Cozinha

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Cozinha

Mensagem por Christina R. Lockhart em Sab 21 Dez 2013 - 21:18

I don't need faith, I need money.

Aquilo era nojento? Sim, era. Aquilo era constrangedor? Mais ainda. Mas, era necessário. Incrível as coisas que apelamos e acabamos fazendo para conseguir dinheiro, o que era meu caso. Lá estava eu indo em direção a cozinha do pavilhão após o almoço, afim de ajudar minhas novas colegas de trabalho, hárpias, com o serviço do dia. Eu havia me candidatado a ajuda-las a lavar louça, atividade que geralmente servia de punição de detenção à aqueles que desrespeitavam alguma regra do acampamento ou que aprontassem alguma - o que nunca foi meu caso. A parte boa, além dos dracmas que ganharia, era que fazia frio por ser Dezembro e a cozinha era quente devido a lava utilizada para lavar a louça e panelas. Devido a lana era necessário usar luvas e avental especial.

Me arrependi e quis voltar assim que adentrei a cozinha, mas me lembrei do real motivo para estar ali, então ergui a cabeça corajosamente e cumprimentei as hárpias, avisando que estava ali pra ajudar. Elas me encararam com indiferença e apontaram para o equipamento para os campistas, que mais parecia equipamento de forjas. Sem segundas opções, vesti o avental e as luvas especiais e comecei o trabalho. Comecei pelas panelas, mergulhando-as na lava e em seguida esfregando com uma esponja que não parecia ser muito higiênica. Me perguntava como aquelas panelas, que pareciam tão simples, conseguiam suportar aquelas altas temperaturas sem deformar. De qualquer forma, após lavar a primeira paneja eu já estava suando como um cachorro molhado, mas eu não poderia desistir agora - ou sairia de lá sem ganhar nada. Repeti o processo de lavagem valentemente até que as panelas acabassem. - Finalmente - disse exausta após a última panela, respirando pesadamente pelas condições quentes do local, ainda transpirando tanto quanto um cachorro molhado. Para meu desespero porém, uma das hárpias da limpeza me olhou com desaprovação, apontando para uma pilha de pratos e bandejas usadas que estavam na fila para ser lavado. Naquele momento tive vontade de desmaiar ali, propositalmente. Sem exageros. Poderia passar o dia todo em treinos, matando monstros, bonecos de palha, escalando paredes, o que quiser sem me cansar, mas eu de fato estava cansada de lavar louça naquele lugar quente. Mas eu não poderia desistir depois de tudo o que fiz. Segui relutante até a pilha de pratos e bandejar e mergulhei tudo aquilo dentro da lava. Após mergulhados e sem restos de comida, pegava um de cada vez e esfregava. Felizmente, as hárpias eram menos vagabundas que muita filha de Afrodite, e não me deixavam fazer aquele trabalho sozinha. Em outras palavras, tinha que lavar pratos e bandejas de todos do Acampamento, mas pelo menos tinha ajuda.

Não vou mentir. Demorou muito para terminar aquilo, e por um dia senti pena daquelas criaturas que trabalhavam todos os dias pelo Acampamento. Tipo, senti pena mesmo, porque elas de fato soltavam penas pela cozinha, o que não era nada higiênico. Depois de horas de trabalho, os pratos e bandejas acabaram, o que foi bom, porque provavelmente não aguentaria nem mais um segundo ali. Retirei meu avental e luvas e deixei ali. Desejei feliz Natal as hárpias, seja lá como elas comemoravam o Natal - depenadas na panela, talvez -, e saí dali na intenção de pegar meus dracmas.

Não abra:
Parabéns, semideusa, as harpias gostaram do teu trabalho e mandaram que eu te recompensasse. Quem diria, hein? Futuro bom como empreguete. +50 dracmas para você. ~Quione
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Re: Cozinha

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Qui 2 Jan 2014 - 22:31



 Eu procurava desesperadamente formas de conseguir dracmas. Eu já estava acostumado a trabalhar no verão – entregando pizzas, lavando carros, dando aulas de surf pra crianças-. Contudo, os trabalhos remunerados do acampamento eram bem diferentes, como colher morangos. Eu lá tenho cara de agricultor? Ainda assim busquei na lista de atividades algo que pudesse fazer. E lá estava lavar louça com as harpias. Geralmente colocavam como punição, o que eu não entendia o porquê já que é uma atividade tão simples. E apesar de ser algo chato, eu poderia mexer com água e tornar o trabalho mais agradável.

 
Depois da refeição no pavilhão do refeitório, desci uma escada que levava à cozinha subterrânea. O local era bastante espaçoso e quente, com louças espalhadas enquanto as harpias voavam de um lado pro outro. Uma delas parou e me olhou desconfiada. Levantei as mãos em sinal de paz. – Sou o voluntário de hoje. – disse. Fui empurrado até uma pia feita de metal e com... lava. Isso, lava. Por que ninguém me avisou que elas usavam lava e não água? Encarei aquilo boquiaberto, pensando se tinha jeito de voltar atrás. Entretanto, um avental pesado e luvas já tinham sido jogados em cima de mim. Limpei o suor da testa que já estava ali antes mesmo do trabalho começar e tirei a camisa, vestindo o avental e as luvas.
 
A parte do trabalho que as harpias passaram pra mim foram os pratos. E não eram poucos. Eu não tinha noção de que tinham tantos campistas assim no acampamento. Usei uma bucha feita de fios de metais variados pra esfregar os pratos. Não sabia como as louças não arranhavam ou derretiam, de fato eram feitas de um material muito bom. Mergulhava prato por prato na lava quente e limpava a sujeira usando a bucha. Vez ou outra parava para limpar o suor com a camisa. – Cozinha quente dos infernos... – resmunguei após uma pilha de pratos limpos. Contudo, ainda faltavam muitos. Fiquei com pena das harpias que precisavam trabalhar nesse forno todos os dias. Será que elas tinham folga ou férias? Abandonei as digressões pra prosseguir com meu trabalho.
 
Mergulha prato na lava. Esfrega o prato com a bucha. Mergulha de novo na lava. Empilha junto com os outros limpos. O tempo foi passando e a louça ficando limpa. Eu já havia amarrado a camisa na cabeça como um lenço pra impedir o suor de cair nos olhos. Assim que terminei de limpar tudo olhei pra harpia que parecia ser a chefe e esperei sua aprovação. Ela observou minuciosa e permitiu que eu saísse. Lavar a louça depois dos jantares da minha avó servia pra algo, afinal de contas. Guardei o avental e as luvas e fui tomar um banho no chalé antes de ir até Quíron buscar meu dracmas.

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Re: Cozinha

Mensagem por Blake Schneewind Dewey em Ter 7 Jan 2014 - 16:34



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porque nada melhor do lavar pratos para construir a fibra moral

Se eu estava ali por vontade própria? Sem chance! O chalé de menor nota na inspeção semanal acabava ficando com os piores horários para usar o chuveiro, além de ter que ajudar as harpias na lavagem dos pratos, talhares e copos utilizadas nas refeições feitas no Acampamento. Àquela semana o chalé não estava em minha responsabilidade, o contrário disso, um outro meio-irmão meu é que havia ficado responsável por efetuar a limpeza, contudo é óbvio que não cumpriu com suas obrigações e todos havíamos sido obrigados a ajudar nas cozinhas. Esperava encontrar ali, no mínimo, Isabelle, mas as harpias me disseram (foi uma conversa complicada de se entender) que até então eu era o único ajudante a dar as caras no dia. Droga. Mas não havia mais o que fazer, certo? Calcei as luvas e o avental, ambos utensílios para minha proteção, e então fui encaminhado para a lavagem em lava corrente. Ali dentro fazia muito calor, mas muito mesmo, e dizia-se que até os filhos de Hefesto tinham dificuldade em manter longe o incômodo causado por isso. Fiquei ao lado de duas harpias feiosas, cada qual me olhando a cada cinco minutos como se eu fosse o lanche da tarde ou algo do gênero. Repeli a ambas com um olhar rápido, irritado e ao mesmo tempo ameaçador. Havia herdado algumas características de meu pai, principalmente os bons costumes para com os desconhecidos. Mãos na massa, ou melhor, na louça, comecei a esfregar os pratos com lava quente. Nada contra a água e suas propriedades com relação a limpeza, mas era verdade que Dionísio fazia bem em usar da lava. Os pratos ficavam brilhantes, de verdade, muito embora custassem certo esforço da minha parte. Era péssimo ter de ficar apertando os olhos para evitar lacrimejar graças ao calor. Acabei, após certo tempo, perdendo a conta de quantos pratos e copos já havia lavado. As harpias vez ou outra arriscavam conversar entre si, mas seu dialeto era muito limitado e logo desistiram no momento em que deixei escapar uma risada ao escutar as duas ao meu lado trocarem “informações” (fofocas).

Embora a louça parecesse ser infinita, a harpia “chefe” terminou me mandar-me para outra tarefa, que era justamente guardar os pratos, talheres e copos em suas respectivas prateleiras. E, acredite ou não, haviam muitas prateleiras e uma incontável pilha de pratos equilibrados. Suspirei pesadamente. Era entediante ter de ficar indo de um lado para o outro para guardar o material lavado, entrementes conseguia ser menos desgastante do que ter o rosto exposto a lava. Quer dizer, a tarefa era fácil e sem nenhuma emoção, o que logo me deixou com saudade da lava corrente. Ia me dirigindo as prateleiras com uma pilha de cinco copos quando uma harpia passou correndo por mim, esta bateu bruscamente contra meu ombro e quase caí no chão. Os copos já não tiveram tal sorte, indo três deles se espatifar no chão antes que eu conseguisse mantê-los entre meus braços estendidos. Ops. Pareceu que todas as harpias se viraram em minha direção quando a “chefe” percebeu o que havia ocorrido. Quase me senti de volta ao orfanato, justamente naqueles momentos em que você está prestes a ser culpado por algo que não fez propositalmente. Abri a boca para balbuciar desculpas chulas, mas antes disso a harpia indicou que eu saísse dali antes que quebrassem a ordem de só comer campistas após o toque de recolher. Não contestei, invés disso deixei as luvas e o avental para trás, dando o fora dali o mais rápido possível.  

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Re: Cozinha

Mensagem por Flynn Ehlers Sieghart em Seg 13 Jan 2014 - 7:56


doing the dishes I
Talvez não tenha realmente sido a melhor ideia ir para a cozinha do acampamento no subterrâneo logo após o almoço. Hoje eu iria auxiliar nas tarefas do acampamento e após olhas a pilha de louça, surpreendi-me em como os campistas eram capazes de deixar pratos, talheres e copos tão nojentos. As harpias realmente demonstravam que não gostavam dos campistas, enquanto ela me mostrava como eu deveria lavar a louça com a lava, imaginei se ela não iria a qualquer momento arrancar a minha cabeça e a devorar ali mesmo. Após ser instruído, coloquei as luvas e o avental que eram de um resistente material chamado asbesto. A lava descia de uma abertura na parede e caía em uma outra abertura no chão, não fazia e ideia de onde ela vinha, provavelmente, estava ali de forma mágica. Aquela era a "pia" do acampamento.

— Eca, que nojo! — exclamei quando peguei em um dos pratos e uma substância gosmenta impregnou na ponta de minha luva. Coloquei o prato embaixo da lava corrente e ia esfregando com cuidado. As luvas e o avental me protegiam das queimaduras da lava, mas não impediam que eu não sentisse o calor. A sensação era como se meu corpo estivesse próximo as fornalhas das forjas. Quando retirei o prato da cachoeira de magma, notei que a louça estava impressionantemente limpa, reluzia praticamente. — Vamos semideus, você tem tudo isso aqui ainda pra lavar — a harpia nem ao menos permitira que eu observasse o meu trabalho. Segui realizando o mesmo processo, colocava a louça na pia de lava e esfregava com cuidado. Meu corpo suava e minhas mãos estavam em um mini forno que assava lentamente naquelas luvas, será que isso era normal?

Tive que tomar um cuidado maior nos talheres, eles poderiam derreter caso ficassem tempo demais. Tive que dar um fim rápido as duas facas que eu acabara derretendo, ninguém precisava saber, não? Em pouco mais de uma hora e meia, conseguira terminar toda a tarefa de lavagem. — Terminei de lavar... — disse para a harpia instrutora. — Ótimo, agora guarda tudo e talvez não iremos de estraçalhar aqui na cozinha — era melhor não questionar estando em uma cozinha com tantas harpias, mas não é como se eu não fosse capaz de lidar com elas em uma batalha. Retirei minhas luvas e abri os armários, peguei alguns pratos e logo pude sentir que ainda estavam bem quentes. Não que fosse me causar queimaduras, mas era um pouco desconfortável carregar aquela louça toda cruzando a cozinha e suando cada vez mais.

Empilhei os pratos, enfileirei os copos e organizei os talheres de forma mais exemplar o possível. Com o trabalho terminado, notei que os outros campistas estavam horríveis aparentemente, perguntava-me se também não estaria do mesmo jeito. Aposto como os filhos de Afrodite nunca apareciam por ali. As harpias me deram permissão para ir embora e rapidamente o fiz, precisaria de um banho e noites de terapia para esquecer a gosma nojenta dos pratos. Saio dali. 
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Re: Cozinha

Mensagem por Lyra Chevalier em Qua 15 Jan 2014 - 23:54

Em minha última visita a uma das lojas do acampamento, havia visto equipamentos que realmente havia me deixado louca. Eu simplesmente estava procurando desesperadamente por métodos de conseguir dracmas, e como Quíron era muito gentil - considere sua gentileza me apresentando à morte - havia me arrumado um pequeno serviço sujo. Quando eu digo "sujo" quero dizer, realmente. Não tinha certeza de em qual altura da conversa eu concordara com ele em ser prometida como ajudante das hárpias naquele fim de semana. - Eu não acredito nisso. - Resmunguei e apertei meus dentes, travando o maxilar. Já não bastava o calor incomodo que fazia em todo o acampamento, agora eu estava indo em direção a provavelmente o local mais quente de todo ele. - Deuses, isso pode ser considerado um castigo. - Resmunguei uma última vez ao sentir o vapor quente assim que abri a porta da cozinha. Um das hárpias virou-se em minha direção, e senti um calafrio subir por minha espinha assim que ela perguntou se eu era a campista que havia sido prometida por Quíron.

Aparentemente, sim. - Mas não para refeição, espero eu completei mentalmente após falar simplesmente enquanto caminhava em direção aos equipamentos que me eram apontados. Tive impressão de que poderia ter meus membros arrancados a qualquer momento, e o fato de saber que podia realmente, não melhorava em nada minha tensão. Ignorei o que ocorria ao meu redor e comecei a dedicar-me ao meu trabalho, já estava devidamente protegida, então, comecei a mergulhar os pratos na larva e a esfregá-los com uma esponja que parecia ser feitad e metal puro, e também parecia levemente enferrujada. O suor começou a aparecer assim que mergulhei o terceiro prato na lava, podia sentir minhas costas ficando cada vez mais úmidas assim como minhas mãos. Eu estava extremamente incomodada, mas fazia de tudo para não demonstrar aquilo pois, sabia que provavelmente iriam me explorar muito mais se percebessem. Finalmente, eu havia acabado com a imensa pilha de pratos, agora precisava me dedicar aos talheres, mergulhei um por um na lava e repeti metodicamente os movimentos.

Podia sentir uma sensação morna através das luvas, e sempre que a lava borbulhava, eu tinha uma péssima impressão de que meu equipamento iria ser derretido. Aliás, como eles aguentavam aquela temperatura toda? - Deuses, aqui é mais quente que o inferno! - Praguejei e tombei minha cabeça para trás enquanto ouvia uma piadinha de uma das hárpias sobre eu nunca ter ido ao submundo. Lancei um olhar mortífero na direção da mesma, e cheia de pampa corrigi-a. - Na verdade, eu já estive lá. Fui levada por Tânatos a pedido de Lady Perséfone. - Sorri vitoriosas ao fazer a galinha gigante ficar cacarejando sobre como os deuses chamavam os campistas por coisas fúteis quando tinham vários serviçais aos seus pés - no caso monstros. Continuei meu trabalho quase escravo, e tive a impressão das hárpias estarem abusando de mim, pois assim que limpei o último talher foi depositado uma pilha de panelas ao meu lado. Abri minha boca e fechei várias vezes, a sensação térmica a esta altura era de "sambando no inferno de Dantes".  

Felizmente, as hárpias já estavam mais adaptadas ao trabalho do que eu, então a cada uma panela que eu terminava de lavar, era três que cada uma delas haviam lavado. Perdi a noção do tempo, mas não perdi a noção do quanto minha garganta estava seca, do quanto eu estava suando e como queria sair logo dali. Por fim, mergulhei a última panela visível na lava e esfreguei-a animadamente por saber que logo poderia deixar aquele lugar. Olhei para as galinhas gigantes maltratadas ao meu lado, e compreendi parte do mal humor delas. Se eu trabalhasse daquele modo todos os dias, definitivamente não iria ser gentil com nada nem ninguém. Tudo finalmente estava limpo, então, retirei todo o equipamento e mesmo que minha vontade fosse sair correr loucamente dali, guardei devidamente o equipamento onde eu os havia pego e olhei da direção das hárpias que estavam empoleiradas pelos cantos, provavelmente cuidando de alguma outra tarefa. - Até... Algum dia. - Despedi-me e deixei o local, indo em direção a casa grande.  
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Re: Cozinha

Mensagem por Naomi Pallas Ludwing em Dom 15 Jun 2014 - 17:22

"Uni duni tê", pensava baixinho enquanto tentava escolher um dos cupcakes que estavam na bandeja a minha frente. Todos pareciam extremamente saborosos, além de serem lindos. E eu já estava praticamente saciada só de olhar para eles, ou pelo menos meus olhos estavam muito saciados com a ótima visão. Só que eu ainda precisava experimentar um deles e não conseguia escolher. O azul, o vermelho ou o laranja, eram essas as opções dadas as cores das coberturas. Olhava furtivamente para os lados pensando em pegar logo os três, mas simplesmente não achava que seria uma atitude bonita da minha parte. Então continuei olhando, olhando e olhando. Finalmente fechei os olhos e repeti mentalmente enquanto apontava para eles "uni duni tê" e acabei terminando com meu dedo indicador em cima do glacê laranja de um dos cupcakes, lambi o dedo e sai com ele nas mãos, mordiscando meu doce porta a fora.
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Re: Cozinha

Mensagem por Cassie Ferrer Schmidth em Dom 15 Jun 2014 - 21:42

Acordo e vou direto para a cozinha, afinal de contas fome era meu nome do meio. Eu queria mesmo comer o mundo, mas o café da manhã não estava nem servido ainda. Eu tinha esperança de conseguir roubar alguma coisa e comer assim tão cedo. Furtivamente entrei andando e olhando a cozinha a minha volta. Terminei encontrando alguns biscoitos, os quais mordisquei animadamente antes de sair dali e ir arrumar alguma outra coisa pra fazer pelo acampamento, pelo menos ate a hora de voltar e tomar café de verdade.
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Re: Cozinha

Mensagem por Cassie Ferrer Schmidth em Ter 24 Jun 2014 - 22:13



Nunca era possível se livrar de fato da bagunça do chalé de Hermes, ainda mais quando você almoçava na mesma mesa de campistas com quem dormia. E a barulheira era algo interminável. A verdade é que eu estava extremamente entediada para me importar com o que acontecia a minha volta, Veig estava conversando alegremente com uma garota que eu não lembrava o nome, as duas estavam sentadas do outro lado da mesa, a apenas duas pessoas de distância. Eu nunca fui alguém muito quieta ou comportada, então peguei uma colherada do purê de batatas do meu prato, posicionei-a de maneira que minha mira não falhasse e joguei. O purê bateu no queixo de Veig, fazendo com que ela interrompesse sua frase no meio e me olhasse irritada. Todos os campistas que viram começaram a rir no mesmo instante, assim como eu.  — Só queria te pedir pra me passar o frango, Veig. — Disse no tom mais debochado que pude. 
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Re: Cozinha

Mensagem por Christina R. Lockhart em Seg 28 Jul 2014 - 20:47

Fiquei feliz que Chaz havia topado a minha proposta, apesar de sua expressão denunciar que me achava louca. Mas eu não ligava. Há muito tempo queria fazer alguma loucura como aquelas, e finalmente a oportunidade tinha aparecido agora que ele estava de volta. Só esperava não acabar me ferrando - muito - por isso. Pedi para que Chaz me encontrasse depois das 2h, para ter certeza de que mais ninguém estivesse acordado. Como combinado, deixei o chalé 12 às 2h em ponto, caminhando na ponta dos pés. Não lembrava exatamente onde tinha combinado de encontra-lo, mas no final das contas, ele quem acabou me encontrando - e me assustando, aliás. - Você quase me matou do coração! - resmunguei sussurrando, enquanto Chaz se segurava pra não cair na gargalhada e acordar o acampamento inteiro. - Para de rir e vem logo - revirei os olhos, puxando-o em direção a cozinha. Tentei caminhar atenta ao sinal de hárpias ou qualquer outra criatura que poderia nos colocar em problemas, mas pelo jeito a segurança do Acampamento Meio-Sangue estava indo de mal a pior. - Eu sempre quis tentar fazer isso - comentei enquanto tentava abrir a porta com um grampo. Demorou, mas eu consegui. Adentrei a cozinha como uma criança feliz num parque de diversões, puxando meu namorado comigo.
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Re: Cozinha

Mensagem por Noralys Carter em Qui 28 Ago 2014 - 21:50

 Harpias, louças sujas e dracmas....
Após limpar o chalé de Hermes, decidi conseguir algumas dracmas auxiliando as harpias na limpeza das louças. Calcei as luvas e pus o avental. Okay, eu estava ridícula vestida deste jeito, mas não havia outra maneira. Me aproximei, tomei posse de uma parte da enorme pia, peguei uma esponja que era maior do que eu conhecia, e comecei a esfregar pratos e talheres, também copos. Eu não imaginei que lavar pratos seria uma força tarefa, tinha pilhas e mais pilhas de pratos, eu quase senti pena das harpias. Uma delas me olhou com uma cara nada boa, e ela não era nada bonita. Ignorei-a e logo outras se postaram ao meu lado, lavando numa rapidez incrível. Tentei imitá-las, mas eu não estava acostumada com essa demanda. Não puxei assunto, afinal eu não tinha assunto e os pratos sujos estavam interessantes naquele momento. Diminuí três pilhas de pratos em um tempo razoável, voltei minha atenção para os talheres, que pareciam milhares, garfos, facas e talheres. Mais um tempinho depois, consegui fazer minha parte nos talheres e comecei a limpar os copos. 
Eu jurei a mim mesma nunca mais precisar entrar ali novamente, nem mesmo por dracmas. Por Afrodite, minhas unhas estavam estragadas e tenho certeza que meu cabelo está um ninho... perfeito para harpias mal encaradas.
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Re: Cozinha

Mensagem por Noralys Carter em Qui 28 Ago 2014 - 21:53

@Noralys Carter escreveu:
 Harpias, louças sujas e dracmas....
Após limpar o chalé de Hermes, decidi conseguir algumas dracmas auxiliando as harpias na limpeza das louças. Calcei as luvas e pus o avental. Okay, eu estava ridícula vestida deste jeito, mas não havia outra maneira. Me aproximei, tomei posse de uma parte da enorme pia, peguei uma esponja que era maior do que eu conhecia, e comecei a esfregar pratos e talheres, também copos. Eu não imaginei que lavar pratos seria uma força tarefa, tinha pilhas e mais pilhas de pratos, eu quase senti pena das harpias e sem mencionar a lava fumegante. Uma delas me olhou com uma cara nada boa, e ela não era nada bonita. Ignorei-a e logo outras se postaram ao meu lado, lavando numa rapidez incrível. Tentei imitá-las, mas eu não estava acostumada com essa demanda. Não puxei assunto, afinal eu não tinha assunto e os pratos sujos estavam interessantes naquele momento. Diminuí três pilhas de pratos em um tempo razoável, voltei minha atenção para os talheres, que pareciam milhares, garfos, facas e talheres. Mais um tempinho depois, consegui fazer minha parte nos talheres e comecei a limpar os copos. 
Eu jurei a mim mesma nunca mais precisar entrar ali novamente, nem mesmo por dracmas. Por Afrodite, minhas unhas estavam estragadas e tenho certeza que meu cabelo está um ninho... perfeito para harpias mal encaradas.
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Re: Cozinha

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Sex 19 Set 2014 - 12:20




 Acabei por nem dormir antes de encontrar Chris ou eu certamente não acordaria. Só passei no chalé pra tomar um banho e ficar cheiroso pra namorada, depois gastei o tempo jogando video-game no chalé de Hermes com uns amigos até que a madrugada chegasse. Assim que deu a hora marcada, fui até o chalé 12, mas ela não estava na porta. Estava quase invadindo a casa das proles de Dionísio quando a vi um pouco distante dali. Caminhei rapida e silenciosamente até ela, abraçando-a de costas e beijando seu pescoço. Ela levou um susto tão grande que precisei morder as bochechas pra não rir e fazer barulho.

Já na cozinha, fui arrastado por Chris pra bem longe das "pias de lava" até as enormes geladeiras. Abrimos todas as portas e foi como abrir as portas pro paraíso. As luzes internas das geladeiras iluminaram um pouco o local e eu via tanta comida que parecia um sonho. Só faltava uns querubins descerem tocando harpas, porque  meu estômago já estava num animado coro de "aleluia". Peguei os ingredientes pra fazer panquecas doces e comecei a prepará-las em um dos fogões ali do lado. Só vi Chris pegando um pote de nutella com tanta rapidez que esperei ela abraçar o pote e dizer "my precious". - Essas panquecas ganhariam o Top Chef, sério. - disse trazendo o prato com a pilha até onde a loira estava e deixando a louça suja no fogão.

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Re: Cozinha

Mensagem por Christina R. Lockhart em Seg 6 Out 2014 - 22:34

Quando deixei o chalé doze, já imaginava o que atacaria primeiro quando finalmente estivesse frente a frente a geladeira - o que aliás abriu bastante o meu apetite -, porém a imagem de um grande pote de Nutella fez com que os planos sumissem da minha mente. Quem guarda Nutella na geladeira?! wtf?! A resgatei dali rapidamente e procurei uma colher em uma das gavetas, o que não foi tão difícil de achar. Me sentei no balcão da pia como uma criança e comecei a Nutella como se não houvesse amanhã, tentando evitar imaginar o que as harpias faziam com aquele pote.

De repente um cheiro bom vindo do meu lado me chamou a atenção, assim como a voz de Chaz falando das panquecas que estava fazendo. Sorri ao ouvi-lo dizer que as panquecas venceriam o Top Chef e desci do balcão, afim de espiar o que ele estava fazendo. - Não sabia que você sabia cozinhar  - eu ri enquanto o abraçava por trás, tentando espiar por cima de seus ombros o que estava fazendo. - Pelo jeito você aprendeu bastante coisa enquanto estava no Acampamento Romano. O cheiro está bom, mas o gosto pode não estar né - brinquei antes de beijar seu pescoço. O cheiro estava realmente ótimo. Ótimo o suficiente para me fazer esquecer o pote de Nutella em cima da pia e abrir meu apetite de novo. Por outro lado, o cheiro bom da panqueca também me preocupava. E se alguém notasse que estávamos ali? Eu adorava toda a adrenalina de estar escondida ali com meu namorado e o perigo de sermos pegos a qualquer momento, mas também temia por nossas vidas (-q), então tentava bolar algum plano de emergência causo algo acontecesse, como se esconder na pia ou no armário. Infelizmente, não me vinha plano nenhum. Voltei a xeretar a geladeira e retirei dali duas latas de refrigerante. - Eu deveria ter lembrado de trazer vinho. Se bem que nós dois, vinho, esconderijo e perigo de harpias a espreita não é uma boa combinação - abafei o riso lembrando de velhas aventuras, enquanto observava Chaz jogar panquecas no ar como um profissional, deixando algumas cair de vez em quando.
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Re: Cozinha

Mensagem por Chaz W. Moriarty em Dom 2 Nov 2014 - 0:05





Observava a massa ficar grossa e empelotada para virar a panqueca na frigideira. Estava quase acabando quando Chris me abraçou e acabou me distraindo, fazendo com que eu derrubasse uma panqueca. Estava prestes a aplicar a regra dos cincos segundos, mas já tinha uma quantidade suficiente então deixei pra lá.  - Mas eu sempre soube cozinhar o suficiente pra sobreviver! - respondi um pouco ofendido por ela desconfiar do gosto do meu prato. - E no AJ eu só comi mesmo e muito, as aurae passam com tanta coisa que parece o paraíso culinário...

Continuei terminando de cozinhar enquanto Chris soltou minha cintura e foi buscar refrigerantes falando sobre um outro encontro que tivemos. Sorri olhando pra ela. - Já eu acho que foi uma ótima combinação... - pisquei antes de voltar minha atenção pra frigideira. Tudo pronto. Peguei o prato e mais dois garfos, derramei leite condensado na pilha de panquecas e fui me sentar ao lado da loira no balcão. Comecei a comer sem cerimônia porque estava realmente com fome e, modéstia a parte, estava muito bom. 

- Eu acho que seria uma boa se... espera, você ouviu isso? - estava pro meu prestes a sugerir colocar um frigobar no meu chalé quando escutei um silvo agudo. Pensei que poderia ser minha cabeça, mas o barulho se repetiu. Droga! Correr depois de comer dá indigestão, mas eu que não ia desperdiçar. Coloquei o que sobrava das panquecas tudo na boca e falei de boca cheia: - E agora?
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Re: Cozinha

Mensagem por Christina R. Lockhart em Seg 3 Nov 2014 - 22:05

Não demorou para que as panquecas de Chaz ficassem prontas, e agora com o apetite aberto, não demorou para que eu perdesse o interesse pelo pote de Nutella e começasse a dar umas garfadas nas panqueca com leite condensado no prato em suas mãos. De início estranhei o leite condensado, mas estava muito bom. – É... Não ficou tão ruim – fiz uma careta pouco surpresa, tentando sem sucesso reprimir o riso ao ver a expressão ofendida de Chaz. – Brincadeira! Tá uma delícia – eu ri antes de puxar seu rosto e beijar sua bochecha. – Vamos fazer isso mais vezes. Você também precisa conhecer meus dotes culinários, que modéstia a parte, são quase profissionais – disse pegando outra garfada de panqueca. Chaz não parecia tão convencido, mas fez que sim com a cabeça, já que estava com a boca cheia demais pra responder.

Chaz estava prestes a dizer algo quando um som tomou sua atenção e o interrompeu. – Ouvi sim. Droga! – respondi enquanto praguejava mentalmente. Já esperava que aquilo fosse acontecer, mas achei que teríamos mais tempo, já que imaginava que as harpias descansavam pelo menos um pouco durante a noite. Deixei o garfo em cima do balcão e segui abaixada até a porta da cozinha, onde me atrevi colocar o nariz pra fora e dar uma espiada. Haviam algumas harpias patrulhando área de fora do pavilhão do refeitório, como se soubessem que havia algo de errado e campistas fora da cama ali. Tentei me virar para avisar Chaz da situação e abafei um grito de susto ao notar que ele já estava atrás de mim, observando por cima do meu ombro. Suspirei e voltei a observar as harpias a espreita, esperando o momento certo. - Pronto pra correr? - "como nos velhos tempos?", completei mentalmente. Não esperei que respondesse antes de puxa-lo pela mão e sair correndo dali. E tenho que admitir: eu senti falta daquele tipo de adrenalina.

OFF: Continue em qualquer outro local -q.

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Re: Cozinha

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Ter 30 Dez 2014 - 16:43

Ignorando todo o calor da maior parte do subterrâneo, usada pelas Harpias para lavar prato com lava - que os pais e mães nunca ouçam falar disso - me encaminho até o fim da cozinha, reservado às prateleiras de alimentos que não surgiam do absoluto nada.
Estreitando os olhos ao analisar minhas opções, primeiro abro a geladeira, abrindo uma latinha de fanta uva para tomar aos golinhos enquanto tentava resolver o maior dilema da humanidade: biscoito ou bolacha cookies, salgadinhos ou cupcakes.
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Re: Cozinha

Mensagem por Roonie Ferrer Schmidth em Sab 3 Jan 2015 - 15:27

Roonie não costumava sentir fome de noite; na realidade, não costumava sentir nunca. Mas, por algum motivo completamente desconhecido, acordara com o estômago incomodando-lhe ao clamar por alimento naquela noite. Resolvera, então, ir buscar alguma coisa, já que seu estoque (e o de seus poucos irmãos, diga-se de passagem) de doces e demais besteiras tinha acabado. Com a maior discrição possível, a menina saiu de seu chalé e foi até o Pavilhão Refeitório. Sentou-se, a escuridão, na mesa que pertencia ao seu pai. Esperava que pudesse brotar alguma pizza ou um sanduíche onde normalmente aparecem as refeições; mas depois de cinco minutos esperando, Roonie concluiu que aquela magia esquisita ou sei lá o quê era muito regulada e só daria alguma coisa comestível no horário do desjejum. Bufando, Roonie resolveu apelar para o plano B: a cozinha. Já conhecia o caminho devido a penalidade de lavar a louça após ter perdido a competição de chalés. O calor do caralho que fazia lá embaixo (recorrente ao modo como a louça era "lavada" - literalmente, lavada) fez a menina bufar. - Oi? - chamou, ao ver uma garota que não reconhecia por estar de costas.  
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Re: Cozinha

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Sab 3 Jan 2015 - 15:46

Cookies. Definitivamente cookies. Quer dizer, não definitivamente. Porque aqueles cupcakes eram AZUIS. E por favor, quer algo que combine mais com fanta uva que fandangos de queijo? Ah, que fosse, eu tinha a eternidade para entrar em um peso legal depois daquilo, de qualquer forma. Os três. E pronto. Latinha e um cookie em uma mão. Cupcake na outra. Pacote da Elma Chips na boca. Quem quer que fosse a morena desconhecida dona daquela voz, deve realmente ter amado a cena que viu.
- Oi -grunhi o melhor que pude,ainda segurando a embalagem com os dentes. - Tem mais ali - indiquei, com a mão da latinha, finalmente deixando o salgadinho pendurado apenas pelo mindinho e o anelar da mão do cupcake. - Aliás, pode pegar outra fanta uva na galadeira, por favor? - pedi, como se a conhecesse à tempos e fosse só mais uma reunião amigável, enquanto escorregava a parede para sentar-me no chão, dispondo meu pequeno banquete noturno ao meu redor.
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Re: Cozinha

Mensagem por Nichollas Malk. Haferlach em Sab 3 Jan 2015 - 16:06




      Acho que ali era o unico lugar que ainda restavam resquícios de pessoas vivas. Entrei na cozinha e vi duas garotas conversando, preferi ficar afastado. Comer e sair dali o mais rapido que pudesse. Abri a geladeira (o que não se pode fazer, eu acho) então foi roubo mesmo. Havia dormido demais, e quando isso acontece acordo mais cansado e preciso de doces pra ativar de volta minha produção de energia. Á pesar de achar que nada disso deveria acontecer, afinal, filho de zeus... 
       Olhei para as garotas de canto de olho, enquanto pegava o pote de sorvete. Reconheci as duas, uma delas até demais. Sorri abaixando a cabeça e pisquei pra ela. Caminhei até elas e passei entre as duas, propositalmente, pra pegar uma colher. Passei novamente e me sentei em cima do balcão, de costas para as duas. Olhei por cima do ombro pra elas e assenti, como quem dizia que o sorvete estava maravilhoso. Fiquei ali por um bom tempo, mas não tempo o suficiente para o sorvete derreter. Ele acabou antes disso. Lambi a colher e a depositei ao lado das meninas.

- Está lavada. 

Sorri e caminhei pra fora da cozinha, antes que apanhasse. 

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Re: Cozinha

Mensagem por Roonie Ferrer Schmidth em Sab 3 Jan 2015 - 16:16

A sobrancelha esquerda de Roonie ergueu-se ao ver a cena cômica a sua frente: a desconhecida praticamente assaltando a geladeira (e armários), carregando mais do que conseguia de fato e apenas preocupada em conseguir equilibrar tudo em si. Lembrava uma foca tentando manter a bola vermelha no nariz ao tentar impedir que o pacote de Elma Chips caísse. A filha de Fobos evitou rir e assentiu, indo até o lugar indicado pela garota descoordenada. Abrindo a geladeira enorme (que mais lembrava um iglu; Roonie achava que poderia ser capaz de entrar e viver dentro da geladeira), apanhou uma Coca-Cola e uma outra latinha de Fanta Uva. - Quer mais alguma coisa daqui? - questionou, ao virar-se para a garota e arremessar a latinha. Ao terminar de pegar o que queria, a menina sentou-se ao lado da outra, que já devorava seu cupcake (este possuía uma coloração azul intensa que manchava os dentes dela). - Se não se importa... - apanhou o pacote de batatinha e abriu-o, já tirando uma deliciosa (e gordurosa) batatinha de lá. Nesse meio tempo, surgiu um garoto do nada e caminhou entre elas. Roonie enrugou a testa e olhou para a garota desconhecida, que parecia conhecê-lo. Ele abriu a geladeira, tirou de lá um pote de sorvete e depois passou novamente por elas, piscando um monte. - Será que está com conjuntivite? - questionou, num sussurro, para a garota ao seu lado. Ela deu de ombros e Roonie voltou a encarar as costas do recém chegado. Ele comia sorvete com uma rapidez anormal que fez a filha de Fobos se questionar sobre como seu cérebro não congelava. Se é que havia cérebro. Dando de ombros, ela voltou a comer as batatinhas até que ouviu um som metálico e interrompeu-se. Uma colher lambida do seu lado. O garoto indo embora. Em um pulo, Roonie pôs-se de pé e arremessou a colher na cabeça dele. - Nojento! - exclamou, chamando a atenção dele e ouvindo risos da garota que continuava sentada, com os dentes azuis.
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Re: Cozinha

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Sab 3 Jan 2015 - 16:41

- Não, obrigada. Peguei a segunda lata de fanta do dia com a mão esquerda, num gesto absolutamente ninja, ainda mais pra quem era destra. Mas, afinal, o cupcake não podia parar. Infelizmente, não era dos recheados. Felizmente, isso queria dizer que, com uma faca, foi possível cortar o bolinho em dois, achatando o glacê incrivelmente azul e fazendo um sanduíche de cupcake. Cup-íche ou Sanducake? Seja o que for, era algo totalmente vendível e rentável. O gosto era maravilhoso. O que refreou minha vontade de dizer que sim, me importava, e fez com que eu apenas acenasse a cabeça, não só dando-a a liberdade de abrir o pacote como a de se sentar ao meu lado. - Você realmente deveria pegar cupcakes. E fazer Sanducakes. Mesmo - disse, ainda com os dentes azuis, decidindo que, afinal Cup-íche era um nome horrível. E reafirmando mentalmente que garotos eram seres estranhos e nem um pouco discretos. Dei de ombros para a garota, dando a melhor resposta que eu poderia. Conjuntivite, manézice... Quem poderia saber? Certamente, só o super-ninja-engolidor-de-sorvete, que parecia ocupado demais para parecer interessado em desvendar o mistério. Não pude deixar de rir ante a fala dele, mas tive de concordar com a garota: - Sim, nojento. Quase no mesmo nível doente de esfregar porcelana com lava. Só que o oposto, claro.
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Re: Cozinha

Mensagem por Roonie Ferrer Schmidth em Sab 3 Jan 2015 - 17:16

- O oposto? - questionou Roonie, virando-se para a garota após ter sido ignorada pelo garoto com conjuntivite. Talvez aquilo fosse até bom, porque ela provavelmente lavaria a cara dele com a lava quente usada para limpar os pratos. - Tipo, limpar a lava com os pratos? - Roonie voltou a se sentar ao lado dela, mordiscando um novo salgadinho. Depois riu. - Brincadeira. Eu entendi. Mais ou menos. - deu de ombros. Roonie nunca fora muito rápida, apesar de ser inteligente. Examinou a garota com o canto dos olhos e notou que ela comia algo semelhante a um sanduíche, mas era feito de cupcake. A menina levantou uma sobrancelha (tinha uma mania enorme de fazer aquilo). - Sanducake? Eu quero um. - declarou. - Onde tem cupcakes? - perguntou, pondo-se de pé. Roonie seguiu para onde a garota indicou e sorriu ao encontrar vários cupcakes com glacês doces e coloridos. - Eles piscou pra você? Quem era ele, afinal? - Roonie apanhou o cupcake laranja e passou o dedo em seu glacê, levando-o a boca depois. Roonie escorou-se no balcão e inclinou-se para frente. - Alcança a faca, por favor? - pediu. Ainda praticamente deitada sobre a bancada, Roonie tentou cortar o cupcake e a tentativa resultou em erro. Metade do cupcake caiu no colo da garota sentada e a outra metade continuou em sua mão. A filha de Fobos cogitou tentar parecer arrependida, mas tudo que conseguiu fazer foi rir. Não em deboche: apenas estava rindo porque era engraçado. No entanto, a menina não pareceu gostar muito daquilo.
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Re: Cozinha

Mensagem por Ágatha Pevensie Kane em Sab 3 Jan 2015 - 20:50

- É. O oposto - confirmo, após achar que a garota não ouviu muito bem. Elas eram higiênicas até demais. Ele, anti-higiênico até demais. Opostos. Era pra ter sido claro. Mas, aparentemente, não foi, o que me fez franzir o cenho e me perguntar se ela era filha de Hipnos, de Éolo ou de qualquer deus assim. Que fosse. "Mais ou menos". Como entender algo mais ou menos, meus deuses? Éolo. Decididamente Éolo. Cabeça-de-vento. Filhos de Hipnos eram só lerdos. - Sim, Sanducake. A melhor invenção desde a roda - dei a última mordida no meu, antes de completar - Não que a roda possa ser comparada à essa maravilha, claro. Indiquei a prateleira das maravilhas com a mão, vendo a garota ir pegar um cupcake enquanto começava a trabalhar no cookie. Se ainda tivesse sorvete pra servir de recheio entre dois cookies... Hum. Quem quer que tenha inventado a ideia de sanduíches, foi um mestre a ser admirado por todos. A garota pediu a faca, e lançar era um opção perigosa. Mas, graças à Atena, a Força estava ao meu favor. Usando telecinesia, guiei a faca até as mãos da garota, que logo demonstrou não ter um pingo de Força em seu ser. Ebem pouca coordenação motora. - Por favor, não desperdice Sanducakes - disse, com a voz séria, enquanto pensava seriamente no sanduíche de sorvete. - Aliás, ainda tem sorvete na geladeira? - perguntei, jogando o bolinho pra ela de volta, dessa vez do jeito convencional - com as mãos.
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Re: Cozinha

Mensagem por Brooke Lefevre Bradshaw em Sex 16 Jan 2015 - 14:52




Depois de passar pelo delicioso aroma dos Campos de Morangos, mesmo que eu tivesse sido obrigada a tratar com adubo, eca. Chegar a cozinha para lavar pratos parecia realmente uma coisa desagradável. A cozinha ficava no subterrâneo do Refeitório, e o cheiro podia ser sentido de longe, era algo do tipo "tudo que você pode imaginar junto e queimado", era bem forte e um tanto quanto desagradável. Assim que entrei no lugar dei de cara com um monte de Hárpias que cuidavam da limpeza diária de tudo aquilo e logo um outro campista de aproximou perguntando se eu estava ali para limpar. — Ham, sim. Brooke se apresentando para lavar alguns pratos. — tentei soar mais confiante do que eu realmente estava e isso acabou fazendo o garoto rir. Em um breve instante ele me disse que era Charlie, filho de Hermes, e que ia me ajudar com a primeira vez naquele lugar. Charlie me entregou um avental e luvas de um material grosso e esquisito e ordenou que eu vestisse. Antes, é claro, eu prendi o cabelo em um coque alto e firme, não queria correr o risco de fazer nada com o meu cabelo. Coloquei o avental, dando um nó firme nas costas e assim que vesti as luvas pude seguir Charlie para perto de uma das pias.

Ta de brincadeira! — o lugar da pia onde geralmente víamos água com espuma estava preenchido com lava. Ele me explicou que dava as panelas e utensílios um brilho extra limpo e matava tipo todas as bactérias. — Nossa, que interessante. Isso aqui realmente vai me proteger? — ele riu e tirou as luvas exibindo as próprias mãos, ele já estava ali a algum tempo e se estava inteiro significa que eu também estaria. Uma Hárpia nos interrompeu, empurrando uma pilha de pratos na direção de cada um de nós e olhando de uma maneira pouco amistosa. Fiz uma careta e comecei o trabalho, inicialmente eu tive um pouco de receio em colocar as mãos dentro da lava, mas as luvas (que subiam até meus cotovelos) mostraram-se realmente resistentes e me permitiram limpar os pratos sem sentir nada daquele calor infernal nas mãos ou qualquer parte da pele dos braços. Meu rosto por outro lado já continha várias gotinhas de suor, o lugar era realmente quente.

As pilhas de pratos pareciam não ter fim, assim que eu via que faltavam apenas três ou quatro pratos as Hárpias surgiam com mais trinta ou quarenta. Meus braços já estavam doendo e eu já estava cansada da metódica tarefa de pegar o prato, colocar o prato dentro da lava, esfregar a lava no prato, tirar o prato da lava e colocar o prato na outra pilha, eu acho que dali eles passavam por algum enxágue especial mas naquele momento eu só conhecia esse pedaço da tarefa do submundo da cozinha. — Certo, eu oficialmente estou derretendo. — Charlie acabou rindo daquilo e balançando os cabelos curtos, fazendo com que várias gotículas de água (vou chamar de água para não dizer suor) voassem em todas as direções, incluindo em mim. Não muito tempo depois as pilhas pararam de chegar e nós finalmente fomos dispensados da tarefa. — Acho que prefiro a terra e os morangos. — falei antes de me despedir do garoto e deixar a cozinha para trás.




+50 dracmas.
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Re: Cozinha

Mensagem por Angelique F. Bittencourt em Qua 21 Jan 2015 - 17:48


Já passava da hora do almoço e ainda estava treinando com Sky. Assim que percebemos todos saindo do refeitório que nos ligamos que tinha acabado o almoço e que ainda estavamos horrivelmente sujas para tentar arrancar a comida que sobrara. Recolhemos nossos materiais e nos arrastamos a caminho dos chalé, até que eu me tocasse. — Sky, tive uma ideia. Vamos pra cozinha arrumar comida, quem sabe a gente acha coisa melhor do que o almoço? — Antes que pudesse perceber, Sky estava correndo para a cozinha, sem disfarçar.


Entramos sorrateiramente e logo eu já estava procurando bolos, dane-se comida 'de verdade'. Atrás de um pano enorme tinha uma estante lotada de bolos, cada um com a aparência melhor. Sem pensar suas vezes eu me joguei de corpo e alma em um bolo de amora e passei a devorá-lo. Olhei para trás com felicidade trasbordando para dizer a Sky que tinha muito bolo e a vi comendo strogonoff. Gargalhei tão alto que um eco soou por toda a cozinha, se alguém estivesse ali, teriam nos pego na hora e cortariam nossas mãos. Antes que Sky conseguisse formular uma briga comigo, ouvimos um barulho do outro lado da porta de entrada. Umas vozes cochichavam do outro lado e um vento frio de medo passou por mim. Se fosse alguma daquelas monstrengas, estavamos mortas. Peguei um bolo aleatório que tinha na estante e encarei Sky, que entendeu na mesma hora o que significava. Ela buscou alguma coisa que não reconheci e nos aproximamos da porta. Assim que a mesma foi aberta, gritamos e arremeçamos nossas comidas nos seres ali na frente. The treta has planted.
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Re: Cozinha

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