Floresta Negra

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Floresta Negra

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Sex 22 Nov 2013 - 22:46

- Tem certeza de que quer entrar aí, Thor? – Indaguei ao caminhar ao lado do cão infernal que parecia já ter definido seu rumo à floresta negra. Havíamos saído do chalé, criatura e eu, e até então caminhávamos pelo Acampamento a esmo. Thor, meu cão infernal, vinha sendo bastante exigente com relação a atenção que lhe é dada, chegando ao ponto de rosnar e ganir caso eu tentasse encurtar nosso percurso de caminhada. Alguns campistas são forçados por Quíron a se manter em forma, já eu tenho Thor como professor exigente. Rolei os olhos e tive que continuar seguindo meu cão infernal quando o mesmo sumiu por entre o primeiro arbusto espesso – Ao menos me espere! – Reclamei em forma de resmungo ao começar a correr. Tive sorte por estar usando uma camiseta que ia até os punhos, pois o arbusto estava repleto de espinhos e teria me provocado cortes irritantes caso o tecido não tivesse atenuado os possíveis danos. Em meio a floresta, apertei os olhos e assoviei a fim de encontrar Thor. É verdade que estávamos no período da manhã, eu não me aventuraria a andar com meu cão infernal à noite (embora ambos nos sentissímos mais confortáveis nessas horas), e mesmo com toda a claridade – parte anuviada pelos ramos altos – eu ainda apresentei dificuldades para localizar o mastim negro que corria por entre as árvores. Bati a palma das mãos contra calça e corri até Thor, parando frente ao mesmo com ambas as mãos erguidas frente ao torso quando o cão tentou apoiar as patas contra meu peito – Calma, amigão. – Disse e sorri tranquilo ao acariciar a cabeça do mastim. Era muito mais fácil lidar com Thor do que com qualquer outro campista, isto é obvio, até porque o cão infernal fazia parte das criaturas do reino de meu pai – Hades.
Caminhei, ao lado de Thor, por vários minutos. Às vezes pensei que estávamos perdidos, ou que íamos nos perder, mas o cão infernal parecia saber exatamente para onde estava indo. Levando em conta que a criatura ficava livre à noite – decisão de Quíron após algumas fugas -, não era de se espantar que o terreno fosse tão familiar. Distraído ao andar, pensei ter visto, mais de uma vez, algo a espreita por trás das árvores mais antigas de tronco retorcido. Boa parte da minha imaginação entrava em ação naquela floresta, seja graças as histórias contadas por Paul ou somente pela fama que tinha a floresta negra. Lar dos monstros, diziam, berço do mal, outros afirmavam. E lá estava eu, incrementando a trupe dos terríveis monstros inexistente. Balancei a cabeça com descrença e, graças ao pensamento longinquo, quase bati contra um galho. O latido de Thor me despertou a tempo de evitar o impacto. Recuei um passo e acenei positivamente para o cão infernal – Boa. Mas acho que é melhor irmos embora. – Murmurei com gratidão ao levar as mãos até os bolsos da minha calça. Thor, mesmo a contragosto, começou a guiar o caminho de volta, tirando-nos dali.
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Re: Floresta Negra

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Sex 6 Dez 2013 - 18:01



Passei o dia lendo livros sem mais nada para fazer, estava muito quente fora do chalé e estava sem ânimo e forças pra ir até o lago me refrescar, mas no final da tarde, minhas irmãs tiveram a ideia de ir à floresta fazer 'macumba'. Tomei outro banho e vesti uma [url=http://www.polyvore.com/daily_find_joie_harietta_top/set?id=105852196]roupa simples[/url] e guardei uns livros em uma mochila nova e fui até a floresta. Passei pelos chalés e adentrei a floresta. Fui caminhando até achar umas pedras jogadas no chão, separadas. Arrastei algumas perto da maior para que pudesse utilizar como mesinha sentei em frente à "mesinha" e peguei um dos livros na mochila para procurar alguma poção enquanto a Korá e a Ari ainda não chegavam.

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Re: Floresta Negra

Mensagem por Korá A. Montgomery em Sex 6 Dez 2013 - 18:51


Algumas pessoas são impermeáveis, capazes de passar por qualquer coisa sem absorver absolutamente nada. Isoladas, não absorviam, não deixavam absolutamente nada para trás, senão o resto de calor produzido pelos seus corpos e uns balões cheios de gás carbônico. Para estes a vida era, ou muito fácil, ou extremamente árdua; incapazes de abstraírem qualquer coisa, se colocavam em situações cada vez piores das quais não tinham qualquer capacidade de sair; incapazes de serem atingidos, sobreviviam apesar dos problemas sem sequer enxerga-los. Korá era uma dessas pessoas. Graças a sua mãe biológica, Atena, a menina conseguia controlar tão bem suas expressões que é quase como se elas não estivessem lá. E graças a essa habilidade, a loirinha escapara de uma grande encrenca. Não tenho permissão para contar o que Korá aprontou, mas não levara a culpa. 

A feiticeira correu para a Floresta Negra, onde havia combinado de encontrar as irmãs adotivas. Não esperava encontrar apenas Angelique, já que estava atrasada. Provavelmente Arianne se enrolara ainda mais que ela para chegar ali.
- Olá, Angel. - Sussurrou, fazendo Angelique se assustar. A morena não vira a irmã chegando. Korá sorriu cinicamente, exibindo covinhas nas bochechas pálidas. - Como vai?
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Re: Floresta Negra

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Sab 7 Dez 2013 - 22:48


Floresta Negra
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- I'm a rolling thunder, a pouring rain, I'm comin' on like a hurricane – Cantarolei enquanto me levantava da cama, estava meio animada, talvez porque a  lua já tinha aparecido e como feiticeira isso me deixava mais forte ou porque eu tinha marcado de ir me encontrar com Korá e Angel na floresta para praticarmos um pouco de magia. - My lightning's flashing across the Sky, You're only young but you're gonna die – Continuei cantarolando enquanto me arrumava, coloquei uma blusa do Avenged Sevenfold, minha banda preferida; Uma calça jeans, calcei meus tênis all star e prendi meus cabelos num rabo de cavalo alto.

Saí do chalé com meu grimório na mão e fui andando em direção a floresta, tinha certeza que estava atrasada, mas nem isso me fez andar mais rápido, apesar de tudo, eu ainda era meio... Preguiçosa. Adentrei mais a floresta e nada de encontrar as duas retardadas (não me matem, amo vocês qq). Andei mais um pouco enquanto cantarolava Hells Bells do AC/DC, até que finalmente encontrei minhas goxtosas <3 (É muito amor, pls q).

- Hey suas lindas, desculpem o atraso – Me desculpei com um pequeno sorriso nos lábios. – Eu dormi – Confessei e ri. – Bem... E então, qual ritual vamos fazer? Já escolheram ou estavam me esperando? – Perguntei enquanto me sentava no chão na “posição do índio” e abria meu grimório, ainda esperando a resposta das duas garotas.


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Re: Floresta Negra

Mensagem por Bruno Schenner Montblank em Dom 8 Dez 2013 - 1:33

This my Small.. !

Meus Olhos esverdeados ficariam focados a lua, mesmo de noite eu não teia força nenhuma porém, dentre o Acampamento,
Se temos o velocino de ouro, Temos com toda certeza seguranças com criaturas, além que nada de fora poderia sair entrando para afetar alguém do Acampamento.
Estava chorando por um pouco meu corpo definido, estava trajado, com Jeans simples, Vans nos pés, assim como uma camisa grande regata do Pearl Jam, a letra principal era dia e noite batendo minha cabeça "I am Mine...And the meanings, it gets left behind...
All the innocents lost at one time" O garoto  estava em um momento depressivo e não queria se turbar, a primeira conta que recebeu no acampamento Sofreu por um tempão, para mostrar Trabalho, Quíron certamente puxou ao máximo treinos ardeis, além de outros tipos de coisas relevantes.


Uma velha amiga minha percebi a quela noite, o céu estava limpo, noite, calorenta minha regata negra do Pearl não soava ruim, era minha camisa favorita, passei tanto tempo Naquele lugar que me acostumei, a menina era  linda perfeita, e me entendia no momento mais difícil, Kassandra não era a melhor mãe mais pensei em uma vida em Roma diversas vezes quando a garota chegou perto a mim eu a indaguei,-Oi..Isa ?- A garota ficou a me olhar, meus olhos claros com lágrimas, cabelos esvoaçantes, fitaria a menina a cada estante, onde meus lábios carnudos rosados eram mordidos, em direção a menina.



Queria realmente dizer a ela o que sentiria, mais seu olhar atrativo, Meu Grifo, dormia após varias tentativas de o fazer bebericar um gole de leite, eu lembrava os estantes em que minha mãe me olharia pela ultima vez, me entregando a um sátiro, a vida era cruel ainda mais com guerras em Nova Roma e nos Gregos.


A menina assentiu-se e eu esperava uma resposta do meu simples olá!?, realmente estava nervoso, meu cheiro bom do perfume Portinari, exalaria-se do meu corpo, meus cabelos esvoaçantes, olhos esverdeados dirigidos diretamente a garota disse - Já andou entre a Luz e a sombra ?- Sério nunca me senti tão separado, assenti e sorri, tentando desviar olhares a meus olhos esverdeados em lágrimas.
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Re: Floresta Negra

Mensagem por Maëve Bennett Holmes em Dom 8 Dez 2013 - 11:18

A noite havia de ter caído, acho que a quase cinco ou vinte minutos, realmente perdia-me no tempo quando meus pés não estavam tocando o solo, e sim fazendo parte dele quase como um todo. Notei a leve caída de temperatura ao redor de minha árvore, além de um brusco vento que batia na mesma sem ao menos ser educado, ou pedir por favor, ventos não costumavam ser educados, mas eram ventos, não tinha como ser diferente, ou tinha? Não sei. Só sei que era assim, já havia me acostumado, não via problema nenhum no ciclo em que a natureza girava, me adaptei a ela com uma enorme facilidade, pois bem, sou uma da natureza, tenho mesmo que me adaptar ao que a natureza nos dá, mas sabe uma coisa que não me acostumo e que a natureza ainda bate o pé no chão em não me dar de bom grado? JUJUBAS! Terei que ter um longo e sério papo com Deméter, se ela da aqueles cereais com gosto de barro por que não jujubas de vários sabores, que nasçam da minha árvore de preferência, era um assunto a se considerar, principalmente em outro momento, não aquele, eu precisava sair, depois de quase um dia inteiro de soneca, é realmente eu andava deveras preguiçosa e dorminhoca, deveria esticar as pernas e os braços, pelo menos um pouco, pelo menos pra variar, me exercitar um pouco.

Estique-os devagar, primeiro o direito, e balancei meus dedos um pouco ainda dormentes, depois o esquerdo, que acabei por repetir o ato no direito. Impulsionei meu corpo pra frente, tomando como saída total de minha morada, minha árvore na qual havia nascido e que conseguia cochilar com tanta facilidade, preguiçosa, sim eu sou isso mesmo. Pisquei algumas vezes, quando o vento veio de encontro com meu corpo, sujeitinho mal educado esse vento, quase senti-me molestada por Éolo, quis praguejar algo, mas fiquei com medo das possíveis pragas que eu receberia se falasse um nome de um deus em vão, não, vão não, para praguejar, o que era pior ainda. Apenas revirei os olhos erguendo os braços, podia ouvir não muito longe o barulho do rio que cortava a floresta, um barulho que me dava uma deixa perfeita para uma soneca, olhei pra minha árvore de relance, quase bocejei, mas depois de quase um dia ali dentro pegando no sono,, praga de Morfeu, aposto.- Di Immortales, que preguiça. - Abaixei-me sentando sobre algumas folhas, as copas das árvores não tapavam minha vista, ok só um pouco, mas não muito, meu corpo foi pendendo pra trás e pra trás até tocar de leve ao solo, meus olhos pesaram e não consegui contar até vinte sem dormir de novo, agora lá jogada no chão, ao relento e sendo molestada por Éolo via vento, Morfeu tinha caprichado na minha praga.
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Re: Floresta Negra

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Dom 8 Dez 2013 - 18:07



Levei um susto com o sussuro de Korá próximo ao meu ouvido.
— Monstra, 'tá atrazada, aliás, a Ari também. - aponto na direção de uma voz cantarolante vindo e logo depois minha irmã aparece. Sorrio para a mesma; me viro para pegar os restantes dos livros e por nas pedras.
— Eu trouxe também uns outros materiais pra caso precisasse, sabe como é, eu não sei o que vamos fazer ainda. - olho pra Ari - Alguma ideia?
Retiro um pote de tinta vermelha da bolsa para pintar o rosto. Sim, ainda sou criança (qq).
— O livro que lia falava sobre invocar esqueletos e fazê-los de nossos escravos, como os filhos de Hades, e como o meu fantasminha faz pra mim sempre, mas ultimamente ele anda ocupado, tadinho... - falava enquanto virava as páginas dos diversos oivros abertos. Arianne passava as páginas do grimório procurando algo enquanto Korá nos observava sem muitoo que fazer. -q

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Re: Floresta Negra

Mensagem por Korá A. Montgomery em Dom 8 Dez 2013 - 19:39


Korá franziu o senho ao ouvir Angel falar sobre a o feitiço de invocação. Não conseguiu se conter e deixou escapar.
- Achei que fôssemos fazer um feitiço de realização de desejos. - Ela disse e começou a tirar algumas coisas de sua bolsa. Velas pretas, sal, giz branco, três garrafas de vidro com rolha de madeira e seu grimório. Uma parte da loirinha se perguntou como tantas coisas cabiam em uma bolsa tão pequena quanto a que estava pendurada nos ombros de Korá. Nem ela sabia. - Vamos mudar de feitiço? - Perguntou colocando suas coisas no chão.
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Re: Floresta Negra

Mensagem por Arianne F. Malkovich em Seg 9 Dez 2013 - 14:52


Floresta Negra
#Partiu fazer macumba

- Feitiço de realização de desejos... – Sussurrei repetindo o que a Korá tinha acabado de falar, foi aí que uma luzinha se acendeu em minha cabeça. – ISSO! Você é um gênio, Korá – Falei sorrindo e abri meu grimório na página que tinha o ritual de magia negra para criar a “garrafa dos demônios”, se criasse aquela garrafa, você teria a ajuda de alguns demônios para realizar os desejos que quisesse. – Ok, achei... – Resmunguei para mim mesma enquanto me levantava do chão.

- Os ingredientes são: 3 velas negras, incenso de sangue de dragão, 3 garrafinhas de vidro escuro; Era pra ser só uma, mas como somos três: Uma pra cada – Falei com um pequeno sorriso nos lábios enquanto consultava meu grimório. – Algumas folhas de papiro virgem, tinta mágica vermelha e uma pitada de raiz de mandrágora – Terminei de falar e soltei um suspiro. Estalei os dedos e fiz a mochila que eu tinha deixado no chalé aparecer ali. – Ótimo, eu tenho ingredientes aqui, tem que ser triplicado, já que vamos fazer três garrafinhas – Expliquei enquanto tirava tudo da mochila.

- As palavras que devemos recitar durante o ritual esta na página 38 do grimório – Falei e voltei minha atenção para as duas. – E então, vamos começar? – Perguntei animada, era excitante fazer um ritual com minhas irmãs. – É bom que estejam prontas – Falei dando de ombros enquanto jogava minha mochila vazia perto da árvore.


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Re: Floresta Negra

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Seg 9 Dez 2013 - 15:27




Bati palmas após ouvir a ideia da Ari, era gênial! Peguei meu grimório e abri na página dita, e lá estava o feitiço.
— "Demônios da noite..." Que feitiço incrível! - comentei - mas você tem todos os ingredientes? Eu só tenho a tinta e duas velas, não pensei que fossemos fazer este feitiço. - digo enquanto vou revirando a bolsa e tirando as velas para colocar ao lado do grimório.
Leio todo o feitiço e comento algumas palavras em voz alta. Reviro minha bolsa em busca de mais alguma coisa que pudesse me ajudar no feitiço, mas infelizmente só havia uma garrafa de plástico, e não de vidro. Olho para as duas e balanço os ombros.
— Não tenho a garrafa de vidro, quase ninguém mais tem hoje em dia. Você trouxe, Korá? - pergunto. Ari e Korá disse algo sobre, mas somente pensei em fazer com a de plástico mesmo. Sacudi o pote de tinta para que a mesma não endurecesse e entreguei uma vela a Korá.


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Re: Floresta Negra

Mensagem por Korá A. Montgomery em Seg 9 Dez 2013 - 15:48


Korá abriu seu grimório na página dita.  Leu o feitiço mentalmente e sorriu de forma maldosa. Não percebeu que murmurava repetidamente a palavra "Demônios". Olhou para suas coisas que havia colocado no chão enquanto dizia as meninas.
- Temos velas negras de sobra. Eu trouxe as garrafas. Angel trouxe a tinta e Aria provavelmente tem o restante dos ingredientes nessa bolsa aí. - A menina sorriu. - Podemos fazer. 
Korá então jogou os materiais que não precisava dentro da bolsa novamente e se virou para as outras.
- Vamos começar?
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Re: Floresta Negra

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Qui 26 Dez 2013 - 20:53

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Re: Floresta Negra

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Dom 29 Dez 2013 - 19:28




O outono enfim chegara. Era bonito de se ver as folhas coloridas por toda a floresta, sem falar que me acalmava. Passava os outonos acampando com minha mãe quando era criança, ela dirigia até o morro onde havia conhecido meu pai e acampávamos ali mesmo. Ela nunca havia me dito quem ele era, procurava mudar de assunto quando perguntava sobre e porque havia nos deixado com meu padrasto, mas ela sempre me contava histórias sobre os Deuses Gregos e seus grandes feitos.

Aproveitei que já era fim de tarde e que não havia mais nada para fazer e me vesti para passear. Vesti um suéter meio alaranjado, jeans e meus all star preto e saí na direção da floresta negra, do outro lado do acampamento. Passei por algumas dríades conversando na entrada e acenei para elas. Não importa se fizeram uma cara de que não entenderam porque entraria ali, entrei assim mesmo. Segui um caminho que já conhecia, o mesmo que sempre percorria quando iria ali esclarecer meus pensamento ou rezar por Hécate. Foi ficando um pouco mais escuro e as árvores mais densas. Pensei se seria seguro ir naquela direção, sabia que havia monstros se fosse muito além e tinha medo de depois sair correndo e me perder da trilha. Olhei em volta e achei um pequeno círculo vazio onde o sol batia mais forte apesar da hora. Fui até o local onde a luz iluminava e me sentei no chão. Poderia pensar agora, ficar em paz comigo mesma, apesar de me sentir até sozinha demais, sabia que estava um pouco longe da entrada do acampamento e estava sem armas. Ignorei meus pensamentos nervosos e relaxei enquanto o dia ainda não havia acabado.


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Re: Floresta Negra

Mensagem por David H. Grümmer em Seg 30 Dez 2013 - 0:17

Pego a minha espada e começo a golpear a árvore. Treinar aqui, no lado mais escuro da floresta, sem ajuda e interferência de ninguém é a melhor coisa para mim, um filho de Hades. Faço movimentos mais rápidos e começo a usar a espada com uma só mão, ataco inimigos imaginários até o suor descer pela minha testa. Faço uma pequena pausa e me sento no chão. Encosto minhas duas mãos na terra e convoco um de meus esqueletos - Vá até o meu chalé e pegue o meu exemplar de Romeu e Julieta e o outro com as poesias de Camões - ordeno, mas também lhe dou a ordem mental de ficar parado. Obviamente, se ele correr até o centro do Acampamento, os campistas pensarão que são monstros. Tiro a minha camiseta laranja com a estampa do AMS e coloco nele para, então, ordenar que ele vá.

Golpeio mais vezes a árvore, meu corpo começa a suar, faço cortes diagonais e causo muito barulho. Uma ninfa sai de dentro de uma árvore e me manda ir embora. Praguejo, mas acabo cedendo - não quero companhia hoje. Caminho pela floresta e acabo me deparando com uma face conhecida, sentada no meio da luz. Nem sabia que havia luz por esses lados do Acampamento. Me aproximo com receio, mas mantenho uma certa distância - Você - digo rispidamente.
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Re: Floresta Negra

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Seg 30 Dez 2013 - 13:01



Pensava tranquilamente sobre missões, provavelmente aconteceria logo e pensava se estaria preparada para ir em uma quando ouço uma voz. Olho para o lado e me deparo com alguém por entre as árvores. Me aprumo ainda sentada e tento destinguir quem está, e então reconheço a voz. Era de um conhecido que me causou um pequeno medo a pouco tempo atrás. Dou um sorriso nervoso para o garoto.

Pois não? Como vai sua, ahm, solidão? - tento ser amigável, mas a situação era complicada, foi estranho quando nos conhecemos, ele tentou me matar, quase morreu e então saiu correndo e não entendi nada sobre. Percebi que suas expressões apresentavam que não gostaria de ter encontrado ninguém ali perto, muito menos eu. Desfaço meu sorriso aos poucos enquanto o olhava de cima a baixo. O que me deixava envergonhada era que ele estava sem blusa, suado e com a espada em mãos. Será que estava matando alguém ou só treinando?, me perguntei em silêncio.

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Re: Floresta Negra

Mensagem por David H. Grümmer em Qua 29 Jan 2014 - 20:30

O sorriso dela é bem forçado, mas me agrada vê-lo. Ver a garota esforçar para demonstrar alguma emoção - mesmo depois do último encontro - é bem entusiasmante. Ela faz uma pergunta que não sei distinguir se é sarcasmo ou uma tentativa de conversa - Bom, eu não ando tão sozinho quanto antes. Veja - digo no exato momento em que meu esqueleto volta correndo vestido com a minha camisa e com alguns livros entre os ossos. Aponto para ele.

Consigo perceber a sua expressão de "ahh, coisas mortas são sua companhia, que novidade" e faço questão de consertar este equívoco - Não... Não o esqueleto. Me refiro aos livros, tenho livros agora - dou alguns passos para frente enquanto o esqueleto deixa os livros no chão. Com um aceno, consigo desmontá-lo, seus ossos caem no chão e começam a ser absorvidos pela terra. Extremamente normal.

- Desde o último encontro, eu tenho lido sobre amor, mas não aprendi muita coisa. Meu irmão disse que é uma coisa muito legal e que você percebe facilmente, mas esse cara aqui... - pego um exemplar de Poemas de Luíz Vaz de Camões  e começo a folheá-lo - Falou coisas diferentes... Hmm... Amor é fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente - não termino de ler, mas mantenho o livro aberto em minhas mãos.

Fito a garota novamente - Naquele outro ali, um se matou por causa do outro. Não sei... Parece ruim e doloroso - digo.
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Re: Floresta Negra

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Qua 29 Jan 2014 - 21:07




Quase soltei um comentário que talvez pudesse ser ofensivo, "antes só do que mal acompanhado", por causa do esqueleto, mas me calei a tempo, ignorando o fato de o esqueleto estar se deteriorando ali na minha frente. O ver com livros me deixou mais interessada, imaginá-lo com livros, ainda mais de romance? Nunca conseguiria e riria da pessoa que me dissesse isso. Dei um impulso para frente, tentando ver os títulos, mas não conseguia ler direito por causa da dislexia.

Olhei para o livro em suas mãos, acho que minha mãe já havia lido este livro quando eu era mais nova, me deixava ansiosa para ler e entender o que ele dizia, mas não era possível, cheguei ao ponto de desistir de entender. Fiz esforço para ler o que estava na capa e não percebi que ele estava me olhando com o livro nas mãos. Me aprumei e olhei pra pilha de livros.
Ah, ahm... É. Mas deve ser legal. Sabe, amar. Bom, já amei minha mãe, amo até hoje, e tenho um certo carinho por meu pai, minha mãe era muito apaixonada por ele, espero que ele tenha mesmo gostado dela. E minha irmã de chalé, Arianne, mas exceto as duas, nunca... Nunca amei. Do jeito que falam, deve ser bom mas doloroso, nunca cheguei perto de alguém o suficiente para amar de verdade, entende? - paro de falar um pouco, percebi que acabara de despejar as palavras no automático. Dei um sorriso sem graça e o olhei, era mesmo um menino incrível e me despertava interesse em descobrir sobre sua vida.

Fechei os olhos por alguns segundo, abaixando o olhar na direção do chão em seguida, com vergonha. — Ahm, sua blusa. - sorrio sem desviar os olhos da terra em minha frente. Prendo a franja atrás da orelha e espero.


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Re: Floresta Negra

Mensagem por Siobhan O'Connell em Sab 1 Mar 2014 - 16:59



No, no. Don't leave.

Sempre fui da opinião que o destino era traçado de maneiras engraçadas, por assim dizer. Num minuto, tudo estava bem e corria às mil maravilhas, a vida era fantástica e pássaros chilravam para as flores uma alegre canção, mas no minuto a seguir... o caos instalou-se. O que parecia ser uma tarde bem passada entre os nós os dois, tornou-se numa fuga aos romanos. E a julgar pela cara de Logan, o quer que se passava no meio da confusão não era agradável de se ver. Procurei sem cessar com os meus olhos por todos os arbustos ao nosso redor, procurando qualquer ameaça à nossa vida. E por muito que partilhássemos quase o mesmo sangue, um romano não teria a piedade de pensar duas vezes em retirar a vida de alguém. Pois a ordem militar deles assim os obrigava. Mordi o meu lábio ao sentir o meu pobre coração a apertar no meu peito. Quantas vidas seriam perdidas nesta maldita guerra..?

Logan interrompeu-me do meu sério pensamento ao estender a sua mão e oferecendo para que eu o seguisse. Tentei ler a sua expressão facial, mas o moreno não me deixou, como se estivesse a guardar um segredo a sete chaves. Depois de aceitar a sua mão, tudo se desenvolveu a uma velocidade fora do normal. Num piscar de olhos, retiramos os nossos patins apressadamente sem sequer trocar para uns confortáveis ténis. Logan puxara-me para continuarmos o caminho. Não estava a compreender qual era o seu plano e muito menos aquelas expressões fora do comum. Puxei a sua manga tentando chamar à sua atenção por avistar os estábulos a poucos metros de nós, só que o russo nem ligou. Ou tentou não ligar. O nosso lugar não era aqui. Era na guerra ao lado dos nossos meios-irmãos gregos a lutar.

Guiou-me até uma das boxes onde estava um belo pégaso a descansar. Admirei-o nos poucos segundos que tínhamos e percebendo que era a primeira vez que via o mascote de Logan. A afinidade entre os dois era obvia e me fez um pouco de inveja em não ter o mesmo tipo de amizade com a minha inexistente mascote. Rapidamente, Logan o retirou da sua box e me ajudou a acomodar no seu dorso confortavelmente falando uma suave promessa. Cada vez estava a entender menos do seu plano. Olhei-o estranho trancando os nossos olhares.

— Seria um pouco difícil. — revirei os olhos falando para os meus íntimos botões enquanto que o moreno continuou sem reagir a tudo que dizia. Como nada se passasse, montou o seu pégaso e voámos pelos ares. Era verdade que seria a minha primeira vez que voava num cavalo alado, mas só de pensar que esta viagem não tinha um destino feliz, preferi fechar os meus olhos durante o tempo inteiro. Abracei o dorso do moreno para não cair e encostei a minha cabeça às suas costas. O seu coração batia que nem um tambor de tão nervoso que estava. Não era justo. Apertei o meu abraço nele tentando o reconfortar de alguma forma. Pelo menos, o seu corpo havia relaxado um pouco.

O tempo voava depressa. Num par de momentos, aterramos sem qualquer problema numa área densa da floresta do acampamento onde não era visitada por alguém já há alguns anos. Quer dizer, dava para perceber pela falta de pegadas humanas na terra. Porém não gostava do pressentimento que tinha na cabeça. Algo me dizia que não iria concordar exatamente com o plano de Logan. Estávamos demasiado longe de onde a ação se desencadeava. Ambos tínhamos já todas as armas que necessitávamos para nos sentirmos um pouco mais seguros. O filho de Zeus tinha feito um desvio até ao seu chalé para pegar em algumas armas para ele e para mim. Pelo menos, sentia-me um pouco mais confiante de espada na bainha, adagas nas coxas e de arco e aljava às costas.

Só o facto de entrarmos dentro de um bunker, fez com que eu enrolasse um pouco o meu lábio. Começava a ter uma ideia do plano de Logan e não estava a gostar nem um pouco. 
— Que estás a fazer? — perguntei muito atenta às palavras do moreno. Ele se aproximou, trazendo um triste sorriso nos seus lábios. Apanhou a minha face com as suas mãos e selou os nossos lábios num longo e terno beijo. Um beijo de despedida. Não, não, não. Deslizei as minhas mãos pelas suas costas aprofundando o nosso beijo. Porém, o moreno se afastou antes que lhe custasse ainda mais ir embora. — Tens noção do que estás a pedir?! Eu não prometo nada que não possa cumprir, Logan. E isso é uma delas! — exclamei levantando os braços no ar e contendo as lágrimas que ameaçavam ser derramadas nos cantos dos meus olhos. Logan estava incapaz de me olhar nos olhos e eu mais furiosa ficava. Rapidamente percebi que ele não me iria deixar sair daqui depois daquele pedido egoísta.

Logan fechou a porta sem mais nem menos. Lágrimas de fúria escorriam da minha face quando tentei pontapear e socar a porta de betão. Não podia ser a última vez que iria ver Logan. Não iria ser a última vez que o iria beijar. Mas os minutos que passavam destruíam cada pequena partícula de esperança que restava em mim. Bastava ter sido mandada para um país desconhecido como a América, depois de passar a minha vida na Irlanda. Ignoraram todas as minhas vontades por mais que insistisse. E aqui estava eu. Inútil para a guerra no meio da floresta. Campistas iriam morrer sem eu ter a hipótese de os ajudar. Tudo isto me colocava doida.

Exausta, a única opção que me restava era ceder. Escorreguei as minhas costas pela parede do bunker agarrando a ponta da t-shirt laranja do acampamento aguentando a pressão que ia sentindo dentro de mim. 
— Espero bem que cumpras a tua promessa e voltes... — sussurrei passando as mãos nos olhos para retirar as lágrimas secas. A cada segundo que passava, culpa indagava por todos os lados. Eu deveria estar na guerra com toda a gente, pelo menos ter a oportunidade de ajudar todos aqueles campistas que encontrava todos os dias. E talvez até Logan... Não. Pensamento positivo. Ele iria sair-se bem.  — Porque senão eu própria te vou buscar... — resmunguei entre os dentes a mandar um olhar penetrante para as paredes sem cor do bunker. Eu estava oficialmente sozinha no meio do nada esperando que alguém me descobrisse.
 

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Re: Floresta Negra

Mensagem por Hades em Dom 2 Mar 2014 - 0:27


As barreiras do acampamento cairam. Almas chegavam á todos momento, tudo corria loucamente no submundo, exceto por minha calma e meu fluxo de pensamentos. Onde eles estavam? Na herdeira de Hera. A garota que provaria de um único amor, aquela que tem sangue puramente divino, eles cuidaram em deixa-la a salva ou tentar apenas. O lugar havia vários e vários esconderijos onde eles ficavam em ataques ou guardavam armamentos mais desenvolvidos. Os filhos de Hefesto chamavam de Bunkers, eu os chamo de caixinha de presente.
Siobham, a herdeira de hera, estava completamente sozinha. Romanos resolveram invadir o acampamento, o que me deu uma deixa para que eu pudesse adiantar algumas casas no tabuleiro. Tudo previamente calculado, eu esperava a hora certa de agir. Deixei meus cães de guarda e alguns dos assistentes tomando conta de tudo e parti em busca da minha vingança.

Tantos anos a espera de uma deixa, tirar o senhor do céus do trono ia ser magnífico, esplêndido. Caminhei pela grama seca, estava vestido como a ocasião pedia. Terno, gravata, óculos escuros estilo Liam Gallagher em "Wonderwall" que por sinal é uma otima musica. O bunker estava escuro, e não tinha um fácil acesso, á menos que eu fosse um deus... E eu era. Deixei tudo em um raio de 20km em um ponto cego. Qualquer um que entrasse nessa área a atravessaria em circulos sem ao menos notar que estava fazendo. Entrei no bunker, a garota estava sozinha e fazendo não sei o que. De certa forma, eu ficaria bastante entediado ali também, entrei e me sentei em uma das cadeiras reclináveis.
- Precisa de companhia senhorita? - pude jurar que deixei de ouvir seus batimentos por alguns instantes. Ela se virou como se já soubesse de quem se tratava. Eu estava na poltrona, quase deitado e olhando para o teto com as pernas cruzadas e as mãos sobre o peito, entrelaçadas.
- Engraçado que... esperava que vc tivesse rodeada de guardas, ou com lasers fazendo sua segurança... Mas vai ver que... - Levantei-me e deslizei até ela - eles não sabem o que você é, não é?
Ela engoliu seco e permaneceu calada por alguns instantes e falou algo logo em seguida, me fazendo gargalhar. Ela seria uma companhia agradável, e nesse tempo que passariamos juntos, eu precisava convencê-la de destruir o olimpo. Por bem ou por mal...
Ela não fez as coisas se tornarem dificeis, segurei no braço dela e partimos.

No submundo, a expliquei o porque de estar ali. A tranquei no meio do rio Aqueronte, um local inascessível e que causaria bastante dor a qualquer um. nenhum semideus se atreveria a ir ali, mas por precaução algumas almas de guerreiros sedentos por sangue, fizeram a segurança local.
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Re: Floresta Negra

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Dom 2 Mar 2014 - 18:55

Ouvimos barulhos estranhos ao longe e saimos correndo da floresta.
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Re: Floresta Negra

Mensagem por Aldric L. Bäumler em Ter 11 Mar 2014 - 21:48


Essa vida estava me deixando atordoado, eu não queria ser isso, eu não pedi para ser isso! Meus pais adotivos eram legais e gentis, sentia falta de está com eles e dos meus irmãos, Colton e Fill, eles eram legais. Nesse lugar só tinha um monte de meio sangue que se achavam, a maioria era esnobe e metido a lutador bonzão, eu não era tudo isso mas também não era ruim nas coisas, certo talvez eu fosse péssimo nas coisas... Só não tinha descoberto ainda... Caminhava perdido a caminho da floresta, estava preparado para arrumar minha tenda novamente e tirar outra longa noite de sono, não gostava do meu chalé, se quer sabia quais eram meus meio-irmãos, não conseguia me infiltrar naquele meio... Talvez eu não quisesse, talvez fosse culpa minha... Mas eu não me importava. — Droga, porque sempre tem alguém? — Murmurei isso sozinho enquanto ouvia passos logo atras de mim, não sei se estava sendo seguido ou se a pessoa apenas estava passeando acidentalmente pela floresta negra, ainda era de tarde, o sol estava irradiando la em cima e algumas pessoas estavam na praia e outras estavam treinandos, era basicamente assim. Sempre ia cedo para a floresta, montar minha barraca e deixar ela escondida do olhar dos outros, respirei fundo e parei em um troco de arvore olhando calmamente para trás, tentando visualizar o 'intruso' ou até mesmo quem estava me seguindo, quem sabe até só passeando. Respirei fundo pondo as mãos nos bolsos como quem nada quer, e olhando para o céu de forma entediada como se estivesse apenas observando o lugar.

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Re: Floresta Negra

Mensagem por John Ethan McBride em Ter 11 Mar 2014 - 22:00


How to train you dragon...

Quem disse que o cão é o melhor amigo do homem estava, de longe, enganado! Não havia nem 24h que John encontrara o dragão de metal, presente de seu pai, e já estava completamente vinculado a ele. Era como se a criatura fosse uma extensão dele, como se sempre tivessem estado juntos. Inicialmente John pensara em chamá-lo de Totó, por brincadeira, mas um par de calças queimadas comprovaram que o dragão não aprovara muito a ideia. O garoto nunca fora muito bom em nomes, então depois de passar uma tarde inteira tentando e revirando a cabeça, contentou-se com Falcor, recorrendo a um antigo personagem de um filme que sua mãe vivia assistindo. Depois de cuidar de seus deveres nas forjas, naquela manhã, John correu de volta ao chalé, onde encontrou Falcor deitado preguiçosamente sobre sua cama. Ao vê-lo o dragão agitou-se um pouco, visivelmente entediado, visivelmente querendo sair dali.

- Eu sei, eu sei. Quer dar uma volta? John escancarou a porta atrás de si, e antes que pudesse pensar duas vezes o animal se jogou por ela, correndo em direção ao bosque mais rápido do que John poderia acompanhar. - E é por isso que cachorros têm coleiras, o garoto murmurou para si antes de soltar sua mochila de qualquer jeito no chão e correr atrás do dragão.

Tentava seguir a direção que o animal havia tomado, mas já havia corrido muito além do que fora antes, adentrando a assim chamada floresta negra, e ainda não encontrara nada. Como um dragão de metal poderia ser tão rápido?!

- Falcor, cadê você? FALCOOOOOR?!

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Re: Floresta Negra

Mensagem por Aldric L. Bäumler em Ter 11 Mar 2014 - 22:50


Eu estava me sentindo deveras entediado com a falta do que fazer, respirei fundo ouvindo o garoto começar a gritar, estava tentando ouvir o que era até o mesmo chegar mais perto e eu ouvir com mais clareza, ergui a sobrancelha me perguntando o que seria "Falcor" dei de ombros e olhei para o garoto a minha frente, meu olhar foi meio distraído e ao mesmo tempo em choque. — O que é Falcor? — Murmurei sem nexo algum, era uma frase que não deveria ter saído pela minha boca, o cara a minha frente era igual a mim, porém seu cabelo era mais curto, também parecia ser mais sociável do que eu... Fiquei quieto analisando o garoto com um olhar perdido.

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Re: Floresta Negra

Mensagem por John Ethan McBride em Ter 11 Mar 2014 - 23:05


Mirror, mirror on the wall. Dafuq?

Não era nada fácil caçar um dragão no meio de uma floresta, ainda mais quando não se sabia para onde estava indo. John já ouvira os outros campistas comentando sobre aquela parte da floresta, e definitivamente não queria estar por lá quando alguma coisa o encontrasse e decidisse que ele parecia um bom quitute de semideus. Mas precisava achar Falcor antes de sair dali, ou Zeus sabe quando (ou se) veria o dragão novamente. Uma sensação de desconforto se abateu sobre ele ao se imaginar separado do dragão. Ok, ele tinha encontrado o animal ontem, mas ainda assim, era uma das melhores coisas que já havia acontecido em sua vida, não estava preparado para perdê-la tão cedo. O garoto já estava quase sem fôlego de tanto correr, e começava a diminuir o ritmo quando uma voz chamou sua atenção, fazendo-o se virar e parar abruptamente ao assimilar o que estava vendo.

- Mas que diabos... O garoto deu alguns passos apressados para trás, tentando se afastar, e por pouco não escorreu e foi ao chão. Esticou os braços para recuperar o equilíbrio na última hora, mas já se mantendo em estado de alerta, para o caso de ter que sair correndo dali. - Como... Por que... O que... Essa cara é minha!

"Nossa, como você é eloquente, John. Parabéns..." Podia parecer estranho, mas se sentia tão confuso quanto sua fala indicava. O rapaz a sua frente era igual a ele, tipo, IGUAL. Não aquela semelhança que se encontra entre desconhecidos, mas sentia como se estivesse em frete a um espelho, tirando um detalhe ou outro. - O que eu quis dizer é: por que você parece comigo? A confusão começava a passar e John se sentia mais irrequieto, um pouco suspeito. Toda aquela coisa de deuses e monstros era muito confusa, e ele nunca prestara atenção em suas aulas de história. Haveria algum monstro sugador de alma que imitava a aparência de suas vítimas antes de matá-la? Se sim, ele não queria ficar por ali tempo o bastante para descobrir...

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Re: Floresta Negra

Mensagem por Aldric L. Bäumler em Qua 12 Mar 2014 - 16:42


Aquele era um dos momentos em que eu vivia a me perguntar porque eu estava mesmo ali, até porque mesmo sendo a Floresta Negra e cheia de seus mistérios e monstros, não havia encontrado nenhum até agora, não sei se o garoto a minha frente seria um meio sangue divertindo-se com minha cara, ou se era um monstro... Até tem aquela possível hipótese de você ter um irmão gêmeo no qual nunca conheceu, porém eu prefiro ficar com uma das duas primeiras hipóteses, já que eu, do jeito que sou não teria um irmão... Ainda mais gêmeo. Respirei fundo e passei a mão de forma completamente desajeitada pelo cabelo, piscando varias vezes para ter certeza de que aquilo não era uma ilusão, ou talvez a certeza fosse de que seria mesmo uma ilusão, não sei decidir se seria bom ou ruim, só sei que não estou contente com o fato de outro cara aparecer na minha frente e dizer que eu tenho a cara dele.

Fiquei parado por um bom tempo, tentando digerir aquela situação, deixei a minha mochila cair do meu ombro e senti um formigamento na mão, ergui a mesma para olhar, mas não consegui ver nada, apenas continuava a ver o garoto a minha frente, ele poderia ser um clone meu, ou poderia ser um idiota usando nevoa para se divertir com minha cara, balancei a cabeça varias vez de um lado para o outro tentando afastar aquela imagem de mim, mas não tinha como. — Não sei, mas se você for um desses meio sangues infelizes que está apenas se divertido com minha cara, é melhor parar. Não tem graça, tudo certo que eu amo me olhar no espelho, mas outro igual a mim eu não aceito! — Talvez fosse o choque do momento, estava começando a achar que o garoto era de carne e osso e que ele não era alguém disfarçado, ele parecia tão real, mas as vezes as ninfas enganam, as vezes os monstros enganam, porém ainda estava buscando compreender em que momento da vida eu poderia vir a ter um irmão, ainda mais porque eu era órfã e adotado pelos meus pais.

Não estava criticando ao rapaz, estava criticando a situação em que estávamos metidos, se eu tinha um irmão gêmeo, isso significa dizer que ou ele foi adotado por outra família ou ele mora com a nossa mãe, não sei se tenho coragem de perguntar tais coisas, ainda não estava conseguindo si quer acreditar que ele poderia mesmo vir a ser do meu sangue, pensei até em perguntar a ele de quem era filho, digo... A qual Deus ele chamava de pai, mas preferi me manter quieto e com meu orgulho intacto, era extremamente egocêntrico, ainda mais quando se tratava do meu cabelo, sempre gostava dele arrumado. Em momentos assim eu achava que era filho de Afrodite ou Eros, mas em outros milhares momentos era bem claro que meu pai era Hefesto, tais quais como este, o orgulho. Respirei profundamente e peguei minha mochila do chão, voltando a colocar a mesma no ombro, olhando fixamente para um ponto inexistente entre nos dois.

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Re: Floresta Negra

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