Bosque

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Bosque

Mensagem por Oliver A. DeVito Böhmer em Qua 27 Nov 2013 - 15:55

 Kendall era teimoso, tive que pedir para que ele parasse milhares de vezes. Mesmo estando machucado ele queria continuar, e aquilo já estava me irritando. Podia ver ele gemia em meio a alguns passos por conta da dor, até que ele se viu vencido pela minha insistência e parou, e se sentou perto de um tronco.

-- Até que fim ! – Exclamei – Escute, sei que você quer ir atrás dos seus amigos, eu também quero ir atrás dos meus, mas de nada vai adiantar se estivermos feridos. Entendeu? – Perguntei para ele, e ele fez que sim com a cabeça.

Dei uma rápida avaliada nele para ter uma noção da real situação em que ele estava. Assim como eu, ele estava bem sujo e sua fantasia tinha se reduzido a farrapos, mas pelo menos a roupa que ele escolheu tinha mais tecido do que  a minha.
Tenho que admitir que ele era forte, não só no sentindo físico, mas também na persistência. Tinha cortes nas mãos, pernas e braços além de arranhões no rosto e costas, isso sem falar na possível torção do pulso esquerdo, e mesmo assim ele andou por um longo caminho até finalmente parar para me escutar.

-- Vamos lá ! – Falei para mim mesmo respirando fundo.

Eu já tinha cuidado de feridos antes, mas era meio complicado me concentrar sabendo em tudo o que estava acontecendo a minha volta. Milhares de questionamentos surgiam na minha cabeça conforme eu permanecia de olhos fechados. Mais uma vez eu estava sendo testado, paciência não era uma das minhas melhores virtudes, mas por fim eu consegui fazer com que algumas plantas medicinais crescessem.
Usando a minha adaga e meus dentes eu rasguei a única manga da minha blusa que restava, fui até uma árvore próxima e peguei pedaços da sua casca rígida, pedi para que Kendall estendesse o seu pulso, e com cuidado o embalei, improvisando uma tala.
Cuidar dos cortes e ferimentos foi um pouco mais embaraçoso para mim, tive que pedir para o menino tirar a blusa, para que eu pudesse cuidar das suas costas. Tenho que assumir que percorri os olhos pelo o seu corpo quando ele fez, afinal não era algo que eu via com frequência.
A cena seguinte foi um pouco bizarra, eu insisti que Kendall não me olhasse fazendo aquilo, mas ele era teimoso demais para acatar as minhas regras. Tive de mastigar algumas das folhas para fazer compressas sobre as feridas maiores, principalmente às da perna. Eu estava sentado sobre os joelhos, enquanto ele ainda se apoiava no troco. Levei a minha mão a sua testa umas três vezes só para me certificar de que ele estava bem e não estava com febre.

-- Pronto, agora é só esperar um pouco, eu ainda não faço milagres. – Falei olhando para o garoto com um sorriso torto.  












Teimosinho


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Re: Bosque

Mensagem por Kendall Monartz em Qua 27 Nov 2013 - 16:26



WHAT? SHIRTLESS? REALLY?

As minhas feridas estavam realmente doendo, porém não queria parar. Almejava logo chegar à enfermaria do acampamento. Queria fechar todos os cortes e parar logo com o sangramento. Na verdade, não estava tão incomodado com a dor, e sim com a aparência que eu deveria estar. Sim... estranho para um filho de Ares pensar assim, mas eu não queria que ninguém percebesse que precisei de tantos ferimentos assim para derrotar aquelas duas criaturas.
 
Oliver insistia para parar, que ele trataria dos meus ferimentos. Sabia que ele era capaz, porém duvidava que seus dotes para isso seriam tão rápidos quanto Néctar e Ambrosia. Dei-me por vencido e parei para deixar o mesmo tomar conta de meus ferimentos.
 
O menino pediu para eu retirar a Couraça dourada, e assim fiz meio envergonhado e com certa relutância, deixando meu peitoral a amostra. Tinha medo de o rapaz tentar fazer algo e eu acabar deixando.
 
Oliver começou a cuidar dos meus ferimentos nas costas. Olhei por trás dos ombros para ver como ele estava, porém o mesmo pedia para eu não fazer isso, o que claro, ignorava completamente, e continuava a olhar.
 
 
Ele cuidou das maiorias das minhas feridas, pelo menos da maior parte do corpo. Já me sentia um pouco melhor, mas sabia que com aquilo daria para chegar à enfermaria e tratar mais profissionalmente as mesmas.
 
- Obrigado – falei e me levantei, chamando-o para voltar o caminho para sair do bosque. 

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Re: Bosque

Mensagem por Simon Chandler Donati em Sex 29 Nov 2013 - 21:08

Deixei meu vestido rodado cair perfeitamente sobre meu corpo, apenas passando as mãos para ajustá-lo a minha cintura. Me sentia mais calma e compreensível para com as pessoas, como se de repente uma vontade de amar todo mundo saísse de dentro do meu coração e mostrasse-se ao mundo em forma de abraços que distribuia para os outros filhos de Dionisio. Caminhando com passos curtos e silenciosos pelo bosque, apenas observava as outras pessoas que, por lá,  ousavam futucar todas as árvores e arbustos. Eu me perguntava por que eles faziam aquilo, mas a resposta apareceu bem plenamente ao meu ver, quando percebi um novato sendo atacado por um monstro. Puxei-o para atrás de um arbusto que logo havia me escondido e coloquei meu indicador em frente aos seus lábios,  esperando o sei lá o quê voltar até seu lugar original, os fundos e escuros fins do bosque. Empurrei o menino para a trilha de volta ao centro do acampamento e murmurei - Quiron prefere os novatos vivos, sabe? Deveria não morrer agora. Após o garoto correr, assustado, para o Acampamento, limpei minhas vestes e sai dali.
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Re: Bosque

Mensagem por Meryl Swart Hammerbolt em Sab 30 Nov 2013 - 21:20


We are proud of the
Love Club
Everything will glow for you

Espera, Baster! Espera! Ei! Para! Não come! — Brooke exclamava, e a cada palavra, puxava a corrente de aço que prendia o seu Cão Infernal com toda a sua força — que, diga-se de passagem, não era lá muito grande assim. Baster estava animado com o passeio e corria, enlouquecido, na frente da dona. Brooke tinha os cabelos levemente em pé, e as bochechas rosadas devido aos gritos que era obrigada a dar e ao esforço que estava fazendo. — Baster! — protestou. O Cão Infernal era três vezes maior que a garota, mas tão bobo quanto ela aos três anos. Ela achou que ter um Cão era legal, mas logo mudou de ideia. Eles comiam demais, faziam sujeira demais e, aquele em especial, era tão hiperativo quanto semideuses. Por causa disso, vivia preso na área de trás do chalé de Hades. Passear com ele era uma missão tão possível quanto caminhar até o lugar onde o sol nasce. Mas, por algum mistério da vida, Brooke resolvera dar uma chance para o seu cachorro naquele dia; aparentemente, fora um erro enorme. — Seu cachorro idiota! Pare com isso! — parecia que quanto mais ela chamava atenção dele, mais ele teimava. Por sorte, o Bosque estava vazio, e as poucas ninfas ali presentes logo se escondiam. Baster era realmente um terror em forma de cão. Ela puxou a corrente de aço — que havia conseguido com a monitora do chalé de Hermes; afinal, onde eles conseguiam todos esses objetos loucos e improváveis? — com força, e o Cão choramingou um pouco. — Oh, eu... — e então ele recomeçou a latir e correr, com a língua enorme para fora. — Seu nojento. — falou Brooke; Baster a ignorou, obviamente.

Brooke andou mais para dentro do Bosque antes de trazer Baster para perto de si. — Não vá muito longe, seu idiota. — falou, e assim que o soltou, ele saiu correndo. Brooke sabia que ele era o pior cachorro do mundo, mas o adorava mesmo assim. Brooke recolheu as correntes pesadas e arrastou-as consigo até um tronco, onde sentou-se. Ela respirou fundo, e enrugou a testa e o nariz. Sentia um cheiro absurdo de fumo. Brooke adorava cigarros. Amava fumar, e não ligava para nada que o cigarro podia trazer. Ela virou-se na direção de onde vinha a fumaça.

Havia uma garota loira atrás dao tronco. Ela tinha uma maquiagem pesada nos olhos, de um tom muito preto. Ela vestia roupas normais: camiseta do Acampamento Meio-Sangue e jenas velhas e rasgadas. Parecia querer passar o estereótipo de "roqueirinha revoltada". E conseguia. Brooke ficou olhando-a por um tempo, e depois fingiu tossir. — Hm, oi. — ela cumprimentou a garota loira. — Fumando escondida? Não se preocupe, não tem ninguém aqui. Pode vir pra cá. — a filha de Hades chamou.

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Re: Bosque

Mensagem por Zoey M. Ludwing em Seg 9 Dez 2013 - 19:55


And we'll never be royals
But every song's like gold teeth, grey goose, trippin' in the bathroom. Blood stains, ball gowns, trashin' the hotel room. We don't care, we're driving cadillacs in our dreams



Como eu gostaria de ser uma princesa. Ou simplesmente da realeza. Teria tudo, absolutamente tudo, sem me esforçar. Tudo seria tão fácil... mas como a vida não é um mar de rosas, eu sou uma semideusa. Normalmente a vida de uma semideusa não é tão boa quanto se parece. A vida de um semideus é conturbada, e onde quer que nós vamos, tem sempre um monstro a nossa espera, apenas esperando para nos devorar. Todos, menos um. Minha pequena quimera, Naomi, ainda era um filhotinho. Apesar de ser tecnicamente um monstro, era adorável e fofa, pelo menos por enquanto. Neste instante, a pequena escalava meus ombros fazendo alguns cortes, em meus braços e tentava pegar o cigarro em minha mão com a boca. 
- Saia, Naomi - Vociferei. A quimera guinchou amedrontada e correu para trás de uma árvore próxima. - Medrosa.

Foi então que notei que não era de mim que Naomi estava com medo. Dei um salto de susto quando ouvi a voz rouca e feminina atrás de mim. 
- Hm, oi. - Me virei rapidamente e me deparei com uma garota. Não a conhecia, mas seus profundos olhos sombrios e a pele pálida já entregavam qual era seu progenitor. Uma filha de Hades. Olhei para trás dela desconfiada. - Fumando escondida? Não se preocupe, não tem ninguém aqui. Pode vir pra cá. - Me levantei e passei as mãos na parte de trás da minha calça para limpa-la, pois estava sentada no chão. 
- Olá. - Sorri abertamente, mas ao mesmo tempo desconfiada. - Quer? - Estendi o braço, lhe oferecendo o cigarro.
Naomi saiu guinchando de trás da árvore e se enroscou em meus pés. - Você é mesmo medrosa.
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Re: Bosque

Mensagem por Convidado em Qua 11 Dez 2013 - 21:04

Till you had enough?
Let me show you how to really be happy...
Não sei explicar o que aconteceu, mas sai do chalé dos filhos de Hefesto um pouco instigado. Não entendia, mas parecia que parte de mim gritava por alguém ou parecia ir de encontro com algo desconhecido. Vi que andava pelo acampamento, realmente aquele lugar era bonito. Quando passava parte da semana com o Clark e Garry não deixava de ir ao fliperama torrar meus dracmas nos jogos antigos do lugar. Pensando nisso seria uma boa hora para jogar, não entendia o motivo exato de estar naquele lugar. Ajeitei minha camiseta cavada branca, minhas calças jeans estavam apertadas demais. Tentava esconder o desconforto sorrindo para as campistas que pareciam me olhar de olhos arregalados. Não entendi por que eles me olhavam como que se eu fosse um fantasma. Bom já que estou aqui. Indaguei entrando na loja de jogos. Falei com atendente que falou que parecia já ter me atendido. Então apontou para um moço que era idêntico a mim. Não acreditava no que estava diante dos meus olhos, ele depois de algum tempo sumido estava lá diante dos meus olhos. Saio dali segundos depois um pouco tonto.
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Re: Bosque

Mensagem por Maxine H. Grümmer em Qui 12 Dez 2013 - 15:20



After all, everybody's doing their time
O dia não começou tão interessante para mim, até o momento em que a bola foi fortemente arremessada para algum canto que eu não esperava gostar tanto depois de hoje. Teve início quando eu tive a brilhante ideia de ir jogar beisebol com meu irmão, Hunter. Sair um pouco dessa vida de semideus e treinos com armas brancas, para variar. Eu e meu meio-irmão trocamos as espadas e escudos por tacos de beisebol e luvas. Além de calças jeans e a camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue, eu utilizava minhas botas que costumeiramente calçava para os treinos, jaqueta jeans e o boné dos Los Angeles Dodgers. Caminhamos até um local amplo e próximo ao bosque para treinar arremessos e rebatidas. Quem começou com os arremessos fui eu, e eu joguei uma bola curta para Hunter, que não a rebateu para muito longe, pois a sua "vontade" de jogar era tanta que me dava até câncer. Usei todos os métodos de arremessos que eu conhecia: bola rápida, bola curta, bola curva, arremesso com giro e outros nomes que eu nem sabia denominar. Meu meio-irmão rebateu todas elas, porém com aquele mesmo ânimo matutino dele.

Poxa, Hunter! Vamos lá. — Falei, dando a luva de arremesso pra ele enquanto o mesmo me entregava o taco de ferro. — Você precisa de mais disposição. Tá muito vagabundo. Vamos! — Incentivei-o de um jeito que não serve para ele exatamente como uma motivação que ele consideraria boa. Fazendo graça, ajeitei o meu boné e girei o taco na mão direita, agarrando seu cabo menor com as duas mãos, me preparando diretamente para o rebate. Quando ele lançou a primeira bola, ela foi bem longe, e a cada arremesso eu me sentia bem mais revigorada. Rebatia a bola mais longe, até que Hunter ameaça parar de jogar caso tivesse que correr novamente para dentro do bosque para recolher o objeto. Revirei meus olhos e murmurei com um tom de rendição. — Tá, bebê chorão. Joga isso logo de uma vez. — Minha concordância não foi exatamente sobre não rebater a bola tão longe; só queria fazê-lo parar de reclamar e jogar um pouco. Por isso minha última rebatida foi ridiculamente longe, alguns campistas estavam saindo de seus chalés e indo para o pavilhão do refeitório, perigosamente perto da minha linha de tiro. Apontei com o taco para eles: — VOU MANDAR A BOLA PRA FORA DO PARQUE! — Posicionei-me novamente e arremessei a bola para longe quando meu irmão jogou. "Desisto!", ele exclamou, jogando a luva de beisebol na grama e indo direto pro chalé XIII, provavelmente para voltar a dormir antes dos treinos. Revirei os olhos e bufei, batendo o pé enquanto caminhava para o bosque, reclamando em castelhano outra vez. Nem pra ir buscar a bola outra vez antes de parar de jogar. — No lo soporto! — Quando cheguei ao ponto onde a bola deveria ter caído, não a achei. Gemi de frustração e bati o pé no chão, fazendo uma enorme birra. Lamentei. — Foi autografada pelo Alejandro Pena. Mas que droga! — Jogador de mil novecentos e oitenta e oito, minha época antes de me isolar no Cassino Lótus. Era uma relíquia, agora perdida.
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Re: Bosque

Mensagem por Azazel R. Capograssi em Qui 12 Dez 2013 - 15:29


Kolman estava distraído, caminhando com as mãos nos bolsos da calça enquanto passeava pelo bosque, não era bem um lugar muito apropriado para um passeio, mas o garoto gostava de ficar em locais vazios e geralmente sozinho, enquanto caminhava ouvia algumas poucas pessoas conversando em algum lugar por ali perto, estava tão distraído que apenas sentiu uma bola acertando-lhe a cabeça, o garoto tombou um passo e passou a mão pela testa sentindo arder. — De onde veio isso?! — Declarou o garoto procurando pelos lados o dono daquela bola, ou talvez dona, a pegou e caminhou com a mesma na mão, a analisando enquanto mantinha a mão em sua testa pelo ardor, até sentir o baque de um encontrão com alguém, o mesmo novamente voltou a tombar um passo para trás e ergueu a sobrancelha. — Er... Desculpa, estava distraído... Por acaso sabe se alguém perdeu uma bola? — Olhou para a garota com aparência 'sombria', era bonita, muito por sinal. Sentiu suas bochechas corarem levemente e respirou fundo mostrando a bola para a garota enquanto ainda mantinha a mão em sua testa, devido o encontrão havia machucado-a junto da testa da garota, não que ela tivesse uma testa grande, apenas se bateram e acabou por machucar mais.

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Re: Bosque

Mensagem por Maxine H. Grümmer em Qui 12 Dez 2013 - 15:53



After all, everybody's doing their time
No meio do meu momento PHN (um estágio avançado do ataque de PH, era a Pink Histeria Nervosa) enquanto dava um mega chilique ao invés de procurar a bola direito, acabei meio que caminhando em círculos, zig-zag e de um lado para o outro até que refreei a minha caminhada, porém não por vontade própria, e sim pelo fato de que outro corpo entrou no caminho e acabou batendo contra o sentido em que eu andava. A dor lancinante em minha testa foi imediata ao colidir com outra. — Ouch! — Esfreguei o local em que bati e cambaleei um pouco para trás. Pisquei bruscamente algumas vezes antes de focalizar a face do garoto e... Opaaaa, oi garoto! Reprimi um sorrisinho débil — Foi mal! — Lamentei, piscando mais algumas vezes para o rosto que não me era muito familiar; enquanto ele mostrava um objeto em sua mão, se desculpando e perguntando sobre alguém que tenha perdido... — Minha bola! — Falei para o mesmo, apontando para o objeto na mão do garoto, extremamente grata por alguém tê-la achado. — Onde achou ela? — Perguntei com um sorrisinho, controlando-me para não começar a saltitar onde eu estava parada. Nada de PH, Belle. Foco! Foco onde? Balancei um pouco a cabeça negativamente, recuperando-me da batida brusca que eu havia dado contra a testa do garoto, me sentindo completamente brusca e desatenta. Era sempre assim, aparecia um cara bonito e de algum modo eu acabava espantando o dito cujo, e desta vez eu fui inovadora, dando uma cabeçada no menino. Parabéns, Isabelle! Sua burra.
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Re: Bosque

Mensagem por Azazel R. Capograssi em Qui 12 Dez 2013 - 16:45


O garoto passou a mão pelo cabelo e tirou a mão da testa, deixando a mostra o roxo que deveria ter se formado em sua testa, por ter tido algo em atrito com ela duas vezes em apenas alguns minutos, ele respirou fundo e ergueu a mão com bola para a garota que logo a pegou. — Na verdade, ela que me encontrou, levei uma bolada na testa. — Ele falou com um leve sorriso no rosto, estava ainda observando a garota que parecia ter ficado embaraçada com a situação, então ele ergueu a mão em direção a ela. — Kolman. — Apresentou-se rapidamente enquanto voltava a por a mão na testa vez ou outra, pois ainda ardia e doía um pouco, ele passou a mão pelo cabelo os bagunçando e voltou a se perguntar como aquela garota havia conseguido jogar a bola tão longe a ponto de acerta-ló? Ergueu a sobrancelha e a fitou de forma indagante. — Como a sua bola voou tão longe? — Perguntou o jovem rapaz enquanto colocava as mãos nos bolsos da calça, logo apos Isabelle se apresentar, ele continuo então a olhar ao redor, já que o mesmo sempre se mantinha distraído e sempre observava a natureza, ainda mais quando era de dia, já que sua mãe era Íris.

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Re: Bosque

Mensagem por Maxine H. Grümmer em Qui 12 Dez 2013 - 17:14



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Depois de pegar a bola com o garoto, descubro que como se não bastasse eu tê-lo atingido com a minha própria cabeça, ele também cita ter sido acertado pela minha bola de beisebol. Provavelmente quando estava caindo por aqui. Minha boca ficou escancarada num enorme "O" de descrença enquanto dizia numa voz quase inaudível pelo meu embaraço: — Não brinca. — Cobri os meus olhos com a mão livre, logo após olhando para cima, desapontada com a minha própria falta de jeito. Comecei a me xingar mentalmente enquanto olhava para um ponto acima da cabeça do menino, tudo menos para ele, repassando todos os auto-xingamentos em castelhano e grego antigo que eu conhecia. Interrompendo a minha linha de pensamentos ofensivos, o garoto estende a mão em minha direção em modo de saudação. Olhei-a por um instante antes de aceitar o gesto, retribuindo o aperto de Kolman, que acabara de se apresentar. — Sou Isabelle. — Refreei o ímpeto de me apresentar como "Belle", afinal eram poucos que poderiam me chamar assim, e não recepcionava muito bem o fato de pessoas que eu acabara de conhecer me chamando pelo meu apelido. As únicas pessoas que me chamavam por essa abreviação de meu nome eram Hunter, Davos, e algumas amigas; como Izzy, Harmonia e Kristen. Interrompendo essa linha de raciocínio, eu já havia soltado a mão do menino e voltado o meu olhar para a bola autografada por Alejandro Pena, quando o garoto me olha de modo indagador enquanto pergunta como a bola voou tão distante. Senti um formigamento nas bochechas, e tentando esconder o rubor que provavelmente viria, comecei a girar o objeto em mãos enquanto meus cabelos caiam ao lado do rosto. Arqueei as sobrancelhas e dei de ombros. — Estava jogando beisebol com meu meio-irmão, rebati a bola e ela veio parar aqui... E na sua cabeça. — Quando senti o rubor passar, ousei olhar para o garoto, apenas para ver o vermelhidão em sua testa, causado pelos dois acidentes dos quais eu era culpada. Estendi a mão em direção a sua testa com um pouco de hesitação, parando por ali e apontando para a mesma, por fim franzindo o cenho antes de lamentar genuinamente pelos ferimentos que eu havia lhe causado. — Desculpe pelas lesões, eu sou meio desajeitada e machuco todo mundo por conta disso. Principalmente nos esportes.  — Apontei a esfera em minha mãe, dando ênfase na minha sentença.
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Re: Bosque

Mensagem por Azazel R. Capograssi em Qui 12 Dez 2013 - 22:31


O garoto ficou meio confuso enquanto observava a menina distraida, não sabia se ela estava embaraçada pelo fato de ter esbarrado nele, ou se tinha algo além disso, ele sorriu docemente quando a mesma se apresentou, ele pensou em falar o seu apelido a ela, mas não sabia se deveria. — Ah, se quiser pode chamar de Kol. — Aconselhei a ela, já que quando o chamavam de Kolman o garoto imaginava que alguém estava brigando com ele ou até mesmo o xingando, não sabia ao certo porque seu pai havia decidido o chamar deste jeito, e de acordo com sua mãe adotiva parece que foi por algum parente já falecido, ele não tentou pensar muito nisso e desviou o olhar para a garota. — Ah, entendi. — Ele abriu outro sorriso sincero e a garota permanecia parecendo envergonhada com toda a situação, ele percebeu um pouco do cabelo dela descer até o rosto da mesma, porém antes que pudesse fazer algo a garota ergueu a mão até o machucado dele, apenas apontando e e desculpando-se pelo ocorrido. — Não se preocupe, está tudo bem. — Manteve o sorriso doce no rosto e se atreveu a erguer a mão até o rosto dela, colocando calmamente o cabelo atras da orelha dela, o garoto voltou a por as mãos dentro dos bolsos depois disso e ficou a fitar o lugar, voltando novamente a olhar a menina. — A proposito, sou filho de Íris. — Ele ficou meio em duvida se dizia ou não aquilo, já que muitas pessoas tinham a mania de achar que filhos de Íris tinham tendencias ao homossexualismo, coisa que de fato, Kol não passava nem perto. Era tão homem, que estava observando atentamente Isabelle, não para mostrar que tinha interesses em garotas, mas por que o mesmo havia achado a garota linda e aquilo chamava sua atenção, sabia que não tinha chance com garotas como ela, mas sempre soube que poderia ter uma paixonite aguda por quem quisesse, em seus pensamentos, claro.

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Re: Bosque

Mensagem por Maxine H. Grümmer em Qui 12 Dez 2013 - 23:09



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Não sei se estaria à vontade o suficiente para chamar o garoto pelo apelido logo agora, mas assenti para o mesmo, em todo caso, se eu chegar a falar com ele uma próxima vez e desencadear uma amizade com ele; pode ser que eu tenha a oportunidade de chamá-lo de Kol. Ele dizia que estava tudo bem em relação a contusão que eu havia causado nele — duas vezes seguidas no mesmo lugar, porque eu sou inteligente desse jeito — o que não me tranquilizou muito, já que a marca em sua testa me dizia o contrário. Só que pra alguém que tinha corado quando me viu e havia acabado de se machucar, até que ele estava bem ousadinho para uma filha de Hades que ele acabou de conhecer — principalmente uma louca que quase vaporizou metade das pessoas que lhe aborreceram durante sua estadia no acampamento. Seu rosto não me é muito familiar, o que me levou a pensar que ele é novo aqui, por isso não sabe muito sobre a minha fama de estressadinha e completamente insana. Ele levou uma das mãos ao meu cabelo e colocara atrás de minha orelha. A única coisa que não fez com que eu empurrasse a mão dele para longe foi o fato de que desde que minha mãe morrera, eu nunca havia sido tratada com o mínimo de ternura desse tipo. E também levei em conta de que havia achado o menino interessante, por isso não havia arrancado a mão dele com a minha adaga de ferro estígio, que estava escondida em minha bota, coberta por uma bainha. Quando ele retirou a mão de minha mecha de cabelo, tentei reprimir mais um rubor e ajeitei o meu boné do time de beisebol, soltando um longo suspiro enquanto ele dizia ser filho de Íris. Normalmente, eu deixava as pessoas descobrirem o meu progenitor divino, porém nem todos conseguiam acertar. Guardei a bola de beisebol no bolso de minha jaqueta, larga o suficiente para se acomodar ali sem nenhuma dificuldade.

Sorri-lhe curtamente e olhei-o nos olhos, esperando alguma reação surpresa ou similares quando disse num tom um pouco soturno. — Meu progenitor divino é Hades. — Uma coisa estranha era dizer que era filha do deus do submundo, afinal ele nunca ficou próximo o suficiente ou agiu como pai para mim para que eu pudesse considerá-lo uma figura paterna. É claro que ele havia me reclamado e me dado um tipo de proteção, porém era o mínimo que podia fazer depois de ter me abandonado por quinze anos e me deixado a deriva num Cassino desde os anos 80. Não acompanhei as mudanças do mundo em minha volta e o direito de crescer normalmente foi tirado de mim. Fui obrigada a sair de Las Vegas sozinha e ver amigos que tentaram me trazer em segurança para um abrigo seguro para semideuses perecerem durante essa tentativa, sem durar dois dias ao meu lado. O garoto não devia entender a minha formalidade repentina no meio do diálogo, por isso tratei de explicar — Não gosto de pensar nele exatamente como um pai, prefiro chamar ele de doador do espermatozoide. Aí eu não falo que sou filha dele. Eu fui só consequência. — Dei de ombros, soltando um novo suspiro, exageradamente longo e teatral. Esqueci um pouco do quão dramática é minha vida e voltei a analisar o garoto. Nunca havia me interessado muito pelos campistas, ou pelo menos, não o suficiente para me preocupar em conhecer um pouco mais a pessoa. Inclinei a cabeça para o lado e suavizei a minha expressão carrancuda, ainda observando Kolman com genuíno interesse. — Você me parece novo aqui. Está gostando do acampamento? — Perguntei.
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Re: Bosque

Mensagem por Azazel R. Capograssi em Qui 12 Dez 2013 - 23:33


Ele ficou bastante inquieto com o silencio que a garota transmitia, já que o mesmo, apesar de ser bastante quieto, quando estava na presença de alguém sempre gostava de trocar palavras, mais do que de costume. Kolman passou a mão pelo cabelo e olhou para o céu, fixando seu olhar distraído no mesmo, estava bonito naquele dia. O garoto voltou então seu olhar distraído e perdido, para Isabelle. A garota alegou finalmente, ser prole de Hades, o que de fato deixou Kol um pouco espantado, pois em muitas vezes não imaginaria isso. Era apenas mais um ponto no quesito no qual sabia que jamais iria poder manter uma paixão secreta pela garota, além de a ter conhecido a minutos, também tinha o fato da mesma ser prole do deus do submundo, o que de fato era assustador para qualquer um que ouvisse isto. Ele apenas permaneceu com seu sorriso leve e doce nos lábios enquanto seu olhar estava distraído e totalmente direcionado para a jovem garota. — Hm... Que legal, não imaginava isso. — Então ele ergueu a sobrancelha e ficou pensando no que iria falar a seguir, porém a jovem garota voltou a explicar seu próprio ponto de vista, fazendo-o apenas ouvir, até não demorar muito nisso e o silencio voltar a pairar pelo ambiente, Kol ficou pensando mil vezes no que iria falar, mas a garota foi mais rápida e se pronunciou primeiro. — Sim, sou novo. E bom... Estou me acostumando aos poucos... E você? A quanto tempo aqui? — Deixando claro que estava devidamente interessado naquela conversa, ele voltou a por uma das mãos no bolso da calça e ficou com a outra repousada em sua testa sentindo ainda o leve ardor daquele machucado, não havia sido proposital, mas ainda assim estava dolorido. Voltou a retirar a mão da testa ao perceber que a garota o olhava, e voltou a passar atras da cabeça, tornando a bagunçar seus fios de cabelo. Demonstrando nervosismo perante a situação, ele pegou seu aparelho telefônico tentando se distrair e não olhar diretamente para os olhos da garota, porém como a educação era maior, ele olhava tanto para ela quando para o aparelho, alternando entre ambos. Os olhos da garota eram lindos, segundo a sua anotação feita no aparelho telefônico.

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Re: Bosque

Mensagem por Maxine H. Grümmer em Sex 13 Dez 2013 - 0:08



After all, everybody's doing their time
Kolman não poderia adivinhar qual deus era o meu pai nem se quisesse depois da reação que mostrara na entonação de sua voz, o próprio afirmara isso, apesar do sorriso relaxado no rosto. Ele também afirmara ser novo como eu suspeitara antes e eu assenti enquanto ele dizia estar na fase de adaptação. Sorri com sinceridade ao seu comentário. — Eu entendo, demora um pouco pra digerir as coisas. — Abracei meus próprios antebraços enquanto semicerrava os olhos, tentando recordar-me. A noção de tempo se tornou algo sempre suspeito e confuso para mim, desde que fiquei parada no tempo com a mesma idade por mais de vinte anos. Franzi o nariz para responder a sua pergunta depois que ele respondeu a minha. — Eu tô aqui faz uns meses, mas há muito tempo antes de chegar aqui eu já estava a par do que eu realmente era. — Kolman me ouvia atentamente, porém estava manifestando estar finalmente ciente da dor que as pancadas na cabeça haviam lhe causado, o que me fez morder o lábio para refrear o tremor de meu beiço e estampar extrema culpa pelo que havia feito. Ele percebeu o meu desconforto e tratou de disfarçar o ato de esfregar a testa, pegando algo do bolso e começar a vasculhar a sua superfície. Franzi um pouco o cenho, pois ele olhava para mim e olhava para o celular, o que me deixou curiosa para saber o que ele estava fazendo. Até que ao perceber o que ele tinha na mão, arregalei os olhos e prendi o ar. Celulares! Era uma coisa meio incomum na minha época e o avanço da tecnologia desde aqueles tempos não me permitia identificar um aparelho similar muito rapidamente. Não sabia se gritava com o garoto ou se chutava o celular da mão dele, porém no segundo que percebera no que ele mexia, falei com um tom um pouco atônito: — Meu Zeus, Kolman! — Apontei para o aparelho em sua mão, como se ele estivesse prestes a explodir. — Er... Ãhn... Um celular ou qualquer meio de comunicação eletrônico é um chamariz pra monstros! Mesmo dentro dos limites do Acampamento. — Engoli em seco, olhando para os lados, extremamente rígida enquanto olhava para os lados, esperando que ao menos um telquine aparecesse. Paranoica! — É praticamente igual a colocar um holofote néon pendurado no pescoço, dizendo: "hey, carne fresca e de graça, bicharada!" — Procurei por ciclopes no Google uma vez. Encontrei algo mais além de uma pesquisa.
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Re: Bosque

Mensagem por Azazel R. Capograssi em Sab 14 Dez 2013 - 19:25


O garoto estava quieto ainda mexendo em seu aparelho enquanto ouvia ela falar, a mesma alegou que estava ali a alguns meses, ele deu de ombros e permaneceu quieto enquanto a ouvia, até a mesma o assustar com um pequeno 'agito' pela forma como havia reagido perante o aparelho em sua mão, o garoto com o susto deixou o mesmo cai no chão, onde acidentalmente quase quebrou a tela, ele respirou fundo e olhou pra ela. — Não me assuste assim, Isabelle! É apenas um aparelho, mas certo, irei desliga-ló se isso lhe acalma. — Ele falou sorrindo calmamente enquanto abaixava-se para pegar o aparelho no chão, o limpou com a blusa e o guardou novamente no bolso, voltando a olhar para a menina apreensiva. — Hahaha, carne fresca! Você tem certeza que é filha de Hades? — Ele sorria pela forma como ela falava, apesar de em algumas vezes até aparentar ser assustadora, a garota tinha apenas o gene difícil, seu humor era variável, no momento o mesmo estava até que animado. Ele sorria observando-a com aquela aflição toda, se perguntava de que época ela deveria ser, alguns filhos de Hades acidentalmente são jogados pelo Cassino Lotus.

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Re: Bosque

Mensagem por Gabby Hoff. Fitzgerald em Seg 16 Dez 2013 - 11:59

Chego ali, pego Brooke pelo braço e ambas saímos dali.
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Re: Bosque

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Sex 3 Jan 2014 - 2:29



  Caminhei com Chris do chalé 12 até o bosque. A festa estava boa, mas ficar a sós com ela com certeza é mais agradável. E considerando que aquele era um dos únicos lugares tranquilos do acampamento, pensei que ela fosse gostar. Eu não queria adentrar muito da floresta, só achar um local pra sentar que fosse escondido o suficiente das harpias. Seguimos andando pela margem do rio, para assim impossibilitar de ficarmos perdidos, e o som me acalmava.
 Ao perceber que minha namorada andava com dificuldade entre as árvores e galhos eu ri e a peguei no colo. Não seria problema carrega-la em minhas costas, já estava acostumado com seus cumprimentos em forma de pulo. Segurei suas pernas e deixei a cabeça pender pra trás, podendo observá-la - Melhor? - perguntei sorrindo. Eu amava as expressões que ela fazia, como a que ela acabara de fazer. Ri e continuei andando até achar uma rocha que serviria de banco.
 Coloquei Chris sentada ali e me sentei ao seu lado, envolvendo seu ombro com meu braço em seguida. - Desculpe te arrancar da festa, precisava desse momento egoísta e ter você só pra mim. - falo sorrindo antes de beijar seus lábios.


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Re: Bosque

Mensagem por Christina R. Lockhart em Sex 3 Jan 2014 - 2:54



Segui de mãos dadas com Chaz até o destino que o garoto tinha em mente sem perguntar para onde estávamos indo. Gostava de ser surpreendida, assim como fui quando ele me colocou em suas costas, me carregando entre por entre as árvores - tudo porque havia inventado de usar salto. - Bem melhor - concordei apertando os lábios em uma careta, enquanto me segurava em seu ombro. Quando finalmente chegamos à lugar nenhum, Chaz me colocou sentada em uma pedra e se sentou ao meu lado, se desculpando por me roubar da festa. Sorri e retribui o beijo, passando a mão pelos cabelos de sua nuca, como sempre fazia. - Não se desculpe. Pode me ter só pra você quando quiser - disse sorrindo em seus lábios antes de lhe dar outro selinho. - Aliás, eu também já estava querendo sair de lá com você. É melhor quando estamos a sós - disse descendo os beijos pelo seu pescoço, afim de provoca-lo. Parei os beijos sorrindo, e olhei para trás, percebendo que a pedra onde estávamos era grande o suficiente. Encostei as costas na superfície da pedra, e puxei os ombros de Chaz para que fizesse o mesmo, se deitando do meu lado enquanto continuávamos de mãos dadas. Por incrível que pareça, o local era perfeito pelo simples fato de ficar em um espaço entre poucas árvores, o que permitia observar as estrelas. - E então. Sobre o que queria conversar? - perguntei ainda encarando o céu, enquanto apertava sua mão.

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Re: Bosque

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Sex 3 Jan 2014 - 3:22



Gostei de escutar que eu poderia tê-la quando quisesse, talvez esteja me tornando possessivo demais. E precisei me controlar com suas provocações e beijos, sendo salvo quando ela parou com seus carinhos pra se apoiar na rocha. Usei meu braço livre como travesseiro, apoiando minha cabeça nele assim que fui puxado pra deitar na pedra fria. Mesmo estando a noite, a claridade vinda da lua imperava, possibilitando que eu pudesse observar Chris olhando as estrelas. Incrível como eu não me importo de viver uma cena piegas desde que seja com ela. Puxei sua mão até meus lábios e beijei sua pele. - Sobre nada em específico. - respondi sua pergunta reprimindo um sorriso. - Te achei um pouco tensa na festa, não sei. É que eu percebi que me apaixonei por você sem saber de muitas coisas. Não sei como você gosta do seu café, como era sua vida antes do acampamento... Eu fico me perguntando o que se passa aí dentro. - falo me erguendo pra beijar sua testa e depois volto pra posição inicial. - Mas não precisamos conversar se não quiser, o silêncio também é bom. - continuo, fechando meus olhos. Notei que o álcool não estava mais fazendo efeito algum, o que era bom já que eu queria me lembrar disso no dia seguinte. 


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Re: Bosque

Mensagem por Christina R. Lockhart em Sex 3 Jan 2014 - 3:49



Sorri com as palavras de Chaz, inclinando a cabeça levemente para o lado, para observa-lo falar. - Não tava tensa coisa nenhuma - disse de forma bem humorada, como uma criança teimosa. Dei de ombros, e voltei a olhar para o céu enquanto o ouvia falar. - É estranho você dizer que sabe pouco de mim enquanto sei muito sobre você, senhor Charles Wittleston Moriarty - disse me virando novamente para olhar seus olhos, dando uma demonstração do quanto sabia dizendo seu nome completo. A forma com que ele disse que não sabia quase nada sobre mim me fez se sentir aquele tipo de pessoa reservada e misteriosa, o que era quase verdade, porque por mais que fosse alegre, divertida, espontânea e aberta com todos, poucos me conheciam de verdade, e nem eu mesma sabia o motivo disso. Mas sem dúvidas meu sobrenome dizia muito sobre mim. - Meu café eu prefiro Cappuccino com chocolate, mas isso não vem bem ao caso - ri - Estou no Acampamento desde os doze anos de idade. Desde então só vi minha mãe e meu padrasto três vezes, e me pergunto quando os verei de novo. Minha mãe era sustentada pelo meu padrasto escritor, e provavelmente é até hoje. Desde que cheguei e percebi como funciona as coisas por aqui, tentei me destacar e consegui, mas meu pai aqui parece nem percebe que eu existo - disse dando de ombros, porque depois de anos aprendi a não me importar com aquilo. Observei Chaz nos olhos, e ele ouvia atentamente o que eu dizia com expressão séria. Não me lembrava de ter contado sobre a minha vida a ninguém desde que me lembro, e só então percebi quão boa era a sensação de ser ouvida. Suspirei e voltei meu corpo, ficando de lado sob a pedra enquanto continuava a olhar nos olhos de Chaz. - E sobre a festa... Sei lá, sobre todos esses boatos de Hera, não estou com um bom pressentimento - admiti. Talvez tivesse guardado muita coisa pra mim mesma, porque notei que aquela conversa que tinha tudo para ser romântica tinha se tornado um desabafo. Ri para descontrair e levei meus lábios até os de Chaz, deixando um selinho ali. - Sua vez - disse com os olhinhos piscando de curiosidade.

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Re: Bosque

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Sex 3 Jan 2014 - 4:19



Escutei atentamente suas palavras, observando com cautela seu rosto enquanto ela falava. Não recebi a quantidade de detalhes que esperava, mas estava agradecido por ela ter me contado sua história. Eu sei que estar longe de casa dói, falar sobre isso mais ainda. Por mais interessante que seja a vida no acampamento, as vezes mais parece uma prisão. O modo como ela falou acabou me deixou preocupado, xinguei-me internamente por ter trago um assunto a tona que ela provavelmente não queria desenterrar.
- Sabe, eu concordo que você conseguiu se destacar... mas considerando critérios diferentes. - sorri malicioso, tentando distraí-la. Puxei-a pra mais perto, abraçando-a, e apoiando a cabeça dela no meu peito. Beijei seus cabelos antes de continuar a falar. - Obrigado por me contar. E quanto ao boato de Hera... Bem, todos sabem que isso vai dar merda. - disse rindo sem humor. Eu estava paranoico com essa fofoca, talvez fosse melhor mudar de assunto.
- E a senhorita disse que sabe muito sobre mim, então por que não me conta minha vida? - falo erguendo as sobrancelhas, desafiando-a. 


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Re: Bosque

Mensagem por Christina R. Lockhart em Sex 3 Jan 2014 - 4:40



Percebi pelo tom sem graça de Chaz que ele havia se arrependido de tocar no assunto, e que eu provavelmente eu tinha passado a impressão errada quanto minha relação com a minha família. Sorri e retribui o abraço, passando os braços em volta de seu tronco enquanto ele beijava meus cabelos. - Hey, está tudo bem, não me importo de falar da minha vida pessoal. Não me incomodo mais ou me importo com a falta de atenção que eles me dão. Só estava esperando alguém interessado em me ouvir. E estou feliz que se interessou - sorri observando-o. Por incrível que pareça, aquele simples gesto dele me fez ama-lo ainda mais. Ergui o rosto para lhe dar outro selinho antes de apoiar a cabeça ali em seu ombro, bem perto do seu rosto. - E sobre a merda que vai dar essa história toda... Tenho medo de te perder de alguma forma - admiti com um suspiro ao lembrar de um incidente envolvendo uma ilha e uma vadia imortal que me deixou traumatizada quanto à isso. Afastei tais pensamentos com um sorriso, mudando de posição novamente. Apoiei as mãos no peito de Chaz e apoiei meu queixo sobre elas, observando-o de frente. - Vejamos... Sei que morava em San Diego com a sua vó. Você comentou aquele dia em que estava me ensinando a surfar, lembra? - disse sorrindo, me lembrando do dia. - Mas não sei uns detalhes, como por exeplo, como chegou aqui, o que aconteceu com a sua mãe... Se já teve outras namoradas... - perguntei de forma bem humorada, sem transparecer o quanto era possessiva. Chaz não estava pronto para conhecer esse meu lado.

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Re: Bosque

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Sex 3 Jan 2014 - 5:26



 Respirei aliviado ao saber que ela não tinha problemas em falar comigo sobre o assunto. Quanto mais eu descobria sobre ela, mais interessado eu ficava. Fiquei alisando suas costas com as pontas dos dedos, ouvindo-a falar. Ao escutar que ela tinha medo de me perder no futuro dos boatos, enruguei a testa e a encarei por alguns segundos. - Não precisa se preocupar, nós vamos ficar bem não importa o que aconteça. - disse confiante. A imagem de um Zeus fritando campistas com seu raio mestre atrás do filho de Hera me veio a mente. Eu obviamente sou exagerado, mas sei que sou capaz de protegê-la se for preciso. Ninguém vai perder ninguém.
 Abandonei minha digressão quando Chris retornou a falar. Contudo, sua pose apoiando o queixo nas mãos a fez parecer tão delicada e indefesa que a paranoia voltou. E se algo realmente ruim acontecesse? Espantei esses pensamente me concentrando em suas palavras. Eu nem me lembrava de ter falado sobre a minha avó naquele dia. Sorri em resposta a sua animação e resolvi colaborar.
 - Acho que cheguei aqui como todo mundo: um sátiro me trouxe. Ele era nosso vizinho, eu o conhecia desde criança. - sorri ao lembrar do meu bom amigo com pernas de bode. - E eu não tenho notícias da minha mãe há mais de dez anos. Ela foi embora assim que meu pai parou de me visitar. Mas eu era muito pequeno, não me lembro bem. - esbocei um sorriso fraco antes de continuar. Era a primeira vez que eu falava sobre isso com alguém, escutar essas palavras saindo da minha boca tinha uma sensação estranha. Como se eu fosse engasgar ou sufocar. - Claro que eu  já tive outras namoradas! - disse rindo pra mudar de assunto - Mas não precisa ficar com ciúmes porque nunca senti por nenhuma delas o que sinto por você. - complementei sincero. Segurei em seu queixo, fazendo com que ela viesse até mais perto, e beijei sua boca com calma assim que ela se aproximou o suficiente. - Não sei se devo perguntar sobre os seus exs. Minha lista de assassinatos é muito grande? - disse brincando para esconder a curiosidade. 

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Re: Bosque

Mensagem por Zoey M. Ludwing em Sex 3 Jan 2014 - 15:48

Saio dali.
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