que acha isso menos estranho que meu nome? E assim... Alguém já acreditou nessa história numa boa? – indaguei, cogitando a ideia de que o local não fosse uma enfermaria, afinal, mas sim uma espécie de sanatório.

Se a resposta fosse afirmativa, concluiria rapidamente que, sim, todos ali eram loucos. Aliás, pensando bem, fazia sentido: um lugar onde líquidos amarelos tinham gosto de chocolate quente não podia ser habitado por pessoas normais. Mas... Calma! Se eu tinha bebido aquilo e sentido o tal gosto... Eu tinha de estar louca também, certo? Ah, meu Deus. Eu era alguma espécie de “Alice no País da Enfermaria”, é isso? Louca a ponto de participar dos fatos, mas não tanto a ponto de não distinguir a loucura alheia. Era um triste fim. Sempre pensei que, se fosse pra ter algum complexo literário, eu teria algo quixotesco. Era, ao menos, uma loucura digna, que acertava mesmo sendo errada. Agora isso... Impensável.

Ok. Se o pensamento anterior era impensável, que dirá a fala seguinte da garota. Semideusa? Eu? Nem nos sonhos mais malucos de um demente. E francamente... Filha de Zeus? Deus dos raios e trovões, senhor do Olimpo? Eu imaginava-o como um ser espetacular, não como o pai de uma garota tão... Bem, tão “não-espetacular”. Cadê a glória, a aura de poder, etc.? E péra... Orfã? – De nenhum dos dois – respondi, com o cenho franzido – Ok, minha mãe é um pouco ausente, por ser aeromoça, e tudo, mas... Ela não está morta. Meu pai muito menos. Aliás, ele deveria ter ido me buscar na estação. Tratante. Depois a culpa de tudo dar errado é minha – conclui comigo mesma, embora em voz alta.
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Re: Enfermaria

Mensagem por Clarie Brückner Learmonth em Ter 15 Jul 2014 - 20:11


I'm on the highway to hell

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— ATCHIM! — sinceramente não estava mais aguentando essa vida de gripe, você deve estar se perguntando: como uma semideusa como você é capaz de se abalar por uma simples gripe? Mais um espirro e eu vou a enfermaria, já não estava mais aguentando ficar deitada durante todo o dia no chalé. — Atchim! Pelos deuses, só pode ser sacanagem. — praguejei, como dizem, promessa é divida, e graças aquela epidemia não pude comparecer aos treinos, tampouco sair do chalé pra dizer a verdade, suspirei com certa dificuldade, pois as narinas estavam entupidas. Me olhei no espelho e definitivamente minha cara estava terrível, meus olhos vermelhos e o rosto pálido, sem dizer dos meus cabelos que estavam desgrenhados. — ATCHIM! — soltei um grito espirrando mais uma vez, ao voltar minha visão pro espelho minha fisionomia ainda era a mesma. — Epa... — sussurrei após sentir uma tontura, pois é não poderia deixar de ir a enfermaria.

Não demorou muito e já estava medicada, sem contar o fato de ter tomado néctar novamente, aquilo era muito bom, como era possível? Tossi algumas vezes e o filho de Apolo que me ajudou disse para que eu descansasse um pouco em algum dos leitos, sem relutância deitei na cama e sinceramente... não lembro mais de nada, só de ter sonhado com uma filha de Afrodite dando em cima de mim.

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Re: Enfermaria

Mensagem por Mabelle Legrand LeRoux em Qua 20 Ago 2014 - 18:49

"Ah, isso passa, gata" dei dois tapinhas na perna boa de uma garota que havia quebrado a outra e continuei andando pela enfermaria. Era maravilhoso ver que pela primeira vez na vida a machucada da vez não era eu. Sorri e joguei os cabelos para o lado, piscando para um gatinho que aparentava estar quase morrendo. Por fim, saí dali rebolando o mínimo possível.
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Re: Enfermaria

Mensagem por Tyler Chauncey Bana em Sab 30 Ago 2014 - 15:03

Não me recordava de como cheguei ali, minha boca estava seca e meus olhos ardiam, além de que minhas pálpebras não se abriam, resmunguei baixo e praguejei, blasfemando contra todos os deuses existentes. Eu sabia meu nome, sabia minha idade, sabia quem era minha mãe, só não sabia quem era meu pai e como diabos, eu fui parar ali naquela maca.
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Re: Enfermaria

Mensagem por Noralys Carter em Sab 30 Ago 2014 - 15:16

Como um Acampamento de semideuses poderia ser tão tedioso? Eu nunca pensei que diria isso, mas prefiro ficar diante da TV assistindo Supernatural. Não sei porque fui parar diante da enfermaria, mas sentia que eu poderia ser útil ali, nem que fosse pra limpar as teias de aranha da parede. Algo me dizia que a enfermaria não estaria totalmente jogada as traças, e acertei na mosca quando escutei uma voz masculina praguejar. Me aproximei da maca, onde um moço atraente estava deitado, com os olhos semicerrados.
Oh! Eu posso te ajudar? — perguntei, incerta de como prosseguir. Toquei a testa dele, e nossa, estava pegando fogo. E por ele ser lindo, devia ser cria de Apolo. Sorri com esse pensamento tolo. — Você tem um nome, rapaz?
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Re: Enfermaria

Mensagem por Tyler Chauncey Bana em Sab 30 Ago 2014 - 15:26

Eu tinha morrido, e agora um anjo estava diante de mim. Não conseguia abrir os olhos, malditos inúteis. Senti um toque macio na minha testa, era a mão do anjo e quando a voz do anjo soou, foi muito bom. Espere, quis gritar, podes me ajudar, pensei em dizer mas não encontrava minha voz.
- T-Ty... - tentei, engoli mais saliva para lubrificar minhas cordas vocais. - Ty-Tyler.
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Re: Enfermaria

Mensagem por Noralys Carter em Sab 30 Ago 2014 - 16:16

Com uma certa dificuldade, o estranho me disse seu nome. Um lindo nome para um moço... Ai deuses, eu estava flertando com um cara semi inconsciente.
  — Não se esforce, vou providenciar algo que te deixe melhor. — falei, decidindo o que fazer. Ah, néctar e ambrosia!
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