Bosque

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Bosque

Mensagem por Oliver A. DeVito Böhmer em Qua 27 Nov 2013 - 15:55

Relembrando a primeira mensagem :

 Kendall era teimoso, tive que pedir para que ele parasse milhares de vezes. Mesmo estando machucado ele queria continuar, e aquilo já estava me irritando. Podia ver ele gemia em meio a alguns passos por conta da dor, até que ele se viu vencido pela minha insistência e parou, e se sentou perto de um tronco.

-- Até que fim ! – Exclamei – Escute, sei que você quer ir atrás dos seus amigos, eu também quero ir atrás dos meus, mas de nada vai adiantar se estivermos feridos. Entendeu? – Perguntei para ele, e ele fez que sim com a cabeça.

Dei uma rápida avaliada nele para ter uma noção da real situação em que ele estava. Assim como eu, ele estava bem sujo e sua fantasia tinha se reduzido a farrapos, mas pelo menos a roupa que ele escolheu tinha mais tecido do que  a minha.
Tenho que admitir que ele era forte, não só no sentindo físico, mas também na persistência. Tinha cortes nas mãos, pernas e braços além de arranhões no rosto e costas, isso sem falar na possível torção do pulso esquerdo, e mesmo assim ele andou por um longo caminho até finalmente parar para me escutar.

-- Vamos lá ! – Falei para mim mesmo respirando fundo.

Eu já tinha cuidado de feridos antes, mas era meio complicado me concentrar sabendo em tudo o que estava acontecendo a minha volta. Milhares de questionamentos surgiam na minha cabeça conforme eu permanecia de olhos fechados. Mais uma vez eu estava sendo testado, paciência não era uma das minhas melhores virtudes, mas por fim eu consegui fazer com que algumas plantas medicinais crescessem.
Usando a minha adaga e meus dentes eu rasguei a única manga da minha blusa que restava, fui até uma árvore próxima e peguei pedaços da sua casca rígida, pedi para que Kendall estendesse o seu pulso, e com cuidado o embalei, improvisando uma tala.
Cuidar dos cortes e ferimentos foi um pouco mais embaraçoso para mim, tive que pedir para o menino tirar a blusa, para que eu pudesse cuidar das suas costas. Tenho que assumir que percorri os olhos pelo o seu corpo quando ele fez, afinal não era algo que eu via com frequência.
A cena seguinte foi um pouco bizarra, eu insisti que Kendall não me olhasse fazendo aquilo, mas ele era teimoso demais para acatar as minhas regras. Tive de mastigar algumas das folhas para fazer compressas sobre as feridas maiores, principalmente às da perna. Eu estava sentado sobre os joelhos, enquanto ele ainda se apoiava no troco. Levei a minha mão a sua testa umas três vezes só para me certificar de que ele estava bem e não estava com febre.

-- Pronto, agora é só esperar um pouco, eu ainda não faço milagres. – Falei olhando para o garoto com um sorriso torto.  












Teimosinho


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Re: Bosque

Mensagem por Clarie Brückner Learmonth em Seg 13 Jan 2014 - 15:07

After a dream...
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O vento estava incrivelmente veloz, a brisa que normalmente pairava pelo acampamento não estava ali, apenas um turbilhão que fazia a folhagem levantar. Meus passos estavam rápidos, mal conseguia respirar direito. Era verdade, toda a especulação anterior sobre Hera ter tido um filho, sobre sua infidelidade ou não a Zeus, inclusive esse deveria ser o motivo pelo qual Hera manteve esse assunto em extremo sigilo, Zeus deveria estar disposto a matar aquela criança a qualquer custo. Será que aquela menina que estava a minha espera era essa tal criança? Ajeitei desajeitadamente o cabelo tentando manter lateralmente à esquerda, mas aquela ventania o fazia voltar ao normal esvoaçado.  Praguejei em francês, precisava me concentrar, mas espera, estou na direção certa?

Acho que já entrei nessa trilha de terra antes, ou será que era uma igual? Mes dieux! Não poderia estar perdida agora, não nesse estado, precisava correr ou alguém poderia encontrar a menina. Mas como irei saber que é ela? “Ela está desacordada sua anta.” Minha mente me reprimia, estava confusa, não sabia exatamente o que fazer. E se algum outro campista a reconhecesse? Hera foi especifica ao dizer que eu a reconheceria, mas ela não a mim, sua memória deveria ter sido tirada pela deusa. – Estou contando com você. – A voz da olimpiana ressoava em minha mente como em um pedido e ao mesmo tempo ordenança.

Meus olhos vasculhavam cada canto do bosque na medida em que o adentrava. Procurava por alguém que a principio tão pouco sabia como era, poderia ser qualquer uma menina que Hera tinha deixado ali. Respirei fundo relaxando os ombros, “foco, foco, foco”, repetia em minha mente. De repente meu corpo parou, logo a frente um corpo estava recostado em uma arvore, só podia ser ela. Corri, meus cabelos ricocheteando no ar bagunçados. Caí ajoelhada ao seu lado. – Mon dieu, ne peut pas. – Exclamei ao notar que a conhecia, de longe para dizer a verdade, na semana diplomática ela estava aqui, ela era pretora do Acampamento Júpiter. Por Zeus, os gregos iriam querer matá-la, está ai o porquê de Hera querer que cuide dela. – Vamos acorde. – Sussurrava ao pegar a menina nos braços, sentando deixo seu corpo deitar sobre minhas pernas flexionadas. Alisei seu rosto que tinha uma expressão calma, dormia serenamente, coloquei um dos cachos da menina para trás. – Ér... acho que seu nome é Amanda, ou será Alexis? Não, não. É Ashley. Isso mesmo. – Mordisquei meu lábio inferior ainda indecisa. – Venez sur Ashley, suite. – Um grande defeito meu, nervosa começa a falar em francês como se todo mundo soubesse falar. De repente os olhos dela se abriram, aquelas íris azuis brilhante me fitaram confusa. – Graças a Zeus, você acordou. – Abracei seu corpo instintivamente. – Ér... desculpa. – Corei por um breve momento, a menina permanecia intacta, e aqueles olhos estavam me deixando hipnotizada.


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Re: Bosque

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Seg 13 Jan 2014 - 17:03

I'm waking up, I feel it in my bones
Tudo estava tão calmo, a minha mente não tinha nada a não ser a imagem de um retrato. Aquilo deveria ser certo? Porque eu não conseguia me lembrar de nada? Porque tudo estava tão calmo? Será que eu estava morta, mas nunca havia ouvido falar que morte roubava as nossas memórias e se eu morri... Era como se eu soubesse o que deveria continuar a pensar, mas minha mente imediatamente bloqueou a tentativa de relembrar alguma coisa relacionado à aquilo. A imagem do retrato apareceu novamente em minha mente, um mulher bonita abraçada com um homem grande e musculoso, ao mesmo tempo em que os dois não pareciam ter nada em comum, formavam um lindo casal. A barriga da mulher tinha uma leve inclinação, como se... Como se estivesse esperando uma criança em seu ventre. Aos poucos tudo começou a ficar escuro e uma voz me invadiu, não, ela não invadiu, ela veio de fora, uma voz doce e carinhosa que me chamava. A voz chamava por meu nome, Ashley, sim, aquele era o meu nome, então alguém me conhecia, talvez eu realmente não estivesse morta. A duvida ainda de como minha mente estava tão vazia estava fixa no tópico de coisas as serem desvendas. A voz me chamou mais uma vez, a voz era tão reconfortante, queria conhecer a dona daquele som maravilhoso. Abri os meus olhos calmamente e a claridade do dia me cegou fazendo com que eu voltasse a fechar os meus olhos. Os abri novamente e encarei um par de olhos ainda mais penetrantes, que parecia conhecer todos os meus segredos. Mas aquilo era engraçado, eu não me lembrava de conhecer aquela mulher de lugar algum, mas ela, ela me tratava como se já tivesse me visto ao menos uma vez na vida.

- Você... Você me conhece? Onde eu estou? - Perguntei olhando em volta, estava em uma espécie de bosque, mas o que eu estava fazendo ali, e como fui parar ali não tinha a mínima ideia ou melhor, lembrança. Na verdade eu não lembrava de nada a não ser do retrato e de meu próprio nome. Percebi que estava no colo da menina e me levantei se afastando da mesma, não sabia quem ela era e o que ela queria comigo. Tateei as minhas roupas a procura de alguma coisa, mas não encontrei nada, eu estava usando uma calça jeans e uma camiseta roxa escrita 'SPQR', o que ela queria dizer eu não fazia a mínima ideia. No meu ante-braço encontrei uma tatuagem de duas espadas se cruzando e mais dez barra ao lado dela, o que diabos aquilo estava fazendo no meu braço eu também não fazia ideia. Por último encontrei um anel no meu dedo do meio, mas sequer tinha uma lembrança sobre ele. Voltei a encarar a menina que me observava curiosa, não sabia o motivo, mas algo me dizia que eu não deveria estar ali e que deveria ficar o mais longe possível daquela garota. - Você sabe o meu nome, o que sabe sobre mim? - Assim que perguntei isso uma forte dor cortou a minha cabeça e caí no chão gemendo, era como se eu não devesse fazer mais perguntas, mas eu queria saber, queria saber bem mais do que apenas o meu nome. Escutei sons vindo do sul, vozes, o que significava que havia mais pessoas ali, encarei mais uma vez a menina e engoli em seco, o que diabos esta acontecendo ali?

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Re: Bosque

Mensagem por Christina R. Lockhart em Seg 13 Jan 2014 - 18:14

when the days are cold and the cards all fold
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Todos os dias eu tinha a sensação de que o mundo conspirava contra mim e tudo o que fazia, como se uma força da natureza dissesse “Tudo vai dar errado na vida dessa garota”. Isso era só uma suposição, mas naquele dia em questão minhas suspeitas se confirmaram. Havia passado a noite no chalé de Chaz, numa tentativa de me distrair e afastar sonhos ruins, o que no final deu certo. Acordei um pouco mais tarde do que o normal, o que era aceitável já que só acabei dormindo de fato depois das cinco da manhã. Estranhei o fato de estar sozinha na cama, já que Chaz parecia tão cansado quanto eu, como acordaria cedo? Provavelmente tinha se levantado para treinar, já que ele estava um pouco obcecado com treinos desde que os boatos da cria de Hera se tornaram mais fortes - ou era só impressão minha. Me levantei preguiçosamente, porque apesar do clima e cheiro agradável de maresia que o chalé emanava, eu ainda havia dormido pouco. Peguei a primeira camiseta do Chaz que vi pela frente e vesti afim não queria ser vista por ai de pijama - sem falar que adorava vestir camisetas dele, então não teria tanta pressa para trocar de roupa e provavelmente passaria o dia inteiro daquele jeito. Ajeitei os cabelos e deixei o chalé a fim de escovar os dentes no meu chalé, tomar café e ocupar meu tempo com algo útil.

As poucas horas que me restavam da manhã se passaram sem surpresas. Após o café ajudei alguns irmãos novatos no treinamento e estava me preparando psicologicamente para começar uma faxina no chalé doze, já que a inspeção de chalés se aproximava, e ninguém queria tomar banho de água fria. Um fato estranho da manhã foi que não vi Chaz o dia inteiro, e ele não era difícil de achar. Ao contrário de mim, que era baixinha e se perdia facilmente em meio a multidão, Chaz era alto e fácil de encontrar, o que me permitia pular em suas costas do nada e assim - tentar - surpreende-lo. Caminhei por todo o Acampamento a procura de meu namorado, e para minha estranheza, nem mesmo seus amigos haviam o visto. Estava disposta a sair pelo Acampamento num carrinho de Golfe com um megafone gritando seu nome, se tivéssemos um carrinho de Golfe e um megafone.

Depois de quase uma hora e meia perambulando a sua procura, estava desistindo. O tempo havia sido o suficiente para criar coragem e dar inicio a faxina, e hora ou outra ele tinha que aparecer. Certo, mas valia a pena dar mais uma olhada básica pelo Bosque, lamentando pelo Acampamento não ter um carrinho de Golfe - tinha que me lembrar de sugerir isso na próxima reunião de Conselheiros com Quíron. De repente enquanto caminhava, fui surpreendida pro Clarie, uma amiga filha de Atena, que praticamente pulou em cima de mim pedindo ajuda. - Clar? O que aconteceu? - perguntei espantada. A menina parecia nervosa, talvez tão nervosa quanto eu estava, porque misturava inglês e francês enquanto falava e consequentemente eu não entendia quase nada. Ela dizia algo sobre ter encontrado uma menina romana e que não sabia o que fazer, mas que era para mim manter em segredo. - Clar, desculpa, eu estou meio ocupada procurando Chaz, que não o vi o dia todo. Aliás, você o viu por... aqui - de repente meus olhos encontraram a menina de cabelos pretos encostada em baixo de uma árvore, e a ficha finalmente caiu. - Santo Dionísio, Clarie! Ela é romana! O que ela está fazendo aqui? Isso não pode ser bom! - comecei a tagarelar.  Me sentei próxima da menina romana, examinando suas expressões vazias enquanto Clarie tentava explicar que ela simplesmente surgiu, sem memória e que aquilo tinha algo a ver com Hera. De repente, todos os pontos se encaixaram, e minha boca se abriu numa expressão do horror e desespero. - Mas se ela está aqui, o Chaz deve... Não é possível! - me levantei exasperada - Eu vou lá atrás dele!

Clarie era inteligente, havia entendido o que minhas poucas palavras desenfreadas queriam dizer, e logo me puxou pelos ombros, forçando-me a me sentar, dizendo que eu não poderia fazer aquilo. - Está tudo bem, eu tenho alguns amigos lá, posso entrar sem ser vista! - argumentei tentando afastar os braços da filha de Atena para que me deixasse levantar. Clarie então começou a argumentar que não era racional eu fazer isso nesse tempo de guerras e confusões, ou seria morta, e a única coisa que eu ouvia e entendia era o risco de Chaz ser morto enquanto eu não podia fazer nada.
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Re: Bosque

Mensagem por Clarie Brückner Learmonth em Ter 14 Jan 2014 - 17:24

After a dream...
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Uma onda de nervosismo me acometeu, porque raios aquilo tinha que acontecer logo comigo? Eu não sabia reagir sobre pressão, e aquilo chegava a ser demais para mim. Mas as palavras de Hera ainda soavam em minha cabeça e isso me perturbava. A morena estava confusa, mas como não estar já que se encontrava em um lugar irreconhecível? – Vous... Você está em um acampamento Ashley, e está tout bien, fica calma. – Balançava as mãos a frente da menina que de repente se afastou acuada. – Eu não irei te fazer mal, estou aqui para ajudar. - Tentava me acalmar para não continuar a falar em um francês para a menina que tão pouco o conhecia. Droga, eu estava ficando louca já. Ao mesmo tempo em que a menina se analisava estava eu a analisar também, suas vestimentas definitivamente eram de uma romana. Mes dieux, o que Hera queria com tudo aquilo? Ashley por algum motivo sentiu uma dor que a fez se contorcer bem a minha frente, ajoelhei-me novamente bem próximo a ela levando minha mão a sua cabeça. – Calme, não se esforce a nada. – Ela me olhou com aqueles grandes olhos azuis de apreensão, estava tentando ao máximo parecer amigável a ela.

Algumas vozes e passos me fizeram acordar do pequeno tempo em que me mantive hipnotizada por ela. – Não saia daí. – Ordenei calmamente para a menina enquanto levantava e me colocava a frente, apurando a audição para poder sentir de onde viria tais passos. Se fosse algum filho de Ares estaríamos perdidas, não estava com nenhuma arma ali, quanto estúpida fui ao sair feito um vendaval sem ao menos pegar algo para nos proteger. Flexionei meus joelhos pronta para atacar quem quer que fosse ali e implorando aos deuses que não fosse alguma prole do deus da guerra. Então uma cabeleira loira que eu bem conhecia apareceu, saltei para abraçá-la. Era Christina, uma amiga filha de Dionísio. – Mes dieux, que bom que é vous. – Separei-me do abraço e comecei a me enrolar nas palavras, gesticulava e falava em francês para a loira que estava confusa. A menina se aproximou de Ashley com um espanto e a romana tão pouco expressou algo a mais a não ser espanto. – Precisamos ajudar ela Chris, eu não sei exatamente o que fazer Hera simplesmente apareceu e... Não! Você não vai atrás do Chaz, está maluca? Se aqui é perigoso para Ashley sei que lá também será perigoso para ele. E não, eu me recuso a perder você. – Minhas palavras saíam rápidas, mas meu inglês estava o mais impecável, quando se esta mais calma tudo é possível. Forcei Christina a se sentar, mas sem dúvida a cabeça dela estava longe, mais precisamente no Acampamento Júpiter.

Voltei-me para Ashley sorrindo, tentar parecer calma e racional nesse momento era o certo a se fazer, talvez ser filha de Atena tenha a ver com isso, parar, pensar e depois agir. Não fazer nada por impulso. – Vous... Você está bem? A dor passou? – Ajoelhei-me novamente a seu lado encostando a mão em sua testa, colocando um cacho para o lado. – Suis Clarie, e não se confunda com o meu inglês mal dito, ainda é complicado para mim. – Sorri amistosamente levando minhas mãos aos meus cabelos, colocando-os de lado para melhor observar a menina. Virei-me para Christina que estava logo ao lado. – O que faço agora? Por Zeus, não conte sobre ela para ninguém, ou Hera se revoltará. Preciso ajudá-la é só isso que sei Chris. - Meus olhos pairavam por Ashley avaliando se por algum acaso ela estaria machucada. Respirei fundo, mantendo uma calma que não me existia na verdade. O que seria desse acampamento dali pra frente? Como os demais campistas reagiriam a uma romana ali e ainda mais... Ao sumiço de Chaz.


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Re: Bosque

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Qui 16 Jan 2014 - 14:00

I'm waking up, I feel it in my bones
A menina que eu não sabia o nome olhou na mesma direção de onde eu havia escutado a aproximação e pediu que eu ficasse no lugar. Enquanto a observava se afastar tentei reunir a maior quantidade possível de informação que eu consegui até aquele momento. Meu nome era Ashley e eu estava em um Acampamento, mas provavelmente eu não deveria estar naquele Acampamento. A garota queria me ajudar, porém eu não tinha certeza se deveria confiar totalmente em uma desconhecida que me conhecia. Aquilo estava ficando tão estranho que eu queria sair correndo dali naquele mesmo momento, mas ia esperar mais um pouco para descobrir mais. Outra coisa que havia percebido era que meus sentidos eram muito bons, conseguia escutar as coisas com clareza mesmo que estivessem longe de mim, além disso sentia o cheiro estranho naquele lugar. Alguns cheiros eram conhecidos, mas nenhum pouco agradáveis, como se toda vez que eu encontrasse o portador daquele odor tivesse eliminado a criatura. Respirei fundo e olhei para cima, por quanto tampo aquele negócio continuaria? Eu só... Só queria voltar para a minha casa, mas sera que eu tinha uma casa para voltar? Sera que naquele momento alguém havia percebido o meu sumiço e estava vindo me buscar? Algo me dizia que sim, e que eu devia voltar para eles, aquele lugar não era o "meu" lugar, sim, eu pertencia a um mundo diferente, disso agora eu tinha certeza.

Recuei um pouco encostando-me totalmente na árvore quando a menina voltou com outra garota, percebi que ambas usavam a mesma camiseta laranja escrita "Acampamento Meio-Sangue", provavelmente era a camiseta do Acampamento em que me encontrava. A menina que se auto apresentou como Clarie se agachou ao meu lado relando em meu rosto, aquele gesto me fez sentir um calafrio. Enquanto ela conversava com a outra garota fiquei quieta apenas prestando atenção no que elas diziam, para ver se conseguia saber mais alguma coisa. Zeus... Hera... Alguma coisa me dizia que aqueles nomes estavam errados, e porque alguém mandaria cuidar de mim, isso queria dizer que alguém sabia sobre a minha perda de memória. Engoli em seco e afastei a mão da menina para lá, me levantei e dei alguns passos para o lado oposto dos dela, estava cansada daquilo, queria sair dali logo. - Eu não sei o que querem comigo, mas me deixem em paz, eu cansei dessa brincadeira e quero voltar para o lugar de onde vim. Não sou burra, nem surda e nem cega, mesmo que esteja sem a minha memória. - Me encostei novamente ao tronco quando senti uma tontura, estava totalmente exausta e nem havia me movimentado tanto assim. - Sei que não deveria estar aqui e você também não deveria estar aqui. - Falei com a respiração cada vez mais cansada apontando para a loira. - Não preciso da ajuda de vocês, vou encontrar o caminho sozinha pra ir embora desse lugar. Não confio em nenhuma das duas, por Júpiter que dor... - Cai no chão quando a dor da barreira em minha mente me invadiu de novo. Estava odiando aquelas dores, tudo que eu tentava lembrar era barrado por aquela dor, quando eu estava chegando mais perto de lembrar de algo. Podia estar sem memória, mas sabia que o corpo aprendia com o passar do ano, e quando uma coisa não cheira bem, é melhor cair fora.

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Re: Bosque

Mensagem por Christina R. Lockhart em Sex 17 Jan 2014 - 2:36

when the days are cold and the cards are fold
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Estava tão ocupada pensando em coisas horríveis que poderiam estar acontecendo com meu namorado naquele momento, que nem mesmo percebi quando a romana dirigiu a palavra a mim. Eu não conseguia parar quieta, eu precisava fazer alguma coisa, eu precisava procurar ajuda, precisava saber se Chaz estava bem e precisava traze-lo de volta de onde quer que estivesse. Revirei os olhos enquanto Clarie tentava colocar algum juízo em minha cabeça, e estava ficando difícil prestar atenção em seus sermões, seus pedidos de ajuda, nas palavras sem sentidos que a outra garota falava e em meus próprios pensamentos. - Você tem razão, ela precisa de ajuda - disse a Clarie, ignorando a menina que resmungava - até então não tinha percebido que ela parecia estar sofrendo de fortes dores. - Vou chamar o Quíron e ele saberá o que fazer! - disse me colocando de pé, mas Clarie me puxou novamente, pedindo para que eu não contasse sobre a romana. - Mas... Tudo bem. Céus, ela parece estar morrendo de dores. Faça ela vestir uma camiseta do Acampamento Meio-Sangue, esconda essa tatuagem e leve ela até a enfermaria. Se perguntarem, diga que ela é nova, indefinida e chegou sem memória - disse, tendo um plano melhor do que uma filha de Atena apavorada poderia bolar, afinal, ser conselheiras era essas coisas como salvar o mundo de vez em quando. De repente, a menina gritou, visivelmente irritada não só por sentir dor mas também por ser ignorada, pois Clarie e eu conversávamos sobre ela como se ela não estivesse ali. - Olha, estamos nos arriscando pra te ajudar, então se eu fosse você fechava a boca e cooperava! - gritei me voltando para a romana, visivelmente alterada e sem paciência. Aquela situação toda estava alterando meu humor drasticamente, e eu podia sentir a "Chris-sempre-de-bem-com-a-vida" sumir. Suspirei tentando colocar meus pensamentos no lugar, me culpando por descontar a frustração do sentimento de insuficiência na garota sem memória. Não conseguia me imaginar de em seu lugar mas tinha ideia que deveria ser angustiante não se lembrar do passado, e esperava que Chaz não estivesse sendo tratado da mesma forma que eu estava tratando a romana - contando que estivesse também sem memória. - Olha, me desculpa tá? Eu não sou assim, só não estou num bom dia. Sinto muito por ter perdido a memória, mas entenda que só queremos te ajudar - suspirei. Nesse momento, observei atentamente a expressão da menina e notei que ela não era estranha para mim. Eu me lembrava dela na Semana Diplomática, ela era a garota que havia ajudado a salvar várias pessoas após o ataque do titã, e se não me engano ela era pretora. "Holy shit!". Agora tudo fazia sentido, contando com os boatos de que Hera havia surgido na festa após o caos. Toda aquela confusão e o envolvimento da rainha do Olimpo fazia um certo sentido, como peças de um mesmo quebra cabeça desmontado. Só precisava juntar as peças e tentar entender o que Hera queria com tudo aquilo. - Clarie, ela é a Pretora do Acampamento! Isso não é nada bom! - disse assustada. A menina fez uma careta, perguntando o que era, aparentemente não entendendo a palavra "Pretora". Mordi o lábio, tentando pensar no que fazer caso mais alguém a reconhecesse. - Coloque um boné nela para sair e ir a Enfermaria, amarre o cabelo na cara, qualquer coisa - dei de ombros. Aquela não era nem de longe uma boa ideia, mas era o melhor que eu podia pensar sob pressão. - Preciso ir até Quíron e perguntar o que devo fazer sobre o desaparecimento do Chaz - disse com um nó na garganta, percebendo o quanto doía ouvir aquelas palavras saindo da minha boca. Clarie me mandou um olhar nervoso e apreensivo ao mesmo tempo. - Não se preocupe, não vou contar sobre ela - prometi, e Clarie pareceu ficar aliviada. - Tenho que ir. Boa sorte - disse forçando um sorriso simpático e confiante para ambas, antes de sair dali correndo em direção a casa grande, pensando numa desculpa para justificar a Quíron o porque achava que Chaz estava no Acampamento Júpiter, sem revelar a presença da romana sem memória ali.
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Re: Bosque

Mensagem por Clarie Brückner Learmonth em Ter 21 Jan 2014 - 21:34

After a dream...
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O temor começava a me rondar, o fato de Christina ter sido cooperativa e prestativa não queria dizer que os demais campistas também o seriam. Ainda mais a julgar pelos filhos de Ares e até mesmo meus irmãos que estavam com os romanos presos na garganta depois da semana diplomática, e deixar Ashley ali, sem proteção ou ajuda não era minha intenção. E se o fizesse creio que Hera me fulminaria em segundos. Ouvi atentamente o que Christina falava, mesmo que algumas coisas fossem o blá blá blá de sempre, o drama dela ter perdido o Chaz parecia ser maior do que uma eminente guerra que os romanos estabeleceriam contra nosso acampamento por ter “raptado” sua pretora. E aquela garota já estava começando a tirar minha paciência tanto quanto a da filha de Dionísio, estávamos ali tentando a ajudar. Apenas.
Christina rapidamente se afastou de nós a caminho da casa grande, se bem que eu não poderia fazer o mesmo e aquilo me deixava agoniada. Ao me lembrar das palavras da loira, me pareceu uma boa ideia retirar a romana dali. — Então, para inicio de conversa só quero te ajudar, então não me fuzile ou me mate por isso. — Respirei fundo fincando o pé no chão. — E sim, você está em um acampamento para semideuses, você é uma grande guerreira por sinal. — Sorri ao me lembrar das situações em que eu a vi de longe. — Mas por enquanto apenas isso precisa saber e não se esforce, por favor. Tudo vai ficar bem. — A menina simplesmente protestava, até mesmo contra sua dor de cabeça que parecia infernizá-la.

Precisava levá-la para a enfermaria, as dores só parecera piorar com a lembrança de falar em Júpiter, o que eu ainda não tinha decorado se era Zeus ou Poseidon para os romanos. Dei de ombros e me ajoelhei em sua direção, caída no chão ela não poderia fugir dali. Sorri para a menina e então levantei meus braços para retirar a camisa laranja do acampamento. E para alegria da humanidade eu não estava só de sutiã, uma regata preta era o que sempre usava em baixo da camisa do acampamento. Ajeitei os cabelos graciosamente e me virei para ela esticando a camisa em sua direção. — Precisamos cuidar dessas suas dores, então vista minha camisa e vamos para a enfermaria. — Ordenei, mesmo que receosa para com a resposta da menina. — Vamos lá, eu já te disse que vim te ajudar, coopera, por favor, Ashley. — Revirei os olhos e me sentei com as pernas esticadas a minha frente. Estava exausta já daquela brincadeira de “não quero ajuda”, Hera que me perdoe, mas se continuar creio que até mesmo eu irei matá-la. Quem me dera poder ir a Quíron e ajeitar as coisas, e no momento estava sendo a pior filha de Atena do universo, não conseguia nem sequer pensar racionalmente e tentar solucionar as coisas. Apenas permanecia ali, parada, a olhando como quem tenta decifrar as emoções da romana, se tinha uma coisa que eu não queria era ter que forçá-la a fazer alguma coisa, mesmo que talvez fosse necessário. Respirei fundo "1, 2, 3, continue contando, 4, 5, 6..."


ps: sorry, post pequeno e sem inspiração, tentei mor ç.ç

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Re: Bosque

Mensagem por Artie Lankford Carroll em Seg 27 Jan 2014 - 21:12


Sabia que não era o certo o que eu estava fazendo. Era apenas um garoto ali, parado, sem fazer nada. O anti-socialismo a altamente treinado e a auto-estima baixa me estava me puxando para um mundo preto, de onde só havia um item, que sentia, depois de um tempo, que era bastante importante, a cama de meu chalé. É algo completamente chato, ser apenas um garoto quieto que não procura diversão ou adrenalina. Andar seria uma coisa excelente naquele momento, mesmo que sozinho, conhecer os locais no acampamento, e quem sabe um milagre de se esbarrar com alguém, tudo nessa vida é esquisito. Estava no Chalé, pensando, eu não parecia mesmo ser um Filho de Ares, observar os meus irmãos e irmãs, fazendo coisas que são dignas dele, me deixa um pouco invejoso e zangado, mas talvez esse seria o verdadeiro motivo, de eu ser um filho dele. — Talvez fosse melhor eu- — Interrompi a frase eu mesmo, saindo do chalé de Ares com rapidez, apenas seguindo o que meus pés queriam.

Depois de algum tempo caminhando, meus pés já cansavam, mas ao parar, e observar o lugar, sabia que estava no local perfeito, era um Bosque, sempre adorava encostas minhas costas em uma árvore, fechar os olhos e ficar em silêncio, era algo agradável e maravilhoso. Respirei fundo, e me aproximei de uma árvore qualquer que estava por ali, encostei minhas costas na mesma, e sentei, reparando que caiam folhas sobre meu corpo, apenas fechei meus olhos, e fiquei em silêncio.
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Re: Bosque

Mensagem por Artie Lankford Carroll em Qua 29 Jan 2014 - 16:31

Saio dali.
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Re: Bosque

Mensagem por Ashley Bradshaw O'Niel em Qui 30 Jan 2014 - 16:59

I'm waking up, I feel it in my bones
Fiquei quieta apenas a encarando enquanto ela tirava a sua camiseta e me dava, pelo visto não gostariam que eu estivesse usando a minha camiseta roxa como fosse uma declaração de inimizade ou provavelmente o símbolo de onde eu havia saído. Desviei o meu olhar para o lado sentindo a minha bochecha se esquentar sem ao menos saber o motivo, ela era uma menina não era? Quando voltei o meu olhar ela estava com uma regata, o que fazia com que toda a minha vergonha súbita fosse desnecessária. Peguei a camiseta e e então retirei a minha roxa, notei que a textura dela era bem diferente da laranja da menina, pareciam iguais, mas a minha era bem mais resistente. Isso se provou quando eu tentei rasgar uma borda dela e ela se endureceu do nada como se fosse aço. Não queria deixá-la nem nada, por isso a dobrei com cuidado até se tornar bem pequena e coloquei em meu bolso, em seguida peguei a camiseta laranja e a coloquei. Quando voltei o meu olhar para a menina percebi que ela estava me olhando, engoli em seco e só então percebi que estava até aquele momento só com um top preto, pelo visto eu não era muito chegada no feminismo. Me coloquei de pé com a cabeça ainda latejando e com a ajuda da Claire e respirei fundo, tentaria deixar de lado aquela desconfiança que tanto estava sentindo pela menina e iria cooperar, até conseguir as minhas memórias de volta e conseguir sair daquele lugar. De preferência queria que isso acontecesse bem rápido, não conseguia ficar mais um minuto sequer naquele lugar, mas bem, se todas as meninas fossem bonitas como a que estava me ajudando, talvez eu pudesse ficar um tempinho a mais.

- Obrigada por me ajudar, quer dizer, eu não sou uma completa idiota ou ingrata como deve estar pensando. - Murmurei enquanto caminhávamos por dentro das árvores, enquanto ela me guiava, percebi que estava tentando evitar os locais com aglomeração de pessoas. Conseguia saber disso por causa que escutava as vozes e as presença dos outros, o que fazia meus sentidos se tornarem cada vez mais aguçado como se eu dependesse sempre deles. Suspirei e então me voltei para a menina. - Você não deve fazer ideia de como tudo isso é confuso, acordar sem memória e em um local que você tem certeza de que não deveria estar, embora seja familiar. Tem como me explicar o que é esse Acampamento? Meu nariz esta sentindo tantos cheiros familiares que isso incomoda, além do mais porque consigo identificar esses cheiros tão bem? Isso é estranho, sem contar que você e aquela garota loira parecem me conhecer. - Quando terminei de falar notei a expressão de espanto na face da garota, como se eu tivesse despejado um monte de coisa em cima dela, o que literalmente eu havia feito. - Me desculpa, de verdade, como eu disse, ainda é tudo muito confuso pra mim. - Respirei fundo e forcei um sorriso de canto apenas para parecer amigável, algo que eu não parecia nenhum pouco com aquela tatuagem no braço, que aliás a loira havia dito para eu esconder. Continuamos então a caminhar em direção à tal enfermaria.

OFF: Continuação dos posts da enfermaria. (Acompanhantes da Trama)

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Re: Bosque

Mensagem por Azazel R. Capograssi em Dom 2 Fev 2014 - 17:58





Saio dali com Isabelle.
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Re: Bosque

Mensagem por John Ethan McBride em Qui 20 Fev 2014 - 16:03


O-M-G, that's a fucking dragon!

Levara algum tempo, mas John finalmente estava começando a se acostumar à rotina do acampamento. Ok que praticamente ainda não aparecia em nenhum treino, além das forjas, mas a vivência no acampamento já lhe parecia cada vez menos estranha e mais natural. Estava ali há pouco mais de duas semanas, mas já começava a parecer que vivia naquele lugar há anos. Os caminhos, as pessoas, a vida ali, tudo já lhe parecia familiar e natural. Passava a maior parte de seus dias nas forjas, onde aprendia tudo o que podia com seus meio-irmãos e irmãs, e o restante do tempo fugia dos demais treinos. Não que ele não gostasse dos outros treinos, mas... Ok, ele não gostava dos outros treinos. Era uma negação com arco e flecha, se sentia estranho segurando uma espada e não poderia usar uma lança nem se sua vida dependesse disso - e um dia provavelmente dependeria. Mas isso não queria dizer que não estava progredindo de forma alguma, e já podia começar a reparar a diferença desde que se mudara para o acampamento. Estava mais sério, menos brincalhão e debochado, e seu pessimismo também suavizara um pouco. Seu corpo também mudara, estava mais forte e musculoso, mais ciente de seus movimentos e mais firme. Provavelmente se voltasse para casa naquele dia, sua mãe o estranharia.

Estava retornando das forjas para o chalé, pensando justamente em como mudara nos últimos dias, quando lhe aconteceu a coisa mais estranha até então. Um movimento nos arbustos na margem do bosque chamou a atenção do garoto, rápido, mas o bastante para lhe despertar a curiosidade. Até poucos dias atrás, seu primeiro instinto seria se virar e fugir, escapar de qualquer forma do desconhecido, mas seu breve treinamento no acampamento já fazia diferença. Esticou o braço lentamente até a mochila que trazia no ombro, abrindo-a e fechando a mão com força em torno de um cabo metálico - o cabo da adaga que consertara em seu primeiro dia no acampamento. Desceu a mochila do ombro com cuidado, depositando-a em silêncio no chão, e com a maior cautela que tinha, aproximou-se de onde vira o movimento. A mão ia levemente esticada na frente do corpo, empunhando a adaga. Pequenas espirais de fumaça começaram a subir da área onde vira o movimento, aguçando ainda mais sua curiosidade. Ao se aproximar ele levou a mão desocupada para o arbusto, puxando-o para o lado e revelando a coisa mais estranha que vira desde que se mudara para o acampamento. Uma espécie de criatura metálica, e não qualquer criatura - um dragão.

A criatura estava deitada no chão do bosque, em um pequeno círculo de plantas queimadas, e fumaça espiralava de suas narinas. Seu corpo era formado por uma estrutura metálica, e John já passara tempo suficiente nas forjas para reconhecer aquele metal amarelado - bronze. Seu corpo era liso, um trabalho perfeito em metal, com margens limpas e precisas nas juntas de metal. John sorriu, quase não acreditando no que via, e deu um pequeno passo para dentro da pequena clareira que se formara ao redor do animal, ajoelhando-se na frente dele.

- Olá amiguinho, como você veio parar aqui? Os olhos de John passavam por todo o corpo do animal, tentando absorver o máximo de informação possível. A criatura provavelmente não passava de cinquenta centímetros, e sua cabeça era pequena em proporção ao corpo, que era longo e delgado. Longos pedaços de metal encontravam-se dobrados sobre suas costas, provavelmente as asas, e as longas patas terminavam em garras afiadas. Um pensamento bobo passou pela cabeça de John, e ele esticou a mão para ver se o animal tinha uma plaquinha de identificação. O dragão recuou e um som metálico surgiu em seu peito e ecoou em sua boca. Os fios de fumaça engrossaram, e seus olhos - vermelhos, como os dos robôs de brinquedo que John tivera quando criança -, indicavam a reação de um animal acuado.

- Calma, calma, eu não vou te machucar. Não vou te machucar... John falava em um tom reconfortante e calmo, tentando reassegurar o animal. O dragão inclinou a cabeça para o lado, emitindo pequenos sons de engrenagens se movendo, e fitou seus olhos em John. Como uma câmera entrando em foco, seus olhos se moveram como se tentassem focalizar a imagem de John. Então, de uma hora para a outra, o ruído em seu peito cessou, assim como a fumaça. O animal esticou seu pescoço e aproximou o focinho da mão de John, farejando-a com cuidado. Como se tivesse aprovado o que farejara, ele aproximou-se ainda mais e encostou a cabeça na palma da mão do menino, como se pedisse carinho. John riu.

- Estou seguro, então? Decidiu que não sou o jantar? O dragão moveu a cabeça, emitindo mais ruídos de engrenagens, e afastou ligeiramente a cabeça de John, dando-lhe uma pequena mordida na ponta dos dedos. Mesmo com os longos dedos afiados o animal não chegou a machucá-lo, e parecia mais uma mordida carinhosa. O dragão se levantou, e em um movimento rápido se lançou na perna de John, escalando seu corpo até subir em seu ombro. John riu, e um pequeno movimento lhe chamou a atenção. Não é que o dragão tinha uma plaquinha de identificação? John segurou-a entre os dedos, virando-a levemente para poder ler a inscrição.

"Para compensar os quinze presentes de aniversário atrasados. Parabéns, John.
H."

"H"? Seria Hefesto? "Daarh, quem mais seria? Hera é que não me enviaria um presente, muito menos Hermes - principalmente depois do tanto que reclamei do chalé... John não conseguia acreditar, mas parecia ser verdade. Seu pai lhe enviara aquele dragão como um presente. - É isso mesmo, meu pai que te enviou? O dragão inclinou a cabeça, focando seus olhos avermelhados em John, como se não entendesse lhufas do que ele estava falando - e provavelmente não entendia mesmo. - Bom, não importa... E não importava mesmo. Não importava de onde o dragão viera, se fora um presente de seu pai ou não, o que importava é que estava com ele agora. Não sentia como se fosse "dono" do dragão, pois ele parecia incomum demais para ser como um cachorro, que tem dono, mas ao mesmo tempo sabia que havia a ligação.

- Vamos, vamos conhecer o chalé. Talvez alguém me ajude a escolher um nome para você... O dragão emitiu outro ruído, mordiscando a orelha de John. - Ok, ok, e alguma coisa para comer também. Mas o que é que dragões de metal comem?, se perguntou enquanto pegava sua mochila do chão e se afastava dali, com o dragão pendurado em seu ombro.

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Re: Bosque

Mensagem por Alexis H. Malkovich em Qua 2 Abr 2014 - 15:30

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Admito que depois do meu encontro com Alicia - minha nova irmã gêmea que estava perdida no mundo – não conseguia parar de pensar em família. Seria possivel realmente ter uma completa depois de tanto tempo? Será que minha mãe estava viva? Alicia não falou exatamente, até mesmo porque me pareceu hostil em algumas partes. Dei de ombros, não precisava saber de tudo agora, não agora. Meus passos quebravam alguns galho e adorava ouvir aquele som, definitivamente não puxei nada de Ares, ao contrário de minha irmã. Sorri ao sentir o frescor do fim de tarde, queria realmente poder compartilhar de tudo isso com aqueles que futuramente seriam meus amigos, mas por hora era só eu. Depois de tempos andando a noite começava a cair e com ela minha barriga roncava implorando por comida, saí do bosque correndo em direção ao pavilhão de refeições, sem duvida já deveria estar na hora de comer, tomara que estivesse. 
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Re: Bosque

Mensagem por Artie Lankford Carroll em Sex 11 Jul 2014 - 22:02


Sabia que não era o certo o que eu estava fazendo. Era apenas um garoto ali, parado, sem fazer nada. O anti-socialismo a altamente treinado e a auto-estima baixa me estava me puxando para um mundo preto, de onde só havia um item, que sentia, depois de um tempo, que era bastante importante, a cama de meu chalé. É algo completamente chato, ser apenas um garoto quieto que não procura diversão ou adrenalina. Andar seria uma coisa excelente naquele momento, mesmo que sozinho, conhecer os locais no acampamento, e quem sabe um milagre de se esbarrar com alguém, tudo nessa vida é esquisito. Estava no Chalé, pensando, eu não parecia mesmo ser um Filho de Ares, observar os meus irmãos e irmãs, fazendo coisas que são dignas dele, me deixa um pouco invejoso e zangado, mas talvez esse seria o verdadeiro motivo, de eu ser um filho dele. — Talvez fosse melhor eu- — Interrompi a frase eu mesmo, saindo do chalé de Ares com rapidez, apenas seguindo o que meus pés queriam. Depois de algum tempo caminhando, meus pés já cansavam, mas ao parar, e observar o lugar, sabia que estava no local perfeito, era um Bosque, sempre adorava encostas minhas costas em uma árvore, fechar os olhos e ficar em silêncio, era algo agradável e maravilhoso. Respirei fundo, e me aproximei de uma árvore qualquer que estava por ali, encostei minhas costas na mesma, e sentei, reparando que caiam folhas sobre meu corpo, apenas fechei meus olhos, e fiquei em silêncio. Mas depois de um tempo, decidi sair dali e voltar para o meu chalé novamente.
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Re: Bosque

Mensagem por Christina R. Lockhart em Seg 10 Nov 2014 - 21:18

Era uma tarde ensolarada quando caminhei em direção ao bosque com algumas flores na mão. Ali, em uma parte mais isolada entre as árvores havia um espaço onde campistas e heróis falecidos eram enterrados, onde jazia minha irmã Sephira e ex-conselheira do Chalé de Dionísio. Nunca nos demos bem - longa história, mas resumidamente, ela não aceitava que eu era melhor para o chalé doze. Ela foi morta por Cronos na última guerra, quando titãs invadiram o acampamento, e desde então eu ia ali todos os anos prestar minhas condolências, já que ninguém mais ia.

Caminhei em passos discretos até seu túmulo e suspirei. Não havia muito o que dizer, mas eu tinha que dizer alguma coisa, porque sabia que seja lá onde estivesse, Tartaro ou Elísios - provavelmente Tártaro -, ela estaria me ouvindo. - Olá irmãzinha - suspirei - Bom... Esteja lá onde estiver, espero que você esteja bem. Todo mundo sente sua falta, assim como eu. O chalé continua o mesmo, tudo está bem, eu continuo linda, diva e uma conselheira muito melhor que você. Queria que estivesse viva para ver o meu reinado - suspirei novamente e joguei as flores de qualquer jeito.

Depois de alguns segundos, foi inevitável soltar um riso para a minha própria atuação. - Quem eu estou querendo enganar?! Você sabe que eu te odeio e que só to aqui porque mais ninguém se lembra de você - eu ri - Eu continuo linda, diva, uma conselheira melhor que você, e não, ninguém sente sua falta - finalizei com um sorriso confiante. - Bom... aproveite a morte! - finalizei e dei as costas, na intenção de voltar pelo caminho de onde vim, mas me contive quando tive uma ideia melhor. Sorri maliciosa, olhei ao redor para me certificar de que não havia ninguém. "Porque não?", pensei antes de subir sobre o túmulo sem fazer cerimônia e começar a dançar e rebolar ao som de Crown on the ground, que tocava em minha mente. Ao fim da música, desci dali e dei uma última olhada no túmulo. - Que pena que não posso te enterrar de novo - fiz uma careta. - Bom... até o ano que vem, vagabunda - sorri, antes de voltar a caminhar por onde vim.
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Re: Bosque

Mensagem por Allie Lankford Carroll em Seg 10 Nov 2014 - 21:29

O acampamento meio-sangue era o último lugar que eu queria ir, mas devido a minha linda mãe ausente, era isso ou o reformatório, a vadia havia conseguido me jogar dentro de um internato pelo ano letivo inteiro, essa era a hora de pedir ao papai alguma ajuda, pelo menos para me livrar dela. Como de costume eu procurei o lugar mais calmo para me comunicar com Ares, o lugar onde os semideuses eram enterrados quando mortos.

Me ajoelhei atrás de uma árvore, acendi um isqueiro e montei uma pequena fogueira ali, pouco a pouco eu ia jogando os cheetos no fogo, um sacrifício porcamente útil. - Mas então né pai, eu sei que o senhor deve estar com bastante orgulho de mim, afinal, passei um ano sem arrumar problemas na escola e nem reclamei muito quando a Doroty me enfiou naquele internado... Mas eu vou fazer dezoito daqui a alguns meses e não pretendo depender da vadia pelo resto da vida eu só te peço iss... - não pude completar a minha "oração", alguém despejava todo o seu ódio e rancor em um dos falecidos campistas. Revirei os olhos, pisei na fogueira e fui em direção a loira.

- Pelo visto não vão escrever amada filha e irmã na lápide da Sephira de novo, ein Chris. - Eu nunca me dei bem com Christina, aquela garota era tão parecida comigo que me dava nojo, e isso só acirrava a competição entre nós. Ela porém parecia levar esse negócio de dona do mundo bem mais a sério que eu, que me contentava com uma rave bem feita e alguns litros de bebida. [b] - Ahn qual foi, faz mais de um ano que ela morreu, supera. Eu sei que bem no fundo ela era sua irmã preferida. - Provoquei com um meio sorriso nos lábios.
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Re: Bosque

Mensagem por Christina R. Lockhart em Seg 10 Nov 2014 - 21:43

Por um segundo meu coração foi até a boca ao ouvir uma voz que vinha de trás de mim, e por um miléssimo de segundo acreditei que a própria falecida havia surgido do nada pra dizer Oi pessoalmente. Levei a mão até o peito num pulo e respirei fundo ao perceber que se tratava apenas de Allie, filha de de Ares e velha coleguinha. Que diabos ela estaria fazendo ali? Boa coisa não podia ser.

- Ahn! Não, isso não fazia parte das muitas qualidades de Sephira - sorri irônica disfarçando o susto, me aproximando da menina ruiva - Não se preocupe, estou bem, um dia eu supero - ri com desdém. - Aliás, quanto tempo Allie! Por onde esteve? O que tem feito, além de espiar as pessoas no meio de arbustos? Também prestando suas condolências aos mortos? - cruzei os braços e ergui as sobrancelhas numa expressão de interesse, junto de um sorriso simpático, esperando que a ruiva respondesse.
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Re: Bosque

Mensagem por Allie Lankford Carroll em Seg 10 Nov 2014 - 21:51

Falsidade era o sobrenome preferido da loirinha, sorte a minha que sarcasmo era o meu. Botei minha mão junto ao peito e fingi uma cara de espanto. - Sério?! Mal tinha percebido que você estava ai. Perdeu uns quilinhos nesse ano ein, nem parece a porquinha gorda do verão passado. - Meu sorriso era tão convincente que qualquer um poderia jurar que eu não fazia de propósito, mas Christina era especialista em tipos como eu, assim como eu era especialista em tipos como ela.

- Condolências? Que nada, só estou implorando ao meu pai pra me livrar da porca da minha mãe. - Isso sim era algo que eu não escondia, metade do acampamento sabia que eu pouco me fodia para a situação financeira da minha família. Eu tinha uma boa poupança e ações que ganhei de Ares assim que fiz quinze anos, sem contar o trabalho de modelo, não precisava de Doroty para absolutamente nada... A não ser é claro que eu precisasse de um novo peso de porta para o meu chalé, mãe empalhada botaria bastante medo nos filhos de Hermes.
[/b]
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Re: Bosque

Mensagem por Christina R. Lockhart em Seg 10 Nov 2014 - 22:05

Allie conseguia despertar o meu pior e me fazer agir como uma garotinha popular no ensino médio - tipo de atitude que eu já tinha superado há muito tempo, mais fazer o que. Dei de ombros para suas insinuações sem fundamento sobre o meu peso, já que sempre fui atlética.  - Você viu como as coisas mudam? Você também está bem, nem parece a vagabunda rodada que era ano passado! - sorri devolvendo o elogio, lembrando dos velhos tempos. Allie definitivamente tinha um passado escuro com alguns escândalos, como a maioria das garotas ali, e eu definitivamente sabia o que ela havia feito no verão passado.

- Aposto que não teve resposta - comentei observando o pacote de cheetos na sua mão. A menos que Ares tivesse péssimo gosto com oferendas, o máximo que ela conseguiria com aquilo era invocar uma alma penada. - Toma, tenta isso aqui - disse enquanto retirava um litro de vodka da bolsa. Tomei um longo gole de depois passei para a menina ruiva. - Considere um presente de boas vindas - dei de ombros.
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Re: Bosque

Mensagem por Allie Lankford Carroll em Seg 10 Nov 2014 - 22:18

Se havia algo que não fazia diferença nenhuma na minha vida era acusações sobre o meu passado. Fiz muita merda nas festas que davamos no acampamento, sendo elas legais ou ilegais, e apesar de ter feito isso com a mente de uma garota de 15 anos, sempre estive completamente lúcida, não era algo para se envergonhar, tais lembranças me deixavam com saudades. - Não fale como se não tivesse do meu lado na maioria das vezes que íamos a festas, Tinny. - Deixei que a minha voz afinasse alguns tons e fiz cara de inocente.

Vi ela tomar alguns goles da vodka e soltei uma risada gostosa. - É incrível como você ainda comete a burrada de derrubar vodka. Eu posso ser tudo, menos louca de correr o risco de entrar em coma alcoolico. - Peguei a garrafa com uma das mãos e tomei um gole com cautela, eu sempre fui uma das poucas que sabia beber, e talvez a única do nosso grupinho que nunca saiu desmaiando ou vomitando pelo acampamento em noitadas. - Ares odeia quando eu bebo, ele fala que eu tenho potencial de mais para ficar estragando o meu corpo assim, mas quem liga? Sobra mais para nós. - Dei de ombros e joguei o pacote de cheetos em cima do túmulo de Sephira, vai que... Né?
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Re: Bosque

Mensagem por Christina R. Lockhart em Seg 10 Nov 2014 - 22:36

- Pois é, bons tempos... Precisamos revive-los qualquer dia - fiz uma careta para a sua afirmação sobre o passado. Realmente foram bons tempos. Noites intermináveis em festas, pegação e bebidas no conhecido chalés 69 me renderam boas lembranças e segredos que eu jamais admitira. Mas aquilo era passado. No atual momento eu era uma conselheira exemplar e muito diferente que quem era, em todos os sentidos possíveis. Ainda assim era estranho como Allie era cautelosa quanto a bebida. Coma alcoólico? Para uma filha de Dionísio? Por favor, faça me rir.

Soltei um risinho ao ver a garota colocar o pacote de cheetos sobre o túmulo de Sephira. - Se queria jogar fora o salgadinho fora, podia pelo menos jogar no túmulo de alguém que merecesse - dei uma risadinha antes do meu bom senso alertar que já havia sido sacanagem o suficiente com a minha irmã pelo dia. - Mas e então Allie, quais seus planos agora? Antes que pergunte, você não perdeu muita coisa durante o tempo que esteve fora. Foi até bom que voltou, eu já estava começando a ficar entediada.
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Re: Bosque

Mensagem por Christina R. Lockhart em Qua 19 Nov 2014 - 21:24

Saio dalí.
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Re: Bosque

Mensagem por Tessa Hoyer Lightwood em Sex 5 Dez 2014 - 0:44

Chego ali, dou uma voltinha, caço meu namorado e, não o achando, vou embora. :c
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Re: Bosque

Mensagem por Emilly Victoire Pevensie em Qui 8 Jan 2015 - 1:53



Bosque

Depois de revirar minhas gavetas, achei o cordãozinho que tanto queria. Enrolei ele nos dedos e o coloquei no bolso. Após colocar um chinelo de dedos, mesmo, saí do chalé e olhei desejosa para o refeitório e resisti ao impulso de ir até lá. Havia combinado de ir à praia para "comer" algo. Com suspiro dei as costas ao refeitório e segui em direção à praia, um pouco mais cedo que o combinado. Tinha algo que eu precisava fazer.
 Depois de caminhar por algum tempo na praia, me agachando aqui e ali pra pegar conchas, sendo que todas haviam sido descartadas, finalmente achei a que eu queria. Girando-a várias e várias vezes nos dedos, finalmente decidi que era ela. Puxei um fiozinho do bolso da calça e amarrei na concha, fazendo um colar. É, pode parecer meio bobo, mas eu estava à procura disso há um tempo. 
 Ainda tinha 10 minutos pra ter uma companhia, então me sentei na areia e comecei a desenhar na mesma. Primeiro rabiscos indefinidos e coisas bobas, depois algumas coisas mais elaboradas - pelo menos, no nível que a areia permitia. Observei enquanto as ondas se aproximavam cada vez mais de meus desenhos, esperando que elas não levassem embora meu meio de diversão momentâneo, mas não teve jeito, elas chegaram, e, para meus azar, chegaram perto até demais.
 Levantei-me, me sacudindo toda pra me livrar da areia, mas agora que eu estava molhada, isso estava mais difícil. Resmungando um pouco, tentando me limpar volto a sentar-me no chão, dessa vez bem mais afastada da água; não queria um novo banho.
 Deitada na areia da praia, observando o céu, começo a cantarolar músicas aleatórias na esperança de não levar um bolo. E falando em bolo, meu estômago roncou. Era melhor que o filho de Hermes fizesse o que prometeu e levasse comida; eu realmente estava com fome. 
 Passou-se uns 3 minutos comigo de olhos fechados quando dei um pulo e bati na testa.
 -Como sou burra!
 Apressadamente levanto-me e corro na direção do bosque. "Idiota, como pode se esquecer que haviam remarcado o lugar?!". Chego no local, sem ar e fraca. Ótimo, fiquei com sede, fome e cansada... Estava com a pior aparência possível, suja de areia e molhada. Quando vi o garoto quase explodi. Não precisava de espelho algum pra saber que estava imensamente vermelha.
  -Eu... Desculpa... Esqueci que tinhamos remarcado o lugar... Acabei indo parar na praia - falo baixinho, me aproximando do garoto e me sentando a seu lado.
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Re: Bosque

Mensagem por Renan L. Rocque em Qui 8 Jan 2015 - 19:50

"Ai que maldito costume esse seu, Emilly!" pensei enquanto terminava de me arrumar e pegar o suco de maracujá que eu mesmo havia preparado. Dois sanduíches, dois cachos de uva, dois copos, dois canudos. Até agora nada parecia errado. Penteei o cabelo, fazendo um topetinho como o de costume, amarrei o cadarço peguei a comida e segui direto pro Bosque.


Já tava pensando na terceira ou quarta possível desculpa quando cheguei e Vi que a menina não estava lá. Um combo de preocupação, dúvida, e alívio suave correu meu sistema nervoso e eu simplesmente olhei o relógio, sentei e fiquei esperando a menina, enquanto meu estômago roncava. Eu chegava a ouvir o sanduíche falar. "Me coma... Pode vir... Ninguém ta vendo...", mas resisti ao impulso quando ouvi os passos ecoando mais e mais alto em minha direção, me forçando a virar e depois a segurar o riso.


Mesmo com aquela pouca Luz, não era difícil perceber que a menina estava corada. Percebi que estava cansada, e arfava a cada palavra, como se usasse tudo que tinha de energia para falar.


Dei um beijo na testa dela, ignorando o pedido de desculpas, e vendo que estava um pouco molhada e suja de areia, por ter errado o local. A menina me parecia muito desgastada.

— Aceita? — estendi o enorme hambúrguer e um copo de suco na direção dela — Correu bastante, hein?
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