Campos de Morangos

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Campos de Morangos

Mensagem por Allie Vahlok Schneider em Seg 9 Dez 2013 - 21:21

Relembrando a primeira mensagem :

keep distance - high voltage
Colhendo ou comendo morango

Naquela manha tinha tinha tido um tempo de pausa em meus treinos, uma pequena folga depois de tanta coisa para se fazer e treinar por ai. Passeando pelo acampamento acabei chegando perto da casa grande junto aos campos de morangos onde os sátiros cantavam uma estranha música que fazia por pesinhos de morango parecerem felizes e alegre, por mais estranho que isso possa parecer, porem o mesmo pareciam estar crescendo mais rápidos e exibindo uma cor mais viva em suas folhas e frutos. Achando aquilo meio engraçado acabei por me sentar sobre uma das grades de madeira que cercava o local, me mantendo equilibrada sobre a cerca. Alguém contava sobre uma nova leva de pés de morango que estava por chegar e assim pensei em esperar se aquilo demoraria muito ou não e assim quem sabe poderia ajudar um pouco, já que por assim se dizer, eu tinha levantado de bom humor naquela manha.

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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Siobhan O'Connell em Sex 10 Jan 2014 - 20:28



Shining like a fiery beacon.

O dia estava belo. Brilhantes raios de Sol batiam nas minhas pálpebras e tornavam-as pesadas de se abrir. Perfeito para as pequenas plantas necessitadas de toda aquela preciosa luz. Pelos menos, dava para distrair-me das minhas preocupações e questões sobre de quem eu, realmente, era filha. Coloquei o meu braço à frente dos olhos, a proteger os meus olhos daquela intensa luz, e caminhei sobre terra e relva até onde estavam todos os utensílios que precisava para plantar carinhosamente mais uma linha de morangos. Mas antes que agarrasse em tudo, apertei o meu cabelo ruivo bem alto de forma a que não me incomodasse.

 tinha posto água no regador, até quase a transbordar, e uma pequena saqueta de com o desenho de um morango sorridente na parte da frente, e na parte de trás as instruções de como se plantava correctamente morangos. Dei uma pequena olhadela nas instruções e, quando me vi satisfeita, rasguei a saqueta. Sorri e furei um pequeno buraco na terra, colocando logo uma semente dentro. Repeti a mesma coisa por mais uns quantos buracos até encher a fila completa. O suor começou a escorregar pela minha testa. Limpei o melhor que pode com a minha mão, mesmo estando nojenta de terra. Um suspiro escapou os meus lábios ao sair da posição de cóqueras e agora, em pé, tendo uma melhor visão sobre o meu trabalho. Nada mau. Tinha demorado menos tempo que tinha pensado. Jorrei água, sendo bastante generosa nas quantidades, em todos os buracos fechados que tinha feito.

— Espero que cresçam bem... mordi o meu lábio inferior à espera de que o meu árduo trabalho não tenha sido em vão.

Agora tinha uma pequena cesta de madeira pronta para recolher o fruto vermelho suculento. Até me deu vontade de provar o que eu própria tinha plantado. Tinham um aspecto divinal. Redondos e donos de uma cor vermelha vibrante que chamava à atenção de qualquer ser. Apostava que a primeira dentada iria ser deliciosa. Cantarolei uma pequena música enquanto os recolhia muito contente. Nada mau para uma principiante. 
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 eu | outros | narrador
thanks tess
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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Flynn Ehlers Sieghart em Seg 13 Jan 2014 - 12:05


come at me, stawberries I
Poucos entendiam o quanto eu valorizava os momentos de silêncio, os momentos pacíficos em que eu me sentia confortável o suficiente para por os meus pensamentos em ordem, indagar sobre as mais diversas questões da vida e fazer aquilo que eu mais gostava, gravações de voz. Os outros filhos de Atena estavam animados em suas conversas em nosso Chalé, optei por sair de lá ao invés de ser o cara desagradável que fica pedindo que as pessoas se silenciem. Coloquei no bolso de meu short jeans o pequeno gravador de voz, com a superfície negra já desbotada e com a pequenina tela que exibia as informações riscada.

Ao sair do chalé, ajeitei minha camiseta preta e rumei para algum lugar que os campistas frequentavam com menos frequência.— Huum... quem sabe na Floresta? Não... na floresta não — meus pés me guiavam para algum lugar, o qual eu ainda não decidira, basicamente, estava andando à esmo. Passados alguns minutos, deparei-me com a visão de parte dos campos de morangos. Os pequenos pés de morango se estendiam por um grande espaço do campo e a forma de plantio, criava estreitos corredores, as sombras que se projetavam nos corredores causavam um efeito misterioso e cômico. Como se daquelas sombras, algo pudesse querer nos assustar, no máximo um rato mal intencionado o que poderia ser um perigo para alguns campistas que se assustavam facilmente.

Adentrei o campo, tomando cuidado para evitar pisar em lugares errados, sentindo a terra fofa na sola de meu tênis. Continuava a me aventurar pelos estreitos corredores procurando o melhor local para me sentar, senti alguma coisa roçar na pele exposta de minha pele, causando um leve incômodo. Passei a mão sobre minha pele, indaguei-me se não seria uma boa ideia pegar alguns morangos para saborear enquanto estivesse gravando meu relato diário. Ao direcionar o olhar para uma pequeno celeiro onde os filhos de Deméter deveriam guardar as suas ferramentas, notei que um grupo de campistas estavam entretidos com alguma atividade. Direcionei-me até eles e uma garota com os cabelos cor de palha amarrados em um coque veio até mim.

— Olá, meu irmãos falaram que chamaram alguns campistas para nos ajudarem na colheita hoje, que bom que você veio, venha temos muito trabalho — tentei argumentar dizendo que não estava ali por esse motivo, mas não tive muita escolha. Ela me empurrara uma grande cesta e me guiara para uma fileira de pés de morangos que estavam carregados de frutos avermelhados, mesmo somente com a luz do luar eu era capaz de notar o quão suculentos eles aparentavam estar. Após ela me mostrar a forma correta para colher sem danifica-los, iniciei a tarefa que eu nem ao menos pretendia fazer. — Dessa forma, certo? — arranquei alguns morangos e os coloquei dentro da cesta, recebendo um sinal positivo da garota.

E assim, minha nova atividade noturna deu continuidade, ao som das vozes dos filhos de Deméter, ia recolhendo os morangos, sentindo a sua textura e de forma sorrateira, saboreando alguns deles. Eu começara a transpirar, minhas mãos estavam um pouco sensíveis devido ao toque nas plantas e o puxa-puxa que eu realizava nas frutas. Fiquei talvez por cerca de uma hora para conseguir encher o cesto que me havia sido confinado. — Aqui está, colhi todos esses... há, alguns estavam cheios de insetos, então os deixei ali — disse apontando para uma cesta separada. Ela me agradeceu e então me puxou para próximo ao celeiro. — Os filhos de Hécate nos pediram alguns morangos especiais para magia, ajude-me a plantá-los? — eu já estava ali mesmo, porque negaria mais um pouco de trabalho?

A plantação consistia em basicamente abrir buracos de cerca de seis centímetros de profundidade na terra que havia sido arada. A filha de Deméter me mostrara como deveria ser feito, sob a luz do luar as sementes especiais deveriam ser colocadas na terra e regadas com néctar dos deuses. A garota então cavara todos os buracos em um longo corredor de terra, eu a segui colocando as sementinhas e as cobrindo com a terra. Depois, ambos pegamos regadores de néctar dos deuses e fomos molhando a terra com a substância mágica. Um brilho pálido, da cor do luar se intensificava na terra e uma pequena planta brotava na terra, como se o processo de crescimento fosse mais rápido do que o normal. Após terminarmos, ela agradecera a minha ajuda e pediu para que eu voltasse para continuar a trabalhar nos morangos mágicos. Exausto, sem fazer relatos do meu dia, retornei para o meu chalé, onde poderia descansar.
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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Oliver A. DeVito Böhmer em Seg 13 Jan 2014 - 19:10

As manhãs no acampamento não eram mais as mesmas, depois de sabermos da notícia de uma guerra eminente todos os campistas se viram aflitos, até  os mais experientes estavam com um pé atrás nas suas atividades. Não demorou muito para todo o peso dessa guerra cair sobre os ombros da pessoa que mais poderia saber de alguma coisa, o primeiro campeão de Hera.
Muitos campistas estavam afobados, lotando a arena de treino e quase se matando para tentar demonstrar o quanto eram aptos para estar na linha de frente. O cargo de campeão exigia muito do filho de Deméter, que abriu mão de ser Conselheiro do seu chalé para poder se dedicar a pesquisas e treinamentos intensivos com Quíron. Porém, agora, o menino sentia uma ponta de arrependimento, não gostava de ver tanto dos seus irmãos aflitos e não poder fazer nada, não gostava de ver seus amigos sacrificando tanto enquanto ele estava sentado sem saber como prosseguir. O moreno já tinha pensado em tudo, até mesmo em fugir, mas aquilo não adiantaria, eles o encontrariam, afinal, sempre o encontravam.
Os campos de morango pareciam cada vez mais abandonados, até os sátiros pareciam ocupados com o conflito, polindo seus cifres e cascos, e afiando lanças e adagas. Naquele fim de tarde o campo estava vazio, o único tolo que ali estava era Oliver, o menino andava por entre os arbustos sentido algumas vinhas tocarem a sua mão conforme ele andava. Parecia loucura, mas o menino podia sentir que até mesmo as plantas se demonstravam aflitas e agitadas com o que podia acontecer.
O garoto se sentou no topo de uma das colinas, fechou os olhos e respirou fundo. Enquanto o sol lhe cobria por completo o garoto podia sentir o vento lhe tocando o rosto, não demorou muito e pequenas raízes começavam a circundar o seus dedos, de início achou o contado estranho, mas resolveu continuar ali. As plantas já estavam na altura do seu pulso e continuavam a subir lentamente, foi quando com um estalo ele ficou imóvel e ouviu uma voz familiar, só não conseguia distinguir de onde a conhecia.
Acalmar as plantas? Ele se perguntou mentalmente após ouvir o que a voz lhe dissera. Não tinha planos para a tarde, mas quem sabe fazer fosse útil. O garoto começou a sussurrar coisas mentalmente, e a velocidade das raízes em seu braço começou a reduzir ainda mais, para depois de um tempo as plantas começarem a retroceder, voltando ao chão.
Quando sentiu que mais nada estava sobre o seu corpo o garoto se levantou e deu mais uma olhada no campo dos morangos. Uma sensação percorreu o corpo do garoto, aquele lugar parecia mais frio agora, como se Quione tivesse resolvido caminhar por ali, o garoto não sabia quanto tempo se passara, mas era praticamente impossível a temperatura ter caído tanto em tão pouco tempo.

O garoto deu os ombros, girou o calcanhar e segui o caminhou de volta para o antigo caminho, queria ver se seus irmãos tinham sobrevivido a mais uma sessão de incansáveis treinos. Então, saiu dali sem se dar conta do que acabara de acontecer. 


OFF : Vai sem template mesmo, pq o meu bugou
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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Lyra Chevalier em Qua 15 Jan 2014 - 23:02

Já fazia algum tempo desde a última vez que eu havia conseguido caminhar sem maiores dificuldades pelo acampamento. Tudo devia-se ao fato deu ter conseguido belos ferimentos em meu último treino de estratégias. Havia ficado apagada por dois dias seguidos, e com a perna enfaixada durante uma semana, então, não havia tido chances de sequer caminhar livremente. - É tão maravilhoso livrar-me daquelas bandagens. - Murmurei enquanto saía do chalé designado aos filhos de Fobos e seguia em direção as áreas do acampamento e não, não era em direção as áreas de treinamento, porque na verdade, eu estava proibida de sequer pensar em empunhar uma espada nos próximos quinze dias. Após ter escutado um discurso de Quíron sobre como era importante todos ajudarem no plantio e colheitas de morangos, decidi que iria visitar os campos e quem sabe, ajudar. Não haviam mais do que quatro campistas sentados entre as áreas livres de plantações, ouvindo uma filha de Deméter explicar como deveria ser feito todo o processo de plantio. Eu definitivamente não tinha o menor jeito para coisa toda, como eu sabia? Bem, eu não estava entendo absolutamente nada sobre as instruções que por sinal, já haviam sido passadas aproximadamente cinco minutos atrás. Mantive-me sentada, apenas observando enquanto uma garota plantava alguns morangos.

Por fim, dei-me por vencida e me levantei lentamente, agachei-me entre outros dois campistas e coloquei algumas mudas na terra com toda calma do mundo. Enterrei as raízes e tentei pressionar a terra em volta das mesmas de maneira delicada, mas vez ou outra eu meio que espremia de mais e era repreendida pela garota que estava monitorando todo o processo. Levei menos do que havia imaginado para entender que só precisava pressionar a terra suficientemente para manter o "moranguinho-ainda-em-fase-de-crescimento" ali. Tive a impressão que a monitora iria enforcar-me na primeira oportunidade que tivesse, cada vez que eu vacilava em plantar recebia um olhar assassino que fazia-me apenas sorrir cinicamente. - Me desculpe, estou dando meu melhor aqui... - Falei e dei nos ombros após ela dizer algo sobre eu ser bruta demais. Não sou filha da deusa das ervinhas, moça, sinto muito. - Sorri amigavelmente em sua direção, e respirei mais aliviada ao receber um quase sorriso como resposta. - Para quem não confia nas minhas mãos, jura que você quer mesmo que eu faça isso? - Perguntei quando a garota pediu-me para após acabar de plantar a última muda, regar a terra. - "Não regue muito, apenas deixe a terra úmida, mas não muito, isso pode ser prejudicial para o crescimento dele" - Falava a garota com sua voz um tanto quanto enjoativa.

Não tinha certeza se era por eu escutado tantas reclamações, ou se era por ela tentar fazer-me escutá-la realmente. - Olha, eu ainda sei como se rega uma planta, tudo bem? Eu posso não ser um poço de delicadeza e paz, mas também não sou um... Minotauro. - Foi a melhor resposta que consegui dar, antes de levantar-me bufando e pegar o regador das mãos da garota. Apesar de ainda estar com o sangue quente, tinha que admitir que era de certa forma relaxante ver o líquido penetrar a terra. Não tenho certeza de quanto tempo fiquei naquilo, apenas tive noção do quanto havia andado quando olhei para trás e os campistas não estavam mais em meu campo de visão. - Drugs. - Grunhi, considerando ter ingerido pó de lótus somente através da aproximação da garota enquanto caminhava cuidadosamente entre as mudas recém plantadas e voltava para onde a garota estava. - Bem, terminei por aqui. - Falei sorrindo de maneira relaxada. A garota convidou-me para ajudar na colheita dos outros morangos no dia seguinte, e como eu não tinha nada mais interessante para fazer, aceitei de bom grado, afinal, eu poderia ganhar alguma recompensa com aquilo tudo de boa ação. Acenei uma última vez na direção da garota que havia voltado a fechar a cara em minha direção, e saí dali.  
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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Larsen K. Largëkvistt em Dom 2 Fev 2014 - 18:11


O sol estava brilhando intensamente, eu não estava nem um pouco satisfeito com aquilo, estava cansado e com calor, havia tomado um banho relaxante mas parecia que o calor não passava. Respirei bem fundo enquanto caminhava pelo acampamento, até parar pelos campos de morangos, pensei até em me atrever a plantar alguma coisa e colher, mas por hoje eu estava me sentindo limitado demais para isso... Devo assumir que talvez eu seja um pouco preguiçoso, sorri levemente passando a mão pelo cabelo e os bagunçando calmamente enquanto caminhava para debaixo de uma arvore próxima a mim, e me sentei abaixo da mesma pegando por minha flauta e comecei a tocar uma leve melodia para me distrair. — Vamos lá, fazer esse calor sumir. — Pudia sentir o calor mil vezes mais intenso, talvez tivesse alguma pessoa com o coração partido perto de mim e eu não sabia, mas ainda não havia aprendido a controlar aqueles poderes malditos, havia descoberto que era filho de Eros a algum tempo, coisa que achei absurdamente estranha, porém até interessante. Voltei calmamente a me concentrar na minha flauta e tocar minha melodia calma e leve.

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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Dom 2 Fev 2014 - 19:46



Não fazia tanto frio de dia, aproveitei que a noite ainda não vinha e fui até o campo de morangos colher alguns, faltava comida no nosso chalé, ainda mais fruta. Havia achado uma cesta no armário do chalé e a limpei para carregar os morangos, mas assim que saí do chalé me lembrei de levar um regador, tive de passar no chalé de Deméter para isto. Os morangos estavam bonitos demais para o frio básico de janeiro. Fui até uma torneira que havia no cantinho do campo para encher o regador; aproveitando que estava na ponta fui molhando cada pé de morango na segunda fileira de plantação, colhendo alguns que já estavam maduros. Era um pouco ruim com aquilo de colher, plantar, regar e o resto, mas pelo menos tentava ajudar, é. Colhi poucos morangos, já estava realmente ficando tarde e não havia percebido. Minhas mãos estavam coçando um pouco de ter de tocar nas plantinhas, então aproveitei a torneira e as lavei. Fui até o chalé deixar as frutas e o regador e depois devolver a cesta no chalé de Deméter.

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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Seg 3 Fev 2014 - 0:12



Am I still not good enough?
Andava ainda sem acreditar no que havia acontecido. Minha cabeça doía e trabalhava a mil, enquanto flashbacks da cena insistiam em passar repetidamente por ela. Meu rosto ainda estava com alguns vestígios das poucas lágrimas derramadas depois que Davos me deixou sozinha. Mas afinal, eu conseguira o que tanto desejava, não? O filho de Hades me odiava. Eu poderia viver em paz e não seria um “desculpa também por ter um dia me apaixonado por você”  que mudaria isso. Suspirei, prendendo meus cabelos em um coque. Minha resiração estava descompassada e caminhava sem saber exatamente para onde iria. Fechei os olhos por alguns segundos e me permiti respirar fundo. Quando os abri novamente, parei para observar o local onde me encontrava. -Ah, ótimo. -sussurrei. Caminhara até os campos de morangos sem ao menos perceber. Avistei um menino e decidi me aproximar. Torcendo para não aparentar ter chorado ou ainda estar com a marca da mão de Davos no rosto, caminhei rapidamente até ele. -Oi. -indaguei eufórica. Precisava conversar com alguem ou morreria pensando em  coisas desnecessárias.
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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Larsen K. Largëkvistt em Seg 3 Fev 2014 - 16:20


Eu estava distraído, muito por sinal, até perceber uma garota próxima a mim, ela era quem eu estava sentindo que não estava nada bem, a mesma logo parou ao meu lado e pôs-se a falar, apenas um singelo 'oi'. Sorri levemente enquanto parava de tocar minha flauta e a olhei. — Se quiser falar como se sente, sou todo ouvidos. — Muito inconveniente de minha parte querer começar uma conversa falando exatamente do ponto no qual eu não deveria me meter, até porque a vida da garota não dizia respeito algum a mim, porém era obrigação minha ajuda a mesma a se sentir aliviada com o que fosse, ela parecia tensa ao mesmo tempo com raiva e também confusa, eram sentimentos indescritíveis que tinham sempre o mesmo proposito, machucar.

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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Davos H. Grümmer em Seg 3 Fev 2014 - 16:27



⊱ Raiva, rancor, ódio... ⊰


Como sempre, eu fazia as coisas do meu jeito. Acabei seguindo a filha de Zeus verificando com cuidado cada passo dela, ia escondido meio as sobras dos lugares ao redor, estava com raiva e queria continuar o que comecei, sentia que eu estava fora de mim naquele momento, até que a mesma foi para o campo de morangos, parei quieto distante apenas observando, ela estava com outro garoto... Porque eu não suspeitava de uma coisas dessas desde o começo?! Eles conversavam, era visível que o tapa ainda estava marcado no rosto dela, pouca coisa, mas perceptível. Ela havia me chamado de assassino, havia dito que eu tinha matado Agnes, como se eu fosse igual a ela para fazer isso! Respirei fundo sentindo meu corpo ficar mais quente a cada pensamento e memoria do que havia acontecido a minutos atras.

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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Seg 3 Fev 2014 - 19:30



Am I still not good enough?
Soltei uma breve gargalhada ao ouvir as palavras do menino. Não era por nada, mas isso de desabafar com estranhos realmente não fazia meu tipo. Digo, desabafar não fazia meu tipo. Eu sempre dava um jeito de resolver meus problemas e não seria agora que isso mudaria. Suspirei, por fim. - Falar como me sinto? Estou ótima, perfeita como sempre, intacta. Obrigada. - ri, erguendo as mãos para o alto e dando uma voltinha. Meu jeito de fugir de situações embaraçosas era perfeito. Voltei a olhar para o menino e não resisti, o abraçando. -Já te disseram que você é muito fofo? Meu Zeus! Aliás, sou Scarlett, mas pode chamar de Sky. Filha da fabulosa e líder do chalé. -um esboço de um sorriso metido apareceu em meus lábios enquanto soltava o desconhecido. Joguei o cabelo para o lado da bochecha onde havia levado o tapa de Davos, esperando que a marca já tivesse sumido. Olhei ao nosso redor, admirando a paisagem por mais simples que fosse. Estava inquieta e meu coração continuava acelerado por culpa dele.
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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Larsen K. Largëkvistt em Ter 4 Fev 2014 - 17:36


Assumo que foi meio estranha a reação dela, em um momento falou de uma forma estranhamente incomum que estava muito bem, mesmo que eu soubesse que era mentira, ela era daquele tipo de garota que não se deixava abalar pelos sentimentos, admirei muito isso nela... Mas não vinha ao fato de que ela ainda estava visivelmente atormentada por seus sentimentos. — Desculpa a intromissão, Sky... Mas você não está bem. — Aleguei no momento em que ouvi seu nome e também fui abraçado de uma forma estranhamente calorosa e ao mesmo tempo embaraçosa, ergui a sobrancelha e fiquei observando o semblante confuso e meio distante da jovem garota. — Günther, mas pode chamar de Gun. A proposito eu não sou fofo e você está me deixando confuso. — Verdade, ela estava realmente me deixando confuso com todas aquelas ações impensadas e também com seu jeito meio exibido e ao mesmo tempo encantador, ela me parecia ser alguém extremamente egocêntrica, porém que tinha um coração frágil e doce, só não gostava era de mostrar isso, ergui a sobrancelha e fiquei observando-a.

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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Davos H. Grümmer em Ter 4 Fev 2014 - 17:40



⊱ Raiva, rancor, ódio... ⊰


Me senti completamente descontrolado naquele momento, a vi abraçando o garoto e parecendo está encantada por ele, aquilo me deixou bastante nervoso e exasperado... A raiva estava cada vez maior dentro do meu peito, aquele ódio e rancor estavam me consumido, quando na verdade era apenas o ciume me deixando descontrolado, eu acredito que eu era melhor antes de saber que sentia tais coisas por Sky, na verdade eu sempre soube, eu era melhor antes de assumir isso a mim mesmo. Respirei fundo e senti meu corpo cada vez mais quente, apenas tive tempo de notar quando uma parte do campo de morango começou a pegar fogo e o mesmo continha um rastro no qual vinha de mim, respirei bem fundo tentando conter as chamas que já estavam quase alastrando-se por mais que a metade do campo, apenas respirei fundo e olhei para Sky me observando ao longe, em seguida conseguindo me controlar cessei o fogo e sai dali caminhando em passos rápidos.

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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Sky Wittelsbach Colfer em Dom 23 Fev 2014 - 21:48



Am I still not good enough?
Ri da expressão do garoto e ajeitei meus cabelos, direcionando um sorriso fofo para o menino. - Para com isso, eu to bem sim. - ri de maneira forçada, com sorte o menino não notaria nada. Ele não precisava saber nada sobre o caos que era minha vida no momento. Tornar meus problemas públicos não faria deles uma coisa menos chata. - Desculpa te assustar, mas to hiperativa. E sim, você é fofo. So sorry. - ri novamente. Mordi os lábios encarando o céu e depois voltei meu olhar para o menino. Nunca havia esbarrado com ele pelo acampamento, o que realmente parecia uma pena, pois Gunther aparentava dar bons conselhos. Tarde demais. - Olha, tu podia me dizer onde te encontrar, gostei de ti AI MEU DEUS ISSO AQUI TA PEGANDO FOGO - gritei desesperada ao ver o fogo que se alastrava atrás do menino, seguindo uma linha. Acompanhei o percurso da linha com os olhos e enxerguei uma figura uma figura masculina. Empurrei Gunther para o lado e dei alguns passos para frente, tentando reconhecer o ser.

Depois de alguns segundos, finalmente percebi que a figura alta e culpada pelo fogo era o causador de toda a minha pseudo-depressão. Arregalei os olhos, assustada, percebendo que seu objetivo era me matar. - Não acredito. - sussurrei, retrocedendo e esbarrando no menino que acabara de conhecer. Meu coração estava acelerado e meus olhos começavam a arder. Ele não seria capaz, seria? Claro que seria, Scarlett. Ele já matou uma menina, idiota. Ele não poderia ser tão frio a esse ponto. Eu não poderia estar supostamente apaixonada por alguém que gostaria de me ver morta. Davos saiu dali alguns segundos depois e tudo que consegui fazer foi cair de joelhos no chão, não menos assustada pelo fogo ter parado. Ele havia tentado me matar. Provavelmente não concluíra o trabalho porque teria de matar o semideus que me acompanhava. - Only a nightmare. Only. - sussurrei, segurando meus cabelos de forma dramática.



OFF: Sorry, sem word.
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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Larsen K. Largëkvistt em Seg 24 Fev 2014 - 18:48


Estava pronto para perguntar o que havia acontecido, mas as coisas ocorreram de forma rápida demais, ela logo me jogou para o lado e ficou preocupada com o fogo que quase nos alcançou, percebi apenas um vulto saindo de trás da arvore e ela em desespero, parecia que algo realmente serio estava ocorrendo com a garota. Me ajoelhei ao seu lado e pus a mão em seu ombro. — Sky, desculpa incomodar, mas acho melhor irmos, levo você até o seu chalé... Acredito que você precise de descanso e mesmo não entendendo tudo o que houve com você e nem entender o que acabou de acontecer, assumo que estou preocupado... Vamos? — Claro, meu semblante era de preocupação, eu não fazia a minima ideia do que estava acontecendo entre ela e o garoto que havia saído dali, como se não estivesse feito nada, respirei fundo e permaneci parado ao lado da garota que parecia em choque, dramática, com raiva e ao mesmo tempo triste.

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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Brenda T. Collins em Seg 24 Mar 2014 - 16:07


Colhendo Morangos
Depois que voltasse da enfermaria, ficaria sem fazer nada o resto da tarde. Portanto, como não sou preguiçosa - ou talvez seja? - resolvi fazer algo de útil: colher morangos. Era uma atividade que aparentava ser fácil e bem agradável, principalmente naquele clima não-muito-quente-nem-muito-frio. Sendo assim, com meu ombro já recuperado do corte, passei na Casa Grande e peguei os equipamentos que seriam necessários para realizar tal tarefa: um regador, uma pazinha, luvas, muitas sementes e uma cesta. Com tudo em mãos, rumei à plantação de morango que ficava ali perto, mas, antes, passei no lago para encher o regador. A plantação era realmente enorme e o cheiro do morango era delicioso, esperava que o gosto não fosse diferente.


Dei uma boa olhada na plantação e avistei uma parte de terra sem nada plantado. Andei até lá e coloquei minha coisas no chão, vesti as luvas e peguei a pá e comecei a cavar. Devo ter feito uns cem buracos na terra, deixando um espaço regular entre eles. Em seguida, levantei-me e peguei as semente; fui colocando as sementes nos buracos e tapando-os com terra em seguida. Após terminar de fazer isso, peguei o regador e molhei toda a parte em que eu havia acabado de plantar. Depois de regar tudo, olhei para meu serviço satisfeita. Mas ainda havia uma coisa a se fazer: colher os morangos.


Peguei a cesta e comecei a andar pela plantação, escolhendo os morangos mais cheinhos e vermelhinhos e colocando-os na cesta. O cheiro era muito bom; adocicado. Não resisti e levei um dos morangos à minha boca. O gosto era tão bom quanto o cheiro e a aparência: adocicado, suculento e um pouco ácido. Lambi os dedos - depois limpei-os, claro - e continuei colhendo as frutas. Poucos minutos depois, a cesta já estava cheia. Peguei o regador e molhei os pés de morango dos quais retirei as frutas. Feito isso, meu trabalho tinha terminado. Estava orgulhosa de mim por isso. Só então me dei conta de que estava suando e cansada. Molhei minhas mãos na água que sobrou do regador e depois fiz o mesmo com rosto. Depois de fazer isso, peguei minhas coisas e fui até a Casa Grande buscar minha recompensa. 


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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Larsen K. Largëkvistt em Ter 8 Abr 2014 - 14:53

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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Enzo Wittels. Brückner em Seg 16 Jun 2014 - 17:39


Aparentemente Camille estava alegre essa manhã, acordou junto com o sol e saiu da cama as pressas rumo ao campo de morangos. Sim, os morangos eram sua fruta favorita, e passar horas colhendo-os para depois come-los não era deveras complicado. Passeou entre o local colhendo e colocando dentro de uma pequena cesta para levar a casa grande e lava-los. Depois de horas nesse lugar Camille fez seu caminho de volta, sorridente por comer seus morangos.

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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Cassie Ferrer Schmidth em Ter 24 Jun 2014 - 22:48


Todos nós recebíamos tarefas, quase que diariamente, e eu descobri aos poucos que algumas eram mais interessantes e divertidas que outras. Hoje eu ir descobrir se plantar morangos era ou não uma tarefa divertida para mim. Praticamente só se viam filhos de Deméter na lida dos morangos, vez ou outra algum campista participava ou auxiliava, mas no geral não víamos esses fazendo o trabalho duro do campo. Escutei desde o dia que cheguei ao acampamento, o que não fazia muito tempo, que a nossa principal renda era proveniente da venda das frutas, e que todos precisávamos colaborar com ela. Decidi em uma manhã pouco produtiva, depois do café, que tentaria descobrir os mistérios da terra.

Quando cheguei aos campos encontrei uma garotinha sardenta regando a terra e me aproximei, agachando ao lado dela. — Posso te ajudar? — Murmurei meio sem jeito, e ela sorriu para mim, entregando o regador e pedindo que eu terminasse de regar aquelas mudar. Era um pequeno quadrado de terra, com mudinhas de poucos centímetros de altura, mas pareciam saudáveis. Obedeci imediatamente, regando as plantas até que a água terminasse. A garota se aproximou de mim novamente e tirou o regador das minhas mãos. Fiquei observando os campos por um longo instante, o cheiro era delicioso e eu sabia que poderia passar muito tempo ali apenas aproveitando esses odores.

Alguns minutos depois a garota voltou, com um balde metálico que continha terra e pedaços de coisas que eu não tinha certeza do que eram. Ela me entregou, e eu pude descobrir pelo cheiro que se tratava de adubo. Ela me instruiu a mistura-lo na terra, na base das mudas, para que ela pudesse absorver os nutrientes do adubo, e finalizando esse processo eu deveria regar novamente as mudas. Obedeci, enfiando a mão naquela terra e misturando-a a que preenchia o chão em volta das mudas, depois de algum tempo o odor não incomodava mais, acho que meu nariz se acostumou a ele, e quando já havia adubo suficiente para nutrir um time de basquete eu peguei o regador, dando uma boa dose de água a terra, que absorvia a água com uma aparente gratidão.

O sol estava forte e logo o suor começava a se acumular na minha testa. A garotinha voltou mais uma vez para inspecionar o meu trabalho, e pareceu satisfeita com o que viu. Limpei as mãos com a água que sobrara no regador, e então ela voltou com um outro balde. — Mais fertilizante? — Perguntei rezando para que a resposta fosse negativa, e ela apenas riu da minha cara, fazendo sinal para que eu a seguisse. O balde para minha felicidade estava vazio e a função era enche-lo com morangos maduros. Ela me mostrou quais deles eram bons e deveriam ser colhidos, e quais deveriam permanecer nos pés. Assenti e comecei a colher morangos, enchendo as mãos antes de passa-los para o balde. Repeti o processo inúmeras vezes até que o balde estivesse totalmente cheio de morangos e meu estômago começasse a roncar de fome. Eu não havia percebido mas já estava ali a bastante tempo. Entreguei o balde cheio de morangos a filha de Deméter e me despedi, correndo em direção ao meu chalé, onde pegaria uma muda de roupas afim de tirar a que estava cheia de terra.
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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Kristen Wolsten. Bellamy em Ter 4 Nov 2014 - 21:39

Acordei naquele dia com uma estranha inspiração para fazer algo e útil para variar o tédio que se arrastava pelo Acampamento Meio-Sangue, o que não era algo comum já que eu era bastante preguiçosa. Na verdade talvez a filha de Poseidon mais inútil que já existiu. Sem mais delongas, inspirada por esse estranho sentimento, deixei o chalé 3 e segui em direção aos campos de morango. Os campistas costumavam cumprir tarefas ali não só pelo fato de ser "obrigatório", mas também pela possibilidade de remuneração quando o trabalho era bem feito. Como minha sacolinha de dracmas não era nem um pouco gorda, ajudar um pouco nas plantações seria uma boa.

Observei alguns filhos de Deméter que auxiliavam os demais campistas e tentei prestar atenção. Não parecia ser tão difícil, principalmente pra mim que teria facilidades sendo filha de Poseidon. Após observar, me juntei aos demais campistas e peguei uma cesta da pilha que estava jogada pelo chão. Sem mais delongas comecei a colher morangos escondidos entre os arbustos sem fazer cerimônia. Não era difícil, mas se ficar naquela posição agachada não era lá muito agradável pra mim que era baixinha, imagina para os campistas mais altos.

Após algumas horas colhendo morangos, peguei um saquinho de sementes e segui para uma área dos campos onde alguns campistas estavam plantando. Comecei a imita-los, cavando pequenos buracos no solo, onde deixava algumas sementes e em seguida os cobria com terra. Depois de plantas cerca de cem sementes que vinham no pacotinho, comecei a regar - sim, à moda antiga, com regador e tudo mais - toda a área em que havia plantado. Ao fim, os filhos de Deméter que nos auxiliavam agradeceram e nos parabenizaram pelo trabalho bem feito. Eu não estava lá tão cansada assim, aliás, havia sido até mesmo divertido. Joguei o resto de água do recador sobre a minha cabeça afim de me refrescar e deixei os campos, afim de buscar minha recompensa.


Os deuses agradecem pela contribuição. +50 dracmas.
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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Chiara Bündchen Ferragni em Ter 6 Jan 2015 - 18:39

Enquanto caminhava pela trilha. Passei pela Casa Grande. Parecia quieta e calma, mas do lado de fora dava para ver a movimentação pelas janelas. Um cheiro maravilhoso pairou no ar. Dei mais alguns passos e me deparei com algo magnifico. Morangos e mais morangos. Vermelhos vivos. Ouvi uma voz logo atrás de mim. — Está quase na hora da colheita. — Me virei no mesmo instante que a ouvira. Um homem descia as escadas da Casa. Ele era novo e sua expressão era de contente ao olhar parar os morangos logo a frente. — Posso pegar um? — Ele riu. Mas depois voltou a falar. Explicou que eram para serem vendidos. Eu compreendi. Ele perguntou se eu queria plantar. Me intriguei. — Vou tentar. — Ele caminhou até atrás da casa e voltou. Com ele, havia alguns utensílios. Ele me explicou tudo e disse que se eu fizesse poderia colher depois. Segui até o local onde estavam os morangos. 

O cheiro aumentava a cada passo, não era ruim. E sim, agradável. Com a cesta de utensílios segui adiante. Não havia uma parte livre para eu plantar. Coisa que nunca fizera antes. No máximo foi regar algumas plantas e flores na Itália. Enquanto adentrava mais nas plantações de morango. Quase me perdi, bem que ele disse que estava na hora da colheita. Estavam muito alto. Avistei uma parte da terra onde não havia nada além dela própria. Me agachei e revirei a cesta. Realmente não sabia o que fazer. Me agachei. Arranquei um morango. Meu estômago agradeceu. Com uma espátula fui cavando a terra. Havia muitas pedras que não deveriam estar ali. Fui jogando as para o lado. Peguei o regador e joguei um pouco de água na terra. Quase não havia terra, uma boa parte fora embora com as pedras.

Na cesta. Havia um recipiente com terra. Com uma colher fui tirando um pouco de cada vez jogando em cima da água. Passei a espátula para palpar. Agora era a vez das sementes. Abri o saquinho e coloquei as na palma da minha mão. Não havia cheiro algum. As joguei na terra. — Acho que é isso. — Falei alto comigo mesma. Quando estava prestes para se levantar a cesta virou no chão. Coloquei firme no chão e fui alocando novamente os utensílios. Um me chamou a atenção. Estava escrito Fertilizante. Abri e joguei um pouco. E guardei novamente tudo. De pé, diante da terra com as sementes. Peguei o regador em forma de flor e joguei mais um pouco de água. Olhei para atrás e colhi dois morangos. Meus dedos estavam vermelhos. E fui caminhando para fora da plantação comendo.
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Re: Campos de Morangos

Mensagem por Brooke Lefevre Bradshaw em Sex 16 Jan 2015 - 14:37




Boa parte do meu corpo ainda doía graças a certas atividades de treinamento com a espada, chicote e meus punhos. Eu não era feita de aço então estava meio fora do padrão, se é que me entende. Foi por isso que tirei aquele dia de folga dos treinos e fui fazer outros trabalhos pelo acampamento. A questão é que existem muitos serviços mas a maioria de nós esquece deles, eu nem sei porque resolvi ir fazer coisas como plantar morangos, lavar a louça ou sei lá o que, mas estavam na minha lista de afazeres do dia e eu não podia voltar atrás. Segui até os campos de morangos, o cheiro era muito bom, dava pra sentir de longe aquele aroma adocicado. A medida que eu me aproximava eu podia ver algumas pessoas trabalhando por ali, a maioria filhos de Deméter pelo que eu pude reconhecer, o que fazia muito sentido mesmo. Eles tinham uma coisa com a terra que era até bonitinha. — Oi, beleza? — comentei assim que me aproximei de um garoto aparentemente um pouco mais baixo que eu, ele parecia bem entretido nas suas tarefas e não fez nem o favor de olhar para mim, mas deixei aquela passar e era bom que fosse a única. — Legal, me disseram que eu podia ajudar por aqui. Se importa de me dizer o que eu posso fazer? — e o mais incrível é que eu continuei sendo completamente ignorada pelo garoto. Bom vejamos, Filha de Afrodite sendo ignorada por um Garoto? Não no meu turno, é claro. Coloquei toda minha concentração e sedução nas palavras que vieram a seguir, existem alguns pontos positivos em ser filha de Afrodite e um deles é a sedução. Minha voz saia e todos os garotos, inclusive aquele mocinho ali, foram atraídos por ela, prestando total atenção a minha presença no local. — Agora você vai me explicar tudinho, e me ajudar com a minha tarefa. Não vai? — lancei a ele meu melhor sorriso e houve uma confirmação apressada com vários movimentos de cabeça afirmando tudo que eu quisesse.

Segui com ele até uma área onde várias mudinhas estavam colocadas metodicamente a mesma distância umas das outras. Era bem contrastante se comparadas a parte viva e adulta dos campos. O garoto, que logo se apresentou como Otto, me explicou que eu podia ir regando as mudas até que ele pudesse me passar mais instruções. Achei a tarefa tranquila e bem fácil, peguei o regador das mãos dele e apesar de um pouco pesado e bem sujo de terra era fácil de manusear. Fui caminhando entre as fileiras de mudas enquanto deixava a água cair como uma suave chuvinha sobre as mudas. Aquele regador devia ser algum item mágico muito apreciado pelos filhos de Deméter porque a água parecia não acabar nunca. Então segui indo e voltando várias vezes e regando as plantinhas em meio a um leve cantarolar, até que Otto voltou e pegou o regador de mim. — O que mais? — perguntei curiosa e ele pegou meu braço e foi me guiando até uma outra área dos campos.

Não precisa correr tanto Otto, os morangos não vão fugir. — resmunguei quando ele quase me fez tropeçar e então estávamos finalmente em uma área que só tinha terra. Uma terra toda (aparentemente) remexida. — Cadê os morangos? — perguntei com uma curiosidade quase infantil e Otto me explicou que plantaríamos sementes ali, e eu seria sua ajudante. — Ta bom. — disse as duas palavras de uma forma demorada e quase prolongada demais, mas ele não pareceu notar que eu exitava em ter que botar a mão na terra, assim tão rápido. Ele me entregou alguns utensílios, entre eles um balde com uma mistura quase melequenta de terra e sei-lá-o-que, uma pá, um saco de sementes e um regador menor. Otto fez uma aula para mim, explicando como eu deveria fazer. Primeiro ele abriu um buraquinho na terra, mais ou menos duas pás, e misturou ali um pouco do conteúdo do balde. Depois que a terra estava adubada (e eu estava me concentrando em tudo menos na parte do adubo, pra não sair correndo, é claro) nós colocaríamos as sementes e depois era só regar com um pouco de água. É claro que era fácil e eu acabei aceitando a tarefa, não antes de fazer Otto ir buscar um par de luvas para mim, proteger minhas mãos era prioridade ainda mais com o adubo na jogada!

Quando terminamos de plantar todas as sementinhas Otto disse que eu estava dispensava, ao que tudo indicava naquele dia já havia gente o suficiente para colher morangos e eu não seria necessária lá. O que era uma pena, já que eu tinha a intenção de comer alguns moranguinhos enquanto aproveitava o ótimo odor dos Campos, eu até poderia ser feliz na colheita, mas com certeza não fui feita para trabalhar na terra, não mesmo. — Certo, então até a próxima Otto. — me despedi do garoto e segui para fora dos campos, não sem antes passar por onde a colheita estava sendo feita e roubar alguns de uma cesta de vime. Saí dali comendo os gorduchos, enormes e deliciosos morangos.




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