Estábulos

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Estábulos

Mensagem por Zoey M. Ludwing em Ter 26 Nov 2013 - 15:58


Ah, os estábulos! O melhor lugar do acampamento na minha opinião. Por que? Por causa dos pégasos. Eles não falam, são afetivos e as vezes são temperamentais, o que me faz pensar que são um dos poucos animais com personalidade. 
Eu nasci em Nashville, uma cidadezinha minúscula e desconhecida do interior do Tennesse, então fui praticamente criada com cavalos ao meu redor. Apesar de não poder falar com eles, como os filhos de Poseidon, eu posso entende-los, e assim, gosto ainda mais deles. E gosto deles principalmente porque não falam!

Fui tirada de meus pensamentos quando um belo pégaso cor-de-mel bateu seus cascos furiosamente na portinha de madeira de seu cocho e relinchou. Ao olhar para ele, senti meu coração se apertar. Seu olhos castanhos brilhavam, mas transmitiam um ar tristonho, como se tudo que ele quisesse fosse voar um pouco. 
Caminhei até seu cocho cautelosamente e subi na portinha de madeira, que surpreendentemente aguentou meu peso. Estiquei meu braço e toquei afetivamente seu focinho gelado.
- Você está cansado de ficar aqui, não é? - Perguntei com a minha melhor voz doce, o que não era muita coisa.- Eu sei como você se sente.
Suspirei e sorri para o pégaso. Ele relinchou feliz, enquanto eu acariciava seu focinho. Bem, não sabia o nome dele e nem á quem ele pertencia, mas me pareceu que tinha feito um novo amigo. Um amigo de quatro patas, pelo cor-de-mel e com crina, asas e rabo negros. 

Foi então que reparei o quanto o pobre pégaso estava sujo. Vasculhei todo o estábulo a procura de baldes, até que achei um grande balde de madeira. Me pareceu pesado, mas o peguei e o levei até o lago. Mergulhei o balde na água e quase caí na água quando fui o puxar de volta. Era peso demasiado para mim. 
Com grande esforço, puxei o balde para terra firme e o arrastei para o estábulo. Coloquei-o perto da porta e vasculhei novamente o estábulo inteiro, até encontrar uma escova e uma espécie de shampoo que usávamos para lavar os pégasos. 
Coloquei uma rédea no pégaso e o puxei para fora do estábulo, o amarrando num tronco próximo. Fiz o mesmo com todos os outros pégasos e então comecei a limpar os cochos. O cheiro era forte e fazia meus olhos arderem, mas era uma boa ação e me deixava relaxada. 

Assim que acabei de limpar os cochos, juntei todo o esterco e o feno do chão em um grande saco de lixo preto e o amarrei. Joguei o saco para fora do estábulo. E novamente fui vasculhar o estábulo até achar uma mangueira. A liguei a uma torneira a água começou a jorrar violentamente. Segurei-a e molhei todos os cochos e o chão. Desliguei-a. Joguei um pouco do shampoo para cavalos no chão e comecei a esfregar com uma vassoura. Quando o chão já estava todo espumado, tornei a ligar a torneira e limpei todos os cochos e o chão, logo puxando a água com um rodo. Passei um pano seco no chão para secá-lo.

Parei um pouco para respirar e corri para fora do estábulo, logo voltando para lá com grande quantidade de feno e grama seca nos braços. Espalhei-o por todos os cochos, deixando o chão macio e confortável para os pégasos. 
Depois lavei também os vasos de água e comida deles todos e os enchi de feno e água. Todos ficariam confortáveis ali.

Parei para observar o local. Estava limpo e confortável. Caminhei para fora dos estábulos com um grande sorriso nos lábios. Agora vinha minha parte favorita. 
Lembra do balde de água, esponja e shampoo que eu havia deixado na porta do estábulo? Eles me serviriam agora! Arrastei todos até os pégasos e comecei a lava-los um por um, com direito a crina e rabos. Quanto todos estavam plenamente ensaboados, fui jogando baldes com água neles para limpa-los. Todos relinchavam e tremiam quando entravam em contato com a água fria, me fazendo rir.
Quando acabei, coloquei todos de volta em seus devidos cochos.
- Bem... Até a próxima vez, amiguinhos. - Eu disse e eles pareceram entender, pois relincharam e balançaram a cabeça furiosamente. Saí do local.

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Re: Estábulos

Mensagem por Demetria W. Baudelaire em Sab 7 Dez 2013 - 23:41

Entro no estábulo, danço em cima de um pégaso, desço do mesmo e saio mandando beijo pro vento porque sim :3
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Re: Estábulos

Mensagem por Pandora K. L'Angelier em Sab 28 Dez 2013 - 0:45

I'm just too young to care
Tentar levantar da cama quando na verdade parece que os lençóis estão a te prender se torna cada vez mais complicado todos os dias. Minha rotina era tão insignificante quanto a da maioria de meus meio-irmãos, a não ser Gabby, que ainda tinha suas amizades para zelar pelo acampamento. Como era de meu feitio todos os dias era levantar, fazer as necessidades básicas de todo ser humano, roubar alguma comida na cozinha e ir dar alguns torrões de açúcar para o Chad. Quem era Chad? O pégaso mais lindo do acampamento. E era meu dever cuidar dele, segundo Quíron era a única coisa prestável que eu fazia.

Dei de ombros, levantando da cama em direção ao banheiro. [...] Minutos - ou horas - depois lá estava eu me retirando do chalé vinte e dois portando a blusa laranja do acampamento customizada com algumas nuvens azul claro, e um short curto pois o calor era terrível hoje. As ninfas e os sátiros que cuidavam do refeitório e cozinha já até me conhecia, e por assim dizer não se tratava mais de um roubo de comida já que eles até separavam meus morangos e o copo de leite. Sorri, ao notar que no balcão já se encontrava tais coisas. Saí da cozinha indo em direção aos estábulos, um pequeno pacote de torrões de açúcar debaixo do braço esquerdo, pegava alguns morangos da cestinha em minhas mãos, era o único alimento que conseguia me manter ainda de pé durante o dia.

Respirei fundo ao encontrar Chad em seu cocho, o animal relinchou reconhecendo aquela que sempre estava ali presente por ele.  — E aí amigão, como está? — Minha voz doce e suave voz fez ele se acalmar e me permitir que fizesse carinho em seu focinho. Chad se acalmava cada vez mais, seu relincho feliz me trazia paz ao coração. — É, eu também senti sua falta seu monte de pelos.  — Só ele conseguia me fazer sair do chalé. Sorri, me virando para colocar meus morangos de lado. — Olha o que eu trouxe para você? — Mostrei o pacote de torrões para ele que ficou alvoroçado. — Calma aí rapaz, se não você não ganha nada.— Brinquei com ele, que automaticamente se acalmou, apanhei alguns torrões na mão e a estiquei em direção a seu rosto, Chad passou a comer os torrões. Acariciei sua crina. — Você é meu único amigo nesse lugar, espero que não me deixe quando te soltarem para dar uma voltinha. — Olhei tristonha para o animal que relinchou, me sentia tão sozinha, e a julgar que era cedo nenhum campista nem sequer apareceria por ali ou em meus passeios pelo acampamento. Definitivamente estar sozinha era meu fardo, um fardo difícil de suportar, Chad acariciou-me a face com seu focinho o que me fez momentaneamente sorrir.
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Re: Estábulos

Mensagem por Heather Martínez em Sab 28 Dez 2013 - 1:23



Cavalos? Era mesmo necessário? Não deveria ter perguntado isso em voz alta durante o café da manhã no refeitório. – Todo herói de verdade tem que saber montar num cavalo! – Ah, qual é! Isso era tão 2 000 a.C.! Já tinha notado a presença de cavalos – e centauro – no acampamento, mas sempre achei que fosse por recreação ou diversão. Que tolice a minha... Duas semanas no acampamento e eu ainda continuava ingênua demais, achando que poderia ter alguma coisa ali com finalidade apenas para diversão. A finalidade dos cavalos – e pégasos – ali não era diferente da finalidade de todas as outras coisas do acampamento: serviam para treinamentos, por que haveria um momento no qual usaríamos tudo aquilo em batalha. E com tudo eu quero dizer tudo mesmo.

Meu sátiro guardião e ex-paquera, Trevor, sugeriu que eu conhecesse os animais antes de montá-los, para criar afinidade, talvez. – Fácil ele falar. É metade bode! – Fui resmungando até os estábulos, com torrões de açúcar no bolso. Sugestão dos campistas mais velhos. Eu fui criada no Novo México, então, aquele cheiro de feno e cocô de cavalo já me eram familiar. Porém, nunca tinha montado num cavalo, por falta de oportunidade. Cocei a minha nuca e caminhei entre os cochos, observando cada animal. Eram mesmo lindos! Bem cuidados e com os pelos brilhantes, assim como as crinas que pareciam ser mais lisas do que meus cabelos.

Escolhi um cocho aleatoriamente, onde uma égua comum e forte estava com o focinho num monte de feno. Não quis me arriscar logo num Pégaso; o animal alado era muito grande! Era melhor começar pelo mais fácil. Achei tolice chegar conversando com o animal, ainda mais quando não éramos nada íntimas. Acariciei seu dorso, cautelosamente e insegura, achando que a égua me daria um coice, mas ela foi bem amável. Ofereci uns torrões para ela, e eu pude jurar que ela tinha me dado um meio sorriso, com os olhos negros e brilhantes. Mas outra coisa ali nos estábulos me chamou a atenção.

No cocho a frente do qual eu estava, uma garota conversava com um pégaso. Observei-a conversando carinhosamente com o animal, e a forma que ela falava com o pégaso não parecia nem um pouco boba. Ela tinha os cabelos loiros e cuidadosamente desgrenhados; tinha a pele bem clara, e apesar da distância, eu poderia apostar que ela tinha sardas no rosto. Nunca havia a visto pelo acampamento; teria me lembrado se já tivesse o feito. Continuei acariciando a égua ao meu lado de forma um pouco indiferente e distraída, distraída com a garota no choco a frente, falando com o seu pégaso como se fossem da mesma espécie. Um sorrisinho bobo escapou pelos meus lábios enquanto eu os observava, e logo o desfiz quando percebi que estava sorrindo do nada.

Ainda havia dois torrões de açúcar no meu bolso, e achei que aquela poderia ser uma boa maneira de fazer alguma amiga humana. Pigarreei e ajeitei a minha franja, caminhando até o cocho à frente. Fui me aproximando com passos hesitantes e já ensaiando um sorriso no rosto. – Ahn, oi! E ai? Bem, eu tenho alguns torrões de açúcar sobrando, e pensei que talvez você quisesse... -  Tirei os torrões do bolso e estendi para a garota.  Dei um sorrisinho simpático, sentindo meu rosto corar; muito típico. Eu estava certa sobre as sardas no seu rosto, mas eu esperava que ela tivesse mais.

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Re: Estábulos

Mensagem por Pandora K. L'Angelier em Sab 28 Dez 2013 - 23:48

Everything can change this morning
A melancolia daquele momento estava tão forte que tão pouco notava o tempo passar. Sentia uma brisa me acariciar as maças da bochecha. – Obrigado pai, mas não quero papo com o senhor hoje. – Estava revoltada com Éolo, como pode ele sempre aparecer para Gabrielly e para mim não? Nem tão pouco quando me reclamou, apenas o sentia, e talvez aquilo não fosse suficiente mais para mim, sentia falta de poder chamar alguém de pai. Bernard sim era meu pai e sentia tanto sua falta. De repente uma ventania mais forte levantou meus cabelos por um momento. – Calma aí pai, não é minha culpa você ser ausente. – revirei os olhos respirando fundo.

Chad comia os torrões como se fosse sua ultima alimentação do dia. – Vai com calma amigão, se não vão acabar todos. – deixei-o de lado por alguns instantes o que fez ele protestar em um relincho alto. – Ei, eu também tenho que comer ok? Não é só você que se alimenta aqui. – Briguei com ele mesmo que em tom de brincadeira, qualquer um que passasse ali poderia me achar uma louca, mas não existe explicação exata para dizer o quanto eu amava estar com ele. Me fazia bem, sentia-me livre.  Apanhei a cesta com os morangos e passei a comer alguns enquanto somente acariciava a crina de Chad, seu tom caramelo sempre me cativou, ele era incrivelmente lindo.  Tomei um gole do líquido gelado do copo ao lado. O pégaso relinchava reclamão, revirei os olhos colocando a cesta de lado. – Você reclama de barriga cheia, eu trago todos os dias isso pra você. – Dei língua para o animal.

Sorri para ele por fim notando que os torrões que tinha trazido comigo já haviam acabado. – Não me coma viva Chad, os torrões acabaram. – Fiz careta para o animal. O mais incrível é que o fato de me sentir livre não me fazia perceber que talvez pudesse estar sendo observada, somente notara o fato quando um pigarro fez com que eu despertasse do meu transe por aquele animal mágico. Era uma menina de estatura mediana que se aproximou tão lentamente que tampouco havia notado anteriormente, sua pele morena me fez jurar que deveria ser latina. Seus olhos cor de mel me hipnotizaram, a menina me olhava esperando alguma reação. Por Zeus, ela já tinha terminado de falar. – Minha mãe disse para não aceitar coisas de estranhos. – Semicerrei os olhos fazendo careta, rindo logo após. – Estou brincando, aceito sim, esse chorão aqui não para de reclamar porque os meus acabaram. – Disse desviando o olhar para Chad que abaixava o focinho me procurando para cheirar. As maças do rosto da menina avermelharam-se, o que me fez sorrir boba com a situação. – Quer dar você mesma os torrões pra ele? Ele é mancinho, não vai te morder, né garotão? – Disse alisando a crina do animal e sorrindo para a morena a minha frente.
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Re: Estábulos

Mensagem por Heather Martínez em Dom 29 Dez 2013 - 1:12



Os poucos segundos que eu fiquei ali com a mão estendida pareceram eras! Os torrões de açúcar melavam a palma da minha mão quente, e eu comecei a me perguntar se a garota era surda. E ficou um tempo me analisando com seus olhos escuros, que eu não sabia distinguir ao certo a cor deles. Acabei ficando sem reação quando ela me respondeu; meu sorriso se congelou em meu rosto e de repente aqueles torrões de açúcar pesaram como chumbo. Não deveria aceitar coisas de estranhos? Ótimo conselho. Então eu já poderia dar as costas e concluir que minhas habilidades sociais eram um fiasco?

Só tive reação quando a menina desmentiu o que disse, e acabei por soltar um risinho sem graça, sentindo minhas bochechas ligeiramente doloridas por causa do sorriso congelado anterior. Aquela brincadeirinha inicial para quebrar o gelo me fez relaxar um pouco mais na presença da garota. Eu tinha mesmo que acabar com aquela ideia de que todos os campistas eram como filhos de Ares ou Atena. Até receava em saber quem seria o progenitor da garota à minha frente, mas talvez não fizesse mal saber pelo menos o seu nome.

Mas antes que eu pudesse recolher tal informação, a menina sugeriu que eu mesma desse os torrões ao pégaso. Soltei um risinho esperando que ela dissesse mais uma vez que estava brincando, mas ela não o fez. Garantiu que o animal era manso, e eu engoli em seco sutilmente. - Tem certeza? Ah, ok. Bem, eu nunca cheguei tão perto de um pégaso assim antes, mas eu posso tentar. – Tagarelei a princípio, como sempre fazia quando ficava ansiosa, mas estendi minha mão com os torrões em direção à boca do pégaso. Não tirei os olhos da minha mão, embora soubesse que ele não a arrancaria. Como tinha tanta certeza? Talvez as palavras da garota tivessem sido o suficiente.

- Puxa, ele gosta mesmo de torrões de açúcar! – A língua morna e úmida do cavalo chegava a tocar a palma da minha mão de vez em quando. A princípio me assustei ao toque, arisca do jeito que eu era, mas já tinha me acostumado. Se eu não era lá muito boa em fazer amigos, pelo menos sabia como fazer amizades com cavalos. - Ele é mesmo muito bonito! Como se chama? – Perguntei direcionando o meu olhar para a garota. Espera, será que eu havia emendado demais a pergunta na frase? A minha intenção era perguntar o nome dela, mas por um momento eu mesma achei estar perguntando o nome do pégaso. - Quer dizer, qual o seu nome? Mas também gostaria de saber o nome dele. – Voltei meus olhos para o animal, com um risinho nervoso e franzindo minha testa rapidamente, sentindo meu rosto corando de novo. Incrível como eu me atrapalhava com as mais simples palavras.

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Re: Estábulos

Mensagem por Pandora K. L'Angelier em Ter 31 Dez 2013 - 13:55

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Não sei se era impressão minha mas aquela menina sorria até mesmo mais que o normal, talvez ela estivesse sem graça, talvez fosse uma reclusa como eu, ou talvez seja apenas o jeito dela mesmo. E por incrível que pareça – ou não – eu estava amando seu sorriso. Ok, eu era apaixonada por sorrisos, mas o dela era diferente, diferente daqueles sorrisos prepotentes ou tortos, era um sorriso encantador. “Ei, calma aí Panda, não vamos pensar besteira.” Suspirei quando o som da voz dela fez-se audível novamente, poderia jurar que já tinha a visto alguma outra vez no acampamento, mas sem duvida não me esqueceria.

Ver Chad tão sereno ao ter um primeiro contato com a menina me fez notar que definitivamente ele era um comilão, a julgar pelo fato de que nosso primeiro encontro não foi lá um dos melhores, ele quase me matou de primeira. Depois ficou a choramingar durante todo o resto da semana, desde então somos amigos. Pois é, meu único amigo de verdade é um animal mágico que apelidei de Chad porque ele tem cara de Chad, ou não. Mesmo notando que a morena ao meu lado ainda transmitia um certo receio ao estender a mão para entregar os torrões, não contive um risinho ao ver a cena.

– Ele é meio obcecado por esses malditos torrões, sou quase que obrigada a vir visita-lo todos os dias para trazer. – Chad levantou o focinho por um instante. – Estou brincando rapaz, relaxa. – E então ele voltou a direcionar sua atenção para a mão lambuzada da menina, os poucos torrões que ela tinha trazido com sigo já haviam acabado, o que fez o Pégaso relinchar. Instintivamente como uma criança brincalhona dei língua para ele, lembrando inutilmente que eu não estava mais sozinha com ele, senti minhas bochechas queimarem, eu deveria estar um pimentão.

O que me fez voltar à tona do meu momento vergonhoso foi à confusão que a menina fez com as palavras, mas ela estava olhando para mim, e aqueles olhos de íris esverdeados sorriam, pisquei meus olhos azuis incrédula com aquilo. Ela era encantadora. Seu rubor cresceu na mesma proporção em que tentava concertar sua frase anterior, não contive um riso agradável aquela situação. – Sou Pandora, e esse chato aqui é o Chad. – Disse alisando a crina do animal que como sempre abaixava seu focinho feito um cão para ser mais mimado. – Ah, e o seu? Ou terei que te chamar de morena fantasma que aparece do nada para assustar moças indefesas? – Ri, eu era péssima querendo fazer brincadeiras, mas ela sorriu, e já disse que o sorriso dela era lindo?
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Re: Estábulos

Mensagem por Heather Martínez em Ter 31 Dez 2013 - 14:50



Chad e Pandora. Era oficialmente meus primeiros amigos ali no acampamento. Chad estava ainda lambendo os restos de açúcar da minha mão, e aquela sensação da sua língua morna e úmida me causava arrepios. Como esperando, Pandora perguntou o meu nome também, mas acrescentou uma piadinha que me fez rir mais uma vez. Mantive o ar de sorriso ainda nos lábios, sem nem ter que esforçar; era natural. a governanta do orfanato sempre dissera que os sorrisos iluminavam os rostos das meninas, então eu acabei adquirindo o hábito. - Meu nome é Heather. - Respondi assentindo com a cabeça e voltando meus olhos para a garota. Notei que sua pele clara estava um pouco mais corada. - E eu sou uma moça tão indefesa quanto você! - Dei de ombros, num tom de voz dissimulado, e soltei mais uma risadinha em seguida.

Dessa vez não desviei meus olhos de Pandora. Enfim eu consegui distinguir a cor de seus olhos: eram de um azul profundo e escuro, e eu nunca tinha visto olhos daquela cor antes. Se ela tinha dito alguma coisa enquanto eu me perdia temporariamente em seus olhos, eu não entendi. Devo ter assentido com a cabeça, ou coisa parecida. Quando voltei a mim, ainda estava com a mão vazia estendida à altura da boca de Chad, enquanto o pégaso já virava para o outro lado, talvez a procura de mais torrões de açúcar. - Ops, acabaram. Que pena! - Disfarcei e limpei minha mão melada de açúcar e saliva de pégaso no short. - Mas não se preocupe, Chad. Você tem uma amiga muito leal que vai te trazer mais amanhã. Mas cuidado, porque engorda! - Ah, então falar com um pégaso não era tão difícil assim, só não queria que a dona dele ficasse com ciúmes. Fitei a garota já com um olhar mais cauteloso; não sabia se ela se importava em ter estranhas falando com seu pégaso, então meu sorriso estava igualmente cauteloso dessa vez.

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Re: Estábulos

Mensagem por Pandora K. L'Angelier em Qui 2 Jan 2014 - 8:14

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Aqueles olhos esverdeados estavam me prendendo, mal consegui ouvir sua voz novamente. Heather. Pelos deuses, não era possível que eu estivesse me encantando novamente. Não poderia deixar de ver Chad, não como deixei de ir aos campos de morango depois de meu último romance falho. Não, eu não merecia isso, assim como Chad também não merecia estar longe de mim. Mas então por que me encantar por Heather? Aquele sorriso me prendi, o riso dela era fofo, talvez eu estivesse maluca, mas por um instante pensei que ela pudesse estar sentindo o mesmo que eu. – Você, indefesa? Tu que chegou chegando me dando susto. – Ri, brincalhona como sempre, o quanto eu pudesse estaria ali, tentando tirar sorrisos dela.

Aquela tênue troca de olhares me fez suspirar, Heather manteve o olhar fixo ao meu como se estivesse a me analisar, franzi o cenho por um mero segundo, sorrindo após.  – Desse jeito você vai gamar nos meus olhos. – Disse brincando, mas a menina tampouco esboçou outra reação a não ser continuar olhando. Mantive o olhar igualmente fixo no dela, a morena assentiu, possivelmente sem saber o que estava fazendo. Soltei uma risada baixa quando a menina caiu em si, depois de toda aquela troca de olhares ela havia corado, e aquilo era extremamente encantador.

Notei a expressão um tanto que estranha dela de repente.   – Ei, a senhorita que trate de trazer torrões também porque ele gostou de você. – Fiz careta para ela, tentando ao máximo descontrair aquela fisionomia dela e trazer de volta seu sorriso. Chad deu meia volta em seu cocho se distanciando de nós, me virei por um instante para pegar a cesta de morangos que havia levado junto comigo.  – Quer morangos? – Sorri amistosamente pegando um na mão para comer.  – Pode deixar que esse aqui não engorda. – Brinquei fazendo menção a sua fala anterior para Chad. Aproximei-me um pouco de Heather, cautelosa sem saber se ela gostaria ou não de tal aproximação.  – Ah, você é filha de quem? Já descobriu? – Mordisquei o morango em minha mão.
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Re: Estábulos

Mensagem por Heather Martínez em Qui 2 Jan 2014 - 14:55



Fiquei mais tranquila ao receber a aprovação de Pandora quanto a Chad. Eu gostaria mesmo de visitá-lo mais algumas vezes, e seria bem melhor se Pandora estivesse junto. Depois que os torrões acabaram, o pégaso pareceu perder o interesse repentino por mim, e se afastou para um outro canto do cocho. Observei o animal se afastar com uma rápida olhadera e voltei à garota. Pandora me ofereceu morangos, e eu não contive mais um risinho quando ela me garantiu que os morangos não engordavam. Bom saber que não apenas o cavalo havia escutado as palavras da minha piadinha anterior. - Ok, eu aceito os morangos. Obrigada. - Peguei um na cesta e dei uma mordida delicada. Os olhos de Pandora pareciam um par de imãs que atraíam os meus como ferro, e só notei que ela estava tão mais próxima de mim quando começou a falar de novo. O que ela tinha perguntado? As palavras entravam pelos meus ouvidos e se perdiam, ou demoravam a ser processadas. Então acabei demorando um bocado a respondê-la. - Ah, sim, sim. Sou filha de Hebe, é. Estranho como descobri minha mãe deusa antes de descobrir quem é meu pai mortal. - Dei de ombros, mostrando certa surpresa, e sem perder o humor e o sorriso.

O gosto azedo e adocicado do morango inundou a minha boca, e eu fechei os olhos, degustando a fruta com um gemido sultil. - Hmmm, esses morangos são incríveis! - Mordisquei mais um pedacinho. - E você? Quem é seu progenitor divino? - Perguntei arregalando meus olhos num sorrisinho, enfatizando as palavras mais formais. Ainda havia mais coisas que, de repente, eu gostaria de saber sobre Pandora. Coisas bobas, irrelevantes, e quem sabe até coisas que pudessem ser relevantes. Porém, o que me intrigava nas pessoas era o mistério. Não teria muita graça se Pandora me contasse tudo sobre ela; a graça seria eu ir descobrindo aos poucos.

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Re: Estábulos

Mensagem por Pandora K. L'Angelier em Seg 6 Jan 2014 - 9:10

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O engraçado de estar conhecendo uma nova pessoa é realmente se sentir envolvida pela descoberta de uma nova amizade. Há muito tempo não sabia o que era isso, meus únicos “amigos” nesse acampamento eram bem poucos, a não ser por Chad, ele mesmo que chato com essa história de torrões era o único que eu chegava aqui e conseguia desabafar, mesmo que não houvesse nada em troca disso. Um sorriso torto se fez em meus lábios quando notei que Heather se desnorteou com minha possível investida, ao certo não sabia se deveria ou não fazer o que se passava em minha cabeça. Meus olhos pairaram nos lábios dela quando mordiscava o morango, de repente uma vontade enorme de beijá-la fez minha cabeça girar. “Por Zeus, para com isso Pandora.” Ordenava a mim mesmo, mal notando que a menina já respondia minha pergunta.

– Não conheço muito sobre Hebe... Desculpa o atrevimento, mas não conhece seu pai mortal? – Franzi o cenho, atordoada por um momento, deveria ter sido horrível descobrir ser uma semideusa sozinha. Para mim, tendo minha mãe ao meu lado já foi difícil, ainda mais quando descobri e fomos atacadas, balancei a cabeça afastando os pensamentos. Foquei minha mente somente na morena a minha frente, meus lábios sorriram com a apreciação do gosto do morango na boca da menina. – Você é uma maravilha. – Arregalei os olhos, acordando do meu transe. – Quer dizer, os morangos são uma maravilha, não que você não seja, mas eu estava... – Calei-me antes que continuasse a falar alguma besteira, corei um pouco e olhei para os lados antes de voltar a falar.

Respirei fundo. – Ah... – Exclamei antes de demonstrar de quem era filha, levantei minha mão direita e movimentei-a em giros curtos, com o movimento a pequena corrente de ar que passava entre nós parou e focalizou somente em Heather, com giros mais rápidos o ar fez com que os cabelos da morena começassem a balançar, esvoaçando no ar. Sorri, parando os movimentos aos poucos e abaixando a mão por fim. – Filha de Éolo, deus dos ventos. – Mordisquei o morango que estava na minha mão esquerda, olhando nos olhos dela. – E, ér... Perdoa-me, mas não sei nada sobre Hebe, pode me dizer algo? – De repente me senti tentada a descobrir mais sobre ela.

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Re: Estábulos

Mensagem por Heather Martínez em Seg 6 Jan 2014 - 13:58



Já estava acostumada em saber que poucos sabiam sobre Hebe. Alguns nem sabiam que Hebe era uma deusa, mas eu raramente me ofendia com isso. Eu mesma devo confessar que pouco sei sobre a minha mãe, e tudo o que descobri acabei por fazê-lo sozinha. A pergunta de Pandora também já era normal por ali. Muitos campistas tinham madrastas ou padrastos, mas eu tinha uma governanta de orfanato. - Não, eu não conheço meu pai mortal. - Abaixei meus olhos dando de ombros, segurando o útimo pedaço de morango. - Mas seja lá quem ele for, me colocou num orfanato. - Voltei a olhar Pandora, com um sorrisinho, e joguei o último pedaço de morango na boca. Não era daquelas que encarava esse assunto como um tabu, e não tinha problemas em falar sobre, já que não guardava rancores. Só não dava muitos detalhes porque eu mesma não os tinha.

Pandora parecia bem atenta às minhas palavras, e fiquei esperando que ela falasse alguma coisa quando eu terminasse. E de fato falou, eu só não esperava que fosse algo daquele tipo. Congelei por alguns breves segundos, quase engasgando com o pedaço de morango que restava em minha boca, e fitando seus olhos azuis enquanto um rubor já preenchia minha face. A garota se corrigiu, e começou a se atrapalhar em suas palavras, sutilmente. Eu comecei a rir e, com muito esforço, engoli o que estava na minha boca. Eu não sabia como reagir a elogios, porque raramente eu os recebia. Tudo o que consegui fazer foi continuar sorrindo para Pandora, timidamente, e pensar que ela também era uma maravilha. - Sim, os morangos são uma maravilha... - E a companhia também. Uma pena que eu não era ousada o suficiente para dizer as palavras em voz alta.

Mudando de assunto, Pandora respondeu a minha pergunta da melhor forma possível. A garota manipulou o vento graciosamente com uma das mãos e uma lufada suave e doce de ar atingiu o meu rosto e fez meus cabelos esvoaçarem. Eu sorri e então já sabia mais ou menos a resposta; só não me lembrava do nome do deus dos ventos. Éolo, Pandora havia dito, e eu assenti com a cabeça. A garota pediu que eu falasse um pouco mais sobre a minha mãe, e eu fiquei surpresa com tal pedido. Ela também era filha de um deus menor, então ela compreendia melhor o que eu passava do que muitos dos filhos dos doze do Olimpo. - Eu também poderia fazer uma demonstração sobre minha mãe, mas ai eu teria que dançar aqui, e não temos música. - Soltei um risinho da minha própria brincadeira, mas comecei logo a falar antes que surgisse alguma música do nada ali. - Hebe é a deusa menor da dança, além de ser a deusa da juventude. Minhae mãe é filha de Hera, então devo ter algum lance relacionado a auras e etc, mas ainda não entendo muito bem essa parte. Ela era aprendiz de Afrodite, e por isso dizem que ela é muito bonita também. - Franzi minha testa tentando me lembrar de mais alguma coisa. - Acho que é só isso que eu me lembro... Não posso garantir que minha mãe seja jovem e bonita, eu nunca a vi. - Dei de ombros, escondendo um certo rancor na frase. Sabia que era bobagem, porque poucos ali tinham se encontrado com os progenitores pessoalmente. - Você já viu seu pai pessoalmente? - Era uma pergunta um tanto inconveniente, mas eu só notei isso depois que já havia dito as palavras. Tinha aquela curiosidade, mesmo sabendo que todos os deuses eram diferentes.

Conversando com Pandora, eu tentava adivinhar algumas das características dos filhos de Éolo. Nunca havia conversado com um antes no acampamento, só havia avistado um ou dois, sempre sozinhos. Pandora já era diferente, porque não estava sozinha - tudo bem que ela estava na companhia em um pégaso, mas ainda assim, não estava sozinha. Será que todos os outros filhos de Éolo eram simpáticos daquele jeito? A garota parecia estar tentando me agradar, e de fato estava funcionando muito bem. Na verdade, Pandora não era como ninguém que eu já havia conhecido. Por algum motivo que eu não sabia ao certo, eu não poderia usá-la como um modelo para os outros filhos de Éolo, senão, eu poderia me sentir atraída por todos eles.

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Re: Estábulos

Mensagem por Pandora K. L'Angelier em Qua 8 Jan 2014 - 9:35

Everything can change this morning


Se eu dissesse que a aproximação do meu corpo ao dela me causava uma ligeira vontade de abraçá-la não estaria mentindo.  As palavras saíam de seus lábios e flutuavam para mim, não me contive a sorrir em todo momento, minhas bochechas já doíam por tamanha vergonha que se instalava depois de só falar besteiras. As reações da menina quanto a minha pequena demonstração foram excelentes e por Zeus, aquilo era demais.  Encontrar uma filha de um deus menor e não se importar em ser você mesmo me fez sentir viva, geralmente os filhos dos olimpianos eram mesquinhos demais pro meu gosto e aquilo chegava a irritar na maioria das vezes. Soltei uma risada quando a mesma falou sobre a dança, observei atentamente cada palavra dela, conhecer mais sobre os demais deuses não me faria mal, ainda mais descobrindo que Heather estava ali, queria saber mais sobre ela, mas como chegar e falar?

– Hebe, parece-me uma deusa muito cheia de dotes, seus filhos obviamente devem ter herdado isso. – Mesmo que não conhecesse nenhum outro filho de Hebe, a menção foi feita somente a menina a minha frente, no quanto ela deveria ser prendada como a mãe. Eu, ao contrario tão pouco sei fazer algo de útil, a não ser manipular essas pequenas correntes de ar. Quíron sempre tentava me atentar a ir treinar, muitas vezes passava na arena e ver aqueles semideuses esgotados e machucados não me fazia querer treinar. – E a propósito, adoraria ver você dançando. – Ri, descontraindo mais uma vez o clima antes que a menina ficasse tensa por algum motivo. Encostei meu corpo na parede de madeira do estábulo, prendi a cesta de morangos no pulso direito. – Caso queira mais morangos é só pegar. – Sorri amistosamente.

Respirei fundo antes de começar a tentar falar sobre Éolo. – Acho que é o mesmo para todos os semideuses, não temos muito contato com nossos pais, a não ser em sonhos. – Dei de ombros. – Você já viu sua mãe em sonhos? Eu já o vi e fico tentando pensar que ele é da forma como imaginei. Gabrielly, minha meia irmã já o viu, admito que senti uma certa inveja. – Mordisquei meu lábio com um sorriso torto, Gabby sempre era mais privilegiada, suspirei. Passei a mão pela franja que estava se soltando, joguei-a para trás e sorri novamente, de repente percebi que estava sorrindo mais que o normal, talvez aquela menina estivesse mexendo comigo. Por Zeus, não era possível que fosse cair novamente nesses encantos. – Mas então, você é de onde? Não me parece tão americana. – Coloquei a língua pra fora brincando.


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Re: Estábulos

Mensagem por Heather Martínez em Qua 8 Jan 2014 - 17:59



Palavras daquele tipo não me deixavam tão ansiosa normalmente, mas todo o conjunto da situação me deixav ligeiramente nervosa. Era quase como se eu estivesse prestes a começar um treino com um monstro ou com um campista mais experiente; o friozinho na barriga era praticamente o mesmo. Mas diferente dos treinos que eu geralmente sabia o que fazer, eu não sabia o que fazer ou dizer ali, tão perto da garota. A proximidade entre nós duas me causava todas essas sensações, e eu não tinha outra alternativa a não ser esperer e deixar as coisas fluírem. - Quem sabe outro dia, numa festa, ai... Se algum dia tiver. Com música e tals... - Sorri timidamente, e de repente mal podia esperar por alguma festa.

Pandora me deu passe livre para pegar mais morangos, e eu apenas assenti com a cabeça. Ela então nunca havia visto o pai pessoalmente, mas aquela coisa de vê-lo em sonhos me deixou intrigada. - Eu... nunca a vi. Quer dizer, já sonhei com a minha mãe antes, mas não desde que eu descobri que ela é uma deusa. - Era difícil eu sonhar durante a noite, e a maioria eram apenas breves pesadelos. Fitei a cesta de morangos por alguns instantes, mas não apanhei nenhum deles por enquanto. - Mas não tenho dúvidas de que ele esteja orgulhoso de você, de alguma forma. Já ouvi dizer que só o fato de ser reclamado por um deus menor, é um grande feito. Eles costumam nos esquecer. - Dei de ombros e dei um sorrisinho tímido, mas foi o mais doce que eu já tinha conseguido dar.

Aproximei-me de Pandora e estendi a mão para apanhar mais um daqueles morangos. Dei uma mordiscada na fruta, enquanto a garota me fazia mais uma pergunta que não me era estranha ali. - Sou do Novo México, de uma cidadezinha na divisa com o México chamada Anthony. - Era uma cidade pequena, com mais gente falando espanhol do que inglês. Rolei os olhos enquanto engolia o pedaço de morango que estava na minha boca. - Pelo menos eu cresci lá. - Não sabia nem onde tinha nascido, tudo o que eu tinha do meu pai era uma bíblia com suas iniciais e nada mais. - Tudo indica que meu pai era mexicano, sei lá. De algum lugar ali perto da fronteira, talvez. Só sei que minhas primeiras palavras foram em espanhol. - Deixei um sorrisinho em meus lábios, enquanto mordiscava o morango mais uma vez, fitando os olhos azuis de Pandora.

Eu também estava curiosa para saber de onde ela era. Pandora não era um nome tão comum assim, talvez ela fosse decendente de europeus, ou algo parecido. Eu estava esperando que ela me dissesse sem eu precisar perguntar, porque enquanto isso, eu ficava tentando adivinhar, criando hipóteses, alimentando a minha própria curiosidade.


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Re: Estábulos

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Qua 8 Jan 2014 - 23:14



Cavalos
>

Algo irritante no Acampamento Meio Sangue é o fato de os campistas valorizarem mais os pégasos do que os próprios cavalos em si. Ambas as espécies mereciam cuidados e higienização, não tem nada de humilhante em valorizar a vida de criaturas tão amistosas como os cavalos. Por essa razão optei por trabalhar nos estábulos dos cavalos comuns naquela tarde - que ao contrário da área dos alados, estava muito suja-. Estava vestindo um macacão por cima da roupa, além das botas e luvas de borracha. Assim que cheguei ao local retirei os cavalos de seus estábulos e os levei pra um cercado extenso, almejando desocupar os lugares que deveria limpar.

Comecei retirando o estrume com uma pá e enchendo sacos que seriam usados como esterco nos campos de morangos, empilhando-os em um canto. Depois liguei a mangueira e joguei água nos estábulos. Em seguida joguei sabão e usei uma vassoura pra esfregar o solo e as paredes de cada moradia dos cavalos. Demorou um tempo até que eu tirasse toda a sujeira, mas enfim consegui e pudi jogar água novamente e rapar os estábulos com um rodo. Desinfetei o local com um remédio contra parasitas e preparei as camas dos cavalos com feno.

Antes de voltar os animais pros estábulos eu decidi limpá-los. Peguei um por um pra ensaboar com um shampoo próprio, escovar o pelo do corpo, aparar a crina, trocar a ferradura e passar repelente de insetos. Repeti o procedimento com todos os cavalos, levando-os nos estábulos em seguida. Depois de tudo pronto, guardei os equipamentos utilizados nos lugares certos. Despedi-me dos cavalos, acariciando suas cabeças, e saí dali rumo a casa grande pra pegar meus dracmas.

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Re: Estábulos

Mensagem por Flynn Ehlers Sieghart em Seg 13 Jan 2014 - 12:37


clarisse, you made a mess here
— Clarisse, o que é essa bagunça toda? — exclamei assim que cheguei no cocho da pônei do acampamento. Eu aprendera a cavalgar com ela, fora complicado porque eu só conseguir realizar isso, após conquistar sua amizade e ainda assim ela era um pouco rabugenta as vezes. O cocho que ela habitava estava um caos, havia feno espalhado para todo o lado, ração havia se misturado com sua urina além de uma pilha de cocô em um canto. Ela relinchou feliz ao me ver, trotou até mim enquanto eu abria a portilha e adentrava o local para observar melhor. — Como você fez tudo isso? Pensando bem, não responda — Fui acariciar sua cabeça, mas ela me evitou, talvez não gostara da bronca que recebera, afinal, eu não era dono dela.

O responsável pelos estábulos viera até mim e comentara que Clarisse andava bagunceira, ele já estava cansado de limpar isso todos os dias. Solidarizei-me com o rapaz e somente porque gostava muito dela, resolvi que iria limpar o coche. Levei Clarisse para pastar do lado de fora e retornei para os Estábulos. Coloquei um avental e então iniciei minha árdua tarefa. Com a ajuda de uma espécie de vassoura de metal, coloquei as fezes em um balde junto com o feno e a ração que estava no chão. Joguei aquilo fora torcendo o nariz devido ao cheiro, você só pode dizer que gosta de um animal, quando suporta o odor desagradável que ele pode ter, isso também conta para as pessoas também.

Enchi um balde com água e derramei sobre o cocho de Clarisse. Pedi um pouco de sabão para o responsável do estábulo e ele me entregou um sabão em pó. O despejei sobre a água e comecei a esfregar tudo com um esfregão. Não contente com o trabalho realizado no chão, passei para as paredes e o cercado de madeira a tarefa de esfrega aqui e esfrega ali. Enxaguei tudo com água limpa e notei a diferença em que o cocho ficara. Um perfume sútil de flores emanava de todas as partes e a limpeza parecia muito mais eficiente do que os produtos de limpeza comuns eram capazes de realizar, talvez houvesse um pouco de mágica naquele sabão.

Retirei com um rodo o excesso de água e sequei tudo com um pano, torcendo-o diversas vezes para ter certeza que tudo ficaria seco. Com o serviço realizado, coloquei ração e água para Clarisse e a coloquei de volta em seu cantinho no estábulo. — Espero que da próxima vez que for te visitar, não tenha que me deparar com essa bagunça, se comporte, viu? — a pônei galopou sobre o ambiente limpo e cheiroso, fiquei um tempo acariciando sua crina e conversando com ela. Um tempo depois, saí dali.
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Re: Estábulos

Mensagem por Pandora K. L'Angelier em Seg 13 Jan 2014 - 17:33

Everything can change this morning

Deixei escapar um riso com a timidez da menina a minha frente, era tão meiga e ao mesmo tempo me instigava a querer conhecer mais dela e aquilo era excitante. De repente mal podia esperar para que alguma festa patrocinada pelos filhos de Dionísio acontecesse no acampamento. Não que eu quisesse... Ah, ok. Eu queria sim, queria vê-la dançando pra mim, aquilo era incrivelmente fora dos padrões de minha mente e mesmo assim continuava a pensar nela. E aquela proximidade me causa sensações inexplicáveis. Por um segundo me recobrei de que ela estava bem a minha frente ainda.

– Não imagino um pai orgulhoso de uma filha que nada fez, não é atoa que Gabrielly é a preferida. – Dei de ombros, definitivamente não queria pensar na minha irmã agora, por mais falta que ela me fazia, não queria no momento pensar nela de uma forma prepotente. Mas meus pensamentos foram parados quando minha respiração falhou no instante em que ela se aproximava mais de mim. Como assim, será o que estou pensando? E ela pegou um morango, consegui puxar um pouco de ar para dentro de meus pulmões. “Calma Pandora, apenas inspire e expire. Ou seria o contrário?” A verdade é que eu não entendia nada de espanhol, minhas únicas línguas eram o Frances e o inglês. – Eu não sei falar em espanhol, mas me parece uma língua encantadora. – Sorri, amistosamente, umedecendo os lábios antes de continuar a falar.  – A verdade é que também não sou daqui, sou de Versalles, sudoeste da França. - Sorri, levando a mão a colocar a franja solta para trás da orelha. – E depois de vir para morar nos Estados Unidos que tive que me adaptar ao inglês, minha língua mãe é o francês. – Dei de ombros.

Meus olhos pairaram sobre aqueles olhos verdes que me fitavam e o choque de azul contra verde era incrível. De repente meu olhar desviou para os lábios de Heat, ela estava a mordiscar o aquela fruta deliciosa, uma pequena sujeira de respingo de morango apareceu no canto dos lábios dela. Desviei o olhar novamente para os olhos dela e depois de volta para seus lábios. – Ér... Me permite? – Levantei meu polegar à altura de seu lábio, estávamos tão próximas que a respiração dela se confundia com a minha, passei o polegar pelo respingo de morango delicadamente, meu dedo fez o percurso de seu lábio inferior como em um instinto do meu corpo em aprovação a ela. Meu coração parou quando fitei novamente seus olhos e ela me olhava de forma diferente, mordisquei meu lábio inferior e meu instinto falou mais alto que eu. De repente já estava com meus lábios colados ao dela, era um singelo beijo de carinho e respeito. Uma corrente de ar pairava sobre nós fazendo nossas roupas e cabelos se remexerem. Afastei-me dela momentaneamente ainda de olhos fechados. – Me desculpe. Ér... Não sei o que me deu. – Abri os olhos mirando novamente aquele olhos verdes.
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Re: Estábulos

Mensagem por Heather Martínez em Seg 13 Jan 2014 - 19:11



Era normal nesse lance de irmãos um ficar se comparando ao outro. Eu não tinha contato com meus irmãos, nem sabia seus nomes, e tampouco conhecia minha mãe. Não sabia se ela estava mais ou menos orgulhosa de mim, se comparada aos meus irmãos semideuses. Mas o que me importava naquele momento era que eu não fazia ideia de quem era Gabrielly e nem me importava com isso. Eu só tinha certeza de que Pandora era a minha favorita dentre os filhos de Éolo e eu nem precisava conhecer os outros. Eu conhecia poucas pessoas que não falavam espanhol, e eu realmente não me importaria em dar algumas aulas para Pandora. A garota era de algum lugar da França, e isso me fez sorrir. Ela teria mais alguma particularidade? Não era todo dia que encontrava moças francesas, na verdade, nunca tinha saído dos Estados Unidos e os únicos estrangeiros que conhecia até então eram mexicanos ou outros latino americanos se refugiando em Anthony depois de atravessarem a fronteira ilegalmente.

- França? Eu nunca conheci ninguém que falasse francês. - Pensei alto com um sorrisinho vago, imaginando Pandora falando naquela língua, conhecida por ser um idioma sensual. - Você quase não tem sotaque, então se adaptou muito bem mesmo ao inglês! - Na verdade, não tinha reparado em sotaque nenhum até então. A partir de agora, faria um esforcinho para reparar melhor. Dei mais uma mordiscada no morango; aquele parecia nunca acabar, era ainda maior do que o primeiro! Pandora me olhava fixamente, e eu fiquei preocupada que houvesse algum pedaço de morango preso entre meus dentes. Notei que os olhos azuis da garota se desviaram dos meus, e escorregaram até os meus lábios. "Ah, droga... Eu tenho mesmo morango preso entre os meus dentes!" A loira se aproximou, pedindo permissão para alguma coisa e eu nem tive tempo de assentir. Apertei os meus lábios, me sentindo tensa enquanto seu polegar passava suavemente pela minha pele próxima ao meu lábio inferior. Senti uma ligeira umidade ali, seguida de uma trilha de choque por onde a garota havia tocado. Meus lábios não estavam mais apertados, estavam entreabertos e minha respiração ficou pesada. Meu olhar oscilou entre seus olhos e seus lábios, e logo me perdi novamente naquele azul escuro e profundo. Eu sentia um ligeiro gelo no estômago e meu peito ofegava numa ansiedade que não me era comum. Não era como a ansiedade de um treino, ou de enfrentar um monstro... Era quase aquilo. A diferença era que eu ansiava para matar os monstros, e eu jamais ansiaria para machucar Pandora; ansiava por...

Seus lábios tocaram os meus num gesto rápido que eu pude prever, mas só porque, nem no fundo, eu esperava por aquilo. O gelo no meu estômago aumentou. Não, não era gelo, eram borboletas no meu estômago, que faziam com que eu sentisse que estava flutuando, ou pelo menos, meus cabelos estavam. As pontas dos meus dedos ficaram ligeiramente dormentes com os lábios de Pandora, assim como outras partes do meu corpo. O pedaço de morango que ainda restava escorregou entre meus dedos, mas o barulho do vento que nos envolvia não me permitiu que eu ouvisse o baque no chão.

Abri os meus olhos no mesmo instante em que senti seus lábios se afastarem. Talvez temesse que ela tivesse desaparecido junto, então abri os olhos apressada para ter certeza de que não estava sonhando. Pandora se desculpava, embaraçada, e sua face estava levemente corada. Ela enfim abriu os olhos, e eu me vi incapaz de sair correndo dali. Eu tinha o triste hábito de agir antes de pensar; o gosto de morango que estava em seus lábios era ainda melhor do que o gosto dos próprios morangos. Eu não sabia exatamente o que estava fazendo, mas de alguma forma, eu sabia como fazer. Eu nunca tinha tomado a inicitiva de beijar alguém antes, tampouco havia beijado outra garota. Eu nem tinha certeza de que sabia mesmo como beijar, mas diziam que na hora, todo mundo sabia o que fazer.

Tomei o rosto da Pandora entre as minhas mãos e fechei os meus olhos. Era uma coisa engraçada, mesmo com os olhos fechados eu sabia o caminho para os seus lábios. Não só meus lábios colaram aos dela, mas meu corpo automaticamente ficou mais próximo do dela, e eu sentia um ligeiro calor, equilibrado com as correntes de ar que ela manipulava (ou não) em volta de nós. Dessa vez, nossas línguas se tocram durante o beijo, mais longo e doce. Num gesto involuntário, porém consciente, acariciei as bochechas da garota com os polegares enquanto meus lábios se moviam, e minhas mãos em seu rosto ficaram ligeiramente trêmulas e moles, enquanto eu me derretia nos lábios de Pandora. Algum lugar do meu subconsciente (que eu não controlava) me fez parar. Não porque estava ruim, eu nem fazia ideia do porquê. Afastei meus lábios dos da garota, mas não o corpo, e no mesmo instante recobrei os meus sentidos. Voltei a sentir meu coração quase pulando para fora do meu peito, a sentir o hálito doce da garota, e sua respiração se confundindo com a minha por causa da proximidade.

Deixei meus dedos escorregarem pelo rosto de Pandora, passando pelo queixo e pelo pescoço antes que meus braços pendessem ao lado do meu corpo. - Quites? - Perguntei com a voz baixa, e um sorriso em seguida. O que eu estava fazendo? Meu sorriso foi se desfazendo aos poucos, disfarçadmente para que Pandora não notasse a confusão que estava começando a tomar conta de mim. "Agir antes de pensar... Muito bem."

Obs.:
Gostaria de deixar bem claro que comecei esses posts antes de me tornar uma Caçadora, então tenho que continuar e terminar o que e como comecei. -q

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Re: Estábulos

Mensagem por Pandora K. L'Angelier em Qui 16 Jan 2014 - 9:50

Everything can change this morning

Se aquele momento era o mais perfeito da minha vida isso eu tinha certeza, não somente pelo fato de o dia estar lindo, o sol não estar tão quente e a brisa está agradável, mas principalmente porque Heather não emitiu nenhuma reprovação ao meu ato. E aquilo me causava um arrepio tão incrível que a sensação era maravilhosa. Na verdade eu não sabia o que esperar mais naquele momento, não sabia se me desculpava mais uma vez e saía dali, ou se deixava rolar e voltava a conversar como se nada tivesse acontecido. Admito que já havia beijado outras meninas, e a verdade é que me interessava mais por elas. Mas definitivamente nada comparado ao nervosismo e a excitação daquele dia. Por um segundo cheguei a achar que iria ter um infarto com todo aquele turbilhão de sentimentos dentro de mim.

De repente meu corpo congelou, as mãos macias e quentes da Heather tomaram meu rosto como quem guardava um bem precioso, meus olhos instintivamente se fecharam na medida em que os dela também se fechavam. Nossos corpos se coloram no instante em que nossos lábios se tocavam em um beijo calmo, meu braço direito foi levado a cintura da morena, segurando-a com delicadeza e apreço que nunca havia existido com outro alguém. Meus dedos acariciaram o local enquanto a puxava cada vez mais para mim. Nossas línguas se tocaram durante o beijo e a sensação que tive foi de ouvir fogos de artifícios estourando ao nosso redor, não contive um sorriso durante aquele beijo doce. Meus lábios junto com os dela pareciam se conhecer a anos, como se fossem feitos para dançarem juntos naquele beijo cheio de carinho, afeto. O ar de repente parecia nos faltar, e por mais que não quisesse fomos obrigadas a separar nossos lábios. Mantive meu braço envolta de seu corpo para não acabar com a proximidade que existia entre nós, nossas testas estavam encostadas e me peguei sorrindo com aquilo.

Por Zeus, como isso poderia ser verdade? Abri meus olhos afastando meu rosto do dela, e aquele sorriso pelo qual me apaixonei estava ali, me recebendo. Sua voz estava diferente, porém agradável. – Mes dieux, oui. – Não contive minha frase sair em francês, um terrível habito dos momentos de nervosismo, excitação e apreensão. Ainda estava abraçada a ela e mirava aquelas íris esverdeadas que cintilavam, com o polegar acariciei sua cintura e mais uma vez sorri. Chaz relinchou e por um instante nem me lembrava mais onde estava, fuzilei o animal com os olhos e o mesmo voltava para o fundo de seu cocho. Ri com a situação. – Quer que eu te solte? – Falei quase em um sussurro para Heather que estava com uma expressão diferente da anterior. Umedeci meus lábios e mais uma vez tive vontade de beijá-la, mas contive meus instintos, nada iria atrapalhar aquele momento, ao menos era o que eu esperava.
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Re: Estábulos

Mensagem por Heather Martínez em Qui 16 Jan 2014 - 14:38



Não tinha entendido o que Pandora havia dito em francês, então só limitei-me a sorrir. Era mesmo um idioma bem sensual, mesmo que eu nem  soubesse o que significava. Dei um pequeno sobressalto quando ouvi o cavalo relinchar, e tinha até me esquecido de que não estávamos sozinhas no estábulo, e nem estávamos sozinhas no mundo. Talvez Chad estivesse com ciúmes. Senti que meu peito ainda ofegava, subindo e descendo rapidamente e ei tratei de controlar a minha respiração. Estava começando a ficar nervosa com o que tinha acabado de fazer, entrando em conflitos com os meus planos e com os meus sentimentos. Eu não deveria ter feito aquilo, não mesmo. mas era uma prova que eu precisava ter. Uma prova de que ser uma Caçadora não seria fácil. Eu tinha aquela ideia desde que meu coração tinha sido partido por um sátiro - que eu não sabia que era sátiro - e descobri aquela coisa da caçada de Ártemis. Muitos me avisaram que eu teria que abrir mão de algumas coisas, e que não saeria fácil. E tinha acabado de viver um momento que eu teria de abrir mão para sempre se quisesse mesmo escolher aquele caminho.

Engoli em seco e me afastei um pouco da garota, sentindo o calor de seu corpo abandonar o meu. Sorri um pouco constrangida, com o rosto corando. Eu tinha acabado de conhecer Pandora, não interessava a ela se eu queria ou não ser uma caçadora. Eu não sabia o que tudo aquilo tinha significado pra ela, talvez ela nem fizesse questão de me ver de novo. - Acho que Chad está com ciúmes. - Soltei um risinho ainda constrangido e então desviei meus olhos dos dela. Será que eu poderia beijá-la só mais uma vez? Talvez eu nunca mais fizesse aquilo de novo. Não, eu não queria mudar de ideia. Tocar seus lábios de novo poderia me fazer voltar atrás e desfazer todos os meus planos. Eu tinha medo de que não valesse a pena. - Olha, é melhor eu... ir. A gente se vê por ai, depois. Mais tarde, quem sabe. Ahn, até mais. - Disse enquanto me afastava, andando de costas e fitando a garota. Um sorrisinho bobo e totalmente involuntário tomou conta dos meus lábios, mas eu tratei logo de me virar e saí dali.

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Re: Estábulos

Mensagem por Pandora K. L'Angelier em Ter 21 Jan 2014 - 18:40

Everything can change this morning

Naquele momento meu maxilar já estava doendo de tantos sorrisos que esboçava em meus lábios. Eu estava vivendo um momento que há tempos não imaginei que ocorreria novamente. Mesmo que meu instinto fosse beijá-la novamente, me contive para não assustá-la ou sei lá, afastar ela de mim. Mas acabou sendo algo inevitável, nossos corpos se descolaram e o sentimento que senti foi de extremo nervosismo. Meu coração parecia querer saltar para fora do meu peito, mordiquei meu lábio inferior esboçando um meio sorriso. Por Zeus, ela não podia sumir, se aquilo fosse um sonho pediria a Hipnos para permanecer dormindo pela eternidade. O rosto da morena avermelhava-se e aquilo era encantador, e aquele sorriso... Tão mágico. — Espero realmente te ver. — Cocei a nuca, constrangida também com o ocorrido. E assim ela se foi, contra minha vontade, mas eu não poderia fazer. Quem sabe o destino não nos preparou alguma surpresa na próxima esquina.

Vire-me para Chad com um sorriso radiante. — E aí, gostou da nossa nova amiga? — Brinquei com sua crina e o animal mágico relinchou. — É... Eu também gostei dela amigão. — Me peguei sorrindo para a direção por onde ela se foi. Suspirei pesadamente, estava na hora de voltar para a monotonia do dia. — Outra hora eu volto Chad, se comporte e não deixe ninguém mexer com você. — Beijei sua face e me virei saindo dos estábulos.
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Re: Estábulos

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Dom 23 Mar 2014 - 16:39



Estábulos
nada como sentir-se bem-vindo a algum lugar, só que não

Onde estaria Tessa? Dentre os vários lugares já visitados e os que ainda viria a visitar, ocorreu-me o estábulo. Ali tínhamos nos encontrado pela primeira vez, estranhos um ao outro. A bem da verdade, eu também era um estranho para os cavalos e pégasos. Fazia horas que andava pelo Acampamento, a camiseta laranja e a calça jeans repletas de rasgos (obrigado, mantícoras), além dos tênis sujos de lama. Nada fora do comum quando se tratando de semideuses. E eu estava ali há tanto tempo que já não fazia muito diferença a forma como me vestia, sequer se importavam com meu modo de raciocinar. Ser veterano é um status fixo, não algo dependente de como os outros iriam julgá-lo. Eu, de certa forma, não dava a mínima para aquilo, mas nem por isso deixava de ser tratado como “o namorado da Tessa”. Minha namorada, por sua vez, tinha tempo e status. Acontece. De mãos nos bolsos, parei frente aos estábulos, que se dividiam em dois para separar os cavalos dos pégasos. Apesar do que se pode supor, o cheiro ali não era assim tão ruim. Campistas e harpias faziam a limpeza do local rotineiramente, por isso os cochos estavam munidos de feno o bastante para durar um dia ou até mais. Nenhum dos equinos passaria por fome. Mal empurrei a porta com o ombro e os relinchos começaram. A maior parte dos animais ficavam nervosos na presença de um filho de Hades, com exceção Chompers e alguns poucos corajosos. Os monstros, por sua vez, também tinham seu acesso de loucura, mas esse remetia a querer matar-me o mais rápido possível. Eu tinha o cheiro de meio-sangue “poderoso”. Culpa de Hades.

Entre relinchos e estrondos, vaguei por entre os cochos, mas sem sucesso em minha busca. Alguns pégasos tentaram alçar voo, mas as correntes na parede serviram para mantê-los a uma distancia segura. Criaturas magníficas, é verdade, mas também orgulhosas demais. Eu e Chompers compartilhávamos essa opinião. Certo de que não encontraria minha namorada ali, encolhi os ombros e suspirei pesadamente, ao mesmo tempo contente e triste. Contente por saber que não tinha de aturar aquele lugar por mais qualquer segundo que fosse; e triste pela necessidade de ter de sair a procura de Tessa novamente. Ocupação do dia. Sem opções, bati as mãos contra a calça em busca de qualquer incentivo que fosse e segui para as portas duplas, mas não sem antes gesticular para os cavalos com o dedo do meio. Não podia ir embora sem fazer aquilo antes.

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Re: Estábulos

Mensagem por Roonie Ferrer Schmidth em Qua 18 Jun 2014 - 15:57



Um pouco entediada do meu dia a dia, pego um livro e vou até o estabulo. Sempre gostei muito de cavalos, desde muito pequena, e a presença deles me encanta alem de acalmar. Me sentei em um fardo compactado de feno, cruzando as pernas como um indiozinho enquanto começava a ler tranquilamente as paginas do meu livro. Ele era interessante, mas denso e com um ritmo dificil de se acompanhar, por isso e pelo silêncio que se formou ali acabei adormecendo com a cabeça encostada nas paredes de madeira do seleiro. [...] Não sei quanto tempo se passou até que eu acordasse com o relinchar alto de um dos animais, ele já devia estar irritado com a presença constante de alguém ali, entendi isso prontamente. Então me levantei e segui para fora dali.
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Re: Estábulos

Mensagem por Ronnie Forrester Caswell em Qui 6 Nov 2014 - 20:27

Já estava escurecendo. Havia saído do chalé mais cedo para fazer algumas coisas. Horas depois voltei ao local para tratar de tomar banho e trocar de roupa. Tinha planejado dar uma caminhada no Acampamento antes do jantar. O céu era de um azul quase negro. A lua brilhava cintilante sobre toda a colina. Algumas estrelas estavam começando a tomar seus postos. Segui calmamente sobre a trilha. Ela não estava tão movimentada, à essa hora os semideuses estavam em seus chalés afim de descontrair. Eu que já estava cansada de ficar lá resolvi perambular um pouco. Com meu par de all star vermelho caminhei sem direção. Cheguei ao um gramado aparado e segui firmemente. Não havia ninguém por perto. Continuei caminhando até chegar no chão de terra. Havia algumas árvores por perto e logo percebi onde o caminho me levaria. Passei meus dedos sobre o cabelo que caía em meu rosto atrapalhando minha visão. Me virei de costas e vi o Lago. Enquanto caminhava o vento da brisa vinha no meu rosto. O suéter caía sobre meu corpo. Não estava muito frio, mas o vento era gelado. Caminhei até chegar em um lugar conhecido. Os Estábulos. Enquanto andava na direção do mesmo ouvi um grunhido. Os cavalos pareciam sentir a presença alheia pois alguns ficavam frenéticos a cada passo que eu dava. Adentrei ao local que era de uma madeira escura revestindo. Continuei andando e logo encontrei na outra ala o que eu queria. Meu Pégaso, Gwendel. Eu já estava com muita saudades dele, ele me acalmava. E ali estava ele. Estava de pé e firme. Suas asas erguidas o contornavam. — É tão bonito... — Falei em alto e bom tom. Gwendel soltou um grunhido ao ar. Suas patas ficaram inquietas. Me aproximei dele e deslizei a palma da minha mão direita de sua cabeça até seu tronco. A expressão dele era acolhedora. Seu pelo macio dava vontade de fazer de travesseiro.

Analisei suas asas com muita calma e precisão. Estava louca para montá-lo, talvez até voar? Ele parecia ler meus pensamentos, quando disse voar em minha cabeça ele mudou sua expressão no mesmo instante. A hora passava enquanto eu conversava com Gwendel. Desde a primeira vez que o vi eu senti que ele seria um grande amigo. — Em breve cavalgaremos e voaremos juntos, tudo bem? — Gwendel não hesitou, era tudo o que ele queria. O cheiro de feno no ar era forte. Na parte que não havia telhado analisei melhor o céu que estava dominado por estrelas de diferentes constelações. Voltei meu olhar para baixo, meu tênis vermelho estava desamarrado. Me agachei entrelaçando o cadarço com os dedos. Analisei a pata de Gwendel e seu casco estava muito sujo. Havia uma crosta estranha em seus cascos. Não hesitei, procurei na parede de madeira uns utensílios de limpeza. Envolvi o limpador fazendo alguns movimentos e envolvendo os cascos. — Bem melhor, não é? — Perguntei ao Pégasus olhando para os cascos. Me levantei e olhei fixamente para ele. Já estava na hora de voltar, o jantar seria posto. Bati palmas para retirar a poeira das mãos. E acariciei Gwendel mas uma vez e prometi que voltaria. Assenti. — Logo nos encontraremos de novo, não se preocupe. — E saí dos estábulos caminhando sobre o céu estrelado.
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Re: Estábulos

Mensagem por Tessa Hoyer Lightwood em Qua 12 Nov 2014 - 13:04

Chego ali, dou uma voltinha marota porque gosto de cavalos e saio correndo pra voltar ao meu chalé porque sim. <3
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Re: Estábulos

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